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Resum� G1 Obrigaçõe�
Conceit� d� obrigaçõe�:
Direito das obrigações é o conjunto de normas jurídicas que regulamentam as obrigações ( vínculo jurídico
entre 2 pessoas mediante o qual uma pessoa é obrigada a realizar uma prestação ( dever) em favor de outra
pessoa.
Essa prestação pode ser de DAR, FAZER OU NÃO FAZER. ex: realizar um pagamento ( dar dinheiro),
construir uma casa ( fazer um serviço), não desmatar um terreno (não fazer)
→ A obrigação tem 2 sujeitos: Um sujeito ativo ( credor) e um sujeito passivo (devedor) = credor e devedor
são sujeitos da obrigação. ( Não necessariamente são apenas 2 pessoas, em uma obrigação podem haver
vários credores/devedores, apenas significa que há dois lados da obrigação.
● Relação jurídica obrigacional:
Vínculo jurídico (obrigação) Obrigação: Vínculo que liga o credor e o devedor.
⇙ ⇘ Devedor: Deve realizar uma prestação.
Credor ⇔ Devedor Credor: tem o direito de receber uma prestação.
O objeto da obrigação é a PRESTAÇÃO ( dar, fazer, não fazer).
A relação jurídica do devedor e o credor é integrada por um direito subjetivo ( direito de exigir de outra
pessoa uma prestação). O credor tem o direito de obrigar o devedor a cumprir a obrigação ajuizando uma
ação.
O juiz pode obrigar o devedor. ex: Obrigação de pagar → penhora valores na conta bancária do devedor.
Obrigação de fazer → fixa multa diária pelo descumprimento. Obrigação de não fazer uma construção →
Demolir a construção.
Para ser uma obrigação, o direito subjetivo ( exigir o cumprimento da obrigação ) deve ter conteúdo
econômico ( direito de crédito) → direitos da personalidade não geram obrigações ( são extrapatrimoniais)
Elementos essenciais:
1- Elemento subjetivo ( credor / devedor)
2- Objeto da obrigação ( prestação )
3- Vínculo jurídico (imaterial)
Fontes das obrigações: Lei, negócio jurídico [ contrato ] e ato ilícito.
1- Fonte imediata / primária: Lei → a Lei gera uma obrigação. ex: lei do pagamento de alimentos
2- Fonte mediata / secundária: Ato jurídico estrito ( ato humano que gera consequências legais –. não
dependem da vontade das partes e não tem intenção negocial. Ex: art 1233 CC), negócio jurídico ( contratos
e atos unilaterais da vontade) e ato ilícito ( atos que violam o direito da pessoa ou causam danos a outrem).
Obrigaçã� d� Dar
Obrigação positiva → exige uma ação do devedor
1) Dar coisa certa: Objeto determinado → definido pela quantidade, gênero e qualidade. Ex. Carro no
estacionamento → estacionamento deve dar ( devolver) o carro para João e não poderá dar outro carro no
lugar.
2) Dar coisa incerta: objeto determinável → definido pela quantidade e pelo gênero, mas não é
determinada a qualidade. ex. João deve dar 1000 ( quantidade ) canetas ( gênero), mas não diz se ela é
esferográfica ou não, não diz a marca e nem a cor das canetas. ( qualidade)
Espécies da prestação das obrigações de dar:
1- Entregar: Entregar algo - transferir o domínio ( propriedade ) da coisa para o credor. ex. venda de veículo.
2- Restituir: Devolver uma coisa que já pertencia ao credor ( não há transferência de domínio ). Ex.
Emprestar
3- Pagar: Prestação pecuniária - pagar um valor para o credor ( pode compreender juros, multas, perdas e
danos, etc) ex. pagar estacionamento.
→ Art. 233) Devedor deve entregar a coisa certa e todos os acessórios dessa coisa certa. Ex. Vendeu o carro
(deve entregar o carro e a câmera de ré instalada.) Isso não diz respeito às pertenças ( bem feito para ser
usado no bem principal mas não é parte integrante do bem principal) –. ex. não precisa dar a cadeirinha bebe
que estava no carro.
→ Art. 234) Perecimento da coisa certa ( antes da entrega do bem / enquanto pendente a condição
suspensiva). Perecimento → perda total
- Sem culpa do devedor: Devedor não tem responsabilidade → extingue-se a obrigação para ambas as
partes. ex. Houve uma enchente e o carro que foi vendido quebrou.
- Com culpa do devedor: Tem responsabilidade → devedor deve ressarcir e indenizar o credor (
equivalente ( valor do bem) + perdas e danos). Ex. devedor deixou o celular cair na privada e ele quebrou (
sem conserto).
→ Art. 235 e 236) Deterioração da coisa certa (antes da entrega / enquanto pendente a condição suspensiva).
Deterioração → perda parcial. Exemplos: O carro sofreu uma colisão leve; o celular quebrou a tela mas tem
conserto; o computador queimou a fonte mas pode ser consertado, etc.
- Sem culpa do devedor ( Art. 235): O Credor poderá: Não aceitar a coisa deteriorada e resolver
(extinguir a obrigação) OU aceitar a coisa deteriorada e abater / receber o valor que perdeu com a
depreciação do bem.
Ex 1. João vendeu seu carro para Maria. João ficou de entregar o carro para Maria no sábado (quanto Maria
pagaria o valor), mas na sexta-feira a noite uma chuva de granizo danificou a lataria do carro de João. Maria
não tem interesse em ficar com o carro danificado, por esse motivo Maria prefere dar por extinta a
obrigação. Sendo assim, João não precisará mais entregar o carro e Maria não precisará pagar o valor.
Ex. 2. Apesar da deterioração do carro, Maria não tem interesse em resolver a obrigação. Sendo assim,
Maria pretende ficar com o veículo de João mas terá direito a abater o valor referente a depreciação do
veículo.
- Com culpa do devedor ( Art. 236): O credor poderá: Não aceitar a coisa deteriorada e pretender
receber o equivalente + perdas e danos OU aceitar a coisa deteriorada + o valor da depreciação + perdas e
danos.
Ex. 1. João é motorista de caminhão e ele comprou, e pagou, um caminhão usado na Loja Delta, a loja ficou
de fazer uma revisão geral no caminhão e entregá-lo no prazo de 48h. João, já contando com a entrega do
caminhão, recebeu várias encomendas de fretes para os próximos dias. Ocorre que, por um descuido do
funcionário da loja, o caminhão sofreu um acidente dentro da própria oficina da Loja Delta que danificou
toda a lateral do caminhão. João não pretende ficar com o caminhão deteriorado, ele prefere receber o valor
corrigido que pagou pelo caminhão + as perdas e danos que sofreu em virtude de não poder realizar os fretes
que havia se comprometido.
Ex. 2. João pretende ficar com o caminhão batido. Nesse exemplo, João pretende receber: caminhão
deteriorado + receber o valor da depreciação do bem + as perdas e danos que sofreu em virtude de não poder
realizar os fretes que havia se comprometido
Art. 237 do CC: se antes da tradição (entrega) do bem, o bem sofrer um melhoramento ou acréscimo, o
Devedor poderá exigir aumento no preço; e se o credor não anuir (aceitar) pagar o aumento, o Devedor
poderá resolver (por fim) a obrigação.
Ex. João vendeu uma égua de raça para Rafael pelo preço de 30 mil reais. Antes de entregar (tradição) a
égua, João descobriu que a égua estava prenha e que iria dar cria. João entendeu que houve um acréscimo no
bem, e pretende pedir um valor maior pela égua. Como a égua está prenha, João quer pela égua o valor de 35
mil reais. Caso Rafael não aceite pagar o aumento do preço, João poderá dar por resolvida a obrigação.
Ex. art. 237, P.U: João vendeu sua fazenda de plantação de laranjas para Rafael, e ficou de transferir o
imovel para Rafael no prazo de 30 dias. Durante esse período de 30 dias, tudo que João colher de laranjas irá
lhe pertencer. No entanto, após a transferência do imovel para Rafael, todas as laranjas que ainda não foram
colhidas pertencerão a Rafael.
Art. 238) Obrigaçã� d� restituir→ devolver uma coisa que pertence ao credor.
Perda da coisa restituível:
- Sem culpa do devedor ART 238: antes da tradição → credor sofrerá a perda e resolve-se a obrigação.
Ex. João alugou seu carro por 10 dias para seu vizinho Rafael. Ao término do prazo de 10 dias, Rafael terá a
obrigação de devolver (restituir) o carro para João. No quinto dia do aluguel do Carro, o veículo de João foi
furtado dentro da garagem de Rafael. Considerando que o carro de João se perdeu sem culpa de Rafael, ele
não será obrigado a devolver o carro ou indenizar João, sendo que a obrigação de restituir o carro será
extinta. joão terá seus direitos assegurados até o diada perda do carro ( Rafael tem que pagar o aluguel pelos
5 dias)
- Com culpa do devedor ART 239: O credor tem direito de receber o equivalente pelo bem + perdas e
danos.
Ex. João alugou seu carro por 10 dias para Rafael. No quinto dia Rafael perdeu a direção do veículo e
colidiu contra um poste, vindo a causar a perda total do veículo de João. Rafael foi culpado pela perda do
veículo de João. Tendo em vista a culpa de Rafael, ele será obrigado a pagar para João o valor equivalente
do veículo, mais as perdas e danos sofridos por João.
Art. 240) Deterioração da coisa a ser restituída
- Sem culpa do devedor: O credor deverá receber a coisa deteriorada no estado em que se encontra –.
não tem direito à indenização. ( perdas e danos)
Ex. João foi viajar por 1 més e deixou seu carro estacionado no pátio da casa de Rafael, que cobrou R$
300,00 reais para cuidar do veículo. Quando João voltar de viagem, Rafael tem a obrigação de devolver o
veículo para João. Porém, nesse período, houve uma tempestade e uma árvore caiu no carro de João e
danificou a lataria. Rafael não tem responsabilidade, logo, João deverá receber o carro danificado no estado
em que se encontra, sem direito a perdas e danos
- Com culpa do devedor: O credor pode receber o equivalente em dinheiro + perdas e danos OU
receber a coisa deteriorada no estado em que se encontra + perdas e danos.
Ex. João deixou seu carro estacionado no pátio da casa de Rafael por 1 mês, ao valor de R$ 300,00. Durante
esse período, Rafael foi dar a ré e amassou o carro de João. Rafael tem responsabilidade e João poderá exigir
que Rafael Ihe pague o valor equivalente do bem + perdas e danos OU aceitar o carro danificado e exigir
que Rafael Ihe pague as perdas e danos.
Art. 241) Cômodos da coisa a ser restituída
Cômodos sem a participação do devedor.
→ Cômodos são melhoramentos ou acréscimos que se somam ao bem principal.
Melhoramento é tudo aquilo que altera a qualidade do bem principal para melhor.
Acréscimo é tudo aquilo que se aumenta ao bem principal, agregando valor.
Considerando que o Devedor não contribuiu para o melhoramento ou acréscimo do bem, não trabalhou ou
pagou para que ocorresse o melhoramento, ele não terá direito a indenização. E, tendo em vista que o Credor
é o proprietário do bem, ele terá direito a receber o bem com o melhoramento ou acréscimo, sem indenizar o
Devedor.
Ex. João emprestou (comodato) sua fazenda para seu primo Rafael para cultivo de milho pelo prazo de 2
anos. Durante esse período, o Rio que margeava a fazenda de João secou, aumentando em 10% a área da
fazenda. Como Rafael não teve participação no acréscimo do bem, no momento de devolver a fazenda, ele
não terá direito à indenização. E João, como é o proprietário, terá o direito de receber a fazenda com o
acréscimo de 10% na área.
Art. 242) Devedor contribuiu para os melhoramentos ou acréscimos na coisa a ser restituída ao
Credor. → Os Direitos do Devedor obedecerão as mesmas regras impostas no CC quanto às benfeitorias
realizadas pelo possuidor de boa-fé ou má-fé. ( art. 1219 à 1222 CC)
- Melhoramentos / acréscimos pelo devedor de boa-fé: ( art. 1219)
- 1- Benfeitorias necessárias: Devedor tem direito a ser indenizado por essas benfeitorias e também
tem direito de reter o bem enquanto o credor não pagar a indenização.
Ex. João comprou a casa de Rafael para pagamento em 60 parcelas mensais. Após a 10° parcela, João
interrompeu o pagamento e Rafael ajuizou uma ação para recuperar o imovel. Tendo em vista que João era
possuidor de boa-fé, e realizou benfeitorias necessárias no imóvel, João terá direito a ser indenizado pelo
valor que gastou com as benfeitorias e reter o bem enquanto Rafael nao o indenizar pelas benfeitorias.
- 2- Benfeitorias voluptuárias: Se elas podem ser retiradas sem detrimento do bem principal, o
credor poderá optar por: ficar com as benfeitorias + indenizar o devedor OU permitir que o devedor levante
(tire) as benfeitorias
Ex. João colocou um parquinho na casa, Como o parquinho (benfeitoria voluptuária) pode ser retirado sem
detrimento do bem, Rafael (Credor) poderá optar por: 1) permitir que João retire (levante) o parquinho; ou
2) ficar com parquinho e indenizar João pelo valor do parquinho
Se elas não podem ser levantadas ( removidas) sem detrimento do bem principal, o devedor não terá
direito a levantar as benfeitorias E o credor não tem obrigação de indenizar o devedor.
Ex. João contratou um pintor para fazer uma paisagem na parede. Nesse caso, a pintura não poderá ser
retirada sem que haja detrimento da parede, sendo assim como a benfeitoria não pode ser retirada sem
detrimento do bem = João não poderá levantar a benfeitoria e Rafael não terá obrigação de indenizar João
pelo que gastou com a benfeitoria.
- 3- Benfeitorias úteis: devedor terá direito à indenização e a reter o bem enquanto não for
indenizado.
Ex. João estava de boa-fé e realizou uma benfeitoria útil no imóvel = João terá direito a ser indenizado pelo
gastou com a reforma do banheiro, bem como a reter o bem enquanto não for indenizado por Rafael.
- Melhoramentos / acréscimos do devedor de má-fé (art. 1220)
- Benfeitorias necessárias: Devedor tem direito a ser indenizado por essas benfeitorias mas NÃO
TEM direito de reter o bem enquanto o credor não pagar a indenização.
Ex. João comprou a casa de Rafael para pagamento em 60 parcelas mensais. Após a 10 º parcela, João
interrompeu o pagamento. Com 3 meses de atraso, Rafael notificou João para desocupar o imovel. Apesar de
notificado, João não desocupou o imével e passou a ocupar o imovel de má-fé. Mesmo ocupando o imovel
de má-fé, ele foi obrigado a trocar a caixa da água que havia rachado. → direito à indenização mas não tem
direito à reter o imovel
- Benfeitorias voluptuárias: Devedor não tem direito à indenização e nem a levantar as benfeitorias
Ex. Colocar uma piscina no imovel morando de má-fé →não tem direito à indenização e nem à levantá-la.
- Benfeitorias úteis: Devedor não tem direito de levantar as benfeitorias.
Se no mesmo exemplo, João tivesse aumentado o banheiro, ele não teria direito à indenização, porque sua
posse era de má-fé.
Parágrafo único: Frutos da coisa a ser restituída pelo credor
Art.243) Obrigaçã� d� dar cois� incert�
Indicada pelo gênero e quantidade.
Art. 244 e 245) Escolha da coisa incerta
A escolha/concentração do que deverá ser entregue ao credor pertence ao devedor, em regra. O devedor não
pode dar coisa pior mas também não é obrigado a dar coisa melhor. Deverá dar coisa de qualidade média.
Ex: Pessoa paga para ir num open bar, dependendo do valor pago, ela sabe que não serão as melhores
bebidas, mas também não serão as piores, serão as médias.
Após a escolha do devedor, ele deverá dar ciência ao credor da sua escolha. → art. 245
Art. 246) Perda ou deterioração da coisa incerta
O devedor, antes da tradição, não pode alegar perda ou deterioração da coisa incerta, pois, antes da escolha
(concentração), não se sabe o que será entregue ao credor, já que é incerto, logo, não se pode alegar a
perda/deterioração de coisa genérica. “o gênero não perece”
Após a escolha, a obrigação se torna obrigação de dar coisa certa, e o devedor poderá alegar perda /
perecimento.
Obrigaçã� d� f�er � nã� f�er
Obrigação de realizar um serviço humano - atos a serem realizados pelo devedor. Ex: obrigação de um
pedreiro fazer um muro, obrigação do advogado em defender seu cliente, etc.
É uma obrigação positiva - obrigação do devedor de fazer um serviço para o credor.
Obrigação de dar Obrigação de fazer
Entrega de uma coisa prometida para transferir
seu domínio, conceder seu uso ou restituí-la ao
seu dono.
O que importa é o objeto a ser entregue.
Primeiro, o devedor deve realizar o serviço e
depois entregar a coisa. → realização de um ato
/ confecção de uma coisa. Ex: o fotógrafo
primeiro deve realizar as fotografias e depois
entregar. O foco é no FAZER, a entrega (dar) da
coisa é consequência do fazer.
Obrigação de fazer personalíssima: quem irá
fazer importa.
Obrigação de fazer personalíssima ( infungível): Somenteo devedor pode fazer, ninguém pode fazer por ele.
Exemplo: Miley Cyrus vai fazer um show. Somente ela poderá realizá-lo, ela não pode mandar a Lana del
Rey no lugar dela pra fazer o show.
Obrigação de fazer impessoal (fungível): qualquer um pode fazer, qualidades pessoais do devedor são
irrelevantes. Ex: contratar uma empresa para desentupir canos, se essa empresa não fizer o serviço, é só
contratar outra.
Obrigação de fazer em emitir declaração de vontade: por meio de um contrato prévio, o devedor se obriga a
fazer uma declaração de vontade. Ex: vendedor se obriga a transferir um imovel por escritura pública.
Obrigação de não fazer: obrigação negativa. O devedor tem a obrigação de se abster de algo. Ex: comprador
não desmatar um terreno, empregado não pode revelar os segredos da empresa, etc.
Obrigação de não fazer pode ser de se abster ou de tolerar/permitir algo
Art. 247) Obrigação de fazer personalíssima
Se o devedor se recusar a fazer obrigação personalíssima, o credor pode exigir indenização por perdas e
danos. Prestação imposta: contratar um advogado. → expresso no contrato que o advogado X deve defender
Y. Prestação só por ele exequível: contratar o chef de cozinha W para escrever um livro.
Art. 248) Obrigação de fazer impossível
- Sem culpa do devedor: Pianista sofreu um acidente um dia antes de fazer o recital, como ele
estava internado no hospital, não tinha como ele ir se apresentar. logo, a obrigação se resolve (
extingue). Caso ele já tenha recebido pelo recital, ele terá que devolver o dinheiro. → caso
fortuito
- Por culpa do devedor: Pianista se embriagou no dia do recital e não conseguiu se apresentar, a
obrigação se tornou impossível por culpa dele. Logo, ele deverá indenizar por perdas e danos.
Art. 249) Obrigação de fazer impessoal
Se o devedor de uma obrigação impessoal se recusar a realizar a obrigação, o credor poderá requerer ao Juiz
que um terceiro cumpra a obrigação à custa do devedor. Ex: João comprou um apartamento na planta e a
Construtora se obrigou a instalar uma churrasqueira na varanda. Após o imovel ficar pronto, a construtora se
recusou a cumprir a obrigação, ou seja, a construtora se recusou a construir a churrasqueira no apartamento
de João. Assim, João poderá ajuizar uma ação (Art. 249 do CC) para requerer ao Juiz que a construção da
churrasqueira seja feita por um terceiro à custa do devedor (construtora), e exigir perdas e danos (se for 0
caso).
Parágrafo único: urgência na realização da obrigação, o credor pode executar ou mandar executar sem
autorização judicial e depois cobrar do devedor. Ex: funerária que não faz o funeral
Art. 250) Obrigação de não fazer impossível
- Sem culpa do devedor: fortuito ou força maior; obrigação se extingue (resolve)
- Com culpa do devedor ART 251: Credor poderá exigir judicialmente que o devedor desfaça o
ato; ou que se desfaça à custa do devedor e, ainda, requerer perdas e danos ( se houver)
Parágrafo único: urgência - o credor pode por conta própria ou mandar desfazer sem autorização judicial e
depois requerer os prejuízos que sofreu + perdas e danos ( se houver)
Obrigaçõe� alternativa�
Obrigação simples - apenas 1 prestação
Obrigação composta - 2 ou + prestações
Cumulativa ⤶ ⤷ Alternativa
- Cumulativa: Todas as obrigações devem ser cumpridas para que o devedor se desonere da obrigação ( se
extingua). Ex: entregar um carro E um trator
- Alternativa: tem mais de uma obrigação mas ela se extingue quando apenas uma é cumprida. Ex: entregar
um carro OU um trator.
Art. 252) A escolha de qual das prestações será cumprida é do devedor.
P. 1º) Uma das obrigações deve ser cumprida por inteiro
P. 2º) prestação periódica - cumprida de tempos em tempos. → o devedor escolhe ( caso não dito o
contrário) o período. Ex: toda semana jõao pode escolher se vai entregar frutas ou sanduíches.
P. 3º) Pluralidade de optantes - A escolha poderá caber a várias pessoas, se estipulada no NJ. - deve ser
unânime.
P. 4º) Opção a terceiro - As partes escolheram um terceiro que irá cumprir a prestação, se ele não quer ou
não pode exercer e as partes não chegam em um acordo, o juiz escolhe.
Art. 253) Uma das prestações se torna impossível ou inexequível
Se uma das obrigações se tornar impossível, a obrigação persiste em relação às demais prestações. Não é
porque uma das prestações tornou-se impossível que o devedor não terá mais nenhuma obrigação. Pois ainda
há outra ou outras prestações que poderão ser cumpridas.
- Por culpa do devedor (art. 255): A escolha cabia ao credor e o devedor tornou uma das
prestações impossível, o credor pode exigir o valor da prestação que se tornou impossível ou
exigir o cumprimento das outras obrigações existentes.
Art. 254) Todas as obrigações tornam-se impossíveis
- Por culpa do devedor (Art. 254): Se a escolha cabia ao devedor, deverá pagar o valor da última
prestação que se impossibilitou + perdas e danos.
- Art. 255) Se a escolha cabia ao credor, o credor poderá reclamar o valor de qualquer uma das
duas + perdas e danos
- Sem culpa do devedor (Art. 256): A obrigação se extingue
Obrigaçõe� divisívei� � indivisívei�
Obrigação divisível (art. 257): prestação pode ser dividida e cumprida de forma parcial, pois a divisão da
prestação não acarreta em alteração da substância, diminuição do valor ou prejuízo da sua finalidade. EX:
João comprou de Rafael 2000 kg de feijão. Constava no contrato que Rafael deveria entregar os 2000 kg de
feijão em até 30 dias, podendo entregar parcelado durante esse período. Rafael poderá dividir a prestação,
pois a entrega parcelada do feijão (dentro dos 30 dias previstos no contrato) não acarretará a alteração da
substância, nem perda do uso e nem a diminuição do valor.
Obrigação indivisível (art. 258): Prestação tem objeto uma coisa ou um fato que não pode ser dividida.
Espécies de indivisibilidade
Natural A natureza não permite que a coisa ou o fato
seja dividido → perda do valor, substância,
utilidade. Ex: Coisa: carro, cachorro, sofá. Fato:
cirurgia (não pode fazer pela metade)
Legal A lei determina que é indivisível. Ex: pagar o
valor da pensão alimentícia atrasada ( não pode
parcelar)
Convencional Vontade das partes determina que tem que ser
cumprida de uma vez só.
Judicial Decorre de decisão judicial.
Art. 257) Obrigação divisível
Multiplicidade de credores ou devedores → divide a obrigação em partes iguais para cada credor e para cada
devedor. Essa divisão gera obrigações distintas ( cada credor somente pode cobrar a parte que lhe cabe; da
mesma forma que o devedor somente é obrigado a cumprir a parte que deve) para cada credor e para cada
devedor. Cada devedor só é obrigado pela sua parte
Pode ter: 1 credor e vários devedores; 1 devedor e vários credores; vários credores e vários devedores.
Ex: João e Pedro devem 20.000 para Ana e Maria, divide-se em partes iguais os 20.000 para cada credor e
devedor. → cada devedor paga 10.000 e cada credor recebe 10.000. O que ocorre em cada vínculo não causa
efeito nos demais.
Art. 259) Multiplicidade de devedores na obrigação indivisível
Cada devedor é obrigado pela dívida toda. Ex: João e Pedro, por força de um contrato, são obrigados a dar
um carro no valor de R$ 50.000 para Maria. Tanto João quanto Pedro são 100% responsáveis por dar o carro
para Maria. → Credor pode cobrar para qualquer um dos devedores.
Parágrafo único - O que aconteceria se somente João cumprisse com a sua obrigação no contrato e Pedro
não cumprisse com a parte que lhe cabia no contrato? João subroga-se no direito do Credor, ou seja, ele
passará a ser o credor de Pedro → Surge, para João, o direito de cobrar dos codevedores (Pedro) o
ressarcimento equivalente ao que tenha superado a sua parcela da dívida. Ou seja, João deve exigir de Pedro
a indenização pela cota que ele não pagou. Se Pedro não lhe pagar, caracteriza-se como enriquecimento sem
causa.
Art.260) Multiplicidade de credores na obrigação indivisível
Cada credor poderá exigir a dívida inteira, pois não tem como dividir a obrigação entre os credores. EX: 2
credores tem direito a receber um carro,cada credor poderá exigir o carro por inteiro.
Se o devedor devia para dois credores e pagar apenas um, os demais credores poderão exigir deste credor o
valor da sua parte e dinheiro. (art. 261)
Devedor pode escolher entre pagar a todos em conjunto ou pagar somente a um, desde que este credor dê
uma caução de ratificação dos demais credores .
Art.262) Remissão pelo credor na obrigação indivisível
⤷Perdão da dívida.
Na obrigação divisível, se um credor perdoar a dívida é só descontar a parte do credor que perdoou.
Na obrigação indivisível, se um credor perdoar a dívida, a obrigação persiste quanto aos demais credores, no
entanto, esses credores ( que não perdoaram) somente podem exigir, do devedor, o cumprimento da
obrigação caso descontem a parte do credor que perdoou a dívida. Ex: Maria obrigou-se a dar um carro no
valor de R$ 30.000,00 para João Pedro e Rafael. Apenas João perdoou a sua parte na dívida, logo, Maria terá
de entregar o carro para Pedro e Rafael que têm direito de exigir a dívida toda (Art. 260 CC). De acordo com
o art. 262 do CC, os demais Credores (que não perdoaram a dívida) somente poderão exigir o cumprimento
da Obrigação se descontarem a parte do Credor que perdoou a dívida. Ou seja, Pedro e Rafael devem pagar
10.000 para Maria ( parte de João).
→ Obrigação de descontar o valor que foi perdoado pelo outro credor, ocorre para que os demais Credores
não obtenham vantagem indevida à custa do devedor que teve parte da sua dívida perdoada.
Art. 263) Perda da qualidade de indivisível da obrigação
A Obrigação que antes era indivisível resolveu-se em perdas e danos = agora tornou-se divisível e pode ser
dividida entre os Devedores.
A obrigação se resolveu em perdas e danos, pois houve a perda (perecimento) do objeto indivisível. EX:
João e Pedro devem dar um carro de 40.000 para Maria, mas o carro pega fogo por culpa de ambos. João e
Pedro devem pagar o valor do carro ( 20.000 para cada). Somente o devedor que teve culpa pelo
perecimento do objeto terá que pagar o quota parte + perdas e danos
Sem culpa, a obrigação se resolve.
Obrigaçã� solidári�
A solidariedade ocorre quando, em relação a uma mesma prestação (em uma mesma obrigação → unidade
de prestação), há vários credores solidários ou vários devedores solidários.
Solidariedade ativa: Existe mais de um credor na obrigação e cada um desses credores tem direito a exigir a
dívida inteira. EX: João, Pedro e Rafael são credores solidários de Maria no valor de 30.000 reais, cada
credor tem direito de exigir a dívida inteira de Maria. É como se fosse apenas um credor, se Maria pagar os
30.000 para qualquer um dos 3, ela não terá mais obrigação de pagar para os outros, nesse caso, os demais
credores deverão exigir o valor que lhes cabia a João e não mais a Maria. Se a obrigação NÃO fosse
solidária, o João teria direito apenas a exigir de Maria 10 mil reais e não a dívida toda. Da mesma forma,
Pedro e Rafael somente poderiam exigir de Maria 10 mil reais cada um.
Solidariedade passiva: mais de um devedor e cada um desses devedores é obrigado pela dívida inteira. EX:
Um contrato prevê que João é credor de Ana, Maria e Sandra, que são devedoras solidárias na quantia de R$
30.000,00. Apesar de haver 3 devedoras, João terá direito de cobrar os 30 mil reais somente de Ana, ou
cobrar os 30 mil somente de Maria ou cobrar os 30 mil somente de Sandra. João também poderá cobrar os
30 mil reais das 3 devedoras, mas se João não quiser poderá cobrar o valor integral de apenas uma ou duas
devedoras, pois elas são devedoras solidárias. Se uma só das devedoras pagar sozinha a dívida, essa
devedora que pagou sozinha poderá exigir das outras devedoras o que entende que Ihe devem.
Art. 265) Obrigação solidária não se presume
Consta na lei ou pela vontade das partes no Negócio jurídico.
Art. 266) Obrigação solidária diferentes os sujeitos
A obrigação solidária não precisa ser igual para todos os sujeitos, quanto ao “modo de ser”
Art. 267) Solidariedade ativa
Cada credor solidário pode exigir a dívida inteira .
Art. 268) A quem o devedor comum deverá pagar?
Devedor comum→ deve aos mesmos credores solidário.
Enquanto não houver demanda judicial, o devedor pode pagar para qualquer um dos devedores solidários
para se desobrigar da obrigação.
Art. 269) quando o devedor comum paga a totalidade da dívida para apenas um dos credores solidários, a
dívida extingue-se tanto em relação ao credor solidário que recebeu o valor quanto para os demais credores
solidários.
Art.270) Herdeiros do credor solidário
Art. 271) Perdas e danos
A obrigação solidária continua mesmo com perdas e danos. EX: Francisco quebra o quadro (prestação), João
e Pedro são seus credores solidários e ambos podem exigir o valor das perdas e danos. Não importa se o
objeto da prestação é divisível ou indivisível, em ambos os casos permanece a solidariedade.
Art.272) Direito de regresso dos credores solidários
Credor que receber a dívida toda deve dividir o valor com os demais credores solidários. Credor que perdoar
a dívida deve ficar responsável pelo valor que perdoou.
Art. 274) Alcance da coisa julgada
- Houve um julgamento desfavorável a um dos credores solidários = ou seja um credor solidário entrou com
uma ação e perdeu a ação contra o devedor comum.
- Houve um julgamento favorável a um dos credores solidários = ou seja um credor solidário ganhou a ação
contra o devedor comum.
Art. 276) Morte de um devedor solidário
Não rompe a solidariedade entre os devedores. O herdeiro somente será obrigado a responder às dívidas do
falecido até a quantia que ele teria direito a receber de herança, tendo em vista que ninguém é responsável
pelas dívidas de outra pessoa. Se o falecido deixou patrimônio, o patrimônio deverá ser utilizado para pagar
as dívidas do falecido. Se o falecido não deixou patrimônio, ninguém herdará as suas dívidas. → se for
indivisível vão ser obrigados pela totalidade da dívida.
Art. 277) Pagamento parcial da dívida e remissão
quando há pagamento parcial da dívida, a solidariedade entre devedores permanece mas o credor, ao exigir a
dívida, deverá diminuir o valor que já foi pago.
Art. 278)Novas disposições por um devedor
Devedore somente são obrigados por aquilo que anuíram (concordaram)
Art. 279) Impossibilidade da obrigação
Culpa de um dos devedores solidários → todos tem que pagar o equivalente
Somente o culpado tem que pagar as perdas e danos
Art. 280) Juros de mora
→ juros que são cobrados quando há atraso no cumprimento da obrigação
Todos os devedores solidários respondem igualmente pelos juros de mora. Porém, apenas o devedor que foi
culpado pelo atraso responderá perante os demais devedores solidários pela obrigação acrescida. O ato
culposo é pessoal e exclusivo.
Art. 281) Exceções pessoais e comuns
Exceções pessoais →defesas que dizem respeito unicamente ao devedor que está alegando (não dizem
respeito aos demais devedores); ou seja dizem respeito a relação entre devedor que está alegando a exceção
e o credor. A exceção pessoal não diz respeito ao objeto da obrigação. EX: incapacidade do agente, vícios do
consentimento, etc
Exceções comuns→ são as exceções que atingem todos os devedores solidários ou dizem respeito ao objeto
da obrigação. Ex: pagamento da dívida, impossibilidade da obrigação, etc.
→ O Devedor Solidário pode opor ao Credor as exceções que lhe forem pessoais. Ex: João alegou que foi
coagido por José a assinar o contrato. Se a obrigação de João for anulada, essa nulidade não valerá para
Pedro, seu codevedor.
→ O Devedor Solidário pode opor ao Credor as exceções que forem comuns a todos os devedores
solidários; EX: alegar algo que atinge todos os devedores solidários
→ As exceções que forem pessoais a um dos devedores solidários não aproveitam aos demais devedores
solidários.
Art. 282) Renúncia da solidariedade
Renúncia é DIFERENTE de perdão de dívida
Na renúncia, o credor aceita que cada devedor solidário cumpra apenas a sua cota (parte) na obrigação
Na remissão, o devedor não tem que pagar o valor ou cumprir a obrigação devida.
Após a renúncia, cada devedoré obrigado apenas pela sua parte na obrigação
Art. 283) Direito de regresso
Se um dos devedores ficar insolvente, a cota dele será rateada ( dividida) entre todos os codevedores em
partes iguais. →Art. 283 do CC = O devedor que satisfez (cumpriu) a dívida por inteiro tem o direito de
exigir a cota dos demais devedores solidários por meio de uma ação regressiva, exercendo assim seu Direito
de Regresso.
Art.284) Se alguém ficar insolvente, mesmo o devedor que foi exonerado deve pagar a cota do insolvente
Art. 285) Devedor solidário é o único interessado
Se um dos devedores solidários foi o único beneficiado pela dívida, este devedor responderá por toda a
dívida sozinho perante os demais devedores solidários. Nesse caso, não haverá rateio entre os devedores pois
esse devedor que foi o único beneficiado pela dívida responderá por toda a obrigação perante os demais
devedores solidários Ex: fiador. → somente o beneficiado pode cobrar a divida.

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