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FACULDADE CATÓLICA SANTA TERESINHA CURSO DE BACHAREL EM PSICOLOGIA DISCIPLINA: PSICOFARMACOLOGIA DOCENTE: MS. ALLEF SILVA ALEIXO DISCENTE: FERNANDA ALVES MOTA ANÁLISE DO DOCUMENTÁRIO HOTEL LAIDE CAICÓ/RN 2022 O filme retrata a história de três mulheres cujas trajetórias foram entrelaçadas na Cracolândia: Dona Laide, proprietária do estabelecimento; Brenda Bracho, ex-moradora de rua e espécie de governanta do local; e Angélica Alves, usuária de crack acolhida no Laide. A chegada de Angélica no Hotel Laide, que viveu na rua dos 7 aos 23 anos. Mais do que contar uma estória de sobrevivência, o filme é uma confirmação sobre a urgência da resistência da política de redução de danos para os usuários de crack. O intenso conflito entre às drogas se tornou ao mesmo tempo um exercício de controle social e uma estratégia para a ampliação da economia a partir do exercício do poder e da violência. É preciso entender como a criação de redes de cooperação ajudam, como mostra no documentário todo trabalho feito para o acolhimento dos usuários no hotel laide e assim alterando a relação com as drogas à medida que existe essa mudança no habitat dos usuários de drogas. O hotel foi destruído por um incêndio de causas desconhecidas no ano de 2017, era associado ao antigo programa De Braços Abertos. Dentro do projeto, os chamados hotéis sociais eram estabelecimentos que recebiam, de forma gratuita, moradores do fluxo interessados em trabalhar e recomeçar a vida longe da droga. O programa Braços Abertos era uma oportunidade de não mais se prostituir, de não mais roubar, de não mais viver na rua se drogando que é a parte mais degradante que o ser humano se encontra naquele momento. A frase no início do documentário me chamou bastante atenção: “Aqui não é a Disneylândia. Aqui é a Cracolândia”. A Cracolândia não é um parque de diversões onde a classe média alta se esconde para consumir o que acredita ser seu direito pela desigualdade severa existente em nosso País. É uma rua, sem teto ou proteção, com câmeras de vigilância dia e noite. Portanto a Cracolândia é um local com várias adjacências onde se mostra as pessoas vivendo, permanecendo e se relacionando no local, mesmo que em condições degradantes. Brenda, Angélica e Dona Laide estão ali, são mulheres saudáveis, que estão reconstruindo a vida e resistindo. Nós precisamos, nesta guerra entre as mídias, e nesta guerra de medo, contar as histórias de quem não tem voz.