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REGULAÇÃO DA TEMPERATURA 
CORPORAL
PROF.ª DR.ª NICOLE RIBEIRO
CURSO DE MEDICINA
DISCIPLINA DE APOIO AO ESTUDO DOS CASOS IV – FISIOLOGIA HUMANA
INTRODUÇÃO
 Poucos fatores ambientais têm tanta influência sobre a fisiologia animal como a temperatura;
 A Temperatura Corporal (TC) afeta de tal forma os parâmetros fisiológicos e bioquímicos que 
sua manutenção torna-se especialmente importante;
 Animais homeotérmicos mantêm a temperatura do corpo constante;
 Sistema composto por um centro regulador, aferências e órgãos eferentes.
BERNE, R. M., LEVY, M. N., KOEPPEN, B. M. & STANTON, B. A. (2004). Fisiologia (*), 5ª ed., Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, RJ
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE ANIMAIS 
HOMEOTÉRMICOS
 É muito comum observarmos diferentes 
gradientes de temperatura no corpo: a 
temperatura do fígado, por exemplo, varia 
até certo ponto da temperatura 
encontrada em partes externas do corpo;
 A perda de calor poderá se dar pelas vias 
respiratórias e ainda pela excreção de 
urina e fezes.
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
Algumas condições do ambiente são capazes de 
causar alterações na temperatura corpórea
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
A produção interna de calor vem do 
metabolismo normal e do calor liberado 
durante a contração muscular. A entrada 
de calor externo vem do ambiente por 
radiação ou condução.
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
(corrente aérea)
Mecanismos 
Termoefetores
Autonômicos
Mecanismos 
Termoefetores
comportamentais 
ou motivados
Regulação da 
Temperatura 
Corporal (TC)
Em ambientes extremamente frios ou quentes, contudo, o Controle Comportamental da 
temperatura corporal é o mais eficiente. O indivíduo pode fazer adaptações ambientais 
apropriadas para restabelecer sua sensação de conforto.
GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
TIPOS DE MECANISMOS
MECANISMOS AUTONÔMICOS
 Taxa metabólica basal;
 A termogênese dependente e 
independente de tremor (produção de 
calor);
 A vasoconstrição e a piloereção
(conservação de energia térmica);
 A sudorese e a ofegação (perda de 
energia térmica). 
MECANISMOS COMPORTAMENTAIS
 Busca por um ambiente mais frio ou mais 
quente ou mais ou menos ventilados;
 Adoção de posturas corporais que 
facilitam ou dificultam a transferência de 
calor para o ambiente;
 Aproximação ou distanciamento entre 
membros de um grupo;
 Aumento da atividade motora.
http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2005/RN%2013%20SUPLEMENTO/Pages%20from%20RN%2013%20SUPLEMENTO-2.pdf
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
DISTRIBUIÇÃO DO CALOR NO CORPO
 É o sangue que perfunde um órgão que 
então capta o calor e redistribui para as 
partes mais frias do corpo;
 A condução de calor através do sangue 
para a superfície corporal é regulada pelo 
Sistema Nervoso Simpático (controla o grau 
de vasoconstrição);
 O controle local influencia o fluxo 
sanguíneo através de vasodilatadores 
produzidos pelo endotélio vascular;
 A transferência é dificultada pela pele e 
tecidos subcutâneos.
http://www.uff.br/fisiovet/Conteudos/termorregulacao.htm
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
Ganho de 
calor
INTENSIDADE 
BASAL DO 
METABOLISMO
CONTRAÇÃO DA 
MUSCULATURA 
(incluindo o 
calafrio)
Perda de 
calor
VARIAÇÃO DO 
FLUXO 
SANGUÍNEO 
CUTÂNEO 
SUDORESE 
A TC é controlada pelo balanço entre a produção e a perda de calor
Respostas são mediadas pelos sistemas autonômico, somático e endócrino
http://www.fisfar.ufc.br/petmedicina/images/stories/febre.pdf
GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
IMPORTÂNCIA DA TERMORREGULAÇÃO
 Processos que envolvem proteínas, 
enzimas, reações químicas e físicas correm 
mais rapidamente ou lentamente em 
função do gradiente de temperatura;
 Hipotermia (reações ficam lentas) X 
hipertermia (desnaturar proteínas e 
comprometer a integridade do organismo);
 Calor é sempre um catalizador de reações 
químicas em geral.
http://www.uff.br/fisiovet/Conteudos/termorregulacao.htm
http://www.antigomoodle.ufba.br/file.php/12665/termorregulacao_exercicio.pdf
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
Sistema de 
informação
Centro 
integrador
Sistema de 
órgão 
efetuadores
Via eferente + sistema de músculos e glândulas
que produzem a resposta regulatória
Sistema Nervoso Central + Sistema Endócrino que 
analisam e processam os parâmetros fisiológicos e 
geram comandos de ação ao sistema de órgãos 
efetuadores
Sistema de órgãos sensoriais somáticos e viscerais 
mais as vias aferentes periféricas que detectam e 
monitoram continuamente os sinais ambientais 
internos e externos ao corpo e enviam as 
informações para um centro integrador
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
SISTEMA DE INFORMAÇÃO – TERMORRECEPTORES 
CENTRAIS E PERIFÉRICOS
Os impulsos termais aferentes provêm de receptores anatomicamente 
distintos ao frio e ao calor, os quais podem ser periféricos ou centrais. 
Áreas receptores térmicas:
 Hipotálamo anterior (integração das informações);
 Hipotálamo posterior (início das respostas efetoras);
 Pele: receptores periféricos – calor, frio ou dor; (existem mais receptores para o 
frio*)
 Medula espinal/vísceras abdominais/grandes veias: receptores profundos 
(detectam também mais o frio que o calor*).
revistaneurociencias.com.br/edicoes/2005/RN%2013%20SUPLEMENTO/Pages%20from%20RN%2013%20SUPLEMENTO-2.pdf
Sistema de 
informação
Centro 
integrador
Sistema de 
órgãos 
efetuadores
*Prevenção da hipotermia
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
SISTEMA DE INFORMAÇÃO: VIAS AFERENTES
http://www.ibb.unesp.br/Home/Departamentos/Fisiologia/Neuro/06.somestesia.pdf
FRIO CALOR
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
CENTRO INTEGRADOR
Existe uma região no SNC chamada área pré-óptica do hipotálamo anterior (APO) 
que é, especialmente em mamíferos, de extrema importância para a 
termorregulação. A APO situa-se na transição entre o diencéfalo e o telencéfalo e é 
sugerida ser termossensível, pois detecta as alterações térmicas locais, além de 
termointegradora, já que recebe informações térmicas de várias regiões do 
organismo por meio dos receptores periféricos.
http://www.ibb.unesp.br/Home/Departamentos/Fisiologia/Neuro/aula26.homeostasiafuncoes_integrativas_hipotalamicas.pdf
Sistema de 
informação
Centro 
integrador
Sistema de 
órgãos 
efetuadores
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
SISTEMA DE ÓRGÃOS EFETUADORES 
Os efetores térmicos corrigem (restauram) a temperatura central;
 Músculos esqueléticos;
 Músculos lisos que circundam as arteríolas que irrigam a pele;
 Glândulas sudoríparas;
 Algumas glândulas endócrinas (tireóide, supra-renal, testículos).
Sistema de 
informação
Centro 
integrador
Sistema de 
órgãos 
efetuadores
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
AJUSTES CIRCULATÓRIOS
 Muitas arteríolas estão sob controle tônico simpático;
 Se a temperatura cai, os vasos contraem, aumentando sua resistência ao fluxo sanguíneo e 
desviando o sangue para o interior do corpo = redução da perda de calor;
 Em altas temperaturas, o oposto é esperado: as arteríolas cutâneas dilatam (vasodilatação 
ativa);
 Vasodilatação ativa é mediada por neurônios simpáticos especiais que secretam 
acetilcolina: Sistema Vasodilatador Colinérgico Simpático.
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
AJUSTES CIRCULATÓRIOS
VASOCONTRIÇÃO PERIFÉRICA (CONSERVAÇÃO DE ENERGIA)
A vasoconstrição periférica implica em um menor fluxo sanguíneo para a pele causando uma 
queda natemperatura deste órgão e, dessa forma, a diferença termal entre a pele e o 
ambiente é reduzida. 
É a resposta mais importante na hipotermia.
https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/7353/TeseCSS.pdf?sequence=1&isAllowed=y
VASODILATAÇÃO PERIFÉRICA (PERDA DE ENERGIA)
Na vasodilatação ocorre exatamente o contrário do que acontece na vasoconstrição: o fluxo 
sanguíneo periférico é aumentado e, consequentemente, a temperatura da pele também, 
contribuindo assim para a transferência de calor para o ambiente, sendo este mecanismo de 
extrema importância.
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
ANASTOMOSE ARTERIOVENOSA
 Curtos vasos sanguíneos que fornecem uma 
ligação direta entre as arteríolas e as vênulas 
da pele;
 Especialmente nas mãos, pés e na face;
 Anastomoses abertas: fluxo sanguíneo desvia 
dos capilares que estão nas camadas 
superficiais da epiderme;
 Anastomoses fechadas: circulação é 
direcionada para a superfície da pele, de 
onde o calor corporal pode ser liberado para 
o ambiente.
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
SUDORESE
 Processo mais efetivo e importante para perda de calor;
 Sua eficiência é aumentada pela vasodilatação capilar;
 As glândulas estão presentes em maior concentração na região frontal, couro cabeludo, 
axilas, palmas das mãos e pés;
 Os neurônios simpáticos controlam as glândulas sudoríparas (fibras nervosas colinérgicas que 
secretam acetilcolina e seguem seu trajeto pelos nervos simpáticos juntamente com as fibras 
adrenérgicas = Fibras nervosas simpáticas colinérgicas;
 Não há inervação parassimpática nessas glândulas;
 Produção de bradicinina (substância vasodilatadora parácrina) que pode contribuir para a 
resposta.
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
ACLIMATAÇÃO DO MECANISMO DA SUDORESE AO 
CALOR – O PAPEL DA ALDOSTERONA
 A evaporação de grande quantidade de suor pode remover o calor do corpo, com 
velocidade de mais de 10 vezes a velocidade basal normal de produção de calor;
 Maior eficiência do mecanismo de sudorese: alteração nas próprias células internas das 
glândulas sudoríparas, que aumentam sua capacidade de sudorese;
 Ocorre também maior redução da concentração de cloreto de sódio do suor, permitindo 
conservação progressivamente maior de sal;
 Aumento da secreção de aldosterona pelo córtex adrenal;
 A pessoa não-aclimatada que transpira profusamente muitas vezes perde 15 a 30g de sal 
diariamente, durante os primeiros dias.
GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002
Grau de adaptação da pessoa ao ambiente
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
PERDA DE CALOR PELA RESPIRAÇÃO OFEGANTE
 Inspiração e expiração mais frequentes, de modo que grande quantidade de ar novo entra 
em contato com as vias aéreas superiores, dissipando mais o calor;
 Apesar do aumento na frequência respiratória, não há aumento da ventilação alveolar 
significativo pois cada respiração é extremamente superficial;
 Pouco frequente em seres humanos;
 Animais inferiores que têm pouca capacidade de perder calor pela superfície do corpo: 
corpo coberto por pêlos e ausência de glândulas sudoríparas.
GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
O TERMOSTATO DO CORPO PODE SER REGULADO
 As variações na regulação da temperatura corporal podem ser fisiológicas e patológicas;
 Variações fisiológicas: ritmos circadianos, variações do ciclo menstrual, calorões da pós-
menopausa e febre;
 A febre é considerada, atualmente, uma resposta imune corporal do corpo.
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
Eutermia: termo que se 
refere à condição em 
que o animal (em 
repouso) apresenta a *Tc
típica da espécie.
Hipertermia: quando 
ocorre aumento extremo 
da *Ta, a Tc pode 
acompanhar essas 
alterações e não mais se 
manter em eutermia. 
Hipotermia: quando 
ocorre redução extrema 
da Ta, a Tc pode 
acompanhar essas 
alterações e não mais se 
manter em eutermia.
Febre: mecanismos de 
ganho de energia 
térmica são ativados 
para elevar a Tc (Ex: 
infecção).
Anapirexia: ativação de 
mecanismos de perda de 
energia térmica para 
reduzir a Tc (Ex: queda no 
aporte de O2). 
https://www.researchgate.net/publication/272951932_Regulacao_da_temperatura_corporal_em_diferentes_estados_termicos_enfase_na_anapirexia
Atualmente, existem 5 estados térmicos descritos:
Alterações reguladas
“Falhas” do sistema
Há situações em que uma alteração regulada da Tc é mais vantajosa para o organismo, 
comparada à manutenção da eutermia.
*Ta= Temperatura ambiente;
Tc= Temperatura corporal.
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
Febre: mecanismos 
de ganho de 
energia térmica são 
ativados para elevar 
a Tc (Ex: infecção).
https://www.researchgate.net/publication/272951932_Regulacao_da_temperatura_corporal_em_diferentes_estados_termicos_enfase_na_anapirexia
aumento das funções do sistema 
imune e da sobrevivência
Na febre, o ponto de calibração para a temperatura do corpo está elevado, o que pode ser 
causado pela liberação de pirogênio por microorganismos.
BERNE, R. M., LEVY, M. N., KOEPPEN, B. M. & STANTON, B. A. (2004). Fisiologia (*), 5ª ed., Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, RJ
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
FEBRE
 Também chamada de pirexia, constitui uma resposta natural adaptativa e sistêmica;
 Temperatura corporal acima da faixa normal habitual;
 Pode ser causada por anormalidades no próprio encéfalo ou por substâncias tóxicas que 
afetam os centros reguladores;
 Elevação da temperatura corporal que ultrapassa a variação diária normal e ocorre 
associada a aumento do ponto de ajuste hipotalâmico;
 Toxinas produzidas por bactérias e outros patógenos levam à liberação de agentes químicos 
conhecidos como pirogênios.
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
Kasper, DL. et al. Harrison Medicina Interna, v.2. 16ª. Edição. Rio de Janeiro: McGrawHill, 2006.
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
PIROGÊNIOS
 Qualquer substância que cause febre; 
 Podem ser exógenas (produzidos por 
microorganismos) ou endógenas (liberados 
por tecidos do organismo em degeneração);
 As citocinas pirogênicas são proteínas 
pequenas que regulam os processos imunes, 
inflamatórios e hematopoiéticos (exemplos: IL-
1, IL-6, fator de necrose tumoral (FNT).
Kasper, DL. et al. Harrison Medicina Interna, v.2. 16ª. Edição. Rio de Janeiro: McGrawHill, 2006
GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
Microorganismos ou 
produtos de 
degradação nos 
tecidos
Fagocitados pelos 
leucócitos circulantes, 
macrófagos teciduais e 
linfócitos destruidores
Digestão de produtos 
bacterianos e 
liberação de 
interleucina-1 
(pirogênio leucocitário)
Indução da formação 
de prostaglandinas
Ao atingir o 
hipotálamo, as 
prostaglandinas 
ativam processos para 
a produção de febre
GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
PERÍODOS DE REAÇÃO FEBRIL
FEBRE
PRÓDROMOS: caracteriza-
se por fadiga e mal-estar 
geral, mialgias e cefaleias, 
com vasoconstrição e 
piloereção.
CALAFRIOS: ocorre com 
tremores até que seja 
gerada a quantidade de 
calor necessária.
RUBOR: com 
vasodilatação cutânea, 
numa tentativa de dissipar 
calor.
DEFERVESCÊNCIA: se inicia 
por sudação, 
complementando a 
dissipação de calor para 
o regresso a valores de 
temperatura eutérmicos.
http://revista.fmrp.usp.br/1994/vol27n1e2/febre.pdfComo a temperatura do 
sangue é inferior ao ponto de 
ajuste da temperatura
Temperatura do corpo é maior 
que a do centro hipotalâmico
Aumento dos níveis de 
prostaglandinas 
Mecanismo de 
dissipação de calor 
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
PAPEL DA FEBRE NAS DEFESAS ORGÂNICAS
Em vertebrados homeotermos, demonstrou-se a ação da febre nas seguintes funções da 
resposta imune:
a) Aceleração da quimiotaxia de neutrófilos e da secreção de substâncias antibacterianas 
(peróxidos, superóxidos, lisozima e lactoferrina*);
b) Aumento da produção e das ações antiviral e antitumoral dos interferons; 
c) Estimulação das fases de reconhecimento e sensibilização da resposta imunológica;
d) Diminuição da disponibilidade de ferro, a qual limita a proliferação bacteriana e de alguns 
tumores. 
http://revista.fmrp.usp.br/1994/vol27n1e2/febre.pdf
Potencializam a defesa do organismo contra agentes infecciosos e células 
neoplásicas.
*tem a capacidade de reter átomos de ferro
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
Sintomas desconfortáveis da 
reação febril aguda, sem grandes 
consequências patológicas
Estados febris de longa duração, as 
ações metabólicas dos pirogênios
podem ter significativa morbidade, 
causando desnutrição, 
osteoporose, anemia da doença 
crônica e fibrose em tecidos 
inflamados.
http://revista.fmrp.usp.br/1994/vol27n1e2/febre.pdf
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
Qual a temperatura corporal atingida? Excede 40ºC (hiperpirexia)?
Na maioria dos pacientes portadores de infecções agudas, de qualquer etiologia, que 
apresentam respostas febris de grau leve ou moderado e cujos sintomas acompanhantes sejam 
toleráveis, não parece haver benefício da terapia antipirética;
Em doenças crônicas, o processo inflamatório associado à febre prolongada também produz 
significativa morbidade, causando consumo de massa muscular e desnutrição, que pode 
chegar a caquexia e osteoporose.
O aumento de temperatura observado constitui realmente febre ou hipertermia? 
métodos físicos de resfriamento
risco de lesões graves e irreversíveis, principalmente no SNC
http://revista.fmrp.usp.br/1994/vol27n1e2/febre.pdf
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
PRÓS E CONTRAS AO USO DE ANTIPIRÉTICOS
Febre estimula uma série de funções imunológicas = defesa 
contra infecções e neoplasias; 
Manutenção da febre redução da 
morbidade/mortalidade em uma variedade de infecções;
Temperaturas de até 42ºC 
por 4 horas têm sido 
toleradas sem produzir lesões 
irreversíveis.
http://revista.fmrp.usp.br/1994/vol27n1e2/febre.pdf
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
PRÓS E CONTRAS AO USO DE ANTIPIRÉTICOS
A febre produz várias manifestações 
desagradáveis; 
Aumenta o metabolismo basal (13% de 
elevação do consumo de oxigênio para 
cada 1ºC acima de 37ºC);
Pode agravar cardiopatias, 
pneumopatias e encefalopatias pré-
existentes;
Causa desidratação; 
Delírios em idosos, convulsões em crianças e efeitos 
teratogênicos no feto; Em situações crônicas, a febre é 
acompanhada de várias 
alterações metabólicas que 
podem ter consequências 
patológicas.
http://revista.fmrp.usp.br/1994/vol27n1e2/febre.pdf
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
Anapirexia: ativação de 
mecanismos de perda 
de energia térmica para 
reduzir a TC (Ex: queda 
no aporte de O2
*, baixa 
disponibilidade de H2O e 
alimentos ou isquemia 
tecidual). 
• diminuição do consumo de oxigênio;
• diminuição da formação de radicais livres 
e de edema tecidual; 
• redução da toxicidade de várias 
substâncias, (constitui efeito protetor para 
tecidos isquêmicos);
• atenuação da hiperventilação;
• diminuição do débito cardíaco. 
https://www.researchgate.net/publication/272951932_Regulacao_da_temperatura_corporal_em_diferentes_estados_termicos_enfase_na_anapirexia
Elevadas altitudes, insuficiência 
circulatória, respiratória e/ou 
metabólica, DPOC, traumatismos 
cranianos ou AVE.
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
HIPERTERMIA X FEBRE
HIPERTERMIA
 Não há alteração no ajuste do centro 
termorregulador hipotalâmico;
 Não envolve a presença de moléculas 
pirogênicas;
 Não responde a antipiréticos;
 Exemplos: exposição ao calor exógeno e 
geração de calor endógeno (trabalho ou 
exercício em ambientes aquecidos);
FEBRE
 Há alteração no ajuste do centro 
termorregulador hipotalâmico;
 Envolve a presença de moléculas 
pirogênicas;
 Responde a antipiréticos;
 Exemplos: processos inflamatórios, 
infecções, traumas, necrose tecidual.
Kasper, DL. et al. Harrison Medicina Interna, v.2. 16ª. Edição. Rio de Janeiro: McGrawHill, 2006.
Aumento descontrolado da TC que excede a capacidade do 
corpo de perder calor.
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. Kasper, DL. et al. Harrison Medicina Interna, v.2. 16ª. Edição. Rio de Janeiro: McGrawHill, 2006;
2. HALL, J. E. (2011) Guyton & Hall: Tratado de Fisiologia Médica (*), 12ª ed., Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, RJ. ISBN: 978-85-352-3735-1;
3. GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002;
4. AIRES, M. M. (2012) Fisiologia(*), 4ª ed., Ed. Guanabara Koogan/GEN, Rio de Janeiro, RJ. ISBN: 9788527721004;
5. GANONG, W. F. (2006) Fisiologia Medica(*), 22ª ed., Artmed Editora/Grupo A, Porto Alegre, RS. ISBN: 857307387x;
6. BERNE, R. M., LEVY, M. N., KOEPPEN, B. M. & STANTON, B. A. (2004). Fisiologia (*), 5ª ed., Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, RJ. ISBN-
10:8535213678;
7. COSTANZO, L. S. (2011). Fisiologia (**), 4ª ed., Ed., Elsevier, Rio de Janeiro. ISBN-10: 85-352-3894-8;
8. LEVY, M. N.; KOEPPEN, B. M.; STANTON, B. A. (2006). Fundamentos de Fisiologia(**), 4ª ed., Ed. Elsevier, Rio de Janeiro. ISBN: 8535219412;
9. SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS. ISBN 9788536322841;
10. JOHNSON, L. R. (2003). Fundamentos de Fisiologia Médica(***), 2ª ed., Ed. Guanabara Koogan/GEN, Rio de Janeiro. ISBN: 
9788527705554;
11. CINGOLANI, H. E.; HOUSSAY, A. B. (2003). Fisiologia Humana de Houssay(***), 7ª ed., Ed. Artmed, Porto Alegre. ISBN: 8536300760.
NR
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
LEITURA COMPLEMENTAR
Profa. Dra. Nicole Ribeiro
A hipotermia é também uma condição 
perigosa:
 Reações enzimáticas diminuem;
 Perda da consciência;
 Diminuição do metabolismo – consumo de 
oxigênio decresce.
SILVERTHORN, D. U. (2010) Fisiologia Humana – uma abordagem integrada(**), 5ª ed., Ed. Artmed, RS
http://www.scielo.br/pdf/rbti/v27n4/0103-507X-rbti-27-04-0322.pdf
Recuperação neurológica após um 
período de anóxia;
Define-se hipotermia como leve (32 -
34°C), moderada (28 - 32°C) ou 
profunda (< 28°C).
Num contexto clínico, em situações em que o O2
constitui um fator limitante, como hemorragias, 
anemias, isquemias, envenenamentos e em alguns 
procedimentos cirúrgicos, uma das terapêuticas 
empregadas é a Hipotermia forçada.
Profa. Dra. Nicole Ribeiro

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