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ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE 
SAÚDE DO ESTADO DO CEARÁ 
Profa. Michelle Sampaio
PLANO DIRETOR DE REGIONALIZAÇÃO 
01. (Curso MS, 2021) A Organização da regionalização do estado do Ceará passou 
por atualizações nos últimos anos, segundo a nova regionalização do Ceará 
estabelecida na Lei 17.006/2019 e operacionalizada através de Portaria 2.108/2019, 
marque V para verdadeiro e F para falso e, em seguida assinale o item correto:
( ) A região de saúde de Fortaleza abrange todo o município de Fortaleza e áreas 
descentralizadas como: Caucaia, Maracanaú, Cascavel e Canindé.
( ) O estado do Ceará possui atualmente 17 áreas descentralizadas de saúde (ADS) 
e cinco regiões de saúde.
( ) A Região de saúde do Litoral Leste possui duas áreas descentralizadas de saúde 
que são: Russas e Aracatí
a) VVV
b) FFV
c) FVV
d) VFV
e) FFF
LEGISLAÇÃO REGIONALIZAÇÃO ATUAL
LEI N.º 17.006, 30.09.19 (D.O. 30.09.19)DISPÕE SOBRE A 
INTEGRAÇÃO, NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE -
SUS,DAS AÇÕES E DOS SERVIÇOS DE SAÚDE EM REGIÕES 
DE SAÚDE NO ESTADO DO CEARÁ.
DEFINIÇÕES
Art. 3.º As regiões de saúde serão redefinidas pelo Estado, sob a coordenação da Secretaria da Saúde do
Estado, em articulação com os municípios, observados os termos desta Lei, as diretrizes gerais pactuadas
na Comissão Intergestores Tripartite – CIT e os demais regramentos incidentes.
§ 1.º A organização das regiões de saúde no âmbito das regiões metropolitanas, sempre que possível,
observará os seus planos de desenvolvimento regional para a promoção da articulação intersetorial.
§ 2.º As políticas regionais de saúde deverão se inter-relacionar com as demais políticas sociais e
econômicas estaduais para a melhoria da redução do risco de doenças e de outros agravos.
§ 3.º As regiões de saúde interestaduais, compostas por Municípios limítrofes pertencentes a outros
estados, observarão o disposto no Decreto Federal n.º 7.508, de 28 de junho de 2011, e em outras
normas incidentes.
§ 4.º Cada região instituirá Comissão Regional de Saúde, vinculada ao Conselho Estadual de Saúde do
Ceará, em caráter permanente e com representação paritária, em acordo ao § 2.º do art. 1.º da Lei n.º
8.142, de 28 de dezembro de 1990, que dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema
Único de Saúde – SUS.
Art. 6.º As responsabilidades regionais dos entes federativos na
região de saúde serão pactuadas nas Comissões Intergestores
Regionais – CIR, na forma do disposto nesta Lei e nas demais
normas incidentes.
§ 1.º Nas responsabilidades municipais de alcance regional,
deverão ser considerados os impactos financeiros sobre a despesa
municipal e o limite de gasto com pessoal na parte que excede o
atendimento de seus próprios munícipes, para os devidos cálculos
e compensações.
§ 2.º As regiões de saúde observarão as regras da Central de
Regulação estadual, devendo criar em até 2 (dois) anos, Centrais
de Regulação Regionais para o adequado referenciamento regional
dos usuários aos serviços de saúde.
02. (Curso MS, 2021) De acordo com a Lei 17.006/ 2019 que dispõe sobre a integração, no âmbito do sistema
único de saúde -sus,das ações e dos serviços de saúde em regiões de saúde no estado do Ceará, julgue os itens
abaixo:
I. As regiões de saúde serão redefinidas pelo Estado, sob a coordenação da Secretaria da Saúde do Estado,
em articulação com os municípios, observados os termos desta Lei, as diretrizes gerais pactuadas na
Comissão Intergestores Tripartite – CIT, conforme também estabelecido no Decreto 7.508/2011.
II. As políticas regionais de saúde deverão se inter-relacionar com as demais políticas sociais, no entanto as
politicas econômicas estaduais devem ser independentes para a melhoria da redução do risco de doenças
e de outros agravos.
III. As regiões de saúde interestaduais, compostas por Municípios limítrofes pertencentes a outros estados,
observarão o disposto nesta Lei.
Assinale o item correto:
a) I e II estão errados
b) Somente II está errado
c) Somente III está errado
d) II e III estão errados
e) I, II e III estão errados
DO PLANEJAMENTO REGIONAL
Art. 7.º O planejamento regional das ações e dos serviços de saúde
considerará:
I – as necessidades de saúde regionais;
II – as medidas de superação das desigualdades e a progressiva
diminuição das disparidades regionais;
III – os vazios assistenciais;
IV – a qualificação da assistência;
V – os serviços de saúde públicos e privados prestados na região;
VI – os dados do mapa da saúde;
VII – as diretrizes nacionais e estaduais da saúde expressas no
plano nacional e estadual da saúde e nas diretrizes da conferência de
saúde;
VIII – o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dos sistemas
regionais de informações em saúde e o registro de dados dos
usuários.
IX – os planos e projetos governamentais estaduais estratégicos
para a saúde, as articulações Interssetoriais e demais informações
de interesse da saúde.
§ 1.º O planejamento regional da saúde será
apresentado ao Conselho Estadual de Saúde,
devendo ser apreciado no prazo máximo de 60
(sessenta) dias.
§ 2.º O planejamento regional da saúde será
compatível com os planos plurianuais, as leis de
diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais,
orientando o plano de saúde regional.
DO PLANO DE SAÚDE REGIONAL
Art. 8.º O plano de saúde regional deverá prever:
I – as ações e os serviços de saúde dos municípios e do Estado, de 
referência regional, e seus custos;
II – os custos dos serviços municipais de alcance regional;
III – as responsabilidades dos entes federativos pelo financiamento das 
ações e dos serviços municipais e regionais;
IV – o nível de resolutividade dos serviços a ser alcançado;
V – as formas de referência e os fluxos assistenciais dos usuários nos 
serviços de saúde.
§ 1.º O plano regional de saúde manterá consonância com os planos 
municipal, estadual e nacional da saúde, cabendo ao plano de saúde estadual 
especificar os seus serviços de referência inter-regional.
§ 2.º O plano de saúde regional será referência para o custeio dos serviços de 
abrangência regional, devendo as responsabilidades dos entes federativos e a 
forma de seu financiamento estar discriminadas no contrato previsto nesta 
Lei.
§ 3.º A rede de atenção à saúde deve estar compreendida na região de saúde, 
podendo ser inter-regional, conforme o nível de densidade tecnológica do 
serviço.
§ 4.º Os serviços públicos contratados com o setor privado lucrativo e sem 
fins lucrativos na região, por todas as formas de direito admitidas, deverão 
submeter-se ao ordenamento sanitário estadual, às normas da regionalização 
e à central de regulação.
03. (Curso MS, 2021) Acerca do Planejamento regionalizado estabelecido na Lei
17.006/2019 marque o item correto:
a) O planejamento regional da saúde será apresentado ao Conselho Estadual de
Saúde, devendo ser apreciado no prazo máximo de 60 (sessenta) dias.
b) O planejamento regional da saúde será compatível com os planos bianuais, as
leis de diretrizes orçamentárias e os orçamentos plurianuais, orientando o plano
de saúde regional.
c) A rede de atenção à saúde deve estar compreendida na região de saúde, não
podendo ser inter-regional, conforme o nível de densidade tecnológica do
serviço.
d) Somente os serviços públicos contratados com o setor privado lucrativo
deverão submeter-se ao ordenamento sanitário estadual, às normas da
regionalização e à central de regulação.
e) O plano de saúde estadual será referência para o custeio dos serviços de
abrangência regional.
PORTARIA Nº 2019/2108.
DISPÕE SOBRE ASPECTOS ORGANIZATIVOS-OPERACIONAIS DAS 
REGIÕES DE SAÚDE, NOS TERMOS DA LEI ESTADUAL Nº 17.006, DE 
30 DE SETEMBRO DE 2019.
Art. 1º. Dispor sobre a organização e funcionamento das
regiões de saúde do Estado do Ceará, nos termos da Lei
Estadual n. 17.006, de 2019, no âmbito do Sistema Único de
Saúde no Ceará.
Art. 2º. As atuais cinco macrorregiões de saúde passam a se configurar como regiões de 
saúde, nos termos do art. 3º, da Lei n. 17.006, de 30 de setembro de 2019, coordenadas 
pela Secretariade Estado da Saúde, em articulação com os municípios que as integram, 
nos seguintes termos:
I – Região de saúde de Fortaleza;
II – Região de saúde do Cariri;
III – Região de saúde do Sertão Central
IV – Região de saúde do Litoral Leste Jaguaribe
V – Região de saúde de Sobral
§ 1º. As vinte e duas regiões de saúde definidas no Plano Diretor da Regionalização (PDR)
de 2018 deverão estar configuradas no território de cada uma das cinco regiões de
saúde e serão instâncias de planejamento local, conforme o disposto no art. 2º.
§ 2º. Serão instituídas Comissões Intergestores Regionais (CIR) em cada uma das cinco
regiões de saúde acima referidas.
§ 3º. A CIR manterá em sua estrutura Câmaras Técnicas e Comitês de Apoio à sua
governança, do qual farão parte todas as entidades envolvidas na prestação de serviços
assistenciais da região, para ampliar a participação das entidades prestadoras de
serviços na região.
§ 4º. As Câmaras Técnicas da CIR atuam como seu apoio técnicosanitário
§ 5º. A critério dos entes federativos municipais, integrantes da região de saúde,
poderão ser criadas subcomissões regionais, conforme seus interesses e necessidades,
para a discussão de temas que lhe são afetos, devendo as suas conclusões serem levadas
à CIR pelos seus representantes.
§ 6º. A Secretaria de Estado da Saúde, em comum acordo com os municípios de cada
região de saúde, poderá, a qualquer tempo, rever a configuração e o número das regiões
de saúde no Estado, em acordo a pactuação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
Art. 3º. Os planos de saúde regionais deverão ser elaborados para o período de quatro anos, com
revisão a cada dois anos, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Saúde, pela sua
Secretaria Executiva de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional, em conjunto com os
municípios, devendo observar o disposto na Lei n. 17.006, de 2019, em especial seu artigo 7º,
sempre em compatibilidade com os planos plurianual, a lei de diretriz orçamentária e a lei
orçamentária anual do Estado e Municípios.
Parágrafo Único. A composição e normas de funcionamento da CIR e dos Comitês de Apoio à
Governança serão definidos em regimento pactuado na CIB.
Art. 4º. A desconcentração da central de regulação, nos termos do art. 2º, IX, da Lei n,17.006, de
2019, para as regiões de saúde, será objeto de grupo de trabalho composto pela Secretaria de
Estado da Saúde, representantes do COSEMS-CE e das cinco regiões de saúde, indicadas pela CIR,
que deverá apresentar seus resultados no prazo de 60 dias para discussão e aprovação na CIB.
Art. 5º. Em cada uma das regiões de saúde haverá uma representação institucional da Secretaria
de Estado da Saúde.
Art. 6º. Os consórcios públicos, que se configuram como modalidade de gestão compartilhada de
serviços, serão vinculados a uma das cincos regiões de saúde, conforme a sua situação
geográfica, nos termos do art. 2º desta Portaria.
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/695498545/lei-17006-19-s%C3%A3o-paulo-sp
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/222573085/artigo-2-da-lei-n-17006-de-04-de-abril-de-2019-de-s%C3%A3o-paulo
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/695498545/lei-17006-19-s%C3%A3o-paulo-sp
04. (Curso MS, 2021) Acerca da Portaria 2.108/2019 que dispõe sobre aspectos
organizativos-operacionais das regiões de saúde, nos termos da lei estadual nº
17.006, de 30 de setembro de 2019, estabelece a organização e o funcionamento
das regiões de saúde do estado do Ceará. Acerca do tema, analise as afirmativas
abaixo:
1. Os planos de saúde regionais deverão ser elaborados para o período de quatro
anos, com revisão a cada dois anos, sob a coordenação da Secretaria de Estado da
Saúde, pela sua Secretaria Executiva de Atenção à Saúde e Desenvolvimento
Regional, em conjunto com os municípios, devendo observar o disposto na Lei
n. 17.006, de 2019, em especial seu artigo 7º, sempre em compatibilidade com os
planos plurianual, a lei de diretriz orçamentária e a lei orçamentária anual do Estado
e Municípios.
2. As atuais cinco macrorregiões de saúde passam a se configurar como regiões de
saúde, nos termos do art. 3º, da Lei n. 17.006, de 30 de setembro de 2019,
coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde, em articulação com os municípios
que as integram.
3. Em cada uma das regiões de saúde haverá uma representação institucional da
Secretaria de Estado da Saúde e do Ministério da Saúde.
a) A afirmativa 3 está correta
b) As afirmativas 1 e 3 estão corretas
c) As afirmativas 1 e 2 estão corretas
d) Somente a afirmativa 2 está correta
e) As afirmativas 1, 2 e 3 estão corretas
MAIS INOVAÇÃO E EFICIÊNCIA NA SAÚDE PÚBLICA
PLATAFORMA DE MODERNIZAÇÃO DA SAÚDE
O Governo do Ceará tem realizado crescentes investimentos na área da
saúde, com a criação de uma rede de saúde estruturada e
descentralizada, composta por Hospitais, UPAs, Policlínicas, Centros de
Especialidades Odontológicas (CEO) e SAMU, e considerada referência
nacional pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Objetivo: Unir inovação e eficiência na prestação de um serviço público
de saúde de excelência para a nossa população cearense. Um trabalho
baseado em estudos, indicadores, metas e alicerçado por novos
investimentos que apresentamos agora
Integrar e universalizar a rede de atendimento em todo o
Ceará, traçando uma trajetória de informações e serviços
que começa nas unidades de atenção primária e se
estende até as unidades terciárias de maior
complexidade. A organização dos dados dos pacientes, o
registro eletrônico de saúde e o acesso aos históricos de
cada cearense atendido em qualquer ponto da rede
otimiza o trabalho, minimiza a dor dos pacientes e ajuda
a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) a priorizar o que
é mais necessário para cada região do Estado.
• organizar a sua estrutura de funcionamento para garantir que todo cidadão que busca o
serviço público de saúde tenha acesso assegurado e que as suas necessidades sejam
contempladas de maneira eficaz, com qualidade;
Para assegurar o acesso, uma das políticas priorizadas pela Secretaria da Saúde do Ceará é
fortalecer a Rede de Atenção Primária, estabelecendo parcerias com as gestões municipais
e garantir qualidade e eficiência à rede hospitalar.
• efetivar o papel do Estado como coordenador da regionalização, por meio da
organização de cinco Macrorregiões de Saúde no Estado e da implantação de iniciativas
inovadoras como as Agências Regionais de Saúde. Isto permite ao cidadão atendimento
próximo à sua residência.
• Uma das iniciativas para assegurar a qualidade no atendimento é a lei que cria a
Autoridade Reguladora de Saúde, que garante à Sesa o poder de avaliar as unidades de
saúde da rede estadual e conveniadas, possibilitando a eficácia do atendimento, a
segurança do paciente e a transparência. A sociedade terá amplo acesso para
acompanhar o desempenho das políticas públicas na área da saúde.
AÇÕES
A governança da Saúde está estruturada com base
no fortalecimento do planejamento e da gestão.
GOVERNANÇA
A Secretaria da Saúde do Ceará modificou sua estrutura organizacional
para permitir a efetivação do novo modelo de governança, integrando
as diferentes áreas, diminuindo a fragmentação das políticas e
promovendo ações intersetoriais voltadas à eficiência da gestão.
NOVA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
• O organograma se divide em:
1. planejamento e formulação de políticas públicas;
2. atenção à saúde; 
3. monitoramento, avaliação e regulação; 
4. planejamento e;
5. execução dos processos administrativos.
O novo desenho procura promover maior horizontalidade entre as
áreas hierárquicas, que passam a ser organizadas agora em apenas três
níveis: secretário e secretarias executivas, coordenadorias e células.
ORGANOGRAMA DA SESA-CE
5.(Curso Ms, 2021) De acordo com a Plataforma de Modernização da saúde, 
marque V para verdadeiro e F para falso e, em seguida, assinale a 
sequencia correta:
( ) A governança da Saúde está estruturada com base no fortalecimento do 
planejamento e da gestão. 
( ) A Secretariada Saúde do Ceará modificou sua estrutura organizacional 
para permitir a efetivação do novo modelo de governança, integrando as 
diferentes áreas, diminuindo a fragmentação das políticas e promovendo 
ações intersetoriais voltadas à eficiência da gestão.
( ) O novo organograma procura promover maior horizontalidade entre as 
áreas hierárquicas, que passam a ser organizadas agora em quatro níveis: 
secretário e secretarias executivas, diretorias, coordenadorias e células.
a) ( ) VVV
b) ( ) FFV
c) ( ) FVF
d) ( ) VFF
e) ( ) VVF
• Objetivo principal
Criar condições para desenvolver uma carreira pública, com ascensão 
funcional, garantia de uma estrutura de trabalho digna e acolhedora, e 
que envolva também a promoção de processos de qualificação e 
educação permanente. Essa política requer ainda a criação de uma rede 
de informação e metodologia de suporte que inclua ferramentas como 
telessaúde, interconsultas e segunda opinião. 
FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Atualmente, cerca de 80% do quadro funcional da Sesa
está ligado a cooperativas de trabalhadores, o que gera
implicações nas condições de trabalho e vínculo empregatício.
A Sesa irá valorizar todos os profissionais da Atenção Básica
e Atenção Especializada. Através da seleção pública via
incorporação ao plano de cargos e carreira do Estado. Através
de seleção pública, os servidores serão contratados pela
Agência de Saúde do Estado, com competência determinada
e monitoramento.
O Plano inclui também a formulação de um processo de avaliação com
12 indicadores, que medem a atuação profissional no plano individual,
do sistema de saúde e da região onde atua. Os indicadores mensuram,
por exemplo, quantas pessoas foram atendidas, a satisfação do usuário,
quantos foram internados por problemas evitáveis, qual o envolvimento
do servidor nos programas de educação permanente e se suas
habilidades estão adequadas. A avaliação é feita anualmente e,
dependendo do indicador global, o profissional ganha ascensão
funcional. Outra vantagem é que o trabalhador também participa do
processo avaliativo e é estimulado a se desenvolver permanentemente.
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) está construindo um
modelo sustentável de financiamento, cuja tônica é o aumento da
eficácia, mas também do investimento na capacidade do setor saúde de
produzir riqueza, gerando valor para o Estado. Entenda-se que a riqueza
depende do desenvolvimento de um complexo industrial que contribua
com o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), mas transita sobretudo
pela construção de sistemas de informação inteligentes.
INVESTIMENTO E SUSTENTABILIDADE
REGIONALIZAÇÃO
O desafio assumido pela Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa)
é integrar essas unidades, potencializando a sua capacidade de
funcionamento de forma racional. A organização do sistema de saúde
em nível regional é prioritária, uma vez que garante a pactuação entre
as diversas unidades de saúde da região e evita a fragilidade no
planejamento e na regulação da oferta dos serviços, motivo de
distorções como demora no atendimento e falta de resolutividade
OBJETIVO GERAL 
Para fortalecer a regionalização, a Sesa organizou cinco Macrorregiões
de Saúde que serão reguladas por Agências Regionais, responsáveis pela
execução das políticas. O papel das Agências foi desenhado no Projeto
de Lei da Governança Interfederativa, que após aprovação na
Assembleia Legislativa será o primeiro do gênero no País
AGÊNCIAS REGIONAIS DE SAÚDE
Com a criação das ARS os municípios terão clareza da sua missão e o
orçamento será redefinido para garantir equidade, destinando mais
apoio a quem precisa mais. Alguns parâmetros de organização estão
sendo estabelecidos, como o entendimento técnico-científico de que só
devem ser transferidos para Fortaleza pacientes que necessitam de
tratamento altamente especializado. Em resumo, a criação das Agências
Regionais com poder de governança empodera o Estado para que possa
de fato coordenar os municípios nas ações.
PLATAFORMA DE MODERNIZAÇÃO DA SAÚDE
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (2019-2023)
Plano Estadual de Saúde 2020 – 2023
• Eixo: Ceará Saudável
Resultado Estratégico: População saudável 
Indicadores:
- Razão da mortalidade materna
- Taxa de mortalidade infantil
- Taxa de mortalidade por causas externas
- Taxa de mortalidade prematura (30 - 69 anos) por Doenças Crônicas 
Não Transmissíveis
(DCNT)
Estruturação do Plano
Indicadores:
 Taxa de detecção de HIV em menores de 5 (cinco) anos
 Taxa de incidência de casos de arboviroses
 Taxa de incidência de sífilis congênita em menores de 1 ano de idade
 Taxa de internação por condições sensíveis a atenção básica
 Taxa de mortalidade específica por causas externas (suicídio)
 Taxa de mortalidade neonatal
 Taxa de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC)
 Taxa de mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
Resultado temático: População com 
saúde integral de qualidade 
• Missão: Promover saúde individual e coletiva para a melhoria da 
qualidade de vida das pessoas.
• Visão de Futuro: Ser referência aos cidadãos como sistema de saúde 
acessível, sustentável e de equidade, gerador de conhecimento e 
inovação.
• Valores:
- Resultado centrado no cidadão 
- Humanização do atendimento 
- Valorização das pessoas 
- Transparência Conhecimento e Inovação
Orientadores Estratégicos
ANÁLISE SITUACIONAL
MORTALIDADE
• Mortalidade por doenças do aparelho circulatório
• Taxa de mortalidade por tipo de causa externa.
• Mortalidade por neoplasias malignas
• Mortalidade infantil 
• Mortalidade materna 
06. (Curso MS, 2021) Acerca da análise situacional estabelecida no Plano de Saúde 2020-2023 do
estado do Ceará, julgue os itens abaixo:
I. Uma mudança no perfil de mortalidade no estado foi evidenciada a partir de 2010 quando as
mortes por causas externas ultrapassaram as mortes por neoplasias, destacando as Doenças do
aparelho circulatório, Causas externas e Neoplasias, como as principais causas de morte no
Ceará, por ordem decrescente.
II. Até o ano de 2017, os óbitos por doenças do aparelho circulatório, eram atribuídos,
principalmente às Doenças Cerebrovasculares. A partir de então, sua taxa de mortalidade
declinou 5,6 pontos, sendo suplantadas pelas Doenças Isquêmicas do Coração, consideradas,
atualmente, como principal causa de morte por doenças do aparelho circulatório. Essas últimas
vêm apresentando crescimento acentuado nos últimos 8 anos, alcançando uma taxa de
mortalidade 58,6 em 2018.
III. Nos últimos 18 anos, os homicídios ocuparam a primeira posição como causa de morte
violenta, com curva de mortalidade ascendente, superando os acidentes de trânsito. As taxas
de mortalidade por homicídios, embora de forma instável, vêm se apresentando de forma
crescente e mais do que triplicou entre os anos de 2000 (17,1/ 100.000 hab.) e 2018
(53,8/100.000 hab.) As mortes devido a ocorrências no trânsito ficaram em segundo lugar,
seguidas pelo suicídio.
I. No sexo masculino, os tumores de próstata, brônquios/pulmões, estômago, esôfago e
fígado/vias biliares foram as mais importantes localizações anatômicas das neoplasias
malignas. Já no sexo feminino as principais causas de mortalidade por câncer foram em ordem
decrescente: mama, brônquios e pulmões, estômago, colo de útero e fígado, com
comportamento crescente para a mortalidade por câncer de mama e de pulmão.
II. Houve uma tendência decrescente nas taxas de mortalidade infantil no Estado do Ceará
considerando a série histórica de 2005 e 2019 (18,3 em 2005; 12,1 em 2019).
III. No período de 2008 a 2018, a mortalidade materna se manteve elevada com uma média de
122 óbitos por ano. Em 2019 a RMM foi de 56,0 óbitos por 100.000 nascidos vivos,
representando uma redução em relação aos anos anteriores, no qual o de 2018 apresentou
64,8 e 2017 com valor de 65,1 óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos. Importante
destacar que no ano de 2019 60,6% (71/117) das mortes maternas foram classificadascomo
causas obstétricas, ou seja, intimamente vinculadas à assistência à saúde no período
gravídico-puerperal. 3.2.8 Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST/AID
a) Somente I , II e III estão corretas
b) Somente I, II, III, IV e V estão corretas
c) Somente I e II estão corretas
d) Somente I, II e IV estão Corretas
e) Todos os itens estão corretos
• Eixo Norteador: Formulação de políticas que visem à melhoria da 
qualidade de vida, o bem estar e felicidade da população Cearense.
Diretriz 1: Promover / incentivar políticas públicas e instrumentos 
técnicos, científicos, informativos, que promovam o conhecimento e 
incorporação de tecnologias em saúde e iniciativas que melhorem as 
práticas no sistema de saúde. 
Objetivo 1: Formular políticas em saúde que contribuam para o acesso 
com qualidade e satisfação do cidadão.
Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores
Objetivo 2: Potencializar a inovação e economia da saúde como
alavanca para o desenvolvimento econômico e social.
Objetivo 3: Elaborar normas, diretrizes, procedimentos, instrumentos
técnicos e informativos que visem o aprimoramento das redes de
atenção e serviços, para melhoria da resolutividade e a eficiência das
ações de saúde de forma integrada e regionalizada.
Objetivo 4: Produzir linhas de cuidado visando à integralidade na
assistência à saúde (ações preventivas, curativas e de reabilitação),
proporcionar o acesso a todos os recursos tecnológicos que o usuário
necessita.
Objetivo 5: Promover a política estadual de atenção integral à saúde do
trabalhador e da trabalhadora no âmbito do SUS no Ceará.
Objetivo 6: Elaborar e/ou atualizar a relação estadual de medicamentos 
(RESME) a partir da seleção eficiente do elenco de medicamentos que 
contemple as necessidades de acesso em todos os níveis de atenção. 
Objetivo 7: Desenvolver protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas 
para melhorar a qualidade das decisões clínicas e uniformizar as 
condutas, com resultados significativos sobre o cuidado à saúde, 
diminuindo a morbidade e a mortalidade e aumentando a qualidade de 
vida e a segurança dos pacientes.
• Eixo Norteador: Direito à atenção a saúde, garantia de acesso e atenção de 
qualidade
Diretriz 2: Qualificar a atenção à saúde e aprimorar as redes de atenção para 
melhorar a resolutividade e a eficiência das ações de saúde de forma integrada, 
equânime e regionalmente bem distribuída. 
Objetivo 1: Qualificar a Atenção Primária no Estado do Ceará
Objetivo 2: Fortalecer e ampliar a Rede Materno Infantil no âmbito do estado. 
Objetivo 3: Fortalecer e Ampliar a Rede de Atenção as Condições Crônicas 
Objetivo 4: Fortalecer e ampliar a Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência
Objetivo 5: Promover a assistência social às pessoas com necessidades especiais.
Objetivo 6: Fortalecer e ampliar a Rede de Urgência e Emergência. 
Objetivo 7: Tornar o processo de atendimento mais acessível, rápido, resolutivo 
e humanizado.
Objetivo 8: Fortalecer a Assistência Farmacêutica na formulação e implementação de políticas e 
programas, de forma integrada a rede de atenção a saúde. 
Objetivo 9: Promover a saúde mental integral e de qualidade nas Redes de Atenção Psicossocial.
Objetivo 10: Fortalecer a regulação e controle do Sistema Único de Saúde no Estado. 
Objetivo 11: Articular a oferta de serviços das Redes de Atenção à Saúde (RAS), garantindo 
acesso de modo integrado e regionalizado.
Objetivo 12: Fortalecer e ampliar a rede estadual em saúde do trabalhador e da trabalhadora no 
âmbito do SUS no Ceará.
Objetivo 13: Implantar a Autoridade Reguladora da Qualidade dos Serviços de Saúde – ARQS de 
forma escalonada até 2023.
Objetivo 14: Fortalecer mecanismos de regulamentação, monitoramento, avaliação, fiscalização 
e controle da qualidade das ações e dos serviços de saúde. 
• Eixo Norteador: Prevenção de doenças e promoção da saúde do cidadão.
Diretriz 3: Prevenção de doenças e promoção da saúde para reduzir os agravos e doenças, bem 
como os riscos à saúde da população. 
Objetivo 1: Promover as ações de vigilância epidemiológica controle de doenças e agravos.
Objetivo 2: Promover as ações de imunização.
Objetivo 3: Promover ações de vigilância entomológica e controle de vetores.
Objetivo 4: Promover as ações de Informação e Resposta às Emergências em Saúde Pública.
Objetivo 5: Promover as ações de vigilância ambiental.
Objetivo 6: Promover ações de vigilância sanitária para o controle do Risco Sanitário em 
produtos e serviços de saúde. 
Objetivo 7: Promover estratégias intersetoriais de Promoção da Saúde. (COPIS)
Objetivo 8: Promover as ações de vigilância em saúde do trabalhador e 
da trabalhadora no âmbito do SUS no Ceará. 
• Eixo Norteador: Gestão da rede de conhecimento, educação, tecnologia e inovação em 
saúde.
Diretriz 4: Ampliar e integrar a intersetorialidade, promovendo a gestão do conhecimento, 
força de trabalho, pesquisa, educação, inovação e inteligência na política pública de saúde. 
Objetivo 1: Fomentar a produção e utilização de dados e informações para subsidiar as 
tomadas de decisão, aprimoramento e desenvolvimento de políticas públicas intersetoriais no 
estado do Ceará.
Objetivo 2: Ampliar o acesso do trabalhador de saúde e do cidadão quanto a formação para 
promoção da saúde.
Objetivo 3: Implementar estratégias de promoção e disseminação do conhecimento 
técnicocientífico alinhadas às políticas de saúde.
Objetivo 4: Consolidar a integração ensino-serviço comunidade no âmbito do Sistema Único de 
Saúde.
Objetivo 5: Implementar programas de formação e capacitação alinhados à política de gestão 
do trabalho e às demandas do sistema e dos serviços de saúde.
• Eixo Norteador: Gestão e governança do SUS com transparência e integridade.
Diretriz 5: Aprimorar mecanismos e instrumentos gerenciais para a qualificação da gestão e 
ampliação da participação dos atores sociais na governança do SUS. 
Objetivo 1: Fortalecer a rede de ouvidorias do SUS no Estado. 
Objetivo 2: Promover a divulgação das ações, políticas públicas e serviços de saúde. 
Objetivo 3: Promover a governança em rede integrada e regionalizada. 
Objetivo 4: Fortalecer a gestão de pessoas, promovendo ações de valorização de 
trabalhadores e trabalhadoras da SESA no âmbito do SUS. 
Objetivo 5: Promover a estruturação física e tecnológica da informação e comunicação no 
âmbito do SUS no Estado.
Objetivo 6: Fortalecimento da regionalização, viabilizando através da implantação de 
mecanismos de gestão. 
Diretriz 6: Aprimorar a participação dos atores sociais na governança 
dos SUS na formulação, fiscalização e monitoramento dos instrumentos 
e mecanismos do processo de planejamento e gestão do SUS. 
Objetivo 1: Promover a participação e controle social na política pública 
de saúde. 
Diretriz 7: Fortalecer e contribuir com a Gestão do SUS através das 
ações de Auditoria. 
Objetivo 1: Desenvolver e aprimorar as atividades de auditoria como 
ferramenta para otimização da gestão do SUS. 
	ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE DO ESTADO DO CEARÁ 
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