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2.3 PRINCÍPIOS DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA Qualquer sistema físico deve, necessariamente, obedecer à Lei da Conservação da Energia que vale para um VC especificado cujas SC os separam do meio externo. A Lei da Conservação da Energia pode ser escrita em termos de: Taxas de energia, valendo, portanto, para qualquer tempo t [W], Energia, valendo para um intervalo de tempo t [J]. Considere o VC mostrado, onde tem-se diferentes taxas de energia envolvidas. A Lei da Conservação da Energia estabelece que: ESAI e EENTRA representam as taxas de energia que entram e saem do V.C. pela S.C. por convecção, radiação e/ou calor fornecido. associadas à área superficial. EGERADO representa a taxa de energia que está sendo gerada no interior do corpo. Essa geração pode ser devido à reação química exotérmica, uma reação nuclear ou a passagem de corrente elétrica através de uma resistência. associada ao volume do sistema. É geralmente dada em termos de uma taxa volumétrica de geração de calor S (W/m3). No caso de geração por passagem de corrente: 2.3 PRINCÍPIOS DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA IVRIE 2ger 2.3 PRINCÍPIOS DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA EACUMULADA representa a variação temporal da energia contida no VC. associada ao volume do sistema. A Equação de balanço, escrita em termos de taxa (W), se integrada ao longo do tempo, originará a equação de balanço global em termos de energia (J). EXEMPLO 2.2 Uma barra condutora muito longa, de diâmetro D, tem uma resistência elétrica por unidade de comprimento da barra R’e e está inicialmente em equilíbrio com a temperatura ambiente. Quando uma corrente elétrica I passa a percorrer a barra, inicia-se um processo de troca térmica convectiva entre a barra e o meio que a circunda, que está a T, e ainda um processo de troca radiativa com as vizinhanças. Encontre a equação que fornece a variação de temperatura na barra com o tempo. Perguntas: - este sistema pode atingir o EE? - Se sim, qual a T no EE? 2.3 PRINCÍPIOS DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA A Lei da Conservação da Energia também se aplica às superfícies de controle do sistema. Nestes casos, as parcelas de acúmulo e geração são nulas (uma vez que não há massa, nem volume) e, assim: Exemplificando: para a parede plana mostrada na figura e sujeita às trocas térmicas indicadas (T1 > T2), o BE na superfície em x = L estabelece que: EXEMPLO 2.3 Uma superfície, cuja temperatura é mantida a 400 C, está separada de uma corrente de ar por uma camada de isolamento térmico de 25 mm de espessura e condutividade térmica 0,1 W/m.K. Se a temperatura do ar for 35 C e se o coeficiente convectivo for 500 W/m2.K, determine a temperatura da superfície externa considerando: a) desprezível as trocas por radiação térmica; b) que a troca convectiva ocorre simultaneamente a uma transferência radiativa com a vizinhança que está a 35 C (assuma a emissividade da superfície igual a 0,8). Compare criticamente os resultados.