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Criminalização do bullying e cyberbullying
Lei n° 14.811/2024
Lei n° 14.811/2024
Institui medidas de proteção à criança e ao adolescente contra a violência nos estabelecimentos 
educacionais ou similares, prevê a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração 
Sexual da Criança e do Adolescente e altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código 
Penal), e as Leis nºs 8.072, de 25 de julho de 1990 (Lei dos Crimes Hediondos), e 8.069, de 13 de julho de 
1990 (Estatuto da Criança e Adolescente).
“Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de janeiro de 2024; 203o da Independência e 136o da República.”
Como o bullying e cyberbullying eram tratados?
Em uma medida histórica para o sistema jurídico brasileiro, uma lei que traz mudanças 
significativas ao Código Penal, incorporando os atos de bullying e cyberbullying como crimes.
 Esta decisão reflete um esforço crescente no Brasil para combater o assédio e a intimidação em 
ambientes físicos e virtuais, e representa um passo significativo na proteção dos direitos individuais e na 
promoção de um ambiente seguro para todos.
Como o bullying e cyberbullying eram tratados?
Lei n° 13.185/2015 - Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying).
Art. 1º Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional.
§ 1º No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência 
física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, 
contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma 
relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
(...)
Art. 2° (...)
Parágrafo único. Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying), quando se 
usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais 
com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.
Os atos do bullying e cyberbullying seguem os preceitos do art. 1º, §1º da lei 13.185/2015 – que 
instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying); podendo compreender atos de 
violência física, verbal, moral, material, psicológica e, até mesmo, sexual.
Atenção: O Tipo penal NÃO prevê a forma culposa, admitindo apenas o dolo direto, devendo haver a 
reiteração dos atos.
Lei n° 13.185/2015 - Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying).
CONCEITO
Art. 3º A intimidação sistemática (bullying) pode ser classificada, conforme as ações praticadas, 
como:
I - verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
II - moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;
III - sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
IV - social: ignorar, isolar e excluir;
V - psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar;
VI - físico: socar, chutar, bater;
VII - material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
VIII - virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados 
pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e 
social.
Art. 4º Constituem objetivos do Programa referido no caput do art. 1º :
I - prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying) em toda a sociedade;
II - capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do 
problema;
III - implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação;
IV - instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores;
V - dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores;
VI - integrar os meios de comunicação de massa com as escolas e a sociedade, como forma de identificação e conscientização do 
problema e forma de preveni-lo e combatê-lo;
VII - promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua;
VIII - evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a 
efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil;
IX - promover medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com ênfase nas práticas recorrentes de 
intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais 
integrantes de escola e de comunidade escolar.
Art. 5º É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, 
prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática (bullying).
Art. 6º Serão produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática (bullying) nos Estados e 
Municípios para planejamento das ações.
Art. 7º Os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação e a correta execução dos objetivos e 
diretrizes do Programa instituído por esta Lei.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor após decorridos 90 (noventa) dias da data de sua publicação oficial.
Brasília, 6 de novembro de 2015; 194º da Independência e 127º da República.
Como o bullying e cyberbullying eram tratados?
➢ O Bullying no ambiente escolar era tratado como um problema de indisciplina.
➢ Não havia crime específico para tal prática.
➢ A situação ficava restrita ao ambiente de injúria, difamação, lesão corporal, dano moral, entre 
outros.
➢ Código Penal;
➢ Lei dos Crimes Hediondos; e,
➢ Estatuto da Criança e do Adolescente.
O que mudou com a nova lei?
CP - Art. 146-A. Intimidar sistematicamente, individualmente ou em grupo, mediante violência física ou 
psicológica, uma ou mais pessoas, de modo intencional e repetitivo, sem motivação evidente, por meio 
de atos de intimidação, de humilhação ou de discriminação ou de ações verbais, morais, sexuais, 
sociais, psicológicas, físicas, materiais ou virtuais: 
Pena – multa, se a conduta não constituir crime mais grave.
Novo artigo do CÓDIGO PENAL - CP
INTIMIDAÇÃO SISTEMÁTICA VIRTUAL (CYBERBULLYING)
Parágrafo único. Se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social, de 
aplicativos, de jogos on-line ou por qualquer outro meio ou ambiente digital, ou transmitida em tempo 
real:
Pena – reclusão, de 2 (dois) anos a 4 (quatro) anos, e multa, se a conduta não constituir crime mais 
grave.
Código Penal
Art. 121 (...)
§ 2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos é aumentada de: (Incluído pela Lei nº 
14.344, de 2022)
I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que implique o 
aumento de sua vulnerabilidade; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022)
II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, 
tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre 
ela. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) 
III - 2/3 (dois terços) se o crime for praticado em instituição de educação básica pública ou privada. 
(Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024)
Art. 122 (...)
§5º: Aplica-se a pena em dobro se o autor é líder, coordenador ou administrador de grupo,
de comunidade ou de rede virtual, ou por estes é responsável;
Alteração de artigos no CP (Sentença Penal)
 Prevê a criação de programa de prevenção e Combate ao bullying nas escolas: 
 Será Implementada a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual 
da Criança e do Adolescente, tratada no âmbito de conferência nacional a ser organizada pelo órgão 
federal competente (Prevista no Art. 4º Lei º 14.811/2024).
Nova política contra abuso e exploraçãosexual e pornografia infantil
Os arts. 240 e 247 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do 
Adolescente), passam a vigorar com as seguintes alterações:
Art. 240 - Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo 
explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente: (Redação dada pela Lei nº 11.829, de 2008)
Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 11.829, de 2008)
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem:
I - agencia, facilita, recruta, coage ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou 
adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo, ou ainda quem com esses contracena;
II - exibe, transmite, auxilia ou facilita a exibição ou transmissão, em tempo real, pela internet, por 
aplicativos, por meio de dispositivo informático ou qualquer meio ou ambiente digital, de cena de 
sexo explícito ou pornográfica com a participação de criança ou adolescente.
Alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente
Art. 247 - Divulgar, total ou parcialmente, sem autorização devida, por qualquer meio de comunicação, 
nome, ato ou documento de procedimento policial, administrativo ou judicial relativo a criança ou 
adolescente a que se atribua ato infracional:
Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.
§ 1º Incorre na mesma pena quem exibe ou transmite imagem, vídeo ou corrente de vídeo de criança 
ou adolescente envolvido em ato infracional ou em outro ato ilícito que lhe seja atribuído, de forma a 
permitir sua identificação.
Alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente
*(inserção de 2 novos artigos)
Art. 59-A. As instituições sociais públicas ou privadas que desenvolvam atividades com crianças e 
adolescentes e que recebam recursos públicos deverão exigir e manter certidões de antecedentes 
criminais de todos os seus colaboradores, as quais deverão ser atualizadas a cada 6 (seis) meses. 
Parágrafo único. Os estabelecimentos educacionais e similares, públicos ou privados, que 
desenvolvem atividades com crianças e adolescentes, independentemente de recebimento de 
recursos públicos, deverão manter fichas cadastrais e certidões de antecedentes criminais 
atualizadas de todos os seus colaboradores. 
Art. 244-C. Deixar o pai, a mãe ou o responsável legal, de forma dolosa, de comunicar à autoridade 
pública o desaparecimento de criança ou adolescente:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
Alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente
Passam a ser considerados Crimes Hediondos 
 Art. 1º, X a XII e , Lei 8.072/90:
X – induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação realizados por meio da 
rede de computadores, de rede social ou transmitidos em tempo real (art. 122, caput e § 
4º); (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024);
XI – sequestro e cárcere privado cometido contra menor de 18 (dezoito) anos (art. 148, § 1º, 
inciso IV); (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024);
XII – tráfico de pessoas cometido contra criança ou adolescente (art. 149-A, caput, incisos I 
a V, e § 1º, inciso II). (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024)
Art. 1°, Parágrafo único (...)
VII - os crimes previstos no § 1º do art. 240 e no art. 241-B* da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 
1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
*ECA, Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de 
registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: (Incluído 
pela Lei nº 11.829, de 2008)Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, 
de 2008)
Alterações na Lei de Crimes Hediondos
➢ Intimidação sistemática (bullying) – O Código Penal passa a ter previsão específica 
(Art. 146-A e Parágrafo único) e as alterações nos artigos Art. 121, §2º-B, III e 122, 
§5º são relevantes para as próximas provas;
➢ Atenção nas novas hipóteses de crimes hediondos (aumentou o rol hediondos);
➢ O Estatuto da Criança e Adolescente ganhou hipóteses de crimes (Art. 240, § 1º, I e 
II; Art. 247, § 1º; e, Art. 244-C) e espécie de política pública (Art. 59-A).
Direito Penal para Iniciantes – Profa Carolina Carvalhal
Obs.: descrição, valores e condições podem 
sofrer alterações, clique no link abaixo e confira!
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Profa Carol Carvalhal - Dir. Penal
Carol Carvalhal
https://www.instagram.com/profacarolcarvalhal/
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