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Aluna :Mirian Garcia Curso: Nutrição Disciplina: Fisiologia Análise de caso; O paciente deu entrada ao pronto socorro com queixas de dor no estômago, desconforto abdominal, mal-estar, náusea e vômito, azia ou queimação abdominal, vômito, emagrecimento, dor com intensidade no período da manhã, o uso de antiácidos costuma aliviar a dor, assim como comer ou beber leite. Os sintomas do paciente demonstram um quadro de problemas do trato gastrointestinal característico de úlcera péptica de duodeno, mas não exclui totalmente o diagnóstico de gastrite, pois ambas as patologias têm sintomas muito parecidos, dependendo da fase destas. “A úlcera é uma evolução da gastrite, quando a doença não é tratada corretamente, e se apresenta em forma de ferida na parede do estômago. As dores da úlcera tendem ser mais intensas e incômodas. Os sintomas são os mesmos sintomas da gastrite, porém o paciente também pode sentir fadiga e dor no peito”, explica a Dra. Milena Girão. O diagnóstico e tratamento correto somente será possível com exames mais detalhados, sendo a endoscopia o exame de padrão ouro para diagnostico nesses casos. A seguir teremos a exposição de ambas as patologias, sendo o material extraído (cópia) totalmente do site Esadi Espaço de Saúde do Aparelho Digestivo. Primeiro será abordado a úlcera péptica e como iremos perceber o sintoma que condiz mais especificamente com suspeita de úlcera péptica do duodeno (caso analisado) é o fato da dor melhorar com antiácido, leite, o que não é tão comum na gastrite. Sempre lembrando que o diagnostico completo só é possível com exames. O texto da Esadi enfatiza também outros tipos de exames para o correto diagnóstico da patologia. O presente trabalho traz também mais detalhes da Helicobacter pylori (H. pylori), pois a maioria das úlceras pépticas e gastrites são causadas por ela. No final deste trabalho será exposto algumas sugestões nutricionais para auxiliar na prevenção e tratamento destes problemas gastrointestinais Úlcera Péptica A úlcera péptica é uma ferida no revestimento do estômago ou duodeno - o início do intestino delgado. Menos comumente, uma úlcera péptica pode desenvolver-se logo acima do estômago, no esôfago, o tubo que liga a boca ao estômago. A úlcera péptica no estômago é chamada de úlcera gástrica. Aquela que ocorre no duodeno chama-se úlcera duodenal. As pessoas podem ter úlceras gástricas e duodenais, ao mesmo tempo. Também podem desenvolver úlceras pépticas mais de uma vez em sua vida. O que causa a úlcera péptica Uma bactéria chamada Helicobacter pylori (H. pylori) é uma das principais causas de úlceras pépticas. As úlceras induzidas pelo H. pylori ocorrem frequentemente no duodeno. Os anti-inflamatórios não-esteroides (AINES), como a aspirina e ibuprofeno, são outra causa comum. As úlceras causadas pelo uso de AINE frequentemente aparecem no estômago. Raramente, tumores cancerosos ou não cancerosos no estômago, duodeno ou pâncreas causam úlceras. As úlceras pépticas não são causadas por estresse ou comer alimentos picantes, mas ambos podem piorar os sintomas. O tabagismo e ingestão de bebida alcoólica também podem piorar as úlceras e impedir a sua cura. O que é o H. pylori? O H. pylori é um tipo de bactéria - um micróbio que pode causar infecção. A infecção pelo H. pylori é comum, particularmente nos países em desenvolvimento e muitas vezes começa já na infância. Os sintomas geralmente não ocorrem até a idade adulta, embora a maioria das pessoas nunca tenham quaisquer sintomas. As bactérias são encontradas em mais da metade das pessoas que desenvolvem úlceras pépticas. A bactéria provoca úlceras pépticas por danificar o revestimento mucoso que protege o estômago e duodeno. A lesão do revestimento mucoso permite que o ácido forte do estômago atinja o revestimento sensível situado mais abaixo. Juntos, o ácido do estômago e H. pylori, irritam o revestimento do estômago ou duodeno e causam a úlcera. No entanto, a maioria das pessoas infectadas pelo H. pylori nunca desenvolvem úlceras. Não se sabe por que a bactéria provoca úlceras em algumas pessoas e não em outras. É mais provável que o desenvolvimento da úlcera dependa das características da pessoa infectada; o tipo ou cepa, do H. pylori presente e outros fatores ainda, ainda não descobertos. Como se transmite o H. pylori? Os pesquisadores ainda não têm certeza de como é transmitido o H. pylori, embora eles pensem que possa ser disseminado através de água e alimentos contaminados. As pessoas podem adquirir a bactéria de alimentos que não foram bem lavados ou cozidos apropriadamente ou, ainda, bebendo água proveniente de uma fonte não confiável. Pesquisas estão sendo realizadas para saber como a infecção se dissemina de uma pessoa infectada para outra não infectada. Estudos sugerem que o contato com fezes ou vômitos de uma pessoa infectada pode espalhar a infecção pelo H. pylori. Também foi encontrada a bactéria na saliva de algumas pessoas infectadas sugerindo que ela poderia se transmitir através do contato direto com a saliva. Quais são os sintomas da úlcera péptica? Desconforto abdominal é o sintoma mais comum de úlceras gástricas e duodenais. Sentida em qualquer lugar entre o umbigo e o esterno, este desconforto geralmente: · é uma dor enjoada ou em queimação · ocorre quando o estômago está vazio - entre as refeições ou durante a noite · pode ser aliviada por pouco tempo com a ingestão de alimentos no caso de úlceras duodenais (caso do paciente em análise) ou tomando antiácidos, em ambos os tipos de úlceras · dura minutos ou horas · vem e vai por vários dias ou semanas Pode haver outros sintomas, como: · perda de peso · falta de apetite · estufamento · arrotos · náuseas · vômitos Algumas pessoas podem não sentir qualquer sintoma ou somente sintomas leves. Sintomas de Emergência Uma pessoa que tenha qualquer um dos seguintes sintomas deve chamar um médico imediatamente: · dor de estômago aguda, acentuada, súbita e persistente · fezes sanguinolentas ou pretas · vômito com sangue ou que parece com borra de café Estes sintomas “de alarme” podem ser sinais de um problema sério, como: · hemorragia: quando o ácido ou a úlcera péptica rompem um vaso sanguíneo · perfuração: quando a úlcera péptica penetra completamente através do estômago ou a parede duodenal · obstrução: quando a úlcera péptica bloqueia a passagem da comida para deixar o estômago Como é diagnosticada a úlcera induzida pelo H. pylori? Técnicas Não Invasivas Se um paciente tiver sintomas de úlcera péptica, o médico primeiro pergunta sobre o uso de AINEs. Pacientes que estão tomando uma AINE devem parar, reduzir a dose ou mudar para outra medicação. Em seguida, o médico testa para ver se o H. pylori está presente. O teste é importante porque as pessoas com uma infecção pelo H. pylori exigem medicamentos adicionais além das que são indicados para pessoas que têm úlcera induzida por AINE, mas sem a infecção. Os médicos usam um dos três testes não-invasivos para detectar o H. pylori: no sangue, respiração ou fezes do paciente. O teste respiratório e exame de fezes detectam com mais precisão o H. pylori do que o teste de sangue. Infelizmente estes testes além do seu alto custo não estão disponíveis na maioria das regiões brasileiras. Neste caso, a sua pesquisa é realizada durante o exame endoscópico (técnicas invasivas). Teste sorológico: Uma amostra de sangue é retirada da veia do paciente e testada para anticorpos de H. pylori. Os anticorpos são substâncias que o corpo produz para combater a invasão de substâncias nocivas -chamadas de antígenos - tais como a bactéria H. pylori. Teste respiratório com ureia marcada: O paciente engole uma cápsula, líquido ou pudim que contém ureia "marcada" com um átomo de carbono especial. Depois de alguns minutos, o paciente respira em um recipiente, expirando dióxido de carbono.Se o átomo de carbono especial se encontrar no ar exalado, o H. pylori está presente, já que esta bactéria contém grandes quantidades de urease, uma substância química que quebra a ureia em amônia e dióxido de carbono. Teste do antígeno fecal: O paciente fornece uma amostra de fezes, que é testada para os antígenos de H. pylori. Técnicas Invasivas Se o paciente tiver sintomas de úlcera, o médico solicita uma endoscopia digestiva alta. É um procedimento realizado ambulatorialmente, geralmente em hospital, indolor e que permite o médico examinar as paredes do esôfago, estômago e duodeno do paciente. Para uma endoscopia, o paciente é levemente sedado. O médico passa um endoscópio - um tubo fino e iluminado com uma minúscula câmera na ponta - na boca do paciente e da garganta para o esôfago, estômago e duodeno. Com este aparelho, o médico pode examinar bem de perto o revestimento do esôfago, estômago e duodeno. O médico pode tirar fotos de úlceras ou retirar um pequeno pedaço de tecido - não maior que uma cabeça de fósforo - para ser examinado com um microscópio. Este procedimento é chamado de biópsia. O tecido de biópsia é examinado para ver se o H. pylori está presente. Se a úlcera estiver sangrando, o médico pode usar o endoscópio para injetar medicamentos que ajudam a coagular o sangue ou para guiar uma sonda de calor que queima o tecido para parar o sangramento — um processo chamado cauterização. Como é tratada a úlcera péptica induzida pelo H. pylori? A úlcera péptica causada pelo H. pylori é tratada com medicamentos que matam a bactéria, reduzem a acidez do estômago e protegem o revestimento do estômago e duodeno. Os antibióticos são utilizados para matar o H. pylori. Os esquemas de antibióticos podem ser diferentes em todo o mundo, porque algumas cepas de H. pylori tornaram-se resistentes a alguns antibióticos - significando que um antibiótico que destruiu uma vez a bactéria não é mais eficaz. Os médicos seguem de perto as pesquisas sobre tratamentos com antibióticos para a infecção pelo H. pylori saber qual estratégia de tratamento irá destruir determinada cepa da bactéria. No Brasil, a terapia tríplice baseada em claritromicina é o tratamento padrão para uma infecção por H. pylori. O médico prescreve o antibiótico claritromicina, um IBP e a amoxicilina por 07 dias. Existem outros esquemas utilizados no nosso meio, recomendados pelo III Consenso Brasileiro do Helicobacter pylori. Eles podem ser utilizados para tratar pacientes em uma ou várias situações, como quando o paciente: · não pode tomar amoxicilina: um antibiótico do grupo da penicilina - devido a uma alergia à penicilina · foi tratado anteriormente com um antibiótico do grupo dos macrolídeos, como a claritromicina · ainda está infectado pelo H. pylori porque terapia tríplice foi ineficaz para matar a bactéria Os esquemas com antibióticos podem causar náuseas e outros efeitos colaterais, como: · desconforto no estômago · diarréia · dor de cabeça · gosto metálico · língua ou fezes escuras · vermelhidão se ingerir bebida alcoólica · sensibilidade ao sol Os pacientes devem discutir os efeitos colaterais incômodos com seu médico, que pode prescrever outros medicamentos para matar as bactérias e curar a úlcera. Embora os antibióticos possam curar 80 a 90% das infecções pelo H. pylori, a sua eliminação pode ser difícil. Pacientes devem tomar todos os medicamentos exatamente como prescritos, mesmo quando a dor da úlcera péptica se foi. São necessárias pelo menos 4 semanas após o tratamento para o médico investigar se infecção foi curada. Exames de sangue não são úteis após o tratamento, porque o seu resultado pode ser positivo para H. pylori, mesmo após a bactéria ter sido eliminada. Se a infecção ainda estiver presente, as úlceras podem retornar ou, menos comumente, pode-se desenvolver o câncer de estômago. Assim, alguns pacientes precisam tomar mais de uma rodada de medicamentos para matar o H. pylori. Vários esquemas de tratamento podem ser utilizados se o tratamento inicial falhou - uma estratégia chamada retratamento, terapia de "resgate" ou de "salvar". Na segunda rodada de tratamento, o médico prescreve antibióticos diferentes daqueles usados no primeiro tratamento. A amoxicilina, no entanto, pode ser utilizada novamente para tratar a infecção pelo H. pylori porque a resistência da bactéria a este antibiótico é rara. Os antiácidos ou leite podem ajudar a cicatrizar a úlcera? Um antiácido pode fazer da úlcera dor sumir temporariamente, mas não matará o H. pylori. As pessoas que estão sendo tratadas para o H. pylori devem consultar seu médico antes de tomar antiácidos. Alguns antibióticos usados para matar H. pylori podem não funcionar tão bem se combinado com um antiácido. As pessoas costumam acreditar que tomando leite ajudaria a cicatrizar as úlceras. Mas os médicos agora sabem que enquanto o leite pode fazer sentir-se melhor da úlcera temporariamente, ele também aumenta a acidez do estômago, a qual faz a úlcera piorar. Os pacientes deveriam falar com seu médico sobre a ingestão de leite enquanto tentam cicatrizar a úlcera. A infecção pelo H. pylori pode ser prevenida? Ninguém sabe ao certo como o H. pylori se propaga, então a prevenção é difícil. Pesquisadores estão tentando desenvolver uma vacina para prevenir - e até mesmo curar - a infecção pelo H. pylori. Para ajudar a prevenir a infecção, os médicos aconselham as pessoas a: · lavar as mãos com água e sabão após usar o banheiro e antes de comer · comer alimentos que tenham sido bem lavados e cozidos corretamente · beber água de uma fonte limpa e segura Pontos principais sobre a úlcera péptica Uma úlcera péptica é uma ferida no revestimento do estômago ou duodeno. A maioria das úlceras são causadas pelo H. pylori. O uso de anti-inflamatórios não-esteroides, como aspirina e ibuprofeno - é uma outra causa comum de úlceras pépticas. Nem o estresse ou a comida picante provoca úlceras. Fumar ou beber álcool, no entanto, cada um por si, pode agravar úlceras e impedir sua cura. · O desconforto abdominal das úlceras pépticas – sentida como uma dor chata ou ardor – ocorre quando o estômago está vazio - entre as refeições ou durante a noite – pode ser brevemente aliviada pela ingestão de alimentos, no caso de úlceras duodenais, ou tomando antiácidos, em ambos os tipos de úlceras pépticas – tem a duração de minutos a horas – vai e vem por vários dias ou semanas. Uma associação de antibióticos e medicamentos redutores do ácido gástrico é o tratamento mais eficiente para as úlceras pépticas induzidas pelo H. pylori. É necessário pesquisar depois do tratamento para H. pylori é para se certificar se as bactérias sumiram. Para ajudar a prevenir uma infecção pelo H. pylori, as pessoas deveriam – lavar as mãos após usar o banheiro e antes de comer – comer alimentos adequadamente preparados – beber água de uma fonte limpa e segura. Para ajudar a prevenir úlceras por AINEs, os médicos podem orientar seus pacientes para – tomar AINEs com uma refeição – usar a menor dose eficaz – tomar um IBP ou bloqueador H2. Gastrite A gastrite é uma condição na qual o revestimento do estômago - conhecido como mucosa - está inflamado. A mucosa do estômago contém células especiais que produzem o ácido e enzimas, que ajudam a quebrar o alimento para a digestão, e muco, que protege o revestimento do estômago de ácido. Quando o estômago está inflamado, produz menos ácido, enzimas e muco. A gastrite pode ser aguda ou crônica. A inflamação repentina e acentuada do revestimento do estômago é chamada gastrite aguda. A inflamação que dura por muito tempo é chamada gastrite crônica. Se a gastrite crônica não for tratada, pode durar por anos ou até mesmo uma vida inteira. A gastrite erosiva é um tipo de gastrite que muitas vezes não causa inflamação significativa, mas faz uma lesão superficial do revestimentodo estômago. A gastrite erosiva pode causar sangramento, erosões ou úlceras (por esse motivo que não descartei a hipótese de gastrite no caso analisado). Ela pode ser aguda ou crônica. A relação entre gastrite e os sintomas não é clara. O termo gastrite refere-se especificamente à inflamação anormal do revestimento do estômago. Pessoas que têm gastrite podem sentir dor ou desconforto no abdômen superior, mas muitas pessoas com gastrite não têm quaisquer sintomas. O termo gastrite é usado erroneamente, às vezes, para descrever qualquer sintoma de dor ou desconforto no abdômen superior. Muitas doenças e distúrbios podem causar esses sintomas. A maioria das pessoas que apresentam sintomas abdominais superiores não tem gastrite. O que causa gastrite? A infecção pelo Helicobacter pylori (H. pylori) causa a maioria dos casos de gastrite crônica não erosiva. O H. pylori é uma bactéria que infecta a parede do estômago, como já foi explicado anteriormente. Nos países industrializados como os Estados Unidos, 20 a 50 por cento da população podem ser infectadas com H. pylori.1 Taxas de infecção pelo H. pylori são mais elevados em áreas com falta de saneamento e de maior densidade populacional. As taxas de infecção podem ser superiores a 80 por cento em alguns países em desenvolvimento1. No Brasil, Zaterka et al. Observaram uma taxa de 70%. A causa mais comum de gastrite erosiva, aguda e crônica, é o uso prolongado de anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) como aspirina e ibuprofeno. Outros agentes que podem causar gastrite erosiva são o álcool, cocaína e radiação. Lesões traumáticas, queimaduras graves, doença crítica e cirurgia também podem causar gastrite erosiva aguda. Este tipo de gastrite é chamado gastrite de estresse. As causas menos comuns de gastrite erosiva e não erosiva são: · doenças autoimunes, em que o sistema imunológico ataca as células saudáveis no revestimento do estômago · algumas doenças e desordens do aparelho digestivo como doença de Crohn e anemia perniciosa · viroses, parasitas, fungos e bactérias diferentes do H. pylori. Quais são os sintomas de gastrite? Muitas pessoas com gastrite não têm quaisquer sintomas, mas algumas pessoas podem apresentar: · dor ou desconforto no abdome superior · náusea · vômito Estes sintomas são também chamados de dispepsia. A gastrite erosiva pode causar úlceras ou erosões no revestimento do estômago que podem sangrar. Os sinais de sangramento no estômago são: · sangue no vômito · fezes pretas ou como alcatrão (piche) · sangue vermelho nas fezes Quais são as complicações da gastrite? A maioria das formas de gastrite crônica inespecífica não causam sintomas. No entanto, a gastrite crônica é um fator de risco para úlcera péptica, pólipos gástricos e tumores gástricos benignos e malignos. Algumas pessoas com gastrite crônica pelo H. pylori ou gastrite autoimune desenvolvem gastrite atrófica. A gastrite atrófica destrói as células do revestimento do estômago que produzem ácidos digestivos e enzimas. A gastrite atrófica pode levar a dois tipos de câncer: o câncer gástrico e o linfoma do tecido linfoide associado à mucosa gástrica (linfoma MALT). Como é diagnosticada a gastrite? O exame mais importante para o diagnóstico de gastrite é a endoscopia com uma biópsia do estômago. O médico geralmente dará o medicamento ao paciente para reduzir o desconforto e ansiedade antes de iniciar o procedimento de endoscopia. Em seguida, insere um endoscópio, que é um tubo fino com uma minúscula câmera na ponta, através da boca ou do nariz do paciente e para o estômago. Ele utiliza o endoscópio para examinar o revestimento do esôfago, estômago e primeira porção do intestino delgado. Se necessário, irá realizar uma biópsia, que é a coleta de pequenas amostras de tecido para exame com um microscópio. Como é tratada a gastrite? Os medicamentos que reduzem a quantidade de ácido no estômago podem aliviar os sintomas que porventura acompanhem a gastrite e promover a cura do revestimento do estômago. Estes medicamentos são: Antiácidos, como o Alka-Seltzer, Maalox, Mylanta, Simeco plus. Muitas marcas no mercado usam diferentes combinações de três sais básicos - alumínio, cálcio e magnésio - com íons hidróxido ou bicarbonato para neutralizar o ácido no estômago. Essas drogas podem produzir efeitos colaterais como diarréia ou constipação. Bloqueadores H2 da histamina, tais como Famotidina e a ranitidina. Os bloqueadores H2 diminuem a produção de ácido. Inibidores da bomba de prótons (IBPs), como omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol, esomeprazol e dexlansoprazole. Os IBPs diminuem a produção de ácido mais eficazmente do que os bloqueadores H2. Dependendo da causa da gastrite, medidas ou tratamentos adicionais podem ser necessários. Por exemplo, se a gastrite é causada por uso prolongado de AINEs, o médico poderá aconselhar suspender a ingestão do medicamento, reduzir a sua dose ou mudar para outra classe de medicamentos para a dor. O IBP pode ser utilizado para prevenir a gastrite de estresse em pacientes gravemente enfermos. O tratamento da infecção pelo H. pylori é importante, mesmo se a pessoa não está tendo sintomas da infecção. A gastrite do H. pylori não tratada pode levar ao câncer ou ao desenvolvimento de úlceras no estômago ou intestino delgado. O tratamento mais comum é uma terapia tríplice que combina um IBP e dois antibióticos - geralmente amoxicilina e claritromicina - para matar as bactérias. O tratamento também pode incluir o subsalicilato de bismuto. Após o tratamento, o médico poderá solicitar, quando necessário, um teste de respiração ou fezes, onde estiver disponível, ou, ainda, em nosso meio, novo exame endoscópico com o teste da urease, para certificar-se que a infecção pelo H. pylori desapareceu. Curando a infecção espera-se curar a gastrite e diminuir o risco de outras doenças gastrointestinais associadas a ela, como úlcera péptica, câncer gástrico e linfoma MALT. Pontos para lembrar A gastrite é uma condição na qual o revestimento do estômago está inflamado. O termo gastrite refere-se especificamente à inflamação anormal do revestimento do estômago. No entanto, a gastrite é às vezes erroneamente usada para descrever quaisquer sintomas de dor ou desconforto no abdômen superior. A maioria das pessoas que apresentam sintomas abdominais superiores não tem gastrite. A causa mais comum de gastrite é a infecção pelo H. pylori e o uso prolongado de drogas anti-inflamatórias não esteroides (AINEs). Muitas pessoas com gastrite não têm sintomas. Aqueles que apresentam sintomas podem se queixar de dispepsia - desconforto no abdome superior ou dor e náuseas ou vômitos. O tratamento da infecção pelo H. pylori é importante, mesmo se a pessoa não está tendo sintomas. Se não tratada, a infecção pode levar a úlcera péptica ou câncer. Nutrição e doenças gastrointestinais A dieta é uma grande aliada no tratamento da úlcera e da gastrite, sendo parte fundamental do tratamento, pois ajuda a amenizar os sintomas e auxilia em evitar recidivas, por isso, é importante que a pessoa tenha uma alimentação equilibrada, saudável, de fácil digestão e baixa em gordura e açúcares Os alimentos permitidos na dieta para gastrite e úlcera são aqueles de fácil digestão e pobres em gorduras · Frutas, como a maçã, pera, mamão, goiaba ou banana, · Vegetais, como a abobrinha, berinjela, cenoura, espinafre e acelga, sendo recomendado consumir preferencialmente cozidos e sem pele durante os períodos de crise dos sintomas, pois assim são mais fáceis de serem digeridos; · Carnes baixas em gordura, como frango, peru, peixe e frutos do mar bem cozidos e grelhados, de preferência, ao vapor ou cozidos. · Lácteos, como o leite desnatado, iogurte natural e queijo branco, como a ricota e a coalhada light, menos para pessoas com alergias ou intolerância à o leite · Carboidratos, como o arroz branco, macarrão, batata, abóbora, pão branco e batata doce;· Gelatina sem açúcar; · Bebidas vegetais, como leite de amêndoas, aveia ou arroz; · Chás, como o de camomila, tília, hortelã ou gengibre; · Café descafeinado; · Azeite de oliva, em pequenas quantidades; · Vinagre de maçã para temperar, já que ajuda a equilibrar o pH do estômago e a melhorar a acidez; · Temperos naturais, como ervas finas, alho, cebola, salsinha, coentro e orégano. Alimentos que devem ser evitados Alimentos que devem ser evitados são aqueles de difícil digestão, como os processados, ricos em aditivos, gordura e conservantes que irritam o estômago, como: · Alimentos processados e ricos em gordura, como salsicha, linguiça, bacon, presunto, peito de peru, salame, mortadela, frituras em geral, pele de frango, vísceras e cortes de carne com muita gordura; · Queijos amarelos e processados, como cheddar, catupiry, minas e provolone; · Lácteos, como leite integral, creme de leite, sorvete, leite condensado, manteiga e margarina; · Molhos prontos, como ketchup, aioli e maionese; · Chá verde, mate, preto · Bebidas, como refrigerantes, sucos industrializados e café; · Bebidas alcoólicas; · Açúcar e alimentos refinados como bolos, pudim e biscoitos recheados; · Comida congelada, como pizza e nuggets; · Sopas desidratadas e macarrão instantâneo. Bibliografia https://www.esadi.com.br/aparelhodigestivo MSD versão app para profissionais Apostila curso nutrição e dietética Estetus https://www.unimedfortaleza.com.br