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1 Prof. Luiz Domingos Costa Elites e Poder Aula 2 Conversa Inicial Nesta 2ª aula, iremos conhecer os dois outros fundadores da Escola Elitista Ao lado de Gaetano Mosca, Vilfredo Pareto e Robert Michels foram a tríade de pais fundadores dessa escola Os fundadores da Teoria das Elites: Pareto e Michels A exposição de cada um dos autores pretende detalhar as contribuições específicas de cada um, ao mesmo tempo em que aponta os aspectos comuns aos três autores Pareto e o método para estudo dos fenômenos políticos Segundo Pareto, o método dedutivo oferece o risco de converter pressupostos em verdades inquestionáveis Opção pelo método lógico- experimental 2 Sugere que o método adequado é o lógico- experimental Encontrar as uniformidades observáveis e traçar relações entre elas Opção pelo método lógico- experimental Distinção entre Verdade: revelada pela ciência Utilidade: contribui para a continuidade das relações sociais (podem ser falsas) Opção pelo método lógico- experimental Equilíbrio social e circulação das elites A preocupação primordial da sociologia paretiana é com o equilíbrio social A reprodução ou a continuidade Pareto, equilíbrio social e circulação das elites O autor define a elite como “os melhores”, ou aqueles com melhor desempenho no seu ramo de atividade, e, dentro desse grupo, a elite governante Os demais compõem a não elite, ou a massa Elite na obra de Pareto Representação dos estratos sociais Não elite, ou massa de dominados Elite Elite governante 3 O equilíbrio social depende da comunicabilidade entre esses dois estratos. É preciso que haja a circulação entre os dois grupos para haver equilíbrio Circulação das elites Michels, organização, oligarquia e democracia Robert Michels investigou como se dá a formação da oligarquia nas grandes organizações (partidos e sindicatos) Michels, organização e formação da oligarquia Diferente de Pareto, para Michels, a oligarquia não decorre de atributos naturais ou inatos, mas é fruto dos processos organizacionais Michels, organização e formação da oligarquia Fenômeno ocorre mesmo nas organizações com perfil democrático Quando a organização cresce para a luta política, oferece terreno para a formação da oligarquia no seu interior Democracia e oligarquia Razões técnicas e intelectuais da formação da oligarquia 4 Conforme a organização cresce, começam a surgir problemas técnicos que inviabilizam a democracia e a participação de todos Razões técnicas Surge a necessidade de criar os comitês, dividir e delegar as tarefas Surgimento dos delegados ou líderes dos partidos Razões técnicas Esses delegados passarão a dispor de mais treinamento e mais informações Surgimento da superioridade intelectual Razões intelectuais Criado um fosso entre os chefes e os membros da base, é muito difícil reestabelecer a horizontalidade na organização Luta por privilégios por parte dos chefes Razões intelectuais Em qualquer organização que tem grande empenho na conquista de objetivos coletivos, ocorre, inexoravelmente, a formação de uma cúpula que controla o poder: oligarquia Lei de ferro das oligarquias Michels, oligarquia e democracia possível 5 De acordo com Michels, a formação de uma oligarquia impede que a democracia participativa possa ocorrer no interior das grandes organizações A oligarquia é compatível com a democracia? Para ele, a democracia deve operar como um princípio, para evitar os abusos e os excessos por parte dos chefes, criando mecanismos de renovação A oligarquia é compatível com a democracia? Evitar o domínio absoluto da cúpula partidária, permitindo a vigilância sobre ela Debate com o marxismo Democracia possível Na Prática Procure destacar os elementos psicológicos inerentes à definição paretiana de classe eleita e, em seguida, destaque os aspectos organizacionais (técnicos e intelectuais) ligados à concepção micheliana de oligarquia Finalizando 6