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Planejamento Urbano 6

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AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 PLANEJAMENTO URBANO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Michela Rossane Cavilha Scupino 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
 
Atualmente, com as tendências que vêm se desenhando e são 
apresentadas por diferentes estudos como do IPCC e CDB, o planejamento 
urbano tem tomado dimensões multidisciplinares e deveria se tornar prioridade 
para as diferentes instâncias governamentais. Grandes desafios se configuram 
nas cidades e precisam ser observadas por quem planeja o urbano. A 
conservação da biodiversidade e a qualidade de vida das pessoas estão 
interligadas, assim como os serviços ecossistêmicos prestados pelos ambientes 
inseridos nesse contexto, sendo necessário resiliência. 
TEMA 1 – TENDÊNCIAS DE URBANIZAÇÃO COM IMPLICAÇÕES SOBRE A 
BIODIVERSIDADE 
Considerando que a maior parte da população reside nas cidades, 
problemas inseridos no contexto urbano adquirem relevância dada sua 
abrangência sobre a população e sobre o ambiente (WRI, 2018). 
Conforme a CDB (2012), há cinco tendências principais dos processos de 
urbanização que têm influência sobre a biodiversidade e os serviços 
ecossistêmicos, quais sejam os apresentados na Figura 1. 
Figura 1 – Tendências dos processos urbanos 
 
TENDÊNCIAS DOS PROCESSOS URBANOS 
Espera-se que a área 
urbanizada triplique entre 
2000 e 2030, enquanto as 
populações urbanas em 
níveis nacionais quase 
duplicarão, aumentando 
de 2,84 para 4,9 bilhões, 
durante esse período. Em 
outras palavras, as áreas 
urbanas estão se 
expandindo mais 
rapidamente que as 
populações urbanas 
A expansão urbana 
utilizará uma grande 
quantidade de 
recursos naturais, 
incluindo a água, em 
escala global, e 
consumirá terra 
agrícola de 
qualidade, com 
efeitos adversos 
sobre a 
biodiversidade e os 
serviços 
ecossistêmicos em 
toda parte
A maior parte da 
expansão urbana 
ocorrerá em áreas de 
baixa capacidade 
econômica e 
humana, o que 
limitará a proteção da 
biodiversidade e o 
manejo dos serviços 
ecossistêmicos
A expansão urbana 
está ocorrendo 
rapidamente em 
áreas adjacentes a 
hotspots de 
biodiversidade e 
mais rapidamente em 
zonas costeiras ricas 
em biodiversidade e 
com pouca elevação 
do que em outras 
áreas 
As taxas de 
urbanização são 
maiores em regiões 
do mundo sem 
capacidade de 
informar a criação de 
políticas e onde 
existem arranjos de 
governança urbana 
com deficiência de 
recursos e pouco 
capacitados
 
 
3 
 
Fonte: CDB, 2012, p. 7. 
Tendo em vista as tendências apresentadas, conclui-se que as políticas 
públicas atuais, em geral, corroboram com as cidades chamadas 3D 
(desarticuladas, dispersas e desconexas). Nelas, segundo WRI (2018, p. 28), 
ocorrem: 
Priorização do automóvel nas políticas de mobilidade urbana, resultado 
de um planejamento focado nesse meio de transporte somado à falta de 
investimentos no transporte coletivo. O automóvel transporta menos 
pessoas, gera mais congestionamento, ocupa mais espaço físico, utiliza 
a infraestrutura viária de forma ineficiente, polui mais e contribui para um 
maior número de acidentes no trânsito. ▪ Dispersão da urbanização e 
seus efeitos no distanciamento da moradia em relação aos empregos. A 
dispersão da ocupação do território por loteamentos formais e informais 
- tanto de baixa quanto de alta renda - e por conjuntos habitacionais para 
moradia da população de baixa e média renda acabou distanciando a 
maior parte da população das áreas de emprego, gerando sobrecarga 
nos sistemas de transporte e maior dispêndio de tempo nos 
deslocamentos diários. ▪ Maior prejuízo à população de baixa renda, que 
leva mais tempo para circular na cidade e tem dificuldade de acesso à 
moradia próxima do centro e das áreas com oferta de empregos e 
infraestrutura por conta do encarecimento do solo urbano nessas áreas 
e da ineficiência do transporte coletivo, entre outros fatores. 
Nesse contexto, a preocupação com o crescimento urbano e a expansão 
das cidades exige uma série de informações geográficas, populacionais, 
ambientais, econômicas que possam subsidiar o planejamento urbano. 
TEMA 2 – ÁREAS VERDES URBANAS 
Ainda que a definição de áreas urbanas seja controversa, de acordo com o 
art. 8º, parágrafo 1º, da Resolução Conama n. 369/2006, considera-se área verde 
de domínio público 
o espaço de domínio público que desempenhe função ecológica, 
paisagística e recreativa, propiciando a melhoria da qualidade estética, 
funcional e ambiental da cidade, sendo dotado de vegetação e espaços 
livres de impermeabilização (Brasil, 2006). 
Conforme MMA (Parques..., S.d.), as 
áreas verdes urbanas são consideradas como o conjunto de áreas 
intraurbanas que apresentam cobertura vegetal, arbórea (nativa e 
introduzida), arbustiva ou rasteira (gramíneas) e que contribuem de 
modo significativo para a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental nas 
cidades. 
As áreas verdes urbanas podem também ser traduzidas na soma de três 
setores: as áreas públicas (parques, áreas com vegetação nativa), áreas privadas 
 
 
4 
(incluindo as Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN) e a 
arborização das ruas ou viária (com potencial para conectividade entre áreas). 
Independentemente do conceito adotado, as áreas verdes urbanas 
contribuem para a saúde da cidade e de seus residentes. Considerando sua 
importância ecológica e o seu relevante papel para a biodiversidade, essas áreas 
comumente são utilizadas como corredores ecológicos, proporcionando 
conectividade entre diferentes fragmentos, a exemplo dos Parques Lineares. 
Também podem compor para a mitigação da mudança do clima, conforme Figura 
2. 
Figura 2 – Contribuição das áreas verdes na mudança do clima 
 
Fonte: CDB, 2012, p. 33. 
Nesse contexto, os governos locais e municipalidades possuem grande 
importância, uma vez que nenhum outro nível de governo pode efetivar ações de 
forma tão transformadora. Ocorre que as áreas verdes por vezes não são 
valorizadas pelo poder público e mesmo pela comunidade residente, servindo 
para fomentar a expansão imobiliária (Panasolo; Peters; Nunes, 2016). 
Dentre os benefícios da vegetação urbana, destacam-se os apresentados 
na Figura 3. 
Um dos benefícios das áreas verdes também se traduz na mitigação do 
efeito de ilhas de calor. Diferentes autores expõem a diferença de temperatura 
Os espaços verdes podem aumentar o 
armazenamento e a absorção de calor. 
Embora exista uma variação considerável 
na área de espaço verde entre as cidades, 
há um forte consenso de que os espaços 
verdes urbanos oferecem inúmeros 
serviços ecossistêmicos, entre eles, a 
provisão de sombra, a interceptação e 
infiltração da água das chuvas e a redução 
da poluição
Mais espaço verde geralmente significa 
mais vegetação que pode agir como 
sumidouro de carbono para compensar 
parcialmente as emissões urbanas
Os espaços verdes podem reduzir 
significativamente o efeito de ilha de calor 
urbana, onde áreas urbanas são mais 
quentes que as regiões
As árvores podem contribuir indiretamente 
para a mitigação da mudança do clima, 
proporcionando mais sombra e 
resfriamento, reduzindo, assim, o 
consumo geral de energia. 
 
 
5 
entre as áreas mais urbanizadas e as periféricas em uma cidade. Esse fenômeno 
se dá por diferentes fatores, tais como: quantidade expressiva de construções 
(densidade) e poucas áreas verdes, poluição atmosférica provenientes da 
emissão de gases, balanço entre a radiação, energia e água à superfície, entre 
outros. 
Figura 3 – Algumas funções das áreas verdes 
 
Fonte: Panasolo; Peters; Nunes, 2016. 
O planejamento urbano exige uma leitura da paisagem abrangente que 
engloba, além da beleza cênica, das possibilidades de lazer, aspectos 
diferenciados da geomorfologia, vegetação, solo e das condições de ocupação 
urbana. É preciso buscar, de forma direcionada, os instrumentos necessários para 
a gestão e melhorias ambientais, apresentando diretrizesa serem adotadas. 
TEMA 3 – DESENVOLVIMENTO ORIENTADO AO TRANSPORTE SUSTENTÁVEL 
(DOTS) 
O pensar sobre transporte público em geral é realizado no âmbito do 
planejamento urbano municipal, focando em questões como atendimento da 
demanda atual e o estabelecimento de um cenário futuro. 
Nesse sentido, uma alternativa que integra o transporte público com suas 
diferentes interfaces é o DOTS (Desenvolvimento Orientado ao Transporte 
Sustentável), que é 
Função: 
interceptação, 
absorção e reflexão 
da radiação luminosa
Manutenção do equilíbrio 
dos ciclos 
biogeoquímicos.
Manutenção das taxas de 
evapotranspiração e do 
microclima.
Conforto térmico, lúmnico 
e sonoro.
Manutenção da biomassa 
com possibilidade de 
integração da 
comunidade local
Função: infiltração de 
água pluvial
Redução do escoamento 
superficial.
Recarga de aquífero.
Diminuição na amplitute 
das hidrógrafas.
Prevenção de 
inundações.
Melhoria da qualidade da 
infiltração.
Função: promoção 
de lazer
Estabilidade do solo.
Mitigação dos efeitos da 
erosão.
Proporciona áreas para 
prática de lazer e turismo.
Beleza cênica.
Atividades de educação 
ambiental.
 
 
6 
uma estratégia de planejamento que integra o planejamento do uso do 
solo à mobilidade urbana com o objetivo de promover cidades 
compactas, conectadas e coordenadas. Incluir o DOTS como estratégia 
no plano diretor permite que a cidade priorize a transformação urbana 
junto aos eixos de transporte (Evers; Betti; Azeredo, 2018). 
A proposta seria promover áreas urbanas compactas cujas densidades 
estariam próximas 
a eixos ou estações de transporte de alta ou média capacidade, 
oferecendo às pessoas diversidade de usos, serviços, acesso a 
oportunidades de emprego, lazer, habitação e espaços públicos, todos a 
uma distância caminhável (WRI Brasil, 2018, p. 51). 
Com essa estratégia entende-se que a mobilidade seria mais eficiente e 
menos poluente. 
Ainda conforme WRI (2018, p. 13), a proposta seria o DOTS “contribuir para 
a reversão do modelo de crescimento 3D em direção à construção de cidades 3C 
(compactas, conectadas e coordenadas) ”. Assim, o desenvolvimento urbano e o 
crescimento econômico focariam na sustentabilidade e na inclusão. O DOTS 
também proporcionaria: 
diretrizes para evitar o espraiamento urbano, economizar recursos na 
construção e manutenção de equipamentos públicos e infraestrutura, e 
aproximar as áreas de moradia das oportunidades de emprego por meio 
de incentivo ao uso misto do solo. Esses benefícios colaboram no 
desenvolvimento econômico, social e na qualificação ambiental das 
áreas urbanas. O processo de elaboração e revisão dos planos diretores 
é uma oportunidade para incorporar o DOTS como estratégia de 
planejamento, buscando combater boa parte dos problemas urbanos. 
Problemas como a demarcação de um perímetro urbano que não 
considera as reais necessidades de expansão territorial, o aumento da 
ocupação das áreas de periferia, a distância entre a oferta de emprego 
e moradia, a falta de equipamentos públicos em bairros mais afastados 
e a degradação de áreas centrais das cidades podem ser superados por 
meio de instrumentos de planejamento baseados no DOTS. O 
adensamento populacional próximo às infraestruturas de transporte, a 
ampliação da oferta de oportunidades econômicas e profissionais, a 
diversificação do uso do solo, a universalização do acesso à 
infraestrutura e o aumento de sua eficiência são diretrizes urbanísticas 
que, em conjunto com instrumentos de ordenamento territorial do plano 
diretor, poderão viabilizar um modelo de cidade mais sustentável (WRI 
Brasil, 2018, p. 13). 
Os princípios para as cidades 3C, segundo a mesma referência (WRI, 
2018), seriam os apresentados na Figura 4. Nesse sentido, uma cidade planejada, 
com foco nos princípios 3C 
utiliza instrumentos urbanísticos para aumentar a densidade 
populacional em áreas estratégicas, como o entorno de eixos de 
transporte coletivo, promove uma continuidade entre as diferentes áreas 
e estruturas (infraestrutura conectada) e faz a gestão da valorização da 
terra (gestão coordenada) (Pacheco, 2019) 
7 
Figura 4 – Princípios para atingir a cidade 3C 
Fonte: WRI, 2018, p. 15. 
Nesse contexto, o DOTS representaria a oportunidade para diferentes 
benefícios, baseado em seus oito eixos principais (Figuras 5 e 6). 
Figura 5 – Elementos dos DOTS e seus benefícios (1) 
DIRETRIZES E 
NORMATIVAS PARA O 
CRESCIMENTO 
COMPACTO 
•Relacionado à contenção da
dispersão urbana, à
regulação do perímetro
urbano e a incentivos à
densificação em áreas que
possuem infraestrutura,
como áreas próximas aos
sistemas de transporte
coletivo
DIRETRIZES E 
NORMATIVAS PARA 
CENTRALIDADES E 
INFRAESTRUTURAS 
CONECTADAS 
•Relacionado à redução da
necessidade de
deslocamentos motorizados,
incentivando o uso misto,
aproximando as áreas de
moradia e emprego e
equilibrando a distribuição
das atividades no território.
Esse princípio incentiva,
ainda, a criação de
centralidades, conectadas
através de um eficiente
sistema de transporte
coletivo.
DIRETRIZES E 
NORMATIVAS PARA A 
GESTÃO COORDENADA
•Relacionado à gestão
eficiente do território urbano,
principalmente as diretrizes
vinculadas à gestão social
da valorização da terra
urbana. Além disso,
apresenta normativas para
otimização da infraestrutura
existente no território
urbano.
TRANSPORTE 
COLETIVO DE 
QUALIDADE 
Diminuição da 
dependência do 
automóvel • Redução das 
emissões de gases de 
efeito estufa • Redução no 
tempo de deslocamentos • 
Melhor aproveitamento 
dos usos do espaço viário
DENSIDADES 
ADEQUADAS 
Contenção da dispersão 
urbana • Sustentabilidade 
econômica do transporte 
coletivo • Maior interação 
social • Uso eficiente da 
infraestrutura urbana 
existente
USO MISTO DO SOLO 
Redução de 
deslocamentos • Aumento 
da dinâmica social da 
cidade • Segurança 
urbana • Promoção da 
economia local
ESPAÇOS PÚBLICOS E 
INFRAESTRUTURA 
VERDE
Maior qualidade do 
ambiente urbano • 
Aumento do valor 
ambiental das áreas 
verdes • Maior vitalidade 
urbana
Figura 1 - SKY VECTORS/SHUTTERSTOCK 
Figura 2 - GABI WOLF/SHUTTERSTOCK 
Figura 3 - BIGMOUSE/SHUTTERSTOCK 
Figura 4 - ALAZUR/SHUTTERSTOCK 
 
 
8 
Fonte: WRI, 2018, p. 14 
 
Figura 6 – Elementos dos DOTS e seus benefícios (2) 
 
 
 
Fonte: WRI, 2018, p. 14 
 
TEMA 4 – BIODIVERSIDADE E O PLANEJAMENTO URBANO 
Ainda que existam diferentes padrões de crescimento urbano, todos 
influenciam na biodiversidade da cidade. Considerando que muitas cidades se 
inserem em áreas ricas em biodiversidade, como planícies de inundação, 
estuários e regiões costeiras (CDB, 2012), é necessário que o planejamento 
urbano considere tratativas a respeito de como conciliar o crescimento e a 
ocupação de áreas-chave para a biodiversidade. 
Segundo a CDB (2012, p. 8), entende-se por biodiversidade urbana 
a variedade e riqueza de organismos vivos (incluindo variações 
genéticas) e diversidade de habitats encontrados dentro e às margens 
de assentamentos humanos. Essa biodiversidade abrange do entorno 
rural ao núcleo urbano. No nível da paisagem e do habitat, ela 
compreende: Remanescentes de paisagens naturais intocadas (p.ex., 
resquícios de florestas antigas). Paisagens agrícolas tradicionais (p.ex., 
campos, áreas de terra arável). Paisagens urbano-industriais (p.ex., 
centros urbanos, áreas residenciais, parques industriais, parques e 
jardins formais, áreas contaminadas). A diversidade de plantas e animais 
CENTRALIDADES E 
FACHADAS ATIVAS 
Identidade local • 
Dinâmica econômica 
local • Maior segurança 
pública • Incentivo ao 
transporte ativo
GESTÃO DO USO DO 
AUTOMÓVEL 
Obtenção de recursos 
com a taxação por uso 
ineficiente do espaço 
urbano • Redução de 
congestionamento • 
Aumento da segurança 
viária
DIVERSIDADE DE 
RENDA 
Garantia do direito à 
cidade para todos • 
Aumento de 
oportunidade de 
empregos • 
Possibilidade de 
diferentes produtos 
imobiliários
TRANSPORTE ATIVO 
PRIORIZADORedução das emissões 
de gases de efeito 
estufa nos 
deslocamentos • 
Aumento da qualidade 
de vida e saúde da 
população • Interação 
social
Figura 1 - PETOVARGA/SHUTTERSTOCK Figura 3 - ICONIC BESTIARY/SHUTTERSTOCK 
Figura 2 - DENIS CRISTO/SHUTTERSTOCK Figura 4 - ROBUART/SHUTTERSTOCK 
 
 
9 
na paisagem urbana apresenta alguns padrões interessantes: 1. O 
número de espécies vegetais em áreas urbanas costuma estar 
correlacionado com o tamanho da população humana – mais do que com 
o tamanho da área da cidade. 2. A idade da cidade afeta a riqueza de 
espécies: cidades grandes mais antigas têm mais espécies vegetais do 
que cidades grandes mais novas. 3. A diversidade pode apresentar 
correlação com a riqueza econômica. Por exemplo, em Phoenix, nos 
Estados Unidos, a diversidade de plantas e avifauna em bairros e 
parques urbanos apresenta uma correlação positiva significativa com a 
renda familiar média. 4. Vinte por cento das espécies de aves do mundo 
e 5% das espécies de plantas vasculares ocorrem em cidades. 5. Em 
média, 70% das espécies vegetais e 94% das espécies de aves 
encontradas em áreas urbanas são nativas da região adjacente. 
Nesse contexto, o planejamento urbano é fundamental para a 
sustentabilidade das cidades. Considerando que a urbanização se traduz 
atualmente como um dos elementos que contribui com a conversão de ambientes 
naturais em áreas antropizadas, faz-se necessário pensar em abordagens de 
conservação ou restauração de ecossistemas naturais incluídas no desenho 
urbano 
As interações dinâmicas entre sistemas ecológicos e sociais no ambiente 
urbano proporciona novos de ambientes que, por vezes, podem possibilitar a 
reconciliação entre o desenvolvimento humano e a biodiversidade. Conforme CDB 
(2012, p. 19), 
embora a urbanização desaloje muitas espécies, também sabemos que 
outras espécies evoluíram respostas adaptativas em seu 
comportamento e fisiologia para não apenas sobreviver, mas vicejar 
perante as novas pressões de seleção urbanas. Novas comunidades 
vegetais e animais evoluíram em áreas urbanas, muitas vezes com 
manejo ativo pela sociedade humana, e algumas delas hoje prestam 
serviços importantes que vão além dos limites urbanos. 
Um exemplo a ser citado são os polinizadores com as abelhas. As cidades 
vêm tomando importância em termos de manutenção desses grupos de animais 
com o desenvolvimento de vários projetos pelo mundo, como é o caso de cidades 
como: 
• Curitiba: criação de jardins de mel com a instalação de caixas de colmeias 
de abelhas nativas, sem ferrão, em parques e praças aproveitando a 
vegetação local; 
• Londres (BEE..., 2019): implantou um corredor de abelhas com plantio de 
espécies de flores; 
• Utrecht (Walsh, 2019): transformou pontos de ônibus em toda a cidade em 
“pontos de parada de abelhas”. A adaptação envolveu a instalação de telhados 
 
 
10 
verdes nos pontos de ônibus, criando espaços adequados para as espécies 
ameaçadas de extinção. 
Entende-se que tanto os jardins urbanos quanto as hortas urbanas 
oferecem uma dieta variada e consistente para as abelhas. Considerando ainda 
que há maior probabilidade de não haver uso de agrotóxicos, a tendência é de um 
melhor desenvolvimento. 
Conforme IUCN, WWF e IPE (Weigand Jr.; Silva; Silva, 2011, p. 3), a 
biodiversidade tem uma forte relação com a sociodiversidade, ou seja, 
com a diversidade de sociedades e culturas e suas formas únicas de 
interação e interdependência com os elementos da biodiversidade. Além 
de moldarem de forma determinante a biodiversidade, e serem 
moldados por ela, os seres humanos fazem parte dos processos 
evolutivos, especialmente dos organismos domesticados, criando a 
agrobiodiversidade. 
Nesse sentido, a CDB (2012) destaca: 
Como os serviços ecossistêmicos que beneficiam as populações 
urbanas são gerados em escalas múltiplas, é necessário adotar uma 
abordagem abrangente, integrada e multiescalar para o seu manejo. 
Não devemos considerar apenas o capital construído das cidades – mas 
todo o espectro de recursos, incluindo o capital social e natural nas 
escalas local, regional, nacional e global. Isso também significa que as 
instituições responsáveis pela proteção dos nossos recursos devem 
estender o seu alcance para essas escalas mais distantes. Uma 
ferramenta para analisar relações complexas entre áreas urbanas e 
rurais é a Análise da Pegada Ecológica. A pegada ecológica é a 
quantidade de terra necessária para sustentar o estilo de vida de cada 
cidadão, considerando não apenas os alimentos, mas materiais, energia, 
água e outros recursos naturais. Ela compara a pegada per capita (o 
equivalente, em hectares, à área necessária para produzir todos os 
recursos consumidos per capita) e a capacidade biológica (a área 
produtiva média equivalente disponível per capita) (CDB, 2012 p. 20). 
[...] 
As regiões urbanas devem aumentar a responsabilidade para motivar e 
implementar soluções que levem em conta suas conexões profundas e 
impactos sobre o resto do planeta. Essa responsabilidade envolve 
implementar a abordagem ecossistêmica da Convenção sobre 
Diversidade Biológica na paisagem urbana e estimular os governos 
locais a começar um processo para o cumprimento das Metas da 
Biodiversidade de Aichi (CDB, 2012 p. 21). 
Para medir a biodiversidade urbana, a forma mais frequente é se utilizar do 
índice de biodiversidade urbana, ou também conhecido como Índice de 
Cingapura. Configura-se como 
ferramenta para ajudar as cidades em suas iniciativas de conservação 
da biodiversidade e a integrarem considerações relacionadas com a 
biodiversidade no planejamento e governança do meio urbano. Serve, 
também, como plataforma na qual as cidades podem compartilhar 
soluções para a conservação da biodiversidade e superar problemas de 
urbanização (CDB, 2012, p. 53). 
 
 
11 
Esse índice é medido por indicadores e três componentes, quais sejam: 
biodiversidade nativa, serviços ecossistêmicos prestados pela biodiversidade e 
governança e manejo da biodiversidade (CDB, 2012). A Convenção da 
Diversidade Biológica expõe ainda que: 
As cidades desempenham um papel importante em prover serviços e 
instalações construídas, abordar desigualdades e manejar ambientes 
que ajudam a determinar a saúde humana. Com o planejamento e 
recursos adequados, várias preocupações relacionadas com a saúde 
humana podem ser abordadas para trazer benefícios mútuos para a 
saúde humana e ambiental. Atualmente, as doenças não-transmissíveis, 
especificamente doenças cardíacas, diabete, câncer e doenças 
respiratórias crônicas, são uma epidemia global. Mais de 36 milhões de 
pessoas morrem todos os dias de doenças não-transmissíveis e projeta-
se que esse número alcance 44 milhões até 2020. A urbanização pode 
aumentar a exposição a fatores de risco comuns para doenças não-
transmissíveis, como mudanças nos níveis de atividade física e na dieta. 
A urbanização também costuma vir acompanhada por mais poluição do 
ar, que causa uma elevada mortalidade a cada ano, como resultado de 
doenças cardiovasculares e respiratórias. As consequências das 
doenças não-transmissíveis são especialmente sentidas entre 
populações vulneráveis e em desvantagem econômica; quase 80% das 
mortes por doenças não-transmissíveis ocorrem atualmente em países 
de baixa e média renda (CDB, 2012, p. 29). 
O índice funcionaria como um indicador internacional que tem os seguintes 
objetivos: 
• medir a biodiversidade urbana; apoiar os governos nacionais e as 
autoridades locais na criação de pontos de referência nos esforços de 
conservação da biodiversidade; 
• auxiliar na avaliação do progresso na redução da taxa de perda de 
biodiversidade em ecossistemas urbanos; 
• ajudar a medir a pegada ecológica das cidades; 
• ajudar a desenvolver diretrizes para preparar um Plano de Ação para a 
biodiversidade das cidades e; 
• consciencializar as cidades das lacunas de informação sobre a sua 
biodiversidade. 
 
 
 
 
 
 
12 
TEMA5 – SERVIÇOS AMBIENTAIS URBANOS 
Ainda que haja divergências sobre o conceito de serviços ambientais, em 
geral são entendidos como os processos gerados pela natureza por meio dos 
ecossistemas e os benefícios obtidos da natureza, direta ou indiretamente. 
A relação dos recursos naturais aos seus serviços ambientais ultrapassa 
os limites territoriais, e seus benefícios ambientais, sociais e econômicos são 
percebidos sob diferentes perspectivas, embora ainda não se tenha a capacidade 
total de medir e avaliar a complexidade dessa relação, seus benefícios e os 
impactos que as atividades antrópicas causam à sua manutenção, continuidade e 
sustentabilidade. Essa relação é sempre paradoxal, ou seja, gera serviços e é 
afetada pelos serviços antrópicos e também os próprios serviços ambientais. 
A dimensão dos serviços ecossistêmicos deve ser contabilizada em toda a 
extensão de seus fatores de impactos positivos e negativos, seus fornecedores, 
usuários e beneficiários, e essa dimensão tem definição espacial muito maior do 
que a do território em que ela é gerada, e por isso passa a ter concepção 
interterritorial ou interfederativa. 
A proteção à biodiversidade é essencial para garantir o provimento de 
serviços ambientais, entre os quais a manutenção dos ciclos hídricos, a ciclagem 
de nutrientes, a regulação climática local, a prevenção de desastres ambientais e 
o armazenamento de carbono na vegetação nativa. 
Podem ser considerados exemplos de serviços ecossistêmicos urbanos: 
abastecimento de água oportunizados pelos corpos hídricos inseridos antes, no 
interior ou depois das áreas urbanas (provisão); agricultura urbana e periurbana, 
que pode aumentar a segurança alimentar e gerar renda para famílias urbanas 
em situação de vulnerabilidade social (provisão); regulação da qualidade da água, 
do ar e do solo; redução das temperaturas urbanas; habitats para espécies e como 
locais de armazenamento para a biodiversidade genética; fixação de carbono 
entre outros (CDB, 2012). 
A CDB (2012) expõe que a urbanização, ao mesmo tempo em que 
representa um desafio para o manejo dos serviços ecossistêmicos, é considerada 
uma oportunidade. 
As cidades dependem de ecossistemas localizados dentro e fora do 
ambiente urbano para obter uma ampla variedade de bens e serviços 
que são essenciais para a sustentabilidade econômica, social e 
ambiental. Os ecossistemas têm o potencial, nas cidades, de regular o 
clima, proteger contra riscos, satisfazer necessidades energéticas, dar 
 
 
13 
suporte à agricultura, prevenir a erosão do solo e propiciar oportunidades 
para recreação e inspiração cultural. Em muitas áreas urbanas, 
particularmente em áreas contaminadas e outras áreas urbanas sem 
uso, existem amplas oportunidades para criar ecossistemas funcionais 
novos que gerem serviços que promovam o bem-estar dos habitantes 
urbanos (CDB, 2012, p. 10) 
Conforme o ICLEI (2014), a dependência dos recursos naturais, dos 
serviços ecossistêmicos e da biodiversidade é essencial à saúde humana e à sua 
qualidade de vida. Complementa que “ambientes saudáveis, que agregam 
biodiversidade, desempenham um papel vital na manutenção e aumento da 
resiliência às mudanças climáticas e na redução dos riscos climáticos e 
vulnerabilidade” (ICLEI, 2014, p. 33). 
A mesma referência expõe que alguns serviços ecossistêmicos para 
ambientes urbanos poderiam aparecer por meio da aplicação de medidas de 
adaptação baseadas em ecossistemas (AbE), quais sejam: 
redução do risco de desastres naturais, sequestro de carbono, 
segurança alimentar, água limpa, absorção de água e melhora no 
gerenciamento de água pluvial, purificação do ar e remoção de 
poluentes, proteção costeira, criação de habitats para espécies 
importantes, como as polinizadoras, regulação microclimática, redução 
do ruído e prevenção da erosão do solo (ICLEI, 2014, p. 34). 
Conceitualmente, adaptação baseada em ecossistemas seria, conforme 
Travers et al. (2012, citado por ICLEI, 2014, p. 12): 
Uso dos serviços ecossistêmicos e da biodiversidade como parte de uma 
estratégia de adaptação mais ampla para auxiliar as pessoas e as 
comunidades a se adaptarem aos efeitos negativos das mudanças 
climáticas em nível local, nacional, regional e global. 
Existem diferentes tipos de serviços ambientais, que podem ser divididos 
em quatro categorias: 
• Serviços de provisão: relacionados com a capacidade dos ecossistemas 
em prover bens, sejam eles alimentos, matéria-prima para a geração de 
energia, fibras, água e outros (Guedes; Seehusen, 2011); 
• Serviços reguladores: benefícios obtidos com base em processos naturais 
que regulam as condições ambientais que sustentam a vida humana, como 
purificação do ar, regulação do clima, purificação e regulação dos ciclos 
das águas, entre outros (Guedes; Seehusen, 2011); 
• Serviços culturais: relacionados à importância dos ecossistemas em 
oferecer benefícios recreacionais, educacionais, estéticos, espirituais 
outros (Guedes; Seehusen, 2011); 
 
 
14 
• Serviços de suporte: processos naturais necessários para que os outros 
serviços existam, como a ciclagem de nutrientes, a produção primária, a 
formação dos solos, a polinização e a dispersão de sementes outros 
(Guedes; Seehusen, 2011). 
No caso da água, os esquemas de PSA, por exemplo, remuneram 
produtores rurais pela proteção e restauração de ecossistemas naturais, 
notadamente florestais, em áreas estratégicas para a produção de água. Ou seja, 
quando os usuários de água reconhecem o valor ou a importância do serviço 
ambiental de proteção dos recursos hídricos, gerando, assim, um incentivo 
econômico real para os produtores rurais, estimulando a execução de atividades 
que garantem a provisão dos serviços ambientais. 
Os serviços ecossistêmicos ainda são definidos como bens públicos, dada 
a não exclusividade e a rivalidade no consumo (Daly; Farley, 2004, citado por 
IPEA, 2010), tendo como resultado a combinação dessas características, o não 
recebimento pela produção/manutenção desses serviços pelos produtores e o não 
pagamento pelos consumidores, o que desvaloriza os serviços. Para inversão 
desse quadro, são necessárias políticas públicas que possibilitem a remuneração 
em diferentes formatos. 
Diferentes ações e políticas já foram criadas até o momento no Brasil, ainda 
que haja dificuldade em estabelecer uma metodologia que consiga efetivamente 
valor os serviços ecossistêmicos. As propostas de pagamento estão em torno dos 
serviços citados a seguir: 
serviços de suporte: ciclagem de nutrientes, formação do solo, produção 
primária etc.; 
serviços de provisão: alimentos, água doce, combustível, madeira e fibra 
etc.; 
serviços de regulação: clima, fluxo hídrico, doenças etc.; e 
serviços culturais: estético, espiritual, educacional, recreativo etc. [...] 
(IPEA, 2010, p. 30) 
O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é um instrumento econômico 
que visa à minimização da falha na gestão atual por meio de um novo mercado, 
estimulando a proteção, o manejo e o uso sustentável de ecossistemas naturais. 
O usuário de serviço ambiental retribui, financeiramente ou de outra forma de 
remuneração, aos provedores de serviço (Scupino, 2015). 
O Pagamento por Serviços Ambientais constitui-se em uma ferramenta de 
gestão que possibilita a manutenção e conservação de áreas verdes urbanas 
remanescentes proporcionando ambientes sadios, ricos em interação social, 
 
 
15 
desenvolvimento urbano e gestão ambiental equilibrada (Panasolo, Peters e 
Nunes, 2016). 
 
 
 
16 
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