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ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE DO ESTADO DO CEARÁ Profa. Michelle Sampaio PLANO DIRETOR DE REGIONALIZAÇÃO 01. (Curso MS, 2021) A Organização da regionalização do estado do Ceará passou por atualizações nos últimos anos, segundo a nova regionalização do Ceará estabelecida na Lei 17.006/2019 e operacionalizada através de Portaria 2.108/2019, marque V para verdadeiro e F para falso e, em seguida assinale o item correto: ( ) A região de saúde de Fortaleza abrange todo o município de Fortaleza e áreas descentralizadas como: Caucaia, Maracanaú, Cascavel e Canindé. ( ) O estado do Ceará possui atualmente 17 áreas descentralizadas de saúde (ADS) e cinco regiões de saúde. ( ) A Região de saúde do Litoral Leste possui duas áreas descentralizadas de saúde que são: Russas e Aracatí a) VVV b) FFV c) FVV d) VFV e) FFF LEGISLAÇÃO REGIONALIZAÇÃO ATUAL LEI N.º 17.006, 30.09.19 (D.O. 30.09.19)DISPÕE SOBRE A INTEGRAÇÃO, NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS,DAS AÇÕES E DOS SERVIÇOS DE SAÚDE EM REGIÕES DE SAÚDE NO ESTADO DO CEARÁ. DEFINIÇÕES Art. 3.º As regiões de saúde serão redefinidas pelo Estado, sob a coordenação da Secretaria da Saúde do Estado, em articulação com os municípios, observados os termos desta Lei, as diretrizes gerais pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite – CIT e os demais regramentos incidentes. § 1.º A organização das regiões de saúde no âmbito das regiões metropolitanas, sempre que possível, observará os seus planos de desenvolvimento regional para a promoção da articulação intersetorial. § 2.º As políticas regionais de saúde deverão se inter-relacionar com as demais políticas sociais e econômicas estaduais para a melhoria da redução do risco de doenças e de outros agravos. § 3.º As regiões de saúde interestaduais, compostas por Municípios limítrofes pertencentes a outros estados, observarão o disposto no Decreto Federal n.º 7.508, de 28 de junho de 2011, e em outras normas incidentes. § 4.º Cada região instituirá Comissão Regional de Saúde, vinculada ao Conselho Estadual de Saúde do Ceará, em caráter permanente e com representação paritária, em acordo ao § 2.º do art. 1.º da Lei n.º 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde – SUS. Art. 6.º As responsabilidades regionais dos entes federativos na região de saúde serão pactuadas nas Comissões Intergestores Regionais – CIR, na forma do disposto nesta Lei e nas demais normas incidentes. § 1.º Nas responsabilidades municipais de alcance regional, deverão ser considerados os impactos financeiros sobre a despesa municipal e o limite de gasto com pessoal na parte que excede o atendimento de seus próprios munícipes, para os devidos cálculos e compensações. § 2.º As regiões de saúde observarão as regras da Central de Regulação estadual, devendo criar em até 2 (dois) anos, Centrais de Regulação Regionais para o adequado referenciamento regional dos usuários aos serviços de saúde. 02. (Curso MS, 2021) De acordo com a Lei 17.006/ 2019 que dispõe sobre a integração, no âmbito do sistema único de saúde -sus,das ações e dos serviços de saúde em regiões de saúde no estado do Ceará, julgue os itens abaixo: I. As regiões de saúde serão redefinidas pelo Estado, sob a coordenação da Secretaria da Saúde do Estado, em articulação com os municípios, observados os termos desta Lei, as diretrizes gerais pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite – CIT, conforme também estabelecido no Decreto 7.508/2011. II. As políticas regionais de saúde deverão se inter-relacionar com as demais políticas sociais, no entanto as politicas econômicas estaduais devem ser independentes para a melhoria da redução do risco de doenças e de outros agravos. III. As regiões de saúde interestaduais, compostas por Municípios limítrofes pertencentes a outros estados, observarão o disposto nesta Lei. Assinale o item correto: a) I e II estão errados b) Somente II está errado c) Somente III está errado d) II e III estão errados e) I, II e III estão errados DO PLANEJAMENTO REGIONAL Art. 7.º O planejamento regional das ações e dos serviços de saúde considerará: I – as necessidades de saúde regionais; II – as medidas de superação das desigualdades e a progressiva diminuição das disparidades regionais; III – os vazios assistenciais; IV – a qualificação da assistência; V – os serviços de saúde públicos e privados prestados na região; VI – os dados do mapa da saúde; VII – as diretrizes nacionais e estaduais da saúde expressas no plano nacional e estadual da saúde e nas diretrizes da conferência de saúde; VIII – o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dos sistemas regionais de informações em saúde e o registro de dados dos usuários. IX – os planos e projetos governamentais estaduais estratégicos para a saúde, as articulações Interssetoriais e demais informações de interesse da saúde. § 1.º O planejamento regional da saúde será apresentado ao Conselho Estadual de Saúde, devendo ser apreciado no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. § 2.º O planejamento regional da saúde será compatível com os planos plurianuais, as leis de diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, orientando o plano de saúde regional. DO PLANO DE SAÚDE REGIONAL Art. 8.º O plano de saúde regional deverá prever: I – as ações e os serviços de saúde dos municípios e do Estado, de referência regional, e seus custos; II – os custos dos serviços municipais de alcance regional; III – as responsabilidades dos entes federativos pelo financiamento das ações e dos serviços municipais e regionais; IV – o nível de resolutividade dos serviços a ser alcançado; V – as formas de referência e os fluxos assistenciais dos usuários nos serviços de saúde. § 1.º O plano regional de saúde manterá consonância com os planos municipal, estadual e nacional da saúde, cabendo ao plano de saúde estadual especificar os seus serviços de referência inter-regional. § 2.º O plano de saúde regional será referência para o custeio dos serviços de abrangência regional, devendo as responsabilidades dos entes federativos e a forma de seu financiamento estar discriminadas no contrato previsto nesta Lei. § 3.º A rede de atenção à saúde deve estar compreendida na região de saúde, podendo ser inter-regional, conforme o nível de densidade tecnológica do serviço. § 4.º Os serviços públicos contratados com o setor privado lucrativo e sem fins lucrativos na região, por todas as formas de direito admitidas, deverão submeter-se ao ordenamento sanitário estadual, às normas da regionalização e à central de regulação. 03. (Curso MS, 2021) Acerca do Planejamento regionalizado estabelecido na Lei 17.006/2019 marque o item correto: a) O planejamento regional da saúde será apresentado ao Conselho Estadual de Saúde, devendo ser apreciado no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. b) O planejamento regional da saúde será compatível com os planos bianuais, as leis de diretrizes orçamentárias e os orçamentos plurianuais, orientando o plano de saúde regional. c) A rede de atenção à saúde deve estar compreendida na região de saúde, não podendo ser inter-regional, conforme o nível de densidade tecnológica do serviço. d) Somente os serviços públicos contratados com o setor privado lucrativo deverão submeter-se ao ordenamento sanitário estadual, às normas da regionalização e à central de regulação. e) O plano de saúde estadual será referência para o custeio dos serviços de abrangência regional. PORTARIA Nº 2019/2108. DISPÕE SOBRE ASPECTOS ORGANIZATIVOS-OPERACIONAIS DAS REGIÕES DE SAÚDE, NOS TERMOS DA LEI ESTADUAL Nº 17.006, DE 30 DE SETEMBRO DE 2019. Art. 1º. Dispor sobre a organização e funcionamento das regiões de saúde do Estado do Ceará, nos termos da Lei Estadual n. 17.006, de 2019, no âmbito do Sistema Único de Saúde no Ceará. Art. 2º. As atuais cinco macrorregiões de saúde passam a se configurar como regiões de saúde, nos termos do art. 3º, da Lei n. 17.006, de 30 de setembro de 2019, coordenadas pela Secretariade Estado da Saúde, em articulação com os municípios que as integram, nos seguintes termos: I – Região de saúde de Fortaleza; II – Região de saúde do Cariri; III – Região de saúde do Sertão Central IV – Região de saúde do Litoral Leste Jaguaribe V – Região de saúde de Sobral § 1º. As vinte e duas regiões de saúde definidas no Plano Diretor da Regionalização (PDR) de 2018 deverão estar configuradas no território de cada uma das cinco regiões de saúde e serão instâncias de planejamento local, conforme o disposto no art. 2º. § 2º. Serão instituídas Comissões Intergestores Regionais (CIR) em cada uma das cinco regiões de saúde acima referidas. § 3º. A CIR manterá em sua estrutura Câmaras Técnicas e Comitês de Apoio à sua governança, do qual farão parte todas as entidades envolvidas na prestação de serviços assistenciais da região, para ampliar a participação das entidades prestadoras de serviços na região. § 4º. As Câmaras Técnicas da CIR atuam como seu apoio técnicosanitário § 5º. A critério dos entes federativos municipais, integrantes da região de saúde, poderão ser criadas subcomissões regionais, conforme seus interesses e necessidades, para a discussão de temas que lhe são afetos, devendo as suas conclusões serem levadas à CIR pelos seus representantes. § 6º. A Secretaria de Estado da Saúde, em comum acordo com os municípios de cada região de saúde, poderá, a qualquer tempo, rever a configuração e o número das regiões de saúde no Estado, em acordo a pactuação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Art. 3º. Os planos de saúde regionais deverão ser elaborados para o período de quatro anos, com revisão a cada dois anos, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Saúde, pela sua Secretaria Executiva de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional, em conjunto com os municípios, devendo observar o disposto na Lei n. 17.006, de 2019, em especial seu artigo 7º, sempre em compatibilidade com os planos plurianual, a lei de diretriz orçamentária e a lei orçamentária anual do Estado e Municípios. Parágrafo Único. A composição e normas de funcionamento da CIR e dos Comitês de Apoio à Governança serão definidos em regimento pactuado na CIB. Art. 4º. A desconcentração da central de regulação, nos termos do art. 2º, IX, da Lei n,17.006, de 2019, para as regiões de saúde, será objeto de grupo de trabalho composto pela Secretaria de Estado da Saúde, representantes do COSEMS-CE e das cinco regiões de saúde, indicadas pela CIR, que deverá apresentar seus resultados no prazo de 60 dias para discussão e aprovação na CIB. Art. 5º. Em cada uma das regiões de saúde haverá uma representação institucional da Secretaria de Estado da Saúde. Art. 6º. Os consórcios públicos, que se configuram como modalidade de gestão compartilhada de serviços, serão vinculados a uma das cincos regiões de saúde, conforme a sua situação geográfica, nos termos do art. 2º desta Portaria. https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/695498545/lei-17006-19-s%C3%A3o-paulo-sp https://www.jusbrasil.com.br/topicos/222573085/artigo-2-da-lei-n-17006-de-04-de-abril-de-2019-de-s%C3%A3o-paulo https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/695498545/lei-17006-19-s%C3%A3o-paulo-sp 04. (Curso MS, 2021) Acerca da Portaria 2.108/2019 que dispõe sobre aspectos organizativos-operacionais das regiões de saúde, nos termos da lei estadual nº 17.006, de 30 de setembro de 2019, estabelece a organização e o funcionamento das regiões de saúde do estado do Ceará. Acerca do tema, analise as afirmativas abaixo: 1. Os planos de saúde regionais deverão ser elaborados para o período de quatro anos, com revisão a cada dois anos, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Saúde, pela sua Secretaria Executiva de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional, em conjunto com os municípios, devendo observar o disposto na Lei n. 17.006, de 2019, em especial seu artigo 7º, sempre em compatibilidade com os planos plurianual, a lei de diretriz orçamentária e a lei orçamentária anual do Estado e Municípios. 2. As atuais cinco macrorregiões de saúde passam a se configurar como regiões de saúde, nos termos do art. 3º, da Lei n. 17.006, de 30 de setembro de 2019, coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde, em articulação com os municípios que as integram. 3. Em cada uma das regiões de saúde haverá uma representação institucional da Secretaria de Estado da Saúde e do Ministério da Saúde. a) A afirmativa 3 está correta b) As afirmativas 1 e 3 estão corretas c) As afirmativas 1 e 2 estão corretas d) Somente a afirmativa 2 está correta e) As afirmativas 1, 2 e 3 estão corretas MAIS INOVAÇÃO E EFICIÊNCIA NA SAÚDE PÚBLICA PLATAFORMA DE MODERNIZAÇÃO DA SAÚDE O Governo do Ceará tem realizado crescentes investimentos na área da saúde, com a criação de uma rede de saúde estruturada e descentralizada, composta por Hospitais, UPAs, Policlínicas, Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e SAMU, e considerada referência nacional pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Objetivo: Unir inovação e eficiência na prestação de um serviço público de saúde de excelência para a nossa população cearense. Um trabalho baseado em estudos, indicadores, metas e alicerçado por novos investimentos que apresentamos agora Integrar e universalizar a rede de atendimento em todo o Ceará, traçando uma trajetória de informações e serviços que começa nas unidades de atenção primária e se estende até as unidades terciárias de maior complexidade. A organização dos dados dos pacientes, o registro eletrônico de saúde e o acesso aos históricos de cada cearense atendido em qualquer ponto da rede otimiza o trabalho, minimiza a dor dos pacientes e ajuda a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) a priorizar o que é mais necessário para cada região do Estado. • organizar a sua estrutura de funcionamento para garantir que todo cidadão que busca o serviço público de saúde tenha acesso assegurado e que as suas necessidades sejam contempladas de maneira eficaz, com qualidade; Para assegurar o acesso, uma das políticas priorizadas pela Secretaria da Saúde do Ceará é fortalecer a Rede de Atenção Primária, estabelecendo parcerias com as gestões municipais e garantir qualidade e eficiência à rede hospitalar. • efetivar o papel do Estado como coordenador da regionalização, por meio da organização de cinco Macrorregiões de Saúde no Estado e da implantação de iniciativas inovadoras como as Agências Regionais de Saúde. Isto permite ao cidadão atendimento próximo à sua residência. • Uma das iniciativas para assegurar a qualidade no atendimento é a lei que cria a Autoridade Reguladora de Saúde, que garante à Sesa o poder de avaliar as unidades de saúde da rede estadual e conveniadas, possibilitando a eficácia do atendimento, a segurança do paciente e a transparência. A sociedade terá amplo acesso para acompanhar o desempenho das políticas públicas na área da saúde. AÇÕES A governança da Saúde está estruturada com base no fortalecimento do planejamento e da gestão. GOVERNANÇA A Secretaria da Saúde do Ceará modificou sua estrutura organizacional para permitir a efetivação do novo modelo de governança, integrando as diferentes áreas, diminuindo a fragmentação das políticas e promovendo ações intersetoriais voltadas à eficiência da gestão. NOVA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL • O organograma se divide em: 1. planejamento e formulação de políticas públicas; 2. atenção à saúde; 3. monitoramento, avaliação e regulação; 4. planejamento e; 5. execução dos processos administrativos. O novo desenho procura promover maior horizontalidade entre as áreas hierárquicas, que passam a ser organizadas agora em apenas três níveis: secretário e secretarias executivas, coordenadorias e células. ORGANOGRAMA DA SESA-CE 5.(Curso Ms, 2021) De acordo com a Plataforma de Modernização da saúde, marque V para verdadeiro e F para falso e, em seguida, assinale a sequencia correta: ( ) A governança da Saúde está estruturada com base no fortalecimento do planejamento e da gestão. ( ) A Secretariada Saúde do Ceará modificou sua estrutura organizacional para permitir a efetivação do novo modelo de governança, integrando as diferentes áreas, diminuindo a fragmentação das políticas e promovendo ações intersetoriais voltadas à eficiência da gestão. ( ) O novo organograma procura promover maior horizontalidade entre as áreas hierárquicas, que passam a ser organizadas agora em quatro níveis: secretário e secretarias executivas, diretorias, coordenadorias e células. a) ( ) VVV b) ( ) FFV c) ( ) FVF d) ( ) VFF e) ( ) VVF • Objetivo principal Criar condições para desenvolver uma carreira pública, com ascensão funcional, garantia de uma estrutura de trabalho digna e acolhedora, e que envolva também a promoção de processos de qualificação e educação permanente. Essa política requer ainda a criação de uma rede de informação e metodologia de suporte que inclua ferramentas como telessaúde, interconsultas e segunda opinião. FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Atualmente, cerca de 80% do quadro funcional da Sesa está ligado a cooperativas de trabalhadores, o que gera implicações nas condições de trabalho e vínculo empregatício. A Sesa irá valorizar todos os profissionais da Atenção Básica e Atenção Especializada. Através da seleção pública via incorporação ao plano de cargos e carreira do Estado. Através de seleção pública, os servidores serão contratados pela Agência de Saúde do Estado, com competência determinada e monitoramento. O Plano inclui também a formulação de um processo de avaliação com 12 indicadores, que medem a atuação profissional no plano individual, do sistema de saúde e da região onde atua. Os indicadores mensuram, por exemplo, quantas pessoas foram atendidas, a satisfação do usuário, quantos foram internados por problemas evitáveis, qual o envolvimento do servidor nos programas de educação permanente e se suas habilidades estão adequadas. A avaliação é feita anualmente e, dependendo do indicador global, o profissional ganha ascensão funcional. Outra vantagem é que o trabalhador também participa do processo avaliativo e é estimulado a se desenvolver permanentemente. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) está construindo um modelo sustentável de financiamento, cuja tônica é o aumento da eficácia, mas também do investimento na capacidade do setor saúde de produzir riqueza, gerando valor para o Estado. Entenda-se que a riqueza depende do desenvolvimento de um complexo industrial que contribua com o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), mas transita sobretudo pela construção de sistemas de informação inteligentes. INVESTIMENTO E SUSTENTABILIDADE REGIONALIZAÇÃO O desafio assumido pela Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) é integrar essas unidades, potencializando a sua capacidade de funcionamento de forma racional. A organização do sistema de saúde em nível regional é prioritária, uma vez que garante a pactuação entre as diversas unidades de saúde da região e evita a fragilidade no planejamento e na regulação da oferta dos serviços, motivo de distorções como demora no atendimento e falta de resolutividade OBJETIVO GERAL Para fortalecer a regionalização, a Sesa organizou cinco Macrorregiões de Saúde que serão reguladas por Agências Regionais, responsáveis pela execução das políticas. O papel das Agências foi desenhado no Projeto de Lei da Governança Interfederativa, que após aprovação na Assembleia Legislativa será o primeiro do gênero no País AGÊNCIAS REGIONAIS DE SAÚDE Com a criação das ARS os municípios terão clareza da sua missão e o orçamento será redefinido para garantir equidade, destinando mais apoio a quem precisa mais. Alguns parâmetros de organização estão sendo estabelecidos, como o entendimento técnico-científico de que só devem ser transferidos para Fortaleza pacientes que necessitam de tratamento altamente especializado. Em resumo, a criação das Agências Regionais com poder de governança empodera o Estado para que possa de fato coordenar os municípios nas ações. PLATAFORMA DE MODERNIZAÇÃO DA SAÚDE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (2019-2023) Plano Estadual de Saúde 2020 – 2023 • Eixo: Ceará Saudável Resultado Estratégico: População saudável Indicadores: - Razão da mortalidade materna - Taxa de mortalidade infantil - Taxa de mortalidade por causas externas - Taxa de mortalidade prematura (30 - 69 anos) por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) Estruturação do Plano Indicadores: Taxa de detecção de HIV em menores de 5 (cinco) anos Taxa de incidência de casos de arboviroses Taxa de incidência de sífilis congênita em menores de 1 ano de idade Taxa de internação por condições sensíveis a atenção básica Taxa de mortalidade específica por causas externas (suicídio) Taxa de mortalidade neonatal Taxa de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) Taxa de mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) Resultado temático: População com saúde integral de qualidade • Missão: Promover saúde individual e coletiva para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. • Visão de Futuro: Ser referência aos cidadãos como sistema de saúde acessível, sustentável e de equidade, gerador de conhecimento e inovação. • Valores: - Resultado centrado no cidadão - Humanização do atendimento - Valorização das pessoas - Transparência Conhecimento e Inovação Orientadores Estratégicos ANÁLISE SITUACIONAL MORTALIDADE • Mortalidade por doenças do aparelho circulatório • Taxa de mortalidade por tipo de causa externa. • Mortalidade por neoplasias malignas • Mortalidade infantil • Mortalidade materna 06. (Curso MS, 2021) Acerca da análise situacional estabelecida no Plano de Saúde 2020-2023 do estado do Ceará, julgue os itens abaixo: I. Uma mudança no perfil de mortalidade no estado foi evidenciada a partir de 2010 quando as mortes por causas externas ultrapassaram as mortes por neoplasias, destacando as Doenças do aparelho circulatório, Causas externas e Neoplasias, como as principais causas de morte no Ceará, por ordem decrescente. II. Até o ano de 2017, os óbitos por doenças do aparelho circulatório, eram atribuídos, principalmente às Doenças Cerebrovasculares. A partir de então, sua taxa de mortalidade declinou 5,6 pontos, sendo suplantadas pelas Doenças Isquêmicas do Coração, consideradas, atualmente, como principal causa de morte por doenças do aparelho circulatório. Essas últimas vêm apresentando crescimento acentuado nos últimos 8 anos, alcançando uma taxa de mortalidade 58,6 em 2018. III. Nos últimos 18 anos, os homicídios ocuparam a primeira posição como causa de morte violenta, com curva de mortalidade ascendente, superando os acidentes de trânsito. As taxas de mortalidade por homicídios, embora de forma instável, vêm se apresentando de forma crescente e mais do que triplicou entre os anos de 2000 (17,1/ 100.000 hab.) e 2018 (53,8/100.000 hab.) As mortes devido a ocorrências no trânsito ficaram em segundo lugar, seguidas pelo suicídio. I. No sexo masculino, os tumores de próstata, brônquios/pulmões, estômago, esôfago e fígado/vias biliares foram as mais importantes localizações anatômicas das neoplasias malignas. Já no sexo feminino as principais causas de mortalidade por câncer foram em ordem decrescente: mama, brônquios e pulmões, estômago, colo de útero e fígado, com comportamento crescente para a mortalidade por câncer de mama e de pulmão. II. Houve uma tendência decrescente nas taxas de mortalidade infantil no Estado do Ceará considerando a série histórica de 2005 e 2019 (18,3 em 2005; 12,1 em 2019). III. No período de 2008 a 2018, a mortalidade materna se manteve elevada com uma média de 122 óbitos por ano. Em 2019 a RMM foi de 56,0 óbitos por 100.000 nascidos vivos, representando uma redução em relação aos anos anteriores, no qual o de 2018 apresentou 64,8 e 2017 com valor de 65,1 óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos. Importante destacar que no ano de 2019 60,6% (71/117) das mortes maternas foram classificadascomo causas obstétricas, ou seja, intimamente vinculadas à assistência à saúde no período gravídico-puerperal. 3.2.8 Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST/AID a) Somente I , II e III estão corretas b) Somente I, II, III, IV e V estão corretas c) Somente I e II estão corretas d) Somente I, II e IV estão Corretas e) Todos os itens estão corretos • Eixo Norteador: Formulação de políticas que visem à melhoria da qualidade de vida, o bem estar e felicidade da população Cearense. Diretriz 1: Promover / incentivar políticas públicas e instrumentos técnicos, científicos, informativos, que promovam o conhecimento e incorporação de tecnologias em saúde e iniciativas que melhorem as práticas no sistema de saúde. Objetivo 1: Formular políticas em saúde que contribuam para o acesso com qualidade e satisfação do cidadão. Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores Objetivo 2: Potencializar a inovação e economia da saúde como alavanca para o desenvolvimento econômico e social. Objetivo 3: Elaborar normas, diretrizes, procedimentos, instrumentos técnicos e informativos que visem o aprimoramento das redes de atenção e serviços, para melhoria da resolutividade e a eficiência das ações de saúde de forma integrada e regionalizada. Objetivo 4: Produzir linhas de cuidado visando à integralidade na assistência à saúde (ações preventivas, curativas e de reabilitação), proporcionar o acesso a todos os recursos tecnológicos que o usuário necessita. Objetivo 5: Promover a política estadual de atenção integral à saúde do trabalhador e da trabalhadora no âmbito do SUS no Ceará. Objetivo 6: Elaborar e/ou atualizar a relação estadual de medicamentos (RESME) a partir da seleção eficiente do elenco de medicamentos que contemple as necessidades de acesso em todos os níveis de atenção. Objetivo 7: Desenvolver protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para melhorar a qualidade das decisões clínicas e uniformizar as condutas, com resultados significativos sobre o cuidado à saúde, diminuindo a morbidade e a mortalidade e aumentando a qualidade de vida e a segurança dos pacientes. • Eixo Norteador: Direito à atenção a saúde, garantia de acesso e atenção de qualidade Diretriz 2: Qualificar a atenção à saúde e aprimorar as redes de atenção para melhorar a resolutividade e a eficiência das ações de saúde de forma integrada, equânime e regionalmente bem distribuída. Objetivo 1: Qualificar a Atenção Primária no Estado do Ceará Objetivo 2: Fortalecer e ampliar a Rede Materno Infantil no âmbito do estado. Objetivo 3: Fortalecer e Ampliar a Rede de Atenção as Condições Crônicas Objetivo 4: Fortalecer e ampliar a Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência Objetivo 5: Promover a assistência social às pessoas com necessidades especiais. Objetivo 6: Fortalecer e ampliar a Rede de Urgência e Emergência. Objetivo 7: Tornar o processo de atendimento mais acessível, rápido, resolutivo e humanizado. Objetivo 8: Fortalecer a Assistência Farmacêutica na formulação e implementação de políticas e programas, de forma integrada a rede de atenção a saúde. Objetivo 9: Promover a saúde mental integral e de qualidade nas Redes de Atenção Psicossocial. Objetivo 10: Fortalecer a regulação e controle do Sistema Único de Saúde no Estado. Objetivo 11: Articular a oferta de serviços das Redes de Atenção à Saúde (RAS), garantindo acesso de modo integrado e regionalizado. Objetivo 12: Fortalecer e ampliar a rede estadual em saúde do trabalhador e da trabalhadora no âmbito do SUS no Ceará. Objetivo 13: Implantar a Autoridade Reguladora da Qualidade dos Serviços de Saúde – ARQS de forma escalonada até 2023. Objetivo 14: Fortalecer mecanismos de regulamentação, monitoramento, avaliação, fiscalização e controle da qualidade das ações e dos serviços de saúde. • Eixo Norteador: Prevenção de doenças e promoção da saúde do cidadão. Diretriz 3: Prevenção de doenças e promoção da saúde para reduzir os agravos e doenças, bem como os riscos à saúde da população. Objetivo 1: Promover as ações de vigilância epidemiológica controle de doenças e agravos. Objetivo 2: Promover as ações de imunização. Objetivo 3: Promover ações de vigilância entomológica e controle de vetores. Objetivo 4: Promover as ações de Informação e Resposta às Emergências em Saúde Pública. Objetivo 5: Promover as ações de vigilância ambiental. Objetivo 6: Promover ações de vigilância sanitária para o controle do Risco Sanitário em produtos e serviços de saúde. Objetivo 7: Promover estratégias intersetoriais de Promoção da Saúde. (COPIS) Objetivo 8: Promover as ações de vigilância em saúde do trabalhador e da trabalhadora no âmbito do SUS no Ceará. • Eixo Norteador: Gestão da rede de conhecimento, educação, tecnologia e inovação em saúde. Diretriz 4: Ampliar e integrar a intersetorialidade, promovendo a gestão do conhecimento, força de trabalho, pesquisa, educação, inovação e inteligência na política pública de saúde. Objetivo 1: Fomentar a produção e utilização de dados e informações para subsidiar as tomadas de decisão, aprimoramento e desenvolvimento de políticas públicas intersetoriais no estado do Ceará. Objetivo 2: Ampliar o acesso do trabalhador de saúde e do cidadão quanto a formação para promoção da saúde. Objetivo 3: Implementar estratégias de promoção e disseminação do conhecimento técnicocientífico alinhadas às políticas de saúde. Objetivo 4: Consolidar a integração ensino-serviço comunidade no âmbito do Sistema Único de Saúde. Objetivo 5: Implementar programas de formação e capacitação alinhados à política de gestão do trabalho e às demandas do sistema e dos serviços de saúde. • Eixo Norteador: Gestão e governança do SUS com transparência e integridade. Diretriz 5: Aprimorar mecanismos e instrumentos gerenciais para a qualificação da gestão e ampliação da participação dos atores sociais na governança do SUS. Objetivo 1: Fortalecer a rede de ouvidorias do SUS no Estado. Objetivo 2: Promover a divulgação das ações, políticas públicas e serviços de saúde. Objetivo 3: Promover a governança em rede integrada e regionalizada. Objetivo 4: Fortalecer a gestão de pessoas, promovendo ações de valorização de trabalhadores e trabalhadoras da SESA no âmbito do SUS. Objetivo 5: Promover a estruturação física e tecnológica da informação e comunicação no âmbito do SUS no Estado. Objetivo 6: Fortalecimento da regionalização, viabilizando através da implantação de mecanismos de gestão. Diretriz 6: Aprimorar a participação dos atores sociais na governança dos SUS na formulação, fiscalização e monitoramento dos instrumentos e mecanismos do processo de planejamento e gestão do SUS. Objetivo 1: Promover a participação e controle social na política pública de saúde. Diretriz 7: Fortalecer e contribuir com a Gestão do SUS através das ações de Auditoria. Objetivo 1: Desenvolver e aprimorar as atividades de auditoria como ferramenta para otimização da gestão do SUS. ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE DO ESTADO DO CEARÁ Número do slide 2 Número do slide 3 Número do slide 4 Número do slide 5 Número do slide 6 Número do slide 7 Número do slide 8 Número do slide 9 Número do slide 10 Número do slide 11 Número do slide 12 Número do slide 13 Número do slide 14 Número do slide 15 Número do slide 16 Número do slide 17 Número do slide 18 Número do slide 19 Número do slide 20 Número do slide 21 Número do slide 22 Número do slide 23 Número do slide 24 Número do slide 25 Número do slide 26 Número do slide 27 Número do slide 28 Número do slide 29 Número do slide 30 Número do slide 31 Número do slide 32 Número do slide 33 Número do slide 34 Número do slide 35 Número do slide 36 Número do slide 37 Número do slide 38 Número do slide 39 Número do slide 40 Número do slide 41 Número do slide 42 Número do slide 43 Número do slide 44 Número do slide 45 Número do slide 46 Número do slide 47 Número do slide 48 Número do slide 49 Número do slide 50 Número do slide 51 Número do slide 52 Númerodo slide 53 Número do slide 54 Número do slide 55 Número do slide 56 Número do slide 57 Número do slide 58 Número do slide 59 Número do slide 60 Número do slide 61 Número do slide 62 Número do slide 63 Número do slide 64 Número do slide 65 Número do slide 66 Número do slide 67 Número do slide 68 Número do slide 69 Número do slide 70 Número do slide 71 Número do slide 72