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fundos de investimento | parte 2
SUMÁRIO
PRINCIPAIS MODALIDADES DE FUNDOS DE INVESTIMENTO	3
CLASSIFICAÇÃO CVM	3
ATIVOS FINANCEIROS NO EXTERIOR. LIMITE DE ALOCAÇÃO EM FUNÇÃO DO PÚBLICO ALVO, TIPO DE FUNDO E DE INVESTIDOR	8
LIMITES POR EMISSOR	9
LIMITES POR MODALIDADE DE ATIVO FINANCEIRO	9
OUTROS FUNDOS: DEFINIÇÃO, PÚBLICO ALVO E PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS.	10
CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS	21
CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO ANBIMA - NÍVEIS 1, 2 E 3	22
ESTRUTURA E ADEQUAÇÃO DE PRODUTOS EM FUNÇÃO DOS OBJETIVOS DO INVESTIDOR. CARTILHA DA NOVA CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS	23
PRINCIPAIS MODALIDADES DE FUNDOS DE INVESTIMENTO
CLASSIFICAÇÃO CVM
A Instrução CVM nº 555, de 17 de dezembro de 2014 dividiu os fundos de investimento em quatro grandes classes, renda fixa, multimercado, ações e cambial, considerando para tanto, a composição de sua carteira, admitindo-se a utilização de alguns sufixos (ver quadro), de acordo com as características específicas de cada um dos fundos de investimento, sempre em conjunto com as denominações das respectivas categorias.
O fundo que dispuser, em seu regulamento, que tem o compromisso de obter o tratamento fiscal destinado a fundos de longo prazo previsto na regulamentação fiscal vigente estará obrigado a:
I) incluir a expressão “Longo Prazo” na denominação
do fundo; e
II) atender às condições previstas na regulamentação de forma a obter o referido tratamento fiscal.
3
CLASSE	SUFIXOS POSSÍVEIS
	
Renda Fixa
	Curto Prazo Referenciado
Simples
	
Renda Fixa ou Multimercado
	Longo Prazo Crédito Privado Dívida Externa
Investimento no Exterior
	
Ações
	BDR Nível I Mercado de Acesso
Investimento no Exterior
FUNDO DE RENDA FIXA
Os Fundos de Renda Fixa devem ter como principal fator de risco a variação da taxa de juros e/ou de índice de preços. Devem aplicar pelo menos 80% de seus recursos em ativos relacionados diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe. Podem utilizar derivativos tanto para proteção da carteira quanto para alavancagem.
FUNDO DE AÇÕES
São também chamados de fundos de renda variável e devem investir, no mínimo, 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa ou mercado de balcão organizado e em outros valores mobiliários relacionados a ações.
Alguns fundos deste tipo têm como objetivo de investimento acompanhar ou superar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o Ibovespa, o IBrX.
Nos Fundos de Renda Fixa a rentabilidade pode ser beneficiada pela inclusão, em carteira, de títulos que apresentem maior risco de crédito, como os títulos privados.
4
Fundo de ações versus clube de investimento, as vantagens e desvantagens:
FUNDOS DE AÇÕES	CLUBE DE INVESTIMENTO
	
Vantagens
	· Forma mais fácil de investir, pois o investidor nem precisa abrir conta em corretora, podendo investir pelo seu próprio banco, se desejar;
· A decisão da compra e venda de ações é tomada por profissionais;
· É possível pesquisar e comparar a rentabilidade de diversos fundos de investimento em ações.
	· Dilui o risco, pois as decisões são tomadas coletivamente;
· Os participantes podem contribuir com quantias pequenas para comprar uma quantidade maior de ações;
· Custos são divididos;
· É ideal para quem quer aprender a investir pessoalmente em ações, funcionando como uma escola.
	
Desvantagens
	· O investidor paga taxa de administração muitas vezes bem altas. É preciso pesquisar;
· O cliente não adquire ações, mas cotas de um fundo. Por isso, o dinheiro dos dividendos irá para o fundo, que irá valorizar a cota;
· O investidor não tem qualquer autonomia para decidir se compra ou não uma ação.
	· O clube paga uma taxa de administração para as corretoras, que são as responsáveis legais pelo grupo;
· É um procedimento mais trabalhoso, pois exige assiduidade no comparecimento às reuniões e também estudo para poder ajudar na decisão de compra ou venda.
5
Assim como nos fundos, o patrimônio do clube de investimento é dividido em cotas. Essas cotas são valores mobiliários, conforme estabelecido na lei 6384/76, estando assim, sujeitas à regulamentação e à fiscalização da comissão de valores mobiliários.
FUNDO CAMBIAL
Devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, direta ou indiretamente sintetizados (via derivativos), à variação de preços de uma moeda estrangeira ou a variação do cupom cambial.
Os mais conhecidos são os chamados Fundos Cambiais Dólar, que buscam acompanhar a variação de cotação da moeda americana. Geralmente, o crédito do resgate se dá no dia seguinte ao da solicitação.
FUNDO MULTIMERCADO
Devem apresentar política de investimento que envolva vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial, podendo investir em ativos de diferentes mercados - como renda fixa, câmbio e ações - e utilizar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira.
Considerados os fundos com maior liberdade de gestão, buscam rendimento mais elevado em relação aos demais, mas também apresentam maior risco, sendo, portanto, compatíveis com objetivos de investimento que, além de procurar diversificação, tolerem uma grande exposição a riscos na expectativa de obter uma rentabilidade mais elevada.
CARACTERÍSTICAS DAS SUBCLASSIFICAÇÕES: CURTO PRAZO, REFERENCIADO, SIMPLES, DÍVIDA EXTERNA, CRÉDITO PRIVADO, AÇÕES BDR NÍVEL I – MERCADO DE ACESSO E INVESTIMENTO NO EXTERIOR
Fundos Renda Fixa de Curto Prazo: Devem investir seus recursos exclusivamente em títulos públicos federais ou privados de baixo risco de crédito com prazo máximo a decorrer de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.
Fundos Renda Fixa Referenciados: Devem acompanhar a variação do indicador de desempenho (benchmark) definido em seu objetivo, mantendo cumulativamente: no mínimo, 95% de sua carteira composta por ativos que acompanhem o referido indicador; e 80%, no mínimo, do seu patrimônio líquido em títulos de emissão do Tesouro Nacional ou do Banco Central do Brasil, ou em ativos financeiros de renda fixa considerados de baixo risco de crédito.
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Dentre os referenciados, o fundo mais popular é o DI, cujo objetivo de investimento é acompanhar a variação diária das taxas de juros no mercado interbancário (CDI). Utiliza derivativos somente para proteção da carteira (hedge).
Fundos Renda Fixa Simples: Devem possuir, no mínimo, 95% (noventa e cinco por cento) da carteira em ativos títulos da dívida pública federal e ou títulos de renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições financeiras que possuam classificação de risco atribuída pelo gestor, no mínimo, equivalente àqueles atribuídos aos títulos da dívida pública federal. Utiliza derivativos somente para proteção da carteira (hedge).
Fundos Renda Fixa Dívida Externa: Devem aplicar, no mínimo, 80% de seu patrimônio em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União e podem utilizar derivativos, negociados no Brasil ou não, com o objetivo exclusivo de proteção. Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito transacionados no exterior.
Os títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União devem ser mantidos, no exterior, em conta de custódia, no Sistema Euroclear ou Clearstream Banking S.A.
Fundos Renda Fixa Crédito Privado: Fundos que permitem a aplicação de até 100% em títulos de crédito privado.
Fundos de Ações: São também chamados de fundos de renda variável e devem investir, no mínimo, 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa ou mercado de balcão organizado e em outros valores mobiliários relacionados a ações.
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ATIVOS FINANCEIROS NO EXTERIOR. LIMITE DE ALOCAÇÃO EM FUNÇÃO DO PÚBLICO ALVO, TIPO DE FUNDO E DE INVESTIDOR
Desde que devidamente expresso e previsto em regulamento, um fundo poderá manter em sua carteira ativos financeiros negociados no exterior. No entanto, essa prerrogativa deve obedeceralguns limites:
· Ilimitado, para:
a) Fundos classificados como “Renda Fixa – Dívida Externa”;
b) Fundos exclusivamente destinados a investidores profissionais que incluam em sua denominação o sufixo “Investimento no Exterior”; e
c) Fundos exclusivamente destinados a investidores qualificados que observem o disposto no § 1º da ICVM nº 555;
· Até 40% (quarenta por cento) de seu patrimônio líquido para os fundos exclusivamente destinados a investidores qualificados que não se enquadrem no disposto no § 1º da ICVM nº 555; e
· Até 20% (vinte por cento) de seu patrimônio líquido para os fundos destinados ao público em geral.
Os fundos de investimento exclusivamente destinados a investidores qualificados podem aplicar a totalidade dos seus recursos no exterior, desde que:
· Sua política de investimento determine que, no mínimo, 67%
(sessenta e sete por cento) de seu patrimônio líquido seja composto por ativos financeiros no exterior;
· Seja observada a classificação de que trata o art. 108;
· Ao aplicar seus recursos em fundos ou veículos de investimento no exterior, o gestor e o administrador, nas suas respectivas esferas de atuação, assegurem-se de que as condições constantes do Anexo 101 foram atendidas;
· Disponha pormenorizadamente, em seu regulamento, sobre os diferentes ativos que pretende adquirir no exterior, indicando:
a) A região geográfica em que foram emitidos;
b) Se a sua gestão é ativa ou passiva;
c) Se é permitida compra de cotas de fundos e veículos de investimento no exterior;
d) O risco a que estão sujeitos; e
e) (
8
)Qualquer outra informação que julgue relevante. Asaplicaçõesemativosfinanceirosnoexteriornãosãocumulativamente consideradas no cálculo dos correspondentes limites de concentração por emissor e por modalidade de ativo financeiro aplicáveis aos ativos domésticos.
LIMITES POR EMISSOR
Os limites por emissor procuram fazer com que o Fundo não concentre as suas posições em poucos emissores, procurando, assim, mitigar o risco de crédito. São os seguintes os limites definidos na legislação:
· Até 20% (vinte por cento) do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
· Até 10% (dez por cento) do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for companhia aberta;
· Até 10% (dez por cento) do patrimônio líquido do fundo
quando o emissor for fundo de investimento;
· Até 5% (cinco por cento) do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for pessoa natural ou pessoa jurídica de direito privado que não seja companhia aberta ou instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil; e
· Não haverá limites quando o emissor for a União Federal.
 (
OBSERVAÇÕES:
)
O fundo não pode deter mais de 20% (vinte por cento) de seu patrimônio líquido em títulos ou valores mobiliários de emissão do administrador, do gestor ou de empresas a eles ligadas. É vedada a aquisição de ações de emissão do administrador, exceto no caso do fundo cuja política de investimento consista em buscar reproduzir índice de mercado do qual as ações do administrador ou de companhias a ele ligadas façam parte, caso em que tais ações podem
ser adquiridas na mesma proporção de sua participação no respectivo índice.
LIMITES POR MODALIDADE DE ATIVO FINANCEIRO
Limites por modalidade de ativo financeiro são estabelecidos para que o Fundo não assuma riscos excessivos em um determinado mercado. Os limites são os seguintes:
· Até 20% em cotas de FI e FIC registrados com base na ICVM 555 além das cotas de FI/FIC destinados a investidores qualificados com base na mesma Instrução;
· Até 20% em cotas de FII, FIDC, FIC-FIDC, Fundos de Índices,
CRI;
· Dentro do limite acima (20%), até 5% em cotas de FIDC e FIC- FIDC não padronizados-NP, cotas de FI/FIC destinados a investidores profissionais com base na ICVM 555.
Não há limites de concentração para as seguintes modalidades:
· Títulos públicos federais e compromissadas lastreadas nesses títulos;
· Ouro desde que adquirido em Mercado organizado;
· Títulos de emissão ou coobrigação de instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
· Notas promissórias, debêntures e ações, desde que tenham sido emitidas por companhias abertas e objeto de oferta pública
· Contratos derivativos.	9
OUTROS FUNDOS: DEFINIÇÃO, PÚBLICO ALVO E PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS – FIDC. FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTA DE FIDC - FIC-FIDC
O FIDC foi criado em 29/11/2001 pela resolução nº 2.097, do CMN, e regulamentado pela ICVM nº 356 de 17/12/2001, como alternativa de captação de recursos para empresas, inclusive financeiras.
O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios é um instrumento de renda fixa que destina parcela preponderante (pelo menos 50%) do respectivo patrimônio líquido à aquisição de recebíveis ou direitos creditórios. Esses ativos podem ser originados por diferentes setores da economia, que utilizam o FIDC como fonte alternativa de recursos e instrumento de desintermediação financeira. Os direitos creditórios podem ser originários de operações realizadas nos segmentos financeiro, comercial, industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços.
Tipos de recebíveis que podem ser aceitos:
Duplicatas, carnês, cheques, cartões de crédito, contratos de compra e venda e de aluguel de imóveis, CDC - Crédito Direto ao Consumidor
- especialmente de veículos - e crédito pessoal, com destaque para o consignado em folha de pagamento, além dos empréstimos bancários em geral. Em relação ao originador do crédito (Cedente), não existe restrição, podendo ser originado de indústrias, empresas comerciais, incorporadoras, locadoras, etc.
Quanto ao Sacado, também não há restrições, podendo ser originado de pessoas jurídicas a físicas, consumidores finais ou tomadores de financiamento.
Os FIDC são apresentados na forma de condomínio aberto ou fechado, com prazos determinado ou indeterminado. Têm como público-alvo somente Investidores Qualificados.
Fundo de Investimento em Cotas: FIC FIDC – deverá concentrar, no mínimo, 95% dos seus recursos em cotas de outros FIDCs.
Principais Riscos:
· Liquidez:
O investidor poderá encontrar baixos níveis de negociação das cotas, no mercado secundário ou similar, caso necessite sair da operação antes do prazo previsto para sua liquidação.
· Crédito:
Decorre da impossibilidade de cumprimento das obrigações na data acordada quando da negociação pela parte que está na outra ponta da transação, podendo ser um descumprimento total ou parcial.
· Mercado:
É o mercado que irá ditar o quanto você poderá lucrar ou amargar em prejuízos com a valorização ou desvalorização dos ativos adquiridos, uma vez que o mesmo atua como um termômetro, na maioria das vezes incontrolável.
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COTA SÊNIOR E COTA SUBORDINADA. CARACTERÍSTICAS E RISCOS PARA O INVESTIDOR
Os FIDCs admitem a emissão de cotas de classes distintas:
· Cota sênior: não se subordina às demais para efeito de amortização e resgate.
· Cota subordinada: subordina-se às demais para efeito de amortização e resgate.
Os subconjuntos de cotas da classe sênior dos fundos fechados, diferenciados exclusivamente por prazos e valores de amortização, resgate e remuneração, quando houver, são chamados de Séries.
FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO – FII. CONCEITOS E FORMA DE NEGOCIAÇÃO.
CLASSIFICAÇÃO ANBIMA E A ADEQUAÇÃO AOS OBJETIVOS DO INVESTIDOR
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é uma comunhão de recursos captados por meio do sistema de distribuição de valores mobiliários, criado pela Lei nº 8.668/93 e regulamentado pela Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 472/08 (ICVM nº 472/08). Antes de entrar em funcionamento, um FII deverá ser registrado na CVM, assim como também deverá receber autorização para a oferta de emissão de suas cotas. Suas principais características são:
· 
É apresentado na forma de condomínio fechado, podendo ter prazo de duração determinado ou indeterminado;
· Não há um público-alvo específico. Pode serdirecionado a investidores em geral, como também a investidores qualificados;
· Exceto se expresso no regulamento do FII, não há limite mínimo de aplicação;
· Quanto à emissão de cotas em séries, poderá ocorrer desde que tenha como finalidade estabelecer datas diversas de integralização, sem prejuízo dos demais direitos;
· Sobre a distribuição de lucros, segundo a Lei nº 8.668/93, os FIIs deverão distribuir aos seus cotistas, no mínimo, 95% dos lucros auferidos, apurados segundo o regime de caixa, com base em balanço ou balancete semestral encerrado em 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano (redação incluída pela Lei nº 9.779/99).
As possibilidades de investimento são variadas, o que pode formar uma carteira de ativos bem diversificada e proporcionar várias formas de geração de receita para o fundo:
· Renda de locação, arrendamento ou venda (como é o caso de um FII que investe em imóveis);
· Ganhos na alienação de valores mobiliários constantes em sua carteira (como é o caso de um FII que investe em cotas de outros FII);
· Rentabilidade sobre papéis com lastro no setor imobiliário, tanto podem ocorrer ganhos com os rendimentos desses papéis quanto com a valorização deles no mercado de títulos e valores mobiliários (como é o caso de um FII que aplica seus recursos em LCI, LH, CRI).
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Há também fundos imobiliários que optam por diversificar seus investimentos em vários tipos de valores mobiliários. Portanto, o retorno será a combinação dos ganhos obtidos com esses ativos.
A valorização ou desvalorização das cotas é reflexo das variações dos ativos que lastreiam o fundo. O fundo poderá ter indicativo de rentabilidade (benchmark). Os mais comuns são índice de preços, taxa Selic ou NTN-B. A diluição dos investimentos podem mitigar riscos de crédito e de liquidez (desinvestimento do fundo).
O objeto de investimento dos FIIs são empreendimentos imobiliários ou ativos financeiros com lastro nesse setor, que podem ser entendidos como:
· Imóveis destinados à renda;
· Desenvolvimento de empreendimentos imobiliários;
· Construção de imóveis;
· Aquisição de imóveis prontos;
· Quaisquer direitos reais sobre bens imóveis;
· Investimento em projetos que viabilizem o acesso à habitação
e a serviços;
· Cotas de Fundos de Investimento em Participações (FIP) registrados na CVM que tenham como política de investimento, exclusivamente, atividades permitidas aos FIIs;
· Cotas de outros FIIs;
· Ativos lastreados em créditos imobiliários, tanto de renda variável como de renda fixa, como por exemplo, ações, debêntures e bônus de subscrição de companhias do setor imobiliário, CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários), LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LH (Letras Hipotecárias).
Tributação: Imposto de renda sobre os rendimentos e ganhos de capital para Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas: características do fundo; fato gerador; alíquotas; base de cálculo e agente responsável pelo recolhimento.
Referente à tributação do Fundo de Investimento Imobiliário, a Lei 8.668/1993 com alterações disciplina:
Art. 16-A. Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos pelos Fundos de Investimento Imobiliário, em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte, observadas as mesmas normas aplicáveis às pessoas jurídicas submetidas a esta forma de tributação.
§ 1o Não estão sujeitas à incidência do imposto de renda na fonte prevista no caput as aplicações efetuadas pelos Fundos de Investimento Imobiliário nos ativos de que tratam os incisos II e III do art. 3o da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004.
§ 2o O imposto de que trata o caput poderá ser compensado com o retido na fonte pelo Fundo de Investimento Imobiliário, por ocasião da distribuição de rendimentos e ganhos de capital.
§3o Acompensaçãodequetratao§2oseráefetuadaproporcionalmente à participação do cotista pessoa jurídica ou pessoa física não sujeita à isenção prevista no inciso III do art. 3o da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004.
§ 4o A parcela do imposto não compensada relativa à pessoa física sujeita à isenção nos termos do inciso III do art. 3o da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, será considerada exclusiva de fonte.
Art. 17. Os rendimentos e ganhos de capital auferidos, apurados segundo o regime de caixa, quando distribuídos pelos Fundos de
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Investimento Imobiliário a qualquer beneficiário, inclusive pessoa jurídica isenta, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte, à alíquota de vinte por cento.
Art. 18. Os ganhos de capital e rendimentos auferidos na alienação ou no resgate de quotas dos fundos de investimento imobiliário, por qualquer beneficiário, inclusive por pessoa jurídica isenta, sujeitam- se à incidência do imposto de renda à alíquota de vinte por cento:
I. Na fonte, no caso de resgate;
II. Às mesmas normas aplicáveis aos ganhos de capital ou ganhos líquidos auferidos em operações de renda variável, nos demais casos. Art. 19. O imposto de que tratam os arts. 17 e 18 será considerado:
I. Antecipação do devido na declaração, no caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido ou arbitrado;
II. Tributação exclusiva, nos demais casos. Também a Lei 11.033/2004 dispõe sobre o tema: Art. 3o Ficam isentos do imposto de renda:
III. Na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, os rendimentos distribuídos pelos Fundos de Investimento Imobiliários cujas cotas sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado.
Parágrafo único. O benefício disposto no inciso III do caput deste
artigo:
I. Será concedido somente nos casos em que o Fundo de Investimento Imobiliário possua, no mínimo, 50 (cinquenta) quotistas;
II. 
Não será concedido ao cotista pessoa física titular de cotas que representem 10% (dez por cento) ou mais da totalidade das cotas emitidas pelo Fundo de Investimento Imobiliário ou cujas cotas lhe derem direito ao recebimento de rendimento superior a 10% (dez por cento) do total de rendimentos auferidos pelo fundo.
FUNDO DE INVESTIMENTO EM ÍNDICE DE MERCADO (FUNDOS DE ÍNDICE) COM COTAS NEGOCIÁVEIS EM BOLSA DE VALORES OU MERCADO DE BALCÃO ORGANIZADO, TAMBÉM CONHECIDO COMO ETF - EXCHANGE TRADED FUNDS
Exchange Traded Fund (ETF) é um fundo de investimento em índice, com cotas negociáveis em bolsa, como se fossem ações. O ETF busca obter desempenho semelhante a performance de determinado índice de mercado e, para tanto, sua carteira replica a composição desse índice de acordo com regras determinadas por regulação especifica. São também conhecidos como “trackers”.
Ao investir em um ETF, aplica-se, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações com papeis de diferentes companhias que, juntas, reproduzem um determinado índice, diminuindo, dessa forma, a probabilidade e o risco de perda inerente a negociação de que corre quando se opta por negociar um título em especial.
O custo da operação torna-se menor (investir nas ações que compõem o índice exigiria comprar, nas devidas proporções, os componentes daquele índice, com os custos de negociação de cada operação e,
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além disso, para manter a mesma posição do índice, gerir, de forma bastante dinâmica, as proporções de seus componentes).
O investidor pode comprar ou vender o ETF no mercado secundário da mesma forma que faz com suas ações, ou solicitar a emissão ou o resgate de ETFs, desde que tais operações sejam realizadas com os papéis que compõem a carteira teórica daquele índice ao qual o ETF é vinculado e de acordo com o regulamento especifico de cada produto.
O ETF combina a simplicidade da negociação com ações com o risco diversificado dos fundos de investimento. Além disso, a taxa de administração de um ETF é, em geral, inferior a cobrada pelos fundos tradicionais.
Os ETFs são aprovados para negociação na BM&FBOVESPA e podem ser adquiridos e vendidos da mesma forma que qualquer ação. Como valores mobiliários listados em bolsa, os ETFs propiciam benefícios que não estão disponíveis para investidores em fundos de investimento nãolistados.
Por exemplo, os ETFs (exceto os ETFs cujos ativos subjacentes são listados em outras bolsas) podem ser usados pelos cotistas como margem para operações por eles realizadas. Além disso, tanto os ETFs quanto as ações podem ser objetos de empréstimo em operações de mercado, conforme permitido pela regulamentação vigente.
As partes envolvidas nas operações com ETFs são apresentadas a seguir.
· Bolsa de valores: fornece a plataforma para listagem, negociação, liquidação e custódia.
· 
Gestor do fundo: responsável pela gestão da carteira do fundo e por replicar a performance do índice de referência.
· Administrador do fundo: responsável pela administração do fundo e pela emissão e resgate das cotas do ETF.
· Agente autorizado: corretora que pode emitir e resgatar lotes mínimos de ETFs, relacionando-se diretamente com o administrador do fundo.
· Formador de mercado: corretora que atua continuamente no mercado com ofertas de compra e de venda para garantir, pelo menos, uma quantidade mínima de ETFs por oferta e obedecendo a um spread máximo. Exerce o importante papel de dar liquidez ao produto. Na maioria das vezes os Formadores de Mercado são também Agentes Autorizados.
· Custodiante: assegura a guarda dos ETFs e dos ativos que os compõem, bem como operacionaliza a emissão e o resgate das cotas. Ovalordereferênciado ETF, tambémconhecidocomo IOPV (Indicative Optimized Portfolio Value), é uma estimativa do valor teórico da cota do ETF em um dado momento. O IOPV corresponde ao valor total de todos os ativos da carteira do ETF, atualizados de acordo com as mais recentes cotações desses ativos na Bolsa, subtraídos os encargos e dividido esse valor total pelo número de cotas. Opreçodenegociaçãodo ETF flutuará combasenaofertaenademanda dos ETFs que, por sua vez, refletirão as condições do mercado das ações que integram a carteira do Fundo, a conjuntura econômica do Brasil e as expectativas gerais dos investidores. Nesse sentido, poderá ser diferente do valor de referência do ETF, representado pelo IOPV.
14
Entretanto, o preço de mercado do ETF será muito próximo do IOPV. Quando o preço do ETF for superior ao IOPV, significa que está sendo negociado com ágio e quando está abaixo, que está sendo negociado com deságio. As diferenças entre ambos geram oportunidades de arbitragem.
15
FUNDOS DE INVESTIMENTO EM PARTICIPAÇÕES
- FIP
Os FIPs estão normatizados pela Instrução CVM nº 391, de 16 de julho de 2003, e têm por finalidade captar recursos objetivando, preponderantemente, a aquisição de ativos-alvos de companhia(s) nacional(is). Os recursos captados podem ser destinados a um determinado empreendimento, normalmente em Sociedade com Propósito Específico (SPE), em companhias de um mesmo segmento de atuação (FIP setorial) ou em outras empresas, as quais podem estar em diferentes níveis de desenvolvimento (desde iniciantes, contando apenas com o projeto; empresas em vias de abrir o capital; ou, ainda, empresas já legitimadas no mercado).
Como regra, o fundo atua ativamente na administração da empresa e auxilia em sua estratégia de crescimento, inclusive participando do seu conselho de administração, configurando o principal diferencial do fundo.
O requisito de participação do FIP no processo decisório (políticas estratégicas e gestão) passa a não se aplicar quando se tratar de investimentos em companhias listadas em segmento especial de negociação de valores mobiliários, instituído por bolsa de valores ou por entidade do mercado de balcão organizado, voltado ao mercado de acesso, que assegure, por meio de vínculo contratual, padrões de governança corporativa mais estrita que os exigidos por lei.
Geralmente, os investidores de Private Equity procuram empresas com grande potencial para crescimento, por isso, o objetivo destes
fundos é vender diretamente a terceiros, com participação em mercado, através de oferta pública na Bolsa de Valores.
Os ativos-alvo do fundo são as ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias abertas ou fechadas, dos quais deverão ser aplicados, no mínimo, 90% dos seus recursos. O fundo se apresenta na forma de condomínio fechado, e deve ser direcionado a investidores qualificados.
Quanto à emissão de cotas em classes, admite-se a existência de mais de uma classe com diferentes direitos políticos, econômicos e financeiros, ficando sob a regulamentação da Instrução CVM nº 391, de 16 de julho de 2003.
16
A seguir é apresentado um resumo dos fundos.
Quadro 1. Resumo dos tipos de Fundos de Investimento:
FUNDOS RESTRITOS: FUNDOS PARA INVESTIDORES QUALIFICADOS
FIDC
***não especificado na respectiva ICVM.
FII	FIP
E FUNDOS PARA INVESTIDORES PROFISSIONAIS
 (
Instrução
 
CVM
 
número
356
472
391
Aplicação
 
mínima dos
 
recursos
 
nos
 
ativos-alvo
50%
***
90%
Forma de
 
condomínio
Aberto 
ou
 
Fechado
Fechado
Fechado
Prazo
 
de
 
duração
Determinado
 
ou
 
indeterminado
Determinado
 
ou
 
indeterminado
***
Público-alvo
Somente
 
investidores
 
qualificados
Sem
 
restrições
Somente
 
investidores
 
qualificados
FIC
 
(concentração
 
mínima)
95%
 
em
 
cotas
 
de
 
FIDC
***
95%
 
em
 
cotas
 
de
 
FIP
)A Comissão de Valores Mobiliários, buscando proteção aos investidores, criou regras para aplicação em alguns Fundos de Investimentos considerados mais arriscados e/ou mais complexos.
A Instrução 554 da CVM, com alterações, dispõe conforme abaixo.
Art. 9º A São considerados investidores profissionais:
I. Instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
II. Companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
III. Entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
IV. Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor profissional mediante termo próprio, de acordo com o Anexo 9-A;
V. Fundos de investimento;
17
 (
18
)
VI. Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por administrador de carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM;
VII. Agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios;
VIII. Investidores não residentes.
Art. 9º B São considerados investidores qualificados:
I. Investidores profissionais;
II. Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado mediante termo próprio;
III. As pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possuam certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários, em relação a seus recursos próprios; e
IV. Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um ou mais cotistas, que sejam investidores qualificados. Art. 9º C Os regimes próprios de previdência social instituídos pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou por Municípios são considerados investidores profissionais ou investidores qualificados apenas se reconhecidos como tais conforme regulamentação específica do Ministério da Previdência Social.
Fonte: CVM
TRIBUTAÇÃO SOBRE APLICAÇÕES FINANCEIRAS EM FUNDOS DE INVESTIMENTO, EXCETO FUNDOS IMOBILIÁRIOS: IOF E IMPOSTO DE RENDA PARA PESSOAS FÍSICAS E PESSOAS JURÍDICAS: FATO GERADOR, ALÍQUOTAS (CONFORME TIPO DE FUNDO – CURTO PRAZO, LONGO PRAZO E AÇÕES, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL E TEMPO DE PERMANÊNCIA DA APLICAÇÃO), BASES DE CÁLCULO E RESPONSABILIDADE DE RECOLHIMENTO
Além das taxas e custos citados anteriormente, os investimentos em fundos estão sujeitos à cobrança de impostos, conforme definiçõeslegais e legislação da Secretaria da Receita Federal do Brasil.
A retenção de Imposto de Renda nos Fundos de Investimento incide sobre o rendimento, nas seguintes situações:
· No come-cotas - sobre os rendimentos dos fundos de curto e de longo prazo, a menor alíquota, no último dia útil dos meses de maio e
novembro;
· No resgate de cotas – de acordo com o período em que os recursos permanecerem aplicados.
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incide sobre o rendimento nos resgates feitos em período inferior a 30 dias. O percentual do imposto pode variar de 96% a 0%, dependendo do número de dias em que ocorreu o resgate após a aplicação. Não ocorre incidência de IOF nos fundos de renda variável.
IMPOSTO DE RENDA (IR) – “COME-COTAS”: FATO GERADOR, ALÍQUOTAS (CONFORME TIPO DE FUNDO - CURTO PRAZO E LONGO PRAZO - E CLASSIFICAÇÃO DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL), DATAS DE INCIDÊNCIA E RESPONSABILIDADE DE RECOLHIMENTO. IMPACTO PARA O INVESTIDOR
Desde outubro de 2004 não há a incidência de Imposto de Renda mensal. O chamado “come-cotas”, alterado pela Lei 10.892, e a cobrança de IR passaram a ser semestral, com cobrança no último dia útil dos meses de maio e novembro ou na data do resgate, o que ocorrer primeiro.
Com isso, o imposto será cobrado pela menor alíquota conforme o tipo do fundo e, somente no momento do resgate o sistema aplicará a alíquota complementar, se for o caso. Nos fundos de renda variável, a cobrança se dá somente na data do resgate.
Para fins de Imposto de Renda (IR), os Fundos de Investimento são classificados em três categorias: curto prazo, longo prazo e fundos de ações. Confira.
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CLASSE
PRAZO DE APLICAÇÃO
ALÍQUOTA DE IR
COMPENSAÇÃO DE PERDAS NO PAGAMENTO DO IR
 (
F
u
ndos
 
de
 
C
u
rto
 
Prazo
Até
 
180
 
dias
 
Acima
 
de
 
180
 
dias
22,50%
20%
F
u
ndos
 
de
 
Longo
 
Prazo
Até
 
180
 
dias
De
 
181
 
a
 
360
 
dias
De
 
361
 
a
 
720
 
dias
 
Acima
 
de
 
720
 
dias
22,50%
20%
17,5%
15%
F
u
ndos
 
de
 
Ações
Não
 
há
15%
)A compensação tributária entre fundos de investimento é um mecanismo que permite abater o valor do prejuízo realizado em um fundo na base de cálculo de IR de outro fundo.
Isso somente ocorre quando o prejuízo é realizado, ou seja, quando o investidor efetua o resgate no fundo por valor menor do que aplicou ou menor do que o saldo restante após a última cobrança de IR. Se não houver resgate, não haverá a realização do prejuízo: não pode, assim, ocorrer compensação.
As perdas dos resgates parciais podem ser compensadas enquanto o cotista mantiver aplicações em fundos do mesmo administrador. Para os investidores que realizarem resgates totais de suas aplicações, o direito a compensação permanece até o ano fiscal seguinte aos resgates.
Fundos de curto prazo compensam com fundos de curto prazo
Fundos de longo prazo compensam com fundos de longo prazo
Fundos de ações compensam com fundos de ações
20
CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS
 	*CONFIRA LEGISLAÇÃO ANEXA AO CURSO.	 	21
CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO ANBIMA - NÍVEIS 1, 2 E 3
Com a sofisticação da indústria de fundos de investimento e a criação de inúmeros produtos nos últimos anos, tornou- se necessário categorizar os fundos de forma que melhor se adequasse à realidade. E é isso que você vai conhecer agora: a nova Classificação de Fundos da ANBIMA.
Ela agrupa fundos de investimento com as mesmas características, identificando-os pelas suas estratégias e fatores de risco. Esse agrupamento facilita a comparação de performance entre os diferentes fundos e auxilia o processo de decisão de investimento, além de contribuir para aumentar a transparência do mercado.
A nova Classificação conta com três níveis de detalhamento, que buscam refletir a lógica do processo decisório na hora de investir. Essa classificação foi inspirada nos padrões internacionais, mas preserva as características da indústria brasileira. Sua criação contou com a contribuição de diversos atores importantes, como executivos do mercado de capitais, investidores, gerentes de agências bancárias, profissionais
das agências de ranking e da equipe técnica da ANBIMA.
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ESTRUTURA E ADEQUAÇÃO DE PRODUTOS EM FUNÇÃO DOS OBJETIVOS DO INVESTIDOR. CARTILHA DA NOVA CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS
O objetivo é explicitar em cada nível as estratégias e riscos associados a cada um dos fundos de investimentos disponíveis em seu banco. A escolha feita no primeiro nível leva a uma determinada direção no segundo nível e assim por diante. Essa hierarquia cria um caminho que ajuda a orientar a decisão e conduz a um maior alinhamento entre os anseios do investidor, suas restrições e seu apetite ao risco, e os produtos disponíveis para ele.
Ao dividir os fundos em tipos ou categorias que expressam objetivos, classes de ativos, riscos e estratégias similares, a classificação ajuda na comparação não apenas entre fundos, mas também permite compará- los com outras opções de investimento e benchmarks.
Com a nova Classificação de Fundos, a decisão do investidor se dá em etapas. Cada escolha leva por um caminho e reduz o número de opções, o que facilita o processo. Veja na simulação a seguir que é possível indicar o melhor investimento a partir de três perguntas:
O que pretende fazer com esse dinheiro? Qual é o seu apetite ao risco?
Quando precisa do dinheiro disponível?
NÍVEL 1 - CLASSE DE ATIVOS: CLASSE DE ATIVOS QUE MAIS SE ADEQUA ÀQUELE INVESTIDOR
No primeiro nível, os fundos estão agrupados por classe de ativos:
1. Fundos de renda fixa: Fundos que buscam retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa (são aceitos títulos sintetizados via derivativos), admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros e de índice de preços. São admitidos ativos de renda fixa emitidos no exterior.
Excluem-se estratégias que impliquem exposição em renda variável (ações e etc).
2. Fundos de ações: Fundos que possuem, no mínimo, 67% da carteira em ações à vista, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, cotas de fundos de ações, cotas dos fundos de índice de ações e Brazilian Depositary Receipts, classificados como nível I, II e III. O hedge cambial da parcela de ativos no exterior é facultativo ao gestor
3. Fundos multimercados: Fundos com políticas de investimento que envolvam vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial. O hedge cambial da parcela de ativos no exterior é facultativo ao gestor.
4. Fundos cambiais: A mesma lógica vale para os fundos cambiais, que se repetem nos três níveis. A classificação agrega os fundos que aplicam pelo menos 80% da carteira em ativos - de qualquer espectro de risco de crédito - relacionados diretamente ou sintetizados, via derivativos, à moeda estrangeira.	23
NÍVEL 2 - RISCOS: TIPOS DE GESTÃO E RISCOS (O RISCO QUE O INVESTIDOR ESTÁ DISPOSTO A CORRER)
Neste nível, os fundos são classificados conforme o tipo de gestão (passiva ou ativa). Para a gestão ativa, a classificação é desmembrada conforme a sensibilidade à taxa de juros:
I) Fundos indexados;
II) Fundos ativos; e
III) Fundos de investimento no exterior.
Renda Fixa
Neste nível os fundos são classificados conforme o tipo de gestão (passiva ou ativa). Ainda para a gestão ativa, a classificação é desmembrada conforme a sensibilidade à taxa de juros. Incluem também os fundos de Renda Fixa Simples conforme a Instrução nº 555 da CVM:
Renda Fixa Simples: Estes fundos seguem o disposto no art. 113 da Instrução nº 555 que dispõe sobre os fundos de Renda Fixa com sufixo “Simples” em sua denominação.
Indexados: Fundos que têm como objetivo seguir as variações de indicadores de referência do mercado de Renda Fixa.
Ativos: Fundos não classificados nos itens anteriores. Os fundos nesta categoria devem ser classificados conforme a sensibilidade a
alterações na taxa de juros (risco de mercado) medida por meio da duration média ponderada da carteira.
I) Duração Baixa (Short duration): Fundos que objetivambuscar retornos investindo em ativos de renda fixa com duration média ponderada da carteira inferior a 21 dias úteis. Estes fundos buscam minimizar a oscilação nos retornos promovida por alterações nas taxas de juros futuros.
Estão nesta categoria também os fundos que buscam retorno investindo em ativos de renda fixa remunerados à taxa flutuante em CDI ou Selic.
Fundos que possuírem ativos no exterior deverão realizar o hedge cambial da parcela investida no exterior. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.).
II) Duração Média (Mid duration): Fundos que objetivam buscar retornos investindo em ativos de renda fixa com duration média ponderada da carteira inferior ou igual à apurada no IRF-M do último dia útil de junho. Estes fundos buscam limitar oscilação nos retornos decorrentes das alterações nas taxas de juros futuros. Fundos que possuírem ativos no exterior deverão realizar o hedge cambial da parcela investida no exterior.
Excluem-se estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.).
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III) Duração Alta (Long duration): Fundos que objetivam buscar retornos investindo em ativos de renda fixa com duration média ponderada da carteira igual ou superior à apurada no IMA-GERAL do último dia útil de junho. Estes fundos estão sujeitos a maior oscilação nos retornos promovida por alterações nas taxas de juros futuros. Fundos que possuírem ativos no exterior deverão realizar o hedge cambial da parcela investida no exterior. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.).
IV) Duração Livre: Fundos que objetivam buscar retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, sem compromisso de manter limites mínimo ou máximo para a duration média ponderada da carteira.
O hedge cambial da parcela de ativos no exterior é facultativo ao gestor.
Ações
Neste nível os fundos são classificados conforme o tipo de gestão (indexada ou ativa), específicos para fundos com características diferenciadas ou investimento no exterior. Conheça cada um deles: Indexados: Fundos que têm como objetivo replicar as variações de indicadores de referência do mercado de renda variável. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos renda fixa – duração baixa – grau de investimento ou em ativos permitidos a estes desde que preservadas as regras que determinam a composição da carteira do tipo ANBIMA.
Ativos: Fundos que têm como objetivo superar um índice de referência ou que não fazem referência a nenhum índice. A seleção dos ativos para compor a carteira deve ser suportada por um processo de investimento que busca atingir os objetivos e executar a política de investimentos definida para o fundo. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos renda fixa – duração baixa – grau de investimento ou em ativos permitidos a estes desde que preservadas as regras que determinam a composição da carteira do Tipo ANBIMA, exceção feita aos fundos classificados como Livre (nível 3).
Específicos: Fundos que adotam estratégias de investimento ou possuam características específicas tais como condomínio fechado, não regulamentados pela Instrução nº 555 da CVM, fundos que investem apenas em ações de uma única empresa ou outros que venham a surgir.
Investimento no Exterior: Fundos que investem em ativos financeiros no exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido.
Estes fundos seguem o disposto no art. 101 Instrução nº 555 da CVM.
Multimercado
Neste nível, a classificação se dá em três grupos:
Alocação: Fundos que buscam retorno no longo prazo por meio de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio etc.), incluindo cotas de fundos de investimento.	25
Estratégia: Fundos nesta categoria se baseiam nas estratégias preponderantes adotadas e suportadas pelo processo de investimento adotado pelo gestor como forma de atingir os objetivos e executar a política de investimentos dos fundos. Admitem alavancagem.
Investimento no Exterior: Fundos que investem em ativos financeiros no exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido.
Estes fundos seguem o disposto no art. 101 da Instrução nº 555 da CVM.
NÍVEL 3 - ESTRATÉGIAS DE INVESTIMENTOS: PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS QUE SE ADEQUAM AOS OBJETIVOS E NECESSIDADES DO INVESTIDOR.
Neste nível os fundos são classificados de acordo com a estratégia. Enquadram-se aqui, por exemplo, os fundos soberanos, os fundos dinâmicos e os setoriais, entre outros.
Veja a seguir a descrição de cada um deles em suas respectivas
categorias:
Renda Fixa
Neste nível os fundos são classificados conforme a exposição ao risco de crédito. Assim, ao optar pela gestão ativa, o investidor tem à disposição os seguintes fundos:
Soberano: Fundos que investem 100% em títulos públicos federais do Brasil.
Grau de Investimento: Fundos que investem no mínimo 80% da carteira em títulos públicos federais, ativos com baixo risco de crédito do mercado doméstico ou externo, ou sintetizados via derivativos, com registro das câmaras de compensação.
Crédito Livre: Fundos que objetivam buscar retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, podendo manter mais de 20% da sua carteira em títulos de médio e alto risco de crédito do mercado doméstico ou externo.
Ao optar por renda fixa simples, no terceiro nível, a única, opção disponível será renda fixa simples.
Ao optar por um fundo de renda fixa de gestão indexada, o comportamento do fundo passa a ser atrelado ao índice de referência. Ao optar por investimento no exterior, as opções para o terceiro nível são:
Investimento no Exterior: Fundos que investem em ativos financeiros no exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido.
Estes fundos seguem o disposto no art. 101 da Instrução nº 555 da CVM.
Dívida Externa: Fundos que investem no mínimo 80% de seu patrimônio líquido em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União.
Estes fundos seguem o disposto no art. 114 da Instrução nº 555 da CVM.
26
Ações
Neste nível os fundos são classificados conforme a estratégia.
Ao optar pelos fundos indexados, as opções no terceiro nível são os fundos atrelados a índices de referência.
Os fundos ativos, por sua vez, se dividem no terceiro nível em: Valor/Crescimento: Fundos que buscam retorno por meio da seleção de empresas cujo valor das ações negociadas esteja abaixo do “preço justo” estimado (estratégia valor) e/ou aquelas com histórico e/ou perspectiva de continuar com forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em relação ao mercado (estratégia de crescimento).
Setoriais: Fundos que investem em empresas pertencentes a um mesmo setor ou conjunto de setores afins da economia. Estes fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para definição dos setores, subsetores ou segmentos elegíveis para aplicação.
Dividendos: Fundos que investem em ações de empresas com histórico de dividend yield (renda gerada por dividendos) consistente ou que, na visão do gestor, apresentem essas perspectivas.
Small Caps: Fundos cuja carteira é composta por, no mínimo, 85% em ações de empresas que não estejam incluídas entre as maiores participações do IBrX - Índice Brasil, ou seja, ações de empresas com relativamente baixa capitalização de mercado. Os 15% remanescentes podem ser investidos em ações de maior liquidez ou capitalização de
mercado, desde que não estejam incluídas entre as dez maiores participações do IBrX – Índice Brasil.
Sustentabilidade/Governança: Fundos que investem em empresas que apresentam bons níveis de governança corporativa, ou que se destacam em responsabilidade social e sustentabilidade empresarial no longo prazo, conforme critérios estabelecidos por entidades amplamente reconhecidas pelo mercado ou supervisionados por conselho não vinculado à gestão do fundo. Estes fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para definiçãodas ações elegíveis.
Índice Ativo (Indexed Enhanced): Fundos que têm como objetivo superar o índice de referência do mercado acionário. Estes fundos se utilizam de deslocamentos táticos em relação à carteira de referência para atingir seu objetivo.
Livre: Fundos sem o compromisso de concentração em uma estratégia específica. A parcela em caixa pode ser investida em quaisquer ativos, desde que especificados em regulamento.
No nível 3, os fundos específicos se dividem em:
Fundos Fechados de Ações: Fundos de condomínio fechado regulamentados pela Instrução nº 555 da CVM.
Fundos de Ações FMP-FGTS: De acordo com a regulamentação vigente.	27
Fundos de Mono Ação: Fundos com estratégia de investimento em
ações de apenas uma empresa.
Multimercados
Neste nível, os fundos são classificados conforme a liberdade da carteira ou necessidade de manter um benchmark composto.
Os fundos por alocação dividem-se entre:
Balanceados: Buscam retorno no longo prazo por meio da compra de diversas classes de ativos, incluindo cotas de fundos. Estes fundos possuem estratégia de alocação pré-determinada devendo especificar o mix de investimentos nas diversas classes de ativos, incluindo deslocamentos táticos e/ou políticas de rebalanceamento explícitas. O indicador de desempenho do fundo deverá acompanhar o mix de investimentos explicitado (asset allocation benchmark), não podendo, assim, ser comparado a uma única classe de ativos (por ex, 100% CDI). Os fundos nesta subcategoria não podem possuir exposição financeira superior a 100% do PL. Não admitem alavancagem.
Dinâmicos: Buscam retorno no longo prazo por meio de investimento em diversas classes de ativos, incluindo cotas de fundos. Estes fundos possuem uma estratégia de asset allocation sem, contudo, estarem comprometidos com um mix pré-determinado de ativos. A política de alocação é flexível, reagindo às condições de mercado e ao horizonte de investimento. É permitida a aquisição de cotas de fundos que possuam exposição financeira superior a 100% do seu respectivo PL. Admitem alavancagem.
No terceiro nível, os fundos por estratégias dividem-se entre: Macro: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc), com estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos.
Trading: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), explorando oportunidades de ganhos a partir de movimentos de curto prazo nos preços dos ativos.
Long and Short - Direcional: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas. O resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa – Duração Baixa – Grau de Investimento ou em ativos permitidos a estes desde que preservadas as regras que determinam a composição da carteira do tipo ANBIMA.
Long and Short - Neutro: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas, com o objetivo de manterem a exposição financeira líquida limitada a 5%. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa – Duração Baixa – Grau de Investimento ou em ativos permitidos a estes desde
28
que preservadas as regras que determinam a composição da carteira do Tipo ANBIMA.
Juros e Moedas: Fundos que buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de renda variável (ações etc).
Livre: Fundos sem compromisso de concentração em alguma estratégia específica.
Capital Protegido: Fundos que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger, parcial ou totalmente, o principal investido.
Estratégia Específica: Fundos que adotam estratégia de investimento que implique riscos específicos, tais como commodities, futuro de índice.
29
 (
CLASSE
 
DE
 
ATIVOS
CATEGORIA
SUBCATEGORIA
SIMPLES
RENDA
 
FIXA
 
SIMPLES
RENDA
 
FIXA
INDEXADO
ÍNDICES
BAIXA
 
DURAÇÃO
MÉDIA DURAÇÃO
 
ALTA 
DURAÇÃO
 
LIVRE
 
DURAÇÃO
SOBERANO
GRAU
 
DE
 
INVESTIMENTO
 
CRÉDITO
 
LIVRE
INVESTIMENTO
 
NO
 
EXTERIOR
INVESTIMENTO
 
EXTERIOR
DÍVIDA
 
EXTERNA
AÇÕES
INDEXADO
ÍNDICES
ATIVO
VALOR/CRESCIMENTO
DIVIDENDOS
 
SUSTENTABILIDADE/GOVERNANÇA
 
SMALL
 
CAPS
ÍNDICE
 
ATIVO
SETORIAIS
 
LIVRE
ESPECÍFICOS
FMP-FGTS
FECHADOS
 
DE
 
AÇÕES
 
MONO
 
AÇÕES
INVESTIMENTO
 
NO
 
EXTERIOR
INVESTIMENTO
 
NO
 
EXTERIOR
MULTIMERCADO
ALOCAÇÃO
BALANCEADOS
DINÂMICOS
ESTRATÉGIA
MACRO
TRADING
LONG
 
AND
 
SHORT
 
NEUTRO
 
LONG
 
AND
 
SHORT
 
DIRECIONAL
 
JUROS
 
E
 
MOEDAS
LIVRE
 
CAPITAL
 
PROTEGIDO
ESTRATÉGIA
 
ESPECÍFICA
INVESTIMENTO
 
NO
 
EXTERIOR
INVESTIMENTO
 
NO
 
EXTERIOR
CAMBIAL
CAMBIAL
CAMBIAL
)RESUMO:
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