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Questões resolvidas

A passagem acima reproduz parte do segundo parágrafo do romance O mulato, de Aluísio de Azevedo. Publicado no mesmo ano da edição em livro de Memórias póstumas de Brás Cubas, em 1881, foi um sucesso de público. Ligado à estética realista-naturalista no Brasil, no trecho acima é possível perceber algumas das características centrais dessa escola, características que criam efeitos de objetividade e realismo buscados por essa escola literária.
Considerando a passagem acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, entre as características da estética realista-naturalista que ajudam a criar o efeito de objetividade e realismo temos:
A a descrição e a redução das peripécias.
B a narração e grande número de peripécias.
C o narrador intruso e a digressão.
D grande número de peripécias e a descrição.
E redução das peripécias e fluxo de consciência.

Conhecido como poeta dos escravos, porque defendia a abolição da escravidão, Castro Alves difundiu seus versos em teatros, nas ruas e em salões literários ou íntimos. Suas apresentações provocavam forte impacto nos auditórios por que passava.
Considerando os fragmentos de texto, o poema acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, sobre a poesia de Castro Alves é correto afirmar que:
A a obra de Castro Alves se desenvolveu por um grande período, e dividiu-se em três fases: amorosa, sacra e satírica.
B o grande traço de sua poesia é o desalento, que transparece nos poemas em que critica a escravidão.
C seus versos apresentam uma visão pessimista do futuro, o que explica a dureza e rigidez de seus versos.
D a eloquência é o ponto forte de seu estilo, que expressa o entusiasmo com que via a experiência humana e a natureza.
E inconformado com a escravidão, Castro Alves escreveu uma obra melancólica, que o inseriu na segunda geração romântica.

O pré-modernismo abrangeu um período literário compreendido entre 1902 e 1922. Nessa fase de transição coexistiram tendências opostas. Em grande medida, a literatura deu ênfase às questões da realidade nacional, com preocupações socioculturais.
Considerando o fragmento de texto acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, relacione os autores pré-modernistas abaixo às suas respectivas obras:
1) Lima Barreto
2) Euclides da Cunha
3) Monteiro Lobato
4) Graça Aranha
( ) Clara dos Anjos
( ) Canaã
( ) Os sertões
( ) Urupês

Com o romance São Bernardo, de 1934, Graciliano Ramos consolidou o que se chamou de 'romance de 30'. Tendo como referência o fragmento acima, retirado da obra São Bernardo, e sua leitura do livro-base Literatura Brasileira sobre o romance São Bernardo, leia as sentenças abaixo:
Estão corretas apenas as afirmativas:
I – Proprietário da fazenda São Bernardo, Paulo Honório é personagem e narrador do romance. Narrando em primeira pessoa, Honório conta a história quando se encontra solitário na fazenda.
II – No romance, Paulo Honorário conta a história de seu casamento com Madalena, o suicídio dela e a decadência da fazenda.
III – O romance tem um narrador em terceira pessoa, onisciente, que mostra ao leitor o que se passa com Paulo Honório e, ao mesmo tempo, as expectativas de Madalena sobre o casamento.
IV - O romance pode ser compreendido como uma crítica ao capitalismo. Paulo Honório, por exemplo, em vários momentos sobrepõe seus interesses pessoais e financeiros aos de camaradagem e sentimentos afetivos.
A I e II.
B II e III.
C I, II e IV.
D I, III e IV.
E I e III.

Considerando a citação acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira sobre o Arcadismo, é correto afirmar que:
A descarta as tendências neoclássicas, de origem francesa, e opõe-se às ideias Iluministas.
B O Arcadismo é uma releitura do barroco brasileiro, empregando sobretudo as formas cultistas.
C Um dos principais traços da estética árcade é a adesão à razão e às teses do iluminismo.

Considerando os versos acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira sobre o simbolismo, é correto afirmar que:
A os simbolistas buscaram tanto prosa quanto na poesia representar a realidade da forma mais exata possível.
B os simbolistas procuraram por meio do uso de metáforas e outras figuras de linguagem representar o que se passava em seu mundo interior.

Agora, marque a sequência correta:
I. ( ) O “herói sem nenhum caráter”, Macunaíma, nasce indígena e negro, depois se transforma em homem louro de olhos azuis. Desde criança, na tribo, revela-se preguiçoso, malicioso e espertalhão.
II. ( ) Segundo Mário de Andrade, Macunaíma é mais uma “rapsódia” do que um romance.
III. ( ) Macunaíma é um herói que, partindo do Amazonas em direção a São Paulo, salva o Brasil das interferências europeias.
IV. ( ) O romance usa recursos de linguagem humorística, misturados a elementos trazidos de mitos, fábulas e lendas e a registros da língua oral.
D F – V – F – V
E F – F – V – V

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Questões resolvidas

A passagem acima reproduz parte do segundo parágrafo do romance O mulato, de Aluísio de Azevedo. Publicado no mesmo ano da edição em livro de Memórias póstumas de Brás Cubas, em 1881, foi um sucesso de público. Ligado à estética realista-naturalista no Brasil, no trecho acima é possível perceber algumas das características centrais dessa escola, características que criam efeitos de objetividade e realismo buscados por essa escola literária.
Considerando a passagem acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, entre as características da estética realista-naturalista que ajudam a criar o efeito de objetividade e realismo temos:
A a descrição e a redução das peripécias.
B a narração e grande número de peripécias.
C o narrador intruso e a digressão.
D grande número de peripécias e a descrição.
E redução das peripécias e fluxo de consciência.

Conhecido como poeta dos escravos, porque defendia a abolição da escravidão, Castro Alves difundiu seus versos em teatros, nas ruas e em salões literários ou íntimos. Suas apresentações provocavam forte impacto nos auditórios por que passava.
Considerando os fragmentos de texto, o poema acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, sobre a poesia de Castro Alves é correto afirmar que:
A a obra de Castro Alves se desenvolveu por um grande período, e dividiu-se em três fases: amorosa, sacra e satírica.
B o grande traço de sua poesia é o desalento, que transparece nos poemas em que critica a escravidão.
C seus versos apresentam uma visão pessimista do futuro, o que explica a dureza e rigidez de seus versos.
D a eloquência é o ponto forte de seu estilo, que expressa o entusiasmo com que via a experiência humana e a natureza.
E inconformado com a escravidão, Castro Alves escreveu uma obra melancólica, que o inseriu na segunda geração romântica.

O pré-modernismo abrangeu um período literário compreendido entre 1902 e 1922. Nessa fase de transição coexistiram tendências opostas. Em grande medida, a literatura deu ênfase às questões da realidade nacional, com preocupações socioculturais.
Considerando o fragmento de texto acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, relacione os autores pré-modernistas abaixo às suas respectivas obras:
1) Lima Barreto
2) Euclides da Cunha
3) Monteiro Lobato
4) Graça Aranha
( ) Clara dos Anjos
( ) Canaã
( ) Os sertões
( ) Urupês

Com o romance São Bernardo, de 1934, Graciliano Ramos consolidou o que se chamou de 'romance de 30'. Tendo como referência o fragmento acima, retirado da obra São Bernardo, e sua leitura do livro-base Literatura Brasileira sobre o romance São Bernardo, leia as sentenças abaixo:
Estão corretas apenas as afirmativas:
I – Proprietário da fazenda São Bernardo, Paulo Honório é personagem e narrador do romance. Narrando em primeira pessoa, Honório conta a história quando se encontra solitário na fazenda.
II – No romance, Paulo Honorário conta a história de seu casamento com Madalena, o suicídio dela e a decadência da fazenda.
III – O romance tem um narrador em terceira pessoa, onisciente, que mostra ao leitor o que se passa com Paulo Honório e, ao mesmo tempo, as expectativas de Madalena sobre o casamento.
IV - O romance pode ser compreendido como uma crítica ao capitalismo. Paulo Honório, por exemplo, em vários momentos sobrepõe seus interesses pessoais e financeiros aos de camaradagem e sentimentos afetivos.
A I e II.
B II e III.
C I, II e IV.
D I, III e IV.
E I e III.

Considerando a citação acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira sobre o Arcadismo, é correto afirmar que:
A descarta as tendências neoclássicas, de origem francesa, e opõe-se às ideias Iluministas.
B O Arcadismo é uma releitura do barroco brasileiro, empregando sobretudo as formas cultistas.
C Um dos principais traços da estética árcade é a adesão à razão e às teses do iluminismo.

Considerando os versos acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira sobre o simbolismo, é correto afirmar que:
A os simbolistas buscaram tanto prosa quanto na poesia representar a realidade da forma mais exata possível.
B os simbolistas procuraram por meio do uso de metáforas e outras figuras de linguagem representar o que se passava em seu mundo interior.

Agora, marque a sequência correta:
I. ( ) O “herói sem nenhum caráter”, Macunaíma, nasce indígena e negro, depois se transforma em homem louro de olhos azuis. Desde criança, na tribo, revela-se preguiçoso, malicioso e espertalhão.
II. ( ) Segundo Mário de Andrade, Macunaíma é mais uma “rapsódia” do que um romance.
III. ( ) Macunaíma é um herói que, partindo do Amazonas em direção a São Paulo, salva o Brasil das interferências europeias.
IV. ( ) O romance usa recursos de linguagem humorística, misturados a elementos trazidos de mitos, fábulas e lendas e a registros da língua oral.
D F – V – F – V
E F – F – V – V

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Questão 1/10 - Literatura Brasileira 
 “A Praça da Alegria apresentava um ar fúnebre. De um casebre miserável, de porta e 
 janela, ouviam-se gemer os armadores enferrujados de uma rede e uma voz tísica e 
 aflautada de mulher, cantar em falsete a ‘gentil Carolina era bela’, doutro lado da praça, 
 uma preta velha, vergada por imenso tabuleiro de madeira, sujo, seboso, cheio de sangue e 
 coberto por uma nuvem de moscas, apregoava em tom muito arrastado e melancólico: 
 ‘Fígado, rins e coração!’. Era uma vendedora de fatos de boi. As crianças nuas, com as 
 perninhas tortas pelo costume de cavalgar as ilhargas maternas, as cabeças avermelhadas 
 pelo sol, a pele crestada os ventrezinhos amarelentos e crescidos, corriam e guinchavam, 
 empinando papagaios de papel. Um ou outro branco, levado pela necessidade de sair, 
 atravessava a rua, suado vermelho afogueado, à sombra de um enorme chapéu-de-sol. Os 
 cães, estendidos pelas calçadas, tinham uivos que pareciam gemidos humanos, 
 movimentos irascíveis, mordiam o ar querendo morder os mosquitos. Ao longe, para as 
 bandas de São Pantaleão, ouvia-se apregoar: ‘Arroz de Veneza! Mangas! Macajubas!’ Às 
 esquinas, nas quitandas vazias, fermentava um cheiro acre de sabão da terra e 
 aguardente”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 AZEVEDO, A. de. O mulato . Domínio Público, p. 2. 
 <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua00023a.pdf>. Acesso em: 12 
 jul. 2017. 
 A passagem acima reproduz parte do segundo parágrafo do romance O mulato , de Aluísio 
 de Azevedo. Publicado no mesmo ano da edição em livro de Memórias póstumas de Brás 
 Cubas , em 1881, foi um sucesso de público. Ligado à estética realista-naturalista no Brasil, 
 no trecho acima é possível perceber algumas das características centrais dessa escola, 
 características que criam efeitos de objetividade e realismo buscados por essa escola 
 literária. Considerando a passagem acima e os conteúdos do livro-base Literatura 
 Brasileira , entre as características da estética realista-naturalista que ajudam a criar o 
 efeito de objetividade e realismo temos: 
 Nota: 10.0 
 A a descrição e a redução das peripécias. 
 Você assinalou essa alternativa (A) 
 Você acertou! 
 Para produzir este efeito de objetividade os escritores da escola realista-naturalista 
 procuravam descrever minuciosamente os espaços e ambientes em que suas personagens 
 desenvolviam suas ações. Estas não deviam encobrir a representação objetiva do real, ou 
 seja, a narração de muitas reviravoltas ou peripécias, base do melodrama e do folhetim, 
 tende a chamar muita atenção e tirar o foco das condições de realidade em que as 
 personagens estão postas: “Em linhas gerais, a prosa buscava a representação de uma 
 realidade em seus detalhes de modo a deslindar as vicissitudes da sociedade 
 contemporânea. [...] O romance realista-naturalista [...] tende a diminuir o papel da 
 peripécia e apostar mais nas descrições da realidade representada – prefere descrever a 
 narrar [...]. O romance, no afã da busca pela objetividade pela realidade, aposta nos 
 detalhes (livro-base, p. 131, 132). O narrador intruso chama a atenção para si e para seu 
 ponto de vista, expresso geralmente pela digressão. O narrador naturalista esconde-se 
 atrás da narrativa. O fluxo de consciência leva o foco da história para os sentimentos e 
 ideias do narrador e também não foi empregado pelos escritores naturalistas. 
 B a narração e grande número de peripécias. 
 C o narrador intruso e a digressão. 
 D grande número de peripécias e a descrição. 
 E redução das peripécias e fluxo de consciência. 
 Questão 2/10 - Literatura Brasileira 
 Leia o fragmento de texto a seguir: 
 “A grande noite do poeta seria, porém, a de 7 de setembro de 1868, quando recitou, com 
 voz vibrante e, mais do que nunca, arrebatado de emoção, ‘Tragédia no mar’, que depois 
 tomaria o nome de ‘O navio negreiro’. [...] O poema foi escrito para ser recitado em voz alta. 
 [...] E é em voz alta que esse poema em seis movimentos, cada um deles a pedir uma 
 inflexão diferente, trabalha em nós e nos comove e nos revolta”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 SILVA, Alberto Costa e. Castro Alves . São Paulo: Cia. das Letras, 2006, p. 98 
 (Coleção Perfis Brasileiros). 
 E leia um fragmento de “O Navio Negreiro”: 
 ‘Stamos em pleno mar… Doudo no espaço 
 Brinca o luar – dourada borboleta; 
 E as vagas após ele correm… cansam 
 Como turba de infantes inquieta. 
 ‘Stamos em pleno mar… Do firmamento 
 Os astros saltam como espumas de ouro… 
 O mar em troca acende as ardentias, 
 – Constelações do líquido tesouro… 
 ..........................................................”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 ALVES, C. O navio negreiro. In: RAMOS, F. J. S. da. Grandes poetas românticos 
 do Brasil . São Paulo: LEP, 1952, p. 795. 
 Conhecido como poeta dos escravos, porque defendia a abolição da escravidão, Castro 
 Alves difundiu seus versos em teatros, nas ruas e em salões literários ou íntimos. Suas 
 apresentações provocavam forte impacto nos auditórios por que passava. Considerando os 
 fragmentos de texto, o poema acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, 
 sobre a poesia de Castro Alves é correto afirmar que: 
 Nota: 10.0 
 A a obra de Castro Alves se desenvolveu por um grande período, e dividiu-se em três 
 fases: amorosa, sacra e satírica. 
 B o grande traço de sua poesia é o desalento, que transparece nos poemas em que 
 critica a escravidão. 
 C seus versos apresentam uma visão pessimista do futuro, o que explica a dureza e 
 rigidez de seus versos. 
 D a eloquência é o ponto forte de seu estilo, que expressa o entusiasmo com 
 que via a experiência humana e a natureza. 
 Você assinalou essa alternativa (D) 
 Você acertou! 
 Esta alternativa está correta porque o “principal traço estilístico de sua obra (Castro Alves) 
 é a eloquência verbal de sua poesia [que] deriva [...] do consórcio entre música e a poesia 
 elaborada pelos poetas românticos anteriores e amplifica-se pelos problemas políticos do 
 momento. [...] Castro Alves opunha à poesia do desalento, da geração de Álvares de 
 Azevedo e Casimiro de Abreu, uma poesia nascida do ‘entusiasmo’ perante os dramas da 
 vida humana e os espetáculos da natureza. É com sua obra [...] que essa poesia 
 entusiasmada assume problemas sociais e políticos no calor da hora” (livro-base, p. 106, 
 108). As demais alternativas estão erradas porque Castro Alves morreu muito jovem, aos 
 24 anos, e sua poesia não foi classificada em fases; porque, como se viu, não havia traço 
 de contenção ou melancolia em sua poesia, muito pelo contrário. 
 E inconformado com a escravidão, Castro Alves escreveu uma obra melancólica, que 
 o inseriu na segunda geração romântica. 
 Questão 3/10 - Literatura Brasileira 
 Leia o fragmento de texto a seguir: 
 “O pré-modernismo foi uma questão mal resolvida. O termo pré-modernismo foi criado por 
 Alceu de Amoroso Lima, na Contribuição à história do modernismo [...] para referir-se à 
 produção literária do primeiro vintênio do século XX. A definição e a delimitação mais 
 precisa do termo seria, entretanto, empreendida por Alfredo Bosi (1966), já na década de 
 1960, ao apontar os dois sentidos possíveis para a interpretação da literatura do período: 1. 
 “dando ao prefixo ‘pré’ uma conotação meramente temporal de anterioridade’ 2. ‘dando ao 
 mesmo elemento um sentidoforte de precedência temática e formal em relação à literatura 
 modernista’”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 LEITE, Sylvia H. T. de A. O pré-modernismo em São Paulo. Revista de Letras , v. 
 35, pp. 167-184, 1995, p. 167. 
 O pré-modernismo abrangeu um período literário compreendido entre 1902 e 1922. Nessa 
 fase de transição coexistiram tendências opostas. Em grande medida, a literatura deu 
 ênfase às questões da realidade nacional, com preocupações socioculturais. Considerando 
 o fragmento de texto acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, relacione os 
 autores pré-modernistas abaixo às suas respectivas obras: 
 1) Lima Barreto 
 2) Euclides da Cunha 
 3) Monteiro Lobato 
 4) Graça Aranha 
 ( ) Clara dos Anjos 
 ( ) Canaã 
 ( ) Os sertões 
 ( ) Urupês 
 Agora, marque a sequência correta: 
 Nota: 10.0 
 A 1, 2, 3, 4 
 B 1, 4, 2, 3 
 Você assinalou essa alternativa (B) 
 Você acertou! 
 1. Lima Barreto – Clara dos Anjos 
 2. Graça Aranha – Canaã 
 3. Euclides da Cunha – Os sertões 
 4. Monteiro Lobato – Urupês 
 As obras e seus respectivos autores foram trabalhados no item 4.1 denominado O 
 pré-modernismo e corresponde às páginas 165 a 173 do livro-base. 
 C 2, 3, 4, 1 
 D 3, 2, 4, 1 
 E 3, 1, 2, 4 
 Questão 4/10 - Literatura Brasileira 
 Leia o fragmento de texto a seguir: 
 “D. Glória não conhecia S. Bernardo, e essa ignorância me ofendeu, porque para mim S. 
 Bernardo era o lugar mais importante do mundo. 
 — Uma boa fazenda! Não há lá essa água podre que se bebe por aí. Lama. Não senhora, 
 há conforto, há higiene. 
 Glória retificou a espinha, ergueu a voz e desfez o ar apoucado: 
 — Não me dou. Nasci na cidade, criei-me na cidade. Saindo daí, sou como peixe fora da 
 água. Tanto que estive cavando transferência para um grupo na capital. Mas é preciso muito 
 pistolão. Promessas... 
 — Ah! É professora? 
 — Não. Professora é minha sobrinha. 
 — Aquela moça que estava com a senhora em casa do dr. Magalhães? 
 — Sim. 
 — E como é a graça de sua sobrinha, d. Glória? 
 — Madalena. Veja o senhor. Fez um curso brilhante... 
 [...] 
 Essa conversa, é claro, não saiu de cabo a rabo como está no papel. Houve suspensões, 
 repetições, mal-entendidos, incongruências, naturais quando a gente fala sem pensar que 
 aquilo vai ser lido. Reproduzo o que julgo interessante. Suprimi diversas passagens, 
 modifiquei outras. [...] É o processo que adoto: extraio dos acontecimentos algumas 
 parcelas; o resto é bagaço”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 RAMOS, Graciliano. São Bernardo . Rio de Janeiro: Record, p. 75-78. 
 Com o romance São Bernardo , de 1934, Graciliano Ramos consolidou o que se chamou de 
 “romance de 30”. Tendo como referência o fragmento acima, retirado da obra São Bernardo , 
 e sua leitura do livro-base Literatura Brasileira sobre o romance São Bernardo, leia as 
 sentenças abaixo: 
 I – Proprietário da fazenda São Bernardo , Paulo Honório é personagem e narrador do 
 romance. Narrando em primeira pessoa, Honório conta a história quando se encontra 
 solitário na fazenda. 
 II – No romance, Paulo Honorário conta a história de seu casamento com Madalena, o 
 suicídio dela e a decadência da fazenda. 
 III – O romance tem um narrador em terceira pessoa, onisciente, que mostra ao leitor o que 
 se passa com Paulo Honório e, ao mesmo tempo, as expectativas de Madalena sobre o 
 casamento. 
 IV - O romance pode ser compreendido como uma crítica ao capitalismo. Paulo Honório, por 
 exemplo, em vários momentos sobrepõe seus interesses pessoais e financeiros aos de 
 camaradagem e sentimentos afetivos. 
 Estão corretas apenas as afirmativas: 
 Nota: 10.0 
 A I e II. 
 B II e III. 
 C I, II e IV. 
 Você assinalou essa alternativa (C) 
 Você acertou! 
 As afirmativas I, II e IV estão corretas porque Paulo Honório é o narrador da história, cujos 
 eventos se deram antes do momento em que narra, quando já está sozinho, viúvo e 
 decadente; porque de fato o romance pode ser entendido como uma crítica ao capitalismo, 
 uma vez que Paulo Honório coloca os interesses comerciais, produtivos e financeiros acima 
 dos demais. A afirmativa III está errada porque o narrador do romance é o próprio Paulo 
 Honório, que o narra em 1ª pessoa. Trata-se de um romance memorialista, de um homem 
 solitário. (Livro-base, p. 214 e 215) 
 D I, III e IV. 
 E I e III. 
 Questão 5/10 - Literatura Brasileira 
 Leia a passagem abaixo: 
 “Pelo hábito de frequentar a igreja tomara conhecimento e travara estreita amizade com um 
 pequeno sacristão que, digamos de passagem, era tão boa peça como ele; apenas se 
 encontravam limitavam-se a trocar olhares significativos enquanto o amigo andava ocupado 
 no serviço da igreja; assim porém que se acabavam as missas, e que saíam as verdadeiras 
 beatas, reuniam-se os dois, e começavam a contar suas diabruras mais recentes, travando 
 o plano de mil outras novas. Por complacência, ou antes por prova de decidida amizade, o 
 companheiro confiava ao nosso gazeador um caniço, e faziam juntos o serviço e as 
 maroteiras: a mais pequena que faziam era irem de altar em altar escorropichando todas as 
 galhetas, o que lhes incendia mais o desejo de traquinar”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 ALMEIDA, Manuel A. de. Memórias de um sargento de milícias . Domínio Público , 
 p. 32. < http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000235.pdf>. Acesso 
 em 07 de ago. 2017. 
 A passagem acima foi extraída do romance Memórias de um Sargento de Milícias , de 
 Manuel Antônio de Almeida. Romance de costumes, a obra trouxe para a ficção os 
 ambientes mais populares do Rio de Janeiro e seus moradores, escolhendo como 
 protagonistas os homens pobres, mas livres, do século XIX. Nesse romance é possível 
 enxergar um modo de sociabilidade que Antonio Candido percebeu como estrutural daquela 
 sociedade e da sociedade brasileira em geral. Considerando o fragmento de texto e os 
 conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, Candido chamou esse tipo de sociabilidade 
 de: 
 Nota: 10.0 
 A malandragem. 
 Você assinalou essa alternativa (A) 
 Você acertou! 
 “A grande contribuição desse romance de costumes está na aposta de ficcionalizar o 
 mundo popular do Rio de Janeiro. [...] Ao enquadrar essa população sem eira nem beira , 
 Memórias de um sargento de milícias revela certo tipo de sociabilidade local até então não 
 percebida por Teixeira e Sousa ou Macedo e que Antonio Candido, a certa altura, 
 denominou de malandragem (livro-base, p. 100-101). 
 B marginal. 
 C aristocrática. 
 D convencional. 
 E civilizatória. 
 Questão 6/10 - Literatura Brasileira 
 Leia a citação a seguir: 
 “Enquanto nos textos de um Cláudio Manuel da Costa ou de um Gonzaga o nativismo, que 
 aos coloridos exaltadores barrocos das grandezas do país sugeria descrições 
 grandiloquentes para uso dos estrangeiros, torna-se pena sutil de consumo local. Nasce 
 com os árcades, indubitavelmente sob influência das ideias da França e da América do 
 Norte, mas como uma precisa referência aos problemas locais, aquela consciência pátria 
 que com os românticos irá desaguar na vontade de independência”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponívelem: 
 STEGAGNO-PICCHIO, Lucia História da literatura brasileira . 2. ed. Rio de 
 Janeiro: Nova Aguilar/Lacerda Editores, 2004, p. 127. 
 Considerando a citação acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira sobre o 
 Arcadismo, é correto afirmar que: 
 Nota: 10.0 
 A A estética árcade no Brasil Colônia descarta as tendências neoclássicas, de origem 
 francesa, e opõe-se às ideias Iluministas. 
 B O Arcadismo é uma releitura do barroco brasileiro, empregando sobretudo as 
 formas cultistas. 
 C Um dos principais traços da estética árcade é a adesão à razão e às teses do 
 iluminismo. 
 Você assinalou essa alternativa (C) 
 Você acertou! 
 As alternativas a, b, d e e estão incorretas A alternativa c está correta porque a estética 
 árcade é racionalista. “A estética árcade no Brasil Colônia combina as tendências 
 neoclássicas, de origem francesa, e os ideias da Ilustração, difundidos pela Europa do 
 século XVIII [ ]. Para os poetas árcades, a imaginação era o elemento a ser dominado 
 pela razão. Cabia ao poeta elaborar a expressão adequada, mais a partir da lógica e do 
 estudo do que da inspiração. Por isso não podiam ser cultistas, nem usar a alegoria como 
 faziam os barrocos. Realismo e determinismo são correntes posteriores ao arcadismo, 
 fortes no século XIX. (Livro-base, p. 56). 
 D Entre as características da estética árcade, destacam-se o uso da imaginação e o 
 emprego exagerado das alegorias. 
 E Os poetas árcades eram realistas e extraíam do determinismo geográfico e 
 biológico a base ideológica de seus versos . 
 Questão 7/10 - Literatura Brasileira 
 Leia o fragmento de texto a seguir: 
 “Não assustava ao sertanejo a imobilidade da moça; durante a corrida, apesar do estrépito 
 do incêndio e do esforço que empregava para arrancá-la às chamas, não cessara um 
 instante de ouvir sobre o peito a palpitação do coração de D. Flor, a princípio violenta, mas 
 que foi moderando-se gradualmente. 
 Conheceu que não passava isso de um simples desmaio causado pelo vapor do incêndio. 
 Com o repouso e a inspiração do ar mais vivo e fresco, a donzela não tardaria a voltar a si. 
 Mas se não receava já pela vida preciosa que salvara, todavia não se desvaneceu 
 completamente a inquietação do mancebo pelas consequências que podia ter aquele susto 
 para a saúde e tranquilidade de D. Flor”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 ALENCAR, José de. O sertanejo . Domínio Público, p. 7. 
 <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000140.pdf> Acesso em 10 de 
 ago. 2017. 
 O trecho acima foi destacado do romance O sertanejo de José de Alencar. Figura central do 
 romance do século XIX brasileiro, o escritor cearense consolida o romance brasileiro como 
 principal gênero literário do Oitocentos. A tradição crítica classificou as obras de Alencar em 
 quatro frentes: romance histórico, urbano, regionalista e indianista. A partir do fragmento 
 acima e do livro-base Literatura Brasileira , relacione as obras de José de Alencar abaixo 
 aos seus respectivos estilos: 
 1) Romance urbano 
 2) Romance regionalista 
 3) Romance histórico 
 4) Romance indianista 
 ( ) Iracema 
 ( ) O sertanejo 
 ( ) Lucíola 
 ( ) Minas de prata 
 Agora, marque a sequência correta: 
 Nota: 10.0 
 A 4, 2, 1, 3 
 Você assinalou essa alternativa (A) 
 Você acertou! 
 4) Romance indianista - Iracema 
 1) Romance urbano - Lucíola 
 3) Romance histórico – Minas de prata 
 2) Romance regionalista – O sertanejo 
 As obras e seus respectivos estilos foram trabalhados no capítulo dois e corresponde à 
 página 101 do livro-base. 
 B 1, 3, 2, 4 
 C 2, 3, 1, 4 
 D 3, 2, 4, 1 
 E 1, 2, 3, 4 
 Questão 8/10 - Literatura Brasileira 
 Leia o fragmento de poema abaixo: 
 “Vozes veladas, veludosas vozes 
 Volúpia dos violões, vozes veladas 
 Vagam nos velhos vórtices velozes 
 Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas 
 ...........................................................”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 CRUZ e SOUSA, J. Violões que choram. In: CRUZ E SOUZA, J. Obra completa . 
 Rio de Janeiro: José Aguilar, 1961. p. 124. 
 A poesia do poeta catarinense Cruz e Souza faz parte do cânone simbolista nacional. Esse 
 movimento estético buscou reagir à objetividade em arte que fundamentava tanto o 
 parnasianismo como o realismo-naturalismo. Considerando os versos acima e os conteúdos 
 do livro-base Literatura Brasileira sobre o simbolismo, é correto afirmar que: 
 Nota: 10.0 
 A os simbolistas buscaram tanto prosa quanto na poesia representar a realidade da 
 forma mais exata possível. 
 B os simbolistas procuraram por meio do uso de metáforas e outras figuras de 
 linguagem representar o que se passava em seu mundo interior. 
 Você assinalou essa alternativa (B) 
 Você acertou! 
 A alternativa b está correta, porque os simbolistas buscavam uma “linguagem sugestiva [...] 
 que fundiu a palavra, a imagem e a sonoridade. Daí o símbolo ser o recurso por excelência 
 utilizado pelos poetas desse movimento. ‘O símbolo significaria a tentativa de representar 
 [...] por meio de metáforas polivalentes todo o conteúdo vago e multitudinário do mundo 
 interior do poeta’” (livro-base, p. 147). As demais alternativas são inválidas pois os 
 simbolistas não visavam à representação exata da realidade; nem manifestavam 
 engajamento político em seus versos, nem usavam uma linguagem literal, muito pelo 
 contrário; tampouco buscavam elaborar explicações detalhadas de objetos do mundo 
 (livro-base, p. 141-147). 
 C entre as principais características dos poetas simbolistas estava o engajamento 
 político, que se manifestava em seus versos. 
 D os simbolistas empregavam uma linguagem literal, concisa, de modo a representar 
 fielmente os traços do meio rural. 
 E a paráfrase era um dos recursos retóricos mais empregados pelos simbolistas, pois 
 prezavam a explicação detalhada dos objetos do mundo. 
 Questão 9/10 - Literatura Brasileira 
 Leia o fragmento de texto abaixo: 
 “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e 
 filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o 
 murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é 
 que chamaram de Macunaíma. 
 Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não 
 falando. Si o incitavam a falar exclamava: 
 – Ai! que preguiça!... 
 e não dizia mais nada. 
 Ficava no canto da maloca, trepado no jirau da paxiúba, espiando o trabalho dos outros e 
 principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força de homem. 
 O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em 
 dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 ANDRADE, M. Macunaíma . 26. ed. Rio de Janeiro/Belo Horizonte: Editoras 
 Reunidas/ Vila Rica, 1990, p. 9. 
 Tendo como referência as informações acima e a leitura do livro-base Literatura Brasileira 
 sobre a obra Macunaíma , de Mário de Andrade, leia as afirmativas abaixo e assinale V para 
 as afirmativas verdadeiras e F paras as afirmativas falsas 
 I. ( ) O “herói sem nenhum caráter”, Macunaíma, nasce indígena e negro, depois se 
 transforma em homem louro de olhosazuis. Desde criança, na tribo, revela-se preguiçoso, 
 malicioso e espertalhão. 
 II. ( ) Segundo Mário de Andrade, Macunaíma é mais uma “rapsódia” do que um romance. 
 III. ( ) Macunaíma é um herói que, partindo do Amazonas em direção a São Paulo, salva o 
 Brasil das interferências europeias. 
 IV. ( ) O romance usa recursos de linguagem humorística, misturados a elementos trazidos 
 de mitos, fábulas e lendas e a registros da língua oral. 
 Agora, marque a sequência correta: 
 Nota: 10.0 
 A V – V – V – F 
 B F – V – V – V 
 C V – V – F – V 
 Você assinalou essa alternativa (C) 
 Você acertou! 
 As afirmativas I, II e IV são verdadeiras porque a personagem passa pela metamorfose 
 descrita na afirmativa; porque o autor considera o livro uma rapsódia, que segundo ele é 
 uma soma de temas tirados das histórias populares levados para a literatura por um escritor 
 culto; porque “mistura lendas e expressões de diferentes partes do país em uma mesma 
 história, saturando-a de elementos contraditórios, com o fim de destacá-los de sua 
 realidade etnográfica. Do ponto de vista da influência estrangeira, embora tenha se 
 baseado em pesquisas europeias e, até mesmo, tirado seu personagem de uma dessas 
 fontes, o tom parodístico leva-o, segundo a autora francesa Pascale Casanova (2002, p. 
 348), a ‘uma postura dupla muito refinada: enquanto reúne e enobrece explicitamente um 
 patrimônio cultural até então monopolizado pela etnologia, adota um tom irônico e 
 parodístico que, em um modo literário, denega e sabota os fundamentos do 
 empreendimento’” (livro-base, p. 187 e 188). A afirmativa III é falsa, pois o livro, entre outros 
 aspectos, faz uma paródia da história do Brasil ao mesmo tempo uma afirmação da 
 “estabilização de uma consciência criadora nacional” (livro-base, p. 189). 
 D F – V – F – V 
 E F – F – V – V 
 Questão 10/10 - Literatura Brasileira 
 Leia o fragmento de texto a seguir: 
 “A grande noite do poeta seria, porém, a de 7 de setembro de 1868, quando recitou, com 
 voz vibrante e, mais do que nunca, arrebatado de emoção, ‘Tragédia no mar’, que depois 
 tomaria o nome de ‘O navio negreiro’. [...] O poema foi escrito para ser recitado em voz alta. 
 [...] E é em voz alta que esse poema em seis movimentos, cada um deles a pedir uma 
 inflexão diferente, trabalha em nós e nos comove e nos revolta”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 SILVA, Alberto Costa e. Castro Alves . São Paulo: Cia. das Letras, 2006, p. 98 
 (Coleção Perfis Brasileiros). 
 E leia um fragmento de “O Navio Negreiro”: 
 ‘Stamos em pleno mar… Doudo no espaço 
 Brinca o luar – dourada borboleta; 
 E as vagas após ele correm… cansam 
 Como turba de infantes inquieta. 
 ‘Stamos em pleno mar… Do firmamento 
 Os astros saltam como espumas de ouro… 
 O mar em troca acende as ardentias, 
 – Constelações do líquido tesouro… 
 ..........................................................”. 
 Após esta avaliação , caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: 
 ALVES, C. O navio negreiro. In: RAMOS, F. J. S. da. Grandes poetas românticos 
 do Brasil . São Paulo: LEP, 1952, p. 795. 
 Conhecido como poeta dos escravos, porque defendia a abolição da escravidão, Castro 
 Alves difundiu seus versos em teatros, nas ruas e em salões literários ou íntimos. Suas 
 apresentações provocavam forte impacto nos auditórios por que passava. Considerando os 
 fragmentos de texto, o poema acima e os conteúdos do livro-base Literatura Brasileira, 
 sobre a poesia de Castro Alves é correto afirmar que: 
 Nota: 10.0 
 A a obra de Castro Alves se desenvolveu por um grande período, e dividiu-se em três 
 fases: amorosa, sacra e satírica. 
 B o grande traço de sua poesia é o desalento, que transparece nos poemas em que 
 critica a escravidão. 
 C seus versos apresentam uma visão pessimista do futuro, o que explica a dureza e 
 rigidez de seus versos. 
 D a eloquência é o ponto forte de seu estilo, que expressa o entusiasmo com 
 que via a experiência humana e a natureza. 
 Você assinalou essa alternativa (D) 
 Você acertou! 
 Esta alternativa está correta porque o “principal traço estilístico de sua obra (Castro Alves) 
 é a eloquência verbal de sua poesia [que] deriva [...] do consórcio entre música e a poesia 
 elaborada pelos poetas românticos anteriores e amplifica-se pelos problemas políticos do 
 momento. [...] Castro Alves opunha à poesia do desalento, da geração de Álvares de 
 Azevedo e Casimiro de Abreu, uma poesia nascida do ‘entusiasmo’ perante os dramas da 
 vida humana e os espetáculos da natureza. É com sua obra [...] que essa poesia 
 entusiasmada assume problemas sociais e políticos no calor da hora” (livro-base, p. 106, 
 108). As demais alternativas estão erradas porque Castro Alves morreu muito jovem, aos 
 24 anos, e sua poesia não foi classificada em fases; porque, como se viu, não havia traço 
 de contenção ou melancolia em sua poesia, muito pelo contrário. 
 E inconformado com a escravidão, Castro Alves escreveu uma obra melancólica, que 
 o inseriu na segunda geração romântica.

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