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1 
SUGESTÕES, CRÍTICAS | contato@focadonoedital.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DE LÍNGUA 
PORTUGUESA 
Focada no concurso para a UFRJ – 2023 
 
 
 
 
Prof.ª Roberta da Costa Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUGESTÕES, CRÍTICAS | contato@focadonoedital.com.br 
 
Sumário 
 
 
Capítulo 1. Compreensão e interpretação de textos; Análise de discursos no plano das relações 
entre linguagem, comunicação e sociedade; Gêneros e tipos textuais ..................................... 3 
Capítulo 2. Figuras de linguagem; Elementos da comunicação; Variedades linguísticas ......... 13 
Capítulo 3. Coesão e coerência textuais; Equivalência e transformação de estruturas; Relações 
semânticas.............................................................................................................................. 22 
Capítulo 4. Classe e emprego de palavras............................................................................... 36 
Capítulo 5. Frase, oração e período; Período composto (coordenação e subordinação .......... 67 
Capítulo 6. Sintaxe de concordância....................................................................................... 79 
Capítulo 7. Sintaxe de regência............................................................................................... 86 
Capítulo 8. Colocação pronominal........................................................................................... 90 
Capítulo 9. Crase.................................................................................................................... 94 
Capítulo 10. Pontuação......................................................................................................... 100 
Capítulo 11. Acordo ortográfico: ortografia e acentuação gráfica vigentes........................... 105 
Capítulo 12. Prova comentada............................................................................................... 119 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
SUGESTÕES, CRÍTICAS | contato@focadonoedital.com.br 
Capítulo 1 – Compreensão e interpretação de textos; análise de discursos no plano das 
relações entre linguagem, comunicação e sociedade; gêneros e tipos textuais 
 
1. Compreensão e interpretação de textos 
 
A compreensão e a interpretação de textos são ações diferentes, mas estão intimamente 
relacionadas entre si. Isso porque quando se compreende um texto adequadamente, é possível 
chegar a determinadas conclusões sobre ele, ou seja, interpretá-lo. 
 
Assim, para compreender bem um texto, ou seja, para entender a mensagem transmitida 
por ele, de forma objetiva, é imprescindível ter um bom conhecimento da gramática da língua 
portuguesa. Além disso, o domínio do vocabulário bem como das funções relacionadas à 
linguagem e à comunicação são extremamente importantes. 
Por sua vez, para interpretar um texto adequadamente, faz-se necessária uma maior 
interação entre leitor e texto, tendo em vista que a interpretação é uma ação subjetiva. Quanto 
maior for seu conhecimento de mundo, mais facilmente você chegará a conclusões sobre o que 
leu. A melhor forma de aumentar o seu conhecimento de mundo, ou mundividência, é por meio 
da leitura de textos de tipos e gêneros diversos. Além disso, palestras, documentários, bons 
filmes e boas conversas podem aumentar o seu repertório informativo. 
Os textos presentes nas provas de língua portuguesa elaboradas pela banca PR-4 visam 
à avaliação da capacidade do (da) candidato (a) de compreender as ideias explícitas e de 
interpretar os sentidos implícitos dos textos. Por essa razão, as questões de compreensão e de 
interpretação de textos são muito frequentes e costumam gerar muitas dúvidas e dificuldades. 
Encare esse fato como algo normal. O mais importante é aprender a lidar com essas questões 
e progredir. Para abordá-las, é preciso, em primeiro lugar, identificar quando se está diante de 
uma questão de compreensão de texto e quando a questão requer sua interpretação. Em 
segundo lugar, é importante conhecer as estratégias para resolver cada um desses tipos de 
questão. É o que faremos a partir de agora. 
 
1.1 Como diferenciar as questões de compreensão das questões de interpretação de texto? 
 
 O objetivo das questões de compreensão é extrair dados objetivos de um determinado 
texto. Por outro lado, no que diz respeito às questões de interpretação, seu objetivo é produzir 
inferências, isto é, construir sentidos com base no que se leu. Como os objetivos são distintos, 
é possível diferenciar as questões de compreensão das questões de interpretação por meio 
dos comandos presentes em seus enunciados. 
Compreender
Decodificar uma 
mensagem; 
analisar o que está 
explicitamente no 
texto.
Interpretar
Chegar a 
conclusões por 
meio das conexões 
presentes no texto; 
ir além do texto.
 
 
 
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 Analise o quadro a seguir e observe alguns exemplos de comandos que podem aparecer 
na sua prova: 
 
Após analisar o comando, tendo a clareza de que se trata de uma questão de 
compreensão ou de interpretação, é preciso saber como lidar com ela. 
 
1.2 Estratégias para a resolução de questões de compreensão e interpretação 
 
 Primeiramente, é preciso ler o texto, preferencialmente duas vezes, no mínimo. Vale 
lembrar que o tempo que se “perde” com uma leitura bem-feita é compensado na hora de 
responder às questões. A primeira leitura, mais rápida, é a de familiarização com o conteúdo, e 
a segunda, mais calma e atenciosa, é a leitura analítica, aquela em que você percebe as 
escolhas lexicais e sintáticas feitas pelo autor. 
 
Obs.: A leitura vertical é a ideal para a resolução de questões de interpretação de texto. 
É preciso também ler atentamente os enunciados das questões a fim de ter a certeza de 
que seu comando foi compreendido. Nessa hora, vale a pena sublinhar ou circular tudo aquilo 
que for importante no enunciado (ideias principais, palavras-chave). 
Ademais, leia minuciosamente cada alternativa e já elimine, de pronto, aquelas que 
parecerem mais absurdas. Risque as palavras que tornam a alternativa errada. Normalmente, 
após eliminar as asserções absurdas ou contraditórias, fica-se entre apenas duas alternativas, 
o que aumenta consideravelmente suas chances de acertar a questão. 
Tendo em vista que as questões de compreensão exigem do (a) candidato (a) uma 
postura mais voltada para o entendimento daquilo que realmente está escrito no texto, é 
Leitura horizontal
feita linha a linha,
superficialmente,
apenas para ter
uma noção geral do
texto.
Leitura vertical
feita de modo a
entender, de forma
mais analítica, o
que está nas
entrelinhas.
COMANDOS 
Compreensão de texto 
 
Interpretação de texto 
Segundo o texto, está (in) correta... O texto possibilita o entendimento de que… 
 
De acordo com o texto, está (in) correta… 
 
Com apoio no texto, infere-se que… 
Tendo em vista o texto, está (in) correta… 
 
Pretende o texto mostrar que… 
 
O autor afirma que… 
 
O texto possibilita deduzir (concluir) que… 
 
O texto informa que... 
 
Depreende-se do texto que... 
 
 
 
5 
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recomendável ater-se unicamente ao texto, deixando de lado opiniões, julgamentos e 
inferências. 
Já no que diz respeito às questões de interpretação de texto, como estas estão mais 
associadas ao julgamento de uma intenção, deve-se chegar a conclusões, mas sempre levando 
em consideração o texto e o contexto. 
Leia a tirinha a seguir e observe a importância do texto e do contexto para o seu 
entendimento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na tirinha em questão, a primeira informação de que se dispõe, para dar início ao 
raciocínio, é a fala de Helga, esposa de Hagar, informando a este que sua mãe (sogra deHagar) irá visitá-los. Rapidamente Hagar responde que precisa ir à Inglaterra atacar castelos. 
Quando Helga pergunta por quanto tempo ele ficará fora, Hagar responde com outra pergunta, 
a saber, por quanto tempo a mãe de Helga ficará em sua casa. 
Para entender a comicidade do último quadrinho, é preciso saber que a relação entre 
genro e sogra costuma ser conflituosa e pouco amistosa em nossa sociedade. Pela reação de 
Helga e pela fala de Hagar no último quadrinho, pode-se inferir que ela não ficou nem um pouco 
satisfeita com fato de seu marido querer ficar distante para não ter que interagir com a sogra 
em sua casa. 
Observe que os dados fornecidos pelo contexto são suficientes para que se processe 
todo o raciocínio analítico. Todavia é importante perceber que o conhecimento de mundo e o 
uso do bom senso no momento de análise dos dados são fundamentais para garantir uma 
conclusão verdadeira ou, pelo menos, verossímil (possível). 
 
1.3 Erros mais comuns na interpretação de texto 
 
 Quando não se compreende o texto satisfatoriamente, pode-se incorrer em três erros 
clássicos. É preciso conhecê-los bem para não incorrer em nenhum deles. 
 
Extrapolação inferir algo sem base no texto; generalizar o que é particular 
Redução 
 
particularizar o que é geral; ater-se apenas a uma parte do texto, deixando de 
lado partes mais importantes; desprezar o contexto 
Contradição concluir de forma contrária ao texto. 
 
Assim, nunca interprete um texto inserindo ideias que o autor não mencionou. Isso 
normalmente acontece quando o (a) candidato (a) lê superficialmente o texto e vai direto para 
as perguntas. Além disso, somente contradiga o autor se o enunciado da questão indicar 
explicitamente que você deve fazê-lo (Indique a alternativa que apresenta ideia contrária à do 
texto). Leia o texto a seguir (questão adaptada): 
 
 
 
 
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Agora, observe o conteúdo de algumas das alternativas presentes nas questões 
propostas para esse texto: 
 
Texto de uma das alternativas: os trabalhadores têm investido mais do que o necessário em 
sua formação profissional. 
 
Comentário: Há extrapolação, visto que o texto não menciona investimento dos trabalhadores, 
e sim necessidade de aprimorar sua formação. 
 
Texto de uma das alternativas: o desemprego aumenta em decorrência da qualificação 
profissional. 
 
Comentário: A alternativa é contraditória, pois o texto claramente menciona a dificuldade que 
as empresas têm de encontrar mão de obra qualificada para os postos de trabalho que estão 
abertos. 
 
Texto de uma das alternativas: o texto afirma que as empresas têm encontrado uma certa 
dificuldade para contratar mão de obra para os postos de trabalho que estão abertos. 
 
Comentário: Há aqui uma redução, visto que o texto não fala simplesmente em mão de obra, 
mas em mão de obra qualificada. 
 
Como se pôde perceber, essa análise reforça a ideia de que a leitura cuidadosa do 
enunciado e de cada alternativa da questão é indispensável para não incorrer nos três erros 
clássicos de interpretação. 
Saber é trabalhar 
 
Geralmente, numa situação de altos índices de desemprego, o trabalhador 
sente a necessidade de aprimorar a sua formação para obter um posto de 
trabalho. As empresas buscam os mais qualificados em cada categoria e excluem 
os que não se encaixam no perfil pretendido. Nos últimos anos, essa não tem sido 
a lógica vigente no Brasil. Segundo a pesquisa de emprego urbano feita pelo 
Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e 
pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), os níveis de 
pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. O 
desemprego em nove regiões metropolitanas medido pela pesquisa era de 17,9% 
em 2005 e fechou em 11,9% em 2010. 
A pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia leva em 
conta não só o desemprego aberto (quem está procurando trabalho), como 
também o oculto (pessoas que desistiram de procurar ou estão em postos 
precários). Uma das consequências dessa situação é apontada dentro da própria 
pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos trabalhadores 
ocupados. 
A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra 
qualificada para os postos de trabalho que estão abertos. A Fundação Dom Cabral 
apresentou, em março, a pesquisa Carência de Profissionais no Brasil. A análise 
levou em conta profissionais dos níveis técnico, operacional, estratégico e tático. 
Do total, 92% das empresas admitiram ter dificuldades para contratar a mão de 
obra de que necessitam. 
(Língua Portuguesa, outubro de 2011. Adaptado) 
 
 
 
 
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2. Análise de discursos no plano das relações entre linguagem, comunicação e sociedade 
 
 A análise do discurso, ramo da linguística e da comunicação, consiste no exame da 
estrutura de um determinado texto com vistas a compreender as construções ideológicas nele 
presentes. Observe que não se trata de uma mera análise textual, tendo em vista que na análise 
do discurso, uma investigação do contexto no qual o texto está inserido também é realizada. 
 O objetivo da análise de todos os aspectos de um discurso é chegar ao sentido – o ponto 
mais importante de uma leitura. Vale ressaltar que o sentido de um discurso não é fixo, ao 
contrário, ele provoca efeitos de sentidos no seu receptor, ou seja, encontra-se aberto para a 
possibilidade de interpretação do leitor / ouvinte. Sabe-se que é aí que mora o perigo, pois há o 
risco de o receptor da mensagem inadvertidamente incorrer na extrapolação, na redução e até 
mesmo na contradição, conforme já mencionado na seção anterior. 
 Antes de falarmos sobre a análise do discurso em si, vamos entender o que é discurso e 
quais são os tipos de discurso. 
 
2.1 Tipos de discurso 
 
 Discurso é um termo polissêmico, ou seja, apresenta mais de um significado. Contudo, 
para nosso estudo, precisamos entender o discurso como um meio pelo qual uma ideia é 
transmitida ou uma opinião é exposta, seja de forma oral, seja de forma escrita. Há três tipos de 
discurso: discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre. Vamos analisar as 
características de cada um deles. 
 
a) discurso direto – os diálogos são transcritos sem a interferência de um narrador. Assim, o 
autor do texto lança mão de determinados sinais de pontuação e dos chamados verbos de 
elocução ou declarativos, tais como: perguntar, dizer, exclamar, ordenar, responder, indagar, 
entre outros. 
 
Ex.: 
 
- Purgatório o chamas tu, Sancho? – disse Dom Quixote. – Inferno lhe puderas tu chamar mais 
apropriadamente, ou coisa ainda pior, se a há. 
- No inferno nulla est retencio, segundo tenho ouvido dizer – replicou Sancho. 
- Não entendo o que vens a dizer com a tua “retencio” – disse Dom Quixote. 
(Miguel de Cervantes, Dom Quixote) 
 
 
b) discurso indireto – o narrador incorpora a voz de uma personagem. É também comum o uso 
de verbos declarativos, que iniciam o discurso, e as falas, em geral, aparecem como orações 
subordinadas substantivas. 
 
Ex.: 
 
Perguntou-lhe porque chegara tão tarde. 
Redarguiu que estivera em reunião com a diretoria. 
Perguntou ironicamente se fora a uma reunião regada a álcool. 
 
 
c) discurso indireto livre – as formas direta e indireta mesclam-se por meio de um processo no 
qual o narrador insere discretamente a fala ou os pensamentos do personagem na sua fala. 
Assim, há o emprego do discurso direto e do discurso indireto no mesmo enunciado, 
conservando as interrogações e exclamações da forma original. 
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/periodo-composto-subordinacao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/periodo-composto-subordinacao.htm
 
 
 
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Ex.: 
 
O corpo da mulher parecia diferente. Antes era um corpo enormee volumoso. Agora era 
magro, minguado. E o rosto estava coberto. 
Quem era a pessoa que ele devia matar? 
Não conseguia lembrar-se. Mas tinha de saber! Devia perguntar à freira? 
A irmã assistia a tudo, com os olhos postos nele. Não, não podia perguntar a ela. Ela estava 
desconfiada. Sua suspeita era evidente. 
(Agatha Christie, E não sobrou nenhum) 
 
 
 Agora que você já sabe o que é discurso e quais são os tipos de discurso, podemos 
avançar para a sua análise. Observe como foi realizada a análise dos seguintes slogans 
publicitários: 
 
 
 
 
Veja que a conjunção explicativa (porque) antecipa uma justificativa para que as 
atividades cotidianas e suas possíveis consequências sejam vistas como algo positivo pelo 
receptor da mensagem (contexto). Além disso, uso do pronome reflexivo (se) permite uma 
aproximação com o interlocutor. Por sua vez, o uso do advérbio (bem) na expressão “faz bem” 
confere caráter positivo à mensagem, ainda que a sujeira, na maioria das vezes, seja 
considerada uma coisa desagradável. 
 
 
 
 
Este segundo slogan apresenta um sujeito em 3ª pessoa (o próprio Bradesco) em um 
discurso no qual esse sujeito transfere toda a responsabilidade da ação para “você”. Observe 
que o banco oferece uma “oportunidade” para o receptor da mensagem estar “sempre à 
frente”, mas isso depende exclusivamente deste último. Ademais, o uso do pronome (você) 
aproxima o emissor e o receptor da mensagem. O uso do gerúndio (colocando) confere ao 
texto um caráter processual, ou seja, o banco está continuamente preocupado com o cliente. 
Por fim, o uso do advérbio de modo “à frente” demonstra a qualidade dos serviços prestados. 
 
 
 
 
Neste terceiro slogan, o uso do pronome possessivo (seus) transfere a responsabilidade 
da ação para o receptor da mensagem. O objetivo é mostrar que este tem a opção de relaxar 
seus pés e aliviar sua tensão e que a escolha é apenas sua, ou seja, é ele quem se 
responsabiliza pela decisão de seus pés tirarem férias ou não. O uso do pronome possessivo 
(seus) e do verbo no imperativo (dê) reforçam a responsabilidade da escolha, ou seja, se algo 
der errado, é porque ele não escolheu corretamente. 
 
 
2.2 Implícitos da linguagem 
 
Um texto não é composto apenas por informações explícitas. Há normalmente uma série 
de informações implícitas, que também precisam ser levadas em consideração. Pressupostos e 
subentendidos são informações implícitas num texto, ou seja, não expressas formalmente, 
apenas sugeridas por marcas linguísticas ou pelo contexto. Cabe ao leitor, por meio de uma 
leitura proficiente, ir além da informação que se encontra implícita, ou seja, ler nas entrelinhas. 
OMO – Porque se sujar faz 
bem. 
 
BRADESCO – Colocando Você Sempre à Frente. 
CHINELOS RIDER – Dê férias para seus pés. Use Rider. 
 
 
 
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a) Pressuposto 
 
O pressuposto possui uma marca linguística que permite ao leitor inferir a informação 
implícita. Exatamente por haver essa marca linguística, não há como o emissor da mensagem 
dizer que o receptor o interpretou mal, por exemplo. 
Observe que há um conteúdo posto (o que foi dito / escrito) e um conteúdo pressuposto 
(mensagem implícita). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Principais marcadores de pressuposição: 
 
a) Adjetivos: 
Ele ganhou sua segunda medalha de ouro. (Já há uma primeira medalha.) 
 
b) Certos advérbios: 
O Brasil não tem mais o melhor futebol do mundo. (Já teve.) 
 
c) Conjunções: 
Ela casou com um homem pobre, mas é feliz. (Quem casa com homem pobre não é feliz.) 
 
d) Orações adjetivas 
Os políticos, que só defendem seus interesses, não estão nem aí para o povo. (Todos os 
políticos são assim. Se a oração fosse restritiva, haveria exceções.) 
 
e) Certos verbos 
As informações coletadas pelo governo dos Estados Unidos continuam armazenadas nos 
computadores do Serviço Nacional de Segurança. (Já eram e permanecem sendo 
armazenadas.) 
 
f) Locuções que indicam circunstâncias (depois que, antes que, desde que...) 
Depois que ela ficou rica, nunca mais a vi. (Eu costumava vê-la antes.) 
 
 
 
 
Ex.: Ela adoeceu de novo. 
POSTO: Ela adoeceu de novo. 
PRESSUPOSTO: Ela já havia adoecido antes 
MARCADOR DE PRESSUPOSIÇÃO: locução adverbial “de novo” 
 
Ex.: Pedro deixou de beber. 
POSTO: Pedro deixou de beber. 
PRESSUPOSTO: Pedro bebia. 
MARCADOR DE PRESSUPOSIÇÃO: O verbo “deixar”. 
 
Ex.: O caso da corrupção tornou-se público. 
POSTO: O caso da corrupção tornou-se público. 
PRESSUPOSTO: O caso da corrupção não era público. 
MARCADOR DE PRESSUPOSIÇÃO: O verbo “tornar-se” 
 
 
 
 
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b) Subentendido 
 
As informações subentendidas vão depender do contexto ou da capacidade de 
interpretação do leitor ou ouvinte, uma vez que não há marcas linguísticas, como ocorre na 
pressuposição. Por essa razão, caso o receptor da mensagem se ofenda, por exemplo, o 
emissor da mensagem pode dizer que ele o interpretou mal, transferindo a responsabilidade da 
interpretação para o primeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como se pôde notar, os pressupostos são mais fáceis de serem identificados, tendo em 
vista que estão sugeridos no texto por meio de marcas linguísticas. Por sua vez, 
os subentendidos precisam ser deduzidos pelo leitor, ou seja, são da sua responsabilidade. 
 
 
 
 
 
1. “Beber é mal, mas é muito bom.” (FERNANDES, Millôr. Mais! Folha de S. Paulo, 5 ago. 2001) 
 
a) O ponto de vista do autor sobre o ato de beber (álcool) está implícito no texto. Explique qual é 
esse ponto de vista. 
b) O ponto de vista do autor é expresso por um pressuposto ou por um subentendido? Explique. 
 
2. Ele tem muito talento para negócios; depois que se elegeu para um cargo público, há vinte 
anos, conseguiu amealhar um patrimônio invejável. 
 
a) Qual é a mensagem implícita no texto? 
 
b) Essa mensagem é expressa por um pressuposto ou por um subentendido? Explique. 
 
 
Exemplos de subentendidos: 
 
a) Professora, já são 10h. 
(Está implícita a mensagem de que já era para a aula ter acabado, mas caso a professora 
se ofenda, o aluno pode dizer: - Calma, professora, eu não estou apressando a senhora. 
Estou apenas informando as horas.) 
 
b) Está calor aqui dentro (para alguém que está próximo a uma janela fechada). 
(Neste caso há um pedido implícito para que o outro abra a janela, mas caso a pessoa não 
queira fazê-lo e reclame, basta que o emissor diga: - Em momento nenhum pedi que você 
abrisse a janela, só falei que estava calor aqui dentro.) 
 
c) Ainda não comi nada hoje (para alguém que está comendo um pacote de biscoitos). 
(Aqui também há um pedido implícito para que o outro lhe ofereça os biscoitos, mas caso a 
pessoa se aborreça, basta que o emissor diga: - Eu não pedi seus biscoitos, aliás, nem 
gosto de biscoitos, só falei que não comi nada hoje.) 
 
d) Sua filha é muito moderninha! Troca de namorado a cada semana. 
Neste caso, há uma crítica machista ao comportamento da moça. Caso a mãe se ofenda, o 
emissor da mensagem pode dizer: - Em momento nenhum eu quis insinuar alguma coisa 
sobre sua filha. Só disse que ela é moderna. Foi um elogio! Você me interpretou mal. 
 
 
 
 
HORA DE PRATICAR 
 
 
 
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Questão 1 
 
a) Beber faz mal à saúde, mas é um ato prazeroso. 
b) O ponto de vista do autor é expresso por um pressuposto, uma vez que há um marcador 
linguístico (mas) que impede que o emissor do texto diga que a responsabilidade pela 
interpretação é totalmente do receptor. 
 
Questão 2 
 
a) Ele é corrupto, pois ninguém que se elege para um cargo público, deveria conseguir 
amealhar um patrimônio invejável. 
b) A mensagem é expressa por um subentendido, pois não há marcador linguístico. É preciso 
levar em consideração o contexto para inferir a mensagem. Além disso, é possível dizer que a 
palavra “corrupto”nunca foi mencionada e que a intenção não foi criticar. 
 
3. Gêneros e tipos textuais 
 
Os gêneros textuais podem ser conceituados como realizações linguísticas definidas por 
propriedades sociocomunicativas, isto é, estão dentro de um contexto cultural, apresentando 
função comunicativa. Eles abrangem um conjunto ilimitado de características determinadas 
pelo estilo do autor, composição, conteúdo e função. Além disso, eles podem sofrer alterações 
ao longo do tempo, em razão das mudanças de comunicação na sociedade. 
Os gêneros textuais mais comuns são: poema, conto, crônica, artigo, receita culinária, 
propaganda, resumo, novela, dicionário, carta, resenha e e-mail. 
Já a tipologia textual é definida por propriedades linguísticas, tais como: vocabulário, 
tempos verbais, relações lógicas, construções frasais etc. Resumidamente, os tipos textuais 
são responsáveis pela forma como um texto se apresenta. 
A quantidade de tipos de textos pode variar entre 5 e 9, mas os mais comuns são: 
narrativo, descritivo, argumentativo-dissertativo, argumentativo-expositivo e injuntivo. 
 
3.1 Tipologia textual 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto narrativo – consiste em evidenciar fatos vivenciados e desenvolvidos por certos 
personagens em um dado tempo e espaço. 
Texto descritivo – consiste em representar verbalmente um objeto, uma pessoa, um lugar, 
mediante a indicação de características, de pormenores individualizantes. 
 
Texto argumentativo-dissertativo – consiste em apresentar ideias, analisá-las, defender um 
ponto de vista sustentado em argumentos. 
 
Texto injuntivo – consiste em dar uma instrução, ensinar como fazer, exprimir uma ordem 
ou um pedido de execução ou não execução de uma determinada ação. 
 
Texto argumentativo-expositivo – consiste em apresentar um assunto ou acrescentar 
informações acerca de um tema específico. Utilizam-se para isso explicações e dados de 
outras áreas. Funciona como um texto informativo. 
 
GABARITO 
 
 
 
12 
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É importante você saber que, apesar de a classificação ser didaticamente útil, 
raramente são produzidos textos puramente narrativos, descritivos, argumentativos ou 
injuntivos. O que ocorre, na verdade, é uma classificação que considera a predominância das 
características de um tipo de produção textual em detrimento dos demais, menos evidentes, 
mas não menos importantes. 
 Nas provas elaboradas pela banca PR-4, é muito comum o enunciado de uma questão 
pedir que o (a) candidato (a) identifique qual tipologia é a predominante no texto. Para não 
errar, é importante analisar quem é o autor (se possível) e quais foram seus objetivos ao 
escrever o texto (informar, contar uma história, defender uma tese etc.). 
 
 
 
 
1. O trecho “Caso o banhista seja queimado por esses animais, não deve tocar no local afetado 
pois a toxina se espalha para onde a pessoa levar a mão. Também é possível aplicar vinagre na 
região e evitar jogar água ou esfregar a mão com areia, além de procurar um centro médico 
para tratar os ferimentos” é do tipo 
 
a) narrativo. 
b) descritivo. 
c) argumentativo. 
d) injuntivo. 
 
2. Numa reportagem sobre um acidente de trânsito, um jornal de São Paulo utilizou diversas 
estruturas textuais; a frase abaixo que se insere entre textos descritivos é: 
 
a) “Como o sinal estava fechado, a vítima decidiu atravessar”; 
b) “Após caminhar alguns passos, a vítima notou que um caminhão se aproximava”; 
c) “A polícia conseguiu levar a vítima para o hospital mais próximo e a deixou no setor de 
emergências”; 
d) “A esquina estava cheia de gente na hora do acidente, com um guarda de trânsito perto do 
sinal”; 
e) “O trânsito está a cada dia mais perigoso e é urgente uma penalização mais dura para os 
infratores”. 
 
3. Sobre os tipos textuais, é correto afirmar, exceto: 
 
a) Os tipos textuais são caracterizados por propriedades linguísticas, como vocabulário, 
relações lógicas, tempos verbais, construções frasais, etc. 
b) Os tipos textuais são: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição. 
c) Geralmente variam entre cinco e nove tipos. 
d) Possuem um conjunto ilimitado de características, que são determinadas de acordo com o 
estilo do autor, conteúdo, composição e função. 
e) Os tipos de textos apresentam características intrínsecas e invariáveis, ou seja, não sofrem 
a influência do contexto de nossas atividades comunicativas. De maneira predeterminada, 
apresentam vocabulário, relações lógicas, tempos verbais e construções frasais que acolhem 
os diversos gêneros. 
 
 
1. Letra D 
 
1. O texto injuntivo, também conhecido como instrucional, tem por objetivo a explicação e o 
método para concretizar uma ação. Com efeito, sua função é transmitir para o leitor mais do 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
13 
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que simples informações, ele visa, sobretudo, a instruir, explicar, sem a finalidade de 
convencer o interlocutor por meio de argumentos. 
 
2. a) errada. Texto narrativo. 
b) errada. Texto narrativo. 
c) errada. Texto narrativo. 
d) correta 
e) errada. Texto dissertativo. 
 
3. D 
 
 
 
Capítulo 2 – Figuras de linguagem; elementos da comunicação; variedades linguísticas 
 
 
1. Figuras de linguagem 
 
 As figuras de linguagem são formas de expressão que destoam da linguagem cotidiana, 
valorizando e embelezando um texto. Algumas questões de prova cobram, direta ou 
indiretamente, o emprego adequado dessa linguagem diferenciada. 
 Todavia, para que você entenda esse assunto adequadamente, é imprescindível que 
antes você perceba a diferença entre os conceitos de denotação e conotação, ou seja, do 
emprego da linguagem ora em seu sentido literal, ora em seu sentido figurado. 
 
Denotação – ocorre a denotação quando a linguagem é usada em seu sentido literal, 
dicionarizado, possibilitando apenas uma interpretação. 
 
Ex.: Não encontrei a chave do carro. 
 A sopa está quente. 
 
Conotação – ocorre a conotação quando a linguagem é usada em seu sentido figurado, 
associativo, possibilitando mais de uma interpretação. 
 
Ex.: A chave do mistério estava diante de nossos olhos. 
 A discussão logo ficou quente. 
 
 Como se pode perceber, na conotação, houve uma atribuição de novos sentidos para as 
palavras chave e quente, diferentes dos encontrados em dicionários. Nesses casos, pode-se 
dizer que esses sentidos são subjetivos, uma vez que estão de acordo com a ideia que o autor 
do texto quis transmitir. 
 
1.1 As classificações das figuras de linguagem 
 
 As figuras de linguagem podem ser divididas em: 
 
• Figuras de palavras (ou semânticas); 
• Figuras de sintaxe (ou de construção); 
• Figuras de pensamento. 
 
Obs.: Há também as chamadas figuras sonoras ou de harmonia, mas elas não são normalmente 
cobradas em provas de concursos. Por essa razão, não iremos tratar dessas figuras. 
 
 
 
14 
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Vamos estudar cada uma delas a partir de agora. 
 
Figuras de palavras – consistem no emprego de palavras em sentido conotativo. São as 
seguintes: metáfora, metonímia, comparação, catacrese, sinestesia, perífrase. 
 
a) metáfora 
 
Consiste na utilização de um termo em lugar de outro, sem que haja uma relação real entre 
eles, mas pelo fato de que se faz uma associação e se depreende entre eles certas 
semelhanças. Na metáfora, diz-se que uma coisa é outra, sem se utilizar de expressões que 
indiquem que uma comparação está sendo feita. 
 
Ex.: “Sua boca é um cadeado 
 E meu corpo é uma fogueira. ” 
 (Chico Buarque de Holanda) 
 
 Seus olhos são duas jabuticabas. 
 
b) metonímia 
 
Consiste na substituição de um termo por outro, quando entre eles existe uma relação de 
proximidade de sentidos que permite essa troca. Há metonímia quando se emprega: 
 
a parte pelo todo Ele tem inúmeras cabeças de gado. (= bois inteiros) 
a causa pelo efeito Ela vive à custa de meu trabalho (do produtode meu trabalho) 
o efeito pela causa Sócrates bebeu a morte. (= veneno) 
o instrumento pelo 
usuário 
Os microfones não paravam de chegar (= repórteres) 
o autor pela obra Estou lendo Machado de Assis. (= a obra de Machado de Assis) 
o continente pelo 
conteúdo 
Ele comeu um prato de sopa. ( = o conteúdo do prato) 
o símbolo pelo 
simbolizado 
A coroa foi disputada por muitos. (= poder) 
o concreto pelo 
abstrato 
João, o melhor aluno da turma, tem uma ótima cabeça. (= 
inteligência) 
a marca pelo produto Meu filho adora tomar Nescau com leite. (= achocolatado) 
 
c) comparação 
 
Consiste em uma analogia explícita entre dois ou mais termos. Diferentemente da metáfora 
(analogia implícita), a comparação está sempre acompanhada de uma conjunção ou locução 
conjuntiva comparativa. 
 
Ex.: Oscar é mais velho do que Jonas. 
 Ela experimentou o prazer dos holofotes, assim como a dor do desprezo. 
 Ele foi bem nos exames tanto quanto o irmão. 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/conjuncao.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/locucoes-conjuntivas.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/locucoes-conjuntivas.htm
 
 
 
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d) catacrese 
 
Consiste na utilização de determinado termo, fora do seu contexto original, para nomear, de 
modo figurativo, algo que não possui um nome específico. 
 
Ex.: 
dente de alho 
pé da cadeira 
maçã do rosto 
céu da boca 
 
e) sinestesia 
 
Consiste na utilização palavras e expressões associadas às diferentes sensações percebidas 
pelo corpo humano (visão, audição, olfato, paladar e tato) para gerar um efeito discursivo. 
 
Ex.: cor berrante (visão + audição) 
 perfume doce (olfato + paladar) 
 olhar penetrante (visão + tato) 
 risada gostosa (audição + paladar) 
 
 
Figuras de sintaxe – São os desvios que se evidenciam na construção do período. São as 
seguintes: hipérbato, pleonasmo, silepse, hipálage, elipse, zeugma, assíndeto, polissíndeto, 
anacoluto. 
 
a) hipérbato 
 
Consiste no deslocamento dos termos da oração no período. 
 
Ex.: Morreu o presidente. 
 
Observe que, na ordem direta, a oração seria: “O presidente morreu”. 
 
b) pleonasmo 
 
Consiste na repetição de uma ideia ou de uma função sintática. Tem como finalidade a ênfase 
da mensagem. 
 
Ex.: Ver com os próprios olhos. 
 A mim ninguém me engana. 
 
c) silepse 
 
Consiste na concordância com a ideia subentendida, e não com os termos expressos. Essa 
figura pode ser subdividida em: 
 
Principais conjunções e locuções conjuntivas: 
do que, tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem como, como se. 
 
 
 
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silepse de gênero 
 
 
 
 
Ex.: Visitei a velha Belo Horizonte. 
 
 
 
 
 
silepse de número 
 
 
 
 
Ex.: Um grupo marchou em direção à Assembleia. Gritavam palavras duras contra o governo. 
 
 
 
 
silepse de pessoa 
 
 
 
 
Ex.: Todos fomos à festa. 
 
 
 
 
d) hipálage 
 
Consiste em atribuir a uma palavra uma característica de outra, presente na mesma frase. 
 
Ex.: Em cada olho um grito castanho de ódio. 
 (= Em cada olho castanho um grito de ódio.) 
 
e) elipse / zeugma 
 
Consiste na omissão de termos facilmente identificados pelo contexto. 
Ex.: Na praça, crianças brincando. 
 (= Na praça havia crianças brincando.) 
 
Obs.: Se os termos omitidos já tiverem sido expressos no texto, a omissão recebe o nome de 
zeugma. 
 
Ex.: Alguns estudam, outros não. 
 (= Alguns estudam, outros não estudam.) 
 
f) assíndeto 
 
Consiste na omissão de um conectivo entre elementos coordenados. 
 
ideia feminina, concordando com a palavra cidade 
palavra expressa masculina 
palavra expressa singular 
ideia plural (pessoas) 
 
palavra expressa: eles 
ideia: nós (1ª pessoa do plural) 
 
 
 
 
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Ex.: Todo coberto de medo, juro, minto, afirmo, assino. 
g) polissíndeto 
 
Consiste na repetição intencional de um conectivo coordenativo (geralmente a conjunção e). 
 
Ex.: E planta, e colhe, e mata, e vive, e morre. 
 
h) anacoluto 
 
Consiste no uso de um termo inicial sintaticamente desligado do restante do período. 
Ex.: Amanda, lembro dela sempre que chego aqui. 
 A vida, não sei como será sem ele. 
 
Figuras de pensamento – Usadas para produzir maior expressividade à comunicação, 
trabalhando com a combinação de ideias e pensamentos. São as seguintes: antítese, paradoxo, 
eufemismo, gradação (clímax), hipérbole, prosopopeia, perífrase, apóstrofe, ironia. 
 
a) antítese 
 
Consiste na formação de uma frase com palavras ou expressões de sentidos opostos sem que 
a construção da frase provoque ideias contraditórias ou sem lógica. 
 
Ex.: Reginaldo estava entre a vida e a morte. 
 Tereza conviveu com ele na alegria e tristeza. 
 “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada.” (Humberto Gessinger) 
 Ela um dia estava com saúde, no outro com doença. 
 
b) paradoxo 
 
Consiste na aproximação de palavras contrárias que expressam ideias contraditórias. É 
também denominada também de oxímoro. 
 
Ex.: Gustavo é um velho moço; 
 Laís vive sonhando acordada; 
 Renata é uma pobre moça rica; 
 
c) eufemismo 
 
Consiste em suavizar a informação de um enunciado. 
 
Ex.: Jerônimo sempre falta com a verdade. (= mente) 
 D. Lilian passou desta para melhor. (= morreu) 
 Juca sempre foi cheinho. (= gordo) 
 
d) gradação (clímax) 
 
Consiste na enumeração de elementos frasais e tem o intuito de enfatizar as ideias numa 
sentença que pode ser de ritmo crescente ou decrescente. Quando ela ocorre de maneira 
crescente é chamada de clímax ou gradação ascendente. Por sua vez, se ocorre de maneira 
decrescente é chamada de anticlímax ou gradação descendente. 
 
Ex.: No restaurante, sentei, pedi, comi, paguei. (clímax) 
 Ana estava pelo mundo e chegou no país, no estado, na cidade, no bairro. (anticlímax) 
 
 
 
 
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e) hipérbole 
 
Consiste no exagero e é utilizada para ressaltar algo, para dar ênfase ou para conferir ao texto 
uma maior expressividade. Além de ser usada no cotidiano, este exagero é frequente nas letras 
das músicas, na publicidade e também na literatura. 
 
Ex.: Estou morta de fome, dava tudo por sanduíche aqui, agora! 
 Lia riu litros com aquela piada que você contou. 
 No Rio está chovendo? Porque aqui em Salvador está chovendo horrores. 
 
f) prosopopeia 
 
Consiste na atribuição de características humanas a seres inanimados ou irracionais. 
 
Ex.: A floresta amazônica pede socorro. 
 As flores me olhavam, sem dizer nada. 
 
g) perífrase 
 
Consiste no uso de muitas palavras ou uma frase complexa para se referir a algo que poderia 
ser dito de modo simples. 
 
Ex.: A cidade luz amanheceu nublada. (= Paris) 
 O rei do futebol continua internado. (= Pelé) 
 Fomos ao zoológico e vimos o rei da selva. (= leão) 
 
h) apóstrofe 
 
Consiste em chamar algo ou alguém (esse ser pode ser real ou imaginário). Sintaticamente 
falando, a apóstrofe pode ser um vocativo e é, em grande parte das vezes, aplicada no discurso 
direto para aproximar o emissor e o receptor da mensagem. 
 
Ex.: Senhor, tende piedade de nós. 
 Professor, posso responder? 
 Meu filho! Que lindo você está! 
 
i) ironia 
 
Consiste no uso de palavras com um sentido diferente ou oposto do significado mais comum. 
 
Ex.: Marcela correu tão rápido quanto uma tartaruga. 
 A sopa está deliciosa: fria e sem tempero. 
 Eu fico muito feliz quando você não atende às minhas ligações. 
 
 
 
 
 
1. Identifique as figuras de palavra e de pensamento usadas nos enunciados a seguir. 
 
a) A Cidade Maravilhosa é a minha terra natal. 
b) Em viagens, adorava ler Machado de Assis. 
c) Seus olhos são duas esmeraldas. 
HORA DE PRATICAR 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/literaturahttps://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/vocativo
 
 
 
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d) Trabalhou feito burro de carga para pagar as dívidas. 
e) A perna da cadeira quebrou. 
f) Seu pai é um touro. 
g) Comprei um Ford. 
h) A blusa não abotoava porque a casa do botão era pequena. 
i) Havia um cheiro morno em sua pele. 
j) Viajarei para a Veneza brasileira. 
 
 
 
 
 
a) perífrase 
b) metonímia 
c) metáfora 
d) comparação 
e) catacrese 
f) metáfora 
g) metonímia 
h) catacrese 
i) sinestesia 
j) perífrase 
 
2. Elementos da comunicação 
 
No processo comunicativo, estão presentes os chamados elementos da comunicação, a 
saber: emissor, código, mensagem, canal, receptor, referente e ruído. 
 
Emissor aquele que emite a mensagem 
Código combinação de signos usados na transmissão de uma mensagem 
Mensagem conjunto de informações transmitidas 
Canal aquele por meio do qual a mensagem é transmitida: TV, rádio, jornal, 
revista, cordas vocais, ar etc. 
Receptor aquele que recebe a mensagem 
Referente 
(contexto) 
a situação a que a mensagem se refere. 
Ruído qualquer perturbação na comunicação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esquema do processo comunicativo com os elementos da comunicação. (Foto: Wikipédia) 
GABARITO 
 
 
 
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2.1 Elementos da comunicação e funções da linguagem 
 
Cada elemento da comunicação apresentado na subseção anterior possui uma função 
da linguagem, determinada pelo linguista Roman Jakobson. 
As funções da linguagem são as seguintes: função emotiva ou expressiva (centrada no 
emissor), função conativa ou apelativa (centrada no receptor), função poética (centrada na 
mensagem), função referencial ou denotativa (centrada no assunto), função fática (centrada no 
canal) e função metalinguística (centrada no código). Assim, elas determinam o objetivo dos 
atos comunicativos. 
 
Função emotiva 
(expressiva) 
 
tem como objetivo principal transmitir emoções, 
sentimentos e subjetividades por meio da 
própria opinião. 
Ex.: textos poéticos, 
cartas, diários 
Função 
conativa (apelativa) 
é caracterizada por uma linguagem persuasiva, 
cujo intuito é o de convencer o leitor. O foco é 
no receptor da mensagem. 
Ex.: propaganda, 
publicidade e 
discurso político 
Função poética há uma preocupação por parte do emissor em 
despertar a surpresa e o prazer estético por 
meio da escolha das palavras, das expressões, 
das figuras de linguagem. O principal elemento 
comunicativo é a mensagem. 
Ex.: textos 
literários, 
publicidade, 
provérbios, 
anedotas 
Função referencial 
(denotativa ou 
informativa) 
tem como objetivo principal informar, 
referenciar algo de forma objetiva e impessoal. 
Ex.: materiais 
didáticos, textos 
jornalísticos e 
científicos 
Função fática tem como objetivo estabelecer ou interromper a 
comunicação, ou seja, o mais importante é a 
relação entre o emissor e o receptor da 
mensagem. O foco reside no canal de 
comunicação. 
Ex.: expressões de 
cumprimento, 
saudações, 
discursos ao 
telefone 
Função 
metalinguística 
é caracterizada pelo uso da metalinguagem, 
isto é, quando a linguagem fala de si própria. 
Assim, o emissor explica um código utilizando o 
próprio código. 
Ex.: gramáticas, 
dicionários 
 
 
3. Variedades linguísticas 
 
 Dependendo da situação comunicativa, os usuários da língua podem eleger o nível de 
linguagem mais adequado para que interação verbal aconteça. Dito de outra forma, o emissor 
de uma mensagem pode se valer de linguagens diferentes para ocasiões distintas de forma a 
se fazer compreender pelo receptor. 
São chamadas de variedades / variações linguísticas as diferentes formas de falar 
determinado idioma. 
Uma língua apresenta, pelo menos, três tipos de diferenças internas, quais sejam: 
 
a) variações diatópicas – referentes às variedades linguísticas presentes nas diversas regiões; 
 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcoes-da-linguagem
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-emotiva
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-conativa
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-poetica
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-referencial
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-fatica
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-metalinguistica
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-conativa
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-conativa
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-poetica
https://www.todamateria.com.br/figuras-de-linguagem/
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-referencial
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-fatica
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-metalinguistica
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/funcao-metalinguistica
https://www.todamateria.com.br/metalinguagem/
 
 
 
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b) variações diastráticas – referentes às variedades presentes nas diferentes classes sociais, 
considerando que cada grupo usa palavras restritas à sua comunidade, tendo em vista fatores 
como os diferentes graus de escolaridade. 
 
c) variações diafásicas – englobam a situação do diálogo, tratando-se de um contexto formal ou 
informal. 
 
 Em uma mesma comunidade de fala, percebe-se, claramente, que há uma série de 
variedades linguísticas. Além disso, um mesmo indivíduo pode pertencer a comunidades de 
fala diferentes, simultaneamente, com a consequente modificação de seu comportamento 
linguístico em cada uma delas. 
 De fato, esse sujeito pode utilizar itens linguísticos muito diversos para expressar 
aproximadamente a mesma ideia, em contextos distintos. A essa variação dá-se o nome de 
registro. 
 
d) variações diacrônicas – por serem variações resultantes da passagem do tempo, elas 
também são conhecidas como variações históricas. 
 Em virtude de sua criatividade e das mudanças sociais, os falantes de uma língua estão 
sempre desenvolvendo novas formas de se comunicarem. Dessa forma, muitas palavras e 
expressões acabam por cair em desuso. Seguem alguns exemplos: 
 
Palavras que caíram em 
desuso 
Grafias que caíram em 
desuso 
Termos e expressões que caíram em 
desuso 
 
botica; 
macambúzio; 
suso; 
ensimesmado. 
 
flôr 
pharmácia 
lingüiça 
côr 
 
Aquela mulher é um avião. 
Aquele homem é um pão. 
Este doce está supimpa. 
Fala, bicho. 
 
e) variações diamésicas – são variações que acontecem entre a fala e a escrita ou entre os 
gêneros textuais. 
 No entanto, é importante ressaltar que nem sempre a fala é informal e a escrita, formal. 
Há casos em que a fala pode ser bastante formal (quando se profere uma palestra, quando se é 
entrevistado para um emprego) e a escrita pode ser bastante informal (quando se escreve um 
bilhete ou uma mensagem). 
Nesse sentido, as diferenças podem ser mais facilmente percebidas quando estamos em 
uma situação de conversa (fala informal), em que o encadeamento das palavras em um diálogo 
sai de maneira mais fluida. Por outro lado, quando precisamos colocar o discurso no papel 
(escrita formal), o planejamento e cuidado com a língua são maiores. 
 Assim, a variação diamésica diz respeito ao registro usado pelo falante (mais formal ou 
mais informal) ou ao suporte de transmissão de uma determinada informação que contenham 
características quase regulares, ou seja, gêneros textuais (ex.: bula de remédio, mensagem de 
WhatsApp). 
 
3.1 Tipos de variação linguística 
 
 Norma culta / padrão – é o nível de linguagem ensinado nas escolas, nos manuais 
didáticos, cartilhas, dicionários etc. A ele é atribuído prestígio cultural e status social. 
 
 
 
 
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 Linguagem coloquial/ informal / popular – é aquela usada de forma mais espontânea e 
corriqueira, não seguindo todas as regras da gramática normativa. Ao lançar mão da 
linguagem coloquial, o usuário da língua está mais preocupado com a transmissão do conteúdo 
de uma mensagem do que com a forma por meio da qual esse conteúdo será transmitido. 
 
 Linguagem regional – está relacionada com as variações que ocorrem nas mais variadas 
comunidades linguísticas. É também conhecida como dialeto. 
 
 Gírias – estão relacionadas ao cotidiano de certos grupos sociais e podem ser 
incorporadas ao léxico de uma língua, de acordo com sua frequência e intensidade de uso 
pelos falantes. 
 
 Linguagem vulgar – é exatamente oposta à norma culta. As estruturas gramaticais não 
seguem regras ou normas de funcionamento. Ex.: “nóis vai”, “pra mim ir”, “vamo ir”. 
 
 
 
 
1. Os enunciados linguísticos em evidência encontram-se grafados na linguagem coloquial. 
Reescreva-os de acordo com o padrão culto da linguagem. 
 
a – Os livros estão sobre a mesa. Por favor, devolve eles na biblioteca. 
b – Falar no celular é uma falha grave. A consequência desse ato pode ser cara. 
c – Me diga se você gostou da surpresa, pois levei muito para preparar ela. 
d – No aviso havia o seguinte comentário: Não aproxime-se do alambrado. Perigo constante. 
e – Durante a reunião houveram reclamações contra o atraso do pagamento dos funcionários. 
 
 
 
 
a – devolva-os 
b – falar ao celular 
c – diga-me; prepará-la. 
d – não se aproxime 
e - houve 
 
 
Capítulo 3 – Coesão e coerência textuais; equivalência e transformação de estruturas; relações 
semânticas 
 
1. Coesão e coerência textuais 
 
1.1 Coesão textual 
 
 Um texto não é um amontoado caótico de orações desconexas, mas um conjunto de 
orações coerentes que forma um todo significativo. Nele, deve haver não só uma 
interdependência entre as suas partes constituintes, mas também uma adequação à realidade 
e ao conhecimento de mundo do interlocutor. Assim, é preciso que exista uma conexão, uma 
ligação, um encadeamento entre seus vários segmentos a fim de que o destinatário da 
mensagem consiga interpretá-lo corretamente. Essa ligação, denominada coesão, é 
responsável pela continuidade do texto. 
Para que se possa compreender, ainda que intuitivamente, o que é a coesão de um texto, 
considere o poema “A Pesca” de Affonso Romano de Sant’Anna: 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
23 
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A PESCA 
 
O anil 
o anzol 
o azul 
 
o silêncio 
o tempo 
o peixe 
 
a agulha 
vertical 
mergulha 
 
 
 
a água 
a linha 
a espuma 
 
o tempo 
o peixe 
o silêncio 
 
a garganta 
a âncora 
o peixe 
 
 
 
a boca 
o arranco 
o rasgão 
 
aberta a água 
aberta a chaga 
aberto o anzol 
 
aquelíneo 
ágil-claro 
estabanado 
 
 
o peixe 
a areia 
o sol 
 
 
 A princípio, o texto pode causar certo estranhamento no leitor, uma vez que não é 
comum, na linguagem cotidiana, produzirmos textos em que seus elementos apareçam de 
forma desarticulada, aos pedaços. Contudo, uma leitura mais atenta permitirá a constatação 
de que o texto faz sentido, ou seja, tem coerência (a coerência textual será abordada na 
próxima seção). 
De fato, a conexão entre os vários segmentos de um texto permite que não se perca a 
noção de unidade. Ademais, a coesão bem tecida promove a sequência, a progressão das 
informações, na medida em que suas referências são claras e fáceis de serem identificadas. A 
título de exemplificação, observe o texto a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Percebe-se que os enunciados do texto anterior estão estritamente ligados entre si, ou 
seja, há coesão entre suas partes. As palavras que promovem essa ligação, os chamados 
conectivos, conectores ou elementos de conexão, são responsáveis por manifestar a relação 
de sentido que se estabelece entre os segmentos do texto e, portanto, apresentam função 
coesiva. Vejamos: 
 
Ninguém duvida de que a prática do 
direito consista, fundamentalmente, em 
argumentar, e todos costumamos convir 
[...] 
A conjunção aditiva “e” introduz um segmento 
que adiciona uma ideia ao que se afirmou no 
período anterior. 
[...] que melhor define o que se entende 
por um “bom jurista” 
O pronome relativo “que” retoma o pronome 
demonstrativo “o”. 
“Ninguém duvida de que a prática do direito consista, 
fundamentalmente, em argumentar, e todos costumamos 
convir em que a qualidade que melhor define o que se 
entende por um “bom jurista” seja sua capacidade de 
construir argumentos e manejá-los com habilidade. 
Entretanto, pouquíssimos juristas leram uma única vez um 
livro sobre a matéria e seguramente muitos ignoram por 
completo a existência de algo próximo a uma “teoria da 
argumentação jurídica”. 
 
 
 
 
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[...] a qualidade que melhor define o que 
se entende por um “bom jurista” seja sua 
capacidade de construir argumentos [...] 
A palavra “sua” é um pronome possessivo 
adjetivo e juntamente com a palavra capacidade 
refere-se à jurista (a capacidade do jurista). 
[...] sua capacidade de construir 
argumentos e manejá-los com habilidade. 
O pronome oblíquo átono “los” refere-se a 
argumentos. 
Entretanto, pouquíssimos juristas leram 
uma única vez um livro sobre a matéria 
[...] 
A conjunção “entretanto”, de caráter 
adversativo, introduz uma ideia contrária ao que 
se diz no período anterior. 
A expressão “a matéria” retoma o termo 
argumentação. 
[...] pouquíssimos juristas leram uma 
única vez um livro sobre a matéria e 
seguramente muitos ignoram por 
completo a existência de algo próximo a 
uma “teoria da argumentação jurídica”. 
A palavra “juristas” é novamente retomada, mas 
dessa vez, por meio de uma elipse, ou seja, por 
meio da ausência (muitos juristas). 
 
 
A coesão acontece tanto em um plano horizontal – entre as orações e os períodos de um 
texto, como em um plano vertical – entre os vários parágrafos do texto. Ela também pode ser 
referencial ou sequencial. 
Na coesão referencial, esse entrelaçamento de ideias pode ser conseguido com base 
em dois procedimentos, a saber: repetição e substituição. 
Antes de falarmos sobre esses procedimentos, é preciso entender que a coesão 
referencial pode ser endofórica – o referente está dentro do texto (divide-se em anafórica e 
catafórica) ou exofórica (dêitica) – o referente está fora do texto. 
Observe os seguintes exemplos: 
 
Ex. 1: Não encontrei o diretor. Ele deve ter saído mais cedo. 
 
Neste exemplo, observe que o pronome pessoal “ele” retoma o referente “diretor”, 
explicitamente no texto, de forma anafórica. 
 
Ex. 2: Nós éramos pequenos naquele tempo. E aquele era um tempo em que ainda se 
apregoava nas ruas. 
 
 No segundo exemplo, a expressão “naquele tempo” retoma um referente que não está 
presente no texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁFORA X CATÁFORA 
A substituição pronominal pode acontecer de duas formas: 
anáfora (remissão para trás) – primeiramente ocorre um nome e, na 
sequência, o pronome que lhe faz referência. 
Ex.: Procurei o imóvel, mas não consegui encontrá-lo. 
 
catáfora (remissão para frente) – o pronome aparece primeiro, e a seguir, o 
nome que, antecipadamente, ele substituiu. 
Ex.: Lá estava ela, minha amiga Eleonora. 
 
 
 
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Depois dessas breves explicações, podemos começar a falar sobre os procedimentos de 
coesão referencial. 
 
a) repetição 
 
Ex. 1: Entre as pessoas de 15 a 17 anos de idade, ou seja, em idade escolar obrigatória, 78,8% 
se dedicavam exclusivamente ao estudo. 
 
No exemplo acima, houve uma repetição por meio de paráfrase. A paráfrase é uma 
forma de dizer, com outras palavras, o que já havia sido dito anteriormente a fim de deixar o 
enunciado mais compreensível. A expressão “ou seja” introduz a paráfrase em questão e 
sinaliza que a mesma ideia será apresentadanovamente numa outra formulação linguística. Há 
outras expressões que podem introduzir paráfrases, são elas: isto é, dito de outra forma, em 
outras palavras, em resumo, em suma etc. 
 
Ex. 2: O problema não está na Lei Seca, o problema está em sua interpretação. 
 
Neste caso, houve uma repetição propriamente dita com fins a contrastar as duas ideias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REPETIÇÃO E POBREZA VOCABULAR 
 Ao contrário do que se pensa, a repetição é um recurso coesivo de grande 
funcionalidade. Sua ocorrência nos mais variados gêneros textuais é incontestável, e isso, 
não necessariamente, afeta sua qualidade. A repetição de termos também não é sempre um 
indicador de pobreza vocabular. Contudo, esse recurso não deve ser usado indiscriminada 
e desnecessariamente, uma vez que tem como objetivo desempenhar algumas funções: 
 
• enfatizar algum segmento do texto; 
• contrastar duas ideias; 
• expressar a ideia de quantificação; 
• marcar a continuidade temática. 
 
PRONOMES DEMONSTRATIVOS 
 
Os pronomes ESSE, ESSA e ISSO fazem coesão anafórica. 
 
Ex.: Não quero saber do ocorrido. Isso não me diz respeito. 
 
Por sua vez, os pronomes ESTE, ESTA e ISTO fazem coesão catafórica. 
 
Ex.: Digo-te isto: meça suas palavras! 
 
Todavia, caso haja mais de um referente, os pronomes ESTE, ESTA, ISTO fazem 
coesão anafórica. Serão usados também os pronomes AQUELE, AQUELA e AQUILO. 
 
Ex.: Karina e Samanta são minhas alunas. Esta prefere língua portuguesa e aquela 
prefere matemática. 
(Observe que o pronome “esta” refere-se ao termo mais próximo: “Samanta”, ao passo 
que o pronome “aquela” refere-se ao termo mais distante: “Karina”.) 
 
 
 
 
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b) substituição 
 
Ex. 1: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com 
absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e 
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, 
exploração, violência, crueldade e opressão. 
 
Neste exemplo ocorreu uma substituição gramatical – os nomes (criança, adolescente) 
foram substituídos pelo pronome oblíquo átono (los). Note-se que, em alguns casos, o 
substantivo pode também ser substituído por um advérbio, como ocorre no exemplo a seguir: 
 
Ex. 2: O delegado responsável pela ocorrência determinou a realização de busca e apreensão 
na casa da suspeita e lá foram encontrados os pertences da vítima. 
 
Ex. 3: Os animais, portanto, na órbita Constitucional, não são destinatários de direitos 
fundamentais, o que nos leva a concluir que a percepção do direito é antropocêntrica. 
 
Neste caso, também ocorreu uma substituição gramatical. Contudo, aqui o pronome 
relativo “que” retoma o pronome demonstrativo “o”, que, por sua vez, retoma não apenas uma 
palavra, mas uma predicação inteira. 
 
Ex. 4: Graças a Deus eu não experimentei a força e a eficiência do air bag, pois nunca fui vítima 
de um acidente. Mas sou totalmente a favor do equipamento. Jamais soube de casos em que 
pessoas que dirigiam um carro com esse dispositivo tiveram um ferimento mais grave. (...) 
Na compra de um automóvel, o brasileiro deve levar em conta os diversos parâmetros de 
segurança, e não somente a disponibilidade do air bag. Este último item, sozinho, não pode ser 
considerado o “salvador da pátria”. 
 
Neste exemplo, houve uma substituição lexical (coesão lexical), já que o termo “air bag” 
foi substituído pelos hiperônimos: equipamento, dispositivo e item, o que garantiu a 
continuidade temática do texto. Vale ressaltar que, na substituição lexical, também podem ser 
usados sinônimos, antônimos e epítetos (palavras ou frases que qualificam o referente). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIPERÔNIMOS E HIPÔNIMOS 
 
Os hiperônimos são palavras de sentido geral, mais genérico. Por essa razão, podem 
substituir um número grande de termos. Por outro lado, os hipônimos são palavras de 
sentido mais específico. Seguem alguns exemplos: 
 
Hiperônimos Hipônimos 
talher garfo, faca, colher 
móvel cadeira, mesa, sofá 
roupa camisa, calça, vestido 
equipamento computador, balança, impressora 
bebida suco, refrigerante, cerveja 
sobremesa pudim, pavê, sorvete 
 
 
 
 
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Ex. 5: Quanta violência nesta cidade! 
 
No exemplo acima, ocorreu a substituição por elipse, ou seja, por ausência, uma vez que 
que houve a omissão do verbo haver na frase (Quanta violência há nesta cidade). A elipse é a 
omissão de um termo facilmente dedutível pelo contexto. 
 
Na coesão sequencial, por sua vez, a organização das ideias é conseguida com base no 
procedimento conhecido como conexão. Essa conexão é normalmente realizada por 
conjunções, que estabelecem relações de sentido entre os trechos que ligam. 
 
Conexão 
 
Ex. 1: São modificações tímidas, que visaram, antes, a coibir distorções e punir a discriminação 
contra o trabalho da mulher do que propriamente incentivar sua contratação e permanência no 
emprego. Todavia, apresentaram-se como um avanço no vácuo legislativo que é o direito 
promocional do trabalho da mulher [...] 
 
No exemplo acima, o conectivo “todavia” promove uma relação de oposição entre os 
dois segmentos do texto. 
 
Ex. 2: Assinamos o contrato, uma vez que todos discutiram e aceitaram a proposta. 
 
A expressão “uma vez que” expressa a causa da consequência manifestada no primeiro 
segmento. 
 
Algumas relações semânticas estabelecidas pela conexão e seus respectivos 
conectores 
 
adição e, também, ainda, não só... mas também, nem, além de etc. 
causalidade visto que, uma vez que, já que, dado que, porque, como, tendo em vista 
que etc. 
comparação tanto (...) quanto, mais (...) do que, menos (...) do que etc. 
complementação como, se, que etc. 
conclusão portanto, pois (posposto ao verbo), por conseguinte, logo, assim, então 
etc. 
condicionalidade se, caso, a menos que, exceto se, desde que, contanto que, sem que, a 
menos que, a não ser que, salvo se etc. 
conformidade segundo, conforme, consoante, como etc. 
finalidade a fim de que, para que etc. 
justificação ou 
explicação 
ou seja, isto é, quer dizer, pois etc. 
oposição mas, porém, contudo, todavia, não obstante, entretanto, no entanto, 
embora, se bem que, apesar de, ainda que etc. 
temporalidade antes que, depois que, logo que, enquanto, mal, quando, apenas, assim 
que, sempre que, cada vez que etc. 
 
Vale ressaltar que esses valores semânticos não são fixos, ou seja, dependendo do 
contexto, eles podem variar. Assim, é sempre muito importante estar atento (a) às relações que 
se estabelecem entre as orações antes de determinar o valor semântico dos conectivos. 
 
 
 
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Quando os conectivos não são bem empregados, a relação entre as ideias de um texto 
não fica clara para o receptor da mensagem, pois o texto resultante é incoerente. A título de 
exemplo, vejamos um uso muito comum, mas errôneo, das locuções posto que e eis que: 
 
Ex. de uso incorreto: Não há como entender o que realmente aconteceu, posto que sua 
explicação ficou confusa. 
 
Ex. de uso correto: Não há como entender o que realmente aconteceu, visto que / uma vez que / 
tendo em vista que a explicação ficou confusa. 
 
A locução conjuntiva posto que tem sido usada corriqueiramente como locução causal 
(no sentido de porque, porquanto, uma vez que) quando, na verdade deve ser empregada com 
valor concessivo (no sentido de embora, ainda que, se bem que, conquanto, mesmo que). 
Ademais, essa locução conjuntiva deve ser usada com o verbo no subjuntivo: 
 
Ex.: Posto que fosse tarde, ele decidiu esperar. 
 
O mesmo ocorre com a expressão eis que. Tem sido bastante comum o uso dessa 
expressãocomo se ela fosse causal, quando na verdade ela apresenta o sentido de quando e 
eis senão quando. Observe os exemplos a seguir: 
 
Ex. de uso incorreto: O entregador foi embora, eis que não havia ninguém morando naquele 
local. 
 
Ex. de uso correto: Eis que a testemunha viu a vítima passar aos gritos. 
 
Como nos foi possível observar nesta subseção, a coesão textual é o recurso por meio 
do qual o autor evidencia, na superfície de seu texto, as articulações que estabelecem relações 
de ideias, garantindo que sua coerência seja assegurada. A escolha dos conectores 
adequados é fundamental, visto que são eles que irão determinar as diferentes relações entre 
os termos, orações, períodos e parágrafos do texto. 
 
 
1.2 Coerência 
 
Como vimos na subseção anterior, um texto bem construído deve apresentar conectivos 
empregados de forma adequada a fim de que se garanta uma conexão harmoniosa entre as 
suas partes. Contudo, não basta a coesão para que se ateste a qualidade de um texto. Faz-se 
necessário também que exista uma relação harmônica e lógica entre as ideias nele contidas. 
De fato, em um texto deve haver uma concatenação de ideias entre as frases, ou seja, 
cada ideia apresentada deve ser uma complementação de outra. A coerência textual é o 
instrumento de que o autor lançará mão para garantir que sua linha de raciocínio não seja 
quebrada e o seu texto forme um todo significativo. Ademais, a valorização das ideias 
apresentadas no texto aumenta na mesma proporção em que se estabelece a coerência, o que 
implica o fortalecimento de seu efeito persuasivo. 
Ademais, é possível que um texto seja perfeitamente coeso, mas não seja coerente. 
Considere o exemplo a seguir: 
 
 
 
Percebe-se no exemplo que existe um elemento linguístico que estabelece a coesão 
entre as duas ideias: o conectivo de conclusão ‘logo’. Todavia, é de fácil constatação que o 
Ex.: Marcel estudou bastante, logo não está mais com 
frio. 
 
 
 
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texto é incoerente, uma vez que não existe uma relação lógica entre estudar muito e sentir ou 
não sentir frio. 
 Portanto, para que um determinado texto tenha coerência, é preciso que este apresente 
uma sequência que transmita ao receptor um sentido lógico a fim de que não haja contradições 
ou dúvidas sobre o assunto. 
Conforme discutido anteriormente, não se deve esquecer de que a escolha errada de um 
conectivo pode deturpar totalmente o sentido pretendido pelo autor. Vale lembrar que há 
conectivos adequados para sinalizar cada tipo de relação que se pretende estabelecer entre 
orações. Assim, o uso preciso dos conectivos também contribui para a construção de um texto 
coerente. Ademais, embora o uso desses elementos linguísticos seja dispensável em certos 
gêneros textuais, tais como a poesia moderna, por exemplo, seu uso proporciona maior 
legibilidade e continuidade de sentido. 
Há três princípios básicos que precisam ser respeitados para que se construa a 
coerência de um texto. Discorremos brevemente sobre cada um deles. 
 
Princípio da não contradição → um texto não pode apresentar situações ou ideias 
incompatíveis entre si. 
 
Qualquer afirmação feita ao longo do texto deve ser mantida até o final. Ademais, não 
deve haver no interior do texto elementos linguísticos que, de alguma forma, contradigam 
informações anteriores ou pressupostas, sob pena de as ideias ficarem desconexas e sem 
sentido. 
Observe, a seguir, um exemplo de texto contraditório: 
 
Ex.: Em um país onde a justiça rasteja e a palavra-chave é soltar, e não prender, a segurança 
pública segue sendo alvo de críticas. A maior prova disso são os complexos penitenciários 
cada vez mais abarrotados. 
 
 Se, de acordo com o autor do texto, a regra é soltar, e não prender, como é que os 
complexos penitenciários estão cada vez mais abarrotados? Há uma contradição séria no 
texto. 
 
Princípio da não tautologia (pleonasmo vicioso) → as ideias desenvolvidas no texto não podem 
ser redundantes. 
 
É bem verdade que os graus de informatividade de um texto podem variar a depender do 
propósito do autor. Todavia, deve-se ter em mente que parágrafos informativos tendem a 
despertar maior interesse no interlocutor e podem, mais facilmente, persuadi-lo a aceitar 
determinado ponto de vista. 
 
Princípio da relevância → as ideias do texto precisam dialogar entre si. Se elas aparecem 
fragmentadas e sem conexão lógica umas com as outras, o texto fica confuso e incoerente. 
 
Um conjunto de enunciados é relevante quando versam sobre um mesmo tema. Se 
houver a necessidade de fazer uma digressão, o autor do texto deverá utilizar um marcador 
explícito de digressão, como por exemplo: “abrindo um parêntese”, e ao final do enunciado: 
“fechando o parêntese”. 
Um texto sem coerência certamente falhará na comunicação da mensagem pretendida 
pelo autor, o que pode representar um problema sério. 
 
 
 
 
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1. Indique as relações semânticas estabelecidas pelos conectivos em destaque: 
 
I. Como a chuva estava muito forte, não foi possível continuar o show. 
II. Eu não consegui apresentar o trabalho porque estava muito nervosa! 
III. Os manifestantes terão suas reivindicações atendidas, exceto se usarem de violência. 
IV. Estava doente, mas foi trabalhar. 
V. Os brasileiros são tão trabalhadores quanto os norte-americanos. 
 
a) causa, causa, condição, oposição, comparação. 
b) comparação, condição, finalidade, oposição, tempo. 
c) causa, causa, conformidade, oposição, condição. 
d) finalidade, comparação, tempo, condição, causa. 
e) causa, causa, condição, condição, causa. 
 
2. Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o risco de 
infarto, mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa que manter uma 
alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já reduz, por si só, as chances 
de desenvolver vários problemas. Além disso, é importante para o controle da pressão arterial, 
dos níveis de colesterol e de glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o estresse e 
aumentar a capacidade física, fatores que, somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-
se, nesses casos, com acompanhamento médico e moderação, é altamente recomendável. 
 
(ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009) 
 
As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção 
do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que 
 
a) a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias. 
b) o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste. 
c) o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização. 
d) o termo “Também” exprime uma justificativa. 
e) o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no sangue”. 
 
 
 
 
 
1. A 
2. A 
 
2. Equivalência e transformação de estruturas / relações semânticas 
 
 A equivalência e a transformação de estruturas exigem que o (a) candidato (a) seja 
capaz de reescrever frases ou trechos delas. Normalmente, a maior dificuldade que se 
encontra é não conseguir interpretar exatamente o que está sendo cobrado no enunciado da 
questão. Algumas questões pedem que, ao ser reescrita a frase, seja mantida a correção 
gramatical. Por outro lado, há aquelas questões que exigem que seja mantido o sentido original 
do texto. Todavia, o mais comum, no que diz respeito à banca PR-4, é que os enunciados 
conjuguem ambos os pedidos, ou seja, ao reescrever o texto, é preciso manter tanto a sua 
correção gramatical como o seu sentido. 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
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 Nas questões que envolvem reescritura de texto, além de se observar a correção 
gramatical e o sentido das orações, é também muito importante avaliar se houve quebra de 
paralelismo. 
 
2.1 Paralelismo 
 
O paralelismo se caracteriza pelas relações de semelhançaque se estabelecem entre 
palavras e expressões. Essas semelhanças podem ser de ordem morfológica (quando as 
palavras pertencem a uma mesma classe gramatical), sintática (quando as construções das 
frases ou orações são semelhantes) e semântica (quando há correspondência de sentido). 
Falaremos sobre cada uma delas a partir de agora. 
 
a) Quebra de paralelismo de ordem morfológica 
 
Ex.: Laurinha gosta muito de nadar, jogar tênis, correr e bicicleta. 
 
Observa-se que há uma ruptura de ordem morfológica, evidenciada pelo uso de uma 
sequência de verbos e, ao final, de um substantivo. O termo “bicicleta” foi usado em 
detrimento de “andar de bicicleta”. Assim, o período sob análise carece de uma reformulação, 
a saber: 
 
Laurinha gosta muito de nadar, jogar tênis, correr e andar de bicicleta. 
 
b) Quebra de paralelismo de ordem sintática 
 
Ex.: A preservação de meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o 
planeta sobreviva. 
 
Neste caso, deveria ter sido usada a conjunção aditiva “mas também” em vez do 
conectivo “e”, uma vez que a locução conjuntiva “não só... mas (como) também...” é 
inseparável. Dessa forma, o período deveria ser reescrito assim: 
 
Ex.: A preservação de meio ambiente representa não só um dever de cidadania, mas também 
contribui para que o planeta sobreviva. 
 
c) Quebra de paralelismo de ordem semântica 
 
Ex.: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. 
 
Neste trecho, retirado da obra de Machado de Assis, o autor, a fim de ironizar o 
interesse de Marcela, introduz outra ideia, desta vez relacionada não mais à noção de tempo, 
mas a valor em dinheiro. Vale ressaltar que a quebra de paralelismo neste caso, assim como 
em outros retirados da literatura e das letras de músicas, é proposital e tem como objetivo ir de 
encontro às expectativas dos leitores. 
 
2.2 Significação das palavras 
 
 Outro tópico importante dentro do assunto semântica é a significação das palavras. 
Nesta subseção, trataremos das relações de sentido mais comumente abordadas nas provas 
de concursos públicos, a saber: sinonímia, antonímia, homonímia, paronímia e polissemia. 
 
 
 
 
 
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a) Sinonímia 
 
É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que apresentam 
geralmente sentidos semelhantes e que podem, por isso, ser usadas no mesmo contexto sem 
que haja alteração de significado do enunciado em que ocorrem. Essas palavras são chamadas 
de sinônimas. 
Encontrar palavras com sentido exatamente igual é mais difícil. Esses pares de 
sinônimos são chamados de perfeitos. Exemplos: bonito/belo, após/depois. 
Nas questões de concursos, espera-se normalmente que o (a) candidato (a) leia uma 
frase ou trecho de texto em que um termo esteja destacado e encontre nas alternativas uma 
palavra sinônima. 
Observe o exemplo a seguir: 
 
A variedade de palavras no léxico da língua portuguesa é vasta. Ao escrever ou proferir um 
trecho é possível ter mais de uma opção de palavra. Sobre o trecho abaixo, escolha a opção em 
que a substituição da palavra “Retificação” não confere prejuízo ao sentido. 
 
“Retificação de documentos para cidadania italiana”. 
 
a) Correção. 
b) Validação. 
c) Confirmação. 
d) Certificação. 
 
 
O gabarito desta questão é a alternativa A, tendo em vista que a palavra correção é 
sinônima da palavra retificação (não confundir a palavra retificação com a palavra ratificação, 
pois esta última significa confirmação). 
 
Há duas formas principais de se preparar para esse tipo de questão: 
 
• por meio da leitura – a leitura certamente irá ampliar o seu conhecimento do léxico da 
língua portuguesa. Use sempre um dicionário a fim de identificar o sentido das palavras 
desconhecidas; 
• por meio da resolução de exercícios de semântica – certamente você aprenderá muitas 
palavras novas ao realizar exercícios que envolvam o sentido das palavras. Novamente, 
consulte o dicionário sempre que precisar. 
 
Além de proporcionar a você mais segurança para resolver as questões relacionadas à 
semântica, o domínio do sentido das palavras também contribuirá para que você consiga 
interpretar bem os textos e os enunciados presentes na prova. 
 
b) Antonímia 
 
É a relação que se estabelece entre palavras que apresentam significados contrários. 
Essas palavras, que exprimem ideias opostas, são chamadas de antônimas. 
Observe o seguinte trecho retirado do romance “Perto do coração selvagem”, 
de Clarice Lispector: 
 
 
https://www.infoescola.com/literatura/clarice-lispector/
 
 
 
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A antonímia pode ser construída de diferentes formas: 
 
i) palavras com radicais diferentes 
 
Note a oposição de ideias que existe entre as palavras força e fraqueza e entre as 
palavras frio e calor presentes no texto de Clarice Lispector. Outros exemplos são: 
 
 
 
ii) palavras com o mesmo radical, cuja oposição é criada por um prefixo de negação 
 
No texto há um ótimo exemplo: a ocorrência da palavra desordenadas. Como essa 
palavra foi formada? 
 
 
 
 
Há outros prefixos que indicam negação. São eles: 
 
moral a- amoral 
próprio im- impróprio 
feliz in- infeliz 
legal i- ilegal 
inflamatório anti- anti-inflamatório 
 
iii) Palavras com o mesmo radical cuja oposição é criada através de prefixos de significados 
contrários: 
 
emigrar imigrar 
progredir regredir 
incluir excluir 
pré-operatório pós-operatório 
 
Vale destacar que a antonímia só ocorre ao nível dos adjetivos, dos nomes e dos verbos. 
 
c) Homonímia 
 
É a relação que se estabelece entre palavras que apesar de apresentarem a mesma 
estrutura fonológica, têm significados diferentes. Considere os exemplos a seguir: 
 
 
 
 
Estava alegre nesse dia, bonita também. Um pouco de febre também. 
Por que esse romantismo: um pouco de febre? Mas a verdade é que 
tenho mesmo: olhos brilhantes, essa força e essa fraqueza, batidas 
desordenadas do coração. Quando a brisa leve, a brisa de verão, batia 
no seu corpo, todo ele estremecia de frio e calor. 
DES (prefixo que indica negação) + desordenadas 
bom – mau; alto – baixo; subir – descer; entrar – sair 
 
 
 
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1. São Jorge é conhecido por ser o santo guerreiro. 
2. Antônio é um homem são. Ele pratica exercícios diariamente e se alimenta bem. 
3. O estudo e a persistência são importantes para a aprovação em concursos públicos. 
 
 
A palavra “são” está presente nos três exemplos. Todavia, em cada um deles, ela tem um 
significado diferente. No primeiro exemplo, são é a redução da palavra santo. Já no segundo 
exemplo, ela significa saudável. Por fim, no terceiro exemplo, ela é a flexão do verbo ser no 
presente do indicativo. 
Os homônimos podem ser de dois tipos, a saber: 
i) homônimos homógrafos – são palavras que apresentam a mesma grafia, mas são 
pronunciadas de forma diferente. Considere os exemplos a seguir: 
 
 
Eu gosto de viajar para o 
campo. 
 
Admiro sua força e coragem. 
 
 
Seu gosto musical é muito diferente do meu. 
 
 
Ele sempre força os funcionários a fazerem hora 
extra. 
 
ii) homônimos homófonos – são palavras que não apresentam a mesma grafia, mas são 
pronunciadas da mesma forma. Considere as palavras a seguir: 
 
sessão – seção – cessão 
senso – censo 
sela – cela 
tachar - taxar 
 
 É importante destacar que os homônimos só podem ser devidamente identificados por 
meio do contexto. 
 
d) Paronímia 
 
 A paronímia é um fenômeno linguístico que ocorre entre palavras que apresentam 
grafia parecida, mas significado distinto, ou seja, essas palavras têm estrutura, seja ela 
escrita e/ou sonora, muito semelhante, porém não há qualquer relação de significado. 
 
absolver absorver 
comprimento cumprimento 
cavaleiro cavalheiro 
ratificar retificar 
descrição discrição 
 
 Cometem-se muitos erros linguísticos em virtude do desconhecimentodesse fenômeno, 
esses erros podem, inclusive, afetar a compreensão textual. 
 
e) Polissemia 
 
 A polissemia é um fenômeno linguístico no qual um termo apresenta significados 
diferentes a depender do contexto. Observe os exemplos: 
 
 
 
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banco • instituição financeira 
• assento 
cabo • acidente geográfico 
• de vassoura, de faca 
• posto militar 
• livrar-se de algo inconveniente (dar cabo de...) 
manga • fruta 
• parte da vestimenta 
 
Obs.: Tome muito cuidado para não confundir polissemia com homonímia. 
 
 
 
 
 
 
1. Estão corretamente empregadas as palavras na frase: 
 
a) Os noivos receberam os cumprimentos no salão de festas. 
b) O detetive que investigava o caso agiu com descrição. 
c) O motorista foi autuado porque infligiu a velocidade permitida. 
d) As denúncias contra o deputado imergiram durante a eleição. 
e) Os erros foram prontamente ratificados pela professora. 
 
2. Sobre o fenômeno da paronímia, é correto afirmar: 
 
a) As palavras parônimas dão ideia de um todo do qual se originam várias partes ou 
ramificações. Por exemplo, a palavra religião é um todo ao qual estão ligados todos os tipos de 
religião. 
b) Chamamos de paronímia a propriedade de uma palavra ou expressão que apresenta vários 
sentidos além do seu sentido original. As palavras parônimas guardam uma relação de sentido 
entre si, o que as diferencia das palavras homônimas. 
c) Chamamos de parônimas as palavras que apresentam a mesma estrutura fonológica, os 
mesmos fonemas, a mesma acentuação e ainda assim apresentam significados completamente 
divergentes. 
d) A paronímia é um tipo de alteração semântica que ocorre quando há palavras parecidas em 
sua estrutura fonológica, ou seja, em sua pronúncia e escrita, mas diferentes quanto à 
significação. 
 
3. Levando em consideração o contexto atribuído pelos enunciados, empregue corretamente 
um dos termos propostos pelas alternativas entre parênteses. 
a – O atacante aproveitou a jogada distraída e deu o ___________ no adversário. (cheque/xeque) 
b – O visitante pôs a _____________ no cavalo, despediu-se de todos e seguiu viagem. (cela/sela) 
c – No presídio, todos os ocupantes foram trocados de _____________. (cela/sela) 
d – O filme a que assisti pertence à ______ das dez. (seção/sessão/cessão) 
 
 
 
1. A 
b) discrição (relativo a discreto); 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
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c) infringiu (relativo a desobedecer, transgredir); 
d) emergiram (vir à tona); 
e) retificados (corrigidos). 
 
2. D 
a) hiperonímia 
b) polissemia 
c) homonímia. 
 
3. 
a – xeque 
b – sela 
c – cela 
d – sessão 
 
 
 
Capítulo 4 – Classe e emprego de palavras 
 
 As palavras da língua portuguesa podem ser agrupadas em dez classes gramaticais, 
também conhecidas como classes de palavras. O critério para essa classificação é a função e 
a forma de uma palavra. Algumas palavras sofrem flexão ou variação em sua forma e, por essa 
razão, são denominadas variáveis. Por outro lado, há aquelas que não apresentam essa 
particularidade, motivo pelo qual são denominadas invariáveis. 
 Veja o esquema a seguir: 
 
 
CLASSES DE PALAVRAS 
 
 
 
palavras variáveis 
artigo 
 
palavras invariáveis 
advérbio 
substantivo preposição 
adjetivo conjunção 
numeral 
interjeição pronome 
verbo 
 
 Como este é um assunto muito relevante para que você consiga resolver uma série de 
questões, nesta seção vamos falar detalhadamente sobre cada uma dessas classes 
gramaticais. 
 
1. Artigo 
 
 São palavras que sempre antecedem substantivos para determiná-los ou indeterminá-
los e, ao mesmo tempo, indicar seu gênero e número. Os artigos são classificados em: 
 
• definidos (o, a, os, as) – indicam seres determinados, individualizados. 
 
Ex.: O professor saiu sério da aula. 
 
• indefinidos (um, uma, uns, umas) – indicam seres de maneira vaga, generalizada 
 
 
 
 
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Ex.: Um erro não justifica o outro. 
 
1.1 Emprego do artigo definido 
 
a) O artigo definido, no singular, pode indicar toda uma espécie. 
 
Ex.: O homem precisa evoluir. 
 
b) Diante de nomes próprios personativos, o uso do artigo é facultativo. Todavia, são 
determinados por artigo quando estiverem no plural. 
 
 
 
 
 
 
 
c) Alguns nomes próprios indicativos de lugar admitem o artigo, outros não. 
 
 
 
 
 
d) Após o pronome indefinido todo (a), usa-se o artigo para transmitir a ideia de totalidade. Sem 
o artigo, o pronome dá a ideia de “qualquer”. 
 
 
 
 
 
e) Antes de pronomes possessivos, o emprego do artigo é facultativo. 
 
 
 
 
 
f) Usa-se o artigo para substantivar outras classes gramaticais. 
 
 
 
 
 
1.2 Emprego do artigo indefinido 
 
a) O artigo indefinido pode ser usado para dar força expressiva a um substantivo. 
 
 
 
 
b) O artigo indefinido pode dar a ideia de aproximação numérica. 
 
 
Ex.: Joana vem aqui todos os dias. 
 A Joana vem aqui todos os dias. 
 
 Os Maias viveram neste local. 
 
 
Ex.: O Rio de Janeiro continua lindo. 
 Paris tem seus encantos. 
 
 
Ex.: Toda a turma compareceu ao evento. (a turma em sua totalidade) 
 Toda turma tem seus problemas. (qualquer turma) 
 
 
Ex.: Vou vestir a minha blusa azul. 
 Vou vestir minha blusa azul. 
 
 
Ex.: O infeliz só falou besteira. 
 O não você já tem. 
 
 
Ex.: Aquele goleiro engoliu um frango de dar dó. 
 
 
Ex.: Simone deve ter uns 18 anos. 
 
 
 
 
 
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2. Substantivo 
 
 É o nome com que se designa os seres em geral e que pode flexionar-se em gênero 
(masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo). Eles se 
classificam em: 
 
simples possuem apenas um radical sofá, livro 
compostos possuem mais de um radical girassol, rodapé 
comuns denomina qualquer ser de uma espécie sem especificá-lo cachorro, cidade 
próprios especifica o ser que nomeia Luís, Roma 
primitivos não provêm de outra palavra pedra, fruta 
derivados provêm de uma palavra primitiva pedreira, fruteira 
concretos referem-se a um ser real ou imaginário água, fada 
abstratos referem-se a uma ação, qualidade ou estado beleza, beijo 
coletivos indicam pluralidade de seres da mesma espécie cardume, matilha 
 
 
 
2.1 Gênero 
 
 No que diz respeito ao gênero, os substantivos podem ser classificados em biformes ou 
uniformes. 
 São chamados de substantivos biformes, aqueles que apresentam duas formas 
diferentes, uma para o gênero masculino e outra para o gênero feminino: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Por sua vez, os substantivos uniformes apresentam uma subclassificação. Eles podem 
ser comuns de dois gêneros, sobrecomuns e epicenos. 
 Os substantivos comuns de dois gêneros apresentam uma só forma para o gênero 
masculino e o gênero feminino: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os substantivos sobrecomuns também apresentam apenas um gênero para o masculino 
e o feminino. Todavia, eles se referem somente a pessoas: 
 
 
o diretor - a diretora; 
o homem - a mulher; 
o freguês - a freguesa; 
o mestre - a mestra; 
o ator - a atriz. 
 
o gerente - a gerente; 
o colega - a colega; 
o doente - a doente; 
o artista - a artista; 
o turista - a turista. 
 
 
 
 
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 Por outro lado, os substantivos epicenos também apresentam um só gênero para o 
masculino e o feminino. Contudo eles se referem somente a animais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Há substantivos que apresentam um significado no gênero masculino e outro significado 
totalmente diferente no gênero feminino. Esses substantivos recebem a denominação de 
heterossêmicos. 
 
o cabeça (o líder) a cabeça (parte do corpo humano) 
o caixa ( funcionário) a caixa (objeto) 
o capital (dinheiro) a capital (cidade) 
o grama (unidade de massa) a grama (relva) 
o moral (ânimo)a moral (código de ética) 
 
 
 
 
1. “A gente não vai aqui repetir...” A palavra sublinhada é um substantivo: 
 
a) Comum de dois gêneros. 
b) Sobrecomum. 
c) De dois números. 
d) Biforme. 
 
2. Há um substantivo comum de dois gêneros expresso na frase 
 
a) Eles eram todos cobras criadas. 
b) Era um pianista excepcional. 
c) Uma mosca zumbia incessantemente, irritando a todos no escritório. 
d) A criatura não tinha escrúpulos. 
e) O cabo Ester bateu continência antes de dirigir a palavra ao seu superior. 
 
 
 
 
1. B 
2. B 
a pessoa; 
o indivíduo; 
a vítima; 
o ser; 
a criança; 
 
a barata; 
a jiboia; 
o pinguim; 
a onça; 
o boto; 
 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
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2.2 Número 
 
 Acrescentar -s à palavra no singular é a principal regra de formação do plural: 
 
 
 
 
 
 Existem, contudo, outras regras para a formação do plural de substantivos com 
terminações diferentes. Veja o quadro a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os plurais -ÕES, -ÃOS E -ÃES 
 
 A maioria das palavras terminadas em -ão forma plural em -ões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O acréscimo apenas do “s”, resultando na terminação -ãos, ocorre em todas as 
paroxítonas (quando a sílaba tônica, mais forte, da palavra é a penúltima), em algumas oxítonas 
(quando a sílaba tônica é a última) e em algumas monossílabas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Terminação no 
singular 
Terminação no 
plural 
Exemplos 
-r -res colher - colheres 
-s -ses mês - meses 
-z -zes rapaz – rapazes 
-ão -ãos / -ões - 
ães 
mão - mãos 
balão – balões 
pão – pães 
-m -ns nuvem - nuvens 
Ex.: bolo – três bolos; 
 uma caneca – várias canecas. 
 
visão – visões 
coração – corações 
eleição – eleições 
porão – porões 
limão – limões 
estação – estações 
 
órfão – órfãos 
bênção – bênçãos 
irmão – irmãos 
mão – mãos 
grão – grãos 
 
 
 
 
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 Poucas palavras mudam sua terminação, no plural, para -ães. Nesse caso, não há uma 
regra específica, mas é possível listar alguns exemplos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formação do plural dos substantivos compostos 
 
 Conforme dito anteriormente, são chamados de substantivos compostos os substantivos 
formados por dois ou mais radicais. Há, assim, a presença de, no mínimo, dois elementos 
formadores do substantivo composto. 
 Na formação do plural dos substantivos compostos, podem ocorrer os seguintes casos: 
 
• a flexão dos dois elementos que formam a palavra; 
• apenas a flexão do primeiro elemento que forma a palavra; 
• apenas a flexão do segundo elemento que forma a palavra; 
• a não flexão dos elementos, que se mantêm invariáveis. 
 
Flexão apenas do primeiro elemento 
 
a) nos substantivos compostos formados por substantivo + substantivo em que o segundo 
termo limita o sentido do primeiro termo: 
 
 
 
 
 
Terminação no 
singular 
Terminação no plural Exemplos 
-n -ns / -nes hífen – hifens / 
hífenes 
-al -ais casal – casais 
-el -eis pastel - pastéis 
-ol -ois anzol - anzóis 
-il -is / - eis fuzil - fuzis 
míssil - mísseis 
alemão – alemães 
cão – cães 
capitão – capitães 
catalão – catalães 
charlatão – charlatães 
escrivão – escrivães 
guardião – guardiães 
 
decreto-lei - decretos-lei; 
público-alvo - públicos-alvo; 
elemento-chave - elementos-chave. 
 
 
Obs.: Nestes substantivos também é possível 
a flexão dos dois elementos: decretos-leis, 
cidades-satélites, públicos-alvos, elementos-
chaves. 
 
 
 
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b) nos substantivos compostos preposicionados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Flexão apenas do segundo elemento 
 
a) nos substantivos compostos formados por tema verbal ou palavra invariável + substantivo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) nos substantivos compostos em que há repetição do primeiro elemento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
c) nos substantivos compostos formados com grão, grã e bel: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não flexão dos elementos 
 
 Em alguns casos, não ocorre a flexão dos elementos formadores, ou seja, eles se 
mantêm invariáveis. Isso ocorre em orações substantivas e em substantivos compostos por 
um tema verbal e uma palavra invariável ou outro tema verbal oposto: 
 
 
 
 
 
 
cana-de-açúcar - canas-de-açúcar; 
pôr do sol - pores do sol; 
fim de semana - fins de semana; 
pé de moleque - pés de moleque. 
 
 
bate-papo - bate-papos; 
quebra-cabeça - quebra-cabeças; 
arranha-céu - arranha-céus; 
ex-namorado - ex-namorados; 
vice-presidente - vice-presidentes. 
 
zum-zum - zum-zuns; 
tico-tico - tico-ticos; 
lufa-lufa - lufa-lufas; 
reco-reco - reco-recos. 
 
 
grão-duque - grão-duques; 
grã-fino - grã-finos; 
bel-prazer - bel-prazeres. 
 
o disse me disse - os disse me disse; 
o cola-tudo - os cola-tudo; 
o leva e traz - os leva e traz. 
 
 
Obs.: Nestes substantivos também é possível 
a flexão dos dois elementos: zuns-zuns, ticos-
ticos, lufas-lufas, recos-recos. 
 
 
 
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1. A respeito do plural dos substantivos compostos das frases abaixo assinale a alternativa na 
qual o plural entre parênteses está INCORRETO: 
 
a) “Atrás do arranha-céu” (arranha-céus) 
b) “Em cima do guarda-chuva” (guarda-chuvas) 
c) “No meio da couve-flor” (couves-flores) 
d) “Dentro do porta-luva” (portas-luvas) 
 
 
 
 
1. D 
 
 
2.3 Grau 
 
 São dois os graus do substantivo, a saber: aumentativo e diminutivo. Há também duas 
formas de indicar os graus do substantivo: a forma analítica e a sintética. 
 
 
Forma analítica O substantivo é acompanhado de um adjetivo que indica 
proporção maior ou menor em relação à sua forma normal. 
caixa grande 
caixa pequena 
Forma sintética É acrescido ao substantivo um sufixo que indique aumento 
ou diminuição. 
casarão 
casebre 
 
 
3. Adjetivo 
 
 É a palavra que caracteriza um substantivo, atribuindo-lhe qualidade, condição ou 
estado. Assim como acontece com o substantivo, o adjetivo também apresenta flexão em 
gênero, número e grau. 
 
3.1 Classificação do adjetivo 
 
 Assim como ocorre com o substantivo, o adjetivo também pode ser classificado como 
simples, composto, primitivo, derivado e pátrio. 
 
 
Adjetivo 
simples 
apresenta apenas um radical pequeno, belo, alto 
Adjetivo 
composto 
apresenta dois ou mais radicais azul-marinho, norte-americano, 
político-social 
Adjetivo 
primitivo 
não deriva de outra palavra difícil, bom, agradável 
Adjetivo 
derivado 
deriva de outra palavra visível, infeliz, desonesto 
Adjetivo pátrio indica o local de origem ou nacionalidade 
de uma pessoa. 
brasileiro, paulista, europeu 
 
 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
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3.2 Flexão do adjetivo 
 
a) Gênero 
 
 No que diz respeito ao gênero, os adjetivos devem concordar com os substantivos que 
qualificam. Eles podem ser classificados em biformes ou uniformes. 
 São chamados de adjetivos biformes, aqueles que apresentam duas formas diferentes, 
uma para o gênero masculino e outra para o gênero feminino: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Por sua vez, os adjetivos uniformes são aqueles que apresentam uma única forma tanto 
para qualificar substantivos masculinos como para os femininos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formação do feminino dos adjetivos simples 
 
 Como regra geral, para formar uma palavra feminina, basta trocar a terminação “o” da 
palavra masculina pela terminação “a”. Contudo, há outras regras de formação do feminino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Terminação 
do substantivo 
masculino 
Terminação do 
substantivo 
feminino 
Exemplos 
-o -a belo – bela 
* 
-ês 
-or 
-u 
-a freguês – freguesa 
senhor – senhora 
cru – crua 
-ão -ã 
-ona 
cristão – cristã 
brincalhão - brincalhona 
-eu -eia ateu – ateia 
(Exceção: judeu – judia) 
bonito - bonita; 
puro - pura; 
corajoso - corajosa; 
confuso - confusa; 
cheio - cheia. 
 
menino alegre- menina alegre; 
homem inteligente - mulher inteligente; 
marido fiel - esposa fiel; 
trabalhador pobre - trabalhadora pobre; 
 
 
 
 
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*Exceções: superior, melhor, incolor, anterior, inferior, interior, pior, multicor, hindu, pedrês, 
cortês, descortês (são todas invariáveis) 
 
Formação do feminino dos adjetivos compostos 
 
 Como regra geral, somente o último elemento do adjetivo composto recebe a terminação 
feminina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Número 
 
 Quanto ao número, os adjetivos podem estar no singular ou no plural, devendo 
concordar com o substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à 
dos substantivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observação: Se o nome relativo à cor for um substantivo adjetivado, ele deverá permanecer 
invariável. 
Ex.: camisas cinza 
 gravatas laranja 
 blusas rosa 
 camisetas creme 
 
 No que diz respeito ao plural dos adjetivos compostos, os seguintes procedimentos 
devem ser observados: 
 
i) Flexão do último elemento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exceções: surdos-mudos (os dois elementos variam), azul-marinho, azul-celeste e verde-gaio 
(invariáveis) 
 
verde-claro / verde-clara 
socioeconômico – socioeconômica 
 
Exceção: surdo-mudo / surda-muda 
 
ciumento – ciumentos 
gentil – gentis 
audaz – audazes 
cortês – corteses 
louvável - louváveis 
olhos castanho-claros 
toalhas amarelo-escuras 
mesas médico-cirúrgicas 
crises político-econômicas 
https://www.todamateria.com.br/substantivos/
 
 
 
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ii) Invariáveis quando o último elemento é substantivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
c) Grau 
 
 A fim de expressar variações de intensidade, o adjetivo pode se apresentar em dois 
graus, quais sejam: comparativo e superlativo. 
 
i) Grau comparativo 
 
 O grau comparativo se subdivide em: 
 
comparativo de igualdade: Esta escola é tão boa quanto aquela. 
comparativo de inferioridade A minha rua é menos movimentada que a sua. 
comparativo de superioridade O cabelo de Soraia é mais longo que o de Giovana. 
 
ii) Grau superlativo 
 
 Por sua vez, o grau superlativo pode ser: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 É importante ressaltar que alguns comparativos e superlativos apresentam formas 
especiais. Veja a tabela a seguir: 
 
Adjetivo Grau comparativo Grau superlativo 
bom melhor ótimo 
mau pior péssimo 
alto superior supremo 
baixo inferior ínfimo 
grande maior máximo 
pequeno menor mínimo 
 
relativo 
 
• de inferioridade 
• de superioridade 
 
 
Ele é o menos inteligente do grupo. 
Ela é a mais competente do time. 
absoluto 
 
• forma analítica 
• forma sintética 
 
 
Este café está muito fraco. 
Este café está fraquíssimo. 
 
Os prefixos super- e ultra- também podem ser usados. 
 
O artigo é superinteressante. 
Sua ideia é ultramoderna. 
capas verde-mar 
mochilas amarelo-ouro 
vestidos azul-pavão 
 
 
 
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Observações importantes: 
 
- Caso sejam comparadas as características de um mesmo ser, pode-se usar as formas mais 
bom, mais mau e mais grande. 
 
Ex.: Jonas é mais bom do que inteligente. 
 Cléber é mais grande do que gordo. 
(Note que não há uma comparação entre dois ou mais seres. As duas características são da 
mesma pessoa.) 
 
3.3 Locução adjetiva 
 
 Locução adjetiva é uma expressão empregada com valor de adjetivo, representada por 
mais de uma palavra. Na maioria dos casos, a locução é formada por uma preposição e um 
substantivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Algumas locuções adjetivas são formadas por uma preposição e um advérbio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Leia a frase abaixo e escolha a alternativa onde a flexão de plural está correta. 
Tenho uma blusa verde-água. 
 
a) Tenho umas blusas verdes-águas. 
b) Tenho umas blusas verde-águas. 
c) Tenho umas blusas verdes- água. 
d) Tenho umas blusas verde-água. 
 
2. Identifique o grau dos adjetivos das frases abaixo: 
 
Regina é tão inteligente quanto Maria. 
Essa matéria é muito difícil. 
Chegamos da escola cansadíssimos. 
 
a) comparativo de igualdade - superlativo absoluto sintético - superlativo absoluto analítico 
 
doença do coração / doença cardíaca 
perímetro da cidade / perímetro urbano 
colega de turma (não há adjetivo equivalente) 
cabelo de milho (não há adjetivo equivalente) 
 
 
andar de baixo 
jornal de ontem 
música de sempre 
 
 
 
HORA DE PRATICAR 
 
 
 
48 
SUGESTÕES, CRÍTICAS | contato@focadonoedital.com.br 
b) comparativo de igualdade - superlativo relativo de superioridade - superlativo absoluto 
sintético 
c) comparativo de igualdade - superlativo absoluto analítico - superlativo absoluto sintético 
d) comparativo de igualdade - superlativo relativo de inferioridade - superlativo absoluto 
analítico 
 
 
 
 
1.D 
2.C 
 
4. Numeral 
 
 Numeral é a classe de palavras que indica quantidade, ordem, fração ou multiplicação 
dos seres. Os numerais podem ser classificados em: cardinais, ordinais, fracionários ou 
multiplicativos. 
 
cardinais expressam uma quantidade exata um, dois, três etc. 
ordinais expressam a ordem em que algo ou alguém se localiza 
numa série 
primeiro, segundo, 
terceiro etc. 
fracionários expressam o número de vezes em que os seres são 
divididos 
meio/metade, um 
terço, um quarto 
etc. 
multiplicativos expressam o número de vezes em que os seres são 
multiplicados 
duplo/dobro, 
triplo, quádruplo 
etc. 
 
4.1 Numerais substantivos e numerais adjetivos 
 
Numerais substantivos - não acompanham um substantivo, ou seja, aparecem isolados, 
desempenhando função sintática própria do substantivo. 
 
Ex.: Foram contratados quatro para aquele departamento. 
 
Numerais adjetivos – acompanham um substantivo, exercendo a função própria de adjetivo. 
 
 
Ex.: Era o terceiro livro que comprava naquele mês. 
 
 
4.2 Flexão dos numerais 
 
cardinais Em regra, não são flexionados. Todavia, 
os números um, dois e as centenas a 
partir de duzentos recebem flexão de 
gênero. 
 
As palavras milhão, bilhão, trilhão etc. 
recebem apenas flexão de número. 
Comprei seis canetas. 
Há duzentas pessoas no auditório. 
 
 
 
Suzana ganhou dois milhões de 
reais na loteria. 
ordinais Recebem flexão de gênero e número. Os primeiros que chegarem devem 
se sentar nas primeiras filas. 
GABARITO 
 
 
 
49 
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fracionários Recebem flexão de gênero e número 
quando tem valor de adjetivo. 
 
Não são flexionados quando têm valor 
de substantivo 
Ele tomou duas doses duplas de 
uísque. 
 
Dez é o dobro de cinco. 
multiplicativos Recebem flexão de gênero e número. Recebeu dois terços do salário. 
Duas terças partes é muito. 
 
 
5. Pronome 
 
 Pronome é a classe de palavras que acompanha (pronomes adjetivos) ou substitui / 
representa o substantivo (pronomes substantivos). Observe os exemplos: 
 
Enquanto eu lavo a louça, você varre a casa. 
 
 
 
 
 
O seu ganho é menor que as suas despesas. 
 
 
 
 
 De acordo com a função que exercem, eles podem ser classificados em seis tipos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.1 Pronomes pessoais 
 
 Os pronomes pessoais são aqueles que denotam a pessoa do discurso. Eles sempre 
figuram no lugar de um substantivo e, por essa razão, são pronomes substantivos. 
 Ademais, eles são classificados em pronomes pessoais retos e pronomes pessoais 
oblíquos. Os pronomes oblíquos, por sua vez, são subclassificados em oblíquos átonos e 
oblíquos tônicos. Veja a tabela: 
 
Pessoas do 
discurso 
Retos Oblíquos átonos Oblíquos tônicos 
1ª do singular eu me mim, comigo 
2ª do singular tu te ti, contigo 
3ª do singular ele / ela se, o, a, lhe si, consigo, ele, ela 
1ª do plural nós nos nós, conosco 
2ª do plural vós vos vós, convosco 
3ª do plural eles /elas se, os, as, lhes si, consigo, eles, elas 
pessoais 
possessivos 
demonstrativos 
indefinidos 
interrogativos 
relativos 
Pronomes substantivos 
Pronomes adjetivos 
 
 
 
50 
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Pronomes pessoais retos 
 
 São pronomes que normalmente exercem a função de sujeito, mas podem vir a exercer a 
função de predicativo do sujeito em alguns casos. 
 
 
 
 
 
 
a) Não se deve esquecer de que os pronomes eu e tu não podem ser regidos por preposição. 
Assim, eles devem ser substituídos por mim e ti, respectivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Em frases do tipo: A professora pediu para eu chegar mais cedo, saiba que a preposição 
para não rege o pronome eu, mas sim o verbo chegar (pediu para chegar). Assim, caso haja 
verbo após o pronome, não se deve usar o pronome oblíquo. 
 
b) Os pronomes tu e vós podem figurar como vocativos 
 
 
 
 
Pronomes pessoais de tratamento 
 
 Os pronomes pessoais de tratamento apresentam uma peculiaridade: embora refiram-se 
à 2ª pessoa do discurso, sua concordância deve ser feita com a 3ª pessoa. 
 
Ex.: Vossa Senhoria já entregou todos os documentos? 
 
 Observe na tabela a seguir alguns desses pronomes. 
 
Pronome Emprego 
você tratamento íntimo, familiar 
Vossa Alteza príncipes, princesas, duques 
Vossa Eminência cardeais 
Vossa Excelência altas autoridades do governo e oficiais das forças armadas 
Vossa Magnificência reitores de universidades 
Vossa Majestade reis, imperadores 
Vossa Meritíssima juízes de Direito 
Vossa Senhoria altas autoridades 
Vossa Santidade papa 
Senhor, Senhora tratamento respeitoso em geral 
 
 
Ex.: Eu e ele somos apenas bons amigos. (sujeito) 
 
 A responsável pelo incidente é ela. (predicativo) 
 
Essa conversa é entre eu e você. (incorreto) 
Essa conversa é entre mim e você. (correto) 
 
Confio em tu. (incorreto) 
Confio em ti. (correto) 
 
Ó tu, onde estás que não me respondes? 
 
 
 
51 
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Pronomes oblíquos 
 
 São pronomes que exercem a função de complemento (e não de sujeito) na oração. 
Conforme mencionado anteriormente, eles se apresentam de duas formas: 
 
a) átonos – não são precedidos de preposição 
 
Ex.: Perguntaram-me sobre o imóvel. 
 
 
b) tônicos – são precedidos de preposição 
 
Ex.: Perguntei a ele sobre o imóvel. 
 
 
 Alguns pronomes exercem a função de objeto direto, outros, de objeto indireto, como se 
pode observar a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objeto direto 
 
Os pronomes o, a, os, as exercem a função de objeto direto: 
 
Ex.: Comprei uma bolsa ontem. / Comprei-a ontem. 
 
Esses pronomes assumem as formas lo, la, los, las após verbos terminados em r, s ou 
z, e ainda, depois da partícula eis. 
 
Ex.: Você deve comprar esta camisa. / Você deve comprá-la. 
 Eis o homem aqui. / Ei-lo aqui. 
 
Ademais, eles assumem as formas no, na, nos, nas, se ocorrerem após verbos 
terminados em som nasal. 
 
Ex.: Eles dão comida aos necessitados. / Eles dão-na aos necessitados. 
 
 
 
Objeto indireto 
 
Os pronomes lhe, lhes sempre funcionam como objeto indireto. 
 
Ex.: Pedi-lhes que trouxessem o material hoje. 
 
 
 
 
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Obs.: 
 
i) caso o pronome oblíquo se refira à mesma pessoa do pronome reto, ele será denominado 
reflexivo. 
 
Ex.: Eu me feri com a tesoura. (= feri a mim mesmo) 
 
ii) se os pronomes nos, vos e se indicarem ação mútua, eles serão denominados recíprocos. 
 
Ex.: Os jogadores se abraçaram ao final do jogo. 
 
iii) os pronomes me, te, lhe, nos e vos podem apresentar valor possessivo. 
 
Ex.: O chão quente queimou-me os pés. (= meus) 
 
iv) os pronomes me, te, se, o, os, a, as, nos e vos podem exercer a função de sujeito de um 
verbo no infinitivo. Isso ocorre com verbos do tipo deixar, mandar, fazer, perceber, sentir etc. 
seguidos de um verbo no infinitivo: 
 
Ex.: Deixem-no sair. (= Deixem que ele saia.) 
 
5.2 Pronomes possessivos 
 
 Os pronomes possessivos normalmente acrescentam às pessoas do discurso a ideia de 
posse. Eles concordam em pessoa com o possuidor e em número e gênero com o ser possuído. 
Observe: 
 
 
Tu deves convencer tuas irmãs a irem conosco, eu convencerei os meus irmãos. 
 
 
 
Os pronomes possessivos são os seguintes: 
 
 
singular 
1ª pessoa meu, minha, meus, minhas 
2ª pessoa teu, tua, teus, tuas 
3ª pessoa seu, sua, seus, suas 
 1ª pessoa nosso, nossa, nossos, nossas 
Objeto direto ou objeto indireto 
 
Os pronomes me, te, se, nos, vos podem funcionar tanto como objeto direto como objeto 
indireto, a depender da regência verbal 
 
Ex.: Meus filhos sempre me respeitaram. 
 
 
 Meus filhos sempre me obedeceram 
 
VTD OD 
OI VTI 
 
 
 
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plural 2ª pessoa vosso, vossa, vossos, vossas 
3ª pessoa seu, sua, seus, suas 
 
Emprego dos pronomes possessivos 
 
a) Primeiramente é muito importante entender que, apesar de serem denominados 
possessivos, nem sempre esses pronomes vão indicar ideia de posse. Com efeito, em 
determinados contextos, eles podem indicar respeito, afetividade, ação habitual, cálculo 
aproximado, ofensa, predileção ou alteração do pronome de tratamento senhor. 
 
 Considere os exemplos no quadro a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Em alguns casos, faz-se necessário o uso das formas dele, dela para evitar ambiguidade. 
 
A diretora não permitiu que o funcionário usasse o seu telefone durante o expediente. 
 A diretora não permitiu que o funcionário usasse o telefone dele durante o expediente. 
 
5.3 Pronomes demonstrativos 
 
 Os pronomes demonstrativos são usados para apontar a posição dos seres no tempo e no 
espaço. Alguns são variáveis, ao passo que outros são invariáveis. Observe a tabela abaixo: 
 
Variáveis 
invariáveis 
Pessoas 
Masculino Feminino 
Singular Plural Singular Plural 
1ª este estes esta estas isto 
2ª esse esses essa essas isso 
3ª aquele aqueles aquela aquelas aquilo 
 
Emprego dos pronomes demonstrativos 
 
a) Posição dos seres no espaço 
 
- Os pronomes este (s), esta (s) e isto são usados para indicar algo ou alguém que esteja perto 
da primeira pessoa do discurso (aquele que fala). 
 
 
 
 
 
 
Sente-se aqui, meu senhor. (respeito) 
Minha querida professora, nunca me esquecerei da senhora. (afetividade) 
Suas orientações sempre me ajudaram. (ação habitual) 
O menino devia ter seus doze anos. (cálculo aproximado) 
Não repita isso, seu ignorante! (ofensa) 
Português sempre foi minha matéria. (predileção) 
Seu José chegará em breve. (alteração do pronome de tratamento senhor) 
 
 
Este caderno (que está comigo) foi encontrado no pátio da escola. 
Esta blusa que estou usando é muito confortável. 
Isto (aqui) é um belo trabalho. 
 
 
 
 
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- Os pronomes esse (s), essa (s) e isso são usados para indicar algo ou alguém que esteja perto 
da segunda pessoa do discurso (aquele com quem se fala). 
 
 
 
 
 
 
- Os pronomes aquele (s), aquela (s) e aquilo são usados para indicar algo ou alguém que esteja 
distante tanto de quem fala quanto de quem escuta. 
 
 
 
 
 
b) Posição dos seres no tempo 
 
- Os pronomes este (s), esta (s) e isto indicam o tempo presente em relação a quem fala. 
 
 
 
 
- Os pronomes esse (s), essa (s) e isso indicam o tempo passado ou futuro próximo ao momento 
em que o emissor fala. 
 
 
 
 
- Os pronomes aquele (s), aquela (s) e aquilo indicam um tempo distante em relação ao 
momento em que o emissor fala. 
 
 
 
 
c) Posição dos seres em relação à fala ou à escrita 
 
- Os pronomes este (s), esta (s) e isto são usados para indicar o que ainda será falado ou 
escrito. 
 
 
 
 
 
- Os pronomes esse (s), essa (s) e isso são usados para indicar o que já foi falado ou escrito. 
 
 
 
 
 
- Os pronomes este (s), esta (s), aquele (s) e aquela (s) são usados para indicar seres que já 
foram mencionados na fala ou na escrita. Este e esta indicam o mais próximo. Aquele e aquela 
indicam o mais distante.Esse caderno (que está contigo) pertence à Mariana. 
Essa blusa que você está usando é muito bonita. 
Isso (aí) é de ouro? 
 
Aquele caderno (ali) é bem antigo. 
Aquela árvore (lá) foi plantada pelo meu pai. 
Aquilo (ali) é o que estou pensando? 
 
Este dia jamais será esquecido! 
Ontem soube da minha aprovação. Jamais esquecerei esse momento. 
Há vinte anos soube da minha aprovação. Jamais esquecerei aquele momento. 
 
Na reunião de ontem, chegou-se a esta conclusão: os índices de produtividade precisam 
melhorar com urgência. 
Os índices de produtividade precisam melhorar com urgência: essa foi a conclusão a que 
se chegou na reunião de ontem. 
 
 
 
 
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5.4 Pronomes indefinidos 
 
 Os pronomes indefinidos são aqueles que fazem referência, de forma vaga, à terceira 
pessoa do discurso. Além disso, eles podem exprimir quantidade indeterminada. Veja o 
exemplo a seguir: 
 
Ex.: Alguém pode me dar uma carona? 
 
 Assim como os pronomes demonstrativos, eles podem ser variáveis ou invariáveis. 
Seguem alguns exemplos: 
 
Variáveis Invariáveis 
algum, alguns, alguma, algumas 
nenhum, nenhuns, nenhuma, 
nenhumas 
certo, certos, certa, certas 
muito, muitos, muita, muitas 
outro, outra, outros, outras 
pouco, pouca, poucos, poucas 
todo, toda, todos, todas 
vário, vária, vários, várias 
tanto, tanta, tantos, tantas 
quanto, quanta, quantos, quantas 
qualquer, quaisquer 
diversos, diversas 
um, uma, uns, umas 
tamanho, tamanhos, tamanha, 
tamanhas 
 
 
 
 
alguém 
ninguém 
cada 
outrem 
tudo 
nada 
algo 
que 
 
 
 
 
Emprego dos pronomes indefinidos 
 
a) Os pronomes algum, alguns, alguma, algumas, quando posicionados depois do substantivo, 
apresentam sentido negativo. Caso estejam posicionados antes do substantivo, terão valor 
positivo. 
 
 
 
 
 
b) O pronome certo só é indefinido se estiver posicionado antes do substantivo. Caso seja 
posicionado depois, é um adjetivo. 
 
 
 
 
 
Morangos e laranjas fazem bem à saúde. Estas são fontes de vitamina C; Aqueles, de 
vitamina E. 
Eles não demonstraram interesse algum no imóvel. 
Certamente alguma vantagem eles receberam. 
Um certo rapaz esteve aqui a sua procura. 
Encontrei a pessoa certa para o trabalho. 
 
 
 
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c) Se os pronomes todo e toda estiverem acompanhados de artigo, apresentam o sentido de 
inteiro; desacompanhados de artigo equivalem a qualquer. 
 
 
 
 
 
5.5 Pronomes relativos 
 
 Os pronomes relativos têm a função de substituir um termo expresso na oração anterior, 
evitando a repetição. Ademais, são conectivos e, portanto, estabelecem relação entre duas 
orações. Considere o seguinte exemplo: 
 
Nós conhecemos o professor. O professor ganhou o prêmio. 
 
Nós conhecemos o professor que ganhou o prêmio. 
 
 
 Os pronomes relativos são os seguintes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Emprego dos pronomes relativos 
 
a) O pronome relativo que pode ser usado para substituir coisas ou pessoas. 
 
 
 
 
 
b) O pronome relativo quem só pode ser usado para substituir pessoas. Ele aparece sempre 
preposicionado. 
 
 
 
 
 
c) O pronome relativo o qual (e suas flexões) deve ser usado para evitar ambiguidade. 
 
 
 
 
 
 
d) O pronome relativo o qual (e suas flexões) deve ser usado após preposições e locuções 
prepositivas. 
 
 
Variáveis Invariáveis 
o qual, a qual, os quais, as quais que, quem 
cujo, cuja, cujos, cujas onde, como 
quanto, quantos, quantas 
(Obs.: a forma quanta não é empregada como 
pronome relativo.) 
quando 
Toda a turma compareceu ao evento. (a turma inteira) 
Toda turma tem seus problemas. (qualquer turma) 
Aqui estão as ferramentas que você me emprestou. 
Esta é a funcionária que foi promovida. 
A secretária com quem conversei resolveu o problema. 
Esta é a funcionária de quem lhe falei. 
Conheci o tio da minha amiga, o qual (ou a qual) sofreu um grave acidente. 
Cobriu os olhos ao redor dos quais havia manchas roxas. 
 
 
 
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e) O pronome relativo cujo (e suas flexões) apresenta valor possessivo e posiciona-se antes de 
um substantivo com o qual concorda. 
 
 
 
 
Obs.: O pronome relativo cujo (e suas flexões) não admite a posposição de determinante, ou 
seja, não existe cujo o nem cuja a. 
 
f) O pronome relativo onde só tem como antecedente lugar. Ele equivale a em que, no qual, na 
qual. 
 
 
 
 
5.6 Pronomes interrogativos 
 
 Os pronomes interrogativos são usados para formular uma pergunta, seja ela direta ou 
indireta. Assim como os pronomes indefinidos, eles também se referem, de modo impreciso, à 
3ª pessoa do discurso. 
 
 
 
 
 
São eles: 
 
Variáveis Invariáveis 
qual, quais que 
quanto, quanta quem 
quantos, quantas 
 
 
 
 
 
1. No trecho que a seguir transcrevemos, há vários pronomes. 
"Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. 
Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida." 
Identifique, nele, dois pronomes demonstrativos, um pronome pessoal do caso reto e um 
pronome pessoal do caso oblíquo. 
2. Encontramos pronome indefinido em: 
a) "Muitas horas depois, ela ainda permanecia esperando o resultado." 
b) "Foram amargos aqueles minutos, desde que resolveu abandoná-las." 
c) "A nós, provavelmente, enganariam, pois nossa participação foi ativa." 
d) "Havia necessidade de que tais ideias ficassem sepultadas." 
e) "Sabíamos o que você deveria dizer-lhe ao chegar da festa." 
 
3. Marque a opção em que a forma pronominal utilizada está INCORRETA. 
A aluna com cuja mãe conversei retornou à escola hoje. 
A cidade onde nasci é linda! 
Ex.: Quantas pessoas foram contratadas? (pergunta direta) 
 Ignora-se quantas pessoas foram contratadas. (pergunta indireta) 
 
HORA DE PRATICAR 
 
 
 
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a) É difícil, para mim, praticar certos exercícios físicos. 
b) Ainda existem muitas coisas importantes para eu fazer. 
c) Os chinelos da aposentadoria não são para ti. 
d) Quando a aposentadoria chegou, eu caí em si. 
e) Para tu não teres aborrecimentos, evita o excesso de velocidade. 
 
 
 
 
1. pronomes demonstrativos: esta, o 
 pronome pessoal do caso reto: eu; 
 pronome pessoal do caso oblíquo: me. 
 
Comentário: Neste caso, o artigo “o” tem o valor de pronome demonstrativo. Isso porque 
poderia ser substituído da seguinte forma: “E aquilo que escrevo é uma névoa úmida." 
 
2. Alternativa a: "Muitas horas depois, ela ainda permanecia esperando o resultado." 
Comentário: Os pronomes das orações restantes são classificados em: 
b) aqueles: pronome demonstrativo; 
c) nossa: pronome possessivo; 
d) tais: pronome demonstrativo; 
e) lhe: pronome pessoal do caso oblíquo. 
 
3. Alternativa d: Quando a aposentadoria chegou, eu caí em si. 
Comentário: O pronome “eu” pertence à 1.ª pessoa do singular. O pronome “si” pertence à 2.ª 
pessoa do singular. O correto seria: Quando a aposentadoria chegou, eu caí em mim. 
 
 
6. Verbo 
 
Verbo é a classe de palavras que exprime ação, fenômeno natural, estado ou mudança 
de estado, e que varia em relação ao tempo. 
 
6.1 Flexões do verbo 
 
 Os verbos sofrem flexão de número, pessoa, modo e tempo. Analise o quadro a seguir: 
 
Flexões Finalidades Exemplos 
Número O verbo concorda com o sujeito a que se refere. O relógio bateu três horas. 
Os relógios bateram três 
horas. 
Pessoa Aponta as três pessoas do circuito da comunicação: 
emissor, receptor ou referente. 
Estudo todos os dias. (eu) 
Não chegues tarde. (tu) 
Meu filho decidiu viajar.(ele) 
 
Modo 
Indicativo – expressa um fato certo, concreto Os artistas deram as mãos. 
Subjuntivo – expressa um fato hipotético Se eu for com você,... 
Imperativo – expressa ordem, pedido Fique quieto! 
 
 
Presente – expressa um fato que ocorre no momento 
atual 
A corrupção aumenta a 
cada dia. 
GABARITO59 
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Tempo 
Pretérito perfeito – expressa um fato totalmente 
concluído no passado 
Ele recebeu o prêmio de 
melhor ator. 
Pretérito imperfeito – expressa um fato interrompido 
ou continuado no passado 
Ela foi presa quando 
tentava furtar a carne. 
Pretérito mais-que-perfeito – expressa um fato 
passado, concluído antes de outro também passado 
O povo sabia quem 
mandara aramar aquela 
confusão. 
Futuro do presente – expressa um fato vindouro Não se sabe quem ganhará 
a competição. 
Futuro do pretérito – expressa um fato posterior a 
um acontecimento passado 
Se tivéssemos chegado a 
tempo, não teríamos 
perdido o ônibus. 
 
 
 
6.2 Classificação dos verbos 
 
Os verbos podem ser classificados em regulares, irregulares, anômalos, defectivos, 
abundantes, auxiliares e pronominais. 
 
a) Verbos regulares 
 
São verbos que, ao serem conjugados, não apresentam alteração em seu radical, e 
mantêm a mesma desinência do verbo paradigma (verbos terminados em –AR, primeira 
conjugação, -ER, segunda conjugação e –IR, terceira conjugação). 
 
Ex.: cantar, vender, partir 
 
b) Verbos irregulares 
 
Ao contrário dos verbos regulares, os verbos irregulares, ao serem conjugados, 
apresentam alteração em seu radical ou têm desinência diferente da apresentada pelo verbo 
paradigma. 
Observe os exemplos: 
 
medir meço O radical –med altera-se para –meç. 
fazer faço O radical –faz altera-se para –faç. 
 
c) Verbos anômalos 
 
São verbos que, ao serem conjugados, sofrem profundas alterações no radical. 
 
ir vou, fui, ia, fora, irei, fosse etc. 
ser sou, fui, era, fora, serei, fosse etc. 
 
d) Verbos defectivos 
 
 São verbos que apresentam conjugação incompleta, ora devido à eufonia (bom som) ou 
à homofonia (som igual) com outras formas verbais, ora à impessoalidade. Exemplo: 
 
 
 
 
 
60 
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Pessoas do 
discurso 
Presente do indicativo 
falir adequar precaver-se 
Eu - - - 
Tu - - - 
Ele / Ela - - - 
Nós falimos adequamos nos precavemos 
Vós falis adequais vós vos precaveis 
Eles / Elas - - - 
 
 Exemplos de verbos defectivos: aturdir, brandir, carpir, colorir, delir, demolir, exaurir, 
explodir, extorquir, aguerrir, combalir, empedernir, esbaforir, florir, entre outros. 
 
Obs.: Pode-se suprir as deficiências de um verbo defectivo pelo uso de formas verbais ou de 
perífrases sinônimas. Considerando-se o verbo falir, por exemplo, pode-se usar a expressão 
abrir falência. 
 
d) Verbos abundantes 
 
 São verbos que, em determinadas conjugações, apresentam mais de uma forma. 
 
Exemplo: 
 
 
 ter / haver ser Exemplos: 
matar tinha / havia matado foi morta O rapaz tinha / havia matado a barata. 
A barata foi morta pelo rapaz. 
pagar tinha / havia pagado foi pago (a) O rapaz tinha / havia pagado a conta. 
A conta foi paga. 
eleger tinha / havia elegido foi eleito (a) O povo tinha / havia elegido o homem errado. 
O homem errado foi eleito. 
 
e) Verbos auxiliares 
 
 Os verbos auxiliares são aqueles que se unem a um outro verbo, denominado principal, 
que pode estar no infinitivo, particípio ou gerúndio. A essa combinação dá-se o nome de 
locução verbal. 
 
 
 
 
 
 
f) Verbos pronominais 
 
 Os verbos pronominais aparecem acompanhados de pronomes oblíquos da mesma 
pessoa do sujeito, como por exemplo, zangar-se, arrepender-se, enganar-se, mudar-se, 
pentear-se, queixar-se. 
 
 
6.3 Vozes do verbo 
 
 
Ex.: Vou trabalhar (auxiliar ir + verbo principal no infinitivo) 
 Sou querido (auxiliar ser + verbo principal no particípio) 
 Estou estudando (auxiliar estar + verbo principal no gerúndio) 
 
Ex.: Queixou-se de dor de dente o dia inteiro. 
 
 
 
 
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Vozes do verbo 
 
 As vozes do verbo indicam se o sujeito gramatical é agente ou paciente, ou seja, se 
pratica ou se sofre a ação. 
 Há quatro vozes verbais: ativa, passiva, reflexiva e reflexiva recíproca. Apresentaremos 
as diferenças entre cada uma delas. 
 
Voz ativa 
 
 Na voz ativa, o sujeito pratica a ação expressa pelo verbo, ou seja, é agente. 
 
 
 
 
 
 
Voz passiva 
 
 Na voz passiva, por outro lado, o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo, isto é, ele é 
paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A voz passiva pode ser analítica ou sintética. 
 
 Estrutura Exemplo 
Voz passiva 
analítica 
verbo auxiliar + verbo transitivo 
direto ou verbo transitivo direto e 
indireto no particípio 
Essa questão foi anulada pela banca 
examinadora. 
Voz passiva 
sintética 
verbo transitivo direto ou transitivo 
direto e indireto na 3ª pessoa do 
singular ou do plural + pronome 
apassivador se 
Anulou-se esta questão. 
 
Voz reflexiva 
 
 Na voz reflexiva, o sujeito pratica e, ao mesmo tempo, recebe a ação verbal. Uma das 
características dessa voz é a presença obrigatória de um pronome oblíquo da mesma pessoa 
do sujeito a que ele se refere. 
 
 
 
 
 
 
Ex.: A multidão gritava enlouquecida. 
 
sujeito 
agente 
 
Ex.: Os artistas eram aplaudidos pelos fãs. 
 
sujeito 
paciente 
 
Ex.: Ricardo cortou-se com a tesoura. (cortou a si próprio) 
 
sujeito agente 
e paciente 
 
 
 
 
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Voz reflexiva recíproca 
 
 Na voz reflexiva recíproca, a ação é mútua entre os elementos do sujeito. O pronome 
oblíquo, nesse caso, tem o sentido de um ao outro, uns aos outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. Advérbio 
 
 Advérbio é a palavra invariável que modifica o verbo, o adjetivo, outro advérbio e até 
mesmo uma frase inteira. Considere os exemplos a seguir: 
 
 
 
Não gostaria de participar da festa. (advérbio modificando verbo) 
 
 
Ela estava bastante feliz naquela ocasião. (advérbio modificando adjetivo) 
 
 
Depois que recebeu a notícia, ele ficou muito mal. (advérbio modificando outro advérbio) 
 
 
Infelizmente, ainda existe a possibilidade de que ocorra o pior. (advérbio modificando a frase 
inteira) 
 
7.1 Classificação dos advérbios e das locuções adverbiais 
 
Circunstâncias Advérbios e locuções adverbiais 
afirmação sim, certamente, realmente, deveras, efetivamente, por certo, de fato, sem 
dúvida etc. 
dúvida acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez etc. 
intensidade assaz, bastante, bem, demais, mais, menos, muito, pouco, tão, quase, quanto, 
demais, meio, todo, apenas, demasiadamente, em excesso, em demasia, por 
completo etc. 
lugar abaixo, acima, adiante, aqui, ali, aquém, além, atrás, fora, dentro, acolá, 
através, perto, longe, à direita, à esquerda, a (à) distância, de longe, de perto, 
ao lado, por dentro, por fora, por aqui, por ali, para onde etc. 
modo assim, bem, debalde, depressa, devagar, mal, bem, melhor, pior, alerta, à toa, 
às claras, às ocultas, às pressas, ao léu, lado a lado, frente a frente etc. e 
quase todos terminados pelo sufixo –mente (calmamente, alegremente etc.) 
negação não, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma etc. 
tempo agora, ainda, amanhã, anteontem, antes, breve, cedo, tarde, depois, hoje, 
então, nunca, jamais, logo, sempre, outrora, já, raramente, à tarde, à noite, de 
manhã, de repente, de súbito, em breve, de quando em quando etc. 
(ALMEIDA, N.T. Gramática da Língua Portuguesa para concursos, vestibulares, ENEM, colégios técnicos e militares..., São Paulo: 
Editora Saraiva, 2010) 
 
Ex.: Os torcedores encaravam-se friamente. (encaravam um ao outro) 
 
sujeito agente 
e paciente 
 
 
 
 
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 Há também os chamados advérbios interrogativos. Eles recebem essa denominação por 
serem usados para formular perguntas direta e indiretas. São eles: 
 
Circunstâncias Advérbios 
interrogativos 
Exemplos 
causa por que Por que ela chegou tão cedo? 
Não sabemos por que ela chegou tão cedo. 
lugar onde Onde você mora? 
Ignoro onde você mora. 
modo como Como ele descobriu o número da senha? 
Não sesabe como ele descobriu o número da 
senha. 
tempo quando Quando será o início do curso? 
Ainda não sei quando será o início do curso. 
 
 
7.2 Grau dos advérbios 
 
 Assim como ocorre com os adjetivos, alguns advérbios (de modo, de tempo, de lugar e 
de intensidade) também admitem a flexão de grau comparativo e superlativo. 
 
Grau comparativo 
 
a) de igualdade: Jonas corre tão rápido quanto o irmão. 
b) de inferioridade: Jonas corre menos rápido do que o irmão. 
c) de superioridade: Jonas corre mais rápido do que o irmão. 
 
Grau superlativo 
 
a) absoluto analítico: Jonas corre muito rápido. 
b) absoluto sintético: Jonas corre rapidíssimo. 
 
Obs. 1: Vale notar que a repetição do advérbio denota valor aproximado de superlativo. 
 
Ex.: Meus tios moravam longe, longe. 
 
Obs. 2: Quando os advérbios bem e mal estiverem modificando particípios, deve-se usar as 
formas analíticas mais bem e mais mal no lugar de melhor e pior, respectivamente. 
 
Ex.: Os alunos do Focado no Edital são mais bem preparados do que os outros. 
 
8. Preposição 
 
 Preposição é uma classe de palavras invariável que liga duas outras palavras, 
subordinando a segunda à primeira, estabelecendo entre elas uma relação de dependência. 
 
Ex.: Júlio veio de Tocantins. 
 
 
 
Ex.: Com o calor, a demanda de energia será maior. 
 
 
A preposição estabelece uma relação de lugar entre as duas palavras. 
A preposição estabelece uma relação de causa entre as duas 
palavras. 
 
 
 
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8.1 Preposições essenciais e acidentais 
 
 As preposições podem ser classificadas em essenciais ou acidentais. 
 
a) preposições essenciais – são aquelas palavras que somente funcionam como preposição: a, 
ante, até, após, de, desde, em, entre, com, contra, para, por, perante, sem, sob e sobre. 
 
b) preposições acidentais – são palavras de outras classes gramaticais que, em certas frases, 
funcionam como preposição: como, conforme, segundo, durante, fora, exceto etc. 
 
Ex.: João foi o segundo colocado no concurso. 
 
 
 
 João agiu segundo sua consciência. 
 
 
 
 
8.2 Locução prepositiva 
 
 As locuções prepositivas são grupos de palavras que apresentam valor e emprego de 
preposição. Seguem alguns exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 
 Vale ressaltar que as preposições não exercem função sintática na oração. Elas são 
meros conectivos. 
 
 
9. Conjunção 
 
 Conjunção é a palavra invariável que relaciona duas orações ou duas palavras que 
exercem a mesma função sintática na oração. Considere os exemplos: 
 
Ex.: Fui à feira e comprei laranjas e bananas. 
 
 
 
 
Ex.: O livro é bom, mas custa muito caro. 
 
 
 
 
 
Ex.: Não sabemos se o equipamento ainda funciona. 
 
 
numeral ordinal 
preposição acidental 
atrás de, através de, embaixo de, a fim de, de acordo com, por causa de, longe de, 
perto de, ao redor de, junto a, ao lado de, apesar de, por trás de, acerca de, cerca 
de, em favor de, de conformidade com 
A conjunção “e” liga dois elementos de uma única 
oração: laranjas e bananas. 
A conjunção “mas” liga duas orações de sentido completo 
(coordenadas). 
A conjunção “se” liga duas orações dependentes, ou seja, a 
segunda depende sintaticamente da primeira (subordinadas). 
 
 
 
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9.1 Locuções conjuntivas 
 
 Locuções conjuntivas são expressões que exercem o mesmo papel de uma conjunção. 
Elas são formadas pela palavra que antecedida de advérbios, preposições ou particípios. 
Seguem alguns exemplos 
 
 
 
 
 
 É importante destacar que, assim como as preposições, as conjunções não exercem 
função sintática na oração. Elas são meros conectivos. 
 No capítulo 5, quando estudarmos as orações coordenadas e subordinadas, falaremos 
um pouco mais sobre as conjunções. 
 
10. Interjeição 
 
 Interjeição é uma palavra (ou locução) por meio da qual exprimimos sentimentos de dor, 
admiração, alegria, irritação, entre outros. 
 
10.1 Classificação das interjeições 
 
 A classificação das interjeições é realizada de acordo com o sentimento que expressam. 
Seguem alguns exemplos: 
 
Circunstâncias Interjeição 
alegria ou satisfação ah!, oh!, oba! 
animação coragem!, avante!, eia!, vamos! 
aplauso bis!, bem!, bravo!, viva! 
desejo oh!, oxalá!, tomara! 
dor ai!, ui! 
espanto ou surpresa ah!, chi!, ih!, oh!, ué!, uai!, caramba! 
apelo alô!, ei!, socorro! 
silêncio psiu!, silêncio, calada! 
suspensão alto!, basta! 
advertência cuidado!, atenção! 
 
10.2 Locuções interjetivas 
 
 Locuções interjetivas são expressões que apresentam valor de uma interjeição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
antes que, desde que, já que, até que, para que, sem que, dado que, posto que, visto 
que, uma vez que, à medida que etc. 
Nossa senhora! 
Valha-me Deus! 
Credo em cruz! 
Alto lá” 
Ora bolas! 
Ai de mim! 
Obs.: Não confunda a 
palavra ó com a 
interjeição oh! A primeira 
serve para invocar, 
interpelar alguém. É usada 
no vocativo e não vem 
seguida de ponto de 
exclamação. 
 
Ex.: Ó vida! Por que me 
maltratas assim? 
 
 
 
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1. Na frase "As negociações estariam meio abertas só depois de meio período de trabalho", as 
palavras destacadas são, respectivamente: 
 
a) adjetivo, adjetivo 
b) advérbio, advérbio 
c) advérbio, adjetivo 
d) numeral, adjetivo 
e) numeral, advérbio 
 
 
 
 
1. B 
 
 
 
Capítulo 5 – Frase, oração e período. 
Período composto (coordenação e subordinação) 
 
 Neste capítulo, abordaremos as relações que se estabelecem entre as palavras de uma 
frase ou entre as orações em um período, ou seja, começaremos a tratar da parte da gramática 
denominada sintaxe. 
 
1. Frase, oração, período 
 
 Preliminarmente, é importante distinguir os conceitos referentes à frase, oração e 
período, pois nem sempre esses termos podem ser tratados como sinônimos. 
 
1.1 Frase 
 
 A frase é um enunciado linguístico de sentido completo. Ela não precisa apresentar 
verbo na sua constituição e pode ser formada por apenas uma palavra ou por um conjunto de 
palavras. Considere os exemplos: 
 
 
 
 
 
 
1.2 Oração 
 
 A oração, por sua vez, também é um enunciado linguístico, mas, diferentemente da 
frase, pode não apresentar sentido completo. Ademais, ela é construída em torno de um verbo 
(explícito ou subentendido) ou de uma locução verbal. 
 
 
 
 
 
 
Ex.: Socorro! 
 O dia está lindo! 
 
Ex.: Pessoas carentes necessitam de ajuda. 
 O preço dos combustíveis deverá subir novamente. 
 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
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1.3 Período 
 
 Por fim, o período é um enunciado linguístico organizado em uma ou mais orações. Ele 
se classifica em: 
 
a) simples – formado por apenas uma oração (oração absoluta) 
 
Ex.: O paciente estava muito doente. (um verbo – uma oração) 
 
b) composto – formado por duas ou mais orações. 
 
Ex.: A ideia é boa, mas a medida é prematura. (dois verbos – duas orações) 
 
2. Termos da oração 
 
 Termos da oração são as palavras ou grupos de palavras que exercem determinadas 
funções sintáticas dentro da oração. Eles podem ser classificados em essenciais, integrantes e 
acessórios. 
 Observe a tabela a seguir: 
 
 
Termos da oração 
essenciais integrantes acessórios 
sujeito complemento verbal adjunto adnominal 
predicado complemento nominal adjunto adverbial 
agente da passiva aposto 
 
2.1 Termos essenciais da oração 
 
 Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. 
 
a) sujeito – palavra (ou conjunto de palavras) sobre a qual se enuncia alguma coisa. 
 
b) predicado – o que é enunciado sobre o sujeito, por meio de um verbo, na oração (salvo nas 
orações sem sujeito, em que há apenas predicado). 
 
 
 
 
 
Tipos de sujeito 
 
 O sujeito pode ser definido como: simples, composto, oculto, indeterminado ou 
inexistente. 
 
a) sujeito simples – apresenta apenas um núcleo. 
 
Ex.: O artista agradecia os aplausos.b) sujeito composto – apresenta dois ou mais núcleos. 
 
Sujeito Predicado 
O professor concordou com a minha opinião. 
Meus filhos viajarão comigo. 
 
 
 
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Ex.: A esposa e a sogra chegaram primeiro. 
 
c) sujeito oculto – não aparece explicitamente na oração, mas pode ser identificado com 
facilidade por meio da desinência verbal ou pelo contexto. É também conhecido como sujeito 
elíptico. 
 
Ex.: Conseguimos terminar o trabalho a tempo. 
 
 
 
d) sujeito indeterminado – não aparece expresso na oração porque não se deseja que ele seja 
conhecido ou porque não é possível explicitá-lo. Isso acontece em duas situações: 
 
Sujeito indeterminado 
Verbo na 3ª pessoa do plural, não se 
referindo a nenhuma pessoa determinada 
pelo contexto. 
Disseram que a queima de fogos foi um grande 
espetáculo. 
Verbos intransitivos, transitivos indiretos ou 
de ligação na 3ª pessoa do singular 
acompanhado da partícula se (índice de 
indeterminação do sujeito). 
 
Precisa-se de funcionários. 
 
 
 
e) sujeito inexistente – ocorre nas chamadas orações sem sujeito, em que se empregam verbos 
impessoais. Observe no quadro a seguir as características dessas orações. 
 
 
Características Exemplos 
verbos que exprimem fenômenos da natureza Choveu a noite toda. 
verbo haver no sentido de existir ou na 
indicação de tempo decorrido 
Há muitos problemas a serem resolvidos. 
Há dias ela não aparece por aqui. 
verbos fazer ou estar no sentido de tempo ou 
clima 
Faz dez dias que não durmo direito. 
Faz muito calor nesta época do ano. 
Está cedo. 
Está muito calor hoje. 
verbo ser empregado em relação a datas, horas 
ou distâncias 
Hoje é dia 9 de abril. 
Já é meio-dia. 
São cinco quilômetros daqui até lá. 
verbos bastar e chegar acompanhados da 
preposição de 
Já basta de tanta enrolação! 
Chega de mentiras! 
 
 
Obs.: Nas locuções verbais, sendo o verbo principal impessoal, ele transfere essa 
impessoalidade para o verbo auxiliar. 
 
Ex.: Não deve haver ciúmes em um relacionamento saudável. 
 Vai fazer dois meses que eles se casaram. 
 
 
 
 
sujeito oculto = nós 
 
 
 
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Tipos de predicado 
 
 Diferentemente do sujeito, que pode ser indeterminado ou até mesmo inexistente, o 
predicado é indispensável em uma oração. Ele pode ser de três tipos: verbal, nominal ou verbo-
nominal. 
 
a) predicado verbal – é o predicado em que o núcleo significativo é um verbo que indica ação 
(intransitivo ou transitivo) e não há predicativo na frase. 
 
 
Ex.: O entrevistado ofendeu a repórter. 
 
 
 
 
b) predicado nominal – é o predicado em que o núcleo significativo se concentra em um 
predicativo do sujeito. Neste tipo de frase, o verbo é sempre de ligação. 
 
 
Ex.: Nossos alunos são mais preparados. 
 
 
 
 
c) predicado verbo-nominal - é o predicado em que o núcleo significativo se concentra em um 
verbo que indica ação (intransitivo ou transitivo) e em um predicativo do sujeito ou predicativo 
do objeto. 
 
 
Ex.: O soldado parou atento. 
 
 
 
 
 
 
Ex.: O aluno achou o raciocínio exato. 
 
 
 
 
2.2 Termos integrantes da oração 
 
 Os termos integrantes da oração são os complementos verbais, o complemento nominal 
e o agente da passiva. 
 
Complementos verbais 
 
 Complemento verbal é o termo da oração que completa ou integra o sentido de verbos 
transitivos. Eles podem ser de dois tipos: 
 
 
a) objeto direto – integra o sentido do verbo sem o auxílio de preposição obrigatória. 
VTD 
Predicado verbal 
OD 
VL PS 
Predicado nominal 
VI PS 
Predicado verbo-nominal 
VTD OD PO 
Predicado verbo-nominal 
 
 
 
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Ex.: Comprei os ingressos ontem. 
 
 
b) objeto indireto – integra o sentido do verbo com o auxílio de preposição obrigatória. 
 
 
Ex.: Ainda não me acostumei com as novas regras. 
 
 
 
Complemento nominal 
 
 Assim como acontece com os verbos transitivos, alguns nomes (substantivo, adjetivo e 
advérbio) também precisam de complementos para integrar o seu sentido. Como completam o 
sentido de nomes, eles são chamados de complementos nominais. 
 Esses complementos são regidos de preposição, e por essa razão, podem ser 
confundidos com objetos indiretos. Todavia, não se pode esquecer de que os objetos indiretos 
completam o sentido de verbos, ao passo que os complementos nominais integram o sentido de 
substantivos, adjetivos e advérbios. Veja os exemplos a seguir: 
 
 
 
Ex.: Tenho orgulho das suas conquistas. 
 
 
 
 
 
 
 
Ex.: Eles estavam conscientes de todos os problemas. 
 
 
 
 
 
Ex.: O juiz agiu favoravelmente ao réu. 
 
 
 
Agente da passiva 
 
 Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação expressa pelo verbo na voz 
passiva analítica. Ele é obrigatoriamente regido pela preposição por, mas em raras ocasiões 
pode ser regido pela preposição de. 
 
 
 
 
Ex.: Este relatório foi elaborado por Ricardo. 
 
 
VTD OD 
VTI OI 
substantivo 
complemento nominal 
complemento nominal 
complemento nominal 
sujeito paciente 
agente da passiva 
adjetivo 
advérbio 
Obs.: por + a = pela 
 por + as = pelas 
 por + o + pelo 
 por + os = pelos 
 
 
 
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2.3 Termos acessórios da oração 
 
 Os termos acessórios da oração são os adjuntos adnominais, os adjuntos adverbiais e o 
aposto. 
 
 
Adjunto adnominal 
 
 Adjunto adnominal é o termo da oração que tem a função de caracterizar, delimitar o 
significado de um substantivo. Ele pode ser expresso por artigo, pronome adjetivo, numeral 
adjetivo, adjetivo e locução adjetiva. 
 
 
a) artigo (definido ou indefinido) 
 
 
Ex.: A artista deu um autógrafo à fã. 
 
 
 
b) pronome adjetivo 
 
 
Ex.: Aquela professora acredita em seus alunos. 
 
 
 
c) numeral adjetivo 
 
 
Ex.: Dois candidatos disputaram o primeiro lugar. 
 
 
 
d) adjetivo 
 
 
Ex.: Belas praias são calmantes naturais. 
 
 
 
e) locução adjetiva 
 
 
Ex.: No canto da sala havia uma cadeira de balanço. 
 
 
 Como distinguir um adjunto adnominal de um complemento nominal? Observe o seguinte 
esquema para não mais se confundir: 
 
 
 
 
 
Obs.: Um único substantivo pode vir 
acompanhado de vários adjuntos 
adnominais. 
 
Ex.: Estas três belas esculturas de 
mármore são minhas. 
 
 
 
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 No exemplo acima, ao diretor é complemento nominal, já que o diretor é o alvo da ação 
indicada pelo substantivo crítica. Por sua vez, do diretor é adjunto adnominal, pois, nesse caso, 
o diretor é o agente da ação indicada pelo substantivo. 
 
Adjunto adverbial 
 
 Adjunto adnominal é o termo da oração que tem a função de denotar a circunstância 
expressa pelo verbo ou intensificar o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. 
 O adjunto adverbial (função sintática) é representado morfologicamente por advérbio ou 
locução adverbial. 
Sim Não 
Complemento 
nominal 
A crítica ao diretor foi necessária. 
 
 
A crítica do diretor foi necessária 
compl. nom. 
adj. adn. 
O substantivo é 
concreto? 
Sim Não 
Adjunto 
adnominal 
O termo pratica a 
ação expressa pelo 
substantivo? 
 
 
 
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Aposto 
 
 Aposto é o termo da oração que exemplifica ou explica outro termo da oração, de mesma 
função sintática, já anteriormente mencionado. Com efeito, caso seja retirado da oração o 
termo a que o aposto se refere, este passará a exercer a mesma função do termo retirado. 
Observe: 
 
 
 
Ex.: Joaquina, a filha do vizinho, foi estudar na capital. 
 
 
 
 
 
 
 A filha do vizinho foi estudar na capital. 
 
 
 
 
Tipos de aposto 
 
a) aposto explicativo – detalha, explica, amplia o sentido do termo ao qual está ligado. Apareceentre vírgulas, travessões ou parênteses. 
 
Ex.: Chico Buarque, um dos principais artistas brasileiros, nasceu no Rio de Janeiro. 
 
b) aposto especificativo – especifica um substantivo de uso genérico, ao qual se liga sem 
vírgula. 
 
Ex.: O poeta Vinícius de Moraes gravou belas canções. 
 
c) aposto enumerativo – tem como objetivo enumerar as partes constitutivas do termo 
fundamental. Pode ser pontuado por vírgula, travessão ou dois-pontos. 
 
Ex.: Li dois excelentes livros: Dom Casmurro e Grande sertão veredas. 
 
d) aposto resumidor – é também chamado de recapitulativo. Tem a função de resumir, por meio 
de um pronome, algo que foi expresso pelo termo fundamental. 
 
Circunstâncias expressas pelo adjunto adverbial: 
 
tempo – lugar – modo – causa – intensidade – afirmação – negação – meio – assunto – 
finalidade – dúvida – companhia – instrumento – condição – concessão – preço 
 
(Ver capítulo 4 – advérbios) 
 
 
sujeito 
aposto 
sujeito 
 
 
 
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Ex.: Dedicação, treino, força de vontade, foco, tudo isso é necessário para a formação de um 
bom atleta. 
 
e) aposto de oração – refere-se a uma oração completa, sendo geralmente representado pelo 
pronome demonstrativo o ou por substantivos, tais como fato, episódio, acontecimento, 
situação etc. 
 
Ex.: Você não se dedicou o suficiente, o que é lamentável. 
 
 
3. Período composto 
 
 Como vimos no início deste capítulo, o período pode ser simples (formado por apenas 
uma oração) ou composto (formado por duas ou mais orações). Nesta seção, o nosso enfoque 
será no período composto. 
 Primeiramente, é preciso compreender que o período pode ser composto por 
coordenação, por subordinação e por coordenação e subordinação. Vamos tratar de cada um 
desses tipos de período a partir de agora. 
 
3.1 Período composto por coordenação 
 
 O período composto por coordenação apresenta orações independentes entre si. Isso 
quer dizer que elas não exercem qualquer função sintática em relação a nomes, verbos ou 
pronomes de outra oração, ou seja, são sintaticamente completas, visto que possuem todos os 
termos de seu modelo estrutural, seja de forma expressa, seja de forma elíptica. Considere o 
exemplo a seguir: 
 
Ex.: Os sócios discutiram as pautas do dia, votaram o orçamento e encerraram a reunião. 
 
 
 
 As orações que fazem parte do período composto por coordenação podem se 
apresentar justapostas e separadas por pontuação (vírgula ou ponto e vírgula) ou ligadas por 
uma conjunção, a chamada conjunção coordenativa. No primeiro caso, as orações serão 
chamadas de assindéticas e no segundo, de sindéticas. 
 Considerando mais detalhadamente o exemplo acima, percebe-se que há três orações 
coordenadas. A primeira oração é assindética, na medida em que ela não é iniciada por 
conjunção. Entre a primeira e a segunda oração ocorre a coordenação assindética, tendo em 
vista que elas não são ligadas por uma conjunção, mas apenas por uma vírgula. Por sua vez, 
entre a segunda e a terceira oração há coordenação sindética, uma vez que elas estão 
conectadas por meio da conjunção e. 
 
Orações coordenadas sindéticas 
 
 Para proceder à classificação das orações coordenadas sindéticas, é preciso levar em 
consideração a conjunção coordenativa que introduz cada oração. Dessa forma, elas podem 
ser classificadas como aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas. 
 Observe, na tabela a seguir, a classificação das conjunções, e consequentemente das 
orações sindéticas, mais comumente cobradas nas provas da PR-4. 
 
1ª oração 2ª oração 3ª oração 
 
 
 
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Classificação das orações coordenadas sindéticas 
aditivas soma: e, nem, mas também, 
mas ainda 
Helena não vendeu o carro nem a casa. 
Helena não só vendeu o carro, mas também a 
casa. 
 
adversativas oposição: mas, porém, 
contudo, todavia, no entanto, 
entretanto 
Gostaria de ter ido à praia, mas choveu. 
 
alternativas alternância: ou...ou, 
ora...ora, já...já, quer...quer 
Ou você pega a estrada logo, ou ficará preso no 
engarrafamento. 
conclusivas conclusão: logo, portanto, 
por isso, assim, pois 
Estudei o suficiente, logo tive êxito na prova. 
 
explicativas explicação: pois, porque, 
visto que, porquanto, que 
Ele deve estar dormindo, pois a luz do quarto 
está apagada. 
 
3.2 Período composto por subordinação 
 
 O período composto por subordinação é assim chamado porque é formado por orações 
que exercem uma função sintática em relação a algum termo presente em outra oração, 
denominada oração principal. A oração principal pode iniciar o período, finalizá-lo ou ser 
interrompida por uma oração subordinada a ela. Considere o exemplo a seguir: 
 
Ex.: Ninguém sabia que a encomenda chegaria hoje. 
 
 
 
 
 No exemplo acima, pode-se observar que a segunda oração (oração subordinada) é 
sintaticamente dependente da primeira (oração principal), tendo em vista que exerce a função 
de objeto direto do verbo saber presente na primeira oração. 
 A depender da função sintática que exercem, as orações subordinadas podem ser 
classificadas em substantivas, adjetivas ou adverbiais. Confira, na tabela abaixo, as funções 
desempenhadas por cada um desses tipos de orações: 
 
orações subordinadas 
substantivas sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do 
sujeito e aposto 
adjetivas adjunto adnominal (adjetivo) 
adverbiais adjunto adverbial (advérbio) 
 
Orações subordinadas substantivas 
 
 As orações subordinadas substantivas, como o próprio nome sugere, são aquelas que 
desempenham o papel de um substantivo. Considere os dois exemplos a seguir: 
 
Ex.: Aguardamos a sua colaboração. 
 
 
 No exemplo acima, o substantivo colaboração exerce a função de núcleo do objeto 
direto do verbo aguardar. Esse objeto direto pode ser substituído por uma oração que 
desempenhe a mesma função sintática. Observe: 
 
oração 
principal 
oração 
subordinada 
substantivo 
 
 
 
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Ex.: Aguardamos que você colabore. 
 
 
 
 As orações subordinadas substantivas, por sua vez, podem ser classificadas em 
subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, predicativas e 
apositivas. 
 
Orações subordinadas substantivas 
subjetivas sujeito É importante que você estude. 
objetivas diretas objeto direto Ninguém esperava que você viesse. 
objetivas indiretas objeto indireto Joana não gosta de que a chamem de senhora. 
completivas nominais complemento 
nominal 
Nós temos esperança de que tudo volte ao 
normal. 
predicativas predicativo O pior é que ela não virá. 
apositivas aposto Só desejo uma coisa: que vocês sejam felizes. 
 
Obs.: A palavra que presente nas orações subordinadas substantivas é conjunção integrante. 
 
Orações subordinadas adjetivas 
 
 As orações subordinadas adjetivas exercem a função de um adjetivo (adjunto 
adnominal) de um termo expresso na oração principal. Analise os dois exemplos a seguir: 
 
Ex.: Os trabalhadores grevistas foram convocados para uma reunião. 
 
 
 No exemplo acima, o adjetivo grevistas exerce a função de adjunto adnominal do 
substantivo trabalhadores. Esse adjetivo pode ser substituído por uma oração que 
desempenhe a mesma função sintática. Observe: 
 
Ex.: Os trabalhadores que fizeram greve foram convocados para uma reunião. 
 
 
 
Obs.: As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por pronomes relativos (que, 
o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas etc.). 
 
 Essas orações podem ser de dois tipos: restritivas ou explicativas. 
 
a) orações subordinadas adjetivas restritivas – restringem ou especificam a significação do 
termo antecedente. Não são isoladas por vírgulas. 
 
Ex.: Meu irmão que mora na Irlanda virá ao Brasil no próximo mês. 
 
 
 
 Neste exemplo, o autor da oração tem mais de um irmão e está falando especificamente 
doirmão que mora na Irlanda. Observe que não é possível suprimir essa oração adjetiva sem 
prejudicar o sentido do período. 
 
oração subordinada substantiva 
adjetivo 
oração subordinada adjetiva 
oração subordinada adjetiva restritiva 
 
 
 
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a) orações subordinadas adjetivas explicativas – explicam ou ampliam a significação do termo 
antecedente. São isoladas por vírgulas. 
 
Ex.: Meu irmão, que mora na Irlanda, virá ao Brasil no próximo mês. 
 
 
 
 Neste exemplo, o autor da oração tem apenas um irmão e está simplesmente 
acrescentando uma informação acessória sobre ele. Neste caso, a oração adjetiva pode ser 
suprimida sem prejudicar o sentido do período. 
 
 Assim, o emprego ou não da vírgula é de extrema importância nas orações adjetivas, 
uma vez que o significado do período muda com essa pontuação. 
 
 
Orações subordinadas adverbiais 
 
 As orações subordinadas adverbiais são aquelas que expressam uma circunstância em 
relação a um fato presente na oração principal, ou seja, cumprem a função de um adjunto 
adverbial. Compare os dois exemplos a seguir: 
 
Ex.: À tarde, iremos para o aeroporto. 
 
 
 
 No exemplo acima, a locução adverbial à tarde exerce a função de adjunto adverbial. Essa 
locução pode ser substituída por uma oração que desempenhe a mesma função sintática. 
Observe: 
 
 
Ex.: Assim que entardecer, iremos para o aeroporto. 
 
 
 
 As orações subordinadas adverbiais são sempre introduzidas por conjunções 
subordinativas (que não sejam conjunções integrantes) e podem ser classificadas em nove 
grupos, a saber: causais, consecutivas, finais, temporais, condicionais, concessivas, 
comparativas, conformativas e proporcionais. 
 
Orações subordinadas adverbiais 
causal Já que o trabalho não ficará pronto hoje, voltarei amanhã. 
consecutiva José é tão alto que bate com a cabeça na porta. 
final Revisei todo o trabalho para que não houvesse falhas. 
temporal Quando sair, feche a porta. 
condicional Caso tenha alguma dúvida, é só me chamar. 
concessiva Ainda que tenha vindo, não resolveu o problema. 
comparativa Ele tem trabalhado como um obstinado (trabalha). 
conformativa Você deve preencher o documento conforme a secretária lhe orientou. 
proporcional À medida que o tempo passava, mais nervoso ele ficava. 
 
Obs.: Tanto as orações subordinadas adjetivas quanto as orações subordinadas adverbiais 
podem aparecer na forma reduzida. 
oração subordinada adjetiva explicativa 
locução adverbial 
oração subordinada adverbial 
 
 
 
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 No que tange às orações adjetivas, basta eliminar o pronome relativo e empregar o 
verbo no particípio, no gerúndio ou no infinitivo. Observe os exemplos a seguir: 
 
Ex.: Encontrei os rapazes chegados da Dinamarca. (que chegaram da Dinamarca) 
 
 
Ex.: Naquela rua, há moradores de rua pedindo esmolas. (que pedem esmolas) 
 
 
Ex.: Meu vizinho tem um cachorro de meter medo. (que metem medo) 
 
 
 
 Já para formar orações subordinadas adverbiais reduzidas, é preciso eliminar o 
conectivo e colocar o verbo no particípio, no gerúndio ou no infinitivo. Veja: 
 
Ex.: Terminada a festa, os convidados se retiraram. 
 
 
Ex.: Dizendo a verdade, você será perdoado. 
 
 
Ex.: Ao receber sua mensagem, lembrei-me do que deveria fazer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Analise o período abaixo e responda ao que se pede. 
 
“Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou desconfortável com o 
acontecido.” 
 
Trata-se de um período composto: 
 
a) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração classificada 
como sindética adversativa. 
b) Por subordinação, com duas orações dependentes entre si, sendo a primeira subordinada à 
segunda. 
c) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração classificada 
como sindética aditiva. 
d) Por subordinação, com duas orações independentes entre si. 
e) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração classificada 
como assindética. 
 
2. Assinale a alternativa que corresponde à classificação CORRETA da oração em destaque no 
excerto a seguir: 
 
Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. 
oração subordinada adjetiva reduzida de particípio 
oração subordinada adjetiva reduzida de gerúndio 
oração subordinada adjetiva reduzida de infinitivo 
oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio 
oração subordinada adverbial condicional reduzida de gerúndio 
oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo 
HORA DE PRATICAR 
 
 
 
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a) Oração subordinada adverbial causal. 
b) Oração subordinada substantiva completiva nominal. 
c) Oração subordinada adverbial final. 
d) Oração subordinada substantiva apositiva. 
 
 
 
 
1. A 
2. C 
 
 
 
Capítulo 6 – Sintaxe de concordância 
 
 Em uma frase, as palavras determinantes precisam se adaptar àquelas palavras das 
quais dependem. A esse princípio dá-se o nome de concordância. A concordância pode ser de 
dois tipos: concordância nominal e concordância verbal. 
 
1. Concordância nominal 
 
 No que diz respeito à regra geral, artigos, pronomes, adjetivos e numerais devem 
concordar em gênero e número com o substantivo que modificam. 
 
 
Ex.: Estas duas obras fantásticas estavam esquecidas na estante. 
 
 
 No exemplo acima, como se pode observar, o pronome (estas), o numeral (duas) e o 
adjetivo (fantásticas) concordam em número e gênero com o substantivo (obras). 
 
1.1 Casos especiais de concordância nominal 
 
 Há casos especiais de concordância nominal e, normalmente, eles são os mais cobrados 
em provas de concursos. Por essa razão, é preciso estar atento (a) a eles. 
 
a) Substantivo composto – caso ambos os substantivos sejam do mesmo gênero e estejam no 
singular, o adjetivo pode ficar no plural (concordância gramatical) ou no singular 
(concordância atrativa). 
 
 
Ex.: Comprei vestido e casaco pretos. 
 
 
 
 
Ex.: Comprei vestido e casaco preto. (Obs.: Neste caso, os dois continuam sendo pretos.) 
 
b) Substantivo composto – caso os substantivos sejam de gêneros diferentes e estejam no 
singular, o adjetivo concordará com o mais próximo ou irá para o masculino plural. 
 
 
GABARITO 
 
 
 
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Ex.: Ela usava gorro e blusa amarelos. 
 
 
 
 
 
 
Ex.: Ela usava gorro e blusa amarela. (Obs.: Neste caso, os dois continuam sendo amarelos.) 
 
c) Substantivo composto – se o adjetivo estiver anteposto aos substantivos, ele deverá 
concordar sempre com o mais próximo. 
 
 
 
Ex.: Conheci estranhos rapazes e moças. 
 
 
Ex.: Conheci estranhas moças e rapazes. 
 
d) Substantivo composto (nomes de pessoas) – se o adjetivo estiver anteposto a nomes de 
pessoas, ele deverá ficar no plural. 
 
 
Ex.: Refiro-me aos ilustres Caetano Veloso e Chico Buarque. 
 
 
 
e) Substantivo composto – caso a frase seja iniciada por verbo de ligação, há duas 
possibilidades de concordância. 
 
 
 
Ex.: Eram raros a escultura e o quadro. 
 
 
 
 
Ex.: Era rara a escultura e o quadro. 
 
f) Expressões um e outro e nem um nem outro – quando essas expressões são usadas, o 
substantivo deve permanecer no singular, mas o adjetivo deve ir para o plural. 
 
Ex.: Abordamos um e outro assunto interessantes. 
 
Ex.: Nem um nem outro deputado reeleitos foram encontrados. 
 
g) Numerais ordinais – se todos os numerais estiverem precedidos de artigo, o substantivo 
pode ficar tanto no singular como no plural. Todavia, se apenas o primeiro numeral estiver 
precedido de artigo, o substantivo deve ficar no plural. 
 
Ex.: Elas perderam a primeira e a segunda aula. 
 
 
 
 
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Ex.: Elas perderam a primeira e a segunda aulas. 
 
Ex.: Elas perderam a primeira e segunda aulas. 
 
h) Mesmo, próprio,quite, leso, incluso, anexo, obrigado – essas palavras concordam com o 
termo a que se referem. 
 
Ex.: Ele mesmo fará o trabalho. 
 
Ex.: Ela mesma fará o trabalho. 
 
i) Bastante, caro, meio, barato, só – essas palavras só variam quando forem adjetivos. 
 
Ex.: Temos bastantes alunos. (bastante – adjetivo) 
 
Ex.: As alunas falam bastante. (bastante – advérbio) 
 
j) Sujeito sem determinante – se o sujeito não estiver determinado, o adjetivo permanece 
invariável. 
 
Ex.: Sopa é bom para a saúde. 
 
Ex.: A sopa é boa para a saúde. 
 
k) Pseudo, alerta, monstro e menos – essas palavras são invariáveis. 
 
Ex.: Vi uma barata monstro na cozinha. 
 
 
2. Concordância verbal 
 
 Consoante a regra geral, o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito a que se 
refere. 
 
 
 
 
 
 
2.1 Concordância com o sujeito simples 
 
a) Sujeito constituído de pronomes de tratamento: o verbo concorda com o pronome na 
terceira pessoa. 
 
 
 
 
 
b) Sujeito expresso com nomes próprios só usados no plural – se o nome próprio plural não 
estiver precedido de artigo, o verbo fica no singular. Por outro lado, se estiver precedido de 
artigo, o verbo vai para o plural. 
 
 
Ex.: Ivo e Liz fazem um belo casal. 
 Eu sinto sarcasmo neste sorriso. 
 Você está muito mudada, Tereza. 
 
 
Ex.: Vossa Excelência já assinou o tratado com os cidadãos? 
 Vossas Senhorias se enganaram. 
 
 
Ex.: Minas possui montanhas e abismos. (Carlos Drummond de Andrade) 
 As Minas Gerais me encantam a imaginação. 
 
 
 
 
 
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c) Sujeito coletivo – regra geral, em caso de sujeito coletivo, o verbo fica na terceira pessoa do 
singular. Todavia, se o substantivo coletivo estiver seguido de adjunto adnominal no plural, o 
verbo pode ir para o plural ou ficar no singular. 
 
 
 
 
 
d) Sujeito representado por expressões partitivas (a maioria de, a maior parte de, a metade de, 
uma porção de etc.) – nesse caso, o verbo pode concordar tanto com o núcleo dessas 
expressões como com o substantivo que as segue. 
 
 
 
 
 
e) Sujeito representado pela expressão mais de um – regra geral, o verbo fica no singular. 
Contudo, se a expressão mais de um vier repetida ou se estiver associada a um verbo que 
indique reciprocidade, é obrigatório o emprego do plural. 
 
 
 
 
 
 
f) Sujeito realçado pela palavra que – o verbo deve concordar com o antecedente dessa 
palavra. 
 
 
 
 
 
g) Sujeito representado pelo pronome quem – o verbo pode ficar na terceira pessoa do singular 
ou concordar com o antecedente desse pronome. 
 
 
 
 
 
h) Sujeito representado por porcentagem – o verbo pode concordar com o numeral ou com o 
substantivo a que se refere a porcentagem. Contudo, o plural será obrigatório se o numeral vier 
com determinantes no plural. 
 
 
 
 
 
 
2.2 Concordância com o sujeito composto 
 
a) Se o sujeito composto estiver anteposto ao verbo, este irá para o plural. 
 
Ex.: Somos nós quem tomará a iniciativa. 
 Somos nós quem tomaremos a iniciativa. 
 
 
Ex.: A boiada ruminava as pontas do capim. 
 Um bando de pássaros voava / voavam em direção ao norte. 
 
 
Ex.: A maioria dos professores compareceu à cerimônia de posse do novo reitor. 
 A maioria dos professores compareceram à cerimônia de posse do novo reitor. 
 
 
Ex.: Mais de um atleta recebeu cartão amarelo. 
 Mais de um policial, mais de um bandido foram mortos. 
 Mais de um torcedor se agrediram. 
 
 
Ex.: Sou eu que tomo as decisões aqui. 
 Fomos nós que a levamos para casa. 
 
 
Ex.: 45% da turma apoiam a decisão do diretor. 
 45% da turma apoia a decisão do diretor. 
 Os 45% da turma apoiam a decisão do diretor. 
 
 
Ex.: O técnico e os jogadores chegaram ontem. 
 
 
 
 
 
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b) Se o sujeito composto estiver posposto ao verbo, este pode concordar com o núcleo mais 
próximo ou ficar no plural. 
 
 
 
 
 
c) Sujeito composto formado por pessoas diferentes – o verbo fica no plural da pessoa 
predominante. 
 
 
 
 
 
 
1ª pessoa, 2ª pessoa, 3ª pessoa → plural da 1ª pessoa (nós) 
2ª pessoa, 3ª pessoa → plural da 2ª pessoa (vós) 
3ª pessoa → plural da 3ª pessoa (eles) 
 
 
2.3 Casos especiais de concordância verbal 
 
a) Sujeito ligado por ou – o verbo pode ficar no singular ou no plural, a depender do valor 
semântico do ou. Se o ou for de exclusão, o verbo fica no singular. Caso ele seja de alternância, 
o verbo vai para o plural. Por fim, se o ou for de retificação, o verbo concorda com o 
substantivo mais próximo. 
 
 
 
 
 
 
b) Sujeito ligado por com – o verbo concorda com o antecedente do com ou vai para o plural. 
Note que, em cada caso, a ideia é diferente. 
 
 
 
 
Ex.: O professor, com os alunos, resolveu o problema. 
 
 
 
 
 
 
Ex.: O professor com os alunos resolveram o problema. 
 
 
 
 
 
c) Sujeito ligado por nem... nem – se o fato expresso se ligar a todos os núcleos, o verbo deverá 
ir para o plural. Todavia, havendo exclusão de um dos elementos do sujeito, o verbo fica no 
singular. 
Ex.: Chegou ontem o técnico e os jogadores. 
 Chegaram ontem o técnico e os jogadores. 
 
 
Ex.: Eu, você e os alunos iremos ao museu. 
 Tu, ela e os peregrinos visitareis o santuário. 
 Cátia, Veridiana e eles farão um jantar mexicano. 
 
 
Ex.: Carlos ou Celso casou com ela. (exclusão) 
 Um sorriso ou uma lágrima o tirariam daquela incerteza. (alternância) 
 O policial ou os policiais prenderam o perigoso assassino. (retificação) 
 
 
sujeito 
simples 
adjunto adverbial 
de companhia 
 
sujeito 
composto 
 
 
 
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d) Sujeito representado por um e outro ou nem um nem outro – o verbo pode ficar no singular 
ou ir para o plural. 
 
 
 
 
 
e) Sujeito representado por um ou outro – o verbo fica no singular, dada a ideia de exclusão. 
 
 
 
 
f) Sujeito representado por infinitivos – caso não haja determinante, o verbo fica no singular. Se 
houver determinante, o verbo vai para o plural. Quando os infinitivos indicarem ações opostas, 
o verbo também irá para o plural. 
 
 
 
 
 
 
3. Concordância ideológica 
 
 Na concordância ideológica, também chamada de silepse, faz-se a concordância 
nominal ou verbal com a ideia contida na frase. Há três tipos de silepse: silepse de gênero, de 
número e de pessoa. 
 
a) Silepse de gênero – a concordância se faz com o gênero gramatical implícito. 
 
Ex.: Não via a hora de chegar à sua amada Belo Horizonte. 
 
 Observe que o adjetivo amada concorda com o substantivo implícito cidade, uma vez 
que Belo Horizonte está no gênero masculino. 
 
b) Silepse de número – a concordância se faz com o número gramatical implícito. 
 
Ex.: A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da cidade de Salvador. 
 
 Nesse exemplo, o verbo está no plural porque concorda com a ideia contida no termo 
procissão. 
 
c) Silepse de pessoa – a concordância se faz com a pessoa gramatical implícito. 
 
Ex.: Os brasileiros somos hospitaleiros. 
 
 Já nesse exemplo, o verbo ser está no plural, pois o emissor inclui-se entre os brasileiros. 
 
Ex.: Nem a riqueza nem o poder lhe trouxeram felicidade. 
 Nem o Brasil nem o Paraguai será o vencedor da próxima Copa. 
 
 
Ex.: Um e outro decidiu / decidiram ficar. 
 Nem um nem outro comentou / comentaram o assunto. 
 
 
Ex.: Um ou outro receberá a promoção. 
 
 
Ex.: Lutar e vencer constitui a minha meta. 
 O lutar e o vencer constituem a minha meta. 
 Rir e chorar são inevitáveis. 
 
 
 
 
 
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1. Indique a alternativa em que os verbos indicados estão flexionados adequadamente: 
1) Naquele dia ___ vários alunos à aula de revisão. (faltar) 
2) Amanhã ___ trinta anos que nos conhecemos. (fazer) 
3) ___ dez pessoas para concluira obra. (bastar) 
4) Os Estados Unidos ___ várias mercadorias. (exportar) 
 
a) faltaram - fazem – Bastam – exporta 
b) faltaram – faz – Bastam – exportam 
c) falta – faz – Bastam – exportam 
d) faltaram – fazem – Basta – exportam 
e) faltaram – faz – Basta – exportarão 
 
2. Assinale a opção em que o texto foi transcrito com erro de concordância verbal: 
 
a) Um delegado mal-intencionado pode perseguir um cidadão ou uma empresa ou, da mesma 
forma, proteger um sonegador. Por isso, essas indicações sempre foram olimpicamente 
disputadas pelos partidos. 
b) A partir de 1994, a Receita Federal passou a nomear todos os delegados e superintendentes 
do órgão nos Estados, sem nenhuma interferência política. Esses cargos compõe o sistema 
nervoso da Receita. 
c) Há casos de funcionários, como inspetores alfandegários de aeroportos e portos, que há 
anos eram escolhidos por políticos. O resultado é que a fiscalização ganhou mais 
independência. 
d) As mudanças surtiram, de imediato, efeitos práticos. O primeiro é que o raio de ação dos 
fiscais cresceu consideravelmente. 
e) Os auditores passaram a visitar empresas e pessoas que antes se sentiam seguras graças 
às amizades que tinham em determinados postos. 
 
 
 
 
1. B 
2. B (compõem) 
 
 
 
Capítulo 7 – Sintaxe de regência 
 
 
 A sintaxe de regência trata do estudo dos tipos de dependência existentes entre um 
verbo (regência verbal) ou nome (regência nominal) e seus complementos. 
 Denominam-se termos regentes ou subordinantes aqueles que precisam de um 
complemento, e termos regidos ou subordinados aqueles que complementam o sentido dos 
termos regentes. 
 
1. Regência verbal 
 
 Regência verbal quer dizer uso, emprego dos verbos na língua portuguesa. Pensar ou 
refletir sobre esse assunto, portanto, nada mais é que observar o comportamento sintático de 
um determinado verbo na construção de orações em língua portuguesa. 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
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 Nas relações que se estabelecem entre os verbos e seus complementos, percebe-se que 
estes podem vir ligados diretamente àqueles ou ligados a eles indiretamente, ou seja, por meio 
de uma preposição. 
 Há verbos que admitem mais de uma regência. Geralmente, essa diversidade de 
regência corresponde a uma diversidade de significados do verbo. É muito importante 
conhecer a regência correta de um verbo, pois a mudança de regência pode alterar o sentido 
da frase. Observe os exemplos a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 Vamos conhecer, a partir de agora, os regimes verbais que mais oferecem dúvidas. 
Esses são, geralmente, os mais cobrados em concursos também. 
 
 
a) Agradar 
 
transitivo direto = acariciar 
transitivo indireto = ser agradável a 
 
 
 
 
 
b) Agradecer 
 
transitivo direto (usado para objetos) 
transitivo indireto (usado para pessoas) 
transitivo direto e indireto (usado para coisas e pessoas) 
 
 
 
 
 
 
c) Ansiar 
 
transitivo direto = angustiar, causar mal estar 
transitivo indireto = desejar ardentemente (não admite lhe(s) como complemento. Em seu lugar 
deve-se usar a ele, a ela, a eles, a elas.) 
 
 
 
 
 
d) Aspirar 
 
transitivo direto = sorver o ar 
transitivo indireto = almejar, pretender (não admite lhe(s) como complemento. Em seu lugar 
deve-se usar a ele, a ela, a eles, a elas.) 
 
Ex.: A menina sempre implica com seu irmão. (implicar com = perturbar) 
 O acusado implicou seu vizinho no crime. (implicar em = envolver) 
 Fazer mudanças implica assumir riscos. (implicar = resultar) 
 
Ex.: A menina agradava o gatinho. 
 Suas canções agradaram ao público. 
 
 
Ex.: Ele agradeceu a ajuda recebida. 
 Ele agradeceu aos amigos. 
 Ele agradeceu aos amigos a ajuda recebida. 
 
 
Ex.: O espaço apertado do elevador ansiava a senhora. 
 Anseio por sua volta. 
 
 
 
 
 
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e) Assistir 
 
transitivo direto ou indireto = prestar assistência, socorrer 
transitivo indireto = ver, presenciar (não admite lhe(s) como complemento. Em seu lugar deve-
se usar a ele, a ela, a eles, a elas.) 
transitivo indireto = favorecer, pertencer (admite lhe(s) como complemento) 
intransitivo = morar, residir (acompanhado de adjunto adverbial de lugar introduzido pela 
preposição em) 
 
 
 
 
 
 
 
f) Custar 
 
transitivo indireto = ser custoso, ser difícil 
transitivo direto e indireto = acarretar 
intransitivo = ter o valor de (acompanhado de adjunto adverbial de preço) 
 
 
 
 
 
 
 
g) Esquecer / Lembrar 
 
Esses dois verbos admitem três construções: 
 
 
 
 
 
 
 
h) Informar 
 
transitivo direto e indireto (admite duas construções) 
 
 
 
 
i) Pagar / Perdoar 
 
transitivo direto (usado para objetos) 
transitivo indireto (usado para pessoas) 
transitivo direto e indireto (usado para coisas e pessoas) 
Ex.: Informaram o devedor das / sobre as formas de pagamento. 
 Informaram as formas de pagamento ao devedor. 
 
Ex.: Constatou-se que a vítima aspirara o gás. 
 É notório que a vítima só aspirava ao enriquecimento. 
 
 
Ex.: O médico assistia os acidentados. / O médico assistia aos acidentados. 
 Nós assistimos ao jogo ontem. 
 Assiste ao aluno o direito de reclamar? 
 Assisto no Rio de Janeiro. 
 
 
Ex.: Custou-me entender a explicação. (Obs.: é errada a construção: Eu custei a entender a 
explicação.) 
 A imprudência custou lágrimas ao rapaz. 
 Esta bebida custa vinte reais. 
 
 
Ex.: Esqueci o documento em casa. / Lembrei a letra da música. 
 Esqueci-me do documento em casa. / Lembrei-me da letra da música. 
 Esqueceram-me os fatos. / Lembraram-me os fatos. 
 
 
 
 
 
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j) Preferir 
 
transitivo direto = dar primazia à, escolher 
transitivo direto e indireto = decidir entre uma coisa e outra 
 
 
 
 
 
Obs.: Na linguagem formal, é errado usar o verbo preferir reforçado por expressões ou 
palavras que indiquem intensidade (antes, mais, muito mais, mil vezes mais, menos etc. bem 
como a preposição de que ou do que). 
 
Ex.: Prefiro mil vezes dançar do que fazer ginástica. (frase totalmente incorreta) 
 
k) Proceder 
 
intransitivo = ter fundamento, portar-se, conduzir-se 
transitivo indireto = realizar, dar início 
 
 
 
 
 
l) Querer 
 
transitivo direto = desejar, pretender 
transitivo indireto = amar, estimar, ter afeto 
 
 
 
 
 
m) Suceder 
 
intransitivo = ocorrer, acontecer 
transitivo indireto = vir depois, acontecer algo com alguém 
 
 
 
 
 
 
 
Ex.: Paguei o boleto hoje. 
 Perdoarei as suas dívidas. 
 Pague ao credor imediatamente. 
 A esposa perdoou ao marido. 
 Vou pagar o aluguel ao dono do imóvel. 
 A mãe perdoou os erros ao filho. 
 
 
Ex.: Prefiro filmes estrangeiros. 
 Prefiro frio ao calor. 
 
Ex.: Aquelas teorias não procedem. 
 O delegado procedeu ao interrogatório. 
Ex.: Quero sorvete. 
 Ela queria muito a seus avós. 
Ex.: A doença sucedeu repentinamente. 
 A noite sucedeu ao dia. 
 
 
 
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n) Visar 
 
transitivo direto = dirigir o olhar para, apontar arma de fogo contra, pôr o sinal de visto em 
transitivo indireto = ter em vista, pretender, objetivar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Regência nominal 
 
 Regência nominal é a relação que se estabelece entre os substantivos, adjetivos e 
advérbios com seus complementos. Normalmente, essa relação entre o nome e o complemento 
é dada por uma preposição. Assim, é imprescindível conhecer as preposições para que 
a regência nominal seja feita e identificada de forma correta. 
 Segue a regência de alguns nomes: 
 
substantivos adjetivos advérbios 
bacharel em resistente a favorável a 
amigo de alheio a contrariamente a 
resolução de alienado de relativamente a 
ódio contra / a curioso por analogamentea 
admiração a / por acostumado com / a semelhantemente a 
 
 
 
 
1. A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à regência (nominal e verbal) 
recomendada pela norma culta é: 
a) O governador insistia em afirmar que o assunto principal seria “as grandes questões 
nacionais”, com o que discordavam líderes pefelistas. 
b) Enquanto Cuba monopolizava as atenções de um clube, do qual nem sequer pediu para 
integrar, a situação dos outros países passou despercebida. 
c) Em busca da realização pessoal, profissionais escolhem a dedo aonde trabalhar, priorizando 
à empresas com atuação social. 
d) Uma família de sem-teto descobriu um sofá deixado por um morador não muito consciente 
com a limpeza da cidade. 
Ex.: O menino visou o alvo, mas não conseguiu acertá-lo. 
 As novas medidas de segurança visam ao bem-estar de 
todos. 
Obs.: Verbos que apresentam regências diferentes não devem receber o mesmo 
complemento. Dessa forma, construções como a seguinte devem ser evitadas: 
 
Entrei e saí rapidinho de casa. 
 
O correto é: 
 
Entrei em casa e saí dela rapidinho. 
HORA DE PRATICAR 
 
 
 
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e) O roteiro do filme oferece uma versão de como conseguimos um dia preferir a estrada à 
casa, a paixão e o sonho à regra, a aventura à repetição. 
 
 
 
 
1. E 
 
Alternativa a – A regência do verbo “discordar” requer o uso da preposição “de”; quem 
discorda, discorda de alguma coisa. Logo, a frase correta seria: O governador insistia em 
afirmar que o assunto principal seria “as grandes questões nacionais”, das quais discordavam 
líderes pefelistas. 
Alternativa b – A regência do verbo integrar requer o uso da preposição; quem se integra, se 
integra a algo (se adapta a algo como membro). Assim sendo, para estar correta de acordo 
com a norma culta, a frase deveria ser: Enquanto Cuba monopolizava as atenções de um clube, 
ao qual nem sequer pediu para integrar, a situação dos outros países passou despercebida. 
Alternativa c – A regência do verbo “priorizar” não requer preposição, logo o uso de “à” é 
incorreto; quem prioriza, prioriza alguma coisa (não se usa preposição). Outro erro da frase é o 
uso de “aonde”. O verbo “trabalhar” não indica movimento e, por isso, deveria ter sido usada a 
palavra “onde”. Assim sendo, veja a frase reescrita de acordo com a norma culta: Em busca da 
realização pessoal, profissionais escolhem a dedo onde trabalhar, priorizando empresas com 
atuação social. 
Alternativa d – “Consciente” é um nome que exerce função de adjetivo. Sua regência requer a 
preposição “de”; quem é consciente, é consciente de algo. Para estar em conformidade com a 
norma culta, a frase deveria ser escrita da seguinte forma: "Uma família de sem-teto descobriu 
um sofá deixado por um morador não muito consciente da limpeza da cidade." 
 
 
Capítulo 8 – Colocação pronominal 
 
 É a parte da gramática que cuida da correta colocação dos pronomes oblíquos na frase. 
Esses pronomes podem ocupar três posições, a saber: 
 
a) antes do verbo – próclise (pronome proclítico) 
 
Ex.: Isso me lembra algo. 
 
b) no meio do verbo – mesóclise (pronome mesoclítico) 
 
Ex.: Orgulhar-me-ei dos meus alunos. 
c) após o verbo – ênclise (pronome enclítico) 
 
Ex.: Fiz-lhe a pessoa mais feliz do mundo. 
 
1. Próclise 
 
 É obrigatório o uso da próclise nos casos seguintes: 
 
GABARITO 
 
 
 
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a) orações negativas (presença de um advérbio de negação ou de um sujeito cujo núcleo é um 
pronome indefinido negativo) 
 
 
 
 
b) pronomes indefinidos ou demonstrativos. 
 
 
 
 
 
c) orações subordinadas (iniciadas por conjunção subordinativa, pronome relativo, pronome 
interrogativo ou advérbio interrogativo) 
 
 
 
 
 
d) verbos antecedidos por advérbios ou adjuntos adverbiais 
 
 
 
 
e) Verbo no gerúndio precedido da preposição em 
 
 
 
 
f) Orações exclamativas (iniciadas por pronomes ou advérbios exclamativos) e orações que 
exprimam desejo (com sujeito anteposto ao verbo) 
 
 
 
 
 
g) Orações interrogativas (iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos) 
 
 
 
 
h) verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição 
 
 
 
 
2. Mesóclise 
 
 A mesóclise deve ocorrer com verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito, 
salvo se houver algum fator de próclise. 
 
 
Ex.: Em se tratando de esporte, prefere o futebol. 
 
Ex.: Tudo me levava a crer que o pior havia 
acontecido. 
 Aquilo lhe agradava profundamente. 
 
Ex.: Ele ainda não sabe quando lhe dará um aumento. 
 A maneira como a comunicaram da dívida foi 
desrespeitosa. 
 
Ex.: Certamente nos disseram a 
verdade. 
 
Ex.: Ninguém o havia informado da 
festa. 
 
Ex.: Quanto me custa dizer adeus! 
 Deus te abençoe! 
 
Ex.: Como você a conhece? 
 
Ex.: Sua permanência aqui é para nos 
ajudar. 
 
 
 
 
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Obs. 1: Caso o verbo no futuro venha precedido de pronome reto, ocorrerá a próclise. 
 
 
 
Obs. 2: Caso o sujeito anteposto ao verbo no futuro não seja pronome reto, ocorrerá 
facultativamente a próclise ou a mesóclise. 
 
 
 
 
 
3. Ênclise 
 
 A ênclise sempre ocorrerá, desde que não haja fatores para a próclise ou para a 
mesóclise. Todavia, ela será obrigatória em alguns casos: 
 
a) verbo no início do período 
 
 
 
b) verbo no imperativo 
 
 
 
c) verbo no gerúndio (desde que não seja antecedido pela preposição em) 
 
 
 
d) verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a 
 
 
 
e) orações interrogativas (iniciadas por palavras interrogativas com verbo no infinitivo 
impessoal) 
 
 
 
 
4. Colocação dos pronomes oblíquos átonos nas locuções verbais 
 
 Primeiramente, é importante destacar que, em uma locução verbal, o verbo principal 
pode estar no infinitivo, no gerúndio ou no particípio. Assim, tendo em vista que a colocação 
pronominal se faz presente também nas locuções verbais, precisamos entender como essa 
colocação acontece. 
 
a) Caso a locução verbal não venha precedida de um fator de próclise, o pronome oblíquo 
átono pode ficar depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. 
Ex.: Como era muito competente, pagar-lhe-iam muito 
bem. 
 Dir-vos-ei amanhã o que sucederá. 
 
Ex.: Tu me farias um favor? 
 
Ex.: O presidente contar-me-á o ocorrido amanhã. 
 O presidente me contará o ocorrido amanhã. 
 
Ex.: Meus caros, digam-me a 
verdade. 
 
Ex.: Lembro-me daqueles dias. 
 
Ex.: Puseram a criança de castigo somente para depois poder beijá-la, consolando-a. 
 
Ex.: Uma palavra de ternura bastava a comovê-lo. 
 
Ex.: Como convencer-te da verdade? 
 
 
 
 
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b) Caso haja fator de próclise, o pronome deve ficar antes do verbo auxiliar ou depois do verbo 
principal. 
 
 
 
 
 
 
c) Caso o verbo principal esteja no particípio e não haja fator de próclise, o pronome deve ficar 
depois do verbo auxiliar. 
 
 
 
d) Se houver fator de próclise, o pronome deve ficar antes do verbo auxiliar. 
 
 
 
 
 
 
 
1. Indique a alternativa em que há erro de colocação pronominal. 
a) Ninguém viu-o sair para o trabalho. 
b) Alguém o viu sair esta manhã. 
c) Não o vejo desde ontem. 
d) Foram eles que o viram. 
e) Certamente o viram sair esta manhã. 
 
2. Corrija as orações em que há erro de colocação pronominal. 
a) Lhe cantei lindas canções ao ouvido. 
b) Aquilo diz-te algo? 
c) Atrever-me-ia a dizer que a carta foi escrita por ele. 
d) Assim como nos disse, cumpriu com a sua palavra. 
e) Quisera nos trouxessem boas notícias. 
 
 
 
 
1. A 
2. Há erro de colocação pronominal nas alternativas a) e b). 
a) Cantei-lhes lindas canções ao ouvido. 
O pronome é colocado depois do verbo (ênclise) quando as orações são iniciadas por verbos. 
Ex.: Devo-lhe ajudar no que for preciso. 
 Devo ajudar-lhe no que for preciso. 
 Estava-lhedizendo o que fazer. 
 Estava dizendo-lhe o que fazer. 
 
Ex.: Não lhe devo ajudar com os seus exercícios. 
 Não devo lhe ajudar com os seus exercícios. 
 Não lhe estava dizendo o que fazer. 
 Não estava lhe dizendo o que fazer. 
 
 
Ex.: Havia-lhe dito o que fazer. 
 
 
Ex.: Não lhe havia dito o que fazer. 
 
 
HORA DE PRATICAR 
HORA DE PRATICAR 
 
 
 
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b) Aquilo te diz algo? 
O pronome deve vir antes do verbo (próclise) quando a oração contém pronome demonstrativo, 
tal como “aquilo”. 
 
As orações em c), d) e e) estão corretas, porque: 
 
c) Atrever-me-ia a dizer que a carta foi escrita por ele. 
A mesóclise (pronome no meio do verbo) é usada com verbos no futuro do pretérito, tal como 
“atreveria”. 
d) Assim como nos disse, cumpriu com a sua palavra. 
A próclise (pronome antes do verbo) é usada nas orações que contém conjunções 
subordinativas, tal como “assim como”. 
e) Quisera nos trouxessem boas notícias. 
Deve ocorrer a próclise sempre que a oração contiver palavras que expressem desejo, como a 
palavra “quisera”. 
 
 
 
 
Capítulo 9 – Crase 
 
 
Crase é o nome que recebe o fenômeno em que ocorre a fusão entre dois sons vocálicos 
idênticos (a + a). Emprega-se o acento grave, indicativo de crase, nos seguintes casos: 
 
a) quando há a fusão entre a preposição a e o artigo definido a; 
 
Ex.: Quero bem à colega. 
 
 
 
b) quando há a fusão entre a preposição a e o a inicial dos pronomes relativos aquele, aquela e 
aquilo. 
 
Ex.: Dirigiu-se àquela praça. 
 
 
 
 
Ex.: Referiu-se àquele assunto. 
 
 
 
Ex.: Dedicou-se àquilo. 
 
 
 
c) quando há a fusão entre a preposição a e o pronome demonstrativo a ou as. 
 
Ex.: Chamou as sobrinhas e entregou os documentos à mais velha. 
 
 
Quero bem a a colega. 
Dirigiu-se a aquela praça. 
Referiu-se a aquele assunto. 
Dedicou-se a aquilo. 
...entregou os documentos a a mais velha. 
 
 
 
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Nos exemplos anteriores, pode-se observar que o termo regente pede a preposição a e o 
termo regido não repele o artigo definido feminino, por essa razão ocorre o fenômeno da crase. 
Vale ressaltar que o termo regente pode ser um verbo, um substantivo, um adjetivo ou até 
mesmo um advérbio: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Sempre haverá crase: 
 
a) diante de palavras femininas que não repelem artigo. 
 
Ex.: Não iremos à festa. / Eram insensíveis à dor alheia. 
 
Em caso de dúvida, basta substituir a palavra feminina por uma palavra masculina que 
pertença à mesma classe gramatical. Caso ocorra a combinação ao (preposição a + artigo 
definido o), haverá crase diante da palavra feminina. 
 
Ex.: Não iremos à festa. (Não iremos ao encontro.) / Eram insensíveis à dor alheia. (Eram 
insensíveis ao problema alheio.) 
 
Obs.: Ocorrerá crase mesmo que a palavra feminina esteja oculta. 
 
Ex.: Ouviu-se o hino à uma. (= a uma voz) 
 
b) diante das expressões à moda de, à maneira de. 
 
Ex.: Fez uma série de gols à (moda de / maneira de) Neymar. / Usavam sapatos à (moda de / 
maneira de) Luís XV. 
 
Obs.: As expressões à moda de, à maneira de podem ser suprimidas. 
 
c) na indicação de horas. 
 
Ex.: Chegaram às duas horas. / Começarão o trabalho à uma hora. 
 
d) diante de nomes de lugar que admitirem o artigo 
 
Ex.: Vou à Argentina. / Ele foi diversas vezes à Alemanha. 
Verbo 
 
Referia-me à aula de ontem. 
Substantivo A volta às aulas é sempre motivo de alegria para os 
alunos. 
Adjetivo 
 
Era dedicada à mãe. 
Advérbio O diretor pronunciou-se favoravelmente à proposta. 
Obs.: os termos antecedidos pelo fenômeno da crase podem exercer a função sintática de 
complementos (objeto direto, objeto indireto, complemento nominal) ou de adjuntos 
adverbiais. 
 
 
 
 
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Para saber se o nome de lugar admite artigo, é possível lançar mão da seguinte 
estratégia: 
 
Vou a, volto da crase há 
Vou a, volto de crase para quê? 
 
Assim: 
Vou à China. Volto da China. 
Vou a Brasília. Volto de Brasília. 
 
 
 
 
 
 
 
 
e) diante de locuções adverbiais femininas 
 
A crase é obrigatória diante de locuções adverbiais compostas por palavras 
femininas. Considere os exemplos: 
 
Quando chegar ao final da rua, vire à direita. 
Às vezes é preciso recomeçar do zero. 
À medida que o tempo passava, mais nervoso ele ficava. 
O barco ficou à deriva por muitas horas. 
 
 
2. Não ocorrerá crase: 
 
a) diante de substantivos masculinos 
 
Não ocorre crase diante de substantivos masculinos em virtude de não ser possível o 
uso do artigo definido feminino (a, as) antes dessas palavras. 
 
Ex.: Isto cheira a vinagre. 
 
 
b) diante de verbos 
Ex.: Estamos dispostos a trabalhar para o bem da comunidade. 
 
 
 
c) diante de pronomes que rejeitam o artigo (maioria dos indefinidos e relativos e boa parte dos 
demonstrativos) 
 
Obs.: se o nome de lugar não admitir artigo, a crase não ocorrerá. 
Ex.: Cheguei a Salvador hoje mesmo. 
Contudo, caso o nome de lugar venha acompanhado de um determinante, isso 
dará ensejo à crase. 
Ex.: Cheguei à Salvador dos meus sonhos (dos meus antepassados) hoje 
mesmo. 
 
Preposição somente 
Preposição somente 
 
 
 
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Ex.: Escrevi a todas as (a algumas, a muitas, a várias) empresárias. 
 Não ligo a essas (a tais) questões. 
 Diariamente chegam turistas a esta localidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
d) diante de numerais cardinais que se refiram a substantivos não determinados pelo artigo, 
usados em sentido genérico 
 
Ex.: Ela assistirá a duas sessões (ou a uma só sessão). 
 A chácara fica a quatro léguas da cidade. 
 Daqui a três semanas muita coisa terá acontecido. 
 O número de candidatas aprovadas não chega a dez. 
 
e) quando a preposição estiver diante de palavras femininas no plural 
 
Ex. Vou a festas todos os fins de semana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
f) entre palavras repetidas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Usos facultativos da crase 
 
 A crase será facultativa em todos os casos nos quais o artigo definido também o for. 
 
a) diante de nomes próprios femininos 
 
cara a cara 
frente a frente 
dia a dia 
boca a boca 
semana a semana 
mês a mês 
Obs.: há pronomes que admitem o artigo. Nesses casos, ocorrerá a crase. 
Ex.: Não fale nada às outras funcionárias. 
 Eles assistiam sempre às mesmas cenas. 
 Diga à tal pessoa que não venha mais aqui. 
 Estou pronta para todas as perguntas, às quais responderei sem hesitar. 
Quanto aos pronomes de tratamento, somente ocorrerá crase diante dos pronomes: 
dona, senhora, senhorita e madame. 
Ex.: Fale à senhora o que lhe aflige. 
 
 
 
 
Obs.: pode ocorrer crase diante de palavras femininas no plural, se o artigo definido 
também estiver no plural 
 
Ex.: Vou às festas todos os fins de semana. 
 
 
 
 
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O artigo definido não é obrigatório diante de nomes próprios femininos. Assim, estão 
corretas as seguintes frases: 
 
Obedeça à Tereza. / Obedeça a Tereza. 
 
b) após a preposição até 
 
 A crase também é facultativa após a preposição até quando esta estiver antecedendo 
palavras femininas. 
 
Vamos até a praia? / Vamos até à praia? 
 
c) diante de pronome possessivo feminino 
 
 Após pronome possessivo feminino (minha (s), tua (s), sua (s), nossa (s) etc.) o uso da 
crase também é facultativo. Isso porque o uso do artigo definido antes desses pronomes 
também é facultativo (assim como acontece com os nomes próprios). 
 
Ex.: Referiu-se à minha conquista. / Referiu-se a minha conquista. 
 
4. Casos especiais 
 
a) antes da palavra distância 
 
 Antes da palavra distância, só irá ocorrer a crase se a distância estiver evidenciada. 
Observe os seguintes exemplos: 
 
Ex.: Ensinoa distância O escritório fica à distância de 200 metros. 
 
b) antes da palavra terra 
 
 Quando a palavra terra tiver o sentido de chão firme, em oposição a bordo, não haverá 
crase. 
 
Ex.: Eles foram a terra logo cedo. 
 
Todavia, caso a palavra terra apareça acompanhada de um determinante, haverá crase. 
 
Ex.: Eles foram à terra de seus antepassados / de seus avós / de seus sonhos / procurada. 
 
 Se a palavra terra tiver o sentido de planeta, a crase também ocorrerá. Neste caso, a 
palavra deverá ser grafada com letra maiúscula. 
 
Ex.: Os astronautas retornaram à Terra em segurança. 
 
c) antes da palavra casa 
 
 Regra geral, não ocorre crase diante da palavra casa. 
 
Ex.: Cheguei a casa cedo ontem. 
 
 
 
 
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 Contudo, se a palavra casa vier acompanhada de um determinante (assim como 
acontece com a palavra terra), a crase ocorrerá. 
 
Ex.: Cheguei cedo à casa de meus pais. 
 
 
 
 
1. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto ao lado: "Recorreu ___ 
irmã e ___ ela se apegou como ___ uma tábua de salvação." 
a) à - à – a 
b) à - a – à 
c) a - a – a 
d) à - à – à 
e) à - a – a 
 
2. Sentou-se ___ máquina e pôs-se ___ reescrever uma ___ uma as páginas do relatório. 
a) à - à - a 
b) a - à - à 
c) à - à - à 
d) à - a – a 
 
3. Assinale a frase em que à ou às está mal-empregado. 
a) Amores à vista. 
b) Referi-me às sem-razões do amor. 
c) Desobedeci às limitações sentimentais. 
d) Estava meu coração à mercê das paixões. 
e) Submeteram o amor à provações difíceis. 
 
 
 
 
1. E 
2. D 
3. E 
 
 
 
 
 
Capítulo 10 – Pontuação 
 
 
 A pontuação reproduz a intencionalidade da fala; sem pontuação, um texto escrito pode 
ser incompreensível para o leitor. Ela também marca diferentes tipos de frases (interrogativas, 
exclamativas, afirmativas), organizando o texto e garantindo, dessa forma, sua coerência e 
coesão. Por ter sido organizada de forma artificial, isto é, por ser uma convenção entre os 
falantes, a pontuação apresenta regras específicas. É sobre elas que falaremos neste capítulo. 
 
 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
100 
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1. Ponto final 
 
 É o sinal que indica maior pausa. Ele é usado: 
 
a) para marcar o término de oração absoluta ou de período. 
 
 
 
 
 
b) nas abreviaturas 
 
 
 
 
 
2. Ponto e vírgula 
 
 O ponto e vírgula marca uma pausa maior que a vírgula, porém menor que a do ponto 
final, sem, contudo, encerrar o período. Ele é usado: 
 
a) para separar orações de um período extenso que já apresente vírgula em seu interior. 
 
 
 
 
b) para separar vários incisos de um artigo de lei ou itens de uma lista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Dois pontos 
 
Os dois pontos marcam uma sensível suspensão da melodia da frase. São usados: 
 
a) quando se quer dar início à fala ou citação de outrem. 
 
 
 
b) antes de uma enumeração 
 
 
 
 
Ex.: Quero me esquecer do que aconteceu. 
 O senhor está errado. Não devia ter feito o que 
fez. 
 
Ex.: av. (avenida) 
 sr. (senhor) 
 
Ex.: Eu defendo o devedor principal; meu amigo, o fiador. 
 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem 
como fundamentos: 
 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
 
Ex.: Segundo Rui Barbosa: “A Política afina o espírito”. 
 
Ex.: “Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz.” 
(Pe. Antônio Vieira) 
 
 
 
 
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c) quando se vai iniciar uma sequência que explica, identifica, discrimina ou desenvolve uma 
ideia anterior 
 
 
 
 
 
4. Travessão 
 
O travessão pode ser usado: 
 
a) para indicar a fala de personagens no discurso direto 
 
 
 
 
b) evidenciar palavra, expressão ou frase bem como separar orações intercaladas, fazendo as 
vezes de vírgula ou parênteses. 
 
 
 
 
 
5. Reticências 
 
As reticências marcam uma interrupção da sequência lógica do enunciado, com a 
consequente suspensão da melodia da frase. São usadas: 
 
a) para indicar dúvida, hesitação 
 
 
 
 
 
b) supressão de trechos de texto com fonte. Nesse caso, as reticências devem vir entre 
parênteses. 
 
 
 
 
 
6. Aspas 
 
 As aspas são usadas para: 
 
a) indicar uma citação 
 
 
 
 
 
b) destacar palavras e expressões que não pertençam à língua culta (gírias, estrangeirismos, 
neologismos etc.). 
Ex.: Foram escritos três artigos: um sobre Direito Previdenciário e dois sobre Legislação 
Trabalhista. 
 
 
Ex.: – Como se chama? 
 – Helena. 
 
Ex.: “Os Estados Unidos e a China – os maiores poluidores do planeta – não são signatários 
dos principais tratados de preservação ambiental.” 
 
Ex.: Escute-a ... 
 Deixe-a falar... 
 
Ex.: “(...) e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe 
pelo corpo, tomou o peito aprumado, (...)” 
Ex.: “Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na 
lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo.” 
 
 
 
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7. Parênteses 
 
 Os parênteses são usados para: 
 
a) isolar explicações, indicações ou comentários acessórios. 
 
 
 
 
 
 b) encerrar o nome do autor e as informações referentes à fonte no caso de citações e 
referências bibliográficas. 
 
 
 
 
 
8. Vírgula 
 
A vírgula marca uma pausa de curta duração. Ela não deve ser usada para separar 
ideias ou palavras que estão interligadas sintática e semanticamente numa sequência lógica, 
sem interrupções. 
 
 
 
 
 A vírgula é usada: 
 
a) para separar ou intercalar o vocativo e o aposto. 
 
 
 
 
 
 
b) separar um adjunto adverbial (antecipado ou intercalado). 
 
 
 
 
Obs.: Se o adjunto adverbial for um simples advérbio, a vírgula é facultativa. Ela só obrigatória 
quando o adjunto adverbial é longo (apresenta três ou mais palavras). 
 
 
 
 
c) isolar algumas conjunções intercaladas 
 
 
 
Ex.: O advogado ficou “grilado” com o depoimento da testemunha. 
 
Ex.: Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem mais de 
200 milhões de habitantes. 
Ex.: “Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, 
mas a mulher já se trancara lá dentro.” 
(Fernando Sabino, O homem nu.) 
Ex.: Não quero que você continue alheio ao que se passa a sua volta. 
 Percebemos que as pessoas são encantadoras quando acreditamos 
nelas. 
 
Ex.: Pietra, você acompanhou o seu irmão? 
 Duarte Nogueira, Líder do PSDB na Câmara Federal, usou um assessor parlamentar 
como motorista de seus filhos em Ribeirão Preto (SP). 
 
Ex.: Em nosso país, as normas costumeiras figuram como fonte supletiva da lei. 
 
Ex.: Era domingo; não havia nada, pois, que pudéssemos fazer. 
 Um dia, porém, voltarei a minha terra. 
 
Ex.: O estudo sempre traz bons resultados. 
 
 
 
 
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d) antes do e quando os sujeitos das orações que compõem o período forem diferentes. 
 
 
 
 
 
e) antes do e quando este for uma conjunção adversativa. 
 
 
 
 
f) em caso de elipse de um verbo por estar subentendido na frase. 
 
 
 
 
 
g) para separar elementos que apresentam a mesma função sintática. 
 
 
 
 
h) para separar orações coordenadas assindéticas. 
 
 
 
 
 
i) para separar orações coordenadas sindéticas adversativas, alternativas e conclusivas. 
 
 
 
 
 
 
j) separar orações adverbiais explicativas. 
 
 
 
 
k) separar orações adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas). 
 
 
 
 
 
l) para isolar expressões explicativas, corretivas ou continuativas (isto é, ou seja, ou melhor,a 
saber, aliás, é claro, por exemplo, digo, além disso etc. 
 
 
 
 
 
m) isolar um complemento pleonástico antecipado ao verbo. 
Ex.: Os tenistas brasileiros vencem algumas partidas de tênis, e o Brasil tenta recuperar 
prestígio na copa Davis. 
 
Ex.: Lutou, lutou, e nada conseguiu. 
 
Ex.: Os políticos frequentam o Congresso Nacional, e os pesquisadores, os centros de 
pesquisa. 
 
Ex.: Eliana não entregou as certidões, o CPF, o RG e o 
formulário. 
 
Ex.: O juiz ouviu as testemunhas, analisou os argumentos da defesa, ponderou sobre as 
provas apresentadas e decidiu condenar o acusado. 
 
Ex.: Márcia correu muito, porém não chegou a tempo. 
 Ora ria dos problemas, ora chorava. 
 Decepcionou os amigos, portanto sabe que não receberá mais 
ajuda. 
 
 
Ex.: Temos certeza de que ventou muito, porque as árvores estão 
quebradas. 
 
Ex.: Apesar de ter chegado a tempo, não conseguiu assistir ao jogo. 
 Ao regressar a casa, não encontrei ninguém. 
 
Ex.: Trabalharemos em prol dos oprimidos. Isso, é claro, se nos permitirem reformular 
todos os conceitos de opressão. 
 
 
 
 
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n) isolar nomes próprios de lugar seguidos de data. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Tendo em vista que o uso da vírgula também se relaciona a fatores de ordem sintática, 
corroborando assim para uma perfeita estruturação do pensamento, justifique o emprego do 
referido sinal mediante os enunciados subsequentes: 
 
a) Parabéns, querido! 
b) Naquela tarde, todos haviam saído. 
c) O Rio de Janeiro, que é considerada a cidade maravilhosa, irá sediar um dos grandes 
eventos esportivos. 
d)Viajarei nestas férias, isto é, se houver possibilidade. 
e) Hoje o clima está ameno, pois choveu durante a noite. 
 
2. Coloque vírgulas nos lugares corretos. 
 
a) É necessário ir ao supermercado ao açougue à farmácia e à padaria. 
b) A Camila a Letícia e a Luísa foram as responsáveis pelo despedimento da Ana Paula da Lúcia 
e da Alice. 
c) A verdade minha querida amiga é que já não sou a mesma pessoa. 
d) Lavar passar limpar aspirar e cozinhar são atividades que nunca acabam. 
e) Bom dia André! 
f) Todos esperavam por um milagre embora soubessem ser impossível. 
 
3. Assinale as hipóteses que indicam funções corretas da vírgula. 
 
a) Separar elementos coordenados em enumerações com a mesma função sintática. 
b) Isolar o aposto e outros elementos explicativos. 
c) Separar os advérbios sim e não em respostas. 
d) Separar o sujeito do predicado e o objeto direto do objeto indireto. 
e) Isolar orações subordinadas adjetivas explicativas. 
 
 
 
 
 
 
 
1. O emprego da vírgula manifesta-se de forma adequada, tendo em vista que se trata de: 
 
a – Um aposto; 
b – Adjunto adverbial de tempo; 
c – Oração subordinada adjetiva explicativa; 
Ex.: Os casos mais importantes, já os apresentei. 
 
Ex.: Rio de Janeiro, 17 de agosto de 
2021. 
 
 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
105 
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d - Uma expressão corretiva “isto é”; 
e – Oração coordenada explicativa. 
 
2. 
a) É necessário ir ao supermercado, ao açougue, à farmácia e à padaria. 
b) A Camila, a Letícia e a Luísa foram as responsáveis pelo despedimento da Ana Paula, da 
Lúcia e da Alice. 
c) A verdade, minha querida amiga, é que já não sou a mesma pessoa. 
d) Lavar, passar, limpar, aspirar e cozinhar são atividades que nunca acabam. 
e) Bom dia, André! 
f) Todos esperavam por um milagre, embora soubessem ser impossível. 
 
3. 
a) Separar elementos coordenados em enumerações com a mesma função sintática. 
b) Isolar o aposto e outros elementos explicativos. 
c) Separar os advérbios sim e não em respostas. 
e) Isolar orações subordinadas adjetivas explicativas. 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 11 – Acordo ortográfico: 
ortografia e acentuação gráfica vigentes 
 
Uma comunicação escrita eficaz muito se deve à ortografia. Com efeito, o conhecimento 
das regras que regem a ortografia de nossa língua implica maior probabilidade de proficiência 
na modalidade escrita e maior acerto nas questões de concursos. 
 
1. Ortografia 
 
É a parte da gramática que versa sobre a escrita correta das palavras. Há palavras que 
podem ser identificadas por meio de uma regra, mas não podemos nos esquecer de que há 
aquelas que constituem exceções e outras para as quais simplesmente não há explicação ou a 
explicação está na origem da língua. Dessa forma, as melhores estratégias para internalizar a 
forma como determinadas palavras são escritas ainda são a leitura e a resolução de questões. 
Nesta seção, apresentaremos algumas regras que podem ser úteis. 
 
 
1.1 Emprega-se a letra X: 
 
a) depois de ditongos: 
 
 
 
Exceções: guache, caucho (e derivadas: recauchutar, recauchutagem) 
 
b) depois da inicial en: 
 
 
 
 
caixa – baixa – faixa – peixe - trouxa 
 
enxerto – enxada – enxotar – enxergar 
 
 
 
 
106 
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Exceções: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
c) depois da inicial me: 
 
 
 
Exceções: mecha, mechar, mechoação 
 
1.2 Empregam-se as letras C e Ç: 
 
a) depois de ditongos 
 
 
 
b) em formas correlatas de palavras terminadas em –to ou –ter 
 
 
 
 
 
 
 
c) nos sufixos –ação, -aço (a) e –iço 
 
aspiração ricaço barcaça sumiço 
pontuação balaço barbaça carniça 
 
1.3 Emprega-se o SS: 
 
a) nos substantivos relacionados a verbos com o radical –ced- 
 
aceder acesso 
ceder cessão 
 
b) nos substantivos relacionados a verbos com o radical –met- 
 
submeter submissão 
intrometer intromissão 
 
c) nos substantivos relacionados a verbos com o radical –tir- 
 
permitir permissão 
discutir discussão 
 
cheio encher, enchimento 
chiqueiro enchiqueirar 
chumaço enchumaçar 
charco encharcar 
ereto ereção 
correto correção 
deter detenção 
México – mexerico – mexerica – mexilhão 
 
 
eleição – traição – coice – ouço 
 
 
 
 
 
107 
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d) nos substantivos relacionados a verbos com o radical –prim- 
 
reprimir repressão 
comprimir compressão 
 
e) nos substantivos relacionados a verbos com o radical –gred- 
 
agredir agressão 
regredir regressão 
 
1.4 Emprega-se a letra S: 
 
a) no sufixo –ês (origem, procedência) 
 
 
 
 
b) nos sufixos –esa e –isa (feminino) 
 
 
 
 
c) nos sufixos –oso e –osa (adjetivos) 
 
 
 
 
d) depois de ditongos 
 
 
 
 
1.4 Emprega-se a letra Z: 
 
a) nos verbos formados pelo sufixo –izar 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Todavia, usa-se S, e não Z, quando se acrescenta o sufixo –ar a palavras que já tenham S 
no radical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
atual + izar atualizar 
civil + izar civilizar 
fiscal + izar fiscalizar 
friso + ar frisar 
análise + ar analisar 
pesquisa + ar pesquisar 
japonês, chinês, calabrês, montês 
 
 
marquesa, profetisa, duquesa, diaconisa 
 
 
gostoso, amorosa, apetitoso, pomposa 
 
 
lousa, deusa, coisa, náusea 
 
 
 
 
108 
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b) nos substantivos abstratos derivados de adjetivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
c) nos sufixos formadores de aumentativo e diminutivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Todavia, usa-se S, e não Z, na derivação, se a palavra primitiva contiver S. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.5 Emprega-se a letra G: 
 
a) nos substantivos terminados em –agem, -igem e –ugem 
 
 
 
 
b) nos substantivos terminados em –ágio, -égio, ígio e –úgio 
 
 
 
 
 
1.6 Emprega-se a letra J: 
 
a) Nas conjugações de verbos terminados em –jar ou –jear 
 
 
 
 
b) Nas palavras de origem africana, indígena ou árabe 
 
 
 
 
c) Nas palavras que se originam de outras que já são grafadas com J 
 
rígido rigidez 
gentil gentileza 
viúvo viuvez 
corpo corpanzil 
cão canzarrão 
flor florzinha 
mesa mesinha 
casa casinha 
rosa rosinha 
barragem – vertigem – penugem – fuligem – ferrugem 
pedágio – colégio – prestígio – relógio – refúgio 
arranjar (arranjo, arranjas, arranjarei etc.) - despejar (despejo, despejaria, despejava etc.) 
 
jiboia – jiló – pajé – canjica – acarajéarranjar (arranjo) - cerejeira (cereja) - lojista (loja), trejeito (jeito) - varejista (varejo) 
 
 
 
 
 
109 
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1.7 Formas variantes 
 
Há palavras que apresentam dupla grafia. Eis algumas delas: 
 
abdômen ou abdome degelar ou desgelar 
afeminado ou efeminado dependurar ou pendurar 
aluguel ou aluguer estralar ou estalar 
assobiar ou assoviar hidrelétrico ou hidroelétrico 
assoprar ou soprar imundície ou imundícia 
bêbado ou bêbedo infarto ou enfarte 
cãibra ou câimbra loiro ou louro 
catorze ou quatorze maquiagem ou maquilagem 
chipanzé ou chimpanzé nenê ou neném 
cumular ou acumular percentagem ou porcentagem 
 
1.8 Uso do hífen 
 
Emprega-se o hífen nos seguintes casos: 
 
a) nas palavras compostas, que não contêm elementos de ligação, quando o 1º termo está 
representado por forma substantiva, adjetiva, numeral ou verbal. 
 
 
 
 
Obs.: As palavras que perderam a noção de composição são grafadas sem hífen: passatempo, 
rodapé, paraquedas, mandachuva etc. 
 
b) em todas as palavras que indicam espécies de plantas ou animais. 
 
 
 
 
c) quando o prefixo ou falso prefixo termina pela mesma vogal com que se inicia o segundo 
elemento da palavra. 
 
 
 
 
d) nas expressões consagradas pelo uso. 
 
 
 
 
e) nas palavras formadas com os prefixos inter-, hiper- e super- quando a esses prefixos 
seguirem-se palavras iniciadas por h ou r. 
 
 
 
 
f) nas palavras formadas com os prefixos pré-, pró- e pós-, desde que estes sejam seguidos de 
palavras de vida autônoma na língua. 
 
guarda-civil – conta-gotas – segunda-feira – azul-escuro 
couve-flor – pimenta-do-reino – erva-cidreira – beija-flor 
anti-inflamatório – micro-ondas – micro-ônibus 
água-de-colônia – arco-da-velha – cor-de-rosa 
inter-helênico – hiper-humano – super-racional 
pré-escolar – pró-educação – pós-graduação 
 
 
 
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g) nas palavras formadas com os advérbios bem e mal quando a esses elementos seguirem-se 
palavras iniciadas por vogal ou h. 
 
 
 
 
1.9 Uso dos porquês 
 
POR QUE 
 
a) Usa-se por que (separado) quando a frase encerrar uma pergunta direta ou indireta. Se o 
porquê estiver no final da frase, ele recebe acento circunflexo. 
 
 
 
 
 
 
 
b) Usa-se por que (separado) quando a expressão puder ser substituída pela expressão pelo 
qual e suas flexões. 
 
 
 
 
 
PORQUE 
 
a) Porque (junto) é usado para introduzir uma explicação. 
 
 
 
 
b) Porque (junto) é usado para introduzir uma causa. 
 
 
 
 
 
PORQUÊ 
 
a) O porquê (junto e com acento) é usado como substantivo; é sinônimo de motivo, razão. 
 
 
 
 
 
 
Obs.: É o único caso que pode ir para o plural. 
 
 
 
 
 
bem-amado – bem-estar – mal-humorado – mal-alinhado 
Por que você não veio à aula ontem? 
Você não veio à aula ontem. Por quê? 
Não sei por que você fez isso. 
 
Não me esqueci do vexame por que passei. 
A estrada por que andei não tinha fim. 
 
Não reclames, porque é pior. 
 
Faltou ao trabalho porque estava doente. 
 
Não sei o porquê disso tudo. 
(Não sei a razão disso tudo.) 
 
Não entendo os porquês da vida. 
 
 
 
 
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1. Na frase, “...olha para a xícara fumegante...”, vê-se que a grafia correta da palavra 
destacada é com a letra x. Em que item a seguir há uma grafia errada? 
 
a) enxame / mexer 
b) chuchu / chávena 
c) vexame / colcha 
d) xale / chalé 
e) engraxate / fachina 
 
2. Assinale a alternativa cujos vocábulos estão grafados corretamente e completam, 
respectivamente, as lacunas do texto a seguir: 
A política de _____ de gastos fez com que os trabalhos de _____ _____ em muitas universidades. 
 
a) contenção – pesquiza – paralizassem 
b) contensão – pesquiza – paralisassem 
c) contensão – pesquisa – paralizassem 
d) contenção – pesquisa – paralisassem 
e) contensão – pesquiza – paralizassem 
 
3. Complete com as formas por que, por quê, porque ou porquê: 
 
a) Você não saiu, __________? 
b) __________ ela perdeu, fiquei triste. 
c) A estrada __________ andei não tinha fim. 
d) Não entendi o __________ de tanto medo. 
e) Não sei __________ fui mal na prova. 
f) Cheguei atrasado __________ o carro quebrou. 
g) Você vai embora? __________ ? 
h) __________ devo fazer o trabalho sozinho? 
i) Diga-me os __________ de sua revolta. 
j) Ninguém sabe ___________ ele faltou. 
 
 
 
 
 
 
1. E 
2. D 
3. 
a) Você não saiu, por quê? 
b) Porque ela perdeu, fiquei triste. 
c) A estrada por que andei não tinha fim. 
d) Não entendi o porquê de tanto medo. 
e) Não sei por que fui mal na prova. 
f) Cheguei atrasado porque o carro quebrou. 
g) Você vai embora? Por quê? 
h) Por que devo fazer o trabalho sozinho? 
i) Diga-me os porquês de sua revolta. 
j) Ninguém sabe por que ele faltou. 
 
HORA DE PRATICAR 
GABARITO 
 
 
 
112 
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2. Acentuação gráfica 
 
 A maior parte das palavras, em língua portuguesa, é acentuada, isto é, apresenta uma 
sílaba tônica. A sílaba tônica é aquela que recebe a mais alta intensidade na pronúncia. 
Todavia, apenas algumas palavras recebem o chamado acento gráfico (acento agudo, acento 
circunflexo, crase), o que ocorre de acordo com algumas regras que levam em consideração 
aspectos, como a tonicidade da palavra, sua terminação e a reforma ortográfica de 2009. 
Assim, conclui-se que: 
 
 
 
 
 
 
Antes de estudarmos as regras de acentuação gráfica, é muito importante conhecermos 
a classificação das palavras da língua portuguesa quanto ao número de sílabas e à sua 
tonicidade. 
 
 
2.1 Classificação das palavras quanto ao número de sílabas 
 
A sílaba pode ser definida como um grupo de fonemas expresso numa só emissão de 
voz. Há duas informações muito importantes sobre a sílaba: 
 
I. não há sílaba sem vogal; 
II. em cada sílaba há somente uma vogal. 
 
 
Portanto, pode-se afirmar que a base de uma sílaba é a vogal. No que diz respeito ao 
número de sílabas, as palavras podem ser classificadas em: 
 
MONOSSÍLABAS apresentam apenas uma vogal e uma sílaba. Ex.: pé, só, mel, pá 
 
DISSÍLABAS 
 
apresentam duas vogais e duas sílabas. Ex.: casa, caju, filé 
TRISSÍLABAS 
 
apresentam três vogais e três sílabas. Ex.: cadeira, boneca, história 
POLISSÍLABAS apresentam quatro ou mais vogais e sílabas. 
 
Ex.: apartamento, brasileiro 
 
 
 
2.2 Classificação das palavras quanto à tonicidade 
 
 As sílabas podem ser tônicas (pronunciadas com mais intensidade) ou átonas 
(pronunciadas com menos intensidade). Há apenas uma sílaba tônica por palavra e esta pode 
ser encontrada em três posições diferentes: no último, no penúltimo ou no antepenúltimo grupo 
de fonemas da palavra. Dependendo de onde estiver a sílaba tônica, as palavras serão 
classificadas como: 
 
Fonema: menor 
unidade sonora de uma 
língua 
Acento 
prosódico 
(tônico) 
Acento 
gráfico 
 
 
 
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OXÍTONAS 
 
a sílaba tônica é a última Ex.: café, mulher 
PAROXÍTONAS 
 
a sílaba tônica é a 
penúltima 
Ex.: repúdio, paquera 
PROPAROXÍTONAS a sílaba tônica é a 
antepenúltima 
Ex.: crepúsculo, ônibus 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há palavras que, quando não acentuadas graficamente, mudam de sentido e podem até 
mesmo mudar de classe gramatical. Muitas questões de provas são elaboradas com base 
nessas palavras a fim de verificar se o candidato está atento à importância da acentuação 
gráfica para a clareza de um texto. 
Observe a tabela a seguir: 
 
fabrica (verbo) fábrica (substantivo) 
sabia (verbo) sabiá (substantivo) 
fluido (substantivo e adjetivo) fluído (verbo) 
secretaria (substantivo) secretária (substantivo) 
numero (verbo) número (substantivo) 
publico (verbo) público (substantivo ou adjetivo) 
medico (verbo) médico (substantivo) 
contribui (verbo) contribuí (verbo) 
magoa (verbo) mágoa (substantivo) 
doido (adjetivo ou substantivo) doído (verbo) 
 
 
 Dessa forma, é evidentea importância de estudarmos a fundo as regras de acentuação 
gráfica. É o que faremos a partir de agora. 
 
2.3 Regras de acentuação gráfica 
 
 A acentuação gráfica diz respeito à adequada colocação de acentos gráficos nas 
palavras. Isso pode parecer óbvio à primeira vista, mas existe uma diferença entre acentos 
gráficos e sinais gráficos. Ambos são sinais diacríticos ou notações léxicas. 
 Observe no quadro a seguir quais são os sinais diacríticos e sua subdivisão em acentos 
gráficos e sinais gráficos: 
Obs.: Atente para a pronúncia correta das seguintes palavras: 
 
 noBEL misTER aRÍete 
 graTUIto ureTER ruIM 
 reCORde cateTER iBEro 
 
Alguns exemplos de palavras que aceitam mais de uma pronúncia: 
 
 XÉrox / xeROx RÉPtil / repTIL proJÉtil / projeTIL 
 aCRÓbata / acroBAta boÊmia / boeMIa oceÂnia / oceaNIa 
 
 
 
 
 
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SINAIS DIACRÍTICOS (NOTAÇÕES LÉXICAS) 
ACENTOS GRÁFICOS SINAIS GRÁFICOS 
acento agudo (´) til (~) 
acento circunflexo (^) cedilha (ç) 
acento grave (`) apóstrofo (’) 
 trema (¨) 
hífen (-) 
 
É importante atentar para essa nomenclatura, pois ela pode aparecer na sua prova. 
 
a) palavras monossílabas 
 
São acentuadas todas as palavras monossílabas tônicas, terminadas em A, E e O, seguidas ou 
não de S bem como as terminadas nos ditongos abertos ÉU, ÉI, ÓI, seguidos ou não de S. 
 
A (s): pá (s) 
E (s): fé, mês 
O (s): dó, pôs 
ÉU: céu, céus 
ÉI: méis 
ÓI: dói, sóis (plural de sol) 
 
 
Obs.: Caso a palavra venha acompanhada de um pronome oblíquo, este não deve ser contado 
como sílaba. 
 
Ex.: Dá-se é acentuada por ser palavra monossílaba tônica terminada em A. 
 
Observe que apenas as palavras monossílabas tônicas são acentuadas. Elas possuem 
autonomia fonética e semântica, isto é, são proferidas com força e mantêm o seu significado 
próprio, independentemente de virem inseridas numa frase ou isoladas. 
As monossílabas átonas não são acentuadas, visto que não têm autonomia fonética e se 
apoiam em outras palavras. Pode haver modificação prosódica de seus fonemas (alteração na 
forma como são pronunciados): 
 
O (= U) menino me (= mi) perguntou quando lhe (= lhi) entregarei o (= U) pedido. 
 
 
 
 
MONOSSÍLABOS ÁTONOS 
artigos o, a, os, as, um, uns 
preposições a, com, de, em, por, sem, sob (e contrações) 
pronomes oblíquos 
átonos 
o, a, os, as, lo, la, los, las, nos, nas, me, te, se, nos, vos, lhe, lhes (e 
contrações) 
pronome relativo 
 
que (salvo se estiver em final de frase ou imediatamente antes de 
pontuação) 
advérbio não 
conjunção e, nem, mas, ou, que, se 
formas de tratamento frei, dom, seu e são 
 
 
 
115 
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b) palavras oxítonas 
 
São acentuadas todas as palavras oxítonas terminadas em A, E e O, seguidas ou não de S, as 
terminadas em EM e ENS bem como as terminadas nos ditongos abertos ÉU, ÉI, ÓI, seguidos 
ou não de S. 
 
A (s): retroagirá, atrás 
E (s): você, pajés 
O (s): pivô, após 
EM: ninguém, também 
ENS: parabéns, reféns 
ÉU: chapéu, troféu 
ÉI: anéis, fiéis 
ÓI: herói, corrói 
 
 
 
Obs.: As palavras que apresentarem ditongo aberto na penúltima sílaba (palavras paroxítonas) 
não serão acentuadas. 
 
 
 
 
Obs.: Assim como ocorre com as palavras monossílabas, caso a palavra oxítona venha 
acompanhada de um pronome oblíquo, este não deve ser contado como sílaba. 
 
 
 
 
c) palavras paroxítonas 
 
 Há diferentes regras para a acentuação gráfica das palavras paroxítonas e, por essa 
razão, essas palavras costumam ser as mais cobradas nas provas de concursos. 
 
Regra das vogais 
 
 
 
 
São acentuadas todas as palavras paroxítonas terminadas em I e U, seguidas ou não de S 
bem como as terminadas em UM e UNS (u nasalizado), OM e ONS (o nasalizado), Ã, ÃO, 
seguidos ou não de S. 
 
I (s): júri, grátis 
U (s): bônus, ônus 
UM: fórum, álbum 
UNS: fóruns, parabéluns 
OM: rândom, iândom 
ONS: elétrons, prótons 
à (s): ímã, órfãs 
ÃO (s): órgão, sótãos 
 
herói – heroico 
 
 
 
 
 Comprá-los é acentuada por ser palavra oxítona terminada em A. 
 
 
 
 
 
 
 
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Regra das consoantes 
 
São acentuadas todas as palavras paroxítonas terminadas em R, X, N, L e PS. 
 
R: revólver, * Méier (neste caso o ditongo aberto é acentuado porque a palavra é paroxítona 
terminada em R) 
 
X: tórax, ônix 
 
N: hífen, líquen 
 
L: fácil, ágil 
 
 
Obs.: Neste caso, para serem acentuadas, essas palavras não podem ser seguidas de S. 
Assim, a palavra hífen tem acento gráfico, ao passo que a palavra hifens não tem. 
 
Regra dos ditongos e tritongos 
 
São acentuadas todas as palavras paroxítonas terminadas em ditongos e tritongos. 
 
ditongo: história, cárie 
 
tritongo: jóquei 
 
 
Caso você tenha esquecido o que são ditongos, tritongos e hiatos, segue um esquema 
para ajudar: 
 
 
 
d) palavras proparoxítonas 
 
 Esta é a regra mais fácil de ser assimilada, pois todas as palavras proparoxítonas são 
acentuadas. Seguem alguns exemplos: 
 
 
máscara 
 
 
pérgula 
 
gráfico 
 
trópico 
 
bálsamo 
 
•Há uma vogal e uma semivogal
na mesma sílaba. Ex.: cai - xa
Ditongo
•Há uma vogal entre duas
semivogais. Ex.: a - guei
Tritongo
•Há duas vogais em sílabas
diferentes. Ex.: pi - a - da
Hiato
 
 
 
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É preciso ressaltar que essa regra prevalece sobre outras. Assim, caso alguma 
alternativa de questão afirme que a palavra “friíssimo”, por exemplo, é acentuada pela regra 
dos hiatos (I e U tônicos), isso estará errado, pois a palavra é proparoxítona; por essa razão, 
entende-se que ela é acentuada por ser proparoxítona. 
 
Obs.: É preciso ter cuidado com as proparoxítonas aparentes ou falsas esdrúxulas. 
Alguns gramáticos entendem que palavras, tais como mistério, cárie, série, tênue, glória, 
espontâneo, entre outras, podem ser consideradas proparoxítonas (esdrúxulas). 
 
Neste momento você poderia se perguntar: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exatamente! São paroxítonas terminadas em ditongo, mas há quem entenda que nesses 
casos não há ditongo no final da palavra, mas sim hiato. De acordo com esse entendimento, a 
divisão silábica de tais palavras seria: 
 
mis-té-ri-o, cá-ri-e, sé-ri-e, tê-nu-e, gló-ri-a, es-pon-tâ-ne-o 
 
Assim, os encontros vocálicos terminais, também chamados de postônicos (-ea, -eo, -ia, 
-ie, -io, -oa, -ua, -ue, -uo), são considerados, via de regra, ditongos crescentes (mis-té-rio, cá-
rie, sé-rie, tê-nue, gló-ria, es-pon-tâ-neo), todavia há a possibilidade, em última instância, de 
serem entendidos como hiato. Dessa forma, tais palavras seriam entendidas como 
proparoxítonas aparentes ou falsas esdrúxulas: mis-té-ri-o, cá-ri-e, sé-ri-e, tê-nu-e, gló-ri-a, es-
pon-tâ-ne-o. 
 
Obs.: Não descuide do fato de que isso é só uma possibilidade! 
 
e) regra do hiato 
 
Devem ser acentuados o I e o U tônicos, que formam hiato com a vogal anterior, seguidos ou 
não de S. 
 
 
Todavia, não devem ser acentuados o I e o U tônicos do hiato quando estes vierem 
seguidos de outra letra (diferente de S), na mesma sílaba, ou de NH, na sílaba seguinte. 
 
 
 
Também não se acentuam o I e o U tônicos quando estes formam hiato com um ditongo 
anterior: 
 
 
 
 
Essas palavras não são 
paroxítonas terminadas 
em ditongo? 
 
juízo, viúvo, país 
 
constituinte, ruim,cairmos, juiz, rainha 
feiura, baiuca 
 
 
 
 
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Obs.: caso o I e o U tônicos estejam formando hiato com um ditongo anterior, mas apareçam 
em posição final (palavras oxítonas), eles devem levar acento. 
 
 
 
Não se acentuam os hiatos –oo e –ee das palavras paroxítonas: 
 
 
 
f) Acento diferencial 
 
 O acento diferencial foi excluído da maioria das palavras após o acordo ortográfico de 
2009. Ele se mantém apenas nas quatro palavras a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Justifique a acentuação de cada grupo de palavras, conforme o modelo: 
 
Modelo: café / cipó / sofás / pés / já / dó / crê / lê 
Todas são acentuadas por serem oxítonas terminadas em a, e ou o, seguidos ou não de S. 
a) céu / fiéis / herói / dói 
b) também / parabéns / ninguém / porém 
c) táxi / ônus / bônus 
d) impossível / tórax / álbum / hífen / dólar / órfã / bíceps 
e) fáceis / série / jóquei 
f) árvore / trêmulo / dinâmica 
g) juízes / conteúdo / país / juiz / ruim / rainha / atraí-lo / baú 
h) feiura / baiuca 
i) tem / têm /vem / vêm 
j) heroico / ideia / colmeia / jiboia 
k) voo / enjoo / creem / leem 
l) dê (v.) / de (prep.) 
m) pôde (v. passado) /pode (v. presente) / pôr (v.) / por (prep.) 
 
2. Assinale a alternativa em que a palavra destacada deveria ter sido acentuada. 
a) Colmeia é o nome dado à habitação das abelhas. 
b) Halux é o nome dado ao primeiro dedo das patas traseiras dos animais. 
c) Androide é o autômato que tem figura de homem e imita os movimentos humanos. 
d) Hifens são pequenos traços horizontais usados para unir os elementos de palavras 
compostas, separar sílabas em final de linha e marcar ligações enclíticas e mesoclíticas. 
 
creem, voo, leem, perdoo 
HORA DE PRATICAR 
Piauí, teiú 
 
PÔDE (verbo poder no tempo passado) / PODE (verbo poder no tempo presente) 
PÔR (verbo) / POR (preposição) 
VEM (verbo vir na 3ª pessoa do singular) / VÊM (verbo vir na 3ª pessoa do plural) 
(verbos derivados seguem a mesma regra: advém – advêm; provém – provêm etc.) 
TEM (verbo ter na 3ª pessoa do singular) / TÊM (verbo ter na 3ª pessoa do plural) 
(verbos derivados seguem a mesma regra: mantém – mantêm, contém – contêm etc.) 
 
 
 
 
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3. As duas palavras que recebem acento gráfico por razões diferentes são: 
a) homicídio / média; 
b) país / juízes; 
c) histórico / pública; 
d) secretários / relatório; 
e) está / é. 
 
 
 
 
1. 
a) Todas são acentuadas por serem oxítonas terminadas em ditongo aberto. 
b) Todas são acentuadas por serem oxítonas terminadas em EM e ENS. 
c) Todas são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em I e U seguidos ou não de S. 
d) Todas são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em L, X, M, N, R, Ã e PS. 
e) Todas são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo. 
f) Todas são acentuadas por serem proparoxítonas. 
g) Todas são acentuadas pela regra do I e U tônicos, formando hiato, salvo a palavra rainha, 
pois nessa palavra o hiato aparece seguido de NH. 
h) As palavras não são acentuadas, pois o I e U tônicos, formando hiato, são precedidos por 
ditongo. 
i) Acento diferencial – singular / plural 
j) As palavras não são acentuadas, pois o ditongo aberto está na penúltima sílaba de cada uma 
delas, ou seja, as palavras são paroxítonas. 
k) As palavras não são acentuadas, pois há ditongo com as vogais -oo e -ee. 
l) A primeira palavra é acentuada por ser monossílaba tônica. A segunda não é acentuada por 
ser monossílaba átona. 
m) Acento diferencial. 
 
2. B 
3. E 
Está – palavra oxítona terminada em a 
É – palavra monossílaba tônica (e) 
 
 
 
Capítulo 12 – Prova comentada 
Assistente em administração – UFRJ – 2022 – PR-4 
 
 
LEIA E CONSIDERE O TEXTO 1 PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 1 A 10. 
 
TEXTO 1 
 
O ano de 2022 será marcado por grandes decisões no Brasil. Além de ser ano eleitoral, 
em que serão decididos os ocupantes dos cargos de presidente, governador, senador, 
deputados federais e estaduais, há a previsão de revisão da Lei 12.711/12, conhecida como Lei 
de Cotas. 
Essa regulação prevê a reserva de vagas nas universidades federais e instituições 
federais de ensino técnico de nível médio para alguns grupos socialmente minorizados. Ela é, 
por definição, uma ação afirmativa − estabelecida dentro de uma política pública. As políticas 
públicas, que têm como objetivo solucionar alguma questão da sociedade, são processos 
desenvolvidos pelo Estado. 
GABARITO 
 
 
 
120 
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Há quem pense que, para defender a ideia de igualdade, deve posicionar-se contra as 
ações afirmativas. Porém, antes de tudo, é preciso entender o que é igualdade. Existem dois 
tipos de igualdade: a formal e a material. A formal é ligada ao sentido de tratar todos de 
maneira igual, como se não houvesse diferença entre os cidadãos. Já a material vai em direção 
a tratar todos de forma igual, mas de acordo com suas essenciais desigualdades. Sendo assim, 
possibilitar ações afirmativas e políticas públicas que respeitem as diferenças em uma 
sociedade cheia de abismos sociais, como a brasileira, é uma forma de garantir a igualdade 
material entre os indivíduos. 
A Constituição Federal de 1988 assegura, em vários artigos, o respeito às diferenças. O 
artigo 3º define “construir uma sociedade livre, justa e solidária” e “erradicar a pobreza e a 
marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” como objetivos fundamentais 
do Brasil. Da mesma forma, o artigo 37, em seu inciso VIII, garante a reserva de percentual dos 
cargos e empregos públicos para as pessoas com deficiência. Esses artigos são alguns dos 
que embasam o combate à crença de que as ações afirmativas são inconstitucionais, ilegais e 
desfavorecem a igualdade, entre tantas outras falas que tentam deslegitimá-las. 
As ações afirmativas são frutos de um longo caminho trilhado pelos movimentos sociais 
para a garantia de direitos civis básicos. Dyego de Oliveira Arruda, professor do curso de 
mestrado em Relações Étnico-Raciais (PPRER) do Cefet-RJ e dos cursos de mestrado e 
doutorado em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (PPED) da UFRJ, afirma que 
essas ações decorrem de um movimento histórico de luta e reivindicação dos movimentos 
sociais negros, o que deve ser marcado a todo momento nas falas sobre o assunto. 
“Elas são direitos historicamente conquistados. Isso é importante demarcar. Não são 
dádivas, não surgiram ao acaso”, completa ele. 
Sobre a longa trajetória que tornou possível a implementação da Lei de Cotas, é 
importante ressaltar que o Estado não é nem deve ser o único responsável pela implementação 
de políticas públicas e que o movimento negro sempre esteve presente nas atividades e lutas 
para que esta e outras ações afirmativas fossem aprovadas. Grupos de interesse e/ou 
movimentos sociais são outros segmentos que se envolvem em suas formulações, por exemplo, 
por meio de pressões realizadas para que certos temas − como geração de emprego e renda − 
entrem na agenda pública. Denise Góes, coordenadora da Câmara de Políticas Raciais da 
UFRJ, afirma: “É preciso que a gente pontue essas questões para que não haja deturpações ao 
acreditar-se que existe um privilégio negro. Houve luta do movimento negro brasileiro”. 
E a Lei em si, como funciona? Ela estabelece que 50% das vagas nas universidades 
federais por curso e turno sejam reservadas para estudantes que tenham cursado o ensino 
médio integralmente em escolas públicas. Dessas vagas, 50% são reservadas a estudantes 
oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita. Dentro dessas 
vagas, encontra-se a reserva para pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência, de 
acordo com a proporção da população em que esteja instalada a instituição. 
O que muitos ainda não sabem é que na Lei 12.711/12 as cotas são sociorraciais, já que 
o primeiro recorte é feito para os candidatos quetenham estudado em escolas públicas. “Uma 
primeira questão que a gente precisa compreender é que a Lei 12.711 é uma lei de cotas 
sociorraciais. Eu acho que isso é importante a gente ponderar, porque a dimensão racial entra 
na implementação da legislação como uma subcota. O primeiro recorte para reserva de vagas 
é o recorte de escola pública. Então primeiro reservam-se vagas para egressos de escola 
pública. Na sequência, vem o recorte de renda e aí sim entra a dimensão racial”, explica 
Dyego. Sendo assim, as cotas sociais já existem. 
Com tantas incertezas no meio político, é urgente que o debate sobre as ações 
afirmativas se amplie cada vez mais. 
SILVA, Vanessa; FIGUEIREDO, Eliabe. A Lei de Cotas nas universidades federais do Brasil e sua primeira década. 
In: Conexão UFRJ. 25 mar 2022. (Disponível em <https://conexao.ufrj.br>. Acesso em 10 abr 2022. Adaptado.) 
 
 
 
 
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1. Pode-se afirmar que o objetivo central do TEXTO 1 é: 
 
A) Repreender os críticos ao sistema de ações afirmativas, que permite o acesso de mais 
estratos sociorraciais brasileiros à graduação. 
B) Estabelecer um panorama geral sobre as ações afirmativas organizadas em torno da Lei de 
Cotas, que completa dez anos. 
C) Clamar por ampliação do debate sobre ações afirmativas no Brasil, discussão ainda 
incipiente em território nacional. 
D) Elucidar que há dois tipos de igualdade que o Brasil precisa desenvolver: a formal e a 
informal. 
E) Estigmatizar os alunos que ingressam pelo sistema de ações afirmativas, originalmente 
formatado pela Lei de Cotas, ainda que outras instituições já tivessem institucionalizado o 
programa de ações afirmativas no país. 
 
2. No decorrer do TEXTO 1, há um duo central de estratégias textuais para consolidação de seu 
objetivo principal. Marque a alternativa que apresenta essas estratégias. 
 
A) Diálogo implícito com o leitor e uso de marcadores do discurso. 
B) Comparações sistematizadas e polarização intratextual. 
C) Uso de frases diretas e utilização expressiva de figuras de linguagens ocultas. 
D) Citação de dispositivos legais e uso de depoimentos. 
E) Ideação consolidada em dados e uso de primeira pessoa. 
 
3. Quanto ao gênero textual, o TEXTO 1 pode ser classificado como: 
 
A) reportagem. 
B) notícia. 
C) conto. 
D) carta. 
E) crônica. 
 
4. Na frase “O ano de 2022 será marcado por grandes decisões no Brasil” (1º parágrafo), tem-
se agente da passiva. Assinale a opção que apresenta uma possibilidade de reescrita correta 
da frase, quanto à norma culta da Língua Portuguesa, sem agente da passiva. 
 
A) Será marcado, por grandes decisões no Brasil, o ano de 2022. 
B) No Brasil, o ano de 2022 será marcado por grandes decisões. 
C) Por grandes decisões, no Brasil, o ano de 2022 será marcado. 
D) Grandes decisões marcarão o ano de 2022 no Brasil. 
E) O ano de 2022, no Brasil, será marcado por grandes decisões. 
 
5. Sobre o 2º parágrafo do TEXTO 1, é INCORRETO afirmar, segundo a norma culta da Língua 
Portuguesa, que: 
 
A) há ocorrência de agente da passiva. 
B) as expressões verbais estão empregadas no modo indicativo. 
C) o termo “essa” deveria ser substituído por “esta”. 
D) as vírgulas utilizadas na última frase isolam aposto. 
E) há uso de pronomes indefinidos. 
 
6. No trecho “Porém, antes de tudo, é preciso entender o que é igualdade” (3º parágrafo), o 
termo sublinhado estabelece sentido de: 
 
A) gradação. 
 
 
 
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B) antecipação. 
C) retificação. 
D) explicação. 
E) contraposição. 
 
7. Em “Existem dois tipos de igualdade: a formal e a material” (3º parágrafo), há uso de dois-
pontos para: 
 
A) iniciar uma enumeração. 
B) introduzir uma explicação. 
C) citar a fala de alguém. 
D) antecipar uma elucidação. 
E) justapor alguns elementos textuais. 
 
8. “A Constituição Federal de 1988 assegura, em vários artigos, o respeito às diferenças” (4º 
parágrafo). Assim como na frase, todas as sentenças abaixo registram ocorrência(s) e/ou 
ausência(s) correta(s) quanto ao acento grave indicativo de crase, EXCETO em: 
 
A) Os coeficientes de rendimento dos estudantes cotistas estão à disposição para consulta. 
B) À toda forma de ignorância quanto à reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas 
responderemos com conhecimento. 
C) No que se refere a cotas, é preciso destacar que o Congresso Nacional deve continuar o 
debate e ampliar a discussão com a sociedade. 
D) A democratização do acesso à universidade pública é um processo que ainda está em 
movimento no país, mas que já avançou bastante. 
E) Não podemos ficar indiferentes àquela realidade triste de reduzir os bancos acadêmicos 
como privilégio para poucos. 
 
9. Anulada 
 
10. Anulada 
 
 
 
 
 
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11. O TEXTO 2 tem como propósito: 
 
A) Tecer elogio público à UFRJ, o que fica evidenciado ao realçar que é uma das mais 
importantes universidades da América Latina. 
B) Utilizar-se de ofício para possibilitar publicidade governamental, já que alega que Educação 
é um dos eixos centrais de governo. 
C) Convidar a reitora da UFRJ a participar de plenária sobre Lei de Cotas, que será realizada 
em Brasília/DF. 
D) Celebrar os dez anos da Lei de Cotas no país, o que se comprova pelo desejo institucional da 
realização de plenária sobre o tema que marca efeméride. 
E) Avisar reitores de universidades federais sobre evento acerca da Lei Federal nº 12.711/12. 
 
12. Geralmente, no gênero textual ofício, é possível identificar diversos elementos, EXCETO: 
 
A) fecho. 
B) cumprimento inicial. 
C) identificação do signatário. 
D) local e data. 
E) endereçamento. 
 
13. Sobre o TEXTO 2, é possível afirmar que: 
 
A) o corpo do texto é inaugurado com sujeito elíptico. 
B) a palavra “paralisar” deveria ser grafada como “paralizar”. 
C) a identificação do expediente é facultativa. 
D) a palavra “pespectiva” apresenta dupla grafia com “perspectiva”, assim como ocorre em 
“loiro” e “louro”. 
E) na repetição de “Magnífica Reitora”, o autor comete falha coesiva. 
 
14. No trecho “Além disso, gostaria de contar com sua participação” (1º parágrafo), o 
conectivo sublinhado exerce sentido de: 
 
A) disjunção. 
B) explicação. 
C) adição. 
D) adversidade. 
E) conclusão. 
 
15. Em “Certamente sua participação mesmo que de forma híbrida será importante […]” (1º 
parágrafo), a palavra sublinhada é classificada, quanto à classe, como: 
 
A) advérbio indefinido. 
B) pronome afirmativo. 
C) advérbio de modo. 
D) pronome modalizado. 
E) advérbio de afirmação. 
 
16. Considere as afirmativas a seguir sobre o TEXTO 2. 
 
I - Quanto à coerência intratextual, o texto apresenta incorreções. 
II - O uso repetido de “Universidade Federal do Rio de Janeiro” poderia ser evitado utilizando-
se a sigla “UFRJ” a partir da segunda ocorrência no corpo do texto, por exemplo. 
III - Na última frase do primeiro parágrafo do corpo do texto, há incorreção pela ausência de 
vírgulas. 
 
 
 
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IV - Quanto à concordância verbal, o texto não apresenta incorreções. 
 
Assinale a opção contendo a(s) afirmativa(s) correta(s): 
A) I, II e III, apenas. 
B) II e III, apenas. 
C) I, II e IV, apenas. 
D) II, apenas. 
E) I, II, III e IV. 
 
17. No trecho [...] “sua participação mesmo que de forma híbrida será importante para todo o 
conjunto de universidades federais e para a alta administração do MEC” […] (1º parágrafo), há 
ocorrência de conjunção concessiva. A expressão tem o mesmo valor que: 
 
A) consoante. 
B) entretanto. 
C) tal qual. 
D) embora. 
E) à medida que. 
 
18. O TEXTO 2 apresenta marcas linguísticas que apontam a presença de autoria. É possível 
identificar uma dessas marcas na seguinte passagem: 
 
A) “O evento do MEC têm a intenção única de legitimar a Educação como elo fundante do 
Brasil.” 
B) “Além disso, gostariade contar com sua participação para uma apresentação de 50 minutos 
sobre os resultados obtidos até então na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) […]”. 
C) “[...] considerando que a Universidade Federal do Rio de Janeiro sempre aparece na lista 
das universidades mais renomadas da América Latina.” 
D) “O evento, será realizado no dia 17 de junho de 2022, às 14 horas, no Auditório Central do 
MEC, em Brasília.” 
E) “[...] sua participação mesmo que de forma híbrida será importante para todo o conjunto de 
universidades federais e para a alta administração do MEC […]” 
 
19. Sobre o trecho “O evento, será realizado no dia 17 de junho de 2022, às 14 horas, no 
Auditório Central do MEC, em Brasília” (1º parágrafo), é INCORRETO afirmar que: 
 
A) “14 horas” poderia ser grafado como “14h”, pois, para além de agilizar a leitura do texto, não 
comprometeria o teor institucional que o documento tem. 
B) A expressão “será realizado” poderia ser substituída por “acontecerá”, sem prejuízos de 
sentido. 
C) Segundo a norma culta da Língua Portuguesa, a vírgula que separa o sujeito e o verbo tem 
uso facultativo em documentos administrativos, tais como ofícios e memorandos, 
possibilitando maior atenção ao texto quando o recurso é empregado. 
D) Apesar de a expressão “Ministério da Educação” aparecer apenas no cabeçalho, infere-se 
que sua sigla seja “MEC”, exigindo conhecimento prévio do leitor. 
E) Há mais de uma ocorrência de adjunto adverbial, auxiliando no entendimento do contexto em 
que a ação verbal ocorre - no caso, o evento. 
 
20. Em “[...] será importante para todo o conjunto de universidades federais e para a alta 
administração do MEC para que possamos aperfeiçoar as políticas públicas educacionais 
vigentes no país […]” (1º parágrafo), as ocorrências sublinhadas da preposição “para” 
propiciam sentido, respectivamente, de: 
 
A) indicação de destinatário e apontamento de objetivo. 
 
 
 
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B) apontamento de objetivo e indicação de destinatário. 
C) indicação de destino e oposição implícita. 
D) apontamento de propriedade e aspecto modal. 
E) explicação de origem e explicação de afirmativa. 
 
 
 
GABARITO COMENTADO 
 
 
 
1. B 
 
A letra A está incorreta, porque apesar de os autores mencionarem no terceiro parágrafo que: 
“Há quem pense que, para defender a ideia de igualdade, deve posicionar-se contra as ações 
afirmativas”, o objetivo central do texto não é repreender os críticos ao sistema de ações 
afirmativas, tanto que esse assunto não é retomado ao longo do texto. 
A letra B é a alternativa correta. O objetivo central do texto é realmente estabelecer um 
panorama geral sobre as ações afirmativas organizadas em torno da Lei de Cotas, que 
completa dez anos. 
A letra C está incorreta, porque apesar de os autores mencionarem no último parágrafo que: 
“Com tantas incertezas no meio político, é urgente que o debate sobre as ações afirmativas se 
amplie cada vez mais”, esse assunto não é tratado ao longo do texto, ou seja, esse não é 
objetivo central do texto. 
A letra D está incorreta, porque apesar de os autores mencionarem no terceiro parágrafo que: 
“Existem dois tipos de igualdade: a formal e a material”, não é o objetivo central do texto tratar 
desse assunto. 
A letra E está incorreta, porque “estigmatizar” significa julgar, condenar alguém ou marcar 
alguém de forma negativa. Certamente, o objetivo do texto não é esse. 
 
 
2. D 
 
No texto há citação de dispositivos legais no quarto parágrafo (“A Constituição Federal de 1988 
assegura, em vários artigos, o respeito às diferenças. O artigo 3º define “construir uma 
sociedade livre, justa e solidária” e “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais” como objetivos fundamentais do Brasil. Da mesma forma, o 
artigo 37, em seu inciso VIII, garante a reserva de percentual dos cargos e empregos públicos 
para as pessoas com deficiência”) e uso de depoimentos no sexto e no sétimo parágrafos 
(“Elas são direitos historicamente conquistados. Isso é importante demarcar. Não são dádivas, 
não surgiram ao acaso”, completa ele” e “É preciso que a gente pontue essas questões para 
que não haja deturpações ao acreditar-se que existe um privilégio negro. Houve luta do 
movimento negro brasileiro”). 
 
 
3. A 
 
A letra A está correta, porque a reportagem é um gênero textual cujo teor é opinativo, ou seja, 
apresenta fatos sobre determinado assunto com base no posicionamento do repórter, sendo 
certo que este assina o texto. 
A letra B está incorreta, porque a notícia é um gênero textual informativo e impessoal, o qual 
apresenta somente os fatos de um determinado acontecimento. 
 
 
 
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A letra C está incorreta, porque o conto é um gênero textual que apresenta uma narrativa curta e 
um único conflito em seu enredo. 
A letra D está incorreta, porque a carta é um gênero textual dialógico, ou seja, ela tem como 
principal objetivo estabelecer uma conversa entre dois interlocutores específicos. 
A letra E está incorreta, porque a crônica é um gênero textual que busca retratar o cotidiano e está 
ligado ao jornal. 
 
4. D 
 
A Letra A está incorreta, pois apresenta o agente da passiva “por grandes decisões” 
intercalado. 
A letra B está incorreta, visto que o agente da passiva “por grandes decisões” também está 
presente. 
A letra C está incorreta pela mesma razão. O agente da passiva “por grandes decisões”, 
embora deslocado para o início do período, também está presente. 
A letra D está correta, tendo em vista que “Grandes decisões” não é agente da passiva, mas o 
sujeito do período. 
A letra E está incorreta, pois o agente da passiva “por grandes decisões” está presente. 
 
5. C 
 
Aqui é preciso marcar a alternativa INCORRETA. 
 
A Letra A está correta, pois “pelo Estado” é agente da passiva”. 
A Letra B está correta, pois todas as expressões verbais estão no modo indicativo. 
A Letra C está incorreta, pois o pronome demonstrativo “essa” retoma a Lei 12.711/12 do 
parágrafo anterior, portanto, não pode ser substituído pelo pronome “esta”. 
A Letra D está correta, pois a oração subordinada adjetiva explicativa (que têm como objetivo 
solucionar alguma questão da sociedade) funciona como aposto explicativo. 
A Letra E está correta, pois há o uso dos pronomes indefinidos (alguns, alguma). 
 
6. E 
 
A conjunção “porém” é adversativa e estabelece o sentido de contraposição. 
 
7. A 
 
Os dois-pontos, nesse caso, foram usados para introduzir uma enumeração explicativa, ou 
seja, uma sequência que explica ou exemplifica o que foi dito anteriormente. 
 
8. B 
 
A letra B está incorreta, pois, regra geral, não se usa o acento grave indicativo de crase diante 
de pronome (toda). 
 
9. Anulada 
 
10. Anulada 
 
 
 
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11. C 
 
A alternativa correta é a letra C, em consonância com o início do texto: “Convido Vossa 
Excelência a participar de plenária (...)” 
 
12. B 
 
O gênero textual ofício deve conter as seguintes partes: 
 
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede 
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita 
c) assunto: resumo do teor do documento 
d) destinatário: o nome, o cargo e o endereço da pessoa a quem é dirigida a comunicação. 
e) texto 
f) fecho 
g) assinatura do autor da comunicação; e 
h) identificação do signatário 
 
13. A 
 
O sujeito elíptico é também conhecido como sujeito implícito ou desinencial. Nesse caso ele só 
pode ser identificado por meio da desinência do verbo (convido; gostaria; não podemos; 
aguardamos) 
 
14. C 
 
“Além disso” é uma locução adverbial que tem o sentido de “em adição a”. 
 
15. E 
 
“Certamente” é um advérbio de afirmação. O advérbio de afirmação serve para afirmar ou 
confirmar alguma coisa. 
 
16. A 
 
I - Quanto à coerência intratextual, o texto apresenta incorreções. CertoInicialmente, é dito que há apenas um único objetivo: “a participar de plenária cujo objetivo 
único é debater os resultados e as perspectivas” 
 
Posteriormente, é solicitado uma apresentação de 50 minutos: 
“Além disso, gostaria de contar com sua participação para uma apresentação de 50 minutos”. 
 
II - O uso repetido de “Universidade Federal do Rio de Janeiro” poderia ser evitado utilizando-
se a sigla “UFRJ” a partir da segunda ocorrência no corpo do texto, por exemplo. Certo 
 
Perfeito. O mais correto seria o uso abreviado, pois se trata de uma comunicação oficial, em 
que a objetividade e clareza devem predominar. 
 
III - Na última frase do primeiro parágrafo do corpo do texto, há incorreção pela ausência de 
vírgulas. Certo 
 
Certamente [1] sua participação mesmo que de forma híbrida será importante para todo o 
conjunto de universidades federais e para a alta administração do MEC [2] para que possamos 
 
 
 
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aperfeiçoar as políticas públicas educacionais vigentes no país considerando que a 
Universidade Federal do Rio de Janeiro sempre aparece na lista das universidades mais 
renomadas da América Latina. 
 
A vírgula em [1] é facultativa. 
Por outro lado, a vírgula em [2] é obrigatória. 
 
IV - Quanto à concordância verbal, o texto não apresenta incorreções. Errado 
 
Apresenta sim: 
“O evento do MEC têm o objetivo único de legitimar” – o verbo deveria ficar no singular. 
 
17. D 
 
As conjunções concessivas são aquelas que indicam uma oração em que se admite um fato 
contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la: Embora, conquanto, ainda que, mesmo 
que, posto que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que, que. 
 
18. B 
 
Presença de autoria é quando o autor se insere de forma proposital no texto. Acontece com o 
uso de pronomes ou nas conjugações dos verbos. 
 
Letra B: “Além disso, (eu) gostaria de contar com sua participação para uma apresentação de 
50 minutos sobre os resultados obtidos até então na Universidade Federal do Rio de Janeiro 
(UFRJ) […]”. 
 
19. C 
 
Nunca se separa o sujeito do verbo. 
 
20. A 
 
“para todo o conjunto” – a preposição “para” indica a quem é o destinatário. 
 
“MEC para que possamos aperfeiçoar as políticas públicas educacionais” – “para que” forma 
uma conjunção subordinada de finalidade, a qual expressa o sentido de finalidade ou objetivo.