Prévia do material em texto
NR–13 VASOS DE PRESSÃO Portaria Nº 915, 30 de julho de 2019 COMPRESSOR DE AR COMPRIMIDO 1 2 OBJETIVO O objetivo desse treinamento é buscar as melhores práticas na operação para os Compressores de Ar utilizados pelos colaboradores da Unesul. Definindo regras claras para seu uso e informando os riscos buscando uma ação prevencionista. 3 COMPRESSOR São máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo volume de ar, admitido nas condições atmosféricas, até uma determinada pressão, exigida na execução dos trabalhos realizados pelo ar comprimido. 4 Na mecânica, no centro automotivo, nos postos de combustível, na pintura residencial e predial, no dentista, na indústria e até mesmo em sua casa? Sim, os compressores de ar estão em nosso dia a dia através dos diversos setores e são essenciais para nossa vida! Onde o compressor de ar é utilizado? 5 6 Compressor: é um equipamento industrial concebido para aumentar a pressão de um fluido em estado gasoso (ar, vapor de água, hidrogênio, etc). O tipo de compressor a ser empregado é função da pressão de trabalho e volume. Basicamente, existem dois processos de compressão de ar utilizados em compressores: •Processo de redução de volume -compressores volumétricos; •Processo de aceleração de massa (fluxo) - compressores dinâmicos. COMPRESSOR 7 Ar comprimido 8 Ar comprimido A compressão de ar em um reservatório ou tubulação é função dos compressores de ar. Este tipo de máquina deve ser selecionada de acordo com a exigência do equipamento que utiliza o ar comprimido produzido, pois este pode conter uma série de impurezas tais como, poeira, poeira, ferrugem, partículas sólidas, água ou mesmo óleo. Por exemplo: ar em ambientes cirúrgico e odontológico deve ser limpo; ar para setor de pintura deve ser seco, sem óleo e limpo; ar para máquinas que utilizam acionamentos pneumáticos isentos de sólidos e umidade. 9 Ar comprimido As vantagens do uso do ar comprimido • Utilização universal: para utilização nos mais variados setores de fábricas, na usinagem, montagem, pintura ou mesmo em máquinas; • Ecológica: limpa pois utiliza o próprio ar como energia; • Segurança: o ar não combustível, portanto sem risco de incêndio; • Não sofre influência da temperatura: gerado independente da temperatura ambiente; • Armazenável: com os pulmões de ar pequenas e grandes quantidades estão rapidamente disponíveis; • Reação rápida: rápida inversão liga/desliga; • Ajuste contínuo: pequenos ajustes na pressão do ar; • Sem retorno: instalação em sentido único ou mesmo em método circular. 10 Ar comprimido As desvantagens do uso do ar comprimido • Limitação de pressão: economicamente viável até aproximadamente 6 bar; • Manutenção: a necessidade de remoção constante de água condensada e impurezas presentes no sistema de ar comprimido; • Vazamentos: vazamentos do sistema de ar comprimido tem altos custos para a empresa; • Ruído: pelo trabalho constante do motor do compressor e das válvulas de alívio de ar. É necessário um isolamento acústico para estas partes; • Custo da energia: a produção do ar comprimido é superior ao da energia elétrica. 11 Propriedade Física do Ar Compressibilidade O ar permite reduzir o seu volume quando sujeito à ação de uma força exterior. 12 Elasticidade Propriedade que possibilita ao ar voltar ao seu volume inicial uma vez extinto o efeito (força) responsável pela redução do volume. Propriedade Física do Ar 13 Difusibilidade Propriedade do ar que lhe permite misturar-se homogeneamente com qualquer meio gasoso que não esteja saturado. Propriedade Física do Ar 14 Propriedade Física do Ar Expansibilidade Propriedade do ar que lhe possibilita ocupar totalmente o volume de qualquer recipiente, adquirindo o seu formato. 15 Peso do Ar Como toda matéria concreta, o ar tem peso. Experiência 1: dois balões idênticos, hermeticamente fechados, contendo ar com a mesma pressão e temperatura. 16 Peso do Ar De um dos balões, retira-se o ar através de uma bomba de vácuo. 17 Peso do Ar Um litro de ar, a 0°C e ao nível do mar, pesa 1,293 x 10-3 kgf. 18 Peso do Ar O Ar Quente é Mais Leve que o Ar Frio 19 Pressão Atmosférica Sabemos que o ar tem peso, portanto, vivemos sob esse peso. 20 Pressão Atmosférica A pressão atmosférica varia proporcionalmente à altitude considerada. Esta variação pode ser notada. 21 Pressão Atmosférica Variação da pressão atmosférica com relação a altitude. 22 Medição da Pressão Atmosférica Torricelli, o inventor do barômetro, mostrou que a pressão atmosférica pode ser medida por uma coluna de mercúrio. Enchendo-se um tubo com mercúrio e invertendo-o em uma cuba cheia com mercúrio, ele descobriu que a atmosfera padrão, ao nível do mar, suporta uma coluna de mercúrio de 760 mm de altura. 23 Medição da Pressão Atmosférica No S.I. F - Newton (Força) P - Newton/m2 (Pressão) A - m2 (Área) No MKS F - kgf (Força) P - kgf/cm2 (Pressão) A - cm2 (Área) Temos que: 1 kgf = 9,8 N 24 Ar comprimido Instalações Apesar de ser responsável ativo na produção de uma empresa, nem sempre estas instalações do ar comprimido recebem os cuidados necessários e à partir deste ponto passam a ser uma fonte de desperdícios. Um sistema de ar comprimido projetado corretamente proporcionará, além da minimização do custo da energia produzida, um trabalho mais eficiente das máquinas e equipamentos a ele ligados. 25 Instalações – Redes de distribuição de ar comprimido As redes de distribuição de ar podem ser construídas de formas distintas, dependendo da empresa, existindo basicamente três variações: • Sistema fechado ou anel: permite que o ar comprimido seja fornecido em dois acessos, minimizando a queda de pressão quando o consumo do ar aumentar repentinamente. Facilita ainda a produção, pois em caso de manutenções o ar continua sendo fornecido por pelo menos um sentido de fornecimento. Ar comprimido 26 • Sistemas em aberto ou em linha: o fornecimento do ar comprimido se dá somente por uma das extremidades. Este método prioriza os equipamentos que estão ligados no ponto mais próximo ao compressor e eventualmente em um pico de utilização de ar, pode diminuir consideravelmente o fornecimento de ar para a extremidade final. • Sistema combinado (fechado e em linha): outra alternativa é a mistura dos dois sistemas anteriores, como por exemplo uma aplicação da construção da fábrica que não foi abrangida pelo sistema fechado instalado. Instalações – Redes de distribuição de ar comprimido Ar comprimido 27 Esquema operacional de um sistema de ar comprimido Ar comprimido 28 Ar comprimido Instalações – Acessórios • Filtros: para eliminação das partículas que contaminam o ar comprimido (poeiras, umidade e óleo); • Filtro coalescente: objetiva a retirada do óleo contido no ar comprimido. A coalescência se baseia na coleta de partículas em suspensão nos gases, por intermédio da coesão entre elas, formando macro partículas que são mais fáceis de se captar; • Manômetros ou reguladores de pressão: vários trabalhos são realizados a uma pressão menor que a da linha de ar comprimido. Para isso se usam os manômetros para ajustar a pressão a um nível ideal. 29 Ar comprimido Instalações – Acessórios • Lubrificadores: quando se usa o ar para acionar motores, cilindros, válvulas e outros é necessário instalar um lubrificador. Os lubrificantes reduzem o atrito, basicamente consiste em um depósito de óleo projetado de maneira que, quando o ar circula por ele, uma quantidade de óleo é vaporizada. O óleo conduzido pela corrente de ar lubrifica as partes móveis do equipamento alimentado. 30 Ar comprimido Instalações – Acessórios • Purgadores: eliminador automático da água que se acumula nas diferentes partes da instalação de ar comprimido. O tipo de eliminador de boiaabre-se de forma automática para descarregar a água, fechando-se logo após a sua eliminação. 31 Ar comprimido Instalações – Acessórios • Mangueiras: ferramentas pneumáticas e outros dispositivos acionados a ar comprimido são em geral ligados à rede de ar através de mangueiras. Essas mangueiras devem ser leves, flexíveis, suportar a pressão do ar e resistir as intempéries. É formada por uma camada externa de borracha, uma camada intermediária de lona e uma camada interna bastante lisa afim de apresentar a mínima resistência possível para o ar. Mangueiras de 1” ou mais devem preferencialmente ser fixadas no solo. 32 Ar comprimido Numa tubulação de ar comprimido deve-se levar em consideração a distância que o ar percorre para então ser utilizado. Quanto maior a distância maior deve ser o diâmetro da tubulação para que se tenha a mesma vazão de ar. Instalações – Diâmetro recomendados as tubulações PCM (pés cúbicos por minuto). Ele equivale em média 28 litros de ar por minuto. 33 Ar comprimido Unidades e equivalências Na tabela ao lado mostra-se algumas unidades de força sobre área utilizadas em sistemas de ar comprimido. As unidades variam de acordo com o fabricante, porém independente de qual a unidade de pressão utilizada, a referência é sempre a máquina ou equipamento. Este equipamento deve ter o volume e pressão de ar necessário para o seu bom funcionamento. Cabe ao operador calcular e converter estas unidade para que este requisito seja atendido. 34 Ar comprimido Instalações – Problemas frequentes • Compressor subdimensionado para as necessidades da empresa, consequentemente baixa a pressão e pouca vazão de ar comprimido; • Pulmão de ar subdimensionado para o volume de ar utilizado na empresa apresentando variações de pressão do ar comprimido; • Rede de distribuição de ar não apresenta nenhum desnível no sentido dos purgadores e separadores de umidade, fazendo com que toda a umidade contida na rede siga para os equipamentos pneumáticos; • Filtros de ar em número reduzido ou mesmo inadequados para a rede de ar comprimido. 35 Ar comprimido Instalações – Problemas frequentes - vazamentos Vazamentos em sistemas de ar comprimido são frequentes. Vale ressaltar que o ar comprimido é uma energia que tem custos altos de produção. Todo o ar que escapa de um sistema é reposto (tem portanto os custos de nova compressão), por isso deve-se observar atentamente o sistema para eliminar este tipo de problema, para evitar estes prejuízos. 36 Conceito de Tratamento de Ar Comprimido O tratamento correto de ar comprimido gera como por principais benefícios: * O Aumento a produtividade; * A diminuição dos custos de manutenção; * O aumento da vida útil de máquinas e dispositivos pneumáticos; * Proteção das ferramentas pneumáticas; *Precisão nos equipamentos de medição e instrumentação; * Obtenção de ar isento de óleo, água e particulado. 37 * A estação de compressores deve ser montada dentro de um ambiente fechado; * O ambiente deve apresentar isolamento acústico; * O ambiente deve ter boa ventilação; * O ar sugado deve ser fresco, seco e livre de poeira. Montagem de uma estação de Compressor de ar comprimido 38 LOCALIZAÇÃO DO COMPRESSOR O compressor de ar deve manter um afastamento mínimo de 80 cm das paredes e o teto uma altura mínima de 2,5 metros, para de garantir uma boa ventilação e facilitar as manutenções preventivas, a área total da sala de compressor de ar deve 5 vezes maior que a área ocupada pelo compressor. O barulho do compressor varia de 74 a 85 dB, dependendo do modelo. Necessitando quem acessa o local utilizar o protetor auricular. Devem ser alojados o compressor de ar sobre amortecedores de vibração, os pés de borracha 39 Instalação do Ar Comprimido Produção do ar comprimido com pressão de trabalho desejada.COMPRESSOR RESERVATÓRIO DE AR COMPRIMIDO Armazena o ar comprimido. Ajuda a preparar o ar comprimido. Estabiliza e nivela oscilações da rede durante o consumo do ar comprimido. Separa a umidade do ar comprimido em forma de água. 40 Em que: 1.Pressostato; 2.Válvula de retenção; 3.Válvula de Segurança (abre: 10% acima da pressão máxima de operação); 4.Flange de Controle; 5.Manômetro; 6.Válvula de bloqueio de esfera; 7.Dreno de condensado; 8.Base para conexões; 9.Abertura de inspeção; 10.Mangueira flexível de alta pressão. Reservatório de Ar Comprimido 41 Armazenamento de Ar Comprimido 42 CLASSIFICAÇÃO DOS VASOS DE PRESSÃO São duas as classificações fundamentais para os princípios de trabalho: Deslocamento Positivo: - Baseia-se fundamentalmente na redução de volume. Deslocamento Dinâmico: - A elevação da pressão é obtida por meio de conversão de energia cinética em energia de pressão, durante a passagem do ar através do compressor. 43 Classificação 44 Os compressores de pistão são comumente aplicados para pequenas vazões (até 100 m³/h). Os compressores de parafuso são mais indicados para pequenas, médias e grandes vazões (50 m³/h a 2000 m³/h). Os compressores centrífugos são mais indicados para vazões grandes e muito grandes (> 1500 m³/h). 45 46 47 CUSTO TOTAL ENTRE COMPRESSORES DE PISTÃO E DE PARAFUSOS 48 49 Nos compressores volumétricos, estáticos ou de deslocamento positivo, a elevação de pressão é conseguida com a redução do volume ocupado pelo gás Compressores Volumétricos 50 Compressor de Pistão Utiliza-se de um sistema biela-manivela para converter o movimento rotativo de um eixo em um movimento translacional de um pistão ou êmbolo. Compressores Volumétricos 51 Compressores Volumétricos Compressor de Pistão Este tipo de compressor tem somente uma câmara de compressão aspirando o ar do meio e comprimindo-o em um reservatório pela simples movimentação vertical de um pistão. Variações deste modelo se repetem o processo para se obter pressões maiores. 52 53 Compressores Volumétricos Compressor de Pistão Os compressores de um único estágio produzem aproximadamente uma pressão de 8 bar. Quando há necessidade de pressões mais altas, recorre-se a compressores de dois (15 bar) ou mais estágios (acima de 15 bar). Êmbolo de 1 estágio Êmbolo de dois estágios com refrigeração intermediária 54 Compressores Volumétricos Compressor de Pistão Simples ação: obtêm a compressão do ar somente quando o êmbolo realiza seu movimento ascendente. Compressores Volumétricos Dupla ação: possibilitam a compressão do ar em ambos os sentidos de deslocamento do êmbolo. 55 Deslocamento Positivo: - Baseia-se fundamentalmente na redução de volume. CLASSIFICAÇÃO DO VASO DE PRESSÃO Ar Comprimido 56 57 DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES 58 DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES 59 A umidade que se acumula no vaso de pressão (reservatório de ar) é prejudicial à sua vida útil pois ela causa ferrugem nas paredes internas do vaso de pressão, como a ferrugem progride de dentro para fora só a notamos quando surge um furo no reservatório de ar e neste caso, por questões de segurança é preciso descartar o reservatório, mesmo que externamente esteja com uma boa aparência. Qual a importância de se retirar a água do compressor de ar? 60 Quais são os riscos do ar comprimido? Apesar das vantagens que o ar comprimido oferece, é necessário manuseá-lo com muito cuidado e cautela. Ele apresenta vários perigos se não forem tomadas as precauções adequadas. Riscos para a pele; Riscos para órgãos internos e externos; Riscos de choque e explosão. 61 CUIDADOS DE ACORDO COM COMPRESSORES SCHULZ 62 CUIDADOS DE ACORDO COM COMPRESSORES SCHULZ 63 CUIDADOS DE ACORDO COM COMPRESSORES SCHULZ 64 CUIDADOS DE ACORDO COM COMPRESSORES SCHULZ 65 Protetor auricular e óculos translúcido O compressor de ar é um aparelho que provoca barulho. O ouvido humano não está preparado para suportar ruídos acima de 85 decibéis.Se isso ocorrer por tempo mais prolongado, pode ocasionar danos irreversíveis na audição. Como também as partículas do ar podem ser projetado aos olhos e estes devem ser protegidos. EPIs Necessários para operação 66 Instruções Gerais de Segurança Ler atentamente todas as instruções de funcionamento, os conselhos para a segurança e os avisos do Manual de Instruções, quando este possuir. • Nunca utilizar o compressor de modo impróprio, mas somente no modo aconselhado pelo Fabricante, a menos que se tenha a absoluta certeza de que não possa ser perigoso, nem para o utilizador, nem para as pessoas que se encontrem nas proximidades. • A utilização imprópria e a manutenção deficiente deste compressor podem provocar lesões físicas irreversíveis. • Nunca pôr as mãos, dedos ou outras partes do corpo nas partes do compressor em movimento. • Realizar a manutenção devida somente com o equipamento desenergizado e devidamente sinalizado. • Nunca usar o compressor sem que todas as proteções estejam perfeitamente montadas no seu próprio lugar, conforme instruções do fabricante. 67 Instruções Gerais de Segurança • Se a manutenção ou o serviço exigem a remoção destas proteções, assegurar-se que, antes de usar novamente o compressor, as proteções estão bem fixadas no seu lugar. • Quando o compressor não é utilizado (neste caso os da categoria móveis) deve ser guardado num local seco e protegido dos agentes atmosféricos. • Manter limpa a zona de trabalho e libertar a área de ferramentas que não forem necessárias. • Manter a área de trabalho bem arejada. • Não usar o compressor na presença de líquidos inflamáveis ou gás – o compressor pode provocar faíscas durante o funcionamento. • A limpeza dos componentes poderá ser feita com substâncias químicas desde que aguarde o tempo suficiente para evaporação antes do seu funcionamento. • Não usar o compressor em situações onde se possam encontrar tintas, gasolinas, substâncias químicas, colas e qualquer outro material combustível ou explosivo. 68 Instruções Gerais de Segurança • Não usar roupas volumosas ou joias, pois estas podem ser agarradas pelas partes em funcionamento. • O compressor nunca deve ser usado quando se estão sob o efeito de álcool, drogas ou medicamentos que possam provocar sonolência. • Antes de utilizar novamente o compressor, se uma proteção ou outras partes estiverem danificadas, devem ser controladas atentamente para verificar se podem funcionar como previsto em segurança. • Utilizar o compressor exclusivamente para as aplicações especificadas no manual de instruções, se caso não tiver procurar qual o fabricante e entrar em contato para maiores esclarecimentos, nunca deverão manusear sem o conhecimento específico. • A área do compressor deverá ser sinalizada ou alguns casos a criação da casa dos compressores para evitar presença não autorizada. 69 Instruções Gerais de Segurança • Não deixar pessoas não autorizadas que não conheçam o seu funcionamento utilizar o compressor. • Nunca usar o compressor se este estiver defeituoso. • Se o compressor trabalha emitindo ruídos estranhos, com vibrações excessivas, ou apresenta-se defeituoso, desligá-lo imediatamente e verificar o funcionamento. • Não modificar o compressor – uma modificação não autorizada pode reduzir as capacidades do compressor, pode também ser a causa de graves acidentes para as pessoas que não tenham conhecimentos técnicos suficientes para efetuar essas modificações. • Para evitar queimaduras, não tocar nos tubos, no motor e em todas as partes quentes. 13.1 Introdução 13.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece requisitos mínimos para gestão da integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de pressão e suas tubulações de interligação nos aspectos relacionados à instalação, inspeção, operação e manutenção, visando à segurança e à saúde dos trabalhadores. Integridade estrutural – conjunto de propriedades e características físicas necessárias para que um equipamento ou item desempenhe com segurança e eficiência as funções para as quais foi projetado. 13.1.2 O empregador é o responsável pela adoção das medidas determinadas nesta NR. 70 NORMA REGULAMENTADORA 13 b) vasos de pressão cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P é a pressão máxima de operação em kPa , em módulo, e V o seu volume interno em m3; • 1,0 kgf/cm² = 98,07 kPa Equipamento: Reservatório de ar • Volume: 2,0 m³ • PMO: 8,0 kgf/cm² => 784,5 kPa • P.V = 1569 >> 8 71 13.2 Campo de Aplicação 13.5. VASOS DE PRESSÃO 13.5.1 Disposições Gerais 13.5.1.1 Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluídos sob pressão interna ou externa, diferentemente da atmosférica. 72 13.5.1.2 Para efeito desta NR, os vasos de pressão são classificados em categorias segundo a classe de fluido e o potencial de risco. a) os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados conforme descrito a seguir: CLASSE “A”: - Fluidos inflamáveis - combustível com temperatura superior ou igual a 200ºC; - Fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm; - Hidrogênio; - Acetileno. CLASSE "B”: - Fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200°C; - Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 ppm. CLASSE “C”: -Vapor de água, gases asfixiantes simples ou ar comprimido. CLASSE “D": - Água ou outros fluidos não enquadrados nas classes “A”, “B” ou "C", com temperatura superior a 50°C. b) quando se tratar de mistura, deve ser considerado para fins de classificação o fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores e instalações, considerando- se sua toxicidade, inflamabilidade e concentração. 73 GRUPO 1 – PV >a 100 GRUPO 2 – 100 < PV >30 GRUPO 3 – 30 < PV >2,5 GRUPO 4 – 2,5 < PV >1 GRUPO 5 – PV < 1 c) os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em função do produto P.V, onde P é a pressão máxima de operação em MPa, em módulo, e V o seu volume em m³, conforme segue: 74 Notas: a) Considerar volume em m³ e pressão em MPa; b) Considerar 1 MPa correspondente a 10,197 kgf/cm². d) a tabela a seguir classifica os vasos de pressão em categorias de acordo com os grupos de potencial de risco e a classe de fluido contido. 75 76 Um Compressor Atlas Copco com volume interno de 475 litros e pressão máxima de operação de 14,3 kgf/cm². Determine a categoria do vaso de pressão do compressor . P.M.O.= 14,3 kgf/cm² Volume = 475 litros Categoria = ? 1 Mpa = 10,197 kgf/cm² P = 14,3 = 1,402 MPa 10,197 1 m³ = 1.000 litros V = 475 = 0,475 m³ 1.000 Produto = ar comprimido = fluido “classe C“ P.V = 1,402 x 0,475 = 0,665 Portanto grupo de potencial de risco = 5 e fluído de classe “ C “. Entrando na tabela determinamos que o vaso é categoria V. 77 Categoria de Vasos de Pressão – Compressor de ar (Unisinos) 13.5. VASOS DE PRESSÃO 13.5.1.3. Os vasos de pressão devem ser dotados dos seguintes itens: a) válvula ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior à PMTA, instalado diretamente no vaso ou no sistema que o inclui, considerados os requisitos do código de projeto relativos a aberturas escalonadas e tolerâncias de calibração; 78 b) vasos de pressão submetidos a vácuo devem ser dotados de dispositivos de segurança ou outros meios previstos no projeto; se também submetidos à pressão positiva devem atender à alínea “a” deste subitem; c) sistema de segurança que defina formalmente o(s) meio(s) para evitar o bloqueio inadvertido de dispositivos de segurança (Dispositivo Contra Bloqueio Inadvertido DCBI),sendo que, na inexistência de tal sistema formalmente definido, deve ser utilizado no mínimo um dispositivo físico associado à sinalização de advertência; 79 d) instrumento que indique a pressão de operação, instalado diretamente no vaso ou no sistema que o contenha. “Os instrumentos paraindicação de pressão, por exemplo, manômetros, poderão ter mostrador analógico ou digital, e a instalação dos mesmos poderá ser feita no próprio vaso ou em sala de controle apropriada”. 80 13.5.1.4 Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo, em local de fácil acesso e bem visível, placa de identificação indelével com, no mínimo, as seguintes informações: a) fabricante; b) número de identificação; c) ano de fabricação; d) pressão máxima de trabalho admissível; e) pressão de teste hidrostático de fabricação; f) código de projeto e ano de edição. 81 82 13.5.1.5 Além da placa de identificação, deve constar, em local visível, a categoria do vaso, conforme item 13.5.1.2, e seu número ou código de identificação. 83 13.5.1.6. Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalada, a seguinte documentação devidamente atualizada: a) Prontuário do vaso de pressão a ser fornecido pelo fabricante, contendo as seguintes informações: - código de projeto e ano de edição; - especificação dos materiais; - procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção final; - metodologia para estabelecimento da PMTA; - conjunto de desenhos e demais dados necessários para o monitoramento da sua vida útil; - pressão máxima de operação; - registros documentais do teste hidrostático; - características funcionais, atualizadas pelo empregador sempre que alterada as originais; - dados dos dispositivos de segurança, atualizados pelo empregador sempre que alterados os originais; - ano de fabricação; - categoria do vaso, atualizada pelo empregador sempre que alterada a original. 84 85 b) Registro de Segurança em conformidade com o item 13.5.1.8; c) Projeto de alteração ou reparo em conformidade com os itens 13.3.3.3 e 13.3.3.4; d) Relatórios de inspeção em conformidade com o item 13.5.4.14; e) Certificados de calibração dos dispositivos de segurança, onde aplicável. Projeto de Vaso de Pressão 86 13.5.1.8 O Registro de Segurança deve ser constituído por livro de páginas numeradas, pastas ou sistema informatizado do estabelecimento com segurança da informação onde serão registradas: a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança dos vasos de pressão; b) as ocorrências de inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária, devendo constar a condição operacional do vaso, o nome legível e assinatura de PH no caso de registro em livro físico ou cópias impressas; Registro de Segurança 87 13.5.1.9 A documentação referida no subitem 13.5.1.6 deve estar sempre à disposição para consulta dos operadores, do pessoal de manutenção, de inspeção e das representações dos trabalhadores e do empregador na CIPA, devendo o empregador assegurar o livre e pleno acesso a essa documentação inclusive à representação sindical da categoria profissional predominante do estabelecimento, quando formalmente solicitado. 88 13.5.2 Instalação de vasos de pressão. 13.5.2.1 Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nível, pressão e temperatura, quando existentes, sejam facilmente acessíveis. 89 13.5.2.2 Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes fechados, a instalação deve satisfazer os seguintes requisitos: a) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas; b) dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção, operação e inspeção, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas; c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas; d) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes; e) possuir sistema de iluminação de emergência. 13.5.2.3 Quando o vaso de pressão for instalado em ambiente aberto, a instalação deve satisfazer as alíneas “a”, “b”, “d” e “e” do subitem 13.5.2.2. 90 13.5.3 Segurança na operação de vasos de pressão. 13.5.3.1 Todo vaso de pressão enquadrado nas categorias I ou II deve possuir manual de operação próprio ou instruções de operação contidas no manual de operação de unidade onde estiver instalado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores, contendo no mínimo: a) procedimentos de partidas e paradas; b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina; c) procedimentos para situações de emergência; d) procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação do meio ambiente. 91 13.5.4 Inspeção de segurança de vasos de pressão. 13.5.4.1 Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária. 13.5.4.2 A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos de pressão novos, antes de sua entrada em funcionamento, no local definitivo de instalação, devendo compreender exames externo e interno. 92 Inspeção de segurança inicial - inspeção realizada no equipamento novo, montado no local definitivo de instalação e antes de sua entrada em operação. Inspeção de segurança periódica - inspeções realizadas durante a vida útil de um equipamento, com critérios e periodicidades determinados por PH, respeitados os intervalos máximos estabelecidos nesta Norma. Inspeção de segurança extraordinária - inspeção realizada devido a ocorrências que possam afetar a condição física do equipamento, tais como hibernação prolongada, mudança de locação, surgimento de deformações inesperadas, choques mecânicos de grande impacto ou vazamentos, entre outros, envolvendo caldeiras, vasos de pressão e tubulações, com abrangência definida por PH. 93 13.5.4.3. Os vasos de pressão devem obrigatoriamente ser submetidos a Teste Hidrostático - TH em sua fase de fabricação, com comprovação por meio de laudo assinado por PH, e ter o valor da pressão de teste afixado em sua placa de identificação. 94 13.5.4.3.1. Na falta de comprovação documental de que o Teste Hidrostático-TH tenha sido realizado na fase de fabricação, se aplicará o disposto a seguir: a) para os vasos de pressão fabricados ou importados a partir da vigência da Portaria MTE n.º 594, de 28 de abril de 2014, o TH deve ser feito durante a inspeção de segurança inicial; b) para os vasos de pressão em operação antes da vigência da Portaria MTE n.º 594, de 28 de abril de 2014, a execução do TH fica a critério do PH e, caso seja necessária à sua realização, o TH deve ser realizado até a próxima inspeção de segurança periódica interna. 95 13.5.4.4. Os vasos de pressão categorias IV ou V de fabricação em série, certificados pelo INMETRO, que possuam válvula de segurança calibrada de fábrica ficam dispensados da inspeção inicial, desde que instalados de acordo com as recomendações do fabricante. 13.5.4.4.1. Deve ser anotada no Registro de Segurança a data da instalação do vaso de pressão a partir da qual se inicia a contagem do prazo para a inspeção de segurança periódica. 96 13.5.4.5 A inspeção de segurança periódica, constituída por exames externo e interno, deve obedecer aos seguintes prazos máximos estabelecidos a seguir: a) para estabelecimentos que não possuam SPIE, conforme citado no Anexo II: b) para estabelecimentos que possuam SPIE, conforme citado no Anexo II, consideradas as tolerâncias nele previstas: SPIE = Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos. 97 13.5.4.6 Vasos de pressão que não permitam acesso visual para o exame interno ou externo por impossibilidade física devem ser submetidos alternativamente a outros exames não destrutivos e metodologias de avaliação da integridade, a critério do PH, baseados em normas e códigos aplicáveis à identificação de mecanismos de deterioração. 98 13.5.4.10 As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser desmontadas,inspecionadas e calibradas com prazo adequado à sua manutenção, porém, não superior ao previsto para a inspeção de segurança periódica interna dos vasos de pressão por elas protegidos. 99 13.5.4.12 A inspeção de segurança deve ser executada sob a responsabilidade técnica de PH. 13.5.4.11 A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes oportunidades: a) sempre que o vaso de pressão for danificado por acidente ou outra ocorrência que comprometa sua segurança; b) quando o vaso de pressão for submetido a reparo ou alterações importantes, capazes de alterar sua condição de segurança; c) antes do vaso de pressão ser recolocado em funcionamento, quando permanecer inativo por mais de 12 (doze) meses; d) quando houver alteração do local de instalação do vaso de pressão, exceto para vasos móveis. 100 13.5.4.13 Imediatamente após a inspeção do vaso de pressão, deve ser anotada no Registro de Segurança a sua condição operacional, e, em até 60 (sessenta) dias deve ser emitido o relatório, que passa a fazer parte da sua documentação, podendo este prazo ser estendido para 90 (noventa) dias em caso de parada geral de manutenção. Efetuamos nesta data a inspeção de segurança do vaso sob pressão, posicionado na Horizontal, fabricado pela empresa xxxxxxxxxxxxxxx, com capacidade para X litros, atendendo a legislação vigente na presente data. Conforme relatório de inspeção entregue para a xxxxxxxxxxxxxxxxxxx, o vaso sob pressão inspecionado encontra-se em condições normais de funcionamento e segurança conforme constante no referido relatório, podendo ser utilizado para o fim a que se destina, obedecido os padrões de funcionamento registrados no mesmo. Cidade, dia de mês de ano. Engº Luís Fernando A. Gomes CREA Nº 058941 101 13.5.4.14 O relatório de inspeção, mencionado no item 13.5.1.6, alínea “e”, deve ser elaborado em páginas numeradas, ou em sistema informatizado do estabelecimento com segurança de informação, no qual o PH esteja identificado como o responsável pela respectiva aprovação, e conter no mínimo: a) identificação do vaso de pressão; b) categoria do vaso de pressão; c) fluidos de serviço; d) tipo do vaso de pressão; e) tipo de inspeção executada; f) data de início e término da inspeção; g) descrição dos exames e testes executados; h) registro fotográfico das anomalias do exame interno do vaso de pressão; i) resultado das inspeções e intervenções executadas; j) recomendações e providências necessárias; k) parecer conclusivo quanto a integridade do vaso de pressão até a próxima inspeção; l) data prevista para a próxima inspeção; m) nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção. 102 103 Anexo II Requisitos para Certificação de Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos – SPIE. A Norma Regulamentadora n.°13, do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece, entre outros requisitos, os prazos máximos para inspeção em vasos de pressão e caldeiras. Possibilita a extensão desses prazos se o estabelecimento possuir um Serviço Próprio de Inspeção certificado pelo INMETRO. As vantagens são a redução das intervenções periódicas e das paradas dos equipamentos, com evidentes vantagens econômicas. O maior dos benefícios dentre todos é a redução de acidentes nos equipamentos inspecionados. 104 Agora vamos verificar o GRUPO POTENCIAL DE RISCO 1 Kgf/cm2 = 0,098 MPA Então temos 2 Kgf/cm2 de vapor, que é equivalente a 0,196 MPA P (0,196) x V (2 m3) = 0,392 Por exemplo: Um vaso que opera com vapor a 2 kgf/cm2 de pessão e possui um volume de 2 m3 Vamos verificar se ele é um vaso de pressão através do produto P x V > 8 onde: - P = KPA sendo que 1 kgf/cm2 = 98,066 KPA - V = m3 Fazendo as contas, temos: P (196,132 KPA) x V (2 m3) = 392,2 Portanto, 392,2 é > que 8, logo é considerado um vaso de pressão! Enquadramento do Vaso de Pressão 105 CLASSIFICAÇÃO DO FLUIDO DOS VASOS DE PRESSÃO 1 - PARA EFEITO DESTA NR OS VASOS DE PRESSÃO SÃO CLASSIFICADOS EM CATEGORIAS SEGUNDO O TIPO DE FLUIDO E O POTENCIAL DE RISCO. 1.1 Os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados conforme descrito a seguir: CLASSE “A”: - Fluidos inflamáveis - combustível com temperatura superior ou igual a 200ºC; - Fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm; - Hidrogênio; - Acetileno. CLASSE "B”: - Fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200°C; - Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 ppm. CLASSE “C”: - Vapor de água, gases asfi xiantes simples ou ar comprimido. CLASSE “D": - Água ou outros fluidos não enquadrados nas classes “A”, “B” ou "C", com temperatura superior a 50°C. Enquadramento do Vaso de Pressão 106 107 FOTOS COMPRESSORES Calibração dos manômetros, pressostato e válvula de alívio Purgador automático Categoria e TAG do vaso 108 FOTOS COMPRESSORES Compressor geral e dispositivos de segurança Compressor na casa coberta 109 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95 Slide 96 Slide 97 Slide 98 Slide 99 Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108 Slide 109