Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

DIREITO PENAL – PRESCRIÇÃO
CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA
Hoje vamos abordar a questão da prescrição penal, um tópico intrinsecamente relacionado ao tempo e à perda do que chamamos de "ius puniendi" - o direito de punir ou o dever-poder, isto é, o dever do Estado de punir. Nas palavras de Coelho:
"Dessa forma, o Estado não detém o direito de punir simplesmente por possuí-lo, mas sim um poder-dever de atuar diante da exclusividade do Direito Penal em situações de conflitos sociais. Este é um poder no sentido de que somente o Estado tem o direito de exercer punições penais, e é um dever, pois sua atuação é necessária para evitar a anomia penal, que poderia levar a ações privadas diante de violações graves dos direitos."
A prescrição no Direito Civil pode ser a mais antiga e clássica, mas no Direito Penal é completamente diferente. Enquanto no Direito Civil a prescrição e a decadência têm suas próprias consequências, como a perda do direito de ação ou do próprio direito, no Direito Penal, temos a prescrição e a decadência como institutos distintos, dependendo de quem seja o titular da ação, seja pública ou privada.
A decadência, por exemplo, resulta na perda do direito de ação ou da representação por parte do interessado, aquele que pode apresentar uma queixa-crime, iniciar a ação penal privada ou fazer a representação para possibilitar a ação penal pública condicionada à representação. Geralmente, a decadência tem um prazo de 6 meses.
Por outro lado, quando falamos de prescrição, estamos nos referindo à perda do direito de punir do Estado, especialmente quando o Ministério Público é o titular da ação penal. A diferença entre prescrição e decadência no contexto penal é notável. Ambos os institutos estão inseridos no direito material do Direito Penal, significando que estamos tratando da perda do direito de punir, em vez de uma questão processual. Isso tem implicações na contagem de prazos, entre outros aspectos.
Conforme Nucci, prescrição é a "perda do direito de punir do Estado devido à inatividade durante um período de tempo. Não existe mais interesse estatal em punir o crime, tendo em vista o decurso do tempo e o fato de o infrator não reincidir, reintegrando-se à sociedade."
A perspectiva da prescrição, de acordo com Bitencourt, envolve a "perda do direito de punir do Estado devido ao decurso do tempo, devido à sua não utilização dentro do prazo previamente estabelecido." Portanto, de acordo com esse doutrinador, o prazo prescricional deve estar estabelecido na lei.
Depois de esclarecer o conceito de prescrição, fica mais simples entender sua natureza jurídica, que é uma causa de extinção da punibilidade, como especificamente previsto no artigo 107, inciso IV, do Código Penal. Portanto, ao falar de prescrição, não estamos abordando o crime em si, mas a punibilidade, que é a consequência do crime já ocorrido. Diversos fatores podem extinguir a punibilidade, como a morte do autor, e a prescrição é um deles, o que leva ao impedimento do Estado de punir.
Para Cunha, a prescrição é "a perda do direito do Estado de punir em decorrência da passagem do tempo, seja na punição (prescrição da pretensão punitiva), seja na execução de uma punição já imposta (prescrição da pretensão executória). Trata-se de um limite temporal ao direito do Estado de punir. Como uma questão de ordem pública, deve ser conhecida, até de ofício, pelo juiz."
Além disso, existem cinco teorias que fundamentam a existência do instituto da prescrição. As quatro primeiras são comuns, enquanto a quinta é uma contribuição do professor:
1. Teoria do esquecimento: Com o passar do tempo, o envolvimento das partes e das testemunhas enfraquece. A punição perde seu valor na prevenção e repressão.
2. Teoria da expiação moral: O agente sofre ao esperar a punição, tornando desnecessária a aplicação da pena.
3. Teoria da emenda do delinquente: Quando um longo período passa sem reincidência, a punição perde sua utilidade.
4. Teoria de dispersão das provas: Com o tempo, as evidências enfraquecem, dificultando um julgamento justo.
5. Teoria do estímulo: Segundo o professor, esta é a teoria mais importante, visto que a prescrição incentiva o Estado a agir a tempo para evitar a perda de seu direito de punir.
Portanto, a prescrição é um fenômeno importante no direito penal, uma vez que está diretamente relacionada ao poder e ao dever do Estado de punir e possui implicações substanciais e processuais. Além disso, é um instituto de ordem pública, que pode ser aplicado a qualquer momento no processo, inclusive de ofício e em todas as instâncias judiciais.
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA
Na aula anterior, abordamos o conceito, a natureza jurídica e a terminologia relacionada à prescrição. Nesta aula, focaremos especificamente na prescrição da pretensão punitiva. Contudo, é importante destacar que a prescrição é um tema complexo, pois se divide em prescrição da pretensão executória e prescrição da pretensão punitiva. Esta última, por sua vez, possui subdivisões, como a prescrição retroativa, prescrição em concreto e prescrição intercorrente, o que pode gerar confusão em relação a cada um desses institutos específicos.
Para compreender melhor o assunto, recorremos à explicação de COELHO, que nos ensina que o poder-dever de punir do Estado se manifesta em três momentos: a elaboração das leis penais, sujeita às demandas políticas do legislador; a investigação e acusação processual, sujeita aos condicionamentos culturais e morais dos atores do sistema; e a execução penal, sujeita às deficiências do sistema punitivo. Essas ações refletem a pretensão do Estado de atuar penalmente, dividindo-se em pretensão punitiva e pretensão executória.
Agora, vamos abordar os conceitos de prescrição da pretensão punitiva de forma didática. Existem duas espécies de prescrição penal: a prescrição da pretensão punitiva, que se relaciona com a perda do direito/dever estatal de punir (ius puniendi), e a prescrição da pretensão executória, que diz respeito à perda do direito/dever estatal de executar a pena (ius punitionis). A primeira ocorre antes do trânsito em julgado da condenação penal, enquanto a segunda surge após o trânsito em julgado da condenação.
A prescrição da pretensão punitiva pode ser dividida em quatro formas:
1. Prescrição propriamente dita (abstrata), regulada pelo artigo 109 do Código Penal.
2. Prescrição superveniente, conforme o artigo 100, parágrafo 1o.
3. Prescrição retroativa, prevista no artigo 110, parágrafo 1o.
4. Prescrição virtual ou antecipada, que é uma construção jurisprudencial.
É essencial lembrar que a demora na aplicação da pena enfraquece as finalidades da punição na prática, especialmente as de prevenção e repreensão do crime.
A prescrição da pretensão punitiva envolve três elementos principais:
1. Ocorre antes do trânsito em julgado da condenação penal, seja na sentença ou em grau recursal.
2. Resulta na eliminação de todos os efeitos do crime, como se o delito nunca tivesse ocorrido, conhecida como extinção da punibilidade.
3. Existem três espécies de prescrição da pretensão punitiva: prescrição abstrata, prescrição retroativa e prescrição intercorrente/subsequente.
Os prazos para a prescrição da pretensão punitiva estão previstos no artigo 109 do Código Penal e variam de acordo com a gravidade do crime e a pena cominada. São os seguintes prazos:
· 20 anos: para crimes com pena máxima superior a 12 anos.
· 16 anos: para crimes com pena máxima superior a 8 anos e não excedendo 12 anos.
· 12 anos: para crimes com pena máxima superior a 4 anos e não excedendo 8 anos.
· 8 anos: para crimes com pena máxima superior a 2 anos e não excedendo 4 anos.
· 4 anos: para crimes com pena máxima igual a 1 ano ou superior a 1 ano, mas não excedendo 2 anos.
· 3 anos: para crimes com pena máxima inferior a 1 ano.
É importante notar que, se a pena máxima for igual a 1 ano ou menor, aplica-se o prazo prescricional de 4 anos. Se for inferior a 1 ano, o prazo é de 3 anos.
As causas de interrupção da prescrição punitiva seguem uma lógica similar aos prazos processuais,onde a interrupção reinicia a contagem do prazo. As causas de interrupção incluem:
1. Recebimento da denúncia ou queixa.
2. Pronúncia (em casos de tribunal do júri).
3. Decisão confirmatória da pronúncia.
4. Publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis.
5. Início ou continuação do cumprimento da pena.
6. Reincidência.
É importante salientar que, após a interrupção, o prazo de prescrição recomeça do zero, exceto nos casos das causas de interrupção previstas nos incisos V e VI, onde o prazo volta a correr do dia da interrupção. A interrupção da prescrição afeta todos os autores do crime e, nos casos de crimes conexos tratados no mesmo processo, a interrupção se estende a todos os envolvidos.
Nesse contexto, a prescrição é um tema complexo, que requer atenção aos prazos e causas de interrupção, garantindo a aplicação justa da punição. A compreensão desses conceitos é fundamental para a prática jurídica.
Conforme mencionado nas aulas anteriores, o artigo 109 do Código Penal traz uma tabela que estabelece a pena máxima em abstrato para determinar o prazo de prescrição, considerando majorantes e minorantes. Além disso, também discutimos causas de interrupção, como o início da prescrição a partir do cometimento do crime, o oferecimento da denúncia ou queixa-crime, e, caso seja recebida, a prescrição é interrompida. Nesse caso, ainda se considera a pena máxima em abstrato, uma vez que não houve condenação.
No período entre o recebimento da denúncia ou queixa e a sentença, exceto em procedimentos especiais como o júri, não há causas de interrupção que afetem a prescrição. Portanto, a prescrição continua correndo nesse período.
Quando se chega à sentença, já temos uma pena em concreto, que é específica para o caso. Por exemplo, no caso de um agente primário condenado por furto simples, a pena mínima é de 1 ano. Isso significa que o prazo prescricional será muito menor do que aquele calculado com base na pena máxima em abstrato.
Nesse cenário, surge a questão da prescrição da pretensão punitiva retroativa, que é uma ideia doutrinária e está prevista no Código Penal. Essa prescrição retroativa é aplicada retroativamente, com base na pena em concreto, a partir dos marcos interruptivos entre o recebimento da denúncia e a sentença. Se for constatado que entre esses marcos ocorreu um lapso de tempo que atinge a prescrição, a punibilidade do agente é extinta, e não há condenação.
No entanto, é importante ressaltar que a prescrição da pretensão punitiva retroativa só pode ocorrer se houver o trânsito em julgado para a acusação. Isso significa que a pena não pode mais ser aumentada. Por exemplo, se o juiz condena o agente à pena mínima e o Ministério Público recorre, a pena não pode ser aumentada, o que também impediria um aumento no prazo prescricional.
Por outro lado, se apenas a defesa recorre, e o Ministério Público não o faz, a pena já fixada não pode ser aumentada, e para fins de cálculo de prescrição, considera-se a pena mínima.
Portanto, é crucial destacar que, para aplicar a prescrição da pretensão punitiva retroativa, não pode haver recurso da acusação, ou se houver, ele não pode ter sido acolhido.
A prescrição da pretensão punitiva retroativa segue uma ordem de aplicação: primeiro, considera-se a pena máxima em abstrato; em seguida, a prescrição retroativa, com base na pena em concreto, entre o recebimento da denúncia e a sentença; por fim, a prescrição da pretensão punitiva intercorrente, que se aplica após a prolação da sentença condenatória.
Adicionalmente, há também a prescrição da pretensão executória, que se refere ao direito/dever do Estado de fazer cumprir a pena após a condenação. A prescrição da pretensão executória não segue as mesmas regras do artigo 109 do Código Penal e é regulamentada pelo artigo 110. Neste caso, a prescrição começa a correr a partir do dia em que ocorre o trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação, ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional. Assim, a prescrição da pretensão executória é um processo diferente da prescrição da pretensão punitiva, e a pena executória é regulada com base na pena efetivamente imposta na sentença.
Portanto, é fundamental considerar que, depois que existe uma pena em concreto, não se trabalha mais com a pena em abstrato. A prescrição da pretensão executória é menos comum na prática, uma vez que a sentença condenatória interrompe sua contagem. No entanto, se a prescrição da pretensão executória ocorrer, a pessoa continuará considerada condenada, mas a prescrição se aplicará apenas à execução da pena, mantendo os efeitos da condenação penal.
Finalmente, sugere-se a utilização de um algoritmo de cálculo de prescrição penal que leve em consideração as disposições da lei e da jurisprudência. Esse sistema automatizado permitiria uma verificação rápida, precisa e segura para determinar se um caso está prescrito. Além disso, ele poderia gerar uma lista de processos prescritos e elaborar automaticamente a decisão que decreta a extinção da punibilidade, encaminhando os autos ao Magistrado para conferência. Esse sistema também poderia gerar uma lista de processos próximos de prescrever, evitando falhas na prestação jurisdicional e garantindo a eficácia do sistema legal.
Isso encerra nossa discussão sobre prescrição penal e suas complexidades. Certifique-se de entender bem esses conceitos para aplicá-los corretamente no contexto jurídico.
REGRAS GERAIS DE PRESCRIÇÃO PENAL
Após discutir as questões relativas ao conceito, natureza jurídica, prescrição da pretensão punitiva abstrata, retroativa e intercorrente, e prescrição da pretensão executória, iremos agora encerrar este tema com as regras gerais previstas tanto no Código Penal quanto em outros diplomas.
Em primeiro lugar, é importante recordar que o prazo da prescrição da pretensão executória começa a contar a partir do trânsito em julgado para a acusação. Ou seja, antes mesmo de haver o trânsito em julgado para a defesa, já começa a contagem desse prazo prescricional. Embora o professor considere isso um erro legislativo, não houve alteração com o Pacote Anticrime e, portanto, a regra continua aplicável.
Nesse contexto, é relevante destacar a definição de Coelho, que descreve a prescrição da pretensão executória como aquela que ocorre após existir uma sentença penal condenatória transitada em julgado contra o autor do crime. O que prescreve nesse caso é a pretensão do Estado de aplicar ao condenado a pena determinada na sentença. Esse prazo prescricional é calculado com base na quantidade de pena fixada na sentença.
Uma peculiaridade prevista no inciso I do artigo 112 do Código Penal brasileiro merece atenção, pois mesmo para a pretensão executória, o lapso prescricional começa a correr a partir do trânsito em julgado para a acusação. Isso cria uma situação problemática, uma vez que, se o réu está respondendo solto à ação penal e recorrendo da sentença condenatória, em regra, a pena fixada não poderia ser objeto de execução. No entanto, paradoxalmente, o prazo da prescrição executória já estaria correndo, bastando que o recurso seja exclusivo da defesa.
O artigo 111 do Código Penal estabelece regras específicas para o início da prescrição, dependendo do tipo de crime. Em geral, a prescrição começa a contar a partir do dia em que o crime se consumou. No caso de tentativas, a contagem começa a partir do dia em que cessou a atividade criminosa. Para crimes permanentes, a prescrição começa no dia em que cessou a permanência. Nos casos de bigamia e de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, a prescrição começa na data em que o fato se tornou conhecido. Vale ressaltar que, ao contrário da decadência, que muitas vezes começa a contar a partir do conhecimento do ocorrido, na prescrição, a contagem geralmente começa a partir da própria ocorrência do crime.
Por fim, o texto também menciona a prescrição da pena de multa, que tem regras diferentes das penas corporais. De acordo com o artigo 114 do Código Penal, se a multa fora única cominada ou aplicada, o prazo prescricional é de 2 anos. No entanto, se a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou aplicada com uma pena privativa de liberdade, o prazo de prescrição será o mesmo estabelecido para a pena de prisão.
Além disso, o artigo 115 do Código Penal estabelece uma redução de metade dos prazos de prescrição quando o autor do crime era menor de 21 anos na data do crime, ou maior de 70 anos na data da sentença.
O artigo 116 do Código Penal traz situações em que a prescrição não corre. Isso inclui a suspensão do processo devido a questões prejudiciais ainda não resolvidas, o cumprimento de pena no exterior, a pendência de embargos de declaração ou recursos aos Tribunais Superiores quando inadmissíveis e a vigência do acordo de não persecução penal.
No que diz respeito ao concurso de crimes, o artigo 119 do Código Penal estabelece que a extinção da punibilidade se aplica separadamente a cada pena quando há mais de um crime envolvido.
Em relação ao artigo 366 do Código de Processo Penal, caso o acusado citado por edital não compareça nem constitua advogado, o processo e o prazo prescricional são suspensos.
O objetivo principal deste trabalho é formular uma proposta de interpretação do termo inicial da prescrição da pretensão executória, considerando os direitos do réu no Direito Penal e os princípios da prescrição. A pesquisa adotou uma abordagem dedutiva e foi de natureza exploratória, utilizando métodos qualitativos e coleta de dados bibliográficos e documentais. Os resultados apontam para a necessidade de pacificação da controvérsia em relação ao termo inicial da prescrição da pretensão executória. Verifica-se que, com a evolução legislativa e jurisprudencial, tornou-se possível a ocorrência da prescrição da condenação sem a possibilidade de seu cumprimento. Nesse sentido, sugere-se associar o termo inicial da prescrição da pretensão executória ao trânsito em julgado para a acusação e à possibilidade de executar a pena imposta. Conclui-se que cabe ao Plenário do Supremo Tribunal Federal pacificar essa questão, vinculando os demais tribunais nacionais, considerando possíveis alterações legislativas que possam influenciar o tema.
Por fim, o texto faz referência a diversos artigos do Código Penal e da legislação pertinente que regem a prescrição em diferentes situações.

Mais conteúdos dessa disciplina