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Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
1 
 
Sumário 
 
PORTUGUÊS ................................................................................................................................................................... 2 
REDAÇÃO OFICIAL ...................................................................................................................................................... 17 
INFORMÁTICA .............................................................................................................................................................. 22 
DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................................................................................................ 27 
DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................................................................... 32 
DIREITO PENAL ........................................................................................................................................................... 38 
DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................................. 46 
LEGISLAÇÃO ESPECIAL .............................................................................................................................................. 54 
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO ....................................................................................................................................... 74 
LICITAÇÃO .................................................................................................................................................................... 86 
CONTABILIDADE .......................................................................................................................................................... 88 
ATUALIDADES .............................................................................................................................................................. 93 

Resumo Quantitativo 



 
Assunto De Até Quantidade
Português 01 40 40 questões
Redação Oficial 41 80 40 questões
Informática 81 130 50 questões
Direito Administrativo 131 170 40 questões
Direito Constitucional 171 210 40 questões
Direito Penal 211 270 60 questões
Direito Processual Penal 271 340 70 questões
Legislação Especial 341 510 170 questões
Legislação de Trânsito 511 590 80 questões
Licitação 591 600 10 questões
Contabilidade 601 640 40 questões
Atualidades 641 644 4 questões
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
2 
 
PORTUGUÊS 
 
(QUESTÃO 01) Analise o enunciado da Questão. A regra que 
explica a acentuação gráfica nas palavras Bocaiúva, Criciúma, 
feiúra, tuiuiú, heroísmo, Guaíba, Piauí e juízes, de acordo com 
o novo acordo ortográfico (2009), é: “As vogais tônicas “i” e 
“u” que formarem sílabas sozinhas ou com “s” serão 
acentuadas, exceto quando seguidas de “nh”, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A nova regra diz o seguinte não se acentuam 
mais o i e o u tônicos, após ditongo em palavras paroxítonas. 
Exemplo: Bocaiúva agora ficou Bocaiuva, Feiúra agora ficou feiura. 
 
(QUESTÃO 02) “No texto seguinte”, 
 
Os vocábulos "público" (L.9) e "caótico" (L.12), que foram 
empregados no texto como adjetivos, obedecem à mesma regra de 
acentuação gráfica, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Todas as proparoxítonas são acentuadas, a 
regra de acentuação de proparoxítonas prevalece sobre a regra de 
acentuação de hiatos. 
 
(QUESTÃO 03) “No texto seguinte”, 
 
 
Os vocábulos "espécies", "difíceis" e "históricas" são acentuados 
de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: es-pé-cies - parox terminadas em 
ditongo seguido de s / di-fí-ceis - parox terminadas em ditongo 
seguido de s / his-tó-ri-cas - proparox. 
 
(QUESTÃO 04) “ No texto seguinte”, 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
3 
 
 
 
Julgue o item subsequente, relativo aos sentidos e a aspectos 
estruturais e linguísticos do texto acima. A ocorrência de hiato 
justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u nas palavras 
“construída” e “conteúdos”, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Regra: acentuam-se o I e o U quando forem 
tônicos, estiverem formando hiato com a última vogal da a sílaba 
anterior e estiverem sozinhos ou seguidos de s na sua própria 
sílaba. Exemplos: saúde, saída, atraí, Luís, baía, balaústre, ciúme, 
egoísmo, faísca. 
 
(QUESTÃO 05) “No texto seguinte”, 
 
O emprego do acento nas palavras “ciência” e “transitório” 
justifica-se com base na mesma regra de acentuação, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Ambas são paroxítonas terminadas em 
ditongo, observe: ciência = ci-ên-cia e transitório = tran-si-tó-rio. 
Lembre-se também que como são terminadas em ditongo 
crescente (semivogal+vogal), elas também podem ser encaradas 
como proparoxítonas: ci-ên-ci-a e tran-si-tó-ri-o. 
 
(QUESTÃO 06) “No texto seguinte”, 
 
 
No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos. As formas 
“patrimônio” e “polícia” são acentuadas em decorrência da mesma 
regra de acentuação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Acentua-se a sílaba tônica das paroxítonas 
terminadas em ditongo crescente: pa-tri-mô-nio; po-lí-cia. 
 
(QUESTÃO 07) “No texto seguinte”, 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
4 
 
Os termos “série” e “história” acentuam-se em conformidade 
com a mesma regra ortográfica, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Acentuam-se por serem paroxítonas 
terminadas em ditongo crescente. 
 
(QUESTÃO 08) “No texto seguinte”, 
 
Em relação às estruturas linguísticas e às ideias do texto acima e 
aos múltiplos aspectos a ele relacionados. O emprego do acento 
gráfico em “remédios" pode ser justificado com base em duas 
regras distintas de acentuação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Palavras terminadas em ea, eo, ia, ie, io, ua, 
ue e uo que tenham a sílaba anterior a essas terminações tônicas 
tanto podem ser consideradas paroxítonas terminadas em ditongo 
crescente quanto proparoxítonas. São também chamadas de 
proparoxítonas aparentes. 
 
(QUESTÃO 09) “No texto seguinte”, 
 
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima. O 
emprego do acento gráfico nas palavras “metálica”, “acúmulo” e 
“imóveis” justifica-se com base na mesma regra de acentuação, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: "Metálica" e "Acúmulo" são proparoxítonas, 
portanto são acentuadas com base na mesma regra (TODAS as 
proparoxítonas são acentuadas), enquanto que "imóveis" é 
paroxítona terminada em ditongo decrescente, onde ditongo 
decrescente não se separam, mas se fosse ditongo crescente 
poderia ser separado, podendo ser Proparoxítona. 
 
(QUESTÃO 10) “No texto seguinte”, 
 
O emprego do acento gráfico em “incluíram” e “número” justifica-
se com base na mesma regra de acentuação, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
5 
 
Errado. Comentário: Não é a mesma regra com base na mesma 
regra, pois: - In-clu-í-ram – O í está na segunda vogal do hiato 
(regra dos hiatos); - nú-me-ro – Não é hiato é uma proparoxítona e 
como regra geral toda proparoxítona deve ser acentuada. 
 
(QUESTÃO 11) “No texto seguinte”, 
 
No que diz respeito aos aspectos linguísticos do texto Educação 
prisional. Na linha 22, a forma verbal “Foram feitas” concorda 
em gênero e número com o termo seguinte, “2.272 resenhas”, 
que é o sujeito da oração em que se insere. 
 
Certo. Comentário: A oração "Foram feitas 2.272 resenhas" está 
na voz passiva, sendo assim o sujeito é aquele que sofre a ação do 
verbo. O que foram feitas? As 2.272 resenhas = sujeito paciente. 
 
(QUESTÃO 12) “No texto seguinte”, 
 
 
Acerca das ideias e das estruturaslinguísticas do texto I. Sem 
prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal 
“comia” (l.13) poderia ser flexionada no plural, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: 1) Quando o sujeito é formado por uma 
expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade 
de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de 
um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no 
singular ou no plural. Por Exemplo: A maioria dos jornalistas 
aprovou / aprovaram a ideia. Metade dos candidatos não 
apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante. Esse 
mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, 
quando especificados: Por Exemplo: Um bando de vândalos 
destruiu / destruíram o monumento. Obs.: nesses casos, o uso do 
verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural 
confere destaque aos elementos que formam esse conjunto. 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
6 
 
(QUESTÃO 13) “No texto seguinte”, 
 
Com referência aos sentidos e às estruturas do texto. Na linha 
11, para a construção de sentidos do texto, a forma verbal “é” 
está flexionada no singular para concordar com o núcleo do 
sujeito, “produtividade”, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Sempre que o sujeito for oracional (tiver 
verbo em sua estrutura), o verbo da sentença deverá ficar no 
singular. ------> "Buscar soluções para aumentar a produtividade 
(sujeito oracional) é (verbo) uma escolha. (complemento). 
 
(QUESTÃO 14) “No texto seguinte”, 
 
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos. Sem que se 
contrariem a informação expressa no primeiro período do texto 
e a prescrição gramatical, a forma verbal “dependem” (l.3) 
poderia estar flexionada na 3. a pessoa do singular, 
concordando com o núcleo nominal “faculdade” (l.1), como 
comprova, no processo de coesão textual, o emprego da 
expressão “essa faculdade” (l.5) no segundo parágrafo, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não é possível utilizarmos a palavra 
"dependem" no singular, ficando "depende", pois temos um sujeito 
composto que aparece anteriormente no contexto. Neste caso a 
palavra "dependem" está obrigatoriamente concordando com esse 
sujeito composto. Veja: "a faculdade de antever o futuro..." = 
primeiro sujeito; "o autocontrole necessário para agir no tempo..." 
= segundo sujeito; Assim, como temos o um sujeito composto, 
deve-se utilizar "dependem" no plural. 
 
(QUESTÃO 15) “No texto seguinte”, 
 
 
Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto. 
Seria mantida a correção gramatical do período caso a forma 
verbal “dava” (l.6) fosse flexionada no plural, escrevendo-se 
davam, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: "O surgimento de lides provenientes das 
inúmeras formas de relação jurídica então existentes e o 
chamamento da jurisdição para resolver essas contendas - já dava 
início." Não há possibilidade de " e o chamamento..." ser sujeito, 
pois está entre travessões, indicando trecho explicativo. Nessa 
situação, esses travessões podem ser trocados por vírgulas. Como 
jamais pode separar o sujeito do verbo, nota-se que não faz parte 
do sujeito. 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
7 
 
(QUESTÃO 16) “No texto seguinte”, 
 
Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos. Sem 
prejuízo para a correção gramatical do período e para o sentido 
original do texto, o vocábulo “existentes” (l.5) poderia ser 
flexionado no singular, caso em que passaria a concordar com 
o antecedente “relação jurídica”. 
 
Errado. Comentário: O sentido original do texto será alterado. 
Quem passa a ser "existente" é a relação jurídica, e não mais as 
inúmeras formas. 
 
(QUESTÃO 17) “No texto seguinte”, 
 
 
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas. Na linha 8, a 
forma verbal “advém" está no singular porque concorda com o 
núcleo do sujeito da oração em que se insere: “garantia", julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A assertiva é autoexplicativa. "A [Adjetivo 
Adnominal] garantia desse preceito [Sujeito (garantia é o núcleo)] 
advém [Verbo Transitivo Indireto] da própria Constituição" [Objeto 
Indireto]. 
 
(QUESTÃO 18) “No texto seguinte”, 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
8 
 
Acerca das ideias e estruturas linguísticas a respeito da 
cafcopa. As formas verbais “apresentaram" (L.7), “trabalharam" 
(L.9) e “Existem" (L.18) aparecem flexionadas no plural pelo 
mesmo motivo: concordância com sujeito composto plural, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Há sujeitos no plural, mas eles não são 
sujeitos compostos (mais de um sujeito). Abaixo grifei os sujeitos 
de cada oração: Após análise das faturas de um dos contratos, 
constatou-se que os consultores apresentaram regime de trabalho 
incompatível com a realidade. Sujeito no plural. Sete dos 11 
contratados alegadamente trabalharam 77,2 horas por dia no 
período entre 10 16 de setembro e sete de outubro de 2010. Sujeito 
no plural. Existem outros indícios fortes que apontam para essa 
irregularidade [...]. Sujeito no plural. 
 
(QUESTÃO 19) “No texto seguinte”, 
 
 
 
No que se refere às estruturas linguísticas e às ideias do texto 
A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil. A 
correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam 
preservados se, no primeiro parágrafo, todas as vírgulas fossem 
eliminadas e a forma verbal “prestava” (L.5) fosse substituída 
por prestavam, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Mudaria o sentido. Mandei um telegrama 
para meu irmão, que mora em Roma. Nesse período, é possível 
afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem 
apenas um irmão, o qual mora em Roma. Mandei um telegrama 
para meu irmão que mora em Roma. No período acima, podemos 
afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem, no 
mínimo, dois irmãos, um que mora em Roma e um que mora em 
outro lugar. 
 
 
(QUESTÃO 20) “No texto seguinte”, 
 
Com relação às estruturas linguísticas do texto O ambiente 
socioeconômico do setor de telecomunicações. Na linha 13, a 
flexão do termo “agravado” na forma feminina faria que esse 
termo passasse a concordar com “renda per capita”, sem que 
isso resultasse em prejuízo para a correção gramatical e para 
os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Mudou o referente! Agravado = Concordaria 
com irrisório crescimento. Agravada= Concordaria com renda per 
capta. Resumindo: Para a CESPE, mudou o referente, mudou o 
sentido! 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
9 
 
(QUESTÃO 21) “No texto seguinte”, 
 
 
Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto acima. 
Sem prejuízo da coerência textual, a palavra “tutela” (L.6) 
poderia ser substituída por proteção, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Significado de Tutela. s.f. Responsabilidade 
legal que alguém assume com o intuito de administrar os bens, 
representar legalmente, de uma pessoa que não atingiu a 
maioridade, que foi interditada ou foi considerada desaparecida. 
P.ext. Auxílio ou proteção que se oferece a alguém: é um péssimo 
aluno, mas tem a tutela do professor. Figurado. Relação de 
subordinação ou de dependência; sujeição: desempregado, está 
sob a tutela dos avós. (Etm. do latim: tutela.ae). Sinônimos de 
Tutela. Sinônimo de tutela: amparo, defesa, guarda, proteção e 
tutoria Fonte: http://www.dicio.com.br/tutela 
 
(QUESTÃO 22) “No texto seguinte”, 
 
Com relação às ideias e a aspectos gramaticais desse texto. 
Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, o 
trecho “em que se situam esses princípios fundamentais” 
(L.18) poderia ser substituído por aonde se situam esses 
princípios fundamentais, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Ambos são advérbios usados para indicar 
lugares, porém a preposição a de aonde indica que essa palavra 
deveser usada somente quando estiver relacionada a verbos que 
pedem tal preposição e a orações que sugerem movimento. Isso 
ocorre em "Aonde você vai?" - já que quem vai sempre irá a algum 
lugar - e "Aonde ele está me levando?", pois quem leva tem de levar 
alguém ou algo a um lugar. Para conferir se o uso está correto, 
basta substituir aonde por para onde: "Para onde você vai?" Onde 
deve ser relacionado a situações que fazem referência a um lugar 
e quando a ideia de movimento não está presente. Por exemplo: 
"O bairro onde você mora é perigoso" e "Não conheço a cidade onde 
minha mãe nasceu". Obs.: Onde somente deve ser empregado para 
designar locais físicos, ou seja, não pode ser usado em situações 
como "Ele conta piadas onde a vítima é sempre um português". 
Nesse caso, o correto é usar em que. 
 
(QUESTÃO 23) “No texto seguinte”, 
 
 
No que se refere aos aspectos linguísticos do fragmento. O 
pronome possessivo “Suas” (L.4) refere-se a “de todos os 
Estados e sociedades” (L. 3 e 4), julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O pronome “Suas”, em “Suas 
consequências”, faz referência ao uso indevido de drogas, ou seja, 
“As consequências do uso indevido de drogas infligem considerável 
prejuízo…”. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
10 
 
(QUESTÃO 24) “No texto seguinte”, 
 
 
As expressões nominais “os culpados” (L.4), “os jurados” (L.7), 
“principais suspeitos” (L.10-11) e o “o pai e a madrasta” (L.12) 
formam uma cadeia coesiva, referindo-se a “um dos mais 
famosos casais acusados de assassinato no país” (L.2-3), julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Coesão é a conexão, ligação, harmonia 
entre os elementos de um texto. As expressões nominais “os 
culpados” (L.4), “os jurados” (L.7), “principais suspeitos” (L.10-
11) e o “o pai e a madrasta” (L.12) formam uma cadeia coesiva, 
referindo-se a “um dos mais famosos casais acusados de 
assassinato no país” (L.2-3). Não há ligação entre 'os jurados' com 
“um dos mais famosos casais acusados de assassinato no país” 
 
(QUESTÃO 25) “No texto seguinte”, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 
acima, julgue os itens que se seguem. Seriam mantidas a 
correção gramatical e a coesão do texto, caso o pronome “os”, 
em “não os haveria de ter” (l.13), fosse deslocado para 
imediatamente depois da forma verbal “ter”, escrevendo-se tê-
los, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A colocação dos pronomes oblíquos nas 
locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no 
gerúndio pode dar-se, segundo a gramática normativa, em três 
casos: 1) sempre a ênclise ao infinitivo ou gerúndio; 2) a próclise 
ao verbo auxiliar e 3) a ênclise ao verbo auxiliar. Nota-se, no 
segmento do texto "não os haveria de ter", a aplicação do caso 2, 
ou seja, o emprego da próclise ao verbo auxiliar. No entanto, de 
acordo com os autores, também poderia dar-se o caso 1, com a 
ênclise ao infinitivo, de que resultaria a frase "não haveria de 
tê-los". Em vista do exposto, está correto o item em comento." 
 
Fonte:http://www.CESPE.unb.br/concursos/dpf_12_escrivao/arq
uivos/dpf_escriv__o_justificativas_de_altera____es_de_gabarito.
pd 
 
(QUESTÃO 26) “No texto seguinte”, 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
11 
 
 
Com base no texto acima, julgue o item. Sem prejuízo do 
sentido original do texto, os dois-pontos empregados logo após 
“sim" (l.3) poderiam ser substituídos por vírgula, seguida de 
dado que ou uma vez que, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Os Dois pontos (:) empregados no texto 
possuem a função de introduzir sentença de natureza 
comprobatória, razão pela qual a substituição por uma vírgula e a 
inserção dos termos causais “dado que” e “uma vez que” não 
causariam prejuízo ao segmento. 
 
(QUESTÃO 27) “No texto seguinte”, 
 
A expressão “ainda pouco conhecido” (l.6) tem como 
referência o segmento “o que poderá acarretar” (l.3), o que 
explica o emprego da forma de particípio em “conhecido”, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: "ainda pouco conhecido" é um aposto 
explicativo de patrimônio genético de vários ecossistemas da 
Amazônia. 
 
 
 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
12 
 
(QUESTÃO 28) “No texto seguinte”, 
 
 
 
Com referência à ideias e às estruturas linguísticas. Em “é um 
conforto admirável” (l.1-2), observa-se coesão lexical por 
hiperonímia, ou seja, o substantivo “conforto”, de sentido 
mais genérico, abrange o sentido, mais específico, do adjetivo 
“admirável”, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A relação proposta NÃO ocorre. Ao menos 
não desta forma. Na expressão “é um conforto admirável” não se 
pode observar hiperonímia, pois o o substantivo “conforto”, não 
tem sentido nem mais, nem menos genérico do que adjetivo 
“admirável”. São coisas diferentes, com valores semânticos 
diferentes. Não há, aqui, como identificar um maior ou menor. 
Seria tão inaceitável quanto, citando o texto (com adaptações), 
listar "plásticos, couros, tintas e outras frutas"; "fábricas de 
relógios, rádios e outros derivados de leite". Os termos listados não 
tem relação direta de sentido. São coisas diferentes. Confuso??? 
Vou esclarecer. Para que haja relação de hiperonímia ou hiponímia 
é necessário que as palavras pertençam ao mesmo campo 
semântico. A hiperonímia (hiper = prefixo com valor de alto, acima 
grande) ocorre quando utilizamos em certo contexto, um termo de 
valor semântico maior, mais genérico. Por sua vez, a hiponímia 
(hipo = prefixo com valor de abaixo, baixo, menor) é palavra de 
sentido mais restrito, específico. Exemplo. Em sua preparação 
para a prova, estudou Português, Estatística, Espanhol e outras 
disciplinas importantes. Note que "Português", "Estatística" ou 
"Espanhol " (hiponímia) tem certa familiaridade de sentido pois 
pertence ao mesmo campo semântico (informática, "hardware") 
enquanto "disciplinas" tem valor semântico maior (hiperonímia). 
Assim podemos dizer que disciplinas tem coesão lexical por 
hiperonímia com Português", "Estatística" ou "Espanhol. Disciplina 
é hiperonímo de Português, Estatística, Espanhol, do mesmo modo 
que Português, Estatística, Espanhol são hipônimos de disciplina. 
Esta mesma relação não ocorre na expressão "um conforto 
admirável", como o enunciado propõe. 
 
(QUESTÃO 29) “No texto seguinte”, 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
13 
 
Com referência à ideias e às estruturas linguísticas. A coesão e os 
sentidos do texto seriam mantidos caso o trecho “tenho de 
tomar um táxi e ir à oficina” (l.30) fosse substituído por tenho 
de tomar um táxi e de ir à oficina ou por tenho de tomar um 
táxi e tenho de ir à oficina, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Em "tenho de tomar um táxi e de ir à oficina" 
houve um desrespeito ao paralelismo sintático ao colocar esse DE. 
O certo seria escrever tenho de tomar um táxi e tenho de ir à 
oficina como está escrito no segundo caso, que respeita tanto a 
coesão, quanto o sentido do texto. 
 
(QUESTÃO 30) “No texto seguinte”, 
 
No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos. Na linha 
8, o deslocamento do elemento “Dessas”, seguido de vírgula, 
para logo depois de “primeiras”, mesmo com a devida 
adaptação de maiúsculas e minúsculas, traria prejuízos à 
correção gramatical do período, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Como ficaria: As três primeiras dessas, são 
organizadas {...}. Não se separa sujeito de predicado, JAMAIS! 
Se o deslocamento do elemento “Dessas”, não fosse seguido de 
vírgula, a questão estaria correta gramaticalmente. 
 
(QUESTÃO 31) No que se refere ao texto e a seus aspectos 
linguísticos, julgue o item subsequente. 
 
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso fosse inserido 
acento indicativo de crase em “a mesma” (linha 3) – à mesma –, 
dado o caráter opcional do emprego de artigo antes desse pronomedemonstrativo. 
 
 
Errado. Comentário: A crase é facultativa: 
- Diante dos nomes próprios femininos 
- Antes de possessivos femininos 
- Depois da preposição até 
 
(QUESTÃO 32) Em relação ao emprego do sinal de crase, estão 
corretas as frases: 
a) Solicito a Vossa Excelência o exame do presente documento. 
b) A redação do contrato compete à Diretoria de Orçamento e 
Finanças. 
 
Certo. Comentário: 
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Não se emprega o sinal da crase antes de pronomes de tratamento, 
salvo: senhora, senhorita e dona. 
A redação do contrato compete à diretoria de orçamentos e 
finanças. 
Ao trocarmos o substantivo feminino: diretoria pelo substantivo 
masculino Diretor: Compete ao diretor de orçamentos e finanças. 
(a=preposição + o=artigo) 
 
(QUESTÃO 33) Com relação às estruturas linguísticas do texto 
CB2A2AAA, julgue o item a seguir. 
 
No trecho “a uma ampla interação” (l. 23 e 24), a inserção do sinal 
indicativo de crase no “a” manteria a correção gramatical do 
período, mas prejudicaria o seu sentido original. 
 
 
 
Errado. Comentário: Caso proibido de crase! 
- Antes de artigos indefinidos (um, uma, uns, umas). 
Referiu-se a uma decisão do governo. 
Era favorável a uma atitude mais severa. 
Fonte: Português Descomplicado - Gramática e Interpretação de 
Textos para Concursos Públicos, 4º edição, Grupo Animus, 2015, 
pág. 181/488, Flávia Rita. 
 
(QUESTÃO 34) Acerca dos aspectos linguísticos e das ideias do 
texto, julgue o item seguinte. 
 
Seria mantida a correção do texto caso o trecho ‘para que seus 
direitos sejam garantidos’ (l. 31 e 32) fosse reescrito da seguinte 
forma: visando à garantia de seus direitos. 
 
 
 
Certo. Comentário: Visar = verbo transitivo indireto quando tiver 
o sentido de DESEJAR/PRETENDER. Visar no sentido de objetivar, 
almejar é VTI (quem visa, visa a alguma coisa) e rege a preposição 
“a” que forma crase com o artigo “a” da palavra feminina 
“garantia”. (a +a =à) 
 
(QUESTÃO 35) O sinal indicativo de crase em “proteção às redes” 
(l. 5 e 6) justifica-se pela contração da preposição a, exigida pelo 
substantivo “proteção”, com o artigo definido feminino as, que 
determina o vocábulo “redes”. 
 
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Certo. Comentário: O substantivo “proteção” pede a preposição 
“a” (termo regente) e a palavra “redes” pede o artigo pluralizado 
“as” ocorrendo-se assim o acento grave indicador de crase (às). 
Obs.: O verbo “proteger” é um VTD não exigindo preposição, mas 
com nesse caso ocorreu a substantivação do verbo fazendo com 
isso que ele mudasse de classe gramatical pois meio da anteposição 
do artigo “a” (determinante). Mudando de verbo para substantivo. 
 
(QUESTÃO 36) Julgue o item que se segue, relativos às estruturas 
linguísticas do texto Estado social e princípio da solidariedade. 
 
 A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se 
empregasse o sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “dá 
suporte a exigências recíprocas” (l.20). 
 
 
 
Certo. Comentário: O prejuízo gramatical em tela ocorre de fato 
sim, visto que o termo “exigências” está no plural e a preposição 
“a” está no singular, gerando assim uma impossibilidade de 
ocorrência de sinal indicativo de crase nesta situação. É um dos 
casos proibitivos do uso de crase: Quando o substantivo feminino 
estiver no plural e a preposição surgir sozinha. Ex.: Ele ofereceu 
livros A pessoas carentes; Ex.: Esse tema remonta A situações 
complexas do nosso país. 
 
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(QUESTÃO 37) Acerca das estruturas linguísticas do texto A gestão 
pública adaptada ao novo paradigma da eficiência, julgue o item 
subsecutivo. 
 
Na linha 28, a correção gramatical do trecho seria mantida, caso 
se inserisse acento indicativo de crase no vocábulo “a” que compõe 
a locução “a cabo”. 
 
 
 
Errado. Comentário: 
Não se usa crase: 
1 - antes de verbo 
2- antes de numeral cardinal 
3 - antes de artigo indefinido uma 
4 - diante de pronome, quaisquer que sejam, ressalvados dona, 
madame, senhora, senhorita, ou aqueles e suas flexões. 
5 - diante de substantivos repetidos 
6 - diante da palavra casa/terra, quando esta não apresenta 
adjunto adnominal. 
7 - antes de palavras masculinas. 
 
 
(QUESTÃO 38) O emprego do sinal indicativo de crase no trecho 
“somadas à compilação de costumes tradicionais” (R.24) é 
facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo 
para o sentido nem para a correção do período. 
 
 
 
Errado. Comentário: A crase facultativa só ocorre em 3 casos: 
 
Após a preposição até: Eu fui até a casa / Eu fui até à casa 
Diante de nome próprio feminino: Entreguei a carta a Joana / 
Entreguei a carta à Joana 
Diante de pronome possessivo feminino: Respondi a sua irmã / 
Respondi à sua irmã 
 
Na questão em tela a crase é obrigatória, devido a regência do 
substantivo “somadas” e o artigo feminino do substantivo 
“compilação” 
 
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(QUESTÃO 39) A respeito das ideias e das estruturas linguísticas 
do texto II, julgue o item subsecutivo. 
 
Na linha 1, é facultativo o emprego de sinal indicativo de crase no 
“a” que antecede “informação”, devido à regência nominal do 
vocábulo “alento”. 
 
 
 
Errado. Comentário: Casos facultativos de Crase 
Após a preposição até 
Diante de pronome possessivo 
Diante de substantivo próprio feminino 
Diante da palavra Dona 
 
(QUESTÃO 40) O emprego do acento indicativo de crase em 
“Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras” (l.25) é 
obrigatório, devido à fusão da preposição que segue a forma verbal 
com o artigo definido feminino singular que precede o termo 
“Academia”. 
 
 
 
 
Certo. Comentário: Quem se candidata se candidata à algo, logo 
o verbo pede preposição. 
A (artigo definido feminino singular) Academia Brasileira de Letras. 
A (Preposição) + A (Artigo definido feminino singular) = À (crase 
obrigatória) 
 
REDAÇÃO OFICIAL 
 
(QUESTÃO 41) Julgue o próximo item, em que são apresentados 
trechos de correspondências oficiais, no que se refere à adequação 
da linguagem e à correção gramatical. 
 
Encaminho anexa, para o conhecimento de V. S.ª, cópia do 
relatório dos trabalhos desenvolvidos na oficina Elaboração de 
Projetos para Ações Institucionais, realizada na sede do Conselho 
Federal de Odontologia, em Brasília-DF, nos dias 4, 5 e 6 de abril 
de 2017. 
 
Certo. Comentário: Anexo ou anexa - concordância nominal 
(concorda com o sujeito-nome) 
Em anexo - locução adverbial invariável 
 
 
 
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(QUESTÃO 42) Tendo o documento hipotético apresentado como 
referência inicial, julgue o item a seguir, com base nas Normas 
para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília. 
 
O documento adequado para registrar as discussões e deliberações 
da reunião mencionada no documento hipotético é a ata. 
 
Circular n.º 234/2016/MRT 
Em 20 de outubro de 2016. 
Para: membros do Conselho Universitário 
Assunto: 586.ª reunião ordinária 
Convocamos Vossas Senhorias para participar da 586.ª reunião 
ordinária do Conselho Universitário da Universidade de Brasília, 
que será realizada no dia 24 de outubro, às 14h, no Auditório 
da Reitoria. 
A pauta da reunião está detalhada no arquivo anexo. Solicitamos 
confirmação de participação. 
 
Atenciosamente, 
Fulano de Tal 
Reitor 
 
Certo. Comentário: --> ATA é documento de valor jurídico que 
consiste em registro narrativo fidedigno e decisões do que se 
passou em uma assembleia, sessão ou reunião. 
 
--> É documento de valor jurídico e por essa razão, deve ser 
redigida de maneira que não possa ser modificada posteriormente. 
 
(QUESTÃO 43) Em relação às normas para elaboração de 
correspondências oficiais, julgue o item a seguir. 
 
O fecho a ser utilizado em correspondência, encaminhada à 
autoridade de mesmo nível hierárquico do remetente é Até outra 
oportunidade. 
 
Errado. Comentário:Fechos para comunicações 
Autoridades superiores - Respeitosamente 
Autoridades da mesma hierarquia ou inferior - Atenciosamente 
 
(QUESTÃO 44) Acerca das características gerais dos diversos tipos 
de comunicação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual 
de Redação da Presidência da República. 
 
O documento conhecido como exposição de motivos tem uma 
forma básica de estrutura, independentemente de sua finalidade. 
 
Errado. Comentário: Exposição de Motivos 
- 3 FINALIDADES 
- Informar de determinado assunto; 
- Propor alguma medida; 
 - Pedir autorização para expedir ato normativo. 
 
- 2 FORMAS 
- para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo; 
- para aquela que proponha alguma medida ou submeta projeto de 
ato normativo (deve trazer apenas o formulário de anexo) 
 
(QUESTÃO 45) O pronome de tratamento adequado para se dirigir 
a vice-governadores e secretários de Estado é Vossa Excelência. 
 
Certo. Comentário: 1 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTOS 
 
Sua Excelência = De quem se fala. 
Vossa Excelência = Com quem se fala. 
 
1.1 CHEFÕES DO 3 PODERES 
FORMA DE TRATAMENTO – Vossa Excelência 
VOCATIVO – Excelentíssimo Senhor (seguido do cargo), nome não. 
Ex. Excelentíssimo Senhor Presidente da República 
Excelentíssimo Senhor Presidente do CN (presidente do SF, apenas) 
Excelentíssimo Senhor Presidente do STF 
 
1.2 DEMAIS AUTORIDADES PÚBLICA 
FORMA DE TRATAMENTO – Vossa Excelência, salvo VEREADOR (vossa 
senhoria) 
VOCATIVO – Senhor 
Ex. Senhor Senador, Senhor Deputado, Senhor Juiz, Senhor 
Ministro, Senhor Governador. 
 
1.3 PARTICULARES 
FORMA DE TRATAMENTO – Vossa Senhoria 
VOCATIVO – Senhor 
 
1.4 REITORES UNIVERSIDADES 
 Pronome de Tratamento: Vossa Magnificência 
Vocativo: Magnífico Reitor 
 
(QUESTÃO 46) O ofício e o aviso são expedientes usados para fins 
semelhantes, entre os quais está a comunicação de assuntos oficias 
entre órgãos da administração pública e entre estes e particulares. 
 
Errado. Comentário: Aviso e ofício são modalidades de 
comunicação oficiais praticamente idênticas. A única diferença 
entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros 
de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o 
ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm 
como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da 
Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com 
particulares. 
 
(QUESTÃO 47) O padrão ofício é usado para uniformizar a 
apresentação dos elementos das comunicações oficiais por meio de 
diagramação única da qual devem constar assunto, estrutura e 
identificação do signatário do texto. 
 
Certo. Comentário: O Padrão Ofício 
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela 
finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. 
Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação 
única, que siga o que chamamos de padrão ofício. 
 
(QUESTÃO 48) A finalidade básica da redação oficial é comunicar 
com clareza e impessoalidade, razão pela qual o MRPR recomenda 
que, na elaboração de comunicações oficiais, se faça uso da 
linguagem formal. 
 
Errado. Comentário: “A redação oficial deve caracterizar-se pela 
impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, 
concisão, formalidade e uniformidade”. 
Fonte: Manual de Redação da Presidência da República. 
 
(QUESTÃO 49) A mensagem, assim como o aviso, o ofício e os 
demais atos assinados pelo presidente da República, deve conter a 
identificação de seu signatário. 
 
Errado. Comentário: A mensagem, como os demais atos assinados 
pelo Presidente da República, não traz identificação de seu 
signatário. 
 
Fonte: Manual de Redação da Presidência da República. 
 
(QUESTÃO 50) Acerca das características gerais dos diversos tipos 
de comunicação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual 
de Redação da Presidência da República. 
 
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Na elaboração de um ofício de mero encaminhamento, o autor da 
comunicação pode eximir-se da escrita de parágrafos de 
desenvolvimento. 
 
Certo. Comentário: Em comunicações de mero encaminhamento 
de documento, só deverá haver parágrafos de desenvolvimento se 
o autor desejar fazer observações a respeito do documento 
encaminhado. 
 
(QUESTÃO 51) Julgue o próximo item, considerando a correção 
gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem 
à correspondência oficial. 
Anexa à recomendação de criação e efetiva implementação de 
uma ouvidoria neste Conselho Federal, seguem texto informativo 
sobre a criação e atribuições das ouvidorias, para sua ciência e 
cumprimento. 
 
Errado. Comentário: Anexo à recomendação de criação e efetiva 
implementação de uma ouvidoria neste Conselho Federal, segue 
texto informativo sobre a criação e atribuições das ouvidorias, para 
sua ciência e cumprimento. 
Lembrando que Anexo concorda com texto. 
 
(QUESTÃO 52) Com base no Manual de Redação da Presidência da 
República (MRPR), julgue o item seguinte. 
De acordo com o MRPR, não existe um padrão oficial de linguagem. 
 
Certo. Comentário: O Manual não define um padrão oficial de 
linguagem, apenas relata que se deve usar O PADRÃO CULTO. 
 
(QUESTÃO 53) No que se refere à correspondência oficial, julgue 
o próximo item. 
Em ofício encaminhado a ministro de Estado, deve ser empregado 
o vocativo Vossa Excelência Senhor Ministro. 
 
Errado. Comentário: A questão juntou o pronome de tratamento 
+ vocativo, o que torna a questão errada. No entanto, sabemos que 
o pronome usado é o “Vossa Excelência” e o vocativo usado é o 
“Senhor Ministro”. 
 
(QUESTÃO 54) Julgue o próximo item, em que são apresentados 
trechos de correspondências oficiais, no que se refere à adequação 
da linguagem e à correção gramatical. 
 
Solicito que Sua Senhoria encaminhes a esse setor, com a máxima 
urgência, os materiais odontológicos que requeri no memorando 
n.º 067, datado de 30 de março do corrente ano. 
 
Errado. Comentário: Erro 1: Deveria ser “VOSSA SENHORIA” 
(Estamos falando diretamente com a pessoa, neste caso) 
2: No lugar de “...Sua senhoria encaminhes” deveria ser “VOSSA 
SENHORIA ENCAMINHE” (Concordância com os Pronomes de 
Tratamento: Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa 
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância 
verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa 
gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a 
comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa.) 
3. DATA: O memorando segue o padrão ofício, logo, deve conter: 
Local e data por extenso (faltou citar o ano também). 
 
(QUESTÃO 55) O item subsequente apresenta um trecho de 
documento oficial, seguido de uma proposta de classificação do 
documento a que esse trecho pertence. Julgue-os quanto à 
adequação da proposta de classificação apresentada e à linguagem 
empregada. 
 
Senhor Chefe do Departamento de Eventos do Ministério da 
Cultura, Cumprimento e parabenizo Vossa Senhoria e sua equipe 
pelo auxílio na montagem do estande da Universidade de Brasília 
durante a realização da Bienal do Livro de 2015. Essa colaboração 
foi fundamental para o êxito do evento. / CARTA ou OFÍCIO. 
 
Certo. Comentário: Carta- É a correspondência usada para gestos 
de cortesia, convites e agradecimentos. É dirigida a pessoas que 
não pertençam à comunidade universitária interna, para tratar de 
assuntos institucionais. 
Modelo do Manual: 
Senhor Chefe, Cumprimentando-o, parabenizo Vossa Senhoria e 
sua equipe pelo indispensável auxílio na montagem do estande da 
Universidade de Brasília durante a realização do [evento]. 
Certamente essa colaboração foi fundamental para o êxito do 
evento. 
 
(QUESTÃO 56) Nas comunicações oficiais, deve-se evitar o jargão 
burocrático, com vistas a garantir a clareza, a padronização e a 
impessoalidade dos documentos oficiais. 
 
Certo. Comentário: Segundo o próprio MRPR (2002, p. 5) “O jargão 
burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempresua compreensão limitada”. 
 
(QUESTÃO 57) O ofício é o documento adequado para o 
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da administração 
pública entre si e também com particulares. 
 
Certo. Comentário: 3.3. Aviso e Ofício 
3.3.1. Definição e Finalidade 
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial 
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso 
é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para 
autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido 
para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o 
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração 
Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares. 
 
(QUESTÃO 58) Em relação às finalidades dos textos oficiais, julgue 
o item seguinte 
 
A mensagem é um expediente de natureza informativa usado por 
todas as repartições públicas para comunicar-se com os cidadãos. 
 
Errado. Comentário: É o instrumento de comunicação oficial entre 
os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens 
enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para 
informar sobre fato da Administração Pública; expor o plano de 
governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao 
Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas 
Casas; apresentar veto; Fazer e agradecer comunicações de tudo 
quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação. 
 
(QUESTÃO 59) A partir do memorando hipotético apresentado, 
julgue o item que se segue com base nas normas do Manual de 
Redação da Presidência da República (MRPR). 
 
O texto ficaria mais conciso, atendendo-se às normas constantes 
no MRPR quanto às características da redação oficial, caso se 
substituísse o trecho Cumpre-me informar que por Informo que. 
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Certo. Comentário: CONCISÃO é o atributo da Redação Oficial que 
consiste na transmissão do maior número de informações com o 
menor número de palavras. Como “Cumpre-me informar que” tem 
maior dispêndio de tempo de leitura do que “Informo que”, a 
substituição atenderia à concisão exigida pelo MRPR. 
 
(QUESTÃO 60) Em relação às finalidades dos textos oficiais, julgue 
o item seguinte. 
 
A exposição de motivos é o expediente dirigido ao presidente ou 
ao vice-presidente da República, geralmente emitido por um 
ministro de Estado. 
 
Certo. Comentário: MANUAL DE REAÇÃO DO PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA 
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da 
República ou ao Vice-Presidente para: 
a) informá-lo de determinado assunto; 
b) propor alguma medida; ou 
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo. 
 
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da 
República por um Ministro de Estado. 
 
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, 
a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros 
envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial. 
 
(QUESTÃO 61) A respeito das correspondências oficiais. Os termos 
técnicos, as siglas, as abreviações e os conceitos específicos 
empregados em correspondências oficiais prescindem de 
explicação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o Manual, "Explicite, 
desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significado 
das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não possam 
ser dispensados." Segundo o dicionário, "prescindir" significa 
"renunciar", "dispensar". O enunciado da questão afirma 
justamente o contrário do que o Manual defende. 
 
(QUESTÃO 62) A respeito das correspondências oficiais. O 
documento adequado para um ministro de Estado submeter ao 
presidente da República projeto de ato normativo é a exposição de 
motivos; o adequado para ministro de Estado dirigir-se a outro 
ministro de Estado, independentemente da finalidade da 
comunicação, é o aviso, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Para responder a questão, devemos consultar 
o Manual de Redação Oficial. No Manual a exposição de motivos "é 
o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-
Presidente para: a) informá-lo de determinado assunto; b) propor 
alguma medida; ou c) submeter a sua consideração projeto de ato 
normativo. Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao 
Presidente da República por um Ministro de Estado". Quando à 
segunda afirmativa encontrada no enunciado, "o aviso é expedido 
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de 
mesma hierarquia". 
 
(QUESTÃO 63) Em relação à correspondência oficial. Sendo a 
flexibilidade um dos atrativos da comunicação por correio 
eletrônico, não há necessidade de se evitar a informalidade da 
linguagem nesse tipo de documento oficial, como o uso de gírias e 
jargões, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Características dos E-mails: - Meio de envio 
urgente preferível, - Flexível, - Linguagem compatível/ adequada, 
- Obrigatório utilizar confirmação de leitura ou pedido de 
confirmação de recebimento. FONTE: Apostila de redação oficial - 
Profº Everardo Leitão. 
 
(QUESTÃO 64) Em relação à correspondência oficial. O 
memorando segue, quanto à forma, o modelo do padrão ofício, 
devendo o destinatário daquele documento ser mencionado pelo 
cargo que ocupa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Para nunca mais esquecer, segue o padrão 
ofício: AMO. Aviso: CV (cargo + vocativo). Memorando: C (cargo). 
Ofício: CVE (cargo + vocativo + endereço) 
 
(QUESTÃO 65) A respeito de correspondência oficial, julgue o 
item seguinte, à luz do Manual de Redação da Presidência da 
República. No memorando, o destinatário deve ser mencionado 
pelo cargo que ocupa., julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Não se pode confundir vocativo com pronome 
de tratamento. Juiz- Vocativo: Senhor Juiz; Juiz- Pronome de 
tratamento: Vossa Excelência Em Senhor Juiz, está claro que Vossa 
Excelência corrobora a decisão tomada por seus pares, o vocativo 
e o pronome de tratamento estão empregados de acordo com as 
normas das comunicações oficiais. 
 
(QUESTÃO 66) Acerca das correspondências oficiais. De modo a 
atender aos princípios da formalidade e da impessoalidade, os 
adjetivos referentes a pronomes de tratamento devem ser 
flexionados no masculino, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Na verdade, o uso de adjetivos não está 
diretamente ligado a pronomes de tratamento, mas sim ao sexo da 
autoridade relacionada ao pronome de tratamento. Desta forma, 
"Vossa Excelência" pode estar tanto "cansado" quanto "cansada", já 
que o pronome é usado para autoridades do sexo masculino e 
feminino. 
 
(QUESTÃO 67) Em que são apresentados trechos de 
correspondências oficiais, no que se refere à adequação da 
linguagem e à correção gramatical. Solicito que Sua Senhoria 
encaminhes a esse setor, com a máxima urgência, os materiais 
odontológicos que requeri no memorando n.º 067, datado de 30 de 
março do corrente ano, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Erro 1: Deveria ser "VOSSA SENHORIA" 
(Estamos falando diretamente com a pessoa, neste caso) 2: No 
lugar de "...Sua senhoria encaminhes" deveria ser " VOSSA 
SENHORIA ENCAMINHE" (Concordância com os Pronomes de 
Tratamento: Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa 
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância 
verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa 
gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a 
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comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa.) 3. 
DATA: O memorando segue o padrão ofício, logo, deve conter: 
Local e data por extenso (faltou citar o ano também). Fonte: 
manual de redação da presidência da república. 
 
(QUESTÃO 68) Com relação à função e à linguagem das 
correspondências oficiais. O emprego do padrão culto da língua em 
expedientes oficiais é justificado pelo alto nível de escolaridade 
daqueles que os redigeme daqueles a quem se destinam, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A afirmação apresentada pelo enunciado 
está incorreta, pois na verdade o emprego do padrão culto da 
língua é justificado pelo direito e dever de todo o cidadão 
compreender atos normativos e outros expedientes oficiais. 
Segundo o próprio Manual de Redação Oficial, “Não se concebe que 
um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma 
obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A 
transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua 
inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é 
inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. 
A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.” 
 
(QUESTÃO 69) Com relação à função e à linguagem das 
correspondências oficiais. A formalidade de tratamento 
empregada para se dirigir ao destinatário de uma comunicação 
oficial varia de acordo com a relação existente entre quem a 
expede e quem a recebe. Isso equivale a dizer que a hierarquia 
presente entre os interlocutores é determinante para a escolha 
adequada dos pronomes de tratamento adotados no texto., julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Há erro neste enunciado. A formalidade 
empregada não varia, pois se trata de documentos oficiais, em que 
se usa também clareza, concisão, padrão formal da linguagem etc. 
Desta forma, o pronome de tratamento empregado é de acordo 
com a função exercida, e não com a relação existente. A hierarquia 
é determinante para o uso dos fechos existentes nestes 
documentos, e não dos pronomes de tratamento. 
 
(QUESTÃO 70) Com relação à função e à linguagem das 
correspondências oficiais. A formalidade de tratamento 
empregada para se dirigir ao destinatário de uma comunicação 
oficial varia de acordo com a relação existente entre quem a 
expede e quem a recebe. Isso equivale a dizer que a hierarquia 
presente entre os interlocutores é determinante para a escolha 
adequada dos pronomes de tratamento adotados no texto, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Há erro neste enunciado. A formalidade 
empregada não varia, pois se trata de documentos oficiais, em que 
se usa também clareza, concisão, padrão formal da linguagem etc. 
Desta forma, o pronome de tratamento empregado é de acordo 
com a função exercida, e não com a relação existente. A hierarquia 
é determinante para o uso dos fechos existentes nestes 
documentos, e não dos pronomes de tratamento. 
 
(QUESTÃO 71) Com base nas Normas para Padronização de 
Documentos da Universidade de Brasília (NPD/UnB), julgue o item 
a seguir, acerca de aspectos gerais da redação oficial. 
Deve-se evitar o emprego de expressões evasivas, como para as 
providências necessárias, em despachos, devido à clareza e à 
objetividade requeridas para esse tipo de documento. 
 
Certo. Comentário: Texto Claro: Acessível, quanto ao 
entendimento ao público em geral, compreensível por todo 
cidadão. Permite interpretação clara e imediata, sem mais 
delongas. 
(QUESTÃO 72) Em ofícios e memorandos, deve sempre constar o 
campo Assunto, que consiste no resumo do teor do documento 
 
Certo. Comentário: Partes do documento no Padrão Ofício: 
TESLODADE TEFAIS (8 ITENS) 
 
1) T ipo e número do E xpediente + S igla do órgão que o expede 
2) LO cal e Data 
3) A ssunto 
4) DE stinatário 
5) TE xto 
6) F echo 
7) A ssinatura 
8) I dentificação do S ignatário 
 
(QUESTÃO 73) O item subsequente apresenta um trecho de 
documento oficial, seguido de uma proposta de classificação do 
documento a que esse trecho pertence. Julgue-os quanto à 
adequação da proposta de classificação apresentada e à linguagem 
empregada. 
Foi justificada a ausência dos Conselheiros Fulano e Beltrano 
porque estavam fora da cidade em férias nas praias do litoral. 
Também estiveram presentes os convidados, amiguinhos de 
infância do reitor, que teimaram em conhecer a capital da 
república e também o funcionamento da Universidade. Esses 
convidados saudaram os conselheiros e elogiaram o trabalho do 
reitor à frente da Universidade. Aberta a sessão, o Presidente 
procedeu rapidamente aos informes. Dando-se início à ordem da 
pauta, foi analisado o primeiro item. / ATA 
 
Errado. Comentário: ATA - É o documento que relata, 
objetivamente, as discussões, propostas e deliberações ocorridas 
em reuniões dos Conselhos Superiores da FUB e da UnB, das 
Câmaras, dos Conselhos, das Unidades Acadêmica e 
Administrativa, dos Centros e dos Órgãos Complementares, dos 
Colegiados dos Departamentos e de eventos que exigem registro 
 “amiguinhos de infância do reitor, que teimaram em conhecer a 
capital da república” (Nunca poderá ser utilizado essa linguagem). 
 
(QUESTÃO 74) O MRPR adota o memorando como padrão para a 
redação dos documentos oficiais. 
 
Errado. Comentário: O MRPR adota o padrão ofício como padrão 
para a redação dos documentos oficiais. 
 
(QUESTÃO 75) A redação oficial é o meio utilizado para o 
estabelecimento de relações de serviço na Administração Pública 
e corresponde ao modo uniforme de redigir atos normativos e 
comunicações oficiais. As comunicações oficiais devem observar 
algumas características, dentre as quais uma que é básica, que 
busca possibilitar imediata compreensão pelo leitor, de tal forma 
que o autor expresse a totalidade de sua ideia a partir da 
mensagem central do documento fazendo com que o texto 
apresente coerência e evidência. A afirmação refere-se à 
característica CLAREZA. 
 
Certo. Comentário: A clareza deve ser a qualidade básica de todo 
texto oficial, conforme já sublinhado na introdução deste capítulo. 
Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata 
compreensão pelo leitor. No entanto a clareza não é algo que se 
atinja por si só: ela depende estritamente das demais 
características da redação oficial. 
 
(QUESTÃO 76) No que se refere ao trecho de documento 
apresentado, julgue o item subsequente com base no que dispõe o 
Manual de Redação da Presidência da República (MRPR). 
 
O documento está adequado no que se refere aos critérios de 
concisão e de uso do padrão culto da língua portuguesa previstos 
no MRPR. 
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22 
 
TEXTO: Senhores Dirigentes de Recursos Humanos, 
Encaminho, anexos, os procedimentos operacionais para a inclusão 
de parcela remuneratória percebida em razão do local de trabalho 
e do exercício de cargo ou função de confiança para servidor 
participante do plano de benefícios da FUNPRESP. 
Esclareço que, até o desenvolvimento da funcionalidade específica 
no sistema, a inclusão das parcelas mencionadas somente será 
realizada pela unidade pagadora do servidor, e deverá ser utilizado 
o mesmo campo de desconto de PSS. 
 
Atenciosamente, 
Ana Maria 
Coordenadora-Geral 
 
Certo. Comentário: O documento está adequado quanto à 
concisão e ao padrão culto da língua. Pode-se perceber que o verbo 
na 1a pessoa não fere os padrões de formalidade e impessoalidade 
e está de acordo conforme o MRPR, conforme podemos perceber 
através deste trecho retirado do MRPR: “Encaminho, para exame 
e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de 1o de 
fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de 
Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas 
agrícolas na região Nordeste.” 
 
(QUESTÃO 77) A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes 
para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são alguns 
exemplos de regras de forma de apresentação gráfica a que as 
comunicações oficiais obedecem. 
 
Errado. Comentário: Não confundir FORMA com PADRONIZAÇÃO. 
Escrever de acordo com a forma significa escrever de acordo com 
aquilo que é exigido pelo expediente, valendo-se dos atributos da 
Redação Oficial e da formalidade de tratamento. Padronização é a 
uniformidade desejável aos diferentes expedientes emitidos pela 
Administração Pública, de forma que tenham uma relação 
intrínseca entre si. E o que confere essa padronização é 
justamentea clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para 
o texto definitivo e a correta diagramação do texto. 
 
(QUESTÃO 78) O que garante a impessoalidade nas comunicações 
oficiais é o cuidado tanto na seleção dos assuntos que figurarão 
nessas comunicações como na observação das regras de uso das 
expressões de tratamento. 
 
Errado. Comentário: O cuidado na seleção dos assuntos a serem 
tratados está mais relacionado à concisão e à clareza. Escrever 
com impessoalidade significa, subjetivamente, dar ao assunto um 
caráter impessoal, não deixar indícios de marcas de pessoalidade 
de quem se comunica e observar a impessoalidade de quem recebe 
a comunicação. 
 
(QUESTÃO 79) Uma boa revisão textual, ao permitir a eliminação 
de excessos linguísticos, é condição suficiente para garantir a 
concisão das comunicações oficiais. 
 
Errado. Comentário: Não é condição suficiente, uma vez que 
deverão ser observados outros aspectos relativos à Redação 
Oficial, inclusive seus atributos (formalidade, concisão, clareza [a 
revisão encontra-se aqui], impessoalidade, padrão culto da 
linguagem e uniformidade). 
 
(QUESTÃO 80) O emprego de linguagem técnica nas comunicações 
oficiais é permitido apenas em situações nas quais é indispensável. 
 
Certo. Comentário: Manual de redação: “A linguagem técnica 
deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de 
evitar o seu uso indiscriminado.” 
INFORMÁTICA 
 
(QUESTÃO 81) Com relação a recursos disponíveis na Internet. O 
URL www.Google.com identifica a página da Web do serviço 
conhecido como enciclopédia livre, no qual colaboradores 
voluntários de todo o mundo escrevem e submetem artigos 
sobre determinado tema. Esses artigos são revisados por outros 
colaboradores voluntários e, finalmente, são aprovados para 
publicação online. Essa enciclopédia livre pode ser acessada de 
forma gratuita por qualquer usuário com acesso à Internet, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A Wikipédia é uma enciclopédia multilíngue 
online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por 
várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, já o Google 
é um serviço de buscas. 
 
(QUESTÃO 82) Relativos a conceitos e modos de utilização da 
Internet e de intranets, assim como a conceitos básicos de 
tecnologia e segurança da informação. No sítio web 
Google.com.br, se for realizada busca por “memórias 
póstumas” — com aspas delimitando a expressão memórias 
póstumas —, o Google irá realizar busca por páginas da Web 
que contenham a palavra memórias ou a palavra póstumas, mas 
não necessariamente a expressão exata memórias póstumas. 
Mas se a expressão memórias póstumas não foi delimitada por 
aspas, então o Google irá buscar apenas as páginas que 
contenham exatamente a expressão memórias póstumas, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Google oferece algumas facilidades para 
a pesquisa, entre elas: Excluir palavras da sua pesquisa pondo um 
sinal de "menos" (-). Por exemplo: esporte –futebol. Nessa pesquisa 
irá aparecer tudo sobre esporte, menos futebol. Palavras entre 
aspas ("deste jeito") aparecerão juntas em todos os documentos 
retornados. É bom para procurar frases completas sem alteração. 
 
(QUESTÃO 83) Na realização de pesquisa de determinado assunto 
no sítio de buscas Google, para que sejam retornados dados que 
não contenham determinada palavra, deve-se digitar o símbolo de 
menos (-) na frente da palavra que se pretende suprimir dos 
resultados, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: As buscas do Google permitem que uma série 
de parâmetros sejam aplicados. Para excluirmos um termo da 
pesquisa devemos usar o símbolo. Por exemplo, ao realizarmos 
uma pesquisa com o termo "cachorro-quente" o Google irá 
pesquisar as páginas que contenham o termo cachorro, mas não 
trata as páginas que falam de cachorro quente. 
 
(QUESTÃO 84) Na realização de pesquisa de determinado assunto 
no sítio de buscas Google, as aspas indicam ao buscador que o 
assunto descrito fora das aspas deve ser considerado na 
pesquisa e o assunto descrito entre as aspas deve ser 
desconsiderado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: “Aspas” – Colocando sua pesquisa entre 
aspas o Google somente irá exibir sites que possuam em seu 
conteúdo exatamente a frase em questão. Exemplo: Se você 
pesquisar por “Adriano Mineirinho” seu resultado não será poluído 
com os inúmeros Adrianos que existem no mundo nem com os 
inúmeros Mineirinhos que existem no Espírito Santo, rs. 
 
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23 
 
QUESTÃO 85) Na realização de pesquisa de determinado assunto 
no sítio de buscas Google, o símbolo + indica ao buscador que o 
termo que o sucede deve ser adicionado de 1 na quantidade de 
referências encontradas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Use o sinal menos (-) para excluir uma 
determinada palavra chave da pesquisa. Por exemplo, procura 
informação em inglês sobre maçãs (apple) que também é marca de 
computador. Escreva então na caixa de pesquisa apple –computer 
para excluir qualquer página que contenha a palavra computer Use 
o sinal mais (+) para forçar a inclusão de uma determinada palavra 
chave na pesquisa. 
 
(QUESTÃO 86) 
 
 
A figura acima mostra a parte superior de uma janela do Internet 
Explorer 7 (IE7), em execução em um computador com sistema 
operacional Windows Vista, em que a página da Web 
http://www.Google.com.br está sendo acessada. Com relação a 
essa janela, ao IE7 e a conceitos de Internet, julgue os itens que 
se seguem. O Google é um instrumento de busca que pode 
auxiliar a execução de diversas atividades, como, por exemplo, 
pesquisas escolares, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Google é, de fato, um instrumento de 
busca. O termo instrumento é bastante amplo, e pode ser usado 
para designar tanto ferramentas físicas como virtuais e 
conceituais, inclusive websites. Embora o enunciado afirme que o 
navegador esteja sendo usado em um computador com sistema 
operacional Windows Vista, ele não afirma, de forma explícita nem 
implícita, que o Google é uma ferramenta do Windows. Inclusive, 
a figura mostra o acesso à ferramenta de busca do Google, que é, 
usualmente, denominada simplesmente de Google. O uso do artigo 
definido masculino em "o Google", assim como a inclusão da URL 
na figura, deixam claro que o item se refere ao website, e, não, à 
empresa Google. 
 
(QUESTÃO 87) Com relação a redes de computadores, Internet 
e respectivas ferramentas e tecnologias. Ao se fazer uma 
pesquisa no Google utilizando-se a expressão "Edital TJDFT", 
serão apresentadas todas as páginas que contenham apenas a 
palavra Edital e apenas a palavra TJDFT, além das páginas com 
a expressão exata Edital TJDFT. C/E/SR 
 
Errado. Comentário: Entre aspas (" ") pesquisará somente a 
expressão exata "Edital TJDFT", e na mesma ordem do que está 
dentro das aspas. 
 
(QUESTÃO 88) “No texto seguinte”, 
 
Com relação ao Google Chrome, que mostra uma janela desse 
navegador com uma página da Web sendo exibida, julgue os 
itens subsequentes. 
 
O botão funciona de forma similar ao 
botão ; entretanto a lista de links gerada 
pelo segundo botão não é ordenada pelo número de acessos, 
como ocorre na lista de links gerada pelo primeiro botão. 
 
Errado. Comentário: O item está errado só porque foi citado o 
funcionamento. Não tenha dúvidas que os dois botões são 
similares, entretanto a funcionalidade é diferente, quanto um 
(pesquisa Google) faz uma varredura de todos os sítios o outro 
(Estou com sorte) te encaminha diretamente para a página do 
primeiro sítio encontrado. 
 
(QUESTÃO 89) A respeito de Internet e intranet. O SafeSearch é 
um recurso configurável do Google para impedir que sejam 
listados, como resultado da pesquisa, links de sítios suspeitos, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O SafeSearch é um recurso do Google para 
impedir que imagensinadequadas ou explicitas apareçam nos 
resultados da Pesquisa Google. A ativação do SafeSearch filtra 
vídeos e imagens de sexo explícito das páginas de resultados da 
Pesquisa Google, bem como resultados que podem estar vinculados 
a conteúdo explícito. Quando o SafeSearch está desativado, 
fornecemos os resultados mais relevantes para sua pesquisa e, caso 
você pesquise conteúdo explícito, esse tipo de conteúdo é exibido. 
O problema dessa questão é que o examinador fez a questão com 
intuito que ela fosse errada, depois mediante recursos, mudaram 
o gabarito para correto visto que, segundo o examinador, sites de 
conteúdo adultos podem ser considerados suspeitos. 
 
(QUESTÃO 90) Acerca de Internet. No campo apropriado do sítio 
de buscas do Google, para se buscar um arquivo do tipo .pdf 
que contenha a palavra tjrr, deve-se digitar os seguintes 
termos: tjrr filetype:pdf, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A opção filetype permite especificar a 
extensão dos arquivos que estamos buscando. off - Dica: 
conhecendo a extensão do arquivo desejado, podemos pesquisar 
ele na Internet. Por exemplo, para encontrar e-mails 'publicados' 
na Internet, colocamos o termo acompanhado de filetype:eml. 
 
(QUESTÃO 91) Com relação ao Mozilla Thunderbird e ao Outlook 
Express, aplicativos utilizados para o envio e o recebimento de 
correio eletrônico. No Thunderbird 13, ou versão superior, é 
possível alterar o texto de um email mediante o uso das tags 
HTML, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Mozilla Thunderbird, assim como todos os 
aplicativos de clientes de e-mail (e até esta área de digitação de 
comentários) permite a edição do texto em formato 'puro' ou via 
tags HTML. Tags HTML são comandos da linguagem para 
formatação do hipertexto. A mudança de linha é <br>, o parágrafo 
é <p> no início e </p> no final, etc. 
 
(QUESTÃO 92) Com relação ao Mozilla Thunderbird e ao Outlook 
Express, aplicativos utilizados para o envio e o recebimento de 
correio eletrônico. O Thunderbird 13, ou versão superior, 
permite a configuração de mais de uma conta de correio 
eletrônico para enviar e receber emails, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Aliás, ele foi um dos primeiros aplicativos 
clientes de e-mail a oferecer esta opção. Apenas o Microsoft 
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24 
 
Oulook Express configura uma conta de cada vez. O Microsoft 
Outlook configura várias contas, e acessa uma de cada vez. O 
Microsoft Windows Live Mail, assim como o Mozilla Thunderbird, e 
também vários aplicativos de e-mail para smartphones e tablets, 
tem a chamada 'Caixa de Entrada Combinada', com várias contas 
configuradas e todas sendo acessadas simultaneamente. 
 
(QUESTÃO 93) Com relação a programas de navegação e de 
correio eletrônico. O recurso do Mozilla Thunderbird que 
permite agrupar e ordenar mensagens é utilizado somente 
quando cada mensagem tiver sido marcada por um dos filtros 
da opção Marcadores, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Há negação, há restrição, menospreza o 
Thunderbird... está errado. Os marcadores podem ser usados para 
organizar mensagens, mas não são pré-requisito para agrupar e 
ordenar, funcionalidades associadas a filtros e também às colunas 
em exibição. 
 
(QUESTÃO 94) Com referência a conceitos de redes de 
computadores, ao programa de navegação Mozilla Firefox e ao 
programa de correio eletrônico Mozilla Thunderbird. 
Funcionalidades disponibilizadas no Mozilla Thunderbird 
possibilitam mover uma mensagem da caixa de entrada de uma 
conta para uma pasta localizada em outra conta, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Mozilla Thunderbird permite o uso de várias 
contas simultaneamente. Imagine que esteja com Hotmail e GMail 
configurados no seu Thunderbird. Ao receber uma mensagem no 
Hotmail, você poderá mover esta mensagem para uma pasta da 
conta GMail, diretamente e sem problemas. Não será possível fazê-
lo se forem contas de pessoas diferentes, sendo que a segunda 
conta não é sua e não possua a senha de acesso. Como citado no 
primeiro comentário, esta é uma função básica do Thunderbird. E 
o CESPE, que é tarado pelo Thunderbird, sempre pergunta o que 
ele tem que o Outlook não tem. 
 
(QUESTÃO 95) No que se refere ao programa de correio 
eletrônico Mozilla Thunderbird e ao conceito de organização e 
gerenciamento de arquivos. O Mozilla Thunderbird permite que 
o usuário exclua automaticamente mensagens indesejadas por 
meio da utilização de filtros, ainda que não forneça a opção de 
bloquear emails de um domínio específico, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Ele já possui critérios básicos, como uma 
mensagem enviada para vários destinatários parecidos, que filtra 
as mensagens mais óbvias. 
 
(QUESTÃO 96) Considere que um usuário necessite utilizar 
diferentes dispositivos computacionais, permanentemente 
conectados à Internet, que utilizem diferentes clientes de 
email, como o Outlook Express e Mozilla Thunderbird. Nessa 
situação, o usuário deverá optar pelo uso do protocolo IMAP 
(Internet message access protocol), em detrimento do POP3 
(post office protocol), pois isso permitirá a ele manter o 
conjunto de emails no servidor remoto ou, alternativamente, 
fazer o download das mensagens para o computador em uso, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O e-mail poderá ser configurado com 
SMTP/POP3 ou IMAP4. Ao configurar como POP3, as mensagens 
podem ser baixadas para o computador e removidas do servidor 
(ou não). Ao configurar como IMAP4, as mensagens podem ser 
visualizadas no computador, e removidas do servidor (ou não). 
Tudo depende da combinação de configurações que o usuário fizer 
em seu cliente de e-mail para o protocolo de recebimento, seja 
ele o POP3 ou o IMPA4. 
 
(QUESTÃO 97) Com relação aos softwares Microsoft Windows, 
Mozilla Thunderbird 2 e BrOffice Calc. Em pastas de pesquisas do 
Mozilla Thunderbird 2, as mensagens podem ser agrupadas por 
remetente, assunto ou data, bem como podem ser ordenadas 
pelas datas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Com o Thunderbird, as mensagens podem 
ser agrupadas pela ordem selecionada na pasta. É possível agrupar 
por remetente, assunto, data, status, rótulo, conta e prioridade. 
Por exemplo, se as mensagens estão ordenadas pela data, 
selecione Exibir > Ordenar por > Agrupar pela ordem. As mensagens 
serão agrupadas em “Hoje”, “Ontem”, “Semana passada”, 
“Semana retrasada” e “Mensagens antigas”. Entretanto, esse 
agrupamento não funciona em pastas de pesquisa e modos de 
visualização, e o comando da questão afirma que o agrupamento 
pode ser realizado em pastas de pesquisa. Fonte: 
http://br.mozdev.org/thunderbird/agrupar. 
 
(QUESTÃO 98) Com relação a correio eletrônico e navegação 
na Internet. O Mozzilla Thunderbird é um programa livre, 
gratuito e que possui as mesmas funcionalidades dos programas 
de email comerciais. Ele funciona de maneira independente e 
não permite importar configurações de contas de outros 
sistemas, como as do Outlook Express, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Errado. Negação em questões de 
Informática da CESPE, quase sempre é sinal de erro. O Mozilla 
Thunderbird, da fundação Mozilla, 'quase irmão' do navegador 
Mozilla Firefox, foi descontinuado. Não teve mais atualizações... 
Mas continua sendo um aplicativo de e-mail livre, gratuito e com 
as mesmas funcionalidades dos outros programas comerciais. Assim 
como os softwares comerciais, ele permite importar configurações 
de contas de outros programas instalados no computador do 
usuário, seja diretamente ou via exportação de dados nos 
programas 'concorrentes'. 
 
(QUESTÃO 99) Relativo a computação em nuvem e ao programa 
de correio eletrônico Mozilla Thunderbird. Se um usuário do 
Mozilla Thunderbird receber email de pessoa cujo nome esteja 
contido na lista de endereços desse usuário, o endereço de 
email do remetente não será mostrado ao destinatário,julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Assim como nos demais aplicativos de e-mail. 
Por ser um remetente conhecido, o nome será mostrado, o 
endereço não será exibido. 
 
(QUESTÃO 100) Com relação ao programa de correio eletrônico 
Mozilla Thunderbird, aos conceitos de organização e de 
gerenciamento de arquivos e aos aplicativos para segurança da 
informação. Os Sniffers, utilizados para monitorar o tráfego da 
rede por meio da interceptação de dados por ela transmitidos, 
não podem ser utilizados por empresas porque violam as 
políticas de segurança da informação, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Sniffer é um dispositivo ou programa de 
computador utilizado para capturar e armazenar dados trafegando 
em uma rede de computadores. O Sniffer pode ser usado para fins 
maliciosos, mas também pode ser usado para fins legítimos, como 
por administradores de redes, para detectar problemas, analisar o 
desempenho e monitorar atividades maliciosas. 
 
http://br.mozdev.org/thunderbird/agrupar
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25 
 
(Questão 101) A velocidade de acesso à Internet depende da 
ferramenta de navegação e do sistema operacional que estão 
sendo utilizados; o navegador Microsoft Internet Explorer, por 
exemplo, é acessado mais rapidamente em ambiente Windows, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Em tese, a velocidade do acesso a internet 
depende da largura de sua banda contratada, e não do sistema 
operacional ou browser. 
 
(Questão 102) As lntranets, por serem redes com acesso restrito 
aos usuários de empresas, não utilizam os mesmos protocolos de 
comunicação usados na Internet, como o TCP/IP, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A Intranet é uma rede local (LAN) com 
acesso restrito através de autenticação, normalmente restrito aos 
colaboradores de uma organização. Quando permite o acesso de 
fornecedores e parceiros, é uma extranet. E assim como a Internet, 
usam os mesmos protocolos, baseados no TCP. 
 
(Questão 103) O sítio de buscas Google permite que o usuário 
realize pesquisas utilizando palavras e textos tanto em caixa baixa, 
quanto em caixa alta, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: No site de pesquisas Google, assim como no 
site de pesquisas BING (da Microsoft), o usuário pode fornecer 
termos para buscar em websites na Internet. Os termos digitados 
poderão estar em letras minúsculas ou maiúsculas, que 
apresentarão os mesmos resultados. Ele não é case-sensitive. 
 
(Questão 104) Na realização de pesquisa de determinado assunto 
no sítio de buscas Google, as aspas indicam ao buscador que o 
assunto descrito fora das aspas deve ser considerado na pesquisa e 
o assunto descrito entre as aspas deve ser desconsiderado, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: As aspas na pesquisa Google indicam que o 
termo deve ser considerado na íntegra, pegando a frase exata. Por 
exemplo, uma pesquisa por "Alexander Bell" excluirá as páginas 
que se referem a Alexander G. Bell ou Alexander Graham Bell. 
 
(Questão 105) As redes sociais têm o tamanho padrão de medidas 
para imagens, o que facilita a criação, pois um único arquivo de 
imagem pode ser utilizado para ser postado em diferentes mídias 
sem comprometer a aparência, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: As redes sociais não têm padrão de medidas 
para imagens, uma imagem postada no Facebook não 
necessariamente terá a mesma aparência dessa imagem postada 
no Instagram, flickr ou twitter. 
 
(Questão 106) O Google é um instrumento de busca que pode 
auxiliar a execução de diversas atividades, como, por exemplo, 
pesquisas escolares, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Questão simples que aborda a funcionalidade 
do motor de busca do Google. Além do Google, o Bing e o Yahoo 
Cadê são outros grandes motores de busca. Na China, o Baidu é o 
maior motor de busca, podendo ser equiparado como o "Google 
chinês". 
 
(Questão 107) O Facebook, sítio de serviço de rede de propriedade 
do governo dos Estados Unidos da América, permite a interação 
online entre pessoas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Facebook não pertence ao governo, mas, 
sim, a uma empresa privada. 
 
(Questão 108) A rede privada virtual (VPN) do tipo site-to-site 
constituise, entre outros elementos, de um canal de comunicação 
criptografado entre dois gateways de rede, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: VPN é um termo usado para se referir à 
construção de uma rede privada utilizando redes públicas (por 
exemplo, a Internet) como infraestrutura. Esses sistemas utilizam 
criptografia e outros mecanismos de segurança para garantir que 
somente usuários autorizados possam ter acesso à rede privada e 
que nenhum dado será interceptado enquanto estiver passando 
pela rede pública. Uma VPN site to site representa um canal de 
comunicação seguro entre 2 gateways de rede, qualquer host que 
passe por esses gateways estará usando a VPN implicitamente. 
 
(Questão 109) Twitter, Orkut, Google+ e Facebook são exemplos 
de redes sociais que utilizam o recurso scraps para propiciar o 
compartilhamento de arquivos entre seus usuários, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Scrap era um tipo de recado virtual 
utilizado na rede social Orkut. Outras redes sociais como Twitter, 
Google+ e Facebook não utilizam scrap. 
 
(Questão 110) As VPNs (Virtual Private Network) são túneis criados 
em redes públicas para que essas redes apresentem nível de 
segurança equivalente ao das redes privadas. Na criação desses 
túneis, utilizam-se algoritmos criptográficos, devendo o 
gerenciamento de chaves criptográficas ser eficiente, para 
garantir-se segurança, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Nas redes de computadores, o usuário pode 
realizar o acesso remoto, utilizando da estrutura pública (Internet) 
ao conteúdo disponível com acesso restrito aos usuários 
cadastrados (Intranet). O acesso remoto será através de uma VPN 
(Virtual Private Network), criando um túnel seguro por onde os 
dados trafegarão. O acesso será um exemplo de Extranet, para 
usuários cadastrados e autorizados, parceiros e fornecedores. 
 
(QUESTÃO 111) O Cavalo de Troia é um malware que, entre 
outras ações que desencadeia no computador, acessa os arquivos 
em drives locais e compartilhados e até mesmo age como um 
servidor, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Cavalo de troia1, trojan ou trojan-horse, é um 
programa que, além de executar as funções para as quais foi 
aparentemente projetado, também executa outras funções, 
normalmente maliciosas, e sem o conhecimento do usuário. 
 
(QUESTÃO 112) A instalação de um firewall na rede de uma 
organização é suficiente para proteger a empresa de ameaças, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não há nada que possa ser "suficiente" para 
proteger empresa ou computador de ameaças. Nada é 100% em 
segurança da informação. 
 
(QUESTÃO 113) Embora as ferramentas Anti-spam sejam muito 
eficientes, elas não conseguem realizar uma verificação no 
conteúdo dos e-mails, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os filtros antispam já vem integrado à 
maioria dos Webmails e programas leitores de e-mails e permite 
separar os e-mails desejados dos indesejados (spams). A maioria 
dos filtros passa por um período inicial de treinamento, no qual o 
usuário seleciona manualmente as mensagens consideradas spam 
e, com base nas classificações, o filtro vai "aprendendo" a 
distinguir as mensagens. 
 
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(QUESTÃO 114) Mesmo tendo realizado um backup completo do 
computador, o usuário não está totalmente salvo de problemas que 
possam surgir, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Nada na área computacional é totalmente 
seguro. Exemplo: Fazer um backup e, no seu próprio backup, ter 
um vírus que fará perder todoo conteúdo. 
 
(QUESTÃO 115) Os certificados digitais são semelhantes às 
identidades, pois, além de identificarem univocamente uma 
pessoa, não possuem data de validade, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: O certificado digital e um registro 
eletrônico composto por um conjunto de dados que distingue uma 
entidade e associa a ela uma chave pública. Ele pode ser emitido 
para pessoas, empresas, equipamentos ou serviços na rede (por 
exemplo, um site Web) e pode ser homologado para diferentes 
usos, como confidencialidade e assinatura digital. Um certificado 
digital pode ser comparado a um documento de identidade, por 
exemplo, o seu passaporte, no qual constam os seus dados pessoais 
e a identificação de quem o emitiu. No caso do passaporte, a 
entidade responsável pela emissão e pela veracidade dos dados e 
a Polícia Federal. No caso do certificado digital esta entidade e 
uma Autoridade Certificadora (AC). 
De forma geral, os dados básicos que compõem um certificado 
digital são: 
 
• versão e número de série do certificado; 
• dados que identificam a AC que emitiu o certificado; 
• dados que identificam o dono do certificado (para quem ele foi 
emitido); 
• chave pública do dono do certificado; 
• validade do certificado (quando foi emitido e até quando é 
valido); 
• assinatura digital da AC emissora e dados para verificação da 
assinatura. 
Conforme explicado acima, o certificado digital possui data de 
validade daí a incorreção da assertiva. 
 
(QUESTÃO 116) Nos itens que avaliam conhecimentos de 
informática, a menos que seja explicitamente informado o 
contrário, considere que: todos os programas mencionados estão 
em configuração-padrão, em português; o mouse está configurado 
para pessoas destras; expressões como clicar, clique simples e 
clique duplo referem-se a cliques com o botão esquerdo do mouse; 
e teclar corresponde à operação de pressionar uma tecla e, 
rapidamente, liberá-la, acionando-a apenas uma vez. Considere 
também que não há restrições de proteção, de funcionamento e 
de uso em relação aos programas, arquivos, diretórios, recursos e 
equipamentos mencionados. No que se diz respeito ao programa 
de navegação Google Chrome e aos procedimentos de segurança 
da informação. Não revelar informações confidenciais para outra 
pessoa, via telefone, sem confirmar sua legitimidade é uma das 
formas de evitar a engenharia social, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Engenharia social = termo utilizado para 
descrever um método de ataque, onde alguém faz uso da 
persuasão, muitas vezes abusando da ingenuidade ou confiança do 
usuário, para obter informações que podem ser utilizadas para ter 
acesso não autorizado a computadores ou informações. 
 
(QUESTÃO 117) A utilização de firewalls em uma rede visa 
impedir acesso indevido dentro da própria rede e também acessos 
oriundos da Internet, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O firewall nada mais que um filtro, podendo 
ser um software ou um hardware, ele controla o fluxo de 
informações/dados (entrada e saída) de uma máquina em rede ou 
entre maquinas e a internet. 
 
(QUESTÃO 118) Firewall é um recurso utilizado para restringir 
alguns tipos de permissões previamente configuradas, a fim de 
aumentar a segurança de uma rede ou de um computador contra 
acessos não autorizados, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Firewall pode ser definido como uma 
barreira de proteção ou como um porteiro que filtra tudo o que 
entra e que sai de um computador ou de uma rede. As informações 
que ele permitirá ou impedirá que entre/saia dependerá das 
configurações definidas pelo usuário. Lembre-se: Filtra tanto de 
dentro para fora (como no caso de funcionários de uma empresa 
acessando certos sites) como de fora para dentro (como no caso de 
invasões). Não detecta a presença de vírus, até porque não é 
antivírus. 
 
(QUESTÃO 119) Na segurança da informação, controles físicos são 
soluções implementadas nos sistemas operacionais em uso nos 
computadores para garantir, além da disponibilidade das 
informações, a integridade e a confidencialidade destas, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Controles físicos: guardas, catracas, 
crachás de identificação; câmeras de segurança estão relacionados 
às formas de acesso das instalações físicas. Controles Lógicos: 
login, senha, criptografia, firewall, leitura de dados biométricos 
etc. Princípios básicos da segurança da informação “cadin”: 
Confidencialidade; (observação: usuário que recebe); 
Autenticidade; (observação: usuário que envia); Disponibilidade; 
Integridade; (observação: *HASH garante integridade). Não 
repúdio. Confidencialidade - garantir que a informação seja 
acessada somente por pessoas autorizadas. Exemplo: Criptografia 
ou Esteganografia. Autenticidade - garantir que a informação é 
autêntica, original; Disponibilidade - garantir que a informação 
esteja sempre DISPONÍVEL. Um recurso usado é a realização de 
BECAPES PERIÓDICOS; Integridade - garantia da informação com 
seu inteiro teor (que a informação não seja modificada). Assim 
como o *HASH, que faz um resumo do contexto na origem a fim de 
ser comparado com o resumo do contexto no destinatário - Ambos 
têm que coincidir para ser possível dar credibilidade à mensagem. 
Não repúdio - garantir que a pessoa não negue ter assinado ou 
criado a informação. 
 
(QUESTÃO 120) As entidades denominadas certificadoras são 
entidades reconhecidas pela ICP Brasil (Infraestrutura de Chaves 
Públicas) e autorizadas a emitir certificados digitais para usuários 
ou instituições que desejam utilizá-los, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: A Autoridade Certificadora Raiz da ICP-Brasil 
(AC-Raiz) é a primeira autoridade da cadeia de certificação. 
Executa as Políticas de Certificados e normas técnicas e 
operacionais aprovadas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil. 
Portanto, compete à AC-Raiz emitir, expedir, distribuir, revogar e 
gerenciar os certificados das autoridades certificadoras de nível 
imediatamente subsequente ao seu. 
 
(QUESTÃO 121) No catálogo de endereços das versões mais 
recentes do Mozilla Thunderbird, não se pode inserir dois usuários 
com o mesmo e-mail. 
 
Errado. Comentário: O catálogo de endereços do Mozilla 
Thunderbird, assim como o catálogo de endereços do Microsoft 
Outlook, armazena os endereços de e-mail dos contatos que 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
27 
 
adicionarmos. Assim como no catálogo de contatos de nosso 
smartphone, é possível adicionar dois itens com os mesmos dados 
de contato. 
 
(QUESTÃO 122) Mensagens baixadas por meio da utilização do 
protocolo IMAP não são apagadas automaticamente do servidor, 
devido ao fato de esse protocolo disponibilizar ao usuário 
mecanismos adicionais para manipular as caixas de correio e suas 
mensagens diretamente no servidor. 
 
Certo. Comentário: Quando configurado com IMAP, as mensagens 
serão copiadas para a máquina do usuário e mantidas no servidor 
de e-mails permitindo a leitura a partir de outros acessos. 
 
(QUESTÃO 123) No Microsoft Outlook 2013, desde que configurado 
adequadamente, um e-mail excluído acidentalmente pode ser 
recuperado, mesmo depois de a pasta Itens Excluídos ter sido 
esvaziada. 
 
Certo. Comentário: As versões mais recentes do Outlook possuem 
uma funcionalidade de recuperar um item que não está mais na 
pasta Itens Excluídos, pois existe agora a pasta Itens Recuperáveis. 
Essa é uma pasta oculta e é o local para onde os itens são movidos 
quando você exclui um item da pasta Itens Excluídos. 
https://support.office.com/pt-br/article/Recuperar. 
 
(QUESTÃO 124) Um e-mail recebido por meio de um computador 
localizado em um órgão governamental que utiliza o Outlook é 
considerado seguro, mesmo quando o destinatário é desconhecido 
e possua arquivos anexos. Isso ocorre porque instituições públicas 
possuem servidores com antivírus que garantem a segurança total 
do ambiente computacional. 
 
Errado. Comentário: NENHUMantivírus garante a segurança total 
do ambiente computacional. Nada é 100% seguro. 
 
(QUESTÃO 125) No Mozilla Thunderbird, independentemente da 
interface utilizada pelo usuário, o atalho Ctrl + A tem a função de 
abrir a caixa de entrada e selecionar todas as mensagens não lidas. 
 
Errado. Comentário: CRTL + A -------> seleciona todos os itens da 
página. 
 
(QUESTÃO 126) Por questões de segurança, os programas de 
correio eletrônico em uma intranet não possuem recursos que 
permitem acessar os protocolos de e-mail localizados em 
servidores na Internet. Se esses programas estiverem instalados no 
notebook de empregado de uma organização, conectado à 
Internet, ele não acessará os servidores de e-mail da organização. 
 
Errado. Comentário: A questão erra ao afirmar que programas de 
correio de uma intranet não podem acessar protocolos de 
servidores na Internet. A tecnologia da intranet e internet é a 
mesma, sua grande diferença é o público alvo, enquanto a internet 
é de acesso amplo, uma intranet tem seu acesso restrito ao público 
de determinada organização, mas, não há impeditivo algum que 
uma intranet utilize protocolos de e-mail localizado em servidores 
na internet. 
 
(QUESTÃO 127) O Outlook Express é um programa de e-mail que 
permite, entre outras opções, utilizar o calendário para agendar 
compromissos e lembretes e marcar reuniões com outros usuários. 
 
Certo. Comentário: O Outlook Express possui muitas 
funcionalidades, com ele podemos além de nos comunicarmos com 
e-mails, participar de grupos de notícias, criar pastas, assinaturas, 
gerenciar contatos com catálogo de endereço, agendar 
compromissos, anotações e reuniões. 
(QUESTÃO 128) Certificado digital de e-mail é uma forma de 
garantir que a mensagem enviada possui, em anexo, a assinatura 
gráfica do emissor da mensagem. 
 
Errado. Comentário: Certificado digital é um registro eletrônico 
composto por um conjunto de dados que distingue uma entidade e 
associa a ela uma chave pública. Não tem nenhuma relação com 
assinatura gráfica do emissor como anexo da mensagem. 
 
(QUESTÃO 129) O Mozilla Thunderbird permite que se faça backup 
de um perfil em um dispositivo como, por exemplo, um pen drive. 
 
Certo. Comentário: Para fazer backup de seu perfil, primeiro 
feche o Thunderbird, se estiver aberto, em seguida, copie a pasta 
de perfil para outro local. Desligue o Thunderbird. Localize a pasta 
de perfil, como explicado acima. Ir para um nível acima da pasta 
do seu perfil, ou seja, %APPDATA%\Mozilla\Thunderbird\Profiles\ 
Botão direito do mouse em sua pasta de perfil (ex. 
xxxxxxxx.default), e selecione Cópia. Botão direito do mouse o 
local de backup (ex. Pendrive ou CD-RW), e selecione Colar. 
 
(QUESTÃO 130) Os Sniffers, utilizados para monitorar o tráfego da 
rede por meio da interceptação de dados por ela transmitidos, não 
podem ser utilizados por empresas porque violam as políticas de 
segurança da informação. 
 
Errado. Comentário: Um sniffer não necessariamente é malicioso. 
Na verdade, este tipo de software é usado com frequência para 
monitorar e analisar o tráfego de rede para detectar problemas e 
manter um fluxo eficiente. No entanto, um sniffer também pode 
ser usado com má fé. Eles capturam tudo o que passa por eles, 
inclusive senhas e nomes de usuários não criptografados. Dessa 
forma, os hackers com acesso a um sniffer terão acesso também a 
qualquer conta que passar por ele. Além disso, um sniffer pode ser 
instalado em qualquer computador conectado a uma rede local. 
Ele não precisa ser instalado no próprio aparelho que se deseja 
monitorar. Em outras palavras, ele pode permanecer oculto 
durante a conexão. 
 
https://www.avast.com/pt-br/c-sniffer 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Acerca dos princípios da Administração Pública, julgue o item a 
seguir. 
 
(QUESTÃO 131) Para os autores que defendem o princípio da 
subsidiariedade, a atividade pública tem primazia sobre a 
iniciativa privada, devendo o ente particular se abster de exercer 
atividades que o Estado tenha condições de exercer por sua própria 
iniciativa e com seus próprios recursos. 
 
Errado. Comentário: Princípio da subsidiariedade: o Estado só 
deve atuar quando o particular não tiver condições de atuar 
sozinho, hipótese em que deve estimular, ajudar, subsidiar a 
iniciativa privada. 
 
(QUESTÃO 132) O princípio da moralidade é a exigência de 
atuação ética dos agentes da Administração Pública. Contudo, por 
ser a moralidade algo subjetivo, em que cada um tem uma 
definição do que é moral e imoral, caso esse princípio não seja 
observado, não acarretará consequência jurídica. 
 
Errado. Comentário: A moralidade exige a proporcionalidade 
entre os meios os fins a atingir; entre os sacrifícios impostos à 
coletividade e os benefícios por ela auferidos; entre as vantagens 
usufruídas pelas autoridades públicas e os encargos impostos à 
maioria dos cidadãos. 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
28 
 
(QUESTÃO 133) Os princípios da razoabilidade e da 
proporcionalidade devem ser observados pelo agente público que 
atue como fiscal, já que esses princípios apresentam importante 
papel no controle de atos discricionários que impliquem sanções 
administrativas. 
 
Certo. Comentário: Princípio da RAZOABILIDADE E 
PROPORCIONALIDADE → adequação entre meios e fins, vedada a 
imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior 
àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse 
público. 
 
(QUESTÃO 134) Os princípios que regem a administração pública 
federal brasileira estão estabelecidos no Título I – Dos Princípios 
Fundamentais, da Constituição Federal de 1988. 
 
Errado. Comentário: referidos postulados não estão elencados no 
Título I - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, mas sim no art. 
37, inserido no Título III, Capítulo VII - Da Administração Pública. 
São: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência. 
 
(QUESTÃO 135) Entre esses princípios inclui-se aquele que 
autoriza que o administrador público federal, em determinadas 
situações, delegue competência para a prática de atos 
administrativos. 
 
Certo. Comentário: DL 200/67: Art. 6º As atividades da 
Administração Federal obedecerão aos seguintes princípios 
fundamentais: 
I - Planejamento. 
II - Coordenação. 
III - Descentralização. 
IV - Delegação de Competência. 
V - Controle. 
 
(QUESTÃO 136) O dever do administrador público de agir de forma 
ética e com boa-fé se refere ao seu dever de eficiência. 
 
Errado. Comentário: O princípio que a questão está se referindo 
é o da Moralidade. 
MORALIDADE: RELACIONADO A UMA ATUAÇÃO PROBA E DE BOA-FÉ. 
EFICIÊNCIA: RELACIONADO A UM MELHOR RENDIMENTO COM O 
MÍNIMO DE ERROS. 
 
(QUESTÃO 137) Como um dos princípios da administração pública 
brasileira, a publicidade destina-se a garantir a transparência dos 
atos dos agentes públicos 
 
Certo. Comentário: Publicidade: impõe à Administração Pública o 
dever de dar transparência a seus atos, tornando-os públicos 
conhecimentos de todos. 
A publicidade é necessária para que os cidadãos e os órgãos 
competentes possam avaliar e controlar a legalidade, a 
moralidade, a impessoalidade, e todos os demais requisitos que 
devem informar as atividades do Estado. E isso é obvio, pois não se 
pode avaliar aquilo que não se conhece. 
***Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de 
seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que 
serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da 
sociedade e do Estado. 
 
(QUESTÃO 138) O princípio da precaução impõe à administração, 
diante de situações e ações que envolvam risco, a adoção de 
medidas preventivas contra a ocorrência de dano para a 
coletividade. 
 
Certo. Comentário: “Em virtude da moderna tendência entre os 
estudiosos de desenvolver-se a ideia de que é necessário evitar a 
catástrofe antes que ela ocorra, parece-nos oportuno tecer breve 
comentário sobre o princípio da precaução,que, embora não 
expresso, tem sido reconhecido como inspirador das condutas 
administrativas”. 
Precaução = Danos incertos e indeterminados. 
Prevenção = Danos previsíveis, certos e determinados. 
 
(QUESTÃO 139) As prerrogativas do poder público sobre os 
particulares, decorrentes da supremacia do interesse público, são 
integralmente afastadas quando a administração, eventualmente, 
se nivela, sob algum aspecto, a entidade sob regime de direito 
privado. 
 
Errado. Comentário: Sobre isso Di Pietro (2014, p. 61) enuncia: “O 
que é importante salientar é que, quando a Administração 
emprega modelos privativos, nunca é integral a sua submissão ao 
direito privado; às vezes, ela se nivela ao particular, no sentido de 
que não exerce sobre ele qualquer prerrogativa de Poder Público; 
mas nunca se despe de determinados privilégios, como o juízo 
privativo, a prescrição quinquenal, o processo especial de 
execução, a impenhorabilidade de seus bens; e sempre se submete 
a restrições concernentes à competência, finalidade, motivo, 
forma, procedimento, publicidade”. 
 
Fonte: Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: 
Editora Atlas, 2014. 
 
“Cumpre ressalvar, de qualquer forma, que, ao menos 
indiretamente, o princípio da supremacia do interesse público 
irradia, sim, sobre toda atuação administrativa, uma vez que, 
mesmo quando não são impostas obrigações ou restrições aos 
administrados, os atos da administração pública revestem aspectos 
próprios do direito público, a exemplo da presunção de 
legitimidade.” MARCELO ALEXANDRINO E VICENTE PAULO, p. 269 
 
(QUESTÃO 140) A observância do princípio da legalidade pelo 
servidor público é o que determina a moralidade da administração 
pública, independentemente da finalidade do ato administrativo. 
 
Errado. Comentário: A finalidade do ato pode ser amplo ou 
restrito. No primeiro caso tem-se o interesse público e no último 
tem-se satisfazer a finalidade específica prevista em lei. 
Legalidade + Finalidade = Moralidade 
 
(QUESTÃO 141) Com relação aos conceitos, aos tipos e às formas 
de controle, julgue o item a seguir. 
 
O controle interno é exercido pela administração pública sobre 
seus próprios atos e sobre as atividades de seus órgãos e das 
entidades descentralizadas a ela vinculadas. 
 
Certo. Comentário: Com base na constituição, o CESPE entende 
ser controle INTERNO o realizado pela administração direta em 
suas entidades da administração indireta. 
“Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, 
de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade 
de: ... II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto 
à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e 
patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem 
como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito 
privado; 
 
(QUESTÃO 142) No que se refere aos controles parlamentar, 
judicial e administrativo, julgue o item que se segue. 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
29 
 
Atos políticos que causem lesão a direitos individuais ou coletivos 
estão sujeitos ao controle judicial. 
 
Certo. Comentário: “Em regra, atos políticos praticados dentro da 
legalidade não estão sujeitos ao controle judicial, em razão do 
princípio da independência entre os Poderes. Porém, se um ato 
político causar lesão a direitos individuais ou coletivos, ele poderá 
ser considerado um ato ilegal e, nessa qualidade, estaria sim 
sujeito ao controle judicial”. 
 
(QUESTÃO 143) A respeito do controle da administração pública 
exercido pelos tribunais de contas, julgue o próximo item. 
 
Cabe aos tribunais de contas a anulação de ato ou contrato dos 
órgãos jurisdicionados eivado de vícios. 
 
Errado. Comentário: Cabe a Administração ou ao Poder Judiciário 
a anulação de ato ou contrato dos órgãos jurisdicionados eivado de 
vícios. 
 
(QUESTÃO 144) Conforme a Constituição Federal de 1988, o 
sistema de controle interno de cada Poder deve apoiar o controle 
externo no exercício de sua função, razão por que o controle 
interno é subordinado ao controle externo. 
 
Errado. Comentário: Uma das missões do controle Interno é apoiar 
o controle Externo. Mas não existe essa subordinação como afirma 
a questão. 
 
(QUESTÃO 145) A despeito de ser um tribunal, uma corte de 
contas não produz coisa julgada material, de modo que suas 
decisões podem ser revistas pelo Poder Judiciário. 
 
Certo. Comentário: Essa questão reflete o sistema inglês de 
UNICIDADE DE JURISDIÇÃO, em que todos os litígios administrativos 
ou privados podem ser levados ao judiciário. Assim, apesar de 
caber a Adm. o controle dos seus próprios atos, em juízo de 
conveniência e oportunidade, o único (UNICIDADE) que detém 
jurisdição e que decide com definitividade (COISA JULGADA) é o 
poder judiciário. O TCU é tribunal administrativo. 
 
(QUESTÃO 146) A respeito de controle na administração pública, 
julgue o item a seguir. 
 
O controle externo é exercido pelo Poder Legislativo com auxílio 
dos tribunais de contas. 
 
Certo. Comentário: É o chamado controle financeiro, o qual é 
exercido pelo Poder Legislativo sobre os demais poderes (Executivo 
e Judiciário). Neste controle o Poder Legislativo conta com o 
auxílio do Tribunal de Contas da União. Este órgão possui 
competência de auxiliar e de orientar o Poder Legislativo, porem 
a este não é subordinado. A fiscalização é realizada pelo Poder 
Legislativo que conta apenas com a emissão de pareceres técnicos, 
pois o TCU é apenas órgão auxiliar. 
 
(QUESTÃO 147) No que se refere aos controles parlamentar, 
judicial e administrativo, julgue o item que se segue. 
 
Compete privativamente à Câmara dos Deputados fiscalizar os atos 
de gestão administrativa da administração direta e indireta. 
 
Errado. Comentário: Art. 49. É da competência exclusiva do 
Congresso Nacional: 
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas 
Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração 
indireta; 
 
(QUESTÃO 148) Cabe ao TCU emitir parecer prévio a respeito das 
contas atinentes ao Poder Legislativo, ao Poder Judiciário e ao 
Ministério Público. 
 
Errado. Comentário: CF, Art 71 - O controle externo, a cargo do 
Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de 
Contas da União, ao qual compete: 
 
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da 
República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em 
sessenta dias a contar de seu recebimento; 
 Registro que o TCU emite Parecer prévio apenas sobre as Contas 
prestadas pelo Presidente da República, pois as Contas atinentes 
aos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, ao 
contrário, em vez de serem objeto de pareceres prévios 
individuais, são efetivamente julgadas por esta Corte de Contas, 
em consonância com a Decisão do Supremo Tribunal Federal. 
 
(QUESTÃO 149) A respeito de controle na administração pública, 
julgue o item a seguir. 
 
O controle interno, ao qual compete a fiscalização contábil, 
financeira, orçamentária e operacional, bem como o apoio ao 
controle externo, não se caracteriza como controle de mérito. 
 
Errado. Comentário: Conceitos invertidos. 
Controle Interno = Controle de Mérito. 
Controle Externo = Fiscalização Contábil, Financeira, 
Orçamentária e Operacional. 
 
(QUESTÃO 150) O controle exercido pela administração sobre seus 
próprios atos pode ser realizado de ofício quando a autoridade 
competente constatar ilegalidade. 
 
Certo. Comentário: LEI Nº 9.784, DE 29 DE JANEIRO DE 1999. 
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando 
eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 
 
(QUESTÃO 151) “No texto seguinte”: João, servidor público 
ocupante do cargo de motorista de determinada autarquia do DF, 
estava conduzindo o veículo oficial durante o expediente quando 
avistou sua esposa no carrode um homem. Imediatamente, João 
dolosamente acelerou em direção ao veículo do homem, 
provocando uma batida e, por consequência, dano aos veículos. O 
homem, então, ingressou com ação judicial contra a autarquia 
requerendo a reparação dos danos materiais sofridos. A autarquia 
instaurou procedimento administrativo disciplinar contra João 
para apurar suposta violação de dever funcional. A autarquia tem 
direito de regresso contra João, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Lei complementar nº 840/2011. Art. 183. A 
responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso 
ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiro. § 2º 
Tratando-se de dano causado a terceiros, responde o servidor 
perante a Fazenda Pública, em ação regressiva. 
 
(QUESTÃO 152) “No texto seguinte”: Um motorista alcoolizado 
abalroou por trás viatura da polícia militar que estava 
regularmente estacionada. Do acidente resultaram lesões em 
cidadão que estava retido dentro do compartimento traseiro do 
veículo. Esse cidadão então ajuizou ação de indenização por danos 
materiais contra o Estado, alegando responsabilidade objetiva. O 
procurador responsável pela contestação deixou de alegar culpa 
exclusiva de terceiro e não solicitou denunciação da lide. O 
corregedor determinou a apuração da responsabilidade do 
procurador, por entender que houve negligência na elaboração da 
defesa, por acreditar que seria útil à defesa do poder público 
alegar culpa exclusiva de terceiro na geração do acidente. Diante 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
30 
 
da ausência de denunciação da lide, ficou prejudicado o direito de 
regresso do Estado contra o motorista causador do acidente, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 125, § 1º, CPC/15. O direito regressivo 
será exercido por ação autônoma quando a denunciação da lide for 
indeferida, deixar de ser promovida ou não for permitida. 
 
(QUESTÃO 153) A respeito de responsabilidade civil, indenização, 
dano moral e dano material. O município que for condenado a 
indenizar particular por dano causado por servidor público 
municipal poderá cobrar regressivamente do servidor o valor da 
condenação, desde que ele tenha agido com dolo ou culpa e na 
qualidade de servidor público municipal, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: CF/88 Art. 37. A administração pública direta 
e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência 
e, também, ao seguinte: § 6º As pessoas jurídicas de direito público 
e as de direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o 
responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
(QUESTÃO 154) A respeito de reparação de danos, sindicância e 
processo administrativo, e controle interno da administração 
pública, julgue o item seguinte. Nos termos da lei, a obrigação de 
reparação de dano praticado por servidor público não é extensível 
aos seus sucessores, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Lei 8112 Art. 122. A responsabilidade civil 
decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que 
resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. § 3o A obrigação de 
reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será 
executada, até o limite do valor da herança recebida. 
 
(QUESTÃO 155) Com relação à responsabilidade civil do Estado, 
aos serviços públicos e ao controle da administração pública. 
Situação hipotética: O motorista de determinado veículo 
particular, não tendo respeitado o sinal vermelho do semáforo, 
provocou a colisão entre o veículo que dirigia e um veículo oficial 
do TCE/PA que estava estacionado em local proibido. Assertiva: 
Nessa situação, o valor da indenização a ser paga pelo Estado será 
atenuado ante a existência de culpa concorrente, já que o Brasil 
adota a teoria da responsabilidade objetiva do tipo risco 
administrativo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A culpa concorrente da vítima será 
considerada causa de atenuação da responsabilidade civil estatal 
constituirá hipótese excludente de tal responsabilidade, ou seja, 
única circunstância que atenua ou diminui a responsabilidade civil 
do Estado é a existência de culpa concorrente da vítima, ou seja, 
inexistência de culpa exclusiva do Estado. Assim, no caso da colisão 
entre veículo pertencente a ente público e a um particular, na qual 
tenha havido imprudência de ambos os motoristas, o Estado não 
responde pela integralidade do dano, devendo os prejuízos ser 
rateados na proporção da culpa de cada responsável. 
 
(QUESTÃO 156) Relativos aos agentes públicos, à responsabilidade 
civil do Estado e à licitação. Conforme o entendimento do STJ, não 
se admite a alteração do quantum arbitrado a título de danos 
morais em ação de responsabilidade civil do Estado, uma vez que 
se trata de peculiaridade fática do caso, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Em regra, não deveria caber a alteração do 
valor arbitrado a títulos de danos morais, uma vez que isso 
ensejaria a análise fática, em âmbito de recurso especial. contudo, 
a jurisprudência do stj admite, em caráter excepcional, que o 
quantum arbitrado a título de danos morais seja alterado, caso se 
mostre irrisório ou exorbitante, em clara afronta aos princípios da 
razoabilidade e da proporcionalidade. nessa linha, vejamos a 
decisão um precedente do stj (agrg no aresp 308623/rj) 
administrativo. agravo regimental. responsabilidade civil do 
estado. morte de detento. revisão do valor arbitrado a título de 
danos morais. impossibilidade. reexame de matéria fática. súmula 
7/stj. 1. a jurisprudência do superior tribunal de justiça admite, 
em caráter excepcional, que o montante arbitrado a título de 
danos morais seja alterado, caso se mostre irrisório ou exorbitante, 
em clara afronta aos princípios da razoabilidade e da 
proporcionalidade, o que não ocorreu no caso concreto. portanto, 
admite-se sim a alteração do valor, mas somente em casos 
excepcionais. (fonte: 
http://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/gabarito-tce-sc-
direito-administrativo-area-direito-extraoficial/). 
 
(QUESTÃO 157) A respeito da responsabilidade civil do Estado. A 
prescrição quinquenal da pretensão de reparação de danos contra 
a administração não se estende a pessoas jurídicas de direito 
privado que dela façam parte, como concessionárias de serviço 
público, por exemplo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O prazo prescricional de 5 anos para 
ajuizamento das ações pleiteando indenização em desfavor das 
pessoas jurídicas de direito público está descrito no art. 1º- C da 
Lei 9494/97, com redação acrescida pela Medida Provisória 2.180-
35, de 24/08/2001. Tal norma é posterior ao Decreto n° 20.910 e 
ratifica o prazo prescricional de 05 anos. Art. 1o-C. Prescreverá 
em cinco anos o direito de obter indenização dos danos causados 
por agentes de pessoas jurídicas de direito público e de pessoas 
jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos. 
(Incluído pela Medida provisória nº 2.180-35, de 2001). A referida 
é especial em relação ao código civil, visto que trata de diversas 
peculiaridades processuais aplicáveis à Fazenda Pública. 
 
(QUESTÃO 158) João, agente administrativo de uma empresa 
estatal prestadora de serviço público, no exercício de suas 
funções, causou prejuízo a terceiro, não usuário do serviço. Nessa 
situação hipotética, o indivíduo prejudicado deve provar a culpa 
de João para exigir da empresa estatal a reparação dos danos que 
lhe foram causados, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Por se tratar de responsabilidade OBJETIVA 
do Estado, o particular está dispensado de demonstrar o dolo ou 
culpa do agente público. Art. 37 § 6º As pessoas jurídicas de direito 
público e asde direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o 
responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
(QUESTÃO 159) Acerca da convalidação e atributos dos atos 
administrativos e da responsabilidade civil do Estado. De 
acordo com o sistema da responsabilidade civil objetiva 
adotado no Brasil, a administração pública pode, a seu juízo 
discricionário, decidir se intenta ou não ação regressiva contra 
o agente causador do dano, ainda que este tenha agido com 
culpa ou dolo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Em razão do Princípio da Indisponibilidade 
do Interesse público, a propositura da ação regressiva, quando 
cabível, é um dever imposto à administração, e não uma simples 
faculdade. 
 
(QUESTÃO 160) Relativos à organização da administração pública. 
Conforme o entendimento do STJ, caso um cidadão transite com 
seu carro em rodovia de responsabilidade de uma autarquia e, 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
31 
 
devido à ausência de conservação dessa via, ele sofra um acidente, 
o Estado responderá solidariamente pelos danos causados, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: mantém-se a responsabilidade subsidiária 
do Estado. 
 
(QUESTÃO 161) Acerca do direito administrativo. As sociedades 
de economia mista podem ser empresas públicas, caso em que 
integram a administração indireta do ente federativo a que 
pertencem, mas também podem ser empresas privadas, caso 
em que não fazem parte da administração pública, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: As sociedades de economia mista (S.E.M.) 
não podem ser empresas públicas, pois este constitui um capital 
inteiramente público e esse pode constituir um capital de origem 
privada e pública, logo não integram a administração pública. E 
integram a administração pública quando são de cunho privado. 
 
(QUESTÃO 162) Acerca do direito administrativo. Considerando 
que o Departamento de Polícia Federal (DPF) é um órgão do 
Ministério da Justiça, se for editada uma lei determinando que 
o DPF passará a ser órgão da Presidência da República, ele 
deixará de fazer parte da administração federal indireta e 
passará a integrar a administração direta da União, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Segundo o DECRETO Nº 6.061, DE 15 DE 
MARÇO DE 2007 O Art. 1o afirma que o Ministério da Justiça é órgão 
da administração federal direta. Sendo DPF um órgão do Ministério 
da Justiça, o DPF já fazia parte da administração federal direta. 
 
QUESTÃO 163) Com relação às entidades políticas. A União, os 
estados e os municípios são pessoas jurídicas de direito público, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Código Civil. Art. 40. As pessoas jurídicas são 
de direito público, interno ou externo, e de direito privado. Art. 
41. São pessoas jurídicas de direito público interno: I - a União; II 
- os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III - os Municípios; 
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; (Redação dada 
pela Lei nº 11.107, de 2005) V - as demais entidades de caráter 
público criadas por lei. 
 
(QUESTÃO 164) Considerando que o Departamento de Polícia 
Federal (DPF) é um órgão do Ministério da Justiça. Se fosse 
transformado em autarquia federal, o DPF passaria a integrar 
a administração indireta da União, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Se fosse transformado em Autarquia federal, 
o DPF passaria a integrar a Administração Indireta da União. O 
Departamento de Polícia Federal é um órgão do Ministério da 
Justiça. O Ministério da Justiça, por sua vez, faz parte da estrutura 
orgânica da União, de sua Administração Direta. No entanto, não 
há vedação de a União, ao lado da Administração Direta, atuar por 
intermédio da Administração Indireta. As seguintes pessoas 
administrativas integram a Administração Indireta: Fundações, 
Sociedades de economia mista, Empresas públicas e Autarquias. 
Assim, se o DPF fosse transformado em autarquia, pessoa jurídica 
de Direito Público, passaria a integrar, de fato, a Administração 
Indireta. 
 
(QUESTÃO 165) Acerca do direito administrativo. As sociedades 
de economia mista podem ser empresas públicas, caso em que 
integram a administração indireta do ente federativo a que 
pertencem, mas também podem ser empresas privadas, caso 
em que não fazem parte da administração pública, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Sociedade de Economia Mista: Entidade 
dotada de personalidade jurídica de direito privado. Existem 
sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos e 
exploradoras de atividade econômica. Composta por capital 
particular e capital estatal, sob a forma de sociedade anônima, 
cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria ao Poder 
Público. Para a maioria dos doutrinadores, essas sociedades são 
regidas pelas regras de Direito Privado, porém, em relação à 
organização, contratação de pessoal etc, são regidas pelo Direito 
Público. Exemplo: Banco do Brasil, Petrobrás etc. 
 
(QUESTÃO 166) Com respeito à administração pública. A 
administração pública direta é integrada por pessoas jurídicas 
de direito público, tais como a União, os ministérios e as 
secretarias, enquanto a administração indireta é integrada 
tanto por pessoas jurídicas de direito público, como as 
autarquias e as empresas públicas, quanto por pessoas jurídicas 
de direito privado, como as sociedades de economia mista, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Empresas Públicas - são pessoas jurídicas de 
Direito Privado da Administração Indireta. 
 
(QUESTÃO 167) Com respeito à administração pública. Apesar 
de as polícias civil e federal desempenharem a função de polícia 
judiciária, ambas são órgãos do Poder Executivo, e não do Poder 
Judiciário, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Departamento de Polícia Federal é um órgão 
pertencente ao Poder Executivo da União e diretamente 
subordinado ao Ministério da Justiça, possuindo autonomia 
administrativa e financeira, conforme o Decreto nº 6.061, de 15 de 
março de 2007, o qual definiu a nova estrutura regimental do 
Ministério da Justiça. A Constituição Federal de 1988, em seu art. 
144, §6º, determinou a subordinação das polícias civis, polícias 
militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e 
reserva do Exército, aos Governadores dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Territórios. Ou seja as polícias civis estão 
subordinadas ao poder executivo dos estados. 
 
(QUESTÃO 168) A respeito da organização do Departamento de 
Polícia Rodoviária Federal e da natureza dos atos praticados por 
seus agentes, julgue os itens que se seguem. Por ser órgão do 
Ministério da Justiça, a PRF é órgão do Poder Executivo, 
integrante da administração direta, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: A PRF é órgão do Ministério da Justiça e, 
dentro do conceito de desconcentração administrativa, recebe 
atribuições daquele ministério, fazendo parte, assim, da 
Administração direta. 
 
(QUESTÃO 169) A respeito da organização administrativa da 
União, julgue os itens seguintes. O foro competente para o 
julgamento de ação de indenização por danos materiais contra 
empresa pública federal é a justiça federal, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão em tela deve ser dirimida à luz do 
que estabelece o art. 109, I, da CF/88, de acordo com o qual os 
juízes federais são competentes para processar e julgar causas que 
envolvam a União, suas autarquias e empresas públicas, seja 
quando atuarem como parte – autora ou ré – seja, ainda, quando 
integrarem a relação processual na condição de assistentes ou 
opoentes, exceto se a matéria versar sobre falência, acidentes de 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
32 
 
trabalho e aquelas sujeitas às Justiças Eleitoral e do Trabalho. 
Tratando-se, pois, de ação indenizatória,por danos materiais, 
movida em face de empresa pública federal, é de se concluir que, 
de fato, a competência será da Justiça Federal, na forma do 
sobredito dispositivo constitucional. 
 
(QUESTÃO 170) A respeito da organização administrativa da 
União. Existe a possibilidade de participação de recursos 
particulares na formação do capital social de empresa pública 
federal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão ora comentada pode ser resolvida 
com base na própria definição legal de empresa pública, a qual se 
encontra no art. 5º, II, do Decreto-lei nº 200/67 c/c art. 5º do 
Decreto-lei nº 900/69. Ao se realizar a leitura de tais dispositivos 
legais, fica claro que a integralidade do capital social das empresas 
públicas deve estar “nas mãos” de entidades da Administração 
Pública, e, além disso, sob o controle de entes federativos (União, 
estados, Distrito Federal ou municípios). Admite-se a participação 
acionária de pessoas da Administração indireta dotadas de 
personalidade jurídica de direito privado. Todavia, não há 
possibilidade de participação acionária de pessoas da iniciativa 
privada, físicas ou jurídicas. Reside aí, aliás, uma das principais 
diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia 
mista, sendo certo que estas últimas, necessariamente, devem 
contar com a participação acionária de particulares, ao contrário 
das empresas públicas. A título de exemplo, confira-se o que 
consta, neste particular, do livro de Maria Sylvia Di Pietro: “Com 
relação à composição do capital, a sociedade de economia mista é 
constituída por capital público e privado, e a empresa pública, por 
capital público.” (Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 
513). Do mesmo modo, Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo 
registram este importante aspecto: “O capital das empresas 
públicas é integralmente público, isto é, oriundo de pessoas 
integrantes da Administração Pública. Não há participação direta 
de recursos de particulares na formação do capital das empresas 
públicas.” (Direito Administrativo Descomplicado, 20ª edição, 
2012, p. 101). Chega-se, assim, à conclusão de que não há 
possibilidade de participação de recursos particulares na formação 
do capital social de empresas públicas, independentemente de se 
tratar de empresas federais, estaduais, distritais ou municipais. 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
(QUESTÃO 171) Acerca dos poderes e das funções essenciais à 
justiça. Mandado de segurança impetrado contra o Procurador-
Geral do Trabalho por servidor público estatutário da própria 
Procuradoria deverá ser julgado pela justiça federal de 
primeira instância, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art.109, VIII, CF: Aos juízes federais 
(portanto, 1ªinstância) cabe processar e julgar os mandados de 
segurança e os habeas data contra ato de autoridade federal (na 
questão, Procurador-Geral do Trabalho), excetuados os casos de 
competência dos tribunais federais. 
 
(QUESTÃO 172) Referentes à organização dos poderes e às funções 
essenciais à justiça. O exercício de atividade político-partidária 
é permitido aos membros do Ministério Público do Trabalho, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Segundo a Constituição Federal/1988 no 
Art. 128, §5º, II - As seguintes vedações: a) receber, a qualquer 
título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas 
processuais; b) exercer a advocacia; c) participar de sociedade 
comercial, na forma da lei; d) exercer, ainda que em 
disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de 
magistério; e) exercer atividade político-partidária; 
 
(QUESTÃO 173) A respeito do Poder Judiciário e do Ministério 
Público. O Ministério Público brasileiro é composto pelo 
Ministério Público Federal e pelo Ministério Público dos Estados 
e do Distrito Federal. O Ministério Público do Trabalho é um 
dos ramos do Ministério Público Federal, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Constituição Federal Art. 128. O Ministério 
Público abrange: I - o Ministério Público da União, que 
compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério 
Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério 
Público do Distrito Federal e Territórios; II - os Ministérios Públicos 
dos Estados. Ou seja, o Ministério Público do Trabalho é integrante 
do Ministério Público da União, assim como o Ministério Público 
Federal. 
 
(QUESTÃO 174) Considere que determinado navio petroleiro, ao 
fazer a aproximação no porto de Santos, no estado de São Paulo, 
tenha colidido com outra embarcação, causando significativo dano 
ambiental nas praias daquele estado. Com relação a esse caso 
hipotético, julgue os itens a seguir, acerca da organização do 
Poder Judiciário e do Ministério Público: Nesse caso, caberá 
exclusivamente ao Ministério Público do estado de São Paulo 
propor a devida ação penal,, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Proteger o meio ambiente é uma 
competência comum da União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios. Por esse motivo a propositura da ação penal no caso 
em tela pode ser proferida pelo Ministério Público da Federal ou 
pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. CF Art. 23. É 
competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e combater a 
poluição em qualquer de suas formas; CF Art. 129. São funções 
institucionais do Ministério Público: I - promover, privativamente, 
a ação penal pública, na forma da lei; 
 
(QUESTÃO 175) Relativo à competência do MP. Compete 
privativamente ao MP promover o inquérito civil e a ação civil 
pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio 
ambiente e de outros interesses difusos e coletivos, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 129 - São funções institucionais do 
Ministério Público: 
I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da 
lei; Lembremos que se o MP não intentá-la no prazo legal é possível 
interpor a ação penal privada subsidiária da pública. (art. 100, §3º, 
do Código Penal e art. 29 do Código de Processo Penal). 
 
(QUESTÃO 176) Considerando as normas constitucionais sobre 
as funções essenciais à justiça, julgue o item a seguir. Entre as 
funções institucionais do Ministério Público, está a de 
promover, em caráter exclusivo, a ação civil pública para a 
promoção do patrimônio público e social, do meio ambiente e 
de outros interesses difusos e coletivos, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Ministério Público não desempenha esse 
mister exclusivamente. A Lei da Ação Civil Pública (n. 7.347/85) 
assim dispõe a matéria: Art. 5. Têm legitimidade para propor a 
ação principal e a ação cautelar: I - o Ministério Público; II - a 
Defensoria Pública; III - a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios; IV - a autarquia, empresa pública, fundação ou 
sociedade de economia mista; V - a associação que, 
concomitantemente: a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) 
ano nos termos da lei civil; b) inclua, entre suas finalidades 
institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à 
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33 
 
ordem econômica, à livre concorrência ou ao patrimônio artístico, 
estético, histórico, turístico e paisagístico. 
 
(QUESTÃO 177) Em relação ao Poder Executivo e às funções 
essenciais à justiça. Em razão dos princípios da unidade e da 
indivisibilidade, não se permite o ajuizamento de ações civis 
públicas por terceiros nos casos em que o Ministério Público for 
legitimado para propô-las, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: § 1º, do Art. 129 da CF/88: "Art. 129. São 
funções institucionais do Ministério Público: [...] § 1º - A 
legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas 
neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, 
segundo o disposto nesta Constituição e na lei." 
 
(QUESTÃO 178) A seguir, que tratam da organização de 
instituiçõesdo Estado brasileiro e de seu funcionamento. Os 
membros do Ministério Público da União não poderão exercer 
atividade político-partidária, salvo se prévia e expressamente 
licenciados para esse fim pelo Conselho Superior do Ministério 
Público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 237, LC 75/93 - É vedado ao membro 
do Ministério Público da União: I - receber, a qualquer título e sob 
qualquer pretexto; honorários, percentagens ou custas 
processuais; II - exercer a advocacia; III - exercer o comércio ou 
participar de sociedade comercial, exceto como cotista ou 
acionista; IV - exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer 
outra função pública, salvo uma de magistério; V - exercer 
atividade político-partidária, ressalvada a filiação e o direito de 
afastar-se para exercer cargo eletivo ou a ele concorrer. 
 
(QUESTÃO 179) No tocante ao Ministério Público (MP), julgue os 
itens subsequentes. O procurador-geral da República poderá ser 
exonerado pelo presidente da República nos casos de 
conveniência e oportunidade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão fala em exoneração do PGR. 
Percebam que o Art. 128, 2º parágrafo fala em destituição do PGR. 
De fato, o administrado perde a função de confiança, mas volta a 
integrar regularmente o quadro de servidores do MPU, sem sofrer 
exoneração. 
 
(QUESTÃO 180) No tocante ao Ministério Público (MP). São 
princípios institucionais do MP a unidade, a divisibilidade e a 
dependência funcional, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não é "divisibilidade" e sim indivisibilidade 
e nem dependência funcional e sim independência funcional. 
Princípios institucionais do MPU. O art. 4º traz a seguinte redação: 
Art. 4º São princípios institucionais do Ministério Público da União 
a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. Trata-se 
de mais um artigo que repete a Constituição Federal, com a mera 
alteração de “Ministério Público” para “Ministério Público da 
União”. Segundo a Constituição Federal, em seu art. 127, os 
princípios institucionais do MP são os seguintes: § 1º - São princípios 
institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e 
a independência funcional. 
 
(QUESTÃO 181) Acerca da Constituição Federal de 1988 (CF) e de 
sua interpretação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), julgue o 
item seguinte. 
 
A jurisprudência do STF orientou-se no sentido de que a inscrição 
de pessoas jurídicas de direito público, inclusive autarquias, em 
cadastro de inadimplentes organizados e mantidos pela União não 
pode impedir o recebimento de verbas federais quando houver 
risco que possa comprometer a continuidade ou execução de 
políticas públicas ou a prestação de serviços públicos essenciais à 
coletividade. 
 
Certo. Comentário: O Supremo Tribunal Federal, nos casos de 
inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de 
empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, 
organizados e mantidos pela União, tem ordenado à liberação e o 
repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento 
de restrições impostas à celebração de operações de crédito em 
geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de 
neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo 
grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas 
públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. (ACO 
2453 MC, Relator (a) Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 
18/06/2014, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-120 
DIVULG 20/06/2014 PUBLIC 23/06/2014) 
 
(QUESTÃO 182) Acerca da Constituição Federal de 1988 (CF) e de 
sua interpretação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), julgue o 
item seguinte. 
 
Suponha-se que João, procurador da República, seja convidado a 
ocupar cargo em comissão de procurador-chefe de uma 
determinada autarquia. Nesse caso, João poderá ocupar esse 
cargo, desde que afastado temporariamente do Ministério Público. 
 
Errado. Comentário: Ministério Público estadual. Exercício de 
outra função. (...) O afastamento de membro do Parquet para 
exercer outra função pública viabiliza-se apenas nas hipóteses de 
ocupação de cargos na administração superior do próprio Ministério 
Público. Os cargos de ministro, secretário de Estado ou do Distrito 
Federal, secretário de Município da Capital ou chefe de missão 
diplomática não dizem respeito à administração do Ministério 
Público, ensejando, inclusive, se efetivamente exercidos, 
indesejável vínculo de subordinação de seus ocupantes com o 
Executivo. [STF ADI 3.574, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 16-5-
2007, P, DJ de 1º-6-2007.] 
 
(QUESTÃO 183) Com referência à Constituição Federal de 1988 e 
às disposições nela inscritas relativamente a direitos sociais e 
políticos, administração pública e servidores públicos, julgue o 
item subsequente. 
 
Com exceção de casos específicos previstos em lei, a administração 
pública deve realizar processo de licitação para a contratação de 
obras, serviços, compras e alienações. 
 
Certo. Comentário: CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO 
BRASIL DE 1988: Art. 37. - XXI - ressalvados os casos especificados 
na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão 
contratados mediante processo de licitação pública que assegure 
igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que 
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições 
efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá 
as exigências de qualificação técnica e econômica, indispensáveis 
à garantia do cumprimento das obrigações. 
 
(QUESTÃO 184) Julgue o item a seguir com base na CF. 
 
A pessoa jurídica de direito público responderá pelos danos que 
seu agente público causar a terceiros, sendo assegurado a ela o 
direito de regresso contra o servidor responsável apenas em caso 
de dolo. 
Errado. Comentário: Conforme art. 37, § 6º da CF, o direito de 
regresso da pessoa jurídica de direito público em relação ao 
servidor que causou dano a terceiros, dá-se tanto pela conduta 
culposa quanto pela conduta dolosa do servidor. Sendo assim, a 
questão encontra-se equivocada. 
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(QUESTÃO 185) Se um servidor público aposentado do Tribunal de 
Contas do Estado do Pará (TCE/PA) for nomeado para cargo em 
comissão, ele poderá receber cumulativamente os proventos da 
inatividade e a remuneração do novo cargo. 
 
Certo. Comentário: CF- § 11. Aplica-se o limite fixado no art. 37, 
XI, à soma total dos proventos de inatividade, inclusive quando 
decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem 
como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime 
geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de 
proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável 
na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei 
de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. 
 
(QUESTÃO 186) A partir do disposto na Constituição Federal de 
1988 (CF), julgue o item seguinte. 
 
Na CF, o conceito de administração pública coincide com o de 
Poder Executivo e, consequentemente, com o de administração 
direta, razão por que é impróprio utilizar o termo administração 
pública em referência aos Poderes Legislativo e Judiciário. 
 
Errado. Comentário: O conceito de Administração Pública é mais 
amplo do que apenas o de Poder Executivo. A Administração 
Pública abrange o exercício da função administrativa por todos os 
poderes estatais (Legislativo, Executivo e Judiciário) e em todos os 
níveis federativos. 
 
(QUESTÃO 187) Acerca da aplicabilidade das normas 
constitucionais e dos direitos e garantias fundamentais, julgue o 
item seguinte à luz do entendimento do STF. 
 
Lei estadual que estabeleça a vinculação do subsídio dos deputados 
estaduais a percentual do subsídio dos deputados federais será 
considerada constitucional. 
 
Errado. Comentário: Lei estadual que estabeleça a vinculação do 
subsídio dos deputados estaduais a percentual do subsídiodos 
deputados federais será considerada INCONSTITUCIONAL. CF: Art. 
37 XIII, CF - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer 
espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal 
do serviço público; 
 STF: “Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Impugnação ao art. 
1º da Lei 7.456/2003 do Estado do Espírito Santo. 3. Vinculação 
automática de subsídios de agentes políticos de distintos entes 
federativos. Norma estadual que estabelece ao subsídio mensal 
pago a deputados estaduais valor correspondente a 75% do subsídio 
mensal de deputados federais, de modo que qualquer aumento no 
valor dos subsídios destes resulte, automaticamente, aumento 
daqueles. Impossibilidade. 4. Violação ao princípio da autonomia 
dos entes federados. Precedentes. 5. Ação direta de 
inconstitucionalidade julgada procedente” (ADI 3.461/ES; rel. Min 
Gilmar Mendes). 
 
(QUESTÃO 188) Funções de confiança e cargos em comissão 
destinam-se a atribuições de direção, chefia e assessoramento. 
Distinguem-se, entretanto, quanto aos requisitos de seus 
ocupantes: a função de confiança é destinada, exclusivamente, a 
servidor de cargo efetivo; os cargos em comissão podem ser 
desempenhados por agentes públicos em caráter precário. 
 
Certo. Comentário: Artigo 37. V - As funções de confiança, 
exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo 
efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por 
servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos 
previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, 
chefia e assessoramento. 
Função de Confiança = Cargo Efetivo 
Cargo em Comissão = Servidor de Carreira. 
Em Direito Administrativo, o que é “precário” é algo que pode ter 
fim a qualquer momento. Por exemplo, alguém nomeado para um 
cargo em comissão é nomeado em caráter precário, porque ele 
pode ser nomeado em um dia e ser exonerado “ad nutum” no dia 
seguinte. 
 
(QUESTÃO 189) Segundo o STF, por força do princípio da 
presunção da inocência, a administração deve abster-se de 
registrar, nos assentamentos funcionais do servidor público, fatos 
que não forem apurados devido à prescrição da pretensão punitiva 
administrativa antes da instauração do processo disciplinar. 
 
Certo. Comentário: O art. 170 da Lei n.° 8.112/90 prevê que, 
mesmo estando prescrita a infração disciplinar, é possível que a 
prática dessa conduta fique registrada nos assentos funcionais do 
servidor. O STF e STJ entendem que esse art. 170 é 
INCONSTITUCIONAL por violar os princípios da presunção de 
inocência e da razoabilidade. STF. Plenário. MS 23262/DF, Rel. 
Min. Dias Toffoli, julgado em 23/4/2014 (Info 743). STJ. 1ª Seção. 
MS 21.598-DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10/6/2015 (Info 
564). 
 
(QUESTÃO 190) À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 
acerca da administração pública, julgue o item a seguir. 
 
Os cargos públicos devem ser plenamente acessíveis a brasileiros e 
a estrangeiros, podendo o edital do concurso estabelecer, 
justificadamente, requisitos apropriados às funções a serem 
desempenhadas. 
 
Errado. Comentário: Os cargos públicos devem ser plenamente 
acessíveis a brasileiros (e a estrangeiros - na forma da lei e não 
plenamente), podendo o edital do concurso, estabelecer, 
justificadamente, requisitos apropriados às funções a serem 
desempenhadas (o edital só pode estabelecer o que a lei permite). 
 
(QUESTÃO 191) A respeito do tratamento constitucional conferido 
à DP, da organização e do funcionamento da DPU e da 
responsabilidade funcional de seus membros. Entre os modelos de 
assistência jurídica dos Estados contemporâneos, o Brasil adotou, 
na CF, o sistema salaried staff model, o que significa que incumbe 
à DP a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos 
necessitados, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Modelos Jurídico-assistenciais: - Pro bono = 
Assistência é prestada por profissionais liberais (advogados), sem 
contraprestação monetária. - Judicare = Assistência é prestada por 
advogados, porém, nesse caso poderá ocorrer remuneração pelos 
cofres públicos, através da indicação e remuneração de advogados 
dativos. - Salaried Staff Model = Já no salaried staff model, 
também denominado de advocacia pública em razão de a 
prestação de assistência ser realizada por profissionais que 
recebem uma remuneração fixa para o desempenho da função 
como um todo (e não caso a caso, como ocorre no judicare), um 
corpo de profissionais é remunerado para atuar em todas as causas. 
No “modelo de pessoal assalariado” a assistência tanto pode ser 
prestada por entidades não estatais subvencionadas por verbas 
públicas, geralmente sem fins lucrativos, quando pode haver a 
criação de um organismo estatal responsável pela prestação da 
assistência por meio de seu próprio corpo de servidores. Neste 
último caso se enquadra a Defensoria Pública. - Híbrido ou misto = 
mesclam as fórmulas dos sistemas mencionados acima. Fonte: 
http://emporiododireito.com.br/tag/edilson-santana-g-filho. 
 
(QUESTÃO 192) A respeito do tratamento constitucional 
conferido à DP, da organização e do funcionamento da DPU e 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
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da responsabilidade funcional de seus membros. Conforme o 
entendimento do STF, a autonomia funcional conferida pela CF 
às DPs, que lhes assegura a iniciativa de propor seu orçamento, 
não inclui a prévia participação desses órgãos na elaboração das 
respectivas leis de diretrizes orçamentárias, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A primeira parte da questão está certa, 
pois, para o STF, às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas 
autonomia funcional e administrativa, bem como a prerrogativa de 
formulação de sua própria proposta orçamentária (art. 134, § 2º, 
da CRFB/88), por força da Constituição da República (Emenda 
Constitucional nº 45/2004). Porém, para o STF, por fixar os limites 
do orçamento anual da Defensoria Pública estadual, a Lei de 
Diretrizes Orçamentárias enviada pelo governador à assembleia 
legislativa deve contar com a participação prévia daquela 
instituição pública. Defensoria Pública e participação na sua 
proposta orçamentária. Por fixar os limites do orçamento anual da 
Defensoria Pública estadual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias 
enviada pelo governador à assembleia legislativa deve contar com 
a participação prévia daquela instituição pública. Com base nessa 
orientação, o Plenário, por maioria, referendou a concessão de 
medida liminar para suspender a eficácia do art. 7º, § 2º, da Lei 
18.532/2015 do Estado do Paraná [“Art. 7º. § 2° A Defensoria 
Pública do Paraná, compreendendo seus Órgãos, Fundos e 
Entidades, terá como limite para elaboração de sua proposta 
orçamentária de 2016 e fixação de despesas com Recursos 
Ordinários do Tesouro Estadual o montante de até R$ 
45.000.000,00 (quarenta e cinco milhões de reais)]”. Na espécie, 
embora a Defensoria Pública tenha tido um corte drástico em seu 
orçamento em relação ao ano anterior, a questão debatida é a 
ausência daquela instituição no processo de formulação da 
proposta de lei orçamentária. O Ministro Roberto Barroso (relator) 
ressaltou que, quando a ação fora protocolada, o Poder Legislativo 
estava em vias de votar a própria lei orçamentária. Em razão disso, 
a liminar fora concedida para que a Defensoria Pública 
apresentasse sua proposta diretamente à assembleia legislativa. O 
Plenário, ao referendar a medida liminar, assentou a necessidade 
de participação da Defensoria Pública. Vencido o Ministro Marco 
Aurélio, que não referendava a medida cautelar. Assentava a 
situação de penúria em que se encontram os Estados-Membros. 
Apontava que, regra geral, os poderes da República deteriam 
autonomia administrativa e financeira, exceção aberta pela 
Constituição quanto ao Ministério Público. ADI 5381 Referendo-
MC/PR, rel. Min. Roberto Barroso, 18.5.2016. (ADI-5381). 
 
(QUESTÃO 193) A respeito do tratamento constitucional 
conferido à DP, da organização e do funcionamentoda DPU e da 
responsabilidade funcional de seus membros. De acordo com o 
entendimento do STJ, enquanto os estados, mediante lei 
específica, não organizarem suas DPs para atuarem continuamente 
na capital federal, o acompanhamento dos processos em trâmite 
naquela corte será prerrogativa da DPU, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: A respeito do tratamento constitucional 
conferido à DP, da organização e do funcionamento da DPU e da 
responsabilidade funcional de seus membros, julgue o item a 
seguir. De acordo com o entendimento do STJ, enquanto os 
estados, mediante lei específica, não organizarem suas DPs para 
atuarem continuamente na capital federal, o acompanhamento 
dos processos em trâmite naquela corte será prerrogativa da DPU. 
Pede jurisprudência do STJ. Segue uma recente: 1. Enquanto os 
Estados, mediante lei específica, não organizarem suas Defensorias 
Públicas para atuarem continuamente nesta Capital Federal, 
inclusive com sede própria, o acompanhamento dos processos em 
trâmite nesta Corte constitui prerrogativa da Defensoria Pública 
da União - DPU. precedentes. (Agrg no hc 378.088/sc, rel. ministro 
Sebastião reis júnior, sexta turma, julgado em 06/12/2016, DJe 
16/12/2016). 
 
(QUESTÃO 194) No que se refere às atribuições institucionais da 
DP, à assistência jurídica gratuita e à gratuidade da justiça, julgue 
o item seguinte. Segundo a jurisprudência do STJ, o benefício da 
assistência judiciária gratuita gera efeitos ex nunc e, uma vez 
concedido, afasta a necessidade de renovação do pedido em cada 
instância, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Agravo interno no agravo (art. 544 do cpc/73) 
– pleito = de restituição das custas processuais ante o deferimento 
dos benefícios da gratuidade de justiça – decisão monocrática que 
negou provimento ao reclamo. irresignação dos beneficiários da 
gratuidade. a jurisprudência desta corte superior firmou o 
entendimento de que o benefício da assistência judiciária gratuita, 
conquanto possa ser requerido = a qualquer tempo, tem efeitos ex 
nunc, ou seja, não retroage para alcançar encargos processuais 
anteriores. logo, não há que se falar em restituição de valores 
pagos a título de custas e despesas processuais face o posterior 
deferimento da benesse. precedentes. agravo interno desprovido. 
(agint no aresp 909.951/sp, rel. min. marco buzzi, quarta turma, 
dje 01/12/2016). 
 
(QUESTÃO 195) No que se refere ao tratamento conferido pela CF 
à DP. Aos defensores públicos empossados após a promulgação da 
CF é permitido o exercício da advocacia privada, desde que não 
conflitante com o exercício de suas atribuições institucionais, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: "O § 1º do artigo 134 da Constituição do 
Brasil repudia o desempenho, pelos membros da Defensoria 
Pública, de atividades próprias da advocacia privada. Os § 1º e § 2º 
do artigo 134 da Constituição do Brasil veiculam regras atinentes à 
estruturação das defensorias públicas, que o legislador ordinário 
não pode ignorar." (ADI 3.043, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 
26-4-2006, Plenário, DJ de 27-10-2006.). 
 
(QUESTÃO 196) Com relação à advocacia pública e privada e à 
atuação do Ministério Público e da defensoria pública no processo 
civil. A unidade, princípio institucional da defensoria pública, 
significa que seus membros podem substituir-se uns aos outros, a 
fim de preservar a continuidade na execução de suas finalidades 
institucionais, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: "São princípios institucionais da Defensoria 
Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional, 
aplicando-se também, no que couber, o disposto no art. 93 e no 
inciso II do art. 96 desta Constituição Federal." (art. 134, § 4º, da 
CRFB/1988). - Indivisibilidade: Substituição de membro. - 
Indivisibilidade guarda relação com o membro. Um membro pode 
se fazer representar por outro, sem nenhum prejuízo para o 
processo. - Unidade: Único órgão. A manifestação de um vale como 
manifestação de todo o órgão. 
 
(QUESTÃO 197) A respeito dos Poderes Executivo e Legislativo e 
das funções essenciais à justiça. Essencial à justiça, a defensoria 
pública é competente para a defesa dos necessitados, não 
havendo, porém, óbice a que a legislação infraconstitucional 
amplie essa competência para defesa de sujeitos não 
hipossuficientes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o art. 134, da CF/88, a 
Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função 
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e 
instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a 
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, 
em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais 
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e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na 
forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal. 
Portanto, a Constituição brasileira estabelece que cabe à 
Defensoria Pública a defesa dos necessitados, dos hipossuficientes, 
como prescreve o inciso LXXIV do art. 5º. 
 
(QUESTÃO 198) Acerca das funções essenciais à justiça. O 
recebimento de processo, mandado ou ofício por servidor da 
defensoria pública, mesmo que de setor administrativo, configura 
inequívoca intimação pessoal do órgão, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: habeas corpus. impetração anterior à 
modificação de entendimento do stj, em consonância com o stf. 
julgamento do recurso de apelação. ausência de intimação pessoal 
do defensor público. nulidade absoluta. não ocorrência. 2. não se 
pode exigir que a intimação do defensor público seja feita por 
mandado na pessoa do mesmo membro oficiante na causa. 
configura-se razoável, para fins de intimação pessoal, proceder-se 
à inequívoca ciência da defensoria pública, por intermédio de 
ofício ou mandado, devidamente recebido, competindo à 
instituição organizar a atuação de seus membros, sob pena de 
burocratizar o processo, em total desrespeito à efetividade e 
celeridade da justiça. (HC 233377/SP Relator: Min. Sebastião Reis 
Júnior. Sexta Turma. Julgado em: 23.04.2013. Publicação: DJe 
07/05/2013) 
 
(QUESTÃO 199) Em relação aos Poderes Executivo, Legislativo e 
Judiciário e à Defensoria Pública (DP). Do princípio institucional da 
unidade não decorre a vedação à existência de posições 
discordantes entre os membros da DP, haja vista a independência 
funcional a eles garantida, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Em razão da independência funcional, os 
membros da Defensoria Pública podem atuar segundo as suas 
convicções. O princípio da unidade não veda a existência de 
posições discordantes entre os membros da Defensoria Pública. Os 
dois princípios (unidade e independência funcional) convivem em 
perfeita harmonia. 
 
(QUESTÃO 200) A partir do disposto na Constituição Federal de 
1988 (CF). Como instituição essencial à função jurisdicional do 
Estado, a Defensoria Pública incumbe-se da orientação jurídica e 
da defesa dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e 
gratuita, aos necessitados, em todas as esferas judiciais, cabendo-
lhe atuar extrajudicialmente, em processos administrativos, 
apenas de maneira subsidiária, quando não existir, na respectiva 
localidade, serviço jurídico público ou privado de atendimento 
gratuito à população, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com a CF.88 Artigo 134. A 
Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função 
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e 
instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a 
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, 
em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais 
e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na 
forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal. 
 
(QUESTÃO 201) Em relação à Defensoria na ConstituiçãoFederal 
de 1988. Aos defensores públicos é assegurada a garantia da 
inamovibilidade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
Certo. Comentário: Art. 134. A Defensoria Pública é instituição 
permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, 
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime 
democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a 
promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, 
judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de 
forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso 
LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal. § 1º Lei complementar 
organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e 
dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização 
nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, 
mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a seus 
integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da 
advocacia fora das atribuições institucionais. 
 
(QUESTÃO 202) Acerca das funções essenciais à justiça. São 
princípios institucionais do Ministério Público e da Defensoria 
Pública, enquanto funções essenciais à justiça, a indivisibilidade, 
a unidade e a independência funcional, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 127. O Ministério Público é instituição 
permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, 
incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático 
e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. § 1º São 
princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a 
indivisibilidade e a independência funcional. Art. 134, § 4º São 
princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a 
indivisibilidade e a independência funcional, aplicando-se 
também, no que couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art. 
96 desta Constituição Federal. 
 
(QUESTÃO 203) No que se refere às atribuições institucionais da 
DP, à assistência jurídica gratuita e à gratuidade da justiça. De 
acordo com o entendimento do STF, a legitimidade da DP para 
atuar em ações que visem resguardar o interesse de pessoas 
necessitadas limita-se à tutela de direitos coletivos e individuais 
homogêneos, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Jurisprudência: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - 
Legitimidade da Defensoria Pública. A Defensoria Pública pode 
propor ação civil pública na defesa de direitos difusos, coletivos e 
individuais homogêneos. É constitucional a Lei nº 11.448/2007, que 
alterou a Lei 7.347/85, prevendo a Defensoria Pública como um 
dos legitimados para propor ação civil pública. STF. Plenário. ADI 
3943/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 6 e 7/5/2015 (Info 
784). Fonte: Dizer o Direito. 
 
(QUESTÃO 204) No que se refere às atribuições institucionais da 
DP, à assistência jurídica gratuita e à gratuidade da justiça. As 
funções institucionais da DP incluem a promoção prioritária da 
solução extrajudicial de conflitos por meio de mediação, 
conciliação e arbitragem, tendo natureza jurídica de título 
executivo extrajudicial o instrumento resultante da composição 
referendado pelo DP, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: LC n.º 80/1994: Art. 4º São funções 
institucionais da Defensoria Pública, dentre outras: [...] II – 
promover, prioritariamente, a solução extrajudicial dos litígios, 
visando à composição entre as pessoas em conflito de interesses, 
por meio de mediação, conciliação, arbitragem e demais técnicas 
de composição e administração de conflitos; (Redação dada pela 
Lei Complementar nº 132, de 2009). [...] § 4º O instrumento de 
transação, mediação ou conciliação referendado pelo Defensor 
Público valerá como título executivo extrajudicial, inclusive 
quando celebrado com a pessoa jurídica de direito público. 
(Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009). 
 
(QUESTÃO 205) A respeito da organização do Estado e do Poder 
Judiciário. No que se refere à defesa dos interesses dos 
necessitados, cabe à DP a defesa de direitos individuais e coletivos, 
mesmo no âmbito da esfera extrajudicial, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
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Certo. Comentário: Art. 134. A Defensoria Pública é instituição 
permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, 
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime 
democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a 
promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, 
judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de 
forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso 
LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal. 
 
(QUESTÃO 206) Com relação à Advocacia-Geral da União, ao 
Ministério Público e à defensoria pública. De acordo com o STF, 
reveste-se de constitucionalidade lei estadual que equipara o 
defensor público-geral estadual a secretário de estado-
membro, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: decisão do STF: “É inconstitucional lei 
complementar estadual, que, ao fixar critérios destinados a definir 
a escolha do Defensor Público-Geral do Estado e demais agentes 
integrantes da Administração Superior da Defensoria Pública local, 
não observa as normas de caráter geral, institutivas da legislação 
fundamental ou de princípios, prévia e validamente estipuladas em 
lei complementar nacional que a União Federal fez editar com 
apoio no legítimo exercício de sua competência concorrente. (...). 
A mera equiparação de altos servidores públicos estaduais, como o 
Defensor Público-Geral do Estado, a Secretário de Estado, com 
equivalência de tratamento, só se compreende pelo fato de tais 
agentes públicos, destinatários de referida equiparação, não 
ostentarem, eles próprios, a condição jurídico-administrativa de 
Secretário de Estado. – Consequente inocorrência do alegado 
cerceamento do poder de livre escolha, pelo governador do Estado, 
dos seus secretários estaduais, eis que o Defensor Público-Geral 
local – por constituir cargo privativo de membro da carreira – não 
é, efetivamente, não obstante essa equivalência funcional, 
Secretário de Estado.” (ADI 2.903, Rel. Min. Celso de Mello, 
julgamento em 1º-12-2005, Plenário, DJE de 19-9-2008.) 
 
(QUESTÃO 207) Com relação às funções essenciais à justiça. 
Há previsão legal para a criação e organização de defensorias 
públicas municipais, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Dentre todas as funções essenciais à justiça, 
a única que se manifesta na esfera municipal é a advocacia 
pública! Além disso, para quem não é do Direito: (informação 
adicional) Promotores e Procuradores da República: membros do 
MP Procurados Estaduais, Procuradores Federais, Advogados da 
União e Procuradores da Fazenda Nacional: exercem função de 
"advogados públicos". Fonte: material Estratégia Concursos - Profª. 
Nádia Carolina e Profº Ricardo Vale. 
 
(QUESTÃO 208) Acerca das funções essenciais à justiça. 
Considere que tenha sido editada lei estadual que estabelecia 
a subordinação administrativa da defensoria pública estadual 
ao governador do estado. Nessa situação, a criação dessa lei é 
inconstitucional, dado que a defensoria pública é dotada de 
autonomia funcional e administrativa, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: STF: (...) A Defensoria Pública dos Estados 
tem autonomia funcional e administrativa, incabível relação de 
subordinação a qualquer Secretaria de Estado. Precedente. (...) 
STF. Plenário. ADI 3965, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 
07/03/2012. (...) A EC 45/04 reforçou a autonomia funcional e 
administrativa às defensorias públicas estaduais, ao assegurar-lhes 
a iniciativa para a propositura de seus orçamentos (art. 134, § 2º). 
II – Qualquer medida normativa que suprima essa autonomia da 
Defensoria Pública, vinculando-a a outros Poderes, em especial ao 
Executivo, implicará violação à Constituição Federal. Precedentes. 
(...) STF. Plenário. ADI 4056, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 
julgado em 07/03/2012. 
 
(QUESTÃO 209) Em relaçãoao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) 
e às defensorias públicas. Diferentemente das defensorias públicas 
estaduais, a Defensoria Pública da União não dispõe de autonomia 
funcional e administrativa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Tanto a Defensoria Pública da União quanto 
as Defensorias Públicas Estaduais dispõem de autonomia funcional 
e administrativa, conforme o art. 134 da Carta Magna: Art. 134, § 
2º – Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia 
funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta 
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes 
orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 3º – Aplica-se o 
disposto no § 2º às Defensorias Públicas da União e do Distrito 
Federal (Incluído pela Emenda Constitucional nº 74, de 2013). O 
examinador queria saber se você estava “antenado” às mudanças 
realizadas pela EC no 74/2013. No nosso curso, chamamos a 
atenção, na aula 09, para o fato de que: A Constituição fortaleceu 
as Defensorias Públicas da União, dos Estados e do Distrito Federal 
ao lhes assegurar autonomia funcional e administrativa e a 
iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites 
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias (art. 134, §§ 2o e 
3o, CF). O objetivo dessa previsão foi desvincular essas instituições 
do Poder Executivo, fortalecendo sua atuação. É importante 
ressaltar que a ampliação da autonomia da Defensoria Pública da 
União se deu recentemente, por meio da EC 74/13. As mesmas 
prerrogativas conferidas às Defensorias Estaduais pela EC 45/04, 
que já tinham sido estendidas à Defensoria Pública do Distrito 
Federal por meio da EC 69/12, foram, também, estendidas à 
União. 
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/comentarios-a-
prova-de-auditor-do-tcu-2013/ 
 
(QUESTÃO 210) Além da assistência jurídica integral e gratuita 
aos mais necessitados, a Defensoria Pública pode promover a 
defesa judicial dos servidores públicos processados civil e 
criminalmente em decorrência do regular exercício do cargo, 
desde que haja previsão expressa, nesse sentido, em lei estadual, 
julgue (C ou E). 
 
Errado. Comentário: A questão trata do INFO 355/STF, em 
especial ADI 3.022/RS, Min. Rel. Joaquim Barbosa, Dj. 18.08.2004. 
(...) 1. Norma estadual que atribui à Defensoria Pública do estado 
a defesa judicial de servidores públicos estaduais processados civil 
ou criminalmente em razão do regular exercício do cargo extrapola 
o modelo da Constituição Federal (art. 134), o qual restringe as 
atribuições da Defensoria Pública à assistência jurídica a que se 
refere o art. 5º,LXXIV.2. Declaração da inconstitucionalidade da 
expressão “bem como assistir, judicialmente, aos servidores 
estaduais processados por ato praticado em razão do exercício de 
suas atribuições funcionais”, contida na alínea a do Anexo II da Lei 
Complementar estadual10.194/1994, também do estado do Rio 
Grande do Sul. Proposta acolhida,nos termos do art. 27 da Lei 
9.868, para que declaração de inconstitucionalidade tenha efeitos 
a partir de 31 de dezembro de 2004.3. Rejeitada a alegação de 
inconstitucionalidade do art. 45 da Constituição do Estado do Rio 
Grande do Sul.4. Ação julgada parcialmente procedente. 
Conclusão: A assistência judiciária, quando ato pelo servidor é 
praticado no exercício regular de suas funções, consoante 
entendimento STF, é do Procurador de Estado e não da DPE. No 
entanto, se este comprovar a insuficiência de recursos, poderá ser 
requer a assistência da DPE, mas não se pode generalizar essa regra 
a qualquer servidor por lei estadual que determine a assistência 
aos FP pela DPE, já que violaria a finalidade constitucional 
específica da DPE, bem como a sua autonomia (art. 134, caput 
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CF/88). FONTE: Lenza, Pedro, Direito Constitucional 
Esquematizado, ed. 16, 2012, pg. 899 
DIREITO PENAL 
 
(QUESTÃO 211) Considerando o concurso de pessoas e a 
imputabilidade penal, julgue o item que se segue. 
 
José, com vinte anos de idade, e seu primo, Pedro, de quinze anos 
de idade, saíram para conversar em um bar. José, que estava 
ingerindo bebida alcoólica, ficou muito bêbado rapidamente em 
razão do efeito colateral provocado por medicamento de que fazia 
uso. Pedro, percebendo o estado de embriaguez do primo, fez que 
este praticasse um ato que sabia ser tipificado como delituoso. 
José e Pedro cometeram crime em concurso de pessoas, e, haja 
vista que Pedro foi o mentor, a ele deverá ser imputada punição 
mais grave que a de José. 
 
Errado. Comentário: primeiramente, é importante ressaltar que 
Pedro possui 15 anos, então ele não responde conforme o CP. CP, 
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente 
inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na 
legislação especial. 
O Código Penal possui cinco situações em que pode ocorrer a 
autoria mediata: 
a) inimputabilidade penal do executor por menoridade penal, 
embriaguez ou doença mental (CP, art. 62, III); 
b) coação moral irresistível (CP, art. 22); 
c) obediência hierárquica a ordem, não manifestamente ilegal (CP, 
art. 22); 
d) erro de tipo escusável, provocado por terceiro (CP, art. 20, § 
2.º); e 
e) erro de proibição escusável, provocado por terceiro (CP, art. 21, 
caput). 
Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado - Parte Geral 
- Vol. 1 (2016). 
 
(QUESTÃO 212) Caracteriza-se a autoria colateral na hipótese de 
dois agentes, imputáveis, cada um deles desconhecendo a conduta 
do outro, praticarem atos convergentes para a produção de um 
delito a que ambos visem, mas o resultado ocorrer em virtude do 
comportamento de apenas um deles. 
 
Certo. Comentário: Autoria colateral é instituto jurídico que 
ocorre quando dois agentes possuem igual intenção de obter um 
determinado resultado criminoso, sem que, contudo, um conheça 
a vontade do outro. EX: Tício e Mévio pretendem matar Caio, cada 
um por um motivo pessoal desconhecido pelo outro. Assim, ambos 
atiram em Caio, que vem a falecer. 
 
(QUESTÃO 213) Pode haver participação dolosa em crime culposo, 
não sendo necessário, para a caracterização do concurso de 
pessoas, que autor e partícipes tenham atuado com o mesmo 
elemento subjetivo-normativo. 
 
Errado. Comentário: A) COAUTORIA EM CRIMES CULPOSOS – É 
possível, pois é possível que duas pessoas, de comum acordo, 
resolvam praticar uma conduta imprudente, por exemplo. Ex.: Dois 
rapazes resolvem atirar um móvel do 10º andar de um prédio, sem 
intenção de atingir ninguém, mas acabam lesionando uma pessoa. 
B) PARTICIPAÇÃO EM CRIME CULPOSO 
– Depende. Podemos estar falando de participação DOLOSA ou 
participação CULPOSA. Vejamos: 
--> DOLOSA – Não cabe participação dolosa em crime culposo, pois 
a Doutrina entende que não há “unidade de vontades” entre os 
agentes (um quer o resultado a título de dolo, e o outro, executor, 
é apenas um descuidado). Assim, não há “vínculo subjetivo” entre 
eles no que tange ao resultado. Logo, cada um responde por sua 
conduta. 
--> CULPOSA – É possível, pois é possível que alguém, por culpa, 
induza, instigue ou preste auxílio ao executor de uma conduta 
também culposa, e haveria “unidade de vontades”. 
 
CUIDADO: O STJ entende que NÃO cabe nenhum tipo de 
participação em crime culposo. Parte da Doutrina também segue 
este entendimento. 
 
(QUESTÃO 214) A autoria mediata não é admitida nos crimes de 
mão própria e nos tipos de imprudência. 
 
Certo. Comentário: 1º) Crimes de mão própria: O entendimento 
majoritário é no sentido negativo, pois o próprio tipo penal 
determina diretamente quem deve ser o sujeito ativo. Exige que a 
conduta seja praticada pessoalmente pelo agente. Essa também é 
a posição do STJ (REsp 200785, de 2000 e REsp 761354, de 2006). 
OBS. Nesse caso, o agente, para evitar a impunidade, responde 
como autor por determinação. 
2º) a teoria do domínio do fato não se coaduna com crimes 
culposos, razão pela qual não cabe autoriamediata em crime 
culposo. 
 
(QUESTÃO 215) Em relação ao concurso de pessoas, o CP adota a 
teoria monista, segundo a qual todos os que contribuem para a 
prática de uma mesma infração penal cometem um único crime, 
distinguindo-se, entretanto, os autores do delito dos partícipes. 
 
Certo. Comentário: Em relação ao concurso de pessoas, o CP 
adota a teoria monista, segundo a qual todos os que contribuem 
para a prática de uma mesma infração penal cometem um único 
crime, distinguindo-se, entretanto, os autores do delito dos 
partícipes. 
Teoria unitária ou monista = Havendo concurso de pessoas haverá 
um só crime; 
Teoria dualista = Para a teoria dualista haveria na hipótese um 
crime para os autores e outro para os partícipes; 
Teoria pluralista = A teoria pluralista, por sua vez, vai além e 
afirma que há um crime distinto para cada participante 
 
(QUESTÃO 216) Configura autoria por convicção o fato de uma 
mãe, por convicção religiosa, não permitir a realização de 
transfusão de sangue indicada por equipe médica para salvar a vida 
de sua filha, mesmo ciente da imprescindibilidade desse 
procedimento. 
 
Certo. Comentário: Caracteriza a autoria por convicção, segundo 
Rogério Greco, “as hipóteses em que o agente conhece 
efetivamente a norma, mas a descumpre por razões de 
consciência, que pode ser política, religiosa, filosófica, etc.” 
Rogério Greco, Código Penal Comentado, Ed. 2013, Ed. Impetus, 
pag. 97. 
 
(QUESTÃO 217) Havendo concurso de pessoas para a prática de 
crime, caso um dos agentes participe apenas de crime menos 
grave, será aplicada a ele a pena relativa a esse crime, desde que 
não seja previsível resultado mais grave. 
 
Certo. Comentário: Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre 
para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua 
culpabilidade. 
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser 
diminuída de um sexto a um terço. 
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos 
grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada 
até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais 
grave. 
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(QUESTÃO 218) Se determinada pessoa, querendo chegar 
rapidamente ao aeroporto, oferecer pomposa gorjeta a um taxista 
para que este dirija em velocidade acima da permitida e, em razão 
disso, o taxista atropelar e, consequentemente, matar uma 
pessoa, a pessoa que oferecer a gorjeta participará de crime 
culposo. 
 
Errado. Comentário: - O crime foi culposo e o crime culposo não 
admite concurso de pessoas. 
- O crime foi praticado com dolo eventual. Todavia, não há nexo 
de causalidade que justifique a coautoria do passageiro. 
 
(QUESTÃO 219) Aquele que se utiliza de menor de dezoito anos de 
idade para a prática de crime é considerado seu autor mediato. 
 
Certo. Comentário: Autor mediato é o chamado “homem por trás 
da conduta criminosa”. Em face disso, não há o que se falar em 
concurso de pessoas entre um maior e um menor para fins de 
aplicação do Art. 29 do Código Penal. Precisamos nos atentar que 
não existe concurso de pessoas entre maior e menor, mas o menor 
serve para “contar” número para o aumento de pena em alguns 
crimes, como, por exemplo, um roubo. Assim se “A” maior, 
justamente com “B”, menor, roubam um banco, somente “A” 
responde pelo crime de roubo; e mais, responde com aumento de 
pena devido à previsão legal do aumento de pena em caso de roubo 
praticado por duas ou mais pessoas. 
 
(QUESTÃO 220) Caso um indivíduo obtenha de um amigo, por 
empréstimo, uma arma de fogo, dando-lhe ciência de sua intenção 
de utilizá-la para matar outrem, o amigo que emprestar a arma 
será considerado partícipe do homicídio se o referido indivíduo 
cometer o crime pretendido, ainda que este não utilize tal arma 
para fazê-lo e que o amigo não o estimule a praticá-lo. 
 
Errado. Comentário: O mesmo emprestou a arma, porém o 
resultado se deu por outro meio, sendo assim o empréstimo da 
arma em nada contribuiu para o resultado, no entanto temos a 
denominada PARTICIPAÇÂO INÓCUA. Participação Inócua não é 
punível, pois em nada contribui para o resultado. 
 
(QUESTÃO 221) No crime de homicídio doloso é majoritário o 
entendimento que admite a coexistência das circunstâncias 
privilegiadas (art. 121, § 1°, do CP), todas de natureza subjetiva, 
com as qualificadoras de natureza objetivas insertas no art. 121, § 
2°, do Código Penal. 
 
Certo. Comentário: HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO (OU 
HOMICÍDIO HÍBRIDO) 
 • É possível a existência do homicídio qualificado-privilegiado (ou 
homicídio híbrido) segundo entendimento amplamente majoritário 
do STF e do STJ. 
 • Prevalece o entendimento que poderá haver compatibilidade 
entre as circunstâncias privilegiadoras e circunstâncias 
qualificadoras, desde que estas sejam de natureza objetiva (incisos 
III e IV, isto é, (1) III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, 
asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa 
resultar perigo comum; e (2) IV - à traição, de emboscada, ou 
mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne 
impossível a defesa do ofendido), pois o privilégio, sempre 
subjetivo, é incompatível com as qualificadoras da mesma 
natureza (isto é: incisos I, II e V). 
 • Por incompatibilidade axiológica e por falta de previsão legal o 
homicídio qualificado-privilegiado não integra o rol dos 
denominados crimes hediondos. 
 
(QUESTÃO 222) Situação hipotética: Telma, sabendo que sua 
genitora, Júlia, apresentava sérios problemas mentais, que 
retiravam dela a capacidade de discernimento, e com o intuito de 
receber a herança decorrente de sua morte, induziu-a a cometer 
suicídio. Em decorrência da conduta de sua filha, Júlia cortou os 
próprios pulsos, mas, apesar das lesões corporais graves sofridas, 
ela não faleceu. Assertiva: Nessa situação, Telma cometeu o crime 
de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio, na forma 
consumada. 
 
Errado. Comentário: Júlia não é mentalmente capaz, ou seja, 
inimputável. O crime do artigo 122 não aceita tentativa. Para a 
questão está correta, era necessário Julia ser capaz. Sendo assim, 
tentativa de homicídio. 
 
(QUESTÃO 223) Situação hipotética: Lucas, descuidadamente, 
sem olhar para trás, deu marcha a ré em seu veículo, em sua 
garagem, e atropelou culposamente seu filho, que faleceu em 
consequência desse ato. Assertiva: Nessa situação, o juiz poderá 
deixar de aplicar a pena, se verificar que as consequências da 
infração atingiram Lucas de forma tão grave que a sanção penal se 
torne desnecessária. 
 
Certo. Comentário: Homicídio simples 
Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos (...) 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de 
aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio 
agente de forma tão grave que a sanção penal se torne 
desnecessária. (Incluído pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977). 
 
(QUESTÃO 224) Segundo entendimento do STJ, do STF e da 
doutrina dominante acerca do direito penal, julgue o item 
subsequente. 
 
Responde pela prática de homicídio qualificado por motivo fútil o 
agente que, em virtude de um desentendimento relacionado à má 
divisão do dinheiro obtido em atividades ilegais, de jogatina, 
ocorrido com a vítima, executa-a mediante disparos de arma de 
fogo, alvejando-lhe o tórax. 
 
Errado. Comentário: Não é nem motivo fútil e nem motivo torpe. 
A doutrina e os tribunais entendem que a DISCUSSÃO ANTERIOR não 
qualifica o crime de homicídio por compreender que este acaba 
sendo ocasionado pelo desentendimento e não guarda mais relação 
direta com a torpeza ou a futilidade. Nesse sentido, se uma pessoa 
mata a outra só porque ela não quis fechar a janela do ônibus, será 
considerado como homicídio qualificado pela futilidade. Agora se 
há uma discussão entre os passageiros e, por causa do 
desentendimento, ocorre o homicídio, fica afastada a 
qualificadora. 
 
Muito cuidado com os comentários que dizem “envolveu dinheiro,é motivo torpe”... Exemplos: - Se mato alguém porque me deve R$ 
1,00 - seria hipótese de motivo fútil (desproporcionalidade entre o 
motivo e a conduta homicida). 
- Se mato alguém porque me deve R$ 5.000,00 - seria hipótese, em 
tese, de motivo torpe (motivo abjeto, muito reprovável 
moralmente, que é a conduta de matar alguém em razão de dívida, 
ou seja, ceifar a vida de alguém por motivos meramente 
econômicos...) 
O motivo fútil está contido dentro da torpeza, mas aquele é mais 
específico porque é gritantemente desproporcional. 
 
(QUESTÃO 225) A respeito do conflito aparente de normas penais, 
dos crimes tentados e consumados, da tipicidade penal, dos tipos 
de imprudência e do arrependimento posterior, julgue o item 
seguinte. 
 
Caso um dependente químico de longa data morra após abusar de 
substância entorpecente vendida por um narcotraficante, este 
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responderá por homicídio culposo, devido à previsibilidade do 
resultado morte nessa hipótese. 
 
Errado. Comentário: O Nexo Causal foi rompido. Não há, neste 
caso, regresso ao infinito. 
imputação objetiva - o resultado só pode ser imputado a quem 
objetivamente o “praticou”. O narcotraficante VENDEU a droga, 
não induziu/ministrou etc. Portanto, não matou. Responde apenas 
pelo crime previsto na Lei 11.343. 
 
(QUESTÃO 226) No crime de homicídio, admite-se a incidência 
concomitante de circunstância qualificadora de caráter objetivo 
referente aos meios e modos de execução com o reconhecimento 
do privilégio, desde que este seja de natureza subjetiva. 
 
Certo. Comentário: o homicídio privilegiado admite somente as 
qualificadoras objetivas, quais sejam: III- com emprego de fogo, 
veneno, tortura, asfixia, explosivo ou outro meio insidioso ou cruel 
ou, ainda, outro que resulte perigo comum 
IV- traição, emboscada, dissimulação ou de outra forma que 
dificulte ou impossibilite a defesa da vítima. 
 
(QUESTÃO 227) O agente que atirar com um revólver em via 
pública no intuito de matar alguém não responderá pelo crime de 
disparo de arma de fogo, mas tão somente pelo crime que ele 
pretendia praticar, ou seja, crime doloso contra a vida. 
 
Certo. Comentário: Princípio da consunção - onde o crime meio é 
absorvido pelo crime. 
Se o crime de porte de arma de fogo foi um meio para a prática de 
um possível crime de tentativa de homicídio, deve aquele ser 
absorvido por este. 
 
(QUESTÃO 228) Considere a seguinte situação hipotética. 
 
Alex agrediu fisicamente seu desafeto Lúcio, causando-lhe vários 
ferimentos, e, durante a briga, decidiu matá-lo, efetuando um 
disparo com sua arma de fogo, sem, contudo, acertá-lo. Nessa 
situação hipotética, Alex responderá pelos crimes de lesão 
corporal em concurso material com tentativa de homicídio. 
 
Errado. Comentário: Nesta questão o examinador tenta confundir 
o candidato, levando-o a pensar que ocorreram dois crimes em 
concurso formal ou material. Não será aplicado o concurso de 
crimes, seja o material, formal ou a continuidade delitiva, e sim o 
princípio da consunção. Pode se falar que houve crime progressivo 
(pelo qual o agente, para alcançar o crime fim, pratica outros fatos 
criminosos) ou progressão criminosa (em que o agente, 
inicialmente, queria o crime menos grave - lesão corporal, e depois 
de consumá-lo, pratica o crime mais grave - homicídio tentado), a 
depender do dolo do agente. Em ambos os casos, aplica-se o 
princípio da consunção, pelo qual o crime mais grave absorve o 
menos grave, razão pela qual o ofensor responde só pelo crime de 
homicídio tentado, por configurar-se a progressão criminosa e 
tratar-se de delito único. 
 
(QUESTÃO 229) Considere que uma mulher, logo após o parto, sob 
a influência do estado puerperal, estrangule seu próprio filho e 
acredite tê-lo matado. Entretanto, o laudo pericial constatou que, 
antes da ação da mãe, a criança já estava morta em decorrência 
de parada cardíaca. Nessa situação, a mãe responderá pelo crime 
de homicídio, com a atenuante de ter agido sob a influência do 
estado puerperal. 
 
Errado. Comentário: No caso em tela, trata-se de crime 
impossível. Art. 17 do CP, a absoluta impropriedade do objeto 
impossibilita a consumação do crime. “Matar” alguém que já está 
morto. 
 
(QUESTÃO 230) Considere a seguinte situação hipotética. Lúcia, 
maior, capaz, no final do expediente, ao abrir o carro no 
estacionamento do local onde trabalhava, percebeu que esquecera 
seu filho de seis meses de idade na cadeirinha de bebê do banco 
traseiro do automóvel, que permanecera fechado durante todo o 
turno de trabalho, fato que causou o falecimento do bebê. Nessa 
situação, Lúcia praticou o crime de abandono de incapaz, na forma 
culposa, qualificado pelo resultado morte. 
 
Errado. Comentário: Abandono de incapaz requer o dolo, não 
admite na forma culposa. O agente responderá por homicídio 
culposo, pois ele tinha por lei a obrigação de cuidado. 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, 
somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a 
ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia 
e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a 
quem: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984). O juiz pode deixar de 
aplicar a pena se entender que as consequências já foram graves o 
bastante para o infrator. 
Artigo 121 
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de 
aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio 
agente de forma tão grave que a sanção penal se torne 
desnecessária. (Incluído pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977). 
 
(QUESTÃO 231) No curso de diligência para a citação pessoal de 
réu em processo criminal, o destinatário da citação apresentou 
documento de identidade de outra pessoa, em que havia 
substituído a fotografia original, com o objetivo de se furtar ao 
ato, o que frustrou o cumprimento da ordem judicial. Assertiva: 
Nesse caso, o citado praticou o crime de falsa identidade. 
 
Errado. Comentário: A falsa identidade só ocorre se o agente se 
faz passar por outra pessoa, sem utilizar documento falso. Se o 
agente se vale de um documento falso para se fazer passar por 
outra pessoa, neste caso, teremos o uso de documento falso. No 
entanto, como no caso em questão o agente é o próprio falsificador 
do documento público, ele responderá por falsificação de 
documento público, sendo o uso do documento falso um mero 
exaurimento do crime de falsificação. 
 
(QUESTÃO 232) A omissão involuntária de despesas de campanha 
eleitoral quando da prestação de contas afasta a eventual 
incidência do crime de falsidade ideológica. 
 
Certo. Comentário: Omissão Involuntária = ausência de dolo 
Como o crime de falsidade ideológica exige dolo específico, é 
possível afastar a incidência desse crime. 
 
(QUESTÃO 233) De acordo com o STJ, a conduta do agente que se 
atribui falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda 
que em situação de alegada autodefesa. 
 
Certo. Comentário: Súmula 522-STJ: A conduta de atribuir-se falsa 
identidade perante autoridade policial é típica, ainda que em 
situação de alegada autodefesa. 
 
(QUESTÃO 234) A fabricação de aparelho destinado à falsificação 
de moeda é fato criminoso, assim como a fabricação de objeto 
destinado à confecção de documentos particulares falsos. 
 
Errado. Comentário: FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR 
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Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular 
ou alterar documento particular verdadeiro: 
Pena - RECLUSÃO, de 1 a 5 anos, e multa. 
ATENÇÃO: NÃO existe o crime de “petrechos de falsificação” para 
documentos particulares, somente para documentos públicos 
(papeis e moeda). 
 
(QUESTÃO 235) Cometerá o delito de falsidade ideológicao 
médico que emitir atestado declarando, falsamente, que 
determinado paciente está acometido por enfermidade. 
 
Errado. Comentário: Falsidade de atestado médico 
Art. 302. Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado 
falso: 
PENA: Detenção, de 1 mês a 1 ano. 
Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-
se também multa. 
 
(QUESTÃO 236) Considere que determinado servidor público, 
prevalecendo-se de seu cargo, tenha falsificado o teor de um 
testamento particular. Nesse caso, o servidor praticou o delito de 
falsificação de documento particular, que não se equipara a 
documento público, e está sujeito ao aumento da pena prevista na 
lei penal. 
 
Errado. Comentário: Falsificação de documento público 
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou 
alterar documento público verdadeiro: 
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. 
§ 1º - Se o agente é funcionário público, e comete o crime 
prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte. 
§ 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o 
emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou 
transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os 
livros mercantis e o testamento particular. 
 
(QUESTÃO 237) Considera-se crime contra a fé pública fraudar 
concurso público para órgão da administração direta do governo 
federal ou vestibular para universidade particular. 
 
Certo. Comentário: FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE 
PÚBLICO 
Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, INDEVIDAMENTE, com o fim de 
beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do 
certame, conteúdo sigiloso de: 
I - concurso público; 
II - avaliação ou exame públicos; 
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior (instituição 
púbica ou privada); 
IV - exame ou processo seletivo previstos em lei: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
§ 1o Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por 
qualquer meio, o acesso de pessoas não autorizadas às informações 
mencionadas no caput. 
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
§ 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido 
por funcionário público. 
 
(QUESTÃO 238) Restituir moeda falsa à circulação, ciente de sua 
falsidade, é crime que admite a modalidade culposa se o agente 
tiver recebido a moeda, de boa-fé, como verdadeira. 
 
Errado. Comentário: Moeda Falsa 
Art. 289 - (...) 
§ 2º - Quem, tendo recebido de boa-fé, como verdadeira, moeda 
falsa ou alterada, a restitui à circulação, depois de conhecer a 
falsidade, é punido com detenção, de seis meses a dois anos, e 
multa. 
 O § 2º prevê uma espécie privilegiada de colocação da moeda falsa 
em circulação. É a hipótese daquele que tendo recebido de boa-
fé, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, à restitui à 
circulação, depois de conhecer a falsidade. 
Primeiramente é de se ressaltar ser imprescindível que o agente 
tenha recebido a moeda de boa-fé (havendo má-fé no momento do 
recebimento, responderá o agente de acordo com o que dispõe no 
parágrafo anterior- § 1° -, mais grave). 
O que ocorre é que o dolo só integra a conduta de repassar a moeda 
que o agente descobriu ser falsa após tê-la recebido. Ainda no que 
tange ao tipo subjetivo, não se admite o dolo eventual, pois o texto 
legal menciona expressamente a necessidade de o agente restituir 
a moeda à circulação depois de conhecer a falsidade. 
Na forma privilegiada a consumação ocorre no momento em que a 
moeda falsa é colocada em circulação, sendo perfeitamente 
possível a tentativa. 
 
(QUESTÃO 239) Considere que Silas, maior, capaz, ao examinar os 
autos do inquérito policial no qual figure como investigado pela 
prática de estelionato, encontre os documentos originais colhidos 
pela autoridade, nos quais seja demonstrada a materialidade do 
delito investigado, e os destrua. Nessa situação, em razão desse 
ato, Silas responderá pelo crime de supressão de documento. 
 
Certo. Comentário: Supressão de documento 
Art. 305 - Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de 
outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular 
verdadeiro, de que não podia dispor: 
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa, se o documento é 
público, e reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento 
é particular. 
 
(QUESTÃO 240) Considere a seguinte situação hipotética. Celso, 
maior, capaz, quando trafegava com seu veículo em via pública, 
foi abordado por policiais militares, que lhe exigiram a 
apresentação dos documentos do veículo e da carteira de 
habilitação. Celso, então, apresentou habilitação falsa. Nessa 
situação, a conduta de Celso é considerada atípica, visto que a 
apresentação do documento falso decorreu de circunstância alheia 
à sua vontade. 
 
Errado. Comentário: Configura crime de uso de documento falso, 
pena a de documento público que é a mesma da falsificação. 
Súmula 522-STJ: A conduta de atribuir-se falsa identidade perante 
autoridade policial é típica, ainda que em situação de alegada 
autodefesa. 
 
(QUESTÃO 241) Com referência ao crime tentado, à desistência 
voluntária e ao crime culposo, julgue o próximo item. relação 
à tentativa, adota-se, no Código Penal, a teoria subjetiva, salvo 
na hipótese de crime de evasão mediante violência contra a 
pessoa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Código penal adota a teoria objetiva! 
Vejamos o ensinamento do Rogério Sanches: Teoria Subjetiva: A 
punição da tentativa deve observar seu aspecto subjetivo do 
delito, da perspectiva do dolo do agente. Sabendo que, seja na 
consumação seja na tentativa, o crime é subjetivamente 
completo, não pode haver, para esta teoria, distinção entre as 
penas nas duas modalidades. A tentativa merece a mesma pena do 
crime consumado. Teoria Objetiva: A punição da tentativa deve 
observar o aspecto objetivo do delito. Apesar de a consumação e 
a tentativa serem subjetivamente completas, esta (tentativa), 
diferente daquela (consumação), é objetivamente inacabada, 
autorizando punição menos rigorosa quando o crime for tentado. 
O nosso Código, como regra, adotou a teoria objetiva, punindo-se 
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a tentativa com a mesma pena do crime consumado, reduzida de 
1/3 a 2/3. Art. 14 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 
7.209, de 11.7.1984) Crime consumado: Tentativa II - tentado, 
quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias 
alheias à vontade do agente. Pena de tentativa. Parágrafo único - 
Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena 
correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois 
terços. Fonte: Manual de direito penal, Rogério Sanches. 
 
(QUESTÃO 242) A respeito do conflito aparente de normas 
penais, dos crimes tentados e consumados, da tipicidade penal, 
dos tipos de imprudência e do arrependimento posterior, julgue 
o item seguinte. O STJ tem firmado entendimento de que, na 
tentativa incruenta de homicídio qualificado, deve-se reduzir a 
pena eventualmente aplicada ao autor do fato em dois terços, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Habeas corpus. substitutivo de recurso 
próprio. crime de tentativa de homicídio qualificado, cometido 
mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (art. 121, § 2.º, 
iv do código penal). paciente participou da empreitada criminosa 
como motorista do atirador. tentativa branca ou incruenta. 
ausência de lesões. diversos disparos de arma de fogo. má 
pontaria. iter criminis não concluído. redução na fração máxima 
de 2/3 (dois terços). precedentes. alegação de prescrição. não 
ocorrência. habeas corpus não conhecido. ordem concedida de 
ofício. [...] III - É fato incontroverso nos autos que a vítima não foi 
atingida pelos disparos de arma de fogo, o que demonstra tentativa 
branca ou incruenta de homicídio qualificado. IV - A 5.ª Turma do 
Superior Tribunal de Justiça tem orientaçãofirmada no sentido de 
que no crime de homicídio, em que a vítima não é atingida por 
circunstâncias alheias à vontade do agente, escapando ilesa ou sem 
graves lesões, o iter criminis percorre seu estágio inicial, o que 
impõe a fixação da redução pela tentativa em sua fração máxima 
de 2/3 (dois terços). Precedentes. [...] (STJ, Relator: Ministra 
Regina helena costa, data de julgamento: 17/12/2013, t5 - quinta 
turma). 
 
(QUESTÃO 243) A respeito de tipicidade, ilicitude, imputabilidade 
e crimes previstos na Lei n.º 8.666/1993. Um crime é enquadrado 
na modalidade de delito tentado quando, ultrapassada a fase 
de sua cogitação, inicia-se, de imediato, a fase dos respectivos 
atos preparatórios, tais como a aquisição de arma de fogo para 
a prática de planejado homicídio, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: O crime tentado só começa a ser punido a 
partir do momento em que são realizados os atos de EXECUÇÃO (3ª 
fase do "caminho do crime"). No iter criminis temos 4 fases: 1- 
Cogitação - fase interna (está na cabeça do agente, não há 
punição). 2- Preparação - fase externa (esta fase é 
excepcionalmente punida, é o caso do crime de quadrilha ou bando 
- art. 288, CP - em que os agentes ainda não realizaram o crime, 
mas estão reunidos para tanto). 3- Execução - fase externa (aqui 
já pune o agente, se a execução foi interrompida, aí precisamos 
analisar qual foi o motivo dessa interrupção: p. ex. tentativa, 
desistência voluntária, arrependimento eficaz), porque nesta 
situação teremos uma consequência jurídica, qual seja, redução 
de pena, responder pelo resultado menos grave, isso obviamente 
vai depender de cada situação. 4- Consumação - fase externa 
(nesse momento, não há dúvida acerca da punição do agente, a 
menos que haja uma excludente de tipicidade, ilicitude, 
culpabilidade ou alguma escusa absolutória. Mas, de qualquer 
forma houve a consumação do delito). 
 
(QUESTÃO 244) No que concerne a infração penal, fato típico e 
seus elementos, formas consumadas e tentadas do crime, 
culpabilidade, ilicitude e imputabilidade penal. Considere que 
Aldo, penalmente capaz, após ser fisicamente agredido por 
Jeremias, tenha comprado um revólver e, após municiá-lo, tenha 
ido ao local de trabalho de seu desafeto, sem, no entanto, o 
encontrar. Considere, ainda, que, sem desistir de seu intento, Aldo 
tenha se posicionado no caminho habitualmente utilizado por 
Jeremias, que, sem nada saber, tomou direção diversa. Flagrado 
pela polícia no momento em que esperava por Jeremias, Aldo 
entregou a arma que portava e narrou que pretendia atirar em seu 
desafeto. 
 
Nessa situação, Aldo responderá por tentativa imperfeita de 
homicídio, com pena reduzida de um a dois terços. 
 
Errado. Comentário: O iter criminis ou o caminho que é 
percorrido até que o crime se consume pode ser dividido em uma 
fase interna e outra fase externa. A fase interna se subdivide em 
cogitação, deliberação e resolução, que ocorrem no âmbito da 
mente do agente. Já a fase externa, que se apresenta por meio de 
atos, constitui-se da manifestação, da preparação e da execução. 
Segundo dispõe o inciso II do art. 14 do Código Penal: “Art. 14 - 
Diz-se o crime: (...) II – tentado, quando, iniciada a execução, não 
se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.”. 
Nesses termos, os atos preparatórios ainda que inequivocamente 
reveladores da intenção do agente, no caso, o posicionamento do 
agente no caminho normalmente utilizado pelo seu desafeto, não 
são puníveis nem a título de tentativa. Nosso código, que adotou 
critério lógico-formal, apenas pune a título de tentativa quando o 
agente tiver praticado os atos executórios do delito, mas não 
atingiu o resultado por circunstâncias alheias a sua vontade. A fim 
de se aferir se os atos executórios foram iniciados deve-se levar 
em conta se os atos praticados pelo agente eram aptos a provocar, 
caso não fossem interrompidos, o resultado pretendido pelo 
agente. Assim, no caso, não há sequer que se falar em tentativa 
imperfeita, na qual o agente é impedido de realizar todos os atos 
executórios que visava perfazer com o intuito de atingir o resultado 
por ele inicialmente visado. 
 
(QUESTÃO 245) Com base no direito penal. Na tentativa perfeita, 
ou tentativa propriamente dita, o agente não consegue 
praticar todos os atos executórios necessários à consumação do 
crime, sendo o processo executório interrompido por 
interferências externas, alheias à vontade do agente, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A tentativa perfeita é aquela em que os 
agentes executam todos os atos executórios que planejara para a 
consumação do crime. A tentativa imperfeita é aquela em que por 
algum motivo o agente não consegue praticar todos os atos 
executórios. Tratando-se de tentativa, em ambos os casos, ou seja, 
na tentativa perfeita e imperfeita, o resultado não ocorre por 
motivos alheios à vontade do agente. 
 
(QUESTÃO 246) Acerca do iter criminis e do crime. Os atos de 
cogitação materialmente não concretizados são impuníveis em 
quaisquer hipóteses, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão diz claramente que " cogitação 
materialmente não concretizada" logo: cogitação material = 
pensar; meditar; refletir como não foi concretizada, não foi 
externalizada, não foi se quer colocado em preparação, portanto 
não será crime e não há de se falar em punição. 
 
(QUESTÃO 247) Acerca do fato típico e de seus elementos. Quanto 
à punição do delito na modalidade tentada, o CP adotou a 
teoria subjetiva. 
Errado. Comentário: Há duas teorias principais acerca da punição 
dos delitos na modalidade tentada: (i) Teoria Subjetiva – a 
tentativa deve ser punida da mesma forma que o crime 
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consumado, pois o que vale é a intenção do agente; (ii) Teoria 
Objetiva ou Realística – a tentativa deve ser punida de forma mais 
branda que o crime consumado, pois objetivamente produziu um 
mal menor. É a Teoria Objetiva ou Realística é a adotada pelo 
nosso CP. 
 
(QUESTÃO 248) Relativo ao instituto da tentativa. No que 
concerne à punibilidade da tentativa, o Código Penal adota a 
teoria objetiva, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Doutrina: A punibilidade da tentativa é 
disciplinada pelo art. 14, parágrafo único. E, nesse campo, o 
Código Penal acolheu como regra a teoria objetiva, realística ou 
dualista, ao determinar que a pena da tentativa deve ser 
correspondente à pena do crime consumado, diminuída de 1 (um) 
a 2/3 (dois terços). Como o desvalor do resultado é menor quando 
comparado ao do crime consumado, o conatus deve suportar uma 
punição mais branda. Excepcionalmente, entretanto, é aceita a 
teoria subjetiva, voluntarística ou monista, consagrada pela 
expressão “salvo disposição em contrário”. (Fonte: Cleber Rogério 
Masson - Direito Penal Esquematizado). 
 
(QUESTÃO 249) Acerca dos crimes contra a fé pública. O direito 
penal não pune os atos meramente preparatórios do crime, 
razão pela qual é atípica a conduta de quem simplesmente 
guarda aparelho especialmente destinado à falsificação de 
moeda sem efetivamente praticar o delito, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Código Penal: Petrechos para Falsificação 
de Moeda. Art. 291- Fabricar, adquirir, fornecer, a título oneroso 
ou gratuito, possuir ou guardar maquinismo, aparelho, instrumento 
ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de 
moeda: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 
 
(QUESTÃO 250) Em cada um dos itens seguintes, é apresentada 
uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. 
Marcelo, com intenção de matar, efetuou três tiros em direção 
a Rogério. No entanto, acertou apenas um deles. Logo em 
seguida, um policial que passava pelo local levou Rogério ao 
hospital, salvando-o da morte. 
 
Nessa situação, o crime praticado por Marcelo foi tentado, 
sendo correto afirmar que houve adequação típica mediata. 
 
Certo.Comentário: A adequação típica imediata e a adequação 
típica perfeita, ou seja, a conduta corresponde ao tipo penal, ao 
passo que na adequação típica mediata é necessária uma norma de 
extensão para adequação típica, que no caso utilizou-se do artigo 
14, inciso II do Código Penal. 
 
(QUESTÃO 251) Analise o enunciado da questão. Nos crimes 
contra a dignidade sexual, tratando-se da vítima menor de 14 
anos, ou enferma ou deficiente mental sem o necessário 
discernimento para o ato, a situação em que o proxeneta e o 
cliente que pratica a conjunção carnal enquadram-se no delito 
de estupro de vulnerável; enquanto o proprietário, o gerente 
ou o responsável pelo local responderão, tão somente, pelo 
crime de favorecimento à prostituição, na modalidade de 
conduta equiparada. Já, quando a vítima explorada 
sexualmente for menor de 18 e maior de 14 anos, o cliente que 
pratica a conjunção carnal responderá pelo crime de 
favorecimento à prostituição, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão está muito confusa, sim, mas 
dividindo fica mais simples. 
1ª parte: Nos crimes contra a dignidade sexual, tratando-se da 
vítima menor de 14 anos, ou enferma ou deficiente mental sem o 
necessário discernimento para o ato, a situação em que o 
proxeneta e o cliente que pratica a conjunção carnal enquadram-
se no delito de estupro de vulnerável; 
Quem pratica a conjunção é o cliente, o cliente responde pelo 217-
A. O proxeneta (agenciador) nesse caso é partícipe do crime 217-
A, com auxílio moral ou material e assim, deve responder na 
medida de sua culpabilidade (art. 29, CP) pelo mesmo crime. 
2ª parte - enquanto o proprietário, o gerente ou o responsável pelo 
local responderão, tão somente, pelo crime de favorecimento à 
prostituição, na modalidade de conduta equiparada. Certa e a mais 
vertiginosa ao meu ver. 
Caso não fosse prevista conduta típica para tais pessoas, forçaria 
a barra e pela teoria monista eles também responderiam pelo 217-
A. Mas como expressamente se tipifica a conduta (218-B, par. 2°, 
II, CP) e o nexo causal fica prejudicado, quem é dono da Wiskeria 
(bordel), gerente ou responsável pelo local, mesmo que não esteja 
no momento, responde pelo 218-B "submeter, induzir ou atrair a 
prostituição ou outra forma de exploração sexual pessoa menor de 
18 anos (aqui não fala em vulnerável, maior de 14 etc), somente 
menor de 18. Ou seja, quem exerce as funções acima (proprietário, 
gerente, responsável) e tem menores de 18 anos se prostituindo ou 
outra forma de exploração respondem pelo 218-B (figura 
equiparada). 
3ª parte - Já, quando a vítima explorada sexualmente for menor 
de 18 e maior de 14 anos, o cliente que pratica a conjunção carnal 
responderá pelo crime de favorecimento à prostituição. Certa. 
Essa é mais fácil e se fundamenta expressamente no art. 218-B, 
par. 2°, I, CP. 
 
(QUESTÃO 252) Em cada um nos itens seguintes, é apresentada 
uma situação hipotética. Geraldo, maior, capaz, constrangeu 
Suzana, de dezessete anos de idade, mediante violência e 
grave ameaça, a manter com ele relações sexuais, em mais de 
uma ocasião e de igual modo. Na terceira investida do agente 
contra a vítima, em idênticas circunstâncias e forma de 
execução, constrangeu-a à prática de múltiplos atos 
libidinosos, diversos da conjunção carnal. Todos os fatos 
ocorreram no decurso do mês de setembro de 2010. Nessa 
situação, admite-se o benefício do crime continuado, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O instituto do crime continuado é uma ficção 
jurídica que exigindo o cumprimento de requisitos objetivos 
(mesma espécie, condições de tempo, lugar, maneira de execução 
e outras semelhantes) equiparam a realização de vários crimes a 
um só. Foi concebido manifestamente em benefício do acusado. É 
causa especial de aumento de pena (majorante), pois "aplica-se-
lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se 
diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois 
terços". A jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça 
propugna que o lapso temporal superior a 30 (trinta) dias entre os 
crimes praticados pelo mesmo agente elide a aplicação da 
continuidade delitiva (art. 71 do CP) e faz incidir a regra do 
concurso material (art. 69 do CP). No caso esse prazo de trinta dias 
não foi superado incidindo a regra do crime continuado. 
 
(QUESTÃO 253) Acerca das ações penais públicas e privadas e da 
extinção da punibilidade. Segundo entendimento sumulado do 
STF, nos crimes de estupro, por ser este hediondo em todas as 
suas modalidades, a ação penal respectiva é pública 
incondicionada, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Lei 12.015/09, a regra para os crimes 
sexuais era a ação penal privada. Hoje, a regra é ação penal 
pública condicionada à representação. Dessa regra atual, há 
apenas duas exceções: a) Vítima menor de 18 anos: ação penal 
pública incondicionada; b) Pessoa vulnerável: ação penal pública 
incondicionada. 
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(QUESTÃO 254) Acerca da ação penal nos crimes contra os 
costumes. Na hipótese de crime contra os costumes, a 
qualidade de prostituta, por si só, afasta a incidência do crime 
de estupro, não podendo a mulher, em razão do seu 
comportamento social, recusar o parceiro sexual, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Lei 8.072 de 1990 Art. 1o São considerados 
hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no CP consumados 
ou tentados: V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o); Art. 213 
CP: Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a 
ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se 
pratique outro ato libidinoso: Pena - reclusão de 6 a 10 anos. 
Estupro. auto de exame de corpo de delito. valor. em se tratando 
de vítima prostituta, de onde se presume a frequência nas relações 
sexuais, inexige-se a presença de lesões genitais para a 
comprovação do delito de estupro. palavra da vítima. valor. o fato 
de a vítima ser prostituta em nada invalida as declarações 
prestadas, quando verificado que estas se apresentam em plena 
consonância com todo o conjunto probatório. prova suficiente. 
condenação mantida. (Apelação Crime Nº 696106400, Primeira 
Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Egon Wilde, 
Julgado em 16/10/1996). 
 
(QUESTÃO 255) Em decorrência das recentes alterações 
legislativas referentes a política criminal no cenário dos crimes 
sexuais. Considere a seguinte situação hipotética. Bruno, 
penalmente responsável, induziu uma menina de treze anos de 
idade à prática de prostituição, obtendo, com isso, vantagem 
econômica em face de clientes eventualmente angariados para 
a menor. Nessa situação hipotética, a conduta de Bruno 
caracteriza o crime de favorecimento da prostituição e 
exploração sexual de vulnerável, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Somente os menores de 18 anos e maiores 
de 14 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não 
tenham o necessário discernimento para a prática do ato é que 
podem ser sujeitos passivos do delito de favorecimento da 
prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável 
(art. 218-B). Quando um menor de 14 anos for induzido à 
prostituição, a pessoa que induzir será partícipe do crime de 
estupro de vulnerável (art. 217-A). Art. 29 - Quem, de qualquer 
modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, 
na medida de sua culpabilidade. 
 
(QUESTÃO 256) Em decorrência das recentes alterações 
legislativas referentes a política criminal no cenário dos crimes 
sexuais. A redação da nova lei que tipifica os crimes contra a 
dignidade sexual superou as controvérsias em relação à 
consideração do estupro como crime hediondo, deixando claro 
o seu caráter de hediondez tanto na forma simples quanto nas 
formas qualificadas pelo resultado, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: O estupro, consumado ou tentado, em 
qualquer das suas espécies – simples ou qualificadas– é crime 
hediondo, nos termos do art. 1.º, inc. V, da Lei 8.072/1990 .STF: 
HC 99.808/RS, rel. Min. Gilmar Mendes, 2.ª Turma, j. 21.09.2010; 
e STJ: HC 136.935/MS, rel. Min. Gilson Dipp, 5.ª Turma, j. 
21.09.2010. 
 
(QUESTÃO 257) Em decorrência das recentes alterações 
legislativas referentes a política criminal no cenário dos crimes 
sexuais. Considere a seguinte situação hipotética. Determinado 
cidadão, penalmente responsável, estabeleceu em determinada 
cidade, e com evidente intuito lucrativo, uma casa destinada a 
encontros libidinosos e outras formas de exploração sexual, 
facilitando, com isso, a prostituição. Na data de inauguração da 
casa, a polícia, em ação conjunta com fiscais do município, 
interditaram o estabelecimento, impedindo, de pronto, o seu 
funcionamento. Nessa situação hipotética, a conduta do cidadão 
caracteriza a figura tentada do crime anteriormente definido como 
casa de prostituição, nos moldes do atual art. 229 do Código Penal, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Casa de prostituição (Manter -> ideia de 
Habitualidade -> Não admite forma tentada). Art. 229. Manter, por 
conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra 
exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação 
direta do proprietário ou gerente: Pena - RECLUSÃO, de 2 a 5 anos, 
e multa. Parte superior do formulário. 
 
(QUESTÃO 258) Com relação aos crimes contra a pessoa, contra 
o patrimônio e contra a dignidade sexual. Considere que Silas, 
maior, capaz, motorista de caminhão, tenha praticado 
conjunção carnal com Lúcia, de dezessete anos de idade, após 
tê-la conhecido em uma boate às margens da rodovia, 
conhecido ponto de prostituição. Nessa situação hipotética, o 
erro em relação à menoridade da vítima elide o dolo e afasta 
a tipicidade, e, caso Silas tenha atuado na dúvida, resta 
caracterizado o delito de exploração sexual de vulnerável, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Silas irá ser processado porque a vítima, em 
tese, entregava-se à prostituição, assim responde por este crime, 
pois a mesma tinha entre 14 e 18 anos. Diferentemente seria a 
situação em que Silas conhecera a garota em uma festa e com ela 
praticasse ato sexual, mesmo sendo 17 anos, pois resta configurada 
neste caso conduta atípica. 
 
(QUESTÃO 259) Com base no direito penal. Nos crimes contra a 
dignidade sexual, consoante entendimento dos tribunais 
superiores, caso o agente pratique mais de uma das condutas 
previstas no crime de estupro, o juiz está autorizado a 
condená-lo por concurso material, ainda que praticado contra 
a mesma vítima, vedada a aplicação da continuidade delitiva, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Antes da reforma da Lei 12.015/09, a 
prática de conjunção carnal e outro ato libidinoso, no mesmo ato, 
configura concurso material de crimes. Atualmente, caso o agente 
pratique ambas as condutas, teremos um crime único (pois se trata 
de crime plurinuclear), mas o Juiz pode agravar a pena base em 
razão da prática de mais de um núcleo do tipo penal. 
 
(QUESTÃO 260) No que se refere aos crimes contra o 
patrimônio, contra a dignidade sexual e contra a fé e a 
administração pública. Cometerá o crime de estupro a mulher 
que constranger homem, mediante grave ameaça, a com ela 
praticar conjunção carnal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Com redação dada pela Lei nº 12.015, de 
2009, o artigo do Código Penal que definia estupro foi mudado. 
Antigamente tínhamos estupro e atentado violento ao pudor, bem 
como apenas mulheres podiam ser estupradas. E mais: o estupro 
apenas ocorria se houvesse penetração vaginal. A nova lei diz: 
“Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave 
ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com 
ele se pratique outro ato libidinoso (...)” Reparem que a nova regra 
ampliou a atuação do dispositivo, ao passo que não mais faz a 
distinção entre homens e mulheres. Em outras palavras qualquer 
conjunção carnal ou ato libidinoso feito de forma forçada é 
considerado um estupro, não importando o sexo da vítima e do 
criminoso. 
 
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(QUESTÃO 261) Acerca do direito penal brasileiro, julgue o item 
subsequente. 
 
Os crimes contra a administração pública são classificados como 
crimes próprios, tendo em vista que é elementar do delito o sujeito 
ativo ser funcionário público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A banca delimitou os crimes contra a 
administração pública àqueles em que se tem como sujeito ativo o 
funcionário público, que são crimes próprios, portanto a questão 
está correta. Tal como Justifica a banca: "mantido. O item refere-
se apenas aos crimes contra a administração pública em que é 
elementar do delito a condição de sujeito ativo do funcionário 
público, isto é, crimes praticados por funcionário público contra a 
administração em geral." 
 
(QUESTÃO 262) TEXTO: X, funcionário público, mediante prévio 
concerto de vontades e unidade de desígnios com Y, advogado, 
apropriou-se da importância de R$ 100.000,00, que havia recebido 
e da qual tinha a posse em razão do ofício e de mandamento legal. 
Em face disso, a autoridade policial instaurou inquérito policial, 
com base no qual o Ministério Público apresentou denúncia, que 
foi recebida de pronto pelo magistrado competente. Julgue o item 
a seguir, relativo à situação hipotética apresentada. Para a 
configuração do peculato, é irrelevante ser particular o dinheiro 
apropriado, bastando que X tenha tido a posse em razão de lei e 
cargo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público 
de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou 
particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, 
em proveito próprio ou alheio 
 
(QUESTÃO 263) X, funcionário público, mediante prévio concerto 
de vontades e unidade de desígnios com Y, advogado, apropriou-
se da importância de R$ 100.000,00, que havia recebido e da qual 
tinha a posse em razão do ofício e de mandamento legal. Em face 
disso, a autoridade policial instaurou inquérito policial, com base 
no qual o Ministério Público apresentou denúncia, que foi recebida 
de pronto pelo magistrado competente. Julgue o item a seguir, 
relativo à situação hipotética apresentada. X e Y deveriam 
responder pelo crime de peculato, pois a qualidade de funcionário 
público comunica-se ao particular que seja partícipe, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Parte superior do formulário. Trata-se de 
crime de concurso necessário, pois reclama a presença de ao 
menos 2 pessoas: o particular e o funcionário público. Há a 
necessidade de imputação do peculato a todos os sujeitos que de 
qualquer modo concorram para o crime, sejam eles funcionários 
públicos ("intraneus") ou particulares ("extraneus"). Apesar de a 
qualidade de funcionário público ter natureza pessoal, comunica-
se a todos os agentes, por se tratar de elementar do delito (CP, 
art. 30). Observação: caso a atitude do funcionário público ocorra 
de forma culposa (negligência, imperícia), haverá peculato culposo 
para o funcionário público (CP, art. 312, par. 2) e furto para o 
particular (CP, art. 155), não havendo neste caso concurso de 
pessoas. Ex: funcionário público esquece de trancar a porta e 
particular entra e subtrai bens. (Adaptado de: Direito Penal 
Esquematizado - parte especial - Vol. 3 - 2 edição -Cleber Masson 
- pág. 590). 
 
(QUESTÃO 264) Em cada um dos itens que se seguem, é 
apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a 
ser julgada. Lindomar foi recentemente contratado por uma 
autarquia federal para exercer função que envolve exercício de 
poder de polícia, sendo que tal contratação se deu mediante 
contrato por tempo determinado para atender necessidade 
temporária de excepcional interesse público. Posteriormente, ele 
praticou conduta penalmente tipificada como peculato. Nessa 
situação, apesarde não ocupar cargo nem emprego públicos, 
Lindomar poderá vir a ser penalmente condenado por crime de 
peculato, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 327, § 1º CP- Equipara-se a funcionário 
público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade para 
estatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço 
contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da 
Administração Pública. 
 
(QUESTÃO 265) Em cada um dos itens que se seguem, é 
apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a 
ser julgada. Um policial militar prendeu em flagrante um 
traficante de drogas e prometeu libertá-lo imediatamente, em 
troca do pagamento de cinquenta mil reais. Nesse caso, o policial 
é sujeito ativo do crime de corrupção passiva, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Corrupção passiva, Art. 317 CP- Solicitar ou 
receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda 
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, 
vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem. 
 
(QUESTÃO 266) Em cada um dos itens que se seguem, é 
apresentada uma situação hipotética. Na qualidade de perito 
criminal federal, Oscar avaliou a autenticidade da assinatura 
de um dos indiciados em inquérito que apurava caso de 
lavagem de dinheiro. Apesar de considerar que a assinatura era 
autêntica, Oscar estava convencido de que o indiciado havia 
sido coagido a assinar o referido documento, motivo pelo qual, 
em seu laudo pericial, atestou a falsidade da assinatura. Nessa 
situação, Oscar cometeu crime de condescendência criminosa, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Trata-se do crime de falso testemunho ou 
falsa perícia. Falso testemunho ou falsa perícia. Art. 342. Fazer 
afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade. 
 
(QUESTÃO 267) Em cada um dos itens a seguir é apresentada uma 
situação hipotética. Foi aberto inquérito, na polícia federal, 
para investigar a participação de um célebre ator de televisão 
em crime de tráfico de substância entorpecente. Sabendo que 
essa investigação atrairia a atenção da mídia, um agente de 
polícia federal informou jornalistas das suspeitas existentes 
contra o referido ator, mostrando a eles os autos do inquérito 
policial em curso, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Violação de sigilo funcional. Art. 325 - Revelar 
fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer 
em segredo, ou facilitar-lhe a revelação. 
 
(QUESTÃO 268) A respeito dos crimes contra o patrimônio e contra 
a administração pública. Considere a seguinte situação 
hipotética. Tancredo recebeu, para si, R$ 2.000,00 entregues 
por Fernando, em razão da sua função pública de agente da 
Polícia Federal, para praticar ato legal, que lhe competia, 
como forma de agrado. Nessa situação, Tancredo não 
responderá pelo crime de corrupção passiva, o qual, para se 
consumar, tem como elementar do tipo a ilegalidade do ato 
praticado pelo funcionário público, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Pois há o crime ainda que a vantagem 
indevida seja entregue ao funcionário para a prática de ato legal, 
pois a tipificação do crime visa resguardar a probidade 
administrativa. O tipo previsto no art. 317 não tem como 
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46 
 
elementar a ilegalidade do ato. Corrupção passiva Art. 317 - 
Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou 
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, 
mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal 
vantagem: Pena - reclusão, de 1 a 8 anos, e multa 
 
(QUESTÃO 269) A respeito dos crimes contra o patrimônio e contra 
a administração pública. Caso um policial federal preste ajuda a 
um contrabandista para que este ingresse no país e concretize 
um contrabando, consumar-se-á o crime de facilitação de 
contrabando, ainda que o contrabandista não consiga ingressar 
no país com a mercadoria, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O delito de facilitação ao contrabando ou 
descaminho art. 318, CP) é meramente formal, prescindindo para 
sua consumação do resultado material do contrabando ou 
descaminho. 
 
(QUESTÃO 270) No que concerne a crimes. O agente de polícia 
que deixar de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a 
telefone celular, permitindo que este mantenha contato com 
pessoas fora do estabelecimento prisional, cometerá o crime 
de condescendência criminosa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Dos Crimes Contra a Administração Pública. 
Prevaricação Imprópria Art. 319-A: "Deixar o Diretor de 
Penitenciária e/ou agente público de cumprir seu dever de vedar 
ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que 
permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente 
externo" Condescendência criminosa: Art. 320, CP "Deixar o 
funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que 
cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte 
competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade 
competente." 
DIREITO PROCESSUAL PENAL 
 
(QUESTÃO 271) Com relação a prisão temporária, normas dos 
juizados especiais criminais e questões e processos incidentes no 
processo penal, julgue o item subsecutivo. 
 
A prisão temporária pode ser decretada pelo juiz, de ofício, pelo 
prazo de cinco dias, prorrogável, excepcionalmente, por igual 
período em caso de extrema e comprovada necessidade para as 
investigações policiais. 
 
Errado. Comentário: Art. 2° A prisão temporária será decretada 
pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de 
requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) 
dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e 
comprovada necessidade. A prisão temporária é medida cautelar 
que não admite decretação de ofício. 
 
(QUESTÃO 272) O STJ consolidou entendimento no sentido de que 
os atos infracionais anteriormente praticados pelo réu não servem 
como argumento para embasar a decretação de prisão preventiva. 
 
Errado. Comentário: A prática de atos infracionais anteriores 
serve para justificar a decretação ou manutenção da prisão 
preventiva como garantia da ordem pública, considerando que 
indicam que a personalidade do agente é voltada à criminalidade, 
havendo fundado receio de reiteração. Não é qualquer ato 
infracional, em qualquer circunstância, que pode ser utilizado para 
caracterizar a periculosidade e justificar a prisão antes da 
sentença. É necessário que o magistrado analise: a) a gravidade 
específica do ato infracional cometido; b) o tempo decorrido entre 
o ato infracional e o crime; e c) a comprovação efetiva da 
ocorrência do ato infracional. STJ. 3ª Seção. RHC 63.855-MG, Rel. 
Min. Nefi Cordeiro, Rel. para acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, 
julgado em 11/5/2016 (Info 585). 
 
(QUESTÃO 273) João, aproveitando-se de distração de Marcos, 
juiz de direito, subtraiu para si uma sacola de roupas usadas a ele 
pertencentes. Marcos pretendia doá-las a instituição de caridade. 
João foi perseguido e preso em flagrante delito por policiais que 
presenciaram o ato. Instaurado e concluído o inquérito policial, o 
Ministério Público não ofereceu denúncia nem praticou qualquer 
ato no prazo legal. 
Considerando a situação hipotética descrita, julgue o item a 
seguir. 
O prazo previsto para que a autoridade policial comunique a prisão 
de João ao juiz competente é de cinco dias. 
 
Errado. Comentário: Comunicação: Imediatamente. 
Auto da prisão em flagrante: até 24h após prisão em flagrante. 
 
(QUESTÃO 274) Com relação à prisão, julgue o próximo item. 
 
A prisão preventiva, medida excepcional, nos termos do Código de 
Processo Penal, pode ser automaticamente decretada em caso de 
descumprimento de medida protetiva de urgência relativa a crime 
que envolva violência doméstica contra a mulher. 
 
Errado. Comentário: O erro da questão está em 
AUTOMATICAMENTE. É vedada a prisão automática. Vale ressaltar 
ainda que a prisão preventivadeve ser imposta em última ratio, ou 
seja, quando demonstrada inadequadas ou insuficientes as 
medidas cautelares diversa da prisão. 
§ 4o No caso de descumprimento de qualquer das obrigações 
impostas, o juiz, de ofício ou mediante requerimento do Ministério 
Público, de seu assistente ou do querelante, poderá substituir a 
medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar 
a prisão preventiva (art. 312, parágrafo único). 
 -->Descumprida cautelar: 
1º) Substituição 
2º) Cumulação com outra cautelar 
3º) Preventiva 
 
(QUESTÃO 275) A prisão temporária somente poderá ser 
decretada em situações excepcionais, quando for imprescindível 
para a realização de diligências investigatórias ou para a obtenção 
de provas durante o processo judicial. 
 
Errado. Comentário: A prisão temporária somente pode ser 
decretada durante a fase investigatória (ou seja, durante o 
inquérito policial). O erro da questão está em falar que cabe 
temporária durante o processo judicial, e não cabe. 
 
(QUESTÃO 276) A gravidade abstrata do crime serve à 
fundamentação da prisão preventiva, segundo entendimento 
assente nos tribunais superiores. 
 
Errado. Comentário: A gravidade em abstrato do delito não é 
fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva, 
conforme entendimento consolidado do STJ: 
(…) 2. A menção do magistrado, pura e simples, a conjecturas a 
respeito da gravidade abstrata do crime, sem a incidência de 
nenhum elemento concreto, não é suficiente para decretar a 
prisão preventiva do acusado. Se assim fosse, a prisão provisória 
passaria a ter caráter de prisão obrigatória. 
(…) (RHC 55.825/RJ, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA 
TURMA, julgado em 19/03/2015, DJe 07/04/2015) 
A questão em tese, na verdade, pede o conhecimento do candidato 
quanto aos requisitos para a prisão preventiva, sendo o Fumus 
Comissi Delicti e o Periculum Libertatis, tendo como necessidade, 
segundo Aury Lopes, uma “fumaça densa, cumprindo os requisitos 
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47 
 
quanto a tipicidade, antijuridicidade e a culpabilidade, caso um 
desses falte não há possibilidade da preventiva. 
Fumus comissi delict - Provas da existência do delito e de autoria 
Pericullum libertatis - Garantia da ordem pública, Garantia da 
ordem econômica, Conveniência da Instrução/ Investigação 
criminal, Aplicação da lei penal. 
 
(QUESTÃO 277) A garantia da ordem pública é o primeiro 
fundamento para a decretação da prisão preventiva, evitando-se 
com a medida que o delinquente pratique novos crimes contra a 
vítima ou contra qualquer outra pessoa, quer porque seja 
acentuadamente propenso à prática delituosa, quer porque, em 
liberdade, encontrará os mesmos estímulos relacionados com a 
infração cometida. 
 
Certo. Comentário: PRESSUPOSTOS: (Fumus comissi delicti) 
- Prova da Existência do Crime (MATERIALIDADE) 
- Indícios Suficientes de Autoria 
 
HIPÓTESES DE ADMISSIBILIDADE: (Periculum libertatis) 
a) Garantia da Ordem Pública 
b) Garantia da Ordem Econômica 
c) Garantia da Aplicação da Lei Penal 
d) Conveniência da Instrução Criminal 
e) Descumprimento de Medidas Cautelares Impostas 
 
(QUESTÃO 278) Uma vez informado o nome e o endereço de seu 
advogado pelo autuado, não haverá necessidade de comunicação 
da DP a respeito da prisão em flagrante. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o art. 306 do CPP. A prisão de 
qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados 
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à 
família do preso ou à pessoa por ele indicada. 
 § 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, 
será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em 
flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, 
cópia integral para a Defensoria Pública. 
 
(QUESTÃO 279) Em regra, não se admite a decretação de prisão 
preventiva em caso de acusação pela prática de crimes culposos. 
 
Certo. Comentário: A prisão preventiva só será admitida: 
a. na prática de crime doloso, desde que seja punido com PPL 
superior a 4 anos. 
b. condenado por outro crime doloso transitado em julgado. 
c. crime envolver violência doméstica ou familiar contra mulher, 
criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, 
para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. 
d. dúvida sobre identidade civil da pessoa ou quando esta não 
fornecer elementos suficientes para esclarecê-la. 
Cabe observar que existem exceções: mesmo diante de crimes 
culposos quando houver fundada dúvida sobre a identidade civil da 
pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para 
esclarecê-la, caberá a preventiva. 
 
(QUESTÃO 280) A existência de prova concludente da autoria 
delitiva constitui requisito indispensável para a decretação da 
prisão preventiva. 
 
Errado. Comentário: O QUE É INDISPENSÁVEL É A PROVA DE 
MATERIALIDADE DO CRIME. Ou seja, deve ter a certeza que o crime 
ocorreu E INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA, não concludentes 
(que vem de conclusão, certeza). 
 
(QUESTÃO 281) Acerca dos sistemas de apreciação de provas e da 
licitude dos meios de prova, julgue o item subsequente. 
 
Situação hipotética: Arnaldo, empresário, gravou, com seu 
telefone celular, uma ligação recebida de fiscal ligado a uma 
autarquia a respeito da liberação de empreendimento da 
sociedade empresária da qual Arnaldo era sócio. Na conversa 
gravada, o fiscal exigiu para si vantagem financeira como condição 
para a liberação do empreendimento. Assertiva: Nessa situação, 
de acordo com o STF, o referido meio de prova é ilícito por violar 
o direito à privacidade, não servindo, portanto, para embasar ação 
penal contra o fiscal. 
 
Errado. Comentário: Jurisprudência: É pacífico na jurisprudência 
do STF o entendimento de que não há ilicitude em gravação 
telefônica realizada por um dos interlocutores sem o conhecimento 
do outro, podendo ela ser utilizada como prova em processo 
judicial. 2. O STF, em caso análogo, decidiu que é admissível o uso, 
como meio de prova, de gravação ambiental realizada por um dos 
interlocutores sem o conhecimento do outro (RE 583937 QO-RG, 
Relator(a) Min. CEZAR PELUSO, DJe de 18-12-2009). 3. Agravo 
regimental a que se nega provimento. (AI 602724 AgR-segundo, 
Relator(a) Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 
06/08/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-164 DIVULG 21-08-2013 
PUBLIC 22-08-2013). 
 
(QUESTÃO 282) Embora o ordenamento jurídico brasileiro tenha 
adotado o sistema da persuasão racional para a apreciação de 
provas judiciais, o CPP remete ao sistema da prova tarifada, como, 
por exemplo, quando da necessidade de se provar o estado das 
pessoas por meio de documentos indicados pela lei civil. 
 
Certo. Comentário: Apesar de o Sistema Tarifado de Provas não 
ser a regra, é adotado excepcionalmente no Direito Processual 
Penal Brasileiro em relação aos crimes não transeuntes (que 
deixam vestígios) e em relação ao estado das pessoas: 
• CPP, Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será 
indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não 
podendo supri-lo a confissão do acusado. 
• CPP, Art. 155, Parágrafo único. Somente quanto ao estado das 
pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil. 
 
(QUESTÃO 283) De acordo com o Código de Processo Penal, o 
interrogatório do mudo, do surdo ou do surdo-mudo será feito pela 
forma seguinte: ao surdo serão apresentadas por escrito as 
perguntas, que ele responderá oralmente; ao mudo as perguntas 
serão feitas oralmente, respondendo-as por escrito; ao surdo-mudo 
as perguntas serão formuladas por escrito e do mesmo modo dará 
as respostas; caso o interrogando não saiba ler ou escrever, 
intervirá no ato, como intérprete e sob compromisso, pessoa 
habilitada a entendê-lo. 
 
Certo. Comentário: Art. 192. O interrogatório do mudo, do surdo 
ou do surdo-mudo será feito pela forma seguinte: 
I - ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele 
responderá oralmente; 
II - ao mudo as perguntas serão feitas oralmente,respondendo-as 
por escrito; 
III - ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas por escrito e do 
mesmo modo dará as respostas. 
Parágrafo único. Caso o interrogando não saiba ler ou escrever, 
intervirá no ato, como intérprete e sob compromisso, pessoa 
habilitada a entendê-lo. 
 
(QUESTÃO 284) A teoria dos “frutos da árvore envenenada”, de 
origem norte-americana, encontra-se prevista no art. 157, §1º, do 
Código de Processo Penal, quando este dispõe serem inadmissíveis, 
sem ressalvas, as provas derivadas das ilícitas. 
 
Errado. Comentário: Art 157§1° São também inadmissíveis as 
provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo 
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48 
 
de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas 
puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. 
 
(QUESTÃO 285) No que se refere ao exame de corpo de delito, 
julgue o item seguinte. 
 
A confissão do acusado suprirá o exame de corpo de delito, quando 
a infração deixar vestígios, mas não for possível fazê-lo de modo 
direto. 
 
Errado. Comentário: A confissão do acusado NUNCA suprirá o 
exame de corpo de delito, mas a prova testemunhal pode suprir se 
NÃO HOUVER MAIS VESTÍGIOS. 
 
(QUESTÃO 286) Julgue o item subsequente, à luz do disposto no 
Código de Processo Penal (CPP) e do entendimento dominante dos 
tribunais superiores acerca da ação penal, do processo comum, do 
Ministério Público, das citações e das intimações. 
 
Com vistas à preservação da imparcialidade do magistrado, o CPP 
não admite que o juiz ouça outras testemunhas além das indicadas 
pelas partes. 
 
Errado. Comentário: Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, 
poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes. 
 
(QUESTÃO 287) É inadmissível, no âmbito das ações por 
improbidade administrativa, a juntada de prova emprestada da 
seara criminal, conforme entendimento pacífico do STJ. 
 
Errado. Comentário: Atualmente, a necessidade de identidade das 
partes é dispensável, uma vez que o imprescindível é o 
contraditório. 
 
* Esta Corte Superior manifesta entendimento no sentido de que 
“a prova emprestada não pode se restringir a processos em que 
figurem partes idênticas, sob pena de se reduzir excessivamente 
sua aplicabilidade, sem justificativa razoável para tanto, 
Independentemente de haver identidade de partes, o contraditório 
é o requisito primordial para o aproveitamento da prova 
emprestada, de maneira que, assegurado às partes o contraditório 
sobre a prova, isto é, o direito de se insurgir contra a prova e de 
refutá-la adequadamente, afigura-se válido o empréstimo” (EREsp 
617.428/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, Corte Especial, DJe 
17/6/2014).[…] (HC 292.800/SC, Rel. Ministro REYNALDO SOARES 
DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 02/02/2017, DJe 
10/02/2017) 
 
* O STJ tem firme entendimento de que é possível a utilização de 
provas emprestadas de inquérito policial e processo criminal na 
instrução de processo disciplinar, desde que assegurado o 
contraditório e a ampla defesa, diferente do ocorrido nos autos. 
Agravo Interno não provido. 
 
(AgInt no RMS 45.718/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, 
SEGUNDA TURMA, julgado em 09/03/2017, DJe 19/04/2017) 
 
(QUESTÃO 288) Quando a demora na produção das provas puder 
prejudicar a busca pela verdade real, notadamente em razão da 
grande probabilidade de as testemunhas não se lembrarem 
precisamente dos fatos presenciados, será cabível a produção 
antecipada de provas. Deve o juiz, para tanto, observar a 
necessidade, a adequação e a proporcionalidade da medida. 
 
Certo. Comentário: Art. 156. I – ordenar, mesmo antes de iniciada 
a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas 
urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e 
proporcionalidade da medida; (Incluído pela Lei nº 11.690, de 
2008). 
 COMPLEMENTANDO OS ESTUDOS: 
*Provas cautelares >>> Contraditório diferido 
São aqueles em que existe um risco de desaparecimento em razão 
do tempo. 
Em regra, precisam de autorização judicial 
Exemplo: busca e apreensão, interceptação telefônica. 
 
*Provas não repetíveis >>> Contraditório diferido 
São aquelas que não podem ser coletadas ou produzidas em virtude 
de desaparecimento da fonte probatória. 
Sem autorização judicial. 
Exemplo: perícia em crime de estupro 
 
*Provas antecipadas >>> Contraditório real 
São produzidas com observância do contraditório, perante o juiz, 
antes do momento processual adequado 
Feitas perante o juiz. 
Exemplo: artigo 225 do CPP - testemunha enferma ou velhice 
suspeita de, com a instrução, não mais exista. 
 
(QUESTÃO 289) Acerca da prova criminal, julgue o item 
subsequente. 
 
Crianças podem ser testemunhas em processo criminal, mas não 
podem ser submetidas ao compromisso de dizer a verdade. 
 
Certo. Comentário: DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 
1941. 
Art. 203. A testemunha fará, sob palavra de honra, a promessa de 
dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado, devendo 
declarar seu nome, sua idade, seu estado e sua residência, sua 
profissão, lugar onde exerce sua atividade, se é parente, e em que 
grau, de alguma das partes, ou quais suas relações com qualquer 
delas, e relatar o que souber, explicando sempre as razões de sua 
ciência ou as circunstâncias pelas quais possa avaliar-se de sua 
credibilidade. 
Art. 208. Não se deferirá o compromisso a que alude o art. 203 aos 
doentes e deficientes mentais e aos menores de 14 (quatorze) 
anos, nem às pessoas a que se refere o art. 206. 
 
(QUESTÃO 290) Após denúncia anônima, João foi preso em 
flagrante pelo crime de moeda falsa no momento em que fazia uso 
de notas de cem reais falsificadas. Ele confessou a autoria da 
falsificação, confirmada após a perícia. Com base nessa situação 
hipotética e nos conhecimentos específicos relativos ao direito 
processual penal, julgue o item subsecutivo. 
João poderá indicar assistente técnico para elaborar parecer, no 
qual poderá ser apresentada conclusão diferente da apresentada 
pela perícia oficial. Nesse caso, o juiz é livre para fundamentar sua 
decisão com base na perícia oficial ou na particular. 
 
Certo. Comentário: Art. 159. O exame de corpo de delito e outras 
perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de 
curso superior. 
§ 3o Serão FACULTADAS ao MINISTÉRIO PÚBLICO, ao ASSISTENTE de 
acusação, ao OFENDIDO, ao QUERELANTE e ao ACUSADO a 
formulação de quesitos e indicação de ASSISTENTE TÉCNICO. 
§ 4o O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz 
e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos 
oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão. 
§ 5o DURANTE O CURSO DO PROCESSO JUDICIAL, É PERMITIDO ÀS 
PARTES, QUANTO À PERÍCIA: 
II – indicar ASSISTENTES TÉCNICOS que poderão apresentar 
pareceres em prazo a ser fixado pelo juiz ou ser inquiridos em 
audiência. 
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ART. 182. O JUIZ NÃO FICARÁ ADSTRITO AO LAUDO, PODENDO 
ACEITÁ-LO OU REJEITÁ-LO, NO TODO OU EM PARTE. 
 
(QUESTÃO 291) Acerca de habeas corpus e das relações 
jurisdicionais com autoridade estrangeira. O STJ entende possível 
o recebimento de habeas corpus como substitutivo de revisão 
criminal, quando a ilegalidade for manifesta e não for 
necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Este é o entendimento pacífico do STJ:"penal 
– habeas corpus substitutivo de revisão criminal – lei dos crimes 
hediondos – regime prisional – art. 2º, § 1º, da lei nº 8.072/90 – 
somente se afigura viável a substituição da revisão criminal pelo 
habeas corpus se e quando, para a apreciação da pretensão, não 
for necessário o revolvimento de provas e a ilegalidade for 
manifesta. a pena para crime considerado hediondo deverá ser 
cumprida em regime integralmente fechado. ordem denegada. 
(STJ – HC 9146 – mg – 5ª t. – rel. min. josé arnaldo da fonseca)". 
 
(QUESTÃO 292) Em relação à revisão criminal, ao habeas corpus e 
à execuçãopenal. É incabível a ordem concessiva de habeas 
corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade, ou 
contra decisão condenatória somente a pena de multa ou, 
ainda, em relação a processo em curso por infração penal a que 
a pena pecuniária seja a única cominada, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Súmula 693 do STF: não cabe habeas corpus 
contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a 
processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja 
a única cominada. 
 
(QUESTÃO 293) “No texto seguinte”, O juiz da zona eleitoral de 
Serrinha - BA decretou prisão preventiva contra Geraldo, por crime 
de peculato, cuja conduta delituosa causou prejuízo de mais de R$ 
2 milhões aos cofres públicos. Com base nessa situação hipotética. 
Na situação descrita, o habeas corpus é um mecanismo idôneo 
para se questionar a legalidade da prisão, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: É cabível o Habeas Corpus para discutir a 
ilegalidade da prisão pois a mesma foi ordenada por um Juiz 
Eleitoral, sem competência para o assunto. 
 
(QUESTÃO 294) Em relação ao habeas corpus e aos entendimentos 
do STF a esse respeito. Não cabe habeas corpus nas hipóteses 
sujeitas à pena de multa, nos afastamentos dos cargos públicos 
por questões penais ou administrativas nem na preservação de 
direitos fundamentais que não a liberdade de locomoção de ir 
e vir, salvo manifesta teratologia a repercutir na liberdade de 
locomoção, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Súmula 693 do STF: não cabe "habeas corpus" 
contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a 
processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja 
a única cominada. Súmula 694 do STF: não cabe "habeas corpus" 
contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de 
patente ou de função pública. Agravo regimental em habeas 
corpus. devolução de prazo recursal. recurso de revista. feito de 
natureza trabalhista. descabimento do writ. liberdade de 
locomoção. constrangimento ilegal. inexistência. agravo 
desprovido. i - o habeas corpus, tal como está no artigo 5º, lxviii 
da constituição federal, é instrumento que se destina a garantir o 
direito à liberdade de locomoção do indivíduo, sempre que este 
sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal 
direito, por ilegalidade ou abuso de poder. ii - inexistindo ameaça 
ou cerceamento da liberdade de locomoção da paciente revela-se 
incabível o remédio heróico. iii - agravo regimental desprovido. 
 
(QUESTÃO 295) Acerca de prisões processuais e do habeas 
corpus. No caso de a pessoa presa preventivamente pretender 
interpor habeas corpus em seu próprio favor por excesso de 
prazo na prisão, hipótese em que ela mesma será impetrante e 
paciente, será dispensável a constituição de advogado para essa 
ação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 654. O habeas corpus poderá ser 
impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem 
como pelo Ministério Público. Portanto, de fato para interpor o HC 
o advogado é dispensável, pois qualquer pessoa pode impetrar. 
 
(QUESTÃO 296) Acerca do inquérito policial. Considere que a 
autoridade policial tenha instaurado inquérito para apurar a 
prática de crime cuja punibilidade fora extinta pela 
decadência. Nessa situação, ao tomar conhecimento da 
investigação, o acusado poderá se valer do habeas corpus para 
impedir a continuação da investigação e obter o trancamento 
do inquérito policial, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O HC não é uma medida apenas contra ato 
atentatório da liberdade de locomoção. Tem aplicação para o 
trancamento ou correção do inquérito ou de ação penal despidas 
de justa causa, ou com atos defeituosos que clamem por 
interferência imediata. O habeas corpus para o trancamento da 
ação penal é cabível quando há atipicidade manifesta do fato ou 
da presença de qualquer causa extintiva de punibilidade, como a 
prescrição. Artigo 648 do CPP. 
 
QUESTÃO 297) Acerca da competência, da coisa julgada e dos 
recursos no processo penal, julgue os itens a seguir à luz do 
entendimento dos tribunais superiores e da doutrina 
majoritária. Diante da importância da ação constitucional do 
habeas corpus como instrumento de salvaguarda do direito 
ambulatorial do cidadão, a mais recente jurisprudência do STF 
e do STJ tem admitido o habeas corpus substitutivo do recurso 
ordinário, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Informativo 810. A jurisprudência admite a 
utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio 
(o chamado “habeas corpus substitutivo”)? O entendimento 
majoritário é no sentido de que não. Não é possível a impetração 
de habeas corpus substitutivo do recurso próprio. Deve-se alertar, 
contudo, que, se a ilegalidade exposta no processo for flagrante 
(evidente, manifesta, muito clara), ou então a decisão impugnada 
for teratológica (absurda, monstruosa), admite-se que o Tribunal 
conceda habeas corpus de ofício, beneficiando o paciente. Em 
outras palavras, se a ilegalidade for indiscutível ou a decisão 
absurda, o Tribunal não conhecerá do HC impetrado (por ser ele 
substitutivo), mas concederá HC de ofício em favor do réu. Esse 
entendimento é adotado pela 1ª Turma do STF e pelo STJ. 
Ressalva: 2ª Turma do STF admite o habeas corpus substitutivo. 
Nesse sentido: (...) A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal 
admite habeas corpus substitutivo de recurso ordinário 
constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). (...) (STF. 
2ª Turma. HC 125841, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
24/03/2015); 
 
(QUESTÃO 298) Com relação a habeas corpus e nulidades. Os 
tribunais superiores não mais têm admitido o manejo do habeas 
corpus originário como meio de impugnação substitutivo da 
interposição de recurso ordinário constitucional, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
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50 
 
Certo. Comentário: Parte superior do formulário “Agravo 
regimental em habeas corpus substitutivo de recurso ordinário 
constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição 
Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente 
da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de 
flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não 
ocorrência. 1. Segundo o entendimento da Primeira Turma, é 
inadmissível o uso do habeas corpus que tenha por objetivo 
substituir o recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, 
inciso II, alínea a, da Carta da República (HC nº 109.956/PR, 
Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 
11/9/12). 
 
(QUESTÃO 299) Em relação a habeas corpus e revisão criminal, 
julgue o item a seguir. Se a defesa de um indivíduo impetrar 
habeas corpus em tribunal regional federal para trancar ação 
penal contra ele proposta, e esse tribunal denegar a ordem por 
maioria de votos, a defesa deverá manejar embargos 
infringentes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: "Conforme entendimento sedimentado 
nesta Corte e no Pretório Excelso e à luz do disposto no parág. 
único do art. 609 do CPP, somente são admissíveis os Embargos 
Infringentes e de Nulidade na Apelação e no Recurso em Sentido 
Estrito, e não em sede de Habeas Corpus." (STJ, HC 92.394/RS, 
Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, 
julgado em 27/03/2008, DJe 22/04/2008). 
 
(QUESTÃO 300) A respeito do habeas corpus e da prisão 
preventiva, julgue o item seguinte, considerando, no que for 
pertinente, o entendimento dos tribunais superiores. Situação 
hipotética: Determinado DP, inconformado com a prisão 
preventiva de um de seus assistidos, impetrou habeas corpus no 
STJ com pedido liminar de soltura. O ministro relator negou a 
medida antecipatória, em decisão monocrática fundamentada. 
Assertiva: Nessa situação, contra a decisão monocrática que 
indeferiu a liminar não cabe novo habeas corpus para o STF, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário:Jurisprudência: Habeas corpus - Não 
cabimento de habeas corpus contra decisão monocrática de 
Ministro do STJ - Em regra, não cabe habeas corpus para o STF 
contra decisão monocrática do Ministro do STJ que não conhece ou 
denega habeas corpus que havia sido interposto naquele Tribunal. 
É necessário que primeiro o impetrante exaure (esgote), no 
tribunal a quo (no caso, o STJ), as vias recursais ainda cabíveis (no 
caso, o agravo regimental). Exceção: essa regra pode ser afastada 
em casos excepcionais, quando a decisão atacada se mostrar 
teratológica, flagrantemente ilegal, abusiva ou manifestamente 
contrária à jurisprudência do STF, situações nas quais o STF 
poderia conceder de ofício o habeas corpus. STF. 1ª Turma. HC 
139612/MG, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 
25/4/2017(Info 862). Súmula 691 – STF: Não compete ao Supremo 
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra 
decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal 
Superior, indefere a liminar. 
 
(QUESTÃO 301) A decretação de prisão temporária é cabível 
quando houver fundadas razões de autoria e participação em 
qualquer crime doloso punível com pena privativa de liberdade 
superior a quatro anos de reclusão e quando for imprescindível às 
investigações do inquérito policial. 
 
Errado. Comentário: Esses são os requisitos da prisão preventiva. 
 
(QUESTÃO 302) A prisão temporária pode ser decretada pelo juiz, 
de ofício, pelo prazo de cinco dias, prorrogável, 
excepcionalmente, por igual período em caso de extrema e 
comprovada necessidade para as investigações policiais. 
 
Errado. Comentário: A prisão temporária será decretada pelo juiz, 
após representação da autoridade policial ou requerimento do 
Ministério Público (JAMAIS PODERÁ SER DECRATADA DE OFÍCIO). 
 
(QUESTÃO 303) O STJ consolidou entendimento no sentido de que 
os atos infracionais anteriormente praticados pelo réu não servem 
como argumento para embasar a decretação de prisão preventiva. 
 
Errado. Comentário: Atos infracionais não autorizam valoração 
negativa da pena-base na dosimetria da pena, mas podem ser 
considerados para decretação da prisão preventiva, desde que o 
ato infracional praticado seja concretamente grave, tenha sido 
devidamente comprovado e não exista distância temporal 
desarrazoada entre a data do ato infracional e a data do crime pelo 
qual está sendo decretada a prisão preventiva. 
 
(QUESTÃO 304) João, aproveitando-se de distração de Marcos, 
juiz de direito, subtraiu para si uma sacola de roupas usadas a ele 
pertencentes. Marcos pretendia doá-las a instituição de caridade. 
João foi perseguido e preso em flagrante delito por policiais que 
presenciaram o ato. Instaurado e concluído o inquérito policial, o 
Ministério Público não ofereceu denúncia nem praticou qualquer 
ato no prazo legal. 
 
Considerando a situação hipotética descrita, julgue o item a 
seguir. 
 
O prazo previsto para que a autoridade policial comunique a prisão 
de João ao juiz competente é de cinco dias. 
 
Errado. Comentário: COMUNICAÇÃO - IMEDIATAMENTE 
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre 
serão comunicados imediatamente ao: juiz competente, ao 
Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. 
 APF - EM até 24 HORAS 
§ 1º Em até 24 horas após a realização da prisão, será encaminhado 
ao: 
1- juiz competente o auto de prisão em flagrante 
2 - e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia 
integral para a Defensoria Pública. 
- Comunicação = imediata ao juiz. -> art. 306, § 1, CPP 
- Envio dos autos = em até 24 horas. -> art. 5, LXII, CF/88. 
 
(QUESTÃO 305) A prisão preventiva, medida excepcional, nos 
termos do Código de Processo Penal, pode ser automaticamente 
decretada em caso de descumprimento de medida protetiva de 
urgência relativa a crime que envolva violência doméstica contra 
a mulher. 
 
Errado. Comentário: O erro da questão é a palavra 
“automaticamente”. Poderá sim, desde que o juiz observe outras 
medidas diversas da prisão. 
Violência doméstica e familiar 
Obs1: as medidas protetivas visam tutelar a vítima da violência 
doméstica. 
Obs2: o descumprimento de uma medida protetiva autoriza a 
decretação da preventiva. 
Obs3: além das mulheres, as medidas protetivas tutelam os idosos, 
as crianças, os adolescentes, os enfermos e as pessoas portadoras 
de deficiência. 
De acordo com o artigo 93, IX, da CF e com o artigo 315 do CPP, o 
mandado de prisão deve ser necessariamente motivado, 
apresentando as razões do encarceramento. 
 
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(QUESTÃO 306) O juiz poderá substituir a prisão preventiva pela 
prisão domiciliar, caso o réu tenha mais de oitenta anos ou prove 
ser portador de doença grave que cause extrema debilidade. 
 
Certo. Comentário: Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão 
preventiva pela domiciliar quando o agente for: 
I - maior de 80 (oitenta) anos; 
II - extremamente debilitado por motivo de doença grave; 
III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 
(seis) anos de idade ou com deficiência; 
IV - gestante; 
V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; 
VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho 
de até 12 (doze) anos de idade incompletos. 
 
Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea 
dos requisitos estabelecidos neste artigo. 
 
(QUESTÃO 307) Uma vez informado o nome e o endereço de seu 
advogado pelo autuado, não haverá necessidade de comunicação 
da DP a respeito da prisão em flagrante. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o art. 306 do CPP. A prisão de 
qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados 
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à 
família do preso ou à pessoa por ele indicada. 
§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, 
será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em 
flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, 
cópia integral para a Defensoria Pública. 
 
(QUESTÃO 308) Nos crimes de tráfico de drogas, em caso de 
necessidade extrema comprovada, poderá ser decretada a prisão 
temporária pela autoridade policial, que terá o prazo de vinte e 
quatro horas para comunicar a prisão e encaminhar a 
representação pertinente ao juiz competente. 
 
Errado. Comentário: Nos crimes de tráfico de drogas, em caso de 
necessidade extrema comprovada, poderá ser decretada a prisão 
EM FLAGRANTE pela autoridade policial, que COMUNICARÁ 
IMEDIATAMENTE a prisão e encaminhar a representação pertinente 
ao juiz competente. 
 
Nos crimes de tráfico de drogas, em caso de necessidade extrema 
comprovada, poderá ser decretada a prisão temporária PELO JUIZ, 
que terá o prazo de vinte e quatro horas para FAZER O DESPACHO 
FUNDAMENTADO E PROLATADO. 
 
(QUESTÃO 309) Em regra, não se admite a decretação de prisão 
preventiva em caso de acusação pela prática de crimes culposos. 
 
Certo. Comentário: A prisão preventiva só será admitida: 
 
a. na prática de crime doloso, desde que seja punido com PPL 
superior a 4 anos. 
b. condenado por outro crime doloso transitado em julgado. 
c. crime envolver violência doméstica ou familiar contra mulher, 
criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, 
para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. 
d. dúvida sobre identidade civil da pessoa ou quando esta não 
fornecer elementos suficientes para esclarecê-la. 
 
(QUESTÃO 310) A prisão preventiva subsidiária por 
descumprimento de medida cautelar anteriormente imposta 
somente poderá ser decretada para os crimes dolosos punidos com 
pena máxima privativa de liberdade superior a quatro anos, 
observados os demais requisitos normativos. 
 
Errado. Comentário: A prisão preventiva também pode ser 
decretada se houver reincidência em crime doloso 
(independentemente da pena) e quando o crime for praticado 
contra enfermo, idoso, criança, adolescente, deficiente ou em 
contexto de violência doméstica para garantirexecução de medida 
protetiva. 
 
(QUESTÃO 311) No que concerne às disposições preliminares do 
Código de Processo Penal (CPP), ao inquérito policial e à ação 
penal. É condicionada à representação da vítima a ação penal por 
crime de dano praticado contra ônibus de transporte coletivo 
pertencente a empresa concessionária de serviço público, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 24, §2º: Seja qual for o crime, quando 
praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União, 
Estados ou Municípios, a ação penal será pública incondicionada. 
 
(QUESTÃO 312) A respeito da participação do MP no curso das 
investigações criminais, na instrução processual e na fase recursal. 
Nos termos da legislação processual vigente, o MP não está 
limitado à prévia instauração de inquéritos policiais para promover 
ações penais públicas, ainda que a apuração dos crimes seja 
complexa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Inquérito Policial é um procedimento 
administrativo preparatório da ação penal, ele é facultativo e 
dispensável ao oferecimento da Denúncia ou Queixa (exercício da 
ação penal) uma vez que o Ministério Público pode embasar seu 
pedido em peças de informação que concretizem justa causa 
(indícios mínimos de autoria e materialidade) para a ação penal. 
Parte superior do formulário 
 
(QUESTÃO 313) Com relação à ação penal privada, à queixa-crime 
e à ação civil. Conforme jurisprudência do STJ, nos casos de ação 
penal privada, não incide o ônus da sucumbência por aplicação 
analógica do CPC, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: o stj, porém, firmou o entendimento no 
sentido de que em se tratando de ação penal privada, aquele que 
restar vencido deverá arcar com os ônus da sucumbência, por 
analogia ao art. 20 do cpc. vejamos: agravo regimental. recurso 
especial. calúnia, injúria e difamação. ação penal privada. 
honorários advocatícios. cabimento. atuação da defesa. princípios 
da sucumbência e da causalidade. advogado em causa própria. 
ausência de base de cálculo. apreciação equitativa. princípios 
constitucionais. inovação recursal. impossibilidade. inviabilidade 
de análise de matéria constitucional. súmula vinculante 10/stf. 
não incidência. 1. é possível haver condenação em honorários 
advocatícios em ação penal privada. conclusão que se extrai da 
incidência dos princípios da sucumbência e da causalidade, o que 
permite a aplicação analógica do art. 20 do código de processo 
civil, conforme previsão constante no art. 3º do código de processo 
penal. precedentes. (agrg no resp 1218726/rj, rel. ministro 
sebastião reis júnior, sexta turma, julgado em 05/02/2013, dje 
22/02/2013) 
 
(QUESTÃO 314) Maria, vítima de estupro, comunicou o fato à 
autoridade policial na delegacia de polícia. Chamada, seis meses 
depois, para fazer o reconhecimento de um suspeito, Maria o 
identificou com segurança. Maria tem o prazo de seis meses para 
representar contra o suspeito, iniciando-se a contagem, inclusive, 
do dia em que fez o reconhecimento na delegacia de polícia, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Decadência do direito de queixa ou de 
representação. Art. 103, CP - Salvo disposição expressa em 
contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de 
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representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, 
contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou, 
no caso do § 3º do art. 100 deste Código, do dia em que se esgota 
o prazo para oferecimento da denúncia. 
 
(QUESTÃO 315) O requerimento do ofendido ou de quem tiver 
qualidade para representá-lo conterá, obrigatoriamente, a 
narração do fato, com todas as circunstâncias; a individualização 
do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção 
ou de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de 
impossibilidade de o fazer; a nomeação das testemunhas, com 
indicação de sua profissão e residência, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o art. 5º, II e § 1º do CPP: 
Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será 
iniciado: II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do 
Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem 
tiver qualidade para representá-lo. § 1o O requerimento a que se 
refere o no II conterá sempre que possível: a) a narração do fato, 
com todas as circunstâncias; b) a individualização do indiciado ou 
seus sinais característicos e as razões de convicção ou de 
presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de 
impossibilidade de o fazer; c) a nomeação das testemunhas, com 
indicação de sua profissão e residência. 
 
(QUESTÃO 316) O crime cometido em detrimento do patrimônio 
ou interesse da União, Estado e Município será, obrigatoriamente, 
de ação penal pública, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: ART. 24, § 2º do CPP: Seja qual for o crime, 
quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da 
União, Estado e Município, a ação penal será pública. 
 
(QUESTÃO 317) A queixa crime poderá ser dada por procurador 
com poderes especiais, devendo constar do instrumento do 
mandato, sempre, o nome do querelante e a menção do fato 
criminoso, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 44. A queixa poderá ser dada por 
procurador com poderes especiais, devendo constar do 
instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato 
criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de 
diligências que devem ser previamente requeridas no juízo 
criminal. 
 
(QUESTÃO 318) Um dos motivos para se considerar perempta a 
ação penal é quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua 
incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no 
processo, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, qualquer das pessoas 
a quem couber fazê-lo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: CPP: Art. 60. Nos casos em que somente se 
procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal: 
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o 
andamento do processo durante 30 dias seguidos; II - quando, 
falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não 
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo 
de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-
lo, ressalvado o disposto no art. 36. 
 
(QUESTÃO 319) A respeito do inquérito policial e da ação penal. 
A participação de membro do MP na fase investigatória criminal 
não acarreta seu impedimento ou suspeição para o oferecimento 
da denúncia, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: STJ Súmula nº 234 A participação de membro 
do Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta 
o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia. 
 
(QUESTÃO 320) A respeito do inquérito policial e da ação penal. 
Uma vez apresentada, a representação de crime de ação penal 
pública somente pode ser retirada antes do oferecimento da 
denúncia, não se admitindo retratação da retratação, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Há entendimentos divergentes quanto à 
possibilidade de retratação da retratação, Guilherme de Souza 
Nucci explica: "não há vedação legal para isso, razão pela qual, 
dentro dos limites do razoável, sem que se valha a vitima da lei 
para extorquir o autor da infração penal, enfim, dentro do que se 
afigura justo, é possível que haja a retratação da retratação". 
 
(QUESTÃO 321) Com relação à jurisdição e ao poder 
jurisdicional. A concessão de habeas corpus de ofício constitui 
exemplo de exercício de jurisdição sem ação, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: É instrumento tão importante que ao tomar 
contato com casos em que vislumbre coação ilegal à liberdade de 
locomoção o julgador, seja ele juiz, desembargador ou ministro, 
pode conceder de ofício a ordem de habeas corpus no curso do 
processo, sem que haja sequer requerimento, conforme letrado 
art. 654, § 2º do CPP. Art. 654. O habeas corpus poderá ser 
impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem 
como pelo Ministério Público. § 1o A petição de habeas corpus 
conterá: a) o nome da pessoa que sofre ou está ameaçada de sofrer 
violência ou coação e o de quem exercer a violência, coação ou 
ameaça; b) a declaração da espécie de constrangimento ou, em 
caso de simples ameaça de coação, as razões em que funda o seu 
temor; c) a assinatura do impetrante, ou de alguém a seu rogo, 
quando não souber ou não puder escrever, e a designação das 
respectivas residências. § 2o Os juízes e os tribunais têm 
competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus, 
quando no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está 
na iminência de sofrer coação ilegal. Aprofundando: O princípio 
constitucional do poder geral de cautela do magistrado é aquele 
em que se caracteriza por permitir ao Estado-Juiz a ampla 
liberdade na direção do processo, velando pelo correto andamento 
do processo, podendo determinar qualquer medida judicial ou 
diligência necessária ao esclarecimento da demanda. 
 
(QUESTÃO 322) Relativo à assistência judiciária da defensoria 
pública, ao habeas corpus, à execução penal, ao processo nos 
crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher e ao 
sigilo bancário. O habeas corpus, em virtude de sua função 
constitucional, é admitido livremente e sem racionalizacão, 
para contestar decisão contra a qual exista previsão de recurso 
específico no ordenamento jurídico, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: (...) Com o intuito de homenagear o sistema 
criado pelo Poder Constituinte Originário para a impugnação das 
decisões judiciais, necessária a racionalização da utilização do 
habeas corpus, o qual não deve ser admitido para contestar decisão 
contra a qual exista previsão de recurso específico no ordenamento 
jurídico. (...) 
STJ - HABEAS CORPUS: HC 228795 MS 2011/0305596-1. 
 
(QUESTÃO 323) Em relação ao habeas corpus e ao processo e 
julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários 
públicos. Ordenada a soltura do preso em virtude de ordem de 
habeas corpus, será condenada nas custas a autoridade que, 
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por má-fé ou evidente abuso de poder, tiver determinado a 
coação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 653. Ordenada a soltura do paciente em 
virtude de habeas corpus, será condenada nas custas a autoridade 
que, por má-fé ou evidente abuso de poder, tiver determinado a 
coação. Parágrafo único. Neste caso, será remetida ao Ministério 
Público cópia das peças necessárias para ser promovida a 
responsabilidade da autoridade. 
 
(QUESTÃO 324) À luz dos conceitos e das normas aplicáveis à ação 
e ao processo penal. Não é exigida capacidade processual para 
a impetração de habeas corpus, pois qualquer pessoa pode 
fazê-lo, em seu favor ou de outrem, conforme disposto no 
Código de Processo Penal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de 
1941. Art. 654. O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer 
pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como pelo Ministério 
Público. A capacidade processual é necessária para poder impetra 
habeas corpus. 
 
(QUESTÃO 325) No que se refere ao habeas corpus. Permite-se 
a impetração de habeas corpus na justiça eleitoral. Assim, atos 
de autoridades policiais que possam consubstanciar violação à 
liberdade de locomoção de eleitor podem ser questionados por 
habeas corpus, sendo respeitada, no entanto, a competência 
originária dos tribunais eleitorais, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Permite-se a impetração de habeas corpus na 
justiça eleitoral. Assim, atos de autoridades policiais que possam 
consubstanciar violação à liberdade de locomoção de eleitor 
podem ser questionados por habeas corpus, sendo respeitada, no 
entanto, a competência originária dos tribunais eleitorais 
 
1º Permite-se a impetração de habeas corpus na justiça eleitoral? 
SIM 
2º Assim, atos de autoridades policiais que possam consubstanciar 
violação à liberdade de locomoção de eleitor podem ser 
questionados por habeas corpus? SIM 
3º sendo respeitada, no entanto, a competência originária dos 
tribunais eleitorais? SIM 
 
(QUESTÃO 326) Acerca de prisão e de habeas corpus. Se o habeas 
corpus for concedido em virtude de nulidade do processo, este 
será renovado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941. 
Art. 652. Se o habeas corpus for concedido em virtude de nulidade 
do processo, este será renovado. 
 
(QUESTÃO 327) Acerca de prisão e de habeas corpus. Considera-
se coação ilegal, passível de habeas corpus, a manutenção do 
acusado em cárcere quando houver cessado o motivo que 
autorizou a coação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 647, CPP. Dar-se-á habeas corpus sempre 
que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou 
coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de 
punição disciplinar. Art. 648, CPP. A coação considerar-se-á ilegal: 
IV – quando houver cessado o motivo que autorizou a coação. 
 
(QUESTÃO 328) Acerca do direito processual penal. Dar-se-á 
habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência 
de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, 
inclusive nos casos de punição administrativa e disciplinar, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de 
1941. Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer 
ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na 
sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar. 
 
(QUESTÃO 329) Relativos aos crimes contra a administração 
pública. Compete ao TRT julgar habeas corpus quando o coator 
for juiz do trabalho, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 108, d da CF/88: Art. 108. Compete aos 
Tribunais Regionais Federais: (...) d) os habeas corpus, quando a 
autoridade coatora for juiz federal; 
 
(QUESTÃO 330) Acerca de habeas corpus e das relações 
jurisdicionais com autoridade estrangeira. A alegação de ausência 
do estado de flagrância é matéria de ordem pública e, por 
versar diretamente sobre o direito de liberdade, ainda que não 
tenha sido objeto de análise pelo tribunal a quo, pode ser 
analisada pelo STJ, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Habeas corpus. alegação de inexistência do 
estado flagrancial. questão não apreciada pelo tribunal impetrado. 
impossibilidade de análise. supressão de instância e 
superveniência de decretação da preventiva. Segregação 
decorrente de outros fundamentos. não conhecimento. 1. a 
questão referente à inexistência do estado de flagrância, por não 
ter sido conhecida e debatida pelo tribunal de origem, não pode 
ser apreciada nesta corte superior, sob pena de indevida supressão 
de instância. 
 
(QUESTÃO 331) A cerca do inquérito policial. Segundo a 
orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, a 
participação do membro do Ministério Público na fase de 
investigação policial não acarreta nem o seu impedimento nem 
a sua suspeição para o oferecimento da denúncia, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
Certo. Comentário: Súmula 234: “A participação de membro do 
Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta o 
seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia”. 
 
(QUESTÃO 332) Julgue o seguinte item, referente a inquérito 
policial. O inquérito policial é público, não podendo a 
autoridade policial impor sigilo, ainda que necessário à 
elucidação do fato, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Ao contrário do que afirma a questão, o 
inquérito policial é, em regra, SIGILOSO. Art. 20 do CPP: A 
autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação 
do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. 
 
(QUESTÃO 333) A cerca doinquérito policial. O inquérito policial 
tem natureza judicial, visto que é um procedimento inquisitório 
conduzido pela polícia judiciária, com a finalidade de reunir 
elementos e informações necessárias à elucidação do crime, julgue 
(C ou E) o item seguinte, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O inquérito não possui natureza judicial, 
considerando que a polícia judiciária não faz parte do poder 
judiciário. O inquérito possui natureza administrativa, já que é um 
procedimento inquisitório elaborado pela polícia judiciária, ou 
seja, a Polícia Civil, também denominada repressiva ou 
investigativa. É o Delegado de Polícia quem conduz a investigação 
criminal. 
 
(QUESTÃO 334) A cerca do inquérito policial. A conclusão do 
inquérito policial é precedida de relatório final, no qual é descrito 
todo o procedimento adotado no curso da investigação para 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
54 
 
esclarecer a autoria e a materialidade. A ausência desse relatório 
e de indiciamento formal do investigado não resulta em prejuízos 
para persecução penal, não podendo o juiz ou órgão do Ministério 
Público determinar o retorno da investigação à autoridade para 
concretizá-los, já que constitui mera irregularidade funcional a ser 
apurada na esfera disciplinar, julgue (C ou E) o item seguinte. 
Certo. Comentário: Art. 10, § 1o CPP. A autoridade fará 
minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao 
juiz competente. Art. 16. O Ministério Público não poderá requerer 
a devolução do inquérito à autoridade policial, senão para novas 
diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 
 
(QUESTÃO 335) Logo que tiver conhecimento da prática de 
infração penal, a autoridade policial deverá determinar, se for 
caso, a realização das perícias que se mostrarem necessárias e 
proceder a acareações, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 6 do CPP - Logo que tiver conhecimento 
da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: VI - 
proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações; VII 
- determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de 
delito e a quaisquer outras perícias. 
 
(QUESTÃO 336) Acerca do inquérito policial, julgue o item 
seguinte. O valor probatório do inquérito policial, como regra, é 
considerado relativo, entretanto, nada obsta que o juiz absolva o 
réu por decisão fundamentada exclusivamente em elementos 
informativos colhidos na investigação, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 155. O juiz formará sua convicção pela 
livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não 
podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos 
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas 
cautelares, não repetíveis e antecipadas. – Apesar da redação da 
lei dizer que o juiz não deve decidir com base nos elementos 
exclusivos do inquérito policial, o entendimento doutrinário e 
jurisprudencial é que o juiz não pode condenar exclusivamente 
com base nessas provas, pois não foram submetidas ao 
contraditório e a ampla defesa, mas ele pode absolver com base 
nesses mesmos elementos. 
 
(QUESTÃO 337) A respeito de coisa julgada e inquérito policial. 
Situação hipotética: Pedro, servidor público federal, foi indiciado 
pela Polícia Federal por suposta prática de corrupção passiva no 
exercício de suas atribuições. O inquérito policial, após remessa ao 
órgão do MPF, foi arquivado, por requerimento do procurador da 
República, em razão da atipicidade da conduta, e o arquivamento 
foi homologado pelo juízo criminal competente. Assertiva: Nessa 
situação, o ato de arquivamento do inquérito fez exclusivamente 
coisa julgada formal, o que impossibilita posterior 
desarquivamento pelo parquet, ainda que diante da existência de 
novas provas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O arquivamento dos autos do inquérito 
policial, quando fundando em atipicidade da conduta, faz coisa 
julgada forma e material. Motivo este pelo qual, não será possível 
o Ministério público propor seu desarquivamento. 
 
(QUESTÃO 338) Considerando as normas referentes ao inquérito 
policial, julgue os itens a seguir. Segundo as normas processuais 
penais vigentes, a autoridade policial não pode determinar o 
arquivamento do inquérito, salvo se o MP, previamente 
consultado, concordar com tal determinação, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Independe de o ministério público autorizar, 
é um ato privativo do ministério público opinar pelo arquivamento 
ou não e remeter ao juiz sua decisão. Seria um ato ilegal por parte 
do delegado de polícia arquivar o inquérito policial. 
 
(QUESTÃO 339) Com base no direito processual penal, julgue o 
item que se segue. 
 
O Código de Processo Penal determina expressamente que o 
interrogatório do investigado seja o último ato da investigação 
criminal antes do relatório da autoridade policial, de modo que 
seja possível sanar eventuais vícios decorrentes dos elementos 
informativos colhidos até então bem como indicar outros 
elementos relevantes para o esclarecimento dos fatos, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O CPP determina que o interrogatório do réu 
seja o último ato na fase de instrução processual (CPP, Art. 400). 
O mesmo não ocorre na investigação criminal. 
 
(QUESTÃO 340) Julgue os itens subsequentes quanto a prisão em 
flagrante, prova e inquérito policial. Não se admite a acareação 
entre o acusado e a pessoa ofendida, considerando-se que o 
acusado tem o direito constitucional ao silêncio, e o ofendido não 
será compromissado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A acareação será admitida entre acusados, 
entre acusado e testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou 
testemunha e a pessoa ofendida, e entre as pessoas ofendidas, 
sempre que divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou 
circunstâncias relevantes. (artigo 229 do CPP). 
LEGISLAÇÃO ESPECIAL 
 
(QUESTÃO 341) À luz da Lei Maria da Penha. Nos casos de 
violência doméstica contra a mulher, o juiz pode determinar o 
comparecimento obrigatório do agressor a programas de 
recuperação e reeducação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A lei 11.340 (Lei Maria da Penha) alterou a 
redação do art. 152 da Lei de Execuções Penais. Vejamos: Art. 45. 
O art. 152 da Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução 
Penal), passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 152. 
Parágrafo único. Nos casos de violência doméstica contra a mulher, 
o juiz poderá determinar o comparecimento obrigatório do 
agressor a programas de recuperação e reeducação.” 
 
(QUESTÃO 342) Considerando as recomendações da legislação 
especial. Em caso de violência doméstica e familiar contra a 
mulher, caberão medidas protetivas de urgência, que poderão ser 
concedidas pelo juiz, a requerimento do MP ou a pedido da 
ofendida, devendo necessariamente o juiz ouvir as partes e o MP 
antes da decisão sobre as medidas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art.19, Lei 11.340/2006: As medidas 
protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a 
requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida. §1º 
As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de 
imediato, independente de audiência das partes e de manifestação 
do Ministério Público, devendo este ser prontamente comunicado. 
 
(QUESTÃO 343) Tendo em vista que, de acordo com legislação 
especial, a tutela da criança e do adolescente e da mulher recebe 
tratamento específico. No caso de violência doméstica contra a 
mulher, o processo, o julgamento e a execução das causas cíveis e 
criminais regem-se pelas normas do Código de Processo Penal e do 
Código de Processo Civil e pela legislação específica relativa à 
criança, ao adolescente e ao idoso que não conflitarem com a Lei 
Maria da Penha, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
55 
 
Certo. Comentário: Título IVdos procedimentos - Capítulo I - 
Disposições gerais Art. 13. Ao processo, ao julgamento e à 
execução das causas cíveis e criminais decorrentes da prática de 
violência doméstica e familiar contra a mulher aplicar-se-ão as 
normas dos Códigos de Processo Penal e Processo Civil e da 
legislação específica relativa à criança, ao adolescente e ao idoso 
que não conflitarem com o estabelecido nesta Lei. 
 
(QUESTÃO 344) Com referência às disposições da legislação 
específica relativa aos idosos e às mulheres. A violência doméstica 
e familiar contra a mulher é caracterizada pela ação ou omissão 
que ocasione morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou 
psicológico, além de dano moral ou patrimonial, ocorrido em 
espaço de convívio permanente ou esporádico de pessoas, com ou 
sem vínculo familiar, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura 
violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou 
omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento 
físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: I - no 
âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de 
convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, 
inclusive as esporadicamente agregadas; II - no âmbito da família, 
compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são 
ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por 
afinidade ou por vontade expressa; III - em qualquer relação íntima 
de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a 
ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As 
relações pessoais enunciadas neste artigo independem de 
orientação sexual. 
 
(QUESTÃO 345) Acerca dos crimes previstos na parte especial 
do Código Penal. Devido à previsão legal de outras sanções para 
a hipótese, segundo o entendimento do STJ, não pratica o crime 
de desobediência o indivíduo que livre e conscientemente, 
descumprindo medida protetiva de urgência deferida em favor 
de sua ex-companheira, aproxima-se dela e com ela mantém 
contato, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Informativo 544 STJ: O descumprimento de 
medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha (art. 
22 da Lei 11.340/2006) não configura crime de desobediência (art. 
330 do CP). STJ. 5ª Turma. Resp. 1.374.653-MG, Rel. Min. 
Sebastião Reis Júnior, julgado em 11/3/2014 (Info 538). STJ. 6 
Turma. RHC 41.970-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 
7/8/2014 (Info 544). 
 
(QUESTÃO 346) Com relação aos crimes contra o idoso e à 
violência familiar e doméstica contra a mulher. Conforme a Lei 
Maria da Penha, ao condenado por crime praticado contra a mulher 
é vedada a aplicação de prestação pecuniária como sanção isolada, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de 
violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta 
básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição 
de pena que implique o pagamento isolado de multa. 
 
(QUESTÃO 347) Com relação aos crimes contra o idoso e à 
violência familiar e doméstica contra a mulher. O STF firmou o 
entendimento de que a ratificação da representação criminal 
perante o juiz de lesão corporal leve, desde que culposa, praticada 
no âmbito doméstico e contra a mulher é necessária para o 
processamento do referido crime, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não é necessária a ratificação. Vejamos: 
Superior Tribunal de Justiça decidiu que “a vítima de violência 
doméstica não pode ser constrangida a ratificar perante o juízo, 
na presença de seu agressor, a representação para que tenha 
seguimento a ação penal. " 
FONTE: http://jus.com.br/artigos/21057/o-stf-e-a-lei-maria-da-
penha-uma-lamentavel-decisao. 
 
(QUESTÃO 348) Conforme disposto nas análises e legislações 
específicas, relativo ao seguinte segmento: homens, mulheres e 
portadores de HIV. De acordo com a Lei Maria da Penha, configura-
se violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação 
ou omissão baseada no gênero que lhe cause dano moral ou 
patrimonial, e pode ocorrer em qualquer relação íntima de afeto, 
na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, 
independentemente de coabitação, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 5, caput - Para os efeitos desta Lei, 
configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, 
sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou 
patrimonial. I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida 
como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem 
vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II - no 
âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por 
indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços 
naturais, por afinidade ou por vontade expressa; III - em qualquer 
relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha 
convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. 
 
(QUESTÃO 349) Aos direitos das pessoas com necessidades 
especiais, dos idosos e das vítimas de violência doméstica familiar. 
Conforme o diploma legal que regulamenta os mecanismos para 
coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, a 
notificação da ofendida a respeito dos atos processuais relativos 
ao agressor, em especial daqueles referentes ao seu ingresso e 
saída da prisão, dispensa a intimação do DP em relação ao mesmo 
ato, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 21 Lei 11.340/06. A ofendida deverá 
ser notificada dos atos processuais relativos ao agressor, 
especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, sem 
prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor 
público. 
 
(QUESTÃO 350) O Ministério Público intervirá, quando não for 
parte, nas causas cíveis e criminais decorrentes da violência 
doméstica e familiar contra a mulher. Nos processos cíveis regidos 
pela Lei n. 11.340/06 (Violência Doméstica e Familiar), é absoluta 
a competência do domicílio ou residência da ofendida, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 15. É competente, por opção da 
ofendida, para os processos cíveis regidos por esta Lei, o Juizado: 
I - do seu domicílio ou de sua residência; II - do lugar do fato em 
que se baseou a demanda; III - do domicílio do agressor. Art. 25. O 
Ministério Público intervirá, quando não for parte, nas causas cíveis 
e criminais decorrentes da violência doméstica e familiar contra a 
mulher. 
 
(QUESTÃO 351) Com base nos termos da legislação que trata 
da responsabilização por danos ambientais. Se tiver ocorrido, 
antes da transferência de prioridade de imóvel rural, supressão 
parcial da vegetação situada em área de preservação 
permanente, o adquirente desse imóvel, comprovada sua boa-
fé, não será parte legítima para responder a ação cível com 
pedido de restauração da área deteriorada, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
56 
 
Errado. Comentário: Incide sobre as áreas de preservação 
permanente a obrigação de manter a vegetação e, em caso de 
supressão, promover a respectiva recomposição. Essa obrigação 
possui natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de 
transferência do domínio ou posse do imóvel rural (art. 7º da Lei 
12.651/2012). Art. 7o A vegetação situada em Área de Preservação 
Permanente deverá ser mantida pelo proprietário da área, 
possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, 
de direito público ou privado. 
§ 1o Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de 
Preservação Permanente, o proprietário da área, possuidor ou 
ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição 
da vegetação, ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei. 
§ 2o A obrigação prevista no § 1o tem natureza real e é transmitida 
ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel 
rural. Nesse sentido, a jurisprudênciado STJ esclarece as 
obrigações de proteção ambiental das áreas de preservação 
permanente são do tipo propter rem, ou seja, recaem sobre a 
coisa. Desse modo, mesmo quando o antigo 
proprietário/possuidor/ocupante tenha sido o responsável pela 
degradação da área, a obrigação de zelar pela conservação ou 
recomposição da área recai sobre quem detiver a coisa. 
Administrativo. ambiental. ação civil pública. área de preservação 
permanente. formação da área de reserva legal. obrigação propter 
rem. súmula 83/stj. prejudicada a análise da divergência 
jurisprudencial. superveniência da lei 12.651/12. impossibilidade 
de aplicação imediata. irretroatividade. proteção aos ecossistemas 
frágeis. incumbência do estado. indeferimento. 1. A jurisprudência 
desta Corte está firmada no sentido de que os deveres associados 
às APPs e à Reserva Legal têm natureza de obrigação propter rem, 
isto é, aderem ao título de domínio ou posse, independente do fato 
de ter sido ou não o proprietário o autor da degradação ambiental. 
Casos em que não há falar em culpa ou nexo causal como 
determinantes do dever de recuperar a área de preservação 
permanente. (...). (AgRg no AREsp 327.687/SP, Rel. Ministro 
HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/08/2013, 
DJe 26/08/2013). Desse modo, o adquirente terá obrigação de 
restaurar a área deteriorada. 
 
(QUESTÃO 352) Referentes a áreas de preservação 
permanente, unidades de conservação e crimes ambientais. É 
circunstância agravante da pena o fato de o agente ter 
cometido crime ambiental no interior de espaço territorial 
especialmente protegido, salvo quando a referida localização 
constituir ou qualificar o crime, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A Lei 9.605/1998 estabelece, no art. 15, rol 
de circunstâncias agravantes. O próprio dispositivo elucida que tais 
circunstâncias não incidem na hipótese em que ela constitua ou 
qualifique o crime. Cometer crime no interior do espaço territorial 
especialmente protegido consiste em circunstância agravante 
prevista no art. 15, II, alínea l, da Lei 9.605/1998. 
Art. 15. São circunstâncias que agravam a pena, quando não 
constituem ou qualificam o crime: (...) II - ter o agente cometido 
a infração: (...) l) no interior do espaço territorial especialmente 
protegido. 
 
(QUESTÃO 353) Com relação aos crimes e às infrações 
administrativas ambientais. Situação hipotética: Durante 
festividade junina, um grupo de pessoas adultas e capazes 
soltou balões com potencial de provocar incêndio em floresta 
situada nas redondezas do local da festa. Assertiva: Nessa 
situação, para serem tipificadas como crime, tais condutas 
independerão de prova de que a probabilidade de lesão ao meio 
ambiente era efetiva, por constituírem infração de perigo 
abstrato, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A Lei de Crimes Ambientais tipifica uma série 
de crimes de perigo abstrato, ·ou seja, que independem de 
verificação do dano efetivo ao meio ambiente, bastando a 
constatação do simples perigo de dano. Exemplo claro é o do artigo 
52, que enuncia a conduta de "penetrar em Unidades de 
Conservação conduzindo substâncias ou instrumentos próprios para 
caça ou para exploração de produtos ou subprodutos florestais, 
sem licença da 
autoridade competente." A tipificação de condutas de perigo 
abstrato se mostra necessária para a proteção do meio ambiente, 
pois implementam o princípio ambiental da prevenção, que tem 
como objetivo evitar a concretização do dano. Manual de Direito 
Ambiental. Romeu Thomé. 2016. 
 
(QUESTÃO 354) Com relação aos crimes e às infrações 
administrativas ambientais. Situação hipotética: Cláudio, maior e 
capaz, caçou e matou espécime da fauna silvestre, sem a devida 
autorização da autoridade competente. Assertiva: Segundo o atual 
entendimento do STJ, a competência para julgar o referido crime 
será da justiça federal, independentemente de a ofensa ter 
atingido interesse direto e específico da União, de suas entidades 
autárquicas ou de empresas públicas federais, pois basta que os 
crimes sejam contra a fauna para atrair a competência do Poder 
Judiciário federal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: "O Superior Tribunal de Justiça assentou o 
entendimento de que, após a revogação do enunciado da Súmula 
n.º 91, compete à Justiça Estadual, de regra, o processamento e o 
julgamento dos feitos que visem à apuração de crimes ambientais. 
Contudo, quando presente o interesse da União na lide, porquanto 
as espécies ilegalmente transportadas e comercializadas estão 
ameaçadas de extinção, evidencia-se a competência da Justiça 
Federal." (STJ, RHC 32.592/RS, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA 
TURMA, julgado em 17/09/2013). 
 
(QUESTÃO 355) Com base na Lei n.º 9.605/1998, relativo a 
destinos de produtos apreendidos. As madeiras apreendidas são 
entregues ao IBAMA ou às secretarias estaduais de meio ambiente, 
órgãos responsáveis por avaliá-las, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Na lei 9.605/ 98 encontre apenas este 
disposto: Art. 25, § 2º Tratando-se de produtos perecíveis ou 
madeiras, serão estes avaliados e doados a instituições científicas, 
hospitalares, penais e outras com fins beneficentes. 
 
(QUESTÃO 356) Acerca dos juizados especiais criminais, do 
processo de responsabilidade administrativa, civil e penal nos 
casos de abuso de autoridade, do processo dos crimes ambientais 
e da interceptação de comunicações telefônicas. A lei que dispõe 
sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e 
atividades lesivas ao meio ambiente determina, expressamente, 
que os crimes ambientais nela previstos são de competência da 
justiça estadual, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Ferir interesse direto da União: Justiça 
federal ex: tráfico internacional de animais. Do contrário, justiça 
comum. 
 
(QUESTÃO 357) Acerca dos deveres e responsabilidades dos 
servidores encarregados do poder de polícia ambiental e de 
atividades relacionadas. A autoridade ambiental que tiver 
conhecimento de infração ambiental será obrigada a promover a 
sua apuração imediata, mediante processo administrativo próprio, 
sob pena de corresponsabilidade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Extrai-se do art. 70, § 3º, da Lei n. 9.605/98: 
“A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração 
ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata, 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
57 
 
mediante processo administrativo próprio, sob pena de co-
responsabilidade.” 
 
(QUESTÃO 358) Relativos a direito penal. De acordo com 
entendimento jurisprudencial, não se aplica o princípio da 
insignificância aos crimes ambientais, ainda que a conduta do 
agente se revista da mínima ofensividade e inexista periculosidade 
social na ação, visto que, nesse caso, o bem jurídico tutelado 
pertence a toda coletividade, sendo, portanto, indisponível, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado (art. 225, caput, CF) é um direito de natureza 
indivisível. Tal fato, porém, não tem o condão de evitar a aplicação 
do princípio da insignificância nesta seara. Neste sentido já se 
posicionou o STJ: Habeas corpus. ação penal. crime ambiental. art. 
34 da lei n. 9.605/98. ausência de dano ao meio ambiente. conduta 
de mínima ofensividade para o direito penal. atipicidade material. 
princípio da insignificância. aplicação. trancamento. ordem 
concedida. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal, o princípio da insignificância tem como vetores a mínima 
ofensividade da conduta do agente, a nenhuma periculosidade 
social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do 
comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada. 
2. Hipótese em que, com os acusados do crime de pesca em local 
interditado pelo órgão competente, não foi apreendido qualquer 
espécie de pescado, não havendo notícia de dano provocado ao 
meio-ambiente, mostrando-se desproporcionala imposição de 
sanção penal no caso, pois o resultado jurídico, ou seja, a lesão 
produzida, mostra-se absolutamente irrelevante. 3. Embora a 
conduta dos pacientes se amolde à tipicidade formal e subjetiva, 
ausente no caso a tipicidade material, que consiste na relevância 
penal da conduta e do resultado típicos em face da significância 
da lesão produzida no bem jurídico tutelado pelo Estado. 4. Ordem 
concedida para, aplicando-se o princípio da insignificância, trancar 
a Ação Penal n. 2009.72.00.002143-8, movida em desfavor dos 
pacientes perante a Vara Federal Ambiental de Florianópolis/SC. 
 
(QUESTÃO 359) Considerando a interpretação do STJ e do STF 
a respeito das competências processuais penais. Com base em 
precedente do STJ, a aplicação de sanção administrativa - 
exercício do poder de polícia - somente se torna legítima, 
considerando-se o princípio da legalidade, quando o ato estiver 
definido em lei como infração administrativa. Caso se trate de 
crime cometido contra o meio ambiente, apenas o competente 
juízo criminal, em regular processo penal, pode impor as 
penalidades previstas na Lei n.º 9.605/1998 - Lei de Crimes 
Ambientais, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão reproduz entendimento presente no 
Informativo nº 389 do STJ. Caso se trate de crime cometido contra 
o meio ambiente, apenas o competente juízo criminal, em regular 
processo penal, pode impor as penalidades previstas na lei n.º 
9.605/98. É certo afirmar que a aplicação de sanção administrativa 
(exercício do poder de polícia) somente se torna legítima, em 
respeito ao princípio da legalidade, quando o ato praticado estiver 
definido em lei como infração administrativa (STJ, Resp 
1.091.486/RO, DJ 02.04.2009). 
 
(QUESTÃO 360) Em relação a crimes ambientais. A 
configuração do fato típico consistente em introduzir espécime 
animal no país, sem parecer técnico oficial favorável e licença 
expedida por autoridade competente, deve ser apurada e 
julgada pela justiça comum estadual, já que não há ofensa de 
bem, serviço ou interesse da União, de suas entidades 
autárquicas ou empresas públicas, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Novo julgado do STF: jurisprudência recente 
sobre crime ambiental 
stf re 835558-sp 09/02/17. Decisão: O Tribunal, por unanimidade 
e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 648 da 
repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário e 
fixou a seguinte tese: "Compete à Justiça Federal processar e 
julgar o crime ambiental de caráter transnacional que envolva 
animais silvestres, ameaçados de extinção e espécimes exóticas ou 
protegidas por compromissos internacionais assumidos pelo Brasil". 
Ausente, justificadamente, a Ministra Cármen Lúcia (Presidente). 
Presidiu o julgamento o Ministro Dias Toffoli (Vice-Presidente). 
Plenário, 09.02.2017. 
 
(QUESTÃO 361) “No texto seguinte”, 
 
Responderá por crime contra a flora o indivíduo que cortar árvore 
em floresta considerada de preservação permanente, 
independentemente de ter permissão para cortá-la, e, caso a 
tenha, quem lhe concedeu a permissão também estará sujeito às 
penalidades do respectivo crime, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Letra de Lei. Art. 39. Cortar árvores em 
floresta considerada de preservação permanente, sem permissão 
da autoridade competente: Pena – detenção, de um a três anos, 
ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Da análise desse 
artigo você conclui que não será crime se a pessoa tiver recebido 
permissão da autoridade competente. Existem hipóteses previstas 
na Legislação em que será admitido o corte de arvore de floresta 
considerada de preservação permanente. Exemplo. Para que possa 
vir a ser construída uma Rodovia. 
 
(QUESTÃO 362) Relativos ao meio ambiente. O Ministério Público 
Federal deve manifestar-se em causa em que se discuta a nulidade 
de auto de infração ambiental, visto que, em regra, o interesse 
envolvido nesse tipo de pleito transcende o interesse meramente 
patrimonial, abarcando discussões relativas ao meio ambiente em 
si, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: "O Ministério Público Federal deve 
manifestar-se em causa na qual se discute nulidade de auto de 
infração ambiental porque, na maioria das vezes, o interesse 
envolvido transcende o interesse meramente patrimonial no 
crédito gerado, abarcando discussões de cunho substancial que 
dizem respeito ao meio ambiente em si (como ocorre no caso 
concreto - v. fls. 519/520, e-STJ), conforme dispõe, entre outros, 
o art. 5º, inc. III, alínea d, da Lei Complementar n. 75/93." Resp 
1.264.302/SC, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES) 
 
(QUESTÃO 363) À luz da lei dos crimes ambientais e do Estatuto 
do Desarmamento. Se o rebanho bovino de determinada 
propriedade rural estiver sendo constantemente atacado por 
uma onça, o dono dessa propriedade, para proteger o rebanho, 
poderá, independentemente de autorização do poder público, 
abater o referido animal silvestre, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Artigo 37. Não é crime o abate de animal 
quando realizado: 
I - (...) II- Para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação 
predatória ou destruidora de animais, desde que legal e 
expressamente autorizado pela autoridade competente. 
 
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(QUESTÃO 364) “No texto seguinte”, 
 
 
Em caso de desmatamento criminoso em unidade de conservação 
no DF, administrada pela União, o autor do crime será processado 
e julgado pela justiça do DF, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Apesar de a unidade de conservação estar 
situada no DF, ela é administrada pela União, ou seja, há interesse 
direto da União, o que enseja o julgamento pela Justiça Federal. 
Acredito que o julgado abaixo esclarece a questão: A competência 
para o processo e julgamento dos crimes contra o meio ambiente, 
após a edição da Lei nº 9.605/98, somente será da Justiça Federal 
se houver lesão a bens, serviços ou interesses da União, ou seja, 
por exemplo, praticados no interior de Unidades de Conservação 
criadas e administradas pelo Poder Público Federal (Reservas 
Biológicas, Reservas Ecológicas, Estações Ecológicas, Parques 
Nacionais, Florestas Nacionais, Áreas de Proteção Ambiental, Áreas 
de Relevante Interesse Ecológico e Reservas Extrativistas). 3. É 
competente a Justiça Federal para processar e julgar ação penal 
pela prática de delito ambiental consistente em dano direto 
causado pela utilização de motosserra em Unidade de Conservação 
Federal (TRF1, RSE 10008 AM 0010008-25.2010.4.01.3200, julgado 
em 11.01.11). 
 
(QUESTÃO 365) “No texto seguinte”, 
 
 
Crime de pesca realizado em rio interestadual deve ser julgado no 
juízo federal competente, ao passo que crime de pesca realizado 
em rio estadual deve ser objeto de denúncia de membro do 
Ministério Público estadual respectivo, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: - se o crime é cometido em um rio que banha 
só um Estado, mesmo que ali tenha havido uma pesca ilegal, com 
petrechos proibidos em norma federal (como o Decreto ou Portaria 
do Ministério do Meio Ambiente), a competência será da Justiça 
Estadual. STJ CC 36.594. - se o crime for cometido em rio for 
interestadual ou em mar territorial, como rio interestadual e mar 
territorial são bens da União, ai então quem julga é a Justiça 
Federal (art. 20, III, CR) – aqui há interesse direto e específico da 
União. 
 
(QUESTÃO 366) “No texto seguinte”, Um agricultor autuado por 
infração ambiental solicitou auxílio da DP. No auto de infração, 
constam: a conduta de impedir a regeneração natural de floresta 
localizada em APP, por manter a área como pasto; a indicação da 
pena de multa em razão da ilegalidade. Segundo o agricultor, na 
verificação, os agentes públicos federais afirmaram ser possível a 
responsabilização nas esferas administrativa, criminal e civil. Ele 
argumentou, por fim, que comprou a propriedade já no estado 
atual e que desconheciaas supostas ilegalidades. Com referência 
a essa situação hipotética. O auto de infração em apreço só 
terá legalidade se tiver sido lavrado por autoridade policial e 
contiver o valor da multa, cujo pagamento, entretanto, só 
deverá ser feito após o julgamento administrativo, já que 
depende de confirmação de incidência, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Artigo 70. Considera-se infração 
administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras 
jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio 
ambiente. §1º São autoridades competentes para lavrar auto de 
infração ambiental e instaurar processo administrativo os 
funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional 
de Meio Ambiente - SISNAMA, designados para as atividades de 
fiscalização, bem como os agentes das Capitanias dos Portos, do 
Ministério da Marinha. 
 
(QUESTÃO 367) “No texto seguinte”, Um agricultor autuado por 
infração ambiental solicitou auxílio da DP. No auto de infração, 
constam: a conduta de impedir a regeneração natural de floresta 
localizada em APP, por manter a área como pasto; a indicação da 
pena de multa em razão da ilegalidade. Segundo o agricultor, na 
verificação, os agentes públicos federais afirmaram ser possível a 
responsabilização nas esferas administrativa, criminal e civil. Ele 
argumentou, por fim, que comprou a propriedade já no estado 
atual e que desconhecia as supostas ilegalidades. Com referência 
a essa situação hipotética. Se ficar constatado que a área 
degradada pode ser recuperada por simples regeneração natural, 
a pena de multa indicada no auto de infração não poderá ser 
convertida em reparação de danos. 
 
Certo. Comentário: Artigo 141. Não será concedida a conversão 
de multa para reparação de danos de que trata o inciso I do art. 
140, quando: I - não se caracterizar dano direto ao meio ambiente; 
e II - a recuperação da área degradada puder ser realizada pela 
simples regeneração natural. 
 
(QUESTÃO 368) “No texto seguinte”, Um agricultor autuado por 
infração ambiental solicitou auxílio da DP. No auto de infração, 
constam: a conduta de impedir a regeneração natural de floresta 
localizada em APP, por manter a área como pasto; a indicação da 
pena de multa em razão da ilegalidade. Segundo o agricultor, na 
verificação, os agentes públicos federais afirmaram ser possível a 
responsabilização nas esferas administrativa, criminal e civil. Ele 
argumentou, por fim, que comprou a propriedade já no estado 
atual e que desconhecia as supostas ilegalidades. Com referência 
a essa situação hipotética. O argumento de desconhecimento da 
ilegalidade poderá ser eficiente para afastar eventual condenação 
criminal, mas não evitará a responsabilização civil, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Penal = erro sobre a ilicitude do fato, se 
inevitável, isenta de pena (artigo 21 código penal). Civil = 
responsabilidade objetiva com base na teoria do risco integral (no 
dano ambiental), de maneira que é irrelevante a existência de 
culpa e descabe invocar excludentes de responsabilidade - como 
força maior ou culpa exclusiva de terceiro (recursos repetitivos: 
resp 1374284/mg, dje 05/09/201; resp 1114398/pr, dje 
16/02/2012). 
 
(QUESTÃO 369) Em relação aos crimes contra a fé pública, aos 
crimes contra a administração pública, aos crimes de tortura e aos 
crimes contra o meio ambiente. Exportar para o exterior peles e 
couros de mamíferos, em estado bruto, sem a autorização da 
autoridade competente caracteriza crime ambiental, devendo o 
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59 
 
autor desse crime, ser processado e julgado pela justiça federal, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O erro da assertiva está em mencionar 
mamíferos. De acordo com a Lei 9.605/98, lei que dispõe sobre as 
sanções penais e administrativas derivadas de condutas e 
atividades lesivas ao meio ambiente, em seu artigo 30 a conduta 
típica está em exportar para o exterior peles e couros de anfíbios 
e répteis: Lei 9.605/98 Artigo 30. Exportar para o exterior peles e 
couros de anfíbios e répteis em bruto, sem a autorização da 
autoridade ambiental competente: Pena - reclusão, de um a três 
anos, e multa. 
 
(QUESTÃO 370) A respeito das disposições do Estatuto da Criança 
e do Adolescente, dos crimes contra o meio ambiente e dos direitos 
do consumidor. Não se aplica o princípio da insignificância às 
infrações penais que atinjam o meio ambiente, uma vez que não 
se pode mensurar de forma segura o grau de lesão ambiental, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: STJ, AgRg no REsp 1366185, DJe 21/8/2014: 
"1. O Superior Tribunal de Justiça firmou orientação no sentido de 
ser possível a aplicação do princípio da insignificância em sede 
ambiental, exigindo, para tanto, a conjugação dos seguintes 
vetores: mínima ofensividade da conduta do agente, nenhuma 
periculosidade social da ação, reduzidíssimo grau de 
reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão 
jurídica provocada." STF, HC 112563, DJe 21/8/2012: "A 2ª Turma, 
por maioria, concedeu habeas corpus para aplicar o princípio da 
insignificância em favor de condenado pelo delito descrito no art. 
34, caput, parágrafo único, II, da Lei 9.605/98 (“Art. 34: Pescar 
em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares 
interditados por órgão competente: ... Parágrafo único. Incorre 
nas mesmas penas quem: ... II - pesca quantidades superiores às 
permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, 
técnicas e métodos não permitidos”). No caso, o paciente fora 
flagrado ao portar 12 camarões e rede de pesca fora das 
especificações da Portaria 84/2002 do IBAMA. Prevaleceu o voto 
do Min. Cezar Peluso, que reputou irrelevante a conduta em face 
do número de espécimes encontrados na posse do paciente. O Min. 
Gilmar Mendes acresceu ser evidente a desproporcionalidade da 
situação, porquanto se estaria diante de típico crime famélico. 
Asseverou que outros meios deveriam reprimir este tipo eventual 
de falta, pois não seria razoável a imposição de sanção penal à 
hipótese. Vencido o Min. Ricardo Lewandowski, que denegava a 
ordem, tendo em conta a objetividade da lei de defesa do meio 
ambiente. Esclarecia que, apesar do valor do bem ser 
insignificante, o dispositivo visaria preservar a época de 
reprodução da espécie que poderia estar em extinção. Ressaltava 
que o paciente teria reiterado essa prática, embora não houvesse 
antecedente específico nesse sentido. HC 112563/SC, rel. orig. 
Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Cezar Peluso, 
21.8.2012." 
 
(Questão 371) A violência doméstica e familiar contra a mulher é 
caracterizada pela ação ou omissão que ocasione morte, lesão, 
sofrimento físico, sexual ou psicológico, além de dano moral ou 
patrimonial, ocorrido em espaço de convívio permanente ou 
esporádico de pessoas, com ou sem vínculo familiar, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A violência doméstica e familiar contra a 
mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos, 
por isso o legislador visou coibir todas as formas de violência 
praticada no âmbito doméstico e familiar, protegendo a mulher de 
condutas omissivas ou comissivas, praticadas contra o seu físico, 
psicológico ou patrimônio. (Art. 7° da Lei n° 11.340/06). Assim, 
devemos entender como "âmbito doméstico" o espaço de convívio 
permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, 
considerando, inclusive, aqueles que esporadicamente são 
agregados ao espaço de convívio (Art. 5°, inciso I, da Lei n° 
11.340/06). Outrossim, como "âmbito familiar" consiste na 
comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram 
aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por 
vontade expressa (Art. 5°, inciso 11, da Lei n° 11.340/06). 
 
(Questão 372) Com relação às disposições da Lei n° 11.340/2006 – 
Lei Maria da Penha. Para os efeitos da referida lei, a configuração 
da violência doméstica e familiar contra amulher depende da 
demonstração de coabitação da ofendida e do agressor, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o Art. 5° da Lei 11.340/06, 
é dispensável a coabitação da ofendida e do agressor para que 
configure a violência doméstica e familiar contra a mulher, em 
qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou 
tenha convivido com a vítima. 
 
(Questão 373) Com relação às disposições da Lei n° 11.340/2006 
Maria da Penha. É tido como o âmbito da unidade doméstica o 
espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo 
familiar, salvo as esporadicamente agregadas, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão está errada, pois, nos termos do 
Art. 5°, inciso I, da Lei n° 11.340/06, as pessoas esporadicamente 
agregadas também são consideradas como parte da unidade 
doméstica. 
 
(Questão 374) Situação hipotética: Alexandre, sob o efeito de 
bebida alcoólica, agrediu fisicamente sua esposa Ana, causando-
lhe lesões corporais. Nessa situação hipotética, após a constatação 
da prática de violência contra Ana, o juiz poderá substituir 
eventual pena de Alexandre por cessão de cestas básicas, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Tratando-se de violência doméstica e 
familiar contra a mulher, é vedada a aplicação de penas de cesta 
básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição 
de pena que implique o pagamento isolado de multa. Esta é a regra 
disposta no Art. 17 da Lei Maria da Penha. Ressalta-se que, embora 
existam doutrinadores que defendam o contrário, o STF já 
entendeu ser descabida a substituição de pena privativa de 
liberdade por restritivas de direitos nos crimes que envolvam 
violência doméstica (STF, 23 Turma. HC 129446/MS, Rel. Min. Teori 
Zavascki, julgado em 20/10/2015 -Informativo 804). Ademais, no 
tocante à pena de multa, é importante observar que a veda a sua 
aplicação de forma isolada, o que vale dizer que a pena de multa 
poderá ser aplicada somente se de forma cumulativa com a pena 
privativa de liberdade ou restritiva de direito diversa da prestação 
pecuniária. 
 
(Questão 375) Constitui violência doméstica e familiar contra 
mulher a conduta praticada pelo marido que configure calúnia, 
difamação ou injúria, sendo tal conduta entendida como violência 
moral, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Considerando a violência doméstica uma 
forma de violação de direitos humanos, o legislador incluiu no rol 
de condutas a serem punidas pela Lei Maria da Penha também a 
violência moral, a qual deve ser entendida como qualquer conduta 
que configure calúnia, difamação ou injúria. (Art. 7°, inciso V, da 
Lei n° 11.340/06). 
 
(Questão 376) A violência psicológica, uma das espécies de 
violência contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha, resulta 
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60 
 
de conduta que cause, entre outros problemas, dano emocional e 
diminuição da autoestima da vítima, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o Art. 7°, inciso 11, da Lei n° 
11.340/06 (Lei Maria da Penha), a violência psicológica, entendida 
como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição 
da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno 
desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, 
comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, 
vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, 
ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou 
qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica c 
à autodeterminação. 
 
(Questão 377) Nos termos da Lei n° 11.340/2006- Lei Maria da 
Penha-, a empregada doméstica poderá ser sujeito passivo de 
violência praticada por seus empregadores, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Nos termos do Art. 5°, inciso I, da Lei Maria 
da Penha, considera-se unidade doméstica o espaço de convívio 
permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as 
esporadicamente agregadas. Diante desta disposição, a empregada 
doméstica que possui habitualidade na prestação de serviço pode 
sim ser vítima de violência praticada por seus empregadores, pois 
é considerada como integrante da unidade doméstica, como pessoa 
esporadicamente agregada. 
 
(Questão 378) Se duas mulheres mantiverem uma relação 
homoafetiva há mais de dois anos, e uma delas praticar violência 
moral e psicológica contra a outra, tal conduta estará sujeita à 
incidência da Lei Maria da Penha, ainda que elas residam em lares 
diferentes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Para que se caracterize a violência doméstica 
e familiar contra a mulher, não é necessário que a violência seja 
praticada por pessoas de sexos distintos. Isto porque o Art. 5°, 
parágrafo único, da Lei n° 11.340/06 traz expressamente as 
relações pessoais enunciadas no texto da Lei independem de 
orientação sexual. 
 
(Questão 379) Com relação às disposições da Lei n° 
11.340/2006- Lei Maria da Penha. É tido como o âmbito da 
unidade doméstica o espaço de convívio permanente de 
pessoas, com ou sem vínculo familiar, salvo as esporadicamente 
agregadas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Nos termos do Art. 5°, inciso I, da Lei n° 
11.340/06, as pessoas esporadicamente agregadas também são 
consideradas como parte da unidade doméstica. 
 
(Questão 380) Com relação às disposições da Lei n° 
11.340/2006 – Lei Maria da Penha. Para os efeitos da referida 
lei, a configuração da violência doméstica e familiar contra a 
mulher depende da demonstração de coabitação da ofendida e 
do agressor, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o Art. 5° da Lei 11.340/06, 
é dispensável a coabitação da ofendida e do agressor para que 
configure a violência doméstica e familiar contra a mulher, em 
qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou 
tenha convivido com a vítima. 
 
(QUESTÃO 381) Considerando-se a legislação pertinente e o 
entendimento dos tribunais superiores sobre o tema, o crime de 
organização criminosa será assim tipificado somente se houver 
consumação de delitos antecedentes, sendo configurada tentativa 
quando não demonstrada a efetiva estabilidade do grupo. 
 
Errado. Comentário: O crime de organização criminosa é crime 
formal, de consumação antecipada ou de resultado cortado, 
consumando-se com a simples associação de quatro ou mais 
pessoas para a prática de crimes com pena máxima superior a 4 
anos, ou de caráter transnacional, pondo em risco, 
presumidamente, a paz pública. Sua consumação independe, 
portanto, da prática de qualquer ilícito pelos agentes reunidos na 
societas delinquentium. Trata-se, portanto, de crime de perigo 
abstrato cometido contra a coletividade (crime vago), punindo-se 
o simples fato de se figurar como integrante do grupo. O crime de 
organização criminosa é incompatível com o conatus (tentativa). 
Considerando-se que o art. 2º da Lei n.º 12.850/13 exige a 
existência de uma organização criminosa, conclui-se que, 
presentes a estabilidade e a permanência do agrupamento, o delito 
estará consumado; caso contrário, o fato será atípico. Em síntese, 
os atos praticados com o objetivo de formar a associação 
(anteriores à execução de qualquer dos núcleos) são meramente 
preparatórios. 
 
(QUESTÃO 382) O crime de organização criminosa é de tipo penal 
misto alternativo, não admite a forma culposa e deve ser punido 
com a fixação da pena pelo sistema de acumulação material. 
 
Certo. Comentário: Art. 2º Promover, constituir, financiar ou 
integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização 
criminosa: Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, 
sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações 
penais praticadas. Se os membros da organização criminosa 
praticarem as infrações penais para as quais se associaram, 
deverão responder pelo crime de organização, em concursomaterial com os demais ilícitos por eles perpetrados. Para que os 
integrantes da organização respondam pelos delitos praticados é 
indispensável que tais infrações tenham ingressado na esfera de 
conhecimento de cada um deles, sob pena de verdadeira 
responsabilidade penal objetiva. 
 
(QUESTÃO 383) O crime de organização criminosa poderá ser 
cometido por pessoa jurídica, a qual, nesse caso, conforme 
expresso em legislação específica, será diretamente 
responsabilizada pelo crime. 
 
Errado. Comentário: Inexiste tal previsão na legislação específica. 
 
(QUESTÃO 384) O crime de Organização Criminosa será assim 
caracterizado apenas quando houver a participação de, pelo 
menos, quatro agentes maiores de idade. 
 
Errado. Comentário: Evidenciada a presença de pelo menos 4 
pessoas, é de todo irrelevante que um deles seja inimputável - 
qualquer que seja a causa da inimputabilidade penal, que nem 
todos os integrantes tenham sido identificados, ou mesmo que 
algum deles não seja punível em razão de alguma causa pessoal de 
isenção de pena. 
 
(QUESTÃO 385) A organização criminosa exige, para sua 
tipificação, por expressa previsão legal, que tenha sido obtida 
vantagem de natureza econômica de origem ilícita. 
 
Errado. Comentário: Art. 1º, § 1º - objetivo de obter, direta ou 
indiretamente, vantagem de qualquer natureza - a vantagem pode 
ser patrimonial ou não. Ref: Renato Brasileiro. Legislação Esp. 
 
(QUESTÃO 386) Considerando a Lei n.º 12.850/2013 e a 
jurisprudência dos tribunais superiores sobre o assunto, responda: 
Nos atos de colaboração premiada, para que seja concedido 
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benefício ao réu colaborador, são exigidas a voluntariedade, a 
espontaneidade e a efetividade da colaboração. 
 
Errado. Comentário: Espontaneidade é apenas exigida na 
colaboração na lei de lavagem de capitais e na lei dos crimes 
contra a ordem tributária. 
 
(QUESTÃO 387) Com respeito a organização criminosa, o perdão 
judicial, como causa de extinção da punibilidade, condiciona-se à 
efetividade da colaboração, por ser requisito legal cumulativo ao 
da voluntariedade. 
 
Certo. Comentário: Os requisitos para a obtenção do perdão 
judicial, na colaboração premiada, são: voluntariedade e 
efetividade na delação, de forma cumulativa. * A delação premiada 
é chamada de PONTE DE DIAMANTE. 
 
(QUESTÃO 388) Em relação à colaboração premiada, prevista na 
Lei n° 12.850/2013, é correto afirmar que o processo relativo ao 
colaborador poderá ser suspenso por até 6 meses, improrrogáveis, 
até que sejam cumpridas as medidas de colaboração, 
suspendendo-se também o respectivo prazo prescricional. 
 
Errado. Comentário: § 3o O prazo para oferecimento de denúncia 
ou o processo, relativos ao colaborador, poderá ser suspenso por 
até 6 (seis) meses, PRORROGÁVEL por igual período, até que sejam 
cumpridas as medidas de colaboração, suspendendo-se o 
respectivo prazo prescricional. 
 
(QUESTÃO 389) Se a colaboração for posterior à sentença, a pena 
poderá ser reduzida até a metade ou será admitida a progressão 
de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos. 
 
Certo. Comentário: § 5o Se a colaboração for posterior à sentença, 
a pena poderá ser reduzida até a metade ou será admitida a 
progressão de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos. 
 
(QUESTÃO 390) No crime organizado, o juiz participará das 
negociações realizadas entre as partes para a formalização do 
acordo de colaboração e poderá recusar homologação à proposta 
que não atender aos requisitos legais. 
 
Errado. Comentário: § 6o O juiz não participará das negociações 
realizadas entre as partes para a formalização do acordo de 
colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o 
investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério 
Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o 
investigado ou acusado e seu defensor. 
 
(QUESTÃO 391) Não se admite oferta de proposta de transação se 
ficar comprovado ter sido o autor da infração condenado, pela 
prática de crime, à pena restritiva de direitos, por sentença 
definitiva. 
 
Errado. Comentário: LEI 9099 
Art. 76. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação 
penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o 
Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena 
restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta. 
§ 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável, o Juiz 
poderá reduzi-la até a metade. 
§ 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: 
I - ter sido o autor da infração condenado, pela prática de crime, 
à pena privativa de liberdade, por sentença definitiva; 
 
(QUESTÃO 392) Os conciliadores no Juizado Especial Criminal são 
recrutados preferencialmente entre bacharéis em Direito. 
 
Certo. Comentário: Art. 7º Os conciliadores e Juízes leigos são 
auxiliares da Justiça, recrutados, os primeiros, preferentemente, 
entre os bacharéis em Direito, e os segundos, entre advogados com 
mais de cinco anos de experiência. 
Parágrafo único. Os Juízes leigos ficarão impedidos de exercer a 
advocacia perante os Juizados Especiais, enquanto no desempenho 
de suas funções. 
 
(QUESTÃO 393) Da decisão que homologa proposta de transação 
(art. 76 da Lei n. 9099/95) oferecida pelo Ministério Público e 
aceita pelo autor do fato, cabe recurso de apelação. 
 
Certo. Comentário: Art. 76. Havendo representação ou tratando-
se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso 
de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação 
imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser 
especificada na proposta. 
§ 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor 
da infração, o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa, 
que não importará em reincidência, sendo registrada apenas para 
impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos. 
§ 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação 
referida no art. 82 desta Lei. 
Art. 82. Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da 
sentença caberá apelação, que poderá ser julgada por turma 
composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de 
jurisdição, reunidos na sede do Juizado. 
 
(QUESTÃO 394) Da decisão que rejeita a denúncia no Juizado 
Especial Criminal, cabe recurso de apelação. 
 
Certo. Comentário: Art. 82. Da decisão de rejeição da denúncia 
ou queixa e da sentença caberá apelação, que poderá ser julgada 
por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau 
de jurisdição, reunidos na sede do Juizado. 
 
(QUESTÃO 395) A não reparação do dano causado pelo crime, 
injustificada, é causa de revogação da suspensão condicional do 
processo. 
 
Certo. Comentário: Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima 
cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por 
esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá 
propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que 
o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido 
condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que 
autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código 
Penal). 
§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do 
Juiz, este, recebendo a denúncia, poderá suspender o processo, 
submetendo o acusado a período de prova, sob as seguintes 
condições: 
I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo; 
 
(QUESTÃO 396) Quando o Ministério Público pede arquivamento 
da representação, descabe o ajuizamento de ação penal privada, 
subsidiária da ação penal pública, já que não houve omissão do 
Ministério Público. 
 
Certo. Comentário: Concluído o IP a autoridade policial o 
remeterá ao Juiz que dará vistas ao MP. O MP poderá: 
1) requerer diligências quando imprescindíveis; 
2) Solicitar o arquivamento; e 
3) Oferecer denúncia. 
Desse modo, quando o MP solicita o arquivamento NÃO cabe ação 
penal privada subsidiária da pública visto que o parquet não ficou 
inerte. 
 
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(QUESTÃO 397) O benefício do sursis processual, previsto na Lei 
n.º 9099/1995, não permite a aplicação da analogia in bonam 
partem, prevista no Código de Processo Penal, razão pela qual não 
é cabível nos casos de crimes de ação penal privada. 
 
Errado. Comentário: Indeferido habeas corpus em que se 
sustentava, nas hipóteses de ação penal privada, a ilegitimidade 
do querelado para oferecer a proposta de suspensão condicional 
do processo, que seria de iniciativa exclusiva do Ministério Público, 
bem como a nulidade do acórdão que recebera a queixa-crime, 
porquanto anterior à proposta de suspensão do processo. Tratava-
se, no caso, de ação penal privada instaurada contra prefeito pela 
suposta prática dos crimes de imprensa de calúnia e injúria. A 
Turma afastou a alegada nulidade do recebimento da queixa com 
a posterior provocação do querelante a respeito da suspensão do 
processo, como ocorreu na espécie, ante a ausência do pedido de 
suspensão do processo na petição inicial da ação penal, e 
salientando que, na eventualidade de rejeição da queixa seria 
desnecessária tal manifestação do querelante. Afastou-se, ainda, 
a alegação de ilegitimidade do querelado para propor a suspensão 
do processo, uma vez que tal legitimidade é consequência da 
própria titularidade do mesmo para a ação penal privada. 
 
(QUESTÃO 398) como o Juizado Especial Criminal possui 
competência absoluta para processar e julgar as infrações de 
menor potencial ofensivo, não haverá possibilidade de modificação 
da competência. 
 
Errado. Comentário: A competência dos Juizados Especiais é uma 
exceção, apesar de ser uma competência material ela é RELATIVA, 
e poderá haver o seu afastamento, a exemplo nos crimes conexos 
com o Tribunal do Júri, por exemplo, sempre prevalecerá a 
competência do juízo competente para julgar a infração mais 
grave. 
 
(QUESTÃO 399) A instauração do Inquérito Policial torna-se 
medida de exceção. Sua simples instauração não pode determinar 
a modificação da competência do Juizado Especial Criminal. 
Certo. Comentário: § 1º Para o oferecimento da denúncia, que 
será elaborada com base no termo de ocorrência referido no art. 
69 desta Lei, com dispensa do inquérito policial, prescindir-se-á do 
exame do corpo de delito quando a materialidade do crime estiver 
aferida por boletim médico ou prova equivalente. 
 
(QUESTÃO 400) A medida judicial cabível contra a decisão que, 
reconhecendo a ilegitimidade do Ministério Público para ajuizar a 
ação penal, deixa de receber a denúncia e extingue a punibilidade 
em face da decadência é a apelação. 
 
Errado. Comentário: Não é apelação, o correto seria recurso em 
sentido estrito. 
Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho 
ou sentença: 
I - que não receber a denúncia ou a queixa 
 
(QUESTÃO 401) Segundo a Lei 7102/83 (atualizada), a vigilância 
ostensiva e o transporte de valores serão executados, em regra 
pelo próprio estabelecimento financeiro, independentemente de 
prévia aprovação. 
 
Errado. Comentário: Art. 3º A vigilância ostensiva e o transporte 
de valores serão executados: (Redação dada pela Lei nº 9.017, de 
1995) 
I - por empresa especializada contratada; ou (Redação dada pela 
Lei nº 9.017, de 1995) 
II - pelo próprio estabelecimento financeiro, desde que organizado 
e preparado para tal fim, com pessoal próprio, aprovado em curso 
de formação de vigilante autorizado pelo Ministério da Justiça e 
cujo sistema de segurança tenha parecer favorável à sua aprovação 
emitido pelo Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei nº 
9.017, de 1995) 
 
(QUESTÃO 402) Em relação à segurança privada nos 
estabelecimentos financeiros onde haja guarda volume de valores 
ou movimentação de numerário, de acordo com a Lei 7102/83 
(atualizada) é vedado o funcionamento de qualquer 
estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou 
movimentação de numerário, que não possua sistema de segurança 
com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério 
da Justiça, na forma desta lei. 
 
Certo. Comentário: Literalidade da Lei 7102/83 
Art. 1º É vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento 
financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de 
numerário, que não possua sistema de segurança com parecer 
favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça, 
na forma desta lei. (Redação dada pela Lei nº 9.017, de 1995) (Vide 
art. 16 da Lei nº 9.017, de 1995) 
 
(QUESTÃO 403) Os estabelecimentos financeiros referidos neste 
artigo compreendem bancos oficiais ou privados, caixas 
econômicas, sociedades de crédito, associações de poupança, suas 
agências, postos de atendimento, subagências e seções, assim 
como as cooperativas singulares de crédito e suas respectivas 
dependências. 
 
Certo. Comentário: Literalidade da Lei 7102/83: Art. 1º É vedado 
o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde 
haja guarda de valores ou movimentação de numerário, que não 
possua sistema de segurança com parecer favorável à sua 
aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça, na forma desta 
lei. (Redação dada pela Lei nº 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei 
nº 9.017, de 1995) 
§ 1o Os estabelecimentos financeiros referidos neste artigo 
compreendem bancos oficiais ou privados, caixas econômicas, 
sociedades de crédito, associações de poupança, suas agências, 
postos de atendimento, subagências e seções, assim como as 
cooperativas singulares de crédito e suas respectivas 
dependências. 
 
(QUESTÃO 404) O Poder legislativo estabelecerá, considerando a 
reduzida circulação financeira, requisitos próprios de segurança 
para as cooperativas singulares de crédito e suas dependências que 
contemplem, entre outros, o seguinte procedimentos: Dispensa de 
sistema de segurança para o estabelecimento de cooperativa 
singular de crédito que se situe dentro de qualquer edificação que 
possua estrutura de segurança instalada em conformidade com o 
art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) 
 
Errado. Comentário: § 2o O Poder Executivo e não o legislativo, 
estabelecerá, considerando a reduzida circulação financeira, 
requisitos próprios de segurança para as cooperativas singulares de 
crédito e suas dependências. 
 
(QUESTÃO 405) Nenhuma sociedade seguradora poderá emitir, em 
favor de estabelecimentos financeiros, apólice de seguros que 
inclua cobertura garantindo riscos de roubo e furto qualificado de 
numerário e outros valores, sem comprovação de cumprimento, 
pelo segurado, das exigências previstas nesta Lei. 
 
Certo. Comentário: Art 8º - Nenhuma sociedade seguradora 
poderá emitir, em favor de estabelecimentos financeiros, apólice 
de seguros que inclua cobertura garantindo riscos de roubo e furto 
qualificado de numerário e outros valores, sem comprovação de 
cumprimento, pelo segurado, das exigências previstas nesta Lei. 
 
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(QUESTÃO 406) São considerados como segurança privada as 
atividades desenvolvidas em prestação de serviços com a 
finalidade de proceder à vigilância patrimonial e pessoal das 
instituições financeiras e de outros estabelecimentos, públicos ou 
privados, bem como a segurança de pessoas físicas. 
 
Errado. Comentário: a lei não fala em proceder vigilância pessoal, 
somente patrimonial. 
 
(QUESTÃO 407) Os serviços de vigilância e de transporte de valores 
poderão ser executados por uma mesma empresa. 
 
Certo. Comentário: Art. 10. São consideradas como segurança 
privada as atividades desenvolvidas em prestação de serviços com 
a finalidade de: (Redação dada pela Lei nº 8.863, de 1994) 
I - proceder à vigilância patrimonial das instituições financeiras e 
de outros estabelecimentos, públicos ou privados, bem como a 
segurança de pessoas físicas; (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994) 
II - realizar o transporte de valores ou garantir o transporte de 
qualquer outro tipo de carga. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994) 
§ 1º Os serviços de vigilância e de transporte de valorespoderão 
ser executados por uma mesma empresa. 
 
(QUESTÃO 408) É assegurado ao vigilante uniforme especial às 
expensas da empresa a que se vincular; porte de arma; prisão 
especial por ato decorrente do serviço; seguro de vida em grupo, 
feito pela empresa empregadora. 
 
Errado. Comentário: Porte de arma somente de estiver em 
serviço. 
 
(QUESTÃO 409) Cabe ao Ministério da Justiça, por intermédio do 
seu órgão competente ou mediante convênio com as Secretarias de 
Segurança Pública dos Estados e Distrito Federal conceder 
autorização para o funcionamento das empresas especializadas em 
serviços de vigilância. 
 
Certo. Comentário: LETRA DE LEI- Art. 20. Cabe ao Ministério da 
Justiça, por intermédio do seu órgão competente ou mediante 
convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados e 
Distrito Federal: I - conceder autorização para o funcionamento 
das empresas especializadas em serviços de vigilância; 
 
(QUESTÃO 410) As empresas especializadas e os cursos de 
formação de vigilantes que infringirem disposições desta Lei 
ficarão sujeitos às seguintes penalidades, aplicáveis pelo Ministério 
da Justiça, ou, mediante convênio, pelas Secretarias de Segurança 
Pública, conforme a gravidade da infração, levando-se em conta a 
reincidência e a condição econômica do infrator. 
 
Certo. Comentário: Art. 23 - As empresas especializadas e os 
cursos de formação de vigilantes que infringirem disposições desta 
Lei ficarão sujeitos às seguintes penalidades, aplicáveis pelo 
Ministério da Justiça, ou, mediante convênio, pelas Secretarias de 
Segurança Pública, conforme a gravidade da infração, levando-se 
em conta a reincidência e a condição econômica do infrator: I - 
advertência; II - multa de quinhentas até cinco mil Ufirs: III - 
proibição temporária de funcionamento; e IV - cancelamento do 
registro para funcionar. 
 
(QUESTÃO 411) Julgue o item abaixo, a respeito da deportação de 
estrangeiro prevista na Lei n.º 13.445/17. 
 
Estrangeiro que se encontre em situação irregular no Brasil poderá 
ser deportado para outro país que não o de sua nacionalidade ou 
procedência. 
 
Certo. Comentário: Lei nº 13.445 (Lei da Migração) Art. 47. A 
repatriação, a deportação e a expulsão serão feitas para o país de 
nacionalidade ou de procedência do migrante ou do visitante, ou 
para outro que o aceite, em observância aos tratados dos quais o 
Brasil seja parte. 
 
(QUESTÃO 412) A política migratória brasileira rege-se pelos 
seguintes princípios e diretrizes: universalidade, indivisibilidade e 
interdependência dos direitos humanos, repúdio e prevenção à 
xenofobia, ao racismo e a quaisquer formas de discriminação. 
 
Certo. Comentário: a questão refere-se aos Princípios e das 
Garantias estabelecidos no Art. 3o da referida lei. 
 
(QUESTÃO 413) Ao migrante é garantida no território nacional, em 
condição de igualdade com os nacionais, a inviolabilidade do 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, bem como são assegurados os direitos e liberdades 
civis, sociais, culturais e econômicos; o direito à liberdade de 
circulação em território nacional; o direito ao voto direto e 
secreto; o direito à reunião familiar do migrante com seu cônjuge 
ou companheiro e seus filhos, familiares e dependentes; medidas 
de proteção a vítimas e testemunhas de crimes e de violações de 
direitos; 
 
Errado. Comentário: Conforme Art. 4o da referida lei, ao migrante 
é garantida no território nacional não é garantida o direito ao voto. 
 
(QUESTÃO 414) O visto é o documento que dá a seu titular 
expectativa de ingresso em território nacional. O visto será 
concedido por embaixadas, consulados e pela Polícia Federal. 
 
Errado. Comentário: Art. 7o O visto será concedido por 
embaixadas, consulados-gerais, consulados, vice-consulados e, 
quando habilitados pelo órgão competente do Poder Executivo, por 
escritórios comerciais e de representação do Brasil no exterior. 
Polícia Federal expede passaporte e não visto. 
 
(QUESTÃO 415) Art. 10. Não se concederá visto a quem não 
preencher os requisitos para o tipo de visto pleiteado, a quem 
comprovadamente ocultar condição impeditiva de concessão de 
visto ou de ingresso no País ou a menor de 18 (dezoito) anos 
desacompanhado ou sem autorização de viagem por escrito dos 
responsáveis legais ou de autoridade competente. 
 
Certo. Comentário: Letra da lei: Art. 10. Não se concederá visto: 
I - a quem não preencher os requisitos para o tipo de visto 
pleiteado; II - a quem comprovadamente ocultar condição 
impeditiva de concessão de visto ou de ingresso no País; ou III - a 
menor de 18 (dezoito) anos desacompanhado ou sem autorização 
de viagem por escrito dos responsáveis legais ou de autoridade 
competente. 
 
(QUESTÃO 416) Ao solicitante que pretenda ingressar ou 
permanecer em território nacional poderá ser concedido visto de 
visita, temporário, permanente, diplomático, oficial, de cortesia. 
 
Errado. Comentário: Art. 12. Ao solicitante que pretenda 
ingressar ou permanecer em território nacional poderá ser 
concedido visto: 
 
I - de visita; 
II - temporário; 
III - diplomático; 
IV - oficial; 
V - de cortesia. 
 
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(QUESTÃO 417) Art. 13. O visto de visita poderá ser concedido ao 
visitante que venha ao Brasil para estada de curta duração, sem 
intenção de estabelecer residência, nos seguintes casos: turismo; 
negócios; trânsito; atividades artísticas ou desportivas; e outras 
hipóteses definidas em regulamento. 
 
Certo. Comentário: Art. 13. O visto de visita poderá ser concedido 
ao visitante que venha ao Brasil para estada de curta duração, sem 
intenção de estabelecer residência, nos seguintes casos: 
 
I - turismo; 
II - negócios; 
III - trânsito; 
IV - atividades artísticas ou desportivas; e 
V - outras hipóteses definidas em regulamento. 
§ 1o É vedado ao beneficiário de visto de visita exercer atividade 
remunerada no Brasil. 
 
(QUESTÃO 418) O visto temporário poderá ser concedido ao 
imigrante que venha ao Brasil com o intuito de estabelecer 
residência por tempo indeterminado e que se enquadre em pelo 
menos uma das seguintes finalidades: a) pesquisa, ensino ou 
extensão acadêmica; b) tratamento de saúde. 
 
Errado. Comentário: Art. 14. O visto temporário poderá ser 
concedido ao imigrante que venha ao Brasil com o intuito de 
estabelecer residência por tempo determinado e não 
indeterminado. 
 
(QUESTÃO 419) O visto temporário para tratamento de saúde 
poderá ser concedido ao imigrante e a seu acompanhante, desde 
que o imigrante comprove possuir meios de subsistência 
suficientes. 
 
Certo. Comentário: Art 14 § 2o O visto temporário para 
tratamento de saúde poderá ser concedido ao imigrante e a seu 
acompanhante, desde que o imigrante comprove possuir meios de 
subsistência suficientes. 
 
(QUESTÃO 420) O asilo político, que constitui ato vinculado do 
Estado, poderá ser diplomático ou territorial e será outorgado 
como instrumento de proteção à pessoa. A saída do asilado do País 
sem prévia comunicação implica renúncia ao asilo. 
 
Errado. Comentário: O asilo político é um ato discricionário do 
estado e não vinculado como mencionou a questão. 
 
(QUESTÃO 421) Uma das atribuições gerais das classes do cargo de 
Policial Rodoviário Federal é a de classe de Inspetor, que exerce 
atividades de natureza policial e administrativa, envolvendo 
direção, planejamento, coordenação, supervisão, controle e 
avaliação administrativa e operacional, coordenação e direção das 
atividades de corregedoria, inteligência e ensino, bem como a 
articulação e o intercâmbio com outras organizações e corporações 
policiais, em âmbito nacional e internacional, além das atribuições 
da classe de Agente Especial; 
 
Certo. Comentário: Das várias atribuições do PRF, a classe de 
inspetor é exatamente a descrita na lei 9.654/98. Porém, em 2012 
foi incluído na lei 12.775/12 as seguintes características da função: 
Classe Especial- atividades de natureza policial e administrativa, 
envolvendodireção, planejamento, coordenação, supervisão, 
controle e avaliação administrativa e operacional, coordenação e 
direção das atividades de corregedoria, inteligência e ensino, bem 
como a articulação e o intercâmbio com outras organizações e 
corporações policiais, em âmbito nacional e internacional, além 
das atribuições da Primeira Classe; 
 
(QUESTÃO 422) O ingresso nos cargos da carreira de que trata esta 
Lei dar-se-á mediante aprovação em concurso público, constituído 
de três fases, ambas eliminatórias e classificatórias, sendo a 
primeira de exame psicotécnico, a segunda constituída e de provas 
e títulos e terceira de curso de formação. 
 
Errado. Comentário: Art. 3° O ingresso nos cargos da carreira de 
que trata esta Lei dar-se-á mediante aprovação em concurso 
público, constituído de duas fases, ambas eliminatórias e 
classificatórias, sendo a primeira de exame psicotécnico e de 
provas e títulos e a segunda constituída de curso de formação. 
 
(QUESTÃO 423) É requisito suficiente, para o ingresso na carreira 
de PRF, o diploma de curso superior completo, em nível de 
graduação, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação. 
 
Errado. Comentário: São requisitos para o ingresso na carreira o 
diploma de curso superior completo, em nível de graduação, 
devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação, e os demais 
requisitos estabelecidos no edital do concurso. 
 
(QUESTÃO 424) A investidura no cargo de Policial Rodoviário 
Federal dar-se-á no padrão único da classe de Agente, onde o 
titular permanecerá por pelo menos 3 (três) anos ou até obter o 
direito à promoção à classe subsequente. 
 
Certo. Comentário: Art. 3°, § 2o A investidura no cargo de Policial 
Rodoviário Federal dar-se-á no padrão único da classe de Agente, 
onde o titular permanecerá por pelo menos 3 (três) anos ou até 
obter o direito à promoção à classe subsequente. (Redação dada 
pela Lei nº 11.784, de 2008). 
 
(QUESTÃO 425) O ocupante do cargo de Policial Rodoviário 
Federal permanecerá preferencialmente no local de sua primeira 
lotação por um período mínimo de 2 (dois) anos exercendo 
atividades de natureza operacional voltadas ao patrulhamento 
ostensivo e à fiscalização de trânsito, sendo sua remoção 
condicionada a concurso de remoção, permuta ou ao interesse da 
administração. 
 
Errado. Comentário: um período mínimo de 3 (três) anos e não 2. 
Art. 3°, § 4o O ocupante do cargo de Policial Rodoviário Federal 
permanecerá preferencialmente no local de sua primeira lotação 
por um período mínimo de 3 (três) anos exercendo atividades de 
natureza operacional voltadas ao patrulhamento ostensivo e à 
fiscalização de trânsito, sendo sua remoção condicionada a 
concurso de remoção, permuta ou ao interesse da administração. 
(Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010) 
 
(QUESTÃO 426) Os cargos em comissão e as funções de confiança 
do Departamento de Polícia Rodoviária Federal serão preenchidos, 
preferencialmente, por servidores integrantes da carreira que 
tenham comportamento exemplar e que estejam posicionados nas 
classes finais, ressalvados os casos de interesse da administração, 
conforme normas a serem estabelecidas pelo Ministro de Estado da 
Justiça por meio de prova interna. 
 
Errado. Comentário: Art. 8o Os cargos em comissão e as funções 
de confiança do Departamento de Polícia Rodoviária Federal serão 
preenchidos, preferencialmente, por servidores integrantes da 
carreira que tenham comportamento exemplar e que estejam 
posicionados nas classes finais, ressalvados os casos de interesse 
da administração, conforme normas a serem estabelecidas pelo 
Ministro de Estado da Justiça. (não existe prova interna para cargos 
em comissão). 
 
(QUESTÃO 427) É de quarenta e quatro horas semanais a jornada 
de trabalho dos integrantes da carreira de que trata esta Lei. 
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Errado. Comentário: Art. 9o É de quarenta horas semanais a 
jornada de trabalho dos integrantes da carreira de que trata esta 
Lei. 
 
(QUESTÃO 428) Compete ao Ministério da Administração Federal 
e Reforma do Estado, ouvido o Ministério da Justiça, a definição 
de normas e procedimentos para promoção na carreira de que 
trata esta Lei. 
 
Certo. Comentário: Art. 10. Compete ao Ministério da 
Administração Federal e Reforma do Estado, ouvido o Ministério da 
Justiça, a definição de normas e procedimentos para promoção na 
carreira de que trata esta Lei. 
 
(QUESTÃO 429) O Policial Rodoviário Federal realiza atividades de 
natureza policial envolvendo a fiscalização, patrulhamento, 
perícia e policiamento ostensivo, atendimento e socorro às vítimas 
de acidentes rodoviários e demais atribuições relacionadas com a 
área operacional do Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 
 
Errado. Comentário: Essas são as atribuições dos policiais 
rodoviários em terceira classe. O erro se encontra em perícia, pois 
apesar do PRF realizar tal trabalho em alguns estados com 
convênio, na lei não fala expressamente. Por isso a questão se 
tornou errada. IV - Terceira Classe: atividades de natureza policial 
envolvendo a fiscalização, patrulhamento e policiamento 
ostensivo, atendimento e socorro às vítimas de acidentes 
rodoviários e demais atribuições relacionadas com a área 
operacional do Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 
(Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
 
(QUESTÃO 430) A partir de 2013, a Carreira composta do cargo de 
Policial Rodoviário Federal, de nível superior, passou a ser 
estruturada nas seguintes classes: Terceira, Segunda, Primeira e 
Especial. 
 
Certo. Comentário: Art. 2o - A. A partir de 1o de janeiro de 2013, 
a Carreira de que trata esta Lei, composta do cargo de Policial 
Rodoviário Federal, de nível superior, passa a ser estruturada nas 
seguintes classes: Terceira, Segunda, Primeira e Especial, na forma 
do Anexo I- A, observada a correlação disposta no Anexo II- A. 
(Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
 
(QUESTÃO 431) Indivíduo não reincidente que semeie, para 
consumo pessoal, plantas destinadas à preparação de pequena 
quantidade de produto capaz de causar dependência psíquica se 
sujeita à penalidade imediata de medida educativa de internação 
em unidade de tratamento. 
 
Errado. Comentário: Art 28§ 1o submete-se quem, para seu 
consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à 
preparação de pequena quantidade de substância ou produto 
capaz de causar dependência física ou psíquica. Às mesmas 
medidas de: 
I - advertência sobre os efeitos das drogas; 
II - prestação de serviços à comunidade; 
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso 
educativo. 
 
(QUESTÃO 432) Considere a seguinte situação: Astolfo, cidadão 
naturalizado brasileiro, foi preso por tráfico de entorpecentes. 
Examine as assertivas abaixo, relativas à atitude a ser adotada face 
a ilícitos dessa natureza, e indique a alternativa que está em 
conformidade com os termos fixados pela CF1988. 
 
a) Será julgado pelo Tribunal Penal Internacional. 
b) Não poderá sofrer a pena de suspensão ou interdição de direitos. 
c) Deverá sujeitar-se à pena de banimento por não ser cidadão 
brasileiro nato. 
d) Não poderá ser extraditado em decorrência deste crime. 
e) Terá direito à identificação dos responsáveis por sua prisão. 
 
Gabarito “E”: Comentário: LXIV - o preso tem direito à 
identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu 
interrogatório policial; 
 
De acordo com a Lei 11.343/06, que Institui o Sistema Nacional de 
Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad, RESPONDA: 
 
(QUESTÃO 433) Para efeito da lavratura do auto de prisão em 
flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é 
suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da 
droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa 
idônea. 
 
Certo. Comentário: Art.50, §1° - Para efeito da lavratura do auto 
de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do 
delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e 
quantidade da droga, firmadopor perito oficial ou, na falta deste, 
por pessoa idônea. 
 
(QUESTÃO 434) O perito que subscrever o laudo de constatação 
da natureza e quantidade da droga não ficará impedido de 
participar da elaboração do laudo definitivo. 
 
Certo. Comentário: Art.50, § 2° - O perito que subscrever o laudo 
a que se refere o § 1° deste artigo não ficará impedido de 
participar da elaboração do laudo definitivo. 
 
(QUESTÃO 435) O local será vistoriado antes e depois de efetivada 
a destruição das drogas apreendidas, sendo lavrado auto 
circunstanciado pelo delegado de polícia, certificando-se neste a 
destruição total delas. 
 
Certo. Comentário: Art.50, § 5° - O local será vistoriado antes e 
depois de efetivada a destruição das drogas referida no § 3°, sendo 
lavrado auto circunstanciado pelo delegado de polícia, 
certificando-se neste a destruição total delas. 
 
(QUESTÃO 436) A destruição de drogas apreendidas na ocorrência 
de prisão em flagrante será feita por incineração, no prazo máximo 
de 30 (trinta) dias contado da data da apreensão, guardando-se 
amostra necessária à realização do laudo definitivo. 
 
Errado. Comentário: Destruição de Drogas: 
a) Plantações Ilícitas: imediatamente destruídas pelo delegado – 
Sem necessidade de autorização do órgão ambiental competente. 
b) Com Prisão em Flagrante: em até 15 dias, pelo delegado de 
polícia, por determinação judicial. 
c) Sem prisão em Flagrante: até 30 dias por incineração. 
________________________________________________________ 
Ricardo, pai de família e esposo dedicado, trabalhador empregado 
como serventuário da justiça à época dos fatos, primário e de bons 
antecedentes, não integrante de qualquer organização criminosa, 
foi surpreendido portando cinquenta pinos de cocaína. Tendo 
Ricardo sido denunciado pela prática de tráfico de drogas, a defesa 
requereu que fosse aplicado o benefício da redução da pena 
previsto na legislação especial, mas o juízo competente negou o 
pedido sob o argumento de que o réu responde a outros inquéritos 
policiais e ações penais, de forma que isso demonstraria que ele 
se dedica a atividades criminosas. Durante o cumprimento da pena 
por tráfico de drogas, Ricardo convenceu sua esposa, Adriana, 
menor de idade, mãe dedicada, atendente de telemarketing, 
primária e de bons antecedentes, não integrante de qualquer 
organização criminosa, a receber, transportar e negociar trinta 
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quilos de maconha, a fim de saldar dívida do marido contraída na 
prisão. Quando foi visitar o marido no presídio, Adriana levou, 
ainda, alguns pinos de cocaína a um conhecido dele que mora bem 
ao lado do estabelecimento prisional. Adriana foi flagrada. A 
respeito dessa situação hipotética, responda às questões 437, 438, 
439 e 440. 
 
(QUESTÃO 437) Como Adriana é adolescente, Ricardo responderá 
pelo crime de tráfico de drogas em concurso com a corrupção de 
menores por tê-la utilizado na prática do crime. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o entendimento do STJ, 
contido no REsp 1622781, não é cabível a condenação do réu por 
tráfico com aumento de pena, em razão do envolvimento de 
adolescente (art. 40, inciso VI, lei nº 11.343/2006), em concurso 
com corrupção de menores, pois isso configuraria bis in idem. Caso 
o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos não esteja 
previsto nos arts. 33 a 37 da Lei de Drogas, o réu poderá ser 
condenado pelo crime de corrupção de menores, porém, se a 
conduta estiver tipificada em um desses artigos (33 a 37), pelo 
princípio da especialidade, não será possível a condenação por 
aquele delito, mas apenas a majoração da sua pena com base no 
art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006. Conclui-se que, condenar 
Ricardo por tráfico de drogas com causa de aumento de pena (por 
envolvimento de adolescente) em concurso com o crime de 
corrupção de menores, é reutilizar a participação de Adriana para 
aumentar ainda mais a pena. 
 
(QUESTÃO 438) Conforme situação anterior, agiu corretamente o 
juízo ao negar o benefício de redução de pena previsto na 
legislação especial, uma vez que é possível a utilização de 
inquéritos policiais e ações penais em curso para a formação da 
convicção do juiz, de modo a afastar o benefício legal. 
 
Certo. Comentário: é possível a utilização de inquéritos policiais 
e/ou ações penais em curso para formação da convicção de que o 
Réu se dedica à atividades criminosas, de modo a afastar o 
benefício legal previsto no artigo 33, §4º, da Lei 11.343/06. (STJ, 
EREsp 1431091/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, TERCEIRA SEÇÃO, 
julgado em 14/12/2016, DJe 01/02/2017) 
 
(QUESTÃO 439) A atuação de Adriana, por si só, induz à conclusão 
de que ela integra a mesma organização criminosa que seu marido, 
sendo prescindível a prova de seu envolvimento, estável e 
permanente, com o grupo criminoso, sendo suficiente para afastar 
a aplicação da minorante prevista na legislação especial. 
 
Errado. Comentário: É possível aplicar o § 4º do art. 33 da Lei de 
Drogas às “mulas”. O fato de o agente transportar droga, por si só, 
não é suficiente para afirmar que ele integre a organização 
criminosa. A simples condição de “mula” não induz 
automaticamente à conclusão de que o agente integre organização 
criminosa, sendo imprescindível, para tanto, prova inequívoca do 
seu envolvimento estável e permanente com o grupo criminoso. 
Portanto, a exclusão da causa de diminuição de pena prevista no § 
4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 somente se justifica quando 
indicados expressamente os fatos concretos que comprovem que a 
“mula” integra a organização criminosa. 
 
(QUESTÃO 440) A aplicação da causa de diminuição de pena 
prevista na legislação especial não é capaz de afastar a hediondez 
do crime de tráfico de drogas praticado por Ricardo. 
 
Errado. Comentário: O tráfico “privilegiado” não é crime 
equiparado a hediondo. STF. Plenário. HC 118533, Rel. Min. 
Cármen Lúcia, julgado em 23/06/2016. 
Houve um overruling, ou seja, a superação de um entendimento 
jurisprudencial anterior da Corte. Antes deste julgamento, o STF 
decidia que o § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 era também 
equiparado a hediondo. O argumento do STF era o de que a causa 
de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º não constituía tipo 
penal distinto do caput do mesmo artigo, sendo o mesmo crime, 
no entanto, com uma causa de diminuição. Em outras palavras, o 
§4º não era um delito diferente do caput. Logo, também deveria 
ser equiparado a hediondo. Nesse sentido: STF. 1ª Turma. RHC 
114842, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 18/02/2014. 
________________________________________________________ 
(QUESTÃO 441) Durante fiscalização em sociedade de economia 
mista, policiais federais que acompanhavam a operação 
perceberam que um dos empregados daquela sociedade portava 
ilegalmente arma de fogo de uso permitido. Na delegacia de 
polícia, embora tenha verificado que se tratava de hipótese de 
arbitramento de fiança e que o flagrado se dispunha a recolhê-la, 
a autoridade policial preferiu não arbitrar a fiança, e remeteu o 
auto de prisão em flagrante delito para o juiz de direito 
competente. Nessa situação, a autoridade policial cometeu abuso 
de autoridade. 
 
Certo. Comentário: Art. 4º Constitui também abuso de autoridade: 
 deixa de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão 
ou detenção de qualquer pessoa. 
levar à prisão e nela deter quem quer que se proponha a prestar 
fiança, permitida em lei. 
 
(QUESTÃO 442) No que diz respeito à legislação penal 
extravagante, segundo entendimento do STJ e do STF, julgue o 
item. 
 
Em se tratando de crimes de abuso de autoridade, se o órgão do 
Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o 
arquivamento da representação, o juiz, se considerar 
improcedentes as razões invocadas, fará remessa da representação 
ao procurador-geral. Este oferecerá a denúncia, designará outro 
órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no 
arquivamento, ao qual, só então, deverá o juizatender. 
 
Certo. Comentário: LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. 
Art. 15. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a 
denúncia requerer o arquivamento da representação, o Juiz, no 
caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará 
remessa da representação ao Procurador-Geral e este oferecerá a 
denúncia, ou designará outro órgão do Ministério Público para 
oferecê-la ou insistirá no arquivamento, ao qual só então deverá o 
Juiz atender. 
 
(QUESTÃO 443) Considere que um PRF aborde o condutor de um 
veículo por este trafegar acima da velocidade permitida em 
rodovia federal. Nessa situação, se demorar em autuar o condutor, 
o policial poderá responder por abuso de autoridade, ainda que 
culposamente. 
 
Errado. Comentário: Abuso de autoridade somente na forma 
dolosa. 
Ainda, supondo que o PRF tenha feito dolosamente, retardar ato 
de oficio se encaixaria em Prevaricação art. 319 CP 
 
(QUESTÃO 444) Pratica o crime de abuso de autoridade o agente 
que, mesmo não tendo a intenção ou o ânimo específico de 
exorbitar do poder que lhe for conferido legalmente, excede-se 
nas medidas para cumpri-lo, com o objetivo de proteger o 
interesse público. 
 
Errado. Comentário: 1° - o abuso de autoridade exige o dolo 
específico e consciente do agente; 
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67 
 
2° - o agente deverá ser apenado pela ilegalidade oriunda do 
excesso culposo, porém não restará configurada qualquer sanção 
da lei 4898/95. 
 
(QUESTÃO 445) Considere que um agente policial, acompanhado 
de um amigo estranho aos quadros da administração pública, mas 
com pleno conhecimento da condição funcional do primeiro, 
efetuem a prisão ilegal de um cidadão. Nesse caso, ambos 
responderão pelo crime de abuso de autoridade, 
independentemente da condição de particular do coautor. 
 
Certo. Comentário: A elementar se comunica para o terceiro, 
visto que tem a ciência da qualidade de policial de seu comparsa. 
Ele responde deste modo, em homenagem à teoria monista, ao 
crime de abuso de autoridade, mesmo não sendo pertencente aos 
quadros da polícia. 
 
(QUESTÃO 446) O processo administrativo para apurar a prática 
de ato de abuso de autoridade deverá ser sobrestado para o fim de 
aguardar a decisão da ação penal ou civil, interposta 
concomitantemente àquele, a fim de evitar decisões 
contraditórias. 
 
Errado. Comentário: Lei 4.898, Art. 7º § 3º O processo 
administrativo não poderá ser sobrestado para o fim de aguardar a 
decisão da ação penal ou civil. 
 
QUESTÃO 447) O ato de montar ou desmontar uma arma de fogo, 
munição ou um acessório de uso restrito, sem autorização, no 
exercício de atividade comercial não constitui crime de comércio 
ilegal de arma de fogo, com a pena aumentada pela metade. 
 
Errado. Comentário: Comércio ilegal de arma de fogo 
Art. 17. Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, 
ter em depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, 
expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio 
ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma 
de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo 
com determinação legal ou regulamentar: 
Art. 19. Nos crimes previstos nos arts. 17 e 18, a pena é aumentada 
da metade se a arma de fogo, acessório ou munição forem de uso 
proibido ou restrito. 
 
(QUESTÃO 448) Submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a 
vexame ou a constrangimento não autorizado em lei não constitui 
abuso de autoridade, mas sujeita o infrator ao pagamento de 
indenização civil por danos à moral da vítima. 
 
Errado. Comentário: Art. 4º, “b” da Lei de Abuso de Autoridade 
(Lei 4898 de 65) 
Art. 4º Constitui também abuso de autoridade: 
b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a 
constrangimento não autorizado em lei. 
 
(QUESTÃO 449) Quando o abuso for cometido por agente de 
autoridade policial civil, poderá ser cominada a pena autônoma ou 
acessória de não poder o acusado exercer funções de natureza 
policial no município da culpa, por prazo de um a cinco anos. 
 
Certo. Comentário: § 5º Quando o abuso for cometido por agente 
de autoridade policial, civil ou militar, de qualquer categoria, 
poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória, de não poder 
o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no 
município da culpa, por prazo de um a cinco anos. 
 
(QUESTÃO 450) Hélio, maior e capaz, solicitou a seu amigo 
Fernando, policial militar, que abordasse seus dois desafetos, Beto 
e Flávio, para constrangê-los. O referido policial encontrou os 
desafetos de Hélio na praça principal da pequena cidade em que 
moravam e, identificando-se como policial militar, embora não 
vestisse, na ocasião, farda da corporação, abordou-os, 
determinando que se encostassem na parede com as mãos para o 
alto e, com o auxílio de Hélio, algemou-os enquanto procedia à 
busca pessoal. Nada tendo sido encontrado em poder de Beto e 
Flávio, ambos foram liberados. Nessa situação, Hélio praticou, em 
concurso de agente, com o policial militar Fernando, crime de 
abuso de autoridade, caracterizado por execução de medida 
privativa de liberdade individual. 
 
Certo. Comentário: a conduta narrada no enunciado da questão é 
prevista como uma das modalidades de crime de abuso de 
autoridade prevista na alínea “a” do art. 3º, da Lei 4.898/65. Com 
efeito, Hélio e seu amigo policial militar Fernando, restringiram, 
sem fundamentos de fato e de direito que os permitissem, a 
liberdade de locomoção de Beto e Flávio. Atuaram, portanto, com 
desvio de finalidade caracterizando, destarte, abuso de poder. 
Muito embora HÉLIO não seja policial, considerando-se que as 
circunstâncias e condições de caráter pessoal consubstanciam 
elementar do tipo em tela (ser autoridade, nos termos do art. 5° 
da Lei 4898/65), aplica-se a regra do art. 30 do CP que impõe a 
comunicação desse elemento (o fato de ser autoridade) a HÉLIO, 
que será co-autor do crime em questão. 
 
(QUESTÃO 451) Se, com o objetivo de obter confissão, 
determinado agente de polícia, por meio de grave ameaça, 
constranger pessoa presa, causando-lhe sofrimento psicológico, e 
a vítima for adolescente, o crime será qualificado. 
 
Errado. Comentário: Ocorrerá aumento de pena. 
§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: 
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de 
deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos; 
 
(QUESTÃO 452) O indivíduo que se omite ante a prática de tortura 
quando deveria evitá-la responde igualmente pela conduta 
realizada. 
 
Errado. Comentário: NÃO responde igualmente, visto que a 
tortura por omissão (tortura imprópria) é apenada pela metade 
com relação a pratica do crime de tortura própria 
Tortura Própria - Pena: RECLUSÃO 2 a 8 anos - É crime equiparado 
a Hediondo!!! 
Tortura por Omissão - Pena: DETENÇÃO 1 a 4 anos - Não é crime 
equiparado a Hediondo! 
 
(QUESTÃO 453) A legislação especial brasileira concernente à 
tortura aplica-se somente aos crimes ocorridos em território 
nacional. 
 
Errado. Comentário: Lei de Tortura - Art. 2º O disposto nesta Lei 
aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em 
território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o 
agente em local sob jurisdição brasileira. 
 
(QUESTÃO 454) No crime de tortura, a prática contra adolescente 
é causa de aumento de pena de um sexto até um terço. 
 
Certo. Comentário: LEI Nº 9.455, DE 7 DE ABRIL DE 1997. 
Art. 1°. § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: 
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de 
deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos; 
 
(QUESTÃO 455) A condenação de funcionário público por esse 
crime gera a perda do cargo, desde que a sentença assim 
determine e que a pena aplicada seja superior a quatro anos. 
 
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Errado. Comentário: Tortura > gera a perda automática do cargo, 
prescindindo/dispensando o juiz de motivar na sentença 
condenatória.- Observação - Crime de Tortura e Organização Criminosa -> São os 
únicos com efeito automático da perda do cargo, emprego ou 
função pública que dispensam motivação. 
 
(QUESTÃO 456) A submissão de pessoa presa a sofrimento físico 
ou mental por funcionário público que pratique atos não previstos 
em lei exige o dolo específico. 
 
Errado. Comentário: Não se exige o dolo específico para essa 
pratica criminosa. 
 
(QUESTÃO 457) O funcionário público que constrange fisicamente 
o estagiário a praticar contravenção penal poderá ser 
responsabilizado pelo crime de tortura do artigo 1° da Lei n° 
9.455/1997. 
 
Errado. Comentário: Se o constrangimento é para a prática de 
contravenção penal, então CONSTRANGIMENTO ILEGAL. Para 
caracterizar tortura o constrangimento tem que ser para a prática 
de CRIME. 
 
(QUESTÃO 458) Aquele que submeter pessoa presa ou sujeita a 
medida de segurança, a sofrimento físico ou mental, por 
intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante 
de medida legal, incorre em pena diversa àquela prevista para o 
crime de tortura 
 
Errado. Comentário: § 1º Na mesma pena incorre quem submete 
pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico 
ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou 
não resultante de medida legal. 
 
(QUESTÃO 459) A condenação pela prática do crime de tortura 
acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a 
interdição para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada. 
 
Errado. Comentário: A condenação pela prática do crime de 
tortura acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e 
a interdição para seu exercício pelo DOBRO do prazo da pena 
aplicada. 
 
(QUESTÃO 460) O fato de o agente constranger um indivíduo 
mediante violência ou grave ameaça, em razão da orientação 
sexual desse indivíduo, causando-lhe sofrimento físico ou mental, 
caracteriza o crime de tortura na modalidade discriminação. 
 
Errado. Comentário: Orientação sexual não caracteriza o crime de 
tortura na modalidade discriminação. 
 
Art. 1º Constitui crime de tortura: 
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, 
causando-lhe sofrimento físico ou mental: 
c) em razão de discriminação racial ou religiosa; 
 
(QUESTÃO 461) O ECA dispõe sobre a proteção social à criança e 
ao adolescente e, em casos específicos previstos em lei, a proteção 
integral. 
 
Errado. Comentário: Tanto o ECA quanto a Constituição Federal 
(art. 227) afirmam que a criança e o adolescente têm proteção 
integral, absoluta. Isso é considerado o supra princípio do ECA. A 
questão inverteu os conceitos. 
 
(QUESTÃO 462) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) 
adota a doutrina da situação irregular, cujos fundamentos são a 
situação de abandono e o desvio de conduta da criança ou do 
adolescente. 
 
Errado. Comentário: O revogado Código de Menores dispunha 
sobre a proteção da criança em situação irregular, ao passo que o 
ECA dispõe sobre a proteção integral da criança e do adolescente, 
em qualquer situação. 
 
(QUESTÃO 463) A garantia de prioridade no atendimento das 
crianças e dos adolescentes é da competência exclusiva do Estado. 
 
Errado. Comentário: Art. 4º É dever da família, da comunidade, 
da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta 
prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à 
alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade 
e à convivência familiar e comunitária. 
 Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: 
 a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer 
circunstâncias; 
 b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de 
relevância pública; 
 c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais 
públicas; 
 d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas 
relacionadas com a proteção à infância e à juventude. 
 
(QUESTÃO 464) É proibido o trabalho noturno, perigoso ou 
insalubre a menores de dezoito anos de idade e de qualquer 
trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de 
aprendiz, a partir dos doze anos, no caso de cumprimento de 
medida socioeducativa de internação. 
 
Errado. Comentário: Art. 60. É proibido qualquer trabalho aos 
menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz. 
A EC 20/1998 elevou de 14 para 16 anos, excepcionando a condição 
de aprendiz A PARTIR dos 14. Grande avanço contra a exploração 
do trabalho infanto-juvenil. Dessa forma, tal artigo é considerado 
revogado em face das novas disposições do texto constitucional. 
Ainda, em face da Constituição, há proibição de trabalho noturno, 
perigoso e insalubre a menores de 18 anos, e de qualquer trabalho 
a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 
14 anos de idade. (Art. 7º, inciso XXXIII, CF). Existe uma falsa ideia 
de que o trabalho é a resposta para o jovem ocioso, infrator, 
marginal, contribuindo para elevar os índices de exploração. Soma-
se o baixo poder aquisitivo de muitas famílias brasileiras e a 
necessidade do complemento da renda familiar. O acesso precoce 
ao mercado de trabalho interrompe a vida escolar, impede o 
desenvolvimento adequado e, por fim, empurra os jovens para a 
exclusão e marginalização. 
 
(QUESTÃO 465) João, aos 17 anos de idade, por ter praticado 
latrocínio, foi submetido, após o devido processo legal, à medida 
socioeducativa de internação. No curso do cumprimento da 
medida, João completou 18 anos, ocasião em que entrou em vigoro 
novo Código Civil, que reduziu a maioridade civil de 21 anos de 
idade para 18 anos de idade. O advogado de João, então, pleiteou 
a sua liberação do cumprimento da medida socioeducativa, 
entendendo ser aplicável o novo Código Civil à situação de seu 
cliente. 
 
Considerando a situação hipotética descrita acima, julgue o item 
que se segue. 
 
A aplicação do ECA a João rege-se pela idade de João à época dos 
fatos. 
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Certo. Comentário: Art. 104. São penalmente inimputáveis os 
menores de dezoito anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei. 
 
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a 
idade do adolescente à data do fato. 
 
(QUESTÃO 466) Quando for verificada alguma hipótese de 
violência ou ameaça aos direitos da criança e do adolescente 
reconhecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 
8.069/90), a autoridade competente poderá determinar algumas 
medidas expressamente descritas na legislação. NÃO PODERÁ ser 
adotada pela autoridade competente colocação em família 
substituta. 
 
Errado. Comentário: Art. 101. Verificada qualquer das hipóteses 
previstas no art. 98, a autoridade competente poderá determinar, 
dentre outras, as seguintes medidas: 
I - encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de 
responsabilidade; 
II - orientação, apoio e acompanhamento temporários; 
III - matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial 
de ensino fundamental; 
IV - inclusão em serviços e programas oficiais ou comunitários de 
proteção, apoio e promoção da família, da criança e do 
adolescente; 
V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, 
em regime hospitalar ou ambulatorial; 
VI - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, 
orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos; 
VII - acolhimento institucional; 
VIII - inclusão em programa de acolhimento familiar; 
IX - colocação em família substituta. 
 
(QUESTÃO 467) As entidades de atendimento a crianças e 
adolescentes são responsáveis pelo planejamento e execução de 
programas de proteção e socioeducativos, tais como orientação e 
apoio sócio-familiar, acolhimento institucional, liberdade 
assistida, prestação de serviços à comunidade, semiliberdade, 
abrigo e internação. 
 
Errado. Comentário: Art. 90. As entidades de atendimento são 
responsáveis pela manutenção das próprias unidades, assim como 
pelo planejamento e execução de programas de proteçãoe sócio-
educativos destinados a crianças e adolescentes, em regime de: 
I - orientação e apoio sócio-familiar; 
II - apoio sócio-educativo em meio aberto; 
III - colocação familiar; 
IV - acolhimento institucional; 
V - liberdade assistida; 
V - prestação de serviços à comunidade; VI - liberdade assistida; 
VII - semiliberdade; e VIII - internação. 
 
(QUESTÃO 468) De acordo com as disposições do ECA, assinale a 
opção correta a respeito da responsabilização das crianças e dos 
adolescentes em razão do cometimento de atos infracionais. 
 
As crianças com deficiência não podem ser responsabilizadas pelo 
cometimento de atos infracionais, sendo possível aplicar-lhes 
medidas de proteção em substituição a medidas socioeducativas. 
 
Errado. Comentário: Dependendo do grau da deficiência podem 
ser responsabilizadas. 
 
(QUESTÃO 469) Com base na Lei n.º 8.069/1990, internação em 
estabelecimento educacional representa medida passível de 
aplicação por autoridade competente tanto a criança quanto a 
adolescente que cometa ato infracional. 
 
Errado. Comentário: Art 105. Ao ato infracional praticado por 
criança corresponderão as medidas previstas no art. 101 
I. encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de 
responsabilidade; 
II. orientação, apoio e acompanhamento temporários; 
III. matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial 
de auxílio à família, à criança e ao adolescente; 
IV. inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à 
família, à criança e ao adolescente; 
V. requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, 
em regime hospitalar ou ambulatorial; 
VI. inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, 
orientação e tratamento de alcoólatras e toxicômanos; 
Medidas protetivas ----> Criança (NÃO se aplicam medidas 
socioeducativas) 
Medidas socioeducativas ----> adolescentes (medidas protetivas 
PODEM ser aplicadas) 
 
(QUESTÃO 470) Gabriel, como dirigente de estabelecimento de 
atenção à saúde de gestantes, deixou de fornecer a uma 
parturiente, na ocasião da alta médica desta, declaração de 
nascimento em que constassem as intercorrências do parto e do 
desenvolvimento do neonato. 
• Júlia, professora de ensino fundamental, teve conhecimento de 
caso que envolvia suspeita de maus-tratos contra uma aluna de dez 
anos de idade e deixou de comunicar o fato à autoridade 
competente. 
• Alexandre hospedou, no hotel do qual é responsável, um 
adolescente que estava desacompanhado de seus pais ou de um 
responsável e sem autorização escrita deles ou de autoridade 
judiciária. 
Nessas situações hipotéticas, de acordo com o que prevê o ECA, 
somente Júlia e Alexandre responderão por infração 
administrativa. 
 
Certo. Comentário: Alexandre cometeu infração administrativa. 
Art. 250. Hospedar criança ou adolescente desacompanhado dos 
pais ou responsável, ou sem autorização escrita desses ou da 
autoridade judiciária, em hotel, pensão, motel ou congênere: Pena 
– multa. 
 
(QUESTÃO 471) Considerando o que dispõe a Lei n.º 10.826/2003 
— Estatuto do Desarmamento — sobre a posse e o porte de armas 
de fogo e de munição para determinados servidores dos quadros de 
pessoas do Poder Judiciário, julgue o item a seguir. 
 
Os servidores que efetivamente exerçam função de segurança de 
tribunal terão direito de portar arma de fogo fornecida pela 
respectiva instituição mesmo que não estejam em horário de 
serviço. 
 
Errado. Comentário: Art. 6o. 
 § 1o As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI do caput deste 
artigo terão direito de portar arma de fogo de propriedade 
particular ou fornecida pela respectiva corporação ou instituição, 
mesmo fora de serviço, nos termos do regulamento desta Lei, com 
validade em âmbito nacional para aquelas constantes dos incisos I, 
II, V e VI. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008). 
I – os integrantes das Forças Armadas; 
II - os integrantes de órgãos referidos nos incisos I, II, III, IV e V do 
caput do art. 144 da Constituição Federal e os da Força Nacional 
de Segurança Pública (FNSP); (Redação dada pela Lei nº 13.500, de 
2017) 
III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados 
e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, 
nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei; 
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V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e 
os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de 
Segurança Institucional da Presidência da República; 
VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51, IV, e 
no art. 52, XIII, da Constituição Federal; 
 
(QUESTÃO 472) O tipo penal do art. 15 da Lei n. 10.826/03 
(Estatuto do Desarmamento) prevê pena de detenção e multa para 
a conduta de disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar 
habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a 
ela, apresentando, contudo, uma ressalva que caracteriza ser o 
crime referido de natureza subsidiária, qual seja, desde que as 
condutas acima referidas não tenham como finalidade a prática de 
outro crime. 
 
Errado. Comentário: o erro está em detenção, pois o crime 
mencionado é de reclusão. 
 
(QUESTÃO 473) Conforme jurisprudência pacificada no STJ, o 
crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido é de perigo 
concreto. 
 
Errado. Comentário: De acordo com entendimento do STJ, é 
irrelevante a arma estar desmuniciada ou aferir sua eficácia para 
configuração do tipo penal porte de arma de fogo por se tratar de 
delito de mera conduta e de perigo abstrato. 
 
(QUESTÃO 474) A conduta de importar uma mira telescópica de 
uso restrito, desacompanhada do armamento, é atípica, pois a 
simples importação do acessório para arma de fogo não configura 
a prática de delito previsto no Estatuto do Desarmamento. 
 
Errado. Comentário: Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso 
restrito 
Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em 
depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, 
remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de 
fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem 
autorização e em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar. 
 
(QUESTÃO 475) As armas das polícias militares deverão ser 
registradas no Sistema Nacional de Armas. 
 
Errado. Comentário: DO REGISTRO 
Art. 3o É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão 
competente. 
Parágrafo único. As armas de fogo de uso restrito serão registradas 
no Comando do Exército, na forma do regulamento desta Lei. 
 
(QUESTÃO 476) Apesar de os crimes praticados contra a 
propriedade industrial serem processados mediante queixa, a 
imitação perfeita da marca de uma arma de fogo, sem autorização, 
é processada por meio de ação penal pública. 
 
Certo. Comentário: 
Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito 
Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em 
depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, 
remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de 
fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem 
autorização e em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar: 
Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. 
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem: 
I – suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer sinal de 
identificação de arma de fogo ou artefato; 
 
(QUESTÃO 477) Para obter porte de arma de fogo de uso 
permitido, agente da Polícia Federal deve apresentar, entre outros 
documentos, comprovação de capacidade técnica e de aptidão 
psicológica para o manuseio de arma de fogo. 
 
Errado. Comentário: Lei n.º 10.826/2003: Art. 6º., § 4.º Os 
integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais 
e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do 
Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4o, ficam 
DISPENSADOS do cumprimento do disposto nos incisos I 
(comprovação de inidoneidade), II (comprovação de ocupação 
lícita e residênciacerta) e III (comprovação de capacidade técnica 
e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo) do 
mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei. 
 
(QUESTÃO 478) Considere que Armando, dentista, tenha 
comprado um revólver calibre .38 e que, semanas depois, sua 
amiga Júlia, empresária do ramo têxtil, tenha-lhe revelado 
interesse em adquirir a arma. Nessa situação, o revólver só poderá 
ser vendido mediante autorização do Sistema Nacional de Armas. 
 
Certo. Comentário: Venda de arma: - ENTRE PESSOAS FÍSICAS 
Somente será efetivada mediante autorização do SINARM 
 
- POR PESSOA JURÍDICA (empresa) 
Será obrigada a: 
1 - Comunicar a venda a autoridade competente 
2 - Manter banco de dados, com todas as características da arma e 
cópia dos documentos 
3 - Ter a posse provisória enquanto não forem vendidas 
 
(QUESTÃO 479) O certificado de registro de arma de fogo é o 
documento que autoriza o proprietário a portar arma de fogo 
dentro do território nacional. 
 
Errado. Comentário: O certificado que é expedido pela PF 
mediante autorização do SINARM, é somente para posse de arma 
de fogo. 
 
(QUESTÃO 480) A autorização de porte de arma para os 
responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ao 
Brasil ou aqui sediados é de responsabilidade do Ministério da 
Justiça. 
 
Certo. Comentário: Art. 9o Compete ao Ministério da Justiça a 
autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança 
de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e, ao 
Comando do Exército, nos termos do regulamento desta Lei, o 
registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para 
colecionadores, atiradores e caçadores e de representantes 
estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada 
no território nacional. (Lei nº 10.826/2003). 
 
(QUESTÃO 481) Acerca do direito penal e do direito processual 
penal, itens de 73 a 80. A diferença entre crime e contravenção 
penal consiste na aplicação de pena de reclusão ao primeiro e, 
ao segundo, pena de detenção ou multa, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os crimes e as contravenções penais se 
diferem em sua essencial pela gravidade das condutas descritas na 
lei. Os crimes (delitos) são mais graves devido suas penas, ou seja, 
as penas aqui determinadas são de reclusão e detenção e nas 
contravenções penais as penas são de prisão simples e multa. 
Resumo: Crime -> reclusão, detenção ou multa; Contravenção -> 
prisão simples ou multa 
 
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(QUESTÃO 482) Em cada um dos itens de 40 a 45, é apresentada 
uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada, 
relativa a contravenções penais, crimes contra o patrimônio, fé 
pública, administração pública e tortura. Álvaro foi parado em 
uma blitz promovida pela Polícia Rodoviária Federal, tendo 
sido apurado que vestia uniforme militar, contendo as insígnias 
de tenente. Ao lhe ser solicitada a apresentação de 
documento, apresentou documento de identidade militar. Os 
policiais rodoviários entraram em contato com a Polícia Militar 
e apuraram que Álvaro não pertencia à corporação. Foi, então, 
realizado o levantamento dos antecedentes criminais de 
Álvaro, constatando-se a existência de diversos inquéritos 
policiais em andamento pela prática do crime de estelionato. 
Nessa situação, Álvaro praticou contravenção penal de uso 
indevido de uniforme ou distintivo, em concurso material com 
o crime de uso de documento falso, sendo este último de 
competência da justiça militar, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A qualificação do órgão expedidor do 
documento público é irrelevante para determinar a competência 
do juízo no crime de uso de documento falso, pois o critério a ser 
utilizado para tanto define-se em razão da entidade ou do órgão 
ao qual foi apresentada, porquanto são estes quem efetivamente 
sofrem o prejuízo em seus bens ou serviços. STJ, CC 99105/ RS, 3ª 
seção, 27/02/2009. 
 
(QUESTÃO 483) Admitido para o serviço de motorista de ônibus de 
uma empresa de transporte coletivo, Severino entregou a carteira 
profissional no serviço de pessoal da empresa, junto com 
fotocópias autenticadas do certificado de reservista, do título de 
eleitor, das certidões de registro de nascimento de dois filhos e de 
sua certidão de casamento. Passaram-se mais de quinze dias e os 
citados documentos não lhe foram devolvidos. Acerca dessa 
situação hipotética. O fato configura contravenção penal e a 
competência para o seu julgamento é do JEC, mas a persecução 
penal só terá início com a representação de Severino, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Lei 5553 -> Dispõe sobre a apresentação e uso 
de documentos de identificação pessoal. Art. 3º Constitui 
contravenção penal, punível com pena de prisão simples de 1 (um) 
a 3 (três) meses ou multa de NC R$ 0,50 (cinquenta centavos) a 
NCR$ 3,00 (três cruzeiros novos), a retenção de qualquer 
documento a que se refere esta Lei. 
 
(QUESTÃO 484) Com base na interpretação doutrinária majoritária 
e no entendimento dos tribunais superiores. Apesar de, no campo 
fático, ser possível ocorrer a tentativa de contravenção penal, 
esta, quando se desenvolve na forma tentada, não é 
penalmente alcançável, julgue (C ou E) o item seguinte. 
Certo. Comentário: xxx. 
 
Justificativa: A tentativa de contravenção não é penalmente 
alcançável por expressa previsão na Lei de Contravenções Penais, 
no seu artigo 4º: Não é punível a tentativa de contravenção. A lei 
previu expressamente, mas não quer dizer que, conforme a 
questão apontou, não seja possível acontecer no campo fático. Por 
exemplo, o artigo 21 da LCP, Art. 21. Praticar vias de fato contra 
alguém: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou 
multa, se o fato não constitui crime. O bem jurídico protegido é a 
incolumidade do ser humano. Constitui vias de fato toda agressão 
física contra a pessoa, desde que não constitua lesão corporal. 
Trata-se de uma infração comum, material, comissiva e dolosa. 
Existem vários meios de execução para se praticar vias de fato (um 
tapa na cara, "tacar pedra"...) Se, por exemplo, A discute com B, 
os ânimos se exaltam e A, com o intuito de acertar B, arremessa 
uma pequena pedra em direção a este, mas acaba por errar a 
pontaria. Poderia ser, em tese, tentativa de vias de fato. Então, 
no campo fático é possível sim a tentativa de contravenção penal. 
Mas a própria lei só admite a punição de contravenção se esta for 
consumada. 
 
(QUESTÃO 485) No que se refere às contravenções penais, aos 
crimes em espécie e às leis penais extravagantes, julgue o item a 
seguir com base na jurisprudência dos tribunais superiores. A 
tentativa de contravenção, mesmo que factível, não é punida, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Conforme artigo 4º do Decreto-Lei 3.688/41 
(Lei de Contravenções Penais) Art. 4º Não é punível a tentativa de 
contravenção. 
 
(QUESTÃO 486) A respeito das contravenções penais e da lei que 
institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas. 
Considere que determinado cidadão esteja usando 
publicamente uniforme de PRF, função pública que ele não 
exerce. Nessa situação, para que esse cidadão responda por 
contravenção penal, é necessário que sua conduta cause 
efetivo prejuízo para o Estado ou para outra pessoa, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O agente praticou a contravenção de uso de 
uniforme, prevista no art. 46 da Lei das Contravenções Penais 
(Decreto-Lei nº 3.688 de1941), cujo resultado independe da 
causação de prejuízo, por ser de natureza formal. Com efeito, 
basta o uso do uniforme para que a conduta delitiva se enquadre 
no tipo penal incriminador. A ocorrência de dano posterior será 
punida se configurar crime mais grave. 
 
(QUESTÃO 487) Acerca das contravenções penais (Decreto-lei n. o 
3.688/1941) e do Estatuto do Desarmamento (Lei n. o 
10.826/2003). Para que uma pessoa responda pela contravenção 
penal de importunação ofensivaao pudor, não é necessário que o 
ato seja praticado em lugar público, mas, tão somente, que seja 
acessível ao público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A contravenção penal de importunação 
ofensiva ao pudor está prevista no artigo 61 do Decreto-Lei 
3.688/41: Art. 61. Importunar alguém, em lugar público ou 
acessível ao público, de modo ofensivo ao Pena – multa. Conforme 
leciona Damásio de Jesus, a conduta típica consiste em importunar 
alguém, em local público ou de acesso ao público, de modo 
ofensivo ao pudor. "Importunar" quer dizer perturbar, incomodar. 
Exemplos: beijo na boca sem o consenso da vítima (há discussão a 
respeito da exata tipicidade do fato), perseguição automobilística 
(conforme a conduta) etc. Fonte: JESUS, Damásio. Lei das 
Contravenções Penais Anotada, São Paulo: Saraiva, 12ª edição, 
2010. 
 
(QUESTÃO 488) Quanto às penas, à tipicidade, à ilicitude e aos 
elementos e espécies da infração penal. De acordo com a Lei de 
Contravenções Penais (Decreto-lei n. o 3.688/1941), as penas 
principais aplicáveis às contravenções penais são as de multa e 
prisão simples, devendo esta última ser cumprida sem rigor 
penitenciário, em estabelecimento especial ou seção especial 
de prisão comum, exclusivamente em regime aberto, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A contravenção penal (Lei das 
Contravenções Penais - Decreto Lei nº3.688/1941) é infração penal 
de menor lesividade, por seu turno, tendo aplicação de pena de 
prisão simples ou multa. Vejamos: DECRETO-LEI Nº 3.688, DE 3 DE 
OUTUBRO DE 1941 - Lei das Contravenções Penais. "Art. 5º As penas 
principais são: I – prisão simples. II – multa." (1ª parte da questão 
está correta) Art. 6º - A pena de prisão simples deve ser cumprida, 
sem rigor penitenciário, em estabelecimento especial ou seção 
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especial de prisão comum, em regime semi-aberto ou aberto". (2ª 
parte da questão está errada)". Obs.: É vedado o emprego do 
regime fechado para o cumprimento de pena por contravenção 
penal, mesmo em caso de regressão. 
 
(QUESTÃO 489) Nos termos do Decreto-Lei n. 3.688/1941, 
configura contravenção penal a conduta tipificada como. 
Aponte a alternativa correta: 
 
Escrito ou objeto obsceno 
Rufianismo 
Corrupção de menores 
Assédio sexual 
Importunação ofensiva ao pudor 
 
Gabarito E. Comentário: Decreto-lei nº 3.688, de 3 de outubro 
de 1941. Lei das Contravenções Penais. Art. 61. Importunar 
alguém, em lugar público ou acessível ao público, de modo 
ofensivo ao pudor. 
 
(QUESTÃO 490) Constituem contravenções penais previstas no 
Decreto-Lei n° 3.688/1941. Aponte a alternativa correta: 
 
I. Mendigar, por ociosidade ou cupidez. 
II. Praticar vias de fato contra alguém. 
III. Servir bebidas alcoólicas a criança ou adolescente. 
IV. Fingir-se funcionário público. 
 
Está correto o que se afirma em: 
 
I, II, III e IV. 
I e III, apenas. 
I e IV, apenas. 
II e IV, apenas. 
II, III e IV, apenas. 
 
Gabarito D. Comentário: I. Art. 60. Mendigar, por ociosidade ou 
cupidez. (Revogado pela Lei nº 11.983, de 2009). II. Art. 21. 
Praticar vias de fato contra alguém. III. Art. 63. Servir bebidas 
alcoólicas: I – a menor de dezoito anos; (Revogado pela Lei nº 
13.106, de 2015). IV. Art. 45. Fingir-se funcionário público. 
 
(QUESTÃO 491) Com base nos dispositivos da Lei n.º 10.357/2001, 
que estabelece normas de controle e fiscalização sobre produtos 
químicos, responda: 
 
O gerente de uma empresa de reciclagem de produtos químicos 
controlados tomou conhecimento de que um dos empregados da 
empresa desviava parte desses produtos, a fim de produzir, 
ilicitamente, entorpecentes. Nessa situação, caso não informe 
esse fato às autoridades competentes, o gerente incorrerá em 
infração administrativa e penal. 
 
Errado. Comentário: De acordo com a Lei nº 10.357/2001, 
constitui infração administrativa não informar qualquer suspeita 
de desvio de produto químico controlado, para fins ilícitos. No 
entanto, o caput do artigo 14 desta lei estabelece que o 
descumprimento das normas estabelecidas na referida lei sujeita 
os infratores a determinadas medidas administrativas, 
independentemente da responsabilidade penal. Dessa forma, a 
conduta descrita no item configura infração administrativa, mas 
não necessariamente configura ilícito penal, pois dependerá da 
tipificação da referida conduta, ou seja, ele poderá responder 
penalmente pelo ocorrido. 
 
(QUESTÃO 492) Uma empresa comercializa determinado produto 
químico que pode ser utilizado como insumo na elaboração de 
substância que causa dependência química. Nessa situação, as 
atividades dessa empresa devem ser fiscalizadas pelo DPF, 
juntamente com o Exército Brasileiro. 
 
Errado. Comentário: O erro está na parte “[...] juntamente com 
o Exército Brasileiro”. 
Conforme o artigo 3 da referida lei, tal competência é apenas do 
Departamento de Polícia Federal: Art. 3o Compete ao 
Departamento de Polícia Federal o controle e a fiscalização dos 
produtos químicos a que se refere o art. 1o desta Lei e a aplicação 
das sanções administrativas decorrentes. 
 
(QUESTÃO 493) Para efeito de aplicação das medidas de controle 
e fiscalização previstas nesta Lei, considera-se produto químico as 
substâncias químicas e as formulações que as contenham, nas 
concentrações estabelecidas em portaria, em qualquer estado 
físico independentemente do nome fantasia dado ao produto e do 
uso lícito a que se destina. 
 
Certo. Comentário: letra de lei -> § 2º Para efeito de aplicação 
das medidas de controle e fiscalização previstas nesta Lei, 
considera-se produto químico as substâncias químicas e as 
formulações que as contenham, nas concentrações estabelecidas 
em portaria, em qualquer estado físico, independentemente do 
nome fantasia dado ao produto e do uso lícito a que se destina. 
 
(QUESTÃO 494) O Ministro de Estado da Justiça, somente em 
proposta do Departamento de Polícia Federal, da Secretaria 
Nacional Antidrogas ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 
definirá, em portaria, os produtos químicos a serem controlados e, 
quando necessário, promoverá sua atualização, excluindo ou 
incluindo produtos, bem como estabelecerá os critérios e as formas 
de controle. 
 
Errado. Comentário: E erro está na palavra “somente”, o Ministro 
da Justiça poderá definir os produtos químicos também de Ofício. 
 
(QUESTÃO 495) Compete ao Departamento de Polícia Federal o 
controle e a fiscalização dos produtos químicos a que se refere o 
art. 1º desta Lei e a aplicação das sanções administrativas e penais 
decorrentes. 
 
Errado. Comentário: Compete ao Departamento de Polícia 
Federal a aplicação das sanções administrativas decorrentes, a lei 
não cita as sanções penais. 
 
(QUESTÃO 496) Para exercer qualquer uma das atividades sujeitas 
a controle e fiscalização relacionadas no art. 1º, a pessoa física ou 
jurídica deverá se cadastrar e requerer licença de funcionamento 
ao Departamento de Polícia Federal, de acordo com os critérios e 
as formas a serem estabelecidas na portaria a que se refere o art. 
2º, e depende das exigências legais e regulamentares. 
 
Errado. Comentário: Para exercer qualquer uma das atividades 
sujeitas a controle e fiscalização relacionadas no art. 1º, a pessoa 
física ou jurídica deverá se cadastrar e requerer licença de 
funcionamento ao Departamento de Polícia Federal, de acordo 
com os critérios e as formas a serem estabelecidas na portaria a 
que se refere o art. 2º, independentemente das demais 
exigências legais e regulamentares. 
 
(QUESTÃO 497) As pessoas jurídicas já cadastradas, que estejam 
exercendo atividade sujeita a controle e fiscalização, deverão 
providenciar seu recadastramento junto ao Departamento de 
Polícia Federal, na forma a ser estabelecida em Lei Complementar. 
 
Errado. Comentário: As pessoas jurídicas já cadastradas, que 
estejam exercendo atividade sujeita a controle e fiscalização, 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
73 
 
deverão providenciar

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