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Mesopotâmia
Mesopotâmia foi o nome dado pelos gregos às terras do Oriente Médio cortadas pelos rios Tigre e Eufrates.
Graças ao aproveitamento das águas dos rios, por meio do trabalho coletivo e direcionado, a Mesopotâmia transformou-se em um polo de atração para diferentes povos e berço de civilizações ricas e variadas. Entre esses povos estão: sumérios, acádios, amoritas, assírios e caldeus.
Os sumérios e os acádios
Os sumérios se estabeleceram no sul da Mesopotâmia e desenvolveram a agricultura e a criação de gado. Para irrigar as áreas mais distantes, construíram canais e, para armazenar as águas das cheias, faziam diques. A agricultura, a pecuária e as técnicas de controle das águas estimulavam a sedentarização e a produção de alimentos, o que favoreceu o crescimento da população, a especialização do trabalho e o comércio, feito com regularidade.
Gudea- um dos governantes que controlava a cidade de Lagash
Assim, durante o 4º milênio a.C., no sul da Mesopotâmia, surgiram as cidades de Ur, Uruk, Eridu e Lagash, que estão entre as primeiras do mundo.
Estas cidades eram independentes e possuíam governo próprio, por isso eram chamadas cidades-Estado. Cada cidade possuía um deus protetor e um rei, que era visto como servidor desses deuses. 
Em volta de suas cidades, os sumérios erguiam muralhas altas e extensas com várias torres defensivas. Próximo à cidade ficavam as áreas de cultivo. E dentro das cidades, as casas, as ruas, as pontes, o palácio e os templos religiosos.
Palácios e templos habitados por indivíduos com grande poder e prestígio, como reis e sacerdotes, são indícios da diferenciação social existente nas primeiras cidades da Suméria. 
Ilustração da cidade de Uruk
Cidade da Babilônia
A necessidade de controlar os recebimentos e pagamentos realizados pelos templos e palácios, bem como a circulação de produtos (trigo, animais e utensílios), isto é, a necessidade de resolver problemas práticos de ordem administrativa e contábil, deu origem à escrita, inventada provavelmente pelos sacerdotes sumérios por volta de 3000 a.C..
Os sumérios escreviam em tabuinhas de argila úmida, que depois eram colocadas ao sol para secar. Para escrever, usavam a ponta de um estilete de extremidade triangular, com o qual faziam sinais em forma de cunha. Por isso, esse tipo de escrita recebeu o nome de escrita cuneiforme. 
O domínio dos sumérios se estendeu por quase todo o terceiro milênio antes de Cristo; depois eles foram conquistados pelos acádios, que assimilaram boa parte de sua cultura e estenderam seu domínio em direção ao norte. Por volta de 2350 a.C., Sargão rei da cidade de Acad, fundou o Império Acádio, o primeiro império da região que durou até por volta de 2100 a.C.. Abalado por rebeliões internas, foi invadido por guerreiros nômades que provocaram sua desintegração. 
Os amoritas
Foram um dos grupos guerreiros que invadiram o Império Acádio. Eles fundaram a cidade da Babilônia, que passou a seu um polo de força na Mesopotâmia. Da Babilônia, os amoritas se expandiram e construíram o Primeiro Império Babilônico, que teve seu período áureo no reinado der Hamurabi (1792-1750 a.C.). As principais realizações do seu governo foram:
O incentivo à agricultura por meio da construção de açudes e canais de irrigação;
A unificação da língua e da religião;
A organização de um código de leis, o Código de Hamurabi. Este código trata dos mais variados assuntos, desde a regulamentação das profissões até as normas a respeito do casamento e da assistência aos pobres e viúvas entre outros.
Após o governo de Hamurabi, a Babilônia foi invadida e conquistada pelos assírios. 
O Código de Hamurabi
1- Se um awilum (homem livre, com cidadania plena) acusou um (outro) awilum e lançou sobre ele (suspeita de ) morte mas não pôde comprovar: o seu acusador será morto.
6- Se um awilum roubou um bem (de propriedade) de um deus ou do palácio: esse awilum será morto; e, aquele que recebeu de sua mão o objeto, será morto.
8- se um awilum roubou um boi ou uma ovelha ou um asno ou um porco ou um barco: se é de um deus do palácio deverá pagar trinta vezes; se é de um muskênum (pessoa pertencente a um grupo social intermediário entre os homens livres e os escravos) 
Indenizará dez vezes. Se o ladrão não tem com que pagar, ele será morto.
16- Se um awilum escondeu em sua casa um escravo ou uma escrava fugitivo do palácio ou de muskênum o dono dessa casa será morto.
229- Se um pedreiro edificou uma casa para um awilum, mas não reforçou o seu trabalhome a casa, que construiu, caiu e causou a morte do dono da casa, esse pedreiro será morto.
230- Se causou a morte do filho do dono da casa, matarão o filho desse pedreiro.
231- Se causou a morte de um escravo do dono da casa, ele dará ao dono da casa um escravo equivalente.
Os Assírios
Habitando uma área de passagem, os assírios recorriam à guerra para defender seu território; nesse processo, se aperfeiçoaram como guerreiros: passaram a usar o ferro em suas armas e desenvolveram os carros de guerra com rodas de aros.
Com o passar do tempo, os assírios adotaram uma política implacável de conquistas e tornaram-se senhores de um imenso império, com capital na cidade de Ninive.
O Império Assírio abrangia a mesopotâmia, a Síria, a Palestina, a Fenícia e o Egito.
Os assírios justificavam suas conquistas de terras e povos afirmando que essa era a vontade de Assur, seu principal deus. Com isso, buscavam legitimar sua política expansionista. 
Mas o que tornou os assírios de fato conhecidos foi o modo como tratavam seus adversários.
As rebeliões constantes, promovidas pelos povos dominados, enfraqueceram o Império Assírio, que se desintegrou quando os caldeus (habitantes da Babilônia), aliados aos medos tomaram a cidade de Nínive, a capital, em 612 a.C.
Nínive
Os Caldeus
Os caldeus, ou novos babilônios, também conquistaram terras, povos e constituíram um poderoso império: o Segundo Império Babilônico. Durante essa expansão militar, invadiram a cidade de Jerusalém, prenderam milhares de judeus e os levaram como escravos para a Babilônia. Com uma parte da riqueza tomada dos vencidos, o imperador caldeu Nabucodonosor (604-562 a.C.) promoveu a reconstrução da cidade de Babilônia, escolhida para ser sua capital.
Entre as obras de engenharia realizadas no seu governo estão a famosa Torre de Babel e os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Assim como seus antecessores, o Segundo Império Babilônico também foi abalado por revoltas internas e, estando enfraquecido, foi conquistado pelos persas chefiados por Ciro, o Grande, em 539 a.C.
Nabucodonosor
Torre de Babel
Jardins Suspensos da Babilônia
Características dos povos mesopotâmicos
Os povos mesopotâmicos praticavam a agricultura, a criação de animais, o artesanato e o comércio. As famílias cultivavam sobretudo, a cevada, o trigo e o gergelim. Ao lado de suas casas, plantavam árvores frutíferas, e nos espaços entre as plantações de cereais, cultivavam legumes e hortaliças. Os mesopotâmios também praticavam a pecuária; criavam bois, porcos, ovelhas, cabras.
O artesanato praticado no campo era rudimentar, mas nas cidades havia artesãos especializados na confecção de tecidos, cerâmica, artefatos de ferro, madeira, jóias, perfumes, cremes de beleza e bijuterias.
Os habitantes do campo trocavam seus produtos entre si e com os moradores das cidades; assim, na Mesopotâmia, o comércio interno ligava o campo a cidade.
O comércio externo
A Mesopotâmia carecia de pedras, madeiras e metais, matérias-primas importantes para a sua economia. Para obtê-las, seus comerciantes montavam caravanas e percorriam longas distâncias tanto em direção ao Oriente quanto ao Ocidente. Essas expedições, por serem custosas e arriscadas foram organizadas por templos e palácios, ou seja, pelos sacerdotes e pela realeza. Posteriormente,passaram às mãos de particulares enriquecidos, mas continuaram a ser controladas e taxadas pelo governo.
Sociedade, trabalho, impostos e oferendas
As sociedades mesopotâmicas eram hierarquizadas e marcadas pela desigualdade. De um lado, havia a realeza, os sacerdotes, os altos funcionários e os grandes comerciantes; de outro, os escravos e os trabalhadores livres do campo e das cidades; estes tinham de arcar com o próprio sustento e ainda realizar trabalhos obrigatórios em obras coordenadas pelo rei: construção de palácios, templos, muros, pontes, canais de irrigação e diques.
Os escravos (prisioneiros de guerra ou pessoas que não puderam pagar suas dívidas) nunca constituíram maioria da população, como aconteceu na Grécia e em Roma.
Os trabalhadores eram obrigados a entregar4 parte do que produziam para os palácios (na forma de impostos) e para os templos (na forma de oferenda). A realeza acumulava os produtos dos impostos e os utilizava em proveito próprio ou no pagamento de seus funcionários.
Em época de crise, porém, o rei distribuía parte 
deles à população.
População da Mesopotâmia contribuindo com uma festa da realeza
Religião e Mitologia
Os mesopotâmios eram politeístas e os seus deuses possuíam forma e sentimentos humanos. Entre os deuses estão: Shamach, deus do Sol; Enlil, deus do vento e das chuvas; e Ishtar, deusa do amor e da fecundidade.
Cada cidade possuía um deus protetor, que era transformado em deus supremo quando a cidade protegida por ele tornava-se capital de um império. Quando os babilônios constituíram impérios, por exemplo, o deus Marduk passou a ser a principal divindade de toda a Mesopotâmia.
Os mesopotâmios também criaram mitos, que devem ser considerados um registro valioso sobre a vida e a visão de mundo de um povo.
Deus do Sol- Shamach
Enlil- deus do vento e das chuvas

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