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CURSO DE PEDAGOGIA PROJETOS E PRÁTICA DE AÇÃO PEDAGÓGICA COORDENAÇÃO ESCOLAR POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA FORMAÇÃO DE PROFESSORES INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA DÉBORA LETÍCIA ALVES - RA 1917327 Jacareí - SP 2023 Sumário. 1. Tema 2. Situação-problema 3. Justificativa e embasamento teórico 4.Público-alvo 5. Objetivos 6. Percurso metodológico 7. Recursos 8. Cronograma 9. Avaliação e produto final 10. Referências Tema: Formação de Professores. Título: Inclusão do aluno com deficiência. Situação-problema. Sabe-se que o desenvolvimento do aluno não é de responsabilidade apenas do professor, mas, também é por parte do coordenador, pois é ele quem trabalha de forma conjunta com o professor, sendo responsável também pela sua formação. É um grande desafio aos professores o processo de inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais, pois cabe a eles construírem novas propostas de ensino, atuar com um olhar diferente em sala de aula, sendo o agente facilitador do processo de ensino-aprendizagem. Muitas vezes os professores apresentam resistência quando o assunto é mudança, causando certo desconforto, talvez o que deixe o professor mais preocupado, seja a insegurança em relação à sua inexperiência, já que nos cursos superiores aprendeu apenas a lidar com a teoria e não teve acesso às práticas pedagógicas, diretamente com alunos especiais. Justificativa Atualmente as escolas têm uma grande quantidade de alunos portadores de deficiência e é de extrema importância a inclusão dele em sala de aula, por isso se faz necessário que os professores aprendam as características de cada deficiência, assim como, maneiras de adaptar as atividades para que haja uma inclusão de qualidade. Embalsamento teórico. A formação continuada dos docentes nos dias atuais tem como objetivo o processo permanente e constante de aperfeiçoamento dos conhecimentos necessários a atividades dos educadores assegurando um ensino de qualidade cada vez maior aos seus alunos. Segundo a pedagogia é responsabilidade não só da academia, mas do espaço onde a ação acontece, uma formação, neste sentido, está aberta a novas experiências, novas maneiras de ser, de se relacionar e aprender, estimulando também as capacidades e idéias de cada um proporcionando vivências que possam auxiliar os professores e alunos a desenvolverem a sensibilidade, reflexão e perceberem seus saberes (de senso comum) às novas situações vividas na sala de aula. como ponto de partida para entender, processar e transformar a realidade no contexto escolar. A complexidade de fatores que permeiam a questão da formação continuada é bastante abrangente e está ligada ao desenvolvimento da escola, do ensino, do currículo e da profissão docente. Para além da aprendizagem da matéria a ser dada em sala de aula, a formação de professores traz consigo aspectos relevantes que constituem o ser professor. Dentro dessa perspectiva, a formação continuada, entendida como parte do desenvolvimento profissional que acontece ao longo da atuação docente, pode possibilitar um novo sentido à prática pedagógica, contextualizar novas circunstâncias e a atuação do professor. Trazer novas questões da prática e buscar compreendê-las sob o enfoque da teoria e na própria prática permitir e articular novos saberes na construção da docência. Para Morin (2000), o professor tem o dever de educar-se sobre o mundo e sobre a cultura dos estudantes para que possa responder às questões e curiosidades deles, preenchendo lacunas entre o mundo do professor (adulto), o mundo do aluno (criança e jovem), na maioria das vezes em contato com as tecnologias e o conhecimento escolar. Os conteúdos presentes nas tecnologias da comunicação, em especial na televisiva, fornecem elementos para expressão e compreensão de processos sociais, pois trazem para a cena conflitos, situações e contextos a serem debatidos e refletidos pelos sujeitos escolares (também espectadores), muitas vezes com dificuldades para entender a orientação do professor. LIBANEO (2001), defende que o trabalho pedagógico, o qual compreende a atuação profissional do Pedagogo, em um amplo leque de práticas educativas do trabalho docente desenvolvido em sala de aula pelo professor. Para esse autor, o trabalho docente dado a sua natureza, é pedagógico, mas nem todo trabalho pedagógico é necessariamente docente, face aos modos de atuação e requisitos profissionais não serem da mesma natureza, ainda que se configurem como modalidades de prática pedagógica. Nesse sentido, o educador, necessariamente, constitui sua identidade profissional pela teoria e prática acerca dos saberes pedagógicos. O professor deve buscar ser um leitor que, além de compreender e dialogar com o texto é capaz de descobrir o valor e o prazer da leitura, desvendando os vários sentidos possíveis de um texto. Deve ser também, um produtor de textos, “autor”, que além de escrever frases e palavras, tem a competência para compor textos, enfrentar os desafios de sua produção e sentir o gosto pela possibilidade de dar vida aos seus pensamentos, idéias e fantasias. Ter essa habilidade poderá favorecer também o desenvolvimento do prazer de ler e escrever nos alunos. Nesse sentido, a formação do professor está em constante mudança. Antes, a função do professor era ensinar um corpo de conhecimentos estabelecidos e legitimados pela ciência e pela cultura, a escola detinha o monopólio do conhecimento e da informação. A transmissão de valores e a tarefa de educar para a cidadania estavam a cargo da família. Porém, a profissão do professor se modificou, ou seja, saiu de um mundo de certezas, de verdades a serem ensinadas para um contexto de incertezas. Considerando como aspecto importante da formação continuada, a mudança segundo Hargreaves (2002) nos diz que ela é um processo que envolve aprendizado, planejamento e reflexão. Envolve valores, propósitos e conceitos associados ao que está sendo modificado. Há dessa forma, a necessidade de se fazer parte constituinte dessas mudanças e as elaborando dentro de um contexto mais amplo de reflexão. Desta forma: Os professores não alteram e não devem alterar suas práticas apenas porque uma diretriz lhes é apresentada, e eles se sentem forçados a cumpri-las. Eles não podem evocar novas práticas a partir de nada ou transpô-las de imediato do livro didático para a sala de aula. Os profissionais necessitam de chances para experimentar a observação, a modelagem, o treinamento, a instrução individual, a prática e o feedback, a fim de que tenham a possibilidade de desenvolver novas habilidades e de torná-las uma parte integrante de suas rotinas de sala de aula. (HARGREAVES, 2002, p.114). A formação continuada assim entendida como perspectiva de mudança das práticas no âmbito dos docentes e da escola possibilita a experimentação do novo, do diferente a partir das experiências profissionais que ocorrem neste espaço e tempo orientando um processo constante de mudança e intervenção na realidade em que se insere e predomina esta formação. Acreditamos que os professores têm a responsabilidade ética e moral de fazer- se conscientes do impacto que eles têm sobre seus alunos. Esse impacto de qualquer professor existe, e o mesmo não pode fechar os olhos para essa realidade. Tal influencia não se dá apenas na linha dos conhecimentos e do desenvolvimento intelectual, incide também no desenvolvimento emocional e social dos alunos. Podemos influir também no desenvolvimento moral, no discernimento dos próprios valores sociais e no discernimento para saber o que eles querem ou pretendem fazer da sua vida no futuro. Nós professores, temos uma grande influência, ou podemos tê-la, na vida de nossos alunos desde que haja um bom relacionamento no decorrerdo ano. Público-alvo. O projeto apresentado será desenvolvido para professores que atuam o Ensino Fundamenta da rede municipal.. Objetivos. Objetivo geral: formar professores aptos para trabalhar com Educação inclusiva e assim haver uma efetiva inclusão do aluno. Objetivos específicos: ▪ Preparar professores para trabalhar com alunos deficiente visual; ▪ Preparar professores para trabalhar com alunos deficiente auditivo; ▪ Preparar professores para trabalhar com alunos deficiente intelectual; ▪ Informar sobre o Transtorno do espectro autista e instruir diferenciar crises e “birra”; ▪ Favorecer momentos de significativos de aprendizado; ▪ Ampliar o conhecimento de todos sobre educação inclusiva. Percurso metodológico. Recursos. Os recursos utilizados serão: Material impresso, folha de sulfite, caneta, quadro branco e recurso de mídia (Televisão ou Projetor). Cronograma. Produto final. ▪ Ampliar o conhecimento de todos professores da unidade escolar; ▪ Preparar professores para ensinar todos; ▪ Ter uma efetiva inclusão do aluno deficiente; ▪ Confeccionar um portfólio com os tipos, características, maneiras de adaptação e curiosidades de cada deficiência citada nas formações. Avaliação. Avaliação será realizada na participação de cada professor, seu interesse e também na confecção do portfólio, pois será uma atividade coletiva. Referências. BARROS, Jussara de. FORMAÇÃO DO PROFESSOR. Brasil Escola, 2018. Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/orientacoes/formacao professor.htm. Acesso em: 25/03/2023. HARGREAVES, A. Aprendendo a mudar: O ensino para além dos conteúdos e da padronização. Porto Alegre: Artmed, 2002. LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? 4. ed. São Paulo: Cortez, 2001. MORIN, Edgar. Os setes saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São Paulo: Cortez / UNESCO, 2000. PLETSCH, Márcia Denise. A formação de professores para a educação inclusiva: legislação, diretrizes políticas e resultados de pesquisas. SciELO, 2009. Disponível em: www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104- 40602009000100010. Acesso em: 25/03/2023. YOSHIDA, Soraia. Base Docente: conheça os 10 princípios para formação de professores. Nova Escola, 2018. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/14564/base-docente-con heca-os-10-principios para- formacao-de-professores. Acesso em: 25/03/2023. . PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, . Lisboa, Publicações Dom Quixote., 1993 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-