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Sumário Língua Portuguesa....................................................... pág - 03 Informática.................................................................. pág - 173 Raciocínio Lógico Matemático.................................. pág - 239 Geografia da Paraíba................................................. pág - 283 História da Paraíba..................................................... pág - 295 Direito Constitucional................................................ pág - 347 Direito Penal............................................................... pág - 445 Direito Processual Penal........................................... pág - 587 Estatuto dos Policias Militares da Paraíba.............. pág - 649 Direito Penal Militar.................................................... pág - 668 Noções de Sociologia................................................ pág - 694 Legislação Extravagante........................................... pág - 712 LÍNGUA PORTUGUESA 3 PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Palavras Cognatas Conceito: são palavras que possuem o mesmo radical. Conhecidas por famílias etimológicas. Exemplo: Seguro: assecuratório, asseguração, assegurar, segurança. DERIVAÇÃO Conceito: Acréscimo de afixos (Prefixos e/ou Sufixos) à palavra primitiva Tipos de Derivação • Derivação Prefixal Exemplos: desleal, inapto, infeliz, subsolo, retroagir, etc • Derivação Sufixal Exemplos: lealdade, deslocamento, felizmente, idiotismo, etc. • Derivação Prefixal e Sufixal Exemplos: deslealdade, infelizmente, etc. • Derivação Parassintética 4 Forma-se palavra pela anexação SIMULTÂNEA de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Exemplos: a + noite + ecer = anoitecer; en + gaiola + ar = engaiolar; a + manhã + ecer =amanhecer. IMPORTANTE!!! Derivação Regressiva A palavra primitiva reduz-se ao formar a palavra derivada. Também pode ser conhecida derivação deverbal. Exemplo: trabalhar trabalho. Observação: A diferença entre derivação regressiva e derivação sufixal é a seguinte: Na primeira, o substantivo se forma a partir do verbo. Já na segunda, o verbo se forma a partir do substantivo. Derivação Imprópria Ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão na forma, muda de classe gramatical. Como, por exemplo, os adjetivos passam a substantivos. Exemplo: Os bons serão contemplados. COMPOSIÇÃO Conceito: União de dois ou mais radicais (palavras com significado pronto) Exemplo: Ponta+Pé = Pontapé 5 Tipos de Composição Por Justaposição Consiste em formar compostos que ficam lado a lado, ou seja, justapostos, sem que nenhum dos agregados sofra alteração em sua forma original. Exemplos: passatempo (passa + tempo), girassol (gira + sol), couve-flor (couve + flor). Por Aglutinação Consiste em formar compostos em que ao menos um dos elementos agregados sofre alteração em sua forma original Exemplos: aguardente (água + ardente), planalto (plano + alto), embora (em + boa + hora) OUTROS PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS Hibridismo Consiste na formação de palavras compostas por elementos provenientes de idiomas distintos. Exemplos: automóvel (grego e latim) burocracia (francês e grego) sociologia (latim e grego) Estrangeirismo Ocorre quando não existe, na nossa língua, uma palavra que nomeie o determinado ser, sensação ou fenômeno. Há, portanto, uma incorporação literal de um vocábulo usado em outra língua, sem nenhuma adaptação ao português falado. Exemplos: internet, hardware, iceberg, software, startup. Empréstimo Linguístico Ocorre quando há incorporação de um vocábulo pertencente a outra língua, adaptando-o ao português falado. Exemplos: estresse, futebol, bife, blecaute, etc. 6 EXERCÍCIOS 1. O vocábulo abaixo que é formado pelo processo de parassíntese é: a) pré-história; b) inconstitucional; c) perigosíssimo; d) embarque; e) desalmado. 2. Em “Não esperamos a tinta secar completamente”, o vocábulo destacado constitui um caso de derivação: a) Imprópria; b) Regressiva; c) Prefixal; d) Sufixal; e) Prefixal e Sufixal; 3. A palavra “arco-íris” é formada pelo processo de composição por justaposição, assim como: a) sapateiro. b) minúscula. c) simplicidade. d) girassol. e) superfaturar. 4. O livro de Rizzo chama-se Listomania, palavra formada pela união de “lista” e “mania”. Assinale alternativa cuja palavra passou pelo mesmo processo de formação. a) Alistamento. b) Planalto. c) Rapidamente. 7 d) Licitação. e) Entardecer. 5. Apresentam o mesmo processo de formação de “impotente” as seguintes palavras: a) desgraças, incapaz , inquieto. b) insolente, descobrir, destacar. c) indiferente, desamar, importação. d) debater, desabafo, insolente. 6. A palavra anteriormente passou por qual processo de formação de palavras: a) Derivação sufixal; b) Derivação prefixal; c) Derivação imprópria; d) Composição por justaposição; e) Composição por aglutinação. 7. Em “o amar é mais que suficiente”, a palavra amar é um exemplo de: a) Derivação sufixal; b) Derivação deverbal; c) Derivação impropria; d) Derivação prefixal e sufixal; e) Dedrivação parassintética. 8. A palavra “outdoor” é um exemplo de: a) Derivação deverbal; b) Derivação prefixal e sufixal; c) Estrangeirismo; d) Hibridismo e) Emprestimo linguistico 8 GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 E D D B A A C C ACENTUAÇÃO CONCEITOS INICIAIS Sílaba tônica - A sílaba proferida com mais intensidade que as outras é a sílaba tônica. Esta possui o acento tônico, também chamado acento de intensidade ou prosódico. Temos que resaltar que nem sempre a sílaba tônica recebe acento. Exemplos: Pa-rá, con-fu-são, Ca-sa. Não confunda acento tônico com acento gráfico. Nesse primeiro momento, devemos analisar apenas a tonicidade uma vez que o acento tônico está relacionado com intensidade de som e existe em todas as palavras com duas ou mais sílabas. O acento gráfico existirá em apenas algumas palavras e será usado de acordo com regras de acentuação. Note! Até o presente momento, trabalhamos apenas com palavras polissílabas, ou seja, palavras que possuem mais de uma sílaba. Contudo, nosso estudo não pode restringir-se apenas a esse conhecimento. Desse modo, devemos conhecer outra estrutura de palavras: os monossílabos. Seu nome, por si só, já é bem sugestivo: possuem apenas uma sílaba. Quanto aos monossílabos, eles podem ser: Átonos: não possuem acentuação própria, isto é, são pronunciados com pouca intensidade: o, lhe, e, se, a. Tônicos: possuem acentuação própria, isto é, são pronunciados com muita intensidade: lá, pá, mim, pôs, tu, lã. A distinção entre monossílabo tônico e monossílabo átono depende do contexto, ou seja, eles têm que ser analisados numa frase. Fora do contexto, todos os monossílabos são tônicos. Exemplo: Quero apresentá-la lá. 9 Dê o anel de noivado. Tenho dó do menino. Classificação das palavras quanto à sílaba tônica Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras são classificadas em: Oxítonas: a sílaba tônica é a última sílaba da palavra. Exemplos: Ca-já, ca-fé, dis-por. Paroxítonas: a sílaba tônica é a penúltima sílaba da palavra. Exemplos: ca-dei-ra, ca-rá-ter, me-as Proparoxítonas: a sílaba tônica é a antepenúltima sílaba da palavra. Exemplos: sí-la-ba, me-ta-fí-si-ca, lâm-pa-da Para finalizarmos nossa introdução, podemos resumir o que foi visto até o presente momento da seguinte maneira: Acento tônico é o acento da fala; marca a maior intensidade na pronúncia de uma sílaba. O acento gráfico é o sinal utilizado, em algumas palavras, para indicar a sílaba tônica. ACENTUAÇÃO GRÁFICA A fim detenhamos êxito em acentuação gráfica, temos que observar as seguintes regras: Proparoxítonas Recai sobre as proparoxítonas o papel mais tranquilo no nosso estudo sobre acentuação, uma vez que todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados. Exemplos: árvore, metafísica, lâmpada, pêssego, quiséssemos, África, Ângela. Paroxítonas São acentuados os vocábulos paroxítonos terminados em: 10 i(s): júri, júris, lápis, tênis. us: vírus, bônus. um/uns: álbum, álbuns. r: caráter, mártir, revólver. x: tórax, ônix, látex. n: hífen, pólen, mícron, próton. l: fácil, amável, indelével. ão(s): órgão(s), sótão(s), ófão(s), bênção(s). ã(s): órfã(s), ímã(s). ps: bíceps, fórceps Ditongo: Itália, Áustria, memória, cárie, róseo, Ásia, Cássia, fáceis, imóveis, fósseis, jérsei. Mas, professor! O que seria um ditongo? - É uma vogal e uma semivogal pronunciadas em uma só sílaba. Pode ser classificado como crescente ou decrescente. Oxítonas São acentuados os vocábulos terminados em: a(s), e(s), o(s) Exemplos: maracujá, ananás, café, você, dominó, paletós, vovô, vovó, Paraná. em/ens: armazém, vintém, armazéns, vinténs. Acentuam-se também os monossílabos tônicos terminados em a, e, o (seguidos ou não de s). Exemplos: pá, pé, pó, fé. 11 As formas verbais terminadas em a, e, o tônicos seguidos de lo, la, los, las também são acentuadas: amá-lo, vivê-lo, estudá-lo. Acentuam-se os ditongos de pronúncia aberta éu, éi, ói APENAS em palavras oxítonas ou monossilábicas Exemplos: chapéu, céu, anéis, pastéis, coronéis, herói Acentua-se também as vogais i e u que formam hiato com a vogal anterior. Exemplos: sa-í-da, sa-ís-te, sa-ú-de, ba-laús-tre, ba-ú, ra-í-zes, ju-í-zes, Lu-ís, pa-ís, He-lo-ísa, Ja-ú. Atenção!!! Não se acentuam o i e o u que formam hiato quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, lu-iz. PARA GABARITAR!!! • Os verbos ter e vir levam acento circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo: ele tem/ eles têm, ele vem/eles vêm. • Os verbos derivados de ter e vir levam acento agudo na 3ª pessoa do singular e acento circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo: ele retém/ eles retêm, ele intervém /eles intervêm. • Recebem acento diferencial as seguintes palavras: pôr (verbo), para diferenciar de por (preposição). pôde(3ª pessoa do singular do pretérito perfeito), para diferenciar de pode (3ª pessoa do singular do presente o indicativo). 12 EXERCÍCIOS 1. Quanto à posição da sílaba tônica, marque a opção CORRETA. a) Prontidão – oxítona. b) Praticamente – proparoxítona. c) Brasil – paroxítona. d) Dó – oxítona. 2. Em qual das alternativas as palavras são todas oxítonas? a) jacaré, mania, cipó b) lúdico, pêssego, árvore c) caju, pé, boné d) caju, café, toró 3. Do mesmo modo que ―véspera‖, é forma obrigatoriamente acentuada: a) mecanico. b) medico. c) negocio. d) sabia. 4. Acentuam-se devido à mesma regra de acentuação gráfica as seguintes palavras do texto: a) bióloga – lâmpadas – climáticas b) pestilência – habitará – vívida c) Bagdá – Islândia – óculos d) sustentável – políticas – ozônio 5. Pela mesma regra de pássaro e júri devem ser acentuadas as seguintes palavras: a) Pessego e gari. b) Relampago e taxi. 13 c) Desemprego e iris. d) Bussola e caju. 6. São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação a) imóveis e pajé b) acarajé e pé c) polícia e ambulância d) maracujá e lâmpada 7. É acentuada por ser paroxítona a) fé b) hipótese c) revólver d) saúde e) hipertensão 8. Classifique as colunas da maneira correta: I. Oxítona II. Paroxítona III. Proparoxítona IV. monossílabo tônico ( ) Fé ( ) Médico ( ) Bíceps ( ) Ceará a) I,II,IV e III b) I,II,III e IV c) IV, III, II e I d) IV,II,III e I e) II,III, I e IV 14 GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 A D A E A D B C MORFOLOGIA CLASSES DE PALAVRAS A NGB Nomenclatura Gramatical Brasileira faz a divisão das classes de palavras em dez classes, essa divisão tem como fundamento o comportamento e a utilização das palavras no Brasil. Dentre as dez classes, duas são primordiais para o nosso estudo, nós chamá-las-emos de termos nucleares: o substantivo e o verbo. Dividiremos nosso estudo em quatro grupos GRUPO DOS NOMES Substantivo Pertencem a essa classe todas as palavras que designam os seres em geral, as entidades reaisou imagináveis. Exemplos: pincel, mesa, televisão, coelho da páscoa, frio, alegria. Artigo Classe que serve, basicamente, para indicar se o substantivo é concebido como algo já definidoe conhecido previamente, ou como algo indefinido e ainda não nomeado. O artigo é variável, varia em gênero e número para concordar com o substantivo. 15 Exemplos: Um homem tocou a campainha, era o técnico chamado para consertar a televisão. #CLASSE GRAMATICAL FECHADA. DECORE! DEFINIDO: o, a, os, as. INDEFINIDO: um, uma, uns, umas. Adjetivo Classe de palavras que servem para indicar as qualidades, as propriedades do substantivo. Exemplos: Carro Bonito Branco Pequeno Locução adjetiva Trata-se de uma expressão formada de preposição mais substantivo, qualificadora de outro substantivo. Exemplos: mesa de madeira de palha com adereços Pronome O pronome é a palavra que substitui o substantivo (pronome substantivo) ou o acompanha (pronome adjetivo), indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou situando-o no espaço e tempo. Exemplos: ele é um grande jogador. 16 PRONOMES PESSOAIS Numeral Classe que, em princípio, tem como objetivo quantificar o substantivo, quantos são eles (um,dois, dez, o triplo, o quádruplo, um terço, um quinto). Exemplos: Duas crianças foram ao parque ontem. Deste modo, finalizamos o grupo dos nomes. Lembre-se de que todos os integrantes do grupo dos nomes subordinam- se ao substantivo. GRUPO DOS VERBOS Advérbio Pertencem a essa classe as palavras que se associam ao verbo para indicar as várias circunstâncias que envolvem a ação, podendo ser: tempo, modo, circunstância, lugar. A principal peculiaridade dessa classe é o fato de o advérbio ser invariável. Exemplos: visitei ontem 17 IMPORTANTE!!! OBS: Algumas vezes os advérbios podem ser confundidos com os pronomes indefinidos,exemplo clássico de prova: Muito e Bastante. Locução adverbial Trata-se de uma expressão formada de preposição mais substantivo, modificadora do verbo. Exemplos: a mesa quebrou de manhã Verbos Pertencem a essa classe as palavras que designam ações, processos que ocorrem com os seres em geral. Sua identificação é simples, pois são a única classe gramatical que possui a capacidade de conjugação. Exemplos: caminhar, fazer, querer, nadar, pôr, ter. GRUPO DOS CONECTIVOS Preposição Classe de palavras que serve para estabelecer conexão entre uma palavra e outra, sendo que a segunda palavra informa algo sobre a primeira. Exemplos: Sobrevivi com o amor Principais preposições: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por sem, sob, sobre. #CLASSE GRAMATICAL FECHADA. DECORE! 18 Conjunção Classe de palavras que estabelece conexão entre orações ou temos de mesma função sintática. Principais conjunções: E, ou, mas, se, que, contudo, todavia, entretanto, conquanto, pois, porque. Exemplos: o aluno objetivo estuda e trabalha Maria não ganhou o sorteio, mas estava feliz com o resultado. #CLASSE GRAMATICAL FECHADA. DECORE! GRUPO DAS EMOÇÔES Interjeição Pertencem a essa classe palavras invariáveis que exprimem, de maneira inarticulada (impossível de segmentar), sentimentos e reaçõesde natureza emocional. São, na grande maioria das situações, fáceis de serem identificados, pois há uma marca de pontuação que entrega a sua presença: as reticências. Exemplos: Ah! Oh! Alô! Olá! 19 EXERCÍCIOS 1. A conjunção “como” pode estabelecer relações de sentidos diferentes dentro de um texto. No trecho “Como esse prazer é rapidamente passageiro, o sujeito sente a necessidade de buscá-lo constantemente, na tentativa de alcançar a felicidade”, ela está estabelecendo entre as duas orações uma ideia de: a) causa. b) comparação. c) conformidade. d) consequência. e) Concessão. 2. Considere o seguinte excerto: Uma árvore bem gorjeada, com poucos segundos, passa a fazer parte dos pássaros que a gorjeiam. (Manoel de Barros. “Seis ou treze coisas que eu aprendi sozinho”. In: O Guardados de Águas. 2003, p.41.) Os vocábulos sublinhados são classificados, respectivamente, como: a) Artigo e pronome b) Numeral e preposição. c) Numeral e artigo d) Artigo e artigo. e) Substantivo e artigo. 3. O artigo é uma das classes de palavras variáveis que concorda, em gênero e em número, com o substantivo que o acompanha. Todas as palavras destacadas são artigos em: a) ” E eles querem que você os use pelo maior tempo possível, porque é assim que você gera dados que os fazem ganhar dinheiro.” b) “A Netflix tem muitos recursos para garantir que, em vez de assistir a um capítulo por semana [...] você veja toda a temporada em uma maratona.” c) “Nesse ciclo, os poderosos do sistema enriquecem e contam com os melhores cérebros do mundo trabalhando para aumentar os lucros enquanto entregamos tudo a eles.” 20 d) “Todos os aplicativos existentes são baseados no design mais viciante de que se tem notícia, uma espécie de caça-níquel que faz o sistema produzir o maior número possível de pequenos eventos inesperados no menor tempo possível.” e) O estudo é parte do processo, podendo o ajudar. 4. Em relação à classe gramatical da palavra sublinhada em “Tem de tudo ali”, assinale a alternativa CORRETA: a) Adjetivo. b) Pronome. c) Artigo d) Advérbio. e) Substantivo. 5. As expressões sublinhadas correspondem a um advérbio, EXCETO em: a) aparecia aqui vez por outra; b) durante o discurso, manteve-se em silêncio; c) não disse com certeza se virá. d) afirmo-lhe que não o vi frente a frente; e) as ações do homem são imprevisíveis. 6. Na frase “o homem sábio confia nas promessas” existem quantos verbos a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. 7. Em “A aeronave pousou suave na pista”. O termo sublinhado exerce a função de: a) substantivo. b) adjetivo. c) advérbio. 21 d) pronome. e) Artigo. 8. Classifique as palavras de acordo com sua classificação morfológica 1. Artigo 2. Numeral 3. Pronome 4. Adjetivo ( ) o menino rápido ( ) nós o conhecemos muito bem ( ) um dos pássaros era branco ( ) a casa de madeira 9. Leia as assertivas I. Correram ( ) quilômetros. (Bastante/Bastantes) II. Eles estavam ( ) felizes. (Bastante/Bastantes) Está correta a relação em: a) Advérbio e adjetivo. b) Adjetivo e advérbio. c) Substantivo e artigo. d) Numeral e artigo. e) Advérbio e pronome. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A A D D E A C C B 22 PRONOMES CONCEITO O pronome é a palavra que substitui o substantivo (pronome substantivo) ou o acompanha (pronome adjetivo), indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou situando-o no espaço e tempo. O pronome flexiona-se em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda e terceira) Pronomes Pessoais Pronome pessoal é aquele que indica as pessoas do discurso. Primeira pessoa: aquela que fala (emissor) Segunda pessoa: aquela com que se fala (receptor) Terceira pessoa: aquela de quem se fala (referente) O pronome pessoal flexiona-se em gênero, número, pessoa e caso (reto ou oblíquo). Pronome pessoal do caso reto: exerce função de sujeito da oração. Exemplo: EU estou feliz. Pronome pessoal do caso oblíquo: exerce a função de complemento. Exemplo: lembrei-me da aliança prometida. Os pronomes pessoais oblíquos dividem-se em átonos e tônicos. Os tônicos sempre vêm precedidos de preposição, e os átonos, por sua vez, não possuem essa característica. Vamos observar novamente a tabela dos pronomes. 23 DIFERENCIAÇÃO IMPORTANTE!!! EXERCÍCIOS 1. Sobre o uso correto dos pronomes eu e tu, qual sentença encontra-se correta: a) Este segredo deve ficar entre eu e tu. b) Este segredo deve ficar entre mim e ti. c) Este segredo deve ficar entre você e eu. d) Este segredo deve ficar entre tu e eu. e) Este segredo deve ficar entre tu e você. 2. Assinale a alternativa correta quanto ao uso adequado dos pronomes. a) É muito importante para mim compreender a matéria. b) É difícil para mim ler. c) Estudo para mim aprender. d) É importante para mim saber. e) É muito importante para eu compreender a matéria. 3. Assinale a alternativa que representa corretamente um pronome pessoal do caso oblíquo tônico: a) Lhe. b) Tu. c) Contigo. d) Te. e) Eu. 24 4. Assinale a alternativa que representa corretamente um pronome pessoal do caso oblíquo átono: a) Ele. b) Comigo. c) Te. d) Vós. e) Nós. 5. Leia o texto. Os pesquisadores fizeram uma série de testes com 584 alunos de 10 a 15 anos de sete escolas da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Eles queriam avaliar o que estava sendo registrado na mente dos indivíduos em uma soneca logo após a aula. No trecho “Eles queriam avaliar o que estava sendo registrado na mente dos indivíduos em uma soneca logo após a aula.” O pronome grifado refere-se a a) indivíduos. b) alunos. c) pesquisadores. d) testes. e) partes. 6. “... pronome pessoal intransferível...” Indique a assertiva que não possui um pronome pessoal: a) Venha a nós o vosso Reino. b) Leve-o contigo. c) Elas gostariam de lhe visitar. d) Ofertaram-nos bombons. e) Suas propriedades não constavam na declaração. 7. Assinale a sentença que completa corretamente as lacunas do presente texto: Se hoje você consegue carregar o seu celular em poucas horas e usá-______ ao longo de todo o dia, é_______ das baterias de íons de lítio. É difícil lembrar de como era a vida sem______. É______ que o Nobel de Química de 2019 foi 25 dado aos três cientistas que ajudaram a desenvolvê- ______: Stanley Whittingham, Akira Yoshino e John Goodenough, sendo______ a pessoa mais velha a receber o prêmio Nobel, aos 97 anos de idade. a) lo, por isso, elas, portanto, las, esse. b) lo, por causa, elas, por isso, las, esse. c) los, porque, mim, assim, las, este d) las, por que, ele, por isso, las, esse e) lo, por causa, ele, por isso, lo, este 8. Os pronomes a seguir são classificados, respectivamente, como: I. Ele II. Nos III. Me a) Átono, reto, átono. b) Reto, reto e átono. c) Todos são retos. d) Não há pronome reto. e) Reto, Átono, Átono. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 B E C C C E B E 26 SINTAXE Frase: sentença de palavras organizadas Exemplo: o menino inteligente. Oração: frase com verbo Exemplo: o menino é inteligente. Período: espaço textual dotado de início e fim Exemplo: O menino é inteligente. Sua mãe lhe deu um novo livro para ler. ESTRUTURA DO PERÍODO O período é dividido em dois Período simples é aquele constituído por uma única oração, chamada de oração absoluta. Exemplo: Nós estávamos tristes. Período composto é aquele constituído por duas ou mais orações. Exemplo: Ele disse que não viria ao encontro. Ela foi à escola, voltou para casa e logo dormiu. ORDEM DIRETA DA ORAÇÃO A ordem direta da oração é definida pela gramática da língua portuguesa como: SUJEITO+ VERBO + COMPLEMENTOS + ADJUNTOS ADVERBIAIS 27 A GNB (Nomenclatura Gramatical da Língua Portuguesa) faz a divisão da sintaxe da seguinte maneira: SUJEITO E PREDICADO Sujeito é o termo do qual se declara algo em uma oração. Predicado é o que se declara sobre o sujeito. Exemplo: Carlos caminhou pela manhã OBS: tudo que não é sujeito é predicado. Estudo do Sujeito Núcleo do Sujeito Núcleo é a principal palavra do sujeito. Exemplo: meus pais são pessoas especiais. Classificação do Sujeito Sujeito Simples: é o sujeito determinado que apresenta um único núcleo. Exemplo: Nós vimos as crianças. • O sujeito simples pode ser singular ou plural Sujeito Composto: é o sujeito determinado que apresenta mais de um núcleo. Exemplo: João e Antonio foram ao cinema. • O sujeito composto, assim como o sujeito simples, pode ser singular ou plural. 28 Atenção: o sujeito composto pode ser facilmente identificado, pois, entre seus núcleos, identificaremos a conjunção (e) ou a (,) vígula os separando. EXERCÍCIOS 1. Analise: “Vivemos uma epidemia, com grande impacto na saúde e na qualidade de vida dos pacientes” e assinale o tipo de sujeito dessa oração. a) Simples. b) Composto. c) Indeterminado. d) Oculto. 2. Analise as alternativas abaixo e identifique a correta em relação à oração cujo sujeito é classificado como composto: a) Os textos de cada área estão com as linhas numeradas... b) Podem participar professores, gestores e estudantes... c) A Plataforma de Consulta Pública do Currículo do Território Catarinense – Etapa Ensino Médio está aberta para participação. d) O texto está dividido nas quatro áreas do conhecimento... e) A consulta pública, que recebe sugestões até 26 de fevereiro, tem como foco a definição do currículo seguindo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 3. Em relação à estrutura sintática do primeiro verso do poema ‘‘De tudo, ao meu amor serei atento antes”, marque a alternativa que indica o seu sujeito. a) atento. b) de tudo. c) eu. d) meu amor 4. Assinale a alternativa que classifica corretamente o sujeito da oração a seguir: “precisamos também ouvir e praticar as palavras de especialistas no assunto” (l. 36). a) Sujeito Oculto ou desinencial. 29 b) Sujeito Indeterminado. c) Sujeito Simples. d) Sujeito Composto. e) Oração sem sujeito. 5. Analise a seguinte frase: “Os alunos chegaram atrasados novamente.” Podemos afirmar que o predicado da frase é: a) Os alunos. b) Chegaram. c) Atrasados. d) Chegaram atrasados novamente 6. Observe o período em destaque e identifique o erro de análise nas alternativas abaixo: “Nas palmas de tuas mãos, leio as linhas da minha vida.” a) Nas palmas de tuas mãos, expressam uma ideia de lugar. b) O período apresenta sujeito composto, Eu e tu, ambos elípticos. c) O sujeito do período é oculto. d) Há dois pronomes possessivos no período 7. A partir de análise sintática, é CORRETO AFIRMAR que o título deste texto jornalístico é: Título: Uma década em guerra a) O sujeito da oração que se desenvolve no subtítulo. b) Uma frase nominal. c) Uma oração com verbo elíptico. d) Uma oração simples. 8. “Hoje estou aqui para conversarmos um pouco sobre política monetária.”. correto afrmar que o sujeito do verbo “conversar” é: a) Sujeito simples. 30 b) Sujeito composto. c) Sujeito oculto. d) Sujeito indeterminado. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 D B C A D B B C INEXISTÊNCIA DO SUJEITO Sujeito Inexistente: ocorre em frases em que só há predicado. A oração sem sujeito ocorre a partir de um verbo impessoal (aquele que não admite sujeito). São verbos impessoais: Verbos que indicam fenômenos da natureza Exemplo: chover, relampear, trovejar etc... Verbos ser, estar, fazer, haver, indicando tempo meteorológico ou cronológico Exemplo: havia três anos que eu não o via. Verbo haver no sentido de existir Exemplo: haviam muitos problemas. Verbo haver pessoal O verbo haver será pessoal quando for auxiliar em uma locução verbal Estrutura de uma locução verbal 31 Principais exemplos de prova!!!! Exemplo (1): deve haver ou devem haver pessoas felizes? • O correto é deve haver, pois o verbo haver quando verbo principal torna a locução impessoal. Exemplo (2): João e Carlos havia comprado ou haviam comprado? • O correto é haviam, pois o verbo haver nessa ocasião é o verbo auxiliar. Exemplo (3): há de haver ou hão de haver pessoas felizes? • O correto é ha de haver, pois o verbo haver como principal torna toda a locução impessoal. EXERCÍCIOS 1. Discutem muito lá? Na oração acima, o sujeito é: a) Indeterminado. b) Oculto. c) Simples. d) Determinado. e) Composto 2. Assinale a alternativa na qual o verbo haver foi empregado de forma gramaticalmente aceita: a) Haviam duas pessoas na festa. b) Haviam feito duas partes do trabalho. c) Hão de haver casas à venda. 32 d) Haviam amigos verdadeiros. e) Há moça é bela. 3. Em“…haverá três seminários com 250 professores da rede de ensino catarinense.”, temos um(a): a) Sujeito paciente. b) Oração sem sujeito. c) Sujeito simples. d) Sujeito indeterminado. e) Sujeito desinencial. 4. Assinale a alternativa correta quanto à classificação do sujeito da oração “No espaço, também haverá venda de alimentação pelas APP’s dos centros de educação infantil da Vila Itoupava e espaço de recreação com brinquedos infantis.”: a) sujeito composto b) sujeito simples c) sujeito indeterminado d) sujeito desinencial e) oração sem sujeito 5. Na oração “Cabia tudo em uma mala só”, o vocábulo “tudo” exerce a função de sujeito. Certo ( ) Errado ( ) 6. Na oração “mulheres e homens devem obedecer aos princípios constitucionais” o sujeito da oração é: a) Sujeito simples. b) Sujeito composto. c) Oração sem sujeito. d) Sujeito inexistente. e) Sujeito indeterminado 33 7. Assinale a alternativa que apresenta um sujeito composto. a) “O propósito original das posturas é garantir um fluxo de energia em camadas mais sutis da nossa fisiologia” b) “Ela pode oferecer isso, mas também pode dar muito mais” c) “os números não surpreendem” d) “Na ioga, corpo, mente e espírito não estão separados” 8. Analise: “embora França e Reino Unido fossem aliados da Tchecoslováquia no papel, não reagiram quando Hitler começou a ocupação do país” e assinale o tipo de sujeito apresentado na primeira oração. a) Sujeito Simples. b) Sujeito Composto. c) Sujeito Indeterminado. d) Sujeito Oculto. 9. “Anteontem choveu, no entanto, agora está ensolarado.” O sujeito da oração destacada é: a) Simples. b) Oculto. c) Indeterminado. d) Inexistente. 10. No verso “Há tempos treino/ o equilíbrio sobre” (v.4/v.5), destacam-se dois verbos. Ao analisá-los com atenção, é correto afirmar que: a) O verbo “há” é impessoal e poderia ser substituído por “existir” b) “treino” está no singular, concordando com um substantivo “equilíbrio”. c) “há” está flexionado na primeira pessoa do singular, assim como “treino”. d) O verbo “treino” concorda com um sujeito que não está explícito no verso. e) O verbo “há” poderia, facultativamente, concordar com o substantivo “tempos”. 34 GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A B B E CERTO B D B D D CASOS ESPECIAIS DE CONCORDÂNCIA VERBAL Expressões partitivas O núcleo do sujeito funciona com uma expressão partitivas (uma parte de, a metade de, uma porção de...) OU coletivos especificados (um bando de, um grupo de, uma multidão de...): o verbo pode concordar tanto com o núcleo quanto com o especificante do núcleo: Exemplo: Uma parte das pessoas reclamou/reclamaram da filano banco. Sujeito = Uma parte das pessoas Núcleo (substantivo sem preposição) = “parte”. parte está no singular – concordância com “reclamou”. candidatos está no plural – concordância com “reclamaram”. Sujeito com numerais ou percentuais Sujeito com numerais percentuais e fracionários: funcionam como expressões partitivas. Logo, o comportamento será semelhante, bem como a concordância, que poderá se dar com o numeral fracionário ou o percentual, ou com o especificante dele. Exemplo: 30% do trabalho foi/foram realizado. Sujeito = 30% do trabalho. Núcleo = 30 (plural). Do trabalho = singular. Ambas as formas verbais são aceitas. Expressões fracionárias Exemplo: 1/4 dos alunos está/ estão sem aulas. Sujeito = 1/4 dos alunos. Núcleo = 1/4 (fração – observar o numerador. Nesse caso, é “1”, portanto 35 singular). médicos = plural. Ambas as formas verbais são aceitas. Porcentagem Do 0 ao 1,99999... = singular. Do 2 em diante = plural. Lembre-se de que se o núcleo estiver determinado, a concordância pode ser feita com ele. Exemplo: 1,8% dos aposentados será/serão prejudicados. Sujeitos compostos Sujeito composto, anteposto ao verbo, dois núcleos: verbo no plural. Exemplo: João e Antônio querem café. Sujeito composto anteposto (ao verbo) unido por conjunção aditiva. Exemplo: querem/quer café João e Antônio. ambos os casos são aceitos. Verbo no singular também aceito: núcleos são sinônimos. Exemplo: a alegria e a felicidade faz/ fazem parte da vida: ambos os casos são aceitos. Verbo SER Exemplo(1): Maria é minhas preocupações. O sujeito tem como representante uma pessoa, um ser animado. A concordância será com o ser animado. Exemplo(2): Tudo na vida é/são flores. Tudo = sujeito. Flores = predicativo do sujeito. Nesse caso, é possível concordar tanto com um quanto com o outro, porque ambos são coisas. 36 Ser associado a tempo: 1) São cinco horas da tarde. São concorda com “cinco” 2) É meio-dia. É concorda com “dia”. 3) Hoje são quatorze de maio. São concorda com “quatorze”. 4) Hoje é dia quatorze de maio. É concorda com “dia”. 5) Hoje é (dia) quatorze de maio. A palavra dia está implícita. Todas essas formas verbais do verbo SER são consideradas impessoais = orações sem sujeito. EXERCÍCIOS 1. A propósito da concordância da forma verbal destacada em: “Grande parte dos países democráticos tem suas leis de acesso" (3º parágrafo), assinale a opção que não apresenta incorreção. a) A expressão partitiva “grande parte de", seguida de especificação pluralizada, admite também verbo na 3ª pessoa do plural (têm). b) O verbo “ter", no contexto empregado, somente admite o plural, uma vez que seu complemento está no plural. c) Há um sujeito coletivo; logo, o verbo precisa estar no singular. d) Houve violação no que se diz respeito à concordância, porque o verbo “ter" deveria estar no plural. e) A expressão partitiva “grande parte de", somente aceita verbo na 3ª pessoa do singular. 2. Segundo as prescrições gramaticais, qual das alternativas está correta: a) 1/4 da população querem sair da miséria; b) 2/3 do material foi entregue ao coordenador; c) 2/3 dos alunos quer gramática; 37 d) 1/2 da população apreendem rápido; e) 4/5 dos atletas olímpicos é de origem africana. 3. Assinale o item cuja concordância está de acordo com as normas gramaticais: a) 10% das populações sabe votar; b) 1,9% do eleitorado brasileiro tem dificuldade; c) 89% dos políticos votou a favor; d) 5% das pessoas está equivocadas; e) 13% dos votantes sabe disso. 4. Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal do verbo ser: a) agora é vinte duas e trinta; b) hoje é onze de agosto; c) agora são uma hora; d) agora é duas horas; e) hoje são um de novembro. 5. Assinale a alternativa cuja concordância segue as prescrições gramaticais: a) o governo e a população busca o melhor; b) os carros e as motos não pode ultrapassar pela direita; c) pode lutar o atleta e o amador. d) são eficazes o remédio. e) as músicas e a arte é importante. 6. Assinale a opção que indica a frase em que o sujeito aparece posposto ao verbo. a) “Há uma distorção generalizada”. b) “a maçã ficou sendo um símbolo do sexo”. c) “Quando ocorreu o episódio narrado na Bíblia”. d) “A maçã de Steve Jobs não tem nada a ver com isso”. e) “O pecado original não foi o sexo”. 38 GABARITO 1 2 3 4 5 6 A B B B C C ESTUDO DO PREDICADO COMPLEMENTOS VERBAIS Necessitam de complemento os verbos que indicam ação (verbos significativos ou nocionais). Esses verbos fazem parte de predicados verbais ou verbo- nominais. Os verbos de ligação não necessitam de complemento, pois servem apenas para ligar o predicativo ao sujeito. Chama-se transitividade a relação que se estabelece entre os verbos e seus complementos. Os complementos verbais são chamados objetos. Tipos de verbos Os tipos de complementos dependem do tipo de verbo utilizado. Podemos classificar os verbos, de um modo geral, da seguinte maneira: I. Verbos de fenômenos da natureza: indicam os fenômenos da natureza de um modo geral. Exemplo: trovejar, relampear, chover, nevar... Temos aqui uma resalva: esses verbos, para indicarem fenômenos da natureza, têm que indicar a realização propriamente dita, do contrário, a análise torna-se errada. Exemplo: choveu canivete ontem. O verbo chover em questão não indica chuva, pois foi empregado no sentido conotativo, logo esse verbo será transitivo direto. II. Verbos de estado: ser, estar, permanecer, continuar, tornar-se, virar, andar... são os principais 39 III. Verbos de ação: os verbos que não se enquadrarem como de estado ou fenômenos da natureza serão chamados de verbos de ação. Tipos de complementos Verbos Transitivos Diretos (VTD) São aqueles cujo sentido requer um objeto direto. • Objeto Direto (OD) é o complemento que se liga diretamente (sem preposição) a um verbo transitivo. Exemplo: o aluno comeu o pão. Verbos Transitivos Indiretos (VTI) São aqueles cujo sentido requer um objeto indireto. • Objeto Indireto (OI) é o complemento que se liga indiretamente (através de preposição) a um verbo transitivo. Exemplo: Preciso de ajuda. Verbos Transitivos Diretos e Indiretos (VTDI) São aqueles cujo sentido requer um objeto direto e um objeto indireto. Exemplo: pedi ajuda a Deus. OBSERVAÇÃO!!! Os únicos complementos verbais são: objeto direto e objeto indireto. 40 Verbos Transitivos intransitivos São aqueles cujo sentido não necessita de um objeto. Exemplo: um menino nasceu. Perceba! O verbo em questão não transita nem liga, logo, ele é classificado como intransitivo. Objeto direto preposicionado Algumas vezes, o objeto direto vem precedido de preposição. Isso ocorre em função de recursos estilísticos ou para evitar ambiguidade, e não por exigência do verbo. Exemplo: Ele bebeu do vinho. EXERCÍCIOS 1. O termo destacado possui que função sintática de objeto direto é: a) Meu pai foi à praia b) Carros são rápidos c) A verdade dói d) Eu comprei o pão 2. Chegamos ao escritório, ontem, às pressas, O verbo chegar é: a) intransitivo b) transitivo direto c) transitivo indireto d) de ligação 41 3. No período “Quem destrói florestas não mata apenas árvores.”, os termos grifados são: a) Objeto direto e objeto direto. b) Objeto indireto e objeto indireto. c) Objeto direto e predicativo do objeto. d) Objeto direto e objeto indireto. 4. Leia o texto Anteontem, eu, meu irmão e meu pai fomos ao lago pescar. Os termos destacados na oração acima correspondem a: a) Adjunto adverbial, predicativo do sujeito. b) Predicado. c) Adjunto adverbial, objeto indireto. d) Adjunto adnominal, predicado. 5. Assinaleabaixo a alternativa em que o termo marcado exerce a função sintática de objeto indireto: a) A leitura dos clássicos é fundamental. b) Ela deu-lhe o troco. c) O amor dos pais marca para toda a vida. d) Ele adora banhar-se no mar. 6. No trecho "Bebê necessita de cuidados intensos 24 horas", o termo destacado está exercendo função sintática de: a) Objeto indireto. b) Objeto direto. c) Aposto. d) Complemento nominal. 7. Leia este trecho: Todo mundo, alguns pouco, outros mais, faz esse tipo de coisa. 42 O termo destacado no texto classifica-se como a) Objeto direto. b) Objeto indireto. c) Predicativo do Sujeito. d) Complemento Nominal. 8. “[...], um homem decidiu comprar o último combo de cheeseburguer com fritas [...]” (linhas 2 a 4). Os termos destacados exercem função sintática de: a) Objeto indireto. b) Predicado verbal. c) Sujeito. d) Objeto direto. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 D A A C B A A D DEMAIS TERMOS ASSOCIADOS AO PREDICADO Predicativo do sujeito Predicativo do Sujeito é o termo que caracteriza o sujeito, tendo um verbo como intermediário. O predicativo do sujeito pode ser um substantivo, um adjetivo ou uma palavra com valor de substantivo. O predicativo do sujeito é o núcleo do predicado nominal, e um dos núcleos do predicado verbo-nominal. Em predicados nominais, o sujeito é ligado ao predicativo através de um verbo de ligação. Exemplo: Ela estava triste. 43 Predicativo do Objeto Predicativo do Objeto é uma qualidade atribuída ao objeto através do verbo. O predicativo do objeto pode ser um substantivo, um adjetivo ou uma palavra com valor de substantivo. O predicativo do objeto é um dos núcleos do predicado verbo-nominal. Exemplo: O juiz julgou o réu culpado. Adjunto Adverbial Adjunto Adverbial é o termo que indica uma circunstância em que ocorre o processo verbal ou o termo que intensifica o adjetivo, o verbo ou o advérbio. Adjunto adverbial é uma função adverbial, isto é, desempenhada por advérbios (e locuções adverbiais). Exemplo: ele é muito inteligente Exemplos de circunstâncias expressas pelo adjunto adverbial Tempo: Amanhã eu falarei com ele. Modo: Marina pediu-me gentilmente que fosse vê-la. Lugar: Estão todos aqui? Intensidade: Ele falou muito. Causa: Devido à chuva escassa, muitas plantas morreram. Afirmação: Certamente atenderei ao pedido. Negação: Não podemos esquecer de nossas responsabilidades. Dúvida: Talvez haja alguns problemas. Finalidade: Leio muito para aumentar minha cultura. Meio: Viajarei de ônibus. 44 Companhia: Fui ao museu com meus amigos. Instrumento: Redações devem ser escritas à caneta. Assunto: Falarei com ele sobre o ocorrido. Preço: trabalhei por 20 reais. TIPOS DE PREDICADO EXERCÍCIOS 1. O resultado é uma perda de indicadores não verbais, e isso pode atrofiar o desenvolvimento. Em relação à sintaxe desse período, o termo destacado na primeira oração é: a) objeto direto. b) predicativo do sujeito. c) complemento nominal. d) sujeito simples. 2. Qual das alternativas possui um verbo intransitivo: a) As praias são belas. b) Meus pais estavam felizes. c) O amor é verdadeiro. d) O cantor morreu. 3. O verbo em questão é classificado como verbo de ligação: a) João viu. 45 b) Os alunos estavam felizes. c) O cientista encontrou a cura. d) Minha mãe fez o café. 4. Na oração, “continuamos alegres apesar da luta”, o verbo em destaque é classificado como: a) Verbo intransitivo. b) Verbo de ligação. c) Verbo transitivo direto. d) Verbo transitivo indireto. 5. Faça uma análise morfossintática da seguinte frase: “As senhoras caminhavam felizes”. Está correta a seguinte alternativa: a) Análise morfológica: as - artigo indefinido; senhoras - substantivo; caminhavam - verbo caminhar; felizes - adjetivo. Análise sintática: as senhoras - sujeito simples; caminhavam felizes - predicado verbal; felizes - predicativo do objeto. b) Análise morfológica: as - artigo indefinido; senhoras - substantivo; caminhavam - verbo caminhar; felizes - advérbio. Análise sintática: as senhoras - sujeito simples; caminhavam felizes - predicado nominal; felizes - predicativo do objeto. c) Análise morfológica: as - artigo definido; senhoras - substantivo; caminhavam - verbo caminhar; felizes - adjetivo. Análise sintática: as senhoras - sujeito simples; caminhavam felizes - predicado nominal; felizes - predicativo do sujeito. d) Análise morfológica: as - artigo definido; senhoras - substantivo; caminhavam - verbo caminhar; felizes - adjetivo. Análise sintática: as senhoras - sujeito composto; caminhavam felizes - predicado verbal; felizes - predicativo do sujeito. e) Análise morfológica: as - artigo definido; senhoras - substantivo; caminhavam - verbo caminhar; felizes - adjetivo. Análise sintática: as senhoras - sujeito composto; caminhavam felizes - predicado verbal; felizes - predicativo do objeto. 6. Assinale a alternativa que indica o termo que exerce a função de objeto direto no trecho a seguir, retirado do texto: “queria resolver (1) a situação (2) na melhor (3) forma possível (4)”. a) 1. 46 b) 2. c) 3. d) 4. 7. “Eles estavam extremamente atrasados para a festa.”. Assinale a alternativa que representa corretamente o predicativo do sujeito da oração: a) “Eles” b) “estavam” c) “extremamente” d) “atrasados” 8. Estendidas pela rua afora, deixaram as faixas que seriam usadas na campanha eleitoral.”. Assinale a alternativa que representa corretamente o predicativo do objeto do verbo transitivo direto destacado na oração: a) “Estendidas b) “as faixas” c) "usadas” d) “campanha eleitoral” GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 B D B B C B D A 47 TERMOS LIGADOS AO NOME Complemento nominal Complemento Nominal: é o complemento exigido por alguns substantivos, adjetivos e advérbios. Assim como os verbos, alguns nomes necessitam de complemento. Observe: Exemplo: Nós temos amor por nossa família. Adjunto adnominal Adjunto adnominal: termo ligado aos substantivos, mantendo uma relação de completude do termo. Exemplo: a menina bonita. Atenção!!! Artigos, pronomes e termos não preposicionados ligados aos nomes são sempre adjuntos adnominais. Tabela para diferenciar adjunto adnominal X complemento nominal 48 EXERCÍCIOS 1. No título do Texto I, “Os sonhos dos adolescentes”, o termo destacado, sintaticamente, é: a) adjunto adnominal. b) complemento nominal. c) agente da passiva. d) objeto direto. 2. Das alternativas que seguem, apenas uma não se encontra corretamente analisada quanto à sua estrutura sintática. Identifique-a: a) Os animais fugiram do zoológico. (adjunto adverbial de lugar). b) Os animais do zoológico fugiram. (adjunto adnominal). c) Os alunos deixaram o colégio entusiasmados. (adjunto adnominal). d) A garota chegou em casa apressadamente. (adjunto adverbial de modo). 3. No trecho "A minha pergunta sobre quem teve acesso às informações do Mosaic não foi respondida.", o elemento sintático destacado funciona como: a) adjunto adnominal de "pergunta". b) complemento nominal de "pergunta". c) objeto direto anteposto de "respondida". d) objeto indireto de "pergunta". e) agente da passiva de "respondida". 4. Observe as palavras destacadas nos enunciados, marque ADN para adjunto adnominal e CN para complemento nominal. ( ) Este aparelho novo traz inúmeras vantagens para o paciente. ( ) O computador de Mariana não consegue registrar as consultas. ( ) Quando viajo para outro país, tenho medo de doença contagiosa. ( ) O documento de liberação daquele remédio é passível de revisão. 49 A sequência está correta em a) ADN, ADN, CN e CN. b) CN, ADN, CN e ADN.c) CN, CN, ADN e ADN. d) ADN, CN, ADN e CN. e) CN, ADN, ADN e CN. 5. Assinale a frase em que o termo sublinhado exerce a função de complemento nominal e não de adjunto- adnominal. a) “Um mosquito é uma pequena criação da natureza para nos fazer pensar". (André Guillois) b) “Não é a saída do porto que determina o sucesso de uma viagem". (Anônimo) c) “A vida é um hospital onde cada enfermo tem o desejo de troca de cama". (Baudelaire) d) “Uma vida é uma obre de arte". (Clemenceau) e) “Eu sou uma parte de tudo". (Lord Tennyson) 6. Assinale a alternativa em que o termo sublinhado exerce a função de complemento e não de adjunto do termo anterior. a) Brigas de trânsito. b) Disseminação das armas de fogo. c) Áreas pobres do Nordeste. d) Índices de violência. e) População de baixa renda. 7. A opção cujo termo sublinhado exerce a função de adjunto adnominal por ser o agente do termo anterior é: a) “reestruturação de seus sistemas de segurança”; b) “repressão à violência”; c) “fatores geradores da insegurança”; d) “busca de soluções efetivas”; e) “altos índices de criminalidade”. 50 8. Os termos sublinhados em “luta por algo ou representação de algo” desempenham a mesma função sintática que: a) “capaz de se virar” b) “tensão do futebol” c) “vida do homem” d) “governo do Presidente Médici” e) “lição de vida” GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 A C A A C B E A CASOS ESPECIAIS DE PREDICAÇÃO VERBAL Agradar VTD: no sentido de “fazer carinho” Exemplo: O filho agradava o pai. VTI: no sentido de “ser agradável” Exemplo: O técnico agradou aos jogadores. Ajudar VTD ou VTI (sem alteração de sentido). Exemplo: O professor ajudou os (aos) alunos. Assistir VTI: no sentido de ver, presenciar. Exemplo: Eu assisti ao clássico réi. 51 VTD (preferencialmente) ou VTI: no sentido de dar assistência, ajudar. Exemplo: O médico assiste os (aos) enfermos. VI: no sentido de morar. Exemplo: A família Ribeiro assiste em Fortaleza. Atender VTI ou VTD (sem alteração de sentido). Exemplo: O menino atendeu (a) o carteiro. Chamar VTD: no sentido de convocar. Exemplo: A mãe chamou o filho para almoçar. VTD ou VTI: no sentido de “dar nome” ou “apelidar” Exemplo: Eles chamavam ao (o) pai de herói. Chegar VI: mas, quando acompanhado de expressões locativas, deve-se usar a preposição “a”. Exemplo: Chegaremos ao prédio do Objetivo. VTD ou VTI: no sentido de “acarretar”, causar. Exemplo: O seu comportamento implica (em) demissão. OBS!!! Aqui temos uma polêmica, pois alguns gramáticos não compartilham desta opinião. Então, para embasar seus estudos, deixo aqui uma ponderação. Se sua banca examinadora for a FCC, fique tranquilo, pois o que prevalece é a dupla transitividade. Já se a sua examinadora for CEBRASPE, FGV ou qualquer outra banca, aconselho que você opte apenas pela transitividade direta. 52 Lembrar/lembrar-se (também válido para esquecer/esquecer-se) VTD: lembrar/esquecer (sem o pronome). Exemplo: Meu pai lembra o seu nome. Eu esqueci a sua blusa. VTI: lembrar-se/esquecer-se (com o pronome). Exemplo: Meu pai se lembra do seu nome. Em esqueci-me da sua blusa. Obedecer VTI. Exemplo: Eles não obedecem ao regulamento. Preferir VTDI (algo a algo): Exemplo: Prefiro português a qualquer outra materia. Proceder VTI: no sentido “de iniciar”, “executar”. Exemplo: O ator procedeu à apresentação. VI: no sentido de “ter procedência”, “ser verdadeiro”. Exemplo: A fala de empresário não procede. Visar VTD: no sentido “de mirar”, “ver”. Exemplo: O atirador visou o alvo. VTI: no sentido “almejar”, “desejar”. Exemplo: Ele visa a um novo emprego 53 EXERCÍCIO 1. A alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de regência nominal e verbal é: a) Até hoje ele prefere jogar futebol a frequentar bares, e fica indiferente aos apelos dos amigos. b) Parte da população foi imunizada da varíola, mas algumas pessoas evitam de tomar a vacina. c) Gosta de argumentar e é hábil para convencer aos outros naquilo que ele quer. d) Mostra desobediência para com os superiores e sempre chega atrasado no serviço. e) Aconselhei a que ele viaje durante as férias e fique um tempo alheio do que acontece no trabalho. 2. Analise a frase a seguir e assinale a alternativa em que é seguida a mesma regra de regência verbal, de acordo coma norma culta da Língua Portuguesa. Nas férias, ela o visitou no interior. a) O estudante visou o diploma. b) As atividades visam ao estudo da matemática. c) O pai sempre acudia ao filho. d) O gerente aspirava o cargo de diretor. 3. Sobre o período “O hábito de cultivar plantas em jardins dentro e fora de casa cresceu durante os meses de pandemia.”, assinale a alternativa correta. a) A expressão “de cultivar plantas” é um objeto indireto. b) A expressão “O hábito” é um objeto direto. c) O verbo “cultivar” é intransitivo. d) O verbo “cresceu” é intransitivo. e) A expressão “em jardins” é objeto indireto. 54 4. Em relação à regência verbal, assinalar a alternativa CORRETA: a) Simpatizei com a vendedora. b) Tal ação implicará em sua demissão. c) Prefiro café do que chá. d) O técnico chamou aos jogadores. 5. No trecho "todos nós fomos obrigados a entrar no enorme catálogo de brasileiros que visa mostrar aos bancos e outros operadores de crédito quem são os bons - e os maus - pagadores do país", se trocarmos o termo destacado por desobrigados: a) teremos que modificar a regência do complemento nominal, empregando a preposição "por". b) teremos que modificar a regência do complemento verbal, empregando a preposição "em". c) teremos que modificar a regência do complemento verbal, empregando a preposição "sob". d) teremos que modificar a regência do complemento nominal, empregando a preposição "de". e) teremos que modificar a regência do complemento verbal, empregando a preposição "por". GABARITO 1 2 3 4 5 A A D A D 55 PONTUAÇÃO DO PERÍODO SIMPLES Conceito: É o conjunto de sinais gráficos destinados a indicar pausa mais ou menos acentuada de caráter objetivo ou distintivo. Os sinais de pontuação são estes: o ponto (.), a vírgula (,), o ponto-e-vírgula (;), o dois pontos (:), o ponto de interrogação (?), o de exclamação (!), os parênteses (), as reticências (...), as aspas (“ “) e o travessão (-) . Os quatro primeiros constituem a pontuação de pausa objetiva; os quatro seguintes formam a pontuação de pausa subjetiva, afetiva; e os dois últimos são os sinais distintivos. PONTO FINAL É um dos sinais que marcam fim de período e o que assinala a pausa de máxima duração. Além do ponto final, também marcam o fim de período os sinais de exclamação(!) e interrogação(?). VÍRGULA A vírgula é o sinal que indica uma pequena pausa na leitura, o que equivale a uma pequena ou grande mudança na entoação. Estatuto da vírgula Proibições Art.1° Não se usa vírgula: Entre sujeito e verbo Exemplo: eu, fui a São Paulo ano passado. Entre nome e complemento nominal Exemplo: o amor, ao pai. Entre nome e adjunto adnominal Exemplo: amor, verdadeiro. 56 Art. 2° Usa-se a vírgula: Para separar palavras ou expressões de mesma função sintática Exemplo: eu prenderei bandido, vagabundo, homicida e estelionatário. Para separar vocativos Exemplo: professor, eu serei aprovado, macho! Para separar o aposto do termo fundamental Exemplo: Pelé, o rei do futebol, é brasileiro. Para separar certas palavras e expressões interpositivas: por exemplo, porém, ou melhor, ou antes, isto é, por assim dizer, além disso, aliás, com efeito, então, outrossim, entretanto, todavia, pois etc. Exemplo: o carro era antigo, porém, tinha muita potência. Para separar o adjuntoadverbial, quando ele se encontra deslocado Exemplo: ontem, orei a Deus pela minha prova. Para separar do nome da localidade, as datas. Exemplo: São Paulo, 01 de outubro de 1992. EXERCÍCIOS 1. No tocante às regras de pontuação, justifica-se a virgulação neste trecho “Enfim, a geração de hoje é a pura contradição” (l. 23 e 24), a fim de: a) separar vocativos. b) separar adjuntos adverbiais. c) indicar a elipse de um termo. d) separar apostos e certos predicativos. 57 2. Na linha 16, mantém a correção gramatical a inserção de vírgula anteriormente à expressão “por diferentes pensadores contemporâneos”, que tem natureza adverbial. Texto: Esse documento é considerado por diferentes pensadores contemporâneos o primeiro relatório governamental. Certo ( ) Errado ( ) 3. Os sinais de pontuação são recursos da escrita que são empregados para reproduzir pausas, entonações, sentidos, entre outros. Leia as sentenças abaixo e assinale a alternativa correta sobre o uso da vírgula e do ponto e vírgula. a) O marido quer a compra do carro. A esposa; da casa. b) A Maria viajou para o Ceará, o Pedro para o Rio Grande do Sul. c) Alguns disseram que não fariam a prova; outros que só a fariam se o professor estivesse presente. d) O Pedro estava orgulhoso do filho; a Maria, dos netos. Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. ANDRADE, C. D. de. Quadrilha. Em: Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006. p. 26. 4. Sobre o trecho do poema “Quadrilha”, analise as afirmativas a seguir: I. A reiteração sucessiva do pronome relativo “que” no poema é um elemento de progressão textual, pois indica a repetição das ações dos personagens. II. O trecho do poema enfatiza o futuro do pretérito do indicativo marcado pela sucessão de repetição do verbo amava. III. A repetição do pronome “que” poderia ser evitada pela utilização dos sinais de pontuação: vírgula ou ponto e vírgula sem comprometer o sentido. 58 É correto o que se afirma a) apenas em I. b) apenas em II. c) apenas em III. d) em I, II e III. 5. Assinale a alternativa em que o uso de sinal de pontuação no interior do enunciado tem a finalidade de indicar ao leitor uma explicação feita pelo narrador. a) A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. b) Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares... c) Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. d) ... o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. e)... e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. 6. Quanto ao uso das vírgulas, assinale a alternativa CORRETA: a) O homem, que é um ser racional tem péssima atitude. b) Todos os empregados demitidos, serão indenizados. c) Houve, porém, um inconveniente sério. d) Não haverá aula amanhã, ou melhor depois de amanhã. 7. Em conformidade com a norma-padrão de pontuação, na frase “Mas durante séculos os homens sonharam em vão com o elixir da longa vida e com a fonte da juventude eterna.”, a seguinte expressão pode ser isolada com o uso de duas vírgulas: a) durante séculos b) os homens c) sonharam em vão d) o elixir da longa vida e) com a fonte da juventude 59 GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 B ERRADO D A E C A EXERCÍCIOS 1. Assinale a alternativa, onde temos um aposto. a) Meu pai, homem sério e prudente, era inteligente. b) – Boa tarde, dona Maria. Como vai a senhora? c) – Então, camarada, aposto que teve muito medo. d) – Deixe de besteira, seu João. Em São Francisco do Guaporé, nós não atropelamos ninguém. 2. Assinale a afirmativa que apresenta um vocativo: a) Comprei três frutas: banana, maçã e laranja. b) Machado de Assis, escritor brasileiro, faleceu em 1908. c) Ela adora estudar. d) Não faça isso, João! 3. Analise: “Em uma manhã fria de segunda-feira em São Paulo, a sala de aula virtual do professor Marcos Rojo, cofundador do Instituto de Ensino e Pesquisa em Yoga, estava cheia.” E assinale a alternativa incorreta. a) Há a presença de um advérbio de tempo. b) Há um aposto explicativo. c) Há uma oração subordinada. d) Há um sujeito simples. 4. A alternativa que corresponde corretamente a citação a seguir é: “Palavra ou expressão que representa a pessoa ou coisa personificada, a quem nos dirigimos diretamente: Paulo, onde está você?” 60 a) Verbo. b) Vocativo. c) Aposto. d) Adjunto adnominal. 5. Considere: “Alexandro, chileno que virá palestrar, é um ótimo profissional”. Assinale a função sintática do substantivo da oração sublinhada: a) Adjunto adverbial. b) Aposto explicativo. c) Vocativo. d) Aposto enumerador. 6. Dançar, nadar, brincar, nada lhe interessava.”. Com base no termo destacado, assinale a alternativa correta: a) Aposto resumitivo. b) Aposto explicativo c) Aposto especificativo. d) Aposto enumerativo. 7. Assinale a alternativa que apresenta um aposto: a) A professora de matemática chamou os pais de Maria. b) Joana gosta de ir ao supermercado. c) Joana, professora de matemática, deu várias aulas esta semana. d) Feche a porta, Joana! 8. Em "A minha avó, dona Fernanda, [...]", o termo destacado é: a) Adjunto Adverbial. b) Objeto Indireto. c) Vocativo. d) Objeto Direto. e) Aposto. 61 9. Assinale a alternativa que corresponde à função sintática CORRETA do elemento em destaque no trecho a seguir: O Brasil participou ativamente das discussões internacionais que culminaram, em 1989, na Convenção Sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU), assinada por 196 países. Disponível: https://agenciabrasil.ebc.com.br a) Vocativo. b) Predicativo do sujeito. c) Adjunto adverbial de modo. d) Objeto indireto. 10. Assinale a alternativa que corresponde à classificação CORRETA da função sintática em destaque no trecho a seguir: A vocação empreendedora do brasileiro nunca esteve tão em alta e, nos momentos de crise, torna-se ainda mais evidente. a) Complemento nominal. b) Objeto indireto. c) Adjunto adverbial. d) Objeto direto. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A D C B B A C E C C 62 SINTÁXE DO PERIODO COMPOSTO As orações que compõem o período composto podem relacionar-se por subordinação ou por coordenação. Subordinação Ocorre subordinação quando uma oração, chamada de oração subordinada, exerce uma função sintática em outra oração, chamada de oração principal. Exemplo: ele não sabia que a mãe estava em casa. Coordenação Ocorre coordenação quando as orações, chamadas de orações coordenadas, são independentes sintaticamente. Exemplo: eu estudei e voltei para casa. CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES 63 Quanto à forma, as orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. Orações desenvolvidas são introduzidas por conjunção ou por pronome relativo. Exemplo: as crianças sabem que comer é importante. Na subordinação vamos ter de ficar atentos a duas conjunções importantes: o que e o se. Orações reduzidas apresentam verbo em uma de suas formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) e não são introduzidas por conjunção nem por pronome. Exemplo: raciocinei que estava sempre certo. (Oração desenvolvida) Raciocinei estar sempre certo. (Oração reduzida) ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA Orações subordinadas substantivas são aquelas que exercem função sintática típica de substantivo, isto é, função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, aposto ou complemento nominal. As orações subordinadas substantivas desenvolvidas normalmente sãointroduzidas pelas palavras que ou se, denominadas conjunções integrantes. Temos seis classificações para as orações subordinadas substantivas, veja no quadro: CONHECENDO OS TIPOS Oração Subordinada Substantiva Subjetiva Oração subjetiva é aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Havendo oração subordinada substantiva subjetiva, o verbo da oração principal está necessariamente na terceira pessoa do singular. 64 Exemplo: Convém que haja muitos inscritos. Isso convém. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta Oração objetiva direta é aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. Exemplo: Não sei se fui bem na prova. Não sei isso. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta Oração objetiva indireta é aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal. Exemplo: lembre-se de que você luta por muitos. lembre-se disso. Oração Subordinada Substantiva Predicativa Oração predicativa é aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal. Exemplo: A verdade é que ninguém confia naquele deputado. A verdade é isso. Oração Subordinada Substantiva Apositiva Oração apositiva é aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Exemplo: Há uma única saída: fugir. Este tipo de oração é pouco cobrado em provas de concurso uma vez que sua identificação é muito simples, a pontuação (:) dois pontos indicará sua existência. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal Oração completiva nominal é aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal. Exemplo: Tenho necessidade de que me ajudes. Tenho necessidade disso. Dentre as orações subordinadas substantivas, apenas as orações apositivas podem vir separadas por vírgula (ou por dois pontos) da oração principal. Isso 65 ocorre porque sujeitos, objetos e complementos nunca são separados por vírgula dos termos a que estão ligados. EXERCÍCIOS 1. Nos versos “Queria que a minha voz tivesse um formato de canto Porque eu não sou da informática:...”, as orações grifadas são classificadas como: a) 1. subordinada substantiva objetiva direta / 2. coordenada sindética explicativa. b) 1. subordinada substantiva subjetiva / 2. subordinada adjetiva explicativa. c) 1. coordenada sindética explicativa / 2. subordinada adjetiva explicativa. d) 1. subordinada substantiva objetiva indireta / 2. coordenada sindética explicativa. 2. No período “...imprimir mais dinheiro do que livros é uma monstruosidade!”, a oração destacada pode ser classificada como: a) subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. b) subordinada adverbial consecutiva reduzida de infinitivo. c) subordinada adverbial concessiva reduzida de infinitivo. d) subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo. 3. A oração destacada no trecho “Costumo dizer que sou um sábio do minuto seguinte, um virtuoso sem timing” é classificada como oração subordinada substantiva a) completiva nominal. b) objetiva direta. c) objetiva indireta. d) subjetiva. 4. “Pesquisas na área de neurociências comprovam que a memória, a imaginação e a comunicação verbal e corporal ficam mais aguçadas...” (4º§) O fragmento sublinhado exerce a função de oração subordinada: 66 a) adjetiva restritiva. b) adjetiva explicativa. c) substantiva objetiva direta. d) substantiva objetiva indireta. 5. Relacione adequadamente os tipos de orações subordinadas substantivas às respectivas orações. 1. Apositiva. 2. Subjetiva. 3. Objetiva indireta. 4.Completiva nominal. ( ) O paciente desrespeitou a recomendação de que não tomasse aquele remédio à noite. ( ) Avisei-o de que deveria fazer repouso após a cirurgia. ( ) Não se sabe como ele conseguiu sobreviver. ( ) O irmão, preocupado, disse-lhe isto: não exagere com a bebida. A sequência está correta em: a) 3, 2, 1, 4. b) 2, 3, 1, 4. c) 1, 2, 3, 4. d) 4, 3, 2, 1. e) 4, 2, 3, 1. GABARITO 1 2 3 4 5 A D B C D 67 ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVA Orações subordinadas adjetivas são aquelas que exercem função de adjetivo, referindo-se a um termo da oração principal. Exemplo: As pessoas que mentem não me agradam. Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Não Possui a marca de pontuação em sua estrutura, relaciona-se a uma parte. Exemplo: as mulheres que não trabalham sofrem represálias. Para saber se estamos diante de uma oração subordinada adjetiva, basta apenas substituir o que por um pronome relativo de mesmo valor, exemplo: o qual. Por não colocar a pontuação, a frase restringe sua estrutura. Oração Subordinada Adjetiva Explicativa As orações explicativas sempre vêm separadas por vírgula da oração principal. Exemplo: Os políticos, que são corruptos, envergonham a nação. Para saber se estamos diante de uma oração subordinada adjetiva, basta apenas substituir o que por um pronome relativo de mesmo valor, exemplo: o qual. 68 EXERCÍCIOS 1. No período “Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números,...”, a oração destacada é classificada como: a) subordinada adverbial final. b) subordinada adjetiva restritiva. c) coordenada sindética explicativa. d) subordinada substantiva objetiva direta. 2. Numa parede de uma fábrica de cerveja de Tiradentes (MG), estava escrita a seguinte frase: “Há bares que vêm para o bem”. Sobre a estrutura e o conteúdo semântico desse texto, a única afirmativa INADEQUADA é: a) a estrutura dessa pequena frase é de caráter intertextual; b) a repetição fônica vêm/bem auxilia a apreensão da frase; c) a oração “que vêm para o bem” explica o sentido de “bares”; d) a forma plural “vêm” concorda com “bares”; e) a forma verbal “Há” tem sentido de “existência”. 3. No período composto “Não posso ser uma mulher como nossas mães, que se conformam em aprender corte e costura”, a oração destacada é classificada como: a) coordenada sindética conclusiva. b) subordinada adjetiva explicativa. c) subordinada adjetiva restritiva. d) subordinada adverbial causal. 4. Acerca da estrutura da oração e do período, é CORRETO afirmar que a partícula “que” (linha 5) introduz uma: Texto: “o número expressivo de indivíduos que desenvolverão” a) Oração subordinada substantiva completiva nominal. b) Oração subordinada substantiva predicativa. c) Oração subordinada adjetiva explicativa. 69 d) Oração subordinada adjetiva restritiva. 5. Tendo em vista a estrutura gramatical do texto, julgue (C ou E) o item a seguir. Texto: “se a emancipação, em 1867 e 1868, era tão urgente, que o imperador a mandava estudar”. A oração iniciada por “que” (linha 39) introduz uma explicação acerca da oração que inicia o período, sendo classificada como adjetiva explicativa. Certo ( ) Errado ( ) 6. Assinale abaixo a alternativa que contem período composto por oração subordinada adjetiva restritiva. a) Eu preciso que você me explique melhor o que quer. b) Os atletas que se prepararam com menos horas de treino ao longo da semana foram os mais bem colocados no campeonato. c) Eu preciso disso: que você se comunique melhor comigo. d) Os atletas, que se prepararam com mais horas de treino ao longo da semana, foram os mais bem colocados no campeonato. GABARITO 1 2 3 4 5 6 A D C B ERRADO B 70 ESTUDO DO PRONOME RELATIVO Os pronomes relativos são utilizados na oração subordinada para substituir um termo da oração principal. Exemplo: a menina cantava. A menina estava com a mãe. A menina que cantava estava com a mãe. O pronome relativo exerce, na oração subordinada, uma função sintática correspondente à função sintática do termo que elesubstitui. Por exemplo: A menina que cantava estava com a mãe. • O pronome “que” está substituído a palavra menina, logo, sua classificação sintática é de sujeito da oração. Análise sintática: A menina (sujeito) cantava (verbo intransitivo). Como a palavra “que” está substituindo o sujeito, ela funciona como sujeito. Outro exemplo: O jogador que eu vi parecia-se com o Pelé. • O pronome “que” está substituído a palavra “jogador”, logo, sua classificação sintática é de objeto direto da oração. Análise sintática: eu (sujeito), vi (verbo transitivo direto), o jogador (objeto direto). Como a palavra “que” está substituido o objeto direto, ela funciona como objeto direto. FUNÇÕES DO PRONOME RELATIVO 1) Sujeito: As pessoas que estavam aqui são muito educadas. 2) Objeto Direto: O país que visitei estava em guerra. 3) Objeto Indireto: O médico a quem entreguei os exames tranquilizou-nos. 71 4) Predicativo: Lembro-me com saudade das crianças que nós éramos. 5) Complemento Nominal: A pessoa a quem fiz referência não estava presente. 6) Agente da Passiva: O policial por quem fomos salvos recebeu uma medalha. 7) Adjunto Adverbial: O lugar em que vivo é muito bonito. Observe que o pronome relativo ―quem‖ sempre é precedido de preposição. CUJO Estabelece uma relação de posse entre o antecedente e o termo que especifica. Sua função principal é de adjunto adnominal. Em alguns casos, pode ser também complemento nominal. Adjunto Adnominal: O autor cujos livros admiro fez uma palestra ontem. (livros do autor) Complemento Nominal: Os salários, cujo aumento foi adiado, são a causa da greve. (aumento dos salários) ATENÇÃO: o pronome cujo não aceita colocação de artigo nem antes nem após seu uso. Pronomes “onde”, “quando” e “como” Esses pronomes exercem essencialmente função de adjunto adverbial. • Adv. de lugar: O país onde vivo é um dos maiores do mundo. • Adv. de tempo: No instante quando começamos a amar, tudo parece melhor. • Adv. de modo: Não gostei da forma como você foi atendido. 72 EXERCÍCIOS 1. O vocábulo “que” pode apresentar classificações e funções diversas na construção de frases. Dentre as ocorrências do “que”, assinale aquela cuja função sintática pode ser identificada como sujeito da oração. a) “[...] a primeira coisa que fazia era bater os olhos na caixa [...]” (3º§) b) “Era um tempo em que não havia internet, não havia Skype [...]” (4º§) c) “[...] aquelas cartas que chegavam em envelopes verde-amarelos.” (1º§) d) “Durante os anos que passei fora do Brasil, comunicava-me por cartas.” (1º§) 2. O termo que comumente pode se comportar como um elemento coesivo anafórico, ao retomar informações já expressas no texto. Nesse caso, trata-se de um pronome relativo, que pode desempenhar diferentes funções sintáticas. Considerando as alternativas a seguir, aponte aquela cujo que destacado exerce função sintática distinta dos demais. a) “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode exercer.” (4º§) b) “Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável...” (8º§) c) “... os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes pela facilidade que encontram...” (3º§) d) “Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização.” (13º§) 3. A partícula "que" em “Sei que canto” (linha 13) a) não possui função sintática. b) possui função sintática de pronome relativo. c) possui a função sintática de conjunção integrante. d) é uma partícula de realce. e) é uma partícula fossilizada. 4. O elemento de coesão “que” possui, no texto, a função sintática idêntica ao do elemento sublinhado na sentença: Ao verme 73 que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver a) Machado escreveu doente Memórias Póstumas. b) O narrador de Memórias Póstumas é onisciente. c) Machado é um dos mais consagrados escritores no Brasil. d) Machado foi fundador da Academia Brasileira de Letras. e) A ideia de Machado era explicar a corrupção brasileira. 5. Em relação ao emprego do pronome relativo, marque C para certo e E para errado. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) Quero apresentar-lhe a filha cuja a mãe dela foi eleita a Mãe do Ano. ( ) Posso saber o motivo que você desistiu de concorrer àquele prêmio tão sonhado? ( ) O futebol é o esporte pelo qual os homens brasileiros mais se interessam. ( ) As dificuldades por que passamos servem para nos tornar mais fortes na caminhada. a) E - C - C – C b) C - C - E – E c) E - E - C - C d) C - E - E – E GABARITO 1 2 3 4 5 C A A D C 74 Oração Subordinada Adverbial Orações subordinadas adverbiais são aquelas que exercem função de adjunto adverbial, estabelecendo uma circunstância em que se passa a ação verbal expressa na oração principal. As orações subordinadas adverbiais são classificadas de acordo por conjunções subordinativas circunstanciais. Orações Subordinadas Adverbiais Causais: Exemplo: Faltei à aula do ponto 40 porque fui ao médico. Orações Subordinadas Adverbiais Comparativas: Exemplo: Vive tal qual um leão na selva. Orações Subordinadas Adverbiais concessivas: Exemplo: embora tivesse estudado muito, foi mal na prova. Orações Subordinadas Adverbiais Condicionais: Exemplo: se meu pai fosse mulher, eu teria duas mães. 75 Orações Subordinadas Adverbiais Conformativas: Exemplo: fiz o caderno do papiro como o professor mandou. Orações Subordinadas Adverbiais finais: Exemplo: o juiz apitou para que o jogo começasse. Orações Subordinadas Adverbiais temporais: Exemplo: antes de julgar, veja se você é bom. Orações Subordinadas Adverbiais proporcionais: Exemplo: à medida que estudo, aprendo. EXERCÍCIOS 1. Em “...enquanto destacam-se como polo positivo uma Constituição moderna, sintonizada com demandas do cidadão, embora carecendo ser mais aplicada do que usada como componente retórico,...” a oração iniciada pela conjunção “embora” é classificada como: a) coordenada sindética explicativa. b) coordenada sindética adversativa. c) subordinada adverbial concessiva. d) subordinada adverbial conformativa. 2. Assinale a alternativa que exprima corretamente a função sintática do trecho grifado da oração “Os alunos percebem rapidamente quando estamos desarticulados” (l. 22-23) retirada do Texto 1. a) oração subordinada substantiva objetiva direta b) oração subordinada adverbial de tempo c) oração subordinada apositiva d) oração coordenada assindética e) complemento direto do verbo “perceber” 76 3. Há noção de causa no segmento sublinhado que se encontra em: a) Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças... (1° parágrafo). b) Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse interessado nas ideias (4° parágrafo). c) ...e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em pedra... (4° parágrafo). d)...a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas... (2° parágrafo). e) Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. (3° parágrafo). GABARITO 1 2 3 C A D PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO Um período composto por coordenação é constituído por duas ou mais orações coordenadas. Orações coordenadas são aquelas que independem sintaticamente umas das outras Orações coordenadas assindéticas são aquelas que não são ligadas por conjunção. Exemplo: As crianças trabalham, a infância não é tão bela. Orações coordenadas sindéticas são aquelas ligadas por conjunção. Exemplo: Eu estive em sua casa, mas não o vi. As conjunções que introduzem as orações coordenadas sindéticassão chamadas de conjunções coordenativas. 77 1. Aditivas: Ele trabalha e estuda. 2. Adversativas: Eu gosto de carne, mas ela não. 3. Alternativas: Ora chove, ora bate sol. 4. Conclusivas: Ele estudou. Portanto, foi aprovado. 5. Explicativas: Ele estudou, pois queria aprender. Observação: A conjunção “pois” será explicativa se vier antes do verbo e conclusiva se vier depois do verbo. 78 EXERCÍCIOS 1. A frase: "Ele correu pra ver a borboleta, ela nadava pelo óleo lentamente" pode ser classificada como: a) Oração Coordenada Sindética Adversativa b) Oração Coordenada Assindética c) Oração Assindética Explicativa d) Oração Coordenada Conclusiva e) Oração Coordenada Alternativa 2. Sobre o período: "Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos outros?" Marque a alternativa INCORRETA: a) Inicia com pronome indefinido interrogativo, a preposição: "de" é imposta pela regência nominal, enquanto "para" enuncia finalidade. b) O predicado pede objeto direto. c) Os termos: "ofício" e "relatório" pertencem à mesma tonicidade paroxítona de: "contexto" e "preparo". d) As vírgulas separam orações coordenadas assindéticas. 3. Analise o período abaixo e responda ao que se pede. “Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou desconfortável com o acontecido.” Trata-se de um período composto: a) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração classificada como sindética adversativa. b) Por subordinação, com duas orações dependentes entre si, sendo a primeira subordinada à segunda. c) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração classificada como sindética aditiva. d) Por subordinação, com duas orações independentes entre si. e) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração classificada como assindética. 79 4. No texto temos Texto: Você vista meu pensamento, rouba meu sono, acelera meu coração e me enche de saudade. a) Quatro orações coordenadas assindéticas. b) Três orações coordenadas assindéticas e outra, coordenada sindética adversativa. c) Três orações coordenadas assindéticas e outra, coordenada sindética aditiva. d) Quatro orações subordinadas adverbiais. 5. Leia o poema a seguir para responder à próxima questão. A um passarinho: (Vinícius de Moraes). Para que vieste Na minha janela Meter o nariz? Se foi por um verso Não sou mais poeta Ando tão feliz! Se é para uma prosa Não sou Anchieta Nem venho de Assis. Deixa-te de histórias Some-te daqui! O verso do poema “Nem venho de Assis”, é uma oração coordenada: a) Assindética. b) Sindética explicativa. c) Sindética aditiva. d) Sindética adversativa 80 6. Assinale a alternativa cuja oração sublinhada exemplifica o processo de coordenação. a) "É dever do Estado (em atendimento a um direito inalienável) prover crianças e adolescentes com cuidados, segurança, oportunidades, inclusive de recuperação diante de deslizes sociais". b) "Neste sentido, o ECA mantém dispositivos importantes, que asseguram proteção a uma parcela da população em geral incapaz de discernir entre o certo e o errado à luz das regras sociais". c) "Mas, se estes são aspectos consideráveis, por outro lado é condenável o viés paternalista de uma lei orgânica que mais contempla direitos do que cobra obrigações daqueles a quem pretende proteger". d) "É um tipo de interpretação que anaboliza espertezas da criminalidade, como o emprego de menores em ações - inclusive armadas - de quadrilhas organizadas, ou serve de salvo-conduto a jovens criminosos para afrontar a lei". e) "É um tipo de interpretação que anaboliza espertezas da criminalidade, como o emprego de menores em ações - inclusive armadas - de quadrilhas organizadas, ou serve de salvo-conduto a jovens criminosos para afrontar a lei". GABARITO 1 2 3 4 5 6 B D A C C D 81 PONTUAÇÃO DO PERÍODO COMPOSTO 1) Subordinadas Substantivas Não se separam da oração principal por meio de vírgula a oração principal da oração subordinada substantiva. A exceção é a substantiva apositiva, que se separa por dois-pontos. Exemplo: ele não queria que a festa acabasse. 2) Subordinadas Adjetivas Usa-se a vírgula para isolar orações adjetivas explicativas. Já as restritivas não são separadas por vírgula. Exemplo: Fortaleza, que é a capital do Ceará, é bela. No caso das adverbiais, teremos que ter um pouco mais de atenção. 1 - Obrigatórias apenas se deslocadas; na ordem direta, vírgula facultativa. Causais Finais Proporcionais Temporais 2 - Obrigatória sempre: Concessivas Condicionais Conformativas 3 - Proibida com uma ponderação Consecutivas Comparativas 82 EXERCÍCIOS 1. Segundo regras de pontuação, uma vírgula deixou de ser empregada em a) De acordo com o artigo 206 da Constituição, as universidades públicas são gratuitas, não podem cobrar mensalidades (linhas 5 e 6). b) O assunto pode ser interpretado como uma boa briga ou um debate saudável, como observa a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV/EBAPE, professora Cláudia Costin (linhas 9 a 11). c) Um estudo do Banco Mundial, divulgado em 2017 aponta que a cobrança de mensalidade nas universidades públicas brasileiras seria uma forma de diminuir as desigualdades sociais (linhas 14 e 15). d) “A maioria dos estudantes dessas universidades vem de escolas particulares, poderiam pagar a mensalidade”, avalia Marcelo Becerra, especialista líder em Educação do Banco Mundial (linhas 16 e 17). e) Para o reitor da Unicamp, não é a cobrança de mensalidade que resolverá as questões de equidade social (linhas 33 e 34). 2. Assinale a alternativa cuja reelaboração da pontuação mantém a estrutura sintática e semântica do enunciado, bem como a sua correção normativa. a) Em vez de reduzir a possibilidade a uma palavra, por que não falar que se aprimora continuamente, citando, por exemplo, quantos e quais livros lê por ano ou cursos – que faz por conta própria? b) Ou seja, além de querer trabalhar, o mais importante, é demonstrar interesse em contribuir com o sucesso da companhia. c) Melhor especificar que – sempre que necessário ou demandado pelo gestor – você tem responsabilidade para entregar as tarefas no prazo e nas especificações. d) Diferentes, são as opiniões, não, a verdade. 3. As vírgulas usadas no trecho “pacientes com deficiência auditiva receberam, na última sexta-feira (04), novas próteses que os permitirão ouvir melhor.” serviram para separar: a) um adjunto adverbial. b) uma explicação. c) o nome de um lugar que vem antes da data. 83 d) palavras de mesma função sintática. e) um vocativo. 4. Assinale a alternativa que apresenta a frase pontuada conforme a norma padrão da língua portuguesa. a) Os amigos, de Lucas acabaram chegando, atrasados. b) Naquela tarde meus colegas, não foram, à escola. c) O que importa, de fato é a qualidade, das amizades. d) Escolher, bom amigos só se aprende, com o tempo. e) Cláudio, o amigo de Ana, também irá ao cinema. 5. Assinale a alternativa em que a pontuação está empregada corretamente, conforme a norma culta da língua portuguesa. a) Estamos, nas Escolas de Samba de São Paulo aguardando que, ocorra uma vacinação em massa, para organizar um carnaval no mês de julho. b) Depois da gripe suína, a nova doença causava febre alta, dor de garganta e de cabeça, perda de olfato e de paladar. c) A pandemia trouxe novos hábitos e cada qual a seu jeito, foi procurando adaptar-se não sem pouco sofrimento. d) O progresso foi chegando devagarinho: tudo foi sendo substituído,pouco a pouco pelos prédios; o bairro, já não é o mesmo. e) Os pesquisadores observaram que depois, das queimadas há no solo da floresta, uma maior abundância de bactérias. GABARITO 1 2 3 4 5 C C A E B 84 PONTUAÇÃO DO PERÍODO COMPOSTO ORAÇÕES COORDENDAS ADITIVAS Mesmo sujeito: vírgula proibida Exemplo: Ele estuda, e trabalha. Sujeitos diferentes: vírgula obrigatória para a maioria das bancas, salvo banca Cespe, que entende esta vírgula como facultativa. Exemplo: Ele estuda e você acerta questões. ADVERSATIVAS: sempre com pontuação. Exemplo: Ele estuda, mas não faz exercícios. CONCLUSIVAS: sempre com pontuação. Exemplo: Estudou, portanto será aprovado. ALTERNATIVAS: Duas conjunções: vírgula obrigatória Exemplo: ou faça o certo, ou mude-se daqui. UMA conjunção: vírgula proibida. Exemplo: estude, ou não será aprovado. EXPLICATIVAS: sempre com pontuação. Exemplo: ele foi aprovado, pois está trabalhando. 85 EXERCÍCIOS Socorro Socorro, eu não estou sentindo nada. Nem medo, nem calor, nem fogo, não vai dar mais pra chorar nem pra rir. Socorro, alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha. Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva. Socorro, alguma rua que me dê sentido, em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada, socorro, eu já não sinto nada. Socorro, alguma rua que me dê sentido, em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada, socorro, eu já não sinto nada. 1. a vírgula foi empregada para separar termos da oração com a mesma função sintática no trecho a) “alguma alma, mesmo que penada” (segunda estrofe). b) “em qualquer cruzamento, / acostamento, encruzilhada” (quarta estrofe). c) “Já não sinto amor nem dor, / já não sinto nada” (segunda estrofe). d) “Por favor, uma emoção pequena” (terceira estrofe). e) “tem tantos sentimentos, / deve ter algum que sirva” (terceira estrofe). 86 2. Assinale a alternativa que corresponde ao período de pontuação correta. a) Ele prefere cinema e, eu teatro b) Hoje, eu, daria o mesmo conselho: mais doutrina e menos análise c) Precisando de um grande conselho, procurou José, seu amigo de longas conversas. d) Ele que era o novo técnico, não convocou os melhores! e) Quando eu chego, em casa tudo me alegra, canto sem parar. 3. Assinale a alternativa corretamente pontuada. a) Trata-se da terapia larval (ou larvoterapia), que como o nome sugere, é o uso de larvas, no caso moscas para a cicatrização de ferimentos que resistem à cicatrização. b) Trata-se da terapia larval (ou larvoterapia) que, como o nome sugere é o uso de larvas, no caso moscas, para a cicatrização de ferimentos, que resistem à cicatrização. c) Trata-se da terapia larval (ou larvoterapia) que como o nome sugere é: o uso de larvas no caso moscas, para a cicatrização de ferimentos que resistem à cicatrização. d) Trata-se da terapia larval (ou larvoterapia), que, como o nome sugere, é o uso de larvas, no caso moscas, para a cicatrização de ferimentos que resistem à cicatrização. e) Trata-se da terapia larval, (ou larvoterapia), que como o nome sugere é o uso de larvas; no caso moscas; para a cicatrização de ferimentos, que resistem, à cicatrização. GABARITO 1 2 3 B C D 87 PRONOMES CONCEITO O pronome é a palavra que substitui o substantivo (pronome substantivo) ou o acompanha (pronome adjetivo), indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou situando-o no espaço e tempo. O pronome flexiona-se em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda e terceira) Pronomes Pessoais Pronome pessoal é aquele que indica as pessoas do discurso. • Primeira pessoa: aquela que fala (emissor) • Segunda pessoa: aquela com que se fala (receptor) • Terceira pessoa: aquela de quem se fala (referente) O pronome pessoal flexiona-se em gênero, número, pessoa e caso (reto ou oblíquo). Pronome pessoal do caso reto: exerce função de sujeito da oração. Exemplo: EU estou feliz. Pronome pessoal do caso oblíquo: exerce a função de complemento. Exemplo: lembrei-me da aliança prometida. Os pronomes pessoais oblíquos dividem-se em átonos e tônicos. Os tônicos sempre vêm precedidos de preposição, e os átonos, por sua vez, não possuem essa característica. Vamos observar novamente a tabela dos pronomes. 88 EXERCÍCIOS 1. No trecho ... capaz de dar a ele potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões (3º parágrafo), o termo sublinhado pode ser corretamente substituído por a) conceder-lhe b) munir-lhe de c) atribuí-lo d) providenciá-lo e) propiciar-lhe de 2. Foi um dos primeiros a perceber o gênio do escritor e o estimulou sem trégua a acreditar em si mesmo (7° parágrafo) Os termos sublinhados acima constituem, respectivamente: a) artigo – preposição – pronome b) preposição – pronome – artigo c) artigo – pronome – preposição d) preposição – artigo – pronome e) pronome – artigo – preposição 3. Observe o seguinte trecho do 5º parágrafo. É assim inclusive com essas crônicas, que tenho vergonha de publicar, mas gosto demais de escrever para parar ... Preservando a correção e a relação de sentido estabelecida com o elemento sublinhado, a frase acima pode ser completada com a seguinte expressão: a) de divulgá-la. b) de divulgá-lo. c) de divulgar-lhe. d) de divulgar-lhes. e) de divulgá-las. 89 4. Certos cientistas ...... que os mosquitos, em países tropicais e subdesenvolvidos, ..... graves causadores de doenças a partir da década de 2000, em virtude de ..... sérios problemas de saneamento básico. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada, as formas verbais em: a) declaram – se tornaram − haverem b) declaram – tornaram-se – existir c) declaram − tornaram-se − haver d) declara – tornara-se – existirem e) declara – se tornara – haver 5. Ao tratar uma letra de música como sendo um poema, o agente está a elogiar a música, como se o fato de uma letra de música ser um poema tornasse a letra mais relevante para o mundo. Do mesmo modo, chamar um compositor de poeta é exaltar o compositor. Pergunto: ser poeta aos olhos do mundo é mais importante do que ser compositor? (Adaptado de: MENEZES, Raquel. Disponível em: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/literatura) Fazendo-se as devidas alterações, os elementos sublinhados acima foram corretamente substituídos por um pronome em: a) elogiar-lhe – a tornasse – exaltá-lo b) elogiá-la – a tornasse – exaltá-lo c) elogiá-la – lhe tornasse – lhe exaltar d) lhe elogiar – tornasse-lhe – lhe exaltar e) elogiá-la – tornasse-lhe – o exaltar GABRITO 1 2 3 4 5 A B E C B 90 COLOCAÇÃO PRONOMINAL Em relação ao verbo os pronomes oblíquos átonos (me, nos, te, vos, o, a, os, as, lhe, lhes, se) podem aparecer em três posições distintas: Antes do verbo – PRÓCLISE; No meio do verbo – MESÓCLISE; Depois do verbo – ÊNCLISE REGRA PRINCIPAL Proibições 1. Começar frases, oração ou período com pronome oblíquo átono; 2. Utilizar pronome oblíquo átono depois de pausa; 3. Utilizar pronome oblíquo átono depois de verbos no futuro; 4. Utilizar pronome oblíquo átono depois de verbos no particípio. PRÓCLISE Esse tipo de colocação pronominal é utilizada quando há palavras que atraiam o pronome para antes do verbo. Tais palavras são: 1) Advérbio e locuções adverbiais. Exemplo: aqui no objetivo, se estuda muito. 2) Palavras ou expressões negativas. Exemplo: Não me arrependo de nada. 3) Pronomes Indefinidos Exemplo: Ninguém me deu apoio. 4) Pronomes Demonstrativos 91 Exemplo:Isso me deixou irritado. 5) Conjunções subordinativas Exemplo: Embora me interesse pelo carro, não posso comprá-lo. 6) Frases interrogativas Exemplo: Quem lhe deu a bola? 7) Frases exclamativas Exemplo: Isso me deixou feliz! 8) Frases optativas Exemplo: Deus o ilumine ATENÇÃO!!! Existem casos que se pode utilizar tanto a próclise como a ênclise: - Pronomes pessoais do caso reto. Se houver palavra atrativa, usa-se a próclise. Exemplo: Ele lhe entregou a carta. Ele entregou-lhe a carta. Com infinitivo não flexionado precedido de palavra negativa ou preposição. Exemplo: Vim para te ajudar. Vim para ajudar-te. MESÓCLISE Essa colocação pronominal é usada apenas com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja uma palavra que exija a próclise. Exemplo: Contar-te-ei um grande segredo. (futuro do presente) Observação: nunca ocorrerá a ênclise quando a oração estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito. 92 ÊNCLISE Sempre ocorre ênclise nos casos abaixo: 1) A oração é iniciada por verbo, desde que não esteja no futuro. Exemplo: Informei-o sobre o resultado do concurso. 2) Com o verbo no imperativo afirmativo. Exemplo: Levanta-te. 3) Orações reduzidas de infinitivo. Exemplo: Espero contar-lhe tudo. MUDANÇAS SOFRIDAS PELOS PRONOMES O, A, OS, AS QUANDO COLOCADOS EM ÊNCLISE Dependendo da terminação verbal os pronomes O, A, OS, AS, podem sofrer alterações em sua forma. Veja: Quando o verbo terminar em vogal, os pronomes não sofrem alterações. Exemplo: Cantando-o. Se o verbo terminar em R, S, ou Z, perde essas consoantes e os pronomes assumem a forma LO, LA, LOS, LAS. Exemplo: Fazer; fazê-lo Se o verbo terminar em som nasal (am, em, -ão), os pronomes assumem a forma NO, NA, NOS, NAS. Exemplo: Estudam-na. 93 EXERCÍCIOS 1. A educação para a cidadania é um objetivo essencial, mas comprometem essa educação para a cidadania os que pretendem praticar a educação para a cidadania sem dotar a educação para a cidadania da visibilidade das atitudes públicas. Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os segmentos sublinhados, respectivamente, por: a) comprometem-lhe − praticá-la − dotar-lhe b) comprometem ela − praticar-lhe − dotá-la c) comprometem-na − praticá-la − dotá-la d) comprometem a mesma − a praticar − lhe dotar e) comprometem a ela − lhe praticar − a dotar 2. Ao tratar uma letra de música como sendo um poema, o agente está a elogiar a música, como se o fato de uma letra de música ser um poema tornasse a letra mais relevante para o mundo. Do mesmo modo, chamar um compositor de poeta é exaltar o compositor. Pergunto: ser poeta aos olhos do mundo é mais importante do que ser compositor? (Adaptado de: MENEZES, Raquel. Disponível em: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/literatura) Fazendo-se as devidas alterações, os elementos sublinhados acima foram corretamente substituídos por um pronome em: a) elogiar-lhe – a tornasse – exaltá-lo b) elogiá-la – a tornasse – exaltá-lo c) elogiá-la – lhe tornasse – lhe exaltar d) lhe elogiar – tornasse-lhe – lhe exaltar e) elogiá-la – tornasse-lhe – o exaltar 94 3. É inegável que o século XX deixou-nos um legado de impasses, a gravidade desses impasses se faz sentir até hoje, uma vez que não solucionamos esses impasses nem mesmo amenizamos as consequências desses impasses. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por: a) em cuja gravidade − lhes solucionamos − suas consequências; b) cuja gravidade − os solucionamos − suas consequências; c) da qual gravidade − solucionamo-los − as consequências dos mesmos; d) onde a gravidade − lhes solucionamos − as próprias consequências; e) gravidade de cujos − os solucionamos − as consequências em si mesmas. 4. Certos cientistas......que os mosquitos, em países tropicais e sub desenvolvidos,......graves causadores de doenças a partir da década de 2000, em virtude de......sérios problemas de saneamento básico. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada, as formas verbais em: a) declaram – se tornaram − haverem b) declaram – tornaram-se – existir c) declaram − tornaram-se − haver d) declara – tornara-se – existirem e) declara – se tornara – haver GABARITO 1 2 3 4 C B B C 95 EXERCÍCIOS 1. Amanhã serão definidos os nomes do presidente da República e dos governadores de alguns estados... A substituição da expressão “serão definidos” por definir-se-ão garante a correção gramatical do período. Certo ( ) Errado ( ) 2. O Ministério Público Federal impetrou mandado de segurança contra a decisão do juízo singular que, em sessão plenária do tribunal do júri, indeferiu pedido do impetrante para que às testemunhas indígenas fosse feita a pergunta sobre em qual idioma elas se expressariam melhor, restando incólume a decisão do mesmo juízo de perguntar a cada testemunha se ela se expressaria em português e, caso positiva a resposta, colher-se-ia o depoimento nesse idioma, sem prejuízo do auxílio do intérprete. A posposição do pronome “se” ao verbo em “colher-se-ia” (linha 9) — colheria- se — comprometeria a correção gramatical do trecho. Certo ( ) Errado ( ) 3. Na variedade culta da língua portuguesa falada ou escrita no Brasil, além da ocorrência de expressões como “podem assinalar-se” (linha 1), em que o pronome aparece em ênclise à forma verbal infinitiva, verifica-se a ocorrência de próclise a essa forma verbal — podem se assinalar —, ambas consideradas corretas pela gramática. Certo ( ) Errado ( ) 4. Poucas vezes a gente pensa nisso, do mesmo jeito que devem ser poucas as pessoas que acordam se sentindo primatas, mamíferos ou terráqueos, outros rótulos que nos cabem por força da natureza das coisas. A correção gramatical do texto seria mantida caso o pronome “se”, em “se sentindo”, fosse deslocado para imediatamente após a forma verbal “sentindo”, da seguinte maneira: sentindo-se. Certo ( ) Errado ( ) 96 5. O trecho “Quanto mais escapa o tempo dos falsos educandários, mais a dor é o documento que os agride e os separa” (v.18-21) poderia, sem prejuízo para a correção gramatical, ser reescrito da seguinte forma: À medida que escapa o tempo dos falsos educandários, a dor vai se tornando o documento que os agride e os separa. Certo ( ) Errado ( ) GABARITO 1 2 3 4 5 ERRADO CERTO ERRADO ANULADA ERRADO VOZES VERBAIS E FUNÇÕES DO “SE” É a forma que o verbo assume para indicar sua relação com o sujeito. Há três tipos principais: a) Voz Ativa: indica que o sujeito pratica a ação verbal (sujeito agente). Exemplo: Eu fiz os exercícios. b) Voz passiva: indica que o sujeito sofre a ação verbal (sujeito paciente). Exemplo: o menino quebrou a janela. A voz passiva pode apresentar-se das seguintes maneiras: Analítica (ser + particípio do verbo principal): Exemplo: Os exercícios foram feitos. Sintética ou Pronominal (3ª pessoa – verbo principal + "se"): Exemplo: Fizeram-se os exercícios. 97 O “se”, neste caso, é chamado de pronome apassivador. Pelos exemplos acima, pode-se perceber que o verbo principal, apresenta-se conjugado na terceira pessoa do singular ou plural, de acordo com o sujeito paciente. Observemos que, tanto na forma analítica quanto na sintética, apenas os verbos transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos vão para a voz passiva. Em orações com verbos intransitivos ou transitivos indiretos oude ligação, a voz passiva não ocorre. Exemplo: Precisa-se de trabalhadores. Neste caso, “se” não é pronome apassivador, e sim, índice de indeterminação do sujeito. Conversão voz ativa - voz passiva Voz ativa Ativa: O pescador consertou o barco. Passiva: O barco foi consertado pelo pescador Aqui, percebe-se que quem executou a ação na voz ativa tornou-se o agente da voz passiva e o tempo verbal permaneceu o mesmo. Voz reflexiva: indica que o sujeito pratica e sofre a ação verbal (sujeito agente e paciente). Exemplo: Ele se escondeu da polícia. No plural, a voz reflexiva pode dar ideia de reciprocidade. Exemplo: Os namorados se abraçaram (um ao outro). 98 EXERCÍCIOS 1. Ainda sobre o trecho “Discorda-se da extensão, profundidade e rapidez do fenômeno, não de sua existência.” (linha 1), pode-se afirmar que a partícula “se” trata-se de: a) elemento de indeterminação de sujeito paciente. b) elemento de indeterminação de sujeito agente. c) partícula de reflexividade. d) partícula fossilizada. e) figuração como elemento de realce. 2. Não que seja um índice para se aplaudir em cena aberta: foram 705 homicídios, uma média de um assassinato a cada duas horas. (linhas 2 e 3) A maior quantidade de homicídios acontece de noite, seguida pela madrugada; à tarde é quando menos se mata. (linhas 14 e 15) Quando se sabe que os principais autores de homicídios, analisados em grupo, são o tráfico e a milícia, esse perfil não chega a surpreender. (linhas 21 e 22) Nos trechos acima, foram destacadas três ocorrências do SE, que se classificam correta e respectivamente como: a) partícula apassivadora, indeterminador do sujeito e partícula apassivadora. b) indeterminador do sujeito, indeterminador do sujeito e indeterminador do sujeito. c) partícula apassivadora, partícula apassivadora e partícula apassivadora. d) indeterminador do sujeito, partícula apassivadora e indeterminador do sujeito. e) pronome oblíquo, pronome reflexivo e conjunção subordinativa. 3. Tendo em vista as várias classificações do vocábulo destacado no excerto “O conceito, que passou anos em desenvolvimento, se baseia em uma proposta do fundador da Tesla, Elon Musk.” (4ºparágrafo), assinale o item que apresenta sua correta classificação: 99 a) partícula apassivadora; b) índice de indeterminação do sujeito; c) parte integrante do verbo; d) partícula expletiva; GABARITO 1 2 3 B A A VOZES VERBAIS E FUNÇÕES DO “SE” 1) CONJUNÇÃO CONDICIONAL Exemplo: se você soubesse o quanto o tempo é cruel, não perderia tempo com discussões. 2) CONJUNÇÃO INTEGRANTE DE UMA ORAÇÃO Atenção: a conjunção integrante não é uma função sintática, uma vez que: conjunções, preposições e interjeições não possuem função sintática. Exemplo: ele não sabia se o chefe o chamaria para trabalhar no sábado. 3) PARTÍCULA APASSIVADORA: VTD, VTDI (Concordância entre sujeito e verbo) Exemplo: vendem-se casas. 4) ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO: VTI, VI, VL (Verbo no singular) Exemplo: necessita-se de ajuda. 5) REFLEXIVO: “A SI MESMO” 100 Exemplo: a menina se penteou em frente ao espelho. 6) RECÍPROCO: “UNS AOS OUTROS” Exemplo: os namorados se beijaram. 7) EXPLETIVO ou PARTICULA DE REALCE: VI, MOVIVENTO OU ATITUDES EM RELAÇÃO AO PRÓPRIO CORPO Exemplo: ela se sentou na praça. 8) PARTE INTEGRANTE DO VERBO: SENTIMENTOS. ESTADOS E FENÔMENOS MENTAIS Exemplo: o cantor suicidou-se na manhã desta terça. EXERCÍCIOS 1. Qual a função sintática da palavra destacada na oração abaixo? Um lobo que nunca se via Texto: E de todos os medos que tinha O medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO. Um LOBO que nunca se via, que morava lá pra longe, do outro lado da montanha, num buraco da Alemanha, 101 Alternativas: a) Partícula apassivadora b) Índice de indeterminação do sujeito c) Objeto direto d) Conjunção condicional e) Conjunção integrante 2. Caso se faça, em ordem direta, a reescrita em prosa da passagem “Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço, — não sei, não sei.” (linhas 9-11), poder-se-ia verificar que o conectivo "se" teria a classificação de conjunção subordinativa: a) temporal. b) integrante. c) causal. d) alternativa. e) aditiva. 3. “O ‘se’ dos trechos ‘... a falta dessa infraestrutura se tornou...’ (1º§) e ‘Se olharmos a perda de água potável...’ (3º§), indica_____________________.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior. a) concessão nos dois empregos b) condição na primeira ocorrência c) condição apenas no segundo emprego d) a mesma classificação nos dois empregos GABARITO 1 2 3 A B C 102 CRASE Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase pelo acento grave. Exemplo: Fomos à piscina à = a(preposição) + a(artigo) Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição a e outro termo que aceite o artigo a. Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta utilizarmos alguns artifícios: I. Substituir a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase. Exemplo: Temos amor à arte. (Temos amor ao estudo) Respondi às perguntas. (Respondi aos questionário) II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, ocorre a crase: Exemplo: Contarei uma estória a você. (Contarei uma estória para você.) Fui à Holanda (Fui para a Holanda) III. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase. Exemplo: Fui à França (voltei da França) Não existe crase a) Antes de verbo Exemplo: estamos a contemplar a lua. b) Antes de palavras masculinas Exemplo: Gosto muito de andar a pé. c) Antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora, senhorita e dona: Exemplo: Dirigiu-se à Sra. com aspereza. 103 d) Antes de pronomes em geral: Exemplo: Não vou a qualquer parte. e) Em expressões formadas por palavras repetidas: Exemplo: Estamos frente a frente. f) Quando o "a" vem antes de uma palavra no plural: Exemplo: Não falo a pessoas estranhas. Crase facultativa 1. Antes de nome próprio feminino: Refiro-me à(a) aluna. 2. Antes de pronome possessivo feminino: Dirija-se à (a) sua fazenda. 3. Depois da preposição até: Dirija-se até à (a) porta. Casos particulares 1. Casa Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar e não vem determinada por nenhum adjunto adnominal, não ocorre a crase. Exemplo: Regressaram a casa para almoçar Regressaram à casa de seus pais 2. Terra Quando a palavra terra for utilizada para designar chão firme, não ocorre crase. Exemplo: Regressaram a terra depois de muitos dias. Regressaram à terra natal. 3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles, aquilo. Se o tempo que antecede um desses pronomes demonstrativos reger a preposição a, vai ocorrer a crase. 104 Ocorre também a crase a) Na indicação do número de horas: Exemplo: Chegamos às nove horas. b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha oculta: Exemplo: jogou à Pelé c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento: Exemplo: Chegou à tarde (tempo). Falou à vontade (modo). d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de... EXERCÍCIOS 1. Na Europa, supostamente mais organizada, falhou a regulamentação financeira, o que convergiu com a crise de 2008 nos EUA para dar origem à presente situação. (L.45‐48) No período acima, empregou‐se corretamente o acento grave indicativo de crase. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido.a) Eles foram à Brasília de Niemeyer. b) O curso vai de segunda à sexta. c) Nosso horário é das 8h às 17h. d) Comunicaram o nascimento do filho à família. e) Eles sempre obedecem às regras do campeonato. 2. “Todos aqueles que devem deliberar sobre questões dúbias devem também manter-se imunes ao ódio e à simpatia, à ira e ao sentimentalismo”. Nesse pensamento de um historiador latino, ocorreu duas vezes a utilização correta do acento grave indicativo de que houve crase; a frase abaixo em que esse mesmo acento está equivocado é: 105 a) Quem perdoa uma culpa encoraja à cometer muitas outras; b) A aspiração à glória é a última da qual se conseguem libertar os homens mais sábios; c) Quem aspira à sumidade, raras vezes consegue passar do meio; d) Veja o que ocorreu com muitos intelectuais, condenados à fama imortal; e) Todos somos levados à obediência eterna a Deus. 3. Assinale a frase em que o emprego do acento grave indicativo da crase é optativo. a) Trabalhar às claras. b) Comi frango à passarinho. c) Dei um prêmio à Margarida. d) Cansava-se à proporção que caminhava. e) Respondi às perguntas do juiz. 4. Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase Crescente no signo de Gêmeos e vai movimentar tudo o que diz respeito à sua vida profissional e projetos de carreira. Os próximos dias serão ótimos para dar andamento a projetos que começaram há alguns dias ou semanas. Os resultados chegarão rapidamente”. O texto 3 mostra exemplos de emprego correto do “a” com acento grave indicativo da crase – “diz respeito à sua vida profissional”. A frase abaixo em que o emprego do acento grave da crase é corretamente empregado é: a) o texto do horóscopo veio escrito à lápis; b) começaram à chorar assim que leram as previsões; c) o horóscopo dizia à cada leitora o que devia fazer d) o leitor estava à procura de seu destino; e) o astrólogo previa o futuro passo à passo. 106 GABARITO 1 2 3 4 B A C D EXERCÍCIOS 1. Assinale a alternativa correta quanto ao uso do acento indicador de crase: a) Referia-se com frequência à todas as pessoas envolvidas na discussão. b) Ia à peças de teatro com os colegas de curso. c) Preferia, como era sabido, os filmes de terror às cenas românticas. d) Mudou de opinião à partir do momento em que os dados foram revelados. 2. Que tal aproveitar o calendário das festas de outubro na região do Vale do Itajaí para também conhecer ou visitar novamente o Festival do Camarão, em Porto Belo? ___ 6ª edição do evento, que ocorre de 10 ___ 13 de outubro, contará com três shows nacionais gratuitos: do cantor de pagode Xande de Pilares e das duplas sertanejas César Menotti e Fabiano e João Bosco e Vinícius, além, é claro, de atrações regionais e locais que prometem agitar ___ Praça da Bandeira. [...] Como o próprio nome já diz, o evento trará para o público diversos pratos ___ base de camarão. Uma das opções mais procuradas pelos visitantes é o famoso Pastel de Camarão produzido pelas esposas dos pescadores da Associação de Pescadores de Porto Belo. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do texto: a) À – à – a – a b) A – a – à – a c) A – a – a – à d) À – à – à – à 107 e) A – a – a – a 3. Assinale a alternativa CORRETA com relação ao emprego da crase: a) Meus parentes costumam ir à Recife uma vez por ano. b) Maria Helena de Moura Neves foi a primeira mulher à escrever uma gramática no Brasil. c) Fiz várias observações a ela em seu primeiro dia de trabalho. d) Ele obedeceu aquele regulamento da associação do bairro. 4. Em " _Claro, vocês podem fazer a prova hoje à tarde, após o almoço.", o fenômeno linguístico da crase teve de ocorrer porque: a) O substantivo "prova" pede a preposição A e também aceita o artigo feminino A. b) O advérbio "hoje" pede a preposição A e o substantivo "tarde" aceita o artigo feminino. c) Trata-se de uma locução adverbial feminina que sempre é apresentada com a contração À. d) O substantivo "prova" por estar determinado pede a preposição A e o substantivo "tarde" aceita o artigo feminino A. 5. Assinale a alternativa correta com base no acento grave indicador de crase no título da reportagem: a) Há contração entre preposição exigida por regência nominal de “melhor” e artigo definido feminino. b) É obrigatório o uso da crase em locuções adverbiais formadas por palavras femininas como, por exemplo, “à vacina”. c) É obrigatório o uso da crase em locuções conjuntivas formadas por palavras femininas como, por exemplo, “à vacina”. d) É obrigatório o uso da crase em locuções prepositivas formadas por palavras femininas como, por exemplo, “à vacina”. 108 e) Há contração entre preposição exigida por regência verbal de “respondem” e artigo definido feminino. GABARITO 1 2 3 4 5 C C C C E EXERCÍCIOS 1. Com base no emprego do acento grave indicador de crase, assinale a alternativa INCORRETA: a) Convidei-o a vir à minha casa. b) Vou caminhar até à praia. c) Depois de dois meses de mar aberto, regressamos finalmente à terra. d) Estamos todos à mercê da violência urbana. 2. A crase foi empregada na linha 7 do Texto pela seguinte regra: Texto: situação relacionada à pandemia de Covid-19. a) Há contração entre preposição exigida por regência nominal e artigo definido. b) Há contração entre preposição exigida por regência verbal e artigo definido. c) É obrigatório o uso de crase em locuções conjuntivas formadas por palavras femininas. d) É obrigatório o uso de crase em locuções prepositivas formadas por palavras femininas. 3. Indique a oração em que há a necessidade do uso da crase. a) Vocês quantos anos dariam a essas senhoras? 109 b) Ela pode ser constatada a partir de uma alteração no padrão racial ou no aumento significativo de peso em relação aquele ideal do cachorro. c) Em 1984, fomos a Roma na primeira reunião da confederação internacional dos sacerdotes casados. d) Gota a gota, economia de água nas lavouras pode chegar a até 70%. 4. Em “O individualismo está ligado também à falta da verdade” (l. 09), quanto ao emprego do sinal indicativo de crase, é exato afirmar que: a) o advérbio “também” apresenta sentido incompleto, por isso carece do complemento nominal. b) o emprego desse sinal está incorreto, pois não há regra que o justifique na gramática normativa. c) o grupo “à falta da verdade” representa um complemento verbal regido da preposição essencial “a”. d) o termo “ligado” rege a preposição “a”, e o substantivo que o completa é precedido do artigo definido. 5. “Pense na fumaça que sai de um vulcão. Agora, imagine compará-la à fumaça que sai do escapamento de um carro.” O acento indicativo de crase desse trecho é a) facultativo, porque o objeto de comparação foi substituído por um pronome oblíquo átono. b) obrigatório, porque o verbo é transitivo indireto. c) facultativo, porque o substantivo regido é feminino. d) obrigatório, porque o verbo é bitransitivo. GABARITO 1 2 3 4 5 C A B D D 110 ASPECTOS GERAIS DO VERBO Podemos analisar o verbo sobre três aspectos importantes, são eles: Morfológico: palavra passível de conjugação (flexão), a fim de fazer as seguintes indicações em uma sentença: modo, tempo, número e pessoa. Sintático: condição de existência de uma oração. É o verbo quem faz a distribuição de sujeito e complementos. Semântico: palavra que indica ação, processo, estado, fenômeno da natureza. Esses aspectos são importantes para que possamos entender qual a funcionalidade verbal. Hoje, daremos especial atenção ao aspecto morfológico, uma vez que este é muito lembrado pelas bancas examinadoras. FLEXÔES DO VERBO 111 EXERCÍCIOS 1. Releia o fragmento “há escolas particulares que negam amatrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete”. A forma verbal destacada nesse trecho encontra-se no: a) Futuro do pretérito do indicativo, exprimindo um processo hipotético de realização possível. b) Futuro do subjuntivo, indicando um processo futuro possível em relação a outro fato futuro. c) Pretérito imperfeito do indicativo, transmitindo uma ideia de continuidade, de não conclusão. d) Presente do indicativo, exprimindo um processo verbal que se desenvolve habitualmente. 2. O verbo destacado no trecho “Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal.” está conjugado no pretérito imperfeito, no modo indicativo. Assinale a alternativa em que o verbo destacado está conjugado nesse mesmo tempo verbal, no modo indicativo. a) “Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor”. b) “...diante de quem brilhariam, na sua breve existência?” c) “Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino”. d) “Era uma época de estiagem, de terra esfarelada”. 3. O verbo grifado em “O recolhimento em si potencializa o conhecimento da auto essência e potencializa a solução de problemas.” está conjugado em qual tempo e modo verbais? 112 a) Presente do modo subjuntivo. b) Pretérito imperfeito do modo subjuntivo. c) Presente do modo indicativo. d) Pretérito perfeito do modo indicativo. GABARITO 1 2 3 D D C OUTROS CONCEITOS IMPORTANTES 113 EXERCÍCIOS 1. Neste trecho “Eles tem uma crise de identidade (...)” (4º§), é correto afirmar que a forma verbal tem: a) Aparece grafada no plural para indeterminar o sujeito a que se refere. b) Aparece grafada na terceira pessoa do plural do verbo “ter” do presente do indicativo. c) Deveria ser grafada com acento (têm) para marcar a terceira pessoa do plural do presente do indicativo. d) Concorda com o sujeito a que se refere, porque foi grafada na terceira pessoa do singular do verbo “ter” do presente do indicativo. 2. Em “Vejo então o mundo com bom humor.” (3º§), a ação verbal exprime um fato: a) Habitual. b) Duvidoso. c) Ocorrido no passado. d) Esperado e que não aconteceu. 3. Na frase “não é fácil compor aquelas músicas”, a forma verbal destacada pertence a que conjugação: 114 a) 1° conjugação; b) 2° conjugação; c) 3° conjugação; d) 4° conjugação; 4. No texto 2, a forma verbal “aprendendo” apresenta-se no: a) Gerúndio; b) Particípio; c) infinitivo pessoal; d) infinitivo impessoal. GABARITO 1 2 3 4 C A B A CONJUGAÇÃO VERBAL 1. Tempos primitivos (pretos) 2. Tempos derivados (azuis) Presente do Indicativo • Presente do subjuntivo • Imperativo afirmativo • Imperativo negativo Pretérito perfeito do indicativo • Pretérito mais que perfeito • Pretérito imperfeito do subjuntivo • Futuro do subjuntivo 115 Infinitivo impessoal • Infinitivo pessoal • Futuro do presente • Futuro do pretérito • Pretérito imperfeito do indicativo Fonte: www.conjugação.com.br esse link irá direcioná-lo a um site específico de conjugação. Faça testes e conjugue o máximo de verbos que puder. O processo de conjugação não é simples, exige esforço; mas com persistência você conseguirá alcançar o seu objetivo. EXERCÍCIOS 1. No TEXTO, no trecho “DEIXAI TODA ESPERANÇA, [...]!”, a forma verbal “deixai” está conjugada na a) segunda pessoa do plural do imperfeito do subjuntivo. b) terceira pessoa do plural do imperfeito do subjuntivo. c) segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do subjuntivo. d) segunda pessoa do plural do imperativo. e) terceira pessoa do singular do imperativo. 2. No TEXTO II, o trecho “Só saímos de lá meia hora”, a forma verbal “saímos” está conjugada na primeira pessoa do: a) plural do pretérito perfeito do indicativo. b) singular do pretérito imperfeito do indicativo. c) plural do pretérito mais que perfeito do indicativo. d) singular do pretérito imperfeito do subjuntivo. e) plural do pretérito perfeito do subjuntivo. 3. O verbo destacado em “Antes dele, Thomas Hobbes já desenvolvera teoria semelhante”, foi conjugado: a) Na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. b) Na 2ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo. 116 c) Na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo. d) Na 3ª pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do indicativo. GABARITO 1 2 3 D A D EXERCÍCIOS 1. No terceiro parágrafo, o emprego do modo verbal em “dependesse” expressa a seguinte ideia: a) evento com prolongamento constante. b) ação com duração no passado. c) hipótese pouco provável. d) probabilidade com ocorrência certa. 2. No período “Visitando as páginas de amigos e conhecidos, ela descobre que todos estão muito bem...”, o uso da forma em destaque indica: a) o processo de ação em curso. b) um estado expresso pelo sujeito da ação. c) o resultado do processo verbal. d) uma ação incerta ou irreal. 3. A forma verbal em destaque no trecho “Há quanto tempo estava ele ali?” exprime uma ação a) passada habitual. b) incerta sobre fatos atuais. c) que se produziu no passado. 117 d) que ocorreu antes de outra ação passada. GABARITO 1 2 3 C A A EXERCÍCIOS 1. Quanto à classificação verbal, está INCORRETA a alternativa: a) “... elas se movimentam no escuro...” (presente do modo indicativo). b) “... as mãos soubessem antes...” (pretérito imperfeito do modo subjuntivo). c) “... uma carta que chegou antes,...” (pretérito perfeito do modo indicativo). d) “... como se lhe faltasse energia...” (pretérito imperfeito do modo imperativo). 2. Analise: “O vídeo teve mais de 800 milhões de visualizações.” E assinale a alternativa incorreta. a) O verbo vem do verbo “ter”. b) O verbo está no singular. c) O verbo pode ser substituído por “conquistou”. d) O verbo está no Pretérito Imperfeito. 3. Todas as frases abaixo sofreram a mesma alteração; a opção em que a mudança da frase traz um erro de conjugação verbal é: a) Queremos as informações corretas / Se vocês quiserem, eu também quererei; b) Trago o automóvel hoje / Se você trouxer, eu também trarei; c) Vejo a corrida daqui / Se você vir, eu também verei; d) Faço minhas obrigações sempre / Se você fizer, eu também fazerei; e) Não sei onde ele mora / Se você não souber, eu também não saberei. 118 4. "A experiência mundial mostra que as campanhas para alertar e convencer a população, de forma periódica, da necessidade de obedecer, regras básicas de trânsito, não são suficientes para frear veículos...” Assinale a alternativa que apresenta a conjugação do verbo "frear” de forma incorreta. a) Para que freiem veículos. b) Para que freemos veículos. c) Para freiarmos veículos. d) Para veículos serem freados. e) Para frearem veículos. GABARITO 1 2 3 4 D D D C TEMPOS COMPOSTOS E PARTICÍPIOS IRREGULARES 119 Formação de tempos compostos INDICATIVO 1. Pretérito perfeito: presente+particípio 2. Pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito + particípio 3. Futuro do presente: futuro do presente + particípio 4. Futuro do pretérito: futuro do pretérito + particípio SUBJUNTIVO 1. Pretérito perfeito: presente + particípio 2. Pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito + particípio 3. Futuro composto: futuro + particípio Formação: TER OU HAVER + PARTICÍPIO. 1. Particípio regular = tempos compostos 2. Particípio irregular = voz passiva Verbos como: Dizer/ escrever/ Vir/ fazer/ abrir/ cobrir = só possuem particípio irregular. Exemplos: Ele tinha anexado/ anexo o trabalho? Exemplo: O documento foi anexado/ anexo por ele? 120 EXERCÍCIOS 1.Considerando o trecho “Por fim, o melhor é ter uma cadeira com a braçadeira na altura da mesa, uma tela de computador um pouco mais alta do que um laptop na mesa e manter os cotovelos apoiados na superfície, não o antebraço”, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas. ( ) Há dois verbos no infinitivo e um no particípio. ( ) A preposição “na” surge a partir da união da preposição “em” + artigo “a”. ( ) Cadeira, mesa e computador são substantivos concretos. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a) V – V – F. b) V – V – V. c) F – V – V. d) V – F – F. e) F – F – V. 2. Assinale a alternativa em que TODAS as formas verbais apresentadas se encontram no infinitivo: a) Participou – apresentou – foram. b) Perder – retardar – reduzir. c) Estavam – submeteram – mostro d) Discutiram – são – diz. 3. Analise: “Após sair da escola, Bezos segue o caminho de seu pai e resolve se matricular para cursar Engenharia.” E assinale a alternativa correta. a) Há um verbo no infinitivo. b) Há um verbo no particípio. c) Há dois verbos no infinitivo. d) Há três verbos no infinitivo. 121 4. No texto, a sentença “Ele havia aceito o emprego” o uso do particípio irregular na sentença fere o que prescreve a norma culta padrão da língua portuguesa. Certo ( ) Errado ( ) GABARITO 1. C 2. B 3. D 4. Certo CORRELAÇÃO VERBAL E PARALELISMO SINTÁTICO Paralelismo sintático: é um encadeamento de funções sintáticas idênticas ou encadeamento de orações de valores sintáticos iguais. Orações que se apresentam com a mesma estrutura sintática externa, ao ligarem-se umas às outras em processo no qual não se permite estabelecer maior relevância de uma sobre a outra, criam um processo de ligação por coordenação. Diz-se que estão formando um paralelismo sintático. EXERCÍCIOS 1. Quaisquer elementos da frase, quando coordenados entre si, devem apresentar estrutura gramatical similar - a isso se chama paralelismo sintático. Esse princípio está respeitado na seguinte alternativa: a) Os empregados daquela firma planejam nova manifestação pública e interditar o acesso pelo viaduto principal da cidade. b) Mande-me tudo que conseguir sobre as manobras de minha tia e se meu tio encontrou os documentos que procurava. c) Durante a reunião, os debates não só foram proveitosos como também apontaram para soluções interessantes. 122 d) O tumulto começava na esquina de minha rua e que era perto dos gabinetes do ministro e do secretário. e) Tenho o hábito de sempre carregar meus óculos escuros, por precaução e porque nunca se sabe se vai abrir o sol. 2. Há paralelismo sintático se entre expressões, orações ou partes de um texto houver uma relação de igualdade. Indique a alternativa em que há quebra do paralelismo: a) Preservar a fauna e a flora e conscientização da população são necessários para que nosso ecossistema se mantenha. b) Ele conseguiu transformar-se em pai e marido durante o casamento. c) O projeto não só será aprovado, mas também posto em prática imediatamente. d) O governo ou se torna racional ou se destrói de vez. e) Estamos questionando tanto seu modo de ver os problemas quanto a sua forma de solucioná-los. 3. É exemplo de paralelismo sintático o estilo de construção do trecho "você e eu, de um e outro lado das palavras. Eu dou as vozes, você dá a escritura" (L.11). 4. Assinale a opção que apresenta o pensamento que se estrutura com paralelismo sintático. a) “Não preste qualquer atenção aos críticos, nem mesmo os ignore.” b) “Um clássico é algo que todos queriam ter lido, mas ninguém quer ler.” c) “Eu, quando tenho uma mensagem para dar, não escrevo um livro, vou ao correio.” d) “A vida é muito curta e não há tempo para chateações e brigas, meu amigo.” e) “Na juventude, aprendemos; na maturidade, compreendemos.” 5. “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente.” Henfil, cartunista. Sobre a estruturação desse pensamento, assinale a afirmativa correta. a) Os termos frutos, flores, folhas, semente indicam uma progressão de lugar e tempo. 123 b) As três frases que compõem o pensamento apresentam paralelismo sintático, ou seja, mostram estruturação sintática idêntica. c) Cada uma das frases que compõem o pensamento de Henfil apresenta uma retificação da frase anterior. d) As formas verbais das frases componentes desse pensamento indicam uma ação futura. e) Os termos beleza, sombra e intenção indicam aspectos negativos da ação da natureza. GABARITO 1. C 2. A 3. Certo 4. E 5. B TÓPICOS ESPECIAIS DE MORFOLOGIA I EMPREGO DOS PORQUÊS POR QUE O “por que” separado é empregado em duas situações: 1) Quando puder ser substituído por “pelo qual” ou variações. Exemplo: Os lugares por que passei eram belos. 2) Quando puder ser substituído pelas expressões “por qual razão” ou “por qual motivo”. Exemplo: Por que você não veio ao nosso encontro? 124 PORQUE O “porque” junto é empregado quando funciona como conjunção, sobretudo explicativa ou causal. Substituível por “pois”. Exemplo: Ela foi embora, porque eu não a amava mais. PORQUÊ O “porquê” é empregado quando equivale a “motivo, razão”. Neste caso, teremos uma palavra substantivada. Geralmente, virá acompanhado de um determinante. Exemplo: o porquê de sua ignorância eu não sei. SENÃO – SE NÃO SENÃO: em uma só palavra significa “do contrário”, “de outro modo”, “a não ser”, “mas sim”. Exemplo: Estude, senão você será reprovado. (do contrário). SE NÃO: Se (conjunção), Não (advérbio). Usa-se em construções em que esta expressão denote alternativa, condição, incerteza. Exemplo: Se não receber dinheiro, não irei à praia. EM PRINCÍPIO – A PRINCÍPIO EM PRINCÍPIO: significa em tese, de um modo geral. Exemplo: Em princípio todos somos iguais. A PRINCÍPIO: significa no começo, inicialmente Exemplo: A princípio a palestra começou bem ACERCA DE – CERCA DE – HÁ CERCA DE ACERCA DE: sobre, a respeito de. Exemplo: O assunto tratado era acerca de problemas antigos. 125 CERCA DE: aproximadamente, perto de, próximo de. Exemplo: estávamos cerca de 20 metros do posto. HÁ CERCA DE: ocorre aqui o emprego da expressão “cerca de” precedida do verbo “há” Exemplo: Há cerca de dois anos nós nos separamos. AFERIR – AUFERIR AFERIR: conferir, avaliar Exemplo: o enfermeiro irá aferir sua pressão. AUFERIR: obter (lucro). Exemplo: no ano passado, a maioria dos bancos auferiram lucros invejáveis. AFIM – A FIM DE AFIM: vocábulo que significa semelhante, próximo. Exemplo: Português e RLM são matérias afim. A FIM DE: locução que indica finalidade, equivale a para. Exemplo: estudei a fim de ser aprovado. 126 EXERCÍCIOS 1. Assinale a frase em que a grafia do vocábulo sublinhado está equivocada. a) Por que sentimos calafrios? b) A razão porque sentimos calafrios é conhecida. c) Qual o porquê de sentirmos calafrios? d) Sentimos calafrios porque precisamos defender nossa audição. e) Sentimos calafrios por quê? 2. Na fala do personagem-pai na charge há um erro de acentuação no vocábulo “quê”; a frase em que ocorre o mesmo erro ortográfico é: a) Há um quê de estranho em tudo isso. b) Os políticos roubam, por quê? c) O quê? Não estou escutando bem... d) O quê da palavra “quero” está mal grafado. e) Por quê você não veio, por quê? 3. Leia o texto. Ladrões teriam usado a estrutura do próprio equipamento como alavanca para quebrar as travas de segurança nas estações, que, a não ser por isso, permaneceram intactas. A locução “a não ser” (linha 3) poderia, semprejuízo sintático ou semântico para o texto, ser substituída por senão. 4. Leia o trecho. “O europeu tem a respeito da mulher brasileira uma noção falsíssima”. O sentido original e a correção gramatical do texto seriam preservados caso o primeiro período fosse reescrito da seguinte maneira: A concepção do europeu acerca da mulher brasileira é demasiado falsa. Certo ( ) Errado ( ) 127 5. Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do texto, o trecho “para que se conserve a lição do passado como intocável e permanente” (ℓ. 14 e 15) poderia ser reescrito da seguinte forma: afim de conservar, intocável e permanentemente, a lição do passado. GABARITO 1. B 2. E 3. Certo 4. Certo 5. Errado TÓPICOS ESPECIAIS DE MORFOLOGIA II AO INVÉS DE – EM VEZ DE AO INVÉS DE: locução prepositiva que significa “ao contrário de” Exemplo: ao invés de comer, não comi. EM VEZ DE: locução que indica troca, substituição (equivale a “em lugar de”). Exemplo: em vez de você ficar pensando nele. DE ENCONTRO A – AO ENCONTRO DE DE ENCONTRO A: significa oposição, contrariedade. Exemplo: o voto foi de encontro a fala do ministro. AO ENCONTRO DE: significa em direção, a favor de. Exemplo: os bons ventos vieram ao encontro de minha vida. 128 DESCRIMINAR – DISCRIMINAR DESCRIMINAR: significa inocentar, retirar a qualificação de crime. Exemplo: Alguns parlamentares lutam para descriminar o uso da maconha. DISCRIMINAR: significa distinguir. Exemplo: ele discriminou o rapaz no restaurante. DO QUE – QUE Para unir elementos de uma comparação, pode-se empregar indiferentemente do que ou que. Exemplos: havia mais meninos do que meninas na prova. Havia mais meninos que meninas na prova. O GRAMA – A GRAMA O GRAMA: unidade de medida de massa, é substantivo masculino. Exemplo: comprei duzentos gramas de presunto. A GRAMA: espécie de planta genérica, é substantivo feminino. Exemplo: a grama do seu quintal é muito bonita, vizinho. INFLIGIR – INFRINGIR INFLIGIR: aplicar pena. Exemplo: O magistrado infligiu uma pena mínima aos falsários. INFRINGIR: violar, transgredir uma regra. Exemplo: Câmara vai analisar se deputados infringiram regra ao abrir voto. AMORAL – IMORAL AMORAL: indiferente à moral, moralmente neutro (nem moral, nem imoral). Exemplo: Infelizmente as leis econômicas são amorais, indiferentes a questões de apelo humano. 129 IMORAL: contrário à moral, libertino, desonesto, sem moral. Exemplo: Dividir royalties do pré-sal é imoral, indecente e ilegal. EXERCÍCIOS 1. Leia o texto. O aumento do emprego e os programas de transferência de renda continuam a beneficiar mais as famílias que ganham menos, cujo consumo tende a aumentar proporcionalmente mais do que o das famílias de renda mais alta. A oferta de crédito, igualmente, atinge mais diretamente essa faixa. A eliminação de “do” em “mais do que” (linha) prejudica a correção gramatical do período. 2. Há dez anos, um terremoto financeiro atingiu a Ásia, com rescaldo na América Latina. A crise de 1997, depois de atingir a Tailândia, rapidamente se espalhou pela Indonésia, Malásia, pelas Filipinas e pela Coréia do Sul, para se replicar na Rússia, na Argentina e no Brasil em 1998. Uma década depois do fatídico ano de 1997, o mundo assiste ao novo reinado da Ásia. Liderada por China e Índia, a região exibe, na média, taxas de crescimento superiores a 7%. Preservam-se a correção gramatical e a coerência textual, com a vantagem de reforçar o período de tempo envolvido, ao se inserir o advérbio atrás depois de “dez anos” (linha 1). 3. Em todas as frases abaixo ocorre uma troca indevida do vocábulo sublinhado por seu parônimo; a única das frases cuja forma do vocábulo sublinhado está correta é: a) O motorista infligiu as leis do trânsito; b) O prisioneiro dilatou os comparsas do assalto; c) Nada há que desabone a sua conduta imoral; d) A cobrança é bimestral, ou seja, duas vezes por mês; e) Os cumprimentos devem ser dados na entrada da festa. 130 4. Assinale a opção que mostra a frase cuja lacuna deve ser preenchida com a primeira das formas entre parênteses. a) “_______ é um homem que jamais bate numa mulher sem primeiro tirar o chapéu”. (cavaleiro / cavalheiro) b) “A indústria do _______ se beneficia do sexo, ou você acha que as pessoas andariam com os jeans apertados desse jeito se não fosse pela conotação sexual?”. (vestiário/vestuário) c) “A diminuição _______ do nível da água dos reservatórios trazia preocupação aos governadores de Estado”. (eminente/iminente) d) “As mudanças no Código Penal incluem possibilidades de______ penas mais duras aos criminosos”. (infligir/infringir) e) “As novas medidas presidenciais vieram______ o acerto das votações no Congresso Nacional”. (retificar / ratificar) GABARITO 1. Errado 2. Errado 3. E 4. D TÓPICOS ESPECIAIS DE MORFOLOGIA IV Plural dos substantivos compostos a) Substantivos formados por duas palavras variáveis: ambas variam. Exemplo: couve – flor: couves – flores. Pai – nosso: pais – nossos. Terça – feira: terças – feiras. b) Substantivos formados por uma palavra invariável e outra variável: só a segunda flexiona. Exemplo: Quebra-mar: quebra – mares. 131 Guarda – roupa: Guarda – roupas. Beija – flor: beija – flores. Ave – Maria: ave – Marias. c) Substantivos compostos unidos por preposição: só o primeiro varia. Exemplo: pé – de – moleque: pés – de – moleque. Amigo da onça: amigos da onça. Pau a pique: paus a pique. d) Substantivos compostos em que o segundo elemento delimita o primeiro: o primeiro varia. Exemplo: Banana-maçã: bananas – maçã. Peixe – boi: peixes – boi. Caneta-tinteiro: canetas – tinteiro. Erva-Mate: ervas – mate. Obs: Também é aceito que ambos variem. e) Substantivos compostos por palavras repetidas ou palavras onomatopaicas (sons de coisas e animais): o segundo varia. Exemplo: Reco-reco: reco – recos. Tic – tac: tic – tacs. Quero-quero: Quero-queros SUBSTANTIVOS COLETIVOS Assembleia, congresso ou bancada: coletivo de parlamentares Banca: coletivo de examinadores Banda ou orquestra: coletivo de instrumentistas Batalhão, exército, pelotão ou tropa: coletivo de soldados Caravana: coletivo de viajantes, peregrinos ou mercadores Clero: coletivo de padres ou sacerdotes 132 Conclave: coletivo de cardeais reunidos para eleger o papa Congregação: coletivo de religiosos Corja: coletivo de malandros ou de ladrões Corpo docente: coletivo de professores Corpo discente: coletivo de alunos Elenco: coletivo de atores ou artistas Família: coletivo de parentes Horda: coletivo de bandidos invasores ou selvagens Junta: coletivo de médicos, examinadores Prole: coletivo de filhos Tripulação: coletivo de marinheiros ou aviadores Alcateia: coletivo de lobos Bando: coletivo de aves ou pássaros Boiada: coletivo de bois Burricada: coletivo de burros Cáfila: coletivo de camelos ou dromedários Cambada: coletivo de caranguejos Cardume: coletivo de peixes Cavalaria: coletivo de cavalos Colmeia ou enxame: coletivo de abelhas Colônia: coletivo de bactérias Fauna: coletivo de animais de uma região Flora: coletivo de plantas de uma região Gataria: coletivo de gatos Manada: coletivo de bois, elefantes Matilha: coletivo de cachorros, cães Ninhada: coletivo de filhotes Nuvem: coletivo de gafanhotos Panapaná: coletivo de borboletas Praga: coletivo de insetos nocivos 133 Vara: coletivo de porcos Arvoredo ou bosque: coletivo de árvores Buquê ou ramalhete: coletivo de flores Cacho ou penca: coletivo de frutas Pomar: coletivo de árvores frutíferas Réstia: coletivo de alhos Acervo: coletivo de obras de arte Álbum: coletivode fotografias, selos ou figurinhas Arsenal: coletivo de armas Biblioteca: coletivo de livros Baixela: coletivo de pratos, vasilhas, travessas, talheres Cinemateca: coletivo de filmes Discoteca: coletivo de discos Enxoval ou trouxa: coletivo de roupas Esquadra: coletivo de navios de guerra Esquadrilha: coletivo de aviões Frota: coletivo de carros, ônibus ou navios Molho: coletivo de chaves Resma: coletivo de papel Alfabeto: coletivo de letras Arquipélago: coletivo de ilhas Atlas: coletivo de mapas Cancioneiro: coletivo de poesias líricas ou de canções Coletânea ou antologia: coletivo de textos ou músicas Constelação: coletivo de estrelas Cordilheira: coletivo de montanhas Estrofe: coletivo de versos Fornada: coletivo de pães ou tijolos Universidade: coletivo de faculdades Vocabulário: coletivo de palavras 134 EXERCÍCIOS 1. Faz o plural como palavra-chave, com dupla possibilidade de flexão, o composto a) lugar-comum b) guarda-roupa c) aço-liga d) amor-perfeito e) abaixo-assinado 2. A palavra cujo plural se faz do mesmo modo que fura - buxos (L. 22-23) e pelas mesmas razões é a) navio-escola b) surdo-mudo c) bolsa-família d) guarda-roupa e) auxílio-educação 3. Arranha-céu faz o plural da mesma forma que: a) guarda-civil; b) segunda-feira; c) tenente-coronel; d) fruta-pão; e) caça-fantasma. 4. Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira. 1. Cafila. 2. Baixela. 3. Molho. 135 ( ) coletivo de pratos ( ) coletivo de chaves ( ) coletivo de camelos. Assinale a alternativa correta: a) 1,2,3. b) 2,3,1. c) 3,2,1 d) 1,3,2. e) 3,1,2. GABARITO 1 - C 2 - D 3 - E 4 - B COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Conceito de texto: Texto é uma sequência lógica de ideias, organizadas em quatro aspectos: sonoro: na escrita, os sons podem ser assinalados por distintos acentos gráficos, por pontuação, pelo ritmo da frase, pela escolha e combinações fonéticas entre letras etc. gráfico: o aspecto gráfico envolve tamanhos, cores, formatos, posição espacial etc. Exemplo: BOM DIA!!! 136 semântico: cada elemento gráfico ou sonoro pode gerar diferentes significados a cada contexto de uso. Exemplo: A manga estava madura. gramatical: muitas normas gramaticais sobre emprego de palavras e sobre sintaxe podem implicar distintos significados em um texto. Compreensão envolve informações escritas ou pressupostas. Tome nota: Pressuposta é informação não escrita, mas que permite certeza com base em relações lógicas entre ideias do texto, ou com base em aspectos gramaticais que impliquem certas significações. Interpretação: envolve possibilidades com base em pistas presentes no texto. Para inferir, o leitor lança mão de conhecimentos prévios à leitura do texto. A inferência depende de confirmação e pode dar-se ou não na realidade. Basta ser possível. Como identificar Compreesão X Interpretação. 137 EXERCÍCIOS Leia o texto. Com relação à interpretação do texto e à significação das palavras nele empregadas, julgue os seguintes itens. 1. Depreende-se, a partir do texto, que João era prenome de Pádua. Certo ( ) Errado ( ) 138 Com relação à interpretação do texto e à significação das palavras nele empregadas, julgue os seguintes itens. 2. Depreende-se do texto que a vida de Pádua era financeiramente difícil. Certo ( ) Errado ( ) 3. Durante o período em que substituiu o administrador da repartição, Pádua foi remunerado pelo exercício dessa função. Certo ( ) Errado ( ) 4. A cura está ligada ao tempo e às vezes também às circunstâncias.” Assinale a opção que apresenta a dedução correta dessa frase. a) A cura depende obrigatoriamente do tempo e das circunstâncias. b) As circunstâncias que envolvem a doença explicam a sua cura em certos casos. c) O tempo é um dos fatores que, circunstancialmente, pode explicar a cura de uma doença. d) A cura de uma doença é dependente integralmente do tempo e das circunstâncias e) As circunstâncias podem justificar a cura de uma doença, desde que sem gravidade. 5. “Por outro lado, nas sociedades complexas, a violência deixou de ser uma ferramenta de sobrevivência e passou a ser um instrumento da organização da vida comunitária. Ou seja, foi usada para criar uma desigualdade social sem a qual, acreditam alguns teóricos, a sociedade não se desenvolveria nem se complexificaria”. A utilização do termo “ou seja” introduz: a) uma informação sobre o significado de um termo anteriormente empregado; b) a explicação de uma expressão de difícil entendimento; c) uma outra maneira de dizer-se rigorosamente a mesma coisa; d) acréscimo de um esclarecimento sobre o que foi dito antes; e) a ênfase de algo que parece importante para o texto. 139 Gabarito 1 - CERTO 2 - ERRADO 3 - CERTO 4 - B 5 - D VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS A linguagem é um código de comunicação que pode ser verbal e não verbal. Há muitas possibilidades de linguagem e de junção de linguagens para que se estabeleça a comunicação através do texto. Então, o texto é o resultado de um processo enorme, e um dos elementos desse processo é o uso da linguagem. A linguagem verbal tem muitas variações. Não se usa o mesmo tipo de linguagem para, por exemplo, conversar com os amigos em uma roda de conversa informal e com um entrevistador durante uma entrevista de emprego. Usa-se linguagens diferentes em contextos diferentes. A língua é múltipla, por isso há diferentes níveis de linguagem, dependendo do contexto em que o falante está inserido. A língua varia dependendo da circunstância, época, região. TIPOS DE VARIAÇÃO Diacrônicas: é a variação presenta uma mudança linguística histórica, aos diferentes estágios pelos quais qualquer língua passa no decorrer do tempo Exemplo: o verbo “por” este verbo deriva do verbo poer. Devido ao processo de economia linguística - próprio de todas as línguas – teve sua estrura reduzida. Diatópicas: é a variação caracterizada através das diferenças geográficas, ou seja, diferenças relacionadas ao espaço físico, como países, regiões, estados, cidades, zona rural Exemplo: no ceará não falamos “os outros”, falamos “uzotros” Em Minas temos: ô cê quer o que? Diastráticas: São as variações que se dão em função do contexto comunicativo, isto é, a ocasião determina o modo como falaremos com o nosso interlocutor, 140 podendo ser formal ou informal. Exemplo: quando estamos em uma reunião de família, falamos: cuida, pessoal! Bora comer. Já em uma reunião de trabalho com o chefe, diremos: por favor, vamos almoçar. Diafásicas: São as variações ocorridas em razão da convivência entre os grupos sociais. As gírias, os jargões e o linguajar caipira são exemplos desta modalidade de variação linguística. Exemplo: a área policial tem o famoso “QAP” que significa ficar atento. NÍVEIS DE LINGUAGEM 1. FORMAL, CULTA: nível prescrito pelas gramáticas. 2. INFORMAL COLOQUIAL: próprio das relações do dia a dia. EXERCÍCIOS Leia o texto para responder aos itens de 1 a 4. A língua que falamos, seja qual for (português, inglês...), não é uma, são várias. Tanto que um dos mais eminentes gramáticos brasileiros, Evanildo Bechara, disse a respeito: “Todos temos de ser poliglotas em nossa própria língua”. Qualquer um sabe que não se deve falar em uma reunião de trabalho como se falaria em uma mesa de bar. A língua varia com, no mínimo, quatro parâmetros básicos: no tempo (daí o português medieval, renascentista, do século XIX, dos anos 1940, de hoje em dia); no espaço (português lusitano, brasileiro e mais: um português carioca, paulista, sulista, nordestino); segundo aescolaridade do falante (que resulta em duas variedades de língua: a escolarizada e a não escolarizada) e finalmente varia segundo a situação de comunicação, isto é, o local em que estamos, a pessoa com quem falamos e o motivo da nossa comunicação ― e, nesse caso, há, pelo menos, duas variedades de fala: formal e informal. A língua é como a roupa que vestimos: há um traje para cada ocasião. Há situações em que se deve usar traje social, outras em que o mais adequado é o casual, sem falar nas situações em que se usa maiô ou mesmo nada, quando se toma banho. Trata-se de normas indumentárias que pressupõem um uso “normal”. Não é proibido ir à praia de terno, mas não é normal, pois causa 141 Estranheza. A língua funciona do mesmo modo: há uma norma para entrevistas de emprego, audiências judiciais; e outra para a comunicação em compras no supermercado. A norma culta é o padrão de linguagem que se deve usar em situações formais. A questão é a seguinte: devemos usar a norma culta em todas as situações? Evidentemente que não, sob pena de parecermos pedantes. Dizer “nós fôramos” em vez de “a gente tinha ido” em uma conversa de botequim é como ir de terno à praia. E quanto a corrigir quem fala errado? É claro que os pais devem ensinar seus filhos a se expressar corretamente, e o professor deve corrigir o aluno, mas será que temos o direito de advertir o balconista que nos cobra “dois real” pelo cafezinho? Língua Portuguesa. De acordo com o texto acima, julgue os seguintes itens. 1. Conforme o texto, a escola deve ensinar aos alunos a norma-padrão da língua portuguesa, mas é preciso, também, refletir se seria adequado corrigir outras pessoas, como, por exemplo, um porteiro que diz O elevador tá cum pobrema. Certo ( ) Errado ( ) 2. Depreende-se do texto que a língua falada não é uma, mas são várias porque, a depender da situação, o falante pode se expressar com maior ou menor formalidade. Certo ( ) Errado ( ) 3. Segundo o texto, ‘temos de ser poliglotas em nossa própria língua’ significa que a língua assume variantes adequadas aos contextos em que são produzidas. Certo ( ) Errado ( ) 4. O pronome “outra” (3º parágrafo) está empregado em referência ao termo “A língua”. Certo ( ) Errado ( ) 5. Uma construção considerada própria da linguagem coloquial é A) É claro que a maternidade interfere em atividades fora do ambiente doméstico. (linha 5) 142 B) Criaram normas rígidas para impedir o movimento das mulheres, com discursos de que seriam perigosas. (linhas 13 e 14) C) Agnodice se vestiu de homem para assistir conferências médicas, num templo de Atenas...(linhas 28 e 29) D) Foi morta pelos monges e pela plebe, que foram fanatizados pelo patriarca Cirilo. (linhas 30 e 31) GABARITO 1 2 3 4 5 C C C E C LINGUAGEM – DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO Linguagem Denotativa: usada em sentido literal, também chamado de sentido próprio. É a linguagem, em regra, que está no dicionário (Cuidado! Há dicionários que trazem o sentido figurado das palavras). Forma mais objetiva, mais simples, mais clara, mais inteligível. O texto dissertativo exige o uso da denotação. Conotativa: usada em sentido não literal, contextual. Quando o dicionário registra o sentido figurado da palavra, ele faz através de “fig”. É uma linguagem figurada, que é uma forma de dizer. EXERCÍCIOS 1. As palavras de uma língua podem ser usadas com sentido próprio ou figurado, dependendo do contexto de que fazem parte. Tem-se uma palavra usada em sentido figurado no fragmento: A) “Sem perceber, fazemos publicidade gratuitamente ao usar roupas, sapatos, bolsas e outros objetos com etiquetas visíveis.” (L.10/11) 143 B) “É preciso esclarecer que propaganda e publicidade são dois termos que geralmente se confundem.” (L.13) C) “Também chama a nossa atenção em bancos, escritórios, hospitais, restaurantes, cinema e outros lugares públicos.” (L.5/6) D) “..não teria sido possível sem que o bombardeio incessante da publicidade tente nos convencer...” (L.1/2) Para responder à questão a seguir, leia o texto do encarte publicitário, veiculado por empresa fabricante de purificadores de água, e observe que o adjetivo transparentes refere-se tanto à água como ao fabricante. 2. Uma interpretação correta para o trecho – vamos ser bem transparentes – é de que esse trecho foi empregado em sentido a) literal, quando se refere à água, para comprovar que toda água de aspecto transparente não apresenta contaminação. b) literal, quando se refere ao fabricante, para divulgar o preço do produto, que é menor em comparação aos demais fabricantes. c) não literal, quando se refere à água, para evidenciar a eficiência do equipamento vendido pelo fabricante. d) não literal, quando se refere ao fabricante, para passar aos possíveis consumidores a imagem de uma empresa de credibilidade. e) não literal, quando se refere à água, para incentivar os consumidores contra o desperdício desse recurso hídrico. 144 3. Assinale a alternativa em que a palavra grifada está empregada em sentido denotativo: A) Como lê muito, dizem que João é uma ilha cercada de livros por todos os lados. B) Apenas Édipo encontrou a chave para decifrar o enigma da Esfinge. C) A neblina flutua, desfazendo os edifícios e as árvores da cidade. D) Quando o sol cair, encerraremos nosso expediente no banco. E) Alessandro rompeu a camisa no arame farpado que cerca a fazenda 4. Há registro de conotação no fragmento transcrito na alternativa A) “Muitos especialistas dizem que nada será como antes.” (L.15). B) “há um grande número de profissionais competentes” (L.20). C) “...para quem está no olho do furacão” (L.24). D) “Além disso, é fundamental estar inteirado da tecnologia.” (L.55). 5. Em qual das frases a seguir a expressão em destaque foi empregada no sentido próprio, ou seja, no sentido denotativo? A) O desejo de muitos internautas que navegam na Internet é o de encontrar informações precisas. B) Quando queria brincar na casa de seus avós, a criança usava o lápis para rabiscar as paredes. C) No dia do baile, a normalista tomou um chá de cadeira inesperado, até conhecer aquele grumete. D) Nas metrópoles, o trânsito é um pesadelo para grande parte dos motoristas e dos pedestres. GABARITO 1 2 3 4 5 D D E C B 145 TIPOLOGIAS TEXTUAIS NARRAÇÃO Objetivo: reproduzir uma realidade dinâmica (com progressão temporal, ou seja, relação de anterioridade e posterioridade entre os acontecimentos). Características Elementos narrativos: Narrador: quem conta a história (pode dela participar); Personagem: quem vive o enredo; ° Enredo: sucessão de acontecimentos (em regra, tem como elementos a apresentação, a complicação, o clímax e o desfecho); Tempo: quando a história acontece e quanto tempo dura; Espaço: onde a história acontece; Discurso: voz das personagens. Verbos no pretérito. EXERCÍCIOS Leia o texto abaixo para responder aos itens de 1 a 4. Tarde de verão, é levado ao jardim na cadeira de braços — sobre a palhinha dura a capa de plástico e, apesar do calor, manta xadrez no joelho. Cabeça caída no peito, um fio de baba no queixo. Sozinho, regala-se com o trino da corruíra, um cacho dourado de giesta e, ao arrepio da brisa, as folhinhas do chorão faiscando — verde, verde! Primeira vez depois do insulto cerebral aquela ânsia de viver. De novo um homem, não barata leprosa com caspa na sobrancelha — e, a sombra das folhas na cabecinha trêmula, adormece. Gritos: Recolha a roupa. Maria, feche a janela. Prendeu o Nero? Rebenta com fúria o temporal. Aos trancos João ergue o rosto, a chuva escorre na boca torta. Revira em agonia o olho vermelho — é uma coisa, que a famíliaesquece na confusão de recolher a roupa e fechar as janelas? Dalton Trevisan. Ah, é? Rio de Janeiro: Record, 1994. p. 67 (com adaptações) 146 1. No texto, predominantemente narrativo, ocorrem tanto o discurso direto como o discurso indireto livre. Certo ( ) Errado ( ) 2. A escassez de verbos nas duas primeiras frases do texto e o uso de forma verbal na voz passiva realçam a situação de imobilidade e fragilidade do personagem em foco. 3. Por tratar-se de narrativa em terceira pessoa, o texto apresenta, além do relato das ações, alguns comentários do narrador, sem perscrutar o pensamento do personagem principal. Certo ( ) Errado ( ) 4. O uso das formas verbais “ergue” (l. 7) e “Revira” (l. 8), denotativas de movimento, indica a recuperação física do personagem, decorrente da retomada da “ânsia de viver”. Certo ( ) Errado ( ) 5. O prazer proporcionado pela percepção sensorial de pássaro e plantas contribui para que o personagem se sinta revigorado e recupere sua autoestima Certo ( ) Errado ( ) GABARITO 1 2 3 4 5 C C E E C 147 TIPOLOGIAS TEXTUAIS DESCRIÇÃO Objetivo: reproduzir uma realidade estática (com ocorrência simultânea das informações e sem relação de antes e depois entre os acontecimentos). Características Retrato verbal; Ausência de ação e relação de anterioridade ou posterioridade entre as frases; Predomínio de substantivos, adjetivos e locuções adjetivas; Utilização da enumeração e comparação; Com frequência, presença de verbos de ligação. EXERCÍCIOS Leia o texto abaixo para responder aos itens de 1 a 5. Como você pode ver, uma garotinha está deitada displicentemente no colo de um senhor bem velhinho e bem simpático. Ela parece um anjo. Loirinha, cabelo castanho claro, encaracolado, nariz e boca perfeitos, ar inteligente e sadio, uma dessas crianças que a gente vê em anúncios. Pelo jeito, deve ter uns três ou quatro anos, não mais que isso. Ela está vestida em um desses macaquinhos de flanela, com florezinhas azuis e vermelhas e uma malha creme por baixo. Calçando um tênis transadíssimo nas discretas cores amarelo, vermelho e azul, o que nos mostra que a mocinha não é apenas novinha, mas moderninha também. O velhinho tem um tipo bem italiano. O boné cinza é típico desses senhores que a gente vê passeando pelo Bixiga nos domingos à tarde. Estatura mediana, cabelos e bigodes branquinhos, rosto e mãos enrugadas que traem uma idade bem avançada. Paletó marrom e calça cinza, ambos de lã, malha creme, abotoada até o último botão, como faz todo 148 senhor que se preze. Embaixo da malha, uma camisa azul, mas bem azul mesmo, que destoa de todo o conjunto. O que prova que o cavalheiro e a mocinha apreciam cores fortes. Pela roupa que os dois estão vestindo e pela carinha rosada dela, deve estar fazendo muito frio. Fato que o ar enevoado e cinzento do jardim, que está atrás deles, vem a comprovar. Os dois estão sentados em um balanço de madeira de cor verde, desses em que cabem apenas duas pessoas e que são bastante comuns em quintais, varandas e jardins de casas de classe média, classe média alta. Ela está comodamente estirada. Com a cabeça entre o ombro e a barriga do velhinho e os pés apoiados numa almofada de crochê de cor creme. Nas mãos, ela traz um livro de histórias cheio de desenhos coloridos. Livro esse que, olhando atentamente, você verá que se trata da história da Bela Adormecida. O que, aliás, é muito engraçado, porque enquanto a bela conta a história da Bela Adormecida, o velho é que adormeceu. Ele dorme a sono solto. Com uma mão envolta na dela e a outra apoiada sobre sua própria perna direita, na altura do joelho, ambos, à sua maneira, estão sonhando. Ele sonha dormindo, ela sonha acordada. A menina está divagando no colo do avô. Isso mesmo: do avô. Porque o velho que você está vendo só pode ser o avô dela. Pela intimidade com que ela está comodamente instalada no colo dele, percebe-se que não pode ser visita, pessoa de cerimônia. E, sim, alguém bem chegado, alguém da família. Para um estranho, ouvir essa história contada por uma criaturinha tão linda seria uma novidade excitante, que dificilmente o faria cair no sono. E, se não fosse por isso, um estranho também não cairia no sono, pelo menos por dever de educação. Resistiria bravamente até a Bela Adormecida acordar. Além disso, é só olhar para a roupa caseira que ele está usando para perceber que não é alguém que foi fazer uma visita. É pessoa da casa mesmo, pai não é. Ele é muito velhinho para ser o pai dela. E pouco provavelmente seria um tio. Tanto pela idade quanto pela disponibilidade e paciência. Tio dá doces, presentes, mas ouvir histórias intermináveis, contadas por uma narradora que de vez em quando divaga, tio não faz. Só pode ser mesmo um avô ouvindo pela milésima vez a mesma história, que para ele deve ser sempre igual e para ela deve ser sempre diferente. Ela, por sua vez, não se deve importar com que seu ouvinte durma. Afinal, ela só quer colo e aquela mão terna, enrugada e querida em volta da sua cintura pequenina. Mesmo desatento, ele está dando a ela seu tempo e seu carinho sonolento. O balanço de jardim pode ser gostoso de sentar. Mas como você pode ver não é o local mais confortável para se dormir. Principalmente em um dia frio como esse, em um descampado de uma varanda. Mas o fato é que ele não sente a dureza do balanço porque dorme, e ela, igualmente, não sente a dureza da madeira e a frieza do tempo por vários motivos: primeiro, porque sonha, e no sonho não há desconforto ou frio. E, segundo, porque ela tem a barriga do avô como travesseiro, o braço dele como edredom e uma almofada como encosto para seus pés e seu tênis multicolorido. 149 Juntos os dois, ali na varanda, vivem um momento de que ela vai se lembrar sempre e ele não vai se lembrar de nada. Até mesmo nada da história. Por isso, é que ela vai ter de contar e recontar essa história para o avô centenas de vezes. Principalmente para reviver os trechos que ele perdeu com seus cochilos. Assim como você vai ter de ler e reler muitas vezes esse texto até conseguir enxergar toda a beleza e ternura contidas nessa cena. Ou pelo menos uma pequena parte dela. Com base na leitura do texto, julgue os itens. 1. Há ironia nos trechos “deve ter uns três ou quatro anos, não mais que isso” e “um tênis transadíssimo nas discretas cores amarelo,vermelho e azul” Certo ( ) Errado ( ) 2. A “Bela Adormecida” a que o texto se refere é a garotinha que está com o senhor. Certo ( ) Errado ( ) 3. O texto compara a funcionalidade de um texto verbal e a de um texto não verbal. Certo ( ) Errado ( ) 4. Segundo o texto, há mais afinidade entre avôs e netos do que entre tios e sobrinhos. Certo ( ) Errado ( ) 5. É imprescindível a presença, junto ao texto, de uma fotografia que retrate a cena descrita para que as ideias expressas sejam transmitidas de maneira adequada e completa. Certo ( ) Errado ( ) GABARITO 1 2 3 4 5 E E C E E 150 TIPOLOGIAS TEXTUAIS DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA – DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA Objetivo: discorrer sobre um tema. Obs: tema e assunto não são a mesma coisa. O assunto é mais abrangente, sendo o tema uma delimitação do assunto. Características Tipos: Expositiva: apresenta informações/dados sobre o assunto, logo, também pode ser chamada de informativa. Além disso, o texto informativo pode apresentar opiniões de terceiros, mas não do autor; Argumentativa: apresenta e fundamenta uma tese (opinião) do autor. Vale lembrar que essa opinião pode ser em primeirapessoa (dissertação subjetiva), entretanto, em prova, o texto deve ser em terceira pessoa (dissertação objetiva). 151 EXERCÍCIOS 1. No trecho “Tentar subornar o guarda para evitar multas”, a oração “para evitar multas” expressa a causa, o motivo que leva alguém a cometer suborno. Certo ( ) Errado ( ) 2. No trecho “Diga não às ‘corrupções’ do dia a dia”, seria correto o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “dia a dia”. Certo ( ) Errado ( ) 3. Os termos “antiéticas”, “ilegais” e “combatidas” qualificam a palavra “práticas”. Certo ( ) Errado ( ) 4. O texto apresentado combina elementos das tipologias expositiva e injuntiva. Certo ( ) Errado ( ) 152 Leia o cartaz a seguir. 5. No texto, observam-se trechos expositivo e injuntivo. Certo ( ) Errado ( ) 6. As formas verbais “Acesse”, “conheça” e “consulte” caracterizam-se por uma uniformidade na flexão de modo e de pessoa. Certo ( ) Errado ( ) Leia o texto. Não foi para isso “Não sei se é verdade. Dizem que Santos-Dumont suicidou-se quando soube que, durante a Guerra Mundial, a primeira, de 1914 a 1918, estavam usando aviões para bombardear cidades indefesas. Não fora para isso -- pensava ele -- que inventara a navegabilidade no ar, façanha que ninguém lhe contesta, tampouco inventara o avião, cuja autoria lhe é indevidamente negada pelos norte-americanos. Excetuando o Dr. Guilhotin, que construiu um aparelho específico para matar mais rapidamente durante os anos do Terror, na Revolução Francesa, em geral o pessoal que inventa alguma coisa pensa em 153 beneficiar a humanidade, dotando-a de recursos que tornam a vida melhor, se possível para todos”. 7. Esse fragmento de uma crônica de Cony é um exemplo de texto a) didático, pois ensina algo sobre personagens famosos. b) descritivo, pois fornece dados sobre as invenções citadas. c) narrativo, pois relata a história da criação do avião e da guilhotina. d) argumentativo, pois apresenta fato que comprova o título da crônica. e) histórico, pois traz informações sobre o passado a fim de registrá-lo. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 E E E C C C D FATORES DE TEXTUALIDADE COESÃO E COERÊNCIA COESÃO O conceito de coesão diz respeito à conexão discursiva/linguística entre as partes do texto. Os principais tipos de coesão são a referenciação e a sequenciação. Exemplo: o jogador anunciou sua saída do clube. Ele estava infeliz com a situação. (Coesão referencial) Apreendo à medida que estudo. Nesse mecanismo de coesão é empregado um termo, que pode ser um pronome, um advérbio ou um substantivo, para retomar ou antecipar um outro termo do texto. 154 Termos de referenciação: Endofóricos (o referente está no próprio discurso): • Anafóricos: retomam o referente; • Catafóricos: antecipam o referente; Exofóricos (dêiticos): o referente não está no discurso. Só pode ser identificado se o contexto de enunciação for recuperado. COERÊNCIA Alguns elementos fazem de um monte de palavras um texto. Se alguém, aleatoriamente, começar a juntar palavras, isso não necessariamente formará um texto, pois não se terá um todo significativo, mas, apenas, um monte de palavras. Para que esse conjunto de palavras forme um texto é preciso que estejam presentes alguns elementos conhecidos como fatores de textualidade. Eles são muitos, mas dois deles interessam mais a quem está estudando para concursos públicos, pois são recorrentemente cobrados em prova, são eles: coerência e coesão. Fatores de textualidade são os elementos capazes de transformar um conjunto de códigos (palavras) em um texto, são eles: Intencionalidade: empenho do autor; Aceitabilidade: expectativa do leitor; Situacionalidade: adequação à situação comunicativa; Informatividade: dados agregados pelo autor/esperados pelo leitor; Coerência: sentido do texto; Coesão: conexão entre as partes do texto A coerência está no nível dos sentidos, já a coesão está no nível das palavras. Sendo assim, a coerência deve vir antes da coesão. Primeiro deve-se buscar uma relação de harmonia entre duas partes do texto para, depois, encontrar uma forma de conectá-los. COERÊNCIA Relações de sentido entre as partes do texto. Decorre: • da unidade semântica: o tema central deve perpassar todo o texto; 155 • da progressão temática: conceito, causa, efeito e intervenção; • da não contradição entre as partes: a contradição, talvez, seja a mais visível das incoerências. EXERCÍCIOS 1. Observe o seguinte texto retirado de uma seção de piadas de uma revista: “á que o vento da janela incomodava tanto você, por que você não trocou de lugar com a pessoa que estava em frente? - Eu teria feito isso, mas o assento estava vazio.” O humor dessa piada se apoia na ausência de uma característica textual, que é: a) a coerência; b) a intertextualidade; c) a coesão; d) a correção; e) a relevância. 2. Assinale a opção que apresenta o texto que não respeita a coerência. a) Não servimos almoço. Levamos o dia inteiro para preparar o seu jantar. (Restaurante). b) Rico em vitaminas e milionário em proteínas. (Iogurte). c) Se tudo o que você quer é um pouco de fogo, pegue um fósforo. (Isqueiros Cônsul). d) Vinda da companhia que tem as coloridas camisas brancas. (Loja de roupas masculinas). e) Café da manhã sem suco de laranja é como um dia sem sol. (Sucos). 3. Assinale a opção que apresenta o ditado que mostra incoerência. a) A mulher é um mal necessário. b) Aqueles que não sonham estão perdidos. c) De que serve correr quando se está no caminho errado? 156 d) Mais vale um vizinho perto que um irmão longe. e) Os velhos deviam ser mortos quando nascem. 4. As frases a seguir carecem de coerência lógica, à exceção de uma. Assinale- a. a) “Inclua-me fora dessa.” b) “As pessoas fazem coisas horríveis por causa do dinheiro; inclusive trabalhar.” c) “Há certas coisas que o dinheiro não pode comprar. Por exemplo: coisas idênticas às da semana passada.” d) “Se você consegue contar seu dinheiro é porque possui dinheiro demais.” e) “Eu tenho muito dinheiro para o resto da vida, a não ser que eu compre alguma coisa.” 5. A frase abaixo que poderia ser vista como uma definição de coerência textual é: a) “A palavra foi dada ao homem para disfarçar o próprio pensamento”; b) “As ideias acendem umas às outras como centelhas elétricas”; c) “Uma vez fixadas nas palavras, as imagens de memória se apagam”; d) “Uma ideia não executada é um sonho”; e) “O estilo é um modo muito simples de dizer coisas complicadas”. 6. Um dos problemas textuais mais frequente é a incoerência, como a que está presente na seguinte frase: a) “Fiz esta carta longa porque não tive tempo de fazê-la mais curta”; b) “Há tantos que escrevem e tão poucos que leem”; c) “Escreve as ofensas na areia e os benefícios no mármore”; d) “Escrever cartas é a maneira mais deliciosa de perder tempo”; e) “O que vale é a versão e não os fatos”. 7. Um escritor americano é autor da seguinte frase: “Não grite por socorro à noite. Pode acordar os vizinhos.” Tal frase apresenta um problema textual, que é: 157 a) a falta de coerência; b) a inadequação vocabular; c) a pontuação equivocada; d) a ausência de coesão; e) o desrespeito à norma culta. 8. “O único consolo que sinto ao pensar na inevitabilidade da minha morte é o mesmo que se sente quando o barco está em perigo: encontramo-nos todos na mesma situação”. (Tolstoi) Alguns elementos do pensamento de Tolstoi se referem a termos anteriores, o que dá coesão ao texto. O termo cujo referente anterior está indicado erradamente é: a)“que sinto” / consolo. b) “o mesmo” / consolo. c) “que se sente” / consolo. d) “todos” / nos. e) “na mesma situação” / inevitabilidade da morte. 9. Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte”. (Sêneca) O emprego da forma “isto” em “Nisto erramos” se justifica porque a) se refere a um termo colocado a seguir e não anteriormente. b) se liga a uma oração e não a um termo. c) mostra certo valor pejorativo. d) indica um termo colocado bastante próximo. e) se prende a um fato do momento atual. 158 10. Na passagem “Hoje estou comemorando mais um ano de vida, isso é maravilhoso. Este ano será muito bom” os termos sublinhados são respectivamente: a) Anafórico, dêitico e catafórico. b) Catafórico, anafórico e dêitico. c) Dêitico, anafórico e dêitico. d) Catafórico, catafórico e anafórico. e) Dêitico, catafórico e anafórico. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A D E B B A A E A C TEXTO E ESTILÍSTICA (FIGURAS DE LINGUAGEM) Figuras de palavras Metáfora: comparação com valor conotativo. Exemplo: o amor é fogo. Catacrese: é o nome dado à figura de sintaxe que consiste no emprego de uma palavra no sentido analógico e não em seu sentido próprio. Exemplo: perna da mesa, céu da boca, batata da perna... Metonímia: substituição que se baseia numa relação lógica de significado entre dois termos. Exemplo: Ela detesta ler Machado de Assis. Compre a gillete. 159 Perífrase/Antonomásia: mais palavras em vez de menos (circunlóquio). Exemplo: o boto vem buscar moça que nunca conheceu homem. Figuras de pensamento Antítese: é a figura de retórica em que uma palavra, ideia ou proposição contradiz ou se opõe deliberadamente à anterior. Exemplo: Nasce o sol e não dura mais que um dia Em tristes sombras morre a formosura. Oxímoro ou paradoxo: tipo de antítese em que duas ideias antagônicas, as quais se excluem mutuamente, aparecem simultaneamente em uma única construção sintática. Exemplo: era um doce tão amargo que quase não entendi. Ironia: é um recurso de expressão que consiste em dar a entender o contrário do que se está dizendo. Exemplo: ele é tão elegante quanto um cavalo. Eufemismo: é uma figura de pensamento empregada para expressar ideias desagradáveis e chocantes por meio de palavras brandas e suaves. Exemplo: O parlamentar tomou emprestado dinheiro dos cofres públicos e esqueceu-se de devolver. Prosopopeia: é uma figura de linguagem que consiste em humanizar animais e coisas inanimadas ou dar voz a pessoas mortas, ausentes ou fictícias. Exemplo: O vento beijou-lhe os cabelos. 160 EXERCÍCIOS 1. “Uma das grandes preocupações das cidades atualmente é, sem dúvida, o problema da segurança". Nessa frase do texto 1, o vocábulo “cidades" está usado, como termo geral, em lugar de “algumas pessoas das cidades", num exemplo de linguagem figurada denominada metonímia. Um outro exemplo semelhante de metonímia está em: a) A vida nas grandes cidades está muito difícil. b) Viver nas cidades traz uma série de facilidades. c) As cidades e o campo são ambientes diversos. d) As grandes cidades nunca dormem. e) As cidades possuem vias de comunicação diferentes. 2. “...ele já disse que as perdas são de curto prazo, mas os benefícios de longo prazo são muitos”. Nesse segmento do texto há a presença de uma figura de linguagem denominada: a) pleonasmo. b) hipérbole. c) eufemismo; d) metáfora. e) antítese. 3. Assinale a figura de linguagem que se identifica em: “Entra em cena o 0X513A, que foi criado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra.” a) Metonímia b) Eufemismo c) Metáfora d) Antítese e) catacrese 161 4. Em “evitar a inevitável violência", o autor emprega o recurso expressivo que se denomina antítese. Isso, porém, não se verifica no seguinte fragmento: a) Na maior parte das vezes, esse desejo tem origem em nosso exibicionismo b) O homem sempre foi violento e essa violência nunca foi provocada apenas por necessidades c) nasce puro e a sociedade o corrompe com seus hábitos d) o homem nasce bom e se torna mau. Leia a charge. 5. A crítica ao consumismo na charge acima se estrutura a partir de um recurso linguístico, que é: a) a ambiguidade de um vocábulo; b) uma hipérbole no desejo de consumo; c) uma metáfora no vocábulo “queima”; d) o tratamento de “mulher” dado à esposa; e) a repetição de negativas na fala da mulher. 6. Assinale a opção que apresenta a figura de linguagem presente na oração abaixo: “Julia achava-o feio e bonito ao mesmo tempo.” a) Metonímia b) Hipérbole c) eufemismo 162 d) paradoxo 7. Analise a citação: “No meio do caminho tinha uma pedra” As palavras destacadas exercem a função de: a) Hipérbole b) Antítese c) Metáfora d) pleonasmo Leia a charge. 8. Todas as frases abaixo apresentam recursos estilísticos. Aquela que fez utilização de um EUFEMISMO é: a) Existem pessoas que buscam enriquecer por meios ilícitos. b) A noite é um manto negro bordado com pedras preciosas. c) Entre o amor e o ódio estão as relações humanas. d) A mim não me enganas tu. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 D E C B A D C A 163 FUNÇÕES DA LINGUAGEM Função Referencial ou Informativa É a função cujo objetivo é informar. É caracterizada pelo emprego da terceira pessoa (aquilo de que se fala), objetividade (valorização do objeto de que se fala) e denotação (prioriza o sentido literal da palavra). Os autores buscam informar o que aconteceu, onde, o motivo e suas consequências. Encontrada em notícias de jornal, textos didáticos, textos científicos, aulas, documentários etc. Exemplo: a polícia prendeu, na manhã desta terça-feira, 20, o elemento conhecido como “zé bonitinho” autor de vários delitos na região de Quixadá. Função Emotiva ou Expressiva É a função em que está centrada a figura do emissor (a primeira pessoa do discurso). É caracterizada pelo emprego da primeira pessoa, interjeições, exclamações e subjetividade (prioriza o sujeito que fala). Se relaciona às emoções, buscando desabafar, expor sentimentos. Encontrada em poesias líricas, diários pessoais, cartas, etc. Exemplos: “Eu me amo Eu me amo Não posso mais Viver sem mim!” 164 Função Conativa ou Apelativa Tem objetivo de convencer e/ou persuadir o destinatário (segunda pessoa do discurso). Possui como características o emprego da segunda pessoa e verbos no imperativo. Exemplo: “Vem pra Caixa você também.” Função Fática É a função de um texto que não tem assunto. Tem por objetivo iniciar, manter, testar ou finalizar contato. Geralmente utilizada em cumprimentos, saudações e expressões. Na maioria das vezes, quando se inicia ou finaliza o canal de comunicação, isso está associado à polidez da comunicação. Exemplo: Bom dia/Tudo bem?/Tchau. Quando o objetivo é manter ou testar o contato pode virar vício de linguagem. Exemplo: Né?/Tá?. Função Metalinguística Tem por objetivo explicar o código utilizado usando para isso o próprio código. Encontrado em dicionários, gramáticas etc. Exemplo: poema sobre escrever poema “A mão que escreve este poema não sabe o que está escrevendo, mas é possível que se soubesse nem ligasse”. Função Poética Tem objetivo de elaborar de maneira estética/expressiva a mensagem cujo elemento em destaque é a própria mensagem. É caracterizada pela preocupação com a expressão do texto, como figuras de linguagem, rimas, métricas, ritmo, etc. Exemplo: “De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.” 165 EXERCÍCIOS Texto1 Alguma vez você já contabilizou ou avaliou o número de projetos pessoais que abandonou durante a vida? Por que é que temos tanta dificuldade em manter relacionamentos e afetos, terminar e fechar o “ciclo” de cursos e estudos que nós mesmos escolhemos? Tudo a nossa volta perde o brilho muito rápido onde vivemos a todo tempo, entre a rápida euforia e o tédio. Se essa realidade tivesse uma cor, pra mim seria cinza. 1. Sobre os elementos da comunicação presentes no texto 1, assinale a alternativa correta. a) O leitor é o emissor, o autor é o receptor e a linguagem não verbal é o código da mensagem. b) O autor é o canal de comunicação, o leitor representa os ruídos na comunicação e a mensagem é representada por linguagem não verbal. c) O leitor é o canal de comunicação, o autor é o código e o contexto é a mensagem. d) O autor é o emissor, o leitor é o receptor e a linguagem verbal é o código da mensagem. e) A mensagem é o contexto, o código são os ruídos na comunicação e o canal de comunicação é o autor. 2. Em “Já deve ter acontecido com você. Sabe quando você está no trabalho, e dois ou três amigos postam fotos de viagem?”, em função da valorização a um elemento da comunicação, predomina qual função da linguagem? a) Metalinguística. b) Apelativa. c) Referencial. d) Emotiva. e) Fática. 166 Texto 2 Sempre pensei que ser um cidadão do mundo era o melhor que podia acontecer a uma pessoa, e continuo pensando assim. Que as fronteiras são a fonte dos piores preconceitos, que elas criam inimizades entre os povos e provocam as estúpidas guerras. E que, por isso, é preciso tentar afiná-las pouco a pouco, até que desapareçam totalmente. Isso está ocorrendo, sem dúvida, e essa é uma das boas coisas da globalização, embora haja também algumas ruins, como o aumento, até extremos vertiginosos, da desigualdade econômica entre as pessoas. Mas é verdade que a língua primeira, aquela em que você aprende a dar nome à família e às coisas deste mundo, é uma verdadeira pátria, que depois, com a correria da vida moderna, às vezes vai se perdendo, confundindo- se com outras. E isso é provavelmente a prova mais difícil que os imigrantes têm de enfrentar, essa maré humana que cresce a cada dia, à medida que se amplia o abismo entre os países prósperos e os miseráveis, a de aprender a viver em outra língua, isto é, em outra maneira de entender o mundo e expressar a experiência, as crenças, as pequenas e grandes circunstâncias da vida cotidiana. 3. Predomina no texto a função a) apelativa, pois o autor visa a persuadir o leitor a posicionar-se contra os imigrantes. b) expressiva, pois o autor expõe uma visão subjetiva de um determinado assunto. c) referencial, pois o autor usa dados objetivos para tratar de um tema com impessoalidade. d) fática, pois o autor enfoca um assunto banal, com a finalidade única de iniciar uma conversa. e) metalinguística, pois o autor fala dos detalhes que prejudicaram a publicação de seu texto Texto 3 Retrato Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, 167 tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. - Eu não dei por esta mudança, - tão simples, tão certa, tão fácil: - Em que espelho ficou perdida a minha face? - MEIRELES, Cecília. 4. Predomina no texto a função: a) Referencial. b) Emotiva. c) Apelativa. d) Metalinguística. 5. No terceiro período do texto, predomina a função fática da linguagem, dada a finalidade comunicativa do texto. GABARITO 1 2 3 4 5 D B B B E 168 VÍCIOS DE LINGUAGEM Pleonasmo vicioso ou redundância Exemplo: Entrar para dentro, elo de ligação, monopólio exclusivo. Barbarismo Barbarismo é qualquer erro de grafia ou de pronúncia. Tipos: • Silabada (rúbrica, em vez de rubrica) • Cacoépia (pronúncia errada. Ex.: Mortandela, em vez de mortadela) • Cacografia (grafia errada: quiz, tráz, geito) • Estrangeirismo (show, em vez de espetáculo) OBS: Nem toda palavra estrangeira é um barbarismo. Palavra estrangeira é barbarismo quando ela tem um equivalente na língua portuguesa. Solecismo Solecismo é um erro de sintaxe. Pode incidir sobre a concordância, a regência ou a colocação. Tipos: • Concordância Ex.: Ocorreu muitos fatos desagradáveis. O sujeito da oração é “fatos desagradáveis”, logo a concordância deve acontecer no plural. • Regência Ex.: A decisão do gerente implica em alteração do cronograma. Não há correto uso da preposição “em” na sentença, uma vez que o verbo não a rege. • Colocação Ex.: Te amo. Os pronomes átonos não podem ser usados em início de período. Portanto, o correto seria dizer “amo-te”, colocando o pronome em posição enclítica. Ambiguidade Ocorre quando a frase tem dois sentidos. Exemplo: Paula conversou com Helena sobre seu trabalho 169 Eco É a repetição de um mesmo som no final de palavras, em sequência. Exemplo: Nesta cidade não há honestidade, apenas vaidade. Cacofonia Junção de sons em diferentes palavras que formam uma palavra esquisita, vulgar, de baixo calão. Exemplo: Eu beijei a boca dela; vi ela; por cada. Colisão Repetição do mesmo som de um fonema consonantal. Exemplo: Fazendo fiado fico freguês. Hiato Repetição de vogais. Exemplo: Vou ao alto da colina. Plebeísmo/Vulgarismo É uma construção típica da linguagem coloquial. Exemplo: Custa cinco real! O correto seria – custa cinco reais. Arcaísmo São expressões arcaicas, antigas, que não são mais usadas. Exemplo: Vosmecê precisa de ajuda? Gerundismo É o mau uso do gerúndio. Exemplo: Vou estar transferindo sua ligação. O correto seria: vou transferir sua ligação. 170 Neologismo São palavras novas, que ainda não foram incorporadas à língua. Exemplo: Deleta essa informação! EXERCÍCIOS 1. A frase abaixo apresenta um vício de linguagem conhecido como: a) Barbarismo. b) Arcaísmo. c) Neologismo. d) Ambiguidade. e) Pleonasmo. "Embora frequentes no dia a dia dos falantes, os vícios de linguagem são desvios gramaticais, ou seja, palavras, expressões e construções que fogem às regras da norma padrão ou norma culta. Os vícios de linguagem ocorrem, normalmente, por falta de atenção e pouco conhecimento dos significados das palavras pelos falantes". 171 2. Considerando as informações presentes no texto acima, em qual dos pares de frases identificam-se vícios de linguagem? a) O anfitrião comprimentou meus amigos. / Certos voos provocam enjoos. b) Fazem dois meses que ele partiu. / Faltaram muitos convidados hoje. c) Eu o vi na esquina da minha rua. / A vaca da sua irmã é muito brava. d) Houveram dias de paz no país. / Quando eu pôr o jornal na mesa, saia. 3. Analisando os vícios de linguagem listados abaixo, relacione adequadamente: I - Ambiguidade II - Pleonasmo III - Cacófato IV - Eco V - Solecismo ( ) A boca dela tinha dentes cariados. ( ) Aquele era o pai da moça que estava doente. ( ) Vou te contar uma novidade inédita. ( ) Aqueles rapazes estava sem rumo. ( ) Teve vontade de ir à cidade só por maldade. Está correta a sequência: a) III, I, II, V, IV. b) III, I, V, II, IV. c) III, I, II, IV, V. d) V, I, II, IV, III. e) IV, II, III, I, V GABARITO 1 2 3 E D A 172 INFORMÁTICA 173 Redes Sociais (Detalhamento) Cada rede social possui uma característica que a destaca das outras quanto ao objetivo, formas de relacionamentos e ferramentas existentes. Seguem as características das principais redes sociais. Facebook • Criado em 2004 por mark Zuckerberg • Abrangência – Até 2005 apenas nos Estados Unidos.• A partir de 2005 – Mundo (sem restrição). • Final de 2012 – 1 bilhão de usuários. • Gratuito e gera receitas provenientes de publicidade. Subsidiárias: • Instagram. • Whatsapp. Características • Adicionando pessoas. • Publicar vídeos. • Publicar imagens. • Publicar fotos. • Executar aplicativos. • Fan-page (característica de mídia social). Twitter • É uma rede social que funciona como um microblog. • Criação – 2006. Interação: • Seguir contas. • Mensagens de texto (280 caracteres). Ferramentas: • Retweet. • Twitter List ou Lista do Twetter 174 • Trending Topics ou Assuntos do Momento Google Plus – Google + Criado em 2011 pela empresa Google Inc. Rede social baseada em criação de círculos de relacionamentos. Ferramentas: • Círculos • Hangout On Air • Sparks_ • Instant Upload • Fotos • Hangouts EXERCÍCIOS 1. Sobre redes sociais, analise as afirmações a seguir: I. O Twitter é uma rede social que permite que os usuários enviem e recebam mensagens de texto com uma quantidade limitada de caracteres. Essas mensagens são conhecidas como “tweets”. II. Os Trending Topics (TTs) ou Assuntos do Momento, são uma lista em tempo real das frases mais publicadas no Twitter pelo mundo todo. III. O LinkedIn é uma rede social utilizada principalmente por profissionais, com o intuito de apresentar suas aptidões buscando oportunidades oferecidas por outros profissionais e empresas. IV. Após a criação de outras redes sociais para postagem de fotos e vídeos por parte de seus usuários, o Facebook foi extinto em 2014. V. São exemplos de redes sociais Facebook, Twitter, LinkedIn e LibreOffice. Apenas estão CORRETAS: A) I, III e IV; B) II, III, IV e V; C) I, II e III; D) II, IV e V; 175 E) I e V. 2. Facebook, Instagram e Twitter são softwares conhecidos como: A) Redes Sociais. B) WebMail. C) Correio Eletrônico. D) Sistema operacional. E) Comércio Eletrônico. 3. Com o avanço tecnológico surgiu várias Redes Sociais buscado espaço na rede de internet. Observe o contexto: “maior rede profissional do mundo, com aproximadamente 550 milhões de usuários, com objetivo de conectar profissionais de todo o mundo, focando no crescimento de suas carreiras, permitindo assim, a empresa a buscar pelos perfis profissionais nessa rede social”. O texto apresentado descreve sobre a Rede Social: A) Hotmail. B) Linkedin. C) Facebook. D) Twitter. E) Instagram. 4. A criptografia de ponta a ponta de uma rede social assegura que somente você e a pessoa com que você está se comunicando possam ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo essa rede social. Essa rede social descreve que “as suas mensagens estão seguras com cadeados e somente você e a pessoa que as recebe possuem as chaves especiais necessária para destrancá-los e ler as mensagens”. Segundo essa rede social, a criptografia de ponta a ponta assegura que suas mensagens, fotos, vídeos, mensagens de voz, atualizações de status, documentos e ligações estão seguras e não cairão em mãos erradas. Além disso, cada grupo criado nela pode ter no máximo 256 membros. Essa rede social é conhecida pelo nome de A) Whatsapp. B) Telegram. C) Instagram. D) Flickr. 176 5. Atualmente é muito comum o uso dos recursos das redes sociais, definidas como estruturas formadas na internet, por pessoas e organizações que se conectam a partir de interesses ou valores comuns, sites e aplicativos que operam em níveis diversos, como profissional e de relacionamento, mas sempre permitindo o compartilhamento de informações entre pessoas elou empresas. Entre as redes sociais, uma é direcionada particularmente para reunir profissionais, com interesses empresariais e de trabalho, permitindo a interatividade entre os profissionais, ao passo que outra visa prioritariamente o compartilhamento de fotos e vídeos entre usuários. São exemplos desses dois tipos de redes sociais, respectivamente: A) Linkedin e Instagram. B) Instagram e Dropbox. C) Dropbox e Spotify. D) Spotify e Linkedin. 6. Considerando o conceito de engajamento nas redes sociais, é correto afirmar que A) a periodicidade ideal de postagens para aumentar o nível médio de engajamento de um perfil varia de acordo com fatores como público, conteúdo das postagens e plataforma de publicação. B) a definição do engajamento de uma postagem se limita ao número de comentários deixados nela. C) o impulsionamento pago de conteúdo é sinônimo de alcance orgânico e serve para desacelerar o engajamento de uma publicação. D) o nível de engajamento médio do perfil de uma marca em uma rede social equivale à quantidade de produtos que ela vende em sua loja física. E) o engajamento da publicação de uma transmissão de vídeo ao vivo se resume ao número de pessoas que assistiram o vídeo em tempo real. 7. Marcela é compositora e cantora solo. Ela sempre filma suas performances e seus shows, mas gostaria muito de divulgar seu trabalho em uma rede social para ficar mais conhecida. Para isso, deve encontrar uma rede social que possa criar seu espaço e postar seus vídeos. Assim, a melhor rede social para Marcela fazer a divulgação de seu trabalho é o A) Telegram. B) Youtube. C) Flickr. 177 D) LinkedIn. 8. A rede social Linkedin, fundada em 2002, tem como um dos seus principais diferenciais permitir que qualquer pessoa estabeleça uma rede de contatos profissionais. Entre uma das principais funcionalidades, está a possibilidade de submissão de currículos para diversas vagas registradas na plataforma. Um dos requisitos para submissão de arquivos é que o currículo seja, exclusivamente, em formato A) Word e tenha menos de 10 MB. B) PDF ou Word e tenha menos de 10MB. C) PDF e tenha menos de 5MB. D) Word ou PDF e tenha menos de 5 MB. GABARITO 1 - C 2 - A 3 - B 4 - A 5 - A 6 - A 7 - B 8 - D 178 Serviço de Hipertexto O hipertexto é de longe um dos temas que mais é cobrado em provas de concursos, em se tratando de Internet, pois é o serviço mais utilizado tanto pelos usuários no acesso privado à internet quanto no uso corporativo, em organizações públicas e privadas, uma vez que se trata do serviço que possibilita a navegação em sites. O Hipertexto representa uma linguagem que possibilita a navegação na internet por meio de link e hiperlinks em que sites se vinculam a outros, possibilitando a navegação. O sistema de hipertexto utilizado por padrão na Internet é o WWW..( Word Wide Web) Protocolos Cada serviço da internet tem um modo distinto para transmissão de dados, recebendo e enviando informações, e esses modos são chamados de protocolos. São considerados os principais protocolos do serviço de navegação o HTTP e o HTTPs, os dois tendo características bem semelhantes, porém algumas distintas, que seguem abaixo: • HTTP – Protocolo de hipertexto que possibilita visualização de terceiros, pois não estabelece uma conexão criptografa, e portanto, não possui o critério de segurança da confidencialidade. • HTTPS – Protocolo de hipertexto que possibilita não visualização de terceiros, pois estabelece uma conexão criptografada, e portanto, possui o critério de segurança da confidencialidade Obs. Não é possível estar, de forma simultânea, em um site utilizando os protocolos HTTP e HTTPs, porém em um mesmo site é possível estar em HTTP e em outra página ou após acesso restrito migrar para HTTPs, como em sites de bancos, comércio eletrônico ou webmail. Browsers São os programas utilizados para navegação, em WWW, por meio dos protocolos específicos para hipertexto. Dentre eles se destacam: • Internet Explorer; • Google Chrome; • Mozzila; • Firefox; • Opera; • Safari; • Netscape Navegator. 179 URL (Uniform Resource Locator) A URL a Sua tradução literalsignifica a Localização universal de registro é a estrutura utiliza pelos usuários para acessar determinado site. Ex. WWW.PREPARATORIOOBJETIVO. COM.BR. As partes de uma URL são: • WWW – Identificação do serviço de hipertexto. • PREPARATORIOOBJETIVO – Domínio (nome do site). • COM.BR – EXTENSÃO DE DOMINIO. Endereço IP É o Internet Protocol, simplesmente o endereço do dispositivo, computador em que o site está fisicamente armazenado/hospedado. Representa de fato o endereço de um site, o local onde ele se encontra nas redes que compõe a internet. Essa está migrando do IP V4 para o IP V6, uma vez que o V4 está com sua capacidade de endereços esgotada. • IPV4 – Composto por 4 octetos. (32 bits) • IPV6 – Composto por 8 duoctetos. (128 bits) EXERCÍCIOS 1. Um auxiliar administrativo, utilizando um computador, quer acessar o navegador nativo e padrão do sistema operacional Windows 10. Qual é ele? A) Google Chrome. B) Internet Explorer. C) Safari. D) Mozila Firefox. E) Microsoft Edge. 2. Considere que Carlos está navegando pela Internet Explorer 8, e pretende salvar a página da Prefeitura Municipal de Dores do Indaiá/MG para que possa acessá-la em um outro momento. Para isto Carlos DEVERÁ utilizar o recurso de: A) Downloads. B) Favoritos. C) Histórico. D) Preferências. 180 3. No Microsoft Internet Explorer, a função do histórico é: A) Exibir o histórico do programa (data de criação, história etc.) e itens de ajuda ao usuário. B) Armazenar e exibir os sites preferidos dos usuários, permitindo seu acesso rápido. C) Armazenar os links das páginas visitadas recentemente, e permitir seu acesso rápido e verificação das páginas acessadas. Exibir o histórico do Sistema Operacional (Versão, configuração atual etc.) e itens de ajuda do Windows. D) Exibir o histórico do Sistema Operacional (Versão, configuração atual etc.) e itens de ajuda do Windows. 4. Alguns navegadores utilizados na internet, como o Microsoft Edge e o Chrome, permitem um tipo de navegação conhecida como privada ou anônima. Sobre esse recurso, é correto afirmar que ele foi concebido para, normalmente: A) não permitir que sejam realizados downloads de quaisquer tipos de arquivos. B) substituir os dados do usuário por outros fictícios, definidos pelo próprio usuário, e evitar que propaganda comercial e e-mails do tipo spam sejam posteriormente encaminhados ao usuário. C) impedir que o provedor de internet e os sites visitados tenham acesso aos dados relativos à navegação do usuário. D) permitir que sites sejam acessados sem que sejam guardados quaisquer dados ou informações que possam ser usados para rastrear, a partir do navegador, as visitas efetuadas pelo usuário. GABARITO 1 - E 2 - B 3 - C 4 - D 181 Motor De Pesquisa Ou_Ferramenta De Busca Um motor de pesquisa ou ainda chamado de ferramenta de busca, nada mais é do que um programa que é desenvolvido com o intuito de pesquisar por palavras- chave, que são fornecidas pelos usuários do serviço, e realizar a busca desejada em determinados documentos ou em bases de dados dos sites. Tipos De Motores De Pesquisa → Buscadores globais – Os motores do tipo globais são buscadores que pesquisas em todos os documentos e sites da Internet. A baixo temos alguns exemplos. • Google • Yahoo • Terra Buscadores verticais – Já os verticais realizam pesquisas “especializadas”, particulares, em bases de dados próprias, de acordo com suas intenções e áreas de interesse que motivam tal busca. Geralmente, a inserção de um termo em um buscador vertical está ligada à procura de algum produto ou mesmo ao pagamento de uma mensalidade ou de um valor por cliques na internet, migrando de um site para outro. A seguir, encontra-se a listagem dos principais buscadores verticais: • AchaNoticias • Catho • BuscaPe • Decolar.com Funcionamento do Google O Google que é a o motor mais utilizado faz a utilização do denominado PageRank que é um algoritmo Utilizado com intuito de posicionar, na listagem de relevância, entre os resultados de suas buscas. O PageRank mede a importância de uma página contabilizando a quantidade e qualidade de links apontando para ela em outras páginas da Internet. Comandos avançados do Google • Busca Exata - Comando: Entre Aspas “ ” • Excluir Termo - Comando: – (isso, um simples sinal de menos). • Coringa / Wildcard - Comando: * (asterisco) • Definição - Comando:_define:. 182 • Tipo de Arquivo - Comando: filetype:.pdf (pode ser “.gif, .jpg e etc). EXERCÍCIOS 1. Motores de busca como o Google, Bing e Yahoo apresentam os mesmos resultados para as mesmas pesquisas, pois têm a mesma base de dados. Certo ( ) Errado ( ) 2. Guias locais são aqueles que apresentam resultados exclusivamente vinculados às intranets das empresas e não resultados em buscas. Certo ( ) Errado ( ) 3. O comando que possibilita encontrar arquivos específicos é filetype:.pdf. Certo ( ) Errado ( ) GABARITO 1 - E 2 - E 3 - C 183 Navegador (Browser) - podemos defini-lo como o programa para utilizado para abrir e exibir as páginas da Web. Existem diversos navegadores diferentes, alguns são gratuitos tais como: o Mozilla Firefox, o Opera, o Netscape Navigator e o Konqueror; outros são proprietários como o Internet Explorer. A principal função de um navegador (browser) é trazer informações que estão armazenadas em recursos da Internet para o usuário. É através dos browsers que o usuário tem a possibilidade de interagir com os documentos HTML que por sua vez ficam hospedados em um servidor web, ou seja, é a partir deles que podemos visualizar os documentos na rede. Além de arquivos em HTML, os browsers podem também exibir qualquer tipo de conteúdo que pode fazer parte de uma página web. Em sua grande parte, os browsers podem exibir imagens, áudio, vídeo e arquivos XML (eXtended Markup Language), e muitas vezes têm plug-ins (funções adicionais) que permitem que o usuário use aplicações Flash e applets Java. Todos os navegadores têm algumas funções básicas em seu menu, como: botões para retroceder e avançar páginas carregadas, um para atualizar, outro que interrompe o carregamento do site acessado, um botão que nos permite ir diretamente à página inicial. Abaixo alguns conceitos que podem ser cobrados na hora da Prova... P.Q.P (Potencial Questão de Prova)! HTML (Hiper Text Markup Language) Linguagem de Marcação de Hipertexto): É Linguagem usada para criação de páginas da Web, parte de layout, organização etc. Existem outras linguagens usadas em conjunto com o HTML, como o Javascript, VBscript e Flash. Todo browser consegue ler HTML. Servidor Web (Servidor de Páginas): Lembre-se de que o servidor é quem fornece, quem prover o serviço. Cliente Web ou Navegador (Browser): É um software que é instalado nos computadores dos usuários, que vai ler e interpretar as mensagens (páginas) enviadas pelos servidores. O browser é quem faz a leitura e a interpretação do 184 código HTML São Exemplos de navegador: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Opera e Netscape Navigator, Chrome são alguns browsers comuns. Site (Website ou Sítio da Web): é uma página, um diretório localizado em algum computador servidor de páginas. Essa página pode conter os arquivos das páginas isso é textos, fotos, vídeos, etc. Home-Page nada mais é do que a PRIMEIRA página de um sitio (site). É a página padrão de um site que aparecerá caso seja digitado no endereço do site sem especificar outra página. Se você digitar: http://www.ronaldobandeira.com.br aparecerá para você, a Home-Page do site. Internet Explorer (IE) Desenvolvido pela poderosa empresa Microsoft e distribuído integrado como um programanativo, ou seja, vindo junto com o Sistema Operacional Windows. É um browser, que permite ao usuário visualizar páginas HTML disponíveis na Internet. 185 Barra de títulos Nessa barra são exibidos o título da página do qual o usuário está visitando, bem como os botões tradicionais das janelas do Windows. Importante PQP! Um dos itens mais importantes do menu Ferramentas é o Bloqueador de Pop-ups e o Opções da Internet. O primeiro porque é fruto de uma atualização de segurança do IE. O segundo porque concentra todas as configurações do navegador. O item Sincronizar permite que o usuário baixe o conteúdo das páginas e acessar este de forma off-line (Isso é feito a partir do menu Favoritos). Como estão em menus diferentes, atenção redobrada. Na guia Geral encontramos opções de configuração da página inicial do navegador, gerenciamento dos arquivos temporários, histórico e cookies. Bizu Cavernoso! Os cookies são pequenos arquivos de texto armazenados em nosso computador que são gerenciados pelos navegadores. Eles têm por função enviar algumas informações aos servidores web dos diversos sites que visitamos para que saibam quem somos, quando foi nossa última visita àquele site etc. Navegação InPrivate IMPORTANTE! Permite ao usuário navegar na Web sem deixar rastros no Internet Explorer. Isso ajuda a impedir que as outras pessoas que usam seu computador vejam quais sites você visitou e o que você procurou na Web, salvando assim seu relacionamento rs. A Navegação InPrivate ajuda a impedir que seu histórico de navegação, os arquivos de Internet temporários, dados de formulários, cookies, nomes de usuários e senhas sejam retidos pelo navegador. Mozilla Firefox Esse Browser conta com recursos bastante interessantes e uma vasta diversidade de recursos adicionais isso tem de certa forma conquistado o mercado, especialmente dos defensores do software livre. O Firefox é um navegador baseado na filosofia open source. Diz-se que um software é open source quando o seu código fonte é público, não proprietário. 186 Figura. Tela Principal do Mozilla Firefox Barra de Navegação Menu Favoritos O Firefox permite que o usuário adicione as páginas aos favoritos para isso utilizando as teclas de atalho (Ctrl + D): os favoritos (marcadores) são atalhos criados para facilitar a a vida do usuário, indo diretamente a uma página pré-determinada. Para criar um favorito para a página, abra a página e depois clique em Favoritos->Adicionar página. Para adcionar todas as páginas aos favoritos... (CTRL + SHIFT + D): para adicionar uma aba, abra mais de uma aba para exibição, e depois clique em Favoritos Adicionar todas as abas.: Menu Ferramentas Pesquisar na web (ctrl + k): abre automaticamente a página de procura do Mozilla Firefox. 187 Downloads (ctrl + J): possibilita ao usuário visualizar os downloads feitos dos arquivos. Durante o processo de download também aparece esta mesma tela e enquanto acontece o download ele mostra a porcentagem de conclusão. Complementos: permite ao usuário personalizar o browser, para que ele se encaixe nas suas necessidades. Extensões são pequenos “addons” que adicionam novas funcionalidades para o Mozilla Firefox. Eles podem adicionar botões nas barras e até novos atributos ao navegador. Modo Offline: trabalha de forma Offline, em estar vinculado à Internet. Iniciar navegação privativa: conforme visto em outros browsers tem função semelhante, este recurso faz uma navegação sem o registro das informações sobre a utilização de sites e gravação de logs. Firefox Sync A partir do Firefox 4, o navegador conta com integração ao Firefox Sync. Para quem não está familiarizado com o nome, a ferramenta era um complemento para o browser, que permitia sincronizar os seus favoritos, histórico e preferências entre computadores. EXERCÍCIOS 1. O navegador Firefox, versão 66.x, permite acessar vários sites simultaneamente, em uma mesma janela através do sistema de abas. Quais teclas de atalho são utilizadas para criar uma nova aba e navegar entre as abas existentes, respectivamente? A) SHIFT+T e ALT+TAB B) SHIFT+T e SHIFT+TAB C) CTRL+N e SHIFT+TAB D) CTRL+A e CTRL+TAB E) CTRL+T e CTRL+TAB 188 2. A navegação na internet e intranet ocorre de diversas formas, e uma delas é por meio de navegadores. Quanto às funções dos navegadores, assinale a alternativa correta. A) A navegação privada do navegador Chrome só funciona na intranet. B) O acesso à internet com a rede off-line é uma das vantagens do navegador Firefox. C) A função Atualizar recupera as informações perdidas quando uma página é fechada incorretamente. D) Na internet, a navegação privada ou anônima do navegador Firefox se assemelha funcionalmente à do Chrome. E) Os cookies, em regra, não são salvos pelos navegadores quando estão em uma rede da internet. 3. Quanto ao programa de navegação Mozilla Firefox, em sua versão mais atual, ao programa de correio eletrônico MS Outlook 2016 e ao sítio de busca e pesquisa na Internet Google, julgue o item a seguir. Embora o Mozilla Firefox possua diversos recursos, ele não permite que atalhos sejam criados, na área de trabalho do Windows, com a finalidade de acessar uma página que o usuário já tenha visitado. O acesso ao site deve ser realizado unicamente pela barra de endereços do Firefox. Certo ( ) Errado ( ) 4. Em navegadores web como o Google Chrome, Mozilla Firefox ou Microsoft Edge há a opção de abrir as páginas de interesse em um modo de navegação conhecido como privativo ou anônimo, que tem como uma de suas características A) ter um tempo máximo de exibição de cada página visitada. B) não salvar o histórico de navegação das páginas visitadas. C) exigir o cadastro do usuário a cada página visitada. D) ser exclusivo de dispositivos móveis, como os smartphones. E) exigir a solicitação da digitação de uma senha a cada página visitada. 5. Julgue o item seguinte quanto aos conceitos básicos de redes de computadores, ao programa de navegação Mozilla Firefox, em sua versão mais recente, e aos conceitos de organização e de gerenciamento de arquivos e 189 pastas. No Mozilla Firefox, as teclas de atalho e são usadas para abrir uma nova aba e uma nova janela, respectivamente. GABARITO 1 - E 2 - D 3 - ERRADO 4 - B 5 - ERRADO Camadas do TCP/IP 190 CAMADA DE APLICAÇÃO Estrutura do e-mail Desde que foi desenvolvido por volta dos anos 70, a estrutura do e-mail praticamente continua a mesma: abaixo temos a listagem dos campos de um e-mail: • Cabeçalho (header) • Corpo (body) Campos de um e-mail • Remetente • Destinatário, PARA • Destinatário CC • Destinatário CCO Protocolos de e-mail O serviço de e-mail tem as suas próprias formas tanto para o envio do conteúdo quanto para o recebimento do mesmo e esses respectivos serviços são chamados de protocolos. Abaixo citados os principais protocolos de e-mail: • Protocolo de Envio – SMTP • Protocolos de Recebimento- POP3 e IMAP4 Formas de acesso Temos duas formas básicas de acesso a um e-mail: • Webmail • Cliente de e-mail 191 EXERCÍCIOS 1. Em um envio padrão de e-mail, é utilizado o protocolo SMTP para o envio e POP3 ou IMAP4 para recebimento, dependendo do serviço utilizado. Certo ( ) Errado ( ) 2. Característica importante dos clientes de e-mail é não ter a necessidade de dispor de espaço físico para armazenamento. Certo ( ) Errado ( ) 3. Gustavo preparou uma mensagem de correio eletrônico no Microsoft Outlook 2010, em sua configuração padrão, com as seguintes características: Para: Aline, Livia, Alexandre. Cc: Joana, José Cco: Edmundo Alexandre, ao receber a mensagem,clicou em Responder a todos. Assinale a alternativa que indica quantos destinatários aparecem automaticamente em sua mensagem. a) 1, apenas o remetente original, Gustavo. b) 3, sendo Gustavo, Aline e Livia. c) 4, sendo Aline, Livia, Joana e José. d) 5, sendo Gustavo, Aline, Livia, Joana e José. e) 6, sendo Gustavo, Aline, Livia, Joana, José e Edmundo. 4. Em um correio eletrônico, o endereço do destinatário secundário, que irá receber uma cópia de uma mensagem, é preenchido no campo A) Cc B) Cco C) Para D) Assunto E) Anexo 192 5. O Reitor de uma Universidade precisa enviar um E-mail ao Governador do Estado, utilizando o Microsoft Outlook, copiando o Secretário de Educação e o Profissional de Secretariado que o assessora, solicitando uma audiência. Para que nem o Governador nem o Secretário saibam que o Profissional de Secretariado está sendo informado do assunto, o Reitor enviará um único e-mail para os 3 destinatários, preenchendo o campo ___________ com o título da mensagem, o campo ___________ endereçando o e-mail para o Governador do Estado. Preencherá, ainda, os campos ___________ e ___________ com o endereço de e-mail do Secretário de Educação e do Profissional de Secretariado, respectivamente. Assinale a alternativa que preenche, CORRETAMENTE, os espaços em branco. a) Para / Assunto / Cc / Cco b) Assunto / Para / Cco / Cc c) Assunto / Para / Cc / Cco d) Para / Cc / Cco / Assunto e) Cc / Assunto / Cco / Para GABARITO 1 - CERTO 2 - CERTO 3 - D 4 - A 5 - C 193 Microsoft Excel O Excel - é uma poderosa ferramenta de planilhas eletrônicas desenvolvido pela Empresa Microsoft, a sua formação dar-se-á por Células, que é a junção de Colunas e Linhas: Sendo que as Colunas são representadas pelas Letras (de A até XFD)... e as Linhas Representadas por Números (de 1 até 1.048,576). Pergunta: O Valor 10 está localizado em qual Célula? Primeiro precisamos analisar a coluna (Formada pelas Letras) e em seguida a linha (Formada por Números) obtendo-se assim o Valor A1. O editor de planilhas Microsoft Excel tem uma configuração padrão pré-definida e tem sua estrutura básica de menus e guias que segue abaixo: • Menu - Arquivo • Guias - Página Inicial, Inserir, Layout da Página, Fórmulas, dados, Revisão e exibir. 194 Bizu Caveira!!! PAin INiciou Linguagens e Formulas dos dados revisados e exibidos. Operadores > Maior Que = Igual < Menor Que <> Diferente >= Maior ou igual <= Menor ou igual. ^ Exponenciação & Concatenar + Adição - Subtração * Multiplicação / Divisão Bizu Cavernoso!!! • Toda e qualquer fórmula do Excel deverá iniciar com o sinal de igualdade ( = ) • PODENDO AINDA SER INICIADAS COM SINAL DE SUBTRAÇÃO ( - ) E TAMBÉM COM SINAL DE ADIÇÃO ( + ). Função SOMA =Soma(A1:A4) =Soma(A1;A4) =(A1+A2+A3+A4) 195 Nesse caso por exemplo temos em 3 Modelos distintos de realizar a função de soma. Por exemplo no primeiro método teremos: = Soma (A1 : (dois pontos) A4, ou seja, nesse caso a soma vai ser feita de todos os valores da ce´lula A1 ate´ a Ce´lula A4, resultando assim no resultado 80. No segundo método: = Soma (A1;(ponto e vÍrgula) A4), ou seja, nesse caso a soma vai ser feita apenas dos valores contidos em A1 e A4, resultando assim no resultado 30. No terceiro método teremos: =(A1+A2+A3+A4), ou seja, a soma dos 4 valores contidos nas células citadas. Função SOMAQUAD =SOMAQUAD(A1:A4) Nesse caso essa FÓRMULA específica deseja saber o resultado da soma Quadrada, ou seja, o resultado da soma dos número elevados a potência de 2... Por exemplo: =SOMAQUAD(A1:A4) somaria os valores 2²+3²+4²+5² Assim teríamos como valor: 2x2=4+ 3x3=9+4x4=16+5x5=25 Somando todos os valores obtidos teríamos: 54. Função MÉDIA =MÉDIA(A1:B4) =MÉDIA(A1;B4) =(A1+ A2+ A3+ A4+B1+B2+B3+B4)/8 Nessa Fórmula é trabalhada a média Aritmética, ou seja, significa somar os valores e dividir pela quantidade de valores que se tem por exemplo: A fórmula vai ser lida da seguinte forma: Calcule a média de A1 até B4, ou seja, todos os valores que estiverem contidos nesse intervalo deverão ser somados e consequentemente divididos: Então teremos: A1(2) + A2(4) + A3(4) + A4(10) + B1(4) + B2(8) + B3(6) + B4(6) somar todos e dividir por 8, haja vista que temos em questão 8 valores, obtendo na soma 44 e dividindo por 8 (5,5). 196 Função MÉDIASE =MÉDIASE(A1:B4; ‘>3”) Nesse Caso teremos uma média calculada, seguida de uma condição, ou seja, só será somado e consequentemente divido, caso atenda ao critério por exemplo: Analisaremos de A1 ATÉ B4 quais os valores maiores que 3, obteremos assim os valores 6+4+8+12, então somaremos os que satisfizeram a condição e como foram 4 valores será realizado a divisão por 4, obtendo assim: 32/4=8. EXERCÍCIOS 1. Calcule o resultado da fórmula: “=MÉDIASE(A1:C2;”>=10”)”, com base na planilha abaixo, retirada dos aplicativos clássicos (Microsoft Office) para elaboração de planilhas eletrônicas: 197 a) 30 b) 20 c) 76,5 d) 72,5 2. Em uma planilha criada no MS-Excel 2010, foi inserida a seguinte fórmula na célula D4: = SOMA(A1:C2) Considere os valores presentes em outras células da planilha, conforme ilustrado a seguir: O resultado gerado na célula D4 é 73,785. Certo ( ) Errado ( ) GABARITO 1 - B 2 - CERTO 198 Função MED =MED (A1 : A4) Nesse caso será calculada a mediana, existe uma sucessão de passos pra resolver essa FÓRMULA: 1º Passo - Identificar quais valores estão no intervalo: (8,2,3,5) 2º Passo - Ordenar de forma crescente (2,3,5,8) 3º Passo - identificar se é par ou ímpar a quantidade de número e no caso como é par, pegar os dois números centrais (2,3,5,8) --- Somar e dividir por 2. Função MÁXIMO E MÍNIMO/ MAIOR E MENOR =MÁXIMO (A1:A5) =MÍNIMO (A1:A5) Primeiro iniciaremos falando sobre as funções Máximo e Mínimo, são fórmulas bem simples e intuitivas, nesse caso dos exemplos acima citados teremos que: 1º Caso = Máximo (A1:A5) 1º - Analisar quais valores se encontram dentro do intervalo citado: 2º - Identificar qual é o valor imediatamente maior e só, obtendo assim:8. 199 2º Caso = Mínimo (A1:A5) 1º - Analisar quais valores se encontram dentro do intervalo citado: 2º - Identificar qual é o valor imediatamente menor e só, obtendo assim: 2. Já no caso da Função Maior e Menor é um pouco diferente =Maior(A1:A4;2) Nessa caso serão divididos em duas partes: Primeira é a parte a ser analisada e a segunda é qual termo se deseja como maior se é o 1º o 2º e aí por diante, então teremos: De A1:A4 o 2º maior, como resultado obteremos: 5. =Menor(A1:A4;2) Nessa caso serão divididos em duas partes: Primeira é a parte a ser analisada e a segunda é qual termo se deseja como menor se é o 1º o 2º e aí por diante, então teremos: De A1:A4 o 2º menor, como resultado obteremos: 3. EXERCÍCIOS 1. Observe a tabela abaixo, ela foi criada no Microsoft Excel. 200 Qual será o resultado da expressão =MAIOR (A1:A6;3) aplicada na tabela: a) R$ 4.500,00 b) R$ 2.750,00 c) R$ 2.800,00 d) R$ 1.000.00 GABARITO 1 - C FORMULAS CONTADORAS DE CÉLULAS =CONT.NUM, CONT.VALORES, CONTAR.VAZIO, CONT.SE Esse bloco vamos dividir especificamente para as Fórmulas que servem para contar células, vamos iniciar com a (CONT.NUM) =Cont.Núm(A1:C5) - Nesse caso serão contadas as células que contém números, então retornará o valor 5. No caso da célula 201 =Cont.valores (A1:C5) - Nesse caso serão contadas as células que não estiverem vazias ou seja que tiverem qualquer valor nela, seja letra ou número, então será retornado o valor: 9. Jáem se tratando da fórmula =CONTAR.VAZIO(A1:C5) - Nesse caso serão contadas as células vazias. Temos ainda uma fórmula bem recorrente em prova de concurso público que e´ a CONT.SE =Cont.se (A1:C5; >3) - Será contado nesse caso as células que são maiores que 3, ou seja, só será contado mediante a condição. Função CONCATENAR =A1&A2 =CONCATENAR(A1;B2) A Função concatenar tem somente a função de juntar (amancebar) células, --Ai mas professor, como assim? No exemplo acima citado temos: =A1&A2, ou seja, o valor que seria retornado seria, 1020, nesse caso não há soma apenas a junção dos termos. Função INTERSEÇÃO =Soma(A1:C4 B2:C4) =Média(A1:C4 B2:C4) 202 Nesse Caso, vamos remeter a ideia da teoria dos conjuntos, no primeiro caso ele desejo calcular a soma da interseção, ou seja, a soma dos valores que fazem parte dos dois intervalos ao mesmo tempo, assim no primeiro caso teremos=Soma(A1:C4 B2:C4) : 10+4+4+5+12+8=43. No segundo caso teremos que calcular a média aritmética dos valores que fazem parte dos dois intervalos ao mesmo tempo, assim teríamos que pegar a soma 43 e dividir por 6. EXERCÍCIOS 1. Na seguinte Planilha eletrônica do programa EXCEL, se for aplicada a função contida na célula B6, o resultado será: a) 8,75. b) 12. c) 6. d) 35. e) 4. 203 2. Ao ser aplicada a célula A5 a formula =Soma(A1:C4 B2:D4). Obtém-se como resultado o seguinte valor a) 250 b) 100 c) 109 d) 108 GABARITO 1 - E 2 - C 204 Modo de referenciação de células: Relativo Os valores tanto das colunas quanto das linhas poderão ser alterados quando copiado e colado em uma célula distinta da original. Absoluto Os valores tanto das colunas quanto das linhas NÃO poderão ser alterados quando copiados e colados em uma célula distinta da original. Misto Os valores das colunas ou das linhas poderão ser alterados quando copiado e colado em uma célula distinta da original. Função ARRED A função ARRED arredonda um número para um número especificado de dígitos. Por exemplo, se a célula A1 contiver 23,7825 e você quiser arredondar esse valor para duas casas decimais, poderá usar a seguinte fórmula: =ARRED(A1, 2) O resultado dessa função é 23,78. Função TRUNCAR Essa função tem como o intuito quebrar o valor, ou seja, diferente do ARRED que faz o arredondamento vejamos o exemplo: =Truncar(98,98787676987;2) essa segunda parte (;2) significa o número que se deseja quebrar após a (Vírgula), então assim teríamos, 98,98. 205 EXERCÍCIOS 1. Com relação ao Microsoft Office Excel 2013, o resultado de se aplicar a função =ARRED(MÉDIA(5;6,7;7);2) em uma dada célula é: a) 6 b) 6,25 c) 5 d) 6,23 2. No Microsoft Excel, se na célula C1 está o resultado da divisão de 71 por 14 e na célula D1 está digitado o número 2, a execução da função =ARRED(C1;D1) retorna como resultado, a) 5,07 b) 5,1 c) 5,06 d) 5,071 e) 5,2 GABARITO 1 - B 2 - A 206 Funções do Excel Função SE A função SE é a mais importante função de Excel para concursos, pois é a que tem maior incidência em provas de concursos. Função SOMASE SOMASES EM EXERCÍOS: 1. Uma planilha do MS-Excel 2010, a partir da sua configuração padrão, utilizada por uma empresa de contabilidade para controlar os salários de funcionários de diversas empresas, conforme ilustra a figura, contém, na coluna A, o nome do funcionário, na coluna B, o nome da empresa em que o funcionário trabalha, na coluna C, o nome do setor a que o funcionário pertence e, na coluna D, contém o salário do funcionário. 207 A fórmula a aplicada na célula C12 para calcular o total de salários do Setor B da Empresa Indústria de Panela Sousa foi =SOMASES(D2:D10;B2:B10;"Indústria de Panela Sousa";C2:C10;"B") e o valor obtido com a mesma foi de 1.200. EXERCÍCIOS 1. Seja a seguinte planilha, criada via MS Excel 2016 em português. A execução da fórmula: "=SOMASES(E5:E11;C5:C11;"=Nome2";D5:D11;"=X")" produz como resultado o valor 208 a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 2. Considere que a fórmula =SOMASE(A1:A5;">17";B1:B5) foi inserida na célula B6 do trecho de planilha EXCEL representado abaixo. O resultado obtido na célula B6 é a) 31 b) 52 c) 76 d) 96 e) 172 GABARITO 1 - C 2 - B 209 Mensagens de ERRO EXCEL: #nome? Ocorre quando o usuário digita erroneamente a fórmula/função por exemplo: A fórmula correta é SOMA e o usuário por equivoco escreveu SONA, nesse dado momento será exibido uma mensagem de erro “#NOME?” #valor! Argumento errado como parâmetro Essa Mensagem ocorre quando o usuário tenta realizar por exemplo uma soma entre caracteres, Exemplo: A1=maria, a2= João, =a1+a2, nesse caso a mensagem de erro será exibida. #ref! Referência inexistente (Célula Excluída) Exemplo o usuário realizou uma fórmula de soma com valores contidos em A1 hipoteticamente falando, depois por algum motivo essa célula foi excluída, nesse caso será exibido a mensagem de erro “#ref!” #num! Número muito grande Existem números que até o poderoso EXCEL, pica das galáxias não consegue calcular, por exemplo =9999999999999^9999999999999999 nesse caso será exibido a mensagem #num! EXERCÍCIOS 1. Uma planilha criada no Microsoft Excel 2010, em sua configuração padrão, está preenchida como se apresenta a seguir. 210 A fórmula =PROCV(A10;A2:C7;3;0), se digitada na célula B10, trará como resultado a) #N/A b) #ERRO c) 3 d) Guarulhos e) 22/10/2015 2. A planilha abaixo foi criada no Excel 2016 BR. 211 Na planilha foi inserida a expressão =PROCH(C9;A9:C13;4;1) em C15. Como resultado, o valor mostrado em C15 é: a) CURRAIS NOVOS b) 32326543. c) VERA CRUZ d) S1. e) S4. 3. Considerando o Microsoft Excel 2007, em sua configuração padrão, assinale a alternativa que apresenta o resultado da fórmula =PROCV(10;B2:D9;3;VERDADEIRO), aplicada na planilha a seguir. a) R$ 0,00 b) R$ 500,00 c) R$ 800,00 d) Vídeo game 4. A tabela abaixo representa os dados em uma planilha Excel 2007. 212 Assinale a alternativa que apresenta o resultado da função =PROCV(C7;B2:E6;3;FALSO), levando em consideração que o valor de C7 é A003. a) SP003 b) B3 c) Filtro de Ar d) R$ 15,40 e) Indisponível 5. Considere no Microsoft Excel a planilha que está parcialmente ilustrada na imagem a seguir. Suponha que alguém clicou no canto inferior direito da alça (que está selecionada) da célula C1 e a arrastou para a célula C2. Depois fez o mesmo com a alça na célula C2, arrastando-a para a célula D2. Assinale a alternativa que apresenta o valor que foi mostrado na célula D2 após essas operações. a) 5. b) 6. c) 7 d) 8 e) 9. 6. Observe a imagem abaixo do uso de uma função na Planilha eletrônica MS Excel 2013. 213 O resultado obtido através do uso desta função no valor contido nesta planilha é: a) 51,38. b) 25,69. d) 20. d) 128,4. e) 0. 7. Numa planilha do MS Excel constam células com os seguintes valores: A1=20; B1 = 12 ; C1= 4. O valor contido na célula D1 se ela contiver a seguinte expressão:=PAR(4)+A1-B1/C1 será: a) 6. b) 8. c) 21. d) 16. e) 12. 8. Observe a Figura a seguir extraída do MS Excel. 214 Se a célula K1 for copiada para J2, qual será o valor em J2? a) 6 b) 7 c) 14 d) 15 e) #REF! GABARITO 1 - D 2 - A 3 - B 4 - D 5 - D 6 - B 7 - C 8 - A 215 Microsoft Word O Word é uma poderosa ferramenta de edição de textos desenvolvido Microsoft, e traz uma série de recursos a fim de facilitar a vida do usuário. Há muito vemsendo recorrente em provas de concursos a suíte de escritório, então é de fundamental importância que estudemos afim esse assunto. Dependendo do certame, pode ser abordado também o editor de textos do pacote BrOffice – LibreOffice, o Writer, porém o mais comum, particularmente em concursos federais, é serem abordados os dois programas. Uma diferença fundamental entre o Word e o Writer são as extensões de arquivos, pois enquanto o Word tem a extensão padrão “.docx” e de modelos “.dotx”, o Writer tem como extensão padrão “.odt” e de modelos “.ott”. Guias e Menus A suíte da Microsoft utilizadas para desenvolvimento de Textos Word já vem com sua configuração padrão pré-definida e também com sua estrutura básica de menus e guias. • Menu-Arquivo • Guias -Página Inicial, Inserir, Design, Layout da página, Referências, Correspondências, revisão e exibir. BIZU CAVERNOSO!!! PAin INSERIU DESIGN E LAYOUTS Referentes as correspondências revisadas e exibidas. OBS: Existem algumas guias dentro do pacote office que são semelhantes aos demais programas do pacote, e existem guias que por sua vez são exclusivas. As guias que são exclusivas do Word, ou seja, que não existem em outros aplicativos, são aquelas que estão no PLURAL (e agora é aula de português professor?) e são as guias REFERÊNCIAS e CORRESPONDÊNCIAS. 216 Configuração Padrão do Word As últimas versões do Word permaneceram com as mesmas definições de configuração padrão, esse tema é bastante relevância e comumente explorado em concursos públicos. Hiperlink No Word ainda é possível acrescentar hiperlinks, que são atalhos que podem ser tanto externos (para um site, por exemplo http://www.ronaldobandeira.com.br), quanto internos (para outra página do mesmo documento, por exemplo). Por padrão, um hiperlink inserido e ainda não habilitado é indicado na cor azul e sublinhado simples, Já um hiperlink habilitado é indicado na cor roxa e sublinhado simples. O Caminho para inserir um hiperlink em um texto no Word é: 1º Selecionar o elemento 2º Ir na guia “Inserir” 217 3ºEscolher no grupo “links” a ferramenta “hiperlink”. Ao abrir a janela de formatação do hiperlink é escolhido o endereço do atalho interno ou externo. BIZU CAVERNOSO!!! Para habilitar um hiperlink, por meio do curso do mouse, é necessário manter pressionada a tecla Ctrl. Pincel de Formatação Uma ferramenta de grande relevância no MS-Word é o pincel de formatação, que tem por função copiar e aplicar a formatação de um texto em outras partes. Existem dois métodos de se trabalhar com o pincel de formatação: • Clique simples no pincel de formatação - Copia, aplica e desabilita a ferramenta; • Clique duplo no pincel de formatação - Copia, aplica e mantém habilitada a ferramenta para aplicação em outras áreas do texto. Estilos e Efeitos No Ms-Word é possível inserir estilos e efeitos ao texto em edição, e esses seguem abaixo: • Regular (Normal) • Negrito (Crtl + N) (EXEMPLO) • Itálico (Crtl + I) (EXEMPLO) • Negrito Itálico (Crtl + N+I) (EXEMPLO) • Tachado (EXEMPLO) • Subscrito (Crtl + =) (EXEMPLO)exemplo • Sobrescrito (Crtl + Shift + +) (EXEMPLO)12345 218 EXERCÍCIOS 1. Observe as palavras digitadas e formatadas no MS-Word 2010, na sua configuração padrão. Após selecionar a palavra BALANÇO, assinale a alternativa com a formatação que será aplicada nas palavras após a execução das ações a seguir: I. Clique em II. Seleção das palavras ativos e passivos simultaneamente III. Seleção da palavra a) ativos; passivos: b) ativos; passivos; PATRIMÔNIO c) ATIVOS; PASSIVOS; PATRIMÔNIO. d) ATIVOS; PASSIVOS; e) ativos; passivos; 2. Em um documento criado no Microsoft Word 2010, em sua configuração padrão, um usuário selecionou dois parágrafos e a caixa de seleção com o tamanho da fonte ficou em branco, situação que não aconteceu com a caixa de seleção do tipo da fonte, conforme imagem a seguir, do grupo Fonte da guia Página Inicial. 219 Assinale a alternativa que indica corretamente a explicação para a caixa de seleção com o tamanho da fonte ter ficado em branco. a) O tamanho da fonte de letra nos dois parágrafos selecionados é o mesmo e maior do que o máximo exibido na caixa de seleção, que é 72. b) O tamanho da fonte de letra nos dois parágrafos selecionados é o mesmo e menor do que o mínimo exibido na caixa de seleção, que é 6. c) O tamanho da fonte de letra é 8,5, sendo o mesmo nos dois parágrafos e a caixa de seleção só exibe números inteiros. d) Os dois parágrafos selecionados são uma marca d’água. e) Há diferentes tamanhos de fonte de letra nos dois parágrafos selecionados. 3. No MS Word, o “pincel de formatação” é utilizado para a) estabelecer critérios de cores de fundo nas células de uma tabela. b) definir padrões de bordas para uma tabela. c) alternar tipos de layout de exibição. d) copiar a formatação de um trecho e aplicá-la em outro. e) desenhar formas, tais como retângulos, setas e linhas. 4. Um usuário do MS-Word 2016 selecionou uma letra de uma palavra e, em seguida, pressionou simultaneamente duas teclas: Ctrl e =. Essa ação aplicará, no caractere a formatação a) Itálico. b) Subscrito. c) Sublinhado. d) Sobrescrito. e) Tachado 220 GABARITO 1 - A 2 - E 3 - D 4 - B Seleção De Textos No Microsoft Word A seleção de texto é uma ferramenta muito importante já que o Word é um editor de texto, que irôria não? O assunto seleção de texto no Microsoft Word é um tema bastante cobrado em provas de concursos. Existem basicamente duas formas de seleção de textos no Editor: Uma por meio do cursor do mouse e outra por meio da seta de seleção, que é habilitada quando o cursor do mouse é levado para a margem esquerda do documento em edição. Regras de seleção por meio do cursor do mouse: Regras de seleção por meio da seta de seleção. Inserindo planilhas do Excel no Ms-Word No word é possível ainda, a inserção de planilhas de cálculos do excel devido à compatibilidade existente entre os diferentes aplicativos do pacote Microsoft Office. 221 O caminho para inserção de uma planilha do Excel em um documento em edição no Word é : • 1º Ir na guia “INSERIR”, • 2º Selecionar o grupo “TABELAS • 3º ferramenta planilha do Excel. Seguem as regras de trabalho com uma planilha de Excel do Word: 1ª Regra - A planilha que for inserida irá seguir todas as regras do Excel e não de tabela do Word. 2ª Regra - Se o usuário clicar fora da área de edição da planilha, ela automaticamente se transformará em uma imagem e nunca em uma tabela. Caso o usuário clique novamente na área de edição, ela volta a ser uma planilha editável do EXCEL 3ª Regra - Se o usuário selecionar a imagem e copiar, colocando em outro documento de qualquer aplicativo do pacote MS office, será colada como imagem, porém poderá ser editada no Ms-Word. De acordo com os termos desta constituição. Por padrão como já dito em outrora o alinhamento do Ms-Word é alinhado à esquerda, mas ainda existem outros três tipos de alinhamentos: • Alinhamento Centralizado (Alinha o texto ao centro) • Alinhamento à Direita (Alinha o texto à direita) • Alinhamento Justificado; (Alinha o texto de maneira uniforme entre às bordas). 222 EXERCÍCIOS 1. Utilizando o Word 2016, para o Windows 10, ambos na versão PT-BR, com o objetivo de aplicar uma formatação específica de fonte na palavra contemporânea, na linha 2, pode- se clicar a) três vezes com o botão esquerdo do mouse e, depois, pressionar as teclas Ctrl + F. b) duas vezes com o botão esquerdo do mouse e, depois, pressionar as teclas Ctrl + D. c) duas vezes com o botão direito do mouse e, depois, pressionar as teclas Ctrl + F. d)uma vez com o botão direito do mouse e, depois, pressionar as teclas Ctrl + D. 2. Durante o processo de edição de um documento no MS-Word 2016, um usuário decidiu formatar um parágrafo selecionado, clicando sobre o botão “Justificar”, presente no grupo Parágrafo da guia Página Inicial. Essa ação fará com que o texto do parágrafo selecionado seja a) distribuído uniformemente entre as margens superior e inferior. b) distribuído uniformemente entre as margens esquerda e direita. c) centralizado na página. d) alinhado apenas à margem esquerda. 03. A seleção de um texto com o cursor do mouse tem no clique duplo a seleção da palavra e espaços existentes até o próximo caractere. Certo ( ) Errado ( ) 223 GABARITO 1 - B 2 - B 3 - CERTO Menu Arquivo Delete e Backspace São botões muito utilizados ao longo da digitação, principalmente para a correção de erros. DELETE - Irá apagar o elemento que se encontra imediatamente à direita do cursor BLACKSPACE - Irá apagar o elemento que se encontra imediatamente à esquerda do cursor. apague com BACKSPACE l apague com DELETE Ainda, utilize CTRL + Backspace para excluir uma palavra à esquerda, e CTRL + Delete para excluir uma palavra à direita. Cursor • Home - Inicio da linha • End - Final da linha • Ctrl+Home - Inicio da 1ª Página • Ctrl+End - Final da última Página • Ctrl+PGUP - Inicio da página Anterior • Ctrl+PgDown - Início da próxima Página. 224 Erros gramaticais: • Versão 2010 - Sublinhado verde; • Versão 2013 - Sublinhado Azul; • Versão 2016 - Duplo Sublinhado Azul; • Versão 365 - Sublinhado Azul; EXERCÍCIOS 1. Durante a digitação do terceiro parágrafo da página 5 de um documento, no Word 2016 em português, um assistente administrativo pressionou a combinação de teclas Ctrl+Home. Tal combinação de teclas fez com que o cursor se deslocasse para o a) início da página anterior b) início do parágrafo anterior c) início da linha em que estava d) início do documento e) final da linha em que estava 2. Trabalhando no Word 2016 e desejando que o tamanho da fonte do texto seja aumentado em 1 ponto, por meio de teclas de atalho, deve-se utilizar a) Shift+Q b) Alt+U c) Ctrl+] d) Ctrl+Alt+I e) Alt+[ 225 3. Uma das formas de se inserir Índices e Notas de Rodapé no Microsoft Word 2013, em português, é por intermédio da guia a) Design. b) Layout da Página. c) Referências. d) Correspondência. e) Inserir. 4. Um usuário está editando um documento de 10 páginas no Microsoft Word 2010, em sua configuração original. Com o cursor no meio da página 5, assinale a alternativa que indica a posição do cursor após o usuário pressionar CTRL+Page Up. a) Página 1, início do documento. b) Página 4, início da página. c) Página 5, início da página. d) Página 5, início do parágrafo onde está o cursor. e) Página 10, final do documento GABARITO 1 - D 2 - C 3 - C 4 - B 226 EXERCÍCIOS 1. No Microsoft Word 2019, na guia Página Inicial, grupo Área de Transferência, é possível utilizar o recurso Pincel de Formatação por meio do ícone/botão destacado na figura a seguir. A função do Pincel de Formatação é a) copiar e colar o texto selecionado. b) copiar e colar a formatação do texto selecionado. c) remover a formatação do texto selecionado. d) realçar o texto selecionado. e) pintar o conteúdo de uma forma geométrica selecionada. 2. No editor de textos Word 2016, para selecionar uma única palavra do texto, basta: a) Pressionar <Ins> com o cursor sobre a palavra. b) Pressionar <Delete> com o cursor sobre a palavra. c) Pressionar <Ctrl> com o cursor sobre a palavra. d) Clicar uma vez na palavra. e) Clicar duas vezes na palavra. 3. No contexto do MS Word, os termos Normal, Título 1, Título 2 são empregados para a identificação de 227 a) Estilos. b) Fontes. c) Formas. d) Padrões ortográficos. e) Símbolos especiais. 4. Assinale a opção correspondente à aba utilizada para criar tabelas no MS Word. a) Design b) Inserir c) Arquivo d) Exibir 5. Em relação às funcionalidades do Word 2016, sobre os atalhos do teclado, assinalar a alternativa CORRETA: a) Ctrl + N é utilizado para sublinhar o texto selecionado. b) Ctrl + S é utilizado para deixar o trecho selecionado com formatação subscrito. c) Ctrl + Z é utilizado para repetir a última ação. d) Ctrl + C é utilizado para centralizar o trecho selecionado. e) Ctrl + W é utilizado para fechar o documento. 6. Considerando o editor de texto Microsoft Word 2010, versão em português em sua instalação padrão, ao selecionar uma palavra no documento e em seguida utilizar as respectivas teclas de atalho Ctrl + N e Ctrl + S o que ocorrerá? Obs.: O caractere “+” foi utilizado apenas para interpretação da questão. a) A palavra selecionada será duplicada e, em seguida, o documento será salvo. b) A palavra selecionada será formatada no estilo negrito e, em seguida, o documento será salvo. c) A palavra selecionada será formatada no formato negrito e, em seguida, no formato sublinhado. 228 d) Será aberto um Novo documento e, em seguida, irá aplicar o estilo de formatação sublinhado. e) Será aberto um Novo documento e, em seguida, será salvo. 7. No MS-Word 2016, a opção de formatação em que o texto é uniformemente distribuído entre as margens é chamado de: a) Centralizado; b) Alinhado ao centro; c) Alinhado às margens; d) Justificado. 8. O Microsoft Word é o editor de textos do Microsoft Office. Extremamente, completo, o programa permite um alto nível de controle das suas funções e ferramentas a partir do uso de atalhos de teclado. A tecla de atalho CTRL+Q, no Word 2016: a) Centralizar o texto. b) Alinha à esquerda. c) Alinha à direita. d) Justifica o texto. e) Sublinhar o texto. EXERCÍCIOS 1 - B 5 - E 2 - E 6 - C 3 - A 7 - D 4 - B 8 - B 229 POWER POINT O Power Point é o editor de Apresentação de Slides da Microsoft. Cuidado, algumas provas podem citar o termo slides em Português “Eslaide”. Programa utilizado para criação e apresentações de Slides. Para iniciá-lo basta clicar no botão Iniciar da barra de tarefas do Windows, apontar para Todos os Programas, selecionar Microsoft Office e clicar em Microsoft Office PowerPoint. Na esquerda da tela é possível observar duas guias Slides e Tópicos, como nosso slide está vazio ao clicar em tópicos não será mostrado nada. No rodapé à direita temos o controle de Zoom e sendo mostrados anteriores a ele três botões que permite visualizar a sua apresentação. O primeiro deles é botão Normal ele mostra a tela como está no momento, o segundo botão é Classificação de Slides é através dele que podemos visualizar os slides em miniatura, essa opção é útil quando precisamos mover excluir slides, quando se aplica transição de slides, etc... O terceiro botão é a Apresentação de Slides, como o próprio nome diz, é através dele que podemos ver como fica a apresentação pronta. 230 Layout e Design Para definirmos qual o layout a ser utilizado no slide na ABA Início, existe o grupo Slides. Neste grupo temos o botão de Novo Slide que permite adicionar slides a sua apresentação. Ao clicar nele será aberta à possibilidade de escolha do tipo de slide, a opção de duplicar um slide existente. Nessa guia temos o grupo Configurar Página que permite configurar o slide e definir a orientação do mesmo, a guia ao lado Temas, permite que você possa aplicar diversos temas a sua apresentação, estes temas mudam as cores de fundo e fonte, e o tipo de letra a ser utilizado, ao clicar no canto a direita do grupo231 serão mostrados mais alguns modelos e a possibilidade de buscar temas o Office On-line. Formatação de Textos A formatação de textos é semelhante ao Word e Excel, a grande diferença é que no Power Point todo texto é baseado em caixas de texto. No slide que se abriu junto com a apresentação temos uma caixa de texto para o título e uma caixa de texto para o subtítulo. Para formatar nossa caixa de texto temos os grupos da aba inicio O primeiro grupo é a Fonte, podemos através deste grupo aplicar um tipo de letra, um tamanho, efeitos, cor, etc..., podemos também clicar na faixa Fonte para abrir a janela de fonte. 232 O grupo Parágrafo permite definir o alinhamento do texto, colocar o texto em colunas, o espaçamento entre as linhas, direção do texto, alinhamento do texto em relação à caixa e Converter em SmartArt. Podemos também clicar na faixa parágrafo. O grupo ao lado Desenho Temos a área de formas a serem desenhadas. Ao lado o botão de Organizar que permite ordenar os objetos dentro dos slides, agrupar dois ou mais objetos, alinhar os objetos. Smart Art (Fluxograma) Em nosso próximo slide vamos adicionar um Smart Art, inicie um novo slide e coloque como título Produção de Vídeo. 233 Áudio e Vídeo Atualmente o recurso de uso de áudio e vídeo em apresentações se tornou muito comum devido a equipamentos mais potentes e a novos formatos de vídeo. Para adicionar um arquivo de áudio ou vídeo a sua apresentação, inicie um novo slide coloque como título 3D Modelagem e Animação, depois no formato do slide escolha a opção Inserir Clipe de Mídia. Ao escolher um arquivo de áudio ou vídeo, será solicitado se o arquivo deve ser tocado imediatamente ao entrar no slide ou ao ser clicado no mesmo. Se precisar modificar a forma de exibição do filme, visualizar, etc..., você pode utilizar a ABA Ferramentas de filme. 234 Classificação de Slides O modo classificação de slides permite organizar os slides, reposiciona-los na apresentação, excluir slides desnecessários, aplicar transição de slides, etc... Para visualizar sua apresentação neste modo de visualização clique no respectivo botão no rodapé a direita da tela. Transição de slides É a forma como os slides vão aparecer em sua apresentação, ou seja, qual será o movimento que será feito toda vez que estiver terminando um slide e começando outro. Hiperlink Um grande atrativo do Power Point é a possibilidade de apresentar documentos com o conceito de hipertexto: um slide se liga a outros slides, páginas da web, documentos de texto etc... por meio de conexões especiais chamadas vínculos (hiperlinks). Estas conexões podem ser dadas através de uma palavra, texto ou um objeto como uma imagem, gráfico, forma ou WordArt. No Power Point, os hiperlinks tornam-se ativos quando você executa sua apresentação, não enquanto você a cria. Durante a apresentação, quando apontamos para um hiperlink, automaticamente, a seta do mouse se transforma em um símbolo de mão, indicando que consiste em algo que se pode clicar. O texto que representa um hiperlink é exibido sublinhado. 235 Slide Mestre Quando você quiser que todos os seus slides contenham as mesmas fontes e imagens (como logotipos), poderá fazer essas alterações em um só lugar — no Slide Mestre, e elas serão aplicadas a todos os slides. Para abrir o modo de exibição do Slide Mestre, na guia Exibir, selecione Slide Mestre: Quando você edita o slide mestre, todos os slides subsequentes conterão essas alterações. Entretanto, a maioria das alterações feitas se aplicarão aos layouts de slide relacionados ao slide mestre. Quando você faz alterações nos layouts e no slide mestre no modo de exibição de Slide Mestre, outras pessoas que estejam trabalhando em sua apresentação (no modo de exibição Normal) não podem excluir nem editar acidentalmente suas alterações. Por outro lado, se você estiver trabalhando no modo de exibição Normal e perceber que não consegue editar um elemento em um slide (por exemplo, "por que não posso remover esta imagem?"), talvez o que você está tentando alterar seja definido no Slide Mestre. Para editar esse item, você deve alternar para o modo de exibição de Slide Mestre. 236 EXERCÍCIOS 1. No Power Point, a opção exibir em “Slide Mestre” contribui para a) o efeito de transição entre dois slides sucessivos. b) o controle do tempo de exibição de um slide entre os modos “avançar ao clique do mouse" ou “avançar após um intervalo de tempo". c) o controle da aparência na apresentação inteira e pode inserir uma forma ou logomarca para que ela seja mostrada em todos os slides. d) a geração de um índice dos slides da apresentação e, dessa forma, permitir que se vá diretamente para um determinado slide durante uma apresentação. e) a inserção de um slide no início da apresentação e executa um clip ou um programa. 2. A extensão “.ppt” está associada a qual programa: a) Adobe Photoshop. b) Microsoft Power Point. c) Microsoft Picture Publisher. d) Adobe Acrobat. 3. A Microsoft® é uma empresa detentora de diversas ferramentas para a edição de dados, uma delas é o pacote de ferramentas Microsoft Office que contém a ferramenta PowerPoint. Assinale a alternativa correta em relação a esta ferramenta em destaque. a) Editor de banco de dados b) Exibir e editar apresentações c) Navegador internet d) Editor de Planilha eletrônica 237 GABARITO 1 - C 2 - B 3 - B 238 RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO 239 Estruturas Lógicas As questões de estrutura lógica, também são chamadas de investigações, estão presentes na maioria das provas de raciocínio lógico, mas cada edital coloca o tópico desse tipo de questão de maneira diferente. Podemos dizer que essas questões tratam do entendimento da estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios, deduzindo novas informações a partir de relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. Uma hipótese é uma teoria provável, mas não demonstrada, uma suposição admissível. Na matemática, é o conjunto de condições para poder iniciar uma demonstração. Surge no pensamento científico após a coleta de dados observados e na consequência da necessidade de explicação dos fenômenos associados a esses dados. Tipos de questões de estruturas lógicas Para resolver questões de investigação, devemos inicialmente identificar o caso (ordenação, associação ou suposição) e seguir os procedimentos peculiares a cada um deles. Então vamos separar esses tipos de problemas em três segmentos e aprender como se resolve cada tipo: 1º CASO - ORDENAÇÃO 2º CASO - ASSICIAÇÃO 3º CASO - SUPOSIÇÃO Aprendendo a resolver cada caso Nas questões de ordenação são dadas pistas para se colocar elementos em ordem, como a ordem de chegada em corrida, ordem de idade, ordem de tamanho, ordem de pessoas sentadas em uma mesa, dentre outros. Exemplo: 3, 5, 7, 9. O 7 está mediatamente atrás do 3 e imediatamente atrás do 5. 240 Exemplo: Andressa é mais velha que Brena, que é mais nova que Carol, mas esta não é a mais velha de todas. Sejam A, B e C as respectivas idades de Andressa, Brena e Carol, defina a ordem das idades: Nesse tipo de questão também é importante diferenciar alguns termos: ACIMA ≠ EM CIMA Acima é qualquer lugar acima, em cima é o próximo, logo em seguida. ABAIXO ≠ EM BAIXO Abaixo é qualquer lugar abaixo, em baixo é o próximo, logo em seguida. MEDIATAMENTE ≠ IMEDIATAMENTE Imediatamente é logo em seguida. Mediatamente é pulando um Estruturas Lógicas 2º CASO - ASSICIAÇÃO Nesse caso todas as informações dadassão verdadeiras, o que será importante é saber organizar as informações em uma tabela para cruzar os dados. Por exemplo, cada coluna trata das informações de uma determinada pessoa e as linhas tratam das características dessas pessoas. O que devemos fazer é preencher a tabela cruzando as informações de cada uma das pessoas, iniciando pelas informações diretas e posteriormente deduzindo as outras. Exemplo: Andressa, Brena e Carol fazem aniversário no mesmo dia, porém não possuem a mesma idade, pois nasceram em três anos consecutivos. Uma delas é psicóloga, a outra é fonoaudióloga e a mais nova é terapeuta. Bruna é a mais nova e tem 25 anos. Carol é a mais velha e não é psicóloga. 241 3º CASO - SUPOSIÇÃO Esse último caso requer maior atenção, pois existem verdades e mentiras envolvidas no enunciado e através da análise das hipóteses chegaremos às devidas conclusões. Exemplo: Aline, Bruna e Carol são suspeitas de ter comido a última fatia do bolo da vovó. Quando perguntadas sobre o fato, declararam o seguinte: – ALINE: “Foi a Bruna que comeu” – BRUNA: “Aline está mentindo” – CAROL: “Não fui eu” Sabendo que apenas uma delas está dizendo a verdade e que apenas uma delas comeu o bolo, descubra quem comeu o bolo. EXERCÍCIOS 1. Em um prédio de 4 andares moram Erick, Fred, Giles e Heitor, cada um em um andar diferente. Sabe -se que Heitor não mora no 1º andar, Erick mora acima de Todos, Giles mora abaixo de Fred e este acima de Heitor, determine quem mora no 2º andar. a) Heitor b) Erick c) Fred d) Giles 2. Três amigas, Anna, Bruna e Camila, encontram-se em uma festa. O vestido de uma delas é azul, o de outra é preto, e o de outra é branco. Elas calçam pares de sapatos destas mesmas três cores, mas somente Anna está com vestido e sapatos de mesma cor. Nem o vestido nem os sapatos de Bruna são brancos. Camila está com sapatos azuis. Desse modo, a) o vestido de Bruna é azul e o de Anna é preto. b) o vestido de Bruna é branco e seus sapatos são pretos. c) os sapatos de Bruna são pretos e os de Anna são brancos. d) os sapatos de Anna são pretos e o vestido de Camila é branco. 242 3. Três bolas A, B e C foram pintadas: uma de vermelho, uma de preto e uma de azul, não necessariamente nessa ordem. Leia atentamente as declarações abaixo: • A é azul • B não é azul • C não é preta Sabendo-se que apenas uma das declarações acima é verdadeira, marque o item correto a) A bola A é preta e a bola B é azul. b) A bola A não é azul e a bola C não é preta. c) A bola A não é preta e a bola B é azul. d) A bola A é azul e a bola C é preta. Gabarito 1 - A 2 - C 3 - A Problemas com datas e calendários Problemas que envolvem datas e calendários são muito comuns nas provas de raciocínio lógico. Informações que você precisa saber. Semana = 7 dias. Meses = uns tem 30, outros 31 e o mês de fevereiro pode ter 28 ou 29 dias (se for bissexto) Ano = 365 dias ou 366 dias se for bissexto. Um ano normal sempre começa e termina no mesmo dia da semana. 243 Para saber se uma data cai em um determinado dia da semana, pega-se a quantidade de dias entre uma data e outra e divide-se por 7 para verificar quantas semanas completas tem-se e quantos dias passam. EXERCÍCIOS 1. Uma dada semana terminou em um sábado, dia 19. É correto afirmar que certamente esse mês a) começou em uma segunda-feira. b) começou em uma quarta-feira. c) terminou em uma quarta-feira. d) terminou em uma quinta-feira. e) não terminou em uma sexta-feira. 2. Observando o calendário de 2019, vemos que o feriado municipal de Nossa Senhora da Assunção (15 de agosto) caiu em uma quinta-feira. Sendo assim, em que dia da semana cai o dia 25 de dezembro deste mesmo ano? a) segunda-feira b) terça-feira c) quarta-feira d) quinta-feira e) sábado 3. Ricardo nasceu em 2011 e, exatamente 53 semanas depois de seu nascimento nasceu Gabriela, sua irmã. Se Gabriela nasceu em 2013, então ela faz aniversário no mês de a) junho. b) fevereiro. c) janeiro. d) novembro. e) dezembro. 244 4. Num certo ano o primeiro dia caiu numa quarta-feira e o último dia caiu numa quinta-feira. Neste ano, o dia do trabalho, ou seja, 1º de maio caiu num(a): a) Quarta-feira. b) Quinta-feira. c) Sexta-feira. d) Sábado. 5. Alguns consideram que a cidade de Florianópolis foi fundada no dia 23 de março de 1726, que caiu em um sábado. Após 90 dias, no dia 21 de junho, a data assinalou o início do inverno, quando a noite é a mais longa do ano. Esse dia caiu em uma: a) segunda-feira; b) terça-feira; c) quarta-feira; d) quinta-feira; e) sexta-feira. 6. Antônia faz aniversário no dia 23 de agosto e sua amiga Isabel faz aniversário no dia 18 de novembro. Em certo ano, no qual Antônia fez aniversário numa quarta-feira, Isabel fez aniversário num(a): a) Sábado. b) Domingo. c) Sexta-feira. d) Quarta-feira. e) Segunda-feira. Gabarito 1 - E 5 - E 2 - C 6 - A 3 - C 4 - D 245 Lógica Sequencial Chamamos de sequências toda fila ordenada de termos (números, símbolos, figuras, palavras etc.) que obedeçam a um padrão de formação. Sequências numéricas Algumas sequências de números que devem ser conhecidas pelo aluno: 1) Números naturais: é sempre o número anterior mais uma unidade. (0, 1, 2, 3, 4, 5, ...) 2) Números pares: é sempre divisível por 2. (0, 2, 4, 6, 8, 10, ...) 3) Números ímpares: é os números pares mais uma unidade. (1, 3, 5, 7, 9, 11, ...) 4) Números primos: é sempre um número que possui apenas dois divisores. (2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, ...) 5) Números quadrados perfeitos: é sempre a sequência de números naturais elevado ao quadrado (a dois). 12 = 1, 22 = 4, 32 = 9, 42 = 16. (1, 4, 9, 16, 25, 36, 49, 64, ...) 6) Números triangulares: são números que aumentam conforme o indicado acima. (1, 3, 6, 10, 15, 21, 28, ...) 7) Sequência Fibonacci: são números que, a partir do terceiro, é obtido pela soma dos dois anteriores. (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, ...) 246 8) Progressões aritméticas: aumentam ou diminuem sempre a mesma quantidade. (1, 4, 7, 10, 13, 16, 19, ...) aumentam de 3 em 3 (5, 11, 17, 23, 29, 35, ...) aumentam de 6 em 6 (15, 11, 7, 3, -1, -5, ...) diminuem de 4 em 4 9) Progressões geométricas: aumentam ou diminuem sempre proporcionalmente. (2, 6, 18, 54, 162, ...) multiplica por 3. (5, 25, 125, 625, ...) multiplica por 5. (12; 6; 3; 1,5; ...) divide sempre por 2. OBS: Caso não se encontre um padrão na sequência, pode-se encontrar um padrão nos seus aumentos. Sequências numéricas Exemplos Qual o próximo número da sequência 36, 64, 100, 144? Qual o próximo termo da sequência 3, 7, 15, 31? Qual o próximo termo da sequência 4, 7, 11, 16, 22? Dada a sequência 2 3 4 5 8 7 16 9 32, determine a soma dos dois próximos termos dessa série numérica. 247 Qual o próximo número da sequência 1 1 1 3 5 9 17? A sequência: 2; 3; 5; 6; 11; 12; 23; 24; ..., foi criada com um padrão. Quais os próximos dois números? A sequência numérica 6, 42, 114, 222, 366, .... Obedece, a partir do segundo número, a uma determinada lei de formação. O sexto termo dessa sequência é? EXERCÍCIOS 1. Na sequência seguinte o número que aparece entre parênteses é obtido segundo uma lei de formação. 63 (21) 9; 186 (18) 31; 85 (?) 17 O número que está faltando é a) 15 b) 17 c) 19 d) 23 e) 25 Gabarito 1 - A 248 Lógica Sequencial Chamamos de sequências toda fila ordenada de termos (números, símbolos, figuras, palavras etc.) que obedeçam a um padrão de formação. Sequências de Palavras ou Letras Quando as letras não estão em ordem alfabética, vc deve tentarassociar a nomes dos meses, dos números, de dias da semana, etc. Exemplos: Qual o próximo termo da sequência JJASOND? Determine o próximo termo da sequência TQQSS. Qual a próxima letra da sequência UDTQCSS? Sequências respeitando a ordem alfabética Nesses casos, devemos escrever o alfabeto e marcar as letras que aparecem na sequência, observando que surgirá um padrão. Exemplos: B F H L N R A C E G I C F H K M 249 EXERCÍCIOS 1. A seguinte sequência de palavras foi escrita obedecendo a um padrão lógico: PATA − REALIDADE − TUCUPI − VOTO − ? Considerando que o alfabeto é o oficial, a palavra que, de acordo com o padrão estabelecido, poderia substituir o ponto de interrogação é a) QUALIDADE. b) SADIA. c) WAFFLE. d) XAMPU. e) YESTERDAY 2. Observe que em cada um dos dois primeiros pares de palavras abaixo, a palavra da direita foi formada a partir da palavra da esquerda, utilizando-se um mesmo critério. SOLAPAR – RASO LORDES – SELO CORROBORA - ? Com base nesse critério, a palavra que substitui corretamente o ponto de interrogação é a) CORA. b) ARCO. c) RABO. d) COAR. e) ROCA. 3. Uma propriedade comum caracteriza o conjunto de palavras seguinte: MARCA − BARBUDO − CRUCIAL − ADIDO − FRENTE − ? De acordo com tal propriedade, a palavra que, em sequência, substituiria corretamente o ponto de interrogação é a) FOFURA. 250 b) DESDITA. c) GIGANTE. d) HULHA. e) ILIBADO. 4. Observe que, no esquema abaixo, há uma relação entre as duas primeiras palavras: AUSÊNCIA – PRESENÇA :: GENEROSIDADE – ? A mesma relação deve existir entre a terceira palavra e a quarta, que está faltando. Essa quarta palavra é a) bondade. b) infinito. c) largueza. d) qualidade. e) mesquinhez. 5. A sucessão de palavras seguintes obedece a um padrão lógico: TÓRAX – AMIGÁVEL – SABIÁ – VALENTÃO – CÔNICA – AÉREO – FICTÍCIO De acordo com o padrão estabelecido, uma palavra que poderia dar continuidade a essa sucessão é: a) GELADO. b) ARREBALDE. c) FÁCIL. d) FILANTROPIA. e) SOPA. 6. Observe a seguinte sequência formada por quatro letras do alfabeto: M P R J 251 Afirma-se que uma nova sequência tem a mesma estrutura da sequência dada quando as distâncias relativas entre as letras é a mesma da sequência original. Considere as sequências: 1) D G I A 2) Q T V O 3) H K N F Dessas sequências, possuem a mesma estrutura da sequência original: a) somente (1); b) somente (2); c) somente (3); d) somente (1) e (2); e) somente (2) e (3). 7. Observe a seguinte sequência de letras do alfabeto: CDEG. Entre as alternativas a seguir, o grupo que mostra uma sequência com a mesma estrutura é: a) BDEF. b) MNPQ. c) JKLM. d) RSTV. e) MNOR. Gabarito 1 - D 5 - C 2 - B 6 - A 3 - A 7 - D 4 - E 252 Lógica Sequencial Chamamos de sequências toda fila ordenada de termos (números, símbolos, figuras, palavras etc.) que obedeçam a um padrão de formação. Sequências de figuras EXERCÍCIOS 1. Observe esta sequência de figuras formadas por triângulos brancos e pretos: Seguindo-se esse mesmo padrão, a 4ª figura terá: a) 12 triângulos pretos. b) 12 triângulos brancos. c) 18 triângulos pretos. d) 18 triângulos brancos. e) 27 triângulos pretos. 2. Observe a sequência de figuras mostrada a seguir e que foram construídas a partir de algum padrão lógico. A figura que completa o espaço “?” é: a) b) c) d) 253 4. Observe a sequência das figuras a seguir: Supondo que a regularidade observada na construção dessa sequência seja utilizada para as próximas figuras, a que ocupará a 651ª posição é: a) b) c) d) e) 5. Observe a sequência a seguir determinada por quatro figuras. Toda figura é composta de quadradinhos escuros e de quadradinhos claros. Admita que o padrão observado nessa sequência de quatro figuras se mantenha para as figuras seguintes. Assim, é correto afirmar que a figura que contém 39 quadradinhos claros terá o número de quadradinhos escuros igual a: a) 256. 254 b) 289. c) 324 d) 361. e) 400. Gabarito 1 - E 2 - A 3 - C 4 - D Princípio da casa de pombos São problemas onde quer se distribuir mais “coisas” do que “locais” EXERCÍCIOS 1. Em uma reunião realizada em um dia do mês de outubro estavam presentes apenas pessoas que faziam aniversário naquele mês. Das pessoas presentes, apenas três faziam aniversário exatamente no dia da reunião, e todas as demais faziam aniversário em dias diferentes entre si duas a duas. Sabendo-se que o mês de outubro tem 31 dias, é correto concluir que nessa reunião estavam presentes no a) máximo 32 pessoas. b) mínimo 28 pessoas. c) máximo 31 pessoas. d) máximo 33 pessoas. e) mínimo 18 pessoas. 255 2. Em uma gaveta há 9 meias brancas, 10 meias pretas e 11 meias vermelhas. O número mínimo de meias que devem ser retiradas da gaveta, sem lhes ver a cor, para ter certeza de haver retirado pelo menos duas meias pretas é: a) 2; b) 19; c) 20; d) 21; e) 22. 3. Numa gaveta há 30 meias pretas e 20 brancas, qual o número mínimo de meias que uma pessoa deve retirar, no escuro, para ter certeza de formar um par da mesma cor? a) 2 b) 3 c) 4 d) 5 e) 6 4. Em um auditório do Objetivo concurso estavam reunidas 500 pessoas, podemos afirmar com certeza que entre os presentes: a) Existe pelo menos um que aniversaria em maio. b) Pelo menos um deles mora em Fortaleza. c) Existem dois que não aniversariam no mesmo dia. d) Existem pelo menos dois que aniversariam no mesmo dia. e) Pelo menos dois deles nasceram no mesmo dia. 5. O prédio administrativo da FUNSAÚDE funciona de segunda-feira a sexta- feira. Após a homologação do Concurso público, foram convocadas 11 pessoas para tomarem posse em seus cargos. Em relação aos contratados, é necessariamente VERDADE que: a) todos os funcionários fazem aniversário em meses diferentes. b) pelo menos dois deles fazem aniversário no mesmo mês. c) pelo menos dois começaram a trabalhar no mesmo dia do mês. 256 d) pelo menos três começaram a trabalhar no mesmo dia da semana. e) pelo menos um deles começou a trabalhar em uma segunda-feira. Gabarito 1 - C 2 - E 3 - E 4 - D 5 - D ANÁLISE COMBINATÓRIA PFC – Princípio Fundamental da Contagem Quantos são os resultados possíveis para o lançamento de uma moeda três vezes? Para cada vez que lançarmos a moeda, temos duas possibilidades: cara (K) ou coroa (C). 257 Pela árvore anterior, verificamos que são 8 resultados possíveis. Pelo P.F.C., temos: Nesse exemplo, aplicamos, de maneira intuitiva, o princípio fundamental da contagem (P.F.C.), que podemos enunciar assim: Se um determinado evento pode ocorrer de p maneiras, e um outro evento pode ocorrer de q maneiras (independentemente do resultado do primeiro evento), então os dois juntos podem ocorrer de: p x q maneiras. EXERCÍCIOS (CESPE) A respeito da formação de números a partir dos algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, julgue os itens seguintes. 01. A quantidade de números formados por 3 algarismos escolhidos entre os 6 fixados acima, sem repetições, é superior a 150. Certo ( ) Errado ( ) 02. A quantidade de números menores que 300, formados por 3 algarismos escolhidos entre os 6 fixados acima, sem repetições, é superior a 30. Certo ( ) Errado ( ) 03. A quantidade de números pares, formados por 3 algarismos escolhidos entre os 6 fixados acima, sem repetições, é superior a 50. Certo ( ) Errado ( ) Gabarito 1 - Errado 2 - Certo 3 - Certo 258 Arranjo SimplesChamamos de arranjo de n elementos tomados p a p, a qualquer agrupamento ordenado dos p elementos distintos escolhidos dos n elementos existentes. Dois arranjos diferem entre si pela ordem de colocação dos elementos. Para calcularmos o arranjo de n tomados p a p, temos: Por outro lado, o número de arranjos com repetição, em que todos os elementos podem aparecer repetidos em cada grupo de p elementos, pode ser expressa por: Combinação Simples Chamamos de combinação de n elementos tomados p a p, a qualquer agrupamento não-ordenado dos p elementos distintos escolhidos dos n elementos existentes. Duas combinações diferem entre si quando possuem elementos distintos, não importando a ordem em que os elementos são colocados. Para calcularmos a combinação de n tomados p a p, temos: Observação Critério para diferenciar: Arranjo e Combinação 1 – Construímos um dos agrupamentos sugeridos pelo problema e, a seguir, mudamos a ordem de apresentação dos elementos desse agrupamento. 1.1 – Se com essa mudança na ordem dos elementos obtivermos um agrupamento diferente do original, então esse agrupamento é um arranjo. 1.2 – Se com essa mudança na ordem dos elementos obtivermos um agrupamento igual ao original, então esse agrupamento será uma combinação. 259 EXERCÍCIOS 1. A autenticação dos usuários da rede local de computadores do TRE de determinada região é feita por senhas alfanuméricas compostas de 8 caracteres: os 3 primeiros são letras do alfabeto e os 5 últimos são algarismos, que não podem ser repetidos. Para determinado conjunto de usuários, o administrador dessa rede disponibilizou as letras A, B, C, D e E e os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6 para a composição de suas senhas. Nessa situação, a quantidade de possíveis senhas disponíveis para os membros desse conjunto de usuários é igual a a) 31 b) 45 c) 210 d) 315.000 e) 848.925 2. Para atender uma grave ocorrência, o comando do corpo de bombeiros acionou 15 homens: 3 bombeiros militares condutores de viatura e 12 praças combatentes, que se deslocaram em três viaturas: um caminhão e duas caminhonetes. Cada veículo transporta até 5 pessoas, todas sentadas, incluindo o motorista, e somente os condutores de viatura podem dirigir uma viatura. Com relação a essa situação, julgue os itens seguintes. a) Escolhidos o condutor da viatura e os 4 praças que seguirão em determinada viatura, a quantidade de maneiras distintas de eles ocuparem os assentos dessa viatura será inferior a 25. b) A quantidade de maneiras distintas de serem distribuídos os 15 homens no interior das três viaturas é igual a 6 × 12!. 3. A quantidade de maneiras distintas de se distribuir os condutores de viatura para dirigir os veículos é superior a 5. Certo ( ) Errado ( ) Gabarito 1 - D 2 - A) CERTO B) CERTO 3 - CERTO 260 ANÁLISE COMBINATÓRIA Permutação Na análise combinatória, as permutações dos elementos de uma sequência nada mais são do que um tipo particular de arranjo. Denominamos permutação de n elementos dados a toda sucessão de n termos formada com os n elementos dados. Todo problema onde apenas a ordem em que os elementos aparecem distingue os agrupamentos é empregado o conceito de permutação. Definimos por permutação a expressão abaixo: Pn = n! Um fato importante é que as questões que envolvem permutação simples podem ser resolvidas pelo princípio fundamental da contagem - PFC. Permutação Permutação com repetição Se entre os n elementos de um conjunto, existem a elementos repetidos, b elementos repetidos, c elementos repetidos e assim sucessivamente, o número total de permutações que se pode formar é dado por: EXERCÍCIOS Para formar-se um anagrama, permutam-se as letras de uma palavra, obtendo- se ou não uma outra palavra conhecida. Por exemplo, VROAL é um anagrama da palavra VALOR. Com base nessas informações, julgue os próximos itens, relacionados aos anagramas que podem ser obtidos a partir da palavra VALOR. 1. (CESPE) O número de anagramas distintos que começam e terminam com vogal é superior a 15. 2. (CESPE) O número de anagramas distintos que começam com vogal e terminam com consoante é superior a 44. 261 3. (CESPE) Em um campeonato de futebol amador de pontos corridos, do qual participam 10 times, cada um desses times joga duas vezes com cada adversário, o que totaliza exatas 18 partidas para cada. Considerando-se que o time vencedor do campeonato venceu 13 partidas e empatou 5, é correto afirmar que a quantidade de maneiras possíveis para que esses resultados ocorram dentro do campeonato é: a) superior a 4.000 e inferior a 6.000. b) superior a 6.000 e inferior a 8.000. c) superior a 8.000. d) inferior a 2.000. e) superior a 2.000 e inferior a 4.000. Gabarito 1 - ERRADO 2 - ERRADO 3 - C PROBABILIDADE I (Conceitos Preliminares) Vamos iniciar com alguns conceitos importantes: Experimento aleatório: É todo experimento que não podemos predizer o resultado. Espaço amostral (A) É o conjunto de resultados possíveis de um experimento aleatório. Evento (E) É qualquer subconjunto do espaço amostral. 262 Probabilidade É a chance de ocorrência de determinado acontecimento (evento). Observação Eventos complementares - São eventos mutuamente exclusivos cuja união é igual ao espaço amostral e a probabilidade de eles ocorrerem é igual a 1 ou 100%. EXERCÍCIOS Considere que a tabela abaixo mostra o número de vítimas fatais em acidentes de trânsito ocorridos em quatro estados brasileiros, de janeiro a junho de 2003. 1. (CESPE) A probabilidade de que esse relatório corresponda a uma vítima de um acidente ocorrido no estado do Maranhão é superior a 0,2. 2. (CESPE) Chance de que esse relatório corresponda a uma vítima do sexo feminino é superior a 23%. 3. (CESPE) Considerando que o relatório escolhido corresponda a uma vítima do sexo masculino, a probabilidade de que o acidente nele mencionado tenha ocorrido no estado do Paraná é superior a 0,5. Gabarito 1 - CERTO 2 - ERRADO 3 - ERRADO 263 PROBABILIDADE II (Probabilidade (Regra do OU) Também denominada união de dois eventos tem como uma das suas principias características um sorteio com duas ou mais possibilidades de ganhar. Dados dois eventos A e B, a probabilidade de ocorrer A ou B, é: Cuidado! Os eventos sem intersecção (conjuntos Disjuntos), também denominado mutuamente exclusivos. Pois, Probabilidade (Regra do E) Também denominada probabilidade dos eventos simultâneos ou sucessivo. Uma característica é que vários sorteios consecutivos são realizados e a ordem dos sorteios é conhecida. Se os eventos forem independentes a probabilidade de ocorrerem dois eventos simultâneos (ou sucessivos) é igual a: EXERCÍCIOS 1. (CESPE) Se, entre as 16 empresas contratadas para atender aos serviços diversos do TRT, houver quatro empresas que prestem serviços de informática e duas empresas que cuidem da manutenção de elevadores, e uma destas for escolhida aleatoriamente para prestar contas dos custos de seus serviços, a probabilidade de que a empresa escolhida seja prestadora de serviços de informática ou realize a manutenção de elevadores será igual a: a) 0,125; b) 0,250; c) 0,375; d) 0,500; 264 e) 0,625. 2. (CESPE) Em uma urna há 100 bolas numeradas de 1 a 100. Nesse caso, a probabilidade de se retirar uma bola cuja numeração seja um múltiplo de 10 ou de 25 será inferior a 0,13. 3. (CESPE) Um dado não viciado é lançado duas vezes. Nesse caso, a probabilidade de se ter um número par no primeiro lançamento e um número múltiplo de três no segundo lançamento é igual a 1/6. Gabarito 1 - C 2 - CERTO 3 - CERTO LÓGICA PROPOSICIONAL Disposições Preliminares ■ ProposiçãoSimples é a frase declarativa que expressa um único pensamento, ou seja, apresenta um único objeto de estudo. Exemplo(s): p: Natal é a capital de Minas Gerais. q: José é Médico. r: Samuel foi ao Shopping. Observações I – As proposições simples apresentam um único verbo. 265 II – Observe nos exemplos acima que cada proposição simples é representada por uma letra minúscula. ■ Proposição Composta é formada por duas ou mais proposições simples unidas por conectivos lógicos. Geralmente essas proposições são representadas por letras maiúsculas. Exemplo(s): P: João é Médico e Maria é Professora. Q: José é Cearense ou Pernambucano. R: Se chover, então não vou à praia. Negação de uma Proposição É a mudança de valor lógico de uma proposição, sem perder o sentido (temos que expor uma situação contraditória, ou seja, apresentam valores lógicos diferentes). Os símbolos utilizados para representar a negação de uma proposição é o (~) til ou a (¬) cantoneira. Exemplo: p: Pitágoras foi jogador do Vasco. ~p: Pitágoras não foi jogador do Vasco 266 EXERCÍCIOS 1. (CESPE) A proposição “Não é verdade que os funcionários públicos são sujeitos ao Regime Jurídico Único nem que os gastos públicos aumentaram” está corretamente simbolizada pela forma (¬C) (¬B). Certo ( ) Errado ( ) 2. (CESPE) Na análise de um argumento, pode-se evitar considerações subjetivas, por meio da reescrita das proposições envolvidas na linguagem da lógica formal. Considere que P, Q, R e S sejam proposições e que "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os Λ"Λ", "V", "¬" e "→" sejam os, "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os V"Λ", "V", "¬" e "→" sejam os, "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os ¬"Λ", "V", "¬" e "→" sejam os e "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os→ "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os sejam os conectores lógicos que representam, respectivamente, "Λ", "V", "¬" e "→" sejam o se "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os, "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os ou "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os, "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os negação "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os e o "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os conector condicional "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os. Considere também a proposição a seguir. Quando Paulo vai ao trabalho de ônibus ou de metrô, ele sempre leva um guarda-chuva e também dinheiro trocado. Assinale a opção que expressa corretamente a proposição acima em linguagem da lógica formal, assumindo que P = "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os Quando Paulo vai ao trabalho de ônibus "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os, Q = "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os Quando Paulo vai ao trabalho de metrô "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os, R = "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os ele sempre leva um guarda-chuva "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os e S = "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os ele sempre leva dinheiro trocado "Λ", "V", "¬" e "→" sejam os. a) P → (Q V R) b) (P → Q) V R c) (P V Q) → (R Λ S). d) P V (Q → (R Λ S)). 3. (CESPE) Julgue o item seguinte, acerca da proposição P: Quando acreditar que estou certo, não me importarei com a opinião dos outros. Uma negação correta da proposição “Acredito que estou certo” seria “Acredito que não estou certo”. Certo ( ) Errado ( ) 267 Gabarito 1 - Errado 2 - C 3 - Errado. LÓGICA PROPOSICIONAL Tabela - Verdade É um dispositivo prático de organizar os valores lógicos de uma proposição (Simples ou Composta). O primeiro passo para a elaboração de uma tabela é o número de linhas da tabela dada por: 2n (Onde: n é o número de proposições simples) Exemplo(s): I – Proposição P: p Uma proposição simples (no caso, representado pela letra p), logo: 2n = 2¹ = 2 linhas II – Proposição P: p → q Duas proposições simples (no caso, representado pelas letras p e q), logo: 2n = 2² = 4 linhas 268 III – Proposição P: (p → q) ∧ r Três proposições simples (no caso, representado pelas letras p , q e r), logo: Observação Sugestão para a construção de uma Tabela – Verdade 1 – Montar as colunas (proposições simples) 2 – Montar as negações das proposições simples (se existir). 3 – Montar as proposições compostas. 4 – A última coluna é o resultado final da proposição dada. Classificação das Tabelas Verdades Uma Tabela Verdade pode ser classificada de três formas: • Tautologia • Contradição • Contingência 269 Em termos de tabela verdade, reconhecemos uma TAUTOLOGIA quando a coluna referente a afirmação considerada ocorrerem somente avaliações verdadeiras. Por outro lado, dizemos que ocorre uma CONTRADIÇÃO quando a coluna correspondente a afirmação contém somente valorações falsas. E finalmente quando as afirmações não são tautologias e também não são contradições, são denominadas CONTIGÊNCIAS. Tabela – Verdade | Conetivos Lógicos Disjunção (Disjunção Inclusiva) Símbolo: ∨ p ou q (ou ambos) → Lê – se: p ou q. Tabela – Verdade Observe na tabela que a DISJUNÇÃO é verdadeira quando pelo menos uma das condições é verdadeira. Disjunção Exclusiva Símbolo: ∨ p ou q, mas não ambos. → Lê – se: ou p ou q. Tabela – Verdade 270 Observe na tabela que a DISJUNÇÃO EXCLUSIVA é verdadeira quando apenas uma das condições é verdadeira. Observação Muitas vezes o “OU EXCLUSIVO” deve ser reconhecido pelo contexto. Conjunção Símbolo: ∧ p e q → Lê – se: p e q. Tabela – Verdade Condicional Símbolo: → Se p, então q → Lê – se: “Se p então q” Sinônimos: Quando A, B Como A, B B, pois A (invertido) p (antecedente) e q (consequente) 271 Tabela – Verdade Observe na tabela que a CONDICIONAL é verdadeira quando o antecedente é verdadeiro e o consequente falso. Bicondicional Símbolo: ⟷ P se, e somente se q Tabela – Verdade Observe na tabela que a BICONDICIONAL é verdadeira quando os dois eventos acontecem simultaneamente ou não acontecem simultaneamente. Observação Sempre que a RECIPROCA de uma afirmação de uma CONDICIONAL for verdadeira estaremos diante de uma BICONDICIONAL. 272 EXERCÍCIOS 1. (CESPE) Se A, B, C e D forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela – verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será superior a 15. Certo ( ) Errado ( ) 2. (CESPE) Julgue o item a seguir, relativos a raciocínio lógico e operações com conjuntos. Para quaisquer proposições p e q, com valores lógicos quaisquer, a condicional p → (q → p) será, sempre, uma tautologia. Certo ( ) Errado ( ) 3. (CESPE) Considerando todas as possibilidades de julgamento V ou F das proposições simples que formam a proposição “Se Pedro for aprovado no concurso, então ele comprará uma bicicleta”, é correto afirmar que há apenas uma possibilidade de essa proposição ser verdadeira. Certo ( ) Errado ( ) Gabarito 1 - CERTO 2 - CERTO 3 - ERRADO 273 LÓGICA PROPOSICIONAL Equivalência e Negações Negações Vamos trabalhar inicialmente as negações, ou seja, vamos estudar “as regras” que possibilitam tal efeito. Veja as duas situações abaixo: 1 – Frase na forma afirmativa Exemplo: P: Antônio foi passear no parque. ■ Nesse caso específico, vamos utilizar o modificador “não” antes do “1° verbo”, ou seja, sua negação será: ~P: Antônio não foi passear no parque. 2 – Frase na forma negativa Exemplo: P: Benedita não foi a escola. ■ Nesse caso basta apenas retirar o modificador “não” da proposição, ou seja, sua negação será: ~P: Benedita foi a escola. Bem! Acima temos proposições simples .................... e as proposições compostas? Vamos estudar seus casos........ Negação de P ∨ Q ( P ∨ Q ) ≡ P ∧ Q Negação de P ∧ Q ( P ∧Q ) ≡P ∨ Q 274 Negação de P → Q ( P→ Q ) ≡ P ∧ Q A equivalência de uma Proposição Duas proposições são equivalentes quando mesmo possuindo escritas diferentes te revelam a mesma informação. Equivalência de P → Q A condicional apresenta duas equivalências. ( P→Q ) ≡ Q → P ( P→Q ) ≡ P ∨ Q Equivalência de P↔Q ( P↔Q ) ≡ ( P→Q ) ∧ (Q→P) EXERCÍCIOS 1. (CESPE) Considerando a proposição P: “Se João se esforçar o bastante, então João conseguirá o que desejar", julgue o item a seguir. A negação da proposição P pode ser corretamente expressa por “João não se esforçou o bastante, mas, mesmo assim, conseguiu o que desejava". Certo ( ) Errado ( ) 2. (CESPE) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não apresentou os comprovantes de pagamento; o juiz julgou, pois, procedente a ação movida pelo ex-empregado. Q: A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não apresentou os comprovantes de pagamento. 275 A negação da proposição Q pode ser expressa por: a) A empresa não alegou ter pago suas obrigações previdenciárias ou apresentou os comprovantes de pagamento. b) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias ou não apresentou os comprovantes de pagamento. c) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias e apresentou os comprovantes de pagamento. d) A empresa não alegou ter pago suas obrigações previdenciárias nem apresentou os comprovantes de pagamento. 3. (CESPE) A proposição “O candidato não apresenta deficiências em língua portuguesa ou essas deficiências são toleradas” é logicamente equivalente a “Se o candidato apresenta deficiências em língua portuguesa, então essas deficiências são toleradas”. Certo ( ) Errado ( ) Gabarito 1 - ERRADO 2 - A 3 - CERTO 276 Lógica de Argumentação Argumento é um conjunto de proposições (premissas) que nos levam a uma conclusão. De um modo geral temos que um argumento é uma sequência finita de proposições P1, P2, P3..........Pn que tem como consequência uma conclusão C. P1, P2, P3........., Pn ⇒ C Um argumento muito comum é o SILOGISMO formado por três proposições, sendo as duas primeiras as premissas e a última conclusão. Podemos classificar os argumentos em presença ou não de quantificadores. Argumento Válido? Julgar se um argumento é válido ou inválido é um objetivo da lógica. Em Raciocínio lógico o argumento será válido quando a conclusão for única e inequívoca. Para chegar a essa conclusão, nos apoiamos nas premissas. Mas para sabermos que um argumento é valido basta ser a verdade que existe uma única conclusão com certeza absoluta. Podemos ter premissas verdadeiras e falsas, como também podemos ter conclusões verdadeiras e falsas. Nosso argumento não será válido no caso de premissas verdadeiras e conclusão falsa. Então, 277 EXERCÍCIOS (CESPE) O exercício da atividade policial exige preparo técnico adequado ao enfrentamento de situações de conflito e, ainda, conhecimento das leis vigentes, incluindo interpretação e forma de aplicação dessas leis nos casos concretos. Sabendo disso, considere como verdadeiras as proposições seguintes. P1: Se se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões, então o policial toma decisões ruins. P2: Se não tem informações precisas ao tomar decisões, então o policial toma decisões ruins. P3: Se está em situação de estresse e não teve treinamento adequado, o policial se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões. P4: Se teve treinamento adequado e se dedicou nos estudos, então o policial tem informações precisas ao tomar decisões. Com base nessas proposições, julgue os itens a seguir. 1. Considerando que P1, P2, P3 e P4 sejam as premissas de um argumento cuja conclusão seja “Se o policial está em situação de estresse e não toma decisões ruins, então teve treinamento adequado”, é correto afirmar que esse argumento é válido. Certo ( ) Errado ( ) 2. A partir das proposições P2 e P4, é correto inferir que “O policial que tenha tido treinamento adequado e tenha se dedicado nos estudos não toma decisões ruins” é uma proposição verdadeira. Certo ( ) Errado ( ) 3. O cenário político de uma pequena cidade tem sido movimentado por denúncias a respeito da existência de um esquema de compra de votos dos vereadores. A dúvida quanto a esse esquema persiste em três pontos, correspondentes às proposições P, Q e R, abaixo: P: O vereador Vitor não participou do esquema; Q: O prefeito Pérsio sabia do esquema; R: O chefe de gabinete do prefeito foi o mentor do esquema. 278 Os trabalhos de investigação de uma CPI da câmara municipal conduziram às premissas P1, P2 e P3 seguintes: P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o prefeito Pérsio não sabia do esquema. P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou o prefeito Pérsio sabia do esquema, mas não ambos. P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema. Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte, acerca de proposições lógicas. A partir das premissas P1, P2 e P3 é correto inferir que “O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor participou do esquema”. Certo ( ) Errado ( ) Gabarito 1 - CERTO 2 - ERRADO 3 - ERRADO 279 Lógica de Argumentação Bem! Iniciaremos o estudo da relação Proposições Categóricas – Diagramas Lógicos muito presente em provas e bem fácil de ser identificadas. Primeiro, vamos conhecer (estudar) essas “proposições categóricas” que são proposições simples (ou formada por um quantificador) e se apresentam de quatro formas: Onde: • Todo A é B • Nenhum A é B • Algum A é B • Algum A não é B Vamos agora analisar cada proposição separadamente: I – Todo A é B. Observe o conjunto A está “dentro” do conjunto B. II – Nenhum A é B. 280 Observe que os conjuntos A e B são conjuntos disjuntos, ou seja, não possuem elementos comuns. III – Algum A é B. Observe a interseção, ou seja, algum representa um elemento comum aos dois conjuntos. IV – Algum A não é B. Nesse caso, são todos os elementos que pertencem ao conjunto A e não pertencem ao conjunto B. Agora vamos misturar assuntos: DIAGRAMAS LÓGICOS + LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO vamos as questões. Exercícios 1. (CESPE) Julgue os itens seguintes, a respeito de lógica. Considere o argumento formado pelas proposições A: "Todo número inteiro é par"; B: "Nenhum número par é primo"; C: "Nenhum número inteiro é primo", em 281 que A e B são as premissas e C é a conclusão. Nesse caso, é correto afirmar que o argumento é um argumento válido. Certo ( ) Errado ( ) 2. (CESPE) julgue os itens seguintes, a respeito de lógica. Considere que as proposições "Alguns flamenguistas são vascaínos" e "Nenhum botafoguense é vascaíno" sejam valoradas como V. Nesse caso, também será valorada como V a seguinte proposição: "Algum flamenguista não é botafoguense". Certo ( ) Errado ( ) 3. (CESPE) Considere as seguintes proposições: I – Todos os cidadãos brasileiros têm garantido o direito de herança. II – Joaquina não têm garantido o direito de herança. III – Todos aqueles que têm o direito de herança são cidadãos de muita sorte. Supondo que todas essas proposições sejam verdadeiras, é correto concluir logicamente que: Se Joaquina não é cidadã brasileira, então Joaquina não é de muita sorte. Certo ( ) Errado ( ) Gabarito 01 - CERTO 02 - CERTO 03 - ERRADO 282GEOGRAFIA DA PARAÍBA 283 DADOS GERAIS DA PARAÍBA Região: Nordeste. Capital: João Pessoa. Área territorial: 56.467 km² (IBGE, 2019). População: 4.039.277 habitantes (IBGE, 2020). Densidade demográfica: 66,7 hab./km² (IBGE, 2010). Clima: tropical. A Paraíba é um estado brasileiro localizado no Nordeste do país. Foi alvo de disputa entre diferentes povos que possuíam interesse na sua localização estratégica. Por meio da colonização portuguesa, houve a consolidação dos primeiros núcleos urbanos do estado e o investimento nas atividades agrícolas, principalmente no cultivo de cana-de-açúcar. A economia está ancorada nas atividades agrícolas e também nas indústrias de confecções e calçados. O território paraibano possui algumas deficiências em termos de estrutura e serviços para a população; porém, apresenta uma cultura riquíssima, com destaque para as festas juninas. A Festa de São João, em Campina Grande, é considerada uma das melhores do Brasil. O território paraibano possui algumas deficiências em termos de estrutura e serviços para a população; porém, apresenta uma cultura riquíssima, com destaque para as festas juninas. A Festa de São João, em Campina Grande, é considerada uma das melhores do Brasil. Segundo dados estatísticos do IBGE [2019], a Paraíba tem uma população estimada de 4.018.127 habitantes e ocupa o 5º lugar entre os Estados nordestinos mais populosos. O território da Paraíba foi uma das regiões de ocupação pioneira no Brasil. A partir da chegada dos portugueses, a região foi estabelecida como parte da capitania de Itamaracá. Porém, houve várias dificuldades de implementação das 284 Highlight frentes de ocupação portuguesa na região, em especial por meio da resistência dos índios e da influência de exploradores franceses, que utilizavam o litoral paraibano para a extração ilegal de pau-brasil. O primeiro centro urbano da Paraíba foi fundado apenas em 1585, a chamada Cidade da Paraíba, hoje a atual capital do estado, João Pessoa. Desde então, a região registrou um elevado crescimento econômico e demográfico, consolidando-se como um dos centros nordestinos da época do Brasil Colônia, principalmente por causa da instalação de engenhos de açúcar. Esse cenário resultou em uma invasão de tropas holandesas na região. Os Países Baixos possuíam amplo interesse na localização estratégica do estado e na produção de açúcar. Em 1654, a Paraíba voltou para o domínio português, mas, apenas em 1799, se tornou uma capitania federal e, consequentemente, uma província do Império do Brasil, em 1882, e um estado da federação do Brasil, em 1889. No período do Brasil República, ao longo do século XX, a Paraíba foi um dos centros da chamada Revolução de 1930, que marcou o fim da República Velha no Brasil. Nesse período, ocorreu o assassinato do então governador do estado da Paraíba, João Pessoa, que era vice na chapa presidenciável de Getúlio Vargas. Esse evento reorganizou as alianças políticas em âmbito nacional, provocando mudanças profundas no governo federal brasileiro. O nome atual da capital da Paraíba, João Pessoa, foi uma homenagem ao político paraibano assassinado. EXERCÍCIOS 1. Esta capital nordestina já foi eleita a capital mais verde do mundo, ficando atrás apenas de Paris. A cidade apresenta o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, e tem aproximadamente 900 mil habitantes. Indique-a: a) João Pessoa. b) Fortaleza. c) São Luís. d) Branco. e) Campo Grande. 285 2. João Pessoa é um município brasileiro, capital e principal centro financeiro e econômico do Estado da Paraíba. A respeito do município de João Pessoa, é correto afirmar que, EXCETO: a) A Região Metropolitana de João Pessoa é formada por João Pessoa e mais onze municípios. b) É uma das cidades mais verdes do planeta, com mais de 7 m² de floresta por habitante, rodeada por duas grandes reservas de Mata Atlântica. c) No ano de 2021 a capital da Paraíba – João Pessoa completará 435 anos de fundação. d) É conhecida como "Porta do Sol", devido ao fato de, no município, estar localizada a Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental das Américas, o que faz a cidade ser conhecida como o lugar "onde o sol nasce primeiro nas Américas”. e) O clima de João Pessoa é tropical úmido com índices relativamente elevados de umidade do ar. 3. Situada em território paraibano, a ponta do Seixas é a) o limite geográfico ocidental do continente sul-americano. b) o acidente geográfico mais elevado do estado. c) a delimitação entre as áreas territoriais de João Pessoa e Bayeux. d) a fronteira entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte. e) o ponto extremo oriental da América do Sul. 4. Sobre a geografia da Paraíba pode se afirmar: a) A Paraíba é uma das 22 unidades federativas do Brasil. b) Está situado a leste da região nordeste e tem como limites o Estado do Rio Grande do Norte ao norte, o Oceano Atlântico ao leste, Pernambuco ao sul e Ceará ao oeste. c) A capital do estado é Campina Grande. d) O estado possui 222 municípios. Gabarito 1 - A 3 - E 2 - C 4 - B 286 GEOGRAFIA DA PARAÍBA A Paraíba está localizada no Nordeste do Brasil. O estado faz divisa com: • Rio Grande do Norte, • Pernambuco e • Ceará. O relevo da Paraíba é formado por três grandes compartimentos geomorfológicos: • a planície costeira, localizada nas proximidades do litoral; • as zonas de planalto, com maiores altitudes; e • a Depressão Sertaneja, porção mais quente e seca do estado. A superfície do Estado da Paraíba é constituída basicamente por três unidades de relevo: Planície Litorânea, Planalto e Depressão. • As planícies predominam no Estado em áreas litorâneas, lugares compostos por praias. • O Planalto da Borborema é onde se encontram os picos mais altos do Estado. As depressões são identificadas no agreste da Paraíba, nas proximidades com o planalto da Borborema. • O ponto mais elevado do Estado é chamado de Pico do Jabre, com 1.197 metros de altitude. A Paraíba possui um clima tropical, e, no litoral, predomina-se o subtipo tropical úmido; já no interior, ocorre o subtipo tropical semiárido, marcado pelas altas temperaturas e irregularidade das chuvas. No interior do Paraíba, região do Sertão Paraibano, são registrados os menores volumes de chuva do Brasil A vegetação da Paraíba é predominantemente de Caatinga. Esse bioma é exclusivamente brasileiro e caracterizado pela resistência de suas espécies de fauna e flora à seca. No litoral e nas regiões de planalto, ocorrem ainda formações vegetais de mangue e floresta tropical, como a Mata Atlântica. A maior parte dos rios da Paraíba são intermitentes, ou seja, secam com o período seco. O principal rio do estado é o Piranhas. O estado da Paraíba possui cerca de 4 milhões de habitantes. A maior parte da população está concentrada nas zonas urbanas, em especial na região da 287 Highlight Highlight Highlight Highlight capital, João Pessoa, e da cidade de Campina Grande. No século XX, a Paraíba foi um dos principais centros de migração expulsora do Nordeste, em especial para o Sudeste do Brasil. Porém, nas últimas duas décadas, tem-se verificado um alto índice de migração de retorno. A maior cidade em população da Paraíba é a capital, João Pessoa, com cerca de 800 mil habitantes. As cidades de Campina Grande, Santa Rita e Patos também são importantes centros demográficos do estado, ambas com mais de 100 mil habitantes. CLIMA DA PARAÍBA O clima da Paraíba se distingue pela alta incidência de raios solares, devido à proximidade com a Linha do Equador, e conforme um maior distanciamento do oceano. A leste, o clima é tropical úmido com chuvas durante o outono e o inverno. Na região do Borborema e em parte do Sertão, o climaé semiárido, local onde predomina o chamado Polígono das Secas. A oeste, as massas de ar úmidas deixam o clima na região quente e semiúmido com o predomínio de chuvas de verão. A Mata Paraibana é caracterizada pelo clima tropical quente e úmido. A umidade advinda do Oceano Atlântico é a principal responsável pelos altos índices pluviométricos na porção leste do território. A HIDROGRAFIA PARAIBANA A hidrografia paraibana é classificada em: Rios Litorâneos e Rios Sertanejos. Os Rios Litorâneos são: Rio Paraíba, Curimataú e o Mamanguape. Esses nascem geralmente na Serra da Borborema e seguem para o oceano, onde desembocam suas águas. Já os Rios Sertanejos são: rio Piranhas, rio do Peixe, rio Piancó e Espinhara. Os rios sertanejos são aqueles que se deslocam em direção aos relevos mais baixos e deságuam no litoral do Estado do Rio Grande do Norte. EXERCÍCIOS 1. Assinale a alternativa correta em relação à hidrografia da Paraíba. a) Os rios litorâneos são rios que nascem no litoral e correm na direção da serra da Borborema. 288 Highlight b) Os rios sertanejos são rios que vão em direção ao norte em busca de terras baixas e desaguando no litoral do Rio Grande do Norte. c) Dentre os rios litorâneos, o mais importante é o Piranhas. d) Dentre os rios sertanejos, o mais importante é o Paraíba. 2. Assinale a alternativa correta em relação a vegetação do estado da Paraíba. a) A caatinga predomina no litoral. b) Matas e manguezais são encontrados no sertão. c) Xique-xique e mandacaru são plantas encontradas no mangue litorâneo. d) A caatinga é a vegetação característica do sertão. 3. Sobre os aspectos naturais do estado da Paraíba, assinale a alternativa CORRETA. a) O estado da Paraíba está localizado dentro da Zona Térmica Intertropical, ao norte do Equador, recebendo uma alta radiação energética, o que determina um clima equatorial, com temperatura média anual de 26°C. b) O estado da Paraíba possui dois biomas em seu território: Amazônico, na porção oriental, e o cerrado, na porção centro-oriental. c) O Planalto da Borborema, que se enquadra na classe de planaltos em núcleos cristalinos arqueados, está presente na Paraíba, além de outros estados. d) O pico do Itaguaré, ponto mais alto da Paraíba, está localizado na fronteira com o estado do Rio Grande do Norte, na serra da Aratanha. 4. A Paraíba está localizada no Nordeste do Brasil. O estado faz divisa com: Rio Grande do Norte, Acre e Ceará. Certo ( ) Errado ( ) 5. A Paraíba possui um clima tropical, e, no litoral, predomina-se o subtipo tropical úmido; já no interior, ocorre o subtipo tropical semiárido, marcado pelas altas temperaturas e irregularidade das chuvas. Certo ( ) Errado ( ) 289 Gabarito 1 - D 2 - E 3 - C 4 - ERRADO 5 - CERTO ASPECTOS ECONÔMICOS Alguns produtos merecem destaque no contexto de sua economia: o algodão, o sisal e o abacaxi. A pecuária também tem importância e as principais criações são de bovinos, suínos, ovinos e equinos. No setor industrial salientam o alimentício, metalúrgicas, e o têxtil, das indústrias voltadas aos produtos da cana-de-açúcar. O setor industrial responde por 16,3% do PIB estadual, um dos principais polos encontra-se em Campina Grande, onde estão sediadas companhias ligadas aos setores de metalurgia e confecções. A estratégia de oferecer incentivos fiscais a empresas dispostas a se estabelecer no Estado apresenta resultados modestos. Em suma, a economia se baseia na agricultura. O transporte marítimo é fundamental à economia paraibana. As exportações e importações são operadas principalmente através do Porto de Cabedelo. Sob o ponto de vista econômico, considerando a P.E.A. (população economicamente ativa) correspondente aos setores econômicos, percebe-se que está ocorrendo uma redução no número de pessoas ocupando o setor primário paraibano, o que confirma a saída da população do campo. Enquanto isso, nas cidades, o setor terciário está sofrendo aumento gradativo, ao receber a população proveniente do setor primário. Apesar da população paraibana continuar participando cada vez menos do setor primário, este ainda representa a base da economia do Estado. 290 Os principais produtos agrícolas paraibanos são: • Abacaxi: Sobre o qual a Paraíba se destaca como o maior produtor, tendo grande importância para a exportação. O abacaxi é cultivado em Sapé, Mari e Mamanguape. • Sisal: Nos anos 50 e 60 foi o principal produto agrícola paraibano. Hoje ocupa o terceiro lugar na exportação estadual. • Cana-de-açúcar: Possui grande importância econômica, pois dela se fabrica o álcool usado como combustível. As principais áreas de cultivo são os vales, os tabuleiros e o litoral. • Algodão: Na região sertaneja, ocupa lugar de destaque. Essa cultura já representou o principal produto agrícola paraibano. • Mandioca, milho e feijão: São culturas de subsistência. Na produção animal, destacamos os rebanhos: • Bovino: Sua produção se destina basicamente a alimentação local. Localiza-se mais intensamente no Agreste e no Sertão. • Suíno: Com a melhoria das técnicas de criação, o rebanho vem apresentando um crescimento. Localiza-se no Cariri e no Sertão. • Caprinos e Ovinos: Fornece carne e leite. Localiza-se nos Cariris e no Sertão. • Equinos, Asininos e Muares: Destinados ao transporte. Percebe-se que a pecuária é praticada de forma extensiva na Paraíba. No turismo a Paraíba se destaca especialmente devido a suas praias. Vale salientar que o ecoturismo tem crescido muito na Paraíba, com a valorização das áreas afastadas da capital, João Pessoa. Uma das áreas citadas como referência de ponto turístico do interior é o Lajedo de Pai Mateus. Em Campina Grande se encontra um dos maiores eventos juninos do Brasil, denominado "O Maior São João do Mundo." Turismo em Campina Grande Herdeira da cultura nordestina, Campina Grande luta por manter vivo o rico patrimônio representado pelas manifestações culturais e populares dessa região. A quadrilha junina, o pastoril, as danças folclóricas, o artesanato, etc., são alguns exemplos de manifestações da cultura popular que ainda encontram lugar na cidade. Historicamente, Campina Grande teve, e continua tendo, papel destacado como polo disseminador da arte dos mais destacados artistas arraigados na cultura popular nordestina, a exemplo dos "cantadores de viola", "emboladores de coco", poetas populares em geral. Especialmente na música, é 291 inegável a importância desta cidade na divulgação de artistas do quilate de Luiz Gonzaga, Rosil Cavalcante, Jackson do Pandeiro, Zé Calixto, dentre muitos, e até pelo surgimento de outros tantos como Marinês, Elba Ramalho, etc. Eventos como "O Maior São João do Mundo", Festival de Violeiros, "Canta Nordeste", as vaquejadas que se realizam na cidade, além de programações específicas das emissoras de rádio campinenses, contribuem fortemente para a preservação da cultura regional. Turismo na cidade de João Pessoa João Pessoa, fundada em 1585, é uma das mais antigas cidades do País e, por isso mesmo, é o retrato vivo do passado nas ruas e praças que remontam às origens da cidade. A cidade baixa, a qualquer hora do dia ou da noite, tem sempre atrativos para quem busca na arquitetura dos últimos três séculos o testemunho do processo de desenvolvimento nordestino, além de outros encantos que se traduzem em ancoradouros do rio Sanhauá, casarões antigos, hotéis, igrejas e praças. Deslumbram os olhos do turista as tradicionais igrejas, construções antigas e o clima de saudosismo que impera no Centro Histórico. Destacam-se ali as Igrejas de São Pedro Gonçalves, de São Bento (antigo Convento), do Carmo, com o Palácio Arquidiocesano, e a Catedral Metropolitana. ASPECTOS SOCIAIS Nosso povosurgiu na mistura das raças branca, negra e índia. Esta última já habitava a região. A população da Paraíba é essencialmente mestiça, o que resulta da união de três etnias: a mulata, a cabocla e a cafuza. Área territorial: 56.467,242 km² (IBGE, 2020). População: 4.039.277 habitantes (IBGE, 2020). Densidade demográfica: 66,70 hab/km² (IBGE, 2010). 51,85% são mulheres. Em relação à cor, a maioria da população se declara parda (56,13%), seguida de brancos (36,20%), pretos (6,67%), indígenas (0,88%) e amarelos (0,11%). Mais de 3/4 dos paraibanos vivem em áreas urbanas do estado (81,61%). Por grupos de idade, os habitantes entre 0 e 14 anos correspondem a 23,49% da população. Os idosos com mais de 65 anos equivalem a 9,54%. O restante 292 (66,97%) é composto pela população em idade ativa, ou seja, pessoas entre 15 e 64 anos, idade considerada adequada para desenvolver atividades remuneradas. O estado tem a segunda menor população em idade ativa de toda a região Nordeste, perdendo somente para o Maranhão. A taxa de crescimento populacional do estado vem caindo ano após ano, a taxa de fecundidade da Paraíba é a terceira menor do Nordeste. Um dos grandes problemas do estado é a educação. Paraíba apresenta a terceira maior taxa de analfabetismo do Brasil. A esperança de vida ao nascer na Paraíba também está entre os índices mais baixos em relação aos demais estados do Brasil. A estimativa média é a de que os paraibanos vivam até os 72 anos, dois a menos que a média nacional, que é de 73,94 anos. Além disso, o estado registra a sexta pior taxa de mortalidade infantil do país. Para cada mil crianças nascidas vivas, 21,67 morrem antes de completar um ano de vida. A pobreza também é um fator preocupante para a Paraíba. De toda a população, 13,39% é extremamente pobre, ou seja, possui renda inferior a setenta reais per capita por mês. Outro dado alarmante é o da violência no estado. Em 2000, os índices de homicídio ficavam entre os mais baixos de todo o país, entretanto, a partir de 2010, a Paraíba passou a figurar na lista dos seis estados mais violentos do Brasil. Para cada 100 mil habitantes, 38,6 são mortos. A Região Metropolitana de João Pessoa é a terceira mais violenta do país, atrás apenas de Maceió e Belém. Tudo isso coloca a Paraíba entre os mais baixos índices de qualidade de vida do Brasil. ASPECTOS CULTURAIS O estado da Paraíba é reconhecido nacionalmente pela riqueza das suas tradições culturais. As festas religiosas e juninas atraem muitos visitantes para o estado. O São João de Campina Grande é considerado a maior festa junina do mundo. Há ainda festivais folclóricos, como folguedos e cavalhadas, assim como a preservação de danças tradicionais, como o coco de roda, a ciranda e o xaxado. Na música, destacam-se os ritmos forró, xote e baião. A Paraíba é terra de importantes escritores brasileiros, como Ariano Suassuna, Augusto dos Anjos, Pedro Américo e José Lins do Rego. Em relação às artes, o artesanato é uma importante prática de afirmação da cultura paraibana, com confecções de peças de barro, couro e diferentes tipos de bordado. Já na culinária, são destaques os pratos típicos paraibanos de buchada de bode, cuscuz, carne de sol e bode guisado. 293 EXERCÍCIOS 1. Quanto ao quesito cor, o censo de 2010 do IBGE, apontou que a população do estado se auto declarava predominantemente: a) Branca b) Negra c) Parda d) Amarela 2. Em relação à economia do estado do Piauí, julgue os itens e assinale a opção correta. I. ( ) - A pecuária também tem importância e as principais criações são de: bovinos, suínos e equinos. II. ( ) - O transporte marítimo é fundamental à economia paraibana. As exportações e importações são operadas principalmente do porto de Cabedelo. III. ( ) - O setor industrial responde por 16,3% do PIB estadual, um dos principais polos encontra - se em Campina Grande. a) V,F,F. b) V,F,V. c) V,V,V. d) F,F,F. Gabarito 1 - C 2 - C 294 HISTÓRIA DA PARAÍBA 295 SISTEMA DE CAPITANIAS HEREDITÁRIAS As Capitanias Hereditárias foram um sistema administrativo implementado pela Coroa Portuguesa no Brasil em 1534. O território do Brasil, pertencente a Portugal, foi dividido em faixas de terras e concedidas aos nobres de confiança do rei D. João III (1502-1557). Essas poderiam ser passadas de pai pra filho e por isso, foram chamadas de hereditárias. Os principais objetivos eram povoar a colônia e dividir a administração colonial. As Capitanias Hereditárias, porém, tiveram vida curta e foram abolidas dezesseis anos após sua criação. Após a descoberta das terras a leste do Tratado de Tordesilhas, em 1500, por Pedro Álvares Cabral, o foco da Coroa portuguesa na sua colônia da América Portuguesa era a extração dos recursos da terra, como o pau-brasil. Isso se devia ao fato de não terem sido encontrados metais preciosos como foi o caso dos espanhóis nas suas possessões. O sistema de capitanias hereditárias foi implantado a partir da expedição de Martim Afonso de Sousa, em 1530. Os portugueses tiveram receio de perderem suas terras conquistadas para outros europeus que já estavam negociando com os indígenas e buscavam se fixar ali. Para tanto, a Coroa Portuguesa imediatamente adotou medidas para povoar a colônia, evitando, dessa maneira, possíveis ataques e invasões. O sistema de capitanias havia sido implementado pelos portugueses na Ilha da Madeira, nos Arquipélagos dos Açores e de Cabo Verde. EXERCÍCIOS 1. A distribuição de capitanias hereditárias como sistema de povoamento e colonização das terras do Novo Mundo, desenvolvido por Portugal, foi um empreendimento planejado, respondendo a uma necessidade nova, decorrente da expansão ultramarina. Sua montagem obedecia a determinadas prescrições que contavam, essencialmente, com as cartas de Doação e de Forais, peças básicas da solução das donatarias. Portanto, a respeito da administração do Estado português na Colônia brasileira, através do sistema de donatarias, é incorreto afirmar que: a) interessava à Coroa deixar às mãos de particulares a ocupação das terras, visto que ela não poderia, sem risco de perder as Índias Orientais, desviar capitais para essa nova empresa que iniciava. b) numa perspectiva econômica, as capitanias funcionavam, nos quadros da colonização, como grandes empresas, tendo à frente o donatário como empresário, diretamente responsável pelo investimento inicial. 296 c) a centralização político-administrativa da Colônia, através do sistema de donatarias, correspondia aos interesses gerais dos donatários. d) as doações hereditárias de vastas províncias brasileiras, com o seu sistema de sesmaria gratuitas, faziam parte do próprio sistema colonial. “O Estado doava títulos e terras para receber divisas”. e) os amplos poderes dados aos donatários não entravam em contradição com a tendência da política portuguesa, pois importava oferecer condições para o efetivo desenvolvimento da colonização das terras portuguesas. 2. Nos primórdios do sistema colonial, as concessões de terras efetuadas pela metrópole portuguesa pretendiam tanto a ocupação e o povoamento como a organização da produção do açúcar, com fins comerciais. Identifique a alternativa correta sobre as medidas que a Coroa portuguesa adotou para atingir esses objetivos. a) Dividiu o território em capitanias hereditárias, cedidas aos donatários, que, por sua vez, distribuíram as terras em sesmarias a homens de posses que as demandaram. b) Vendeu as terras brasileiras a senhores de engenho já experientes, que garantiram uma produção crescente de açúcar. c) Dividiu o território em governações vitalícias, cujos governadores distribuíram a terra entre os colonos portugueses. d) Armou fortemente os colonos para quepudessem defender o território e regulamentou um uso equânime e igualitário da terra entre colonos e índios aliados. e) Distribuiu a terra do litoral entre os mais valentes conquistadores e criou engenhos centrais que garantissem a moenda das safras de açúcar durante o ano inteiro. 3. Em 1534, o governo português concluiu que a única forma de ocupação do Brasil seria através da colonização. Era necessário colonizar, simultaneamente, todo o extenso território brasileiro. Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da: a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil. b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais. c) criação das capitanias hereditárias. d) montagem do sistema colonial. e) criação e distribuição de sesmarias. 297 Gabarito 1 - C 2 - A 3 - C A Capitania de Itamaracá (Antiga Ortografia: Capitania de Tamaracá) foi uma das quinze divisões originais do território brasileiro entregues a donatários em regime de hereditariedade. A capitania foi doada a Pero Lopes de Sousa, em 1534. O território da capitania estendia-se desde a linha imaginária de Tordesilhas até a costa, tendo como limite norte a Baía da Traição (Paraíba) a Igarassu (Pernambuco). Foram capitais da capitania as cidades de Itamaracá e Goiana. Foi originalmente o protetorado ultramarino português de maior extensão longitudinal indo do extremo leste do mainland americano até Tordesilhas, enquanto o de maior área era o Rio Grande (atual Rio Grande do Norte), porém perdeu esse título para o seu desmembramento Setentrional que passou a se chamar Paraíba ou Paraiwa (originalmente São Domingos), que significa algo como de navegação difícil. Pero Lopes de Sousa colocou Francisco de Braga à frente da capitania, que ocupou a ilha da Conceição e fundou a vila Marial ou de Nossa Senhora da Conceição em 1534. Entretanto, no continente viviam os índios potiguaras que impunham muita resistência aos colonizadores e também franceses traficantes de pau-brasil. Os índios e os franceses eram aliados, pois mantinham uma relação mercantilista, ao passo que os portugueses representavam a ameaça de escravidão. Eram frequentes os ataques aos habitantes portugueses da região e da capitania de Olinda, de Duarte Coelho. O donatário da capitania veio a falecer 1534. Como não foi cumprida a cláusula da Lei das Sesmarias, as terras voltaram ao patrimônio da Coroa, tornando-se devolutas e a Itamaracá tornou-se capitania real. O domínio do território pelos potiguaras era uma ameaça à segurança dos colonizadores portugueses. EXERCÍCIOS 1. As dificuldades encontradas pelos portugueses na conquista da Paraíba tiveram relação com: a) a prévia ocupação francesa na região, e as alianças entre os franceses e as tribos Potiguaras. 298 b) a animosidade dos índios Tabajaras que, ao resistirem às tentativas de ocupação, provocou seu extermínio. c) os ataques empreendidos pelas vilas coloniais, fundadas por espanhóis e densamente fortificadas. d) o descaso da Coroa com a conquista dessa região, uma vez que nenhum tipo de exploração econômica havia sido implantado. e) o fracasso das sucessivas expedições de conquista que, devido às intempéries marítimas, jamais chegaram ao seu destino. 2. Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém em Pernambuco. Esse episódio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de uma índia, filha do cacique potiguar, no Engenho de Tracunhaém. Com base no conhecimento da História da Paraíba, é correto afirmar que essa Tragédia contribuiu para: a) a aliança entre os índios Potiguaras e portugueses e para o progresso da Paraíba. b) o desmembramento da capitania de Itamaracá e para a formação da capitania da Paraíba. c) a autonomia administrativa de colônia e para a expansão das bandeiras no interior da Paraíba. d) a resistência indígena à conquista portuguesa e para a expansão da pecuária na Paraíba. e) o ingresso de Ordens religiosas na capitania e para a catequização dos índios da Paraíba. 3. Em face do regime de monopólios, a capitania da Paraíba foi anexada em 1755 à capitania de Pernambuco, privando- a de autonomia, até 1799. Essa anexação deveu-se: a) à superioridade comercial da Paraíba em relação à capitania de Pernambuco. b) à criação da Companhia de Comércio de Pernambuco e da Paraíba. c) ao enfraquecimento da Companhia das Índias Ocidentais na Paraíba. d) ao crescimento da produção açucareira de Pernambuco e da Paraíba. e) à fixação das fronteiras das capitanias de Itamaracá e de Pernambuco. 299 Gabarito 1 - A 2 - B 3 - B Em 1540 foi nomeado a João Gonçalves como administrador real, mas este só chegaria em 1548. O fim da capitania de Itamaracá foi precipitado pelo episódio conhecido como Tragédia de Tracunhaém, ou chacina de Tracunhaém. A capitania foi extinta e foi criada a capitania da Paraíba em 1574, a qual só viria a ser instalada em 1585 com recursos para evitar mais invasões francesas, repelir ataques dos tabajaras e potiguaras e assegurar a conquista do norte do Nordeste brasileiro. A colonização portuguesa da Paraíba e Pernambuco expandiram para Itamaracá. Desde então, as menções de Itamaracá como entidade política tende a sumir na história [carece de fontes]. Durante o domínio holandês o cronista Elias Erickmann no século XVII em uma crônica para o Instituto de Utretch descreve a capitania como uma província da Nova Holanda entre as duas já citadas. No século XVIII um autor luso-baiano cita a capitania como ainda existente tal como duas do sul baiano posteriormente anexadas pela Bahia a exemplo do que ocorreu a Itamaracá frente a Pernambuco. Somente em 1763, com a morte de seu último donatário, foi oficialmente extinta a capitania de Itamaracá, sendo anexada a Pernambuco, cuja sede original era Olinda. EXERCÍCIOS 1. 0 As dificuldades encontradas pelos portugueses na conquista da Paraíba tiveram relação com: a) a prévia ocupação francesa na região, e as alianças entre os franceses e as tribos Potiguaras. b) a animosidade dos índios Tabajaras que, ao resistirem às tentativas de ocupação, provocou seu extermínio. c) os ataques empreendidos pelas vilas coloniais, fundadas por espanhóis e 300 densamente fortificadas. d) o descaso da Coroa com a conquista dessa região, uma vez que nenhum tipo de exploração econômica havia sido implantado. e) o fracasso das sucessivas expedições de conquista que, devido às intempéries marítimas, jamais chegaram ao seu destino. 2. A fundação, no final do século XVI, de conventos e mosteiros na Paraíba, então denominada Filipéia de Nossa Senhora das Neves, foi vista com bons olhos pelos colonos, pois estes: a) encontravam-se em minoria, acuados por tribos hostis, razão que os fez solicitar da Coroa e do Papa a instalação de missões jesuíticas fortificadas, no interior das quais pudessem habitar. b) pretendiam fazer prevalecer o catolicismo e combater as religiões protestantes, como o calvinismo trazido pelos conquistadores franceses, ao qual a população local havia aderido massivamente. c) acreditavam que a presença de religiosos contribuiria para a catequização e a “pacificação” das aldeias indígenas nas proximidades, garantindo a segurança da população branca. d) ansiavam estabelecer trocas comerciais com os índios, como o escambo, prática que até então não havia sido implementada, uma vez que somente os freis eram os únicos autorizados a fazer esse tipo de transação. e) reivindicavam a presença de ordens religiosas naquele território uma 3. Missionários e bandeirantes tiveram importante papel no processo de conquista do interior da Paraíba. As bandeiras eram: a) expedições que, em geral, se valiam do cursonatural dos rios e tinham por objetivo aprisionar índios para vendê-los como escravos. b) incursões oficiais da Coroa no interior do território brasileiro a fim de abrir caminhos e construir vias férreas. c) caravanas de colonos responsáveis pela instalação nas vilas, de uma grande cruz e a bandeira portuguesa, como símbolos da colonização. d) tropas militares bem armadas e chefiadas por um colonizador europeu, conhecedor da região, a fim de eliminar tribos hostis. e) grupos de viajantes estrangeiros interessados em pesquisar, explorar e mapear a fauna, a flora e os nativos do continente americano. 301 Gabarito 1 -A 2 - B 3 - B Primeira expedição (1574): O comandante desta expedição foi o Ouvidor Geral D. Fernão da Silva. Ao chegar no Brasil, Fernão tomou posse das terras em nome do rei sem que houvesse nenhuma resistência, mais isso foi apenas uma armadilha. Sua tropa foi surpreendida por indígenas e teve que recuar para Pernambuco Segunda expedição (1575): Quem comandou a segunda expedição foi Governador Geral, D. Luís de Brito. Sua expedição foi prejudicada por ventos desfavoráveis e eles nem chegaram sequer às terras paraibanas. Parte da frota foi devolvida ao porto de origem, com o próprio Governador Geral, e outra conseguiu ancorar em Pernambuco onde, depois de esperar algum tempo também retornou à Bahia. Terceira expedição (1579): Frutuoso Barbosa impôs a condição de que se conquistasse a Paraíba, a governaria por dez anos. Essa idéia só lhe trouxe prejuízos, uma vez que quando estava vindo à Paraíba, caiu sobre sua frota uma forte tormenta e além de ter forte tormenta e além de ter que recuar até Portugal, ele perdeu sua esposa. Quarta expedição (1582): com a mesma proposta imposta por ele na expedição anterior, Frutuoso Barbosa volta decidido a conquistar a Paraíba, mas cai na armadilha dos índios e dos franceses. Barbosa desiste após perder um filho em combate. Quinta expedição (1584): esta teve a presença de flores Valdez, Felipe de Moura e o insistente Frutuoso Barbosa, que conseguiram finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba. TEXTO I Documentos do século XVI algumas vezes se referem aos habitantes indígenas como “os brasis”, ou “gente brasília” e, ocasionalmente no século XVII, o termo “brasileiro” era a eles aplicado, mas as referências ao status econômico e jurídico desses eram muito mais populares. Assim, os termos “negro da terra” e “índios” eram utilizados com mais frequência do que qualquer outro. SCHWARTZ, S. B. Gente da terra braziliense da nação. Pensando o Brasil: a construção de um povo. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000 (adaptado). 302 TEXTO II Índio é um conceito construído no processo de conquista da América pelos europeus. Desinteressados pela diversidade cultural, imbuídos de forte preconceito para com o outro, o indivíduo de outras culturas, espanhóis, portugueses, franceses e anglo-saxões terminaram por denominar da mesma forma povos tão díspares quanto os tupinambás e os astecas. SILVA, K. V.; SILVA, M. H. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005. 1. Ao comparar os textos, as formas de designação dos grupos nativos pelos europeus, durante o período analisado, são reveladoras da: a) concepção idealizada do território, entendido como geograficamente indiferenciado. b) percepção corrente de uma ancestralidade comum às populações ameríndias. c) compreensão etnocêntrica acerca das populações dos territórios conquistados. d) transposição direta das categorias originadas no imaginário medieval. e) visão utópica configurada a partir de fantasias de riqueza. 2. A língua de que usam, por toda a costa, carece de três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei, e dessa maneira vivem desordenadamente, sem terem além disto conta, nem peso, nem medida. GÂNDAVO, P. M. A primeira história do Brasil: história da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2004 (adaptado). A observação do cronista português Pero de Magalhães Gândavo, em 1576, sobre a ausência das letras F, L e R na língua mencionada demonstra a: a) simplicidade da organização social das tribos brasileiras. b) dominação portuguesa imposta aos índios no início da colonização. c) superioridade da sociedade europeia em relação à sociedade indígena. d) incompreensão dos valores socioculturais indígenas pelos portugueses. e) dificuldade experimentada pelos portugueses no aprendizado da língua nativa. 303 3. Eram características dos indígenas nativos do Brasil na chegada dos portugueses, em 1500: a) a obtenção de recursos baseada na coleta, caça e agricultura. b) a existência de apenas um idioma comum a todas as tribos. c) a existência de grandes cidades, como a dos astecas. d) a ausência de artesanato. Gabarito 1 - C 2 - D 3 - A EUROPEUS NA PARAÍBA Na Paraíba havia, no mínimo, três grupos indígenas diferentes. Os tupis, que habitavam o litoral, e eram divididos em potiguaras, ao norte do Paraíba e os tabajaras, ao sul do Paraíba. Os tabajaras vieram do São Francisco, da região de Sergipe. Mas havia um terceiro grupo, que era tido como cariri. Era o grupo dos tarairiús, e como eles ficaram ao lado dos holandeses e participaram da guerra contra os portugueses foram praticamente execrados, considerados selvagens e foram desprezados. Esse grupo era muito pequeno. Somente com a chegada dos holandeses é que vamos conhecer, com mais detalhes, os tarairiús, que eram conhecidos pelo nome do principal, chamado Janduí. Janduí era o cacique que, naquele tempo, comandava 22 grandes tribos no interior do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Janduí era tarairiú, conforme o nome anotado pelos holandeses. Os tarairiús falavam uma língua diferente do tupi e do cariri. Os índios cariris chegaram aqui oriundos do São Francisco, como já disse, se bem que houvesse um pequeno grupo que estava junto com os tabajaras, os quais foram trazidos da região pelo cacique tabajara Piragibe, mas esse grupo se dispersou. Isto está documentado naquela briga entre os franciscanos e os jesuítas. Está lá a palavra padzu, que é o nome de pai que os índios chamavam com os padres que o catequizavam. Vejamos as fronteiras desses índios. Essas fronteiras são muito variáveis. As migrações eram constantes, havendo um remanejamento muito grande. Na parte do litoral, estavam os tupis: ao norte do rio Paraíba os potiguaras, e ao sul do rio Paraíba os tabajaras. Os caetés, que foram os primeiros, já tinham sido 304 exterminados. Os caetés deviam ter chegado na parte de Itamaracá, tendo sido exterminados desde a morte do padre Fernando Sardinha. A parte do interior era toda ocupada pelos tarairiús. A parte sul ao longo do rio Paraíba era ocupada por poucas tribos cariris. Eram cariris os bultrins de Alagoa Nova, os bultrins de Pilar, os fagundes, perto de Campina Grande, os carnoiós da região próxima a Campina Grande. Esses bultrins chegaram até Pilar, centro principal dos cariris e já tinham sido catequizados no São Francisco, donde vieram, e ficaram ao lado dos portugueses. Quando os portugueses começaram a entrar para o sertão começaram a lutar contra os tarairiús, que tinham sido aliados dos holandeses. Mesmo depois da guerra dos holandeses, quando foram feitas as pazes, o Tratado de Paz feito entre o Brasil e a Holanda não citava o perdão aos índios tarairiús. E Janduí exigiu e os governos português e holandês tiveram que aceitar, dando perdão a Janduí, que era o caciquetarairiú. O governador André Fernandes Vieira não tolerava esses índios, que tinham sido combatidos por ele. Tanto que aprisionou alguns deles aqui e mandou para Portugal e Portugal devolveu porque já tinha feito as pazes. Para a conquista do sertão, os portugueses foram entrando e até certo ponto foram invadindo as terras ocupadas pelos tarairiús. A guerra contra os tarairiús começou nos anos 1630 e se estendeu até 1730, uma guerra de cem anos. Foi a maior guerra indígena do Brasil. A dos tamoios não chega nem perto. Foi uma guerra de cem anos até quase dizimar praticamente quase toda a população tarairiú. Existe apenas um remanescente tarairiú, que está em Pernambuco, na serra de Ararobá, próximo a Pesqueira, com o nome de sucurus. Existem lá cerca de 3.000 índios. Já perderam a língua e ainda têm algumas palavras; eu consegui coletar algumas palavras e fazer uma comparação de termos, mostrando o parentesco da língua tarairiú com o grupo jê. Por exemplo, em tarairiú água é caeté e nos dialetos jês é incoul, mas no cariri é tzu, uma palavra totalmente diferente. Cabeça é crecar em tarairiú, nos dialetos jês é cran e no cariri é tsanbu. E assim por diante. Todas essas palavras fazem com que a gente aproxime os tarairiús dos jês. Isso não somente já tinha sido feito pelos traços culturais, etnográficos e físicos, como também pelos traços lingüísticos. Então não há dúvida, nossos cariris eram aparentados dos jês. Mas isso só foi aceito recentemente, principalmente através dos trabalhos de Pompeu Sobrinho, do Ceará, que estudou esse assunto e publicou um trabalho. Apesar disso, os paraibanos insistiam em dizer: tupi no litoral e cariri no interior. Vejamos as tribos tarairiús: os janduís (Janduí era o cacique principal); os canindés (Canindé foi o rei que substituiu Janduí, quando Janduí morreu e continuou a guerra contra os portugueses); os sucurus, que é um caso interessante (eles escaparam de ser dizimados porque Sacramento, o primeiro bispo de Pernambuco foi catequizar esses índios logo depois da saída dos holandeses e trouxe esses índios para Pernambuco, em Limoeiro, e depois conseguiu com João Fernandes Vieira e outros as terras da serra de Ararobá, onde estão até hoje. São os remanescentes dos sucurus da Paraíba e do Rio Grande do Norte). 305 Sobre esses índios já foram coletadas algumas palavras da língua deles por alguns membros da Fundação do Índio; outras palavras já haviam sido coletadas por Nimiendaju e eu pude coletar um vocabulário de mais ou menos 200 palavras para comparar com os outros topônimos tarairiús das sesmarias, para verificar mais alguma coisa sobre a língua. A minha tese de doutorado é sobre a língua cariri. Eu já conhecia a língua tupi, de modo que eu posso perceber perfeitamente quando a palavra é tarairiú ou é cariri. Eram tarairiús os ariús de Campina Grande, os sucurus, os canindés, os janduís, os pegas, os ariús dos paiacús, os panatis, e alguns outros grupos menores. Quanto aos cariris, havia os cariris do oeste da Paraíba porque eles tinham vindo da região do São Francisco. O centro e o núcleo dos cariris é a Bahia e principalmente aquela parte de Pernambuco que é exatamente a região de Cabrobó, da Cachoeira de Paulo Afonso mais abaixo e a cidade de Petrolina. Os índios cariris tinham a sua capital ali, chamada Aracapá, palavra tupi, que quer dizer “escudo redondo” ou rodela. De modo que aquela parte do sertão de Pernambuco é conhecida por sertão de rodela. Isto tudo está relatado no livro que vocês conhecem de Martim de Nantes, já traduzido para o português. EXERCÍCIOS 1. A fundação, no final do século XVI, de conventos e mosteiros na Paraíba, então denominada Filipéia de Nossa Senhora das Neves, foi vista com bons olhos pelos colonos, pois estes a) encontravam-se em minoria, acuados por tribos hostis, razão que os fez solicitar da Coroa e do Papa a instalação de missões jesuíticas fortificadas, no interior das quais pudessem habitar. b) pretendiam fazer prevalecer o catolicismo e combater as religiões protestantes, como o calvinismo trazido pelos conquistadores franceses, ao qual a população local havia aderido massivamente. c) acreditavam que a presença de religiosos contribuiria para a catequização e a “pacificação” das aldeias indígenas nas proximidades, garantindo a segurança da população branca. d) ansiavam estabelecer trocas comerciais com os índios, como o escambo, prática que até então não havia sido implementada, uma vez que somente os freis eram os únicos autorizados a fazer esse tipo de transação. e) reivindicavam a presença de ordens religiosas naquele território uma vez que, as famílias se sentiam desamparadas pela Igreja, desde a expulsão dos jesuítas, no século anterior. 306 2. Assumindo os ideais iluministas no reino, o Marquês de Pombal expulsou os jesuítas de Portugal e colônias. Na Paraíba, os jesuítas foram expulsos por Pombal, em 1759. A consequência dessa expulsão para a capitania foi a: a) criação de uma cultura formada por valores Indígenas Católicos. b) expansão da pecuária sobre as terras dos indígenas no Sertão da Paraíba. c) introdução de novos conhecimentos espirituais e científicos vindos da Europa. d) intensificação dos conflitos que ocorriam entre colonos e os Tupis-Guaranis. e) desarticulação do sistema de ensino mantido por essa Ordem Religiosa. Gabarito 1 - C 2 - E A Presença Holandesa na Paraíba Portugal desde 1580 estava sob domínio espanhol, e consequentemente, o Brasil. A instalação da empresa açucareira no Brasil contou com a participação holandesa, desde o financiamento das instalações até a comercialização no mercado europeu. Assim, quando Felipe II proibiu a manutenção dessas relações comerciais, tirou dos holandeses uma grande fonte de lucros, levando- os a reagirem com a invasão ao Nordeste brasileiro. Para isso, os holandeses organizaram uma Companhia – a Companhia das Índias Ocidentais –, e decidiram invadir a capital, em 1624. Prenderam o Governador Geral e o enviaram para a Holanda. Não conseguiram, no entanto, governar a região. Sob o comando de D. Marcos Teixeira, as forças brasileiras mataram vários chefes batavos, enfraquecendo as tropas holandesas. Em maio de 1625, eles foram expulsos da Bahia pela esquadra de Fradique Toledo Osório. As invasões holandesas atingem também a Paraíba e através de ataques contínuos a Cabedelo, onde a resistência foi muito acentuada, tentam se fixar em nossas terras, porém só concretizando em 1634, quando desembarcam ao norte da foz do Jaguaribe e conseguiram vitória sobre as tropas do governador paraibano Antônio de Albuquerque Maranhão e partindo para dominar Cabedelo, onde tiveram êxito. 307 Em dezembro de 1634 os holandeses entraram na cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves e passaram a administra-las até 1645. A preocupação inicial dos holandeses consistiu em manter defesas, para estabilizar a conquista, e atrair a simpatia dos habitantes da Paraíba, cuja capital teve a denominação mudada para Frederica. A Fortaleza de Santa Catarina, no Cabedelo, foi rebatizada como Margareth. Alguns dos nossos moradores pressentindo a derrota e não querendo se submeter aos inimigos, retiraram-se da Capitania. Porém antes da retirada, queimavam os canaviais e inutilizavam os engenhos. André Vital de Negreiros foi o primeiro a tocar fogo no engenho do seu pai e muitos seguiram o exemplo. Para impedir possível rebelião, os holandeses tanto fortificaram a Igreja de São Francisco e o convento de Santo Antônio, a cujas portas instalaram entrincheiramentos e bateria, quanto ocuparam a inacabada Igreja de São Bento, na Rua Nova. Quando os religiosos franciscanos tentaram desobedecer às ordens dos novos senhores, foram expulsos da Capitania. EXERCÍCIOS 1. Para o pesquisador Humberto Nóbrega, trata-se do “maior e mais respeitávelmonumento histórico da Paraíba”. É a única praça forte ainda de pé que nos ficou dos primórdios da colonização. Fundada em 1589, após a celebração da paz entre os colonizadores e o chefe índio Piragibe, a fortaleza inicialmente era de taipa e foi erguida pelo alemão Cristóvão Linz, a 18 Km da capital do Estado, João Pessoa. (http://www.joaopessoaconvention.com.br/v2009/?p= ponto_turistico) Com base no conhecimento histórico da Paraíba, assinale a afirmação que se relaciona ao monumento a que o texto se refere. a) Com o objetivo de evitar a entrada dos franceses, Frutuoso Barbosa ordenou a construção da Fortaleza de Santa Catarina, em Cabedelo. b) Visando defender os engenhos de ataques de índios Potiguaras, André de Albuquerque construiu o Forte de Inhobin, em João Pessoa. c) Para resistir aos ataques indígenas potiguaras, João Tavares iniciou a construção do Forte de São Sebastião, na foz do rio Paraíba. d) Durante o governo de Martim Leitão, foi edificada a capela de São Gonçalo, ainda hoje, um dos grandes monumentos históricos da Paraíba. e) A Igreja de São Bento, na Avenida General Osório, onde há um cata-vento em lâmina, construído em 1753, foi obra iniciada por Feliciano Coelho. 308 2. Considere as seguintes afirmações sobre a Revolução de 1817, também chamada de “Revolução Pernambucana”, da qual a Paraíba participou: I. Essa revolução, influenciada pelos ideais da Revolução Francesa, buscava a criação de uma república independente, sediada em Pernambuco. II. A maioria de seus integrantes, dentre os quais havia muitos proprietários rurais, defendia a manutenção da escravidão, que garantia o status econômico da elite agrária. III. A revolução foi reprimida meses após sua eclosão, sem conseguir mobilizar a população ou tomar o poder local, uma vez que as oligarquias locais permaneceram leais à Coroa Portuguesa. IV. Após essa Revolução, Rio Grande e Alagoas tornaram-se comarcas independentes de Pernambuco. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) I e IV. c) II e III. d) I, II e IV. e) II, III e IV. Gabarito 1 - A 2 - D O Brasil recebeu visitas de inquisidores cujo objetivo era investigar comportamentos e inibir qualquer prática alheia aos princípios estabelecidos pela igreja. Historicamente se fala em três ou quatro visitas: a primeira entre 1591 e 1595, a segunda entre 1618 e 1621, a terceira entre 1627 e 1628 e a quarta, supostamente, entre 1763 e 1769. O primeiro inquisidor do Brasil se chamava Heitor Furtado de Mendonça. Os inquisidores, por sua vez, nomearam clérigos que seriam os responsáveis pelo controle dos hábitos e costumes nessa colônia portuguesa, cujo objetivo principal era exterminar qualquer prática adversa do catolicismo. Não só os padres eram orientados a observar o comportamento dos fiéis; além desses qualquer pessoa poderia acusar outra, inclusive anonimamente, o que 309 propiciava a vingança entre vizinhos ou parentes em decorrência de desavenças cotidianas. Havia uma lista preparada pela igreja onde constavam os que eram considerados crimes de heresia, dentre os quais se incluía feitiçaria, práticas judaicas, bigamia, adultério, sodomia, entre outros. Assim, os principais perseguidos, os considerados hereges (ameaça para a doutrina cristã) eram curandeiros e especialmente judeus convertidos - os cristãos novos - que se acreditava que mantivessem às escondidas seus costumes religiosos. Vale lembrar que os primeiros habitantes do Brasil eram os índios cujas práticas de cura de enfermidades iam sendo disseminadas pelos novos habitantes e as quais deram origem aos curandeiros, então perseguidos. No que respeita aos cristãos novos (judeus) eles tinham sido obrigados a se converter em Portugal, mas tendo muitos fugidos para o Brasil, Portugal acreditava que distantes teriam a oportunidade de regressar ao judaísmo praticando sua fé e tendo espaço para a sua divulgação. Desde que houvesse suspeição, os clérigos nomeados abriam processos (foram abertos cerca de mil no Brasil), na sequência as pessoas eram presas - muitas vezes sem conhecer o crime de que eram acusadas - e eram extraditadas para Portugal para lá serem julgadas e torturadas através de métodos como a roda ou o polé ou mesmo a morte na fogueira. EXERCÍCIOS 1. Realizada a emancipação política em 1822, o Estado no Brasil: a) surgiu pronto e acabado, em razão da continuidade dinástica, ao contrário do que ocorreu com os demais países da América do Sul. b) sofreu uma prolongada e difícil etapa de consolidação, tal como ocorreu com os demais países da América do Sul. c) vivenciou, tal como ocorreu com o México, um longo período monárquico e uma curta ocupação estrangeira. d) desconheceu, ao contrário do que ocorreu com os Estados Unidos, guerras externas e conflitos internos. e) adquiriu um espírito interior republicano muito semelhante ao argentino, apesar da forma exterior monárquica. 2. A Independência do Brasil, em 1822, foi fruto de uma série de fatores cujo ponto de partida se pode localizar na vinda da família real para o Brasil, em 1808. Com a Corte no Brasil e a sede da monarquia para cá transmutada, deflagrou- 310 se uma verdadeira inversão de papéis, tornando-se Portugal uma “colônia de uma colônia sua”. A tentativa de Portugal de reverter essa situação e tornar-se novamente metrópole do Brasil foi revelada de forma mais contundente através da: a) Inconfidência Mineira, de 1789. b) Revolução do Porto, de 1820. c) Revolução Pernambucana, de 1817. d) Revolução Francesa, de 1789. e) Revolução Praieira, de 1848. 3. Processo político de emancipação do Brasil desenvolveu-se dentro de condições bastante especiais, dentre as quais é correto assinalar: a) a presença de D. Pedro I, como regente do trono, estabelecia a possibilidade de uma separação entre Portugal e Brasil, sem, contudo, romper radicalmente com o regime monárquico. b) as primeiras notícias chegadas ao Brasil dos acontecimentos do Porto deflagraram, em todas as províncias brasileiras, movimentos de repúdio à revolução lusa, formando-se “Juntas Constitucionais”. c) a Revolução do Porto, fundamentada em ideias liberais, tinha entre seus objetivos a reforma constitucional portuguesa e a emancipação política das suas colônias, entre elas, o Brasil. d) nas Juntas Constitucionais formadas por brasileiros e portugueses, nas quais os brasileiros eram em maior número, havia a firme decisão de não se acatarem as resoluções tomadas pelas cortes em Lisboa, o que contrariava os interesses lusos. e) Com relação ao Brasil, os revolucionários portugueses do Porto, mantinham a coerência com os postulados liberais, mostrando-se intransigentes defensores da emancipação política brasileira. A SANTA INQUISIÇÃO E A PARAÍBA Na colônia do Brasil, onde os jesuítas tinham colégios (missões), Pombal os acusou de apoiar os indígenas na resistência contra Portugal. Um atentado à vida do rei José, em 1758, deu a Pombal o pretexto para tirar poderes da nobreza e expulsar os jesuítas, que tinham amizade com os conspiradores. A chamada expulsão dos jesuítas foi um evento da história de Portugal que teve lugar no reinado de D. José I, em 1759, sob a 311 orientação do seu Secretário de Estado dos Negócios Interiores do Reino, o futuro Marquês de Pombal. Portugal foi o primeiro país europeu a expulsar os jesuítas. Assim, no ano de 1759, centenas de jesuítas foram expulsos do Brasil, pelo secretário de estado português: o Marques de Pombal. O que acabou desestruturando por completo a ordem dos jesuítas no Brasil, gerando grandes prejuízos para os aldeamentos indígenas, para a educação e o ensino na colônia. Outra importante medida trazida com a administração de Pombal foi a expulsão dos jesuítas do Brasil. Essa medida foi tomada com o objetivo de dar fim às contendas envolvendoos colonos e os jesuítas. ... Vendo os prejuízos trazidos com essa situação, Pombal expulsou os jesuítas e instituiu o fim da escravidão indígena. No Brasil, entretanto, as consequências do desmantelamento da organização educacional jesuítica e a não-implantação de um novo projeto educacional foram graves, pois, somente em 1776, dezessete anos após a expulsão dos jesuítas, é que se instituíram escolas com cursos graduados e sistematizados. EXERCÍCIOS 1. Contando em 1774 com (...) uma população total de 52.000 habitantes em toda capitania, a Paraíba tornou-se presa para o Tribunal do Santo Ofício. Especialistas sustentam haver sido ela a capitania mais perseguida pela instituição, depois do Rio de Janeiro (...) No Brasil, a Inquisição significou mecanismo do pacto colonial, ou seja, de transferência de riqueza de colônia para a metrópole. (José Octávio de Arruda Mello. História da Paraíba, lutas e resistência. Paraíba, Conselho Estadual de Cultura (SEC): União Editora, s/d. p. 81-82) A partir do texto pode-se afirmar que a atuação da Inquisição na capitania, no século XVIII, Alternativas a) foi um dos elementos responsáveis pelo atraso econômico da Paraíba. b) fez com que a Paraíba superasse sua mais séria e longa crise financeira. c) foi uma das causas pelo declínio da exploração metropolitana na Paraíba. d) fez com que a metrópole aplicasse uma brutal alta de impostos na Paraíba. e) foi responsável pelo crescimento da produção de subsistência na Paraíba. 312 2. No final do século XVI, na Bahia, Guiomar de Oliveira denunciou Antônia Nóbrega à Inquisição. Segundo o depoimento, est lhe dava “uns pós não sabe de quê, e outros pós de osso de finado, os quais pós ela confessante deu a beber em vinho ao dito seu marido para ser seu amigo e serem bem casados, e que todas estas coisas fizeram tendo-lhe dito a dita Antônia e ensinado que eram coisas diabólicas e que os diabos lhe ensinaram”. (ARAÚJO, E. O teatro dos vícios. Transgressão e transigência na sociedade urbana colonial. Brasília: UnB/José Olympio, 1997.) Do ponto de vista da Inquisição: a) o problema dos métodos citados no trecho residia na dissimulação, que acabava por enganar o enfeitiçado. b) o diabo era um concorrente poderoso da autoridade da Igreja e somente a justiça do fogo poderia eliminá-lo. c) os ingredientes em decomposição das poções mágicas eram condenados porque afetavam a saúde da população. d) as feiticeiras representavam séria ameaça à sociedade, pois eram perceptíveis suas tendências feministas. e) os cristãos deviam preservar a instituição do casamento recorrendo exclusivamente aos ensinamentos da Igreja. 3. No período colonial do século XVIII, os padres jesuítas foram expulsos da colônia, na região da PARAÍBA isso ocasionou um problema por conta: Alternativas: a) Dos padres estarem com o patrimônio das antigas fazendas dadas como herança pelo sesmeiro Capitão Domingos Afonso Mafrese. b) Da contribuição social elevadas que a Companhia de Jesus vinha fazendo pela população mais pobre na região e que deixou de ser continuada. c) Da falta que a Companhia de Jesus iria fazer na organização social da região, pois o padre Gabriel Malagrida havia contribuído com a organização social. d) Do alto investimento que os jesuítas faziam na região e que foi levado embora, de volta para a Europa, com sua expulsão. 313 Gabarito 1 - B 2 - B 3 - A PROCESSOS INQUISICIONAIS NA PARAÍBA A partir de 1804, Napoleão “auto coroou-se” imperador francês, o que reforçou seu poder e ampliou a tensão na Europa. Antes disso, a situação já era apreensiva para Portugal, uma vez que os espanhóis haviam se aliado com os franceses, o que representava uma grande ameaça à soberania do território português. Em 1801, uma pequena guerra entre Portugal e Espanha, a Guerra das Laranjas, aconteceu e fez Portugal perder a cidade de Olivença para a Espanha. Nessa derrota, os portugueses ainda foram obrigados a aceitar o seguinte termo dos franceses: fechar os portos de seu país para embarcações inglesas. O termo foi aceito, mas não foi colocado em prática. Incapaz de invadir a Inglaterra, Napoleão resolveu, a partir de 1806, estabelecer o Bloqueio Continental, o que determinou que os portos das nações europeias ficariam terminantemente fechados para embarcações inglesas. Com o bloqueio, os portugueses começaram a ventilar a proposta de mudarem- se para o Brasil a fim de fugir do alcance de Napoleão. Portugal não aceitou aderir ao bloqueio porque as relações com os ingleses eram boas e estavam de pé por séculos. A situação estendeu-se até meados de 1807, quando Napoleão realizou um ultimato. O ultimato de Napoleão determinou que Portugal deveria, até 1º de setembro, realizar as seguintes medidas: convocar seu embaixador que estava em Londres; expulsar o embaixador inglês de Lisboa; fechar os portos para navios ingleses; prender os ingleses em Portugal e confiscar os bens deles; e declarar guerra à Inglaterra|2|. Seguiram-se semanas de negociação entre Portugal e França e Portugal e Reino Unido, mas não se chegou a nenhum entendimento. Os britânicos orientaram que, se os portugueses aceitassem integralmente os termos franceses, os dois países entrariam em guerra; já os franceses exigiam o aceite integral dos seus termos, caso contrário, invadiriam o território português, dividindo-o com a Espanha. Como não houve solução, Napoleão ordenou o envio de tropas para invadir Portugal. Em 24 de novembro, d. João informou que as tropas francesas 314 chegariam a Lisboa em até quatro dias e autorizou o início dos preparativos de uma viagem ao Brasil. A corte portuguesa tinha o compromisso dos ingleses de ser escoltada em segurança até o Brasil. EXERCÍCIOS 1. A transferência da corte portuguesa para o Brasil conferiu à nossa independência política uma característica singular, pois favoreceu a: a) Ruptura do pacto colonial, sem graves convulsões sociais e, também, sem a fragmentação territorial. b) Manutenção do exclusivo colonial e a continuidade dos investimentos portugueses. c) Coesão partidária sem contestação e a unidade provincial em torno do novo regime. d) Alteração da estrutura social anterior e, também da organização econômica e) Permanência dos funcionários ligados à corte e, também, dos burocratas lusos. 2. Sobre o processo histórico que culminou com a Independência política do Brasil, assinale a alternativa INCORRETA: a) A transferência da Corte portuguesa para o Brasil favoreceu o início do processo de separação política. Duas das principais medidas de caráter econômico adotadas foram: a abertura dos portos às nações amigas e a revogação do alvará que proibia as manufaturas no país. b) A Revolução Liberal do Porto, de caráter antiabsolutista, exigiu o retorno de D. João a Portugal. Propunha a recolonização do Brasil, o que gerou, internamente, a formação de vários grupos: o "Partido Português", que defendia a recolonização; o "Partido Brasileiro" e os liberais radicais, que eram contrários. c) A emancipação política do Brasil alterou as bases da estrutura política e social do país. As elites nordestinas em ascensão conduziram à formação do Estado Nacional, baseado na unidade territorial e linguística. d) A insistência das Cortes em recolonizar o Brasil acabou por forçar as elites brasileiras a se unirem em torno de D. Pedro I pela emancipação definitiva, na tentativa de preservar seus interesses econômicos. 315 Gabarito 1 - A 2 - C A PARAÍBA NOS PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - REVOLUÇÃO PERNANBUCANA DE 1817 O processo de independência do Brasil aconteceu, de fato, durante a regência de Pedro de Alcântara no Brasil. As Cortes portuguesas (instituição surgida com a Revolução do Porto) tomaram algumas medidas que forambastante impopulares aqui, como a exigência de transferência das principais instituições criadas durante o Período Joanino para Portugal, o envio de mais tropas para o Rio de Janeiro e a exigência de retorno do príncipe regente para Portugal. Essas medidas junto com a intransigência dos portugueses, no decorrer das negociações com representantes brasileiros, e do tratamento desrespeitoso em relação ao Brasil fizeram com que a resistência dos brasileiros com os portugueses aumentasse, e reforçou a ideia de separação em alguns locais do Brasil, como no Rio de Janeiro. A exigência do retorno de D. Pedro para Portugal resultou em uma reação instantânea no Brasil. Em dezembro de 1821, chegou a ordem exigindo o retorno de D. Pedro para Portugal e, como consequência disso, surgiu o Clube da Resistência. Em janeiro de 1822, durante uma audiência do Senado, um documento com mais de 8 mil assinaturas foi entregue a D. Pedro. Esse documento exigia a permanência do príncipe regente no Brasil. Supostamente motivado por isso, D. Pedro disse palavras que entraram para a história do país: “Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico” |3|. Os historiadores não sabem ao certo se essas palavras foram mesmo ditas por D. Pedro. De toda forma, esse acontecimento marcou o Dia do Fico. Os historiadores afirmam que, em janeiro de 1822, ainda havia um desejo em muitos em permanecer o vínculo com Portugal. A sucessão dos acontecimentos nos meses seguintes foram responsáveis por incitar no Brasil a ruptura com Portugal, uma vez que, como mencionado, isso não era certo em janeiro de 1822. Ao longo do processo de independência, duas pessoas tiveram grande influência na tomada de decisões de D. Pedro: sua esposa, Maria Leopoldina, e José Bonifácio de Andrada e Silva. O rompimento ficou cada vez mais evidente com algumas medidas aprovadas no Brasil. Em maio de 1822, foi decretado o “Cumpra-se”, medida que determinava que as leis e as ordens decretadas em Portugal só teriam validade 316 no Brasil com o aval do príncipe regente. No mês seguinte, em junho, foi determinada a convocação de eleição para a formação de uma Assembleia Constituinte no Brasil. Essas medidas reforçavam a progressiva separação entre Brasil e Portugal, uma vez que as ordens de Portugal já não teriam validade aqui conforme determinava o “Cumpra-se” e, além disso, esboçava-se a elaboração de uma nova Constituição para o país com a convocação de uma Constituinte. A relação das Cortes portuguesas com as autoridades brasileiras permaneceu irreconciliável e prejudicial aos interesses dos brasileiros. Em 28 de agosto de 1822, ordens de Lisboa chegaram ao Brasil com a mensagem que o retorno de D. Pedro para Portugal deveria ser imediato. Além disso, anunciava-se o fim de uma série de medidas em vigor no Brasil e tidas pelos portugueses como “privilégios”, e os ministros de D. Pedro eram acusados de traição. A ordem, lida por Maria Leopoldina, a convenceu da necessidade do rompimento com Portugal e, em 2 de setembro, organizou uma sessão extraordinária, assinou uma declaração de independência e a enviou para D. Pedro que estava em viagem a São Paulo. O mensageiro, chamado Paulo Bregaro, alcançou a comitiva de D. Pedro, na altura de São Paulo, quando estavam próximos ao Rio Ipiranga. Na ocasião, D. Pedro I estava sofrendo de problemas intestinais (que não se sabe sua origem específica). O príncipe regente leu todas as notícias e ratificou a ordem de independência com um grito às margens do Rio Ipiranga, conforme registrado na história oficial. Atualmente, os historiadores não têm evidências que comprovem o grito do Ipiranga. O 7 de setembro não encerrou o processo de independência do Brasil. Esse processo seguiu-se com uma guerra de independência e nos meses seguintes acontecimentos importantes aconteceram, como a Aclamação de D. Pedro como imperador do Brasil, no dia 12 de outubro, e sua coroação que aconteceu no dia 1º de dezembro. EXERCÍCIOS 1. Realizada a emancipação política em 1822, o Estado no Brasil: a) surgiu pronto e acabado, em razão da continuidade dinástica, ao contrário do que ocorreu com os demais países da América do Sul. b) sofreu uma prolongada e difícil etapa de consolidação, tal como ocorreu com os demais países da América do Sul. c) vivenciou, tal como ocorreu com o México, um longo período monárquico e uma curta ocupação estrangeira. 317 d) desconheceu, ao contrário do que ocorreu com os Estados Unidos, guerras externas e conflitos internos. e) adquiriu um espírito interior republicano muito semelhante ao argentino, apesar da forma exterior monárquica. 2. A Independência do Brasil, em 1822, foi fruto de uma série de fatores cujo ponto de partida se pode localizar na vinda da família real para o Brasil, em 1808. Com a Corte no Brasil e a sede da monarquia para cá transmutada, deflagrou- se uma verdadeira inversão de papéis, tornando-se Portugal uma “colônia de uma colônia sua”. A tentativa de Portugal de reverter essa situação e tornar-se novamente metrópole do Brasil foi revelada de forma mais contundente através da: a) Inconfidência Mineira, de 1789. b) Revolução do Porto, de 1820. c) Revolução Pernambucana, de 1817. d) Revolução Francesa, de 1789. e) Revolução Praieira, de 1848. A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL E A PARAÍBA A cena é conhecida: Dom Pedro de Alcântara de Bragança, Príncipe Regente do Brasil, ergue sua espada e brada "Independência ou Morte". Às margens do riacho Ipiranga, na atual cidade de São Paulo, ele monta seu portentoso cavalo. Historiadores afirmam que a cena não foi bem assim, com toda essa pompa. Teria sido mais modesta. E não é só esse "desvio histórico" a favor do heroísmo que perdura até nossos dias. Pouca gente sabe que o Vale do Paraíba teve papel fundamental no ato que declarou a independência do Brasil, até então colônia de Portugal e sob o comando do seu rei. APOIO. Para chegar ao 'ponto de virada', o histórico 7 de setembro de 1822, data em que ocorreu o chamado 'Grito do Ipiranga', Dom Pedro precisou arregimentar apoio econômico e político à causa da independência. Para tanto, escolheu o Vale do Paraíba, uma das regiões mais ricas daquela época, em razão do auge da produção do café, baseada na exploração do 318 trabalho escravo. As fazendas do Vale estavam no topo da cadeia produtiva cafeeira da colônia. "É um pecado os livros de história não levarem em consideração, mas o Brasil nasceu no Vale do Paraíba", diz Diego Amaro, mestre em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor do Centro Unisal de Lorena, ele também é membro do IEV (Instituto de Estudos Valeparaibanos) e da Academia de Letras de Lorena. VIAGEM. A história por trás do "Grito da Independência" começa em 14 de agosto de 1822, quando Dom Pedro deixa o Rio de Janeiro em direção à Província de São Paulo. Partiu a cavalo com uma pequena comitiva, composta por cinco homens, sendo um ministro, dois oficiais e dois criados. Passou por cidades do Vale do Paraíba fluminense até chegar à fazenda das Três Barras, em Bananal, no dia 16 de agosto. Começava ali a missão do príncipe em atrair apoiadores. Com várias obras sobre o período, o historiador José Luiz Pasin, morto em 2008, atesta a importância do Vale para o contexto histórico daquela época. Escreveu ele: "O Vale do Paraíba foi a única região do Brasil a participar diretamente dos acontecimentos que culminaram com a separação do Reino do Brasil do Reino de Portugal". Na tarde de 7 de setembro de 1822, na colina do Ipiranga, segundo Pasin, estavam, além do príncipe, os "elementos vale paraibanos, testemunhas oculares do gesto de Dom Pedro, decisivo para o processo final que desmembrava o Brasil de Portugal". GUARDA. Segundo Amaro, Dom Pedro sabiaque, sem o apoio dos nobres do Vale do Paraíba, a causa da independência teria problemas. Na viagem, então, ele passou a juntar aliados da região e a aumentar sua comitiva. Jovens oficiais de cidades como Areias, Guaratinguetá, Taubaté e Pindamonhangaba, esta principalmente, foram se unindo ao príncipe e formando sua "Guarda de Honra" que, segundo Pasin, foi "composta de 32 praças, tiradas dos oficiais de milícias e comerciantes, sob o fundamento de não haver precedido licença para a sua criação". Amaro explica que, por ser a aristocracia do Vale mais ligada ao trabalho do que à política, ao contrário do que ocorria no Rio, Dom Pedro teve pouco problema em garantir apoio na região. Além de ser uma honra estar ao lado do príncipe, o 319 que aumentava a concorrência. "Estar ao lado do rei dá status. Todos queriam estar ao lado do príncipe, que vai agregando pessoas da elite da região até chegar às margens do Ipiranga", afirma o historiador. Para entender a decisão de pedir apoio aos nobres do Vale, Amaro diz que, se a independência fosse hoje, D.om Pedro recorreria aos barões do agronegócio, percorrendo a região Centro-oeste. "A força do Vale vinha das fazendas de café, que estava no auge. As plantações começaram a surgir. Tinha também a riqueza do ouro, mas é o café que começa a consolida a sua pujança. A base econômica da nação veio disso", diz o historiador. Segundo ele, no famoso quadro "Independência ou Morte" de Pedro Américo, que enaltece o príncipe, há "muita gente do Vale". Pasin também ressaltava a cena, em suas obras: "No dia 7 de setembro, o brado 'Independência ou Morte' selou o destino político do Brasil e ali, diante dos seus auxiliares e dos jovens valeparaibanos integrantes da Guarda de Honra, o Príncipe separou o Reino do Brasil". EXERCÍCIOS 1. O que determinava o Cumpra-se, decreto estabelecido no Brasil em maio de 1822? a) Determinava que as leis vindas de Portugal deveriam ser cumpridas no Brasil independente da autorização do príncipe regente, Dom Pedro. b) Determinava que as leis criadas pelo Partido Conservador só seriam cumpridas no Brasil com a autorização do príncipe regente, Dom Pedro. c) Determinava que as leis vindas de Portugal só seriam cumpridas no Brasil com a autorização do príncipe regente, Dom Pedro. d) Determinava que as leis criadas pelo Partido Liberal só seriam cumpridas no Brasil com a autorização do príncipe regente, Dom Pedro. 2. A respeito da independência do Brasil, é válido concluir que: a) as camadas senhoriais, defensoras do liberalismo político, pretendiam não apenas a emancipação política, mas também a alteração das estruturas econômicas. b) o liberalismo defendido pela aristocracia rural apoiava a emancipação dos escravos. c) a independência brasileira se caracterizou por ter sido um processo revolucionário com a participação popular. 320 d) a independência brasileira foi um arranjo político que preservou a monarquia como forma de governo e também os privilégios da classe proprietária. e) a independência brasileira resultou do receio de D. Pedro I de perder o poder aliado ao seu espírito de brasilidade. 3. A respeito da independência do Brasil, é correto afirmar que: a) implicou em transformações radicais da estrutura produtiva e da ordem social, sob o regime monárquico. b) significou a instauração do sistema republicano de governo, como o dos outros países da América Latina. c) trouxe consigo o fim do escravismo e a implementação do trabalho livre como única forma de trabalho e o fim do domínio metropolitano. d) implicou em autonomia política e em reformas moderadas na ordem social decorrentes do novo status político. e) decorreu da luta palaciana entre João VI, Carlota Joaquina e Pedro I, e teve como consequência imediata a abertura dos portos. Gabarito 1 - C 2 - D 3 - D PARAÍBA NA REVOLUÇÃO PRAIERA A Revolução Praieira ocorreu de 1848 a 1850 e foi motivada pelas disputas entre os praieiros e os conservadores. Os principais combates travados nessa revolução aconteceram no interior da província de Pernambuco, embora um grande ataque tenha sido liderado por Pedro Ivo contra Recife. Os praieiros saíram derrotados, e os conservadores permaneceram no poder. 321 Contexto da Revolução Praieira Pernambuco na década de 1840 A província de Pernambuco vivia grandes tensões na década de 1840, fruto, sobretudo, dos diferentes interesses econômicos, das dificuldades impostas à população mais carente e das disputas pelo poder. Essas questões convergiram de forma a fazer com que essa província sediasse a última rebelião provincial do Brasil no Segundo Reinado. Nessa década, a província de Pernambuco vivia as tensões causadas pela disputa de mão de obra, afinal, a partir de 1845, com o início do Bill Aberdeen, a obtenção de escravos tornou-se mais complexa, fazendo com que as próprias elites disputassem entre si o acesso dessa mão de obra. Além disso, havia a decadência da economia açucareira, que afetava a economia pernambucana como um todo, mas que no povo se refletia em maiores dificuldades, pois o custo de vida se encarecia. Para agravar a situação, havia uma insatisfação muito forte porque o comércio a retalho (varejo) estava nas mãos dos estrangeiros, sobretudo de ingleses e portugueses e, frequentemente, Recife ficava desabastecido, o que dificultava o acesso à comida. A insatisfação popular foi canalizada pelos interesses políticos que estavam em disputa em Pernambuco e muitas vezes resultou em violência popular. O historiador Marcus de Carvalho define que as classes populares pernambucanas estavam imprensadas entre o desemprego, o latifúndio e a escravidão|1|. Por fim, há a questão política, o grande motivador da Revolução Praieira e que veremos com mais detalhes. Política em Pernambuco A política brasileira durante o Segundo Reinado foi uma grande disputa entre liberais e conservadores, dois grupos políticos que tinham a mesma origem social e que muitas vezes mantinham posições parecidas (como na questão da manutenção da escravidão). Os dois grupos diferenciavam-se em poucos aspectos. Recife foi palco de tensão entre praieiros e conservadores na década de 1840. Os primeiros anos do Segundo Reinado ficaram marcados pelo revezamento desses partidos no poder. Essa disputa acontecia no Parlamento, mas também se dava nas províncias brasileiras e, no caso pernambucano, foi crucial para que a Revolução Praieira acontecesse. No contexto da província de Pernambuco, essa disputa se deu entre o Partido Praieiro e o Partido Conservador. O Partido Praieiro surgiu como uma dissidência nascida no interior do Partido Liberal por causa da influência que a família Cavalcanti tinha entre liberais e 322 conservadores em Pernambuco. O Partido Praieiro levou esse nome porque os seus membros se reuniam em um jornal que publicava as ideias deles: o Diário Novo, localizado em Recife, na Rua da Praia. Essa disputa dos praieiros contra os conservadores, sobretudo como oposição aos Cavalcanti, ganhou um novo contorno a partir de 1845. Nesse ano, o gabinete ministerial passou para as mãos dos liberais, e os praieiros, aproveitando-se da sua proximidade com um dos nomes que formavam o gabinete – Aureliano de Souza Coutinho –, conseguiram a nomeação de Antônio Pinto Chichorro para a presidência da província. A partir daí, os praieiros começaram a realizar uma série de intervenções, que tinham como objetivo entregar cargos de influência da província para pessoas que os apoiassem. Assim, diversas pessoas que tinham ligações com os Cavalcanti e com os conservadores começaram a ser desligadas de seus cargos, e praieiros foram nomeados no lugar. A ação dos praieiros para destituir os aliados dos conservadores resultou na demissão de cerca de 650 pessoas de cargos como os de delegadose outras funções importantes no interior da Polícia Civil e da Guarda Nacional, por exemplo. Aliados dos praieiros do campo e das cidades começaram a ocupar esses lugares. Além disso, os praieiros começaram a desarmar os aliados dos conservadores. Isso se explica porque, quando os conservadores estavam à frente da província, seus aliados que ocupavam cargos na polícia e na Guarda Nacional recebiam armas do governo pernambucano. Os praieiros se aproveitaram que a força policial estava em suas mãos agora para desarmar os conservadores. Assim, autoridades praieiras começaram a invadir propriedades de conservadores e aliados dos Cavalcanti para apreender armas do Estado, prender criminosos que se escondiam nesses locais e capturar escravos que tinham sido furtados de outros engenhos. Isso começou a gerar pequenos conflitos, uma vez que aqueles que tinham suas propriedades invadidas começaram a se defender. Além disso, os conservadores e aliados dos Cavalcanti começaram a se utilizar de jornais locais para denunciar a ação dos praieiros, principalmente porque essas ações só eram realizadas nas propriedades de opositores dos praieiros. Na questão popular, os praieiros começaram a organizar eventos públicos com uma retórica mais popular e que fazia uma grande defesa da nacionalização do comércio a retalho, isto é, do comércio a varejo. Na época, essa atividade era dominada por portugueses e ingleses, e a população recifense, insatisfeita com o alto desemprego e com o encarecimento do custo de vida, viu nessa questão uma solução imediata para os seus problemas. Os praieiros chegaram a levar essa pauta para a Câmara dos Deputados, e essa questão do comércio a retalho começou a radicalizar a população recifense contra os estrangeiros. Tanto que, entre 1845 e 1848, 323 foram comuns ataques da população contra estrangeiros e suas lojas. Esses ataques receberam o nome de “mata-marinheiros” e, no mata-marinheiro de julho de 1848, cinco portugueses morreram espancados. Estopim da Revolução Praieira Podemos perceber, portanto, que havia um cenário explosivo em Pernambuco. As disputas intraoligárquicas estavam com contornos bastante violentos, e a população urbana de Recife estava sendo radicalizada por conta de sua insatisfação com o custo de vida e a falta de empregos (causada em grande parte pelos próprios praieiros). Essa situação saiu do controle quando uma reviravolta política aconteceu. No começo de 1848, os liberais perderam o controle do gabinete ministerial, sendo substituídos pelos conservadores. Isso fez com que os conservadores recuperassem o poder na província de Pernambuco e, então, deram início à sua vingança. Os praieiros que haviam sido nomeados para a Polícia Civil e a Guarda Nacional de 1845 em diante começaram a ser demitidos. Os conservadores realizaram o mesmo que haviam sofrido: demissões de seus opositores, nomeações de aliados e o desarmamento dos praieiros. Entretanto, os praieiros começaram a resistir às ações dos conservadores. Marcus de Carvalho fala que cerca de 40 proprietários rurais ligados aos praieiros não aceitaram entregar os seus cargos e nem a devolver as suas armas|3|. Os historiadores consideram que a Revolução Praieira se iniciou quando um dono de engenhos chamado Manoel Pereira de Moraes reagiu à tentativa de tropas dos conservadores de desarmá-lo. Os principais conflitos entre praieiros e conservadores espalharam-se por toda a província de Pernambuco e estenderam-se de novembro de 1848 a fevereiro de 1849, embora conflitos localizados tenham acontecido na província até 1850. Um dos nomes mais importantes do Partido Praieiro foi Pedro Ivo, um arrendatário que esteve à frente de um grupo de populares que moravam no interior de Pernambuco. Ele liderava 1600 homens e atraiu forças do Exército para o interior e, logo em seguida, levou os seus homens para a capital, Recife. Em Recife eles encontraram a cidade protegida por tropas da Guarda Nacional. Iniciou-se, então, uma batalha que durou 12 horas e resultou na morte de 200 dos homens que formavam a tropa de Pedro Ivo. Do lado da Guarda Nacional, houve cerca de 90 mortos|4|. Nessa batalha, um dos nomes mais expressivos dos praieiros morreu: o deputado Nunes Machado. Esse ataque aconteceu em 2 de fevereiro de 1849 e a derrota praieira enfraqueceu severamente o movimento. Enquanto os combates ainda aconteciam no interior de Pernambuco, um nome expressivo na província aderiu à luta dos praieiros. Borges da Fonseca era um liberal radical que, durante os anos de governo dos praieiros, tinha sido 324 perseguido e preso, mas com o início do conflito, viu nele uma possibilidade de realizar uma transformação na província. Borges da Fonseca representou o lado nativista e com maior apelo popular da Revolução Praieira. Esse liberal escreveu um manifesto, que foi apoiado por muitos senhores de engenho defensores dos praieiros. Esse manifesto ficou conhecido como Manifesto ao Mundo e trazia algumas reivindicações que ecoavam ideias manifestadas pelas classes populares europeias e que eram muito influenciadas pelo socialismo utópico. O Manifesto de Borges da Fonseca continha as seguintes exigências: • voto livre e universal; • liberdade de imprensa; • trabalho como garantia de vida dos brasileiros; • nacionalização do comércio a retalho; • independência dos poderes; • extinção do Poder Moderador; • implantação do federalismo; • reforma do Judiciário; • fim do recrutamento militar; • fim da lei de juro convencional. Desfecho Depois que Nunes Machado morreu, Borges da Fonseca seguiu na liderança do movimento. A luta seguiu no interior de Pernambuco (na região da Zona da Mata) por meio de uma guerrilha e só foi contida definitivamente em 1850. Grande parte dos senhores de engenho que se envolveram na luta recebeu anistia. A Revolução Praieira foi a última rebelião de caráter liberal no Nordeste e marcou também a derrocada dos liberais. Com sua reputação manchada pelo envolvimento na luta em Pernambuco, esse partido só retomou o poder no Parlamento em 1864. EXERCÍCIOS 1. Qual a afirmação CERTA em relação à Revolução Praieira, ocorrida na província de Pernambuco (1842-1849)? a) Foi um movimento antilusitano que procurava a derrubada da Regência através do Partido da Ordem. b) Defendia primordialmente o comércio a nível nacional para desenvolver a economia de trocas da província. 325 c) Pretendia a expropriação dos senhores da terra para a proclamação de uma república independente. d) Foi um movimento popular que visava a reformas sociais, principalmente a nacionalização do comércio e a desapropriação dos engenhos. e) Tinha um cunho nitidamente republicano como os demais movimentos de oposição à ordem imperial. 2. O segundo reinado no Brasil ocorreu sem as muitas instabilidades políticas que marcaram os primeiros anos da independência. Pernambuco, que mantinha uma tradição liberal, decorrente de movimentos como a Revolução de 1817 e a Confederação do Equador, mostrou seu descontentamento com o governo central na Revolução Praieira de 1848. Com relação ao movimento praieiro, podemos afirmar que: a) tinha a liderança das elites políticas liberais e expressava também o radicalismo político dos grupos socialistas pernambucanos. b) foi cenário de confrontos militares, que obrigaram o governo a reforçar suas tropas e a julgar os rebeldes presos com rigor. c) foi um movimento político socialista, que expressou ideais de liberdade e de socialização das riquezas. d) ameaçou o governo central, pois contou com o apoio militar de várias províncias do Norte e do Nordeste. e) não passou de uma rebelião local, sem grandes repercussões políticas, restringindo-se a uma disputa por cargos administrativos. 3. A Revolução Praieira de 1842-1849 foi também inspirada por acontecimentosque estavam ocorrendo em solo europeu contra as forças conservadoras do Antigo Regime. Qual era essa inspiração? a) Guerras Napoleônicas b) Primavera dos Povos c) Comuna de Paris d) Revolução Francesa e) Revolução Industrial Inglesa. 326 Gabarito 1 - D 2 - B 3 - B A REVOLTA DO QUEBRA QUILOS Ficou conhecida pelo nome de Revolta do Quebra-Quilos o movimento popular iniciado na Paraíba, a 31 de outubro de 1874, e que se opunha às mudanças introduzidas pelos novos padrões de pesos e medidas do sistema internacional, recém introduzidas no Brasil. Praticamente sem uma unidade e sem liderança, a revolta logo se alastrou por outras vilas e povoados da Paraíba, estendendo- se a Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas. A denominação de quebra-quilos teria surgido na cidade do Rio de Janeiro, quando elementos populares invadiram casas comerciais que haviam começado a utilizar o novo sistema de pesos e medidas, e aos gritos de "Quebra os quilos! Quebra os quilos", depredavam tais estabelecimentos. A expressão começou a ser utilizada indiscriminadamente para se referir a todos os participantes dos movimentos de contestação ao governo com relação ao recrutamento militar, à cobrança de impostos e à adoção do sistema métrico decimal. No entendimento supersticioso da gente do nordeste rural, o metro e o peso, tornados válidos por decreto imperial em 1872, consistiam em representações do demônio, e a tentativa de adotá-los criou entre o povo a ideia que estavam sendo enganados pelos comerciantes e poderosos. Os revoltosos, sentindo-se ofendidos em seus sentimentos deixavam extravasar suas queixas e partiam para os povoados e se apoderavam das "medidas", quebrando-as e lançando- as no rio. Tudo tem início, ao que se sabe, com o popular João Carga D’água, vendedor de rapadura, que liderando um grupo, resolveu invadir a feira do povoado de Fagundes, próximo a Campina Grande, e quebrar as medidas usadas pelos feirantes e fornecidas pelo governo. Assim, toma corpo a revolta, com incidentes semelhantes se repetindo em várias áreas do nordeste. Eram escolhidos os dias de feira para os ataques populares porque era nessa ocasião que as autoridades costumavam cobrar os impostos municipais. Destacaram-se em meio aos revoltosos os nomes de João Vieira Manuel de Barros Souza e Alexandre Viveiros. Como resultado, o governo imperial enviou forças militares para conter os distúrbios. A repressão que se seguiu foi violenta, com prisões em massa. 327 Somente em janeiro de 1875 as autoridades provinciais conseguiram sufocar as manifestações populares nas quatro províncias nordestinas. Uma das práticas repressivas comum empregada no castigo aos acusados de serem quebra- quilos foi o chamado colete de couro, que consistia num pedaço de couro cru colocado sobre o tórax e as costas do prisioneiro. Em seguida, esse couro era molhado e, ao secar, este comprimia o peito violentamente, causando lesões cardíacas e tuberculose como sequelas. EXERCÍCIOS 1. Quebra Quilos foi a denominação dada aos movimentos sociais, ocorridos na Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas, contrários a lei aprovada em 26 de julho de 1862, vigorando a partir de 1872, que determinava a adoção do sistema métrico decimal único em todo o Império. Considerando a ampla repercussão desses movimentos, contrários à ordem imperial, assinale a alternativa CORRETA. a) Os manifestantes almejavam a definição legal de um sistema de pesos e medidas para cada província. b) O partido conservador, no comando político das províncias envolvidas, apoiou o movimento Quebra Quilos. c) A igreja católica e a maçonaria reivindicaram junto com os comerciantes contra as obrigatoriedades da lei imperial. d) Os setores populares se renderam após negociações pacíficas com as forças policiais provinciais e o governo central. e) Os protestos eram avessos à adoção do sistema métrico decimal único e também aos altos preços, custo de vida elevado e a cobrança de impostos. 2. Apesar da rigidez da estrutura econômico-social baseada no latifúndio e no trabalho escravo, as massas populares sempre procuraram assinalar intensa participação na História da Paraíba. Faça a associação das duas colunas. 1 - Revolução de 1817 2 - Confederação do Equador 3 - Revolução Praieira – 1848/49 4 - Revolta de Quebra-Quilos 5 - Ronco da Abelha 328 ( ) Revolta que ficou assim conhecida pela modificação que provocou no sistema de pesos e medidas. ( ) Revolta contra a atitude autoritária de D. Pedro I. O objetivo do seu líder era reunir as províncias do Nordeste em uma república ( ) Foi o último movimento revolucionário do Império. Teve início com os choques entre liberais e conservadores de Olinda ( ) A revolta deu-se nos sertões de Pernambuco, Alagoas, Ceará e Paraíba com o intuito de fazer o controle sobre os trabalhadores, visto que, com o fim do tráfico negreiro, os homens livres tiveram que trabalhar. ( ) Movimento de caráter republicano e separatista. Teve início em Pernambuco e logo se estendeu às províncias de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA. a) 4, 1, 3, 2, 5 b) 4, 2, 3, 5, 1 c) 2, 4, 1, 3, 5 d) 5, 3, 1, 2, 4 e) 5, 1, 4, 3, 2 3. Leia o texto a seguir sobre algumas revoltas populares que ocorreram na Paraíba no século XIX. A ocorreu em 1874, ficou assim conhecida pela modificação que provocou no sistema de pesos e medidas, fato este que desencadeou uma grande revolução na Paraíba. A ocorreu em cinco províncias do Nordeste. Os revoltosos eram contrários aos decretos imperiais que obrigava a população a fornecer dados pessoais, tais como: número de nascimentos e óbitos na família; filiação; estado civil; cor da pele. Na os revoltosos eram os liberais adversativos dos conservadores (grandes latifundiários e comerciantes portugueses). A revolta se iniciou em Recife, os liberais exigiam: a divisão dos latifúndios; a liberdade de imprensa; o fim da oligarquia política. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas do texto. a) Revolta do Quebra-Quilos; Revolta do Ronco da Abelha; Revolução Praieira 329 b) Revolta do Ronco da Abelha; Guerra dos Mascates; Revolução Praieira c) Guerra dos Mascates; Revolta do Ronco da Abelha; Revolução de Princesa d) Revolução de Princesa; Revolta do Quebra-Quilos; Intentona Comunista de 1935 Gabarito 1 - E 2 - B 2 - A A PARAÍBA E A REVOLUÇÃO DE 1930 Até 1930 a política no Brasil era conduzida pelas oligarquias de Minas Gerais e São Paulo, por meio de eleições fraudulentas e que mantinham o país sob um regime econômico agroexportador. As elites paulista e mineira alternavam a presidência da República elegendo candidatos que defendiam seus interesses. Este sistema político ficou conhecido como "política do café com leite" ou política dos governadores. O modelo funcionou até os demais estados brasileiros crescerem em importância e reivindicarem mais espaço no cenário político brasileiro. Por outro lado, a Crise de 1929, atingiu a economia brasileira, provocando desemprego e dificuldades financeiras. O fato do Brasil ser um país de monocultura cafeeira fez que a crise fosse profunda, pois as exportações do produto caíram vertiginosamente. A crise econômica contribuiu para o clima de insatisfação popular com o governo de Washington Luís. Igualmente, havia o descontentamento de oficiais de baixa patente do exército, os quais desejavam derrubar as oligarquias e instaurar uma nova ordem no Brasil. Devemos lembrar que os tenentes já haviam mostrado seu desagrado com a situação política brasileira através de episódios como a Revolta do Forte de Copacabana ou na Revolta Paulista de 1924. 330 A indicação de Júlio Prestes rompia coma alternância de poderes entre Minas e São Paulo, por isso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, não deram suporte à Prestes. Eleições de 1930 Charge mostrando Getúlio Vargas derrubando Júlio Prestes da cadeira presidencial. Estas províncias se aliaram aos políticos de oposição e criaram a Aliança Liberal. Desta maneira, os candidatos desta agrupação foram o presidente do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas e, para vice, o presidente da Paraíba, João Pessoa. Tudo parecia indicar a vitória de Júlio Prestes e assim aconteceu. Nas eleições realizadas em março de 1930, Júlio Prestes foi eleito com grande maioria de votos (1.091.709), contra 742.794 de Getúlio Vargas. Diante dos resultados, a Aliança Liberal alegou fraude e rejeitou a validade das eleições. Assassinato de João Pessoa Pouco tempo depois, em julho de 1930, João Pessoa foi assassinado pelo advogado João Dantas (1888-1930) em Recife. Acredita-se que o crime tenha ocorrido por razões pessoais e ligadas à política paraibana, mas a morte do candidato a vice-presidente transformou-se numa questão nacional. Notícia da morte de João Pessoa do Jornal do Brasil, em 27 de julho de 1930 A indignação toma conta do país. Mesmo sem apoio, o presidente Washington Luís não pretendia renunciar ao poder. Assim, em 3 de outubro os militares liderados por Getúlio Vargas, no sul, e Juarez Távora (1898- 1975), no norte, convergem para o Rio de Janeiro. Ao chegarem na capital, forma-se a Junta Governativa, pelos três ministros militares Tasso Fragoso, Mena Barreto e Isaías de Noronha. Diante dos militares, Washington Luís declara que só sairia do cargo preso ou morto. Imediatamente, a Junta Governativa o prende e o leva ao Forte Copacabana, onde permaneceria até novembro e dali partiria para o exílio na Europa. Com isso, Getúlio Vargas tornou-se chefe do Governo Provisório com amplos poderes, revogando a constituição de 1891 e governando por decretos. Da mesma forma, nomeou seus aliados para interventores (governadores) das províncias brasileiras. 331 Governo Provisório de Vargas Os aliados de Getúlio Vargas esperavam que o novo presidente convocasse eleições gerais para formar uma Assembleia Constituinte, mas o assunto era sempre adiado. Cansados de esperar, várias vozes começaram a criticar o governo provisório como o partido comunista, a Aliança Nacional Libertadora, os paulistas, etc. Em São Paulo, cresce o movimento pedindo eleições presidenciais e uma Constituição. Diante da negativa do governo central e do aumento da repressão policial, o estado de São Paulo, declara guerra ao governo no episódio que será conhecido como a Revolução de 1932. Veja também: Revolução Constitucionalista de 1932 Revolução ou Golpe? A Revolução de 1930 foi chamada desta maneira pelos seus membros. No entanto, trata-se de um golpe de estado e não uma revolução. Uma revolução possui amplo apoio popular, propõe e causa drásticas mudanças quando instalada no poder. Já o golpe de Estado, é a retirada do poder por meio da violência de um político constitucionalmente eleito ou consagrado para aquele cargo. Os acontecimentos de 30 foram uma luta pelo poder entre as elites, com margem de vitória a qualquer uma delas e que pouco mudariam a estrutura social brasileira em profundidade. Curiosidades Washington Luís só retornaria ao Brasil em 1947. Por sua vez, Júlio Prestes pediu asilo ao consulado britânico e voltaria em 1934. Três ex-ministros de Getúlio Vargas e três tenentes de 1930 chegaram à Presidência da República: Eurico Gaspar Dutra, João Goulart e Tancredo Neves (ministros); Castelo Branco, Emílio Médici e Ernesto Geisel (militares). Getúlio teve quase 100% dos votos no Rio Grande do Sul durante a eleição de 30. EXERCÍCIOS 1. O Brasil recuperou-se de forma relativamente rápida dos efeitos da Crise de 1929 porque: a) o governo de Getúlio Vargas promoveu medidas de incentivo econômico, com empréstimos obtidos no Exterior; 332 b) o País, não tendo uma economia capitalista desenvolvida, ficou menos sujeito aos efeitos da crise; c) houve redução do consumo de bens e, com isso foi possível equilibrar as finanças públicas; d) acordos internacionais, fixando um preço mínimo para o café, facilitaram a retomada da economia; e) um efeito combinado positivo resultou da diversificação das exportações e do crescimento industrial. 2. A política cultural do Estado Novo com relação aos intelectuais caracterizou- se: a) pela repressão indiscriminada, por serem os intelectuais considerados adversários de regimes ditatoriais; b) por um clima de ampla liberdade pois o governo cortejava os intelectuais para obter apoio ao seu projeto nacional; c) pela indiferença, pois os intelectuais não tinham expressão e o governo se baseava nas forças militares; d) pelo desinteresse com relação aos intelectuais, pois o governo se apoiava nos trabalhadores sindicalizados; e) por uma política seletiva através da qual só os adversários frontais do regime foram reprimidos. 3. A Era Vargas (1930 – 1945) apresentou: a) O abandono definitivo da política de proteção ao café. b) A crescente centralização político-administrativa. c) Um respeito aos princípios democráticos, em toda sua duração. d) Um leve “surto industrial”, resultante da conjuntura da Grande Guerra (1914 – 1918). e) Um caráter extremamente ditatorial, em todas as suas três fases. Gabarito 1 - E 2 - E 3 - B 333 Revolução Constitucionalista de 1932: Para muitos historiadores, o termo "revolução" para o movimento constitucionalista de 1932 não é o mais adequado. Isso porque foi um movimento planejado pelas elites, cabendo melhor o termo "revolta" para descrevê-lo. De qualquer forma, a Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista foi o primeiro grande levante contra a administração de Getúlio Vargas e também o último grande conflito armado ocorrido no Brasil. O movimento foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia dos estados garantidas pela Constituição de 1891. Os insurgentes exigiam do Governo Provisório a elaboração de uma nova Constituição e a convocação de eleições para presidente. Mobilização pela Revolução Constitucionalista Cartazes da Revolução Constitucionalista. Os cartazes foram amplamente usados para convocar jovens para se alistarem nas tropas paulistas A revolta se iniciou no dia 9 de julho e foi liderada pelo interventor do estado - cargo equivalente ao de governador - Pedro de Toledo (1860-1935). Os paulistas fizeram uma grande campanha usando jornais e rádios, conseguindo mobilizar boa parte da população. Houve mais de 200 mil voluntários, sendo 60 mil combatentes. Por outro lado, enquanto o movimento ganhava apoio popular, 100 mil soldados do governo Vargas partiram para enfrentar os paulistas. Combates militares Os paulistas esperavam o apoio de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. No entanto, ambos os estados não aderiram à causa. Em pouco tempo, São Paulo, que planejava uma ofensiva rápida contra a capital, se viu cercado de tropas federais. Assim, apelaram à população para doarem ouro a fim comprar armamentos e alimentar as tropas. No total, foram 87 dias de combates, de 9 de julho a 4 de outubro de 1932, sendo os últimos enfrentamentos ocorridos dois dias depois da rendição paulista. Em 2 de outubro, na cidade de Cruzeiro, as tropas paulistas se rendem ao líder da ofensiva federal e no dia seguinte, 3 de outubro, assinam a rendição. 334 Consequências da Revolução Constitucionalista Foi registrado um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas não oficiais reportem até 2200 falecidos. Apesar da derrota no campo de batalha, politicamente o movimento atingiu seus objetivos. A luta pela constituição foi fortalecida e, em 1933, as eleições