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Conceitos Contabilísticos
E
Critérios de Valorimetria e Mensuração
 
INSTITUTO SUPERIOR DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM DE MOÇAMBIQUE
LICENCIATURA EM CONTABILIDADE E AUDITORIA
CONTABILIDADE DE SEGUROS
3. A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
TURMA: CAN3A
Aula nº - 3
Docente: MSc. Mendes
2023
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
3.1 A Contabilidade de Seguros
Todas as unidades económicas devem conhecer em datas predeterminadas, a sua situação económica e financeira, obedecendo a determinados princípios e seguindo uma certa tramitação que têm a sua materialização no que se designa por contabilidade (Santos 2004: 9)
A actividade seguradora não foge a regra e, nesse sentido, pode se afirmar que a contabilidade de seguros é tão antiga quanto a própria actividade, ainda que durante muitos anos não tivesse uma autonomia própria, diluindo-se com a contabilidade genérica. A contabilidade de seguros é uma parte da contabilidade aplicada privada que se ocupa pelo registo, processamento da informação e produção das demonstrações financeiras resultante das operações realizadas pelas empresas seguradoras.
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
3.1. A Contabilidade de Seguros (Cont.)
O funcionamento da contabilidade de seguros não foge a regra dos outros ramos de contabilidade, uma vez que ela é parte integrante da ciência mãe – a Contabilidade Geral.
3.2. Normalização Contabilística e a Legislação do Sector.
Uma empresa não vive num vácuo, indiferente ao que se passa no seu meio ambiente, seja ele geral ou específico. No espaço económico da sua actividade, as entidades económicas confrontam-se e fazem comparações das cifras que representam as transacções realizadas. As comparações, só são possíveisatravés da análise dos elementos publicados que só conduzirá a resultados credíveis se os métodos eprincípios contabilísticos utilizados na elaboração da informação contabilística forem os mesmos.
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
3.2. Normalização Contabilística e a Legislação do Sector (cont.)
Normalização contabilística é um conjunto de normas, procedimentos e princípios que devem ser seguidos pelas diversas unidades económicas, no que respeita: à nomenclatura, âmbito ou compreensão, às regras de movimentação das contas, de valorização dos elementos patrimoniais, à determinação de resultados e à elaboração e apresentação das peças contabilísticas. A normalização contabilística é traduzida pela existência de:
1.Um código de contas; 5.Critérios de valorimetria; e
2.Uma terminologia; 6.Métodos gerais de determinação de resultados;
3.Uma modalidade de funcionamento das contas;
4. Modelos de balanço, demonstração de resultados e de outras peças contabilísticas
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
3.2. Normalização Contabilística e a Legislação do Sector (cont.)
No âmbito mais geral, podemos dizer que a legislação fiscal e comercial, também fazem parte da normalização contabilística, uma vez que influencia a forma como as empresas preparam e organizam a informação contabilística.
A normalização contabilística do sector conheceu um evolução significativa nos últimos anos depois de uma estagnação total de mais de cinquenta anos (1953 a 2003), Com efeito foram publicados nos anos 2003 e 2004, quatro importantes normativos legais que vieram a melhorar a uniformização relativa ao registo das transacções, constituição das provisões técnicas e preparação das demonstrações financeiras.
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
Os quatro normativos legais
Lei 3/2003 de 21 de Janeiro, que veio estabelecer as condições de acesso e exercício da actividade seguradora no país, bem como a respectiva mediação e define as condições de estabelecimento no exterior das seguradoras nacionais;
Decreto 41/2003 de 10 de Dezembro, que aprova o regulamento das condições de acesso e exercício da actividade seguradora no país, bem como a respectiva mediação;
Decreto 42/2003 de 10 de Dezembro, estabelece o regime jurídico das garantias financeiras (provisões técnicas) exigíveis a entidades habilitadas ao exercício da actividade seguradora;
Diploma Ministerial 113/2004, Ministério do Plano e Finanças, de 23 de Junho – Plano de contas para as entidades habilitadas ao exercício ao exercício da actividade seguradora.
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
 
3.3. Normas e Princípios contabilísticos
O produto final da contabilidade são as demonstrações financeiras e estas devem dar uma imagem verdadeira e apropriada do património, da situação financeira, assim como do resultado das operações da empresa de modo a satisfazer todos os utentes da informação financeira, sejam eles, credores, devedores, accionistas, estado, etc..
3.3.1. Normas:
A qualidade essencial da informação proporcionada pelas demonstrações financeiras é a de que seja compreensível pelos utentes acima referidos e só é possível através do cumprimento das normas de contabilidade sobretudo as de relevância, fiabilidade e comparabilidade.
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
 
3.3.1.Normas:(cont.)
Relevância - é entendida como sendo a qualidade que a informação tem de influenciar as decisões dos seusutentes, ao ajuda - los a avaliar os acontecimentos passados, presentes e futuros ou a confirmar ou a corrigir assuas avaliações.
Fiabilidade - é a qualidade que a informação tem de estar liberta de erros materiais e de juízos prévios, ao mostrar apropriadamente o que tem por finalidade apresentar ou se espera que razoavelmente represente, podendo, por conseguinte, dela depender os utentes.
Comparabilidade - tem a ver com a divulgação e a quantificação dos efeitos financeiros das operações e de outros acontecimentos que devem ser registadas de forma consistente pela empresa e durante a sua vida, para identificarem as tendências na sua posição financeira e nos resultados das suas operações. 
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
 
3.3.1. Princípios contabilísticos:
O seguimento de princípios contabilísticos, também reveste de grande importância, sobretudo se assumirmos que os utentes da informação contabilística ultrapassa as fronteiras de um país, se considerarmos que as operações de divisão de risco abarcam muita das vezes ressegurados e resseguradores estrangeiros. Podemos focar alguns princípios contabilísticos geralmente aceites que a sua observância é indispensável na informação financeira dasempresas seguradoras, tais como: Continuidade, Consistência, Especialização, Prudência, Substância sobre a forma e Materialidade.
Continuidade - presume-se que a empresa de seguros opera continuamente não tendo intenção nem necessidade de entrar em liquidação ou reduzir significativamente a sua actividade. Este princípio é fundamental para transmitir confiança aos segurados e ao público em geral. 
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
 
3.3.1. Princípios contabilísticos:
Consistência: Os critérios valorimétricos não podem ser modificados de um exercício para o outro, caso se verifique uma derrogação a este princípio com efeitos materialmente relevantes, deve constar uma nota explicativa anexo as demonstrações financeiras.
Especialização: Os proveitos e os custos são reconhecidos quando obtidos ou incorridos, independentemente do seu recebimento ou pagamento, devendo incluir-se nas demonstrações financeiras dos períodos a que respeitam. Acriação das reservas (provisões) técnicas assentam neste princípio.
Prudência: As contas devem integrar níveis de precaução exigidos por estimativas realizadas em condições de incerteza,não permitindo, contudo, a criação de reservas ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação dos activos e proveitos por defeito de passivo e custos por excesso.
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
 
3.3.1. Princípios contabilísticos:
Substância sobre a forma: Segundo o qual as operações devem ser contabilizadas e apresentadas de acordo com a sua substância e realidade económica e não meramente de acordo com a sua forma legal.
Materialidade: De acordo com este princípio, as demonstrações financeiras, devem divulgar todos os elementos que sejam materialmente relevantes e que possam afectar as avaliações ou decisões pelos utentes interessados.
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
 
3.4 O plano de contas para instituições habilitadas ao exercício do seguro
3.4.1 Considerações Gerais
A uniformidade dos balanços nas empresas seguradoras representa sob todos os aspectos um beneficio para a indústria de seguros que se traduz em prestígio e confiança, o que é muito importante, dada a importância desta indústria de serviços na economia e na sociedade.Se cada sociedade de seguros organizasse o seu balanço segundo o seu próprio critério, procurando o seu valor patrimonial de entre os elementos classificados a seu belo prazer, designando as contas por títulos mais ou menos lógicos, mas sem uniformidade, não correspondendo em todas as empresas a mesma natureza de valores, não poderá o público accionista e a própria fiscalização tirar conclusões acertadas de tais balanços, nem procederem àcomparação da actividade e resultados com outras sociedades similares, prejudicando-se as conclusões estatísticas de orientação da actividade seguradora.
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3.A Contabilidade de Seguros e a Normalização Contabilística 
 
3.4 O plano de contas para instituições habilitadas ao exercício do seguro
3.4.2 Estrutura e caracterização do plano de contas
O plano de contas paras entidades habilitadas ao exercício da actividade seguradora foi aprovado pelo DiplomaMinisterial 113/2004 de 23 de Junho. O plano de contas é composto por cinco capítulos. O primeiro consiste naapresentação do dispositivo legal, o segundo é constituído por regras características e princípios contabilísticos. Oterceiro capítulo, apresenta o quadro e lista de contas, âmbito e regras de movimentações das contas, modelo dasdemonstrações financeiras e seus anexos. O quarto capítulo estabelece os critérios de valorimetria e o quinto oselementos contabilísticos que devem ser publicados.
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4. Relevação Contabilística das Principais Transacções
4.1 Introdução
Em virtude do número elevado e multifacetado das transacções e operações contabilísticas realizadas por entidades seguradoras, e porque não se pretende um estudo exaustivo do assunto, seleccionaremos para discussão do seu tratamento contabilístico apenas as principais operações de seguro.Assim, com auxílio de alguns casos práticos e esquemas de contabilização, iremos discutir a contabilização de operações, tais como, a emissão do recibo de prémios; a divisão de riscos, as indemnizações e outras transacções conexas.
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4. Relevação Contabilística das Principais Transacções
4.2 Emissão do recibo de prémios
Na definição do contrato de seguro, o prémio é um elemento essencial. O pagamento do prémio representa a validação do vínculo entre o segurado e o segurador. A contabilização da emissão e cobrança de um recibo de prémios implica a movimentação das seguintes contas:
70. Prémios emitidos
 700. Prémios de seguro directo vida
 701. Prémios de seguro directo não vida
40. Tomadores de seguros
 408. Contas a cobrança
46. Estado e outros entes públicos
10. Caixa ou 11. Depósitos a ordem
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4. Relevação Contabilística das Principais Transacções
4.2 Emissão do recibo de prémios
Esquematicamente teríamos:
 a) Emissão do recibo
Onde:
 A - Valor do recibo do premio
A1 - Premio Bruto
A2 - Valor do imposto selo
b) Cobrança
	 70000/7010 			 4080/4081			 4630	 
	 	 A1		A			 	 A2
	  			 			  	
	 4080/4081 			 10/11	
	 	A		A	
	 			  	
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4.Relevação Contabilística das Principais Transacções
 Exercicio de aplicação 1
Em 01 de Março de 2022 a Seguradora FIDELIS, SA. emitiu um recibo de prémio de uma apólice de seguro contra fogo, a cobrar directamente por via de débito directo da conta bancário do segurado no Banco UBA. O capital seguro é de 500.000 Meticais. Os elementos de cálculo do recibo do prémio foram os seguintes:
Taxa de risco------- 2%
Encargos diversos 10%
Custo da apólice 100 MT
Selo da apólice 2%
Pretende-se:
O cálculo do valor do recibo
b) A contabilização, no diário geral, da emissão do recibo de prémio e da cobrança, assumindo o mesmo foi feito a 19 de Março de 2022.
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4.Relevação Contabilística das Principais Transacções
 a) Cálculo da emissão 
Prémio simples (500.000x2%)------ 10,000,00
Encargos (10.000x10%)----------- 1,000,00
Prémio comercial (PS +E)------------ 11,000,00
Custo da apólice-------------------------- 100,00
Prémio bruto (PC + C.apolice)-------- 11,100,00
Selo da apólice (11.100x2%)-------------- 222,00
Valor do recibo (PB + Selo da apol.) ----11,322,00
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4.Relevação Contabilística das Principais Transacções
b) Contabilização 
	 	 	Maputo 01 de Março de 2022	 	 
	1	 	Transporte	 	 
	 	 	40. Tomadores de seguro	 	 
	 	 	 408. Contas a cobrança	 	 
	 	 	 4080. Directa 	11.322.00	 
	 	a	70. Prémios brutos emitidos	 	 
	 	 	 701. Prémios de seguro directo não vida	 	 
	 	 	 7010. Prémios processados 	 	11.000,00
	 	 	 7013. Apólices e actas adicionais 	 	 100,00
	 	a	46.Estado e outros entes públicos	 	 
	 	 	 463. Outros impostos e taxas	 	 
	 	 	 4630. Imposto de selo 	 	 222,00
	 	 	Pela emissão do recibo de prémio	 	 
	 	 	------------------------ , , -------------------------	 	 
	2	 	11. Depósitos a ordem	 	 
	 	 	 Banco BCI	11.322,00	 
	 	a	40. Tomadores de seguro	 	 
	 	 	 4080.Directa	 	11,322,00
	 	 	Pela cobraçao directa	 	 
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4.Relevação Contabilística das Principais Transacções
4.3 Comissões de seguro directo
Os negócios do seguro tanto podem chegar à seguradora directamente pelo tomador do seguro ou por intermédio de um mediador de seguro. Fundamentalmente, existem dois canais de distribuição dos serviços de seguro: Canais tradicionais e Canais modernos.
 Os canais tradicionais incluem, mediadores e venda directa e os modernos compreendem bancos comerciais, telemarketing e Internet (e – business). Se o canal de distribuição usado pela seguradora envolver terceiros, resultará num encargo, designado por comissão.
Os mediadores subdividem-se em:
Agentes de seguro;
 Corretores de seguro; e 
Angariadores de seguros
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4.Relevação Contabilística das Principais Transacções
4.3 Comissões de seguro directo (Cont.)
Os agentes de seguro, apresentam, propõem e preparam a celebração de contratos de seguro. A sua actividade pode ser exercida junto das seguradoras ou de corretores.O corretor de seguros é um mediador tecnicamente qualificado, que para além de intermediação pode exercer funções de consultoria em matéria de seguros junto dos tomadores.Os angariadores de seguros são normalmente funcionários das seguradoras afectos a área comercial, com a função de atrair negócio para a empresa.As comissões pagas ou creditadas aos intermediários podem ser em forma de: Comissão de cobrança e Comissão de corretagem.
Do ponto de vista contabilístico, as comissões de mediação e corretagem são custos de aquisição, a contabilizar na conta 630. Custos de exploração – Custos de aquisição.
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4.Relevação Contabilística das Principais Transacções
4.3 Comissões de seguro directo(Cont.)
Esquematicamente o processamento das comissões dá lugar ao seguinte lançamento:
Após a cobrança efectiva do recibo de prémio, a comissão do mediador é transferida da conta 410. Tomadores deseguro – Comissões a Pagar, para a conta 412. Tomadores de seguro – Contas correntes, líquido de impostos casose trate de um mediador sem contabilidade organizada, como é o caso de pessoas singulares.
 esquematicamente teriamos:
Onde: 
A – valor total da comissão processada;
 A1 – valor da comissão efectiva, líquida de impostos e
 A2 – imposto sobre rendimento retido na fonte
   
	 410			 630	
	 	 A	 	 A	
	 			  	
	412	 		410	 		46101	 
	 	 A1		A			 	 A2
	 			 			 	
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4.Relevação Contabilística das Principais Transacções
4.3 Comissões de seguro directo (Cont.)
Exercício de aplicação 2
Em 19 de Março de 2022 a Seguradora FIDELIS, SA emitiu um recibo de prémios de uma apólice de acidentes pessoas, cujo mediador foi a Anderson Agências. O capital seguro foi de 1.500.000 e os elementos para o cálculo do valor do recibo foram os seguintes:
Taxa de risco 1%
Encargos diversos 5%
Custo da apólice 100 MT
Selo da apólice 2%
Comissão mediação 2% (sobre o prémio simples)
O recibo de prémio foi cobrado pelo mediador a 23 de Março e no dia 28 do mesmo mês fez a entrega do valor via transferência bancária. A comissão de cobrança é de 4% sobre o prémio simples.
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4.Relevação Contabilística das Principais Transacções
Pretende-se:
O cálculo do valor do recibo de prémio e das comissões
O contabilização da operação
Resoluçao: 
Valor do reciboPrémio simples (1.500.000x1%) ---15.000,00
Encargos (15.000x5%)---------------------------------- 750,00
Prémio comercial -------------------------------------- 15.750,00
Custo da apólice--------------------------------------- 100,00
Prémio bruto ------------------------------------------ 15,850,00
Selo da apólice (15.850x2%)----------------------------- 317,00
Valor do recibo -------------------------------------------16,167,00
Comissões
Comissão de mediação (15.000x2%) ------------------- 300,00
Comissão de cobrança (15.000x4%)-------------------- 600,00
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			Maputo 20 de Marçco de 2022		
			Transporte		
	1		40. Tomadores de seguro		
			408. Contas a cobrança		
			4081. Indirecta 	16.167,00	
		a	 70. Prémios brutos emitidos		
			701. Prémios de seguro directo não vida		
			7010. Prémios processados 		15.750.00
			7013. Apólices e actas adicionais		 100,00 
		a	a46. Estado e outros entes públicos		
			463. Outros impostos e taxas		
			4630. Imposto de selo 		 317,00
			Emissão do recibo de prémio		
			____________ II________________		
			63. Custos de exploração		
	2		630. Custos de aquisição		
			6301. De seguro directo não vida		
			63010 Comissões de mediação e corre 	 900,00	
		a	41. Mediadores de seguro		
			410. Comissões a pagar 		 900,00
			processamento da comissão		
			____________ II________________		
			40. Tomadores de seguro		
			400. Recibos por cobrar		
	3		4000. Em curso 	16.167,00	
		a	40.Tomadores de seguro		
			408. Contas a cobrança		
			4081 – Indirecta 		16.167,00
			Transferência do recibo		
			____________ II________________		
			Transporte		
			41. Mediadores de seguro		
			412. Contas correntes 	16.167,00	
		a	 40. Tomadores de seguro		
			400. Recibos por cobrar		
			4000 Em curso 		16.167,00
	4		Cobrança do recibo pelo agente		
			____________ II________________		
			41. Mediadores de seguro		
			410. Comissões a pagar 	 900,00	
		a	 408. Contas a cobrança		
			412. Contas correntes 		 900,00
			crédito definitivo da comissão		
			____________ 25________________		
			11. Depósitos a ordem 	15.267,00	
	5	a	 41. Mediadores de seguro		
			412. Contas correntes 		15.267,00
					
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EXERCICIOS DE APLICAÇÃO
A seguradora prática as seguintes taxas de comissão:
•Mediação.------------------------(10%)?
•Cobrança.-------------------------(5%)?
•IRPS—————--------------—-(20%)?
•Imposto do Selo—--------------(2%)?
Premio Simples -----------160.000,00
O recibo foi cobrado pelo mediador em 13 de Setembro do ano corrente, data em que prestou contas à seguradora do valor do recibo líquido das comissões e acrescido de IRPS retido na fonte à taxa de 20% e do imposto de selo do recibo calculado à taxa de 2%. Pretende-se o calculo dos custos acima a pagar ao agente com a imputação dos respectivos custos acima.
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Resolução
Mediação:
Premio Simples PS * 10% = (160.000*10%)=16.000
Cobrança 
Premio Simples PS * 5% = ( 160.000*5%) = 8.000
Somatório (comissões) Σ(Mediação + Cobrança) = 16.000 
+ 8.000 = 24.000
IRPS Σ(Mediação + Cobrança) * 20% = (24.000 * 20%) = (4.800)
I. Selo Σ(Mediação + Cobrança) * 2% = (24.000 * 2%) = (480)
Remunerações à pagar Σ(Mediação + Cobrança) - IRPS - I. Selo = (24.000 – 4.800 – 480 = 18.720 
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Cont.
No dia 16 de Setembro do ano corrente a seguradora emitiu um recibo de estorno à favor do tomador do seguro por 5%, excluindo o custo de apólice e Carta de Responsabilidade Civil (CRC), o recebo de estorno foi pago ao tomador de seguro pelo mediador, no dia 18 de Setembro a seguradora emitiu cheque sobre BCI onde liquidou o saldo em dívida, líquida dos impostos estornados.
ESTORNOS:
Premio Simples = 160.000,00
Premio Comercial = 192.000,00
Premio Bruto = 192.000,00
Premio Total = 199.030,50
I.S = 3.846,00
Tx. Supervisão = 2.884,50
Somatório = ?
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Cont.
Estorno do recibo nº 191916 (Prêmio total, Comissões, IRPS, Imposto de selo)
Premio Simples = 160.000 * 5% = 8.000,00
Premio Comercial = 192.000 * 5% = 9.600,00
PB = PC + custo de apólice + actas adicionais + Carta de Responsabilidade Civil (CRC)
PB = PC * 5% + 0 + 0 + 0
PB = 9.600,00 (PB = PC)
PT = PB + I.S. + Tx. Supervisão
PT = 9.600,00 + (3846*5%) + (2884,50*5%)
PT = 9.600,00 + 192,30 + 144,23
PT = 9.936,53
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Cont.
Comissão de Mediação:
16.000 * 5% = 800,00
Comissão de Cobrança
8.000 * 5% = 400,00
Total das comissões. = 1200,00
IRPS (4.800*5%) = (240,00)
I. Selo (480*5%) = (24,00), 
Continuação da aula prática nº. 1, onde a seguradora praticou as seguintes taxas de comissão:
•Mediação. -------------- (10%)?
•Cobrança. --------------- (5%)?
•IRPS———-----———-(20%)?
•Imposto do Selo—-----(2%)?
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Cont.
O recibo foi cobrado pelo mediador em 13 de Setembro do ano corrente, data em que prestou contas à seguradora do valor do recibo líquido das comissões e acrescido de IRPS retido na fonte à taxa de 20% e do imposto de selo do recibo calculado à taxa de 2%.
Mediação:
PS * 10%=(160.000*10%)=16.000
Cobrança 
PS * 5%=( 160.000*5%) = 8.000
Somatório (comissões) = 24.000
IRPS. (24.000 * 20%) = (4.800)
I. Selo. (2400 * 2%) = ( 480)
Remunerações à pagar =18.720
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Cont.
No dia 16 de Setembro do ano corrente a seguradora emitiu um recibo de estorno à favor do tomador do seguro por 5%, excluindo o custo de apólice e Carta de Responsabilidade Civil (CRC), o recebo de estorno foi pago ao tomador de seguro pelo mediador, no dia 18 de Setembro a seguradora emitiu cheque sobre BCI onde liquidou o saldo em dívida, líquida dos impostos estornados.
ESTORNOS:
PS=160.000,00
PC=192.000,00
PB=192.300,00
PT=199.030,50
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Cont.
Estorno do recibo n.191916(Prêmio total, comissões, IRPS, imposto de selo)
PS = 160.000 * 5% = 8.000,00
PC = 192.000 * 5% = 9.600,00
PB = PC + custo de apólice + actas adc. + CRC
PB = PS * 5% + 0 + 0 + 0
PB = 9.600,00 (PB = PC)
 
PT = PB + IS + Tx. S
PT = 9.600,00 + (3846*5%) + (2884,50*5%)
PT = 9.600,00 + 192,3 + 144,23
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Cont.
Comissão de mediação:
16.000*5%=800,00
Comissão de cobrança
8.000*5%=400,00
Total das comissões: =1200,00
IRPS (4.800*5%) =(240,00)
I. Selo (480*5%) =(24,00)
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Resolucao de Exercicio 2
1199,030.00 3 3,846.003,846.00 1 
199,030.50 Sd7 192.30 480.00 5 
8 24.00 
199,030.00 199,030.50 4,062.30 4,326.00 
192,000.00 1 3 2,884.50 2,884.50 1 
Sc192,000.00 7 144.23 144.23 Sd
192,000.00 192,000.00 3,028.73 3,028.73 
250.00 1 50.00 1 
Sc250.00 Sc50.00 
250.00 250.00 50.00 50.00 
2199,030.50 3,846.00 3 4 16,000.00 800.00 8 
10936.00 2,884.50 3 15,200.00 Sd
18,720.00 6 16,000.00 16,000.00 
174,516.00 Sd- 
199,966.50 199,966.50 
48,000.00 400.00 8 9 240.00 4,800.00 5 
7,600.00 SdSc4,560.00 
8,000.00 8,000.00 4,800.00 4,800.00 
55,280.00 24,000.00 4 9,936.53 7 
618,720.00 Sc9,936.53 
24,000.00 24,000.00 9,936.53 9,936.53 
81,200.00 264.00 9 7 9,600.00 
936.00 10 9,600.00 Sd
1,200.00 1,200.00 9,600.00 9,600.00 
41041 Remuneracoes a Receber70012 Premio Estornado
1100 Bancos Dep. Ordem630260 Remuneracao do Mediador
630290 Outros Custos Administrat46001 Reducao de Impostos
41040 Remuneracoes Pagas40044 Estorno a Pagar
40080 Tomador do Seguro46030 Imposto de Selo
70010 Premio Processado46031 Taxa de Supervisao
70013 Apolice e Actas Adicionais70014 Carta Respons. Civil

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