Prévia do material em texto
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
1
Sumário
PORTUGUÊS ................................................................................................................................................................... 2
REDAÇÃO OFICIAL ...................................................................................................................................................... 17
INFORMÁTICA .............................................................................................................................................................. 22
DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................................................................................................ 27
DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................................................................... 32
DIREITO PENAL ........................................................................................................................................................... 38
DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................................. 46
LEGISLAÇÃO ESPECIAL .............................................................................................................................................. 54
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO ....................................................................................................................................... 74
LICITAÇÃO .................................................................................................................................................................... 86
CONTABILIDADE .......................................................................................................................................................... 88
ATUALIDADES .............................................................................................................................................................. 93
Resumo Quantitativo
Assunto De Até Quantidade
Português 01 40 40 questões
Redação Oficial 41 80 40 questões
Informática 81 130 50 questões
Direito Administrativo 131 170 40 questões
Direito Constitucional 171 210 40 questões
Direito Penal 211 270 60 questões
Direito Processual Penal 271 340 70 questões
Legislação Especial 341 510 170 questões
Legislação de Trânsito 511 590 80 questões
Licitação 591 600 10 questões
Contabilidade 601 640 40 questões
Atualidades 641 644 4 questões
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
2
PORTUGUÊS
(QUESTÃO 01) Analise o enunciado da Questão. A regra que
explica a acentuação gráfica nas palavras Bocaiúva, Criciúma,
feiúra, tuiuiú, heroísmo, Guaíba, Piauí e juízes, de acordo com
o novo acordo ortográfico (2009), é: “As vogais tônicas “i” e
“u” que formarem sílabas sozinhas ou com “s” serão
acentuadas, exceto quando seguidas de “nh”, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Errado. Comentário: A nova regra diz o seguinte não se acentuam
mais o i e o u tônicos, após ditongo em palavras paroxítonas.
Exemplo: Bocaiúva agora ficou Bocaiuva, Feiúra agora ficou feiura.
(QUESTÃO 02) “No texto seguinte”,
Os vocábulos "público" (L.9) e "caótico" (L.12), que foram
empregados no texto como adjetivos, obedecem à mesma regra de
acentuação gráfica, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Todas as proparoxítonas são acentuadas, a
regra de acentuação de proparoxítonas prevalece sobre a regra de
acentuação de hiatos.
(QUESTÃO 03) “No texto seguinte”,
Os vocábulos "espécies", "difíceis" e "históricas" são acentuados
de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: es-pé-cies - parox terminadas em
ditongo seguido de s / di-fí-ceis - parox terminadas em ditongo
seguido de s / his-tó-ri-cas - proparox.
(QUESTÃO 04) “ No texto seguinte”,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
3
Julgue o item subsequente, relativo aos sentidos e a aspectos
estruturais e linguísticos do texto acima. A ocorrência de hiato
justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u nas palavras
“construída” e “conteúdos”, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Regra: acentuam-se o I e o U quando forem
tônicos, estiverem formando hiato com a última vogal da a sílaba
anterior e estiverem sozinhos ou seguidos de s na sua própria
sílaba. Exemplos: saúde, saída, atraí, Luís, baía, balaústre, ciúme,
egoísmo, faísca.
(QUESTÃO 05) “No texto seguinte”,
O emprego do acento nas palavras “ciência” e “transitório”
justifica-se com base na mesma regra de acentuação, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Ambas são paroxítonas terminadas em
ditongo, observe: ciência = ci-ên-cia e transitório = tran-si-tó-rio.
Lembre-se também que como são terminadas em ditongo
crescente (semivogal+vogal), elas também podem ser encaradas
como proparoxítonas: ci-ên-ci-a e tran-si-tó-ri-o.
(QUESTÃO 06) “No texto seguinte”,
No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos. As formas
“patrimônio” e “polícia” são acentuadas em decorrência da mesma
regra de acentuação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Acentua-se a sílaba tônica das paroxítonas
terminadas em ditongo crescente: pa-tri-mô-nio; po-lí-cia.
(QUESTÃO 07) “No texto seguinte”,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
4
Os termos “série” e “história” acentuam-se em conformidade
com a mesma regra ortográfica, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Acentuam-se por serem paroxítonas
terminadas em ditongo crescente.
(QUESTÃO 08) “No texto seguinte”,
Em relação às estruturas linguísticas e às ideias do texto acima e
aos múltiplos aspectos a ele relacionados. O emprego do acento
gráfico em “remédios" pode ser justificado com base em duas
regras distintas de acentuação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Palavras terminadas em ea, eo, ia, ie, io, ua,
ue e uo que tenham a sílaba anterior a essas terminações tônicas
tanto podem ser consideradas paroxítonas terminadas em ditongo
crescente quanto proparoxítonas. São também chamadas de
proparoxítonas aparentes.
(QUESTÃO 09) “No texto seguinte”,
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima. O
emprego do acento gráfico nas palavras “metálica”, “acúmulo” e
“imóveis” justifica-se com base na mesma regra de acentuação,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: "Metálica" e "Acúmulo" são proparoxítonas,
portanto são acentuadas com base na mesma regra (TODAS as
proparoxítonas são acentuadas), enquanto que "imóveis" é
paroxítona terminada em ditongo decrescente, onde ditongo
decrescente não se separam, mas se fosse ditongo crescente
poderia ser separado, podendo ser Proparoxítona.
(QUESTÃO 10) “No texto seguinte”,
O emprego do acento gráfico em “incluíram” e “número” justifica-
se com base na mesma regra de acentuação, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
5
Errado. Comentário: Não é a mesma regra com base na mesma
regra, pois: - In-clu-í-ram – O í está na segunda vogal do hiato
(regra dos hiatos); - nú-me-ro – Não é hiato é uma proparoxítona e
como regra geral toda proparoxítona deve ser acentuada.
(QUESTÃO 11) “No texto seguinte”,
No que diz respeito aos aspectos linguísticos do texto Educação
prisional. Na linha 22, a forma verbal “Foram feitas” concorda
em gênero e número com o termo seguinte, “2.272 resenhas”,
que é o sujeito da oração em que se insere.
Certo. Comentário: A oração "Foram feitas 2.272 resenhas" está
na voz passiva, sendo assim o sujeito é aquele que sofre a ação do
verbo. O que foram feitas? As 2.272 resenhas = sujeito paciente.
(QUESTÃO 12) “No texto seguinte”,
Acerca das ideias e das estruturaslinguísticas do texto I. Sem
prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal
“comia” (l.13) poderia ser flexionada no plural, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Certo. Comentário: 1) Quando o sujeito é formado por uma
expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade
de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de
um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no
singular ou no plural. Por Exemplo: A maioria dos jornalistas
aprovou / aprovaram a ideia. Metade dos candidatos não
apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante. Esse
mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos,
quando especificados: Por Exemplo: Um bando de vândalos
destruiu / destruíram o monumento. Obs.: nesses casos, o uso do
verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural
confere destaque aos elementos que formam esse conjunto.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
6
(QUESTÃO 13) “No texto seguinte”,
Com referência aos sentidos e às estruturas do texto. Na linha
11, para a construção de sentidos do texto, a forma verbal “é”
está flexionada no singular para concordar com o núcleo do
sujeito, “produtividade”, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Sempre que o sujeito for oracional (tiver
verbo em sua estrutura), o verbo da sentença deverá ficar no
singular. ------> "Buscar soluções para aumentar a produtividade
(sujeito oracional) é (verbo) uma escolha. (complemento).
(QUESTÃO 14) “No texto seguinte”,
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos. Sem que se
contrariem a informação expressa no primeiro período do texto
e a prescrição gramatical, a forma verbal “dependem” (l.3)
poderia estar flexionada na 3. a pessoa do singular,
concordando com o núcleo nominal “faculdade” (l.1), como
comprova, no processo de coesão textual, o emprego da
expressão “essa faculdade” (l.5) no segundo parágrafo, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Não é possível utilizarmos a palavra
"dependem" no singular, ficando "depende", pois temos um sujeito
composto que aparece anteriormente no contexto. Neste caso a
palavra "dependem" está obrigatoriamente concordando com esse
sujeito composto. Veja: "a faculdade de antever o futuro..." =
primeiro sujeito; "o autocontrole necessário para agir no tempo..."
= segundo sujeito; Assim, como temos o um sujeito composto,
deve-se utilizar "dependem" no plural.
(QUESTÃO 15) “No texto seguinte”,
Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto.
Seria mantida a correção gramatical do período caso a forma
verbal “dava” (l.6) fosse flexionada no plural, escrevendo-se
davam, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: "O surgimento de lides provenientes das
inúmeras formas de relação jurídica então existentes e o
chamamento da jurisdição para resolver essas contendas - já dava
início." Não há possibilidade de " e o chamamento..." ser sujeito,
pois está entre travessões, indicando trecho explicativo. Nessa
situação, esses travessões podem ser trocados por vírgulas. Como
jamais pode separar o sujeito do verbo, nota-se que não faz parte
do sujeito.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
7
(QUESTÃO 16) “No texto seguinte”,
Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos. Sem
prejuízo para a correção gramatical do período e para o sentido
original do texto, o vocábulo “existentes” (l.5) poderia ser
flexionado no singular, caso em que passaria a concordar com
o antecedente “relação jurídica”.
Errado. Comentário: O sentido original do texto será alterado.
Quem passa a ser "existente" é a relação jurídica, e não mais as
inúmeras formas.
(QUESTÃO 17) “No texto seguinte”,
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas. Na linha 8, a
forma verbal “advém" está no singular porque concorda com o
núcleo do sujeito da oração em que se insere: “garantia", julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A assertiva é autoexplicativa. "A [Adjetivo
Adnominal] garantia desse preceito [Sujeito (garantia é o núcleo)]
advém [Verbo Transitivo Indireto] da própria Constituição" [Objeto
Indireto].
(QUESTÃO 18) “No texto seguinte”,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
8
Acerca das ideias e estruturas linguísticas a respeito da
cafcopa. As formas verbais “apresentaram" (L.7), “trabalharam"
(L.9) e “Existem" (L.18) aparecem flexionadas no plural pelo
mesmo motivo: concordância com sujeito composto plural,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Há sujeitos no plural, mas eles não são
sujeitos compostos (mais de um sujeito). Abaixo grifei os sujeitos
de cada oração: Após análise das faturas de um dos contratos,
constatou-se que os consultores apresentaram regime de trabalho
incompatível com a realidade. Sujeito no plural. Sete dos 11
contratados alegadamente trabalharam 77,2 horas por dia no
período entre 10 16 de setembro e sete de outubro de 2010. Sujeito
no plural. Existem outros indícios fortes que apontam para essa
irregularidade [...]. Sujeito no plural.
(QUESTÃO 19) “No texto seguinte”,
No que se refere às estruturas linguísticas e às ideias do texto
A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil. A
correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam
preservados se, no primeiro parágrafo, todas as vírgulas fossem
eliminadas e a forma verbal “prestava” (L.5) fosse substituída
por prestavam, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Mudaria o sentido. Mandei um telegrama
para meu irmão, que mora em Roma. Nesse período, é possível
afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem
apenas um irmão, o qual mora em Roma. Mandei um telegrama
para meu irmão que mora em Roma. No período acima, podemos
afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem, no
mínimo, dois irmãos, um que mora em Roma e um que mora em
outro lugar.
(QUESTÃO 20) “No texto seguinte”,
Com relação às estruturas linguísticas do texto O ambiente
socioeconômico do setor de telecomunicações. Na linha 13, a
flexão do termo “agravado” na forma feminina faria que esse
termo passasse a concordar com “renda per capita”, sem que
isso resultasse em prejuízo para a correção gramatical e para
os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Mudou o referente! Agravado = Concordaria
com irrisório crescimento. Agravada= Concordaria com renda per
capta. Resumindo: Para a CESPE, mudou o referente, mudou o
sentido!
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
9
(QUESTÃO 21) “No texto seguinte”,
Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto acima.
Sem prejuízo da coerência textual, a palavra “tutela” (L.6)
poderia ser substituída por proteção, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Significado de Tutela. s.f. Responsabilidade
legal que alguém assume com o intuito de administrar os bens,
representar legalmente, de uma pessoa que não atingiu a
maioridade, que foi interditada ou foi considerada desaparecida.
P.ext. Auxílio ou proteção que se oferece a alguém: é um péssimo
aluno, mas tem a tutela do professor. Figurado. Relação de
subordinação ou de dependência; sujeição: desempregado, está
sob a tutela dos avós. (Etm. do latim: tutela.ae). Sinônimos de
Tutela. Sinônimo de tutela: amparo, defesa, guarda, proteção e
tutoria Fonte: http://www.dicio.com.br/tutela
(QUESTÃO 22) “No texto seguinte”,
Com relação às ideias e a aspectos gramaticais desse texto.
Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, o
trecho “em que se situam esses princípios fundamentais”
(L.18) poderia ser substituído por aonde se situam esses
princípios fundamentais, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Ambos são advérbios usados para indicar
lugares, porém a preposição a de aonde indica que essa palavra
deveser usada somente quando estiver relacionada a verbos que
pedem tal preposição e a orações que sugerem movimento. Isso
ocorre em "Aonde você vai?" - já que quem vai sempre irá a algum
lugar - e "Aonde ele está me levando?", pois quem leva tem de levar
alguém ou algo a um lugar. Para conferir se o uso está correto,
basta substituir aonde por para onde: "Para onde você vai?" Onde
deve ser relacionado a situações que fazem referência a um lugar
e quando a ideia de movimento não está presente. Por exemplo:
"O bairro onde você mora é perigoso" e "Não conheço a cidade onde
minha mãe nasceu". Obs.: Onde somente deve ser empregado para
designar locais físicos, ou seja, não pode ser usado em situações
como "Ele conta piadas onde a vítima é sempre um português".
Nesse caso, o correto é usar em que.
(QUESTÃO 23) “No texto seguinte”,
No que se refere aos aspectos linguísticos do fragmento. O
pronome possessivo “Suas” (L.4) refere-se a “de todos os
Estados e sociedades” (L. 3 e 4), julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O pronome “Suas”, em “Suas
consequências”, faz referência ao uso indevido de drogas, ou seja,
“As consequências do uso indevido de drogas infligem considerável
prejuízo…”.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
10
(QUESTÃO 24) “No texto seguinte”,
As expressões nominais “os culpados” (L.4), “os jurados” (L.7),
“principais suspeitos” (L.10-11) e o “o pai e a madrasta” (L.12)
formam uma cadeia coesiva, referindo-se a “um dos mais
famosos casais acusados de assassinato no país” (L.2-3), julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Coesão é a conexão, ligação, harmonia
entre os elementos de um texto. As expressões nominais “os
culpados” (L.4), “os jurados” (L.7), “principais suspeitos” (L.10-
11) e o “o pai e a madrasta” (L.12) formam uma cadeia coesiva,
referindo-se a “um dos mais famosos casais acusados de
assassinato no país” (L.2-3). Não há ligação entre 'os jurados' com
“um dos mais famosos casais acusados de assassinato no país”
(QUESTÃO 25) “No texto seguinte”,
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto
acima, julgue os itens que se seguem. Seriam mantidas a
correção gramatical e a coesão do texto, caso o pronome “os”,
em “não os haveria de ter” (l.13), fosse deslocado para
imediatamente depois da forma verbal “ter”, escrevendo-se tê-
los, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A colocação dos pronomes oblíquos nas
locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no
gerúndio pode dar-se, segundo a gramática normativa, em três
casos: 1) sempre a ênclise ao infinitivo ou gerúndio; 2) a próclise
ao verbo auxiliar e 3) a ênclise ao verbo auxiliar. Nota-se, no
segmento do texto "não os haveria de ter", a aplicação do caso 2,
ou seja, o emprego da próclise ao verbo auxiliar. No entanto, de
acordo com os autores, também poderia dar-se o caso 1, com a
ênclise ao infinitivo, de que resultaria a frase "não haveria de
tê-los". Em vista do exposto, está correto o item em comento."
Fonte:http://www.CESPE.unb.br/concursos/dpf_12_escrivao/arq
uivos/dpf_escriv__o_justificativas_de_altera____es_de_gabarito.
pd
(QUESTÃO 26) “No texto seguinte”,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
11
Com base no texto acima, julgue o item. Sem prejuízo do
sentido original do texto, os dois-pontos empregados logo após
“sim" (l.3) poderiam ser substituídos por vírgula, seguida de
dado que ou uma vez que, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Os Dois pontos (:) empregados no texto
possuem a função de introduzir sentença de natureza
comprobatória, razão pela qual a substituição por uma vírgula e a
inserção dos termos causais “dado que” e “uma vez que” não
causariam prejuízo ao segmento.
(QUESTÃO 27) “No texto seguinte”,
A expressão “ainda pouco conhecido” (l.6) tem como
referência o segmento “o que poderá acarretar” (l.3), o que
explica o emprego da forma de particípio em “conhecido”,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: "ainda pouco conhecido" é um aposto
explicativo de patrimônio genético de vários ecossistemas da
Amazônia.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
12
(QUESTÃO 28) “No texto seguinte”,
Com referência à ideias e às estruturas linguísticas. Em “é um
conforto admirável” (l.1-2), observa-se coesão lexical por
hiperonímia, ou seja, o substantivo “conforto”, de sentido
mais genérico, abrange o sentido, mais específico, do adjetivo
“admirável”, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A relação proposta NÃO ocorre. Ao menos
não desta forma. Na expressão “é um conforto admirável” não se
pode observar hiperonímia, pois o o substantivo “conforto”, não
tem sentido nem mais, nem menos genérico do que adjetivo
“admirável”. São coisas diferentes, com valores semânticos
diferentes. Não há, aqui, como identificar um maior ou menor.
Seria tão inaceitável quanto, citando o texto (com adaptações),
listar "plásticos, couros, tintas e outras frutas"; "fábricas de
relógios, rádios e outros derivados de leite". Os termos listados não
tem relação direta de sentido. São coisas diferentes. Confuso???
Vou esclarecer. Para que haja relação de hiperonímia ou hiponímia
é necessário que as palavras pertençam ao mesmo campo
semântico. A hiperonímia (hiper = prefixo com valor de alto, acima
grande) ocorre quando utilizamos em certo contexto, um termo de
valor semântico maior, mais genérico. Por sua vez, a hiponímia
(hipo = prefixo com valor de abaixo, baixo, menor) é palavra de
sentido mais restrito, específico. Exemplo. Em sua preparação
para a prova, estudou Português, Estatística, Espanhol e outras
disciplinas importantes. Note que "Português", "Estatística" ou
"Espanhol " (hiponímia) tem certa familiaridade de sentido pois
pertence ao mesmo campo semântico (informática, "hardware")
enquanto "disciplinas" tem valor semântico maior (hiperonímia).
Assim podemos dizer que disciplinas tem coesão lexical por
hiperonímia com Português", "Estatística" ou "Espanhol. Disciplina
é hiperonímo de Português, Estatística, Espanhol, do mesmo modo
que Português, Estatística, Espanhol são hipônimos de disciplina.
Esta mesma relação não ocorre na expressão "um conforto
admirável", como o enunciado propõe.
(QUESTÃO 29) “No texto seguinte”,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
13
Com referência à ideias e às estruturas linguísticas. A coesão e os
sentidos do texto seriam mantidos caso o trecho “tenho de
tomar um táxi e ir à oficina” (l.30) fosse substituído por tenho
de tomar um táxi e de ir à oficina ou por tenho de tomar um
táxi e tenho de ir à oficina, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Em "tenho de tomar um táxi e de ir à oficina"
houve um desrespeito ao paralelismo sintático ao colocar esse DE.
O certo seria escrever tenho de tomar um táxi e tenho de ir à
oficina como está escrito no segundo caso, que respeita tanto a
coesão, quanto o sentido do texto.
(QUESTÃO 30) “No texto seguinte”,
No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos. Na linha
8, o deslocamento do elemento “Dessas”, seguido de vírgula,
para logo depois de “primeiras”, mesmo com a devida
adaptação de maiúsculas e minúsculas, traria prejuízos à
correção gramatical do período, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Como ficaria: As três primeiras dessas, são
organizadas {...}. Não se separa sujeito de predicado, JAMAIS!
Se o deslocamento do elemento “Dessas”, não fosse seguido de
vírgula, a questão estaria correta gramaticalmente.
(QUESTÃO 31) No que se refere ao texto e a seus aspectos
linguísticos, julgue o item subsequente.
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso fosse inserido
acento indicativo de crase em “a mesma” (linha 3) – à mesma –,
dado o caráter opcional do emprego de artigo antes desse pronomedemonstrativo.
Errado. Comentário: A crase é facultativa:
- Diante dos nomes próprios femininos
- Antes de possessivos femininos
- Depois da preposição até
(QUESTÃO 32) Em relação ao emprego do sinal de crase, estão
corretas as frases:
a) Solicito a Vossa Excelência o exame do presente documento.
b) A redação do contrato compete à Diretoria de Orçamento e
Finanças.
Certo. Comentário:
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
14
Não se emprega o sinal da crase antes de pronomes de tratamento,
salvo: senhora, senhorita e dona.
A redação do contrato compete à diretoria de orçamentos e
finanças.
Ao trocarmos o substantivo feminino: diretoria pelo substantivo
masculino Diretor: Compete ao diretor de orçamentos e finanças.
(a=preposição + o=artigo)
(QUESTÃO 33) Com relação às estruturas linguísticas do texto
CB2A2AAA, julgue o item a seguir.
No trecho “a uma ampla interação” (l. 23 e 24), a inserção do sinal
indicativo de crase no “a” manteria a correção gramatical do
período, mas prejudicaria o seu sentido original.
Errado. Comentário: Caso proibido de crase!
- Antes de artigos indefinidos (um, uma, uns, umas).
Referiu-se a uma decisão do governo.
Era favorável a uma atitude mais severa.
Fonte: Português Descomplicado - Gramática e Interpretação de
Textos para Concursos Públicos, 4º edição, Grupo Animus, 2015,
pág. 181/488, Flávia Rita.
(QUESTÃO 34) Acerca dos aspectos linguísticos e das ideias do
texto, julgue o item seguinte.
Seria mantida a correção do texto caso o trecho ‘para que seus
direitos sejam garantidos’ (l. 31 e 32) fosse reescrito da seguinte
forma: visando à garantia de seus direitos.
Certo. Comentário: Visar = verbo transitivo indireto quando tiver
o sentido de DESEJAR/PRETENDER. Visar no sentido de objetivar,
almejar é VTI (quem visa, visa a alguma coisa) e rege a preposição
“a” que forma crase com o artigo “a” da palavra feminina
“garantia”. (a +a =à)
(QUESTÃO 35) O sinal indicativo de crase em “proteção às redes”
(l. 5 e 6) justifica-se pela contração da preposição a, exigida pelo
substantivo “proteção”, com o artigo definido feminino as, que
determina o vocábulo “redes”.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
15
Certo. Comentário: O substantivo “proteção” pede a preposição
“a” (termo regente) e a palavra “redes” pede o artigo pluralizado
“as” ocorrendo-se assim o acento grave indicador de crase (às).
Obs.: O verbo “proteger” é um VTD não exigindo preposição, mas
com nesse caso ocorreu a substantivação do verbo fazendo com
isso que ele mudasse de classe gramatical pois meio da anteposição
do artigo “a” (determinante). Mudando de verbo para substantivo.
(QUESTÃO 36) Julgue o item que se segue, relativos às estruturas
linguísticas do texto Estado social e princípio da solidariedade.
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se
empregasse o sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “dá
suporte a exigências recíprocas” (l.20).
Certo. Comentário: O prejuízo gramatical em tela ocorre de fato
sim, visto que o termo “exigências” está no plural e a preposição
“a” está no singular, gerando assim uma impossibilidade de
ocorrência de sinal indicativo de crase nesta situação. É um dos
casos proibitivos do uso de crase: Quando o substantivo feminino
estiver no plural e a preposição surgir sozinha. Ex.: Ele ofereceu
livros A pessoas carentes; Ex.: Esse tema remonta A situações
complexas do nosso país.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
16
(QUESTÃO 37) Acerca das estruturas linguísticas do texto A gestão
pública adaptada ao novo paradigma da eficiência, julgue o item
subsecutivo.
Na linha 28, a correção gramatical do trecho seria mantida, caso
se inserisse acento indicativo de crase no vocábulo “a” que compõe
a locução “a cabo”.
Errado. Comentário:
Não se usa crase:
1 - antes de verbo
2- antes de numeral cardinal
3 - antes de artigo indefinido uma
4 - diante de pronome, quaisquer que sejam, ressalvados dona,
madame, senhora, senhorita, ou aqueles e suas flexões.
5 - diante de substantivos repetidos
6 - diante da palavra casa/terra, quando esta não apresenta
adjunto adnominal.
7 - antes de palavras masculinas.
(QUESTÃO 38) O emprego do sinal indicativo de crase no trecho
“somadas à compilação de costumes tradicionais” (R.24) é
facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo
para o sentido nem para a correção do período.
Errado. Comentário: A crase facultativa só ocorre em 3 casos:
Após a preposição até: Eu fui até a casa / Eu fui até à casa
Diante de nome próprio feminino: Entreguei a carta a Joana /
Entreguei a carta à Joana
Diante de pronome possessivo feminino: Respondi a sua irmã /
Respondi à sua irmã
Na questão em tela a crase é obrigatória, devido a regência do
substantivo “somadas” e o artigo feminino do substantivo
“compilação”
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
17
(QUESTÃO 39) A respeito das ideias e das estruturas linguísticas
do texto II, julgue o item subsecutivo.
Na linha 1, é facultativo o emprego de sinal indicativo de crase no
“a” que antecede “informação”, devido à regência nominal do
vocábulo “alento”.
Errado. Comentário: Casos facultativos de Crase
Após a preposição até
Diante de pronome possessivo
Diante de substantivo próprio feminino
Diante da palavra Dona
(QUESTÃO 40) O emprego do acento indicativo de crase em
“Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras” (l.25) é
obrigatório, devido à fusão da preposição que segue a forma verbal
com o artigo definido feminino singular que precede o termo
“Academia”.
Certo. Comentário: Quem se candidata se candidata à algo, logo
o verbo pede preposição.
A (artigo definido feminino singular) Academia Brasileira de Letras.
A (Preposição) + A (Artigo definido feminino singular) = À (crase
obrigatória)
REDAÇÃO OFICIAL
(QUESTÃO 41) Julgue o próximo item, em que são apresentados
trechos de correspondências oficiais, no que se refere à adequação
da linguagem e à correção gramatical.
Encaminho anexa, para o conhecimento de V. S.ª, cópia do
relatório dos trabalhos desenvolvidos na oficina Elaboração de
Projetos para Ações Institucionais, realizada na sede do Conselho
Federal de Odontologia, em Brasília-DF, nos dias 4, 5 e 6 de abril
de 2017.
Certo. Comentário: Anexo ou anexa - concordância nominal
(concorda com o sujeito-nome)
Em anexo - locução adverbial invariável
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
18
(QUESTÃO 42) Tendo o documento hipotético apresentado como
referência inicial, julgue o item a seguir, com base nas Normas
para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília.
O documento adequado para registrar as discussões e deliberações
da reunião mencionada no documento hipotético é a ata.
Circular n.º 234/2016/MRT
Em 20 de outubro de 2016.
Para: membros do Conselho Universitário
Assunto: 586.ª reunião ordinária
Convocamos Vossas Senhorias para participar da 586.ª reunião
ordinária do Conselho Universitário da Universidade de Brasília,
que será realizada no dia 24 de outubro, às 14h, no Auditório
da Reitoria.
A pauta da reunião está detalhada no arquivo anexo. Solicitamos
confirmação de participação.
Atenciosamente,
Fulano de Tal
Reitor
Certo. Comentário: --> ATA é documento de valor jurídico que
consiste em registro narrativo fidedigno e decisões do que se
passou em uma assembleia, sessão ou reunião.
--> É documento de valor jurídico e por essa razão, deve ser
redigida de maneira que não possa ser modificada posteriormente.
(QUESTÃO 43) Em relação às normas para elaboração de
correspondências oficiais, julgue o item a seguir.
O fecho a ser utilizado em correspondência, encaminhada à
autoridade de mesmo nível hierárquico do remetente é Até outra
oportunidade.
Errado. Comentário:Fechos para comunicações
Autoridades superiores - Respeitosamente
Autoridades da mesma hierarquia ou inferior - Atenciosamente
(QUESTÃO 44) Acerca das características gerais dos diversos tipos
de comunicação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual
de Redação da Presidência da República.
O documento conhecido como exposição de motivos tem uma
forma básica de estrutura, independentemente de sua finalidade.
Errado. Comentário: Exposição de Motivos
- 3 FINALIDADES
- Informar de determinado assunto;
- Propor alguma medida;
- Pedir autorização para expedir ato normativo.
- 2 FORMAS
- para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo;
- para aquela que proponha alguma medida ou submeta projeto de
ato normativo (deve trazer apenas o formulário de anexo)
(QUESTÃO 45) O pronome de tratamento adequado para se dirigir
a vice-governadores e secretários de Estado é Vossa Excelência.
Certo. Comentário: 1 EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTOS
Sua Excelência = De quem se fala.
Vossa Excelência = Com quem se fala.
1.1 CHEFÕES DO 3 PODERES
FORMA DE TRATAMENTO – Vossa Excelência
VOCATIVO – Excelentíssimo Senhor (seguido do cargo), nome não.
Ex. Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Excelentíssimo Senhor Presidente do CN (presidente do SF, apenas)
Excelentíssimo Senhor Presidente do STF
1.2 DEMAIS AUTORIDADES PÚBLICA
FORMA DE TRATAMENTO – Vossa Excelência, salvo VEREADOR (vossa
senhoria)
VOCATIVO – Senhor
Ex. Senhor Senador, Senhor Deputado, Senhor Juiz, Senhor
Ministro, Senhor Governador.
1.3 PARTICULARES
FORMA DE TRATAMENTO – Vossa Senhoria
VOCATIVO – Senhor
1.4 REITORES UNIVERSIDADES
Pronome de Tratamento: Vossa Magnificência
Vocativo: Magnífico Reitor
(QUESTÃO 46) O ofício e o aviso são expedientes usados para fins
semelhantes, entre os quais está a comunicação de assuntos oficias
entre órgãos da administração pública e entre estes e particulares.
Errado. Comentário: Aviso e ofício são modalidades de
comunicação oficiais praticamente idênticas. A única diferença
entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros
de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o
ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm
como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da
Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com
particulares.
(QUESTÃO 47) O padrão ofício é usado para uniformizar a
apresentação dos elementos das comunicações oficiais por meio de
diagramação única da qual devem constar assunto, estrutura e
identificação do signatário do texto.
Certo. Comentário: O Padrão Ofício
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela
finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando.
Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação
única, que siga o que chamamos de padrão ofício.
(QUESTÃO 48) A finalidade básica da redação oficial é comunicar
com clareza e impessoalidade, razão pela qual o MRPR recomenda
que, na elaboração de comunicações oficiais, se faça uso da
linguagem formal.
Errado. Comentário: “A redação oficial deve caracterizar-se pela
impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza,
concisão, formalidade e uniformidade”.
Fonte: Manual de Redação da Presidência da República.
(QUESTÃO 49) A mensagem, assim como o aviso, o ofício e os
demais atos assinados pelo presidente da República, deve conter a
identificação de seu signatário.
Errado. Comentário: A mensagem, como os demais atos assinados
pelo Presidente da República, não traz identificação de seu
signatário.
Fonte: Manual de Redação da Presidência da República.
(QUESTÃO 50) Acerca das características gerais dos diversos tipos
de comunicação oficial, julgue o item a seguir, com base no Manual
de Redação da Presidência da República.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
19
Na elaboração de um ofício de mero encaminhamento, o autor da
comunicação pode eximir-se da escrita de parágrafos de
desenvolvimento.
Certo. Comentário: Em comunicações de mero encaminhamento
de documento, só deverá haver parágrafos de desenvolvimento se
o autor desejar fazer observações a respeito do documento
encaminhado.
(QUESTÃO 51) Julgue o próximo item, considerando a correção
gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem
à correspondência oficial.
Anexa à recomendação de criação e efetiva implementação de
uma ouvidoria neste Conselho Federal, seguem texto informativo
sobre a criação e atribuições das ouvidorias, para sua ciência e
cumprimento.
Errado. Comentário: Anexo à recomendação de criação e efetiva
implementação de uma ouvidoria neste Conselho Federal, segue
texto informativo sobre a criação e atribuições das ouvidorias, para
sua ciência e cumprimento.
Lembrando que Anexo concorda com texto.
(QUESTÃO 52) Com base no Manual de Redação da Presidência da
República (MRPR), julgue o item seguinte.
De acordo com o MRPR, não existe um padrão oficial de linguagem.
Certo. Comentário: O Manual não define um padrão oficial de
linguagem, apenas relata que se deve usar O PADRÃO CULTO.
(QUESTÃO 53) No que se refere à correspondência oficial, julgue
o próximo item.
Em ofício encaminhado a ministro de Estado, deve ser empregado
o vocativo Vossa Excelência Senhor Ministro.
Errado. Comentário: A questão juntou o pronome de tratamento
+ vocativo, o que torna a questão errada. No entanto, sabemos que
o pronome usado é o “Vossa Excelência” e o vocativo usado é o
“Senhor Ministro”.
(QUESTÃO 54) Julgue o próximo item, em que são apresentados
trechos de correspondências oficiais, no que se refere à adequação
da linguagem e à correção gramatical.
Solicito que Sua Senhoria encaminhes a esse setor, com a máxima
urgência, os materiais odontológicos que requeri no memorando
n.º 067, datado de 30 de março do corrente ano.
Errado. Comentário: Erro 1: Deveria ser “VOSSA SENHORIA”
(Estamos falando diretamente com a pessoa, neste caso)
2: No lugar de “...Sua senhoria encaminhes” deveria ser “VOSSA
SENHORIA ENCAMINHE” (Concordância com os Pronomes de
Tratamento: Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância
verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa
gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a
comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa.)
3. DATA: O memorando segue o padrão ofício, logo, deve conter:
Local e data por extenso (faltou citar o ano também).
(QUESTÃO 55) O item subsequente apresenta um trecho de
documento oficial, seguido de uma proposta de classificação do
documento a que esse trecho pertence. Julgue-os quanto à
adequação da proposta de classificação apresentada e à linguagem
empregada.
Senhor Chefe do Departamento de Eventos do Ministério da
Cultura, Cumprimento e parabenizo Vossa Senhoria e sua equipe
pelo auxílio na montagem do estande da Universidade de Brasília
durante a realização da Bienal do Livro de 2015. Essa colaboração
foi fundamental para o êxito do evento. / CARTA ou OFÍCIO.
Certo. Comentário: Carta- É a correspondência usada para gestos
de cortesia, convites e agradecimentos. É dirigida a pessoas que
não pertençam à comunidade universitária interna, para tratar de
assuntos institucionais.
Modelo do Manual:
Senhor Chefe, Cumprimentando-o, parabenizo Vossa Senhoria e
sua equipe pelo indispensável auxílio na montagem do estande da
Universidade de Brasília durante a realização do [evento].
Certamente essa colaboração foi fundamental para o êxito do
evento.
(QUESTÃO 56) Nas comunicações oficiais, deve-se evitar o jargão
burocrático, com vistas a garantir a clareza, a padronização e a
impessoalidade dos documentos oficiais.
Certo. Comentário: Segundo o próprio MRPR (2002, p. 5) “O jargão
burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempresua compreensão limitada”.
(QUESTÃO 57) O ofício é o documento adequado para o
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da administração
pública entre si e também com particulares.
Certo. Comentário: 3.3. Aviso e Ofício
3.3.1. Definição e Finalidade
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso
é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para
autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido
para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração
Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
(QUESTÃO 58) Em relação às finalidades dos textos oficiais, julgue
o item seguinte
A mensagem é um expediente de natureza informativa usado por
todas as repartições públicas para comunicar-se com os cidadãos.
Errado. Comentário: É o instrumento de comunicação oficial entre
os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens
enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para
informar sobre fato da Administração Pública; expor o plano de
governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao
Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas
Casas; apresentar veto; Fazer e agradecer comunicações de tudo
quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.
(QUESTÃO 59) A partir do memorando hipotético apresentado,
julgue o item que se segue com base nas normas do Manual de
Redação da Presidência da República (MRPR).
O texto ficaria mais conciso, atendendo-se às normas constantes
no MRPR quanto às características da redação oficial, caso se
substituísse o trecho Cumpre-me informar que por Informo que.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
20
Certo. Comentário: CONCISÃO é o atributo da Redação Oficial que
consiste na transmissão do maior número de informações com o
menor número de palavras. Como “Cumpre-me informar que” tem
maior dispêndio de tempo de leitura do que “Informo que”, a
substituição atenderia à concisão exigida pelo MRPR.
(QUESTÃO 60) Em relação às finalidades dos textos oficiais, julgue
o item seguinte.
A exposição de motivos é o expediente dirigido ao presidente ou
ao vice-presidente da República, geralmente emitido por um
ministro de Estado.
Certo. Comentário: MANUAL DE REAÇÃO DO PRESIDENTE DA
REPÚBLICA
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da
República ou ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da
República por um Ministro de Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério,
a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros
envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
(QUESTÃO 61) A respeito das correspondências oficiais. Os termos
técnicos, as siglas, as abreviações e os conceitos específicos
empregados em correspondências oficiais prescindem de
explicação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o Manual, "Explicite,
desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significado
das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não possam
ser dispensados." Segundo o dicionário, "prescindir" significa
"renunciar", "dispensar". O enunciado da questão afirma
justamente o contrário do que o Manual defende.
(QUESTÃO 62) A respeito das correspondências oficiais. O
documento adequado para um ministro de Estado submeter ao
presidente da República projeto de ato normativo é a exposição de
motivos; o adequado para ministro de Estado dirigir-se a outro
ministro de Estado, independentemente da finalidade da
comunicação, é o aviso, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Para responder a questão, devemos consultar
o Manual de Redação Oficial. No Manual a exposição de motivos "é
o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-
Presidente para: a) informá-lo de determinado assunto; b) propor
alguma medida; ou c) submeter a sua consideração projeto de ato
normativo. Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao
Presidente da República por um Ministro de Estado". Quando à
segunda afirmativa encontrada no enunciado, "o aviso é expedido
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de
mesma hierarquia".
(QUESTÃO 63) Em relação à correspondência oficial. Sendo a
flexibilidade um dos atrativos da comunicação por correio
eletrônico, não há necessidade de se evitar a informalidade da
linguagem nesse tipo de documento oficial, como o uso de gírias e
jargões, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Características dos E-mails: - Meio de envio
urgente preferível, - Flexível, - Linguagem compatível/ adequada,
- Obrigatório utilizar confirmação de leitura ou pedido de
confirmação de recebimento. FONTE: Apostila de redação oficial -
Profº Everardo Leitão.
(QUESTÃO 64) Em relação à correspondência oficial. O
memorando segue, quanto à forma, o modelo do padrão ofício,
devendo o destinatário daquele documento ser mencionado pelo
cargo que ocupa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Para nunca mais esquecer, segue o padrão
ofício: AMO. Aviso: CV (cargo + vocativo). Memorando: C (cargo).
Ofício: CVE (cargo + vocativo + endereço)
(QUESTÃO 65) A respeito de correspondência oficial, julgue o
item seguinte, à luz do Manual de Redação da Presidência da
República. No memorando, o destinatário deve ser mencionado
pelo cargo que ocupa., julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Não se pode confundir vocativo com pronome
de tratamento. Juiz- Vocativo: Senhor Juiz; Juiz- Pronome de
tratamento: Vossa Excelência Em Senhor Juiz, está claro que Vossa
Excelência corrobora a decisão tomada por seus pares, o vocativo
e o pronome de tratamento estão empregados de acordo com as
normas das comunicações oficiais.
(QUESTÃO 66) Acerca das correspondências oficiais. De modo a
atender aos princípios da formalidade e da impessoalidade, os
adjetivos referentes a pronomes de tratamento devem ser
flexionados no masculino, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Na verdade, o uso de adjetivos não está
diretamente ligado a pronomes de tratamento, mas sim ao sexo da
autoridade relacionada ao pronome de tratamento. Desta forma,
"Vossa Excelência" pode estar tanto "cansado" quanto "cansada", já
que o pronome é usado para autoridades do sexo masculino e
feminino.
(QUESTÃO 67) Em que são apresentados trechos de
correspondências oficiais, no que se refere à adequação da
linguagem e à correção gramatical. Solicito que Sua Senhoria
encaminhes a esse setor, com a máxima urgência, os materiais
odontológicos que requeri no memorando n.º 067, datado de 30 de
março do corrente ano, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Erro 1: Deveria ser "VOSSA SENHORIA"
(Estamos falando diretamente com a pessoa, neste caso) 2: No
lugar de "...Sua senhoria encaminhes" deveria ser " VOSSA
SENHORIA ENCAMINHE" (Concordância com os Pronomes de
Tratamento: Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância
verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa
gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
21
comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa.) 3.
DATA: O memorando segue o padrão ofício, logo, deve conter:
Local e data por extenso (faltou citar o ano também). Fonte:
manual de redação da presidência da república.
(QUESTÃO 68) Com relação à função e à linguagem das
correspondências oficiais. O emprego do padrão culto da língua em
expedientes oficiais é justificado pelo alto nível de escolaridade
daqueles que os redigeme daqueles a quem se destinam, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A afirmação apresentada pelo enunciado
está incorreta, pois na verdade o emprego do padrão culto da
língua é justificado pelo direito e dever de todo o cidadão
compreender atos normativos e outros expedientes oficiais.
Segundo o próprio Manual de Redação Oficial, “Não se concebe que
um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma
obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A
transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua
inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é
inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos.
A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.”
(QUESTÃO 69) Com relação à função e à linguagem das
correspondências oficiais. A formalidade de tratamento
empregada para se dirigir ao destinatário de uma comunicação
oficial varia de acordo com a relação existente entre quem a
expede e quem a recebe. Isso equivale a dizer que a hierarquia
presente entre os interlocutores é determinante para a escolha
adequada dos pronomes de tratamento adotados no texto., julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Há erro neste enunciado. A formalidade
empregada não varia, pois se trata de documentos oficiais, em que
se usa também clareza, concisão, padrão formal da linguagem etc.
Desta forma, o pronome de tratamento empregado é de acordo
com a função exercida, e não com a relação existente. A hierarquia
é determinante para o uso dos fechos existentes nestes
documentos, e não dos pronomes de tratamento.
(QUESTÃO 70) Com relação à função e à linguagem das
correspondências oficiais. A formalidade de tratamento
empregada para se dirigir ao destinatário de uma comunicação
oficial varia de acordo com a relação existente entre quem a
expede e quem a recebe. Isso equivale a dizer que a hierarquia
presente entre os interlocutores é determinante para a escolha
adequada dos pronomes de tratamento adotados no texto, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Há erro neste enunciado. A formalidade
empregada não varia, pois se trata de documentos oficiais, em que
se usa também clareza, concisão, padrão formal da linguagem etc.
Desta forma, o pronome de tratamento empregado é de acordo
com a função exercida, e não com a relação existente. A hierarquia
é determinante para o uso dos fechos existentes nestes
documentos, e não dos pronomes de tratamento.
(QUESTÃO 71) Com base nas Normas para Padronização de
Documentos da Universidade de Brasília (NPD/UnB), julgue o item
a seguir, acerca de aspectos gerais da redação oficial.
Deve-se evitar o emprego de expressões evasivas, como para as
providências necessárias, em despachos, devido à clareza e à
objetividade requeridas para esse tipo de documento.
Certo. Comentário: Texto Claro: Acessível, quanto ao
entendimento ao público em geral, compreensível por todo
cidadão. Permite interpretação clara e imediata, sem mais
delongas.
(QUESTÃO 72) Em ofícios e memorandos, deve sempre constar o
campo Assunto, que consiste no resumo do teor do documento
Certo. Comentário: Partes do documento no Padrão Ofício:
TESLODADE TEFAIS (8 ITENS)
1) T ipo e número do E xpediente + S igla do órgão que o expede
2) LO cal e Data
3) A ssunto
4) DE stinatário
5) TE xto
6) F echo
7) A ssinatura
8) I dentificação do S ignatário
(QUESTÃO 73) O item subsequente apresenta um trecho de
documento oficial, seguido de uma proposta de classificação do
documento a que esse trecho pertence. Julgue-os quanto à
adequação da proposta de classificação apresentada e à linguagem
empregada.
Foi justificada a ausência dos Conselheiros Fulano e Beltrano
porque estavam fora da cidade em férias nas praias do litoral.
Também estiveram presentes os convidados, amiguinhos de
infância do reitor, que teimaram em conhecer a capital da
república e também o funcionamento da Universidade. Esses
convidados saudaram os conselheiros e elogiaram o trabalho do
reitor à frente da Universidade. Aberta a sessão, o Presidente
procedeu rapidamente aos informes. Dando-se início à ordem da
pauta, foi analisado o primeiro item. / ATA
Errado. Comentário: ATA - É o documento que relata,
objetivamente, as discussões, propostas e deliberações ocorridas
em reuniões dos Conselhos Superiores da FUB e da UnB, das
Câmaras, dos Conselhos, das Unidades Acadêmica e
Administrativa, dos Centros e dos Órgãos Complementares, dos
Colegiados dos Departamentos e de eventos que exigem registro
“amiguinhos de infância do reitor, que teimaram em conhecer a
capital da república” (Nunca poderá ser utilizado essa linguagem).
(QUESTÃO 74) O MRPR adota o memorando como padrão para a
redação dos documentos oficiais.
Errado. Comentário: O MRPR adota o padrão ofício como padrão
para a redação dos documentos oficiais.
(QUESTÃO 75) A redação oficial é o meio utilizado para o
estabelecimento de relações de serviço na Administração Pública
e corresponde ao modo uniforme de redigir atos normativos e
comunicações oficiais. As comunicações oficiais devem observar
algumas características, dentre as quais uma que é básica, que
busca possibilitar imediata compreensão pelo leitor, de tal forma
que o autor expresse a totalidade de sua ideia a partir da
mensagem central do documento fazendo com que o texto
apresente coerência e evidência. A afirmação refere-se à
característica CLAREZA.
Certo. Comentário: A clareza deve ser a qualidade básica de todo
texto oficial, conforme já sublinhado na introdução deste capítulo.
Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata
compreensão pelo leitor. No entanto a clareza não é algo que se
atinja por si só: ela depende estritamente das demais
características da redação oficial.
(QUESTÃO 76) No que se refere ao trecho de documento
apresentado, julgue o item subsequente com base no que dispõe o
Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
O documento está adequado no que se refere aos critérios de
concisão e de uso do padrão culto da língua portuguesa previstos
no MRPR.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
22
TEXTO: Senhores Dirigentes de Recursos Humanos,
Encaminho, anexos, os procedimentos operacionais para a inclusão
de parcela remuneratória percebida em razão do local de trabalho
e do exercício de cargo ou função de confiança para servidor
participante do plano de benefícios da FUNPRESP.
Esclareço que, até o desenvolvimento da funcionalidade específica
no sistema, a inclusão das parcelas mencionadas somente será
realizada pela unidade pagadora do servidor, e deverá ser utilizado
o mesmo campo de desconto de PSS.
Atenciosamente,
Ana Maria
Coordenadora-Geral
Certo. Comentário: O documento está adequado quanto à
concisão e ao padrão culto da língua. Pode-se perceber que o verbo
na 1a pessoa não fere os padrões de formalidade e impessoalidade
e está de acordo conforme o MRPR, conforme podemos perceber
através deste trecho retirado do MRPR: “Encaminho, para exame
e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de 1o de
fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de
Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas
agrícolas na região Nordeste.”
(QUESTÃO 77) A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes
para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são alguns
exemplos de regras de forma de apresentação gráfica a que as
comunicações oficiais obedecem.
Errado. Comentário: Não confundir FORMA com PADRONIZAÇÃO.
Escrever de acordo com a forma significa escrever de acordo com
aquilo que é exigido pelo expediente, valendo-se dos atributos da
Redação Oficial e da formalidade de tratamento. Padronização é a
uniformidade desejável aos diferentes expedientes emitidos pela
Administração Pública, de forma que tenham uma relação
intrínseca entre si. E o que confere essa padronização é
justamentea clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para
o texto definitivo e a correta diagramação do texto.
(QUESTÃO 78) O que garante a impessoalidade nas comunicações
oficiais é o cuidado tanto na seleção dos assuntos que figurarão
nessas comunicações como na observação das regras de uso das
expressões de tratamento.
Errado. Comentário: O cuidado na seleção dos assuntos a serem
tratados está mais relacionado à concisão e à clareza. Escrever
com impessoalidade significa, subjetivamente, dar ao assunto um
caráter impessoal, não deixar indícios de marcas de pessoalidade
de quem se comunica e observar a impessoalidade de quem recebe
a comunicação.
(QUESTÃO 79) Uma boa revisão textual, ao permitir a eliminação
de excessos linguísticos, é condição suficiente para garantir a
concisão das comunicações oficiais.
Errado. Comentário: Não é condição suficiente, uma vez que
deverão ser observados outros aspectos relativos à Redação
Oficial, inclusive seus atributos (formalidade, concisão, clareza [a
revisão encontra-se aqui], impessoalidade, padrão culto da
linguagem e uniformidade).
(QUESTÃO 80) O emprego de linguagem técnica nas comunicações
oficiais é permitido apenas em situações nas quais é indispensável.
Certo. Comentário: Manual de redação: “A linguagem técnica
deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de
evitar o seu uso indiscriminado.”
INFORMÁTICA
(QUESTÃO 81) Com relação a recursos disponíveis na Internet. O
URL www.Google.com identifica a página da Web do serviço
conhecido como enciclopédia livre, no qual colaboradores
voluntários de todo o mundo escrevem e submetem artigos
sobre determinado tema. Esses artigos são revisados por outros
colaboradores voluntários e, finalmente, são aprovados para
publicação online. Essa enciclopédia livre pode ser acessada de
forma gratuita por qualquer usuário com acesso à Internet,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A Wikipédia é uma enciclopédia multilíngue
online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por
várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, já o Google
é um serviço de buscas.
(QUESTÃO 82) Relativos a conceitos e modos de utilização da
Internet e de intranets, assim como a conceitos básicos de
tecnologia e segurança da informação. No sítio web
Google.com.br, se for realizada busca por “memórias
póstumas” — com aspas delimitando a expressão memórias
póstumas —, o Google irá realizar busca por páginas da Web
que contenham a palavra memórias ou a palavra póstumas, mas
não necessariamente a expressão exata memórias póstumas.
Mas se a expressão memórias póstumas não foi delimitada por
aspas, então o Google irá buscar apenas as páginas que
contenham exatamente a expressão memórias póstumas, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O Google oferece algumas facilidades para
a pesquisa, entre elas: Excluir palavras da sua pesquisa pondo um
sinal de "menos" (-). Por exemplo: esporte –futebol. Nessa pesquisa
irá aparecer tudo sobre esporte, menos futebol. Palavras entre
aspas ("deste jeito") aparecerão juntas em todos os documentos
retornados. É bom para procurar frases completas sem alteração.
(QUESTÃO 83) Na realização de pesquisa de determinado assunto
no sítio de buscas Google, para que sejam retornados dados que
não contenham determinada palavra, deve-se digitar o símbolo de
menos (-) na frente da palavra que se pretende suprimir dos
resultados, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: As buscas do Google permitem que uma série
de parâmetros sejam aplicados. Para excluirmos um termo da
pesquisa devemos usar o símbolo. Por exemplo, ao realizarmos
uma pesquisa com o termo "cachorro-quente" o Google irá
pesquisar as páginas que contenham o termo cachorro, mas não
trata as páginas que falam de cachorro quente.
(QUESTÃO 84) Na realização de pesquisa de determinado assunto
no sítio de buscas Google, as aspas indicam ao buscador que o
assunto descrito fora das aspas deve ser considerado na
pesquisa e o assunto descrito entre as aspas deve ser
desconsiderado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: “Aspas” – Colocando sua pesquisa entre
aspas o Google somente irá exibir sites que possuam em seu
conteúdo exatamente a frase em questão. Exemplo: Se você
pesquisar por “Adriano Mineirinho” seu resultado não será poluído
com os inúmeros Adrianos que existem no mundo nem com os
inúmeros Mineirinhos que existem no Espírito Santo, rs.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
23
QUESTÃO 85) Na realização de pesquisa de determinado assunto
no sítio de buscas Google, o símbolo + indica ao buscador que o
termo que o sucede deve ser adicionado de 1 na quantidade de
referências encontradas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Use o sinal menos (-) para excluir uma
determinada palavra chave da pesquisa. Por exemplo, procura
informação em inglês sobre maçãs (apple) que também é marca de
computador. Escreva então na caixa de pesquisa apple –computer
para excluir qualquer página que contenha a palavra computer Use
o sinal mais (+) para forçar a inclusão de uma determinada palavra
chave na pesquisa.
(QUESTÃO 86)
A figura acima mostra a parte superior de uma janela do Internet
Explorer 7 (IE7), em execução em um computador com sistema
operacional Windows Vista, em que a página da Web
http://www.Google.com.br está sendo acessada. Com relação a
essa janela, ao IE7 e a conceitos de Internet, julgue os itens que
se seguem. O Google é um instrumento de busca que pode
auxiliar a execução de diversas atividades, como, por exemplo,
pesquisas escolares, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Google é, de fato, um instrumento de
busca. O termo instrumento é bastante amplo, e pode ser usado
para designar tanto ferramentas físicas como virtuais e
conceituais, inclusive websites. Embora o enunciado afirme que o
navegador esteja sendo usado em um computador com sistema
operacional Windows Vista, ele não afirma, de forma explícita nem
implícita, que o Google é uma ferramenta do Windows. Inclusive,
a figura mostra o acesso à ferramenta de busca do Google, que é,
usualmente, denominada simplesmente de Google. O uso do artigo
definido masculino em "o Google", assim como a inclusão da URL
na figura, deixam claro que o item se refere ao website, e, não, à
empresa Google.
(QUESTÃO 87) Com relação a redes de computadores, Internet
e respectivas ferramentas e tecnologias. Ao se fazer uma
pesquisa no Google utilizando-se a expressão "Edital TJDFT",
serão apresentadas todas as páginas que contenham apenas a
palavra Edital e apenas a palavra TJDFT, além das páginas com
a expressão exata Edital TJDFT. C/E/SR
Errado. Comentário: Entre aspas (" ") pesquisará somente a
expressão exata "Edital TJDFT", e na mesma ordem do que está
dentro das aspas.
(QUESTÃO 88) “No texto seguinte”,
Com relação ao Google Chrome, que mostra uma janela desse
navegador com uma página da Web sendo exibida, julgue os
itens subsequentes.
O botão funciona de forma similar ao
botão ; entretanto a lista de links gerada
pelo segundo botão não é ordenada pelo número de acessos,
como ocorre na lista de links gerada pelo primeiro botão.
Errado. Comentário: O item está errado só porque foi citado o
funcionamento. Não tenha dúvidas que os dois botões são
similares, entretanto a funcionalidade é diferente, quanto um
(pesquisa Google) faz uma varredura de todos os sítios o outro
(Estou com sorte) te encaminha diretamente para a página do
primeiro sítio encontrado.
(QUESTÃO 89) A respeito de Internet e intranet. O SafeSearch é
um recurso configurável do Google para impedir que sejam
listados, como resultado da pesquisa, links de sítios suspeitos,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O SafeSearch é um recurso do Google para
impedir que imagensinadequadas ou explicitas apareçam nos
resultados da Pesquisa Google. A ativação do SafeSearch filtra
vídeos e imagens de sexo explícito das páginas de resultados da
Pesquisa Google, bem como resultados que podem estar vinculados
a conteúdo explícito. Quando o SafeSearch está desativado,
fornecemos os resultados mais relevantes para sua pesquisa e, caso
você pesquise conteúdo explícito, esse tipo de conteúdo é exibido.
O problema dessa questão é que o examinador fez a questão com
intuito que ela fosse errada, depois mediante recursos, mudaram
o gabarito para correto visto que, segundo o examinador, sites de
conteúdo adultos podem ser considerados suspeitos.
(QUESTÃO 90) Acerca de Internet. No campo apropriado do sítio
de buscas do Google, para se buscar um arquivo do tipo .pdf
que contenha a palavra tjrr, deve-se digitar os seguintes
termos: tjrr filetype:pdf, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A opção filetype permite especificar a
extensão dos arquivos que estamos buscando. off - Dica:
conhecendo a extensão do arquivo desejado, podemos pesquisar
ele na Internet. Por exemplo, para encontrar e-mails 'publicados'
na Internet, colocamos o termo acompanhado de filetype:eml.
(QUESTÃO 91) Com relação ao Mozilla Thunderbird e ao Outlook
Express, aplicativos utilizados para o envio e o recebimento de
correio eletrônico. No Thunderbird 13, ou versão superior, é
possível alterar o texto de um email mediante o uso das tags
HTML, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Mozilla Thunderbird, assim como todos os
aplicativos de clientes de e-mail (e até esta área de digitação de
comentários) permite a edição do texto em formato 'puro' ou via
tags HTML. Tags HTML são comandos da linguagem para
formatação do hipertexto. A mudança de linha é <br>, o parágrafo
é <p> no início e </p> no final, etc.
(QUESTÃO 92) Com relação ao Mozilla Thunderbird e ao Outlook
Express, aplicativos utilizados para o envio e o recebimento de
correio eletrônico. O Thunderbird 13, ou versão superior,
permite a configuração de mais de uma conta de correio
eletrônico para enviar e receber emails, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Aliás, ele foi um dos primeiros aplicativos
clientes de e-mail a oferecer esta opção. Apenas o Microsoft
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
24
Oulook Express configura uma conta de cada vez. O Microsoft
Outlook configura várias contas, e acessa uma de cada vez. O
Microsoft Windows Live Mail, assim como o Mozilla Thunderbird, e
também vários aplicativos de e-mail para smartphones e tablets,
tem a chamada 'Caixa de Entrada Combinada', com várias contas
configuradas e todas sendo acessadas simultaneamente.
(QUESTÃO 93) Com relação a programas de navegação e de
correio eletrônico. O recurso do Mozilla Thunderbird que
permite agrupar e ordenar mensagens é utilizado somente
quando cada mensagem tiver sido marcada por um dos filtros
da opção Marcadores, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Há negação, há restrição, menospreza o
Thunderbird... está errado. Os marcadores podem ser usados para
organizar mensagens, mas não são pré-requisito para agrupar e
ordenar, funcionalidades associadas a filtros e também às colunas
em exibição.
(QUESTÃO 94) Com referência a conceitos de redes de
computadores, ao programa de navegação Mozilla Firefox e ao
programa de correio eletrônico Mozilla Thunderbird.
Funcionalidades disponibilizadas no Mozilla Thunderbird
possibilitam mover uma mensagem da caixa de entrada de uma
conta para uma pasta localizada em outra conta, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Mozilla Thunderbird permite o uso de várias
contas simultaneamente. Imagine que esteja com Hotmail e GMail
configurados no seu Thunderbird. Ao receber uma mensagem no
Hotmail, você poderá mover esta mensagem para uma pasta da
conta GMail, diretamente e sem problemas. Não será possível fazê-
lo se forem contas de pessoas diferentes, sendo que a segunda
conta não é sua e não possua a senha de acesso. Como citado no
primeiro comentário, esta é uma função básica do Thunderbird. E
o CESPE, que é tarado pelo Thunderbird, sempre pergunta o que
ele tem que o Outlook não tem.
(QUESTÃO 95) No que se refere ao programa de correio
eletrônico Mozilla Thunderbird e ao conceito de organização e
gerenciamento de arquivos. O Mozilla Thunderbird permite que
o usuário exclua automaticamente mensagens indesejadas por
meio da utilização de filtros, ainda que não forneça a opção de
bloquear emails de um domínio específico, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Ele já possui critérios básicos, como uma
mensagem enviada para vários destinatários parecidos, que filtra
as mensagens mais óbvias.
(QUESTÃO 96) Considere que um usuário necessite utilizar
diferentes dispositivos computacionais, permanentemente
conectados à Internet, que utilizem diferentes clientes de
email, como o Outlook Express e Mozilla Thunderbird. Nessa
situação, o usuário deverá optar pelo uso do protocolo IMAP
(Internet message access protocol), em detrimento do POP3
(post office protocol), pois isso permitirá a ele manter o
conjunto de emails no servidor remoto ou, alternativamente,
fazer o download das mensagens para o computador em uso,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O e-mail poderá ser configurado com
SMTP/POP3 ou IMAP4. Ao configurar como POP3, as mensagens
podem ser baixadas para o computador e removidas do servidor
(ou não). Ao configurar como IMAP4, as mensagens podem ser
visualizadas no computador, e removidas do servidor (ou não).
Tudo depende da combinação de configurações que o usuário fizer
em seu cliente de e-mail para o protocolo de recebimento, seja
ele o POP3 ou o IMPA4.
(QUESTÃO 97) Com relação aos softwares Microsoft Windows,
Mozilla Thunderbird 2 e BrOffice Calc. Em pastas de pesquisas do
Mozilla Thunderbird 2, as mensagens podem ser agrupadas por
remetente, assunto ou data, bem como podem ser ordenadas
pelas datas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Com o Thunderbird, as mensagens podem
ser agrupadas pela ordem selecionada na pasta. É possível agrupar
por remetente, assunto, data, status, rótulo, conta e prioridade.
Por exemplo, se as mensagens estão ordenadas pela data,
selecione Exibir > Ordenar por > Agrupar pela ordem. As mensagens
serão agrupadas em “Hoje”, “Ontem”, “Semana passada”,
“Semana retrasada” e “Mensagens antigas”. Entretanto, esse
agrupamento não funciona em pastas de pesquisa e modos de
visualização, e o comando da questão afirma que o agrupamento
pode ser realizado em pastas de pesquisa. Fonte:
http://br.mozdev.org/thunderbird/agrupar.
(QUESTÃO 98) Com relação a correio eletrônico e navegação
na Internet. O Mozzilla Thunderbird é um programa livre,
gratuito e que possui as mesmas funcionalidades dos programas
de email comerciais. Ele funciona de maneira independente e
não permite importar configurações de contas de outros
sistemas, como as do Outlook Express, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Errado. Negação em questões de
Informática da CESPE, quase sempre é sinal de erro. O Mozilla
Thunderbird, da fundação Mozilla, 'quase irmão' do navegador
Mozilla Firefox, foi descontinuado. Não teve mais atualizações...
Mas continua sendo um aplicativo de e-mail livre, gratuito e com
as mesmas funcionalidades dos outros programas comerciais. Assim
como os softwares comerciais, ele permite importar configurações
de contas de outros programas instalados no computador do
usuário, seja diretamente ou via exportação de dados nos
programas 'concorrentes'.
(QUESTÃO 99) Relativo a computação em nuvem e ao programa
de correio eletrônico Mozilla Thunderbird. Se um usuário do
Mozilla Thunderbird receber email de pessoa cujo nome esteja
contido na lista de endereços desse usuário, o endereço de
email do remetente não será mostrado ao destinatário,julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Assim como nos demais aplicativos de e-mail.
Por ser um remetente conhecido, o nome será mostrado, o
endereço não será exibido.
(QUESTÃO 100) Com relação ao programa de correio eletrônico
Mozilla Thunderbird, aos conceitos de organização e de
gerenciamento de arquivos e aos aplicativos para segurança da
informação. Os Sniffers, utilizados para monitorar o tráfego da
rede por meio da interceptação de dados por ela transmitidos,
não podem ser utilizados por empresas porque violam as
políticas de segurança da informação, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Sniffer é um dispositivo ou programa de
computador utilizado para capturar e armazenar dados trafegando
em uma rede de computadores. O Sniffer pode ser usado para fins
maliciosos, mas também pode ser usado para fins legítimos, como
por administradores de redes, para detectar problemas, analisar o
desempenho e monitorar atividades maliciosas.
http://br.mozdev.org/thunderbird/agrupar
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
25
(Questão 101) A velocidade de acesso à Internet depende da
ferramenta de navegação e do sistema operacional que estão
sendo utilizados; o navegador Microsoft Internet Explorer, por
exemplo, é acessado mais rapidamente em ambiente Windows,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Em tese, a velocidade do acesso a internet
depende da largura de sua banda contratada, e não do sistema
operacional ou browser.
(Questão 102) As lntranets, por serem redes com acesso restrito
aos usuários de empresas, não utilizam os mesmos protocolos de
comunicação usados na Internet, como o TCP/IP, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: A Intranet é uma rede local (LAN) com
acesso restrito através de autenticação, normalmente restrito aos
colaboradores de uma organização. Quando permite o acesso de
fornecedores e parceiros, é uma extranet. E assim como a Internet,
usam os mesmos protocolos, baseados no TCP.
(Questão 103) O sítio de buscas Google permite que o usuário
realize pesquisas utilizando palavras e textos tanto em caixa baixa,
quanto em caixa alta, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: No site de pesquisas Google, assim como no
site de pesquisas BING (da Microsoft), o usuário pode fornecer
termos para buscar em websites na Internet. Os termos digitados
poderão estar em letras minúsculas ou maiúsculas, que
apresentarão os mesmos resultados. Ele não é case-sensitive.
(Questão 104) Na realização de pesquisa de determinado assunto
no sítio de buscas Google, as aspas indicam ao buscador que o
assunto descrito fora das aspas deve ser considerado na pesquisa e
o assunto descrito entre as aspas deve ser desconsiderado, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: As aspas na pesquisa Google indicam que o
termo deve ser considerado na íntegra, pegando a frase exata. Por
exemplo, uma pesquisa por "Alexander Bell" excluirá as páginas
que se referem a Alexander G. Bell ou Alexander Graham Bell.
(Questão 105) As redes sociais têm o tamanho padrão de medidas
para imagens, o que facilita a criação, pois um único arquivo de
imagem pode ser utilizado para ser postado em diferentes mídias
sem comprometer a aparência, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: As redes sociais não têm padrão de medidas
para imagens, uma imagem postada no Facebook não
necessariamente terá a mesma aparência dessa imagem postada
no Instagram, flickr ou twitter.
(Questão 106) O Google é um instrumento de busca que pode
auxiliar a execução de diversas atividades, como, por exemplo,
pesquisas escolares, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Questão simples que aborda a funcionalidade
do motor de busca do Google. Além do Google, o Bing e o Yahoo
Cadê são outros grandes motores de busca. Na China, o Baidu é o
maior motor de busca, podendo ser equiparado como o "Google
chinês".
(Questão 107) O Facebook, sítio de serviço de rede de propriedade
do governo dos Estados Unidos da América, permite a interação
online entre pessoas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O Facebook não pertence ao governo, mas,
sim, a uma empresa privada.
(Questão 108) A rede privada virtual (VPN) do tipo site-to-site
constituise, entre outros elementos, de um canal de comunicação
criptografado entre dois gateways de rede, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: VPN é um termo usado para se referir à
construção de uma rede privada utilizando redes públicas (por
exemplo, a Internet) como infraestrutura. Esses sistemas utilizam
criptografia e outros mecanismos de segurança para garantir que
somente usuários autorizados possam ter acesso à rede privada e
que nenhum dado será interceptado enquanto estiver passando
pela rede pública. Uma VPN site to site representa um canal de
comunicação seguro entre 2 gateways de rede, qualquer host que
passe por esses gateways estará usando a VPN implicitamente.
(Questão 109) Twitter, Orkut, Google+ e Facebook são exemplos
de redes sociais que utilizam o recurso scraps para propiciar o
compartilhamento de arquivos entre seus usuários, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Errado. Comentário: O Scrap era um tipo de recado virtual
utilizado na rede social Orkut. Outras redes sociais como Twitter,
Google+ e Facebook não utilizam scrap.
(Questão 110) As VPNs (Virtual Private Network) são túneis criados
em redes públicas para que essas redes apresentem nível de
segurança equivalente ao das redes privadas. Na criação desses
túneis, utilizam-se algoritmos criptográficos, devendo o
gerenciamento de chaves criptográficas ser eficiente, para
garantir-se segurança, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Nas redes de computadores, o usuário pode
realizar o acesso remoto, utilizando da estrutura pública (Internet)
ao conteúdo disponível com acesso restrito aos usuários
cadastrados (Intranet). O acesso remoto será através de uma VPN
(Virtual Private Network), criando um túnel seguro por onde os
dados trafegarão. O acesso será um exemplo de Extranet, para
usuários cadastrados e autorizados, parceiros e fornecedores.
(QUESTÃO 111) O Cavalo de Troia é um malware que, entre
outras ações que desencadeia no computador, acessa os arquivos
em drives locais e compartilhados e até mesmo age como um
servidor, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Cavalo de troia1, trojan ou trojan-horse, é um
programa que, além de executar as funções para as quais foi
aparentemente projetado, também executa outras funções,
normalmente maliciosas, e sem o conhecimento do usuário.
(QUESTÃO 112) A instalação de um firewall na rede de uma
organização é suficiente para proteger a empresa de ameaças,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Não há nada que possa ser "suficiente" para
proteger empresa ou computador de ameaças. Nada é 100% em
segurança da informação.
(QUESTÃO 113) Embora as ferramentas Anti-spam sejam muito
eficientes, elas não conseguem realizar uma verificação no
conteúdo dos e-mails, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Os filtros antispam já vem integrado à
maioria dos Webmails e programas leitores de e-mails e permite
separar os e-mails desejados dos indesejados (spams). A maioria
dos filtros passa por um período inicial de treinamento, no qual o
usuário seleciona manualmente as mensagens consideradas spam
e, com base nas classificações, o filtro vai "aprendendo" a
distinguir as mensagens.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
26
(QUESTÃO 114) Mesmo tendo realizado um backup completo do
computador, o usuário não está totalmente salvo de problemas que
possam surgir, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Nada na área computacional é totalmente
seguro. Exemplo: Fazer um backup e, no seu próprio backup, ter
um vírus que fará perder todoo conteúdo.
(QUESTÃO 115) Os certificados digitais são semelhantes às
identidades, pois, além de identificarem univocamente uma
pessoa, não possuem data de validade, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: O certificado digital e um registro
eletrônico composto por um conjunto de dados que distingue uma
entidade e associa a ela uma chave pública. Ele pode ser emitido
para pessoas, empresas, equipamentos ou serviços na rede (por
exemplo, um site Web) e pode ser homologado para diferentes
usos, como confidencialidade e assinatura digital. Um certificado
digital pode ser comparado a um documento de identidade, por
exemplo, o seu passaporte, no qual constam os seus dados pessoais
e a identificação de quem o emitiu. No caso do passaporte, a
entidade responsável pela emissão e pela veracidade dos dados e
a Polícia Federal. No caso do certificado digital esta entidade e
uma Autoridade Certificadora (AC).
De forma geral, os dados básicos que compõem um certificado
digital são:
• versão e número de série do certificado;
• dados que identificam a AC que emitiu o certificado;
• dados que identificam o dono do certificado (para quem ele foi
emitido);
• chave pública do dono do certificado;
• validade do certificado (quando foi emitido e até quando é
valido);
• assinatura digital da AC emissora e dados para verificação da
assinatura.
Conforme explicado acima, o certificado digital possui data de
validade daí a incorreção da assertiva.
(QUESTÃO 116) Nos itens que avaliam conhecimentos de
informática, a menos que seja explicitamente informado o
contrário, considere que: todos os programas mencionados estão
em configuração-padrão, em português; o mouse está configurado
para pessoas destras; expressões como clicar, clique simples e
clique duplo referem-se a cliques com o botão esquerdo do mouse;
e teclar corresponde à operação de pressionar uma tecla e,
rapidamente, liberá-la, acionando-a apenas uma vez. Considere
também que não há restrições de proteção, de funcionamento e
de uso em relação aos programas, arquivos, diretórios, recursos e
equipamentos mencionados. No que se diz respeito ao programa
de navegação Google Chrome e aos procedimentos de segurança
da informação. Não revelar informações confidenciais para outra
pessoa, via telefone, sem confirmar sua legitimidade é uma das
formas de evitar a engenharia social, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Engenharia social = termo utilizado para
descrever um método de ataque, onde alguém faz uso da
persuasão, muitas vezes abusando da ingenuidade ou confiança do
usuário, para obter informações que podem ser utilizadas para ter
acesso não autorizado a computadores ou informações.
(QUESTÃO 117) A utilização de firewalls em uma rede visa
impedir acesso indevido dentro da própria rede e também acessos
oriundos da Internet, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O firewall nada mais que um filtro, podendo
ser um software ou um hardware, ele controla o fluxo de
informações/dados (entrada e saída) de uma máquina em rede ou
entre maquinas e a internet.
(QUESTÃO 118) Firewall é um recurso utilizado para restringir
alguns tipos de permissões previamente configuradas, a fim de
aumentar a segurança de uma rede ou de um computador contra
acessos não autorizados, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Firewall pode ser definido como uma
barreira de proteção ou como um porteiro que filtra tudo o que
entra e que sai de um computador ou de uma rede. As informações
que ele permitirá ou impedirá que entre/saia dependerá das
configurações definidas pelo usuário. Lembre-se: Filtra tanto de
dentro para fora (como no caso de funcionários de uma empresa
acessando certos sites) como de fora para dentro (como no caso de
invasões). Não detecta a presença de vírus, até porque não é
antivírus.
(QUESTÃO 119) Na segurança da informação, controles físicos são
soluções implementadas nos sistemas operacionais em uso nos
computadores para garantir, além da disponibilidade das
informações, a integridade e a confidencialidade destas, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Controles físicos: guardas, catracas,
crachás de identificação; câmeras de segurança estão relacionados
às formas de acesso das instalações físicas. Controles Lógicos:
login, senha, criptografia, firewall, leitura de dados biométricos
etc. Princípios básicos da segurança da informação “cadin”:
Confidencialidade; (observação: usuário que recebe);
Autenticidade; (observação: usuário que envia); Disponibilidade;
Integridade; (observação: *HASH garante integridade). Não
repúdio. Confidencialidade - garantir que a informação seja
acessada somente por pessoas autorizadas. Exemplo: Criptografia
ou Esteganografia. Autenticidade - garantir que a informação é
autêntica, original; Disponibilidade - garantir que a informação
esteja sempre DISPONÍVEL. Um recurso usado é a realização de
BECAPES PERIÓDICOS; Integridade - garantia da informação com
seu inteiro teor (que a informação não seja modificada). Assim
como o *HASH, que faz um resumo do contexto na origem a fim de
ser comparado com o resumo do contexto no destinatário - Ambos
têm que coincidir para ser possível dar credibilidade à mensagem.
Não repúdio - garantir que a pessoa não negue ter assinado ou
criado a informação.
(QUESTÃO 120) As entidades denominadas certificadoras são
entidades reconhecidas pela ICP Brasil (Infraestrutura de Chaves
Públicas) e autorizadas a emitir certificados digitais para usuários
ou instituições que desejam utilizá-los, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: A Autoridade Certificadora Raiz da ICP-Brasil
(AC-Raiz) é a primeira autoridade da cadeia de certificação.
Executa as Políticas de Certificados e normas técnicas e
operacionais aprovadas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil.
Portanto, compete à AC-Raiz emitir, expedir, distribuir, revogar e
gerenciar os certificados das autoridades certificadoras de nível
imediatamente subsequente ao seu.
(QUESTÃO 121) No catálogo de endereços das versões mais
recentes do Mozilla Thunderbird, não se pode inserir dois usuários
com o mesmo e-mail.
Errado. Comentário: O catálogo de endereços do Mozilla
Thunderbird, assim como o catálogo de endereços do Microsoft
Outlook, armazena os endereços de e-mail dos contatos que
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
27
adicionarmos. Assim como no catálogo de contatos de nosso
smartphone, é possível adicionar dois itens com os mesmos dados
de contato.
(QUESTÃO 122) Mensagens baixadas por meio da utilização do
protocolo IMAP não são apagadas automaticamente do servidor,
devido ao fato de esse protocolo disponibilizar ao usuário
mecanismos adicionais para manipular as caixas de correio e suas
mensagens diretamente no servidor.
Certo. Comentário: Quando configurado com IMAP, as mensagens
serão copiadas para a máquina do usuário e mantidas no servidor
de e-mails permitindo a leitura a partir de outros acessos.
(QUESTÃO 123) No Microsoft Outlook 2013, desde que configurado
adequadamente, um e-mail excluído acidentalmente pode ser
recuperado, mesmo depois de a pasta Itens Excluídos ter sido
esvaziada.
Certo. Comentário: As versões mais recentes do Outlook possuem
uma funcionalidade de recuperar um item que não está mais na
pasta Itens Excluídos, pois existe agora a pasta Itens Recuperáveis.
Essa é uma pasta oculta e é o local para onde os itens são movidos
quando você exclui um item da pasta Itens Excluídos.
https://support.office.com/pt-br/article/Recuperar.
(QUESTÃO 124) Um e-mail recebido por meio de um computador
localizado em um órgão governamental que utiliza o Outlook é
considerado seguro, mesmo quando o destinatário é desconhecido
e possua arquivos anexos. Isso ocorre porque instituições públicas
possuem servidores com antivírus que garantem a segurança total
do ambiente computacional.
Errado. Comentário: NENHUMantivírus garante a segurança total
do ambiente computacional. Nada é 100% seguro.
(QUESTÃO 125) No Mozilla Thunderbird, independentemente da
interface utilizada pelo usuário, o atalho Ctrl + A tem a função de
abrir a caixa de entrada e selecionar todas as mensagens não lidas.
Errado. Comentário: CRTL + A -------> seleciona todos os itens da
página.
(QUESTÃO 126) Por questões de segurança, os programas de
correio eletrônico em uma intranet não possuem recursos que
permitem acessar os protocolos de e-mail localizados em
servidores na Internet. Se esses programas estiverem instalados no
notebook de empregado de uma organização, conectado à
Internet, ele não acessará os servidores de e-mail da organização.
Errado. Comentário: A questão erra ao afirmar que programas de
correio de uma intranet não podem acessar protocolos de
servidores na Internet. A tecnologia da intranet e internet é a
mesma, sua grande diferença é o público alvo, enquanto a internet
é de acesso amplo, uma intranet tem seu acesso restrito ao público
de determinada organização, mas, não há impeditivo algum que
uma intranet utilize protocolos de e-mail localizado em servidores
na internet.
(QUESTÃO 127) O Outlook Express é um programa de e-mail que
permite, entre outras opções, utilizar o calendário para agendar
compromissos e lembretes e marcar reuniões com outros usuários.
Certo. Comentário: O Outlook Express possui muitas
funcionalidades, com ele podemos além de nos comunicarmos com
e-mails, participar de grupos de notícias, criar pastas, assinaturas,
gerenciar contatos com catálogo de endereço, agendar
compromissos, anotações e reuniões.
(QUESTÃO 128) Certificado digital de e-mail é uma forma de
garantir que a mensagem enviada possui, em anexo, a assinatura
gráfica do emissor da mensagem.
Errado. Comentário: Certificado digital é um registro eletrônico
composto por um conjunto de dados que distingue uma entidade e
associa a ela uma chave pública. Não tem nenhuma relação com
assinatura gráfica do emissor como anexo da mensagem.
(QUESTÃO 129) O Mozilla Thunderbird permite que se faça backup
de um perfil em um dispositivo como, por exemplo, um pen drive.
Certo. Comentário: Para fazer backup de seu perfil, primeiro
feche o Thunderbird, se estiver aberto, em seguida, copie a pasta
de perfil para outro local. Desligue o Thunderbird. Localize a pasta
de perfil, como explicado acima. Ir para um nível acima da pasta
do seu perfil, ou seja, %APPDATA%\Mozilla\Thunderbird\Profiles\
Botão direito do mouse em sua pasta de perfil (ex.
xxxxxxxx.default), e selecione Cópia. Botão direito do mouse o
local de backup (ex. Pendrive ou CD-RW), e selecione Colar.
(QUESTÃO 130) Os Sniffers, utilizados para monitorar o tráfego da
rede por meio da interceptação de dados por ela transmitidos, não
podem ser utilizados por empresas porque violam as políticas de
segurança da informação.
Errado. Comentário: Um sniffer não necessariamente é malicioso.
Na verdade, este tipo de software é usado com frequência para
monitorar e analisar o tráfego de rede para detectar problemas e
manter um fluxo eficiente. No entanto, um sniffer também pode
ser usado com má fé. Eles capturam tudo o que passa por eles,
inclusive senhas e nomes de usuários não criptografados. Dessa
forma, os hackers com acesso a um sniffer terão acesso também a
qualquer conta que passar por ele. Além disso, um sniffer pode ser
instalado em qualquer computador conectado a uma rede local.
Ele não precisa ser instalado no próprio aparelho que se deseja
monitorar. Em outras palavras, ele pode permanecer oculto
durante a conexão.
https://www.avast.com/pt-br/c-sniffer
DIREITO ADMINISTRATIVO
Acerca dos princípios da Administração Pública, julgue o item a
seguir.
(QUESTÃO 131) Para os autores que defendem o princípio da
subsidiariedade, a atividade pública tem primazia sobre a
iniciativa privada, devendo o ente particular se abster de exercer
atividades que o Estado tenha condições de exercer por sua própria
iniciativa e com seus próprios recursos.
Errado. Comentário: Princípio da subsidiariedade: o Estado só
deve atuar quando o particular não tiver condições de atuar
sozinho, hipótese em que deve estimular, ajudar, subsidiar a
iniciativa privada.
(QUESTÃO 132) O princípio da moralidade é a exigência de
atuação ética dos agentes da Administração Pública. Contudo, por
ser a moralidade algo subjetivo, em que cada um tem uma
definição do que é moral e imoral, caso esse princípio não seja
observado, não acarretará consequência jurídica.
Errado. Comentário: A moralidade exige a proporcionalidade
entre os meios os fins a atingir; entre os sacrifícios impostos à
coletividade e os benefícios por ela auferidos; entre as vantagens
usufruídas pelas autoridades públicas e os encargos impostos à
maioria dos cidadãos.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
28
(QUESTÃO 133) Os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade devem ser observados pelo agente público que
atue como fiscal, já que esses princípios apresentam importante
papel no controle de atos discricionários que impliquem sanções
administrativas.
Certo. Comentário: Princípio da RAZOABILIDADE E
PROPORCIONALIDADE → adequação entre meios e fins, vedada a
imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior
àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse
público.
(QUESTÃO 134) Os princípios que regem a administração pública
federal brasileira estão estabelecidos no Título I – Dos Princípios
Fundamentais, da Constituição Federal de 1988.
Errado. Comentário: referidos postulados não estão elencados no
Título I - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, mas sim no art.
37, inserido no Título III, Capítulo VII - Da Administração Pública.
São: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência.
(QUESTÃO 135) Entre esses princípios inclui-se aquele que
autoriza que o administrador público federal, em determinadas
situações, delegue competência para a prática de atos
administrativos.
Certo. Comentário: DL 200/67: Art. 6º As atividades da
Administração Federal obedecerão aos seguintes princípios
fundamentais:
I - Planejamento.
II - Coordenação.
III - Descentralização.
IV - Delegação de Competência.
V - Controle.
(QUESTÃO 136) O dever do administrador público de agir de forma
ética e com boa-fé se refere ao seu dever de eficiência.
Errado. Comentário: O princípio que a questão está se referindo
é o da Moralidade.
MORALIDADE: RELACIONADO A UMA ATUAÇÃO PROBA E DE BOA-FÉ.
EFICIÊNCIA: RELACIONADO A UM MELHOR RENDIMENTO COM O
MÍNIMO DE ERROS.
(QUESTÃO 137) Como um dos princípios da administração pública
brasileira, a publicidade destina-se a garantir a transparência dos
atos dos agentes públicos
Certo. Comentário: Publicidade: impõe à Administração Pública o
dever de dar transparência a seus atos, tornando-os públicos
conhecimentos de todos.
A publicidade é necessária para que os cidadãos e os órgãos
competentes possam avaliar e controlar a legalidade, a
moralidade, a impessoalidade, e todos os demais requisitos que
devem informar as atividades do Estado. E isso é obvio, pois não se
pode avaliar aquilo que não se conhece.
***Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de
seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que
serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da
sociedade e do Estado.
(QUESTÃO 138) O princípio da precaução impõe à administração,
diante de situações e ações que envolvam risco, a adoção de
medidas preventivas contra a ocorrência de dano para a
coletividade.
Certo. Comentário: “Em virtude da moderna tendência entre os
estudiosos de desenvolver-se a ideia de que é necessário evitar a
catástrofe antes que ela ocorra, parece-nos oportuno tecer breve
comentário sobre o princípio da precaução,que, embora não
expresso, tem sido reconhecido como inspirador das condutas
administrativas”.
Precaução = Danos incertos e indeterminados.
Prevenção = Danos previsíveis, certos e determinados.
(QUESTÃO 139) As prerrogativas do poder público sobre os
particulares, decorrentes da supremacia do interesse público, são
integralmente afastadas quando a administração, eventualmente,
se nivela, sob algum aspecto, a entidade sob regime de direito
privado.
Errado. Comentário: Sobre isso Di Pietro (2014, p. 61) enuncia: “O
que é importante salientar é que, quando a Administração
emprega modelos privativos, nunca é integral a sua submissão ao
direito privado; às vezes, ela se nivela ao particular, no sentido de
que não exerce sobre ele qualquer prerrogativa de Poder Público;
mas nunca se despe de determinados privilégios, como o juízo
privativo, a prescrição quinquenal, o processo especial de
execução, a impenhorabilidade de seus bens; e sempre se submete
a restrições concernentes à competência, finalidade, motivo,
forma, procedimento, publicidade”.
Fonte: Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo:
Editora Atlas, 2014.
“Cumpre ressalvar, de qualquer forma, que, ao menos
indiretamente, o princípio da supremacia do interesse público
irradia, sim, sobre toda atuação administrativa, uma vez que,
mesmo quando não são impostas obrigações ou restrições aos
administrados, os atos da administração pública revestem aspectos
próprios do direito público, a exemplo da presunção de
legitimidade.” MARCELO ALEXANDRINO E VICENTE PAULO, p. 269
(QUESTÃO 140) A observância do princípio da legalidade pelo
servidor público é o que determina a moralidade da administração
pública, independentemente da finalidade do ato administrativo.
Errado. Comentário: A finalidade do ato pode ser amplo ou
restrito. No primeiro caso tem-se o interesse público e no último
tem-se satisfazer a finalidade específica prevista em lei.
Legalidade + Finalidade = Moralidade
(QUESTÃO 141) Com relação aos conceitos, aos tipos e às formas
de controle, julgue o item a seguir.
O controle interno é exercido pela administração pública sobre
seus próprios atos e sobre as atividades de seus órgãos e das
entidades descentralizadas a ela vinculadas.
Certo. Comentário: Com base na constituição, o CESPE entende
ser controle INTERNO o realizado pela administração direta em
suas entidades da administração indireta.
“Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão,
de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade
de: ... II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto
à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e
patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem
como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito
privado;
(QUESTÃO 142) No que se refere aos controles parlamentar,
judicial e administrativo, julgue o item que se segue.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
29
Atos políticos que causem lesão a direitos individuais ou coletivos
estão sujeitos ao controle judicial.
Certo. Comentário: “Em regra, atos políticos praticados dentro da
legalidade não estão sujeitos ao controle judicial, em razão do
princípio da independência entre os Poderes. Porém, se um ato
político causar lesão a direitos individuais ou coletivos, ele poderá
ser considerado um ato ilegal e, nessa qualidade, estaria sim
sujeito ao controle judicial”.
(QUESTÃO 143) A respeito do controle da administração pública
exercido pelos tribunais de contas, julgue o próximo item.
Cabe aos tribunais de contas a anulação de ato ou contrato dos
órgãos jurisdicionados eivado de vícios.
Errado. Comentário: Cabe a Administração ou ao Poder Judiciário
a anulação de ato ou contrato dos órgãos jurisdicionados eivado de
vícios.
(QUESTÃO 144) Conforme a Constituição Federal de 1988, o
sistema de controle interno de cada Poder deve apoiar o controle
externo no exercício de sua função, razão por que o controle
interno é subordinado ao controle externo.
Errado. Comentário: Uma das missões do controle Interno é apoiar
o controle Externo. Mas não existe essa subordinação como afirma
a questão.
(QUESTÃO 145) A despeito de ser um tribunal, uma corte de
contas não produz coisa julgada material, de modo que suas
decisões podem ser revistas pelo Poder Judiciário.
Certo. Comentário: Essa questão reflete o sistema inglês de
UNICIDADE DE JURISDIÇÃO, em que todos os litígios administrativos
ou privados podem ser levados ao judiciário. Assim, apesar de
caber a Adm. o controle dos seus próprios atos, em juízo de
conveniência e oportunidade, o único (UNICIDADE) que detém
jurisdição e que decide com definitividade (COISA JULGADA) é o
poder judiciário. O TCU é tribunal administrativo.
(QUESTÃO 146) A respeito de controle na administração pública,
julgue o item a seguir.
O controle externo é exercido pelo Poder Legislativo com auxílio
dos tribunais de contas.
Certo. Comentário: É o chamado controle financeiro, o qual é
exercido pelo Poder Legislativo sobre os demais poderes (Executivo
e Judiciário). Neste controle o Poder Legislativo conta com o
auxílio do Tribunal de Contas da União. Este órgão possui
competência de auxiliar e de orientar o Poder Legislativo, porem
a este não é subordinado. A fiscalização é realizada pelo Poder
Legislativo que conta apenas com a emissão de pareceres técnicos,
pois o TCU é apenas órgão auxiliar.
(QUESTÃO 147) No que se refere aos controles parlamentar,
judicial e administrativo, julgue o item que se segue.
Compete privativamente à Câmara dos Deputados fiscalizar os atos
de gestão administrativa da administração direta e indireta.
Errado. Comentário: Art. 49. É da competência exclusiva do
Congresso Nacional:
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas
Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração
indireta;
(QUESTÃO 148) Cabe ao TCU emitir parecer prévio a respeito das
contas atinentes ao Poder Legislativo, ao Poder Judiciário e ao
Ministério Público.
Errado. Comentário: CF, Art 71 - O controle externo, a cargo do
Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de
Contas da União, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da
República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em
sessenta dias a contar de seu recebimento;
Registro que o TCU emite Parecer prévio apenas sobre as Contas
prestadas pelo Presidente da República, pois as Contas atinentes
aos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, ao
contrário, em vez de serem objeto de pareceres prévios
individuais, são efetivamente julgadas por esta Corte de Contas,
em consonância com a Decisão do Supremo Tribunal Federal.
(QUESTÃO 149) A respeito de controle na administração pública,
julgue o item a seguir.
O controle interno, ao qual compete a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária e operacional, bem como o apoio ao
controle externo, não se caracteriza como controle de mérito.
Errado. Comentário: Conceitos invertidos.
Controle Interno = Controle de Mérito.
Controle Externo = Fiscalização Contábil, Financeira,
Orçamentária e Operacional.
(QUESTÃO 150) O controle exercido pela administração sobre seus
próprios atos pode ser realizado de ofício quando a autoridade
competente constatar ilegalidade.
Certo. Comentário: LEI Nº 9.784, DE 29 DE JANEIRO DE 1999.
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando
eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
(QUESTÃO 151) “No texto seguinte”: João, servidor público
ocupante do cargo de motorista de determinada autarquia do DF,
estava conduzindo o veículo oficial durante o expediente quando
avistou sua esposa no carrode um homem. Imediatamente, João
dolosamente acelerou em direção ao veículo do homem,
provocando uma batida e, por consequência, dano aos veículos. O
homem, então, ingressou com ação judicial contra a autarquia
requerendo a reparação dos danos materiais sofridos. A autarquia
instaurou procedimento administrativo disciplinar contra João
para apurar suposta violação de dever funcional. A autarquia tem
direito de regresso contra João, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Lei complementar nº 840/2011. Art. 183. A
responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso
ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiro. § 2º
Tratando-se de dano causado a terceiros, responde o servidor
perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.
(QUESTÃO 152) “No texto seguinte”: Um motorista alcoolizado
abalroou por trás viatura da polícia militar que estava
regularmente estacionada. Do acidente resultaram lesões em
cidadão que estava retido dentro do compartimento traseiro do
veículo. Esse cidadão então ajuizou ação de indenização por danos
materiais contra o Estado, alegando responsabilidade objetiva. O
procurador responsável pela contestação deixou de alegar culpa
exclusiva de terceiro e não solicitou denunciação da lide. O
corregedor determinou a apuração da responsabilidade do
procurador, por entender que houve negligência na elaboração da
defesa, por acreditar que seria útil à defesa do poder público
alegar culpa exclusiva de terceiro na geração do acidente. Diante
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
30
da ausência de denunciação da lide, ficou prejudicado o direito de
regresso do Estado contra o motorista causador do acidente, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 125, § 1º, CPC/15. O direito regressivo
será exercido por ação autônoma quando a denunciação da lide for
indeferida, deixar de ser promovida ou não for permitida.
(QUESTÃO 153) A respeito de responsabilidade civil, indenização,
dano moral e dano material. O município que for condenado a
indenizar particular por dano causado por servidor público
municipal poderá cobrar regressivamente do servidor o valor da
condenação, desde que ele tenha agido com dolo ou culpa e na
qualidade de servidor público municipal, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: CF/88 Art. 37. A administração pública direta
e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência
e, também, ao seguinte: § 6º As pessoas jurídicas de direito público
e as de direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o
responsável nos casos de dolo ou culpa.
(QUESTÃO 154) A respeito de reparação de danos, sindicância e
processo administrativo, e controle interno da administração
pública, julgue o item seguinte. Nos termos da lei, a obrigação de
reparação de dano praticado por servidor público não é extensível
aos seus sucessores, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Lei 8112 Art. 122. A responsabilidade civil
decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que
resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. § 3o A obrigação de
reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será
executada, até o limite do valor da herança recebida.
(QUESTÃO 155) Com relação à responsabilidade civil do Estado,
aos serviços públicos e ao controle da administração pública.
Situação hipotética: O motorista de determinado veículo
particular, não tendo respeitado o sinal vermelho do semáforo,
provocou a colisão entre o veículo que dirigia e um veículo oficial
do TCE/PA que estava estacionado em local proibido. Assertiva:
Nessa situação, o valor da indenização a ser paga pelo Estado será
atenuado ante a existência de culpa concorrente, já que o Brasil
adota a teoria da responsabilidade objetiva do tipo risco
administrativo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A culpa concorrente da vítima será
considerada causa de atenuação da responsabilidade civil estatal
constituirá hipótese excludente de tal responsabilidade, ou seja,
única circunstância que atenua ou diminui a responsabilidade civil
do Estado é a existência de culpa concorrente da vítima, ou seja,
inexistência de culpa exclusiva do Estado. Assim, no caso da colisão
entre veículo pertencente a ente público e a um particular, na qual
tenha havido imprudência de ambos os motoristas, o Estado não
responde pela integralidade do dano, devendo os prejuízos ser
rateados na proporção da culpa de cada responsável.
(QUESTÃO 156) Relativos aos agentes públicos, à responsabilidade
civil do Estado e à licitação. Conforme o entendimento do STJ, não
se admite a alteração do quantum arbitrado a título de danos
morais em ação de responsabilidade civil do Estado, uma vez que
se trata de peculiaridade fática do caso, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Em regra, não deveria caber a alteração do
valor arbitrado a títulos de danos morais, uma vez que isso
ensejaria a análise fática, em âmbito de recurso especial. contudo,
a jurisprudência do stj admite, em caráter excepcional, que o
quantum arbitrado a título de danos morais seja alterado, caso se
mostre irrisório ou exorbitante, em clara afronta aos princípios da
razoabilidade e da proporcionalidade. nessa linha, vejamos a
decisão um precedente do stj (agrg no aresp 308623/rj)
administrativo. agravo regimental. responsabilidade civil do
estado. morte de detento. revisão do valor arbitrado a título de
danos morais. impossibilidade. reexame de matéria fática. súmula
7/stj. 1. a jurisprudência do superior tribunal de justiça admite,
em caráter excepcional, que o montante arbitrado a título de
danos morais seja alterado, caso se mostre irrisório ou exorbitante,
em clara afronta aos princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade, o que não ocorreu no caso concreto. portanto,
admite-se sim a alteração do valor, mas somente em casos
excepcionais. (fonte:
http://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/gabarito-tce-sc-
direito-administrativo-area-direito-extraoficial/).
(QUESTÃO 157) A respeito da responsabilidade civil do Estado. A
prescrição quinquenal da pretensão de reparação de danos contra
a administração não se estende a pessoas jurídicas de direito
privado que dela façam parte, como concessionárias de serviço
público, por exemplo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O prazo prescricional de 5 anos para
ajuizamento das ações pleiteando indenização em desfavor das
pessoas jurídicas de direito público está descrito no art. 1º- C da
Lei 9494/97, com redação acrescida pela Medida Provisória 2.180-
35, de 24/08/2001. Tal norma é posterior ao Decreto n° 20.910 e
ratifica o prazo prescricional de 05 anos. Art. 1o-C. Prescreverá
em cinco anos o direito de obter indenização dos danos causados
por agentes de pessoas jurídicas de direito público e de pessoas
jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos.
(Incluído pela Medida provisória nº 2.180-35, de 2001). A referida
é especial em relação ao código civil, visto que trata de diversas
peculiaridades processuais aplicáveis à Fazenda Pública.
(QUESTÃO 158) João, agente administrativo de uma empresa
estatal prestadora de serviço público, no exercício de suas
funções, causou prejuízo a terceiro, não usuário do serviço. Nessa
situação hipotética, o indivíduo prejudicado deve provar a culpa
de João para exigir da empresa estatal a reparação dos danos que
lhe foram causados, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Por se tratar de responsabilidade OBJETIVA
do Estado, o particular está dispensado de demonstrar o dolo ou
culpa do agente público. Art. 37 § 6º As pessoas jurídicas de direito
público e asde direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o
responsável nos casos de dolo ou culpa.
(QUESTÃO 159) Acerca da convalidação e atributos dos atos
administrativos e da responsabilidade civil do Estado. De
acordo com o sistema da responsabilidade civil objetiva
adotado no Brasil, a administração pública pode, a seu juízo
discricionário, decidir se intenta ou não ação regressiva contra
o agente causador do dano, ainda que este tenha agido com
culpa ou dolo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Em razão do Princípio da Indisponibilidade
do Interesse público, a propositura da ação regressiva, quando
cabível, é um dever imposto à administração, e não uma simples
faculdade.
(QUESTÃO 160) Relativos à organização da administração pública.
Conforme o entendimento do STJ, caso um cidadão transite com
seu carro em rodovia de responsabilidade de uma autarquia e,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
31
devido à ausência de conservação dessa via, ele sofra um acidente,
o Estado responderá solidariamente pelos danos causados, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: mantém-se a responsabilidade subsidiária
do Estado.
(QUESTÃO 161) Acerca do direito administrativo. As sociedades
de economia mista podem ser empresas públicas, caso em que
integram a administração indireta do ente federativo a que
pertencem, mas também podem ser empresas privadas, caso
em que não fazem parte da administração pública, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: As sociedades de economia mista (S.E.M.)
não podem ser empresas públicas, pois este constitui um capital
inteiramente público e esse pode constituir um capital de origem
privada e pública, logo não integram a administração pública. E
integram a administração pública quando são de cunho privado.
(QUESTÃO 162) Acerca do direito administrativo. Considerando
que o Departamento de Polícia Federal (DPF) é um órgão do
Ministério da Justiça, se for editada uma lei determinando que
o DPF passará a ser órgão da Presidência da República, ele
deixará de fazer parte da administração federal indireta e
passará a integrar a administração direta da União, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Segundo o DECRETO Nº 6.061, DE 15 DE
MARÇO DE 2007 O Art. 1o afirma que o Ministério da Justiça é órgão
da administração federal direta. Sendo DPF um órgão do Ministério
da Justiça, o DPF já fazia parte da administração federal direta.
QUESTÃO 163) Com relação às entidades políticas. A União, os
estados e os municípios são pessoas jurídicas de direito público,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Código Civil. Art. 40. As pessoas jurídicas são
de direito público, interno ou externo, e de direito privado. Art.
41. São pessoas jurídicas de direito público interno: I - a União; II
- os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III - os Municípios;
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; (Redação dada
pela Lei nº 11.107, de 2005) V - as demais entidades de caráter
público criadas por lei.
(QUESTÃO 164) Considerando que o Departamento de Polícia
Federal (DPF) é um órgão do Ministério da Justiça. Se fosse
transformado em autarquia federal, o DPF passaria a integrar
a administração indireta da União, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Se fosse transformado em Autarquia federal,
o DPF passaria a integrar a Administração Indireta da União. O
Departamento de Polícia Federal é um órgão do Ministério da
Justiça. O Ministério da Justiça, por sua vez, faz parte da estrutura
orgânica da União, de sua Administração Direta. No entanto, não
há vedação de a União, ao lado da Administração Direta, atuar por
intermédio da Administração Indireta. As seguintes pessoas
administrativas integram a Administração Indireta: Fundações,
Sociedades de economia mista, Empresas públicas e Autarquias.
Assim, se o DPF fosse transformado em autarquia, pessoa jurídica
de Direito Público, passaria a integrar, de fato, a Administração
Indireta.
(QUESTÃO 165) Acerca do direito administrativo. As sociedades
de economia mista podem ser empresas públicas, caso em que
integram a administração indireta do ente federativo a que
pertencem, mas também podem ser empresas privadas, caso
em que não fazem parte da administração pública, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Sociedade de Economia Mista: Entidade
dotada de personalidade jurídica de direito privado. Existem
sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos e
exploradoras de atividade econômica. Composta por capital
particular e capital estatal, sob a forma de sociedade anônima,
cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria ao Poder
Público. Para a maioria dos doutrinadores, essas sociedades são
regidas pelas regras de Direito Privado, porém, em relação à
organização, contratação de pessoal etc, são regidas pelo Direito
Público. Exemplo: Banco do Brasil, Petrobrás etc.
(QUESTÃO 166) Com respeito à administração pública. A
administração pública direta é integrada por pessoas jurídicas
de direito público, tais como a União, os ministérios e as
secretarias, enquanto a administração indireta é integrada
tanto por pessoas jurídicas de direito público, como as
autarquias e as empresas públicas, quanto por pessoas jurídicas
de direito privado, como as sociedades de economia mista,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Empresas Públicas - são pessoas jurídicas de
Direito Privado da Administração Indireta.
(QUESTÃO 167) Com respeito à administração pública. Apesar
de as polícias civil e federal desempenharem a função de polícia
judiciária, ambas são órgãos do Poder Executivo, e não do Poder
Judiciário, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Departamento de Polícia Federal é um órgão
pertencente ao Poder Executivo da União e diretamente
subordinado ao Ministério da Justiça, possuindo autonomia
administrativa e financeira, conforme o Decreto nº 6.061, de 15 de
março de 2007, o qual definiu a nova estrutura regimental do
Ministério da Justiça. A Constituição Federal de 1988, em seu art.
144, §6º, determinou a subordinação das polícias civis, polícias
militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e
reserva do Exército, aos Governadores dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios. Ou seja as polícias civis estão
subordinadas ao poder executivo dos estados.
(QUESTÃO 168) A respeito da organização do Departamento de
Polícia Rodoviária Federal e da natureza dos atos praticados por
seus agentes, julgue os itens que se seguem. Por ser órgão do
Ministério da Justiça, a PRF é órgão do Poder Executivo,
integrante da administração direta, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: A PRF é órgão do Ministério da Justiça e,
dentro do conceito de desconcentração administrativa, recebe
atribuições daquele ministério, fazendo parte, assim, da
Administração direta.
(QUESTÃO 169) A respeito da organização administrativa da
União, julgue os itens seguintes. O foro competente para o
julgamento de ação de indenização por danos materiais contra
empresa pública federal é a justiça federal, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: A questão em tela deve ser dirimida à luz do
que estabelece o art. 109, I, da CF/88, de acordo com o qual os
juízes federais são competentes para processar e julgar causas que
envolvam a União, suas autarquias e empresas públicas, seja
quando atuarem como parte – autora ou ré – seja, ainda, quando
integrarem a relação processual na condição de assistentes ou
opoentes, exceto se a matéria versar sobre falência, acidentes de
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
32
trabalho e aquelas sujeitas às Justiças Eleitoral e do Trabalho.
Tratando-se, pois, de ação indenizatória,por danos materiais,
movida em face de empresa pública federal, é de se concluir que,
de fato, a competência será da Justiça Federal, na forma do
sobredito dispositivo constitucional.
(QUESTÃO 170) A respeito da organização administrativa da
União. Existe a possibilidade de participação de recursos
particulares na formação do capital social de empresa pública
federal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão ora comentada pode ser resolvida
com base na própria definição legal de empresa pública, a qual se
encontra no art. 5º, II, do Decreto-lei nº 200/67 c/c art. 5º do
Decreto-lei nº 900/69. Ao se realizar a leitura de tais dispositivos
legais, fica claro que a integralidade do capital social das empresas
públicas deve estar “nas mãos” de entidades da Administração
Pública, e, além disso, sob o controle de entes federativos (União,
estados, Distrito Federal ou municípios). Admite-se a participação
acionária de pessoas da Administração indireta dotadas de
personalidade jurídica de direito privado. Todavia, não há
possibilidade de participação acionária de pessoas da iniciativa
privada, físicas ou jurídicas. Reside aí, aliás, uma das principais
diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia
mista, sendo certo que estas últimas, necessariamente, devem
contar com a participação acionária de particulares, ao contrário
das empresas públicas. A título de exemplo, confira-se o que
consta, neste particular, do livro de Maria Sylvia Di Pietro: “Com
relação à composição do capital, a sociedade de economia mista é
constituída por capital público e privado, e a empresa pública, por
capital público.” (Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p.
513). Do mesmo modo, Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo
registram este importante aspecto: “O capital das empresas
públicas é integralmente público, isto é, oriundo de pessoas
integrantes da Administração Pública. Não há participação direta
de recursos de particulares na formação do capital das empresas
públicas.” (Direito Administrativo Descomplicado, 20ª edição,
2012, p. 101). Chega-se, assim, à conclusão de que não há
possibilidade de participação de recursos particulares na formação
do capital social de empresas públicas, independentemente de se
tratar de empresas federais, estaduais, distritais ou municipais.
DIREITO CONSTITUCIONAL
(QUESTÃO 171) Acerca dos poderes e das funções essenciais à
justiça. Mandado de segurança impetrado contra o Procurador-
Geral do Trabalho por servidor público estatutário da própria
Procuradoria deverá ser julgado pela justiça federal de
primeira instância, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art.109, VIII, CF: Aos juízes federais
(portanto, 1ªinstância) cabe processar e julgar os mandados de
segurança e os habeas data contra ato de autoridade federal (na
questão, Procurador-Geral do Trabalho), excetuados os casos de
competência dos tribunais federais.
(QUESTÃO 172) Referentes à organização dos poderes e às funções
essenciais à justiça. O exercício de atividade político-partidária
é permitido aos membros do Ministério Público do Trabalho,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Segundo a Constituição Federal/1988 no
Art. 128, §5º, II - As seguintes vedações: a) receber, a qualquer
título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas
processuais; b) exercer a advocacia; c) participar de sociedade
comercial, na forma da lei; d) exercer, ainda que em
disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de
magistério; e) exercer atividade político-partidária;
(QUESTÃO 173) A respeito do Poder Judiciário e do Ministério
Público. O Ministério Público brasileiro é composto pelo
Ministério Público Federal e pelo Ministério Público dos Estados
e do Distrito Federal. O Ministério Público do Trabalho é um
dos ramos do Ministério Público Federal, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Constituição Federal Art. 128. O Ministério
Público abrange: I - o Ministério Público da União, que
compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério
Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério
Público do Distrito Federal e Territórios; II - os Ministérios Públicos
dos Estados. Ou seja, o Ministério Público do Trabalho é integrante
do Ministério Público da União, assim como o Ministério Público
Federal.
(QUESTÃO 174) Considere que determinado navio petroleiro, ao
fazer a aproximação no porto de Santos, no estado de São Paulo,
tenha colidido com outra embarcação, causando significativo dano
ambiental nas praias daquele estado. Com relação a esse caso
hipotético, julgue os itens a seguir, acerca da organização do
Poder Judiciário e do Ministério Público: Nesse caso, caberá
exclusivamente ao Ministério Público do estado de São Paulo
propor a devida ação penal,, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Proteger o meio ambiente é uma
competência comum da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios. Por esse motivo a propositura da ação penal no caso
em tela pode ser proferida pelo Ministério Público da Federal ou
pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. CF Art. 23. É
competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e combater a
poluição em qualquer de suas formas; CF Art. 129. São funções
institucionais do Ministério Público: I - promover, privativamente,
a ação penal pública, na forma da lei;
(QUESTÃO 175) Relativo à competência do MP. Compete
privativamente ao MP promover o inquérito civil e a ação civil
pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio
ambiente e de outros interesses difusos e coletivos, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 129 - São funções institucionais do
Ministério Público:
I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da
lei; Lembremos que se o MP não intentá-la no prazo legal é possível
interpor a ação penal privada subsidiária da pública. (art. 100, §3º,
do Código Penal e art. 29 do Código de Processo Penal).
(QUESTÃO 176) Considerando as normas constitucionais sobre
as funções essenciais à justiça, julgue o item a seguir. Entre as
funções institucionais do Ministério Público, está a de
promover, em caráter exclusivo, a ação civil pública para a
promoção do patrimônio público e social, do meio ambiente e
de outros interesses difusos e coletivos, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: O Ministério Público não desempenha esse
mister exclusivamente. A Lei da Ação Civil Pública (n. 7.347/85)
assim dispõe a matéria: Art. 5. Têm legitimidade para propor a
ação principal e a ação cautelar: I - o Ministério Público; II - a
Defensoria Pública; III - a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios; IV - a autarquia, empresa pública, fundação ou
sociedade de economia mista; V - a associação que,
concomitantemente: a) esteja constituída há pelo menos 1 (um)
ano nos termos da lei civil; b) inclua, entre suas finalidades
institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
33
ordem econômica, à livre concorrência ou ao patrimônio artístico,
estético, histórico, turístico e paisagístico.
(QUESTÃO 177) Em relação ao Poder Executivo e às funções
essenciais à justiça. Em razão dos princípios da unidade e da
indivisibilidade, não se permite o ajuizamento de ações civis
públicas por terceiros nos casos em que o Ministério Público for
legitimado para propô-las, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: § 1º, do Art. 129 da CF/88: "Art. 129. São
funções institucionais do Ministério Público: [...] § 1º - A
legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas
neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses,
segundo o disposto nesta Constituição e na lei."
(QUESTÃO 178) A seguir, que tratam da organização de
instituiçõesdo Estado brasileiro e de seu funcionamento. Os
membros do Ministério Público da União não poderão exercer
atividade político-partidária, salvo se prévia e expressamente
licenciados para esse fim pelo Conselho Superior do Ministério
Público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 237, LC 75/93 - É vedado ao membro
do Ministério Público da União: I - receber, a qualquer título e sob
qualquer pretexto; honorários, percentagens ou custas
processuais; II - exercer a advocacia; III - exercer o comércio ou
participar de sociedade comercial, exceto como cotista ou
acionista; IV - exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer
outra função pública, salvo uma de magistério; V - exercer
atividade político-partidária, ressalvada a filiação e o direito de
afastar-se para exercer cargo eletivo ou a ele concorrer.
(QUESTÃO 179) No tocante ao Ministério Público (MP), julgue os
itens subsequentes. O procurador-geral da República poderá ser
exonerado pelo presidente da República nos casos de
conveniência e oportunidade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão fala em exoneração do PGR.
Percebam que o Art. 128, 2º parágrafo fala em destituição do PGR.
De fato, o administrado perde a função de confiança, mas volta a
integrar regularmente o quadro de servidores do MPU, sem sofrer
exoneração.
(QUESTÃO 180) No tocante ao Ministério Público (MP). São
princípios institucionais do MP a unidade, a divisibilidade e a
dependência funcional, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Não é "divisibilidade" e sim indivisibilidade
e nem dependência funcional e sim independência funcional.
Princípios institucionais do MPU. O art. 4º traz a seguinte redação:
Art. 4º São princípios institucionais do Ministério Público da União
a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. Trata-se
de mais um artigo que repete a Constituição Federal, com a mera
alteração de “Ministério Público” para “Ministério Público da
União”. Segundo a Constituição Federal, em seu art. 127, os
princípios institucionais do MP são os seguintes: § 1º - São princípios
institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e
a independência funcional.
(QUESTÃO 181) Acerca da Constituição Federal de 1988 (CF) e de
sua interpretação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), julgue o
item seguinte.
A jurisprudência do STF orientou-se no sentido de que a inscrição
de pessoas jurídicas de direito público, inclusive autarquias, em
cadastro de inadimplentes organizados e mantidos pela União não
pode impedir o recebimento de verbas federais quando houver
risco que possa comprometer a continuidade ou execução de
políticas públicas ou a prestação de serviços públicos essenciais à
coletividade.
Certo. Comentário: O Supremo Tribunal Federal, nos casos de
inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de
empresas governamentais em cadastros de inadimplentes,
organizados e mantidos pela União, tem ordenado à liberação e o
repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento
de restrições impostas à celebração de operações de crédito em
geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de
neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo
grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas
públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. (ACO
2453 MC, Relator (a) Min. MARCO AURÉLIO, julgado em
18/06/2014, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-120
DIVULG 20/06/2014 PUBLIC 23/06/2014)
(QUESTÃO 182) Acerca da Constituição Federal de 1988 (CF) e de
sua interpretação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), julgue o
item seguinte.
Suponha-se que João, procurador da República, seja convidado a
ocupar cargo em comissão de procurador-chefe de uma
determinada autarquia. Nesse caso, João poderá ocupar esse
cargo, desde que afastado temporariamente do Ministério Público.
Errado. Comentário: Ministério Público estadual. Exercício de
outra função. (...) O afastamento de membro do Parquet para
exercer outra função pública viabiliza-se apenas nas hipóteses de
ocupação de cargos na administração superior do próprio Ministério
Público. Os cargos de ministro, secretário de Estado ou do Distrito
Federal, secretário de Município da Capital ou chefe de missão
diplomática não dizem respeito à administração do Ministério
Público, ensejando, inclusive, se efetivamente exercidos,
indesejável vínculo de subordinação de seus ocupantes com o
Executivo. [STF ADI 3.574, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 16-5-
2007, P, DJ de 1º-6-2007.]
(QUESTÃO 183) Com referência à Constituição Federal de 1988 e
às disposições nela inscritas relativamente a direitos sociais e
políticos, administração pública e servidores públicos, julgue o
item subsequente.
Com exceção de casos específicos previstos em lei, a administração
pública deve realizar processo de licitação para a contratação de
obras, serviços, compras e alienações.
Certo. Comentário: CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO
BRASIL DE 1988: Art. 37. - XXI - ressalvados os casos especificados
na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão
contratados mediante processo de licitação pública que assegure
igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições
efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá
as exigências de qualificação técnica e econômica, indispensáveis
à garantia do cumprimento das obrigações.
(QUESTÃO 184) Julgue o item a seguir com base na CF.
A pessoa jurídica de direito público responderá pelos danos que
seu agente público causar a terceiros, sendo assegurado a ela o
direito de regresso contra o servidor responsável apenas em caso
de dolo.
Errado. Comentário: Conforme art. 37, § 6º da CF, o direito de
regresso da pessoa jurídica de direito público em relação ao
servidor que causou dano a terceiros, dá-se tanto pela conduta
culposa quanto pela conduta dolosa do servidor. Sendo assim, a
questão encontra-se equivocada.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
34
(QUESTÃO 185) Se um servidor público aposentado do Tribunal de
Contas do Estado do Pará (TCE/PA) for nomeado para cargo em
comissão, ele poderá receber cumulativamente os proventos da
inatividade e a remuneração do novo cargo.
Certo. Comentário: CF- § 11. Aplica-se o limite fixado no art. 37,
XI, à soma total dos proventos de inatividade, inclusive quando
decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem
como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime
geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de
proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável
na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei
de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo.
(QUESTÃO 186) A partir do disposto na Constituição Federal de
1988 (CF), julgue o item seguinte.
Na CF, o conceito de administração pública coincide com o de
Poder Executivo e, consequentemente, com o de administração
direta, razão por que é impróprio utilizar o termo administração
pública em referência aos Poderes Legislativo e Judiciário.
Errado. Comentário: O conceito de Administração Pública é mais
amplo do que apenas o de Poder Executivo. A Administração
Pública abrange o exercício da função administrativa por todos os
poderes estatais (Legislativo, Executivo e Judiciário) e em todos os
níveis federativos.
(QUESTÃO 187) Acerca da aplicabilidade das normas
constitucionais e dos direitos e garantias fundamentais, julgue o
item seguinte à luz do entendimento do STF.
Lei estadual que estabeleça a vinculação do subsídio dos deputados
estaduais a percentual do subsídio dos deputados federais será
considerada constitucional.
Errado. Comentário: Lei estadual que estabeleça a vinculação do
subsídio dos deputados estaduais a percentual do subsídiodos
deputados federais será considerada INCONSTITUCIONAL. CF: Art.
37 XIII, CF - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer
espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal
do serviço público;
STF: “Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Impugnação ao art.
1º da Lei 7.456/2003 do Estado do Espírito Santo. 3. Vinculação
automática de subsídios de agentes políticos de distintos entes
federativos. Norma estadual que estabelece ao subsídio mensal
pago a deputados estaduais valor correspondente a 75% do subsídio
mensal de deputados federais, de modo que qualquer aumento no
valor dos subsídios destes resulte, automaticamente, aumento
daqueles. Impossibilidade. 4. Violação ao princípio da autonomia
dos entes federados. Precedentes. 5. Ação direta de
inconstitucionalidade julgada procedente” (ADI 3.461/ES; rel. Min
Gilmar Mendes).
(QUESTÃO 188) Funções de confiança e cargos em comissão
destinam-se a atribuições de direção, chefia e assessoramento.
Distinguem-se, entretanto, quanto aos requisitos de seus
ocupantes: a função de confiança é destinada, exclusivamente, a
servidor de cargo efetivo; os cargos em comissão podem ser
desempenhados por agentes públicos em caráter precário.
Certo. Comentário: Artigo 37. V - As funções de confiança,
exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo
efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por
servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos
previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção,
chefia e assessoramento.
Função de Confiança = Cargo Efetivo
Cargo em Comissão = Servidor de Carreira.
Em Direito Administrativo, o que é “precário” é algo que pode ter
fim a qualquer momento. Por exemplo, alguém nomeado para um
cargo em comissão é nomeado em caráter precário, porque ele
pode ser nomeado em um dia e ser exonerado “ad nutum” no dia
seguinte.
(QUESTÃO 189) Segundo o STF, por força do princípio da
presunção da inocência, a administração deve abster-se de
registrar, nos assentamentos funcionais do servidor público, fatos
que não forem apurados devido à prescrição da pretensão punitiva
administrativa antes da instauração do processo disciplinar.
Certo. Comentário: O art. 170 da Lei n.° 8.112/90 prevê que,
mesmo estando prescrita a infração disciplinar, é possível que a
prática dessa conduta fique registrada nos assentos funcionais do
servidor. O STF e STJ entendem que esse art. 170 é
INCONSTITUCIONAL por violar os princípios da presunção de
inocência e da razoabilidade. STF. Plenário. MS 23262/DF, Rel.
Min. Dias Toffoli, julgado em 23/4/2014 (Info 743). STJ. 1ª Seção.
MS 21.598-DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10/6/2015 (Info
564).
(QUESTÃO 190) À luz do disposto na Constituição Federal de 1988
acerca da administração pública, julgue o item a seguir.
Os cargos públicos devem ser plenamente acessíveis a brasileiros e
a estrangeiros, podendo o edital do concurso estabelecer,
justificadamente, requisitos apropriados às funções a serem
desempenhadas.
Errado. Comentário: Os cargos públicos devem ser plenamente
acessíveis a brasileiros (e a estrangeiros - na forma da lei e não
plenamente), podendo o edital do concurso, estabelecer,
justificadamente, requisitos apropriados às funções a serem
desempenhadas (o edital só pode estabelecer o que a lei permite).
(QUESTÃO 191) A respeito do tratamento constitucional conferido
à DP, da organização e do funcionamento da DPU e da
responsabilidade funcional de seus membros. Entre os modelos de
assistência jurídica dos Estados contemporâneos, o Brasil adotou,
na CF, o sistema salaried staff model, o que significa que incumbe
à DP a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos
necessitados, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Modelos Jurídico-assistenciais: - Pro bono =
Assistência é prestada por profissionais liberais (advogados), sem
contraprestação monetária. - Judicare = Assistência é prestada por
advogados, porém, nesse caso poderá ocorrer remuneração pelos
cofres públicos, através da indicação e remuneração de advogados
dativos. - Salaried Staff Model = Já no salaried staff model,
também denominado de advocacia pública em razão de a
prestação de assistência ser realizada por profissionais que
recebem uma remuneração fixa para o desempenho da função
como um todo (e não caso a caso, como ocorre no judicare), um
corpo de profissionais é remunerado para atuar em todas as causas.
No “modelo de pessoal assalariado” a assistência tanto pode ser
prestada por entidades não estatais subvencionadas por verbas
públicas, geralmente sem fins lucrativos, quando pode haver a
criação de um organismo estatal responsável pela prestação da
assistência por meio de seu próprio corpo de servidores. Neste
último caso se enquadra a Defensoria Pública. - Híbrido ou misto =
mesclam as fórmulas dos sistemas mencionados acima. Fonte:
http://emporiododireito.com.br/tag/edilson-santana-g-filho.
(QUESTÃO 192) A respeito do tratamento constitucional
conferido à DP, da organização e do funcionamento da DPU e
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
35
da responsabilidade funcional de seus membros. Conforme o
entendimento do STF, a autonomia funcional conferida pela CF
às DPs, que lhes assegura a iniciativa de propor seu orçamento,
não inclui a prévia participação desses órgãos na elaboração das
respectivas leis de diretrizes orçamentárias, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: A primeira parte da questão está certa,
pois, para o STF, às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas
autonomia funcional e administrativa, bem como a prerrogativa de
formulação de sua própria proposta orçamentária (art. 134, § 2º,
da CRFB/88), por força da Constituição da República (Emenda
Constitucional nº 45/2004). Porém, para o STF, por fixar os limites
do orçamento anual da Defensoria Pública estadual, a Lei de
Diretrizes Orçamentárias enviada pelo governador à assembleia
legislativa deve contar com a participação prévia daquela
instituição pública. Defensoria Pública e participação na sua
proposta orçamentária. Por fixar os limites do orçamento anual da
Defensoria Pública estadual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias
enviada pelo governador à assembleia legislativa deve contar com
a participação prévia daquela instituição pública. Com base nessa
orientação, o Plenário, por maioria, referendou a concessão de
medida liminar para suspender a eficácia do art. 7º, § 2º, da Lei
18.532/2015 do Estado do Paraná [“Art. 7º. § 2° A Defensoria
Pública do Paraná, compreendendo seus Órgãos, Fundos e
Entidades, terá como limite para elaboração de sua proposta
orçamentária de 2016 e fixação de despesas com Recursos
Ordinários do Tesouro Estadual o montante de até R$
45.000.000,00 (quarenta e cinco milhões de reais)]”. Na espécie,
embora a Defensoria Pública tenha tido um corte drástico em seu
orçamento em relação ao ano anterior, a questão debatida é a
ausência daquela instituição no processo de formulação da
proposta de lei orçamentária. O Ministro Roberto Barroso (relator)
ressaltou que, quando a ação fora protocolada, o Poder Legislativo
estava em vias de votar a própria lei orçamentária. Em razão disso,
a liminar fora concedida para que a Defensoria Pública
apresentasse sua proposta diretamente à assembleia legislativa. O
Plenário, ao referendar a medida liminar, assentou a necessidade
de participação da Defensoria Pública. Vencido o Ministro Marco
Aurélio, que não referendava a medida cautelar. Assentava a
situação de penúria em que se encontram os Estados-Membros.
Apontava que, regra geral, os poderes da República deteriam
autonomia administrativa e financeira, exceção aberta pela
Constituição quanto ao Ministério Público. ADI 5381 Referendo-
MC/PR, rel. Min. Roberto Barroso, 18.5.2016. (ADI-5381).
(QUESTÃO 193) A respeito do tratamento constitucional
conferido à DP, da organização e do funcionamentoda DPU e da
responsabilidade funcional de seus membros. De acordo com o
entendimento do STJ, enquanto os estados, mediante lei
específica, não organizarem suas DPs para atuarem continuamente
na capital federal, o acompanhamento dos processos em trâmite
naquela corte será prerrogativa da DPU, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: A respeito do tratamento constitucional
conferido à DP, da organização e do funcionamento da DPU e da
responsabilidade funcional de seus membros, julgue o item a
seguir. De acordo com o entendimento do STJ, enquanto os
estados, mediante lei específica, não organizarem suas DPs para
atuarem continuamente na capital federal, o acompanhamento
dos processos em trâmite naquela corte será prerrogativa da DPU.
Pede jurisprudência do STJ. Segue uma recente: 1. Enquanto os
Estados, mediante lei específica, não organizarem suas Defensorias
Públicas para atuarem continuamente nesta Capital Federal,
inclusive com sede própria, o acompanhamento dos processos em
trâmite nesta Corte constitui prerrogativa da Defensoria Pública
da União - DPU. precedentes. (Agrg no hc 378.088/sc, rel. ministro
Sebastião reis júnior, sexta turma, julgado em 06/12/2016, DJe
16/12/2016).
(QUESTÃO 194) No que se refere às atribuições institucionais da
DP, à assistência jurídica gratuita e à gratuidade da justiça, julgue
o item seguinte. Segundo a jurisprudência do STJ, o benefício da
assistência judiciária gratuita gera efeitos ex nunc e, uma vez
concedido, afasta a necessidade de renovação do pedido em cada
instância, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Agravo interno no agravo (art. 544 do cpc/73)
– pleito = de restituição das custas processuais ante o deferimento
dos benefícios da gratuidade de justiça – decisão monocrática que
negou provimento ao reclamo. irresignação dos beneficiários da
gratuidade. a jurisprudência desta corte superior firmou o
entendimento de que o benefício da assistência judiciária gratuita,
conquanto possa ser requerido = a qualquer tempo, tem efeitos ex
nunc, ou seja, não retroage para alcançar encargos processuais
anteriores. logo, não há que se falar em restituição de valores
pagos a título de custas e despesas processuais face o posterior
deferimento da benesse. precedentes. agravo interno desprovido.
(agint no aresp 909.951/sp, rel. min. marco buzzi, quarta turma,
dje 01/12/2016).
(QUESTÃO 195) No que se refere ao tratamento conferido pela CF
à DP. Aos defensores públicos empossados após a promulgação da
CF é permitido o exercício da advocacia privada, desde que não
conflitante com o exercício de suas atribuições institucionais,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: "O § 1º do artigo 134 da Constituição do
Brasil repudia o desempenho, pelos membros da Defensoria
Pública, de atividades próprias da advocacia privada. Os § 1º e § 2º
do artigo 134 da Constituição do Brasil veiculam regras atinentes à
estruturação das defensorias públicas, que o legislador ordinário
não pode ignorar." (ADI 3.043, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em
26-4-2006, Plenário, DJ de 27-10-2006.).
(QUESTÃO 196) Com relação à advocacia pública e privada e à
atuação do Ministério Público e da defensoria pública no processo
civil. A unidade, princípio institucional da defensoria pública,
significa que seus membros podem substituir-se uns aos outros, a
fim de preservar a continuidade na execução de suas finalidades
institucionais, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: "São princípios institucionais da Defensoria
Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional,
aplicando-se também, no que couber, o disposto no art. 93 e no
inciso II do art. 96 desta Constituição Federal." (art. 134, § 4º, da
CRFB/1988). - Indivisibilidade: Substituição de membro. -
Indivisibilidade guarda relação com o membro. Um membro pode
se fazer representar por outro, sem nenhum prejuízo para o
processo. - Unidade: Único órgão. A manifestação de um vale como
manifestação de todo o órgão.
(QUESTÃO 197) A respeito dos Poderes Executivo e Legislativo e
das funções essenciais à justiça. Essencial à justiça, a defensoria
pública é competente para a defesa dos necessitados, não
havendo, porém, óbice a que a legislação infraconstitucional
amplie essa competência para defesa de sujeitos não
hipossuficientes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o art. 134, da CF/88, a
Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e
instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa,
em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
36
e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na
forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
Portanto, a Constituição brasileira estabelece que cabe à
Defensoria Pública a defesa dos necessitados, dos hipossuficientes,
como prescreve o inciso LXXIV do art. 5º.
(QUESTÃO 198) Acerca das funções essenciais à justiça. O
recebimento de processo, mandado ou ofício por servidor da
defensoria pública, mesmo que de setor administrativo, configura
inequívoca intimação pessoal do órgão, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: habeas corpus. impetração anterior à
modificação de entendimento do stj, em consonância com o stf.
julgamento do recurso de apelação. ausência de intimação pessoal
do defensor público. nulidade absoluta. não ocorrência. 2. não se
pode exigir que a intimação do defensor público seja feita por
mandado na pessoa do mesmo membro oficiante na causa.
configura-se razoável, para fins de intimação pessoal, proceder-se
à inequívoca ciência da defensoria pública, por intermédio de
ofício ou mandado, devidamente recebido, competindo à
instituição organizar a atuação de seus membros, sob pena de
burocratizar o processo, em total desrespeito à efetividade e
celeridade da justiça. (HC 233377/SP Relator: Min. Sebastião Reis
Júnior. Sexta Turma. Julgado em: 23.04.2013. Publicação: DJe
07/05/2013)
(QUESTÃO 199) Em relação aos Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário e à Defensoria Pública (DP). Do princípio institucional da
unidade não decorre a vedação à existência de posições
discordantes entre os membros da DP, haja vista a independência
funcional a eles garantida, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Em razão da independência funcional, os
membros da Defensoria Pública podem atuar segundo as suas
convicções. O princípio da unidade não veda a existência de
posições discordantes entre os membros da Defensoria Pública. Os
dois princípios (unidade e independência funcional) convivem em
perfeita harmonia.
(QUESTÃO 200) A partir do disposto na Constituição Federal de
1988 (CF). Como instituição essencial à função jurisdicional do
Estado, a Defensoria Pública incumbe-se da orientação jurídica e
da defesa dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e
gratuita, aos necessitados, em todas as esferas judiciais, cabendo-
lhe atuar extrajudicialmente, em processos administrativos,
apenas de maneira subsidiária, quando não existir, na respectiva
localidade, serviço jurídico público ou privado de atendimento
gratuito à população, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com a CF.88 Artigo 134. A
Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e
instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa,
em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais
e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na
forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
(QUESTÃO 201) Em relação à Defensoria na ConstituiçãoFederal
de 1988. Aos defensores públicos é assegurada a garantia da
inamovibilidade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 134. A Defensoria Pública é instituição
permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime
democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a
promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus,
judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de
forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso
LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal. § 1º Lei complementar
organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e
dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização
nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial,
mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a seus
integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da
advocacia fora das atribuições institucionais.
(QUESTÃO 202) Acerca das funções essenciais à justiça. São
princípios institucionais do Ministério Público e da Defensoria
Pública, enquanto funções essenciais à justiça, a indivisibilidade,
a unidade e a independência funcional, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 127. O Ministério Público é instituição
permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático
e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. § 1º São
princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a
indivisibilidade e a independência funcional. Art. 134, § 4º São
princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a
indivisibilidade e a independência funcional, aplicando-se
também, no que couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art.
96 desta Constituição Federal.
(QUESTÃO 203) No que se refere às atribuições institucionais da
DP, à assistência jurídica gratuita e à gratuidade da justiça. De
acordo com o entendimento do STF, a legitimidade da DP para
atuar em ações que visem resguardar o interesse de pessoas
necessitadas limita-se à tutela de direitos coletivos e individuais
homogêneos, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Jurisprudência: AÇÃO CIVIL PÚBLICA -
Legitimidade da Defensoria Pública. A Defensoria Pública pode
propor ação civil pública na defesa de direitos difusos, coletivos e
individuais homogêneos. É constitucional a Lei nº 11.448/2007, que
alterou a Lei 7.347/85, prevendo a Defensoria Pública como um
dos legitimados para propor ação civil pública. STF. Plenário. ADI
3943/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 6 e 7/5/2015 (Info
784). Fonte: Dizer o Direito.
(QUESTÃO 204) No que se refere às atribuições institucionais da
DP, à assistência jurídica gratuita e à gratuidade da justiça. As
funções institucionais da DP incluem a promoção prioritária da
solução extrajudicial de conflitos por meio de mediação,
conciliação e arbitragem, tendo natureza jurídica de título
executivo extrajudicial o instrumento resultante da composição
referendado pelo DP, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: LC n.º 80/1994: Art. 4º São funções
institucionais da Defensoria Pública, dentre outras: [...] II –
promover, prioritariamente, a solução extrajudicial dos litígios,
visando à composição entre as pessoas em conflito de interesses,
por meio de mediação, conciliação, arbitragem e demais técnicas
de composição e administração de conflitos; (Redação dada pela
Lei Complementar nº 132, de 2009). [...] § 4º O instrumento de
transação, mediação ou conciliação referendado pelo Defensor
Público valerá como título executivo extrajudicial, inclusive
quando celebrado com a pessoa jurídica de direito público.
(Incluído pela Lei Complementar nº 132, de 2009).
(QUESTÃO 205) A respeito da organização do Estado e do Poder
Judiciário. No que se refere à defesa dos interesses dos
necessitados, cabe à DP a defesa de direitos individuais e coletivos,
mesmo no âmbito da esfera extrajudicial, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
37
Certo. Comentário: Art. 134. A Defensoria Pública é instituição
permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime
democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a
promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus,
judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de
forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso
LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
(QUESTÃO 206) Com relação à Advocacia-Geral da União, ao
Ministério Público e à defensoria pública. De acordo com o STF,
reveste-se de constitucionalidade lei estadual que equipara o
defensor público-geral estadual a secretário de estado-
membro, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: decisão do STF: “É inconstitucional lei
complementar estadual, que, ao fixar critérios destinados a definir
a escolha do Defensor Público-Geral do Estado e demais agentes
integrantes da Administração Superior da Defensoria Pública local,
não observa as normas de caráter geral, institutivas da legislação
fundamental ou de princípios, prévia e validamente estipuladas em
lei complementar nacional que a União Federal fez editar com
apoio no legítimo exercício de sua competência concorrente. (...).
A mera equiparação de altos servidores públicos estaduais, como o
Defensor Público-Geral do Estado, a Secretário de Estado, com
equivalência de tratamento, só se compreende pelo fato de tais
agentes públicos, destinatários de referida equiparação, não
ostentarem, eles próprios, a condição jurídico-administrativa de
Secretário de Estado. – Consequente inocorrência do alegado
cerceamento do poder de livre escolha, pelo governador do Estado,
dos seus secretários estaduais, eis que o Defensor Público-Geral
local – por constituir cargo privativo de membro da carreira – não
é, efetivamente, não obstante essa equivalência funcional,
Secretário de Estado.” (ADI 2.903, Rel. Min. Celso de Mello,
julgamento em 1º-12-2005, Plenário, DJE de 19-9-2008.)
(QUESTÃO 207) Com relação às funções essenciais à justiça.
Há previsão legal para a criação e organização de defensorias
públicas municipais, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Dentre todas as funções essenciais à justiça,
a única que se manifesta na esfera municipal é a advocacia
pública! Além disso, para quem não é do Direito: (informação
adicional) Promotores e Procuradores da República: membros do
MP Procurados Estaduais, Procuradores Federais, Advogados da
União e Procuradores da Fazenda Nacional: exercem função de
"advogados públicos". Fonte: material Estratégia Concursos - Profª.
Nádia Carolina e Profº Ricardo Vale.
(QUESTÃO 208) Acerca das funções essenciais à justiça.
Considere que tenha sido editada lei estadual que estabelecia
a subordinação administrativa da defensoria pública estadual
ao governador do estado. Nessa situação, a criação dessa lei é
inconstitucional, dado que a defensoria pública é dotada de
autonomia funcional e administrativa, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: STF: (...) A Defensoria Pública dos Estados
tem autonomia funcional e administrativa, incabível relação de
subordinação a qualquer Secretaria de Estado. Precedente. (...)
STF. Plenário. ADI 3965, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em
07/03/2012. (...) A EC 45/04 reforçou a autonomia funcional e
administrativa às defensorias públicas estaduais, ao assegurar-lhes
a iniciativa para a propositura de seus orçamentos (art. 134, § 2º).
II – Qualquer medida normativa que suprima essa autonomia da
Defensoria Pública, vinculando-a a outros Poderes, em especial ao
Executivo, implicará violação à Constituição Federal. Precedentes.
(...) STF. Plenário. ADI 4056, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
julgado em 07/03/2012.
(QUESTÃO 209) Em relaçãoao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
e às defensorias públicas. Diferentemente das defensorias públicas
estaduais, a Defensoria Pública da União não dispõe de autonomia
funcional e administrativa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Tanto a Defensoria Pública da União quanto
as Defensorias Públicas Estaduais dispõem de autonomia funcional
e administrativa, conforme o art. 134 da Carta Magna: Art. 134, §
2º – Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia
funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 3º – Aplica-se o
disposto no § 2º às Defensorias Públicas da União e do Distrito
Federal (Incluído pela Emenda Constitucional nº 74, de 2013). O
examinador queria saber se você estava “antenado” às mudanças
realizadas pela EC no 74/2013. No nosso curso, chamamos a
atenção, na aula 09, para o fato de que: A Constituição fortaleceu
as Defensorias Públicas da União, dos Estados e do Distrito Federal
ao lhes assegurar autonomia funcional e administrativa e a
iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias (art. 134, §§ 2o e
3o, CF). O objetivo dessa previsão foi desvincular essas instituições
do Poder Executivo, fortalecendo sua atuação. É importante
ressaltar que a ampliação da autonomia da Defensoria Pública da
União se deu recentemente, por meio da EC 74/13. As mesmas
prerrogativas conferidas às Defensorias Estaduais pela EC 45/04,
que já tinham sido estendidas à Defensoria Pública do Distrito
Federal por meio da EC 69/12, foram, também, estendidas à
União.
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/comentarios-a-
prova-de-auditor-do-tcu-2013/
(QUESTÃO 210) Além da assistência jurídica integral e gratuita
aos mais necessitados, a Defensoria Pública pode promover a
defesa judicial dos servidores públicos processados civil e
criminalmente em decorrência do regular exercício do cargo,
desde que haja previsão expressa, nesse sentido, em lei estadual,
julgue (C ou E).
Errado. Comentário: A questão trata do INFO 355/STF, em
especial ADI 3.022/RS, Min. Rel. Joaquim Barbosa, Dj. 18.08.2004.
(...) 1. Norma estadual que atribui à Defensoria Pública do estado
a defesa judicial de servidores públicos estaduais processados civil
ou criminalmente em razão do regular exercício do cargo extrapola
o modelo da Constituição Federal (art. 134), o qual restringe as
atribuições da Defensoria Pública à assistência jurídica a que se
refere o art. 5º,LXXIV.2. Declaração da inconstitucionalidade da
expressão “bem como assistir, judicialmente, aos servidores
estaduais processados por ato praticado em razão do exercício de
suas atribuições funcionais”, contida na alínea a do Anexo II da Lei
Complementar estadual10.194/1994, também do estado do Rio
Grande do Sul. Proposta acolhida,nos termos do art. 27 da Lei
9.868, para que declaração de inconstitucionalidade tenha efeitos
a partir de 31 de dezembro de 2004.3. Rejeitada a alegação de
inconstitucionalidade do art. 45 da Constituição do Estado do Rio
Grande do Sul.4. Ação julgada parcialmente procedente.
Conclusão: A assistência judiciária, quando ato pelo servidor é
praticado no exercício regular de suas funções, consoante
entendimento STF, é do Procurador de Estado e não da DPE. No
entanto, se este comprovar a insuficiência de recursos, poderá ser
requer a assistência da DPE, mas não se pode generalizar essa regra
a qualquer servidor por lei estadual que determine a assistência
aos FP pela DPE, já que violaria a finalidade constitucional
específica da DPE, bem como a sua autonomia (art. 134, caput
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
38
CF/88). FONTE: Lenza, Pedro, Direito Constitucional
Esquematizado, ed. 16, 2012, pg. 899
DIREITO PENAL
(QUESTÃO 211) Considerando o concurso de pessoas e a
imputabilidade penal, julgue o item que se segue.
José, com vinte anos de idade, e seu primo, Pedro, de quinze anos
de idade, saíram para conversar em um bar. José, que estava
ingerindo bebida alcoólica, ficou muito bêbado rapidamente em
razão do efeito colateral provocado por medicamento de que fazia
uso. Pedro, percebendo o estado de embriaguez do primo, fez que
este praticasse um ato que sabia ser tipificado como delituoso.
José e Pedro cometeram crime em concurso de pessoas, e, haja
vista que Pedro foi o mentor, a ele deverá ser imputada punição
mais grave que a de José.
Errado. Comentário: primeiramente, é importante ressaltar que
Pedro possui 15 anos, então ele não responde conforme o CP. CP,
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente
inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na
legislação especial.
O Código Penal possui cinco situações em que pode ocorrer a
autoria mediata:
a) inimputabilidade penal do executor por menoridade penal,
embriaguez ou doença mental (CP, art. 62, III);
b) coação moral irresistível (CP, art. 22);
c) obediência hierárquica a ordem, não manifestamente ilegal (CP,
art. 22);
d) erro de tipo escusável, provocado por terceiro (CP, art. 20, §
2.º); e
e) erro de proibição escusável, provocado por terceiro (CP, art. 21,
caput).
Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado - Parte Geral
- Vol. 1 (2016).
(QUESTÃO 212) Caracteriza-se a autoria colateral na hipótese de
dois agentes, imputáveis, cada um deles desconhecendo a conduta
do outro, praticarem atos convergentes para a produção de um
delito a que ambos visem, mas o resultado ocorrer em virtude do
comportamento de apenas um deles.
Certo. Comentário: Autoria colateral é instituto jurídico que
ocorre quando dois agentes possuem igual intenção de obter um
determinado resultado criminoso, sem que, contudo, um conheça
a vontade do outro. EX: Tício e Mévio pretendem matar Caio, cada
um por um motivo pessoal desconhecido pelo outro. Assim, ambos
atiram em Caio, que vem a falecer.
(QUESTÃO 213) Pode haver participação dolosa em crime culposo,
não sendo necessário, para a caracterização do concurso de
pessoas, que autor e partícipes tenham atuado com o mesmo
elemento subjetivo-normativo.
Errado. Comentário: A) COAUTORIA EM CRIMES CULPOSOS – É
possível, pois é possível que duas pessoas, de comum acordo,
resolvam praticar uma conduta imprudente, por exemplo. Ex.: Dois
rapazes resolvem atirar um móvel do 10º andar de um prédio, sem
intenção de atingir ninguém, mas acabam lesionando uma pessoa.
B) PARTICIPAÇÃO EM CRIME CULPOSO
– Depende. Podemos estar falando de participação DOLOSA ou
participação CULPOSA. Vejamos:
--> DOLOSA – Não cabe participação dolosa em crime culposo, pois
a Doutrina entende que não há “unidade de vontades” entre os
agentes (um quer o resultado a título de dolo, e o outro, executor,
é apenas um descuidado). Assim, não há “vínculo subjetivo” entre
eles no que tange ao resultado. Logo, cada um responde por sua
conduta.
--> CULPOSA – É possível, pois é possível que alguém, por culpa,
induza, instigue ou preste auxílio ao executor de uma conduta
também culposa, e haveria “unidade de vontades”.
CUIDADO: O STJ entende que NÃO cabe nenhum tipo de
participação em crime culposo. Parte da Doutrina também segue
este entendimento.
(QUESTÃO 214) A autoria mediata não é admitida nos crimes de
mão própria e nos tipos de imprudência.
Certo. Comentário: 1º) Crimes de mão própria: O entendimento
majoritário é no sentido negativo, pois o próprio tipo penal
determina diretamente quem deve ser o sujeito ativo. Exige que a
conduta seja praticada pessoalmente pelo agente. Essa também é
a posição do STJ (REsp 200785, de 2000 e REsp 761354, de 2006).
OBS. Nesse caso, o agente, para evitar a impunidade, responde
como autor por determinação.
2º) a teoria do domínio do fato não se coaduna com crimes
culposos, razão pela qual não cabe autoriamediata em crime
culposo.
(QUESTÃO 215) Em relação ao concurso de pessoas, o CP adota a
teoria monista, segundo a qual todos os que contribuem para a
prática de uma mesma infração penal cometem um único crime,
distinguindo-se, entretanto, os autores do delito dos partícipes.
Certo. Comentário: Em relação ao concurso de pessoas, o CP
adota a teoria monista, segundo a qual todos os que contribuem
para a prática de uma mesma infração penal cometem um único
crime, distinguindo-se, entretanto, os autores do delito dos
partícipes.
Teoria unitária ou monista = Havendo concurso de pessoas haverá
um só crime;
Teoria dualista = Para a teoria dualista haveria na hipótese um
crime para os autores e outro para os partícipes;
Teoria pluralista = A teoria pluralista, por sua vez, vai além e
afirma que há um crime distinto para cada participante
(QUESTÃO 216) Configura autoria por convicção o fato de uma
mãe, por convicção religiosa, não permitir a realização de
transfusão de sangue indicada por equipe médica para salvar a vida
de sua filha, mesmo ciente da imprescindibilidade desse
procedimento.
Certo. Comentário: Caracteriza a autoria por convicção, segundo
Rogério Greco, “as hipóteses em que o agente conhece
efetivamente a norma, mas a descumpre por razões de
consciência, que pode ser política, religiosa, filosófica, etc.”
Rogério Greco, Código Penal Comentado, Ed. 2013, Ed. Impetus,
pag. 97.
(QUESTÃO 217) Havendo concurso de pessoas para a prática de
crime, caso um dos agentes participe apenas de crime menos
grave, será aplicada a ele a pena relativa a esse crime, desde que
não seja previsível resultado mais grave.
Certo. Comentário: Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre
para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua
culpabilidade.
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser
diminuída de um sexto a um terço.
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos
grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada
até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais
grave.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
39
(QUESTÃO 218) Se determinada pessoa, querendo chegar
rapidamente ao aeroporto, oferecer pomposa gorjeta a um taxista
para que este dirija em velocidade acima da permitida e, em razão
disso, o taxista atropelar e, consequentemente, matar uma
pessoa, a pessoa que oferecer a gorjeta participará de crime
culposo.
Errado. Comentário: - O crime foi culposo e o crime culposo não
admite concurso de pessoas.
- O crime foi praticado com dolo eventual. Todavia, não há nexo
de causalidade que justifique a coautoria do passageiro.
(QUESTÃO 219) Aquele que se utiliza de menor de dezoito anos de
idade para a prática de crime é considerado seu autor mediato.
Certo. Comentário: Autor mediato é o chamado “homem por trás
da conduta criminosa”. Em face disso, não há o que se falar em
concurso de pessoas entre um maior e um menor para fins de
aplicação do Art. 29 do Código Penal. Precisamos nos atentar que
não existe concurso de pessoas entre maior e menor, mas o menor
serve para “contar” número para o aumento de pena em alguns
crimes, como, por exemplo, um roubo. Assim se “A” maior,
justamente com “B”, menor, roubam um banco, somente “A”
responde pelo crime de roubo; e mais, responde com aumento de
pena devido à previsão legal do aumento de pena em caso de roubo
praticado por duas ou mais pessoas.
(QUESTÃO 220) Caso um indivíduo obtenha de um amigo, por
empréstimo, uma arma de fogo, dando-lhe ciência de sua intenção
de utilizá-la para matar outrem, o amigo que emprestar a arma
será considerado partícipe do homicídio se o referido indivíduo
cometer o crime pretendido, ainda que este não utilize tal arma
para fazê-lo e que o amigo não o estimule a praticá-lo.
Errado. Comentário: O mesmo emprestou a arma, porém o
resultado se deu por outro meio, sendo assim o empréstimo da
arma em nada contribuiu para o resultado, no entanto temos a
denominada PARTICIPAÇÂO INÓCUA. Participação Inócua não é
punível, pois em nada contribui para o resultado.
(QUESTÃO 221) No crime de homicídio doloso é majoritário o
entendimento que admite a coexistência das circunstâncias
privilegiadas (art. 121, § 1°, do CP), todas de natureza subjetiva,
com as qualificadoras de natureza objetivas insertas no art. 121, §
2°, do Código Penal.
Certo. Comentário: HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO (OU
HOMICÍDIO HÍBRIDO)
• É possível a existência do homicídio qualificado-privilegiado (ou
homicídio híbrido) segundo entendimento amplamente majoritário
do STF e do STJ.
• Prevalece o entendimento que poderá haver compatibilidade
entre as circunstâncias privilegiadoras e circunstâncias
qualificadoras, desde que estas sejam de natureza objetiva (incisos
III e IV, isto é, (1) III - com emprego de veneno, fogo, explosivo,
asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa
resultar perigo comum; e (2) IV - à traição, de emboscada, ou
mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne
impossível a defesa do ofendido), pois o privilégio, sempre
subjetivo, é incompatível com as qualificadoras da mesma
natureza (isto é: incisos I, II e V).
• Por incompatibilidade axiológica e por falta de previsão legal o
homicídio qualificado-privilegiado não integra o rol dos
denominados crimes hediondos.
(QUESTÃO 222) Situação hipotética: Telma, sabendo que sua
genitora, Júlia, apresentava sérios problemas mentais, que
retiravam dela a capacidade de discernimento, e com o intuito de
receber a herança decorrente de sua morte, induziu-a a cometer
suicídio. Em decorrência da conduta de sua filha, Júlia cortou os
próprios pulsos, mas, apesar das lesões corporais graves sofridas,
ela não faleceu. Assertiva: Nessa situação, Telma cometeu o crime
de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio, na forma
consumada.
Errado. Comentário: Júlia não é mentalmente capaz, ou seja,
inimputável. O crime do artigo 122 não aceita tentativa. Para a
questão está correta, era necessário Julia ser capaz. Sendo assim,
tentativa de homicídio.
(QUESTÃO 223) Situação hipotética: Lucas, descuidadamente,
sem olhar para trás, deu marcha a ré em seu veículo, em sua
garagem, e atropelou culposamente seu filho, que faleceu em
consequência desse ato. Assertiva: Nessa situação, o juiz poderá
deixar de aplicar a pena, se verificar que as consequências da
infração atingiram Lucas de forma tão grave que a sanção penal se
torne desnecessária.
Certo. Comentário: Homicídio simples
Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos (...)
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de
aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio
agente de forma tão grave que a sanção penal se torne
desnecessária. (Incluído pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977).
(QUESTÃO 224) Segundo entendimento do STJ, do STF e da
doutrina dominante acerca do direito penal, julgue o item
subsequente.
Responde pela prática de homicídio qualificado por motivo fútil o
agente que, em virtude de um desentendimento relacionado à má
divisão do dinheiro obtido em atividades ilegais, de jogatina,
ocorrido com a vítima, executa-a mediante disparos de arma de
fogo, alvejando-lhe o tórax.
Errado. Comentário: Não é nem motivo fútil e nem motivo torpe.
A doutrina e os tribunais entendem que a DISCUSSÃO ANTERIOR não
qualifica o crime de homicídio por compreender que este acaba
sendo ocasionado pelo desentendimento e não guarda mais relação
direta com a torpeza ou a futilidade. Nesse sentido, se uma pessoa
mata a outra só porque ela não quis fechar a janela do ônibus, será
considerado como homicídio qualificado pela futilidade. Agora se
há uma discussão entre os passageiros e, por causa do
desentendimento, ocorre o homicídio, fica afastada a
qualificadora.
Muito cuidado com os comentários que dizem “envolveu dinheiro,é motivo torpe”... Exemplos: - Se mato alguém porque me deve R$
1,00 - seria hipótese de motivo fútil (desproporcionalidade entre o
motivo e a conduta homicida).
- Se mato alguém porque me deve R$ 5.000,00 - seria hipótese, em
tese, de motivo torpe (motivo abjeto, muito reprovável
moralmente, que é a conduta de matar alguém em razão de dívida,
ou seja, ceifar a vida de alguém por motivos meramente
econômicos...)
O motivo fútil está contido dentro da torpeza, mas aquele é mais
específico porque é gritantemente desproporcional.
(QUESTÃO 225) A respeito do conflito aparente de normas penais,
dos crimes tentados e consumados, da tipicidade penal, dos tipos
de imprudência e do arrependimento posterior, julgue o item
seguinte.
Caso um dependente químico de longa data morra após abusar de
substância entorpecente vendida por um narcotraficante, este
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
40
responderá por homicídio culposo, devido à previsibilidade do
resultado morte nessa hipótese.
Errado. Comentário: O Nexo Causal foi rompido. Não há, neste
caso, regresso ao infinito.
imputação objetiva - o resultado só pode ser imputado a quem
objetivamente o “praticou”. O narcotraficante VENDEU a droga,
não induziu/ministrou etc. Portanto, não matou. Responde apenas
pelo crime previsto na Lei 11.343.
(QUESTÃO 226) No crime de homicídio, admite-se a incidência
concomitante de circunstância qualificadora de caráter objetivo
referente aos meios e modos de execução com o reconhecimento
do privilégio, desde que este seja de natureza subjetiva.
Certo. Comentário: o homicídio privilegiado admite somente as
qualificadoras objetivas, quais sejam: III- com emprego de fogo,
veneno, tortura, asfixia, explosivo ou outro meio insidioso ou cruel
ou, ainda, outro que resulte perigo comum
IV- traição, emboscada, dissimulação ou de outra forma que
dificulte ou impossibilite a defesa da vítima.
(QUESTÃO 227) O agente que atirar com um revólver em via
pública no intuito de matar alguém não responderá pelo crime de
disparo de arma de fogo, mas tão somente pelo crime que ele
pretendia praticar, ou seja, crime doloso contra a vida.
Certo. Comentário: Princípio da consunção - onde o crime meio é
absorvido pelo crime.
Se o crime de porte de arma de fogo foi um meio para a prática de
um possível crime de tentativa de homicídio, deve aquele ser
absorvido por este.
(QUESTÃO 228) Considere a seguinte situação hipotética.
Alex agrediu fisicamente seu desafeto Lúcio, causando-lhe vários
ferimentos, e, durante a briga, decidiu matá-lo, efetuando um
disparo com sua arma de fogo, sem, contudo, acertá-lo. Nessa
situação hipotética, Alex responderá pelos crimes de lesão
corporal em concurso material com tentativa de homicídio.
Errado. Comentário: Nesta questão o examinador tenta confundir
o candidato, levando-o a pensar que ocorreram dois crimes em
concurso formal ou material. Não será aplicado o concurso de
crimes, seja o material, formal ou a continuidade delitiva, e sim o
princípio da consunção. Pode se falar que houve crime progressivo
(pelo qual o agente, para alcançar o crime fim, pratica outros fatos
criminosos) ou progressão criminosa (em que o agente,
inicialmente, queria o crime menos grave - lesão corporal, e depois
de consumá-lo, pratica o crime mais grave - homicídio tentado), a
depender do dolo do agente. Em ambos os casos, aplica-se o
princípio da consunção, pelo qual o crime mais grave absorve o
menos grave, razão pela qual o ofensor responde só pelo crime de
homicídio tentado, por configurar-se a progressão criminosa e
tratar-se de delito único.
(QUESTÃO 229) Considere que uma mulher, logo após o parto, sob
a influência do estado puerperal, estrangule seu próprio filho e
acredite tê-lo matado. Entretanto, o laudo pericial constatou que,
antes da ação da mãe, a criança já estava morta em decorrência
de parada cardíaca. Nessa situação, a mãe responderá pelo crime
de homicídio, com a atenuante de ter agido sob a influência do
estado puerperal.
Errado. Comentário: No caso em tela, trata-se de crime
impossível. Art. 17 do CP, a absoluta impropriedade do objeto
impossibilita a consumação do crime. “Matar” alguém que já está
morto.
(QUESTÃO 230) Considere a seguinte situação hipotética. Lúcia,
maior, capaz, no final do expediente, ao abrir o carro no
estacionamento do local onde trabalhava, percebeu que esquecera
seu filho de seis meses de idade na cadeirinha de bebê do banco
traseiro do automóvel, que permanecera fechado durante todo o
turno de trabalho, fato que causou o falecimento do bebê. Nessa
situação, Lúcia praticou o crime de abandono de incapaz, na forma
culposa, qualificado pelo resultado morte.
Errado. Comentário: Abandono de incapaz requer o dolo, não
admite na forma culposa. O agente responderá por homicídio
culposo, pois ele tinha por lei a obrigação de cuidado.
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime,
somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a
ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia
e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a
quem: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984). O juiz pode deixar de
aplicar a pena se entender que as consequências já foram graves o
bastante para o infrator.
Artigo 121
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de
aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio
agente de forma tão grave que a sanção penal se torne
desnecessária. (Incluído pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977).
(QUESTÃO 231) No curso de diligência para a citação pessoal de
réu em processo criminal, o destinatário da citação apresentou
documento de identidade de outra pessoa, em que havia
substituído a fotografia original, com o objetivo de se furtar ao
ato, o que frustrou o cumprimento da ordem judicial. Assertiva:
Nesse caso, o citado praticou o crime de falsa identidade.
Errado. Comentário: A falsa identidade só ocorre se o agente se
faz passar por outra pessoa, sem utilizar documento falso. Se o
agente se vale de um documento falso para se fazer passar por
outra pessoa, neste caso, teremos o uso de documento falso. No
entanto, como no caso em questão o agente é o próprio falsificador
do documento público, ele responderá por falsificação de
documento público, sendo o uso do documento falso um mero
exaurimento do crime de falsificação.
(QUESTÃO 232) A omissão involuntária de despesas de campanha
eleitoral quando da prestação de contas afasta a eventual
incidência do crime de falsidade ideológica.
Certo. Comentário: Omissão Involuntária = ausência de dolo
Como o crime de falsidade ideológica exige dolo específico, é
possível afastar a incidência desse crime.
(QUESTÃO 233) De acordo com o STJ, a conduta do agente que se
atribui falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda
que em situação de alegada autodefesa.
Certo. Comentário: Súmula 522-STJ: A conduta de atribuir-se falsa
identidade perante autoridade policial é típica, ainda que em
situação de alegada autodefesa.
(QUESTÃO 234) A fabricação de aparelho destinado à falsificação
de moeda é fato criminoso, assim como a fabricação de objeto
destinado à confecção de documentos particulares falsos.
Errado. Comentário: FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
41
Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular
ou alterar documento particular verdadeiro:
Pena - RECLUSÃO, de 1 a 5 anos, e multa.
ATENÇÃO: NÃO existe o crime de “petrechos de falsificação” para
documentos particulares, somente para documentos públicos
(papeis e moeda).
(QUESTÃO 235) Cometerá o delito de falsidade ideológicao
médico que emitir atestado declarando, falsamente, que
determinado paciente está acometido por enfermidade.
Errado. Comentário: Falsidade de atestado médico
Art. 302. Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado
falso:
PENA: Detenção, de 1 mês a 1 ano.
Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-
se também multa.
(QUESTÃO 236) Considere que determinado servidor público,
prevalecendo-se de seu cargo, tenha falsificado o teor de um
testamento particular. Nesse caso, o servidor praticou o delito de
falsificação de documento particular, que não se equipara a
documento público, e está sujeito ao aumento da pena prevista na
lei penal.
Errado. Comentário: Falsificação de documento público
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou
alterar documento público verdadeiro:
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa.
§ 1º - Se o agente é funcionário público, e comete o crime
prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.
§ 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o
emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou
transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os
livros mercantis e o testamento particular.
(QUESTÃO 237) Considera-se crime contra a fé pública fraudar
concurso público para órgão da administração direta do governo
federal ou vestibular para universidade particular.
Certo. Comentário: FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE
PÚBLICO
Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, INDEVIDAMENTE, com o fim de
beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do
certame, conteúdo sigiloso de:
I - concurso público;
II - avaliação ou exame públicos;
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior (instituição
púbica ou privada);
IV - exame ou processo seletivo previstos em lei:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1o Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por
qualquer meio, o acesso de pessoas não autorizadas às informações
mencionadas no caput.
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
§ 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido
por funcionário público.
(QUESTÃO 238) Restituir moeda falsa à circulação, ciente de sua
falsidade, é crime que admite a modalidade culposa se o agente
tiver recebido a moeda, de boa-fé, como verdadeira.
Errado. Comentário: Moeda Falsa
Art. 289 - (...)
§ 2º - Quem, tendo recebido de boa-fé, como verdadeira, moeda
falsa ou alterada, a restitui à circulação, depois de conhecer a
falsidade, é punido com detenção, de seis meses a dois anos, e
multa.
O § 2º prevê uma espécie privilegiada de colocação da moeda falsa
em circulação. É a hipótese daquele que tendo recebido de boa-
fé, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, à restitui à
circulação, depois de conhecer a falsidade.
Primeiramente é de se ressaltar ser imprescindível que o agente
tenha recebido a moeda de boa-fé (havendo má-fé no momento do
recebimento, responderá o agente de acordo com o que dispõe no
parágrafo anterior- § 1° -, mais grave).
O que ocorre é que o dolo só integra a conduta de repassar a moeda
que o agente descobriu ser falsa após tê-la recebido. Ainda no que
tange ao tipo subjetivo, não se admite o dolo eventual, pois o texto
legal menciona expressamente a necessidade de o agente restituir
a moeda à circulação depois de conhecer a falsidade.
Na forma privilegiada a consumação ocorre no momento em que a
moeda falsa é colocada em circulação, sendo perfeitamente
possível a tentativa.
(QUESTÃO 239) Considere que Silas, maior, capaz, ao examinar os
autos do inquérito policial no qual figure como investigado pela
prática de estelionato, encontre os documentos originais colhidos
pela autoridade, nos quais seja demonstrada a materialidade do
delito investigado, e os destrua. Nessa situação, em razão desse
ato, Silas responderá pelo crime de supressão de documento.
Certo. Comentário: Supressão de documento
Art. 305 - Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de
outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular
verdadeiro, de que não podia dispor:
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa, se o documento é
público, e reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento
é particular.
(QUESTÃO 240) Considere a seguinte situação hipotética. Celso,
maior, capaz, quando trafegava com seu veículo em via pública,
foi abordado por policiais militares, que lhe exigiram a
apresentação dos documentos do veículo e da carteira de
habilitação. Celso, então, apresentou habilitação falsa. Nessa
situação, a conduta de Celso é considerada atípica, visto que a
apresentação do documento falso decorreu de circunstância alheia
à sua vontade.
Errado. Comentário: Configura crime de uso de documento falso,
pena a de documento público que é a mesma da falsificação.
Súmula 522-STJ: A conduta de atribuir-se falsa identidade perante
autoridade policial é típica, ainda que em situação de alegada
autodefesa.
(QUESTÃO 241) Com referência ao crime tentado, à desistência
voluntária e ao crime culposo, julgue o próximo item. relação
à tentativa, adota-se, no Código Penal, a teoria subjetiva, salvo
na hipótese de crime de evasão mediante violência contra a
pessoa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O Código penal adota a teoria objetiva!
Vejamos o ensinamento do Rogério Sanches: Teoria Subjetiva: A
punição da tentativa deve observar seu aspecto subjetivo do
delito, da perspectiva do dolo do agente. Sabendo que, seja na
consumação seja na tentativa, o crime é subjetivamente
completo, não pode haver, para esta teoria, distinção entre as
penas nas duas modalidades. A tentativa merece a mesma pena do
crime consumado. Teoria Objetiva: A punição da tentativa deve
observar o aspecto objetivo do delito. Apesar de a consumação e
a tentativa serem subjetivamente completas, esta (tentativa),
diferente daquela (consumação), é objetivamente inacabada,
autorizando punição menos rigorosa quando o crime for tentado.
O nosso Código, como regra, adotou a teoria objetiva, punindo-se
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
42
a tentativa com a mesma pena do crime consumado, reduzida de
1/3 a 2/3. Art. 14 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984) Crime consumado: Tentativa II - tentado,
quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias
alheias à vontade do agente. Pena de tentativa. Parágrafo único -
Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena
correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois
terços. Fonte: Manual de direito penal, Rogério Sanches.
(QUESTÃO 242) A respeito do conflito aparente de normas
penais, dos crimes tentados e consumados, da tipicidade penal,
dos tipos de imprudência e do arrependimento posterior, julgue
o item seguinte. O STJ tem firmado entendimento de que, na
tentativa incruenta de homicídio qualificado, deve-se reduzir a
pena eventualmente aplicada ao autor do fato em dois terços,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Habeas corpus. substitutivo de recurso
próprio. crime de tentativa de homicídio qualificado, cometido
mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (art. 121, § 2.º,
iv do código penal). paciente participou da empreitada criminosa
como motorista do atirador. tentativa branca ou incruenta.
ausência de lesões. diversos disparos de arma de fogo. má
pontaria. iter criminis não concluído. redução na fração máxima
de 2/3 (dois terços). precedentes. alegação de prescrição. não
ocorrência. habeas corpus não conhecido. ordem concedida de
ofício. [...] III - É fato incontroverso nos autos que a vítima não foi
atingida pelos disparos de arma de fogo, o que demonstra tentativa
branca ou incruenta de homicídio qualificado. IV - A 5.ª Turma do
Superior Tribunal de Justiça tem orientaçãofirmada no sentido de
que no crime de homicídio, em que a vítima não é atingida por
circunstâncias alheias à vontade do agente, escapando ilesa ou sem
graves lesões, o iter criminis percorre seu estágio inicial, o que
impõe a fixação da redução pela tentativa em sua fração máxima
de 2/3 (dois terços). Precedentes. [...] (STJ, Relator: Ministra
Regina helena costa, data de julgamento: 17/12/2013, t5 - quinta
turma).
(QUESTÃO 243) A respeito de tipicidade, ilicitude, imputabilidade
e crimes previstos na Lei n.º 8.666/1993. Um crime é enquadrado
na modalidade de delito tentado quando, ultrapassada a fase
de sua cogitação, inicia-se, de imediato, a fase dos respectivos
atos preparatórios, tais como a aquisição de arma de fogo para
a prática de planejado homicídio, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: O crime tentado só começa a ser punido a
partir do momento em que são realizados os atos de EXECUÇÃO (3ª
fase do "caminho do crime"). No iter criminis temos 4 fases: 1-
Cogitação - fase interna (está na cabeça do agente, não há
punição). 2- Preparação - fase externa (esta fase é
excepcionalmente punida, é o caso do crime de quadrilha ou bando
- art. 288, CP - em que os agentes ainda não realizaram o crime,
mas estão reunidos para tanto). 3- Execução - fase externa (aqui
já pune o agente, se a execução foi interrompida, aí precisamos
analisar qual foi o motivo dessa interrupção: p. ex. tentativa,
desistência voluntária, arrependimento eficaz), porque nesta
situação teremos uma consequência jurídica, qual seja, redução
de pena, responder pelo resultado menos grave, isso obviamente
vai depender de cada situação. 4- Consumação - fase externa
(nesse momento, não há dúvida acerca da punição do agente, a
menos que haja uma excludente de tipicidade, ilicitude,
culpabilidade ou alguma escusa absolutória. Mas, de qualquer
forma houve a consumação do delito).
(QUESTÃO 244) No que concerne a infração penal, fato típico e
seus elementos, formas consumadas e tentadas do crime,
culpabilidade, ilicitude e imputabilidade penal. Considere que
Aldo, penalmente capaz, após ser fisicamente agredido por
Jeremias, tenha comprado um revólver e, após municiá-lo, tenha
ido ao local de trabalho de seu desafeto, sem, no entanto, o
encontrar. Considere, ainda, que, sem desistir de seu intento, Aldo
tenha se posicionado no caminho habitualmente utilizado por
Jeremias, que, sem nada saber, tomou direção diversa. Flagrado
pela polícia no momento em que esperava por Jeremias, Aldo
entregou a arma que portava e narrou que pretendia atirar em seu
desafeto.
Nessa situação, Aldo responderá por tentativa imperfeita de
homicídio, com pena reduzida de um a dois terços.
Errado. Comentário: O iter criminis ou o caminho que é
percorrido até que o crime se consume pode ser dividido em uma
fase interna e outra fase externa. A fase interna se subdivide em
cogitação, deliberação e resolução, que ocorrem no âmbito da
mente do agente. Já a fase externa, que se apresenta por meio de
atos, constitui-se da manifestação, da preparação e da execução.
Segundo dispõe o inciso II do art. 14 do Código Penal: “Art. 14 -
Diz-se o crime: (...) II – tentado, quando, iniciada a execução, não
se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.”.
Nesses termos, os atos preparatórios ainda que inequivocamente
reveladores da intenção do agente, no caso, o posicionamento do
agente no caminho normalmente utilizado pelo seu desafeto, não
são puníveis nem a título de tentativa. Nosso código, que adotou
critério lógico-formal, apenas pune a título de tentativa quando o
agente tiver praticado os atos executórios do delito, mas não
atingiu o resultado por circunstâncias alheias a sua vontade. A fim
de se aferir se os atos executórios foram iniciados deve-se levar
em conta se os atos praticados pelo agente eram aptos a provocar,
caso não fossem interrompidos, o resultado pretendido pelo
agente. Assim, no caso, não há sequer que se falar em tentativa
imperfeita, na qual o agente é impedido de realizar todos os atos
executórios que visava perfazer com o intuito de atingir o resultado
por ele inicialmente visado.
(QUESTÃO 245) Com base no direito penal. Na tentativa perfeita,
ou tentativa propriamente dita, o agente não consegue
praticar todos os atos executórios necessários à consumação do
crime, sendo o processo executório interrompido por
interferências externas, alheias à vontade do agente, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A tentativa perfeita é aquela em que os
agentes executam todos os atos executórios que planejara para a
consumação do crime. A tentativa imperfeita é aquela em que por
algum motivo o agente não consegue praticar todos os atos
executórios. Tratando-se de tentativa, em ambos os casos, ou seja,
na tentativa perfeita e imperfeita, o resultado não ocorre por
motivos alheios à vontade do agente.
(QUESTÃO 246) Acerca do iter criminis e do crime. Os atos de
cogitação materialmente não concretizados são impuníveis em
quaisquer hipóteses, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão diz claramente que " cogitação
materialmente não concretizada" logo: cogitação material =
pensar; meditar; refletir como não foi concretizada, não foi
externalizada, não foi se quer colocado em preparação, portanto
não será crime e não há de se falar em punição.
(QUESTÃO 247) Acerca do fato típico e de seus elementos. Quanto
à punição do delito na modalidade tentada, o CP adotou a
teoria subjetiva.
Errado. Comentário: Há duas teorias principais acerca da punição
dos delitos na modalidade tentada: (i) Teoria Subjetiva – a
tentativa deve ser punida da mesma forma que o crime
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
43
consumado, pois o que vale é a intenção do agente; (ii) Teoria
Objetiva ou Realística – a tentativa deve ser punida de forma mais
branda que o crime consumado, pois objetivamente produziu um
mal menor. É a Teoria Objetiva ou Realística é a adotada pelo
nosso CP.
(QUESTÃO 248) Relativo ao instituto da tentativa. No que
concerne à punibilidade da tentativa, o Código Penal adota a
teoria objetiva, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Doutrina: A punibilidade da tentativa é
disciplinada pelo art. 14, parágrafo único. E, nesse campo, o
Código Penal acolheu como regra a teoria objetiva, realística ou
dualista, ao determinar que a pena da tentativa deve ser
correspondente à pena do crime consumado, diminuída de 1 (um)
a 2/3 (dois terços). Como o desvalor do resultado é menor quando
comparado ao do crime consumado, o conatus deve suportar uma
punição mais branda. Excepcionalmente, entretanto, é aceita a
teoria subjetiva, voluntarística ou monista, consagrada pela
expressão “salvo disposição em contrário”. (Fonte: Cleber Rogério
Masson - Direito Penal Esquematizado).
(QUESTÃO 249) Acerca dos crimes contra a fé pública. O direito
penal não pune os atos meramente preparatórios do crime,
razão pela qual é atípica a conduta de quem simplesmente
guarda aparelho especialmente destinado à falsificação de
moeda sem efetivamente praticar o delito, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Código Penal: Petrechos para Falsificação
de Moeda. Art. 291- Fabricar, adquirir, fornecer, a título oneroso
ou gratuito, possuir ou guardar maquinismo, aparelho, instrumento
ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de
moeda: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
(QUESTÃO 250) Em cada um dos itens seguintes, é apresentada
uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Marcelo, com intenção de matar, efetuou três tiros em direção
a Rogério. No entanto, acertou apenas um deles. Logo em
seguida, um policial que passava pelo local levou Rogério ao
hospital, salvando-o da morte.
Nessa situação, o crime praticado por Marcelo foi tentado,
sendo correto afirmar que houve adequação típica mediata.
Certo.Comentário: A adequação típica imediata e a adequação
típica perfeita, ou seja, a conduta corresponde ao tipo penal, ao
passo que na adequação típica mediata é necessária uma norma de
extensão para adequação típica, que no caso utilizou-se do artigo
14, inciso II do Código Penal.
(QUESTÃO 251) Analise o enunciado da questão. Nos crimes
contra a dignidade sexual, tratando-se da vítima menor de 14
anos, ou enferma ou deficiente mental sem o necessário
discernimento para o ato, a situação em que o proxeneta e o
cliente que pratica a conjunção carnal enquadram-se no delito
de estupro de vulnerável; enquanto o proprietário, o gerente
ou o responsável pelo local responderão, tão somente, pelo
crime de favorecimento à prostituição, na modalidade de
conduta equiparada. Já, quando a vítima explorada
sexualmente for menor de 18 e maior de 14 anos, o cliente que
pratica a conjunção carnal responderá pelo crime de
favorecimento à prostituição, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão está muito confusa, sim, mas
dividindo fica mais simples.
1ª parte: Nos crimes contra a dignidade sexual, tratando-se da
vítima menor de 14 anos, ou enferma ou deficiente mental sem o
necessário discernimento para o ato, a situação em que o
proxeneta e o cliente que pratica a conjunção carnal enquadram-
se no delito de estupro de vulnerável;
Quem pratica a conjunção é o cliente, o cliente responde pelo 217-
A. O proxeneta (agenciador) nesse caso é partícipe do crime 217-
A, com auxílio moral ou material e assim, deve responder na
medida de sua culpabilidade (art. 29, CP) pelo mesmo crime.
2ª parte - enquanto o proprietário, o gerente ou o responsável pelo
local responderão, tão somente, pelo crime de favorecimento à
prostituição, na modalidade de conduta equiparada. Certa e a mais
vertiginosa ao meu ver.
Caso não fosse prevista conduta típica para tais pessoas, forçaria
a barra e pela teoria monista eles também responderiam pelo 217-
A. Mas como expressamente se tipifica a conduta (218-B, par. 2°,
II, CP) e o nexo causal fica prejudicado, quem é dono da Wiskeria
(bordel), gerente ou responsável pelo local, mesmo que não esteja
no momento, responde pelo 218-B "submeter, induzir ou atrair a
prostituição ou outra forma de exploração sexual pessoa menor de
18 anos (aqui não fala em vulnerável, maior de 14 etc), somente
menor de 18. Ou seja, quem exerce as funções acima (proprietário,
gerente, responsável) e tem menores de 18 anos se prostituindo ou
outra forma de exploração respondem pelo 218-B (figura
equiparada).
3ª parte - Já, quando a vítima explorada sexualmente for menor
de 18 e maior de 14 anos, o cliente que pratica a conjunção carnal
responderá pelo crime de favorecimento à prostituição. Certa.
Essa é mais fácil e se fundamenta expressamente no art. 218-B,
par. 2°, I, CP.
(QUESTÃO 252) Em cada um nos itens seguintes, é apresentada
uma situação hipotética. Geraldo, maior, capaz, constrangeu
Suzana, de dezessete anos de idade, mediante violência e
grave ameaça, a manter com ele relações sexuais, em mais de
uma ocasião e de igual modo. Na terceira investida do agente
contra a vítima, em idênticas circunstâncias e forma de
execução, constrangeu-a à prática de múltiplos atos
libidinosos, diversos da conjunção carnal. Todos os fatos
ocorreram no decurso do mês de setembro de 2010. Nessa
situação, admite-se o benefício do crime continuado, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O instituto do crime continuado é uma ficção
jurídica que exigindo o cumprimento de requisitos objetivos
(mesma espécie, condições de tempo, lugar, maneira de execução
e outras semelhantes) equiparam a realização de vários crimes a
um só. Foi concebido manifestamente em benefício do acusado. É
causa especial de aumento de pena (majorante), pois "aplica-se-
lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se
diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois
terços". A jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça
propugna que o lapso temporal superior a 30 (trinta) dias entre os
crimes praticados pelo mesmo agente elide a aplicação da
continuidade delitiva (art. 71 do CP) e faz incidir a regra do
concurso material (art. 69 do CP). No caso esse prazo de trinta dias
não foi superado incidindo a regra do crime continuado.
(QUESTÃO 253) Acerca das ações penais públicas e privadas e da
extinção da punibilidade. Segundo entendimento sumulado do
STF, nos crimes de estupro, por ser este hediondo em todas as
suas modalidades, a ação penal respectiva é pública
incondicionada, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Lei 12.015/09, a regra para os crimes
sexuais era a ação penal privada. Hoje, a regra é ação penal
pública condicionada à representação. Dessa regra atual, há
apenas duas exceções: a) Vítima menor de 18 anos: ação penal
pública incondicionada; b) Pessoa vulnerável: ação penal pública
incondicionada.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
44
(QUESTÃO 254) Acerca da ação penal nos crimes contra os
costumes. Na hipótese de crime contra os costumes, a
qualidade de prostituta, por si só, afasta a incidência do crime
de estupro, não podendo a mulher, em razão do seu
comportamento social, recusar o parceiro sexual, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Lei 8.072 de 1990 Art. 1o São considerados
hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no CP consumados
ou tentados: V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o); Art. 213
CP: Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a
ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se
pratique outro ato libidinoso: Pena - reclusão de 6 a 10 anos.
Estupro. auto de exame de corpo de delito. valor. em se tratando
de vítima prostituta, de onde se presume a frequência nas relações
sexuais, inexige-se a presença de lesões genitais para a
comprovação do delito de estupro. palavra da vítima. valor. o fato
de a vítima ser prostituta em nada invalida as declarações
prestadas, quando verificado que estas se apresentam em plena
consonância com todo o conjunto probatório. prova suficiente.
condenação mantida. (Apelação Crime Nº 696106400, Primeira
Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Egon Wilde,
Julgado em 16/10/1996).
(QUESTÃO 255) Em decorrência das recentes alterações
legislativas referentes a política criminal no cenário dos crimes
sexuais. Considere a seguinte situação hipotética. Bruno,
penalmente responsável, induziu uma menina de treze anos de
idade à prática de prostituição, obtendo, com isso, vantagem
econômica em face de clientes eventualmente angariados para
a menor. Nessa situação hipotética, a conduta de Bruno
caracteriza o crime de favorecimento da prostituição e
exploração sexual de vulnerável, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Somente os menores de 18 anos e maiores
de 14 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não
tenham o necessário discernimento para a prática do ato é que
podem ser sujeitos passivos do delito de favorecimento da
prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável
(art. 218-B). Quando um menor de 14 anos for induzido à
prostituição, a pessoa que induzir será partícipe do crime de
estupro de vulnerável (art. 217-A). Art. 29 - Quem, de qualquer
modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas,
na medida de sua culpabilidade.
(QUESTÃO 256) Em decorrência das recentes alterações
legislativas referentes a política criminal no cenário dos crimes
sexuais. A redação da nova lei que tipifica os crimes contra a
dignidade sexual superou as controvérsias em relação à
consideração do estupro como crime hediondo, deixando claro
o seu caráter de hediondez tanto na forma simples quanto nas
formas qualificadas pelo resultado, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: O estupro, consumado ou tentado, em
qualquer das suas espécies – simples ou qualificadas– é crime
hediondo, nos termos do art. 1.º, inc. V, da Lei 8.072/1990 .STF:
HC 99.808/RS, rel. Min. Gilmar Mendes, 2.ª Turma, j. 21.09.2010;
e STJ: HC 136.935/MS, rel. Min. Gilson Dipp, 5.ª Turma, j.
21.09.2010.
(QUESTÃO 257) Em decorrência das recentes alterações
legislativas referentes a política criminal no cenário dos crimes
sexuais. Considere a seguinte situação hipotética. Determinado
cidadão, penalmente responsável, estabeleceu em determinada
cidade, e com evidente intuito lucrativo, uma casa destinada a
encontros libidinosos e outras formas de exploração sexual,
facilitando, com isso, a prostituição. Na data de inauguração da
casa, a polícia, em ação conjunta com fiscais do município,
interditaram o estabelecimento, impedindo, de pronto, o seu
funcionamento. Nessa situação hipotética, a conduta do cidadão
caracteriza a figura tentada do crime anteriormente definido como
casa de prostituição, nos moldes do atual art. 229 do Código Penal,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Casa de prostituição (Manter -> ideia de
Habitualidade -> Não admite forma tentada). Art. 229. Manter, por
conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra
exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação
direta do proprietário ou gerente: Pena - RECLUSÃO, de 2 a 5 anos,
e multa. Parte superior do formulário.
(QUESTÃO 258) Com relação aos crimes contra a pessoa, contra
o patrimônio e contra a dignidade sexual. Considere que Silas,
maior, capaz, motorista de caminhão, tenha praticado
conjunção carnal com Lúcia, de dezessete anos de idade, após
tê-la conhecido em uma boate às margens da rodovia,
conhecido ponto de prostituição. Nessa situação hipotética, o
erro em relação à menoridade da vítima elide o dolo e afasta
a tipicidade, e, caso Silas tenha atuado na dúvida, resta
caracterizado o delito de exploração sexual de vulnerável,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Silas irá ser processado porque a vítima, em
tese, entregava-se à prostituição, assim responde por este crime,
pois a mesma tinha entre 14 e 18 anos. Diferentemente seria a
situação em que Silas conhecera a garota em uma festa e com ela
praticasse ato sexual, mesmo sendo 17 anos, pois resta configurada
neste caso conduta atípica.
(QUESTÃO 259) Com base no direito penal. Nos crimes contra a
dignidade sexual, consoante entendimento dos tribunais
superiores, caso o agente pratique mais de uma das condutas
previstas no crime de estupro, o juiz está autorizado a
condená-lo por concurso material, ainda que praticado contra
a mesma vítima, vedada a aplicação da continuidade delitiva,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Antes da reforma da Lei 12.015/09, a
prática de conjunção carnal e outro ato libidinoso, no mesmo ato,
configura concurso material de crimes. Atualmente, caso o agente
pratique ambas as condutas, teremos um crime único (pois se trata
de crime plurinuclear), mas o Juiz pode agravar a pena base em
razão da prática de mais de um núcleo do tipo penal.
(QUESTÃO 260) No que se refere aos crimes contra o
patrimônio, contra a dignidade sexual e contra a fé e a
administração pública. Cometerá o crime de estupro a mulher
que constranger homem, mediante grave ameaça, a com ela
praticar conjunção carnal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Com redação dada pela Lei nº 12.015, de
2009, o artigo do Código Penal que definia estupro foi mudado.
Antigamente tínhamos estupro e atentado violento ao pudor, bem
como apenas mulheres podiam ser estupradas. E mais: o estupro
apenas ocorria se houvesse penetração vaginal. A nova lei diz:
“Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave
ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com
ele se pratique outro ato libidinoso (...)” Reparem que a nova regra
ampliou a atuação do dispositivo, ao passo que não mais faz a
distinção entre homens e mulheres. Em outras palavras qualquer
conjunção carnal ou ato libidinoso feito de forma forçada é
considerado um estupro, não importando o sexo da vítima e do
criminoso.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
45
(QUESTÃO 261) Acerca do direito penal brasileiro, julgue o item
subsequente.
Os crimes contra a administração pública são classificados como
crimes próprios, tendo em vista que é elementar do delito o sujeito
ativo ser funcionário público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A banca delimitou os crimes contra a
administração pública àqueles em que se tem como sujeito ativo o
funcionário público, que são crimes próprios, portanto a questão
está correta. Tal como Justifica a banca: "mantido. O item refere-
se apenas aos crimes contra a administração pública em que é
elementar do delito a condição de sujeito ativo do funcionário
público, isto é, crimes praticados por funcionário público contra a
administração em geral."
(QUESTÃO 262) TEXTO: X, funcionário público, mediante prévio
concerto de vontades e unidade de desígnios com Y, advogado,
apropriou-se da importância de R$ 100.000,00, que havia recebido
e da qual tinha a posse em razão do ofício e de mandamento legal.
Em face disso, a autoridade policial instaurou inquérito policial,
com base no qual o Ministério Público apresentou denúncia, que
foi recebida de pronto pelo magistrado competente. Julgue o item
a seguir, relativo à situação hipotética apresentada. Para a
configuração do peculato, é irrelevante ser particular o dinheiro
apropriado, bastando que X tenha tido a posse em razão de lei e
cargo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público
de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou
particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo,
em proveito próprio ou alheio
(QUESTÃO 263) X, funcionário público, mediante prévio concerto
de vontades e unidade de desígnios com Y, advogado, apropriou-
se da importância de R$ 100.000,00, que havia recebido e da qual
tinha a posse em razão do ofício e de mandamento legal. Em face
disso, a autoridade policial instaurou inquérito policial, com base
no qual o Ministério Público apresentou denúncia, que foi recebida
de pronto pelo magistrado competente. Julgue o item a seguir,
relativo à situação hipotética apresentada. X e Y deveriam
responder pelo crime de peculato, pois a qualidade de funcionário
público comunica-se ao particular que seja partícipe, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Parte superior do formulário. Trata-se de
crime de concurso necessário, pois reclama a presença de ao
menos 2 pessoas: o particular e o funcionário público. Há a
necessidade de imputação do peculato a todos os sujeitos que de
qualquer modo concorram para o crime, sejam eles funcionários
públicos ("intraneus") ou particulares ("extraneus"). Apesar de a
qualidade de funcionário público ter natureza pessoal, comunica-
se a todos os agentes, por se tratar de elementar do delito (CP,
art. 30). Observação: caso a atitude do funcionário público ocorra
de forma culposa (negligência, imperícia), haverá peculato culposo
para o funcionário público (CP, art. 312, par. 2) e furto para o
particular (CP, art. 155), não havendo neste caso concurso de
pessoas. Ex: funcionário público esquece de trancar a porta e
particular entra e subtrai bens. (Adaptado de: Direito Penal
Esquematizado - parte especial - Vol. 3 - 2 edição -Cleber Masson
- pág. 590).
(QUESTÃO 264) Em cada um dos itens que se seguem, é
apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a
ser julgada. Lindomar foi recentemente contratado por uma
autarquia federal para exercer função que envolve exercício de
poder de polícia, sendo que tal contratação se deu mediante
contrato por tempo determinado para atender necessidade
temporária de excepcional interesse público. Posteriormente, ele
praticou conduta penalmente tipificada como peculato. Nessa
situação, apesarde não ocupar cargo nem emprego públicos,
Lindomar poderá vir a ser penalmente condenado por crime de
peculato, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 327, § 1º CP- Equipara-se a funcionário
público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade para
estatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço
contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da
Administração Pública.
(QUESTÃO 265) Em cada um dos itens que se seguem, é
apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a
ser julgada. Um policial militar prendeu em flagrante um
traficante de drogas e prometeu libertá-lo imediatamente, em
troca do pagamento de cinquenta mil reais. Nesse caso, o policial
é sujeito ativo do crime de corrupção passiva, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: Corrupção passiva, Art. 317 CP- Solicitar ou
receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela,
vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
(QUESTÃO 266) Em cada um dos itens que se seguem, é
apresentada uma situação hipotética. Na qualidade de perito
criminal federal, Oscar avaliou a autenticidade da assinatura
de um dos indiciados em inquérito que apurava caso de
lavagem de dinheiro. Apesar de considerar que a assinatura era
autêntica, Oscar estava convencido de que o indiciado havia
sido coagido a assinar o referido documento, motivo pelo qual,
em seu laudo pericial, atestou a falsidade da assinatura. Nessa
situação, Oscar cometeu crime de condescendência criminosa,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Trata-se do crime de falso testemunho ou
falsa perícia. Falso testemunho ou falsa perícia. Art. 342. Fazer
afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade.
(QUESTÃO 267) Em cada um dos itens a seguir é apresentada uma
situação hipotética. Foi aberto inquérito, na polícia federal,
para investigar a participação de um célebre ator de televisão
em crime de tráfico de substância entorpecente. Sabendo que
essa investigação atrairia a atenção da mídia, um agente de
polícia federal informou jornalistas das suspeitas existentes
contra o referido ator, mostrando a eles os autos do inquérito
policial em curso, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Violação de sigilo funcional. Art. 325 - Revelar
fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer
em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.
(QUESTÃO 268) A respeito dos crimes contra o patrimônio e contra
a administração pública. Considere a seguinte situação
hipotética. Tancredo recebeu, para si, R$ 2.000,00 entregues
por Fernando, em razão da sua função pública de agente da
Polícia Federal, para praticar ato legal, que lhe competia,
como forma de agrado. Nessa situação, Tancredo não
responderá pelo crime de corrupção passiva, o qual, para se
consumar, tem como elementar do tipo a ilegalidade do ato
praticado pelo funcionário público, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Pois há o crime ainda que a vantagem
indevida seja entregue ao funcionário para a prática de ato legal,
pois a tipificação do crime visa resguardar a probidade
administrativa. O tipo previsto no art. 317 não tem como
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
46
elementar a ilegalidade do ato. Corrupção passiva Art. 317 -
Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,
mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal
vantagem: Pena - reclusão, de 1 a 8 anos, e multa
(QUESTÃO 269) A respeito dos crimes contra o patrimônio e contra
a administração pública. Caso um policial federal preste ajuda a
um contrabandista para que este ingresse no país e concretize
um contrabando, consumar-se-á o crime de facilitação de
contrabando, ainda que o contrabandista não consiga ingressar
no país com a mercadoria, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O delito de facilitação ao contrabando ou
descaminho art. 318, CP) é meramente formal, prescindindo para
sua consumação do resultado material do contrabando ou
descaminho.
(QUESTÃO 270) No que concerne a crimes. O agente de polícia
que deixar de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a
telefone celular, permitindo que este mantenha contato com
pessoas fora do estabelecimento prisional, cometerá o crime
de condescendência criminosa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Dos Crimes Contra a Administração Pública.
Prevaricação Imprópria Art. 319-A: "Deixar o Diretor de
Penitenciária e/ou agente público de cumprir seu dever de vedar
ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que
permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente
externo" Condescendência criminosa: Art. 320, CP "Deixar o
funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que
cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte
competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade
competente."
DIREITO PROCESSUAL PENAL
(QUESTÃO 271) Com relação a prisão temporária, normas dos
juizados especiais criminais e questões e processos incidentes no
processo penal, julgue o item subsecutivo.
A prisão temporária pode ser decretada pelo juiz, de ofício, pelo
prazo de cinco dias, prorrogável, excepcionalmente, por igual
período em caso de extrema e comprovada necessidade para as
investigações policiais.
Errado. Comentário: Art. 2° A prisão temporária será decretada
pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de
requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco)
dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e
comprovada necessidade. A prisão temporária é medida cautelar
que não admite decretação de ofício.
(QUESTÃO 272) O STJ consolidou entendimento no sentido de que
os atos infracionais anteriormente praticados pelo réu não servem
como argumento para embasar a decretação de prisão preventiva.
Errado. Comentário: A prática de atos infracionais anteriores
serve para justificar a decretação ou manutenção da prisão
preventiva como garantia da ordem pública, considerando que
indicam que a personalidade do agente é voltada à criminalidade,
havendo fundado receio de reiteração. Não é qualquer ato
infracional, em qualquer circunstância, que pode ser utilizado para
caracterizar a periculosidade e justificar a prisão antes da
sentença. É necessário que o magistrado analise: a) a gravidade
específica do ato infracional cometido; b) o tempo decorrido entre
o ato infracional e o crime; e c) a comprovação efetiva da
ocorrência do ato infracional. STJ. 3ª Seção. RHC 63.855-MG, Rel.
Min. Nefi Cordeiro, Rel. para acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz,
julgado em 11/5/2016 (Info 585).
(QUESTÃO 273) João, aproveitando-se de distração de Marcos,
juiz de direito, subtraiu para si uma sacola de roupas usadas a ele
pertencentes. Marcos pretendia doá-las a instituição de caridade.
João foi perseguido e preso em flagrante delito por policiais que
presenciaram o ato. Instaurado e concluído o inquérito policial, o
Ministério Público não ofereceu denúncia nem praticou qualquer
ato no prazo legal.
Considerando a situação hipotética descrita, julgue o item a
seguir.
O prazo previsto para que a autoridade policial comunique a prisão
de João ao juiz competente é de cinco dias.
Errado. Comentário: Comunicação: Imediatamente.
Auto da prisão em flagrante: até 24h após prisão em flagrante.
(QUESTÃO 274) Com relação à prisão, julgue o próximo item.
A prisão preventiva, medida excepcional, nos termos do Código de
Processo Penal, pode ser automaticamente decretada em caso de
descumprimento de medida protetiva de urgência relativa a crime
que envolva violência doméstica contra a mulher.
Errado. Comentário: O erro da questão está em
AUTOMATICAMENTE. É vedada a prisão automática. Vale ressaltar
ainda que a prisão preventivadeve ser imposta em última ratio, ou
seja, quando demonstrada inadequadas ou insuficientes as
medidas cautelares diversa da prisão.
§ 4o No caso de descumprimento de qualquer das obrigações
impostas, o juiz, de ofício ou mediante requerimento do Ministério
Público, de seu assistente ou do querelante, poderá substituir a
medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar
a prisão preventiva (art. 312, parágrafo único).
-->Descumprida cautelar:
1º) Substituição
2º) Cumulação com outra cautelar
3º) Preventiva
(QUESTÃO 275) A prisão temporária somente poderá ser
decretada em situações excepcionais, quando for imprescindível
para a realização de diligências investigatórias ou para a obtenção
de provas durante o processo judicial.
Errado. Comentário: A prisão temporária somente pode ser
decretada durante a fase investigatória (ou seja, durante o
inquérito policial). O erro da questão está em falar que cabe
temporária durante o processo judicial, e não cabe.
(QUESTÃO 276) A gravidade abstrata do crime serve à
fundamentação da prisão preventiva, segundo entendimento
assente nos tribunais superiores.
Errado. Comentário: A gravidade em abstrato do delito não é
fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva,
conforme entendimento consolidado do STJ:
(…) 2. A menção do magistrado, pura e simples, a conjecturas a
respeito da gravidade abstrata do crime, sem a incidência de
nenhum elemento concreto, não é suficiente para decretar a
prisão preventiva do acusado. Se assim fosse, a prisão provisória
passaria a ter caráter de prisão obrigatória.
(…) (RHC 55.825/RJ, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA
TURMA, julgado em 19/03/2015, DJe 07/04/2015)
A questão em tese, na verdade, pede o conhecimento do candidato
quanto aos requisitos para a prisão preventiva, sendo o Fumus
Comissi Delicti e o Periculum Libertatis, tendo como necessidade,
segundo Aury Lopes, uma “fumaça densa, cumprindo os requisitos
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
47
quanto a tipicidade, antijuridicidade e a culpabilidade, caso um
desses falte não há possibilidade da preventiva.
Fumus comissi delict - Provas da existência do delito e de autoria
Pericullum libertatis - Garantia da ordem pública, Garantia da
ordem econômica, Conveniência da Instrução/ Investigação
criminal, Aplicação da lei penal.
(QUESTÃO 277) A garantia da ordem pública é o primeiro
fundamento para a decretação da prisão preventiva, evitando-se
com a medida que o delinquente pratique novos crimes contra a
vítima ou contra qualquer outra pessoa, quer porque seja
acentuadamente propenso à prática delituosa, quer porque, em
liberdade, encontrará os mesmos estímulos relacionados com a
infração cometida.
Certo. Comentário: PRESSUPOSTOS: (Fumus comissi delicti)
- Prova da Existência do Crime (MATERIALIDADE)
- Indícios Suficientes de Autoria
HIPÓTESES DE ADMISSIBILIDADE: (Periculum libertatis)
a) Garantia da Ordem Pública
b) Garantia da Ordem Econômica
c) Garantia da Aplicação da Lei Penal
d) Conveniência da Instrução Criminal
e) Descumprimento de Medidas Cautelares Impostas
(QUESTÃO 278) Uma vez informado o nome e o endereço de seu
advogado pelo autuado, não haverá necessidade de comunicação
da DP a respeito da prisão em flagrante.
Certo. Comentário: De acordo com o art. 306 do CPP. A prisão de
qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à
família do preso ou à pessoa por ele indicada.
§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão,
será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em
flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado,
cópia integral para a Defensoria Pública.
(QUESTÃO 279) Em regra, não se admite a decretação de prisão
preventiva em caso de acusação pela prática de crimes culposos.
Certo. Comentário: A prisão preventiva só será admitida:
a. na prática de crime doloso, desde que seja punido com PPL
superior a 4 anos.
b. condenado por outro crime doloso transitado em julgado.
c. crime envolver violência doméstica ou familiar contra mulher,
criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência,
para garantir a execução das medidas protetivas de urgência.
d. dúvida sobre identidade civil da pessoa ou quando esta não
fornecer elementos suficientes para esclarecê-la.
Cabe observar que existem exceções: mesmo diante de crimes
culposos quando houver fundada dúvida sobre a identidade civil da
pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para
esclarecê-la, caberá a preventiva.
(QUESTÃO 280) A existência de prova concludente da autoria
delitiva constitui requisito indispensável para a decretação da
prisão preventiva.
Errado. Comentário: O QUE É INDISPENSÁVEL É A PROVA DE
MATERIALIDADE DO CRIME. Ou seja, deve ter a certeza que o crime
ocorreu E INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA, não concludentes
(que vem de conclusão, certeza).
(QUESTÃO 281) Acerca dos sistemas de apreciação de provas e da
licitude dos meios de prova, julgue o item subsequente.
Situação hipotética: Arnaldo, empresário, gravou, com seu
telefone celular, uma ligação recebida de fiscal ligado a uma
autarquia a respeito da liberação de empreendimento da
sociedade empresária da qual Arnaldo era sócio. Na conversa
gravada, o fiscal exigiu para si vantagem financeira como condição
para a liberação do empreendimento. Assertiva: Nessa situação,
de acordo com o STF, o referido meio de prova é ilícito por violar
o direito à privacidade, não servindo, portanto, para embasar ação
penal contra o fiscal.
Errado. Comentário: Jurisprudência: É pacífico na jurisprudência
do STF o entendimento de que não há ilicitude em gravação
telefônica realizada por um dos interlocutores sem o conhecimento
do outro, podendo ela ser utilizada como prova em processo
judicial. 2. O STF, em caso análogo, decidiu que é admissível o uso,
como meio de prova, de gravação ambiental realizada por um dos
interlocutores sem o conhecimento do outro (RE 583937 QO-RG,
Relator(a) Min. CEZAR PELUSO, DJe de 18-12-2009). 3. Agravo
regimental a que se nega provimento. (AI 602724 AgR-segundo,
Relator(a) Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em
06/08/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-164 DIVULG 21-08-2013
PUBLIC 22-08-2013).
(QUESTÃO 282) Embora o ordenamento jurídico brasileiro tenha
adotado o sistema da persuasão racional para a apreciação de
provas judiciais, o CPP remete ao sistema da prova tarifada, como,
por exemplo, quando da necessidade de se provar o estado das
pessoas por meio de documentos indicados pela lei civil.
Certo. Comentário: Apesar de o Sistema Tarifado de Provas não
ser a regra, é adotado excepcionalmente no Direito Processual
Penal Brasileiro em relação aos crimes não transeuntes (que
deixam vestígios) e em relação ao estado das pessoas:
• CPP, Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será
indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não
podendo supri-lo a confissão do acusado.
• CPP, Art. 155, Parágrafo único. Somente quanto ao estado das
pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil.
(QUESTÃO 283) De acordo com o Código de Processo Penal, o
interrogatório do mudo, do surdo ou do surdo-mudo será feito pela
forma seguinte: ao surdo serão apresentadas por escrito as
perguntas, que ele responderá oralmente; ao mudo as perguntas
serão feitas oralmente, respondendo-as por escrito; ao surdo-mudo
as perguntas serão formuladas por escrito e do mesmo modo dará
as respostas; caso o interrogando não saiba ler ou escrever,
intervirá no ato, como intérprete e sob compromisso, pessoa
habilitada a entendê-lo.
Certo. Comentário: Art. 192. O interrogatório do mudo, do surdo
ou do surdo-mudo será feito pela forma seguinte:
I - ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele
responderá oralmente;
II - ao mudo as perguntas serão feitas oralmente,respondendo-as
por escrito;
III - ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas por escrito e do
mesmo modo dará as respostas.
Parágrafo único. Caso o interrogando não saiba ler ou escrever,
intervirá no ato, como intérprete e sob compromisso, pessoa
habilitada a entendê-lo.
(QUESTÃO 284) A teoria dos “frutos da árvore envenenada”, de
origem norte-americana, encontra-se prevista no art. 157, §1º, do
Código de Processo Penal, quando este dispõe serem inadmissíveis,
sem ressalvas, as provas derivadas das ilícitas.
Errado. Comentário: Art 157§1° São também inadmissíveis as
provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
48
de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas
puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.
(QUESTÃO 285) No que se refere ao exame de corpo de delito,
julgue o item seguinte.
A confissão do acusado suprirá o exame de corpo de delito, quando
a infração deixar vestígios, mas não for possível fazê-lo de modo
direto.
Errado. Comentário: A confissão do acusado NUNCA suprirá o
exame de corpo de delito, mas a prova testemunhal pode suprir se
NÃO HOUVER MAIS VESTÍGIOS.
(QUESTÃO 286) Julgue o item subsequente, à luz do disposto no
Código de Processo Penal (CPP) e do entendimento dominante dos
tribunais superiores acerca da ação penal, do processo comum, do
Ministério Público, das citações e das intimações.
Com vistas à preservação da imparcialidade do magistrado, o CPP
não admite que o juiz ouça outras testemunhas além das indicadas
pelas partes.
Errado. Comentário: Art. 209. O juiz, quando julgar necessário,
poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes.
(QUESTÃO 287) É inadmissível, no âmbito das ações por
improbidade administrativa, a juntada de prova emprestada da
seara criminal, conforme entendimento pacífico do STJ.
Errado. Comentário: Atualmente, a necessidade de identidade das
partes é dispensável, uma vez que o imprescindível é o
contraditório.
* Esta Corte Superior manifesta entendimento no sentido de que
“a prova emprestada não pode se restringir a processos em que
figurem partes idênticas, sob pena de se reduzir excessivamente
sua aplicabilidade, sem justificativa razoável para tanto,
Independentemente de haver identidade de partes, o contraditório
é o requisito primordial para o aproveitamento da prova
emprestada, de maneira que, assegurado às partes o contraditório
sobre a prova, isto é, o direito de se insurgir contra a prova e de
refutá-la adequadamente, afigura-se válido o empréstimo” (EREsp
617.428/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, Corte Especial, DJe
17/6/2014).[…] (HC 292.800/SC, Rel. Ministro REYNALDO SOARES
DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 02/02/2017, DJe
10/02/2017)
* O STJ tem firme entendimento de que é possível a utilização de
provas emprestadas de inquérito policial e processo criminal na
instrução de processo disciplinar, desde que assegurado o
contraditório e a ampla defesa, diferente do ocorrido nos autos.
Agravo Interno não provido.
(AgInt no RMS 45.718/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN,
SEGUNDA TURMA, julgado em 09/03/2017, DJe 19/04/2017)
(QUESTÃO 288) Quando a demora na produção das provas puder
prejudicar a busca pela verdade real, notadamente em razão da
grande probabilidade de as testemunhas não se lembrarem
precisamente dos fatos presenciados, será cabível a produção
antecipada de provas. Deve o juiz, para tanto, observar a
necessidade, a adequação e a proporcionalidade da medida.
Certo. Comentário: Art. 156. I – ordenar, mesmo antes de iniciada
a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas
urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e
proporcionalidade da medida; (Incluído pela Lei nº 11.690, de
2008).
COMPLEMENTANDO OS ESTUDOS:
*Provas cautelares >>> Contraditório diferido
São aqueles em que existe um risco de desaparecimento em razão
do tempo.
Em regra, precisam de autorização judicial
Exemplo: busca e apreensão, interceptação telefônica.
*Provas não repetíveis >>> Contraditório diferido
São aquelas que não podem ser coletadas ou produzidas em virtude
de desaparecimento da fonte probatória.
Sem autorização judicial.
Exemplo: perícia em crime de estupro
*Provas antecipadas >>> Contraditório real
São produzidas com observância do contraditório, perante o juiz,
antes do momento processual adequado
Feitas perante o juiz.
Exemplo: artigo 225 do CPP - testemunha enferma ou velhice
suspeita de, com a instrução, não mais exista.
(QUESTÃO 289) Acerca da prova criminal, julgue o item
subsequente.
Crianças podem ser testemunhas em processo criminal, mas não
podem ser submetidas ao compromisso de dizer a verdade.
Certo. Comentário: DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE
1941.
Art. 203. A testemunha fará, sob palavra de honra, a promessa de
dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado, devendo
declarar seu nome, sua idade, seu estado e sua residência, sua
profissão, lugar onde exerce sua atividade, se é parente, e em que
grau, de alguma das partes, ou quais suas relações com qualquer
delas, e relatar o que souber, explicando sempre as razões de sua
ciência ou as circunstâncias pelas quais possa avaliar-se de sua
credibilidade.
Art. 208. Não se deferirá o compromisso a que alude o art. 203 aos
doentes e deficientes mentais e aos menores de 14 (quatorze)
anos, nem às pessoas a que se refere o art. 206.
(QUESTÃO 290) Após denúncia anônima, João foi preso em
flagrante pelo crime de moeda falsa no momento em que fazia uso
de notas de cem reais falsificadas. Ele confessou a autoria da
falsificação, confirmada após a perícia. Com base nessa situação
hipotética e nos conhecimentos específicos relativos ao direito
processual penal, julgue o item subsecutivo.
João poderá indicar assistente técnico para elaborar parecer, no
qual poderá ser apresentada conclusão diferente da apresentada
pela perícia oficial. Nesse caso, o juiz é livre para fundamentar sua
decisão com base na perícia oficial ou na particular.
Certo. Comentário: Art. 159. O exame de corpo de delito e outras
perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de
curso superior.
§ 3o Serão FACULTADAS ao MINISTÉRIO PÚBLICO, ao ASSISTENTE de
acusação, ao OFENDIDO, ao QUERELANTE e ao ACUSADO a
formulação de quesitos e indicação de ASSISTENTE TÉCNICO.
§ 4o O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz
e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos
oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão.
§ 5o DURANTE O CURSO DO PROCESSO JUDICIAL, É PERMITIDO ÀS
PARTES, QUANTO À PERÍCIA:
II – indicar ASSISTENTES TÉCNICOS que poderão apresentar
pareceres em prazo a ser fixado pelo juiz ou ser inquiridos em
audiência.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
49
ART. 182. O JUIZ NÃO FICARÁ ADSTRITO AO LAUDO, PODENDO
ACEITÁ-LO OU REJEITÁ-LO, NO TODO OU EM PARTE.
(QUESTÃO 291) Acerca de habeas corpus e das relações
jurisdicionais com autoridade estrangeira. O STJ entende possível
o recebimento de habeas corpus como substitutivo de revisão
criminal, quando a ilegalidade for manifesta e não for
necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Este é o entendimento pacífico do STJ:"penal
– habeas corpus substitutivo de revisão criminal – lei dos crimes
hediondos – regime prisional – art. 2º, § 1º, da lei nº 8.072/90 –
somente se afigura viável a substituição da revisão criminal pelo
habeas corpus se e quando, para a apreciação da pretensão, não
for necessário o revolvimento de provas e a ilegalidade for
manifesta. a pena para crime considerado hediondo deverá ser
cumprida em regime integralmente fechado. ordem denegada.
(STJ – HC 9146 – mg – 5ª t. – rel. min. josé arnaldo da fonseca)".
(QUESTÃO 292) Em relação à revisão criminal, ao habeas corpus e
à execuçãopenal. É incabível a ordem concessiva de habeas
corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade, ou
contra decisão condenatória somente a pena de multa ou,
ainda, em relação a processo em curso por infração penal a que
a pena pecuniária seja a única cominada, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Súmula 693 do STF: não cabe habeas corpus
contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a
processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja
a única cominada.
(QUESTÃO 293) “No texto seguinte”, O juiz da zona eleitoral de
Serrinha - BA decretou prisão preventiva contra Geraldo, por crime
de peculato, cuja conduta delituosa causou prejuízo de mais de R$
2 milhões aos cofres públicos. Com base nessa situação hipotética.
Na situação descrita, o habeas corpus é um mecanismo idôneo
para se questionar a legalidade da prisão, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: É cabível o Habeas Corpus para discutir a
ilegalidade da prisão pois a mesma foi ordenada por um Juiz
Eleitoral, sem competência para o assunto.
(QUESTÃO 294) Em relação ao habeas corpus e aos entendimentos
do STF a esse respeito. Não cabe habeas corpus nas hipóteses
sujeitas à pena de multa, nos afastamentos dos cargos públicos
por questões penais ou administrativas nem na preservação de
direitos fundamentais que não a liberdade de locomoção de ir
e vir, salvo manifesta teratologia a repercutir na liberdade de
locomoção, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Súmula 693 do STF: não cabe "habeas corpus"
contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a
processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja
a única cominada. Súmula 694 do STF: não cabe "habeas corpus"
contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de
patente ou de função pública. Agravo regimental em habeas
corpus. devolução de prazo recursal. recurso de revista. feito de
natureza trabalhista. descabimento do writ. liberdade de
locomoção. constrangimento ilegal. inexistência. agravo
desprovido. i - o habeas corpus, tal como está no artigo 5º, lxviii
da constituição federal, é instrumento que se destina a garantir o
direito à liberdade de locomoção do indivíduo, sempre que este
sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal
direito, por ilegalidade ou abuso de poder. ii - inexistindo ameaça
ou cerceamento da liberdade de locomoção da paciente revela-se
incabível o remédio heróico. iii - agravo regimental desprovido.
(QUESTÃO 295) Acerca de prisões processuais e do habeas
corpus. No caso de a pessoa presa preventivamente pretender
interpor habeas corpus em seu próprio favor por excesso de
prazo na prisão, hipótese em que ela mesma será impetrante e
paciente, será dispensável a constituição de advogado para essa
ação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 654. O habeas corpus poderá ser
impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem
como pelo Ministério Público. Portanto, de fato para interpor o HC
o advogado é dispensável, pois qualquer pessoa pode impetrar.
(QUESTÃO 296) Acerca do inquérito policial. Considere que a
autoridade policial tenha instaurado inquérito para apurar a
prática de crime cuja punibilidade fora extinta pela
decadência. Nessa situação, ao tomar conhecimento da
investigação, o acusado poderá se valer do habeas corpus para
impedir a continuação da investigação e obter o trancamento
do inquérito policial, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O HC não é uma medida apenas contra ato
atentatório da liberdade de locomoção. Tem aplicação para o
trancamento ou correção do inquérito ou de ação penal despidas
de justa causa, ou com atos defeituosos que clamem por
interferência imediata. O habeas corpus para o trancamento da
ação penal é cabível quando há atipicidade manifesta do fato ou
da presença de qualquer causa extintiva de punibilidade, como a
prescrição. Artigo 648 do CPP.
QUESTÃO 297) Acerca da competência, da coisa julgada e dos
recursos no processo penal, julgue os itens a seguir à luz do
entendimento dos tribunais superiores e da doutrina
majoritária. Diante da importância da ação constitucional do
habeas corpus como instrumento de salvaguarda do direito
ambulatorial do cidadão, a mais recente jurisprudência do STF
e do STJ tem admitido o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Informativo 810. A jurisprudência admite a
utilização do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio
(o chamado “habeas corpus substitutivo”)? O entendimento
majoritário é no sentido de que não. Não é possível a impetração
de habeas corpus substitutivo do recurso próprio. Deve-se alertar,
contudo, que, se a ilegalidade exposta no processo for flagrante
(evidente, manifesta, muito clara), ou então a decisão impugnada
for teratológica (absurda, monstruosa), admite-se que o Tribunal
conceda habeas corpus de ofício, beneficiando o paciente. Em
outras palavras, se a ilegalidade for indiscutível ou a decisão
absurda, o Tribunal não conhecerá do HC impetrado (por ser ele
substitutivo), mas concederá HC de ofício em favor do réu. Esse
entendimento é adotado pela 1ª Turma do STF e pelo STJ.
Ressalva: 2ª Turma do STF admite o habeas corpus substitutivo.
Nesse sentido: (...) A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal
admite habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). (...) (STF.
2ª Turma. HC 125841, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em
24/03/2015);
(QUESTÃO 298) Com relação a habeas corpus e nulidades. Os
tribunais superiores não mais têm admitido o manejo do habeas
corpus originário como meio de impugnação substitutivo da
interposição de recurso ordinário constitucional, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
50
Certo. Comentário: Parte superior do formulário “Agravo
regimental em habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição
Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente
da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de
flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não
ocorrência. 1. Segundo o entendimento da Primeira Turma, é
inadmissível o uso do habeas corpus que tenha por objetivo
substituir o recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102,
inciso II, alínea a, da Carta da República (HC nº 109.956/PR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
11/9/12).
(QUESTÃO 299) Em relação a habeas corpus e revisão criminal,
julgue o item a seguir. Se a defesa de um indivíduo impetrar
habeas corpus em tribunal regional federal para trancar ação
penal contra ele proposta, e esse tribunal denegar a ordem por
maioria de votos, a defesa deverá manejar embargos
infringentes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: "Conforme entendimento sedimentado
nesta Corte e no Pretório Excelso e à luz do disposto no parág.
único do art. 609 do CPP, somente são admissíveis os Embargos
Infringentes e de Nulidade na Apelação e no Recurso em Sentido
Estrito, e não em sede de Habeas Corpus." (STJ, HC 92.394/RS,
Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA,
julgado em 27/03/2008, DJe 22/04/2008).
(QUESTÃO 300) A respeito do habeas corpus e da prisão
preventiva, julgue o item seguinte, considerando, no que for
pertinente, o entendimento dos tribunais superiores. Situação
hipotética: Determinado DP, inconformado com a prisão
preventiva de um de seus assistidos, impetrou habeas corpus no
STJ com pedido liminar de soltura. O ministro relator negou a
medida antecipatória, em decisão monocrática fundamentada.
Assertiva: Nessa situação, contra a decisão monocrática que
indeferiu a liminar não cabe novo habeas corpus para o STF,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário:Jurisprudência: Habeas corpus - Não
cabimento de habeas corpus contra decisão monocrática de
Ministro do STJ - Em regra, não cabe habeas corpus para o STF
contra decisão monocrática do Ministro do STJ que não conhece ou
denega habeas corpus que havia sido interposto naquele Tribunal.
É necessário que primeiro o impetrante exaure (esgote), no
tribunal a quo (no caso, o STJ), as vias recursais ainda cabíveis (no
caso, o agravo regimental). Exceção: essa regra pode ser afastada
em casos excepcionais, quando a decisão atacada se mostrar
teratológica, flagrantemente ilegal, abusiva ou manifestamente
contrária à jurisprudência do STF, situações nas quais o STF
poderia conceder de ofício o habeas corpus. STF. 1ª Turma. HC
139612/MG, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em
25/4/2017(Info 862). Súmula 691 – STF: Não compete ao Supremo
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra
decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal
Superior, indefere a liminar.
(QUESTÃO 301) A decretação de prisão temporária é cabível
quando houver fundadas razões de autoria e participação em
qualquer crime doloso punível com pena privativa de liberdade
superior a quatro anos de reclusão e quando for imprescindível às
investigações do inquérito policial.
Errado. Comentário: Esses são os requisitos da prisão preventiva.
(QUESTÃO 302) A prisão temporária pode ser decretada pelo juiz,
de ofício, pelo prazo de cinco dias, prorrogável,
excepcionalmente, por igual período em caso de extrema e
comprovada necessidade para as investigações policiais.
Errado. Comentário: A prisão temporária será decretada pelo juiz,
após representação da autoridade policial ou requerimento do
Ministério Público (JAMAIS PODERÁ SER DECRATADA DE OFÍCIO).
(QUESTÃO 303) O STJ consolidou entendimento no sentido de que
os atos infracionais anteriormente praticados pelo réu não servem
como argumento para embasar a decretação de prisão preventiva.
Errado. Comentário: Atos infracionais não autorizam valoração
negativa da pena-base na dosimetria da pena, mas podem ser
considerados para decretação da prisão preventiva, desde que o
ato infracional praticado seja concretamente grave, tenha sido
devidamente comprovado e não exista distância temporal
desarrazoada entre a data do ato infracional e a data do crime pelo
qual está sendo decretada a prisão preventiva.
(QUESTÃO 304) João, aproveitando-se de distração de Marcos,
juiz de direito, subtraiu para si uma sacola de roupas usadas a ele
pertencentes. Marcos pretendia doá-las a instituição de caridade.
João foi perseguido e preso em flagrante delito por policiais que
presenciaram o ato. Instaurado e concluído o inquérito policial, o
Ministério Público não ofereceu denúncia nem praticou qualquer
ato no prazo legal.
Considerando a situação hipotética descrita, julgue o item a
seguir.
O prazo previsto para que a autoridade policial comunique a prisão
de João ao juiz competente é de cinco dias.
Errado. Comentário: COMUNICAÇÃO - IMEDIATAMENTE
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre
serão comunicados imediatamente ao: juiz competente, ao
Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.
APF - EM até 24 HORAS
§ 1º Em até 24 horas após a realização da prisão, será encaminhado
ao:
1- juiz competente o auto de prisão em flagrante
2 - e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia
integral para a Defensoria Pública.
- Comunicação = imediata ao juiz. -> art. 306, § 1, CPP
- Envio dos autos = em até 24 horas. -> art. 5, LXII, CF/88.
(QUESTÃO 305) A prisão preventiva, medida excepcional, nos
termos do Código de Processo Penal, pode ser automaticamente
decretada em caso de descumprimento de medida protetiva de
urgência relativa a crime que envolva violência doméstica contra
a mulher.
Errado. Comentário: O erro da questão é a palavra
“automaticamente”. Poderá sim, desde que o juiz observe outras
medidas diversas da prisão.
Violência doméstica e familiar
Obs1: as medidas protetivas visam tutelar a vítima da violência
doméstica.
Obs2: o descumprimento de uma medida protetiva autoriza a
decretação da preventiva.
Obs3: além das mulheres, as medidas protetivas tutelam os idosos,
as crianças, os adolescentes, os enfermos e as pessoas portadoras
de deficiência.
De acordo com o artigo 93, IX, da CF e com o artigo 315 do CPP, o
mandado de prisão deve ser necessariamente motivado,
apresentando as razões do encarceramento.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
51
(QUESTÃO 306) O juiz poderá substituir a prisão preventiva pela
prisão domiciliar, caso o réu tenha mais de oitenta anos ou prove
ser portador de doença grave que cause extrema debilidade.
Certo. Comentário: Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão
preventiva pela domiciliar quando o agente for:
I - maior de 80 (oitenta) anos;
II - extremamente debilitado por motivo de doença grave;
III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6
(seis) anos de idade ou com deficiência;
IV - gestante;
V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos;
VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho
de até 12 (doze) anos de idade incompletos.
Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea
dos requisitos estabelecidos neste artigo.
(QUESTÃO 307) Uma vez informado o nome e o endereço de seu
advogado pelo autuado, não haverá necessidade de comunicação
da DP a respeito da prisão em flagrante.
Certo. Comentário: De acordo com o art. 306 do CPP. A prisão de
qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à
família do preso ou à pessoa por ele indicada.
§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão,
será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em
flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado,
cópia integral para a Defensoria Pública.
(QUESTÃO 308) Nos crimes de tráfico de drogas, em caso de
necessidade extrema comprovada, poderá ser decretada a prisão
temporária pela autoridade policial, que terá o prazo de vinte e
quatro horas para comunicar a prisão e encaminhar a
representação pertinente ao juiz competente.
Errado. Comentário: Nos crimes de tráfico de drogas, em caso de
necessidade extrema comprovada, poderá ser decretada a prisão
EM FLAGRANTE pela autoridade policial, que COMUNICARÁ
IMEDIATAMENTE a prisão e encaminhar a representação pertinente
ao juiz competente.
Nos crimes de tráfico de drogas, em caso de necessidade extrema
comprovada, poderá ser decretada a prisão temporária PELO JUIZ,
que terá o prazo de vinte e quatro horas para FAZER O DESPACHO
FUNDAMENTADO E PROLATADO.
(QUESTÃO 309) Em regra, não se admite a decretação de prisão
preventiva em caso de acusação pela prática de crimes culposos.
Certo. Comentário: A prisão preventiva só será admitida:
a. na prática de crime doloso, desde que seja punido com PPL
superior a 4 anos.
b. condenado por outro crime doloso transitado em julgado.
c. crime envolver violência doméstica ou familiar contra mulher,
criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência,
para garantir a execução das medidas protetivas de urgência.
d. dúvida sobre identidade civil da pessoa ou quando esta não
fornecer elementos suficientes para esclarecê-la.
(QUESTÃO 310) A prisão preventiva subsidiária por
descumprimento de medida cautelar anteriormente imposta
somente poderá ser decretada para os crimes dolosos punidos com
pena máxima privativa de liberdade superior a quatro anos,
observados os demais requisitos normativos.
Errado. Comentário: A prisão preventiva também pode ser
decretada se houver reincidência em crime doloso
(independentemente da pena) e quando o crime for praticado
contra enfermo, idoso, criança, adolescente, deficiente ou em
contexto de violência doméstica para garantirexecução de medida
protetiva.
(QUESTÃO 311) No que concerne às disposições preliminares do
Código de Processo Penal (CPP), ao inquérito policial e à ação
penal. É condicionada à representação da vítima a ação penal por
crime de dano praticado contra ônibus de transporte coletivo
pertencente a empresa concessionária de serviço público, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 24, §2º: Seja qual for o crime, quando
praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União,
Estados ou Municípios, a ação penal será pública incondicionada.
(QUESTÃO 312) A respeito da participação do MP no curso das
investigações criminais, na instrução processual e na fase recursal.
Nos termos da legislação processual vigente, o MP não está
limitado à prévia instauração de inquéritos policiais para promover
ações penais públicas, ainda que a apuração dos crimes seja
complexa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Inquérito Policial é um procedimento
administrativo preparatório da ação penal, ele é facultativo e
dispensável ao oferecimento da Denúncia ou Queixa (exercício da
ação penal) uma vez que o Ministério Público pode embasar seu
pedido em peças de informação que concretizem justa causa
(indícios mínimos de autoria e materialidade) para a ação penal.
Parte superior do formulário
(QUESTÃO 313) Com relação à ação penal privada, à queixa-crime
e à ação civil. Conforme jurisprudência do STJ, nos casos de ação
penal privada, não incide o ônus da sucumbência por aplicação
analógica do CPC, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: o stj, porém, firmou o entendimento no
sentido de que em se tratando de ação penal privada, aquele que
restar vencido deverá arcar com os ônus da sucumbência, por
analogia ao art. 20 do cpc. vejamos: agravo regimental. recurso
especial. calúnia, injúria e difamação. ação penal privada.
honorários advocatícios. cabimento. atuação da defesa. princípios
da sucumbência e da causalidade. advogado em causa própria.
ausência de base de cálculo. apreciação equitativa. princípios
constitucionais. inovação recursal. impossibilidade. inviabilidade
de análise de matéria constitucional. súmula vinculante 10/stf.
não incidência. 1. é possível haver condenação em honorários
advocatícios em ação penal privada. conclusão que se extrai da
incidência dos princípios da sucumbência e da causalidade, o que
permite a aplicação analógica do art. 20 do código de processo
civil, conforme previsão constante no art. 3º do código de processo
penal. precedentes. (agrg no resp 1218726/rj, rel. ministro
sebastião reis júnior, sexta turma, julgado em 05/02/2013, dje
22/02/2013)
(QUESTÃO 314) Maria, vítima de estupro, comunicou o fato à
autoridade policial na delegacia de polícia. Chamada, seis meses
depois, para fazer o reconhecimento de um suspeito, Maria o
identificou com segurança. Maria tem o prazo de seis meses para
representar contra o suspeito, iniciando-se a contagem, inclusive,
do dia em que fez o reconhecimento na delegacia de polícia, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Decadência do direito de queixa ou de
representação. Art. 103, CP - Salvo disposição expressa em
contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
52
representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses,
contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou,
no caso do § 3º do art. 100 deste Código, do dia em que se esgota
o prazo para oferecimento da denúncia.
(QUESTÃO 315) O requerimento do ofendido ou de quem tiver
qualidade para representá-lo conterá, obrigatoriamente, a
narração do fato, com todas as circunstâncias; a individualização
do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção
ou de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de
impossibilidade de o fazer; a nomeação das testemunhas, com
indicação de sua profissão e residência, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o art. 5º, II e § 1º do CPP:
Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será
iniciado: II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do
Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem
tiver qualidade para representá-lo. § 1o O requerimento a que se
refere o no II conterá sempre que possível: a) a narração do fato,
com todas as circunstâncias; b) a individualização do indiciado ou
seus sinais característicos e as razões de convicção ou de
presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de
impossibilidade de o fazer; c) a nomeação das testemunhas, com
indicação de sua profissão e residência.
(QUESTÃO 316) O crime cometido em detrimento do patrimônio
ou interesse da União, Estado e Município será, obrigatoriamente,
de ação penal pública, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: ART. 24, § 2º do CPP: Seja qual for o crime,
quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da
União, Estado e Município, a ação penal será pública.
(QUESTÃO 317) A queixa crime poderá ser dada por procurador
com poderes especiais, devendo constar do instrumento do
mandato, sempre, o nome do querelante e a menção do fato
criminoso, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 44. A queixa poderá ser dada por
procurador com poderes especiais, devendo constar do
instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato
criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de
diligências que devem ser previamente requeridas no juízo
criminal.
(QUESTÃO 318) Um dos motivos para se considerar perempta a
ação penal é quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua
incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no
processo, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, qualquer das pessoas
a quem couber fazê-lo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: CPP: Art. 60. Nos casos em que somente se
procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o
andamento do processo durante 30 dias seguidos; II - quando,
falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo
de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-
lo, ressalvado o disposto no art. 36.
(QUESTÃO 319) A respeito do inquérito policial e da ação penal.
A participação de membro do MP na fase investigatória criminal
não acarreta seu impedimento ou suspeição para o oferecimento
da denúncia, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: STJ Súmula nº 234 A participação de membro
do Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta
o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia.
(QUESTÃO 320) A respeito do inquérito policial e da ação penal.
Uma vez apresentada, a representação de crime de ação penal
pública somente pode ser retirada antes do oferecimento da
denúncia, não se admitindo retratação da retratação, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Há entendimentos divergentes quanto à
possibilidade de retratação da retratação, Guilherme de Souza
Nucci explica: "não há vedação legal para isso, razão pela qual,
dentro dos limites do razoável, sem que se valha a vitima da lei
para extorquir o autor da infração penal, enfim, dentro do que se
afigura justo, é possível que haja a retratação da retratação".
(QUESTÃO 321) Com relação à jurisdição e ao poder
jurisdicional. A concessão de habeas corpus de ofício constitui
exemplo de exercício de jurisdição sem ação, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: É instrumento tão importante que ao tomar
contato com casos em que vislumbre coação ilegal à liberdade de
locomoção o julgador, seja ele juiz, desembargador ou ministro,
pode conceder de ofício a ordem de habeas corpus no curso do
processo, sem que haja sequer requerimento, conforme letrado
art. 654, § 2º do CPP. Art. 654. O habeas corpus poderá ser
impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem
como pelo Ministério Público. § 1o A petição de habeas corpus
conterá: a) o nome da pessoa que sofre ou está ameaçada de sofrer
violência ou coação e o de quem exercer a violência, coação ou
ameaça; b) a declaração da espécie de constrangimento ou, em
caso de simples ameaça de coação, as razões em que funda o seu
temor; c) a assinatura do impetrante, ou de alguém a seu rogo,
quando não souber ou não puder escrever, e a designação das
respectivas residências. § 2o Os juízes e os tribunais têm
competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus,
quando no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está
na iminência de sofrer coação ilegal. Aprofundando: O princípio
constitucional do poder geral de cautela do magistrado é aquele
em que se caracteriza por permitir ao Estado-Juiz a ampla
liberdade na direção do processo, velando pelo correto andamento
do processo, podendo determinar qualquer medida judicial ou
diligência necessária ao esclarecimento da demanda.
(QUESTÃO 322) Relativo à assistência judiciária da defensoria
pública, ao habeas corpus, à execução penal, ao processo nos
crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher e ao
sigilo bancário. O habeas corpus, em virtude de sua função
constitucional, é admitido livremente e sem racionalizacão,
para contestar decisão contra a qual exista previsão de recurso
específico no ordenamento jurídico, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: (...) Com o intuito de homenagear o sistema
criado pelo Poder Constituinte Originário para a impugnação das
decisões judiciais, necessária a racionalização da utilização do
habeas corpus, o qual não deve ser admitido para contestar decisão
contra a qual exista previsão de recurso específico no ordenamento
jurídico. (...)
STJ - HABEAS CORPUS: HC 228795 MS 2011/0305596-1.
(QUESTÃO 323) Em relação ao habeas corpus e ao processo e
julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários
públicos. Ordenada a soltura do preso em virtude de ordem de
habeas corpus, será condenada nas custas a autoridade que,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
53
por má-fé ou evidente abuso de poder, tiver determinado a
coação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 653. Ordenada a soltura do paciente em
virtude de habeas corpus, será condenada nas custas a autoridade
que, por má-fé ou evidente abuso de poder, tiver determinado a
coação. Parágrafo único. Neste caso, será remetida ao Ministério
Público cópia das peças necessárias para ser promovida a
responsabilidade da autoridade.
(QUESTÃO 324) À luz dos conceitos e das normas aplicáveis à ação
e ao processo penal. Não é exigida capacidade processual para
a impetração de habeas corpus, pois qualquer pessoa pode
fazê-lo, em seu favor ou de outrem, conforme disposto no
Código de Processo Penal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de
1941. Art. 654. O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer
pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como pelo Ministério
Público. A capacidade processual é necessária para poder impetra
habeas corpus.
(QUESTÃO 325) No que se refere ao habeas corpus. Permite-se
a impetração de habeas corpus na justiça eleitoral. Assim, atos
de autoridades policiais que possam consubstanciar violação à
liberdade de locomoção de eleitor podem ser questionados por
habeas corpus, sendo respeitada, no entanto, a competência
originária dos tribunais eleitorais, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Permite-se a impetração de habeas corpus na
justiça eleitoral. Assim, atos de autoridades policiais que possam
consubstanciar violação à liberdade de locomoção de eleitor
podem ser questionados por habeas corpus, sendo respeitada, no
entanto, a competência originária dos tribunais eleitorais
1º Permite-se a impetração de habeas corpus na justiça eleitoral?
SIM
2º Assim, atos de autoridades policiais que possam consubstanciar
violação à liberdade de locomoção de eleitor podem ser
questionados por habeas corpus? SIM
3º sendo respeitada, no entanto, a competência originária dos
tribunais eleitorais? SIM
(QUESTÃO 326) Acerca de prisão e de habeas corpus. Se o habeas
corpus for concedido em virtude de nulidade do processo, este
será renovado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941.
Art. 652. Se o habeas corpus for concedido em virtude de nulidade
do processo, este será renovado.
(QUESTÃO 327) Acerca de prisão e de habeas corpus. Considera-
se coação ilegal, passível de habeas corpus, a manutenção do
acusado em cárcere quando houver cessado o motivo que
autorizou a coação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 647, CPP. Dar-se-á habeas corpus sempre
que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou
coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de
punição disciplinar. Art. 648, CPP. A coação considerar-se-á ilegal:
IV – quando houver cessado o motivo que autorizou a coação.
(QUESTÃO 328) Acerca do direito processual penal. Dar-se-á
habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência
de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir,
inclusive nos casos de punição administrativa e disciplinar, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de
1941. Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer
ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na
sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.
(QUESTÃO 329) Relativos aos crimes contra a administração
pública. Compete ao TRT julgar habeas corpus quando o coator
for juiz do trabalho, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 108, d da CF/88: Art. 108. Compete aos
Tribunais Regionais Federais: (...) d) os habeas corpus, quando a
autoridade coatora for juiz federal;
(QUESTÃO 330) Acerca de habeas corpus e das relações
jurisdicionais com autoridade estrangeira. A alegação de ausência
do estado de flagrância é matéria de ordem pública e, por
versar diretamente sobre o direito de liberdade, ainda que não
tenha sido objeto de análise pelo tribunal a quo, pode ser
analisada pelo STJ, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Habeas corpus. alegação de inexistência do
estado flagrancial. questão não apreciada pelo tribunal impetrado.
impossibilidade de análise. supressão de instância e
superveniência de decretação da preventiva. Segregação
decorrente de outros fundamentos. não conhecimento. 1. a
questão referente à inexistência do estado de flagrância, por não
ter sido conhecida e debatida pelo tribunal de origem, não pode
ser apreciada nesta corte superior, sob pena de indevida supressão
de instância.
(QUESTÃO 331) A cerca do inquérito policial. Segundo a
orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, a
participação do membro do Ministério Público na fase de
investigação policial não acarreta nem o seu impedimento nem
a sua suspeição para o oferecimento da denúncia, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Súmula 234: “A participação de membro do
Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta o
seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia”.
(QUESTÃO 332) Julgue o seguinte item, referente a inquérito
policial. O inquérito policial é público, não podendo a
autoridade policial impor sigilo, ainda que necessário à
elucidação do fato, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Ao contrário do que afirma a questão, o
inquérito policial é, em regra, SIGILOSO. Art. 20 do CPP: A
autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação
do fato ou exigido pelo interesse da sociedade.
(QUESTÃO 333) A cerca doinquérito policial. O inquérito policial
tem natureza judicial, visto que é um procedimento inquisitório
conduzido pela polícia judiciária, com a finalidade de reunir
elementos e informações necessárias à elucidação do crime, julgue
(C ou E) o item seguinte, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O inquérito não possui natureza judicial,
considerando que a polícia judiciária não faz parte do poder
judiciário. O inquérito possui natureza administrativa, já que é um
procedimento inquisitório elaborado pela polícia judiciária, ou
seja, a Polícia Civil, também denominada repressiva ou
investigativa. É o Delegado de Polícia quem conduz a investigação
criminal.
(QUESTÃO 334) A cerca do inquérito policial. A conclusão do
inquérito policial é precedida de relatório final, no qual é descrito
todo o procedimento adotado no curso da investigação para
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
54
esclarecer a autoria e a materialidade. A ausência desse relatório
e de indiciamento formal do investigado não resulta em prejuízos
para persecução penal, não podendo o juiz ou órgão do Ministério
Público determinar o retorno da investigação à autoridade para
concretizá-los, já que constitui mera irregularidade funcional a ser
apurada na esfera disciplinar, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 10, § 1o CPP. A autoridade fará
minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao
juiz competente. Art. 16. O Ministério Público não poderá requerer
a devolução do inquérito à autoridade policial, senão para novas
diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia.
(QUESTÃO 335) Logo que tiver conhecimento da prática de
infração penal, a autoridade policial deverá determinar, se for
caso, a realização das perícias que se mostrarem necessárias e
proceder a acareações, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 6 do CPP - Logo que tiver conhecimento
da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: VI -
proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações; VII
- determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de
delito e a quaisquer outras perícias.
(QUESTÃO 336) Acerca do inquérito policial, julgue o item
seguinte. O valor probatório do inquérito policial, como regra, é
considerado relativo, entretanto, nada obsta que o juiz absolva o
réu por decisão fundamentada exclusivamente em elementos
informativos colhidos na investigação, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 155. O juiz formará sua convicção pela
livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não
podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas
cautelares, não repetíveis e antecipadas. – Apesar da redação da
lei dizer que o juiz não deve decidir com base nos elementos
exclusivos do inquérito policial, o entendimento doutrinário e
jurisprudencial é que o juiz não pode condenar exclusivamente
com base nessas provas, pois não foram submetidas ao
contraditório e a ampla defesa, mas ele pode absolver com base
nesses mesmos elementos.
(QUESTÃO 337) A respeito de coisa julgada e inquérito policial.
Situação hipotética: Pedro, servidor público federal, foi indiciado
pela Polícia Federal por suposta prática de corrupção passiva no
exercício de suas atribuições. O inquérito policial, após remessa ao
órgão do MPF, foi arquivado, por requerimento do procurador da
República, em razão da atipicidade da conduta, e o arquivamento
foi homologado pelo juízo criminal competente. Assertiva: Nessa
situação, o ato de arquivamento do inquérito fez exclusivamente
coisa julgada formal, o que impossibilita posterior
desarquivamento pelo parquet, ainda que diante da existência de
novas provas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O arquivamento dos autos do inquérito
policial, quando fundando em atipicidade da conduta, faz coisa
julgada forma e material. Motivo este pelo qual, não será possível
o Ministério público propor seu desarquivamento.
(QUESTÃO 338) Considerando as normas referentes ao inquérito
policial, julgue os itens a seguir. Segundo as normas processuais
penais vigentes, a autoridade policial não pode determinar o
arquivamento do inquérito, salvo se o MP, previamente
consultado, concordar com tal determinação, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Independe de o ministério público autorizar,
é um ato privativo do ministério público opinar pelo arquivamento
ou não e remeter ao juiz sua decisão. Seria um ato ilegal por parte
do delegado de polícia arquivar o inquérito policial.
(QUESTÃO 339) Com base no direito processual penal, julgue o
item que se segue.
O Código de Processo Penal determina expressamente que o
interrogatório do investigado seja o último ato da investigação
criminal antes do relatório da autoridade policial, de modo que
seja possível sanar eventuais vícios decorrentes dos elementos
informativos colhidos até então bem como indicar outros
elementos relevantes para o esclarecimento dos fatos, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O CPP determina que o interrogatório do réu
seja o último ato na fase de instrução processual (CPP, Art. 400).
O mesmo não ocorre na investigação criminal.
(QUESTÃO 340) Julgue os itens subsequentes quanto a prisão em
flagrante, prova e inquérito policial. Não se admite a acareação
entre o acusado e a pessoa ofendida, considerando-se que o
acusado tem o direito constitucional ao silêncio, e o ofendido não
será compromissado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A acareação será admitida entre acusados,
entre acusado e testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou
testemunha e a pessoa ofendida, e entre as pessoas ofendidas,
sempre que divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou
circunstâncias relevantes. (artigo 229 do CPP).
LEGISLAÇÃO ESPECIAL
(QUESTÃO 341) À luz da Lei Maria da Penha. Nos casos de
violência doméstica contra a mulher, o juiz pode determinar o
comparecimento obrigatório do agressor a programas de
recuperação e reeducação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A lei 11.340 (Lei Maria da Penha) alterou a
redação do art. 152 da Lei de Execuções Penais. Vejamos: Art. 45.
O art. 152 da Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução
Penal), passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 152.
Parágrafo único. Nos casos de violência doméstica contra a mulher,
o juiz poderá determinar o comparecimento obrigatório do
agressor a programas de recuperação e reeducação.”
(QUESTÃO 342) Considerando as recomendações da legislação
especial. Em caso de violência doméstica e familiar contra a
mulher, caberão medidas protetivas de urgência, que poderão ser
concedidas pelo juiz, a requerimento do MP ou a pedido da
ofendida, devendo necessariamente o juiz ouvir as partes e o MP
antes da decisão sobre as medidas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art.19, Lei 11.340/2006: As medidas
protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a
requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida. §1º
As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de
imediato, independente de audiência das partes e de manifestação
do Ministério Público, devendo este ser prontamente comunicado.
(QUESTÃO 343) Tendo em vista que, de acordo com legislação
especial, a tutela da criança e do adolescente e da mulher recebe
tratamento específico. No caso de violência doméstica contra a
mulher, o processo, o julgamento e a execução das causas cíveis e
criminais regem-se pelas normas do Código de Processo Penal e do
Código de Processo Civil e pela legislação específica relativa à
criança, ao adolescente e ao idoso que não conflitarem com a Lei
Maria da Penha, julgue (C ou E) o item seguinte.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
55
Certo. Comentário: Título IVdos procedimentos - Capítulo I -
Disposições gerais Art. 13. Ao processo, ao julgamento e à
execução das causas cíveis e criminais decorrentes da prática de
violência doméstica e familiar contra a mulher aplicar-se-ão as
normas dos Códigos de Processo Penal e Processo Civil e da
legislação específica relativa à criança, ao adolescente e ao idoso
que não conflitarem com o estabelecido nesta Lei.
(QUESTÃO 344) Com referência às disposições da legislação
específica relativa aos idosos e às mulheres. A violência doméstica
e familiar contra a mulher é caracterizada pela ação ou omissão
que ocasione morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou
psicológico, além de dano moral ou patrimonial, ocorrido em
espaço de convívio permanente ou esporádico de pessoas, com ou
sem vínculo familiar, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura
violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou
omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento
físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: I - no
âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de
convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar,
inclusive as esporadicamente agregadas; II - no âmbito da família,
compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são
ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por
afinidade ou por vontade expressa; III - em qualquer relação íntima
de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a
ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As
relações pessoais enunciadas neste artigo independem de
orientação sexual.
(QUESTÃO 345) Acerca dos crimes previstos na parte especial
do Código Penal. Devido à previsão legal de outras sanções para
a hipótese, segundo o entendimento do STJ, não pratica o crime
de desobediência o indivíduo que livre e conscientemente,
descumprindo medida protetiva de urgência deferida em favor
de sua ex-companheira, aproxima-se dela e com ela mantém
contato, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Informativo 544 STJ: O descumprimento de
medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha (art.
22 da Lei 11.340/2006) não configura crime de desobediência (art.
330 do CP). STJ. 5ª Turma. Resp. 1.374.653-MG, Rel. Min.
Sebastião Reis Júnior, julgado em 11/3/2014 (Info 538). STJ. 6
Turma. RHC 41.970-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em
7/8/2014 (Info 544).
(QUESTÃO 346) Com relação aos crimes contra o idoso e à
violência familiar e doméstica contra a mulher. Conforme a Lei
Maria da Penha, ao condenado por crime praticado contra a mulher
é vedada a aplicação de prestação pecuniária como sanção isolada,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de
violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta
básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição
de pena que implique o pagamento isolado de multa.
(QUESTÃO 347) Com relação aos crimes contra o idoso e à
violência familiar e doméstica contra a mulher. O STF firmou o
entendimento de que a ratificação da representação criminal
perante o juiz de lesão corporal leve, desde que culposa, praticada
no âmbito doméstico e contra a mulher é necessária para o
processamento do referido crime, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Não é necessária a ratificação. Vejamos:
Superior Tribunal de Justiça decidiu que “a vítima de violência
doméstica não pode ser constrangida a ratificar perante o juízo,
na presença de seu agressor, a representação para que tenha
seguimento a ação penal. "
FONTE: http://jus.com.br/artigos/21057/o-stf-e-a-lei-maria-da-
penha-uma-lamentavel-decisao.
(QUESTÃO 348) Conforme disposto nas análises e legislações
específicas, relativo ao seguinte segmento: homens, mulheres e
portadores de HIV. De acordo com a Lei Maria da Penha, configura-
se violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação
ou omissão baseada no gênero que lhe cause dano moral ou
patrimonial, e pode ocorrer em qualquer relação íntima de afeto,
na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida,
independentemente de coabitação, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 5, caput - Para os efeitos desta Lei,
configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão,
sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou
patrimonial. I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida
como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem
vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II - no
âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por
indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços
naturais, por afinidade ou por vontade expressa; III - em qualquer
relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha
convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.
(QUESTÃO 349) Aos direitos das pessoas com necessidades
especiais, dos idosos e das vítimas de violência doméstica familiar.
Conforme o diploma legal que regulamenta os mecanismos para
coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, a
notificação da ofendida a respeito dos atos processuais relativos
ao agressor, em especial daqueles referentes ao seu ingresso e
saída da prisão, dispensa a intimação do DP em relação ao mesmo
ato, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 21 Lei 11.340/06. A ofendida deverá
ser notificada dos atos processuais relativos ao agressor,
especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, sem
prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor
público.
(QUESTÃO 350) O Ministério Público intervirá, quando não for
parte, nas causas cíveis e criminais decorrentes da violência
doméstica e familiar contra a mulher. Nos processos cíveis regidos
pela Lei n. 11.340/06 (Violência Doméstica e Familiar), é absoluta
a competência do domicílio ou residência da ofendida, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 15. É competente, por opção da
ofendida, para os processos cíveis regidos por esta Lei, o Juizado:
I - do seu domicílio ou de sua residência; II - do lugar do fato em
que se baseou a demanda; III - do domicílio do agressor. Art. 25. O
Ministério Público intervirá, quando não for parte, nas causas cíveis
e criminais decorrentes da violência doméstica e familiar contra a
mulher.
(QUESTÃO 351) Com base nos termos da legislação que trata
da responsabilização por danos ambientais. Se tiver ocorrido,
antes da transferência de prioridade de imóvel rural, supressão
parcial da vegetação situada em área de preservação
permanente, o adquirente desse imóvel, comprovada sua boa-
fé, não será parte legítima para responder a ação cível com
pedido de restauração da área deteriorada, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
56
Errado. Comentário: Incide sobre as áreas de preservação
permanente a obrigação de manter a vegetação e, em caso de
supressão, promover a respectiva recomposição. Essa obrigação
possui natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de
transferência do domínio ou posse do imóvel rural (art. 7º da Lei
12.651/2012). Art. 7o A vegetação situada em Área de Preservação
Permanente deverá ser mantida pelo proprietário da área,
possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica,
de direito público ou privado.
§ 1o Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de
Preservação Permanente, o proprietário da área, possuidor ou
ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição
da vegetação, ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei.
§ 2o A obrigação prevista no § 1o tem natureza real e é transmitida
ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel
rural. Nesse sentido, a jurisprudênciado STJ esclarece as
obrigações de proteção ambiental das áreas de preservação
permanente são do tipo propter rem, ou seja, recaem sobre a
coisa. Desse modo, mesmo quando o antigo
proprietário/possuidor/ocupante tenha sido o responsável pela
degradação da área, a obrigação de zelar pela conservação ou
recomposição da área recai sobre quem detiver a coisa.
Administrativo. ambiental. ação civil pública. área de preservação
permanente. formação da área de reserva legal. obrigação propter
rem. súmula 83/stj. prejudicada a análise da divergência
jurisprudencial. superveniência da lei 12.651/12. impossibilidade
de aplicação imediata. irretroatividade. proteção aos ecossistemas
frágeis. incumbência do estado. indeferimento. 1. A jurisprudência
desta Corte está firmada no sentido de que os deveres associados
às APPs e à Reserva Legal têm natureza de obrigação propter rem,
isto é, aderem ao título de domínio ou posse, independente do fato
de ter sido ou não o proprietário o autor da degradação ambiental.
Casos em que não há falar em culpa ou nexo causal como
determinantes do dever de recuperar a área de preservação
permanente. (...). (AgRg no AREsp 327.687/SP, Rel. Ministro
HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/08/2013,
DJe 26/08/2013). Desse modo, o adquirente terá obrigação de
restaurar a área deteriorada.
(QUESTÃO 352) Referentes a áreas de preservação
permanente, unidades de conservação e crimes ambientais. É
circunstância agravante da pena o fato de o agente ter
cometido crime ambiental no interior de espaço territorial
especialmente protegido, salvo quando a referida localização
constituir ou qualificar o crime, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A Lei 9.605/1998 estabelece, no art. 15, rol
de circunstâncias agravantes. O próprio dispositivo elucida que tais
circunstâncias não incidem na hipótese em que ela constitua ou
qualifique o crime. Cometer crime no interior do espaço territorial
especialmente protegido consiste em circunstância agravante
prevista no art. 15, II, alínea l, da Lei 9.605/1998.
Art. 15. São circunstâncias que agravam a pena, quando não
constituem ou qualificam o crime: (...) II - ter o agente cometido
a infração: (...) l) no interior do espaço territorial especialmente
protegido.
(QUESTÃO 353) Com relação aos crimes e às infrações
administrativas ambientais. Situação hipotética: Durante
festividade junina, um grupo de pessoas adultas e capazes
soltou balões com potencial de provocar incêndio em floresta
situada nas redondezas do local da festa. Assertiva: Nessa
situação, para serem tipificadas como crime, tais condutas
independerão de prova de que a probabilidade de lesão ao meio
ambiente era efetiva, por constituírem infração de perigo
abstrato, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A Lei de Crimes Ambientais tipifica uma série
de crimes de perigo abstrato, ·ou seja, que independem de
verificação do dano efetivo ao meio ambiente, bastando a
constatação do simples perigo de dano. Exemplo claro é o do artigo
52, que enuncia a conduta de "penetrar em Unidades de
Conservação conduzindo substâncias ou instrumentos próprios para
caça ou para exploração de produtos ou subprodutos florestais,
sem licença da
autoridade competente." A tipificação de condutas de perigo
abstrato se mostra necessária para a proteção do meio ambiente,
pois implementam o princípio ambiental da prevenção, que tem
como objetivo evitar a concretização do dano. Manual de Direito
Ambiental. Romeu Thomé. 2016.
(QUESTÃO 354) Com relação aos crimes e às infrações
administrativas ambientais. Situação hipotética: Cláudio, maior e
capaz, caçou e matou espécime da fauna silvestre, sem a devida
autorização da autoridade competente. Assertiva: Segundo o atual
entendimento do STJ, a competência para julgar o referido crime
será da justiça federal, independentemente de a ofensa ter
atingido interesse direto e específico da União, de suas entidades
autárquicas ou de empresas públicas federais, pois basta que os
crimes sejam contra a fauna para atrair a competência do Poder
Judiciário federal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: "O Superior Tribunal de Justiça assentou o
entendimento de que, após a revogação do enunciado da Súmula
n.º 91, compete à Justiça Estadual, de regra, o processamento e o
julgamento dos feitos que visem à apuração de crimes ambientais.
Contudo, quando presente o interesse da União na lide, porquanto
as espécies ilegalmente transportadas e comercializadas estão
ameaçadas de extinção, evidencia-se a competência da Justiça
Federal." (STJ, RHC 32.592/RS, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA
TURMA, julgado em 17/09/2013).
(QUESTÃO 355) Com base na Lei n.º 9.605/1998, relativo a
destinos de produtos apreendidos. As madeiras apreendidas são
entregues ao IBAMA ou às secretarias estaduais de meio ambiente,
órgãos responsáveis por avaliá-las, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Na lei 9.605/ 98 encontre apenas este
disposto: Art. 25, § 2º Tratando-se de produtos perecíveis ou
madeiras, serão estes avaliados e doados a instituições científicas,
hospitalares, penais e outras com fins beneficentes.
(QUESTÃO 356) Acerca dos juizados especiais criminais, do
processo de responsabilidade administrativa, civil e penal nos
casos de abuso de autoridade, do processo dos crimes ambientais
e da interceptação de comunicações telefônicas. A lei que dispõe
sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e
atividades lesivas ao meio ambiente determina, expressamente,
que os crimes ambientais nela previstos são de competência da
justiça estadual, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Ferir interesse direto da União: Justiça
federal ex: tráfico internacional de animais. Do contrário, justiça
comum.
(QUESTÃO 357) Acerca dos deveres e responsabilidades dos
servidores encarregados do poder de polícia ambiental e de
atividades relacionadas. A autoridade ambiental que tiver
conhecimento de infração ambiental será obrigada a promover a
sua apuração imediata, mediante processo administrativo próprio,
sob pena de corresponsabilidade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Extrai-se do art. 70, § 3º, da Lei n. 9.605/98:
“A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração
ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
57
mediante processo administrativo próprio, sob pena de co-
responsabilidade.”
(QUESTÃO 358) Relativos a direito penal. De acordo com
entendimento jurisprudencial, não se aplica o princípio da
insignificância aos crimes ambientais, ainda que a conduta do
agente se revista da mínima ofensividade e inexista periculosidade
social na ação, visto que, nesse caso, o bem jurídico tutelado
pertence a toda coletividade, sendo, portanto, indisponível, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado (art. 225, caput, CF) é um direito de natureza
indivisível. Tal fato, porém, não tem o condão de evitar a aplicação
do princípio da insignificância nesta seara. Neste sentido já se
posicionou o STJ: Habeas corpus. ação penal. crime ambiental. art.
34 da lei n. 9.605/98. ausência de dano ao meio ambiente. conduta
de mínima ofensividade para o direito penal. atipicidade material.
princípio da insignificância. aplicação. trancamento. ordem
concedida. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, o princípio da insignificância tem como vetores a mínima
ofensividade da conduta do agente, a nenhuma periculosidade
social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2. Hipótese em que, com os acusados do crime de pesca em local
interditado pelo órgão competente, não foi apreendido qualquer
espécie de pescado, não havendo notícia de dano provocado ao
meio-ambiente, mostrando-se desproporcionala imposição de
sanção penal no caso, pois o resultado jurídico, ou seja, a lesão
produzida, mostra-se absolutamente irrelevante. 3. Embora a
conduta dos pacientes se amolde à tipicidade formal e subjetiva,
ausente no caso a tipicidade material, que consiste na relevância
penal da conduta e do resultado típicos em face da significância
da lesão produzida no bem jurídico tutelado pelo Estado. 4. Ordem
concedida para, aplicando-se o princípio da insignificância, trancar
a Ação Penal n. 2009.72.00.002143-8, movida em desfavor dos
pacientes perante a Vara Federal Ambiental de Florianópolis/SC.
(QUESTÃO 359) Considerando a interpretação do STJ e do STF
a respeito das competências processuais penais. Com base em
precedente do STJ, a aplicação de sanção administrativa -
exercício do poder de polícia - somente se torna legítima,
considerando-se o princípio da legalidade, quando o ato estiver
definido em lei como infração administrativa. Caso se trate de
crime cometido contra o meio ambiente, apenas o competente
juízo criminal, em regular processo penal, pode impor as
penalidades previstas na Lei n.º 9.605/1998 - Lei de Crimes
Ambientais, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão reproduz entendimento presente no
Informativo nº 389 do STJ. Caso se trate de crime cometido contra
o meio ambiente, apenas o competente juízo criminal, em regular
processo penal, pode impor as penalidades previstas na lei n.º
9.605/98. É certo afirmar que a aplicação de sanção administrativa
(exercício do poder de polícia) somente se torna legítima, em
respeito ao princípio da legalidade, quando o ato praticado estiver
definido em lei como infração administrativa (STJ, Resp
1.091.486/RO, DJ 02.04.2009).
(QUESTÃO 360) Em relação a crimes ambientais. A
configuração do fato típico consistente em introduzir espécime
animal no país, sem parecer técnico oficial favorável e licença
expedida por autoridade competente, deve ser apurada e
julgada pela justiça comum estadual, já que não há ofensa de
bem, serviço ou interesse da União, de suas entidades
autárquicas ou empresas públicas, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Novo julgado do STF: jurisprudência recente
sobre crime ambiental
stf re 835558-sp 09/02/17. Decisão: O Tribunal, por unanimidade
e nos termos do voto do Relator, apreciando o tema 648 da
repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário e
fixou a seguinte tese: "Compete à Justiça Federal processar e
julgar o crime ambiental de caráter transnacional que envolva
animais silvestres, ameaçados de extinção e espécimes exóticas ou
protegidas por compromissos internacionais assumidos pelo Brasil".
Ausente, justificadamente, a Ministra Cármen Lúcia (Presidente).
Presidiu o julgamento o Ministro Dias Toffoli (Vice-Presidente).
Plenário, 09.02.2017.
(QUESTÃO 361) “No texto seguinte”,
Responderá por crime contra a flora o indivíduo que cortar árvore
em floresta considerada de preservação permanente,
independentemente de ter permissão para cortá-la, e, caso a
tenha, quem lhe concedeu a permissão também estará sujeito às
penalidades do respectivo crime, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Letra de Lei. Art. 39. Cortar árvores em
floresta considerada de preservação permanente, sem permissão
da autoridade competente: Pena – detenção, de um a três anos,
ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Da análise desse
artigo você conclui que não será crime se a pessoa tiver recebido
permissão da autoridade competente. Existem hipóteses previstas
na Legislação em que será admitido o corte de arvore de floresta
considerada de preservação permanente. Exemplo. Para que possa
vir a ser construída uma Rodovia.
(QUESTÃO 362) Relativos ao meio ambiente. O Ministério Público
Federal deve manifestar-se em causa em que se discuta a nulidade
de auto de infração ambiental, visto que, em regra, o interesse
envolvido nesse tipo de pleito transcende o interesse meramente
patrimonial, abarcando discussões relativas ao meio ambiente em
si, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: "O Ministério Público Federal deve
manifestar-se em causa na qual se discute nulidade de auto de
infração ambiental porque, na maioria das vezes, o interesse
envolvido transcende o interesse meramente patrimonial no
crédito gerado, abarcando discussões de cunho substancial que
dizem respeito ao meio ambiente em si (como ocorre no caso
concreto - v. fls. 519/520, e-STJ), conforme dispõe, entre outros,
o art. 5º, inc. III, alínea d, da Lei Complementar n. 75/93." Resp
1.264.302/SC, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES)
(QUESTÃO 363) À luz da lei dos crimes ambientais e do Estatuto
do Desarmamento. Se o rebanho bovino de determinada
propriedade rural estiver sendo constantemente atacado por
uma onça, o dono dessa propriedade, para proteger o rebanho,
poderá, independentemente de autorização do poder público,
abater o referido animal silvestre, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Artigo 37. Não é crime o abate de animal
quando realizado:
I - (...) II- Para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação
predatória ou destruidora de animais, desde que legal e
expressamente autorizado pela autoridade competente.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
58
(QUESTÃO 364) “No texto seguinte”,
Em caso de desmatamento criminoso em unidade de conservação
no DF, administrada pela União, o autor do crime será processado
e julgado pela justiça do DF, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Apesar de a unidade de conservação estar
situada no DF, ela é administrada pela União, ou seja, há interesse
direto da União, o que enseja o julgamento pela Justiça Federal.
Acredito que o julgado abaixo esclarece a questão: A competência
para o processo e julgamento dos crimes contra o meio ambiente,
após a edição da Lei nº 9.605/98, somente será da Justiça Federal
se houver lesão a bens, serviços ou interesses da União, ou seja,
por exemplo, praticados no interior de Unidades de Conservação
criadas e administradas pelo Poder Público Federal (Reservas
Biológicas, Reservas Ecológicas, Estações Ecológicas, Parques
Nacionais, Florestas Nacionais, Áreas de Proteção Ambiental, Áreas
de Relevante Interesse Ecológico e Reservas Extrativistas). 3. É
competente a Justiça Federal para processar e julgar ação penal
pela prática de delito ambiental consistente em dano direto
causado pela utilização de motosserra em Unidade de Conservação
Federal (TRF1, RSE 10008 AM 0010008-25.2010.4.01.3200, julgado
em 11.01.11).
(QUESTÃO 365) “No texto seguinte”,
Crime de pesca realizado em rio interestadual deve ser julgado no
juízo federal competente, ao passo que crime de pesca realizado
em rio estadual deve ser objeto de denúncia de membro do
Ministério Público estadual respectivo, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: - se o crime é cometido em um rio que banha
só um Estado, mesmo que ali tenha havido uma pesca ilegal, com
petrechos proibidos em norma federal (como o Decreto ou Portaria
do Ministério do Meio Ambiente), a competência será da Justiça
Estadual. STJ CC 36.594. - se o crime for cometido em rio for
interestadual ou em mar territorial, como rio interestadual e mar
territorial são bens da União, ai então quem julga é a Justiça
Federal (art. 20, III, CR) – aqui há interesse direto e específico da
União.
(QUESTÃO 366) “No texto seguinte”, Um agricultor autuado por
infração ambiental solicitou auxílio da DP. No auto de infração,
constam: a conduta de impedir a regeneração natural de floresta
localizada em APP, por manter a área como pasto; a indicação da
pena de multa em razão da ilegalidade. Segundo o agricultor, na
verificação, os agentes públicos federais afirmaram ser possível a
responsabilização nas esferas administrativa, criminal e civil. Ele
argumentou, por fim, que comprou a propriedade já no estado
atual e que desconheciaas supostas ilegalidades. Com referência
a essa situação hipotética. O auto de infração em apreço só
terá legalidade se tiver sido lavrado por autoridade policial e
contiver o valor da multa, cujo pagamento, entretanto, só
deverá ser feito após o julgamento administrativo, já que
depende de confirmação de incidência, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Artigo 70. Considera-se infração
administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras
jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio
ambiente. §1º São autoridades competentes para lavrar auto de
infração ambiental e instaurar processo administrativo os
funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional
de Meio Ambiente - SISNAMA, designados para as atividades de
fiscalização, bem como os agentes das Capitanias dos Portos, do
Ministério da Marinha.
(QUESTÃO 367) “No texto seguinte”, Um agricultor autuado por
infração ambiental solicitou auxílio da DP. No auto de infração,
constam: a conduta de impedir a regeneração natural de floresta
localizada em APP, por manter a área como pasto; a indicação da
pena de multa em razão da ilegalidade. Segundo o agricultor, na
verificação, os agentes públicos federais afirmaram ser possível a
responsabilização nas esferas administrativa, criminal e civil. Ele
argumentou, por fim, que comprou a propriedade já no estado
atual e que desconhecia as supostas ilegalidades. Com referência
a essa situação hipotética. Se ficar constatado que a área
degradada pode ser recuperada por simples regeneração natural,
a pena de multa indicada no auto de infração não poderá ser
convertida em reparação de danos.
Certo. Comentário: Artigo 141. Não será concedida a conversão
de multa para reparação de danos de que trata o inciso I do art.
140, quando: I - não se caracterizar dano direto ao meio ambiente;
e II - a recuperação da área degradada puder ser realizada pela
simples regeneração natural.
(QUESTÃO 368) “No texto seguinte”, Um agricultor autuado por
infração ambiental solicitou auxílio da DP. No auto de infração,
constam: a conduta de impedir a regeneração natural de floresta
localizada em APP, por manter a área como pasto; a indicação da
pena de multa em razão da ilegalidade. Segundo o agricultor, na
verificação, os agentes públicos federais afirmaram ser possível a
responsabilização nas esferas administrativa, criminal e civil. Ele
argumentou, por fim, que comprou a propriedade já no estado
atual e que desconhecia as supostas ilegalidades. Com referência
a essa situação hipotética. O argumento de desconhecimento da
ilegalidade poderá ser eficiente para afastar eventual condenação
criminal, mas não evitará a responsabilização civil, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Certo. Comentário: Penal = erro sobre a ilicitude do fato, se
inevitável, isenta de pena (artigo 21 código penal). Civil =
responsabilidade objetiva com base na teoria do risco integral (no
dano ambiental), de maneira que é irrelevante a existência de
culpa e descabe invocar excludentes de responsabilidade - como
força maior ou culpa exclusiva de terceiro (recursos repetitivos:
resp 1374284/mg, dje 05/09/201; resp 1114398/pr, dje
16/02/2012).
(QUESTÃO 369) Em relação aos crimes contra a fé pública, aos
crimes contra a administração pública, aos crimes de tortura e aos
crimes contra o meio ambiente. Exportar para o exterior peles e
couros de mamíferos, em estado bruto, sem a autorização da
autoridade competente caracteriza crime ambiental, devendo o
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
59
autor desse crime, ser processado e julgado pela justiça federal,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O erro da assertiva está em mencionar
mamíferos. De acordo com a Lei 9.605/98, lei que dispõe sobre as
sanções penais e administrativas derivadas de condutas e
atividades lesivas ao meio ambiente, em seu artigo 30 a conduta
típica está em exportar para o exterior peles e couros de anfíbios
e répteis: Lei 9.605/98 Artigo 30. Exportar para o exterior peles e
couros de anfíbios e répteis em bruto, sem a autorização da
autoridade ambiental competente: Pena - reclusão, de um a três
anos, e multa.
(QUESTÃO 370) A respeito das disposições do Estatuto da Criança
e do Adolescente, dos crimes contra o meio ambiente e dos direitos
do consumidor. Não se aplica o princípio da insignificância às
infrações penais que atinjam o meio ambiente, uma vez que não
se pode mensurar de forma segura o grau de lesão ambiental,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: STJ, AgRg no REsp 1366185, DJe 21/8/2014:
"1. O Superior Tribunal de Justiça firmou orientação no sentido de
ser possível a aplicação do princípio da insignificância em sede
ambiental, exigindo, para tanto, a conjugação dos seguintes
vetores: mínima ofensividade da conduta do agente, nenhuma
periculosidade social da ação, reduzidíssimo grau de
reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão
jurídica provocada." STF, HC 112563, DJe 21/8/2012: "A 2ª Turma,
por maioria, concedeu habeas corpus para aplicar o princípio da
insignificância em favor de condenado pelo delito descrito no art.
34, caput, parágrafo único, II, da Lei 9.605/98 (“Art. 34: Pescar
em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares
interditados por órgão competente: ... Parágrafo único. Incorre
nas mesmas penas quem: ... II - pesca quantidades superiores às
permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos,
técnicas e métodos não permitidos”). No caso, o paciente fora
flagrado ao portar 12 camarões e rede de pesca fora das
especificações da Portaria 84/2002 do IBAMA. Prevaleceu o voto
do Min. Cezar Peluso, que reputou irrelevante a conduta em face
do número de espécimes encontrados na posse do paciente. O Min.
Gilmar Mendes acresceu ser evidente a desproporcionalidade da
situação, porquanto se estaria diante de típico crime famélico.
Asseverou que outros meios deveriam reprimir este tipo eventual
de falta, pois não seria razoável a imposição de sanção penal à
hipótese. Vencido o Min. Ricardo Lewandowski, que denegava a
ordem, tendo em conta a objetividade da lei de defesa do meio
ambiente. Esclarecia que, apesar do valor do bem ser
insignificante, o dispositivo visaria preservar a época de
reprodução da espécie que poderia estar em extinção. Ressaltava
que o paciente teria reiterado essa prática, embora não houvesse
antecedente específico nesse sentido. HC 112563/SC, rel. orig.
Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Cezar Peluso,
21.8.2012."
(Questão 371) A violência doméstica e familiar contra a mulher é
caracterizada pela ação ou omissão que ocasione morte, lesão,
sofrimento físico, sexual ou psicológico, além de dano moral ou
patrimonial, ocorrido em espaço de convívio permanente ou
esporádico de pessoas, com ou sem vínculo familiar, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A violência doméstica e familiar contra a
mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos,
por isso o legislador visou coibir todas as formas de violência
praticada no âmbito doméstico e familiar, protegendo a mulher de
condutas omissivas ou comissivas, praticadas contra o seu físico,
psicológico ou patrimônio. (Art. 7° da Lei n° 11.340/06). Assim,
devemos entender como "âmbito doméstico" o espaço de convívio
permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar,
considerando, inclusive, aqueles que esporadicamente são
agregados ao espaço de convívio (Art. 5°, inciso I, da Lei n°
11.340/06). Outrossim, como "âmbito familiar" consiste na
comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram
aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por
vontade expressa (Art. 5°, inciso 11, da Lei n° 11.340/06).
(Questão 372) Com relação às disposições da Lei n° 11.340/2006 –
Lei Maria da Penha. Para os efeitos da referida lei, a configuração
da violência doméstica e familiar contra amulher depende da
demonstração de coabitação da ofendida e do agressor, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o Art. 5° da Lei 11.340/06,
é dispensável a coabitação da ofendida e do agressor para que
configure a violência doméstica e familiar contra a mulher, em
qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou
tenha convivido com a vítima.
(Questão 373) Com relação às disposições da Lei n° 11.340/2006
Maria da Penha. É tido como o âmbito da unidade doméstica o
espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo
familiar, salvo as esporadicamente agregadas, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: A questão está errada, pois, nos termos do
Art. 5°, inciso I, da Lei n° 11.340/06, as pessoas esporadicamente
agregadas também são consideradas como parte da unidade
doméstica.
(Questão 374) Situação hipotética: Alexandre, sob o efeito de
bebida alcoólica, agrediu fisicamente sua esposa Ana, causando-
lhe lesões corporais. Nessa situação hipotética, após a constatação
da prática de violência contra Ana, o juiz poderá substituir
eventual pena de Alexandre por cessão de cestas básicas, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Tratando-se de violência doméstica e
familiar contra a mulher, é vedada a aplicação de penas de cesta
básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição
de pena que implique o pagamento isolado de multa. Esta é a regra
disposta no Art. 17 da Lei Maria da Penha. Ressalta-se que, embora
existam doutrinadores que defendam o contrário, o STF já
entendeu ser descabida a substituição de pena privativa de
liberdade por restritivas de direitos nos crimes que envolvam
violência doméstica (STF, 23 Turma. HC 129446/MS, Rel. Min. Teori
Zavascki, julgado em 20/10/2015 -Informativo 804). Ademais, no
tocante à pena de multa, é importante observar que a veda a sua
aplicação de forma isolada, o que vale dizer que a pena de multa
poderá ser aplicada somente se de forma cumulativa com a pena
privativa de liberdade ou restritiva de direito diversa da prestação
pecuniária.
(Questão 375) Constitui violência doméstica e familiar contra
mulher a conduta praticada pelo marido que configure calúnia,
difamação ou injúria, sendo tal conduta entendida como violência
moral, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Considerando a violência doméstica uma
forma de violação de direitos humanos, o legislador incluiu no rol
de condutas a serem punidas pela Lei Maria da Penha também a
violência moral, a qual deve ser entendida como qualquer conduta
que configure calúnia, difamação ou injúria. (Art. 7°, inciso V, da
Lei n° 11.340/06).
(Questão 376) A violência psicológica, uma das espécies de
violência contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha, resulta
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
60
de conduta que cause, entre outros problemas, dano emocional e
diminuição da autoestima da vítima, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com o Art. 7°, inciso 11, da Lei n°
11.340/06 (Lei Maria da Penha), a violência psicológica, entendida
como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição
da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno
desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações,
comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça,
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento,
vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem,
ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou
qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica c
à autodeterminação.
(Questão 377) Nos termos da Lei n° 11.340/2006- Lei Maria da
Penha-, a empregada doméstica poderá ser sujeito passivo de
violência praticada por seus empregadores, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Nos termos do Art. 5°, inciso I, da Lei Maria
da Penha, considera-se unidade doméstica o espaço de convívio
permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as
esporadicamente agregadas. Diante desta disposição, a empregada
doméstica que possui habitualidade na prestação de serviço pode
sim ser vítima de violência praticada por seus empregadores, pois
é considerada como integrante da unidade doméstica, como pessoa
esporadicamente agregada.
(Questão 378) Se duas mulheres mantiverem uma relação
homoafetiva há mais de dois anos, e uma delas praticar violência
moral e psicológica contra a outra, tal conduta estará sujeita à
incidência da Lei Maria da Penha, ainda que elas residam em lares
diferentes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Para que se caracterize a violência doméstica
e familiar contra a mulher, não é necessário que a violência seja
praticada por pessoas de sexos distintos. Isto porque o Art. 5°,
parágrafo único, da Lei n° 11.340/06 traz expressamente as
relações pessoais enunciadas no texto da Lei independem de
orientação sexual.
(Questão 379) Com relação às disposições da Lei n°
11.340/2006- Lei Maria da Penha. É tido como o âmbito da
unidade doméstica o espaço de convívio permanente de
pessoas, com ou sem vínculo familiar, salvo as esporadicamente
agregadas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Nos termos do Art. 5°, inciso I, da Lei n°
11.340/06, as pessoas esporadicamente agregadas também são
consideradas como parte da unidade doméstica.
(Questão 380) Com relação às disposições da Lei n°
11.340/2006 – Lei Maria da Penha. Para os efeitos da referida
lei, a configuração da violência doméstica e familiar contra a
mulher depende da demonstração de coabitação da ofendida e
do agressor, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o Art. 5° da Lei 11.340/06,
é dispensável a coabitação da ofendida e do agressor para que
configure a violência doméstica e familiar contra a mulher, em
qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou
tenha convivido com a vítima.
(QUESTÃO 381) Considerando-se a legislação pertinente e o
entendimento dos tribunais superiores sobre o tema, o crime de
organização criminosa será assim tipificado somente se houver
consumação de delitos antecedentes, sendo configurada tentativa
quando não demonstrada a efetiva estabilidade do grupo.
Errado. Comentário: O crime de organização criminosa é crime
formal, de consumação antecipada ou de resultado cortado,
consumando-se com a simples associação de quatro ou mais
pessoas para a prática de crimes com pena máxima superior a 4
anos, ou de caráter transnacional, pondo em risco,
presumidamente, a paz pública. Sua consumação independe,
portanto, da prática de qualquer ilícito pelos agentes reunidos na
societas delinquentium. Trata-se, portanto, de crime de perigo
abstrato cometido contra a coletividade (crime vago), punindo-se
o simples fato de se figurar como integrante do grupo. O crime de
organização criminosa é incompatível com o conatus (tentativa).
Considerando-se que o art. 2º da Lei n.º 12.850/13 exige a
existência de uma organização criminosa, conclui-se que,
presentes a estabilidade e a permanência do agrupamento, o delito
estará consumado; caso contrário, o fato será atípico. Em síntese,
os atos praticados com o objetivo de formar a associação
(anteriores à execução de qualquer dos núcleos) são meramente
preparatórios.
(QUESTÃO 382) O crime de organização criminosa é de tipo penal
misto alternativo, não admite a forma culposa e deve ser punido
com a fixação da pena pelo sistema de acumulação material.
Certo. Comentário: Art. 2º Promover, constituir, financiar ou
integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização
criminosa: Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa,
sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações
penais praticadas. Se os membros da organização criminosa
praticarem as infrações penais para as quais se associaram,
deverão responder pelo crime de organização, em concursomaterial com os demais ilícitos por eles perpetrados. Para que os
integrantes da organização respondam pelos delitos praticados é
indispensável que tais infrações tenham ingressado na esfera de
conhecimento de cada um deles, sob pena de verdadeira
responsabilidade penal objetiva.
(QUESTÃO 383) O crime de organização criminosa poderá ser
cometido por pessoa jurídica, a qual, nesse caso, conforme
expresso em legislação específica, será diretamente
responsabilizada pelo crime.
Errado. Comentário: Inexiste tal previsão na legislação específica.
(QUESTÃO 384) O crime de Organização Criminosa será assim
caracterizado apenas quando houver a participação de, pelo
menos, quatro agentes maiores de idade.
Errado. Comentário: Evidenciada a presença de pelo menos 4
pessoas, é de todo irrelevante que um deles seja inimputável -
qualquer que seja a causa da inimputabilidade penal, que nem
todos os integrantes tenham sido identificados, ou mesmo que
algum deles não seja punível em razão de alguma causa pessoal de
isenção de pena.
(QUESTÃO 385) A organização criminosa exige, para sua
tipificação, por expressa previsão legal, que tenha sido obtida
vantagem de natureza econômica de origem ilícita.
Errado. Comentário: Art. 1º, § 1º - objetivo de obter, direta ou
indiretamente, vantagem de qualquer natureza - a vantagem pode
ser patrimonial ou não. Ref: Renato Brasileiro. Legislação Esp.
(QUESTÃO 386) Considerando a Lei n.º 12.850/2013 e a
jurisprudência dos tribunais superiores sobre o assunto, responda:
Nos atos de colaboração premiada, para que seja concedido
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
61
benefício ao réu colaborador, são exigidas a voluntariedade, a
espontaneidade e a efetividade da colaboração.
Errado. Comentário: Espontaneidade é apenas exigida na
colaboração na lei de lavagem de capitais e na lei dos crimes
contra a ordem tributária.
(QUESTÃO 387) Com respeito a organização criminosa, o perdão
judicial, como causa de extinção da punibilidade, condiciona-se à
efetividade da colaboração, por ser requisito legal cumulativo ao
da voluntariedade.
Certo. Comentário: Os requisitos para a obtenção do perdão
judicial, na colaboração premiada, são: voluntariedade e
efetividade na delação, de forma cumulativa. * A delação premiada
é chamada de PONTE DE DIAMANTE.
(QUESTÃO 388) Em relação à colaboração premiada, prevista na
Lei n° 12.850/2013, é correto afirmar que o processo relativo ao
colaborador poderá ser suspenso por até 6 meses, improrrogáveis,
até que sejam cumpridas as medidas de colaboração,
suspendendo-se também o respectivo prazo prescricional.
Errado. Comentário: § 3o O prazo para oferecimento de denúncia
ou o processo, relativos ao colaborador, poderá ser suspenso por
até 6 (seis) meses, PRORROGÁVEL por igual período, até que sejam
cumpridas as medidas de colaboração, suspendendo-se o
respectivo prazo prescricional.
(QUESTÃO 389) Se a colaboração for posterior à sentença, a pena
poderá ser reduzida até a metade ou será admitida a progressão
de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos.
Certo. Comentário: § 5o Se a colaboração for posterior à sentença,
a pena poderá ser reduzida até a metade ou será admitida a
progressão de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos.
(QUESTÃO 390) No crime organizado, o juiz participará das
negociações realizadas entre as partes para a formalização do
acordo de colaboração e poderá recusar homologação à proposta
que não atender aos requisitos legais.
Errado. Comentário: § 6o O juiz não participará das negociações
realizadas entre as partes para a formalização do acordo de
colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o
investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério
Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o
investigado ou acusado e seu defensor.
(QUESTÃO 391) Não se admite oferta de proposta de transação se
ficar comprovado ter sido o autor da infração condenado, pela
prática de crime, à pena restritiva de direitos, por sentença
definitiva.
Errado. Comentário: LEI 9099
Art. 76. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação
penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o
Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena
restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta.
§ 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável, o Juiz
poderá reduzi-la até a metade.
§ 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado:
I - ter sido o autor da infração condenado, pela prática de crime,
à pena privativa de liberdade, por sentença definitiva;
(QUESTÃO 392) Os conciliadores no Juizado Especial Criminal são
recrutados preferencialmente entre bacharéis em Direito.
Certo. Comentário: Art. 7º Os conciliadores e Juízes leigos são
auxiliares da Justiça, recrutados, os primeiros, preferentemente,
entre os bacharéis em Direito, e os segundos, entre advogados com
mais de cinco anos de experiência.
Parágrafo único. Os Juízes leigos ficarão impedidos de exercer a
advocacia perante os Juizados Especiais, enquanto no desempenho
de suas funções.
(QUESTÃO 393) Da decisão que homologa proposta de transação
(art. 76 da Lei n. 9099/95) oferecida pelo Ministério Público e
aceita pelo autor do fato, cabe recurso de apelação.
Certo. Comentário: Art. 76. Havendo representação ou tratando-
se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso
de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação
imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser
especificada na proposta.
§ 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor
da infração, o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa,
que não importará em reincidência, sendo registrada apenas para
impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos.
§ 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação
referida no art. 82 desta Lei.
Art. 82. Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da
sentença caberá apelação, que poderá ser julgada por turma
composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de
jurisdição, reunidos na sede do Juizado.
(QUESTÃO 394) Da decisão que rejeita a denúncia no Juizado
Especial Criminal, cabe recurso de apelação.
Certo. Comentário: Art. 82. Da decisão de rejeição da denúncia
ou queixa e da sentença caberá apelação, que poderá ser julgada
por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau
de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.
(QUESTÃO 395) A não reparação do dano causado pelo crime,
injustificada, é causa de revogação da suspensão condicional do
processo.
Certo. Comentário: Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima
cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por
esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá
propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que
o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido
condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que
autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código
Penal).
§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do
Juiz, este, recebendo a denúncia, poderá suspender o processo,
submetendo o acusado a período de prova, sob as seguintes
condições:
I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo;
(QUESTÃO 396) Quando o Ministério Público pede arquivamento
da representação, descabe o ajuizamento de ação penal privada,
subsidiária da ação penal pública, já que não houve omissão do
Ministério Público.
Certo. Comentário: Concluído o IP a autoridade policial o
remeterá ao Juiz que dará vistas ao MP. O MP poderá:
1) requerer diligências quando imprescindíveis;
2) Solicitar o arquivamento; e
3) Oferecer denúncia.
Desse modo, quando o MP solicita o arquivamento NÃO cabe ação
penal privada subsidiária da pública visto que o parquet não ficou
inerte.
Material ExclusivoEquipe Operação Federal
62
(QUESTÃO 397) O benefício do sursis processual, previsto na Lei
n.º 9099/1995, não permite a aplicação da analogia in bonam
partem, prevista no Código de Processo Penal, razão pela qual não
é cabível nos casos de crimes de ação penal privada.
Errado. Comentário: Indeferido habeas corpus em que se
sustentava, nas hipóteses de ação penal privada, a ilegitimidade
do querelado para oferecer a proposta de suspensão condicional
do processo, que seria de iniciativa exclusiva do Ministério Público,
bem como a nulidade do acórdão que recebera a queixa-crime,
porquanto anterior à proposta de suspensão do processo. Tratava-
se, no caso, de ação penal privada instaurada contra prefeito pela
suposta prática dos crimes de imprensa de calúnia e injúria. A
Turma afastou a alegada nulidade do recebimento da queixa com
a posterior provocação do querelante a respeito da suspensão do
processo, como ocorreu na espécie, ante a ausência do pedido de
suspensão do processo na petição inicial da ação penal, e
salientando que, na eventualidade de rejeição da queixa seria
desnecessária tal manifestação do querelante. Afastou-se, ainda,
a alegação de ilegitimidade do querelado para propor a suspensão
do processo, uma vez que tal legitimidade é consequência da
própria titularidade do mesmo para a ação penal privada.
(QUESTÃO 398) como o Juizado Especial Criminal possui
competência absoluta para processar e julgar as infrações de
menor potencial ofensivo, não haverá possibilidade de modificação
da competência.
Errado. Comentário: A competência dos Juizados Especiais é uma
exceção, apesar de ser uma competência material ela é RELATIVA,
e poderá haver o seu afastamento, a exemplo nos crimes conexos
com o Tribunal do Júri, por exemplo, sempre prevalecerá a
competência do juízo competente para julgar a infração mais
grave.
(QUESTÃO 399) A instauração do Inquérito Policial torna-se
medida de exceção. Sua simples instauração não pode determinar
a modificação da competência do Juizado Especial Criminal.
Certo. Comentário: § 1º Para o oferecimento da denúncia, que
será elaborada com base no termo de ocorrência referido no art.
69 desta Lei, com dispensa do inquérito policial, prescindir-se-á do
exame do corpo de delito quando a materialidade do crime estiver
aferida por boletim médico ou prova equivalente.
(QUESTÃO 400) A medida judicial cabível contra a decisão que,
reconhecendo a ilegitimidade do Ministério Público para ajuizar a
ação penal, deixa de receber a denúncia e extingue a punibilidade
em face da decadência é a apelação.
Errado. Comentário: Não é apelação, o correto seria recurso em
sentido estrito.
Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho
ou sentença:
I - que não receber a denúncia ou a queixa
(QUESTÃO 401) Segundo a Lei 7102/83 (atualizada), a vigilância
ostensiva e o transporte de valores serão executados, em regra
pelo próprio estabelecimento financeiro, independentemente de
prévia aprovação.
Errado. Comentário: Art. 3º A vigilância ostensiva e o transporte
de valores serão executados: (Redação dada pela Lei nº 9.017, de
1995)
I - por empresa especializada contratada; ou (Redação dada pela
Lei nº 9.017, de 1995)
II - pelo próprio estabelecimento financeiro, desde que organizado
e preparado para tal fim, com pessoal próprio, aprovado em curso
de formação de vigilante autorizado pelo Ministério da Justiça e
cujo sistema de segurança tenha parecer favorável à sua aprovação
emitido pelo Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei nº
9.017, de 1995)
(QUESTÃO 402) Em relação à segurança privada nos
estabelecimentos financeiros onde haja guarda volume de valores
ou movimentação de numerário, de acordo com a Lei 7102/83
(atualizada) é vedado o funcionamento de qualquer
estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou
movimentação de numerário, que não possua sistema de segurança
com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério
da Justiça, na forma desta lei.
Certo. Comentário: Literalidade da Lei 7102/83
Art. 1º É vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento
financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de
numerário, que não possua sistema de segurança com parecer
favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça,
na forma desta lei. (Redação dada pela Lei nº 9.017, de 1995) (Vide
art. 16 da Lei nº 9.017, de 1995)
(QUESTÃO 403) Os estabelecimentos financeiros referidos neste
artigo compreendem bancos oficiais ou privados, caixas
econômicas, sociedades de crédito, associações de poupança, suas
agências, postos de atendimento, subagências e seções, assim
como as cooperativas singulares de crédito e suas respectivas
dependências.
Certo. Comentário: Literalidade da Lei 7102/83: Art. 1º É vedado
o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde
haja guarda de valores ou movimentação de numerário, que não
possua sistema de segurança com parecer favorável à sua
aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça, na forma desta
lei. (Redação dada pela Lei nº 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei
nº 9.017, de 1995)
§ 1o Os estabelecimentos financeiros referidos neste artigo
compreendem bancos oficiais ou privados, caixas econômicas,
sociedades de crédito, associações de poupança, suas agências,
postos de atendimento, subagências e seções, assim como as
cooperativas singulares de crédito e suas respectivas
dependências.
(QUESTÃO 404) O Poder legislativo estabelecerá, considerando a
reduzida circulação financeira, requisitos próprios de segurança
para as cooperativas singulares de crédito e suas dependências que
contemplem, entre outros, o seguinte procedimentos: Dispensa de
sistema de segurança para o estabelecimento de cooperativa
singular de crédito que se situe dentro de qualquer edificação que
possua estrutura de segurança instalada em conformidade com o
art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008)
Errado. Comentário: § 2o O Poder Executivo e não o legislativo,
estabelecerá, considerando a reduzida circulação financeira,
requisitos próprios de segurança para as cooperativas singulares de
crédito e suas dependências.
(QUESTÃO 405) Nenhuma sociedade seguradora poderá emitir, em
favor de estabelecimentos financeiros, apólice de seguros que
inclua cobertura garantindo riscos de roubo e furto qualificado de
numerário e outros valores, sem comprovação de cumprimento,
pelo segurado, das exigências previstas nesta Lei.
Certo. Comentário: Art 8º - Nenhuma sociedade seguradora
poderá emitir, em favor de estabelecimentos financeiros, apólice
de seguros que inclua cobertura garantindo riscos de roubo e furto
qualificado de numerário e outros valores, sem comprovação de
cumprimento, pelo segurado, das exigências previstas nesta Lei.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
63
(QUESTÃO 406) São considerados como segurança privada as
atividades desenvolvidas em prestação de serviços com a
finalidade de proceder à vigilância patrimonial e pessoal das
instituições financeiras e de outros estabelecimentos, públicos ou
privados, bem como a segurança de pessoas físicas.
Errado. Comentário: a lei não fala em proceder vigilância pessoal,
somente patrimonial.
(QUESTÃO 407) Os serviços de vigilância e de transporte de valores
poderão ser executados por uma mesma empresa.
Certo. Comentário: Art. 10. São consideradas como segurança
privada as atividades desenvolvidas em prestação de serviços com
a finalidade de: (Redação dada pela Lei nº 8.863, de 1994)
I - proceder à vigilância patrimonial das instituições financeiras e
de outros estabelecimentos, públicos ou privados, bem como a
segurança de pessoas físicas; (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994)
II - realizar o transporte de valores ou garantir o transporte de
qualquer outro tipo de carga. (Incluído pela Lei nº 8.863, de 1994)
§ 1º Os serviços de vigilância e de transporte de valorespoderão
ser executados por uma mesma empresa.
(QUESTÃO 408) É assegurado ao vigilante uniforme especial às
expensas da empresa a que se vincular; porte de arma; prisão
especial por ato decorrente do serviço; seguro de vida em grupo,
feito pela empresa empregadora.
Errado. Comentário: Porte de arma somente de estiver em
serviço.
(QUESTÃO 409) Cabe ao Ministério da Justiça, por intermédio do
seu órgão competente ou mediante convênio com as Secretarias de
Segurança Pública dos Estados e Distrito Federal conceder
autorização para o funcionamento das empresas especializadas em
serviços de vigilância.
Certo. Comentário: LETRA DE LEI- Art. 20. Cabe ao Ministério da
Justiça, por intermédio do seu órgão competente ou mediante
convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados e
Distrito Federal: I - conceder autorização para o funcionamento
das empresas especializadas em serviços de vigilância;
(QUESTÃO 410) As empresas especializadas e os cursos de
formação de vigilantes que infringirem disposições desta Lei
ficarão sujeitos às seguintes penalidades, aplicáveis pelo Ministério
da Justiça, ou, mediante convênio, pelas Secretarias de Segurança
Pública, conforme a gravidade da infração, levando-se em conta a
reincidência e a condição econômica do infrator.
Certo. Comentário: Art. 23 - As empresas especializadas e os
cursos de formação de vigilantes que infringirem disposições desta
Lei ficarão sujeitos às seguintes penalidades, aplicáveis pelo
Ministério da Justiça, ou, mediante convênio, pelas Secretarias de
Segurança Pública, conforme a gravidade da infração, levando-se
em conta a reincidência e a condição econômica do infrator: I -
advertência; II - multa de quinhentas até cinco mil Ufirs: III -
proibição temporária de funcionamento; e IV - cancelamento do
registro para funcionar.
(QUESTÃO 411) Julgue o item abaixo, a respeito da deportação de
estrangeiro prevista na Lei n.º 13.445/17.
Estrangeiro que se encontre em situação irregular no Brasil poderá
ser deportado para outro país que não o de sua nacionalidade ou
procedência.
Certo. Comentário: Lei nº 13.445 (Lei da Migração) Art. 47. A
repatriação, a deportação e a expulsão serão feitas para o país de
nacionalidade ou de procedência do migrante ou do visitante, ou
para outro que o aceite, em observância aos tratados dos quais o
Brasil seja parte.
(QUESTÃO 412) A política migratória brasileira rege-se pelos
seguintes princípios e diretrizes: universalidade, indivisibilidade e
interdependência dos direitos humanos, repúdio e prevenção à
xenofobia, ao racismo e a quaisquer formas de discriminação.
Certo. Comentário: a questão refere-se aos Princípios e das
Garantias estabelecidos no Art. 3o da referida lei.
(QUESTÃO 413) Ao migrante é garantida no território nacional, em
condição de igualdade com os nacionais, a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, bem como são assegurados os direitos e liberdades
civis, sociais, culturais e econômicos; o direito à liberdade de
circulação em território nacional; o direito ao voto direto e
secreto; o direito à reunião familiar do migrante com seu cônjuge
ou companheiro e seus filhos, familiares e dependentes; medidas
de proteção a vítimas e testemunhas de crimes e de violações de
direitos;
Errado. Comentário: Conforme Art. 4o da referida lei, ao migrante
é garantida no território nacional não é garantida o direito ao voto.
(QUESTÃO 414) O visto é o documento que dá a seu titular
expectativa de ingresso em território nacional. O visto será
concedido por embaixadas, consulados e pela Polícia Federal.
Errado. Comentário: Art. 7o O visto será concedido por
embaixadas, consulados-gerais, consulados, vice-consulados e,
quando habilitados pelo órgão competente do Poder Executivo, por
escritórios comerciais e de representação do Brasil no exterior.
Polícia Federal expede passaporte e não visto.
(QUESTÃO 415) Art. 10. Não se concederá visto a quem não
preencher os requisitos para o tipo de visto pleiteado, a quem
comprovadamente ocultar condição impeditiva de concessão de
visto ou de ingresso no País ou a menor de 18 (dezoito) anos
desacompanhado ou sem autorização de viagem por escrito dos
responsáveis legais ou de autoridade competente.
Certo. Comentário: Letra da lei: Art. 10. Não se concederá visto:
I - a quem não preencher os requisitos para o tipo de visto
pleiteado; II - a quem comprovadamente ocultar condição
impeditiva de concessão de visto ou de ingresso no País; ou III - a
menor de 18 (dezoito) anos desacompanhado ou sem autorização
de viagem por escrito dos responsáveis legais ou de autoridade
competente.
(QUESTÃO 416) Ao solicitante que pretenda ingressar ou
permanecer em território nacional poderá ser concedido visto de
visita, temporário, permanente, diplomático, oficial, de cortesia.
Errado. Comentário: Art. 12. Ao solicitante que pretenda
ingressar ou permanecer em território nacional poderá ser
concedido visto:
I - de visita;
II - temporário;
III - diplomático;
IV - oficial;
V - de cortesia.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
64
(QUESTÃO 417) Art. 13. O visto de visita poderá ser concedido ao
visitante que venha ao Brasil para estada de curta duração, sem
intenção de estabelecer residência, nos seguintes casos: turismo;
negócios; trânsito; atividades artísticas ou desportivas; e outras
hipóteses definidas em regulamento.
Certo. Comentário: Art. 13. O visto de visita poderá ser concedido
ao visitante que venha ao Brasil para estada de curta duração, sem
intenção de estabelecer residência, nos seguintes casos:
I - turismo;
II - negócios;
III - trânsito;
IV - atividades artísticas ou desportivas; e
V - outras hipóteses definidas em regulamento.
§ 1o É vedado ao beneficiário de visto de visita exercer atividade
remunerada no Brasil.
(QUESTÃO 418) O visto temporário poderá ser concedido ao
imigrante que venha ao Brasil com o intuito de estabelecer
residência por tempo indeterminado e que se enquadre em pelo
menos uma das seguintes finalidades: a) pesquisa, ensino ou
extensão acadêmica; b) tratamento de saúde.
Errado. Comentário: Art. 14. O visto temporário poderá ser
concedido ao imigrante que venha ao Brasil com o intuito de
estabelecer residência por tempo determinado e não
indeterminado.
(QUESTÃO 419) O visto temporário para tratamento de saúde
poderá ser concedido ao imigrante e a seu acompanhante, desde
que o imigrante comprove possuir meios de subsistência
suficientes.
Certo. Comentário: Art 14 § 2o O visto temporário para
tratamento de saúde poderá ser concedido ao imigrante e a seu
acompanhante, desde que o imigrante comprove possuir meios de
subsistência suficientes.
(QUESTÃO 420) O asilo político, que constitui ato vinculado do
Estado, poderá ser diplomático ou territorial e será outorgado
como instrumento de proteção à pessoa. A saída do asilado do País
sem prévia comunicação implica renúncia ao asilo.
Errado. Comentário: O asilo político é um ato discricionário do
estado e não vinculado como mencionou a questão.
(QUESTÃO 421) Uma das atribuições gerais das classes do cargo de
Policial Rodoviário Federal é a de classe de Inspetor, que exerce
atividades de natureza policial e administrativa, envolvendo
direção, planejamento, coordenação, supervisão, controle e
avaliação administrativa e operacional, coordenação e direção das
atividades de corregedoria, inteligência e ensino, bem como a
articulação e o intercâmbio com outras organizações e corporações
policiais, em âmbito nacional e internacional, além das atribuições
da classe de Agente Especial;
Certo. Comentário: Das várias atribuições do PRF, a classe de
inspetor é exatamente a descrita na lei 9.654/98. Porém, em 2012
foi incluído na lei 12.775/12 as seguintes características da função:
Classe Especial- atividades de natureza policial e administrativa,
envolvendodireção, planejamento, coordenação, supervisão,
controle e avaliação administrativa e operacional, coordenação e
direção das atividades de corregedoria, inteligência e ensino, bem
como a articulação e o intercâmbio com outras organizações e
corporações policiais, em âmbito nacional e internacional, além
das atribuições da Primeira Classe;
(QUESTÃO 422) O ingresso nos cargos da carreira de que trata esta
Lei dar-se-á mediante aprovação em concurso público, constituído
de três fases, ambas eliminatórias e classificatórias, sendo a
primeira de exame psicotécnico, a segunda constituída e de provas
e títulos e terceira de curso de formação.
Errado. Comentário: Art. 3° O ingresso nos cargos da carreira de
que trata esta Lei dar-se-á mediante aprovação em concurso
público, constituído de duas fases, ambas eliminatórias e
classificatórias, sendo a primeira de exame psicotécnico e de
provas e títulos e a segunda constituída de curso de formação.
(QUESTÃO 423) É requisito suficiente, para o ingresso na carreira
de PRF, o diploma de curso superior completo, em nível de
graduação, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação.
Errado. Comentário: São requisitos para o ingresso na carreira o
diploma de curso superior completo, em nível de graduação,
devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação, e os demais
requisitos estabelecidos no edital do concurso.
(QUESTÃO 424) A investidura no cargo de Policial Rodoviário
Federal dar-se-á no padrão único da classe de Agente, onde o
titular permanecerá por pelo menos 3 (três) anos ou até obter o
direito à promoção à classe subsequente.
Certo. Comentário: Art. 3°, § 2o A investidura no cargo de Policial
Rodoviário Federal dar-se-á no padrão único da classe de Agente,
onde o titular permanecerá por pelo menos 3 (três) anos ou até
obter o direito à promoção à classe subsequente. (Redação dada
pela Lei nº 11.784, de 2008).
(QUESTÃO 425) O ocupante do cargo de Policial Rodoviário
Federal permanecerá preferencialmente no local de sua primeira
lotação por um período mínimo de 2 (dois) anos exercendo
atividades de natureza operacional voltadas ao patrulhamento
ostensivo e à fiscalização de trânsito, sendo sua remoção
condicionada a concurso de remoção, permuta ou ao interesse da
administração.
Errado. Comentário: um período mínimo de 3 (três) anos e não 2.
Art. 3°, § 4o O ocupante do cargo de Policial Rodoviário Federal
permanecerá preferencialmente no local de sua primeira lotação
por um período mínimo de 3 (três) anos exercendo atividades de
natureza operacional voltadas ao patrulhamento ostensivo e à
fiscalização de trânsito, sendo sua remoção condicionada a
concurso de remoção, permuta ou ao interesse da administração.
(Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010)
(QUESTÃO 426) Os cargos em comissão e as funções de confiança
do Departamento de Polícia Rodoviária Federal serão preenchidos,
preferencialmente, por servidores integrantes da carreira que
tenham comportamento exemplar e que estejam posicionados nas
classes finais, ressalvados os casos de interesse da administração,
conforme normas a serem estabelecidas pelo Ministro de Estado da
Justiça por meio de prova interna.
Errado. Comentário: Art. 8o Os cargos em comissão e as funções
de confiança do Departamento de Polícia Rodoviária Federal serão
preenchidos, preferencialmente, por servidores integrantes da
carreira que tenham comportamento exemplar e que estejam
posicionados nas classes finais, ressalvados os casos de interesse
da administração, conforme normas a serem estabelecidas pelo
Ministro de Estado da Justiça. (não existe prova interna para cargos
em comissão).
(QUESTÃO 427) É de quarenta e quatro horas semanais a jornada
de trabalho dos integrantes da carreira de que trata esta Lei.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
65
Errado. Comentário: Art. 9o É de quarenta horas semanais a
jornada de trabalho dos integrantes da carreira de que trata esta
Lei.
(QUESTÃO 428) Compete ao Ministério da Administração Federal
e Reforma do Estado, ouvido o Ministério da Justiça, a definição
de normas e procedimentos para promoção na carreira de que
trata esta Lei.
Certo. Comentário: Art. 10. Compete ao Ministério da
Administração Federal e Reforma do Estado, ouvido o Ministério da
Justiça, a definição de normas e procedimentos para promoção na
carreira de que trata esta Lei.
(QUESTÃO 429) O Policial Rodoviário Federal realiza atividades de
natureza policial envolvendo a fiscalização, patrulhamento,
perícia e policiamento ostensivo, atendimento e socorro às vítimas
de acidentes rodoviários e demais atribuições relacionadas com a
área operacional do Departamento de Polícia Rodoviária Federal.
Errado. Comentário: Essas são as atribuições dos policiais
rodoviários em terceira classe. O erro se encontra em perícia, pois
apesar do PRF realizar tal trabalho em alguns estados com
convênio, na lei não fala expressamente. Por isso a questão se
tornou errada. IV - Terceira Classe: atividades de natureza policial
envolvendo a fiscalização, patrulhamento e policiamento
ostensivo, atendimento e socorro às vítimas de acidentes
rodoviários e demais atribuições relacionadas com a área
operacional do Departamento de Polícia Rodoviária Federal.
(Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012)
(QUESTÃO 430) A partir de 2013, a Carreira composta do cargo de
Policial Rodoviário Federal, de nível superior, passou a ser
estruturada nas seguintes classes: Terceira, Segunda, Primeira e
Especial.
Certo. Comentário: Art. 2o - A. A partir de 1o de janeiro de 2013,
a Carreira de que trata esta Lei, composta do cargo de Policial
Rodoviário Federal, de nível superior, passa a ser estruturada nas
seguintes classes: Terceira, Segunda, Primeira e Especial, na forma
do Anexo I- A, observada a correlação disposta no Anexo II- A.
(Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012)
(QUESTÃO 431) Indivíduo não reincidente que semeie, para
consumo pessoal, plantas destinadas à preparação de pequena
quantidade de produto capaz de causar dependência psíquica se
sujeita à penalidade imediata de medida educativa de internação
em unidade de tratamento.
Errado. Comentário: Art 28§ 1o submete-se quem, para seu
consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à
preparação de pequena quantidade de substância ou produto
capaz de causar dependência física ou psíquica. Às mesmas
medidas de:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso
educativo.
(QUESTÃO 432) Considere a seguinte situação: Astolfo, cidadão
naturalizado brasileiro, foi preso por tráfico de entorpecentes.
Examine as assertivas abaixo, relativas à atitude a ser adotada face
a ilícitos dessa natureza, e indique a alternativa que está em
conformidade com os termos fixados pela CF1988.
a) Será julgado pelo Tribunal Penal Internacional.
b) Não poderá sofrer a pena de suspensão ou interdição de direitos.
c) Deverá sujeitar-se à pena de banimento por não ser cidadão
brasileiro nato.
d) Não poderá ser extraditado em decorrência deste crime.
e) Terá direito à identificação dos responsáveis por sua prisão.
Gabarito “E”: Comentário: LXIV - o preso tem direito à
identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu
interrogatório policial;
De acordo com a Lei 11.343/06, que Institui o Sistema Nacional de
Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad, RESPONDA:
(QUESTÃO 433) Para efeito da lavratura do auto de prisão em
flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é
suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da
droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa
idônea.
Certo. Comentário: Art.50, §1° - Para efeito da lavratura do auto
de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do
delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e
quantidade da droga, firmadopor perito oficial ou, na falta deste,
por pessoa idônea.
(QUESTÃO 434) O perito que subscrever o laudo de constatação
da natureza e quantidade da droga não ficará impedido de
participar da elaboração do laudo definitivo.
Certo. Comentário: Art.50, § 2° - O perito que subscrever o laudo
a que se refere o § 1° deste artigo não ficará impedido de
participar da elaboração do laudo definitivo.
(QUESTÃO 435) O local será vistoriado antes e depois de efetivada
a destruição das drogas apreendidas, sendo lavrado auto
circunstanciado pelo delegado de polícia, certificando-se neste a
destruição total delas.
Certo. Comentário: Art.50, § 5° - O local será vistoriado antes e
depois de efetivada a destruição das drogas referida no § 3°, sendo
lavrado auto circunstanciado pelo delegado de polícia,
certificando-se neste a destruição total delas.
(QUESTÃO 436) A destruição de drogas apreendidas na ocorrência
de prisão em flagrante será feita por incineração, no prazo máximo
de 30 (trinta) dias contado da data da apreensão, guardando-se
amostra necessária à realização do laudo definitivo.
Errado. Comentário: Destruição de Drogas:
a) Plantações Ilícitas: imediatamente destruídas pelo delegado –
Sem necessidade de autorização do órgão ambiental competente.
b) Com Prisão em Flagrante: em até 15 dias, pelo delegado de
polícia, por determinação judicial.
c) Sem prisão em Flagrante: até 30 dias por incineração.
________________________________________________________
Ricardo, pai de família e esposo dedicado, trabalhador empregado
como serventuário da justiça à época dos fatos, primário e de bons
antecedentes, não integrante de qualquer organização criminosa,
foi surpreendido portando cinquenta pinos de cocaína. Tendo
Ricardo sido denunciado pela prática de tráfico de drogas, a defesa
requereu que fosse aplicado o benefício da redução da pena
previsto na legislação especial, mas o juízo competente negou o
pedido sob o argumento de que o réu responde a outros inquéritos
policiais e ações penais, de forma que isso demonstraria que ele
se dedica a atividades criminosas. Durante o cumprimento da pena
por tráfico de drogas, Ricardo convenceu sua esposa, Adriana,
menor de idade, mãe dedicada, atendente de telemarketing,
primária e de bons antecedentes, não integrante de qualquer
organização criminosa, a receber, transportar e negociar trinta
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
66
quilos de maconha, a fim de saldar dívida do marido contraída na
prisão. Quando foi visitar o marido no presídio, Adriana levou,
ainda, alguns pinos de cocaína a um conhecido dele que mora bem
ao lado do estabelecimento prisional. Adriana foi flagrada. A
respeito dessa situação hipotética, responda às questões 437, 438,
439 e 440.
(QUESTÃO 437) Como Adriana é adolescente, Ricardo responderá
pelo crime de tráfico de drogas em concurso com a corrupção de
menores por tê-la utilizado na prática do crime.
Errado. Comentário: De acordo com o entendimento do STJ,
contido no REsp 1622781, não é cabível a condenação do réu por
tráfico com aumento de pena, em razão do envolvimento de
adolescente (art. 40, inciso VI, lei nº 11.343/2006), em concurso
com corrupção de menores, pois isso configuraria bis in idem. Caso
o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos não esteja
previsto nos arts. 33 a 37 da Lei de Drogas, o réu poderá ser
condenado pelo crime de corrupção de menores, porém, se a
conduta estiver tipificada em um desses artigos (33 a 37), pelo
princípio da especialidade, não será possível a condenação por
aquele delito, mas apenas a majoração da sua pena com base no
art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006. Conclui-se que, condenar
Ricardo por tráfico de drogas com causa de aumento de pena (por
envolvimento de adolescente) em concurso com o crime de
corrupção de menores, é reutilizar a participação de Adriana para
aumentar ainda mais a pena.
(QUESTÃO 438) Conforme situação anterior, agiu corretamente o
juízo ao negar o benefício de redução de pena previsto na
legislação especial, uma vez que é possível a utilização de
inquéritos policiais e ações penais em curso para a formação da
convicção do juiz, de modo a afastar o benefício legal.
Certo. Comentário: é possível a utilização de inquéritos policiais
e/ou ações penais em curso para formação da convicção de que o
Réu se dedica à atividades criminosas, de modo a afastar o
benefício legal previsto no artigo 33, §4º, da Lei 11.343/06. (STJ,
EREsp 1431091/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, TERCEIRA SEÇÃO,
julgado em 14/12/2016, DJe 01/02/2017)
(QUESTÃO 439) A atuação de Adriana, por si só, induz à conclusão
de que ela integra a mesma organização criminosa que seu marido,
sendo prescindível a prova de seu envolvimento, estável e
permanente, com o grupo criminoso, sendo suficiente para afastar
a aplicação da minorante prevista na legislação especial.
Errado. Comentário: É possível aplicar o § 4º do art. 33 da Lei de
Drogas às “mulas”. O fato de o agente transportar droga, por si só,
não é suficiente para afirmar que ele integre a organização
criminosa. A simples condição de “mula” não induz
automaticamente à conclusão de que o agente integre organização
criminosa, sendo imprescindível, para tanto, prova inequívoca do
seu envolvimento estável e permanente com o grupo criminoso.
Portanto, a exclusão da causa de diminuição de pena prevista no §
4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 somente se justifica quando
indicados expressamente os fatos concretos que comprovem que a
“mula” integra a organização criminosa.
(QUESTÃO 440) A aplicação da causa de diminuição de pena
prevista na legislação especial não é capaz de afastar a hediondez
do crime de tráfico de drogas praticado por Ricardo.
Errado. Comentário: O tráfico “privilegiado” não é crime
equiparado a hediondo. STF. Plenário. HC 118533, Rel. Min.
Cármen Lúcia, julgado em 23/06/2016.
Houve um overruling, ou seja, a superação de um entendimento
jurisprudencial anterior da Corte. Antes deste julgamento, o STF
decidia que o § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 era também
equiparado a hediondo. O argumento do STF era o de que a causa
de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º não constituía tipo
penal distinto do caput do mesmo artigo, sendo o mesmo crime,
no entanto, com uma causa de diminuição. Em outras palavras, o
§4º não era um delito diferente do caput. Logo, também deveria
ser equiparado a hediondo. Nesse sentido: STF. 1ª Turma. RHC
114842, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 18/02/2014.
________________________________________________________
(QUESTÃO 441) Durante fiscalização em sociedade de economia
mista, policiais federais que acompanhavam a operação
perceberam que um dos empregados daquela sociedade portava
ilegalmente arma de fogo de uso permitido. Na delegacia de
polícia, embora tenha verificado que se tratava de hipótese de
arbitramento de fiança e que o flagrado se dispunha a recolhê-la,
a autoridade policial preferiu não arbitrar a fiança, e remeteu o
auto de prisão em flagrante delito para o juiz de direito
competente. Nessa situação, a autoridade policial cometeu abuso
de autoridade.
Certo. Comentário: Art. 4º Constitui também abuso de autoridade:
deixa de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão
ou detenção de qualquer pessoa.
levar à prisão e nela deter quem quer que se proponha a prestar
fiança, permitida em lei.
(QUESTÃO 442) No que diz respeito à legislação penal
extravagante, segundo entendimento do STJ e do STF, julgue o
item.
Em se tratando de crimes de abuso de autoridade, se o órgão do
Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o
arquivamento da representação, o juiz, se considerar
improcedentes as razões invocadas, fará remessa da representação
ao procurador-geral. Este oferecerá a denúncia, designará outro
órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no
arquivamento, ao qual, só então, deverá o juizatender.
Certo. Comentário: LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965.
Art. 15. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a
denúncia requerer o arquivamento da representação, o Juiz, no
caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará
remessa da representação ao Procurador-Geral e este oferecerá a
denúncia, ou designará outro órgão do Ministério Público para
oferecê-la ou insistirá no arquivamento, ao qual só então deverá o
Juiz atender.
(QUESTÃO 443) Considere que um PRF aborde o condutor de um
veículo por este trafegar acima da velocidade permitida em
rodovia federal. Nessa situação, se demorar em autuar o condutor,
o policial poderá responder por abuso de autoridade, ainda que
culposamente.
Errado. Comentário: Abuso de autoridade somente na forma
dolosa.
Ainda, supondo que o PRF tenha feito dolosamente, retardar ato
de oficio se encaixaria em Prevaricação art. 319 CP
(QUESTÃO 444) Pratica o crime de abuso de autoridade o agente
que, mesmo não tendo a intenção ou o ânimo específico de
exorbitar do poder que lhe for conferido legalmente, excede-se
nas medidas para cumpri-lo, com o objetivo de proteger o
interesse público.
Errado. Comentário: 1° - o abuso de autoridade exige o dolo
específico e consciente do agente;
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
67
2° - o agente deverá ser apenado pela ilegalidade oriunda do
excesso culposo, porém não restará configurada qualquer sanção
da lei 4898/95.
(QUESTÃO 445) Considere que um agente policial, acompanhado
de um amigo estranho aos quadros da administração pública, mas
com pleno conhecimento da condição funcional do primeiro,
efetuem a prisão ilegal de um cidadão. Nesse caso, ambos
responderão pelo crime de abuso de autoridade,
independentemente da condição de particular do coautor.
Certo. Comentário: A elementar se comunica para o terceiro,
visto que tem a ciência da qualidade de policial de seu comparsa.
Ele responde deste modo, em homenagem à teoria monista, ao
crime de abuso de autoridade, mesmo não sendo pertencente aos
quadros da polícia.
(QUESTÃO 446) O processo administrativo para apurar a prática
de ato de abuso de autoridade deverá ser sobrestado para o fim de
aguardar a decisão da ação penal ou civil, interposta
concomitantemente àquele, a fim de evitar decisões
contraditórias.
Errado. Comentário: Lei 4.898, Art. 7º § 3º O processo
administrativo não poderá ser sobrestado para o fim de aguardar a
decisão da ação penal ou civil.
QUESTÃO 447) O ato de montar ou desmontar uma arma de fogo,
munição ou um acessório de uso restrito, sem autorização, no
exercício de atividade comercial não constitui crime de comércio
ilegal de arma de fogo, com a pena aumentada pela metade.
Errado. Comentário: Comércio ilegal de arma de fogo
Art. 17. Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar,
ter em depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender,
expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio
ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma
de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo
com determinação legal ou regulamentar:
Art. 19. Nos crimes previstos nos arts. 17 e 18, a pena é aumentada
da metade se a arma de fogo, acessório ou munição forem de uso
proibido ou restrito.
(QUESTÃO 448) Submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a
vexame ou a constrangimento não autorizado em lei não constitui
abuso de autoridade, mas sujeita o infrator ao pagamento de
indenização civil por danos à moral da vítima.
Errado. Comentário: Art. 4º, “b” da Lei de Abuso de Autoridade
(Lei 4898 de 65)
Art. 4º Constitui também abuso de autoridade:
b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a
constrangimento não autorizado em lei.
(QUESTÃO 449) Quando o abuso for cometido por agente de
autoridade policial civil, poderá ser cominada a pena autônoma ou
acessória de não poder o acusado exercer funções de natureza
policial no município da culpa, por prazo de um a cinco anos.
Certo. Comentário: § 5º Quando o abuso for cometido por agente
de autoridade policial, civil ou militar, de qualquer categoria,
poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória, de não poder
o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no
município da culpa, por prazo de um a cinco anos.
(QUESTÃO 450) Hélio, maior e capaz, solicitou a seu amigo
Fernando, policial militar, que abordasse seus dois desafetos, Beto
e Flávio, para constrangê-los. O referido policial encontrou os
desafetos de Hélio na praça principal da pequena cidade em que
moravam e, identificando-se como policial militar, embora não
vestisse, na ocasião, farda da corporação, abordou-os,
determinando que se encostassem na parede com as mãos para o
alto e, com o auxílio de Hélio, algemou-os enquanto procedia à
busca pessoal. Nada tendo sido encontrado em poder de Beto e
Flávio, ambos foram liberados. Nessa situação, Hélio praticou, em
concurso de agente, com o policial militar Fernando, crime de
abuso de autoridade, caracterizado por execução de medida
privativa de liberdade individual.
Certo. Comentário: a conduta narrada no enunciado da questão é
prevista como uma das modalidades de crime de abuso de
autoridade prevista na alínea “a” do art. 3º, da Lei 4.898/65. Com
efeito, Hélio e seu amigo policial militar Fernando, restringiram,
sem fundamentos de fato e de direito que os permitissem, a
liberdade de locomoção de Beto e Flávio. Atuaram, portanto, com
desvio de finalidade caracterizando, destarte, abuso de poder.
Muito embora HÉLIO não seja policial, considerando-se que as
circunstâncias e condições de caráter pessoal consubstanciam
elementar do tipo em tela (ser autoridade, nos termos do art. 5°
da Lei 4898/65), aplica-se a regra do art. 30 do CP que impõe a
comunicação desse elemento (o fato de ser autoridade) a HÉLIO,
que será co-autor do crime em questão.
(QUESTÃO 451) Se, com o objetivo de obter confissão,
determinado agente de polícia, por meio de grave ameaça,
constranger pessoa presa, causando-lhe sofrimento psicológico, e
a vítima for adolescente, o crime será qualificado.
Errado. Comentário: Ocorrerá aumento de pena.
§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de
deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos;
(QUESTÃO 452) O indivíduo que se omite ante a prática de tortura
quando deveria evitá-la responde igualmente pela conduta
realizada.
Errado. Comentário: NÃO responde igualmente, visto que a
tortura por omissão (tortura imprópria) é apenada pela metade
com relação a pratica do crime de tortura própria
Tortura Própria - Pena: RECLUSÃO 2 a 8 anos - É crime equiparado
a Hediondo!!!
Tortura por Omissão - Pena: DETENÇÃO 1 a 4 anos - Não é crime
equiparado a Hediondo!
(QUESTÃO 453) A legislação especial brasileira concernente à
tortura aplica-se somente aos crimes ocorridos em território
nacional.
Errado. Comentário: Lei de Tortura - Art. 2º O disposto nesta Lei
aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em
território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o
agente em local sob jurisdição brasileira.
(QUESTÃO 454) No crime de tortura, a prática contra adolescente
é causa de aumento de pena de um sexto até um terço.
Certo. Comentário: LEI Nº 9.455, DE 7 DE ABRIL DE 1997.
Art. 1°. § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de
deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos;
(QUESTÃO 455) A condenação de funcionário público por esse
crime gera a perda do cargo, desde que a sentença assim
determine e que a pena aplicada seja superior a quatro anos.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
68
Errado. Comentário: Tortura > gera a perda automática do cargo,
prescindindo/dispensando o juiz de motivar na sentença
condenatória.- Observação - Crime de Tortura e Organização Criminosa -> São os
únicos com efeito automático da perda do cargo, emprego ou
função pública que dispensam motivação.
(QUESTÃO 456) A submissão de pessoa presa a sofrimento físico
ou mental por funcionário público que pratique atos não previstos
em lei exige o dolo específico.
Errado. Comentário: Não se exige o dolo específico para essa
pratica criminosa.
(QUESTÃO 457) O funcionário público que constrange fisicamente
o estagiário a praticar contravenção penal poderá ser
responsabilizado pelo crime de tortura do artigo 1° da Lei n°
9.455/1997.
Errado. Comentário: Se o constrangimento é para a prática de
contravenção penal, então CONSTRANGIMENTO ILEGAL. Para
caracterizar tortura o constrangimento tem que ser para a prática
de CRIME.
(QUESTÃO 458) Aquele que submeter pessoa presa ou sujeita a
medida de segurança, a sofrimento físico ou mental, por
intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante
de medida legal, incorre em pena diversa àquela prevista para o
crime de tortura
Errado. Comentário: § 1º Na mesma pena incorre quem submete
pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico
ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou
não resultante de medida legal.
(QUESTÃO 459) A condenação pela prática do crime de tortura
acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a
interdição para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada.
Errado. Comentário: A condenação pela prática do crime de
tortura acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e
a interdição para seu exercício pelo DOBRO do prazo da pena
aplicada.
(QUESTÃO 460) O fato de o agente constranger um indivíduo
mediante violência ou grave ameaça, em razão da orientação
sexual desse indivíduo, causando-lhe sofrimento físico ou mental,
caracteriza o crime de tortura na modalidade discriminação.
Errado. Comentário: Orientação sexual não caracteriza o crime de
tortura na modalidade discriminação.
Art. 1º Constitui crime de tortura:
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça,
causando-lhe sofrimento físico ou mental:
c) em razão de discriminação racial ou religiosa;
(QUESTÃO 461) O ECA dispõe sobre a proteção social à criança e
ao adolescente e, em casos específicos previstos em lei, a proteção
integral.
Errado. Comentário: Tanto o ECA quanto a Constituição Federal
(art. 227) afirmam que a criança e o adolescente têm proteção
integral, absoluta. Isso é considerado o supra princípio do ECA. A
questão inverteu os conceitos.
(QUESTÃO 462) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
adota a doutrina da situação irregular, cujos fundamentos são a
situação de abandono e o desvio de conduta da criança ou do
adolescente.
Errado. Comentário: O revogado Código de Menores dispunha
sobre a proteção da criança em situação irregular, ao passo que o
ECA dispõe sobre a proteção integral da criança e do adolescente,
em qualquer situação.
(QUESTÃO 463) A garantia de prioridade no atendimento das
crianças e dos adolescentes é da competência exclusiva do Estado.
Errado. Comentário: Art. 4º É dever da família, da comunidade,
da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta
prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade
e à convivência familiar e comunitária.
Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende:
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer
circunstâncias;
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de
relevância pública;
c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais
públicas;
d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas
relacionadas com a proteção à infância e à juventude.
(QUESTÃO 464) É proibido o trabalho noturno, perigoso ou
insalubre a menores de dezoito anos de idade e de qualquer
trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de
aprendiz, a partir dos doze anos, no caso de cumprimento de
medida socioeducativa de internação.
Errado. Comentário: Art. 60. É proibido qualquer trabalho aos
menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.
A EC 20/1998 elevou de 14 para 16 anos, excepcionando a condição
de aprendiz A PARTIR dos 14. Grande avanço contra a exploração
do trabalho infanto-juvenil. Dessa forma, tal artigo é considerado
revogado em face das novas disposições do texto constitucional.
Ainda, em face da Constituição, há proibição de trabalho noturno,
perigoso e insalubre a menores de 18 anos, e de qualquer trabalho
a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos
14 anos de idade. (Art. 7º, inciso XXXIII, CF). Existe uma falsa ideia
de que o trabalho é a resposta para o jovem ocioso, infrator,
marginal, contribuindo para elevar os índices de exploração. Soma-
se o baixo poder aquisitivo de muitas famílias brasileiras e a
necessidade do complemento da renda familiar. O acesso precoce
ao mercado de trabalho interrompe a vida escolar, impede o
desenvolvimento adequado e, por fim, empurra os jovens para a
exclusão e marginalização.
(QUESTÃO 465) João, aos 17 anos de idade, por ter praticado
latrocínio, foi submetido, após o devido processo legal, à medida
socioeducativa de internação. No curso do cumprimento da
medida, João completou 18 anos, ocasião em que entrou em vigoro
novo Código Civil, que reduziu a maioridade civil de 21 anos de
idade para 18 anos de idade. O advogado de João, então, pleiteou
a sua liberação do cumprimento da medida socioeducativa,
entendendo ser aplicável o novo Código Civil à situação de seu
cliente.
Considerando a situação hipotética descrita acima, julgue o item
que se segue.
A aplicação do ECA a João rege-se pela idade de João à época dos
fatos.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
69
Certo. Comentário: Art. 104. São penalmente inimputáveis os
menores de dezoito anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei.
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a
idade do adolescente à data do fato.
(QUESTÃO 466) Quando for verificada alguma hipótese de
violência ou ameaça aos direitos da criança e do adolescente
reconhecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei
8.069/90), a autoridade competente poderá determinar algumas
medidas expressamente descritas na legislação. NÃO PODERÁ ser
adotada pela autoridade competente colocação em família
substituta.
Errado. Comentário: Art. 101. Verificada qualquer das hipóteses
previstas no art. 98, a autoridade competente poderá determinar,
dentre outras, as seguintes medidas:
I - encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de
responsabilidade;
II - orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III - matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial
de ensino fundamental;
IV - inclusão em serviços e programas oficiais ou comunitários de
proteção, apoio e promoção da família, da criança e do
adolescente;
V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico,
em regime hospitalar ou ambulatorial;
VI - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio,
orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;
VII - acolhimento institucional;
VIII - inclusão em programa de acolhimento familiar;
IX - colocação em família substituta.
(QUESTÃO 467) As entidades de atendimento a crianças e
adolescentes são responsáveis pelo planejamento e execução de
programas de proteção e socioeducativos, tais como orientação e
apoio sócio-familiar, acolhimento institucional, liberdade
assistida, prestação de serviços à comunidade, semiliberdade,
abrigo e internação.
Errado. Comentário: Art. 90. As entidades de atendimento são
responsáveis pela manutenção das próprias unidades, assim como
pelo planejamento e execução de programas de proteçãoe sócio-
educativos destinados a crianças e adolescentes, em regime de:
I - orientação e apoio sócio-familiar;
II - apoio sócio-educativo em meio aberto;
III - colocação familiar;
IV - acolhimento institucional;
V - liberdade assistida;
V - prestação de serviços à comunidade; VI - liberdade assistida;
VII - semiliberdade; e VIII - internação.
(QUESTÃO 468) De acordo com as disposições do ECA, assinale a
opção correta a respeito da responsabilização das crianças e dos
adolescentes em razão do cometimento de atos infracionais.
As crianças com deficiência não podem ser responsabilizadas pelo
cometimento de atos infracionais, sendo possível aplicar-lhes
medidas de proteção em substituição a medidas socioeducativas.
Errado. Comentário: Dependendo do grau da deficiência podem
ser responsabilizadas.
(QUESTÃO 469) Com base na Lei n.º 8.069/1990, internação em
estabelecimento educacional representa medida passível de
aplicação por autoridade competente tanto a criança quanto a
adolescente que cometa ato infracional.
Errado. Comentário: Art 105. Ao ato infracional praticado por
criança corresponderão as medidas previstas no art. 101
I. encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de
responsabilidade;
II. orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III. matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial
de auxílio à família, à criança e ao adolescente;
IV. inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à
família, à criança e ao adolescente;
V. requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico,
em regime hospitalar ou ambulatorial;
VI. inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio,
orientação e tratamento de alcoólatras e toxicômanos;
Medidas protetivas ----> Criança (NÃO se aplicam medidas
socioeducativas)
Medidas socioeducativas ----> adolescentes (medidas protetivas
PODEM ser aplicadas)
(QUESTÃO 470) Gabriel, como dirigente de estabelecimento de
atenção à saúde de gestantes, deixou de fornecer a uma
parturiente, na ocasião da alta médica desta, declaração de
nascimento em que constassem as intercorrências do parto e do
desenvolvimento do neonato.
• Júlia, professora de ensino fundamental, teve conhecimento de
caso que envolvia suspeita de maus-tratos contra uma aluna de dez
anos de idade e deixou de comunicar o fato à autoridade
competente.
• Alexandre hospedou, no hotel do qual é responsável, um
adolescente que estava desacompanhado de seus pais ou de um
responsável e sem autorização escrita deles ou de autoridade
judiciária.
Nessas situações hipotéticas, de acordo com o que prevê o ECA,
somente Júlia e Alexandre responderão por infração
administrativa.
Certo. Comentário: Alexandre cometeu infração administrativa.
Art. 250. Hospedar criança ou adolescente desacompanhado dos
pais ou responsável, ou sem autorização escrita desses ou da
autoridade judiciária, em hotel, pensão, motel ou congênere: Pena
– multa.
(QUESTÃO 471) Considerando o que dispõe a Lei n.º 10.826/2003
— Estatuto do Desarmamento — sobre a posse e o porte de armas
de fogo e de munição para determinados servidores dos quadros de
pessoas do Poder Judiciário, julgue o item a seguir.
Os servidores que efetivamente exerçam função de segurança de
tribunal terão direito de portar arma de fogo fornecida pela
respectiva instituição mesmo que não estejam em horário de
serviço.
Errado. Comentário: Art. 6o.
§ 1o As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI do caput deste
artigo terão direito de portar arma de fogo de propriedade
particular ou fornecida pela respectiva corporação ou instituição,
mesmo fora de serviço, nos termos do regulamento desta Lei, com
validade em âmbito nacional para aquelas constantes dos incisos I,
II, V e VI. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008).
I – os integrantes das Forças Armadas;
II - os integrantes de órgãos referidos nos incisos I, II, III, IV e V do
caput do art. 144 da Constituição Federal e os da Força Nacional
de Segurança Pública (FNSP); (Redação dada pela Lei nº 13.500, de
2017)
III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados
e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes,
nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei;
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
70
V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e
os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de
Segurança Institucional da Presidência da República;
VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51, IV, e
no art. 52, XIII, da Constituição Federal;
(QUESTÃO 472) O tipo penal do art. 15 da Lei n. 10.826/03
(Estatuto do Desarmamento) prevê pena de detenção e multa para
a conduta de disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar
habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a
ela, apresentando, contudo, uma ressalva que caracteriza ser o
crime referido de natureza subsidiária, qual seja, desde que as
condutas acima referidas não tenham como finalidade a prática de
outro crime.
Errado. Comentário: o erro está em detenção, pois o crime
mencionado é de reclusão.
(QUESTÃO 473) Conforme jurisprudência pacificada no STJ, o
crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido é de perigo
concreto.
Errado. Comentário: De acordo com entendimento do STJ, é
irrelevante a arma estar desmuniciada ou aferir sua eficácia para
configuração do tipo penal porte de arma de fogo por se tratar de
delito de mera conduta e de perigo abstrato.
(QUESTÃO 474) A conduta de importar uma mira telescópica de
uso restrito, desacompanhada do armamento, é atípica, pois a
simples importação do acessório para arma de fogo não configura
a prática de delito previsto no Estatuto do Desarmamento.
Errado. Comentário: Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso
restrito
Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em
depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar,
remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de
fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem
autorização e em desacordo com determinação legal ou
regulamentar.
(QUESTÃO 475) As armas das polícias militares deverão ser
registradas no Sistema Nacional de Armas.
Errado. Comentário: DO REGISTRO
Art. 3o É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão
competente.
Parágrafo único. As armas de fogo de uso restrito serão registradas
no Comando do Exército, na forma do regulamento desta Lei.
(QUESTÃO 476) Apesar de os crimes praticados contra a
propriedade industrial serem processados mediante queixa, a
imitação perfeita da marca de uma arma de fogo, sem autorização,
é processada por meio de ação penal pública.
Certo. Comentário:
Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito
Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em
depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar,
remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de
fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem
autorização e em desacordo com determinação legal ou
regulamentar:
Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem:
I – suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer sinal de
identificação de arma de fogo ou artefato;
(QUESTÃO 477) Para obter porte de arma de fogo de uso
permitido, agente da Polícia Federal deve apresentar, entre outros
documentos, comprovação de capacidade técnica e de aptidão
psicológica para o manuseio de arma de fogo.
Errado. Comentário: Lei n.º 10.826/2003: Art. 6º., § 4.º Os
integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais
e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do
Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4o, ficam
DISPENSADOS do cumprimento do disposto nos incisos I
(comprovação de inidoneidade), II (comprovação de ocupação
lícita e residênciacerta) e III (comprovação de capacidade técnica
e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo) do
mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei.
(QUESTÃO 478) Considere que Armando, dentista, tenha
comprado um revólver calibre .38 e que, semanas depois, sua
amiga Júlia, empresária do ramo têxtil, tenha-lhe revelado
interesse em adquirir a arma. Nessa situação, o revólver só poderá
ser vendido mediante autorização do Sistema Nacional de Armas.
Certo. Comentário: Venda de arma: - ENTRE PESSOAS FÍSICAS
Somente será efetivada mediante autorização do SINARM
- POR PESSOA JURÍDICA (empresa)
Será obrigada a:
1 - Comunicar a venda a autoridade competente
2 - Manter banco de dados, com todas as características da arma e
cópia dos documentos
3 - Ter a posse provisória enquanto não forem vendidas
(QUESTÃO 479) O certificado de registro de arma de fogo é o
documento que autoriza o proprietário a portar arma de fogo
dentro do território nacional.
Errado. Comentário: O certificado que é expedido pela PF
mediante autorização do SINARM, é somente para posse de arma
de fogo.
(QUESTÃO 480) A autorização de porte de arma para os
responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ao
Brasil ou aqui sediados é de responsabilidade do Ministério da
Justiça.
Certo. Comentário: Art. 9o Compete ao Ministério da Justiça a
autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança
de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e, ao
Comando do Exército, nos termos do regulamento desta Lei, o
registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para
colecionadores, atiradores e caçadores e de representantes
estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada
no território nacional. (Lei nº 10.826/2003).
(QUESTÃO 481) Acerca do direito penal e do direito processual
penal, itens de 73 a 80. A diferença entre crime e contravenção
penal consiste na aplicação de pena de reclusão ao primeiro e,
ao segundo, pena de detenção ou multa, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Os crimes e as contravenções penais se
diferem em sua essencial pela gravidade das condutas descritas na
lei. Os crimes (delitos) são mais graves devido suas penas, ou seja,
as penas aqui determinadas são de reclusão e detenção e nas
contravenções penais as penas são de prisão simples e multa.
Resumo: Crime -> reclusão, detenção ou multa; Contravenção ->
prisão simples ou multa
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
71
(QUESTÃO 482) Em cada um dos itens de 40 a 45, é apresentada
uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada,
relativa a contravenções penais, crimes contra o patrimônio, fé
pública, administração pública e tortura. Álvaro foi parado em
uma blitz promovida pela Polícia Rodoviária Federal, tendo
sido apurado que vestia uniforme militar, contendo as insígnias
de tenente. Ao lhe ser solicitada a apresentação de
documento, apresentou documento de identidade militar. Os
policiais rodoviários entraram em contato com a Polícia Militar
e apuraram que Álvaro não pertencia à corporação. Foi, então,
realizado o levantamento dos antecedentes criminais de
Álvaro, constatando-se a existência de diversos inquéritos
policiais em andamento pela prática do crime de estelionato.
Nessa situação, Álvaro praticou contravenção penal de uso
indevido de uniforme ou distintivo, em concurso material com
o crime de uso de documento falso, sendo este último de
competência da justiça militar, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A qualificação do órgão expedidor do
documento público é irrelevante para determinar a competência
do juízo no crime de uso de documento falso, pois o critério a ser
utilizado para tanto define-se em razão da entidade ou do órgão
ao qual foi apresentada, porquanto são estes quem efetivamente
sofrem o prejuízo em seus bens ou serviços. STJ, CC 99105/ RS, 3ª
seção, 27/02/2009.
(QUESTÃO 483) Admitido para o serviço de motorista de ônibus de
uma empresa de transporte coletivo, Severino entregou a carteira
profissional no serviço de pessoal da empresa, junto com
fotocópias autenticadas do certificado de reservista, do título de
eleitor, das certidões de registro de nascimento de dois filhos e de
sua certidão de casamento. Passaram-se mais de quinze dias e os
citados documentos não lhe foram devolvidos. Acerca dessa
situação hipotética. O fato configura contravenção penal e a
competência para o seu julgamento é do JEC, mas a persecução
penal só terá início com a representação de Severino, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Lei 5553 -> Dispõe sobre a apresentação e uso
de documentos de identificação pessoal. Art. 3º Constitui
contravenção penal, punível com pena de prisão simples de 1 (um)
a 3 (três) meses ou multa de NC R$ 0,50 (cinquenta centavos) a
NCR$ 3,00 (três cruzeiros novos), a retenção de qualquer
documento a que se refere esta Lei.
(QUESTÃO 484) Com base na interpretação doutrinária majoritária
e no entendimento dos tribunais superiores. Apesar de, no campo
fático, ser possível ocorrer a tentativa de contravenção penal,
esta, quando se desenvolve na forma tentada, não é
penalmente alcançável, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: xxx.
Justificativa: A tentativa de contravenção não é penalmente
alcançável por expressa previsão na Lei de Contravenções Penais,
no seu artigo 4º: Não é punível a tentativa de contravenção. A lei
previu expressamente, mas não quer dizer que, conforme a
questão apontou, não seja possível acontecer no campo fático. Por
exemplo, o artigo 21 da LCP, Art. 21. Praticar vias de fato contra
alguém: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou
multa, se o fato não constitui crime. O bem jurídico protegido é a
incolumidade do ser humano. Constitui vias de fato toda agressão
física contra a pessoa, desde que não constitua lesão corporal.
Trata-se de uma infração comum, material, comissiva e dolosa.
Existem vários meios de execução para se praticar vias de fato (um
tapa na cara, "tacar pedra"...) Se, por exemplo, A discute com B,
os ânimos se exaltam e A, com o intuito de acertar B, arremessa
uma pequena pedra em direção a este, mas acaba por errar a
pontaria. Poderia ser, em tese, tentativa de vias de fato. Então,
no campo fático é possível sim a tentativa de contravenção penal.
Mas a própria lei só admite a punição de contravenção se esta for
consumada.
(QUESTÃO 485) No que se refere às contravenções penais, aos
crimes em espécie e às leis penais extravagantes, julgue o item a
seguir com base na jurisprudência dos tribunais superiores. A
tentativa de contravenção, mesmo que factível, não é punida,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Conforme artigo 4º do Decreto-Lei 3.688/41
(Lei de Contravenções Penais) Art. 4º Não é punível a tentativa de
contravenção.
(QUESTÃO 486) A respeito das contravenções penais e da lei que
institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas.
Considere que determinado cidadão esteja usando
publicamente uniforme de PRF, função pública que ele não
exerce. Nessa situação, para que esse cidadão responda por
contravenção penal, é necessário que sua conduta cause
efetivo prejuízo para o Estado ou para outra pessoa, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O agente praticou a contravenção de uso de
uniforme, prevista no art. 46 da Lei das Contravenções Penais
(Decreto-Lei nº 3.688 de1941), cujo resultado independe da
causação de prejuízo, por ser de natureza formal. Com efeito,
basta o uso do uniforme para que a conduta delitiva se enquadre
no tipo penal incriminador. A ocorrência de dano posterior será
punida se configurar crime mais grave.
(QUESTÃO 487) Acerca das contravenções penais (Decreto-lei n. o
3.688/1941) e do Estatuto do Desarmamento (Lei n. o
10.826/2003). Para que uma pessoa responda pela contravenção
penal de importunação ofensivaao pudor, não é necessário que o
ato seja praticado em lugar público, mas, tão somente, que seja
acessível ao público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A contravenção penal de importunação
ofensiva ao pudor está prevista no artigo 61 do Decreto-Lei
3.688/41: Art. 61. Importunar alguém, em lugar público ou
acessível ao público, de modo ofensivo ao Pena – multa. Conforme
leciona Damásio de Jesus, a conduta típica consiste em importunar
alguém, em local público ou de acesso ao público, de modo
ofensivo ao pudor. "Importunar" quer dizer perturbar, incomodar.
Exemplos: beijo na boca sem o consenso da vítima (há discussão a
respeito da exata tipicidade do fato), perseguição automobilística
(conforme a conduta) etc. Fonte: JESUS, Damásio. Lei das
Contravenções Penais Anotada, São Paulo: Saraiva, 12ª edição,
2010.
(QUESTÃO 488) Quanto às penas, à tipicidade, à ilicitude e aos
elementos e espécies da infração penal. De acordo com a Lei de
Contravenções Penais (Decreto-lei n. o 3.688/1941), as penas
principais aplicáveis às contravenções penais são as de multa e
prisão simples, devendo esta última ser cumprida sem rigor
penitenciário, em estabelecimento especial ou seção especial
de prisão comum, exclusivamente em regime aberto, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A contravenção penal (Lei das
Contravenções Penais - Decreto Lei nº3.688/1941) é infração penal
de menor lesividade, por seu turno, tendo aplicação de pena de
prisão simples ou multa. Vejamos: DECRETO-LEI Nº 3.688, DE 3 DE
OUTUBRO DE 1941 - Lei das Contravenções Penais. "Art. 5º As penas
principais são: I – prisão simples. II – multa." (1ª parte da questão
está correta) Art. 6º - A pena de prisão simples deve ser cumprida,
sem rigor penitenciário, em estabelecimento especial ou seção
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
72
especial de prisão comum, em regime semi-aberto ou aberto". (2ª
parte da questão está errada)". Obs.: É vedado o emprego do
regime fechado para o cumprimento de pena por contravenção
penal, mesmo em caso de regressão.
(QUESTÃO 489) Nos termos do Decreto-Lei n. 3.688/1941,
configura contravenção penal a conduta tipificada como.
Aponte a alternativa correta:
Escrito ou objeto obsceno
Rufianismo
Corrupção de menores
Assédio sexual
Importunação ofensiva ao pudor
Gabarito E. Comentário: Decreto-lei nº 3.688, de 3 de outubro
de 1941. Lei das Contravenções Penais. Art. 61. Importunar
alguém, em lugar público ou acessível ao público, de modo
ofensivo ao pudor.
(QUESTÃO 490) Constituem contravenções penais previstas no
Decreto-Lei n° 3.688/1941. Aponte a alternativa correta:
I. Mendigar, por ociosidade ou cupidez.
II. Praticar vias de fato contra alguém.
III. Servir bebidas alcoólicas a criança ou adolescente.
IV. Fingir-se funcionário público.
Está correto o que se afirma em:
I, II, III e IV.
I e III, apenas.
I e IV, apenas.
II e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
Gabarito D. Comentário: I. Art. 60. Mendigar, por ociosidade ou
cupidez. (Revogado pela Lei nº 11.983, de 2009). II. Art. 21.
Praticar vias de fato contra alguém. III. Art. 63. Servir bebidas
alcoólicas: I – a menor de dezoito anos; (Revogado pela Lei nº
13.106, de 2015). IV. Art. 45. Fingir-se funcionário público.
(QUESTÃO 491) Com base nos dispositivos da Lei n.º 10.357/2001,
que estabelece normas de controle e fiscalização sobre produtos
químicos, responda:
O gerente de uma empresa de reciclagem de produtos químicos
controlados tomou conhecimento de que um dos empregados da
empresa desviava parte desses produtos, a fim de produzir,
ilicitamente, entorpecentes. Nessa situação, caso não informe
esse fato às autoridades competentes, o gerente incorrerá em
infração administrativa e penal.
Errado. Comentário: De acordo com a Lei nº 10.357/2001,
constitui infração administrativa não informar qualquer suspeita
de desvio de produto químico controlado, para fins ilícitos. No
entanto, o caput do artigo 14 desta lei estabelece que o
descumprimento das normas estabelecidas na referida lei sujeita
os infratores a determinadas medidas administrativas,
independentemente da responsabilidade penal. Dessa forma, a
conduta descrita no item configura infração administrativa, mas
não necessariamente configura ilícito penal, pois dependerá da
tipificação da referida conduta, ou seja, ele poderá responder
penalmente pelo ocorrido.
(QUESTÃO 492) Uma empresa comercializa determinado produto
químico que pode ser utilizado como insumo na elaboração de
substância que causa dependência química. Nessa situação, as
atividades dessa empresa devem ser fiscalizadas pelo DPF,
juntamente com o Exército Brasileiro.
Errado. Comentário: O erro está na parte “[...] juntamente com
o Exército Brasileiro”.
Conforme o artigo 3 da referida lei, tal competência é apenas do
Departamento de Polícia Federal: Art. 3o Compete ao
Departamento de Polícia Federal o controle e a fiscalização dos
produtos químicos a que se refere o art. 1o desta Lei e a aplicação
das sanções administrativas decorrentes.
(QUESTÃO 493) Para efeito de aplicação das medidas de controle
e fiscalização previstas nesta Lei, considera-se produto químico as
substâncias químicas e as formulações que as contenham, nas
concentrações estabelecidas em portaria, em qualquer estado
físico independentemente do nome fantasia dado ao produto e do
uso lícito a que se destina.
Certo. Comentário: letra de lei -> § 2º Para efeito de aplicação
das medidas de controle e fiscalização previstas nesta Lei,
considera-se produto químico as substâncias químicas e as
formulações que as contenham, nas concentrações estabelecidas
em portaria, em qualquer estado físico, independentemente do
nome fantasia dado ao produto e do uso lícito a que se destina.
(QUESTÃO 494) O Ministro de Estado da Justiça, somente em
proposta do Departamento de Polícia Federal, da Secretaria
Nacional Antidrogas ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária,
definirá, em portaria, os produtos químicos a serem controlados e,
quando necessário, promoverá sua atualização, excluindo ou
incluindo produtos, bem como estabelecerá os critérios e as formas
de controle.
Errado. Comentário: E erro está na palavra “somente”, o Ministro
da Justiça poderá definir os produtos químicos também de Ofício.
(QUESTÃO 495) Compete ao Departamento de Polícia Federal o
controle e a fiscalização dos produtos químicos a que se refere o
art. 1º desta Lei e a aplicação das sanções administrativas e penais
decorrentes.
Errado. Comentário: Compete ao Departamento de Polícia
Federal a aplicação das sanções administrativas decorrentes, a lei
não cita as sanções penais.
(QUESTÃO 496) Para exercer qualquer uma das atividades sujeitas
a controle e fiscalização relacionadas no art. 1º, a pessoa física ou
jurídica deverá se cadastrar e requerer licença de funcionamento
ao Departamento de Polícia Federal, de acordo com os critérios e
as formas a serem estabelecidas na portaria a que se refere o art.
2º, e depende das exigências legais e regulamentares.
Errado. Comentário: Para exercer qualquer uma das atividades
sujeitas a controle e fiscalização relacionadas no art. 1º, a pessoa
física ou jurídica deverá se cadastrar e requerer licença de
funcionamento ao Departamento de Polícia Federal, de acordo
com os critérios e as formas a serem estabelecidas na portaria a
que se refere o art. 2º, independentemente das demais
exigências legais e regulamentares.
(QUESTÃO 497) As pessoas jurídicas já cadastradas, que estejam
exercendo atividade sujeita a controle e fiscalização, deverão
providenciar seu recadastramento junto ao Departamento de
Polícia Federal, na forma a ser estabelecida em Lei Complementar.
Errado. Comentário: As pessoas jurídicas já cadastradas, que
estejam exercendo atividade sujeita a controle e fiscalização,
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
73
deverão providenciar