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HELMINTOS -filo Platyhelminthes (vermes achatados, vermes em forma de folha ou fascíolas e tênias): Turbellaria, Trematoda e Cestoda -filo Nematelmintos ou Nematoda (vermes cilíndricos): familia Trichostrongyloidea ( Trichostrongylus, Ostertagia, Haemonchus placei, Haemonchus contortus, Cooperia, Nematodirus, Hyostrongylus, Dictyocaulus ); familia Strongyloidea ( Cyathostominae, Strongylus vulgaris, Strongylus equinus, Strongylus edentatus, Triodontophorus, Chabertia, Oesophagostomum, Stephanurus dentatus ); familia Ancylostomatoidea ( Ancylostoma caninum, Ancylostoma tubaeforme, Uncinaria stenocephala, Uncinaria levcas, Bunostomum ); familia Metastrongyloidea ( Crenosoma, Filaroides hirthi, Filaroides osleri, Aelurostrongylus abstrusus, Protostrongylus, Metastrongylus Muellerius, Parelaphostrongylus tenuis ); subordem RHAMBDITIDA ( Strongyloides stercoralis, Strongyloides papillosus ); subordem OXYURIDA ( Oxyuris equi ); subordem ASCARIDIDA ( Ascaris suum, Parascaris equorum, Toxocara vitulorum, Toxascaris leonina, Toxocara canis, Toxocara cati ); subordem SPIRURIDA ( Gongylonema, Draschia, Habronema, Thelazia, Setaria, Onchocerca, Elaeophora, Dirofilaria Dipetalonema reconditum ); subordem ADENOPHOREA (familia Trichinelloidea > Trichuris vulpis, Trichinella spiralis ; familia Dioctophymatoidea > Dioctophyme renale); -filo Acantocefala (vermes de cabeça espinhosa): Macracanthorhynchus hirudinaceus , Prosthernochis, Moniliformis, Oncicola; -filo Anelida (vermes segmentados, sanguessugas): Classe Hirudinea ➢ VERMES PULMONARES ● DICTYOCAULUS - DICTIOCAULOSE -Vermes finos e esbranquiçados -Fêmeas com até 8 cm -Machos com até 5 cm - Orifício oral com 4 pequenos lábios -Cápsula bucal e bolsa copulatória pequenas -Espículas marrons e pequenas que difere entre as espécies é o tamanho; -nematóide encontrado na traquéia, brônquios, bronquíolos e pulmões dos bovinos, ovinos, caprinos, eqüinos e asininos; - principal causa de bronquite parasitária, pneumonia verminótica, nestes hospedeiros. -Causam reação inflamatória intensa que leva à infecção secundária por microrganismos oportunistas, caracterizando a Pneumonia Verminótica; -espécies : 1. Dictyocaulus vivíparus - bovino; 2. Dictyocaulus filaria - ovino e caprino; 3. Dictyocaulus arnfieldi - eqüinos e asininos Dictyocaulus arnfield filaria ★ taxonomia: ■ Reino Animalia ■ filo Nematoda ■ Classe Secernentea ■ Ordem Strongylida ■ Superfamília Trichostrongyloidea ■ Família Dictyocaulidae ■ Género Dictyocaulus ★ Epidemiologia -cosmopolita; -hospedeiro natural : sem sintomatologia, transmite de forma silenciosa o verme para outros animais em um rebanho, sendo os asininos o hospedeiro natural, podendo transmitir para os equinos, por isso deve-se ter cuidado ao deixar equinos/potros pastejar junto com asininos. podem estar persistentemente infectados por toda a vida, o que favorece a disseminação do parasita. ficam infectados de forma subclínica; - ovinos são mais suscetíveis que caprinos a dictiocaulose por conta do hábito de pastejar rente ao solo o que facilita o contato com as larvas infectantes presentes no solo; -importância: causa mais prejuízo ao produtor porque diminui a produção animal, há atraso no desenvolvimento dos animais e rejeição ao abate; infecção clínica pode levar a perdas econômicas diretas, devido à mortalidade, custos de tratamento e redução do ganho de peso e produção de leite -fatores predisponentes: acomete mais animais jovens , independente da espécie, devido o sistema imunológico ser subdesenvolvido; ambiente úmido porque o período úmido favorece o desenvolvimento das larvas, por isso está mais ligada a mudanças climáticas e a chuva que também dissemina as larvas; alta contaminação de pastagem , inadequado manejo de vermifugação com controle ineficiente de parasitas devido o uso inadequado de anti-helmínticos e sistema de rotação de pastejo ineficiente. em animais adultos o problema ocorre com menor frequência, e está relacionado com a introdução de animais no rebanho oriundos de áreas endêmicas, baixo uso de vacinas em áreas endêmicas (no Brasil não tem vacina, mas fora do Brasil tem a rusquivask - a partir de 8 semanas de vida, 2 doses, 4 meses de intervalo); grupo de risco são os potros (no caso dos equinos) por apresentarem imunidade ineficiente contra as larvas do parasita; uso de anti-helmínticos em animal jovem que tem efeito residual prolongado leva a uma baixa exposição ao parasito resultando em redução da imunidade ; imunidade boa impede que as larvas se estabeleçam; animal sem reexposição a larvas infectantes também pode predispor > ocorre quando os bovinos adultos, que já foram expostos ao parasita em outra fase de sua vida, são desafiados novamente por uma grande carga parasitária. Nesse momento, o sistema imunológico reconhece o verme e proporciona uma grande reação inflamatória nos pulmões, os nódulos linfóides se agrupam em torno dos vermes mortos, provocando alterações na função respiratória do animal - síndrome da reinfecção; outro fator que predispõe é o ato dos animais de pisotear o solo aumentando disseminação das larvas; ação do fungo do gênero Pilobolus > Outro método das larvas poderem se espalhar no ambiente em caso de animal de estábulo; normalmente cresce nas fezes do animal, aí a larva entra no fungo e fica aderida aos esporos dentro do esporângio por certo tempo, aí depois o esporângio explode e as larvas (L3) são disseminadas no ambiente; em condições favoráveis, promove explosões com a finalidade de lançar seus esporos e, concomitantemente, as larvas aderidas aos esporos. Esses vermes são lançados pelo fungo por vários metros, e assim, consegue infestar grandes áreas rapidamente; ruptura mecânica do material fecal também pode ajudar na disseminação das larvas; -Disseminação envolve o ambiente/animal > larvas quando permanecem nas fezes desses animais são inativas (L1), e precisam da ação mecânica da chuva e dos próprios animais (pisoteamento) para movimentar o bolo fecal, de forma a favorecer a disseminação larvária no solo; -clima: mais comum no sul e sudeste do Brasil devido o clima mais frio , e no nordeste só foi descrita no maranhão em ovino, PB em bovinos; no Brasil só foi descrita o D. viviparus ; surtos em climas temperados, geralmente surgem em animais desprotegidos imunologicamente durante o final do verão (quando sai da estação seca) ou início de outono (e entra na estação chuvosa); Já em climas subtropicais, os sinais clínicos nos animais aparecem duranteo inverno e no verão praticamente não existem larvas nas pastagens; -larvas: Prevalentes em regiões temperadas e com alta pluviosidade; clima úmido favorece seu desenvolvimento aumentando o número de larvas viáveis no ambiente; clima seco leva a menor sobrevivência no ambiente/pasto (3 horas no máximo); temperatura ideal para desenvolvimento é de 22-27 °C; L3 sobrevive por até 11 meses sob condições favoráveis; ★ Forma de contaminação -pastagem contaminada com l3 - fecal-oral; -relacionada a uma tríade ( época do ano/quantidade de parasito nas pastagens/sistema imunológico do animal ); ★ Ciclo -apresenta ciclos de vida direto/monoxênico. -Inicialmente, os vermes adultos colonizam os brônquios pulmonares, para depois as fêmeas adultas começarem a postura dos ovos. Esses ovos juntamente com larvas L1 causam lesões no epitélio dos brônquios e traqueia, a passagem do ar é comprometida pelo acúmulo de secreção e que finalmente resultam nos quadros de bronquite e traqueíte -Em seguida, as larvas de primeiro estádio (L1) eclodem e são transportadas com a ajuda da secreção pulmonar até a região da nasofaringe, onde são deglutidas. Estas larvas L1 passam por todo o trato digestivo do indivíduo infectado até serem eliminadas nas fezes -tempo gasto do momento da infecção dos animais com as larvas infectantes, até a eliminação das primeiras larvas nas fezes, é em média de 23 a 28 dias. E essa disseminação larvária continua até por volta dos 45 e 51 dias. -Em condições ambientais favoráveis, as larvas em estádio L1 se desenvolvem até a fase L3 por volta de quatro a seis dias nas fezes - As larvas de L1 atingem até L3 e alcançam as pastagens; larvas se alimentam de granulos intestinais dela m esma e não de fezes (alimentam -se de proteínas, aminoácidos, lipídeos presentes na luz do trato respiratório); -Após a larva chegar à fase L3 e ser ingerida pelo hospedeiro através da pastagem contaminada, ela alcança o trato gastrointestinal e penetra na mucosa intestinal para ser transportada pela cadeia linfática. Nos gânglios/linfonodos mesentéricos as larvas começam a amadurecer para o estádio L4, em seguida, utilizam a corrente sanguínea e a linfa para ter acesso aos pulmões e coração; Na região ventral do lobo caudal do pulmão, mais especificamente nos alvéolos, as larvas L4 passam a L5 e nessas estruturas (alvéolos) as fêmeas atingem a maturidade sexual, acasalam em 15 dias e dão início a novas posturas e consequentemente a um novo ciclo, liberando ovos com larvas L1 que serão eliminadas nas fezes; -Geralmente os surtos de dictiocaulose começam com poucas larvas se desenvolvendo no pasto, e essas larvas por serem muito fecundas, quando passam a parasitar os animais tomam proporções populacionais gigantescas rapidamente -Desde o momento da ingestão do parasita na fase L3, até o período de maturidade sexual são transcorridos entre 21 e 35 dias; -Algumas larvas no estádio L3 conseguem ser mais rápidas que o sistema imune do animal e penetram na parede intestinal antes de serem destruídas, o que é suficiente para induzir uma imunidade contra futuras invasões do verme pulmonar > Esse estímulo no sistema de defesa é proporcional a quantidade de parasitas ingerida pelo animal durante o pastejo. Mas, após certa quantidade de vermes infectantes, os animais não conseguem desenvolver imunidade suficiente para debelar a infecção Após a pneumonia verminótica se instalar no animal e levá-lo a um quadro da doença mais grave, surgem às infecções secundárias causadas por bactérias oportunistas, que complicam ainda mais o estado clínico do animal -ciclo de vida livre e dentro do animal; -parasita adulto encontro mais na traquéia (assim como os nódulos) e depois nos pulmões no exame post mortem; ★ Sinais -L4, L5 e adultos causam lesões no trato respiratório e causam lesões nos brônquios, bronquíolos e alvéolos; -ação irritativa > inflamação; -Podem ou não se agravar -Inflamação: Alvéolos – alveolite (inflamação) que pode avançar pra bronquiolite, e posteriormente para bronquite conforme se tornam adultas; Edema pulmonar; Enfisema intersticial (passagem de ar para outros tecidos/destruição da parede alveolar por conta do esforço respiratório devido a obstrução causada por muco+larvas presentes nos bronquíolos e alvéolos o que Dificulta passagem de ar e trocas gasosas); Fibrose bronquial (deposição de t. conjuntivo fibroso em estruturas pulmonares); Dificulta passagem de ar pois reduz o diâmetro e a elasticidade dos brônquios e bronquíolos (devido a produção de muco e a presença de larvas); -conhecida por desenvolver nos hospedeiros quatro fases diferentes , que segue de acordo com a evolução da doença. 1. fase inicial (penetração) - larvas começam a entrar no hospedeiro e ainda não há sinais clínicos 2. fase pré-patente - sinais clínicos são evidentes e são desenvolvidos pelas graves lesões nos pulmões; 3. fase patente - marcada pela variação da intensidade dos sinais clínicos, podendo levar os animais a morte se o tratamento adequado não for realizado. 4. fase pós-patente - indivíduos sobreviventes se recuperam gradativamente nessa etapa -presença de D. spp nas vias aéreas pulmonares desencadeia uma grave reação inflamatória nas paredes dos brônquios. E essa forte irritação produz um grande volume de exsudatos ricos em células piocitárias, linfomacrofágicas e fibrina, que acabam proporcionando posteriormente a obstrução das vias aéreas, e assim, o quadro de atelectasia se instala nos pulmões do animal - quando o número de vermes pulmonares alcança um nível crítico, os sinais clínicos são: anorexia, perda de peso, tosse, taquipneia, dispneia, respiração abdominal e secreção nasal serosa ou mucopurulenta devido a infecções oportunistas . podem respirar pela boca, com o pescoço estendido e membros anteriores afastados . Febre e quadros de mastite são muito comuns de ocorrer, mas a diarreia em bezerros acontece esporadicamente; sons respiratórios de crepitação ajudam a distinguir entre uma pneumonia bacteriana e verminótica, de modo que crepitação difusa em campos pulmonares ventrais e na porção anterior dos pulmões são sinais indicativos de dictiocaulose. Diferentemente da pneumonia bacteriana que tem sons mais limitados; taquipneia (aumento da frequência respiratória), tosse frequente, secreção nasal, pescoço e cabeça estendidos, cianose (mucosas com coloração azulada), grunhidos, intolerância aos exercícios (principalmente em equinos),crescimento reduzido, repouso excessivo, perda de peso, febre, dispneia, queda na produção; em cavalos ocorre muita desidratação porque possuem já respiração ofegante e quando ocorre diarréia associado ao baixo consumo de água ocorre desidratação; -atelectasia escuto sibilos; -achados de necropsia: presença de espuma na traqueia e nos brônquios. Juntamente com a espuma, alguns parasitas de coloração branca e aspecto filiforme entre a secreção espumosa; pulmão de coloração vermelha, firme e pesado (edema/pneumonia); sinais de pleuropneumonia fibrinosa, causada pela infecção secundária da Pasteurella multocida e bronquiolite obliterante (presença de marca de costela no pulmão indica broncopneumonia); Diferentemente dos casos convencionais de dictiocaulose, a síndrome da reinfecção em animais adultos leva a alterações nos pulmões, como pequenos nódulos subpleurais de coloração cinza esverdeado e exsudato de cor verde obstruindo as vias aéreas - gravidade depende do: estágio da doença, carga parasitária, imunidade do animal ; ★ Patogenia -infecção irá resultar em pneumonia parasitária e bronquite, no entanto, a infecção com poucos vermes pode ser inaparente; 1. Fase de penetração - vai desde o momento que as larvas entram no HD até chegarem aos pulmões; sem sinais clínicos, sintomas; agente ainda está se instalando; 2. Fase pré-patente - vai desde o desenvolvimento das larvas até adultos no pulmão; animal começa a manifestar lesões, mas ainda sem sinais clínicos; larvas infectantes atingem os alvéolos causando inflamação (alveolite) e depois atingem os bronquíolos causando bronquite e bronquiolite; a presença de vermes imaturos nas vias aéreas faz com que ocorra produção de muco, que juntando com as larvas que fazem enovelamento acaba causando tamponamento das vias aéreas ou da luz dos bronquios e consequentemente dificulta a passagem de ar causando insuficiência respiratória/esforço respiratório resultando em enfisema intersticial grave e consequentemente em edema pulmonar podendo vir a óbito (os intensamente infectados podem morrer); 3. Fase patente - animal manifesta sinais clínicos e se não for tratado de forma adequada pode vir a óbito; há a ovipostura dos parasitas adultos nos alvéolos e o animal elimina larvas nas fezes; leva a bronquite parasitária ou pneumonia parasitária, onde há milhares de vermes jovens no muco espumoso e branco nos brônquios, sendo caracterizada pela aspiração de ovos e de L1 nos alvéolos, areas avermelhadas escura no pulmão causando áreas colapsadas ao redor dos brônquios; animal apresenta tosse, intolerância ao exercício, baixo desenvolvimento de carcaça; 4. Fase pós-patente com tratamento adequado - fase de cura; quando ocorre surgimento dos sinais clínicos mais graves nos estágios finais da doença; ocorre eliminação dos vermes adultos se for tratado adequadamente/sistema broncopulmonar; menos sinais clínicos, tosse cessa; bronquios inflamados passam por um processo de cicatrização chamado de fibrose bronquial e peribronquial (volta a ser completamente normal/cicatrização dos tecidos que revestem os sacos alveolares); 5. Fase pós-patente com tratamento inadequado (também é 4 fase, depende do tratamento) - ocorre quando não é feito o tratamento adequado e o animal vem a óbito; há aumento dos sinais clínicos graves (lesões); edema, enfisema, bronquite, alveolite, tosse, dispneia proliferativa pode ocorrer; chamada de bronquite parasitária pós patente, onde ocorre encapsulamento dos vermes mortos - visualizado como pontos esbranquiçados firmes na traquéia; decomposição e aspiração de vermes mortos; pneumonia intersiticial aguda (por conta de infecções bacterianas secundárias nos pulmões imperfeitamente curados); atelectasia (pulmão colabado); animal morre por não conseguir respirar; ★ Diagnóstico -Como os sinais clínicos são amplos e inespecíficos: experiência clínica, avaliação do ambiente epidemiológico e história clínica do paciente, auxiliam na eliminação dos diagnósticos diferenciais, como exemplo, as pneumonias pelos vírus sincicial respiratório bovino e da parainfluenza - 3, as pneumonias bacterianas, e as pneumonias intersticiais tóxicas e alérgicas -diagnóstico clínico : ambiente , baseado no histórico epidemiológico , quadro clínico de caráter sistêmico ( clínica do animal ), incluindo a diminuição na produção, perda de peso, desconforto respiratório, como também nos exames parasitológicos de fezes , época do ano ; - diagnóstico laboratorial - mais importantes métodos são: método de Baermann, para identificação de larvas do parasita nas fezes e o ELISA para detecção de anticorpos contra os vermes pulmonares; lavagem brônquica; radiografia; -Exame direto em microscopia > colheita de secreção pulmonar para confecção do esfregaço é um método definitivo de diagnóstico; Na necropsia, os brônquios e bronquíolos são abertos para facilitar a coleta da secreção rica em ovos e/ou de forma larvária; Com o material coletado é feito um esfregaço em lâmina de vidro, em seguida, este esfregaço é corado pelo método de Giemsa e avaliado com o auxilio de um microscópio óptico; - diagnóstico anatomo-patológico > necrópsia visualiza parasita adulto na traquéia, edema pulmonar, enfisema intersticial, áreas colabadas (atelectasia), espuma + vermes; marcação de costelas na pleura visceral (indica broncopneumonia); áreas de hemorragia; avermelhado; - Técnica de Baermann > utilizado quando se pensa em diagnosticar doenças tendo como agentes causadores os nematóides; consiste em identificar as larvas do parasita no estádio L1, que são eliminadas nas fezes em determinados períodos da doença; suficientemente sensível para identificar a presença de um parasita, a partir da terceira e quarta semana, após o hospedeiro ingerir o verme; simples e valiosa ferramenta no diagnóstico no rebanho, pois a realização de coletas de fezes em alguns animais escolhidos aleatoriamente no rebanho, para depois serem avaliados pela técnica de Baermann, é possível ter resultados que identifiquem a doença na propriedade; relação de larvas L1 encontradas nas fezes durante a análise é proporcional ao número de parasitas adultos localizados nos pulmões; Embora seja confiável, a sensibilidade do teste realizado com bovinos adultos é menor, em relação aos indivíduos mais jovens da espécie por conta do maior volume de fezes que os animais adultos produzem, e assim, tornando mais difícil a possibilidade de encontrar as larvas em meio a grande quantidade de fezes; demora 24h para ter resultado; amostra de fezes tem que ser frescas; se o animal tiver baixa carga parasitária o exame não detecta; ● viviparus →cauda ponta cega e cabeça redonda ● filária →cauda pontacega e cabeça com protuberância protoplasmática ● arnielfid →cauda em forma de filete ou estilete e cabeça redonda - diagnóstico diferencial > sinais se assemelha com sinais clínicos de outras doenças como intoxicação por rodenticidas, tétano, infecção bacteriana; Sintoma pneumonia verminótica pneumonia bacteriana febre ausente ou moderado presente tosse presente e exacerbada após exercício variável e não se altera após exercício taquipneia presente variável corrimento nasal variável geralmente presente ★ Tratamento -necessário uso do anti-helmíntico para combater a infestação parasitária, e de um antibacteriano , associado em alguns casos para problemas de infecção secundária -exemplos: febendazol (2,5ml/10kg) , ivermectina (1ml/10kg), doramectina (0,2ml/10kg), levamisol (0,5ml/10kg; ter cuidado ao usar porque ele pode causar reação alérgica; ), oxfendazol ou albendazol (1ml/10kg), moxidectina (1ml/10kg); -a vermifugação com doramectina (via subcutânea, duas aplicações, com intervalo de 28 dias) elimina dos animais uma grande carga parasitária, mas acaba deixando alguns parasitas para promover sensibilização do sistema imune como forma de preparar os animais para novas infestações - após a administração da eprinomectina nos animais doentes, os sinais clínicos começam a regredir com uma semana. - avermectinas e milbemicinas: excelentes antiparasitários quando utilizadas no controle e tratamento da pneumonia verminótica, por agir contra os estágios dos nematódeos imaturos e adultos; Uma única vermifugação do rebanho afetado pela doença, antes de inseri-lo no pasto, não é indicada, pois a área vai continuar infestada, a imunidade dos animais não estará bem preparada e há riscos de casos de resistência aos anti-helmínticos -vermifugação anualmente (fazer teste parasitológico antes, sem trocar toda hora o princípio ativo; OBS: cavalo não se pode fazer medicaçao intramuscular e sim é melhor em forma de pasta; ex. equest, hipofen, pasta equinos… -fluidoterapia em caso de desidratação, principalmente em equinos; -antibióticos para infecções secundárias causando febre, diarréia e secreção mucopurulenta > penicilinas, tetraciclinas, fluorquinolonas.. ★ Controle e Profilaxia -controle está intimamente ligado a um diagnóstico preciso e precoce mediante aos primeiros sinais respiratórios. -Associando com um programa de monitoramento da sanidade do rebanho , ajudará a prevenir as elevadas infestações de vermes pulmonares nas pastagens -fundamental manter carga parasitária na pastagem reduzida, com a finalidade dos animais manterem um contato mínimo com as larvas e desenvolverem seu próprio mecanismo de defesa contra esses vermes > Uma forma de controlar a alta infestação nas pastagens é através da rotação do pastejo dos animais , pois principalmente as larvas (L3), que são as larvas infectantes, são menos resistentes no ambiente pela maior exposição ao calor e ao clima mais seco -evitar que animais de outras faixas etárias utilizem os pastos designados para a criação de animais jovens -necessário impedir que os animais saudáveis ou recém recuperados se infectem, separando-os dos animais que possam estar doentes . -seguir as medidas de biossegurança, que objetivam minimizar os riscos de perdas econômicas com tratamento dos animais doentes e com possíveis mortes. Essas medidas são voltadas a higienização de todas atividades que envolvam o gado, além da higienização dos equipamentos utilizados que entraram em contato com o esterco . - deixar os animais jovens nas áreas mais elevadas da propriedade com o objetivo de evitar locais baixos e úmidos. -Europa vem desenvolvendo dois tipos de vacina para o controle da enfermidade, uma utiliza como antígeno estruturas do próprio D. viviparus, e a outro possui a enzima recombinante acetilcolinesterase, ambas com o intuito de estimular a imunidade dos animais. Mas uma grande desvantagem dessas vacinas é que não estão conseguindo induzir uma resposta humoral adequada contra os parasitas, como também são bastante instáveis -piquetes em áreas alagadas, garantir administração do colostro de boa qualidade e quantidade para os neonatos; asininos não pastejem junto com equinos; separar animais saudáveis dos clinicamente doentes ou sintomáticos; vermifugação quando necessário; separar animais adultos dos jovens; evitar piquetes em áreas alagadas; ● METASTRONGILOSE SUÍNA - parasita Metastrongylus spp; -bronquite verminótica, bronquite parasitária ou estrongilose respiratória; -verme branco e fino, com até 6cm de comprimento. -cosmopolita (amplamente distribuída); -acomete suínos selvagens como javali e domésticos ★ taxonomia -Reino animalia, filo nematoda, ordem strongylida, familia metastrongylidae, genero metastrongylus, espécies M. elongatus, M. pudentodectus, M. salmi, M. confusus, M. asymmetricus; M. apri; ★ Importancia -pode levar a reduçao na conversão alimentar; -morte; favorecer a ocorrência de infecções secundárias; pode levar ao descarte de vísceras no abatedouro; exige um controle preventivo constante; causa danos mecanicos nos órgãos e tecidos por causa da migração larvárea; contato com mucosas causa irritação; abre caminho para infecções bacterianas; espoliação alimentar; ★ epidemiologia -cosmopolita; -doença negligenciada; -ovos resistem bem às baixas temperaturas (clima úmido) e a ambiente úmido; -ovos embrionados podem sobreviver nas fezes por até 25 dias; -caso o HI esteja morta, as L3 nos anelídeos mortos podem sobreviver no meio ambiente até 2 semanas; ovos > elipsóides, casca espessa e rugosa (confere proteção no ambiente); - encontrada com mais frequência em suínos criados de forma extensiva; ★ características gerais -larvas L1-L3 ocorre dentro da minhoca; L4 e L5 ocorre dentro do hospedeiro definitivo, no caso o suíno; -larva adulta: trilabiada (ambos); macho tem espícula e cauda em forma de gancho; femea tem bolsa copulatória; ★ forma de infecção -via oral, por meio da ingestão da minhoca íntegra contaminada com L3 durante o ato de fuçar ou ingestão diretamente da L3 por meio do rompimento da minhoca pelo suíno durante o ato de fuçar; - suínos novos são mais suscetíveis a doença e um animal infectado pode reter a infecção por vários meses e continuar a contaminar o meio ambiente; ★ Ciclo -heteroxeno; HD: suínos; tem a forma adulta do parasito;onde ocorre a maturaçao sexual do parasito; HI: anelídeos ; onde ocorre o desenvolvimento larváreo do parasito; se contaminam por meio da ingestão dos ovos do parasita eliminados com as fezes dos suínos. -Na minhoca, desenvolvem-se larvas infecciosas de terceiro estágio. Após a ingestão oral de minhocas pelos hospedeiros finais, os parasitas atingem os pulmões através dos linfonodos mesentéricos e do coração direito. Finalmente, adultos de Metastrongylus spp. desenvolvem-se nos brônquios e bronquíolos , onde se reproduzem; https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/lymph-node https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/lymph-node https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/bronchiole ★ patogenia -animal ingere a minhoca com as larvas ou as larvas L3 diretamente e essa larva causa irritação traumática da mucosa intestinal ao invadir a mucosa podendo causar diarréia , depois vao para os linfonodos mesentéricos onde mudam para L4 e atingem a linfa ou vaso sanguíneo chegando ao coração direito e depois vão para o pulmão onde as larvas mudam para L5 e rompem a parede dos capilares e dos alvéolos (por conta do crescimento das larvas), causando alveolite, bronquite, petéquias nos pulmões; a presença das larvas nos bronquios e bronquiolos gera um processo inflamatório + produção de muco que acaba causando congestão/tamponamento das vias aéreas prejudicando as trocas gasosas a nível de bronquio e bronquiolos causando bronquite crônica e enfisematosa (mais nas extremidades dos lobos pulmonares), bronquite verminótica; pneumonia; favorece infecções secundárias por bactérias ou vírus, e a pneumonia fatal no curso de uma infecção pulmonar é causada principalmente por infecções bacterianas ou virais; causa infiltração celular no tecido pulmonar e formação de nódulos subpleurais; ★ sinais -tríade pra todos os vermes pulmonares ( idade, carga parasitária e quantidade de parasitas no ambiente) ; -agudo > dispneia, tosse seca, taquipneia, secreção nasal sem muco ou mucopurulenta, baixo crescimento dos leitões e respiração abdominal; pelos eriçados; -crônico > tremores, diminuição do apetite, atraso no desenvolvimento, raquitismo, infecções secundárias; pelos eriçados; -hemorragias, edema pulmonar, enfisema nas extremidades do pulmão, pneumonia, bronquite, alveolite, diarréia… https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/lungworm ★ diagnóstico -nao é fácil pela falta de sinais clínicos que caracterizam a doença e de outras doenças que também possuem como sinal clinico a tosse; -padrão ouro > teste de baermann (desvantagens tem que ser fezes frescas pq mata a L1) ou técnica de flutuação; - necrópsia > avaliação do tecido pulmonar; presença de vermes; lesões características no pulmão como edema, enfisema nas extremidades do pulmão, petéquias, pneumonia, bronquite, alveolite; ★ tratamento -doramectina 0,3mg/kg IM; -ivermectina 1% 0,3-0,5 mg/kg SC ou IM -levamisol - mais eficiente pra pulmão; 5-8mg/kg VO, ter cuidado com ele porque ele pode causar reação alérgica; ★ controle -impedir o contato entre suíno e o hospedeiro intermediário; -colocar animal em piso de cimento -vermifugação dos animais; separar os animais por faixa etária; -evitar agrupamentos de animais jovens e adultos -destino adequada aos excrementos de modo a não disseminar a infecção -infecções maciças, tratar animais ( e colocar em piso de concreto, porque? ) > porque ele tem hábito de fuçar e ter contato com HI e porque evita do HI ter contato com as fezes com larvas L1; ; exames de fezes periódicos e vermifugação preventiva; -5 ● AELUROSTRONGILOSE FELINA -acomete os felinos domésticos (há estudo que mostra que selvagem também) -causa por nematódeo pulmonar; -doenças respiratória subestimada ; -gatos infectados podem ser assintomáticos ou apresentarem sinais graves -fase adulta do parasito parasita os pulmões de felídeos silvestres e domésticos (diferente dos anteriores descritos que estão na traquéia principalmente, aqui é no pulmão na necropsia); -HI: moluscos terrestres -HP (paratênicos) : aves, Roedores, anfíbios (sapos, rãs, pererecas), lagartixa, (pequenos mamiferos); -ciclo heteroxeno; ★ taxonomia -subreino metazoa,reino animalia; filo Nematoda, classe Chromadorea , subordem Strongylida, superfamília Metastrongyloideia, família Angiostrongylidae, gênero angiostrongylus; espécie Aelurostrongylus abstrusus; ★ epidemiologia - distribuição mundial; -relatos no BR são limitados,endêmica nos países europeus - Não possui caráter zoonótico -acomete com maior frequência, gatos errantes e semidomiciliados com hábitos de caça -Não há predisposição racial, sexual e etária aparentes, contudo, observa-se que animais jovens e imunocomprometidos são mais susceptíveis à infecção; -devido (aumento) : alterações climáticas (clima úmido); aumento da população pets (por conta da pandemia ficar só); animais vindo de área endêmica pra áreas livres não endêmicas; -descrita no rio branco e rondonia, municipio de vilhena -prevalência varia de 1,3 a 38,1%; -transmitida pelo caramujo terrestre gigante ( Achatina fulica ); -endêmica no RJ, SP, Goiás, amazonas,tocantins, acre,bahia; -maior frequência em gatos jovens, de zonas rurais, com hábitos de caça. ★ fatores de risco -animais de rua é potencial dispersor da parasitose -animal com menos de 1 ano de idade tem mais predisposição -com mais de 1 ano são mais curiosos saem mais e tem maior risco de exposição, -clima úmido (L1) -lactação/gestação (mais facilidade de adquirir a parasitose, tem mais instinto de caça devido a deficiência de proteína); ★ Hospedeiros -HD: felinos; parasita na fase sexuada; -HI: moluscos gastrópodes terrestres eaquáticos; lesmas e caracóis; parasita na fase assexuada; caramujo; -HP: pássaros, ratos, lagartixa, rãns e pererecas; transporta a larva viável; não acontece muda; ★ localização do parasito -todo parênquima pulmonar; -adultos de A. abstrusus vivem nos alvéolos, ductos alveolares e bronquíolos terminais dos felinos ; -caracterizados por possuírem uma pequena bolsa copuladora, gubernáculo e espículos curtos e grossos; -fêmeas apresentam extremidade posterior em formato de ponta romba e abertura vulvar próxima ao orifício anal -conteúdo granular ao longo do corpo -L1: apresentam a extremidade anterior cônica, abertura oral curta e uma torção dorsal visível, com uma espinha subterminal na cauda em formato de “S”; -ovos: casca delgada, medindo entre de 70-80 por 50-75 μm, que logo embrionam no parênquima pulmonar; ★ forma de infecção -tem que ingerir L3 vindo do HI ou paratênico > transmissao via oral (infectante L3); -como ocorre a contaminação do HI > durante o ato de defecar do HD os HI artrópodes comem as fezes contaminadas com L1 ou a infecção do HI pode ocorrer por via percutânea; Além da aelurostrongilose, o molusco atua na transmissão de diversas outras parasitoses importantes, como a angiostrongilose, esquistossomose e fasciolose; -como ocorre a contaminação no HD > gatos infectam-se ao ingerir um molusco ou hospedeiro paratênico ou ambos contendo as larvas infectantes (L3); ou através do contato com a baba de lesmas; -como ocorre a contaminação no HP > se infecta ao ingerir o HI; ★ ciclo biológico -heteroxeno - ciclo de vida indireto; -maturação aqui ocorre com 25 dias (nos outros ocorre com 15 dias; nos ductos alveolares e brônquios) - ovipostura -Após o acasalamento, as fêmeas produzem ovos que eclodem, liberando as L1, que ascendem da árvore brônquica até a faringe e são expectoradas ou deglutidas e eliminadas nas fezes Para que o ciclo se complete, é necessária a presença de caracóis e lesmas e/ou de hospedeiros paratênicos As L1 são ingeridas ou penetram ativamente no tecido dos HI e nestes, há o desenvolvimento da larva de segundo estágio (L2) e posteriormente, a larva de terceiro estágio (L3) ou forma infectante durante duas a cinco semanas a depender da espécie de molusco e das condições climáticas Nos HI, as L3 situam-se especialmente no ligamento gastroesplênico, mas também em outras partes do corpo, onde formam pequenos cistos amarelados que podem se manter viáveis por cerca de três meses; A infecção nos felinos ocorre após a ingestão dos HI com os cistos de A. abstrusus ou principalmente pelo consumo de HP, que atuam como potenciais dispersores da doença. Logo após a ingestão, as formas infectantes são liberadas no sistema digestivo do animal, posteriormente atravessam a parede do esôfago, estômago e intestino, alcançam a circulação sanguínea ou linfática, vão para os pulmões onde mudam para larva de quarto estágio (L4), com cerca de cinco a seis dias pós infecção e por fim, desenvolvem-se os vermes adultos após oito a nove dias de infecção forma adulta, aproximadamente 10 mm de comprimento, reside no tecido pulmonar, localizando-se geralmente nos bronquíolos terminais e ductos alveolares.nestes locais , as fêmeas adultas depositam ovos não embrionados nos quais se desenvolvem larvas de 1º estádio (L1), que após eclodirem sobem o trato respiratório, através de mobilidade própria, do sistema muco-ciliar e da tosse do hospedeiro. Quando alcançam a faringe são deglutidas e posteriormente eliminadas através das fezes para o ambiente; O período pré-patente de A. abstrusus varia entre um a dois meses, mas pode durar até três meses, especialmente em casos de reinfecção. O pico de liberação das larvas nas fezes ocorre entre 2º e o 4º mês pósinfecção e em casos de reinfecção, a carga de L3 liberada tende a ser menor. Após esse período, a carga parasitária diminui gradativamente e finalmente, as larvas desaparecem com cerca de seis meses. Uma pequena quantidade de larvas adultas pode permanecer nos pulmões ainda por muitos meses e até mesmo por anos, porém não há produção de novas larvas, a menos que o animal esteja sob condições de estresse -Em um estudo experimental, foi evidenciado que as L3 deste parasito pulmonar podem ser liberadas no ambiente por meio do muco excretado dos hospedeiros intermediários ou podem emergir destes moluscos após a sua morte em ambiente aquático > vias alternativas de contaminação ambiental e novas fontes de infecção. -transmissão transplacentária de A. abstrusus ainda está por ser elucidada, porém já foi levantada esta hipótese em uma infecção mista de A. abstrusus e Troglostrongylus brevior em dois gatos com cerca de dois meses de idade provenientes da mesma ninhada ★ Patogenia -presença de larvas no parênquima pulmonar causando intensa reação inflamatória podendo ter hiperplasia (diminuicao do lúmen - muco + larva - levando a insuficiência respiratoria - causando enfisema pulmonar e edema, consequentemente morte) e hipertrofia da musculatura lisa do parênquima e das artérias pulmonares causando dificuldaderespiratória; -causa pneumonia granulomatosa por conta dos vermes mortos que encapsulam; -formação de trombos (nos pulmoes por causa dos vermes mortos); -alveolite e bronquite; ★ sinais clínicos -tosse, dispneia, inflamação das vias aéreas; sibilos pulmonares (por diminuição do lúmen - é como se fosse um ronco audível), hipertermia, secreção nasal (sistema imune debilitado podendo ter bactérias oportunistas) -Na maior parte dos gatos, é assintomática e autolimitante -Nos animais que apresentam sinais clínicos, a doença é semelhante à bronquite felina > manifestação dos sinais clínicos varia conforme a carga parasitária, idade e status imunológico do animal ; -Em infecções leves, alguns gatos mesmo em repouso, apresentam tosse como sinal mais consistente, intercalados com períodos assintomáticos; Após exercício ou manuseio, podem ter tosse produtiva, espirros, secreção nasal e acentuada dispneia; -Em infecções graves, podem haver sinais clínicos exacerbados em virtude da grande quantidade de vermes e ovos no parênquima pulmonar; letargia, diarreia, anorexia, emagrecimento progressivo, tosse grave; na auscultação pulmonar, identificam-se ruídos estridentes ou estertores úmidos, sibilos e crepitações; pode haver angústia respiratória, cianose, acidose respiratória e ocasionalmente, pneumonia bacteriana secundária, efusão pleural e pneumotórax; -Animais jovens, debilitados ou imunossuprimidos podem evoluir para o óbito em infecções severas -infecções maciças podem desencadear um quadro de hipertensão pulmonar grave, o que leva a doença cardíaca por insuficiência tricúspide; -tríade ( doenças, idade e carga parasitária, clima ); -inespecificas > prostaçao, perda de peso; -taquipneia, dispneia -infecções graves pode ter derrame pleural, piotórax e morte; casos graves com alta carga de vermes, gatos jovens ou animais afetados por outras doenças concomitantes pode assentuar os sinais; -corrimento nasal muco- p u r u l e n t o -Quando manifesta, a apresentação clínica é semelhante à de outras parasitoses pulmonares, assim como de várias afecções que culminam em sinais respiratórios, como a bronquite idiopática felina, rinotraqueíte felina, dirofilariose, cardiomiopatias, pólipos nasofaríngeos, corpos estranhos, hérnias diafragmáticas, doenças pleurais (piotórax, pneumotórax, quilotórax), além de neoplasias do trato respiratório e doenças inflamatórias Portanto, todos esses diagnósticos diferenciais devem ser considerados durante a avaliação do paciente felino; ★ diagnóstico -cauda diferente > forma de espinho ou S; extremidade posterior em forma de “S” com um entalhe dorsal e uma terminação tipo botão, extremidade anterior cónica e conteúdo granular - L1 nas fezes; -coproparasitologico técnica de baermann > demora 12 a 24 horas, requer experiência do operador na observação microscópica, podem surgir falsos negativos por não ser possível diagnosticar infecções durante o período pré-patente, assim como pelo fato da excreção larvar ser intermitente, mesmo na presença de sintomatologia grave; necessidade de amostras fecais frescas e individuais; - radiologico (ver a silhueta cardiaca diferenciada;); - post mortem - grânulos (encapsulamento nos suinos e pequenos animais), edema, enfisema; consolidados e edematosos, com pequenos e múltiplos nódulos subpleurais amarelo-acinzentados (firmes, caseosos, solitários ou coalescentes) , onde são encontradas formas parasitárias de A. abstrusus; Microscopicamente > broncopneumonia verminótica granulomatosa, com presença de infiltrado inflamatório e alterações na musculatura lisa, como hiperplasia e hipertrofia muscular reativas na parede dos vasos sanguíneos, brônquios, bronquíolos e sacos alveolares; - pcr -broncoscopia vê a larva nos brônquios - L2 e L3, a L5 fica dentro dos alvéolos; - angio detecttm test (sensibilidade 85% especificidade 100%; tanto pra cao e gato; sangue, 15 minutos, soro ou plasma; - mini flotac test (caro, sem centrifugar, macera as fezes, 15 mints superando a técnica de baerman que é 24h; -leucocitose com eosinofilia e anemia leve, linfocitose ocasional, monocitose, basofilia -ecocardiografia ve dilatacao ventricular e redução dos átrios direito e esquerdo em cão e gato; dilatação da artéria pulmonar e átrio e ventrículo direito com regurgitação sistólica da válvula tricúspide; - miniflotac não precisa centrifugar e é mais sensivel + caro e burocrático pra usar no BR, o flotac precisa, (comparacao lannielo et al., 2020); ★ tratamento - fembendazol (50mg/kg/vo a cada 24h durante 5 dias ou durante cinco dias na dosagem de 20 mg/kg); - levamisol (25mg kg vo em dias alternados durante 10 a 14 dias) - causa reação alérgica; - mebendazol (22 mg kg vo a cada 24h durante 3 a 5 dias) -suporte > antibioticoterapia, corticoterapia, oxigenoterapia, broncodilatadores, -prognóstico > favoravel > verminose diagnosticada e tratada precocemente; ★ controle -áreas endêmicas (uso de anti helmínticos) -alimentacao exclusiva de ração; -castração -restringir os gatos a vida domiciliar; - higienizacao dos locais de alimentação e consumo de água (muco das lesmas); ● ANGIOSTRONGILOSE CANINA OU ANGIOSTRONGILOSE PULMONAR CANINA -acomete canídeos -subestimada ; -causada pelo Angiostrongylus vasorum > pequeno nematóide causador de pneumonia verminosa em cães; -verme pequeno; - principais hospedeiros deA. vasorum são o cão domesticado e espécies relacionadas, como a raposa; -potencialmente letal (silenciosa), negligenciada ; - nematóide que habita o V.D. do coração (no anterior só passava), artéria pulmonar e suas ramificações em cães domésticos e canídeos silvestres -doença respiratória e cardiovascular; -coagulopatias (causa idiopática), sinais neurológicos (ex. andar em círculos) com consequencias fatais em casos graves ★ Taxonomia -espécie Angiostrongylus vasorum - filo Nematoda, classe Secernentea, ordem Strongylida, superfamília Metastrongyloidea, família Angiostrongylidae ; ★ epidemiologia -distribuição mundial; africa, américa e europa; não tem relatos na asia, oceania e oriente médio seja em HD ou HI; na europa devido o aumento de raposas o cão tem risco de adquirir a infecção repetidamente; -distribuição de A. vasorum depende do clima quer na fase de vida livre, quer nas fases em que se encontra no HI, uma vez que o seu desenvolvimento é dependente da temperatura. larvas L3 sobrevivem mais tempo a temperaturas mais frias; -período em que se registam mais infeções é no verão e no outono e, tendo em conta o período pré-patente, sugere-se que a infeção é estabelecida na primavera e no verão, possivelmente devido ao facto de nessa época as raposas ingerirem mais hospedeiros paraténicos e intermediários. -ocorrência do parasita em regiões temperadas, tropicais e subtropicais ★ fatores de risco -menos de 1 ano tem maior predisposição > maior probabilidade de manifestarem indiscrições alimentares, como a ingestão de lesmas, caracóis e rãs, aliada a uma maior predisposição para o desenvolvimento de infeções graves, uma vez que até ao ano de idade ainda não se completou o desenvolvimento do sistema imunitário ; + 1 ano (maior risco de exposição), -caça, -clima, -gestação/lactação; -animais de rua -alterações climáticas; mudança na distribuição e na abundância dos hospedeiros definitivos e intermediários; - aumento do movimento dos animais de companhia para as regiões onde a doença é endémica; - transporte de hospedeiros intermediários através do comércio de plantas e a urbanização das populações de raposas. ★ Morfologia -parasita filiforme, fino e alongado, afilado nas extremidades, cujas dimensões variam consoante a fase do desenvolvimento. -fêmeas - 15 a 21 mm de comprimento e machos 14 a 16 mm, sendo ambos visíveis a olho nu -extremidade anterior de A. vasorum é simples e cónica, e apresenta três lábios; -machos são mais pequenos e delgados do que as fêmeas, sendo a sua extremidade anterior ligeiramente encurvada ventralmente. abertura cloacal é simples e não tem quaisquer papilas ★ Ciclo -HD: canídeos (selvagens e domésticos); -HI: caracóis, lesmas, caramujo (artrópodes); contaminam-se por ingestão de fezes do HD ou percutânea); gastrópodes terrestres e aquáticos; -HP: mesmos da anterior (pássaros, ratos, lagartixa, rãns e pererecas; transporta a larva viável; não acontece muda); -raposa-vermelha, entre outros canídeos silváticos, também é suscetível de albergar o parasita, como hospedeiro reservatório, permitindo a preservação do seu ciclo de vida no meio selvagem; -parasita adulto localizado na artéria pulmonar (VD); -infecção ocorre por via oral; -HD contamina-se pela ingestão do HI ou HP; -muco excretado (L3) pelas lesmas/caramujo principalmente próximos a lagos ou onde a lesma passar pode contaminar o cão se ele tiver contato > se ele beber; foma de infeccao; -heteroxeno - inicia-se pela ingestão do hospedeiro intermediário ou paraténico infectado por L3 pelo HD ou então após a ingestão direta de L3 libertadas no meio ambiente pelos hospedeiros intermediários. À medida que as L3 passam pelo trato gastrointestinal do cão, penetram as suas paredes em direção aos linfonodos abdominais viscerais, sobretudo os jejunais, mas também os gástricos, pancreaticoduodenais, esplénicos, hepáticos e cólicos. Nestes linfonodos, as L3 vão sofrer duas mudas e atingir o quinto estádio de desenvolvimento (L5). Após alcançarem esta fase de desenvolvimento, as L5 vão migrar através da veia porta e veia cava caudal até ao ventrículo direito e artéria pulmonar, o seu microbiótopo, aproximadamente 10 dias após a infeção. Neste ambiente, as larvas vão atingir a fase adulta cerca de 33 a 35 dias após a infeção e a partir dos 36 dias as fêmeas começam a libertar ovos que serão transportados até aos capilares pulmonares, onde se dará a sua eclosão. Nesta fase, as larvas do primeiro estádio de desenvolvimento (L1) vão penetrar os capilares sanguíneos e alcançar as vias aéreas, onde serão expelidas para a faringe, deglutidas e excretadas nas fezes 40 a 45 dias após a infecção, podendo ser excretadas para o resto da vida do cão, caso este permaneça infectado. O cão chega a excretar milhares de larvas por grama de fezes, mas esta excreção é irregular. Mais tarde, as fezes contaminadas do cão entrarão em contato com gastrópodes, que serão infectados ou por ingestão livre ou por penetração direta das L1. a evolução larvar em algumas espécies de gastrópodes leva 16 a 17 dias a completar-se a uma temperatura ambiente entre 18 e 23º C, sendo que as L3 de A. vasorum podem viver pelo menos seis meses nesses hospedeiros intermediários; ★ patogenia-libertação de substâncias antigénicas por parte dos parasitas leva ao desenvolvimento de um processo inflamatório que se difunde pelos tecidos que envolvem as artérias pulmonares, conduzindo à formação de arterites e também de pneumonia intersticial. Numa fase crónica da doença verifica-se a invasão da pleura e do parênquima pulmonar por tecido fibroso, particularmente nas superfícies periféricas do pulmão, o que conduz à fibrose pulmonar e que pode em última instância levar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca direita -processo inflamatório que se instala com a doença caracteriza-se pela ocorrência de depósitos de imunoglobulinas, complemento e fibrinogénio, ocorrendo a resposta inflamatória possivelmente como resultado de um estímulo dos produtos de secreção e excreção dos parasitas adultos, uma vez que, aparentemente as lesões pulmonares antecedem a produção de ovos por parte do parasita. Com o decorrer do tempo, observa-se um decréscimo de complemento e de IgM em circulação. De facto, as IgM são características de uma resposta inflamatória recente, ao contrário das IgG, que predominam em infeções crónicas -Este estádio evolutivo da doença pode ser explicado pelo fato de uma inflamação pulmonar crónica associada a fibrose pulmonar criar um ambiente inóspito para os parasitas, conduzindo assim à sua morte -Cerca de 30 dias após a infeção verifica-se uma hiperplasia do músculo liso nos alvéolos e brônquios, enquanto nas artérias esta hiperplasia se verifica por volta dos 60 dias após a infeção. -hipertrofia do músculo liso e da túnica média das artérias pulmonares são lesões indicativas de hipertensão pulmonar -hipertensão pulmonar > explicado pela cronicidade da infecção. fatores que parecem de fato contribuir para o desenvolvimento de hipertensão pulmonar são: pneumonia extensa com hipoxia associada, fibrose pulmonar e embolismo da artéria pulmonar. - produz alterações vasculares consideráveis, que não só interferem nos mecanismos da coagulação como também afetam a integridade do tecido vascular; presença de parasitas na circulação leva à ativação da via intrínseca da coagulação através de danos físicos diretos no endotélio pelo depósito de imunocomplexos, imunoglobulinas e/ou complemento na túnica íntima, através da ativação do fator XII. Por outro lado, os danos mediados pelo complemento, causados no endotélio vascular e a consequente exposição do colagénio subendotelial são também responsáveis pela ativação desta via. A via extrínseca da coagulação pode também ser iniciada devido à libertação do fator tecidular, tromboplastina, pelos tecidos lesados. -reações hemorrágicas que ocorrem em animais infetados são, na maioria das vezes, resultado de uma coagulopatia intravascular devido à formação crónica de trombos de fibrina intravasculares no pulmão com consumo de fatores de coagulação e de plaquetas, ou seja, uma coagulopatia intravascular por consumo que se caracteriza por trombocitopenia e pelo aumento do tempo da tromboplastina parcial ativada (aPTT) e do tempo da protrombina (PT) -desenvolvimento de trombocitopenia secundária a doenças infeciosas pode ser explicado por diversos mecanismos como a supressão da produção de plaquetas na medula óssea, o aumento do sequestro de plaquetas, o aumento da sua utilização, a indução imunológica ou não imunológica da destruição de plaquetas e também por uma coagulopatia por consumo de plaquetas -Alterações nervosas > uma vez que esse envolvimento é extremamente dependente do suprimento contínuo de oxigénio e glicose, as disfunções hemostáticas associadas à angiostrongilose podem causar danos irreversíveis. maioria das alterações que se verificam a nível do sistema nervoso são secundárias a isquemia, por trombos arteriais, e a hemorragias do SNC ou à migração errática de larvas - Localizações ectópicas > O desenvolvimento de resposta imunitária nos pulmões forma uma barreira mecânica e imunológica que dificulta a migração das larvas de A. vasorum da corrente sanguínea para os alvéolos. Assim, ovos, larvas e até mesmo adultos, têm acesso à circulação sistémica e, consequentemente, o parasitismo pode expandir-se a diferentes órgãos; importantes na patogénese da doença uma vez que podem alterar a função normal dos órgãos, podendo mesmo levar à morte do animal; foram encontrados ovos e larvas de A. vasorum nos capilares e sinusoides do cérebro, nos olhos, no baço, no pâncreas, nos rins, na bexiga, no fígado, no coração, no músculo esquelético, no intestino delgado, no cólon, no estômago, na hipófise, nas glândulas adrenais, na tiroide, na medula espinhal, na pele e nas artérias femoral e torácica; pode conduzir a uma série de consequências a nível sistémico, como resultado de uma resposta inflamatória contra os antigénios parasitários e também devido à alteração do fluxo sanguíneo dos vasos afetados, verificando-se focos hemorrágicos, granulomatosos e enfartes nesses mesmos órgãos; Por exemplo, a glomerulonefrite membranosa pode ser resultado de uma reação de hipersensibilidade tipo III, enquanto a miocardite e endocardite ocorrem possivelmente devido a trombos nas arteríolas do miocárdio; -tosse produtivaou seca, dispneia, com ou sem taquipneia, intolerância ao exercício, petéquias e equimoses, hematomas pós-traumáticos ou pós-cirúrgicos, epistaxe, hemoptise, hematúria, hemorragia gastrointestinal e hemorragias esclerais ou conjuntivais; Também já foram relatados casos de hemoabdómen; nível cardíaco podem ser observados sopros cardíacos de grau II a VI, sons cardíacos atenuados, pulso jugular, membranas mucosas pálidas e colapso -quadro neurológico é muito menos frequente do que os quadros respiratórios e cardiovasculares e inclui ataxia, depressão do estado mental, convulsões, ausência de resposta ao teste de ameaça, cegueira, nistagmos, anisocoria, circling, défices propriocetivos, hemiparesia, tetraparesia e alterações comportamentais -quadro clínico é muitas vezes caracterizado por sinais inespecíficos, devido ao envolvimento de outros sistemas orgânicos, como por exemplo o aparelho gastrointestinal ou o músculo-esquelético, nos quais se destacam sinais como depressão, letargia, pirexia, anorexia, perda de peso, vómito, diarreia e claudicação -causa granulomas, fibrose; -hipertensão pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva; infiltração de células inflamatórias (parasita na artéria pulmonar larvas migram para brônquios e alvéolos) > bronquite, alveolite; pneumonia verminótica/broncopneumonia; - alteracao da arquitetura alveolar > tosse, intolerância ao exercício, -deposição de ovos das larvas pela árvore bronquica do hospedeiro; ★ sinais - inespecificos > letargia, perda de peso, diarréia; -específico > tosse, dispneia, hemorragias - coagulopatias); sinal respiratório grave, hipertensão pulmonar, insuficiência cardíaca direita, disfunção hemostática com sangramento fatal; manchas vermelhas e nódulos pequenos no parênquima pulmonar; hiperemia difusa; hemorragias petéquias, hematomas; quando chega nessa fase de hematoma já vem a óbito; -coagulopatias são + frequente e geralmente leva a óbito; ★ Diagnóstico - manifestações clínicas variáveis portanto tem que ser preciso, rápido e eficaz; não é facil; -cauda em forma de espinho ou estilete (mais fino que o outro); -radiológico, port mortem e pcr; angio detecttm test e miniflotac -diagnostico diferencial > tromboembolismo (dirofilariose, síndrome de cushing, anemia hemolítica); broncopatias, envenenamento por rodenticidas (principalmente com sinais neurológico), doenca alérgica (asma); ★ tratamento - fembendazol 50mg/kg vo a cada 24h durante 5 dias ; -levamisol 25mg/kg vo em dias alternados durante 10-14d; -mebendazol 22mg/kg vo a cada 24h durante 3-5 dias; -tratamento de suporte; ★ controle -fazer uso de anti-helminticos em áreas endêmicas; -alimentação exclusiva com ração; -restringir cães à vida domiciliar; -higienização dos locais de alimentação e consumo de água (muco das lesmas); ➢ VERMES DO INTESTINO DELGADO -Ordem Ascaridida: grande nº de espécies; 0,4 a 1,5 cm > verme grande e encorporado; Boca trilabiada (3 lábios proeminentes); Esôfago com bulbo posterior (tres tipos de esofagos - rabditóide (istmo, bulbo posterior), filarióide (longo, cilindrico, sem bulbo), Oxiuróide (sem istmo, bulbo); Fêmea > com vulva no meio do corpo; ovípara; machos > apresentam dois espículos de tamanhos diferentes, uma ventosa pré-cloacal e asa caudal na extremidade posterior; menores, cauda encurvada ventralmente, apêndice terminal; Também apresentam 10 a 15 papilas pré-cloacais, cloacais e pós-cloacais; ovos > são ovais, com 3 camadas e não segmentados quando eliminados nas fezes, há formação de L1-L2; Numerosas papilas labiais e caudais; Alguns apresentam um par de asas cervicais; Fêmeas: maiores (pois carregam s. reprodutor e digestivo), ovário extenso e o útero pode conter milhares de ovos; Adultos parasitam o intestino delgado de vertebrados; Apresentam motilidade contínua até mesmo contra a corrente peristáltica. Às vezes se fixam por seus lábios ; Alimentam-se de microrganismos e materiais existentes na luz do órgão (competição alimentar); Ingestão e digestão: movimentos peristálticos e mecanismo valvular do esôfago; São aeróbios facultativos, mas vivem bem em anaerobiose; Podem ter ciclo direto ou utilizar hospedeiro paratênico ou intermediário; Podem apresentar migrações e serem eliminados por vias transplacentária e transmamária; Casca do ovo é extremamente resistente – ovos podem resistir no ambiente por longo tempo > hipoclorito de sódio é o mais viável para eliminar ascaridíases pois são muito resistentes; Ovos: há formação das larvas L1 a L2; formação do embrião/embrionamento se dá no meio externo e requer oxigênio; Temperatura (20 a 30°C) e umidade (>70%); -Para continuar viável, quando atinge o estágio infectante, reduz bastante seu metabolismo; desenvolvimento de L1, L2 dentro do ovo ocorre entre 14 e 17 dias (em 25°C) e o hospedeiro definitivo infecta-se ingerindo os ovos com a forma infectante (ovo com a L3) ou ingerindo minhocas parasitadas por L3 chegando no intestino existem algumas condições que estimulam o ovo para eclodir; -Estímulo para a eclosão: pH, temperatura e presença de sais; -Secreção de várias enzimas (quitinase, lipase, protease) que digerem a camada externa do ovo; -A larva que sai do ovo normalmente é aeróbia e precisa de aeração, então não consegue se desenvolverna luz intestinal, necessita fazer migração pelos tecidos do hospedeiro atingir um vaso mesentérico para chegar no pulmão onde tem bastante O2 e atingir a maturidade e passar para outro estágio larval -Especificidade de Hospedeiros: 1. Ascaris lumbricoides – humanos; 2. Ascaris suum – suínos 3. Toxocara canis – cães 4. Toxocara cati – gatos 5. Toxascaris leonina – canídeos e felídeos; 6. Toxocara vitulorum ou Neoascaris vitulorum – ruminantes 7. Parascaris equorum – eqüinos 8. Ascaridia galli – galináceos 9. Heterakis galinarum - aves ● ASCARIS LUMBRICOIDES -conhecidos como lombriga ou bicha; -causa ascaridiose. -formas adultas longas, robustas, cilíndricas e apresentam as extremidades afiladas; -macho adulto: cor leitosa -Ovos: brancos e adquirem cor castanha devido ao contato com as fezes; grandes, ovais e com cápsula espessa, em razão da membrana externa mamilonada, secretada pela parede uterina e formada por mucopolissacarídeos (pegajoso) > Essa membrana facilita a aderência dos ovos a superfícies propiciando sua disseminação. A esse envoltório seguem-se uma membrana média de constituição protéica e outra mais interna, delgada e impermeável à água, constituída de 25% de proteínas e 75% de lipídeolipídeos > Esta última confere ao ovo grande resistência às condições adversas do ambiente; Internamente, apresentam uma massa de células germinativas; -Podem ficar presos à mucosa, com auxílio dos lábios, ou migrarem pela luz intestinal; -infecções moderadas, os vermes adultos são encontrados no intestino delgado, principalmente no jejuno e no íleo, mas, em infecções intensas, ocupam toda a extensão do órgão; -Parasitas intestinais humanos: monoxenos ( único hospedeiro); ● A primeira larva (Ll) formada dentro do ovo é do tipo rabditóide (possui o esôfago com duas dilatações, uma em cada extremidade e uma constrição no meio); Após uma semana, ainda dentro do ovo, essa larva sofre muda transformando-se em L2 e, em seguida, nova muda transformando-se em L3 infectante com esôfago tipicamente fiarioide (esôfago retilíneo). Estas formas permanecem infectantes, dentro do ovo, no solo, por vários meses podendo ser ingeridas pelo hospedeiro. Após a ingestão, os ovos contendo a L3 atravessam todo o trato digestório e as larvas eclodem no intestino delgado. ● A eclosão ocorre graças a fatores ou estímulos fornecidos pelo próprio hospedeiro como a presença de agentes redutores, o pH, e temperatura, os sais e o mais importante, a concentração de O2, cuja ausência inviabiliza a eclosão. ● As larvas, uma vez liberadas, atravessam a parede intestinal na altura do ceco, caem nos vasos linfáticos e na veia mesentérica superior atingindo o fígado entre 18 e 24 horas após a infecção. ● Em 2 a 3 dias chegam ao átrio direito pela veia cava inferior e 4 a 5 dias após são encontradas nos pulmões (ciclo de LOSS). ● Cerca de 8 dias da infecção, as larvas sofrem muda para L4, rompem os capilares e caem nos alvéolos, onde mudam para L5. ● Sobem pela árvore brônquica e traquéia, chegando até a faringe. ● Podem então ser expelidas com a expectoração ou serem deglutidas, atravessando ilesas o estômago e fixando-se no intestino delgado. ● Transformam-se em adultos entre 20 a 30 dias após a infecção. Em 60 dias, alcançam a maturidade sexual, fazem a cópula e a ovipostura , quando são encontrados ovos nas fezes do hospedeiro. ● Os vermes adultos têm uma longevidade de 1 a 2 anos. - Transmissão: pela ingestão de água ou alimentos contaminados com ovos contendo a larva L2; Poeira, aves e insetos (moscas e baratas) são capazes de veicular mecanicamente ovos de A. lumbricoides; Ovos de A. lumbricoides têm grande capacidade de aderência a superfícies, o que representa um fator importante na transmissão da parasitose. Uma vez presente no ambiente ou em alimentos não são removidos com facilidade por lavagens; Contaminação das mãos ou material subungueal; - Patogenia > Larvas - Em infecções de baixa intensidade, normalmente não se observa nenhuma alteração; infecções maciças podem determinar a ocorrência de lesões hepáticas e pulmonares. No fígado, quando são encontradas numerosas formas larvares migrando pelo parênquima, podem ser vistos pequenos focos hemorrágicos e de necrose que futuramente tornam-se fibrosados. Nos pulmões ocorrem vários pontos hemorrágicos na passagem das larvas para os alvéolos; edemaciação dos alvéolos com infiltrado inflamatório por polimorfonucleares neutrófilos e eosinófilos. Dependendo do número de formas presentes, a migração das larvas pelos alvéolos pulmonares pode determinar um quadro pneumônico com febre, tosse, dispneia, manifestações alérgicas, bronquite e eosinofilia; Na tosse produtiva (com muco), o catarro pode ser sanguinolento e apresentar larvas do helminto; essas manifestações geralmente ocorrem em crianças e estão associadas ao estado nutricional e imunitário; Nessa fase da infecção a resposta imunológica é normalmente caracterizada pelo aumento de eosinófilos sanguíneos e teciduais, bem como anticorpos IgE específicos, responsáveis por reações de hipersensibilidade; Vermes Adultos - podem ocorrer: Açãoespoliadora: os vermes consomem grande quantidade de proteínas, carboidratos, lipídeos e vitaminas A e C, levando o paciente à subnutrição e depauperamento físico e mental; obstrução intestinal grave; semiobstrução e eliminação de A. lumbricoides, diarreia. Ação tóxica: a reação entre antígenos parasitários e os anticorpos alergizantes do hospedeiro causam edema, urticária e convulsões. Ação mecânica: causam irritação na parede intestinal e podem enovelar-se na luz, levando à obstrução; Localização ectópica: nos casos de pacientes com altas cargas parasitárias ou ainda em que o verme sofra alguma ação irritativa, a exemplo de febre, uso impróprio de medicamento e ingestão de Alimentos muito condimentados, o helminto desloca-se de seu hábitat normal atingindo locais não habituais. situações ectópicas que podem levar o paciente a quadros graves necessitando algumas vezes de intervenção cirúrgica: apêndice cecal causando apendicite aguda; duto colédoco, causando obstrução; duto pancreático, causando pancreatite aguda; eliminação do verme pela boca e pelas narinas; ouvido médio e na tuba auditiva; alteração cutânea, que consiste em manchas circulares disseminadas em rosto, tronco e braços. Tais manchas são popularmente denominadas de “pano”, e são comumente relacionadas com o parasitismo pelo A. lumbricoides > Parece que seriam causadas pelo parasito que consume grande quantidade de vitaminas A e C, provocando despigmentações circunscritas; Após a terapêutica e a eliminação do verme, as manchas tendem a desaparecer; Perda de peso e emagrecimento; Aumento abdominal; -Diagnóstico: Exame Parasitológico de Fezes (HPJ - Hofmann, Pons & Janer, ou método da sedimentação espontânea) ;Observação dos vermes; Radiografias ; -Tratamento: Albendazol: 400mg, v.o, d.u – adultos; 40mg/ml, v.o, d.u – crianças; Mebendazol: 100mg, v.o, 2x ao dia, durante 3 dias ou 500mg, v.o, d.u; Pamoato de Pirantel: 10mg/kg, v.o, d.u; Levamisol: 2,5mg/kg, v.o, d.u – adultos; Nitazoxanida: 500mg, v.o, 2x ao dia, durante 3 dias; Ivermectina: 6mg (1 comp/40kg), v.o, d.u. -Profilaxia: Medidas de educação sanitária e saneamento; Higiene pessoal e na manipulação de alimentos; Ingerir água filtrada; Lavar bem e desinfetar frutas e verduras cruas; Proteger os alimentos dos insetos; Exame de fezes deve ser repetido a cada 6 meses; Tratamento dos doentes e portadores. ● TOXOCARA CANIS -importância médica veterinária, principalmente em animais jovens; -larva migra pelo fígado, pulmão, intestino (ID é sua localização - adulto); -fêmea tem a extremidade posterior afilada; ovo de coloração castanho escuro e o meio do ovo tem uma massa escura; -Ovo de coloração castanho escuro; casca espessa e rugosa; formato globular ou subglobular; -Vermes adultos: Grande, verme branco, até 20-30cm (Fêmeas) -Fêmea maior que o macho -Esôfago claviforme; - Boca trilabiada ; -Asa cervical longa e estreita; -macho tem uma projeção digitiforme na cauda; -alta distribuição relacionada à: fêmea produzem grande quantidade de ovos (700 ovos/grama de fezes/dia); ovo extremamente resistente; cadela são reservatórios constante de infecção nos tecidos somáticos e as larvas nesses locais não são suscetíveis à maioria dos anti-helminticos (pois ficam encistadas (L3,L4) em hipobiose, quando a imunidade diminui como em caso de gestação essas larvas saem dos tecidos e continuam seu ciclo); -taxonomia: Reino Animalia, Sub-reino Metazoa, Filo Nemathelminthes, Classe Nematoda, Ordem Ascaridida, Família Ascaridiidae, Subfamília Toxocarinae, Gênero Toxocara, Espécie Toxocara canis; -Hospedeiro definitivo: cães; -Localização 1. Adultos: intestino delgado 2. Larvas: migram pelo fígado, coração, pulmão, intestino delgado - parasita o intestino de canídeos, freqüentemente encontrado em cães domésticos, provocando doença toxocaríase, uma antropozoonose, que ocorre em diversas regiões do mundo; -infecção observada com maior frequência em cadelas prenhes e lactantes, assim como, em filhotes > Nestes, a contaminação ocorre por via transplacentária e transmamária, sendo as maiores prevalências de carga parasitária observadas em filhotes na idade de três a seis meses; Os filhotes de cães infectados completam o ciclo em três a quatro semanas após o nascimento, quando são capazes de eliminar ovos de T. canis para o meio ambiente junto com as fezes; ★ Ciclo biológico ★ Transmissão -Migração transplacentária : Larva atinge o intestino delgado após migração traqueal e deglutição. Se os filhotes são infectados pela ingestão do ovo com L2, a larva fará a migração traqueal. -Migração transmamária : Não há migração traqueal, as larvas ingeridas desenvolvem-se (L3) direto para adultos no intestino -Cães acima de 6 meses de idade, podem se infectar pela ingestão direta dos ovos – neste caso a maioria das larvas fazem a migração somática via circulação periférica; Importante para as transmissões transplacentária e transmamária (E) -pela ingestão do hospedeiro paratênico. Neste caso não há migração, as larvas ingeridas desenvolvem-se direto para adultos no intestino traqueal mais comum em filhotes; -parasitas no ID (anemia por má absorção) > obstrução intestinal (podendo causar ruptura intestinal, dor abdominal, cólica,morte, intussuscepção intestinal e consequente prolapso retal); ★ Sintomas clínicos - Infecções discretas: não há sintomatologia pulmonar. -em Infecções maciças: lesão pulmonar, pneumonia, tosse, taquipneia, corrimento nasal espumoso, corrimento nasal purulento, Desconforto abdominal intenso, especialmente em filhotes; Filhotes choram e gritam de modo contínuo; Larvas podem aparecer em fezes e vômitos; Obstrução ou ruptura intestinal pode levar à morte; Falha no desenvolvimento do animal – menor tamanho, pelagem opaca, abdômen distendido (ascite); ★ Diagnóstico - Sintomas associados ao encontro de ovos típicos nas fezes ou vermes nas fezes e vômitos; - Período pré-patente – 1 a 2,5 meses ou 2-2,5 – não se observa ovos nas fezes, mas animais podem ter sintomas (porque ele ainda está fazendo migração, não é adulto ainda); ★ Tratamento e controle -ovos podem permanecer infectantes por anos no ambiente - Animais de canis devem ficar em pisos de concreto higienizados regularmente -Atentar que cadelas podem transmitir a doença para a prole - Medicação anti-helmíntica – ex. Piperazina, fenbendazol, pamoato de pirantel -Tratar cãezinhos de 2 a 3 semanas de idade com repetição após 2 a 3 semanas. -Tratar a cadela simultaneamente. -Tratar cães aos 2 meses de idade (infecção após o nascimento) -Tratar cães recém-adquiridos e cães adultos (pelo menos 2x ao ano); -vermifugar fêmeas no momento da cruza ou momento depois da cruza e 3 semanas antes do parto (terço final da gestação); ● TOXOCARA CATI -Classificação: Reino Animalia, Sub-reino Metazoa, Filo Nemathelminthes, Classe Nematoda, Ordem Ascaridida, Família Ascarididae, Subfamília Toxocarinae, Gênero Toxocara, Espécie Toxocara cati; -Hospedeiros definitivos: Felinos. -Localização 1. Adulto: intestino delgado 2. Larvas: migração somática -Distribuição: mundial; -presença de asas cervicais em forma de ponta de flecha, bordas em ângulo quase reto com o corpo; Macho: processo digitiforme na extremidade da cauda (mais fino que a anterior); Asa cervical larga e curta > difere de T. canis por apresentar a asa mais estreita anteriormente e mais larga posteriormente; em forma de ponta de flecha; -ovos: cápsula espessa, clara e rugosa; coloração castanho amarelada; casca mamilonada; semelhantes aos de T. canis; ★ Transmissão - Não ocorre infecção pré-natal (transplacentária) - Alta proporção de larvas fazem migração traqueal mesmo em adultos -Transmissão transmamária e também via ovos (L3) nas mamas -HP: camundongos, lagartixas, galinha, minhocas, baratas, pássaros, etc; -Hospedeiros paratênicos têm maior importância devido ao comportamento predatório dos gatos (de comer o outro animal paratênico); -Transmissão transmamária ocorre durante a lactação a partir de larvas encistadas e também se a gata for infectada quando prenhe; -Quando a infecção é adquirida pelo leite materno ou por ingestão do hospedeiro paratênico: não há migração pulmonar, apenas sinais clínicos intestinais: aumento de volume abdominal, dores abdominais, diarreia, pelagem opaca, desenvolvimento insuficiente; ★ Ciclo biológico muda para L3 ocorre no estômago ou intestino, diferente do anterior que a muda ocorre no pulmão . ★ Sintomas -Quando a infecção é adquirida pelo leite materno ou por ingestão do hospedeiro paratênico: não há migração pulmonar; -Sintomas intestinais: aumento de volume abdominal, diarréia, pelagem feia, desenvolvimento insuficiente, ascite, dor abdominal, cólica abdominal; ★ Diagnóstico - Sintomas + Presença de ovos característicos nas fezes; ★ Controle e Prevenção -Semelhante ao de Toxocara canis - limpeza de canil, animal deve ficar em piso de concreto higienizados regularmente, atentar que cadelas prenhez podem transmitir a doença (por isso vermifugar), ovos podem permanecer infectantes por anos no ambiente, eliminação adequada de fezes, vermifugação dos animais, boas práticas de higiene, cobrir as caixas de areia enquanto não são usadas; -Reduzir possibilidade de encontro entre os hospedeiros definitivos e os paratênicos; -Aleitamento artificial -A limpeza permanente do ambiente é necessária > Pode-se usar hipoclorito de sódio – remove a camada superficial da casca do ovo – facilita a remoção dos ovos -nunca usar fezes de cão e gato como adubo; ● LARVA MIGRANS VISCERAL -Toxocaríase é uma zoonose! -Mais comum para T. canis (mas talvez a importância de T. cati esteja subestimada!) -Ingestão dos ovos larvados. Larvas eclodem no intestino e realizam migração somática concentrando-se no fígado, sistema nervoso central e globo ocular. Não há desenvolvimento do verme adulto; -larvas errantes; -acomete crianças de 2-5 anos com histórico de comer terra (geofagia) ou em adultos que ingerem terra; -fatores de risco: idade jovem, viver com cães e gatos, más condições de saneamento e lavagem inadequada das mãos, contato com solo contaminado de um quintal, caixa de areia, parque ou parque infantil; viver em áreas rurais, pobreza, ambiente quente e úmido (favorece a sobrevivência dos ovos); -no cérebro: granulomas corticais ou subcorticais hiperintensos; -fígado: nódulos subpleurais mal definidos, -olhos: geralmente unilateral, sem manifestação ou manifestações sistêmicas leves, reaçõesinflamatórias granulomatosas, lesão ocular (ritinite granulomatosa); -contaminação humana com ovos embrionados ou estágios larvais de alguns desses helmintos pode acarretar a migração errática de suas larvas através dos tecidos e, pelo fato do homem não ser o hospedeiro habitual, elas não conseguem completar o seu ciclo evolutivo. Estas larvas podem permanecer vivas por períodos prolongados e provocar diversas manifestações clínicas; - homem pode participar do ciclo deste parasita de forma acidental. Os ovos contendo L3, ao chegarem ao intestino delgado do homem, liberam estas formas larvárias, que são capazes de ativamente atravessarem a mucosa intestinal e, por via linfática, atingirem a circulação porta e, por conseguinte, o fígado. Essas larvas saem do fígado e ganham a circulação sanguínea chegando aos pulmões. Atravessam os capilares pulmonares e caem na circulação pulmonar, coração esquerdo, disseminando-se para todo o organismo pela circulação sistêmica. Quando o tamanho das larvas do T. canis excede o diâmetro dos capilares sangüíneos, ocorre uma migração ativa e errática através da parede celular e dos tecidos do hospedeiro. -A fase de migração larvária ocasiona uma reação inflamatória aguda, com presença de eosinófilos, neutrófilos e, algumas vezes, monócitos. Também, nesta fase há liberação de produtos metabolicamente ativos e antigênicos denominados antígenos de secreção-excreção (antígenos ES), que são proteínas glicosiladas e proteases. Foi demonstrado que esses antígenos localizam-se na epicutícula das larvas e são receptores importantes para anticorpos. faz com que a larva siga pela circulação até o fígado e desencadeie reações de corpo estranho, podendo causar lesões hepáticas. As larvas costumam migrar principalmente para o fígado, mas podem fazer migração para outros órgãos, sendo os olhos os mais frequentemente afetados. -A larva na retina forma um granuloma que pode causar perda parcial da visão. Em alguns casos, pode atingir o nervo óptico, causando perda total da visão; ● HETERAKIS GALLINARUM - Heterakiose -mais comum que o Ascaridia galli; -presente no ceco das aves -vermes menores; -fêmeas maiores que os machos (este tem cauda enrolada); -Vermes esbranquiçados, Boca trilabiada, Esôfago com bulbo posterior; -Ovo > formato ovais ou ovóides, casca fina, dupla membrana, muito semelhante aos ovos de Ascaridia spp. (presença de ovos de ascarídeos); casca lisa e espessa; ★ epidemiologia -ocorrência mundial; - este parasito é Hospedeiro Intermediário do protozoário Histomonas meleagridis, agente causador da histomonose; ★ taxonomia -Reino Animalia, Sub-reino Metazoa, Filo Nemathelminthes, Classe Nematoda, Ordem Ascaridida, Família Heterakidae, Gênero Heterakis, Espécie Heterakis gallinarum; ★ Hospedeiros -Hospedeiros definitivos: aves domésticas e silvestres; galinha, peru, pavão, pato, ganso e outras aves -HP: minhoca, inseto e moscas; ★ Ciclo biológico -habitat: ceco -fêmea: postura de ovos que são eliminados no ambiente; L1-L2 podem permanecer infectante no solo por 4 anos; -ovo com L2 pode ser ingerido pela ave, minhoca, moscas, insetos > ocorre eclosão de L2 e essas L2 podem permanecer viáveis nestes hospedeiros por pelo menos 1 ano; -minhocas que ingerem os ovos pertencem a aos gêneros: Lumbricus, Allolobophora, eisenia; -ave ingere ovo, mosca ou minhoca contendo L2 -ocorre liberação da L2 na moela ou duodeno -vai para o ceco onde muda para L3 até adulto -algumas larvas penetram superficialmente na mucosa onde ficam por 2-5 dias antes de se transformarem em adultos; -as fêmeas iniciam a ovipostura 24-36 dias após a ingestão dos ovos infectantes; ★ diagnóstico -Com esta parasitose instalada no ceco ocorre o engrossamento da parede cecal e inflamação grave podendo ser observado nodulação na mucosa e submucosa das aves infectadas -exame parasitológico de fezes para observação de ovos com l2 - técnica de willis-mollay; -necrópsia (presença de vermes) ★ tratamento -piperazina, levamisol (na água de bebida ou na ração); ★ controle -fácil em animal de tecnificação mecanizada, mas dificil em animais criados extensivamente; -evitar de criar galinhas juntamente com perus; -remoção e destinação adequada da cama utilizada nas criações; -cuidado principalmente quando há casos de histomonose; -higienização do local; ★ Importância -este parasito possui pouco significado patogênico quando se trata do parasito em si sozinho no seu hospedeiro, pois geralmente não é patogênico, mas possui grande importância em relação a epidemiologia do Histomonas meleagridis por ser o seu hospedeiro parêtenico (ou seja, quando o heterakis gallinarum carreia/é vetor do o protozoário histomonas meleagridis) > pois este protozoário causa entero-hepatite em perus de forma grave; -ascarídeo transporta histomonas e quando liberados nas fezes das galinhas o peru pode ingerir e desenvolver entero-hepatite dos perus; - surto mais grave ocorre em perus com 1 a 2 meses de vida e pintainhos entre 1 a 2 semanas de vida, desta forma os frangos e galinhas são portadoras tanto de nematoides Heterakis gallinarum quanto dos protozoários Histomonas meleagridis com muito mais frequência em relaçãoaos perus; ● TOXOCARA VITULORUM -sinonímia: Neoascaris vitulorum; -HD: Bovinos, caprinos, ovinos e bubalinos - Localização: 1. Adultos: intestino delgado 2. Larvas: migração somática intestinal -Tamanho grande (fêmea com 22 a 30 cm e macho com 15 a 26 cm de comprimento); -Maior parasito intestinal de bovinos (fêmea até 30-40 cm); -Cor esbranquiçada, Cabeça mais estreita que o corpo; -Boca trilabiada; -Ovos: 75 a 95 μm, quase esféricos; subglobular, casca espessa escavada; ★ epidemiologia -fêmeas uma vez infectada atua como reservatório de larvas pelo leite, sempre contaminando o rebanho; ★ Ciclo biológico -bezerros com até 3 meses > se infectam através da ingestão do leite materno e nesse caso não há migração somática de larvas, vai direto para o intestino onde muda até adulto (L5 maduro), fazendo postura e eliminando ovos; igual ao do toxocara canis; -bezerros com mais de 6 meses > possuem imunidade, larvas migram para os tecidos onde ficam quiescentes nas fẽmeas onde retornam o desenvolvimento no final da prenhez ocorrendo a transmissão transmamária; -outra forma: Os hospedeiros definitivos de infectam ao ingerir os ovos com L2 no pasto contaminado Após a ingestão os ovos eclodem no intestino delgado e fazem a migração para o fígado, rins, coração e pulmão es (ocorre em bezerros menores que 6 meses de idade) As larvas podem chegar na traqueia e serem deglutidas novamente, voltando para o intestino delgado onde continuarão seu desenvolvimento – muda para L4, L5 (jovens adultos) e vermes adultos onde copulam e fazem ovipostura ★ patogenia -migração da larva: no fígado causa manchas de leite (pontos caseificados) que são a principal causa de condenação de fígado no matadouro; resto da cacaça pode ser usada; -grandes irritações provocam irritação intestinal (enterite), produção de muco levando a diarréia e perda de peso; obstrução intestinal - rompimento da alça intestinal e consequentemente peritonite; ★ sinais clínicos -intestinais > bezerros de até 6 meses; -em caso de infecção maçiça - diarréia intermitente, desenvolvimento insuficiente, ascite, dor abdominal, pelo opaco/eriçado, anemia dependendo da carga parasitária; ★ diagnóstico -método de willis-mollay - presença de ovos característicos nas fezes -dupla centrifugação demora mais, mas pega ovos leves e pesados e cistos de protozoários; ★ tratamento -levamisol, VO, IM; -ivermectina; ● ASCARIS SUUM -morfologia: fêmea maior, após a cópula põem ovos não segmentados que são eliminados nas fezes; põem mutos ovos; -ovo: desenvolvimento até L2 que é a forma infectante; casca espessa e rugosa com larva no interior do ovo; possuem casca escura e com três camadas do tipo mamilonada; camada externa albuminosa com aparência irregular ou mamilonada; mais pesado, por isso a técnica usada para identificar eles é de sedimentação espontânea (Método de Hoffman, Pons e Janer, HPJ); Ovo de tamanho médio; Forma redonda; Coloração castanho-amarelada; contém grânulos e células não segmentadas; ★ epidemiologia -maior nematódeo parasita de suínos do ID; -distribuição cosmopolita, ocorrência sazonal, sendo frequente em regiões tropicais e subtropicais; -mais fácil de se contaminar por conta do ato de fuçar característico da espécie; -aos 4 meses de idade o animal torna-se resistente aos ascaris (bovino demora mais para se tornar resistente); ★ ciclo biológico -HD: suínos; -HP: minhocas e besouros rola bosta -localização: 1. adulto: ID 2. larva: migração somática (fígado, coração, pulmão, intestino) -via de infecção mais importante é a ingestão de ovos infectantes presentes no solo contaminado ou aderidos nas mamas das porcas; -infecção pela ingestão de ovos com L2 ou HP; -eliminação dos ovos para o ambiente depois ocorre o desenvolvimento da larva no seu interior até L2 > minhocas e besouros rola bosta podem ingerir os ovos embrionados > essas larvas eclodem, e fazem migração somática para o fígado, alcançam a corrente sanguínea > chegam no pulmão onde se desenvolve de L2 para L3 > L sobe as vias aéreas superiores > na faringe é deglutida > vai para o ID onde muda para L4- L5 madura (adulto); acasalam e fazem postura de ovos que são liberados nas fezes; -no HP a L2 eclode e permanece no tecido dele, mas não faz muda; ★ patogênese -Larvas podem causar inflamação no fígado, destruição do tecido e hemorragia, Geralmente levam a uma resposta de hipersensibilidade – eosinofilia marcante -lesões típicas no fígado – manchas leitosas (fibrose) – indicação de infecção recente (prejuízo: condenação do fígado); -Em múltiplas infecções o fígado pode ficar fibrótico - Migração de larvas nos pulmões – lesões hemorrágicas, infiltrações eosinofílicas, edema, enfisema, alveolite; - Suínos jovens podem apresentar dificuldade respiratória, pneumonia transitória - Vermes adultos: pouca lesão aparente; -Grande quantidade de vermes: obstrução intestinal -Prejuízo econômico: menor ganho de peso ★ diagnóstico -Durante a migração das larvas para os pulmões pode não ter presença de ovos nas fezes ; -Necrópsia – fragmentos pulmonares examinados pelo método de Baermann – evidenciação de larvas-Principais sintomas aparecem durante o período pré-patente -Em infecções mais antigas pode-se encontrar ovos nas fezes – flutuação em sal - ovos pesados; -prejuízos econômicos: Menor crescimento dos leitões, menor ganho de peso, baixa conversão alimentar, maior período de engorda; Aumento da condenação de órgãos em abatedouros, especialmente fígado; ★ controle e prevenção -Tratamento dos animais com drogas como ivermectina, piperazina, diclorvós, fenbendazol, etc. -Lavagem das porcas antes da maternidade (lavagem das tetas) – remoção de ovos aderidos nas tetas -Tratamento anti-helmíntico da porca (antes de cruzar ou no momento da cruza e antes da parição); -Criação em piso cimentado e higienizações frequentes ; -lembrar: ovo bastante resistente no meio ambiente (higiene rigorosa!!!); ● PARASCARIS EQUORUM -doença de potros; -Dimensões grandes (até cerca de 50 cm) -Hospedeiros: equinos e asininos; -Acomete preferencialmente potros jovens, animais a parir de 1 ano começa a ter resistência à infecção - Ocorrência sazonal, Distribuição mundial -Localização adulto: intestino delgado -Ciclo e epidemiologia semelhantes ao Ascaris suum -Período pré-patente – mais de 2,5 meses -Ovos muito resistentes ao ambiente -macho menor que a fêmea e com a extremidade posterior enrolada; -ovo é característico dos ascarídeos (Casca espessa e rugosa com 3 camadas) ★ Ciclo ★ Patogênese - Migrações larvais causam perfurações nos órgãos - nódulos, alveolitre, bronquite; - Reações alérgicas com infiltrações eosinofílicas nos órgãos afetados -Enterite moderada - Desnutrição pela competição com nutrientes - Obstrução intestinal -Perfuração intestinal pode ocorrer – peritonite e morte -intussuscepção ★ Sintomas -Tosse e descargas nasais – migrações larvais -Infecções intestinais leves são bem toleradas. - Infecções moderadas: menor ingestão de alimento, menor ganho de peso/perda de peso -Infecções intestinais maciças: distúrbios intestinais como cólica, perfurações intestinais, enterite crônica, morte (seguindo ruptura intestinal); intussuscepção; ★ Diagnóstico -Tosse e descarga nasal – período pré-patente -Encontro de ovos típicos nas fezes – técnica de flutuação em sal (técnica de willis mollay); ★ Epidemiologia -Dois fatores importantes: Eliminação de milhões de ovos/dia nas fezes dos potros parasitados. Extrema resistência dos ovos no meio ambiente: persistência por vários anos; ★ Tratamento e controle -Semelhante ao de outros ascarídeos: piperazina, ivermectina, pamoato de pirantel - Atentar ao fato que a morte dos vermes em infecções maciças pode levar à obstrução total do intestino (adm anti-helmíntico que expulsa as vermes vivas) - Os ovos são muito resistentes e não há desinfetantes com ação direta efetiva - Limpeza e remoção das fezes periodicamente, utilização de jato de água com vapor, limpeza do úbere das éguas - Evitar o uso dos mesmos piquetes para égua lactantes e seus potros em anos sucessivos; -não tem infecção transmamária e placentária; ● ORDEM SPIRURIDA - ESPIROCERCOSE -doença parasitária crônica -acomete canídeos e excepcionalmente felinos; -doença silenciosa; -se assemelha com outras doenças -órgão de predileção: esôfago; -espécie: Spirocerca lupi ★ taxonomia -reino animalia, filo nemathelminthes, classe nematoda, ordem spirurida, família spirocercidae, super familia spiruroidea, gênero spirocerca, espécie spirocerca lupi; -é um nematóide e a agente etiológico da espirocercose em canídeos de regiões tropicais e subtropicais; -infecta canídeos domésticos e silvestres através da ingestão de besouros (rola-bosta); -classificação da doença está relacionado a tríade (ambiente, carga parasitária, aqui a idade não importa tanto); -forma adulta causa a formação de nódulos esofágicos classificados como inflamatórios, pré-neoplásicos ou neoplásicos; -causa lesões aórticas durante seu trajeto migratório para o esôfago ★ características -machos medem até 5,5 cm e as fêmeas podem atingir até 8 cm de comprimento; -Grandes, com corpo enrolado e de cor vermelha. -Cauda do macho com forma espiral típica e um par de asas caudais -Fêmea com cauda obtusa e vulva na região esofágica -Ovos muito pequenos e larvados - forma de infecção da doença é complexa, pois o parasito apresenta ciclo indireto e precisa passar por hospedeiro intermediário (HI), besouros coprófagos (Coleóptera; Scarabaeidae- rola bosta), infectado para poder se tornar infectante. -cosmopolita com prevalência em regiões tropicais e subtropicais. -lesões características da infecção por S. lupi são os nódulos parasitários na região caudal do esôfago, e os aneurismas aórticos; -Migrações erráticas podem ocorrer, e já foram relatadas no sistema digestivo, cavidade torácica, trato urinário, sistema nervoso e tecido subcutâneo; - nódulos esofágicos decorrentes da espirocercose podem sofrer transformação neoplásica > Esses, comumente associados à cronicidade da infecção; osteopatia hipertrófica dos ossos longos e a espondilite de vértebras são síndromes paraneoplásicas frequentes nos sarcomas induzidos por S. lupi ; -prevalência em locais de clima quente e úmido; ★ Epidemiologia -cosmopolita desde que a região tenha clima quente (endêmica na áfrica do sul); -infecção é facilitada pela grande variedade de HP; -é uma doença queacomete na maior parte cães de caça (área rural e cães errantes) que vivem em áreas periurbanas ou rurais tendo a maior chance de ter contato com os HP ou HI; -sem predisposição por raça e sexo -distribuído principalmente em áreas tropicais e subtropicais ao redor do mundo; -Cães errantes, urbanos, de caça, adultos e de raças grandes foram os mais acometidos pela doença quando comparados aos domiciliados, filhotes e de raças pequenas; -Embora não exista predileção de raça, o estilo de vida do animal e o acesso ao HI e HP são fatores determinantes para a infecção; ★ Hospedeiros -HD: cão doméstico, canídeos selvagens (raposas), e eventualmente em felídeos -HI: besouro coprófago (rola bosta) -HP: cobra, ratos, pássaro, sapo, lagartixa, galinha, roedores, ouriços e coelhos -ciclo indireto heteroxeno; -Hospedeiro acidental: bovinos, ovinos, caprinos, equinos; não ocorre muda; -As larvas também são capazes de serem transferidas de um HP para outro, e se encistam nos tecidos do mesmo até serem predados pelo HD; -localização do parasito: 1. larvas ficam na parede da artéria aorta 2. adultos (L5 madura) ficam no esofago torácico caudal ou no estômago (menos comum) onde acasalam e causam lesões granulomatosas e põem ovos; ★ Forma de infecção -como o HD se infecta? através da ingestão de besouros coprófagos contaminados com L3 ou através da ingestão de hospedeiros paratênicos contaminados com L3 ou através da ingestão de vômito contendo ovos de outros cães contaminados; -como o HI se infecta? ao ingerir fezes contendo OVOS de Spirocerca lupi (e não larvas) se contamina com ovos e dentro do besouro ocorre a muda de L1 até L3; ★ Ciclo biológico 1. parasitos adultos localizam-se no interior de nódulos esofágicos, presentes principalmente na região caudal do órgão do HD; As fêmeas liberam os ovos larvados (L1) através de um orifício nodular para a luz do órgão e estes são eliminados pelo trato gastrintestinal juntamente com as fezes ou pelo vômito. 2. Besouros escaravelhos (HI) de hábitos coprófagos ingerem os ovos de S. lupi presentes no bolo fecal. No interior do HI os ovos eclodem e liberam as larvas (L1) que se encistam nos tecidos e dentro de dois meses se desenvolvem em larvas infectantes (L3). 3. O besouro pode ser ingerido pelo HD, completando o ciclo, ou por um HP, que transporta as larvas. 4. A fonte mais provável de infecção para os carnívoros é pela ingestão do HP, sendo que a L3 penetra na mucosa gástrica causando irritação e petéquias hemorrágicas. 5. As larvas migram no interior da parede do estômago e artérias gástricas. Chegam à aorta torácica caudal pela artéria celíaca em aproximadamente 10 dias após a infecção, podendo permanecer de sete a 109 dias onde amadurecem para L4 e sofrem a muda final em até três meses, migrando para o esôfago caudal; mudam para fase adulta no esôfago; 6. se encistam formando nódulos fibrosos para pôr os ovos em condições que elas precisam > esses nódulos quando se rompem formam fístulas que se comunicam com a luz do órgão, local por onde saem os ovos e caem na luz do esôfago ou estômago. 7. Com a ingestão do hospedeiro intermediário ou paratênico, as L3 são liberadas. Estas penetram na parede do estômago e migram por 3 semanas pelas artérias gástricas e celíaca até a aorta torácica, onde mudam para L4. Após cerca de 3 meses migrando pelos tecidos adjacentes, atingem a submucosa do esôfago e do estômago, onde formam nódulos e passam à fase adulta -período pré-patente de 3-6 meses, por a idade não importa tanto aqui na tríade da doença porque o animal tem sintomas com 6 meses; ★ Patogenia 1. durante a migração das larvas: ocorrem lesões na artéria aorta por causa da muda, principalmente durante a fase de ecdise do parasito; 2. granulomas causados pelos parasitos no esôfago causam disfagia e vômito; 3. diferenciações celulares decorrente do processo inflamatório pode levar ao desenvolvimento de sarcomas como o osteossarcoma esofágico; 4. adultos (L5 maduro sexualmente) liberam diversas toxinas: ação toxêmica, ocasionando espondilose (degeneração) de vértebras torácicas, fazendo o animal ficar corcundo, ter fraqueza muscular ou ficar sem movimentação; ★ Manifestações clínicas -dependem das migrações normal ou erráticas do parasito, do órgão acometido e do estágio da doença -na aorta torácica caracterizada principalmente por cicatrizes aórticas e formação de aneurismas; -nódulos esofágicos: azia, disfagia, regurgitação, vômito, sialorréia, tosse, apatia, pirexia, letargia ( parasita hematófago); -presença de massa granulomatosa: sente dor e tem dificuldade para deglutir, resultando em perda de peso e fraqueza; esse granuloma pode virar neoplasia (Sarcomas > fibrossarcomas, osteossarcomas); -parasito no esôfago: pode causar esofagite granulomatosa e evoluir para a formação de neoplasias; -espondilite (inflamação dos ossos e articulações) e espondilose (degeneração das articulações); ★ diagnóstico -necessita de exames complementares -tratamento das lesões benignas, quando bem empregado, é bastante resolutivo, entretanto, demorado.Os quadros neoplásicos tem prognóstico reservado, e comumente evoluem para óbito. -endoscopia, radiografia (visualiza massas esofágicas, espondilite das vértebras), post mortem (nódulos esofágicos contendo o parasito), histologia do esofago, tomografia (espondilite das vértebras); -fêmea apresenta maior desgaste ósseo devido a espondilose e espondilite causada pelas toxinas do parasito + gasto de cálcio pela cadela por conta da gestação/lactação; -exame coproparasitológico (porém necessita que o animal tenha grande carga parasitária para eliminar ovos nas fezes - técnica de willis-mollay); ★ diagnóstico diferencial -megaesôfago, esofagite, corpo estranho esofágico, neoplasia esofágica; ★ tratamento -albendazol (15mg/kg VO, dose única), doramectina (400ug/kg SC por 12 semanas, 1x por semana; melhor), disofenol (7mg/kg SC, repetir após 7dias; pode-se usar no lugar a associação da imidacloprida+moxidectina - advantage ou advocat); levamisol (5-7mg/kg VO, repetir após 3 semanas); -cirúrgico é recoendado no caso de confirmação de nódulos esofágicos onde normalmente é realizada uma esofagotomia torácica e os nódulos com Spirocerca lupi são removidos; ★ controle -vermifugação, descarte adequado de fezes e vomitos, não fornecer vísceras cruas de aves silvestres ou galinhas criadas extensivamente; evitar que cães se alimentem de outros HP e HI; ● ANCILOSTOMOSE CANINA E FELINA -Forma característica de gancho das extremidades anteriores; -fazem parte da ordem strongylida > que possui duas subfamílias : 1. Subfamília Ancylostominae: possuem cápsula bucal subglobular e com dentes; Esôfago claviforme e musculoso; 2. Subfamília Bunostominae: Cápsula bucal mais retangular e pouco subglobular; Presença de estruturas cortantes chamadas de lancetas. -Hematófagos; -ancilostomíase -alto potencial zoonótico ★ características morfológicas - diferenças entre as cápsulas bucais das espécies (A. caninum tem 3 pares de dentes, mais agressivo; A. tubaeforme tem 3 pares de dente; A. brasiliensis tem 1 par de dentes grandes e um pequeno; duodenale tem 2 pares de dente;); -cápsula bucal desenvolvida, cor avermelhada, maior; -através dos dentes elea se fixam na mucosa do ID; -vermes pequenos, redondos, branco acinzentados ou avermelhados, hematófagos, dicóicos, macroscopicamente visiveis, 1-2cm, cápsula bucal na extremidade anterior subglobular e 3 pares de dentes; macho com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho médio, fêmeas tem abertura vulvar no meio do corpo e apresentam região terminal afilada; -ovos > elípticos, casca fina e transparente, composta por 8 blastômeros; muito menores do que os nematódeos ascarídeos comumente encontrados no intestino delgado; -muito pequenos, finos e se prendem a parede do intestino delgado para sugar o sangue dos tecidos; -São curvados dorsalmente (postura característica “em gancho”) -Cápsula bucal subglobular grande, com três pares de dentes marginais, um par de dentes localizados ventrolateralmente e um canal dorsal; * sendo um par grande e dois pequenos e um par de dentes triangulares no fundo; -facilmente identificáveis pela coloração cinza-avermelhada; ★ taxonomia • Reino Animalia • Sub-reino Metazoa • Filo Nemathelminthes • Classe Nematoda • Ordem Strongylida • Família Ancylostomidae • Subfamília: Ancylostominae • Gênero Ancylostoma (pronúncia: Ancilóstoma) • Espécies: Ancylostoma duodenale, A. ceylanicum, • A. caninum, A. braziliense, A. tubaeforme; ★ epidemiologia -ancylostoma caninum e a. braziliense são as espécies responsáveis por causar infecções caninas e felinas no brasil; -ambos agentes zoonóticos que causam larva migrans cutânea em humanos; -animais jovens (menos de 1 ano de idade) são os mais acometidos, principais sintomas são anemia grave e hemorragias (no adulto causa anemia normocítica normocrômica); -A. tubaeforme (felídeos), A. caninum (cães), A. braziliensis (canídeos e felídeos domésticos e silvestres); -A. caninum é frequentemente diagnosticada em inquéritos parasitológicos caninos; presente em todos os exames parasitológicos do brasil; -pode acometer cães domiciliados e errantes; -associado a presença dele em todo exame > clima tropical e quente; resistência do parasito, cosmopolita, sinais inespecíficos, se assemelhando com outras doenças como virose como a parvovirose/giárdia; ★ ciclo biológico -hospedeiros: HD > cão e gato; HA > humanos; HP > roedores ou pássaros -habitat do verme: ID do animal; -hematófago 0,1ml/dia (por isso o animal morre com anemia grave associado com melena (diarréia com sangue); presença de erosões na mucosa intestinal); -forma de infecção: via oral/HP; -as larvas do parasita são ingeridas diretamente de roedores - mais importante em felinos; via + importante), transplacentária (através da placenta), percutânea (contato de pele com larvas de nematóides; nem todas as larvas vão ser eliminadas nas fezes pois podem ficar em hipobiose na musculatura e só depois ser ativada), transmamária (fêmea infectada durante o periodo de lactação, ela pode transmitir aos filhotes através do leite); via oral (larvas são ingeridas acidentalmente pelos alimentos); -ciclo biológico: 1. vida livre - adultos no ID; ovos no lúmen intestinal são elminados nas fezes, ovos embrionados no meio ambiente, eclosão da L1,mudas no ambiente L1-L3; passa de rabditóide (l1-l2) para filaróide (perde a cutícula pra atravessar a pele - L3) ao se alimentar de fezes; 2. vida parasitária - VO> l3 forma infectante e filarióide; ingestão da l3; as larvas penetram nas glândulas intestinais onde fazem a muda para l4, ao chegar no lúmen do ID muda para l5 jovem fixando na mucosa do ID, muda para l5 adulta, acasala liberando ovos que vão para o intestino e liberado nas fezes; Via percutânea > l3 penetra na pele do HD e migra pelos vasos sanguíneos para o coração chegando nos pulmões através de capilares atinge os alvéolos e se transformam em l4, fazem perfuração no órgão e voltam pela glote e são deglutidas; no tubo digestivo fazem a penetração pelas glândulas intestinais se transformam em l5 ao passar pelo lumen do ID muda e liberada nas fezes; em animais adultos as larvas L3 penetram em órgãos periféricos ou parede do intestino, entrando em estado de latência - hipobiose- por longos periodos, ai depois podem ativar-se novamente por estresse, doses elevadas ou tempo prolongado de corticoide, estro, gestação nos casos de fêmeas é as 4; macho é só 2; infecção transmamária > l3 permanece inativa até a prenhez da cadela; quando ocorre a gestação elas são reativadas e são eliminadas no leite por um perido de até 3 semanas após o parto; a l3 é ingerida pelos filhotes através do leite, l4/l5 muda e fica no intestino dos filhotes (não migra); As larvas no sistema digestivo desses filhotes penetram nas glândulas intestinais e mudam para L4. Quando vão ao lúmen passam a L5 e adultos que ficam fixados na mucosa do ID transplacentária > feto é l3 a infectante; migram por circulação via placenta, contaminam os filhotes, vai para o coração, pulmão, alvéolos, glândulas intestinais l4, lúmen ID l5; eliminam ovos não larvas; 5-10 dias vem a óbito antes de eliminar ovos nas fezes; Os ancilotomídeos só chegam a maturidade quando o filhote nasce e após 15 dias já há ovos nas fezes ★ patogenia -nematóide com 8 dia de vida ele ta adulto e faz a fixação na mucosa e vai fazer a retirada de sangue através da cápsula bucal e dentes; -quando é cães com infecção aguda com 2 semanas de vida tem anemia grave com mucosas palidas , severa anemia em animais jovens; -gatos tem anemia mais tardia, pois é parasitado pelo braziliense que não consegue ser tão hematofaga e tem poucos dentes comparado aos a. caninum; -no intestino a histiofagia e hematofagia (erosão das mucosas) levando a formação de úlceras intestinais (anemia microcitica hipocromica - severa; hipoproteinemia - ascite em adultos anemia leve normocítica normocrômica); diarréia (mucosa arrancada + fezes + ovos +pode ter muco); -período pré-patente de 2 semanas; ★ manifestações clínicas - apatia, diarréia (melena - desarranjo intestinal pela presença do verme no ID e por causa das erosões), anemia (hematofagia e pela presença de enzima proteolítica e enzima anticoagulante que o verme tem e quando morde serve pra não coagular o sangue; fortes 2004), ascite , edema subcutâneo, desidratação; -todo animal que desencadeia anemia vai apresentar hipoproteinemia, e depois ascite, quando ele tem ascite ele vai para tecidos subcutâneos por isso o animal pode ter edema de subcutâneo; -infecções agudas, há anemia, cansaço e, ocasionalmente, dificuldade respiratória. -Em cães mais velhos, há uma infecção mais branda e a anemia não é tão grave, em função da resposta medular compensatória. Contudo, se o cão apresentar deficiência de ferro, desenvolverá anemia hipocrômica microcítica. -Em infecções crônicas, podem ocorrer anorexia, emagrecimento e pelagem escassa. -Há sinais de dificuldade respiratória, além de lesões cutâneas e claudicação; -intestino delgado encontra-se com vários pontos hemorrágicos causados pela fixação do parasito; -Aumenta o peristaltismo intestinal daí o animal fica com vontade de cagar sempre fazendo o gesto e contraindo pra cagar podendo causar prolapso de reto. ★ diagnóstico -sintomatologia clínica, -Ovos mais leve > método de flutuação técnica de willis mollay, pela identificação do ovos do parasita nas fezes, -hemograma (anemia, eosinofilia, basofilia, hipoalbuminemia, plaqueta baixa pode ter), -necrópsia -Ancilóstomo não fica em pêlo da região perineal (cápsula lisa do ovo) > técnica de fita adesiva não é viável; ★ diagnóstico diferencial -gastroenterites parvovirose e giárdia; -diferencia + pelas fezes > essa doenças tem fezes castanho borra de café por causa do melena e não é tão aquosa quanto as virais (nas viroses são mais líquidas e mais claras); -tempo mais prolongado da doença (na parvo é mais agudo e na giárdia mais crônico); ★ tratamento -específico (anti-helminticos; pamoato de pirantel 5mg/kg; fembendazol 50mg/kg, ivermectina 0,2 a 0,4mg/kg; mebendazol 22mg/kg) + suporte ( tratar anemia, desidratação, uso de antibióticos) ★ controle -higienização do canil, -vermifugação preventiva, -separar doentes de saudáveis; -borato de sódio ou hipoclorito de sódio que tem ação larvicida, -higienização diárias dos recintos; -medicaçãoanti helmíntica periódica; -Vermifugação periódica de adultos (2x no ano), cadelas em fase reprodutiva antes da cópula, gestantes no terço final da gestação e de filhotes (15-20 dias pós parto); -isolar os animais cão e gatos de suas fezes; ● DIOCTOFIMOSE CANINA E FELINA -maior parasita do rim e maior parasita do cão - ‘parasita gigante do rim’; -maior nematódeo já descrito que parasita animais; -localizado nos rins (preferencialmente o rim direito); -não se sabe como ele chega ali -Dioctophyma renale - ‘verme do rim’; verme grande (até 1 m de comprimento), grosso e vermelho; Cor vermelho-sangue -ovos - elípticos, grandes, membrana espessa enrugada com depressões, cor castanho escuro, bioperculados; -prevalência de 14,2%; -ovos aparecem na urina/fezes, porém se não tiver fêmea para o macho acasalar, ou seja, se só tiver macho lá no rim não vai ocorrer acasalamento e consequentemente não vai ocorrer eliminação de ovos na urina/fezes, impossibilitando o diagnóstico por meio da análise da urina, podendo dar negativo no exame mas o animal ter o verme no rim -no rim não parasitado ocorre hipertrofia compensatória; -Fêmeas podem atingir até 1m e os machos 50cm ; Machos apresentam uma pequena bolsa copuladora musculosa, com aspecto de sino e um único espículo ★ Classificação - Reino Animalia • Sub-reino Metazoa • Filo Nemathelminthes • Classe Nematoda • Ordem Enoplida • Família Dioctophymatidae • Subfamília Dioctophymatinae • Gênero: Dioctophyma • Espécie: Dioctophyma renale ★ epidemiologia -Tem distribuição cosmopolita, com baixa prevalência -comum no canadá, áreas temperadas e subarticas na américa do norte e sul, ásia e esporadicamente na europa; -ciclo de 2 anos (ciclo evolutivo completo é esse tempo - ovo a ovo); -acomete carnívoros; cães, raposas, furões, lontras, ocasionalmente gatos, suinos, equinos, bovinos, alguns silvestres e humanos; -acomete mais cães errantes > prevalência atribuída aos seus hábitos alimentares pouco seletivos, o que favorece a ingestão de HI ou HP a partir de água de córregos e rios; -zoonose; -Habitat no HD/Podem ser encontrados soltos na cavidade abdominal ou no rim/pelve renal, também no peritônio, pleura, tecido subcutâneo, próstata, bexiga, ureter, uretra, fígado, estômago, glândula mamária, útero, testículo; ★ Ciclo -HD: carnívoros (Cão e gato), excepcionalmente bovinos, equinos, suínos, alguns silvestres e o homem; se contamina através da ingestão do HI ou através de HP contendo larvas L-L4 (forma infectante); - HI: Anelídeos (oligoqueta aquático (Lumbriculus variegatus)/minhoca); se contamina através da ingestão de ovos morulados contendo L1 na urina; -HP: Peixes, rãs; se contamina através da ingestão de oligoquetas; -L3 > presente em cistos no celoma e outros tecidos de oligoquetas (minhocas); -L3 > cistos no fígado de peixes (+ comum) e rã; -ciclo: ovos saem na urina morulados e no ambiente a L1 se desenvolve dentro do ovo; O anelídeo aquático oligoqueta do gênero Lumbriculus sp. ingere o ovo e a L1 cai em sua cavidade celomática desenvolvendo-se em L2, até atingirem a forma infectante L3 Os anelídeos infectados contendo L3 podem ser ingeridos por peixes ou rãs (vai conter L3), podendo as larvas sobreviver nestes hospedeiros por anos; O cão ingere o peixe ou rã com a L3, que penetra na parede do estômago, atinge a cavidade peritoneal, vasos e penetra nos rins, se desenvolvendo em L4 e adultos Os hospedeiros também podem contaminar-se por ingestão direta do anelídeo Nos cães podem ser encontrados parasitos livres na cavidade abdominal ou outros órgãos Os animais e o homem podem adquirir o nematoide a partir da ingestão de peixe cru ou mal cozido -não tem transmissão placentária nem mamária; - fechamento do ciclo acontece quando há vermes machos e fêmeas, presentes nos rins, e ocorre postura de ovos e estes são eliminados pela urina diretamente no ambiente. -é uma zoonose > “Zoonose” é uma doença que, em seu ciclo, inclui humanos e animais, afetados de modo igual e podendo a transmitir; A participação do ser humano, como HOSPEDEIRO ACIDENTAL, ocorre principalmente através do consumo indevido de larvas infectantes, presentes em HOSPEDEIROS PARATÊNICOS. ★ patogenia -grave pielite (inflamação da pelve renal) hemorrágica ou purulenta e obsrução ureteral causando micção difícil e dolorosa e/ou hematúria; -destruição do parênquima renal transformando o rim em um cisto reduzido exclusivamente à capsula contendo nematódeo, exsudato purulento e conteúdo sanguinolento; -dor à palpação renal -pode haver fibrose e tecido de granulação ao redor do parasito no rim -o rim normal vai estar hipertrofiado -pode haver lesões hepáticas como necrose e pseudo-nódulos cheios de ovos de parasito; -Em casos de localização na cavidade abdominal podem provocar peritonite crônica e hemoperitônio -Geralmente somente um rim é parasitado, o outro sofre hipertrofia para compensar o destruído ★ sinais clínicos -sinais de insuficiencia renal -disúria, hematúria, dificil micção especialmente no final da micção; -pode ocorrer anemia após uma perda sanguínea; -Assintomáticos, Apatia,Emagrecimento, Arqueamento do dorso, Aumento de volume palpável na região renal, Dor à palpação renal -uremia ★ diagnóstico -se baseia no encontro de ovos do parasito no sedimento urinário (isoladamente ou em grumos ou cadeias) e vermes jovens que podem ser eliminados pela urina ; -US pode visualizar os parasitos no rim e/ou cavidade abdominal ou radiografia; - Achados de necropsia - post mortem -Histopatológico tecido renal -normalmente o hemograma é inespecífico, mas em alguns casos pode demonstrar a ocorrência de processo inflamatório ou eosinofilia, que é considerada uma resposta decorrente do parasitismo; ★ tratamento -cirúrgico > nefrectomia laparoscópica; -se eu pegar uma gestante infectada > espero passar o período gestacional e só após mais ou menos 30 dias de pós parto realizo a nefrectomia total do rim acometido; ★ profilaxia -evitar a ingestão de carne de peixe crua ou de outros microrganismos aquáticos -alertar a população quanto ao risco; ➔ PARASITAS DO ESTOMAGO DE FELINOS ● PHYSALOPTERA PRAEPUTIALIS -nematodeo, spirurideo -ocorrem no estômago dos cães e gatos; -ovos são de casca lisa e espessa/grossa com embrião; liberados nas fezes do HD (ovo contém L1); -HD: felídeos e ocasionalmente cães; possui a L5 no estômago; -HI: barata, grilo e besouros rola bosta; ortópteros ( gafanhotos, grilos, esperanças, wetas e paquinhas) e coleópteros (besouros); contém a L3 (forma infectante); -adultos vivem aderidos à mucosa do estômago dos HD; -formas larvais encontram-se encistadas na parede externa do intestino dos hospedeiros intermediários - ciclo > 1. transmissão > horizontal - o HD elimina ovos com L1 nas fezes (ovos embrionados), daí esses ovos são ingeridos pelos HI. No intestino ocorre a eclosão das L1 que atravessando o intestino se encistam em sua parede externa, onde muda de L1 até L3 infectante; O HD vai ingerir os HI contendo L3, essa larva vai ir para o estômago onde vai mudar de L3 até L5 maduro; formas adultas maduras evoluem no hospedeiro definitivo em 56 a 85 dias após terem ingerido o hospedeiro intermediário infectado. adultos são hematófagos e vivem aderidos à mucosa gástrica onde podem provocar erosões, levando a gastrite catarral ou hemorrágica e anemia; parasito faz uma espoliação; - patogenia > se fixa na mucosa gástrica formando úlceras ou erosões gástricas ao se locomoverem; tem ação enzimática as úlceras continuam a sangrar; infecções maçiças podem causar gastrite catarral ou hemorrágica gerando dor de estômago; -sinais > geralmente assintomático, encontro de necrópsia; pode ocorrer vômito, anorexia, inapetencia, emagrecimento, leve anemia; -diagnóstico > parasitológico de fezes (Método de Flutuação ou de willis mollay); ele é parecido com spirocerca porém maior; ovo leve; - tratamento > pamoato de pirantel (5 mg/kg PO, em dose única), mebendazol (22 mg/kg PO, uma vez ao dia, por três dias), fenbendazol (50 mg/kg PO, uma vez ao dia, por três dias), ivermectina (0,2 a 0,4 mg/kg PO ou SC, em dose única); remoção dos parasitos por endoscopia; -profilaxia > se baseia no combate aos hospedeiros intermediários, manejo adequado das fezes e tratamento; ● LARVA MIGRANS CUTANEA - BICHO GEOGRÁFICO -zoonose, causada por Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum; -acomete mais crianças; -doenças comumente contraída em locais que tem solos arenosos como praias, e locais como parquinho de areia de escola, parquinho de praça pública, pois nesses locais os animais defecam liberando as larvas no ambiente; -como humano pega ? A L3 penetra na pele e migra entre a derme e epiderme por vários meses > larvas l3 velhas tem menor energia armazenada por isso migram menos; já as larvas l3 jovens recém eclodidas por terem maior reserva de energia migram muito podendo até migrar para órgãos; -sinais > intenso prurido no local onde o verme está, forma túneis na pele/ salientes na derme; podem ocorrer infecções múltiplas; OBS: coçar com unha ou com qualquer outra coisa e furar o local piora o quadro porque pode acontecer uma infecção bacteriana; -qualquer parte do corpo é afetada, sendo a região dos pés, nadegas e costas os locais mais comuns devido o contato com areia contaminada; -epidemiologia > ocorrência mundial; areias trazidas e colocadas nesses locais podem já vir contaminadas; mais frequente em praias e terrenos arenosos; incidência maior em crianças; -diagnóstico > feito pela análise do aspecto dermatológico das lesões; -profilaxia > andar calçado, uso de luvas e calçados por pessoas que trabalham com jardinagem; desinfecção de ambientes contaminados; impedir o acesso de cães e gatos a parques e praias; conscientização quanto a coleta de fezes de animais no passeio; detecção e tratamento de cães e gatos infectados; cal mata a larva -tratamento > tiabendazol; uso tópico; ● CAPILARIOSE EM CÃES E GATOS - -não muito conhecida e estudada no BR; -nematódeo -zoonose; -causada principalmente pela Capillaria hepatica; -Classificação • Reino Animalia • Sub-reino Metazoa • Filo Nemathelminthes • Classe Nematoda • Ordem Trichurida ou Enoplida • Família Trichuridae • GêneroCapillaria; -espécies de Capillaria: 1. Capillaria plica : cães, gatos (+) e raposas; rim e bexiga. Sinonímia: Pearsonema (Capillaria) plica 2. C. feliscati : gatos; rim e bexiga. Sinonímia: Pearsonema (Capillaria) feliscati 3. C. bovis: bovinos; intestino delgado 4. C. hepatica : cães (+), gatos, humanos e roedores; fígado. Sinonímia: Calodium (Capillaria) hepaticum 5. C. annulata (sinonímia: Contorta): galinhas e perus; esôfago e inglúvio (papo) 6. C. caudinflata: galinhas e perus; intestino delgado 7. C. obsignata: galinhas, perus e pombos; intestino delgado 8. C. aerophila : cães (+), gatos e raposas; traqueia, brônquios e vias nasais. Sinonímia: Eucoleus (Capillaria) aerophilus. -ampla distribuição mundial; -agentes etiologiocos principais nos cães e gatos: Capillaria aerophila (capilariose bronquica em cães e gatos), Capillaria plica (capilariose urinária nos caes e gatos), Capillaria hepatica (capilariose hepática nos cães) - tamanho pequeno (1 a 5 cm de comprimento) e são muito finos - ovos: bioperculados; são muito semelhantes aos de Trichuris sp.; parede lisa; -machos: região posterior em formato espiral. ★ transmissão -através de alimento e água contaminado com ovos morulados (L1); -ovos saem nas fezes/urina morulados e no ambiente se tornam larvados (L1) Os ovos com L1 são ingeridos pelo HD em água ou alimentos contaminados e a L1 é liberada no tubo digestivo, onde penetra na mucosa fazendo as ecdises (L2-L4) até adultos, que vão aos órgãos de eleição ou ficam no intestino delgado. -por meio de urina, fezes, ingestão de carcaças de roedores e ingestão de minhocas infectadas -humano pode ingerir acidentalmente os ovos também; ★ Ciclo 1. Capillaria aerophila - o cão ou gato (HD) ingere ovos com L1 , essa L1 eclode no intestino, depois vão para a veia porta, fígado, coração direito, pulmões e brônquios neste é onde a L1 muda para adulto (até L5 madura), acasala e faz ovipostura/deposição de ovos; esses ovos sobem a traquéia, vão para a faringe onde pode ocorrer tosse e ele ser expectorado ou ser deglutidos indo para o trato intestinal onde são eliminados naz fezes - ovos morulados; No ambiente, a L1 desenvolve-se dentro do ovo, que, ao ser ingerido, já no intestino delgado, a L1 eclode; em seguida, ela migra pela circulação, durante 7 a 10 dias, até os pulmões, onde evolui para L2, L3, L4 e L5, tornando-se adulta. consigo ver os ovos no lavado nasal ou traqueal; 2. Capillaria plica - parasito fica fixado na mucosa da vesícula urinária, dessa forma os ovos são eliminados na urina; esse ovo embriona no meio ambiente, formando a L1. esse ovo é então ingerido pela minhoca (HI) onde ocorre a eclosão da larva L1 dentro da minhoca; daí o HD se contamina através da ingestão de minhocas contendo L1; No HD essa larva L1 vai migrar até a vesícula urinária onde ele se fixa e muda para L5 maduro, acasala, e faz ovipostura eliminando os ovos morulados na urina; Diagnóstico por sedimento urinário 3. Capillaria hepatica - animal se contamina pela ingestão de ovos contendo L1, essa larva eclode no ceco do animal e vai para o sistema porta indo para o fígado, onde fica no parênquima hepático e se desenvolve até L5 maduro, acasala, faz ovipostura e os ovos morulados são eliminados nas fezes; alguns ovos podem não sair nas fezes, podem ficar retidos no fígado e a contaminação se dá através de canibalismo ou morte do animal (que libera os ovos no ambiente). os ovos somente são liberados do fígado em duas ocasiões: quando ocorre a digestão do fígado parasitado no trato digestivo do predador carnívoro, o qual eliminará os ovos nas fezes; ou quando ocorre a morte do hospedeiro e a consequente decomposição da carcaça e do fígado, com a liberação dos ovos no meio externo; Pode ocorrer cirrose hepática; -Período pré-patente: Depende da espécie e varia de 3 a 6 semanas; ★ patogenia -infecções por C. aerophila provocam desconforto respiratório intenso causando sons de respiração broncoalveolar - sons estertores, chiados; tosse seca crônica, pneumonia, espirros; e altas infecções podem causar broncopneumonia e insuficiência respiratória; -C. plica > podem causar reação inflamatória moderada e edema de submucosa da vesícula urinária e ureter pois o parasito adulto introduz a extremidade anterior do corpo no epitélio/mucosa da bexiga e ocasionalmente no ureter e pelve renal; ★ sinais -C. aerophila > tosse, secreção nasal, pneumonia, alveolite, bronquite, insuficiência respiratória, espirros; -C. plica > assintomatico; dor abdominal, febre, bexiga distendida e dolorida, obstrução uretral, incontinência urinária, dor durante a micção > animal vai ter sinais de cistite; em gatos principalmente a capilariose urinária geralmente não apresenta sinais clínicos, exceto em infecções intensas onde podem manifestar polaciúria, disúria, cistite, micção inapropriada, além da intensa sensibilidade à palpação e bexiga distendida; -C. hepatica > fezes com odor desagradável e amareladas (ictéricas); diarréias, vômito, anorexia; ascite, emagrecimento e sinais neurológicos; -tosse e secreção nasal pode ter ovosdo parasita da C. aerophila. ★ diagnóstico -da C. plica > através da urinálise pelo sedimento urinário para pesquisa de ovos (teste qualitativo aceitável que geralmente revela moderada proteinúria, hematúria e presença aumentada de células de descamação epitelial da bexiga); -C. hepatica > se dá através do exame de fezes; deve ser incluida como diagnóstico diferencial para pacientes que apresentam sindromes hepáticas; -C. aerophila > pesquisa de ovos nas fezes pela técnica de Hoffman ( Pons e Janer ou Lutz ou método de sedimentação espontânea), lavagem traquel, flotação de lavagem broncoalveolar ou fecal e necropsia; ★ tratamento -C. hepatica > albendazol (10-20 mg/kg/dia durante 20 dias) e tiabendazol (25mg/kg/dia por 27 dias) associado com prednisolona 10 mg/dia (atua reduzindo a reação inflamatória e controlando a febre); -capilariose pulmonar felina > fenbendazol 25-30 mg/kg/VO 12/12h por 10-14 dias; ivermectina pode tratar mas a dose eficaz não foi estabelecida ; imidacloprid 10% e moxidectina 1% > eficácia, aplicação única, intradérmica pela nuca; ★ prevenção -para a C. hepatica > evitar que os animais HD comam roedores como os ratos e outros animais silvestres quando o animal vive em zona rural ou do contato com animais mortos em ambientes silvestres; -C. plica > infecção pode ser prevenida pelo controle da higiene ambiental e higiene dos alimentos e água ingeridas pelos pets; tratamento dos animais sintomáticos; não permitir que os animais tenham acesso livre a rua a fim de evitar possíveis infecções e acidentes (no humano também); -Evitar o contato de hospedeiros definitivos com hospedeiros paratênicos (controle das minhocas) -Controle de roedores -Comedouros e bebedouros fora do alcance das fezes dos animais, sempre limpos -Manter as instalações e ambiente de circulação dos animais limpo, seco e arejado ● TRICURIOSE - TRICHURIS -Parasitos do intestino grosso de mamíferos, são facilmente reconhecidos pela porção anterior do corpo muito fina e longa; formato do corpo assemelha-se a um chicote; -Classificação • Reino Animalia • Sub-reino Metazoa • Filo Nemathelminthes • Classe Nematoda • Ordem Trichurida ou Enoplida • Família Trichuridae • Espécie Trichuris vulpis -adultos medem de 4 a 6cm -extremidade anterior é filamentosa e longa e essa porção fica encravada na mucosa intestinal; -Ovos: 50um x 22um; elíptico com poros salientes e transparentes nas extremidades; bioperculado, resistentes, coloração castanha ou amarelada; casca lisa e cor castanha e apresentam um opérculo saliente em cada um dos polos; revestidos de três camadas (lipídica externa, quitinosa intermediária e vitelínica interna); ovo de casca dupla-resistente; -machos têm a porção posterior em espiral -verme branco - pode ser que não seja hematófago -Localização: Ceco - ciclo > cão ingere ovo com L3, larva L3 eclode no intestino delgado (pois os opérculos mucóides se dissolvem pela ação do suco digestivo duodenal e as larvas escapam dos ovos 30-60 minutos após infecção) e penetra na mucosa muda para L4 e migra para o lúmen intestinal indo para o ceco e colon onde se transformam em L5 madura (Adulto), acasala, faz ovipostura e elimina ovos com L1 no ambiente; adultos ficam implantado na porção esofagiana anterior da mucosa deixando a posterior no lúmen intestinal -Período pré-patente. Em torno de 2 a 3 meses; - fonte de infecção > solo e os cursos de águas contaminadas com os ovos do parasita; -modo de transmissão > através da ingestão de ovos com L3 ou água contaminada com ovo L3; -patogenia > maioria são e assintomáticos; nas grandes infecções causam uma inflamação diftérica (aquela que no processo inflamatório prevalece fibrina e esta leva a destruição dos tecidos subjacentes) da mucosa cecal por conta da localização subendotelial e do movimento constante/contínuo da extremidade anterior do parasita em busca de sangue - hematófago; -sinais > infecções baixas são assintomáticos; infecções severas ocorre fezes diarréicas com sangue e muco; - diagnóstico > parasitológico de fezes Hoffman (sedimentação - ovo pesado) ou pela técnica de dupla centrifugação pois dá para ver ovos leves e pesados; necrópsia; -tratamento > mebendazol, pamoato de pirantel, fenbendazol e ivermectina; - controle > uso de pisos de cimento, cascalho ou areia; fezes devem ser removidas o mais rápido possível; utilização adequada de anti-helmínticos também reduz o risco de contaminação do meio ambiente; ovos são bastante resistentes no meio ambiente podendo durar anos dessa forma os desinfetantes necessitam de contato íntimo; higiene ambiental;