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INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO Departamento de Gestão SEBENTA Contabilidade de Gestão / Contabilidade de Gestão I LGE – 2.º Ano / LGE-PL – 2.º ano / LC – 2.º Ano 1.º semestre DOCENTES: Carlos Rua / Fernando Amaro / António Almeida Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 2 Introdução As empresas modernas, inseridas num meio económico, social e político em constante mutação necessitam de informações que concorram para um bom desempenho da sua atividade e para a eficácia da sua gestão. Entre as técnicas de que as empresas podem dispor encontram-se os Estudos de Mercados, a Macroeconomia, a Contabilidade e outras disciplinas. A Contabilidade é sem dúvida, uma técnica de informação e controlo importante para qualquer empresa. Está generalizada por todas as unidades económicas, devido, não só às exigências da gestão, mas também à obrigatoriedade legal. A Contabilidade das empresas abrange dois domínios fundamentais: o ambiente externo e a atividade interna. No primeiro caso referimo-nos à Contabilidade Financeira e no segundo à Contabilidade de Custos, Analítica ou de Gestão. O processo de planeamento, tomada de decisão e controlo pressupõem um bom sistema de informação. A Contabilidade, como técnica de informação, tem aqui um papel fundamental como fornecedora de dados sobre a realidade económica passada, presente e futura. No entanto, como a Contabilidade Financeira nem sempre fornece as informações adequadas e com a periodicidade desejável, a empresa recorre a outro ramo da contabilidade: a Contabilidade de Gestão. A Contabilidade de Gestão constitui um subsistema de informação que tem em vista a medida e análise dos custos, proveitos e resultados relacionados com os objetivos prosseguidos pelas empresas. Para o efeito, serve-se de um conjunto de conceitos, métodos, procedimentos e processos de escrituração. A necessidade da contabilidade de gestão faz-se sentir quer nas empresas quer noutras organizações, como sejam as instituições públicas, fundações e associações de profissionais. E quanto às empresas, embora tenha sido nas industriais que a contabilidade de gestão mais se desenvolveu, a informação que possibilita é igualmente necessária à gestão de todas as empresas sejam comerciais, de prestação de serviços, extrativas, financeiras ou de qualquer outro ramo de atividade. Do ponto de vista da evolução ao longo da história da Contabilidade deve-se referir que as necessidades de informação se concentraram inicialmente nas duas naturezas mais importantes – as matérias-primas ou diretas e a mão-de-obra direta. Os restantes gastos de fabrico não tinham expressão importante e, como tal, não justificavam a sua individualização. A Contabilidade concentrava-se no cálculo dos custos e daí a sua designação de Contabilidade de Custos. Mais tarde, começou a ser importante tratamento os custos para certas análises por parte dos gestores operacionais, como sejam a separação entre custos variáveis e fixos. Daí a designação de Contabilidade Analítica [oriunda da literatura francesa]. Os desenvolvimentos mais recentes deram a primazia a tratamento dos dados com vista a permitirem simulações para a gestão, para além de se associarem a matérias muito próximos de outros modelos de gestão. A Contabilidade está deste modo ligada à Gestão e daí a designação de Contabilidade de Gestão. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 3 1 – A Contabilidade de Gestão como instrumento de gestão 1.1 – Noção e objetivos da Contabilidade de Gestão A Contabilidade de Gestão consiste na aplicação da técnica contabilística aos fenómenos internos da empresa, que ocorrem na área da produção, comercial, administrativa, financeira, etc, com dois objetivos principais: 1. Avaliação dos bens produzidos e vendidos; 2. Controlo das condições internas de exploração. Com o primeiro objetivo, a empresa procura calcular o custo dos produtos fabricados bem como o custo dos produtos vendidos à saída do armazém, o que lhe permite apurar resultados por produtos. Com o segundo objetivo, a Contabilidade de Gestão procura identificar todos os setores internos que originam custos, de forma a poderem ser acompanhados, analisados e controlados. Conhecimento de todos os custos da empresa nos diferentes setores [área fabril, comercial, administrativa e financeira], com vista ao seu controlo e racionalização. 1.2 – Classificação dos Custos Os gastos são classificados segundo vários critérios, de modo que cada um deles satisfaça uma determinada necessidade de gestão. Quanto à sua origem e destino: Custos por natureza Identificar o tipo de gastos pela sua natureza: gastos c/ pessoal, FSE, impostos, gastos de financiamento. Utilizados na Contabilidade Financeira. Custos por funções Identificar a função a que estão relacionados. Podemos ter: Gastos de aprovisionamento, que respeitam ao funcionamento dos armazéns de matérias e produtos acabados; Gastos de produção ou industriais, que se identificam com a valorização dos recursos utilizados na fabricação dos produtos ou prestação de serviços; Gastos comerciais, que estão relacionados com a entrega do produto ao cliente [com a venda/distribuição]; Gastos administrativos, que representam os encargos com a administração, controle ou gestão da atividade da empresa, Gastos de financiamento, identificam-se com os gastos associados à utilização de capitais alheios. Quanto ao grau de conexão dos gastos à atividade: Custos diretos Naturezas de gastos que são exclusiva e especificamente de determinado objeto de custeio e que, portanto, não ocorreriam se o objeto de custeio não existisse. São aqueles cuja incorporação é física e facilmente observável [por exemplo: consumo das matérias-primas]. Custos indiretos Gastos que respeitam simultaneamente a vários objetos de custeio. A sua repartição pelos diferentes objetos de custeio pressupõe que se definam critérios de imputação que, pela subjetividade que têm implícita, são sempre questionáveis [por exemplo: a renda das instalações, a depreciação dos equipamentos fabris]. Quanto ao momento do cálculo do gasto: Custos reais São os que realmente se verificaram. São gastos históricos, determinados à posteriori. Custos teóricos ou básicos São definidos à priori para valorização interna de produtos e serviços prestados. Revelam-se um precioso auxiliar do controlo de gestão. Podemos ter: gastos padrões [resultam de se considerarem as normas técnicas atribuídas aos vários fatores industriais], gastos orçamentados [obtidos através da elaboração dos orçamentos]. Os gastos e a produção: Custos fixos Em que, numa perspetiva de curto prazo, o montante se mantém constante independentemente do nível de atividade desenvolvida [por exemplo: seguros, rendas, reintegrações]. Custos variáveis Cujo valor global vai depender do nível de atividade [por exemplo: matérias-primas, matérias subsidiárias, as comissões pagas aos vendedores]. Custos semi-variáveis São constituídos por uma parte fixa e outra variável [por exemplo: eletricidade, água, remunerações dos vendedores em que apresentam uma parte fixa – ordenado, e uma parte variável – comissões]. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 4 1.3 – Componentes do custo Industrial Numa empresa industrial, para a fabricação dos produtos são necessárias três grandes componentes: Consumo de Matérias-Primas, Mão-de-Obra Direta e Gastos Gerais de Fabrico. Matérias-primas Podemos definir como sendo todos os bens que a empresa adquire e que servem de base à obtenção do produto acabado [madeira para produção de móveis, farinha para a produção de pão]. O seu consumo representa um gastodireto do produto e o seu valor dependerá da quantidade que for consumida e da respetiva valorização. Esta será função do gasto a que se encontrarem registadas em armazém e da fórmula de custeio utilizada – FIFO, LIFO, CMP – ou outro que a empresa adote. Refira- se que no âmbito do SNC, a NCRF 18 – Inventários, preconiza apenas como fórmulas de custeio o FIFO e o CMP. Exemplo – Determinada empresa registou num determinado período o seguinte movimento relativo às matérias-primas: � Inv.i = 100 tons a 1 €/ton. � Compras = 400 tons a 2 €/ton. � Inv.f = 50 tons � Consumo de MP = ??? Inv.i + Compras = Consumo + Inv.f 100 tons + 400 tons = Consumo + 50 tons � Consumo = 450 tons Valorização do consumo e dos inventários pelo FIFO: 100 tons x 1 € = 100 € Valor do consumo = 450 tons [FIFO] 350 tons x 2 € = 700 € 800 € Inv.f = 50 tons x 2 € = 100 € Valorização do consumo e dos inventários pelo LIFO: 400 tons x 2 € = 800 € Valor do consumo = 450 tons [LIFO] 50 tons x 1 € = 50 € 850 € Inv.f = 50 tons x 1 € = 50 € Valorização do consumo e dos inventários pelo CMP: CMP = [[Q1 x P1] + [Q2 x P2]] / [Q1 + Q2] CMP = [[100 tons x 1 €] + [400 tons x 2 €]]/[100 tons + 400 tons] = 1,8 €/ton. Valor do consumo = 450 tons x 1,8 € = 810 € [CMP] Inv.f = 50 tons x 1,8 € = 90 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 5 O custo unitário das entradas em armazém [compras] deverá incluir o custo de aquisição acrescido de todos os custos suportados até à chegada da matéria à empresa [despesas de transporte, seguros], deduzido de eventuais descontos ou abatimentos comerciais [os que derivam ou estão associados à natureza, quantidade e qualidade das existências transacionadas, tais como os descontos de quantidade, bónus, rappel e desconto de revenda] obtidos dos fornecedores. Os custos associados à armazenagem, a menos que sejam considerados necessários ao processo de produção antes de uma nova fase de produção, estão excluídos do custo dos inventários [parágrafo 16 da NCRF 18]. Compras líquidas = valor aquisição + despesas de compra – descontos comerciais obtidos Embalagens Um outro aspeto que se poderá colocar nos componentes do custo de produção tem a ver com as embalagens. Estas constituem uma natureza de custos que têm um tratamento específico. De facto, existem indústrias em que os produtos têm que sair da fábrica acondicionados em certos tipos de embalagens. Neste caso, a embalagem faz parte integrante do custo industrial do produto [caso dos perfumes, café]. Por outro lado, há produtos que para serem transportados para o armazém dos clientes necessitam de uma embalagem adequada, pelo que esta assumirá a natureza comercial. Mão-de-Obra Direta Corresponde aos gastos associados às remunerações do pessoal que trabalha diretamente na fabricação dos produtos. Isto significa que o valor da mão-de-obra abrange não só o montante das remunerações processadas aos trabalhadores, mas também o valor dos encargos suportados pela entidade patronal, como sejam, segurança social, seguro de acidentes de trabalho, subsídio de férias e natal, subsídio de refeição e outros encargos. Historicamente, este conceito [MOD] está associado à figura salário – termo correspondente ao “ganho à peça”, isto é, os trabalhadores receberem consoante aquilo que produzem. Já a figura ordenado – remuneração fixa no final do mês independentemente da produção, encontra-se associada ao conceito de Mão-de-Obra Indireta [MOI], onde se incluem as remunerações e encargos do pessoal que apoia a laboração, como sejam os encarregados, os chefes de secção, os diretores fabris. Este último conceito é considerado como Gastos Geras de Fabrico. Isto significa que, teoricamente, a MOD é um custo variável, no entanto, como atualmente já são poucas as empresas a remunerarem os trabalhadores com base em salários, esta componente do custo industrial tende a ser um custo fixo. Para um adequado cálculo dos encargos a considerar mensalmente [ao nível de todas as remunerações da empresa, onde se inclui a MOD] e atendendo a que o seu pagamento pode ocorrer de forma irregular ao longo do ano, torna-se necessário proceder à sua especialização. Esta especialização consegue-se a partir da utilização de uma taxa teórica que vai permitir a distribuição dos encargos de forma regular ao longo do ano. É um facto que cada trabalhador é operativo durante 11 meses e aufere remunerações proporcionais a 14 meses. 1. Remunerações do tempo de trabalho = 1.000 € x 11 meses = 11.000 € 2. Encargos s/ remunerações: a. Subsídio de Férias = 1.000 € b. Subsídio de Natal = 1.000 € c. Segurança social [14.000 € x 23,75%] = 3.325 € d. Seguro Acidentes Trabalho e outros encargos = 275 € Total de encargos = 6.600 € 3. Quota teórica = 6.600 € / 11.000 € = 0,6 = 60% Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 6 Como se pode observar, a adoção de uma taxa teórica tem como objetivo repartir todos os encargos regularmente ao longo dos vários meses em que há laboração, de modo a que todos os gastos com o pessoal sejam considerados em todos os meses, independentemente do período em que ocorre o seu pagamento. Gastos Gerais de Fabrico Englobam todos os restantes custos de produção que não sejam matéria-prima ou MOD. Abrange um conjunto de custos de natureza muito heterogénea, como sejam: Mão-de-obra Indireta, depreciações dos equipamentos fabris, seguros dos equipamentos e instalações produtivas, renda das instalações industriais, matérias subsidiárias [matérias auxiliares na transformação das matérias- primas – verniz e cola na produção de mesas de madeira ou fermento na produção de pão]. Tradicionalmente, a análise e o controlo dos GGF apresentavam uma importância menor entre as três grandes componentes do custo industrial. No entanto, devido ao desenvolvimento continuado da tecnologia, materializado numa automatização crescente, que normalmente reduz os gastos da MOD e aumenta o investimento produtivo, este tipo de custos passou a assumir uma importância elevada, aumentando as preocupações quanto à sua correta repartição aos produtos. De um modo geral, trata-se de custos comuns a toda a produção da fábrica, existindo dificuldades na sua repartição. Esta repartição dos GGF passou do critério de repartição de base única, assente na MOD, para critérios que se atende à natureza das várias componentes – critérios de base múltipla. O coeficiente utilizado pode ser o decorrente dos elementos apurados pela Contabilidade Financeira – quotas reais, ou previstos – quotas teóricas. Neste último caso, há depois que comparar os elementos reais da contabilidade com os que foram utilizados, apurando-se eventuais diferenças de imputação ou de incorporação, que serão tratadas dada a sua relevância [normalmente são consideradas custos industriais não incorporados]. 1.4 – Estádios de custos Pela ótica dos produtos fabricados podemos distinguir diversos estádios de custos: Custo Primo = Consumo MP + MOD [identifica-se com os custos diretos dos produtos] Custo de Conversão = MOD + GGF [corresponde ao somatório de custos necessários à conversão das matérias-primas em produtos acabados] Gasto SF / SN Seg. Soc. SAT (2%) Out. Enc. Ordenados x 1,6 JAN 1.000,00 237,50 140,00 11,25 1.388,75 1.600,00 FEV 1.000,00 237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 MAR 1.000,00 237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 ABR 1.000,00 237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 MAI 1.000,00237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 JUN 1.000,00 237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 JUL 0,00 2.000,00 475,00 11,25 2.486,25 0,00 AGO 1.000,00 237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 SET 1.000,00 237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 OUT 1.000,00 237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 NOV 1.000,00 237,50 11,25 1.248,75 1.600,00 DEZ 1.000,00 1.000,00 475,00 11,25 2.486,25 1.600,00 TOTAL 11.000,00 3.000,00 3.325,00 140,00 135,00 17.600,00 17.600,00 ProcessadoOrdenadoMeses ENCARGOS Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 7 Custo Industrial da Produção [no período] – CIP Corresponde ao somatório de todos os custos inerentes à fabricação que ocorrem num determinado período [mês, semestre, ano]: CIP = Consumo MP + MOD + GGF Custo Industrial da Produção Acabada – CIPA Corresponde ao custo a atribuir aos produtos que foram acabados num determinado período, independentemente do momento em que foram iniciados. O que significa que terá de incorporar, para além dos custos industriais que ocorreram no período [CIP], o valor de eventual produção não acabada [PVF – Produtos em Vias de Fabrico1] existente no início e no fim do período. CIPA = CIP + Inv. i PVF – Inv. f PVF CIPA unitário = CIPA / Quantidade produzida A determinação da produção em vias de fabrico é sempre bastante subjetiva pois, de uma forma geral, implica a determinação, nem sempre fácil, da quantidade de produtos que se encontram em curso de fabrico no final de um determinado período, bem como a definição [normalmente arbitrária] do grau de acabamento que apresentam. Custo Industrial da Produção Vendida – CIPV Corresponde ao valor dos custos industriais dos produtos vendidos num determinado período, independentemente do momento em que foram produzidos. O seu cálculo é feito a partir da quantidade vendida e do custo unitário, tendo em atenção o critério de valorização das saídas [fórmula de custeio] adotado pela empresa. De referir que este custo vai ser repercutido na Demonstração dos Resultados por Funções. CIPV = Qv x custo unitário [mediante a fórmula de custeio] CIPV = CIPA + Inv. i PA – Inv. f PA Custos não Industriais Para além dos custos da área fabril, as empresas apresentam estruturas de caráter comercial e administrativa, cujos custos importa calcular numa perspetiva de controlo, já que não vão ser objeto de imputação aos produtos: Administrativos, Comerciais e Financiamento. Administrativos Representam essencialmente os encargos com a administração e gestão da empresa, como sejam: remunerações e encargos da administração ou gerência e do pessoal administrativo, eletricidade das instalações administrativas, consumíveis de escritório, depreciações do equipamento administrativo, contabilidade. Comerciais ou de Distribuição Representam os gastos relacionadas com a venda e a distribuição dos produtos, como sejam: gastos com publicidade, remunerações pagas a vendedores, despesas relacionadas com o transporte dos produtos aos clientes. Financiamento Custos com a utilização de capitais alheios [juros de financiamento]. 1 Produtos em Vias de Fabrico são produtos que no final de um determinado período não estão terminados, isto é, encontram-se ainda numa determinada fase do processo produtivo. São diferentes dos produtos intermédios ou semi-produtos que correspondem a produtos que podem ser comercializados nesse estádio ou ser sujeitos a operações de transformação adicionais. CIP MP Acabar a Inv. i PVF [assim que terminados vão para o Armazém de PA] MOD Iniciar e acabar produtos no mês [assim que terminados vão para o Armazém de PA] GGF Iniciar a Inv. f PVF [só serão terminados no período seguinte] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 8 Custo Complexivo Corresponde ao somatório dos custos do período [afetam o resultado de um determinado período]. Custo Complexivo = CIPV + Gastos não Industriais Custo Económico-Técnico Corresponde ao somatório do Custo Complexivo com os Gastos Figurativos. Estes traduzem a remuneração dos capitais investidos pelos sócios. Se a empresa estabelecer um preço de venda superior ao custo económico-técnico consegue obter o chamado lucro puro. Custo Económico-Técnico = Custo Complexivo + Gastos Figurativos Esquematicamente: Conhecidos os custos das diferentes funções da empresa, os diversos resultados podem ser evidenciados de acordo com a contribuição de cada função, dando origem a vários conceitos de resultados, identificados através da Demonstração dos Resultados por Funções. Demonstração dos Resultados por Funções DESCRIÇÃO VALOR Vendas e serviços prestados X Custo das vendas e dos serviços prestados – X Resultado bruto/Margem bruta = ± X Outros rendimentos + X Gastos de distribuição – X Gastos administrativos – X Gastos de investigação e desenvolvimento – X Outros gastos – X Resultado operacional = ± X Gastos de financiamento [líquido] ± X Resultado antes de impostos = ± X Imposto sobre o rendimento do período – X Resultado líquido do período = ± X Custo de conversão Custos industriais V e n d as C u st o e co n ó m ic o -t éc n ic o Custos não industriais Custo primo Matérias primas Mão-de-obra directa Gastos gerais de fabrico Gastos Administrativos Gastos de Distribuição/Comerciais Gastos de Financiamento Lu cr o p u ro Lu cr o lí q u id o Lu cr o b ru to Gastos figurativos C u st o c o m p le xi vo Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 9 C u sto s d o p erío d o 1.5 – Custos dos produtos e custos do período Podemos definir custos do produto como sendo aqueles que lhe são atribuídos para efeitos de valorização dos seus inventários. Desse valor, apenas o custo referente às unidades vendidas é que afetam o resultado. Normalmente, só os custos industriais são inventariáveis, pelo que os custos das restantes funções afetam sempre o resultado do período em que ocorrem. Assim, os custos do período são aqueles que afetam o resultado de um determinado intervalo de tempo, incorporando o custo industrial dos produtos vendidos e os custos das restantes funções que ocorram nesse período. De um modo simplista, serão os custos considerados na demonstração dos resultados de uma empresa, num determinado período. Esquematicamente: – Inventários Inventários de PVF Produção de PA Custos do produto = Margem Bruta – Função Administrativa – Função Comercial – Utilização de capitais alheios = RAI CIP MP MOD GGF Gastos administrativos CIPA CIPM + Inv. i PVF – Inv. f PVF Armazém P. Acabados Lotes: Inv. i PA Produção CIPV Inv. i PA + CIPA – Inv. f PA Gastos de financiamento Gastos comerciais VENDAS Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 10 Caso Prático n.º 1 Assuntos a tratar: Relação entre a Contabilidade de Gestão e a Financeira. Material necessário: Demonstração dos Resultados por Naturezas Parte 1– A empresa ORAMA, Lda. possui um estabelecimento com 2 departamentos: Restaurante e Café. No final do ano, apuraram-se os seguintes valores, em €uros: DESCRIÇÃO VALOR Inventários iniciais 1.680 Inventários finais 1.720 Compras do período 46.400 Fornecimentos e serviços externos 3.690 Gastos e perdas de financiamento 590 Gastos com o pessoal 4.680 Outros gastos 180 Gastos de depreciação 240 Vendas 63.460 Pretende-se: a] Apure o resultado líquido do exercício [elabore DR’s]. RENDIMENTOS E GASTOS Notas N Vendas e serviços prestados + 63.460,00 Subsídios à exploração + Ganhos/Perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendi/ conjuntos +/- Variação nos inventários da produção +/- Trabalhos para a própria entidade + Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas - -46.360,00 Fornecimentos e serviços externos - -3.690,00 Gastos com pessoal - -4.680,00 Imparidades de inventários [perdas/reversões] -/+ Imparidades de dívidas a receber [perdas/reversões] -/+ Provisões [aumentos/reduções] -/+ Imparidade de investimentos não depreciáveis/amortizáveis [perdas/reversões] -/+ Aumentos/Reduções de justo valor +/- Outros rendimentos e ganhos + Outros gastos e perdas - -180,00 Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos = 8.550,00 Gastos/reversões de depreciação e de amortização -/+ -240,00 Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis [perdas/reversões] -/+ Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos] = 8.310,00 Juros e rendimentos similares obtidos + Juros e gastos similares suportados - -590,00 Resultado antes de impostos = 7.720,00 b] Com base nos dados apresentados, consegue saber qual a situação de cada um dos departamentos? Será importante conhecer o resultado dos 2 departamentos para se fazer uma gestão correta da empresa? Justifique. Não. Os dados fornecidos são globais e por isso não é possível apurar quais os gastos, rendimentos e resultados de cada departamento. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 11 Parte 2 – Considere agora que conseguiu a seguinte informação: Pretende-se: a] Apure os resultados de cada um dos departamentos. DESCRIÇÃO RESTAURANTE CAFÉ TOTAL Rendimentos: 71 – Vendas 27.800 35.660 63.460 Gastos: 61 - CMVMC 23.520 22.840 46.360 62 – FSE 2.304 1.386 3.690 63 – Gastos com o pessoal 2.750 1.930 4.680 64 – Gastos de depreciação 130 110 240 68 – Outros gastos 60 120 180 69 – Gastos de financiamento 274 316 590 Total de Gastos 29.038 26.702 55.740 Resultado Antes Impostos [1.238] 8.958 7.720 b] Por comparação com os resultados da Parte 1, consegue obter novas informações que lhe permitam ter uma noção mais correta do funcionamento da empresa? Porquê? Sim. Com o detalhe na informação apurada em 1, verificamos que o Restaurante apresenta prejuízo, que é compensado pelo lucro no Café. Assim, devem ser analisadas as causas e tomarem-se decisões. c] O encerramento de um dos departamentos teria consequências negativas para a empresa? Justifique. O encerramento do Café levaria a empresa a apresentar prejuízo, provavelmente agravado pelo facto de o Restaurante ter suportar na totalidade alguns Gastos comuns. DESCRIÇÃO RESTAURANTE CAFÉ TOTAIS Inventários iniciais 1.200 480 1.680 Inventários finais 1.280 440 1.720 Compras do período 23.600 22.800 46.400 Fornecimentos e serviços externos 2.304 1.386 3.690 Gastos e perdas de financiamento 274 316 590 Gastos com o pessoal 2.750 1.930 4.680 Outros gastos 60 120 180 Gastos de depreciação 130 110 240 Vendas 27.800 35.660 63.460 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 12 Caso Prático n.º 2 Assuntos a tratar: Relação entre a Contabilidade de Gestão e a Financeira. Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções e por Naturezas Em janeiro, a empresa Cerâmica do Norte, Lda. apresentou o seguinte movimento contabilístico, salientando-se que os gastos são apresentados não só por contas da Contabilidade Financeira, mas também por funções da empresa, agrupados segundo as direções definidas no organograma. GASTOS / RENDIMENTOS Relativamente aos gastos de produção foi possível apurar a sua divisão pelos dois tipos de Azulejos: DESCRIÇÃO AZULEJO - TIPO I AZULEJO - TIPO II TOTAL Matérias-primas 3.200,00 2.500,00 5.700,00 Matérias subsidiárias 690,00 402,00 1.092,00 Fornecimentos serv. externos 5.825,00 4.115,00 9.940,00 Impostos 120,00 160,00 280,00 Gastos c/ Pessoal 6.900,00 4.930,00 11.830,00 Outros gastos 140,00 175,00 315,00 Depreciações 3.600,00 2.100,00 5.700,00 TOTAL 20.475,00 14.382,00 34.857,00 O movimento mensal dos inventários de azulejos foi o seguinte: AZULEJOS M2 VALORES Inventários Iniciais: Tipo I 15.000 0,64 / m2 Tipo II 10.000 0,68 / m2 Produção: Tipo I 31.500 Tipo II 20.400 Vendas: Tipo I 35.000 0,97 / m2 Tipo II 26.000 1,18 / m2 Pretende-se: a] Custo de produção unitário dos azulejos e valorize os inventários finais [FIFO]. b] Elabore a demonstração dos resultados por naturezas [SNC]. c] Elabore a demonstração dos resultados por funções e por produtos [SNC]. Contas do SNC Gastos por funções Total Cód. Descrição Produção Distribuição Adm./Financ. Rendimentos 71 Vendas 64.630,00 79 Juros, dividendos e rend. similares 220,00 Total 64.850,00 Gastos 61 CMVMC: Matérias-primas 5.700,00 0,00 0,00 5.700,00 Matérias subsidiárias 1.092,00 800,00 40,00 1.932,00 62 Forneci/ e serviços externos 9.940,00 280,00 1.620,00 11.840,00 63 Gastos com o Pessoal 11.830,00 3.400,00 7.620,00 22.850,00 64 Gastos depreciação e amortização 5.700,00 300,00 210,00 6.210,00 68 Outros gastos 595,00 208,00 49,00 852,00 69 Gastos e perdas financiamento 0,00 0,00 6.420,00 6.420,00 Total 34.857,00 4.988,00 15.959,00 55.804,00 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 13 Mapas auxiliares para resolução: Azulejo Tipo I Custo Industrial [CI] = 20.475 € CIPA unit. = CIPA / Produção = 20.475 € / 31.500 m2 = 0,65 €/m2 Armazém: Inv. i = 15.000 m2 a 0,64 €/m2 Produção = 31.500 m2 a 0,65 €/m2 Inv. f = ? Vendas = 35.000 m2 CIPV = Q. Vend. x Custo Unitário 15.000 m2 x 0,64 € = 9.600 € CIPV = 35.000 m2 [FIFO] 20.000 m2 x 0,65 € = 13.000 € 22.600 € Inv. i + Produção = Vendas + Inv. f � 15.000 + 31.500 = 35.000 + If Inv. f = 11.500 m2 x 0,65 € = 7.475,00 € [FIFO] Azulejo Tipo II Custo Industrial [CI] = 14.382,00 € CIPA unit. = CIPA / Produção = 14.382 € / 20.400 m2 = 0,705 €/m2 Armazém: Inv. i = 10.000 m2 a 0,68 €/m2 Produção = 20.400 m2 a 0,705 €/m2 Inv. f = ? Vendas = 26.000 m2 CIPV = Q. Vend. x Custo Unitário 10.000 m2 x 0,68 € = 6.800 € CIPV = 26.000 m [FIFO] 16.000 m2 x 0,705 € = 11.280 € 18.080 € Ii + Produção = Vendas + If � 10.000 + 20.400 = 26.000 + If If = 4.400 m2 x 0,705 € = 3.102 € [FIFO] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 14 Empresa: _______________ Demonstração dos resultados por naturezas Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS Notas Períodos N N-1 Vendas e serviços prestados + 64.630,00 Subsídios à exploração + Ganhos/Perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendi/ conjuntos +/- Variação nos inventários da produção +/- -5.823,00 Trabalhos para a própria entidade + Custo das mercadoriasvendidas e matérias consumidas - -7.632,00 Fornecimentos e serviços externos - -11.840,00 Gastos com pessoal - -22.850,00 Imparidades de inventários [perdas/reversões] -/+ Imparidades de dívidas a receber [perdas/reversões] -/+ Provisões [aumentos/reduções] -/+ Imparidade de investimentos não depreciáveis/amortizáveis [perdas/reversões] -/+ Aumentos/Reduções de justo valor +/- Outros rendimentos + Outros gastos - -852,00 Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos = 15.633,00 Gastos/reversões de depreciação e de amortização -/+ -6.210,00 Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis [perdas/reversões] -/+ Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos] = 9.423,00 Juros e rendimentos similares obtidos + 220,00 Juros e gastos similares suportados - -6.420,00 Resultado antes de impostos = 3.223,00 Imposto sobre rendimento do período -/+ Resultado líquido do período = Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N Azulejo tipo I Azulejo Tipo II TOTAL Vendas e serviços prestados + 33.950,00 30.680,00 64.630,00 Custo das vendas e dos serviços prestados - -22.600,00 -18.080,00 -40.680,00 Resultado bruto = 11.350,00 12.600,00 23.950,00 Outros rendimentos + Gastos de distribuição - -4.988,00 Gastos administrativos - -9.539,00 Gastos de investigação e desenvolvimento - Outros gastos - Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos] = 9.423,00 Gastos de financiamento líquido - -6.200,00 Resultado antes de impostos = 3.223,00 Imposto sobre rendimento do período -/+ Resultado líquido do período = Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 15 Caso Prático n.º 3 Assuntos a tratar: Relação entre a Contabilidade de Gestão e a Financeira. Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções e por Naturezas Uma empresa que fabrica e vende o produto ALFA, apresentava no final do ano a seguinte distribuição de gastos operacionais [valores em €uros]: Gastos por Natureza Fabricação Distribuição Administração TOTAL C. M. V. M. C. ? - - ? F. S. E. 7.500 9.800 6.700 24.000 Gastos com o pessoal 25.550 28.000 25.000 78.550 Gastos de reintegração e amortização 6.800 3.200 4.000 14.000 Outros gastos 300 600 2.100 3.000 TOTAL 41.600 37.800 As contas abaixo indicadas apresentavam os seguintes saldos: Devedor Credor Compras 510.000 Gastos e perdas de financiamento 12.500 Rendimentos suplementares 2.000 Rendimentos em investimentos não financeiros 1.600 Perdas em investimentos não financeiros 1.200 Durante o ano foram vendidos 350.000 kg do produto ALFA pelo valor de 700.000 €uros. Os inventários em 01/JAN eram os seguintes: Matérias-Primas e Subsidiárias 90.000 € Produção em curso de Fabrico 6.000 € Produto acabado [25.000 kg] 45.000 € Os inventários em 31/DEZ eram os seguintes: Matérias-Primas e Subsidiárias 135.300 € Produção em curso de Fabrico 5.000 € Produto acabado [10.000 kg] ? Pretende-se: Sabendo que a empresa segue a fórmula de custeio FIFO na valorização dos Inventários, elabore a Demonstração dos Resultados por Funções e a Demonstração dos Resultados por Naturezas [segundo o SNC]. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 16 Mapas auxiliares para resolução: Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 17 Empresa: _______________ Demonstração dos resultados por naturezas Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS Notas Períodos N N-1 Vendas e serviços prestados + 64.630,00 Subsídios à exploração + Ganhos/Perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendi/ conjuntos +/- Variação nos inventários da produção +/- -5.823,00 Trabalhos para a própria entidade + Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas - -7.632,00 Fornecimentos e serviços externos - -11.840,00 Gastos com pessoal - -22.850,00 Imparidades de inventários [perdas/reversões] -/+ Imparidades de dívidas a receber [perdas/reversões] -/+ Provisões [aumentos/reduções] -/+ Imparidade de investimentos não depreciáveis/amortizáveis [perdas/reversões] -/+ Aumentos/Reduções de justo valor +/- Outros rendimentos + Outros gastos - -852,00 Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos = 15.633,00 Gastos/reversões de depreciação e de amortização -/+ -6.210,00 Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis [perdas/reversões] -/+ Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos] = 9.423,00 Juros e rendimentos similares obtidos + 220,00 Juros e gastos similares suportados - -6.420,00 Resultado antes de impostos = 3.223,00 Imposto sobre rendimento do período -/+ Resultado líquido do período = Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N N-1 Vendas e serviços prestados + 33.950,00 30.680,00 Custo das vendas e dos serviços prestados - -22.600,00 -18.080,00 Resultado bruto = 11.350,00 12.600,00 Outros rendimentos + Gastos de distribuição - Gastos administrativos - Gastos de investigação e desenvolvimento - Outros gastos - Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos = Gastos de financiamento líquido - Resultado antes de impostos = Imposto sobre rendimento do período -/+ Resultado líquido do período = Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 18 Caso Prático n.º 4 Assuntos a tratar: Estádios de Custos Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções A empresa industrial Famaro, SA obteve os seguintes valores referentes ao ano: 1 – Inventários iniciais: 1.1 – Matéria-prima A – 2.000 kg a 2 €/kg 1.2 – Matéria-prima B – 200 tons a 12 €/ton 1.3 – Matérias subsidiárias – 110 kg a 8 €/kg. 1.4 – Produtos em vias de fabrico – 9.000 € 1.5 – Produtos acabados – 3.000 tons a 10 €/ton 2 – Compras: 2.1 – Matéria-prima A – 10.000 kg a 2,1 €/kg 2.2 – Matéria-prima B – 1.300 tons a 12 €/ton 2.3 – Matérias subsidiárias – 200 kg pelo valor global de 1.650 € 2.4 – Despesas de transporte e seguro da matéria-prima A – 1.000 € 2.5 – Bónus concedido pelo fornecedor da matéria-prima B – 1.300 € 3 – Inventários finais: 3.1 – Matéria-prima A – 3.000 kg 3.2 – Matéria-prima B – 500 tons 3.3 – Matérias subsidiárias – 60 kg 3.4 – Produtos em vias de fabrico – 17.200 € 3.5 – Produtos acabados – 2.000 tons Gastos [em €uros]: 1. Eletricidade e água do complexo fabril ................................................................... 250 2. Honorários do Revisor Oficial de Contas ................................................................ 2.930 3. Comissões de venda pagos aos vendedores ........................................................... 2.000 4. Manutenção anual das máquinas de produção ...................................................... 3.500 5. Consumo de eletricidade e água no escritório ....................................................... 240 6. Salários e encargos dos operários fabris ................................................................. 47.000 7. Despesas de almoços do gerente com clientes ...................................................... 200 8. Combustível para gerador da fábrica ...................................................................... 1.2009. Aquisição de um equipamento industrial .............................................................. 100.000 10. Diversos consumíveis informáticos ......................................................................... 210 11. Ordenado e encargos do encarregado do setor produtivo .................................... 12.800 12. Reparação de um computador do gabinete técnico fabril ..................................... 320 13. Depreciações do equipamento informático e mobiliário do escritório ................... 500 14. Seguro dos equipamentos fabris ............................................................................ 480 15. Gasóleo das viaturas dos vendedores ..................................................................... 1.000 16. Depreciações dos equipamentos produtivos .......................................................... 2.500 17. Juros de financiamentos bancários ......................................................................... 400 18. Despesas com correio, telefone e telemóvel .......................................................... 120 19. Prémio anual de seguro acidentes de trabalho dos operários fabris ..................... 1.000 20. Campanha publicitária para reforço de imagem .................................................... 4.250 21. Vendas .................................................................................................................... 165.000 22. Descontos comerciais concedidos a clientes .......................................................... 1.000 23. Descontos de pronto pagamento concedidos a clientes ........................................ 250 24. Produção [ton.] ....................................................................................................... 10.000 25. Fórmula de custeio para as matérias-primas ............................................................ FIFO 26. Fórmula de custeio para as matérias subsidiárias .................................................... LIFO 27. Fórmula de custeio para os produtos acabados ..................................................... CMP Pretende-se: CIP, CIPA, CIPV e Demonstração dos Resultados por Funções. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 19 Mapas auxiliares para resolução: CIP = MP + MOD + GGF = 19.400 + 11.200 + 48.000 + 23.100 = 101.700 € Matérias-primas [MP]: MP A Armazém: Inv.i = 2.000 kg a 2 €/kg Despesas de compra Compras = 10.000 kg a 2,1 €/kg = 21.000 € + 1.000 € = 22.000 €/10.000 kg = 2,2 €/kg Inv.f = 3.000 kg Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f = 2.000 + 10.000 – 3.000 = 9.000 kg 2.000 kg x 2,0 € = 4.000 € Consumo = 9.000 kg [FIFO] 7.000 kg x 2,2 € = 15.400 € 19.400 € ou, CMVMC = Inv.i + Compras – Inv.f CMVMC = 4.000 € + 22.000 € – [3.000 kg x 2,2 €] CMVMC = 4.000 € + 22.000 € – 6.600 € � CMVMC = 19.400 € MP B Armazém: Inv.i = 200 tons a 12 €/ton Compras = 1.300 tons a 12 €/ton = 15.600 € – 1.300 € = 14.300 €/1.300 tons = 11 €/ton Inv.f = 500 tons Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f = 200 + 1.300 – 500 = 1.000 tons 200 tons x 12 € = 2.400 € Consumo = 1.000 tons [FIFO] 800 tons x 11 € = 8.800 € 11.200 € Mão-de-obra direta [MOD]: MOD = 47.000 + 1.000 = 48.000 € [6] [19] Gastos Gerais de Fabrico [GGF]: GGF = 250 + 3.500 + 1.200 + 12.800 + 320 + 480 + 2.500 + Mat. Subsidiárias [1] [4] [8] [11] [12] [14] [16] GGF = 21.050 + Mat. Subsidiárias = 21.050 + 2.050 = 23.100 € Matérias subsidiárias Armazém: Inv.i = 110 kg a 8 €/kg Compras = 200 kg a 8,25 €/kg Inv.f = 60 kg Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f = 110 + 200 – 60 = 250 kg 200 kg x 8,25 € = 1.650 € Consumo = 250 kg [LIFO] 50 kg x 8,00 € = 400 € 2.050 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 20 CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 101.700 + 9.000 – 17.200 = 93.500 € CIPA unit. = CIPA / Produção = 93.500 € / 10.000 tons = 9,35 €/ton Significa que neste ano custou 9,35 € produzir cada tonelada. CIPV = Q. Vend. x Custo Unitário ou CIPV = CIPA + Inv.i PA – Inv.f PA Armazém: Inv.i = 3.000 tons a 10 €/ton Produção = 10.000 tons a 9,35 €/ton Inv.f = 2.000 tons CIPV = Q. Vend. x Custo Unitário Inv.i + Produção = Vendas + Inv.f � 3.000 tons + 10.000 tons = Vendas + 2.000 tons Vendas = 11.000 tons CMP = [[Q1 x P1] + [Q2 x P2]] / [Q1 + Q2] CMP = [[3.000 tons x 10 €] + [10.000 tons x 9,35]] / [3.000 + 10.000] = 9,5 €/kg CIPV = 11.000 tons x 9,5 € = 104.500 € ou, Inv.f PA = 2.000 tons x 9,5 € = 19.000 € CIPV = CIPA + Inv.i PA – Inv.f PA = 93.500 € + 30.000 € – 19.000 € = 104.500 € Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N N-1 Vendas e serviços prestados + 164.000,00 64.630,00 Custo das vendas e dos serviços prestados - -104.500,00 -40.680,00 Resultado bruto = 59.500,00 23.950,00 Outros rendimentos + Gastos de distribuição - -7.450,00 -4.988,00 Gastos administrativos - -4.000,00 -9.539,00 Gastos de investigação e desenvolvimento - Outros gastos - Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos = 48.050,00 9.423,00 Gastos de financiamento líquido - -650,00 -6.200,00 Resultado antes de impostos = 47.400,00 3.223,00 Vendas Líquidas = 165.000 – 1.000 = 164.000 € [24] [25] Gastos Distribuição = 2.000 + 200 + 1.000 + 4.250 = 7.450 € [2] [7] [15] [20] Gastos Administrativos = 2.930 + 240 + 210 + 500 + 120 = 4.000 € [2] [5] [10] [13] [18] Gastos de Financiamento = 400 + 250 = 650 € [17] [23] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 21 Caso Prático n.º 5 Assuntos a tratar: Estádios de Custos Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções 1 – A empresa “Viriato, Lda.” apresentou os seguintes elementos constantes do quadro seguinte, relativamente a três produtos. Pretende-se: Determine os valores em falta. DESCRIÇÃO PRODUTO 1 PRODUTO 2 PRODUTO 3 Vendas 400.000 A 300.000 Compras MP 48.000 69.000 E Consumo MP 50.000 B 60.000 MOD I 120.000 90.000 GGF 100.000 30.000 F Inventários Finais: MP K 15.000 12.000 PVF 22.000 C 18.000 PA 16.000 45.000 45.000 Inventários Iniciais: MP 20.000 12.000 12.000 PVF 20.000 15.000 21.000 PA J 30.000 39.000 Custo Industrial PA 308.000 216.000 G Custo industrial PV 312.000 D H Gastos Comerciais 40.000 30.000 30.000 Gastos Administrativos e de Financiamento L 30.000 33.000 Resultado líquido do período -12.000 39.000 24.000 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 22 2 – Considere os seguintes dados relativos a determinado exercício, em €uros. Os Inventários eram nulos. Vendas ............................................................................... [A] Matérias-primas ................................................................ 370 MOD .................................................................................. [B] GGF ....................................................................................[C] CIPV ................................................................................... 780 Resultado bruto ................................................................. 120 Gastos comerciais e administrativos ................................. [D] RAI ..................................................................................... 20 Custos de conversão ......................................................... [E] Custo primo ....................................................................... 600 Pretende-se: Determine os valores correspondentes às letras. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 23 ESTÁDIOS DE CUSTOS [Soluções]: CP.01 Parte 1 – a] Apure o resultado líquido do exercício [elabore DR’s]. RENDIMENTOS E GASTOS Notas N Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos = 8.550,00 Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos] = 8.310,00 Resultado antes de impostos = 7.720,00 Parte 2 – a] Apure os resultados de cada um dos departamentos. DESCRIÇÃO RESTAURANTE CAFÉ TOTAL Resultado Antes Impostos [1.238] 8.958 7.720 CP.02 a] Custo de produção unitário dos azulejos e valorize os inventários finais [FIFO]. Azulejo Tipo I => CIPA unit. = 0,65 €/m2 Inv. f = 7.475,00 € Azulejo Tipo II => CIPA unit. = 0,705 €/m2 Inv. f = 3.102,00 € b] Elabore a demonstração dos resultados por naturezas [SNC]. RENDIMENTOS E GASTOS Notas N Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos = 15.633,00 Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos] = 9.423,00 Resultado antes de impostos = 3.223,00 c] Elabore a demonstração dos resultados por funções e por produtos [SNC]. RENDIMENTOS E GASTOS N Azulejo I Azulejo II TOTAL Resultado bruto = 11.350,00 12.600,00 23.950,00 Resultado operacional [antes de gastos de financia/ e impostos] = 9.423,00 Resultado antes de impostos = 3.223,00 CP.03 CIPA = 505.850 € CIPA unit. = 1,51 €/kg CIPV = 535.750 € Demonstração dos resultados por naturezas [SNC]. RENDIMENTOS E GASTOS Notas N Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos = 101.250,00 Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos] = 87.250,00 Resultado antes de impostos = 74.750,00 c] Elabore a demonstração dos resultados por funções e por produtos [SNC]. RENDIMENTOS E GASTOS N Resultado bruto = 164.250,00 Resultado operacional [antes de gastos de financia/ e impostos] = 87.250,00 Resultado antes de impostos = 74.750,00 CP.04 MPA = 19.400 € MPB = 11.200 € MOD = 48.000 € GGF = 23.100 € CIP = 101.700 € CIPA = 93.500 € CIPV = 104.500 € Demonstração dos resultados por funções e por produtos [SNC]. RENDIMENTOS E GASTOS N Resultado bruto = 59.500,00 Resultado operacional [antes de gastos de financia/ e impostos] = 48.050,00 Resultado antes de impostos = 47.400,00 CP.05 Parte 1 Produto 2: A = 300.000 € B = 66.000 € C = 15.000 € D = 201.000 € Produto 3: E = 60.000 € F = 66.000 € G = 219.000 € H = 213.000 € Produto 1: I = 160.000 € J = 20.000 € K = 18.000 € L = 60.000 € Parte 2 A = 900 € B = 230 € C = 180 € D = 100 € E = 410 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 24 2 – Imputação dos gastos indiretos Como foi definido anteriormente, um dos objetivos fundamentais da contabilidade de gestão é medir e atribuir custos por determinados objetos de custeio, como sejam, os produtos, os serviços ou as funções. Esta identificação e atribuição deve ser feita atempadamente e com a maior razoabilidade possível, já que atribuições de custos distorcidas podem levar a más avaliações e consequentemente a decisões erradas. Dada a complexidade das empresas e as exigências da gestão, nem sempre é fácil e imediata a identificação dos custos com os objetos de custeio. Atendendo ao relacionamento dos vários custos com os objetos de custeio, podemos identificar os custos diretos, que correspondem às naturezas de custos que são exclusiva e especificamente de determinado objeto de custeio e por isso a sua incorporação é física e facilmente observável, como por exemplo o consumo das matérias-primas ou a mão-de-obra direta. Por outro lado, existem os custos indiretos que respeitam simultaneamente a vários objetos de custeio, como é o caso, dos gastos gerais de fabrico. Atendendo à heterogeneidade e ao caráter indireto das rubricas que integram os gastos gerais de fabrico e ao facto de serem comuns aos diversos produtos ou serviços, torna-se difícil a sua repartição direta. Para ultrapassar esta dificuldade recorre-se à definição de coeficientes de repartição ou coeficientes de imputação, que consistem em repartir os custos indiretos pelos produtos proporcionalmente a determinadas grandezas, designadas de bases de repartição ou imputação. Podem ser utilizadas várias bases de imputação, como sejam, as horas ou o valor da MOD, a quantidade de matéria-prima consumida, o número de unidades fabricadas, as horas de trabalho das máquinas, os custos diretos, o custo primo. Coeficiente de imputação = GGF / Base de imputação Numa primeira fase, utilizaram-se critérios de base única, significando que o total de custos indiretos era distribuído pelos diversos produtos proporcionalmente a uma única variável [base]. Estes critérios apresentam limitações porque partem do princípio de que existe uma relação de proporcionalidade entre os GGF e a base escolhida, o que é questionável dada a heterogeneidade de custos. Para ultrapassar as limitações dos critérios de base única, passaram-se a utilizar os critérios de base múltipla. Estes consistem em segmentar os GGF em subgrupos de caraterísticas comuns, escolhendo depois para cada conjunto a base de imputação que melhor verifique a relação de proporcionalidade. Por exemplo, o gasto da mão-de-obra indireta repartido em função do gasto da mão-de-obra direta, as matérias subsidiárias e outras repartidas em função do custo da matéria- prima incorporada. Por outro lado, se o coeficiente utilizado tiver por base os valores reais obtidos e apurados pela contabilidade estamos perante as designadas quotas reais. No entanto, muitas vezes não se torna prático aguardar pelos valores reais e além disso, as variações nos volumes de produção podem ocasionar ao longo dos meses coeficientes muito diferentes, pelo que é necessário calcular os coeficientes com base em estimativas ou previsões. Quando isso acontece estamos perante quotas teóricas. Neste caso, quando forem conhecidos os valores reais, há que regularizar a diferença para os valores considerados, mediante a contabilização de uma diferença de incorporação ou de imputação, que vai ser considerada na demonstração dos resultados por funções na rubrica Custos industriais não incorporados [CIÑI]. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 25 Exemplo – Determinada empresa apresentou os seguintes custos de produção: Descrição Produto X Produto Y Base de imputação Quant. produzida/vendida 200 unid. 250 unid. Preço de venda 100 € /unid. 120 €/unid. Matéria-prima [100 €/ton.] 80 tons 130 tons Mão-de-Obra Direta 4.500 € 5.500 € GGF: ??? ??? Depreciações 4.005 € Quota real – Unid. produzidas Mão-de-Obra Indireta 5.100 € Quota teórica – Valor da MOD Diversos 3.100 € Quota teórica – tons de MP consumida Com base nas previsões efetuadas, dispunha-se da seguinte informação: Mão-de-Obra Direta de 5.000 € e 5.400 € para X e Y, respetivamente; consumo de MP de 80 tons para X e 120 tons para Y; Mão-de-Obra Indireta – 5.200 € e Diversos – 3.000 €. Depreciações: Valor das depreciações [real] = 4.005 € Base de imputação: quota real –Unidades produzidas Quantidades produzidas = 200 unid. + 250 unid. = 450 unid. Coeficiente de imputação = 4.005 € / 450 unid. = 8,9 € de depreciações / unid. produzida [significa que por cada unidade produzida, os produtos vão apresentar 8,9 € de depreciações] Imputação: Depreciações Prod. X = 200 unid. x 8,9 € = 1.780 € Depreciações Prod. Y = 250 unid. x 8,9 € = 2.225 € 4.005 € MOI: Valor da MOI [real] = 5.100 € Base de imputação: quota teórica – Valor da MOD Valor da MOI [teórico/previsto] = 5.200 € Valor da MOD [teórico/previsto] = 5.000 € + 5.400 € = 10.400 € Coeficiente de imputação = 5.200 € / 10.400 € = 0,5 € de MOI / € de MOD [significa que de acordo com as previsões efetuadas – quota teórica – por cada €uro de MOD que os produtos apresentem, vão incorrer em 0,5 € de MOI] Imputação: MOI Prod. X = 4.500 € x 0,5 € = 2.250 € MOI Prod. Y = 5.500 € x 0,5 € = 2.750 € 5.000 € Nota: Como os custos reais foram de 5.100 € e os custos imputados foram de 5.000 €, estamos perante uma diferença de imputação de – 100 €, que será considerada na DR´s por Funções, numa rubrica designada de Custos Industriais Não Incorporados [CIÑI]. Diversos: Valor dos Diversos [real] = 3.100 € Base de imputação: quota teórica – tons de MP consumida Valor dos Diversos [teórico/previsto] = 3.000 € Kg de MP consumida [teóricos/previstos] = 80 tons + 120 tons = 200 tons Coeficiente de imputação = 3.000 € / 200 tons = 15 € de Diversos / ton. MP consumida [significa que de acordo com as previsões efetuadas – quota teórica – por cada kg de MP que os produtos consumam, vão incorrer em 11 € de custos Diversos]. Imputação: Diversos Prod. X = 80 tons x 15 € = 1.200 € Diversos Prod. Y = 130 tons x 15 € = 1.950 € 3.150 € Nota: Como os custos reais foram de 3.100 € e os custos imputados foram de 3.150 €, estamos perante uma diferença de imputação de + 50 €, que será considerada na DR´s por Funções, numa rubrica designada de Custos Industriais Não Incorporados [CIÑI]. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 26 Mapa dos custos de produção Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N Produto X Produto Y TOTAL Vendas e serviços prestados + 20.000,00 30.000,00 50.000,00 Custo das vendas e dos serviços prestados - -17.730,00 -25.425,00 -43.155,00 Resultado bruto = 2.270,00 4.575,00 6.845,00 Custos industriais não incorporados [CIÑI]: MOI -100,00 Diversos 50,00 Outros rendimentos + Gastos de distribuição - Gastos administrativos - Gastos de investigação e desenvolvimento - Outros gastos - Resultado operacional [antes de gastos de financia/ e impostos] = 6.795,00 Gastos de financiamento líquido - Resultado antes de impostos = 6.795,00 As correções feitas na DR´s por Funções, através da rubrica Custos Industriais Não Incorporados [CIÑI] têm as seguintes justificações: ♦ No apuramento do valor da Mão-de-Obra Indireta a imputar a cada produto, a empresa considerou, de acordo com as previsões que por cada €uro de Mão-de-Obra Direta que os produtos apresentassem, incorriam em 0,5 € de Mão-de-Obra Indireta. Em resultado disso, o valor imputado aos produtos foi de 5.000 €, quando na realidade deveriam ter sido de 5.100 €. A diferença [100 €] ao não ser considerada no apuramento dos custos de produção de cada produto, será considerada como custo na demonstração dos resultados do período. ♦ No apuramento do valor dos custos Diversos a imputar a cada produto, a empresa considerou, de acordo com as previsões, que por cada ton. de matéria-prima que os produtos consumissem, incorriam em 15 € de custos diversos. Assim sendo, foi imputado aos produtos o valor de 3.150 €, quando na realidade os custos diversos foram de 3.100 €uros. A diferença [50 €], que foi considerada a mais no custo dos produtos, é corrigida na Demonstração dos Resultados surgindo como componente positiva do resultado. Matérias-primas 8.000,00 13.000,00 MOD 4.500,00 5.500,00 Custos diretos 12.500,00 18.500,00 GGF: Depreciações 1.780,00 2.225,00 MOI 2.250,00 2.750,00 Diversos 1.200,00 1.950,00 Custos indiretos 5.230,00 6.925,00 Total de custos 17.730,00 25.425,00 Produção 200 unid. 250 unid. Custo unitário 88,65 101,70 DESCRIÇÃO Produto X Produto Y Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 27 Caso Prático n.º 6 Assuntos a tratar: Bases de imputação de custos indiretos Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções A empresa Andorinhas, Lda. trata-se de uma metalomecânica que trabalha no mercado regional de Viseu, produzindo aparelhos de dois modelos diferentes: O modelo designado por “salamandra” e o “fogão para uso industrial”. A produção e vendas neste período foram de: � Salamandras – 50 unidades, vendidas a 2.900 €/unid. � Fogões industriais – 70 unidades, vendidas a 3.500 €/unid. No mês de setembro apresentou os seguintes dados relativamente a custos: Matérias-primas: A matéria-prima básica de todo o processo é o ferro [que para efeitos deste exercício vamos considerar como única matéria-prima] que a empresa adquire na Siderurgia Nacional a 6 €/kg, sendo o transporte por sua conta. Neste mês os custos com transporte foram de 3.000 € e os custos de armazenagem de 6.000 €. Neste mês, foram adquiridos 30.000 kg de ferro sendo que, do período anterior tinha sobrado 2 tons valorizadas a 7 €/kg. A fórmula de custeio adotada pela empresa é o FIFO. Para o fabrico de cada aparelho, os consumos unitários são: � Salamandras – 200 kg � Fogões industriais – 250 kg Mão-de-obra direta: Foram processados e pagos salários no montante 40.000 €, relativos a 3.200 Hh, sendo que 2.000 Hh foram utilizadas para a produção de Salamandras e as restantes para a produção de Fogões industriais. A quota teórica para toda a mão-de-obra [seja industrial ou não industrial], que vigora na empresa durante este exercício, é de 60%. Outros custos industriais e não industriais ocorridos durante o período em análise: Descrição Industrial Comercial Administrativa Financeira Ordenados + Encargos 20.000 40.000 MOI [ordenados] 20.000 Depreciações 30.000 10.000 5.000 Juros de financiamento 10.000 No que se refere aos custos industriais [GGF] estes são imputados aos diferentes produtos em função dos seguintes critérios/bases de imputação: � MOI – com base nas Hh de MOD realmente aplicadas no período; � Depreciações – Com base no número de unidades produzidas previstas para cada produto. Refira-se que as previsões para este período foram de: Pretende-se: a] Calcule o custo de produção acabada para os dois produtos admitindo que a empresa utiliza um critério de base múltipla. b] Elabore a Demonstração dos Resultados por funções e por produtos. Descrição Produção Hh de MOD Depreciações Salamandras 45 unid. 1.500 Hh Fogões industriais 80 unid. 1.200 HH TOTAL 2.700 Hh 40.000 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 28 Mapas auxiliares para resolução: Matérias-primas: Inv.i = 2.000 kg a 7 €/kg Compras = 30.000 kg x 6 € = 180.000 € + 3.000 € = 183.000 € Custo unitário das compras = 183.000 € / 30.000 kg = 6,1 €/kg Consumo = 27.500 kg MP SA = 50 unid. x 200 kg = 10.000 kg MP FI = 70 unid. x 250 kg = 17.500 kg 27.500 kg 2.000 kg x 7,0 € = 14.000 € Consumo = 27.500 kg [FIFO] 25.500 kg x 6,1 € = 155.550 € 169.550 € / 27.500 kg = 6,165 €/kg MP SA = 10.000 kg x 6,165 € = 61.655 € MP FI = 17.500 kg x 6,165 € = 107.895 € 169.550 € Mão-de-obradireta: Gasto com MOD = 40.000 € x 1,6 = 64.000 € Gasto por Hh de MOD = 64.000 € / 3.200 Hh = 20 €/Hh MOD SA = 2.000 Hh x 20 € = 40.000 € MOD FI = 1.200 Hh x 20 € = 24.000 € 64.000 € Gastos Gerais de Fabrico: MOI: Base de imputação: quota real – Hh de MOD Valor da MOI = 20.000 € x 1,6 = 32.000 € Total Hh de MOD = 2.000 Hh + 1.200 Hh = 3.200 Hh Valor da unidade de imputação = 32.000 € / 3.200 Hh = 10 € / Hh de MOD Imputação: MOI SA = 2.000 Hh x 10 € = 20.000 € MOI FI = 1.200 Hh x 10 € = 12.000 € 32.000 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 29 Depreciações: Base de imputação: quota teórica – unidades produzidas Valor das Depreciações [teórico/previsto] = 40.000 € Unidades produzidas [teóricas/previstas] = 45 unid. + 80 unid. = 125 unid. Valor unidade de imputação = 40.000 € / 125 unid. = 320 € / unid. produzida Valor das Depreciações [real] = 30.000 € Imputação: Depreciações SA = 50 unid. x 320 € = 16.000 € Depreciações FI = 70 unid. x 320 € = 22.400 € 38.400 € Nota: Como os gastos reais foram de 30.000 € e os gastos considerados foram de 38.400 €, temos uma diferença de imputação de + 8.400 €. Mapa de apuramento dos custos de produção DESCRIÇÃO Salamandras Fogões industriais Matérias-primas 61.655,00 107.895,00 MOD 40.000,00 24.000,00 Custos diretos 101.655,00 131.895,00 GGF: MOI 20.000,00 12.000,00 Depreciações 16.000,00 22.400,00 Custos indiretos 36.000,00 34.400,00 Total de custos industriais 137.655,00 166.295,00 Produção 50 unid. 70 unid. Custo unitário 2.753,10 € 2.375,64 € Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N Salamandras Fogões indust. TOTAL Vendas e serviços prestados + 145.000,00 245.000,00 390.000,00 Custo das vendas e dos serviços prestados - -137.655,00 -166.295,00 -303.950,00 Resultado bruto = 7.345,00 78.705,00 86.050,00 Custos industriais não incorporados [CIÑI]: MOI -/+ 0,00 Depreciações -/+ +8.400,00 Outros rendimentos + Gastos de distribuição - -30.000,00 Gastos administrativos - -45.000,00 Gastos de investigação e desenvolvimento - Outros gastos - -6.000,00 Res. operacional [antes gastos financia/ e impostos] = 13.450,00 Gastos de financiamento líquido - -10.000,00 Resultado antes de impostos = 3.450,00 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 30 Caso Prático n.º 7 Assuntos a tratar: Bases de imputação – gastos indiretos Material necessário: - - A empresa XPTO, Lda. produz e vende três produtos. No mês de setembro apresentou os seguintes dados: Matérias-primas: Os consumos de matérias-primas totalizaram 15.000 kg, sendo 8.000 kg para o produto A, 5.000 kg para o produto B e os restantes para o produto C. Não havia inventários iniciais e foram comprados 20.000 kg pelo valor de 119.600 €, havendo 2.500 € de gastos de transporte e 3.500 € de gastos de armazenagem. Mão-de-obra direta: Foram processados e pagos salários no montante 50.000 €, relativos a 2.500 Hh, sendo que 1.000 Hh foram utilizadas para a produção de A, 800 Hh para B e as restantes para C. Restantes gastos: Os gastos no período repartiram-se conforme o quadro seguinte: Descrição Produção Distribuição Administrativos Financiamento Ordenados 20.000 38.000 MOI 12.000 Serviços Externos 24.000 7.500 8.200 Matérias subsidiárias 18.000 Depreciações 22.000 8.000 3.500 Juros de financiamento 10.000 A quota teórica de encargos com o pessoal, para o período em análise é de 60%. Para a imputação dos Gastos Gerais de Fabrico são consideradas as seguintes bases de repartição: MOI – quota real: Hh de MOD; Serviços Externos – quota teórica: Valor da MOD; Matérias subsidiárias – quota teórica: kg de matéria consumida e as Depreciações – Quota real: quantidades produzidas. As estimativas para o período em análise eram as seguintes: MOD – 81.000 € [encargos incluídos]; MOI – 15.680 € [encargos incluídos]; Serviços Externos – 23.490 €; Matérias subsidiárias – 18.056 €; Depreciações – 24.520 €; Produção prevista: 700 unidades de A, 900 unidades de B e 520 unidades de C e os consumos previstos para o produto A, B e C foram de 7.500 kg, 5.100 kg e 2.200 kg, respetivamente. Durante o mês, foram produzidas e vendidas, 600 unidades do produto A, 900 unidades do produto B e 500 unidades do produto C aos preços de venda de 240 €, 120 € e 150 €, respetivamente. PRETENDE-SE: a] Calcule o custo de produção acabada para os três produtos admitindo que a empresa utiliza um critério de base única, em que reparte os GGF em função dos gastos diretos. b] Calcule o custo de produção acabada para os três produtos admitindo que a empresa utiliza um critério de base múltipla, em que reparte os GGF de acordo com o enunciado. c] Elabore a Demonstração dos Resultados por funções e por produtos. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 31 a] Custo de produção acabada para os três produtos: critério de base única, em que reparte os GGF em função dos gastos diretos Matérias-primas: Inv.i = 0 Compras = 20.000 kg pelo valor de 119.600 € + 2.500 € = 122.100 € Custo unitário das compras = 122.100 € / 20.000 kg = 6,105 €/kg Consumo = 15.000 kg MP Prod. A = 8.000 kg x 6,105 € = 48.840 € MP Prod. B = 5.000 kg x 6,105 € = 30.525 € MP Prod. C = 2.000 kg x 6,105 € = 12.210 € 91.575 € Mão-de-obra direta: Gasto com a MOD = 50.000 € x 1,6 = 80.000 € Gasto por Hh de MOD = 80.000 € / 2.500 Hh = 32 €/Hh MOD Prod. A = 1.000 Hh x 32 € = 32.000 € MOD Prod. B = 800 Hh x 32 € = 25.600 € MOD Prod. C = 700 Hh x 32 € = 22.400 € 80.000 € Gastos Gerais de Fabrico: GGF = [12.000 € x 1,6] + 24.000 € +18.000 € + 22.000 € = 83.200 € Base de Imputação: quota real – custos diretos Valor dos custos diretos = 91.575 € + 80.000 € = 171.575 € Valor da unidade de imputação = 83.200 € / 171.575 € = 0,48491913 € / € de MOD GGF Prod. A = [48.840 € + 32.000 €] x 0,484919 € = 39.200,86 € GGF Prod. B = [30.525 € + 25.600 €] x 0,484919 € = 27.216,09 € GGF Prod. C = [12.210 € + 22.400 €] x 0,484919 € = 16.783,05 € 83.200,00 € Mapa de apuramento dos custos de produção DESCRIÇÃO Produto A Produto B Produto C Matérias-primas 48.840,00 30.525,00 12.210,00 MOD 32.000,00 25.600,00 22.400,00 Custos diretos 80.840,00 56.125,00 34.610,00 GGF 39.200,86 27.216,09 16.783,05 Total de custos industriais 120.040,86 83.341,09 51.393,05 Produção 600 unid. 900 unid. 500 unid. Custo unitário 200,06810 € 92,60121 € 102,78610 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 32 b] Custo de produção acabada para os três produtos: critério de base múltipla, em que reparte os GGF de acordo com o enunciado. Gastos Gerais de Fabrico: MOI: Base de imputação: quota real – Hh de MOD Valor da MOI = 12.000 € x 1,6 = 19.200 € Total Hh de MOD = 1.000 Hh + 800 Hh + 700 Hh = 2.500 Hh Valor da unidade de imputação = 19.200 € / 2.500 Hh = 7,68 € / Hh de MOD Imputação: MOI Prod. A = 1.000 Hh x 7,68 € = 7.680 € MOI Prod. B = 800 Hh x 7,68 € = 6.144 € MOI Prod. C = 700 Hh x 7,68 € = 5.376 € 19.200 € Serviços Externos: Base de imputação: quota teórica – Valor da MOD Valor dos Serviços Externos [teórico/previsto] = 23.490 € Valor da MOD [teórico] = 81.000 € Valor da unidade de imputação = 23.490 € / 81.000 € = 0,29 € / € de MOD Valor dos Serviços Externos [reais] = 24.000 € Imputação: Serviços ExternosProd. A = 32.000 € x 0,29 € = 9.280 € Serviços Externos Prod. B = 25.600 € x 0,29 € = 7.424 € Serviços Externos Prod. C = 22.400 € x 0,29 € = 6.496 € 23.200 € Nota: Como os custos reais foram de 24.000 € e os custos considerados foram de 23.200 €, temos uma diferença de imputação de – 800 €. Matérias subsidiárias: Base de imputação: quota teórica – Kg de MP Valor das Matérias subsidiárias [teórico/previsto] = 18.056 € Kg de MP [teórico] = 7.500 kg + 5.100 kg + 2.200 kg = 14.800 kg Valor da unidade de imputação = 18.056 € / 14.800 kg = 1,22 € / kg de MP Valor das Matérias subsidiárias [reais] = 18.000 € Imputação: Matérias subsidiárias Prod. A = 8.000 kg x 1,22 € = 9.760 € Matérias subsidiárias Prod. B = 5.000 kg x 1,22 € = 6.100 € Matérias subsidiárias Prod. C = 2.000 kg x 1,22 € = 2.440 € 18.300 € Nota: Como os gastos reais foram de 18.000 € e os gastos considerados foram de 18.300 €, temos uma diferença de imputação de + 300 €. Depreciações: Base de imputação: quota real – Quantidades produzidas Valor das Depreciações = 22.000 € Quantidades produzidas = 600 unid. + 900 unid. + 500 unid. = 2.000 unid. Valor da unidade de imputação = 22.000 € / 2.000 unid. = 11 € / unidade produzida Imputação: Depreciações Prod. A = 600 unid. x 11 € = 6.600 € Depreciações Prod. B = 900 unid. x 11 € = 9.900 € Depreciações Prod. C = 500 unid. x 11 € = 5.500 € 22.000 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 33 Mapa de apuramento dos custos de produção DESCRIÇÃO Produto A Produto B Produto C Matérias-primas 48.840,00 30.525,00 12.210,00 MOD 32.000,00 25.600,00 22.400,00 Custos diretos 80.840,00 56.125,00 34.610,00 GGF: MOI 7.680,00 6.144,00 5.376,00 Serviços externos 9.280,00 7.424,00 6.496,00 Matérias subsidiárias 9.760,00 6.100,00 2.440,00 Depreciações 6.600,00 9.900,00 5.500,00 Custos indiretos 33.320,00 29.568,00 19.812,00 Total de custos industriais 114.160,00 85.693,00 54.422,00 Produção 600 unid. 900 unid. 500 unid. Custo unitário 190,27 € 95,214444 € 108,844 € Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N Produto A Produto B Produto C TOTAL Vendas e serviços prestados 144.000,00 108.000,00 75.000,00 327.000,00 Custo das vendas e dos serviços prestados -114.160,00 -85.693,00 -54.422,00 -254.275,00 Resultado bruto 29.840,00 22.307,00 20.578,00 72.725,00 Custos industriais não incorporados [CIÑI]: Serviços externos -800,00 Matérias subsidiárias +300,00 Outros rendimentos Gastos de distribuição -47.500,00 Gastos administrativos -72.500,00 Gastos de investigação e desenvolvimento Outros gastos -3.500,00 Res. operacional [antes gastos financia/ e impostos] -51.275,00 Gastos de financiamento líquido -10.000,00 Resultado antes de impostos -61.275,00 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 34 BASES DE IMPUTAÇÃO [Soluções]: CP.06 Matérias-Primas: MP SA = 61.655 € MP FI = 107.895 € Mão-de-Obra Direta: MOD SA = 40.000 € MOD FI = 24.000 € GGF: MOI SA = 20.000 € MOI FI = 12.000 € Depreciações SA = 16.000 € Depreciações FI = 22.400 € Mapa de apuramento dos custos de produção DESCRIÇÃO Salamandras Fogões industriais Custo unitário 2.753,10 € 2.375,64 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N Salamandras Fogões indust. TOTAL Resultado bruto = 7.345,00 78.705,00 86.050,00 Res. operacional [antes gastos financia/ e impostos] = 13.450,00 Resultado antes de impostos = 3.450,00 CP.07 a] Custo de produção acabada para os três produtos: critério de base única, em que reparte os GGF em função dos gastos diretos Matérias-Primas: MP A = 48.840 € MP B = 30.525 € MP C = 12.210 € Mão-de-Obra Direta: MOD A = 32.000 € MOD B = 25.600 € MOD C = 22.400 € GGF: GGF A = 39.200,86 € GGF B = 27.216,09 € GGF C = 16.783,05 € Mapa de apuramento dos custos de produção DESCRIÇÃO Produto A Produto B Produto C Custo unitário 200,06810 € 92,60121 € 102,78610 € b] Custo de produção acabada para os três produtos: critério de base múltipla, em que reparte os GGF de acordo com o enunciado. Matérias-Primas: MP A = 48.840 € MP B = 30.525 € MP C = 12.210 € Mão-de-Obra Direta: MOD A = 32.000 € MOD B = 25.600 € MOD C = 22.400 € GGF: MOI A = 7.680 € MOI B = 6.144 € GGF C = 5.376 € S. Externos A = 9.280 € S. Externos B = 7.424 € S. Externos C = 6.496 € Mat. Subsid. A = 9.760 € Mat. Subsid. B = 6.100 € Mat. Subsid. C = 2.440 € Depreciações A = 6.600 € Depreciações B = 9.900 € Depreciações C = 5.500 € Mapa de apuramento dos custos de produção DESCRIÇÃO Produto A Produto B Produto C Custo unitário 190,27 € 95,214444 € 108,844 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N Produto A Produto B Produto C TOTAL Resultado bruto 144.000,00 108.000,00 75.000,00 327.000,00 Res. operacional [antes gastos financia/ e impostos] 67.775,00 Resultado antes de impostos 57.775,00 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 35 Caso Prático n.º 8 Assuntos a tratar: Revisão / consolidação de conceitos: estádios de custos e bases de imputação Material necessário: - - 1. Uma empresa apresenta, num certo período económico, as seguintes informações: Inv. i Inv. f Matérias-primas 50.000 € 70.000 € Matérias Subsidiárias 20.000 € 10.000 € Produtos e Trabalhos em Vias de Fabrico 12.000 € 15.000 € Produtos Acabados 80.000 € 70.000 € Neste exercício, a variação dos inventários da produção é igual a: a] 10.000 € b] 3.000 € c] -7.000 € d] Nenhuma das anteriores 2. Uma empresa, num certo período económico em que não existiu qualquer variação dos inventários da produção, realizou depreciações do ativo fixo tangível de 200.000 €, recebeu de clientes 200.000 €, pagou a fornecedores 225.000 €, emitiu faturas aos clientes [sem IVA] de 800.000 €, teve de gastos c/ pessoal 100.000 €, recebeu faturas dos fornecedores e outros credores de 400.000 € [sem considerar IVA]. O resultado antes de impostos, no período foi de: a] 500.000 € b] 425.000 € c] 300.000 € d] Nenhuma das anteriores 3. Uma empresa apresenta, num certo período económico, um custo primo de 160.000 € e um custo de conversão de 200.000 €. Sabendo-se que o custo das matérias-primas foi, nesse período de 100.000 € e que a variação de PVF foi de [-] 10.000 €, qual das afirmações está certa: a] O CIP foi de 360.000 € b] O CIPA foi de 290.000 € c] O CIPA foi de 310.000 € d] Nenhuma das anteriores 4. Num certo período económico, a produção correspondeu a 100 unid. e o CIPA total igual a 20.000 €. Por sua vez, os inventários iniciais desse mesmo produto acabado eram de 20 unid. que valiam 180 €/cada. Tendo em conta que a empresa vendeu 110 unidades e a fórmula de custeio é o FIFO, refira qual o valor do CIPV [custo das vendas]: a] 21.800 € b] 21.600 € c] 21.633 € d] 22.000 € 5. A noção de custo corresponde: a] A uma despesa em que a empresa incorre para obter um bem ou serviço. b] Ao valor debitado pelo fornecedor na sua fatura e/ou fatura-recibo c] Ao valor do consumo/utilização de um recurso. d] À imputação de gastos aos produtos ou serviços efetuados. 6. As fórmulas de custeio servem: a] Para valorizar a produção em curso de fabrico sempre que esta existe. b] Para calcular o custo das matérias sempre que existem custos de armazenagem a repartir. c] Para determinar o valor das existências face a diferentes preços de entrada destas. d] Nenhuma das anteriores. Departamento de GestãoContabilidade de Gestão I Sebenta 36 7. Na empresa Industrial, Lda., sabe-se que a imputação da MOI é feita com base nas Hh de MOD e seguindo uma quota teórica. O coeficiente de imputação foi calculado com base numa estimativa de 10.000 Hh de MOD e num montante estimado de 100.000 € de MOI. A MOI imputada ao produto A foi de 38.000 € e ao produto B de 55.000 €. As Hh de MOD reais foram de: a] 10.000 Hh. b] 9.300 Hh c] 8.300 Hh d] Nenhuma das situações anteriores 8. Com base nos dados da questão anterior, no final do mês, a contabilidade informou que não tinha inventários e que os custos reais com a MOI foram de 91.200 €. Assim sendo: a] A rubrica CIÑI apresentará um valor de – 1.800 €. b] A empresa deverá corrigir a margem bruta em + 1.800 €. c] A rubrica CIÑI apresentará um valor de + 1.800 €. d] Nenhuma das situações anteriores. 9. Para o cálculo da variação dos inventários da produção num determinado período: a] Consideram-se os inventários finais e iniciais de todos os stocks, nesse período. b] Só se considera a variação dos produtos acabados e das mercadorias. c] Considera-se a variação dos produtos estejam eles total ou parcialmente terminados. d] Só se considera a diferença de inventários dos produtos em vias de fabrico. 10. A definição de custo económico-técnico aplica-se para: a] Definir o preço de venda do produto. b] Determinar os diferentes tipos de recursos produtivos que se incluem no custo do produto. c] Englobar todos os custos associados à realização de um produto, bem como os gastos figurativos. d] Só considerar os custos de produção, administrativos, distribuição e de financiamento, englobados no produto. 11. O preço de venda de determinado produto é de 2.000 € por unidade e o custo unitário de produção é de 1.200 €. Os gastos diretos de venda, proporcionais ao preço de venda, atingem 500 € por unidade, logo, o lucro unitário é de 300 €. Se o preço de venda fosse 1.700 € por unidade, o lucro unitário seria de: a] Lucro de 75 € b] Lucro = 0 c] Lucro de 100 € d] Prejuízo de 50 € 12. Por definição, o custo industrial é a soma dos custos: a] Contidos na produção acabada num determinado período. b] Incorridos num determinado período no setor fabril. c] Incorridos na fabricação dos produtos que são vendidos no período. d] Contidos na produção em vias de fabrico no início e no fim de um período. 13. Sabendo que num certo mês comprei de mercadoria aos meus fornecedores 100.000 € e lhes paguei 120.000 € e que vendi 200.000 € aos meus clientes recebendo 180.000 €, ganhei: a] 100.000 € porque sobraram 30.000 € de mercadoria para o próximo mês. b] 80.000 € no pressuposto de que não havia inventários. c] 60.000 € porque havia 20.000 € de mercadoria do mês passado e nenhuma no final deste mês. d] 100.000 € no pressuposto de que não havia inventários. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 37 14. Relativamente às seguintes afirmações, identifique se são verdadeiras ou falsas: a] O custo industrial dos produtos fabricados nunca é igual ao custo industrial dos produtos vendidos. b] Se a margem bruta de uma empresa é positiva, vale a pena continuar a laborar pois quanto mais vender menor é o seu prejuízo ou maior é o seu lucro. c] Supondo uma empresa que só incorra em custos de produção, pode vender zero e ainda assim não ter resultado negativo. d] Na fórmula de custeio do Custo Médio Ponderado, em ambiente de inflação, o custo da saída é normalmente inferior ao custo da última compra. e] Se num certo período contabilístico a produção for cinco e as vendas zero, o resultado bruto é igual a zero e a empresa incorre num prejuízo igual aos gastos não industriais. 15. Sendo o custo primo de 20.000 €, o custo de produção de 80.000 €, o custo complexivo de 200.000 €, o gasto económico-técnico de 250.000 € e o resultado de 30.000 €, os rendimentos foram de: a] 50.000 € b] 110.000 € c] 230.000 € d] 280.000 € 16. Pressupondo que o custo das vendas é de 100.000 € e que a variação dos inventários da produção é de –20.000 €, temos que: a] O CIPA é 80.000 €. b] O custo de produção é 80.000 €. c] O CIPA é 120.000 €. d] Os custos do período são 80.000 €. 17. Pressupondo que o custo da produção acabada é de 200.000 € e que a variação dos inventários da produção é de 50.000 €, sendo metade relativa a produção em vias de fabrico, temos que: a] O custo de produção é 250.000 €. b] O CIPV é 225.000 €. c] O CIPV é 175.000 €. d] Os custos do período são 250.000 €. 18. Num determinado período, uma empresa que se dedica à construção civil, iniciou nesse ano a construção de um bloco de dez apartamentos, tendo consumido de recursos vários 500.000 €, o que lhe possibilitou deixar prontos para venda, no final do exercício, os referidos 10 apartamentos. Estes irão ser comercializados a 100.000 €uros cada. a] O resultado antes de impostos, nesse exercício, é zero. b] O resultado antes de impostos, nesse exercício, é negativo pelo montante dos recursos consumidos não industriais. c] O resultado, antes de impostos, é positivo em quinhentos mil euros. d] O resultado, antes de impostos, nesse exercício, é negativo em quinhentos mil euros. 19. Quando se repartem os gastos gerais de fabrico através de uma base ou quota teórica, a Contabilidade de Gestão: a] Tem os procedimentos de apuramento dos custos de produção bastante dificultados. b] No final de cada período contabilístico tem que comparar os custos imputados na Contabilidade de Gestão com os custos apurados pela Contabilidade Financeira. c] As diferenças encontradas na alínea anterior não são consideradas no apuramento dos resultados de financiamento por serem de pequeno montante. d] Todas as anteriores são verdadeiras. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 38 20. Certa empresa do ramo industrial dedica-se à fabricação de mobílias. Durante o período N, produziu 1.500 peças de mobiliário e recolheu os seguintes elementos contabilísticos: Custos Fabris Valor [em milhares de €uros] Matérias e materiais saídos de armazém 167 Mão-de-obra direta 123 Gastos gerais de fabrico variáveis 92 Gastos gerais de fabrico fixos 154 Os inventários iniciais e finais de Produtos Acabados eram as seguintes: Inventário inicial Produtos acabados [120 peças de mobília] 40.800 € Inventário finais Produtos acabados [200 peças de mobília] ? Durante o período foram devolvidas ao armazém matérias no montante de 11.000 €. Considerando que a empresa segue a fórmula de custeio “FIFO” na valorização das saídas de armazém, o custo industrial dos produtos vendidos soma: a] 495,8 milhares de €uros b] 485,0 milhares de €uros c] 492,5 milhares de €uros d] 485,0 milhares de €uros 21. No ano N, a faturação de uma empresa foi de 500.000 €. Nesse ano, o custo industrial da produção vendida [CIPV] da empresa foi de 200.000 € e a variação dos inventários de produtos acabados e intermédios foi 35.000 € [positiva]. Sabendo que a empresa não movimentou durante o ano as contas “35 Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos”,“36 Produtos e trabalhos em curso” e “38 Regularização de inventários”, o custo industrial da produção acabada [CIPA] cifrou-se em: a] 235.000 € b] 200.000 € c] 165.000 € d] Nenhuma das anteriores 22. Diga qual das seguintes afirmações está correta: a] Os gastos gerais de fabrico são custos de produção cuja afetação ao produto é efetuada diretamente. b] Uma base de imputação pode ser ao mesmo tempo múltipla e teórica. c] Os gastos gerais de fabrico são custos indiretos da produção e consequentemente, afetos aos produtos com base em critérios de imputação teóricos. d] As bases de imputação repartem pelos produtos todos os custos reais, mesmo quando utilizamos bases teóricas. 23. Os critérios de imputação são: a] Métodos para distribuir a MOD pelosprodutos. b] Métodos de repartição dos custos indiretos de produção pelas diferentes secções de produção. c] Métodos de repartição dos custos indiretos de produção pelos diferentes produtos em situações de produção de mais de um produto principal. d] Método de repartição dos gastos gerais de fabrico em função da mão-de-obra direta. 24. Na imputação dos custos indiretos de produção, referimo-nos a critérios de imputação com base em quotas teóricas, quando: a] A determinação dos custos indiretos resulta de uma estimativa extra-contabilística. b] Há lugar a correções dos valores imputados. c] Se apuram os custos indiretos de produção a repartir por cada produto, com base numa relação não real entre o montante que se pretende repartir e a medida do critério de repartição. d] Os custos indiretos de produção, ainda que variáveis, não fazem parte do custo de produção. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 39 4 – Análise CVR [Custo/Volume/Resultados] Numa perspetiva de longo prazo, todos os custos variam em função do nível de atividade, embora se possam identificar padrões de variação diferenciados. Os designados custos fixos ou de estrutura [o montante mantém-se constante independentemente do nível de atividade] identificam-se com a capacidade instalada para uma determinada empresa, significando que, se essa capacidade não for excedida, estes custos mantêm-se inalteráveis. No entanto, se a empresa, no seu natural crescimento quiser atingir um nível de atividade que seja superior à capacidade instalada, terá de realizar novos investimentos em equipamento e alargamento das instalações, fazendo com que o montante de custos fixos passe para outro nível e assim sucessivamente. Então, numa perspetiva de médio/longo prazo, os custos fixos variam numa função em escada. Valor Se a empresa produzir até 1.000 unidades, os custos fixos não se alteram. No entanto, se pretender produzir 1.001 unidades, terá de aumentar a sua estrutura, fazendo com que os fixos aumentem. Este aumento permitirá produzir até 2.000 unidades sem que os custos fixos voltem a aumentar. Mas, se quiser produzir 2.001, terá de voltar a investir, permitindo produzir até às 3.000 unidades, e assim sucessivamente. 1.000 2.000 3.000 Quantidade Os custos variáveis apresentam uma variação mais correlacionada com o nível de atividade, sabendo- se que, a médio prazo, têm tendência a decrescer por efeito das economias de escala e das curvas de aprendizagem, mas até um determinado limite. Numa perspetiva de curto prazo é possível definir numa empresa, em concreto, um intervalo de volume da sua produção e das suas vendas, designado de volume relevante, em que, os custos fixos apresentam sempre o mesmo valor independentemente do nível de atividade e os custos variáveis crescem proporcionalmente ao aumento do nível de atividade. O custo global corresponderá à soma dos custos fixos com os custos variáveis para cada nível de atividade efetiva e será igual aos custos fixos quando a atividade for nula. Graficamente: Valor Custos totais [Kt] Custos variáveis [Kv] Custos fixos [Kf] Quantidade Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 40 Em termos unitários, o custo fixo é progressivamente decrescente, na medida em que, com o aumento do nível de atividade, os custos fixos totais vão diluir-se por um maior número de unidades. Já o custo variável unitário, no pressuposto de variação global proporcional, será constante, isto é, para a produção de uma unidade, normalmente a empresa suportará sempre o mesmo custo. 4.1 – Limitações da análise CVR Este modelo apresenta diversos pressupostos ou limitações, essencialmente porque assenta numa perspetiva de curto prazo, sendo que as suas premissas são, como em qualquer modelo, uma simplificação da realidade. A análise CVR considera os seguintes pressupostos: � O preço de venda e o custo variável não se alteram, permitindo a obtenção de rendimentos e custos variáveis globais, proporcionais ao nível de atividade. � Os custos fixos globais não se alteram. � As variações de existências que não as de matérias são consideradas irrelevantes. � No caso da existência de mais do que um produto, em cada volume de vendas global [mix], mantém-se constante o peso relativo do volume de vendas de cada produto nas vendas globais. 4.2 – Apuramento do Resultado Apresentados os conceitos principais, podem-se extrair algumas conclusões. Desde logo, se considerarmos que os principais rendimentos da empresa são obtidos através das vendas e se reclassificarmos os custos da empresa em fixos e variáveis, pode-se obter o resultado através da seguinte fórmula: R = V – Kf – Kv V – Valor das vendas [Qv x Pv] Kf – Custos fixos totais Kv – Custos variáveis totais [Qv x cv] Desagregando: R = Qv . [pv – cv] – Kf Qv – Quantidade vendida pv – Preço de venda cv – Custo variável unitário A utilização desta equação permitirá a obtenção da previsão de resultados associados a qualquer nível de vendas, conhecidos que sejam o preço de venda, o custo variável unitário e os custos fixos totais. Permitirá também, determinar a quantidade a vender para que se possam atingir objetivos predeterminados de resultados e efetuar análises de sensibilidade, variando uma ou várias variáveis da equação. Note-se que, para a obtenção do custo variável unitário, deve-se ter em atenção que os custos variáveis industriais variam com a quantidade produzida e que os custos variáveis não industriais variam com a quantidade vendida. Assim: cv = Kv ind. / Produção + Kvñ ind. / Vendas Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 41 4.3 – Margem de Contribuição ou Margem de Cobertura É o excesso das vendas em relação aos custos variáveis e representa o valor ou a percentagem das vendas necessárias para cobrir os custos fixos e para gerar resultados operacionais, ou seja, é o que sobra das vendas para fazer face aos custos fixos. Em termos globais: MC = V – Kv V – Valor das vendas [Qv x Pv] Kv – Custos variáveis totais [Qv x cv] Em termos unitários: mc = pv – cv pv – Preço de venda cv – Custo variável unitário Em termos percentuais: %MC = [V – Kv] / V % mc = [pv – cv] / pv Para efeitos de gestão interna, as empresas podem elaborar uma Demonstração dos Resultados que evidencie a Margem de Contribuição, apresentando os custos reclassificados em variáveis e fixos. Demonstração dos resultados RENDIMENTOS E GASTOS N Vendas e serviços prestados X Custos variáveis [Kv] – X Margem de contribuição = ± X Custos fixos [Kf] – X Resultado antes de impostos = ± X Impostos sobre o rendimento [IRC] – X Resultado líquido do período = ± X 4.4 – Ponto Crítico das Vendas, Limiar de Rendibilidade, Ponto Morto ou Break Even Point Torna-se relevante para os gestores determinarem e saberem quais as quantidades a produzir ou a vender, para atingirem um ponto em que não tenham lucro, nem prejuízo, a fim de delinearem estratégias que lhes permitam ultrapassar esse ponto e produzirem e venderem quantidades que garantam o lucro. O mesmo se dá em relação ao valor das vendas, procurando saber o valor das quantidades vendidas que não dá lucro nem prejuízo, a fim de atuarem em vendas cujo valor ultrapasse o resultado zero e passe a ter o lucro possível. Sempre que as quantidades ou o valor das vendas não permitam a existência de lucro nem prejuízo, ou seja, o resultado é zero, diz-se que foi atingido o ponto crítico ou o limiar derendibilidade. O ponto crítico representa o nível de vendas, quantidade ou valor, que proporciona um resultado nulo, significando que vendas superiores proporcionam resultados positivos e vendas inferiores dão origem a prejuízos. Utilizando a fórmula do resultado no âmbito da análise CVR, pode calcular-se a quantidade ou o valor a vender de indiferença: Em quantidade: Qc = Kf / [pv – cv] Qc = Kf / mc Kf – Custos fixos totais pv – Preço de venda cv – Custo variável unitário mc – Margem contribuição unit. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 42 Exemplo: Kf = 30.000 €, pv = 5 € e cv = 3 €. Qc = 30.000 € / [5 € – 3 €] = 30.000 € / 2 € = 15.000 unidades Significa que se a empresa vender 15.000 unidades não tem lucro nem prejuízo, isto é, se a empresa ganha 2 € por unidade depois de retirados os custos variáveis [margem de contribuição], então terá de vender 15.000 unidades a ganhar 2 €/cada [15.000 unid. x 2 €] para cobrir a totalidade dos custos fixos [30.000 €] e obter um resultado nulo. Em valor: Vc = Qc x pv Vc = Kf / [1 – cv/pv] Vc = Kf / %mc Em suma, determinar o ponto crítico não é mais do que calcular o nível de atividade que proporciona um margem de contribuição global igual aos custos fixos globais, resultando daí um resultado nulo. Graficamente: Vendas V Kt Ponto Crítico Kv Lucro Vc Kf 0 Qc Q Prejuízo 4.5 – Ponto Crítico Multi-Produto Na maior parte das vezes, as empresas vendem mais do que um produto e além dos custos fixos serem comuns, os vários produtos têm, normalmente, diferentes preços de venda e diferentes custos variáveis unitários, havendo, por isso, diferentes contribuições para o resultado. Nestas situações, tanto o ponto crítico como o resultado vão depender da proporção em que os produtos são vendidos. Esta proporção designa-se por mix e representa a distribuição relativa [%] das vendas de cada produto nas vendas globais da empresa. Em quantidade e em valor: Qc = Kf / mcmp Vc = Kf / %MC mcmp – Margem de contribuição média ponderada Exemplo de aplicação do ponto crítico multi-produto: Considerando os seguintes dados sobre uma determinada empresa: Descrição Produto A Produto B Produto C Vendas [Qv] 1.200 1.800 2.000 Preço de venda [pv] 10 € 5 € 8 € Custo variável unitário [cv] 5 € 3 € 5 € Custos fixos totais [Kf] 12.480 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 43 Cálculo do ponto crítico pela Quantidade: Qc = Kf / mcmp Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] Produto A 1.200 24% 10 € 5 € 5 € 1,20 € Produto B 1.800 36% 5 € 3 € 2 € 0,72 € Produto C 2.000 40% 8 € 5 € 3 € 1,20 € 5.000 100% 3,12 € Qc = 12.480 € / 3,12 € = 4.000 unid. Qc A = 4.000 unid. x 24% = 960 unid. Vc A = 960 unid. x 10 € = 9.600 € Qc B = 4.000 unid. x 36% = 1.440 unid. Vc B = 1.440 unid. x 5 € = 7.200 € Qc C = 4.000 unid. x 40% = 1.600 unid. Vc C = 1.600 unid. x 8 € = 12.800 € Vc = 29.600 € A empresa terá de vender 29.600 € para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá de vender 960 unid. de A , 1.440 unid. de B e1.600 unid. de C para não ter lucro nem prejuízo. Cálculo do ponto crítico pelo Valor: Vc = Kf / %MC Produtos Vendas [Valor] Mix [V / Total V] MC Qv. [pv-cv] Produto A 12.000 32,43% 6.000 Produto B 9.000 24,33% 3.600 Produto C 16.000 43,24% 6.000 37.000 100,00% 15.600 %MC = MC / Vendas = 15.600 € / 37.000 € = 0,42162162 = 42,1622% Vc = 12.480 / 0,42162162 = 29.600 € Vc A = 29.600 € x 32,43% = 9.600 € Qc A = 9.600 € / 10 € = 960 unid. Vc B = 29.600 € x 24,33% = 7.200 € Qc B = 7.200 € / 5 € = 1.440 unid. Vc C = 29.600 € x 43,24% = 12.800 € Qc C = 12.800 € / 8 € = 1.600 unid. Vc = 29.600 € A empresa terá de vender 29.600 € para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá de vender 960 unid. de A , 1.440 unid. de B e1.600 unid. de C para não ter lucro nem prejuízo. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 44 4.6 – Resultado da empresa através do ponto crítico No ponto crítico, a empresa consegue obter uma margem de contribuição global que cobre a totalidade dos custos fixos, originando um resultado nulo. Assim sendo, se todos os custo fixos estão cobertos no ponto crítico, o resultado proporcionado por uma unidade vendida acima desse ponto é dado pela margem de contribuição unitária, ou seja, a diferença entre o preço de venda e o custo variável unitário. R = [Qv – Qc] . [pv – cv] Qv – Quant. vendida Qc – Quant. crítica pv – Preço de venda cv – Custo variável unitário R = [V – Vc] . %MC V – Valor das vendas [Qv x pv] Vc – Vendas críticas [valor] %MC – % da margem contribuição 4.7 – Margem de Segurança Representa o excesso das vendas em relação ao ponto crítico, traduzindo-se numa percentagem em relação às vendas. Por outras palavras, representará o decréscimo possível nas vendas antes que resulte uma perda operacional. Trata-se de um indicador que mede o risco. Uma empresa que apresente uma margem de segurança elevada [baixa], será menos [mais] vulnerável a variações na procura, já que se encontrará a vender afastada [próxima] do ponto crítico. MS = [Qv – Qc] / Qc ou, MS = [V – Vc] / Vc Qv – Quant. Vendida Qc – Quant. crítica V – Valor das vendas [Qv x cv] Vc – Vendas Críticas [valor] O resultado obtido através das duas fórmulas de cálculo da margem de segurança é o mesmo e deverá ter a seguinte leitura: a empresa encontra-se a vender …% acima do seu ponto crítico. 4.8 – Resultado Marginal Representa o resultado obtido pela venda de mais uma unidade. Como os custos fixos estão já considerados no apuramento do resultado de um determinado período, a venda de mais uma unidade vai proporcionar um resultado adicional correspondente à margem de contribuição unitária deduzida de eventuais despesas adicionais. Este conceito aplicar-se-á em situações em que se coloca à empresa a possibilidade de realizar vendas além das previstas, como por exemplo, para exportação ou para um novo cliente interno. R = Qvm . [pv – cv] Qvm – Quantidade vendida marginal p v – Preço de venda cv – Custo variável unitário Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 45 Caso Prático n.º 9 Assuntos a tratar: Ponto crítico das vendas Material necessário: Formulário A empresa Argila da Beiras, Lda. fabrica um único produto e está dimensionada para produzir 200.000 ton./ano, destinadas ao mercado interno e externo. Foram recolhidos os seguintes elementos relativos ao ano: Vendas ........................................... 150.000 ton. a 4,5 €/ton. Produção ........................................ 180.000 ton. Custos [em €]: Fixos Variáveis INDUSTRIAIS: Matérias-Primas 360.000 Mão-de-Obra Direta 18.750 144.000 Gastos Gerais Fabrico 56.250 54.000 NÃO INDUSTRIAIS: Distribuição 10.500 30.000 Administrativos 19.500 15.000 Financiamento 15.000 Pretende-se: a] Cálculo do pontocrítico das vendas em quantidade e valor, referindo o seu significado. Represente graficamente. Qc = Kf / [pv – cv] = 120.000 € / [4,5 € – 3,4 €] = 109.091 tons A empresa tem de vender 109.091 tons para não ter lucro ou prejuízo. Kf = 18.750 + 56.250 + 10.500 + 19.500 + 15.000 = 120.000 € pv = 4,5 € cv = Kvind./Produção + Kvñind./Vendas = 558.000/180.000 + 45.000/150.000 = 3,4 € Ponto crítico em valor: Vc = Kf / [1 – cv/pv] ]= 120.000 / [1 – 3,4/4,5]]= 490.909 € A empresa tem de vender 490.909 € para não ter lucro ou prejuízo. Graficamente: Vendas V Custos Totais Ponto Crítico 490.909 € 120.000 0 109.091 tons Q Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 46 b] Cálculo do resultado da empresa. R = Qv x [pv – cv] – Kf R = 150.000 ton. x [4,5 € – 3,4 €] – 120.000 € R = 45.000 € c] Cálculo do resultado da empresa a partir do seu ponto crítico. R = [Qv –Qc] x [pv – cv] R = [150.000 ton. – 109.091 ton.] x [4,5 € – 3,4 €] R = 45.000 € d] Prove que o ponto crítico calculado está correto. No ponto crítico o resultado da empresa é zero, então se a empresa vender a quantidade crítica vamos verificar se efetivamente o resultado é zero ou não. R = Qv . [pv – cv] - Kf = 109.091 ton . [4,5 € – 3,4 €] – 120.000 € = 0 € c .q .d. e] Cálculo da Margem de Segurança. Interprete. Ms = [Qv – Qc] / Qc Ms = [150.000 – 109.091] / 109.091 Ms = 0,37 = 37,5% A empresa encontra-se a vender 37,5% acima do seu ponto crítico. f] Decida sobre a oportunidade de a empresa exportar 10.000 ton. nas seguintes condições: Hipótese 1] ao preço de 4 €, sabendo que tem despesas adicionais de 0,5 €/ton. Hipótese 2] ao preço de 3,8 €, sabendo que tem despesas adicionais de 2.500 €. Por qual optaria? Justifique. 1.º - A empresa tem capacidade para realizar esta exportação? Inv.i = 0 tons Capacidade = 200.000 tons Vendas = [150.000 tons] 50.000 tons A empresa pode vender mais 50.000 tons, portanto tem capacidade. 2.º - Qual o resultado adicional para a empresa com esta exportação? Hipótese 1: Rm = Qvm . [pv – cv] = 10.000 x [4 – 3,9] = 1.000 € Hipótese 2: Rm = Qvm . [pv – cv] = 10.000 x [3,8 – 3,4] – 2.500 = 1.500 € Resposta: a empresa deve realizar a exportação pelas condições apresentadas na hipótese 2, porque, para além de ter capacidade para o fazer, obtém um resultado adicional positivo de 1.500 €. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 47 g] A empresa pretende substituir o atual processo produtivo por um mais mecanizado. O novo processo vai fazer com que os gastos industriais subam 10%, os não industriais 5% e o preço de venda 8%. Calcule o novo ponto crítico e o resultado da empresa e refira se a empresa deve implementar o novo sistema ou manter o atual. Kfind. = 75.000 x 1,10 = 82.500 € Kfñind. = 45.000 x 1,05 = 47.250 € 129.750 € = Kf’ Kvind. = 558.000 x 1,1 = 613.800 € Kvñind. = 45.000 x 1,05 = 47.250 € cv’ = Kvind./Produção + Kvñind./Vendas = [613.800/180.000] + [47.250/150.000] = 3,725 € pv’ = 4,5 x 1,08 = 4,86 € Novo ponto crítico: Qc´= Kf / [pv – cv] = 129.750 / [4,86 – 3,725] = 114.317 tons Novo resultado da empresa: R´ = Qv . [pv – cv] – Kf = 150.000 x [4,86 – 3,725] – 129.750 = 40.500 € Com estas alterações, a empresa fica prejudicada uma vez que o resultado diminui e o ponto crítico aumenta, fazendo com que tenha de vender mais para começar a ter lucro. De referir que a margem de contribuição aumenta de 1,10 €/ton para 1,135 €/ton o que é positivo. 45.000 < Qv x [4,86 – 3,725] – 129.750 � Qv´ > 153.965 tons Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 48 Caso Prático n.º 10 Assuntos a tratar: Ponto crítico das vendas Material necessário: Formulário 1 – O consultor de uma PME da região de Viseu, que se dedica à fabricação e comercialização de um só produto, dispunha da seguinte informação sobre a empresa para o ano N: Produção .................................................... 50.000 unid. Vendas ....................................................... 200.000 €uros Resultado Antes de Impostos [RAI] ........... 20.000 €uros Total dos Custos Fixos ................................ 30.000 €uros Não houve variação dos inventários. Para o ano N+1 prevê as seguintes alterações: - Aumento do preço de venda em 15%; - Aumento de 9.600 € nos gastos fixos; - O custo unitário variável sofrerá um crescimento de 12%. Pretende-se que: a] Calcule o ponto crítico, em quantidade e valor, para o ano N, explicando o seu significado. Ponto crítico em quantidade: Qc = Kf / [pv – cv] = 30.000 / [4 – 3] = 30.000 unid. A empresa tem de vender 30.000 unid. para não ter lucro ou prejuízo. Kf = 30.000 € Como não existe variação de stocks => Produção = Vendas = 50.000 unid. pv = 200.000 € / 50.000 unid. = 4 € R = Qv x [pv – cv] – Kf �20.000 = 50.000 . [4 – cv] – 30.000 � cv = 3 € Ponto crítico em valor: Vc = Kf / [1 – cv/pv] = 30.000 / [1 – 3/4] = 120.000 € A empresa tem de vender 120.000 € para não ter lucro ou prejuízo. b] Calcule a margem de segurança. Interprete. Ms = [Qv – Qc] / Qc = [50.000 – 30.000] / 30.000 = 0,67 = 67% A empresa encontra-se a vender 67% acima do seu ponto crítico. c] Prove que o ponto crítico calculado está correto. No ponto crítico o resultado da empresa é zero, então se a empresa vender a quantidade crítica vamos verificar se efetivamente o resultado é zero ou não. R = Qv x [pv – cv] – Kf = 30.000 x [4 – 3] – 30.000 = 0 € c .q .d. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 49 d] Calcule as quantidades a produzir e a vender em N+1 para obter um RAI de 20% sobre o valor das vendas e ficar com uma Inventário final de 7.250 unidades. Para N+1 prevêem-se as seguintes alterações: Kf = 30.000 + 9.600 = 39.600 € pv = 4 x 1,15 = 4,6 € cv = 3 x 1,12 = 3,36 € R = 20% das Vendas � R = 0,2V R = Qv . [pv – cv] – Kf 0,2V = Qv . [pv – cv] – Kf 0,2 . [Qv x pv] = Qv . [pv – cv] – Kf 0,2 . [Qv x 4,6] = Qv . [4,6 – 3,36] – 39.600 0,92 Qv = 1,24 Qv – 39.600 0,32 Qv = 39.600 Qv = 123.750 unid. Inv.i + Produção = Vendas + Inv.f � 0 + Produção = 123.750 + 7.250 Produção = 131.000 unid. R: a empresa terá de vender 123.750 unidades para apresentar um resultado de 20% do valor das vendas e terá de produzir 131.000 unidades para ficar com uma existência final de 7.250 unidades. 2 – Nas informações recolhidas junto do INE relativamente a algumas empresas da região de Viseu, foi possível iniciar a elaboração dos seguintes quadros: Casos Vendas [€] C. Variáveis C. Fixos C. Totais M. Bruta %M. contrib. 1 A 500 D 800 1.200 J 2 2.000 B 300 F 200 L 3 1.000 700 E 1.000 H M 4 1.500 C 300 G I 40% Casos P. Venda C. Var. Unit. Q. Vend. M. Contrib. Total C. Fixos M. Bruta 5 30 20 70.000 Q R -15.000 6 25 O 180.000 900.000 800.000 T 7 N 10 150.000 300.000 220.000 U 8 20 14 P 120.000 S 12.000 Pretende-se que apure os valores correspondentes a cada uma das letras. Caso 1 Margem Bruta = Receitas – Custos totais � 1.200 = A – 800 � A = 2.000 € C. Totais = C. Variáveis + C. Fixos � 800 = 500 + D � D = 300 € %MC = [Receitas – C. Variáveis] / Receitas � J = [2.000 – 500] / 2.000 � J = 75% Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 50 Caso 2 Margem Bruta = Receitas – Custos totais � 200 = 2.000 – F � F = 1.800 € C. Totais = C. Variáveis + C. Fixos � 1.800 = B + 300 � B = 1.500 € %MC = [Receitas– C. Variáveis] / Receitas � L = [2.000–1.500]/2.000 � L = 25% Caso 3 C. Totais = C. Variáveis + C. Fixos � 1.000 = 700 + E � E = 300 € Margem Bruta = Receitas – Custos totais � H = 1.000 – 1.000 � H = 0 € %MC = [Receitas – C. Variáveis]/Receitas � M = [1.000 – 700]/1.000 � M = 30% Caso 4 %MC = [Receitas – C. Variáveis] / Receitas � 0,4 = [1.500 – C] / 1.500 � C = 900 C. Totais = C. Variáveis + C. Fixos � G = 900 + 300 � G = 1.200 € Margem Bruta = Receitas – Custos totais � I = 1.500 – 1.200 � I = 300 € Caso 5 MC = [pv – cv] x Qv � Q = [30 – 20] x 70.000 � Q = 700.000 € M. Bruta = Vendas – C. Variáveis – C. Fixos � � -15.000 = [30 x 70.000] – [20 x 70.000] – R � R = 715.000 € Caso 6 MC = [pv – cv] x Qv � 900.000 = [25 – O] x 180.000 � O = 20 € M. Bruta = Vendas – C. Variáveis – C. Fixos � � T = [25 x 180.000] – [20 x 180.000] – 800.000 � T = 100.000 € Caso 7 MC = [pv – cv] x Qv � 300.000 = [N – 10] x 150.000 � N = 12 € M. Bruta = Vendas – C. Variáveis – C. Fixos � � U = [12 x 150.000] – [10 x 150.000] – 220.000 � U = 80.000 € Caso 8 MC = Vendas – C. Variáveis] � 120.000 = [20 – 14] x P � P = 20.000 unid. M. Bruta = Vendas – C. Variáveis – C. Fixos � � 12.000 = [20 x 20.000] – [14 x 20.000] – S � S = 108.000 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 51 Caso Prático n.º 11 Assuntos a tratar: Ponto crítico das vendas Material necessário: Formulário 1 – Uma empresa fabricante de máquinas de calcular produziu no ano, 490.000 unidades que vendeu totalmente ao preço de 45 €/cada, tendo obtido um resultado positivo de 1.350.000 €. O ponto crítico situou-se em 400.000 unidades. Pretende-se: a] O custo variável unitário. R = [Qv – Qc] x [pv – cv] � 1.350.000 = [490.000 – 400.000] x [45 – cv] � cv = 30 € b] Os custos fixos. Qc = Kf / [pv – cv] � 400.000 = Kf / [45 – 30] � Kf = 6.000.000 € c] Demonstração dos resultados referente ao ano. Demonstração dos Resultados [em €] RENDIMENTOS E GASTOS N Vendas e serviços prestados 22.050.000 Custos variáveis [Kv] [14.700.000] Margem de contribuição 7.350.000 Custos fixos [Kf] [ 6.000.000] Resultado antes de impostos 1.350.000 d] Calcule o preço de venda a fixar no próximo ano, sabendo que: i. O custo variável unitário aumentará 16%. ii. Os custos fixos totais crescerão 27,5% em virtude da ampliação e modernização das instalações, que irão produzir 750.000 unidades. Esta nova capacidade de 750.000 unidades em vez de 490.000 será totalmente vendida. iii. Pretende-se um resultado de 10% sobre o valor das vendas. Para o próximo ano prevêem-se as seguintes alterações: cv = 30 x 1,16 = 34,8 € Kf = 6.000.000 x 1,275 = 7.650.000 € pv = 45 € R = 10%V R = 10% das Vendas � R = 0,1V R = Qv . [pv – cv] – Kf 0,1V = Qv . [pv – cv] – Kf 0,1 . [Qv x pv] = Qv . [pv – cv] – Kf 0,1 . [750.000 x pv] = 750.000 . [pv – 34,8] – 7.650.000 75.000 pv = 750.000 pv – 26.100.000 – 7.650.000 675.000 pv = 33.750.000 pv = 50 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 52 2 – A Empresa Fabril das Beiras, Lda. dedica-se à fabricação do produto A, tendo um nível de atividade normal de 160.000 unidades/ano. No ano N, verificou-se o seguinte: Vendas – 100.000 unidades a 2 €uros Produção – 120.000 unidades Custos Industriais: Fixos – 40.000 €uros Variáveis – 96.000 €uros Gastos não Industriais: Distribuição 15.000 €uros, dos quais 10.000 €uros são variáveis Administrativos 30.000 €uros De financiamento 10.000 €uros Pretende-se: a] Determine o ponto crítico da empresa para o ano N e a margem de segurança. Ponto crítico em quantidade: Qc = Kf / [pv – cv] = 85.000 / [2 – 0,9] = 77.273 unid. A empresa tem de vender 77.273 unid. para não ter lucro ou prejuízo. Kf = 40.000 + 5.000 + 30.000 + 10.000 = 85.000 € pv = 2 € cv = Kvind/Produção + Kvñind/Vendas = 96.000/120.000 + 10.000/100.000 = 0,9 € Ponto crítico em valor: Vc = Kf / [1 - cv/pv] = 85.000 / [1 – 0,9/2] = 154.546 € A empresa tem de vender 154.546 € para não ter lucro ou prejuízo. Margem de segurança: Ms = [Qv – Qc] / Qc = [100.000 – 77.273] / 77.273 = 0,294 = 29,4% A empresa encontra-se a vender 29,4 % acima do seu ponto crítico. b] A partir do conceito de ponto crítico, estime o resultado líquido. R = [Qv –Qc] x [pv – cv] = [100.000 – 77.273] x [2 – 0,9] = 25.000 € c] A empresa tem hipótese de aumentar as vendas mediante novo investimento e consequente melhoria do processo produtivo. O investimento a efetuar seria de 50.000 € depreciável à taxa anual de 10%. Os custos variáveis industriais aumentariam 0,1 €uros por unidade e os gastos de distribuição de 0,02 €uros por unidade. A produção e vendas passariam para 140.000 unidades/ano e 120.000 unidades/ano respetivamente. Qual o reflexo no ponto crítico? Vale a pena realizar o novo investimento? Investimento = 50.000 € Depreciação anual = 50.000 € x 10% = 5.000 € Kf = 85.000 + 5.000 = 90.000 € cv = 0,9 + 0,1 + 0,02= 1,02 € Qv = 120.000 unid. Produção = 140.000 unid. Qc = Kf / [pv – cv] = 90.000 / [2 – 1,02] = 91.837 unid. A empresa teria de vender 91.837 unid. para não ter lucro ou prejuízo. R = [Qv –Qc] . [pv – cv] = [120.000 – 91.837] . [2 – 1,02] = 27.600 € Com o novo investimento, o ponto crítico aumenta, o que significa que a empresa terá de vender mais para começar a ter lucro, logo, não seria vantajoso. No entanto, com este investimento, a empresa consegue produzir e vender mais, fazendo com que possa ter um resultado de 27.600 €, que se traduz num aumento face ao atual. Com este dado, podemos concluir que a empresa apesar de ter um agravamento dos custos, consegue compensar com um acréscimo nas vendas, devendo por isso realizar o investimento. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 53 Caso Prático n.º 12 Assuntos a tratar: Ponto crítico das vendas Material necessário: Formulário 1 – Uma empresa apresenta a seguinte demonstração dos resultados, para uma produção de 16.000 discos rígidos portáteis para computador: DESCRIÇÃO VALOR [em €] Vendas 40.000 Custos Variáveis -32.000 Margem de Contribuição 8.000 Custos Fixos -6.000 Resultado Antes de Impostos 2.000 Pretende-se: a] Calcule o ponto crítico em quantidade e valor. Ponto crítico em valor: Qc = Kf / [pv – cv] = 6.000 / [2,5 – 2] = 12.000 unid. A empresa tem de vender 12.000 unid. para não ter lucro ou prejuízo. Kf = 6.000 € pv = 40.000 € / 16.000 unid. = 2,5 € [produção = vendas, porque não há existências] cv = 32.000 € / 16.000 unid. = 2 € Ponto crítico em valor: Vc = Kf / [1 - cv/pv] = 6.000 / [1 – 2/2,5] = 30.000 € A empresa tem de vender 30.000 € para não ter lucro ou prejuízo. b] A gerência impôs ao gestor que este obtenha um lucro de 3.500 €uros. Qual será a quantidade a vender, para atingir aquele resultado? R = 3.500 € R = Qv . [pv – cv] - Kf �3.500 = Qv . [2,5 – 2] – 6.000 � Qv = 19.000 unid. c] A gerência prevê que o ponto crítico no próximo ano seja de 14.000 u.f. mas não abdica de um lucro de 3.500 €uros. Qual seria a quantidade e o valor das vendas [sem alterar o pv e o cv]? Qc = 14.000 unid. R = 3.500 € Qc = Kf / [pv – cv] � 14.000 = Kf / [2,5 – 2] � Kf = 7.000 € R = Qv x [pv – cv] – Kf �3.500 = Qv x [2,5 – 2] – 7.000 � Qv = 21.000 unid. V = Qv x pv = 21.000 x 2,5 = 52.500 € d] Qual o valor das vendas, se o lucro fixado pela gerência para o próximo ano for de 3.000 €uros e existam impostos [IRC] à taxa de 32%. Qc = 14.000 unid. RL = 3.500 € IRC = 32% RL = RAI – IRC � RL = RAI – 0,32 RAI � 3.000 = 0,68 RAI � RAI = 4.412 € R = Qv x [pv – cv] – Kf � 4.412 = Qv x [2,5 – 2] – 6.000 � Qv = 20.824 unid. x 2,5 € = 52.060 €Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 54 2 – Uma empresa vendeu 120.000 €uros de um determinado produto, sendo que as suas vendas críticas foram de 108.000 €uros e os seus custos fixos de 21.600 €uros. A sua margem de contribuição é de 20%. Pretende-se: a] Margem de segurança. Comente. V = 120.000 € Vc = 108.000 € %MC = 20% Kf = 21.600 € Ms = [V – Vc] / Vc = [120.000 – 108.000] / 108.000 = 0,11 = 11 % A empresa encontra-se a vender 11 % acima do seu ponto crítico. b] Demonstre que a Margem de contribuição é de 20%. Vc = Kf / %MC � 108.000 = 21.600 / %MC � %MC = 20% c. q. d. 3 – A empresa Explica Quase Tudo, Lda. apresenta um volume de vendas de 192.000 €uros e um lucro de 3.840 €uros. Sabendo que a percentagem da Margem de Segurança é de 8%, calcule: Pretende-se: a] Vendas críticas. V = 192.000 € RAI = 3.840 € Ms = 8% Ms = [V – Vc] / Vc � 0,08 = [192.000 – Vc] / Vc � Vc = 177.778 € b] O montante dos custos fixos. Vendas acima do ponto crítico: 192.000 € - 177.778 € = 14.222 € Se a empresa vender este valor apresenta um lucro de 3.840 € 3.840 = 14.222 – Kv � Kv = 10.382 € Custos variáveis acima do ponto crítico %MC = [V – Kv] / V � %MC = [14.222 – 10.382] / 14.222 � %MC = 27% Vc = Kf / %MC � 177.778 = Kf / 0,27 � Kf = 48.000 € MC = V – Kv � 0,27V = V – Kv � 0,27 x 192.000 = 192.000 – Kv � Kv = 140.160 € c] Confirme os valores anteriores, através da demonstração dos resultados. Demonstração dos resultados [em €] DESCRIÇÃO VALOR Vendas 192.000 Custos Variáveis -140.160 Margem de Contribuição 51.840 Custos Fixos -48.000 Resultado Antes de Impostos 3.840 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 55 Caso Prático n.º 13 Assuntos a tratar: Ponto crítico das vendas – mix de produtos Material necessário: Formulário 1 – Determinada empresa produz três produtos P1, P2 e P3 e dispõem dos seguintes elementos referentes a janeiro: Descrição P1 P2 P3 Vendas [unidades] 24.000 20.000 20.000 Preço de venda [€uros] 312,50 150,00 75,00 Custo variável unitário [€uros] 210,00 81,00 30,00 A empresa suporta custos fixos mensais na ordem dos 3.703.125 €uros. Pretende-se: a] Calcule o ponto crítico em valor, desagregando-o pelo valor das vendas de cada produto. Pela Quantidade: Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv – cv] mcmp [mc x mix] P1 24.000 37,50% 312,5 210,0 102,5 38,4375 P2 20.000 31,25% 150,0 81,0 69,0 21,5625 P3 20.000 31,25% 75,0 30,0 45,0 14,0625 64.000 100,00% 74,0625 Qc = Kf / mcmp = 3.703.125 / 74,0625 = 50.000 unid. Qc P1 = 50.000 unid. x 37,5% = 18.750 unid. Qc P2 = 50.000 unid. x 31,25% = 15.625 unid. Qc P3 = 50.000 unid. x 31,25% = 15.625 unid. A empresa terá de vender 18.750 unid. de P1 e 15.625 unid. de P2 e P3 para não ter lucro nem prejuízo. Vc P1 = 18.750 unid. x 312,5 € = 5.859.375 € Vc P2 = 15.625 unid. x 150,0 € = 2.343.750 € Vc P3 = 15.625 unid. x 75,0 € = 1.171.875 € Vc = 9.375.000 € A empresa terá de vender 9.375.000 € para não ter lucro nem prejuízo. Pelo Valor: Produtos Vendas [Valor] Mix [V / Total V] MC Qv. [pv-cv] P1 7.500.000 62,5 % 2.460.000 P2 3.000.000 25,00 % 1.380.000 P3 1.500.000 12,50 % 900.000 12.000.000 100% 4.740.000 %MC = MC / Vendas = 4.740.000 / 12.000.000 = 0,395 = 39,5% Vc = Kf / %MC = 3.703.125 / 0,395 = 9.375.000 € Vc P1 = 9.375.000 € x 62,50% = 5.859.375 € / 312,5 € = 18.750 unid. Vc P2 = 9.375.000 € x 25,00% = 2.343.750 € / 150,0 € = 15.625 unid. Vc P3 = 9.375.000 € x 12,50% = 1.171.875 € / 75,0 € = 15.625 unid. Vc = 9.375.000 € Qc = 50.000 unid. A empresa terá de vender 9.375.000 € para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá de vender 18.750 unid. de P1 e 15.625 unid. de P2 e P3 para não ter lucro nem prejuízo. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 56 b] Supondo fixo o valor total de vendas, qual o efeito sobre o ponto crítico de uma alteração do “product-mix”, que favoreça um aumento da proporção do valor das vendas de P2 e P3, em detrimento de P1. Justifique. Estaríamos a deslocar vendas do produto que apresenta maior margem de contribuição, para produtos de margem inferior, logo, o ponto crítico irá aumentar, pois a empresa terá de vender mais para começar a ter lucro. 2 – A CAFESA, SA, é uma empresa industrial que produz e vende três produtos: A, B e C. No final do ano N, a contabilidade apresentou os seguintes elementos [em €]: Descrição Produtos A B C Vendas 480.000 1.000.000 1.080.000 Preço de venda 20 25 30 Custos variáveis de produção 232.800 740.000 830.000 Custos variáveis de distribuição 91.200 40.000 70.000 Custos fixos totais 350.000 Relativamente ao ano N+1, a empresa está a ponderar as seguintes possibilidades: ♦ Produto A – aumentar em 30% as quantidades vendidas, resultantes de um esforço publicitário que aumentará os custos variáveis de distribuição em 45%. ♦ Produto B – aumentar em 20% das quantidades vendidas, resultantes de uma redução do preço de venda de 2,8%. ♦ Produto C – manter as condições do ano N. ♦ Custos fixos permanecerão inalteráveis. Pretende-se: a] Calcule o ponto crítico [em quantidade e valor], a margem de segurança e o resultado do ano N. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv – cv] mcmp [mc x mix] P1 24.000 37,50% 312,5 210,0 102,5 38,4375 P2 20.000 31,25% 150,0 81,0 69,0 21,5625 P3 20.000 31,25% 75,0 30,0 45,0 14,0625 64.000 100,00% 74,0625 Qc = Kf / mcmp = 350.000 / 5,56 = 62.950 unid. Qc A = 62.950 unid. x 24% = 15.108 unid. x 20 € = 302.160 € Qc B = 62.950 unid. x 40% = 25.180 unid. x 25 € = 629.500 € Qc C = 62.950 unid. x 36% = 22.662 unid. x 30 € = 679.860 € Vc = 1.611.520 € A empresa terá de vender 15.108 unid., 25.180 unid. e 22.662 unid. de A, B e C, respetivamente, para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá de vender 302.160 €, 629.500 € e 679.860 €, de A, B e C, respetivamente, para não ter lucro nem prejuízo. Ms = [Qv – Qc] / Qc = [100.000 – 62.950] / 62.950 = 58,86% A empresa encontra-se a vender 58,86% acima do ponto crítico. R = Qv1 . [pv1 – cv1] + Qv2 . [pv2 – cv2] + Qv3 . [pv3 – cv3] – Kf R = 24.000 . [6,5] + 40.000 . [5,5] + 36.000 . [5] – 350.000 � R = 206.000 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 57 b] Analise o impacto no ponto crítico e nos resultados da empresa das alterações previstas para o ano N+1. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv – cv] mcmp [mc x mix] P1 24.000 37,50% 312,5 210,0 102,5 38,4375 P2 20.000 31,25% 150,0 81,0 69,0 21,5625 P3 20.000 31,25% 75,0 30,0 45,0 14,0625 64.000 100,00% 74,0625 cvA = [232.800 €/24.000 unid.] + [[91.200 €/24.000] x 1,45] = 9,7 € + [3,8 € x 1,45] = 15,21 € Qc = Kf / mcmp Qc = 350.000 / 4,859791[6] ≅ 72.020 unid. Qc A = 72.020 unid. x 27,08% = 19.503 unid. Qc B = 72.020 unid. x 41,67% = 30.010 unid. Qc C = 72.020 unid. x 31,25% = 22.507 unid. A empresa terá de vender 19.503 unid., 30.010 unid. e 22.507 unid. de A, B e C, respetivamente, para não ter lucro nem prejuízo. Vc A = 19.503 unid. x 20,0 € = 390.060 € Vc B = 30.010 unid. x 24,3 € = 729.243 € Vc C = 22.507 unid. x 30,0 € = 675.210 € Vc = 1.794.513 € A empresa terá de vender 390.060 €, 729.243 € e 675.210 €, de A, B e C, respetivamente, para não ter lucro nem prejuízo. R = Qv1 x [pv1 – cv1] + Qv2 x [pv2 – cv2] + Qv3 x [pv3 – cv3] – Kf R = 31.200 x [4,79] + 48.000 x [4,8] + 36.000 x [5] – 350.000 R = 209.848€ Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 58 Caso Prático n.º 14 Assuntos a tratar: Ponto crítico das vendas – mix de produtos Material necessário: Formulário 1 – A Produtora das Beiras, Lda., dedica-se à produção e venda do produto A, na região de Viseu. As previsões para o ano em curso, apontam para vendas de 2.000 unid. a 28 €/cada, e: Custo variável de produção – 8 €/unid. Custos fixos industriais – 12.407 € Gastos não industriais: Fixos – 6.200 €uros Variáveis – 6 €uros/unid. Pretende-se: a] Cálculo do ponto crítico e da margem de segurança, explicitando o seu significado; bem como dos resultados estimados, a partir daquele conceito. Ponto crítico em quantidade: Qc = Kf / [pv – cv] = 18.607 / [28 – 14] = 1.329 unidades É necessário vender 1.329 unidades para que a empresa não tenha lucro ou prejuízo. Kf = 12.407 + 6.200 = 18.607 € pv = 28 € cv = 8 + 6 = 14 € Ponto crítico em valor: Vc = Kf / [1 – cv/pv] = 18.607 / [1 – 28/14] = 37.212 € A empresa tem de vender 37.212 € para não ter lucro ou prejuízo. Margem de segurança: Ms = [Qv – Qc] / Qc = [2.000 – 1.329] / 1.329 ≅ 0,505 ≅ 50,5% A empresa encontra-se a faturar 50,5 % acima do seu ponto crítico. Resultado da empresa, a partir do seu ponto crítico: R = [Qv – Qc] x [pv – cv] = [2.000 – 1.329] x [28 – 14] = 9.394 € b] A empresa tem hipótese de diversificar a sua atividade, nomeadamente para a produção e venda do produto B. Os custos fixos aumentam em 10.000 € e os custos relativos ao produto A mantêm-se. Para o produto B, os custos variáveis seriam 16 €/unid. As vendas passariam para: produto A – 2.100 unid. a 28 €/cada e produto B – 900 unid. a 25 €/cada. Determine o impacto que esta alteração teria no ponto crítico e nos resultados da empresa. Comente. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 Qc = Kf / mcmp = 28.607 / 12,5 = 2.289 unidades Qc A = 2.289 unidades x 70% = 1.602 unidades x 28 € = 44.856 € Qc B = 2.289 unidades x 30% = 687 unidades x 25 € = 17.175 € Vc = 62.031 € A empresa terá de vender 1.602 unidades de A e 687 unidades de B para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá que vender 44.856 € de A e 17.175 € B para não ter lucro nem prejuízo. R = Qv1 . [pv1 – cv1] + Qv2 . [pv2 – Cv2] – KF R = 2.100 . [28 - 14] + 900 . [25 – 16] – 28.607 = 8.893 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 59 2 – A empresa JBA, Lda. necessita realizar um novo investimento numa unidade de produção de embalagens de cartão, com vista a reforçar a sua capacidade, para o que solicitaram o apoio dos sócios para que estes, face à segurança do investimento, dotassem a empresa com os 100.000 €uros necessários, a título de suprimentos. A estrutura de custos da empresa, que de momento fabrica um único produto e já tendo em conta o impacto do novo investimento que possibilita aumentar a produção em cerca de 50%, pode resumir-se: Custos fixos de estrutura [industriais e não industriais] – 50.000 € e Custos variáveis unitários – 0,15 €. O preço de venda que tem vindo a ser praticado é de 0,55 €uros por m2 de cartão. Os sócios estão dispostos a emprestarem o dinheiro à empresa desde que esta lhe garanta uma remuneração mínima do capital investido de 6% ao ano. Pretende-se: a] Calcule quais deveriam ser as quantidades a vender em cada ano para cumprir o estipulado pelos sócios. Kf = 50.000 € cv = 0,15 € pv = 0,55 € Investimento = 100.000 € Remuneração mínima dos sócios = 6% do investimento � R = 6.000 € [100.000 x 6%] R = Qv . [pv – cv] – Kf � 6.000 = Qv . [0,55 – 0,15] – 50.000 � Qv = 140.000 m2 b] Determine o ponto crítico das vendas em valor. Qc = Kf / [pv – cv] � Qc = 50.000 / [0,55 – 0,15] � Qc = 125.000 m2 Vc = 125.000 m2 x 0,55 € = 68.750 € c] A empresa, com esta nova máquina, prevê incluir na sua gama, um novo tipo de cartão canelado, cuja qualidade do produto é superior à atual, embora o nível de acabamento e fabrico seja o mesmo. Os custos estimados para este novo produto são de 0,3 € variáveis e pressupõem que a venda se realize por 0,9 €/m2. Supondo que os custos fixos aumentam em 2.000 € e que só cerca de 10% das vendas estimadas no total de 200.000 m2, se irão referir a este novo produto B, determine o ponto crítico das vendas [quantidade], para a hipótese de introdução deste novo produto. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 Qc = Kf / mcmp = 52.000 / 0,42 = 123.810 m2 Qc A = 123.810 m2 x 90% = 111.429 m2 Qc B = 123.810 m2 x 10% = 12.381 m2 A empresa terá de vender 111.429 m2 do produto A e 12.381 m2 do produto B para não ter lucro nem prejuízo. Vc A = 111.429 m2 x 0,55 € = 61.285,95 € Vc B = 12.381 m2 x 0,90 € = 11.142,90 € Vc = 72.428,85 € A empresa terá que vender 61.285,95 € de A e 11.142,90 € de B para não ter lucro nem prejuízo. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 60 Caso Prático n.º 15 Assuntos a tratar: Ponto crítico das vendas – mix de produtos Material necessário: Formulário 1 – A empresa J. Simões, Lda. fabrica dois produtos e apresentou em determinado mês a seguinte demonstração dos resultados [em euros]: RENDIMENTOS E GASTOS Produto A Produto B TOTAL Vendas e serviços prestados 69.000 46.000 115.000 Custo das vendas e dos serviços prestados 25.000 20.000 45.000 Resultado bruto 44.000 26.000 70.000 Gastos de distribuição [variáveis] -10.000 -10.000 -20.000 Gastos de distribuição [fixos] -10.000 Gastos administrativos [fixos] -8.000 Gastos de financiamento líquido [fixos] -10.000 Resultado antes de impostos 22.000 Inv. inicial: A = 0 / B = 0 Custos variáveis de produção: A = 19.200 € / B = 14.000 € Inv. final: A = 2.000 unid. / B = 2.000 unid. Preço de venda unitário: A = 6,9 € / B = 9,2 € Pretende-se: a] Calcule o ponto crítico em quantidades e a margem de segurança explicando o seu significado. Produto A Vendas = 69.000 € / 6,9 € = 10.000 unid. Inv.i + Produção = Vendas + Inv.f � 0 + Produção = 10.000 + 2.000 � Produção = 10.000 unid. CIPV = Qv x custo unitário � 25.000 = 10.000 x Cipa unit. � Cipa unit. = 2,5 € CIPA = Produção x Cipa unit. � CIPA = 12.000 unid. x 2,5 € � CIPA = CIP = 30.000 € CIP = Kv ind. + Kf ind. � 30.000 € = 19.200 € + K find. � Kf ind. = 10.800 € Produto B Vendas = 46.000 € / 9,2 € = 5.000 unid. Ii + Produção = Vendas + If � 0 + Produção = 5.000 + 2.000 � Produção = 7.000 unid. CIPV = Qv x custo unitário � 20.000 = 5.000 x Cipa unit. � Cipa unit. = 4 € CIPA = Produção x Cipa unit. � CIPA = 7.000 unid. x 4 € � CIPA = CIP = 28.000 € CIP = Kv ind. + Kf ind. � 28.000 € = 14.000 € + K find. � Kf ind. = 14.000 € Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 cv = [Kv ind. / Produção] + [Kv ñ ind. / Vendas] cvA = [19.200 € / 12.000 unid.] + [10.000 € / 10.000 unid.] = 1,6 € + 1 € = 2,6 € cvB = [14.000 € / 7.000 unid.] + [10.000 € / 5.000 unid.] = 2 € + 2 € = 4 € Qc = Kf / mcmp = [10.800 + 14.000 + 10.000 + 8.000 + 10.000] / 4,6 = 52.800 / 4,6 ≅ 11.478 unid. Qc A = 11.478 unid. x 66,6[6]% = 7.652 unid. x 6,9 € = 52.798,80 € Qc B = 11.478 unid. x 33,3[3]% = 3.826 unid. x 9,2 € = 35.199,20 € Vc = 87.998,00 € A empresa terá de vender 7.652 unid. do produto A e 3.826 unid. do produto B para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá que vender 52.798,8 € de A e 35.199,2 € de B para não ter lucro nem prejuízo. Ms = [Qv – Qc] / Qc = [15.000– 11.478] / 11.478 = 30,68% [a vender 30,68% acima do ponto crítico] R = Qv1 x [pv1 – cv1] + Qv2 x [pv2 – cv2] – Kf R = 10.000 x [4,3] + 5.000 x [5.2] – 52.800 � R = 16.200 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 61 b] A empresa poderia melhorar a qualidade do produto A, com um investimento de 10.000 €, depreciável em 10 anos e financiado em 50% por capitais alheios, com um gasto daí decorrente de 12%/ano. Com esta operação, o custo variável de produção diminuiria 1 €/unidade. Qual seria o impacto desta operação no ponto crítico da empresa, supondo o mesmo nível de vendas e produção. Novas informações: Investimento = 10.000 € Tx de amortização = 10% Financiamento: 50% capitais próprios + 50% capitais alheios [remunerado à taxa de 12%/ano] cv ind. = –1 €/unid. Depreciação mensal = 10.000 € x 10% = 1.000 €/ano / 12 meses = 83,33 €/mês Financiamento capitais alheios = 10.000 € x 50% = 5.000 € Custo financeiro mensal = [5.000 € x 12% x 1 mês] / 12 meses = 50 €/mês Kf = 52.800 € + 83,33 € + 50 € = 52.933,33 € Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 Qc = Kf / mcmp Qc = 52.933,33 / 5,26[6] ≅ 10.050 unid. Qc A = 10.050 unid. x 66,6[6]% = 6.700 unid. Qc B = 10.050 unid. x 33,3[3]% = 3.350 unid. A empresa terá de vender 6.700 unid. do produto A e 3.350 unid. do produto B para não ter lucro nem prejuízo. Vc A = 6.700 unid. x 6,9 € = 46.230 € Vc B = 3.350 unid. x 9,2 € = 30.820 € Vc = 77.050 € A empresa terá que vender 46.230 € de A e 30.820 € de B para não ter lucro nem prejuízo. A empresa deveria efetuar o investimento, uma vez que, permite a diminuição do custo variável unitário do produto A, que compensa o agravamento dos custos fixos. Assim, o ponto crítico diminui, fazendo com que a empresa tenha de vender menos para começar a ter lucro. R = Qv1 x [pv1 – cv1] + Qv2 x [pv2 – cv2] R = 10.000 x [5,3] + 5.000 x [5,2] – 52.933,33 R = 26.066,67 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 62 2 – Os elementos da contabilidade de agosto da empresa “Três Provas, Lda.”, são os seguintes: Produto P1 Produto P2 Produto P3 Quant. Valor Quant. Valor Quant. Valor Quantidade Produzida 10.000 12.000 12.000 Vendas Líquidas 30.000 € 48.000 € 12.000 € Custos Industriais 15.000 € 18.000 € 9.000 € Gastos Não Industriais: Variáveis 2.500 € 3.000 € 1.500 € Fixos 24.000 € Nota: Não há inventários de PA. Pretende-se: a] Determine o ponto crítico da empresa em quantidade e em valor decompondo-os por produtos a margem de segurança e o resultado. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv – cv] mcmp [mc x mix] P1 24.000 37,50% 312,5 210,0 102,5 38,4375 P2 20.000 31,25% 150,0 81,0 69,0 21,5625 P3 20.000 31,25% 75,0 30,0 45,0 14,0625 64.000 100,00% 74,0625 Qc = Kf / mcmp = 24.000 / 1,2058822 ≅ 19.903 unid. Qc P1 = 19.903 unid. x 29,410% = 5.853 unid. X 3 € = 17.559 € Qc P2 = 19.903 unid. x 35,295% = 7.025 unid. X 4 € = 28.100 € Qc P3 = 19.903 unid. x 35,295% = 7.025 unid. X 1 € = 7.025 € Vc = 52.684 € A empresa terá de vender 5.853 unid. de P1, 7.025 unid. de P2 e 7.025 unid. de P3, para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá de vender 17.559 €, 28.100 € e 7.025 € de P1, P2 e P3, respetivamente, para não ter lucro nem prejuízo. Ms = [Qv – Qc] / Qc = [34.000 – 19.903] / 19.903 = 70,83% A empresa encontra-se a vender 70,83% acima do ponto crítico. b] Suponha que a empresa tinha a possibilidade de adquirir uma nova máquina para a produção, por 240.000 €, depreciável em 5 anos, financiando-se a uma taxa de 8% ao ano. Tal aquisição significava, em contrapartida, uma redução de custos variáveis industriais de 10%. Refira se vale a pena o investimento ou não, fundamentando a conclusão com os cálculos pertinentes. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv – cv] mcmp [mc x mix] P1 24.000 37,50% 312,5 210,0 102,5 38,4375 P2 20.000 31,25% 150,0 81,0 69,0 21,5625 P3 20.000 31,25% 75,0 30,0 45,0 14,0625 64.000 100,00% 74,0625 Depreciação = 240.000 € / 5 anos = 48.000 € / 12 meses = 4.000 € Gastos financiamento = [240.000 € x 8% x 1 mês] / 12 meses = 1.600 € Acréscimo nos Kfixos = 5.600 € Qc = Kf / mcmp = 29.600 / 1,3294117 ≅ 22.266 unid. O ponto crítico aumenta, pelo que a empresa terá de vender mais para começar a ter lucro, logo não é de efetuar o investimento. Verificamos que os Kfixos aumentaram, mas a margem ponderada dos 3 produtos também, pelo que, se houver a possibilidade de a empresa aumentar as vendas, eventualmente, conseguirá suprir o acréscimo de custos e com isso rentabilizar o investimento. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 63 ANÁLISE CUSTO / VOLUME / RESULTADO [Soluções]: CP.09 Qc = 109.091 tons Vc = 490.909 € R = 45.000 € Ms = 37,5% Hipótese 2 Qc´= 114.317 tons R´ = 40.500 € Qv´ > 153.965 tons [valerá a pena investir] CP.10 1.ª parte Qc = 30.000 unid. Vc = 120.000 € Ms = 37,5% Qv´= 123.750 unid. Qp´ = 131.000 unid. 2.ª parte Caso 1: A = 2.000 € D = 300 € J = 75% Caso 2: F = 1.800 € B = 1.500 € L = 25% Caso 3: E = 300 € H = 0 € M = 30% Caso 4: C = 900 € G = 1.200 € I = 300 € Caso 5: Q = 700.000 € R = 715.000 € Caso 6: O = 20 € T = 100.000 € Caso 7: N = 12 € U = 80.000 € Caso 8: P = 20.000 unid. S = 108.000 € CP.11 1.ª parte cv = 30 € Kf = 6.000.000 € Demonstração dos Resultados Descrição N Resultado antes de impostos 1.350.000 pv = 50 € 2.ª parte Qc = 77.273 unid. Vc = 154.546 € Ms = 29,4% R = 25.000 € QC’ = 91.837 unid. R’ = 27.600 € CP.12 1.ª parte Qc = 12.000 unid. Vc = 30.000 € Qv’ = 21.000 unid. Vc’ = 52.500 € V´= 52.060 € Qp´ = 131.000 unid. 2.ª parte Ms = 11% 3.ª parte Vc = 177.778 € Kf = 48.000 € Demonstração dos Resultados Descrição N Margem de Contribuição 51.840 Resultado antes de impostos 3.840 CP.13 1.ª parte Qc = 50.000 unid. Qc P1 = 18.750 unid. Qc P2 = 15.625 unid. Qc P3 = 15.625 unid. Vc = 9.375.000 € Vc P1 = 5.859.375 € Vc P2 = 2.343.750 € Vc P3 = 1.171.875 € 2.ª parte Qc = 62.950 unid. Qc A = 15.108 unid. Qc B = 25.180 unid. Qc C = 22.662 unid. Vc = 1.611.520 € Vc A = 302.160 € Vc B = 629.500 € Vc C = 679.860 € Ms = 58,86% R = 206.000 € Qc’ = 72.020 unid. Qc’ A = 19.503 unid. Qc’ B = 30.010 unid. Qc’ C = 22.507 unid. Vc’ = 1.794.513 € Vc’ A = 390.060 € Vc’ B = 729.243 € Vc’ C = 675.210 € R = 209.848 € CP.14 1.ª parte Qc = 1.329 unid. Vc = 37.212 € Ms = 50,5% R = 9.394 € Qc’ = 2.289 unid. Qc’ A = 1.602 unid. Qc’ B = 687 unid. Vc’ = 62.031 € Vc’ A = 44.856 € Vc’ B = 17.175 € R = 8.893 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 64 2.ª parte Qv’ = 140.000 m2 Qc’ = 125.000 m2 Vc’ = 68.750 € Qc’’ = 123.810 m2 Qc’’A = 111.429 m2 Qc’’B = 12.381 m2 Vc’’ = 72.428,85 € Vc’’A = 61.285,95 € Vc’’B = 11.142,90 € CP.15 1.ª parte Qv A = 10.000 unid. Produção A = 10.000 unid. Kfind. A = 10.800 € cv A = 2,6 € Qv B = 5.000 unid. Produção B = 7.000 unid. Kfind. B = 14.000 € cv B = 4,0 € Qc = 11.478 unid. Qc A = 7.652 unid. Qc B = 3.826 unid. Vc = 87.998,00 € Vc A = 52.798,80 € Vc B = 35.199,20 € Ms = 30,68% R = 16.200,00 € Kf’ = 52.933,33 € Qc’ = 10.050 unid. Qc’ A = 6.700 unid. Qc’ B = 3.350 unid. Vc’ = 77.050,00 € Vc’ A = 46.230,00 € Vc’ B = 30.820,00 € R = 26.066,67 €2.ª parte Qc = 19.903 unid. Qc P1 = 5.853 unid. Qc P2 = 7.025 unid. Qc P3 = 7.025 unid. Vc = 52.684 € Vc P1 = 17.559 € Vc P2 = 28.100 € Vc P3 = 7.025 € Ms = 70,83% R = 206.000 € Kf’ = 29.600 € Qc’ = 22.266 unid. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 65 3 – Sistemas de Custeio Como já foi referido anteriormente, o custo industrial dos produtos é obtido através do somatório dos custos referentes ao consumo das matérias-primas, mão-de-obra direta e dos gastos gerais de fabrico. Destes, alguns variam com a quantidade produzida [variáveis] e outros mantêm-se inalteráveis independentemente do nível de produção [fixos]. Quanto aos custos variáveis, existe uma relação de casualidade direta com a quantidade produzida e por isso devem ser inequivocamente imputáveis aos produtos. Quanto aos custos fixos [normalmente associados à capacidade instalada], a sua imputação pode provocar distorções no custo médio dos produtos quando a empresa apresente níveis de produção sensivelmente inferiores à capacidade instalada, sendo discutível se os custos fixos associados à capacidade não utilizada devam ser imputados à produção obtida. Exemplo: Determinada empresa apresenta uma capacidade de produção de 1.000 unidades, custos fixos de 5.000 €, um preço de venda de 30 €/unid. e um custo variável industrial de 12 €/unid. Se a empresa produzir 1.000 unidades, apresentará um custo médio de: Custo fixo unitário = 5.000 € / 1.000 unid. = 5 €/unid. Custo variável unitário = 12 €/unid. Custo total médio = 17 €/unid. Se no período seguinte, a empresa produzir apenas 500 unidades, apresentará um custo médio de: Custo fixo unitário = 5.000 € / 500 unid. = 10 €/unid. Custo variável unitário = 12 €/unid. Custo total médio = 22 €/unid. Se no período seguinte, a empresa produzir apenas 200 unidades, apresentará um custo médio de: Custo fixo unitário = 5.000 € / 200 unid. = 25 €/unid. Custo variável unitário = 12 €/unid. Custo total médio = 37 €/unid. Verifica-se que quanto menor for a produção maior será o custo fixo unitário e consequentemente maior será o custo unitário médio dos produtos, já que os custos fixos se vão distribuir por um menor número de unidades. Desta forma, constata-se que em situações em que a empresa produz abaixo da capacidade instalada ou apresente grande variabilidade ao nível da produção, não é conveniente considerar todos os custos fixos industriais como custos dos produtos, ou seja, na avaliação dos inventários. Em face disto, o custeio dos produtos ou dos serviços realizados pode ser organizado de diversas formas – sistemas ou técnicas de custeio, consoante o tratamento a ser dado aos custos fixos industriais: Sistema de Custeio Total ou Completo – são considerados todos os custos industriais, quer sejam fixos ou variáveis, na valorização da produção. Sistema de Custeio Variável – são considerados apenas os custos variáveis industriais na valorização da produção. Sistema de Custeio de Imputação Racional – são considerados na valorização da produção, para além dos custos variáveis industriais, os custos fixos industriais de acordo com a utilização da capacidade instalada. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 66 A opção por qualquer das alternativas vai fazer com que o custo de produção seja apurado de forma diferente, com consequentes reflexos ao nível dos resultados. De facto, os custos fixos industriais que são incorporados no custo da produção afetam o resultado do período por via da rubrica Custo Industrial dos Produtos Vendidos [CIPV]. Os que não forem incorporados/considerados no custo da produção serão considerados custos do período e aparecerão na Demonstração dos Resultados por Funções numa rubrica designada de Custo Industrial Não Incorporado [CIÑI]. A problemática inerente aos diversos sistemas de custeio centra-se na escolha da alternativa que melhor relacione os custos fixos industriais ocorridos num determinado período com a produção e vendas, isto é, permita que os resultados de um período traduzam com razoabilidade as condições de exploração verificadas. 3.1 – Sistema de Custeio Total Carateriza-se pela incorporação no custo dos produtos da totalidade dos custos industriais: custos variáveis industriais + custos fixos industriais. Isto significa que, os custos industriais só se tornam custos do período à medida que a produção é vendida e que os inventários finais ficarão valorizadas com base no custo unitário total, que incorpora uma parte fixa e uma parte variável. Não esquecer que os custos não industriais [fixos e variáveis] são sempre considerados como custos do período em que ocorrem. Para o apuramento dos custos industriais: CIP = Kvind. + Kfind. cvind. cfind. cvind. cfind. Produção Quant. [CIPA] Vendida cvind. cfind. cvind. cfind. = RAI C u sto s d o p erío d o Custos do produto Custos de conversão Variáveis Fixos Matérias-primas - = M. Bruta VENDAS - Inv. i PA Gastos não Industriais CIPV - Inv. f PVF Inv. f PA Inv. i PVF FABRICAÇÃO ARMAZÉM DE PRODUTOS ACABADOS CIÑI = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 67 3.2 – Sistema de Custeio Variável Neste sistema de custeio, para o apuramento do custo dos produtos apenas são considerados os custos variáveis industriais [matérias-primas + custos de conversão variáveis]. Os custos fixos industriais [custos de conversão fixos] não sendo imputados aos produtos, vão ser considerados na sua totalidade como custos do período em que ocorrem, surgindo na Demonstração dos Resultados por Funções na rubrica Custos Industriais não Incorporados [CIÑI]. Os inventários finais ficarão valorizados apenas com base em custos variáveis. Para o apuramento dos custos industriais: O apuramento dos resultados contabilísticos com base neste sistema de custeio é coincidente com aquele que é apresentado na análise CVR, uma vez que considera todos os custos fixos industriais e não industriais ocorridos no período como custos a afetar o resultado. R = V – Kf – Kv Existem alguns inconvenientes na utilização deste sistema de custeio: � Há casos em que uma percentagem bastante elevada de custos [fixos] não é imputada ao custo dos produtos, o que levará a uma subavaliação dos inventários de produtos acabados, em curso e intermédios. � Exige necessariamente a prévia separação dos custos em fixos e variáveis, o que nem sempre é fácil e feita sem as devidas precauções, pode conduzir a graves erros de apreciação. Por outro lado, o custeio variável proporciona informações interessantes para a tomada de decisões, nomeadamente para efetuar análises de sensibilidade dos resultados face a variações do nível de atividade ou analisar os resultados dos diversos produtos e das diferentes estratégias de marketing. Produção Quant. [CIPA] Vendida Fixos [Kfind] Custos do produto = RAI - VENDAS - = M. Bruta - cvind. C u sto s d o p erío d o FABRICAÇÃO ARMAZÉM DE PRODUTOS ACABADOS CIPV CIÑI = Kfind. Custos não Industriais Custos de conversão Variáveis Inv. i PAInv. i PVF cvind. Inv. f PVF cvind. Inv. f PA cvind. Matérias-primas CIP = Kvind. CIÑI = Kfind. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 68 3.3 – Sistema de Custeio de Imputação Racional Os custos fixos industriais identificam-se com a capacidade [atividade normal] apresentada pela empresa, pelo que, se a produção de um determinado período não atingir essa capacidade, não deverá ser sobrecarregada com todos os custos fixos, mas apenas com os correspondentesà utilização efetiva. A utilização que a empresa faz da capacidade instalada designa-se de Grau de Atividade [GA] e é obtida através do quociente entre a atividade real [produção real] e a atividade normal [capacidade instalada]. A percentagem da capacidade instalada não utilizada, designa-se por Grau de Subatividade [1 – GA]. Exemplo: Produção real = 900 unidades e a Capacidade instalada = 1.000 unidades GA = Prod. Real / Capacidade = 900 unid. / 1.000 unid. = 0,9 = 90%. Significa que a empresa está a trabalhar a 90% da sua capacidade instalada ou da sua atividade considerada normal. O grau de subatividade será de 10% [1 – 0,9] e representará a percentagem da atividade normal que não foi utilizada pela empresa. No sistema de custeio racional, os custos de produção incluem, para além dos custos variáveis industriais, apenas uma parte dos custos fxos industriais, proporcionais à utilização da capacidade instalada [Grau de Atividade]. A parte restante dos custos fixos [associada à subutilização da capacidade instalada] vai ser considerada na Demonstração dos Resultados como Custo Industrial Não Incorporado [CIÑI]. Os inventários finais vão incorporar custos variáveis e uma parte dos custos fixos industriais. Este sistema apresenta-se como um sistema intermédio comparativamente aos sistemas anteriores, já que não deixa de considerar os custos variáveis industriais e quanto aos fixos, embora imputados, têm em linha de conta a relação existente entre a produção real e a capacidade instalada, evitando os possíveis problemas causados pela imputação integral dos custos fixos. Quando a produção do período coincidir com a atividade normal [capacidade instalada], este sistema é igual ao sistema de custeio total. Para o apuramento dos custos industriais: CIP = Kvind. + [Kfind. x GA] GA = Produção / Capacidade ou, GA = Ativ. Real / Ativ. Normal CIÑI = Kfind. x [1 – GA] Produção Quant. [CIPA] Vendida = RAI VENDAS - = M. Bruta - CIÑI = Kfind. x [1 - GA] - Gastos não Industriais C u sto s d o p e río d o FABRICAÇÃO ARMAZÉM DE PRODUTOS ACABADOS CIPV Fixos Kfind. x [1 - GA] Custos do produto Custos de conversão Variáveis Fixos [Kfind. x GA] Inv. i PAInv. i PVF cvind. Inv. f PVF cvind. Inv. f PA cvind. Matérias-primas cvind. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 69 Este sistema é o que está definido no SNC na Mensuração de inventários na NCRF 18 – parágrafo 13: 13 — A imputação de gastos gerais de produção fixos aos custos de conversão é baseada na capacidade normal das instalações de produção. A capacidade normal é a produção que se espera que seja atingida em média durante uma quantidade de períodos ou de temporadas em circunstâncias normais, tomando em conta a perda de capacidade resultante da manutenção planeada. O nível real de produção pode ser usado se se aproximar da capacidade normal. A quantia de gastos gerais de produção fixos imputada a cada unidade de produção não é aumentada como consequência de baixa produção ou de instalações ociosas. Os gastos gerais não imputados são reconhecidos como um gasto no período em que sejam incorridos. Em períodos de produção anormalmente alta, a quantia de gastos gerais de produção fixos imputados a cada unidade de produção é diminuída a fim de que os inventários não sejam mensurados acima do custo. Os gastos gerais de produção variáveis são imputados a cada unidade de produção na base do uso real das instalações de produção. Elaborar a Demonstração dos Resultados pelo Sistema de Custeio Total: CIP = Kvind. + Kfind. = 100 € + 60 € = 160 € CIPA = CIPM + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 160 € + 0 € – 0 € = 160 € CIPA unit. = CIPA / Produção = 160 € / 100 tons = 1,6 €/ton. CIPV = Qv x custo unitário = 80 tons x 1,6 € = 128 € [LIFO] 20 tons x 1,6 € = 32 € Inv. f PA = 30 tons [LIFO] 10 tons x 1,7 € = 17 € 49 € CIÑI = 0 € Vendas = Qv x pv = 80 tons x 3 € = 240 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N Vendas e serviços prestados 240,00 Custo das vendas e dos serviços prestados -128,00 Resultado bruto 112,00 Custos industriais não incorporados [CIÑI] 0,00 Gastos não industriais variáveis -30,00 Gastos não industriais variáveis -40,00 Resultado antes de impostos 42,00 Exemplo de Aplicação dos Sistemas de Custeio: Determinada empresa apresentou os seguintes dados: � Inv.i PA = 10 tons valorizadas a 1,7 €/ton pelo SCT, 1,4 €/ton pelo SCIR e 0,9 €/ton pelo SCV. � Produção = 100 tons; Capacidade de Produção = 125 tons e Vendas = 80 tons a 3 €/ton. � Custos variáveis industriais = 100 € e os custos fixos industriais = 60 €. � Custos variáveis não industriais = 40 € e os custos fixos não industriais = 30 €. � A fórmula de custeio utilizada para todo o ativo de exploração é o LIFO. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 70 Elaborar a Demonstração dos Resultados pelo Sistema de Custeio Variável: CIP = Kvind. = 100 € CIPA = CIPM + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 100 € + 0 € – 0 € = 100 € CIPA unit. = CIPA / Produção = 100 / 100 tons = 1 €/ton. CIPV = Qv x custo unitário = 80 tons x 1 € = 80 € [LIFO] 20 tons x 1,0 € = 20 € Inv.f PA = 30 tons [LIFO] 10 tons x 0,9 € = 9 € 29 € CIÑI = Kfind. = 60 € Vendas = Qv x pv = 80 tons x 3 € = 240 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N Vendas e serviços prestados 240,00 Custo das vendas e dos serviços prestados -80,00 Resultado bruto 160,00 Custos industriais não incorporados [CIÑI] -60,00 Gastos não industriais variáveis -30,00 Gastos não industriais variáveis -40,00 Resultado antes de impostos 30,00 Elaborar a Demonstração dos Resultados pelo Sistema de Custeio Imputação Racional: CIP = Kvind. + [Kfind. x GA] = 100 € + [60 € x 0,8] = 148 € GA = Atividade real ou produção real / Atividade normal ou capacidade GA = 100 tons / 125 tons = 0,8 = 80% [a empresa está a laborar a 80% da sua capacidade] Grau de Subatividade = 1 – GA = 1 – 0,8 = 0,2 = 20% [a empresa não está a utilizar 20% da sua capacidade] CIPA = CIPM + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 148 € + 0 € – 0 € = 148 € CIPA unit. = CIPA / Produção = 148 € / 100 tons = 1,48 €/ton. CIPV = Qv x custo unitário = 80 tons x 1,48 = 118,4 € [LIFO] 20 tons x 1,48 € = 29,6 € Inv. f PA = 30 tons [LIFO] 10 tons x 1,40 € = 14,0 € 43,6 € CIÑI = Kfind. x [1 – GA] = 60 x [1 – 0,8] = 12 € Vendas = Qv x pv = 80 tons x 3 € = 240 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N Vendas e serviços prestados 240,00 Custo das vendas e dos serviços prestados -118,40 Resultado bruto 121,60 Custos industriais não incorporados [CIÑI] -12,00 Gastos não industriais variáveis -30,00 Gastos não industriais variáveis -40,00 Resultado antes de impostos 39,60 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 71 A diferença de resultados entre os vários sistemas vai justificar-se pelo diferente grau de incorporação dos custos fixos industriais na Demonstração dos Resultados, por via do Custo das Vendas [CIPV] e/ou da rubrica Custos Industriais não Incorporados [CIÑI]. Poderemos chegar às mesmas conclusões e justificar as diferenças de resultados se compararmos a valorização dos inventários consoante os vários sistemas de custeio porque vão existir diferenças nos custos fixos inventariados e que, dessa forma, não foram considerados no apuramento dos resultados. DESCRIÇÃO Custeio TOTAL Custeio VARIÁVEL Custeio Imp. RACIONAL + Inv.f PA 49,00 29,00 43,60 - Inv.i PA -17,00 -9,00 -14,00 = Variação inventários PA 32,00 20,00 29,60 + Inv.f PVF 0,00 0,00 0,00 - Inv.i PVF 0,00 0,00 0,00 = Variação inventáriosPVF 0,00 0,00 0,00 = Variação dos inventários da produção 32,00 20,00 29,60 A diferença de resultados entre o custeio total e o custeio variável é de 12 € [42 € – 30 €] e justificar-se-á pela diferente valorização dos inventários: Variação Inventários CT – Variação Inventários CV = 32 € – 20 € = 12 € c. q. d. A diferença de resultados entre o custeio total e o custeio imputação racional é de 2,4 € [42 € – 39,6 €] e justificar-se-á pela diferente valorização dos inventários: Variação Inventários CT – Variação Inventários CIR = 32 € – 29,6 € = 2,4 € c. q. d. A diferença de resultados entre o custeio imputação racional e o custeio variável é de 9,6 € [39,6 € – 30 €] e justificar-se-á pela diferente valorização dos inventários: Variação Inventários CIR – Variação Inventários CV = 29,6 € – 20 € = 9,6 € c. q. d. 3.4 – Alternativas de Custeio e Resultados A opção entre os vários sistemas de custeio vai implicar que os resultados obtidos possam se diferentes, dependendo da relação existente entre a quantidade vendida e a quantidade produzida, num determinado período. Como foi observado no exemplo de aplicação, se a produção [100 tons] for superior às vendas [80 tons], o cenário em termos de resultado é o seguinte: Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS SC TOTAL SC RACIONAL SC VARIÁVEL Vendas e serviços prestados 240,00 240,00 240,00 Custo das vendas e dos serviços prestados -128,00 -118,40 -80,00 Resultado bruto 112,00 121,60 160,00 Custos industriais não incorporados [CIÑI] 0,00 -12,00 -60,00 Gastos não industriais variáveis -30,00 -30,00 -30,00 Gastos não industriais variáveis -40,00 -40,00 -40,00 Resultado antes de impostos 42,00 39,60 30,00 No Custeio Total, os custos fixos industriais ocorridos no período [60 €] são repartidos pela quantidade vendida [48 € incluídos no custo das vendas = 60 €/100 tons x 80 tons = 0,6 € x 80 tons] e pelo inventário final [12 € = 0,6 € x 20 tons], sendo que, apenas os primeiros estão considerados na demonstração dos resultados. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 72 No Custeio Imputação Racional, os custos fixos industriais são repartidos pela quantidade vendida [38,4 € incluídos no custo das vendas = 48 €/100 tons x 80 tons = 0,48 € x 80 tons], pela rubrica Custos Industriais não Incorporados [CIÑI = 12 €] e pelo inventário final [9,6 € = 0,48 € x 20 tons], sendo que apenas os dois primeiros estão considerados na demonstração dos resultados. No Custeio Variável, os custos fixos industriais não são repartidos, nem pela quantidade vendida nem pelo inventário final, uma vez que apenas incorporamos os custos variáveis na valorização dos produtos. Os custos fixos vão ser considerados, na sua totalidade, na demonstração dos resultados através da rubrica Custos Industriais não Incorporados. Com base nesta análise, é obvio que o resultado apurado pelo Custeio Total, ao incorporar um menor valor de custos fixos na demonstração dos resultados [48 €], vai ser maior que o resultado do Custeio Imputação Racional [incorpora 50,4 € de custos fixos na DR´s] e maior que o resultado do Custeio Variável [incorpora a totalidade dos custos fixos na DR´s – 60 €]. Produção > Vendas => RAICT > RAICIR > RAICV Tendo por base o exemplo de aplicação, se a produção [100 tons] for igual às vendas [100 tons], o cenário em termos de resultado será o seguinte: Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS SC TOTAL SC I. RACIONAL SC VARIÁVEL Vendas e serviços prestados 300,00 300,00 300,00 Custo das vendas e dos serviços prestados -160,00 -148,00 -100,00 Resultado bruto 140,00 152,00 200,00 Custos industriais não incorporados [CIÑI] 0,00 -12,00 -60,00 Gastos não industriais variáveis -30,00 -30,00 -30,00 Gastos não industriais variáveis -40,00 -40,00 -40,00 Resultado antes de impostos 70,00 70,00 70,00 No Custeio Total, os custos fixos industriais ocorridos no período [60 €] são repartidos unicamente pela quantidade vendida [60 € incluídos no custo das vendas = 60 €/100 tons x 100 tons], sendo que, são considerados na sua totalidade na DR´s. No inventário final, permanecerá o inventário transitado do período anterior. No Custeio Imputação Racional, os custos fixos industriais são repartidos pela quantidade vendida [48 € incluídos no custo das vendas = 48 €/100 tons x 100 tons = 0,48 € x 100 tons] e pela rubrica Custos Industriais não Incorporados [CIÑI = 12 €], sendo que, também a sua totalidade irá ser considerada na DR´s. No Custeio Variável, os custos fixos industriais não são repartidos, nem pela quantidade vendida nem pelo inventário final, uma vez que apenas incorporamos os custos variáveis na valorização dos produtos. Os custos fixos vão ser considerados, na sua totalidade, na demonstração dos resultados através da rubrica Custos Industriais não Incorporados. Com base nesta análise, ao considerarmos que toda a produção do período foi vendida [LIFO], verificamos que a totalidade dos custos fixos do período surgem na DR´s, independentemente do sistema de custeio utilizado, pelo que os resultados serão iguais. Produção = Vendas => RAICT = RAICIR = RAICV Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 73 Tendo por base o exemplo de aplicação, se a produção [100 tons] for inferior às vendas [110 tons], a empresa terá de recorrer ao inventário inicial de produtos para satisfazer o mercado. De referir que se o inventário inicial está valorizado pelo sistema de custeio total [custos fixos + custos variáveis] pelo valor unitário de 1,7 € e pelo sistema de custeio variável [só custos variáveis] por 0,9 €, então poderemos afirmar que 0,9 € corresponde à parte variável e a diferença – 0,8 € – corresponderá à parte fixa. Assim, tendo por base estes dados, o cenário em termos de resultado será o seguinte: Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS SC TOTAL SC I. RACIONAL SC VARIÁVEL Vendas e serviços prestados 330,00 330,00 330,00 Custo das vendas e dos serviços prestados -177,00 -162,00 -109,00 Resultado bruto 153,00 168,00 221,00 Custos industriais não incorporados [CIÑI] 0,00 -12,00 -60,00 Gastos não industriais variáveis -30,00 -30,00 -30,00 Gastos não industriais variáveis -40,00 -40,00 -40,00 Resultado antes de impostos 83,00 86,00 91,00 No Custeio Total, os custos fixos industriais ocorridos no período [60 €] são repartidos unicamente pela quantidade vendida [60 € incluídos no custo das vendas = 60 €/100 tons x 100 tons], sendo que, são considerados na sua totalidade na demonstração dos resultados. Como a empresa necessita de mais 10 unidades, vai recorrer ao inventário inicial que se apresenta valorizado com base em custos variáveis e custos fixos do período anterior. Sendo assim, na demonstração dos resultados teremos a totalidade dos custos fixos do período [60 €] mais os custos fixos incorporados no inventário inicial [8 € = 0,8 € x 10 tons.] No Custeio Racional, os custos fixos industriais do período são repartidos pela quantidade vendida [48 € incluídos no custo das vendas = 48 €/100 tons x 100 tons = 0,48 € x 100 tons] e pela rubrica Custos Industriais não Incorporados [CIÑI = 12 €], sendo que, a sua totalidade irá ser considerada na demonstração dos resultados. A empresa ao recorrer ao inventário inicial e estando este valorizado com base em custos variáveis [0,9 €] e uma parte dos custos fixos industriais do período anterior [0,5 € = 1,4 € - 0,9 €], na demonstração dos resultados teremos a totalidade dos custos fixos do período [60 €] mais os custos fixos incorporados no inventário inicial [5 € = 0,5 € x 10 tons]. No Custeio Variável, os custos fixos industriais não são repartidos, nem pela quantidade vendida nem pelo inventário final, uma vez que apenas incorporamos os custos variáveis na valorização dosprodutos. Os custos fixos vão ser considerados, na sua totalidade, na demonstração dos resultados através da rubrica Custos Industriais não Incorporados. A empresa ao recorrer ao inventário inicial e estando este valorizado com base em custos variáveis [0,9 €], na demonstração dos resultados teremos apenas a totalidade dos custos fixos do período [60 €]. Com base nesta análise, o resultado apurado pelo Custeio Total, ao incorporar um maior valor de custos fixos na demonstração dos resultados [68 €], vai ser menor que o resultado do Custeio Racional [incorpora 65 € de custos fixos na demonstração dos resultados] e menor que o resultado do Custeio Variável [incorpora apenas os 60 € de custos fixos do período]. Produção < Vendas => RAICT < RAICIR < RAICV De referir que todas as conclusões anteriores que relacionam resultados com sistemas de custeio, têm por base a utilização do LIFO como fórmula de custeio. No caso de ser adotado a fórmula de custeio FIFO, como serão os inventários iniciais os primeiros a serem vendidos, os custos fixos industriais nelas incorporados podem ser diferentes dos ocorridos no mês pelo que não é possível estabelecer uma relação entre resultados e custos fixos industriais considerados como custos do período [na demonstração dos resultados] ou incorporados nos inventários finais. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 74 Caso Prático n.º 16 Assuntos a tratar: Sistemas de Custeio e Ponto crítico das vendas Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções Durante o mês de março e de acordo com o departamento da Contabilidade de Gestão, os elementos que traduzem a atividade da Industrial da Beiras, SA, são os seguintes: Produção 56.000 ton Vendas para o mercado interno 50.000 ton Consumo de matérias-primas 36.000 €uros Custos de conversão: Variáveis 20.000 €uros Fixos 28.000 €uros Gastos de distribuição e administrativos Variáveis 10.000 €uros Fixos 4.000 €uros Gastos de Financiamento Variáveis 5.000 €uros Fixos 11.000 €uros PV unitário 2,5 €uros Capacidade de Produção 70.000 ton Pretende-se: a] Elabore a demonstração dos resultados pelo Sistema de Custeio Total, pelo Sistema de Custeio Variável e pelo Sistema de Custeio de Imputação Racional. RENDIMENTOS E GASTOS SC TOTAL SC VARIÁVEL SC I. RACIONAL Vendas e serviços prestados 125.000 125.000 125.000 Custo das vendas e dos serviços prestados -75.000 -50.000 -70.000 Resultado bruto 50.000 75.000 55.000 Custos industriais não incorporados [CIÑI] 0 -28.000 -5.600 Gastos não industriais variáveis -15.000 -15.000 -15.000 Gastos não industriais variáveis -15.000 -15.000 -15.000 Resultado antes de impostos 20.000 17.000 19.400 Custeio Total CIP = Kvind + Kfind = [36.000 + 20.000] + 28.000 = 84.000 €uros CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 84.000 + 0 – 0 = 84.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 84.000 € / 56.000 tons = 1,5 €uros/ton. CIPV = Qv x Custo unit. = 50.000 tons x 1,5 € = 75.000 €uros CIÑI = 0 Inv.f = 6.000 unid. x 1,5 € = 9.000 €uros Custeio Variável CIP = Kvind = 56.000 €uros CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 56.000 + 0 – 0 = 56.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 56.000 € / 56.000 tons = 1 €uro/ton. CIPV = Qv x Custo unit. = 50.000 tons x 1 € = 50.000 €uros CIÑI = Kfind = 28.000 €uros Inv.f = 6.000 unid. x 1 € = 6.000 €uros Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 75 Custeio Imputação Racional CIP = Kvind + [Kfind x GA] = 56.000 + [28.000 x 0,8] = 78.400 €uros GA = Produção [At. Real]/Capacidade [At. Nornal] = 56.000 / 70.000 = 0,8 ≅ 80% CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 78.400 + 0 – 0 = 78.400 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 78.400 € / 56.000 tons = 1,4 €uros/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 50.000 tons x 1,4 € = 70.000 €uros CIÑI = Kfind x [1 – GA] = 28.000 x [1 – 0,8] = 5.600 €uros Inv.f = 6.000 tons x 1,4 € = 8.400 €uros b] Justifique a diferença dos resultados, através de cálculos adequados. A diferença de resultados justifica-se pela diferente valorização das existências. RAI CT – RAI CV = 20.000 – 17.000 = 3.000 €uros ∆ Prod. CT – ∆ Prod. CV = 9.000 – 6.000 = 3.000 €uros c.q.d. RAI CT – RAI CIR = 20.000 – 19.400 = 600 €uros ∆ Prod. CT – ∆ Prod. CIR = 9.000 – 8.400 = 600 €uros c.q.d. RAI CIR – RAI CV = 19.400 – 17.000 = 2.400 €uros ∆ Prod. CIR – ∆ Prod. CV = 8.400 – 6.000 = 2.400 €uros c.q.d. c] Tendo em conta o ponto crítico apurado, construa uma equação que lhe permita estimar os resultados anuais em função das quantidades vendidas. R = [Qv – Qc] x [pv – cv] R = [Qv – 35.833] x [2,5 – 1,3] R = 1,2 Qv – 43.000 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 76 d] Determine o ponto crítico em quantidade e valor, e a margem de segurança, explicitando os seus significados. Ponto crítico em quantidade: Qc = Kf / [pv – cv] = 43.000 / [2,5 – 1,3] = 35.833 tons A empresa terá de vender 35.833 tons para não apresentar lucro ou prejuízo. Kf = 28.000 + 15.000 = 43.000 € pv = 2,5 € cv = 56.000/56.000 + 15.000/50.000 = 1,3 € Ponto crítico em valor: Vc = Kf / [1 - cv/pv] = 43.000 / [1 – 1,3/2,5] = 89.582,50 € A empresa tem de faturar 89.582,50 € para não ter lucro ou prejuízo. Margem de segurança: Ms = [Qv – Qc] / Qc = [50.000 – 35.833] / 35.833 ≅ 0,3954 ≅ 39,54 % A empresa encontra-se a vender 39,54% acima do seu ponto crítico. e] A empresa tem a possibilidade de exportar, mais 3.000 tons, desde que pratique um preço de venda 30% inferior ao do mercado interno. Será de efetuar a exportação? 1.º Avaliar se a empresa tem capacidade: Inv.i – 0 tons Capacidade – 70.000 tons Vendas – 50.000 tons = 20.000 tons tem capacidade! 2.º Apurar qual o resultado adicional: Rm = Qvm . [pv – cv] = 3.000 tons . [1,75 – 1,3] = 1.350 €uros Vale a pena exportar porque, para além de ter capacidade para o fazer, obtém um resultado adicional positivo de 1.350 €uros. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 77 Caso Prático n.º 17 Assuntos a tratar: Sistemas de Custeio e Ponto crítico das vendas Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções A empresa Plastificadora, Lda. dedica-se ao fabrico de sacos de plástico que vende para grandes superfícies e outros grandes armazenistas. Relativamente ao exercício findo dispõem-se dos seguintes elementos contabilísticos: Demonstração dos resultados elaborada de acordo com diversos sistemas de custeio [€]: Designação Pelo sistema 1 Pelo sistema 2 Pelo sistema 3 Vendas 8.500.000 8.500.000 8.500.000 Custo das Vendas + CIÑI 4.325.000 4.400.000 4.300.000 Resultados Brutos 4.175.000 4.100.000 4.200.000 Gastos distribuição fixos 1.000.000 1.000.000 1.000.000 Gastos distribuição variáveis 425.000 425.000 425.000 Gastos administrativos fixos 800.000 800.000 800.000 Gastos administrativos variáveis 85.000 85.000 85.000 Resultados Operacional 1.865.000 1.790.000 1.890.000 Gastos financiamento fixos 60.000 60.000 60.000 Resultado antes de Impostos 1.805.000 1.730.000 1.830.000 Para além daqueles dados, conhecem-se ainda os seguintes: Sacos tipo A Sacos tipo B Vendas em quantidades 1.000.000 kg 500.000 kg Produção em quantidades no período 1.200.000 kg 500.000 kg Produção normal 1.600.000 kg 500.000 kg Custos industriais: Fixos 600.000 €uros 300.000 €uros Variáveis 2.400.000 €uros 1 500.000 €uros Preço de Venda 4,5 €uros 8,0 €uros Os gastos variáveis de distribuição e administrativos correspondem a uma % do preçode venda comum a ambos os produtos [a % do A é a mesma % do B]. Sabe-se ainda que não havia inventários iniciais de produtos acabados. Pretende-se: a] Identifique os sistemas de custeio justificando com cálculos. CUSTEIO TOTAL Produto A CIP = Kvind + Kfind = 2.400.000 + 600.000 = 3.000.000 €uros CIPA = CIP + IiPVF – IfPVF = 3.000.000 + 0 – 0 = 3.000.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 3.000.000 € / 1.200.000 kg = 2,5 €uros/kg CIPV = Qv x Custo unit. = 1.000.000 kg x 2,5 € = 2.500.000 €uros CIÑI = 0 Inv.f = 200.000 kg x 2,5 € = 500.000 €uros Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 78 Produto B CIP = Kvind + Kfind = 1.500.000 + 300.000 = 1.800.000 €uros CIPA = CIP + IiPVF – IfPVF = 1.800.000 + 0 – 0 = 1.800.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 1.800.000 € / 500.000 kg = 3,6 €uros/kg CIPV = Qv x Custo unit. = 500.000 kg x 3,6 € = 1.800.000 €uros CIÑI = 0 Inv.f = 0 CIPVA + CIPVB + CINIA + CINIB = 2.500.000 + 1.800.000 + 0 + 0 = 4.300.000 €uros O sistema 3 diz respeito ao custeio total ! CUSTEIO VARIÁVEL Produto A CIP = Kvind = 2.400.000 €uros CIPA = CIP + IiPVF – IfPVF = 2.400.000 + 0 – 0 = 2.400.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 2.400.000 € / 1.200.000 kg = 2 €uros/kg CIPV = Qv x Custo unit. = 1.000.000 kg x 2 € = 2.000.000 €uros CIÑI = Kfind = 600.000 € Inv.f = 200.000 kg x 2 € = 400.000 €uros Produto B CIP = Kvind = 1.500.000 €uros CIPA = CIP + IiPVF – IfPVF = 1.500.000 + 0 – 0 = 1.500.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 1.500.000 € / 500.000 kg = 3 €uros/kg CIPV = Qv x Custo unit. = 500.000 kg x 3 € = 1.500.000 €uros CIÑI = Kfind = 300.000 € Inv.f = 0 CIPVA + CIPVB + CINIA + CINIB = 2.000.000 + 1.500.000 + 600.000 + 300.000 = 4.400.000 €uros O sistema 2 diz respeito ao custeio variável! CUSTEIO IMPUTAÇÃO RACIONAL Produto A CIP = Kvind + [Kfind x GA] = 2.400.000 + [600.000 x 0,75] = 2.850.000 €uros GA = Produção [At. Real]/Capacidade [At. Nornal] = 1.200.000 / 1.600.000 = 0,75 ≅ 75% CIPA = CIP + IiPVF – IfPVF = 2.850.000 + 0 – 0 = 2.850.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 2.850.000 € / 1.200.000 kg = 2,375 €uros/kg CIPV = Qv x Custo unit. = 1.000.000 kg x 2,375 € = 2.375.000 €uros CIÑI = Kfind x [1 – GA] = 600.000 x [1 – 0,75] = 150.000 €uros Inv.f = 200.000 kg x 2,375 € = 475.000 €uros Produto B CIP = Kvind + [Kfind x GA] = 1.500.000 + [300.000 x 1] = 1.800.000 €uros GA = Produção [At. Real]/Capacidade [At. Nornal] = 500.000 / 500.000 = 1 ≅ 100% CIPA = CIP + IiPVF – IfPVF = 1.800.000 + 0 – 0 = 1.800.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 1.800.000 € / 500.000 kg = 3,6 €uros/kg CIPV = Qv x Custo unit. = 500.000 kg x 3,6 € = 1.800.000 €uros CIÑI = Kfind x [1 – GA] = 600.000 x [1 – 1] = 0 €uros Inv.f = 0 CIPVA + CIPVB + CINIA + CINIB = 2.375.000 + 1.800.000 + 150.000 + 0 = 4.325.000 €uros O sistema 1 diz respeito ao custeio imputação racional ! Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 79 b] Justifique a diferença de resultados apurados demonstrando-o com dados quantificados. RAI CT – RAI CV = 1.830.000 – 1.730.000 = 100.000 €uros ∆ Inv. CT – ∆ Inv. CV = 500.000 – 400.000 = 100.000 €uros c.q.d. RAI CT – RAI CIR = 1.830.000 – 1.805.000 = 25.000 €uros ∆ Inv. CT – ∆ Inv. CIR = 500.000 – 475.000 = 25.000 €uros c.q.d. RAI CIR – RAI CV = 1.805.000 – 1.730.000 = 75.000 €uros ∆ Inv. CIR – ∆ Inv. CV = 475.000 – 400.000 = 75.000 €uros c.q.d. c] Determine o ponto crítico de Vendas em valor e a Margem de segurança no período. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 cv Tipo A = cvind. + cvñind. = 2 + [4,5 x 6%] = 2,27 € cv Tipo B = cvind. + cvñind. = 3 + [8 x 6%] = 3,48 € % Kvñind. = [425.000 + 85.000] / 8.500.000 = 0,06 = 6% Qc = Kf / mcmp = 2.760.000 / 2,99[3] = 922.049 kg Qc Tipo A = 922.049 kg x 66,67% = 614.699 kg x 4,5 € = 2.766.145,50 € Qc Tipo B = 922.049 kg x 33,33% = 307.350 kg x 8,0 € = 2.458.800,00 € Vc = 5.224.945,50 € A empresa terá de vender 614.699 kg do Tipo A e 307.350 kg do Tipo B para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá de vender 2.766.145,5 € do Tipo A e 2.458.800 € do Tipo B para não ter lucro nem prejuízo. d] Caso a empresa tivesse uma oferta de venda dos sacos tipo A, para um mercado exterior, de 100.000 kg, qual deveria ser o preço a propor para que a empresa pudesse ganhar pelo menos um €uro por kg [Note que neste caso não existem gastos variáveis de distribuição e administrativos]. pv = 2 € + 1 € = 3 €uros Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 80 Caso Prático n.º 18 Assuntos a tratar: Sistemas de Custeio e Ponto crítico das vendas Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções A empresa Farmacêutica das Beiras, SA produz um medicamento para a gripe que comercializa com base em duas marcas: Bambigripe [B] – trata-se de um xarope vendido em embalagens de 250 ml e o Fortigripe [F] – em comprimidos, vendidos em caixas com doze comprimidos. No ano passado a empresa apresentou contas no final do exercício de acordo com três sistemas de custeio: Descrição A B C D Vendas 250.000 250.000 250.000 250.000 Custos das Vendas + CIÑI 185.500 184.250 186.750 188.000 Resultado Bruto 64.500 65.750 63.250 62.000 Gastos não Industriais: Variáveis 33.000 33.000 33.000 33.000 Fixos 20.000 20.000 20.000 20.000 Resultado Corrente 11.500 12.750 10.250 9.000 Para além daquele quadro conhecem-se as seguintes informações: Descrição Bambigripe Fortigripe Inv.i PA 1.000 emb. 6.000 cxs Preço de Venda 10 € 5 € Inv.f PA 2.000 emb. 6.000 cxs Gastos variáveis industriais 48.000 € 2 €/cx. Capacidade de produção normal 24.000 emb. 20.000 cxs Sabe-se ainda que: � Os custos fixos industriais que ocorreram no período foram de 105.000 € sendo 60.000 € imputados ao Bambigripe e o restante ao Fortigripe; � Os inventários iniciais são valorizados ao custo da produção acabada do período em análise. Os inventários finais de produtos em vias de fabrico do Fortigripe apresentavam o valor de 2.000 €. � Para o produto Bambigripe, os gastos não industriais variáveis correspondem a 1 € por unidade vendida e para o produto Fortigripe 0,9 € por unidade vendida. � As quantidades vendidas do Bambigripe foram 15.000 embalagens. Pretende-se: a] Identifique, justificando com cálculos pertinentes, os sistemas de custeio que estão subjacentes a cada uma das demonstrações de resultados, justificando as diferenças de resultados do sistema A para o sistema B. [Caso não tenha obtido as quantidades vendidas, assuma que as do Fortigripe foram de 20.000 cx] Qv B x 10 € + Qv F x 5 € = 250.000 € Qv F = 20.000 cxs Inv.i + Produção = Vendas + Inv.f 1.000 emb. + Produção = 15.000 emb. + 2.000 emb. � Produção B = 16.000 emb. 6.000 cxs + Produção = 20.000 cxs + 6.000 cxs � Produção F = 20.000 cxs CUSTEIO TOTAL Produto Bambigripe CIP = Kvind + Kfind = 48.000 + 60.000 = 108.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 108.000 + 0 – 0 = 108.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 108.000 € / 16.000 emb. = 6,75 €/emb. CIPV = Qv x Custo unit. = 15.000 emb. x 6,75 € = 101.250 € CIÑI = 0 Inv. f = 2.000 emb. x 6,75 € = 13.500 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 81 Produto Fortigripe CIP = Kvind + Kfind = [20.000 cxs x 2 €] + 45.000 = 85.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – inv.f PVF = 85.000 + 0 – 2.000 = 83.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 83.000 € / 20.000 cxs = 4,15 €/cx CIPV = Qv x Custo unit. = 20.000 cxs x 4,15 € = 83.000 € CIÑI = 0 Inv.f = 6.000 cxs. x 4,15 € = 24.900 € CIPVB + CIPVF+ CIÑIB + CIÑIF = 101.250 + 83.000 + 0 + 0 = 184.250 € O sistema B diz respeito ao custeio total! CUSTEIO VARIÁVEL Produto Bambigripe CIP = Kvind = 48.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – inv.f PVF = 48.000 + 0 – 0 = 48.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 48.000 € / 16.000 emb. = 3 €/emb. CIPV = Qv x Custo unit. = 15.000 emb. x 3 € = 45.000 € CIÑI = Kfind = 60.000 € Inv.f = 2.000 emb. x 3 € = 6.000 € Produto Fortigripe CIP = Kvind = 40.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – inv.f PVF = 40.000 + 0 – 2.000 = 38.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 38.000 € / 20.000 cxs = 1,9 €/cx CIPV = Qv x Custo unit. = 20.000 cxs x 1,9 € = 38.000 € CIÑI = Kfind = 45.000 € Inv.f = 6.000 cxs x 1,9 € = 11.400 € CIPVB + CIPVF + CIÑIB + CIÑIF = 45.000 + 38.000 + 60.000 + 45.000 = 188.000 € O sistema C diz respeito ao custeio variável! CUSTEIO IMPUTAÇÃO RACIONAL Produto Bambigripe GA = Produção / Capacidade = 16.000 emb. / 24.000 emb. = 0,666[6] = 66,66[6]% CIP = Kvind + [Kfind x GA] = 48.000 + [60.000 x 0,666666666] = 88.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – inv.f PVF = 88.000 + 0 – 0 = 88.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 88.000 € / 16.000 emb. = 5,5 €/emb. CIPV = Qv x Custo unit. = 15.000 emb. x 5,5 € = 82.500 € CIÑI = Kfind x [1 – GA] = 60.000 x [1 – 0,66666666] = 20.000 € Inv.f = 2.000 emb. x 5,5 € = 11.000 € Produto Fortigripe GA = Produção / Capacidade = 20.000 cxs / 20.000 cxs = 1 = 100% CIP = Kvind + [Kfind x GA] = 40.000 + [45.000 x 1] = 85.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – inv.f PVF = 85.000 + 0 – 2.000 = 83.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 83.000 € / 20.000 cxs = 4,15 €/cx CIPV = Qv x Custo unit. = 20.000 cxs x 4,15 € = 83.000 € CIÑI = Kfind x [1 – GA] = 45.000 x [1 – 1] = 0 Inv.f = 6.000 cxs x 4,15 € = 24.900 € CIPVB + CIPVF + CIÑIB + CIÑIF = 82.500 + 83.000 + 20.000 + 0 = 185.500 € O sistema A diz respeito ao custeio imputação racional! Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 82 A diferença de resultados justifica-se pela diferente valorização das existências. RAI CT – RAI CIR = 12.750 – 11.500 = 1.250 €uros ∆ Inventários CT – ∆ Inventários CIR = 8.750 – 7.500 = 1.250 €uros c.q.d. b] Calcule o ponto crítico e a margem de segurança da empresa, neste período explicando o significado de cada um dos indicadores a que chegou. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 Qc = Kf / mcmp = 125.000 € / 3,7716 € = 33.142 unid. Qc B = 33.142 unid. x 42,86% = 14.205 emb. x 10 € = 142.050 € Qc F = 33.142 unid. x 57,14% = 18.937 cxs x 5 € = 94.685 € Vc = 236.735 € A empresa terá de vender 14.205 emb. de Bambigripe e 18.937 cxs de Fortigripe para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá que vender 142.050 € de Bambigripe e 94.685 € de Fortigripe para não ter lucro nem prejuízo. Ms = [Qv – Qc] / Qc = [35.000 – 33.142] / 33.142 = 5,6% A empresa encontra-se a vender 5,6% acima do ponto crítico. c] Mediante uma campanha publicitária de 88.350 € e uma alteração no preço de venda do Bambigripe, o departamento comercial acredita ser possível vender no próximo ano, + 4.000 embalagens. Que aconselharia à gestão da empresa? R = 9.000 € [ver RAI do SCV] Vendas Bambigripe = 15.000 unid. + 4.000 unid. = 19.000 unid. Acréscimo Kf = 88.350 € R = QvB x [pvB – cvB] + QvF x [pvF – cvF] – Kf 9.000 € = 19.000 unid. x [pvB – 4] + 20.000 x [5 – 2,9] – [125.000 € + 88.350 €] PvB = 13,492 € [teria de haver um acréscimo de 3,492 € no preço de venda para que a empresa obtivesse um resultado idêntico ao ano anterior] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 83 d] Qual a margem de segurança máxima possível sem que haja alteração da estrutura de custos apresentada pela empresa? Que resultado proporcionaria? Para manter a atual estrutura de custos, a empresa poderia vender no máximo, 25.000 embalagens de Bambigripe [24.000 emb. da capacidade + 1.000 emb. do Inv.i] e 26.000 cxs de Fortigripe [20.000 cxs da capacidade + 6.000 cxs do Inv.i]. Então: Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 Qc = Kf / mcmp = 125.000 € / 4,0118 € = 31.158 unid. Ms máxima = [51.000 – 31.158] / 31.158 = 63,68% R = Qv B x [pv B – cv B] + Qv F x [pv F – cv F] – Kf R = 25.000 x [10 – 4] + 26.000 x [5 – 2,9] – 125.000 R = 79.600 € e] A empresa tem em carteira a possibilidade de satisfazer uma encomenda pontual, destinada a uma rede de hipermercados, de 9.500 emb. de Bambigripe e 5.500 cxs de Fortigripe, desde que o preço dessas unidades seja 15% mais baixo do que é praticado normalmente. Satisfazer esta encomenda implica, ainda, um custo adicional de seguros na ordem dos 350 € e de expedição de 2 €/embalagem ou caixa. Deve a empresa aceitar a encomenda? Justifique. 1.º – A empresa tem capacidade para realizar esta venda pontual? Inv.i = 1.000 emb. 6.000 cxs Capacidade = 24.000 emb. 20.000 cxs Vendas = [ 15.000 emb.] [20.000 cxs] 10.000 emb. 6.000 cxs A empresa pode vender mais 10.000 emb. de Bambigripe e 6.000 cxs de Fortigripe, portanto tem capacidade! 2.º – Qual o resultado adicional para a empresa com esta venda adicional? Rmg = Qvmg B x [pv B – cv B] + Qvmg F x [pv F – cv F] Rmg = 9.500 x [8,5 – 6] + 5.500 x [4,25 – 5] – 350 Rmg = 275 € A empresa deve realizar a exportação pelas condições apresentadas porque, para além de ter capacidade para o fazer, obtém um resultado adicional positivo de 275 €. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 84 Caso Prático n.º 19 Assuntos a tratar: Sistemas de Custeio e Ponto crítico das vendas Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções A empresa de Mobiliário e Decoração, Lda. dedica-se ao fabrico de dois tipos de móveis [aqui, por razões de facilidade, identificados por A e B] que vende para grandes armazenistas. Relativamente ao exercício findo dispõem-se dos seguintes elementos contabilísticos: Demonstração dos resultados elaborada de acordo com diversos sistemas de custeio [€]: Designação Pelo sistema 1 Pelo sistema 2 Pelo sistema 3 Vendas 540.000 540.000 540.000 Custo das Vendas + CIÑI 356.900 350.600 359.600 Resultados ou Margem Bruta 183.100 189.400 180.400 Gastos distribuição fixos 5.000 5.000 5.000 Gastos distribuição variáveis 22.500 22.500 22.500 Gastos administ. e financeiros fixos 40.000 40.000 40.000 Resultados correntes 115.600 121.900 112.900 Sabe-se ainda e dispõem-se dos seguintes elementos, uns contabilísticos e outros técnicos: • Grau de atividade no período igual ao do período anterior; • Fórmula de custeio FIFO; • Dados sobre custos relativos ao exercício findo: Descrição Prod A Prod B TOTAL Gastos Gerais de Fabrico: Fixos Diretos 50.000 90.000 140.000 Fixos Indiretos 20.000 10.000 30.000 Gastos de Distribuição Fixos 5.000 Gastos Administrativos Fixos 40.000 TOTAL GASTOS FIXOS 70.000 100.000 215.000 Matéria-prima 30.000 20 000 50 000 Mão-de-obra Direta 40.000 70 000 110 000 Gastos Gerais Fabrico variáveis diretos 10.000 12.000 22.000 Total dos custos variáveis industriais 80.000 102 000 182 000 Custos variáveis industriais unitários 40 ??? Gastos de Distribuição variáveis 10.500 12.000 22.500 Custos variáveis unitários ??? ??? Valor das Vendas para mercado interno ??? 360.000 Preço de venda para o mercado Interno 120 300 Pretende-se: a] Calcule a produção e as vendasde cada produto e identifique os sistemas de custeio, justificando com cálculos. Produção A = 80.000 € / 40 € = 2.000 unid. Inv.i + Produção = Vendas + inv.f � 300 + 2.000 = Vendas + 800 � Vendas A = 1.500 unid. Vendas B = 360.000 € / 300 € = 1.200 unid. Inv.i + Produção = Vendas + Inv.f � 400 + Produção = 1.200 + 200 � Produção B = 1.000 unid. Descrição Prod A Prod B Inv.i PA: Qtd 300 400 Valor pelo SCV 15.000 € 36.000 € pelo SCR 21.300 € 69.800 € pelo SCT 24.000 € 84.000 € Inv.f PA: Qtd 800 200 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 85 CUSTEIO TOTAL Produto A CIP = Kvind + Kfind = 80.000 + 70.000 = 150.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 150.000 + 0 – 0 = 150.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 150.000 € / 2.000 unid. = 75 €/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 1.500 unid. 300 unid. x 80 € = 24.000 € [FIFO] 1.200 unid. x 75 € = 90.000 € 114.000 € CIÑI = 0 Inv.f = 800 unid. x 75 € = 60.000 € Produto B CIP = Kvind + Kfind = 102.000 + 100.000 = 202.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 202.000 + 0 – 0 = 202.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 202.000 € / 1.000 unid. = 202 €/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 1.200 unid. 400 unid. x 210 € = 84.000 € [FIFO] 800 unid. x 202 € = 161.600 € 245.600 € CIÑI = 0 Inv.f = 200 unid. x 202 € = 40.400 € CIPVA + CIPVB + CIÑIA + CIÑIB = 114.000 + 245.600 + 0 + 0 = 359.600 € O sistema 3 diz respeito ao custeio total! CUSTEIO VARIÁVEL Produto A CIP = Kvind = 80.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 80.000 + 0 – 0 = 80.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 80.000 € / 2.000 unid. = 40 €/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 1.500 unid. 300 unid. x 50 € = 15.000 € [FIFO] 1.200 unid. x 40 € = 48.000 € 63.000 € CIÑI = Kfind = 70.000 € Inv.f = 800 unid. x 40 € = 32.000 € Produto B CIP = Kvind = 102.000 = 102.000 € CIPA = CIPM + EiPVF – EfPVF = 102.000 + 0 – 0 = 102.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 102.000 € / 1.000 unid. = 102 €/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 1.200 unid. 400 unid. x 90 € = 36.000 € [FIFO] 800 unid. x 102 € = 81.600 € 117.600 € CIÑI = Kfind = 100.000 € Inv.f = 200 unid. x 102 € = 20.400 € CIPVA + CIPVB + CIÑIA + CIÑIB = 63.000 + 117.600 + 70.000 + 100.000 = 350.600 € O sistema 2 diz respeito ao custeio variável! Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 86 CUSTEIO IMPUTAÇÃO RACIONAL Cálculo do Grau de Atividade para o Produto A: Ao analisar os inventários iniciais de PA, verificamos que: Inv.i PA CT – Inv.i PA CV = 24.000 € – 15.000 € = 9.000 €, que representam os custos fixos incorporados nos inventários iniciais pelo custeio total. Inv. i PA CIR – Inv.i PA CV = 21.300 € – 15.000 € = 6.300 €, que representam os custos fixos incorporados nos inventários iniciais pelo custeio racional. GA = 6.300 € / 9.000 € = 0,7 = 70% Produto A CIP = Kvind + [Kfind x GA] = 80.000 + [70.000 x 0,70] = 129.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 129.000 + 0 – 0 = 129.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 129.000 € / 2.000 unid. = 64,5 €/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 1.500 unid. 300 unid. x 71,0 € = 21.300 € [FIFO] 1.200 unid. x 64,5 € = 77.400 € 98.700 € CIÑI = Kfind x [1 – GA] = 70.000 x [1 – 0,7] = 21.000 € Inv.f = 800 unid. x 64,5 € = 51.600 € Cálculo do Grau de Atividade para o Produto B: Ao analisar as existências iniciais de PA, verificamos que: Inv.i PA CT – Inv.i PA CV = 84.000 € – 36.000 € = 48.000 €, que representam os custos fixos incorporados nos inventários iniciais pelo custeio total. Inv.i PA CIR – Inv.i PA CV = 69.600 € – 36.000 € = 33.600 €, que representam os custos fixos incorporados nos inventários iniciais pelo custeio racional. GA = 33.600 € / 48.000 € = 0,7 = 70% Produto B CIP = Kvind + [Kfind x GA] = 102.000 + [100.000 x 0,70] = 172.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 172.000 + 0 – 0 = 172.000 €uros CIPAunit. = CIPA / Produção = 172.000 € / 1.000 unid. = 172 €/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 1.200 unid. 400 unid. x 174 € = 69.600 € [FIFO] 800 unid. x 172 € = 137.600 € 207.200 € CIÑI = Kfind x [1 – GA] = 100.000 x [1 – 0,7] = 30.000 € Inv.f = 200 unid. x 172 € = 34.400 € CIPVA + CIPVB + CIÑIA + CIÑIB = 98.700 + 207.200 + 21.000 + 30.000 = 356.900 € O sistema 2 diz respeito ao custeio imputação racional! b] Justifique a diferença dos resultados, através de cálculos adequados. A diferença de resultados justifica-se pela diferente valorização das existências. RAI CT – RAI CV = 112.900 – 121.900 = – 9.000 €uros ∆ Stocks CT – ∆ Stocks CV = – 7.600 – 1.400 = – 9.000 €uros c.q.d. RAI CT – RAI CIR = 112.900 – 115.600 = – 2.700 €uros ∆ Stocks CT – ∆ Stocks CIR = – 7.600 – [– 4.900] = – 2.700 €uros c.q.d. RAI CIR – RAI CV = 115.600 – 121.900 = – 6.300 €uros ∆ Stocks CIR – ∆ Stocks CV = – 1.400 – 4.900 = – 6.300 €uros c.q.d. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 87 c] Cálculo do ponto crítico das vendas em quantidade e valor, desagregando-o e referindo o seu significado. Cálculo da Margem de Segurança. Interprete. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 Qc = Kf / mcmp = 215.000 € / 124,11[1] € = 1.732 unid. Qc A = 1.732 unid. x 55,55[5]% = 962 unid. x 120 € = 115.400 € Qc B = 1.732 unid. x 44,44[4]% = 770 unid. x 300 € = 231.000 € Vc = 346.440 € A empresa terá de vender 962 unid. do produto A e 770 unid. do produto B para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá que vender 115.440 € de A e 231.000 € de B para não ter lucro nem prejuízo. Ms = [Qv – Qc] / Qc = [2.700 – 1.732] / 1.732 = 55,89% A empresa encontra-se a vender 55,89% acima do ponto crítico. d] Tendo em conta o ponto crítico apurado, construa uma equação que lhe permita estimar os resultados anuais em função das quantidades vendidas. R = [Qv A – Qc A] x [Pv A – Cv A] + [Qv B – Qc B] x [Pv B – Cv B] R = [Qv A – 962] x [120 – 47] + [Qv B – 770] x [300 – 112] R = 73 Qv A – 70.226 + 188 Qv B – 144.760 R = 73 Qv A + 188 Qv B – 214.986 € e] Avaliando a possibilidade de efetuar uma venda pontual de 1.600 unidades de A e sabendo que todos os gastos comerciais correm por conta do cliente, diga qual o preço de venda a praticar, no sentido de obter um resultado adicional de 10% s/ valor desta venda. 1.º - A empresa tem capacidade para realizar esta venda pontual? Inv.i = 300 unid. Capacidade = 2.857 unid. [2.000 unid. / 0,7] Vendas = [1.500 unid.] 1.657 unid. A empresa pode vender mais 1.657 unid., portanto tem capacidade. 2.º - Qual o resultado adicional para a empresa com esta venda adicional? Rm = Qvm x [pv – cv] 0,1 Vm = 1.600 x [pv – 40] 0,1 [Qvm x pv] = 1.600 x [pv – 40] 160 pv = 1.600 pv – 64.000 pv = 44,44 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 88 Caso Prático n.º 20 Assuntos a tratar: Sistemas de Custeio e Ponto crítico das vendas Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções A empresa Papiro, Lda. fabrica e comercializa um produto A e dispõe de uma capacidade para responder a uma procura de 15.625 unidades por ano. Em N, apresentou custos de 250.000 € com a matéria-prima que adquire no mercado externo, gastos fixos inerentes às operações de conversão de 150.000 € e gastos de conversão variáveis de 125.000 €. Os gastos variáveis não industriais [relacionadoscom a distribuição] foram de 5 €/unidade. No início do mês havia 1.000 unidades em inventário, valorizadas por 32,5 €, 45 € e 47 €, pelo SCV, SCR e SCT, respetivamente. No final do mês existiam em armazém 3.500 unidades. A empresa adopta o FIFO como método de valorização das saídas. Relativamente ao ano N foram elaboradas as seguintes demonstrações de resultados por funções [em €uros]: Descrição A B Vendas 750.000 750.000 Custos das Vendas + CIÑI 425.000 430.000 Resultado Bruto 325.000 320.000 Gastos não Industriais: Variáveis 50.000 50.000 Fixos 140.000 140.000 Resultado Corrente 135.000 130.000 a] Sabendo que a demonstração A está apresentada pelo custeio total utilizando a fórmula de custeio acima mencionada e que a demonstração B está apresentada pelo custeio racional, identifique a fórmula de custeio subjacente à demonstração B. Informações: Capacidade = 15.625 unid Kvind. = 250.000 € + 125.000 € = 375.000 Kfind. = 150.000 € cvñind. = 5 € SISTEMA DE CUSTEIO TOTAL Armazém de PA: Inv.i = 1.000 unid. a 47 €/unid. Produção = ??? a Cipaunit. Vendas = ??? = Kvñind. / cvñind. = 50.000 € / 5 € = 10.000 unid. [se dispomos da informação de que os custos variáveis não industriais [distribuição] são de 5 € por unidade [vendida], então, como os custos na DR´s foram de 50.000 €, significa que foi necessário vender 10.000 unid. para atingir esse valor] Inv.f = 3.500 unid. Se Inv.f = 3.500 unid. e, Inv.i + Prod. = Vendas + Inv.f � 1.000 + Prod. = 10.000 + 3.500 � Produção = 12.500 unid. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 89 SISTEMA DE CUSTEIO RACIONAL CIP = Kvind + [Kfind x GA] = 375.000 € + [150.000 € x 0,8] = 495.000 € GA = Produção [Ativ. Real]/Capacidade [Ativ. Nornal] = 12.500 / 15.625 = 0,8 = 80% CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 495.000 + 0 – 0 = 495.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 495.000 € / 12.500 unid. = 39,6 €/unid. Pelo FIFO: CIPV = Qv x Custo unit. = 10.000 unid. 1.000 unid. x 45,0 € = 45.000 € [FIFO] 9.000 unid. x 39,6 € = 356.400 € 401.400 € CIÑI = Kfind. x [1 – GA] = 150.000 € x [1 – 0,8] = 30.000 € CIPV + CIÑI = 401.400 € + 30.000 € = 431.400 € ≠ 430.000 € Pelo LIFO: CIPV = Qv x Custo unit. = 10.000 unid. x 39,6 € = 396.000 € [LIFO] CIÑI = Kfind. x [1 – GA] = 150.000 € x [1 – 0,8] = 30.000 € CIPV + CIÑI = 396.000 € + 30.000 € = 426.000 € ≠ 430.000 € Pelo CMP: CIPV = Qv x Custo unit. = 10.000 unid. x 40 € = 400.000 € [CMP] CMP = [[Q1 x P1] + [Q2 x P2]] / [Q1 + Q2] � CMP = [[1.000 unid. x 45 €] + [12.500 unid. x 39,6 €]] / [1.000 unid. + 12.500 unid.] CMP = 40 € CIÑI = Kfind. x [1 – GA] = 150.000 € x [1 – 0,8] = 30.000 € CIPV + CIÑI = 400.000 € + 30.000 € = 430.000 € => DR´s B pela fórmula de custeio do CMP Inv.f = 3.500 unid. x 40 € = 140.000 € b] Justifique a diferença de resultados. RAI CT – RAI CR = 135.000 € – 130.000 € = 5.000 €uros ∆ Stocks CT – ∆ Stocks CR = 100.000 € – 95.000 € = 5.000 €uros c.q.d. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 90 c] Calcule o ponto crítico, explicitando o seu significado. Partindo do princípio que as vendas se repartem em 60% no 1.º Semestre e 40% no 2.º semestre do ano e que se comportam de forma regular ao longo do semestre, em que mês a empresa atingirá ponto crítico? Ponto crítico em quantidade: Qc = Kf / [pv – cv] = 290.000 € / [75 € – 35 €] = 7.250 unid. A empresa terá de vender 7.250 unid. para não apresentar lucro ou prejuízo. Kf = 150.000 € + 140.000 € = 290.000 € pv = 750.000 € / 10.000 unid. = 75 € cv = 375.000 € / 12.500 unid. + 50.000 € / 10.000 unid. = 30 + 5 € = 35 € As vendas no 1.º Semestre = 10.000 unid. x 60% = 6.000 unid. As vendas no 2.º Semestre = 10.000 unid. x 40% = 4.000 unid. / 6 meses = 667 unid./mês Se a Qc = 7.250 unid., então: 7.250 unid. – 6.000 unid. = 1.250 unid. / 667 unid. = 1,87 meses N.º de meses necessários = 6 + 1,87 = 7,87 meses => a empresa só a partir do mês de agosto é que começará a vender acima da quantidade crítica. d] Suponha agora que a empresa Papiro, Lda. decidiu passar a comercializar outro tipo de produto [B] mas em que os gastos variáveis de produção são 275.000 €. Nos estudos de mercado, constatou-se que tinha possibilidade de produzir e vender por ano 12.500 unidades deste produto ao preço de 40 €/unidade, sem prejuízo das unidades do produto A que já vinha comercializando, nas mesmas condições de preços e custos. Para proceder à comercialização deste novo tipo de produto, a empresa suportará ainda custos de distribuição variáveis que serão idênticos aos do produto A. Este novo produto vai exigir à empresa investimentos adicionais que se traduzirão num acréscimo dos custos fixos industriais de 75.000 €. i. Elabore a demonstração dos resultados pelo sistema de custeio variável, utilizando a fórmula de custeio CMP. CUSTEIO VARIÁVEL Produto A CIP = Kvind = 375.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 375.000 + 0 – 0 = 375.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 375.000 € / 12.500 unid. = 30 €/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 10.000 € x 30 € = 300.000 € [LIFO] CIÑI = Kfind = 150.000 € Inv.f = 3.500 unid. 1.000 unid. x 32,5 € = 32.500 € 2.500 unid. x 30,0 € = 75.000 € 107.500 € Produto B CIP = Kvind = 275.000 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 275.000 + 0 – 0 = 275.000 € CIPAunit. = CIPA / Produção = 275.000 € / 12.500 unid. = 22 €/unid. CIPV = Qv x Custo unit. = 12.500 unid. x 22 € = 275.000 € CIÑI = Kfind = 75.000 € Inv.f = 0 Gastos Variáveis não Industriais = 10.000 unid. x 5 € + 12.500 unid. x 5 € = 112.500 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 91 Descrição Prod. A Prod. B TOTAL Vendas 750.000 500.000 1.250.000 Custos das Vendas -300.000 -275.000 -575.000 Resultado Bruto 450.000 225.000 675.000 CIÑI -225.000 Gastos não Industriais: Variáveis -140.000 Fixos -112.500 Resultado Corrente 197.500 ii. Cálculo do ponto crítico das vendas e da margem de segurança. Comente. Produtos Vendas [Quant.] Mix [Qv / Total Qv] pv cv mc [pv - cv] mcmp [mc x mix] A 2.100 70 % 28 14 14 9,8 B 900 30 % 25 16 9 2,7 3.000 100% 12,5 cv = [Kvind. / Produção] + [Kvñind. / Vendas] cvA = [375.000 € / 12.500 unid.] + 5 € = 30 € + 5 € = 35 € cvB = [275.000 € / 12.500 unid.] + 5 € = 22 € + 5 € = 27 € Qc = Kf / mcmp = [150.000 €+75.000 €+140.000 €] / 25,1444 € = 365.000 € / 25 € ≅ 14.600 unid. Qc A = 14.600 unid. x 44,4[4]% = 6.489 unid. x 75 € = 486.675 € Qc B = 14.600 unid. x 55,5[5]% = 8.111 unid. x 40 € = 324.000 € Vc = 811.115 € A empresa terá de vender 6.489 unid. do produto A e 8.111 unid. do produto B para não ter lucro nem prejuízo. A empresa terá que vender 486.675 € de A e 324.440 € de B para não ter lucro nem prejuízo. Ms = [Qv – Qc] / Qc = [22.500 – 14.600] / 14.600 = 54,11% A empresa encontra-se a vender 54,11% acima do ponto crítico. iii. Sabendo que uma diminuição do preço de venda corresponderá sempre a um acréscimo das quantidades vendidas, calcule qual seria o acréscimo que se teria de verificar nas vendas do produto B para justificar uma diminuição do seu preço na ordem dos 25% e obter um resultado idêntico ao anterior. pv = 40 € x 0,75 = 30 € R = 197.500 € [ver resultado do SCV da sub-alínea i] R = QvA x [pvA – cvA] + QvB x [pvB – cvB] – Kf 197.500 € = QvA x [pvA – cvA] + QvB x [pvB – cvB] – Kf 197.500 € = 10.000 x [75 – 35] + QvB x [30 – 27] – 365.000 € 197.500 € = 400.000 + 3 QvB – 365.000 € QvB = 54.167unid. – 12.500 unid. = 41.667 unid. [teria de haver um acréscimo de vendas de 41.667 unid.] iv. Pressupondo que se regista uma quebra na procura do produto A na ordem dos 30%, quais as consequências nos esforços de venda a realizar para o produto B para que a empresa não apresente prejuízo. QvA = 10.000 unid. x 50% = 5.000 unid. R = QvA x [pvA – cvA] + QvB x [pvB – cvB] – Kf R = 5.000 x [75 – 35] + 12.500 x [40 – 27] – 365.000 € = – 2.500 € [Os esforços de vendas – custos de distribuição – teriam de diminuir 2.500 €] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 92 Caso Prático n.º 21 Assuntos a tratar: Sistemas de Custeio e Ponto crítico das vendas Material necessário: Demonstração dos Resultados por Funções A empresa “Será que estudei o que devia?, Lda.”, comercializa e produz vasos decorativos, no mercado interno. Relativamente ao ano N, conhecem-se os seguintes elementos da sua exploração apurados de acordo com três sistemas de custeio diferentes e que estudou: Conhecem-se ainda outros elementos: Preço venda ........................................ 10 € Produção Normal ................................ 1.600 unidades Inventário Final PA .............................. 200 unidades Inventário Inicial PA ........................... 0 unidades Pretende-se: a] A identificação do sistema de custeio subjacente a cada uma das Demonstrações de resultados apuradas, fundamentando a resposta. Estamos perante um período contabilístico em que a produção é superior às vendas: Vendas em Qtd. = 10.000 € / 10 € = 1.000 unidades Inv.i + Produção = Vendas + Inv.f � 0 + Produção = 1000 + 200 � Produção = 1.200 unid. Sempre que P > V o sistema de custeio total apresenta resultados mais favoráveis que em relação ao sistema de custeio racional e, por sua vez, que o sistema de custeio variável. Tal situação decorre do facto de os custos fixos de produção ocorridos no período em questão poderem ou não ser totalmente contabilizados como custos do período em função do sistema de custeio. Daí que: A – Sistema de Custeio Racional B – Sistema de Custeio Total C – Sistema de Custeio Variável DESCRIÇÃO A B C Vendas [€] 10.000 10.000 10.000 Custo da Vendas + CIÑI 6.050 6.000 6.200 Resultado Bruto 3.950 4.000 3.800 Gastos Distribuição Fixos 1.000 1.000 1.000 Variáveis 500 500 500 Gastos Administrativos Fixos 800 800 800 Resultado Operacional 1.650 1.700 1.500 Gastos de Financiamento Fixos 500 500 500 Variáveis 200 200 200 RAI 950 1.000 800 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 93 b] Justificação das diferenças de resultados apuradas [com cálculos], relativamente ao sistema de custeio total. Sendo o sistema B – Custeio Total: CIÑI + CIPV = 6.000 € 0 + [Qv x custo unit.] = 6.000 € [como não há Ii PA, então: custo unit. = CIPAunit.] 1.000 x [CIPA / Q. Prod.] = 6.000 € [como Q. Prod. = 1.200 unid.] 1.000 x [CIPA / 1.200] = 6.000 € 0,833[3] CIPA = 6.000 € [como CIPA = CIP = Kvind. + Kfind.] 0,833[3] Kvind + 0,833[3] Kfind = 6.000 € Sendo o sistema C – Custeio Variável: CIÑI + CIPV = 6.200 € Kfind + [Qv x custo unit.] = 6.200 € [como não há Ii PA, então: custo unit. = CIPAunit.] Kfind. + 1.000 x [CIPA / Q. Prod.] = 6.200 € [como Q. Prod. = 1.200 unid.] Kfind. + 1.000 x [CIPA / 1.200] = 6.200 € Kfind. + 0,833[3] CIPA = 6.200 € [como CIPA = CIP = Kvind.] Kfind + 0,833[3] Kvind = 6.200 € 0,833[3] Kvind + 0,833[3] Kfind = 6.000 € Kvind. = 6.000 € Kfind + 0,833[3] Kvind = 6.200 € Kfind. = 1.200 € Custeio Total CIP = CIPA = Kvind + Kfind. = 6.000 + 1.200 = 7.200 € / 1.200 unid. = 6 €/unid. Inv.f CT = 200 unid. x 6 € = 1.200 € Custeio Variável CIP = CIPA = Kvind = 6.000 € / 1.200 unid. = 5 €/unid. Inv.f CT = 200 unid. x 5 € = 1.000 € Custeio Imputação Racional CIP=CIPA=Kvind+[Kfind.xGA] = 6.000 + [1.200x0,75] = 6.900 €/1.200 unid. = 5,75 €/unid. GA = Produção / Capacidade = 1.200 unid. / 1.600 unid. = 0,75 = 75% Inv.f CT = 200 unid. x 5,75 € = 1.150 € RAICT – RAICV = 1.000 – 800 = 200 € V. Inv. CT – V. Inv. CV = 1.200 – 1.200 = 200 € c. q. d. RAICT – RAICIR = 1.000 – 950 = 50 € V. Inv. CT – V. Inv. CV = 1.200 – 1.150 = 50 € c. q. d. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 94 c] Determinação do ponto critico de vendas, no pressuposto de que a empresa utiliza o sistema de custeio variável de apuramento de custos, descrevendo o significado de cada um dos resultados obtidos. Qc = Kf / [pv – cv] = 3.500 / [10 – 5,7] ≅ 814 unid. [A empresa se vender 814 unidades não tem lucro nem prejuízo] Kf = 1.200 + 1.000 + 800 + 500 = 3.500 € pv = 10 € cv = Kvind / Produção + Kvñind. / Vendas = 6.000 / 1.200 + 700 / 1.000 = 5 + 0,7 = 5,7 € Vc = Qc x pv = 814 unid. x 10 € ≅ 8.140 € [A empresa se vender 8.140 €uros não tem lucro nem prejuízo] Caso se utilizem os valores alternativos teríamos: Qc = Kf / [pv – cv] = 3.500 / [10 – 6,7] ≅ 1.061 unid. [A empresa se vender 1.061 unidades não tem lucro nem prejuízo] Kf = 1.200 + 1.000 + 800 + 500 = 3.500 € pv = 10 € cv = Kvind / Produção + Kvñind. / Vendas = 7.200 / 1.200 + 700 / 1.000 = 6 + 0,7 = 6,7 € Vc = Qc x pv = 1.061 unid. x 10 € ≅ 10.610 € [A empresa se vender 10.610 €uros não tem lucro nem prejuízo] d] Qual o resultado que a empresa obteria, vendendo mais 100 unidades, supondo que utilizava o sistema de custeio racional. CIPA unit = CIPA / Produção = 6.900 € / 1.200 unid. = 5,75 €uros R = 950 + 100 unid. x [10 – 5,75] = 1.375 €uros Caso se utilizem os valores alternativos teríamos: CIP CR = Kvind. + [Kfind. x GA] GA = Produção real / Produção Normal = 1.200 / 1.600 = 0,75 = 75% CIP CR = 7.200 + [1.200 x 0,75] = 7.200 + 900 = 8.100 € = CIPA CIÑI = Kfind. x [1 – GA] = 1.200 x [1 – 0,75] = 300 € CIPA unit = CIPA / Produção = 8.100 € / 1.200 unid. = 6,75 €uros R = Vendas – CIPV – CIÑI – Custos não Industriais R = [1.100 x 10] – [1.100 x 6,75] – 300 – 3.000 € = 275 €uros e] A empresa tem possibilidade de alterar o seu processo de produção, através da aquisição de um novo equipamento que genericamente significaria um aumento dos custos fixos de produção em mais 300 €, poupando, em contraposição, 0,2 €/unidade produzida. Vale a pena alterar o processo produtivo nas condições reproduzidas pelo exercício anterior? Fundamente a resposta e/ou refira quais as condições para que a proposta seja interessante para a empresa. Para fabricar 1.200 unidades a empresa vai poupar 0,2 x 1.200 = 240 €, face a um custo fixo acrescido de 300 €. Nestas circunstâncias não interessa alterar o processo produtivo ao adquirir um novo equipamento. Tal hipótese só se deverá colocar a partir do momento em que a empresa estime produzir regularmente mais de 300/0,2 = 1.500 unidades. Só acima desta quantidade a alteração terá interesse para a empresa. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 95 SISTEMAS DE CUSTEIO [Soluções]: CP.16 RENDIMENTOS E GASTOS SC TOTAL SC VARIÁVEL SC I. RACIONAL Resultado antes de impostos 20.000 17.000 19.400 Custeio total: Cipa unit. = 1,5 € Inv.f = 9.000 € Custeio variável: Cipa unit. = 1,0 € Inv.f = 6.000 € Custeio imputação racional: Cipa unit. = 1,4 € Inv.f = 8.400 € R = 1,2 Qv – 43.000 Qc = 35.833 tons Vc = 89.582,50 € Ms = 39,54% Rm = 1.350 € CP.17 Descrição Pelo sistema 1 Pelo sistema 2 Pelo sistema 3 Sistema de Custeio Imp. Racional Variável Total Custeio total: Cipa unit. A = 2,5 € Inv.f A = 500.000 € Cipa unit. B = 3,6 € Inv.f B = 0 € Custeio variável: Cipa unit. A = 2 €Inv.f A = 400.000 € Cipa unit. B = 3 € Inv.f B = 0 € Custeio i. racional: Cipa unit. A = 2,375 € Inv.f A = 475.000 € Cipa unit. B = 3,6 € Inv.f B = 0 € Qc = 922.049 kg Qc A = 614.699 kg Qc B = 307.350 kg Vc = 5.224.945,50 € Vc A = 2.766.145,50 € Vc B = 2.458.800,00 € pv’ A = 3 € CP.18 Descrição A B C D Sistema de custeio Imp. Racional Total Variável - - Produção B = 16.000 emb. Produção F = 20.000 cxs Custeio total: Cipa unit. B = 6,75 € Inv.f B = 13.500 € Cipa unit. F = 4,15 € Inv.f F = 24.900 € Custeio variável: Cipa unit. B = 3,00 € Inv.f B = 6.000 € Cipa unit. F = 1,90 € Inv.f F = 11.400 € Custeio i. racional: Cipa unit. B = 5,50 € Inv.f B = 11.000 € Cipa unit. F = 4,15 € Inv.f F = 24.900 € Qc = 33.142 unid. Qc B = 14.205 emb. Qc F = 18.937 cxs Vc = 236.735 € Vc B = 142.050 € Vc B = 94.685 € Ms = 5,6% Pv B = 13,492 € Qc’ = 31.258 unid. Ms’ = 63,68% R’ = 79.600 € Rmg = 275 € CP.19 Descrição Pelo sistema 1 Pelo sistema 2 Pelo sistema 3 Sistema de Custeio Imp. Racional Variável Total Produção A = 2.000 unid. Vendas A = 1.500 unid. Vendas B = 1.200 unid. Produção B = 1.000 unid. Custeio total: Cipa unit. A = 75 € CIPV A = 114.000 € Inv.f A = 60.000 € Cipa unit. B = 202 € CIPV B = 245.600 € Inv.f B = 40.400 € Custeio variável: Cipa unit. A = 40 € CIPV A = 63.000 € Inv.f A = 32.000 € Cipa unit. B = 102 € CIPV B = 117.600 € Inv.f B = 20.400 € Custeio imp. Racional: GA A =70% GA B = 70% Cipa unit. A = 64,5 € CIPV A = 98.700 € Inv.f A = 51.600 € Cipa unit. B = 172 € CIPV B = 207.200 € Inv.f B = 34.400 € Qc = 1.732 unid. Qc A = 962 unid. Qc B = 770 unid. Vc = 346.440 € Vc A = 115.400 € Vc B = 231.000 € Ms = 55,89% R = 73 Qv A + 188 Qv B – 214.986 € Pv’ = 44,44 € CP.20 Custeio total: Vendas = 10.000 unid. Cipa unit. = 42 € Produção = 12.500 unid. Inv.f F = 147.000 € Custeio i. racional: Cipa unit. = 39,6 € CMP Inv.f = 140.000 € Qc = 7.250 unid. Mês = agosto Custeio variável: Cipa unit. A = 30 € CIPV A = 300.000 € Inv.f A = 107.500 € Cipa unit. B = 22 € CIPV B = 275.000 € Inv.f B = 0 € Descrição Prod. A Prod. B TOTAL Resultado Corrente 197.500 Qc = 14.600 unid. Qc A = 6.489 unid. Qc B = 8.111 unid. Vc = 811.115 € Vc A = 486.675 € Vc B = 324.000 € Ms = 54,11% Qv B’ = 41.667 unid. R = - 2.500 € CP.21 Vendas = 1.000 unid. Produção = 1.200 unid. DR A = SC Imp. Racional DR B = SC Total DR C = SC Variável Kvind. = 6.000 € Kfind. = 1.200 € Custeio total: Cipa unit. = 6 € Inv.f = 1.200 € Custeio variável: Cipa unit. = 5 € Inv.f = 1.000 € Custeio imp. Racional: Cipa unit. = 5,75 € Inv.f = 1.150 € Qc = 814 unid. Vc = 8.140 € R’ [SCIR] = 1.375 € Qv’ > 1.500 unid. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 96 5 – Centros de Custo / Secções Homogéneas Secções Homogéneas – baseia-se na divisão da empresa em segmentos organizacionais relativamente aos quais se determinam os custos de funcionamento, procedendo-se posteriormente à sua imputação aos produtos. Trata-se de uma repartição intermédia. Objetivos: • Determinação, o mais razoavelmente possível, do custo dos produtos/serviços. • Apuramentos dos custos inerentes às diferentes secções da empresa para efeitos de controlo. Requisitos para a existência de uma secção: • Existência de um responsável – responsabilização pelo controlo dos custos. • Homogeneidade de funções – os custos agrupados devem respeitar a atividades idênticas. • Existência de uma unidade de medida [Hh, Hm] – possibilita medir a atividade da secção servindo para a imputação e distribuição dos custos. Tipos de secções: • Aprovisionamento – devem ser repartidos aos bens armazenáveis ou considerados como gasto do período [ver NCRF 18]. • Industriais: o Principais – contribuem diretamente para a fabricação dos produtos/serviços. o Auxiliares – fornecem serviços às outras secções [Ex: Manutenção, Central Elétrica]. • Distribuição e Administrativas – identificam-se com a função comercial e administrativa. Apuramento do custo das secções: • Custos diretos – respeita a aquisições de bens e serviços [custos de funcionamento]. • Reembolsos – valorização das prestações de serviços das secções auxiliares às outras secções. A imputação dos custos das secções principais aos produtos será o resultado da valorização da atividade de cada secção utilizada por cada um, pelo custo da respetiva unidade de obra. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 97 Caso Prático n.º 22 Assuntos a tratar: Centros de custo / secções homogéneas Material necessário: Mapa de apuramento do custo das secções 1 – A sociedade Turismo Rural, Lda. presta dois tipos de serviços: Restauração e Hotelaria, na região de Viseu e tem a sua estrutura dividida por secções. O processo de organização é o seguinte: Restaurante – onde são servidas refeições; Residência – onde se prestam os serviços de estadia com pequeno-almoço; Secção Cozinha – produz as refeições para o Restaurante e os pequenos-almoços para a Residência; Secção Limpeza – prestam os serviços de higiene e limpeza de todo o complexo. Relativamente à atividade do 1.º semestre, conhecem-se os seguintes elementos: Gastos Diretos Restaurante Residência Limpeza Cozinha Mão-de-Obra 8.000 9.000 20.000 10.000 Encargos 4.000 5.000 8.000 4.000 Outros Gastos 2.000 2.000 10.000 4.000 TOTAL 14.000 16.000 38.000 18.000 Atividade das secções Restaurante [N.º de refeições] Residência [N.º de estadias] Limpeza [Hh] Cozinha [Hh] Restaurante - - 600 530 Residência - - 1.300 370 Cozinha - - 100 - Limpeza - - - 100 TOTAL 3.660 2.470 2.000 1.000 Elabore o mapa do custo das secções, com determinação do custo da unidade de obra de cada uma delas. Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Restaurante Residência Limpeza Cozinha TOTAL Custos diretos 14.000 16.000 38.000 18.000 86.000 Reembolsos: Limpeza 12.000 26.000 -40.000 2.000 0 Cozinha 10.600 7.400 2.000 -20.000 0 TOTAL 36.600 49.400 0 0 86.000 Unidade de obra N.º refeições N.º estadias Hh Hh Atividade 3.660 2.470 2.000 1.000 Custo unit. unid. obra 10,00 € 20,00 € 20,00 € 20,00 € Prestações recíprocas: L = 38.000 + 100/1.000 C L = 38.000 + 0,1 C L = 40.000 € C = 18.000 + 100/2.000 L C = 18.000 + 0,05 L C = 20.000 € Repartição: Limpeza = 40.000 € e reparte: Restaurante = 600/2.000 x 40.000 € = 12.000 € Residência = 1.300/2.000 x 40.000 € = 26.000 € Cozinha = 600/2.000 x 40.000 € = 2.000 € 40.000 € Cozinha = 20.000 € e reparte: Restaurante = 530/1.000 x 20.000 € = 10.600 € Residência = 370/1.000 x 20.000 € = 7.400 € Cozinha = 100/1.000 x 20.000 € = 2.000 € 20.000 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 98 2 – A empresa “Barriga Cheia, SA”, dedica-se à fabricação e comercialização de pizzas congeladas, produzindo os 2 seguintes tipos de pizza: PIZZA A [almoço] e a PIZZA B [almoço – jantar]. Esta empresa adoptou o sistema das Secções Homogéneas para a repartição dos custos de conversão. O seu processo de fabrico é o seguinte: Na secção I de fabricação, as matérias-primas X e Y são misturadas, ficando inseridos na massa todos os ingredientes indispensáveis à Pizza A. Parte desta massa é transferida para a secção II de fabricação, onde lhe é adicionada a matéria-prima Z. A restante massa da secção I dá entrada no frigorífico [armazém] de produtos acabados A. Da secção II de fabricação sai a PizzaB. Além das secções principais I e II, existem as secções auxiliares Energia e Gastos Comuns. Em dezembro, a contabilidade de gestão forneceu os seguintes dados: Custos de conversão: Descrição Secção I Secção II Energia Gastos Comuns Gastos Diretos [€] 10.710 10.550 2.600 1.550 Atividade das secções Unid. obra Secção I Secção II Energia G. Comuns Total Secção I Hh - - - - 8.400 Secção II Kg MP - - - - 8.000 Energia Kwh 10.000 7.000 - 3.000 20.000 Gastos Comuns Hh 1.250 750 500 - 2.500 Pretende-se: a] Elabore o fluxograma do processo produtivo. b] Elabore o mapa do custo das secções com determinação do custo da unidade de obra de cada uma delas. Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Secção I Secção II Energia G. Comuns TOTAL Custos diretos 10.710 10.550 2.600 1.550 25.410 Reembolsos: Energia 1.500 1.050 -3.000 450 0 Gastos comuns 1.000 600 400 -2.000 0 TOTAL 13.210 12.200 0 0 25.410 Unidade de obra Hh Kg MP Kwh Hh Atividade 8.400 8.000 20.000 2.500 Custo unit. unid. obra 1,573 €/Hh 1,525 €/kg 0,15 €/Kwh 0,80 €/Hh Prestações recíprocas: E = 2.600 + 500/2.500 GC E = 2.600 + 0,2 GC E = 3.000 € GC = 1.550 + 3.000/20.000 E GC = 1.550 + 0,15 E GC = 2.000 € Energia = 3.000 € e reparte: Secção I = 10.000/20.000 x 3.000 € = 1.500 € Secção II = 7.000/20.000 x 3.000 € = 1.050 € G. Comuns = 3.000/20.000 x 3.000 € = 450 € 3.000 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 99 CENTROS DE CUSTO / SECÇÕES HOMOGÉNEAS [Soluções]: CP.22 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Restaurante Residência Limpeza Cozinha TOTAL Custo unit. unid. obra 10,00 € 20,00 € 20,00 € 20,00 € 86.000 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Secção I Secção II Energia G. Comuns TOTAL Custo unit. unid. obra 1,573 €/Hh 1,525 €/kg 0,15 €/Kwh 0,80 €/Hh 25.410 6 – Métodos de Apuramento do Custo Industrial dos Produtos Tendo em conta as caraterísticas da fabricação, podemos distinguir os seguintes métodos de apuramento de custos: MÉTODO DIRETO – Produção descontínua ou “por encomenda” [por ordens de produção] MÉTODO INDIRETO – Produção contínua ou “para stock” [por processos/fases] MÉTODOS MISTOS – Até determinada fase por um método e nas fases seguintes por outro. Ex: Indústria cerâmica – produção objetos decorativos por encomenda. MÉTODO DIRETO – Consiste na atribuição dos custos diretos e na imputação dos custos indiretos a cada uma das ordens de produção ou de prestação de serviços. Ex: Tipografias, Fabrico de Móveis, Metalomecânicas. Caraterísticas: ♦ O produto/serviço é identificado ao longo de todo o processo de produção; ♦ O custo unitário do produto é determinado como resultado da acumulação de todos os custos por ele suportados; ♦ O período de apuramento dos custos de cada produto corresponde ao período de tempo necessário à sua produção; ♦ O valor dos PVF´s no fim do mês é determinado pelo saldo da ficha de custos. MÉTODO INDIRETO – Consiste na acumulação mensal por produtos dos custos industriais, determinando-se o custo unitário [custo médio] de cada unidade dividindo o custo global do mês pela quantidade produzida. Ex: Produção de Cerveja, Produção de Massas Alimentícias. Caraterísticas: ♦ O produto a custear não é identificado uma vez que se carateriza pela produção de um número elevado de bens homogéneos durante um determinado período; ♦ O custo de cada unidade é determinado indiretamente como um custo médio; ♦ O período de apuramento dos custos de cada produto corresponde usualmente ao mês; ♦ Na determinação do valor dos PVF´s no fim do mês terá de efetuar-se uma inventariação e proceder-se à sua valorização. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 100 Caso Prático n.º 23 Assuntos a tratar: Centros de custo / Secções homogéneas / Método indireto / Produção disjunta Material necessário: Mapa de apuramento do custo das secções A empresa Fabril de Viseu, Lda., inserida no setor das indústrias químicas, fabrica em regime de produção disjunta os produtos A e B. A fabricação processa-se do seguinte modo: ♦ Da transformação da matéria-prima A na secção S1 obtém-se um semi-produto que segue de imediato para a secção S2 onde lhe é adicionada a matéria-prima C. ♦ Da transformação ocorrida na secção S2 obtém-se novamente um semi-produto que, depois de transformado na secção S3, dá origem a 500 unidades do produto A. Para a fabricação do produto B, utiliza-se a matéria-prima B que, após ser transformada na secção S1, passa à secção S3, dando origem a 1.000 unidades do produto acabado B. Para além das 3 secções principais referidas, existem 2 secções auxiliares: SA1 e SA2. Relativamente à atividade de setembro obtiveram-se os seguintes elementos: Matérias-primas [FIFO]: Matérias Inv.i Compras Inv.f Quant. C. unit. [€uros] Quant. C. unit. [€uros] Quant. MP A 2.400 0,75 2.600 0,8 1.000 MP B 6.000 1,5 2.000 2,9 3.600 MP C 1.600 1,5 5.400 1,24 3.000 Custos de conversão: Descrição S1 S2 S3 SA1 SA2 Gastos Diretos 26.737,3 12.938,75 9.703,1 1.004,85 1.500 Atividade das secções: Descrição S1 [Hm] S2 [Hm] S3 [Hh] SA1 [Hm] SA2 [%] Produto A 8.000 7.500 2.800 - - Produto B 2.500 - 3.300 - - S1 - - - 20 30% S2 - - - 25 - S3 - - - 35 35% SA1 - - - - 35% SA2 - - - 20 - Pretende-se: a] Elabore o fluxograma do processo produtivo. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 101 b] Elabore o mapa do custo das secções com determinação do custo da unidade de obra de cada uma delas. Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO S1 S2 S3 SA1 SA2 TOTAL Custos diretos 26.737,30 12.938,75 9.703,10 1.004,85 1.500,00 51.884,00 Reembolsos: SA1 329,00 411,25 575,75 -1.645,00 329,00 0,00 SA2 548,70 0,00 640,15 640,15 -1.829,00 0,00 TOTAL 27.615,00 13.350,00 10.919,00 0,00 0,00 51.884,00 Unidade de obra Hm Hm Hh Hm % Atividade 10.500 7.500 6.100 100 - - Custo unit. u. obra 2,63 €/Hm 1,78 €/Hm 1,79 €/Hh 16,45 €/Hm - - Prestações recíprocas: SA1 = 1.004,85 + 0,35 SA2 SA1 = 1.645 € SA2 = 1.500,00 + 0,20 SA1 SA2 = 1.829 € c] Elabore o mapa dos custos de produção de A e B. Mapa de apuramento dos custos de produção DESCRIÇÃO Produto A Produto B Quant. C. unit. Valor Quant. C. unit. Valor Matérias-primas: MP A 4.000 0,770 3.080,00 MP B 4.400 1,500 6.600,00 MP C 4.000 1,3440 5.376,00 Custos de conversão: S1 8.000 2,63 21.040,00 2.500 2,63 6.575,00 S2 7.500 1,78 13.350,00 S3 2.800 1,79 5.012,00 3.300 1,79 5.907,00 Total de custos industriais 47.858,00 19.082,00 Produção 500 1.000 Custo unitário 95,716 € 19,082 € Matérias-primas: MP A Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f Consumo = 2.400 + 2.600 – 1.000 = 4.000 2.400 x 0,75 = 1.800 € [FIFO] 1.600 x 0,80 = 1.280 € 3.080 €/4.000 = 0,77 € [em média] MP B Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f = 6.000 + 2.000 – 3.600 = 4.400 x 1,5 = 6.600 € MP C Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f Consumo = 1.600 + 5.400 – 3.000 = 4.000 1.600 x 1,5 = 2.400 € [FIFO] 2.400 x 1,24 = 2.976 € 5.376 € / 4.000 = 1,344 € [em média] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 102 Caso Prático n.º 24 Assuntos a tratar: Centros de custo / secções homogéneas / Método direto Material necessário: Mapa de apuramento do custo das secções Da empresa “Yasaki, Lda.”, cujacontabilidade de gestão se desenvolve segundo o método das secções homogéneas, apresentam-se no quadro seguinte os gastos das secções [GGF] após repartição primária, assim como os critérios de repartição a utilizar nos reembolsos internos: Secções GGF após repartição primária [€] Adminis- tração Conserva- ção Força Motriz Secção A u.o.: m2/material Ativ. – 5.000 m2 Secção B u.o.: Hh/MOD Ativ. – 4.000 Hh Distribuição u.o.: Vendas 350.000 €uros Administ. 4.500 - 10% 5% 15% 20% 50% Conserv. 5.688 - - 10% 25% 40% 25% F. Motriz 9.972 - 10% - 40% 40% 10% Secção A 21.800 - - - - - - Secção B 36.000 - - - - - - Distrib. 30.000 - - - - - - A encomenda n.º 315, iniciada e terminada no mês de janeiro, foi executada na Secção A e na Secção B, tendo necessitado de: - 1.000 m2 de material [todo aplicado na Secção A] a 26,5 €uros/m2. - 2.500 Hh de MOD a 4,2 €uros/Hh, sendo 500 Hh referentes à Secção A e 2.000 Hh referentes à Secção B, e foi vendida por 110.000 €uros. Pretende-se: a] Elabore o mapa do custo das secções com determinação do custo da unidade de obra de cada uma delas. Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Secção A Secção B Distrib. Administ. Conserv. F. Motriz TOTAL Custos diretos 21.800,0 36.000,0 30.000,0 4.500,0 5.688,0 9.972,0 107.960,0 Reembolsos: Administração 675,0 900,0 2.250,0 -4.500,0 450,0 225,0 0,0 Conservação 1.807,5 2.892,0 1.807,5 0,0 -7.230,0 723,0 0,0 F. Motriz 4.368,0 4.368,0 1.092,0 0,0 1.092,0 -10.920,0 0,0 TOTAL 28.650,5 44.160,0 35.149,5 0,0 0,0 0,0 107.960,0 Unidade de obra m2/mat. Hh/MOD €/Vendas - - - - - - Atividade 5.000 4.000 350.000 Custo unit. u. obra 5,7301 € 11,04 € 0,100427 € Prestações recíprocas: CO = 5.688 + 0,1 AD + 0,1 FM CO = 7.230 € FM = 9.972 + 0,05 AD + 0,1 CO FM = 10.920 € AD = 4.500 € AD = 4.500 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 103 b] Elaborar a Folha de Obra da encomenda n.º 315. Folha de obra DESCRIÇÃO Encomenda n.º 315 Quant. C. unit. Valor Matérias-primas: Material 1.000 m2 26,50 26.500,00 Mão de Obra direta: Secção A 500 Hh 4,20 2.100,00 Secção B 2.000 Hh 4,20 8.400,00 Custos de conversão: Secção A 1.000 m2 5,73 5.730,10 Secção B 2.000 Hh 11,04 22.080,00 Total de custos industriais 64.810,10 c] Calcule a margem líquida obtida com a venda desta encomenda. Demonstração dos resultados [em €] DESCRIÇÃO VALOR Vendas 110.000,00 Custo das vendas -64.810,10 Margem bruta 45.189,90 Distribuição -11.046,97 Margem líquida 34.142,93 Distribuição = 110.000 € * 0,100427 = 11.046,97 €uros Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 104 Caso Prático n.º 25 Assuntos a tratar: Centros de custo / secções homogéneas / Método direto Material necessário: Mapa de apuramento do custo das secções / Mapa de apuramento dos custos de produção A empresa Móveis de Viseu, Lda. dedica-se à produção de móveis de cozinha por medida/encomenda. A empresa adopta o método das secções homogéneas, tendo definido as seguintes secções constantes no quadro de atividade, relativo ao mês anterior: Descrição Produção Montagem Oficinas Central Elétrica Acabamentos Encomenda 01 - 2.150 250 250 2.000 Encomenda 02 700 6.000 350 500 2.000 Encomenda 03 1.000 5.000 280 550 400 Encomenda 04 500 Oficinas 20 Central Elétrica 50 Total de Hh 2.200 13.150 930 1.320 4.400 Gastos diretos 440 €uros 2.240 €uros 836 €uros 187 €uros 1.100 €uros Existe ainda uma secção de Gastos Comuns cujos gastos diretos foram de 1.100 €, repartidos proporcionalmente às Hh das secções principais. No início do mês existiam duas encomendas em curso: a 01 e a 02, com custos incorporados de 10.350 € e de 18.500 €, respetivamente. No final do mês encontravam-se em curso de fabrico as encomendas 03 e 04. Os materiais aplicados nas encomendas foram: N.º 01 – 600 € N.º 02 – 1.750 € N.º 03 – 9.300 € N.º 04 – 2.000 € As encomendas 01 e 02 foram faturadas por: N.º 01 – 13.500 € N.º 02 – 26.000 € Pretende-se: a] Elabore o mapa dos custos das secções, apurando o custo das unidades de obra. b] Determine o custo industrial das encomendas terminadas no mês. c] Determine o resultado operacional bruto do mês. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 105 a] Elabore o mapa dos custos das secções, apurando o custo das unidades de obra. Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Produção Montagem Oficinas CE Acaba/ GC TOTAL Custos diretos 440,00 2.240,00 836,00 187,00 1.100,00 1.100,00 5.903,00 Reembolsos: Gastos Comuns 110,00 657,50 46,50 66,00 220,00 -1.100,00 0,00 Central Elétrica 4,56 Oficinas 47.69 TOTAL 550,00 2.897,50 887,06 300,69 1.320,00 0,00 5.903,00 Unidade de obra Hh Hh Hh Hh Hh Hh Atividade 2.200 13.150 930 1.320 4.400 22.000 Custo unit. u. obra 0,25 € 0,2203 € 0,953828 € 0,227795 € 0,3 € 0,05 € Prestações recíprocas: CE = 187 + 1.320/22.000 GC + 50/930 OF CE = 300,69 € OF = 836 + 930/22.000 GC + 20/1.320 CE OF = 887,06 € GC = 1.100 € GC = 1.100,00 € b] Determine o custo industrial das encomendas terminadas no mês. Mapa de apuramento dos custos de produção Descrição Encomenda n.º 1 Encomenda n.º 2 Quant. C. unit. Valor Quant. C. unit. Valor Matérias-primas: Materiais 600,00 1.750,00 Custos de conversão: Produção 0,00 700 0,25 175,00 Montagem 2.150 0,2203 473,65 6.000 0,2203 1.321,80 Oficinas 250 0,95383 238,46 350 0,95383 333,84 Central Elétrica 250 0,227795 56,95 500 0,227795 113,90 Acabamentos 2.000 0,30 600,00 2.000 0,30 600,00 CIP 1.969,06 4.294,54 Inv.i PVF 10.350,00 18.500,00 CIPA 12.319,06 22.794,54 c] Determine o resultado operacional bruto do mês. Demonstração dos resultados [em €] DESCRIÇÃO Encomenda n.º 1 Encomenda n.º 2 VALOR Vendas 13.500,00 26.000,00 39.500,00 Custo das vendas -12.319,06 -22.794,54 -35.113,60 Margem bruta 1.180,94 3.205,46 4.386,40 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 106 Caso Prático n.º 26 Assuntos a tratar: Centros de custo / secções homogéneas / Método direto Material necessário: Mapa de apuramento do custo das secções A KARTUR, SA dedica-se à produção de kartings a partir de órgãos mecânicos importados. Os órgãos mecânicos são montados na secção de MONTAGEM, obtendo-se os chassis que seguem para a secção de CHAPARIA onde é construída a carroçaria. Na secção de INTERIORES são colocados os bancos, cablagem e feitos acabamentos de diversa ordem. Por fim os karts são pintados na secção de PINTURA. A empresa adopta o método das secções homogéneas, encontrando-se definidas as 4 secções principais atrás referidas: Montagem, Chaparia, Interiores e Pintura. Tendo todas elas por unidade de obra a Hora-Homem [Hh]. Há ainda um centro de gastos designado de Gastos Comuns, que funciona como secção auxiliar, que engloba os gastos que são comuns às 4 secções principais e que são imputados a estas proporcionalmente às Hh de cada uma delas. A KARTUR determina os custos de produção de kartings por encomendas. No final de janeiro, tinha em curso duas obras, que transitaram com os seguintes gastos para fevereiro: Materiais Custos de conversão Kart n.º 13 3.100 €uros 630 €uros Kart n.º 14 1.920 €uros 150 €uros Em fevereiro verificou-se o seguinte movimento: i] Terminaram-se os kart´s n.º 13 e 14 e iniciaram-se os kart´s n.º 15 e 16.ii] A atividade das secções principais distribui-se da seguinte forma: Beneficiário Montagem Chaparia Interiores. Pintura Kart n.º 13 ---- 430 50 40 Kart n.º 14 140 1.200 70 40 Kart n.º 15 200 1.000 56 80 Kart n.º 16 100 ---- ---- ---- Pintura ---- 50 ---- ---- Total Ativ. fev [Hh] 440 2.680 176 160 iii] Os custos diretos das secções foram os seguintes: Secções Montagem Chaparia Interiores Pintura G. Comuns TOTAL Custos Diretos 88 448 467 350 220 1.573 iv] O custo dos materiais aplicados em cada obras foram os seguintes: kart n.º 13: 120 € kart n.º 14: 350 € kart n.º 15: 1.860 € kart n.º 16: 400 € v] Os kart`s terminados foram entregues aos clientes em fevereiro e faturados por: Kart n.º 13: 5.200 € Kart n.º 14: 4.900 € Tendo em conta que a empresa adopta o custeio total real, pretende-se: a] Elabore o mapa dos custos das secções, apurando o custo das unidades de obra. b] Determine o gasto industrial das encomendas terminadas em fevereiro. c] Determine o resultado operacional bruto de fevereiro. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 107 a] Elabore o mapa dos custos das secções, apurando o custo das unidades de obra. Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Montagem Chaparia Interiores Pintura G. Comuns TOTAL Custos diretos 88,00 448,00 467,00 350,00 220,00 1.573,00 Reembolsos: Chaparia 11,55 G. Comuns 28,00 171,00 11,00 10,00 -220,00 0,00 TOTAL 116,00 619,00 478,00 371,55 0,00 1.573,00 Unidade de obra Hh Hh Hh Hh Atividade 440 2.680 176 160 Custo unit. u. obra 0,26364 € 0,23097 € 2,71591 € 2,32219 € b] Determine o gasto industrial das encomendas terminadas em fevereiro. Mapa de apuramento dos custos de produção Descrição Kart n.º 13 Kart n.º 14 Quant. C. unit. Valor Quant. C. unit. Valor Matérias-primas: Materiais 120,00 350,00 Custos de conversão: Montagem 0,00 140 Hh 0,26364 36,91 Chaparia 430 Hh 0,23097 99,32 1.200 Hh 0,23097 277,16 Interiores 50 Hh 2,71591 135,80 70 Hh 2,71591 190,11 Pintura 40 Hh 2,32219 92,89 40 Hh 2,32219 92,89 CIP 448,01 947,07 Inv.i PVF: Montagem 3.100,00 1.920,00 Chaparia 630,00 150,00 CIPA 4.178,01 3.017,07 c] Determine o resultado operacional bruto de fevereiro. Demonstração dos resultados [em €] DESCRIÇÃO Kart n.º 13 Kart n.º 14 VALOR Vendas 5.200,00 4.900,00 10.100,00 Custo das vendas -4.178,01 -3.017,07 -7.195,08 Margem bruta 1.021,99 1.882,93 2.904,92 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 108 MÉTODOS DE APURAMENTO DO CUSTO INDUSTRIAL DOS PRODUTOS [Soluções]: CP.23 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO S1 S2 S3 SA1 SA2 TOTAL Custo unit. u. obra 2,63 €/Hm 1,78 €/Hm 1,79 €/Hh 16,45 €/Hm 1.829,00 51.884,00 Mapa de apuramento dos custos de produção DESCRIÇÃO Produto A Produto B Quant. C. unit. Valor Quant. C. unit. Valor Total de custos industriais 47.858,00 19.082,00 Produção 500 1.000 Custo unitário 95,716 € 19,082 € CP.24 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Secção A Secção B Distrib. Administ. Conserv. F. Motriz TOTAL Custo unit. u. obra 5,7301 € 11,04 € 0,100427 € 4.500,00 7.230,00 10.920,00 107.960,00 Folha de obra DESCRIÇÃO Encomenda n.º 315 Quant. C. unit. Valor Total de custos industriais 64.810,10 Demonstração dos resultados DESCRIÇÃO VALOR Margem bruta 45.189,90 Margem líquida 34.142,93 CP.25 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Produção Montagem Oficinas CE Acaba/ GC TOTAL Custo unit. u. obra 0,25 € 0,2203 € 0,953828 € 0,227795 € 0,3 € 0,05 € 5.903,00 Mapa de apuramento dos custos de produção Descrição Encomenda n.º 1 Encomenda n.º 2 Quant. C. unit. Valor Quant. C. unit. Valor CIP 1.969,06 4.294,54 CIPA 12.319,06 22.794,54 Demonstração dos resultados DESCRIÇÃO Encomenda n.º 1 Encomenda n.º 2 VALOR Margem bruta 1.180,94 3.205,46 4.386,40 CP.26 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Montagem Chaparia Interiores Pintura G. Comuns TOTAL Custo unit. u. obra 0,26364 € 0,23097 € 2,71591 € 2,32219 € 220,00 1.573,00 Mapa de apuramento dos custos de produção Descrição Kart n.º 13 Kart n.º 14 Quant. C. unit. Valor Quant. C. unit. Valor CIP 448,01 947,07 CIPA 4.178,01 3.017,07 Demonstração dos resultados DESCRIÇÃO Kart n.º 13 Kart n.º 14 VALOR Margem bruta 1.021,99 1.882,93 2.904,92 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 109 7 – Custeio Baseado nas Atividades [CBA ou ABC] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 110 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 111 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 112 Tem como lema “As atividades consomem recursos e os produtos resultam das atividades”. Sendo assim, dado que os custos são uma resultante da utilização dos recursos, devem ser primeiramente atribuídos a atividades, ou seja, àquilo que se faz, e, só posteriormente, aos produtos que as utilizem. Quando os custos são imputados diretamente aos produtos/serviços, o sistema não alerta o gestor para as causas dos custos [atividades desenvolvidas] mas sim para as consequências, na medida em que o custo do produto não é mais do que o resultado da forma como os gestores gerem os seus recursos. Objetivo: Demonstrar e evidenciar como estão a ser geridas as atividades primárias [nucleares] e de suporte [nomeadamente, “design”, conservação e manutenção, planeamento e controlo, controlo de qualidade, compras, armazenagem e movimentação, vendas e distribuição, serviços administrativos e de pessoal] e em que medida os produtos consomem ou utilizam estes recursos. Fases principais: 1. Definir as atividades [primárias e de suporte]; 2. Identificar os recursos com elas associados e proceder à afetação; 3. Identificar as suas unidades de medida – geradores de custos – e apurar os custos unitários; Aquisição de MP => N.º de encomendas Controlo de qualidade => N.º de inspeções Controlo e planeamento => Ordens de produção 4. Identificar os produtos/serviços que consomem/utilizam essas atividades, determinando os respetivos níveis de utilização. Vantagens: � Maior correção dos custos por produtos; � Aumento da compreensão das causas dos custos e da necessidade de os racionalizar, � Melhor controlo de custos e gestão de recursos; � Melhor perceção das atividades realizadas na empresa. Desvantagens: � Dificuldade em encontrar informação na empresa disponível para quantificar os geradores de custo que se consideram mais adequados para operacionalizar o sistema; � As atividades nem sempre são facilmente identificáveis; � Envolve um grande dispêndio de recursos humanos e financeiros. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 113 Caso Prático n.º 27 Assuntos a tratar: CBA – Custeio Baseado nas Atividades Material necessário: Mapa de apuramento dos custos de produção A empresa ASFALTO, Lda. dedica-se ao fabrico de três produtos A, B e C cuja estrutura de gastos, baseada no sistema de custeio atual de [custeio total, baseado na imputação dos gastos gerais aos produtos com base nos custos diretos] foi a seguinte no exercício passado: A B C Unidades produzidas: 5.000 2.000 1.000 Matéria-prima imputada [€uros] 5.000 4.000 4.000 MOD [€uros]5.000 5.000 3.000 GGF [€uros] 9.200 8.300 6.500 Custo Total de Produção 19.200 17.300 13.500 Dado que o preço de venda dos produtos, tendo em conta as práticas de mercado são de respetivamente, 6 €, 10 € e 12 €, a empresa prepara-se para abandonar a produção do produto C, utilizando a capacidade excedentária na produção de A e B. Antes de tomar esta decisão a empresa decidiu avaliar melhor a situação relativamente à sua organização interna e atividades inerentes ao fabrico tendo chegado, resumidamente, às seguintes conclusões: Atividades realizadas Gerador de Gastos Atividade realizada no exerc. passado Encomendas MP N.º encomendas 5 – A; 3 – B; 2 – C Armazenagem kg MP saída 2.500 kg – A; 1.000 kg – B; 500 kg – C Fabrico Hh 5.000 Hh – A; 2.000 Hh – B; 1.000 Hh – C Acabamento Hm 4.000 Hm – A; 2.000 Hm – B; 1.000 Hm – C Os gastos inerentes a cada atividade estão repartidos do seguinte modo: Encomenda MP 3.000 € Armazenagem 6.000 € Fabrico 8.000 € Acabamento 7.000 € Em face dos dados disponíveis determine: a] Os custos unitários de produção de acordo com o sistema tradicional utilizado pela empresa e os custos unitários de produção tendo em conta a repartição das diferentes atividades, os recursos que lhe estão associados e os geradores de custo respetivos. b] Em face dos resultados obtidos refira se a decisão que a empresa se prepara para tomar é adequada ou não. Fundamente a sua resposta com cálculos adicionais se assim o entender. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 114 a] Os custos unitários de produção de acordo com o sistema tradicional utilizado pela empresa e os custos unitários de produção tendo em conta a repartição das diferentes atividades, os recursos que lhe estão associados e os geradores de custo respetivos. Mapa de apuramento dos custos de produção [sistema tradicional] DESCRIÇÃO A B C Matérias-primas 5.000,00 4.000,00 4.000,00 MOD 5.000,00 5.000,00 3.000,00 GGF 9.200,00 8.300,00 6.500,00 CIPA 19.200,00 17.300,00 13.500 Produção 5.000 2.000 1.000 Custo unitário 3,84 8,65 13,50 Preço de venda 6,00 10,00 12,00 Margem bruta unitária 2,16 1,35 -1,50 Mapa de apuramento dos custos de produção [CBA] DESCRIÇÃO A B C Matérias-primas 5.000,00 4.000,00 4.000,00 MOD 5.000,00 5.000,00 3.000,00 GGF Encomendas de MP 1.500,00 900,00 600,00 Armazenagem 3.750,00 1.500,00 750,00 Fabrico 5.000,00 2.000,00 1.000,00 Acabamento 4.000,00 2.000,00 1.000,00 CIPA 24.250,00 15.400,00 10.350,00 Produção 5.000 2.000 1.000 Custo unitário 4,85 7,70 10,35 Preço de venda 6,00 10,00 12,00 Margem bruta unitária 1,15 2,30 1,65 c] Em face dos resultados obtidos refira se a decisão que a empresa se prepara para tomar é adequada ou não. Fundamente a sua resposta com cálculos adicionais se assim o entender. A decisão que a empresa queria tomar não se mostra adequada porque analisando a estrutura da empresa de uma forma mais detalhada [enfoque nas atividades] verificamos que o produto que apresenta menor margem é o produto A e não o C como erradamente se apresentava no sistema tradicional. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 115 Caso Prático n.º 28 Assuntos a tratar: CBA – Custeio Baseado nas Atividades Material necessário: Mapa de apuramento dos custos de produção “Um €uro de margem bruta por pasta? É ridículo!”, afirmou o presidente da empresa “Pastas da Beira, Lda.”. “Porque é que continuamos a produzir estas pastas padronizadas se podemos ganhar mais de 15 € por unidade nas pastas especiais? Talvez esteja na hora de abandonarmos a linha padrão e canalizarmos toda a capacidade para a produção de pastas especiais.” O presidente referia- se ao resumo que acabara de receber do Departamento de Contabilidade: Descrição Pastas Padronizadas Pastas de Especialidade Preço de venda unitário 36 € 40 € Custos: Matérias-primas 20 € 17,5 € Mão-de-obra direta 6 € 3 € Gastos indiretos * 9 € 4,5 € Custo unitário 35 € 25 € Margem bruta unitária 1 € 15 € Produção [unidades] 10.000 2.500 * São repartidos em função das horas de mão-de-obra direta [0,5 Horas por cada pasta padronizada e 0,25 Horas por cada pasta especial]. A empresa produz pastas de couro. O produto principal é uma pasta padrão, feita de couro e forrada a pano, um artigo de alta qualidade que durante anos vendeu muito bem. No ano passado, a empresa decidiu expandir a sua linha de produtos e passou a fabricar pastas especiais por encomenda, diferentes das anteriores porque são feitas de materiais mais leves e apresentam uma gravação com o nome do comprador. Para reduzir os gastos com a mão-de-obra, quase todas as atividades de corte e costura destas novas pastas são efetuadas por máquinas, utilizadas em menor grau pelas pastas padronizadas. “A concorrência não chegou perto do nosso preço. O presidente sabia que a nossa maior concorrente cobra 50 €uros por pasta especial? A isto chamo arrancar o couro ao cliente!” replicou o diretor de Marketing. Dispõe-se das seguintes informações adicionais: a] As pastas padronizadas são produzidas em lotes de 200 unidades e as especiais em lotes de 25 unidades. b] Todas as pastas são inspecionadas para garantir os padrões de qualidade. Por mês, gastam- se 300 horas em inspecção de pastas padronizadas e 500 horas em especiais. c] Cada pasta padronizada requer 0,5 horas de máquina enquanto a especial requer 2 horas. A empresa está a pensar utilizar o CBA para o cálculo do custo das pastas e para isso apresenta: Atividades Gerador de gastos Gasto [em €uros] Padronizadas Especiais Compra N.º de ordens 27.000 80 120 Setups das máquinas N.º de lotes 20.250 Inspecção Horas de inspecção 16.000 Montagem Horas de montagem 8.000 800 Horas 800 Horas Maquinaria Horas-máquina 30.000 Pretende-se que: Com base no CBA, determine o custo unitário por cada tipo de pasta, assim como a margem obtida. Dentro das limitações dos dados fornecidos, avalie a preocupação do presidente quanto à rentabilidade das 2 linhas de produtos e a observação do Diretor de Marketing? Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 116 Mapa de apuramento dos custos de produção [CBA] DESCRIÇÃO Padronizadas Especiais Preço de venda unitário 36,000 40,000 Apuramento do custo de produção: Matérias-primas 20,000 17,500 MOD 6,000 3,000 Custos indiretos: Compra 1,080 6,480 Setups das máquinas 0,675 5,400 Inspeção 0,600 4,000 Montagem 0,400 1,600 Maquinaria 1,500 6,000 Custo unitário de produção 30,255 43,980 Margem bruta unitária 5,745 -3,980 Atividade: Compra Custo: 27.000 € Gerador de custo: N.º de ordens Unitário = 27.000 € / [80 + 120] = 135 € Pastas Padronizadas = 80 x 135 € = 10.800 € / 10.000 unid. = 1,08 € / unid. Pastas Especiais = 120 x 135 € = 16.200 € / 2.500 unid. = 6,48 € / unid. Atividade: Setups das máquinas Custo: 20.250 € Gerador de custo: N.º de lotes Unitário = 20.250 € / [50 + 100] = 135 € Pastas Padronizadas = 50 x 135 € = 6.750 € / 10.000 unid. = 0,675 € / unid. Pastas Especiais = 100 x 135 € = 13.500 € / 2.500 unid. = 5,4 € / unid. Atividade: Inspecção Custo: 16.000 € Gerador de custo: Horas de Inspecção Unitário = 16.000 €/[300 + 500] = 20 € Pastas Padronizadas = 300 x 20 € = 6.000 € / 10.000 unid. = 0,6 € / unid. Pastas Especiais = 500 x 20 € = 10.000 € / 2.500 unid. = 4 € / unid. Atividade: Montagem Custo: 8.000 € Gerador de custo: Horas de Montagem Unitário = 8.000 €/[800 + 800] = 5 € Pastas Padronizadas = 800 x 5 € = 4.000 € / 10.000 unid. = 0,4 € / unid. Pastas Especiais= 800 x 5 € = 4.000 € / 2.500 unid. = 1,6 € / unid. Atividade: Maquinaria Custo: 30.000 € Gerador de custo: Hm Unitário = 30.000 € / [5.000 + 5.000] = 3 € Pastas Padronizadas = 5.000 x 3 € = 15.000 € / 10.000 unid. = 1,5 € / unid. Pastas Especiais = 5.000 x 3 € = 15.000 € / 2.500 unid. = 6 € / unid. Pela informação obtida, verificamos que a linha padronizada afinal apresenta uma margem superior a 1 € e que a linha especial apresenta prejuízo, contrariamente às informações inicialmente disponibilizadas. Desta forma, não será de abandonar o fabrico de pastas padronizadas. O Director de Marketing, conhecendo estes novos dados, decerto apresentará outra opinião. Afinal a principal concorrente já tinha dados concretos sobre os custos de fabrico, o que a fez praticar um preço que lhe permitisse a obtenção de ganhos brutos positivos. Com a aplicação do CBA verificamos que a linha especial é mais elaborada e mecanizada e que por isso deverá apresentar uma estrutura de custos indirectos [23,48 €/unid.] superior à linha padrão [4,255 €/unid.], contrariamente àquilo que sucedia quando repartíamos os custos indirectos em função das horas de mão-de-obra directa [linha padrão – 9 €/unid. e linha especial – 4,5 €/unid.]. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 117 Caso Prático n.º 29 Assuntos a tratar: CBA – Custeio Baseado nas Atividades Material necessário: Mapa de apuramento dos custos de produção Os Sampaio são uma família que há uns anos atrás decidiu montar uma engomadoria industrial, para lavagem e engoma da roupa abrindo um estabelecimento central onde os clientes particulares depositavam a roupa e, passado um dia, a levantavam já embalada. A empresa também dispunha de uma carrinha que diariamente fazia o circuito de recolha das roupas pelos hotéis e restaurantes e no dia seguinte, com base no mesmo circuito, procedia à entrega. Com este último tipo de clientes a empresa não suporta gastos com depósito e embalagem. A taxa de serviço da empresa era de 5 €/kg. No ano passado, a empresa faturou cerca de 110.000 €, sendo os gastos diretos de laboração de 30.000 €, os gastos gerais de 60.000 €, essencialmente constituídos por gastos indiretos e fixos. Acontece, porém, que recentemente apareceu um concorrente neste mercado que passou a praticar um preço de 4 €/kg só para os clientes de hotéis e restaurantes [que representam cerca de 66.000 € do volume de negócios da empresa e que esta se arrisca a perder se não acompanha o preço] pois eram estes os clientes que lhe interessava. O dono da empresa tinha muita dificuldade em poder comprometer-se junto dos seus clientes com estes preços e arriscava a perder uma boa parte do negócio. O seu contabilista, no entanto, pediu-lhe algum tempo para analisar melhor a questão e perceber como é que os concorrentes conseguiam praticar preços que, aparentemente, estavam abaixo do preço de gasto da empresa. Decidiu então analisar o processo e verificou: • Os gastos diretos de produção são essencialmente constituídos por detergentes, eletricidade e água, bem como os gastos com os salários das operadoras dos equipamentos de lavagem e engoma. • Os gastos gerais repartiam-se nas seguintes atividades: - Funcionamento das lavadoras automáticas – 20.000 € [kg de roupa tratada] - Embalagem e depósito de roupa – 25.000 € - Gastos com a distribuição – 10.000 € - Gastos com a faturação e cobrança – 5.000 € [80% deste valor corresponde a despesas com os clientes de hotéis e restaurantes]. Tendo em conta estes elementos: a] Determine o custo de produção e a margem líquida tal como a empresa vinha praticando a sua análise de gastos. b] Proponha uma nova metodologia de abordagem e determinação dos custos dos serviços, tendo em conta as atividades desenvolvidas na empresa e a sua afetação a cada um dos segmentos de mercado que a empresa considera. c] Comente as duas situações anteriores e a posição da empresa face à concorrência. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 118 Custo de produção e margem unitária Descrição Total Prestação de serviços [€] 110.000 Custos diretos 30.000 Gastos gerais 60.000 Custo Total 90.000 Margem Global 20.000 Roupa tratada 22.000 kg Margem unitária 0,91 €/kg Custo de produção e margem unitária [CBA] Descrição Particulares Hotéis/Restaurantes Total Prestação de serviços [€] 44.000 66.000 110.000 Gastos directos 12.000 18.000 30.000 Gastos Gerais: Lavadoras Automáticas 8.000 12.000 20.000 Embalagem e Depósito 25.000 0 25.000 Distribuição 0 10.000 10.000 Facturação e Cobrança 1.000 4.000 5.000 Custo Total 46.000 44.000 90.000 Margem Global – 2.000 22.000 20.000 Roupa tratada 8.800 kg 13.200 kg Margem unitária – 0,227 €/kg 1,67 €/kg Atividade: Lavadoras Automáticas Custo: 20.000 € Gerador de custo: kg roupa tratada Unitário = 20.000 € / [8.800 + 13.200] = 0,9[09] € Particulares = 8.800 kg x 0,9[09] € = 8.000 € Hotéis/Rest. = 13.200 kg x 0,9[09] € = 12.000 € Atividade: Embalagem e depósito [para particulares] => Custo: 25.000 € Atividade: Distribuição [para Hotéis/Restaurantes] => Custo: 10.000 € Atividade: Facturação e cobrança Custo: 5.000 € Gerador de custo: % Particulares = 5.000 € x 20% = 1.000 € Hotéis/Rest. = 5.000 € x 80% = 12.000 € De acordo com a situação inicial, o dono da empresa sabia qual a margem média praticada [0,91 € por kg de roupa tratada] e por isso, não se podia comprometer com a diminuição de 1 €/kg, porque passaria a apresentar uma margem unitária negativa. No entanto e de acordo com a análise desenvolvida pelo contabilista, verifica-se que a margem unitária obtida para os Hotéis/Restaurantes é superior à obtida com os clientes particulares, devido sobretudo aos elevados custos com o depósito e embalagem da roupa que oneram apenas os serviços para particulares. Assim, as medidas a tomar poderiam passar pela revisão do preço praticado a particulares de forma a gerarem margens positivas e pela diminuição do preço praticado a Hotéis/Restaurantes sob pena de perdê-los para a concorrência. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 119 CUSTEIO BASEADO NAS ATIVIDADES - CBA [Soluções]: CP.27 Mapa de apuramento dos custos de produção [sistema tradicional] DESCRIÇÃO A B C CIPA 19.200,00 17.300,00 13.500 Custo unitário 3,84 8,65 13,50 Margem bruta unitária 2,16 1,35 -1,50 Mapa de apuramento dos custos de produção [CBA] DESCRIÇÃO A B C CIPA 24.250,00 15.400,00 10.350,00 Custo unitário 4,85 7,70 10,35 Margem bruta unitária 1,15 2,30 1,65 CP.28 Mapa de apuramento dos custos de produção [CBA] DESCRIÇÃO Padronizadas Especiais Preço de venda unitário 36,000 40,000 Custo unitário de produção 30,255 43,980 Margem bruta unitária 5,745 -3,980 Atividade: Compra Unitário = 135 € Padronizadas = 1,08 €/unid. Especiais = 6,48 €/unid. Atividade: Setups das máquinas Unitário = 135 € Padronizadas = 0,675 €/unid. Especiais = 5,4 €/unid. Atividade: Inspecção Unitário = 20 € Padronizadas = 0,6 €/unid. Especiais = 4 €/unid. Atividade: Montagem Unitário = 5 € Padronizadas = 0,4 €/unid. Especiais = 1,6 €/unid. CP.29 Custo de produção e margem unitária Descrição Total Margem unitária 0,91 €/kg Custo de produção e margem unitária [CBA] Descrição Particulares Hotéis/Restaurantes Margem unitária – 0,227 €/kg 1,67 €/kg Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 120 8 – Método das Unidades Equivalentes Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 121 Departamento de GestãoContabilidade de Gestão I Sebenta 122 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 123 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 124 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 125 Consiste em “converter” produtos que não estão terminados [em vias de fabrico] em produtos equivalentes a acabados. Ex: 100 tons. de produto com um grau de acabamento de 40% é equivalente a dizer que utilizámos recursos suficientes para terminar 40 tons. CIP PROBLEMA: Valorizar as quantidades do Inv. f PVF PRODUÇÃO MÊS U.E.A. = PRODUÇÃO ACABADA + Inv. f PVF – Inv. i PVF CIPA = CIP + Inv. i PVF - Inv. f PVF Caso Prático n.º 30 Assuntos a tratar: Método das unidades equivalentes Material necessário: - - A empresa UNIMEX, por um processo de produção simples e contínuo, fabrica um único tipo de produtos. Na determinação dos gastos unitários dos diversos componentes dos produtos, adopta o processo de cálculo conhecido por das unidades equivalentes. No mês de agosto os registos de gastos apresentavam os seguintes valores: Produtos em Vias de Fabrico em 1 de agosto: Matérias-Primas 11.000 €uros Mão-de-Obra Direta 8.000 €uros Gastos Gerais de Fabrico 4.000 €uros Recebido na fabricação durante o mês: Matérias-Primas 368.000 €uros Mão-de-Obra Direta 200.000 €uros Gastos Gerais de Fabrico 100.000 €uros Dado que: ♦ Os produtos em laboração, em 1 de agosto, correspondiam a 2.000 unidades de produto com um grau de acabamento de 25% relativamente a matérias-primas, 40% a mão-de-obra e 40% gastos gerais de fabrico. ♦ A produção terminada foi de 18.400 unidades. ♦ Os produtos em laboração, no fim do mês, correspondiam a 1.600 unidades com o seguinte grau de acabamento: matérias-primas 50%, mão-de-obra 20% e faltava incorporar 75% de gastos gerais de fabrico. Pretende-se: a] Cálculo do Custo Industrial dos Produtos Acabados, total e unitário, pela fórmula de custeio FIFO. b] Cálculo do Custo Industrial dos Produtos Acabados, total e unitário, pela fórmula de custeio LIFO. c] Cálculo do Custo Industrial dos Produtos Acabados, total e unitário, pela fórmula de custeio Custo Médio Ponderado. MP Acabar Inv.i PVF [Quantidade e Valor] MOD Iniciar e terminar produtos no próprio mês GGF Iniciar Inv. f PVF [Quantidade] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 126 CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP = MP + MOD + GGF = 368.000 + 200.000 + 100.000 = 668.000 € CIPA = 668.000 + 23.000 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: MP = 2.000 x 25% = 500 uea Custo: 11.000 € Unitário = 22 € MOD = 2.000 x 40% = 800 uea Custo: 8.000 € Unitário = 10 € GGF = 2.000 x 40% = 800 uea Custo: 4.000 € Unitário = 5 € Inv.i PVF = 23.000 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MP = 18.400 + [1.600 x 50%] – 500 = 18.700 uea Custo: 368.000 € Unit. = 19,68 € MOD = 18.400 + [1.600 x 20%] – 800 = 17.920 uea Custo: 200.000 € Unit. = 11,16 € GGF = 18.400 + [1.600 x 25%] – 500 = 18.000 uea Custo: 100.000 € Unit. = 5,56 € CIP = 668.000 € Inv. f PVF [FIFO]: MP = 1.600 x 50% = 800 uea x 19,68 € = 15.744,00 € MOD = 1.600 x 20% = 320 uea x 11,16 € = 3.571,20 € GGF = 1.600 x 25% = 400 uea x 5,56 € = 2.224,00 € 21.539,20 € CIPA = 668.000 + 23.000 – 21.539,20 = 669.460,80 € Cipaunit = 669.460,80/18.400 = 36,384 € CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP = MP + MOD + GGF = 368.000 + 200.000 + 100.000 = 668.000 € CIPA = 668.000 + 23.000 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF = ver alínea anterior Produção Mês UEA = ver alínea anterior Inv.f PVF [LIFO]: 500 uea x 22,00 € = 11.000 € MP = 1.600 x 50% = 800 uea 300 uea x 19,68 € = 5.904 € MOD = 1.600 x 20% = 320 uea x 10 € = 3.200 € GGF = 1.600 x 25% = 400 uea x 5 € = 2.000 € 22.104 € CIPA = 668.000 + 23.000 – 22.104 = 668.896 € Cipaunit = 668.896/18.400 = 36,353 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 127 CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP = MP + MOD + GGF = 368.000 + 200.000 + 100.000 = 668.000 € CIPA = 668.000 + 23.000 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF = ver alínea anterior Produção Mês UEA = ver alínea anterior CMP = [[Q1 x P1] + [Q2 x P2]] / [Q1 + Q2] CMPMP = [[500 x 22] + 18.700 x 19,68]] / [500 + 18.700] = 19,74 € CMPMOD = [[800 x 10] + 17.920 x 11,16]] / [800 + 17.920] = 11,11 € CMPGGF = [[800 x 5] + 18.000 x 5,56]] / [800 + 18.000] = 5,53 € Inv.f PVF [CMP]: MP = 1.600 x 50% = 800 uea x 19,74 € = 15.792,00 € MOD = 1.600 x 20% = 320 uea x 11,11 € = 3.555,20 € GGF = 1.600 x 25% = 400 uea x 5,53 € = 2.212,00 € 21.559,20 € CIPA = 668.000 + 23.000 – 21.559,20 = 669.440,80 € Cipaunit = 669.440,80/18.400 = 36,383 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 128 Caso Prático n.º 31 Assuntos a tratar: Método das unidades equivalentes Material necessário: - - Da empresa JOTA, Lda., conhecem-se os seguintes elementos da contabilidade referentes aos meses de janeiro e fevereiro: janeiro Fabricaram-se durante o mês 9.000 unidades do produto “Q” que foram enviadas para o armazém de produtos acabados. No fim do mês havia no setor fabril 600 unidades de produtos em vias de fabrico, com os seguintes graus de acabamento: - Matérias-Primas ........................................ 80% - Mão-de-Obra Direta ................................. 40% - Gastos Gerais de Fabrico .......................... 60% Os custos industriais do mesmo mês foram os seguintes: - Matérias-Primas ................................................. 1.700.000 €uros - Mão-de-Obra Direta .......................................... 800.000 €uros - Gastos Gerais de Fabrico ................................... 500.000 €uros Não havia produção em vias de fabrico no início do mês. fevereiro Fabricaram-se durante este mês 30.000 unidades do mesmo produto, havendo no fim do mês 2.000 unidades de produtos em vias de fabrico com os seguintes coeficientes de acabamento: - Matérias-Primas ........................................ 60% - Mão-de-Obra Direta ................................. 50% - Gastos Gerais de Fabrico .......................... 20% Os custos industriais do mês foram os seguintes: - Matérias-Primas ................................................. 6.000.000 €uros - Mão-de-Obra Direta .......................................... 3.000.000 €uros - Gastos Gerais de Fabrico ................................... 1.600.000 €uros Pretende-se: Determine o gasto dos produtos acabados em cada mês, admitindo que a empresa adopta o FIFO como fórmula de custeio. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 129 janeiro CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP = MP + MOD + GGF = 1.700.000 + 800.000 + 500.000 = 3.000.000 € CIPA = 3.000.000 + 0 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF = 0 Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MP = 9.000 + [600 x 80%] – 0 = 9.480 uea Custo: 1.700.000 € Unit. = 179,32 €MOD = 9.000 + [600 x 40%] – 0 = 9.240 uea Custo: 800.000 € Unit. = 86,58 € GGF = 9.000 + [600 x 60%] – 0 = 9.360 uea Custo: 500.000 € Unit. = 53,42 € CIP = 3.000.000 € Inv.f PVF [FIFO]: MP = 600 x 80% = 480 uea x 179,32 € = 86.073,60 € MOD = 600 x 40% = 240 uea x 86,58 € = 20.779,20 € GGF = 600 x 60% = 360 uea x 53,42 € = 19.231,20 € 126.084,00 € CIPA = 3.000.000,00 + 0 – 126.084,00 = 2.873.916 € Cipaunit = 2.873.916 € / 9.000 unid. = 319,324 € fevereiro CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP = MP + MOD + GGF = 6.000.000 + 3.000.000 + 1.600.000 = 10.600.000 € CIPA = 10.600.000 + 126.084,00 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF = inv.f PVF de janeiro MP = 600 x 80% = 480 uea x 179,32 € = 86.073,60 € MOD = 600 x 40% = 240 uea x 86,58 € = 20.779,20 € GGF = 600 x 60% = 360 uea x 53,42 € = 19.231,20 € 126.084,00 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MP = 30.000 + [2.000 x 60%] – 480 = 30.720 uea Custo: 6.000.000 € Unit. = 195,31 € MOD = 30.000 + [2.000 x 50%] – 240 = 30.760 uea Custo: 3.000.000 € Unit. = 97,53 € GGF = 30.000 + [2.000 x 20%] – 360 = 30.040 uea Custo: 1.600.000 € Unit. = 53,26 € CIP = 10.600.000 € Inv.f PVF [FIFO]: MP = 2.000 x 60% = 1.200 uea x 195,31 € = 234.372 € MOD = 2.000 x 40% = 1.000 uea x 97,53 € = 97.530 € GGF = 2.000 x 20% = 400 uea x 53,26 € = 21.304 € 353.206 € CIPA = 10.600.000 + 126.084 – 353.206 = 10.372.878 € Cipaunit = 10.372.878 € / 30.000 unid. = 345,7626 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 130 Caso Prático n.º 32 Assuntos a tratar: Método das unidades equivalentes Material necessário: - - A empresa MR, SA fabrica em regime de produção contínua o produto X. O processo de fabrico é esquematicamente o seguinte: a matéria A entra na Fase I onde é transformada, dando origem ao produto intermédio Y que é transferido para a Fase II. Nesta fase, com incorporação da matéria B, obtém-se o produto X que é transferido para o armazém de produtos acabados. Do mês de outubro obtiveram-se as seguintes informações: Matérias: Descrição A B Inventário inicial 300 unid. a 45 €/unid. 100 unid. a 75 €/unid. Compras 1.000 unid. a 50 €/unid. 1.000 unid. a 80 €/unid. Consumos 750 unid. 800 unid. Custos de conversão [em €uros]: Descrição Fase I Fase II Total Mão-de-obra direta 10.000 20.000 30.000 Gastos gerais de fabrico 4.400 5.600 10.000 Total 14.400 25.600 40.000 Produção: Produção Inv.i PVF Unidades Acabadas Inv.f PVF Unid. físicas % acabamento Unid. físicas % acabamento MP MOD GGF MP MOD GGF Fase I - - - - 1.000 200 100 50 20 Fase II 100 100 20 30 1.000 100 100 45 50 Inventários iniciais: O custo dos inventários iniciais de PVF da Fase II totalizou 10.730 €, assim discriminado: � Produto intermédio Y – 4.000 € � Matéria B – 6.200 € � MOD – 380 € � GGF – 150 € Outras informações: � Os inventários iniciais de produtos acabados eram de 200 unid. a 130 €/unid. � A fórmula de custeio para os inventários é o FIFO. � Foram vendidas no fim do mês 700 unid. a 200 €/unid. Pretende-se: a] O custo da produção acabada e intermédia em cada fase. b] Os resultados brutos do mês. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 131 FASE I MPA Consumo = 750 unid. 300 unid. x 45 € = 13.500 € Consumo = 750 unid. [FIFO] 450 unid. x 50 € = 22.500 € 36.000 € CIPY = MPA + Fase I = 36.000 + [10.000 + 4.400] = 50.400 € CIPAY = CIP Y + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 50.400 + 0 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF = 0 Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MPA = 1.000 + [200 x 100%] – 0 = 1.200 uea Custo: 36.000 € Unit. = 30,00 € MOD = 1.000 + [200 x 50%] – 0 = 1.100 uea Custo: 10.000 € Unit. = 9,09 € GGF = 1.000 + [200 x 20%] – 0 = 1.040 uea Custo: 4.400 € Unit. = 4,23 € CIP = 50.400 € Inv.f PVF [FIFO]: MPA = 200 x 100% = 200 uea x 30,00 € = 6.000,00 € MOD = 200 x 50% = 100 uea x 9,09 € = 909,09 € GGF = 200 x 20% = 40 uea x 4,23 € = 169,23 € 7.078,32 € CIPAY = 50.400 + 0 – 7.078,32 = 43.321,68 € Cipaunit = 43.321,68/1.000 = 43,32168 € FASE II MPB 100 unid. x 75 € = 7.500 € Consumo = 800 unid. [FIFO] 700 unid. x 80 € = 56.000 € 63.500 € ConsumoY = 43.321,68 € CIPX = CIPAY + MPB + Fase II = 43.321,68 + 63.500 + [20.000 + 5.600] = 132.421,68 € CIPAX = CIP X + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 132.421,68 + 10.730 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 132 Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: Y = 100 x 100% = 100 uea Custo: 4.000 € Unitário = 40 € MPB = 100 x 100% = 100 uea Custo: 6.200 € Unitário = 62 € MOD = 100 x 20% = 20 uea Custo: 380 € Unitário = 19 € GGF = 100 x 30% = 30 uea Custo: 150 € Unitário = 5 € 10.730 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: Y = 1.000 + [100 x 100%] – 100 = 1.000 uea Custo: 43.321,68 € Unit. = 43,32 € MPB = 1.000 + [100 x 100%] – 100 = 1.000 uea Custo: 63.500,00 € Unit. = 63,50 € MOD = 1.000 + [100 x 45%] – 20 = 1.025 uea Custo: 20.000,00 € Unit. = 19,51 € GGF = 1.000 + [100 x 50%] – 30 = 1.020 uea Custo: 5.600,00 € Unit. = 5,49 € CIP = 132.421,68 € Inv.f PVF [FIFO]: Y = 100 x 100% = 100 uea x 43,32 € = 4.332,17 € MPB = 100 x 100% = 100 uea x 63,50 € = 6.350,00 € MOD = 100 x 45% = 45 uea x 19,51 € = 878,05 € GGF = 100 x 50% = 50 uea x 5,49 € = 274,51 € 11.834,73 € CIPAX = 132.421,68 + 10.730 – 11.834,73 = 131.316,95 € Cipaunit = 131.316,95 € / 1.000 unid. = 131,31695 € Vendas = 700 unid. x 200 € = 140.000 €uros CIPV = Qv x Custo unit. 200 unid. x 130,00 € = 26.000,00 € CIPV = 700 unid. [FIFO] 500 unid. x 131,31695 € = 65.658,48 € 91.658,48 € Descrição Valor [€] Vendas 140.000,00 CIPV 91.658,48 Margem Bruta 48.341,52 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 133 MÉTODO DAS UNIDADES EQUIVALENTES [Soluções]: CP.30 FIFO: Inv.i PVF: MP Unitário = 22 € MOD Unitário = 10 € GGF Unitário = 5 € Prod. Mês UEA: MP Unitário = 19,68 € MOD Unitário = 11,16 € GGF Unitário = 5,56 € Inv. f PVF = 21.539,20 € CIPA = 669.460,80 € Cipaunit = 36,384 € LIFO: Inv. f PVF = 22.104 € CIPA = 668.896 € Cipaunit = 36,353 € CMP: CMP MP Unit. = 19,74 € CMP MOD Unit. = 11,11 € CMP GGF Unit = 5,53 € Inv. f PVF = 21.559,20 € CIPA = 669.440,80 € Cipaunit = 36,383 € CP.31 Janeiro: Prod. Mês UEA: MP Unitário = 179,32 € MOD Unitário = 86,58 € GGF Unitário = 53,42 € Inv. f PVF = 126.084 € CIPA = 2.873.916 € Cipaunit = 319,324 € Fevereiro: Prod. Mês UEA: MP Unitário = 195,31 € MOD Unitário = 97,53 € GGF Unitário = 53,26 € Inv. f PVF = 353.206 € CIPA = 10.372.878 € Cipaunit = 345,7626 € CP.32 FASE I: MP A = 36.000 € CIP Y = 50.400 € Prod. Mês UEA: MP A unit. = 30,00 € MOD unit. = 9,09 € GGF unit. = 4,23 € Inv. f PVF = 7.078,32 € CIPA Y = 43.321,68 € Cipaunit Y = 43,32168 € FASE II: MP B = 63.500 € CIP X = 50.400 € Inv.iPVF: Y unit. = 40 € MP unit B = 62 € MOD unit. = 19 € GGF unit. = 5 € Prod. Mês UEA: Y unit. = 43,32 € MP unit B = 63,5 € MOD unit. = 19,51 € GGF unit. = 5,49 € Inv. f PVF = 11.834,73 € CIPA X = 131.326,95 € Cipaunit X = 131,31695 € Descrição Valor [€] Margem Bruta 48.341,52 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 134 9 – Regimes de Produção Múltiplos Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 135 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 136 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 137 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 138 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 139 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 140 9.1 - Produção Disjunta Regime de produção ou fabrico múltiplo em que os produtos são produzidos de forma autónoma, não se verificando qualquer relação de interdependência entre eles, o que significa que, em qualquer momento, conseguimos identificar quais os custos de produção relativos a cada produto. 9.2 - Produção Conjunta Regime de produção ou fabrico múltiplo onde obrigatoriamente do mesmo processo produtivo se obtêm vários produtos interdependentes, não sendo possível fabricar um sem que, obrigatoriamente, se obtenha, por arrastamento os outros. 9.2.1 – Caraterísticas Do mesmo processo produtivo obtêm-se obrigatoriamente e simultaneamente vários produtos. Existe geralmente uma fase conjunta da produção, que corresponde à fase em que os produtos ainda não se autonomizaram e uma fase disjunta da produção que corresponde à fase em que os produtos se autonomizaram e em que já podem ser objeto de operações de transformação específicas de cada produto. O momento do processo produtivo em que os produtos se autonomizam designa-se por ponto de separação. Fluxograma do processo produtivo A Semi-produto MPA Fase 1 Fase 2 Semi-produto B Fase3 B MPB Subproduto C Custos Conjuntos Ponto de Separação Custos Específicos 2 Conceitos: Custos Conjuntos – correspondem à fase conjunta da produção e respeitam simultaneamente a vários produtos, não sendo possível conhecer o valor a imputar a cada um deles. Custos Específicos – São aqueles que respeitam à fase disjunta da produção e respeitam a cada um dos produtos separadamente e são possíveis de imputar a cada um deles. PROBLEMA: a repartição dos custos conjuntos. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 141 9.2.2 – Tipo de produtos ♦ Co-produtos ou produtos principais – constituem o objeto principal da exploração da empresa e apresentam um valor comercial mais elevado. ♦ Subproduto – é um produto secundário e não é objetivo principal da produção obtê-lo, mas sim o produto principal a que está associado. São obtidos por arrastamento. Têm geralmente valor comercial, mas inferior ao dos produtos principais. ♦ Resíduos – certos produtos de baixo valor, geralmente não vendáveis e que, na maior parte das vezes origina custos com a sua remoção ou tratamento. Exemplos: � Na produção do arroz, o produto principal é o arroz descascado, sendo o arroz partido [trincas] considerado como subproduto e as cascas como resíduos. � Na moagem do trigo pretende-se obter fundamentalmente farinhas de 1.ª e de 2.ª [co- produtos], sendo as sêmeas consideradas subprodutos. 9.2.3 – Metodologia de Resolução 1 – Cálculo dos custos conjuntos 2 – Tratar subprodutos e/ou resíduos [no ponto de separação] 3 – Cálculo dos custos conjuntos a repartir [pelos produtos principais]; Custos conjuntos a repartir = Custos conjuntos – Subprodutos/Resíduos 4 – Repartição dos custos conjuntos a repartir pelos produtos principais. 5 – Apuramento do custo industrial dos produtos principais e dos subprodutos. CIPA = Parte que lhe cabe custos conjuntos + custos específicos industriais 9.2.4 – Critérios para valorizar os Subprodutos e Resíduos LUCRO NULO – atribui-se ao subproduto um custo igual ao seu valor de venda, para que o resultado com a venda do subproduto seja 0 [zero]. Exemplo: Produção – 200 ton. Custos conjuntos = 500 € Preço de Venda – 0,3 € Custos específicos [industriais e/ou não industriais] – 0,1 €/ton. Valor de venda da produção = 200 ton. x 0,3 = 60 € Custos Específicos = 200 ton. x 0,1 = [20 €] 40 € Parte que lhe cabe nos custos conjuntos = [40 €] Lucro = 0 Custos conjuntos a repartir = 500 – 40 = 460 € CUSTO NULO – não se atribui qualquer custo ao subproduto, sendo a totalidade dos custos conjuntos, custo dos produtos principais. Exemplo: Custos conjuntos a repartir = 500 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 142 Quando os subprodutos e/ou resíduos não apresentam valor comercial utiliza-se o custo nulo e quando origina custos industriais com o seu tratamento ou remoção, devem estes ser imputados aos produtos que lhes dão origem. Ex.: resíduos industriais que necessitam de tratamento antes de serem lançados ao rio. Exemplo: Custos com tratamento – 30 € [industrial] Custos com transporte – 20 € [ñ industrial] Custos conjuntos a repartir = 500 + 30 = 530 € 9.2.5 – Repartição dos custos conjuntos a repartir Nesta fase, vamos proceder à repartição dos custos conjuntos a repartir pelos produtos principais. Para tal temos três critérios: 1. Quantidades Produzidas Segundo este critério, os custos conjuntos a repartir são repartidos proporcionalmente às quantidades produzidas. É utilizado quando os preços de venda dos co-produtos são muito semelhantes. Exemplo: Produção A = 100 tons Pv = 5 € Custos Específicos = 0 € Produção B = 500 tons Pv = 2 € Custos Específicos = 500 € 600 tons Custos conjuntos a repartir = 500 € Repartição: Produto A = 100 tons / 600 tons x 500 = 83,33 € Produto B = 500 tons / 600 tons x 500 = 416,67 € 2. Valor de mercado ou de venda da produção Neste critério, a repartição dos custos conjuntos é feita proporcionalmente ao respetivo valor de venda da produção. Este critério ultrapassa as limitações do anterior já que pondera o valor comercial dos produtos. Exemplo: Produção A = 100 tons Pv = 5 € Custos Específicos = 0 € Produção B = 500 tons Pv = 2 € Custos Específicos = 500 € 600 tons Custos conjuntos a repartir = 500 € Valor de venda da produção A = 100 x 5 = 500 € Valor de venda da produção B = 500 x 2 = 1.000 € 1.500 € Repartição: Produto A = 500 € / 1.500 € x 500 € = 166,67 € Produto B = 1.000 € / 1.500 € x 500 € = 333,33 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 143 3. Valor de venda da produção no ponto de separação Neste critério, a repartição dos custos conjuntos é feita proporcionalmenteao valor de venda da produção no ponto de separação, que é igual ao valor de venda da produção deduzido dos custos específicos [industriais e não industriais]. Este critério é utilizado quando os preços de venda apresentam diferenças significativas e os co-produtos apresentam custos específicos. Permite que os custos conjuntos sejam repartidos pelos produtos proporcionalmente ao valor de venda no mesmo ponto, isto é, à saída do ponto de separação. Neste caso, o preço de venda do A foi estabelecido tendo por base o preço de custo [parte que lhe cabe nos custos conjuntos] + a margem de lucro. O preço de venda do B foi estabelecido tendo por base o preço de custo [parte que lhe cabe nos custos conjuntos + custos específicos] + a margem de lucro. O que se verifica é que o preço de venda do produto B está influenciado pelos custos obtidos depois do ponto de separação face ao preço de A. Então, para obtermos o preço de venda de ambos os produtos à saída do ponto de separação, devemos ao valor de venda da produção retirar os custos específicos. Exemplo: Produção A = 100 tons Pv = 5 € Custos Específicos = 0 € Produção B = 500 tons Pv = 2 € Custos Específicos = 500 € 600 tons Custos conjuntos a repartir = 500 € Produtos Valor Venda Produção Custos Específicos Valor V. Ponto Separação Produto A 500 € [0 €] 500 € Produto B 1.000 € [500 €] 500 € 1.000 € Repartição: Produto A = 500 € /1.000 € x 500 € = 250 € Produto B = 500 € /1.000 € x 500 € = 250 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 144 Caso Prático n.º 33 Assuntos a tratar: Produção conjunta / Método das unidades equivalentes / Secções homogéneas Material necessário: Demonstração dos resultados por funções / Mapa do apuramento do custo das secções A empresa industrial Viriato, Lda. fabrica, os produtos principais X, Y e Z e ainda dois subprodutos R e S. Para o efeito pôs em prática um sistema de Contabilidade de Gestão, que compreende três secções principais: S1, S2 e S3 e duas auxiliares: A1 e A2. O seu processo de fabricação consiste resumidamente no seguinte: da transformação da matéria M1 na secção S1 obtém-se R e um semi- produto que segue de imediato para a secção S2 onde lhe é adicionada a matéria-prima M3. Da transformação ocorrida na secção S2 obtém-se o produto final X e um semi-produto que, depois de transformado na secção S3, dá origem ao produto final Y e ao subproduto S. Para a fabricação de Z utiliza-se a matéria M2 que, após ser transformada na secção S1, passa à secção S3 onde lhe é adicionada o subproduto R, o qual pode ser adquirido no mercado por 31 €uros/ton. Relativamente à atividade de maio conhecem-se os seguintes elementos com interesse para a Contabilidade de Gestão: a] Matérias-primas: Consumo M1 – 48.500 € Consumo M2 – 27.800 € Consumo M3 – 16.800 € b] Atividade e custos das secções: Beneficiário/Fornecedor S1 [Hm] S2 [Hm] S3 [Hh] A1 [%] A2 [Hh] Semi-produto X/Y 800 750 Y 280 Z 250 330 S1 20% 300 S2 25% S3 35% 350 A1 350 A2 20% Custos Diretos 26.737,3 12.938,75 9.703,1 1.004,85 1.500 c] Produção: X – 140 tons; Y – 105 tons; Z – 75 tons; R – 20 tons; S – 30 tons d] Preços de venda: X – 1.000 €; Y – 900 €; Z – 1.000 €; S – 200 € e] Armazém de produtos acabados: Inventários Iniciais Inventários Finais X 35 tons a 500 €uros 25 tons Y 10 tons a 400 €uros 15 tons Z 10 tons a 480 €uros 15 tons f] Outras informações: • A empresa adopta a fórmula de custeio FIFO na valorização das saídas de matérias-primas e dos produtos acabados. • Na valorização dos subprodutos R e S a empresa adopta o critério do lucro nulo e os gastos conjuntos são repartidos pelos produtos em função do valor da venda no ponto de separação. A empresa por cada tonelada vendida, suporta 150 € referentes a transporte. • Out. custos no mês: Comerciais – 18.000 €; Administrativos – 40.000 € e Financiamento – 2.600 € Pretende-se: a] Mapa de custos das secções referentes a maio. b] O custo industrial dos produtos fabricados naquele mês. c] Elabore a demonstração dos resultados por funções e por produtos. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 145 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO S1 S2 S3 A1 A2 TOTAL Custos diretos 26.737,30 12.938,75 9.703,10 1.004,85 1.500,00 51.884,00 Reembolsos: A1 329,00 411,25 575,75 -1.645,00 329,00 0,00 A2 548,70 0,00 640,15 640,15 -1.829,00 0,00 TOTAL 27.615,00 13.350,00 10.919,00 0,00 0,00 51.884,00 Unidade de obra Hm Hm Hh % Hh Atividade 1.050 750 610 - - 1.000 Custo unit. u. obra 26,30 €/Hm 17,80 €/Hm 17,90 €/Hh - - 1,829 €/Hh Prestações recíprocas: A1 = 1.004,85 + 350 Hh / 1.000 Hh A2 A1 = 1.645 € A2 = 1.500 + 0,2 A1 A2 = 1.829 € Custos conjuntos X/Y = MP1 + S1 X/Y – Subproduto R + MP3 + S2 Custos conjuntos X/Y = MP1 + S1 X/Y – Subproduto R + MP3 + S2 Custos conjuntos X/Y = 48.500 + [800 Hm x 26,3 €] – 620 + 16.800 + 13.350 = 99.070 € Custos conjuntos a repartir = 99.070 € Subproduto R [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 20 tons x 31 € = 620 € Gastos específicos = = [ 0 ] = 620 € A parte que lhe cabe nos custos conjuntos = [620 €] Lucro = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 146 Repartição [Método do Valor de Venda da Produção no Ponto de Separação]: Custos específicos X = Custos de transporte Custos específicos X = 140 tons x 150 € = 21.000 € Custos específicos Y = S3 Y – Subproduto S + Gastos de transporte Custos específicos Y = [280 Hh x 17,9 €] – 1.500 + [105 tons x 150 €] = 19.262 € Custos conjuntos X = 119.000 / 194.238 x 99.070 = 60.695,28 € Custo industrial X = 60.695,28 € / 140 tons = 433,54 €/ton. Custos conjuntos Y = 75.238 / 194.238 x 99.070 = 38.374,72 € Custo industrial Y = 38.374,72 € + [280 Hh x 17,9 €] – 1.500 = 41.886,72 €/105 ton = 398,92 €/ton. Custo industrial Z = M2 + S1 Z + S3 Z + Subproduto S Custo industrial Z = 27.800 + [250 Hm x 26,3 €] + [330 Hh x 17,9 €] + [20 tons x 31 €] Custo industrial Z = 40.902 € / 75 tons = 545,36 €/ton. Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N Produto X Produto Y Produto Z Subprod. TOTAL Vendas e serviços prestados 150.000,00 90.000,00 70.000,00 6.000,00 316.000,00 Custo das vendas e dos serv. prestados -67.357,10 -39.902,80 -37.521,60 -1.500,00 -146.28150 Resultado bruto 82.642,90 50.097,20 32.478,40 4.500,00 169.718,50 Gastos de distribuição -22.500,00 -15.000,00 -10.500,00 -4.500,00 -70.500,00 Gastos administrativos -40.000,00 Res. operac. [antes gastos fin. e imp.] 59.218,50 Gastos de financiamento líquido -2.600,00 Resultado antes de impostos 56.618,50 Vendas X = Inv.i + Produção – Inv.f = 35 + 140 – 25 = 150 tons x 1.000 € = 150.000 € Vendas Y = Inv.i + Produção – Inv.f = 10 + 105 – 15 = 100 tons x 900 € = 90.000 € Vendas Z = Inv.i + Produção – Inv.f = 10 + 75 – 15 = 70 tons x 1.000 € = 70.000 € Vendas Subprod. S = Inv.i + Produção – Inv.f = 0 + 30 – 0 = 30 tons x 200 € = 6.000 € CIPV X = 150 tons 35 tons x 500,00 € = 17.500,00 € [FIFO] 115 tons x 433,54 € = 49.857,10 € 67.357,10 € CIPV Y = 100 tons 10 tons x 400,00 € = 4.000,00 € [FIFO] 90 tons x 398,92 € = 35.902,80 € 39.902,80 € CIPV Z = 70 tons 10 tons x 480,00 € = 4.800,00 € [FIFO] 60 tonsx 545,36 € = 32.721,60 € 37.521,60 € Subproduto S [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 30 tons x 200 € = 6.000 € Gastos específicos = 30 tons x 150 € = [4.500 €] = 1.500 € A parte que lhe cabe nos gastos específicos de Y = [1.500 €] Lucro = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 147 Caso Prático n.º 34 Assuntos a tratar: Produção conjunta / Método das unidades equivalentes / Secções homogéneas Material necessário: Demonstração dos resultados por funções / Mapa do apuramento do custo das secções A empresa Mantenham o Pânico, Lda. dedica-se à produção e venda dos produtos A, B, C e D, sendo que os 2 primeiros apresentam um valor de mercado mais elevado e por isso considerados co- produtos. O processo produtivo da empresa inicia com a utilização de duas matérias-primas, que são adquiridas a produtores da região, tendo a empresa que suportar o transporte até às suas instalações na ordem dos 0,22 €/unid. Relativamente aos processos de transformação ocorridos a jusante, poderemos identificar como importantes os seguintes: � Na secção Tratamento procede-se à recepção, trituração e mistura das matérias-primas com o objetivo de obter uma pasta homogénea que segue de imediato para uma secção de Fabrico. No entanto, juntamente com a obtenção da pasta e por arrastamento a empresa obtém o subproduto C que é reintroduzido no processo produtivo, dando entrada na secção de Acabamento. O subproduto C pode ser adquirido no mercado ao preço de 15 €. � Na secção Fabrico, a pasta sofre mais um processo de trituração dando origem a A [que segue para as superfícies comerciais a fim de ser vendido], a um semi-produto [que normalmente é armazenado, mas que neste período seguiu de imediato para a secção de Acabamento] e ao subproduto D que é adquirido por algumas empresas locais a um preço unitário de 10 €uros. � Na secção Acabamento, o semi-produto obtido na fase anterior é misturado com o subproduto C, obtendo-se B [que é embalado antes de seguir para o armazém de produtos acabados] e um resíduo R [100 kgs], que é considerado desprezível, por não apresentar qualquer valor comercial, levando os responsáveis da empresa a considerar como adequada a utilização do critério do custo nulo. � Além das secções anteriores, existe uma secção Oficina que apoia em termos de manutenção todas as unidades fabris e uma secção Gastos Comuns que planeia, coordena e controla toda a atividade. Da contabilidade do mês de agosto, foram retirados os seguintes elementos: Custos de conversão: Descrição Tratamento Fabrico Acabamento Oficina Gastos Comuns Custos Fixos 100.000 130.000 150.000 40.100 90.000 Custos Variáveis 193.040 83.840 55.920 39.100 116.944 TOTAL 293.040 213.840 205.920 79.200 206.944 Unid. Obra Unid. de MP entrada Hm Hh Hh Atividade ??? 10.000 5.000 700 Reembolsos da Oficina 231 Hh 238 Hh 175 Hh - - 56 Hh Reembolsos dos G. Comuns Em função dos custos diretos das outras secções Matérias-primas: Matérias-primas Inv. i Compras Consumo Quantidade Valor da compra MP1 500 unid. a 7,6 €/unid. 5.900 unid. 42.657 € 6.000 unid. MP2 830 unid. a 4 €/unid. 8.250 unid. 4 €/unid. 8.800 unid. Embalagens - - 4.000 emb. 22.000 € ??? Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 148 Produção e Vendas: Descrição Pasta A B C D Inv.i PA [unid.] - - 100 unid. a 170 €/cada Variação de stocks de + 200 unid. - - - - Inv.f PA [unid.] - - - - - - - - Produção 13.374 unid. 2.000 unid. ??? 130 unid. 180 unid. Vendas - - Pv = 215 €/unid. 1.700 unid. a 440 €/cada - - 150 unid. Inv.i PVF - - - - - - - - - - Inv.f PVF 2.000 unid. a que faltava incorporar 70% - - - - - - - - Gastos não industriais: Gastos administrativos: 10.000 € Gastos de distribuição variáveis: 2% do volume de vendas Gastos fixos de distribuição: 4.500 € Outras informações: A empresa adopta o sistema de custeio total e utiliza a fórmula de custeio FIFO para todo o ativo de exploração. No período, a empresa suportou um custo de transporte de 400 € e um tratamento adicional ao resíduo R de 0,45 € por kg produzido, feito por uma empresa subcontratada. A mesma empresa faz um tratamento ao subproduto D antes de ser vendido, no valor global de 730 €. O critério de repartição dos custos conjuntos é o do Valor de Venda da Produção no Ponto de Separação e no tratamento de subprodutos é o Lucro Nulo. Pretende-se: a] Elabore o esquema correspondente ao processo produtivo. b] Elabore o Mapa do Custo das Secções. c] Calcule o custo industrial da produção acabada de A, B e D. d] Elabore a demonstração dos resultados por produto e global, com o detalhe que a informação lhe possibilitar. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 149 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Tratamento Fabrico Acaba/ Oficina G. Comuns TOTAL Custos diretos 293.040,00 213.840,00 205.920,00 79.200,00 206.944,00 998.944,00 Reembolsos: Oficinas 33.231,00 34.238,00 25.175,00 -100.700,00 8.056,00 0,00 Gastos comuns 79.550,00 58.050,00 55.900,00 21.500,00 -215.000,00 0,00 TOTAL 405.821,00 306.128,00 286.995,00 0,00 0,00 998.944,00 Unidade de obra Kg Hm Hh Hh C. Diretos Atividade 14.800 10.000 5.000 700 792.000 Custo unit. u. obra 27,42 € 30,6128 € 57,399 € 143,86 € 0,2715 Prestações recíprocas: OF = 79.200 + 79.200 €/792.000 € GC OF = 100.700 € GC = 206.944 + 56 Hh/700 Hh OF GC = 215.000 € Gastos conjuntos = CIPA Pasta + Fabrico CIPA Pasta = CIP Pasta + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP Pasta = MP1 + MP2 + Tratamento – Subproduto C MP1 500 unid. x 7,6 € = 3.800 € Consumo = 6.000 unid. [FIFO] 5.500 unid. x [7,23 € + 0,22 €] = 40.975 € 44.775 € MP2 830 unid. x 4 € = 3.320,00 € Consumo = 8.800 unid. [FIFO] 7.970 unid. x [4 € + 0,22 €] = 33.633,40 € 36.953,40 € CIP Pasta = MP1 + MP2 + Tratamento – Subproduto CIP Pasta = 44.775 € + 36.953,4 € + 405.821 € – 1.950 = 485.599,4 € CIPA Pasta = CIP Pasta + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIPA Pasta = 485.599,4 € + 0 € – Inv.f PVF Método Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF = 0 Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF Produção Mês UEA = 13.374 + [2.000 x 30%] – 0 = 13.974 uea Custo = 485.599,4 € Unit. = 34,75 € Inv.f PVF [FIFO] = 2.000 x 30% = 600 uea x 34,75 € = 20.850 € Subproduto C que é autoconsumido [Lucro nulo]: Rendimento por autoconsumir em vez de comprar = 130 unid. x 15 € = 1.950 € Gastos específicos [industriais] = = [ 0 €] Gastos específicos [ñ industriais] = = [ 0 €] = = 1.950 € A parte que lhe cabe nos gastos da Pasta = = [ 1.950 €] Lucro = = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 150 CIPA Pasta = 485.599,4 € + 0 € – 20.850 € = 464.749,40 € Custos conjuntos = CIPA Pasta + Fabrico Custos conjuntos = 464.749,4 € + 306.128 € = 770.877,40 € Custos conjuntos a repartir [A/B] = Custos conjuntos – Subproduto D Custos conjuntos a repartir [A/B] = 770.877,40 € – 1.034 € = 769.843,40 € Repartição [Método do Valor de Venda da Produção no Ponto de Separação]: V. Venda Produção A = 2.000 unid. x 215 € = 430.000 € V. Venda Produção B = 1.900 unid. x 440 € = 836.000 € C. Específicos A = Distribuição = 430.000 € x 2% = 8.600 € C. Específicos B = Subproduto C + Embalagens + Acabamento – Resíduo R + Distribuição Resíduo R – utiliza-se o custo nulo, logo não vamos atribuir qualquer custo ao resíduo e como ele origina custosde tratamento e transporte, deve o produto que lhe dá origem [B] suportar esses custos: Tratamento [industrial] = 100 kg x 0,45 € = 45 € Transporte [ñ industrial] = 400 € G. Específicos B = 1.950 € + [1.900 unid. x 5,5 €] + 286.995 € + [45 + 400 €] + [836.000 € x 2%] G. Específicos B = 316.560 € Custos conjuntos A = 421.400 € / 940.840 € x 769.843,40 € = 344.811,03 € Custos conjuntos B = 519.440 € / 940.840 € x 769.843,40 € = 425.032,37 € CIPA A = 344.811,03 € / 2.000 unid. = 172,406 €/unid. CIPA B = [425.032,37 € + [316.560 € – 16.720 € – 400 €]] = 724.472,37 €/1.900 unid. = 381,30 €/unid. CIPA D = 1.764 € / 180 unid. = 9,8 €/unid. Subproduto D [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 180 unid. x 10 € = 1.800 € Custos específicos [industriais] = = [ 730 €] Custos específicos [ñ industriais] = 1.800 € x 2% = [ 36 €] = 1.034 € A parte que lhe cabe nos custos conjuntos = [ 1.034 €] Lucro = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 151 Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N Produto A Produto B Subprod. D TOTAL Vendas e serviços prestados 451.500,00 748.000,00 1.500,00 1.201.000,00 Custo das vendas e dos serv. prestados -361.811,04 -648.210,00 -1.470,00 -1.011.491,04 Resultado bruto 89.688,96 99.790,00 30,00 189.508,96 Outros rendimentos Gastos de distribuição Variáveis -9.030,00 -15.360,00 -30,00 -24.420,00 Gastos de distribuição fixos 4.500,00 Gastos administrativos 10.000,00 Outros gastos Res. operac. [antes gastos fin. e imp.] 175.008,96 Gastos de financiamento líquido Resultado antes de impostos 175.008,96 100 unid. x 170,00 € = 17.000,00 € CIPV A = 2.100 unid. [FIFO] 2.000 unid. x 172,406 € = 344.811,03 € 361.811,03 € CIPV B = 1.700 unid. x 383,30 € = 648.210 € [FIFO] CIPV Subproduto D = 150 unid. x 9,8 € = 1.470 € [LIFO] Gastos distribuição variáveis B = [748.000 x 2%] + 400 € [Transporte do residuo] = 15.360 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 152 Caso Prático n.º 35 Assuntos a tratar: Produção conjunta / Método das unidades equivalentes / Secções homogéneas Material necessário: Mapa do apuramento do custo das secções A empresa “Docentes de CAI, SA”, dedica-se à produção e comercialização dos produtos A e B. O processo de produção é o seguinte: na secção F1, as matérias-primas MP1 e MP2 são misturadas com vista a obter o semi-produto SP. Posteriormente, este semi-produto é enviado para a secção F2 e submetido a um processo de centrifugação, onde é adicionada a matéria-prima MP3, obtendo-se então o produto A, o subproduto X e o semi-produto B. Este último é tratado na secção F3, onde se obtém conjuntamente, o produto B e o resíduo Y. Tanto o subproduto como o resíduo são vendidos, tendo a empresa que suportar o gasto do tratamento despoluidor do resíduo, feito por uma empresa do exterior, a um preço especial de 0,6 €uros/litro. Além das secções principais F1, F2 e F3, existem as secções auxiliares Central Elétrica e Manutenção. Relativamente à atividade de setembro conhecem-se os seguintes elementos: a] Inventários iniciais: PA: A – 20 tons a 2.770 €/ton.; B – 25 tons a 3.590 €/ton. MP: MP1 – 200 tons a 400 €/ton. ; MP2 – 140 tons a 200 €/ton. PVF: na secção F1, havia 30 tons de SP com 20% de incorporação de matérias e 50% de custos de conversão. A valorização destes PVF foi de 3.000 € para as matérias e 8.000 € para custos de conversão incorporados. b] Compras: MP1 – 160 tons a 420 €/ton. MP2 – 80 tons a 310 €/ton. MP3 – 6.500 litros a 6 €/litros c] Inventários finais: PA: A – 20 tons; B – 15 tons MP: MP1 – 90 tons; MP2 – 80 tons PVF: 20 tons de SP, a que faltava incorporar 20% de matérias e com 30% de incorporação de custos de conversão. d] Custos de conversão: Descrição F1 [Hm] F2 [Hm] F3 [Hh] C.E. [Kwh] Manutenção [Hh] Atividade 3.500 2.500 1.000 65.000 20.000 C. Diretos [€] 43.750 33.000 15.000 13.000 100.000 Reembolsos: C. Elétrica 42.000 Kwh 15.000 Kwh 4.000 Kwh - 4.000 Kwh Manutenção 8.400 Hh 4.500 Hh 2.000 Hh 5.100 Hh - e] Outros elementos: Produtos Produção Vendas Preço de venda SP 200 tons - - A ??? 70 tons 3.500 €uros/ton B ??? 50 tons 4.100 €uros/ton X 10 tons 10 tons 150 €uros/ton. Y 3.500 litros 3.500 litros 0,5 €uros/litro A empresa utiliza a fórmula de custeio FIFO para todo o ativo de exploração. Na valorização dos subprodutos/resíduos a empresa utiliza o critério do lucro nulo. Os gastos conjuntos são repartidos segundo o valor de venda no ponto de separação. Pretende-se: a] Elabore o esquema correspondente ao processo produtivo. b] Elabore o mapa do custo das secções com determinação do custo da unidade de obra de cada uma delas. c] Determine o custo da produção acabada, global e unitário dos produtos A e B. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 153 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO F1 F2 F3 CE Manut. TOTAL Custos diretos 43.750,00 33.000,00 15.000,00 13.000,00 100.000,00 201.750,00 Reembolsos: CE 25.274,00 9.026,00 2.407,00 -39.114,00 2.407,00 0,00 Manut. 43.011,00 23.041,00 10.241,00 26.114,00 -102.407,00 0,00 TOTAL 112.035,00 65.067,00 27.648,00 0,00 0,00 204.750,00 Unidade de obra Hm Hm Hh Kwh Hh Atividade 3.500 2.500 1.000 65.000 20.000 Custo unit. u. obra 32,01 € 26,0268 € 27,648 € 0,602 € 5,12035 € Prestações recíprocas: CE = 13.000 + 5.100/20.000 M CE = 39.114 € M = 100.000 + 4.000/65.000 CE M = 102.407 € Custos conjuntos = CIPASP + MP3 + F2 CIPASP = CIPSP + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIPSP = MP1 + MP2 + F1 Matérias-primas: MP1 Consumo = inv.i + Compras – Inv.f 200 tons x 400 € = 80.000 € = 200 + 160 – 90 = 270 tons [FIFO] 70 tons x 420 € = 29.400 € 109.400 € MP2 Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f = 140 + 80 – 80 = 140 tons x 200 € = 28.000 € [FIFO] MP3 Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f = 0 + 6.500 – 0 = 6.500 litros x 6 € = 39.000 € [FIFO] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 154 CIPSP = MP1 + MP2 + F1 = 109.400 + 28.000 + 112.035 = 137.400 + 112.035 = 249.435 € CIPASP = CIPSP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 249.435 + 11.000 – Inv.fPVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: MP = 30 tons x 20% = 6 uea Gasto: 3.000 € Unitário = 500,00 € CT = 30 tons x 50% = 15 uea Gasto: 8.000 € Unitário = 533,33 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MP = 200 + [20 x 80%] – 6 = 210 uea Gasto: 137.400 € Unit. = 654,29 € CT = 200 + [20 x 30%] – 15 = 191 uea Gasto: 112.035 € Unit. = 586,57 € [CIP] 249.435 € Inv.f PVF [FIFO]: MP = 20 x 80% = 16 uea x 654,29 € = 10.468,64 € CT = 20 x 30% = 6 uea x 533,33 € = 3.519,42 € 13.988,06 € CIPASP = CIPSP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 249.435 + 11.000 – 13.988,06 = 246.446,94 € Custos conjuntos = CIPASP + MP3 + F2 = 246.446,94 + 39.000 + 65.067 = 350.513,94 € Custos conjuntos a repartir = 350.513,94 € – Subproduto X Gastos conjuntos a repartir = 350.513,94 – 1.500 = 349.013,94 € Repartição [Método do Valor de Venda da Produção no Ponto de Separação]: Produção A = Vendas + Inv.f – Inv.i = 20 + 70 – 20= 70 tons x 3.500 € = 245.000 € Produção B = Vendas + Inv.f – Inv.i = 15 + 50 – 25 = 40 tons x 4.100 € = 164.000 € Custos específicos A = 0 Custos específicos B = F3 – Resíduo Y = 27.648 + 350 = 27.998 € Subproduto X [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 10 tons x 150 € = 1.500 € Gastos específicos = = [ 0 ] = 1.500 € A parte que lhe cabe nos gastos conjuntos = [1.500 €] Lucro = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 155 Gastos conjuntos A = 245.000/381.002 x 349.013,94= 224.430,36 € Custo industrial A = 224.430,36 € / 70 tons = 3.206,15 € Gastos conjuntos B = 136.002/381.002 x 349.013,94 = 124.583,58 € Custo industrial B = 124.593,58 € + 27.998 € = 152.581,58 / 40 tons = 3.814,54 € Resíduo Y [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 3.500 litros x 0,50 € = 1.750 € Gastos específicos = 3.500 litros x 0,60 € = [2.100 €] = - 350 € Deve o produto que lhe dá origem suportar este prejuízo Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 156 Caso Prático n.º 36 Assuntos a tratar: Produção conjunta / Método das unidades equivalentes / Secções homogéneas Material necessário: Mapa do apuramento do custo das secções A empresa “Mar & Sol, SA”, fabrica em regime de produção conjunta os produtos A e B e obtém o subproduto C. Esta empresa adoptou o sistema das Secções Homogéneas para a repartição dos custos de conversão. O seu processo de fabrico é o seguinte: na Secção S1, as matérias-primas X e Y são misturadas, obtendo-se o produto A e o semi-produto B que segue para a Secção S2. Na Secção S2, a partir do semi-produto B e da matéria-prima Z, obtém-se o produto B e o subproduto C. Além das secções principais S1 e S2, existem as secções auxiliares Energia e Manutenção. Da contabilidade do mês de agosto foram retirados os seguintes elementos: a] Produção e Vendas: Produtos Produção Vendas Preço de venda A 60 tons 60 tons 120 €uros/ton. B 83 tons 80 tons 150 euros/ton. C 10 tons 8 tons 20 €uros/ton. b] Matérias-primas: Matérias Inventário Inicial Compras Inv. F. Quant. [tons] C. Unitário [euros] Quant. [tons] C. Unitário [euros] Quant. [tons] X 30 31 120 33 15 Y 48 27 80 28 28 Z 20 36 30 37 2 c] Custo de conversão e atividade das secções: Descrição S1 [Hh] S2 [Hm] Energia [Kwh] Manutenção [Hh] Custos Diretos [euros] 1.755 1.086 900 2.460 Atividade das secções: Secção S1 7.500 2.250 Secção S2 6.500 1.250 Energia - 1.500 Manutenção 6.000 - TOTAL 3.000 7.500 20.000 5.000 d] Inventários iniciais: Produtos acabados: nulas; Produtos em vias de fabrico: 8 tons de A, com 50% de laboração, no valor de 192 €uros. e] Inventários finais: Produtos em vias de fabrico: 60 tons de A com 75% de laboração e 50 tons de B, às quais faltavam incorporar 60% da laboração. f] Outros elementos: Na valorização dos subprodutos/resíduos a empresa adopta o critério do lucro nulo. Os gastos conjuntos são repartidos pelos produtos segundo o método do valor de venda no ponto de separação. A empresa utiliza a fórmula de custeio FIFO para todo o ativo de exploração. Todos os fatores de produção são incorporados linearmente ao longo do processo de fabrico da respetiva secção. Pretende-se: a) Elabore o esquema correspondente ao processo produtivo. b) Elabore o mapa do custo das secções com determinação do custo da unidade de obra de cada uma delas. c) Determine o custo da produção acabada, global e unitário dos produtos A e B e do subproduto C. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 157 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO S1 S2 Energia Manutenção TOTAL Custos diretos 1.750,00 1.086,00 900,00 2.460,00 6.201,00 Reembolsos: Energia 675,00 585,00 -1.800,00 540,00 0,00 Manutenção 1.350,00 750,00 900,00 -3.000,00 0,00 TOTAL 3.780,00 2.421,00 0,00 0,00 6.201,00 Unidade de obra Hh Hm Kwh Hh Atividade 3.000 7.500 20.000 5.000 Custo unit. u. obra 1,26 €/Hh 0,32 €/Hm 0,09 €/Kwh 0,60 €/Hh Prestações recíprocas: E = 900 € + 1.500 Hh/5.000 Hh M C = 1.800 € M = 2.460 € + 6.000 Kwh/20.000 Kwh CE M = 3.000 € Custos conjuntos = MPX + MPY + S1 MPX Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f 30 tons x 31 € = 930 € = 30 + 120 – 15 = 135 tons [FIFO] 105 tons x 33 € = 3.465 € 4.395 € MPY Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f 48 tons x 27 € = 1.296 € = 48 + 80 – 28 = 100 tons [FIFO] 52 tons x 28 € = 1.456 € 2.752 € MPZ Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f 20 tons x 36 € = 720 € = 20 + 30 – 2 = 48 tons [FIFO] 28 tons x 37 € = 1.036 € 1.756 € Custos conjuntos = 4.395 € + 2.752 € + 3.780 € = 10.927 € = Gastos conjuntos a repartir Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 158 Repartição [Método do Valor de Venda da Produção no Ponto de Separação]: Custos específicos B = MPZ + S2 – Subproduto C Custos específicos B = 1.756 € + 2.421 € – 200 € = 3.977 € IMPORTANTE: Como o produto B apresenta produtos em vias de fabrico na secção S2, os custos de conversão desta e o consumo da matéria MZ, dizem respeito à produção do mês e não à produção acabada. Assim: Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF = 0 Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF Produção Mês UEA = 83 + [50 x 40%] – 0 = 103 uea Gasto = 3.977 € Unit. = 38,61165 € Produção acabada [Custos específicos = MZ + S2] = 83 tons x 38,61165 € = 3.204,77 € Custos conjuntos A = 7.200,00 / 16.445,23 x 10.927 = 4.784,03 € Custos conjuntos B = 9.245,23 / 16.445,23 x 10.927 = 6.142,97 € CIP A = 4.784,03 € CIP B = 6.142,97 € + 3.977 € = 10.119,97 € CIPA A = CIP A + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIPA A = 4.784,03 € + 192 € – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes Inv.i PVF: Quant. = 8 x 50% = 4 uea Gasto: 192 € Unit. = 48 € Produção do Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF Quant. = 60 + [60x75%] – 4 = 101 uea Gasto: 4.784,03 € Unit. = 47,37 € [CIP] Inv.f PVF [FIFO] = 60 x 75% = 45 uea x 47,37 € = 2.131,65 € CIPA A = 4.784,03 € + 192 € – 2.131,65 € = 2.844,38 € / 60 tons = 47,406 €/tons CIPA B = CIP B + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIPA B = 10.119,97 € + 0 € – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes Inv.i PVF = 0 Produção do Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF Quant. = 83 + [50x40%] – 0 = 103 uea Gasto: 10.119,97 € Unit. = 98,25 € Inv.f PVF [FIFO] = 50 x 40% = 20 uea x 98,25 € = 1.965 € CIPA B = 10.119,97 € + 0 – 1.965 € = 8.154,97 € / 83 tons = 98,253 €/tons CIPA Subproduto C = 200 € / 10 tons = 20 €/tons Subproduto C [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 10 tons x 20 € = 200 € Gastos específicos = = [ 0 €] = 200 € A parte que lhe cabe nos custos específicos de B = [200 €] Lucro = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 159 Caso Prático n.º 37 Assuntos a tratar: Produção conjunta / Método das unidades equivalentes / Secções homogéneas Material necessário: Mapa do apuramento do custo das secções / Demonstração dos resultados por funções A sociedade Industrial, SA, fabrica segundo o regime de produção conjunta os produtos químicos A, B, e C e o subproduto S, para uso industrial. O processo de Fabricação é o seguinte: Secção P1 – a partir das matérias-primas M1 e M2 obtém-se o semi-produtoA [1.400 tons], que segue para a Secção P2. Secção P2 – a partir do semi-produto A e da matéria-prima M3, obtêm-se os produtos A e B [que seguem para o respetivo armazém] e ainda o subproduto S [que é vendido a um cliente] e o semi-produto C. Secção P3 – o semi-produto C [800 tons] é sujeito a operações de transformação, obtendo-se a partir dele o produto acabado C, que segue para o armazém. Além das secções principais P1, P2 e P3, existem as secções auxiliares SA1 [produz e distribui energia] e SA2 [oficina de reparações internas]. Relativamente à atividade de outubro, conhecem-se os seguintes elementos: a] Matérias-Primas: Matérias Inventários iniciais Compras Inv. F. Quant. [tons] C. Unitário [euros] Quant. [tons] C. Unitário [euros] Quant. [tons] M1 300 15,5 300 16,5 200 M2 475 13,25 800 14 275 M3 200 18 300 18,75 20 Nota: a empresa adopta a fórmula de custeio FIFO na valorização das matérias-primas b] Custos de conversão e atividade das secções: Descrição S1 [Hh] S2 [Hm] S3 [Hm] Energia [%] Manutenção [%] Custos Diretos [€uros] 8.775 5.430 11.540 4.500 12.300 Atividade das secções: Secção S1 30% 35% Secção S2 32,5% 25% Secção S3 7,5% 10% Energia - 30% Manutenção 30% - TOTAL 3.000 7.500 10.000 100% 100% c] Produtos em Vias de Fabrico: Descrição Inventário Inicial Inv. Final U. F. G. A. Matérias C. Conversão U. F. G. A. Semi-Produto A 250 20% 3.500 € 436,25 € 200 75% Nota: A empresa adopta a fórmula de custeio FIFO na valorização dos Produtos em Vias de Fabrico. d] Outros elementos: Produtos Produção Vendas Preço de venda A 600 tons 600 tons 27,5 €uros/ton B 360 tons 360 tons 7,5 €uros/ton C 720 tons 720 tons 94,5 €uros/ton. S 80 tons 80 tons 9,0 €uros/ton. Na valorização dos subprodutos/resíduos a empresa utiliza o critério do lucro nulo, suportando-se 0,25 euros para despesas de transporte, na venda de cada tonelada. Os custos conjuntos são repartidos segundo o método do valor de venda no ponto de separação. As matérias-primas e os semi-produtos são incorporados logo no início do processo de fabrico das respetivas secções, enquanto os custos de conversão têm uma incorporação linear, em cada uma das secções. Pretende-se: a] Elabore o esquema correspondente ao processo produtivo. b] Elabore o mapa do custo das secções com determinação do custo da unidade de obra de cada uma delas. c] Determine o custo da produção acabada, global e unitário dos produtos A e B e C. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 160 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO P1 P2 P3 SA1 SA2 TOTAL Custos diretos 8.775,00 5.430,00 11.540,00 4.500,00 12.300,00 42.545,00 Reembolsos: SA1 2.700,00 2.925,00 675,00 -9.000,00 2.700,00 0,00 SA2 5.250,00 3.750,00 1.500,00 4.500,00 -15.000,00 0,00 TOTAL 16.725,00 12.105,00 13.715,00 0,00 0,00 42.545,00 Unidade de obra Hh Hm Hh Atividade 3.000 7.500 10.000 Custo unit. u. obra 5,575 € 1,614 € 1,372 € Prestações recíprocas: SA1 = 4.500 + 0,3 SA2 SA1 = 9.000 € SA2 = 12.300 + 0,3 SA1 SA2 = 15.000 € Gastos conjuntos = CIPASPA + M3 + P2 CIPASPA = CIPSPA + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIPSPA = M1 + M2 + P1 Matérias-primas: M1 Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f 300 tons x 15,5 € = 4.650 € = 300 + 300 – 200 = 400 tons [FIFO] 100 tons x 16,5 € = 1.650 € 6.300 € M2 Consumo = Inv.i + Compras – Inv.f 475 tons x 13,25 € = 6.293,75 € = 475 + 800 – 275 = 1.000 tons [FIFO] 525 tons x 14,00 € = 7.350,00 € 13.643,75 € M3 Consumo = Inv.i + Compras – Inv. f 200 tons x 18,00 € = 3.600 € = 200 + 300 – 20 = 480 tons [FIFO] 280 tons x 18,75 € = 5.250 € 8.850 € CIPSPA = 6.300 + 13.643,75 + 16.725 = 19.943,75 € + 16.725 € = 36.668,75 € CIPASP = CIPSP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 36.668,75 + 3.936,25 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 161 Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: MP = 250 tons x 100% = 250 uea Custo: 3.500,00 € Unitário = 14 € CT = 250 tons x 20% = 50 uea Custo: 436,25 € Unitário = 8,725 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MP = 1.400 + [200 x 100%] – 250 = 1.350 uea Custo: 19.943,75 € Unit. = 14,77 € CT = 1.400 + [200 x 75%] – 50 = 1.500 uea Custo: 16.725,00 € Unit. = 11,15 € CIP = 36.668,75 € Inv.f PVF [FIFO]: MP = 200 x 100% = 200 uea x 14,77 € = 2.954,00 € CT = 200 x 75% = 150 uea x 11,15 € = 1.672,50 € 4.626,50 € CIPASP = CIPSP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 36.668,75 € + 3.936,25 € – 4.626,5 € = 35.978,50 € Custos conjuntos = CIPASPA + M3 + P2 = 35.978,50 € + 8.850 € + 12.105 € = 56.933,50 € Custos conjuntos a repartir = 56.933,50 – Subproduto S Custos conjuntos a repartir = 56.933,60 € – 700 = 56.233,50 € Repartição [Método do Valor de Venda da Produção no Ponto de Separação]: Custos específicos C = P3 = 13.715 € Custos conjuntos A = 16.500/73.525 x 56.233,50 € = 12.619,55 € Custo industrial A = 12.619,55 € / 600 tons = 21,03 €/ton. Custos conjuntos B = 2.700/73.525 x 56.233,5 € = 2.065,02 € Custo industrial B = 2.065,02 / 360 tons = 5,736 €/ton. Custos conjuntos C = 54.325/73.525 x 56.233,50 € = 41.548,93 € Custo industrial C = 41.548,93 € + 13.715 € = 55.263,93 € / 720 tons = 76,76 €/ton. Subproduto S [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 80 tons x 9 € = 720 € Gastos específicos = 80 tons x 0,25 € = [ 20 € ] = 700 € A parte que lhe cabe nos gastos conjuntos = [700 €] Lucro = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 162 Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N Produto A Produto B Produto C Subprod. S TOTAL Vendas e serviços prestados 16.500,00 2.700,00 68.040,00 720,00 87.960,00 Custo das vendas e dos serv. prestados -12.618,00 -2.076,13 -55.267,20 -700,00 -70.661,33 Resultado bruto 3.882,00 623,87 12.772,80 20,00 17.298,67 Gastos de distribuição -20,00 -20,00 Gastos administrativos Res. operac. [antes gastos fin. e imp.] 17.278,67 Gastos de financiamento líquido Resultado antes de impostos 17.278,67 Vendas A = 600 tons x 27,5 € = 16.500 € Vendas B = 360 tons x 7,5 € = 2.700 € Vendas C = 720 tons x 94,5 € = 68.040 € Vendas S = 80 tons x 9,0 € = 720 € CIPV A = 600 tons x 21,03 € = 12.618,00 € [LIFO] CIPV B = 360 tons x 5,736 € = 2.064,96 € [LIFO] CIPV C = 720 tons x 76,76 € = 55.267,20 € [LIFO] CIPV S = 80 tons x 8,75 € = 700,00 € [LIFO] Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 163 Caso Prático n.º 38 Assuntos a tratar: Produção conjunta / Método das unidades equivalentes / Secções homogéneas Material necessário: Mapa do apuramento do custo das secções / Demonstração dos resultados por funções A empresa Boa Vida, Lda., é uma unidade industrial que produz em regime de produção conjunta três bens: A, B e C; e dois subprodutos: R1 e R2. O processo produtivo é o seguinte: ♦ Secção S1 – a matéria-prima M1 é transformada dando origem a 9.000 kg de semi-produto VB, os quais são imediatamente transferidos para a secção S3 e ao subproduto R1, que pode ser vendido no mercado a 25 €uros/ton. ♦ Secção S2 – nesta secção é transformada a matéria-prima M2, que dá origem a 6.000 kg de semi- produto BS, os quais são também transferidosde imediato para a secção S3. ♦ Secção S3 – nesta secção é adicionada, aos semi-produtos VB e BS, a matéria-prima M3, obtendo- se, através de sucessivos processos de transformação os produtos: A, B e C, que são enviados para o armazém e o subproduto R2, cujo preço de mercado é de 20 €uros/ton. ♦ Para além destas secções, existem ainda, duas secções auxiliares: Gastos Comuns e Manutenção. Relativamente ao mês de junho, obtiveram-se os seguintes dados: a] Atividade e custos das secções: Secções Secção S1 Secção S2 Secção S3 S. G. Comuns S. Manutenção Secção S1 - - - 30% 200 Hm Secção S2 - - - 20% 250 Hm Secção S3 - - - 20% 350 Hm S. G. Comuns - - - - 200 Hm S. Manutenção - - - 30% - Atividade 10.000 Hh 8.000 Hh 6.000 Hh 100% 1.000 Hm Custos diretos [€] 5.000 4.000 3.050 800 700 b] Produção acabada e preço de venda: c] Consumos de matérias-primas: Produtos Produção Preço de venda A 5.000 unid. 1,6 €uros/unid. B 6.000 unid. 1,5 €uros/unid. C 9.000 unid. 1,8 €uros/unid. R1 2.000 kg - R2 5.000 kg - d] Inventários iniciais de PVF: e] Inventários finais de PVF: f] Outras informações: A empresa utiliza a fórmula de custeio FIFO para todo o ativo de exploração e adopta como critérios de valorização, para os subprodutos, o critério do lucro nulo e para os produtos principais, o critério do valor de venda no ponto de separação. Pretende-se: a] Elabore o esquema correspondente ao processo produtivo. b] Elabore o mapa de custos das secções, com determinação do custo da unidade de obra de cada uma delas. c] Determine o custo da produção acabada, global e unitário, dos produtos A, B e C. Matérias Quantidades Gasto unitário M1 10.000 kg 0,50 €uros M2 8.000 kg 0,20 €uros M3 2.000 kg 0,25 €uros Semi- produto Quant. Grau de acabamento MP C. Conver. BS 2.000 unid. 80% 60% Semi- produto Quant. Grau de acabamento MP C. Conver. BS 1.800 unid. 50% 80% Valor [€] 1.250 €uros 206 €uros 1.044 €uros Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 164 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO S1 S2 S3 GC Manut. TOTAL Custos diretos 5.000,00 4.000,00 3.050,00 800,00 700,00 13.550,00 Reembolsos: GC 300,00 200,00 200,00 -1.000,00 300,00 0,00 Manutenção 200,00 250,00 350,00 200,00 -1.000,00 0,00 TOTAL 5.500,00 4.450,00 3.600,00 0,00 0,00 13.550,00 Unidade de obra Hh Hh Hh - - Hm Atividade 10.000 8.000 6.000 1.000 Custo unit. u. obra 0,55 € 0,55625 0,60 € 1,00 € Prestações recíprocas: GC = 800 + 200 Hm / 1.000 Hm GC = 1.000 € M = 700 + 0,3 GC M = 1.000 € Custos conjuntos = CIPABS +CIPAVB + MP3 + S3 CIPABS = CIPBS + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIPAVB = MP1 + S1 – Subproduto R1 CIPBS = MP2 + S2 Matérias-primas: Consumo MP1 = 10.000 kg x 0,50 € = 5.000 €uros Consumo MP2 = 8.000 kg x 0,20 € = 1.600 €uros Consumo MP3 = 2.000 kg x 0,25 € = 500 €uros CIPBS = MP2 + S2 = 1.600 + 4.450 = 6.050 € CIPABS = CIPBS + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 6.050 + 1.250 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 165 Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: MP = 1.800 kg x 50% = 900 uea Custo: 206 € Unitário = 0,2289 € CC = 1.800 kg x 80% = 1.440 uea Custo: 1.044 € Unitário = 0,7250 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MP = 6.000 + [2.000 x 80%] – 900 = 6.700 uea Custo: 1.600 € Unit. = 0,23880 € CC = 6.000 + [2.000 x 60%] – 1.440 = 5.760 uea Custo: 4.450 € Unit. = 0,77257 € [CIP] Inv.f PVF [FIFO]: MP = 2.000 x 80% = 1.600 uea x 0,23880 € = 382,08 € CC = 2.000 x 60% = 1.200 uea x 0,77257 € = 927,08 € 1.309,16 € CIPABS = CIPBS + Inv.iPVF – Inv.fPVF = 6.050 + 1.250 – 1.309,16 = 5.990,84 € CIPAVB = MP1 + S1 – Subproduto R1 = 5.000 + 5.500 – 50 = 10.450 €uros Custos conjuntos = CIPABS +CIPAVB + MP3 + S3 = 5.990,84 + 10.450 + 500 + 3.600 = 20.540,84 € Custos conjuntos a repartir = 20.540,84 – Subproduto R2 Gastos conjuntos a repartir = 20.540,84 – 100 = 20.440,84 € Repartição [Método do Valor de Venda da Produção no Ponto de Separação]: Custos conjuntos A = 8.000 / 33.200 x 20.440,84 = 4.925,50 € Custo industrial A = 4.925,50 € / 5.000 unid. = 0,9851 €/unid. Custos conjuntos B = 9.000 / 33.200 x 20.440,84 = 5.541,19 € Custo industrial B = 5.541,19 € / 6.000 unid. = 0,9235317 €/unid. Custos conjuntos C = 16.200 / 33.200 x 20.440,84 = 9.974,14 € Custo industrial C = 9.974,14 € / 9.000 unid. = 1,108234 €/unid. Subproduto R2 [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 5 tons x 20 € = 100 € Custos específicos = = [ 0 ] = 100 € A parte que lhe cabe nos gastos conjuntos = [100 €] Lucro = 0 Subproduto R1 [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 2 tons x 25 € = 50 € Custos específicos = = [ 0 ] = 50 € A parte que lhe cabe nos custos de VB = [50 €] Lucro = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 166 Caso Prático n.º 39 Assuntos a tratar: Produção conjunta / Método das unidades equivalentes / Secções homogéneas Material necessário: Mapa do apuramento do custo das secções A Viseu Indústria, Lda. fabrica dois produtos P1 e P2 que têm o ciclo produtivo seguinte: Na secção A, a matéria-prima MP1 é transformada obtendo-se, em regime de produção conjunta, os semi-produtos SP1 e SP2, que são armazenados e o resíduo R que é vendido. O semi-produto SP1 é depois sujeito a operações de transformação na secção B, onde lhe é adicionada a matéria-prima MP2, dando origem ao produto P1. O semi-produto SP2 é igualmente sujeito a operações de transformação na secção C, onde lhe é adicionada a matéria-prima MP3, dando origem ao produto P2. Além das secções referidas, existem, ainda, três secções auxiliares SA1, SA2 e SA3. Relativamente ao mês de novembro, obtiveram-se os seguintes dados: a] Atividade e custos das secções: Secções Secção A Secção B Secção C Secção SA1 Secção SA2 Secção SA3 Secção SA1 30% 20% 40% - 10% - Secção SA2 40% 15% 30% 5% - 10% Secção SA3 30% 30% 20% 10% 10% - Custos diretos [€] 67.875 64.960 38.780 22.560 16.700 20.000 b] Inventários iniciais: Descrição Quantidade Preço unitário Descrição Quantidade Preço unitário MP1 100 tons 3,0 € Semi-produto SP1 500 tons 8,4 € MP2 150 tons 7,0 € Semi-produto SP2 450 tons 8,4 € MP3 130 tons 8,0 € P1 1.200 tons 20,0 € P2 800 tons 24,0 € PVF´s Quantidade Grau de Acabamento Gasto por fatores [€] Semi-produto MP CC P1 1.050 tons 50% 8.820 7.140 3.360 P2 2.500 tons 40% 21.000 19.750 7.400 c] Compras: d] Produção: Descrição Quantidade Preço unitário MP1 20.000 tons 3,2 € MP2 12.000 tons 6,8 € MP3 11.100 tons 8,2 € e] Inventários finais: f] Outros elementos: � Produção e vendas: A empresa utiliza a fórmula de custeio FIFO para todo o ativo e exploração. Na valorização do resíduo utiliza o lucro nulo, tendo que suportar 0,5 € de transporte, na venda de cada tonelada de R. Os custos conjuntos são repartidos segundo o método da quantidade produzida. As matérias-primas e os semi- produtos são incorporados no produto no início do processo de fabrico das respetivas secções, já os custos de conversão são incorporados linearmente ao longo do processo de fabrico das respetivas secções. Pretende-se: a] Elabore o mapa do custo das secções e determine o custo de produção unitário de P1 e P2. b] Determine a margem bruta total e de cada produto. Descrição Quantidade Preço unitário SP1 12.500 tons ??? SP2 5.000 tons??? Descrição Quantidade Preço unitário Semi-produto SP1 500 tons ??? Semi-produto SP2 350 tons ??? Descrição Quantidade Preço unitário MP1 100 tons ??? MP2 145 tons ??? MP3 120 tons ??? PVF´s Quantidade Grau de Acabamento P1 2.100 tons 75% P2 1.000 tons 50% Descrição Produção Vendas Preço unitário P1 12.000 tons 11.800 tons 25,0 € P2 8.000 tons 8.100 tons 25,0 € R 2.000 tons 2.000 tons 3,0 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 167 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO A B C SA1 SA2 SA3 TOTAL Custos diretos 67.875 64.960 38.780 22.560 16.700 20.000 230.875 Reembolsos: SA1 7.755 5.170 10.340 -25.850 2.585 0 0 SA2 8.600 3.225 6.450 1.075 -21.500 2.150 0 SA3 6.645 6.645 4.430 2.215 2.215 -22.150 0 TOTAL 90.875 80.000 60.000 0 0 0 230.875 Unidade de obra - - - - - - - - - - - - Atividade Custo unit. u. obra Prestações recíprocas: SA1 = 22.560 + 0,05 SA2 + 0,1 SA3 SA1 = 25.850 € SA2 = 16.700 + 0,1 SA1 + 0,1 SA3 SA2 = 21.500 € SA3 = 20.000 + 0,1 SA2 SA2 = 22.150 € Custos conjuntos = MP1 + Secção A Consumo MP1 = 100 + 20.000 – 100 = 20.000 tons 100 tons x 3,0 € = 300 € [FIFO] 19.900 tons x 3,2 € = 63.680 € 63.980 € Consumo MP2 = 150 + 12.000 – 145 = 12.005 tons 150 tons x 7,0 € = 1.050 € [FIFO] 11.855 tons x 6,8 € = 80.614 € 81.664 € Consumo MP3 = 130 + 11.100 – 120 = 11.110 tons 130 tons x 8,0 € = 1.040 € [FIFO] 10.980 tons x 8,2 € = 90.036 € 91.076 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 168 Custos conjuntos = MP1 + Secção A = 63.980 € + 90.875 € = 154.855 € Custos conjuntos a repartir = 154.855 € – Resíduo R Custos conjuntos a repartir = 154.855 € – 5.000 € = 149.855 € Repartição [Método da Quantidade Produzida]: Produtos Quantidade SP1 12.500 tons SP2 5.000 tons 17.500 tons Custos conjuntos [SP1] = 12.500 tons / 17.500 tons x 149.855 € = 107.039,29 € Custos conjuntos [SP2] = 5.000 tons / 17.500 tons x 149.855 € = 42.815,71 € Custo unitário SP1 produzido no mês = 107.039,29 € / 12.500 tons = 8,5631432 € Custo unitário SP2 produzido no mês = 42.815,71 € / 5.000 tons = 8,5631432 € CIPA P1 = CIP P1 + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP P1 = Consumo SP1 + MP2 + Secção B Consumo SP1 = Inv.i + Produção – Inv.f Consumo SP1 = 500 + 12.500 – 500 = 12.500 tons 500 tons x 8,4 € = 4.200,00 € [FIFO] 12.000 tons x 8,563143 € = 102.757,72 € 106.957,72 € CIP P1 = Consumo SP1 + MP2 + Secção B = 106.957,42 € + 81.664 € + 80.000 € = 268.621,72 € CIPA P1 = 268.621,72 € + [8.820 € + 7.140 € + 3.360 €] – Inv.f PVF Método Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: SP1 = 1.050 x 100% = 1.050 uea Custo = 8.820 € Unitário = 8,40 € MP2 = 1.050 x 100% = 1.050 uea Custo = 7.140 € Unitário = 6,80 € CC [secção B] = 1.050 x 50% = 525 uea Custo = 3.360 € Unitário = 6,40 € 19.320 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: SP1 = 12.000 + [2.100 x 100%] – 1.050 = 13.050 uea Custo = 106.957,42 € Unit. = 8,196 € MP2 = 12.000 + [2.100 x 100%] – 1.050 = 13.050 uea Custo = 81.635,00 € Unit. = 6,256 € CC [secção B] = 12.000 + [2.100 x 75%] – 525 = 13.050 uea Custo = 80.000,00 € Unit. = 6,130 € CIP = 268.621,72 € Inv.f PVF [FIFO]: SP1 = 2.100 x 100% = 2.100 uea x 8,196 € = 17.211,60 € MP2 = 2.100 x 100% = 2.100 uea x 6,256 € = 13.137,60 € CT [secção B] = 2.100 x 75% = 1.575 uea x 6,130 € = 9.654,75 € 40.003,95 € Resíduo R [Lucro nulo]: Valor venda da produção = 2.000 tons x 3,0 € = 6.000 € Custos específicos = 2.000 tons x 0,5 € = [ 1.000 €] = 5.000 € A parte que lhe cabe nos custos conjuntos = [ 5.500 €] Lucro = 0 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 169 CIPA P1 = 268.621,72 € + [8.820 € + 7.140 € + 3.360 €] – 40.003,95 € = 247.937,77 € CIPA unit. P1 = 247.937,77 € / 12.000 tons = 20,66148 € CIPA P2 = CIP P2 + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP P2 = Consumo SP2 + MP3 + Secção C Consumo SP2 = Inv.i + Produção – Inv.f Consumo SP2 = 450 + 5.000 – 350 = 5.100 tons 450 tons x 8,4 € = 3.780,00 € [FIFO] 4.650 tons x 8,563143 € = 39.818,62 € 43.598,62 € CIP P2 = Consumo SP2 + MP3 + Secção C = 43.598,62 € + 91.076 € + 60.000 € = 194.674,62 € CIPA P2 = 194.674,62 € + [21.000 € + 19.750 € + 7.400 €] – Inv.f PVF Método Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: SP2 = 2.500 x 100% = 2.500 uea Custo = 21.000 € Unitário = 8,40 € MP3 = 2.500 x 100% = 2.500 uea Custo = 19.750 € Unitário = 7,90 € CT [secção C] = 2.500 x 40% = 1.000 uea Custo = 7.400 € Unitário = 7,40 € 48.150 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: SP2 = 8.000 + [1.000 x 100%] – 2.500 = 6.500 uea Custo = 43.598,62 € Unit. = 6,70748 € MP3 = 8.000 + [1.000 x 100%] – 2.500 = 6.500 uea Custo = 91.076,00 € Unit. = 14,0117 € CT [secção C] = 8.000 + [1.000 x 50%] – 1.000 = 7.500 uea Custo = 60.000,00 € Unit. = 8,0000 € CIP = 194.674,62 € Inv.f PVF [FIFO]: SP2 = 1.000 x 100% = 1.000 uea x 6,70748 € = 6.707,48 € MP3 = 1.000 x 100% = 1.000 uea x 14,01170 € = 14.011,70 € CT [secção C] = 1.000 x 50% = 500 uea x 8,00000 € = 4.000,00 € 24.719,18 € CIPA P2 = 194.674,62 € + [21.000 € + 19.750 € + 7.400 €] – 24.719,18 € = 218.105,44 € CIPA unit. P2 = 218.105,44 € / 8.000 tons = 27,26318 € Margem bruta = Vendas – CIPV = 295.000,00 – 243.011,69 € = 51.988,31 € Margem bruta = Vendas – CIPV = 202.500,00 – 218.221,21 € = -15.721,21 € Vendas P1 = 11.800 tons x 25 € = 295.000 € Vendas P2 = 8.100 tons x 25 € = 202.500 € CIPV P1 = 11.800 tons 1.200 unid. x 20,000 € = 24.000,00 € [FIFO] 10.600 unid. x 20,66148 € = 219,011,69 € 243.011,69 € CIPV P2 = 8.100 tons 800 unid. x 24,000 € = 19.200,00 € [FIFO] 7.300 unid. x 27,26318 € = 199.021,21 € 218.221,21 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 170 PRODUÇÃO CONJUNTA [Soluções]: CP.33 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO S1 S2 S3 A1 A2 TOTAL Custo unit. unid. obra 26,30 €/Hm 17,80 €/Hm 17,90 €/Hh 1.645 € 1,829 €/Hh 51.884 € Subproduto R = 620 € Custos conjuntos a repartir = 99.070 € Subproduto S = 1.500 € Custos conjuntos X = 60.695,28 € Custos conjuntos Y = 38.374,72 € CIPA X = 60.695,28 € CIPA Y = 41.886,72 € CIPA Z = 545,36 € CIPV X = 67.357,10 € CIPV Y = 39.902,80 € CIPV Z = 37.521,60 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N Produto X Produto Y Produto Z Subprod. TOTAL Resultado bruto 82.642,90 50.097,20 32.478,40 4.500,00 169.718,50 Resultado antes de impostos 56.618,50 CP.34 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO Tratamento Fabrico Acaba/ Oficina G. Comuns TOTAL Custo unit. u. obra 27,42 € 30,6128 € 57,399 € 143,86 € 0,2715 998.944,00 MP1 = 44.775 € MP2 = 36.953,40 € Subproduto C = 1.950 € CIP Pasta = 485.599,40 € If PVF = 20.850 € CIPA Pasta = 464.749,40 € Custos conjuntos = 770.877,40 € Subproduto D = 1.034 € Custos conjuntos A = 344.811,03 € Custos conjuntos B = 425.032,37 €CIPA unit. A = 172,406 € CIPA unit. Y = 381,30 € CIPA unit. D = 9,8 € CIPV A = 361.811,03 € CIPV B = 648.210 € CIPV D = 1.470 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N Produto A Produto B Subprod. D TOTAL Resultado bruto 89.688,96 99.790,00 30,00 189.508,96 Resultado antes de impostos 175.008,96 CP.35 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO F1 F2 F3 CE Manut. TOTAL Custo unit. unid. obra 32,01 € 26,0268 € 27,648 € 0,602 € 5,12035 € 204.750,00 MP1 = 109.400 € MP2 = 28.000 € MP3 = 39.000 € CIP SP = 249.435 € If PVF = 13.988,06 € CIPA SP = 246.446,94 € C. conj. = 350.513,94 € Subproduto X = 1.500 € Custos conjuntos A = 224.430,36 € Custos conjuntos B = 124.583,58 € CIPA unit. A = 3.206,15 € CIPA unit. Y = 3.814,54 € CP.36 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO S1 S2 Energia Manutenção TOTAL Custo unit. unid. obra 1,26 €/Hh 0,32 €/Hm 0,09 €/Kwh 0,60 €/Hh 6.201,00 € MPX = 4.395 € MPY = 2.752 € MPZ = 1.756 € C. conj. = 10.927 € Subproduto C = 200 € Custos conjuntos A = 4.784,03 € Custos conjuntos B = 6.142,97 € CIP A = 4.784,03 € CIP B = 10.119,97 € If PVF A = 2.131,65 € CIPA A = 2.844,38 € If PVF B = 1.965 € CIPA B = 8.154,97 € CIPA C = 200 € CP.37 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO P1 P2 P3 SA1 SA2 TOTAL Custo unit. unid. obra 5,575 € 1,614 € 1,372 € 9.000 € 15.000 € 42.545 € M1 = 6.300 € M2 = 13.643,75 € M3 = 8.850 € CIP SP = 36.668,75 € If PVF SP = 4.626,50 € CIPA SP = 35.978,50 € C. conj. = 56.933,50 € Subproduto S = 700 € C. conj. A = 12.619,55 € C. conj. B = 2.065,02 € C. conj. C = 41.548,93 € CIPA unit. C = 76,76 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N Produto A Produto B Produto C Subprod. S TOTAL Resultado bruto 3.882,00 623,87 12.772,80 20,00 17.298,67 Resultado antes de impostos 17.278,67 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 171 CP.38 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO S1 S2 S3 GC Manut. TOTAL Custo unit. unit. obra 0,55 € 0,55625 0,60 € 1.000 € 1,00 € 13.550 € MP1 = 5.000 € MP2 = 1.600 € MP3 = 500 € CIP BS = 6.050 € If PVF BS = 1.309,16 € CIPA BS = 5.990,84 € Subproduto R1 = 50 € CIPA VB = 10.450 € C. conj. = 20.540,84 € Subproduto R2 = 100 € C. conj. A = 4.925,50 € C. conj. B = 5.541,19 € C. conj. C = 9.974,14 € CP.39 Mapa de apuramento do custo das secções DESCRIÇÃO A B C SA1 SA2 SA3 TOTAL TOTAL 90.875 80.000 60.000 25.850 21.500 22.150 230.875 MP1 = 63.980 € MP2 = 81.664 € MP3 = 91.076 € C. conj. = 154.855 € Resíduo R = 5.500 € C. conj. SP1 = 107.039,29 € C. conj. SP2 = 42.815,71 € Consumo SP1 = 106.957,72 € CIP P1 = 268.621,72 € If PVF P1 = 40.003,95 € CIPA P1 = 247.937,77 € Consumo Sp2 = 43.598,62 € CIP P2 = 194.674,62 € If PVF P2 = 24.719,18 € CIPA P2 = 218.105,44 € CIPV P1 = 243.011,69 € CIPV P2 = 218.221,21 € Margem bruta P1 = 51.988,31 € Margem bruta P2 = -15.721,21 € 10 – Produção Defeituosa Os produtos acabados podem não obedecer a padrões de qualidade estabelecidos, existindo assim a chamada produção Defeituosa. Podem distinguir-se as seguintes situações: 1. Em certas atividades, a qualidade ou a dimensão do produto acabado obtido pode não ser uniforme, pelo que a produção é classificada em diversas qualidades ou escolhas. Como por exemplo desta situação temos a indústria cerâmica e a indústria do vestuário. 2. Há atividades em que as unidades defeituosas entram de novo no ciclo da produção. Como por exemplo, temos a indústria das bolachas em que os produtos defeituosos/partidos ou de qualidade inferior, entram novamente em produção como matéria-prima. 3. Em certas produções, a quantidade do produto obtido está relacionada com a qualidade da matéria-prima utilizada. A obtenção de uma quantidade mais baixa que a normal significa que se verificaram quebras de rendimento anormais, implicando prejuízos que convém determinar. Como por exemplo, produção de álcool. A Produção defeituosa deve se vista sobre um duplo aspeto: • Controlo de Custos – o apuramento dos dados sobre a produção defeituosa interessa para que se possam tomar decisões. • Determinação do custo industrial dos produtos: o Produção Defeituosa Normal – é aquela que está nos limites estabelecidos pela empresa para a produção defeituosa. O seu custo é considerado como um custo da produção acabada sem defeito. o Produção Defeituosa Anormal – é aquela que excede os limites estabelecidos pela empresa. O seu custo vai ser considerado como um custo do período, sendo registado na rubrica “custos industriais não incorporados” [numa subconta de produtos defeituosos]. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 172 Caso Prático n.º 40 Assuntos a tratar: Produção conjunta / Método das unidades equivalentes / Secções homogéneas Material necessário: Mapa do apuramento do custo das secções / Demonstração dos resultados por funções 1 – Uma empresa fabricou num mês 10.000 unidades do produto A, das quais 1.000 unidades defeituosas. O limite considerado normal das unidades defeituosas é de 6% em relação à quantidade total obtida. Os gastos de fabricação do mês foram de 20.000 €uros. As unidades defeituosas são vendidas a 1 €uro cada. Pretende-se: Calcule o custo industrial da produção acabada e os custos industriais não incorporados. 2 – Em outubro, fabricaram-se 1.000 unidades do produto Y, das quais 950 unidades sem defeito e 50 unidades defeituosas. Não é caraterístico do processo de fabrico a obtenção de produção defeituosa. As 50 unidades vão ser aproveitadas como matéria-prima. O custo da matéria-prima é de 7 €uros/unid. O custo de produção do mês foi de 10.000 €uros. Pretende-se: a] Calcule o custo industrial da produção acabada e os custos industriais não incorporados. b] Refaça os cálculos de a] considerando que é aceite como normal uma produção defeituosa de 2% da produção total. 3 – Fabricaram-se 9.800 unidades do produto X, sendo o seu custo de produção de 10.000 €, dos quais 8.000 € referentes às 20.000 unid. MP consumida. No entanto, em condições normais de produção, para obter uma unidade do produto X são necessárias 2 unidades de MP. Pretende-se: Apure o custo industrial da produção acabada e os CIÑI. 4 – Considere os seguintes elementos: semi-produto A X MP1 S1 S2 Y Z A produção do semi-produto A pode originar produção defeituosa considerada normal na ordem dos 6%. A produção do SPA foi de 10.000 unid. e a produção defeituosa daí resultante foi de 1.000 unid. A venda dos produtos defeituosos é feita a 0,1 €uros/cada. Os custos já apurados são: MP1: 6.000 €uros S1: 4.000 €uros S2: 3.000 €uros Pretende-se: a] Cálculo dos custos conjuntos. b] No caso de os produtos defeituosos serem aproveitados como matéria-prima, e sabendo que a empresa pode adquirir MP 1 ao preço de 0,3 €uros/cada, calcule os custos conjuntos. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 173 9.000 unid. – sem defeito Produção = 10.000 unid. 600 unid. - Normal 1.000 unid. defeituosas 400 unid. - Anormal Unitário = 20.000 € / 9.400 unid. = 2,127659574 €/unid. Produção defeituosa anormal [individualizar]: Rendimento = 400 unid. x 1 € = 400,00 € Custo = 400 unid. x 2,12759574 € = [851,06 €] [451,06 €] CIÑI CIPA = 9.000 unid. x 2,12759574 € = 19.148,94 € 950 unid. – sem defeito Produção = 1.000 unid. 0 unid. – Normal 50 unid. defeituosas 50 unid. - Anormal Unitário = 10.000 € / 1.000 unid. = 10 €/unid. Produção defeituosa anormal [individualizar]: Rendimento =50 unid. x 7 € = 350 € Custo = 50 unid. x 10 € = [500 €] [150 €] CIÑI CIPA = 950 unid. x 10 € = 9.500 € 950 unid. – sem defeito Produção = 1.000 unid. 20 unid. - Normal 50 unid. defeituosas 30 unid. - Anormal Unitário = 10.000 € / 980 unid. = 10,20408163 €/unid. Produção defeituosa anormal [individualizar]: Rendimento = 30 unid. x 7 € = 210,00 € Custo = 30 unid. x 10,20408163 € = [306,12 €] [ 96,12 €] CIÑI CIPA = 950 unid. x 10,20408163 € = 9.693,88 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 174 Produção esperada = 20.000 unid. MP / 2 unid. = 10.000 unid. Produção obtida = = 9.800 unid. Quebra = 200 unid. Unitário = 10.000 € / 10.000 unid. = 1 €/unid. CIPA = 9.800 unid. x 1 € = 9.800 € Quebras anormais = 200 unid. x 2 € = 200 € CIÑI 4a] Cálculo dos custos conjuntos. Custos conjuntos = CIPASPA + S2 CIPASPA = MP1 + S1 [resolvendo a situação de produção defeituosa] 9.000 unid. – sem defeito Produção = 10.000 unid. 600 unid. - Normal 1.000 unid. defeituosas 400 unid. - Anormal Unitário = 10.000 € / 9.400 unid. = 1,063829787 €/unid. Produção defeituosa anormal [individualizar]: Rendimento = 400 unid. x 0,1 € = 40,00 € Custo = 400 unid. x 1,063829787 € = [425,53 €] [385,53 €] CIÑI CIPASPA = 9.000 unid. x 1,063829787 € = 9.574,47 € Custos conjuntos = CIPASPA + S2 = 9.574,47 € + 3.000 € = 12.574,47 € 4b] Produção defeituosa anormal [individualizar]: Rendimento = 400 unid. x 0,3 € = 120,00 € Custo = 400 unid. x 1,063829787 € = [425,53 €] [305,53 €] CIÑI CIPASPA = 9.000 unid. x 1,063829787 € = 9.574,47 € Custos conjuntos = CIPASPA + S2 = 9.574,47 € + 3.000 € = 12.574,47 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 175 Caso Prático n.º 41 Assuntos a tratar: Produção defeituosa / Método das unidades equivalentes Material necessário: Demonstração dos resultados por funções A empresa Chapinhar, Lda., produz um único modelo de piscinas pré-fabricadas a partir de uma matéria xpto. O processo de produção é o seguinte: a matéria xpto entra na secção de Moldagem, onde toma a forma da piscina passando de seguida [isto é, sem armazenamento intermédio] à secção de Secagem e por fim, desta passa imediatamente à secção Pintura. No mês de julho, 25 das piscinas iniciadas não passaram à secção de Secagem, por serem detetados defeitos no controlo de qualidade à saída da Moldagem [produção defeituosa anormal]. Cada piscina com defeito é de imediato derretida, ainda na secção de Moldagem, com o custo adicional de 500 € por piscina, obtendo-se a mesma quantidade de matéria xpto que foi introduzida no fabrico, e que fica pronta a ser utilizada de novo. Relativamente a julho, obtiveram-se ainda os seguintes elementos: Matérias-primas: Inv.i de xpto – 10.000 kg a 375 €/kg Compras de xpto – 25.000 kg a 380 €/kg Requisição de xpto pela Moldagem – 12.000 kg Consumo de tinta – 2.374.050 €uros Custos de conversão: Moldagem – 1.575.500 € Secagem – 956.810 € Pintura – 1.117.910 € Produtos acabados: Inv.i Quant. Custo unitário Inv.f Quant. Custo unitário Piscinas 500 unid. 3.600 €uros Piscinas ??? ??? Produção e vendas: Entraram em produção na secção Moldagem, durante o mês de julho, 3.000 piscinas. Produtos em vias de fabrico: Secção Inventário Inicial Inventário Final Quant. Gasto total % Acabamento Quant. % Acabamento Moldagem 40 unid. 1 60.000 € 80% xpto / 50% CC 40 unid. 80% xpto / 75% CC Secagem 25 unid. 2 50.000 € 25% CC 50 unid. 50% CC Pintura 35 unid. 3 85.000 € 10% tinta / 10% CC 15 unid. 25% tinta / 25% CC 1 Dos quais, 48.000 € são custo de xpto. 2 Dos quais 48.750 € são custo do produto intermédio à saída da moldagem. 3 Dos quais 80.000 € são custo do produto intermédio à saída da secagem e 5.000 € são tinta e CC da secção de Pintura. Custos não fabris: Administrativos – 200.000 € Comerciais – 1.000.000 € Financia/ – 45.000 € A empresa utiliza a fórmula de custeio FIFO na saída das matérias-primas, FIFO nos PVF’s e Custo Médio na saída de produtos acabados. Pretende-se: a] Calcule a produção efetiva do mês de cada secção. b] Calcule o CIPA e valorize a Inventário final de produtos acabados. c] Valorize o inventário final de matéria xpto e de PVF’s em cada uma das secções. d] Elabore a demonstração dos resultados do mês. Produção Defeituosa Quant. C. Unitário 25 unid. ??? Produção Acabada Quant. C. Unitário ??? ??? Vendas Quant. C. Unitário 2.700 unid. 5.250 €/unid. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 176 Custo de SP’ [à saída da secção Moldagem] CIPA SP’ = CIP SP’ + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP SP’ = Matéria-prima xpto + Secção Moldagem Matéria-prima xpto Consumo = 12.000 kg 10.000 kg x 375 € = 3.750.000 € [FIFO] 2.000 kg x 380 € = 760.000 € 4.510.000 € Custo da Moldagem = 1.575.500 – [25 x 500 €] = 1.575.500 – 12.500 = 1.563.000 € CIP SP’ = 4.510.000 + 1.563.000 = 6.073.000 €uros CIPA SP’ = 6.073.000 + 60.000 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: MP xpto = 40 unid. x 80% = 32 uea Custo: 48.000 € Unitário = 1.500,00 € CCMoldagem = 40 unid. x 50% = 20 uea Custo: 12.000 € Unitário = 600,00 € Inv.i PVF = 60.000 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MP xpto = 3.000 + [40 x 80%] – 32 = 3.000 uea Custo: 4.510.000 € Unit. = 1.503,333 € CCMoldagem = 3.000 + [40 x 75%] – 20 = 3.010 uea Custo: 1.563.000 € Unit. = 519,269 € [CIP]= 6.073.000 € Inv.f PVF [FIFO]: MPxpto = 40 x 80% = 32 uea x 1.503,333 € = 48.106,67 € CTMoldagem = 40 x 75% = 30 uea x 519,269 € = 18.578,07 € 66.684,74 € CIPA SP’ = 6.073.000 + 60.000 – 66.684,74 = 6.066.312,26 €uros Custo unitário SP’ = 6.066.312,26 € / 3.000 unid. = 2.022,104 € 2.975 unid. sem defeito Produção = 3.000 unid. 0 – normal 25 unid. defeituosas 25 – anormal Produção Defeituosa Anormal: “Rendimento” = 25 unid. x 380,000 € = 9.500,00 € Custo produção = 25 unid. x 2.022,104 € = [50.552,60 €] Custo secção Moldagem = 25 unid. x 500,000 € = [12.500,00 €] [53.552,60 €] CIÑI CIPA SP’ = 2.975 x 2.022,104 € = 6.015.759,66 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 177 Custo de SP’’ [à saída da secção Secagem] CIPA SP’’ = CIP SP’’ + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP SP’’ = SP’ + Secção Secagem CIP SP’’ = 6.015.759,66 + 956.810 = 6.972.569,66 €uros CIPA SP’’ = 6.972.569,66 + 50.000 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Produção SP’’ = 2.975 + 25 – 50 = 2.950 unid. Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: SP’ = 25 unid. x 100% = 25 uea Custo: 48.750 € Unitário = 1.950,00 € CCSecagem = 25 unid. x 25% = 6,25 uea Custo: 1.250 € Unitário = 200,00 € Inv.i PVF = 50.000 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: SP’ = 2.950 + [50 x 100%] – 25 = 2.975 uea Custo: 6.015.759,66 € Unit. = 2.022,104 € CCSecagem = 2.950 + [50 x 50%] – 6,25 = 2.988,75 uea Custo: 956.810,00 € Unit. = 320,14 € [CIP]= 6.972.569,66 € Inv.f PVF [FIFO]: SP´ = 50 x 100% = 50 uea x 2.022,104 € = 101.105,20 € CCSecagem = 50 x 50% = 25 uea x 320,140 € = 8.003,50 € 109.108,70 € CIPA SP’’ = 6.972.569,66 + 50.000 – 106.108,70 = 6.916.460,96 €uros Custounitário SP’ = 6.916.460,96 € / 2.950 unid. = 2.344,563 € / unid. Custo das Piscinas [à saída da secção Pintura] CIPA Piscinas = CIP Piscinas + Inv.i PVF – Inv.f PVF CIP Piscinas = SP’’ + Tinta + Secção Pintura CIP Piscinas = 6.916.460,96 + [2.374.050 + 1.117.910] CIP Piscinas = 6.916.460,96 + 3.491.960 = 10.408.420,96 €uros CIPA Piscinas = 10.408.420,96 + 85.000 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Produção Piscinas = 2.950 + 35 – 15 = 2.970 unid. Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF: SP’’ = 35 unid. x 100% = 35 uea Custo: 80.000,00 € Unitário = 2.285,71 € Tinta/CTPintura = 35 unid. x 10% = 3,5 uea Custo: 5.000,00 € Unitário = 1.428,57 € Inv.i PVF = 85.000,00 € Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: SP’’ = 2.970 + [15 x 100%] – 35 = 2.950 uea Custo: 6.916.460,96 € Unit. = 2.344,563 € CTSecagem = 2.970 + [15 x 25%] – 3,5 = 2.970,25 uea Custo: 3.491.960,00 € Unit. = 1.175,65 € [CIP]= 10.408.420,96 € Inv.fPVF [LIFO]: SP’’ = 15 x 100% = 15 uea x 2.344,563 € = 35.168,45 € CTSecagem = 15 x 25% = 3,75 uea x 1.175,65 € = 4.408,69 € 39.577,14 € CIPA Piscinas = 10.408.420,96 + 85.000 – 39.577,14 = 10.453.843,82 €uros Custo unitário Piscinas = 10.452.843,82 € / 2.970 unid. = 3.519,81 € / unid. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 178 Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funções Em: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N N-1 Vendas e serviços prestados + 14.175.000,00 Custo das vendas e dos serviços prestados - -9.535.485,73 Resultado bruto = 4.639.514,27 Custos industriais não incorporados - -53.565,06 Outros rendimentos + Gastos de distribuição - -1.000.000,00 Gastos administrativos - -200.000,00 Gastos de investigação e desenvolvimento - Outros gastos - Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos = 3.385.949,21 Gastos de financiamento líquido - -45.000,00 Resultado antes de impostos = 3.340.949,21 Imposto sobre rendimento do período -/+ Resultado líquido do período = Vendas = 2.700 unid. x 5.250 € = 14.175.000 €uros CIPV = Qv x custo unitário [CMP] = 2.700 unid. x 3.531,66 € = 9.535.485,73 €uros CMP = [[Q1 x P1] + [Q2 x P2]] / [Q1 + Q2] = CMP = [(500 x 3.600) + (2.970 x 3.519,81)] / [500 + 2.970] CMP = 3.531,36 €uros Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 179 Caso Prático n.º 42 Assuntos a tratar: Produção defeituosa Material necessário: Demonstração dos resultados por funções Uma empresa de cerâmica decorativa do Sátão produz os denominados “bibelôs”. No final de linha de fabrico, os objetos são submetidos a uma inspecção de qualidade que rejeita todos os que apresentam defeitos de fabrico. As unidades, sem qualquer valor económico, são lançadas no lixo. Um nível de rejeitados na ordem de 2% do número de objetos aprovados na inspecção é considerado normal. Em determinado mês verificaram-se os seguintes gastos [em €uros]: Matérias-primas 3.340,0 Custos de conversão 1.219,5 Total dos gastos do mês 4.559,5 Nesse mês foram produzidos 8.800 bibelôs; 8.400 passaram a inspecção e 400 foram rejeitados. No final do mês estavam em curso de fabrico 550 produtos, os quais incorporavam já a totalidade da matéria-prima e apresentam um grau de conversão de 70%. Não havia produtos em vias de fabrico no início do mês. Pretende-se: a] Qual o valor dos produtos em vias de fabrico? b] Qual o valor do custo de produção dos 8.400 objetos que passaram a inspecção? 2 – A empresa “Luky Me, SA” dedica-se à produção de um produto dietético e relativamente ao mês de janeiro, a contabilidade interna forneceu as seguintes informações: Sabe-se ainda que: • No início do mês não havia produtos em armazém. • Os produtos em curso de fabrico são valorizados pela fórmula de custeio FIFO. • As matérias-primas são incorporadas logo no início do processo de fabrico, enquanto os custos de conversão têm uma incorporação linear ao longo do processo. • É caraterístico obter-se cerca de 1% de produção com defeito de fabrico, situação que é detetada pelo controlo existente à entrada do Armazém de Produtos. No corrente mês, das unidades entradas em armazém, 1.000 não respeitaram os padrões de qualidade mínimos exigidos. Nestas circunstâncias, o dietético volta a reentrar no processo produtivo. O gasto da matéria-prima consumida para a produção de cada embalagem do dietético é de 1,8 €uros. • A produção obtida foi integralmente vendida ao preço de 14,52 euros [IVA incluído à taxa normal]. • Custos ñ industriais: comerciais – 11.000 €; administrativos – 5.600 €; financiamento – 7.250 €. Pretende-se que: a] Calcule o custo industrial da produção acabada. b] Elabore a Demonstração dos Resultados de janeiro. % Acab. Quant. Valor [€] % Acab. Quant. Valor [€] Inv.i PVF: 30% 10.000 CIPA: 100% 25.000 ? MP 18.000 CC 39.000 No período: Inv.f PVF: 80% 5.000 MP 36.000 MP ? MOD 80.000 CC ? GGF 76.000 Conta de Fabricação do Produto Dietético Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 180 Inv.f PVF = ? Método das Unidades Equivalentes Método das Unidades Equivalentes: Inv.i PVF = 0 Produção Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF: MP = 8.800 + [550 x 100%] – 0 = 9.350 uea Custo: 3.340,0 € Unit. = 0,35722 € CC = 8.800 + [550 x 70%] – 0 = 9.185 uea Custo: 1.219,5 € Unit. = 0,132770822 € CIP = 4.559,5 € Inv.f PVF: MP = 550 x 100% = 550 uea x 0,35722 € = 196,47 € CC = 550 x 70% = 385 uea x 0,132770822 € = 51,11 € 247,58 € Qual o valor do custo de produção dos 8.400 objectos que passaram a inspecção? CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = 4.559,5 € + 0 – 247,58 € = 4.311,92 € Unitário = 4.311,92 € / 8.632 unid. = 0,49952734 €/unid. 8.400 unid. – sem defeito Produção = 8.800 unid. 168 unid. – Normal 400 unid. Defeituosas 232 unid. – Anormal Produção Defeituosa Anormal = 232 unid. x 0,49952734 € = 115,89 € [CIÑI] CIPA = 8.400 unid. x 0,49952734 € = 4.196,03 € 2a] Calcule o custo industrial da produção acabada. CIPA = CIP + Inv.i PVF – Inv.f PVF = [36.000 + 80.000 + 76.000] + [18.000 + 39.000] – Inv.f PVF = 192.000 + 57.000 – Inv.f PVF Método das Unidades Equivalentes Inv.i PVF MP* = 10.000 x 100% = 10.000 uea Custo = 18.000 € Unit. = 1,8 € CC = 10.000 x 30% = 3.000 uea Custo = 39.000 € Unit. = 13,0 € * As matérias são incorporadas logo no início, o que significa que se existirem PVF’s, estes já incorporam toda a matéria-prima. Produção mês uea = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF MP = 25.000 + [5.000 x 100%] – 10.000 = 20.000 uea Custo = 36.000 € Unit. = 1,8 € CT = 25.000 + [5.000 x 80%] – 3.000 = 26.000 uea Custo = 156.000 € Unit. = 6,0 € Inv.f PVF [FIFO] MP = 5.000 x 100% = 5.000 uea x 1,8 = 9.000 € GGF = 5.000 x 80% = 4.000 uea x 6 € = 24.000 € 33.000 € Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 181 Cind. = 192.000 + 57.000 – 33.000 = 216.000 € Unit. = 216.000 € / 24.750 unid. = 8,72[72] €/unid. 24.000 unid. – Produção normal “boa” Produção = 25.000 unid. 250 unid. – perdas normais 1.000 unid. 750 unid. – perdas anormais CIÑI = 750 x [8,7272 – 1,8] = 5.195,45 € Defeituosa anormal CIPA = 24.000 x 8,72[72] € = 209.454,55 € / 24.000 unid. = 8,72[72] € Empresa: ___________________ Demonstração dos resultados por funçõesEm: _____ / ___/ ___ RENDIMENTOS E GASTOS N N-1 Vendas e serviços prestados + 288.000,00 Custo das vendas e dos serviços prestados - -209.454,55 Resultado bruto = 78.545,45 Custos industriais não incorporados - -5.195,45 Outros rendimentos + Gastos de distribuição - -11.000,00 Gastos administrativos - -5.600,00 Gastos de investigação e desenvolvimento - Outros gastos - Resultado operacional [antes de gastos de financiamento e impostos = 56.750,00 Gastos de financiamento líquido - -7.250,00 Resultado antes de impostos = 49.500,00 Imposto sobre rendimento do período -/+ Resultado líquido do período = Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 182 PRODUÇÃO DEFEITUOSA [Soluções]: CP.40 Unitário = 2,06393297 €/unid. Defeituosa anormal [CIÑI] = 445,53 € CIPA = 18.574,47 € Unitário = 10 €/unid. Defeituosa anormal [CIÑI] = 150 € CIPA = 9.500 € Unitário = 10,061224 €/unid. Defeituosa anormal [CIÑI] = 91,84 € CIPA = 9.558,16 € Unitário = 1 €/unid. Quebras anormais [CIÑI] = 200 € CIPA = 9.800 € Unitário = 1,0574468 €/unid. Defeituosa anormal [CIÑI] = 382,98 € CIPA = 9.517,02 € Custos conjuntos = 12.517,02 € Unitário = 1,0446808 €/unid. Defeituosa anormal [CIÑI] = 297,87 € CIPA = 9.402,13 € Custos conjuntos = 12.402,13 € CP.41 MP xpto = 4.510.000 € CIP SP = 6.073.000 € If PVF = 63.684,74 € CIPA SP’ = 6.069.315,26 € CIPA unit. SP’ = 2.023,105 € CIÑI = 53.577,63 € CIPA SP’ = 6.018.737,38 € CIP SP’’ = 6.975.547,38 € If PVF = 109.212,50 € CIPA SP’ = 6.916.334,88 € Custo unitário SP’ = 2.344,52 € / unid. CIP Piscinas = 10.408.294,88 € If PVF = 39.576,49 € CIPA Piscinas = 10.453.718,39 € CIPV piscinas = 9.534.591 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N N-1 Resultado bruto = 4.639.409,00 Resultado antes de impostos = 3.340.831,17 CP.42 CIP = 4.559,50 € If PVF = 247,58 € C. Ind. = 4.311,92 € Unitário = 0,49952734 € Defeituosa anormal [CIÑI] = 115,89 € CIPA = 4.196,03 € CIP = 57.000 € If PVF = 33.000 € C. ind. = 216.000 € Unitário = 8,7[9] € Defeituosa anormal [CIÑI] = 5.181,75 € CIPA = 209.016 € CIPA unit. SP’ = 2.023,105 € CIÑI = 53.577,63 € CIPA SP’ = 6.018.737,38 € CIP SP’’ = 6.975.547,38 € If PVF = 109.212,50 € CIPA SP’ = 6.916.334,88 € Custo unitário SP’ = 2.344,52 € / unid. CIP Piscinas = 10.408.294,88 € If PVF = 39.576,49 € CIPA Piscinas = 10.453.718,39 € CIPV piscinas = 9.534.591 € Demonstração dos resultados por funções RENDIMENTOS E GASTOS N N-1 Resultado bruto = 78.545,45 Resultado antes de impostos = 49.500,00 Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 183 Norma Contabilística e de Relato Financeiro 18 – Inventários Objetivo 1 – O objetivo desta Norma Contabilística e de Relato Financeiro é o de prescrever o tratamento para os inventários. Um aspeto primordial na contabilização dos inventários é a quantia do custo a ser reconhecida como um ativo e a ser escriturada até que os réditos relacionados sejam reconhecidos. Esta Norma proporciona orientação prática na determinação do custo e no seu subsequente reconhecimento como gasto, incluindo qualquer ajustamento para o valor realizável líquido. Também proporciona orientação nas fórmulas de custeio que sejam usadas para atribuir custos aos inventários. Âmbito 2 – Esta Norma aplica -se a todos os inventários que não sejam: a) Produção em curso proveniente de contratos de construção, incluindo contratos de serviços diretamente relacionados (ver a NCRF 19 — Contratos de Construção); b) Instrumentos financeiros; e c) Ativos biológicos relacionados com a atividade agrícola e produto agrícola no ponto da colheita (ver a NCRF 17 — Agricultura). 3 – Esta Norma não se aplica à mensuração dos inventários detidos por: a) Produtores de produtos agrícolas e florestais, do produto agrícola após a colheita, até ao ponto em que sejam mensurados pelo valor realizável líquido de acordo com práticas já bem estabelecidas nesse setor. Quando tais inventários sejam mensurados pelo valor realizável líquido, as alterações nesse valor são reconhecidas nos resultados do período em que se tenha verificado a alteração; b) Corretores/negociantes de mercadorias que mensurem os seus inventários pelo justo valor menos os custos de vender. Quando tais inventários sejam mensurados pelo justo valor menos os custos de vender, as alterações no justo valor menos os custos de vender são reconhecidas nos resultados do período em que se tenha verificado a alteração. 4 – Os inventários referidos no parágrafo 3(a) são mensurados pelo valor realizável líquido em determinadas fases de produção. Isto ocorre, por exemplo, quando as culturas agrícolas tenham sido colhidas e a venda esteja assegurada sob um contrato de futuros ou de uma garantia governamental ou quando exista um mercado ativo e haja um risco negligenciável de fracasso de venda. Estes inventários são excluídos desta Norma apenas quanto aos requisitos de mensuração. 5 – Os corretores/negociantes são aqueles que compram ou vendem mercadorias para outros ou por sua própria conta. Os inventários referidos no parágrafo 3(b) são essencialmente adquiridos com a finalidade de serem vendidos no futuro próximo e de gerar lucro com base nas variações dos preços ou na margem dos corretores/negociantes. Quando estes inventários forem mensurados pelo justo valor menos os custos de vender, eles são excluídos desta Norma apenas quanto aos requisitos de mensuração. Definições 6 – Os termos que se seguem são usados nesta Norma com os significados especificados: Inventários: são ativos: a) Detidos para venda no decurso ordinário da atividade empresarial; b) No processo de produção para tal venda; ou c) Na forma de materiais ou consumíveis a serem aplicados no processo de produção ou na prestação de serviços. Justo valor: é a quantia pela qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso, numa transação em que não exista relacionamento entre elas. Valor realizável líquido: é o preço de venda estimado no decurso ordinário da atividade empresarial menos os custos estimados de acabamento e os custos estimados necessários para efetuar a venda. 7 – O valor realizável líquido refere -se à quantia líquida que uma entidade espera realizar com a venda do inventário no decurso ordinário da atividade empresarial. O justo valor reflete a quantia pela qual o mesmo inventário poderia ser trocado entre compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso. O primeiro é um valor específico de uma entidade, ao passo que o segundo já não é. O valor realizável líquido dos inventários pode não ser equivalente ao justo valor menos os custos de vender. 8 – Os inventários englobam bens comprados e detidos para revenda incluindo, por exemplo, mercadorias compradas por um retalhista e detidas para revenda ou terrenos e outras propriedades detidas para revenda. Os inventários também englobam produtos acabados, ou trabalhos em curso que estejam a ser produzidos pela entidade e incluem materiais e consumíveis aguardando o seu uso no processo de produção. Consequentemente, as classificações comuns de inventários são: mercadorias, matérias-primas, consumíveis de produção, materiais, trabalhos em curso e produtos acabados No caso de um prestador de serviços, os inventários, que podem ser descritos como trabalhos em curso, incluem os custos do serviço, tal como descrito no parágrafo 19, relativamente ao qual a entidade ainda não tenha reconhecido o referido rédito (ver a NCRF 20 — Rédito). Mensuração de inventários 9 – Os inventários devem ser mensurados pelo custo ou valor realizável líquido, dos dois o mais baixo. Custo dos inventários 10 – O custo dos inventários deve incluir todos os custos de compra, custos de conversão e outros custos incorridospara colocar os inventários no seu local e na sua condição atuais. Custos de compra 11 – Os custos de compra de inventários incluem o preço de compra, direitos de importação e outros impostos (que não sejam os subsequentemente recuperáveis das entidades fiscais pela entidade) e custos de transporte, manuseamento e outros custos diretamente atribuíveis à aquisição de bens, de materiais e de serviços. Os descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação dos custos de compra. Custos de conversão 12 – Os custos de conversão de inventários incluem os custos diretamente relacionados com as unidades de produção, tais como mão-de-obra direta. Também incluem uma imputação sistemática de gastos gerais de produção fixos e variáveis que sejam incorridos ao converter matérias em produtos acabados. Os gastos gerais de produção fixos são os custos indiretos de produção que permaneçam relativamente constantes independentemente do volume de produção, tais como a depreciação e manutenção de edifícios e de equipamento fabris e os custos de gestão e administração da fábrica. Os gastos gerais de produção variáveis são os custos indiretos de produção que variam diretamente, ou quase diretamente, com o volume de produção tais como materiais indiretos. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 184 13 – A imputação de gastos gerais de produção fixos aos custos de conversão é baseada na capacidade normal das instalações de produção. A capacidade normal é a produção que se espera que seja atingida em média durante uma quantidade de períodos ou de temporadas em circunstâncias normais, tomando em conta a perda de capacidade resultante da manutenção planeada. O nível real de produção pode ser usado se se aproximar da capacidade normal. A quantia de gastos gerais de produção fixos imputada a cada unidade de produção não é aumentada como consequência de baixa produção ou de instalações ociosas. Os gastos gerais não imputados são reconhecidos como um gasto no período em que sejam incorridos. Em períodos de produção anormalmente alta, a quantia de gastos gerais de produção fixos imputados a cada unidade de produção é diminuída a fim de que os inventários não sejam mensurados acima do custo. Os gastos gerais de produção variáveis são imputados a cada unidade de produção na base do uso real das instalações de produção. 14 – Um processo de produção pode resultar na produção simultânea de mais de um produto. Este é o caso, por exemplo, quando sejam produzidos produtos conjuntamente ou quando haja um produto principal e um subproduto. Quando os custos de conversão de cada produto não sejam separadamente identificáveis, eles são imputados entre os produtos por um critério racional e consistente. A imputação pode ser baseada, por exemplo, no valor relativo das vendas de cada produto, seja na fase do processo de produção quando os produtos se tornam separadamente identificáveis, seja na fase de acabamento da produção. A maior parte dos subprodutos, pela sua natureza, são imateriais. Quando seja este o caso, eles são muitas vezes mensurados pelo valor realizável líquido e este valor é deduzido ao custo do produto principal. Como consequência, a quantia escriturada do produto principal não é materialmente diferente do seu custo. Outros custos 15 – Nos custos dos inventários, outros custos são incluídos até ao ponto em que sejam incorridos para os colocar no seu local e condição atuais. Por exemplo, pode ser apropriado incluir no custo dos inventários gastos gerais que não sejam industriais ou os custos de conceção de produtos para clientes específicos. 16 – Exemplos de custos excluídos do custo dos inventários e reconhecidos como gastos do período em que sejam incorridos são: a) Quantias anormais de materiais desperdiçados, de mão -de -obra ou de outros custos de produção; b) Custos de armazenamento, a menos que esses custos sejam necessários ao processo de produção antes de uma nova fase de produção; c) Gastos gerais administrativos que não contribuam para colocar os inventários no seu local e na sua condição atuais; e d) Custos de vender. 17 – Em circunstâncias limitadas, os custos de empréstimos obtidos são incluídos no custo dos inventários. Estas circunstâncias estão identificadas na NCRF 10 – Custos de Empréstimos Obtidos. 18 – Uma entidade pode comprar inventários com condições de liquidação diferida. Quando o acordo contenha efetivamente um elemento de financiamento, a diferença entre o preço de compra para condições de crédito normais e a quantia paga é reconhecida como gasto de juros durante o período do financiamento. Custos de inventários de um prestador de serviços 19 – Nos casos em que os prestadores de serviços tenham inventários, estes são mensurados pelos custos da respetiva produção. Esses custos consistem sobretudo nos custos de mão -de -obra e outros custos com o pessoal diretamente envolvido na prestação do serviço, incluindo pessoal de supervisão, e os gastos gerais atribuíveis. A mão -de -obra e outros custos relacionados com as vendas e com o pessoal geral administrativo não são incluídos, mas são reconhecidos como gastos do período em que sejam incorridos. O custo dos inventários de um prestador de serviços não inclui as margens de lucro nem os gastos gerais não atribuíveis que muitas vezes são incluídos nos preços cobrados pelos prestadores de serviços. Custo do produto agrícola colhido proveniente de ativos biológicos 20 – Segundo a NCRF 17, os inventários que compreendam o produto agrícola que uma entidade tenha colhido proveniente dos seus ativos biológicos são mensurados, no reconhecimento inicial, pelo seu justo valor menos os custos estimados no ponto de venda na altura da colheita. Este é o custo dos inventários à data para aplicação desta Norma. Considera -se uma aproximação razoável do justo valor as cotações oficiais de mercado, designadamente as disponibilizadas pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas. Técnicas para a mensuração do custo 21 – As técnicas para a mensuração do custo de inventários, tais como o método do custo padrão ou o método de retalho, podem ser usadas por conveniência se os resultados se aproximarem do custo. Os custos padrão tomam em consideração os níveis normais dos materiais e consumíveis, da mão -de -obra, da eficiência e da utilização da capacidade produtiva. Estes devem ser regularmente revistos e, se necessário, devem sê-lo à luz das condições correntes. 22 – O método de retalho é muitas vezes usado no setor de retalho para mensurar inventários de grande quantidade de itens que mudam rapidamente, que têm margens semelhantes e para os quais não é praticável usar outros métodos de custeio. O custo do inventário é determinado pela redução do valor de venda do inventário na percentagem apropriada da margem bruta. A percentagem usada toma em consideração o inventário que tenha sido marcado abaixo do seu preço de venda original. É usada muitas vezes uma percentagem média para cada departamento de retalho. Fórmulas de custeio 23 – O custo dos inventários de itens que não sejam geralmente intermutáveis e de bens ou serviços produzidos e segregados para projetos específicos deve ser apurado através da identificação específica dos seus custos individuais. 24 – A identificação específica do custo significa que são atribuídos custos específicos a elementos identificados de inventário. Este é o tratamento apropriado para os itens que sejam segregados para um projeto específico, independentemente de eles terem sido comprados ou produzidos. Porém, quando haja grandes quantidades de itens de inventário que sejam geralmente intermutáveis, a identificação específica de custos não é apropriada. Em tais circunstâncias, o método de seleção dos itens que permanecem nos inventários poderia ser usado para obter efeitos predeterminados nos resultados. 25 – O custo dos inventários,que não sejam os referidos no parágrafo 23, deve ser apurado pelo uso da fórmula “primeira entrada, primeira saída” (FIFO) ou da fórmula do custo médio ponderado. Uma entidade deve usar a mesma fórmula de custeio para todos os inventários que tenham uma natureza e um uso semelhantes para a entidade. Para os inventários que tenham natureza ou uso diferentes, poderão justificar-se diferentes fórmulas de custeio. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 185 26 – Por exemplo, os inventários usados num segmento de negócio podem ter um uso para a entidade diferente do mesmo tipo de inventários usados num outro segmento de negócio. Porém, uma diferença na localização geográfica dos inventários (ou nas respetivas normas fiscais), por si só, não é suficiente para justificar o uso de diferentes fórmulas de custeio. 27 – A fórmula FIFO pressupõe que os itens de inventário que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e consequentemente os itens que permanecerem em inventário no fim do período sejam os itens mais recentemente comprados ou produzidos. Pela fórmula do custo médio ponderado, o custo de cada item é determinado a partir da média ponderada do custo de itens semelhantes no início de um período e do custo de itens semelhantes comprados ou produzidos durante o período. A média pode ser determinada numa base periódica ou à medida que cada entrega adicional seja recebida, o que depende das circunstâncias da entidade. Valor realizável líquido 28 – O custo dos inventários pode não ser recuperável se esses inventários estiverem danificados, se se tornarem total ou parcialmente obsoletos ou se os seus preços de venda tiverem diminuído. O custo dos inventários pode também não ser recuperável se os custos estimados de acabamento ou os custos estimados a serem incorridos para realizar a venda tiverem aumentado. A prática de reduzir o custo dos inventários (write down) para o valor realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que previsivelmente resultariam da sua venda ou uso. 29 – Os inventários são geralmente reduzidos para o seu valor realizável líquido item a item. Em algumas circunstâncias, porém, pode ser apropriado agrupar unidades semelhantes ou relacionadas. Pode ser o caso dos itens de inventário relacionados com a mesma linha de produtos que tenham finalidades ou usos finais semelhantes, que sejam produzidos e comercializados na mesma área geográfica e não possam ser avaliados separadamente de outros itens dessa linha de produtos. Não é apropriado reduzir inventários com base numa classificação de inventários como, por exemplo, bens acabados, ou em todos os inventários de um determinado setor ou segmento geográfico. Normalmente, os prestadores de serviços acumulam custos com respeito a cada serviço para o qual será cobrado um preço de venda individual. Por isso, cada um destes serviços é tratado como um item separado. 30 – As estimativas do valor realizável líquido são baseadas nas provas mais fiáveis disponíveis no momento em que sejam feitas as estimativas quanto à quantia que se espera que os inventários venham a realizar. Estas estimativas tomam em consideração as variações nos preços ou custos diretamente relacionados com acontecimentos que ocorram após o fim do período, na medida em que tais acontecimentos confirmem condições existentes no fim do período. 31 – As estimativas do valor realizável líquido também tomam em consideração a finalidade pela qual é detido o inventário. Por exemplo, o valor realizável líquido da quantidade de inventário detida para satisfazer contratos de vendas ou de prestações de serviços firmes é baseado no preço do contrato. Se os contratos de venda disserem respeito a quantidades inferiores às quantidades de inventário detidas, o valor realizável líquido do excesso basear -se -á em preços gerais de venda. Podem surgir provisões resultantes de contratos de venda firmes com quantidades superiores às quantidades de inventários detidas ou resultantes de contratos de compra firmes. Tais provisões são tratadas de acordo com a NCRF 21 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. 32 – Os materiais e outros consumíveis detidos para o uso na produção de inventários não serão reduzidos abaixo do custo se for previsível que os produtos acabados em que eles serão incorporados sejam vendidos pelo custo ou acima do custo. Porém, quando uma diminuição no preço dos materiais constitua uma indicação de que o custo dos produtos acabados excederá o valor realizável líquido, o valor dos materiais é reduzido (written down) para o valor realizável líquido. Em tais circunstâncias, o custo de reposição dos materiais pode ser a melhor mensuração disponível do seu valor realizável líquido. 33 – Em cada período subsequente é feita uma nova avaliação do valor realizável líquido. Quando as circunstâncias que anteriormente resultaram em ajustamento ao valor dos inventários deixarem de existir ou quando houver uma clara evidência de um aumento no valor realizável líquido devido à alteração nas circunstâncias económicas, a quantia do ajustamento é revertida (a reversão é limitada à quantia do ajustamento original) de modo a que a nova quantia escriturada seja o valor mais baixo entre o custo e o valor realizável líquido revisto. Isto ocorre, por exemplo, quando um item de inventários que é escriturado pelo valor realizável líquido, porque o seu preço de venda desceu, está ainda detido num período posterior e o seu preço de venda aumentou. Reconhecimento como gasto 34 – Quando os inventários forem vendidos, a quantia escriturada desses inventários deve ser reconhecida como um gasto do período em que o respetivo rédito seja reconhecido. A quantia de qualquer ajustamento dos inventários para o valor realizável líquido e todas as perdas de inventários devem ser reconhecidas como um gasto do período em que o ajustamento ou perda ocorra. A quantia de qualquer reversão do ajusta/ de inventários, proveniente de um aumento no valor realizável líquido, deve ser reconhecida como uma redução na quantia de inventários reconhecida como um gasto no período em que a reversão ocorra. 35 – A quantia de inventários reconhecida como um gasto durante o período, que é muitas vezes referida como o custo de venda, consiste nos custos previamente incluídos na mensuração do inventário agora vendido, nos gastos gerais de produção não imputados e nas quantias anormais de custos de produção de inventários. As circunstâncias da entidade também podem admitir a inclusão de outras quantias, tais como custos de distribuição. 36 – Alguns inventários podem ser imputados a outras contas do ativo, como por exemplo, inventários usados como um componente de ativos fixos tangíveis construídos para a própria entidade. Os inventários imputados desta forma a um outro ativo são reconhecidos como um gasto durante a vida útil desse ativo. Data de eficácia 37 – Uma entidade deve aplicar esta Norma para os períodos com início em ou após 1 de janeiro de 2016. 38 – No período que se inicie em ou após 1 de janeiro de 2016, aquando da utilização desta Norma, as entidades deverão proceder à aplicação prospetiva a que se referem os parágrafos 22 e 24 da NCRF 4 – Políticas Contabilísticas – Alterações nas Estimativas Contabilísticas e Erros, e divulgar no Anexo as quantias que não sejam comparáveis. 39 – Esta Norma substitui a NCRF 18 – Inventários, constante do Aviso n.º 15655/2009, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 173, de 7 de setembro de 2009. Departamento de Gestão Contabilidade de Gestão I Sebenta 186 Formulário de Contabilidade de Gestão Inv.I + PRODUÇÃO = VENDAS + Inv.F ............................ PRODUTOS ACABADOS [em quantidade] Inv.I + COMPRAS = CONSUMO + Inv.F .......................... MATÉRIAS-PRIMAS[em quantidade e valor] Vendas Líquidas = Vendas – Descontos e Abatimentos Comerciais Concedidos Compras Líquidas = Compras + Despesas de Compra – Descontos e Abatimentos Comerciais Obtidos � Custo primo: CP = MP + MOD � Custo de conversão: CC = MOD + GGF � Custo industrial do período: CIP = MP + MOD + GGF � Custo indust. prod. acabada: CIPA = CIP + Inv.iPVF – Inv.fPVF CIPAunit. = CIPA/Produção � Custo ind. prod. vendidos: CIPV = CIPA + Inv.iPA – Inv.fPA ou, CIPV = Qv x C. unit. [Fórmulas de custeio] � Custos não Industriais: C Ñ I = Administrativos + Distribuição + Financiamento � Custo complexivo ou completo: C C = CIPV + Custos Ñ Industriais � Custo económico-técnico: C E-T = Custo Complexivo + Gastos Figurativos Imputação dos Custos Indiretos � Coeficiente de imputação: CI = Custos Indiretos / Base de Repartição Análise CVR � Resultado: R = V – Kf – Kv ou, R = Qv . [pv – cv] – Kf � Resultado a partir do ponto crítico: R = [Qv – Qc] . [pv – cv] ou, R = [V – Vc] . %MC � Custo/gasto variável unitário: cv = [Kv indust. / Produção] + [Kv ñ. indust. / Vendas] � Margem de contribuição: MC = V – Kv ou, mc = pv – cv � % da margem de contribuição: %MC = [V – Kv] / V ou, %mc = [pv – cv] / pv � Quantidade crítica: Qc = Kf / [pv – cv] ou, Qc = Kf / mc � Valor Crítico: Vc = Kf / [1 – cv/pv] ou, Vc = Qc x pv ou, Vc = Kf / %MC � Ponto crítico Multiproduto: Qc = Kf / mcmp Vc = Kf / %MC � Margem de Segurança: Ms = [Qv – Qc] / Qc ou, Ms = [V – Vc] / Vc � Resultado Marginal: Rm = Qvm . [pv – cv] Sistemas de Custeio � Custeio Total: CIP = Kv ind. + Kf ind. | CIÑI = 0 � Custeio Variável: CIP = Kv ind. | CIÑI = Kf ind. � Custeio Imputação Racional: CIP = Kv ind. + [Kf ind. x GA] | CIÑI = Kf ind. x [1 – GA] � Grau de Atividade: GA = Ativid. ou Produção Real / Ativid. Normal ou Capacidade � Grau de Subactividade: G. Subativ. = [1 – GA] Produção = Vendas [LIFO]: RAICT = RAICIR = RAICV Produção > Vendas [LIFO]: RAICT > RAICIR > RAICV Produção < Vendas [LIFO]: RAICT < RAICIR < RAICV Secções Homogéneas: � Custo das Secções = Custos diretos [de funcionamento] + Reembolsos de outras secções Método das Unidades Equivalentes: � Produção do Mês UEA = Produção Acabada + Inv.f PVF – Inv.i PVF Produção Conjunta: � Produtos Principais ou Co-produtos: Quantidades produzidas | Valor de Venda da Produção | Valor de Venda da Produção no Ponto de Separação � Subprodutos/Resíduos: Lucro Nulo = Vendas – Custos específicos | Custo Nulo Produção Defeituosa: � Normal – o seu custo é imputado à produção acabada sem defeito + Defeituosa anormal. � Anormal – o seu custo é individualizado na DR´s na rubrica CIÑI.