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SÃO PEDRO 2019 CURSO DE PEDAGOGIA PROJETOS E PRÁTICAS DE AÇÃO PEDAGÓGICA POSTAGEM 3 PROJETO DE INTERVENÇÃO DIDÁTICA AÇÕES PEDAGOGICAS APLICADAS EM CASAS DE SAÚDE Bruna Storani Guastali RA: 1633456 Bruna Storani Guastali RA: 1633456 AÇÕES PEDAGOGICAS APLICADAS EM CASAS DE SAÚDE Projeto apresentado ao Curso de Pedagogia da Universidade Paulista - EAD SÃO PEDRO 2019 10 1. TEMA: Ações pedagógicas aplicadas em casas de saúde 2. SITUAÇÃO PROBLEMA: Por ter pouco espaço de conscientização na cultura popular brasileira, são grandes as necessidades de ações e projetos pedagógicos em espaços hospitalares, principalmente àqueles voltados aos tratamentos de crianças e adolescentes. Desta forma, a seguinte questão-problema foi abordada: De que maneira é possível acabar com os paradigmas associados à educação dentro dos hospitais, e acrescê-la de forma positiva às visões dos profissionais da área da saúde, concomitante aos próprios estudantes de pedagogia, assim como os familiares dos enfermos? 3. JUSTIFICATIVA: Comumente conhecido pela atuação em âmbitos escolares pela maioria da população, os profissionais da pedagogia também é responsável pela aprendizagem em lugares e espaços que não tenham como princípio e intuito estritamente didático, assim como a aplicação plena das diretrizes educacionais, assim como espaços coorporativos à ambientes hospitalares. Diante de tal proposição, é fundamental salientar e evidenciar a importância do acompanhamento de professores especializados em momentos delicados às crianças, como uma internação, não apenas para auxílio pedagógico, mas de todo o seu bem estar mental, físico e psicológico. Para tanto, o presente projeto apresenta a inserção de práticas educacionais acompanhadas por profissionais da pedagogia em ambientes hospitalares, integrando todos os demais colaboradores e gestores dos mesmos para ampliar a viabilidade da atuação e colaboração direta com os pedagogos. 4. EMBASAMENTO TEÓRICO A pedagogia hospitalar é conhecida há décadas, para Schike (2008, p. 16), o 11 objetivo principal da normatização de tal ensino foi fundamentado através da Secretaria da Educação Especial, no ano de 2002: Apenas em 2002 o Ministério da Educação, por meio da Secretaria da Educação Especial, regulamenta esse tipo de trabalho com a publicação do documento intitulado “Classe Hospitalar e Atendimentos pedagógicos domiciliar; estratégias e orientações.” Que tinha por objetivo estruturar ações políticas de organização do sistema de atendimento educacional em ambientes hospitalares e domiciliares. Tal norma, determinou as diferenciações dos termos: Classe Hospitalar e Pedagogia Hospitalar, sendo o primeiro apenas um auxiliador e assistência didática, tendo como principal objetivo não permitir atrasos no ensino cognitivo da criança enferma, e o segundo às ações pedagógicas aplicadas em todo o âmbito hospitalar a fim de beneficiar o aluno/paciente de maneira global, ou seja, ambas definições, apesar de possuírem significados distintos, complementam-se. Para Schike (2008 p. 17), Pedagogia Hospitalar é definida como: Este modelo educacional defende a ideia de que o conhecimento deve contribuir para o bem-estar físico, psíquico e emocional da criança enferma, enfocando mais os aspectos emocionais que os cognitivos. Essa modalidade busca uma ação diferenciada do professor no hospital e apesar de trazer uma perspectiva transformadora intrínseca na sua atuação, é de difícil realização e pode ser banalizada. A importância de educadores nos espaços das casas de saúde deve ser enfatizada, visto que, apesar de ser um âmbito que prioriza a cura, deve desenvolver cidadãos conscientes de suas ações, deveres, até mesmo de seus direitos. Como é possível destacar no Estatuto da Criança e do Adolescente, os artigos 3º e 4º, da Lei 8.069/90, que garante: Art. 3º - A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. (BRASIL, ECA 1990, Art. 3º) Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (BRASIL, ECA 1990 Art. 4º) Portanto, é garantido às crianças e aos adolescentes os eixos fundamentais 12 do desenvolvimento, seja ele da saúde, social ou da educação, sendo que, o zelo com os jovens e menores está respaldado pela constituição brasileira, de forma que o poder público permite ações de intervenções pedagógicas nos espaços de saúde. Para Carneiro (2010, p. 414) tal respaldo constitucional tem como principal objetivo: [...] propiciar rotas de humanização para alguém (o aluno) que, de repente, se sente descompensado em seu processo de desenvolvimento. E a descompensação permitida está na fronteira do desrespeito à dignidade da pessoa, fundamento constitucional irrenunciável. A ausência da aprendizagem em um momento tão sensível, como a internação de uma criança e adolescente, não pode ser motivo para que estas sejam privatizadas de seus direitos, de forma que, é direito de todos àqueles que estão passando por tal cenário, possuir um suporte educacional de qualidade dentro dos hospitais, permitindo que a vida posterior à tal momento seja repleta de conquistas, não por medos e frustrações, sendo o professor hospitalar um intermediador e responsável por dar uma nova etapa, abrangendo os olhares de uma forma positiva. 5. PÚBLICO-ALVO: Professores/ Pedagogos e colaboradores/gestores de ambientes de saúde 6. OBJETIVOS 6.1 OBJETIVO GERAL: Demonstrar a importância dos pedagogos dentro de uma casa de saúde aos gestores e colaboradores, assim como despertar interesse de estudo da área para estudantes de pedagogia. 6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1. Promover o atendimento pedagógico em ambientes hospitalares; 2. Oferecer viabilidade de estudo da área para estudantes de pedagogia. 3. Apontar consequências das carências pedagógicas em hospitais e indicar através de dados científicos quais os benefícios do acompanhamento educacional ao paciente. 13 7. PERCURSO METODOLÓGICO: Já na casa de saúde, com a ajuda dos profissionais que ali trabalham com o atendimento direto aos pacientes (Técnicos de enfermagem, enfermeiros médicos), será aplicada uma pesquisa de caráter exploratória, com informações coletadas de pacientes e de seus respectivos familiares, que permitirão a análise e reflexões necessárias para atender os objetivos do presente projeto. A pesquisa deverá ser estruturada com perguntas sobre a vida do enfermo, como exemplo e sugestões: “ Qual sua maior saudade?”; “Qual sua maior frustração?”; ”Qual seu maior sonho?”; “O que deseja fazer quando acabar o tratamento?”; “Sente falta dos amigos da escola?”; “Sente falta dos professores?”, e assim por diante. Posteriormente, será realizado o mesmo questionário aos responsáveis pelas crianças/jovens internados, adaptados às vontades que ele desejam os pequenos, como exemplo e sugestões: “O que deseja que “fulano” faça quando sair do tratamento”; “Deseja que ele volte a estudar?”; “Qual seu maior sonho para ele?”. Depois das avaliações serem realizadas com os próprios pacientes, e com seus acompanhantes, será feito uma breve pesquisa com os profissionais do âmbito hospitalar, quepoderão compartilhar experiências do setor pediátrico e da hebiatria. A partir de então, o estudo dos projetos e ações pedagógicas da própria casa de saúde será realizado, através da observação dos mesmos, um relatório será montado com a materialização das informações coletadas, proporcionando aos responsáveis e gestores hospitalares dados precisos da importância do investimento em recursos pedagógicos nos ambientes hospitalares, como forma de auxilio de auxiliar a auto estima dos pacientes e propiciar a esperança de um futuro para os pequenos que já serão vencedores. 8. RECURSOS: ➢ Questionário padrão ➢ Pacientes ➢ Pais e responsáveis 14 ➢ Cada de saúde. . 9. CRONOGRAMA: A programação e estruturação do cronograma variará de acordo com a quantidade de pacientes abertos à entrevista no hospital. 10. AVALIAÇÃO: A avaliação será feita através da observação do lecionador pesquisador, do comportamento e da participação de cada entrevistado. 11. PRODUTO: Após o estudo da coleta de dados, será realizado uma análise abordando quais os principais desafios e as suas soluções, em gráficos, tabelas e relatórios, para apresentar aos responsáveis pela instituição hospitalar, viabilizando possíveis ponderações a todos os profissionais, tanto no âmbito hospitalar, quanto o pedagógico. 15 REFERÊNCIAS BOGDAN, R. & BILKEN, S. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora, 1994. CAIADO Kátia Regina Moreno. Aluno deficiente visual na escola: lembranças e depoimentos. 1° edição, Campinas SP, ed. Autores Associados: PUC, 2003. ______ (1990). Lei n. 8.069, de 13/07: Dispõe sobre o Estatuto da Criança e Adolescente. Brasília: [s.e]. Disponível em: Acesso em: 04 de Outubro de 2010. ______ (2001). Resolução do Conselho Nacional de Educação, CNE/CEB n. 2/01. Parecer n.17/2001 de 13/07: Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Brasília: Diário Oficial da União, 09/04. CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil: leitura crítico – compreensiva, artigo a artigo. 17. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010 FONTES, Rejane de Souza. A reinvenção da escola a partir de uma experiência instituinte em hospital. Educ. Pesqui.,Ago 2004, vol.30, no.2. LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e Pedagogos para Quê? 4ª edição. São Paulo, Cortez, 2001. MATOS. Elizete l. M. Diante dos desafios tecnológicos a pedagogia hospitalar vem apontando novos olhares para o educador. (Artigo cientifica publicado em 2006- PUCPR). 2006 SCHILKE, Ana Lucia T. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS EM ESPAÇO HOSPITALAR. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, 2008. STRAUB, R. O. (2005). Psicologia da Saúde. (R. C. Costa, trad.). Porto Alegre: Artmed (trabalho original publicado em 2002). 16 Secretaria do Estado de Santa Catarina. Programas e Projetos. Disponível em: Acesso em 29 de outubro de 2018.