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FACULDADE ANHANGUERA DE SÃO JOSÉ CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA DE DEFESA SANITÁRIA ANIMAL DOCENTE MATHEUS ORDOÑEZ GESTÃO DE RESÍDUOS DE SAÚDE EM UMA CLÍNICA VETERINÁRIA DANIELA B. ZIMMERMANN, DANIELA FIGUEIRÓ, MARIA EDUARDA SILVA TEIXEIRA, MAITÊ FARIAS FELER, RAFAELA PIRES DE LIMA PAULO. SÃO JOSÉ/SC 2023 1 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO……………………………………………………………………....3 2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA…………………………………………………4 3. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS EM RESÍDUOS DE SAÚDE.5 3.1 Coleta, transporte e destinação de resíduo comum…………………………..5 3.2 Coleta, transporte e destinação de resíduo em saúde……………………….5 3.3 Horário das coletas de resíduo comum e resíduo hospitalar………………...5 4. CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE……………6 5. MANEJO……………………………………………………………………………... 9 6. SEGREGAÇÃO……………………………………………………………………... 9 7. ACONDICIONAMENTO…………………………………………………………….9 8. TRANSPORTE INTERNO…………………………………………………………9 9. ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO……………………………………………10 10.ARMAZENAMENTO EXTERNO…………………………………………………11 11. TRANSPORTE EXTERNO……………………………………………………….11 12.DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL…………………………………………12 13. IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS E SEUS PROCESSOS INDIVIDUAIS..12 13.1 Resíduos do tipo A……………………………………………………………12 13.2 Resíduos do tipo B……………………………………………………………17 13.3 Resíduos do tipo C…………………………………………………………...26 13.4 Resíduos do tipo D…………………………………………………………...26 13.5 Resíduos do tipo E……………………………………………………………30 14.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL……………………………...31 2 15.CONCLUSÃO……………………………………………………………………...31 16.REFERÊNCIAS……………………………………………………………………32 SOS Pet Hospital Veterinário 24 horas Este trabalho caracteriza-se de uma elaboração documental, cujo foco é delinear características do Plano de Gerenciamento de Resíduos Serviços de Saúde para Clínica Veterinária de médio porte. Foram levantadas questões relacionadas às características do local de trabalho, dos aspectos ambientais e de saúde pública decorrentes da rotina diária do hospital veterinário. Para elaboração dos procedimentos existentes no plano, foram utilizadas as RDC da Anvisa 222/2018 e a Conama nº 358/2005, esta análise descritiva também irá contemplar questões de caráter trabalhista seguindo a orientação da Norma Regulamentadora (NR) 07 em Segurança no Trabalho. 1. INTRODUÇÃO Resíduos de Serviços de Saúde são os resíduos gerados por hospitais, clínicas odontológicas, consultórios médicos, clínicas veterinárias, laboratórios ou qualquer outro estabelecimento que atenda à saúde humana ou animal. O plano de gerenciamento de resíduos consiste num conjunto de procedimentos padrões para gestão e minimização de resíduos, a fim de proporcionar encaminhamento seguro para cada tipo de resíduo, visando à proteção dos trabalhadores e a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. 3 Sendo assim, o PGRSS é um documento integrante do processo de obtenção do licenciamento ambiental, baseado nos princípios da minimização da geração de resíduos, que descreve as ações relativas ao manejo, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, reciclagem, tratamento e disposição final. 2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA A empresa em questão é um hospital veterinário que atende cerca de 20 animais por dia. Sua estrutura conta com recepção, consultórios, centro cirúrgico, internação para casos não infecciosos, internação destinada a casos infecciosos, laboratório próprio, sala de raio x, sala de ultrassom, copa, lavanderia, sala de esterilização de materiais e sala destinada a armazenamento de resíduos. Além de procedimentos cirúrgicos, são realizadas consultas, tratamentos aos animais internados, exames laboratoriais e de imagem, além de tratamentos quimioterápicos que não necessitam de internação. A empresa conta com 30 funcionários no total, sendo 10 médicos veterinários distribuídos nos setores de clínica, internação, imagem, laboratório e cirurgia, 8 auxiliares, 6 estagiários, 2 recepcionistas, 2 funcionários da limpeza e 2 funcionários do administrativo. HOSPITAL VETERINÁRIO Razão social: SOS PET HOSPITAL VETERINÁRIO 24 HORAS CNPJ: 02.825.657/0001-58 Inscrição municipal: 8129526 Endereço: Rua tiradentes, 58 Telefone/Fax: (48) 3229-1500 Site: www.soshospvet.com.br Registro CRMV-SC: 3725 4 Responsável técnico: Lucas de Oliveira CRMV-SC: 25659 Telefone: (48) 99958-8469 e-mail: lucas@sospet.com.br Data de fundação: 12/04/2021 Setor de atuação: privado Condição de funcionamento: em atividade/24 horas Alvará sanitário: no 3256. Validade: 12/01/2024. 3. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS EM RESÍDUOS DE SAÚDE 3.1 Coleta, transporte e destinação de resíduo comum COMPANHIA DE URBANIZAÇÃO DE FLORIANÓPOLIS-COMUFLO CNPJ 01.824.162/0001-35 Rua das flores, 25, Quadra 2, Saco dos limões, Florianópolis, SC CEP 88105-527, Brasil Coleta de resíduos não-perigosos - CNAE 3910300 Contato: (48) 3241-0102. 3.2 Coleta, transporte e destinação de resíduo em saúde CLEANMED GESTÃO AMBIENTAL LTDA CNPJ 02.258.081/0028-27 Setor Industrial de Florianópolis, quadra 12, lotes 01, 02 e 03. Rio vermelho – Florianópolis – SC CEP 88105-212 Responsável: Ana Fonseca da Silva CPF 015.502.824-22 R.G. 6128582-3 Contato: (48) 3241-8827 (48) 3241-8800 E-mail: ana.fonseca@cleanmed.com ou administrativo@cleanmed.com INCINERA TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE FLORIANÓPOLIS LTDA CNPJ 08.254.591/0002-98 Rua das alfândegas, 82 quadra 7, Rio vermelho, Florianópolis - SC CEP: 88250-110 Responsável: Fabiane Peixoto: (48) 3224-0104 3224-0100 E-mail: fabiane@incinera.com.br ou administrativo@incinera.com.br. 3.3 Horário das coletas de resíduo comum e resíduo hospitalar: O hospital funciona 24 horas por dia, logo a separação dos resíduos comuns é feita por volta das sete da noite, e nas terças e quintas onde ocorre a coleta, o transporte 5 mailto:fabiane@incinera.com.br mailto:administrativo@incinera.com.br para o meio externo é feito 15 minutos antes das sete da manhã, horário em que a empresa responsável passa para efetuar a coleta. Já a coleta de resíduos contaminados é feita sempre às 19:30 da noite, sendo assim os últimos resíduos a serem manuseados, com o intuito de evitar contaminação cruzada com outros resíduos comuns que poderão ainda ser reaproveitados em processo de reciclagem. O transporte dos resíduos hospitalares para o meio externo é feito sempre nas quartas e sextas, 15 minutos antes das sete da manhã, horário em que a empresa responsável passa para efetuar a coleta. O horário de coleta foi pensado com o intuito de facilitar o manejo, já que a fluxo de clientes adentrando o hospital às sete da noite e sete da manhã é menor, o que facilita que a empresa de coleta estacione próxima a porta que dá acesso a área de coleta, evitando assim a exposição da população presente na rua ao resíduo coletado. Além disso, por ser um horário de menor fluxo de clientes, o setor de limpeza tem tempo livre para se dedicar exclusivamente a essa função. 4. CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Os resíduos foram divididos em grupos segundo suas características biológicas, físicas, químicas, estado da matéria e origem. De acordo com a RDC n°22 de 28 de março de 2018, os resíduos de serviços de saúde foram divididos da seguinte maneira: GRUPO A Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção. Subgrupo A1 - Culturas e estoques de microrganismos; resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os medicamentos hemoderivados; descarte de vacinas de microrganismos vivos, atenuados ou inativados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética. - Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco4, microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença 6 emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido. - Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta. - Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos, recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. Subgrupo A2 - Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a estudo anatomopatológico ou confirmação diagnóstica. Subgrupo A3 - Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares Subgrupo A4 - Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados. - Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa, entre outros similares. - Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4, e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou microrganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de contaminação com príons. - Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo. - Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. - Peças anatômicas (órgãos e tecidos), incluindo a placenta, e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos 7 anatomopatológicos ou de confirmação diagnóstica. - Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos. - Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós-transfusão. Subgrupo A5 Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons, de casos suspeitos ou confirmados, bem como quaisquer materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, suspeitos ou confirmados, e que tiveram contato com órgãos, tecidos e fluidos de alta infectividade para príons. - Tecidos de alta infectividade para príons são aqueles assim definidos em documentos oficiais pelos órgãos sanitários competentes. Referência: World Health Organization, 2010. WHO Tables on Tissue Infectivity Distribution in Transmissible Spongiform Encephalopathies. GRUPO B Resíduos contendo produtos químicos que apresentam periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade. - Produtos farmacêuticos - Resíduos de saneantes, desinfetantes, desinfestantes; resíduos contendo metais pesados; reagentes para laboratório, inclusive os recipientes contaminados por estes. - Efluentes de processadores de imagem (reveladores e fixadores). - Efluentes dos equipamentos automatizados utilizados em análises clínicas. - Demais produtos considerados perigosos: tóxicos, corrosivos, inflamáveis e reativos. GRUPO C Qualquer material que contenha radionuclídeo em quantidade superior aos níveis de dispensa especificados em norma da CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. - Enquadra-se neste grupo o rejeito radioativo, proveniente de laboratório de pesquisa e ensino na área da saúde, laboratório de análise clínica, serviço de medicina nuclear e radioterapia, segundo Resolução da CNEN e Plano de Proteção Radiológica aprovado para a instalação radiativa. GRUPO D Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. - 8 Papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos, peças descartáveis de vestuário, gorros e máscaras descartáveis, resto alimentar de paciente, material utilizado em antissepsia e hemostasia de venóclises, luvas de procedimentos que não entraram em contato com sangue ou líquidos corpóreos, equipo de soro, abaixadores de língua e outros similares não classificados como A1. - Sobras de alimentos e do preparo de alimentos. - Resto alimentar de refeitório. - Resíduos provenientes das áreas administrativas. - Resíduos de varrição, flores, podas e jardins. - Resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde. - Forrações de animais de biotérios sem risco biológico associado. - Resíduos recicláveis sem contaminação biológica, química e radiológica associada. - Pelos de animais. GRUPO E Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; ponteiras de micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares. 5. MANEJO O manejo dos resíduos sólidos é todo o processo desde a segregação até a destinação final dos resíduos gerados pelos serviços de saúde. Conhecê-lo é importante para garantir o máximo aproveitamento dos resíduos, reduzindo-os, reciclando-os ou utilizando-os para aproveitamento ambiental quando possível, e ainda quando nada disso for possível dar o destino correto, garantindo a segurança do meio ambiente e da população em geral, e ainda dos profissionais que os manejam diariamente. 6. SEGREGAÇÃO É todo o processo que engloba a separação dos resíduos, de acordo com a classificação dos Grupos, no hora e local em que o mesmo foi gerado, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o estado físico em que se encontra e os riscos envolvidos (RESOLUÇÃO - RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018). 9 De acordo com a Resolução CONAMA nº 358 (2005), a segregação visa a redução do volume dos resíduos a serem tratados e dispostos e que necessitam de manejo diferenciado, assegurando a proteção da saúde e do meio ambiente. 7. ACONDICIONAMENTO Todos os resíduos sólidos serão acondicionados em saco de material resistente a ruptura, vazamento e impermeáveis, baseado na NBR 9191/2000 da ABNT. Quanto a resíduos líquidos, serão acondicionados em recipientes de material compatível com o líquido armazenado, resistentes, rígidos e com tampa rosqueável e vedante. 8. TRANSPORTE INTERNO De acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, entende-se como transporte interno a transferência dos resíduos sólidos previamente segregados e identificados dos pontos de geração para o abrigo temporário ou externo. O transporte interno dos resíduos sólidos deve ser realizado em coletor identificado de acordo com a identificação dos grupos estabelecida nas páginas: 12 a 30 deste documento, e cumprindo a rota e horários previamente estabelecidos de acordo com cada resíduo específico e que melhor combine com o restante da rotina do hospital. Ainda de acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, o coletor destinado ao transporte interno deve ser composto de materialliso, rígido, lavável, impermeável, provido de tampa articulada ao próprio corpo do equipamento, cantos e bordas arredondados, e coletores quando possuírem capacidade de mais de quatrocentos litros devem conter válvula de dreno ao fundo. 9. ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO De acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, o armazenamento temporário é o abrigo temporário dos coletores de resíduos de serviços de saúde, perto dos pontos de geração, visando facilitar a coleta no interior das instalações e agilizar o deslocamento entre os pontos geradores e o ponto destinado à disposição para coleta externa. 10 O armazenamento temporário se encontra na sala aos fundos do estabelecimento, com acesso a um corredor lateral somente para fins de transporte de resíduos, a fim de que seja possível transportar os resíduos até o armazenamento externo sem ter acesso à rua. O local do armazenamento externo encontra-se dentro do estabelecimento, ao fim do corredor e em frente a uma porta de serviço que permite o acesso da empresa responsável pelo seu transporte externo. O único acesso possível a esse corredor é através da sala dos fundos ou da porta de serviços, garantindo assim que clientes, pacientes, ou a população em geral que vive nas redondezas não tenha acesso aos resíduos. Conforme manda a resolução a sala dos fundos bem como todo o trajeto até o portão contém pisos de material resistente no chão e nas paredes, laváveis e impermeáveis, a fim de facilitar a desinfecção do ambiente de forma fácil. A área também possui ponto de iluminação artificial, água, tomada elétrica alta e ralo sifonado com tampa. O ambiente é fechado, não necessitando de telas de proteção. As portas de acesso tanto interno quanto externo são compatíveis com a largura dos coletores e estão identificadas como abrigo temporário de resíduos. No local de armazenamento, cada contentor estará separado por cor e identificação adequados aos resíduos que serão armazenados. 10.ARMAZENAMENTO EXTERNO De acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, o armazenamento externo de resíduos é o local destinado a disposição dos resíduos dentro dos coletores previamente identificados para acesso facilitado à empresa destinada à coleta ambiente no qual ocorre o armazenamento externo dos coletores de resíduos; A empresa destinada à coleta terá acesso à uma porta de serviços que dará acesso ao fim do corredor de serviços onde estarão dispostos os coletores de armazenamento externo de cada um dos resíduos. Armazenamento externo: contentor de lixo em cor laranja, de 1000 litros com tampa, pedal para evitar o contato das mãos ao armazenar ou retirar o conteúdo, sem rodinhas pois ficará fixo em local externo e de fácil acesso a empresa responsável, 11 sendo colocado lá horas antes da coleta. O material deve ser identificado com adesivo que indica tratar-se de resíduo químico. 11. TRANSPORTE EXTERNO De acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, entende-se por coleta e transporte externos a retirada dos resíduos de serviços de saúde do armazenamento externo até a unidade de tratamento ou outra destinação, ou disposição final ambientalmente adequada, fazendo uso de técnicas que assegurem a preservação das condições de acondicionamento. Ainda de acordo com a resolução, os veículos destinados ao transporte externo dos RSS não podem conter sistema de compactação ou outro sistema que danifique os sacos contendo os RSS, exceto para os RSS do Grupo D. Já o transporte dos rejeitos radioativos, deve seguir normas específicas, caso existam e as normas da CNEN. 12.DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL A destinação final é o ato de dar o destino correto para os resíduos, de acordo com sua especificidade e classificação de risco, que irá determinar se ele deverá passar ou não por tratamento. O tratamento é uma das fases da destinação dos resíduos que visa a utilização de processos que alterem as características físicas, químicas ou biológicas dos resíduos, diminuindo ou excluindo o risco de danos ao meio ambiente ou à saúde pública. Os RSS que não oferecem risco biológico, químico ou radiológico devem ser encaminhados para disposição final ambientalmente adequada, podendo ser destinados para reciclagem, recuperação, reutilização, compostagem, aproveitamento energético ou logística reversa. Já para os resíduos que oferecem algum grau de periculosidade, o tratamento é uma das fases da destinação dos resíduos que visa a utilização de processos que alterem as características físicas, químicas ou biológicas dos resíduos, diminuindo ou excluindo o risco de danos ao meio ambiente ou à saúde pública. 12 13. IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS E SEUS PROCESSOS INDIVIDUAIS: 13.1 RESÍDUOS DO TIPO A: Os resíduos do grupo A gerados pela clínica devem conter o símbolo de risco biológico acrescido da expressão RESÍDUO INFECTANTE, o rótulo deve ser branco com o símbolo na cor correta. Resíduos de serviços de saúde do Grupo A: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção, detalhados na página 6 deste documento. 13.1.1 ACONDICIONAMENTO: De acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, nas edificações não hospitalares nas quais houver serviços individualizados, os respectivos RSS dos Grupos A e E podem ter o armazenamento externo de forma compartilhada. Os sacos para acondicionamento de RSS do grupo A devem ser substituídos ao atingirem o limite de 2/3 (dois terços) de sua capacidade ou então a cada 48 (quarenta e oito) horas, independentemente do volume, visando o conforto ambiental e a segurança dos usuários e profissionais. Parágrafo único. Os sacos contendo RSS do grupo A de fácil putrefação devem ser substituídos no máximo a cada 24 (vinte e quatro) horas, independentemente do volume. 13 Os RSS do Grupo A que não precisam ser obrigatoriamente tratados e os RSS após o tratamento são considerados rejeitos e devem ser acondicionados em saco branco leitoso. Os rejeitos, tratados ou não, acondicionados em sacos brancos leitosos devem ser encaminhados para disposição final ambientalmente adequada. Quando houver a obrigação do tratamento dos RSS do Grupo A, estes devem ser acondicionados em sacos vermelhos. O saco vermelho pode ser substituído pelo saco branco leitoso sempre que as regulamentações estaduais, municipais ou do Distrito Federal exigirem o tratamento indiscriminado de todos os RSS do Grupo A, exceto para acondicionamento dos RSS do subgrupo A5. O coletor do saco para acondicionamento dos RSS deve ser de material liso, lavável, resistente à punctura, ruptura, vazamento e tombamento, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, com cantos arredondados. O coletor não necessitará de tampa para fechamento sempre que ocorrer a substituição imediata do saco para acondicionamento após a realização de cada procedimento. Após sua substituição, o saco para acondicionamento usado deve ser fechado e transferido para o carro de coleta. 13.1.2 ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO: De acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, no armazenamento temporário e externo de RSS é obrigatório manter os sacos acondicionados dentro de coletores com a tampa fechada. Os procedimentos para o armazenamento interno devem ser descritos e incorporados ao PGRSS do serviço. Parágrafo único. A coleta e o transporte externo dos RSS devem ser compatíveis com os Planos Municipais e do Distrito Federal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e com as demais normativas aplicáveis. O abrigo temporário de RSS deve:ser provido de pisos e paredes revestidos de material resistente, lavável e impermeável; possuir ponto de iluminação artificial e de água, tomada elétrica alta e ralo sifonado com tampa; quando provido de área de ventilação, esta deve ser 14 dotada de tela de proteção contra roedores e vetores; ter porta de largura compatível com as dimensões dos coletores;estaridentificado como "ABRIGO TEMPORÁRIO DE RESÍDUOS”. O armazenamento temporário pode ser dispensado no caso em que o fluxo de recolhimento e transporte justifique. A sala de utilidades ou expurgo pode ser compartilhada para o armazenamento temporário dos RSS dos Grupos A, E e D, devendo ser compatível com a área a ser ocupada pelos coletores em uso. 13.1.3 TRATAMENTO: As culturas e os estoques de microrganismos; os resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os de medicamentos hemoderivados; os meios de cultura e os instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; e os resíduos de laboratórios de manipulação genética devem ser tratados. Devem ser submetidos a tratamento, utilizando processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana, em equipamento compatível com Nível III de inativação microbiana. As culturas e os estoques de microrganismos, bem como os meios de cultura e os instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas contendo microrganismos das classes de risco 1 e 2 podem ser tratados fora da unidade geradora, desde que este tratamento ocorra nas dependências do serviço de saúde. As culturas e os estoques de microrganismos, bem como os meios de cultura e os instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas contendo microrganismos das classes de risco 3 e 4 devem ser tratados na unidade geradora. Estes RSS devem ser acondicionados de maneira compatível com o processo de tratamento. Após o tratamento, os rejeitos devem ser encaminhados para disposição final ambientalmente adequada. 15 Os RSS resultantes de atividades de vacinação com microrganismos vivos, atenuados ou inativados incluindo frascos de vacinas com expiração do prazo de validade, com conteúdo inutilizado ou com restos do produto e seringas, quando desconectadas, devem ser tratados antes da disposição final ambientalmente adequada. As agulhas e o conjunto seringa-agulha utilizadas na aplicação de vacinas, quando não desconectadas, devem atender às regras de manejo dos resíduos perfurocortantes. Os RSS resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco 4, por microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação, causadores de doença emergente que se tornem epidemiologicamente importantes, ou cujos mecanismos de transmissão sejam desconhecidos, devem ser tratados antes da disposição final ambientalmente adequada. As bolsas de sangue e de hemocomponentes rejeitadas por contaminação, por má conservação, com prazo de validade vencido e oriundas de coleta incompleta; as sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos; bem como os recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre, devem ser tratados antes da disposição final ambientalmente adequada. As sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos podem ser descartadas diretamente no sistema de coleta de esgotos, desde que atendam respectivamente às regras estabelecidas pelos órgãos ambientais e pelos serviços de saneamento competentes. Caso o tratamento venha a ser realizado fora da unidade geradora ou do serviço, estes RSS devem ser acondicionados em saco vermelho e transportados em recipiente rígido, impermeável, resistente à punctura, ruptura, vazamento, com tampa provida de controle de fechamento e identificado. 16 Resíduos de Serviços de Saúde do Grupo A - Subgrupo A2 Os RSS do Subgrupo A2 devem ser tratados antes da disposição final ambientalmente adequada. Os RSS referidos no caput devem ser acondicionados de maneira compatível com o processo de tratamento. O tratamento pode ser realizado fora da unidade geradora, desde que ocorra nas dependências do serviço. Quando houver necessidade de outra solução, em função do porte do animal, deve haver autorização prévia dos órgãos de saúde e ambiental competentes. Após o tratamento, os rejeitos devem ser acondicionados em saco branco leitoso e identificados com a inscrição "PEÇAS ANATÔMICAS DE ANIMAIS". Os RSS do Subgrupo A2 contendo microrganismos com alto risco de transmissibilidade, alto potencial de letalidade ou que representem risco caso sejam disseminados no meio ambiente, devem ser submetidos, na unidade geradora, a tratamento que atenda ao Nível III de Inativação Microbiana. Quando houver necessidade de outra solução, em função do porte do animal, deve haver autorização prévia dos órgãos de saúde e ambiental competentes. Resíduos de Serviços de Saúde do Grupo A - Subgrupo A3 Os RSS do Subgrupo A3 devem ser destinados para sepultamento, cremação, incineração ou outra destinação licenciada pelo órgão ambiental competente. Parágrafo único. Quando forem encaminhados para incineração, os RSS devem ser acondicionados em sacos vermelhos e identificados com a inscrição "PEÇAS ANATÔMICAS". Resíduos de Serviços de Saúde do Grupo A - Subgrupo A4 Os RSS do Subgrupo A4 não necessitam de tratamento prévio. Os RSS do Subgrupo A4 devem ser acondicionados em saco branco leitoso e encaminhados para a disposição final ambientalmente adequada. Os cadáveres e as carcaças de animais podem ter acondicionamento e transporte diferenciados, conforme o porte do animal, de acordo com a regulamentação definida pelos órgãos ambientais e sanitários. Resíduos de Serviços de Saúde do Grupo A - Subgrupo A5 17 Os RSS do Subgrupo A5 devem ser encaminhados para tratamento por incineração. 13.1.4 TRANSPORTE EXTERNO De acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, entende-se por coleta e transporte externos a retirada dos resíduos de serviços de saúde do armazenamento externo até a unidade de tratamento ou outra destinação, ou disposição final ambientalmente adequada, fazendo uso de técnicas que assegurem a preservação das condições de acondicionamento. Ainda de acordo com a resolução, os veículos destinados ao transporte externo dos RSS não podem conter sistema de compactação ou outro sistema que danifique os sacos contendo os RSS, exceto para os RSS do Grupo D. 13.2 RESÍDUOS DO TIPO B 13.2.1 IDENTIFICAÇÃO De acordo com a RESOLUÇÃO - RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018, os resíduos químicos produzidos pela clínica veterinária serão identificados por meio de símbolo e frase de risco associado à periculosidade do resíduo químico, informando ainda se trata-se de resíduo sólido ou líquido. Observação: outros símbolos e frases do GHS também podem ser utilizados, mas o mais comum é o de caveira com fundo branco, borda preta e informando tratar-se de resíduo químico tóxico. 18 13.2.2 SEGREGAÇÃO Segundo a RESOLUÇÃO - RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018, quanto à segregação dos resíduos sólidos do grupo B, é obrigatório obedecer às normas de segregação das categorias de resíduos sólidos químicos, bem como a incompatibilidade química quando houver, conforme os Anexos III e IV desta resolução. A RESOLUÇÃO - RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018 relata ainda que segundo o anexo III as seguintes substâncias devem ser segregadas, acondicionadas e identificadas separadamente: Ácidos, Asfixiantes, Bases, Brometo de etídio,Carcinogênicas, mutagênicas e teratogênicas, Compostos orgânicos halogenados, Compostos orgânicos não halogenados, Corrosivas, Criogênicas, De combustão espontânea, Ecotóxicas, Explosivas, Formalina ou formaldeído, Gases comprimidos, Líquidos inflamáveis, Materiais reativos com a água, Materiais reativos com o ar, Mercúrio e compostos de mercúrio, Metais pesados, Mistura sulfocrômica, Óleos, Oxidantes, Resíduo fotográfico, Sensíveis ao choque, Soluções aquosas e Venenos. Ainda segundo a RESOLUÇÃO - RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018, de acordo com o anexo IV, estão descritas as principais substâncias utilizadas pelos geradores de resíduos oriundos dos serviçosde saúde, e suas incompatibilidades químicas na tabela abaixo: Substância Incompatibilidade química Acetileno Cloro, bromo, flúor, cobre, prata, Mercúrio 19 Ácido Acético Ácido crômico, ácido perclórico, peróxidos, permanganatos, ácido nítrico, etilenglicol Acetona Misturas de ácidos sulfúrico e nítrico concentrados, Peróxido de hidrogênio Ácido crômico Ácido acético, naftaleno, cânfora, glicerol, turpentine, álcool, outros líquidos inflamáveis Ácido hidrociânico Ácido nítrico, álcalis Ácido fluorídrico anidro, fluoreto de hidrogênio Amônia (aquosa ou anidra) Ácido nítrico concentrado Ácido cianídrico, anilinas, Óxidos de cromo VI, Sulfeto de hidrogênio, líquidos e gases combustíveis, ácido acético, ácido crômico Ácido oxálico Prata e Mercúrio Ácido perclórico Anidrido acético, álcoois, Bismuto e suas ligas, papel, madeira Ácido sulfúrico Cloratos, percloratos, permanganatos e água Alquil alumínio Água Amônia anidra Mercúrio, Cloro, Hipoclorito de cálcio, Iodo, Bromo, Ácido fluorídrico Anidrido acético Compostos contendo hidroxil tais como etilenoglicol, Ácido perclórico Anilina Ácido nítrico, Peróxido de hidrogênio 20 Azida sódica Chumbo, Cobre e outros metais Bromo e cloro Benzeno, Hidróxido de amônio, benzina de petróleo, Hidrogênio, acetileno, etano, propano, butadienos, pós-metálicos Carvão ativo Dicromatos, permanganatos, Ácido nítrico, Ácido sulfúrico, Hipoclorito de sódio Cloro Amônia, acetileno, butadieno, butano, outros gases de petróleo, Hidrogênio, Carbeto de sódio, turpentine, benzeno, metais finamente divididos, benzinas e outras frações do petróleo Cianetos Ácidos e álcalis Cloratos, percloratos, clorato de potássio Sais de amônio, ácidos, metais em pó, matérias orgânicas particuladas, substâncias combustíveis Cobre metálico Acetileno, peróxido de hidrogênio, azidas Dióxido de cloro Amônia, metano, fósforo, sulfeto de hidrogênio Flúor Manter isolado de outros produtos químicos. Fósforo Enxofre, compostos oxigenados, cloratos, percloratos, nitratos, permanganatos Halogênios (flúor, cloro, bromo e iodo) Amoníaco, acetileno e hidrocarbonetos Hidrazida Peróxido de hidrogênio, ácido nítrico e outros oxidantes 21 Hidrocarbonetos (butano, propano, tolueno) Ácido crômico, flúor, cloro, bromo, peróxidos Iodo Acetileno, hidróxido de amônio, hidrogênio Líquidos inflamáveis Ácido nítrico, nitrato de amônio, óxido de cromo VI, peróxidos, flúor, cloro, bromo, hidrogênio Mercúrio Acetileno, ácido fulmínico, amônia Metais alcalinos Dióxido de carbono, tetracloreto de carbono, outros hidrocarbonetos clorados Nitrato de amônio Ácidos, pós-metálicos, líquidos inflamáveis, cloretos, enxofre, compostos orgânicos em pó Nitrato de sódio Nitrato de amônio e outros sais de amônio Óxido de cálcio Água Óxido de cromo VI Ácido acético, glicerina, benzina de petróleo, líquidos inflamáveis, naftaleno Oxigênio Óleos, graxas, hidrogênio, líquidos, sólidos e gases inflamáveis Perclorato de potássio Ácidos Permanganato de potássio Glicerina, etilenoglicol, ácido sulfúrico Peróxido de hidrogênio Cobre, cromo, ferro, álcoois, acetonas, substâncias combustíveis 22 Peróxido de sódio Ácido acético, Anidrido acético, benzaldeído, etanol, metanol, etilenoglicol, acetatos de metila e etila, furfural Prata e sais de prata Acetileno, ácido tartárico, ácido oxálico, compostos de amônio Sódio Dióxido de carbono, tetracloreto de carbono, outros hidrocarbonetos clorados Sulfeto de hidrogênio Ácido nítrico fumegante, gases oxidantes Fonte: Manual de Biossegurança - Mario Hiroyuki Hirata; Jorge Mancini Filho. 13.2.3 ACONDICIONAMENTO De acordo com a RESOLUÇÃO - RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018, o acondicionamento dos resíduos químicos em estado sólido devem ser realizados em recipientes com material rígido, resistente, compatível com as características contidas no produto químico acondicionado e identificados conforme a identificação dos resíduos do tipo B nas páginas: 17 e 18 deste documento. O acondicionamento dos resíduos químicos sólidos são feitos em sacos plásticos, impermeáveis, resistentes, de cor laranja, devidamente identificados com simbologia de resíduo químico e dos riscos, respeitando o limite de volume por saco (ABNT), que serão posteriormente acondicionados em contentores resistentes de coloração laranja e devidamente identificados como resíduos químicos. Em caso de resíduos líquidos os mesmos serão acondicionados em recipientes constituídos de material compatível com o líquido acondicionado, preferencialmente coloração laranja para fácil associação com resíduos químicos, resistentes, rígidos e estanques vedado, com tampa rosqueada que previna o extravasamento do líquido em seu interior garantindo assim a contenção do resíduo. (RESOLUÇÃO - RDC Nº 222 - 2018). Os resíduos devem ser devidamente identificados conforme a identificação dos resíduos do tipo B nas páginas: 17 e 18 deste documento. 23 Ainda segundo a resolução, os resíduos do Grupo B designados à recuperação ou reutilização devem ser acondicionados dentro de recipientes individualizados, levando em consideração os requisitos de segurança e compatibilidade. Além disso, embalagens primárias vazias podem servir de acondicionamento de RSS do Grupo B, desde que haja a compatibilidade química, conforme as páginas: 19 a 22 deste documento. 13.2.4 TRANSPORTE INTERNO O transporte interno dos resíduos do grupo B será realizado em contentor de lixo em cor laranja, de 240 litros com tampa, pedal para evitar o contato das mãos ao armazenar o conteúdo e rodinhas para facilitar o transporte até o local de armazenamento temporário. O material deve ser identificado com adesivo que indica tratar-se de resíduo químico. 13.2.5 ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO O armazenamento temporário dos resíduos do grupo B será realizado em contentor de lixo em cor laranja, de 700 litros com tampa, pedal para evitar o contato das mãos ao armazenar o conteúdo e rodinhas para facilitar o transporte até o local de armazenamento externo. O material deve ser identificado com adesivo que indica tratar-se de resíduo químico. 13.2.6 ARMAZENAMENTO EXTERNO Armazenamento externo: contentor de lixo em cor laranja, de 1000 litros com tampa, pedal para evitar o contato das mãos ao armazenar ou retirar o conteúdo, sem rodinhas pois ficará fixo em local externo e de fácil acesso a empresa responsável, sendo colocado lá horas antes da coleta. O material deve ser identificado com adesivo que indica tratar-se de resíduo químico. 13.2.7 TRANSPORTE EXTERNO De responsabilidade da empresa designada. 13.2.8 DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL 24 No que diz respeito aos resíduos químicos os mesmos podem ser encontrados nas formas líquida ou sólida, e com a presença ou não de periculosidade. De acordo com a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018 e com Resolução CONAMA nº 358 de 29/04/2005, os resíduos sólidos do Grupo B, que possuam características de periculosidade, e sendo assim reconhecidos como rejeitos, devem ser destinados para disposição final em aterro de resíduos perigosos - Classe I. Já os resíduos no estado líquido que também possuam características de periculosidade, precisam ser submetidos a tratamento antes da disposição final ambientalmente adequada, e quando forem submetidos ao processo de solidificação devem ser destinados de acordo com o risco presente. Além disso, é proibido o encaminhamento de resíduos na forma líquida para disposição final em aterros sanitários. Já no que diz respeito aos resíduos do grupo B sólidos e líquidos que não possuem características de periculosidade, não é necessário tratamento prévio, e 33sendo assim os resíduos sólidos devem ter disposição final em aterro licenciado e os resíduos líquidos devem ser dispostos em corpo receptor ou na rede pública de esgoto, desde que estejam em conformidade respectivamente com as diretrizes estabelecidas pelos órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes.Para alguns resíduos específicos do grupo B, no que tange a destinação correta, a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018 dispõe que: Art. 59 Os resíduos de medicamentos contendo produtos hormonais e produtos antimicrobianos; citostáticos; antineoplásicos; imunossupressores; digitálicos, imunomoduladores; anti-retrovirais, quando descartados por serviços assistenciais de saúde, farmácias, drogarias e distribuidores de medicamentos ou apreendidos, devem ser submetidos a tratamento ou dispostos em aterro de resíduos perigosos - Classe I. As embalagens e os materiais contaminados por produtos químicos, exceto as embalagens primárias vazias de medicamentos cujas classes farmacêuticas constem no Art. 59 desta Resolução, devem ser submetidos ao mesmo manejo do produto químico que os contaminou. § 2º As embalagens primárias vazias de produtos químicos com algum tipo de periculosidade, submetidas à limpeza com técnicas validadas ou reconhecidas, são consideradas rejeitos e devem ser encaminhadas para disposição final ambientalmente adequada. 25 § 3º Somente as embalagens vazias de produtos químicos sem periculosidade podem ser encaminhadas para processos de reciclagem. Art. 62 As embalagens secundárias de medicamentos não contaminadas devem ser descaracterizadas quanto às informações de rotulagem, podendo ser encaminhadas para reciclagem. Art. 63 As excretas de pacientes tratados com quimioterápicos antineoplásicos podem ser lançadas em rede coletora de esgotos sanitários, conectada à estação de tratamento, desde que atendam às normas e diretrizes da concessionária do sistema de coleta e tratamento de esgotos sanitários ou lançadas diretamente em corpos hídricos após tratamento próprio no serviço. Art. 64 Os medicamentos hemoderivados devem ter seu manejo como resíduo do Grupo B sem periculosidade. Art. 68 Os RSS sólidos contendo metais pesados, quando não submetidos a tratamento devem ser dispostos em aterro de resíduos perigosos - Classe I, conforme orientação do órgão ambiental competente. Parágrafo único. O descarte de pilhas, baterias, acumuladores de carga e lâmpadas fluorescentes deve ser feito de acordo com as normas ambientais vigentes. Art. 69 A destinação dos RSS líquidos contendo metais pesados acima dos limites de descarte deve obedecer as orientações dos órgãos ambientais competentes. Parágrafo único. Os RSS contendo mercúrio (Hg) na forma líquida devem ser acondicionados em recipientes sob selo d'água e encaminhados para recuperação ou para outra destinação que esteja de acordo com as regras definidas pelo órgão ambiental competente. Art. 70 Os RSS do Grupo B que não apresentem periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente não necessitam de tratamento, podendo ser submetidos a processo de recuperação ou reutilização. Art. 71 A destinação dos resíduos dos equipamentos automatizados e dos reagentes de laboratórios clínicos, incluindo os produtos para diagnóstico de uso in vitro deve considerar todos os riscos presentes, conforme normas ambientais vigentes. 13.3 RESÍDUOS DO TIPO C Os resíduos produzidos pela unidade de radiologia da clínica veterinária serão identificados como tal. Deverão conter o símbolo internacional de presença de 26 radiação ionizante (trifólio de cor magenta ou púrpura) em rótulo de fundo amarelo acrescido da expressão MATERIAL RADIOATIVO. De acordo com as normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), os rejeitos radioativos devem ser acondicionados conforme procedimentos definidos pelo supervisor de proteção radiológica, encerrada hermeticamente em uma cápsula, ou ligada totalmente a material inativo envolvente, de forma que não possa haver dispersão de substância radioativa em condições normais e severas de uso; Não sendo o caso do hospital veterinário em questão, cujo tal não realiza terapias com radiofármacos, o artigo 20 das normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear não se aplica. A clínica veterinária dispõe de aparelho de radiografia que não gera as chapas de raio-x, as conhecidas por bucky mural, gerando apenas imagens digitais com chapas reutilizáveis. Segundo Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), os aparelhos de raio-x não contém material radioativo.A radiação do aparelho somente é gerada com a corrente elétrica acionada. Em caso de necessidade de desativação do equipamento, a Vigilância Sanitária deve ser comunicada. 13.4 RESÍDUOS DO TIPO D O resíduo comum gerado pelo Hospital Veterinário é segregado como lixo comum, acondicionado em sacos pretos e recolhidos e transportados por uma empresa terciária até sua área de aterro sanitário. Podem ser destinados à reciclagem ou reutilização. 27 13.4.1 ACONDICIONAMENTO Devem ser acondicionados de acordo com as orientações dos serviços locais de limpeza urbana, com a utilização de sacos impermeáveis, contidos em recipientes e receber identificação apropriada. A identificação e retirada do resíduo comum nas unidades que geram é realizada, diariamente, às 06:00h, 14:00h e 18:00h. Os funcionários trabalham em dois turnos intercalados, de 06 às 22 horas, sendo três funcionários pela manhã e dois no período vespertino e noturno. O resíduo das demais é retirado na parte da 13 horas da manhã após a limpeza da área de atendimento ao público e é disposto em containers. 13.4.2 IDENTIFICAÇÃO: Para os resíduos do Grupo D, destinados à reciclagem ou reutilização, a identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda de recipientes, usando código de cores e suas correspondentes nomeações, baseadas na Resolução CONAMA nº. 275/2001, e símbolos de tipo de material reciclável. I – azul – Papel II- amarelo – Metal III – verde – Vidro IV – vermelho – Plástico 28 V – marrom - Resíduos orgânicos Para os demais resíduos do Grupo D se utiliza a cor cinza nos recipientes de identificação. Caso não exista processo de segregação para reciclagem, não existe exigência para a padronização de cor destes recipientes. São admissíveis outras formas de segregação, acondicionamento e identificação dos recipientes destes resíduos para fins de reciclagem, de acordo com as características específicas das rotinas de cada serviço, devendo estar contempladas no PGRSS 13.4.3 CAPACITAÇÃO, RECICLAGEM E EDUCAÇÃO CONTINUADA O programa de educação continuada, previsto na RDC ANVISA no 306/04, visa orientar, motivar, conscientizar e informar permanentemente a todos os envolvidos sobre os riscos e procedimentos adequados de manejo, de acordo com os preceitos do gerenciamento de resíduos. A capacitação é realizada em várias vertentes do Hospital Veterinário, incluindo os terceirizados no serviço de limpeza e médicos veterinários. O programa deve se apoiar em instrumentos de comunicação e sinalização e abordar os seguintes temas: I - Noções sobre o ciclo da vida dos materiais II - Conhecimento da legislação ambiental III - Definições, qual o tipo e classificação dos resíduos e seu potencial de risco 29 IV - Formas de se reduzir a geração de resíduos e reutilização de materiais V - Orientações sobre uso de EPI, prevenção de incidentes e conhecimento acerca da utilização dos veículos de coleta. 13.4.4 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO São utilizados de acordo com as recomendações normativas do Ministério do Trabalho, sendo fornecidos pela empresa terciária responsável. I - luvas de proteção (laranja: área insalubre – azul: banheiros e retirada de lixo – verde: áreas administrativas, copa e corredores), II- Avental impermeável III - Óculos protetores IV - Bota de PVC (impermeável) branca e/ou preta e sapato de segurança impermeável, V- Máscara descartável VI -Touca descartável VII -Uniforme composto por calça e camiseta com a identificação da empresa responsável. 13.4.5 TRATAMENTO Resíduos líquidos como esgoto e águas servidas de estabelecimento de saúde tem que ser tratados antes do lançamento no corpo receptor ou na rede coletora de esgoto, sempre que não houver sistema de tratamentode esgoto coletivo atendendo a área onde está localizado o serviço, conforme definido na RDC ANVISA nº. 50/2002. Resíduos orgânicos, podem ser encaminhados ao processo de compostagem. Restos e sobras de alimentos só podem ser utilizados para fins de ração animal, se forem submetidos ao processo de tratamento que garanta a inocuidade do 30 composto, devidamente avaliado e comprovado por órgão competente da Agricultura e de Vigilância Sanitária do Município, Estado ou do Distrito Federal. 13.5 RESÍDUOS DO TIPO E Os resíduos de perfurocortantes são armazenados em recipientes apropriados e descartados de acordo com as recomendações. Cada unidade que gera esses resíduos possui um coletor específico. Os resíduos do HV são transportados em carrinhos apropriados e armazenados em lixeiras para posterior recolhimento pela empresa responsável (COMURG/STERICYCLE/INCINERA). Para melhor armazenar esses resíduos, foram necessárias algumas adequações no espaço, mas com foco na segurança de todos. Caracterizados pelos objetos perfurantes ou cortantes, provenientes de estabelecimentos prestadores de serviços de saúde. Pertencem a este grupo: agulha, ampola, pipeta, lâmina de bisturi e vidro. 13.5.1 ACONDICIONAMENTO Os materiais perfurocortantes ou escarificantes contaminados com resíduo infectante deverão ser acondicionados em recipientes rígidos, com tampa, resistentes à perfuração, à ruptura e ao vazamento. O preenchimento do recipiente deverá obedecer à marca tracejada. Após isso, acondicionar em sacos transparentes, distribuídos pelo DGA, específicos para acondicionamento desse tipo de resíduo. Os materiais perfurocortantes, recicláveis ou não, devem ser acondicionados em caixas de papelão lacradas. 31 14.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E SUA IMPORTÂNCIA Os equipamentos de proteção individual são de grande importância para promover a segurança de todos os envolvidos no manejo dos resíduos, impedindo assim a disseminação de doenças entre os pacientes, e até mesmo dos pacientes para os profissionais de saúde quando tratarem-se de zoonoses. Além disso, conhecer a forma correta de usar os EPI 's além de prevenir acidentes reduz também os custos com possíveis tratamentos para os acidentes que poderiam acontecer na falta de seu uso. São eles: luvas, máscaras, botas de borracha, óculos de proteção, avental cirúrgico e roupas de tecidos mais grossos para fornecer maior proteção ao corpo de quem os manuseia, preferencialmente cobrindo totalmente todo o corpo. 15.CONCLUSÃO Com este trabalho concluímos a importância de efetuar o manejo dos resíduos de forma correta, visto que se feito de forma errada causa grandes danos ao meio ambiente e aos indivíduos que nele vivem, e conhecendo o seu manejo correto podemos anteceder certos acidentes e impedi-los. Além disso, conhecer a forma correta de manuseá-los nos permite dar outro destino aos resíduos quando for possível, principalmente nos casos em que se pode aproveitá-los em reciclagem, contribuindo assim ecologicamente com o meio ambiente e as pessoas que nele vivem. 32 16.REFERÊNCIAS Resolução CONAMA, 358, Diário Oficial da União, de 29/04/2005. Acesso em 02/06/2023. Resolução RDC, 222, Diário Oficial da União, de 28/03/2018. Acesso em 02/06/2023. JESUS, Elson Souza de, GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM HOSPITAIS VETERINÁRIOS: ESTUDO DE CASO NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UFRB, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA, Cruz das Almas - BA, 2016. Acessado em 03/06/2023 OLIVEIRA, Helton Freires, BORBOLETA, Luana Rodrigues, PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE, HOSPITAL VETERINÁRIO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, Goiânia - GO, março de 2018. Acessado em 03/06/2023 LOPES, Alissandra Pinheiro, FERREIRA, Mônica Spadafora, SANTOS, Neuzeti Maria dos, RUIZ, Rita de Cássia, ANDRADE, Sonia Aparecida de, JESUS, Vanessa Evelin, MATTARAIA, Vânia Gomes de Moura, Guia prático de descarte de resíduos, Comissão de resíduos e Departamento de Gestão ambiental, Instituto Butantan, 1ª edição, São Paulo - SP, 2014. Acessado em 03/06/2023 33