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Memorex OAB – Exame XXXIV – Rodada 06
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 Memorex OAB – Exame XXXIV – Rodada 06
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 2 
 
Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo(a). Temos 
TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua 
aprovação. 
Você está tendo acesso agora à Rodada 06. 
 
Material Data 
Rodada 01 Disponível Imediatamente 
Rodada 02 Disponível Imediatamente 
Rodada 03 Disponível Imediatamente 
Rodada 04 Disponível Imediatamente 
Rodada 05 Disponível Imediatamente 
Rodada 06 Disponível Imediatamente 
 
Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS 
RODADAS já disponíveis, independente da data de compra. 
 
Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. 
 
Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada 
uma das dicas. 
 
Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas 
para: atendimento@pensarconcursos.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 3 
ÍNDICE 
 
 
ÉTICA ......................................................................................................................................... 4 
FILOSOFIA DO DIREITO ............................................................................................... 15 
DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................... 18 
DIREITOS HUMANOS ...................................................................................................... 36 
DIREITO INTERNACIONAL .......................................................................................... 38 
DIREITO TRIBUTÁRIO ................................................................................................... 41 
DIREITO ADMINISTRATIVO ....................................................................................... 48 
DIREITO AMBIENTAL ..................................................................................................... 59 
DIREITO CIVIL ................................................................................................................... 62 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE .................................................. 70 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ............................................................... 73 
PROCESSO CIVIL .............................................................................................................. 76 
DIREITO EMPRESARIAL ................................................................................................ 92 
DIREITO PENAL ............................................................................................................... 100 
PROCESSO PENAL ........................................................................................................... 110 
DIREITO DO TRABALHO ............................................................................................. 120 
PROCESSO DO TRABALHO ......................................................................................... 131 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÉTICA 
 
DICA 01 
DAS ELEIÇÕES DA OAB 
Regulamentada nos artigos 63 a 67 do EAOAB e nos artigos 128 a 137-C do Regulamento 
Geral da Advocacia e da OAB. 
 O comparecimento é obrigatório aos advogados nas Eleições da OAB. 
 Serão realizadas sempre na segunda quinzena do mês de novembro, do último 
ano do mandato. 
A votação será direta, dos advogados regularmente inscritos e mediante cédula 
única. 
DICA 02 
DOS CANDIDATOS NAS ELEIÇÕES 
 O candidato para as eleições aos quadros da OAB deverá: 
 Comprovar situação regular perante à OAB; 
 Não ocupar cargo exonerável ad nutum; 
 Não ter sido condenado por infração disciplinar; 
 Quando advogado tiver sofrido condenação por infração disciplinar, mas foi 
reabilitado, poderá se inscrever à candidatura se: 
 Estiver exercendo efetivamente a profissão há mais de 03 anos; para candidatura em 
cargos de Conselheiro Seccional e das Subseções; 
 Estiver exercendo efetivamente a profissão há mais de 05 anos; para candidatura dos 
demais cargos. 
 OBS.: O candidato às eleições não pode integrar a lista do QUINTO 
Constitucional. 
DICA 03 
DO MANDATO E REELEIÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
*Os eleitos do conselho federal irão iniciar seu mandato em 1º de fevereiro do ano 
seguinte ao da eleição. 
MANDATO 
Em qualquer órgão, pelo 
período de 03 anos 
 
O início da candidatura se 
dará em primeiro de 
janeiro do ano seguinte 
ao da eleição, salvo 
Conselho Federal. * 
 
 
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DICA 04 
COMPOSIÇÃO DAS CHAPAS E ELEIÇÃO 
Os integrantes da Chapa que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos. 
 A chapa do Conselho Seccional deve ser composta: 
 Candidatos ao Conselho e à sua Diretoria e; 
 Candidatos à delegação do Conselho Federal; 
 Candidatos à Diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados. 
A data da Posse do Conselho Seccional, Subseção e Caixa de assistência aos Advogados é 
01 de janeiro do ano seguinte à Eleição. 
DICA 05 
A RESPEITO DO VOTO NAS ELEIÇÕES DA OAB 
O voto será: 
Direto: no Conselho Secional, Subseção e Caixa. 
Indireto: nos Conselhos Federais. 
Secreto. 
Presencial: através da Urna Eletrônica. 
Online: O voto online é uma nova classificação, regulamentado em 2021, 
com alteração no artigo 132, § 5º do Regulamento Geral. 
Na modalidade online, a votação ocorrerá por meio de sistema eletrônico 
idôneo, devidamente auditável. 
DICA 06 
DAS CHAPAS DO CONSELHO FEDERAL, CONSELHO SECCIONAL E SUBSEÇÃO 
A composição da chapa do CONSELHO FEDERAL se dá nos seguintes cargos: 
Presidente; 
Vice-Presidente; 
Secretário-Geral; 
SERÁ PERMITIDA e SEM 
LIMITE de participação. 
 
REELEIÇÃO 
 
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Secretário-Geral Adjunto; 
Tesoureiro. 
A composição da chapa do CONSELHO SECCIONAL se dá nos seguintes cargos: 
Presidente; 
Vice-Presidente; 
Secretário-Geral; 
Secretário-Geral Adjunto; 
Tesoureiro; 
3 Conselheiros Federais; 
Conselheiros Seccionais; 
Diretoria Da Caixa. 
A composição da chapa da SUBSEÇÃO, se dá nos seguintes cargos: 
Presidente; 
Vice-Presidente; 
Secretário-Geral; 
Secretário-Geral Adjunto; 
Tesoureiro. 
DICA 07 
DA EXTINÇÃO DO MANDATO 
 Dos casos em que o mandato será extinto automaticamente, antes da data do seu 
término: 
 Quando ocorrer qualquer hipótese de cancelamento da inscrição, 
 No caso de licenciamento profissional; 
 Sofrer Condenação disciplinar; 
 Houver falta, sem motivo justificado, a 03 reuniões ordinárias consecutivas de 
cada órgão deliberativo, sendo do Conselho, da Diretoria, da Subseção, ou da Caixa de 
Assistência. 
 Caso não haja Suplente, o Conselho da Seccional fica encarregado de escolher o 
Substituto. 
 
 
 
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DICA 08 
A RESPEITO DACLÁUSULA DE COTAS NAS ELEIÇÕES DA OAB 
Fundamentado no Artigo 131 do Regulamento Geral, as cotas serão tanto de Gênero 
quanto de Raça. 
As chapas completas deverão conter um percentual para gênero e raça, sendo: 
50% para candidaturas de cada gênero; 
Mínimo de 30% de advogados negros e advogadas negras; 
Considerados os inscritos na OAB com autodeclaração como negros, pretos ou 
pardos ou ainda definição análoga. 
 ATENÇÃO! esta é uma questão atual e poderá ser cobrada no Exame de Ordem. 
DICA 09 
A RESPEITO DAS DOAÇÕES PARA A CAMPANHA E A PROPAGANDA ELEITORAL 
DAS DOAÇÕES À CAMPANHA: 
As doações para campanha, poderá acontecer desde o Registro da Chapa, poderá ser 
feita por Advogados, sendo eles candidatos à Eleição ou não. 
A doação não poderá ser aceita por: 
→ Sociedade de advogados; 
→ Empresas; 
→ Não advogados. 
PROPAGANDA ELEITORAL: 
A propaganda será proibida quando realizada antes do registro, nesse caso caberá: 
→ Advertência para suspensão da propaganda no prazo de 24 horas; 
→ Multa de 01 a 10 anuidades, no caso de desrespeitar a advertência; 
→ Em caso de Reincidência, a chapa poderá ser INDEFERIDA. 
DICA 10 
VEDADO AO ADVOGADO 
 Enquanto exercer cargos e funções na OAB, é vedado ao advogado: 
 Firmar contrato de prestação de serviços com órgãos da OAB; 
 
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 Adquirir bens por meio de qualquer órgão da OAB; 
 Atuar em processos que tenham trâmite com a OAB, salvo em causa própria. 
 TAMBÉM SERÁ VEDADO AOS CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES: 
Divulgação de Pesquisa; 15 dias anteriores a data das eleições. 
Candidatos com inauguração de obras e 
serviços da OAB; 
60 dias anteriores a data das eleições. 
Doação de recursos financeiros, caso não 
haja projeto anterior a doação. 
90 dias anteriores a data das eleições. 
DICA 11 
OS REQUISITOS PARA AS ELEIÇÕES 
 Os requisitos para candidatura de todos os órgãos da OAB: 
Ter reabilitação em caso de condenação por infração disciplinar e exercer a profissão 
efetivamente por mais: 
 De 03 anos nos cargos de Conselheiro da Seccional ou Subseção; 
 De 05 anos nos cargos demais cargos. 
QUESTÃO FGV – OAB, EXAME DE ORDEM XXXI, 2020. 
Os advogados Diego, Willian e Pablo, todos em situação regular perante a OAB, 
desejam candidatar-se ao cargo de conselheiro de um Conselho Seccional da OAB. 
a) Diego é advogado há dois anos e um dia, sendo sócio de uma sociedade simples de 
prestação de serviços de advocacia e nunca foi condenado por infração disciplinar. 
b) Willian, por sua vez, exerce a advocacia há exatos quatro anos e constituiu 
sociedade unipessoal de advocacia, por meio da qual advoga atualmente. Willian já foi 
condenado pela prática de infração disciplinar, tendo obtido reabilitação um ano e três 
meses após o cumprimento da sanção imposta. 
c) Já Pablo é advogado há cinco anos e um dia e nunca respondeu por prática de 
qualquer infração disciplinar. Atualmente, Pablo exerce certo cargo em comissão, 
exonerável ad nutum, cumprindo atividades exclusivas da advocacia. 
d) Apenas Willian cumpre os requisitos para ser eleito para o cargo pretendido. 
GABARITO: Alternativa d. 
COMENTÁRIO: A Questão em tela traz a situação de Diego, William e Pablo, sendo 
que dos três, apenas William cumpre os requisitos para ser candidato nas Eleições da 
OAB, pois William exerce a advocacia há 04 anos, mesmo sofrendo condenação por 
praticar infração disciplinar, já obteve a REABILITAÇÃO. 
 
 
 
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DICA 12 
DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES 
As sanções e as infrações disciplinares estão dispostas nos artigos 34 a 43 do EAOAB. 
 As sanções disciplinares são: 
→ Censura; 
→ Suspensão; 
→ Exclusão; 
→ Multa. 
 ATENTE-SE! Cada infração tem suas características, e sua aplicabilidade, são temas 
de alta recorrência na OAB. 
DICA 13 
DA SUSPENSÃO DO ADVOGADO 
A sanção suspende o advogado do exercício de sua atividade, sendo apresentado nos 
casos abaixo: 
Em casos de conduta incompatível com a OAB; 
Realização de ato contrário à lei destinado a fraudá-la por meio de seus clientes ou 
terceiro; 
Solicitar ou receber qualquer importância para aplicação ilícita ou desonesta; 
Locupletar-se à custa de seu cliente ou parte diversa; 
Recusar-se a prestar contas de quantias recebidas relacionadas ao seu cliente ou a 
terceiros injustificadamente; 
Reter ou extraviar autos recebidos com vista ou confiança, de maneira abusiva; 
Deixar de pagar: Multas, contribuições, e preços de serviços devidos a OAB, mesmo 
depois de notificado; 
Inépcia profissional caracterizado por erros reiterados; 
Reincidência em infração disciplinar. 
 
 
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DICA 14 
DA SUSPENSÃO PREVENTIVA 
Em caso de repercussão prejudicial a dignidade da advocacia, o tribunal de ética e 
disciplina do conselho onde o acusado tem inscrição principal pode: 
 
 
 
 
O tribunal de ética e disciplina do conselho poderá nesse caso ouvir o advogado acusado 
em sessão especial, ao qual sendo notificado e comparecer, terá seu Processo 
Disciplinar em 90 dias. 
DICA 15 
O ADVOGADO PODE PERMANECER SUSPENSO 
Considerada uma pena grave, vai de 30 dias em suspensão a 12 meses, podendo 
ultrapassar. 
 O Advogado suspenso, poderá ultrapassar os 12 meses de suspensão, quando: 
 No caso de se recusar a prestar contas, ficará suspenso até pagar a dívida. 
 O advogado em falta com a anuidade, ficará suspenso até pagar. 
 No caso de inépcia profissional, ficará suspenso até fazer prova da sua habilitação. 
DICA 16 
DA EXCLUSÃO DO ADVOGADO 
A exclusão será aplicada: 
Fazer falsa prova de qualquer um dos requisitos para inscrição da OAB; 
Tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia; 
Praticar crime infamante; 
Aplicação da suspensão por três vezes; 
 Para a aplicação desta sanção é necessário a manifestação favorável de 2/3 dos 
membros do Conselho Seccional competente. 
A esta sanção é dada a publicidade dos atos. 
 
 
Suspender o advogado 
preventivamente. 
 
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DICA 17 
DA SANÇÃO DE CENSURA 
Nos casos em que não se enquadra a suspenção aplica-se a censura. 
Também será aplicável nas situações abaixo: 
Violação do Código de ética, violação ao Estatuto da advocacia; 
Exercer a profissão mesmo impedido ou proibido de fazer; 
Angariar ou capitar causas com intervenção de terceiros, manter sociedade 
profissional fora desta lei; 
Ser agenciador de causas participando da divisão dos honorários; 
Violar sem justa causa o sigilo profissional; 
Advogar contra dispositivo de lei presumindo boa-fé; 
Prejudicar interesse confiado ao seu patrocínio; 
Rejeitar prestar assistência jurídica injustificadamente; 
Deixar de cumprir um prazo estabelecido, determinação emanada de órgão da 
Ordem, mesmo depois de notificado; 
Abandonar causa sem justo motivo ou, antes de decorrido dez dias da 
comunicação da denúncia; 
DICA 18 
CONVERSÃO DA CENSURA EM ADVERTÊNCIA 
A censura poderá ser convertida em advertência nos casos em que o advogado tenha 
alguma circunstância atenuante, sendo elas: 
Falta cometida na defesa de prerrogativa profissional; 
Ausência de punição disciplinar anterior; 
Exercício assíduo e proficiente em qualquer órgão da OAB; 
Prestação de relevantes serviços a advocacia; 
 
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 Havendo conversão da Censura em Advertência, é como se o advogado não tivesse 
sofrido qualquer sanção disciplinar. 
 Não haverá limites para a conversão. 
DICA 19 
DA SANÇÃO MULTA 
A multa será acessória às demais sanções. 
 Sendo ela: 
 Variável entre o mínimo, correspondente ao valor de uma anuidade e tendo o seu 
decuplo como máximo. 
 Ela será aplicável de forma cumulativa com a censura ou a suspensão em casos 
agravantes. 
 não será aplicada com a exclusão. 
DICA 20 
DO JULGAMENTO DO PROCESSO DE EXCLUSÃO 
O pleno Conselho Seccional é competente, exclusivamente, para julgar os 
processos mediante a manifestação favorável: 
2/3 dos seus membros. 
O julgamento citado está presente na Súmula 08/2019 do Conselho Pleno do 
Conselho Federal. 
A pena de exclusão é considerada gravíssima. 
Nesta pena, o advogado “perde” seu número de inscrição da OAB. 
DICA 21 
DA CONDUTA INCOMPATÍVEL COM A OAB E A SUSPENSÃO 
 As condutas incompatíveis com a Advocacia, dispostas no artigo 35 do EAOAB, nas 
quais são: 
→ Jogos de azar; 
→ Embriaguez ou toxicomania habituais; 
→ Incontinência Pública ou Escandalosa. 
São consideradas motivos de SUSPENSÃO do advogado nos quadros da OAB. 
A suspensão se dará a partir de 02 censuras reiteradas. 
 
 
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 13 
DICA 22 
DA PRESCRIÇÃO À PUNIBILIDADE DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES 
A pretensão à punibilidade das infrações disciplinares, conforme dispositivo artigo 43 do 
EAOAB, tem sua prescrição em: 
 
 
 
 
 Será aplicada ao processo paralisado por mais de 03 anos, devendo assim, ser 
arquivado após prescrição, de ofício ou a requerimento da parte interessada. 
DICA 23 
DO QUINTO CONSTITUCIONAL 
O quinto constitucional está previsto no artigo 94 da CF. Determina que um quinto das 
vagas de Desembargadores são advindos por este meio. 
Os requisitos para preenchimento são: 
Notório saber jurídico; 
Reputação Ilibada; (Sem condenações ética ou criminal.) 
10 anos de exercício na profissão. 
 Na indicação aos Tribunais, o indicado pela lista sêxtupla não pode estar em cargo 
da OAB. 
 A OAB é responsável em elaborar a lista sêxtupla. 
DICA 24 
A RESPEITO DA DECISÃO INDEVIDA EM PROCESSO DISCIPLINAR 
 Decisão, em grau de julgamento, com base em fundamento em que as partes não 
se manifestaram anteriormente por falta de oportunidade, é indevida, ainda que seja 
sobre matéria a ser decidida de ofício. 
 A exceção para tal dispositivo será quanto a medidas de urgência. 
QUESTÃO FGV - OAB - EXAME DE ORDEM XXXII, 2021. 
O advogado Gerson responde a processo disciplinar perante a OAB pela prática de 
infração prevista na Lei n º 8.906/94. No curso do feito, dá-se a apreciação, pelo 
órgão julgador, de matéria processual sobre a qual se entendeu cabível decisão de 
ofício. Não é conferida oportunidade de manifestação sobre tal matéria à defesa de 
Gerson. 
Prescrição: 
05 anos. 
 
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 14 
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
Em qualquer grau de julgamento, é vedada decisão com base em fundamento sobre o 
qual não foi dada oportunidade de manifestação à defesa de Gerson, ainda que se 
trate de matéria sobre a qual se deva decidir de ofício. Excepcionam-se dessa regra as 
medidas de urgência previstas na Lei n º 8.906/94. (CORRETA) 
COMENTÁRIO: Diante do caso narrado, não foi conferido ao advogado Gerson a 
oportunidade de manifestação sobre sua defesa, mediante isso, a decisão torna-se 
errônea mesmo sendo de oficio, pois impossibilita o direito pleno a defesa. 
DICA 25 
DA RECUSA A DEVOLUÇÃO DOS BENS PELO ADVOGADO AO CLIENTE 
 Fica obrigado ao advogado a devolver bens, valores e documentos confiados ao seu 
poder pelo cliente. 
Também é dever do advogado prestar contas de forma pormenorizada. 
 OBS.: Os honorários advocatícios não se incluem entre os valores a serem 
devolvidos. 
QUESTÃO FGV - OAB, EXAME DE ORDEM XXIX, ANO 2019. 
Milton, advogado, exerceu fielmente os deveres decorrentes de mandato outorgado 
para defesa do cliente Tomás, em juízo. Todavia, Tomás deixou, injustificadamente, de 
efetuar o pagamento dos valores acordados a título de honorários. 
Em 08/04/19, após negar-se ao pagamento devido, Tomás solicitou a Milton que 
agendasse uma reunião para que este esclarecesse, de forma pormenorizada, 
questões que entendia pertinentes e necessárias sobre o processo. Contudo, Milton 
informou que não prestaria nenhum tipo de informação judicial sem pagamento, a fim 
de evitar o aviltamento da atuação profissional. 
Em 10/05/19, Tomás solicitou que Milton lhe devolvesse alguns bens móveis que 
haviam sido confiados ao advogado durante o processo, relativos ao objeto da 
demanda. Milton também se recusou, pois pretendia alienar os bens para compensar 
os honorários devidos. 
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
Ambas as condutas de Milton, praticadas em 08/04/19 e em 10/05/19, configuram 
infrações éticas. (CORRETA) 
COMENTÁRIO: O caso em tela está fundamentado disposto em seu artigo 12 do 
código de ética e disciplina, onde o advogado terá que devolver importâncias 
pertencentes ao seu cliente conforme solicitado por ele. Também é de sua alçada 
apresentar as contas prestadas de maneira detalhada. Ambas as ações negadas por 
Milton, configuram infração disciplinar. 
 
 
 
 
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 15 
FILOSOFIA DO DIREITO 
 
DICA 26 
RUDOLF VON IHERING 
 Autor de “A Luta pelo Direito” e crítico de Savigny (muito embora ele gostasse de 
alguns pontos específicos), Rudolf von Ihering tinha ideias marxista, entretanto mais 
ponderado, sem culpabilizar a burguesia pelos conflitos existentes na sociedade. E mais: 
ele afirmava que o indivíduo tem o dever ético, de lutar por seus próprios direitos, 
dever este que ele tem consigo e também com toda a sociedade. 
“O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o 
direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for 
mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito é a luta: a luta dos povos, 
dos governos, das classes sociais, dos indivíduos” (Rudolf von Ihering). 
 CUIDADO! Em uma questão recente, caiu uma alternativa sobre a chamada “Ideia de 
Volksgeist - espírito do povo” é de Savigny e não de Ihering. 
 Veja como a banca já cobrou este autor: 
QUESTÃO FGV, 2015. 
Rudolf Von Ihering, em A Luta pelo Direito, afirma que “O fim do direito é a paz, o meio 
de atingi-lo,a luta.” Assinale a afirmativa que melhor expressa o pensamento desse 
autor: 
a) O Direito de uma sociedade é a expressão dos conflitos sociais desta sociedade, e ele 
resulta de uma luta de pessoas e grupos pelos seus próprios direitos subjetivos. Por 
isso, o Direito é uma força viva e não uma ideia. 
b) O Direito é o produto do espírito do povo que é passado de geração em geração. Por 
isso, quando se fala em Direito, é preciso sempre olhar para a história e as lutas sociais. 
O Direito Romano é a melhor expressão desse processo. 
c) O Direito é parte da infraestrutura da sociedade e resulta de um processo de luta de 
classes, em que a classe dominante o usa para manter o controle sobre os dominados. 
d) O Direito resulta da ação institucional do Estado, e no parlamento são travadas as 
lutas políticas que definem os direitos subjetivos de uma sociedade. 
RESPOSTA: Letra A. 
COMENTÁRIO: Para este autor, o fim do Direito é a paz; o meio de atingi-lo, a luta. 
Esta ideia de luta do direito lhe dá um caráter de vida, de vivacidade. Logo, o direito é 
umaforça viva. 
DICA 27 
FRIEDRICH CARL VON SAVIGNY 
 Alemão da cidade de Frankfurt, extremamente estudado em direito das coisas (mais 
precisamente no tema posse), ele era opositor à elaboração de um Código alemão, pois 
cria no volkgeist (“espírito do povo”) e na força dos costumes e da tradição, aonde o povo 
deveria ter preferência sobre o Estado. Perceba que a ideia de Savigny é completamente 
 
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 16 
oposta à de Hobbes, em “O Leviatã”, que defendia um Estado totalitário acima do povo. 
Vale a pena ressaltar que ele chegou a ser Ministro da Justiça para a Revisão da 
Legislação Prussiana. 
 DICA DE OURO: Savigny dá muita importância ao argumento de que o importante, 
para o direito, era o sentimento e não a razão. 
DICA 28 
JACQUES DERRIDA 
 Nascido na Argélia, quando está era colônia, este autor defendia ferrenhamente a ideia 
da desconstrução, muito disseminada na década de 60, chegando a ser nomeado por 
alguns autores como o filósofo das minorias, foi autor de “A força da lei” e 
“Desconstrução da possibilidade de justiça.” E mais: Teve um papel ativo na luta contra o 
Apartheid na África do Sul. 
 Vale a pena ressaltar que ele vinha de família judia e sofreu com as medidas 
antissemitas aplicadas na época. Suas principais obras são: 
→ Gramatologia; 
→ Escritura e diferença; 
→ Margens da filosofia; 
→ O Animal que Logo Sou; 
→ “Tenho enorme apreço por tudo o que eu desconstruo” (Jacques Derrida). 
DICA 29 
FARIAS DE BRITO 
 Natural do Ceará, ele era visto por Miguel Reale como um dos maiores jusfilósofos 
brasileiros. A visão de Farias de Brito era muito religiosa, dizendo que Deus é o 
responsável pela ordem social, inclusive o conceito de moral. Para ele, são “filosofias 
do desespero” o materialismo, o criticismo (a filosofia de Kant), o positivismo (de Auguste 
Comte) e a anarquia. 
Era mais alinhado ao jusnaturalismo do que ao juspositivismo, sendo inclusive um crítico 
das ideias evolucionistas de Darwin. 
DICA 30 
PONTES DE MIRANDA 
 O alagoano e jusfilósofo Pontes de Miranda, extremamente estudado em Direito Civil, 
com sua escada ponteana nos negócios jurídicos, Pontes de Miranda era um 
democrata, liberal, com ideias neopositivistas. Era um crítico ferrenho das posturas de 
Wittgenstein e de Bertrand Russell. Foi desembargador do Tribunal de Apelação do Distrito 
Federal. Foi chamado a representar o Brasil em duas conferências internacionais: A de 
Santiago do Chile, em 1923, e a de Haia, na Holanda, em 1932. 
 Escada Ponteana (negócios jurídicos): 
 
 
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 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Nas suas obras, especialmente as de cunho constitucional, sempre valorizaram os 
direitos sociais. Via o socialismo como um governo ideal, desde que preservasse as 
liberdades individuais, sendo também um pacifista, criando a ideia de que os governos 
deveriam se comprometer a pôr em prática os direitos humanos em suas sociedades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plano da existência 
Plano da validade 
 
Plano da eficácia 
 
 
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 18 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DICA 31 
PODER LEGISLATIVO: DISPOSIÇÕES GERAIS 
 O tema sobre o Poder Legislativo corresponde aos artigos 44 ao 58, da Constituição 
Federal. 
 O Poder Legislativo é exercido pelo congresso nacional, o qual é composto pela 
Câmara dos Deputados e Senado Federal. 
 A legislatura é o período de trabalhos das Casas Legislativas (Congresso, Câmara e 
Senado) e tem duração de 4 anos. 
CÂMARA DOS DEPUTADOS SENADO FEDERAL 
Composta pelos Deputados Federais. Composto pelos Senadores. 
Representantes do povo. Representantes dos Estados e do 
Distrito Federal. 
A escolha dos deputados federais respeita o 
sistema proporcional. 
A escolha dos senadores respeita o 
sistema majoritário. 
O número de deputados varia de acordo 
com a população, devendo respeitar o 
número mínimo de 8 (oito) e o máximo de 
70 (setenta). 
Os Territórios elegerão 4 (quatro) 
deputados. 
Cada um deles elegerá o número fixo de 
3 (três) senadores. 
Cada senador é eleito com 2 (dois) 
suplentes. 
Mandato de 4 (quatro) anos. Mandato de 8 anos, sendo renovado de 
quatro em quatro anos, 
alternadamente por um e dois terços (ou 
seja, em uma eleição escolhe-se 1 
senador, em outra são escolhidos 2). 
 IMPORTANTE: A função do Poder Legislativo é a de controle externo da 
administração pública, que compreende a fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta 
e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e 
renúncia de receitas, que será exercida com auxílio do tribunal de contas. 
 
 
 
 
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 19 
DICA 32 
PODER LEGISLATIVO - CÂMARA DOS DEPUTADOS 
 Compete privativamente à Câmara dos Deputados: 
Autorizar, por 2/3 dos seus membros, a instauração de processo contra o 
Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado. 
Proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não 
apresentadas ao Congresso Nacional dentro de 70 (setenta) dias após a abertura da 
sessão legislativa; 
Eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. 
 OBS.: As competências da Câmara dos Deputados estão previstas no art. 50, da CF. 
As competências listadas acima são as mais importantes, ressaltando a de autorizar 
a instauração de processo contra o Presidente da República. 
Essa autorização é aplicada tanto para os processos comuns, instaurados em face do 
presidente, quanto para os processos que versam sobre crime de responsabilidade 
(impeachment). 
DICA 33 
PODER LEGISLATIVO - SENADO FEDERAL 
 O rol de competências privativas do Senado Federal é bem mais amplo do que o 
da Câmara dos Deputados. Merece destaque as seguintes competências: 
Processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de 
responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do 
Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; 
Processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho 
Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da 
República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; 
Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por 
decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; 
Eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. 
Avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua 
estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da 
União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. 
 Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o 
do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida 
 
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 20 
por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por 
oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais 
cabíveis.” 
 Merece destaque a competência para julgamento do Presidente da República e 
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal noscrimes de responsabilidade, principalmente 
pelo momento de tensão política em que o Brasil se encontra. 
 Em todos os casos de julgamento de crimes de responsabilidade, o Presidente do 
Supremo Tribunal Federal será o presidente do julgamento da autoridade. 
 A condenação depende do voto de 2/3 dos membros do Senado Federal. 
São previstas a aplicação das seguintes sanções, sem prejuízo das demais sanções 
judiciais cabíveis: 
 Perda do cargo; 
 Inabilitação, por 08 (oito) anos, para o exercício de função pública. 
DICA 34 
PODER LEGISLATIVO - REUNIÕES 
O Congresso Nacional se reúne do dia 02 de fevereiro até 17 de julho; e do dia 1º de 
agosto até 22 de dezembro. 
 Sessões preparatórias: cada uma das casas legislativas (Câmara e Senado) vão se 
reunir a partir do dia 1º de fevereiro do primeiro ano da legislatura, para a posse dos 
membros e para a eleição das respectivas Mesas (compreende o Presidente da Câmara e 
do Senado, Vice-presidente, 1º Secretário, 2º Secretário). 
 Sessões conjuntas: são as reuniões em que a Câmara dos Deputados e o Senado 
Federal se juntam para: 
 inaugurar a sessão legislativa; 
 elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas; 
 receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República; 
 conhecer do veto e sobre ele deliberar. 
O primeiro ano após as eleições dá início a legislatura, que compreende o período de 4 
anos, coincidente com o período do mandato dos deputados. 
ATENÇÃO! 
O mandato dos senadores é de 8 anos, ou seja, eles representam o seu respectivo 
estado ou DF por duas legislaturas. 
 Atenção para as nomenclaturas: 
 Legislatura – período de quatro anos; 
 Sessão legislativa – período anual de atividade do Congresso. 
 
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 21 
(02 de fevereiro até 22 de dezembro) 
 Período legislativo – período semestral de reunião do Congresso. 
(02 de fevereiro até 17 de julho e 1º de agosto até 22 de dezembro). 
DICA 35 
PODER LEGISLATIVO - COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO 
 Outro assunto que ganhou bastante visibilidade no cenário nacional nos últimos meses 
foi a CPI da COVID. Por isso, é um assunto que pode ser cobrado na prova da OAB, 
pois é uma importante ferramenta do Poder Legislativo de fiscalização e apuração. 
Por esta razão, vale conferir o que a Constituição Federal dispõe sobre o tema. 
“Art. 58, §3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos 
das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, 
em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, 
para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o 
caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou 
criminal dos infratores.” 
 Do dispositivo constitucional, vale ressaltar: 
 CPI detém poderes de investigação próprios das autoridades judiciais; 
 Criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, conjunta ou 
separadamente; 
 Requerimento de 1/3 no mínimo de seus membros; 
 Apuração de fato determinado e por prazo certo; 
 As conclusões serão encaminhadas ao Ministério Público para que promova as 
responsabilidades civil e/ou criminal dos infratores. 
 A composição dos integrantes da CPI deve respeitar o princípio da representação 
proporcional de partidos e blocos partidários. 
CPI 
PODE NÃO PODE 
→ Quebrar sigilo bancário, fiscal, de 
dados e telefônico (não confundir com 
interceptação telefônica); 
→ Requisitar informações e documentos 
sigilosos diretamente às instituições 
financeiras ou através do BACEN ou CVM, 
→ Determinar de indisponibilidade de 
bens do investigado. 
→ Decretar a prisão preventiva (pode 
decretar somente prisão em flagrante); 
→ Determinar o afastamento de 
 
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 22 
desde que previamente aprovadas pelo 
Plenário da CD, do Senado ou de suas 
respectivas CPIs (Artigo 4º, § 1º, da LC 
105); 
→ Ouvir testemunhas, sob pena de 
condução coercitiva; 
→ Ouvir investigados ou indiciados. 
cargo ou função pública durante a 
investigação; e 
→ Decretar busca e apreensão 
domiciliar de documentos. 
→ Decretar interceptação telefônica 
 As regras acima são válidas para CPIs instauradas em âmbito federal e estadual. 
 As CPIs instauradas nos municípios apresentam poderes mais restritos. 
 ATENTE-SE! A CPI municipal não poderá ter poderes próprios de autoridade 
judiciária, pois isto seria atribuir ao município uma competência que não lhe foi dada 
pela constituição, em razão de não ter Poder Judiciário Municipal. 
O STF já decidiu que CPI municipal NÃO pode determinar condução coercitiva de 
testemunha. 
DICA 36 
PODER LEGISLATIVO - IMUNIDADES DOS CONGRESSISTAS 
Os membros do Poder Legislativo possuem algumas prerrogativas. Atenção para o fato de 
que as prerrogativas estão vinculadas ao cargo e não ao indivíduo que exerce o 
cargo. 
Tais garantias são irrenunciáveis justamente porque se vinculam ao cargo e não à 
pessoa do congressista. 
 Foro por prerrogativa de função: essa prerrogativa garante ao parlamentar o 
julgamento perante órgão específico do Poder Judiciário, e é aplicada para casos de 
infrações penais comuns, não se aplica a toda demanda judicial. 
 Os Deputados Federais e Senadores serão julgados no STF. 
 Imunidade material: Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, 
por quaisquer de suas opiniões palavras e votos. 
 Imunidade formal: essa imunidade se refere à prisão e ao processo por crime 
praticado pelo parlamentar. 
As seguintes prerrogativas (foro por prerrogativa de função, imunidade material e 
imunidade formal) começam após a diplomação do parlamentar. 
DICA 37 
PODER LEGISLATIVO – IMUNIDADE MATERIAL 
A imunidade material está relacionada ao conteúdo das manifestações dos 
parlamentares. 
 É importante definir se a manifestação do parlamentar ocorreu dentro ou fora do 
Congresso Nacional (entenda-se Câmara dos Deputados e Senado Federal também). 
 
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 23 
 Manifestação fora do Congresso Nacional: só estarão protegidas as declarações se 
guardarem conexão com o exercício da função de parlamentar; 
 Manifestação dentro do Congresso Nacional: a manifestação não precisa guardar 
relação com o exercício da função parlamentar. 
DICA 38 
PODER LEGISLATIVO – IMUNIDADE FORMAL 
A imunidade formal relacionada à prisão significa que os parlamentares não poderão ser 
presos, salvo em caso de flagrante de crime inafiançável. 
 TODAVIA, os parlamentares poderão ser presos caso tenha sentença penal 
condenatória transitada em julgado. Portanto, o que se veda é a prisão cautelar, 
exceto o flagrante de crime inafiançável. 
A imunidade formal relacionada ao processo significa que, quando o STF recebe a 
denúncia contra o parlamentar, deve dar ciência à Casa que o parlamentar integra, e 
por iniciativa do partido político nela representado, e pelo voto da maioria dos 
membros, poderá sustar o andamento da ação penal. 
Caso a Casa decida pela sustação da ação penal, também estará suspensa a prescrição 
do crime, com o objetivo de não gerar a impunidade. 
RESUMINDO 
O parlamentar NÃO pode ser preso, salvo em caso de flagrante delito inafiançável; e o 
processo por crime cometido após a diplomação pode ser SUSTADO. 
DICA 39 
IMUNIDADES DOS DEPUTADOS E SENADORES 
Os Deputados Federais, Estaduais e Distritais (DF) e os Senadores gozam de 
prerrogativa de foro, imunidade materiale imunidade formal. 
 O foro por prerrogativa de função depende do cargo exercido: 
 Deputados Federais e Senadores – STF. 
 Deputados Estatuais e Distritais – o foro depende do crime praticado e do bem 
jurídico atingido, podendo ser o Tribunal de Justiça do Estado ou do Distrito Federal; TRF 
ou TRE. 
DICA 40 
IMUNIDADE DOS VEREADORES 
 Os vereadores, integrantes do Poder Legislativo Municipal, possuem apenas 
IMUNIDADE MATERIAL, que é restrita aos limites do município onde exercem a função 
(art. 29, VIII, da CF). 
 
 
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 24 
Súmula Vinculante n. 25: 
“A competência constitucional do tribunal do júri prevalece sobre o foro por prerrogativa 
de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.” 
Assim, se um vereador praticar um crime da competência do Tribunal do Júri e tiver 
foro por prerrogativa de função estabelecido na Constituição Estadual, deverá ser julgado 
no juízo do tribunal do júri. 
 Sintetizando: 
IMUNIDADES PARLAMENTARES 
Deputados 
Federais 
Senadores Deputados 
Estaduais e 
Distritais 
Vereadores 
Foro por 
prerrogativa de 
função 
SIM SIM SIM Fixado na 
Constituição 
Estadual 
Imunidade material SIM SIM SIM SIM, mas nos 
limites do 
município 
Imunidade formal SIM SIM SIM NÃO 
DICA 41 
PROCESSO LEGISLATIVO - FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E 
ORÇAMENTÁRIA - TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO - DO PROCESSO 
LEGISLATIVO 
 CONCEITO (Ministro Alexandre de Moraes): “conjunto ordenado de disposições 
que disciplinam o procedimento a ser obedecido pelos órgãos competentes na produção 
de leis e atos normativos que derivam diretamente da própria constituição”. 
 O processo legislativo compreende a elaboração de: 
 emendas à Constituição; 
 leis complementares; 
 leis ordinárias; 
 leis delegadas; 
 medidas provisórias; 
 decretos legislativos; 
 resoluções. 
 
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 25 
ATENÇÃO! 
As MEDIDAS PROVISÓRIAS, teoricamente, NÃO deveriam estar elencadas no art. 59 
da CF/88, pois, tratam-se de atos do Poder Executivo, uma vez que são criadas pelo 
Presidente da República e não pelo processo legislativo. 
 Lei complementar disporá sobre a: 
 elaboração; 
 redação; 
 alteração; e 
 consolidação das leis. 
DICA 42 
NORMA JURÍDICA 
 A doutrina de Hans KELSEN, em sua dúplice estrutura: 
 Normas primárias: têm fundamento de validade na própria Constituição. São 
as leis complementares, as leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos 
legislativos e as resoluções, todas de mesmo nível hierárquico. 
ATENÇÃO! 
O art. 59 da CF/88 também prevê o procedimento para a feitura de emendas à 
constituição, mas estas serão hierarquicamente superiores às outras espécies depois 
de aprovadas, pois se integram ao próprio texto constitucional. 
 Normas secundárias: têm fundamento de validade nas normas primárias. São 
aquelas que prescrevem a conduta lícita, sendo consideradas somente como conceitos 
auxiliares do conhecimento jurídico. As regras secundárias, por sua vez, outorgam 
poderes aos particulares ou às autoridades públicas para criar, modificar, extinguir ou 
determinar os efeitos das regras do tipo primárias, como, por exemplo, os decretos de 
execução. 
 ESPÉCIES DE PROCESSO LEGISLATIVO: 
Processo ordinário: o processo que leva a criação das leis ordinárias é bem parecido 
com o processo de criação das leis complementares, a diferença está apenas no quórum 
de aprovação. Como o próprio nome esclarece, o processo ordinário é destinado a 
elaboração de leis ordinárias. 
Processo Sumário: também é o processo para elaboração de leis ordinárias, porém 
com o prazo máximo de 100 (cem) dias. 
Processo Especial: Servirá para outras normas que não as leis ordinárias 
 
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 26 
Devido processo legislativo: direito público subjetivo dos parlamentares, que podem 
impetrar mandado de segurança quando as normas constitucionais referentes à 
elaboração de determinada espécie normativa não forem respeitadas. 
DICA 43 
DA EMENDA À CONSTITUIÇÃO 
 A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: 
 de 1/3 (um terço), no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados OU do 
Senado Federal; 
 do Presidente da República; 
 de mais de ½ (metade) das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, 
manifestando-se, cada uma delas, pela MAIORIA RELATIVA de seus membros. 
 A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de 
estado de defesa ou de estado de sítio. 
A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois 
turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos 
respectivos membros. 
A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do 
Senado Federal, com o respectivo número de ordem. 
 NÃO SERÁ OBJETO DE DELIBERAÇÃO a proposta de emenda tendente a abolir: 
 a forma federativa de Estado; 
 o voto direto, secreto, universal e periódico (DSUP); 
 a separação dos Poderes; 
 os direitos e garantias individuais. 
ATENÇÃO! 
A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada 
NÃO PODE ser objeto de nova proposta NA MESMA SESSÃO LEGISLATIVA. 
DICA 44 
ATOS DO PROCESSO LEGISLATIVO 
Os atos que compõem o processo legislativo são: iniciativa, emendas, deliberação e 
votação, sanção ou veto, promulgação e publicação. 
 O processo legislativo ordinário ocorre em 03 (três) fases: 
 Introdutória: iniciativa de apresentação da proposta, podendo ser de diversas 
espécies. 
 
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 27 
 Constitutiva: apresentação de emendas, discussão do projeto, votação e sanção/veto. 
Quando ocorre a deliberação parlamentar e executiva; e 
 Complementar: promulgação e publicação da lei. 
DICA 45 
INICIATIVA LEGISLATIVA – CONCEITO 
CONCEITO: “é a faculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão para apresentar 
projetos de lei ao Legislativo” (Silva). 
 A INICIATIVA DAS LEIS COMPLEMENTARES E ORDINÁRIAS CABE: 
 A qualquer membro ou Comissão: 
→ da Câmara dos Deputados; 
→ do Senado Federal ou; 
→ do Congresso Nacional. 
→ ao Presidente da República; 
→ ao Supremo Tribunal Federal; 
→ aos Tribunais Superiores; 
→ ao Procurador-Geral da República; e 
→ aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 
 São de iniciativa privativa do PRESIDENTE DA REPÚBLICA as leis que: 
 fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas; 
 Disponham sobre: 
criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e 
autárquica ou aumento de sua remuneração; 
organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços 
públicos e pessoal da administração dos Territórios; 
servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, 
estabilidade e aposentadoria; 
organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como 
normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; 
 
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criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o 
disposto no art. 84, VI, da CF/88; 
militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, 
promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferênciapara a reserva. 
DICA 46 
INICIATIVA LEGISLATIVA – ESPÉCIES 
Iniciativa privativa/reservada ou exclusiva: só aquela pessoa ou órgão pode 
propor o PL. 
Iniciativa restrita: o titular só pode propor lei para uma matéria específica. 
 Ex.: Estatuto da Magistratura é de iniciativa restrita do Judiciário – art. 93, CF/88. 
Iniciativa concorrente: mais de um legitimado pode. 
 Ex.: organização do MPU – PR e PGR. 
Iniciativa conjunta: dois ou mais legitimados são necessários, em conjunto, para 
iniciar a lei. Não existe mais no Brasil. 
Iniciativa obrigatória/vinculada: o legitimado é obrigado a iniciar o processo 
legislativo 
 Ex.: leis orçamentárias. 
Iniciativa da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do 
Congresso: afasta o princípio da irrepetibilidade, quando um PL é recusado na fase de 
discussão/votação. Só vale para PL. 
Iniciativa geral plena: o legitimado pode propor projeto de lei sobre qualquer 
assunto. Não existe no Brasil. 
Iniciativa geral: o legitimado pode propor projeto de lei sobre qualquer tema que não 
seja privativo/reservado ou exclusivo. No Brasil, é conferida aos Deputados, Senadores, 
Comissões, Presidente da República e cidadãos (iniciativa popular). 
DICA 47 
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 
 A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e 
das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, 
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo 
 
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 29 
Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de 
cada Poder. 
 Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, 
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos 
quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza 
pecuniária. 
O CONTROLE EXTERNO, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o 
AUXÍLIO do TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, ao qual compete: 
apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, 
mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu 
recebimento; 
julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens 
e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e 
sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que 
derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário 
público; 
apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a 
qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e 
mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em 
comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, 
ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato 
concessório; 
realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de 
Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, 
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas 
dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no item 2 
acima; 
fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital 
social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado 
constitutivo; 
fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante 
convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito 
Federal ou a Município; 
prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas 
Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, 
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e 
inspeções realizadas; 
aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de 
contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, 
 
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 30 
multa proporcional ao dano causado ao erário; 
assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato 
cumprimento da lei, se verificada ilegalidade; 
sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à 
Câmara dos Deputados e ao Senado Federal; 
representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. 
DICA 48 
ORDEM SOCIAL - POLÍTICA URBANA 
 Competência para legislar sobre direito urbanístico é concorrente entre a União, 
Estados e DF. 
 Poder Público municipal tem competência para executar a política de 
desenvolvimento urbano. 
 Plano diretor: é a lei municipal que determina as regras gerais sobre a matéria de 
direito urbanístico e propriedade imóvel urbana, bem como as possibilidades e diretrizes 
para desapropriação em caso de descumprimento da função social. 
DICA 49 
SEGURIDADE SOCIAL 
A Seguridade Social é composta por: 
Saúde; 
Previdência social; e a 
Assistência social. 
 Princípios e Objetivos: 
Universalidade na cobertura do atendimento; 
Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; 
Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; 
Irredutibilidade do valor dos benefícios; 
Equidade na forma de participação no custeio; 
 
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 31 
Diversidade da base de financiamento; 
Caráter democrático e descentralizado da administração. 
DICA 50 
SAÚDE 
A saúde será garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução 
do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e 
serviços para promover, proteger ou recuperar a saúde. 
 A saúde é um direito de todos e um dever do Estado. 
É possível a participação de instituições privadas no Sistema Único de Saúde, ainda que 
de forma complementar, mediante contrato de direito público ou por meio de convênio. 
DICA 51 
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 
 Deve ser garantido o acesso a todos de forma universal e igualitária. 
O SUS será financiado por recursos advindos do orçamento de seguridade social dos 
entes federados, observando: a descentralização; atendimento integral e 
participação da sociedade. 
É defesa a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na 
assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei. 
DICA 52 
EDUCAÇÃO 
É direito de todos e dever do Estado e da família. 
 As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão 
financeira e patrimonial. 
 O ensino é livre à iniciativa privada, desde que cumpra as normas gerais da educação 
nacional, desde que haja autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. 
 Plano Nacional de Educação: articulação do sistema nacional de educação em 
regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de 
implementação. 
DICA 53 
FAMÍLIA 
Considerando que a família é a base da sociedade brasileira, a Constituição Federal 
confere à família proteção especial. 
STF: reconhecimento da união estável entre homem e mulher, ainda que do 
mesmo sexo, que tenham como objetivo a formação de entidade familiar. 
 
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 32 
Ordenamento jurídico assegura a proteção a cada um dos integrantes daentidade 
familiar, criando instrumentos para coibir a violência no âmbito das relações familiares 
e domésticas, bem como garante a proteção da vítima nesses casos. 
DICA 54 
BENS PÚBLICOS - BENS PÚBLICOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
 São bens da União: 
 os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; 
 as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e 
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, 
definidas em lei; 
 os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que 
banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a 
território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias 
fluviais; 
 as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias 
marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, EXCLUÍDAS, destas, as que contenham 
a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade 
ambiental federal, e as referidas no art. 26, II (Bens dos Estados); 
 os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; 
 o mar territorial; 
 os terrenos de marinha e seus acrescidos; 
 os potenciais de energia hidráulica; 
 os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 
 as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; 
 as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. 
É assegurada, nos termos da lei, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios a participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, 
de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos 
minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona 
econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração. 
A faixa de até 150 km (cento e cinquenta quilômetros) de largura, ao longo das fronteiras 
terrestres, designada como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa do 
território nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. 
 Incluem-se entre os bens dos Estados: 
 as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, 
RESSALVADAS, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; 
 as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, 
EXCLUÍDAS aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros; 
 
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 33 
 as ilhas fluviais e lacustres NÃO pertencentes à União; 
 as terras devolutas NÃO compreendidas entre as da União. 
DICA 55 
BENS PÚBLICOS EM ESPÉCIE – CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO DOMÍNIO 
Adotamos a classificação do professor Celso Antônio Bandeira de Mello por ser a mais 
utilizada em certames públicos e seguido pelo restante da doutrina. 
 Bens do domínio hídrico: 
 Águas correntes; 
 Águas dormentes; 
 Potenciais de energia hidráulica. 
 Bens do domínio terrestre: 
 Do solo; 
 Do subsolo. 
 BENS PÚBLICOS EM ESPÉCIE – CONCEITOS IMPORTANTES: 
 Terrenos de Marinha e acrescidos: São áreas que, banhadas pelas águas do mar ou 
dos rios navegáveis, em sua foz, se estendem a distância de 33 metros para a área 
terrestre, contados da linha do preamar médio do ano de 1831. Conforme o art. 
20, VII, da CRFB, os terrenos de marinha e seus acrescidos, pertencem à União. 
 A utilização privativa, por particulares, dos terrenos de marinha, se efetua 
mediante enfiteuse ou aforamento, como ocorre com casas ou prédios de apartamentos 
na orla marítima. Os terrenos acrescidos de marinha, segundo o art. 3° do DL 9.760/46, 
são os que se tiverem formado, natural ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios 
e lagoas, em seguimento aos terrenos de marinha. 
Ilhas: As ilhas costeiras e oceânicas foram incluídas entre os bens da União pela 
CRFB. Pertencem aos Estados as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que 
estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Município ou 
terceiros (art. 26, II, da CRFB). A EC nº 46/05 retirou da União o domínio de terrenos nas 
ilhas sedes de municípios, mas não afetará as áreas de marinha e as áreas tituladas como 
da União nas ilhas sede de município. 
Águas Públicas: São aquelas de que se compõem os mares, os rios e os lagos de 
domínio público. A CRFB apresenta partilha de águas entre a União e os Estados. Assim, 
são do domínio da União os lagos, rios e quaisquer correntes de água que (i) estejam em 
terreno de seu domínio; (ii) banhem mais de um Estado; (iii) façam limites com outros 
países; (iv) se estendam a território estrangeiro ou dele provenham (art. 20, III, 
CRFB/88). 
 Aos Estados pertencem o domínio das demais águas públicas. Segundo o texto 
constitucional, pertencem-lhes o disposto no art. 26, I, da CRFB/88. Nenhuma referência 
foi feita na CRFB/88 sobre o domínio do Município sobre as águas públicas. Como a 
divisão constitucional abrangeu todas as águas, é de considerar-se que não mais tenha 
 
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 34 
aplicação o art. 29 do Código de Águas (Decreto 24.643/34), quando admitiu pertencerem 
aos Municípios as águas situadas em seu território 
DICA BÔNUS 
BENS PÚBLICOS EM ESPÉCIE – CONCEITOS IMPORTANTES E ASPECTOS 
JURÍDICOS 
 Terras Devolutas: Em sentido jurídico, terras devolutas são aquelas que não se 
acham aplicadas a algum uso público NEM se encontram no domínio particular 
por qualquer título legítimo. Se enquadram como bens dominicais. Tanto a União, 
como Estados e Municípios possuem terras devolutas. Aquelas indispensáveis à defesa das 
fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à 
preservação ambiental, definidas em lei, pertencem à União. 
SÚMULA 477 DO STF 
“As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, feitas pelos Estados, 
autorizam, apenas, o uso, permanecendo o domínio com a União, ainda que se 
mantenha inerte ou tolerante, em relação aos possuidores”. 
Terras indígenas: Entre os bens da União incluem-se as terras tradicionalmente 
ocupadas pelos indígenas (art. 20, XI, da CF). No título dedicado à Ordem Social, a 
Constituição tem um capítulo denominado "Dos índios", com dispositivos que explicitam 
a questão dessas terras (art. 231 e seus parágrafos). 
SÚMULA 480 DO STF 
“Pertencem ao domínio e administração da União, nos termos dos artigos 4, IV, e 186, 
da Constituição Federal de 1967, as terras ocupadas por silvícolas”. 
SÚMULA 650 DO STF 
“Os incisos I e XI do art. 20 da CF não alcançam as terras de aldeamentos extintos, 
ainda que ocupadas por indígenas em passado remoto”. 
 Art. 231, CF/88 (...) 
§ 3º - O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a 
pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados 
com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, 
ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei. 
§ 4º - As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os 
direitos sobre elas, imprescritíveis. 
 Terrenos reservados (expressão criada pela doutrina): são terrenos à margem 
dos rios navegáveis, federais ou não, o que pode ser entendido pela interpretação da 
Súmula 479 do STF. 
 
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SÚMULA 479 DO STF 
“As margens dos rios navegáveis são domínio público, insuscetíveis de expropriação e, 
por isso mesmo, excluídas de indenização”.Memorex OAB – Exame XXXIV – Rodada 06
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DIREITOS HUMANOS 
 
DICA 56 
MULHERES 
 A violência contra mulher constitui uma das formas de violação dos direitos 
humanos. 
 A Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a 
mulher, adotada pela ONU e promulgada pelo Brasil pelo Decreto 4377/2002, busca 
eliminar: 
 Toda a distinção, exclusão ou restrição baseada no sexo e que tenha por objeto ou 
resultado prejudicar ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício pela mulher, 
independentemente de seu estado civil, com base na igualdade do homem e da mulher, 
dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, 
cultural e civil ou em qualquer outro campo. 
 A Convenção possui um protocolo facultativo, que permite a apresentação de 
denúncias sobre violação dos direitos por ela consagrados. 
 Nasce para os Estados, a responsabilidade de eliminar discriminação e assegurar 
igualdade em relação aos homens. 
 A Lei 9.029/95 que proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, 
e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da relação 
jurídica de trabalho e rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório, dá o 
direito à reparação pelo dano moral e se quiser, a reintegração. 
DICA 57 
CRIANÇAS 
As crianças são consideradas mais frágeis, necessitando assim, de proteção e cuidados 
especiais. 
A Convenção sobre os Direitos da Criança, adotada pela ONU e promulgada pelo 
Brasil (Decreto n. 99.710/1990) possui grande relevância para a proteção dos direitos 
existentes hoje. 
 Para a Convenção, não existe distinção de criança e adolescente, considera criança, 
todo ser humano com menos de dezoito anos, previsão diferente da que consta no 
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 
 Prevê o direito à vida; liberdade de expressão (não é absoluto); manifestação do 
pensamento; privacidade e honra, importância dos meios de comunicação; integridade 
física e moral; educação e imagem, igualdade e liberdade. 
DICA 58 
ÍNDIOS 
O documento internacional para proteção da comunidade indígena é a Convenção 169 
da Organização Internacional do Trabalho (OIT) promulgada pelo Brasil através do 
Dec. n.5051/2004 (revogado pelo Decreto nº10.088/2019). 
 O Estatuto do índio possui o propósito de preservar a sua cultura e integralos, 
progressiva e harmoniosamente, à comunhão nacional. 
 
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 37 
É assegurada aos índios e suas comunidades, a proteção das leis do país, nos termos em 
que se aplicam aos demais brasileiros. 
 A autorização para exploração mineral em terras indígenas é de competência 
exclusiva do Congresso Nacional (art. 49, XVI, CF). 
 São considerados nulos os atos praticados entre o índio não integrado e qualquer 
pessoa estranha à comunidade indígena quando não tenha havido assistência do órgão 
tutelar competente, salvo se o índio revele consciência e conhecimento do ato praticado, 
desde que não lhe seja prejudicial, e da extensão dos seus efeitos. 
Os índios são considerados isolados, em vias de integração e integrados. 
São consideradas terras indígenas, as terras ocupadas ou habitadas pelos silvícolas, áreas 
reservadas e as terras de domínio das comunidades indígenas e ou de silvícolas. 
DICA 59 
LGBTQIA+ 
A sigla corresponde a uma evolução ao longo do tempo, mostrando a importância da 
singularidade dos indivíduos que integram cada um dos grupos, cada letra possui 
um significado, lésbica; gay; bissexuais; travestis; queer; intersexuais; assexual e o + 
abarca outras siglas, como pansexuais, não binários, entre outros. 
 O reconhecimento se deu por conta da necessidade de reafirmação da não 
discriminação independentemente de orientação sexual. 
 Por tratar de um tema relativamente novo, não há muitas legislações, sendo necessário 
recorrer a jurisprudência para a resolução do conflito levado ao judiciário. 
O Decreto 9.883/2019 dispõe sobre o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e o 
trabalho do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de 
Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais, que estabelece na resolução 12/2015. 
Em relação ao transgênero, um ponto importante é o direito ao nome social, foi aprovado 
o Decreto n. 8727/2016, que reconhece o nome social e a identidade de gênero. 
DICA 60 
PRESOS 
A defesa dos direitos dos presos é um ponto bastante crítico, de um lado, o preconceito e 
o pensamento de que os presos deveriam sofrer privação de garantias e direitos 
individuais e do outro, a militância dos direitos humanos, que prevê a proteção da 
dignidade da pessoa humana. 
O preso conserva todos os direitos não atingidos pela perda da liberdade. Assim, afigura-
se ofensa à dignidade do preso, bem como desrespeito à lei, impedir a visita da esposa ou 
companheira àquele que se encontra preso. 
 O preso tem assegurado pela Constituição Federal o respeito à integridade física 
e moral, e não poderá ser submetido a tortura nem a tratamento desumano ou 
degradante 
A constituição assegura também às presidiárias serão asseguradas condições para 
que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. 
Ao preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-
lhe assegurada a assistência da família e de advogado. 
 
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 38 
DIREITO INTERNACIONAL 
 
DICA 61 
REGRAS DE CONEXÃO NO BRASIL 
A legislação brasileira apresenta regras ou elementos de conexão para a aplicação e 
resolução do caso concreto. 
Para o começo e fim da personalidade; nome; capacidade e direitos de família = 
domicílio da pessoa. 
Impedimentos dirimentes e formalidades para casamento no Brasil = aplicada a lei 
brasileira. 
Regime de bens (legal ou convencional) /invalidade de matrimônio = lei do primeiro 
domicílio conjugal. 
Qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes = lei do país em que 
estiverem situados. 
Qualificar e reger as obrigações = lei do país em que se constituírem. 
Obrigação a ser executa no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta 
observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos 
extrínsecos do ato. 
Sucessão por morte ou por ausência = lei do país que domiciliado o defunto ou o 
desaparecido. 
Se o bem estiver situado no Brasil e a lei brasileira for favorável para os herdeiros, esta 
prevalecerá. 
Organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as 
fundações = lei do estado em que se constituírem. 
Ilícito extracontratual: lei do local da prática do ato. 
DICA 62 
AUTONOMIA DA VONTADE 
As partes podem escolher o direito aplicável ou a jurisdição que será utilizada no caso de 
uma controvérsia, conforme previsão do art. 25 do Código de Processo Civil. 
 A autonomia da vontade, não poderá ser aplicada nos casos de competência 
internacional exclusiva. 
 
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 39 
A competência internacional serve para estabelecer os limites dos tribunais 
estrangeiros na jurisdição brasileira, a competência pode ser concorrente (ambas podem 
ser acionadas) ou exclusiva (somente a brasileira pode ser acionada). 
 Na concorrente, é considerado competente o juiz estrangeiro e o brasileiro para 
conhecer e julgar a causa, que será executada no Brasil após a homologação da sentença 
estrangeira. É o caso das situações previstas no art. 12 da LINDB e arts. 21, 22 e 24 do 
CPC. 
 Na exclusiva cabe ao judiciário brasileiroconhecer e julgar a demanda, assim, 
mesmo que a estrangeira seja acionada, a sentença não poderá ser homologada no 
Brasil. A competência exclusiva é prevista no art. 12 § 1º e art. 23 do CPC. 
DICA 63 
APLICAÇÃO INDIRETA DO DIREITO ESTRANGEIRO 
São os casos em que há solicitação para diligência ou execução de sentença no Brasil. A 
aplicação indireta poderá ocorrer por meio da cooperação jurídica internacional. 
 A cooperação jurídica internacional serve para solicitar a outro país alguma 
medida judicial, investigativa ou administrativa necessária para o caso, já em 
andamento. 
Deverá observar, conforme previsão no art. 26 do CPC, as garantias do devido processo 
legal, igualdade de tratamento, publicidade processual, existência de uma autoridade 
central e espontaneidade da transmissão. 
 Na ausência de tratado prevendo a cooperação, ela poderá ser estabelecida com base 
na reciprocidade. 
 A cooperação não poderá contrariar ou produzir efeitos incompatíveis com as normas 
fundamentais do Estado brasileiro e o Ministério da Justiça exercerá as funções de 
autoridade central. 
Os objetivos estão previstos no art. 27 do CPC, de forma exemplificativa. 
As medidas objeto da cooperação podem ser realizadas em três vias, o auxílio direto, 
carta rogatória e homologação de sentença. 
DICA 64 
AUXÍLIO DIRETO E CARTA ROGATÓRIA 
 O auxílio direto é a via utilizada quando a medida não decorrer diretamente de 
decisão de autoridade jurisdicional estrangeira a ser submetida a juízo de delibação no 
Brasil. Já a carta rogatória é um pedido estabelecido a órgão jurisdicional de outro país, 
para que este colabore na prática de um determinado ato processual. 
 O auxílio é solicitado pelo estado estrangeiro para a autoridade central e pode ser 
solicitado para obtenção e prestação de informações colheita de provas ou para qualquer 
outra medida não proibida pela lei brasileira. 
Caso a medida não necessite de prestação jurisdicional, a própria autoridade centra 
deverá providenciar o cumprimento, caso necessite de prestação jurisdicional, a 
competência é a da justiça federal do local da execução da medida. 
 
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 40 
 A legislação brasileira prevê que a decisão estrangeira poderá ser executada no Brasil 
por meio da carta rogatória, mas o cumprimento da carta ocorre a partir da concessão do 
exequatur, que é o juízo de admissibilidade realizado pelo STJ. 
 O exequatur funciona como uma “ordem de execute-se”. 
DICA 65 
HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA 
 É a terceira via de aplicação indireta, possibilita a execução da sentença de outro 
país seja realizada aqui no Brasil. 
Não é cabível o julgamento do mérito, é realizado apenas um juízo e deliberação, para 
análise dos requisitos formais, que estão presentes nos arts. 15 da LINDB e 963 do CPC. 
 Os requisitos são: sentença proferida por autoridade competente; citação regular; ser 
eficaz no país que foi proferida. não ofender a coisa julgada brasileira e nem a ordem 
pública; possuir tradução oficial e ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. 
 STJ homologa a sentença após análise dos requisitos e expede uma carta de sentença 
ao juízo federal para a execução da sentença estrangeira. 
 É possível a homologação de uma decisão não judicial (natureza jurisdicional). 
 A sentença pode ser homologada parcialmente. 
 A sentença de divórcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente 
de homologação e qualquer juiz é competente para examinar a validade da decisão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 41 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
 
DICA 66 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Depósito do montante integral: Causa de suspensão do crédito tributário. O 
contribuinte para discutir o crédito deposita o valor devido, ficando livre do pagamento de 
correção e juros. Pode ser realizado no âmbito judicial ou administrativo. O depósito 
é sempre faculdade do agente, não sendo obrigatório porque no Brasil não existe mais a 
cláusula “solve et repet” (exigência de pagamento para posterior discussão do débito), 
porque compromete direito de acesso à justiça. É também direito subjetivo do sujeito 
passivo, não precisa requerer autorização do juízo. Mas caso a pessoa escolha realizar o 
depósito tem que ser integral e em dinheiro. 
 Súmula 112 STJ: O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito 
tributário se for integral e em dinheiro. 
Integral: valor exigido pelo fisco. 
Em dinheiro: não basta fiança bancária/ seguro-garantia/ garantia antecipada, pois 
esses instrumentos não são equiparáveis. 
DICA 67 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Reclamações e recursos: CAUSAS de suspensão do crédito tributário. Enquanto 
perdurar julgamento do processo administrativo que discuta a exigibilidade do crédito (se 
discute qualquer outra coisa não suspende), a exigibilidade do crédito tributário fica 
sobrestada. Leis reguladoras do processo tributário administrativo podem regular a 
forma com que ocorrerá a suspensão (prazos, condições, etc.), porém, não podem afastá-
la, já que a suspensão deriva do CTN. Assim, pode-se afirmar que toda relação e todo 
recurso no âmbito do processo administrativo fiscal possuem efeito suspensivo e impedem 
que a Fazenda Pública exija o crédito tributário do contribuinte, até que sobrevenha a 
decisão definitiva no processo. 
Apresentação de recurso intempestivo não enseja a suspensão da exigibilidade do crédito 
e do prazo prescricional (STJ, AgRg no EDcl no REsp 1313765). 
Nesse procedimento administrativo Fazenda não pode exigir depósito prévio ou 
arrolamento de dinheiro ou bens. Esse depósito era “condição da ação”, o que é vedado 
(era percentual do débito). 
 Súmula vinculante 21: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento 
prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
 Súmula 373 STJ: É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade 
de recurso administrativo. 
 
 
 
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 42 
DICA 68 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Concessão de Liminar em MS, tutelas de urgência ou de evidência: CAUSA de 
suspensão do crédito tributário. 
Art. 151. CTN Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: IV - a concessão de medida 
liminar em mandado de segurança. 
 Mandado de segurança: é impetrado na hipótese em que há direito líquido e certo 
violado ou ameaçado, desde que exista prova pré-constituída desse direito. 
 Tutela de urgência ou evidência: visa assegurar resultado útil ao processo ou 
antecipar gozo de direito inequívoco/ extremamente provável. 
DICA 69 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Parcelamento: causa de suspensão do crédito tributário. 
Art. 151. CTN Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: VI – o parcelamento. 
 O parcelamento possui dois principais efeitos: 
 Requerimento de adesão parcelamento interrompe o prazo prescricional. 
(Art. 174 CTN Parágrafo único. A prescrição se interrompe: IV - por qualquer ato 
inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo 
devedor); 
 O deferimento do parcelamento suspende o prazo prescricional e a exigibilidade do 
pagamento por quanto tempo ele perdurar. 
DICA 70 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 O parcelamento somente pode ser concedido por meio de lei específica do ente 
que detém competência tributária, porque atividade de cobrança é vinculada,assim a 
autoridade não pode parcelar para cada contribuinte de um jeito. 
Lei deve estabelecer requisitos para o parcelamento (quem, qual tributo, quais 
condições do parcelamento, número máximo de parcelas, e valor mínimo da parcela). 
DICA 71 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
O artigo 156 do CTN estabelece formas de extinção do crédito tributário. O crédito, 
assim, pode ser extinto quando for satisfeito (pagamento, dação de bens imóveis, etc.), 
quando for desconstituído (decisão administrativa ou judicial), quando perdoado 
(remissão) ou ainda quando precluso o direito do fisco lançar ou cobrar o crédito 
(prescrição e decadência). 
A extinção do crédito tributário faz extinguir a obrigação correspondente. Já ́
para as obrigações acessórias temos o art. 113 CTN, que esclarece que essas se 
 
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 43 
extinguirão com o simples adimplemento das prestações positivas ou negativas ali 
elencadas, ou seja, fazer, não fazer ou tolerar que se faça. 
DICA 72 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Pagamento: causa de extinção do crédito tributário. O pagamento é a primeira e 
principal causa da exclusão do crédito tributário. 
Pagamento deve ser feito em dinheiro, sendo vedado o pagamento em trabalho 
(princípio da dignidade da pessoa humana) ou em natura (realizado com o próprio bem 
que é objeto da tributação, viola princípio da vedação ao confisco). 
Os efeitos da mora (multa pelo atraso + juros + correção) são automáticos, não sendo 
requerido qualquer atuação do credor para constituir o devedor em mora. 
 É possível também que a fiscalização aplique multas de ofício quando apuradas 
infrações (tributos não pagos e não declarados, ou pagos a menor), ou multas isoladas 
(infração a obrigação acessórias). 
DICA 73 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 No âmbito tributário, ao pagar uma parcela, não se presumem pagas as 
anteriores. 
Igualmente, ao se pagar um tributo de um exercício inteiro, não se presumem pagos os 
demais exercícios. 
 O pagamento de um tributo não faz presumir o pagamento de outros. 
 CUIDADO! Note-se que o fato de inexistir tal presunção relativa não significa que a 
Fazenda Pública deva negar-se a receber um pagamento parcial de crédito tributário, 
pelo contrário, é esse mesmo dispositivo (art. 158, do CTN) que autoriza recebimento 
de qualquer valor pago pelo contribuinte. 
Art. 158. CTN O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento: I - 
quando parcial, das prestações em que se decomponha; II - quando total, de outros 
créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos. 
DICA 74 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
REGRAS PARA O PAGAMENTO DO TRIBUTO: 
Quem paga (devedor): sujeito passivo da relação jurídico tributária (contribuinte ou 
responsável). 
A quem se paga (credor): sujeito ativo (ente competente ou quem possui a 
capacidade tributária ativa). 
 
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 44 
Local de pagamento: se lei tributária não dispuser de modo contrário, o local do 
pagamento é na repartição pública competente no domicílio do DEVEDOR. Dívida 
tributária é portável. Art. 159. CTN Quando a legislação tributária não dispuser a 
respeito, o pagamento é efetuado na repartição [na repartição pública] competente do 
domicílio do sujeito passivo. 
Meio de pagamento: dinheiro (moeda nacional, cheque, vale postal). Lei pode exigir 
garantia para pagamento em cheque/postal, desde que não torne obrigação mais 
onerosa do que em moeda. Pagamento pode ser feito em estampilha, papel selado ou 
processo mecânico, quando previsto em lei. Como se prova o pagamento: recibo, 
autenticação bancária, certidão negativa expedida pela Fazenda. 
DICA 75 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 PRAZO DE PAGAMENTO: Se a lei não estabelecer de forma diversa, o pagamento do 
tributo deve se dar em 30 dias após a notificação. Esse prazo somente pode ser 
aplicado no lançamento de ofício ou por declaração, pois no lançamento por homologação 
o sujeito passivo antecipa o pagamento do tributo antes de qualquer ação da autoridade, 
nesse caso lei deve estabelecer o prazo para o pagamento. Notificação pode ser ficta, ente 
pode publicar no diário oficial a data do vencimento, ou se o ente comprova que enviou o 
boleto no endereço correto. 
Art. 160. CTN Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o 
vencimento do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o sujeito 
passivo notificado do lançamento. Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder 
desconto pela antecipação do pagamento, nas condições que estabeleça. Lei pode 
estabelecer desconto em razão do vencimento antecipado. 
DICA 76 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 TAXA DE JUROS: O crédito não pago de forma extemporânea é acrescido de juros de 
mora, sem prejuízo da sanção cabível. Os juros são automáticos. Se a lei do ente não 
dispuser de modo diverso, ela será de 1% ao mês. No âmbito federal, fixou-se a taxa 
Selic. Não há juros quando está pendente a consulta, dentro do prazo do pagamento. 
Art. 161. CTN - O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de 
mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das 
penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei 
ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são 
calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na 
pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do 
crédito. 
 Tema 1062 STF: Os estados/DF podem legislar sobre índice de correção e taxa de 
juros de mora incidente sobre seus créditos fiscais, limitando-se aos percentuais 
estabelecidos pela União para o mesmo fim (ARE 1216078). 
 
 
 
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 45 
DICA 77 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: IMPUTAÇÃO AO PAGAMENTO 
 Imputação ao pagamento: qual débito considera-se extinto primeiro quando o 
pagamento não for identificado – autoridade definirá a qual parcela se refere. Deve 
observar ordem. 
Art. 163. CTN - Existindo simultaneamente dois ou mais débitos vencidos do mesmo 
sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo 
ou a diferentes tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a 
autoridade administrativa competente para receber o pagamento determinará a respectiva 
imputação, obedecidas as seguintes regras, na ordem em que enumeradas: I - em 
primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos decorrentes de 
responsabilidade tributária; II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às 
taxas e pôr fim aos impostos; III - na ordem crescente dos prazos de prescrição; IV - na 
ordem decrescente dos montantes. 
DECORAR A ORDEM: 
1º: Débitos de obrigação própria e em segundo lugar aos decorrentes de 
responsabilidade tributária. 
2º: olhar em que o serviço público atuou mais diretamente em prol do contribuinte 
– contribuição de melhoria > taxa > impostos. Não menciona empréstimo compulsório e 
contribuição especial. 
 Em prova subjetiva pode adotar que os empréstimos compulsórios e contribuições 
seriam pagos juntos com os impostos, pois maioria deles não são vinculados. Ou 
então pode adotar que deve se observar a próxima regra. 
3º: pagar o que prescreve primeiro (pagos pequenos de prescrição pagos antes dos 
maiores). 
4º: pagar os tributos de maior montante primeiro (paga os maiores débitos depois 
os menores). 
DICA 78 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO:COMPENSAÇÃO 
 Compensação: Art. 156. CTN - Extinguem o crédito tributário: II – a compensação; 
Extinção do crédito tributário realizado pelo encontro de débitos/créditos (que nem 
sempre precisam ser de credores/devedores recíprocos (art. 368 CC/02). Inclusive 
contribuinte pode optar por receber por compensação o indébito. 
 Súmula 461 STJ: O contribuinte pode optar por receber, por meio de precatório ou 
por compensação, o indébito tributário certificado por sentença declaratória transitada 
em julgado. 
 
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 46 
 A compensação deve ser prevista em lei e deve possuir despacho do poder 
executivo autorizando. Requisitos: 
 Lei específica do ente competente para instituir o tributo autorizando e 
impondo requisitos para compensação; alguns contribuintes, em Estados que não 
possuem lei autorizando a compensação, têm entrado em juízo para pedir aplicação por 
analogia da lei federal, mas isso não é possível, pois a compensação está inserida na 
competência tributária de cada ente. Sendo assim, não havendo permissivo legal, o 
tributo recolhido em excesso deve ser objeto de pedido de restituição (art. 165 do CTN). 
 Existência de créditos líquidos quanto ao seu valor e certo quanto à sua existência; 
 Existência de créditos vencidos ou vincendos contra Fazenda Pública; CTN 
permite a compensação de créditos vincendos, ou seja, que estarão a vencer no futuro, 
desde que se aplique a taxa de juros de maneira retroativa, para saber quanto ele 
efetivamente vale naquela data (ou seja, os juros serão abatidos naquele crédito) – 
percentual dos juros não pode ser inferior a 1% ao mês. 
Art. 170. CTN - A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja 
estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação 
de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito 
passivo contra a Fazenda pública. Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito 
passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não 
podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por 
cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento. 
 Identidade de partes (créditos recíprocos). 
 Súmula 464 STJ: A regra de imputação de pagamentos estabelecida no art. 354 
do CCB/2002 não se aplica às hipóteses de compensação tributária. 
DICA 79 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: TRANSAÇÃO 
Art. 156. CTN - Extinguem o crédito tributário: III - a transação; 
 Causa de extinção do Crédito Tributário em que há um acordo em que há distribuição 
de ônus e vantagens a ambos os polos da relação jurídica (art.840 CC/02). 
 Depende de lei autorizativa. 
 CTN apenas abre a possibilidade de transação terminativa do litígio, nunca preventiva. 
Art. 171. CTN A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e 
passivo da obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas, 
importe em determinação de litígio e consequente extinção de crédito tributário. Parágrafo 
único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em cada caso. 
Assim, para a realização da transação deveria existir lei autorizativa e a existência de 
litígio pendente (judicial ou administrativo), com concessões mútuas. Atualmente 
falta regulação para transação fiscal (PL 5082/09). 
 
 
 
 
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 47 
DICA 80 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: REMISSÃO 
 Remissão: hipótese de extinção do crédito tributário: perdão da dívida pelo credor 
(art. 385, CC). Traduz-se na liberação graciosa (unilateral) da dívida pelo Fisco, e depende 
da existência de lei específica para sua aplicação. No caso do ICMS faz se ainda 
necessária à celebração de convênio (art. 150, parágrafo 6º). Remissão não gera 
direito adquirido. 
Legislador deve observar balizas autorizativas circunstanciais previstas no artigo 172 do 
CTN, ou seja, hipóteses em que será autorizada a remissão. Assim, com base nessas 
circunstâncias o legislador fixará critérios objetivos para a remissão. 
Art. 172. CTN - A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por 
despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo: I - à 
situação econômica do sujeito passivo; II - ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito 
passivo, quanto a matéria de fato; III - à diminuta importância do crédito tributário; IV 
- a considerações de equidade, em relação com as características pessoais ou materiais do 
caso; V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante. 
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se, 
quando cabível, o disposto no artigo 155. 
 Os motivos acima elencados fazem parte de rol não exaustivo, ou seja, lei específica 
pode autorizar a concessão de remissão em outras hipóteses ali não previstas, desde 
que razoável. 
 A remissão causa de extinção do crédito tributário (abrange tanto o tributo como a 
penalidade). É diferente da anistia/isenção que são causas de exclusão do crédito 
tributário (impede o nascimento do crédito tributário). Alguns doutrinadores conceituam a 
remissão como sendo a causa de extinção do tributo e a anistia como sendo o perdão de 
penalidade. 
 Remissão parcial: é possível. Seria o desconto que é dado pela Fazenda a 
determinado crédito. Deve ser previsto em lei por ser hipótese de remissão parcial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 48 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
DICA 81 
AGENTES PÚBLICOS - ESPÉCIES E CLASSIFICAÇÃO 
 Uma segunda classificação pode ser encontrada, embora menos usual: 
 Agentes administrativos: aqueles que estão sujeitos à uma hierarquia constitucional, 
independente de a administração pública ser direta ou indireta. Os servidores públicos e 
empregados públicos em geral são exemplos de agentes administrativos; 
 Agentes delegados: recebem um encargo estatal com a finalidade de prestação de 
prestação de determinado serviço. Como exemplo de agentes delegados temos os 
leiloeiros e os concessionários; 
 Agentes honoríficos: aqueles requisitados para temporariamente desempenharem 
uma função pública. Os mesários e os jurados são exemplos desse tipo de agente; 
 Agentes credenciados: são os que recebem a incumbência da administração para 
representá-la em determinado ato ou praticar certa atividade específica, mediante 
remuneração do poder público credenciante. São exemplos de agentes credenciados os 
professores substitutos e os médicos credenciados. 
DICA 82 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - AGENTES PÚBLICOS - ACESSO 
Conforme o artigo 37, inciso I, da CF/88, os cargos, empregos e funções públicas são 
acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como 
aos estrangeiros, na forma da lei. 
Os editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, 
salvo em situações excepcionais em razão de conteúdo que viole valores 
constitucionais. Assim, caso uma pessoa que tenha uma tatuagem que faça apologia ao 
nazismo por exemplo, será excluída do certame público. 
Os requisitos para acesso aos cargos públicos devem ser comprovados na data da POSSE. 
ATENÇÃO! 
Nos concursos para magistratura e Ministério Público, o requisito da atividade jurídica 
deve ser comprovado na data da inscrição definitiva. 
DICA 83 
CONCURSO PÚBLICO 
Segundo dispõe o inciso II, do artigo 37, a investidura em cargo ou emprego 
público dependede aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e 
títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma 
previstas em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em 
lei de livre nomeação e exoneração. 
Exige-se concurso público para o provimento de cargos e empregos na administração 
pública direta e indireta. 
 
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 49 
Para nomeação em cargo em comissão, não se faz necessária a aprovação em concurso 
público. 
O candidato aprovado dentro do número de vagas tem direito subjetivo à nomeação. 
DICA 84 
INGRESSO SEM CONCURSO PÚBLICO 
Pode haver ingresso em cargo público sem concurso? sim! Nas hipóteses de cargos 
em comissão; 
Contudo, é importante não confundir o cargo em comissão com a função de 
confiança; 
 O cargo em comissão pode ser ocupado por qualquer pessoa e não depende de 
concurso, pois é de livre nomeação e exoneração; 
 A função de confiança também não depende de concurso público, todavia, devem 
ser exercidas apenas por servidores ocupantes de cargo efetivo; 
Importante saber também que PARTE dos cargos em comissão devem ser preenchidos 
por servidores de carreira, em percentual definido em lei; 
 Vamos à esquematização? 
CARGO EM COMISSÃO FUNÇÃO DE CONFIANÇA 
Prescinde de concurso público Prescinde de concurso público 
Podem ser ocupados por qualquer pessoa, 
mas parte dos cargos será reservado a 
servidores de carreira (cargo efetivo) 
Exercidas EXCLUSIVAMENTE por ocupantes 
de cargo efetivo 
Atribuições de direção, chefia e 
assessoramento 
Atribuições de direção, chefia e 
assessoramento 
DICA 85 
CONCURSO PÚBLICO 
A exclusão do candidato que esteja respondendo a inquérito policial e ação penal não 
transitada em julgado fere o princípio da presunção de inocência. 
É constitucional a remarcação do teste de aptidão física de candidata que esteja 
grávida à época de sua realização, independentemente da previsão expressa em 
edital do concurso público. 
 Caso seja cobrado no concurso matéria não prevista no edital, é possível que incida 
controle judicial nesse caso. 
Em respeito ao princípio da legalidade, somente será possível sujeitar candidato a exame 
psicotécnico quando houver previsão legal. 
É obrigatório a previsão de vagas em concurso público para pessoas portadoras de 
deficiência. A Lei 8.112/90 prevê que serão reservadas até 20% das vagas. 
 
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 50 
DICA 86 
CARGOS EM COMISSÃO E NEPOTISMO 
O nepotismo ofende os princípios da moralidade e da impessoalidade, devendo a 
vedação a esta prática ser observada por todos os Poderes da República e por todos os 
entes da Federação, independentemente de lei formal. 
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por 
afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da 
mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o 
exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na 
administração pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, caracteriza NEPOTISMO. 
DICA 87 
REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES 
Os servidores públicos podem ser remunerados por meio de subsídios, vencimentos ou 
salários. 
 Subsídio: forma de remuneração fixada em parcela única, sem acréscimo de qualquer 
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória. É remuneração obrigatória para os agentes públicos. 
 Vencimentos: é a remuneração percebida pelos servidores públicos, em sentido 
estrito. 
 Salários: é a forma remuneratória paga aos empregados públicos, contratados sob o 
regime celetista. 
 TETO REMUNERATÓRIO CONSTITUCIONAL (art. 37, inc. XI): 
Segundo dispõe esse dispositivo: 
A remuneração de todo funcionalismo público está sujeita a um teto remuneratório, 
que é o subsídio dos Ministros do STF. 
 Existem subtetos remuneratórios nos Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 Estados e no Distrito Federal, o subteto é variável por Poder. 
 Poder Executivo, o limite é o subsídio do Governador. 
 Poder Legislativo, o limite é o subsídio dos deputados estaduais e distritais. 
 Poder Judiciário, o limite é o subsídio dos desembargadores do Tribunal de 
Justiça (esse limite também se aplica aos membros do Ministério Público, aos 
Procuradores e aos Defensores Públicos). 
 Municípios, a remuneração DE TODOS os servidores e empregados públicos têm 
como limite o subsídio do Prefeito. 
 Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário NÃO poderão ser 
superiores aos pagos pelo Poder Executivo. 
 
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 51 
 É vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para 
o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. 
O artigo 37, inciso XV, garante a irredutibilidade salarial. 
DICA 88 
ACUMULAÇÃO DE CARGOS 
Em regra, é vedada acumulação de cargos públicos. A proibição de acumular 
estende-se a funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedade de 
economia mista, suas subsidiário, e sociedades controladas, direta e indiretamente, pelo 
poder público. 
EXCEÇÕES À VEDAÇÃO À ACUMULAÇÃO DE CARGOS: 
 Dois cargos de professor; 
 Um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
 Dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões 
regulamentadas. 
DICA 89 
MANDATO ELETIVO 
 É permitido ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, 
assumir cargo eletivo. 
 Na hipótese de cargos do Executivo ou do Legislativo Federal, Estadual ou Distrital, 
ocorrerá o afastamento do cargo efetivo ou em comissão, função ou emprego público. A 
remuneração percebida será a do cargo eletivo. 
 Na hipótese do cargo de prefeito, ocorrerá o afastamento do cargo efetivo ou em 
comissão, função ou emprego público. Já a remuneração poderá ser a do cargo eletivo ou 
a do cargo efetivo ou em comissão, função ou emprego público, de acordo com a opção 
do servidor. 
 Quando o cargo eletivo for de vereador, caso haja compatibilidade de horários, 
poderá ocorrer a acumulação do cargo político com o cargo efetivo ou em comissão, 
função ou emprego público. Caso não haja compatibilidade, será afastado do cargo 
efetivo ou em comissão, função ou emprego público, podendo optar pela remuneração 
de qualquer um deles. 
DICA 90 
REGIME JURÍDICO 
Segundo o artigo 39, a União, os Estados, o DF e os Municípios instituirão, no âmbito de 
sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da 
administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas. 
 
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 52 
Para fixação da remuneração dos servidores, será observada a natureza, o grau de 
responsabilidade e a complexidade do cargo; os requisitos para sua investidura e suas 
peculiaridades. 
DICA 91 
ESTABILIDADE E PERDA DO CARGO 
Segundo dispõe o artigo 41, caput, o servidor público nomeado para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público adquire a estabilidade após 03 
anos de efetivo exercício. 
 O servidor público ocupante de cargo em comissão não possui estabilidade. 
 Após esse período, o servidor somente perderá o cargo nas seguintes 
hipóteses: 
 Em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
 Mediante processo administrativoem que lhe seja assegurada ampla defesa; 
 Mediante Procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa. 
DICA 92 
VACÂNCIA DO CARGO PÚBLICO 
A vacância do cargo público é o ato que torna o cargo VAGO, podendo ser ocupado por 
outro servidor. 
O cargo público pode se tornar vago em sete hipóteses, conforme Mnemônico: 
 PARE PDF: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Promoção 
Aposentadoria 
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 53 
DICA 93 
RESUMO DE PROVIMENTO 
PROVIMENTO DICA MODO 
Nomeação Entrada no serviço público Originário 
Promoção Evolução na carreira Derivado 
Readaptação Limitação física ou mental Derivado 
Reversão Volta do aposentado Derivado 
Aproveitamento 
Volta do que estava em 
disponibilidade 
Derivado 
Reintegração 
Volta do injustamente 
demitido 
Derivado 
Recondução Retorno ao cargo anterior Derivado 
DICA 94 
RESUMO DE VACÂNCIA 
VACÂNCIA DICA 
Promoção Evolução na carreira 
Aposentadoria Idade ou invalidez 
Readaptação Limitação física ou mental 
Exoneração A pedido ou compulsória 
Posse em cargo inacumulável Saída de um cargo para outro 
Demissão Processo judicial 
Falecimento 
DICA 95 
INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA – DESAPROPRIAÇÃO - 
DIREITO DE PROPRIEDADE 
 
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 54 
 Direito de propriedade: trata-se de um direito historicamente reconhecido como um 
direito natural do indivíduo. 
 Além disso, no Brasil é reconhecido pela CF/88 como um direito fundamental, porém, 
devendo atender a sua função social: 
Art. 5°, XXII - é garantido o direito de propriedade; 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; 
Do mesmo modo, o Código Civil prevê em seu artigo 1.228 o direito de propriedade, 
entretanto, também preconiza a possibilidade de desapropriação: 
Art. 1.228 - O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o 
direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. 
§ 1º O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas 
finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade 
com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio 
ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das 
águas. (...) 
§ 3º O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de DESAPROPRIAÇÃO, 
por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, bem como no de 
requisição, em caso de perigo público iminente. 
DICA 96 
CONCEITO DE DESAPROPRIAÇÃO 
 Para Celso Antônio Bandeira de Mello, a definição de desapropriação é: “como o 
procedimento através do qual o Poder Público, fundado em: 
 Necessidade pública; 
 Utilidade pública; ou 
 Interesse social. 
 Compulsoriamente despeja alguém de um bem certo, normalmente adquirindo-o 
para si, em caráter originário, mediante indenização prévia, justa e pagável em 
dinheiro, 
 Salvo no caso de certos imóveis urbanos ou rurais, em que, por estarem em 
desacordo com a função social legalmente caracterizada para eles, a indenização far-se-
á em títulos da dívida pública, resgatáveis em parcelas anuais e sucessivas, 
preservado seu valor real." 
 Forma de aquisição originária da propriedade (bem livre e desembaraçado): a 
desapropriação, segundo ampla maioria da doutrina, é forma originária de aquisição da 
propriedade, o que significa que é, por si mesma, suficiente para instaurar a propriedade 
em favor do Poder Público, independentemente de qualquer vinculação com o título 
jurídico do anterior proprietário. 
DICA 97 
CONCEITO DE DESAPROPRIAÇÃO ESQUEMATIZADO 
 
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 55 
A Constituição Federal em seu art. 5º, inciso XXIV, prescreve que: 
 A lei estabelecerá o procedimento para DESAPROPRIAÇÃO por necessidade ou 
utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em 
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição; 
Necessidade pública: tem por principal característica uma situação de urgência, 
cuja melhor solução será a transferência de bens particulares para o domínio do Poder 
Público. 
Utilidade pública: se traduz na transferência conveniente da propriedade privada para 
a Administração. Não há o caráter imprescindível nessa transferência, pois é apenas 
oportuna e vantajosa para o interesse coletivo. O Decreto-lei 3.365/41 prevê no 
artigo 5º as hipóteses de necessidade e utilidade pública sem diferenciá-los, o que 
somente poderá ser feito segundo o critério da situação de urgência. O bem será 
utilizado diretamente pelo Estado. 
Interesse social: segundo Hely Lopes "o interesse social ocorre quando as 
circunstâncias impõem a distribuição ou o condicionamento da propriedade 
para seu melhor aproveitamento, utilização ou produtividade em benefício da 
coletividade ou de categorias sociais merecedoras de amparo específico do Poder 
Público. Esse interesse social justificativo de desapropriação está indicado na norma 
própria (Lei 4.132/62) e em dispositivos esparsos de outros diplomas legais. O que 
convém assinalar, desde logo, é que os bens desapropriados por interesse social não se 
destinam à Administração ou a seus delegados, mas sim à coletividade ou, mesmo, a 
certos beneficiários que a lei credencia para recebê-los e utilizá-los convenientemente". 
DICA 98 
COMPETÊNCIAS 
 Para legislar sobre desapropriação: Trata-se de competência privativa da União, 
como se vê abaixo no preceito constitucional: 
Art. 22. Compete PRIVATIVAMENTE à União legislar sobre: II - desapropriação; 
 Para declarar a desapropriação: 
 Utilidade pública ou o interesse social: a União, os Estados, os Municípios, o 
Distrito Federal e os Territórios; 
 Interesse social para fins de reforma agrária: a competência para a sua 
declaração é privativa da União ou por uma de suas entidades da Administração indireta, 
nos termos do art. 184, CF/88. 
 Desapropriação confiscatória: prevista no art. 243 da Carta Magna, é privativa da 
União, podendo ser delegada à pessoa jurídica de sua Administração indireta. 
Competência executória: legitimidade para promover efetivamente a 
desapropriação, providenciando todas as medidas e exercendo as atividades que 
culminarão na transferência da propriedade. 
Estabelece o art. 3º do Decreto-Lei nº 3.365/41 que, além da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios e das entidades da Administração indireta desses entes 
 
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 56 
políticos, os delegatários podem propor a ação, desde que estejam expressamente 
autorizadas em lei ou contrato. 
DICA 99 
OBJETO DA DESAPROPRIAÇÃO 
 Podem ser objeto de desapropriação as coisas passíveis de direito de propriedade, ou 
seja, todo bem móvel ou imóvel, público ou privado, corpóreo ou incorpóreo, 
incluindo-se aqui até mesmo direitos em geral. 
 Ex.: desapropriação do espaço aéreo ou do subsolo. 
 Desapropriação de Bens Públicos: figura-se possível a desapropriação de bens 
públicos, desde que, além de ser precedida de autorização legislativa da pessoa jurídica 
Expropriante, seja observada a direção vertical das entidades federativas, isto é, a 
União pode desapropriar bens dos Territórios, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, e os Estados podem desapropriar bens do Município, desde que este estejasituado em sua dimensão territorial, conforme previsto no art. 2º, § 2º, do DL nº 
3.365/41. 
DICA 100 
SUJEITOS DA DESAPROPRIAÇÃO 
 Polo ativo da desapropriação (expropriante): pode figurar o ente federativo, ou 
seja, o Poder Público, sendo possível a delegação de sua competência, com exceção 
quanto à produção do ato expropriatório, sendo este denominado Expropriante. 
 Polo passivo da desapropriação (expropriado): normalmente trata-se do 
particular, proprietário do bem ou direito objeto da desapropriação. 
Contudo, a lei enuncia que a pessoa jurídica de direito público também pode ser 
sujeito passivo, visto que é possível a desapropriação de bem público (art. 2º, § 2º do 
DL 3.365/41). Entretanto, deve-se ter em mente sempre a autonomia dos entes 
federativos, sendo necessário lei que o autorize. 
Portanto, o expropriado poderá ser pessoa física ou jurídica, pública ou privada. 
DICA 101 
REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA 
Conceito: Trata-se de direito pessoal da Administração por meio do qual o Estado utiliza 
bens móveis, imóveis e serviços particulares em situação de perigo público iminente. A 
requisição poderá ser civil ou militar. 
É obrigatória a constatação do perigo público iminente, que coloque em risco a 
coletividade. A situação de perigo não se restringe às ações humanas. 
 Requisição civil: visa a evitar danos à vida, à saúde e aos bens da coletividade. 
 Requisição militar: visa resguardar segurança interna do País e a manutenção da 
Soberania Nacional. 
 
ATENÇÃO! 
 
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 57 
Independente da natureza da requisição (se civil ou militar) será SEMPRE obrigatória a 
constatação do perigo público iminente. 
 Conforme preconizado pela Carta Magna de 1988: 
Art. 5°, XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá 
usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se 
houver dano; 
Art. 22, III – Compete privativamente à União legislar sobre (...) requisições civis e 
militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra; 
Lembrando que o Art. 1.228, § 3º, do Código Civil prevê que o proprietário pode ser 
privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou 
interesse social, bem como no de REQUISIÇÃO, em caso de perigo público iminente. 
 EXTINÇÃO DA REQUISIÇÃO: teoricamente, somente se dará quando cessada a 
situação de iminente perigo público. Assim, a requisição é transitória. 
DICA 102 
OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA 
Conceito: trata-se de uma modalidade de intervenção por prazo determinado, na qual 
o Poder Público usa temporariamente imóveis privados como meio de apoio à 
execução de obras e serviços públicos, afetando a exclusividade do direito de 
propriedade. 
Diferentemente do que ocorre na requisição, aqui NÃO há uma situação de perigo público 
iminente. Vale mencionar que somente a ocupação temporária vinculada à 
desapropriação exige indenização. Caso contrário, a indenização fica condicionada à 
existência de dano. 
 Ex.: Obras em estradas para alocação de máquinas de asfalto e outros; uso 
de escolas, clubes e outros estabelecimentos privados por ocasião das 
eleições ou por alguma necessidade pública (art. 136, II, da CRFB/88). 
 NECESSIDADE DE ATO INSTITUIDOR: Não há consenso doutrinário a respeito do 
tema, ao contrário, existem divergências sobre a necessidade ou não de ato formal para a 
instituição desta modalidade de intervenção. Pode-se citar que para a professora Lucia 
Valle Figueiredo, o ato é autoexecutório; já para Diógenes Gasparini, há a necessidade de 
ato instituidor. 
 OBS.: sobre isso deve-se ter especial cuidado no momento da prova, qualquer 
afirmativa absoluta para qualquer das posições tornará, provavelmente, a questão 
passível de recurso. 
DICA BÔNUS 
QUADRO RESUMO – SERVIDÃO ADMINISTRATIVA, REQUISIÇÃO, OCUPAÇÃO 
TEMPORÁRIA, LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
 
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 58 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Servidão 
administrativa 
Requisição 
Ocupação 
temporária 
Limitação 
administrativa 
Natureza 
Jurídica 
Direito real Direito pessoal Direito pessoal 
Atos legislativos 
ou 
administrativos 
de caráter geral 
Objeto 
Bens imóveis 
alheios 
Bens móveis, 
imóveis e 
serviços 
Bens imóveis 
Interesses 
públicos 
abstratos 
Prazo Indeterminado Transitório Transitório Indeterminado 
Instituição 
Acordo ou 
decisão judicial 
Atos 
autoexecutórios 
(iminente 
perigo público) 
Ato formal 
(necessidade de 
realização de 
obras e serviços 
públicos) 
Leis de caráter 
geral 
Indenização 
Prévia e 
condicionada (no 
caso de prejuízo) 
Só se houver 
prejuízo. É 
posterior 
Só se houver 
prejuízo 
NÃO há 
 
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 59 
DIREITO AMBIENTAL 
 
DICA 103 
DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA EM DELITOS AMBIENTAIS 
O art. 225, § 3º da Constituição Federal prevê que “as condutas e atividades 
consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou 
jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados. 
 A seu turno, o art. 3º da Lei 9605/98 prescreve que “as pessoas jurídicas serão 
responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei, 
nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou 
contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade. 
 OBS.: Grande polêmica existente sobre este tema é acerca da possibilidade de 
responsabilizar penalmente a pessoa jurídica sem imputar concurso com pessoas 
físicas (representante legal, administrador ou executor). 
O STJ já exigiu a necessidade da condenação a ambos (dupla imputação). 
 Atualmente, a jurisprudência dominante do STF e do STJ entendem pela possibilidade 
da responsabilização penal somente da pessoa jurídica ainda que não identificada ou 
não condenada a pessoa física (RE 548.181 e RMS 39.173/BA, respectivamente). 
DICA 104 
DAS PENAS APLICÁVEIS À PESSOA JURÍDICA 
 Em caso da prática de infração ambiental por pessoa jurídica, são aplicáveis as 
seguintes sanções: 
 Multa. 
 Penas Restritivas de Direitos: consistentes em suspensão de atividades quando não 
estiverem obedecendo às normativas relativas à proteção do meio ambiente; Interdição 
Temporária de Estabelecimento, Obra ou Atividade sem licença ou operando com 
violação à licença ou à Lei; e Proibição de Contratar com o Poder Público e dele obter 
subsídios, subvenções ou doações por até 10 anos. 
 Prestação de Serviços à Comunidade (a lei traz como espécie autônoma de pena, 
quando na verdade deveria ser uma espécie de pena restritiva de direitos): custeio de 
programas e de projetos ambientais; obras de recuperação de áreas degradadas; 
manutenção de espaços públicos; e contribuições a entidades ambientais ou culturais 
públicas. 
DICA 105 
DO CRIME DE MAUS-TRATOS/ABUSO A ANIMAIS 
 Conforme previsão do art. 32 da Lei 9.605/98, configura crime: praticar ato de abuso, 
maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou 
exóticos. 
 A pena desse crime é de detenção de 3 meses a 1 ano, e multa. 
Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, 
ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. 
 
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 60 
 ATENÇÃO à novidade legislativa trazida pela Leinº 14.064/2020. Quando se tratar de 
cão ou gato, a pena será de reclusão, de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda. 
 OBS.: Em caso de morte do animal a pena ainda é aumentada de um 1/6 a 1/3. 
DICA 106 
DO CRIME DE POLUIÇÃO 
Prevê o art. 54 da Lei 9605/98 a conduta criminosa de causar poluição de qualquer 
natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou 
que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. 
A pena de tal crime é de reclusão, de 1 a 4 anos e multa. 
 Em caso de o crime ser praticado na modalidade culposa, a pena será de detenção 
de 6 meses a 1 ano e multa. 
A pena ainda será de reclusão de 1 a 5 anos se o crime: 
tornar uma área, urbana ou rural, imprópria para a ocupação humana; 
causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos 
habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população; 
causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público 
de água de uma comunidade; 
dificultar ou impedir o uso público das praias; 
ocorrer por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, 
óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis 
ou regulamentos; 
for cometido por quem deixar de adotar, quando assim o exigir a autoridade 
competente, medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental grave 
ou irreversível. 
DICA 107 
DOS FUNDAMENTOS E DOS OBJETIVOS DA POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS 
HÍDRICOS 
 CUIDADO! É necessária muita atenção para não confundir os fundamentos e os 
objetivos, as provas sempre buscam misturá-los a fim de trazer confusão aos candidatos. 
 Vejamos as tabelas abaixo: 
 A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes FUNDAMENTOS 
(6): 
 
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 61 
a água é um bem de domínio público; 
a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; 
em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo 
humano e a dessedentação de animais; 
a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das 
águas; 
a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política 
Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de 
Recursos Hídricos; 
a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a 
participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades. 
 
 Por outro lado, são 4 os OBJETIVOS da Política Nacional de Recursos Hídricos: 
assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de 
água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos; 
a utilização racional e integrada dos recursos hídricos, incluindo o transporte 
aquaviário, com vistas ao desenvolvimento sustentável; 
a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural 
ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais. 
incentivar e promover a captação, a preservação e o aproveitamento de 
águas pluviais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 62 
DIREITO CIVIL 
 
DICA 108 
MOMENTO DA SUCESSÃO 
 A morte é o marco do fim da personalidade. Há uma universalidade de direitos 
atrelada à personalidade de alguém que permanece na órbita jurídica: créditos, 
propriedade, posse, entre outros. Contudo, a pessoa que dela era titular perdeu a aptidão 
de sê-lo. Dessa forma, no exato momento do fim da personalidade, isto é, com o 
óbito, abre-se a sucessão (art. 1.784, CC). 
 OBS: A sucessão em sentido estrito deve ser entendida como a transferência para 
herdeiros, em um único momento, de toda a universalidade de direitos de que o 
falecido era titular, ainda que os herdeiros desconheçam essa universalidade ou a sua 
condição (princípio da saisine). 
DICA 109 
SUCESSÃO POR PARENTESCO 
 Herdam por parentesco os sucessores de sucessão legítima, ou seja, os herdeiros 
necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge). A eles deve ser separado, pelo 
menos, metade do patrimônio do falecido. O art. 1.788, CC determina que haverá ́
sucessão legítima se: a pessoa morreu sem deixar testamento; se há bens não incluídos 
no testamento; se há disposição testamentária inválida ou ineficaz. 
 TOME NOTA: São herdeiros facultativos os colaterais até o quarto grau. Pode 
ser que estes não recebam nada, caso o falecido disponha de toda a sua herança via 
testamento. 
DICA 110 
PARENTESCO 
Parentesco é a relação que une determinado grupo de pessoas a ancestrais comuns (art. 
1.593, CC). Pode ser por sangue (relação biológica), por lei (adoção, inseminação) e por 
relação socioafetiva (reconhecida pela doutrina e jurisprudência). 
 Tipos de parentesco: 
 Parentesco Natural (consanguíneo): pessoas que possuem vínculo biológico, por 
terem origem no mesmo tronco comum. 
 Parentesco por Afinidade: existente entre um cônjuge ou companheiro e os 
parentes do outro cônjuge ou companheiro. 
 Parentesco Civil: decorrente de outra origem, que não seja a consanguinidade ou a 
afinidade, conforme disposto no art. 1.593 do CC. 
ATENÇÃO! 
Marido e mulher não são parentes. A relação entre eles é de vínculo conjugal que 
nasce com o casamento e dissolve-se pela morte de um dos cônjuges, pelo divórcio ou 
pela anulação do matrimônio. 
 
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 63 
DICA 111 
FORMAS DE PARENTESCO 
 O parentesco pode ser em linha reta ou linha colateral: 
 Parentesco em Linha Reta: são as pessoas que estão umas para com as outras na 
relação de ascendentes e descendente (art. 1.591, CC). 
 Ex.: Pais e Filhos. 
 Parentesco em Linha Colateral: são as pessoas, até o quarto (4º) grau, 
provenientes de um só́ tronco, sem descenderem uma da outra (art. 1.592, CC). 
 Ex.: Irmãos. 
 OBS: Na linha reta não há limite de parentesco, mas na linha colateral o limite é 
até o 4º grau. 
DICA 112 
VOCAÇÃO HEREDITÁRIA 
 Vocação hereditária é a convocação de pessoa com direito à herança, para que 
receba o patrimônio deixado pelo falecido. A abertura da sucessão confere direito 
sucessório a quem tenha vocação hereditária. Se o indivíduo quiser ter o direito, ele 
aceita. Se ele não quiser, ele renúncia. 
 TOME NOTA: Para que ocorra a vocação hereditária, o legitimado a suceder tem que 
sobreviver ao autor da herança. É o chamado princípio da coexistência segundo o qual 
o legitimado a suceder tem que existir no momento em que a sucessão é aberta. 
DICA 113 
SUCESSÃO LEGÍTIMA 
 Na sucessão legítima, há uma ordem de convocação dos herdeiros prevista no art. 
1.829, CC. Os primeiros são os descendentes. Caso haja descendentes de graus 
distintos, os de grau mais próximo preferem aos de grau mais remoto, resguardado o 
direito de quem sucede por representação (art. 1.833, CC). 
 O concebido no momento da abertura da sucessão tem vocação hereditária (art. 
1798, CC). Ele é considerado um herdeiro, desde que ocorra o nascimento (expectativa 
de direito). 
DICA 114 
ACEITAÇÃO DA HERANÇA 
Embora o princípio da saisine determine a transferência da propriedade desde a morte 
do titular, é preciso que haja uma manifestação de vontade no sentido de confirmar 
aquela posição de herdeiro ou de legatário. Desde a abertura da sucessão até o ato de 
aceitação, há um período denominado delação ou devolução da herança. 
 A aceitação pode ser expressa ou tácita: 
 Expressa - ocorre quando por escrito o herdeiro declara sua vontade em receber a 
herança, mediante declaração pública ou particular.Memorex OAB – Exame XXXIV – Rodada 06
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 64 
 Tácita - se dá por meio do comportamento processual do sucessor que é 
incompatível com o ato de não aceitar a herança. É um ato positivo em favor do 
herdeiro. 
DICA 115 
RENÚNCIA DA HERANÇA 
A renúncia é o ato pelo qual o sucessor não aceita a sua parte na herança. Sua renúncia 
tem que ser total, pura e simples e não admite retratação. 
A renúncia pode ser: 
 Abdicativa ou propriamente dita: é aquela onde o sucessor repudia o benefício. 
Esse ato retroage à data da abertura da sucessão, de forma que o referido sucessor será 
excluído da sucessão. O quinhão hereditário é devolvido ao monte. 
Translativa ou ad favorem: é quando o sucessor renuncia em benefício de outro 
sucessor. 
 ATENTE-SE! Não confunda! A renúncia, diferentemente da aceitação, só́ pode ser 
feita de forma expressa. A lei exige instrumento público ou termo judicial (art. 
1.806, CC). Não observada a forma, a renúncia é considerada nula. 
DICA 116 
INDIGNIDADE 
A indignidade é a exclusão de direito hereditário imposta por lei em razão da prática 
de um dos atos previstos no art. 1.814, CC. 
SÃO EXCLUÍDOS DA SUCESSÃO OS HERDEIROS OU LEGATÁRIOS: 
que houverem sido autores, coautores ou partícipes de homicídio doloso, ou tentativa 
deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro, 
ascendente ou descendente; 
que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em 
crime contra a sua honra, ou de seu cônjuge ou companheiro; 
que, por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou obstarem o autor da herança 
de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade. 
DICA 117 
PERDÃO DO OFENDIDO 
Pode o ofendido (autor da herança) conceder perdão ao indigno, desde que o faça de 
forma expressa e em testamento ou documento autêntico (escritura pública ou 
escrito particular com pelo menos 2 testemunhas) (art. 1.818, CC) 
ATENÇÃO! 
Ainda que não haja reabilitação expressa, se o ofendido contemplou o indigno em seu 
testamento, após conhecer a causa de indignidade, o indigno poderá sucedê-lo no 
 
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 65 
limite da disposição testamentária. Ele pode, porém, ser excluído da sucessão 
legítima, pois essa disposição do testamento não é considerada como reabilitação 
tácita. 
DICA 118 
DESERDAÇÃO 
A deserdação tal qual a indignidade, é uma causa de exclusão do herdeiro. A diferença é 
que, em razão do art. 1.961, CC, a deserdação somente se aplica em desfavor dos 
herdeiros necessários que pratiquem atos de deserdação (arts. 1.692 e 1.693, CC). 
Os efeitos da exclusão por indignidade também são os efeitos da deserdação. 
 IMPORTANTE: A deserdação apenas pode ser feita pelo autor da herança por meio 
do testamento. 
DICA 119 
CONTAGEM DOS GRAUS DE PARENTESCO 
 Em Linha Reta: O parentesco na linha reta é contado na medida em que se sobe 
(linha reta ascendente) ou se desce (linha reta descendente) na linha reta (art. 1.594, 
CC). Cada geração é igual a 1 grau. Assim, neto e avô são parentes em 2º grau na linha 
reta e pai e filho são parentes de 1º grau. 
 Em linha Colateral: Na contagem de graus de linha colateral observa-se o 
ascendente em comum. Sobe-se ao ascendente comum e desce ao parente colateral. 
Deve-se subir ao máximo, até o parente comum, para depois descer e encontrar o 
parente procurado. O mínimo de parentesco colateral é de 2º grau. Ex.: irmãos. 
DICA 120 
ESPÉCIES DE SUCESSÃO HEREDITÁRIA 
 Por Direito Próprio: sucede-se por direito próprio quando se é herdeiro da classe 
chamada. Desse modo, o filho herda do pai por direito próprio. 
 Por Direito de Representação: sucede-se por direito de representação quando se 
toma o lugar de herdeiro pré-morto (1.851, CC) ou indigno da classe chamada (1.816, 
CC). 
Ex.: Pedro morre em 2015, sem cônjuge, tendo tido uma filha chamada Ana e um filho 
chamado Antônio. Ocorre que Antônio morreu em 2013 (antes de seu pai Pedro). Nesse 
caso ocorrerá o instituto da pré-morte e do direito de representação. Assim, os filhos 
vivos que Antônio tiver deixado (os netos de Pedro) irão entrar na partilha, devendo 
receber a cota-parte correspondente que Antônio teria direito (50%, dividido igualmente 
entre eles), enquanto Ana, tia deles, receberá os outros 50%. 
DICA 121 
FORMAS DE PARTILHA 
A PARTILHA PODE SER POR 3 (TRÊS) FORMAS: 
Por cabeça: dá-se em partes iguais entre herdeiros da mesma classe. 
 
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 66 
Ex.: João morre e seus três filhos vão herdar por direito próprio e por cabeça 33% do 
patrimônio de João, por serem seus parentes mais próximos. 
Por estirpe: herdam por estirpe os que sucedem em graus diversos por direito de 
representação. 
Ex.: João morre e tem um filho pré-morto que deixou (1.835, CC). Aqueles que 
descendem por estirpe estão representando alguém. 
Por linhas: a partilha por linhas só ocorre quando são chamados os ascendentes. 
Ex.: João morre sem descendentes e cônjuge, seus pais igualmente já morreram, 
mas a avó paterna está viva, e o avô e a avó materna também. Então caberá ́metade à 
avó paterna e metade aos outros dois avôs maternos (§§ 1º e 2º do 1.836, CC). 
DICA 122 
HERANÇA LEGÍTIMA 
O cálculo da legítima deve observar o abatimento das dívidas e do funeral do falecido (art. 
1847, CC). 
 IMPORTANTE! Colação de bens são os bens doados a herdeiro necessário durante a 
vida do falecido. Se não forem declarados como bens da parte disponível, por 
testamento, devem ser colados ao patrimônio do espólio para serem partilhados (art. 
2.006, CC). 
DICA 123 
DOAÇÃO 
A doação pura é um ato de liberalidade. Já a doação remuneratória refere-se a um 
contrato oneroso, de forma que não significa adiantamento da legítima (art. 2.011, 
CC). 
ATENÇÃO! 
A doação feita a pessoa que não era herdeira necessária, ainda que se torne 
posteriormente, não é considerada adiantamento de herança (art. 2.005, § 
único, CC). 
 Ex.: doação de avô para neto. 
DICA 124 
SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA 
Testamento é um negócio jurídico unilateral, solene, cujos efeitos só́ serão produzidos 
na data da morte. 
 Existem duas modalidades de testamento: 
Testamentos Ordinários: realizados em situação que não são consideradas 
excepcionais. Se dividem em particulares, cerrados e públicos. 
 
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 Testamentos Especiais: contemplados pela lei por estarem em situações especificas. 
São os testamentos marítimo, aeronáutico ou militar. 
DICA 125 
TESTAMENTOS ORDINÁRIOS 
 Existem três modalidades de testamentos ordinários: 
Público: realizado por tabelião em livro notarial. Possui fé pública e publicidade. Tem 
que ser escrito em português, pois é um documento oficial. São necessárias 2 (duas) 
testemunhas. O deficiente visual ou analfabeto só poderá testar por meio do 
testamento público. 
Cerrado: redigido pelo próprio testador, sujeito à confirmação por tabelião. 
O testamento fica lacrado (cerrado) e sua abertura somente ocorrerá após a morte do 
testador. Se violado o lacre, o testamento será considerado REVOGADO (art. 1.972, 
CC). Necessária a presença de 2 (duas) testemunhas. Poderá ́ ser escrito em língua 
estrangeira. 
Particular: Redigido pelo próprio indivíduo, sem intervenção de tabelião, na presença 
de 3 (três) testemunhas. Quando falecer, o testamento será́ apresentado em juízo e 
os herdeiros legítimos poderão contestá-lo. 
Pode ser redigido em língua estrangeira, desde que as testemunhas compreendam. 
DICA126 
CLÁUSULAS TESTAMENTÁRIAS 
 ATENTE-SE!! Não é permitido ao testador estabelecer cláusula de inalienabilidade, 
impenhorabilidade, e de incomunicabilidade, sobre os bens da legítima, salvo se houver 
justa causa, declarada no testamento (art. 1.848, CC). 
 Inalienabilidade - suprime do titular o poder de dispor do bem. 
 Impenhorabilidade - se dá quando é retirada da coisa a aptidão de responder por 
dívidas. Dessa forma, não poderá́ ser objeto de constrição judicial. 
 Incomunicabilidade - afasta o direito à meação na comunhão universal dos bens. O 
bem gravado de incomunicabilidade será́ somente da pessoa contemplada no testamento, 
se tornando incomunicável. 
DICA 127 
REVOGAÇÃO DO TESTAMENTO 
Salvo a perfilhação, qualquer manifestação de vontade em testamento é revogável, total 
ou parcialmente, por novo testamento feito na mesma forma do anterior. Não havendo 
cláusula revogatória expressa, só́ se considera revogado aquilo que for incompatível com 
o testamento anterior (art. 1.970, § único, CC). 
 OBS: A revogação produzirá seus efeitos, ainda quando o testamento, que a encerra, 
vier a caducar por exclusão, incapacidade ou renúncia do herdeiro nele nomeado. Ou seja, 
a cláusula revogada não volta a produzir efeitos (art. 1.971, CC). 
 
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 68 
DICA 128 
PARTILHA DOS BENS 
 Partilha Extrajudicial: É feita sempre que os herdeiros forem capazes e estiverem 
de acordo com a divisão. A escritura pública valerá como título translativo daquela 
propriedade, podendo ser averbada no RGI, utilizada para sacar depósito de dinheiro em 
nome do falecido. Não havendo alguns desses requisitos, a partilha terá́ que ser judicial. 
 Partilha Judicial: Feita quando não houver consenso entre herdeiros ou na 
existência de herdeiro incapaz. Se os bens forem indivisíveis ou de difícil divisão, é 
possível realizar uma alienação judicial, partilhando-se posteriormente os valores 
apurados (art. 2.019, CC). 
DICA 129 
HERANÇA JACENTE E VACANTE 
 Herança jacente: é aquela cujos sucessores não são conhecidos ou que não foi 
aceita pelas pessoas com direito à sucessão. A jacência constitui fase provisória e 
temporária, de expectativa de aparecimento de herdeiros. Consiste num acervo de bens 
administrado por um curador, sob fiscalização do juiz, até que se habilitem os herdeiros 
ou se declare a vacância. 
Herança vacante: é aquela que, após a realização de todas as diligências e 
passado um ano da publicação de editais, não há o comparecimento de 
interessados, deferindo-se os bens ao ente público designado em lei (Município ou 
Distrito Federal). Até que se complete o período de cinco anos, o ente público tem a 
propriedade resolúvel dos bens. 
DICA 130 
PETIÇÃO DE HERANÇA 
Segundo a súmula 149 do STF é imprescritível a ação de investigação de 
paternidade, mas não o é a de petição de herança. 
O prazo para interposição da Ação de Petição de Herança é de 10 (dez) anos, contados 
da abertura da sucessão, momento no qual se transmitem os bens aos herdeiros, 
legítimos ou ainda não legitimados, e que nasce o ato lesivo a eles, reconhecidos ou não, 
quando da morte do de cujus (STJ. 4ª Turma. AREsp 479. 648). 
DICA 131 
FALECIMENTO DO AUTOR DA INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE 
 IMPORTANTE! 
Ocorrido o falecimento do autor da ação de investigação de paternidade cumulada com 
nulidade da partilha antes da prolação da sentença, sem deixar herdeiros necessários, 
detém o herdeiro testamentário, que o sucedeu a título universal, legitimidade e 
interesse para prosseguir com o feito, notadamente, pela repercussão patrimonial advinda 
do potencial reconhecimento do vínculo biológico do testador (STJ. 3ª Turma. REsp 
1.392.314-SC, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 6/10/2016). 
 
 
 
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 69 
DICA 132 
REGIMES SUCESSÓRIOS ENTRE CÔNJUGE E COMPANHEIRO 
 O art. 1.790, do CC foi declarado inconstitucional pelo STF, pois prejudicava o 
regime sucessório do companheiro. Assim, tanto o cônjuge quanto o companheiro 
possuem os mesmos direitos sucessórios. 
 No sistema constitucional vigente, é inconstitucional a diferenciação de regimes 
sucessórios entre cônjuges e companheiros, devendo ser aplicado, em ambos os 
casos, o regime estabelecido no artigo 1.829 do Código Civil. (STF. Plenário. RE 
646721/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso e RE 878694/MG, 
Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 10/5/2017 (repercussão geral) (Info 864). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 70 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
DICA 133 
REMISSÃO E EXTINÇÃO 
 É um procedimento diferenciado para apuração dos atos infracionais. 
Pode incluir, eventualmente, a aplicação de qualquer das medidas previstas em lei, 
exceto a colocação em regime de semiliberdade e a internação. 
 A remissão pode ser pré-processual/ministerial, ofertada pelo Ministério Público e 
homologada pelo magistrado, o adolescente e seu representante deverão consentir. 
Poderá ser também processual ou judicial, ocorre quando o procedimento já tiver iniciado 
e a remissão implicará na extinção ou suspensão do processo. 
A medida socioeducativa será declarada extinta: 
pela morte do adolescente; 
pela morte do adolescente; 
pela aplicação de pena privativa de liberdade, a ser cumprida em regime fechado ou 
semiaberto, em execução provisória ou definitiva; 
pela condição de doença grave, que torne o adolescente incapaz de submeter-se ao 
cumprimento da medida; e 
nas demais hipóteses previstas em lei. 
DICA 134 
APURAÇÃO DE ATO INFRACIONAL – FASE POLICIAL 
A apuração ocorre em três fases, a Policial, a de atuação do Ministério Público e a 
Judicial. 
 A fase policial se inicia com a apreensão do autor da infração, que será encaminhado 
para a sede policial especializado. Se o mesmo for apreendido por decisão judicial, será 
desde logo, encaminhado à autoridade judiciária. 
Se o flagrante de ato infracional for cometido mediante violência ou grave ameaça a 
pessoa, a autoridade policial, deverá: 
lavrar auto de apreensão, ouvidos as testemunhas e o adolescente; apreender o produto 
e os instrumentos da infração e requisitar os exames ou perícias necessárias à 
comprovação da materialidade e autoria da infração. 
O artigo 174 do ECA prevê que se comparecer qualquer dos pais ou responsável, o 
adolescente será prontamente liberado pela autoridade policial, sob termo de 
 
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 71 
compromisso e responsabilidade de sua apresentação ao representante do Ministério 
Público, no mesmo dia ou, sendo impossível, no primeiro dia útil imediato, exceto 
quando, pela gravidade do ato infracional e sua repercussão social, deva o adolescente 
permanecer sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da 
ordem pública. 
Na hipótese de não liberação, a autoridade policial encaminhará, desde logo, o 
adolescente ao representante do Ministério Público, juntamente com cópia de auto de 
apreensão ou boletim de ocorrência, não sendo possível a apresentação imediata, 
deverá ser realizada no prazo de vinte e quatro horas. 
DICA 135 
FASE DE ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
A defesa e o Ministério Público intervirão, sob pena de nulidade do procedimento 
judicial de execução de medida socioeducativa. 
Após as diligências policiais, o adolescente será apresentado ao Ministério Público que 
poderá:promover o arquivamento dos autos; 
 conceder a remissão; 
 representar à autoridade judiciária para aplicação de medida socioeducativa. 
 No caso de arquivamento ou concessão da remissão, os autos serão conclusos à 
autoridade judicial para homologação. Em caso de discordância da autoridade judicial, os 
autos serão remitidos ao Procurador-geral de Justiça, que oferecerá representação, 
designará outro membro ou ratificará o arquivamento ou a remissão e a autoridade 
judiciária estará obrigada a homologar. 
 Se for oferecida representação para aplicação de medida socioeducativa, esta será 
encaminhada, por petição, com classificação do ato infracional a autoridade 
judiciária com a proposta de instauração do procedimento para a aplicação da 
respectiva medida. 
 Prazo: máximo e improrrogável de 45 dias. 
DICA 136 
FASE JUDICIAL 
Após a fase de atuação do Ministério Público, a autoridade judicial designara audiência 
de apresentação do adolescente e decidira pela decretação ou não da internação. 
 O adolescente e seus pais ou responsável serão cientificados do teor da 
representação, e notificados a comparecer à audiência, acompanhados de 
advogado. 
Se não forem localizados pais ou responsáveis, será nomeado curador especial para o 
adolescente. 
 
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 72 
Não localizado o adolescente, a autoridade judiciária expedirá mandado de busca e 
apreensão, determinando o sobrestamento do feito, até a efetiva apresentação; 
Caso o adolescente internado, será requisitada a sua apresentação, sem prejuízo da 
notificação dos pais ou responsável. 
 Regras para aplicação ou manutenção da medida de internação: 
Não poderá ser cumprida em estabelecimento prisional; 
Inexistindo na comarca entidade com as características definidas no art. 123, o 
adolescente deverá ser imediatamente transferido para a localidade mais próxima; 
Sendo impossível a pronta transferência, o adolescente aguardará sua remoção em 
repartição policial, desde que em seção isolada dos adultos e com instalações 
apropriadas, não podendo ultrapassar o prazo máximo de cinco dias, sob pena de 
responsabilidade. 
DICA 137 
CRIMES PRATICADOS CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE 
 O Estatuto da Criança e do Adolescente destinou um capítulo para tratar dos crimes 
praticados com ação ou omissão, praticados contra criança ou adolescente, sem exclusão 
do que já prevê a legislação penal. 
Os crimes são de ação pública incondicionada, independem da expressão da vontade 
da vítima e são de competência do Ministério Público. 
 São considerados crimes: 
omissão do registro de atividades ou do fornecimento da declaração de nascimento; 
omissão de identificação do neonato e da parturiente ou de realização de exames 
necessários; 
privar a criança ou o adolescente de sua liberdade; 
deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou adolescente de 
fazer imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do 
apreendido ou à pessoa por ele indicada; 
deixar a autoridade competente, sem justa causa, de ordenar a imediata liberação de 
criança ou adolescente, tão logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreensão, entre 
outros, previstos nos arts. 228 e seguintes do ECA. 
 
 
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 73 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 
 
DICA 138 
PRÁTICAS ABUSIVAS 
 As práticas abusivas vedadas estão expressas no art. 39 do CDC, cujo rol é 
considerado meramente exemplificativo. Vejamos as hipóteses de vedação: 
Proibição de venda casada: O fornecedor não poderá condicionar o fornecimento de 
produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem 
justa causa, a limites quantitativos. 
 STJ - Compelir o consumidor a comprar dentro do próprio cinema todo e 
qualquer produto alimentício, é situação que configura VENDA CASADA, limitando a 
liberdade de escolha do consumidor, o que revela PRÁTICA ABUSIVA. (STJ. 3ª T., REsp 
1331948/SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, j. 14/06/16). 
 Recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas 
disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes; 
Enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou 
fornecer qualquer serviço. Em relação a essa prática comercial, temos Súmula do STJ 
que prevê conduta abusiva na remessa de cartão de credito sem previa e expressa 
solicitação do consumidor: 
 Súmula 532-STJ: Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito 
sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito 
indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa. 
DICA 139 
PRÁTICAS ABUSIVAS 
 São práticas abusivas vedadas: 
 Prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua 
idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou 
serviços; 
 Exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. Quanto a essa prática 
abusiva, o artigo 51 do CDC informa o que seria considerada vantagem manifestamente 
onerosa. 
 Executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do 
consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes; 
 Repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no 
exercício de seus direitos 
 
 
 
 
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 74 
DICA 140 
PRÁTICAS ABUSIVAS 
 São vedadas práticas abusivas de: 
 colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as 
normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não 
existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada 
pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro); 
 recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se 
disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de 
intermediação regulados em leis especiais. Nessa situação, há entendimento 
jurisprudencial de que a SEGURADORA não pode recusar a contratação de seguro a 
quem se disponha a pronto pagamento se a justificativa se basear unicamente na 
restrição financeira do consumidor junto a órgãos de proteção ao crédito (STJ. 3ª 
Turma. REsp 1.594.024-SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, j. 27/11/2018 (Info 
640). 
 elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. A respeito desse tema, 
após a Lei 13.455/17 foi permitida expressamente a diferenciação de preços e serviços 
em função de prazo (pagamentos a vista podem ser mais baratos) ou do 
instrumento de pagamento utilizado (cheque, cartão ou dinheiro). 
DICA 141 
DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO 
A tutela do consumidor em juízo está prevista a partir do art. 81 do CDC e seguintes, 
sendo que o referido capítulo é aplicável não apenas na esfera do direito do consumidor, 
mas também para defesa de outros direitos difusos, coletivos, transindividuais. 
Trata-se o microssistema de tutela de direitos coletivos em que se insere o direito do 
consumidor, mas também as ações civis públicas, a ação popular, ações ambientais, ações 
constitucionais. 
DICA 142 
DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO – INTERESSES DIFUSOS, COLETIVOS E 
INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS 
De acordo com o art. 81, do CDC, a defesa dos interesses e direitos dos consumidores e 
das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. A 
defesa coletiva, por sua vez, será exercida quando se tratar de: 
 Interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os 
transindividuais,de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas 
indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. 
Flávio Tartuce, citando Rizzato Nunes explica que em relação aos direitos difusos, inexiste 
uma relação jurídica base, mas são as CIRCUNSTÂNCIAS DE FATO que estabelecem a 
 
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 75 
ligação. Exemplo clássico: propaganda enganosa. Nessa situação, o simples fato do 
consumidor ser exposto a uma publicidade enganosa já configura um direito difuso. 
 Interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os 
transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de 
pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base; 
 Um exemplo trazido por Tartuce é de um grupo de alunos de uma escola quando 
discutem a reformulação da grade curricular. 
 Interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes 
de origem comum. 
De acordo com Tartuce, um tradicional exemplo dado pela doutrina a respeito de direitos 
individuais homogêneos no campo consumerista diz respeito à aquisição, por diversos 
consumidores, de veículo de uma determinada marca, ano e série com defeitos de 
fabricação. Nesse exemplo é facilmente identificada a prevalência da dimensão coletiva 
sobre a individual, considerando-se que a tese de defeito de fabricação aproveita a todos 
os adquirentes, e para eles será fácil e simples provar o nexo de causalidade, bastando 
provar o título de proprietários dos veículos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 76 
PROCESSO CIVIL 
 
DICA 143 
DOS FATOS IMPEDITIVOS/EXTINTIVOS DO DIREITO DE RECORRER 
Trata-se de requisito negativo, ou seja, inexistir fato impeditivo ou extintivo do direito: 
 DESISTÊNCIA: A desistência impede o conhecimento do recurso. Conforme art. 
998 do CPC, o recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos 
litisconsortes, desistir do recurso. 
A qualquer tempo, desde que respeitada a boa-fé. 
Não há necessidade de anuência da parte contrária ou dos litisconsortes. 
 ATENÇÃO, não confundir desistência do recurso com desistência da ação: 
DESISTÊNCIA DO RECURSO DESISTÊNCIA DA AÇÃO 
A qualquer tempo (art. 998), 
salvo identificado interesse coletivo 
no prosseguimento do recurso ou má-fé 
processual. 
Até a sentença (art. 485, VIII e §5º). 
Independe da anuência dos recorridos 
ou litisconsortes. 
Se já houve a contestação o réu precisa 
consentir. (art.VIII e §4º) 
 RENÚNCIA: ocorre antes da interposição do recurso, motivo pelo qual é um fato 
extintivo do direito de recorrer. Conforme art. 999 do CPC, A renúncia ao direito de 
recorrer independe da aceitação da outra parte. 
 Informativo 671 do STJ: Inexistindo homologação judicial do pedido de renúncia, 
não se pode permitir a abertura do prazo decadencial de dois anos para propor ação 
rescisória antes que ocorra a indispensável intimação da parte interessada. 
 ACEITAÇÃO DA DECISÃO: pode ocorrer de forma expressa ou tácita. Sendo a 
aceitação expressa, o vencido manifesta estar de acordo com a decisão. Por sua vez, 
a aceitação tácita ocorre com a prática de ato incompatível com o direito de recorrer. 
Conforme o art. 1.000 do CPC, a parte que aceitar expressa ou tacitamente a decisão não 
poderá recorrer. 
 Ex.: o cumprimento da decisão = preclusão lógica. 
 DICA 144 
DOS RECURSOS EM ESPÉCIE PREVISTOS NO CPC/15 
O CPC, em sua sistemática recursal, prevê os seguintes recursos: 
Apelação; 
Agravo de Instrumento; 
 
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 77 
Agravo interno; 
Embargos de Declaração; 
Recurso Ordinário; 
Recurso Extraordinário e Recurso Especial; 
Agravo em Recurso Extraordinário e em Recurso Especial; 
Embargos de Divergência em RE e REsp. 
DICA 145 
TÉCNICA DE AMPLIAÇÃO DO COLEGIADO 
 No CPC/15 não há mais previsão dos embargos infringente, porém passou a ser 
previsto o chamado Julgamento Estendido. 
 Ocorre quando o acórdão de um julgamento não é unânime, é necessário convocar 
novos julgadores e ampliar do colegiado e, somente após esse julgamento estendido, 
chegaremos ao resultado final. 
Conforme o art. 942 do CPC, “quando o resultado da apelação for não unânime, o 
julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros 
julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos no regimento 
interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado 
inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas 
razões perante os novos julgadores.”. 
 Sendo possível, o prosseguimento do julgamento acontecerá na mesma sessão, 
colhendo-se os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado. 
 Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do 
prosseguimento do julgamento. 
A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao 
julgamento não unânime proferido em: 
ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse 
caso, seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no 
regimento interno; 
agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar 
parcialmente o mérito. 
Não se aplica a técnica de ampliação do colegiado ao julgamento: 
do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas 
repetitivas; 
 
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 78 
da remessa necessária; 
não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial 
DICA 146 
DO CABIMENTO E REQUISITOS DA APELAÇÃO 
 A apelação será cabível contra sentença. 
Essa determinação se aplica mesmo quando as questões mencionadas no art. 1.015 
(agravo de instrumento) integrarem capítulo da sentença. 
As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não 
comportar agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser 
suscitadas em preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, 
ou nas contrarrazões. Caso as questões forem suscitadas em contrarrazões, o recorrente 
será intimado para, em 15 dias, manifestar-se a respeito delas. 
O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória é 
impugnável na apelação. 
O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas no 
art. 1.015 integrarem capítulo da sentença. 
A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá: 
os nomes e a qualificação das partes; 
a exposição do fato e do direito; 
as razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade; 
o pedido de nova decisão. 
 O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 dias. Caso o 
apelado interponha apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar 
contrarrazões. 
DICA 147 
DAS DECISÕES DO RELATOR 
Após cumpridas as formalidades, os autos serão remetidos ao tribunal pelo juiz, 
independentemente de juízo de admissibilidade. 
Recebido o recurso de apelação no tribunal e distribuído imediatamente, o relator: 
decidi-lo-á monocraticamente apenas nas hipóteses do art. 932, incisos III a V, quais 
sejam: 
 
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 79 
não conhecer do recurso: inadmissível,prejudicado ou se não respeitou a 
dialeticidade; 
negar provimento ao recurso: 
 se a decisão contrariar súmula do STF/STJ e do próprio Tribunal. 
 se a decisão contrariar acórdão de recurso repetitivo/IRDR/IAC. 
Dar provimento ao recuso: 
 se a sentença contrariar súmula do STF/STJ e do próprio Tribunal, recurso 
repetitivo/IRDR/IAC. 
se não for o caso de decisão monocrática, elaborará seu voto para julgamento do 
recurso pelo órgão colegiado. 
DICA 148 
DO EFEITO SUSPENSIVO DA APELAÇÃO 
 A apelação terá efeito suspensivo. 
Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente 
após a sua publicação a sentença (ou seja, não tem efeito suspensivo) que: 
 homologa divisão ou demarcação de terras; 
 condena a pagar alimentos; 
 extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado; 
 Súmula 317 do STJ: É definitiva a execução de título extrajudicial, ainda 
que pendente apelação contra sentença que julgue improcedentes os embargos. 
 julga procedente o pedido de instituição de arbitragem; 
 confirma, concede ou revoga tutela provisória; 
 decreta a interdição. 
A vantagem de não ter o efeito suspensivo é o cumprimento provisório de sentença. 
Em todas as outras hipóteses fora as acima citadas, a apelação possui efeito 
suspensivo. 
O pedido de concessão de efeito suspensivo poderá ser formulado por 
requerimento dirigido ao: 
 tribunal, no período compreendido entre a interposição da apelação e sua 
distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-la; 
 relator, se já distribuída a apelação. 
 
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 80 
A eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o apelante 
demonstrar: 
 a probabilidade de provimento do recurso; ou 
 sendo relevante a fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação. 
DICA 149 
DO EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO 
 A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. 
Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões 
suscitadas e discutidas no processo, ainda que não tenham sido solucionadas, desde 
que relativas ao capítulo impugnado. 
Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas 
um deles, a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. 
DICA 150 
APELAÇÃO E A TEORIA DA CAUSA MADURA 
 Conforme o §3º do art. 1.013, se o processo estiver em condições de imediato 
julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o mérito quando: 
 reformar sentença fundada no art. 485 (julgamento sem resolução de mérito); 
 decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do 
pedido ou da causa de pedir; 
 constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo; 
 decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação. 
 Informativo 590 do STJ: Admite-se a aplicação da teoria da causa madura em 
julgamento de agravo de instrumento. O Tribunal de origem reconheceu a 
apresentação de argumentos genéricos, mas aplicou a teoria da causa madura, supriu o 
vício de fundamentação e manteve a decisão recorrida. 
 Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição, o tribunal, 
se possível, julgará o mérito, examinando as demais questões, sem determinar o 
retorno do processo ao juízo de primeiro grau. 
 O objetivo é que o Tribunal resolva a situação em vez de devolver o processo para 
primeira instância. 
 
 
 
 
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 81 
DICA 151 
DA ALEGAÇÃO DE NOVAS QUESTÕES NA APELAÇÃO 
O art. 1.014 do CPC prevê que “as questões de fato não propostas no juízo inferior 
poderão ser suscitadas na apelação, se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo 
de força maior.”. 
 O artigo acima permite que novas questões de fato sejam suscitadas em apelação, 
ainda que não suscitadas no primeiro grau, desde que: 
 Fato superveniente; 
 Se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. 
DICA 152 
DAS HIPÓTESES DO AGRAVO DE INSTRUMENTO 
Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem 
sobre: 
tutelas provisórias; 
mérito do processo; 
rejeição da alegação de convenção de arbitragem; 
incidente de desconsideração da personalidade jurídica; 
rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua 
revogação; 
exibição ou posse de documento ou coisa; 
exclusão de litisconsorte; 
rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; 
admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; 
concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à 
execução; 
redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º; 
 outros casos expressamente referidos em lei. 
Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas 
na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo 
 
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 82 
de execução e no processo de inventário. 
DICA 153 
DA TAXATIVIDADE DO AGRAVO DE INSTRUMENTO 
Existem situações que apesar de não previstas, necessitam de recurso de forma 
imediata. Assim sendo, passou a entender o STJ que a taxatividade do rol do art. 1.015 
do CPC deve ser mitigada. 
Informativo 639 do STJ: 
O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de 
agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do 
julgamento da questão no recurso de apelação. 
DICA 154 
DOS REQUISITOS DO AGRAVO DE INSTRUMENTO 
 O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente, por 
meio de petição com os seguintes requisitos: 
 os nomes das partes; 
 a exposição do fato e do direito; 
 as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão e o próprio pedido; 
 o nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo. 
DICA 155 
DA INSTRUÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO 
O art. 1.017 do CPC preconiza que a petição de agravo de instrumento será instruída: 
 obrigatoriamente, com cópias da petição inicial, da contestação, da petição que 
ensejou a decisão agravada, da própria decisão agravada, da certidão da respectiva 
intimação ou outro documento oficial que comprove a tempestividade e das procurações 
outorgadas aos advogados do agravante e do agravado; 
 com declaração de inexistência de qualquer dos documentos referidos acima, 
feita pelo advogado do agravante, sob pena de sua responsabilidade pessoal; 
 facultativamente, com outras peças que o agravante reputar úteis. 
 Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do 
porte de retorno, quando devidos, conforme tabela publicada pelos tribunais. 
No prazo do recurso, o agravo será interposto por: 
protocolo realizado diretamente no tribunal competente para julgá-lo; 
 
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 83 
protocolo realizado na própria comarca, seção ou subseção judiciárias; 
postagem, sob registro, com aviso de recebimento; 
transmissão de dados tipo fac-símile, nos termos da lei; 
Nesse caso, as peças devem ser juntadas no momento de protocolo da petição original. 
outra forma prevista em lei. 
 Na falta da cópia de qualquer peça ou no caso de algum outro vício que 
comprometa a admissibilidade do agravo de instrumento, deve o relator aplicar o 
disposto no art. 932, parágrafo único (prazo de 5 dias para sanar). 
 Sendo eletrônicos os autos do processo, dispensam-se as peçastidas como 
obrigatórias, facultando-se ao agravante anexar outros documentos que entender úteis 
para a compreensão da controvérsia. 
Informativo 605 do STJ: 
A disposição constante do art. 1.017, § 5º, do CPC/2015, que dispensa a juntada das 
peças obrigatórias à formação do agravo de instrumento em se tratando de processo 
eletrônico, exige, para sua aplicação, que os autos tramitem por meio digital tanto no 
primeiro quanto no segundo grau de jurisdição. 
DICA 156 
PODERES DO RELATOR NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 
O art. 1.019 do CPC prevê que: Recebido o agravo de instrumento no tribunal e 
distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV (não 
conhecer de recurso inadmissível ou negar provimento), o relator, no prazo de 5 (cinco) 
dias: 
 poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, 
total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão; 
 ordenará a intimação do agravado pessoalmente, por carta com aviso de 
recebimento, quando não tiver procurador constituído, ou pelo Diário da Justiça ou por 
carta com aviso de recebimento dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo 
de 15 dias, facultando-lhe juntar a documentação que entender necessária ao julgamento 
do recurso; 
 determinará a intimação do Ministério Público, preferencialmente por meio 
eletrônico, quando for o caso de sua intervenção, para que se manifeste no prazo de 15 
dias. 
DICA 157 
DO AGRAVO INTERNO 
 
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 Aduz o art. 1.021 do CPC que contra decisão proferida pelo relator caberá agravo 
interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as 
regras do regimento interno do tribunal. 
 Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os 
fundamentos da decisão agravada. 
O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o 
recurso no prazo de 15 dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á 
a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta. 
 É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada 
para julgar improcedente o agravo interno. 
Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente 
em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o 
agravante a pagar ao agravado multa fixada entre 1% e 5% do valor atualizado da 
causa. 
 LEMBRE-SE: A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao 
depósito prévio do valor desta multa, à exceção da Fazenda Pública e do 
beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final. 
A doutrina pacificou o entendimento que a aplicação dessa multa exige: manifesta 
inadmissibilidade ou manifesta improcedência, reconhecida por votação unânime. 
 En. 358, FPPC: A aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, exige manifesta 
inadmissibilidade ou manifesta improcedência. 
Informativo 666 do STJ: 
A multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 tem como destinatário a parte contrária e não 
o Fundo de Aparelhamento do Poder Judiciário. 
O agravo interno era previsto apenas nos Regimentos Internos, e o prazo de 
interposição era, em regra, de 5 dias. 
De acordo com o art. 1.070 do CPC, esse prazo agora foi unificado e é de 15 dias. 
DICA 158 
DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO E O SEU CABIMENTO 
 Os embargos de declaração diferenciam-se dos demais recursos pois podem ser 
opostos em face de qualquer decisão, seja ela interlocutória, sentença, acórdão e 
mesmo despachos, salvo decisão de Presidente de Tribunal acerca da admissibilidade de 
recursos especiais. 
Informativo 886 do STF: 
Não cabem embargos de declaração contra decisão de presidente do tribunal que não 
admite recurso extraordinário. 
 
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Consoante jurisprudência desta Declaração oferecidos contra admissibilidade do Recurso 
desta Corte Superior, os Embargos de decisão de juízo prévio admissibilidade do 
Recurso Especial são manifestamente incabíveis. 
 Entretanto, excepcionalmente, naqueles casos em que a decisão de inadmissibilidade 
do Recurso Especial é genérica, a ponto de inviabilizar a interposição de Agravo, é que é 
cabível a oposição dos Embargos de Declaração. (STJ, AgInt no AREsp 1.529.119/2020) 
 Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para: 
esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; 
suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou 
a requerimento; 
corrigir erro material. 
Considera-se omissa a decisão que: 
deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou 
em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento; 
incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1º (decisões não 
fundamentadas). 
Os embargos serão opostos, no prazo de 5 dias, em petição dirigida ao juiz, com 
indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a 
preparo. 
En. 360, FPPC: A não oposição de embargos de declaração em caso de erro material 
na decisão não impede sua correção a qualquer tempo. 
DICA 159 
PROCEDIMENTO DO EMBARGOS DECLARATÓRIOS 
Caso os Embargos de Declaração sejam opostos contra: 
 decisão de 1º grau: o mesmo juiz é quem irá julgar o recurso. 
 decisão de Tribunal. 
 Decisão monocrática: embargos declaratórios serão decididos monocraticamente; 
 Contra decisão colegiada: apresentação dos embargos declaratórios “em mesa” na 
sessão subsequente e, em caso de não ocorrer o julgamento nesta sessão, será incluído 
em pauta automaticamente. 
O §1º do art. 1.024 traz a expressão “em mesa” significa que os embargos não precisarão 
ser colocados em pauta de julgamento, autorizando um julgamento mais célere. 
 
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 86 
Enunciado 650, FPPC: Os embargos de declaração, se não submetidos a julgamento na 
primeira sessão subsequente à sua oposição, deverão ser incluídos em pauta. 
DICA 160 
INTERPOSIÇÃO DOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS SIMULTANEAMENTE A 
RECURSOS ESPECIAIS 
Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão 
embargada, o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão 
originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da 
modificação, no prazo de 15 dias, contado da intimação da decisão dos embargos de 
declaração. 
Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do 
julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do 
julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente 
de ratificação. 
 Súmula 579, STJ: Não é necessário ratificar o recurso especial interposto na 
pendência do julgamento dos embargos de declaração, quando inalterado o resultado 
anterior. 
 Interpretando a súmula a contrário senso, havendo alteração do resultado 
anterior, é necessário pelo menos a ratificação do recurso. 
Por outro lado, não havendo alteração ou se forem rejeitados os embargos de declaração, 
não se faz necessária a ratificação. 
DICA 161 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS 
Esse recurso muitas vezes é utilizado de forma protelatória por se tratar de recurso de 
efeito interruptivo e sem preparo. 
 A fim de evitar essa situação, a lei previu que a proposição de embargos declaratórios 
manifestamente protelatórios enseja: 
 multa de até 2% do valor da causa atualizado; 
 reiteração (Embargos protelatórios + Embargos protelatórios):ampliação da multa até 10% e depósito da multa como condição para outros 
recursos, (exceto Fazenda Pública e justiça gratuita que pagarão ao final), além de 
vedação de novos embargos declaratórios. 
En. 361, FPPC: Na hipótese do art. 1.026, § 4º, não cabem embargos de declaração 
e,caso opostos, não produzirão qualquer efeito. 
PARA FIXAR E NÃO CONFUNDIR ALGUMAS MULTAS 
Agravo Interno 
Manifestamente 
inadmissível ou 
improcedente, por votação 
De 1 a 5 % do valor da causa 
 
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unânime 
Embargos 
Declaratórios 
Manifestamente 
protelatórios 
Até 2% do valor da causa 
Reiteração de 
Embargos 
Declaratórios 
Manifestamente 
protelatórios 
Majoração da multa para até 
10% 
Depósito da multa como 
condição para interposição de 
outros recursos; 
Vedado a interposição de 
novos embargos declaratórios. 
DICA 162 
DO INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA 
 É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de 
direito, com grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos. 
Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, 
a remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão 
colegiado que o regimento indicar. 
 O órgão colegiado julgará o recurso, a remessa necessária ou o processo de 
competência originária se reconhecer interesse público na assunção de competência. 
 ATENTE-SE! O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os 
juízes e órgãos fracionários, exceto se houver revisão de tese. 
 Aplica-se o IAC quando ocorrer relevante questão de direito a respeito da qual seja 
conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas do 
tribunal. 
Informativo 659 do STJ: 
É inadmissível incidente de assunção de competência no âmbito do STJ fora das 
situações previstas no art. 947 do CPC/2015. 
DICA 163 
CABIMENTO DO INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS 
 O incidente de resolução de demandas repetitivas – IRDR, é cabível quando houver 
simultaneamente: 
 efetiva repetição de processos versando sobre uma mesma questão unicamente de 
direito; 
 risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica; 
 
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 88 
 OBS.: É indispensável ainda a presença de um requisito negativo: que os tribunais 
superiores não tenham afetado RE/REsp para julgamento através do rito dos repetitivos. 
A instauração do IRDR ocorre nos tribunais de justiça e tribunais regionais federais, não 
pode ser instaurado no âmbito dos Tribunais Superiores. 
Informativo 658 do STJ: 
Não cabe a instauração de IRDR se, quando a parte requereu o incidente, o Tribunal já 
havia julgado o mérito do recurso e estava pendente agora apenas os embargos de 
declaração contra a decisão. 
 O requerimento de instauração do IRDR é dirigido ao Presidente do Tribunal: 
 Pelo juiz ou relator por ofício; 
 Pelas partes por petição; 
 Pela Defensoria Pública por petição; 
 Pelo Ministério Público por petição; 
 O MP intervirá obrigatoriamente caso não seja o requerente, devendo assumir a 
titularidade da ação em caso de abandono ou desistência daquele que a propôs. 
 OBS.: A desistência não obsta a análise do mérito do IRDR, haja vista o interesse 
público. 
 Não serão exigidas custas processuais no IRDR. 
En. 91 FPPC. Cabe ao órgão colegiado realizar o juízo de admissibilidade do incidente de 
resolução de demandas repetitivas, sendo vedada a decisão monocrática. 
Admitido o incidente, o relator: 
 suspenderá os processos pendentes, individuais ou coletivos, que tramitam no 
Estado ou na região, conforme o caso; 
 poderá requisitar informações a órgãos em cujo juízo tramita processo no qual 
se discute o objeto do incidente, que as prestarão no prazo de 15 dias; 
 intimará o Ministério Público para, querendo, manifestar-se no prazo de 15 
dias. 
Durante a suspensão, o pedido de tutela de urgência deverá ser dirigido ao juízo 
onde tramita o processo suspenso. 
Enunciado 140, CJF: A suspensão de processos pendentes, individuais ou coletivos, 
que tramitam no Estado ou na região prevista no art. 982, I, do CPC não é decorrência 
automática e necessária da admissão do IRDR, competindo ao relator ou ao 
colegiado decidir acerca da sua conveniência. 
 OBS.: É possível que seja requerido ao STF, como garantia da segurança jurídica, para 
que haja suspensão em nível nacional. 
 
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 89 
O incidente será julgado no prazo de 1 ano e terá preferência sobre os demais feitos, 
ressalvados os que envolvam réu preso e os pedidos de habeas corpus. 
Informativo 662 do STJ: 
O procedimento de distinção (distinguishing) previsto no art. 1.037, §§ 9º a 13, do 
CPC/2015, aplica-se também ao incidente de resolução de demandas repetitivas – 
IRDR. 
DICA 164 
DAS MEDIDAS EXECUTIVAS NA AÇÃO DE ALIMENTOS 
No cumprimento de sentença que condene ao pagamento de prestação alimentícia ou de 
decisão interlocutória que fixe alimentos, o juiz, a requerimento do exequente, 
mandará intimar o executado pessoalmente para, em 3 dias, pagar o débito, provar 
que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo. 
A Execução de alimentos pode se dar por meio de várias medidas executivas: 
Protesto (art. 528, caput c/c § 1º); 
Prisão (art. 528, caput c/c § 3º); 
Expropriação (art. 528, § 8º c/c 530): Atos de penhora, avalição, expropriação de 
bens; 
Desconto em folha de pagamento (art. 529) e 
Constituição de capital (art. 533). 
 
Informativo 579 do STJ: 
Em execução de alimentos devidos a filho menor de idade, é possível o protesto e a 
inscrição do nome do devedor em cadastros de proteção ao crédito. 
DICA 165 
DAS HIPÓTESES DE FRAUDE À EXECUÇÃO 
Fraude à execução é espécie do gênero fraudes do devedor: 
 Fraude contra credores (art. 158 do CC): decorre da prática de atos anteriores à 
existência de citação contra o devedor. É proposta a chamada Ação Pauliana, a qual 
visa anular os atos lesivos e, após a anulação, os bens passam a ser sujeitos à execução. 
O interesse violado é de natureza privada. 
 
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 90 
 Fraude à execução: nesse caso, o interesse maculado é da própria jurisdição e o 
Estado-juiz, uma vez que há ação e o devedor integra a relação processual, ou seja, foi 
devidamente citado. 
 Conforme preceitua o art. 792 do CPC: A alienação ou a oneração de bem é 
considerada fraude à execução: 
 quando sobre o bem pender ação fundada em direito real ou com pretensão 
reipersecutória, desde que a pendência do processo tenha sido averbada no 
respectivo registro público, se houver; 
 quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo de 
execução, na forma do art. 828; 
Art. 828 do CPC: O exequente poderá obter certidão de que a execução foi admitida pelo 
juiz, com identificação das partes e do valor da causa, para fins de averbação no registro 
de imóveis, de veículos ou de outros bens sujeitos apenhora, arresto ou indisponibilidade. 
 quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca judiciária ou outro ato 
de constrição judicial originário do processo onde foi arguida a fraude; 
 quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra o devedor ação 
capaz de reduzi-lo à insolvência;nos demais casos expressos em lei. 
DICA 166 
DO INVENTÁRIO E PARTILHA 
 Havendo testamento ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário 
judicial. 
Caso todos sejam capazes e concordes, o inventário e a partilha poderão ser feitos 
por escritura pública, a qual constituirá documento hábil para qualquer ato de registro, 
bem como para levantamento de importância depositada em instituições financeiras. 
 OBS.: O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes 
interessadas estiverem assistidas por advogado ou por defensor público, cuja 
qualificação e assinatura constarão do ato notarial. 
O processo de inventário e de partilha de 2 meses, a contar da abertura da sucessão, 
ultimando-se nos 12 meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de 
ofício ou a requerimento de parte. 
O juiz decidirá todas as questões de direito desde que os fatos relevantes estejam 
provados por documento, só remetendo para as vias ordinárias as questões que 
dependerem de outras provas. 
Até que o inventariante preste o compromisso, continuará o espólio na posse do 
administrador provisório. 
 O administrador provisório representa ativa e passivamente o espólio, é obrigado a 
trazer ao acervo os frutos que desde a abertura da sucessão percebeu, tem direito ao 
reembolso das despesas necessárias e úteis que fez e responde pelo dano a que, por dolo 
ou culpa, der causa. 
 
 
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 91 
DICA 167 
DA OPOSIÇÃO 
 Prevê o art. 682 do CPC que: Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o 
direito sobre que controvertem autor e réu poderá, até ser proferida a sentença, 
oferecer oposição contra ambos. 
O opoente deduzirá o pedido em observação aos requisitos exigidos para propositura da 
ação. 
Distribuída a oposição por dependência, serão os opostos citados, na pessoa de seus 
respectivos advogados, para contestar o pedido no prazo comum de 15 dias. 
 Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido, contra o outro 
prosseguirá o opoente. 
Admitido o processamento, a oposição será apensada aos autos e tramitará 
simultaneamente à ação originária, sendo ambas julgadas pela mesma sentença. 
Se a oposição for proposta após o início da audiência de instrução, o juiz suspenderá 
o curso do processo ao fim da produção das provas, salvo se concluir que a unidade da 
instrução atende melhor ao princípio da duração razoável do processo. 
Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação originária e a oposição, desta 
(oposição) conhecerá em primeiro lugar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 92 
DIREITO EMPRESARIAL 
 
DICA 168 
RECUPERAÇÃO JUDICIAL - CONCEITO 
 A recuperação judicial é o instrumento jurídico apto à preservação da empresa e 
sua função social que substituiu o processo de concordata. Até a promulgação da Lei 
11.101/2005 havia o processo de concordata que ocorria de forma preventiva ou 
suspensiva, respectivamente antes da propositura da falência ou no decorrer do 
processo de falência. A concordata visava apenas a prorrogação de prazo para pagamento 
de credores ou abatimento da dívida do empresário, ou de forma mista, requerendo 
abatimento e prorrogação de prazo. A concordata visava afastar os atos drásticos da 
decretação de falência, visando a manutenção da empresa, medidas essas que, 
entretanto, nem sempre surtiam efeito, pois, por vezes não bastavam para garantir a 
manutenção da empresa e acabavam por se transformarem em processos de falência com 
o encerramento da atividade empresarial. 
 Recuperação da empresa, nos termos de Fabio Ulhoa Coelho, é uma faculdade 
aberta pela lei exclusivamente aos devedores que se enquadram no conceito de 
empresário ou sociedade empresária, que possibilita a reorganização das empresas 
exploradas pelo devedor, com maior ou menor sacrifício dos credores, de acordo com 
plano aprovado ou homologado judicialmente. 
 Por meio do plano de recuperação da empresa, o devedor pode postergar o 
vencimento de obrigações, reduzir seu valor ou beneficiar-se de outros meios aptos a 
impedir a instauração da execução concursal. 
 O devedor civil não tem nenhuma medida com esta extensão. Na melhor das 
hipóteses, a lei prevê a possibilidade de suspensão da execução concursal se o 
devedor obtiver a anuência de todos os credores. (CPC/1973, art. 783; CPC, art. 
1.052) 
DICA 169 
PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE NO DIREITO EMPRESARIAL 
A função social da propriedade interpretada no direito empresarial pode ser vislumbrada 
no princípio mais importante do direito falimentar, que é o princípio da preservação da 
empresa. A empresa que ainda tem possibilidade de se recuperar e manter os empregos, 
gerando renda àquela região, desde que atendidos requisitos legais, pode lhe ser 
concedido o favor legal que é a recuperação judicial, concedendo-lhe prazo e condições 
para prosseguir suas atividades, tudo com a aprovação dos próprios credores que são 
consultados. 
 Vale destacar o art. 47, da L.F.: A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a 
superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir: 
 a manutenção da fonte produtora; 
 a manutenção do emprego dos trabalhadores; 
 a manutenção dos interesses dos credores; 
 
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 93 
Em suma, a recuperação judicial visa proteger não apenas a própria empresa, mas 
também os trabalhadores e os próprios credores com a finalidade de promover a 
preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica. 
DICA 170 
LEGITIMIDADE PARA A AÇÃO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL 
 Apenas os empresários e sociedades empresárias poderão requerer a recuperação 
judicial, que pode ser feita também de forma incidental, como em uma contestação ao 
pedido de falência. 
O art. 2.º, da lei falimentar exclui alguns empresários do âmbito de incidência 
de suas regras. Assim, não podem pedir a recuperação judicial: 
empresa pública, sociedade de economia mista; 
instituição financeira pública ou privada; 
cooperativa de crédito; 
consórcio; 
entidade de previdência complementar; 
sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade 
de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas. 
As instituições financeiras se submetem a um procedimento especial, 
denominado liquidação extrajudicial, nos termos da Lei 6.024/74. 
DICA 171 
REQUISITOS PARA REQUERER A RECUPERAÇÃO JUDICIAL 
 Os requisitos para propor recuperação judicial estão previstos no art. 48 da LRE, e não 
devem ser confundidos com os requisitos para a concessão do próprio pedido de 
recuperação judicial, sendo apenas os requisitos iniciais para o processamento da própria 
recuperação judicial. 
 São eles: 
 no momento do pedido, o empresário deverá comprovar que exerce regularmente 
suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos, 
cumulativamente: 
 não ser falido e, se foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em 
julgado, as responsabilidades daí decorrentes; 
 não ter, há menos de 5 anos, obtido concessão de recuperação judicial; 
 
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 94 
 não ter, há menos de 5 anos, obtido concessão de recuperação judicial com base 
no plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo; 
 não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, 
pessoa condenada por qualquer dos crimes previstosnesta Lei. 
As sociedades irregulares não podem requerer a recuperação judicial, mas podem ter a 
falência decretada. 
 A recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente, 
herdeiros do devedor, inventariante ou sócio remanescente. 
 ATENTE-SE! Em 2020 houve a publicação da Lei 14.112 de 2020, que trouxe 
inúmeras modificações na Lei de Falência. Dentre as mesmas, destaca-se o Art. 48-A, que 
tornou OBRIGATÓRIA a formação e o funcionamento do conselho fiscal na recuperação 
judicial de companhias abertas, enquanto durar a fase da recuperação judicial, incluído o 
período de cumprimento das obrigações assumidas pelo plano de recuperação. 
DICA 172 
OUTRAS QUESTÕES SOBRE A RECUPERAÇÃO JUDICIAL 
Foro competente: O pedido de recuperação deve ser feito no foro do principal 
estabelecimento do devedor, que nem sempre será a sede administrativa da empresa, 
mas necessariamente onde estão os maiores negócios da mesma. O foro do 
estabelecimento do devedor deverá também ser o competente para a distribuição de ação 
de falência e da recuperação extrajudicial. 
 Meios de recuperação judicial: a lei traz um rol não exaustivo de meios de 
recuperação judicial, que serão propostos pelos devedores, mas também poderão ser 
modificados pelos credores, assim como homologado pelo Juiz. Obviamente que para 
cada empresa deverá ser apresentado um plano específico que a auxilie a sair da crise 
econômico-financeira que se encontre. 
São exemplos de meios de recuperação judicial: 
concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou 
vincendas; 
cisão, incorporação, fusão ou transformação de sociedade, constituição de subsidiária 
integral, ou cessão de cotas ou ações, respeitados os direitos dos sócios, nos termos da 
legislação vigente; 
alteração do controle societário; 
substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou modificação de seus 
órgãos administrativos; 
concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de 
poder de veto em relação às matérias que o plano especificar; 
aumento de capital social; 
 
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 95 
trespasse ou arrendamento de estabelecimento, inclusive à sociedade constituída pelos 
próprios empregados; 
redução salarial, compensação de horários e redução da jornada, mediante acordo ou 
convenção coletiva; 
dação em pagamento ou novação de dívidas do passivo, com ou sem constituição de 
garantia própria ou de terceiro; 
constituição de sociedade de credores; 
venda parcial dos bens; 
equalização de encargos financeiros relativos a débitos de qualquer natureza, tendo 
como termo inicial a data da distribuição do pedido de recuperação judicial, aplicando-se 
inclusive aos contratos de crédito rural, sem prejuízo do disposto em legislação 
específica; 
usufruto da empresa; 
administração compartilhada; 
emissão de valores mobiliários; 
constituição de sociedade de propósito específico para adjudicar, em pagamento dos 
créditos, os ativos do devedor. 
 
ATENÇÃO! 
A Lei 14.112 de 2020 trouxe mais duas hipóteses de recuperação judicial, sendo 
elas: conversão de dívida em capital social e venda integral da devedora, desde 
que garantidas aos credores não submetidos ou não aderentes condições, no mínimo, 
equivalentes àquelas que teriam na falência, hipótese em que será, para todos os fins, 
considerada unidade produtiva isolada. 
DICA 173 
FALÊNCIA 
 Falência é um processo judicial cabível quando o patrimônio do devedor empresário é 
insuficiente para satisfação de seu passivo, situação em que estará caracterizada a 
insolvência. Nessa situação, as regras de execução individual se tornariam injustas, razão 
pelo qual pode-se afirmar que a falência é um tipo de execução coletiva, também 
conhecida como execução concursal. 
 
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 96 
 Princípio fundamental na compreensão da falência é o par conditio creditorum, em 
que deve ser dado tratamento parificado aos credores. 
 A falência é um processo aplicável apenas aos empresários ou sociedades 
empresárias, sendo que, para outros tipos de devedores, como as sociedades civis não 
empresariais, caberá o processo de concurso de credores, nos termos do art.1052 e 
seguintes do CPC. 
ATENÇÃO! 
NOVIDADE LEGISLATIVA. 
A Lei 14.112/2020 modifica o art. 75 sobre os objetivos da falência informando que 
os mesmos são: 
I - preservar e a otimizar a utilização produtiva dos bens, dos ativos e dos recursos 
produtivos, inclusive os intangíveis, da empresa; 
II - permitir a liquidação célere das empresas inviáveis, com vistas à realocação 
eficiente de recursos na economia; e 
III - fomentar o empreendedorismo, inclusive por meio da viabilização do retorno célere 
do empreendedor falido à atividade econômica. 
§ 1º O processo de falência atenderá aos princípios da celeridade e da economia 
processual, sem prejuízo do contraditório, da ampla defesa e dos demais princípios 
previstos na Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). 
§ 2º A falência é mecanismo de preservação de benefícios econômicos e sociais 
decorrentes da atividade empresarial, por meio da liquidação imediata do devedor e da 
rápida realocação útil de ativos na economia. 
DICA 174 
PRESSUPOSTOS DA FALÊNCIA 
André Santa Cruz esclarece que o objetivo principal da falência é afastar o devedor de 
suas atividades para preservar e otimizar a utilização produtiva dos bens, ativos e 
recursos produtivos. Nesse aspecto, há dois princípios importantes: princípio da 
preservação da empresa e princípio da maximização dos ativos, que significa que 
deverá haver o máximo aproveitamento do ativo da empresa. 
 São três os pressupostos da falência: 
 Pressuposto material subjetivo: diz respeito à qualidade de empresário do devedor, 
apenas o empresário estará sujeito à falência, ainda que irregular. 
 Pressuposto material objetivo: apenas o insolvente está sujeito à declaração de 
falência. 
 Pressuposto formal: apenas a sentença é que decreta a falência, não existe falido 
antes da sentença que o declarar. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm
 
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 97 
DICA 175 
SISTEMAS QUE DETERMINAM A INSOLVÊNCIA DO EMPRESÁRIO NO ÂMBITO DA 
FALÊNCIA 
 Impontualidade injustificada: art. 94, I – Empresa que, sem relevante razão de 
direito, não paga, no vencimento, obrigação líquida materializada em título ou títulos 
executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 salários-mínimos na data 
do pedido de falência. Deve ser feito o protesto do título. 
 Prática de atos de falência: 
 Execução Frustrada: quando o executado por qualquer quantia líquida, não paga, não 
deposita e não nomeia à penhora bens suficientes dentro do prazo legal; 
 Outros atos de falência do art. 94, III, LRE: Aqui deve ser descrito os fatos que 
caracterizam a falência, juntando-se provas e especificando as provas que serão 
produzidas. 
Ex.: procede à liquidação precipitada de seus ativos ou lança mão de meio ruinoso ou 
fraudulento para realizar pagamentos. 
Ex.: realiza ou, por atos inequívocos, tenta realizar, com o objetivo de retardar 
pagamentos ou fraudar credores, negócio simulado ou alienação de parte ou da totalidade 
de seu ativo a terceiro, credor ou não; 
Ex.: transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos 
os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo; 
 Além da impontualidade injustificada e dos atos de falência, para caracterizara falência requer-se também a presença dos seguintes requisitos: 
 A cessação de pagamento pelo empresário leva a uma presunção de insolvabilidade 
 O Estado patrimonial deficitário significa a insuficiência do patrimônio ativo para saldar 
o passivo. 
DICA 176 
CRÉDITOS NA FALÊNCIA 
De vez em quando é cobrada em direito falimentar quanto à classificação dos créditos 
em processo de falência, ou seja, em que ordem deverá ser pago um determinado 
credor. Houve inúmeras mudanças recentes pela Lei 14.112/2020, razão pela qual 
válida a transcrição de todos os incisos do artigo 83. 
De acordo com a lei, a ordem será a seguinte: 
créditos derivados da legislação trabalhista, limitados a 150 salários-mínimos por 
credor, e aqueles decorrentes de acidentes de trabalho; 
os créditos gravados com direito real de garantia até o limite do valor do bem 
gravado; 
os créditos tributários, independentemente da sua natureza e do tempo de 
 
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 98 
constituição, exceto os créditos extraconcursais e as multas tributárias; 
os créditos QUIROGRAFÁRIOS, a saber: 
a) aqueles não previstos nos demais incisos deste artigo; 
b) os saldos dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens vinculados ao 
seu pagamento; e 
c) os saldos dos créditos derivados da legislação trabalhista que excederem o limite 
estabelecido no inciso I do caput deste artigo. 
as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou 
administrativas, incluídas as multas tributárias; 
os créditos SUBORDINADOS, a saber: 
a) os previstos em lei ou em contrato; e 
b) os créditos dos sócios e dos administradores sem vínculo empregatício cuja 
contratação não tenha observado as condições estritamente comutativas e as práticas 
de mercado; 
c) os juros vencidos após a decretação da falência, conforme previsto no art. 124 desta 
Lei. 
DICA 177 
CRÉDITOS EXTRACONCURSAIS 
Serão considerados créditos extraconcursais e serão pagos com precedência sobre os 
mencionados no art. 83 desta Lei, na ordem a seguir, aqueles relativos: 
I. às quantias referidas nos arts. 150 e 151 desta Lei; 
II. ao valor efetivamente entregue ao devedor em recuperação judicial pelo financiador, 
em conformidade com o disposto na Seção IV-A do Capítulo III desta Lei; 
III. aos créditos em dinheiro objeto de restituição, conforme previsto no art. 86 desta 
Lei; 
IV. às remunerações devidas ao administrador judicial e aos seus auxiliares, aos 
reembolsos devidos a membros do Comitê de Credores, e aos créditos derivados da 
legislação trabalhista ou decorrentes de acidentes de trabalho relativos a serviços 
prestados após a decretação da falência; 
V. às obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados durante a recuperação 
judicial, nos termos do art. 67 desta Lei, ou após a decretação da falência; 
 
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 99 
VI. às quantias fornecidas à massa falida pelos credores; 
VII - às despesas com arrecadação, administração, realização do ativo, distribuição do 
seu produto e custas do processo de falência; 
VIII - às custas judiciais relativas às ações e às execuções em que a massa falida tenha 
sido vencida; 
IX - aos tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da 
falência, respeitada a ordem estabelecida no art. 83 desta Lei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 100 
DIREITO PENAL 
 
DICA 178 
DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - PECULATO 
 O crime de peculato é a subtração, apropriação ou desvio de bem ou valor da 
Administração Pública fazendo uso da condição de funcionário público. 
É preciso que o crime seja facilitado pelo fato do agente ser funcionário público, pois se 
esta condição não for utilizada para o crime, o autor responderá por um crime contra o 
patrimônio “comum”, como furto, roubo, apropriação indébita e etc. 
 OBS.: É importante a memorização de cada uma das espécies de peculato, pois a FGV, 
em sua prova da OAB, pode trazer casos concretos para que o candidato aponte qual a 
hipótese correta. 
 TIPOS DE PECULATO: 
APROPRIAÇÃO/PRÓPRIO Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor 
ou qualquer outro bem móvel, público ou 
particular, de que tem a posse em razão do 
cargo. 
DESVIO/PRÓPRIO Desviar, em proveito próprio ou alheio, o funcionário 
público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem 
móvel, público ou particular, de que tem a posse em 
razão do cargo. 
FURTO/IMPRÓPRIO O funcionário público, embora não tendo a posse do 
dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para 
que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, 
valendo-se de facilidade que lhe proporciona a 
qualidade de funcionário. 
CULPOSO Funcionário concorre culposamente para o crime de 
outrem 
MEDIANTE ERRO DE 
OUTREM 
Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no 
exercício do cargo, recebeu por erro de outrem. 
 
ATENÇÃO! 
A reparação do dano no peculato culposo pode ter consequências distintas, a depender 
do momento em que é feito: 
ANTES da Sentença Irrecorrível (Tj) → EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
 
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 101 
DEPOIS do Trânsito em Julgado → DIMINUIÇÃO DE PENA EM METADE 
DICA 179 
PECULATO ELETRÔNICO 
Peculato Eletrônico - Inserção Peculato Eletrônico - Modificação 
Inserir ou facilitar a inserção, alterar, 
excluir dados de sistemas informatizados 
bancos de dados. 
Modificar ou alterar sistema de informações 
ou programa de informática. 
Funcionário Autorizado Funcionário Não Autorizado 
Obter vantagem OU causar dano Sem fim especial 
 
Causa de aumento de pena: dano para a 
Administração Pública ou Administrado 
DICA 180 
CONCUSSÃO 
 EXIGIR + EM RAZÃO FUNÇÃO (fora ou antes) + VANTAGEM INDEVIDA 
→ Não precisa haver ameaça específica, basta o temor genérico da função; 
→ Pode ocorrer durante licença, férias ou antes da posse; 
→ Se aplicar violência ou grave ameaça, praticará o crime de extorsão; 
→ Se apenas solicitar será corrupção passiva. 
DICA 181 
EXCESSO DE EXAÇÃO 
 Espécie de concussão; 
 Na primeira modalidade o crime consiste em exigir o recolhimento de 
tributo/contribuição social que sabe (dolo direto) ou que deveria saber (dolo 
eventual) indevido; 
 Também haverá crime quando, embora devido o tributo, seja cobrado de 
forma vexatória ou gravosa; 
 Modalidade qualificada: quando a agente desvia para si o que arrecado; 
 Se aplicar violência ou grave ameaça, praticará o crime de extorsão. 
 
 
 
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 102 
DICA 182 
CORRUPÇÃO PASSIVA 
 SOLICITAR, RECEBER ou ACEITAR PROMESSA + em RAZÃO DA FUNÇÃO (antes 
ou fora) + VANTAGEM INDEVIDA 
O crime se consuma simplesmente com o ato de solicitar, receber ou aceitar a promessa, 
mas se em razão disso o funcionário público não praticar o ato legal ou demorar 
para praticá-lo, haverá causa de aumento; 
Na corrupção passiva o agente não pode exigir, mas simplesmente solicitar, receber ou 
aceitar; 
CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA: 
Pratica, Deixa de Praticar ou Retarda + Pedido ou Influência de Outrem. 
Difere da concussão pois aqui não há exigência, há pedido, solicitação de vantagem 
indevida. 
Solicitar, receber ou aceitar promessa. 
O vereadorque solicita dinheiro para ser aprovada emenda parlamentar pratica o 
crime. 
É crime unilateral, pois a existência de corrupção passiva não exige a de corrupção 
ativa. 
Se o funcionário realmente deixar de praticar o ato ou o retardar incidirá causa de 
aumento de pena. 
DICA 183 
PREVARICAÇÃO 
 RETARDAR, DEIXAR DE PRATICAR ou PRATICAR CONTRA A LEI + SATISFAZER 
INTERESSE ou SENTIMENTO PESSOAL. 
Na prevaricação, o agente deixa de praticar o ato ou o retarda não porque quer uma 
vantagem, mas porque tem um interesse ou sentimento pessoal, como amizade, por 
exemplo. 
 Há também modalidade de prevaricação especial, que ocorre quando o diretor de 
penitenciária ou o agente público permite que entre no estabelecimento prisional 
aparelho telefônico, rádio ou similar. 
DICA 184 
CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA 
 Consiste em: 
 
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 103 
 Deixar de responsabilizar o subordinado ou de comunicar ao chefe responsável, 
quando não o for; 
 Prática de infração por outro funcionário, seja administrativa ou penal, mas que 
tenha sido cometida em razão da função; 
 Movido por sentimento de indulgência: clemência, tolerância, vontade de perdoar; 
 CUIDADO para não confundir a prevaricação com a corrupção passiva 
privilegiada e a condescendência criminosa: 
Corrupção Passiva Privilegiada Pedido ou Influência 
Prevaricação Interesse ou Sentimento Pessoal 
Condescendência Criminosa Indulgência 
DICA 185 
FUNCIONÁRIO PÚBLICO 
 Funcionário público para fins penais é todo aquele que exerce: 
 Cargo, emprego ou função; 
 Caráter permanente ou transitório; 
 Com ou sem remuneração; 
 Cargo, emprego ou função de entidade paraestatal; 
 Empresa prestadora de serviço público. 
 Além disso, é importante saber que todos os crimes contra a administração pública 
praticados por funcionário público terão a pena aumentada em 1/3 se: 
 Ocupantes de cargo em comissão; 
 Função de direção ou assessoramento; 
 Administração direta ou indireta. 
DICA 186 
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA 
 A conduta típica é patrocinar o agente, direta ou indiretamente, ainda que não no 
exercício do cargo, emprego ou função, mas valendo-se da sua qualidade de funcionário, 
interesse privado perante a Administração Pública; 
 Advogar é defender, pleitear, advogar junto a companheiros ou superiores hierárquicos 
o interesse particular de terceiro; 
 Para que ocorra o crime não basta que o agente seja funcionário público, pois é 
necessário e indispensável que pratique a ação aproveitando-se das facilidades que a 
qualidade de funcionário proporciona. 
 
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 104 
 CUIDADO: não existe a infração quando o funcionário pleiteia interesse próprio. 
 Embora o crime se chame advocacia administrativa, o agente não precisa ser 
advogado ou estar inscrito na OAB; 
 IMPORTANTE: haverá o crime se o interesse for legítimo ou ilegítimo, ou seja, ainda 
que o interesse do terceiro defendido pelo funcionário público seja devido, pode o crime 
ocorrer; 
 A diferença é que se o interesse for ilegítimo, a pena será maior; 
 Nos dois casos, a pena será de detenção, mas no primeiro, de 1 a 3 meses, e no 
segundo, de 3 meses a um ano. 
DICA 187 
RESISTÊNCIA 
 O crime de resistência exige: 
Violência ou grave ameaça ao Funcionário Público; 
Se a violência for contra coisa, como chutar uma viatura, poderá haver o crime de 
dano; 
 A oposição deve ser à ato legal: 
Se houver violência, poderá haver concurso material entre resistência e lesão 
corporal, por exemplo; 
O crime é chamado de desobediência belicosa; 
DICA 188 
DESOBEDIÊNCIA 
O crime de desobediência se diferencia do crime de resistência, pois aqui há uma forma 
passiva, pois não há violência ou grave ameaça; 
 Só admite a forma DOLOSA! 
RESISTÊNCIA DESOBEDIÊNCIA 
opor-se à execução de ato legal desobedecer à ordem 
violência ou ameaça pacificamente 
figura qualificada: se o ato não e realizar 
 
 
 
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 105 
DICA 189 
DESACATO 
O crime de desacato permanece vigente no ordenamento jurídico pátrio; 
As ofensas devem ser proferidas na presença do funcionário público. Na sua ausência 
poderá configurar o crime de injúria; 
 As ofensas devem se relacionar com o exercício da função. 
DICA 190 
TRÁFICO DE INFLUÊNCIA 
 Solicitar, exigir, cobrar ou obter; 
Crime praticado pelo particular; 
 Vantagem ou promessa de vantagem; 
 A pretexto de influir em ato praticado por funcionário público; 
 CUIDADO! Se disser que é para influir em funcionário da justiça (juiz, promotor) o 
crime será de exploração de prestígio. 
DICA 191 
CORRUPÇÃO ATIVA 
 É o “outro lado” da corrupção passiva, praticada pelo particular; 
 Oferecer ou prometer; 
 Vantagem indevida a funcionário público; 
 Para praticar, omitir ou retardar ato; 
 Se o ato não ocorrer a pena será aumentada em 1/3. 
DICA 192 
PUNIDOS COM DETENÇÃO 
 São punidos com DETENÇÃO os seguintes crimes contra a Administração Pública 
(todos são infração de menor potencial ofensivo): 
CRIME CUMPRIMENTO DA PENA 
Condescendência criminosa 15 dias a 1 mês 
Abandono de função simples 15 dias a 1 mês 
Exercício funcional ilegalmente antecipado 15 dias a 1 mês 
Desobediência 15 dias a 6 meses 
 
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 106 
Emprego irregular de verbas ou rendas 
públicas 
1 a 3 meses 
Advocacia administrativa 1 a 3 meses 
Inutilização de edital ou de sinal 1 mês a 1 ano 
Resistência 2 meses a 2 anos 
Desacato 2 meses a 6 anos 
Peculato culposo 3 meses a 1 ano 
Corrupção passiva privilegiada 3 meses a 1 ano 
Prevaricação 3 meses a 1 ano 
Advocacia administrativa majorada 3 meses a 1 ano 
Abandono de função com prejuízo 3 meses a 1 ano 
Violação do sigilo de proposta de 
concorrência 
3 meses a 1 ano 
Usurpação de função pública sem vantagem 3 meses a 2 anos 
Modificação ou alteração não autorizada de 
sistema de informações 
3 meses a 2 anos 
Violência arbitrária 6 meses a 3 anos 
Violação de sigilo funcional 6 meses a 2 anos 
Abandono de função faixa de fronteira 1 a 3 anos 
DICA 193 
PUNIDOS COM RECLUSÃO 
 São punidos com RECLUSÃO os seguintes crimes contra a Administração Pública: 
CRIME CUMPRIMENTO DA PENA 
Resistência qualificada 1 a 3 anos 
Peculato mediante erro de outrem 1 a 4 anos 
 
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 107 
Extravio, sonegação ou inutilização de livro 
ou documento 
1 a 4 anos 
Usurpação de função pública com vantagem 2 a 5 anos 
Subtração ou inutilização de livro ou 
documento 
2 a 5 anos 
Tráfico de influência 2 a 5 anos 
Violação de sigilo funcional com dano 2 a 6 anos 
Peculato 2 a 12 anos 
Inserção de dados falsos em sistema de 
informações 
2 a 12 anos 
Concussão 2 a 12 anos 
Corrupção passiva 2 a 12 anos 
Corrupção ativa 2 a 12 anos 
Excesso de exação 3 a 8 anos 
DICA 194 
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA X COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU DE 
CONTRAVENÇÃO 
Na denunciação caluniosa, exige-se que a imputação faça referência à pessoa 
determinada. 
 Na comunicação falsa, o agente limita-se a narrar à autoridade infração inexistente, 
sem contudo, identificar se autor. 
 
 
 
 
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA 
COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU 
CONTRAVENÇÃO 
Dar causa à investigação, processo, PAD 
e ação de improbidade. 
Comunicar à autoridade fato inexistente. 
Denunciação Caluniosa 
Comunicação Falsade crime ou contravenção: crime inexistente. 
 
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 108 
Prática de crime. Crime ou contravenção. 
Indicação do autor. Sem indicação de autoria. 
DICA 195 
FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA 
ATENÇÃO! 
A vítima NÃO pode cometer crime de falso testemunho! 
 
FALSO TESTEMUNHO OU FALSA 
PERÍCIA 
CORRUPÇÃO ATIVA DE TESTEMUNHA 
Fazer afirmação falsa, negar ou calar a 
verdade 
Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou 
vantagem 
Testemunha, perito, contador, tradutor 
ou intérprete 
Testemunha, perito, contador, tradutor ou 
intérprete 
Processo judicial, processo 
administrativo, inquérito policial e juízo 
arbitral 
Depoimento, perícia, cálculos, tradução ou 
interpretação 
Aumento de pena: 1/6 a 1/3 Aumento de pena: 1/6 a 1/3 
Suborno, prova em processo penal, 
processo civil com parte da Administração 
Pública (direta ou indireta) 
Prova em processo penal, processo civil 
com parte da Administração Pública (direta 
ou indireta) 
Extinção da Punibilidade: retratação antes 
da sentença no processo em que ocorreu 
o falso 
DICA 196 
COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO 
 Usar de violência ou grave ameaça; 
 Com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio; 
 Contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a 
intervir; 
 Em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral. 
 
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 109 
DICA 197 
EXERCÍCIO ARBITRÁRIO DAS PRÓPRIAS RAZÕES 
 É o “fazer justiça com as próprias mãos”; 
Haverá crime ainda que a pretensão seja legítima. 
Ex.: meu inquilino está me devendo, entro na casa que alugo para ele e pego um 
dinheiro que estava na mesa no valor do aluguel; 
 A violência não é elemento obrigatório do tipo; 
 Se não houver violência, a ação só se iniciar mediante queixa (ação penal privada); 
 A pena é a mesma se a pretensão é legítima ou ilegítima; 
 A pena é de detenção ou multa; 
DICA BÔNUS 
FRAUDE PROCESSUAL 
 Inovar artificiosamente (de forma mentirosa); 
Na pendência de processo civil, administrativo ou penal; 
Estado de coisa, lugar ou pessoa; 
Com o fim de induzir a erro juiz ou perito; 
Se for em processo penal (mesmo não iniciado) a pena será aplicada em dobro; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 110 
PROCESSO PENAL 
DICA 198 
RECURSOS: RECURSOS DE OFÍCIO 
Em regra, os recursos são voluntários. 
 Contudo, existem exceções em que o JUIZ deverá interpor de OFÍCIO (sem 
provocação) o recurso: 
 Sentença CONCESSIVA de habeas corpus; 
 Absolvição sumária do réu (exclusão do crime ou isenção de pena); 
 CUIDADO: não caberá recurso de ofício da sentença que absolver definitivamente o 
réu por falta de provas, por exemplo. 
DICA 199 
CONCURSO DE AGENTES 
Imagine que João e José foram condenados por homicídio, apenas João recorre e o 
recurso é julgado PROCEDENTE e ele é considerado agora inocente. Esse resultado 
aproveita à José? 
 DEPENDE! 
Se, por exemplo, a alegação de João envolver José (dizer que foi Pedro que matou a 
vítima), o resultado do recurso o atingirá, ainda que não tenha apelado. 
Porém, se o motivo for pessoal de João, o resultado do recurso não o aproveitará. 
Art. 580: No caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos 
réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, 
aproveitará aos outros. 
DICA 200 
DECISÕES IRRECORRÍVEIS 
 DECORE as hipóteses de decisões irrecorríveis para eliminar alternativas: 
 Recebe a denúncia; 
 Julga a entrada de assistente; 
 Julga incidente de insanidade mental; 
 Julga exceção de suspeição. 
DICA 201 
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
Em regra, o RESE é interposto de decisões que não encerram o processo. 
 
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 111 
O prazo de interposição é de 5 dias e de razões é de 2 dias. 
 São as hipóteses mais relevantes: 
 Não recebe a denúncia; 
 Incompetência do Juízo; 
 Procedentes as exceções ( exceto suspeição que é irrecorrível); 
 Referentes à fiança; 
 Prescrição ou extinção da punibilidade; 
 Referentes a Habeas Corpus, Suspensão Condicional da Pena ou Livramento 
Condicional; 
 Anular o processo; 
 Referentes à Medida de Segurança; 
 Incidente de falsidade. 
 CUIDADO! O incidente de insanidade mental é combatido por apelação. 
ATENÇÃO! 
HIPÓTESE NOVA: 
Recusar HOMOLOGAÇÃO ao acordo de NÃO PERSECUÇÃO PENAL. 
DICA 202 
EFEITO SUSPENSIVO 
É o efeito que suspende a decisão combatida até que seja julgado o recurso. 
 Terão efeito suspensivo: 
 Perda de fiança; 
 Concessão de livramento condicional; 
 Denegar a apelação ou julgar deserta; 
 Decidir sobre unificação de penas; 
 Converter a multa em detenção ou prisão simples; 
 DICA: Todas essas decisões têm resultados muito gravosos se executadas de 
imediato, por isso é preciso esperar o julgamento do recurso. 
 
 
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 112 
DICA 203 
PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE 
 Os recursos interpostos pelo ministério público são regidos pelo princípio da 
indisponibilidade; 
 Assim, uma vez interposto o recurso, o Ministério Público dele não poderá desistir; 
 Já os recursos interpostos pelas partes são regidos pela disponibilidade e interesse, 
pois só poderá recorrer aquele que tiver interesse da reforma ou modificação da decisão; 
 O Defensor Público, por sua vez, pode desistir; 
DICA 204 
INTERPOSIÇÃO 
 O recurso pode ser interposto por petição ou por termo nos autos; 
 Será assinado pelo recorrente OU pelo seu representante; 
 Se não souber assinar, será assinado por alguém a seu rogo (a seu pedido), na 
presença de DUAS testemunhas; 
 O escrivão, depois de interposto o recurso, deve fazê-lo concluso ao juiz, até o dia 
seguinte ao último do prazo, sob pena de SUSPENSÃO de 10 a 30 dias. 
DICA 205 
APELAÇÃO 
A apelação será interposta em 5 dias e as razões apresentadas em 8 dias; 
Caberá APELAÇÃO das decisões: 
Definitivas de condenação ou absolvição; 
Outras decisões definitivas ou com força de definitiva; 
De nulidade posteriores à pronúncia; 
Sentença do juiz-presidente (Júri) contrária à lei ou aos jurados; 
Sentença do Júri com erro ou injustiça no tocante à pena; 
Dos jurados contrária aos autos; 
Ainda que se queira recorrer apenas de PARTE da decisão, não caberá RESE. 
 
 
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 113 
DICA 206 
PROCEDIMENTO DA APELAÇÃO 
 Pode ser realizado na apelação: 
 Revisitar toda a matéria probatória; 
 Proceder a novo interrogatório do acusado, reinquirir testemunhas ou determinar 
outras diligências; 
 Não poderá: 
 Agravar a pena quando somente o réu recorrer. 
DICA 207 
RAZÕES DA APELAÇÃO 
 Serão apresentadas no prazo de 8 dias; 
 Podem ser apresentadas ao Juiz ou diretamente no Tribunal se assim requerer; 
 Se tiver assistente de acusação, o prazo deste será de 3 dias depois do Ministério 
Público; 
 Se houver mais de um apelado, os prazos serão comuns. 
DICA 208 
RECURSOS: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 
 Os embargos de declaração, no CPP, serão interpostos no prazo de 2 dias quando 
houver CAOO: 
C contradição 
A ambiguidade 
O obscuridade 
O omissão 
 Contudo, o JECRIMficou OCO desde 2015, pois tiraram a dúvida, sendo as hipóteses 
agora: 
O obscuridade 
C contradição 
O omissão 
 
 
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 114 
DICA 209 
REVISÃO CRIMINAL 
 São hipóteses de revisão criminal: 
 Sentença condenatória contrária à lei; 
Sentença condenatória contrária à evidência dos autos; 
Sentença condenatória fundada em provas falsas; 
 Quando surgirem novas provas benéficas depois da sentença; 
DICA 210 
MOMENTO DA REVISÃO CRIMINAL 
 A revisão poderá ser solicitada em qualquer tempo depois do trânsito em julgado; 
 Antes ou depois da extinção da pena; 
 O pedido só não poderá ser feito novamente, se fundamentado em provas já 
apreciadas anteriormente no processo; 
 Se houver novas provas, pode pedir mais uma revisão; 
 Fique atento! Em caso de ser procedente a revisão criminal, o réu poderá ser 
indenizado; 
Se o réu tiver sido condenado pela justiça do Distrito Federal ou de Território, será paga 
pela união, se tiver sido pela justiça estadual, pelo estado. 
 Não será devida indenização: 
 Se o erro ou injustiça tiver se dado por falha do réu, como confissão ou prova que 
escondeu; 
 Quando a ação tiver sido privada. 
 Falecimento do réu no julgamento da revisão criminal 
 Se no decorrer do julgamento da revisão criminal, o réu falecer, o processo não será 
extinto; 
 O presidente do Tribunal nomeará um CURADOR para a defesa; 
 Em regra, o curador faz parte do CADI (cônjuge, ascendente, descendente, irmão); 
DICA 211 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL 
O Recurso Extraordinário não tem efeito suspensivo; 
 Por isso, após o recorrente interpor o recurso, os autos descerão para execução da 
sentença; 
 
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 115 
 O recurso extraordinário será julgado pelo Supremo Tribunal Federal; 
 O recurso especial será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. 
DICA 212 
CARTA TESTEMUNHÁVEL 
 É recurso relacionado a não recebimento de recurso; 
 É cabível da decisão que denega o recurso e daquela que admite, mas impede o seu 
seguimento; 
 O prazo é de 48 horas da decisão que impediu o recurso; 
 O escrivão ou secretário, em 5 dias (no caso de RESE) ou 60 dias (em caso de REx) 
fará entrega da carta; 
 O escrivão que não der o recibo ou não entregar a carta será suspenso por 30 dias; 
 A carta testemunhável não terá efeito suspensivo. 
DICA 213 
HABEAS CORPUS 
O habeas corpus é ação constitucional destinada a defender o direito à locomoção; 
Pode ser interposto em caso de ameaça ou de restrição da liberdade; 
Paciente preso (HC Repressivo) → expedido alvará de soltura 
Paciente solto (HC Preventivo) → expedido salvo-condulto. 
Caberá HC: 
Quando não houver justa causa; 
Quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei; 
Quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo; 
Quando houver cessado o motivo que autorizou a coação; 
Quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a 
autoriza; 
Quando o processo for manifestamente nulo; 
Quando extinta a punibilidade. 
 
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 116 
 Fique atento! Não caberá HC de punições disciplinares 
 Empate na votação do HC 
Se o HC for julgado por TRIBUNAL a decisão será tomada pela maioria dos votos; 
 Havendo empate: Presidente desempata. 
 Empatou com voto do presidente: resultado favorável ao paciente (preso). 
DICA 214 
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS: COMPETÊNCIA 
 Os Juizados Especiais Criminais têm competência para a conciliação, julgamento e 
execução; 
 Das infrações de menor potencial ofensivo: contravenções penais de qualquer 
pena e crimes cuja pena máxima não ultrapasse dois anos; 
 Será competente o Juizado do local da infração (teoria da atividade); 
 Os Juizados são regidos pelas regras da: 
 Simplicidade, 
 Oralidade, 
 Informalidade, 
 Celeridade, 
 Economia processual. 
DICA 215 
ATOS PROCESSUAIS 
 Os atos processuais nos Juizados Criminais: 
 Serão públicos; 
 Podem ocorrer em qualquer dia da semana; 
 Podem ocorrer à noite; 
 Só serão anulados somente se houver prejuízo; 
Serão escritos apenas os essenciais; 
 Não admitem citação por edital, sendo a citação pessoal no Juizado ou por 
mandado; 
 
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 117 
 Devem ser acompanhados por advogado ou defensor público (cuidado para não 
confundir com o juizado cível, no qual a presença do advogado é, em regra, facultativa); 
DICA 216 
INSTITUTOS DESPENALIZADORES 
 Institutos despenalizadores do Jecrim: 
 Composição dos danos civis (reparação dos danos); 
 Transação Penal (não aplicação de pena privativa de liberdade); 
 Suspensão do processo; 
 Procedimento apuratório é o termo circunstanciado de ocorrência (TCO); 
 Em regra, não haverá prisão em flagrante e nem se exigirá fiança nas infrações de 
menor potencial ofensivo, SALVO no caso de recusa do indiciado em assinar o TCO; 
 Não se aplica os institutos despenalizadores do Jecrim: 
 Crimes militares; 
 Crimes que envolve violência doméstica e familiar contra a mulher; 
 Concurso de crimes em que a pena ultrapassa 2 anos; 
DICA 217 
COMPOSIÇÃO DOS DANOS CIVIS 
 Instituto destinado à reparação dos danos; 
 Será reduzida a escrito e homologada pelo Juiz; 
 A sentença será IRRECORRÍVEL; 
 A sentença servirá como título executivo a ser executado no juízo civil; 
 O acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação; 
 Se a ação penal for pública, a composição não acarreta a extinção da punibilidade; 
 Não havendo a composição dos danos, poderá ser oferecida a representação para 
seguimento do procedimento. 
DICA 218 
TRANSAÇÃO PENAL 
 Havendo representação nas ações condicionadas ou nas ações públicas; 
 Acordo proposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO; 
 
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 118 
 Para aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa; 
 Aceita a proposta, será submetida ao juiz; 
A homologação do acordo não gera reincidência; 
 A homologação do acordo impede novo acordo em 05 anos. 
Tome nota! 
 Não caberá transação penal 
 Autor condenado por sentença definitiva por CRIME a pena privativa de liberdade; 
 Autor ter sido beneficiado com acordo nos últimos 5 anos; 
 Não for a medida indicada em razão dos antecedentes, conduta social, 
personalidade do agente, motivos e circunstâncias da infração; 
DICA 219 
SUSPENSÃO DO PROCESSO 
 Caberá o chamado SURSIS PROCESSUAL: 
 Crimes com pena mínima igual ou inferior a 1 ano; 
 Suspensão do processo por 2 a 4 anos; 
 Proposto pelo Ministério Público; 
 Se o autor não estiver sendo processado; 
 Se o autor não tiver sido condenado por outro crime. 
 Fique atento! Condições da suspensão condicional do processo 
 Aceitando a proposta, o autor deverá: 
 Reparar o dano, EXCETO se não puder; 
 Se abster de frequentar lugares indicados pelo juiz; 
 Não se ausentar da comarca em que reside sem autorização do juiz 
 Comparecer em juízo mensalmente para informar e justificar suas atividades; 
 Cumprir outras condições adequadas determinadas pelo juiz. 
DICA BÔNUS 
REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA E FACULTATIVA 
 Na suspensão condicional do processo, durante o período de prova (2 a 4 anos), o 
autor tem que cumprir as medidas determinadas na decisão; 
 
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 119 
 Caso ele não cumpra alguma das condições, a suspensão PODERÁ ou DEVERÁ ser 
revogada; 
 São hipóteses de revogação OBRIGATÓRIA (será): 
 Ser processado por outro CRIME durante o período de suspensão; 
 Não reparar o dano SEM motivo justificável; 
 São hipóteses de revogação FACULTATIVA (poderá): 
 Ser processado por CONTRAVENÇÃO durante o período de suspensão; 
 Descumprir qualquer outra condição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 120 
DIREITO DO TRABALHO 
DICA 220 
SITUAÇÕES QUE IMPEDEM A EQUIPARAÇÃO SALARIAL 
O direito não é uma matéria exata, portanto, é bastante comum que haja situações de 
exceções em várias áreas. No que diz respeito à equiparação salarial, há situações aonde 
não é possível termos a equiparação salarial. Que tal vermos que situações são estas? 
 Quando existe um quadro de carreira ou de plano de cargos e salários: O 
empregador não tem a obrigação de instituir um quadro de carreira ou um plano de cargo 
e salários. Mas caso faça, por causa da normatização do art. 461, § 2º, da CLT, não se 
pode falar em equiparação salarial. Vejamos o que diz este artigo: 
Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo 
empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem 
distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade. 
§ 2o Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal 
organizado em quadro de carreira ou adotar, por meio de norma interna da empresa ou 
de negociação coletiva, plano de cargos e salários, dispensada qualquer forma de 
homologação ou registro em órgão público. 
 Cuidado: No caso de empregados de sociedades de economia mista, o TST entende o 
seguinte: 
SÚMULA 455 DO TST 
“À sociedade de economia mista não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. 
37, XIII, da CF/1988, pois, ao admitir empregados sob o regime da CLT, equipara-se a 
empregador privado, conforme disposto no art. 173, § 1º, II, da CF/1988”. 
 Readaptação de função: O nosso proíbe que o empregado readaptado, que está no 
exercício de nova atividade, sirva de paradigma para fins de equiparação salarial. Em 
outras palavras: O salário da pessoa em readaptação funcional, quer seja por motivo de 
deficiência física ou de deficiência mental que seja devidamente atestada pela Previdência 
Social, NÃO pode ser invocado para fins de equiparação. Veja o dispositivo a seguir: 
“Art. 461 da CLT: Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao 
mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual 
salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade. 
§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou 
mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de 
paradigma para fins de equiparação salarial.” 
DICA 221 
PONTOS IMPORTANTES SOBRE A OIT 
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a instituição mundial responsável 
pela elaboração e supervisão da aplicação das normas internacionais do 
 
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 121 
trabalho. Faz parte da ONU, como um órgão, embora tenha personalidade jurídica 
própria. 
 Os quatro objetivos estratégicos da Agenda de Trabalho Decente da OIT são: 
 Definir e promover normas e princípios e direitos fundamentais no trabalho; 
 Criar maiores oportunidades de emprego e renda decentes para mulheres e homens; 
 Melhorar a cobertura e a eficácia da proteção social para todos; 
 Fortalecer o tripartimos e o diálogo social. 
 Importante: A OIT adotou a Declaração da Filadélfia como anexo da sua Constituição. 
DICA 222 
SINDICATO E O REGISTRO NO MTE 
 Sindicato precisa estar registrado no MTE? 
 Sim, existe a obrigação do sindicato de estar devidamente registrado no MTE, pois 
somente assim ele ganhará a sua personalidade jurídica. Vejamos o que a lei afirma sobre 
este assunto: 
“Art. 8º da CF/88: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação 
de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a 
interferência e a intervenção na organização sindical;” 
Inclusive, uma decisão do TST decidiu que sindicato sem registro no MTE não tem 
direito a repasses. Você pode conferir a decisão com detalhes maiores no site do TST, 
mais precisamente falando, no processo RR - 172-88.2010.5.04.0701. 
DICA 223 
RESPONSABILIDADE PRÉ-CONTRATUAL 
 Imagine a seguinte situação: Um empregador que contata, via LinkedIn, um 
profissional, fazendo as devidas tratativas pré-contratuais. Este profissional se muda de 
sua cidade para a cidade aonde está o empregador, mas ao chegar lá o empregador lhe 
avisa que contratou outro profissional. Este empregador possui alguma responsabilidade 
neste momento pré-contratual? A resposta é sim. 
O ressarcimento pelo dano ocasionado pelo rompimento poderá ser exigido a partir do 
momento em que a parte prejudicada comprovar que confiou nas tratativas e realizou 
gastos (como no nosso exemplo acima, aonde o profissional se mudou de cidade) ou até 
mesmo deixou de aceitar proposta mais vantajosa. Tal responsabilização se dará nos 
termos de art. 465 do Código Civil. 
DICA 224 
FALTAS GRAVES FORA DO ARTIGO 482 DA CLT 
 Que tal vermos as possibilidades de faltas graves (que ensejam dispensa por justa 
causa) fora das listadas no art.482 da CLT: 
 Greves abusivas; 
 
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 122 
 Declaração fraudulenta de itinerário; 
 A recusa injustificada do uso do EPI (equipamento de proteção individual); 
 Motorista profissional que não se submeter a teste e programa de controle de drogas e 
de bebida alcoólica. 
E como este assunto pode cair na minha prova? 
QUESTÃO SIMULADA: 
José é um motorista profissional da empresa Ônibus Feliz e Contente LTDA, fazendo 
trajetos interestaduais, nos estados da Região Sul do Brasil. Recentemente, a empresa 
em questão solicitou que todos os seus motoristas profissionais fizessem um teste de 
controle de drogas, mas José se recusou, pois faz uso de substâncias ilícitas, fato este 
desconhecido pelo seu empregador. Diante da sua recusa a empresa o demitiu por 
justa causa. Sabendo disto e do que dispõe nosso ordenamento jurídico, a atitude da 
empresa em dispensar José foi: 
a) Correta 
b) Incorreta, já que está fora das possibilidades listadas no art.482 da CLT 
c) Incorreta, pois a OIT veda este tipo de dispensa 
d) Incorreta, pois motoristas profissionais podem se recusar a se submeter a teste e 
programa de controle de drogas e de bebida alcoólica. 
RESPOSTA: Letra A. 
COMENTÁRIO: Art. 235 – B, VII, e parágrafo único da CLT. 
DICA 225 
NOVIDADE LEGISLATIVA- LEI 14.289/2022 
Olha aí uma novidade bastante recente: A normatização da Lei 14.289/2022. Esta lei traz 
a disposição sobre a obrigatoriedade de preservação do sigilo sobre a condição de pessoa 
que vive com infecção pelos vírus da imunodeficiência humana (HIV) e das hepatites 
crônicas (HBV e HCV) e de pessoa com hanseníase e com tuberculose, nos casos que 
estabelece. Em outras palavras: vedada a divulgação, pelos agentes públicos ou 
privados, de informações que permitam a identificação da condição de pessoa que vive 
com infecção pelos vírus da imunodeficiência humana (HIV) e das hepatites crônicas (HBV 
e HCV) e de pessoa com hanseníase e com tuberculose, nos seguintes âmbitos: 
 serviços de saúde; 
 estabelecimentos de ensino; 
 locais de trabalho; → Lembrandoque já falamos em uma dica anterior sobre 
dispensa discriminatória, sendo esta lei de suma importância nestes casos. 
 administração pública; 
 segurança pública; 
 processos judiciais; 
 
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 123 
 mídia escrita e audiovisual. 
Percebeu que a proibição se dá também local de trabalho e processos judiciais? Isto quer 
dizer, por exemplo, que quando você for advogado e tiver como cliente for uma pessoa 
soropositiva, você poderá pedir sigilo no processo. 
DICA 226 
CONSÓRCIO DE EMPREGADORES 
 Quando ocorre? Ocorre quando há duas ou mais pessoas físicas reunidas, celebrando 
um acordo para que todos possam usufruir da mão de obra da mesma pessoa empregado. 
Nestes casos, é sempre importante frisar que todos os empregadores responderão de 
forma solidária pelos créditos trabalhistas dos empregados. Uma dúvida que geralmente 
surge é se o consórcio de empregadores é aplicado também para empregadores urbanos, 
visto que sua previsão é para empregadores rurais. A resposta é sim, não há proibições 
para que o Consórcio de Empregadores seja aplicado também em relação aos 
empregadores urbanos. 
Lei 8.212 art. 25-A: “Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio 
simplificado de produtores rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas 
físicas, que outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores 
para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, mediante 
documento registrado em cartório de títulos e documentos”. 
DICA 227 
INJEÇÕES NA FARMÁCIA: INSALUBRIDADE 
 Aplicar injeções em farmácia é atividade insalubre? 
Sim, em uma decisão muito recente, o TST decidiu que a aplicação de injeções em 
farmácia é considerada atividade insalubre, visto que a exposição rotineira a agentes 
biológicos dá direito ao adicional de insalubridade. Inclusive, que o grau desta 
insalubridade é médio. Também é importante que você saiba mesmo o profissional aqui 
tratado esteja utilizando o EPI, ainda assim é devido o adicional de insalubridade. 
DICA 228 
DEMISSÃO POR WHATSAPP GERA DANO MORAL 
Esta questão levanta certos debates, mas nosso objetivo é trazer aqui uma decisão 
importante do TST sobre este assunto. Neste caso aqui tratado, o empregador, em 
período anterior à pandemia de coronavírus, mandou para a empregada doméstica a 
seguinte mensagem via aplicativo de mensagens: “Bom dia. Você está demitida. Devolva 
as chaves e o cartão da minha casa. Receberá contato em breve para assinar 
documentos”. 
O TST julgou o teor das mensagens e a forma como se deu como ofensiva, mostrando 
falta de respeito à dignidade humana, não se justificando nem mesmo em nome dos 
avanços tecnológicos e de meios de comunicação virtuais. 
 
 
 
 
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 124 
DICA 229 
CATEGORIA DIFERENCIADA 
 O que é uma categoria diferenciada? De uma forma bastante resumida, a categoria 
diferenciada é a formada pela união de empregados, que tenham uma profissão 
devidamente regulamentada por legislação específica ou que estejam no quadro do 
art. 511, § 3º, da CLT. E o que afirma este artigo? Vamos ver: 
“Art. 511. ... § 3º Categoria profissional diferenciada é a que se forma dos 
empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto 
profissional especial ou em consequência de condições de vida singulares.” 
 Sabendo disto, que tal vermos alguns exemplos de categorias diferenciadas: 
 desenhistas técnicos; 
 artísticos; 
 industriais; 
 publicitários; 
 secretárias; 
 técnicos de segurança do trabalho; 
 trabalhadores em movimentação de mercadoria em geral entre outros. 
DICA 230 
SÚMULAS IMPORTANTES SOBRE JORNADA DE TRABALHO 
SÚMULA 60 
ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO 
DIURNO (incorporada a Orientação Jurisprudencial n. 6 da SBDI-I) – Res. 129/2005, 
DJ 20, 22 e 25-4-2005. I – O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o 
salário do empregado para todos os efeitos. (ex-Súmula n. 60 – RA 105/1974, DJ 24-
10-1974) II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada 
esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 
5º, da CLT. (ex-OJ n. 6 da SBDI-I – inserida em 25-11-1996) 
SÚMULA 366 
CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E 
SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO (nova redação) – Res. 197/2015, DEJT 
divulgado em 14, 15 e 18-5-2015. Não serão descontadas nem computadas como 
jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes 
de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se 
ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que 
exceder a jornada normal, pois configurado tempo à disposição do empregador, não 
importando as atividades desenvolvidas pelo empregado ao longo do tempo residual 
 
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 125 
(troca de uniforme, lanche, higiene pessoal etc.). 
SÚMULA Nº 338 DO TST 
JORNADA DE TRABALHO. REGISTRO. ÔNUS DA PROVA (incorporadas as Orientações 
Jurisprudenciais nºs 234 e 306 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005 
I - É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro da 
jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. 
A não-apresentação injustificada dos controles de freqüência gera presunção relativa 
de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário. 
(ex-Súmula nº 338 – alterada pela Res. 121/2003, DJ 21.11.2003) 
II - A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em 
instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário. (ex-OJ nº 234 da 
SBDI-1 - inserida em 20.06.2001) 
III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são 
inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas 
extras, que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não 
se desincumbir. (ex-OJ nº 306 da SBDI-1- DJ 11.08.2003) 
 
DICA 231 
O PEDIDO DE DEMISSÃO ANTES DA DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS NÃO AFASTA 
DIREITO À PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS 
Isso mesmo. Em uma decisão bastante recente, o TST decidiu que o pedido de demissão 
feito em período anterior da distribuição dos lucros não afasta direito do empregado 
demitido à participação nos lucros e resultados (PLR), pois o pagamento desta parcela não 
é condicionado à vigência do contrato de trabalho. 
Inclusive, o próprio TST já pacificou este assunto. Veja: 
SÚMULA Nº 451 DO TST 
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. RESCISÃO CONTRATUAL ANTERIOR À 
DATA DA DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS. PAGAMENTO PROPORCIONAL AOS MESES 
TRABALHADOS. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. (conversão da Orientação Jurisprudencial 
nº 390 da SBDI-1) – Res. 194/2014, DEJT divulgado em 21, 22 e 23.05.2014. 
DICA 232 
MEDIAÇÃO PRÉ-PROCESSUAL 
Foram normatizadas no ano 2016 no TST por intermédio do Ato TST.GP 168/2016, a 
mediação e a conciliação pré-processual em dissídios coletivos visam evitar o ajuizamento 
de dissídios. Isto quer dizer basicamente que para ter acesso ao apoio do juiz, não é 
preciso ajuizar uma ação trabalhista. 
 
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 126 
O funcionamento da mediação é bastante simples e relativamente parecido com uma 
audiência de conciliação. O magistrado vai fazer a mediação, tentando fazer com que as 
partes entre em um acordo que seja bom para todas as partes ali presentes. Lembrandoque por causa da pandemia, as mediações estão sendo por videoconferência. 
DICA 233 
LEI DA TERCEIRIZAÇÃO 
A Lei da Terceirização é a Lei 13.429/2017, e é preciso que você saiba que a prestação de 
serviços a terceiros é a transferência, pela contratante, da execução de qualquer 
atividade, até mesmo a atividade principal, a pessoa jurídica de direito privado prestadora 
de serviços com capacidade econômica compatível com a sua execução. 
 Sabendo disto, é importante também que você saiba que não existe obrigatoriedade de 
equiparação salarial em caso de terceirização. E quais são os requisitos para o 
funcionamento da empresa de prestação de serviços a terceiros? São os seguintes: 
 prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); 
 registro na Junta Comercial; 
 capital social compatível com o número de empregados, observando-se os seguintes 
parâmetros: 
a) empresas com até dez empregados - capital mínimo de R$ 10.000,00 (dez mil reais); 
b) empresas com mais de dez e até vinte empregados - capital mínimo de R$ 25.000,00 
(vinte e cinco mil reais); 
c) empresas com mais de vinte e até cinquenta empregados - capital mínimo de R$ 
45.000,00 (quarenta e cinco mil reais); 
d) empresas com mais de cinquenta e até cem empregados - capital mínimo de R$ 
100.000,00 (cem mil reais); e 
e) empresas com mais de cem empregados - capital mínimo de R$ 250.000,00 
(duzentos e cinquenta mil reais).” 
 OBS.: Uma empresa terceirizada poderá fazer a subcontratação outras empresas para 
prestar serviços? Pode sim, o art. 4º-A, § 1º da Lei n. 6.019/74 permite a subcontratação 
de outras empresas para prestar de serviços. E mais: A responsabilidade entre estas 
empresas será subsidiária. 
DICA 234 
AUXÍLIO-INCLUSÃO 
 Este é um novo tipo de auxilio de teor previdenciário. A previsão legal dele está no 
Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015). Vamos ver a 
seguir: 
Art. 94: “Terá direito a auxílio-inclusão, nos termos da lei, a pessoa com deficiência 
moderada ou grave que: 
 receba o benefício de prestação continuada previsto no art. 20 da Lei nº 8.742, de 7 
de dezembro de 1993, e que passe a exercer atividade remunerada que a enquadre como 
segurado obrigatório do RGPS; 
 
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 127 
 tenha recebido, nos últimos 5 (cinco) anos, o benefício de prestação continuada 
previsto no art. 20 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, e que exerça atividade 
remunerada que a enquadre como segurado obrigatório do RGPS”. 
QUESTÃO, 2018: 
Antônio é pessoa com deficiência moderada e recebe o benefício de prestação 
continuada previsto no art. 20 da Lei n° 8.742/1993. Acontece que Antônio passou a 
exercer atividade remunerada que o enquadra como segurado obrigatório do RGPS 
(Regime Geral de Previdência Social). Nesse caso, de acordo com o previsto na Lei 
n° 13.146/2015, Antônio 
a) não terá direito a qualquer auxílio, já que passou a exercer atividade remunerada. 
b) terá direito a auxílio-inclusão, nos termos da lei. 
c) não terá direito a auxílio inclusão, já que acumulará seu benefício de prestação 
continuada com a remuneração de sua atividade. 
d) terá direito a auxílio inclusão, desde que opte por não se submeter ao Regime 
Geral de Previdência Social. 
e) terá direito a cumular metade de seu benefício de prestação continuada com a 
remuneração de sua atividade. 
RESPOSTA: Letra B. 
DICA 235 
FALTA DE PRIVACIDADE PODE GERAR DIREITO À INDENIZAÇÃO PARA O 
EMPREGADO? 
A privacidade é um direito muito básico no Estado Democrático de Direito em que 
vivemos, pois ela gera a individualidade que todos precisam, todavia o que acontece 
quando o empregador viola este direito do seu empregado? Recentemente o TST decidiu 
que um frigorífico deverá indenizar um de seus empregados, pois este era obrigado a 
transitar em roupas íntimas na troca das vestimentas na chamada barreira sanitária. Vale 
a pena salientar aqui na visão do TST, este caso não é um mero aborrecimento, como a 
instância que julgou anteriormente. 
Violação de privacidade no ambiente laboral não é mero aborrecimento para o TST. 
Também é muito importante destacar que a violação da privacidade atenta vários 
princípios da nossa CF/88, dentre eles o da dignidade da pessoa humana. 
DICA 236 
TIPOS DE EPI’S 
 Os EPIs se dividem em 9 categorias: 
 proteção da cabeça: capacete, capuz ou balaclava; 
 proteção dos olhos e face: óculos, protetor facial, máscara de solda; 
 proteção auditiva: protetor auditivo circum-auricular, de inserção, ou semi-auricular; 
 
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 proteção respiratória: respirador purificador de ar não motorizado ou motorizado; de 
adução de ar, ou de fuga; 
 proteção do tronco: vestimentas para proteção, colete à prova de balas; 
 proteção dos membros superiores: luvas, creme protetor, manga, braçadeira, dedeira; 
 proteção dos membros inferiores: calçados para proteção, meia, perneira, calça; 
 proteção do corpo inteiro: macacão; vestimentas de corpo inteiro; 
 proteção contra quedas com diferença de nível: cinturão de segurança com dispositivo 
trava-queda, cinturão de segurança com talabarte. 
DICA 237 
EMPREGADO QUE É EXPOSTO AO CALOR EXTREMO POSSUI DIREITO A 
INTERVALO DE CONFORTO TÉRMICO 
Neste caso, ficou decidido recentemente pelo TST que Embrapa deveria pagar ao seu 
empregado horas extras pela não concessão de intervalos para que este pudessem ter um 
descanso térmico, visto que exposto ao calor extremo, acima do considerado ideal em 
norma regulamentadora, e tal decisão pode ser vista no RR-240-63.2019.5.06.0411 . 
Importante destacar que o empregado em questão trabalhava em céu aberto, e que no 
entendimento do TST, o ambiente em questão era insalubre pela ação do agente calor 
acima dos limites de tolerância, devendo o empregado realizar um regime de 15 minutos 
de trabalho e 45 de descanso, intervalo este que lhe foi suprimido. 
DICA 238 
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO 
O Ministério Público possui um papel de suma importância na justiça trabalhista, 
sendo inclusive responsabilidade do Ministério Público do Trabalho suprir a incapacidade 
processual dos menores desassistidos. 
ATENÇÃO! 
Apesar deste caráter judicial, saiba que o MPT tem sim atuação na esfera extrajudicial 
também. 
 Lembrando que são órgãos do Ministério Público do Trabalho: 
 o Procurador-Geral do Trabalho; 
 o Colégio de Procuradores do Trabalho; 
 o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho; 
 a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho; 
 a Corregedoria do Ministério Público do Trabalho; 
 os Subprocuradores-Gerais do Trabalho; 
 
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 129 
 os Procuradores Regionais do Trabalho; 
 os Procuradores do Trabalho. 
 IMPORTANTE: Nas ações civis públicas que não forem propostas pelo Ministério 
Público, é obrigatória a intervenção dele como fiscal da lei, conforme normatizado no § 1º, 
do artigo 5º, da Lei 7.347/85 
E olha, a banca já cobrou recentemente este assunto: 
QUESTÃO FGV, 2021. 
Após ser alvo de um inquérito civil junto ao Ministério Público do Trabalho – MPT, 
tendo sido investigada pela prática de suposta irregularidade, a sociedade 
empresária Vida Global assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT 
para sanar o problema e evitar a judicialização daquela situação, o que poderia 
abalar sua credibilidade perante os investidores nacionais e estrangeiros. 
Ocorre que a sociedade empresária não cumpriu o que foi estipulado no TAC, seja no 
tocante à obrigação de fazer, seja no pagamento de multapelo dano moral coletivo. 
Diante dessa situação, e de acordo com os termos da CLT, assinale a afirmativa 
correta. 
a) O parquet deverá propor execução de título judicial. 
b) O MPT deverá ajuizar execução de título extrajudicial. 
c) A ação própria para a cobrança será o inquérito judicial. 
d) O MPT deverá propor reclamação trabalhista pelo rito ordinário. 
Resposta: Letra B 
Comentário: Os Termos de Ajuste de Conduta (TACs) celebrados diante do Ministério 
Público do Trabalho são títulos executivos extrajudiciais, podendo ser executados 
diretamente na presença da Justiça do Trabalho, sendo desnecessário o ajuizamento 
de ação trabalhista para tanto (art. 876, caput, da CLT). 
Na forma do art. 877-A CLT, é competente para a execução de título executivo 
extrajudicial o juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à 
matéria. 
Ponto chave para resolver: A questão fala em evitar a judicialização, logo, já impõe a 
ideia de uma solução extrajudicial. 
DICA 239 
ABOLIÇÃO DO TRABALHO FORÇADO 
 Na 40ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho, foi aprovada a Convenção n. 
105, no ano de 1957. Convenção veda o trabalho forçado ou obrigatório: 
 como intermédio de coerção ou de educação políticas; 
 como castigo pela expressão de opiniões políticas ou pela manifestação de oposição 
ideológica contrária à ordem política, social ou econômica vigentes; 
 
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 130 
 como método de mobilização e de utilização de mão de obra para fins de fomento 
econômico; 
 como medida de disciplina no trabalho; 
 como castigo por participação em greves; 
 como medida de discriminação racial, social, nacional ou religiosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROCESSO DO TRABALHO 
DICA 240 
PROVAS DIGITAIS NA JUSTIÇA DO TRABALHO 
Podemos utilizar provas digitais na justiça trabalhista? Sim, inclusive ela (a Justiça 
do Trabalho) é pioneira no uso deste tipo de provas, haja vista que existe um 
programa da Justiça do Trabalho chamado Programa Provas Digitais. Importante, ainda, 
salientar que a iniciativa do uso de provas digitais no meio jurídico encontra seu respaldo 
nos artigos 369 e 370 do Código de Processo Civil, bem como também artigo 765 da CLT. 
 Gostaria de um exemplo de prova digital: Um exemplo bastante clássico é a biometria, 
que armazena uma série de informações como por exemplo a entrada e saída dos 
empregados na empresa onde trabalha. Outro exemplo são as postagens em redes 
sociais, aonde já houve um caso de uma empregada que laborava como enfermeira, e 
apresentou um atestado falso para faltar ao trabalho, só que ela tinha postado fotos em 
seu perfil em rede social participando de uma maratona e, com a prova digital, foi 
devidamente confirmada sua demissão por justa causa. 
DICA 241 
EFEITO SUBSTITUTIVO DOS RECURSOS 
 De fácil entendimento: Este efeito é aquele em que a decisão proferida pelo órgão 
ad quem substitui aquela que foi recorrida. Mas só haverá este efeito se o recurso for 
conhecido. 
 INFORMAÇÃO EXTRA: EFEITO TRANSLATIVO. 
Este efeito permite ao Tribunal que matérias que não tenham sido citadas (levantadas) 
sejam julgadas. São o caso das matérias de ordem pública, aquelas matérias que não 
precluem. 
 Ex.: Litispendência, coisa julgada entre outros. Este efeito não caracteriza violação do 
princípio reformatio in pejus. 
DICA 242 
APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DA LEI DE EXECUÇÕES FISCAIS 
Um ponto de suma importância para que você saiba é que, caso haja alguma omissão na 
CLT, primeiramente deve-se ver se há normatização sobre o assunto no qual a CLT é 
omissa na Lei de Execuções Fiscais, e se não houver tal normatização, aí sim aplicar o 
CPC. 
 Art. 899 da CLT: “Aos trâmites e incidentes do processo de execução são aplicáveis, 
naquilo que não contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o processo dos 
executivos fiscais para cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal” . 
DICA 243 
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL 
A substituição processual também é chamada de legitimidade extraordinária ou 
anômala, criando a devida possibilidade de um indivíduo vir a juízo, fazer a postulação 
em nome próprio direito alheio, em autêntica transferência da titularidade do direito de 
ação. dá à parte legitimidade extraordinária e assim o substituto poderá fazer a prática de 
todos os atos processuais, como a apresentação da petição inicial. 
 
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 IMPORTANTE: O TST vem entendendo a favor do posicionamento da substituição 
processual passiva quando o sindicato figurar enquanto réu na ação rescisória proposta 
em face de decisão proferida em processo no qual tenha atuado. 
DICA 244 
PROTESTO JUDICIAL 
É importante que você saiba que a decisão judicial transitada em julgado pode ser levada 
a protesto. E mais: Para efetivar o protesto, cabe ao exequente fazer a apresentação da 
certidão de teor da decisão, conforme normatizado no art. 517, § 1º, do CPC. 
O protesto pode ser cancelado? Sim, a requerimento do executado, o protesto será 
cancelado por determinação do juiz, mediante ofício a ser expedido ao cartório, no 
prazo de 3 (três) dias, contado da data de protocolo do requerimento, desde que 
comprovada a satisfação integral da obrigação, conforme normatizado no art. 517, § 4° 
do CPC. 
 INFORMAÇÃO IMPORTANTE: O protesto judicial interrompe a prescrição. Veja: 
OJ-SDI1-392. PRESCRIÇÃO. INTERRUPÇÃO. AJUIZAMENTO DE PROTESTO JUDICIAL. 
MARCO INICIAL. O protesto judicial é medida aplicável no processo do trabalho, por 
força do art. 769 da CLT, sendo que o seu ajuizamento, por si só, interrompe o prazo 
prescricional, em razão da inaplicabilidade do § 2º do art. 219 do CPC, que impõe ao 
autor da ação o ônus de promover a citação do réu, por ser ele incompatível com o 
disposto no art. 841 da CLT. 
DICA 245 
PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE OU CONVERSIBILIDADE 
O princípio da fungibilidade permite que o magistrado aceite um recurso quando o 
correto seria aceitar outro, entretanto desde que haja dúvida na doutrina ou 
jurisprudência sobre qual seria o correto a ser utilizado. É necessário que o recurso 
interposto não seja um erro grosseiro, bem como obedecer ao prazo do recurso cabível. 
Inclusive, em uma decisão muito importante, o TST decidiu não aplica princípio da 
fungibilidade quando há erro grosseiro na escolha do recurso. 
 É importante que no caso de um recurso ter sido erroneamente interposto, é preciso 
que não tenha havido má fé da parte que o interpôs. 
SÚMULA 272 DO STF 
Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão denegatória de 
mandado de segurança. 
DICA 246 
PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, que 
deverá ser nomeado pelo Presidente da República. E mais: Para que este seja 
destituído, por iniciativa do Presidente da República, que antes mesmo deverá ter 
autorização da maioria absoluta do Senado Federal, em uma votação secreta. E mais: O 
procurador-geral tem suas funções do Ministério Público junto aos outros tribunais 
 
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superiores do país: O STF e o STJ. Também atua em conjunto do Tribunal Superior 
Eleitoral (TSE). 
 Cuidado para não confundir a figura do Procurador- Geral da República com 
procurador-geral do Trabalho, sendo este último nomeado pelo Procurado-Geral da 
República. 
DICA 247 
DIREITO DE SINDICALIZAÇÃO E DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA 
 Na 32ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho, foi aprovada a Convenção n. 
98, tendo esta convenção como finalidade: 
 proteger os direitos sindicais dos trabalhadores em relação aos respectivos 
empregadores e suas organizações; 
 assegurar a independência das associações de trabalhadores em face das de 
empregadores, e vice-versa; 
 fomentar a negociação coletiva como solução ideal para os conflitos coletivos de 
trabalho. 
DICA 248 
EFEITO SUSPENSIVO DOS RECURSOS 
Não é regra no processo trabalhista, sendo a regra que seja de efeito devolutivo. 
Havendo efeito suspensivo, aquela decisão não pode ser executada. Em outras palavras: 
Este efeito suspensivo impede que a decisão seja cumprida de imediato, adiando a eficácia 
da decisão no juízo a quo. Veja o que a Súmula 414, I do TST: 
SÚMULA 414, I DO TST 
A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do 
mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação 
cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. 
 A aplicação do CPC aqui é subsidiária. 
DICA 249 
TÍTULOS EXECUTIVOS TRABALHISTAS JUDICIAIS E EXTRAJUDICIAIS 
 O art. 876 da CLT traz a disposição destes títulos: 
a) judiciais: 
 sentenças transitadas em julgado; 
 sentenças sujeitas a recurso desprovido de efeito suspensivo; 
 acordos judiciais não cumpridos; 
b) extrajudiciais: 
 termos de compromisso de ajustamento de conduta firmados perante; 
 
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 134 
 Ministério Público do Trabalho; 
 termos de conciliação firmados perante a comissão de conciliação prévia. 
DICA 250 
LEILÃO 
Na fase de execução, é possível que, para satisfazer o direito do credor, os bens do 
executado sejam alienados em leilão. Vejamos o que CPC diz: 
"Art. 895. O interessado em adquirir o bem penhorado em prestações poderá 
apresentar, por escrito: 
I - até o início do primeiro leilão, proposta de aquisição do bem por valor não inferior ao 
da avaliação; 
II - até o início do segundo leilão, proposta de aquisição do bem por valor que não seja 
considerado vil. 
§ 1°A proposta conterá, em qualquer hipótese, oferta de pagamento de pelo menos 
vinte e cinco por cento do valor do lance à vista e o restante parcelado em até 30 
(trinta) meses, garantido por caução idônea, quando se tratar de móveis, e por hipoteca 
do próprio bem, quando se tratar de imóveis. 
§ 2° As propostas para aquisição em prestações indicarão o prazo, a modalidade, o 
indexador de correção monetária e as condições de pagamento do saldo. 
§ 3. º (VETADO). 
§ 4° No caso de atraso no pagamento de qualquer das prestações, incidirá multa de dez 
por cento sobre a soma da parcela inadimplida com as parcelas vincendas. 
§ 5° O inadimplemento autoriza o exequente a pedir a resolução da arrematação ou 
promover, em face do arrematante, a execução do valor devido, devendo ambos os 
pedidos ser formulados nos autos da execução em que se deu a arrematação. 
§ 6° A apresentação da proposta prevista neste artigo não suspende o Leilão. 
§ 7° A proposta de pagamento do lance à vista sempre prevalecerá sobre as propostas 
de pagamento parcelado. 
§ 8° Havendo mais de uma proposta de pagamento parcelado: 
I - em diferentes condições, o juiz decidirá pela mais vantajosa, assim compreendida, 
sempre, a de maior valor; 
II- em iguais condições, o juiz decidirá pela formulada em primeiro lugar. 
 
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 135 
§ 9° No caso de arrematação a prazo, os pagamentos feitos pelo arrematante 
pertencerão ao exequente até o limite de seu crédito, e os subsequentes, ao 
executado". 
 OBS.: Leilão obedece ao princípio da publicidade? Sim, já que art. 888 da CLT 
normatiza que a arrematação dos bens deve ser anunciada por intermédio de um edital a 
ser afixado na sede do juízo ou tribunal e publicado no jornal local, caso haja, com um 
tempo de antecedência de 20 dias. 
DICA 251 
DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO- EXCEÇÕES 
 Como tudo no direito, há exceções em muitos casos jurídicos. Tenha atenção com um 
ponto de suma importância: Não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão fundada 
em: 
 súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; 
 acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho 
em julgamento de recursos repetitivos; 
 entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de 
assunção de competência; 
 entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo 
do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. 
 Tudo isto está disposto na Súmula 303 do TST. 
DICA 252 
SÚMULAS VINCULANTES DO STF 
SÚMULA VINCULANTE 4 
Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado 
como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de 
empregado, nem ser substituído por decisão judicial. 
SÚMULA VINCULANTE 22 
A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização 
por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por 
empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença 
de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional n. 
45/04. 
SÚMULA VINCULANTE 23 
A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada 
em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa 
privada. 
 
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 136 
SÚMULA VINCULANTE 25 
É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do 
depósito. 
SÚMULA VINCULANTE 40 
A contribuição confederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição Federal, só é 
exigível dos filiados ao sindicato respectivo. 
SÚMULA VINCULANTE 53 
A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição 
Federal alcança a execução de ofício das contribuições previdenciárias relativas ao 
objeto da condenação constante das sentenças que proferir e acordos por ela 
homologados. 
DICA 253 
A LGPD PODE SER CITADA EM PROCESSOS TRABALHISTAS 
Antes de tudo, a Lei Geral de Proteção de Dados já está vigente em nosso ordenamento 
jurídico, e nada impede que uma questão da prova aborde a LGPD. 
Será que ela pode estar presente no processo do trabalho? A resposta é sim. Em 
um caso recente a LGPD foi usada para pedir acesso a folhas de ponto. A defesa 
argumentou que o documento pertence à trabalhadora e, com base na norma, ela deve 
ter a posse e ciência do seu conteúdo. 
Ademais, em uma notícia recente, foi afirmado que a Lei Geral de Proteção de Dados 
foi citada em 139 ações trabalhistas. Ou seja, este uso da lei tende a cada vez mais 
crescer. Um caso muito importante foi de uma professora que, com base na LGPD, alegou 
que, por conta das aulas online, estava tento violados os seus direitos trabalhistas e de 
personalidade, pois o empregador pretende armazenar as videoaulas, mas sem observar o 
dever de transparência e, por consequência, vários outros direitos previstos na LGPD. 
DICA 254 
EFEITO DEVOLUTIVO DOS RECURSOS 
Como o próprio nome já deixa nítido, transfere do juízo a quo para o juízo ad quem a 
matérias que foram impugnadas para que o juízo a quem modifique ou tenha uma 
nova decisão sobre aquela matéria impugnada. Em outras palavras: Transfere da 
vara para o TRT ou do TRT para o TST as matérias que as partes não se conformamcom a 
decisão ali proferida. 
Art. 899 da CLT: “Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito 
meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução 
provisória até a penhora. “ 
Quanto à sua extensão, o órgão ad quem só poderá julgar o que foi pedido, que foi objeto 
do recurso. Exemplo: Uma pessoa recorre, em um Recurso Ordinário, pedindo adicional de 
insalubridade e adicional noturno, e o órgão ad quem só poderá julgar o adicional de 
insalubridade e o adicional noturno. 
 
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 137 
DICA 255 
NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA 
 O art. 5° da Lei 12.016/2009 estabelece que: 
"Art. 5°: Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
 de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
 de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
 de decisão judicial transitada em julgado". 
 E mais: 
 SÚMULA 267 DO STF 
Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. 
DICA 256 
LIQUIDAÇÃO PÓS REFORMA TRABALHISTA 
A liquidação é necessária para que os valores sejam especificados, como, por 
exemplo, horas extras e FGTS, e esta especificação inclui também as contribuições 
previdenciárias. Lembrando sempre que se uma das partes não concordar com os valores 
apresentados pela outra, terá um prazo de 8 dias para questionar, o que se chama de 
impugnação de cálculos. 
 E mais: Se a diferença entre os valores apresentados pelo reclamante ou pelo 
reclamado for grande, o juiz poderá entender a necessidade da nomeação de um perito. 
DICA 257 
PAGAMENTO NO PROCESSO TRABALHISTA 
Se o processo for encerrado por intermédio de um acordo, o pagamento acontecerá nos 
termos a serem homologados pelo magistrado. 
Se não for por acordo, só acontecerá depois da sentença de execução, aonde o juiz 
fixará o valor da dívida trabalhista. E mais: O pagamento se dará por meio de 
depósito em uma conta judicial. Caso o devedor não possua dinheiro, a justiça tem uma 
série de convênios buscar bens que possam garantir o pagamento, como por exemplo o 
Bacenjud. 
DICA 258 
TUTELA PROVISÓRIA NA AÇÃO CIVIL PÚBLICA 
 A Lei 7 .347 /1985, em seus arts. 4.º e 12, deu a possibilidade da parte propor uma 
ação cautelar anteriormente à ação civil pública. Vejamos a seguir o que estes artigos 
dizem: 
Art. 4°: Poderá ser ajuizada ação cautelar para os fins desta Lei, objetivando, inclusive, 
evitar o dano ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem urbanística ou aos bens e 
direitos de valor artísticos, estético, histórico, turístico e paisagístico. 
 
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 138 
( ... ) Art.12: Poderá o Juiz conceder mandado liminar, com ou sem justificação prévia, 
em decisão sujeita a agravo". 
DICA 259 
PROGRAMA NACIONAL DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO 
Nascido de uma iniciativa do TST e Conselho Superior da Justiça do Trabalho, em parceria 
com diversas instituições públicas e privadas criaram o programa, com o intuito de 
prevenir acidentes de trabalho. 
 Lembrando sempre que art. 19 da Lei nº 8.213/91, "acidente de trabalho é o que 
ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do 
trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão 
corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, 
permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho".