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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES: 233 a 420, CC.
(A página 17 você precisa decorar – texto da lei das obrigações de dar coisa certa)
Observação: Estudar direito civil nesta ordem:
Bens e pessoas; Negócios Jurídicos / fatos jurídicos;
Obrigações;
Contratos (contrato é um negócio jurídico);
Direitos reais; Prescrição e decadência;
Prescrição e decadência;
Direito de família;
CONCEITO DE OBRIGAÇÃO: Obrigação é o vínculo jurídico/liame jurídico transitório que confere
ao credor (sujeito ativo) o direito de exigir do devedor (sujeito passivo) o cumprimento de
determinada prestação. A prestação liga o credor e o devedor, é o vínculo jurídico. É transitório,
porque busca satisfazer algo, que é a prestação. Essa prestação pode ser positiva ou negativa. Tem
natureza econômica/patrimonial.
Conceito de Whashington de B. Monteiro: “Obrigação é a relação jurídica, de caráter transitório,
estabelecida entre devedor e credor, cujo objeto constitui uma prestação pessoal econômica,
positiva ou negativa, devida pelo primeiro ao segundo, garantindo-lhe adimplemento (cumprimento)
por meio de seu patrimônio.”
Características dos direitos obrigacionais:
a) relação jurídica;
b) transitoriedade;
c) Bilateralidade (devedor e credor);
d) Prestação pessoal/econômica;
e) Exigibilidade
f) Garantia (através do patrimônio)
DIFERENÇAS ENTRE DIREITO DAS OBIGAÇÕES E DIREITOS REAIS/DIREITO DAS COISAS:
Os direitos reais e os obrigacionais são direitos patrimoniais. Direitos patrimoniais são aqueles que
pode-se inferir um valor econômico, como um aluguel de uma casa ou um carro. Os não patrimoniais
são os que não se medem com valor econômico, como a vida, o nome, a liberdade.
OBRIGAÇÕES HÍBRIDAS/AMBULATORIAIS.
São aquelas que apresentam tanto características dos direitos das obrigações como dos direitos
reais.
a) Obrigações propter rem (“própria da coisa” ou “por causa da coisa”) (ESSA CAI!);
b) Obrigações de ônus real (NÃO COSTUMA CAIR).
Exemplos para entender a matéria: IPTU e IPVA. Comprou o carro ou a casa, vai ter que pagar,
porque a obrigação é própria da coisa.
Exemplos que caem em prova: Taxa condominial; e as obrigações decorrentes da legislação
ambiental;
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: COPESE – UFPI. Órgão: TRF - 1ª REGIÃO. Prova para
Estagiário – Direito.
Assinale a alternativa em que uma obrigação propter rem está corretamente qualificada.
A) Contribuição do condômino para a conservação da coisa comum. (GABARITO)
B) Partilha de bens entre os herdeiros legítimos.
C) Adimplemento da obrigação alimentar pelo alimentante.
D) Quitação do preço convencionado em contrato.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça.
As obrigações decorrentes da legislação ambiental possuem natureza "propter rem".
CERTO.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: PGR. Órgão: PGR. Prova para Procurador da República.
DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA:
I - A dívida condominial constitui uma obrigação propter rem, cuja prestação não deriva da
vontade do devedor, mas de sua condição de titular do direito real.
II - O dever de pagar pelo serviço de fornecimento de água tem a natureza jurídica de
obrigação propter rem, uma vez que se vincula a titularidade do bem.
III - A necessidade de reparação integral da lesão causada ao meio ambiente permite a
cumulação de obrigações de fazer, não fazer e indenizar, que tem natureza propter rem.
IV - As contribuições criadas por Associações de Moradores podem ser equiparadas, para
fins de direito, a despesas condominiais, tendo a dívida natureza propter rem.
Das proposições acima:
A) I e II são corretas;
B) I e III são corretas; (GABARITO)
C) I e IV são corretas;
D) Todas são corretas.
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: Instituto Consulplan. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de
Justiça.
As obrigações ambientais possuem natureza propter rem, sendo admissível cobrá-las do
proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores, à escolha do credor.
CERTO. Súmula 623 do STJ: As obrigações ambientais possuem natureza propter rem, sendo
admissível cobrá-las do proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores, à escolha do
credor.
Súmula 629 do STJ: Quanto ao dano ambiental, é admitida a condenação do réu à obrigação
de fazer ou à de não fazer cumulada com a de indenizar.
QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Caixa.
As obrigações reais, ou propter rem, são as que derivam da vinculação de alguém a certos
bens sobre os quais incidem ônus reais, bem como deveres decorrentes da necessidade de
se manter a coisa.
CERTO.
b) as obrigações de ônus real são obrigações que limitam o uso da coisa, ou seja, você tem
que suportar o ônus para ter a coisa. Exemplos: hipoteca; penhor; anticrese; uso; usufruto;
habitação; servidão; enfiteuse e etc.
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS ESSENCIAIS DA RELAÇÃO OBRIGACIONAL:
1 – Elemento subjetivo (quem).
2 – Elemento objetivo/material/imediato (o que).
3 – Vínculo Jurídico obrigacional/vínculo mediato/imaterial (por que?).
1 – Elemento subjetivo:
Sujeito Ativo (credor)
Sujeito Passivo (devedor)
(Tem que haver pelo menos dois sujeitos. Pode ser até o incapaz, desde que representado ou
assistido) (Pode ser também um ente despersonalizado, como a herança, espólio, condomínio e a
massa falida) (cuidado que uma característica de qualquer obrigação é que tenha dois sujeitos, o
ativo e o passivo, mas uma obrigação pode nascer através de um ato unilateral de uma só pessoa,
como por exemplo a promessa de recompensa, que neste caso será feita pelo devedor e terá o
credor determinável)
2 – Elemento Objetivo:
É o objeto da relação obrigacional.
O Objeto mediato é a coisa, o bem.
Objeto imediato é a prestação, que pode ser de dar, de fazer ou de não fazer.
3 – Elemento espiritual:
É um elemento abstrato. É o liame existente que vai ligar o sujeito ativo (credor) e o sujeito passivo
(devedor).
Só pode nascer através do VALE (mnemônico): Vontade (Unilateral ou bilatera); ato ilícito; lei.
QUESTÃO: (2011/STM/Analista) A relação jurídica obrigacional tem um objeto imediato e
outro mediato. A prestação, que pode ser de dar, fazer ou não fazer, constitui o objeto
imediato da obrigação.
CERTO. O objeto mediato é a coisa, o objeto.
O elemento espiritual é o vínculo jurídico que une credor e devedor ao objeto obrigacional.
Se o vínculo jurídico estiver perfeito, esta obrigação terá um débito, que se não for cumprido,
implicará responsabilidade.
DIFERENCIAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PARA RESPONSABILIDADE:
Obrigação: Finalidade de exigir a prestação devida e, secundariamente, a sujeição do patrimônio do
devedor que não a satisfaz.
Responsabilidade: Quando falamos de responsabilidade, falamos da consequência que o
descumprimento dessa obrigação dá origem.
A responsabilidade pode ser a indenização de dano material; a indenização de lucros cessantes e de
danos emergentes; reparação de um dano moral quando há a ocorrência de um ato ilicito. Veja
então que a responsabilidade é uma etapa subsequente do direito obrigacional.
VALE (FONTES DAS OBRIGAÇÕES).
Falar em fontes das obrigações significa falar nas maneiras como nascem as obrigações.
Vamos ver a linha do tempo de uma obrigação:
VALE:
Vontade; (fonte mediata)
Ato ilícito; (fonte mediata)
Lei. (fonte imediata)
A única fonte que é voluntária são os contratos. O resto é tudo involuntário.
A única que é fonte imediataé a lei. O resto é tudo mediata.
QUESTÃO: (2014/CESPE/Câmara dos Deputados) A fonte das obrigações é o fato jurídico,
uma vez que o fato jurídico lato sensu é o elemento que dá origem aos direitos subjetivos,
entre eles os obrigacionais, impulsionando a criação da relação jurídica e concretizando as
normas de direito. A obrigação encontra sua gênese na ordem jurídica, pois temos como
fonte das relações obrigacionais a lei — fonte imediata — e a vontade humana — fonte
mediata. O fato jurídico poder ser natural ou humano, voluntário ou involuntário, unilateral ou
bilateral/ plurilateral.
CERTO.
1 – ATO ILÍCITO.
A definição de ato ilícito está no Art. 186 e 187 do CC. Art. 186: Aquele que, por ação ou omissão
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Art. 187: Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos
bons costumes. (Ato ilícito não é necessariamente crime)
Ato ilícito gera obrigação: Art. 927 do CC.: Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar
dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
2 – LEI.
Exemplo: Tributos e a obrigação que os pais tem de pagar pensão alimentícia aos filhos.
3 – VONTADE.
A vontade pode se dar por um CONTRATO (ato bilateral de vontade) ou por um ATO UNILATERAL
DE VONTADE. Um ato unilateral de vontade é aquele que independe da vontade da outra parte e já
materializa a obrigação. As espécies de ATOS UNILATERAIS DE VONTADE geram uma obrigação.
As espécies são:
a) Promessa de recompensa (854 a 860, CC);
b) Gestão de negócios (861 a 875, CC);
c) Pagamento indevido (876 a 883, CC).
a) Promessa de recompensa:
Art. 854. Aquele que, por anúncios públicos, se comprometer a recompensar, ou gratificar, a
quem preencha certa condição, ou desempenhe certo serviço, contrai obrigação de cumprir o
prometido.
Art. 856. Antes de prestado o serviço ou preenchida a condição, pode o promitente revogar a
promessa, contanto que o faça com a mesma publicidade; se houver assinado prazo à
execução da tarefa, entender-se-á que renuncia o arbítrio de retirar, durante ele, a oferta.
Parágrafo único. O candidato de boa-fé, que houver feito despesas, terá direito a reembolso.
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: CODEVASF. Prova para Assessor
Jurídico – Direito.
Se a promessa de contrato for unilateral, ela ficará sem efeito caso o credor não se manifeste
no prazo previsto.
CERTO. Art. 466. Se a promessa de contrato for unilateral, o credor, sob pena de ficar a
mesma sem efeito, deverá manifestar-se no prazo nela previsto, ou, inexistindo este, no que
lhe for razoavelmente assinado pelo devedor.
b) Gestão de Negócios:
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - XI - Primeira
Fase.
Diante de chuva forte e inesperada, Márcio constatou a inundação parcial da residência de
sua vizinha Bianca, fato este que o levou a contratar serviços de chaveiro, bombeamento
d’água e vigilância, de modo a evitar maiores prejuízos materiais até a chegada de Bianca.
Utilizando-se do quadro fático fornecido pelo enunciado, assinale a afirmativa correta.
A) A falta de autorização expressa de Bianca a Márcio para a prática dos atos de preservação
dos bens autoriza aquela a exigir reparação civil deste.
B) Bianca não estará obrigada a adimplir os serviços contratados por Márcio, cabendo a este
a quitação dos contratados.
C) Se Márcio se fizer substituir por terceiro até a chegada de Bianca, promoverá a cessação
de sua responsabilidade transferindo-a ao terceiro substituto.
D) Os atos de solidariedade e espontaneidade de Márcio na proteção dos bens de Bianca são
capazes de gerar a responsabilidade desta em reembolsar as despesas necessárias
efetivadas, acrescidas de juros legais. (GABARITO)
COMENTÁRIO: A questão traz situação que o CC classifica como gestão de negócios.
Vejamos: Art. 861. Aquele que, sem autorização do interessado, intervém na gestão de
negócio alheio, dirigi-lo-á segundo o interesse e a vontade presumível de seu dono, ficando
responsável a este e às pessoas com que tratar.
Diante da definição acima, passaremos a analisar as alternativas:
Alternativa “a”: Está incorreta, pois Márcio atuou no interesse de Bianca, preservando seus
bens, não havendo que se falar em indenização em favor de Bianca. Será Márcio quem terá o
direito de ser reembolsado das despesas para manutenção dos bens de Bianca.
Vejamos: Art. 869. Se o negócio for utilmente administrado, cumprirá ao dono as obrigações
contraídas em seu nome, reembolsando ao gestor as despesas necessárias ou úteis que
houver feito, com os juros legais, desde o desembolso, respondendo ainda pelos prejuízos
que este houver sofrido por causa da gestão.
Alternativa “b”: Valendo-se da redação do art. 869, do CC acima transcrito, conclui-se que a
alternativa “b” está incorreta, pois Bianca terá que adimplir as obrigações contraídas pelo
gestor em seu nome.
Alternativa “c”: De acordo com o CC: Art. 867. Se o gestor se fizer substituir por outrem,
responderá pelas faltas do substituto, ainda que seja pessoa idônea, sem prejuízo da ação
que a ele, ou ao dono do negócio, contra ela possa caber.
Parágrafo único. Havendo mais de um gestor, solidária será a sua responsabilidade.
A alternativa está incorreta, pois segundo o artigo acima transcrito, o gestor que se faz
substituir por outrem, responde pelas faltas do substituto.
Alternativa “d”: É a correta, de acordo com o artigo 869, do CC que estabelece a obrigação de
Bianca indenizar Márcio, com juros legais, se o negócio for utilmente administrado.
GESTÃO DE NEGÓCIOS NO CC.:
Art. 861. Aquele que, sem autorização do interessado, intervém na gestão de negócio alheio,
dirigi-lo-á segundo o interesse e a vontade presumível de seu dono, ficando responsável a
este e às pessoas com que tratar.
Art. 862. Se a gestão foi iniciada contra a vontade manifesta ou presumível do interessado,
responderá o gestor até pelos casos fortuitos, não provando que teriam sobrevindo, ainda
quando se houvesse abatido.
Art. 863. No caso do artigo antecedente, se os prejuízos da gestão excederem o seu proveito,
poderá o dono do negócio exigir que o gestor restitua as coisas ao estado anterior, ou o
indenize da diferença.
Art. 864. Tanto que se possa, comunicará o gestor ao dono do negócio a gestão que assumiu,
aguardando-lhe a resposta, se da espera não resultar perigo.
Art. 865. Enquanto o dono não providenciar, velará o gestor pelo negócio, até o levar a cabo,
esperando, se aquele falecer durante a gestão, as instruções dos herdeiros, sem se
descuidar, entretanto, das medidas que o caso reclame.
Art. 866. O gestor envidará toda sua diligência habitual na administração do negócio,
ressarcindo ao dono o prejuízo resultante de qualquer culpa na gestão.
Art. 867. Se o gestor se fizer substituir por outrem, responderá pelas faltas do substituto,
ainda que seja pessoa idônea, sem prejuízo da ação que a ele, ou ao dono do negócio, contra
ela possa caber.
Parágrafo único. Havendo mais de um gestor, solidária será a sua responsabilidade.
Art. 868. O gestor responde pelo caso fortuito quando fizer operações arriscadas, ainda que o
dono costumasse fazê-las, ou quando preterir interesse deste em proveito de interesses seus.
Parágrafo único. Querendo o dono aproveitar-se da gestão, será obrigado a indenizar o gestor
das despesas necessárias, que tiver feito, e dos prejuízos, que por motivoda gestão, houver
sofrido.
Art. 869. Se o negócio for utilmente administrado, cumprirá ao dono as obrigações contraídas
em seu nome, reembolsando ao gestor as despesas necessárias ou úteis que houver feito,
com os juros legais, desde o desembolso, respondendo ainda pelos prejuízos que este
houver sofrido por causa da gestão.
c) Pagamento indevido:
A forma ordinária de extinção de uma obrigação é o pagamento devido, mas o pagamento indevido
faz nascer uma nova obrigação (obrigação de restituir através da repetição de indébito ou através do
enriquecimento sem causa).
Quando alguém alega que pagou algo indevidamente significa que ela quer esse dinheiro de volta e
as ações cabíveis para conseguir o dinheiro de volta são:
1 - A ação de repetição de indébito;
2 - A ação de enriquecimento sem causa (884 a 886 do CC.).
1 – Ação de repetição de indébito:
Art. 877 do CC.: Àquele que voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito
por erro.
O pagamento é indevido por dois motivos:
a) Quando não existe a dívida/débito (quando ela já foi paga ou já prescreveu por exemplo). É
chamado de erro ex re (Erro quanto à coisa.)
b) Quando se paga para o credor/accipiens errado. (devedor é o solvens).
Súmula 322 do STJ: Para repetição de indébito, nos contratos de abertura de crédito em conta
corrente, não se exige a prova do erro.
Apenas em duas situações eu consigo a restituição em dobro do pagamento indevido:
a) quando estou diante de uma cláusula abusiva em um contrato de adesão (Art. 42 do CDC)
Art. 42 do CDC.: Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a
ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Parágrafo
único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por
valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, salvo hipótese de engano justificável.
b) Art. 940 do CC.: Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem
ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao
devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do
que dele exigir, salvo se houver prescrição.
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Prefeitura de Manaus – AM. Prova
para Procurador do Município.
De acordo com a jurisprudência do STJ e as disposições do Código Civil, julgue o item a
seguir, acerca da responsabilidade civil.
A sanção civil de pagamento em dobro por cobrança de dívida já adimplida pode ser pleiteada
na defesa do réu, independentemente da propositura de ação autônoma ou de reconvenção
para tanto.
CERTO. Em análise minuciosa, verifica-se que a assertiva está CERTA, pois trata-se aqui de
entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual trata que a aplicação da
sanção civil do pagamento em dobro por cobrança judicial de dívida já adimplida (art.1.531 do
CC1916/ art. 940 do CC 2002) pode ser postulada pelo réu na própria defesa, independendo da
propositura de ação autônoma ou do manejo de reconvenção. (STJ. 2ª Seção.REsp 1.111.270-
PR, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 25/11/2015, Recurso repetitivo - Info 576).
Existem obrigações que não cabem ação de repetição de indébitos. São as ações que não se
repetem. São:
a) Obrigação Natural. É a dívida prescrita. Art. 882 do CC.: Não se pode repetir o que se pagou
para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente inexigível. É quando alguém
paga uma dívida que já tinha prescrito, e depois quer entrar com a ação para ser restituído desse
pagamento. Neste caso a ação não é cabível, porque a exigibilidade de cobrar o crédito não existia
mais, mas a obrigação existia.
b) Quando o objeto é ilícito, porque viola o artigo 104 do CC. Art. 883 do CC.: Não terá direito à
repetição aquele que deu alguma coisa para obter fim ilícito, imoral, ou proibido por lei.
Parágrafo único. No caso deste artigo, o que se deu reverterá em favor de estabelecimento
local de beneficência, a critério do juiz.
c) Empréstimo para jogo. Art. 815 do CC.: Não se pode exigir reembolso do que se emprestou
para jogo ou aposta, no ato de apostar ou jogar.
d) mutuo feito a menor. Art. 588 do CC.: Art. 588. O mútuo feito a pessoa menor, sem prévia
autorização daquele sob cuja guarda estiver, não pode ser reavido nem do mutuário, nem de
seus fiadores.
e) Juros não estipulados.
QUESTÃO: (2012/TJAC/Juiz) É válido e irrecobrável o pagamento espontâneo, feito por maior
de idade, para cumprir obrigação de dívidas inexigíveis, como as prescritas ou as de jogo.
CERTO.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: TJ-SC. Prova para Juiz Substituto.
A obrigação natural é judicialmente
A) inexigível, mas se for paga, não comporta repetição. (GABARITO)
B) exigível, exceto se o devedor for incapaz.
C) exigível e só comporta repetição se for paga por erro.
D) exigível e em nenhuma hipótese comporta repetição.
E) inexigível e se for paga comporta repetição, independentemente de comprovação de erro
no pagamento.
2 – Ação de enriquecimento sem causa.
Requisitos para se propor essa ação:
1 – Enriquecimento do credor e o empobrecimento do devedor sem nenhuma causa;
2 – Não há relação jurídica entre eles (nem por vontade, nem por lei, nem por ato ilícito.) Não foi
pactuado nada, ou seja, não há um nexo causal entre eles.
3 – Não cabe repetição de indébito, porque para haver repetição de indébito há a necessidade de
haver um vínculo entre as partes, pois deve haver um débito entre as partes.
O prazo para se propor essa ação é de 3 anos a contar da cobrança indevida.
Tanto na repetição de indébito quanto no enriquecimento sem causa há uma cobrança indevida, mas
no primeiro eu paguei por ele, no segundo não, pois não há relação jurídica entre as partes como
acontece na repetição indébita. Logo, se cabe repetição de indébito, então não cabe enriquecimento
sem causa. Só cabe enriquecimento sem causa quando não há ação específica.
Art. 884. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a
restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.
Parágrafo único. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu é
obrigado a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará pelo valor do bem
na época em que foi exigido.
Art. 885. A restituição é devida, não só quando não tenha havido causa que justifique o
enriquecimento, mas também se esta deixou de existir.
Art. 886. Não caberá a restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios
para se ressarcir do prejuízo sofrido.
1 – VONTADE.
CONTRATO (É O ASSUNTO MAIS IMPORTANTE AO LADO DAS OBRIGAÇÕES
SUBJETIVAMENTE COMPLEXAS):
O contrato é um ato bilateral que tem várias modalidades, como:
Dar coisa certa; Dar coisa incerta; fazer; não fazer
Na obrigação de dar, é importante saber: Art. 313 do CC.: O credor não é obrigado a receber
prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa. Quando o credor aceitar coisa
diversa, se dará o nome de dação em pagamento.
Dar coisa certa:
A partir das lições de Pontes de Miranda, temos que a obrigação de dar coisa certa “é de dar coisa
individualizada” (apud AZEVEDO, 2004, p.56).
Como ensinam Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald: “A coisa certa é a perfeitamente
identificada e individualizada em suas características. (...) a coisa é certa quando em sua
identificação houver indicação da quantidade, do gênero e de sua individuação, que atorne única”
NA OBRIGAÇÃO DE DAR, O DONO DA COISA É O DEVEDOR. NA OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR,
O DONO DA COISA É O CREDOR!
Das Obrigações de Dar Coisa Certa
A coisa perece para o dono. Na obrigação de dar coisa certa o dono é o devedor, ao passo que na
obrigação de restituir o dono é o credor.
Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não
mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. (É o
princípio da acessoriedade, também chamado de princípio da gravitação jurídica) (Art. 92 do
CC.: “Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele
cuja existência supõe a do principal.” Art. 93 do CC.: “São pertenças os bens que, não
constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao
aformoseamento de outro.” Exemplos de acessórios: roda do carro, tampa da caneta.
Exemplos de pertenças: Trator da fazenda, ar condicionado de uma casa. Os acessórios
acompanham o bem principal, mas as pertenças não acompanham o bem principal.)
Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da
tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as
partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais
perdas e danos.
Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a
obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Art. 236. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no
estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das
perdas e danos.
Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e
acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o
devedor resolver a obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.
Obrigação de restituir
Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder
antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus
direitos até o dia da perda.
Art. 239. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais
perdas e danos.
Art. 240. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal
qual se ache, sem direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no
art. 239. (leia-se art. 236)
Art. 241. Se, no caso do art. 238, sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesa
ou trabalho do devedor, lucrará o credor, desobrigado de indenização. (é o exemplo da cadela
alugada que deu filhote)
Art. 242. Se para o melhoramento, ou aumento, empregou o devedor trabalho ou dispêndio, o
caso se regulará pelas normas deste Código atinentes às benfeitorias realizadas pelo
possuidor de boa-fé ou de má-fé. Parágrafo único. Quanto aos frutos percebidos, observar-se-
á, do mesmo modo, o disposto neste Código, acerca do possuidor de boa-fé ou de má-fé.
Art. 1.217. O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa, a que
não der causa.
Art. 1.218. O possuidor de má-fé responde pela perda, ou deterioração da coisa, ainda que
acidentais, salvo se provar que de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do
reivindicante.
Dar coisa incerta:
Coisa incerta não é a indeterminada, mas sim a determinável. Não é correto falar que coisa incerta é
indeterminada, porque em fatos jurídicos nós aprendemos que o objeto precisa ser determinado ou
pelo menos determinável para que o negócio jurídico seja válido.
Art. 104 do CC.: A validade do negócio jurídico requer:
I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
III - forma prescrita ou não defesa em lei.
IV - vontade livre
A coisa incerta é incerta pela conotação da qualidade somente, porque o gênero e a quantidade têm
que ser certos.
Por exemplo, foi pactuado a obrigação de entregar 30 sacas de café. Café é o gênero, 30 é a
quantidade. Mas qual a qualidade do café? Tipo A? Tipo B? Isso foi incerto.
Art. 243 do CC.: A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
Art. 244 do CC.: Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence
ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação (ou seja, se nada for pactuado
entre as partes); mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.
Art. 245 do CC.: Cientificado da escolha o credor, vigorará o disposto na Seção antecedente.
Art. 246 do CC.: Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da
coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
Ela só é incerta até a escolha, até a qualificação do objeto. Depois disso ela se torna obrigação de
dar coisa certa, seguindo as regras das obrigações de dar coisa certa.
A obrigação de fazer pode ser:
1 – Fungível (é aquela que pode ser prestada por qualquer pessoa.)
2 – Infungível. (é aquela personalíssima.)
Art. 247 do CC.: Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a
prestação a ele só imposta, ou só por ele exeqüível.
Art. 248 do CC.: Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-
se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.
Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à
custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização
judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça.
Acerca da obrigação de fazer, o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por
ele exeqüível incorre na obrigação de indenizar perdas e danos. Todavia, resolve-se a
obrigação se a prestação do fato tornar-se impossível sem sua culpa, e, se por culpa sua,
responderá ele por perdas e danos.
CERTO.
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: Quadrix. Órgão: CRO – PR. Prova para Procurador Jurídico.
Considerando as normas constantes do Código Civil sobre as obrigações de fazer e não
fazer, assinale a alternativa incorreta.
A) Com relação às obrigações de fazer, se a prestação do fato tornar-se impossível, o devedor
responderá por perdas e danos, independentemente de culpa. (AFIRMAÇÃO ERRADA, e por
isso é o nosso gabarito. Art. 248, CC.: Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa
do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.)
B) Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele
só imposta, ou só por ele exequível. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 247, CC.: Incorre na
obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta,
ou só por ele exequível.)
C) Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o
desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.
(AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 251, CC.: Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se
obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa,
ressarcindo o culpado perdas e danos.)
D) Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa
do devedor, havendo recusa ou mora deste. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 249, CC.: Se o fato
puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor,
havendo recusa ou mora deste, sem prejuízoda indenização cabível.)
E) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne
impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 250,
CC.: Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne
impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.)
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: CNJ. Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
Paulo e Marcelo celebraram contrato por meio do qual Marcelo, notório artista, contraiu
obrigação intuitu personae de restaurar um quadro de grande valor artístico, devendo
receber, para tanto, vultosa contraprestação pecuniária. Com referência à situação hipotética
acima apresentada, julgue os itens subsequentes. Ao celebrar o referido contrato, Marcelo
contraiu obrigação de fazer infungível.
CERTO. Intuitu personae é aquela infungível.
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: FUNPRESP-EXE. Prova para
Especialista - Área Jurídica.
Na obrigação de fazer fungível, se houver recusa ou mora do devedor, ao credor será
facultado, em caso de emergência, o exercício da autoexecutoriedade.
CERTO.
Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à
custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização
judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: TRT 2R (SP). Órgão: TRT - 2ª REGIÃO (SP). Prova para Juiz do
Trabalho. (Reduzida)
As obrigações de fazer, em razão de serem infungíveis, somente poderão ser executadas pelo
próprio devedor, sendo, pois, "intuitu personae".
ERRADO, porque existe a fungível e a não fungível.
Obrigação de não fazer
Art. 250. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne
impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele
que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer,
independentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido.
Não existe mora em obrigação de não fazer, porque a obrigação é justamente a de não fazer. Mora
é a demora para se cumprir a obrigação (ou alguma irregularidade na prestação).
Toda obrigação de não fazer é personalíssima (infungível).
Toda obrigação de não fazer é indivisível.
Art. 390 do CC.: Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia
em que executou o ato de que se devia abster.
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEDF. Prova para Analista de
Gestão Educacional - Direito e Legislação.
Nas relações jurídicas que tiverem por objeto uma obrigação de não fazer, o inadimplemento
se configurará a partir do momento em que a parte obrigada expressar sua vontade em
realizar o ato de que deveria se abster.
ERRADO. Art. 390 do CC.: Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente
desde o dia em que executou o ato de que se devia abster.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: IDECAN. Órgão: UFAL. Prova para Advogado.
Relacione adequadamente as menções às respectivas características.
1. Obrigação de dar coisa certa.
2. Obrigação de dar coisa incerta.
3. Obrigação de não fazer.
( ) O objeto da prestação é coisa única e preciosa, salvo acordo com o credor.
( ) Sua violação resolve em perdas e danos.
( ) Objeto sujeito à determinação futura; pode-se convencionar que a escolha será feita pelo
credor ou por terceiro. A sequência está correta em
A) 1, 2, 3.
B) 1, 3, 2. (GABARITO)
C) 2, 3, 1.
D) 3, 1, 2.
E) 3, 2, 1.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-DF. Prova para Defensor
Público.
Se o devedor que assumiu obrigação de abster-se da prática de determinado ato vier a
praticá-lo, o credor poderá exigir que ele o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa,
ressarcindo o culpado perdas e danos. No entanto, extingue-se a obrigação de não fazer,
desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato que se obrigou a
não praticar.
CERTO.
Obrigação Alternativa.
Código Civil:
Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se
estipulou.
§1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
§2º Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser
exercida em cada período.
§3º No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o
juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
§4º Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao
juiz a escolha se não houver acordo entre as partes.
Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada
inexeqüível, subsistirá o débito quanto à outra.
Art. 254. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não
competindo ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se
impossibilitou, mais as perdas e danos que o caso determinar.
Art. 255. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por
culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra,
com perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem
inexeqüíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por
perdas e danos.
Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-
á a obrigação.
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: CESGRANRIO. Órgão: Petrobras. Prova para Advogado
(Reduzida).
A respeito das obrigações, considere as afirmações a seguir.
I - Nas obrigações alternativas, são devidas duas coisas alternativamente, ao passo que, na
obrigação facultativa, apenas uma coisa é devida, mas o devedor pode preferir pagar com
uma ou outra. (CERTO)
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CONCEP. Órgão: DAE-Bauru. Prova para Procurador Jurídico.
(Reduzida e adaptada). É correto afirmar que nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao
devedor, se outra coisa não se estipulou. (CERTO.)
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: STJ. Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
Nas obrigações alternativas, quando a escolha couber ao credor e recair sobre prestação
inexigível por culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou
optar pelo recebimento do valor da inexigível acrescentado de perdas e danos.
CERTO. É a literalidade do que diz o CC, vejamos:
Art. 252 do CC.: Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor (no CC a escolha
sempre cabe ao devedor em todos os casos – de maneira subsidiária, porque o que prevalece
é o que for combinado entre as partes, de acordo com o princípio da autonomia da vontade
das partes), se outra coisa não se estipulou.
Art. 255 do CC.: Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se
impossível por culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o
valor da outra, com perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se
tornarem inexeqüíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da
indenização por perdas e danos.
EXERCÍCIOS DE TODA A MATÉRIA ATÉ AQUI (1).
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: IESES. Órgão: TJ-MS. Prova para Titular de Serviços de Notas e
de Registros. (Reduzida)
II. Nas obrigações de dar coisacerta, se a coisa se perder sem culpa do devedor antes da
tradição, a obrigação fica resolvida para ambas as partes.
CERTO. Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor,
antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas
as partes;
III. Nas obrigações de restituir coisa certa, se a coisa se perder sem culpa do devedor antes
da tradição, o credor sofrerá a perda e a obrigação se resolverá.
CERTO. Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se
perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os
seus direitos até o dia da perda.
IV. Nas obrigações de dar coisa incerta não há que se falar em perda da coisa antes da
escolha.
CERTO. Art. 246. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da
coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-BA. Prova para Titular de
Serviços de Notas e de Registros. (Reduzida)
Em se tratando de obrigação de restituir ou dar coisa certa, constatada a deterioração da
coisa, sem culpa do devedor, o credor poderá resolver a obrigação.
ERRADO.
Art. 240 (primeira parte). Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á
o credor, tal qual se ache, sem direito a indenização. (Neste caso não poderá resolver a
obrigação)
Art. 235 (obrigação de dar coisa certa) do CC.: Deteriorada a coisa, não sendo o devedor
culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o
valor que perdeu.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-BA. Prova para Titular de
Serviços de Notas e de Registros. (Reduzida)
Se, antes da tradição, houver deterioração ou perda da coisa a ser restituída, sem culpa do
devedor, a obrigação se resolverá.
ERRADO.
Art. 240 (primeira parte). Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á
o credor, tal qual se ache, sem direito a indenização.
Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder
antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus
direitos até o dia da perda.
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: EBSERH. Prova para Advogado.
Nas obrigações de dar coisa certa, caso a coisa restituível se deteriore por culpa do devedor,
o credor poderá aceitar a coisa no estado que estiver, com direito a reclamar indenização por
perdas e danos.
Segundo a lei estaria errado, mas está certo por causa do enunciado 15.
CERTO. Enunciado nº 15: As disposições do art. 236 do novo Código Civil também são
aplicáveis à hipótese do art. 240, in fine.
Art. 240. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal
qual se ache, sem direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no
art. 239 (leia-se 236)
Art. 236 (dar coisa certa). Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou
aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso,
indenização das perdas e danos.
QUESTÃO: Em se tratando de obrigação de restituir ou dar coisa certa, constatada a
deterioração da coisa, sendo culpado do devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou
aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso,
indenização das perdas e danos.
CERTO.
QUESTÃO: Em se tratando de obrigação de restituir ou dar coisa certa, constatada a perda da
coisa, sendo culpado o devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.
CERTO.
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TRT - 13ª Região (PB). Prova para
Estágio – Direito.
A obrigação de dar pode ser entendida como aquela consistente em uma prestação de
entrega de um ou mais bens ao credor. Sobre a obrigação de dar, assinale a alternativa
correta.
A) Deteriorada a coisa, sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou
aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
ERRADO. O certo é: Deteriorada a coisa, sendo o devedor culpado (na obrigação de dar e na
de restituir) poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha,
com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos.
B) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos.
CERTO. Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e
acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o
devedor resolver a obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.
C) A coisa incerta será indicada, apenas, pelo gênero.
ERRADO. Art. 243. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
D) Se a coisa restituível se deteriorar por culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se
ache, sem direito à indenização.
ERRADO. Art. 240. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o
credor, tal qual se ache, sem direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o
disposto no art. 239 (leia-se 236)
Art. 236 (dar coisa certa). Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou
aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso,
indenização das perdas e danos.
E) Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este somente pelo equivalente.
ERRADO. Art. 234 do CC.: Se, no caso do artigo antecedente (obrigação de dar coisa certa) a
coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição
suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do
devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FCC. Órgão: TRT - 18ª Região (GO). Prova para Analista
Judiciário.
Na obrigação de dar coisa certa,
A) se, antes da tradição, a coisa se perder sem culpa do devedor, este responderá pelo
equivalente mais perdas e danos.
ERRADO. Art. 234 do CC.: Se, no caso do artigo antecedente (obrigação de dar coisa certa) a
coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição
suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes;
B) até a ocorrência da tradição, a coisa pertence ao devedor, com seus melhoramentos, pelos
quais poderá exigir aumento no preço.
CERTO. Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e
acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o
devedor resolver a obrigação.
C) os acessórios não estão abrangidos por ela, salvo se o contrário resultar do título ou das
circunstâncias do caso.
ERRADO. Art. 233 do CC.: A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora
não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
D) se esta se deteriorar, ao credor não é dado recebê-la no estado em que se encontra, com
abatimento do preço.
ERRADO. Art. 235 do CC.: Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor
resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Art. 236 do CC.: Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a
coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso,
indenização das perdas e danos.
E) se, depois da tradição, a coisa se perder sem culpa do devedor, este responderá pelo
equivalente mais perdas e danos.
ERRADO. Depois da tradição está encerrada a obrigação.QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRM-MS. Prova para Advogado.
Acerca das diferentes classes de bens, assinale a alternativa correta.
A) São consideradas como móveis para os efeitos legais as energias que tenham valor
econômico e direito à sucessão aberta. (ERRADO. Art. 80. Consideram-se imóveis para os
efeitos legais: II - o direito à sucessão aberta.)
B) Em regra, os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal também abrangem as
pertenças. (ERRADO, porque abrange apenas o acessório (O acessório acompanha o
principal). Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente;
acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. Art. 94. Os negócios jurídicos que
dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da
lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso.)
C) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou
por vontade das partes. (GABAARITO. Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-
se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes.)
D) Os bens públicos dominicais e os de uso especial são inalienáveis, ao menos enquanto
conservarem a sua qualificação. (ERRADO. Art. 100. Os bens públicos de uso comum do
povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na
forma que a lei determinar.)
E) São considerados como benfeitorias todos os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos
ao bem, ainda que sem a intervenção do proprietário, do possuidor ou do detentor. (ERRADO.
Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao
bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor.)
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FCC. Órgão: DPE-PB. Prova para Defensor Público.
Ângela firmou contrato com Ana Lúcia obrigando-se a entregar-lhe um vestido. Antes da
tradição, porém, utilizou o vestido em uma festa e derrubou vinho sobre o tecido, causando
manchas no bem. Ana Lúcia poderá
A) aceitar o vestido, ou o equivalente em dinheiro, desde que renuncie às perdas e danos.
B) postular somente o equivalente em dinheiro, desde que renuncie ao recebimento do
vestido.
C) aceitar o vestido, ou o equivalente em dinheiro, além de postular perdas e danos.
(GABARITO. Se ela aceitar o vestido ou se ela exigir o equivalente em dinheiro, nos dois
casos ela pode exigir ainda perdas e danos, porque houve culpa do devedor. Art. 236 do CC.:
Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado
em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e
danos.)
D) apenas postular perdas e danos.
E) aceitar o vestido, apenas, desde que renuncie às perdas e danos.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-DFT. Prova para Analista
Judiciário.
Em se tratando de obrigação de dar coisa certa, ocorrendo a perda da coisa antes da tradição,
independentemente de verificação de culpa do devedor, pode o credor dele exigir o valor
equivalente à coisa acrescido de perdas e danos.
ERRADO. Nas obrigações de dar coisa certa e nas de restituir deve-se sempre considerar a
existência ou não de culpa do devedor, pois ela implicará em consequências distintas, seja na
deterioração da coisa, seja na perda da coisa.
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRT - 1ª REGIÃO (RJ). Prova para Juiz do
Trabalho. (Reduzida)
Se a obrigação for de restituir coisa certa e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, poderá o credor exigir perdas e danos, sem prejuízo do cumprimento da obrigação
por terceiros, às expensas do devedor. (ERRADO. Art. 240. Se a coisa restituível se deteriorar
sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem direito a indenização)
QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: FCC. Órgão: TRF - 2ª REGIÃO. Prova para Analista Judiciário -
Área Judiciária.
A respeito das obrigações de dar, considere:
I. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou
aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
CERTO. Art. 235 (obrigação de dar coisa certa) do CC.: Deteriorada a coisa, não sendo o
devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu
preço o valor que perdeu.
II. Se a obrigação for de restituir coisa certa e sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa,
sem despesa ou trabalho do devedor, lucrará o credor, desde que indenize o devedor.
ERRADO. Art. 241. Se, no caso do art. 238, sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa,
sem despesa ou trabalho do devedor, lucrará o credor, desobrigado de indenização.
III. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertencerá ao credor,
se o contrário não resultar do título da obrigação.
ERRADO. Art. 244. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha
pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a
coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-BA. Prova para Titular de
Serviços de Notas e de Registros. (Reduzida)
Considerando o que dispõe o Código Civil acerca da obrigação de dar e restituir, assinale a
opção correta.
A) A obrigação de dar coisa certa só abrangerá os acessórios se isso for expressamente
convencionado pelas partes.
ERRADO. Art. 233 do CC.: A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora
não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
B) Quando se tratar de obrigação de restituir, o credor deve indenizar as benfeitorias
realizadas sem despesa do devedor.
ERRADO. Art. 241. Do CC.: Se, no caso do art. 238 (obrigação de restituir coisa certa),
sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesa ou trabalho do devedor, lucrará
o credor, desobrigado de indenização.
C) O devedor obrigado a dar coisa incerta não poderá alegar perda ou deterioração da coisa
antes da escolha, ainda que demonstre a existência de força maior ou caso fortuito.
CERTO. Art. 246 do CC.: Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - II - Primeira
Fase.
João prometeu transferir a propriedade de uma coisa certa, mas antes disso, sem culpa sua, o
bem foi deteriorado. Segundo o Código Civil, ao caso de João aplica-se o seguinte regime
jurídico:
A) a obrigação fica resolvida, com a devolução de valores eventualmente pagos.
B) a obrigação subsiste, com a entrega da coisa no estado em que se encontra.
C) a obrigação subsiste, com a entrega da coista no estado em que se encontra e abatimento
no preço proporcional à deterioração.
D) a obrigação poderá ser resolvida, com a devolução de valores eventualmente pagos, ou
subsistir, com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abatimento no preço
proporcional à deterioração, cabendo ao credor a escolha de uma dentre as duas soluções.
(GABARITO. Art. 235 do CC.: Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o
credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.)
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-BA. Prova para Titular de
Serviços de Notas e de Registros. (Reduzida)
Considerando o que dispõe o Código Civil acerca da obrigação de dar e restituir, assinale a
opção correta.
A) A obrigação de dar coisa certa só abrangerá os acessórios se isso for expressamente
convencionado pelas partes.
ERRADO. Art. 233 do CC.: A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora
não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
B) Quandose tratar de obrigação de restituir, o credor deve indenizar as benfeitorias
realizadas sem despesa do devedor.
ERRADO. Art. 241. Do CC.: Se, no caso do art. 238 (obrigação de restituir coisa certa),
sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesa ou trabalho do devedor, lucrará
o credor, desobrigado de indenização.
C) O devedor obrigado a dar coisa incerta não poderá alegar perda ou deterioração da coisa
antes da escolha, ainda que demonstre a existência de força maior ou caso fortuito.
CERTO. Art. 246 do CC.: Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MPE-CE. Prova para Analista
Ministerial – Direito.
Conforme as disposições do Código Civil acerca do direito das obrigações, julgue o item que
se segue.
Situação hipotética: Fernando se comprometeu a dar coisa certa para Daniela, porém a coisa
se deteriorou parcialmente sem qualquer culpa de Fernando.
Assertiva: Daniela tem o direito de resolver a obrigação ou de aceitar a coisa com o devido
abatimento no preço.
CERTO. Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver
a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FAUEL. Órgão: Câmara de Nova Olímpia – PR.
Sobre o Direito das Obrigações, analise as afirmativas abaixo como sendo Verdadeiras (V) ou
Falsas (F):
( ) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos
até o dia da perda.
CORRETA (art. 238, CC/02) - Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do
devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá,
ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
( ) Nas Obrigações de Dar Coisa Incerta, antes da escolha, poderá o devedor alegar perda ou
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
FALSA (art. 246, CC/02) - Nas Obrigações de Dar Coisa Incerta, antes da escolha, NÃO poderá
o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
( ) Nas Obrigações Alternativas, se uma das duas prestações não puder ser objeto de
obrigação ou se tornada inexequível, subsistirá o débito quanto à outra.
CORRETA (art. 253, CC/02) - Nas Obrigações Alternativas, se uma das duas prestações não
puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível, subsistirá o débito quanto à outra.
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PGE-ES. Prova para Procurador
do Estado.
No caso de obrigação de restituir coisa certa, vindo esta a se perder, sem culpa do devedor,
antes da tradição, a obrigação resolve-se automaticamente, sem qualquer direito ao credor de
receber indenização ou de exigir a restituição da coisa.
CORRETA (art. 238, CC/02) - Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do
devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá,
ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: TRT 2R (SP). Órgão: TRT - 2ª REGIÃO (SP). Prova para Juiz do
Trabalho (Reduzida)
Em relação às obrigações, observe as proposições abaixo e responda a alternativa que
contenha proposituras corretas:
I. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela que foram mencionados, salvo
se o contrário resultar do título ou das circunstâncias. (ERRADO. Art. 233, CC - A obrigação
de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o contrário
resultar do título ou das circunstâncias do caso;)
II. Deteriorada a coisa, sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou
aceitar a coisa abatido de seu preço o valor que perdeu. (ERRADO. Art. 236, CC - SENDO
CULPADO O DEVEDOR, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em
que se acha, com direito a reclamar, eu um ou em outro caso, indenização das perdas e
danos;)
III. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia que executou o
ato de que se devia abster. (CERTO. Art. 390, CC - Nas obrigações negativas o devedor é
havido por inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster.)
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: TJ-AP. Prova para Juiz.
Na obrigação de dar coisa certa,
A) até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos,
pelos quais poderá exigir aumento no preço e se o credor não anuir, poderá o devedor
resolver a obrigação. (CERTO. Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os
seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor
não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.)
B) os frutos, pendentes ou percebidos, são do devedor. (ERRADO. Art. 37, Parágrafo único.
Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.)
C) desde a realização do negócio jurídico e independentemente da tradição, pertencerá ao
credor a coisa, com os seus melhoramentos e acessórios, pelos quais não será obrigado a
qualquer pagamento adicional. (ERRADO. Art. 237)
D) deteriorada a coisa antes da tradição, sem culpa do devedor, resolve-se de pleno direito a
obrigação. (ERRADO. Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o
credor resolver a obrigação, OU aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.)
E) deteriorada a coisa, antes da tradição, sem culpa do devedor, o credor será obrigado a
aceitar a coisa, com abatimento proporcional do prego. (ERRADO. Art. 235)
OBRIGAÇÕES FRACIONÁRIAS E AS SUBJETIVAMENTE COMPLEXAS
(AULA 5 DO CURSO DO STANLEY COSTA).
Obrigações subjetivamente complexas são aquelas obrigações com vários sujeitos (vários credores,
vários devedores) (as objetivamente complexas são as que possuem mais de um objeto a ser
prestado, como nas obrigações alternativas ou nas cumulativas).
Antes de estudar as obrigações subjetivamente complexas, vamos estudar as obrigações
fracionárias.
OBRIGAÇÕES FRACIONÁRIAS (são as divisíveis e as indivisíveis):
Bens divisíveis:
Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância,
diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei
ou por vontade das partes.
Bens indivisíveis:
Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato
não suscetíveis de divisão, por sua natureza (um animal, por exemplo), por motivo de ordem
econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico. (Essa parte final fala que a
obrigação indivisível pode se dar por convenção das partes no contrato)
Carlos Roberto Gonçalves: “Tal classificação (divisível ou indivisível) só oferece interesse jurídico
havendo pluralidade de credores ou de devedores, pois, existindo um único devedor obrigado a um
só credor, a obrigação é indivisível, isto é, a prestação deverá ser cumprida por inteiro”
Maria Helena Diniz: “Se houver unicidade de sujeito, isto é, um só credor e um só devedor, seria
irrelevante verificar se a prestação é ou não divisível (...) Se não há pluralidade subjetiva, o
fracionamento ou o pagamento parcelado estipulado pelos contratantes, não traz nenhuma
dificuldade. Esse fato interessa particularmente se houver mais de um credor ou mais de um
devedor, ou seja, vários credores e um devedor; vários devedores e um credor; vários credores e
vários devedores”
Obrigações Fracionárias na pluralidade de sujeitos:
Em regra, na pluralidade de sujeitos, a obrigaçãoserá divisível:
Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta
presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou
devedores. (Este artigo quer dizer que quando houver mais de um devedor ou credor, e se for
possível ser divisível, então a obrigação será divisível) (presume-se a divisibilidade!)
No quadro acima, se José Pedro, por exemplo, se tornar insolvente, Adriana não poderá cobrar a
sua insolvência dos outros devedores. Adriana deverá suportar o prejuízo. Por isso, você, como
advogado, deverá assessorar Adriana a fechar contrato com essas quatro pessoas apenas se eles
aceitarem serem devedores solidários.
Em exceção, na pluralidade de sujeitos, a obrigação será indivisível:
Regra da Indivisibilidade – Pluralidade de devedores:
Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será
obrigado pela dívida toda.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação
aos outros coobrigados. (Ou seja, o devedor que pagou a dívida toda se torna credor em
relação aos outros codevedores, para que esses outros codevedores paguem suas partes ao
devedor que pagou a dívida toda ao credor. Em outras palavras o devedor que pagou a dívida
toda tem direito de regresso contra os outros codevedores)
Regra da Indivisibilidade – Pluralidade de credores:
Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; mas
o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando:
I - a todos conjuntamente;
II - a um, dando este caução de ratificação dos outros credores.
Art. 261. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros
assistirá o direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.
Art. 262. Se um dos credores remitir (perdoar) a dívida, a obrigação não ficará extinta para
com os outros (credores); mas estes (credores) só a poderão exigir, descontada a quota do
credor remitente. (Então o devedor que entregou um cavalo para 3 credores, que eram 4, vai
receber dos 3 credores que sobraram uma quantia em dinheiro relativo à quota do credor
remitente)
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação,
compensação ou confusão.
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
§ 1 o Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores,
responderão todos por partes iguais.
§ 2 o Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas
perdas e danos.
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FCC. Órgão: Prefeitura de São Luís – MA. Prova para
Procurador do Município.
João deve entregar um colar que vale R$ 300.000,00 a Maria, Paula e Joana, sendo que Maria
remitiu o débito. Assim, Paula e Joana exigirão o colar, mas, de outro lado, deverão restituir a
João, o montante equivalente ao quantum remitido. Essa situação só pode ocorrer pelo fato
de a obrigação em tela ser
A) solidária passiva.
B) subsidiária.
C) indivisível. (GABARITO. Art. 262 Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não
ficará extinta para com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do
credor remitente.
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação,
compensação ou confusão.)
D) divisível.
E) solidária ativa.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRE-MS. Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
Márcio celebrou contrato de compra e venda no qual ficou acertada a sua obrigação de
entregar um cavalo, avaliado em R$ 60.000,00, a Marcelo, Augusto e Rodrigo. Augusto remiu
todo o débito. Com isso, a obrigação ainda se mantém em relação a Marcelo e Rodrigo, que
poderão exigir a entrega do cavalo, mas deverão pagar a Márcio, em dinheiro, a quota do
credor remitente — R$ 20.000,00. Nessa situação hipotética, tem-se um exemplo de obrigação
A) indivisível. (GABARITO. Art. 262)
B) natural.
C) divisível.
D) solidária mista.
E) solidária ativa.
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: FUMARC. Órgão: CEMIG-TELECOM. Prova para Advogado
Júnior.
Assinale a alternativa INCORRETA, no que concerne às obrigações divisíveis e indivisíveis:
A) A obrigação somente é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato
não suscetíveis de divisão, por sua natureza ou por motivo de ordem econômica. (ERRADO.
Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato
não suscetíveis de divisão, por sua natureza (um animal, por exemplo), por motivo de ordem
econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico. Essa parte sublinhada no texto
da lei foi o que faltou no texto da questão.)
B) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda. (CERTO. Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for
divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.)
C) Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume--
se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.
(CERTO. Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível,
esta presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou
devedores.)
D) O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros
coobrigados. (CERTO. Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for
divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação
aos outros coobrigados.)
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: MS CONCURSOS. Órgão: CODENI-RJ. Prova para Advogado.
Dentre as modalidades de obrigações previstas no Código Civil, estão as obrigações
divisíveis e indivisíveis. No tocante a esta modalidade, é CORRETO afirmar que:
A) Não perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
(ERRADO. Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e
danos.)
B) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda. (CERTO. Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for
divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.)
C) O devedor que paga a dívida, sub-roga-se no direito de devedor em relação aos outros
coobrigados. (ERRADO Art. 259. Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se
no direito do credor em relação aos outros coobrigados.)
D) Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação ficará extinta para com os outros.
(ERRADO. Art. 262. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para
com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação,
compensação ou confusão.)
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CONSESP. Órgão: DAE-Bauru. Prova para
Procurador Jurídico.
Sobre direito obrigacional, analise as assertivas a seguir.
I. Não perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
(ERRADO. Art. 263: Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e
danos.)
II. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros; mas
estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente. (Art. 262. CERTO. Se um
dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros; mas estes só
a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.)
III. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação nãofor divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda. (CERTO. Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for
divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.)
IV. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão
determinante do negócio jurídico. (CERTO. Art. 258. A obrigação é indivisível quando a
prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza
(um animal, por exemplo), por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do
negócio jurídico.)
V. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro. (CERTO. Art. 266: A
obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.)
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: VUNESP. Órgão: ITESP. Prova para Advogado.
Sobre a obrigação indivisível, é correto afirmar que:
A) havendo dois ou mais devedores, cada qual será obrigado a pagar a respectiva quota
parte, aplicando-se a regra pro parte. (ERRADO. Artigo 259. Se, havendo dois ou mais
devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.)
B) o devedor que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros
coobrigados. (CERTO. Art. 259, parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no
direito do credor em relação aos outros coobrigados.)
C) se um dos credores remitir a dívida, a obrigação ficará extinta em relação aos demais.
(ERRADO. Art. 262. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para
com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação,
compensação ou confusão.)
D) não admite a transação, novação, compensação com apenas um dos credores, caso em
que opera a extinção global do débito. (ERRADO. Admite-se)
E) não pode ser convertida em obrigação divisível, pois cada devedor é obrigado pela dívida
toda. (ERRADO. Pode ser convertida em divisível pela vontade das partes (indivisibilidade
convencional) e ainda será convertida em divisível se resolver e perdas e danos.
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei
ou por vontade das partes.)
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - XX - Primeira
Fase.
Vítor, Paulo e Márcia são coproprietários, em regime de condomínio pro indiviso, de uma
casa, sendo cada um deles titular de parte ideal representativa de um terço (1/3) da coisa
comum. Todos usam esporadicamente a casa nos finais de semana. Certo dia, ao visitar a
casa, Márcia descobre um vazamento no encanamento de água. Sem perder tempo, contrata,
em nome próprio, uma sociedade empreiteira para a realização da substituição do cano
danificado. Pelo serviço, ficou ajustado contratualmente o pagamento de R$ 900,00
(novecentos reais). Tendo em vista os fatos expostos, assinale a afirmativa correta.
A) A empreiteira pode cobrar a remuneração ajustada contratualmente de qualquer um dos
condôminos.
B) A empreiteira pode cobrar a remuneração ajustada contratualmente apenas de Márcia, que,
por sua vez, tem direito de regresso contra os demais condôminos. (GABARITO)
C) A empreiteira não pode cobrar a remuneração contratualmente ajustada de Márcia ou de
qualquer outro condômino, uma vez que o serviço foi contratado sem a prévia aprovação da
totalidade dos condôminos.
D) A empreiteira pode cobrar a remuneração ajustada contratualmente apenas de Márcia, que
deverá suportar sozinha a despesa, sem direito de regresso contra os demais condôminos,
uma vez que contratou a empreiteira sem o prévio consentimento dos demais condôminos.
COMENTÁRIO: A empreiteira só pode cobrar de Márcia, porque Márcia fez o contrato em seu
nome. Art. 1.318. As dívidas contraídas por um dos condôminos em proveito da comunhão, e
durante ela, obrigam o contratante; mas terá este ação regressiva contra os demais.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FGV. Órgão: TJ-AM. Prova para Analista Judiciário – Direito.
Carlos e Andréa estão obrigados a entregar um cavalo da espécie Manga Larga Marchador a
Manoel. Porém, na véspera da entrega, Carlos, por descuido, deixa o portão aberto, o cavalo
foge e tenta atravessar um rio próximo à propriedade, morrendo afogado. Considerando o
contexto fático narrado, analise as afirmativas a seguir.
I. A obrigação deixa de ser indivisível, pois houve conversão da prestação originária. (CERTO,
porque a obrigação convertida em perdas e danos extingue a indivisibilidade. Art. 263 do CC.:
Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. Isso se
aplica diante da impossibilidade do adimplemento.
II. Andréa e Carlos estão obrigados ao pagamento de suas cotas e das perdas e danos.
(ERRADO. Como a obrigação não é mais indivisível, seguirá o § 2º do Art. 263: Se for de um
só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas perdas e danos.)
III. Manoel pode escolher o devedor a ser acionado para requerer o ressarcimento em perdas
e danos, pois há pluralidade de credores. (ERRADO. Somente Carlos é responsável por
perdas e danos, porque só ele agiu com culpa. § 2º do Art. 263)
IV. Andréa responde pelo equivalente, e Carlos pelo equivalente mais perdas e danos.
(ERRADO. Isso aconteceria se a obrigação fosse solidária. Art. 279. Impossibilitando-se a
prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para todos o encargo de pagar
o equivalente; mas pelas perdas e danos só responde o culpado.)
COMENTÁRIO: Quando uma obrigação se resolve em perdas e danos:
Se a obrigação for indivisível: a indivisibilidade se perde.
Se a obrigação for solidária: A solidariedade permanece.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FGV. Órgão: TCM-SP. Prova parar Agente de Fiscalização -
Ciências Jurídicas.
Cuidando-se de obrigação indivisível em que haja vários devedores, sendo inadimplente um
deles, a cláusula penal de natureza pecuniária poderá ser exigida pelo credor:
A) integralmente de cada um dos devedores;
B) proporcionalmente de cada um dos devedores, inclusive do devedor culpado;
C) integralmente de qualquer um dos devedores;
D) proporcionalmente, e somente do devedor culpado;
E) proporcionalmente de cada um dos devedores não culpados. (GABARITO)
COMENTÁRIO: A questão trata de obrigação indivisível com pluralidade de devedores, sendo
um deles inadimplente. Entretanto, nesse caso, ainda existe a possibilidade de cumprimento
da obrigação (diferentemente da questão anterior, que não era mais possível o adimplemento
devido a perda total, resultando em perdas e danos e a extinção d indivisibilidade). Nesse
caso dessa questão, a multa, por ser obrigação indivisível, pode ser exigida de todos os não
culpados de maneira proporcional, mas integralmente apenas do culpado/inadimplente.
Art. 414 do CC.: Sendo indivisível a obrigação, todos os devedores, caindo em falta um deles,
incorrerão na pena; mas esta só se poderá demandar integralmente do culpado, respondendo
cada um dos outros somente pela sua quota.
Parágrafo único. Aos não culpados fica reservada a ação regressiva contra aquele que deu
causa à aplicação da pena.
Art. 415 do CC.: Quando a obrigação for divisível, só incorre na pena o devedor ou o herdeiro
do devedor que a infringir, e proporcionalmente à sua parte na obrigação.
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS: (aula 6 do curso do Stanley Costa)
Uma diferença que encontramos entre a obrigaçãosolidária e a indivisível é que na indivisível,
quando há pluralidade de credores, o devedor, ou os devedores, só se desobrigarão pagando a
todos os credores conjuntamente ou a um deles com caução de ratificação.
Art. 260 (obrigações indivisíveis). Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes
exigir a dívida inteira; mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando:
I - a todos conjuntamente;
II - a um, dando este caução de ratificação dos outros credores.
Já na solidária não há essa necessidade. Na solidária, o devedor pode pagar para qualquer um dos
credores normalmente sem requisitos.
Uma diferença entre obrigação divisível e a solidária, é que ocorre a inversão do risco.
Por exemplo, na divisível, se existe mais de um devedor, e um deles se torna insolvente, o credor
não pode cobrar dos outros devedores a insolvência do insolvente (porque, na obrigação divisível,
cada qual responde exclusivamente pela sua quota-parte), mas na solidária pode.
A Solidariedade não se presume, porque a divisibilidade é a regra, ou seja, a divisibilidade é que se
presume. Se a questão não falou em solidariedade, não a presuma.
Solidariedade Ativa:
Solidariedade Passiva:
Obs: Exoneração é o mesmo que renúncia. Ser exonerado da solidariedade é diferente de
perdão/remissão. O fato de ser exonerado da solidariedade significa que ele não vai mais responder
pelo todo, mas apenas pela sua cota-parte.
REMISSÃO (verbo remitir): perdão por compaixão, por misericórdia, sem nenhum ônus. Neste caso
o perdoado estaria livre da obrigação.
“Chamamento a processo” é uma modalidade de intervenção de terceiros no CPC.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FGV. Órgão: TJ-AM. Prova para Analista Judiciário – Direito.
Carlos e Andréa estão obrigados a entregar um cavalo da espécie Manga Larga Marchador a
Manoel. Porém, na véspera da entrega, Carlos, por descuido, deixa o portão aberto, o cavalo
foge e tenta atravessar um rio próximo à propriedade, morrendo afogado. Considerando o
contexto fático narrado, analise as afirmativas a seguir.
I. A obrigação deixa de ser indivisível, pois houve conversão da prestação originária. (CERTO,
porque a obrigação convertida em perdas e danos extingue a indivisibilidade. Art. 263 do CC.:
Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. Isso se
aplica diante da impossibilidade do adimplemento.
II. Andréa e Carlos estão obrigados ao pagamento de suas cotas e das perdas e danos.
(ERRADO. Como a obrigação não é mais indivisível, seguirá o § 2º do Art. 263: Se for de um
só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas perdas e danos.)
III. Manoel pode escolher o devedor a ser acionado para requerer o ressarcimento em perdas
e danos, pois há pluralidade de credores. (ERRADO. Somente Carlos é responsável por
perdas e danos, porque só ele agiu com culpa. § 2º do Art. 263)
IV. Andréa responde pelo equivalente, e Carlos pelo equivalente mais perdas e danos.
(ERRADO. Isso aconteceria se a obrigação fosse solidária. Art. 279. Impossibilitando-se a
prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para todos o encargo de pagar
o equivalente; mas pelas perdas e danos só responde o culpado.)
COMENTÁRIO: Quando uma obrigação se resolve em perdas e danos:
Se a obrigação for indivisível: a indivisibilidade se perde.
Se a obrigação for solidária: A solidariedade permanece.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FGV. Órgão: TCM-SP. Prova parar Agente de Fiscalização -
Ciências Jurídicas.
Cuidando-se de obrigação indivisível em que haja vários devedores, sendo inadimplente um
deles, a cláusula penal de natureza pecuniária poderá ser exigida pelo credor:
A) integralmente de cada um dos devedores;
B) proporcionalmente de cada um dos devedores, inclusive do devedor culpado;
C) integralmente de qualquer um dos devedores;
D) proporcionalmente, e somente do devedor culpado;
E) proporcionalmente de cada um dos devedores não culpados. (GABARITO)
COMENTÁRIO: A questão trata de obrigação indivisível com pluralidade de devedores, sendo
um deles inadimplente. Entretanto, nesse caso, ainda existe a possibilidade de cumprimento
da obrigação (diferentemente da questão anterior, que não era mais possível o adimplemento
devido a perda total, resultando em perdas e danos e a extinção da indivisibilidade). Nesse
caso dessa questão, ainda existe a indivisibilidade, por isso a multa, por ser obrigação
indivisível, pode ser exigida de todos os não culpados de maneira proporcional, mas
integralmente apenas do culpado/inadimplente.
Art. 414 do CC.: Sendo indivisível a obrigação, todos os devedores, caindo em falta um deles,
incorrerão na pena; mas esta só se poderá demandar integralmente do culpado, respondendo
cada um dos outros somente pela sua quota.
Parágrafo único. Aos não culpados fica reservada a ação regressiva contra aquele que deu
causa à aplicação da pena.
Art. 415 do CC.: Quando a obrigação for divisível, só incorre na pena o devedor ou o herdeiro
do devedor que a infringir, e proporcionalmente à sua parte na obrigação.
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova para Exame de Ordem Unificado -
XXIV - Primeira Fase.
André, Mariana e Renata pegaram um automóvel emprestado com Flávio, comprometendo-se
solidariamente a devolvê-lo em quinze dias. Ocorre que Renata, dirigindo acima do limite de
velocidade, causou um acidente que levou à destruição total do veículo. Assinale a opção que
apresenta os direitos que Flávio tem diante dos três.
A) Pode exigir, de qualquer dos três, o equivalente pecuniário do carro, mais perdas e danos.
B) Pode exigir, de qualquer dos três, o equivalente pecuniário do carro, mas só pode exigir
perdas e danos de Renata. (GABARITO)
C) Pode exigir, de cada um dos três, um terço do equivalente pecuniário do carro e das
perdas e danos.
D) Pode exigir, de cada um dos três, um terço do equivalente pecuniário do carro, mas só
pode exigir perdas e danos de Renata.
COMENTÁRIO:
Art. 279. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste
para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas perdas e danos só responde o
culpado.
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: FCC. Órgão: TRT - 22ª Região (PI). Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
Uma obrigação indivisível resolveu-se em perdas e danos por culpa de um dos três
devedores. Nesse caso,
A) o devedor culpado responderá pelas perdas e danos e os outros ficarão exonerados da
obrigação. (GABARITO)
B) todos os devedores responderão pelas perdas e danos em sua totalidade em razão da
indivisibilidade, com direito de regresso contra o culpado.
C) todos os devedores responderão pelas perdas e danos de forma proporcional à sua parte
na obrigação.
D) a obrigação será considerada extinta e todos os devedores ficarão exonerados.
E) todos os devedores responderão pelas perdas e danos em sua totalidade em razão da
indivisibilidade, sem direito de regresso contra o culpado.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FGV. Prova para Exame da Ordem XVIII – Primeira Fase.
Joana e suas quatro irmãs, para comemorar as bodas de ouro de seus pais, contrataram
Ricardo para organizar a festa. No contrato ficou acordado que as cinco irmãs arcariam
solidariamente com todos os gastos.Ricardo, ao requerer o sinal de pagamento, previamente
estipulado no contrato, não obteve sucesso, pois cada uma das irmãs informava que a outra
tinha ficado responsável pelo pagamento. Ainda assim, Ricardo cumpriu sua parte do
acordado. Ao final da festa, Ricardo foi até Joana para cobrar pelo serviço, sem sucesso.
Sobre a situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
A) Se Ricardo resolver ajuizar demanda em face somente de Joana, as outras irmãs, ainda
assim, permanecerão responsáveis pelo débito. (GABARITO. Art. 275, parágrafo único: Não
importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um ou alguns
dos devedores.)
B) Se Joana pagar o preço total do serviço sozinha, poderá cobrar das outras (até aqui está
certo), ficando sem receber se uma delas se tornar insolvente. (Esse final está errado, porque
se uma delas se tornar insolvente, a cota parte dessa insolvente será dividida/rateada em
partes iguais entre todos os codevedores, ou seja, entre as demais irmãs, inclusive Joana.
Logo a Joana, que pagou tudo, não ficará sem receber das outras irmãs. Art. 283. O devedor
que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-devedores a sua quota,
dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no
débito, as partes de todos os co-devedores.)
C) Se uma das irmãs de Joana falecer deixando dois filhos, qualquer um deles deverá arcar
com o total da parte de sua mãe. (ERRADO. Os herdeiros respondem somente no limite da
sua cota hereditária. Art. 276. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros,
nenhum destes será obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão
hereditário, salvo se a obrigação for indivisível; mas todos reunidos serão considerados
como um devedor solidário em relação aos demais devedores.)
D) Ricardo deve cobrar de cada irmã a sua quota-parte para receber o total do serviço, uma
vez que se trata de obrigação divisível. (ERRADO. É uma obrigação solidária, logo Ricardo
poderá cobrar somente de uma ou de algumas. Art. 275. O credor tem direito a exigir e
receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum; se o
pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam obrigados
solidariamente pelo resto.)
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-SP. Prova para Juiz.
Caio, Tício e Pompeu se fazem devedores solidários de um Credor pela quantia de R$ 3
milhões, sendo que esta obrigação interessa igualmente a todos os devedores, e todos são
solventes (solvente quer dizer devedor).
Considerada essa hipótese, assinale a opção correta.
A) Paga a integralidade da dívida por Caio, nada poderá cobrar de Tício ou de Pompeu.
(ERRADO, porque o devedor que paga sozinho tem o direito de regresso contra os outros
devedores)
B) Paga a integralidade da dívida por Caio, poderá cobrar R$ 2 milhões tanto de Tício quanto
de Pompeu. (ERRADO, porque ele poderá cobrar somente 1 milhão de cada)
C) Qualquer dos 3 co-devedores pode, ao dele se exigir a integralidade da dívida, opor ao
Credor tanto as exceções que lhe forem pessoais quanto as exceções pessoais aos outros
co-devedores não demandados. (ERRADO, porque o devedor somente pode opor as suas
exceções pessoais àquele que há razões pessoais, mas aos dos demais não. Art. 273. A um
dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais oponíveis aos
outros.)
D) Paga a integralidade da dívida por Caio, poderá ele cobrar R$ 1 milhão de Tício e R$ 1
milhão de Pompeu. (CERTO. Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a
exigir de cada um dos co-devedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do
insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os co-
devedores.)
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Prova para Exame de Ordem XXVI. Primeira Fase.
Paula é credora de uma dívida de R$ 900.000,00 assumida solidariamente por Marcos, Vera,
Teresa, Mirna, Júlio, Simone, Úrsula, Nestor e Pedro (9 devedores solidários), em razão de
mútuo que a todos aproveita. Antes do vencimento da dívida, Paula exonera Vera e Mirna da
solidariedade, por serem amigas de longa data. Dois meses antes da data de vencimento,
Júlio, em razão da perda de seu emprego, de onde provinha todo o sustento de sua família,
cai em insolvência. Ultrapassada a data de vencimento, Paula decide cobrar a dívida. Sobre a
hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
A) Vera e Mirna não podem ser exoneradas da solidariedade, (ERRADO, porque podem ser
exoneradas da solidariedade sim. Obs: Nem leia o resto da alternativa) eis que o nosso
ordenamento jurídico não permite renunciar a solidariedade de somente alguns dos
devedores.
B) Se Marcos for cobrado por Paula, deverá efetuar o pagamento integral da dívida e,
posteriomente, poderá cobrar dos demais as suas quotas-partes. A parte de Júlio será
rateada entre todos os devedores solidários, inclusive Vera e Mirna. (CERTO. Em regra, na
obrigação solidária passiva, os credores podem cobrar a integralidade ou parcialmente a
dívida, mas como no enunciado está dizendo que os devedores “em razão de mútuo que a
todos aproveita” quando forem cobrados, devem pagar a integralidade. Art. 285. Se a dívida
solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este por toda ela para
com aquele que pagar.)
C) Se Simone for cobrada por Paula deverá efetuar o pagamento integral da dívida e,
posteriomente, poderá cobrar dos demais as suas quotas-partes (até aqui está certo),
inclusive Júlio. (Esse final está errado, porque Simone não pode cobrar de Júlio, porque Júlio
é insolvente)
D) Se Mirna for cobrada por Paula, deverá efetuar o pagamento integral da dívida (ERRADO,
porque Mirna foi exonerada da solidariedade, então ela não pode mais ser cobrada pela dívida
integral, somente pela sua cota parte. Nem leia o resto da alternativa.) e, posteriomente,
poderá cobrar as quotas-partes dos demais. A parte de Júlio será rateada entre todos os
devedores solidários, com exceção de Vera.
QUESTÃO: Ano: 2008 Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: OAB. Exame de Ordem - 2 -
Primeira Fase.
Considerando a situação hipotética apresentada e as disposições do Código Civil acerca de
solidariedade, assinale a opção correta.
A) Fábio deverá cobrar dos outros dois devedores a quantia que pagou a Fátima.
B) Mesmo tendo efetuado o pagamento, Fábio não tem o direito de cobrar algo dos demais
devedores, já que, nesse caso, cada um deles tem a obrigação pelo total da dívida.
C) Como a dívida solidária foi contraída no interesse exclusivo de Pedro, cabe a ele responder
por toda ela perante Fábio. (GABARITO)
D) Por não ter sido parte no processo judicial, Pedro não será obrigado a responder pelos
juros da mora.
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de Marília – SP. Prova para
Procurador Jurídico.
Caio solicitou um empréstimo de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) a Tício e Mélvio. Foi
previsto no título da dívida a solidariedade ativa. O vencimento da obrigação foi fixado para a
data de 01.08.2017. No dia 30.07.2017, faleceu Tício, que deixou dois herdeiros sucessíveis,
seus filhos Aquiles e Justiniano. Assinale a alternativa correta.
A) O falecimento de um dos credores não faz cessar a solidariedade, podendo Mélvio
demandar Caio pela totalidade da dívida, mas Aquiles e Justiniano apenas o podem fazer pelo
valor correspondente aos seus quinhões hereditários. (CERTO)
B) A morte de qualquer dos credores extingue a solidariedade ativa; (ERRADO. Não extingue
a solidariedade. Não continue lendo a alternativa) dessa forma, Mélvio somente poderia
demandar de Caio metade do valor da dívida.
C) A morte de um dos credores não extingue a solidariedade; dessa forma, Mélvio, Aquiles e
Justinianopoderiam, juntos ou cada um deles isoladamente, demandar Caio pelo valor total
da dívida. (ERRADO. Os herdeiros só podem demandar cada um pela sua cota parte)
D) A morte de um dos credores não extingue a solidariedade, mas Aquiles e Justiniano ou
Mélvio, juntos ou isoladamente, podem demandar Caio somente pela metade do valor da
dívida. (ERRADO. Art. 276)
E) A morte de um dos credores extingue a solidariedade (ERRADO. Não extingue a
solidariedade. Não continue lendo a alternativa) e transforma a obrigação em indivisível,
somente podendo a dívida ser demandada de Caio na integralidade por Mélvio, Aquiles e
Justiniano reunidos.
COMENTÁRIO:
Art. 270. Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá
direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário,
salvo se a obrigação for indivisível. (para os herdeiros a obrigação se torna divisível, mas
para os outros credores que ficaram vivos, permanece a solidariedade.)
Art. 276. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes será
obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a
obrigação for indivisível; mas todos reunidos serão considerados como um devedor solidário
em relação aos demais devedores.
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: TRT - 3ª Região (MG). Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
A respeito das modalidades das obrigações, considere:
I. Nas obrigações solidárias, convertendo-se a prestação em perdas e danos, não mais
subsiste a solidariedade. (ERRADO. Art. 271 do CC.: Convertendo-se a prestação em perdas e
danos, subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade.)
II. Nas obrigações de dar coisa incerta nas coisas determinadas pelo gênero e pela
quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação.
(CERTO. Art. 244 do CC.: Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha
PERTENCE AO DEVEDOR, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá
dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.)
III. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. (CERTO.
Art. 263 do CC.: Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e
danos. §1º Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores,
responderão todos por partes iguais. §2º Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os
outros, respondendo só esse pelas perdas e danos.)
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-SP. Prova para Juiz Substituto. (reduzida)
A solidariedade pode ser ativa ou passiva, mas não se identifica com a indivisibilidade, pois,
nesta, a fim de que os devedores se exonerem para com todos os credores, exige-se o
pagamento conjunto ou mediante caução, enquanto naquela não se exige tal cautela; a
obrigação indivisível, quando se resolver em perdas e danos, torna-se divisível, enquanto a
obrigação solidária conserva sua natureza; a remissão de dívida não extingue a obrigação
indivisível para com os outros credores, entretanto, extingue-a a solidariedade até o montante
do que foi pago, e pode a obrigação ser solidária e divisível ou indivisível e não solidária.
CERTO.
- Das obrigações divisíveis e indivisíveis:
Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; mas
o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando: I - a todos conjuntamente; II - a um, dando
este caução de ratificação dos outros credores.
- Da solidariedade passiva:
Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou
totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores
continuam obrigados solidariamente pelo resto.
- Das obrigações indivisíveis:
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
Da solidariedade ativa:
Art. 271. Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os efeitos, a
solidariedade.
- Das obrigações indivisíveis:
Art. 262. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os
outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.
- Da solidariedade passiva:
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não
aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou relevada.
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
O vício da incapacidade alegado pelo devedor contra um dos credores solidários prejudica a
todos os demais.
ERRADO. Art. 274. O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge os
demais, mas o julgamento favorável aproveita-lhes, sem prejuízo de exceção pessoal que o
devedor tenha direito de invocar em relação a qualquer deles.
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: TRF - 3ª REGIÃO. Órgão: TRF - 3ª REGIÃO. Prova para Juiz
Federal Substituto.
Sobre as obrigações indivisíveis é CORRETO afirmar:
A) A remissão da dívida por um dos credores não extingue a dívida para com os demais.
(CERTO. Art. 262. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com
os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente. Parágrafo
único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação, compensação ou
confusão.)
B) A indivisibilidade e solidariedade são fenômenos iguais, na medida em que, se a prestação
não for divisível e houver mais de um devedor, cada um será obrigado pela totalidade.
(ERRADO. Cada um será obrigado pela totalidade apenas da indivisível, mas na solidária o
devedor pode ser cobrado pela totalidade ou pela parcialidade da dívida. Indivisíveis: Art. 259.
Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda. Solidárias: Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de
alguns dos devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido
parcial, todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto. Ainda
solidárias: Art. 267. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o
cumprimento da prestação por inteiro.)
C) Havendo mais de um credor, é vedado a apenas um deles receber a prestação por inteiro.
(ERRADO)
D) Elas podem se configurar mesmo quando o objeto seja prestação consistente em fazer, e
ainda que a obrigação de fazer posteriormente se resolva em perdas e danos. (ERRADO Art.
263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.)
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - XX - Primeira
Fase.
Paulo, João e Pedro, mutuários, contraíram empréstimo com Fernando, mutuante, tornando-
se, assim, devedores solidários do valor total de R$ 6.000,00 (seis mil reais). Fernando, muito
amigo de Paulo, exonerou-o da solidariedade. João, por sua vez, tornou-se insolvente. No dia
do vencimento da dívida, Pedro pagou integralmente o empréstimo. Considerando a hipótese
narrada, assinale a afirmativa correta.
A) Pedro não poderá regredir contra Paulo para que participe do rateio do quinhão de João,
pois Fernando o exonerou da solidariedade. (ERRADO. Art. 283 (Solidariedade passiva) O
devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-devedores a
sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se
iguais, no débito, as partes de todos os co-devedores.
Art. 284. (Solidariedade passiva) No caso de rateio entre os co-devedores, contribuirão
também os exonerados da solidariedade pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia
ao insolvente.)B) Apesar da exoneração da solidariedade, Pedro pode cobrar de Paulo o valor de R$ 3.000,00
(três mil reais). (CERTO, Art. 283 e 284)
C) Ao pagar integralmente a dívida, Pedro se sub-roga nos direitos de Fernando, permitindo-
se que cobre a integralidade da dívida dos demais devedores. (ERRADO. Art. 283 e 284)
D) Pedro deveria ter pago a Fernando apenas R$ 2.000,00 (dois mil reais), pois a exoneração
da solidariedade em relação a Paulo importa, necessariamente, a exoneração da solidariedade
em relação a todos os codevedores. (ERRADO. A exoneração da solidariedade em relação a
Paulo não importa em exoneração dos demais codevedores)
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - XXI - Primeira
Fase.
Felipe e Ana, casal de namorados, celebraram contrato de compra e venda com Armando,
vendedor, cujo objeto era um carro no valor de R$ 30.000,00, a ser pago em 10 parcelas de R$
3.000,00, a partir de 1º de agosto de 2016. Em outubro de 2016, Felipe terminou o namoro com
Ana. Em novembro, nem Felipe nem Ana realizaram o pagamento da parcela do carro
adquirido de Armando. Felipe achava que a responsabilidade era de Ana, pois o carro tinha
sido presente pelo seu aniversário. Ana, por sua vez, acreditava que, como Felipe ficou com o
carro, não estava mais obrigada a pagar nada, já que ele terminara o relacionamento.
Armando procura seu(sua) advogado(a), que o orienta a cobrar
A) a totalidade da dívida de Ana.
B) a integralidade do débito de Felipe.
C) metade de cada comprador. (GABARITO, porque é uma obrigação divisível)
D) a dívida de Felipe ou de Ana, pois há solidariedade passiva.
QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-DF. Prova para Procurador -
Assistência Judiciária - Segunda Categoria.
A conversão da prestação originária da obrigação indivisível em perdas e danos acarreta a
extinção da indivisibilidade da prestação, sujeitando o devedor a pagar o equivalente
pecuniário da prestação extinta. Se apenas um dos devedores for culpado pela inadimplência,
apenas o devedor culpado responderá pelas perdas e danos, exonerando-se os demais
devedores.
CERTO.
TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES (AULA 7 DO STLANLEY COSTA).
Crédito e débito também são bens jurídicos, porque fazem parte do patrimônio da pessoa, e por isso
podem ser transferidos antes do adimplemento das obrigações. A cessão de crédito é um negócio
jurídico em que há a troca de um credor. A assunção de dívida é um negócio jurídico em que há a
troca de um devedor.
Nem todo crédito é alienável. Art. 286 (Cessão de crédito). O credor pode ceder o seu crédito,
se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a
cláusula proibitiva da cessão (pactuada entre credor e devedor originários) não poderá ser
oposta ao cessionário (ao novo credor) de boa-fé (cessionário de boa-fé é aquele novo credor
que não sabia da existência dessa cláusula proibitiva de cessão), se não constar do
instrumento da obrigação.
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: IESES. Órgão: TJ-AM. Prova para Titular de Serviços de Notas e
de Registros – Provimento.
Sobre a transmissão das obrigações, assinale a correta:
A) Na cessão de crédito o cedente não responde pela solvência do devedor, salvo estipulação
em contrário. (CERTO. Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela
solvência do devedor.) (O cedente, é por exemplo, João, que é o credor original que trocou de
lugar, na obrigação, com outra pessoa, com Maria, por exemplo. Agora, Maria é a credora da
obrigação, é a cessionária. Neste caso o devedor, Rogério, por exemplo, que devia João,
agora está devendo Maria, mas João não tem nada a ver com a dívida de Rogério (Maria não
pode cobrar João para que João cobre o devedor Rogério, porque João não tem mais nada a
ver com isso. Nesse caso, João somente responderá pela existência e autenticidade do título,
mas não pelo inadimplemento do devedor. É o que diz o Art. 295 (Cessão de crédito): Na
cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao
cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade
lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé. Lembrando que tudo
isso escrito até agora é a cessão de crédito pro soluto, que é a regra, mas se estipulado em
contrário, o cedente pode ter que responder pela dívida do devedor (crédito pro solvendo):
Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por
mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as
despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.)
B) Na cessão de crédito não se abrangem os seus acessórios, salvo disposição em contrário.
(ERRADO. Art. 287(Cessão de crédito). Salvo disposição em contrário, na cessão de um
crédito abrangem-se todos os seus acessórios. Devido o princípio da
acessoriedade/gravitação jurídica.)
C) Na assunção de dívida, o novo devedor pode opor ao credor as exceções pessoais que
competiam ao devedor primitivo. (ERRADO. Art. 302 (Assunção de dívida). O novo devedor
não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo.)
D) O cessionário somente poderá exercer os atos conservatórios do direito após o
conhecimento da cessão de crédito pelo devedor. (ERRADO. Art. 290 (cessão de crédito). A
cessão do crédito não tem EFICÁCIA em relação ao devedor, senão quando a este notificada
(para que o devedor tenha conhecimento e não pague errado) (Essa notificação não é um
requisito de existência nem de validade, mas de EFICÁCIA contra o devedor); mas por
notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da
cessão feita. Entretanto: Art. 293 (Cessão de crédito). Independentemente do conhecimento
da cessão pelo devedor, pode o cessionário exercer os atos conservatórios do direito cedido.
Na cessão de crédito o devedor precisa ser notificado para que o ato seja eficaz perante o
devedor, mas não precisa do seu consentimento para que se realize a cessão de crédito. Já
na assunção de dívida necessita do consentimento do credor, porque o direito é do credor)
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
É ineficaz, em relação ao devedor, a cessão do crédito vencido.
ERRADO. Torna-se ineficaz, em relação ao devedor, a cessão de crédito quando não
notificado o devedor.
Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este
notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se
declarou ciente da cessão feita.
QUESTÃO: Na assunção de dívida é facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com
o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele,
ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava. Qualquer das partes pode
assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida, interpretando-se o seu
silêncio como recusa.
CERTO. É a literalidade do artigo 299 e seu parágrafo único. Na assunção de dívida precisa do
consentimento do credor, porque quem tem o direito é o credor, mas na cessão de crédito
não necessita do consentimento do devedor, porque o devedor não tem direito, ele só precisa
ser notificado.
QUESTÃO: Na cessão de crédito, fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento
da cessão, paga ao credor primitivo, ou que, no caso de mais de uma cessão notificada, paga
ao cessionário que lhe apresenta, com o título de cessão, o da obrigação cedida; quando o
crédito constar de escritura pública, prevalecerá a prioridade da notificação.
CERTO.É a literalidade do Art. 292.
QUESTÃO: Na cessão de crédito, o devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe
competirem, bem como as que, NO MOMENTO EM QUE VEIO A TER CONHECIMENTO DA
CESSÃO, tinha contra o cedente.
CERTO. É a literalidade do Art. 294. Como essas exceções são de natureza pessoal, o devedor
só pode opor ao cessionário aquelas que tinha contra o cedente, somente no momento em
que veio a ter o conhecimento da cessão.
Art. 302 (Assunção de dívida). O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais
que competiam ao devedor primitivo.)
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRE-TO. Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
Pedro, com o objetivo de pagar uma dívida que possuía com Roberto, cedeu-lhe, de forma
onerosa, crédito vincendo que tinha a receber de Carlos, responsabilizando-se somente pela
existência do referido crédito (SEÇÃO DE CRÉDITO PRO SOLUTO). Na data do vencimento da
dívida, Roberto descobriu que Carlos era insolvente. Nessa situação hipotética, a dívida que
Pedro tinha com Roberto
A) não estará extinta, pois Pedro assumiu a obrigação de garantir a existência do crédito.
B) estará quitada, pois o crédito foi cedido em caráter pro soluto. (GABARITO)
C) não estará extinta, pois a cessão de crédito é sempre em caráter pro soluto.
D) estará quitada, pois não há distinção entre a cessão de crédito pro soluto e a cessão de
crédito pro solvendo.
E) estará quitada, pois a cessão de crédito é sempre em caráter pro solvendo.
COMENTÁRIO: https://youtu.be/crKEM3pQId0 (Q Concursos)
Na obrigação pro soluto (que é a regra), o cedente não pode ser responsável diante do
cessionário pelo inadimplemento do devedor. O cedente, na obrigação pro soluto, só fica
responsável pela EXISTÊNCIA do título e pela AUTENTICIDADE do título. Em outras palavras,
é correto afirmar que o cedente, na obrigação pro soluto só poderá responder diante do
cessionário se o título for inexistente ou falso.
Art. 295 (Cessão de crédito pro soluto). Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que
não se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo
em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver
procedido de má-fé. Já na cessão de crédito pro solvendo o cedente se responsabiliza pela
insolvência do devedor. Art. 297: O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do
devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem
de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.)
COMENTÁRIO 2: Cuidado que se fosse uma assunção de dívida esse nunca poderia ser o
gabarito. Art. 299 do CC (assunção de dívida): É facultado a terceiro assumir a obrigação do
devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo,
salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.
https://youtu.be/crKEM3pQId0
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FCC. Órgão: TJ-SC. Prova para Juiz Substituto.
Na transmissão das obrigações aplicam-se as seguintes regras:
I. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável
ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma
responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
(CERTO. Art. 295 (Cessão de crédito). Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não
se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em
que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver
procedido de má-fé.)
II. Na assunção de dívida, o novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que
competiam ao devedor primitivo. (CERTO. Art. 302 (Assunção de dívida). O novo devedor não
pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo.)
III. Salvo estipulação em contrário, o cedente responde pela solvência do devedor. (ERRADO.
Art. 296 (Cessão de crédito). Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela
solvência do devedor.)
IV. O cessionário de crédito hipotecário só poderá averbar a cessão no registro de imóveis
com o consentimento do cedente e do proprietário do imóvel. (ERRADO. Art. 289 (Cessão de
crédito). O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no
registro do imóvel.)
V. Na assunção de dívida, se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o
débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias prestadas por terceiro, exceto se este
conhecia o vício que inquinava a obrigação. (CERTO. Art. 301. Se a substituição do devedor
vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias
prestadas por terceiros, exceto se este conhecia o vício que inquinava a obrigação.)
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: TJ-AP. Prova para Juiz.
É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor
A) podendo aquele, entretanto, opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao
devedor primitivo. (ERRADO. Art. 302 (Assunção de dívida). O novo devedor não pode opor
ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo.)
B) independentemente do consentimento do credor, ficando exonerado o devedor primitivo,
salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava. (ERRADO. Art
299 (Assunção de dívida). É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, COM o
consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele,
ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.)
C) com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se
aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava. (GABARITO. Art. 299)
D) mas não se extinguem, com a assunção da dívida, as garantias especiais dadas pelo
devedor primitivo originariamente; (ERRADO. Art. 300. (Assunção de dívida) Salvo
assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção da
dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor.)
E) sendo que, notificado o credor para que consinta na assunção da dívida em certo prazo, o
seu silêncio interpreta-se como aceitação. (ERRADO. Art. 299. É facultado a terceiro assumir a
obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o
devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o
ignorava. Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que
consinta na assunção da dívida, interpretando-se o SEU SILÊNCIO COMO RECUSA.
Ressalva: Art. 303. O adquirente de IMÓVEL HIPOTECADO pode tomar a seu cargo o
pagamento do crédito garantido; SE O CREDOR, NOTIFICADO, NÃO IMPUGNAR EM TRINTA
DIAS a transferência do débito, ENTENDER-SE-Á DADO O ASSENTIMENTO.)
QUESTAO: Ano: 2019. Banca: IESES. Órgão: Prefeitura de São José – SC. Prova para
Prefeitura de São José - SC - Procurador Municipal.
Sobre a transmissão das obrigações, responda as questões:
I. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.
II. Independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor, pode o cessionário exercer
os atos conservatórios do direito cedido.
III. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus
acessórios.
TODAS ESTÃO CORRETAS.
COMENTÁRIO DO PROFESSOR DO Q CONCURSO:
I. Trata-se do art. 296 do CC. (cessão de crédito): “Salvo estipulação em contrário, o
cedente não responde pela solvência do devedor". O cedente só responde diante do
cessionário pela existência da dívida. Trata-seda regra, ou seja, a cessão de crédito é
“pro soluto", mas nada impede que as partes estipulem a responsabilidade do cedente
diante da insolvência do devedor, hipótese em que a cessão será “pro solvendo" (art.
297 do CC).
II. Em harmonia com o art. 293 do CC: “Independentemente do conhecimento da cessão
pelo devedor, pode o cessionário exercer os atos conservatórios do direito cedido" e
isso decorre do fato de ser a notificação do devedor requisito de eficácia.
III. É neste sentido o art. 287 do CC: “Salvo disposição em contrário, na cessão de um
crédito abrangem-se todos os seus acessórios". A cessão de crédito transfere todos os
elementos da obrigação, como os juros, multa, garantias em geral, em consonância
com o princípio da gravitação jurídica, e isso decorre do fato do devedor permanecer o
mesmo. Acontece que as partes podem dispor o contrário, como, por exemplo, excluir
da cessão a garantia que assegura o pagamento.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Telebras. Prova para Advogado.
A respeito das obrigações e dos contratos, julgue o item subsequente.
O consentimento do credor é requisito para que um terceiro possa assumir determinada
obrigação, exonerando o devedor primitivo e resultando em alteração subjetiva na relação-
base.
CERTO. Assunção de dívida. “Alteração subjetiva” porque o elemento subjetivo da obrigação
é o credor e o devedor.
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura da Estância Turística de
Guaratinguetá. Prova para Procurador.
Roberto, proprietário de um imóvel no litoral do estado de São Paulo, decidiu vender o
apartamento para Maria, informando que atualmente existe um inquilino no imóvel e que o
valor mensal do aluguel é de R$ 3.000,00 (três mil reais). Buscando extinguir uma dívida
antiga, decide ceder os créditos da venda a Maria para Pedro mediante instrumento particular
simples. Diante da situação hipotética, assinale a alternativa correta.
A) Considerando não haver nenhuma disposição em contrário, Roberto cede apenas os
créditos relativos à venda, não abrangendo os créditos relativos ao valor do aluguel.
B) A cessão de créditos realizada entre Roberto e Pedro é eficaz em relação a terceiros.
C) Em regra, Roberto responde pela solvência de Maria
D) Se Roberto penhorar o crédito, este pode ser transferido por Pedro, se tiver conhecimento
da penhora.
E) A cessão do crédito não tem eficácia em relação a Maria, senão quando a esta notificada.
(GABARITO E)
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: IBFC. Órgão: Prefeitura de Divinópolis – MG. Prova para
Advogado da Assistência Social.
No que se refere à transmissão das obrigações, assinale a alternativa incorreta:
A) A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este
notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se
declarou ciente da cessão feita (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 290 (cessão de crédito). A
cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada;
mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente
da cessão feita.)
B) O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver
conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica
exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro (AFIRMAÇÃO
CORRETA. Art. 298 (cessão de crédito). O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser
transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não
tendo notificação dela, fica exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de
terceiro.)
C) O cessionário de crédito hipotecário não tem o direito de fazer averbar a cessão no registro
do imóvel (AFIRMAÇÃO INCORRETA, e por isso gabarito da questão. Art. 289 (Cessão de
crédito). O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no
registro do imóvel.)
D) O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que,
no momento em que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente (AFIRMAÇÃO
CORRETA. Art. 294 (Cessão de crédito). O devedor pode opor ao cessionário as exceções que
lhe competirem, bem como as que, no momento em que veio a ter conhecimento da cessão,
tinha contra o cedente.)
ADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES.
NOTAS INTRODUTÓRIAS – 1
➢ Local do Pagamento:
Existem duas espécies:
DÍVIDA QUESÍVEL (QUERABLE): O pagamento deve ser feito no domicílio do devedor, ou seja, o
credor é responsável por procurar o devedor para haver o seu pagamento. Se o credor não for
buscar o pagamento, estaremos diante da mora accipiendi. É a regra. Para memorizar, lembre-se do
seu barriga (credor), que vai na casa das pessoas cobrar a dívida e o seu Madruga está sempre
QUEBRADO-QUESÍVEL.
DÍVIDA PORTÁVEL (PORTABLE): O pagamento deve ser feito no domicílio do credor (ou em algum
outro lugar por eles convencionado), ou seja, o devedor precisará dirigir-se ao domicílio do credor
para se isentar da obrigação. Neste caso, se o devedor não efetuar o pagamento, estamos diante da mora
solvendi.
CC, Art. 327. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem
diversamente, ou se o contrário resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias.
CC, Art. 328. Se o pagamento consistir na tradição de um imóvel, ou em prestações relativas a imóvel,
far-se-á no lugar onde situado o bem.
CC, Art. 329. Ocorrendo motivo grave para que se não efetue o pagamento no lugar determinado,
poderá o devedor fazê-lo em outro, sem prejuízo para o credor.
CC, Art. 330. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor
relativamente ao previsto no contrato.
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do Seguro Social
– Direito.
Se uma dívida é caracterizada como quesível, isso significa que competirá ao devedor oferecer o
pagamento no domicílio do credor.
ERRADO. Quesível = quebrado. Seu madruga é quebrado e o seu Barriga, que é o credor, vai até a
casa do seu madruga, que é o devedor cobrar o aluguel. A questão descreveu a dívida portável.
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRE-TO. Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária. (Reduzida)
I. O pagamento de dívida quesível deverá ser feito no domicílio do devedor, ficando o credor
obrigado a buscar o adimplemento.
CERTO.
➢ Momento do pagamento:
Em regra, o momento é que ficou combinado entre as partes. Mas existem casos em que a cobrança
pelo credor por ser feita antes do momento estipulado entre as partes.
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: Câmara de Orlândia – SP. Prova para
Procurador Jurídico.
Max é um grande produtor de milho. Em setembro de 2018, sua safra foi colhida e vendida
para 3 (três) amigos: Tales, Pedro e Luis. No contrato restou estabelecido que Tales e Pedro
não prestariam garantia e Luis deu como garantia o direito de uso do seu terreno. Restou
estabelecido também que o prazo de pagamento seria em março de 2019. Porém, o terreno
que Luis deu em garantia se tornou insuficiente para garantir o débito e, procurado por Max,
se negou a reforçar sua garantia e Tales, por sua vez, declarou falência. Considerando a data
atual, Max
A) poderá exigir o pagamento imediato da dívida por Tales e Pedro, uma vez que eles não
prestaram nenhum tipo de garantia.
B) não poderá exigir o pagamento imediato de nenhum dos três, uma vez que o contrato
estabelece a data de pagamento e a dívida não está vencida.
C) apenas poderá exigir o pagamento imediato de Luis, pois sua garantia não foi reforçada.
D) apenas poderá exigir o pagamento imediato deTales, pois ele declarou falência.
E) poderá exigir o pagamento imediato de Tales e Luis.
COMENTÁRIO: GABARITO E.
Art. 333. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de vencido o prazo estipulado
no contrato ou marcado neste Código:
I - no caso de falência do devedor, ou de concurso de credores;
II - se os bens, hipotecados ou empenhados, forem penhorados em execução por outro
credor;
III - se cessarem, ou se se tornarem insuficientes, as garantias do débito, fidejussórias, ou
reais, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las.
Parágrafo único. Nos casos deste artigo, se houver, no débito, solidariedade passiva, não se
reputará vencido quanto aos outros devedores solventes.
A situação de Tales se encaixa no inciso I.
A situação de Luis se encaixa no inciso III
NOTAS INTRODUTÓRIAS - 2
A primeira e mais importante espécie de adimplemento é o PAGAMENTO DIRETO, que o
cumprimento voluntário da prestação original, aquele que as partes almejam quando concluem
determinado negócio jurídico. Poderá o adimplemento ser realizado, também, pelo PAGAMENTO
INDIRETO, através de meios como:
(a) consignação em pagamento (CC, arts. 334 a 345);
(b) pagamento com sub-rogação (CC, arts. 346 a 351);
(c) imputação do pagamento (CC, arts. 352 a 355);
(d) dação em pagamento (CC, arts. 356 a 359);
(e) novação (CC, arts. 360 a 367);
(f) compensação (CC, arts. 368 a 380);
(g) confusão (CC, arts. 381 a 384); e
(h) remissão da dívida (CC, arts. 385 a 388).
Existe, ainda, algumas FORMAS EXTRAORDINÁRIAS (meios anormais) de extinção da obrigação,
assim chamadas por não haver pagamento, como acontece no caso da declaração de nulidade,
resolução por impossibilidade de execução sem culpa, advento de condição resolutiva etc. Alguns
doutrinadores ainda mencionam a prescrição, mas o professor Stanley Costa não concorda, pois a
própria lei nos informa que a prescrição extingue a pretensão, de modo que a obrigação ainda
existirá, mas sem exigibilidade (obrigação natural).
PAGAMENTO DIRETO E INDIRETO – VISÃO GERAL.
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Coronel Bicaco – RS. Prova
para Procurador.
Quando o devedor contrai com o credor nova dívida, com o nítido intuito de extinguir e
substituir a anterior, ocorre:
A) Sub-rogação.
B) Compensação.
C) Novação. (GABARITO)
D) Dação em pagamento.
E) Imputação em pagamento.
COMENTÁRIO:
A) ERRADA, pois ocorre a sub-rogação quando a dívida de alguém é paga por um terceiro que
adquire o crédito e satisfaz o credor, mas não extingue a dívida e nem libera o devedor, que
passa a dever a esse terceiro. Ex: "A" deve cem a "B", mas "C" resolve pagar essa dívida,
então "B" vai se satisfazer e "A" vai passar a dever a "C". Via de regra não há prejuízo para o
devedor que passa a dever a outrem.
B) ERRADA, pois a compensação é uma forma de se extinguir uma obrigação em que os
sujeitos da relação obrigacional são, ao mesmo tempo, credores e devedores.
C) CORRETA, pois a NOVAÇÃO consiste em criar uma NOVA obrigação, substituindo e
extinguindo a obrigação anterior e originária. Mnemônico: NOVA dívida (p/
susbstituir/extinguir a anterior) -> NOVAção
D) ERRADA, pois a dação em pagamento é o acordo liberatório em que o credor concorda em
receber do devedor prestação diversa da ajustada. Não pode haver imposição do devedor em
pagar algo diferente do devido, afinal quem deve dinheiro só paga com um objeto se o credor
aceitar, dentro da liberdade da autonomia privada. Ex: devo dinheiro e pago com uma TV, um
livro, uma casa, conforme ajuste com o credor.
E) ERRADA, pois a imputação em pagamento é uma forma que o devedor tem de quitar um ou
mais débitos vencidos que possui com um mesmo credor, escolhendo qual, ou quais, das
dívidas pagará primeiro.
PAGAMENTO INDIRETO - CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO.
Consignação em pagamento tem natureza híbrida, ou seja, natureza material e processual, porque
está prevista no Código Civil e no Código de Processo Civil.
CONCEITO: Se o devedor não cumprir seu débito ele poderá ser executado por inadimplência, por
esse motivo o legislador estipula o seu direito à quitação regular, que é uma prova que ele pagou,
como um recibo/comprovante.
O ônus de comprovar o pagamento pertence ao devedor, de modo que se o credor se recusar a dar
quitação do débito, pode o devedor reter o pagamento ou, agindo de forma mais preventiva,
depositar pagamento em juízo (ação de consignação em pagamento judicial) ou no banco (ação de
consignação em pagamento extrajudicial). Isso acontece porque o devedor tem o direito de pagar.
CC, Art. 319. O devedor que paga tem direito a quitação regular, e pode reter o pagamento,
enquanto não lhe seja dada.
CC, Art. 320. A quitação, que sempre poderá ser dada por instrumento particular, designará o
valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o
lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante.
CC, Art. 320. Parágrafo único. Ainda sem os requisitos estabelecidos neste artigo valerá a
quitação, se de seus termos ou das circunstâncias resultar haver sido paga a dívida.
CC, Art. 321. Nos débitos, cuja quitação consista na devolução do título, perdido este, poderá
o devedor exigir, retendo o pagamento, declaração do credor que inutilize o título
desaparecido.
CC, Art. 324. A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: SEFAZ-PE. Prova para Julgador Administrativo.
Tributário do Tesouro Estadual.
O pagamento em consignação
A) não será admitido se pender litígio sobre o objeto do pagamento. (ERRADO. Art. 335, V.
Art. 335 do CC.: A consignação tem lugar:
I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação
na devida forma;
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos;
III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em
lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil;
IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.
B) não pode ter por objeto coisa imóvel. (ERRADO, porque existe sim essa possibilidade)
C) extingue a obrigação apenas se o depósito for judicial, não se admitindo em nenhuma
hipótese o depósito em estabelecimento bancário. (ERRADO. Art. 334. Considera-se
pagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da
coisa devida (extrajudicial), nos casos e forma legais.)
D) só tem lugar se o credor não puder ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento ou
dar quitação, na forma devida. (ERRADO, porque essa é apenas uma das hipóteses em que
cabe a consignação em pagamento)
E) faz cessarem para o depositante, tanto que se efetue o depósito, os juros da dívida e os
riscos, salvo se for julgado improcedente. (GABARITO)
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: TRT - 7ª Região (CE). Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
NÃO se justifica o pedido de consignação em pagamento se
A) credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos.
B) ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento.
C) o credor, com justa causa, recusar receber o pagamento ou dar quitação na forma devida.
D) pender litígio sobre o objeto do pagamento.
E) o credor for incapaz de receber.
COMENTÁRIO: Todas as alternativas apresentam hipóteses em que cabe consignação em
pagamento, exceto a alternativa C.
Art. 335 do CC.: A consignação tem lugar:
I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar recebero pagamento, ou recusar dar quitação
na devida forma; (Este inciso é normalmente relacionado a dividas portáveis.)
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos; (Este inciso
está diretamente relacionado às dívidas quesíveis.)
III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar
incerto ou de acesso perigoso ou difícil;
IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: VUNESP. Órgão: DESENVOLVESP. Prova para Advogado.
Assinale a alternativa correta acerca do pagamento em consignação, no contexto do
adimplemento e extinção das obrigações.
A) A existência de litígio sobre o objeto do pagamento não é hipótese de pagamento em
consignação. (ERRADO. Art. 335, V)
B) O pagamento em consignação pode se dar de forma extrajudicial, por meio de
estabelecimento bancário. (GABARITO. Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a
obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida (extrajudicial),
nos casos e forma legais.)
C) Efetuado o depósito, os juros de mora continuam a correr até que o credor manifeste sua
aceitação (ERRADO. Art. 337 do CC.: O depósito requerer-se-á no lugar do pagamento,
cessando, tanto que se efetue, para o depositante, os juros da dívida e os riscos, salvo se for
julgado improcedente.)
D) Em se tratando de imóvel, não cabe pagamento em consignação. (ERRADO. Cabe tanto
móvel quanto imóvel. Art. 341 do CC.: Se a coisa devida for imóvel ou corpo certo que deva
ser entregue no mesmo lugar onde está, poderá o devedor citar o credor para vir ou mandar
recebê-la, sob pena de ser depositada.)
E) As despesas com o depósito correm por conta do credor, independentemente da
procedência ou não da consignação. (ERRADO. Art. 343. As despesas com o depósito,
quando julgado procedente, correrão à conta do credor, e, no caso contrário, à conta do
devedor.)
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: VUNESP. Órgão: DESENVOLVESP. Prova para Advogado.
Assinale a alternativa correta acerca do pagamento em consignação, no contexto do
adimplemento e extinção das obrigações.
A) A existência de litígio sobre o objeto do pagamento não é hipótese de pagamento em
consignação.
B) O pagamento em consignação pode se dar de forma extrajudicial, por meio de
estabelecimento bancário. (GABARITO)
C) Efetuado o depósito, os juros de mora continuam a correr até que o credor manifeste sua
aceitação
D) Em se tratando de imóvel, não cabe pagamento em consignação.
E) As despesas com o depósito correm por conta do credor, independentemente da
procedência ou não da consignação.
PAGAMENTO INDIRETO – SUB-ROGAÇÃO
No âmbito do direito obrigacional, “sub-rogação” significa substituição do credor dentro da mesma relação
obrigacional. Tem relação com cessão de crédito.
Desta forma, de pronto podemos afirmar que o pagamento em sub-rogação NÃO EXTINGUE a obrigação. O
que ocorre é que o credor primitivo, uma vez satisfeito, sai da relação obrigacional – nada mais podendo
reclamar – porém, outra pessoa entra em seu lugar, assumindo, para todos os fins, seus direitos de credor.
Ex: "A" deve cem a "B", mas "C" resolve pagar essa dívida, então "B" vai se satisfazer e "A" vai
passar a dever a "C". Via de regra não há prejuízo para o devedor que passa a dever a outrem.
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do Seguro Social
– Direito.
O fiador que paga a dívida em seu próprio nome não se sub-roga nos direitos do credor.
ERRADO. O fiador tem interesse jurídico, logo, ele se sub-rogará no direito do credor.
Art. 831. O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos do credor; mas só
poderá demandar a cada um dos outros fiadores pela respectiva quota. (Como o fiador é um terceiro
interessado, ele não depende da aceitação do credor para fazer a consignação em pagamento, ou seja,
ele tem os mesmos direitos que o devedor) (no caso do terceiro não interessado, ele pode fazer a
consignação em pagamento desde que faça o pagamento em nome e à conta do devedor, e a
depender da aceitação do credor. Já, em se tratando de terceiro não interessado que pague em nome
próprio, ele não tem direito à consignação em pagamento, mas poderá pagar a conta normalmente do
devedor se o credor aceitar.)
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça.
Segundo o Código Civil, qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se
o credor se opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor (os meios conducentes
para a exoneração do devedor é a consignação em pagamento). Tal direito também cabe ao
terceiro não interessado, desde que realize o pagamento em nome e à conta do devedor,
salvo oposição deste.
CERTO. Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o
credor se opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor. Parágrafo único. Igual
direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo
oposição deste.
QUESTÃO: (2013/VUNESP/Câmara Municipal de São Carlos – SP/Advogado)
Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, mas o terceiro não interessado que
paga a dívida em seu próprio nome tem direito a reembolsar-se do que pagar, mas não se
sub-roga nos direitos do credor.
CERTO.
CC, Art. 305. O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a
reembolsar-se do que pagar (para que o devedor não enriqueça ilicitamente – Maria Helena
Diniz); mas não se sub-roga nos direitos do credor.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-RJ. Prova para Juiz Leigo.
Terceiro interessado, que paga a dívida em seu próprio nome,
A) tem direito a reembolsar-se do que pagar.
B) poderá escolher o lugar do pagamento.
C) sub-roga-se nos direitos do credor. (GABARITO)
D) não tem direito à quitação regular. E não extingue a obrigação.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCU. Prova para Auditor Federal
de Controle Externo.
Considere que terceiro interessado queira pagar dívida do devedor e que o credor tenha
manifestado sua recusa em receber o pagamento. Nessa situação, o terceiro poderá valer-se
dos meios conducentes à exoneração do devedor, pois a legislação de regência confere a
qualquer interessado na extinção da dívida a faculdade de pagá-la.
CERTO.
Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se
opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor. Parágrafo único. Igual direito cabe
ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste.
QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: FCC. Órgão: TRT - 4ª REGIÃO (RS). Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
De acordo com o Código Civil brasileiro, em regra, o terceiro não interessado, que paga dívida
antes do seu vencimento, em seu próprio nome,
A) não tem direito a reembolsar-se do que pagou porque adimpliu em seu próprio nome.
B) quando do vencimento da obrigação, tem direito a reembolsar-se do que pagou mas não se
sub-roga nos direitos do credor. (GABARITO)
C) não tem direito a reembolsar-se do que pagou porque não é terceiro interessado no
adimplemento da obrigação.
D) quando do vencimento da obrigação, tem direito a reembolsar-se do que pagou e sempre
se sub-roga nos direitos do credor.
E) assim que ocorre o adimplemento da obrigação, independente do vencimento, tem direito a
reembolsar-se do que pagou e se sub-roga nos direitos do credor.→ Sub-rogação Legal
CC, Art. 346. A sub-rogação opera-se, de pleno direito (independe da vontade das partes), em
favor:
I - Do credor que paga a dívida do devedor comum de outros credores. Este credor que pagar
essa dívida quer ser o único credor;
II - Do adquirente do imóvel hipotecado, que paga a credor hipotecário, bem como do terceiro
que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel;
III - Do terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou
em parte. (O terceiro interessado que paga a dívida do devedor em nome próprio se sub-roga
no direito do credor.)
→ Sub-rogação convencional
CC, Art. 347. A sub-rogação é convencional:
I - quando o credor recebe o pagamento de terceiro (sem interesse) e expressamente lhe
transfere todos os seus direitos
II - quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob a
condição expressa (se a condição foi expressa é porque foi convencionado entre as partes)
de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito.
→ Outras disposições
CC, Art. 348. Na hipótese do inciso I do artigo antecedente, vigorará o disposto quanto à
cessão do crédito.
Art. 349. A sub-rogação transfere ao novo credor todos os direitos, ações, privilégios e
garantias do primitivo, em relação à dívida, contra o devedor principal e os fiadores.
Art. 350. Na sub-rogação legal o sub-rogado não poderá exercer os direitos e as ações do
credor, senão até à soma que tiver desembolsado para desobrigar o devedor.
Art. 351. O credor originário, só em parte reembolsado, terá preferência ao sub-rogado, na
cobrança da dívida restante, se os bens do devedor não chegarem para saldar inteiramente o
que a um e outro dever.
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: SEFAZ-PE. Prova para Julgador Administrativo.
Haverá sub-rogação legal
A) quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob a
condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito.
B) se o credor receber o pagamento de terceiro e expressamente lhe transferir todos os seus
direitos.
C) a favor do fiador, quando ele pagar a dívida pela qual era obrigado, no todo ou em parte.
(GABARITO)
D) somente quando a dívida for paga por cônjuge, descendente ou ascendente do devedor.
E) sempre que terceiro não interessado pagar a dívida em seu próprio nome.
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: MPE-SE. Prova para Analista do Ministério
Público.
Opera-se de pleno direito a sub-rogação
A) sempre que terceiro não interessado pagar a dívida hipotecária ou pignoratícia.
B) somente a favor do credor que paga a dívida do devedor comum.
C) em favor de terceiro não interessado, que paga a dívida sem o conhecimento do devedor.
D) em favor de terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no
todo ou em parte. (GABARITO)
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TJ-MG. Prova para Titular de Serviços
de Notas e de Registros – Remoção.
Dentre as hipóteses descritas a seguir, assinale aquela que encerra espécie de sub-rogação
convencional.
A) Do credor que paga a dívida do devedor comum.
B) Do terceiro interessado que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou
em parte.
C) Do adquirente do imóvel hipotecado, que paga ao credor hipotecário, bem como do
terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado do direito sobre o imóvel.
D) Quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob
condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito.
(GABARITO. Art. 347, II)
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: BACEN. Prova para Procurador.
O fato de alguém instituir hipoteca sobre seu imóvel e depois o vender a outrem, que pague o
valor da hipoteca a fim de livrar o bem do vínculo real configura.
A) imputação.
B) sub-rogação. (GABARITO)
C) dação.
D) novação.
E) compensação.
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: ISAE. Órgão: AL-AM. Prova para Procurador.
Mévio realiza empréstimo a Caio, pelo valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a ser pago em dez
prestações mensais e sucessivas. Pretendendo viajar ao exterior, constitui mandatário, seu
advogado Nero, responsável pela administração do seus bens. Na data do vencimento, Nero
procura Caio para receber a prestação devida, apresentando a procuração, por instrumento
público, outorgada por Mévio e o recibo dando quitação. O devedor, surpreso com o
aparecimento de Nero, pois não fora informado pelo credor de sua viagem, resolve pagar a
parcela, mas com temor de pagar mal. Diante desses fatos e à luz da legislação civil em vigor,
analise as afirmativas a seguir.
I. O pagamento a representante do credor, sem que o mesmo tenha comunicado tal situação
previamente, permite o recebimento em dobro da parcela devida.
II. Permite-se a quitação de parcela da dívida por instrumento particular.
III. O credor pode instituir procurador, sem aquiescência ou comunicação ao devedor.
IV. O portador do recibo é presumido legitimado a receber a dívida.
V. Tendo pago a dívida ao procurador, o devedor poderá ser cobrado novamente.
Assinale:
A) se somente as afirmativas I e IV forem verdadeiras.
B) se somente as afirmativas II e V forem verdadeiras.
C) se somente as afirmativas I, II e III forem verdadeiras.
D) se somente as afirmativas II, III e IV forem verdadeiras.
E) se todas as afirmativas forem verdadeiras.
COMENTÁRIO: A resposta está nos artigos 308 à 311. Somente no caso do artigo 312 o
devedor pagará mal, ou seja, pagará duas vezes.
Art. 308. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sob pena de
só valer depois de por ele ratificado, ou tanto quanto reverter em seu proveito.
Art. 309. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado depois que
não era credor.
Art. 310. Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor
não provar que em benefício dele efetivamente reverteu.
Art. 311. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se as
circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante.
Art. 312. Se o devedor pagar ao credor, apesar de intimado da penhora feita sobre o crédito,
ou da impugnação a ele oposta por terceiros, o pagamento não valerá contra estes, que
poderão constranger o devedor a pagar de novo, ficando-lhe ressalvado o regresso contra o
credor.
PAGAMENTO INDIRETO – IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO
A imputação do pagamento não é propriamente uma forma de adimplemento. Em obrigações, o termo imputar
significa “indicar”, de modo que, o que o legislador estipula no artigo 352 do Código Civil é o direito do
devedor que tem mais de um débito com o mesmo credor – todos da mesma natureza, líquidos e vencidos –
ao cumprir um deles, indicar qual débito está sendo pago naquele ato.
Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor, tem o
direito de indicar a qual deles oferece pagamento, se todos forem líquidos e vencidos.
Art. 353. Não tendo o devedor declarado em qual das dívidas líquidas e vencidas quer imputar o
pagamento, se aceitar a quitação de uma delas, não terá direito a reclamar contra a imputação feita
pelo credor, salvo provando haver ele cometido violência ou dolo.
Art. 354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos, e depois no
capital, salvo estipulação em contrário, ou se o credor passar a quitação por conta do capital.
Art. 355. Se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e a quitação for omissa (ou seja, se nem o
credor nem o devedor fizeram a indicação) quanto àimputação, esta (a imputação) se fará nas dívidas
líquidas e vencidas em primeiro lugar. Se as dívidas forem todas líquidas e vencidas ao mesmo tempo,
a imputação far-se-á na mais onerosa.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: VUNESP. Órgão: Câmara de Bragança Paulista – SP. Prova para
Procurador Jurídico.
Entende-se por imputação do pagamento
A) o direito do terceiro que efetua pagamento em benefício do devedor. (ERRADO. Essa é a sub-
rogação.)
B) a liquidação de dívida realizada por meio de consignação extrajudicial. (ERRADO. Essa é a
consignação em pagamento, que pode ser tanto judicial quanto extrajudicial)
C) a substituição de dívida antiga por nova dívida. (ERRADO. Essa é uma hipótese de novação)
D) o pagamento realizado por um dos devedores solidários em benefício dos demais. (ERRADO. Isso é
um efeito da solidariedade passiva)
E) a indicação, pelo devedor, acerca de qual débito está pagando. (GABARITO)
PAGAMENTO INDIRETO – DAÇÃO EM PAGAMENTO
A dação em pagamento acontece quando o credor aceita que o devedor cumpra a prestação –
extinguindo a obrigação – mediante entrega de bem diverso do que foi originalmente contratado
entre as partes. Ou seja, o credor aceita a entrega de prestação diversa da que lhe é devida.
Vale ressaltar que o artigo 313 do Código Civil estipula que “o credor não é obrigado a receber
prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa”. Acontece que, na dação em
pagamento, o credor não está sendo obrigado, mas sim aceitando voluntariamente a proposta feita
pelo devedor. O artigo 356 estabelece que, “o credor pode consentir em receber prestação
diversa da que lhe é devida”.
CC, Art. 358. Se for título de crédito a coisa dada em pagamento, a transferência importará em
cessão.
Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a
obrigação primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros.
QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: FCC. Órgão: ANS. Prova para Especialista em Regulação –
Direito.
Ocorre a dação em pagamento quando
A) o credor, com o consentimento do devedor, voluntariamente abre mão de seus direitos de
crédito, extinguindo a relação obrigacional.
B) o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior.
C) novo devedor sucede o antigo, ficando este quite com o credor.
D) outro credor, em virtude de obrigação nova, é substituído ao antigo, ficando o devedor
quite com este.
E) o credor consente em receber prestação diversa da que lhe é devida. (GABARITO)
QUESTÃO: 2018. Banca: IBFC. Órgão: Câmara de Feira de Santana – BA. Prova para
Procurador Jurídico Adjunto.
Assinale a alternativa correta sobre os requisitos da dação em pagamento.
A) São requisitos da dação em pagamento: que a coisa dada em pagamento seja a mesma
que a estipulada como objeto da prestação e que o credor dê sua concordância a tal
substituição
B) São requisitos da dação em pagamento: que a coisa dada em pagamento seja outra que
não o objeto da prestação e que o credor dê sua concordância a tal substituição (GABARITO)
C) São requisitos da dação em pagamento: que a coisa dada em pagamento seja outra que
não o objeto da prestação e que seja dada autorização judicial a tal substituição
D) São requisitos da dação em pagamento: que a coisa dada em pagamento seja a mesma
que a estipulada como objeto da prestação e que seja dada autorização judicial a tal
substituição
PAGAMENTO INDIRETO – NOVAÇÃO
Uma nova obrigação é convencionada e dentre os seus efeitos extingue a anterior.
O simples fato de alterar garantias, condições, prazos ou lugar de pagamento, não significa que as
partes estejam convencionando uma nova obrigação. É indispensável a demonstração da intenção
das partes em criar uma nova obrigação para extinguir a anterior, ou seja, é preciso que haja a
Animus novandi
CC, Art. 360. Dá-se a novação:
I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior;
(novação objetiva)
II - quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor; (novação
subjetiva passiva)
III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o
devedor quite com este. (novação subjetiva ativa)
CC, Art. 361. Não havendo ânimo de novar, expresso ou tácito mas inequívoco, a segunda
obrigação apenas confirma simplesmente a primeira, não havendo novação. (a vontade de
inovar pode ser expressa ou tácita, mas se for tácita precisa ser inequívoca)
CC, Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente
de consentimento deste. (A novação subjetiva passiva independe do consentimento do
devedor. É o que a gente chama de novação por expromissão/expulsão)
CC, Art. 363. Se o novo devedor for insolvente, não tem o credor, que o aceitou, ação
regressiva contra o primeiro (porque a primeira obrigação foi extinta), salvo se este obteve
por má-fé a substituição.
CC, Art. 364. A novação extingue os acessórios e garantias da dívida, sempre que não houver
estipulação em contrário. Não aproveitará, contudo, ao credor ressalvar o penhor, a hipoteca
ou a anticrese, se os bens dados em garantia pertencerem a terceiro que não foi parte na
novação.
CC, Art. 366. Importa exoneração do fiador a novação feita sem seu consenso com o devedor
principal.
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: FCC. Órgão: TRE-RN. Prova para Analista Judiciário - Área
Judiciária.
A novação
A) feita com o devedor principal sem o consentimento do fiador não importa na sua
exoneração.
B) não extingue os acessórios e garantias da dívida, sempre que não houver estipulação em
contrário.
C) operada entre o credor e um dos devedores solidários, não afetará as preferências e
garantias do crédito novado relativas aos bens de todos os devedores.
D) que substitui devedor é transparente e, sendo assim, em regra, se o novo devedor for
insolvente, tem o credor, que o aceitou, ação regressiva contra o primeiro.
E) por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento
deste. (GABARITO)
COMENTÁRIO:
Sobre a C:
Art. 365. Operada a novação entre o credor e um dos devedores solidários, somente sobre os
bens do que contrair a nova obrigação subsistem as preferências e garantias do crédito
novado. Os outros devedores solidários ficam por esse fato exonerados.
QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: FCC. Órgão: TCE-CE. Prova para Auditor do Tribunal de
Contas.
Dá-se novação quando
A) duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor, uma da outra, de dívidas líquidas
e vencidas e de coisa fungíveis. (ERRADO. Essa alternativa descreve compensação. Art. 368.
Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações
extinguem-se, até onde se compensarem.
Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis.)
B) o terceiro interessado paga dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em
parte. (ERRADO. Essa é uma hipótese de sub-rogação comum (a sub-rogação pode ser
comum ou convencional. Art. 346 e 347)
C) novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor. (GABARITO)
D) o credor consente em receber prestação diversa da que lhe é devida, com o escopo de
extinguir a obrigação. (ERRADO. Essa alternativa descreve uma dação em pagamento, não
uma novação. A dação em pagamento extingue a obrigação, enquanto a novação cria uma
nova obrigação.)
E) a pessoa obrigada por dois débitos da mesma natureza, líquidos e vencidos, a um só
credor, indicar a qual deles oferece pagamento. (ERRADO. isso se chama imputação de
pagamento. Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um
só credor, tem o direito de indicar a qual delesoferece pagamento, se todos forem líquidos e
vencidos)
COMENTÁRIO:
CC, art. 360. Dá-se a novação:
I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior;
II - quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor;
III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o
devedor quite com este.
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Coronel Bicaco – RS. Prova
para Procurador.
Quando o devedor contrai com o credor nova dívida, com o nítido intuito de extinguir e
substituir a anterior, ocorre:
A) Sub-rogação.
B) Compensação.
C) Novação. (GABARITO)
D) Dação em pagamento.
E) Imputação em pagamento.
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-SP. Prova para Juiz.
A novação
A) deve ser expressa e implica criação de nova obrigação, podendo o credor optar pela
primitiva.
B) pressupõe ânimo de novar, que pode ser tácito, desde que inequívoco. (GABARITO)
C) se subjetiva passiva, depende da concordância do devedor.
D) não extingue as garantias da obrigação anterior, salvo a fiança.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FUNRIO. Órgão: INSS. Prova para Analista – Direito.
Quando ocorre a novação?
A) Quando o credor consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida. (ERRADO.
Isso é dação em pagamento)
B) Quando o devedor contrair com o credor nova dívida para extinguir e não substituir a
anterior (ERRADO. Art. 360. Dá-se a novação:
I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir E SUBSTITUIR a
anterior;)
C) Quando a novação por substituição do devedor não puder ser efetuada
independentemente de consentimento deste. (ERRADO. Art. 362. A novação por substituição
do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento deste.)
D) Quando o novo devedor for insolvente, tendo o credor, que o aceitou, ação regressiva
contra o primeiro devedor. (Art. 363. Se o novo devedor for insolvente, não tem o credor, que
o aceitou, ação regressiva contra o primeiro, salvo se este obteve por má-fé a substituição.)
E) Quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo. (CERTO. Art.
360. Dá-se a novação: III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído
ao antigo, ficando o devedor quite com este.)
PAGAMENTO INDIRETO – COMPENSAÇÃO
Acontece quando temos devedores e credores recíprocos, mas em obrigações distintas.
No direito obrigacional, significa um acerto de débito e crédito entre duas pessoas que têm, ao
mesmo tempo, a condição recíproca de credor e devedor de uma obrigação compensando-se em
uma outra obrigação entre os mesmos credores e devedores. Os créditos e débitos extinguem-se até
onde se compensam, isto é, se contrabalançam.
→ Espécies de Compensação:
→ Legal → quando se opera por força de lei, independente da vontade das partes.
→ Judicial → quando decretada em reconvenção ou ação autônoma, ou ainda, quando o
vencimento do segundo débito ocorre no decorrer da demanda.
→ Convencional → Quando ocorrem em razão de acordo das partes. Nesta hipótese, não há
necessidade de estarem presentes todos os requisitos que possibilitam a compensação legal.
CC, Art. 368. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as
duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem.
CC, Art. 371. O devedor somente pode compensar com o credor o que este lhe dever; mas o
fiador pode compensar sua dívida com a de seu credor ao afiançado.
CC, Art. 376. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode compensar essa dívida com a
que o credor dele lhe dever.
Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis.
Art. 370. Embora sejam do mesmo gênero as coisas fungíveis, objeto das duas prestações,
não se compensarão, verificando-se que diferem na qualidade, quando especificada no
contrato.
CC, Art. 373. A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto:
I - Se provier de esbulho, furto ou roubo;
II - Se uma se originar de comodato, depósito ou alimentos;
III - Se uma for de coisa não suscetível de penhora.
(Estes incisos deste artigo dispõe sobre dívidas não compensáveis)
A compensação não se confunde com a cessão de crédito porque aquela põe fim à obrigação, esta
não.
CC, Art. 377. O devedor que, notificado, nada opõe à cessão que o credor faz a terceiros dos
seus direitos, não pode opor ao cessionário a compensação, que antes da cessão teria
podido opor ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não tiver sido notificada, poderá opor ao
cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente.
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: TJ-DFT. Órgão: TJ-DFT. Prova para Juiz.
A respeito da compensação, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta.
I - A compensação admite renúncia prévia. (CERTO. Art. 375. Não haverá compensação
quando as partes, por mútuo acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia de uma
delas.)
II - Os prazos de favor não obstam a compensação. (CERTO. Art. 372. Os prazos de favor,
embora consagrados pelo uso geral, não obstam a compensação.)
III - Impede a compensação se uma das dívidas se originar de comodato. (CERTO. Art. 373. A
diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto: II - se uma se originar de
comodato, depósito ou alimentos)
IV - Se as dívidas forem pagáveis em lugares diferentes, será preciso deduzir o valor das
despesas necessárias à operação. (CERTO. Art. 378. Quando as duas dívidas não são
pagáveis no mesmo lugar, não se podem compensar sem dedução das despesas necessárias
à operação.)
QUESTÃO. Ano: 2020. Banca: VUNESP. Órgão: Valiprev – SP. Prova para Procurador
Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações
extinguem-se, até onde se compensarem. Em relação à compensação, assinale a alternativa
correta.
A) A compensação efetua-se entre dívidas líquidas ou ilíquidas, vencidas e de coisas
fungíveis. (ERRADO. Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de
coisas fungíveis.)
B) O devedor somente pode compensar com o credor o que este lhe dever; mas o fiador pode
compensar sua dívida com a de seu credor ao afiançado. (GABARITO. CC, Art. 371. O devedor
somente pode compensar com o credor o que este lhe dever; mas o fiador pode compensar
sua dívida com a de seu credor ao afiançado.)
C) Obrigando-se por terceiro uma pessoa, pode compensar essa dívida com a que o credor
dele lhe dever. (ERRADO. CC, Art. 376. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode
compensar essa dívida com a que o credor dele lhe dever.)
D) Quando as duas dívidas não são pagáveis no mesmo lugar, podem ser compensadas sem
dedução das despesas necessárias à operação. (ERRADO. Art. 378. Quando as duas dívidas
não são pagáveis no mesmo lugar, não se podem compensar sem dedução das despesas
necessárias à operação.)
E) Admite-se a compensação em prejuízo de direito de terceiro. (ERRADO. Art. 380. Não se
admite a compensação em prejuízo de direito de terceiro. O devedor que se torne credor do
seu credor, depois de penhorado o crédito deste, não pode opor ao exeqüente a
compensação, de que contra o próprio credor disporia.)
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: IBFC. Órgão: Prefeitura de Divinópolis – MG. Prova para
Procurador do Município
Relativamente à compensação, assinale a alternativa incorreta:
A) Quando as duas dívidas não são pagáveis no mesmo lugar, não se podem compensar sem
dedução das despesas necessárias à operação
B) Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode compensar essa dívida com a que o
credor dele lhe dever
C) O devedor somente pode compensar com o credor o que este lhe dever, mas o fiador pode
compensarsua dívida com a de seu credor ao afiançado
D) A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vincendas e de coisas fungíveis
(GABARITO. Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas
fungíveis.)
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PGM - João Pessoa – PB. Prova
para Procurador do Município.
Paulo tem uma dívida de R$ 1.000 com Pedro; este, por sua vez, também tem uma dívida de
R$ 1.000 com Paulo, de modo que ambas as dívidas são líquidas e exigíveis. Nesse caso, a
extinção da obrigação poderá ocorrer por
A) dação.
B) compensação. (GABARITO)
C) sub-rogação.
D) confusão.
E) imputação.
PAGAMENTO INDIRETO – CONFUSÃO
CC, Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as
qualidades de credor e devedor. (Porque uma obrigação precisa ter dois sujeitos, o credor e o
devedor)
Hipóteses Possíveis
A confusão pode acontecer decorrente de ato inter vivos, em razão de uma cessão de crédito, por
exemplo, ou decorrente de mortis causa. O mais comum é que aconteça em heranças, quando, por
exemplo, o filho é credor ou devedor do pai, ao mesmo tempo em que é sucessor. Se o pai for o
credor, uma vez falecido, seu crédito transfere-se ao filho, que também é o devedor.
→ Espécies
Conforme o estabelecido no artigo 382, a confusão pode ser total ou parcial. A parcial pode
acontecer, por exemplo, quando o credor tiver mais de um herdeiro e apenas um dele for devedor.
Neste caso, no que diz respeito ao quinhão hereditário do devedor, haverá um abatimento no total
da dívida.
CC, Art. 382. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela.
CC, Art. 383. A confusão operada na pessoa do credor ou devedor solidário só extingue a
obrigação até a concorrência da respectiva parte no crédito, ou na dívida, subsistindo quanto
ao mais a solidariedade.
Art. 384. Cessando a confusão, para logo se restabelece, com todos os seus acessórios, a
obrigação anterior.
• A confusão extingue não só a obrigação principal como também os acessórios,
como a fiança.
• Cessando a confusão, porém, é restabelecida a obrigação anterior, com todos
os seus acessórios.
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TJ-MG. Prova para Titular de Serviços
de Notas e de Registros – Provimento.
Morrendo o credor, tornando-se o devedor seu único herdeiro, é correto afirmar que houve
A) compensação.
B) remissão.
C) confusão. (GABARITO. Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se
confundam as qualidades de credor e devedor.)
D) novação.
PAGAMENTO INDIRETO – REMISSÃO DE DÍVIDAS (remição é outra coisa)
Nas palavras de Carlos Roberto Gonçalves, “remissão é a liberalidade efetuada pelo credor,
consistente em exonerar o devedor do cumprimento da obrigação. É o perdão da dívida.”
CC, Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a obrigação, mas sem
prejuízo de terceiro.
→ Espécies:
A remissão pode ser expressa ou tácita. Remissão expressa é aquela que o credor faz através de
instrumento público ou particular, em que declara o perdão da dívida. A remissão tácita ocorre
quando, por exemplo, o credor faz a devolução voluntária do título da obrigação.
O artigo 386 nos dá um exemplo de remissão tácita
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular, prova
desoneração do devedor e seus co-obrigados, se o credor for capaz de alienar, e o devedor
capaz de adquirir.
→ Remissão em obrigações solidárias e indivisíveis:
CC, Art. 388. A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a dívida na parte a ele
correspondente; de modo que, ainda reservando o credor a solidariedade contra os outros, já
lhes não pode cobrar o débito sem dedução da parte remitida.
CC, Art. 262. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os
outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.
Faltou o Art. 387. A restituição voluntária do objeto empenhado prova a renúncia do credor à
garantia real, não a extinção da dívida.
INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES. (Aulas 11 e 12 do Stanley
Costa)
TÍTULO IV Do Inadimplemento das Obrigações
CAPÍTULO I Disposições Gerais
Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e
atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de
advogado. (ISSO HAVENDO CULPA) (ESSES SÃO OS EFEITOS DO INADIMPLEMENTO
ABSOLUTO QUE É AQUELE QUE A COISA PERECEU COMPLETAMENTE OU NO CASO DE
OBRIGAÇÃO DE FAZER ELA SE TORNOU INÚTIL SE NÃO CUMPRIDA NO DIA COMBINADO)
Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que
executou o ato de que se devia abster.
Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.
Art. 392. Nos contratos benéficos (como a doação), responde por simples culpa o contratante,
a quem o contrato aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos onerosos,
responde cada uma das partes por culpa (lato sensu), salvo as exceções previstas em lei.
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior,
se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos
não era possível evitar ou impedir.
CAPÍTULO II DA MORA (PODE SER A DEMORA PARA O CUMPRIMENTO, OU PAGAMENTO
NO LUGAR ERRADO, OU PAGAMENTO NA FORMA ERRADA) (MORA É O INADIMPLEMENTO
RELATIVO, POIS AINDA SE PODE APROVEITAR A OBRIGAÇÃO. DIFERENTEMENTE DO
INADIMPLEMENTO ABSOLUTO, QUE É AQUELE QUE A COISA PERECEU COMPLETAMENTE
OU SE TORNOU INÚTIL. POR EXEMPLO QUANDO O BRUNO E MARRONE SÃO
CONTRATADOS PARA TOCAR EM UM CASAMENTO, MAS NÃO VÃO, ELES PODEM CANTAR
OUTRO DIA, MAS SE TORNOU INÚTIL PARA AQUELE CREDOR, PORQUE ELE QUERIA O
SHOW NO CASAMENTO E NÃO DEPOIS.)
Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não
quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer. (O CREDOR
TAMBÉM PODE ESTAR EM MORA.)
Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros,
atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e
honorários de advogado. (TEM OS MESMOS EFEITOS DO INADIMPLEMENTO ABSOLUTO)
Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-
la, e exigir a satisfação das perdas e danos.
Art. 396. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora.
Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno
direito em mora o devedor. (MORA EX-RE. É AUTOMÁTICA POR SER DE PLENO DIREITO)
Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou
extrajudicial. (MORA EX-PERSONA. NÃO É AUTOMÁTICO. NECESSITA DA INTERPELAÇÃO
JUDICIAL OU EXTRAJUDICIAL)
Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde
que o praticou. (MORA PRESUMIDA/MORA IRREGULAR)
Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, embora essa
impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o
atraso; salvo se provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação
fosse oportunamente desempenhada.
Art. 400. A mora do credor subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pela
conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e
sujeita-o a recebê-lapela estimação mais favorável ao devedor, se o seu valor oscilar entre o
dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação.
Art. 401. Purga-se a mora (PURGAR SIGNIFICA CONSERTAR. AQUI, NO DIREITO DAS
OBRIGAÇÕES, ESSE CONSERTO SE FAZ PAGANDO A OBRIGAÇÃO COM OS ENCARGOS)
I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos
decorrentes do dia da oferta;
II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos efeitos
da mora até a mesma data.
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: CODEVASF. Prova para Assessor
Jurídico – Direito.
A possibilidade de o devedor purgar a mora depende da viabilidade do cumprimento da
obrigação.
CERTO. “Purgar” significa “livrar-se”. A mora é o inadimplemento relativo, que significa que a
obrigação ainda pode ser cumprida. Diferentemente do inadimplemento absoluto, que
significa que a obrigação não tem como ser cumprida, quando, por exemplo, o objeto
pereceu.
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP.
Prova para Agente de Tesouraria
Assinale a alternativa correta sobre a mora, no contexto do inadimplemento das obrigações.
A) O devedor em mora, em regra, não responde pela impossibilidade da prestação, se esta
decorreu de caso fortuito ocorrido durante o atraso. (ERRADO. Art. 399. O devedor em mora
responde pela impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso
fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar isenção de
culpa (PORQUE A MORA PRESSUPÕE QUE HÁ CULPA), ou que o dano sobreviria ainda
quando a obrigação fosse oportunamente desempenhada. SE O CARA EM MORA TEM O
OBJETO ROUBADO, ESTE RESPONDE MESMO ASSIM, PORQUE ELE JÁ ESTAVA EM MORA,
OU SEJA, ELE JÁ ESTAVA ERRADO)
B) Purga-se a mora, por parte do devedor, oferecendo este o valor nominal da prestação,
ainda que sem os encargos decorrentes da mora. (ERRADO. Art. 401. Purga-se a mora
(PURGAR SIGNIFICA CONSERTAR. AQUI, NO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES, ESSE CONSERTO
SE FAZ PAGANDO A OBRIGAÇÃO COM OS ENCARGOS)
I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos
decorrentes do dia da oferta;
II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos efeitos
da mora até a mesma data.)
C) Nas obrigações provenientes de ato ilícito, a mora se constitui mediante interpelação
judicial ou extrajudicial, ao ofensor. (ERRADO. Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato
ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou. (MORA PRESUMIDA/MORA
IRREGULAR))
D) Não havendo termo para cumprimento da obrigação, a mora se constitui exclusivamente
pela via judicial. (ERRADO. Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no
seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. (MORA EX-RE. É AUTOMÁTICA POR
SER DE PLENO DIREITO)
Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou
extrajudicial. (MORA EX-PERSONA. NÃO É AUTOMÁTICO. NECESSITA DA INTERPELAÇÃO
JUDICIAL OU EXTRAJUDICIAL))
E) O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito
em mora o devedor. (CERTO. Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no
seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. (MORA EX-RE. É AUTOMÁTICA POR
SER DE PLENO DIREITO))
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: Quadrix. Órgão: CRM-PR. Prova para Advogado.
No que se refere às disposições sobre obrigações, contratos e responsabilidade civil, julgue o
item subsequente.
Quando o devedor, culposamente, não efetuar o pagamento no tempo, no lugar e na forma
estabelecidos, restará configurada hipótese de mora solvendi.
CERTO.
SolvenDi: Devedor
ACCipiende: Credor
Comentário do professor do qconcurso:
A mora é o atraso, o retardamento ou a imperfeita satisfação obrigacional, havendo um
inadimplemento relativo. O conceito de mora pode também ser retirado da leitura do art. 394
do CC, cujo teor é: “considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor
que não o quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer”.
Assim, repise-se que mora não é apenas um inadimplemento temporal, podendo estar
relacionada com o lugar ou a forma de cumprimento. Ademais, pelo que consta desse
comando legal, percebe-se que há duas espécies de mora. Primeiro, há a mora do devedor,
denominada mora solvendi, debitoris ou debendi. Esse inadimplemento estará presente nas
situações em que o devedor não cumpre, por culpa sua, a prestação referente à obrigação, de
acordo com o que foi pactuado. Prevê o art. 396 do CC que não havendo fato ou omissão
imputado ao devedor, não incorre este em mora. Assim, a doutrina tradicional sempre
apontou que a culpa genérica (incluindo o dolo e a culpa estrita) é fator necessário para a sua
caracterização. (Tartuce, Flávio. Manual de direito civil : volume único / Flávio Tartuce. – 8. ed.
rev, atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2018). Quando o devedor,
culposamente, não efetuar o pagamento no tempo, no lugar e na forma estabelecidos, restará
configurada hipótese de mora solvendi.
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FEPESE. Órgão: PGE-SC. Prova para Procurador do Estado.
Dispõe o art. 397 do Código Civil: “O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu
termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. Parágrafo único. Não havendo termo, a
mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial”. Considerando esse
dispositivo legal, a respeito da mora, é correto afirmar:
A) o caput trata da mora ex persona, enquanto o parágrafo único trata da mora ex re.
(ERRADO. O caput trata da mora ex re, que é aquela que decorre da lei e resulta do próprio
fato da inexecução da obrigação, (ou seja, é automática) independentemente de interpelação
feita pelo credor. Já o parágrafo único trata da chamada mora ex persona, que ocorre na falta
de termo certo para o cumprimento da obrigação, devendo haver iniciativa da parte para
constituir em mora o devedor.)
B) pela disposição do parágrafo único, o próprio não pagamento no dia determinado (termo) é
fato constitutivo da mora. (ERRADO. Isso é o que afirma o caput, e não o parágrafo único.)
C) o caput trata da mora ex persona, enquanto o parágrafo único trata da mora ex re, sendo
que a mora descrita no caput, também denominada de mora ex tempore, decorre do princípio
dies interpellat pro homine, que significa o dia interpela pelo homem. (ERRADO. O caput trata
da mora ex re e o parágrafo único da mora ex persona)
D) o caput trata da mora ex re, enquanto o parágrafo único trata da mora ex persona, sendo
que a mora descrita no caput, também denominada de mora ex tempore, decorre do princípio
dies interpellat pro homine, que significa o dia interpela pelo homem. (GABARITO)
E) o princípio dies interpellat pro homine significa que se faz necessária a interpelação
judicial ou extrajudicial, conforme estatuído no parágrafo único. (ERRADO. Esta tem feito
automático)
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FUMARC. Órgão: PC-MG. Prova para Delegado de Polícia
Substituto.
Nas obrigações negativas, o devedor é considerado inadimplente:
A) a partir da sua citação.
B) a partir da sua constituição em mora pelo credor.
C) a partir do ajuizamento da ação pelo credor.
D) desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. (GABARITO)
COMENTÁRIO:
Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que
executou o ato de que se devia abster.
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FUNDATEC. Órgão: CREMERS. Prova para Advogado.
Na prática de ato ilícito, a mora do devedor:
A) É ex persona, ou seja, depende de notificação.
B) É ex persona, ouseja, ocorre a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória.
C) Ocorre a partir do momento da prática do ato ilícito. (GABARITO)
D) É verificada a partir da data do ajuizamento da ação de indenização.
E) É verificada a partir da citação do réu na ação de indenização.
COMENTÁRIO:
Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde
que o praticou.
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: Câmara de Cotia – SP. Prova para Procurador
Legislativo.
Assinale a alternativa correta sobre o inadimplemento das obrigações e suas consequências.
A) Não havendo termo para adimplemento da obrigação, a constituição do devedor em mora
exige interpelação judicial. (ERRADO. O correto seria: “Não havendo termo para
adimplemento da obrigação, a constituição do devedor em mora exige interpelação judicial
OU EXTRAJUDICIAL.”) (Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu
termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. (MORA EX-RE. É AUTOMÁTICA POR
SER DE PLENO DIREITO)
Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou
extrajudicial. (MORA EX-PERSONA. NÃO É AUTOMÁTICO. NECESSITA DA INTERPELAÇÃO
JUDICIAL OU EXTRAJUDICIAL))
B) Considera-se purgada a mora do devedor quando este paga o principal da dívida, ainda
que sem os encargos decorrentes da mora. (ERRADO. Art. 401. Purga-se a mora (PURGAR
SIGNIFICA CONSERTAR. AQUI, NO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES, ESSE CONSERTO SE FAZ
PAGANDO A OBRIGAÇÃO COM OS ENCARGOS)
I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos
decorrentes do dia da oferta;
II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos efeitos
da mora até a mesma data.)
C) A exigência de juros moratórios, pelo credor, depende de prévia estipulação contratual ou
demonstração de prejuízo. (A exigência de juros moratórios, pelo credor, não depende de
prévia estipulação contratual ou demonstração de prejuízo. Art. 395. Responde o devedor
pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários
segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.)
D) É nula a cláusula contratual por meio da qual um dos contratantes assume os riscos
decorrentes de caso fortuito ou força maior. (ERRADO. É válida a cláusula contratual por
meio da qual um dos contratantes assume os riscos decorrentes de caso fortuito ou força
maior. Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força
maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.)
E) O valor de cominação imposta por meio de cláusula penal não pode exceder o valor da
obrigação principal. (CERTO. Art. 412. O valor da cominação imposta na cláusula penal não
pode exceder o da obrigação principal.)
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FUNECE. Órgão: UECE. Prova para Advogado.
Assinale a assertiva que está de acordo com o Código Civil Brasileiro no que concerne à
mora no cumprimento das obrigações.
A) O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, embora essa
impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o
atraso; não se aplicando a possibilidade de isenção de culpa. (ERRADO. Art. 399. O devedor
em mora responde pela impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte
de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar
isenção de culpa (PORQUE A MORA PRESSUPÕE QUE HÁ CULPA), ou que o dano sobreviria
ainda quando a obrigação fosse oportunamente desempenhada) ("A Mora é o atraso, o
retardamento ou a imperfeita satisfação obrigacional. Para que exista a mora, a sua causa não
poderá decorrer de caso fortuito ou força maior." (TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Direito das
Obrigações e Responsabilidade Civil. 10. ed. São Paulo: Método. 2015. v. 2. p. 214).)
B) A mora do credor subtrai o devedor, ainda que haja este com dolo, à responsabilidade pela
conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e
sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor, se o seu valor oscilar entre o
dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação. (ERRADO. Art. 400 do CC.: A mora
do credor subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pela conservação da coisa,
obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la
pela estimação mais favorável ao devedor, se o seu valor oscilar entre o dia estabelecido para
o pagamento e o da sua efetivação.)
C) Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde a
liquidação do dano. (ERRADO. Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-
se o devedor em mora, desde que o praticou.)
D) Purga-se a mora por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e
sujeitando-se aos efeitos da mora até a mesma data. (CERTO. Em consonância com o inciso II
do art. 401 do CC.: Purga-se a mora:
I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos
decorrentes do dia da oferta;
II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos efeitos
da mora até a mesma data.)
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FCC. Órgão: TJ-AP. Prova para Juiz.
A respeito da mora:
I. O inadimplemento da obrigação positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito
em mora o devedor, mas, não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação
judicial ou extrajudicial. (CERTO. Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida,
no seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. Parágrafo único. Não havendo
termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial.)
II. Admite-se a purgação da mora pelo devedor, mas não se admite a purgação da mora pelo
credor. (ERRADO. Segundo o Art. 401, admite-se a purgação da mora tanto pelo devedor
quanto pelo credor.)
III. Nas obrigações provenientes de ato ilícito considera-se o devedor em mora, desde que o
praticou. (CERTO. Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor
em mora, desde que o praticou.)
IV. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, embora essa
possibilidade resulte de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso,
salvo se provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda que a obrigação fosse
oportunamente desempenhada. (CERTO. Art. 399. O devedor em mora responde pela
impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de
força maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, ou que o
dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente desempenhada.)
V. O atraso no cumprimento de uma obrigação configura mora, ainda que não haja fato ou
omissão imputável ao devedor. (Art. 396. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor,
não incorre este em mora.)
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: TJ-PI. Prova para Juiz Substituto.
A respeito da mora, considere:
I. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o
praticou. (CERTO. Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor
em mora, desde que o praticou.)
II. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos
valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de
advogado. (CERTO. Art. 395.Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa,
mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente
estabelecidos, e honorários de advogado.
Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-
la, e exigir a satisfação das perdas e danos.)
III. Não havendo termo, a mora só se constitui mediante interpelação judicial. (ERRADO. Art.
397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno
direito em mora o devedor. Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante
interpelação judicial ou extrajudicial.)
IV. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora. (CERTO.
(Art. 396. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora.)
V. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, exceto se essa
impossibilidade resultar de caso fortuito ou de força maior ocorrentes durante o atraso.
(ERRADO. “A mora é o atraso, o retardamento ou a imperfeita satisfação obrigacional. Para
que exista a mora, a sua causa não poderá decorrer de caso fortuito ou força maior”
(TARTUCE, Flávio. Direito Civil. Direito das Obrigações e Responsabilidade Civil. 10. Ed: São
Paulo: Método 2015. V.2. P. 2014) Entretanto se ocorrer caso fortuito ou força maior, já
estando o devedor em mora, este responde pela mora. Art. 399: O devedor em mora responde
pela impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou
de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, ou que
o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente desempenhada.)
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: TJ-AC. Órgão: TJ-AC. Prova para Juiz Leigo.
Quanto aos juros moratórios:
A) Não podem ser convencionados entre as partes contratantes.
B) Podem ser convencionados entre as partes contratantes desde que estipulem a taxa
aplicável.
C) Ante a ausência de estipulação de taxa, aplica-se a taxa que estiver em vigor para a mora
do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional. ()
D) Apenas quando se alegar prejuízo, o devedor estará obrigado ao pagamento dos juros de
mora.
COMENTÁRIO: A questão versa sobre juros, que são rendimentos do capital, considerados
frutos civis da coisa, assim como o aluguel. Uma das classificações é no que toca a sua
origem, podendo decorrer da lei ou da vontade das partes, ou seja, juros legais e
convencionais, respectivamente. Quando os juros não forem estipulados pelas partes, será
aplicado o critério legal.
Outra classificação dos juros é no que toca a sua destinação. Dai temos os juros
compensatórios e moratórios. Os juros compensatórios são devidos como compensação pela
utilização do capital alheio. Não incidem, apenas, sobre valores pecuniários, mas sobre
qualquer bem fungível. Exemplo: A deve a B 100 toneladas de soja e lhe pagará mensalmente
2 toneladas à título de juros. Em geral, os juros compensatórios são convencionais.
Os juros moratórios decorrem do inadimplemento no cumprimento da obrigação e funcionam
como sanção. Eles não recaem, apenas, sobre prestações pecuniárias, mas, também, sobre
prestações de natureza diversa. PODEM SER CONVENCIONADOS ENTRE AS PARTES
CONTRATANTES. É O QUE SE EXTRAI DA LEITURA DO ART. 406 DO CC: “Quando os juros
moratórios não forem CONVENCIONADOS, OU O FOREM sem taxa estipulada, ou quando
provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a
mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.”
Os juros de mora são devidos diante do inadimplemento da obrigação e independem da
alegação e prova do prejuízo suportado, conforme dispõe o legislador, no art. 407 do CC:
“AINDA QUE NÃO SE ALEGUE PREJUÍZO, é obrigado o devedor aos juros da mora que se
contarão assim às dívidas em dinheiro, como às prestações de outra natureza, uma vez que
lhes esteja fixado o valor pecuniário por sentença judicial, arbitramento, ou acordo entre as
partes"
FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil. Obrigações. 8. ed.
Salvador: JusPodivm, 2014. v. 2
Art. 161. CTN. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora,
seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades
cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei
tributária.
§ 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por
cento ao mês.
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: CESGRANRIO. Órgão: BNDES. Prova para Advogado.
Tício contrata com determinado Banco um empréstimo no valor de R$ 10.000,00 (dez mil
reais), com pagamento em dez prestações. Com o atraso no pagamento da segunda
prestação, passaram a incidir juros diários, de natureza moratória. Além disso, o Banco quer
cobrar, por incluso no contrato, juros remuneratórios no mesmo percentual dos moratórios. O
devedor nega-se a pagar juros cumulativamente. Diante de tais fatos e à luz da legislação civil
em vigor, conclui-se que
A) a pretensão de Tício deve ser acolhida uma vez que há cumulação indevida de juros.
B) a cumulação de cobrança de juros somente é possível quando pactuada. (CERTO)
C) os contratos bancários somente permitem a cobrança de juros moratórios.
D) os juros devem incidir segundo a taxa para a mora do pagamento de impostos devidos à
Fazenda Nacional.
E) os juros estão limitados, constitucionalmente, a 12% (doze por cento) ao ano.
COMENTÁRIO:
como são juros diferentes não haveria problema em cumular. Juros MORATÓRIOS: decorrem
da mora, do atraso injustificado no cumprimento da obrigação. Juros REMUNERATÓRIOS são
o pagamento (a remuneração) pelo capital emprestado (considerado como bem).
Vigora nos contratos, em geral, o princípio da autonomia da vontade, sendo que a cobrança
de juros moratórios conjuntamente com os remuneratórios não é vedada em lei.
A D está errada porque este caso da alternativa aplica-se apenas no caso do artigo 406 do
CC.: Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada,
ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em
vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional
CAPÍTULO III Das Perdas e Danos
Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao
credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu (danos emergentes: é o que ele
perdeu), o que razoavelmente deixou de lucrar. (Lucros cessantes: o que ele deixou de
ganhar)
Art. 403. Ainda que a inexecução resulte de dolo do devedor, as perdas e danos só incluem os
prejuízos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuízo do
disposto na lei processual.
Art. 404. As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro, serão pagas com
atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, abrangendo
juros, custas e honorários de advogado, sem prejuízo da pena convencional. Parágrafo único.
Provado que os juros da mora não cobrem o prejuízo, e não havendo pena convencional,
pode o juiz conceder ao credor indenização suplementar.
Art. 405. Contam-se os juros de mora desde a citação inicial. (Esse artigo aplica-se apenas às
situações de mora ex persona. É neste sentido que a súmula 163 do STF dispõe: salvo contra
a fazenda pública, sendo a obrigação ILÍQUIDA, contam-se os juros moratórios desde a
citação inicial para a ação) (Enunciado 428 do CJF: Os juros de mora, nas obrigações
negociais, fluem a partir do advento do termo da prestação, estando a incidência do disposto
no art. 405 da codificaçãolimitada às hipóteses em que a citação representa o papel de
notificação do devedor ou àquelas em que o objeto da prestação não tem liquidez. Isso quer
dizer que nas situações de mora ex re, os juros serão contados desde o inadimplemento)
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: FAPESP. Prova para Procurador.
Não cumprida a obrigação, responde o devedor
A) apenas pelo cumprimento atrasado da obrigação, com juros e correção monetária
convencionais.
B) pelo pagamento do terceiro que a cumprir, no preço que este a tiver estipulado.
C) pelo pagamento da cláusula penal, por ter esta a natureza compensatória.
D) pelo cumprimento da obrigação, além de perdas e danos.
E) por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais
regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. (GABARITO)
COMENTÁRO: Não podemos esquecer que inadimplemento é o gênero, tendo como espécies
o inadimplemento absoluto da obrigação e a mora, que é o inadimplemento relativo. O
enunciado da questão traz a redação inicial do art. 389 do CC. Vejamos: “Não cumprida a
obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária
segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado". Esse
dispositivo legal trata da responsabilidade civil contratual e se aplica para a hipótese de
inadimplemento absoluto da obrigação.
A) INCORRETO. Vimos que, pelo disposto no art. 389 do CC, responde o devedor por perdas e
danos, juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos,
além dos honorários de advogado;
B) INCORRETO. De fato, temos previsão no art. 249 do CC que, sendo a obrigação de fazer e
podendo ser executada por terceiro, poderá o credor mandá-lo executar à custa do devedor,
mas sem prejuízo da indenização cabível;
C) INCORRETO. A cláusula penal decorre da vontade das partes que estipulam, no próprio
instrumento da obrigação ou em ato posterior, um valor à título de ressarcimento, diante da
inexecução culposa da obrigação. Tem previsão no art. 408 e seguintes do CC. Ela se
classifica em moratória, para a hipótese de inadimplemento parcial ou mora, tendo natureza
de indenização complementar (art. 409 do CC); e compensatória, diante do descumprimento
total da obrigação (art. 410 do CC);
D) INCORRETO. Vide comentários iniciais (art. 389 do CC);
E) CORRETO. Em consonância com o art. 389 do CC.
QUESTÃO: Ano: 2010: Banca: FCC. Órgão: TCE-RO. Prova para Procurador.
As perdas e danos
A) nas obrigações de pagamento em dinheiro, serão pagas atualizadas monetariamente, com
juros, custas e honorários advocatícios, prejudicada a pena convencional. (ERRADO. Art. 404.
As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro, serão pagas com atualização
monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, abrangendo juros, custas e
honorários de advogado, sem prejuízo da pena convencional.)
B) mesmo que resultantes de dolo do devedor, só incluem os prejuízos efetivos e os lucros
cessantes por efeito direto e imediato da inexecução. (CERTO. Art. 403. Ainda que a
inexecução resulte de dolo do devedor, as perdas e danos só incluem os prejuízos efetivos e
os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuízo do disposto na lei
processual.)
C) dizem respeito apenas aos prejuízos materiais e morais, causados por ato doloso do
ofensor. (ERRADO. Além dos prejuízos materiais, incluem também os lucros cessantes,
consoante o disposto no art. 402 do CC. Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas
em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu
(danos emergentes: é o que ele perdeu), o que razoavelmente deixou de lucrar. (Lucros
cessantes: o que ele deixou de ganhar))
D) abrangem os lucros cessantes, que se caracterizam pelo que o credor efetivamente
perdeu, diminuindo seu patrimônio. (ERRADO. Os lucros cessantes se caracterizam pelo que
razoavelmente ele deixou de lucrar. O que efetivamente se perdeu caracteriza o dano
emergente.)
E) abrangem, na inexecução dolosa, inclusive os prejuízos eventuais, remotos ou potenciais.
(ERRADO, consoante o disposto no art. 403, vide alternativa "B".)
CAPÍTULO IV Dos Juros Legais
Art. 406. Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa
estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que
estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.
Art. 407. Ainda que se não alegue prejuízo, é obrigado o devedor aos juros da mora que se
contarão assim às dívidas em dinheiro, como às prestações de outra natureza, uma vez que
lhes esteja fixado o valor pecuniário por sentença judicial, arbitramento, ou acordo entre as
partes.
Assim como as cláusulas penais, os juros moratórios legais não exigem que o credor
comprove que houve prejuízo.
CAPÍTULO V Da Cláusula Penal (Só pra entender a matéria: pode-se dizer que é uma multa
civil convencionada entre as partes caso haja inadimplemento da obrigação)
Nas lições de Orlando Gomes, a multa contratual/cláusula penal/pena convencional pode ser
conceituada como “pacto sucessório pelo qual as partes de um contrato fixam, de antemão, o
valor das perdas e danos que por acaso se verifiquem em consequência da inexecução
culposa da obrigação" (GOMES, Orlando. Obrigações. Atualizador: Edvaldo Brito. 16. ed. Rio
de Janeiro: Forense, 2005. p. 159). Tem previsão no art. 408 e seguintes do CC e guarda
semelhança com as perdas e danos. Acontece que a cláusula penal é arbitrada pelos próprios
contratantes, sendo o seu valor limitado ao valor da obrigação principal (art. 412 do CC), não
sendo necessária a comprovação de prejuízo (art. 416 do CC), bastando a ocorrência da mora
ou do inadimplemento total ou parcial. Já as perdas e danos são fixadas pelo juiz, com base
nos prejuízos alegados e comprovados. Assim, uma das vantagens da cláusula penal é
justamente a do credor não precisar provar prejuízo. Basta, somente, a prova do
inadimplemento da obrigação.
Art. 408. Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que, culposamente, deixe
de cumprir a obrigação ou se constitua em mora.
Art. 409. A cláusula penal estipulada conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior,
pode referir-se à inexecução completa da obrigação (essa é a cláusula penal compensatória,
que se aplica nos casos em que o bem pereceu completamente ou a obrigação se tornou
inútil), à de alguma cláusula especial ou simplesmente à mora. (Essa última refere-se à
cláusula penal moratória, que é aquela que a obrigação ainda pode ser cumprida)
Art. 410. (Cláusula penal compensatória) Quando se estipular a cláusula penal para o caso de
total inadimplemento da obrigação, esta converter-se-á em ALTERNATIVA a benefício do
credor. (A cláusula penal compensatória tem natureza alternativa. Não é possível exigir o
cumprimento da prestação principal mais uma cláusula penal compensatória. Ou se exige um
ou se exige outro)
Art. 411. (Cláusula penal moratória) Quando se estipular a cláusula penal para o caso de
mora, ou em segurança especial de outra cláusula determinada, terá o credor o arbítrio de
exigir a satisfação da pena cominada, juntamente com o desempenho da obrigação principal.
("Enquanto a cláusula penal compensatória funciona como prefixação das perdas e danos, a
cláusula penal moratória, cominação contratual de uma multa para o caso de mora, serve
apenas como punição pelo retardamento no cumprimento da obrigação. A cláusula penal
moratória, portanto, não compensa o inadimplemento, nem substitui o adimplemento, não
interferindo na responsabilidade civilcorrelata, que é decorrência natural da prática de ato
lesivo ao interesse ou direito de outrem. Assim, não há óbice a que se exija a cláusula penal
moratória juntamente com o valor referente aos lucros cessantes." - Informativo 513 do STJ)
Art. 412. (cláusula penal compensatória) O valor da cominação imposta na cláusula penal não
pode exceder o da obrigação principal.
Art. 413. A penalidade deve ser reduzida eqüitativamente pelo juiz (ou seja, de acordo com o
bom senso do juiz) se a obrigação principal tiver sido cumprida em parte, ou se o montante
da penalidade for manifestamente excessivo, tendo-se em vista a natureza e a finalidade do
negócio.
Art. 414. Sendo indivisível a obrigação, todos os devedores, caindo em falta um deles,
incorrerão na pena; mas esta só se poderá demandar integralmente do culpado, respondendo
cada um dos outros somente pela sua quota.
Parágrafo único. Aos não culpados fica reservada a ação regressiva contra aquele que deu
causa à aplicação da pena.
Art. 415. Quando a obrigação for divisível, só incorre na pena o devedor ou o herdeiro do
devedor que a infringir, e proporcionalmente à sua parte na obrigação.
Art. 416. Para exigir a pena convencional, não é necessário que o credor alegue prejuízo.
Parágrafo único. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não pode o
credor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado. Se o tiver sido, a
pena vale como mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo excedente.
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRM-MS. Prova para Advogado.
No que se refere à cláusula penal decorrente da inexecução da obrigação, assinale a
alternativa correta.
A) A penalidade será reduzida equitativamente pelo juiz se a obrigação principal tiver sido
cumprida em parte ou se o montante da penalidade for manifestamente excessivo, tendo-se
em vista a natureza e a finalidade do negócio. (CERTO. Art. 413 do CC.: A penalidade deve ser
reduzida eqüitativamente pelo juiz se a obrigação principal tiver sido cumprida em parte, ou
se o montante da penalidade for manifestamente excessivo, tendo-se em vista a natureza e a
finalidade do negócio.)
B) Para exigir a pena convencional, é necessário que o credor comprove a existência de
prejuízo. (ERRADO. Art. 416 do CC.: Para exigir a pena convencional, não é necessário que o
credor alegue prejuízo.)
C) Sempre que o prejuízo exceder ao previsto na cláusula penal, poderá o credor exigir
indenização suplementar, apresentando documentos que comprovem a extensão do prejuízo.
(ERRADO. Art. 416 do CC.: Parágrafo único. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na
cláusula penal, não pode o credor exigir indenização suplementar se assim não foi
convencionado. Se o tiver sido, a pena vale como mínimo da indenização, competindo ao
credor provar o prejuízo excedente.)
D) Como a lei não estabelece limites, é possível que o valor da cominação imposta na
cláusula penal supere o da obrigação principal. (ERRADO. Art. 412 do CPP.: O valor da
cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal.)
E) O fato de a obrigação principal ter sido cumprida em parte não autoriza a redução
equitativa da penalidade. (ERRADO. Art. 413 do CC, que está na justificativa da alternativa A)
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRT - 1ª REGIÃO (RJ). Prova para Juiz do
Trabalho.
Em relação à cláusula penal, é correto afirmar:
A) Estipulada a cláusula penal para a hipótese de total inadimplemento obrigacional, esta
converter-se-á em alternativa a benefício do devedor. (ERRADO. Art. 410. Quando se estipular
a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta converter-se-á em
alternativa a benefício do credor.)
B) A multa estabelecida em cláusula penal terá exclusivamente finalidade moratória.
(ERRADO. Art. 410. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento
da obrigação, esta converter-se-á em alternativa a benefício do credor. Ou seja, pode ter a
finalidade moratória, que é aquela que ainda dá para cumprir a obrigação, mas também a
compensatória, que é aquela que a obrigação não é possível mais de ser realizada)
C) A exigência da pena convencional prevista está vinculada à alegação e à prova do prejuízo
pelo credor. (ERRADO. Art. 416. Para exigir a pena convencional, não é necessário que o
credor alegue prejuízo.)
D) Estipulada a cláusula penal conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior, poderá
ela referir-se à inexecução completa da obrigação, à de alguma cláusula especial ou
simplesmente à mora. (CERTO. Art. 409. A cláusula penal estipulada conjuntamente com a
obrigação, ou em ato posterior, pode referir-se à inexecução completa da obrigação, à de
alguma cláusula especial ou simplesmente à mora.)
E) Se o prejuízo do credor exceder ao estabelecido na cláusula penal, poderá ele exigir
livremente indenização suplementar, independente de previsão contratual. (ERRADO.
Parágrafo único do artigo 416. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não
pode o credor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado. Se o tiver
sido, a pena vale como mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo
excedente.)
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FCC. Órgão: TRT - 1ª REGIÃO (RJ). Prova para Juiz do Trabalho
Substituto.
No tocante à cláusula penal, é correto afirmar:
A) Quando estipulada conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior, só pode referir-se
à execução completa dessa obrigação. (ERRADO. Art. 409. A cláusula penal estipulada
conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior, pode referir-se à inexecução completa
da obrigação, à de alguma cláusula especial ou simplesmente à mora.)
B) Para ser exigida a pena nela prevista, não é necessário que o credor alegue prejuízo.
(CERTO. Art. 416. Para exigir a pena convencional, não é necessário que o credor alegue
prejuízo.)
C) Só é passível de redução eventual se o seu montante for manifestamente excessivo.
(ERRADO. Art. 413. A penalidade deve ser reduzida eqüitativamente pelo juiz se a obrigação
principal tiver sido cumprida em parte, ou se o montante da penalidade for manifestamente
excessivo, tendo-se em vista a natureza e a finalidade do negócio.)
D) Quando for estipulada para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta converter-
se-á em alternativa a benefício do devedor. (ERRADO. Art. 410. Quando se estipular a cláusula
penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta converter-se-á em alternativa a
benefício do credor.)
E) O valor de sua cominação é livre, podendo ultrapassar o montante da obrigação principal
(ERRADO. Art. 412. O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da
obrigação principal.)
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: TRT - 6ª Região (PE). Prova: para Juiz do Trabalho
Substituto.
Quanto à cláusula penal, é INCORRETO afirmar que
A) para exigir a pena convencional, não é necessário que o credor alegue prejuízo.
B) ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não pode o credor exigir
indenização suplementar se assim não foi convencionado. Se o tiver sido, a pena vale como
mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo excedente.
C) ao se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta
poderá converter-se em alternativa a pedido e em benefício do devedor (GABARITO)
D) incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que, culposamente, deixe de
cumprir a obrigação ou se constitua em mora.
E) o valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação
principal.
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-RS. Prova para Titular de Serviços de
Notas e de Registros – Remoção.
A respeitoda cláusula penal e as arras, assinale a alternativa correta.
A) Sempre que o prejuízo exceder ao previsto na cláusula penal, pode o credor exigir
indenização suplementar. (ERRADO. INDENIZAÇÃO SUPLEMENTAR na cláusula penal =
APENAS SE FOR CONVENCIONADO.
Parágrafo único do artigo 416. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não
pode o credor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado. Se o tiver
sido, a pena vale como mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo
excedente.)
B) Se o contrato previu arras penitenciais, não haverá direito a indenização complementar.
(CERTO. Art. 420. Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das
partes, as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. Neste caso, quem as deu
perdê-las-á em benefício da outra parte; e quem as recebeu devolvê-las-á, mais o equivalente.
Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar.)
C) A parte inocente não pode pedir indenização complementar às arras confirmatórias.
(ERRADO. Art. 419. A parte inocente pode pedir indenização suplementar, se provar maior
prejuízo, valendo as arras como taxa mínima. Pode, também, a parte inocente exigir a
execução do contrato, com as perdas e danos, valendo as arras como o mínimo da
indenização.)
D) O valor da cominação imposta na cláusula penal pode exceder o da obrigação principal.
(ERRADO. Art. 412. O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da
obrigação principal.)
E) Para exigir a pena convencional, é necessário que o credor alegue prejuízo. (ERRADO. Art.
416. Para exigir a pena convencional, não é necessário que o credor alegue prejuízo.)
CAPÍTULO VI Das Arras ou Sinal
Art. 417. Se, por ocasião da conclusão do contrato, uma parte der à outra, a título de arras,
dinheiro ou outro bem móvel, deverão as arras, em caso de execução, ser restituídas ou
computadas na prestação devida, se do mesmo gênero da principal.
Art. 418. Se a parte que deu as arras não executar o contrato, poderá a outra tê-lo por
desfeito, retendo-as; se a inexecução for de quem recebeu as arras, poderá quem as deu
haver o contrato por desfeito, e exigir sua devolução mais o equivalente, com atualização
monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, juros e honorários de
advogado.
Art. 419. A parte inocente pode pedir indenização suplementar, se provar maior prejuízo,
valendo as arras como taxa mínima. Pode, também, a parte inocente exigir a execução do
contrato, com as perdas e danos, valendo as arras como o mínimo da indenização.
Art. 420. Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes,
as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. Neste caso, quem as deu perdê-las-á
em benefício da outra parte; e quem as recebeu devolvê-las-á, mais o equivalente. Em ambos
os casos não haverá direito a indenização suplementar.
EXRCÍCIOS SOBRE TODA A MATÉRIA.
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRT - 1ª REGIÃO (RJ). Prova para Juiz do
Trabalho.
É correto afirmar:
A) A obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios dela, a não ser que
expressamente mencionados. (ERRADO. É o princípio da acessoriedade/gravitação jurídica.
Art. 233 do CC: A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não
mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.)
B) Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha cabe ao devedor, se o
contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será
obrigado a prestar a melhor. (CERTO. É a obrigação de dar coisa incerta. Art. 244 do CC.: Nas
coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o
contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será
obrigado a prestar a melhor.)
C) Até a tradição a coisa pertence ao credor, com seus melhoramentos e acrescidos, pelos
quais poderá exigir aumento no preço. (ERRADO. Art. 237 do CC.: Até a tradição pertence ao
devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir
aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.)
D) Se a obrigação for de restituir coisa certa e esta (a coisa certa), sem culpa do devedor, se
perder antes da tradição, poderá o credor exigir perdas e danos, sem prejuízo do
cumprimento da obrigação por terceiros, às expensas do devedor. (ERRADO. Em qualquer
obrigação o credor só poderá exigir perdas e danos se tiver culpa do devedor. Se não tiver
culpa do devedor, na obrigação de restituir coisa certa, a obrigação se resolverá) (Art. 238 do
CC.: Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta (coisa certa), sem culpa do devedor, se
perder antes da tradição (antes da entrega), sofrerá o credor a perda, e a obrigação se
resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.) (Restituir coisa certa é quando,
por exemplo, uma pessoa aluga um DVD de uma locadora, então ela tem a obrigação de
restituir, ou seja, de devolver a coisa certa à locadora. Neste exemplo há o princípio do res
perit domino – a coisa se perde para o dono, neste caso o dono é o credor, porque a locadora
que perde o DVD. Somente no caso de restituir a coisa que o bem vai perecer para o credor,
nos outros casos que o bem perecer para o dono, o dono será o devedor.) (A OBRIGAÇÃO DE
DAR SE SUBDIVIDE EM OBRIGAÇÃO DE ENTREGAR E OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR. NA
OBRIGAÇÃO DE DAR, O DEVEDOR É O DONO. NA OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR, O CREDOR É
O DONO.)
E) Na obrigação de dar coisa incerta, após a escolha não poderá o devedor alegar perda ou
deterioração da coisa, mesmo que por caso fortuito ou força maior. (ERRADO. após a
escolha, na obrigação de dar coisa incerta, ela se torna coisa certa, podendo o devedor alegar
perda ou deterioração, e podendo o credor, havendo culpa do devedor, exigir perdas e danos)
(Art. 246 do CC.: Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da
coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.)
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Porto Alegre. Prova para
Procurador Municipal.
Sobre relações obrigacionais, é correto afirmar que:
a) Destruindo-se totalmente e sem culpa do devedor a coisa certa, objeto de obrigação de
restituir, o credor sofrerá a perda. (CERTO. Art. 238 do CC.: Se a obrigação for de restituir
coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a
perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda. É o
princípio do res perit domino – a coisa se perece para o dono. Obrigação de Restituir é o cara
que alugou um DVD e agora tem que devolver o DVD à locadora. Neste caso o dono é o
credor.)
b) As obrigações de fazer são, pela natureza da prestação, sempre fungíveis. (ERRADO. Pode
ser fungível ou infungível.)
c) Conforme o Direito brasileiro, as obrigações pecuniárias corporificam dívidas de valor,
sendo sempre necessária a correção monetária quando houver diferimento entre o
nascimento e o cumprimento da obrigação. (ERRADO. Art. 315 do CC.: As dívidas em dinheiro
deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente e pelo valor nominal, salvo o disposto
nos artigos subseqüentes. Art. 316 do CC.: É lícito convencionar o aumento progressivo de
prestações sucessivas. Ou seja, a correção deve ser pactuada ou a dívida se presume
pagável pelo valor nominal)
d) Sendo certa a coisa a ser dada, seus eventuais acessórios não estão abrangidos no dever
de entrega do devedor. (ERRADO. Art. 233 do CC.: A obrigação de dar coisa certa abrange os
acessórios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultardo título ou das
circunstâncias do caso. É o princípio da acessoriedade/gravitação jurídica)
e) As obrigações de dar coisa incerta, a escolha cabe sempre ao devedor. (ERRADO, porque
nem sempre a escolha cabe ao devedor. Na verdade, o que está disposto entre as partes é o
que vai valer – é o princípio da autonomia da vontade das partes. Agora, o Código Civil vem
de maneira subsidiária dizendo que se as partes não dispuserem sobre o assunto, a escolha
caberá ao devedor) (Art. 244 do CC.: Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade,
a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não
poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.)
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CONCEP. Órgão: DAE-Bauru. Prova para Procurador Jurídico.
Acerca do direito das obrigações, analise as proposições seguintes.
I. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade. (CERTO. Art. 243 do
CC.: A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.)
II. Antes da escolha, poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, salvo se por
força maior ou caso fortuito. (ERRADO. Art. 246 do CC.: Antes da escolha, não poderá o
devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.)
III. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se
o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar coisa pior, nem será
obrigado a prestar a melhor. (CERTO. É a literalidade do Art. 244 do CC.: Nas coisas
determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o contrário
não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.)
IV. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
(CERTO.)
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
Se a prestação se converte em perdas e danos, extingue-se a solidariedade.
ERRADO.
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolve em perdas e danos.
CERTO.
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
Até a tradição, a coisa certa - bem como os seus melhoramentos e acréscimos, inclusive os
frutos, salvo os pendentes - pertence ao devedor.
CERTO.
QUESTÃO: Ano: 2016. Órgão: Prefeitura de Guarapari-ES. Prova para Procurador Municipal.
Sobre o Direito das Obrigações, assinale a alternativa incorreta:
a) Até a tradição a coisa pertence ao devedor, inclusive os melhoramentos e acrescidos pelos
quais poderá exigir aumento no preço. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 237 do CC.: Até a
tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação. Aqui um exemplo é a égua prenha. Se o devedor não entregou a égua, e ela venha
a ficar prenha antes da entrega/tradição, o devedor pode exigir esse acréscimo ao credor. Se
o credor não quiser, o devedor poderá resolver a obrigação)
b) Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes. (ERRADO.
Parágrafo único do Art. 237 do CC.: Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor
os pendentes. Ver a alternativa D dessa questão.)
c) O Código Civil diferencia as consequências quando há ou não culpa do devedor (Até aqui
está CERTO.). Se a coisa se deteriorar sem culpa do devedor, o proprietário (credor) deve
recebê-la, tal qual se ache, sem direito a indenização (ERRADO. Art. 235 do CC.: Deteriorada a
coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa,
abatido de seu preço o valor que perdeu.). Porém, se houver culpa do devedor, este responde
pelo equivalente, mais perdas e danos. (ERRADO. Art. 236 do CC.: Sendo culpado o devedor,
poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito
a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos.)
d) Se a obrigação for de restituir coisa certa e sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa,
sem despesa ou trabalho do devedor (acessão natural, por exemplo), o credor lucrará, ficando
desobrigado de indenização. (VERDADEIRO. Art. 241 do CC.: Se, no caso do art. 238
(obrigação de restituir), sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesa ou
trabalho do devedor, lucrará o credor, desobrigado de indenização. Um exemplo é quando
alguém aluga uma cadela para cuidar a casa, e essa cadela acaba saindo na rua e cruzando
com um macho, tendo filhotes. Neste caso, o devedor (o cara que alugou a cadela do dono
para cuidar a casa) não teve nenhuma despesa, e houve acréscimo do bem, já que cada
filhote custa R$ 500,00 por exemplo. Lucrará o credor, que é o dono do animal, desobrigado
de indenizar o cara que alugou a cadela. É o princípio de que a coisa melhora ou acresce para
o dono)
e) nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, em regra, a escolha pertence ao
credor, se o contrário não resultar do título da obrigação. (ERRADO. Art. 244 do CC.: Nas
coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o
contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será
obrigado a prestar a melhor.)
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
Se o devedor age de boa-fé e amparado pela escusabilidade do erro, considera-se válido o
pagamento feito por ele ao credor putativo.
CERTO. CC, art. 309. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado
depois que não era credor.
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRECI - 14ª Região (MS). Prova para
Advogado.
Na obrigação de fazer de natureza personalíssima, caso o devedor se negue a cumpri-la, a
obrigação de fazer converter-se-á em obrigação de dar, devendo o sujeito passivo arcar com
perdas e danos, incluídos os danos materiais.
CERTO. Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a
prestação a ele só imposta, ou só por ele exeqüível.
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FGV. Órgão: AOB. Prova para Exame de Ordem Unificado XXII -
Primeira Fase.
Antônio, vendedor, celebrou contrato de compra e venda com Joaquim, comprador, no dia 1º
de setembro de 2016, cujo objeto era um carro da marca X no valor de R$ 20.000,00, sendo o
pagamento efetuado à vista na data de assinatura do contrato. Ficou estabelecido ainda que a
entrega do bem seria feita 30 dias depois, em 1º de outubro de 2016, na cidade do Rio de
Janeiro, domicílio do vendedor. Contudo, no dia 25 de setembro, uma chuva torrencial
inundou diversos bairros da cidade e o carro foi destruído pela enchente, com perda total.
Considerando a descrição dos fatos, Joaquim
A) não faz jus à devolução do pagamento de R$ 20.000,00.
B) terá direito à devolução de 50% do valor, tendo em vista que Antônio, vendedor, não teve
culpa.
C) terá direito à devolução de 50% do valor, tendo em vista que Antônio, vendedor, teve culpa.
D) terá direito à devolução de 100% do valor, pois ainda não havia ocorrido a tradição/entrega
no momento do perecimento do bem. (CERTO. Antônio deve devolver 100% do dinheiro a
Joaquim, porque o carro se perdeu sem culpa de Antônio, resolvendo-se a obrigação, ou seja,
cancelando a obrigação sem perdas e danos. Este caso é chamado de res perit domino – a
coisa perece para o dono – neste caso o dono é o devedor.
Art. 233 do CC.: A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não
mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Art.234 do CC.: Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor,
antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas
as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais
perdas e danos)
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: FGV. Órgão: OAB. Exame de Ordem Unificado - III - Primeira
Fase.
Maria celebrou contrato de compra e venda do carro da marca X com Pedro, pagando um
sinal de R$ 10.000,00. No dia da entrega do veículo, a garagem de Pedro foi invadida por
bandidos, que furtaram o referido carro. A respeito da situação narrada, assinale a alternativa
correta.
A) Haverá resolução do contrato pela falta superveniente do objeto, sendo restituído o valor já
pago por Maria. (GABARITO)
B) Não haverá resolução do contrato, pois Pedro pode alegar caso fortuito.
C) Maria poderá exigir a entrega de outro carro.
D) Pedro poderá entregar outro veículo no lugar no automóvel furtado.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-PA. Prova para Analista Judiciário –
Direito.
No que tange à transmissão, ao adimplemento e à extinção das obrigações, assinale a
alternativa correta.
A) Com relação ao lugar do pagamento, a regra é de que a dívida é portable, ou seja, o
devedor deve ir ao domicílio do credor. (ERRADO. A regra é a cobrança quesível / querable. A
cobrança quesível é feita na porta do devedor. A cobrança portável / portable é feita na porta
do devedor. Art. 327. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes
convencionarem diversamente, ou se o contrário resultar da lei, da natureza da obrigação ou
das circunstâncias.)
B) Na assunção de dívida, dispensa-se o consentimento do credor, salvo se solvente o
devedor original. (ERRADO. Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor,
com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se
aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.)
C) Havendo litígio sobre o objeto do pagamento, o devedor pode valer-se do expediente do
pagamento em consignação, depositando o objeto em juízo. (GABARITO. Art. 335. A
consignação tem lugar: V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.)
D) A cessão de crédito, em regra, exige expressa anuência do devedor. (ERRADO. Art. 290. A
cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada;
mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente
da cessão feita.)
E) O credor não pode se recursar a receber o objeto da obrigação por partes, ainda que a
prestação seja divisível, se assim não se ajustou. (ERRADO. Art. 314. Ainda que a obrigação
tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o
devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.)
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: CESGRANRIO. Órgão: Petrobras. Prova para Advogado.
A respeito das obrigações, considere as afirmações a seguir.
I - Nas obrigações alternativas, são devidas duas coisas alternativamente, ao passo que, na
obrigação facultativa, apenas uma coisa é devida, mas o devedor pode preferir pagar com
uma ou outra. (CERTO)
II - A prestação de entregar uma quantidade indeterminada de barris de petróleo é um tipo de
obrigação de dar coisa incerta. (ERRADO. Obrigação de dar cosa incerta é aquela que tem a
definição da quantidade e do gênero, mas não da qualidade. Art. 243 do CC.: A coisa incerta
será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.)
III - No caso de perda ou deterioração da coisa com ou sem culpa do devedor, poderá o credor
optar por resolver a obrigação ou aceitar a coisa como se acha, com o abatimento do preço,
além de perdas e danos. (ERRADO. Art. 235 do CC.: Deteriorada a coisa, não sendo o devedor
culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o
valor que perdeu.)
IV - O credor de coisa certa não pode ser obrigado a receber outra, ainda que mais valiosa.
(CERTO. Art. 313 do CC.: O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é
devida, ainda que mais valiosa.)
V - Nas obrigações imateriais, à recusa ao cumprimento pode, cumulativamente ao pedido de
perdas e danos, ser adicionado o pedido de multa diária. (CERTO. Quando for convencionado
que o devedor cumpra pessoalmente a prestação, estaremos diante de obrigação de fazer
infungível, imaterial ou personalíssima. Neste caso, havendo cláusula expressa, o devedor só
se exonerará se ele próprio cumprir a prestação, executando o ato ou serviço prometido, pois
foi contratado em razão de seus atributos pessoais. Este caso sempre caberá perdas e danos,
mas no caso de obrigação de fazer fungível, poderá caber perda e danos ou apenas a
exigência que o devedor cumpra ou mande alguém cumprir a obrigação.)
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FCC. Órgão: DPE-PB. Prova para Defensor Público.
Ângela firmou contrato com Ana Lúcia obrigando-se a entregar-lhe um vestido. Antes da
tradição, porém, utilizou o vestido em uma festa e derrubou vinho sobre o tecido, causando
manchas no bem. Ana Lúcia poderá
A) aceitar o vestido, ou o equivalente em dinheiro, desde que renuncie às perdas e danos.
B) postular somente o equivalente em dinheiro, desde que renuncie ao recebimento do
vestido.
C) aceitar o vestido, ou o equivalente em dinheiro, além de postular perdas e danos.
(GABARITO. Se ela aceitar o vestido ou se ela exigir o equivalente em dinheiro, nos dois
casos ela pode exigir ainda perdas e danos, porque houve culpa do devedor. Art. 236 do CC.:
Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado
em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e
danos.)
D) apenas postular perdas e danos.
E) aceitar o vestido, apenas, desde que renuncie às perdas e danos.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: IESES. Órgão: TJ-MS. Prova para Titular de Serviços de Notas e
de Registros - Provimento.
Sobre as obrigações, responda:
I) Nas Obrigações de dar coisa certa, se a coisa se perder sem culpa do devedor antes da
tradição, a obrigação fica resolvida para ambas as partes. (CERTO. É o exemplo do carro que
se perdeu na chuva sem culpa do devedor antes da tradição. É o princípio res perit domino,
ou seja, a coisa se perde para o credor, resolvendo/anulando a obrigação sem perdas e
danos. Art. 234 do CC.: Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do
devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação
para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo
equivalente e mais perdas e danos.)
II) Nas obrigações de restituir coisa certa, se a coisa se perder sem culpa do devedor antes da
tradição, o credor sofrerá a perda e a obrigação se resolverá (CERTO. Art. 238 do CC.: Se a
obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos
até o dia da perda. É o exemplo do cara que alugou DVD.)
III) Nas obrigações de dar coisa incerta não há que se falar em perda da coisa antes da
escolha (CERTO. Art. 246 do CC.: Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou
deterioração da coisa (porque ela é incerta), ainda que por força maior ou caso fortuito.)
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE. Órgão: Câmara dos Deputados. Prova para Analista
Legislativo.
São fontes mediatas das obrigações em geral os contratos, as declarações unilaterais de
vontade e os atos ilícitos.
CERTO.
Fontes imediatas ou primárias: Leis (um exemplo é a obrigação que os pais tem de pagar
alimentosaos filhos, pois essa obrigação vem direto da lei).
Fontes mediatas ou secundárias: Contratos (declarações bilaterais de vontade) (é a principal
fonte mediata); as declarações unilaterais de vontade (promessa de recompensa, gestão de
negócios, pagamento indevido); atos ilícitos.
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor, ainda que se
trate de obrigação de fazer materialmente infungível.
CERTO. Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
A cláusula penal não poderá ser cumulada com multa diária (astreinte).
ERRADO. A cláusula penal poderá ser cumulada com multa diária, pois uma não tem nada a
ver com a outra!
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: INSS. Prova para Analista do
Seguro Social – Direito.
A incidência das arras penitenciais prescinde da verificação do inadimplemento da parte.
CERTO. Basta que haja o arrependimento de alguma das partes para que haja a incidência
das arras penitenciais. As Arras Penitenciais são prestadas para funcionar como antecipação
de perdas e danos caso alguma parte desista do contrato.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: AOCP. Órgão: UFMS. Prova para Advogado.
No tocante às obrigações no Direito Civil, é incorreto afirmar que:
a) A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo
se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. (CERTO. É a literalidade do
Art. 223 do CC.: A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não
mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. É o
princípio da acessoriedade/gravitação jurídica)
b) Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação,
ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu. (CERTO. Art. 235 do CC.:
Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou
aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.)
c) Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no
estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das
perdas e danos. (CERTO. É a literalidade do Art. 236 do CC.: Sendo culpado o devedor,
poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito
a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos.)
d) Os frutos percebidos são do credor, cabendo ao devedor os pendentes. (ERRADO. Frutos
percebidos são os frutos colhidos. Frutos pendentes são os frutos não colhidos. Parágrafo
único do Art. 237 do CC.: Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os
pendentes.)
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TJ-GO. Prova para Juiz.
Antônio obrigou-se a entregar a Benedito, Carlos, Dario e Ernesto um determinado touro
reprodutor, avaliado em R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). Embora bem guardado e bem tratado
em lugar apropriado e seguro, o animal morreu afogado em inundação causada por fortes
chuvas. Nesse caso, a obrigação é
A) de dar coisa certa, indivisível, resolvida para ambas as partes com ausência de culpa do
devedor, ante o perecimento do objeto. (CERTO. É coisa certa, porque coisa incerta é aquela
definida apenas pelo gênero e quantidade, mas aqui a coisa está definida pelo gênero
(cavalo), quantidade (um), e qualidade, porque afirma que é um determinado touro reprodutor.
É indivisível, porque um animal, assim com um objeto são indivisíveis, não se pode cortar no
meio. Não é solidário, porque se a questão não falou que é solidário, então será divisível, mas
se não possível, como é o caso, será indivisível. Se não há culpa do devedor, então resolve-se
a obrigação sem perdas e danos.)
B) indivisível, com o perecimento do objeto por culpa do devedor.
C) indivisível e tornou-se divisível com o perecimento do objeto, sem culpa do devedor.
D) solidária, devendo o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) ser entregue a qualquer dos
credores, em lugar do objeto perecido.
E) de dar coisa certa, indivisível, devendo o devedor entregar a indenização a todos os
credores.
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-SE. Prova para Defensor
Público.
Considerando as diversas modalidades de obrigações e suas características, assinale a
opção correta.
A) Em caso de obrigações de dar coisa certa, se a coisa perecer antes do cumprimento da
obrigação, o devedor, ainda que não tenha concorrido para o seu perecimento, responderá
pelo equivalente, mais perdas e danos. (ERRADO. Art. 234 do CC.: Se, no caso do artigo
antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a
condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de
culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.)
B) Em se tratando de obrigações de não fazer, caso o devedor pratique o ato a cuja abstenção
se tenha obrigado, o credor poderá exigir que ele o desfaça, sob pena de se desfazer à sua
custa, obrigando-se o culpado a ressarcir perdas e danos. (CERTO. Art. 250 do CC.: Praticado
pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça (se
isso for possível), sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e
danos.)
C) Tratando-se de obrigações de fazer, se a prestação do fato tornar-se impossível, ainda que
sem culpa do devedor, este deverá responder por perdas e danos, dado o seu dever de
garantir o cumprimento da obrigação. (ERRADO. Art. 248 do CC.: Se a prestação do fato
torna-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele,
responderá por perdas e danos.)
D) Nos casos de obrigações alternativas, a escolha caberá ao credor, se os contratantes não
estipularem outra coisa, extinguindo-se a obrigação caso todas as prestações se tornarem
impossíveis por culpa do credor.
E) Havendo mora (mora é demora para o cumprimento da obrigação) ou recusa do devedor
em cumprir obrigação de fazer, independentemente da sua natureza, a obrigação se
converterá sempre em perdas e danos. (ERRADO. A obrigação se converterá
obrigatoriamente em perdas e danos apenas quando se tratar de obrigação infungível, caso
seja uma obrigação fungível ela pode ou não gerar perdas e danos. Art. 249 do CC.: Se o fato
puder ser executado por terceiro, será livre ao credor manda-lo executar à custa do devedor,
havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.)
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEGER-ES. Prova para Analista
Executivo – Direito. (Reduzida)
É correto afirmar que diante de uma obrigação de fazer fungível, é cabível a fixação de
astreintes, mesmo que seja em desfavor da fazenda pública.
CERTO. É cabível, mesmo contra a Fazenda Pública, a cominação de multadiária - astreintes -
como meio coercitivo para cumprimento de obrigação de fazer (fungível ou infungível) ou
entrega de coisa.
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: TRT 2R (SP). Órgão: TRT - 2ª REGIÃO (SP). Prova para Juiz do
Trabalho (Reduzida).
É correto afirmar que o devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou
força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
CERTO.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: IDECAN. Órgão: Prefeitura de Vilhena-RO. Prova para
Advogado.
Manoel e Sebastião, agricultores e pecuaristas, comprometeram-se a entregar cinco touros
(coisa incerta, porque a coisa está definida pela quantidade (5) e pelo gênero (touro) apenas)
para Artur em 25/05/2013, mediante pagamento à vista,em razão da proximidade de realização
de um rodeio organizado por este, previsto para 01/06/2013, no qual os animais seriam
utilizados. Ocorre que em 15/05/2013, sem que houvesse a concentração (antes que houvesse
a escolha, caracterizando, de fato, que é uma coisa incerta, porque se houvesse a escolha,
seria coisa certa.), todos os touros da fazenda de Manoel e Sebastião pereceram em razão de
um desastre natural, do qual estes não tiveram culpa. Neste caso, é correto afirmar que: (É
preciso saber que para se considerar feita a escolha/concentração, e portanto, transformando
a obrigação em uma obrigação de dar coisa certa, não basta que o devedor separe o objeto da
obrigação para entrega-lo ao credor. Deve a coisa ser entregue ou ao menos posta à
disposição do credor. Então, neste caso da questão, é obrigação de dar coisa incerta,
havendo o princípio de que a coisa não perece, mesmo havendo caso fortuito ou força maior,
o devedor continua obrigado a entregar os cinco touros a Artur)
a) Resolve-se a obrigação sem perdas e danos, por se tratar de obrigação de dar coisa certa,
cujo objeto pereceu sem culpa de Manoel e Sebastião. (ERRADO, porque a obrigação é de dar
coisa incerta.)
b) Por se tratar de obrigação pendente de condição resolutiva, qual seja, o pagamento à vista,
e não havendo culpa das partes, resolve-se a obrigação sem perdas e danos. (ERRADO. Não é
questão do pagamento, mas sim que é uma obrigação de dar coisa incerta sem culpa dos
devedores, fazendo com que eles (os devedores) continuem sendo obrigados, não
resolvendo-se a obrigação. Resolveria a obrigação sem perdas e danos se fosse uma
obrigação de dar coisa certa.)
c) Não subsiste a obrigação de Manoel e Sebastião, pois esta apenas existiria caso tivesse
ocorrido a concentração, hipótese em que se trataria de obrigação de dar coisa certa.
(ERRADO. A questão narra um caso de dar coisa incerta, não resolvendo-se a obrigação)
d) Subsiste a obrigação de Manoel e Sebastião, pois, tratando-se de obrigação de dar coisa
certa, a coisa se perde para os donos, tendo em vista que não houve a tradição do objeto.
(ERRADO, porque a questão narra um caso de dar coisa incerta.)
e) Subsiste a obrigação de Manoel e Sebastião, pois, mesmo diante de caso fortuito ou força
maior, por se tratar de obrigação de dar coisa incerta, não é possível, no caso, a alegação de
perecimento do objeto. (CERTO.)
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FMP Concursos. Órgão: PGE-AC. Prova para Procurador do
Estado.
Considere as seguintes afirmativas sobre o tema das obrigações no âmbito do Código Civil.
Assinale a alternativa INCORRETA.
A) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos
até o dia da perda.
B) Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele
só imposta, ou só por ele exequível.
C) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que sem culpa do devedor, se lhe torne
impossível abster-se do ato que se obrigou a não praticar.
D) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
(GABARITO)
E) A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica ou pela razão
determinante do negócio jurídico.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: IESES. Órgão: TJ-MS. Prova para Titular de Serviços de Notas e
de Registros – Provimento.
Sobre as obrigações, responda:
I. As obrigações de não fazer são extintas se a abstenção do ato se tornar impossível sem
culpa do devedor.
II. Nas obrigações de dar coisa certa, se a coisa se perder sem culpa do devedor antes da
tradição, a obrigação fica resolvida para ambas as partes.
III. Nas obrigações de restituir coisa certa, se a coisa se perder sem culpa do devedor antes
da tradição, o credor sofrerá a perda e a obrigação se resolverá.
IV. Nas obrigações de dar coisa incerta não há que se falar em perda da coisa antes da
escolha.
TODAS ESTÃO CERTAS.
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: IDECAN. Órgão: UFAL. Prova para Advogado.
Relacione adequadamente as menções às respectivas características.
1. Obrigação de dar coisa certa.
2. Obrigação de dar coisa incerta.
3. Obrigação de não fazer.
( ) O objeto da prestação é coisa única e preciosa, salvo acordo com o credor.
( ) Sua violação resolve em perdas e danos.
( ) Objeto sujeito à determinação futura; pode-se convencionar que a escolha será feita pelo
credor ou por terceiro. A sequência está correta em
A) 1, 2, 3.
B) 1, 3, 2. (GABARITO)
C) 2, 3, 1.
D) 3, 1, 2.
E) 3, 2, 1.
QUESTÃO: Ano: 2003. Banca: FUNDEC. Órgão: TRT - 9ª REGIÃO (PR). Prova para Juiz do
Trabalho - 1ª Prova - 1ª Etapa.
CONSIDERE AS SEGUINTES PROPOSIÇÕES:
I - A lei civil adota o princípio da não-presunção da solidariedade. (CERTO)
II - Por força da solidariedade passiva prevista na lei civil, cada um dos credores tem direito a
exigir do devedor o cumprimento da prestação por inteiro. (ERRADO. O erro do item II é que
fala de solidariedade PASSIVA, quando na verdade esse conceito é solidariedade ATIVA: Art.
267. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da
prestação por inteiro.)
III - Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne
impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar. (CERTO)
IV - Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
(ERRADO)
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-RJ. Prova para Juiz Leigo.
Como modalidades de obrigações, o Código Civil prevê as obrigações de dar, fazer, não
fazer, alternativas, divisíveis e indivisíveis e as solidárias. Sobre o tema, assinale a alternativa
correta.
A) Nas obrigações solidárias, a solidariedade pode resultar da lei, da vontade das partes ou
de decisão judicial.
B) Nas obrigações de não fazer, praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o
credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o
culpado perdas e danos.
C) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
D) A obrigação de dar se divide em dar coisa certa ou incerta. A obrigação de dar coisa
incerta abrange os acessórios dela embora não mencionados.
E) A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa não suscetível de
divisão por sua natureza, não sendo válida a alegação de ser a coisa indivisível por motivos
de ordem econômica.
(a) Errado. Artigo 265 do CC/02, onde diz que a solidariedade só pode ser indicada pela letra
da lei ou por convenção entre as partes.
(b) Certo. Artigo 251, CC/02 (Letra da norma)
(c) Errado. Artigo 252, CC/02, A escola cabe ao devedor.
(d) Errado. Isto é uma característica das coisas CERTAS. Artigo 233, CC/02
(e) Errado. Artigo 258, CC/02, a obrigação indivisível é aquela que não pode ser dividida por
sua natureza, ordem econômica, ou dada razão determinante do negócio jurídico.
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: INAZ do Pará. Órgão: CORE-MS. Prova para Assistente
Jurídico.
Pode-se conceituar o instituto da dação em pagamento como:
A) Trata-se de uma forma de pagamento indireto em que ocorre a substituição de uma
obrigação anterior por uma nova.
B) Trata-se de uma forma de pagamento indireto em que há um acordo privado de vontades
entre as partes, substituindo o objeto obrigacional por outro. (GABARITO)
C) Ocorre quando duas ou mais pessoas forem ao mesmo tempo credoras e devedoras umas
das outras, extinguindo-se as obrigações até onde se equivalem.
D) Ocorre quando o credor perdoa a dívida do devedor.
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: STM. Prova para Analista
Judiciário- Área Judiciária.
A relação jurídica obrigacional tem um objeto imediato e outro mediato. A prestação, que
pode ser de dar, fazer ou não fazer, constitui o objeto imediato da obrigação.
CERTO.
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: IDECAN. Órgão: CREFITO-8ª Região (PR). Prova para
Procurador Jurídico. Analise as afirmativas abaixo, e em seguida, marque V para as
verdadeiras e F para as falsas.
( ) Na obrigação de dar coisa certa, até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus
melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não
anuir, poderá o devedor resolver a obrigação. (VERDADEIRO. Art. 237. Até a tradição pertence
ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir
aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.)
( ) Na obrigação de dar coisa incerta, ou seja, nas coisas determinadas pelo gênero e pela
quantidade, a escolha pertence ao credor, se o contrário não resultar do título da obrigação;
sendo implícita a obrigação do devedor de prestar a melhor. (FALSO. Art. 243. A coisa incerta
será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade. Art. 244. Nas coisas determinadas
pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do
título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.)
( ) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
apenas pela parte da dívida que se obrigou. (FALSO. Art. 259. Se, havendo dois ou mais
devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívida toda. Parágrafo
único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros
coobrigados.)
( ) Nas obrigações de não fazer, praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o
credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o
culpado perdas e danos. (VERDADEIRO. Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja
abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua
custa, ressarcindo o culpado perdas e danos. Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o
credor desfazer ou mandar desfazer, independentemente de autorização judicial, sem prejuízo
do ressarcimento devido.)
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: IBADE. Órgão: Câmara de São Felipe D'Oeste – RO. Prova para
Advogado.
A novação, a compensação e a confusão são modalidades de
A) adimplemento dos contratos.
B) adimplemento das obrigações. (GABARITO)
C) inadimplemento dos contratos.
D) inadimplemento das obrigações.
E) responsabilidade civil.
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: Quadrix. Órgão: DATAPREV. Prova paa Analista de Tecnologia
da Informação – Advocacia.
Tenha atenção nos enunciados a seguir. Todos estão relacionados com as regras existentes
sobre a extinção das obrigações no Código Civil.
I. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a obrigação com prejuízo de terceiro
interessado juridicamente. (ERRADO. Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor,
extingue a obrigação, mas sem prejuízo de terceiro.)
II. Cessando a confusão, a obrigação anterior não se restabelece, mas torna-se nova dívida.
(Art. 384. Cessando a confusão, para logo se restabelece, com todos os seus acessórios, a
obrigação anterior.)
III. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode compensar essa dívida com a que o
credor dele lhe dever. (CERTO. Art. 376. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode
compensar essa dívida com a que o credor dele lhe dever.)
IV. Na novação, se o novo devedor for insolvente, tem o credor, que o aceitou, ação
regressiva contra o primeiro. (ERRADO. Art. 363. Se o novo devedor for insolvente, não tem o
credor, que o aceitou, ação regressiva contra o primeiro, salvo se este obteve por má-fé a
substituição.)
V. No pagamento em consignação, as despesas com o depósito, quando julgado procedente,
correrão à conta do devedor, e, no caso contrário, à conta do credor. (Art. 343. As despesas
com o depósito, quando julgado procedente, correrão à conta do credor, e, no caso contrário,
à conta do devedor.)
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: TJ-RO. Órgão: TJ-RO. Prova para Juiz Substituto
Aponte se as assertivas a seguir são verdadeiras assertivas a seguir são verdadeiras (V) ou
falsas (F) e assinale a alternativa CORRETA.
( ) Em sede de obrigações, quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o
forem sem taxa estipulada, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do
pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional. (CERTO. Art. 406. Quando os juros
moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada, ou quando provierem
de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do
pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.)
( ) Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes, as
arras ou sinal terão função unicamente indenizatória, não havendo, neste caso, direito à
indenização suplementar. (CERTO. Art. 420. Se no contrato for estipulado o direito de
arrependimento para qualquer das partes, as arras ou sinal terão função unicamente
indenizatória. Neste caso, quem as deu perdê-las-á em benefício da outra parte; e quem as
recebeu devolvê-las-á, mais o equivalente. Em ambos os casos não haverá direito a
indenização suplementar.)
( ) A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de
consentimento deste. (CERTO. Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser
efetuada independentemente de consentimento deste.)
( ) Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros e atualização
monetária; se de má-fé a mora será devida em dobro. (ERRADO. Art. 395. Responde o devedor
pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários
segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.)
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRE-PE. Prova para Analista
Judiciário - Área Judiciária.
Quando caminhava pelo acostamento de uma via pública, Francisco foi atropelado por
veículo de propriedade de uma locadora de veículos conduzido por Pedro. Em razão do
acidente, Francisco sofreu fratura do fêmur e ficou internado por um mês. As lesões por ele
sofridas geraram debilidade permanente, que o impedem de trabalhar, e cicatrizes na perna,
que lhe causam constrangimento. Nessa situação hipotética, conforme a legislação aplicável
e a jurisprudência dos tribunais superiores,
A) Francisco não pode cumular pedido de compensação por danos morais e estéticos,
porquanto os danos estéticos estão incluídos nos danos morais.
B) se Francisco não comprovar o valor auferido por seu trabalho, o juiz poderá determinar
que a eventual indenização arbitrada seja paga de uma só vez, mesmo contra a vontade da
vítima.
C) a locadora de veículos e Pedro são solidariamente responsáveis pelos danos causados a
Francisco. (GABARITO. Súmula 492 do STF: “A empresa locadora de veículos responde, civil
e solidariamente com o locatário, pelos danos por este causados a terceiro, no uso do carro
locado.”)
D) caso Francisco viesse a óbito, cessariam seus direitos da personalidade e seus pais não
poderiam pleitear perdas e danos.
E) a debilidade permanente causada a Francisco pode dar causa ao pagamento de pensão
alimentícia pela causadora do dano, no valor de no máximo um salário mínimo, até ele
completar sessenta e cinco anos de idade.
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PA. Prova para Oficial de
Justiça – Avaliador.
José e Rafael realizaram um negócio jurídico em que ficou estipulado que: José entregariadeterminado bem móvel para Rafael, que ficaria autorizado a vender o bem, pagando a José,
em contrapartida, o valor de quinhentos reais; e Rafael poderia optar por devolver o bem, no
prazo de vinte dias, para José.
De acordo com o Código Civil, nessa situação hipotética foi firmado um contrato classificado
como
A) atípico.
B) solene.
C) unilateral.
D) consensual.
E) comutativo. (GABARITO)
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: CRBio - 1º Região. Prova para Analista –
Advogado. Assinale a alternativa correta sobre o direito das obrigações.
A) Não perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
(ERRADO, porque quando uma obrigação se resolver em perdas e danos, a indivisibilidade se
perde, mas a solidariedade se mantém)
B) Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última estabelece presunção
juris et de jure de estarem solvidas as anteriores. (ERRADO, porque essa presunção é
relativa/iuris tantum e não absoluta/juris et de jure como afirma a alternativa)
C) O credor não pode ceder seu crédito, salvo se houver expressa permissão legal ou
cláusula permissiva de cessão. (ERRADO. De acordo com o art. 286 do CC.: O credor pode
ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção
com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-
fé, se não constar do instrumento da obrigação.)
D) Nas obrigações alternativas a escolha cabe, em regra, ao credor. (ERRADO, porque em
regra cabe ao devedor. Dispõe o art. 252 do CC que nas obrigações alternativas, a escolha
cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou. No momento da escolha, a obrigação
deixará de ser alternativa e passará a ser obrigação simples. Denomina-se CONCENTRAÇÃO
a conversão da obrigação alternativa em obrigação simples. Exemplo: a seguradora, diante do
automóvel furtado, poderá entregar outro veículo da mesma espécie ou o valor equivalente.)
E) Ocorre o vencimento antecipado da dívida quando se tornarem insuficientes as garantias
do débito, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las. (CERTO. Em consonância com o
inciso III do art. 333 do CC. Trata-se de uma das hipóteses de vencimento antecipado da
dívida, isso porque diante da situação de insolvência ou de pré-insolvência do devedor, surge
a presunção de que caso o credor tenha que aguardar até a data do vencimento, ele não
receberá o pagamento, cabendo a cobrança antes do prazo)