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Curso: Biomedicina Análises Clínicas II Identificação de cocos Gram-positivos e negativos Profª Dra. Francielli Licks Tamanho, forma e arranjo. Tamanho: microscópicas, necessitamos do microscópio óptico (eletrônico para estruturas) Forma: cocos, bacilos e espirais Arranjo: grupamentos Morfologia bacteriana Grupo homogêneo em relação ao tamanho, células menores (0,8 a 1,0 μm). Formato esférico Identificação de Cocos Cocos Gram positivos Streptococcus Enterococcus Staphylococcus Gram negativos Neisseria Moraxella Cocos Gram positivos Streptococcus Enterococcus Staphylococcus Gram negativos Neisseria Moraxella Primeira etapa de identificação: presença da enzima catalase. A enzima catalase converte o Peróxido de Hidrogênio em Oxigênio e Água. A liberação do Oxigênio é observada através da formação de bolhas. 6 Catalase Negativa Streptococcus sp. Enterococcus sp. Positiva Staphylococcus sp. Gênero Streptococcus Cocos Gram positivos Catalase negativos Arranjo em pares ou cadeias Anaeróbios facultativos Microbiota Patogênicos GRAM + alguns organismos são classificados como anaeróbios facultativos, pois, na presença de oxigênio, realizam respiração aeróbia e, na ausência desse gás, realizam os processos anaeróbios. Bactérias fastidiosas são aquelas bactérias que exigem niveis de nutrientes altíssimos e específicos e temperaturas ótimas 7 Total ou Beta-hemólise Sem hemólise ou Gama-hemólise Parcial ou Alfa-hemólise GRAM + Clara Verde Não muda Hemolisina α- Hemólise Parcial Streptococcus pneumoniae Crescimento – circundado por descoloração esverdeada - Devido a ação sobre a hemoglobina Padrões de Hemólise β- Hemólise Hemólise TOTAL Streptococcus pyogenes Streptococcus agalactiae Clareamento Padrões de Hemólise Sugestivo.. 10 γ- Hemólise SEM Hemólise Streptococcus viridans Enterococcus sp. Crescimento sem mudança na coloração Padrões de Hemólise Streptococcus viridans é um grupo heterogêneo composto por cerca de 20 espécies de bactérias estreptocócicas que são comensais, principalmente, da cavidade orofaríngea e do trato genital de mamíferos, de baixa patogenicidade e desprovidas de antígenos de Lancefield. 11 Após a observação do padrão de hemólise, seguimos com o processo de identificação. A observação dos padrões de hemólise são importantes, visto que os testes subsequentes dependem dessa avaliação preliminar 12 GRUPOS SOROLÓGICOS DE LANCEFIELD Classificação de Streptococcus Maior precisão Sorologia do tipo de Carboidrato C presente na superfície celular Técnicas imunológicas Um segundo tipo de designação, também muito empregado, baseia-se nas características antigênicas de um polissacarídeo de composição variável, chamado carbohidrato C, localizado na parede da célula, que pode ser detectado por diferentes técnicas imunológicas. Tomando por base este polissacarídeo, os estreptococos foram divididos em 20 grupos sorológicos (grupos de Lancefield), designados por letras do alfabeto (A, B, C, D, E, F, G, H, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U e V). NÃO ABRANGE TODAS! 13 Baseado na existência de uma substância antigênica (um polissacarídeo denominado carboidrato C) existente na parede da bactéria. Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=CNeqmv55zX0 Rapid Latex Agglutination Test GRUPOS SOROLÓGICOS DE LANCEFIELD β- Hemolítico – Bacitracina sensível γ- Hemolítico β- Hemolítico – Bacitracina resistente parcial total Lancefield não contempla S agalactiae é resistente parcial total Lancefield não contempla S agalactiae é resistente TESTE DA OPTOQUINA - Halo maior ou igual a 14 mm (sensível) - Positiva para Streptococcus pneumoniae parcial total Lancefield não contempla S agalactiae é resistente TESTE DA BACITRACINA - Disco de bacitracina 0,04 U Positiva para S. pyogenes (sensível) emear como antibiograma em ágar Müeller-Hinton ou ágar sangue de carneiro; 21 RESISTENTE À BACITRACINA RESISTENTE À OPTOQUINA Streptococcus sp. α hemolítico Teste CAMP POSITIVO Streptococcus agalactiae NEGATIVO Streptococcus sp. β hemolítico SE FOR SE FOR Teste CAMP Finalidade: Identificação de cepas de S. agalactiae (grupo B). Estas cepas produzem o fator CAMP (Christie, Atkins e Munch-Petersen) que atua sinergicamente com a β-hemolisina produzida pelo Staphylococcus aureus em ágar sangue. Procedimento: -Semear um inóculo de Staphylococcus aureus ATCC 25923 de um ponto a outro da placa de ágar sangue; -Semear perpendicularmente (90°) a colônia de Streptococcus β-hemolítico a ser testada, sem que haja o contato com a estria de S. aureus; -Incubar a 35±2ºC em atmosfera de 5% de CO2 por 48 h. Interpretação: - A formação de uma seta ou meia-lua convergindo para o S. aureus na intersecção do crescimento das duas bactérias indica que o teste é positivo e indicativo de S. agalactiae; - Se não houver formação de seta ou meia-lua, o teste é negativo e a cepa não pertence ao grupo B de Lancefield. TESTE CAMP Beta-hemolítico do grupo B Beta-hemolítico do grupo A Este teste é baseado na detecção de uma substância denominada fator Camp, a qual potencializa a ação lítica da beta-hemolisina do Staphylococcus aureus 24 Teste CAMP Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0nVVM3wa0RU Gama Hemólise Precisamos verificar se é Streptococcus sp. ou Enterococcus sp. NaCl 6,5% Bile esculina Positiva Enterococcus spp Streptococcus do Grupo D Negativa Streptococcus spp. Não Hemolítico BILE ESCULINA Algumas bactérias hidrolisam a esculina na presença de bile. Essa hidrólise forma glicose e esculetina, que reage com íons férricos e resulta em um complexo de cor preta. A presença de bile no meio inibe o crescimento de organismos Gram positivos e estreptococos à exceção dos enterococos e estreptococos grupo D. A hidrólise da esculina garante a diferenciação entre os dois gêneros. 28 CALDO NACL 6,5% A turvação do meio indica crescimento: Se for um coco Gram-positivo, catalase negativa, trata se de Enterococcus spp. Caso não ocorra a turvação do meio, trata-se de Streptococcus spp O caldo BHI suplementado com 6,5% de NaCl é um meio enriquecido com a presença de cloreto de sódio que age como um agente seletivo. O NaCl interfere na permeabilidade de membrana celular, bem como no equilíbrio osmótico e eletrocinético em organismos intolerantes isso faz com que bactérias halotolerantes se desenvolvam no meio enquanto as outras não se desenvolvem. Capacidade do microrganismo crescer em altas concentrações de sal. Tem por finalidade diferenciar Enterococcus spp. de Streptococcus spp. Procedimento: Inoculam-se 2 a 3 colônias a serem testadas em um caldo BHI suplementado com 6,0% de NaCl (com ou sem indicador); Incubam-se a 35±2ºC por até 72 h. Interpretação: A turvação ou mudança de cor (no caso de adição de indicador) é indicativa de crescimento bacteriano. 29 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Escarlatina – manchas vermelhas no corpo Erisipela – propagação bacteriana nos vasos linfaticos Pioderma – necrose na pele 30 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus pyogenes Cocos gram + Catalase – Beta-hemolíticos (total) Sorologia Grupo A Bacitracina sensível Escarlatina – manchas vermelhas no corpo Erisipela – propagação bacteriana nos vasos linfaticos Pioderma – necrose na pele 31 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus pyogenes Proteínas de adesão Divisão celular Escarlatina – manchas vermelhas no corpo Erisipela – propagação bacteriana nos vasos linfaticos Pioderma – necrose na pele 32 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus pyogenes Escarlatina – manchas vermelhas no corpo Erisipela – propagação bacteriana nos vasos linfaticos Pioderma – necrose na pele 33 Positivo Negativo Lembrando que S. pyogenes é beta-hemolítico IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus pyogenes Fatores de Virulência - Capa de ácido hialurônico: “foge” da fagocitose - Proteína M na superfície: muita recidiva (mais de 150 tipos) Hialuronidase:destrói o tecido conjuntivo da derme Estreptolisina: destrói hemácias Super antígenos: resposta imunológica exacerbada Escarlatina – manchas vermelhas no corpo Erisipela – propagação bacteriana nos vasos linfaticos Pioderma – necrose na pele 35 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus pyogenes Escarlatina – manchas vermelhas no corpo Erisipela – propagação bacteriana nos vasos linfaticos Pioderma – necrose na pele 36 Erisipela Escarlatina mpetigo é uma infecção cutânea, altamente contagiosa 37 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus pyogenes Escarlatina – manchas vermelhas no corpo Erisipela – propagação bacteriana nos vasos linfaticos Pioderma – necrose na pele 38 “Bactéria comedora de carne” mpetigo é uma infecção cutânea, altamente contagiosa 39 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus agalactiae Cocos gram + Catalase – Beta-hemolíticos (total) Sorologia Grupo B Bacitracina resistente Escarlatina – manchas vermelhas no corpo Erisipela – propagação bacteriana nos vasos linfaticos Pioderma – necrose na pele 40 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus agalactiae Trato genito-urinário - Sepse e meningite no RN - Infecções pós parto IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus pneumoniae Cocos gram + Catalase – Alfa-hemolíticos (parcial) Sem classificação Lancefield Optoquina resistente Geralmente aos pares 42 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus pneumoniae Contém capsula polissacarídea – fator de virulência Principal agente da pneumonia comunitária Meningite Geralmente aos pares 43 IMPORTÂNCIA CLÍNICA Infecções Respiratórias - Comunidade - Otites - Sinusites - Pneumonias 10% adultos 20% crianças Integrante da microbiota Streptococcus pneumoniae IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus viridans Cocos gram + Catalase – Alfa e gama hemolíticos Sem classificação Lancefield Streptococcus viridans é um grupo heterogêneo composto por cerca de 20 espécies de bactérias estreptocócicas que são comensais, de baixa patogenicidade e desprovidas de antígenos de Lancefield. IMPORTÂNCIA CLÍNICA Streptococcus viridans Microbiota - Cavidade oral - Trato gastrointestinal Patógenos oportunistas - Associado a endocardite - Dano às válvulas cardíacas Gênero Enterococcus Cocos Gram positivos - Isolados ou em cadeias curtas - CATALASE NEGATIVA - Pseudocatalase Microbiota Normal - Trato gastrointestinal - Trato genito-urinário Crescem em caldo com 6,5% de NaCl Hidrolisam a esculina em meio com 40% de bile Comum em ITU e Infecções Hospitalares 48 Gama hemólise Enterococcus - Geralmente sem hemólise Enterococcus são gama ou alfa hemolíticos. Pode-se maximizar a detecção da hemólise com incubação 5-7% CO2 49 Gênero Enterococcus 14 espécies Enterococcus faecalis: constituem 85 a 90% dos Enterococcus spp. identificados, sendo essa espécie a menos propensa ao desenvolvimento de resistência. Enterococcus faecium: é o menos prevalente, de 5 a 10%, mas apresenta maior propensão ao desenvolvimento de resistência. Clinicamente Importantes NaCl 6,5% Bile esculina Positiva Enterococcus spp Streptococcus do Grupo D Negativa Streptococcus spp. Não Hemolítico Positivo Negativo Lembrando que S. pyogenes é beta-hemolítico e Enterococcus é gama! Gênero Enterococcus Enterococcus Resistência à Vancomicina Foi reconhecido pela 1° vez em 1986 - 30 anos após a introdução da Vancomicina Pacientes Críticos - UTI - Oncologia - Renais - Deficiências Imunológicas PROBLEMA! 54 Gênero Staphylococcus Cocos Gram positivos - Arranjos aos pares - Cachos de uva Bactérias mais isoladas após enterobactérias Microbiota Isolado correlacionado com a amostra e quadro clínico Anaeróbios Facultativos CATALASE POSITIVA CATALASE + CATALASE - Cocos Gram positivos Micrococcus Staphylococcus Família Streptococcaceae Streptococcus Enterococcus Gênero Staphylococcus NÃO PINGAR NA PLACA 2 H2O2 2 H2O + O2 Finalidade: A presença da catalase permite separar os estreptococos catalase negativa de outros cocos Gram-positivos produtores de catalase, por exemplo, estafilococos. A enzima catalase converte o peróxido de hidrogênio em oxigênio e água. A liberação do oxigênio se observa pela formação de bolhas. 57 Gênero Staphylococcus Coloração branco-porcelana ou cinzas Podem ter pigmento amarelo ou amarelo-alaranjado (aureus) Os micrococos em geral crescem mais lentamente, e com freqüência são necessárias 48 h de incubação antes que a morfologia típica das colônias possa ser diferenciada Degradação do manitol com a produção de ácido muda a cor do meio de rosado para amarelo. Diferenciação entre Staphylococcus e Micrococcus Disco de Bacitracina 0,04 U Resistente Staphylococcus Sensível Micrococcus Semear como antibiograma em ágar Müeller-Hinton ou ágar sangue de carneiro; Colocar um disco de bacitracina 0,04 U; Incubar a 35 a 37ºC por 18 - 24 h. 60 Gênero Staphylococcus Diferentes abordagens terapêuticas. Detecção de Staphylococcus aureus Teste da Coagulase (positivo) Coagulase - Enzima presente em todos os S. aureus Coagulase Test - YouTube Fibrinogenio do plasma é convertido em fibrina, resultando na coagulação do plasma Lamina – Formação de grumos https://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/boas_praticas/modulo4/id_sta2.htm 62 Staphylococcus COAGULASE NEGATIVA Microbiota Normal - Pele/ mucosas Principal espécie - Staphylococcus epidermidis Mais de 40 espécies clinicamente importantes Frequentemente resistente a penicilina e meticilina Causa mais frequente de bacteremia Infecções associadas a metais/ plásticos Susceptibilidade à Novobiocina - S. saprophyticus é resistente a novobiocina com halos de inibição, em geral, inferiores a 12 mm. - Infecções do trato urinário https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Discos_de_novobiocina_640627.pdf https://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/boas_praticas/modulo4/id_sta7.htm 64 Caso Clínico 1 Paciente com 78 anos é admitido em um Serviço de Emergência com história de tosse e febre há 3 dias. Tinha hemograma compatível com infecção bacteriana. Corroborando com o exame físico, a CT de tórax evidenciou compatível com quadro de pneumonia. Foi introduzido ceftriaxone. Devido a não evolução favorável, paciente foi submetido a broncoscopia com coleta de lavado broncoalveolar. Coloração de Gram Catalase Coagulase Com base nas provas de identificação, qual o provável diagnóstico? S. Aureus Gram +, staphylo, coagulase positiva 65 Caso Clínico 2 Uma paciente de 56 anos após ser submetida a cirurgia ginecológica, no pós-operatório apresentou disúria e um quadro febril. Foi solicitada a urocultura. Coloração de Gram Catalase Bile esculina Com base nas provas de identificação, qual o provável diagnóstico? Crescimento positivo em NaCl 6,5% Enterococcus Cocos gram +, catalase negativo, bile e nacl+ 66 Cocos Gram positivos Streptococcus Enterococcus Staphylococcus Gram negativos Neisseria Moraxella catarrhalis Gênero Neisseria Diplococos Gram negativos - Geralmente aos pares - Laterais achatadas – grão de feijão Microbiota – vias respiratórias OXIDASE POSITIVA* – enzima citocromo C oxidase - reagente p-aminodimetilanilina Catalase Positiva* Aeróbios/ Fastidioso Ágar chocolate e Ágar Thayer Martin 68 Gênero Neisseria Diplococos Gram negativos Ágar chocolate e Ágar Thayer Martin Agar Thayer Martin é um meio rico e superior a outros meios de cultivo, destinados ao isolamento de Neisseria gonorrhoeae e Neisseria meningitidis, pois contém em sua fórmula antibióticos que inibem o crescimento de outras bactérias. Apesarde propiciar um bom desenvolvimento para bactérias do gênero Neisseria spp., existem algumas cepas que não crescem no Agar Thayer Martin, crescendo entretanto em Ágar Chocolate. Por esta razão, recomenda-se o uso conjunto dos dois tipos de meio no isolamento de neissérias. Ágar Thayer Martin/ Chocolate Colônias pequenas com pigmento creme. Podem ser mucoides. Extremamente aderidas ao meio de cultura (pilus) 72h / 35-37°C 69 Vídeo Oxidase: https://www.youtube.com/watch?v=ebzuCGoyMLA 70 Maltose Diplococos Gram Negativos Oxidase + Neisseria gonorrhoeae Neisseria meningitidis Maltose A identificação das espécies de neisseria baseia-se na utilização de açúcares: glicose, maltose, lactose, sacarose e frutose. Como as neisserias utilizam carboidratos por via oxidativa, a base Ágar Cistina Tripticase (CTA) adicionada de 1% de cada um dos açucares e com indicador vermelho de fenol tem sido utilizado. Gênero Neisseria Neisseria gonorrhoeae (gonococo) - Sempre considerado patógeno - Possui Pilus - Transmissão: Quase sempre contato sexual - Gonorreia 73 Gênero Neisseria Neisseria meningitidis (meningococo) - Coloniza orofaringe de indivíduos saudáveis - Possui cápsula - Divididos em 13 grupos sorológicos - antigenicidade dos polissacarídeos capsulares - A,B,C,D,H,I,K,L,X,Y,Z,W135 e 29E - Meningite – complicação mais comum - Pneumonia/ Uretrite Transmissão: gotículas disseminadas pelo ar 74 Gênero Moraxella Moraxella catarrhalis - Diplococo – semelhante ao gênero Neisseria Microbiota normal do trato respiratório superior - Pode causar infecções TRI/ áreas adjacentes - otite, sinusite, bronquite e pneumonia - Importância clínica em imunocomprometidos - Pneumonia Espécie de maior importância clinica 75 Gênero Moraxella Moraxella catarrhalis Oxidase Positiva Catalase Positiva Suscetibilidade à colistina – maioria sensível Meios indicados: Ágar Sangue e Chocolate Colônias cinza róseo-acinzetado Geralmente sai inteira quando removida com a alça bacteriológica Espécie de maior importância clinica 76 Caso Clínico 3 Paciente deu entrada ao pronto-socorro, com queixa de cefaleia intensa, febre de 38,8ºC, náuseas e vômitos. Apresentou- se letárgica e fotofobia. O início dos sintomas foi há 42 horas. Foi solicitada cultura do líquido cefalorraquidiano em ágar chocolate. Além dos parâmetros analisados abaixo, verificou-se a utilização de maltose pela via oxidativa. Coloração de Gram Oxidase Com base nas provas de identificação, qual o provável diagnóstico? Neisseria meningitidis 77