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Assinale a alternativa correta em relação à ecologia e acontecimentos atuais:

Queimadas e desmatamento ilegais ocasionam perda de biodiversidade, mas possui baixa emissão de gás carbônico.

Gases de efeito estufa não são intensificados pelas atividades antrópicas.


a) Poluição é qualquer degradação das condições ambientais do habitat de uma coletividade humana.

Renovação de pastagens e preparo de novas áreas para cultivo não causam perda de biodiversidade.

A mata atlântica tem cerca de 93% da sua cobertura vegetal preservada.
b) O meio ambiente humano envolve o aspecto social.

O meio ambiente humano tem característica de construção.

O meio ambiente humano envolve o aspecto ético.
c) O meio ambiente é o conjunto do meio físico e dos fenômenos naturais, pois a vegetação e animais são estudados pela biologia.

O meio ambiente é o conjunto de vegetação e animais, pois os fenômenos naturais são parte da meteorologia.

O meio ambiente é o conjunto da vegetação, animais, solos, rochas e fenômenos naturais, pois a atmosfera e fenômenos físicos são estudados pela física.
d) O meio ambiente é o conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural.

Meio ambiente e ecologia diferem por conta do estudo da interação entre os seres entre si.
e) Lixo e resíduos para saneamento são expressões diferentes.

Os resíduos líquidos são as emissões de flúidos como fumaça de chaminés.
f) I – Diminuir a quantidade de resíduos sólidos gerados.

II – Diminuir a quantidade de material aterrado.

III – Aumentar a incineração de resíduos perigosos.

IV – Aumentar a emissão de gases provenientes de aterros (risco de explosão).

V – Manter a absorção de chorume de aterros para filtragem natural pelo solo.
g) Relações interespecíficas desarmônicas são aquelas onde ocorre predatismo.

Relações extraespecíficas harmônicas são aquelas em que ocorre o esclavagismo.

Relações interespecíficas harmônicas são aquelas onde acontecem colônias

As relações intraespecíficas harmônicas são aquelas que existe sociedade, mas não existe colônia.

Relações intraespecíficas desarmônicas são relações entre espécies diferentes onde há prejuízo para pelo menos um dos lados.

No âmbito jurídico, é possível optarmos por um conceito estrito de ambiente. Assinale a alternativa correta:


a) O meio ambiente humano envolve o aspecto social.

O meio ambiente humano tem característica de construção.

O meio ambiente humano envolve o aspecto ético.
b) O meio ambiente humano trata do ambiente construído e natural.

O meio ambiente humano é todo aquele que podemos usufruir.

Em relação aos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), assinale a alternativa correta:


a) A política nacional dos resíduos sólidos urbanos foi extinta para dar lugar a outra ainda em tramitação.

Resíduos radioativos são dispostos de forma devida por qualquer indivíduo.

Os resíduos de serviços de saúde são todos potencialmente perigosos.
b) Lixo e resíduos para saneamento são expressões diferentes.

Os resíduos líquidos são as emissões de flúidos como fumaça de chaminés.

Entre os principais objetivos da gestão dos resíduos sólidos urbanos estão:
I – Diminuir a quantidade de resíduos sólidos gerados.
II – Diminuir a quantidade de material aterrado.
III – Aumentar a incineração de resíduos perigosos.
IV – Aumentar a emissão de gases provenientes de aterros (risco de explosão).
V – Manter a absorção de chorume de aterros para filtragem natural pelo solo.

Estão corretas:


a) II e III
b) V e II
c) III e V
d) I e II
e) I e IV

Em relação às interações ecológicas:


a) Relações interespecíficas desarmônicas são aquelas onde ocorre predatismo.

Relações extraespecíficas harmônicas são aquelas em que ocorre o esclavagismo.

Relações interespecíficas harmônicas são aquelas onde acontecem colônias

As relações intraespecíficas harmônicas são aquelas que existe sociedade, mas não existe colônia.

Relações intraespecíficas desarmônicas são relações entre espécies diferentes onde há prejuízo para pelo menos um dos lados.

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Questões resolvidas

Assinale a alternativa correta em relação à ecologia e acontecimentos atuais:

Queimadas e desmatamento ilegais ocasionam perda de biodiversidade, mas possui baixa emissão de gás carbônico.

Gases de efeito estufa não são intensificados pelas atividades antrópicas.


a) Poluição é qualquer degradação das condições ambientais do habitat de uma coletividade humana.

Renovação de pastagens e preparo de novas áreas para cultivo não causam perda de biodiversidade.

A mata atlântica tem cerca de 93% da sua cobertura vegetal preservada.
b) O meio ambiente humano envolve o aspecto social.

O meio ambiente humano tem característica de construção.

O meio ambiente humano envolve o aspecto ético.
c) O meio ambiente é o conjunto do meio físico e dos fenômenos naturais, pois a vegetação e animais são estudados pela biologia.

O meio ambiente é o conjunto de vegetação e animais, pois os fenômenos naturais são parte da meteorologia.

O meio ambiente é o conjunto da vegetação, animais, solos, rochas e fenômenos naturais, pois a atmosfera e fenômenos físicos são estudados pela física.
d) O meio ambiente é o conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural.

Meio ambiente e ecologia diferem por conta do estudo da interação entre os seres entre si.
e) Lixo e resíduos para saneamento são expressões diferentes.

Os resíduos líquidos são as emissões de flúidos como fumaça de chaminés.
f) I – Diminuir a quantidade de resíduos sólidos gerados.

II – Diminuir a quantidade de material aterrado.

III – Aumentar a incineração de resíduos perigosos.

IV – Aumentar a emissão de gases provenientes de aterros (risco de explosão).

V – Manter a absorção de chorume de aterros para filtragem natural pelo solo.
g) Relações interespecíficas desarmônicas são aquelas onde ocorre predatismo.

Relações extraespecíficas harmônicas são aquelas em que ocorre o esclavagismo.

Relações interespecíficas harmônicas são aquelas onde acontecem colônias

As relações intraespecíficas harmônicas são aquelas que existe sociedade, mas não existe colônia.

Relações intraespecíficas desarmônicas são relações entre espécies diferentes onde há prejuízo para pelo menos um dos lados.

No âmbito jurídico, é possível optarmos por um conceito estrito de ambiente. Assinale a alternativa correta:


a) O meio ambiente humano envolve o aspecto social.

O meio ambiente humano tem característica de construção.

O meio ambiente humano envolve o aspecto ético.
b) O meio ambiente humano trata do ambiente construído e natural.

O meio ambiente humano é todo aquele que podemos usufruir.

Em relação aos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), assinale a alternativa correta:


a) A política nacional dos resíduos sólidos urbanos foi extinta para dar lugar a outra ainda em tramitação.

Resíduos radioativos são dispostos de forma devida por qualquer indivíduo.

Os resíduos de serviços de saúde são todos potencialmente perigosos.
b) Lixo e resíduos para saneamento são expressões diferentes.

Os resíduos líquidos são as emissões de flúidos como fumaça de chaminés.

Entre os principais objetivos da gestão dos resíduos sólidos urbanos estão:
I – Diminuir a quantidade de resíduos sólidos gerados.
II – Diminuir a quantidade de material aterrado.
III – Aumentar a incineração de resíduos perigosos.
IV – Aumentar a emissão de gases provenientes de aterros (risco de explosão).
V – Manter a absorção de chorume de aterros para filtragem natural pelo solo.

Estão corretas:


a) II e III
b) V e II
c) III e V
d) I e II
e) I e IV

Em relação às interações ecológicas:


a) Relações interespecíficas desarmônicas são aquelas onde ocorre predatismo.

Relações extraespecíficas harmônicas são aquelas em que ocorre o esclavagismo.

Relações interespecíficas harmônicas são aquelas onde acontecem colônias

As relações intraespecíficas harmônicas são aquelas que existe sociedade, mas não existe colônia.

Relações intraespecíficas desarmônicas são relações entre espécies diferentes onde há prejuízo para pelo menos um dos lados.

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16/10/21, 20:40 Comentários
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Pergunta 1 -- /1
Em relação ao nível de organização biológica:
Resposta corretaOs níveis de organização biológica se iniciam pela célula
Órgãos são formados pelos mesmos tipos de tecidos.
Incorreta: Os sistemas são formados pela união de várias populações.
Os níveis de organização biológica de iniciam pelo neurônio.
Os tecidos são formados pela união de células não especializadas.
Pergunta 2 -- /1
Assinale a alternativa correta em relação à ecologia e acontecimentos atuais:
Queimadas e desmatamento ilegais ocasionam perda de biodiversidade, mas possui baixa emissão 
de gás carbônico.
Gases de efeito estufa não são intensificados pelas atividades antrópicas.
16/10/21, 20:40 Comentários
https://sereduc.blackboard.com/ultra/courses/_74012_1/grades/assessment/_4385252_1/overview/attempt/_15009507_1/review/inline-feedback?… 2/6
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Resposta correta
Poluição é qualquer degradação das condições ambientais do habitat de uma 
coletividade humana.
Renovação de pastagens e preparo de novas áreas para cultivo não causam perda de biodiversidade.
A mata atlântica tem cerca de 93% da sua cobertura vegetal preservada.
Pergunta 3 -- /1
No âmbito jurídico, é possível optarmos por um conceito estrito de ambiente. Assinale a alternativa correta:
O meio ambiente humano envolve o aspecto social.
O meio ambiente humano tem característica de construção.
O meio ambiente humano envolve o aspecto ético.
Resposta corretaO meio ambiente humano trata do ambiente construído e natural.
O meio ambiente humano é todo aquele que podemos usufruir.
Pergunta 4 -- /1
É importante não confundir os termos meio ambiente e ecologia porque:
O meio ambiente é o conjunto do meio físico e dos fenômenos naturais, pois a vegetação e animais 
são estudados pela biologia.
16/10/21, 20:40 Comentários
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O meio ambiente é o conjunto de vegetação e animais, pois os fenômenos naturais são parte da 
meteorologia.
O meio ambiente é o conjunto da vegetação, animais, solos, rochas e fenômenos naturais, pois a 
atmosfera e fenômenos físicos são estudados pela física.
Resposta correta
O meio ambiente é o conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um 
sistema natural.
Meio ambiente e ecologia diferem por conta do estudo da interação entre os seres entre si.
Pergunta 5 -- /1
Em relação aos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), assinale a alternativa correta:
A política nacional dos resíduos sólidos urbanos foi extinta para dar lugar a outra ainda em 
tramitação.
Resíduos radioativos são dispostos de forma devida por qualquer indivíduo.
Os resíduos de serviços de saúde são todos potencialmente perigosos.
Resposta corretaLixo e resíduos para saneamento são expressões diferentes.
Os resíduos líquidos são as emissões de flúidos como fumaça de chaminés.
Pergunta 6 -- /1
Entre os principais objetivos da gestão dos resíduos sólidos urbanos estão:
I – Diminuir a quantidade de resíduos sólidos gerados.
II – Diminuir a quantidade de material aterrado.
16/10/21, 20:40 Comentários
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III – Aumentar a incineração de resíduos perigosos.
IV – Aumentar a emissão de gases provenientes de aterros (risco de explosão).
V – Manter a absorção de chorume de aterros para filtragem natural pelo solo.
Estão corretas:
II e III
V e II 
III e V
Resposta corretaI e II
I e IV
Pergunta 7 -- /1
Em relação às interações ecológicas:
Resposta corretaRelações interespecíficas desarmônicas são aquelas onde ocorre predatismo. 
Relações extraespecíficas harmônicas são aquelas em que ocorre o esclavagismo.
Relações interespecíficas harmônicas são aquelas onde acontecem colônias
As relações intraespecíficas harmônicas são aquelas que existe sociedade, mas não existe colônia.
Relações intraespecíficas desarmônicas são relações entre espécies diferentes onde há prejuízo para 
pelo menos um dos lados.
Pergunta 8 -- /1
16/10/21, 20:40 Comentários
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São vantagens do gerenciamento ambiental em indústrias:
I - Proteger o meio ambiente para as futuras gerações.
II - Proteger os ecossistemas, com a preservação de áreas representativas.
III - Planejar e fiscalizar o uso dos recursos ambientais.
IV - Garantir a qualidade dos recursos renováveis.
V - Racionalizar o uso do solo, do subsolo, da água e do ar.
VI - Proteger áreas ameaçadas de degradação.
Estão corretas:
I e IV
Resposta corretaI, II, III, IV, V, VI
II, III, IV, V, VI
Apenas IV
II, III, V, VI
Pergunta 9 -- /1
No estudo do saneamento, a compreensão da abordagem entre seres vivos e meio ambiente é imprescindível. 
Por esse motivo, estuda-se a ecologia, que:
É aplicada desde a época dos dinossauros, pois já encontraram traços de diversos fósseis que 
mostram como eram os descendentes dos humanos de milhões de anos atrás.
Levam a estudos ligados à história artificial, por se tratar de um ambiente modificado pelo ser 
humano e precisar de intervenções ecológicas.
Resposta correta
Significa o estudo das “casas naturais”, que são os diversos ambienteis da 
natureza, além das relações dos seres vivos entre si com o ambiente.
16/10/21, 20:40 Comentários
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Se popularizou por conta dos animais que começaram a entrar em extinção em todo o planeta, 
desequilibrando assim ecossistemas.
Ganhou notoriedade por conta da primeira viagem do homem à lua, e observar que era provável que 
existisse vida em outros planetas.
Pergunta 10 -- /1
De acordo com o gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais:
Um resíduo classe II é o que apresenta extrema periculosidade.
Resposta corretaUm resíduo classe l é o que apresenta periculosidade.
O licenciamento ambiental não necessita de PGRS para obtenção das LI, LP e LO.
Pode-se obter LI, LO ou LP para que determinada indústria possa funcionar.
Um PGRS só é obrigado quando o resíduo é classificado como de limpeza urbana.
16/10/21, 20:32 Comentários
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Pergunta 1 -- /1
Em relação às redes de abastecimento, assinale a alternativa incorreta:
A rede ramificada malhada possui um cálculo mais complexo de distribuição.
O dimensionamento de uma rede ramificada em grelha deve ser feito de jusante para montante.
A rede ramificada malhada forma anéis e são canalizações interligadas.
A rede ramificada em grelha permite estabelecer o sentido do escoamento da água.
Resposta corretaA rede ramificada em grelha tem abastecimento independente do ramo principal.
Pergunta 2 -- /1
Em relação às fontes de poluição do solo nos centros urbanos, corresponde a estas fontes de poluição:
I - Aplicação de pesticidas agrícolas.
II - Presença de dejetos de animais.
III - Despejos incorretos de resíduos sólidos.
IV - Lançamento de resíduos líquidos.
V - Desmatamento e queimadas.
16/10/21, 20:32 Comentários
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Resposta corretaI, II, III, IV e V
II, III, IV e V
I, III, IV e V
I, II, III e IV
III, IV e V
Pergunta 3 -- /1
As fontes de poluição dos recursos hídricos podem ser de dois tipos:
Exclamativas e Confusas.
Exclamativas e Adversativas.
Resposta corretaPontuais e Difusas.
Pontuais e Confusas.
Adversativas e Difusas.
Pergunta 4 -- /1
Não é uma medida apresentada pela Organização Mundial Da Saúde (OMS) para promoção do saneamento 
básico:
16/10/21, 20:32 Comentários
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Drenagem de águas pluviais.
Coleta De Lixo e sua adequação.
Instalação e manutenção de esgotos sanitários.
Administração do nível de poluição do meio ambiente.
Resposta corretaAbastecimento da população com água servida.
Pergunta 5 -- /1
Qual a vazão de distribuição, vazão em marcha e vazão específica para uma população de 10000 habitantes 
vivendo numa região de 100ha, que consomem por dia 200l, numa rede com 10km de extensão? Considere 
valores de k1 = 1,2 e k2=1,5.
Resposta correta41,67l/s; 0,0042l/s.m e 0,417l/s.ha
20,83l/s; 0,0021l/s.m e 0,208l/s.ha
10,41l/s; 0,0011l/s.m e 0,104l/s.ha
5,20l/s; 0,0005l/s.m e 0,052l/s.ha
83,34l/s; 0,0084l/s.m; 0,834l/s.ha
Pergunta 6 -- /1
Não é uma vantagem no uso de bioindicadores:
16/10/21, 20:32 Comentários
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São muito eficazes, com resultados rápidos.
Identificação rápida de causas e efeitos de problemas ambientais.
Resposta corretaÉ um método que envolve alto investimento, mas resultados garantidos.
É um método simples e rápido. 
Avalia a efetividade de ações mitigadoras.
Pergunta 7 -- /1
De acordo com as diretrizes nacionais os quatro eixos do saneamento básico são:
Resposta correta
Abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e drenagem de 
águas superficiais.
Tratamento de resíduos de classe I, resíduos de classe II, resíduos de classe III e resíduos de classe 
IV.
Educação ambiental, gestão ambiental, planejamento ambiental e engenharia ambiental.
Abastecimento sanitário, esgotamento de água, limpeza de águas superficiais e drenagem urbana.
Abastecimento industrial, abastecimento público, abastecimento privado e abastecimento rural.
Pergunta 8 -- /1
16/10/21, 20:32 Comentários
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As águas possuem características que devem ser observadas de acordo com a finalidade do seu uso. Assinale a 
alternativa errada.
Sabor e odor são uma característica física da água.
Condutividade térmica é uma característica física da água.
Demanda de oxigênio é uma característica química da água.
Presença de gases dissolvidos na água são uma característica química da água.
Resposta corretaCor é uma característica química da água.
Pergunta 9 -- /1
Os solos apresentam cinco funções básicas no ambiente:
I - Sustentar o crescimento das plantas.
II - Determinar o destino das águas na superfície da terra.
III - Reciclagem de nutrientes (decomposição).
IV - Esterilização de microrganismos.
V - Fundação, base para construções.
Estão corretas:
I, II, IV, V
II, III, V
I, II, III, IV e V
Resposta corretaI, II, III e V
I, III, IV e V
16/10/21, 20:32 Comentários
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Pergunta 10 -- /1
Para manter o funcionamento do sistema de drenagem e melhor manejo das águas pluviais urbanas:
Deve-se descartar o lixo dentro das unidades residenciais.
Deve-se manter as áreas impermeáveis nos lotes.
Deve-se fazer ligação de esgoto na rede pluvial.
Resposta corretaDeve-se manter as áreas permeáveis nos lotes.
Deve-se descartar o lixo dentro de bocas de lobo.
16/10/21, 21:09 Comentários
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Pergunta 1 -- /1
Qual a constituição de uma rede coletora?
Ligações públicas, coletores privados, coletores especiais e acessórios tronco.
Ligações industriais, coletores residenciais, coletores públicos e acessórios tronco.
Resposta corretaLigações prediais, coletores de esgoto, coletores tronco e órgãos acessórios.
Ligações residenciais, coletores industriais, coletores comerciais e acessórios tronco.
Ligações de esgoto, coletores prediais, coletores acessórios e órgãos tronco.
Pergunta 2 -- /1
Em relação ao enquadramento das águas doces superficiais, assinale a alternativa incorreta:
A classe 3 pode ser usada para consumo humano.
A classe especial é a situação ideal para consumo humano.
16/10/21, 21:09 Comentários
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Resposta corretaA classe 4 possui a melhor qualidade, para usos mais exigentes.
A classe 2 possui mais qualidade que a classe 3.
A classe especial é para um uso mais exigente que a classe 1.
Pergunta 3 -- /1
Assinale V para afirmações verdadeiras e F para afirmações falsas sobre os eixos que o plano municipal deve 
englobar:
( ) Abastecimento de água.
( ) Esgotamento sanitário.
( ) Drenagem urbana.
( ) Limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos.
( ) Manejo das emissões atmosféricas.
F, V, V, V, V
V, V, F, V, V
V, F, V, F, V
F, V, F, V, F
Resposta corretaV, V, V, V, F
Pergunta 4 -- /1
Não é órgão acessório utilizado ao longo do sistema de coleta e transporte de esgoto:
16/10/21, 21:09 Comentários
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Poço de visita.
Terminal de limpeza.
Resposta corretaEstação elevatória.
Sifão invertido.
Caixa de passagem.
Pergunta 5 -- /1
Poluição é a degradação da qualidade ambiental resultante de algumas atividades. Não corresponde a um efeito 
da poluição (direto ou indireto):
Criar condições adversas às atividades socioeconômicas.
Resposta corretaIntensificar as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.
Prejuízo à saúde, segurança e bem-estar.
Afetar desfavoravelmente a biota.
Lançar matérias ou energia em desacordo aos padrões ambientais.
Pergunta 6 -- /1
Para o cálculo do volume gerado de esgoto é necessário considerar:
I - O esgoto doméstico, que é o esgoto gerado pela população nas suas tarefas diárias em residências.
16/10/21, 21:09 Comentários
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II - O esgoto industrial, que é o despejo gerado por indústrias, desde que respeitados os padrões de lançamento 
na rede.
III - As águas de infiltração que acabam penetrando nas canalizações.
Estão corretas:
Resposta corretaI, II e III
I e III
III
II e III
I e II
Pergunta 7 -- /1
O Ministério das Cidades define saneamento ambiental como o conjunto de ações técnicas e socioeconômicas 
que, quando aplicadas, resultam em maiores níveis de salubridade ambiental. Assinale a alternativa errada 
sobre a necessidade de obras e serviços para a garantia destas ações:
Para a drenagem urbana é necessária a construção de redes de coleta pluviais.
Respostacorreta
Para coleta de esgoto, são necessárias construções de estações de tratamento de 
água.
Para a destinação adequada de resíduos sólidos é necessário a construção de aterros sanitários.
Para a drenagem urbana é necessária construção de obras que amenizem o efeito de chuvas intensas 
e inundações.
O abastecimento d’água compreende a escolha de um manancial de qualidade e volume adequado.
16/10/21, 21:09 Comentários
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Pergunta 8 -- /1
Quais são os princípios da Lei do Saneamento Básico?
Universalização, integralismo, equidade, participação e controle social, titularidade estadual, 
intersetorialidade, gestão popular.
Resposta correta
Universalização, integralidade, equidade, participação e controle social, titularidade 
municipal, intersetorialidade, gestão pública.
Universalização, Integração, equação, partição e controle social, titularidade estadual, 
intersetorialidade, gestão privada.
Universidade, integralismo, equação, controle e domínio social, municipalidade titular, 
intrasetorialidade, domínio público.
Universidade, integralidade, equidade, participação e controle social, titularidade da união, 
intersetorialidade, gestão participativa.
Pergunta 9 -- /1
Qual a sequência correta das etapas de tratamento da água bruta até as residências?
Água bruta; cloração e fluoretação; filtração; decantação; coagulação e floculação; reservatório; 
residências.
Água bruta; reservatório; cloração e fluoretação; coagulação e floculação; decantação; filtração; 
residências.
Água bruta; cloração e fluoretação, reservatório; coagulação e floculação, decantação; filtração; 
residências.
16/10/21, 21:09 Comentários
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Água bruta; decantação; filtração, cloração e fluoretação; filtração; decantação, reservatório; 
residências.
Resposta correta
Água bruta; coagulação e floculação; decantação; filtração; cloração e fluoretação, 
reservatório; residências.
Pergunta 10 -- /1
A adição de poluentes pode tornar a água inadequada para certos usos. Os principais poluentes são:
Poluentes orgânicos, e inorgânicos, metais, nutrientes, microorganismos, sólidos dissolvidos, calor e 
relatividade.
Poluentes inorgânicos biodegradáveis, poluentes orgânicos não biodegradáveis, metais, proteínas, 
organismos patogênicos, sólidos em suspensão, calor e transmissividade.
Resposta correta
Poluentes orgânicos biodegradáveis e não biodegradáveis, metais, nutrientes, 
organismos patogênicos, sólidos em suspensão, calor e radioatividade.
Poluentes inorgânicos, poluentes orgânicos, ametais, proteínas, microorganismos, sólidos 
decantados, frio e reatividade. 
Poluentes orgânicos e inorgânicos, gases nobres, minerais, microorganismos, sólidos em dispersão, 
calor e proatividade.
16/10/21, 21:08 Comentários
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Conteúdo do exercício
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Pergunta 1 -- /1
Em relação ao lodo proveniente de estações de tratamento, assinale a alternativa incorreta:
O adensamento consiste em concentrar os sólidos presentes no lodo para reduzir sua umidade.
A estabilização pode ser realizada por digestão anaeróbia, aeróbia, tratamento térmico ou ainda 
estabilização química.
Entre os mais usados métodos de higienização estão a adição de cal e a compostagem.
Resposta correta
A adubação é a utilização convencional do lodo como nutriente para crescimento 
vegetal.
A desidratação pode ser realizada por processos naturais ou mecânicos.
Pergunta 2 -- /1
Qual o volume útil total do tanque séptico para uma residência que possui 8 moradores, com contribuição por 
indivíduo de 100l/dia, contribuição de lodo fresco de 1l/dia, tempo de detenção de 24 horas e taxa de 
acumulação de esgoto de 57?
16/10/21, 21:08 Comentários
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1256l.
Resposta correta2256l.
1571256l.
1128l.
47400l.
Pergunta 3 -- /1
Qual a área do sumidouro necessária para infiltração de 640 litros de esgoto diários para um solo composto por 
uma argila arenosa com coeficiente de 50l/m².dia?
Resposta correta12,8m².
256m².
128m²
25,6m²
6,4m²
Pergunta 4 -- /1
O volume útil do filtro anaeróbio numa residência que possui 6 habitantes, onde cada um gera uma contribuição 
diária de 160l esgoto e tempo de detenção de 22 horas e 4,8 minutos é:
16/10/21, 21:08 Comentários
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33792l 
1513l.
Resposta correta1413,12l.
16896l.
2826l.
Pergunta 5 -- /1
Qual a quantidade aproximada de contribuintes de uma fossa séptica com volume útil de 3600l, com 
contribuição de esgoto diário de 70l por indivíduo, contribuição de lodo de 0,30l por indivíduo, tempo de 
detenção de 24horas e valor da taxa de acumulação de lodo de 105?
30 hab.
14 hab.
22 hab.
Resposta correta26 hab.
18 hab
Pergunta 6 -- /1
Em relação à fossa séptica, assinale a alternativa incorreta:
16/10/21, 21:08 Comentários
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A diluição deve satisfazer as exigências, tanto para o efluente quanto para o corpo receptor.
Vala de infiltração consiste em uma vala preparada para receber e infiltrar o efluente sobre o solo.
Vala de filtração consiste em uma vala preparada com tubulações de coleta, onde o efluente é 
despejado na superfície e coletado pelas tubulações. 
O sumidouro é um poço absorvente onde o efluente se infiltra no solo.
Resposta correta
A retenção do esgoto na fossa pode variar de 24 a 12 meses, dependendo das 
condições do esgoto.
Pergunta 7 -- /1
Efluente da ETE deve ser adequado ao corpo receptor, ou seja, não pode interferir na qualidade da água a 
ponto de prejudicar os usos que dela são feitos. Qual condição necessária não condiz com a realidade?
Ausência de materiais flutuantes.
Máximo de 120 mg/litro de DBO.
Temperatura inferior a 40° C. 
Resposta corretaPH entre 7 e 14.
Presença de no máximo 1 ml/litro de materiais sedimentáveis.
Pergunta 8 -- /1
16/10/21, 21:08 Comentários
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Sobre os processos gerais e estação de tratamento de esgoto, assinale a alternativa incorreta:
DBO varia conforme o tipo de despejo e serve como parâmetro indicador do potencial poluidor de 
certas substâncias biodegradáveis em relação ao consumo de OD. 
A autodepuração é a capacidade de um curso d’água se recuperar por meio de mecanismos 
puramente naturais.
Esgoto nada mais é do que a água transportando sólidos que são despejados de residências e 
indústrias todos os dias.
Resposta correta
Quando o esgoto é lançado sem tratamento, acaba produzindo grande parte do 
oxigênio dissolvido na água nos processos de degradação da matéria prima.
Durante o processo de autodepuração, pode-se distinguir duas etapas principais: decomposição e 
recuperação do oxigênio dissolvido (OD).
Pergunta 9 -- /1
O que pode ser considerado esgoto sanitário?
I – Esgoto doméstico.
II – Esgoto industrial.
III – Esgoto nuclear.
IV – Água de infiltração.
I, II e III.
I e II.
Resposta corretaI, II e IV.
I eIV.
II, III e IV.
16/10/21, 21:08 Comentários
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Pergunta 10 -- /1
O grau de tratamento em uma ETE pode variar. O nível de tratamento pode ser classificado, segundo grau de 
eficiência, em:
I – Tratamento preliminar.
II – Tratamento setorial.
III – Tratamento primário.
IV – Tratamento secundário.
V – Tratamento terciário.
VI – Tratamento finalizador.
Assinale a alternativa correta:
Resposta corretaI, III, IV, V
III, IV, V, VI
II, III, V, VI
I, II, III, IV, V e VI
I, III, V, VI
Conteúdo do exercício
Pergunta 1
A Lei nº. 11.445/2007 define como funções essenciais da gestão dos serviços públicos de saneamento 
básico o planejamento, a regulação, a prestação e a fiscalização dos serviços e o controle social. O plano 
de saneamento básico será revisto periodicamente, em prazo não superior a quatro anos. Qual afirmação 
não representa uma diretriz da Fundação Nacional de Saúde — FUNASA?
Universalização do acesso com integralidade, segurança, qualidade e regularidade na prestação 
dos serviços;
Promoção da saúde pública, segurança da vida e do patrimônio, proteção do meio ambiente;
Articulação com as políticas de desenvolvimento urbano, saúde, proteção ambiental e interesse 
social;
Adoção de tecnologias apropriadas às peculiaridades locais e regionais;
Promoção da lucratividade sobre sustentabilidade, considerando quando e se possível a 
capacidade de pagamento dos usuários.
Pergunta 2
 O cálculo do volume gerado de esgoto é uma etapa importante do início do projeto. Assinale qual 
alternativa completa adequadamente a sentença abaixo, respectivamente:
• O esgoto ______________ é o esgoto gerado pela população nas suas tarefas diárias. Já 
_______________ são aquelas que acabam penetrando nas canalizações.
Doméstico; as águas de infiltração.
Comercial; as águas de escoamento.
Urbano; as águas de infiltração.
Industrial; as águas de vazamento.
ADRIANO DELL
Destacar
ADRIANO DELL
Destacar
Residencial; as águas de retorno.
Pergunta 3
 A distribuição de água numa cidade contribui para se atingir uma das metas da universalização do 
saneamento básico. Qual é a vazão específica e a vazão em marcha para uma cidade com 1,6 milhão de 
habitantes, numa área de 1600 hectares e consumo per capita de 160 L/hab.dia? considerar que existem 
16km de rede instalados:
0,33 L/s.m e 3,33 L/s.ha
0,11 L/s.m e 1,11 L/s.ha
0,66 L/s.m e 6,66 L/s.ha
1,32 L/s.m e 12,32 L/s.ha
2,64 L/s.m e 24,64 L/s.ha
Pergunta 4
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira em relação a qualidade da água:
( A ) Características físicas da água.
( B ) Características químicas da água.
( ) DBO.
( ) Turbidez. 
( ) Cor.
( ) Impurezas orgânicas.
( ) Sabor e odor.
( ) Temperatura.
B, A, A, B, A, A
B, B, A, A, A, A
B, B, B, A, B, B
A, A, A, A, A, A
B, B, B, B, B, B
ADRIANO DELL
Destacar
ADRIANO DELL
Destacar
ADRIANO DELL
Caixa de texto
POSSIVEL ERRO 
Pergunta 5
 Em relação ao dimensionamento de redes de distribuição de água, associe a segunda coluna de acordo 
com a primeira sobre as características das redes de tubos:
(S) Condutos em série.
(P) Condutos em paralelo.
( ) Mais de um trecho partem de um nó e chegam até outro nó.
( ) O fim de um trecho (extremidade a jusante) é conectado ao início de outro.
( ) a perda de carga total de uma rede de tubos é 20 mca. As tubulações que fazem parte desta rede tem, 
cada um, 10mca, 5mca e 5mca.
( ) A vazão total que passa numa rede de tubos é igual a 20m³/s. as tubulações que fazem parte desta 
rede de tubos tem, cada uma, vazão de 20m³/s.
( ) Uma rede de tubos tem entre os pontos A e B uma perda de carga de 10mca. As tubulações que fazem 
parte dessa rede de tubos tem, cada uma, perda de carga de 10mca.
( ) Numa rede de tubos, entra uma vazão de 30m³/s que se divide entre três tubulações. Posteriormente as 
três tubulações se unem, saindo o total de 30m³/s.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
P, S, S, S, P, P.
P, S, P, S, P, S.
S, P, S, P, S, P.
P, P, P, S, S, S.
S, S, S, P, P, P.
Pergunta 6
Em relação ao meio ambiente como bem jurídico, não representa a realidade:
I - Essa noção de bens comuns, no entanto, advém de uma impossibilidade fática de apropriação desses 
bens naturais, uma vez que não é possível estocar o ar, conter a água corrente e o oceano por suas 
proporções; ao mesmo tempo que se reconhecem como direitos de uso comum pela influência desses 
elementos naturais como condicionantes da vida humana, tal como compreendemos atualmente.
II - O Estado não possui autonomia de tutela administrativa e tutela penal para buscar a cessação de 
comportamentos lesivos a esse bem jurídico.
III - O Poder Público passa a figurar não como proprietário de bens ambientais — das águas e da fauna —, 
mas como um gestor ou gerente, que administra bens que não são dele e, por isso, deve explicar 
convincentemente sua gestão.
Apenas I.
ADRIANO DELL
Destacar
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e III.
Apenas I e II.
Pergunta 7
Em relação à política básica de saneamento e indicadores microbianos: qualidade da água e do solo, 
assinale qual alternativa completa adequadamente as sentenças abaixo, respectivamente:
• ______________ - Esses serviços, conforme o art. 4º, são indispensáveis para a elevação da qualidade 
de vida das populações urbanas e rurais.
• ______________- O acesso aos serviços de saneamento básico deve ser garantindo a todos os cidadãos
mediante tecnologias apropriadas à realidade socioeconômica, cultural e ambiental.
• ______________- Considera-se que todos os cidadãos têm direitos iguais no acesso a serviços públicos 
de saneamento básico de boa qualidade.
Gestão pública; Universalidade; Igualdade.
Universalidade; Gestão pública; Igualdade.
Universalidade; Igualdade; Gestão pública.
Gestão pública; Igualdade; Universalidade.
Igualdade; Universalidade; Gestão pública.
Pergunta 8
Defina os aspectos do meio ambiente em físico (1) ou populacional (2):
( ) Massapê.
( ) Protozoário.
( ) Oceano Atlântico.
( ) Ipê Amarelo.
( ) Troposfera.
1,2,1,2,1
2,1,2,1,2
ADRIANO DELL
Destacar
ADRIANO DELL
Destacar
ADRIANO DELL
Destacar
1,1,1,1,1
2,2,2,2,2
1,2,2,1,1
Pergunta 9
Em relação ao tratamento de esgoto e sua importância no saneamento ambiental, assinale qual alternativa 
completa adequadamente a sentença abaixo, respectivamente:
Sólidos presentes no esgoto são responsáveis pela __________________ de um corpo d’água quando 
lançados nele sem um tratamento adequado. Já a _________________é a capacidade de um curso d’água 
se recuperar por meio de mecanismos puramente naturais.
deterioração da qualidade; autodepuração
autodepuração; deterioração da qualidade
melhora da qualidade; autodepreciação
autodepreciação; melhora da qualidade
estabilização da qualidade; requalificação
Pergunta 10
Preencha a segunda coluna de acordo com a primeira:
( I ) Classe I — Resíduos perigosos
(II) Classe II — Resíduos não perigosos
( ) Característica de Inflamabilidade.
( ) Característica de biodegradabilidade.
( ) Característica de corrosividade.
( ) Característica de solubilidade.
( ) Característica de reatividade.
( ) Característica inerte.
( ) Característica de toxicidade.
( ) Característica de patogenicidade.
I, II, I, II, I, II, I, I
II, I, II, I, II, I, II, II
I, I, I, I, I, I, I, I
ADRIANO DELL
Destacar
ADRIANO DELL
Destacar
II, II, II, II, II, II, II, II
I, I, I, I, II ,II ,II, I
29/11/2021 22:09 Comentários
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As pontuações para a pergunta em 17/12/21 às 00:00
Conteúdo do exercício
Pergunta 1
As características químicas verificam os teores qualitativos e quantitativos de certas substâncias na água que 
podem, extrapolando certoslimites, ser inadequadas ao consumo.
Assinale qual alternativa completa adequadamente a sentença abaixo, respectivamente:
São características químicas da água: ____________________, ____________________ e 
____________________.
oxigênio dissolvido; matéria orgânica; micropoluentes inorgânicos.
oxigênio dissolvido; sabor e odor; temperatura.
matéria orgânica; coliformes totais; turbidez.
micropoluentes inorgânicos; temperatura; demanda biológica de oxigênio.
6/6
Tentativa 1
Enviado: 29/11/21 21:44 (BRT)
29/11/2021 22:09 Comentários
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matéria orgânica; sólidos totais dissolvidos; cor.
Pergunta 2
 Em relação as diretrizes nacionais para o saneamento básico, a União deve respeitar estas afirmações abaixo. 
Assinale qual alternativa completa adequadamente as sentenças abaixo, respectivamente:
• A união deve dar prioridade para as ações que promovam a ___________ e territorial no acesso 
ao_______________, melhoria da qualidade de vida e das condições ambientais e de saúde pública.
• A união deve também dar garantia de meios adequados para o atendimento da _________________, inclusive 
mediante à utilização de soluções compatíveis com suas características econômicas e sociais peculiares.
equidade social; saneamento básico; população rural dispersa.
população rural dispersa; emprego nas grandes cidades; imigração.
desconstrução social; emprego e renda; emigração.
igualdade racial; saneamento privado; minoria.
política ambiental; emprego e renda; migração.
Pergunta 3
O que não constitui numa rede coletora?
Ligações prediais
Coletores de esgoto.
Coletores tronco
Órgãos acessórios
Canais de escoamento.
Pergunta 4
Com relação à classificação de resíduos sólidos, qual não corresponde à realidade?
I - Efluentes industriais: constituem os resíduos sépticos, que podem conter organismos patogênicos e veicular 
doenças de outras cidades, estados e países;
29/11/2021 22:09 Comentários
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II - Resíduos de portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários: gerados pela atividade industrial. Podem 
ser orgânicos ou inorgânicos;
III - Resíduos radioativos (lixo atômico): são resíduos provenientes dos combustíveis nucleares. Seu 
gerenciamento é de competência exclusiva da CNEN — Comissão Nacional de Energia Nuclear;
IV - Resíduos da construção civil: resíduos de demolições, restos de obras, solos de escavações, entre outros.
I e II
I, II, III e IV
II, III e IV
Apenas IV
Apenas II
Pergunta 5
Em relação ao tratamento de esgoto e sua importância no saneamento ambiental, assinale qual alternativa 
completa adequadamente a sentença abaixo, respectivamente:
Sólidos presentes no esgoto são responsáveis pela __________________ de um corpo d’água quando lançados 
nele sem um tratamento adequado. Já a _________________é a capacidade de um curso d’água se recuperar 
por meio de mecanismos puramente naturais.
deterioração da qualidade; autodepuração
autodepuração; deterioração da qualidade
melhora da qualidade; autodepreciação
autodepreciação; melhora da qualidade
estabilização da qualidade; requalificação
Pergunta 6
 Em relação as unidades do sistema das redes coletoras, assinale qual alternativa completa adequadamente as 
sentenças abaixo, respectivamente:
_________________ - Permite introdução de equipamentos de limpeza na rede.
_________________ - É uma câmara que permite a visitação para limpeza ou manutenção.
_________________ - É o mais simples entre os acessórios de interligação, por isso é instalado no início de 
coletores.
29/11/2021 22:09 Comentários
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Tubo de inspeção e limpeza; Poço de visita; Terminal de limpeza.
Tubo de inspeção e limpeza; Terminal de limpeza; Poço de visita.
Poço de visita; Terminal de limpeza; Tubo de inspeção e limpeza.
Poço de visita; Tubo de inspeção e limpeza; Terminal de limpeza.
Terminal de limpeza; Tubo de inspeção e limpeza; Poço de visita.
Pergunta 7
A economia do país (boom econômico e recessão), o número de habitantes da região, a área relativa de 
produção, as variações sazonais e condições climáticas, os hábitos e costumes da população, o nível educacional 
e poder aquisitivo são exemplos de fatores que influenciam o quê?
A geração de resíduos sólidos urbanos.
A geração de resíduos hospitalares.
A geração de resíduos industriais.
A geração de resíduos nucleares.
A geração de resíduos não renováveis.
Pergunta 8
Em relação as funções básicas do solo, analise as alternativas:
I - O solo sustenta o crescimento das plantas, além de fornecer suporte mecânico, água e nutrientes para as 
raízes que, por sua vez, distribuem para a planta inteira e são essenciais para sua existência;
II - As características dos solos determinam o destino da água na superfície da Terra, essencial para a nossa 
sobrevivência. A perda de água, sua utilização, contaminação e purificação estão relacionadas à qualidade do 
solo;
III - O solo desempenha um papel essencial na reciclagem de nutrientes e na destinação dos corpos de animais 
(incluindo o homem) e restos de plantas que morrem na superfície da Terra;
IV - O solo é desprovido de organismos. Um punhado de solo pode conter bilhões de grãos de areia, silte e argila, 
que influenciam as características do solo, como a porosidade, que é responsável pelo movimento e pela 
manutenção de água e ar no solo.
Apenas I
Apenas II
29/11/2021 22:09 Comentários
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Apenas III
Apenas IV
I, II, III e IV
Pergunta 9
 O cálculo do volume gerado de esgoto é uma etapa importante do início do projeto. Assinale qual alternativa 
completa adequadamente a sentença abaixo, respectivamente:
• O esgoto ______________ é o esgoto gerado pela população nas suas tarefas diárias. Já _______________ 
são aquelas que acabam penetrando nas canalizações.
Doméstico; as águas de infiltração.
Comercial; as águas de escoamento.
Urbano; as águas de infiltração.
Industrial; as águas de vazamento.
Residencial; as águas de retorno.
Pergunta 10
Os solos apresentam funções básicas no ambiente:
I Sustentar o crescimento das plantas
II Determinar o destino das águas na superfície da terra
III Dispersão de contaminantes (poluição)
IV Esterilização de microrganismos
V Fundação, base para construções
Estão corretas:
I, II, IV, V
I, II, III e V
I, II e V
I, III, IV e V
I, II, III, IV e V
24/11/2021 11:18 Comentários
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As pontuações para a pergunta em 17/12/21 às 00:00
Conteúdo do exercício
Pergunta 1
Qual destes é um órgão acessório utilizado ao longo do sistema de coleta e transporte de esgoto:
Estação elevatória.
Poço de acúmulo.
Terminal de limpeza.
Caixa de bloqueio.
Sifão camuflado.
4,2/6
Tentativa 1
Enviado: 24/11/21 11:12 (UTC-3)
24/11/2021 11:18 Comentários
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Pergunta 2
 Em relação ao conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico, assinale qual alternativa completa 
adequadamente as sentenças abaixo, respectivamente:
• O meio ambiente humano abarca os conceitos de meio ambiente ___________ e meio ambiente construído, de
modo que o conceito de meio ambiente para o Direito é híbrido entre aspectos físicos, populacionais, éticos, 
culturais e sociais.
• O meio ambiente não é composto apenas por elementos_________,como o ar, o solo, a terra e os aspectos 
climáticos; ele também é composto pelos aspectos____________, ou seja, da presença de seres vivos que 
representam a flora e a fauna e também os aspectos artificiais criados pelo homem como expressão de sua 
cultura ou pelas necessidades criadas pela civilização.
Natural; naturais; populacionais.
Desconstruído; ecológicos; artificiais.
Geral; químicos; ambientais.
Específico; físicos; complementares.
Natural; convencionais; suplementares.
Pergunta 3
Em relação aos tratamentos em locais sem coleta pública de esgoto, assinale qual alternativa completa
adequadamente a sentença abaixo, respectivamente:
Um dos tratamentos mais utilizados em residências é a ______________. Antes da destinação final, o efluente da 
fossa ____________________.
fossa séptica; pode receber tratamento complementar.
compostagem; pode ser descartado num rio.
tecnologia UASB; pode ser reutilizado para descarga.
lagoa aerada; pode ser usado como adubo orgânico.
passagem para sarjeta da rua; pode ser descartado no oceano.
Pergunta 4
Em relação ao meio ambiente como bem jurídico, não representa a realidade:
24/11/2021 11:18 Comentários
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I - Essa noção de bens comuns, no entanto, advém de uma impossibilidade fática de apropriação desses bens 
naturais, uma vez que não é possível estocar o ar, conter a água corrente e o oceano por suas proporções; ao 
mesmo tempo que se reconhecem como direitos de uso comum pela influência desses elementos naturais como 
condicionantes da vida humana, tal como compreendemos atualmente.
II - O Estado não possui autonomia de tutela administrativa e tutela penal para buscar a cessação de 
comportamentos lesivos a esse bem jurídico.
III - O Poder Público passa a figurar não como proprietário de bens ambientais — das águas e da fauna —, mas 
como um gestor ou gerente, que administra bens que não são dele e, por isso, deve explicar convincentemente 
sua gestão.
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e III.
Apenas I e II.
Pergunta 5
Analise as afirmativas sobre as interações ecológicas. Em seguida indique qual delas não corresponde à 
realidade:
Relações intraespecíficas harmônicas: sociedade (organização de indivíduos da mesma espécie) e 
colônia (agrupamento de indivíduos da mesma espécie com graus de dependência entre si).
Relações intraespecíficas desarmônicas: canibalismo e competições intra e interespecíficas (seleção 
natural). São relações entre espécies iguais, porém há um prejuízo para, pelo menos um dos lados.
Relações interespecíficas harmônicas: mutualismo (ou simbiose), protocooperação, inquilinismo (ou 
epibiose) e comensalismo.
Relações interespecíficas desarmônicas: amensalismo (ou antibiose), herbivorismo, predatismo, 
parasitismo e esclavagismo intra e interespecífico.
Relações neutras: sem nenhuma interação ou relação entre indivíduos (apatia entre indivíduos de 
mesma espécie).
Pergunta 6
 Em relação ao dimensionamento de redes de distribuição de água, associe a segunda coluna de acordo com a 
primeira sobre as características das redes de tubos:
24/11/2021 11:18 Comentários
https://sereduc.blackboard.com/ultra/courses/_74012_1/grades/assessment/_4455811_1/overview/attempt/_15746220_1/review/inline-feedback?… 4/6
(S) Condutos em série.
(P) Condutos em paralelo.
( ) Mais de um trecho partem de um nó e chegam até outro nó.
( ) O fim de um trecho (extremidade a jusante) é conectado ao início de outro.
( ) a perda de carga total de uma rede de tubos é 20 mca. As tubulações que fazem parte desta rede tem, cada 
um, 10mca, 5mca e 5mca.
( ) A vazão total que passa numa rede de tubos é igual a 20m³/s. as tubulações que fazem parte desta rede de 
tubos tem, cada uma, vazão de 20m³/s.
( ) Uma rede de tubos tem entre os pontos A e B uma perda de carga de 10mca. As tubulações que fazem parte 
dessa rede de tubos tem, cada uma, perda de carga de 10mca.
( ) Numa rede de tubos, entra uma vazão de 30m³/s que se divide entre três tubulações. Posteriormente as três 
tubulações se unem, saindo o total de 30m³/s.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
P, S, S, S, P, P.
P, S, P, S, P, S.
S, P, S, P, S, P.
P, P, P, S, S, S.
S, S, S, P, P, P.
Pergunta 7
O cálculo do volume gerado de esgoto é uma etapa importante do início do projeto. Para quantificar o esgoto 
sanitário gerado em uma região, o que não é necessário considerar?
I - O esgoto doméstico, que é o esgoto gerado pela população nas suas tarefas diárias em residências;
II - O esgoto agropecuário, que é gerado por atividades agropecuárias e são coletadas das zonas rurais para 
tratamento adequado;
III - O esgoto industrial, que é o despejo gerado por indústrias, desde que respeitados os padrões de lançamento 
na rede;
IV - As águas de infiltração que acabam penetrando nas canalizações.
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas IV.
Apenas II e IV.
24/11/2021 11:18 Comentários
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Pergunta 8
As características químicas verificam os teores qualitativos e quantitativos de certas substâncias na água que 
podem, extrapolando certos limites, ser inadequadas ao consumo.
Assinale qual alternativa completa adequadamente a sentença abaixo, respectivamente:
São características químicas da água: ____________________, ____________________ e 
____________________.
oxigênio dissolvido; matéria orgânica; micropoluentes inorgânicos.
oxigênio dissolvido; sabor e odor; temperatura.
matéria orgânica; coliformes totais; turbidez.
micropoluentes inorgânicos; temperatura; demanda biológica de oxigênio.
matéria orgânica; sólidos totais dissolvidos; cor.
Pergunta 9
Em relação ao lodo proveniente de estações de tratamento:
I) Adensamento consiste em concentrar os sólidos presentes no lodo para reduzir sua umidade.
II) A estabilização pode ser realizada por digestão anaeróbia, aeróbia, tratamento térmico ou ainda estabilização 
química.
III) A desidratação pode ser realizada por processos naturais ou mecânicos.
IV) A adubação é a utilização convencional do lodo como nutriente para crescimento vegetal.
V) A higienização; entre os mais usados estão a adição de cal e a compostagem.
I está incorreta
II e III estão incorretas
IV está incorreta
V está incorreta
I, II, III, IV e V estão incorretas
Pergunta 10
Para o cálculo do volume gerado de esgoto é necessário considerar:
24/11/2021 11:18 Comentários
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O esgoto comercial, que é o esgoto gerado pelo comercio nas suas tarefas diárias em uma cidade.
O esgoto público, que é o despejo gerado por instituições governamentais, desde que respeitados os 
padrões de lançamento na rede.
As águas de infiltração que acabam penetrando nas canalizações.
O esgoto hospitalar, que é todo material de rejeito produzido em instituições de saúde.
O esgoto particular, que é o material líquido produzido pelas instituições privadas.
Introdução à Ecologia
APRESENTAÇÃO
Seja muito bem-vindo ao estudo de Ecologia. Nesta Unidade de Aprendizagem introdutória, 
identificaremos a área de estudo de Ecologia e como ela se relaciona com o nosso dia-a-dia. 
Bons estudos! Ao final desta unidade você deve apresentar os seguintes aprendizados: 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer a área de estudo da Ecologia;•
Caracterizar os níveis de organização biológica na escala de abrangência da Ecologia;•
Relacionar a área de Ecologia com acontecimentos atuais.•
DESAFIO
Selecione uma reportagem atual (últimos seis meses) em jornais ou revistas que trate de 
ecologia. 
Analise e identifique a qual nível de organização biológica se refere a reportagem.Justifique a 
sua resposta com base no seu entendimento das relações que ocorrem em cada nível de 
organização. 
Você deverá apresentar uma cópia digital (retirada da internet ou obtenção por scanner ou 
máquina fotográfica) de toda a reportagem e das informações do periódico em que está contida a 
reportagem, como o nome e a data de publicação. 
Apresente também uma lauda contendo a sua análise sobre a reportagem. 
 
A lauda deve conter: 
- a identificação do objeto de estudo; 
- a identificação dos fatores relacionados com o objeto de estudo; 
- a identificação do nível de organização do estudo; 
- a justificativa da sua interpretação / escolha para tal nível. 
 
Para isso, embase teoricamente sua resposta com as informações contidas nesta Unidade de 
Aprendizagem e nas leituras complementares.
INFOGRÁFICO
Veja, a seguir, os níveis de organização biológica no campo de estudo da Ecologia.
 
 
CONTEÚDO DO LIVRO
O estudo da ecologia integra as áreas de pesquisa biológica e auxilia na tomada de decisões 
ambientais. 
 
Leia o capítulo a seguir e aprofunde seus conhecimentos. 
Boa Leitura.
ECOLOGIA
Ronei Tiago Stein
Introdução à ecologia
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer a área de estudo da ecologia.
 � Caracterizar os níveis de organização biológica na escala de abran-
gência da ecologia.
 � Relacionar a área de ecologia com acontecimentos atuais.
Introdução
A ecologia é a parte da biologia que aborda as relações estabelecidas entre 
os seres vivos e o meio ambiente em que vivem. Neste texto, você vai ver a 
área de estudo da ecologia e como ela se relaciona com o nosso dia a dia. 
Também verá, de forma detalhada, seus níveis de organização biológica.
Ecologia — definições gerais 
A ecologia é a ciência que procura entender os organismos e suas relações 
com o meio ambiente, as populações, as comunidades, os ecossistemas e a 
biosfera (LOPES, 2006). As raízes da ecologia levam aos estudos ligados 
à história natural, algo que, em essência, é tão antigo quanto o homem. Os 
egípcios e os babilônios, por exemplo, já aplicavam métodos ecológicos para 
combater as pragas que assolavam suas culturas de cereais no vale do rio Nilo 
e na Mesopotâmia (PINTO-COELHO, 2007). 
A palavra ecologia foi criada há mais de 100 anos pelo biólogo e naturalista 
alemão Ernst Heinrich Haeckel (1834-1919), que uniu dois termos gregos: 
oikos, que significa “casa”, e logos, que significa “estudo”. Logo, a ecologia 
é a ciência que estuda as “casas naturais”, ou seja, os diversos ambientes da 
natureza, incluindo as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente.
Mesmo sendo um campo da ciência distinto e reconhecido desde os anos 
1900, aproximadamente, foi somente nas últimas décadas que a ecologia se 
tornou parte do vocabulário geral da população mundial. Ela se popularizou 
muito devido à crescente preocupação com questões relacionadas ao meio 
ambiente; após o homem ir ao espaço e tirar as primeiras fotografias da Terra, 
ele teve a real noção do tamanho do nosso planeta e de quão solitário e frágil 
ele é, pairando no espaço (Figura 1). Principalmente após a década de 1970, 
houve uma maior preocupação com questões como poluição, áreas naturais, 
crescimento populacional, consumo de alimentos e energia e diversidade 
biótica (ODUM; BARRETT, 2015).
Figura 1. A exploração espacial dos anos 1960 e 1970 impulsionou também os estudos 
da ecologia.
Fonte: BEST-BACKGROUNDS/Shutterstock.com.
Atualmente, a ecologia é uma das ciências de maior interesse público e 
científico, e seu estudo é fundamental para a preservação do meio ambiente 
e de todos os organismos vivos. Para a área da ecologia, o meio ambiente é 
Introdução à ecologia2
o panorama animado ou inanimado onde se desenvolve a vida de um orga-
nismo. No meio ambiente, existem vários fatores externos que influenciam 
os organismos. A ecologia tem como objeto de estudo as relações entre os 
organismos e o ambiente envolvente.
É importante não confundir os termos meio ambiente e ecologia. O meio 
ambiente é um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um 
sistema natural, e inclui toda a vegetação, animais, microrganismos, solo, 
rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites. 
Também compreende recursos e fenômenos físicos, como, por exemplo, ar, 
água e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica e magnetismo. 
De acordo com Pinto-Coelho (2007), os enfoques da ecologia moderna 
são dois:
 � Enfoque descritivo (história natural): consiste em levantamentos 
da fauna e da flora. 
 � Enfoque experimental: baseia-se em testes de hipóteses por meio de 
uma abordagem experimental, que pode conter experimentos tanto de 
laboratório quanto conduzidos no campo. 
A questão central em ecologia é determinar as causas da distribuição e da 
abundância de organismos. Isso pode ser avaliado em nível da comunidade 
e em nível das populações, por isso, a ecologia pode também ser dividida 
segundo seu objeto central de estudo:
 � Autoecologia: ecologia de populações. 
 � Sinecologia: ecologia de comunidades.
Por razões históricas e metodológicas, bem como por limitação de co-
nhecimentos, o estudo ecológico esteve inicialmente restrito ao estudo de 
associações de plantas ou de animais, como segue:
 � Ecologia vegetal: apresenta o problema da restrição a apenas um nível 
trófico. 
 � Ecologia animal: neste caso, os produtores autótrofos não são 
considerados.
3Introdução à ecologia
Interações ecológicas
A ecologia estuda os processos, as dinâmicas e as interações entre todos os 
seres vivos de um ecossistema. As interações ecológicas são caracterizadas 
pelo benefício de todos os seres vivos (harmônicas) ou pelo prejuízo de um 
deles (desarmônicas), e podem ocorrer entre seres da mesma espécie (intra-
específicas) ou espécies diferentes (interespecíficas).
 � Relações intraespecíficas harmônicas: sociedade (organização de 
indivíduos da mesma espécie) e colônia (agrupamento de indivíduos 
da mesma espécie com graus de dependência entre si).
 � Relações intraespecíficas desarmônicas: canibalismo e competições 
intra e interespecíficas (seleção natural). São relações entre espécies 
iguais, porém há um prejuízo para pelo menos um dos lados.
 � Relações interespecíficas harmônicas: mutualismo (ou simbiose), 
protocooperação, inquilinismo (ou epibiose) e comensalismo.
 � Relações interespecíficas desarmônicas: amensalismo (ou anti-
biose), herbivorismo, predatismo, parasitismo e esclavagismo intra e 
interespecífico.
Os elementos que compõem os ecossistemas estão intimamente relacio-
nados entre si, de modo que um interfere nas propriedades do outro e cada 
um é necessário para a manutenção da vida na Terra. Os ecossistemas são, 
portanto, unidades funcionais básicas em que os componentes bióticos e 
abióticos interagem e estão inseparavelmente relacionados (LOPES, 2006). 
Cada espécie pertence a um determinando ecossistema, fazendo parte de 
uma biocenose ou de uma comunidade, e pode sofrer efeitos distintos, como:
 � Fatores bióticos: interação entre os seres vivos (predação, cadeia 
alimentar, entre outros).
 � Fatores abióticos: interação com o solo, a água, o ar, entre outros.
Introdução à ecologia4
O Brasil é conhecido mundialmente por suas belezas naturais, sendo o país mais rico 
em número de espécies de seres vivos do mundo. Além da beleza de suas praias, 
rios e mares, ele detém a parte mais extensa da maior planície inundável do mundo, 
o Pantanal, e da maior floresta úmida do mundo, a Floresta Amazônica (BARSANO; 
BARBOSA, 2013).
Níveis de organização biológica
A ecologia busca compreender a importância de cada espécie na natureza e 
a necessidade de preservar os vários ambientes naturais que a Terra abriga. 
Barsano e Barbosa (2013) descrevem que não são apenas a fauna e a flora 
que merecem cuidados: há outros fatores que também devem ser observados 
visando ao equilíbrioda natureza, entre eles o espaço físico, a temperatura e 
a localização. O termo biodiversidade (ou diversidade biológica) refere-se 
à riqueza e à variedade de plantas e animais que são encontrados nos mais 
diferentes ambientes. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem 
alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo 
ser humano.
Para melhor compreensão do mundo vivo, a biologia, a ecologia e muitas 
outras áreas utilizam níveis de organização biológica em seus estudos. As 
estruturas biológicas organizam-se hierarquicamente desde o nível de or-
ganização mais baixo até ao nível de organização mais elevado, ou seja, da 
célula até a biosfera. Os níveis mais elevados (acima do nível “população”) 
são frequentemente referidos como organização ecológica.
De acordo com Begon (2007), Townsend, Begon e Harper (2010), Cain, 
Bowman e Hacker (2011) e Nicolau (2017), cada nível de organização biológica 
é composto, principalmente, pelas unidades estruturais do nível organizacional 
imediatamente inferior, somado a um aumento da complexidade organizacional. 
Um conceito básico associado à organização biológica é o da emergência, 
ou surgimento, de caraterísticas e funções novas nos níveis organizacionais 
sucessivamente mais elevados, não presentes nos níveis de organização mais 
baixos. Isso significa que, na hierarquia, os níveis sucessivamente mais ele-
vados apresentam caraterísticas e funções novas, que resultam do respectivo 
5Introdução à ecologia
aumento de complexidade. Assim, teoricamente, uma alteração na organização 
da estrutura biológica de um nível inferior acarreta alterações na organização 
das estruturas biológicas superiores — por exemplo, alterações na estrutura 
de um átomo conduzem, ou podem conduzir, a alterações na organização 
biológica de níveis superiores, indo da célula para o organismo até a biosfera.
Os níveis de organização biológica são uma das melhores formas de deli-
mitar a ecologia moderna, segundo Odum e Barrett (2015). Veja uma repre-
sentação dos níveis de organização na Figura 2.
Figura 2. Hierarquia dos níveis de organização biológica. 
Fonte: Adaptada de Odum e Barrett (2015).
Evolução Diversidade
IntegraçãoBiosfera
Bioma
Paisagem
Ecossistema
Comunidade
População
Organismo
Sistema de órgãos
Órgão
Tecido
Célula
Desenvolvimento
Regulação
Os níveis de organização biológica iniciam pela célula, a qual é definida 
como a unidade básica, estrutural e funcional da vida. Ela é a menor unidade 
dos níveis de organização biológica que se classifica como ser vivo. Alguns 
Introdução à ecologia6
seres vivos são constituídos por uma única célula (seres unicelulares como 
bactérias, fungos, algas, entre outros), e outros são constituídos por conjuntos 
de células (seres multicelulares, como animais, plantas e o homem), conforme 
ressalta Nicolau (2017).
Os tecidos são formados pela união de células especializadas. Eles estão 
presentes em apenas alguns organismos multicelulares, como as plantas e os 
animais. Quando organizados e juntos, os tecidos formam os órgãos, que são 
formados por vários tipos de tecidos — por exemplo, o coração é formado por 
tecido muscular, sanguíneo e tecido nervoso (nervos). Já os sistemas, por sua 
vez, são formados pela união de vários órgãos que trabalham em conjunto 
para desempenhar determinada função corporal — por exemplo, o sistema 
digestivo, que é formado por vários órgãos como boca, estômago, intestinos, 
entre outros. 
O conjunto de órgãos que constituem um ser vivo é denominado organismo. 
As características principais dos organismos são a capacidade de extrair energia 
a partir de nutrientes, de se adaptar às mudanças ambientais e de se reproduzir. 
A ecologia se preocupa de forma ampla, mas não total, com os níveis de 
sistema além do organismo. O termo população, originalmente cunhado 
para um grupo de pessoas, foi ampliado para incluir grupos de indivíduos 
de qualquer tipo de organismo. A população corresponde ao conjunto de 
indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem juntos em uma mesma 
área geográfica no mesmo intervalo de tempo (LOPES, 2006; ODUM; 
BARRETT, 2015).
Já a comunidade (também denominada biocenose ou biota), inclui todas 
as populações que ocupam uma certa área. Sobre a comunidade atuam vários 
fatores físicos, químicos e geológicos do ambiente, como a luz, a umidade, a 
temperatura, os nutrientes, o solo e a água. Esses são os componentes abióticos, 
enquanto que os seres vivos são os componentes bióticos.
A comunidade e o ambiente não vivo (abiótico) funcionam juntos, que eles 
correspondem ao ecossistema — também denominado biocenose ou biogeo-
cenose em algumas bibliografias. Em relação à paisagem, ela se refere à área 
heterogênea composta de um agregado de ecossistemas em integração, que se 
repetem de maneira similar por toda a sua extensão. Uma bacia hidrográfica 
é um bom exemplo de unidade de paisagem, porque geralmente tem limites 
naturais identificáveis. 
7Introdução à ecologia
A bacia hidrográfica, de acordo com Brandão (2006), é uma região sobre a terra, na 
qual o escoamento superficial, em qualquer ponto, converge para um único ponto 
fixo. É a área abastecida por meio das águas das chuvas, das montanhas, subterrâneas 
ou de outros rios, as quais escoam em direção a um determinado curso d´água, 
abastecendo-o. Veja um exemplo na Figura 3.
Figura 3. Esquematização de uma bacia hidrográfica.
Fonte: Crystal Eye Studio/Shuttestock.com.
O bioma designa uma área geográfica onde são encontradas flora, fauna e 
condições climáticas especificas. Em outras palavras, biomas são um conjunto 
de vida vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação 
contíguos e que podem ser identificados em nível regional, com condições 
de geologia e clima semelhantes e que, historicamente, sofreram os mesmos 
processos de formação da paisagem, resultando em uma diversidade de flora 
e fauna própria.
Introdução à ecologia8
No Brasil há seis tipos de biomas continentais: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata 
Atlântica, Pantanal e Pampa. Além disso, há também um bioma marinho ou aquático. 
Juntos, os biomas da Amazônia e da Mata Atlântica ocupam 100% de oito estados 
brasileiros, mas, devido ao desmatamento, atualmente a Mata Atlântica corresponde 
a 7% de sua área original. Já o bioma da Amazônia e do Pantanal ocupam juntos mais 
de metade do Brasil.
A biosfera se refere ao conjunto de todos os ecossistemas da Terra, ou seja, 
a camada da Terra que contém seres vivos. Parcelas da biosfera de diferentes 
tamanhos podem ser consideradas ecossistemas, desde que haja intercâmbio 
de matéria e de energia entre os elementos abióticos e bióticos. Dessa forma, 
pode-se considerar ecossistema uma pequena lagoa ou um oceano inteiro. 
A biosfera toda pode ser vista como um grande ecossistema. Embora a 
distribuição dos organismos no planeta não seja homogênea, pois depende de 
fatores abióticos que variam de região para região, em linhas gerais, os limites 
da biosfera podem ser definidos com base nos regimes extremos de ocorrência 
de seres vivos: cerca de 7 mil metros de altitude, onde voam algumas aves 
migratórias, e por volta de 11 mil metros de profundidade nos oceanos, onde 
se encontram bactérias e alguns animais (LOPES, 2006).
Ecologia e acontecimentos atuais
Até o início do século XIX, o crescimento da população mundial foi relativa-
mente lento, resultado do equilíbrio que existia entre as taxas de natalidade 
e de mortalidade, pois ambas se apresentavam bastante lentas. Isso acontecia 
porque era muito comum a ocorrência de grandes catástrofes sociais, como 
fome e pestes, que ocasionavam a morte de um grande número de pessoas. 
Porém, o relativo equilíbrio entre as taxas de natalidade e mortalidade foi 
rompido (primeiro nos países desenvolvidos e posteriormente nos países 
subdesenvolvidos) no final do século XIX, principalmente devido ao resul-
tado das transformações provocadas pela industrialização e pelo avançoda 
medicina (ALMEIDA, 2007).
9Introdução à ecologia
Esses benefícios para o homem vêm resultando em uma série de malefícios 
para o meio ambiente. Entre eles, a geração de resíduos sólidos, a poluição 
(da água, do solo e da atmosfera), o aumento do efeito estufa, o aquecimento 
global, as mudanças climáticas, entre outras. Além desses fatores já interferem 
no meio ambiente, o homem ainda faz uso da caça, pesca, desmatamento e 
queimadas para beneficiamento próprio, o que coloca uma enorme lista de 
animais e plantas em risco de extinção. 
O estudo da ecologia ganhou importância no cenário mundial atual em grande 
parte pelas ameaças destrutivas do homem à biosfera. Ecossistemas inteiros estão 
sendo ameaçados pelas mais diversas atividades humanas, muitas vezes de forma 
pouco racional.
Gases de efeito estufa
Embora o clima tenha sempre variado de modo natural, pesquisas e simulações 
sofisticadas vêm sinalizando um processo gradual de aumento das temperaturas 
médias. Somando-se ao processo natural, as atividades do homem, também 
denominadas atividades antrópicas, estão contribuindo para a produção de 
gases de efeito estufa, acentuando a concentração desses gases na atmosfera 
e, consequentemente, ampliando a capacidade de absorção de energia que 
naturalmente já possuem. 
As emissões antrópicas de dióxido de carbono, o gás que mais contribui 
para a intensificação do efeito estufa “antrópico”, decorrem principalmente da 
queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural (Figura 
4), e de processos de modificação do uso do solo (desmatamento e queimadas), 
conforme menciona Almeida (2007).
Introdução à ecologia10
Figura 4. Exemplo de emissão antrópica de dióxido de carbono.
Fonte: Toa55/Shuttestock.com.
Poluição
Poluição é qualquer degradação das condições ambientais do habitat de uma 
coletividade humana. Abiko e Moraes (2009) descrevem que os principais 
tipos de poluição são: 
 � poluição do solo;
 � poluição do ar;
 � poluição da água;
 � poluição acústica;
 � poluição visual.
Esses tipos de poluição dificilmente ocorrem de forma isolada, em geral 
ocorrendo conjuntamente, com várias relações de interdependência entre eles. 
Os autores exemplificam essa interdependência da seguinte maneira: a dispo-
sição inadequada de lixo em terrenos baldios pode causar, simultaneamente, 
a poluição do solo, da água, — por meio do líquido gerado pelo resíduo, que 
percola pelas camadas do solo, podendo atingir o lençol freático —, do ar — 
por meio da queima do lixo ou dos gases gerados na sua decomposição — e 
poluição visual, pelo aspecto desagradável dos resíduos.
11Introdução à ecologia
Queimadas e desmatamento
As queimadas e o desmatamento ilegais são outros vilões que ocasionam em 
uma enorme perda de biodiversidade. Eles respondem por mais de 75% das 
emissões de gás carbônico, sendo responsáveis por colocar o Brasil entre os 
dez maiores emissores de gases de efeito estufa. As queimadas, mesmo sendo 
irregulares, são comuns no país, para a renovação de pastagens e o preparo 
de novas áreas para agropecuária. Veja um exemplo na Figura 5.
Figura 5. Desmatamento e queimadas geram uma enorme perda de biodiversidade.
Fonte: Adaptada de Fedorov Oleksiy e Vladimir Melnikov/Shuttestock.com.
O desmatamento ocorre em todo o planeta. Para você ter uma ideia da 
situação, há 10 mil anos, 55% do planeta Terra era coberto por florestas. 
Isso equivale a cerca de 70 milhões de quilômetros quadrados; entretanto, 
restam atualmente apenas 20 milhões de quilômetros quadrados de florestas. 
A situação mais grave é a da Mata Atlântica, que já tem cerca de 93% da sua 
cobertura original desmatada. Além disso, cerca de 30% do Cerrado e 15% da 
Floresta Amazônica estão irremediavelmente perdidos (SITUAÇÃO..., [2013?]).
As florestas tropicais são as que mais sofrem na questão do desmatamento, 
pois são o alvo predileto das queimadas e também da extração de madeira. 
Um dado alarmante é que entre 1960 e 1990 cerca de 1/5 das matas tropicais 
foi destruído, uma velocidade realmente assustadora (SITUAÇÃO..., [2013?]). 
Introdução à ecologia12
Outro grande problema ambiental que o país vem sofrendo é o tráfico de animais 
silvestres, um dos principais comércios ilegais do mundo, perdendo apenas para as 
drogas e as armas. Somente no Brasil, são 38 milhões de animais silvestres retirados de 
seus ecossistemas todo ano para abastecer o mercado negro (SITE..., 2016).
Todos esses problemas ambientais são responsáveis por uma enorme perda 
de biodiversidade. Somente no Brasil, no final de 2016, tínhamos 3.286 espé-
cies ameaçadas de fauna e flora, das quais 698 eram de espécies de animais 
terrestres e, dessas, 165 estavam na categoria “criticamente em perigo”, a 
mais grave de todas, com altíssimo risco de extinção. Isso representa cerca 
de 27% de todas as espécies analisadas. Além disso, tínhamos 475 espécies 
ameaçadas de animais aquáticos e marinhos (153 delas “criticamente em 
perigo”) e 2.113 espécies ameaçadas de plantas (467 delas “criticamente em 
perigo”), conforme o WWF (2016). A missão dos ambientalistas é estudar 
e compreender as consequências que a poluição e a perda de espécies pode 
ocasionar no planeta Terra.
13Introdução à ecologia
ABIKO, A.; MORAES, O. B. Desenvolvimento urbano sustentável: texto técnico. São 
Paulo: Escola Politécnica da USP, Departamento de Engenharia de Construção Civil, 
2009. Disponível em: <http://www.pcc.usp.br/files/text/publications/TT_00029.pdf>. 
Acesso em: 19 jun. 2018.
ALMEIDA, D. H. C. Mudanças climáticas: premissas e situação futura. São Paulo: LCTE, 
2007.
BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P. Meio ambiente: guia prático e didático. 2. ed. São 
Paulo: Érica, 2013.
BEGON, M. Ecologia: de indivíduos a ecossistemas. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
BRANDÃO, V. S. et al. Infiltração da água no solo. 3. ed. Viçosa, MG: UFV, 2006.
CAIN, M. L.; BOWMAN, W. D.; HACKER, S. D. Ecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011.
LOPES, S. Bio. São Paulo: Saraiva, 2006. v. 3.
NICOLAU, P. B. Organização biológica. Portugal: Universidade Aberta, 2017. Disponível 
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Organiza%C3%A7%C3%A3o%20biologica.pdf>. Acessado em: 19 jun. 2018.
ODUM, E. P.; BARRETT, W. G. Fundamentos de ecologia. São Paulo: Cengage Learning, 
2015. 
PINTO-COELHO, R. M. Fundamentos em ecologia. Porto Alegre: Artmed, 2007. 
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SITUAÇÃO atual do desmatamento no Brasil. [2013?]. Disponível em: <http://meio-
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Acesso em: 19 jun. 2018.
TOWNSEND, C. R.; BEGON, M.; HARPER, J. L. Fundamentos em ecologia. 3. ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2011.
WWF. Uma ameaça para a fauna e para a flora do Brasil. 2016. Disponível em: <https://
www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?50743/Uma- 
ameaa-para-a-fauna-e-a-flora-do-brasil>. Acesso em: 19 jun. 2018.
Leituras recomendadas
BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P.; VIANA, V. J. Poluição ambiental e saúde pública. São 
Paulo: Érica, 2014.
GUREVITCH, J.; SCHEINER, S. M.; FOX, G. A. Ecologia vegetal. 2. ed. Porto Alegre: Art-
med, 2009. 
SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia: plantas e animais. Porto Alegre: Artmed, 
2009. v. 3.
14Introdução à ecologia
DICA DO PROFESSOR
Nesse vídeo, vamos apontar as questões essenciais sobre o entendimento da área de estudo da 
Ecologia.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
EXERCÍCIOS
1) Define-se ecologia como: 
A) A interação do mundo vivo.
B) As relações entre os seres vivos.
C) As relações entre os organismos e entre os fatores do meio.
D) O estudo do ambiente.
E) O estudo das relações do ambiente.
2) Qual dos níveis de organização abaixo NÃO compreende a áreade estudo da 
ecologia?
A) Organismos individuais.
B) Fluxo de energia e matéria entre vários organismos de diferentes espécies.
C) Vários organismos de diferentes espécies.
D) Movimento de energia e matéria em torno dos planetas.
E) Movimento de energia e matéria através do conjunto de vários ecossistemas.
3) O estudo da reprodução do mosquito da dengue deve levar em conta fatores 
ambientais em nível de:
A) Organismo.
B) Comunidade.
C) População.
D) Ecossistema.
E) Biosfera.
4) Dentre as situações abaixo que tratam da área de ecologia, tem uma que é 
característica do movimento ambientalista. Qual das alternativas refere-se ao 
ambientalismo?
A) O governo da Suíça construiu pontes verdes, que são passarelas sobre estradas, imitando a 
vegetação local, para permitir o trânsito livre e seguro dos animais do ecossistema.
B) Pesquisadores da área florestal estudam a influência da temperatura e da umidade no 
desenvolvimento das espécies típicas do bioma Mata Atlântica ao longo da costa litorânea 
brasileira.
C) A população de macacos bugios está ameaçada pela falta de alimento no seu habitat 
natural.
D) Com o aquecimento global, as estações do ano não estão mais bem definidas, causando 
florada das árvores nativas brasileiras em épocas distintas.
E) Ao longo do tempo, tem-se identificado a diminuição da população de abelhas no Brasil. 
Estudos atuais apontam que a principal causa é o uso de agrotóxicos.
5) Um produtor de trigo testa quatro fungicidas em pequenas áreas, e sua produção é 
um pouco maior quando os quatro fungicidas são usados em conjunto do que quando 
são utilizados separadamente. Sob uma perspectiva evolutiva, qual seria a provável 
consequência de longo prazo da aplicação dos quatro fungicidas em conjunto?
A) A população total de fungos diminuirá e promoverá o surgimento de bactérias.
B) Os fungos desenvolverão resistência a todos os fungicidas mais rapidamente.
C) A prática impedirá o desenvolvimento de novas populações de fungos.
D) Nos próximos anos, a população de fungos diminuirá.
E) O desenvolvimento de resistência pela população de fungos será retardado.
NA PRÁTICA
No mundo vivo não há área tão pequena nem tão grande que não contenha uma ecologia. 
Em escala muito pequena, podemos observar o estudo ecológico em nível de célula individual, 
onde duas populações de patógenos podem competir pelos recursos que ela oferece. Em uma 
escala espacial ligeiramente maior, um intestino de cupim é habitado por bactérias, protozoários 
e outras espécies, todos obtendo condições perfeitas de sobrevivência.
Figura 2
No outro extremo, numa escala ampla, podemos citar o tema atual sobre mudanças climáticas. O 
entendimento dos processos que conduzem a essas mudanças é puramente ecológico no nível de 
organização da biosfera. 
 
Como exemplo, veja este texto publicado no site da WWF-Brasil, uma ONG brasileira 
participante de uma rede internacional e comprometida com a conservação da natureza dentro 
do contexto social e econômico brasileiro.
WWF-Brasil.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Fundamentos em Ecologia
Autores: Pinto-Coelho, Ricardo M.
Fundamentos em Ecologia
Autores: Townsend, Colin R.; Begon, Michael ; Harper, John L.
Conceito de meio ambiente e meio 
ambiente como bem jurídico
APRESENTAÇÃO
O meio ambiente, bem protegido pelo ordenamento jurídico, é o conjunto de aspectos naturais, 
físicos e populacionais e de interações entre estes. Também são aspectos culturais e artificiais 
criados pelo homem. Esses conceitos são provenientes de estudos científicos e de convenções 
internacionais, como a noção de "meio ambiente humano" decorrente da Conferência de 
Estocolmo, em 1972. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender o conceito de meio ambiente natural e as 
modalidades artificial e cultural. Além disso, você vai ver o conceito de meio ambiente como 
bem jurídico e suas repercussões práticas.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Descrever o conceito de meio ambiente.•
Analisar os conceitos de meio ambiente natural, artificial e cultural.•
Aplicar o conceito de meio ambiente como bem jurídico.•
DESAFIO
O meio ambiente não é composto apenas por elementos naturais, como o ar, o solo, a terra e os 
aspectos climáticos; ele também é composto pelos aspectos populacionais.
 
Seu escritório foi procurado para prestar consultoria à empresa de construção A, para responder 
às seguintes perguntas:
1. Os artefatos históricos encontrados fazem parte do meio ambiente do município?
2. Caso afirmativo, qual a modalidade de meio ambiente que este integra?
3. Quais os dispositivos constitucionais que protegem essa espécie de meio ambiente?
De acordo com os eventos narrados e conceitos aprendidos nesta Unidade de Aprendizagem, 
responda aos questionamentos da empresa de construção A.
INFOGRÁFICO
O meio ambiente natural é composto por aspectos físicos e populacionais, sendo os primeiros 
aqueles relacionados ao ar, à terra, às águas e à luz. Neste Infográfico, você vai ver as 
legislações vinculadas a cada um desses aspectos do meio ambiente e os respectivos bens 
tutelados por elas.
 
CONTEÚDO DO LIVRO
As diversas concepções de meio ambiente natural, artificial e cultural são conceitos-chave para a 
compreensão do meio ambiente como bem jurídico. O primeiro conceito é relacionado aos 
aspectos físicos e populacionais dos ecossistemas; o segundo, relacionado às criações do 
homem; já o terceiro, um grupo especial de construtos físicos e imateriais do ser humano que 
caracterizam sua evolução e conceituação como ser civilizado e culto.
Acompanhe, agora, um trecho do capítulo Conceito de meio ambinete e meio ambiente como 
bem jurídico, parte do livro Direito e legislação ambiental, produzido para esta Unidade de 
Aprendizagem, que relaciona os conceitos-chave de meio ambiente como bem jurídico.
Boa leitura.
MEIO AMBIENTE
Magnum Koury de 
Figueiredo Eltz
Revisão técnica:
Vanessa de Souza Machado
Mestre e Doutora em Ciências
Graduada em Ciências Biológicas
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB – 10/2147
M499 Meio ambiente [recurso eletrônico] / Ronei Tiago Stein
... [et al.]; [revisão técnica : Vanessa de Souza Machado]. – 
Porto Alegre : SAGAH, 2018.
ISBN 978-85-9502-573-8
Engenharia de produção. 2. Meio ambiente. I. Stein,
Ronei Tiago.
 
CDU 502
Conceito de meio 
ambiente e meio ambiente 
como bem jurídico
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Conceituar meio ambiente.
 � Diferenciar os conceitos de meio ambiente natural, artificial e cultural.
 � Aplicar o conceito de meio ambiente como bem jurídico.
Introdução
O meio ambiente, bem protegido pelo ordenamento jurídico, é o conjunto 
de aspectos naturais, físicos e populacionais e o conjunto de interações 
entre esses aspectos. Também são aspectos culturais e artificiais criados 
pelo homem. Esses conceitos são provenientes de estudos científicos e 
de convenções internacionais, como a noção de meio ambiente humano, 
decorrente da conferência de Estocolmo em 1972.
Neste capítulo, você vai ler sobre o conceito de meio ambiente natural 
e as modalidades artificial e cultural. Além disso, verá o conceito de meio 
ambiente como bem jurídico e as suas repercussões práticas.
Conceito de meio ambiente
O meio ambiente, tal como descrito nas ciências naturais, a exemplo do trabalho 
de Linhares (1998, p. 435), é retratado pelo:
[...] meio físico formado pelo ar, pela luz, pela temperatura, pela umidade, pelo 
tipo de solo, pela água e pelos sais minerais, chamados de fatores abióticos 
ou biótipo; sendo que a reunião e a interação da comunidade com o ambiente 
físico formam um sistema ecológico ou ecossistema. Assim, umafloresta — 
com sua vegetação, seus animais, seu tipo de solo e seu clima característico 
— forma um ecossistema. O mesmo podemos dizer de um lago, um oceano, 
um tronco de árvore e até mesmo um simples aquário.
A palavra ecologia vem dos termos gregos oikos — que significa casa e, 
por extensão, ambiente — e logos — que significa estudo —, sendo o ramo 
da biologia que trata das interações entre o meio físico (ar, solo, luz e clima) 
e as populações (fauna e flora).
Conforme Canotilho (1998), é possível, no âmbito jurídico, optarmos por 
um conceito estrito de ambiente, centrado nos componentes ambientais naturais 
descritos, ou por um conceito amplo de ambiente, também conhecido como 
conceito holístico, centrado nos componentes ambientais humanos e ambientais 
não humanos (isto é, não apenas o ambiente natural, mas também o construído).
A Conferência de Estocolmo de 1972 trouxe como conceito o meio am-
biente humano, em que:
O homem é ao mesmo tempo obra e construtor do meio ambiente que o cerca, 
o qual lhe dá sustento material e lhe oferece oportunidade para desenvolver-se 
intelectual, moral, social e espiritualmente. Em larga e tortuosa evolução da 
raça humana neste planeta chegou-se a uma etapa em que, graças à rápida 
aceleração da ciência e da tecnologia, o homem adquiriu o poder de trans-
formar, de inúmeras maneiras e em uma escala sem precedentes, tudo que 
o cerca. Os dois aspectos do meio ambiente humano, o natural e o artificial, 
são essenciais para o bem-estar do homem e para o gozo dos direitos huma-
nos fundamentais, inclusive o direito à vida mesma (ORGANIZAÇÃO DAS 
NAÇÕES UNIDAS, 1972).
Dessa forma, o meio ambiente humano — cujo conceito é previsto na 
Conferência de Estocolmo de 1972, da qual o Brasil é signatário — abarca os 
conceitos de meio ambiente natural e meio ambiente construído, de modo que 
o conceito de meio ambiente para o Direito é híbrido entre aspectos físicos, 
populacionais, éticos, culturais e sociais. Esses aspectos são reiterados pela 
Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico16
Conferência Rio-92, também ratificada pelo Brasil e que compõe parte dos 
direitos fundamentais pátrios por força do § 2º do art. 5º da Constituição 
Federal, que equipara os princípios e direitos provenientes de tratados inter-
nalizados pelo Brasil como direitos fundamentais.
Nesse sentido, devemos interpretar, de maneira sistêmica, o art. 225, caput, 
da Constituição Federal, que trata do direito fundamental ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, de modo que os aspectos físicos, populacionais, 
culturais e sociais humanos integram o conceito meio ambiente, e a parcela 
ecologicamente equilibrado trata das relações entre esses diferentes elementos 
(BRASIL, 1988a). Também devem ser alargados os dispositivos do art. 3º da 
Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981, I, que restringem o conceito de meio 
ambiente ao conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem 
física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas 
formas. Devemos interpretar o dispositivo a partir de uma leitura integrada 
em relação ao conceito de poluição como degradação da qualidade ambiental 
resultante de atividades que direta ou indiretamente (BRASIL, 1981): 
 � prejudiquem o bem-estar da população; 
 � e/ou criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; 
 � revelem uma amplitude maior do que é possível extrair da própria lei 
da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA).
Nesse sentido, é pertinente a lição de Farias (2007, p. 444):
O inciso I do art. 3º da Lei nº 6.938/81 define o meio ambiente como “o con-
junto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química 
e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. A 
doutrina desdobrou o conceito de meio ambiente em quatro aspectos: meio 
ambiente natural, meio ambiente artificial, meio ambiente cultural e meio 
ambiente do trabalho.
O meio ambiente natural ou físico é o constituído pelos recursos naturais 
propriamente ditos e pela correlação recíproca de cada um destes em relação 
aos demais. O meio ambiente artificial é o construído ou alterado pelo ser 
humano, sendo constituído pelos edifícios urbanos e pelos equipamentos 
comunitários. O meio ambiente cultural é o patrimônio histórico, artístico, 
paisagístico, ecológico, científico e turístico e constitui-se tanto de bens 
de natureza material quanto imaterial. E o meio ambiente do trabalho é o 
conjunto de fatores que se relacionam às condições do ambiente de trabalho.
Dessa forma, ainda que a legislação pátria não tenha definido, de maneira 
expressa, a opção por uma conceituação ampla de meio ambiente, a doutrina 
17Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico
assim o entende com base no disposto nas Conferências de Estocolmo de 1972 
e Rio-92, ambas ratificadas pelo ordenamento jurídico brasileiro.
O meio ambiente não é composto apenas por elementos naturais, como o ar, o solo, a 
terra e os aspectos climáticos; ele também é composto pelos aspectos populacionais, 
ou seja, da presença de seres vivos que representam a flora e a fauna e também os 
aspectos artificiais criados pelo homem como expressão de sua cultura ou pelas 
necessidades criadas pela civilização.
Meio ambiente natural, artificial e cultural
Uma vez compreendida a amplitude do conceito geral de meio ambiente, 
englobando as modalidades de meio ambiente natural, artificial e cultural, 
passaremos à caracterização dessas classificações de sistemas relacionais 
entre aspectos físicos, populacionais e metafísicos.
De acordo com Milaré (2013, p. 161):
Em toda a superfície do globo terrestre encontramos elementos ou ambientes 
naturais, cuja composição e concentração variam conforme as diferentes 
regiões. Apesar dessas diferenças, são estreitamente relacionados e, exata-
mente por isso, constituem ecossistemas. Tais componentes são: o ar, a água, 
o solo, a flora e a fauna.
Assim, o meio ambiente natural, como visto em seu aspecto ecológico, 
trata dos componentes físicos (ar, água, solo) e populacionais (flora e fauna) 
que compõem determinada região.
Por exemplo, em uma unidade de conservação (UC), como é o caso do 
Parque Nacional Aparados da Serra, situado no Estado do Rio Grande do Sul, 
o meio ambiente é composto pelos aspectos geológicos do local (com solo 
basáltico caracterizado por histórico vulcânico associado àquele ambiente, 
consequentemente restringindo o crescimento de vegetação e impossibili-
tando a penetração das raízes na rocha, o que resulta em população vegetal 
de gramíneas e arbustos no local), pela presença de aves e espécies de porte 
médio e baixo especializadas para o convívio com esse tipo de vegetação e 
Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico18
pela presença de espécies de invertebrados e aves que se apresentam nesse 
local. A Figura 1 mostra um exemplo de solo vulcânico.
Figura 1. Vulcão Teide, localizado na África.
Fonte: Ondacaracola/Shutterstock.com.
Dessa forma, é possível vislumbrar a complexidade do conceito de meio 
ambiente natural, que considera aspectos meteorológicos, geológicos, geográ-
ficos, paleontológicos, zoológicos, fitológicos, histológicos e suas diversas 
interações, compondo características de determinadas regiões chamadas de 
biomas (macroambientes) — quando são consideradas regiões amplas, como 
Pampa, Cerrado, Amazônia, entre outras — e microambientes — ao serem 
observadas localidades específicas.
Os aspectos populacionais, em relação à flora e à fauna, possuem tratamento 
especial no nosso ordenamento jurídico a partir da proteção da diversidade 
das espécies que as compõem. Nesse sentido, Milaré (2013, p. 209) refere que:
Além do termo biodiversidade, usa-se igualmente a expressão diversidade 
biológica. Segundo a Convenção da Biodiversidade, “ diversidade biológica 
significa a viabilidade de organizamos vivos de todas as origens e os com-
plexos ecológicosde que fazem parte: compreendendo ainda a diversidade 
dentro das espécies, entre as espécies de ecossistemas”.
A importância da inter-relação entre as espécies e o próprio meio físico que 
habitam e transformam é o próprio fundamento da criação de parques, como o 
19Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico
mencionado Aparados da Serra, que constituem as chamadas UCs, espécie de 
santuário para a livre manifestação do meio ambiente natural. Esses santuários 
estão previstos na Lei nº. 9.985, de 18 de julho de 2000, que instituiu o Sistema 
Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). No entanto, o meio ambiente 
natural e suas características, em geral, são protegidos, mesmo nas cidades 
ocupadas pelo homem, uma vez que este compõe parte da população dos 
ecossistemas urbanos e rurais e também depende do equilíbrio dessas relações 
para sua própria sobrevivência, daí a noção de meio ambiente equilibrado de 
que trata o art. 225 da Constituição Federal.
O conceito de meio ambiente, no entanto, não se limita às interações eco-
lógicas, como visto no conceito de meio ambiente humano da Conferência 
de Estocolmo de 1972, abrangendo também as modificações realizadas pelo 
homem em seu processo de civilização e realização de sua cultura. Dessa 
forma, Milaré (2013, p. 272) defende que:
A visão holística do meio ambiente leva-nos a considerar o seu caráter social, 
uma vez que é definido constitucionalmente como um bem de uso comum do 
povo, Caráter ao mesmo tempo histórico, porquanto o meio ambiente resulta 
das relações do ser humano com o mundo natural no decorrer do tempo.
Essa visão faz-nos incluir no conceito de ambiente — além dos ecossistemas 
naturais — as sucessivas criações do espírito humano que se traduzem nas 
suas múltiplas obras. Por isso, as modernas políticas ambientais consideram 
relevante ocupar-se do patrimônio cultural, expresso em realizações signifi-
cativas que caracterizam, de maneira particular, os assentamentos humanos 
e as paisagens ao seu entorno.
Dessa forma, fazem parte do conceito de meio ambiente, protegido em 
nossa legislação, as criações do homem, que compõem um bem metafísico 
ligado à sua identidade, ética e construção social. Como ensina o autor:
Esses espaços trabalhados pela cultura (que é o produto mais significativo da 
nossa espécie) acumulam incontáveis artifícios do homo sapiens, que também 
compõem a sua ambiência resultante da “interação do conjunto de elementos 
naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado 
da vida em todas as suas formas”, como ensina José Afonso da Silva.
Uma vez aceito o caráter holístico do meio ambiente como produto das intera-
ções e relações da sociedade humana como mundo natural, o meio ambiente 
construído ou artificial, passa a ser objeto das políticas ambientais. Sendo 
assim, por decorrência ele cai sob a alçada do Direito, não apenas do Direito 
do Ambiente, mas ainda de outros ramos da ciência jurídica, nomeadamente 
o Direito Urbanístico e regulamentações específicas (MILARÉ, 2013, p. 291).
Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico20
O meio ambiente é composto pelo meio ambiente artificial, construído pelo 
ser humano, ao mesmo tempo que constitui um meio ambiente cultural, pois 
advêm de sua criatividade e construção civilizatória os construtos físicos (como 
prédios residenciais, comerciais e construções institucionais, como bancos, 
escolas, creches, clubes, entre outras) e as construções metafísicas culturais 
(como música, artes cênicas, artes plásticas e literatura).
Dessa forma, o meio ambiente artificial e cultural criado pelo ser humano 
reflete a própria noção de civilização que herdamos da Grécia helênica, na 
qual a construção de teatros, congressos e espaços de convivência pública 
definem a própria civilização. Esses espaços aumentaram durante o período 
romano clássico (com a inclusão de casas de espetáculos populares, estradas 
pavimentadas, aquedutos e sistema cloacal) e os períodos medievais (com a 
expansão dos templos religiosos, muros protetivos e outras características 
físicas que marcam a presença do homem enquanto dominador e criador do 
próprio meio ambiente).
Com isso, toda forma construída pelo ser humano, reconhecida como 
exemplo da sua evolução histórica e cultural, é compreendida como patrimônio 
de um meio ambiente cultural. Assim, como o restante das construções físicas 
humanas efêmeras no tempo, esses espaços são considerados parte de um 
conceito mais amplo de meio ambiente construído ou artificial. 
Assim, em que pese a Conferência de Estocolmo de 1972 servir como alerta 
ao ser humano do que seu desenvolvimento civilizatório exacerbado estaria 
causando graves desequilíbrios ao meio ambiente natural, com o qual possui 
relação biológica indissociável, a conceituação de meio ambiente equilibrado 
contempla tanto os aspectos naturais a serem protegidos quanto a própria noção 
de civilidade humana enquanto bem ambiental a ser tutelado, buscando-se uma 
harmonia entre o estilo de vida humano e o meio ambiente que ele integra. 
Meio ambiente como bem jurídico
Uma vez compreendido o conceito de meio ambiente e suas modalidades 
natural, artificial e cultural, passaremos à compreensão desses conceitos 
como bens jurídicos.
Historicamente, como ensina Milaré (2013, p. 119-120), o Direito Romano 
determinava os bens naturais físicos como de uso comum: Et quidem naturali 
iure comunia sunt omnium haec: aër et aqua profuens et mare et per hoc 
litora maris (“Por direito natural são comuns todas as coisas seguintes: o ar, a 
água corrente, o mar e o seu litoral”). Essa noção de bens comuns, no entanto, 
21Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico
advém de uma impossibilidade fática de apropriação desses bens naturais, 
uma vez que não é possível estocar o ar, conter a água corrente e o oceano 
por suas proporções; ao mesmo tempo que se reconhecem como direitos de 
uso comum pela influência desses elementos naturais como condicionantes 
da vida humana, tal como compreendemos atualmente.
No ordenamento jurídico brasileiro, o Código Civil de 1916 já havia inserido 
a noção de bem de uso comum do povo (art. 66, I), com a inclusão, no mínimo, 
dos seguintes bens (BRASIL, 1916): 
 � mares; 
 � rios; 
 � estradas;
 � ruas;
 � praças. 
As praias foram também incluídas nessa categoria pela Lei nº. 7.661, de 
16 de maio de 1988, de modo que foram apenas reafirmados valores civiliza-
dos romanos já presentes em nosso sistema jurídico por influência de nossa 
colonização portuguesa (BRASIL, 1988b).
Uma evolução conceitual dessa proteção viria justamente com o advento da 
Constituição Federal de 1988, com a proteção do direito fundamental ao meio 
ambiente equilibrado (art. 225) e a função social e ambiental da propriedade 
(arts. 5º, XXIIII, e 170, III e VI), complementados com a inclusão da função 
social da propriedade no Código Civil de 2002, que relativiza os bens privados 
em relação aos interesses difusos e coletivos tutelados pelo Estado.
Segundo Canotilho (1998), conforme vimos, é clara e crescente a preo-
cupação da sociedade contemporânea com os problemas provocados pelo 
desenvolvimento; conforme exposto nas Conferências de Estocolmo (1972), 
Rio (1992) e mais recentemente na Rio+20 e na Conferência de Paris sobre o 
Clima de 2015. Segundo o autor:
A generalização dessa convicção — operada a nível não apenas nacional, 
mas internacional, dada a inevitável propensão para a “mundialização” dos 
problemas ambientais — está na base da emergência recente do ambiente 
como bem digno de proteção ou tutela jurídica, o mesmo é dizer, na base da 
sua transmutação de mero interesse socialmente relevante em autêntico bem 
jurídico (CANOTILHO, 1998, p. 25).
Sobre o conceito de bem jurídico, o autor lembra que se trata da noção de 
se pretender: “[...] abranger valores ou interesses que se apresentam em estreita 
Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico22conexão com os interesses gerais da sociedade, tomados enquanto tais e não 
enquanto valores de cunho estreitamente individual” (CANOTILHO, 1998, p. 25). 
O autor reforça que o bem jurídico, ainda que possua (como é o caso) di-
mensões individuais, deve sempre ser visto como bem jurídico da coletividade:
É esta “socialização” do conceito que para nós tem mais interesse, já que o 
ambiente (apesar de também ser um direito fundamental pertencente a todos 
e a cada um de nós) é, sem dúvida, um interesse coletivo, com uma dimensão 
social que nunca poderá ser esquecida (CANOTILHO, 1998, p. 25).
Dessa forma, conforme Milaré (2013, p. 120):
O Poder Público passa a figurar não como proprietário de bens ambientais 
— das águas e da fauna —, mas como um gestor ou gerente, que administra 
bens que não são dele e, por isso, deve explicar convincentemente sua gestão. 
A aceitação dessa concepção jurídica vai conduzir o Poder Público a melhor 
informar, a alargar a participação da sociedade civil na gestão dos bens am-
bientais e a ter que prestar contas sobre a utilização dos bens “de uso comum 
do povo”, concretizando um “Estado Democrático e Ecológico de Direito” 
(arts. 1º, 170 e 225).
Assim, ao tutelar o meio ambiente equilibrado como um bem jurídico em 
seus aspectos naturais, culturais e artificiais, o ordenamento jurídico figura 
como garantidor do equilíbrio entre esses aspectos a partir da fiscalização 
das atividades privadas, de sua limitação quando necessário e da tutela do 
desrespeito a esses direitos a partir de suas ferramentas de responsabilidade.
Os bens jurídicos são conceitos especialmente protegidos pelo ordenamento jurídico. 
Alguns de seus exemplos clássicos são a vida, a liberdade, a propriedade e a igual-
dade. Sua proteção, no entanto, é configurada de acordo com um caso concreto. Por 
exemplo, para proteger o bem “meio ambiente”, é necessária uma situação concreta 
ou hipotética que possa feri-lo.
Como é o caso da contaminação de rios por uma determinada indústria. Nesse 
caso concreto, o Estado possui ferramentas, como a ação popular, em caso de ato 
de empresa pública, ou ação civil pública, em caso de contaminação por empresa 
de direito privado, para buscar a reparação por meio do devido processo legal. Além 
disso, o Estado possui instrumentos de tutela administrativa e tutela penal para buscar 
a cessação de comportamentos lesivos a esse bem jurídico.
23Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico
Conforme complementa Canotilho (1998, p. 26):
O enorme relevo que assume a consideração do ambiente como bem jurídico 
autônomo não é, todavia, suficiente para dar a compreender toda a importância 
que a disciplina jurídica do ambiente assume em ordenamentos jurídicos — 
como o português — que consagram clara e inequivocamente um direito dos 
cidadãos ao ambiente.
Isso porque o direito a um meio ambiente equilibrado não figura um simples 
bem jurídico previsto no ordenamento jurídico, mas sim é integrante da categoria de 
direitos fundamentais ou cláusulas pétreas constitucionais em determinados países:
É por exemplo esse o caso do Brasil, cuja Constituição de Outubro de 1988 
dispõe expressamente “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de 
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e 
preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (CANOTILHO, 1998, p. 27). 
Assim, ao mesmo tempo que o meio ambiente equilibrado como um bem 
jurídico aponta-o como um valor especial protegido pela sociedade, seu alçamento 
a direito fundamental caracteriza a importância dos aspectos que o compõem 
para a própria existência da humanidade tal como a concebemos, uma vez que 
integra o quadro formado por direitos de liberdade, igualdade, à vida e ao de-
senvolvimento econômico. Isso porque todos os demais direitos dependem desse 
equilíbrio essencial à própria saúde e mesmo à vida do ser humano como parte de 
um ecossistema integrado e aperfeiçoado por sua evolução cultural e civilizatória.
1. Leia o que segue e assinale a 
alternativa correta. O conceito de 
meio ambiente, como previsto 
na literalidade do art. 3º da Lei 
nº. 6.938/1981 — “Para os fins 
previstos nesta Lei, entende-se por: 
I — meio ambiente, o conjunto 
de condições, leis, influências 
e interações de ordem física, 
química e biológica, que permite, 
abriga e rege a vida em todas as 
suas formas” —, compreende 
a(s) conceituação(ões) de:
I. meio ambiente natural;
II. meio ambiente construído;
III. meio ambiente cultural. 
Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico24
a) Apenas a afirmativa I está correta.
b) Apenas a afirmativa 
II está correta.
c) Apenas as afirmativas I 
e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas II 
e III estão corretas.
e) Apenas a afirmativa 
III está correta.
2. Leia o que segue e assinale 
a alternativa que preenche 
corretamente a lacuna. O meio 
ambiente _________________ 
é o conjunto de interações entre 
aspectos físicos, climáticos e 
populacionais dentro de construções 
artificiais onde se estabelecem 
relações de labor. 
a) Natural.
b) Cultural.
c) Urbano.
d) Rural.
e) Do trabalho.
3. Leia o que segue e assinale 
a alternativa correta. O meio 
ambiente artificial é composto 
por construções humanas, de 
forma distinta do conceito de 
meio ambiente natural concedido 
pelas interações físicas, químicas e 
biológicas naturais. Dessa forma, 
compõem o meio ambiente artificial:
I. elementos de infraestrutura;
II. biomas;
III. zoológicos.
a) Apenas a afirmativa I está correta.
b) Apenas a afirmativa 
II está correta.
c) Apenas a afirmativa 
III está correta.
d) Apenas as afirmativas I 
e II estão corretas.
e) Apenas as afirmativas I 
e III estão corretas.
4. O meio ambiente natural é 
composto por elementos físicos 
(como o ar, a terra, a luz e o 
clima) e elementos populacionais 
(como a flora e a fauna), que 
são sujeitos do bem jurídico 
meio ambiente equilibrado. 
Enquanto a flora representa as 
populações vegetais, a fauna 
representa a população de: 
a) insetos.
b) aracnídeos.
c) invertebrados.
d) anelídeos.
e) animais em geral.
5. Leia o que segue e assinale a 
alternativa correta. A flora compõe 
o meio ambiente como bem 
jurídico, como previsto no art. 225 
da Constituição Federal, e é parte do 
meio ambiente natural, junto com os 
seus aspectos físicos e populações 
representadas pela fauna. São 
exemplos desse componente 
do meio ambiente natural:
I. gramíneas;
II. hortaliças;
III. bactérias.
a) Apenas a afirmativa I está correta.
b) Apenas a afirmativa 
II está correta.
c) Apenas a afirmativa 
III está correta.
d) Apenas as afirmativas I 
e II estão corretas.
e) Apenas as afirmativas I 
e III estão corretas.
25Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico
BRASIL. Lei nº. 3.071, de 1º de janeiro de 1916. Código Civil dos Estados Unidos do Brasil. 
1916. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L3071.htm>. Acesso 
em: 20 dez. 2017.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 
Senado Federal, 1988a.
BRASIL. Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988. Institui o Plano Nacional de Gerenciamento 
Costeiro e dá outras providências. 1988b. Disponível em: <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/leis/l7661.htm>. Acesso em: 20 dez. 2017.
BRASIL. Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providên-
cias. 1981. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm>. 
Acesso em: 20 dez. 2017.
CANOTILHO, J. J. G. et al. Introdução ao Direito do ambiente. Lisboa: Universidade 
Aberta, 1998.
FARIAS, T. Q. Meio ambiente do trabalho. Revista Direito e Liberdade, Mossoró, v. 6, n. 
2, jan./jun. 2007. 
LINHARES, S. et al. Biologia: programa completo.São Paulo: Ática, 1998.
MILARÉ, E. Direito do ambiente. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013. 
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração de Estocolmo sobre o ambiente 
humano. 1972. Disponível em: <http://www.silex.com.br/leis/normas/estocolmo.
htm>. Acesso em: 20 dez. 2017.
Leitura recomendada
NARDY, A. et al. Princípios de Direito Ambiental: na dimensão internacional e comparada. 
Belo Horizonte: Del Rey, 2003.
Conceito de meio ambiente e meio ambiente como bem jurídico26
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
O meio ambiente é composto por aspectos naturais e artificiais, sendo o segundo grupo 
composto de construções humanas civilizatórias e culturais. Nesta Dica do Professor, vamos 
explorar o meio ambiente artificial e suas espécies, bem como a legislação, onde encontra "eco" 
em nosso ordenamento jurídico.
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EXERCÍCIOS
1) O conceito de meio ambiente, está previsto na sua literalidade no art. 3o da Lei no 
6.938/81, na sequinte maneira: "Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: I - 
meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, 
química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas". 
Considerando o texto do art. 3o Lei no 6.938/81, defina qual(ais) conceitos 
compreende, na sua literalidade, o conceito de meio ambiente: 
I – Meio ambiente natural. 
II – Meio ambiente construído. 
III – Meio ambiente cultural.
A) Apenas I está correta.
B) Apenas II está correta.
C) I e III estão corretas.
D) II e III estão corretas.
E) Apenas III está correta.
2) Conjunto de interações entre aspectos físicos, climáticos e populacionais dentro de 
construções artificiais em que se estabelecem relações de labor. O enunciado anterior 
expressa o conceito de meio ambiente:
A) natural.
B) cultural.
C) urbano.
D) rural.
E) do trabalho.
3) O meio ambiente artificial é composto por construções humanas, de forma distinta do 
conceito de meio ambiente natural, que lhe é concedido pelas interações físicas, 
químicas e biológicas naturais. Dessa forma, compõe o meio ambiente artificial: 
I – Elementos de infraestrutura. 
II – Biomas. 
III – Zoológicos.
A) Apenas I está correta.
B) Apenas II está correta.
C) Apenas III está correta.
D) I e II estão corretas.
E) I e III estão corretas.
4) O meio ambiente natural é composto de elementos físicos, como o ar, a terra, a luz e o 
clima, e de elementos populacionais, como a flora e a fauna, que são sujeitos do bem 
jurídico meio ambiente equilibrado. Enquanto a flora representa as populações 
vegetais, a fauna representa a população de:
A) insetos.
B) aracnídeos.
C) invertebrados.
D) anelídeos.
E) animais em geral.
5) A flora que compõe o meio ambiente como bem jurídico, tal como previsto no art. 
225 da Constituição Federal, é parte do meio ambiente natural, juntamente com seus 
aspectos físicos e populações representadas pela fauna. São exemplos desse 
componente do meio ambiente natural: 
I – Gramíneas. 
II – Hortaliças. 
III – Bactérias.
A) Apenas I está correta.
B) Apenas II está correta.
C) Apenas III está correta.
D) I e II estão corretas.
E) I e III estão corretas.
NA PRÁTICA
O meio ambiente como bem jurídico e a sua extensão conceitual têm repercussões práticas 
muito interessantes, em especial na área da tutela de seus aspectos. Um bom exemplo encontra-
se na responsabilidade civil por danos ao patrimônio cultural. Caso o conceito de meio ambiente 
seja compreendido de maneira restrita, se aplicariam aos danos ao patrimônio as regras gerais de 
responsabilidade civil, em que o indivíduo ou a organização que não gere, pela natureza de sua 
atividade, risco a esses bens jurídicos incorreria em responsabilidade por culpa. Seria então 
prerrogativa do Estado a comprovação de conduta imperita, negligente ou imprudente do 
cidadão ou pessoa jurídica para que este indenizasse os prejuízos causados.
Compreendendo o patrimônio cultural como parte do "meio ambiente equilibrado", aplica-se a 
regra do § 3º do art. 225 da Constituição Federal, que rege a aplicação da responsabilidade 
independente de culpa em relação aos danos causados ao meio ambiente. Dessa forma, a 
amplitude do conceito de meio ambiente afeta de forma direta a aplicabilidade da 
responsabilidade objetiva por danos ao patrimônio cultural.
O STJ, em entendimento reiterado em jurisprudência, defende a aplicação da incidência desse 
dispositivo, bem como do art. 14, I, da Lei nº 6.938/81, que reitera a responsabilidade objetiva 
do poluidor aos casos de ofensa ao patrimônio cultural.
 
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Afinal, o que é Meio Ambiente?
O vídeo a seguir apresenta mais sobre o conceito alargado de meio ambiente, tal como 
contemplado em nosso ordenamento jurídico.
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Construção Sustentável E Meio Ambiente Do Trabalho
O artigo a seguir analisa as práticas dos atores sociais quanto às condições de trabalho no 
contexto de sustentabilidade, urbanização, cidade e meio ambiente.
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Meio ambiente cultural, regulação, poder administrativo sancionador e responsabilidade 
civil do Estado
O artigo a seguir discute sobre o patrimônio cultural imaterial e a possibilidade de utilização dos 
instrumentos do poder de polícia sobre este.
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Gerenciamento de Resíduos Sólidos
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai analisar conceitos, tecnologias e desafios no 
gerenciamento de resíduos sólidos. Os resíduos sólidos são gerados por todos nós, que somos 
responsáveis pela sua separação e pela participação na coleta seletiva. 
Você vai estudar, além da coleta seletiva, que é um dos instrumentos da Política Nacional de 
Resíduos Sólidos, outros princípios importantes para a gestão dos resíduos. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Classificar os resíduos sólidos.•
Refletir sobre a atual forma de gestão dos resíduos sólidos urbanos.•
Identificar possíveis formas de tratamento de resíduos sólidos.•
DESAFIO
Você foi contratado pelo poder público municipal para auxiliar na organização do sistema de 
gestão dos resíduos sólidos, de forma a atender aos critérios técnicos que constam em normas e 
legislações. 
Para tanto, o trabalho inicial é elencar as principais tipologias de resíduos sólidos quanto à sua 
origem e aos responsáveis pelo seu manejo, lembrando que deve haver um embasamento legal 
para que o trabalho de fato seja posto em prática.
INFOGRÁFICO
A reciclagem dos resíduos sólidos é fundamental para a sua gestão.
CONTEÚDO DO LIVRO
Para saber o conceito de resíduo, sua origem e classificação, as principais formas de gestão, as 
técnicas de tratamento e a legislação correspondente ao tema, leia o capítulo a seguir e 
apronfunde seus estudos.
Boa Leitura!
SANEAMENTO
Magnum Eltz
Gerenciamento de 
resíduos sólidos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Classificar os resíduos sólidos.
 � Refletir a atual forma de gestão dos resíduos sólidos urbanos.
 � Identificar possíveis formas de tratamento de resíduos sólidos.
Introdução
Neste texto, você vai analisar conceitos, tecnologias e desafios no geren-
ciamento de resíduos sólidos. Os resíduos sólidos são gerados por todos 
nós, que somos responsáveis pela sua separação e pela participação na 
coleta seletiva. Você vai estudar, além da coleta seletiva, que é um dos 
instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, outros princípios 
importantes para a gestão dos resíduos.
Resíduos sólidos — definições gerais
Os materiais sempre fizeram parte da história da humanidade, e a relação dos 
povos com eles muitasvezes foi determinante. O desenvolvimento da área de 
pesquisa de materiais acompanhou as novas necessidades da população, cujo 
dia a dia ficou mais complexo. A maioria da população está concentrada em 
aglomerados urbanos e precisa ter suprida sua necessidade de água, alimentos 
e uma infinidade de outros produtos e serviços. Além disso, há a necessidade 
de atender uma população mundial estimada em 7,5 bilhões de pessoas, o que 
significa que temos de explorar cada vez mais o planeta para garantirmos a 
própria sobrevivência (ROSA; FRACETO; MOSCHINI-CARLOS, 2012).
Antes de iniciarmos a discussão a respeito de resíduos sólidos urbanos 
(RSU), é importante diferenciar as expressões “lixo” e “resíduos”. Segundo 
Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (2012) estabelecem as seguintes definições:
 � Lixo é todo e qualquer produto ou material que não tenha serventia; 
assim, o lixo deve ser disposto. 
 � Resíduo é todo e qualquer produto ou material, proveniente de um 
processo, que ainda pode ter serventia, podendo ser reaproveitado por 
meio de reutilização ou reciclagem. 
 � Resíduo sólido é o resíduo cuja composição não permite o escoamento 
livre. 
A quantidade de resíduos gerados é enorme, ocasionando a poluição das 
águas (superficiais e subterrâneas), do solo e do ar, já que, em muitos casos, 
esses materiais não são dispostos de forma ambientalmente correta. Veja na 
Figura 1 um aterro, que exemplifica a quantidade de resíduos sólidos gerada 
nas cidades.
Figura 1. Exemplo da quantidade de resíduos sólidos urbanos gerados.
Fonte: vchal/Shutterstock.com.
Gerenciamento de resíduos sólidos2
Entre os fatores que influenciam na geração de resíduos sólidos urbanos, 
pode-se mencionar a economia do país (boom econômico e recessão); o número 
de habitantes da região; a área relativa de produção; as variações sazonais e 
condições climáticas; os hábitos e costumes da população; o nível educacional 
e poder aquisitivo; o tipo de equipamento e frequência de coleta; a segregação 
na origem; as leis e regulamentação específicas; e a tecnologia.
Classificação de resíduos sólidos
Os resíduos podem ser classificados quanto ao seu estado físico em resíduos 
gasosos, líquidos ou sólidos. Os resíduos gasosos são gerados pela queima 
de combustíveis ou materiais diversos, ou pelos processos produtivos. Os 
resíduos líquidos, por sua vez, são divididos da seguinte maneira:
 � Efluentes domésticos: efluente líquido gerado na atividade urbana, com 
carga poluidora essencialmente orgânica (como por exemplo os esgotos).
 � Efluentes industrias: gerados pela atividade industrial. Podem ser 
orgânicos ou inorgânicos.
Os resíduos sólidos compõem o maior grupo de resíduos e são classificados 
conforme listado abaixo.
 � Resíduos sólidos industrias: gerados pela atividade industrial. Podem 
ser orgânicos, como os resíduos sólidos gerados em indústrias alimen-
tícias, ou inorgânicos, gerados em indústrias que produzam metais, 
plásticos, entre outros.
 � Resíduos urbanos: incluem o resíduo domiciliar gerado nas residências; 
o resíduo comercial, produzido em escritórios, lojas, hotéis, supermer-
cados, restaurantes e em outros estabelecimentos afins; os resíduos de 
serviços, oriundos da limpeza pública urbana; além dos resíduos de 
varrição das vias públicas, limpezas de galerias, terrenos, córregos, 
praias, feiras, podas, capinação.
3Gerenciamento de resíduos sólidos
De acordo com o Senado Federal (BRASIL, 2018), os cerca de 7 bilhões de seres humanos 
espalhados pelo mundo produzem anualmente 1,4 bilhão de toneladas de resíduos 
sólidos urbanos (RSU), o que gera em média de 1,2 kg por dia per capita. Quase a 
metade desse total é gerada por menos de 30 países, os mais desenvolvidos do mundo. 
Se o número parece assustador, um cenário ainda mais sombrio é traçado por estudos 
da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Banco Mundial: daqui a 10 anos, serão 
2,2 bilhões de toneladas anuais. Na metade deste século, se o ritmo atual for mantido, 
teremos 9 bilhões de habitantes e 4 bilhões de toneladas de lixo urbano por ano.
 � Resíduos de serviços de saúde: são os resíduos produzidos em hos-
pitais, clínicas médicas e veterinárias, laboratórios de análises clíni-
cas, farmácias, centros de saúde, consultórios odontológicos e outros 
estabelecimentos afins. Esses resíduos podem ser agrupados em dois 
níveis distintos: 
 ■ resíduos comuns: compreendem os restos de alimentos, papéis, in-
vólucros, etc.; 
 ■ resíduos sépticos: constituídos de restos de salas de cirurgia, áreas 
de isolamento, centros de hemodiálise, etc. O seu manuseio (acon-
dicionamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final) 
exige atenção especial, devido ao potencial risco à saúde pública 
que podem oferecer.
 � Resíduos de portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviá-
rios: constituem os resíduos sépticos, que podem conter organismos 
patogênicos e veicular doenças de outras cidades, estados e países, 
como materiais de higiene e de asseio pessoal, restos de alimentos, etc.
 � Resíduos agrícolas: correspondem aos resíduos das atividades da 
agricultura e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos 
agrícolas, ração, restos de colheita, esterco animal. A maior preocupação, 
no momento, está voltada para as embalagens de agroquímicos, pelo alto 
grau de toxicidade que apresentam, sendo alvo de legislação específica. 
 � Resíduos da construção civil: resíduos de demolições, restos de obras, 
solos de escavações, entre outros.
 � Resíduos radioativos (lixo atômico): são resíduos provenientes dos 
combustíveis nucleares. Seu gerenciamento é de competência exclusiva 
da CNEN — Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Gerenciamento de resíduos sólidos4
Segundo a ABNT (NBR 10.004/2004), os resíduos sólidos são resíduos nos estados sólidos 
e semissólidos que resultam de atividades da comunidade. Essas atividades são de 
origem industrial, doméstica, de serviços de saúde, comercial, agrícola, de serviços e de 
varrição. Consideram-se também resíduos sólidos os lodos provenientes de sistemas 
de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle 
de poluição, bem como determinados líquidos, cujas particularidades tornem inviável 
o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpo d’água, ou exijam, para isso, 
soluções técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004).
Gestão dos resíduos sólidos urbanos
O Brasil tem uma série de problemas associados aos resíduos sólidos urbanos 
(RSU). A sua geração tem crescido de forma acentuada em função da urbani-
zação crescente nas últimas décadas, o aumento da renda e do consumo e de 
mudanças nos hábitos de vida da população. Os problemas são os mais diversos, 
como a falta de coleta seletiva em determinadas localidades e, principalmente, 
a destinação inadequada dos resíduos sólidos na maior parte do território 
nacional. Uma parcela significativa dos resíduos gerados é disposta de forma 
inadequada em “lixões” ou aterros controlados, gerando diversos problemas 
ambientais, além de problemas sociais e de saúde para as famílias que vivem 
nesses ambientes (TONETO JÚNIOR; DOURADO; SAIANI, 2014).
Em consonância às crescentes preocupações ambientais relacionadas à 
preservação dos recursos naturais e aos impactos e sociais ocasionados pelo 
crescimento econômico e pela geração de resíduos, foi sancionada, em 2 de 
agosto de 2010, a Lei nº. 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos (PNRS). Essa legislação contém instrumentos importantes para per-
mitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas 
ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos 
resíduos sólidos.
Entre os principais objetivos da gestão de resíduos sólidos urbanos, estão:
 � diminuir a quantidade de resíduos sólidos gerados;
 � diminuir a quantidade de material aterrado.
5Gerenciamento de resíduos sólidos
Mas comoesses dois objetivos podem ser atingidos? Basicamente, eles 
podem ser atingidos coma redução da geração de resíduos sólidos, promovendo 
o reaproveitamento por meio da reciclagem e da reutilização de materiais (com 
artesanato, por exemplo). Temos com isso uma série de benefícios, que incluem:
 � conscientização sobre a não renovação de recursos naturais e a neces-
sidade de proteção ambiental;
 � menor exploração de recursos naturais;
 � economia de importação de matérias-primas;
 � geração de emprego e renda;
 � menor consumo de energia e água na fabricação;
 � custos de produção mais baixos na produção;
 � diminuição da poluição do ar, das águas e dos solos;
 � menor quantidade de resíduos aterrados e aumento da vida útil de aterros;
 � menor ocorrência de problemas ambientais.
A Lei nº. 12.305/2010 estabelece a prevenção e redução da geração de resíduos pro-
pondo a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos 
para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo 
que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação am-
bientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado). 
Ela institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: fabricantes, 
importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e titulares de serviços de manejo 
dos resíduos sólidos urbanos na logística reversa dos resíduos e embalagens pré-
-consumo e pós-consumo (BRASIL, 2010).
A Lei nº. 12.305/2010, em seu artigo 10, incumbe ao Distrito Federal e aos 
municípios a gestão integrada dos resíduos sólidos gerados nos respectivos 
territórios, sem prejuízo das competências de controle e fiscalização dos 
órgãos federais e estaduais do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente), 
do SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) e do Suasa (Sistema 
Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária). Também incumbe ao ge-
rador do resíduo sólido a responsabilidade pelo gerenciamento de resíduos 
(BRASIL, 2010).
Gerenciamento de resíduos sólidos6
Coleta seletiva
A coleta seletiva é a forma de gestão dos RSU mais utilizada no Brasil. Ela 
consiste em um mecanismo de recolha dos resíduos, os quais são classificados 
de acordo com sua origem e depositados em contentores indicados por cores. 
Dessa forma, os materiais que podem ser reciclados são separados do lixo 
orgânico (restos de carne, frutas, verduras e outros alimentos). O lixo orgâ-
nico é descartado em aterros sanitários ou usado para a fabricação de adubos 
orgânicos (BARBOSA, 2014), conforme veremos mais adiante neste capítulo.
A Resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº. 275, 
de 25 de abril de 2001, estabeleceu um código de cores para diferentes tipos de 
resíduos na coleta seletiva. No padrão das cores dos contentores, os materiais 
que cada um deles recebe são (BRASIL, 2001): 
 � azul: papéis e papelões; 
 � verde: vidros; 
 � vermelho: plásticos; 
 � amarelo: metais; 
 � marrom: resíduos orgânicos; 
 � preto: madeiras; 
 � cinza: materiais não reciclados; 
 � branco: lixos hospitalares; 
 � laranja: resíduos perigosos; 
 � roxo: resíduos radioativos.
A coleta seletiva representa a maneira ecológica mais adequada para o 
descarte de lixo. Associada à educação ambiental e ao desenvolvimento sus-
tentável, a coleta seletiva evita a poluição do solo e das águas. O princípio 
que rege a coleta seletiva são os três Rs — reduzir, reutilizar e reciclar. Esse 
princípio ficou mundialmente conhecido pela sua aparição na Agenda 21, um 
documento elaborado por 179 países durante a Conferência das Nações Unidas 
para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), conforme menciona 
Barbosa (2014).
 � reduzir: mudança de hábitos de consumo, reduzindo assim a prolife-
ração de lixo;
 � reutilizar: reutilização de materiais, como sacolas de supermercado, 
potes de vidro e plástico, entre outros;
7Gerenciamento de resíduos sólidos
 � reciclar: com processos artesanais ou industriais, transformam-se ma-
teriais usados em novos produtos.
A Figura 2 apresenta a base de uma boa gestão de resíduos.
Figura 2. Base de prioridades para uma boa gestão de resíduos.
Redução da geração
de resíduos Reutilização dos
resíduos
Reciclagem dos
resíduos Destino Final
correto
De modo geral, a reciclagem tem por objetivo o reaproveitamento de um 
material beneficiado como matéria-prima para um novo produto. Entre as 
vantagens dessa prática, tem-se a diminuição do uso de recursos naturais 
(água e energia) que seriam consumidos na nova produção desses materiais, 
o aumento da vida útil dos aterros, a diminuição gastos públicos e a geração 
de renda para os catadores de material reciclável.
Reciclagem
Como os materiais são reciclados? Veja, a seguir, uma pequena descrição 
dos principais tipos de materiais que compõem os RSU, conforme menciona 
Barbosa (2014).
 � Vidro: este material pode ser reciclado ilimitadamente. Inicialmente, 
recebe uma lavagem para retirada das sujidades e, em seguida, passa 
por um processo de trituração. Os cacos são então aquecidos e fundidos 
a uma temperatura acima de 1.300°C. Após esse processo, garrafas, 
copos, entre outros, podem ser moldados e utilizados novamente.
 � Plástico: após a coleta, o plástico é lavado e enviado a um processo de 
descontaminação, permitindo a sua granulação. Os processos de seleção, 
moagem, lavagem e descontaminação seguem padrões específicos.
Gerenciamento de resíduos sólidos8
 � Metais: normalmente são 100% recicláveis, e o alumínio é o principal 
exemplo. O processo de seu reaproveitamento consiste na retirada de 
impurezas, como areia, terra e metais ferrosos, remoção das tintas e 
vernizes e, por fim, fundição do metal. Em um forno específico, ele fica 
em estado líquido, para depois se tornar laminado. São essas chapas 
que são transformadas em novas latas/produtos.
 � Papelão/papel: os papéis recicláveis são separados por tipo e vendidos 
para os “aparistas”, que transformam os papéis em aparas que são 
enfardadas e vendidas para as indústrias, onde o papel é cortado em 
tiras, colocado em um tanque de água quente e mexido até que forme 
uma pasta de celulose. Posteriormente, drena-se a água e retiram-se 
as impurezas. Em seguida, ele é despejado sobre uma tela de arame, a 
água passa e restam as fibras. O material é seco, prensado por pesados 
cilindros a vapor, alisado por rolos de ferro e enrolado em bobinas, 
passando então a ser papel novamente.
 � Pneus: ocorre inicialmente a separação da borracha vulcanizada de 
outros componentes, como metais e tecidos. Os pneus são cortados em 
lascas e purificados por um sistema de peneiras. As lascas são moídas 
e depois submetidas à digestão em vapor d’água e produtos químicos, 
como álcalis e óleos minerais, para desvulcanizá-las. O produto obtido 
pode ser então refinado em moinhos até́ a obtenção de uma manta 
uniforme ou extrudado para a obtenção de grânulos de borracha. 
O plástico é o resíduo mais abundante de todos, provoca 
diversos impactos ambientais e leva séculos para se de-
compor. Existem inúmeras pesquisas que buscam encon-
trar maneiras de acelerar a decomposição desse material; 
em uma pesquisa promissora, cientistas já determinaram 
a estrutura de uma enzima bacteriana que pode produzir 
plásticos biodegradáveis. Se quiser entender mais esse 
estudo, acesse e leia o artigo disponível no link a seguir.
https://goo.gl/D9Mxkp
9Gerenciamento de resíduos sólidos
Tratamento dos resíduos sólidos urbanos
De acordo com Jardim, Yoshida e Machado Filho (2012), o manejo dos resíduos 
sólidos depende de vários fatores, entre os quais devem ser ressaltados a forma 
de geração, o acondicionamento na fonte geradora, a coleta, o transporte, o 
processamento, a recuperação e a disposição final. Portanto, deve-se criar 
um sistema dirigido pelos princípios de engenharia e técnicas de projetos, 
que possibilite a construção de dispositivos capazes de propiciar a segurança 
sanitária às comunidadescontra os efeitos adversos dos resíduos.
Veja a seguir os tipos de tratamento mais usuais dos resíduos sólidos 
urbanos que não podem ser reciclados.
Aterros sanitários: consistem na forma de disposição final de resíduos sólidos 
urbanos, construídos dentro de critérios de engenharia e normas operacionais 
específicas, proporcionando confinamento seguro dos resíduos. A degradação 
da matéria orgânica ocorre de forma anaeróbica (sem presença de oxigênio). 
As etapas de construção e funcionamento de uma aterro sanitário são estas:
 � o lixo (material sem serventia) é lançado sobre o terreno e recoberto 
com solo do próprio local, de forma a isolá-lo do ambiente, formando 
câmaras/células;
 � pela própria movimentação das máquinas de terraplanagem na execução 
do aterro, o lixo é compactado e seu volume substancialmente reduzido;
 � nas câmeras ou células, a degradação tem início com a fase aeróbia. 
A biodegradação aeróbia cessa com o esgotamento do pouco oxigênio 
existente;
 � processa-se então a biodegradação anaeróbia, com a liberação de gás 
e uma substância escura, constituída pelos resíduos orgânicos apenas 
parcialmente biodegradados, denomina chorume;
 � o chorume se acumula no fundo das câmaras e tende a se infiltrar-se 
no solo, podendo alcançar o lençol freático, o que pode ocasionar sua 
contaminação. Assim, é fundamental realizar o revestimento adequado 
das câmaras;
 � a decomposição da matéria orgânica gera gás metano, que se acumula 
nas porções superiores das câmaras. Logo, deve-se instalar tubulações 
responsáveis pela drenagem e posterior queima ou beneficiamento e 
utilização do gás. 
Gerenciamento de resíduos sólidos10
Para a construção de aterros sanitários, existem normas específicas que tratam da 
captação e tratamento de gases e chorume.
A Figura 3 ilustra o funcionamento um aterro sanitário.
Figura 3. Exemplo de um aterro sanitário. Após os resíduos passarem 
por uma triagem, os resíduos não recicláveis são colocados em células/
câmeras (a) e o chorume (líquido proveniente da decomposição dos 
resíduos) é drenado para outros células, passando por tratamento (b).
Fonte: Arquivo pessoal do autor (2018).
(a)
(b)
11Gerenciamento de resíduos sólidos
Devido ao enorme volume de resíduos gerados no Brasil, atrelados aos 
altos custos financeiros para a implantação de um aterro sanitário, é muito 
comum o uso de aterros controlados como forma de disposição final dos 
resíduos sólidos. Conforme a NBR 8849, de 30 de abril de 1985, da ABNT, a 
qual acabou sendo cancelada em 15 de junho de 2015, aterro controlado é uma 
técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos 
ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais. 
Esse método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, 
cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada 
de trabalho (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1985).
Com essa técnica de disposição é produzida, em geral, poluição localizada, 
não havendo impermeabilização de base (comprometendo a qualidade do solo 
e das águas subterrâneas), nem sistema de tratamento de percolado (chorume 
mais água de infiltração) ou de extração e queima controlada dos gases gerados. 
O aterro controlado é preferível ao lixão, mas apresenta qualidade bastante 
inferior ao aterro sanitário.
Compostagem: é mais uma técnica idealizada para se obter mais rapidamente 
e em melhores condições a desejada estabilização da matéria orgânica (KIEHL, 
1985). De acordo com Fernandes e Silva (2006), a compostagem pode ser 
definida como uma bioxidação aeróbia exotérmica de um substrato orgânico 
heterogêneo, no estado sólido, caracterizado pela produção de CO2, água, 
liberação de substâncias minerais e formação de matéria orgânica estável. 
Portanto, é um processo biológico e, para que se realize de maneira satisfa-
tória, é necessário que alguns parâmetros físico-químicos sejam respeitados, 
permitindo que os microrganismos encontrem condições favoráveis para 
transformarem a matéria orgânica. A Figura 4 apresenta uma ilustração das 
células de um sistema de compostagem.
Gerenciamento de resíduos sólidos12
Figura 4. Exemplo de um sistema de compostagem. Os resíduos 
orgânicos ficam em células para serem decompostos (a); o chorume 
(líquido proveniente da decomposição dos resíduos) é drenado para 
outras células, passando por posterior tratamento (b); os resíduos, 
após determinado período, resultam em adubo (a).
Fonte: (a) e (b) Arquivo pessoal do autor (2018) e (c) MR. KHATAWUT/Shut-
terstock.com.
(a)
(b)
(c)
13Gerenciamento de resíduos sólidos
Levando-se em conta que mais da metade dos resíduos sólidos urbanos gerados no 
Brasil são orgânicos, a compostagem apresenta diversas vantagens, como, por exemplo, 
a economia do aterro sanitário, o aproveitamento agrícola da matéria orgânica, a 
reciclagem de nutrientes para o solo e a eliminação de agentes patogênicos. Além 
disso, é considerado um processo ambientalmente seguro.
Existem dois métodos de compostagem:
 � método natural: o material é disposto em pilhas e a aeração é realizada por revol-
vimentos periódicos; o tempo de compostagem varia entre 4 a 6 meses;
 � método acelerado: a aeração é forçada por tubulações perfuradas ou em reatores 
rotatórios; o tempo de compostagem varia de 2 a 3 meses.
Incineração: os resíduos são reduzidos a cinzas e gases decorrentes de sua 
combustão (queima). Por meio de instrumentação e controle, a combustão 
pode ser otimizada, de modo a diminuir a quantidade de matéria parcialmente 
oxidada, reduzindo os inconvenientes da disposição dos resíduos sólidos 
restantes, das emissões gasosas e da fuligem. É muito importante conhecer a 
carga que alimentará o sistema e cuidar as emissões atmosféricas.
O vídeo disponível no link a seguir apresenta um caso de incineração como forma de 
tratamento de RSU, confira:
https://goo.gl/oq9MK1
1. No que tange aos resíduos 
sólidos, analise as alternativas 
e marque o item correto.
a) Os resíduos são caracterizados 
como tudo aquilo que não 
tem mais utilidade e não 
apresenta nenhum valor.
b) A maior parte dos resíduos 
produzidos pela população de 
alta renda é de origem orgânica.
Gerenciamento de resíduos sólidos14
c) A crescente produção de 
resíduos não é prejudicial 
ao meio ambiente, visto que 
ocorre a coleta desse material.
d) O resíduo recebe classificação 
de acordo com sua fonte 
geradora e composição do 
material, havendo a necessidade 
de tratamento específico 
para cada tipologia.
e) A população não deve se 
preocupar em reduzir a 
produção de resíduos, visto 
que esse material é reciclado.
2. No artigo 33 da Política Nacional dos 
Resíduos Sólidos, fica obrigatória a 
logística reversa para agrotóxicos, 
pilhas e baterias, pneus, óleos 
lubrificantes, lâmpadas fluorescentes 
e eletroeletrônicos. Considerando 
as informações acima e o contexto 
da situação dos produtos após o 
uso pelo consumidor, a logística 
reversa recomenda, em relação a 
esses produtos, que se faça o:
a) envio para aterros sanitários sem 
a atuação do poder público.
b) envio para aterros sanitários 
sem a participação dos 
fabricantes e comerciantes.
c) envio para o serviço público 
de limpeza urbana.
d) encaminhamento para aterro 
de resíduos perigosos.
e) envio por parte dos 
consumidores para os 
comerciantes ou distribuidores, 
os quais deverão efetuar a 
devolução aos fabricantes 
ou aos importadores dos 
produtos e das embalagens.
3. A maioria das cidades brasileiras não 
adota soluções apropriadas para a 
destinação final dos resíduos sólidos, 
o que causa muitos problemas 
para a saúde da população e 
para o meio ambiente. Com 
relação aos diferentes métodos 
de tratamento de resíduos sólidos 
urbanos, é correto afirmar:
a) os aterros sanitários podem ser 
um abrigo de transmissores de 
doenças, como ratos e moscas.
b) a incineração tem como 
vantagem o baixoinvestimento.
c) a grande vantagem de um 
aterro sanitário é que o lixiviado 
percola no solo, evitando 
contaminação das águas.
d) a decomposição aeróbia da 
matéria orgânica no aterro 
sanitário resulta em elevada 
produção de metano.
e) a biodigestão anaeróbia é o 
processo de decomposição 
de matéria orgânica por 
bactérias em meio onde há 
ausência de oxigênio.
4. Assinale a alternativa que NÃO 
condiz com os tipos de coleta.
a) Coleta seletiva é o termo 
utilizado para a coleta 
dos materiais que podem 
ser reciclados.
b) A coleta convencional deve 
coletar apenas os rejeitos 
e o material orgânico.
c) É necessária a segregação 
dos resíduos na origem.
d) O rejeito deve ser encaminhado 
juntamente com a coleta seletiva.
e) A coleta seletiva é um dos 
instrumentos da Política 
Nacional de Resíduos Sólidos.
5. A Política Nacional de Resíduos 
Sólidos apresenta a classificação dos 
resíduos sólidos. Aponte a categoria 
de resíduos que está INCORRETA.
15Gerenciamento de resíduos sólidos
a) Resíduos domiciliares 
são originários das 
residências urbanas.
b) Resíduos de limpeza urbana 
são aqueles originados 
da varrição de ruas.
c) Resíduos sólidos urbanos 
engloba os resíduos domiciliares, 
de serviços de limpeza 
urbana e os gerados em 
estabelecimentos comerciais 
e prestadores de serviços.
d) Resíduos de serviços de saúde 
são aqueles gerados em 
estabelecimentos prestadores 
de serviços de saúde.
e) Resíduos de construção 
civil incluem os gerados em 
reformas e demolições.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 8849: apresentação 
de projetos de aterros controlados de resíduos sólidos urbanos: procedimento. São 
Paulo: ABNT, 1985. Cancelada em 15 jun. 2015. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10004: classificação 
de resíduos. São Paulo: ABNT, 2004.
BARBOSA, R. P. Resíduos sólidos: impactos, manejo e gestão ambiental. São Paulo: 
Érica, 2014. 
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº. 275, de 25 de 
abril de 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser 
adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas 
informativas para a coleta seletiva. DOU, Brasília, DF, 117-E, seção 1, p. 80, 19 jun. 2001.
BRASIL. Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 
Brasília, DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 06 jun. 2018.
BRASIL. Senado Federal. Aumento da produção de lixo tem custo ambiental. Em 
discussão, Brasília, DF, n. 22, set. 2014. Disponível em: <https://www12.senado.leg.br/
emdiscussao/edicoes/residuos-solidos/mundo-rumo-a-4-bilhoes-de-toneladas-por- 
ano>. Acesso em: 27 maio 2018.
FERNANDES, F.; SILVA, S. M. C. P. Manual prático para a compostagem de biossólidos. 
Londrina, PR: UEL, 2006. Disponível em: <https://www.finep.gov.br/images/apoio-e- 
financiamento/historico-de-programas/prosab/Livro_Compostagem.pdf>. Acesso 
em: 06 jun. 2018.
JARDIM, A.; YOSHIDA, C.; MACHADO FILHO, J. V. Política nacional, gestão e gerenciamento 
de resíduos sólidos. Barueri, SP: Manole, 2012.
Gerenciamento de resíduos sólidos16
KIEHL, E. J. Fertilizantes orgânicos. Piracicaba, SP: Agronômica Ceres, 1985.
ROSA, A. H.; FRACETO, L. F.; MOSCHINI-CARLOS, V. (Org.). Meio ambiente e sustentabi-
lidade. Porto Alegre: Bookman, 2012.
TONETO JÚNIOR, R.; DOURADO, J.; SAIANI, C. C. S. (Org.). Resíduos sólidos no Brasil: 
oportunidades e desafios da Lei Federal n 12.305 (Lei de Resíduos Sólidos). Barueri, 
SP: Minha Editora, 2014.
Leituras recomendadas
IBRAHIN, F. I. D. Análise ambiental: gerenciamento de resíduos e tratamento de efluen-
tes. São Paulo: Érica, 2015. 
NASCIMENTO NETO, P. Resíduos sólidos urbanos: perspectivas de gestão intermunicipal 
em regiões metropolitanas. São Paulo: Atlas, 2013.
17Gerenciamento de resíduos sólidos
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
A Política Nacional de Resíduos Sólidos indica as diretrizes e metas a serem adotadas para a 
gestão integrada dos resíduos sólidos
 
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EXERCÍCIOS
1) No que tange aos resíduos sólidos, analise as alternativas e marque o item 
CORRETO.
A) Os resíduos são caracterizados como tudo aquilo que não tem mais utilidade e não 
apresenta nenhum valor.
B) A maior parte dos resíduos produzidos pela população de alta renda é de origem orgânica.
C) A crescente produção de resíduos não é prejudicial ao meio ambiente, visto que ocorre a 
coleta desse material.
D) O resíduo recebe classificação de acordo com sua fonte geradora e composição do 
material, havendo a necessidade de tratamento específico para cada tipologia.
E) A população não deve se preocupar em reduzir a produção de resíduos, visto que esse 
material é reciclado.
No artigo 33 da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, fica obrigatória a logística 
reversa para agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas 
fluorescentes e eletroeletrônicos. Considerando as informações acima e o contexto da 
2) 
situação dos produtos após o uso pelo consumidor, a logística reversa recomenda, em 
relação a esses produtos, que se faça o:
A) Envio para aterros sanitários sem a atuação do poder público.
B) Envio para aterros sanitários sem a participação dos fabricantes e comerciantes.
C) Envio para o serviço público de limpeza urbana.
D) Encaminhamento para aterro de resíduos perigosos.
E) Envio por parte dos consumidores para os comerciantes ou distribuidores, os quais deverão 
efetuar a devolução aos fabricantes ou aos importadores dos produtos e das embalagens.
3) A maioria das cidades brasileiras não adota soluções apropriadas para a destinação 
final dos resíduos sólidos, o que causa muitos problemas para a saúde da população e 
para o meio ambiente. Com relação aos diferentes métodos de tratamento de resíduos 
sólidos urbanos, é CORRETO afirmar:
A) Os aterros sanitários podem ser um abrigo de transmissores de doenças, como ratos e 
moscas.
B) A incineração tem como vantagens o baixo investimento.
C) A grande vantagem de um aterro sanitário é que o lixiviado percola no solo, evitando 
contaminação das águas.
D) A decomposição aeróbia da matéria orgânica no aterro sanitário resulta em elevada 
produção de metano.
E) A biodigestão anaeróbia é o processo de decomposição de matéria orgânica por bactérias 
em meio onde há ausência de oxigênio.
4) Assinale a alternativa que não condiz com os tipos de coleta.
A) Coleta seletiva é o termo utilizado para a coleta dos materiais que são possíveis de serem 
reciclados.
B) A coleta convencional deve coletar apenas os rejeitos e o material orgânico.
C) É necessária a segregação dos resíduos na origem.
D) O rejeito deve ser encaminhado juntamente com a coleta seletiva.
E) A coleta seletiva é um dos instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
5) A Política Nacional de Resíduos Sólidos classifica o resíduo sólido de acordo com sua 
origem e o tipo de material. Aponte a categoria de resíduos que está INCORRETA. 
A) Resíduos sólidos industriais podem ser orgânicos ou inorgânicos.
B) Resíduos de limpeza pública urbana são aqueles originados da varrição de ruas.
C) Resíduos sólidos urbanos engloba apenas os resíduos domiciliares e de serviços de limpeza 
urbana.
D) Resíduos de serviços de saúde são aqueles gerados em estabelecimentos prestadores de 
serviços de saúde.
E) Resíduos de construção civil incluem os gerados em reformas e demolições.
NA PRÁTICA
O Brasil, através da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, nos trouxe muitos desafios. Entre 
esses está a logística reversa que se refere a um conjunto de ações com objetivo de viabilizar o 
retorno dos resíduos sólidos ao ciclo produtivo. 
As estratégias para a implementação da logísticareversa ocorrem através de acordos setoriais.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
O maior aterro sanitário da América do Sul
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O que é coleta seletiva?
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Gerenciamento e Tratamento de 
Resíduos Sólidos Industriais
APRESENTAÇÃO
Os resíduos industriais são gerados nos processos de produção de bens de consumo, sendo que 
seu gerenciamento, tratamento e destinação final são um dos desafios que empresários e 
técnicos enfrentam em suas rotinas diárias. Nesta unidade você vai verificar quais as normas 
usualmente utilizadas para a classificação dos resíduos industriais. Conhecendo as classes de 
resíduos, é possível definir os princípios de gerenciamento e o tratamento que se aplica a eles. 
Você vai ainda analisar os aspectos de classificação, gerenciamento e tratamento de resíduos 
industriais. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer as normas relacionadas à classificação de resíduos gerados em indústrias.•
Identificar as etapas para a elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos 
industriais.
•
Analisar as vantagens da implementação de sistemas de gerenciamento ambiental em 
indústria.
•
DESAFIO
Você foi contratado por uma empresa para ser o responsável técnico pelo setor de meio 
ambiente. Entre os novos desafios da sua função está o de implementar um plano de 
gerenciamento de resíduos sólidos desta empresa. Sendo assim, seu diretor solicita que você 
elabore e apresente quais as etapas que devem constar no plano e o objetivo de cada uma delas.
INFOGRÁFICO
A escala de prioridade do gerenciamento de resíduos deve ser considerada na elaboração do 
plano de gerenciamento. Acompanhe no infográfico a ordem de prioridade.
CONTEÚDO DO LIVRO
Em virtude das características dos resíduos industriais, diferentes tecnologias podem ser 
empregadas para seu tratamento.
Leia o capítulo Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais da obra 
Saneamento e aprofunde seus conhecimentos.
Boa leitura.
GESTÃO 
AMBIENTAL
Ronei Tiago Stein
Gerenciamento e 
tratamento de resíduos 
sólidos industriais 
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer as normas relacionadas à classificação de resíduos gerados 
na indústria.
 � Identificar as etapas para a elaboração de um plano de gerenciamento 
de resíduos industriais.
 � Analisar as vantagens da implementação de sistemas de gerencia-
mento ambiental na indústria.
Introdução
Os resíduos industriais são gerados nos processos de produção de bens 
de consumo, e seu gerenciamento, tratamento e destinação final são um 
dos desafios que empresários e técnicos enfrentam em suas rotinas diárias.
Neste capítulo, você vai verificar quais as normas usualmente utilizadas 
para a classificação dos resíduos industriais. Conhecendo as classes de 
resíduos, é possível definir os princípios de gerenciamento e o tratamento 
que se aplica a eles. Você vai ainda analisar os aspectos de classificação, 
gerenciamento e tratamento de resíduos industriais.
Classificação dos resíduos gerados na indústria
As atividades industriais geram diferentes tipos de resíduos, originados dos 
mais diversos ramos, como metalurgia, celulose e papel, setor alimentício, 
mineração, entre outros (JARDIM; YOSHIDA; MACHADO FILHO, 2012). 
O artigo 13, da Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010, Política Nacional de 
Resíduos Sólidos (PNRS), define resíduos industriais como aqueles gerados 
nos processos produtivos e instalações industriais. Entre os resíduos industriais, 
inclui-se também grande quantidade de material perigoso, que necessita de 
tratamento especial devido ao seu alto potencial de impacto ambiental e à saúde. 
De acordo com ABNT NBR 10.004, de 30 de novembro de 2004, os resíduos 
sólidos são classificados da seguinte maneira (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMAS TÉCNICAS, 2004):
Classe I — Resíduos perigosos: são aqueles que apresentam periculosidade. 
A periculosidade de um resíduo se encontra em suas propriedades físicas, 
químicas ou infectocontagiosas, que apresentam riscos à saúde pública (pro-
vocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuando seus índices) e 
ao meio ambiente (quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada). 
Esses resíduos exigem tratamento e disposição especiais em função de suas 
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e 
patogenicidade.
A periculosidade dos resíduos em geral depende dos seguintes fatores: natureza 
(inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade, sendo es-
sas definidas pela ABNT NBR 10.004:2004); concentração; mobilidade; persistência e 
bioacumulação; degradação (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004).
A NBR 10.004/2004 ressalta ainda que os resíduos perigosos podem ser 
classificados assim (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNI-
CAS, 2004):
 � Inflamabilidade: um resíduo é classificado como inflamável quando:
 ■ é líquido e tem ponto de fulgor inferior a 60°C, determinado con-
forme ABNT NBR 14598, de 4 de dezembro de 2012, ou equivalente, 
excetuando-se as soluções aquosas com menos de 24% de álcool 
em volume;
 ■ não é líquido e é capaz de, sob condições de temperatura e pressão 
de 25°C e 0,1 MPa (1 atm), produzir fogo por fricção, absorção de 
umidade ou por alterações químicas espontâneas; quando inflamada, 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais2
tem queima vigorosa e persistentemente, dificultando a extinção 
do fogo;
 ■ é um oxidante definido como substância que pode liberar oxigênio 
e, como resultado, estimular a combustão e aumentar a intensidade 
do fogo em outro material;
 ■ é um gás comprimido inflamável, conforme a Legislação Federal 
sobre transporte de produtos perigosos (Portaria nº. 204, de 20 de 
maio de 1997, do Ministério dos Transportes).
 � Corrosividade: um resíduo é classificado como corrosivo se:
 ■ for aquoso e apresentar pH inferior ou igual a 2, ou superior ou igual 
a 12,5, ou se sua mistura com água, na proporção de 1:1 em peso, 
produzir uma solução que apresente pH inferior a 2 ou superior ou 
igual a 12,5;
 ■ for líquida ou, quando misturada em peso equivalente de água, pro-
duzir um líquido e corroer o aço (COPANT 1020) a uma razão maior 
que 6,35 mm ao ano, a uma temperatura de 55°C, de acordo com 
USEPA SW 846 ou equivalente.
 � Reatividade: um resíduo é classificado como reativo se apresentar as 
seguintes propriedades:
 ■ ser normalmente instável e reagir de forma violenta e imediata, 
sem detonar;
 ■ reagir violentamente com a água;
 ■ formar misturas potencialmente explosivas com a água;
 ■ gerar gases, vapores e fumos tóxicos em quantidades suficientes 
para provocar danos à saúde pública ou ao meio ambiente, quando 
misturados com a água;
 ■ possuir em sua constituição os íons CN− ou S2− em concentrações que 
ultrapassem os limites de 250 mg de HCN liberável por quilograma 
de resíduo ou 500 mg de H
2
S liberável por quilograma de resíduo, 
de acordo com ensaio estabelecido no USEPA — SW 846;
 ■ ser capaz de produzir reação explosiva ou detonante sob a ação 
de forte estímulo, ação catalítica ou temperatura em ambientes 
confinados;
 ■ ser capaz de produzir, prontamente, reação ou decomposição deto-
nante ou explosiva a 25°C e 0,1 MPa (1 atm);
 ■ ser explosivo, definido como uma substância fabricada para produzir 
um resultado prático, por meio de explosão ou efeito pirotécnico, 
esteja ou não esta substância contida em dispositivo preparado para 
esse fim.
3Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
 � Toxicidade: um resíduo é classificado como tóxico se apresentar estas 
propriedades:
 ■ quando o extrato obtido da amostra, segundo a ABNT NBR 10.005, 
de 30 de janeirode 2004, contiver qualquer um dos contaminantes 
em concentrações superiores aos valores constantes no anexo F;
 ■ quando possuir uma ou mais substâncias constantes no anexo C da 
NBR 10.004/2004 e apresentar toxicidade.
 � Patogenicidade: o resíduo será patogênico se houver suspeita de conter 
micro-organismos patogênicos, proteínas virais, ácido desoxirribonu-
cleico (ADN) ou ácido ribonucleico (ARN) recombinantes, organismos 
geneticamente modificados, plasmídeos, cloroplastos, mitocôndrias ou 
toxinas capazes de produzir doenças em homens, animais ou vegetais.
Classe II — Resíduos não perigosos: os resíduos não perigosos, por sua vez, 
dividem-se em duas subclasses:
 � II A — Não Inertes: apresentam como propriedades principais a biode-
gradabilidade e a combustibilidade ou solubilidade em água.
 � II B — Inertes: tipo de resíduo que, devido as suas características e 
composição físico-química, não sofre transformações físicas, químicas 
ou biológicas de relevo, mantendo-se inalterados por um longo período 
de tempo. De acordo com a legislação, os resíduos inertes estão aptos 
a ser depositados em aterros sanitários. 
Toda movimentação de resíduos de um empreendimento ou empresa deve ser do-
cumentada. Uma planilha de movimentação de resíduos atua como meio de registro 
de toda a remessa de resíduos que está sendo destinada. 
É importante que as empresas disponibilizem lixeiras devidamente iden-
tificadas para cada tipo de resíduo. A resolução CONAMA nº. 275, de 24 de 
abril de 2001, dispõe do código de cores para os diferentes tipos de resíduos a 
ser adotado na identificação de coletores e transportadores (BRASIL, 2001). 
Os recipientes utilizados no acondicionamento deverão estar etiquetados, 
seguindo o código de cores: 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais4
 � azul: papel/papelão; 
 � vermelho: plástico; 
 � verde: vidro; 
 � preto: madeira; 
 � amarelo: metal; 
 � laranja: resíduos perigosos; 
 � roxo: resíduos radioativos;
 � marrom: resíduos orgânicos; 
 � cinza: resíduo geral não reciclável, ou misturado, ou contaminado, não 
passível de separação. Exemplos: papel (embolado, etiquetas e toalhas), 
embalagens (chicletes, balas e alimentos), clipes e grampos, caneta e 
pincel atômico, luvas, borracha. 
O armazenamento dos resíduos sólidos Classe I (perigosos) deve ser con-
forme a norma ABNT NBR 12.235/1992. Essa norma dispõe que o armazena-
mento deve ser feito de modo a não alterar a quantidade/qualidade do resíduo. 
O resíduo deve ser acondicionado até reciclagem, recuperação, tratamento 
e/ou disposição final, em contêineres, tambores, tanques e/ou a granel. A 
norma exige que seja feita uma análise das propriedades físicas e químicas 
do resíduo antes de ele ser armazenado (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 1992).
O local utilizado para o armazenamento de resíduos sólidos deve ser proje-
tado de modo que o perigo de contaminação ambiental seja minimizado; que 
sejam respeitadas as distâncias indicadas pela legislação vigente no que se 
refere a mananciais hídricos, lençol freático, núcleos habitacionais, logradouros 
públicos, rede viária, atividades industriais que poderão gerar faíscas, vapores 
reativos, umidade excessiva, etc.; que sejam evitados os riscos potenciais de 
fenômenos naturais como chuva, ventanias, inundações, marés altas, queda 
de barreiras, deslizamentos de terra, afundamento do terreno, erosão, etc. 
O local também deve ser isolado de forma que impeça o acesso de pessoas 
estranhas e sinalizado de forma que indique o risco presente no local. Veja 
alguns exemplos de sinalização de risco na Figura 1.
5Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
Figura 1. Algumas sinalizações utilizadas para indicar risco.
Fonte: Cool Vector Maker/Shutterstock.com.
Risco de incêndio Risco de choque 
elétrico
Cuidado, risco de 
radiação
Cuidado, risco de 
corrosão
Cuidado, risco de exposição 
a produtos tóxicos
Cuidado, risco de 
explosão
A norma aplicável ao armazenamento de resíduos Classe II (não perigosos) 
é a NBR 11.174/1990. Essa norma dispõe que o armazenamento deve ser feito 
de maneira que minimize o risco de contaminação ambiental. O local deve ser 
aprovado pelo órgão ambiental do estado e atender a legislação específica. Os 
resíduos de Classe II não devem ser armazenados com resíduos de Classe I. O 
armazenamento pode ser realizado em contêineres e/ou tambores, em tanques 
e a granel (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1990).
Etapas para a elaboração de um Plano de 
Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)
Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos — PNRS (Lei nº. 12.305, de 
2 de agosto de 2010), regulamentada pelo Decreto nº. 7.404, de 23 de dezembro 
de 2010, os geradores de resíduos sólidos que não sejam qualificados como de 
limpeza urbana são obrigados a elaborarem seus devidos Planos de Geren-
ciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) para demonstrar a sua capacidade 
de dar uma destinação final ambientalmente adequada aos seus resíduos 
(BRASIL, 2010). Na grande maioria dos casos, o PGRS é exigido pelo órgão 
ambiental competente quando o empreendimento solicita a licença ambiental. 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais6
O gerador do resíduo, o tipo de atividade, a quantidade gerada de cada 
resíduo, a qualidade ou o tipo de resíduo que é gerado e a localidade da ge-
ração dos resíduos sólidos são condições de contorno para a sua elaboração 
(JARDIM; YOSHIDA; MACHADO FILHO, 2012). O relatório de movimen-
tação de resíduos e de registro de armazenamento pode seguir os modelos 
das Tabelas 2 e 3 do anexo referente à ABNT NBR12.235, de 30 de maio de 
1992, (Armazenamento de Resíduos Perigosos) e do Anexo A e B referente à 
ABNT NBR 11.174, de 30 de agosto de 1990, (Armazenamento de Resíduos 
Classe II). O relatório deve conter as seguintes informações:
 � Descrição do empreendimento e da atividade: devem ser informados 
o nome da empresa, CNPJ e quais atividades/serviços são exercidos 
pela empresa.
 � Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados: devem 
ser descritos a origem dos resíduos, o volume e a caracterização dos 
resíduos, incluindo os passivos ambientais a eles relacionados. 
Observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama (Sistema Na-
cional do Meio Ambiente), do SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) 
e do Suasa (Sistema Único de Atenção a Sanidade Agropecuária) e, se houver, 
o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, deve-se incluir:
 � explicitação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento de 
resíduos sólidos;
 � definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do geren-
ciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador;
 � identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros 
geradores;
 � ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de 
gerenciamento incorreto ou acidentes;
 � metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de 
resíduos sólidos e, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do 
Sisnama, do SNVS e do Suasa, à reutilização e reciclagem;
 � se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo 
de vida dos produtos, na forma do art. 31 da Lei nº. 12.305/2010;
 � medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos 
sólidos;
 � periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência 
da respectiva licença de operação a cargo dos órgãos do Sisnama.
7Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
Dessa forma, os PGRS devem estabelecer os tipos e as quantidades de 
resíduos gerados em determinado empreendimento. Também devem apontar e 
descrever as ações relativas ao manejo de resíduos sólidos, que corresponde às 
etapas de segregação, acondicionamento, armazenamento provisório, transporte 
e destinação final dos resíduos gerados na operação da empresa.
O PGRS deve especificar medidas alternativas para o controlee a mini-
mização de danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio quando da 
ocorrência de situações anormais envolvendo quaisquer das etapas do geren-
ciamento do resíduo. Assim, além dos itens citados anteriormente, o PGRS 
industrial deve apresentar um plano de contingência, no qual deverão constar 
a forma de acionamento (telefone, e-mail, pager, etc.), os recursos humanos e 
materiais envolvidos para o controle dos riscos, a definição das competências, 
responsabilidades e obrigações das equipes de trabalho, e as providências a 
serem adotadas em caso de acidente ou emergência.
Normalmente, o PGRS será apresentado mediante o preenchimento de 
três tabelas, I, II e II, anexas ao termo de referência. Será acompanhado de 
texto descritivo do plano de gerenciamento e será devidamente assinado pelo 
responsável técnico, o qual deverá apresentar a Anotação de Responsabilidade 
Técnica (ART).
Na Tabela I deve ser apresentada a identificação do gerador, com os seguin-
tes itens: razão social; número do CNPJ; nome fantasia (se houver); endereço 
completo; telefone; e-mail; área total; número total de funcionários (próprios e 
terceirizados); responsável legal; responsável técnico pelo PGRS; tipo de ativi-
dade. Veja no Quadro 1 um exemplo de planilha de identificação do gerador.
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais8
Tabela I — Identificação do gerador
Razão social: Padaria do João CNPJ: XXXXXXXX/XXXX-XX
Nome fantasia: não possui nome fantasia
Endereço: Rua XX, nº. XX, Município: XXXXXXXXXXX UF: XX
CEP: 
XXXXX-XXX
Telefone: XX 
XXXXXXXXX
Fax: XX 
XXXXXXXXX
E-mail: XXX@XXX.com
ÁREA TOTAL: 450,00 m2 NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS: 05
PRÓPRIOS: 05 TERCEIRIZADOS: 
0
RESPONSÁVEL PELO PGRS: Eng. Ambiental XXX
RESPONSÁVEL LEGAL: João
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: Padaria e Confeitaria
Quadro 1. Exemplo de planilha de identificação do gerador
A Tabela II refere-se aos resíduos gerados; nela devem ser apresentados o 
resíduo (plástico, vidro, metal....); a classe; a unidade e equipamento gerador; 
o acondicionamento/armazenagem; o tratamento adotado; a frequência de 
geração; o estoque. Quadro 2 apresenta um exemplo de como essas informa-
ções devem ser apresentadas em um PGRS. É importante definir essas tabelas 
com o número de folha, caso elas ocupam mais de uma página, dependendo 
da quantidade de resíduos gerados por uma determinada empresa/indústria.
Por fim, na Tabela III deve-se apresentar o plano de movimentação de 
resíduos, contando com as seguintes informações: tipo de resíduo; data de 
entrada; quantidade; local de estocagem temporária; data prevista para saída; 
quantidade; transporte a ser utilizado; destinação final. O Quadro 3 apresenta 
um exemplo desse tipo de tabela.
9Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
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Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais10
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11Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
Existem algumas abreviações que podem ser utilizados no preenchimento da Tabela 
II e da Tabela II, como, por exemplo: CATE = catalisador exaurido; U = unidade; BB = 
“big-bags”; Tb = tambores; Sc = sacos; AG = a granel; Bb = bombonas; PRN = pátio de 
resíduos enquadrado na NBR 12.235/1987; PR = pátio de resíduos não enquadrado na 
NBR 12.235/1987; ACA = a céu aberto; GP = galpão de produtos/matérias primas, B = 
baias; entre outros.
Relação entre PGRS e licenciamento ambiental
O licenciamento ambiental é um procedimento técnico-administrativo pelo 
qual o órgão ambiental competente avalia os empreendimentos potencialmente 
causadores de impacto ambiental, autorizando, ou não, sua instalação e opera-
ção. A avaliação envolve o estudo da localização do empreendimento, do seu 
porte e dos processos construtivo e produtivo utilizados, a fim de verificar se 
suas características podem provocar interferências negativas no meio ambiente, 
como poluição do ar, geração de resíduos, intervenção em cursos d’água e 
supressão de vegetação nativa. Sendo assim, o processo de licenciamento 
estabelece regras, condições, restrições e medidas de controle ambiental que 
devem ser cumpridas tanto na fase de instalação do empreendimento quanto 
na sua fase de operação.
A Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 
1981), em seu art. 10, estabelece que 
[...] a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos 
e atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva ou 
potencialmente poluidores, bem como os capazes, sob qualquer forma, de 
causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento por órgão 
estadual competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente — 
SISNAMA, e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais 
Renováveis — IBAMA, em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças 
exigíveis (BRASIL, 1981, documento on-line).
Existem diferentes tipos de licenciamento ambiental, e eles são expedidos 
pelo poder executivo. A Resolução Conama nº. 237, de 22 de dezembro de 
1997, art. 8º, precedida pelo Decreto nº. 99.274, de 6 de junho de 1990, art. 19, 
desdobra as licenças em três subespécies:
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais12� Licença ambiental prévia (LP): concedida na fase preliminar do 
planejamento da atividade ou empreendimento, aprovando a sua loca-
lização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo 
os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas 
fases de implementação (FIORILLO, 2014).
 � Licença ambiental de instalação (LI): de acordo com Fiorillo (2014), 
obrigatoriamente é procedida pela licença prévia, sendo definida como 
a licença que autoriza a instalação do empreendimento ou atividade 
de acordo com as especificações dos planos, programas e projetos 
aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condi-
cionantes. Nesta etapa, o órgão ambiental competente poderá solicitar o 
PGRS, referente à geração e ao destino dos resíduos de construção civil.
 � Licença ambiental de operação (LO): sucede a licença de insta-
lação, tendo como finalidade autorizar a “operação da atividade ou 
empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que 
consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e 
condicionantes determinadas para a operação”, conforme dispõe o art. 
8º, III, da Resolução Conama nº. 237/1997 (BRASIL, 1997).
O PGRS é exigido pelo órgão ambiental tanto na licença de instalação (LI) como na 
licença de operação (LO). Na LI, o órgão ambiental pode solicitar o PGRS dos resíduos 
da construção do empreendimento, descrevendo o que será feito com os resíduos 
e quem (empresa devidamente licenciada) será o responsável pelo recolhimento 
dos mesmos. Já durante a LO, deve-se apresentar o PGRS descrevendo quais serão 
os resíduos gerados no processo produtivo e qual a destinação e quantidade dos 
mesmos. Além disso, o órgão ambiental pode solicitar que, de tempos em tempos, 
sejam apresentados recibos de destinação desses resíduos. 
A elaboração de planos de resíduos sólidos deve ser feita pelo setor público 
em nível federal, estadual e municipal e por empresas públicas ou privadas. 
Além disso, o PGRS é um documento com valor jurídico, que comprova a 
capacidade de uma empresa de gerir todos os resíduos que eventualmente venha 
a gerar. O objetivo central desse documento é garantir que haja segurança 
nos processos produtivos, e que eles sejam controlados para evitar grandes 
13Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
poluições ambientais e consequências para a saúde pública e o desequilíbrio 
da fauna e da flora.
Conforme o art. 20º, da Lei Federal nº. 12.305/2010, as empresas que 
estão sujeitas à elaboração do PGRS são aquelas que, em suas atividades, 
geram resíduos perigosos ou resíduos não perigosos que, por sua natureza, 
composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo 
poder público municipal (BRASIL, 2010).
Vantagens do gerenciamento ambiental 
em indústrias
O principal objetivo do licenciamento ambiental é promover o desenvolvi-
mento (da sociedade e da economia) sem impactar de forma negativa no meio 
ambiente, para que tanto as gerações do presente como as futuras desfrutem 
de um ambiente equilibrado. Nesse contexto, todas as atividades que, de uma 
forma ou outra, estão sujeitas a impactos ambientais deverão estar munidas 
do licenciamento ambiental. 
O licenciamento é uma exigência legal. Mas quais são exatamente as van-
tagens/benefícios do licenciamento ambiental? Não é apenas o meio ambiente 
que sai ganhando com o licenciamento de determinada atividade, mas também 
toda a sociedade. Entre alguns dos principais benefícios do licenciamento 
ambiental para o meio ambiente, pode-se citar:
 � proteger o meio ambiente para as futuras gerações;
 � proteger os ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
 � planejar e fiscalizar o uso dos recursos ambientais;
 � garantir a qualidade dos recursos renováveis;
 � racionalizar o uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
 � proteger áreas ameaçadas de degradação.
Em se tratando das vantagens que empresas/corporações poderão obter 
com a implantação de um PGRS, pode-se citar:
 � Benefícios estratégicos: diferenciação no mercado; demonstração do 
compromisso da empresa com o meio ambiente e com o futuro; confiança 
oferecida às partes interessadas; melhoria na imagem perante órgãos 
regulamentadores; facilidade na obtenção de licenças e autorizações; 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais14
simpatia de clientes e usuários; facilidade no acesso ao mercado in-
ternacional; atração de parceiros; antecipação à tendência de caráter 
mandatário e às exigências dos clientes, entre outros.
 � Benefícios operacionais: melhoria na gestão de riscos ambientais 
atuais e futuros; melhoria dos procedimentos operacionais; melhoria da 
produtividade; melhoria nas condições de saúde e segurança no trabalho; 
redução de acidentes que impliquem responsabilidade civil; estabele-
cimento de rotina para análise das áreas do negócio que possam afetar 
o meio ambiente; estímulo ao desenvolvimento e compartilhamento de 
soluções ambientais; facilidade na transferência de tecnologia; melhoria 
no desempenho dos funcionários e dos equipamentos, entre outros.
 � Benefícios financeiros: diminuição dos riscos de incorrer em infrações 
legais e regulamentares; redução potencial nas despesas com seguros, 
produtos e serviços adquiridos, além do comportamento global no 
mercado; possibilidade de redução de custos; possibilidade de economia 
de despesas no consumo de água, energia e matéria-prima. 
Os principais objetivos do PGRS são a minimização da geração de resíduos; 
a destinação correta dos resíduos; a diminuição dos impactos ambientais e 
visuais; a preservação dos recursos naturais renováveis e não renováveis; a 
receita na venda de materiais recicláveis; a redução dos gastos de disposição; 
a diminuição da quantidade de resíduos destinados aos aterros sanitários; 
o marketing positivo, em virtude da imagem de responsabilidade social e 
ecológica da empresa adepta de tais práticas; a satisfação da sociedade; o 
cumprimento da Legislação em vigor; a melhoria da qualidade de vida, tanto 
das pessoas como dos seres vivos.
Em relação às vantagens que empresas poderão obter com práticas de 
gerenciamento ambiental, a norma ISO 14.001 (sistema de gestão ambiental) 
descreve que, além de responder às exigências da comunidade mundial e do 
consumidor-cidadão, elas também oferecem às organizações vantagens com-
petitivas matematicamente mensuráveis, como (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMAS TÉCNICAS, 2004):
 � maior satisfação dos clientes, pois o consumidor esclarecido hoje 
valoriza muito mais as empresas e produtos que demonstrem bom 
desempenho ambiental;
 � melhoria da imagem da empresa junto a clientes, governo, comunidade, 
vizinhos, ONGs e mídia;
15Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
 � conquista de novos mercados, pois a preocupação ambiental é um 
fator de competitividade, facilitando a expansão em novos mercados, 
e a empresa que souber explorar bem esse aspecto conseguirá cativar 
novos clientes;
 � redução de custos pela eliminação de desperdícios, obtida com uma 
análise cuidadosa do uso de água e energia e da geração de resíduos, 
pelo menor risco de ter de arcar com multas ou ações legais por descum-
primento da legislação e pelo menor passivo ambiental, com menores 
riscos para administradores e acionistas;
 � conscientização ambiental de toda a empresa, do pessoal da produção, 
do setor ambiental, de todos os seus diretores, gerentes, projetistas e 
operários, que perpetuam isso pela comunidade em que habitam;
 � maior permanência no mercado, por não ocorrerem reações negativas 
dos consumidores;
 � maior facilidade na obtenção de financiamentos, pois uma empresa 
com um bom desempenho ambiental tem mais facilidade de conseguir 
financiamento junto a bancos e órgãos ambientais, além de desfrutar 
de uma melhor imagem;
 � maior interesse da empresa em demonstrar à sociedade que ela tem 
um sistema de gestão ambiental estruturado e que as açõespreventivas 
têm prioridade sobre as corretivas, ou seja, que a empresa adota todas 
as medidas necessárias para evitar impactos ambientais, qualquer que 
seja sua relevância.
A gestão ambiental em organizações, de acordo com Jabbour (2013), quando 
implantada, pode gerar vários benefícios. Quanto mais evoluída a gestão 
ambiental de uma organização, mais intensos e mais diversificados poderão 
ser os benefícios auferidos. Geralmente, essas vantagens estão associadas a 
dois tipos de benefícios: 
 � Benefícios internos: estão relacionados a melhorias observadas nas 
diversas dimensões do desempenho organizacional, como o desempenho 
operacional, o desempenho em inovação e o desempenho de mercado.
 � Benefícios externos: podem ser entendidos como contribuições que se 
estendem à sociedade de forma mais ampla, como a influência sobre as 
regulamentações ambientais, as contribuições para o desenvolvimento 
sustentável e as parcerias com outras organizações.
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais16
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 14001: sistemas da 
gestão ambiental: requisitos com orientações para uso. São Paulo: ABNT, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11174: armazenamento de 
resíduos classes II — não inertes e III — inertes. Rio de Janeiro: ABNT, 1990.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12235: armazenamento de 
resíduos perigosos. Rio de Janeiro: ABNT, 1992.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004: classificação de resíduos. 
São Paulo: ABNT, 2004.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº. 275, de 25 de 
abril de 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser 
adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas 
informativas para a coleta seletiva. DOU, Brasília, DF, 117-E, seção 1, p. 80, 19 jun. 2001.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 237, de 19 de dezembro 
de 1997. Brasília, DF, 1997. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/
res/res97/res23797.html>. Acesso em: 07 jun. 2018.
BRASIL. Decreto nº. 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Regulamenta a Lei no 12.305, de 2 
de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê 
Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para 
a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências. Brasília, 
DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/
decreto/d7404.htm>. Acesso em: 07 jun. 2018.
BRASIL. Decreto nº. 99.274, de 6 de junho de 1990. Regulamenta a Lei nº. 6.902, de 27 
de abril de 1981, e a Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõem, respecti-
vamente sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental e 
sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, e dá outras providências. Brasília, DF, 
1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d99274.
htm>. Acesso em: 07 jun. 2018.
BRASIL. Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. 
Brasília, DF, 1981. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.
htm>. Acesso em: 07 jun. 2018.
17Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais
BRASIL. Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 
Brasília, DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 06 jun. 2018.
FIORILLO, C. A. P. Curso de direito ambiental. 15. Ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
JABBOUR, A. B. L S. Gestão ambiental nas organizações: fundamentos e tendências. 
São Paulo: Atlas, 2013. 
JARDIM, A.; YOSHIDA, C.; MACHADO FILHO, J. V. Política nacional, gestão e gerenciamento 
de resíduos sólidos. Barueri, SP: Manole, 2012.
Leituras recomendadas
IBRAHIN, F. I. D. Análise ambiental: gerenciamento de resíduos e tratamento de efluen-
tes. São Paulo: Érica, 2015. 
NASCIMENTO NETO, P. Resíduos sólidos urbanos: perspectivas de gestão intermunicipal 
em regiões metropolitanas. São Paulo: Atlas, 2013.
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos industriais18
 
DICA DO PROFESSOR
O gerenciamento de resíduos industriais engloba aspectos relacionados à sua classificação, bem 
como o planejamento de seu manejo.
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EXERCÍCIOS
1) Resíduos perigosos, de acordo com a NBR 10.004 (ABNT, 2004), são aqueles resíduos 
que possuem as seguintes características:
A) Combustibilidade, corrosividade e reatividade.
B) Corrosividade, reatividade e solubilidade em água.
C) Inflamabilidade, toxicidade e patogenicidade.
D) Inerte, patogenicidade e toxicidade.
E) Biodegradabilidade, reatividade e toxicidade.
2) Considerando o artigo 9 da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que trata da escala 
de prioridade da gestão de resíduos sólidos, podemos afirmar que:
A) A disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos é prioritária na escala de 
gerenciamento.
B) A reutilização não pode ser considerada como uma estratégia prioritária no gerenciamento 
de resíduos sólidos, visto que esses não têm mais utilidade em um processo industrial.
C) Reduzir, reutilizar e reciclar são três conceitos que não podem ser aplicados ao meio 
industrial, visto que são necessárias matérias-primas virgens na maioria dos processos.
D) A não geração é a etapa mais difícil de ser alcançada na escala de prioridades de 
gerenciamento de resíduos industriais, portanto é difícil de ser atingida.
E) Conciliar os princípios de não geração, redução, reutilização, reciclagem é um desafio às 
empresas, mas trazem uma série de vantagens à empresa.
3) Sobre as etapas para elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos 
industriais, indique a sentença ERRADA.
A) O plano de gerenciamento deve ser elaborado considerando somente a realidade da 
empresa, e não as diretrizes municipais.
B) No plano de gerenciamento de resíduos industriais devem ser apresentadas as metas de 
minimização da geração de resíduos sólidos.
C) O diagnóstico do manejo de resíduos sólidos na empresa é etapa fundamental para a 
indicação das melhorias em seu gerenciamento.
D) Algumas empresas possuem passivos ambientais, sendo que esses devem ser descritos no 
plano, bem como as medidas saneadoras que serão adotadas.
E) As ações preventivas e corretivas relacionadas a acidentes ou manejo inadequado dos 
resíduos sólidos devem estar descritas no plano de gerenciamento.
4) Qual das afirmações NÃO caracteriza uma vantagem da adoção de um sistema de 
gerenciamento de resíduos industriais?
A) Contribui para a diminuição de danos ambientais.
B) Atende aos critérios de legislação ambiental em vigor.
C) Diminui as possibilidade de reciclagem de resíduos sólidos.
D) Reduz desperdícios do processo industrial.
E) Contribui para a melhoria da imagem da empresa.
5) O aterro de resíduos industriais é uma das tecnologias para o tratamento e disposição 
final ambientalmente adequada. A construção e a operação desse sistema devem 
atender aos critérios definidos em normas (NBR 10.157 – para aterros de resíduos 
perigosos). Indique a sentença que apresenta uma condição de operação do aterro 
INADEQUADA:
A) Implantação, operação e monitoramento de sistema de tratamento de gases.
B) Monitoramento das águas subterrâneas durante o período de operação do aterro industrial.
C) Impermeabilização com camadas de argila e material polimérico de alta densidade.
D) Adoção de sistema de tratamento de líquido percolado.
E) Implantação de sistema de drenagem.
NA PRÁTICA
Em cada cena da história fica evidente o quão importante é gerenciar e tratar resíduos sólidos. 
Com atitudes como essa, ganha o meio ambiente, ganha o consumidor eganha o empresário 
que, ao pensar na sustentabilidade, agrega valor à sua marca e gera economias para a empresa.
 
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Fundamentos de projeto de edificações sustentáveis
Elaboração de plano de gerenciamento de resíduos sólidos de empresas de fundição de 
ferro fundido de pequeno porte
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A indústria química no contexto da ecologia industrial
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Projeto Série 100% Seguro | Gerenciamento de resíduos (Versão Completa) – SESI
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Coprocessamento de resíduos da Fundação Proamb - Transformação de resíduos 
industriais em energia
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Diretrizes Nacionais de Saneamento 
Básico – Parte II
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem, serão discutidas as diretrizes nacionais do saneamento básico. 
Essas diretrizes são orientadas pela lei no 11.445/2007 e estão diretamente vinculadas aos quatro 
eixos do saneamento: abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e drenagem 
de águas superficiais. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir saneamento básico, segundo a Lei Federal no 11.445/2007.•
Identificar as diretrizes nacionais para o saneamento básico.•
Nomear quais atividades e estruturas estão contempladas no abastecimento de água, no 
esgotamento sanitário, na limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e na drenagem e 
manejo das águas pluviais urbanas.
•
DESAFIO
Você é gestor ambiental de um município e precisa convencer o prefeito quanto à implantação 
de políticas públicas voltadas ao saneamento básico.
INFOGRÁFICO
O infográfico a seguir demonstra alguns dos principais pontos relacionados ao saneamento 
básico conforme a Lei no 11.445/07:
CONTEÚDO DO LIVRO
O capítulo a seguir, trazerá maior enriquecimento teórico sobre o assunto, contribuindo para o 
gestor ambiental relacionar o seu dia a dia com os aspectos do saneamento básico.
Boa leitura!
SANEAMENTO
Ronei Stein
Diretrizes Nacionais 
de Saneamento 
Básico – Parte II
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Definir saneamento básico segundo a Lei Federal nº. 11.445, de 5 de
janeiro de 2007
 Identificar as diretrizes nacionais para o saneamento básico.
 Nomear quais atividades e estruturas estão contempladas no abas-
tecimento de água, no esgotamento sanitário, na limpeza urbana
e manejo de resíduos sólidos e na drenagem e manejo das águas
pluviais urbanas
Introdução
Neste capítulo, serão discutidas as diretrizes nacionais do saneamento 
básico. Essas diretrizes são orientadas pela Lei nº. 11.445/2007 e estão 
diretamente vinculadas aos quatro eixos do saneamento: abastecimento 
de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e drenagem de águas 
superficiais.
Importância da Lei nº. 11.445/2007 
para o saneamento
De modo geral, saneamento é o conjunto de medidas que buscam preservar 
ou modifi car o meio ambiente para prevenir doenças e semear saúde. Com 
saneamento, é possível melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, a produtivi-
dade do indivíduo e otimizar a atividade econômica. No Brasil, o saneamento 
básico é um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei 
nº. 11.445/2007, a Lei Federal de Saneamento Básico.
A Lei nº. 11.445/2007 trouxe novas diretrizes nacionais e definiu o plane-
jamento dos serviços básicos como instrumento fundamental para se alcançar 
o acesso universal ao saneamento básico. Todas as cidades devem formular as 
suas políticas públicas visando à universalização, sendo o plano municipal de 
saneamento básico (PMSB) o instrumento de estratégia e diretrizes. 
Os componentes do saneamento básico são o abastecimento de água, o 
esgotamento sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e a dre-
nagem e manejo das águas pluviais urbanas (INSTITUTO TRATA BRASIL, 
2018). Saneamento é um fator essencial para o desenvolvimento econômico 
e social de um país. Os serviços de água tratada, de coleta e tratamento dos 
esgotos levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, sobretudo na 
saúde infantil, com redução da mortalidade infantil e melhorias na educação. 
Tembém levam à expansão do turismo, valorização dos imóveis, melhoria 
da renda do trabalhador, despoluição dos rios e preservação dos recursos 
hídricos, etc.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta algumas medidas para 
promover o saneamento básico:
  instalação e manutenção de esgotos sanitários;
  drenagem das águas pluviais;
  administração do nível de poluição do meio ambiente;
  planejamento para ocupação dos territórios levando em conta o 
saneamento;
  abastecimento da população com água potável;
  administração da quantidade de insetos e animais nocivos à saúde 
humana;
  coleta de lixo e sua adequação;
  saneamento dos lares, locais de trabalho e de lazer.
Aspectos relevantes da Lei nº. 11.445/2007
A Lei nº. 11.445/2007 cria as diretrizes básicas para a organização dos serviços 
de saneamento básico no Brasil. Entre as quais, pode-se destacar (BRASIL, 
2007):
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II2
a) Definição: a lei define saneamento básico como o conjunto de serviços, 
infraestruturas e instalações operacionais de:
 ■ abastecimento de água potável, compreendendo desde a captação até 
as ligações prediais e respectivos instrumentos de medição; 
 ■ esgotamento sanitário, compreendendo a coleta, o transporte, o tra-
tamento e a disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde 
as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente;
 ■ limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, compreendendo a 
coleta, o transporte, o transbordo, o tratamento e o destino final 
do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de 
logradouros e vias públicas; 
 ■ drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, compreendendo o 
transporte, a detenção ou a retenção para o amortecimento de vazões 
de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas 
nas áreas urbanas.
b) Titularidade: a lei não aborda diretamente a questão da titularidade 
dos serviços de saneamento básico. A esse respeito, determina apenas 
que o titular deve prestar os serviços diretamente ou deve:
 ■ delegar a organização, a regulação, a fiscalização dos serviços a 
outros entes da federação por meio de consórcios públicos e convênios 
de cooperação entre os entes federados; 
 ■ delegar a prestação dos serviços a ente que não integre a adminis-
tração do titular por meio de contrato, sendo vedada a disciplina 
mediante convênios, termos de parceria ou outros instrumentos de 
natureza precária.
c) Entidade Reguladora: a lei prevê a criação de uma entidade regula-
dora, que deve editar normas sobre as dimensões técnicas, econômicas 
e sociais de prestação dos serviços. A entidade reguladora deve ter 
autonomia administrativa, orçamentária e financeira para que possa 
atuar com independência decisória e transparência.
Além disso, de acordo com Pereira Júnior (2008), a Lei nº. 11.445/2007 
apresenta alguns dispositivos quanto à regularização dos serviços de sanea-
mento básico:
  Reconhecimento da necessidade de que os serviços de saneamento 
tenham sustentabilidade econômica.
  Visão equilibrada da função social do saneamento. O saneamento é 
importante para a saúde pública, para o meio ambiente e para o bem-
3Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
-estar geral da sociedade, mas, como um “serviço público”, tem de ter 
sustentabilidade econômica para garantir sua prestação com qualidade, 
confiabilidade e continuidade.
  Possibilidade de resolução gradual dos problemas ambientais decorrentes 
da deficiência ou ausência de serviços de saneamentobásico.
  Regulamentação da prestação regionalizada de serviços de saneamento 
básico, criando condições legais estáveis para a atuação de entidades e 
empresas estaduais, municipais e privadas em vários municípios, com 
ganhos de escala e otimização de recursos logísticos, administrativos, 
técnicos e operacionais.
  Elaboração de planos de saneamento básico, compatibilizando os quatro 
serviços que o compõem, além da elaboração de mecanismos de controle 
social e de sistema de informações sobre os mesmos.
  Formalização por contrato de toda relação entre titular e prestadores 
de serviços e entre prestadores de etapas complementares do mesmo 
serviço.
  Planejamento e regulação de todos os serviços. A lei fornece o conteúdo 
mínimo da regulação e permite que o planejamento seja elaborado 
mediante cooperação de outras entidades, inclusive prestadores de 
serviços. Também permite e delegação da regulação a outras entidades, 
inclusive de outros entes da federação, e a consórcios de municípios.
  Estabelecimento de diretrizes econômicas e sociais, as quais incluem 
as regras gerais para a cobrança dos serviços de saneamento — tarifas, 
taxas e tributos, além das formas de quantificação dos serviços, como 
o volume de água consumida e de esgoto coletado e a quantidade de 
lixo coletado.
  Estabelecimento de diretrizes técnicas para a prestação de serviços 
de saneamento básico: requisitos mínimos de qualidade, regularidade 
e continuidade. A lei centraliza na União a definição de parâmetros 
mínimos de potabilidade da água para o abastecimento público, o que 
já é feito pelo Ministério da Saúde. Estabelece condições específicas 
para o licenciamento ambiental de unidades de tratamento de esgotos 
e de resíduos gerados pelos processos de tratamento de água. Torna 
obrigatória a ligação de toda edificação nas redes públicas de água e 
de esgotos.
  Controle social dos serviços de saneamento básico, remetendo aos 
titulares dos serviços a definição da forma como esse controle será 
organizado e exercido.
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II4
Diretrizes nacionais para o saneamento básico
A superação das desigualdades sociais no acesso aos serviços públicos de 
saneamento básico é questão fundamental para alavancar a área e cumprir 
seu objetivo de universalização no atendimento à população, conforme esta-
belecido nas diretrizes nacionais e na Política Federal de Saneamento Básico 
(BRASIL, 2007). 
Conforme art. 48 da Lei nº. 11.445/2007, a União deve respeitar as seguintes 
diretrizes (BRASIL, 2007):
  prioridade para as ações que promovam a equidade social e territorial 
no acesso ao saneamento básico;
  aplicação dos recursos financeiros, de modo a promover o desenvolvi-
mento sustentável, sua eficiência e eficácia;
  estímulo ao estabelecimento de adequada regulação dos serviços;
  utilização de indicadores epidemiológicos e de desenvolvimento so-
cial no planejamento, implementação e avaliação das suas ações de 
saneamento básico;
  melhoria da qualidade de vida e das condições ambientais e de saúde 
pública;
  colaboração para o desenvolvimento urbano e regional;
  garantia de meios adequados para o atendimento da população rural 
dispersa, inclusive mediante à utilização de soluções compatíveis com 
suas características econômicas e sociais peculiares;
  fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico, à adoção de 
tecnologias apropriadas e à difusão dos conhecimentos gerados;
  adoção de critérios objetivos de elegibilidade e prioridade, levando 
em consideração fatores como nível de renda e cobertura, grau de 
urbanização, concentração populacional, disponibilidade hídrica, riscos 
sanitários, epidemiológicos e ambientais;
  adoção da bacia hidrográfica como unidade de referência para o pla-
nejamento de suas ações;
  estímulo à implementação de infraestruturas e serviços comuns a mu-
nicípios, mediante mecanismos de cooperação entre entes federados.
  estímulo ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de equipamentos e 
métodos economizadores de água.
5Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
 Em relação ao Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), ele deve 
ser elaborado obrigatoriamente pelo titular dos serviços municipais de sa-
neamento básico. Trata-se de instrumento fundamental para que os gestores 
públicos possam controlar ou conceder os serviços de abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e limpeza 
urbana e manejo dos resíduos sólidos. 
A Lei nº. 11.445/2007 define como funções essenciais da gestão dos serviços 
públicos de saneamento básico o planejamento, a regulação, a prestação e a 
fiscalização dos serviços e o controle social. O plano de saneamento básico 
será revisto periodicamente, em prazo não superior a quatro anos. O PMSB 
é o documento básico do planejamento, contemplando os modelos de gestão, 
as metas, os projetos e as respectivas tecnologias e as estimativas dos custos 
dos serviços. Ele deverá ser elaborado de acordo com os princípios/diretrizes 
da lei. Estas diretrizes são, de acordo com a Fundação Nacional de Saúde — 
FUNASA (BRASIL, 2012):
  universalização do acesso com integralidade, segurança, qualidade e 
regularidade na prestação dos serviços;
  promoção da saúde pública, segurança da vida e do patrimônio, proteção 
do meio ambiente;
  articulação com as políticas de desenvolvimento urbano, saúde, proteção 
ambiental e interesse social;
  adoção de tecnologias apropriadas às peculiaridades locais e regionais;
  uso de soluções graduais e progressivas e integração com a gestão 
eficiente de recursos hídricos;
  gestão com transparência baseada em sistemas de informação, processos 
decisórios institucionalizados e controle social;
  promoção da eficiência e sustentabilidade econômica, considerando a 
capacidade de pagamento dos usuários.
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II6
O Quadro 1 apresenta os princípios de uma política básica de saneamento.
Princípio Definição
Universalidade As ações e serviços públicos de saneamento básico, além de 
serem, fundamentalmente, de saúde pública e de proteção 
ambiental, são também essenciais à vida, um direito social 
básico e um dever do Estado. Assim, o acesso aos serviços 
de saneamento básico deve ser garantindo a todos os 
cidadãos mediante tecnologias apropriadas à realidade 
socioeconômica, cultural e ambiental.
Integralidade 
das ações
As ações e os serviços públicos de saneamento básico devem 
ser promovidos de forma integral, em face da grande inter-
relação entre os seus diversos componentes, principalmente, 
o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo 
de águas pluviais, o manejo de resíduos sólidos e o controle 
ambiental de vetores e reservatórios de doenças. Muitas 
vezes, a efetividade, a eficácia e a eficiência de uma ação 
de saneamento básico dependem da existência dos outros 
componentes.
Igualdade A igualdade diz respeito aos direitos iguais, independentemente 
de etnia, credo, situação socioeconômica. Ou seja, 
considera-se que todos os cidadãos têm direitos iguais no 
acesso a serviços públicos de saneamento básico de boa 
qualidade.
Participação e 
controle social
A participação social na definição de princípios e diretrizes de 
uma política pública de saneamento básico, no planejamento 
das ações, no acompanhamento da sua execução e na 
sua avaliação constitui-se um ponto fundamental para 
democratizar o processo de decisão e implementação das 
ações de saneamento básico. Essa participação pode ocorrer 
com o uso de diversos instrumentos, como conferência e 
conselhos.
 Quadro 1. Princípios e elementos para a realização do plano municipal de saneamento 
básico
(Continua)
7Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
 Fonte: Adaptado de Brasil (2012).
Princípio Definição
Titularidade 
municipal
Uma vez que os serviços públicos de saneamento básico são de 
interesselocal e o poder local tem a competência para organizá-
los e prestá-los, o município é o titular do serviço. Uma política 
de saneamento básico deve partir do pressuposto de que o 
município tem autonomia e competência para organizar, regular, 
controlar e promover a realização dos serviços de saneamento 
básico de natureza local, no âmbito de seu território; pode 
fazê-lo diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, 
associado com outros municípios ou não, respeitando as 
condições gerais estabelecidas na legislação nacional sobre o 
assunto. A gestão municipal deve se basear no exercício pleno da 
titularidade e da competência municipal na implementação de 
instâncias e instrumentos de participação e controle social sobre 
a prestação dos serviços em âmbito local, qualquer que seja a 
natureza dos prestadores, tendo como objetivo maior promover 
serviços de saneamento básico justos do ponto de vista social.
Gestão pública Os serviços públicos de saneamento básico são, por sua natureza, 
públicos, prestados sob regime de monopólio, essenciais e vitais 
para a vida humana, em face da sua capacidade de promover 
a saúde pública e fazer o controle ambiental. Esses serviços, 
conforme o art. 4º, são indispensáveis para a elevação da 
qualidade de vida das populações urbanas e rurais. Contribuem 
também para o desenvolvimento social e econômicos. Sendo 
um direito social e uma medida de saúde pública, a gestão dos 
serviços deve ser de responsabilidade do poder público.
Articulação 
ou integração 
institucional
As ações dos diferentes componentes e instituições da área 
de saneamento básico são, geralmente, promovidas de forma 
fragmentada no âmbito da estrutura governamental. Essa prática 
gera, na maioria das vezes, pulverização de recursos financeiros, 
materiais e humanos. A articulação e integração institucional 
representam importantes mecanismos de uma política pública 
de saneamento básico, uma vez que permitem compatibilizar 
e racionalizar a execução de diversas ações, planos e projetos, 
ampliando a eficiência, efetividade e eficácia de uma política. 
A área de saneamento básico tem interface com as de saúde, 
desenvolvimento urbano e rural, habitação, meio ambiente e 
recursos hídricos, entre outras. A conjugação de esforços dos 
diversos organismos que atuam nessas áreas oferece um grande 
potencial para a melhoria da qualidade de vida da população.
 Quadro 1. Princípios e elementos para a realização do plano municipal de saneamento 
básico
(Continuação)
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II8
Atividades e estruturas contempladas no 
saneamento básico
Mesmo que nos dias atuais tenhamos uma lei para reger o saneamento básico, 
é direito e dever de cada cidadão atentar às boas práticas e formas de garantir 
o avanço do desenvolvimento de uma vida saudável e que abranja não só uma 
parte da população, mas o todo. De acordo com a Lei nº. 11.445/2007, entre 
as ações de saneamento há aquelas que nós chamamos de “básicas”, compre-
endendo o abastecimento de água, a acesso a rede coletora e tratamento de 
esgoto, o acesso a coleta e destinação de resíduos sólidos e a drenagem de 
águas pluviais. 
Cada um desses serviços tem peculiaridades próprias, e devem ser tratados 
com tecnologias atualizadas e compatíveis com o grau de desenvolvimento de 
cada município. Independentemente do estágio socioeconômico, o zelo e os 
cuidados pela boa funcionalidade desses sistemas indicam o estágio cultural, 
organizacional e de desenvolvimento de seus habitantes. A ausência desses 
serviços tem como resultados condições de saúde precárias e incidência de 
doenças, principalmente de veiculação hídrica. Mas o que engloba essas 
categorias? A seguir, você vai ver um pequeno resumo de cada uma.
Distribuição de água potável
A água é um componente essencial do nosso corpo e desempenha um papel 
vital na manutenção do nosso equilíbrio. De acordo com Von Sperling (2005) 
e Marengo (2008), entre os principais usos da água estão o abastecimento 
doméstico, o abastecimento industrial, a irrigação, a dessedentação do homem 
e dos animais, a preservação da fl ora e da fauna, a recreação e lazer, a criação 
de espécies, a geração de energia elétrica, a navegação, a harmonia paisagística 
e a diluição e transporte de despejos. 
Na América Latina, a agricultura se destaca como principal consumidora 
de água. A área industrial ocupa o segundo lugar, seguida do uso doméstico. 
O consumo diário de água é muito variável ao redor do globo. Além da dis-
ponibilidade do local, o consumo médio de água está fortemente relacionado 
ao nível de desenvolvimento do país e ao nível de renda das pessoas. Uma 
pessoa necessita de, pelo menos, 40 litros de água por dia para beber, tomar 
banho, escovar os dentes, lavar as mãos, cozinhar, etc.
9Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
Em território brasileiro encontram-se 12% da água doce do mundo, porém ela não 
está igualmente distribuída. No Norte encontram-se 68,5% dos recursos hídricos, já no 
Nordeste, apenas 3,3% de água são encontrados, Sudeste 6%, Sul 6,5% e Centro-oeste 
15,7% (TOMAZ, 2001; BOTEGA, 2007).
No Brasil, a região hidrográfica amazônica detém 73,6% dos recursos hídricos su-
perficiais. Ou seja, a vazão média dessa região é quase três vezes maior que a soma 
das vazões das demais regiões hidrográficas. A segunda maior região, em termos de 
disponibilidade hídrica, é a do Tocantins/Araguaia, com 13.624 m3 /s (7,6%), seguida da 
região do Paraná, com 11.453 m3 /s (6,4%). As bacias com menor vazão são, respecti-
vamente: Parnaíba, com 763 m3 /s (0,4%); Atlântico Nordeste Oriental, com 779 m3 /s 
(0,4%) e Atlântico Leste, com 1.492 m3 /s (0,8%).
Coleta e tratamento de esgoto
Esgoto consiste em resíduos líquidos provenientes de diversas atividades que, 
em sua maioria, utilizam água em áreas como cozinha e sanitários. Os esgotos 
domésticos contém aproximadamente 99,9 % de água, sendo o restante (0,1 %) 
composto de sólidos orgânicos e inorgânicos, bem como de microrganismos 
(bactérias, fungos, protozoários, vírus e helmintos). Apesar da baixa porcen-
tagem de poluentes, necessitam ser tratados antes de serem lançados no meio 
ambiente (ROSA; FRACETO; MOSCHINI-CARLOS, 2012).
As unidades de tratamento de esgoto são conhecida como ETE (Estação de 
Tratamento de Esgoto), onde a água suja passa por vários tipos de tratamento, 
que variam de empresa para empresa. O sistema de coleta é caracterizado 
pelas instalações prediais de esgotos sanitários e pelos componentes de uma 
rede pública de coletores de esgotos (Figura 1).
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II10
Figura 1. Sistema de esgoto sanitário.
Fonte: HIDROSAM (2018).
Muitas zonas rurais ou imóveis isolados das grandes cidades ainda sofrem com a falta 
de tratamento correto de esgoto. A fossa séptica pode ser uma importante aliada para 
solucionar esse problema. dela é um reservatório subterrâneo para o qual o esgoto 
é destinado. Essa unidade trata o esgoto, realizando a separação físico-química da 
matéria sólida e, posteriormente, conduz os materiais, já livres de contaminação, a um 
sumidouro — poços profundos que permitem a entrada dos efluentes. 
Coleta e manejo de resíduos sólidos
A coleta seletiva é o primeiro e o mais importante passo para encaminhar os 
vários tipos de resíduos para reciclagem ou destinação fi nal ambientalmente 
correta, pois o resíduo separado corretamente deixa de ser lixo. A coleta 
seletiva de lixo é de extrema importância para a sociedade. Com ela, todos os 
resíduos são devidamente descartados e evita-se a poluição do solo e dos lençóis 
11Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
freáticos, além da poluição das ruas e esgotos, que pode causar enchentes e, 
consequentemente, grandes prejuízos aos cofres públicos e aos moradores das 
cidades (ROSA; FRACETO; MOSCHINI-CARLOS, 2012).
Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas
O sistema de drenageme manejo de águas pluviais urbanas pode ser defi nido 
como o conjunto de obras, equipamentos e serviços projetados para receber o 
escoamento superfi cial das águas da chuva que caem nas áreas urbanas. A água 
da chuva é coletada nas ruas, estacionamentos e áreas verdes e encaminhada 
aos córregos, lagos ou rios. Para manter o sistema em funcionamento, algumas 
ações simples são essenciais:
  evitar o descarte de lixo nas ruas;
  não fazer ligações de esgoto na rede pluvial;
  manter áreas permeáveis nos lotes.
A Figura 2 ilustra uma possível consequência da ineficiência da drenagem 
de águas pluviais urbanas. 
Figura 2. As enchentes podem ser uma consequência da drenagem de águas 
pluviais urbanas ineficiente.
Fonte: AMFPhotography/Shutterstock.com
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II12
Segundo Castro et al. (2003), a principal causa das enchentes é a ocor-
rência de chuvas intensas e concentradas. Entretanto, também podem estar 
relacionadas com causas indiretas, como o assoreamento dos rios, a redução 
da capacidade de infiltração do solo, o estrangulamento dos leitos dos rios e 
o rompimento de barragens. Frank e Sevegnani (2009) comentam que não são 
apenas os eventos intensos que provocam enchentes — elas estão relacionadas 
também com a saturação de umidade do solo, devido a precipitações com 
intensidades menores.
1. Conforme o art. 2º da Lei nº. 
11.445/07, os serviços públicos 
de saneamento básico serão 
prestados com base nos seguintes 
princípios fundamentais:
a) utilização de tecnologias 
apropriadas, considerando 
apenas a capacidade de 
pagamento dos usuários.
b) abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, limpeza 
urbana e manejo dos resíduos 
sólidos realizados de formas 
adequadas à saúde pública e à 
proteção do meio ambiente.
c) disponibilidade, em todas as 
áreas rurais, de serviços de 
drenagem e de manejo das 
águas pluviais adequados à 
saúde pública e à segurança 
da vida e do patrimônio 
público e privado.
d) integração das infraestruturas 
e produtos com a gestão 
eficiente dos recursos hídricos.
e) adoção de métodos, técnicas 
e processos que considerem 
apenas as peculiaridades locais.
2. Para efeitos da Lei nº. 11.445/2007, 
considera-se saneamento básico o 
conjunto de serviços, infraestruturas 
e instalações operacionais de:
a) abastecimento de água potável, 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
necessárias ao abastecimento 
público de água potável, desde 
a captação até as ligações 
prediais e os respectivos 
instrumentos de medição.
b) limpeza urbana e manejo de 
resíduos sólidos: conjunto de 
atividades, infraestruturas e 
instalações operacionais de 
coleta e tratamento e destino 
final do lixo doméstico e do 
lixo originário da varrição 
e limpeza de logradouros 
e de vias públicas.
c) drenagem e manejo das 
águas pluviais urbanas, sendo 
o conjunto de atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de drenagem 
urbana de águas pluviais, 
tratamento e disposição final 
das águas pluviais drenadas 
nas áreas urbanas.
d) a universalização, sendo a 
ampliação progressiva do 
13Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
acesso de todos os domicílios 
ocupados ao saneamento básico, 
localizados em zonas rurais.
e) localidades de pequeno porte, 
como vilas, aglomerados rurais, 
povoados, núcleos, lugarejos, 
exceto as aldeias, assim definidos 
pela Fundação Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística (IBGE).
3. Para efeitos da Lei nº. 11.445/2007, 
assinale a alternativa que define 
corretamente esgotamento sanitário.
a) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta, 
transporte, tratamento e 
disposição final adequados 
dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais 
até o seu lançamento final 
no meio ambiente.
b) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta e 
disposição final adequados 
dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais 
até o seu lançamento final 
no meio ambiente.
c) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta, 
transporte, tratamento 
dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais 
até o seu lançamento final 
no meio ambiente.
d) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de tratamento 
dos esgotos sanitários desde 
as ligações prediais até a 
metade do processo.
e) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações de 
transporte desde as ligações 
prediais até o seu lançamento 
final no meio ambiente.
4. Conforme Capítulo IV, Do 
Planejamento, da Lei nº. 11.445/07, 
art. 19, a prestação de serviços 
públicos de saneamento básico 
observará o plano, que poderá 
ser específico para cada serviço 
e terá a seguinte abrangência:
a) o plano não poderá ser 
específico para cada serviço, e 
deve sim abranger, no mínimo, 
o diagnóstico da situação e de 
seus impactos nas condições 
de vida, utilizando sistema 
de indicadores sanitários, 
epidemiológicos, ambientais e 
socioeconômicos, e apontando 
as causas das deficiências 
detectadas; os objetivos e metas 
de curto e longo prazos para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessários para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para emergências e 
contingências; os mecanismos 
e procedimentos para a 
avaliação sistemática da eficácia 
das ações programadas.
b) o plano poderá ser específico 
para cada serviço, e deve 
sim abranger, no mínimo, o 
diagnóstico da situação e de 
seus impactos nas condições 
de vida, utilizando sistema 
de indicadores sanitários, 
epidemiológicos, ambientais e 
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II14
socioeconômicos, e apontando 
as causas das deficiências 
detectadas; os objetivos e metas 
de curto e longo prazos para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessárias para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para emergências e 
contingências; os mecanismos e 
procedimentos para a avaliação 
sistemática da eficiência e 
eficácia das ações programadas.
c) o plano poderá ser específico 
para cada serviço, e deve, 
sim, abranger, no mínimo, o 
diagnóstico da situação e de seus 
impactos nas condições de vida, 
utilizando sistema de indicadores 
sanitários, epidemiológicos, 
ambientais e socioeconômicos, 
e apontando as causas das 
deficiências detectadas; os 
objetivos e metas de curto, 
médio e longo prazos para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessárias para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para contingências; os 
mecanismos e procedimentos 
para a avaliação sistemática 
da eficiência e da eficácia 
das ações programadas.
d) o plano deve incluir o 
diagnóstico da situação e de 
seus impactos nas condições 
de vida, utilizando sistema 
de indicadores sanitários, 
epidemiológicos, ambientais e 
socioeconômicos, e apontando 
as causas das deficiências 
detectadas; os objetivos e 
metas de curto prazo para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessárias para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para emergências; os 
mecanismos e procedimentos 
para a avaliação sistemática 
da eficiência e da eficácia 
das ações programadas.
e) o plano deve incluir o 
diagnóstico da situação e de seus 
impactos nas condições de vida, 
utilizando sistema de indicadores 
sanitários, epidemiológicos, 
ambientais e socioeconômicos, 
e apontando as causas das 
deficiências detectadas; os 
objetivos e metas de curto, 
médio e longo prazos para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessárias para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para emergências e 
contingências; osmecanismos e 
procedimentos para a avaliação 
sistemática da eficiência e 
eficácia das ações programadas.
5. Conforme Capítulo IX, Da Política 
Federal de Saneamento Básico, 
da Lei nº. 11.445/07, art. 48, a 
União, no estabelecimento de sua 
política de saneamento básico, 
observará as seguintes diretrizes:
a) adoção de uma referência para 
o planejamento das ações, 
exceto a bacia hidrográfica.
b) prioridade para as ações 
que promovam a equidade 
social e territorial no acesso 
ao saneamento básico.
c) melhoria da qualidade de vida 
e das condições ambientais.
d) utilização de indicadores 
epidemiológicos e de 
desenvolvimento social no 
planejamento das suas ações 
de saneamento básico.
15Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
e) fomento ao desenvolvimento 
científico e tecnológico e 
à adoção de tecnologias 
apropriadas.
BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Política e plano municipal de saneamento básico. 
Brasília, DF: FUNASA, 2012. 
BRASIL. Lei nº. 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o 
saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 
11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; 
revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Brasília, DF, 
2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/
l11445.htm>. Acesso em: 13 jun. 2018.
BOTEGA, G. C. C. Estudo e proposta de reciclagem das águas em indústria alimentícia. 
Lajeado, RS: Centro Universitário Univates, 2007.
CASTRO, A. L. C. et al. Manual de desastres: desastres naturais. Brasília, DF: Ministério 
da Integração Nacional, 2003. v. 1.
FRANK, B.; SEVEGNANI, L. (Org.). Desastre de 2008 no Vale do Itajaí: água, gente e política. 
Blumenau, SC: Agência de Água do Vale do Itajaí, 2009.
HIDROSAM. Saneamento básico e sua relação com o meio ambiente. 2018. Disponível 
em: <http://www.hidrosam.com.br/noticias/detalhe/saneamento-basico-e-sua-
relacao-com-meio-ambiente>. Acesso em: 13 jun. 2018.
INSTITUTO TRATA BRASIL. A importância da política de saneamento básico. 2018. Dispo-
nível em: http://www.tratabrasil.org.br/blog/2016/06/06/a-importancia-da-politica-
de-saneamento-basico/. Acessado em: 19 de maio de 2018.
MARENGO, J. A., Água e mudanças climáticas. São Paulo: Instituto de Estudos Avançados 
da Universidade de São Paulo, 2008.
PEREIRA JÚNIOR, J. de S. Aplicabilidade da lei 11.445/2007: diretrizes nacionais para 
o saneamento básico. Brasília, DF, 2008. Disponível em: <http://www.daaerioclaro.
sp.gov.br/arquivos/regulacao/04-A-aplicacao-da-Lei-de-Saneamento-2.pdf>. Acesso 
em: 21 maio 2018.
ROSA, A. H.; FRACETO, L. F.; MOSCHINI-CARLOS, V. (Org.). Meio ambiente e sustentabi-
lidade. Porto Alegre: Bookman, 2012.
TOMAZ, P. Economia de água: para empresas e residenciais. São Paulo: Navegar, 2001.
VON SPERLING, M. V. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 
3. ed. Belo Horizonte: UMFG, 2005. (Princípios do tratamento biológico de águas 
residuárias, 1).
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II16
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
O vídeo a seguir apresenta tópicos importantes preconizados na Lei no 11.445/07 e relacionados 
aos quatro eixos do saneamento: abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana 
e drenagem de águas superficiais.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) Conforme o Art. 2o da Lei 11.445/07, os serviços públicos de saneamento básico serão 
prestados com base nos seguintes princípios fundamentais:
A) utilização de tecnologias apropriadas, considerando apenas a capacidade de pagamento dos 
usuários.
B) abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos 
sólidos realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente.
C) disponibilidade, em todas as áreas rurais, de serviços de drenagem e de manejo das águas 
pluviais adequados à saúde pública e à segurança da vida e do patrimônio público e 
privado.
D) integração das infraestruturas e produtos com a gestão eficiente dos recursos hídricos.
E) adoção de métodos, técnicas e processos que considerem apenas as peculiaridades locais.
2) Para os efeitos da Lei no 11.445/2007, considera-se saneamento básico o conjunto de 
serviços, infraestruturas e instalações operacionais de:
abastecimento de água potável, constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações A) 
necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações 
prediais e os respectivos instrumentos de medição.
B) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades, infraestruturas e 
instalações operacionais de coleta e tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo 
originário da varrição e limpeza de logradouros e de vias públicas.
C) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, sendo o conjunto de atividades, 
infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, 
tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas.
D) a universalização, sendo a ampliação progressiva do acesso de todos os domicílios 
ocupados ao saneamento básico, localizados em zonas rurais.
E) localidade de pequeno porte, como vilas, aglomerados rurais, povoados, núcleos, 
lugarejos, exceto as aldeias, assim definidos pela Fundação Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE).
3) Para os efeitos da Lei no 11.445/2007, assinale a alternativa que define corretamente 
esgotamento sanitário.
A) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos 
sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
B) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta e disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as 
ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
C) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta, transporte, tratamento dos esgotos sanitários, desde as ligações 
prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
D) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações 
operacionais de tratamento dos esgotos sanitários desde as ligações prediais até a metade 
do processo.
E) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações de 
transporte desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
4) Conforme Capítulo IV - Do Planejamento - Lei no 11.445/07, Art. 19, a prestação de 
serviços públicos de saneamento básico observará plano, que poderá ser específico 
para cada serviço, o qual abrangerá, no mínimo:
A) O plano não poderá ser específico para cada serviço, sendo que deve sim abranger no 
mínimo, o diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando 
sistema de indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e 
apontando as causas das deficiências detectadas; Objetivos e metas de curto e longo prazos 
para a universalização; Programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e 
as metas; Ações para emergências e contingências; Mecanismos e procedimentos para a 
avaliação sistemática da eficácia das ações programadas.
B) O plano, poderá ser específico para cada serviço, sendo que deve, sim, abranger, no 
mínimo, o diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando 
sistema de indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e 
apontando as causas das deficiências detectadas; objetivos e metas de curto e longo prazos 
para a universalização; programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos eas metas; ações para emergências e contingências; mecanismos e procedimentos para a 
avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas.
C) O plano poderá ser específico para cada serviço, sendo que deve, sim, abranger, no 
mínimo, o diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando 
sistema de indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e 
apontando as causas das deficiências detectadas; objetivos e metas de curto, médio e longo 
prazos para a universalização; programas, projetos e ações necessárias para atingir os 
objetivos e as metas; ações para contingências; mecanismos e procedimentos para a 
avaliação sistemática da eficiência e da eficácia das ações programadas.
D) O diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de 
indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as 
causas das deficiências detectadas; objetivos e metas de curto prazo para a universalização; 
programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas; ações para 
emergências; mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e da 
eficácia das ações programadas.
E) O diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de 
indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as 
causas das deficiências detectadas; objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a 
universalização; programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as 
metas; ações para emergências e contingências; mecanismos e procedimentos para a 
avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas.
5) Conforme Capítulo IX - Da Política Federal de Saneamento Básico - Lei no 
11.445/07, Art. 48. A União, no estabelecimento de sua política de saneamento básico, 
observará as seguintes diretrizes:
A) Adoção de uma referência para o planejamento das ações, exceto a bacia hidrográfica.
B) Prioridade para as ações que promovam a equidade social e territorial no acesso ao 
saneamento básico.
C) Melhoria da qualidade de vida e das condições ambientais.
D) Utilização de indicadores epidemiológicos e de desenvolvimento social no planejamento 
das suas ações de saneamento básico.
E) Fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico, à adoção de tecnologias 
apropriadas.
NA PRÁTICA
Veja o exemplo, na prática, de um projeto viável, que traça diretrizes a respeito da limpeza 
urbana de um município, começando, primeiro, por um grande bairro, a fim de testar a 
eficiência da iniciativa:
O descarte irregular será proibido tanto em áreas públicas quanto em particulares.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Lei no 11.445, de 5 de janeiro de 2007:
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
LEITE, Carlos. Cidades sustentáveis, cidades inteligentes: desenvolvimento sustentável 
num planeta urbano. Porto Alegre: Bookman, 2012.
Indicadores microbianos: qualidade da 
água e do solo
APRESENTAÇÃO
A qualidade da água e do solo é fator importante para a saúde da população e do meio ambiente, 
uma vez que todas as formas de vida existentes na Terra dependem da água, que é recurso 
fundamental para a existência da vida. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar o uso 
de indicadores biológicos no monitoramento da qualidade da água e do solo. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Explicar a importância da qualidade da água e do solo.•
Reconhecer a legislação aplicada à qualidade da água e do solo.•
Indicar fatores importantes na escolha de uso de indicadores para o monitoramento da 
qualidade da água e do solo.
•
DESAFIO
Você é gestor ambiental e está trabalhando em uma estação de tratamento de água (ETA) para 
posterior distribuição de um dado do município à população. 
INFOGRÁFICO
O infográfico a seguir apresenta um esquema sintético do funcionamento do 
biomonitoramento da qualidade da água e do solo.
O biomonitoramento feito por meio do uso de macroinvertebrados bentônicos como 
bioindicadores é perfeitamente aceito como ferramenta na avaliação da qualidade da água.
CONTEÚDO DO LIVRO
"Poluição da água" é o título do capítulo 7 do livro "Química ambiental" (9ª edição), obra 
utilizada como base teórica para esta Unidade de Aprendizagem. É neste capítulo que você vai 
iniciar sua leitura: desde a natureza e os tipos de poluentes aquáticos até os tipos de semimetais 
e metais que poluem a água. O último tópico indicado para leitura é o 7.5: "Os metais e 
semimetais organicamente ligados".
Boa leitura.
Ronei Tiago Stein
MEIO AMBIENTE
Revisão técnica:
Vanessa de Souza Machado
Mestre e Doutora em Ciências
Graduada em Ciências Biológicas
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB – 10/2147
M499 Meio ambiente [recurso eletrônico] / Ronei Tiago Stein
... [et al.]; [revisão técnica : Vanessa de Souza Machado]. – 
Porto Alegre : SAGAH, 2018.
ISBN 978-85-9502-573-8
Engenharia de produção. 2. Meio ambiente. I. Stein,
Ronei Tiago.
CDU 502
Indicadores microbianos: 
qualidade da água e do solo
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Explicar a importância da qualidade da água e do solo.
 � Reconhecer a legislação aplicada à qualidade da água e do solo.
 � Indicar fatores importantes na escolha de indicadores para o moni-
toramento da qualidade da água e do solo.
Introdução
A qualidade da água e do solo é um fator muito importante para a saúde 
da população e do meio ambiente, uma vez que todas as formas de vida 
existentes na Terra dependem da água. 
O fato de a maioria das cidades estarem localizadas junto a rios e ma-
nanciais gera aumento na poluição dessas águas devido ao uso intenso, 
à destinação imprópria dos esgotos e ao lançamento de resíduos indus-
triais nesses efluentes. Também é importante ressaltar a importância da 
qualidade dos solos para a distribuição, manutenção e qualidade da água 
dos reservatórios. Para fiscalizar e estabelecer os parâmetros adequados 
de qualidade das águas e dos solos, contamos com leis específicas, a fim 
de padronizar métodos de tratamento e de classificação. Neste capítulo, 
além de compreender a importância da qualidade da água e do solo, 
você vai estudar o uso de indicadores biológicos no monitoramento da 
sua qualidade.
Importância da qualidade da água e do solo
É essencial proteger a água das fontes poluidoras, já que vida e água possuem 
uma importante dependência relacionada ao dia a dia da sociedade. Na prática, 
a água é uma substância fundamental para os seres vivos, atuando como 
veículo de assimilação e eliminação de muitas substâncias pelos organismos, 
além de servir para manter estável a temperatura corporal (TELLES; COSTA, 
2007). Embora o planeta tenha três quartos de sua superfície coberta por água, 
é necessário considerar que apenas uma parcela dessa quantidade pode ser 
aproveitada para atividades humanas, ou seja, apenas uma pequena parte desse 
total refere-se à água doce (MIERZWA; HESPANHOL, 2005). 
A água pura é um líquido incolor, inodoro, insípido e transparente. Con-
tudo, por ser considerada um dos melhores solventes existentes, raramente é 
encontrada em estado absoluto de pureza. Dos elementos químicos que se tem 
conhecimento, a maioria é encontrada em águas naturais de alguma maneira.
Em relação às fontes de poluição das águas, é importante mencionar que 
um dos fatores que mais impacta essa problemática é a concentração da maioria 
das cidades próxima a rios e mananciais, desencadeando um duplo impacto 
negativo para os recursos hídricos: a intensificação do uso e o aumento da 
poluição. Os recursos hídricos (como rios, reservatórios, praias e baías) nas 
proximidades das áreas urbanas encontram-sepoluídos, principalmente, em 
decorrência do destino inadequado dado a esgotos, efluentes industriais e 
resíduos sólidos. Grandes rios, e mesmo pequenos córregos, que atravessam as 
áreas urbanas são, muitas vezes, usados como receptores de águas servidas e 
depósitos de lixo. Além de problemas de poluição e de proliferação de vetores, 
por ocasião de chuvas intensas, esses cursos de água costumam transbordar, 
ampliando os problemas sanitários e ambientais.
As fontes de poluição dos recursos hídricos podem ser de dois tipos distintos, 
segundo Meybeck (2004):
 � Pontuais: o lançamento dos resíduos domésticos e industriais restrin-
gem-se a um simples ponto, facilitando o sistema de coleta por meio 
de redes ou canais. 
 � Difusas: são caracterizadas por apresentarem múltiplos pontos de 
descarga resultantes do escoamento em áreas urbanas (ou mesmo rurais/
agrícolas), e ocorrem durante os períodos de chuva, atingindo con-
centrações bastante elevadas dos poluentes. A redução dessas fontes, 
geralmente, requer mudanças nas práticas de uso da terra e na melhoria 
de programas de educação ambiental.
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo128
Richter e Neto (1991) comentam que a água possui características físicas, 
químicas e bacteriológicas, determinadas por uma série de parâmetros. Antes 
de analisar e identificar os parâmetros, é preciso saber para qual fim será 
utilizada esta água.
Características físicas da água: cor, turbidez, sabor e odor, temperatura e condu-
tividade térmica.
Características químicas da água: pH, presença de gases dissolvidos na água (como 
O
2
 e CO
2
), alcalinidade, acidez, dureza, cloretos, sulfatos e sólidos totais, impurezas 
orgânicas e nitratos, oxigênio dissolvido, demanda de oxigênio.
Antes de discutirmos sobre a importância da qualidade dos solos, é ne-
cessário compreender o que são solos. O solo pode ser definido como um 
material solto e macio que recobre a superfície da terra, porém, apresenta 
muitas variações, tanto em relação à espessura como em relação às suas 
características, como cor, quantidade e organização das partículas que o 
compõe como, por exemplo, areia, silte, argila, entre outros. O solo é composto 
basicamente de minerais provenientes da degradação das rochas e de material 
orgânico de origem vegetal e/ou animal. O processo de origem dos solos é 
chamado de pedogênese.
Todo o processo de formação do solo começa com a desagregação e a decomposição 
de rochas. Em contato com a atmosfera, as rochas têm sua composição química e suas 
características físicas alteradas pela ação do calor do sol, da água das chuvas, dos ventos 
e de outros fatores ambientais. Em outras palavras, as rochas sofrem intemperismos 
físicos e químicos. 
129Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo
Segundo Coelho et al. (2017), os solos apresentam cinco funções básicas 
no ambiente, que são: 
1. O solo sustenta o crescimento das plantas, além de fornecer suporte 
mecânico, água e nutrientes para as raízes que, por sua vez, distribuem 
para a planta inteira e são essenciais para sua existência. As caracte-
rísticas dos solos podem determinar os tipos de vegetação que neles 
se desenvolvem, sua produtividade e, de maneira indireta, o número 
e tipos de animais (incluindo pessoas) que podem ser sustentados por 
essa vegetação. 
2. As características dos solos determinam o destino da água na superfície 
da Terra, essencial para a nossa sobrevivência. A perda de água, sua 
utilização, contaminação e purificação estão relacionadas à qualidade 
do solo. Se pensarmos que grande parte da água doce existente no 
planeta (rios, lagos e aquíferos) ou já escorreu na superfície do solo ou já 
viajou através dele, percebemos a importância dos solos na distribuição, 
manutenção e qualidade da água dos nossos reservatórios, bem como 
na manutenção da vida na Terra. 
3. O solo desempenha um papel essencial na reciclagem de nutrientes e 
na destinação dos corpos de animais (incluindo o homem) e restos de 
plantas que morrem na superfície da Terra. Se esses corpos e resíduos 
não tivessem sido assimilados pelo solo, reincorporados e convertidos 
em matéria orgânica ou húmus do solo (reciclagem), plantas e animais 
teriam esgotado seus alimentos anos atrás. 
4. O solo é o habitat de muitos organismos. Um punhado de solo pode 
conter bilhões de organismos vivos e mortos, que influenciam as carac-
terísticas do solo, como a porosidade, que é responsável pelo movimento 
e pela manutenção de água e ar no solo. 
5. Os solos não fornecem apenas o material (tijolos, madeira) para a 
construção de nossas casas e edifícios, mas proporcionam a fundação, 
a base para todas as estradas, aeroportos, casas e edifícios erguidos 
pelo homem.
Apesar de a utilização mais evidente do solo ser o cultivo de plantas para a 
produção de alimentos, ele tem outras funções na manutenção da sustentabili-
dade. Ele retém água, regula recursos hídricos e atua como meio de filtração 
e condução de água da precipitação para os aquíferos subterrâneos; tem papel 
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo130
na reciclagem de matérias-primas e nutrientes, além de ser habitat para uma 
variedade de organismos, sobretudo os fungos e as bactérias. Outro aspecto 
é sua interface com a antroposfera, onde representa uma variável importante 
na engenharia, pois é escavado, transferido e terraplanado para a construção 
de estradas, barragens e outras obras (MANAHAN, 2014).
O autor menciona que, em relação à poluição, os solos são receptores de 
grandes quantidades de poluentes como, por exemplo, o material particulado 
lançado pelas chaminés de usinas termelétricas de energia. Fertilizantes, 
pesticidas e outros materiais aplicados ao solo, muitas vezes, contribuem para 
a poluição da água e do ar. Portanto, o solo é um componente-chave nos ciclos 
químicos ambientais e parte importante do capital natural da Terra.
Santos e Daibert (2014) descrevem que a poluição do solo ocorre devido à 
contaminação por substâncias capazes de provocar alterações significativas 
em sua estrutura natural. Para que os alimentos colhidos sejam de qualidade 
e em quantidade suficiente para atender às necessidades da população, o 
solo deve ser fértil, ou seja, deve ser saudável e produtivo. Quando o solo é 
poluído, os alimentos nele cultivados ficam contaminados. Ainda de acordo 
com Santos e Daibert (2014), o solo tem em sua composição: ar, água, matéria 
orgânica e mineral. Essa estrutura possibilita o desenvolvimento das mais 
diversas espécies de plantas que conhecemos. Do solo é retirado, direta ou 
indiretamente, a maior parte dos alimentos consumidos pela humanidade e, se 
estiver contaminado, certamente a saúde das pessoas e dos animais também 
estará́ em risco.
De acordo com Barsano, Barbosa e Viana (2014), existem muitas doenças que, direta 
ou indiretamente, estão relacionadas com o solo. As mais conhecidas são: tétano, 
ancilostomose (amarelão), teníase, ascaridíase (lombriga) e oxiúricas. 
É importante ressaltar que existe diferença entre uma área degradada e uma 
área contaminada. A área degradada é uma área onde ocorreram processos de 
alteração das propriedades físicas e/ou químicas de um ou mais compartimentos 
do meio ambiente. Uma área contaminada é aquela que contém:
131Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo
[…] substâncias ou resíduos em condições que causem ou possam causar 
danos à saúde humana, ao meio ambiente ou a outro bem a proteger, que 
nela tenham sido depositados, acumulados, armazenados, enterrados ou 
infiltrados de forma planejada, acidental ou até mesmo natural (BRASIL, 
c2018, documento on-line).
Assim, uma área contaminada pode ser considerada um caso particular de 
uma área degradada, onde ocorrem alterações, principalmente, das proprie-
dades químicas. A Figura 1 apresenta um exemplo de uma área contaminada 
e uma área degradada.
Figura 1. (a) Área degradada. (b) Área contaminada devido à deposição 
de resíduossobre o solo.
Fonte: Adaptada de (a) Alf Manciagli/Shutterstock.com; (b) Mikadun/Shut-
terstock.com.
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo132
Os maiores cuidados referem-se à contaminação do solo, pois estão rela-
cionados com os seguintes problemas:
 � Riscos à saúde humana: exposição a poluentes químicos perigosos; 
acúmulo de gases em residências a partir de solos e águas subterrâneas 
contaminadas por substâncias voláteis.
 � Danos aos ecossistemas: contaminação das águas superficiais e sub-
terrâneas, utilizadas para abastecimento público e dessedentação de 
animais.
 � Limitações dos usos possíveis do solo: restrições ao desenvolvimento 
urbano/agrícola e redução do valor imobiliário das propriedades.
Em relação às fontes de poluição do solo nos centros urbanos, Abiko e 
Moraes (2009) descrevem que a poluição ocorre, basicamente, de duas formas: 
devido às atividades humanas que provocam alterações em suas características 
e ao lançamento de resíduos no solo. Entre essas fontes de poluição, temos:
 � aplicação de agentes químicos (p. ex., defensivos e pesticidas agrícolas);
 � presença de dejetos oriundos de animais;
 � despejos de resíduos sólidos que, em muitos casos, são lançados no 
ambiente de forma incorreta;
 � lançamento de resíduos líquidos, domésticos ou industriais; 
 � atividades que possam resultar em erosão do solo (p. ex., desmatamento 
e queimadas).
Legislação aplicada para garantir a qualidade 
da água e do solo
A qualidade da água está relacionada diretamente com a qualidade de vida 
das pessoas e com o meio ambiente. Se a água estiver inadequada ao consumo 
humano, poderá se comportar como um dos principais veículos de transmissão 
de doenças (PRATTE-SANTOS; TERRA; BARBIÉRI, 2008). Outro fator 
importante é que a qualidade das águas é fundamental para a manutenção dos 
sistemas aquáticos. Qualquer alteração que ocorra poderá causar prejuízos 
ambientais e econômicos enormes, como a redução da atividade pesqueira, 
o aumento do custo de aquisição da água e do tratamento, além de perdas 
sociais, como a proibição de atividades de recreação em recursos hídricos 
(BILICH; LACERDA, 2005). 
133Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo
De acordo com o Artigo 7º da Resolução do Conselho Nacional do Meio 
Ambiente (CONAMA) nº 357/05 (BRASIL, 2005), os padrões de qualidade 
das águas visam estabelecer limites individuais para cada substância em cada 
classe. Não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitos 
letais ou alteração de comportamento, reprodução ou fisiologia da vida, bem 
como, de restringir os usos preponderantes previstos. 
As variáveis que determinam a qualidade requerida das águas estão defi-
nidas nas concentrações máximas permitidas para determinadas substâncias, 
conforme especificado nas Resoluções CONAMA nº 357/05, 396/08 (BRA-
SIL, 2008) e 430/2011 (BRASIL, 2011), que dispõem sobre a classificação e 
diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas e super-
ficiais, e estabelecem as condições e os padrões de lançamento de efluentes. 
Os indicadores da qualidade da água são separados sob os aspectos físicos, 
químicos e biológicos. O Quadro 1 apresenta os principais parâmetros que 
devem ser investigados em águas, a fim de determinar sua qualidade.
Sobre a legislação que garante a qualidade dos solos, é imprescindível 
mencionar a Resolução nº 420/09. Essa resolução dispõe sobre critérios e 
valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias 
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas 
contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. 
Além disso, descreve que, na ocorrência comprovada de concentrações na-
turais de substâncias químicas que possam causar risco à saúde humana, os 
órgãos competentes deverão desenvolver ações específicas para a proteção da 
população exposta (CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE, 2009).
Porém, é preciso destacar a importância do plano diretor, instituído pela 
Constituição Federal de 1988 que o define como “instrumento básico da política 
de desenvolvimento e de expansão urbana”, regulamentado pela Lei Federal 
n.º10.257/01, mais conhecida como Estatuto da Cidade (BRASIL, 2001), pelo 
Código Florestal — Lei n.º4.771/65 (BRASIL, 1965) e pela Lei de Parcelamento 
do Solo Urbano — Lei n.º 6.766/79 (BRASIL, 1979). O Plano Diretor é o 
eixo da política de desenvolvimento do Município. Sua principal finalidade é 
orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos 
espaços urbanos e rurais na oferta dos serviços públicos essenciais, visando 
assegurar melhores condições de vida para a população.
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo134
Os Estados e Municípios podem apresentar legislações mais restritivas em comparação 
às legislações federais, tanto para a qualidade dos solos como da água. Além disso, 
podem haver legislações específicas para algumas atividades, como a mineração. 
O estado de São Paulo possui três legislações importantes:
 � Resolução SMA nº 42/96: disciplina o licenciamento ambiental das atividades mine-
rárias de extração de areia na Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul (BRASIL, 1996).
 � Resolução SMA nº 69/97: dispõe sobre a extração de areia e argila vermelha na 
bacia hidrográfica do rio Jaguari Mirim (BRASIL, 1997).
 � Resolução SMA nº 3/99: dispõe sobre procedimentos para o licenciamento am-
biental de atividades minerárias (BRASIL, 1999).
Fatores importantes na escolha de 
bioindicadores para água e solo
A crescente degradação ambiental tem impulsionado a busca por indicadores 
sensíveis de qualidade do solo, tanto para a avaliação pontual de um ecossis-
tema, como para predizer quais práticas podem favorecer a recuperação do solo 
(SANTOS; MAIA, 2013). De acordo com Manahan (2014), os bioindicadores de 
poluição aquática são organismos que vivem ou estão intimamente associados 
a corpos hídricos, e fornecem evidências de poluição, tanto pela acumulação 
de poluentes aquáticos, ou seus metabólitos, quanto pelos efeitos devidos à 
exposição a esses poluentes. 
De acordo com Zamoner (2007, documento on-line): 
[...] bioindicadores são fatores bióticos empregados para o reconheci-
mento de condições (passadas, presentes ou futuras) de ecossistemas. 
As espécies estão adaptadas para sobreviver, se reproduzir e realizar 
relações ecológicas em condições ambientais específicas. Desta forma, 
a presença de cada tipo de ser vivo indica características físicas, químicas 
e estruturais do ambiente em que ele se encontra.
135Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo
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137Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo
Os bioindicadores mais utilizados são aqueles capazes de diferenciar os-
cilações naturais (p. ex., mudanças fenológicas, ciclos sazonais de chuva e 
seca) e estresses antrópicos. Os peixes são os bioindicadores mais comuns da 
poluição de ambientes aquáticos, e seus tecidos adiposos (gordura) são os mais 
analisados para detectar poluentes orgânicos persistentes nesses ambientes. 
Existem tipos diferentes de bioindicadores:
 � Sentinelas: introduzidas para indicar níveis de degradação e prever 
ameaças ao ecossistema.
 � Detectores: são espécies locais que respondem a mudanças ambientais 
de forma mensurável.
 � Exploradoras: reagem positivamente a perturbações.
 � Acumuladoras: permitem a verificação de bioacumulação.
 � Sensíveis: modificam acentuadamente o comportamento.
Todos os grupos podem ser bioindicadores, mas os melhores organismos 
para o monitoramento biológico são os macroinvertebrados por serem de 
simples amostra e extrema eficácia e por apresentarem tolerâncias e sensibi-
lidades variadas.
Macroinvertebrados bentônicos são organismos (insetos) aquáticos (fase de 
larva ou adulto), Annelidas (p. ex., minhocas) e moluscos (p. ex., caramujos) 
de hábito bentônico, ou seja, que habitam o fundo (sedimento) de rios e lagos 
aderidos a pedras, cascalhos e folhas ou enterrados na lama ou areia. São 
exemplos de macroinvertebrados bentônicos larvas de mosquitos (insetos), 
como os pertencentes à família Chironomidae (Ordem: Diptera), e minhocas 
d’água, pertencentes à classe Oligochaeta (Annelida). São exemplos de organis-
mos sensíveis à poluição ou à degradação dos ecossistemas aquáticos, insetos 
aquáticos pertencentes às Ordens Plecoptera, Ephemeroptera e Trichoptera e, 
por serem sensíveis, são utilizados como bioindicadores para avaliar a qualidade 
de água. Os macroinvertebrados bentônicos são classificados quanto à sua 
tolerância a mudanças na qualidade das águas, e podem ser encontrados em 
ecossistemas aquáticos naturais, alterados e/ou impactados.
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo138
O uso de bioindicadores tem as seguintes vantagens:
 � são um método simples, rápido e de baixo custo;
 � são muito eficazes, pois fornecem resultados rápidos caso haja algum problema 
ambiental;
 � apresentam resultados rápidos na identificação das causas e dos prováveis efeitos 
de um problema ambiental;
 � permitem avaliar a efetividade de ações mitigadoras tomadas para contornar os 
problemas criados pelo homem.
De acordo com a Moura e Silva (2017), o biomonitoramento só pode ser 
aplicado depois que as ferramentas que serão utilizadas forem selecionadas, 
ou seja, deve-se escolher os bioindicadores com cuidado. 
Os macroinvertebrados bentônicos são animais que vivem associados ao fundo 
de rios, lagos, lagoas e reservatórios em, pelo menos, uma fase de seu ciclo 
vital, e são retidos por tamanho de malha, de 200 a 500 micrômetros. Esse 
grupo é composto por vermes, crustáceos, moluscos e insetos. Eles constituem 
uma importante fonte alimentar para os peixes, são valiosos indicadores da 
degradação ambiental, além de influenciarem a ciclagem de nutrientes, a 
produtividade primária e a decomposição. Por apresentarem vantagens sobre 
a avaliação físico-química, como o fato de serem relativamente sedentários, 
de estarem localizados nos sedimentos, por serem capazes de registrar um 
longo tempo de impactos e de testemunhar os efeitos de diversos poluentes, 
esses animais têm sido amplamente utilizados como bioindicadores de qua-
lidade de água no monitoramento de reservatórios, trechos de importantes 
bacias hidrográficas, sob diferentes níveis de impacto antrópico e na saúde 
de ecossistemas (MOURA E SILVA, 2017, documento on-line).
Pode-se citar como principais bioindicadores:
 � Para a qualidade da água: protozoários, pois são abundantes, apre-
sentam breve tempo de multiplicação, sensibilidade a alterações na 
cadeia trófica e fácil manutenção em laboratórios.
 � Para poluentes do solo: bactérias, fungos e invertebrados que desem-
penhem o papel de bioindicador — tais organismos colaboram para a 
verificação da qualidade do solo quanto a seus atributos físicos, químicos 
e biológicos necessários.
139Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo
A avaliação por meio do biomonitoramento deve ser feita em conjunto com a avaliação 
físico-química (tanto da água como do solo), uma vez que os organismos respondem 
a fatores abióticos.
1. Qual função a seguir não se 
relaciona com as funções do solo?
a) Proteger as águas superficiais 
e subterrâneas.
b) Agir como filtro seminatural 
e como meio de adsorção, 
degradação e transformação 
de substâncias químicas 
e organismos.
c) Servir como meio básico 
para a sustentação da vida.
d) Servir de habitat para 
pessoas, animais, plantas e 
outros organismos vivos.
e) Manter o ciclo da água 
e de nutrientes.
2. Com base na legislação CONAMA 
nº 420/2009, qual é o conceito 
de avaliação preliminar?
a) Uma avaliação inicial, como o 
nome já caracteriza, realizada 
com base nas informações 
históricas e na inspeção do local.
b) Uma avaliação em que 
são identificadas as 
áreas contaminadas.
c) Uma etapa do processo 
de gerenciamento de 
áreas contaminadas.
d) Uma etapa em que se faz a 
medição ou a verificação dos 
contaminantes, que pode 
ser contínua ou periódica.
e) Uma das ações de intervenção 
para a reabilitação de 
área contaminada.
3. Conforme a legislação, são 
definidas classes de qualidade 
dos solos de acordo com a 
concentração de substâncias 
químicas. Qual caracterização a 
seguir está relacionada à Classe 1?
a) Solos com concentrações de 
pelo menos uma substância 
química maior do que o 
valor de investigação.
b) Solos com natureza 
alterada pelas condições 
de contaminação causadas 
pelas diversas substâncias 
presentes na água.
c) Solos com concentrações de, 
pelo menos, uma substância 
química maior do que o valor 
de referência de qualidade 
(VRQ) e menor ou igual 
ao valor de prevenção.
d) Solos com concentrações 
de substâncias químicas 
menores ou iguais ao VRQ.
e) Solos com concentrações de, 
pelo menos, uma substância 
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo140
ABIKO, A.; MORAES, O. B. Desenvolvimento urbano sustentável. Texto Técnico, São 
Paulo, n. 26, 2009. Disponível em: <http://www.pcc.usp.br/files/files/alex/TT26De-
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BILICH, M. R.; LACERDA, M. P. C. Avaliação da qualidade da água do Distrito Federal 
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seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de 
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www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res35705.pdf>. Acesso em: 27 jun. 2018.
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nível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res08/res39608.pdf>. Acesso 
em: 27 jun. 2018.
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zembro de 2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo 
quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerencia-
mento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de 
atividades antrópicas. Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.mma.
gov.br/port/conama/res/res09/res42009.pdf>. Acesso em: 27 jun. 2018.
química maior do que o valor 
de prevenção e menor ou igual 
ao valor de investigação.
4. Qual bactéria pode causar 
infecções cutâneas quando 
está presente na água?
a) Staphylococcus aureus.
b) Leptospira.
c) Pseudomonas aeruginosa.
d) Vibrio cholerae.
e) Salmonella spp.
5. Qual microrganismo a seguir não 
está relacionado com a medição 
de potabilidade da água?
a) Estafilococos.
b) Clostrídios.
c) Baixas concentrações 
de leveduras.
d) Enterococos.
e) Bactérias heterotróficas.
141Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº 430.000, de 13 de maio 
de 2011. Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, comple-
menta e altera a Resolução n o 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional 
do Meio Ambiente-CONAMA. Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: <http://
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BRASIL. Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo Código Florestal. 
Revogada pela Lei nº 12.651, de 2012. Casa Civil - Presidência da República. Disponível 
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l4771.htm>. Acesso em: 27 jun. 2018.
BRASIL. Lei nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979. Dispõe sobre o Parcelamento do 
Solo Urbano e dá outras Providências. Casa Civil - Presidência da República. Disponível 
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l6766.htm>. Acesso em: 27 jun. 2018.
BRASIL. Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da 
Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras pro-
vidências. Casa Civil - Presidência da República. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/Ccivil_03/Leis/LEIS_2001/L10257.htm>. Acesso em: 27 jun. 2018.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Áreas contaminadas. c2018. Disponível em: 
<http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/residuos-perigosos/areas-contami
nadas?tmpl=component&print=1>. Acesso em: 27 jun. 2018.
COELHO, M. R. et al. Solos: tipos, suas funções no ambiente, como se formam e sua 
relação com o crescimento das plantas. In: MOREIRA, F. M. S. et al. (Orgs.). O ecossis-
tema solo. Lavras: ULFA, 2013. 352 p. Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.
br/digital/bitstream/item/94212/1/Ecossistema-cap3C.pdf>. Acesso em: 27 jun. 2018.
MANAHAN, S. E. Química ambiental. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, Porto Alegre, 2014. 
MEYBECK, M. The global change of continental aquatic systems: dominant impacts 
of human activities. Water Science & Technology, London, v. 49, n. 7, p. 73-83, 2004.
MIERZWA, J. C.; HESPANHOL, I. Água na indústria: uso racional e reuso. São Paulo: 
Oficina de Textos, 2005.
MOURA E SILVA, M. S. G. Biomonitoramento. Agência Embrapa de Informação Tecno-
lógica, Brasília, 2017. Disponível em: <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/
agricultura_e_meio_ambiente/arvore/CONTAG01_49_210200792814.html>. Acesso 
em: 27 jun. 2018.
PRATTE-SANTOS, R.; TERRA, V. R.; BARBIÉRI, R. S. Perfectivas da avaliação da quali-
dade da água em rios por intermédio de parâmetros físicos, químicos e biológicos. 
Natureza online, Santa Teresa, v. 6, n. 2, p. 63-65, 2008. Disponível em: <http://www.
naturezaonline.com.br/natureza/conteudo/pdf/03_pratte-santosretal_6365.pdf>. 
Acesso em: 27 jun. 2018.
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo142
RICHTER, C. A.; NETO, J. M. A. Tratamento de água: tecnologia utilizada. São Paulo: 
Blucher, 1991. 
SANTOS, P. R. C.; DAIBERT, J. D. Análise dos solos. São Paulo: Érica; Saraiva, 2014. 
(Infraestrutura).
SANTOS, V. M.; MAIA, L. C. Bioindicadores da qualidade do solo. Anais da Academia 
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jun. 2018.
TELLES, D. A.; COSTA, R. H. P. G. Reuso da água: conceitos, teorias e práticas. São Paulo: 
Blücher, 2007. 
VON SPERLING, M. Introducão à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3. 
ed. Belo Horizonte: Desa/UFMG, 2005. (Princípios do tratamento biológico de águas 
residuárias, 1).
ZAMONER, M. Bioindicadores, relatores ambientais. In: ZAMONER, M. Biologia am-
biental. Curitiba: Protexto, 2007. Disponível em: <http://www.protexto.com.br/texto.
php?cod_texto=371>. Acesso em: 27 jun. 2018.
143Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo
Conteúdo:
 
DICA DO PROFESSOR
O vídeo a seguir explica, de forma geral, o uso de indicadores microbianos para avaliar 
qualidade da água e do solo.
Confira!
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) Dentre as funções listadas a seguir, qual NÃO se relaciona com as funções do solo?
A) Proteger as águas superficiais e subterrâneas.
B) Agir como filtro seminatural e como meio de adsorção, degradação e transformação de 
substâncias químicas e organismos.
C) Servir como meio básico para a sustentação da vida.
D) Servir de habitat para pessoas, animais, plantas e outros organismos vivos.
E) Manter o ciclo da água e de nutrientes.
2) Com base na legislação CONAMA no 420/2009, o conceito de avaliação preliminar é:
A) Uma avaliação inicial, como o nome já caracteriza, realizada com base nas informações 
históricas e na inspeção do local.
B) Uma avaliação em que se identificam as áreas contaminadas.
C) Uma etapa do processo de gerenciamento de áreas contaminadas.
D) Uma etapa em que se faz a medição ou a verificação dos contaminantes, que pode ser 
contínua ou periódica.
E) Uma das ações de intervenção para a reabilitação de área contaminada.
3) Conforme legislação, são definidas classes de qualidade dos solos segundo a 
concentração de substâncias químicas. Qual caracterização a seguir está relacionada 
à Classe 1?
A) Solos com concentrações de pelo menos uma substância química maior do que o valor de 
investigação.
B) Solos com natureza alterada pelas condições de contaminação causadas pelas diversas 
substâncias presentes na água.
C) Solos com concentrações de pelo menos uma substância química maior do que o valor de 
referência de qualidade (VRQ) e menor ou igual ao valor de prevenção.
D) Solos com concentrações de substâncias químicas menores ou iguais ao VRQ.
E) São solos com concentrações de pelo menos uma substância química maior do que o valor 
de prevenção e menor ou igual ao valor de investigação.
4) Qual bactéria pode causar infecções cutâneas quando está presente na água?
A) Staphylococcus aureus.
B) Leptospira.
C) Pseudomonas aeruginosa.
D) Vibrio cholerae.
E) Salmonella spp.
5) Qual microrganismo a seguir NÃO está relacionado com a medição de potabilidade 
da água?
A) Estafilococos
B) Clostrídios
C) Baixas concentrações de leveduras
D) Enterococos
E) Bactérias heterotróficas
NA PRÁTICA
Uma unidade de tratamento da água para consumo humano utilizabioindicadores. Um 
exemplo prático é o controle de microrganismos do grupo coliforme.
Para exemplificar, há uma metodologia que está exposta na Portaria nº 518/MS/05, que 
recomenda a detecção de Escherichia coli. Nesse sentido, a referida portaria cita dois níveis que 
devem ser seguidos para a determinação de águas potáveis:
Portanto, periodicamente a análise de Escherichia coli determina a potabilidade da água de 
abastecimento público.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Dimensionamento de Redes de 
Distribuição de Água
APRESENTAÇÃO
A água é essencial para toda espécie de ser vivo no planeta terra. Ela está tão inserida no nosso 
dia a dia que é praticamente impossível imaginar nossa vida sem ela. Buscando facilitar o acesso 
à água aos humanos, são desenvolvidos sistemas de abastecimento de água, que servem para 
suprir a necessidade que temos dela de forma prática. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai 
entender como os condutos se associam, possibilitando abastecer uma comunidade com água; 
como a rede de distribuição está inserida dentro do sistema de abastecimento de água e como 
dimensionar uma rede de distribuição de água.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Associar condutos em série e em paralelo.•
Calcular a vazão de dimensionamento.•
Dimensionar uma rede de distribuição de água.•
DESAFIO
Ao se deparar com sistemas existentes de abastecimento de água ou concepções de projeto, o 
mais importante é saber a vazão e a perda de carga em cada trecho. Este Desafio apresenta uma 
situação hipotética e complexa em que o objetivo é saber a vazão e a perda de carga em todos os 
trechos de uma grande associação de condutos. Esta é uma situação pertinente e também é o 
primeiro estudo a se fazer em qualquer rede de abastecimento de água que necessite de alguma 
melhoria ou análise.
Então, sabendo que a vazão que entra no sistema a seguir é de 0,015 m3/s, calcule a vazão e a 
perda de carga em todos os demais trechos. Desconsidere a perda de carga localizada.
INFOGRÁFICO
Tanto para cálculos teóricos quanto para substituições reais, o conceito de conduto equivalente é 
importante. Um conduto é equivalente a outro se ele transportar a mesma vazão com a mesma 
perda de carga. Isso significa que é possível substituir três (ou mais) trechos de um sistema em 
paralelo por um único conduto de apenas um diâmetro. Por exemplo, caso minha rede esteja 
velha, a nova instalação gastará menos material e ocupará menos espaço.
CONTEÚDO DO LIVRO
No capítulo selecionado a seguir, veja o que é necessário saber para poder dimensionar uma 
rede de distribuição de água. O acesso à água é um direito de todo cidadão, e cabe ao engenheiro 
civil que isso se cumpra de forma eficaz, econômica e sem prejudicar a natureza. É uma 
responsabilidade e tanto!
Boa leitura!
SANEAMENTO
Lélis Espartel
Dimensionamento de redes 
de distribuição de água
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Associar condutos em série e em paralelo.
 � Calcular a vazão de distribuição.
 � Dimensionar uma rede de distribuição de água.
Introdução
A água é essencial para toda espécie de ser vivo no planeta Terra. Ela está 
tão inserida no nosso dia a dia, que é praticamente impossível imaginar 
nossa vida sem ela. Para facilitar o acesso à água aos humanos, são de-
senvolvidos sistemas de abastecimento de água, que servem para suprir, 
de forma prática, a necessidade que temos de água. Neste capítulo você 
vai ver como os condutos se associam para permitir o abastecimento de 
água a uma comunidade. Você também vai aprender a como dimensionar 
uma rede de distribuição de água.
Associação de condutos
O primeiro passo para você entender uma rede de distribuição de água (RDA) 
é conhecer as duas formas nas quais diferentes condutos podem se associar: 
em série ou em paralelo. 
Condutos em série
Um conduto está em série quando ele é formado por trechos que diferem pelo 
diâmetro, pela rugosidade, ou por ambos. O fim de um trecho (extremidade a 
jusante) é conectado ao início de outro (extremidade a montante), conforme 
você pode ver na Figura 1.
Figura 1. Conduto em série, escoamento fluindo de A para B através de 3 trechos que 
diferem no diâmetro.
Fonte: White (2010, p. 404).
1
2
3
BA
Hidráulica aplicada2
O que você precisa saber em uma associação de condutos em série é que 
a vazão que passa em cada trecho é constante. Logo, na Figura 1, temos que:
Q
TOTAL
 = Q
1
 = Q
2
 = Q
3
Sabemos, pela equação da continuidade, que Q = VA. A área A é função 
do diâmetro D, que é diferente em cada seção. 
V
1
 A
1
 = V
2
 A
2
 = V
3
 A
3
Para manter a vazão constante, a velocidade do escoamento se altera, 
sendo inversamente proporcional à área. Assim, se a área da seção transversal 
aumenta, a velocidade diminui, e vice-versa. Dessa forma, é possível garantir 
que será transportada sempre a mesma vazão, independentemente do trecho.
A perda de carga (h
p
) de um conduto em série é igual ao somatório da perda 
de carga de cada trecho. Portanto:
h
p TOTAL
 = h
p1
 + h
p2
 + h
p3
Para calcular a perda de carga, você deve considerar a parcela linear e a parcela oriunda 
das singularidades. Existem singularidades, como reduções, que são responsáveis 
pela troca de diâmetro entre um trecho e outro. Essas singularidades devem ter seu 
h
p SINGULAR
 calculado sempre em função da maior velocidade, ou seja, do menor diâmetro.
3Dimensionamento de redes de distribuição de água
Condutos em paralelo
Um conduto está em paralelo quando mais de um trecho partem de um nó e 
chegam até outro nó, conforme a Figura 2.
Figura 2. Conduto em paralelo, escoamento fluindo através de 3 trechos que partem, ao 
mesmo tempo, do nó A e se reencontram no nó B.
Fonte: White (2010, p. 404).
1
3
B
2
A
O que você precisa saber em uma associação de condutos em paralelo é 
que existe uma perda de carga entre A e B. Essa perda de carga é constante, 
independentemente do trecho pelo qual o escoamento flui. Logo:
h
pAB = hp1 = hp2 = hp3
A vazão que parte do nó A se divide em função das características da 
tubulação e do escoamento, como diâmetro, rugosidade e velocidade. Logo:
Q
A
 = Q
1
 + Q
2
 + Q
3
 = QB
Hidráulica aplicada4
Em resumo: as perdas de carga em trechos paralelos são iguais entre si. Já 
a vazão é resultante da soma das vazões em cada trecho. 
Vazão de distribuição
A pergunta essencial que você tem de responder para dimensionar uma rede 
de abastecimento é: quantos litros de água você precisa distribuir para essa 
população? A resposta real dessa pergunta não é um número exato, pois a 
necessidade das pessoas varia ao longo do dia, de acordo com suas rotinas. 
Normalmente se gasta mais água lá pelas 7 horas da manhã, por causa da 
necessidade de se arrumar para sair de casa; ao meio-dia, pois é o momento 
da realização da principal refeição do brasileiro; e, principalmente, por volta 
das 19 horas, que é quando a maioria da população retorna para suas casas.
O cálculo da vazão que circula pela rede respeita a seguinte equação:
Qdist = k1 ∙ k 2 ∙
q ∙ P
86400
Sendo:
k
1
 é o coeficiente de majoração referente ao dia de maior consumo; o valor 
utilizado é 1,2;
k
2
 é o coeficiente de majoração referente à hora de maior consumo; o valor 
utilizado é 1,5;
q é o volume de água que uma pessoa consume por dia, dado em [l/hab ∙ dia]; e
P é o número de habitantes a serem abastecidos.
5Dimensionamento de redes de distribuição de água
A quantidade de segundos que um dia possui é 86400. Esse valor está na 
equação para que o resultado de Q
dist
 seja dado em [l/s].
Ao dividir a vazão de distribuição pelo comprimento da rede (L), você 
obtém a vazão em marcha (q
m
), que indica quantos litros por segundo você 
precisa por metro de rede.
q
m= Q
dist
/L dado em [l/s ∙ m]
Ao dividir a vazão de distribuição pela área a ser abastecida (A), você obtém 
a vazão específica (q
d
), que indica quantos litros por segundo você precisa 
por área abastecida. Geralmente o valor de A entra em hectares.
q
d
 = Q
dist
/A dado em [l/s ∙ ha]
A vazão também é limitada pela norma 12218, em função do diâmetro. 
A Tabela 1 aponta as vazões e as velocidades máximas por diâmetro de tu-
bulação. O diâmetro mínimo a ser utilizado é de 50 mm.
Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas (1994).
Diâmetro 
(mm)
Vmáx 
(m/s)
Qmáx 
(1/s)
Diâmetro 
(mm)
Vmáx 
(m/s)
Qmáx 
(1/s)
50 0,50 1,0 300 1,20 84,8
75 0,50 2,2 350 1,30 125,0
100 0,60 4,7 400 1,40 176,0
150 0,80 14,1 450 1,50 238,0
200 0,90 28,3 500 1,60 314,0
250 1,10 53,9 600 1,80 509,0
Tabela 1.
Hidráulica aplicada6
Redes de abastecimento
Ramificada e em grelha
Essas redes permitem estabelecer o sentido de escoamento da água. São mais 
utilizadas em pequenas comunidades, e seus cálculos são os mais simples. O 
único porém é que o abastecimento fica condicionado ao bom funcionamento 
de um ramo principal, conforme a Figura 3.
Para dimensionar esse tipo de rede, basta você aplicar os conceitos apren-
didos para a associação de condutos em série e em paralelo. A vazão em cada 
nó é igual à soma das vazões dos nós a jusante. O dimensionamento deve 
ser feito de jusante para montante, de acordo com a necessidade de vazão 
em cada ramo. 
7Dimensionamento de redes de distribuição de água
Malhada
As canalizações formam anéis e são interligadas. A exata vazão que passa em 
cada trecho é definida por um cálculo mais complexo. No entanto, existe, ao 
mesmo tempo, um equilíbrio e uma independência maior na rede de abaste-
cimento, pois a água consegue realizar diversos caminhos para chegar a um 
mesmo ponto. Esse é o traçado costumeiro para a RDA de municípios com 
uma área urbana significativa. 
Para o cálculo de redes malhadas, você precisa levar em consideração que 
a vazão que entra em cada nó deve ser igual à vazão que sai, e que o somatório 
de perda de carga de um anel fechado deve ser zero.
Hidráulica aplicada8
Defina o diâmetro e a velocidade de uma rede ramificada para um bairro hipotético 
com a seguinte configuração, considerando que cada habitante consome 300 l/dia.
100 hab.
100 hab.80 hab.
120 hab.
Reservatório
RESPOSTA
100 hab. 120 hab.
A B C
D E F
RES
100 hab.80 hab.
G H I
9Dimensionamento de redes de distribuição de água
Q
AD
 = (k1·k2·300 l/hab ·50 hab) / (86400 s/dia) = 0,31 l/s DN = 50 mm V = 0,16 m/s
Q
BE
 = (k1·k2·300 l/hab ·(50 + 60) hab) / DN = 50 mm V = 0,35 m/s 
(86400 s/dia) = 0,69 l/s
Q
CF
 = (k1·k2·300 l/hab ·60 hab) / (86400 s/dia) = 0,38 l/s DN = 50 mm V = 0,19 m/s
Q
DG
 = (k1·k2·300 l/hab ·40 hab) / (86400 s/dia) = 0,25 l/s DN = 50 mm V = 0,13 m/s
Q
EH
 = (k1·k2·300 l/hab ·(40 + 50) hab) / DN = 50 mm V = 0,29 m/s 
(86400 s/dia) = 0,56 l/s
Q
FI
 = (k1·k2·300 l/hab ·50 hab) / (86400 s/dia) = 0,31 l/S DN = 50 mm V = 0,16 m/s
Q
EF
 = Q
CF
 + Q
FI 
= 0,69 l/s DN = 50 mm V = 0,35 m/s
Q
DE
 = Q
EF
 +
 
Q
BE
 +
 
Q
EH
 = 1,94 l/s DN = 75 mm V = 0,44 m/s
Q
RES-D
 = Q
DE
 +
 
Q
AD
 +
 
Q
DG
 = 2,5 l/s DN = 100 mm V = 0,32 m/s
Todos os valores estão de acordo com a ABNT NBR 12218:1994.
Hidráulica aplicada10
1. Qual é a perda de carga em um 
conduto de 300 metros com 
rugosidade de 0,26 mm e diâmetro 
de 100 mm, que se conecta em 
um conduto de 240 metros com 
rugosidade de 1,0 mm e diâmetro de 
150 mm, que, por sua vez, se conecta 
a um conduto de 100 metros, 
rugosidade de 2,5 mm e diâmetro 
de 75 mm? Considere que o Número 
de Reynolds do fluido que escoa é 
10000 e que a vazão que entra no 
primeiro conduto é de 8 l/s. 
a) 5,5 
b) 0,66
c) 13,93
d) 20,08 m
e) 17,83
2. Qual é a vazão que escoa em um 
trecho de tubulação com 500 
metros de comprimento, rugosidade 
de 3,0 mm e diâmetro de 150 mm 
e em um trecho de tubulação 
com 300 metros de comprimento, 
rugosidade de 0,26 mm e 
diâmetro de 100 mm? Sabe-se 
que ambos os trechos iniciam e 
terminam no mesmo ponto e que 
a perda de carga entre esses dois 
pontos é de 3 metros. 
a) 0,008 l/s e 0,008 l/s, 
respectivamente.
b) 0,010 m³/s e 0,0059 m³/s, 
respectivamente.
c) 0,010 l/s e 0,0059 l/s, 
respectivamente. 
d) 0,008 m³/s e 0,008 m³/s, 
respectivamente.
e) 0,0059 m³/s e 0,010 m³/s, 
respectivamente.
3. Quais são a vazão em marcha e a 
vazão específica para uma cidade 
com 250.000 habitantes, área de 
1250 ha e consumo per capita de 
275 l/hab.dia? Considere que existem 
12 km de rede instalados. 
a) q
m 
= 0,12 l/s.ha e q
d 
= 1,15 l/s.m
b) q
m 
= 1,15 l/s.ha e q
d 
= 0,12 l/s.m
c) Q = 1,43 m³/s
d) q
m 
= 1,15 l/s.m e q
d 
= 0,12 l/s.ha
e) q
m 
= 0,12 l/s.m e q
d 
= 1,15 l/s.ha
4. Qual é a vazão necessária na 
tubulação que sai do reservatório 
em uma rede ramificada para 
um loteamento com a seguinte 
configuração? Considere que cada 
habitante consome 400 L/dia.
11Dimensionamento de redes de distribuição de água
a) 8,67 l/s
b) 16,42 l/s
c) 2,63 l/s
d) 17,33
e) 6,96 l/s
5. Qual número mínimo de habitantes 
a mais esse bloco deveria ter 
para que fosse necessário um 
diâmetro maior na tubulação que 
sai do reservatório? 
a) 2356 habitantes
b) 500 habitantes
c) 552 habitantes
d) 600 habitantes 
e) 652 habitantes
250 hab.
150 hab.380 hab.
260 hab.
A B C
D E F
G H I
RES
Hidráulica aplicada12
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12218:1994. Projeto de 
rede de distribuição de água para abastecimento público – Procedimento. Rio de 
Janeiro: ABNT, 1994.
WHITE, F. M. Mecânica dos fluidos. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2010.
13Dimensionamento de redes de distribuição de água
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
Depois de aprender de que forma os diferentes condutos se associam, mas antes de dimensionar 
uma rede de distribuição de água (RDA), é necessário entender que esta está inserida dentro de 
um sistema de abastecimento de água (SAA), que é composto por diversos componentes, que 
influenciam no cálculo das vazões das canalizações que irão compor a RDA. Na Dica do 
professor, veja onde a RDA está inserida dentro de um SAA.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) O primeiro passo para você entender uma rede de distribuição de água (RDA) é 
conhecer as duas formas nas quais diferentes condutos podem se associar: em série 
ou em paralelo. Quanto aos condutos em série e paralelo pode-se dizer que as 
afirmações a seguir:
I) Para manter a vazão constante, a velocidade do escoamento se altera, sendo 
inversamente proporcional à área. Assim, se a área da seção transversal aumenta, a 
velocidade diminui, e vice-versa.
II) O que você precisa saber em uma associação de condutos em paralelo é que existe 
uma perda de carga entre A e B, ou seja, o início e final de um segmento. Essa perda 
de carga é constante, independentemente do trecho pelo qual o escoamento flui.
III) Quando em paralelo, a vazão que parte do nó A se divide em função das 
características da tubulação e do escoamento, como diâmetro, rugosidade e 
velocidade, quando chega em B, houve alteração nesta vazão a variação da velocidade 
diferenciada em cada um dos caminhos ao qual fora dividida.
Pode-se dizer que:
A) I e III estão corretas
B) Somente III está correta
C) Somente I está correta
D) I e II estão corretas
E) Todas estão corretas
2) A pergunta essencial que você tem de responder para dimensionar uma rede de 
abastecimento é: quantos litros de água você precisa distribuir para essa população? 
Quanto às redes de abastecimento podemos afirmar que: 
A) O coeficiente de majoração k1 aplicado no cálculo da vazão que circula na rede, se refere 
ao fator de correção quanto ao dia de menor consumo 
B) Pode-se obter o diâmetro mínimo da tubulação, dos condutos, ajudando a dimensionar as 
redes de distribuição em funçãodas velocidades máximas e vazões máximas conforme 
normas técnicas 
C) O coeficiente de majoração k2 aplicado no cálculo da vazão que circula na rede, se refere 
ao fator de correção quanto a hora de menor consumo
D) Ao dividir a vazão de distribuição pelo comprimento da rede (L), você obtém a vazão 
específica
E) A rede de abastecimento, e distribuição para uma região pode ser configurada em 
ramificada, em grelha, em cela e em diagonais
3) Qual a vazão em marcha e específica para uma cidade com 250.000 habitantes, área 
de 1.250 ha e consumo per capta de 275 L/hab.dia? Considere que existem 12 km de 
rede instalados.
A) qm = 0,12 L/s.ha e qd = 1,15 L/s.m.
B) qm = 1,15 L/s.ha e qd = 0,12 L/s.m.
C) Q = 1,43 m3/s.
D) qm = 1,15 L/s.m e qd = 0,12 L/s.ha.
E) qm = 0,12 L/s.m e qd = 1,15 L/s.ha.
4) Qual a vazão necessária na tubulação que sai do reservatório em uma rede ramificada para 
um loteamento com a seguinte configuração, considerando que cada habitante consome 400 
L/dia?
A) 8,67 L/s.
B) 16,42 L/s.
C) 2,63 L/s.
D) 17,33 L/s.
E) 6,96 L/s.
5) Qual o número de habitantes se deve atingir para que um bloco populacional que hoje é 
atendido pela tubulação de 150 mm de diâmetro, e cada habitante consome em média 300 
L/dia, tendo uma vazão no sistema de 6,5 L/s, ao qual ainda consegue atender bem 
atualmente? Busque consultar a tabela da norma ABNT que indica a vazão máxima para 
cada diâmetro de tubulação 
Diâmetro 
(mm)
Vmáx 
(m/s) 
QMax 
(L/s)
Diâmetro 
(mm) 
Vmáx 
(m/s) 
QMáx 
(L/s) 
50 0,50 1,0 300 1,20 84,8
75 0,50 2,2 350 1,30 125,0
100 0,60 4,7 400 1,40 176,0
150 0,80 14,1 450 1,50 238,0
200 0,90 28,3 500 1,60 314,0
250 1,10 53,9 600 1,80 509,0
 
A) 5000 habitantes
B) 5520 habitantes
C) 3000 habitantes
D) 652 habitantes
E) 2256 habitantes
NA PRÁTICA
Na prática, as modelagens de rede tomaram grandes proporções. Com o avanço da tecnologia, 
cálculos que antes eram realizados à mão, e posteriormente em planilhas eletrônicas, agora 
possuem softwares especializados. O Epanet é um software livre especializado em 
dimensionamento de sistema de abastecimento de água e, por conseguinte, de rede de 
distribuição de água.
A maioria dos projetos de rede atualmente são reforços em redes já existentes, pois as cidades 
não estão expandindo tão rápido e o boom de instalações já tem mais de 25 anos, que é cerca do 
horizonte de projeto utilizado geralmente.
O Epanet é capaz de simular redes existentes. Ele pode ser vinculado a arquivos de sistema 
geográfico de informações, como modelos digitais de terreno, e, com base nas falhas apontadas 
pelo software, realizam-se os reforços na rede.
As falhas geralmente são pontos onde a pressão da água não alcança o mínimo estabelecido por 
norma ou onde a vazão é insuficiente. Condutos mais antigos têm maior perda de carga devido 
ao seu envelhecimento, que contribui para o aumento da rugosidade, além de possíveis 
vazamentos. Essas áreas podem ter novas tubulações instaladas em paralelo ou até mesmo a 
troca de tubulações antigas por novas.
 
 
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Apresentação do Epanet
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Download do software Epanet
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Manual em português
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Site oficial do Epanet (em inglês)
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Redes coletoras
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem, serão abordados os conceito de redes coletoras, interceptores 
e emissário, unidades básicas de um sistema de esgotos sanitários. Será estudado o modo de 
funcionamento de cada uma dessas unidades (tubulações), auxiliando o desenvolvimento das 
atribuições adequadas ao gestor ambiental.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir rede coletora, interceptores e emissário.•
Reconhecer as unidades básicas de um sistema de esgotos sanitários.•
Explicar funcionamento de um sistema de esgoto sanitário.•
DESAFIO
Você, como gestor ambiental, foi convocado para participar de uma equipe que preparará um 
projeto para um sistema de esgoto de um município em Minas Gerais, o qual precisará prever 
canalização para conduzir os efluentes da estação de tratamento de esgotos até o corpo receptor, 
neste caso, um rio.
INFOGRÁFICO
No infográfico a seguir, há uma síntese do sistema de esgotamento com as redes coletoras, 
tratamento e lançamento do efluente tratado.
CONTEÚDO DO LIVRO
Leia o capítulo a seguir, que aborda o tratamento de água e de efluentes líquidos, além dos 
padrões de qualidade e de classificação das águas.
SANEAMENTO
Eliane Conterato
Redes coletoras
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Definir rede coletora, interceptor e emissário.
 � Reconhecer as unidades básicas de um sistema de esgotos sanitários.
 � Explicar o funcionamento de um sistema de esgoto sanitário.
Introdução
Desde que o ser humano passou a viver de forma fixa em uma área, 
ele começou a se preocupar com o afastamento dos resíduos gerados 
para manter o ambiente limpo e saudável. Contudo, essa remoção deve 
ser realizada de forma correta, e um destino ambientalmente correto 
deve ser dado ao material. Um sistema de coleta de esgoto é composto 
por diferentes estruturas e serviços que garantem a coleta, transporte 
e destinação final adequada do esgoto gerado em nossas residências. 
Neste capítulo, serão abordados os conceitos de redes coletoras, 
interceptor e emissário — unidades básicas de um sistema de esgotos 
sanitários. Será estudado o modo de funcionamento de cada uma dessas 
unidades (tubulações), auxiliando o desenvolvimento das atribuições 
adequadas ao gestor ambiental.
Definições básicas e órgãos acessórios
O sistema de coleta e transporte de esgoto sanitário é projetado, em sua 
grande parte, por gravidade, ou seja, adaptando-se à topografia da região para 
escoar naturalmente. Durante o transporte, dependendo das condições físicas, 
é necessária a construção de estações elevatórias ou trechos que funcionam 
sob pressão para transpor obstáculos topográficos. 
O sistema, portanto, é composto não apenas por tubulações, mas também por 
órgãos acessórios (unidades) que permitem a interligação e o funcionamento do 
sistema como um todo. Para entender o funcionamento do sistema de coleta e 
transporte de esgoto, é necessário definir os principais componentes. A seguir, 
serão apresentadas as definições que serão importantes para o entendimento 
do restante do capítulo.
Rede coletora
Segundo Nuvolari (2011), a rede coletora é constituída por ligações prediais, 
coletores de esgoto, coletores tronco e seus órgãos acessórios. 
A ligação predial interliga o sistema de esgoto do imóvel (propriedade 
particular) ao sistema de coleta público. A construção dessa parte do sistema 
é de responsabilidade do usuário e deve seguir instruções técnicas do órgão 
responsável local. A delimitação entre o coletor predial e a parte pública do 
sistema é feita através da caixa de inspeção, instalada geralmente do limite 
do terreno. A caixa de inspeção é interligada ao coletor público de esgoto 
por ligação domiciliar. A Figura 1 mostra um esquema de ligação predial ao 
coletor público de esgoto.
Figura 1. Corte esquemático de uma ligação domiciliar ao coletor público de esgoto sanitário.
Fonte: Nuvolari (2011, p. 44).
Alinhamento predial
Passeio
Rua
Ligação
domiciliar
Caixa de
inspeção
Coletor predial
(manilha DN 100)
Coletor público de esgoto
Segundo Azevedo Netto et al. (1998), o coletor público de esgoto é a 
canalização que recebe efluentes de coletores prediais em qualquer ponto de 
sua extensão. Os de maior extensão são chamados de coletores principais. O 
autor ainda define coletor troncocomo canalização de maior diâmetro que 
recebe apenas contribuições de coletores de esgoto, despejando o efluente 
Redes coletoras2
em um interceptor ou emissário. O esgoto escoa por gravidade nos coletores, 
portanto, em uma mesma cidade, o traçado dos coletores é realizado por bacia 
de contribuição. O efluente de cada bacia pode ser conduzido para outra bacia, 
por meio de recalque ou despejo na tubulação principal que leva ao destino final.
Os coletores podem ser construídos em diversos materiais. Conforme Bevi-
lacqua (2006), nas redes coletoras, vem sendo utilizado o PVC, principalmente 
devido à sua praticidade na instalação, manuseio e redução de manutenção. 
Interceptor e emissário
Os coletores tronco despejam o efluente em uma grande tubulação, chamada 
de interceptor; por sua vez, o interceptor segue para o destino final recebendo 
contribuições em pontos específicos. O interceptor não recebe contribuições de 
ligações domiciliares ao longo de seu trecho. A Figura 2 mostra um esquema 
de coletores e interceptor. O esgoto escoa por gravidade em um interceptor.
Figura 2. Esquema mostrando coletor de esgoto, coletor tronco e interceptor.
coletor de esgoto
ligação domiciliares
coletor de esgoto
co
le
to
r
tr
o
n
co
interceptor
vai para estação 
de tratamento 
de esgoto
O emissário de esgoto é o conduto final do sistema, que leva o efluente 
para o destino final (tratamento). Essa tubulação recebe contribuição apenas à 
montante, ou seja, não recebe nenhuma contribuição ao longo de sua extensão. 
Portanto, o último trecho de um interceptor pode ser considerado um emissário. 
O esgoto pode escoar por gravidade ou ser bombeado nesse tipo de tubulação.
Em relação aos materiais dessas tubulações, Bevilacqua (2006), coloca que, 
em coletores e interceptores, a fibra de vidro, o PEAD e o concreto de alta 
resistência para a cravação estão sendo empregados; nas linhas de recalque 
3Redes coletoras
(emissários), há uma predominância de ferro fundido dúctil. O autor salienta 
que a escolha do tipo de material das tubulações de esgoto deve ser feita com 
estudos técnicos e econômicos que relacionem custos do material, hidráulica 
das tubulações, custos de construção, interferências existentes, facilidade no 
transporte, manuseio, estocagem, tipo de solo, profundidade do assentamento, 
disponibilidade e periodicidade de manutenção.
A Figura 3 mostra um dos maiores emissários já instalados no Paraná 
para transportar esgoto doméstico. A tubulação, construída pela Sanepar na 
cidade de Cascavel, tem 13,3 quilômetros de extensão em trechos aéreos e 
subterrâneos (em túnel), enterrados em diversos níveis de profundidade. A 
rede possui diâmetros que variam de 400 a 700 milímetros. 
Figura 3. Interceptor de esgoto construído em Cascavel, PR.
Fonte: Paraná (2011).
Redes coletoras4
Para o funcionamento do sistema, é preciso projetar unidades específicas 
para possibilitar interligação, transposição de obstáculos, inspeção, ou limpeza 
da rede. A seguir, serão apresentadas definições de algumas dessas unidades.
Unidades do sistema
Órgãos acessórios são utilizados ao longo do sistema de coleta e transporte de 
esgoto para permitir interligações, transpor obstáculos ou facilitar a inspeção 
e limpeza da rede em geral. A norma brasileira NBR 9649, de 30 de novembro 
de 1986, que fixa as condições exigíveis na elaboração de projeto hidráulico-
-sanitário de redes coletoras de esgoto sanitário, descreve os seguintes órgão 
acessórios (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1986):
 � poço de visita (PV);
 � tubo de inspeção e limpeza (TIL);
 � terminal de limpeza (TL);
 � caixa de passagem (CP);
 � sifão invertido;
 � passagem forçada.
O poço de visita (PV) é uma câmara que permite a visitação para limpeza 
ou manutenção. Ele pode ser construído em qualquer singularidade ou na 
reunião de coletores. Em alguns casos, ele pode ser substituído por TIL ou 
TL. A Figura 4 apresenta uma seção transversal (corte) de um PV, que mostra 
a chaminé utilizada para a descida e um balão, que possibilita a entrada para 
inspeção.
5Redes coletoras
Figura 4. Seção transversal esquemática de um PV (sem escala).
Fonte: Nuvolari (2011, p. 44).
Balão com diâmetro
interno Φi = 1,00m
Tampão de
ferro fundido
Nível do
pavimento
Chaminé com 
altura variável
Balão com
altura máxima
de 2,00 m
A utilização de PV é obrigatória na reunião de 3 ou mais entradas (união 
de coletores); quando a interligação de um coletor em outro provoca um des-
nível de mais de 50 cm; nas extremidades de sifões invertidos ou passagens 
forçadas; e na união em profundidades maiores que 3 m.
Redes coletoras6
O terminal de inspeção e limpeza (TIL) não permite a visitação, mas 
permite a inspeção e introdução de equipamentos de limpeza na rede. A 
Figura 5 mostra uma seção transversal de um TIL — veja que não existe o 
balão, como no PV.
Figura 5. Seção transversal esquemática de um TIL (sem escala).
Fonte: Nuvolari (2011, p. 46).
Tampão de ferro fundido Nível do pavimento
TIL - com profundidade
máxima de 3,00 m
O terminal de limpeza (TL) permite apenas a introdução de equipamentos 
para limpeza. É o mais simples entre os acessórios de interligação, por isso 
é instalado no início de coletores (cabeceira), já que esses pontos são menos 
suscetíveis a danos que necessitem de inspeção. A Figura 6 mostra uma seção 
transversal de um TL.
7Redes coletoras
Figura 6. Seção transversal esquemática de um TL (sem escala).
Fonte: Nuvolari (2011, p. 45).
Tampão especial Nível do pavimento
Coluna
Rede
Curva
O sifão invertido é um trecho projetado para funcionar sob pressão, ou 
seja, trabalhando com a tubulação totalmente cheia. É utilizado para transpor 
obstáculos como travessias em avenidas, córregos, etc., onde não é possível 
escavar ou instalar um trecho de rede com esgoto escoando por gravidade. 
O esquema da Figura 7 mostra uma seção transversal de um sifão invertido 
que serve como travessia da rede por baixo de um rio, que não seria possível 
por rede normal. Na figura percebem-se duas câmaras, que são dois PVs que 
interligam o sifão à rede de chegada e saída.
Figura 7. Seção transversal esquemática de uma travessia por sifão invertido.
Fonte: Adaptado de Nuvolari (2011, p. 69).
Tubulação
N.A. do rio
Câmara
de
jusante
Coletor
Câmara
de
montanteColetor
Redes coletoras8
A caixa de passagem é uma singularidade simples, utilizada em alguns 
pontos por necessidade construtiva, mas sem acesso. É utilizada, por exemplo, 
em mudança de direção sem a necessidade de acesso para inspeção ou limpeza.
As passagens forçadas são trechos da rede que escoam sob pressão, sem 
rebaixamento proposital, como no caso do sifão invertido. Podem existir 
alguns trechos especiais atuando nessas condições quando outras soluções 
não forem possíveis.
Além dos acessórios acima, cabe citar também as estações elevatórias de 
esgotos, que são estruturas contendo conjuntos motor-bomba responsáveis por 
bombear o esgoto quando não é possível escoar por gravidade. Elas podem 
ser necessárias ao longo da rede, por exemplo quando ocorre aprofundamento 
excessivo e é preciso bombear o esgoto para a superfície para continuar esco-
ando por gravidade. Podem ser necessárias também para bombear o esgoto 
coletado de várias bacias para o destino final.
Noções de dimensionamento e manutenção de 
um sistema de esgotamento sanitário
O dimensionamento e a manutenção adequados de um sistema de esgotamento 
sanitário são fundamentais para evitar a contaminação da população ou do 
meio ambiente. O sistema deverá ter capacidade para escoar o efluente dentro 
das condições exigidas por norma até o final do seu horizonte de projeto.
Considerações sobre projeto
Segundo a NBR 9649/1986, são necessários os seguintes requisitos para o 
projeto de um sistema de esgotamento sanitário (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMAS TÉCNICAS, 1986):
 � estudo de concepção (relatório) que deve conter definições importantes 
para a continuidade do projeto,como estudo populacional, abrangência 
espacial e temporal do projeto;
 � levantamento planialtimétrico da área de projeto e das zonas de expan-
são, para proceder com estudo de traçado de rede;
 � planta contendo as bacias de esgotamento da área de projeto, para definir 
os pontos que receberão o maior volume de efluente e, se necessário, 
a transposição entre as bacias;
9Redes coletoras
 � levantamento de interferências (obstáculos) que possam interferir no 
traçado e execução e rede;
 � levantamento da rede de esgoto existente (área de abrangência e con-
dições de funcionamento da rede);
 � estudo para reconhecimento da natureza do terreno e do nível do lençol 
freático, já que os métodos construtivos dependem dessas condições.
Ainda segunda a norma, o relatório de apresentação do projeto deve conter, 
no mínimo:
 � comparação em relação às diretrizes da concepção básica (estudo que 
antecede projeto final, denominado executivo);
 � cálculo hidráulico das redes e seus componentes;
 � aspectos construtivos;
 � definição de materiais e quantidades;
 � especificações de serviços;
 � orçamentos;
 � aspectos de operação e manutenção;
 � desenhos com detalhamentos.
Contribuições de esgoto
O cálculo do volume gerado de esgoto é uma etapa importante do início do 
projeto. Para quantificar o esgoto sanitário gerado em uma região, é necessário 
considerar:
 � o esgoto doméstico, que é o esgoto gerado pela população nas suas 
tarefas diárias em residências;
 � o esgoto industrial, que é o despejo gerado por industrias, desde que 
respeitados os padrões de lançamento na rede;
 � as águas de infiltração que acabam penetrando nas canalizações.
Redes coletoras10
O conhecimento populacional e a correta projeção para estimar seu cresci-
mento ao longo dos anos é fundamental para quantificar o volume de esgoto 
doméstico gerado, que está relacionado ao consumo per capita de água, cor-
rigido por um coeficiente de retorno. A geração de esgoto per capita pode 
variar de acordo com as condições socioeconômicas, culturais, climatológicas 
e geográficas. 
O esgoto industrial poderá ser lançado na rede pública desde que garanta 
a integridade da mesma e dos processos de tratamento do esgoto.
Para saber mais sobre esgoto industrial, leia a norma que estabelece critérios para o 
lançamento de efluentes líquidos industriais no sistema coletor público do esgoto 
sanitário, NBR 9800, de 30 de abril de 1987.
Além do volume de esgoto gerado pela população e indústrias, deve ser 
considerada também uma taxa de infiltração no dimensionamento de redes. 
Essa taxa é referente a um volume que se infiltra na tubulação e depende de 
condições com nível do lençol freático, natureza do solo, material e qualidade 
da execução da rede. 
Utilização e manutenção de rede de esgoto
Segundo o Instituto Trata Brasil, mesmo tendo redes coletoras disponíveis, 
mais de 3,5 milhões de brasileiros das 100 maiores cidades do Brasil despejam 
esgoto irregularmente em fossas ou diretamente em córregos (INSTITUTO 
TRATA BRASIL; REINFRA CONSULTORIA, 2015). A falta de informação 
e a conscientização é um aliado para o descaso com a infraestrutura de esgoto, 
além de ser um risco para a saúde da população. 
11Redes coletoras
Você pode ler o relatório completo feito pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a 
OAB sobre ociosidade de redes de esgoto acessando o link a seguir. 
https://goo.gl/MpB2cM
A manutenção da rede coletora é importante para evitar infiltrações exces-
sivas na tubulação e também para evitar a contaminação do solo por vazamento 
do esgoto transportado. Em várias regiões, as companhias responsáveis pelo 
sistema de esgotamento relatam casos de lançamento de objetos, de óleo de 
cozinha e de água da chuva na rede de coleta de esgoto, causando obstrução 
e transbordamento da rede. A água da chuva nunca deve ser lançada na rede 
de coleta de esgoto, pois causa sobrecarga e até rompimento das tubulações. 
A capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, foi contemplada com o Programa Integrado 
Socioambiental (Pisa), o maior conjunto de obras de saneamento da história dessa 
cidade. O programa conta com obras de coleta, transporte e tratamento de esgoto e foi 
inaugurado em 2014, ampliando de 18% para 66% o tratamento de efluentes na cidade.
Para a coleta e transporte de esgoto, foram construídas redes de coleta (nos bairros 
Cavalhada e Restinga) estações de bombeamento, interceptores e emissários que levam 
o esgoto para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Serraria. O efluente tratado é 
lançado no lago Guaíba por meio de emissário subaquático.
A Figura 8 mostra um mapa com o traçado dessas tubulações. Observe que os 
trechos pontilhados são trechos subaquáticos. 
Redes coletoras12
Figura 8. Traçado das obras de esgoto do Projeto Integrado Socioambiental (Pisa), desde o 
Centro Histórico de Porto Alegre, com a implantação das redes coletoras de esgoto cloacal 
e emissários terrestre e subaquático, até a futura ETE Serraria, na zona sul.
Fonte: Porto Alegre ([201-?]).
13Redes coletoras
A Figura 9 apresenta uma obra do Pisa na cidade de Porto Alegre.
Figura 9. Obra do PISA em Porto Alegre
Fonte: Matos (2016).
1. Imagine-se como o gestor ambiental 
de uma indústria que libera seus 
efluentes na rede coletora de 
esgoto. Para que esse procedimento 
continue sendo realizado, você 
decide realizar uma avaliação 
do efluente, a fim de identificar 
possíveis conflitos que impeçam a 
continuidade dessa prática. Indique 
qual das opções a seguir deverão 
compreender critérios presentes 
no seu processo de avaliação.
a) O efluente não pode oferecer 
riscos à segurança na 
operação da rede coletora.
b) O efluente não pode interferir 
no sistema de tratamento.
c) O efluente não pode promover 
a obstrução de tubulações.
d) O efluente não pode conter 
elementos que afetem a 
resistência ou a durabilidade 
da rede coletora.
e) O efluente tem que poder ser 
utilizado depois de tratado.
2. A ausência de rede coletora 
pode trazer impactos no meio 
socioeconômico ao comprometer 
a qualidade de vida das pessoas 
que vivem em um município 
abastecido com água captada em 
poços tubulares profundos. Ao se 
considerar essa afirmação, pode-se 
concluir que a causa associada e 
Redes coletoras14
esse impacto está presente em 
qual das alternativas a seguir?
a) Contaminação das 
águas subterrâneas.
b) Contaminação das 
águas superficiais.
c) Contaminação do solo.
d) Redução de volume de 
água disponível.
e) Alteração da vazão do 
corpo receptor.
3. Imagine-se como um gestor 
ambiental atuante em processos de 
elaboração de Planos Municipais 
de Saneamento. Obviamente, será 
necessário compreender uma série 
de conceitos relacionados a essa 
temática. Escolha, entre as opções 
a seguir, uma que represente 
o conceito de rede coletora.
a) Conjunto de ligações coletoras e 
de órgãos acessórios destinados 
a receber e a conduzir o esgoto 
até uma estação de tratamento.
b) Conjunto constituído por 
ligações coletoras, coletores 
de esgotos e órgãos acessórios 
destinados ao recebimento 
e tratamento do esgoto.
c) Conjunto constituído por 
ligações coletoras capazes 
de lançar o efluente em 
um corpo receptor.
d) Conjunto constituído por 
estruturas capazes de coletar 
e de armazenar o efluente.
e) Ligações coletoras destinadas 
à depuração dos esgotos 
e seu tratamento.
4. Como futuro gestor ambiental, 
haverá a possibilidade de você 
atuar em uma empresa de 
saneamento. Nesse cenário, você 
poderá ser responsável pelo 
monitoramento de possíveis 
impactos ambientais provocados 
pela rede coletora. Indique qual 
dos impactos a seguir poderia 
ocorrer no momento que houver 
algum problema na rede coletora.
a) Contaminação do lençol freático.
b) Desgaste do material que 
compõe a rede coletora.
c) Liberação de efluente 
tratado fora dos parâmetros 
especificados.
d) Aumento na rigidez do solo.
e) Entupimento da rede coletora.5. Ao definir as especificações 
técnicas de uma rede coletora, 
deve-se atentar para algumas 
características socioambientais 
presentes no local da sua instalação. 
Essas características subsidiarão 
a elaboração de um projeto de 
engenharia assertivo, minimizando 
a chance de ocorrer algum 
problema capaz de promover 
um impacto ambiental. Como 
gestor ambiental, você poderá 
se deparar com o desafio desta 
caracterização ambiental. Indique 
qual das opções a seguir NÃO 
compreende um tópico relacionado 
à caracterização ambiental do local 
de instalação de uma rede coletora.
a) Topografia do terreno no qual 
a rede coletora será instalada.
b) Número de famílias atendidas 
pela rede coletora.
c) Métodos construtivos adotados 
na instalação da rede coletora.
d) Acidez do solo no qual a rede 
coletora será instalada.
e) Estabilidade do solo no qual a 
rede coletora será instalada.
15Redes coletoras
AZEVEDO NETTO, J. M. et al. Manual de hidráulica. 8. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1998. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9649: projeto de redes coletoras 
de esgoto sanitário. Rio de Janeiro: ABNT, 1986.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9800: critérios para lançamento 
de efluentes líquidos industriais no sistema coletor público de esgoto sanitário: 
procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1987.
BEVILACQUA, N. Materiais de tubulações utilizadas em sistemas de coleta e transporte de 
esgotos sanitários: estudo de caso da área norte de São Paulo. 191 fls. 2006. Dissertação 
(Mestrado em Engenharia)- Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. 
INSTITUTO TRATA BRASIL; REINFRA CONSULTORIA. Ociosidade das redes de esgotamento 
sanitário no Brasil. 2015. Disponível em: <http://www.tratabrasil.org.br/datafiles/estu-
dos/ociosidade/relatorio-completo.pdf>. Acesso em: 06 jun. 2018.
MATOS, E. Porto Alegre tratou 76 bilhões de litros de esgoto desde inauguração do 
Pisa. 2016. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noti-
cia/2016/12/porto-alegre-tratou-76-bilhoes-de-litros-de-esgoto-desde-inauguracao-
-do-pisa-8751551.html>. Acesso em: 06 jun. 2018.
NUVOLARI, A. (Coord.). Esgoto sanitário: coleta, transporte, tratamento e reúso agrícola. 
2. ed. São Paulo: Blucher, 2011.
PARANÁ. Sanepar constrói em Cascavel um dos maiores emissários de esgoto do Pa-
raná. 2011. Disponível em: <http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.
php?storyid=62897&tit=Sanepar-constroi-em-Cascavel-um-dos-maiores-emissarios-
-de-esgoto-do-Parana>. Acesso em: 06 jun. 2018. 
PORTO ALEGRE. Projeto Integrado Socioambiental. Mapas. [201-?]. Disponível em: 
<http://www2.portoalegre.rs.gov.br/pisa/default.php?p_secao=15>. Acesso em: 
06 jun. 2018.
Leituras recomendadas
TSUTIYA, M. T.; SOBRINHO, P. A. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 3. ed. São Paulo: 
Editora ABES, 2014.
ALEM SOBRINHO, P.; TSUTIYA, M. T. Coleta e transporte de esgoto. São Paulo: USP, 2004.
Redes coletoras16
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
No vídeo a seguir, são abordados alguns tópicos para um melhor entendimento em relação às 
redes coletoras, vindo ao encontro dos objetivos propostos.
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EXERCÍCIOS
1) Imagine-se como o gestor ambiental de uma indústria que libera seus efluentes na 
rede coletora de esgoto. Para que este procedimento continue sendo realizado, você 
decide realizar uma avaliação do efluente, a fim de identificar possíveis conflitos que 
impeçam a continuidade desta prática. Indique qual das opções a seguir deverão 
compreender critérios presentes no seu processo de avaliação.
A) O efluente não pode oferecer riscos à segurança na operação da rede coletora.
B) O efluente não pode interferir no sistema de tratamento.
C) O efluente não pode promover a obstrução de tubulações.
D) O efluente não pode conter elementos que afetem a resistência ou a durabilidade da rede 
coletora.
E) Possibilidade do uso do efluente tratado.
2) A ausência de rede coletora pode trazer impactos no meio socioeconômico ao 
comprometer a qualidade de vida das pessoas que vivem em um município abastecido 
com água captada em poços tubulares profundos. Ao considerar esta afirmação, 
pode-se concluir que a causa associada e este impacto está presente em qual das 
alternativas a seguir?
A) Contaminação das águas subterrâneas.
B) Contaminação das água superficiais.
C) Contaminação do solo.
D) Redução de volume de água disponível.
E) Alteração da vazão do corpo receptor.
3) Imagine-se como um gestor ambiental atuante em processos de elaboração de Planos 
Municipais de Saneamento. Obviamente, será necessário compreender uma série de 
conceitos relacionados a esta temática. Escolha, dentre as opções a seguir, uma que 
represente o conceito de rede coletora.
A) Conjunto de ligações coletoras e de órgãos acessórios destinados a receber e a conduzir o 
esgoto até uma estação de tratamento.
B) Conjunto constituído por ligações coletoras, coletores de esgotos e órgãos acessórios 
destinados ao recebimento e tratamento do esgoto.
C) Conjunto constituído por ligações coletoras capazes de lançar o efluente em um corpo 
receptor.
D) Conjunto constituído por estruturas capazes de coletar e de armazenar o efluente.
E) Ligações coletoras destinadas à depuração dos esgotos e seu tratamento.
Como futuro gestor ambiental, haverá a possibilidade de você atuar em uma empresa 
de saneamento. Neste cenário, você poderá ser responsável pelo monitoramento de 
4) 
possíveis impactos ambientais provocados pela rede coletora. Indique qual dos 
impactos a seguir poderia ocorrer no momento quando houver algum problema na 
rede coletora.
A) Contaminação do lençol freático.
B) Desgaste do material que compõe a rede coletora.
C) Liberação de efluente tratado fora dos parâmetros especificados.
D) Aumento na rigidez do solo.
E) Entupimento da rede coletora.
5) Ao definir as especificações técnicas de uma rede coletora, deve-se atentar para 
algumas características socioambientais presentes no local da sua instalação. Estas 
características subsidiarão a elaboração de um projeto de engenharia assertivo, 
minimizando a chance de ocorrer algum problema capaz de promover um impacto 
ambiental. Como gestor ambiental, você poderá se deparar com o desafio desta 
caracterização ambiental. Indique qual das opções a seguir NÃO compreende um 
tópico relacionado à caracterização ambiental do local de instalação de uma rede 
coletora.
A) Topografia do terreno no qual a rede coletora será instalada.
B) Número de famílias atendidas pela rede coletora.
C) Métodos construtivos adotados na instalação da rede coletora.
D) Acidez do solo no qual a rede coletora será instalada.
E) Estabilidade do solo no qual a rede coletora será instalada.
NA PRÁTICA
Você, sendo um dos técnicos licenciador de um município com aproximadamente 100.000 
habitantes, e tendo a gestão ambiental como um conjunto de procedimentos para a conciliação 
entre desenvolvimento e qualidade ambiental, terá de promover uma fiscalização dirigida, 
conforme denúncia anônima, em uma empresa que está lançando efluentes diretamente no solo, 
poluindo o solo e as águas superficiais e subterrâneas e constituindo-se em perigosos focos de 
disseminação de doenças.
Você verifica que a denúncia procede e emite uma notificação para que o empreendedor 
regularize a situação. Para isso, deverão ser instaladas tubulações da empresa geradora até a 
estação de tratamento. Somente após esse tratamento, o efluente será lançamento em um corpo 
receptor. Essas tubulações devem contar com poços de visitas, possibilitando inspeção e 
introdução de equipamentos de limpeza.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Resolução CONAMA nº 377/2006:
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007:
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!Saneamento Ambiental e sua 
importância socioambiental
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem, serão estudados o saneamento ambiental e a sua importância 
socioambiental. As ações de saneamento são de fundamental importância para o 
desenvolvimento da saúde e da qualidade de vida da população, bem como para a proteção do 
meio ambiente. Por este motivo, tal conhecimento torna-se fundamental para os futuros gestores 
ambientais, assim como para o desenvolvimento mais sustentável dos centros urbanos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar o que é saneamento ambiental.•
Reconhecer a importância do saneamento básico para a população.•
Relacionar o desenvolvimento social com ações de saneamento ambiental.•
DESAFIO
O saneamento ambiental compreende um processo fundamental para a manutenção da qualidade 
de vida. Ao saber disso o prefeito solicita para você, gestor ambiental da prefeitura, o 
detalhamento de todos os passos que serão necessários para que o município construa o seu 
Plano Municipal de Saneamento.
- Capa 
- Sumário 
- Introdução(breve contextualização do seu município) 
- Plano de mobilização social (descrever a metodologia) 
- Diagnóstico técnico-participativo (descrever a metodologia)
INFOGRÁFICO
O infográfico a seguir contempla os objetivos e os principais problemas com respeito ao 
saneamento ambiental.
CONTEÚDO DO LIVRO
O livro Saneamento Ambiental e sua Importância Socioambiental é a base teórica para esta 
Unidade de Aprendizagem e proporciona melhor compreensão dos conteúdos apresentados aqui.
SANEAMENTO
Eliane Conterato
Saneamento ambiental 
e sua importância 
socioambiental
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar o que é saneamento ambiental.
 � Reconhecer a importância do saneamento básico para a população.
 � Relacionar o desenvolvimento social com as ações de saneamento 
ambiental.
Introdução
Você já parou para pensar o quanto o saneamento interfere no desen-
volvimento social e ambiental da sociedade? O quanto a falta desse 
serviço interfere na qualidade de vida da população? Conforme Ataide 
e Borja (2017), pensar em justiça social é pensar no impacto socioam-
biental que representa o acesso a bens e serviços de um cidadão. A 
falta de saneamento, que é um serviço básico que deve ser oferecido a 
um cidadão, pode trazer diversos impactos como poluição dos recursos 
hídricos, transmissão de doenças, aumento da mortalidade infantil, baixa 
do rendimento escolar, entre outros. 
As ações de saneamento são de fundamental importância para o de-
senvolvimento e bem-estar da sociedade, bem como para a proteção do 
meio ambiente. Neste texto, você vai estudar o conceito de saneamento 
ambiental e sua importância socioambiental.
Saneamento ambiental
Segundo Rosen (2006), o saneamento — considerado, em seu aspecto físico, 
uma luta do homem em relação ao ambiente — existe desde o início da huma-
nidade, ora se desenvolvendo ora retrocedendo, de acordo com o surgimento, 
evolução, queda e renascimento das civilizações.
Jordão e Pessoa (2014) enfatizam que o instinto e a necessidade levaram 
o homem a se fixar próximo às fontes de energia, mas não de medir a ne-
cessidade de afastar ou condicionar os resíduos refugados por ele. Com isso, 
historicamente, verifica-se a poluição das fontes de energia pelo homem até 
se tornarem, nos piores casos, inadequadas à vida.
Figura 1. Energia – Homem – Resíduos.
Fonte: Adaptada de Jordão e Pessoa (2014, p. 02).
LIXO
ESGOTO
A
LI
M
EN
TO
Á
G
U
A
AR
HOMEM
Em resumo, desde que o ser humano passou a viver por longos períodos 
em um mesmo espaço, passou também a conviver com a poluição causada 
por seus rejeitos e as consequências disso para a saúde e o meio ambiente. A 
Política Nacional do Meio Ambiente, estabelecida pela Lei Federal nº. 6.938, 
de 31 de agosto de 1981, define poluição como a degradação da qualidade 
ambiental resultante de atividades que, direta ou indiretamente:
Saneamento ambiental e sua importância socioambiental2
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais 
estabelecidos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um estado 
de completo bem-estar físico, social e mental, e não apenas a ausência de do-
enças. A organização define ainda o saneamento ambiental como o controle 
de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer 
efeitos nocivos sobre a saúde.
O Ministério das Cidades define saneamento ambiental como o con-
junto de ações técnicas e socioeconômicas que, quando aplicadas, resultam 
em maiores níveis de salubridade ambiental. Essas ações compreendem o 
abastecimento de água em quantidade e em qualidade adequada; a coleta, o 
tratamento e a disposição adequada dos resíduos sólidos, efluentes líquidos e 
emissões atmosféricas; o manejo de águas pluviais; o controle ambiental de 
vetores e reservatórios de doenças; a promoção sanitária e o controle ambiental 
do uso e ocupação do solo; e a prevenção e controle do excesso de ruídos.
Para o desenvolvimento dessas ações, são necessárias diversas obras e 
serviços: 
 � O abastecimento de água compreende a escolha de um manancial 
que tenha qualidade e volume suficiente, a construção de adutoras e 
estações de tratamento de água e a construção de reservatórios e redes 
que levem a água potável até as residências. 
 � Para a coleta de esgoto, são necessárias construções de redes de coleta e 
acessórios, interceptores, emissários e estações de tratamento de esgoto. 
 � Para a destinação adequada de resíduos sólidos, é necessário um 
sistema de coleta adequado e a construção e aterros sanitários. 
 � Para a drenagem urbana, é necessária a construção de redes de coleta 
pluviais e obras para amenizar o efeito de chuvas intensas e inundações. 
Além dessas obras, também é necessária a gestão adequada de todos esses 
serviços, seja pelo poder público, seja por concessionária. Como você pode 
observar nessas definições, o saneamento ambiental compreende uma gama 
de ações visando desde a conscientização da população até a elaboração e 
execução de políticas públicas. 
3Saneamento ambiental e sua importância socioambiental
Saneamento e desenvolvimento
A existência de saneamento adequado é uma condição primordial para o 
desenvolvimento de uma nação, sendo um fator essencial para o país ser cha-
mado de “desenvolvido”. A falta de saneamento afeta as áreas de preservação, 
turismo, trabalho, saúde, educação e cidadania.
Segundo o Instituto Trata Brasil, em estudo realizado em 2015, as perdas de 
água devido a condições insatisfatórias de funcionamento de redes e desvios 
de água atingem 38,1% no Brasil, ou seja, de toda a água tratada para a distri-
buição, quase 40% se perdem antes de chegar ao consumidor (INSTITUTO 
TRATA BRASIL, 2015). Essa perda demonstra um descaso com o meio am-
biente, uma vez que a água é retirada dos mananciais, tratada e desperdiçada 
antes mesmo de ser utilizada. No setor de turismo, o instituto indica que, em 
2015, deixaram de ser gerados R$ 5,8 bilhões de renda do trabalho por conta 
da degradação ambiental de áreas por falta de saneamento básico.
Em relação ao trabalho, o investimento no setor de saneamento gera renda 
que movimenta diversos setores, como construção civil e comércio. Em re-
lação à saúde, o investimento gera economia, já que diminui as internações 
causadas, principalmente, por doenças de origem ou transmissão hídrica. 
Segundo informações do Trata Brasil, a cada R$ 1 investido em saneamento 
é gerada uma economia de R$ 4 em saúde. Existem estatísticas que mostram 
tambémque doenças vinculadas com a falta de saneamento geram prejuízos por 
afastamentos das atividades diárias de trabalhadores no mercado de trabalho. 
Outro índice importante que cabe apresentar é a mortalidade infantil. O gráfico 
da Figura 2 mostra uma relação entre a população com acesso ao esgotamento 
sanitário e a taxa de mortalidade infantil (dados da UNICEF e OMS).
A educação é outra área afetada diretamente pela falta de saneamento. 
Conforme o Instituto Trata Brasil (2017), moradores de áreas sem acesso 
à rede de distribuição de água e de coleta de esgotos têm um aumento do 
atraso escolar Uma menor escolaridade implica em perda de produtividade e 
de remuneração das gerações futuras. Somente o custo desse atraso escolar 
devido à falta de saneamento alcançou R$ 16,6 bilhões em 2015. 
Saneamento ambiental e sua importância socioambiental4
Figura 2. Relação entre saneamento e mortalidade infantil (dados de 2015).
Fonte: Instituto Trata Brasil (2017).
180
150
120
90
60
30
0
0 20 40 60 80 100
População com acesso ao esgotamento sanitário (%)
Ta
xa
 d
e 
m
o
rt
al
id
ad
e 
in
fa
n
til
 *
 (%
)
Brasil
Outro dado importante disponibilizado é a falta de saneamento básico 
nas escolas: na zona rural, 14,7% das escolas de ensino fundamental não têm 
esgoto sanitário e 11,3% não têm abastecimento de água. Na zona urbana, 
esses percentuais são 0,3% e 0,2%, respectivamente. Esse dado é preocupante 
considerando-se que a escola deveria ser exemplo para o aluno, o que, mais 
uma vez, demostra a importância do saneamento.
Em relação à cidadania e à informação da população, os dados são preo-
cupantes no Brasil. Pesquisas mostram que parcela significativa da população 
desconhece o que é saneamento e não sabe o destino do esgoto que produz; 75% 
das pessoas entrevistadas disseram nunca ter cobrado do órgão responsável 
uma providência em relação à falta de saneamento.
5Saneamento ambiental e sua importância socioambiental
Pelo link e código a seguir, você pode acessar o site do 
Instituto Trata Brasil e conhecer mais sobre as principais 
áreas afetadas pela falta de saneamento e as estatísticas 
sobre elas.
https://goo.gl/EpMq9k
Ações voltadas para o saneamento
Para falarmos de ações voltadas para o saneamento, é necessário primeiro 
entendermos como são avaliadas as condições do município pelo gestor mu-
nicipal para verificar quais ações devem ser realizadas. Para uma correta 
análise dessa situação, o gestor precisa ter indicadores reais. O estudo que 
embasou a proposta do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), 
cuja elaboração é prevista na Lei do Saneamento Básico (Lei nº. 11.445, de 5 
de janeiro de 2007), considera, além da infraestrutura implantada, aspectos 
socioeconômicos e culturais e a qualidade dos serviços prestados. 
A população que conta com oferta de serviço coletivo nem sempre recebe 
esse serviço em condições adequadas. Por exemplo, a oferta de água tratada 
deve ser feita dentro dos padrões e de forma ininterrupta; contudo, existem 
casos de cidades que passam por frequentes interrupções, seja por problemas 
no sistema ou por racionamento. Nessa parcela da população, ainda existe 
quem não utiliza o serviço público, mesmo o tendo disponível, como no caso 
de faltas de ligações prediais na rede coletora de esgoto.
A parcela de população sem oferta de serviço, ou ainda que não usa o 
serviço público disponível, em parte tem solução individual. Esse tipo de 
solução conta, por exemplo, com coleta de água em poços (dentro dos padrões 
de potabilidade) e descarte de esgoto após tratamento em sistema individual 
adequado, como fossa e filtro.
A pior das situações é a que não utiliza situação sanitária alguma, ou seja, 
que não tem garantia de qualidade da água que ingere, não possui descarte 
adequado dos resíduos e, muitas vezes convive com a própria poluição. 
Saneamento ambiental e sua importância socioambiental6
Conhecer a parcela da população que se encontra em cada um dos casos 
citados acima é o primeiro passo para propor ações visando a regulação dos 
serviços de saneamento. A Lei nº. 11.445/2007 coloca o município como 
competente por legislar sob o amparo da Constituição Federal. A lei define 
quatro funções básicas para a gestão (BRASIL, 2007): 
 � planejamento;
 � prestação de serviços;
 � regulação;
 � fiscalização.
A função planejamento é de responsabilidade do município. Ele que formu-
lará a política municipal de saneamento básico e elaborará o plano municipal 
de saneamento básico, fundamental para contratar ou conceder os serviços. 
As demais funções de regulação, fiscalização e prestação de serviços são de 
responsabilidade do titular do serviço de saneamento, com o município atuando 
de forma direta (concessão ou permissão) ou indireta (cooperação e contrato).
A Figura 3 mostra os principais princípios da Lei do Saneamento Básico, 
que devem ser abordados na política municipal.
Figura 3. Principais princípios da Lei do Saneamento Básico.
Universalização
Integralidade
Equidade
Participação e
controle social
Titularidade
municipal
Intersetorialidade
Gestão pública
7Saneamento ambiental e sua importância socioambiental
Perceba que a universalização pressupõe que toda a população tenha acesso 
de forma igual aos serviços de saneamento. A integralidade requer interseto-
rialidade, ou seja, diferentes setores dentro do município atuando em conjunto. 
A equidade possibilita igualdade e justiça, alcançadas com a prestação de 
serviços. A participação e o controle social devem estar presentes em todo o 
processo, a fim de democratizá-lo. A titularidade municipal estabelece que o 
município tem autonomia e competência para organizar, regular, controlar e 
promover a realização dos serviços dentro de seu território. A intersetorialidade 
permite compatibilizar e racionalizar diversas ações, aumentando a eficácia. 
Em relação à gestão pública, entende-se que os serviços de saneamento são 
essenciais para a elevação da qualidade de vida e da salubridade ambiental, 
por isso as ações e serviços de saúde pública são considerados de obrigação 
do estado.
Veja o texto completo da Lei do Saneamento Básico, Lei nº. 
11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o 
saneamento básico acessando o link ou o código a seguir. 
https://goo.gl/Bt55F
O plano municipal, que é elaborado pelo município, deve englobar os 4 
eixos descritos a seguir: 
 � abastecimento de água;
 � esgotamento sanitário;
 � drenagem urbana;
 � limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos.
O planejamento deve ser integrado com todas as políticas e planos do 
município, e deve ser feito para um período de 20 anos, considerando revisão a 
cada 4 anos. O plano municipal deve assegurar a correta aplicação dos recursos 
e usar indicadores de saneamento para a elaboração e o acompanhamento do 
processo de implantação.
Saneamento ambiental e sua importância socioambiental8
Um plano municipal de saneamento básico deve conter pelo menos o 
diagnóstico da situação do município, os objetivos e metas, os programas, as 
projeções e ações para o alcance dos objetivos e o mecanismo para avaliação 
sistemática e eficácia das ações.
A situação do saneamento no Brasil ainda é preocupante, mas existem municípios 
que vêm se destacando como exemplos positivos. Um deles é o município de Jundiaí, 
no interior de São Paulo. Conforme indicadores do Instituto Trata Brasil, o município 
vem mostrando, ano a ano, evolução nos índices de coleta e tratamento de esgotos. 
Atualmente, a cidade é referência no tratamento de esgotos, com 100% do esgoto 
coletado tratado e com abastecimento de mais de 97% da população com água 
tratada. Veja a seguir os índices apresentados pela cidade no período de 2008 a 2015.
Indicador de 
atendimento 
total de água (%)
Indicador de 
atendimento total 
de esgoto (%)
Indicador de esgoto 
tratado por água 
consumida (%)
2008 95 91 95
2009 97 98 912010 100 100 88,94
2011 98,28 98,30 91,38
2012 98 97,71 97,71
2013 98,28 98,30 98,28
2014 97,80 97,80 91,94
2015 97,80 97,80 100
A boa classificação de Jundiaí é resultado de investimentos realizados ao longo dos 
anos. É um exemplo de cidades de aderiram a um planejamento para o desenvolvi-
mento de saneamento e assim melhoraram o abastecimento de água, a coleta e o 
tratamento dos esgotos e, principalmente, a qualidade de vida da população.
9Saneamento ambiental e sua importância socioambiental
1. Sobre saneamento ambiental, 
assinale a alternativa correta. 
a) É um conjunto de ações 
realizadas individualmente, 
apenas pelo poder público.
b) É um conjunto de ações 
realizadas de forma coletiva, pelo 
poder público e por técnicos.
c) É um conjunto de ações 
realizadas de forma coletiva, pelo 
poder público, com participação 
popular e de técnicos.
d) É um conjunto de ações 
realizadas de forma coletiva, 
pelo poder público e com 
participação popular.
e) É um conjunto de ações realizadas 
individualmente, apenas por 
técnicos especializados.
2. Marque a alternativa INCORRETA 
quanto às causas da degradação 
ambiental das águas superficiais, 
imprescindível para o adequado 
saneamento básico.
a) O crescimento populacional 
e o aumento da pobreza.
b) O uso de fertilizantes 
na agricultura.
c) Lançamento de 
efluentes industriais.
d) A retirada da mata ciliar.
e) Lançamento de resíduos sólidos.
3. Marque a alternativa INCORRETA 
quanto à destinação de resíduos:
a) O lixão é a técnica adequada 
de disposição de resíduos 
sólidos urbanos.
b) A queima de resíduos a 
céu aberto é proibida.
c) Uma das principais ações de 
saneamento ambiental é a 
limpeza urbana e o manejo 
adequado de resíduos sólidos.
d) Uma das principais dificuldades 
para a construção de uma 
política de saneamento 
ambiental sustentável é 
a baixa conscientização 
ambiental da população.
e) O despejo irregular de efluentes 
industriais provoca a poluição e 
a contaminação das águas e é 
considerado crime ambiental.
4. São exemplos de obras com 
a finalidade de melhorar o 
saneamento básico:
a) sistema de gestão ambiental, 
sistema de abastecimento de 
água e sistema de esgoto.
b) recomposição da mata 
ciliar e aterros sanitários.
c) sistema de esgoto, sanitários 
públicos e lixão.
d) pavimentação pública e 
sanitários públicos.
e) sistema de esgoto, sanitários 
públicos e aterros sanitários.
5. A eutrofização é um processo 
acelerado pela poluição hídrica. A 
esse respeito, qual das alternativas 
a seguir é consequência desse 
processo e contribui para a 
diminuição da qualidade da água 
disponível para consumo?
a) O despejo de efluentes industriais.
b) A proliferação de zooplâncton.
c) A proliferação de algas 
unicelulares e cianobactérias.
d) O despejo de efluentes 
domésticos.
e) O despejo de fertilizantes 
oriundos da agricultura.
Saneamento ambiental e sua importância socioambiental10
ATAIDE, G. V. de T. L.; BORJA, P. C. Justiça social e ambiental em saneamento básico: 
um olhar sobre experiências de planejamento municipais. Ambiente & Sociedade, v. 
20, n. 3, p. 61-78, set. 2017. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/asoc/v20n3/
pt_1809-4422-asoc-20-03-00061.pdf>. Acesso em: 21 maio 2018.
BRASIL. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o 
saneamento básico. Lex: Legislação federal, Brasília, DF, p. 1-2, 5 jan. 2007. 
JORDÃO, E. P.; PESSÔA, C. A. Tratamento de esgotos domésticos. 7. ed. Rio de Janeiro: 
ABES, 2014.
INSTITUTO TRATA BRASIL. Casos de sucesso: Jundiaí é referência no tratamento de 
esgotos. 2017. Disponível em: <http://www.tratabrasil.org.br/blog/2017/07/27/casos- 
de-sucesso-jundiai/>. Acesso em: 10 jun. 2018.
INSTITUTO TRATA BRASIL; REINFRA CONSULTORIA. Ociosidade das redes de esgotamento 
sanitário no Brasil. 2015. Disponível em: <http://www.tratabrasil.org.br/datafiles/estu-
dos/ociosidade/relatorio-completo.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.
ROSEN, G. Uma história da saúde pública. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 2006.
Leituras recomendadas
BORJA, P. C. Procedimentos metodológicos para elaboração de planos municipais 
de saneamento básico. In: BRASIL. Ministério das Cidades. Peças técnicas relativas a 
planos municipais de saneamento básico. Brasília, DF: Ministério das Cidades, 2011. p. 
53-85. Disponível em:<http://www.cidades.gov.br/images/stories/ArquivosSNSA/
Arquivos_PDF/Pe%C3%A7as_Tecnicas_WEB.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.
NUVOLARI, A. (Coord.). Esgoto sanitário: coleta, transporte, tratamento e reúso agrícola. 
2. ed. São Paulo: Blucher, 2011.
PROJETO Acertar Manual de Melhores Práticas de Gestão da Informação sobre Sa-
neamento. Brasília, DF: Ministério das Cidades, 2017. Disponível em: <http://www.
snis.gov.br/downloads/arquivos/Manual-de-Melhores-Praticas-dos-Prestadores-de- 
Servicos-Agua-e-Esgoto-MARCO2018.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.
UNITED NATIONS CHILDREN’S FUND; WORLD HEALTH ORGANIZATION. 25 years: Pro-
gresso n Sanitation and Drinkig Water. Geneva, Suíça, 2015. Disponível em: <http://files.
unicef.org/publications/files/Progress_on_Sanitation_and_Drinking_Water_2015_
Update_.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.
11Saneamento ambiental e sua importância socioambiental
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
O vídeo a seguir apresenta uma contextualização relacionada ao saneamento ambiental e a 
sua importância socioambiental.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) Sobre saneamento ambiental, assinale a alternativa correta.
A) É um conjunto de ações realizadas individualmente, apenas pelo poder público.
B) É um conjunto de ações realizadas de forma coletiva, pelo poder público e por técnicos.
C) É um conjunto de ações realizadas de forma coletiva, pelo poder público, com participação 
popular e de técnicos.
D) É um conjunto de ações realizadas de forma coletiva, pelo poder público e com 
participação popular.
E) É um conjunto de ações realizadas individualmente, apenas por técnicos especializados.
2) Marque a alternativa INCORRETA quanto às causas da degradação ambiental das 
águas superficiais, imprescindível para o adequado saneamento básico.
A) O crescimento populacional e o aumento da pobreza.
B) O uso de fertilizantes na agricultura.
C) Lançamento de efluentes industriais.
D) A retirada da mata ciliar.
E) Lançamento de resíduos sólidos.
3) Marque a alternativa INCORRETA quanto à destinação de resíduos:
A) O lixão é a técnica adequada de disposição de resíduos sólidos urbanos.
B) A queima de resíduos a céu aberto é proibida.
C) Uma das principais ações de saneamento ambiental é a limpeza urbana e o manejo 
adequado de resíduos sólidos.
D) Uma das principais dificuldades para construção de uma política de saneamento ambiental 
sustentável é a baixa conscientização ambiental da população.
E) O despejo irregular de efluentes industriais provoca a poluição e a contaminação das águas 
e é considerado crime ambiental.
4) São exemplos de obras com a finalidade de melhorar o saneamento básico:
A) sistema de gestão ambiental, sistema de abastecimento de água e sistema de esgoto.
B) recomposição da mata ciliar e aterros sanitários.
C) sistema de esgoto, sanitários públicos e lixão.
D) pavimentação pública e sanitários públicos.
E) sistema de esgoto, sanitários públicos e aterros sanitários.
5) A eutrofização é um processo acelerado pela poluição hídrica. A esse respeito, qual 
das alternativas a seguir é consequência desse processo e contribui para a diminuição 
da qualidade da água disponível para consumo?
A) O despejo de efluentes industriais.
B) A proliferação de zooplâncton.
C) A proliferação de algas unicelulares e cianobactérias.
D) O despejo de efluentes domésticos.
E) O despejo de fertilizantes oriundos da agricultura.
NA PRÁTICA
Locais sem saneamento básico transformam a população dos arredores em uma população 
condenada à contaminação de todo e qualquer tipo.Observe o ciclo básico que ocorre nesses 
lugares.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Relações entre saneamento, saúde pública e meio ambiente: elementos para formulação de 
um modelo de planejamento em saneamento:
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Qualidade da água para consumo 
humano
APRESENTAÇÃO
Você sabia que, para que a água seja considerada potável, ou seja, adequada ao consumo 
humano, é preciso passar por tratamento para eliminação de diversas substâncias? Inclusive de 
organismos patogênicos, que podem causar diversos males à saúde? 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você aprenderá que a água, para ser considerada ideal para 
consumo, precisa seguir um padrão, chamado padrão de potabilidade, e seguir parâmetros 
físicos, químicos e biológicos definidos pela legislação brasileira. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Diferenciar a qualidade das águas superficiais da água potável.•
Reconhecer o processo de tratamento de água para consumo humano.•
Identificar os microrganismos utilizados para verificar a potabilidade da água.•
DESAFIO
João, é técnico em controle de qualidade e trabalha na estação de tratamento de água de seu 
município. Todos os responsáveis da estação foram engajados para elaborar um plano de 
controle operacional. 
O controle operacional compreende todas as ações necessárias ao bom andamento do processo 
de tratamento da água, garantindo assim a qualidade da água de abastecimento. Para a próxima 
reunião, foi solicitado que cada responsável indique, no mínimo, duas ações para contribuir para 
o plano de controle, inferindo também quais são os riscos associados à não realização daquela 
determinada ação. 
Você deverá elaborar essas ações para apresentação na próxima reunião. 
INFOGRÁFICO
No infográfico a seguir, você observará ilustrado o caminho da água, desde a captação no 
manancial até a sua casa. O tratamento da água é uma etapa fundamental no processo, pois 
oportuniza as condições de potabilidade ideais para consumo humano.
CONTEÚDO DO LIVRO
No trecho do material disponível, o autor aborda a importante informação acerca da qualidade 
da água para consumo. Nesse sentido, águas superficiais, em sua maioria, não podem ser 
utilizadas para consumo diretamente, precisam ser tratadas antes do abastecimento público.
Leia os tópicos do livro "Ambiente: Tecnologias". Inicie seus estudos no tópico: Tratamento da 
água e siga até o tópico Outros métodos de desinfecção.
Boa leitura!
SAÚDE 
COLETIVA 
Eliane Conterato
Qualidade da água para 
consumo humano
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Diferenciar a qualidade das águas superficiais da água potável.
 � Reconhecer o processo de tratamento de água para consumo humano.
 � Identificar os microrganismos utilizados para verificar a potabilidade 
da água.
Introdução
A poluição das águas vem acontecendo desde que o homem passou a 
viver de forma fixa, cultivando e criando animais. Nos dias de hoje existe 
a preocupação com o tratamento dos efluentes e do lixo antes de ser 
lançado no meio ambiente, mas a as ações ainda estão abaixo do neces-
sário para garantir qualidade dos recursos naturais. A água disponibilizada 
para a população brasileira hoje é, em grande parte, proveniente de 
mananciais superficiais que, após passar por diversos processos, torna-se 
adequada ao consumo humano.
Neste capítulo, você aprenderá que a água, para ser considerada 
ideal para consumo, precisa seguir um padrão, chamado padrão de 
potabilidade, e seguir parâmetros físicos, químicos e biológicos, definidos 
pela legislação brasileira.
A água e sua classificação
O Brasil é um país privilegiado, com o maior volume de água doce do mundo. 
Segundo dados da plataforma do Sistema de Autoavaliação da Eficiência 
Hídrica (2016), desse total de volume de água doce, 75% distribuem-se pela 
Bacia Amazônica, que engloba menos de 5% do total da população brasileira.
No entanto, tão importante quanto a disponibilidade é a qualidade da água. 
A escassez pode se dar pela falta de qualidade da água ofertada, como ocorre 
hoje em lugares sem saneamento básico. O problema se agrava quando existe 
pouca disponibilidade com baixa qualidade.
Qualidade da água 
De acordo com a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente — 
CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005, a condição de qualidade das 
águas é a “[...] qualidade apresentada por um corpo d’água, num determinado 
momento, em termos dos usos possíveis com segurança adequada, frente às 
Classes de Qualidade”; cada classe de qualidade representa um “[...] conjunto 
de condições e padrões de qualidade de água necessários ao atendimento dos 
usos preponderantes, atuais ou futuros.” (BRASIL, 2005, documento on-line).
Para entender melhor a definição acima é preciso saber que padrões são 
formas de exigências legais dos critérios estudados e fixados por meio de um 
dispositivo legal — são eles que regulam a qualidade da água.
A qualidade da água pode variar com a origem, as condições climáticas, 
geográficas, geológicas e a composição e ocupação do solo. É importante 
também salientar que água quimicamente pura não existe na natureza, pois, 
por sua condição de solvente natural, ela adquire impurezas ao longo de sua 
precipitação e escoamento. Essas impurezas influenciam no grau de tratamento 
que deve ser dado conforme o uso a que se destina a água. Os usos podem ser 
os mais diversos, como, por exemplo, abastecimento humano, dessedentação 
animal, recreação, irrigação, navegação, etc. 
Qualidade da água para consumo humano2
Figura 1. Diversos usos da água.
Fonte: Adaptada de Sothorn/Shutterstock.com, Panida Supo/Shutterstock.com, Summer Photographer/
Shutterstock.com e leungchopan/Shutterstock.com.
O uso mais nobre, ou seja, que requer o mais elevado nível de qualidade, 
é o abastecimento para consumo humano. Para esse uso, a água deve ser 
considerada potável, ou seja, inofensiva à saúde, agradável aos sentidos e 
adequada aos usos domésticos.
A adição de poluentes pode tornar a água inadequada para certos usos. 
Conforme Braga (2005), os principais poluentes são classificados de acordo 
com a sua natureza e os principais impactos que causam ao serem lançados 
no meio aquático. Os principais poluentes são:
 � Poluentes orgânicos biodegradáveis: constituídos principalmente por 
proteínas, carboidratos e gorduras. A degradação da matéria orgânica 
causa consumo de oxigênio, podendo afetar a vida aquática.
 � Poluentes orgânicos não biodegradáveis: os principais são detergen-
tes, defensivos agrícolas, petróleo. Esses poluentes causam prejuízos 
devido à sua toxidade. 
3Qualidade da água para consumo humano
 � Metais: os metais presentes em quantidades inadequadas podem ser 
tóxicos.
 � Nutrientes: o excesso de nutrientes pode levar ao crescimento excessivo 
de certos organismos aquáticos, prejudicando determinados usos e até 
mesmo o desenvolvimento de certas espécies.
 � Organismos patogênicos: bactérias, vírus, protozoários podem trans-
mitir doenças.
 � Sólidos em suspensão: aumentam a turbidez da água, dificultando a 
penetração da luz.
 � Calor: a temperatura afeta a tensão superficial, velocidade das reações, 
metabolismo dos organismos, entre outras características.
 � Radioatividade: apenas se existir naturalmente no meio ambiente; em 
excesso, a radioatividade pode causar sérios problemas de saúde e até 
mesmo levar a morte.
É importante salientar também que a água é um dos grandes veiculadores 
de doenças, que podem ser de transmissão ou origem hídrica. As doenças de 
transmissão hídrica são “transportadas” pela água, e doenças de origem 
hídrica são aquelas causadas por certas substâncias presentes na água em 
teor inadequado e que originam doenças.
Enquadramento das águas superficiais
Paragarantir segurança aos usuários, é preciso estabelecer limites para cada 
substância presente na água, para cada uso que será feito dela. No Brasil, a 
classificação das águas é feita pela Resolução CONAMA 357/2005, para águas 
doces, salobras e salinas. A resolução classifica as águas segundo a qualidade 
requerida para seus usos principais. As águas doces são classificadas em cinco 
classes: especiais, classe 1, classe 2, classe 3 e classe 4. A classe especial é a 
água com melhor qualidade e a classe 4 é a água com menor qualidade. Para 
consumo humano, após tratamento, pode ser utilizada água até a classe 3.Veja 
a Figura 2, que relaciona qualidade, usos e classes das águas doces.
Qualidade da água para consumo humano4
Figura 2. Classes de enquadramento e respectivos usos e qualidade da água.
Fonte: Portal da Qualidade das Águas ([201-?]).
Classe especial
Classe 1
Classe 2
Classe 3
Classe 4
QUALIDADE DA ÁGUA
EXCELENTE
QUALIDADE DA ÁGUA
RUIM
USOS 
MENOS EXIGENTES
USOS
MAIS EXIGENTES
O enquadramento das águas superficiais é importante não apenas para 
garantir a segurança dos usuários, mas também para auxiliar no planejamento 
e gestão desse recurso. 
Veja mais sobre a classificação dos corpos de água e 
diretrizes ambientais para o seu enquadramento lendo a 
Resolução nº 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente 
– CONAMA, disponível no link ou no código a seguir.
https://goo.gl/MpB2cM
Tratamento da água
A água para abastecimento humano deve estar dentro dos padrões de potabili-
dade, ou seja, respeitar alguns limites de tolerância das substâncias presentes 
na água de modo a garantir-lhe as características de água potável. Antes de 
ser disponibilizada para a população, a água deve passar por tratamentos 
5Qualidade da água para consumo humano
adequados, visando a adequação de padrões físicos, químicos e biológicos 
(adequação de suas características).
Característica da água
Conforme Von Sperling (2005) a qualidade da água pode ser representada 
por diferentes parâmetros, que traduzem as suas principais características 
físicas, químicas e biológicas. As características físicas da água verificam 
em especial o aspecto estético da água. As principais, segundo o autor, estão 
listadas a seguir:
 � Cor: a cor indica a presença de substâncias dissolvidas na água, preju-
dicando principalmente seu aspecto estético. De acordo com a Portaria 
nº 2.914 do Ministério da Saúde, o valor máximo permissível de cor na 
água é de 15 uC (unidades de cor)
 � Turbidez: a turbidez na água é causada pela presença de partículas 
em suspensão na água, que prejudicam a passagem da luz. Portanto, 
turbidez representa o grau de interferência da passagem da luz através 
da água. Além do aspecto estético, a turbidez prejudica a fotossíntese 
no meio aquático. A portaria estabelece como máximo admissível para 
água distribuída o valor de 5 uT (unidades de turbidez).
 � Sabor e odor: o sabor é a interação entre o gosto e o odor. É importante 
principalmente pela aceitação da população, já que, uma água com 
gosto ou sabor pode ter sua confiabilidade questionada.
 � Temperatura: a variação de temperatura implica em mudanças na 
velocidade de reações físicas, químicas, biológicas, interferem na so-
lubilidade e taxas de transferência dos gases.
As características químicas verificam os teores qualitativos e quantitativos 
de certas substâncias na água que podem, extrapolando certos limites, ser 
inadequadas ao consumo. As principais características químicas de interesse, 
ainda de acordo com Von Sperling (2005), são:
 � pH: o potencial de hidrogênio representa a concentração de íons de 
hidrogênio, dando noção sobre a condição de acidez, neutralidade ou 
alcalinidade da água. A faixa de pH varia de 0 a 14, em que a neutralidade 
ocorre em pH = 7, condições ácidas em pH < 7 e condições básicas em 
pH > 7. A adequação do pH é importante durante o tratamento da água 
Qualidade da água para consumo humano6
e na distribuição também. A faixa adequada para distribuição situa-se 
entre 6 e 9,5 (Sabesp).
 � Alcalinidade: é a quantidade de íons na água que reagirão para neu-
tralizar os íons de hidrogênio. Não tem significado sanitário para a 
água potável, mas, em concentrações elevadas, pode conferir sabor 
amargo para a água.
 � Acidez: é a capacidade da água de resistir às mudanças de pH causadas 
pelas bases. Águas com acidez mineral são desagradáveis ao paladar. 
Causa corrosão de tubulações e materiais. 
 � Dureza: concentração de cátions em soluções. Em quantidades elevadas, 
tem efeito laxativo e causa incrustações em tubulações. Conforme a 
portaria de potabilidade, o valor máximo admissível é de 500mg/L na 
distribuição de água.
 � Ferro e manganês: essas substâncias se encontram nas águas naturais. 
Não representam risco, em pequenas concentrações causam cor na água, 
em concentrações mais elevadas podem causar sabor e odor. Conforme 
a portaria de potabilidade, o valor máximo admissível é de 0,3mg/L 
para o ferro e 0,1 mg/L para o manganês na distribuição de água. 
 � Cloretos: os cloretos são provenientes da dissolução de sais, e todas 
as águas possuem cloreto, em maior ou menor escala. Em quantidades 
elevadas, imprimem um sabor salgado à água. Conforme a portaria de 
potabilidade, o valor máximo admissível é de 250mg/L na distribuição 
de água.
 � Nitrogênio: o nitrogênio pode se encontrar em diferentes formas no meio 
aquático. Em elevadas concentrações, pode trazer prejuízos para a vida 
aquática, como a proliferação excessiva de algas em lagos ou represas. 
Conforme a portaria de potabilidade, o valor máximo admissível para 
o abastecimento público nas formas nitrito é 1mg/L e para nitrato é 
10mg/L na distribuição de água.
 � Fósforo: o fósforo pode estar presente em diferentes formas no meio 
aquático. Em elevadas concentrações, pode conduzir a um crescimento 
elevado de algas em lagos e represas.
 � Oxigênio dissolvido: O oxigênio dissolvido é essencial para a sobrevi-
vência dos organismos aeróbios (que vivem na presença de oxigênio). 
Na estabilização da matéria orgânica, ocorre o consumo de oxigênio, 
podendo causar uma redução em sua concentração no meio que, nas si-
tuações mais críticas, pode prejudicar a vida de diversos seres aquáticos.
 � Matéria orgânica: é a causadora do principal problema de poluição 
das águas, que é o consumo de oxigênio pelas bactérias que estabilizam 
7Qualidade da água para consumo humano
a matéria orgânica. É importante na caracterização da qualidade de 
corpos d’água e água residuárias.
 � Micropoluentes inorgânicos: grande parte desses micropoluentes são 
tóxicos. Entre eles estão os metais. A concentração da maioria dos metais 
em águas naturais é pequena, não resultando em perigo para a saúde. 
Na portaria de potabilidade é possível verificar os limites máximos 
admissíveis para diferentes tipos de metais.
Os parâmetros biológicos consideram os micro-organismos de interesse 
para o controle da qualidade da água. Conforme Von Sperling (2005), são 
consideras algas, bactérias e organismos indicadores. Conforme Braga (2005), 
as bactérias usadas como indicadores de poluição da água por matéria fecal 
são os coliformes fecais, que vivem normalmente no organismo de animais 
de sangue quente. A bactéria Escherichia Coli, que faz parte desse grupo, 
desenvolve-se exclusivamente no intestino desses animais, sendo um organismo 
utilizado como indicador de presença de material fecal. O autor salienta que 
essas bactérias não são patogênicas, mas apenas indicadoras de que a água 
recebeu material fecal e pode, portanto, conter material patogênico.
Se quiser se aprofundar no assunto dos procedimentos 
de controle e de vigilância da qualidade da água para 
consumo humano e seu padrão de potabilidade, leia a 
Portaria nº 2.914 do Ministério da Saúde, disponível no 
link a seguir. Ainda, para saber sobre os limites de cada 
substância, acesse os anexos da portaria, no mesmo link.
https://goo.gl/PE9Ud
Processos de tratamentoda água
O processo de tratamento de água, conforme Ferreira Filho (2017), pode ser 
visto como um conjunto de manipulações da água de modo a torná-la apta 
ao abastecimento público, atendendo aos padrões de qualidade definidos por 
agências reguladoras.
Qualidade da água para consumo humano8
Conforme Richter (2015), o tratamento de água para abastecimento público 
surgiu da Escócia, com a construção de filtros lentos (filtros que passam água 
lentamente por uma camada filtrante). No Brasil, ele se iniciou em 1880, em 
Campos, Rio de janeiro, com a primeira instalação com filtros rápidos (capazes 
de filtrar água em uma velocidade maior que os lentos, geralmente utilizados 
após a decantação em ETAs). Hoje o Brasil possui algumas das maiores ETAs 
(estações de tratamento de água) do mundo. 
A Figura 3 mostra um esquema que ilustra desde a captação da água em 
uma manancial (que pode ser um rio, lago, represa), o bombeamento, quando 
necessário, o tratamento, até a reservação para posterior distribuição para a 
população em um sistema convencional.
Figura 3. Resumo do sistema de captação, tratamento e distribuição de água para a 
população.
captação
bombeamento
Estação de
tratamento Reservatório Rede de
distribuição
Quando a água bruta que vem do manancial entra na ETA, passa por 
diversos processos para a água se tornar potável. Esses processos variam 
de acordo com a classe da água do manancial. Águas da classe 3 são as que 
necessitam de tratamento mais complexo. 
O tratamento se resume a duas etapas: 
 � Clarificação: conjunto de processos destinados à remoção das impu-
rezas presentes na água.
 � Desinfecção: processos para eliminação dos microrganismos que pro-
vocam doenças. Toda água destinada ao consumo humano deve passar 
por desinfecção.
Diferentes processos são realizados para cumprir as duas etapas citadas 
acima. O processo tradicional está resumido na Figura 4.
9Qualidade da água para consumo humano
Figura 4. Processo do tratamento de água.
Fonte: Wiki Toque (2017).
Tratamento da água
Água bruta
Coagulação e
floculação
com sulfato de
alumínio
Decantação
Filtração
areia e
seixos
Cloração e
fluoretação Reservatório Residências
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA
Segundo Heller e Pádua (2006), a cor, a turbidez e diversos outros tipos 
de contaminantes orgânicos e inorgânicos presentes na água geralmente 
estão associados a partículas suspensas ou dissolvidas, que podem requerer 
a coagulação química para facilitar a remoção.
A coagulação é o processo de adição de um coagulante, geralmente sul-
fato de alumínio ou sulfato ferroso, que tem a finalidade de desestabilizar 
as partículas de impurezas presentes na água, permitindo que as impurezas 
se aglutinem em processos posteriores, formando flocos possíveis de serem 
removidos. O processo de mistura do coagulante na água é extremamente 
rápido, variando de 1 a 20 segundos, por isso o processo é chamado também 
de mistura rápida. Para auxiliar na mistura são utilizados misturadores rápi-
dos hidráulicos ou mecânicos. A calha Parshall é um exemplo de misturador 
hidráulico muito utilizado. 
Conforme Ferreira Filho (2017), a etapa de floculação é uma das mais 
importantes no processo de tratamento de água. O autor define floculação 
como o processo físico no qual as partículas coloidais são postas em contato 
umas com as outras, de modo a viabilizar o aumento de seu tamanho físico, 
alterando, assim, sua distribuição granulométrica. Visualize esse processo 
na Figura 5.
Qualidade da água para consumo humano10
Figura 5. Apresentação do processo de floculação: agregação das partículas coloidais.
Fonte: Ferreira Filho (2017, p. 12).
Portanto, a floculação consiste no processo de aglutinação das partículas que 
foram desestabilizadas no processo anterior, formando flocos. Esse processo 
é chamado de mistura lenta, pois deve manter uma velocidade baixa, não 
ultrapassando 0,3 m/s, para evitar quebra dos flocos. A velocidade também 
não deve ser inferior a 0,1 m/s, para evitar deposição dos flocos já formados 
no tanque de floculação.
No link e no código a seguir, você encontra um artigo da Revista TAE sobre os tipos 
de floculadores. 
https://goo.gl/jVLt6f
Ferreira Filho (2017) define a decantação como o processo físico no qual 
as partículas coloidais são removidas da fase líquida por meio de processos 
de sedimentação gravitacional.
11Qualidade da água para consumo humano
Portanto, a decantação é a separação das impurezas sólidas, em forma de 
flocos, da água pela ação da gravidade. Normalmente são utilizados tanques 
retangulares onde o escoamento passa lentamente, facilitando o depósito dos 
flocos gerados no processo anterior. Existem também decantadores de alta 
taxa. Essas estruturas têm por finalidade melhorar a eficiência de decantação, 
ou seja, decantar um volume maior na mesma área.
Ferreira Filho (2017) define a filtração como o processo físico-químico 
no qual as partículas coloidais são removidas da fase líquida mediante sua 
percolação por um meio granular, garantindo-se a produção de água filtrada 
com características estéticas adequadas aos fins de potabilidade.
Em estações de tratamento de água são utilizados os chamados filtros 
rápidos, que possuem uma taxa de filtração maior em relação aos filtros lentos. 
Os filtros lentos têm caído em desuso, mas eram utilizados para tratamento de 
águas pouco poluídas, em que era necessária apenas a filtração e desinfecção. 
Conforme Ferreira Filho (2017), não é possível garantir a segurança mi-
crobiológica da água tratada somente por sua remoção física (processos de 
coagulação, floculação, sedimentação e filtração), portanto, é necessário que 
haja um processo adicional que possibilite a inativação de microrganismos 
patogênicos presentes na fase líquida.
A desinfecção é um processo que emprega agente físico ou químico (de-
sinfectante) com a finalidade de eliminar organismos patogênicos que possam 
transmitir doenças pela água. No Brasil, o agente desinfectante mais empregado 
é o cloro, na forma gasosa (cloro gasoso), granular (hipoclorito de cálcio) ou 
líquida (hipoclorito de sódio). Sua importância está diretamente ligada ao 
combate das infecções hídricas. Conforme a Portaria nº 2.914 do Ministério da 
Saúde, é obrigatória a manutenção de, no mínimo, 0,2 mg/L de cloro residual 
livre ou 2 mg/L de cloro residual combinado ou de 0,2 mg/L de dióxido de cloro 
em toda a extensão do sistema de distribuição. Esse resíduo deve assegurar 
a não contaminação da água ao longo de sua distribuição. (BRASIL, 2011).
A fluoretação é uma etapa adicional que se integra ao tratamento após 
o processo convencional. Consiste na aplicação de flúor na água já tratada e 
tem função de combater a incidência de cárie dentária, principalmente entre 
crianças e adolescentes. A concentração ótima ideal do íon de fluoreto varia 
de 0,7 a 1,2 mg/L, dependendo da média das temperaturas máximas diárias, 
conforme o Manual de Fluoretação da Água para Consumo Humano da 
Fundação Nacional da Saúde (BRASIL, 2012). 
Qualidade da água para consumo humano12
Algumas águas têm presença natural de flúor, sendo necessária apenas adequação 
da concentração. Concentrações altas de flúor podem trazer problemas para a saúde, 
como fluorose e complicações ósseas.
Além desses processos básicos, existem tratamentos complementares e 
avançados para correção ou redução de acidez, alcalinidade, sabor e odor. Eles 
podem ser adotados pelas ETAs de forma sistemática ou eventual, dependendo 
das características da água bruta e sua adequação aos padrões de potabilidade 
e exigências do consumidor. 
Após a passagem pela estação de tratamento, a água é levada para os 
reservatórios e distribuída. Para garantir a qualidade até a distribuição final, 
são necessários testes visando ao monitoramento, desde a captação até a 
distribuição da água nas residências.
A Portaria nº 2.914 do Ministério da Saúde orienta também a quantidade de 
amostras e a frequência de monitoramento, tanto domanancial (cianobactérias) 
quanto dos pontos da rede (BRASIL, 2011). A quantidade e a frequência da 
amostragem deve ser realizada de acordo com o tipo de manancial, a popu-
lação atendida e o ponto de amostragem. Os parâmetros, segundo a portaria, 
são: turbidez, cloro residual livre, cloraminas, dióxido de cloro, pH, fluoreto, 
gosto e odor, cianotoxinas, produtos secundários da desinfecção, além de 
outros parâmetros específicos como radioatividade a presença de agrotóxicos. 
Também são realizadas analises buscando a concentração de coliformes totais 
e Escherichia Coli. 
As estações de tratamento de água (ETAs) da Sabesp (Companhia de Saneamento 
Básico do Estado de São Paulo) funcionam como verdadeiras fábricas para produzir 
água potável. Das 237 estações, 28 abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, e 
as outras 209 fornecem água aos municípios do interior e litoral do estado. Atualmente, 
são tratados mais de 111 mil litros de água por segundo. É um número bem expressivo, 
mas que ainda pode aumentar. 
13Qualidade da água para consumo humano
A Sabesp adota processos além dos convencionas:
 � Pré-cloração: o cloro é adicionado assim que a água chega à estação, facilitando 
a retirada de matéria orgânica e metais. Esse processo é adotado devido às carac-
terísticas da água e para melhorar a eficiência dos demais.
 � Pré-alcalinização: depois do cloro, a água recebe cal ou soda, que servem para ajustar 
o pH aos valores exigidos. Quando o pH não está adequado na entrada da ETA, é 
necessário fazer essa correção para garantir a eficiência nos processos seguintes.
 � Coagulação: é adicionado sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante, 
seguido de uma agitação violenta da água. Assim, as partículas de sujeira ficam 
eletricamente desestabilizadas e mais fáceis de agregar.
 � Floculação: após a coagulação, há uma mistura lenta da água, que serve para 
provocar a formação de flocos com as partículas.
 � Decantação: a água passa por grandes tanques para separar os flocos de sujeira 
formados na etapa anterior.
 � Filtração: depois, a água atravessa tanques formados por pedras, areia e carvão 
antracito. Eles são responsáveis por reter a sujeira que restou da fase de decantação.
 � Pós-alcalinização: em seguida, é feita a correção final do pH da água, para evitar a 
corrosão ou incrustação das tubulações. Essa fase somente é necessária quando 
a água não apresenta o pH ideal ao final do tratamento.
 � Desinfecção: é feita uma última adição de cloro no líquido antes de sua saída da 
ETA. Ela garante que a água fornecida chegue isenta de bactérias e vírus até a casa 
do consumidor.
 � Fluoretação: o flúor também é adicionado à agua. A substância ajuda a preve-
nir cáries. Essa fase não é obrigatória e deve ser adicionada após comprovada a 
necessidade.
Figura 6. Imagem da estação e tratamento Guaraú, integrante do Sistema Cantareira.
Fonte: São Paulo ([2018?]).
Qualidade da água para consumo humano14
15Qualidade da água para consumo humano
BRAGA, B. et al. Introdução à engenharia ambiental. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice 
Hall, 2005.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n° 357, de 17 de março de 
2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o 
seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento 
de efluentes, e dá outras providências. Brasília, DF, 2005. Disponível em: <http://
www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res35705.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.
BRASIL. Fundação Nacional da Saúde. Manual de fluoretação da água para consumo 
humano. Brasília, DF: FUNASA, 2012. Disponível em: <http://www.funasa.gov.br/site/
wp-content/files_mf/mnl_fluoretacao_2.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 2.914, de 12 de dezembro de 2011. Dispõe sobre os 
procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para o consumo humano 
e seu padrão de potabilidade. Brasília, DF, 2011. Disponível em: <http://bvsms.saude. 
gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2914_12_12_2011.html>. Acesso em: 17 maio 2018.
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HELLER, L.; PÁDUA, V. L. Abastecimento de água para consumo humano. Belo Horizonte: 
UFMG, 2006.
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SISTEMA DE AUTOAVALIAÇÃO DE EFICIÊNCIA HÍDRICA. A disponibilidade de água no 
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VON SPERLING, M. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3. 
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Qualidade da água para consumo humano16
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10 jun. 2018.
Leituras recomendadas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12216: Projeto de Estação de 
Tratamento de Água para Abastecimento Público. Rio de Janeiro: ABNT, 1989.
RUBIN, C. Ação dos floculadores. Revista TAE, 05 fev. 2013. Disponível em: <http://
www.revistatae.com.br/5464-noticias>. Acesso em: 18 maio 2018.
DICA DO PROFESSOR
A qualidade da água para consumo humano está diretamente associada à saúde da população. O 
vídeo a seguir auxiliará você a saber mais sobre a qualidade da água para consumo humano.
Assista ao vídeo.
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EXERCÍCIOS
1) As águas superficiais precisam de tratamento prévio antes da disponibilização para o 
consumo humano. As assertivas a seguir estão corretas, EXCETO: 
A) Antes do consumo, a água é levada até uma estação de tratamento de água (ETA).
B) As águas dos mananciais apresentam resíduos orgânicos, partículas em suspensão, metais 
pesados e microrganismos.
C) Nas estações de tratamento de água, são realizados processos para atender as exigências 
higiênicas (como a remoção de substâncias tóxicas, redução de impurezas, redução de 
resíduos orgânicos, microrganismos).
D) A água potável é aquela cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos 
atendam ao padrão de potabilidade, conforme especificado por lei.
E) A PORTARIA No 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011 dispõe, na atualidade, sobre 
os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e 
seu padrão de potabilidade.
2) 
Constituem etapas básicas do tratamento de água para abastecimento. EXCETO 
A) Clarificação.
B) Cloração.
C) Decantação.
D) Desinfecção da água.
E) O zonização.
3) O conjunto de ações adotadas regularmente pela autoridade de saúde pública para 
verificar se a água consumida pela população apresenta risco à saúde humana, 
chama-se: 
A) Água potável.
B) Sistema de abastecimento de água para consumo humano.
C) Controle da qualidade da água para consumo humano.
D) Vigilância da qualidade da água para consumo humano.
E) Padrão de potabilidade.
4) Quanto ao padrão de potabilidade, assinale a alternativa INCORRETA. 
Devem ser adotadas ações corretivas quando detectados resultados positivos para A) 
coliformes totais.
B) É realizada apenas a detecção de Escherichia coli para avaliar a potabilidade da água.
C) Quando o padrão de potabilidade for violado, os responsáveispelo sistema devem 
informar à autoridade de saúde pública as medidas corretivas tomadas.
D) A contagem de bactérias heterotróficas deve ser realizada em 20 % das amostras mensais.
E) Na seleção dos locais para coleta de amostras para monitoramento da potabilidade, devem 
ser priorizadas as pontas de rede.
5) São padrões de potabilidade aceitáveis para a água, EXCETO: 
A) Arsênico: 0,1 mg/L.
B) Alumínio: 0,1 mg/L.
C) Turbidez: 3 uT.
D) Xilenos: 0,2 mg/L.
E) Ferro: 0,1 mg/L.
NA PRÁTICA
Você é responsável pela estação de tratamento de água (ETA) para abastecimento de uma 
população de 5.000 habitantes, todo mês, o departamento recebe escolas e universidades com 
foco na educação ambiental.
Confira!
 
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Tratamento da água é realizado através de diversas etapas
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Processos gerais e estações de tratamento 
de esgoto
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem, serão abordados os conceitos e o processo de tratamento de 
esgoto. O tratamento, basicamente, reproduz um processo natural, porém de maneira mais 
rápida e eficaz, considerando a capacidade de suporte e os resultados alcançados.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir tratamento de esgoto.•
Descrever quais são os processos usualmente utilizados.•
Indicar as funções de cada nível dentro do processo de tratamento.•
DESAFIO
Imagine-se atuando como gestor ambiental em uma estação de tratamento de esgoto de um 
município no Norte do Estado. O processo contemplado no tratamento é o de lodo ativado e 
você foi solicitado pelo prefeito para apresentar um relatório a respeito das vantagens e das 
desvantagens da aplicação desse método de tratamento.
INFOGRÁFICO
O infográfico a seguir demonstra os principais níveis dos processos de tratamento de esgoto 
apresentados nesta Unidade de Aprendizagem.
CONTEÚDO DO LIVRO
O capítulo indicado para leitura, Processos gerais e estações de tratamento de esgoto da obra 
Saneamento, proporcionará um enriquecimento técnico sobre o assunto, colaborando para 
formação e garantindo melhor atuação como gestor ambiental.
SANEAMENTO
Eliane Conterato
Processos gerais e estações 
de tratamento de esgoto
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Definir tratamento de esgoto.
 � Descrever quais são os processos usualmente utilizados.
 � Indicar as funções de cada nível dentro do processo de tratamento.
Introdução
Todos os dias, milhões de litros de esgoto são gerados no Brasil, e grande 
parte desse esgoto ainda é jogado na natureza sem tratamento. O esgoto 
não tratado tem uma grande quantidade de sólidos e organismos como 
vermes, bactérias, vírus e protozoários, que contaminam os recursos 
hídricos e prejudicam o desenvolvimento da vida aquática e da vida no 
seu entorno, inclusive transmitindo inúmeras doenças. As impurezas 
presentes no esgoto podem e devem ser removidas em grande parte 
pelos processos de tratamento, antes do efluente ser lançado na natureza, 
em córregos e rios.
Neste capítulo, você estudará os principais métodos utilizados no 
tratamento de esgoto, que são capazes de tornar o efluente adequado 
para posterior lançamento na natureza.
O tratamento de esgoto e sua importância
Esgoto nada mais é do que a água transportando sólidos que são despejados 
de residências e indústrias todos os dias. Esses sólidos presentes no esgoto 
são responsáveis pela deterioração da qualidade de um corpo d’água quando 
lançados nele sem um tratamento adequado. 
Quando o esgoto é lançado sem tratamento, acaba consumindo grande 
parte do oxigênio dissolvido na água nos processos de degradação da matéria 
orgânica. Conforme Von Sperling (2005), o consumo se deve aos processos de 
estabilização da matéria orgânica realizados pelas bactérias decompositoras, 
que utilizam o oxigênio disponível no meio líquido para sua respiração. Essa 
redução de oxigênio dissolvido tem diversas implicações do ponto de vista 
ambiental, sendo um dos principais problemas de poluição das águas. 
Conforme menciona o autor, a autodepuração é a capacidade de um curso 
d’água se recuperar por meio de mecanismos puramente naturais. O tempo 
necessário para a autodepuração depende do corpo receptor: em um rio ou 
mar, o fenômeno pode durar menos que em lagos, pois a agitação favorece a 
aeração do escoamento, acelerando o processo. Um fator importante a con-
siderar na autodepuração é a capacidade de assimilação do corpo d’água. O 
autor coloca que, sob uma visão prática, a capacidade de um corpo d’água 
de assimilar despejos é um recurso a ser explorado, desde que não apresente 
problemas do ponto de vista ambiental. Esse lançamento de cargas poluidoras 
não pode ser admitido acima do limite aceitável, ou seja, acima da capacidade 
de assimilação do corpo d’água.
Durante o processo de autodepuração, pode-se distinguir duas etapas 
principais: decomposição e recuperação do oxigênio dissolvido (OD). 
Durante a decomposição, existe uma demanda por oxigênio. Conforme 
Braga et al. (2005), essa quantidade de oxigênio dissolvido na água, necessária 
para a decomposição da matéria orgânica, é chamada de demanda bioquímica 
de oxigênio (DBO); ela é a quantidade de oxigênio que vai ser respirado pelos 
decompositores aeróbios para a decomposição completa da matéria orgânica 
lançada na água. A DBO varia conforme o tipo de despejo e serve como pa-
râmetro indicador do potencial poluidor de certas substâncias biodegradáveis 
em relação ao consumo de OD.
A segunda etapa, recuperação do OD, representa o período em que o 
consumo de oxigênio torna-se menor que a reposição, então, o oxigênio volta 
a aumentar no corpo hídrico. Essa reposição, segundo Braga et al. (2005), 
acontece pelas trocas atmosféricas, devido à turbulência no curso de água, e pela 
fotossíntese. Durante o processo de decomposição, o consumo normalmente 
é maior que a reposição por ambas as fontes, e, apenas quando o processo de 
decomposição cessa, a quantidade de oxigênio volta a aumentar.
O processo de autodepuração é apresentado na Figura 1. É possível ob-
servar as zonas características desse processo: zona de águas limpas, zona 
de degradação, zona de decomposição ativa, zona de recuperação e zona de 
águas limpas novamente.
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto2
Figura 1. Regiões características do processo de autodepuração.
Fonte: Adaptada de Braga et al. (2005, p. 90).
O2
Vida aquática
superior
Zona de
águas limpas
Descarga de calor ou despejo
T
ip
o
s 
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rg
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m
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çã
o
Tempo ou distância
Zona de
águas limpas
Zona de
degradação
Zona de decom-
posição ativa
Zona de
recuperação
Vida aquática
superior
Organismos
mais resistentes
Organismos
mais resistentes
Bactérias e fungos
(anaeróbicos)
DBO
Direção ou fluxo
Na Figura 1 também se pode observar que o oxigênio dissolvido (repre-
sentado pela linha tracejada), encontra-se em uma concentração mais elevada 
antes do lançamento do efluente, passando a diminuir na zona de degradação 
e atingindo o menor valor na zona de decomposição ativa. Na zona de recu-
peração, volta a aumentar até atingir uma concentração satisfatória. Braga et 
al. (2005) enfatiza que o nível de oxigênio reestabelecido não significa que a 
zona esteja livre de organismos patogênicos. Em relação à DBO, ela é baixa 
antes do lançamento do efluente, passando para valores máximos no momento 
do lançamento e decaindo até atingir o nível satisfatório. Sem dúvida, esse 
processo natural de tratamento de um esgoto lançado gera consequências ao 
meio ambiente. 
Quando existe a sobrecarga de nutrientes na água, ocorre um fenômeno 
conhecido como eutrofização, no qual há uma grande proliferação de algas e 
cianobactérias, que impedem a penetraçãoda luz solar no ambiente aquático. 
Sem luz, muitos organismos que dependem de fotossíntese acabam morrendo.
A quantificação de DBO e OD durante o processo de autodepuração pode 
ser realizada através de modelos de qualidade de água. Segundo Von Sperling 
(2005), um dos primeiros modelos foi desenvolvido por Streeter e Phelps, em 
1925, e representou um marco na história de Engenharia Sanitária e Ambiental. 
Posteriormente, vários outros modelos foram desenvolvidos, aumentando o 
número de variáveis e a complexidade, como o modelo de Camp (1954) e o 
3Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
modelo QUAL2E, desenvolvido pela Agência de Proteção Ambiental dos 
Estados Unidos.
Para que o afeito do lançamento in natura de esgotos seja minimizado, o 
esgoto deve passar por estações de tratamento de esgoto (ETE), onde ocorre 
o mesmo processo que naturalmente aconteceria em um corpo d’água, porém 
em condições controladas, que garantem qualidade na remoção de poluição. 
No tratamento de esgoto, são utilizadas como agentes bactérias aeróbias ou 
anaeróbias que, quando encontram condições favoráveis, reproduzem-se 
em grande quantidade, degradando a matéria orgânica presente no meio. 
Para que as condições ideais sejam reproduzidas, deve ser feito um correto 
dimensionamento do sistema, considerando as características do esgoto que 
chega à ETE (afluente) e as características do corpo receptor que receberá o 
esgoto depois de tratado (efluente). 
O efluente da ETE deve ser adequado ao corpo receptor, ou seja, não pode 
interferir na qualidade da água a ponto de prejudicar os usos que dela são feitos. 
No Brasil, a Resolução nº. 430, de 13 de maio de 2011, do Conselho Nacional 
do Meio Ambiente dispõe sobre condições, parâmetros, padrões e diretrizes 
para a gestão do lançamento de efluentes em corpos de água receptores.
Conforme a resolução, para o lançamento direto de efluentes oriundos de 
sistemas de tratamento de esgotos sanitários, devem ser obedecidas condições 
como:
 � pH entre 5 e 9;
 � temperatura inferior a 40° C, e que a variação de temperatura não 
exceda 3° C na zona de mistura;
 � presença de no máximo 1 ml/litro de materiais sedimentáveis, sendo 
que, para o lançamento em lagos e lagoas, esses materiais deverão ser 
virtualmente ausentes;
 � máximo de 120 mg/litro de DBO, sendo que esse limite somente poderá 
ser ultrapassado no caso de ser efluente de sistema de tratamento com 
eficiência mínima de 60% na remoção de DBO ou mediante estudo de 
autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento às metas 
do enquadramento do corpo receptor;
 � presença de óleos e graxas no limite máximo de 100 mg/litro;
 � ausência de materiais flutuantes.
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto4
Pelo link a seguir, você pode acessar o texto completo da Resolução nº. 430/2011 e 
ler mais sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, em diferentes 
condições.
https://goo.gl/E3zLSj
Para adequar o efluente ao corpo receptor, o grau de tratamento em uma 
ETE pode variar, podendo existir diversas configurações e processos que 
alcancem a eficiência necessária. Conforme Braga et al. (2005), o nível de 
tratamento pode ser classificado, segundo o grau de eficiência, em:
 � tratamento preliminar;
 � tratamento primário;
 � tratamento secundário;
 � tratamento terciário.
Veja a seguir detalhadamente cada um desses tratamentos.
Processos de tratamento de esgoto
No Brasil, a NBR 12.2009/1989 fixa as condições exigíveis para a elaboração 
de projeto hidráulico-sanitário de estações de tratamento de esgoto sanitário 
(ETE). Veja a seguir quais são os principais processos de tratamento dentro 
de cada nível.
Tratamento preliminar
Nesse primeiro nível, são retirados do esgoto os sólidos grosseiros, como lixo 
jogado indevidamente na tubulação de esgoto, folhas secas, restos de vegetais e 
tudo mais que pode ficar retido em sistema de gradeamento e sedimentado em 
caixa de areia. Esse procedimento preliminar permite melhorar a eficiência dos 
processos seguintes, evitando a danificação de equipamentos, como abrasão 
de bombas e tubulações, entupimento de tubulações ou desgaste da estrutura. 
5Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
Entretanto, a matéria orgânica não é retida nesse primeiro processo. Veja um 
esquema do tratamento preliminar na Figura 2.
Figura 2. Processo preliminar de tratamento do esgoto.
Gradeamento
Caixa de areia Medidor de vazão
Tratamento primário
Após passar pelo processo primário, o esgoto ainda contém sólidos em sus-
pensão. Conforme Nuvolari (2011), a função dessa etapa é clarificar o esgoto, 
removendo os sólidos que podem sedimentar pelo seu próprio peso. Esse 
primeiro lodo formado é chamado de lodo primário bruto. O processo de 
decomposição de parte desse lodo ocorre de forma anaeróbia no fundo do 
decantador. Posteriormente, esse lodo é removido com bombas, raspadores 
ou tubulações e tratado adequadamente, já que nem todo o volume retirado se 
encontra estabilizado (segundo a NBR 12.209/1989, o lodo estabilizado é um 
lodo que não está sujeito à putrefação). Nesse processo, também podem ser 
removidos sólidos flutuantes (óleos e graxas). Veja um esquema do tratamento 
primário na Figura 3.
Figura 3. Processo primário de tratamento de esgoto.
Esgoto
afluente
Esgoto
efluente
(já decantado)
Lodo primário
Partícula em suspensão
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto6
Tratamento secundário
O tratamento secundário remove a matéria orgânica e os sólidos em suspensão 
por meio de processos biológicos. Esses processos utilizam reações bioquími-
cas, realizadas por microrganismos, que podem ser bactérias aeróbias, aeróbias 
facultativas, protozoários e fungos. A participação dos microrganismos é 
fundamental nesse processo. 
Os principais poluentes removidos são a matéria orgânica em suspensão, 
os sólidos não sedimentáveis, os nutrientes e patógenos — esses dois últimos, 
parcialmente. Existem diferentes processos que são considerados tratamento 
secundário. A escolha do mais adequado depende, basicamente, das caracte-
rísticas do esgoto, das características climáticas do local, da disponibilidade 
de energia, da disponibilidade de espaço, entre outros fatores. Estas são as 
características de alguns dos processos mais utilizados.
Lodos ativados: segundo Jordão e Pessoa (2014), lodo ativado é o floco 
produzido em um esgoto bruto ou decantado pelo crescimento de bactérias 
ou outros organismos, na presença de oxigênio dissolvido, e acumulado 
em concentração suficiente devido ao retorno de outros flocos previamente 
formados. Basicamente, o lodo recircula logo após ser separado do es-
goto por sedimentação. O excesso de lodo é descartado (após tratamento 
adequado) e a maior parte retorna para o sistema, entrando em contato 
novamente com o esgoto bruto. O esgoto tratado é coletado por canaletas 
na superfície, onde passa para a próxima etapa. Visualize esse processo 
na Figura 4.
Filtros biológicos: conforme Jordão e Pessoa (2014), o contato do esgoto 
afluente com a massa biológica contida nos filtros biológicos realiza uma 
oxidação bioquímica. O mecanismo do processo é caracterizado pela 
percolação contínua do esgoto através do meio suporte. A Figura 5 mostra 
um esquema de filtro biológico, no qual se pode observar o sistema de 
aspersão e o meio filtrante. A coleta é realizada por tubulações localizadas 
no fundo do filtro.
7Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
Figura 4. Esquema do tratamento de esgotos por lodo ativado convencional.
Fonte: Nuvolari (2011).
Figura 5. Representação esquemática de filtro biológico.
Fonte: Von Sperling (2005).
Biofilme
Meio
suporte
Esgoto
percolando
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto8
Reatores anaeróbios: essas estruturas são dimensionadas para que o trata-
mento do esgoto seja realizado por microrganismos presentes em um manto de 
lodo formado no interior dos reatores anaeróbios. Conforme Jordão e Pessoa(2014), essas estruturas têm, basicamente, as seguintes partes:
 � câmara de digestão: onde se localiza o manto de lodo e onde se processa 
a digestão anaeróbia;
 � separador de fases: dispositivo que separa as fases líquida e gasosa da 
fase sólida (é, na verdade, um defletor de gases);
 � zona de transição: se encontra entre a zona de digestão e a zona de 
sedimentação superior;
 � zona de sedimentação: o esgoto, com uma velocidade ascensional, verte 
pelas aberturas superiores, permitindo que os sólidos ainda presentes 
sedimentem e retornem para as zonas de transição e digestão;
 � zona de acumulação de gás: zona onde o gás se acumula para ser co-
letado posteriormente.
Conforme os autores, um bom projeto de reator costuma obter um efluente 
com eficiência da ordem de 70% de remoção de DBO. No caso de esgotos 
domésticos, geralmente, pode-se obter um efluente com concentração má-
xima de DBO inferior a 120 mg/litro e de sólidos suspensos inferior a 80 mg/
litro. Esses valores são influenciados pelo tempo de detenção hidráulico que, 
tipicamente, está entre 6 a 10 horas. 
O tempo de detenção hidráulico é o tempo que o efluente é retido no reator.
A Figura 6 mostra um reator anaeróbio de fluxo ascendente (RAFA), 
conhecido também por sua sigla em inglês, UASB (Upflow Anaerobic Sludge 
Blanket).
9Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
Figura 6. Representação esquemática de um reator tipo RAFA ou UASB.
Fonte: Adaptada de Jordão e Pessoa (2014, p. 832).
Saída de biogás
Separador
trifásico
Defletor
de gases
Bolhas
de gás
Partículas
de lodo
Compartimento
de digestão
Compartimento
de decantação
Abertura para
o decantador
Manta
de lodo
Leito
de lodo
Afluente
Coleta do efluente
Lagoas de estabilização: conforme Jordão e Pessoa (2014), lagoas de estabili-
zação são sistemas de tratamento biológico em que a estabilização da matéria 
orgânica é realizada pela oxidação bacteriológica e/ou redução fotossintética 
das águas. De acordo com a forma predominante pela qual se dá a estabilização 
da matéria orgânica, as lagoas podem ser classificadas em:
 � lagoas anaeróbias: nelas predominam processos de fermentação anaeró-
bia; imediatamente abaixo da superfície, não existe oxigênio dissolvido;
 � lagoas facultativas: nelas ocorrem simultaneamente processos de fer-
mentação anaeróbia, oxidação aeróbia e redução fotossintética; 
 � lagoas de maturação: elas têm como objetivo principal a remoção de 
organismos patogênicos — bactérias, vírus, protozoários e ovos de 
helmintos. A redução de sólidos em suspensão e de DBO é praticamente 
nula, sendo esse tipo de lagoa utilizado no tratamento terciário.
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto10
A lagoa é basicamente um sistema onde o esgoto entra em uma extremidade 
e é coletado na extremidade oposta. Esse processo demora vários dias, e o tempo 
de permanência (tempo de detenção) depende do tipo de lagoa. A Tabela 1 
resume algumas características das principais lagoas utilizadas atualmente:
Fonte: Adaptada de Von Sperling (1995).
lagoas 
facultativas
lagoas 
anaeróbias
lagoas de 
maturação
tempo de 
detenção (dias)
15 a 45 3 a 6 *
profundidade (m) 1,5 a 2 3 a 5 0,8 a 12
relação comprimento/
largura
2 a 4 1 a 3 **
relação comprimento/
largura
2 a 4 1 a 3 **
* depende do formato da lagoa e da eficiência requerida;
** em lagoas de maturação chicaneadas em célula única >10 e em série de mais de 3 lagoas, varia de 1 a 3.
Tabela 1. Resumo das características das principais lagoas utilizadas
As lagoas, apesar de demandarem uma área grande em relação a outros 
processos, apresentam boa eficiência, principalmente em regiões com clima 
quente. A Figura 7 mostra um esquema de funcionamento de uma lagoa fa-
cultativa e de um sistema australiano, que é a utilização em conjunto de lagoa 
anaeróbia e lagoa facultativa. Esse sistema é bastante utilizado, pois, com a 
remoção de DBO na faixa de 50 a 70% na lagoa anaeróbia, o efluente entra 
em uma lagoa facultativa requerendo uma área menor. De acordo com Von 
Sperling (1995), esse sistema requer cerca de 45 a 70% da área em comparação 
a uma única lagoa facultativa.
11Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
Figura 7. Esquema mostrando o funcionamento de (a) lagoa facultativa e (b) lagoa anaeróbia 
seguida de facultativa (sistema australiano).
Fonte: Adaptada de Von Sperling (1995, p. 19 e 62).
Grade
Caixa
de areia
Fase sólida
Medidor
de vazão
Lagoa facultativa
Lagoa facultativa
Lagoa anaeróbica - lagoa facultativa
Corpo
receptor
Grade
Caixa
de areia
Fase sólida
Medidor
de vazão Lagoa facultativaLagoa anaeróbica
Corpo
receptor
a)
b)
Além dos processos citados, existem alternativas para o tratamento se-
cundário, que são utilizadas em tratamentos de volumes menores. Uma das 
experiências em maior escala no Brasil é a estação de tratamento ecológica 
de Juturnaíba, que faz parte do sistema de coleta e tratamento de esgoto dos 
municípios de Araruama, Saquarema e Silva Jardim, no Rio de Janeiro. Essa 
estação utiliza plantas para a absorção de nutrientes, principalmente nitrogê-
nio e fósforo, como última etapa do tratamento. A Figura 8 mostra o sistema 
utilizado na estação de Juturnaíba.
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto12
Figura 8. Plantas usadas no lugar de produtos químicos na ETE ecológica de Juturnaíba (RJ).
Fonte: Como será (2015).
No link a seguir, você encontra um artigo sobre a utilização de plantas no tratamento 
de esgoto, “Componentes do sistema de tratamento de esgoto com plantas”.
https://goo.gl/7na43W
Tratamento terciário
Este tratamento é utilizado quando se deseja obter um tratamento de qualidade 
superior para os esgotos. Nele são removidos poluentes específicos (micro-
nutrientes e patógenos), além de outros poluentes não retidos no tratamento 
primário e secundário. No tratamento terciário, removem-se compostos como 
nitrogênio e fósforo, além da remoção completa da matéria orgânica.
13Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
Entre os principais métodos de tratamento terciário estão as lagoas de 
maturação e os processos de desinfecção por cloração, raios ultravioleta ou 
ozonização. A lagoa de maturação é uma alternativa mais barata a outros 
métodos, pois a desinfecção é possibilizada basicamente pela penetração da 
luz solar, elevado pH (devido à atividade fotossintética) e elevada presença 
de oxigênio dissolvido.
Tratamento do lodo 
O lodo proveniente de estações de tratamento deve ser corretamente descar-
tado. Conforme o Brasil (2008), as etapas de tratamento de lodo de ETEs 
são quatro: adensamento, estabilização, desidratação e higienização. Mas 
nem todo resíduo gerado durante o tratamento necessita passar por todas 
essas etapas.
O adensamento consiste em concentrar os sólidos presentes no lodo para 
reduzir sua umidade. Pode ser realizado por gravidade ou por flotação, que 
consiste na adição de um polímero que facilita o arraste e o acúmulo do lodo 
na superfície do tanque. A estabilização pode ser realizada por digestão 
anaeróbia, aeróbia, tratamento térmico ou ainda estabilização química. A 
desidratação pode ser realizada por processos naturais ou mecânicos (leito 
de secagem, como exemplo de desidratação natural, e prensa desaguadora, 
como exemplo de desidratação mecânica). Existem diferentes métodos para 
a higienização; entre os mais usados estão a adição de cal e a composta-
gem. A necessidade de higienização depende da destinação final, já que a 
incineração ou a disposição em aterro sanitário requerem uma higienização 
menos rigorosa.
Veja na Figura 9 um esquema mostrando o método utilizado pela Sabesp 
(Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) até o destino 
final do lodo gerado nas ETEs da companhia.
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto14
Figura 9. Processo de secagem e destinação final do logo gerado em ETEs da Sabesp.
Fonte: São Paulo ([201-?]). 
Tratamentos em locais sem coleta públicade esgoto
Existem locais onde não há coleta pública, então, deve ser dado um tratamento 
individual adequado ao esgoto gerado. Esses casos se aplicam principalmente 
15Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
em áreas rurais. Um dos tratamentos mais utilizados em residências é a fossa 
séptica. 
De acordo com Jordão e Pessoa (2014), a fossa séptica consiste em uma 
câmara construída especialmente para reter os esgotos por determinado tempo, 
de modo a permitir a sedimentação dos sólidos e a retenção de materiais graxos, 
transformando-os em compostos mais simples e estáveis. Esse processo pode 
obter uma eficiência entre 30 e 65% na remoção de DBO. 
A retenção do esgoto na fossa pode variar de 24 a 12 horas, dependendo 
das condições do esgoto. Nesse período de retenção ocorre a sedimentação 
e a decomposição anaeróbia do lodo. O autor ainda cita os processos mais 
eficientes e econômicos de disposição do efluente da fossa séptica: diluição, 
sumidouro, vala de infiltração, vala de filtração e filtro de areia.
A diluição deve satisfazer as exigências, tanto para o efluente quanto 
para o corpo receptor. O sumidouro é um poço absorvente onde o efluente se 
infiltra no solo. A vala de infiltração consiste em uma vala preparada para 
receber e infiltrar o efluente sobre o solo. A vala de filtração consiste em 
uma vala preparada com tubulações de coleta, onde o efluente é despejado na 
superfície e coletado pelas tubulações (pode ser usado como um tratamento 
complementar, podendo chegar a uma eficiência de 95% na remoção de DBO).
Antes da destinação final, o efluente da fossa pode receber tratamento 
complementar; nesse caso, geralmente são utilizados filtros anaeróbios de 
fluxo ascendente, que consistem em uma câmara com camadas de material 
filtrante. A utilização de fossa e filtro em conjunto chegam a uma eficiência 
de 70 a 85% na remoção de DBO.
A estação de tratamento de esgoto de Barueri é uma das maiores da Sabesp. Localizada 
no município de Barueri, ela serve a maior parte da cidade de São Paulo. Também 
atende aos municípios de Jandira, Itapevi, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Taboão da 
Serra, Santana do Parnaíba e partes de Cotia, Embu e Itapecerica da Serra. Veja algumas 
características dessa ETE.
 � data de início da operação: 11 de maio de 1988;
 � pessoas beneficiadas: 5,76 milhões de habitantes;
 � vazão média de projeto: 12 mil litros por segundo;
 � vazão atual: 9.906 litros/segundo (média de 2016).
O processo de tratamento empregado é o de lodo ativado convencional e em nível 
secundário, com grau de eficiência de cerca de 90% de remoção de carga orgânica. 
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto16
Os esgotos são transportados para a estação através de um sistema de esgotamento 
constituído por coletores-tronco, emissários, interceptores e linha de recalque, totali-
zando aproximadamente 251 quilômetros de extensão.
Figura 10. Imagem da estação e tratamento de esgoto de Barueri (SP).
Fonte: São Paulo ([201-?]).
1. Quais são os níveis de 
tratamento para o esgoto?
a) Preliminar, primário, 
secundário, secundário 
complementar e terciário.
b) Preliminar, primário, 
secundário e terciário.
c) Primário, secundário e terciário.
d) Preliminar, secundário e terciário.
e) Secundário, preliminar, 
terciário e preliminar.
2. Quais são os efeitos positivos 
do saneamento básico?
a) Melhoria da saúde da população 
e redução dos recursos aplicados 
no tratamento de doenças.
b) Melhoria do potencial produtivo 
das pessoas; dinamização 
da economia e geração de 
empregos; eliminação da 
poluição estético-visual e 
desenvolvimento do turismo.
c) Eliminação de barreiras não 
tarifárias para os produtos 
exportáveis das empresas locais; 
conservação ambiental; melhoria 
da imagem institucional; 
reconhecimento dos eleitores.
d) Diminuição dos custos de 
tratamento da água.
e) Todas as alternativas 
estão corretas 
3. Os investimentos em esgoto 
sanitário têm um forte impacto 
positivo sobre a economia dos 
municípios, com valorização dos 
imóveis residenciais e comerciais. 
Além desse impacto, podem-se citar:
a) a viabilização da instalação 
de novos negócios e o 
crescimento dos já instalados.
b) o crescimento da atividade 
de construção civil para 
atender o aumento da procura 
17Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
de imóveis; a criação de 
novos empregos a partir da 
dinamização da construção 
civil, da abertura de novos 
negócios ou do crescimento 
daqueles já existentes; o 
aumento da arrecadação 
municipal de tributos.
c) a viabilização da instalação de 
novos negócios e o crescimento 
dos já instalados; o crescimento 
da atividade de construção civil 
para atender o aumento da 
procura de imóveis; a criação 
de novos empregos a partir 
da dinamização da construção 
civil, da abertura de novos 
negócios ou do crescimento 
daqueles já existentes; o 
aumento da arrecadação 
municipal de tributos.
d) a criação de novos 
empregos a partir da 
dinamização da construção 
civil, da abertura de novos 
negócios ou do crescimento 
daqueles já existentes.
e) a abertura de novos 
negócios ou do crescimento 
daqueles já existentes.
4. As características dos esgotos, de 
uma forma geral, são determinadas 
pelas impurezas incorporadas à 
água em decorrência do uso para o 
qual ela foi destinada. Considerando 
o esgoto doméstico, quais 
parâmetros devem ser analisados?
a) Sólidos, indicadores de matéria 
orgânica, nutrientes e indicadores 
de contaminação fecal.
b) Indicadores de matéria 
orgânica e indicadores de 
contaminação fecal.
c) Indicadores de matéria orgânica, 
nutrientes e indicadores 
de contaminação fecal.
d) Sólidos, indicadores de 
matéria orgânica e indicadores 
de contaminação fecal.
e) Nutrientes e indicadores 
de contaminação fecal.
5. Quais são os principais impactos 
gerados pelo lançamento de 
poluentes nos cursos d’água?
a) A contaminação pelos 
organismos patogênicos 
e a eutrofização.
b) A redução da concentração 
de oxigênio dissolvido 
e a eutrofização.
c) A redução da concentração 
de oxigênio dissolvido e a 
contaminação pelos organismos 
patogênicos e a eutrofização.
d) A redução da concentração 
de oxigênio dissolvido 
e a contaminação pelos 
organismos patogênicos.
e) Nenhuma alternativa anterior.
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto18
BRAGA, B. et al. Introdução à engenharia ambiental. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice 
Hall, 2005. 
BRASIL. Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (Org.). 
Transversal: lodo gerado durante o tratamento de água e esgoto: guia do profissional 
em treinamento: nível 2. Brasília, DF: Ministério das Cidades, 2008.
BRASIL. Resolução nº. 430, de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre as condições e pa-
drões de lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução nº. 357, de 17 
de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA. DOU, Brasília, 
DF, n. 92, p. 89, 16 maio 2011.
COMO SERÁ. Estação de tratamento usa plantas no lugar de produtos químicos. 2015. 
Disponível em: <http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/07/estacao- 
de-tratamento-usa-plantas-no-lugar-de-produtos-quimicos.html>. Acesso em: 20 
jun. 2018.
JORDÃO, E. P.; PESSÔA, C. A. Tratamento de esgotos domésticos. 7. ed. Rio de Janeiro: 
ABES, 2014.
NUVOLARI, A. (Coord.). Esgoto sanitário: coleta, transporte, tratamento e reúso agrícola. 
2. ed. São Paulo: Blucher, 2011.
SÃO PAULO. Companhia de Saneamento Básico do Estado. Estação Barueri. [201?]. 
Disponível em: <http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=49>. 
Acesso em: 20 jun. 2018.
VON SPERLING, M. V. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 
3. ed. Belo Horizonte: UMFG, 2005. (Princípios do tratamento biológico de águas 
residuárias, 1).
VON SPERLING, M. V. Lagoas de estabilização. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 1995.
Leituras recomendadas
BARROS,

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