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Projeto ETE

Relatório de dimensionamento de sistemas de tratamento de esgoto: apresenta dados de população e vazões (2006–2026), dimensionamento preliminar (extensão da rede, grade, caixa de areia e calha Parshall) com cálculos, e três alternativas de tratamento (lodos ativados; lagoas aeradas+decantação; lagoas australianas).

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ESCOLA POLITÉCNICA – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
PHD 2411 – Saneamento I 
 
 
 
 
Dimensionamento de Sistemas 
de Tratamento de Esgoto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Dr. Roque Passos Piveli 
 
 GRUPO 1 
Adriano Tobara 3534071 
Leandro Tetsuro Nakamura 3521379 
 Marcelo Shin Park 3528689 
 João Repp Lemos 3476337 
 Luís Henrique Trevizan Forti 3519870 
 
São Paulo, 06 de dezembro de 2006. 
2 
 
 
 
 
Índice 
 
 
 
 
Dados à serem considerados .................................................................. pág. 3 
 
 
 
Tratamento preliminar ........................................................................... pág. 3 
 
 
 
Alternativa 1 – Lodos Ativados com Aeração Prolongada ............................ pág. 8 
 
 
 
Alternativa 2 Sistema de Lagoas Aeradas Mecanicamente Seguidas de Lagoas de 
Decantação ........................................................................................ pág. 13 
 
 
 
Alternativa 3 – Sistema Australiano de lagoas de estabilização: ................. pág. 18 
 
 
Considerações Finais ........................................................................... pág. 22 
3 
Dados a serem considerados 
 
Foram desprezadas as contribuições industriais na rede de esgotos 
 
Danos Iniciais 
Q per capita (L/hab.xdia) 160,0 
Coef. do dia (k1) 1,2 
Coef. da hora (k2) 1,5 
Taxa de Infiltração (L/s x Km) 0,1 
Extenção da Rede (m/hab.) 2,0 
Cont. per capita de DBO (g/hab. x dia) 54,0 
 
 
1- Tabela de População atendida e vazões: 
 
Foram adotados os dados de população do grupo . 
Ano População
Vazão Mínima 
de esgoto 
Domestico
(L / s)
Vazão Média 
de esgoto 
Domestico
(L / s)
Vazão Máxima 
de esgoto 
Domestico
(L / s)
Vazão de 
Infiltração 
(L / s)
Vazão 
Mínima de 
Esgoto 
Sanitário
(L / s)
Vazão Máxima de 
Esgoto Sanitário 
(L / s)
Carga de 
DBO 
(kg/dia)
2006 11000 10,19 20,37 36,67 2,20 12,39 22,57 1950,08 38,87 594
2016 16000 14,81 29,63 53,33 3,20 18,01 32,83 2836,48 56,53 864
2026 21000 19,44 38,89 70,00 4,20 23,64 43,09 3722,88 74,20 1134
Vazão Média de 
Esgoto Sanitário
(L / s) (M3/dia) 
 
 
 
2- Tratamento preliminar (comum às três alternativas): 
 
Nesta primeira etapa deve-se considerar a extensão da rede em função da população atendida: 
Extensão = 2m/hab. 
ANO 
População 
Atendida (hab.) 
Extensão 
(Km) 
2006 11.000 22 
2016 16.000 32 
2026 21.000 42 
 
3.1 Grade média de limpeza manual e Caixa de Areia de Velocidade Constante Controlada por 
Calha Parshall: 
 
 
4 
 
 
3.1.1 Escolha da Calha e Cálculo do Rebaixo: 
 
A Calha Parshall foi o dispositivo encontrado para o controle da velocidade; para tanto, foi escolhida 
utilizando-se a vazão mínima (10,19 l/s) e máxima (70,0 l/s) de esgoto sanitário e a acurácia da calha. 
 
LARGURA 
NOMINAL 
CAPACIDADE (l/s) 
 MÍN. MÁX. 
3" 0,85 53,8 
6" 1,52 110,4 
9" 2,55 251,9 
1' 3,11 455,6 
1/2' 4,25 696,2 
2' 11,89 936,7 
 
Para atender vazões de 10,19 l/s a 70,1 l/s a C. Parshall recomendada é a de LN = 9". Através da Norma 
CETESB E2.150, têm-se que a equação para a calha com tal largura nominal é: 
Q = 0,535.H1,53 
Com isso pode-se determinar as alturas mínima e máxima. 
 
Calha Parshall (9'') 
Q (m3/s) H (m) 
0,010 0,075 
0,07 0,265 
 
O cálculo do rebaixo da Calha foi obtido de acordo com a fórmula abaixo. 
Cálculo do rebaixo Z 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
mZ
Z
Z
ZHmáx
ZHmín
Qmáx
Qmín
0428,0
265,0
074,0
0,70
19,10
.
.
.
.







5 
3.1.2 – Cálculo da Grade: 
As dimensões como espessura e espaçamento da Grade foram atribuídas de acordo com os valores mais 
comuns de dimensionamento, devendo, em projeto, serem retroanalizados. Os cálculos bem como as 
verificações podem ser analisados na tabela abaixo: 
 dados adotados: 
- barras de ferro; 
- espessura (t) = 5 mm; 
- grade média - espaçamento (a) = 30 mm; 
- velocidade de passagem (v) = 0,8 m/s. 
 
 Formulário: 
Eficiência: 
ta
a
E

 
 
Área útil:
v
Q
Au max 
 Área da secção do canal:
E
Au
S  
 Largura do canal da grade:
ZH
S
b


max
 
 
Cálculo da grade 
 
Espessura - t (mm) 5 
Espaçamento - a (mm) 15 
Eficiência (E) 0,75 
 
v (m/s) 0,8 
Área útil (Au) m² 0,088 
 
Área da Seção do Canal 
(S) m² 0,117 
 
 
 
Largura do canal da 
grade (b) m 0,53 
 
 
 
Verificação das vazões intermediárias 
 
Q (L/s) H (m) H-z (m)
S=b×(H-z) 
(m²) Au=S×E (m²) V (m/s) V0 (m/s)
70,00 0,265 0,222 0,117 0,088 0,800 0,600 
53,33 0,222 0,179 0,094 0,071 0,756 0,567 
36,67 0,173 0,131 0,069 0,052 0,712 0,534 
19,44 0,115 0,072 0,038 0,028 0,687 0,515 
14,81 0,096 0,053 0,028 0,021 0,707 0,530 
10,19 0,075 0,032 0,017 0,013 0,800 0,600 
Observa-se que para vazões intermediárias as velocidades não se alteram significativamente. 
 
6 
 
Perda de carga na grade 
g (m/s²) 9,81 
vo (m/s) 0,6 
v (m/s) 0,8 
 
 
3.1.3 – Cálculo da Caixa de Areia: 
Os dados iniciais levam em consideração o espaço percorrido por uma partícula da camada mais superior 
da coluna d´água, devendo essa, permanecer na Caixa de Areia. 
O comprimento (L) da caixa de areia é determinado considerando-se a velocidade dos esgotos de 0,30 m/s 
e a velocidade de sedimentação da areia de 2 cm/s. 
Para que a partícula que passe sobre a caixa na linha de corrente mais alta atinja a câmara de estocagem 
de areia, é preciso que percorra H na vertical enquanto percorre L na horizontal: 
 
 
Costuma-se introduzir um coeficiente de segurança de 1,5 devido ao efeito de turbulência e considerar-se 
L = 22,5.H ou L = 25 x H. No caso, adotou-se: 
L = 22,5*H 
A PNB-570 recomenda que a taxa de escoamento superficial com base na vazão máxima resulte na faixa 
de (700 a 1300) m3/m2.d. 
g
vv
H
2
43,1
2
0
2 

m
x
H 02,0
81,92
)6,0()8,0(
43,1:limpa Grade
22



m
x
x
HobstruídaGrade 16,0
81,92
)6,0()8,02(
.43,1:%50
22



2
2
1
1
t
H
vx
t
L
v 
LvHv
v
H
v
L
tt .. 21
21
1 
HLsmvesmvpara .15/02,0/3,0 21 
7 
 
Dados Iniciais 
Vel. dos Esgotos (m/s) 0,30 
Vel. de Sedimentação da Areia (m/s) 0,02 
Coeficiente de segurança (F) 1,5 
 
 Formulário: 
BL
Vol
h
QTxVol
As
Q
Tx
ZHL
ZH
A
B
v
Q
A
méd
erficialescoamento
máx
máx
máx
*
4,86**
)(5,22
sup_







 
 
 
 
Cálculo da caixa de areia 
 
Velocidade (m/s) 0,3 
A (Q/v) (m²) 0,23 
B (A/H-Z) (m) 1,05 
 
Verificação para Qmin. 
A (m²) 0,0340 
v (m/s) 0,300 
 
Comprimento 
L (m) 4,99 
 
Taxa de escoamento superficial 
Tx (m³/m².dia) 1152 
 
Rebaixo na caixa de areia 
Rem. de areia (L/m³) 0,030 
Q méd (m³/s) 0,03889 
Vol diário(L) 100,8 
Altura de areia (m) 0,019 
Rebaixo -10 dias (cm) 20,00 
 
Logo, para um intervalo de limpeza de 10 dias, o rebaixo da caixa de areia deve ser de 20 cm. 
8 
4- Alternativa I – Lodos ativados com aeração prolongada: 
 
4.1 – Tanques de Aeração: 
4.1.1 – Volume dos Tanques de Aeração: 
 
De acordo com os fatores de carga e concentração adotados, pode-se obter o volume dos tanques 
dividindo a DBO de chegada pelo somatório dos fatores. 
Volume dos tanques de aeração 
DBO de chegada médio 
(kg/dia) 1134 
Fator de carga 
(KgDBO/KgSS.d) 0,08 
Concentração 
(KgSS/m³TA) 4 
Volume necessário de 
tanques(m³) 3543,75 
 Formulário: 
75,3543
08,0*4
1134
.
arg

fX
ac
Vol
V
DBO
 
 
 
4.1.2 – Necessidade de Oxigênio: 
A NEC (Necessidade de oxigênio) adotada foi de 2,5 kgO2 / kgDBOapl. Considerando que o sistema de 
aeração deverá funcionar 24 horas por dia e com capacidade de transferência de oxigênio de 0,9 kg O2 / 
CV x hora, pode-se determinar a potência instalada total de aeradores: 
Necessidade de Oxigênio 
NEC O² 
(KgO²/KgDBOapl.) 2,5 
NEC O² (KgO²) 
2835 
NEC O² (KgO²/h) 
118,13 
Capacidade de transf. de 
O² (KgO²/CV*h) 0,9 
Pnec total (CV) 
131,25 
Pnec por tanque (CV) 
4 tanques 43,75 
Adotado 3 aeradores por 
tanque de (CV) 50 
 
 Formulário: 
 CV 43,75 3 / 95,311/nP P
 CV 131,95 0,9 / 13,181sftotal/tranP P
kgO2/h 118,13 /242835 NEC
O2 kg 83521134*2,5 carga x 2,5 NEC
tanqueNECtanqueNEC
ONECNEC
O
DBOO
2
2
2




 
9 
 
4.1.3 – Dimensões dos Tanques: 
Foram adotadas três dimensões dos tanques, sendo o comprimento determinado pelo volume já calculado. 
Pode-se recalcular o fator de carga como conferência de atribuições anteriores, além de determinar o 
tempo de detenção médio no tanque de aeração: 
 
 
 
Dimensões do tanque 
Foram considerados 4 tanques de aeração - abaixo 
estão as medidas para 1 tanque 
Adontando: 
Largura (m) 13,5 
Profundidade útil (m) 4 
Profundidade total (m) 5 
Comprimento (m) 13,5 
 
 
Volume útil por tanques 
de aeração 
 
729 
Fator de carga 
(kgDBO/kgSSxdia) 
0,097 
Densidade de potência 
(W/m³) 
121 
Detenção hidráulica 
(horas) 
20,8 
 
 
 
 
 
 Formulário: 
horas 20,8 
6,3*89,38
2916
6,3*Q
V
 td
m W / 121 
729m³
 W/CV)(735 *40CV *3
V
P*n
 d
xdiakgDBO/kgSS 0,097 
4,0 * 2916
1134
*V
carga
 f
 /tanquem3 729 13,5 x 13,5 x 4,0B*L*h Vu 
méd
totu,
3
tanqueu,
ot
p
totu,
DBO
u




X
 
10 
4.1.4 – Vazão de Retorno de Lodo: 
A vazão de retorno de lodo será estimada considerando-se que o lodo estará sedimentado no fundo do 
decantador secundário a uma concentração de 8,0 kg/m3 (dado típico). Partindo-se de uma concentração 
celular de 4 Kg/m³ e fazendo um balanço de massa de sólidos em suspensão no decantador secundário, 
desprezando-se a perda com o efluente final, tem-se: 
 
Vazão de retorno de lodo 
Lodo sedimentado 
(kg/m³) 
8,000 
Concentração celular X 
(kg/m³) 
4,000 
Concentração celular Xr 
de retorno (kg/m³) 
8,000 
Qr/Q 1 
Qr (L/s) 38,89 
Qr por módulo (L/s) 12,96 
 
 Formulário: 
 
  R
R
R
RRR
XrXr
X
Q
r
XQXQQ
..1
..



 
 
 
4.2 – Decantadores Secundários: 
Adotando-se a taxa de aplicação de sólidos Ga = 4,0 kg SS / m2. h, pode-se determinar a área superficial 
levando em consideração a vazão de retorno de lodo e sua concentração. Admitindo-se 4 decantadores e 
profundidade de 3,5m obtêm-se a taxa de escoamento superficial, o volume e o tempo de detenção 
hidráulico dos decantadores: 
Decantadores secundários 
Taxa de aplicação de 
sólidos Ga (kgSS/m²*h) 
4,000 
Área superficial (m²) 280 
Quatro decantadores 
diâmetro (m) 
10,0 
Taxa de escoamento 
superficial (m³/m².d) 
12,000 
Profundidade Hu (m) 3,5 
Volume Vu (m³) 980 
Tempo de detenção 
hidráulica (horas) 7 
 
 
 Formulário: 
   
a
RR
a
G
XQQ
A
A
XQQ
G
.. 


 
 
diâmetro. de m 10,0 com esdecantador (quatro) 04 usadosser Deverão
280
4
4*6,3*89,38*2 3

 mA
 
11 
horas
Q
V
td
HAV
dmm
A
Q
q
méd
u
uu
s
méd
A
7
6,3*89,38
980
6,3*
5,3*280*
./12
280
24*6,3*03889,0 23



 
 
 
4.3– Sistema de Retorno e Descarte de Excesso de Lodos Ativados: 
Adotando-se o coeficiente de produção de lodo como 0,6 kgSS / Kg DBO e massa específica de 1010 
Kg/m³ obtêm-se a vazão de excesso de lodo e, finalmente a idade do lodo: 
Produção de excesso de lodo 
Coeficiente de produção 
de lodo (kg.SS/kgDBO) 
0,600 
DX (kgSS/dia) 680,4 
Massa específica do lodo 
(kg/m³) 
1020,00 
Qlodo (m³/dia) 83 
Idade do lodo (dias) 17 
 
 Formulário: 
dias
X
XV
dm
DX
Q
diaSSkgacXDX
totu
lodo
lodo
lodo
DBO
17
4,680
4*2916*
/0,83
1020*008,0
4,680
*008,0
//4,6801134*6,0arg*
,
3







 
12 
 
4.4– Adensador por Gravidade: 
Tendo como referência as características do lodo e adotando a taxa de aplicação de lodo de 
60KgSS/m².dia, podemos determinar a vazão de lodo adensado 
 
Adensador por gravidade 
Produção de lodo DX 
(kgSS/dia) 
680,4 
Massa específica do lodo 
(kg/m³) 
1020,00 
Teor de sólidos (%) 1,5 
Vazão de lodo (m³/dia) 67,00 
Taxa de aplicação de lodo 
(kgSS/m².dia) 
60,00 
Área necessária (m²) 11,00 
Diâmetro adotado (m) 7,00 
Área obtida (m²) 38,5 
Taxa de aplicação de lodo 
obtida (kgSS/m².dia) 
17,7 
Profundidade adotada (m) 7,00 
Volume útil (m³) 4,00 
Tempo de detenção 
hidráulica (horas) 
2,3 
Taxa de escoamento 
superficial (m³/m².dia) 
1,7 
Teor de sólidos estimado 
no lodo adensado (%) 
4,00 
Vazão de lodo adensado 
(m³/dia) 
2,9 
 
 
 Formulário: 
AD
lodo
AD
AD
lodo
A
lodo
uu
Q
Q
A
Q
q
Q
V
td
AHV
tx
DX
A
*04,0
*





 
 
 
 
13 
5- Alternativa II – Sistema de lagoas aeradas mecanicamente seguidas de lagoas 
de decantação: 
 
Sistema de Lagoa Aerada Aeróbica seguida de Lagoa de Decantação 
População atendida: 21.000,00 habitantes 
Carga DBO: 1.134,00 kg/dia 
Vazão média de esgotos: 38,89 l/s 
 
Lagoas Aeradas Aeróbicas: 
Adotando-se o tempo de detenção hidráulico de 3 dias temos que o volume util necessário de lagoas aeradas é: 
Vl = 10.080,00 m3 
 
Serão considerados 2 módulos em paralelo de lagoas aeradas seguidas de lagoas de decantação. 
O volume útil necessario de lagoa aerada por módulo será: 
Vl = 5.040,00 m3 
 
Sistema de Aeração: 
A necessidade de O2 é estimada em 1,3 kg O2/kgDBO 
Considerando que os aeradores funcionem 24hrs por dia tem-se: 
NECo2 = 61,43 kgO2/hora 
 
Considera-se o emprego de aeradores flutuantes de alta rotação, com capacidade de transferencia de oxigenio, em 
condições de campo, estimada de 0,65 kgO2/Cv.hora 
 
Potência necessária: 
Pnec = 94,50 CV (total) 
ou 47,25 CV (por lagoa) 
 
Profundidade Útil adotada: Hu = 4,00 m 
 
Área à meia profundidade de cada lagoa: 
A' = 1.260,00 m2 
 
Cada lagoa deverá portar 2 aeradores de 25 CV cada, com 50 CV de potencia total instalada por lagoa e 100CV no 
total. 
Considerando 2 fileiras com 2 aeradores cada lagoa e relação comprimento / largura de 1,5 
 
Dimensões à meia profundidade: 
comprimento = 45,40 m 
largura = 30,27 m 
borda livre = 0,60 m 
inclinação dos taludes = 1 V / 2 H 
 
 
Principais dimensões das lagoas aeradas aeróbicas: 
Dimensão Comprimento (m) Largura (m) 
Terreno 55,80 40,67 
Espelho de água 53,40 38,27 
Meia profundidade 45,40 30,27 
Fundo 37,40 22,27 
14 
 
Lagoa Aerada Aeróbica: 
15 
 
 
Lagoas de Decantação: 
Adotando-se o tempo de detenção hidráulico de 2 dias, tem-se: 
Vdec = 6.720,00 m3 
 
Considerando o emprego de 2 lagoas de decantação: 
Vdec = 3.360,00 / lagoa 
 
Profundidade Util adotada: Hu = 3,50 m 
 
Área de cada lagoa de decantação: 
A = 960,00 m2 
 
Dimensões à meia profundidade: 
comprimento = 43,82 m 
largura = 21,91 m 
borda livre = 0,60 m 
inclinação dos taludes = 1 V / 2 H 
 
Principais dimensões das lagoas de decantação: 
Dimensão Comprimento (m) Largura (m) 
Terreno 54,22 32,31 
Espelho de água 51,82 29,91 
Meia profundidade 43,82 21,91 
Fundo 35,82 13,91 
 
 
 
 
Dimensionamento dos Adensadores por Gravidade: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
Lagoas de Decatação: 
17 
 
Dados: 
Tipo de lodo: Primario + Lodos Ativados 
Produção de lodo = 680,40 kgSS/dia 
Massa específica do lodo = 1.020,00 kg/m3 
Teor de Sólidos = 0,01 
Vazão de lodo = 66,71 m3/dia 
Taxa de Aplicação de sólidos = 60,00 kgSS/m3Área necessária do adensador: 
Aad = 11,34 m2 
→ 3,80 m de diâmetro 
 
Adotando-se: 
D = 7,00 m 
Aad = 38,48 m2 
Taxa de aplicação dos sólidos resultante 
será: 17,68 kgSS/m2.dia 
 
Volume útil adotado (Hu) = 4,00 m 
Volume útil resultante (Vu) = 153,93 m 
Tempo de detenção hidráulico (td) = 2,31 dias 
Taxa de escoamento superficial (qa)= 1,73 m3/m2.dia 
Teor estimado de sólido no lodo adensado = 0,04 
Vazão de lodo adensado (Qlad) = 16,68 m3/dia 
Vazão de recirculação = 50,03 m3/dia 
 
 
 
Dimensionamento de Centrifugas do tipo Decanter: 
Escolhendo-se uma centrífuga com capacidade de alimentação de 10 m3/hora, tem-se o seguinte número de horas 
diárias de funcionamento: 
N = 6,67 horas/dia 
Considerando-se o lodo desidratado a 20% de sólidos, ρ = 1060 kg / m3 e 90% de captura de sólidos, tem-se a 
seguinte vazão de lodo desidratado: 
Vlodo seco = (0,9 x 8212) / (0,2 x 1060) = 35 m3/dia 2,89 m3/dia 
18 
6- Alternativa III – Sistema Australiano de lagoas de estabilização: 
 
Sistema Australiano de Lagoas de Estabilização 
 
Lagoas Anaeróbias 
Adotando-se o tempo de detenção hidráulico, com base na vazão média de esgotos, igual a 4 dias tem-se o 
seguinte volume útil necessario de lagoas anaeróbias: 
Vlan = 13.440,00 m3 
 
Considerando 2 módulos de lagoas operando em paralelo, em função da disposição do terreno e da 
etapalização da implantação do sistema de tratamento, tem-se: 
 
Vlan = 6.720,00 m3 (2 módulos) 
 
Profundidade útil adotada = 4,00 m 
Area a meia profundidade = 1.680,00 m2 
Relação comprimento / largura = 2,00 
 
Dimensões à meia profundidade: 
comprimento = 57,97 m 
largura = 28,98 m 
inclinação dos taludes = 1 V / 2 H 
borda livre adotada = 0,60 m 
 
Principais dimensões das lagoas anaeróbias: 
Dimensão Comp.(m) Largura (m) 
Terreno 68,37 39,38 
Espelho de água 65,97 36,98 
Meia profundidade 57,97 28,98 
Fundo 49,97 20,98 
 
 
Taxa de aplicação volumétrica de DBO resultante: 
λv = 0,08 kg DBO/m3.dia 
 
Taxa de aplicação superficial de DBO resultante: 
λs = 1.549,44 kgDBO / ha.dia 
 
Eficiência na remoção de DBO: 50% 
Carga DBO residual para as lagoas facult. = 567,00 kg/dia 
 
 
 
19 
Lagoas Anaeróbias: 
 
20 
 
Lagoas Facultativas Fotossintéticas: 
Taxa de aplicação superficial limite de DBO: 
λL = 14.T - 40 , considerando T = 15ºC 
λL = 170,00 kgDBO/hab.dia 
 
Área mínima necessaria de lagoas facultativas: 
Afac = 3,34 ha 
 
Numero de lagoas facultativas em paralelo = 1,00 
Área do espelho de água por lagoa: 
Afac = 3,34 ha 
 
Relação comprimento / largura adotada = 3,00 
 
comprimento do espelho de água = 316,32 m 
largura do espelho de água = 105,44 m 
borda livre = 0,60 m 
inclinação = 1 V / 2 H 
 
Principais dimensões das lagoas facultativas secundárias: 
Dimensão Comp.(m) Largura (m) 
Terreno 318,72 107,84 
Espelho de água 316,32 105,44 
Meia profundidade 313,32 102,44 
Fundo 310,32 99,44 
21 
 
Lagoas de Maturação: 
Adotando-se o tempo de detenção hidráulido de 7 dias, tem-se o seguinte volume útil necessario de lagoas de 
maturação: 
Vu = 23.520,00 m3 
 
Numero de lagoas = 2 
Vu = 7.840,00 m3 / lagoa 
 
Adotando-se a profundidade util de 1,00 m, à área à meia profundidade será: 
A = 7.840,00 m2 
 
Considerando a relação comprimento/largura de 5, temos as seguintes dimensões: 
 
comprimento = 197,99 m 
largura = 39,60 m 
borda livre = 0,60 m 
inclinação dos taludes = 1 V / 2 H 
 
Principais dimensões das lagoas de maturação: 
Dimensão Comp.(m) Largura (m) 
Terreno 202,39 44,00 
Espelho de água 199,99 41,60 
Meia profundidade 197,99 39,60 
Fundo 195,99 37,60 
 
 
22 
7- Considerações Finais 
 
Considerando as 3 alternativas é válido lembrar que no tratamento por Lodos 
Ativados de aeração prolongada são necessários tanques maiores do que no tratamento 
por lodos ativados convencional, porém o lodo descartado resultante apresenta-se mais 
mineralizado, dispensando a digestão complementar. 
Já na alternativa 2 (Sistema de Lagoas Aeradas Mecanicamente Seguidas de 
Lagoas de Decantação) existe a vantagem de não necessitar de decantadores de concreto 
armado com removedores mecânicos de lodo, em contrapartida as lagoas aeradas 
possuem dimensões bem maiores do que os tanques da alternativa 1. De modo geral o 
sistema de Lagoas Aradas Seguidas de Lagoas de Decantação são muito bem utilizadas 
em municípios de pequeno à médio porte, pois seus custos de implantação são mais 
baixos e mais simples de operar do que o sistema de Lodos Ativados. 
A alternativa 3 mostra-se muito interessante pelo fato que de possuir certas 
características como: projeto e operação simples, ou seja, baixos custos de 
implementação e operação. Fato que é extremamente interessantes à municípios 
menores (que possuem relativamente bastante área disponível e poucos recursos 
financeiros).

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