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Prof. Nathalia Masson 
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Direito Constitucional (curso avançado) para Concursos – Turma Regular 
 
 
 
 
 
 
 
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Direito Constitucional – Classificação das 
Constituições e Aplicabilidade das normas 
constitucionais 
Direito Constitucional (Curso Avançado) – Turma 
Regular 
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Sumário 
SUMÁRIO 2 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES E APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 4 
(1) RECADO INICIAL 4 
(2) CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 4 
(A) QUANTO À ORIGEM 4 
(A.1) DEMOCRÁTICA 4 
(A.2) OUTORGADA 4 
(A.3) CESARISTA 5 
(A.4) DUALISTAS (OU CONVENCIONADAS) 6 
(B) QUANTO À ESTABILIDADE (MUTABILIDADE OU PROCESSO DE MODIFICAÇÃO) 7 
(B.1) IMUTÁVEL 7 
(B.2) RÍGIDA 8 
(B.3) FLEXÍVEL 9 
(B.4) SEMIRRÍGIDA 9 
(C) QUANTO À FORMA 11 
(C.1) ESCRITA 11 
(C.2) NÃO ESCRITA 11 
(D) QUANTO AO MODO DE ELABORAÇÃO 12 
(D.1) DOGMÁTICA 12 
(D.2) HISTÓRICA 12 
(E) QUANTO À EXTENSÃO 13 
(E.1) ANALÍTICA 13 
(E.2) CONCISA 14 
(F) QUANTO AO CONTEÚDO 15 
(F.1) MATERIAL 15 
(F.2) FORMAL 16 
(G) QUANTO À FINALIDADE 18 
(G.1) GARANTIA 18 
(G.2) BALANÇO 18 
(G.3) DIRIGENTE 19 
(H) QUANTO AO LOCAL DA DECRETAÇÃO 20 
(H.1) HETEROCONSTITUIÇÃO (OU CONSTITUIÇÃO HETERÔNOMA) 20 
(H.2) AUTOCONSTITUIÇÃO 20 
(I) QUANTO À INTERPRETAÇÃO 20 
(I.1) NOMINALISTA 20 
(I.2) SEMÂNTICA 21 
(J) QUANTO À CORRESPONDÊNCIA COM A REALIDADE = CRITÉRIO ONTOLÓGICO 21 
(J.1) NORMATIVA 22 
(J.2) NOMINATIVA 22 
(J.3) SEMÂNTICA 22 
(3) APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 24 
(A) A CLASSIFICAÇÃO DE JOSÉ AFONSO DA SILVA 26 
(B) A CLASSIFICAÇÃO DE MARIA HELENA DINIZ 48 
(C) A CLASSIFICAÇÃO DE UADI LAMMÊGO BULOS 49 
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(4) QUESTÕES RESOLVIDAS EM AULA 49 
(5) OUTRAS QUESTÕES: PARA TREINAR 60 
(6) RESUMO DIRECIONADO 104 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 109 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES E 
APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 
(1) Recado inicial 
Lembre-se que esta aula foi produzida para o curso de Direito Constitucional Avançado para 
Concursos Públicos, sendo datada de março de 2019. Como o conteúdo de Direito Constitucional é o 
que mais se altera no mundo jurídico (em razão das constantes mudanças legislativas e, em especial, das 
incessantes novas decisões do STF), não desperdice seu tempo ou arrisque sua aprovação estudando um 
material desatualizado. Busque sempre a versão oficial da aula no site do nosso curso! 
 (2) Classificação das Constituições 
A doutrina, no intuito de classificar as Constituições, apresenta variados critérios tipológicos. Na 
tentativa de organizar os mais utilizados e os mais cobrados em provas de concursos públicos, 
analisaremos, a seguir, os principais. Note, meu caro aluno, que este é um tema exclusivamente 
doutrinário: não vamos ler artigos da nossa Constituição, tampouco vamos visitar entendimentos do 
STF. Nossa tarefa é a de organizar e simplificar o modo como os doutrinadores apresentam esses 
múltiplos critérios de classificação das Constituições. 
(A) Quanto à origem 
Neste critério, teremos duas tipologias muito cobradas em prova (democrática e outorgada) e 
duas menos incidentes (cesarista e dualista). Veremos todas as quatro. E já me adianto lhe avisando que, 
quanto à origem, nossa Constituição Federal de 1988 pode ser considerada democrática. 
(A.1) Democrática 
Também chamada de promulgada ou popular, esta Constituição tem seu texto elaborado por 
intermédio da participação do povo, de modo direto ou indireto (por meio de representantes eleitos). 
Homenageia o Princípio Democrático na medida em que confirma a soberania popular, demonstrando 
que Governo legítimo é aquele que se constrói afirmando a vontade e os interesses de seus governados. 
Como exemplo desta tipologia, podemos citar as Constituições brasileiras de 1891, 1934, 1946 e 1988. 
(A.2) Outorgada 
Considera-se outorgada (imposta, ditatorial ou autocrática) a Constituição que é feita sem 
qualquer resquício de participação popular, sendo imposta aos nacionais como resultado de um ato 
unilateral do governante. O povo não participa do seu processo de formação, nem mesmo 
indiretamente. Como exemplo, podemos citar as Constituições Brasileiras de 1824, 1937, 1967 e a EC nº 
1/1969. 
Veja, a seguir, uma ilustração de como o examinador pode exigir o tema: 
 
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Questão para fixar 
[FCC - 2004 - TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados] No que diz 
respeito à classificação das constituições, considerando- se a origem, observa-se que umas derivam do 
trabalho de uma Assembleia Nacional Constituinte, composta de representantes do povo, eleitos com a 
finalidade de sua elaboração, sendo que outras são elaboradas e estabelecidas sem a participação popular, 
através de imposição do poder na época. Nesses casos, tais constituições são denominadas, 
respectivamente: 
A) analíticas e sintéticas. 
B) outorgadas e históricas. 
C) históricas e dogmáticas. 
D) promulgadas e outorgadas. 
E) dogmáticas e promulgadas. 
Comentário: 
Já no enunciado o examinador explicitou o que desejava: que você fosse capaz de denominar e distinguir as 
Constituições que são fruto dos trabalhos de uma Assembleia Constituinte, composta por representantes 
do povo (isto é, uma Constituição democrática ou promulgada), dos textos elaborados sem qualquer tipo 
de participação popular (as Constituições outorgadas – ou ditatoriais). Fica claro, deste modo, que a 
alternativa que estamos procurando é a ‘d’. 
Gabarito: D 
 
(A.3) Cesarista 
Da mesma forma que a outorgada, a Constituição cesarista tem seu texto elaborado sem a 
participação do povo. No entanto, e diferentemente daquela, para entrar em vigor dependerá de 
aprovação popular que a ratifique (confirme) depois de pronta. 
Apesar de a população ser chamada ao processo de formação do documento constitucional, não 
pense, meu caro aluno, que este texto será democrático: afinal, tal participação é meramente formal, 
dada por meio da concordância popular a um documento já pronto, inteiramente produzido, sem 
nenhuma possibilidade de o povo inserir ali algum conteúdo novo. 
Portanto, temos que afastar o caráter popular dessas Constituições cesaristas, pois a participação 
dos indivíduos, nesses casos, não é realmente democrática – só ocorre no intuito de conferir aparência 
de legítima (uma “roupagem democrática”) à tirânica e autoritária vontade do detentor do poder. 
Vejamos agora uma questão de prova acerca dessa tipologia: 
 
 
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Questão para fixar 
[CETRO - 2017 - TJ-RJ - Titular de Serviços de Notas e de Registros] Acerca da Constituição classificada, 
quanto à origem, como cesarista, é correto afirmar que: 
A) é constituída derivadamente pelo órgão parlamentar, tendo por instrumento a emenda de reforma ou de 
revisão. 
B) é formada por meio de plebiscito popular sobre um projeto já elaborado. 
C) é imposta, sem participação popular, por quem não recebeu poder para tanto. 
D) é oriunda dos trabalhos de uma Assembleia Constituinte eleita para tanto. 
E) advém de um compromisso instável de duas forças políticas rivais e, se converte, mais adiante, numa 
estipulação unilateral camuflada.Comentário: 
A alternativa que deveremos marcar é a ‘b’: a Constituição classificada quanto à sua origem como cesarista 
tem o seu texto elaborado sem a participação do povo, mas, para entrar em vigor, dependerá da aprovação 
popular que a ratifique depois de pronta. 
A alternativa ‘a’ não deverá ser marcada pois remete que uma Constituição cesarista é constituída de forma 
derivada por um órgão parlamentar, tendo por instrumento a emenda de reforma ou de revisão. Já sabemos 
que uma Constituição cesarista é escrita, sem a participação do povo, que apenas realizará o trabalho de 
ratificá-la depois de pronta. 
Por seu turno, a alternativa ‘c’ nos apresenta a ideia de uma Constituição classificada quanto à sua origem 
como outorgada, enquanto a alternativa ‘d’ nos apresenta a Constituição classificada como promulgada 
quanto à sua origem. 
Por fim, a alternativa ‘e’ define a Constituição classificada quanto à sua origem como dualista. 
Gabarito: B 
 
(A.4) Dualistas (ou convencionadas) 
Também chamadas de pactuadas, as Constituições dualistas – absolutamente antiquadas e 
inexistentes na atualidade – são formadas por textos constitucionais que nascem do instável 
compromisso (ou pacto) entre forças opositoras, no caso entre o monarca e o Poder Legislativo 
(representação popular), de forma que o texto constitucional se constitua alicerçado simultaneamente 
em dois princípios antagônicos: o monárquico e o democrático. Tais constituições representaram o 
momento na história no qual surgiram as “monarquias constitucionais” ou “representativas”, em claro 
abandono das “monarquias absolutas”. 
Vejamos, agora, outra maneira de como o assunto poderá ser cobrado em sua prova: 
 
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Questão para fixar 
[CESPE - 2018 - PC-MA - Delegado de Polícia Civil] De acordo com a doutrina majoritária, quanto à origem, 
as Constituições podem ser classificadas como: 
A) promulgadas, que são ditas democráticas por se originarem da participação popular por meio do voto e 
da elaboração de normas constitucionais. 
B) outorgadas, que surgem da tradição, dos usos e costumes, da religião ou das relações políticas e 
econômicas. 
C) cesaristas, que são as derivadas de uma concessão do governante, ou seja, daquele que tem a titularidade 
do poder constituinte originário. 
D) pactuadas, que são formadas por dois mecanismos distintos de participação popular, o plebiscito e o 
referendo, ambos com o objetivo de legitimar a presença do detentor do poder. 
Comentário: 
Após esse nosso detalhado estudo da classificação das Constituições quanto à origem, parece-me que é 
tarefa simples assinalar a assertiva “A” como correta. Como vimos, as Constituições promulgadas (ou 
democráticas), são mesmo confeccionadas a partir de uma participação popular. As demais definem de 
modo equivocado as outras tipologias de classificação. 
Gabarito: A 
 
(B) Quanto à estabilidade (mutabilidade ou processo de modificação) 
Neste critério, teremos duas tipologias muito cobradas em prova (rígida e flexível) e duas menos 
incidentes (imutável e semirígida). Comentarei todas as quatro. E novamente me adianto lhe avisando 
que, quanto à estabilidade, nossa Constituição Federal de 1988 pode ser considerada rígida. 
(B.1) Imutável 
Também chamada de “granítica” ou “intocável” é uma Constituição dotada de uma fantasiosa 
pretensão: a de ser eterna. Ela não permite nenhuma mudança de seu texto, pois não prevê 
procedimento de reforma. Está completamente em desuso e representa, nos dias de hoje, uma mera 
lembrança histórica – afinal, não podemos imaginar, na atualidade, um documento constitucional que 
ignore, em absoluto, as mudanças sociais e políticas. 
Essa é também a posição de José Afonso da Silva, para quem a estabilidade das Constituições é 
importante para assegurar certa permanência e durabilidade das instituições, mas essa estabilidade não 
pode ser absoluta, significando imutabilidade. Segundo o autor: 
Não há Constituição imutável diante da realidade social cambiante, pois não é ela apenas um 
instrumento de ordem, mas deverá-sê-lo, também, de progresso social. Deve-se assegurar certa 
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estabilidade constitucional, (...) mas sem prejuízo da constante, tanto quanto possível, perfeita 
adaptação das constituições às exigências do progresso, da evolução e do bem-estar social"1. 
A doutrina enumera as leis fundamentais antigas, como o Código de Hamurabi e a Lei das XII 
Tábuas, como exemplos de Constituições imutáveis2. 
(B.2) Rígida 
Nas Constituições rígidas, a alteração do texto é possível, mas exige um processo legislativo mais 
complexo e difícil do que aquele previsto para a elaboração das leis ordinárias e complementares. Tais 
regras diferenciadas e mais rigorosas são estabelecidas pela própria Constituição e tornam a alteração 
do texto constitucional mais complicada do que a feitura das leis comuns. Isso significa dizer que em 
Constituições rígidas é mais difícil fazer uma emenda constitucional do que uma lei ordinária. 
Temos como exemplo de Constituição rígida a nossa Constituição Federal de 1988, que exige para 
a aprovação de suas emendas constitucionais o respeito a um procedimento bem mais severo e rigoroso 
do que aquele estabelecido para a construção da legislação ordinária: de acordo com o art. 60, CF/88, a 
aprovação de uma emenda constitucional exige discussão e votação em cada Casa do Congresso 
Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) em dois turnos em cada Casa, sendo necessário 
obter, em cada Casa, em cada turno, o voto favorável da maioria de 3/5 dos componentes da Casa 
Legislativa respectiva. É um procedimento bem mais complexo do que aquele utilizado para a feitura de 
uma lei ordinária, que só é votada em um turno único e aprovada por maioria simples. 
Há, todavia, uma leve divergência doutrinária a respeito desta classificação. Alexandre de Moraes 
(hoje um dos 11 Ministros do Supremo Tribunal Federal – STF) defende que a Constituição de 1988 é 
superrígida, pois, além de só poder ser alterada segundo um processo legislativo diferenciado, possui, 
segundo o autor, normas imutáveis (as cláusulas pétreas, constantes do art. 60, § 4º, CF/88). Nos dizeres 
do autor “a Constituição Federal de 1988 pode ser considerada como superrígida, uma vez que em regra 
poderá ser alterada por um processo legislativo diferenciado, mas, excepcionalmente, em alguns pontos 
é imutável (CF, art. 60, § 4º – cláusulas pétreas)" . 
Perceba, caro aluno, que o autor identifica diferentes graus de rigidez, concebendo uma rigidez 
que extrapola o comum. Assim, na sua percepção, já que a Constituição brasileira de 1988 possui, no art. 
60, § 4º, cláusulas que não podem ser suprimidas ou restringidas (chamadas de “cláusulas pétreas”), ela 
teria um cerne fixo que a caracterizaria enquanto superrígida. 
Mas este não é o entendimento da doutrina majoritária, que classifica a Constituição de 1988 
como rígida, sob a justificativa de que o que caracteriza a rigidez é exatamente o procedimento 
diferenciado de alteração – marcado por quórum de votação qualificado, rejeição ao turno único, 
ampliação das discussões – e não a existência de cláusulas pétreas, que não podem ser restringidas ou 
abolidas pelo poder reformador, que podem existir ou não nos documentos rígidos. Em outras palavras: 
 
1. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. 28ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2006, p. 41-42. 
2. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. 5ª ed. São Paulo: Editora Método, 2011, p. 111. 
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a CF/88 é rígida e tem cláusulas pétreas; mas em outros países (Itália, por exemplo), a Constituição pode 
ser rígida e não ter tais cláusulas. 
(B.3) Flexível 
Essa Constituição é diferente da rígida, pois ela pode ser modificada por intermédio de um 
procedimento legislativo comum, ordinário, não requerendo qualquer processo específico e mais 
complexo para sua alteração. Ou seja, as mesmas regras de processo legislativo que usamos para 
elaborar leis ordinárias são também adotadas para a elaboração das emendas constitucionais. 
O impacto mais relevante da adoção de um texto classificado como flexível é a inexistência de 
supremacia formal da Constituição sobre as demais normas, afinal todas são elaboradas, modificadas e 
revogadas por rito idêntico. Nesse sentido, a própria lei ordinária contrastante com o teor do texto 
constitucional, o altera. Por outro lado, nota-se entre o texto constitucional e o restante do corpo 
normativo uma supremacia material, de conteúdo – sendo constitucionais aquelas normas que 
regulamentam a estrutura política do Estado. 
Tradicionalmente a doutrina aponta a Constituição inglesa como exemplar de texto flexível. 
Outros textos flexíveis são os da Nova Zelândia, da Finlândia e da África do Sul. 
 (B.4) Semirrígida 
Estamos diante de uma Constituição semirrígida – também conhecida como semiflexível – 
quando o documento constitucional pode ser modificado segundo ritos diferentes, a depender do tipo 
de norma que vá ser alterada. Neste tipo de Constituição, alguns artigos do texto (os que abrigam os 
assuntos mais importantes) compõem a parte rígida, de forma que só possam ser reformados por meio 
de um procedimento diferenciado e rigoroso, enquanto os demais artigos (que integram a parte flexível) 
podem ser alterados seguindo o processo ordinário, que é mais simples e menos dificultoso. 
Nossa Constituição Imperial de 1824, em virtude da previsão constante do art. 1783, podia ser 
considerada como semirrígida, conforme assegura Kildare: 
No Brasil, a Constituição do Império de 1824 caracterizava-se pela semi rigidez. É o que seu artigo 
178 dispunha que se consideravam como constitucionais apenas as matérias que se referissem aos limites 
e tribulações do poder político e aos direitos políticos e individuais dos cidadãos. Tudo o mais, embora 
figurasse na Constituição por não ser constitucional, podia ser alterada por lei ordinária4. 
Vou encerrar essa classificação da letra ‘B’, quanto à estabilidade, lembrando que o fato de nossa 
Constituição ser rígida não a torna, necessariamente, mais estável que as constituições flexíveis que são 
adotadas em outros países. Ser rígida significa que o processo de feitura de emenda é mais complexo, 
 
3. Art. 178, Constituição Imperial de 1824: “É só Constitucional o que diz respeito aos limites, e attribuições respectivas dos 
Poderes Politicos, e aos Direitos Politicos, e individuaes dos Cidadãos. Tudo, o que não é Constitucional, póde ser alterado 
sem as formalidades referidas, pelas Legislaturas ordinárias”(sic). 
4. CARVALHO, Kildare Gonçalves. Direito Constitucional: teoria do estado e da Constituição. Direito constitucional positivo. 14ª 
ed. rev. atual e ampl. Belo Horizonte: Del Rey, 2008, p. 276. 
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mas não significa que a Constituição sofrerá menos emendas, pois isso é algo que depende da 
maturidade democrática do país. Aliás, a Constituição brasileira é um ótimo exemplo de documento que 
já foi modificado inúmeras vezes (são mais de 100 emendas). 
Vamos avaliar juntos como essa classificação foi cobrada em uma prova para Procurador, aplicada 
em 2015 no Paraná: 
Questão para fixar 
[OBJETIVA - 2015 - Prefeitura de Vitorino - PR – Procurador] A exigência de um procedimento mais difícil e 
rigoroso para alteração das normas constitucionais é típico de uma Constituição: 
A) Rígida. 
B) Flexível. 
C) Histórica. 
D) Semirrígida. 
E) Garantista. 
Comentário: 
Ora meu caro e atento aluno, o enunciado nos apresentou exatamente aquilo que acabamos de estudar: 
uma Constituição rígida é aquela que exige, para a alteração do seu texto, um procedimento mais complexo 
e dificultoso do que aquele prescrito para a feitura das leis ordinárias. Sendo assim, a alternativa a ser 
marcada será a da letra ‘a’. 
Gabarito: A 
 
Vamos treinar com mais uma questão? Achei essa interessantíssima! 
Questão para fixar 
[CESPE - 2018 - STM - Cargos de Nível Superior - Conhecimentos Básicos (Exceto cargos 1, 2 e 8)] Julgue o 
item seguinte, relativo à classificação das Constituições e à organização político-administrativa: 
O fato de o texto constitucional ter sido alterado quase cem vezes em razão de emendas constitucionais não 
é suficiente para classificar a vigente Constituição Federal brasileira como flexível. 
Comentário: 
O que nos permite classificar uma Constituição como rígida ou flexível é o procedimento por ela prescrito 
para sua modificação (se é mais complexo ou se é idêntico ao procedimento previsto para a feitura de leis 
ordinárias) e não quantas vezes seu texto foi alterado. Destarte, a assertiva apresentada pode ser 
considerada correta. 
Gabarito: Certo 
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(C) Quanto à forma 
Quanto à forma, as Constituições poderão ser classificadas de duas maneiras, como escritas ou 
não escritas (nossa CF/88 é escrita). 
(C.1) Escrita 
É a Constituição na qual todos os dispositivos são escritos e estão inseridos de modo organizado 
em um único documento, de forma codificada – note, meu caro aluno, que nossa CF/88 tem todos os 
seus artigos organizados em um único “livro”, que você pode comprar numa livraria ou adquirir 
gratuitamente na internet. Ou seja: em nosso país, só são normas constitucionais as que você encontra 
nesse documento que chamamos de Constituição. 
Também vale destacar que nas Constituições escritas, o texto é elaborado em um momento 
único, de uma só vez. Segundo o autor português J. J. Gomes Canotilho estas Constituições escritas são 
instrumentais e conferem ao documento constitucional vantajosos atributos, tais como o efeito 
racionalizador, o efeito estabilizante, a segurança jurídica, a calculabilidade e a publicidade das normas . 
(C.2) Não escrita 
Diferentemente das Constituições escritas – nas quais todas as normas constitucionais podem ser 
encontradas em um único documento – nas Constituições não escritas (também chamadas de 
‘costumeiras’) as normas constitucionais estão espalhadas e podem ser encontradas tanto nos costumes 
e nas decisões dos Tribunais (jurisprudência), como nos acordos, convenções e também nas leis escritas. 
Atenção, meu caro aluno, para um erro corriqueiro, que você não pode cometer: a Constituição 
não escrita não possui somente normas não escritas! Ao contrário, é formada pela junção destas com os 
textos escritos! Ou seja: nas Constituições não escritas temos normas não escritas, como os costumes, 
mas temos também normas escritas. Como exemplo, além das Constituições de Israel e a da Nova 
Zelândia, podemos mencionar a Constituição inglesa. 
Vejamos um item de prova sobre esse critério classificatório: 
Questão para fixar 
[CESPE - 2012 - MPE-PI - Promotor de Justiça - Adaptada] Julgue o item a seguir no que diz respeito à 
classificação das constituições: 
No que refere à forma, as constituições recebem a denominação de materiais, quando consolidadas em 
instrumento formal e solene, e não escritas, quando baseadas em usos, costumes e textos esparsos. 
Comentário: 
Nessa questão o examinador mesclou os critérios de classificaçãoe os conceitos. No que se refere à forma, 
as Constituições podem ser escritas ou não escritas. Quanto ao conteúdo, critério que estudaremos adiante, 
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teremos Constituições formais e materiais. Nesse contexto, como uma Constituição consolidada em um 
instrumento formal e solene é escrita (e não material), você deve julgar essa assertiva como falsa. 
Gabarito: Errado. 
 
(D) Quanto ao modo de elaboração 
Aqui são duas as classificações possíveis: dogmática ou história. Nossa CF/88 é considerada 
dogmática. 
(D.1) Dogmática 
Também chamada de ortodoxa, é um documento necessariamente escrito, elaborado em uma 
ocasião certa, historicamente determinada, por um órgão competente para tanto. Retrata os valores e 
os princípios que vigoravam na sociedade naquele específico período de produção e os insere em seu 
texto, fazendo com que ganhem a força jurídica de dispositivos obrigatórios. É uma Constituição feita de 
uma só vez, em um período histórico delimitado. 
Um detalhe! Como os valores e princípios que regulam a vida em sociedade em determinado 
momento histórico entram na Constituição como se fossem dogmas, tais Constituições acabam por 
receber a denominação de dogmáticas. 
Alguns autores dividem a Constituição dogmática, com relação à sua ideologia, em dois tipos: 
(i) ortodoxa: quando o texto constitucional reflete um pensamento único, só havendo espaço para uma 
exclusiva ideologia – não há espaço para conciliação de doutrinas opostas. São exemplos a Constituição 
da China, de 1982, e a da extinta União Soviética, de 1977. 
(ii) eclética (heterodoxa ou heterogênea): nesta Constituição, o convívio harmônico entre várias 
ideologias é a marca central do texto. Por não haver uma única força política prevalente, essa 
Constituição é o resultado de uma composição variada de acordos heterogêneos, que demonstra a 
pluralidade de ideologias (as vezes colidentes) e sinaliza a ocorrência de possíveis duelos (judiciais, 
legislativos e administrativos) entre os diversos grupos políticos, a serem pacificados pelos operadores 
jurídicos. Nossa Constituição de 1988 é considerada eclética, pois dá respaldo a várias formas de 
pensamento (tanto é que um dos seus fundamentos do art. 1° é justamente o pluralismo político). 
(D.2) Histórica 
Sempre não escrita, é uma Constituição que se constrói aos poucos, em um lento processo que 
vai filtrando e absorvendo as ideias da sociedade. Ela não se forma de uma só vez, como as Constituições 
dogmáticas. Ela é o produto de uma gradativa evolução jurídica e histórica da sociedade, de um vagaroso 
processo de cristalização dos valores e princípios compartilhados pelo grupo social. Como exemplo 
contemporâneo de Constituição histórica, temos a inglesa. 
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Sobre essa classificação (quanto ao modo de elaboração), uma consideração final é importante: 
em termos de estabilidade pode-se dizer que a histórica é mais duradoura e sólida, enquanto a dogmática 
apresenta uma certa tendência à instabilidade. Isso porque enquanto a histórica é resultado de uma 
paulatina maturação dos diferentes valores que existem na sociedade – o que resulta em uma 
constituição demoradamente pensada e planejada – a dogmática, no mais das vezes, sedimenta valores 
de uma época específica, interesses passageiros, e estes, conforme o tecido social vai se alterando, vão 
se tornando ultrapassados, o que acarreta a necessidade de seguidas modificações do texto para que a 
Constituição continue correspondendo à realidade daquele país. 
Vejamos um item de prova sobre esse critério classificatório: 
Vou lhe mostrar, meu caro e diligente aluno, como é que esse critério é cobrado em prova. 
Resolveremos juntos uma questão: 
Questão para fixar 
[CESPE - 2015 - FUB - Conhecimentos Básicos - Cargo 2] Com base nas classificações da CF, julgue o próximo 
item: 
Quanto ao modo de elaboração, a CF é dogmática, porque foi constituída ao longo do tempo mediante lento 
e contínuo processo de formação, reunindo a história e as tradições de um povo. 
Comentário: 
A assertiva, ainda que mencione acertadamente que nossa CF/88 é dogmática, peca ao definir tal tipologia, 
pois apresenta justamente o conceito de uma Constituição histórica. 
Gabarito: Errado. 
 
(E) Quanto à extensão 
Segundo este critério, as Constituições podem ser analíticas ou concisas. Nosso documento 
constitucional de 1988, com seus mais de 350 artigos, divididos em inúmeros incisos e parágrafos, é, 
claramente, uma Constituição analítica. 
(E.1) Analítica 
Igualmente chamada de “prolixa” (ou “extensa"), sua confecção se dá de maneira ampla, 
detalhada, já que regulamenta vários assuntos: os considerados muito relevantes para a organização e 
funcionamento do Estado e outros que não são tão importantes, mas mesmo assim são inseridos no 
texto da Constituição. 
Constituições prolixas não se preocupam em cuidar apenas das matérias constitucionais, 
essenciais à formação e organização do aparelho estatal e da vida em sociedade; ao contrário, descrevem 
os pormenores da vida no Estado, através de uma infinidade de normas de conteúdo dispensável à 
estruturação estatal. Segundo a doutrina, é uma Constituição que se desdobra “numa infinidade de 
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normas no afã de constitucionalizar todo o conjunto da vida social"5. Por resultado, temos uma 
Constituição inchada, com número sempre volumoso de artigos. 
Como exemplo podemos citar a Constituição do Brasil de 1988, a de Portugal (1976) e a da 
Espanha (1978). 
Por termos, cada vez mais, Constituições analíticas em vigor, os autores começaram a investigar 
as razões que levaram os Estados a construírem documentos constitucionais tão longos e detalhados. 
Conforme André Ramos Tavares ensina, 
a indiferença, que se tem formado em desconfiança, quanto ao legislador ordinário; a estatura de 
certos direitos subjetivos, que estão a merecer proteção juridicamente diferenciada; a imposição de 
certos deveres, especialmente aos governantes, evitando-se o desvio de poder e a arbitrariedade; a 
necessidade de certos institutos sejam perenes, garantindo, assim, um sentimento de segurança jurídica 
decorrente da rigidez constitucional. 
 (E.2) Concisa 
Sintética é a Constituição elaborada de forma reduzida, com preocupação única de enunciar os 
princípios básicos para a estruturação estatal, mantendo-se restrita aos assuntos que realmente são 
constitucionais. 
Por ser um documento sucinto, elaborado de modo bastante resumido, seu texto se encerra após 
estabelecer os princípios fundamentais de organização do Estado e da sociedade. Tem-se como exemplo 
desse tipo de Constituição a dos Estados Unidos da América, de 1787, possuidora de apenas sete artigos 
originais (redigidos em 4.400 palavras, tão somente!). 
Parcela da doutrina vê virtudes nestas Constituições em razão da sua maior duração ao longo do 
tempo, “por serem mais facilmente adaptáveis às mudanças da realidade, dado o seu caráter 
principiológico, sem que haja necessidade de constante alteração formal do seu texto"6. 
Outros juristas7, no entanto, destacam as Constituições são um reflexo das crenças e das tradições 
de cada povo, valores que não podem ser trocados por modelos estrangeiros8. Por isso, segundo Gisela 
Maria Bester, a evidente prolixidade e extensão do nosso texto constitucional refletem as 
virtudes e os defeitos do povo brasileiro. E se ela é extensa, é porque não somos sutis a ponto de 
termos regras claras e objetivas com paralela economia de palavras. Não, não somos dadosa 
sutilezas; nós somos explícitos, minudentes e repetitivos, e bem por isso precisamos inserir e repetir 
no texto constitucional regras que pareceriam óbvias em outras culturas. Se a Constituição é 
 
5. MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet; COELHO, Inocêncio Mártires. Curso de Direito Constitucional. 5ª 
ed. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 63. 
6. CARVALHO, Kildare Gonçalves de. Direito Constitucional. 11ª ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2005, p. 203. 
7. MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet; COELHO, Inocêncio Mártires. Curso de Direito Constitucional. 5ª 
ed. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 63. 
8. MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet; COELHO, Inocêncio Mártires. Curso de Direito Constitucional. 5ª 
ed. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 63. 
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“exagerada”, é porque nós brasileiros, somos exatamente assim: exagerados, expansivos, largos nos 
sorrisos e nas maneiras. Somos abundantes nas cores, nos decotes, das mesas postas, na 
voluptuosidade da exibição dos corpos masculinos e femininos. Somos fartos na exposição de nossas 
vaidades, mas também na administração do que vem de fora. Falamos alto, furamos filas, mas 
também somos exuberantemente solidários, acolhedores, hospitaleiros, sensíveis, emotivos. Um 
sem-número de outros defeitos e qualidades poderiam ser descritos, mas os listados já nos bastam 
para provarmos uma tese irrefutável: a tese de que a Constituição é o nosso retrato. A Constituição 
modelo, dos Estados Unidos, enxuta na forma, breve, objetiva, talvez não nos sirva porque somos de 
uma exuberante extroversão, daí que para nós só poderia ser mesmo uma Constituição do tipo 
generosa.9 
Superada essa classificação, vejamos como o examinador poderá cobra-la em sua prova: 
Questão para fixar 
[FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2017 - UFVJM-MG - Assistente em Administração] A Constituição 
Brasileira de 1988, por tratar de muitos e variados assuntos que foram considerados relevantes, e não apenas 
dos princípios e direitos fundamentais e das normas de organização do Estado, recebe a classificação de: 
A) flexível. 
B) analítica. 
C) material 
D) outorgada 
Comentário: 
É claro que marcaremos a letra ‘b’, certo? Sabemos que o que caracteriza uma Constituição como analítica 
é justamente o fato de ela ser extensa e trazer em seu texto múltiplos assuntos, não só os temas 
considerados materialmente constitucionais (os direitos fundamentais e as normas centrais de organização 
do Estado). 
Gabarito: B. 
 
(F) Quanto ao conteúdo 
Quanto ao conteúdo, as Constituições podem ser materiais ou formais. Nosso documento 
constitucional de 1988, representa uma Constituição formal. 
(F.1) Material 
Uma Constituição é material quando consideramos como constitucional toda norma que tratar 
de matéria constitucional, independentemente de estar tal diploma inserido ou não no texto da 
 
9. BESTER, Gisela Maria. Direito Constitucional – fundamentos teóricos, p. 115-116, apud CARVALHO, Kildare Gonçalves de. 
Direito Constitucional. 11ª ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2005, p. 295. 
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Constituição. A doutrina ainda não pacificou a definição do que seja ou não matéria constitucional, 
entretanto me parece que existe um acordo no que tange ao reconhecimento de que alguns assuntos 
seriam indispensáveis a um texto constitucional, por serem essenciais à organização e estruturação do 
Estado. Este rol mínimo seria formado, ao menos, pelos seguintes temas: estruturação da forma de 
Estado, regime, sistema e forma de Governo; repartição de atribuições entre os entes estatais; direitos e 
garantias fundamentais do homem. 
Desta forma, toda norma que tratar de qualquer um dos assuntos acima listado é uma norma 
constitucional, seja ela um artigo da Constituição, seja ela uma lei ordinária, seja ela uma decisão do 
Tribunal Constitucional... 
(F.2) Formal 
Nesta acepção, constitucional são todas as normas inseridas no texto da Constituição, 
independentemente de versarem ou não sobre temas tidos por constitucionais, isto é, assuntos 
imprescindíveis à organização política do Estado. Em outros termos, são constitucionais as normas que 
estão o documento constitucional, ainda que o conteúdo de algumas delas não possa ser considerado 
materialmente constitucional. 
Assim, em Constituições formais, como a nossa de 1988, teremos alguns artigos que serão 
considerados só formalmente constitucionais (estão inseridos na Constituição, mas no que se refere ao 
seu conteúdo não podem ser considerados constitucionais), enquanto outros serão formal e 
materialmente constitucionais, em razão de estarem no texto da Constituição e tratarem de matéria 
considerada constitucional. Vamos exemplificar esses dois cenários com artigos? 
Pense no art. 242, § 2º, CF/88, que diz: “O Colégio Pedro II, localizado na cidade do Rio de Janeiro, 
será mantido na órbita federal”. Como você classificaria este artigo? Certamente ele é formalmente 
constitucional, pois está na CF/88. No entanto, qual é a sua percepção quando à matéria: é assunto 
constitucional (que deveria estar mesmo na Constituição) ou é uma matéria acessória, lateral, que 
poderia ter sido tratada em uma lei ordinária? Claro que ficamos com a segunda opção, razão pela qual 
podemos classificar este artigo como sendo só formalmente constitucional (está na Constituição, mas 
não trata de matéria constitucional). 
Verifique agora o art. 5°, II, que consagra o princípio da legalidade ao dizer que “II - ninguém será 
obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Sem dúvida é uma norma 
formalmente constitucional, pois está na Constituição. E quanto ao conteúdo? Como consagra um 
direito fundamental, é também uma norma materialmente constitucional. Ou seja, é um dispositivo que 
pode ser classificado como norma material e formalmente constitucional. 
No mais, as explicações acima permitem algumas conclusões: 
(i) o sentido formal de uma Constituição só é possível se ela for escrita, ou seja, se possuir todas as suas 
normas agregadas em um único documento – afinal é justamente este texto codificado e sistematizado 
que reunirá a totalidade das normas e princípios constitucionais; 
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(ii) na acepção formal, como só podem ser consideradas constitucionais as normas integradas ao texto 
da Constituição, todas as demais normas, independentemente do conteúdo delas, serão consideradas 
infraconstitucionais, isto é, inferiores à Constituição; 
(iii) todas as normas infraconstitucionais, independentemente da matéria que regulem, são inferiores à 
Constituição, por isso lhe devem respeito e obediência; 
(iv) qualquer norma infraconstitucional que contrarie a Constituição será considerada inconstitucional. 
Nesse sentido, mesmo que uma norma infraconstitucional de conteúdo materialmente constitucional 
afronte o previsto numa norma constitucional que não tenha conteúdo materialmente constitucional 
(isto é, seja só formalmente constitucional), esta última prevalecerá, por ser a Constituição – com todas 
as suas normas – um documento superior aos demais. 
(v) Por último, não há hierarquia normativa entre as normas constitucionais; todas possuem o mesmo 
status, a mesma dignidade normativa, independentemente de qual seja seu conteúdo. 
Veja como isso será cobrado: 
Questõespara fixar 
[TRF 3ªR/Juiz Federal/TRF 3ªR/2016] Com relação a classificação das Constituições é correto dizer que: 
A Constituição formal é aquela promulgada em sessão solene do Poder Constituinte que a elaborou, com a 
presença do chefe do Poder Executivo. 
Comentário: 
Assertiva falsa. O que classifica uma Constituição como formal é o seu conteúdo e não os aspectos 
referentes à sua origem (promulgada ou outorgada), tampouco o modo como é desenrolada a sessão da sua 
apresentação ao povo. 
Gabarito: Errada. 
[FGV - 2012 - PC-MA - Delegado de Polícia] A respeito da Constituição da República Federativa do Brasil, de 
1988, tendo em vista a classificação das constituições, assinale a afirmativa correta: 
A) A Constituição de 1988 é exemplo de Constituição semirrígida, que possui um núcleo imutável (cláusulas 
pétreas) e outras normas passíveis de alteração. 
B) A Constituição de 1988 é exemplo de Constituição outorgada, pois resulta do exercício da democracia 
indireta, por meio de representantes eleitos. 
C) O legislador constituinte optou pela adoção de uma Constituição histórica, formada tanto por um texto 
escrito quanto por usos e costumes internacionais. 
D) Na Constituição de 1988, coexistem normas materialmente constitucionais e normas apenas 
formalmente constitucionais. 
E) A Constituição de 1988 pode ser considerada como uma Constituição fixa (ou imutável), pois o seu núcleo 
rígido não pode ser alterado nem mesmo por Emenda. 
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Comentário: 
Nessa questão, a alternativa a ser marcada é a da letra ‘d’, diante da possibilidade de encontrarmos em nossa 
Constituição Federal normas materialmente constitucionais (que tratam da estruturação da forma de 
Estado, do regime, sistema e forma de Governo, da repartição de atribuições entre os entes estatais e dos 
direitos e garantias fundamentais) e normas consideradas apenas formalmente constitucionais (estão 
inseridas no texto da Constituição, contudo, não tratam de tema reconhecido como constitucional). 
A alternativa ‘a’ apresentada um erro ao dizer que nossa Constituição é semirrígida (sabemos que é rígida), 
enquanto a alternativa ‘c’ afirma que o legislador constituinte optou pela adoção de uma Constituição 
histórica (nosso documento constitucional é dogmático). 
Por fim, a alternativa ‘e’ peca ao dizer que nossa Constituição é imutável: como já comentamos em várias 
oportunidades nessa aula, nossa Constituição é rígida, ainda que possua em seu texto normas que não 
podem ser alteradas por emenda constitucional. 
Gabarito: D 
 
(G) Quanto à finalidade 
Quanto à finalidade, as Constituições podem ser classificadas de três formas: garantia, balanço e 
dirigente. Nosso documento constitucional de 1988, representa uma Constituição dirigente. 
(G.1) Garantia 
Também denominada “Constituição-quadro”, restringe o poder estatal, criando esferas de não 
interferência do poder público na vida dos indivíduos. Por possuir um corpo normativo repleto de direitos 
individuais oponíveis ao Estado, podemos dizer que ela traz para os sujeitos liberdades-negativas, que 
estabelecem espaços de não atuação e não interferência estatal na vida privada das pessoas. 
A doutrina10 aponta que a Constituição garantia é um documento com “olhar” direcionado ao 
passado, pois se preocupa em garantir os direitos já conquistados outrora, protegendo-os diante de uma 
possível (e indesejável) interferência do Estado. 
(G.2) Balanço 
Igualmente intitulada “Constituição-registro”, é própria dos regimes socialistas – as Constituições 
de 1924, 1936 e 1977 da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) são exemplos. Esta 
tipologia constitucional, cujo “olhar” se volta para o presente, procura explicitar o desenvolvimento atual 
da sociedade e ser um espelho fiel capaz de traduzir os patamares em que se encontram a economia e as 
instituições políticas. 
Nos dizeres de Manoel Gonçalves Ferreira Filho: 
 
10. FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 22ª ed. São Paulo: Saraiva, 1995, p. 12-13. 
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é a Constituição que descreve e registra a organização política estabelecida. Na verdade, segundo 
essa doutrina, a Constituição registraria um estágio das relações de poder. Por isso é que a URSS, 
quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo, adotaria nova Constituição, como o fez 
em 1924, a 1936 e 1977. Cada uma de tais Constituições faria o balanço do novo estágio.11 
(G.3) Dirigente 
Contrapondo-se à Constituição-garantia, a dirigente é uma Constituição feita a partir de 
expectativas lançadas para o futuro, pois ela cria um plano de fins e objetivos que serão perseguidos pelos 
poderes públicos e pela sociedade. É marcada, pois, pela presença de programas e projetos voltados à 
concretização de certos ideais políticos. 
Comum em seu texto é a presença de normas de eficácia programática, destinadas aos órgãos 
estatais com a finalidade de fixar os programas que irão guiar os poderes públicos na consecução dos 
planejamentos traçados. Tal qual a Constituição de Weimar, de 1919, e a Constituição da República 
Portuguesa, de 1976, a nossa atual Constituição da República é um dos clássicos exemplos utilizados para 
apresentar a Constituição dirigente. 
Segundo Eros Grau, “Que a nossa Constituição de 1988 é uma Constituição dirigente, isso é 
inquestionável. O conjunto de diretrizes, programas e fins que enuncia, a serem pelo Estado e pela 
sociedade realizados, a ela confere o caráter de plano global normativo, do Estado e da sociedade”12. 
 
Questão para fixar 
[CESPE - 2010 - DPU - Analista Administrativo] Acerca da Constituição Federal de 1988 (CF), assinale a opção 
correta: 
A) A CF é classificada como dogmática, mesmo que haja a possibilidade de modificação no seu texto. 
B) Quanto à sua estabilidade, a CF é um exemplo de constituição classificada como flexível, pois possibilita 
a sua evolução por intermédio de emendas constitucionais. 
C) Trata-se de uma constituição balanço, pois visa garantir a permanência dos direitos, liberdades e 
garantias fundamentais, voltando-se precipuamente para o passado. 
D) Caso existissem normas programáticas na CF, ela seria um exemplo de constituição garantia. 
E) Para que tivesse plena eficácia no mundo jurídico, a CF foi outorgada. 
Comentário: 
Muito interessante essa questão elaborada pelo CESPE. Vamos avaliar item a item, começando com a letra 
‘e’: é incorreta, pois menciona que nossa CF/88 foi outorgada, o que sabemos não ser verdade, já que o nosso 
 
11. FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 22ª ed. São Paulo: Saraiva, 1995, p. 13. 
12. CANOTILHO, J. J. Gomes; MENDES, Gilmar F.; SARLET, Ingo W.; STRECK, Lenio L. (Coords.). Comentários à Constituição 
do Brasil. São Paulo: Saraiva/Almedina, 2013. 
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texto constitucional foi promulgado (é popular). A letra ‘d’ é falsa pois são as Constituições dirigentes que 
trazem em seu corpo normas programáticas. Já a alternativa “C” peca em duas coisas: nos dizer que nossa 
Constituição é uma Constituição-balanço (a CF/88 é dirigente) e afirmar que uma Constituição-balanço (ou 
registro) volta o seu olhar para o passado (é para o presente). Também não poderemos marcar a letra ‘b’, 
pois sabemos que a nossa Constituição Federal de 1988 é um exemplo de documento rígida, que pode ser 
alterado por uma emenda constitucional, mas segundoum processo mais solene e dificultoso do que aquele 
previsto para a elaboração de leis infraconstitucionais (leis ordinárias ou complementares). Só nos resta 
como alternativa a assinalar a constante da letra ‘a’. está correta, pois nossa Constituição é dogmática, e 
isso não representa nenhum obstáculo para ela ser alterada. 
Gabarito: A 
 
(H) Quanto ao local da decretação 
No que se refere ao local de decretação, as Constituições podem ser classificadas de duas formas: 
heteroconstituição ou autoconstituição (sendo que nosso documento constitucional de 1988 se 
enquadra nesse segundo tipo). 
(H.1) Heteroconstituição (ou Constituição heterônoma) 
Muito raras são as Constituições que não são feitas naquele Estado em que irão viger, surgindo 
em Estado diverso daquele em que o documento vai valer, ou então elaboradas por algum organismo 
internacional. A heteroconstituição é, por isso, bastante incomum e causa grande perplexidade, pois o 
documento constitucional vai ser feito fora do Estado onde suas normas produzirão efeitos. São 
exemplos de Constituição heterônoma as de países como Nova Zelândia, Canadá e Austrália, pois, como 
integrantes da Commonwealth, suas Constituições foram aprovadas por leis do Parlamento Britânico. 
Igualmente pode ser citada a Constituição cipriota, produto de acordos feitos em Zurique, na década de 
1960, entre Grécia, Turquia e a Grã-Bretanha. 
(H.2) Autoconstituição 
Também chamada de autônoma, é a Constituição elaborada dentro do próprio Estado que ela vai 
estruturar normativamente e reger. Em regra, as Constituições são deste tipo – inclusive a nossa atual, 
de 1988. 
(I) Quanto à interpretação 
Segundo este critério, as Constituições podem ser divididas de duas formas: nominalista ou 
semântica. Nosso documento constitucional de 1988 é classificado como uma Constituição semântica. 
(I.1) Nominalista 
É uma Constituição possuidora de normas tão precisas e inteligíveis que dispensa, para ser 
compreendida, de qualquer outro método interpretativo que não o gramatical ou literal. Todas as 
possíveis ocorrências constitucionais da vida fática já possuem, previamente, resposta no texto 
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constitucional: basta aplicar na literalidade a norma jurídica cabível na hipótese que solucionada está a 
controvérsia. 
Atualmente é impensável um documento constitucional com dispositivos de conteúdo tão exato 
e certo que dê conta de abraçar toda a colossal realidade fática (excessivamente complexa) a ser 
normatizada. A importância dessa tipologia constitucional hoje é, portanto, meramente histórica. 
(I.2) Semântica 
Em sentido inverso à nominalista, Constituição semântica é aquela cujo texto exige a aplicação 
de uma diversidade de métodos interpretativos para ser realmente entendido. Nesta tipologia, onde se 
enquadram os documentos constitucionais atuais, a interpretação literal (ou gramatical) não é suficiente 
para a compreensão e deve ser aliada a diversos outros processos hermenêuticos no intuito de viabilizar 
uma ampla assimilação do documento constitucional. 
Finalmente, cumpre informar que algumas precauções devem ser tomadas no estudo do tema 
“classificações”, pois diferentes autores se valem das mesmas palavras para obter conclusões próprias. É 
o que se passa com os termos “nominalista” e “semântica”: utilizados neste item para dar conta das 
espécies de Constituições segundo a aplicação (ou não) de diferentes processos hermenêuticos para o 
entendimento de seu texto, serão apresentados no próximo item com outra, e absolutamente, diversa 
significância – como termos que, juntamente com o vocábulo “normativa”, compõem a classificação das 
Constituições segundo a correspondência com a realidade, de Karl Loewenstein. Além disso, a doutrina 
noticia13 que o professor português J. J. Gomes Canotilho também utiliza os termos “semântica” e 
“normativa” de maneira inusitada e inovadora: “semânticas”, na percepção do autor, são aquelas 
Constituições “de fachada”, não possuidoras de justiça e bondade em seus conteúdos, meramente 
formais, e “normativas” são as Constituições que preveem direitos e garantias fundamentais e limitam o 
poder do Estado, fazendo-o com efetiva bondade – um altruísmo e benevolência que materialmente 
orientam a produção de todo o texto. 
(J) Quanto à correspondência com a realidade = critério ontológico 
Este critério foi desenvolvido em meados do século XX pelo alemão Karl Loewenstein, e ele 
pretende avaliar o grau de comunicabilidade entre o texto constitucional e a realidade a ser normatizada, 
partindo de uma teoria ontológica das Constituições. Efetivamente diferente das classificações 
apresentadas até aqui – que se propunham a analisar os dispositivos constitucionais em si mesmos, sem 
estabelecer qualquer conexão ou correspondência com o mundo externo – esta classificação se define a 
partir de um parâmetro extrínseco à Constituição, já que o intuito do autor é examinar o documento 
constitucional considerando sua maior ou menor proximidade com a realidade. Vejamos quais são as 
(três) modalidades que surgem a partir dessa tipologia classificatória. 
 
13. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. 5ª ed. São Paulo: Método, 2011, p. 117. 
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(J.1) Normativa 
Nesta Constituição há perfeita sintonia entre o texto constitucional e a conjuntura política e social 
do Estado, de forma que a limitação ao poder dos governantes e a previsão de direitos à população sejam 
estritamente observadas e cumpridas. O texto constitucional é de tal forma eficaz e seguido à risca que, 
na prática, vê-se claramente a harmonia entre o que se estabeleceu no plano normativo e o que se efetiva 
no mundo fático14. O resultado é o reconhecimento de que há verdadeira correspondência entre o que 
está escrito na Constituição e a realidade, afinal, os processos políticos de poder se submetem às normas 
constitucionais, sendo por elas guiados. Um bom exemplo é a Constituição Americana de 1787. 
(J.2) Nominativa 
Esta já não é capaz de reproduzir com exata congruência a realidade política e social do Estado, 
mas anseia chegar a este estágio. Seus dispositivos não são, ainda, dotados de força normativa capaz de 
reger os processos de poder na plenitude, mas almeja-se um dia alcançar a perfeita sintonia entre o texto 
(Constituição) e o contexto (realidade). Daí advém a virtude principal deste tipo de Constituição: na sua 
função prospectiva, de almejar num futuro próximo a adequação ideal entre normas e realidade fática, é 
bastante educativa. Outro ponto de destaque é que, assim como a Constituição normativa, é dotada, 
inequivocamente, de valor jurídico. 
Nossa Constituição de 1988 (aliás, como toda Constituição nominal) nasceu com o ideal de ser 
normativa – isso porque saíamos de uma época ditatorial (Constituição semântica), que somente 
legitimava o poder autoritário, com o intuito de construir um texto absolutamente compatível com a 
nova realidade democrática que se instaurava – mas, obviamente, não conquistou essa finalidade, pois 
ainda hoje existem casos de absoluta ausência de concordância entre o texto constitucional e a realidade. 
É, pois, um exemplo de Constituição nominal (ou nominalista). Outros exemplos: as Constituições 
brasileiras de 1934 e 1946. 
(J.3) Semântica 
É a Constituição que nunca pretendeu conquistar uma coerência apurada entre o texto e a 
realidade, mas apenas garantir a situação de dominação estável por parte do poder autoritário. Típica de 
estados ditatoriais, sua função única é legitimar o poder usurpado do povo, estabilizando a intervenção 
dos ilegítimosdominadores de fato do poder político. Por essa razão é tida como um simulacro de 
Constituição, afinal trai o significado do vocábulo “Constituição” que é, necessariamente, um documento 
limitador do poder, com finalidade garantista, e não um corpo de normas legitimadoras do arbítrio. 
Não faltam exemplos na nossa história constitucional de documentos semânticos: além da Carta 
de 1937, temos as de 1967 e a EC nº 1/1969. 
 
14. Uma boa metáfora, apresentada pelo próprio Loewenstein (e citada por Dirley – Curso de Direito Constitucional. 6ª ed. 
Salvador: Juspodivm, 2012, p. 128) refere-se à vestimenta, pois, nos dizeres do autor, a Constituição normativa é aquela que 
tal qual uma roupa que “cai muito bem” e se assenta perfeitamente ao corpo, adorna precisamente a realidade. 
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Bom, meu caro aluno, agora que já estudamos variados critérios, vale apresentar, em finalização 
ao tópico, um esquema que organiza as classificações apresentadas: 
 
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(3) Aplicabilidade das normas constitucionais 
Nossa atenção agora será posta nas normas que compõem o documento constitucional e sua 
capacidade de produção de efeitos jurídicos no ordenamento. Em resumo, o que vamos estudar neste 
encontro é chamado no seu edital de “Aplicabilidade das Normas Constitucionais” e refere-se à 
potencialidade que cada dispositivo da nossa Constituição Federal tem de se realizar, isto é, de produzir 
seus efeitos. 
Se você está iniciando seus estudos em Direito Constitucional agora, certamente ficará intrigado 
com este assunto, pensando: “Ora, quer dizer então que as normas constitucionais são diferentes? Elas 
não produzem efeitos da mesma maneira?”. Pois é. A resposta é positiva. As normas se diferenciam de 
acordo com sua capacidade de produção de efeitos tão logo haja a publicação do texto constitucional. 
Algumas, sozinhas, tão logo há a publicação da Constituição já começam a valer com plenitude, 
sem precisarem de qualquer outra norma (uma lei, por exemplo) que as complemente. Pense, por 
exemplo, no art. 2° do texto constitucional que diz: “São Poderes da União, independente e harmônicos 
entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Desde que a Constituição de 1988 foi promulgada e 
publicada, este artigo já produz plenamente todos os seus efeitos, sem precisar de um complemento 
normativo que explique o que é “independência” ou “harmonia” entre os Poderes, ou defina quem são 
esses Poderes. 
Por outro lado, existem dispositivos em nossa Constituição que somente produzem plenamente 
os seus efeitos se receberem um complemento normativo posterior. Sozinhos, sem essa norma 
adicional, não conseguem produzir na plenitude os seus efeitos. Um exemplo te ajudará a visualizar 
melhor o caso! Sugiro que façamos a leitura do art. 37, inciso VII, CF/88, que enuncia o direito de greve 
dos servidores públicos, nos seguintes termos: “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites 
definidos em lei específica”. Note, caro aluno, que nossa Constituição concedeu aos servidores públicos 
o direito de fazer greve; todavia, tal direito somente poderá ser exercido nos termos de lei específica. O 
que isso significa? Que é necessária a edição de uma lei ordinária que regulamente o art. 37, VII para que 
ele possa produzir plenamente os seus efeitos, isto é, para que os servidores possam exercer seu direito 
à greve. E digo mais: enquanto tal lei não for editada, o direito não poderá ser fruído pelos beneficiários. 
Percebeu a importância do tema que vamos enfrentar na aula de hoje? Em muitos momentos, 
nossa Constituição prevê direitos para nós. No entanto, muitos desses direitos somente poderão ser 
desfrutados depois que o legislador editar um complemento que regulamente tal direito. Entretanto, em 
muitas oportunidades, o legislador (ou outro Poder que possa criar referida complementação normativa) 
se mantém inerte e não produz a norma, sendo relapso e descuidado ao não confeccionar tal 
regulamentação essencial. Se essa omissão legislativa impedir um indivíduo de exercer um direito seu, 
estaremos diante de um cenário no qual um remédio constitucional (o mandado de injunção, previsto no 
art. 5°, LXXI, CF/88) poderá ser usado para “curar” (resolver) essa “doença” (esse problema de falta de 
norma). Nas aulas referentes às garantias constitucionais, trataremos de modo bastante detalhado do 
mandado de injunção, mas já saiba, desde agora, que sua utilização está atrelada ao tema que 
estudaremos neste encontro. 
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Para fecharmos a introdução sobre este assunto, quero lhe informar que nosso norte nesse estudo 
será a doutrina do Professor José Afonso da Silva, que inovou as discussões doutrinárias referentes ao 
tema da “aplicabilidade das normas constitucionais” ao partir da seguinte premissa: a de que todas as 
normas constitucionais possuem a capacidade de produzir sozinhas algum efeito. Segundo o mestre, 
não há uma norma constitucional que seja completamente destituída de eficácia, que não produza 
nenhum efeito. Mesmo que estejamos diante de uma norma constitucional que dependa de um 
complemento normativo (de uma lei) para produzir todos os seus efeitos, uma coisa é certa: algum 
efeito, mesmo que reduzido, ela já é capaz de produzir sozinha. Afinal, diz José Afonso, podemos dizer 
que todas as normas constitucionais são possuidoras de, pelo menos, dois efeitos: um positivo e um 
negativo. O que eles representam? 
O efeito positivo significa a capacidade que toda norma constitucional possui de impedir a 
recepção das leis anteriores à sua vigência que com ela não sejam compatíveis. “Como assim, 
professora?” Veja bem. Eu acabei de usar o art. 37, VII como exemplo de norma que somente produzirá 
todos os seus efeitos essenciais (permitindo o exercício de greve pelos servidores públicos) depois de 
regulamentada por uma lei ordinária, certo? Pois bem. Imagine que antes de nossa Constituição Federal 
de 1988 entrar em vigor existisse uma hipotética Lei nº XXX, de 1970, que dissesse algo assim: “Os 
servidores públicos não podem, em nenhuma hipótese ou circunstância, fazer greve”. Eu te pergunto: 
essa Lei de 1970 é anterior à Constituição de 1988, concorda? Bom, ela só será recepcionada (recebida) 
pelo novo ordenamento constitucional se for compatível (se materialmente for harmônica) com a nova 
Constituição. Ela possui essa identidade e coerência com a Constituição? Resposta: claro que não. Por 
isso não será recebida/recepcionada pelo texto constitucional de 1988. Percebeu, meu caro aluno, que 
mesmo que o art. 37, VII, CF/88 ainda não esteja regulamentado ele já possui esse efeito positivo, de 
impedir a recepção de normas anteriores que com ele sejam dissonantes? Se sim, ótimo! Caso não tenha 
conseguido perceber, pode me escrever lá no fórum, para sanar essa dúvida. 
E ainda há um segundo efeito, o negativo! Este representa a capacidade que toda norma 
constitucional possui de vedar, ainda que implicitamente, ao legislador ordinário, a edição de normas 
que a contrariem. Usando o mesmo art. 37, VII, o efeito negativo seria aquele capaz de impedir que o 
Congresso Nacional fizesse uma lei neste ano dizendo algo como: “Aos servidores públicos é vedado o 
exercício do direito de greve”. Ora, se a Constituição Federal autorizou, quem é o legislador para proibir?! 
Perceba então que, ainda que o art. 37, VII não esteja regulamentado, ele é capaz de impedir que uma lei 
que o contrarie seja editada.E se essa lei desarmônica com ele for feita, saiba que ela será declarada 
inconstitucional. 
Pois bem, caríssimo aluno. Fechamos nossa introdução. Até aqui, você já sabe que: 
(i) as normas constitucionais se diferenciam de acordo com sua capacidade de produção de efeitos; 
(ii) no entanto, uma característica as assemelha: todas as normas constitucionais possuem a capacidade 
de produzir sozinhas algum efeito; 
(iii) afinal, não existe norma constitucional destituída de eficácia; 
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(iv) conclusão: toda norma constitucional, quando entra em nosso ordenamento jurídico, 
independentemente de precisar ou não de um complemento normativo posterior, já possui um efeito 
positivo e um negativo. 
 Com essas premissas organizadas, vamos estudar a classificação mais tradicional e a mais 
cobrada em provas, que é a do Prof. José Afonso da Silva. 
 (A) A classificação de José Afonso da Silva 
Antes de iniciarmos a análise do que brilhantemente nos ensina nosso mestre José Afonso, creio 
que seja válido lhe dizer que a primeira doutrina a se debruçar sobre este tema foi a americana, que 
passou a identificar dois grupos (duas espécies) de normas constitucionais quanto à aplicabilidade: as 
normas autoexecutáveis (“self executing”) e as normas não autoexecutáveis (“not self-executing”). 
As primeiras (normas autoexecutáveis) seriam aquelas que poderiam ser aplicadas com plenitude 
independentemente de qualquer complementação. Seriam normas já completas, que nasceram prontas 
e acabadas, aptas a produzirem sozinhas todos os seus efeitos. Seriam normas suficientes em si mesmas. 
Noutro giro, as normas não autoexecutáveis seriam aquelas dependentes de complementação 
legislativa para adquirirem aplicabilidade. Incompletas que são, tais normas ficariam reféns da atividade 
posterior do legislador para ganharem vida, isto é, para produzirem seus efeitos. 
Na sequência, o Prof. José Afonso da Silva15 sofistica a doutrina norte-americana e, entendendo 
que todas as normas constitucionais já são possuidoras de, ao menos, algum efeito, resolve dividi-las em 
três grupos, a saber: 
(1) normas constitucionais de eficácia plena; 
(2) normas constitucionais de eficácia contida e; 
(3) normas constitucionais de eficácia limitada. 
Note, meu caro aluno, que esses são termos que lhe serão apresentados em diversas questões de 
provas. Grave isso: plena, contida e limitada. Em breve, tão logo finalize a leitura desse material, você já 
estará apto a lidar com esses vocábulos tranquilamente e acertar todas as suas questões de prova sobre 
o tema. Para tanto, vamos estuda-los! Mas antes, uma questão ilustrativa do assunto: 
Questão para fixar 
[2013/CESPE/DPE/ES/Defensor Público - Adaptada] Considerando a teoria geral da constituição, julgue a 
assertiva: 
Consoante a doutrina majoritária, as normas constitucionais classificam-se, quanto à sua eficácia e 
aplicabilidade, em normas de eficácia plena, de organização, materiais e principiológicas. 
Comentário: 
 
15. SILVA, José Afonso da. Aplicabilidade das normas constitucionais. 6ª ed. São Paulo, Malheiros, 2003, p. 88-102. 
 
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Perceba que essa assertiva só lhe exigiu o reconhecimento dos termos usados pela doutrina pátria. Como 
majoritariamente adotamos a classificação de José Afonso da Silva (segundo o qual as normas 
constitucionais classificam-se, quanto à sua eficácia jurídica e aplicabilidade, em normas de eficácia plena, 
contida e limitada), só podemos marcar essa questão como falsa. 
Gabarito: Errado 
 
Sequenciando nossa aula, começarei meus comentários com as normas de eficácia plena. São 
aquelas capazes de produzir todos os seus efeitos essenciais simplesmente com a entrada em vigor da 
Constituição, independentemente de qualquer regulamentação por lei. São, por isso, dotadas de 
aplicabilidade: 
(i) imediata, pois estão aptas a produzir efeitos imediatamente, com a simples promulgação da 
Constituição; 
(ii) direta, pois não dependem de nenhuma norma regulamentadora para a produção de efeitos; e 
(iii) integral, porque já produzem seus integrais efeitos, sem sofrer quaisquer limitações ou restrições 
impostas por legislação posterior. 
 Quer um exemplo de norma constitucional de eficácia plena (além do art. 2°, que já foi utilizado 
na parte introdutória)? Vou lhe oferecer o art. 18, § 1°, que diz: “Brasília é a Capital Federal”. Você 
consegue notar que essa norma não depende de regulamentação normativa posterior alguma para 
produzir seus efeitos? Percebe que ela, sozinha, já tem aplicação plena? Desde que a Constituição de 
1988 foi promulgada e publicada, Brasília é a nossa Capital Federal e não precisamos de lei posterior 
para complementar ou explicar isso. 
Saiba, meu diligente aluno, que são muitos os exemplos de normas possuidoras dessa eficácia. 
Vou citar mais alguns, de modo meramente ilustrativo (sem nenhuma pretensão de exaustão): 
(i) Art. 1°, parágrafo único, CF/88: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de 
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. 
(ii) Art. 5°, IX, CF/88: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença”. 
(iii) Art. 5°, XX, CF/88: “Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”. 
(iv) Art. 14, § 2º, CF/88: “Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do 
serviço militar obrigatório, os conscritos.” 
(v) Art. 17, § 4º, CF/88: “É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.” 
(vi) Art. 19, CF/88: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...)” 
(vii) Art. 20, CF/88: “São bens da União: (...)” 
(viii) Art. 21, CF/88: “Compete à União: (...)” 
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(ix) Art. 24, CF/88: “Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 
(...)” 
(x) Art. 28, caput, CF/88: “A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de 
quatro anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de 
outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores, 
e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano subsequente, observado, quanto ao mais, o disposto 
no art. 77. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de1997)” 
(xi) Art. 30, CF/88: “Compete aos Municípios: (...)” 
(xii) Art. 37, III, CF/88: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: III - o prazo de validade do concurso público 
será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período.” 
(xiii) Art. 44, parágrafo único, CF/88: “Cada legislatura terá a duração de quatro anos.” 
(xiv) Art. 45, caput, CF/88: “A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo 
sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.” 
(xv) Art. 46, § 1º, CF/88: “Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito 
anos. 
(xvi) Art. 51, CF/88: “Compete privativamente à Câmara dos Deputados: (...)” 
(xvii) Art. 52, CF/88: “Compete privativamente ao Senado Federal: (...)” 
(xviii) Art. 60, § 3º, CF/88: “A emenda à Constituição será promulgada pelasMesas da Câmara dos 
Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.” 
(xix) Art. 69, CF/88: “As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.” 
(xx) Art. 70, CF/88: “A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União 
e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante 
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.” 
(xxi) Art. 76, CF/88: “O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros 
de Estado.” 
(xxii) Art. 134, § 2º, CF/88: “Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e 
administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de 
diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004)” 
(xxiii) Art. 145, § 2º, CF/88: “As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.” 
(xxiv) Art. 155, CF/88: “Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (...)” 
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(xxv) Art. 156, CF/88: “Compete aos Municípios instituir impostos sobre: (...)” 
(xxvi) Art. 226, § 1º, CF/88: “O casamento é civil e gratuita a celebração.” 
(xxii) Art. 230, § 2º, CF/88: “Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes 
coletivos urbanos.” 
Vamos resolver uma interessante questão sobre esse tipo de norma: 
Questão para fixar 
[UECE-CEV - 2016 - DER-CE - Procurador Autárquico] A norma constante do art. 5º, XX da CF/88, in verbis, 
“ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado", é norma: 
A) de eficácia contida. 
B) de eficácia limitada. 
C) de eficácia plena. 
D) programática. 
Comentário: 
Não há dúvidas de que o inciso XX do art. 5º, CF/88 pode ser classificado como norma constitucional 
de eficácia plena, pois não necessita de legislação posterior para produzir todos os seus efeitos 
jurídicos, tampouco pode vir a sofrer restrição por meio de legislação infraconstitucional. Desta 
forma, é um dispositivo constitucional possuidor de aplicabilidade direta, imediata e integral. 
Nossa resposta encontra-se, portanto, na letra ‘c’. 
Gabarito: C 
Passemos agora para a definição das normas de eficácia contida16. Segundo a doutrina, são 
aquelas que também estão aptas para a produção de seus plenos efeitos desde a promulgação da 
Constituição (aplicabilidade imediata), mas que podem vir a ser restringidas. O direito nelas previsto é 
imediatamente exercitável, com a simples promulgação da Constituição e independentemente da 
edição de qualquer complemento normativo. Todavia, tal exercício poderá ser restringido no futuro. São, 
por isso, normas dotadas de aplicabilidade: 
– imediata, por estarem aptas a produzir efeitos imediatamente, com a simples 
promulgação da Constituição; 
– direta, pois não dependem de nenhuma norma regulamentadora para a produção de 
efeitos; 
 
16. Michel Temer as define como normas constitucionais de aplicabilidade plena e eficácia redutível ou restringível. 
(TEMER, Michel. Elementos de direito constitucional. 7ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1990, p. 27). 
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– mas, possivelmente, não-integral, pois estão sujeitas à imposição de restrições. 
Segundo a conceituação feita pelo próprio José Afonso da Silva, “Normas de eficácia contida, 
portanto, são aquelas em que o legislador constituinte regulou suficientemente os interesses relativos a 
determinada matéria, mas deixou margem à atuação restritiva por parte da competência discricionária 
do Poder Público, nos termos que a lei estabelecer ou nos termos de conceitos gerais nelas enunciados”17. 
É muito importante, ainda, frisar que a atuação do legislador, restringindo o direito previsto na 
norma de eficácia contida, não é obrigatória. A Constituição não exige a edição de um complemento 
normativo, pois ele não é necessário para o dispositivo constitucional produzir todos os seus efeitos. A 
atuação posterior e restritiva do legislador é, portanto, facultativa: ele não está obrigado a editar a lei 
que vai restringir o direito, mas poderá fazê-lo se assim o desejar. 
Destaquei a informação acima, por um motivo: já lhe fornecer a base teórica para diferenciar as 
normas de eficácia contida das de eficácia limitada (que estudaremos a seguir). Afinal, diante de uma 
norma de eficácia contida, o legislador atua com discricionariedade, isto é, age somente se desejar 
restringir o alcance da norma constitucional. Se ele não atuar, tudo bem. O direito seguirá sendo 
exercitável de forma completa e geral, sem que nenhuma restrição o acompanhe. Já nas normas de 
eficácia limitada, a edição de um complemento é essencial para que ela produza todos os seus efeitos – 
podemos dizer, portanto, que a atuação do legislador é obrigatória, por exigência constitucional, e não 
facultativa. 
Para exemplificar, pensemos no art. 5º, XIII, CF/88, que diz ser “livre o exercício de qualquer 
trabalho, ofício ou profissão, atendida às qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Esse 
dispositivo informa que os indivíduos poderão escolher livremente qualquer profissão, ofício ou trabalho. 
Todavia, é possível que leis regulamentadoras sejam editadas e restrinjam o acesso à determinada 
profissão (exigindo, por exemplo, um curso profissionalizante, a graduação em certa área do 
conhecimento). Por isso, não resta dúvida de que é uma norma de eficácia contida! O direito nela 
presente (de exercer livremente qualquer trabalho ou profissão) poderá ser fruído pelos indivíduos de 
forma plena, até que seja editada uma norma posterior regulamentadora trazendo certas exigências para 
o exercício da profissão. Uma informação final: este inciso XIII é o mais cobrado em provas quando 
estamos falando de normas de eficácia contida! Você vai encontra-lo muito ainda, nas questões de 
treinamento e também na prova em que será aprovado! 
Agora, outro bom exemplo: o art. 5º, LVIII, CF/88, segundo o qual “o civilmente identificado não 
será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei”. De acordo com este inciso 
do artigo 5º, o sujeito que portar um documento de identificação civil válido em território nacional (por 
ex.: o RG, a CNH, o passaporte, a carteira de trabalho), não será levado à delegacia para ser submetido 
ao complexo processo da identificação criminal (que envolve o colhimento das impressões 
datiloscópicas, a foto de frente e de perfil, a narração de próprio punho da vida pregressa). Todavia, a lei 
 
17. SILVA, José Afonso da. Aplicabilidade das normas constitucionais. 6ª ed. São Paulo, Malheiros, 2003, p. 116. 
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regulamentadora pode prever hipóteses em que mesmo o indivíduo estando identificado civilmente ele 
será submetido à identificação criminal (atualmente temos a Lei n° 12.037/2009 tratando do tema). 
Vejamos agora alguns outros artigos da Constituição (sem pretensão de exaustão do tema) 
consagrados na doutrina e na jurisprudência do STF de normas de eficácia contida: 
(i) Art. 5º, VIII, CF/88: “Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção 
filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todosimposta e recusar-se a 
cumprir prestação alternativa, fixada em lei.” 
(ii) Art. 5º, XV, CF/88: “É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer 
pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens.” 
(iii) Art. 5º, XXV, CF/88: “No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de 
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano.” 
(iv) Art. 5º, XXVII, CF/88: “Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou 
reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.” 
(v) Art. 5º, XXXIII, CF/88: “Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do 
Estado.” 
(vi) Art. 15, IV, CF/88: “É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos 
casos de recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, 
VIII.” 
(viii) Art. 37, I, CF/88: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: I - os cargos, empregos e funções públicas 
são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos 
estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)” 
(ix) Art. 170, parágrafo único, CF/88: “É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade 
econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.” 
Destaca-se, por fim, que as restrições às normas de eficácia contida poderão ser impostas: 
(i) por lei (ex.: art. 5º, XIII, da CF/88, que prevê as restrições ao exercício de trabalho, ofício ou profissão, 
que poderão ser impostas pela lei que estabelecer as qualificações profissionais, bem como o disposto 
no art. 5º, LXXVIII, da CF/88); 
(ii) por outras normas constitucionais (ex.: art. 139 da CF/88, que impõe restrições ao exercício de certos 
direitos fundamentais durante o período de estado de sítio); 
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(iii) por conceitos ético-jurídicos geralmente pacificados na comunidade jurídica e, por isso, acatados 
(ex.: art. 5º, XXV, da CF/88, em que o conceito de “iminente perigo público” atua como uma restrição 
imposta ao poder do Estado de requisitar propriedade particular). 
É interessante sublinhar este ponto, pois os alunos, em geral, pensam somente nas restrições 
estabelecidas em lei (quando, na verdade, elas podem ser descritas em outras normas constitucionais ou 
até mesmo em conceitos ético-jurídicos). Outro detalhe: parece-me claro que nossa banca cobrará com 
indiscutível ênfase as normas constitucionais com eficácia contida nas quais a restrição é estabelecida 
em lei; todavia, não custa conhecer as demais, preparando-se mais adequadamente para as questões 
futuras. 
Bom, vou finalizar nosso estudo das normas de eficácia contida sugerindo algumas questões para 
nosso treinamento. Vamos resolve-las juntos! 
Questões para fixar 
[CESPE - 2016 - TCE-PR - Auditor - Adaptada] Acerca da interpretação e da aplicação das normas 
constitucionais, julgue a assertiva: 
A norma constitucional que assegura o livre exercício de qualquer atividade, ofício ou profissão é exemplo 
de norma de eficácia contida. 
Comentário: 
Conforme a classificação doutrinária das normas constitucionais, o art. 5º, XIII, CF/88, que assegura o livre 
exercício de qualquer atividade, ofício ou profissão, é exemplo de norma de eficácia contida, ou seja, é 
dispositivo que está apto para produzir todos os seus efeitos, mas poderá ser restringido pela legislação 
infraconstitucional, visto que o dispositivo constitucional prevê que deverão ser atendidas as qualificações 
profissionais que a lei eventualmente estabelecer. 
 
Gabarito: Correto 
[CESPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de Polícia Civil] O art. 5°, inciso XIII, da Constituição Federal de 1988 (CF) 
assegura ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer. Com base nisso, o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil estabelece 
que, para exercer a advocacia, é necessária a aprovação no exame de ordem. A norma constitucional 
mencionada, portanto, é de eficácia: 
A) contida. 
B) programática. 
C) plena. 
D) limitada. 
E) diferida. 
Comentário: 
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Já sabemos que estamos diante de uma norma constitucional de eficácia contida! O art. 5°, XIII realmente é 
o exemplo mais cobrado desse tipo de norma. Nossa alternativa correta é a ‘a’. 
Gabarito: A 
[FGV - 2018 - TJ/SC] De acordo com o art. 5º, LVIII, da Constituição da República de 1988, “o civilmente 
identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei.” 
Considerando a aplicabilidade das normas constitucionais, do referido preceito constitucional se extrai uma 
norma: 
A) de eficácia limitada de princípio institutivo; 
B) de eficácia protetiva; 
C) de eficácia contida; 
D) de eficácia plena; 
E) programática. 
Comentário: 
Nossa resposta está na letra ‘c’, pois esta norma tem mesmo eficácia contida, como vimos no curso da 
explicação teórica. 
Gabarito: C 
[FGV - 2018 -TJ/AL] De acordo com o art. 5º, LVIII, da Constituição da República de 1988, “o civilmente 
identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei”. 
Considerando os aspectos afetos à supremacia e à aplicabilidade das normas constitucionais, a partir da 
interpretação do referido preceito obtém-se uma norma constitucional de eficácia: 
A) contida e aplicabilidade imediata; 
B) plena e aplicabilidade imediata; 
C) programática e aplicabilidade mediata; 
D) limitada e aplicabilidade imediata; 
E) plena e aplicabilidade mediata. 
Comentário: 
Questão praticamente idêntica à anterior, mas, desta vez, nossa resposta está na letra ‘a’, pois esta norma 
tem eficácia contida, como vimos no curso da explicação teórica. 
Gabarito: A 
[CONSULPLAN - 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Administrativa] “De acordo com o Art. 
5º, XIII, da Constituição da República, ‘é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas 
as qualificações profissionais que a lei estabelecer’. Ednaldo e Túlio, estudantes de direito, travaram intenso 
debate a respeito da natureza da norma constitucional delineada a partir desse preceito normativo.” À luz 
da narrativa anterior, é correto afirmar que do referido preceito normativo se obtém uma norma: 
A) Programática. 
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B) De eficácia plena. 
C) De eficácia contida. 
D) De aplicabilidade indireta 
Comentário: 
Ednaldo e túlio devem concluir que a norma constante do art. 5º, XIII, CF/88, é uma norma de eficácia 
contida, visto que pode vir a sofrer restrição por legislação infraconstitucional. Deste modo, nossa 
alternativa correta é a ‘c’. 
 Gabarito: C 
 
 
Passemos agora para a análise das interessantes normas de eficácia limitada. Segundoa doutrina 
e o STF, são aquelas que só produzem seus plenos efeitos depois da exigida regulamentação normativa 
ser apresentada. Elas asseguram determinado direito, mas este não poderá ser exercido enquanto não 
for regulamentado pelo legislador ordinário. Enquanto não for expedida a regulamentação, o exercício 
do direito permanece impedido18. São, por isso, dotadas de aplicabilidade: 
– mediata, pois somente produzem seus efeitos essenciais ulteriormente, depois da 
regulamentação por lei; 
– indireta, porque não asseguram, diretamente, o exercício do direito, dependendo de 
norma regulamentadora para tal; e 
– reduzida, eis que com a promulgação da Constituição, sua eficácia é meramente 
“negativa”. 
Um outro ponto muito importante, prezado e incansável aluno, é você reconhecer que as normas 
de eficácia limitada foram divididas pelo Professor José Afonso da Silva em dois grupos: as definidoras 
de princípios institutivos (organizativos ou orgânicos) e as definidoras de princípios programáticos. 
Vamos tratar de ambas agora. 
As normas de eficácia limitada definidoras de princípios institutivos (organizativos ou orgânicos) são 
aquelas nas quais o legislador constituinte traça esquemas gerais de estruturação e atribuições de órgãos ou 
entidades, para que o legislador ordinário os estruture posteriormente, mediante lei. São exemplos: “a lei 
disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos territórios” (art. 33, CF/88); “a lei disporá sobre a 
criação, estruturação e atribuições dos ministérios” (art. 88, CF/88); “a lei regulará a organização e o 
 
18. Conforme preceitua Uadi Lammêgo Bullos: “Normas constitucionais de eficácia limitada e aplicabilidade 
diferida são as que dependem de lei para regulamentá-las. No momento que são promulgadas, apresentam 
eficácia jurídica, mas não efetividade (eficácia social). Logo, não produzem todos os seus efeitos, os quais 
dependem de lei para se concretizar”. In BULOS, Uadi Lammêgo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: 
Saraiva, 2007. 
 
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funcionamento do conselho de defesa nacional” (art. 91, § 2º, CF/88); “a lei disporá sobre a Constituição, 
investidura, jurisdição, competência, garantias e condições de exercício dos órgãos da justiça do trabalho” 
(art. 113, CF/88). 
Quer outro exemplo? Então veja o caso do art. 7º, XXI –“(...) aviso prévio proporcional ao tempo de 
serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei” (já temos a Lei n.º 12.506/11, que determina que 
o prazo é de 30 dias sendo acrescido de 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo 
de 60 dias extras, perfazendo um total de até 90 dias). 
Bom, vou finalizar com mais artigos consagradores de normas de eficácia limitada declaratória de 
princípios institutivos, porque mais ilustrações são sempre bem-vindas, não é? 
(i) Art. 18, § 2º, CF/88: “Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado 
ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.” 
(ii) Art. 22, parágrafo único, CF/88: “Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre 
questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.” 
(iii) Art.25, § 3º, CF/88: “Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões 
metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios 
limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse 
comum.” 
(iv) Art. 37, XI, CF/88: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: XI - a remuneração e o subsídio dos 
ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, 
dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos 
detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie 
remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer 
outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal 
Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito 
Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados 
Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de 
Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, 
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos 
membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) 
(v) Art. 90, §2º, CF/88: “A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.” 
(vi) Art. 102, § 1º, CF/88: “A arguição de descumprimento de preceito fundamental, decorrente desta 
Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei. (Transformado em § 1º pela 
Emenda Constitucional nº 3, de 17/03/93)” 
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(vii) Art. 107, § 1º, CF/88: “A lei disciplinará a remoção ou a permuta de juízes dos Tribunais Regionais 
Federais e determinará sua jurisdição e sede. (Renumerado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)” 
(viii) Art. 109, VI, CF/88: “Aos juízes federais compete processar e julgar: VI - os crimes contra a 
organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem 
econômico-financeira.” 
(ix) Art. 109, § 3º, CF/88: “Serão processadas e julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos 
segurados ou beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado, 
sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal, e, se verificada essa condição, a lei poderá 
permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual.” 
(x) Art. 121, CF/88: “Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos 
juízes de direito e das juntas eleitorais.” 
(xi) Art. 125, § 3º, CF/88: “A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça 
Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em 
segundo grau, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o 
efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 
2004)” 
(xii) Art. 128, § 5º, CF/88: “Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos 
respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada 
Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros: (...).” 
(xiii) Art. 131, CF/88: “A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão 
vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei 
complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e 
assessoramento jurídico do Poder Executivo.” 
(xiv) Art. 146, CF/88: “Cabe à lei complementar: (...).” 
(xv) Art. 161, I, CF/88: “Cabe à lei complementar: I - definir valor adicionado para fins do disposto no art. 
158, parágrafo único, I.” 
Vejamos algumas questões que já exploraram esseassunto: 
Questões para fixar 
[CESPE - 2016 - TRE-PI - Analista Judiciário - Administrativa] De acordo com a CF, é direito do trabalhador 
urbano e rural a participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração. Em relação à 
aplicabilidade das normas constitucionais, esse dispositivo constitucional classifica-se como norma 
constitucional: 
A) de eficácia contida, já que o legislador constituinte regulou suficientemente os interesses relativos à 
matéria, sem deixar margem à atuação restritiva do poder público. 
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B) de eficácia limitada, uma vez que depende de normatividade ulterior para completa incidência sobre os 
interesses tutelados. 
C) programática, pois limita-se a delimitar preceitos a serem cumpridos pelo poder público. 
D) de eficácia contida, pois sua aplicabilidade depende de regulamentação. 
E) de eficácia plena, visto que produz efeitos desde que a CF entrou em vigor. 
Comentário: 
Conforme preceitua o art. 7º, XI, CF/88, “são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que 
visem à melhoria de sua condição social, a participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da 
remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei.” 
Observe que que o dispositivo traz no final a seguinte expressão “conforme definido em lei”. Dessa forma, 
trata-se de uma norma de eficácia limitada, ou seja, que só produzirá seus plenos efeitos depois de a exigida 
regulamentação ser editada. O direito é assegurado, mas não poderá ser exercido enquanto não for 
regulamentado pelo legislador ordinário. A letra ‘b’ deve ser, portanto, assinalada. 
 Gabarito: B 
[2016/MPE-SC/MPE/SC/Promotor de Justiça] Julgue a assertiva: 
Normas constitucionais de eficácia limitada são aquelas que apresentam aplicabilidade indireta, mediata e 
reduzida, porque só incidem totalmente sobre esses interesses, após uma normatividade ulterior que lhes 
desenvolva a aplicabilidade. 
Comentário: 
Alternativa correta, pois traz uma das classificações das normas constitucionais quanto a sua aplicabilidade 
proposta por José Afonso da Silva. Segundo este autor, as normas constitucionais de eficácia limitada 
apresentam aplicabilidade indireta, mediata e reduzida. 
 
Gabarito: Correto. 
 
 Dando continuidade ao nosso estudo, falemos agora das normas constitucionais de eficácia 
limitada definidoras de princípios programáticos, mais usualmente intituladas como “normas 
programáticas”. São aquelas pelas quais o constituinte, em vez de regular, direta e imediatamente, 
determinados interesses, limitou-se a lhes traçar os princípios para serem cumpridos pelos seus órgãos 
(legislativos, executivos, jurisdicionais e administrativos), como programas das respectivas atividades, 
visando à realização dos fins sociais do Estado. 
Perceba, portanto, que são aquelas normas que visam guiar/direcionar a atuação estatal por meio 
da instituição de programas de governo. Estabelecem metas (objetivos) a serem alcançados e 
necessitam da edição de atos normativos e administrativos posteriores para realizarem os planos que 
preveem. Como exemplo, pensemos no art. 3º, CF/88, que consagra os objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil: 
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“Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
 I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer 
outras formas de discriminação”. 
Nesse dispositivo citado, repare que temos planos de governo, metas a serem alcançadas, que 
dependem de significativo esforço governamental (por meio da edição de leis, do estabelecimento de 
programas de governo, etc.) para serem efetivamente implementadas. 
Para esse grupo de normas, podemos utilizar como outros exemplos os seguintes: 
(i) Art. 6°, CF/88: “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o 
transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência 
aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 
2015)” 
(ii) Art. 7º, XI, XX e XXVII, CF/88: “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que 
visem à melhoria de sua condição social: 
XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, 
participação na gestão da empresa, conforme definido em lei; 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei; 
(iii) Art. 173, § 4º, CF/88: “A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, 
à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.” 
(iv) Art. 196, CF/88: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e 
econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e 
igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” 
(v) Art. 205, CF/88: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e 
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo 
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” 
(vi) Art. 215, CF/88: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes 
da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.” 
(vii) Art. 216, § 3º, CF/88: “A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e 
valores culturais.” 
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(viii) Art. 218, caput, CF/88: “O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, 
a capacitação científica e tecnológica e a inovação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 
2015)” 
(ix) Art. 218, § 4º, CF/88: “A lei apoiará e estimulará as empresas que invistam em pesquisa, criação de 
tecnologia adequada ao País, formação e aperfeiçoamento de seus recursos humanos e que pratiquem 
sistemas de remuneração que assegurem ao empregado, desvinculada do salário, participação nos 
ganhos econômicos resultantes da produtividade de seu trabalho.” 
(x) Art. 227, CF/88: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e 
ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, 
além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade 
e opressão. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)” 
Lembremos, ainda, que segundo o STF a circunstância de serem as normas dotadas de eficácia 
programática não autoriza a conversão dos preceitos nelas consagrados em promessas constitucionais 
inconsequentes, “sob pena de o Poder Público, fraudando justas expectativas nele depositadas pela 
coletividade, substituir, de maneira ilegítima, o cumprimento de seu impostergável dever, porum gesto 
irresponsável de infidelidade governamental ao que determina a própria Lei Fundamental do Estado"19. 
Vamos verificar uma questão de prova sobre este tema: 
Questão para fixar 
[PUC-PR - 2012- DPE-PR - Assessor Jurídico] Sobre a eficácia e a aplicabilidade das normas constitucionais, 
seguindo a classificação de José Afonso da Silva, julgue o item: 
As normas constitucionais declaratórias de princípios programáticos são consideradas normas de eficácia 
limitada, porquanto veiculam programas a serem implementados pelo Estado, visando à realização de fins 
sociais. 
Comentário: 
Eis um item correto, segundo a diretriz do Prof. José Afonso da Silva. Realmente, as normas programáticas 
são de eficácia limitada, o que significa que possuem aplicabilidade indireta e mediata, e só produzem na 
plenitude seus efeitos se o Estado criar programas, leis e políticas públicas que promovam sua efetivação. 
Gabarito: Correto 
 
Bom, prezado e atento aluno, vou concluir meus comentários teóricos acerca da classificação do 
mestre José Afonso, lhe convocando para avaliar comigo um esquema que bem sintetiza as informações 
 
19.STF, RE 393175/RS. 
 
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que foram apresentadas. Veja só: 
 
 
No mais, meu convite agora é para seguirmos juntos resolvendo questões que tenham cobrado a 
classificação tradicional do Prof. José Afonso. Começarei com uma do CESPE de fevereiro de 2019. 
Vamos lá! 
 
Questões para fixar 
[CESPE - 2019 - SEFAZ - Auditor-Fiscal da Receita Estadual / RS] Os itens a seguir apresentam proposições 
normativas a respeito da eficácia das normas constitucionais: 
I- A lei disporá sobre a criação e a extinção de ministérios e órgãos da administração pública. 
II- É direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, 
o piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. 
III- Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da 
responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes. 
IV- A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os 
estados, o Distrito Federal e os municípios, todos autônomos, nos termos da Constituição Federal de 1988. 
São normas de eficácia limitada apenas as proposições normativas apresentadas nos itens: 
A) I e II. 
B) I e III. 
C) II e IV. 
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D) I, III e IV. 
E) II, III e IV. 
Comentário: 
Comece notando que as questões deste tema (aplicabilidade) são puramente doutrinárias. E para resolve-
las, você tem que estar afiado no conhecimento de como as normas constitucionais podem ser classificadas. 
Vejamos: 
O item trata do art. 88, CF/88, que é norma de eficácia limitada. 
O item II menciona o art. 7°, V, CF/88, que traz uma norma que requer complemento para produzir 
plenamente seus efeitos. Inexistente nas constituições anteriores, o piso salarial que o inciso V prevê é por 
profissão e relativo à extensão e complexidade do trabalho. O seu estabelecimento pode advir de lei ou, por 
exemplo, em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Norma, portanto, de eficácia limitada. 
Já o item III menciona o art. 141, CF/88, que afigura-se como norma de eficácia direta e imediata 
(aplicabilidade plena). 
Por seu turno, o item IV traz o caput do art. 18, CF/88, que é, sem dúvida, uma norma de eficácia plena. 
Como temos normas de eficácia limitada nos itens I e II, nossa resposta está na letra ‘a’. No mais, minha 
principal dica de resolução para essa questão seria a seguinte: ao notar que o item I traz norma de eficácia 
limitada (o início do dispositivo não deixa dúvidas robustas: “A lei disporá sobre...”), você já elimina as 
alternativas ‘c’ e ‘e’. E ao se lembrar que o importante art. 18, CF/88 consagra norma de eficácia plena, a letra 
‘d’ já estaria excluída. Portanto, a solução da questão estava em saber qual a eficácia dos Itens II e III. 
 Gabarito: A 
[FGV - 2014 - MPE-RJ - Estágio Forense] Preceitua o Artigo 5º, inciso XIII da Constituição da República 
Brasileira: “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer”. Seguindo a clássica classificação das normas constitucionais 
estabelecida por José Afonso da Silva, que examina as normas constitucionais sob o prisma de sua eficácia, 
a norma transcrita possui: 
A) eficácia limitada e, portanto, produzirá seus totais efeitos, mas poderá ser restringida por legislação 
infraconstitucional; 
B) eficácia contida e, portanto, produzirá seus efeitos, mas poderá ser restringida pela legislação 
infraconstitucional; 
C) eficácia contida, portanto, produzirá seus efeitos somente quando for editada uma legislação 
infraconstitucional; 
D) eficácia plena, portanto, produzirá todos os seus efeitos, não podendo ser restringida por legislação 
infraconstitucional; 
E) eficácia rígida, o que determina que deverá produzir efeitos amplos, mas sempre passíveis de serem 
ampliados ou restringidos. 
Comentário: 
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Mais uma vez aparece a norma transcrita no art. 5º, XIII, CF/88, que é o clássico exemplo de norma de eficácia 
contida, ou seja, está apta para produzir todos os seus efeitos, mas poderá ser restringida pela legislação 
infraconstitucional. Pode marcar a letra ‘b’. 
Gabarito: B 
[FCC - 2016 - TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Administrativa] Uma das classificações das normas 
constitucionais quanto a sua aplicabilidade foi proposta por José Afonso da Silva. Segundo a classificação 
desse autor, entende-se por norma constitucional de eficácia contida aquela que possui aplicabilidade: 
A) direta e imediata, produzindo de logo todos os seus efeitos, os quais, no entanto, podem ser limitados 
por outras normas jurídicas, constitucionais ou infraconstitucionais. 
B) direta, imediata e integral, não estando sujeita a qualquer tipo de limitação infraconstitucional. 
C) indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade de regulamentação infraconstitucional. 
D) direta, imediata e integral, competindo ao Poder Público apenas regrar a forma de seu exercício por meio 
de normas administrativas infralegais, vedada qualquer limitação. 
E) indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade da aplicação de outras normas constitucionais. 
Comentário: 
Para responder à questão acima vamos relembrar que as normas constitucionais de eficácia contida são 
dotadas de aplicabilidade: 
– imediata, por estarem aptas a produzir efeitos imediatamente, com a simples promulgação da 
Constituição; 
– direta, pois não dependem de nenhuma norma regulamentadora para a produção de efeitos; 
– mas, possivelmente, não-integral, eis que sujeitas à imposição de restrições. 
Destarte, podemos concluir que a assertiva correta é a constante da letra ‘a’. 
Gabarito: A 
[FCC - 2016 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal] Dispõe o 
artigo 18, § 2°, da Constituição Federal: “Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, 
transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar". De 
acordo com a classificação de aplicabilidade das normas constitucionais, o art. 18,§ 2° da Constituição 
Federal de 1988 é uma norma de: 
A) eficácia contida. 
B) eficácia plena. 
C) princípio programático. 
D) princípio institutivo ou organizativo. 
E) eficácia controlada. 
Comentário: 
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Com a leitura do art. 18, § 2º, CF/88, podemos concluir que trata-se de uma norma constitucional de eficácia 
limitada, visto que deve haver regulamentação por meio de lei complementar para que tenhamos a 
efetivação completa do dispositivo constitucional. Após essa breve explicação, podemos concluir que o art. 
18, § 2º, CF/88 apresenta-se como uma norma constitucional de eficácia limitada definidora de princípios 
institutivos. A assertiva ‘d’ é a nossa resposta. 
 Gabarito: D 
[FGV - 2016 - CODEBA - Analista Portuário – Advogado] De acordo com o art. 5º, inciso XL, da Constituição 
da República Federativa do Brasil de 1988, “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. 
Considerando a classificação das normas constitucionais, é correto afirmar que a interpretação desse texto 
conduz à conclusão de que estamos perante uma norma constitucional: 
A) de eficácia plena e aplicabilidade imediata. 
B) programática. 
C) de eficácia contida e aplicabilidade imediata. 
D) de eficácia limitada e aplicabilidade mediata. 
E) de eficácia restringível e aplicabilidade imediata. 
Comentário: 
Nossa resposta está na letra ‘a’, visto que a norma constante do art. 5º, XL, CF/88, possui eficácia plena por 
ter aplicabilidade imediata (eis que está apta a produzir todos os seus efeitos imediatamente, com a simples 
promulgação da Constituição), direta (pois não depende de nenhuma norma regulamentadora para a 
produção de seus efeitos) e integral ( porque já produzem seus integrais efeitos, sem sofrer quaisquer 
limitações ou restrições). 
 Gabarito: A 
[FGV - 2018 - Câmara de Salvador - BA - Analista Legislativo Municipal - Analista de Tramitação] João, 
sentindo-se lesado em um direito fundamental, procurou o seu advogado e solicitou que ingressasse com a 
ação judicial cabível. Após analisar a Constituição da República de 1988, o advogado constatou que uma de 
suas normas, apesar de dispor sobre o referido direito, permitia que ele fosse restringido pela lei, o que de 
fato ocorrera. Concluiu, com isso, que não houve qualquer lesão ao direito de João. 
Sob a ótica da aplicabilidade, a narrativa acima faz menção a uma norma constitucional de eficácia: 
A) plena; 
B) pragmática; 
C) limitada; 
D) contida; 
E) institutiva. 
Comentário: 
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Eis uma maneira diferente de a banca cobrar o tema. Neste item, o examinador não lhe pediu para classificar 
uma norma específica. Lhe passou as características de uma tipologia e solicitou a identificação da norma 
que assim possa ser conceituada. Como você se recorda que as normas que podem vir a sofrer restrição 
estabelecida por leis infraconstitucionais são as normas constitucionais de eficácia contida, eis que estão 
sujeitas à imposição de restrições, fica fácil identificar que a narrativa acima será respondida com a letra ‘d’. 
 Gabarito: D 
[CESPE - 2011 - TJ/ES - Juiz] Acerca da aplicabilidade e da interpretação das normas constitucionais, assinale 
a opção correta: 
A) O dispositivo constitucional que estabelece que lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do 
DF, das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar constitui exemplo de norma de eficácia 
limitada. 
B) Inexiste hierarquia entre normas constitucionais, salvo no que diz respeito às cláusulas pétreas e aos 
direitos fundamentais, que representam o núcleo essencial da CF e envolvem diretamente a noção de 
dignidade da pessoa humana. 
C) As normas constitucionais de eficácia contida são de aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, havendo 
necessidade de lei integrativa infraconstitucional para produzir todos os seus efeitos. 
D) As normas de eficácia limitada são desprovidas de normatividade, incapazes de produzir quaisquer 
efeitos e de servir de parâmetro para a declaração de inconstitucionalidade. 
Comentário: 
A letra ‘a’ é nossa resposta. A norma mencionada pelo examinador encontra-se no art. 32 §4º, CF/88 e 
encerra norma dotada de eficácia limitada, em razão da exigência constitucional de lei para a efetiva 
implementação do previsto no dispositivo. Vejamos agora o erro das demais alternativas: 
- ‘b’: Cláusulas pétreas não podem ser invocadas para sustentação da tese da inconstitucionalidade de 
normas constitucionais inferiores em face de normas constitucionais superiores, porquanto a CF as prevê 
apenas como limites ao poder constituinte derivado ao rever ou ao emendar a CF 
- ‘c’: As características de aplicabilidade referem-se às normas constitucionais de eficácia limitada 
- ‘d’: Todas as normas constitucionais são dotadas de eficácia, até mesmo as normas de eficácia limitada 
ainda não regulamentadas. Isso porque todas as normas constantes do documento constitucional produzem 
um mínimo de efeitos com a entrada em vigor da Constituição pois, ao menos, impedem a criação de normas 
infraconstitucionais que as ofendam e impossibilitam a recepção dos documentos anteriores com elas 
incompatíveis materialmente 
Gabarito: A 
[CONSULPLAN - 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Enfermagem] “Determinado professor de 
direito constitucional explicou aos seus alunos que certas normas constitucionais, embora sejam capazes de 
produzir efeitos imediatos na realidade, dando ensejo ao surgimento de direitos subjetivos, fazem 
referência à lei, que pode reduzir o seu alcance, com o estabelecimento, por exemplo, de certos requisitos a 
serem observados.” Considerando a classificação das normas constitucionais quanto à aplicabilidade, é 
correto afirmar que o exemplo oferecido pelo professor é o de uma norma: 
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A) Programática. 
B) De eficácia contida. 
C) De eficácia limitada. 
D) De eficácia plena e aplicabilidade imediata. 
Comentário: 
Novamente estamos diante de uma questão diferenciada. Não é difícil concluir que o exemplo oferecido 
pelo professor é o de uma norma constitucional de eficácia contida, visto que estas é podem vir a sofrer 
restrição por normas infraconstitucionais editadas posteriormente. Sendo assim, nossa alternativa correta 
é a ‘b’. 
 Gabarito: B 
[Quadrix - 2017 - SEDF - Professor - Direito] Julgue o próximo item com relação ao Direito Constitucional. 
Quanto à aplicabilidade das normas constitucionais, as normas de eficácia contida são aquelas que 
asseguram determinado direito, que não poderá ser exercido enquanto não for regulamentado pelo 
legislador ordinário. 
Comentário: 
A assertiva está incorreta, visto que trouxe a definição das normas de eficácia limitada. 
Gabarito: Errado. 
[FGV - 2018 - Câmara de Salvador- BA - Analista Legislativo Municipal - Licitação, Contratos e Convênios] 
De acordo com o Art. 144, § 8º, da Constituição da República de 1988, “os municípios poderão constituir 
guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”. 
Considerando a classificação das normas constitucionais quanto à aplicabilidade, a partir do referido 
preceito se obtém uma norma constitucional de eficácia: 
A) plena e aplicabilidade imediata; 
B) limitada e aplicabilidade mediata; 
C) contida e aplicabilidade imediata; 
D) delegada e aplicabilidade mediata; 
E) mandamental e aplicabilidade imediata. 
Comentário: 
O art. 144, § 8º, CF/88, é uma norma constitucional de eficácia limitada, ou seja, necessita de 
regulamentação para produzir todos os seus efeitos, visto que o dispositivo traz a locução “conforme 
dispuser a lei”. Nesse sentido, é uma norma de aplicabilidade mediata, indireta e reduzida. A assertiva ‘b’ 
deve ser assinalada. 
 Gabarito: B 
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[CESPE - 2013 - DPE/RR - Defensor Público - Adaptada] Julgue as assertivas referente à classificação das 
constituições e à aplicabilidade e interpretação das normas constitucionais. 
(I) De acordo com o STF, o artigo da CF que assegura a gratuidade nos transportes coletivos urbanos aos 
maiores de sessenta e cinco anos de idade constitui norma de eficácia plena e de aplicabilidade imediata. 
(II) É considerada norma de eficácia limitada o dispositivo constitucional que preceitua ser a DP instituição 
essencial à função jurisdicional do Estado, com a incumbência de prestar orientação jurídica e defesa dos 
necessitados. 
(III) Na CF, o dispositivo que estabelece o acesso dos estrangeiros aos cargos, empregos e funções públicas 
configura, segundo o STF, hipótese de norma de eficácia contida. 
Comentário: 
(I) A assertiva é correta, de acordo com o entendimento enunciado pelo STF na ADI 3.768/DF, Rel. Min. 
Cármen Lúcia 
(II) A alternativa é falsa. De acordo o STF, a norma de autonomia inscrita no art. 134, § 2º, CF/88 é de eficácia 
plena e aplicabilidade imediata, dado ser a Defensoria Pública um instrumento de efetivação dos direitos 
humanos (ADI 3.569/PE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence) 
(III) A alternativa é incorreta. Isso porque o STF fixou entendimento no sentido de que o artigo 37, I, /88, 
consubstancia, relativamente ao acesso aos cargos públicos por estrangeiros, preceito constitucional 
dotado de eficácia limitada, dependendo de regulamentação para produzir efeitos, sendo assim, não 
autoaplicável (RE 544.655 AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau) 
 Gabarito: I - Correto. II - Errado. III - Errado 
[2012/PUC/PR/TJ/MS/Juiz - Adaptada] Sobre a Constituição e a aplicabilidade de suas normas, afirma-se: 
Utilizando-se da classificação elaborada por José Afonso da Silva, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a 
norma constitucional que prevê que “lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade...”, 
além das previstas no texto constitucional, é norma de eficácia contida, portanto, não autoaplicável e 
dependente de lei para poder ser aplicada. 
Comentário: 
Item errado, pois normas de eficácia contida são aquelas que estão aptas para a produção de seus plenos 
efeitos desde a promulgação da Constituição (aplicabilidade imediata), mas que podem vir a ser 
restringidas. Segundo o STF, “o § 9º do art. 14 da Constituição, por traduzir norma revestida de eficácia 
meramente limitada, não dispõe de autoaplicabilidade” (ADPF 144, voto do Rel. Min. Celso de Mello). 
 Gabarito: Errado 
[2017/VUNESP/Câmara de Mogi das Cruzes/SP/Procurador Jurídico] Assinale a alternativa correta sobre a 
eficácia e a aplicabilidade das normas constitucionais: 
A) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, as normas constitucionais de conteúdo 
programático, que veiculam diretrizes de políticas públicas, não possuem caráter cogente e vinculante. 
B) A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a norma constitucional que 
reconheceu o direito de greve ao servidor público civil constitui norma de eficácia ilimitada. 
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C) Normas constitucionais de princípio institutivo são aquelas por meio das quais o legislador constituinte 
traça esquemas gerais de estruturação e atribuições de órgãos, entidades ou institutos, para que o legislador 
ordinário os estruture em definitivo, mediante lei. 
D) O mandado de injunção é importante instrumento de concretização dos direitos fundamentais, 
provenientes de normas constitucionais de eficácia contida, diante da falta total ou parcial de norma 
regulamentadora que torne inviável o seu exercício. 
E) Embora as normas constitucionais de eficácia limitada já tenham condições de produzir todos os seus 
efeitos, uma norma infraconstitucional poderá reduzir a sua abrangência. 
Comentário: 
Vamos encerrar essa resolução de questões com uma bastante interessante (e ligeiramente mais complexa 
que as anteriores). 
Começo com a letra ‘c’, que é nossa resposta, vez que as normas de eficácia limitada definidoras de princípios 
institutivos (organizativos ou orgânicos) são aquelas por meio das quais o legislador constituinte traça 
esquemas gerais de estruturação e atribuições de órgãos ou entidades, para que o legislador ordinário os 
estruture posteriormente, mediante edição de lei. 
Vejamos agora o erro das demais proposições: 
- Letra ‘a’: item incorreto. A jurisprudência no STF é firme em reconhecer o caráter cogente e vinculante das 
normas programáticas, especialmente as referentes ao direito à saúde. Nesse sentido:“(...) O papel do Poder 
Judiciário na implementação de políticas públicas instituídas pela Constituição e não efetivadas pelo Poder 
Público – A fórmula da reserva do possível na perspectiva da teoria dos custos dos direitos: impossibilidade 
de sua invocação para legitimar o injusto inadimplemento de deveres estatais de prestação 
constitucionalmente impostos ao Poder Público – A teoria da “restrição das restrições” (ou da “limitação das 
limitações”) – Caráter cogente e vinculante das normas constitucionais, inclusive daquelas de conteúdo 
programático, que veiculam diretrizes de políticas públicas, especialmente na área da saúde (CF, arts. 6º, 
196 e 197)” (ARE 745745 AgR, Rel.Min. Celso de Mello, 2ª Turma, julgado em 02/12/2014). 
- Letra ‘b’: igualmente incorreto. A Corte Constitucional, no julgamento da ADI 3.235, firmou o 
entendimento de que o dispositivo constitucional que garante o direito de greve ao servidor público é norma 
de eficácia limitada, estando o exercício desse direito submetido aos termos e limites a serem definidos em 
lei específica (art. 37, VIII, CF/88). 
- Letra ‘d’: também incorreto. As normas de eficácia contida são de aplicação direta e imediata, sendo o 
direito nelas previsto exercitável com a simples promulgação da Constituição, não havendo a necessidade 
de qualquer norma regulamentadora ser produzida para tanto. Contudo, se sujeita a restrições trazidas por 
eventual lei posterior. Nota-se, pois, que a edição de uma lei que regulamente a norma de eficácia contida é 
possível, mas não obrigatória. Por este motivo, as normasde eficácia contida não podem ser objeto de 
mandado de injunção. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. 
REGULAMENTAÇÃO DE ATIVIDADE PROFISSIONAL: ART. 5º, INC. XIII, DA CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA. 1. Ausência de dispositivo constitucional que imponha aos Agravados o dever de regulamentar 
a atividade exercida pelos substituídos do Agravante. 2. O art. 5º, inc. XIII, da Constituição da República é 
norma de aplicação imediata e eficácia contida que pode ser restringida pela legislação infraconstitucional. 
Inexistindo lei regulamentando o exercício da atividade profissional dos substituídos, é livre o seu exercício. 
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3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (MI 6113 AgR, Rel. Min.ª Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, 
julgado em 22/05/2014). 
- Letra ‘e’: item incorreto. Ao contrário do afirmado pela assertiva, as normas de eficácia limitada são aquelas 
que só produzem seus plenos efeitos depois da exigida regulamentação ser editada. Elas asseguram 
determinado direito, mas este não poderá ser exercido enquanto não for regulamentado pelo legislador 
ordinário. 
 Gabarito: C 
Questões resolvidas, vamos agora estudar outros autores, que também classificam as 
Constituições de acordo com a aplicabilidade. Nenhum será explorado em prova com a mesma incidência 
e importância que o Prof. José Afonso. Todavia, por precaução, eu gostaria que ao menos você soubesse 
que essas outras formas de classificar existem. 
(B) A classificação de Maria Helena Diniz 
Para a autora Maria Helena Diniz20, as normas constitucionais, segundo sua eficácia, podem ser 
divididas em: 
(i) Normas de eficácia absoluta (ou supereficazes). São consideradas imutáveis, não podendo ser 
emendadas; São, enfim, os princípios constitucionais sensíveis21 e as chamadas cláusulas pétreas22, a 
saber: 
(1) a forma federativa de Estado (arts. 1º, 18, 34, VII, “c”, 46, § 1º, CF/88); 
(2) o voto direto, secreto, universal e periódico (art. 14, CF/88); 
(3) a separação dos Poderes (art. 2º, CF/88); e 
(4) os direitos e garantias individuais (art. 5º, I a LXXVIII, CF/88); 
(B) Normas com eficácia plena – que equivalem às normas de eficácia plena do Prof. José Afonso 
da Silva; 
(C) Normas com eficácia relativa restringível; que equivalem às normas de eficácia contida do 
Prof. José Afonso da Silva; 
(D) Normas com eficácia relativa complementável ou dependente de complementação 
legislativa; que equivalem às normas de eficácia limitada do Prof. José Afonso da Silva, sendo dividas em: 
(1) Normas de princípio institutivo; 
 
20.DINIZ, Maria Helena. Norma Constitucional e seus Efeitos. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 1997, p. 101-115. 
21. Art. 34, VII, “a” a “e” da CF/88, ou seja, a forma republicana, o sistema representativo, o regime democrático e 
os direitos da pessoa humana. 
22. Art. 60, § 4º, I a IV da CF/88: “Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma 
federativa de Estado; II – o voto direto, secreto, universal e periódico; III – a separação dos Poderes; IV – os direitos 
e garantias individuais”. 
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(2) Normas programáticas. 
 
(C) A classificação de Uadi Lammêgo Bulos 
O festejado autor baiano inova23 ao reconhecer normas com eficácia exaurida (ou esvaída), isto é, 
aquelas que já extinguiram a produção de seus efeitos, tendo, portanto, sua aplicabilidade esgotada. 
São próprias do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) – ex.: arts. 2º, 3º, 11, 13, 14 e 15, 
todos do ADCT. Essas normas já realizaram o seu conteúdo, já cumpriram seu comando normativo e, 
agora, não mais produzem efeitos. 
 (4) Questões resolvidas em aula 
QUESTÃO 01 
[FCC - 2004 - TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados] No que diz 
respeito à classificação das constituições, considerando- se a origem, observa-se que umas derivam do 
trabalho de uma Assembleia Nacional Constituinte, composta de representantes do povo, eleitos com a 
finalidade de sua elaboração, sendo que outras são elaboradas e estabelecidas sem a participação 
popular, através de imposição do poder na época. Nesses casos, tais constituições são denominadas, 
respectivamente: 
A) analíticas e sintéticas. 
B) outorgadas e históricas. 
C) históricas e dogmáticas. 
D) promulgadas e outorgadas. 
E) dogmáticas e promulgadas. 
QUESTÃO 02 
[CETRO - 2017 - TJ-RJ - Titular de Serviços de Notas e de Registros] Acerca da Constituição classificada, 
quanto à origem, como cesarista, é correto afirmar que: 
A) é constituída derivadamente pelo órgão parlamentar, tendo por instrumento a emenda de reforma ou 
de revisão. 
B) é formada por meio de plebiscito popular sobre um projeto já elaborado. 
C) é imposta, sem participação popular, por quem não recebeu poder para tanto. 
D) é oriunda dos trabalhos de uma Assembleia Constituinte eleita para tanto. 
 
23. BULOS, Uadi Lammêgo. Constituição Federal anotada. São Paulo: Saraiva, 2000, p. 335. 
 
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E) advém de um compromisso instável de duas forças políticas rivais e, se converte, mais adiante, numa 
estipulação unilateral camuflada. 
QUESTÃO 03 
[CESPE - 2018 - PC-MA - Delegado de Polícia Civil] De acordo com a doutrina majoritária, quanto à 
origem, as Constituições podem ser classificadas como: 
A) promulgadas, que são ditas democráticas por se originarem da participação popular por meio do voto 
e da elaboração de normas constitucionais. 
B) outorgadas, que surgem da tradição, dos usos e costumes, da religião ou das relações políticas e 
econômicas. 
C) cesaristas, que são as derivadas de uma concessão do governante, ou seja, daquele que tem a 
titularidade do poder constituinte originário. 
D) pactuadas, que são formadas por dois mecanismos distintos de participação popular, o plebiscito e o 
referendo, ambos com o objetivo de legitimar a presença do detentor do poder. 
E) históricas, que surgem do pacto entre o soberano e a organização nacional e englobam muitas das 
Constituições monárquicas. 
QUESTÃO 04 
[OBJETIVA - 2015 - Prefeitura de Vitorino - PR – Procurador] A exigência de um procedimento mais difícil 
e rigoroso para alteração das normas constitucionais é típico de uma Constituição: 
A) Rígida. 
B) Flexível. 
C) Histórica. 
D) Semirrígida. 
E) Garantista. 
QUESTÃO 05 
[CESPE - 2018 - STM - Cargos de Nível Superior - Conhecimentos Básicos (Exceto cargos 1, 2 e 8)] Julgue 
o item seguinte, relativo à classificação das Constituições e à organização político-administrativa: 
O fato de o texto constitucional ter sido alterado quase cem vezes em razão de emendas constitucionais 
não é suficiente para classificar a vigente Constituição Federal brasileira como flexível. 
QUESTÃO 06 
[CESPE - 2012 - MPE-PI - Promotor de Justiça - Adaptada] Julgue o item a seguir no que diz respeito à 
classificação das constituições: 
No que refere à forma, as constituições recebem a denominação de materiais, quando consolidadas em 
instrumento formal e solene, e não escritas, quando baseadas em usos, costumes e textos esparsos. 
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Direito Constitucional (curso avançado) para Concursos – Turma RegularQUESTÃO 07 
[CESPE - 2015 - FUB - Conhecimentos Básicos - Cargo 2] Com base nas classificações da CF, julgue o 
próximo item: 
Quanto ao modo de elaboração, a CF é dogmática, porque foi constituída ao longo do tempo mediante 
lento e contínuo processo de formação, reunindo a história e as tradições de um povo. 
QUESTÃO 08 
[FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2017 - UFVJM-MG - Assistente em Administração] A Constituição 
Brasileira de 1988, por tratar de muitos e variados assuntos que foram considerados relevantes, e não 
apenas dos princípios e direitos fundamentais e das normas de organização do Estado, recebe a 
classificação de: 
A) flexível. 
B) analítica. 
C) material 
D) outorgada 
QUESTÃO 09 
[TRF 3ªR/Juiz Federal/TRF 3ªR/2016] Com relação a classificação das Constituições é correto dizer que: 
A Constituição formal é aquela promulgada em sessão solene do Poder Constituinte que a elaborou, com 
a presença do chefe do Poder Executivo. 
QUESTÃO 10 
[FGV - 2012 - PC-MA - Delegado de Polícia] A respeito da Constituição da República Federativa do Brasil, 
de 1988, tendo em vista a classificação das constituições, assinale a afirmativa correta: 
A) A Constituição de 1988 é exemplo de Constituição semirrígida, que possui um núcleo imutável 
(cláusulas pétreas) e outras normas passíveis de alteração. 
B) A Constituição de 1988 é exemplo de Constituição outorgada, pois resulta do exercício da democracia 
indireta, por meio de representantes eleitos. 
C) O legislador constituinte optou pela adoção de uma Constituição histórica, formada tanto por um 
texto escrito quanto por usos e costumes internacionais. 
D) Na Constituição de 1988, coexistem normas materialmente constitucionais e normas apenas 
formalmente constitucionais. 
E) A Constituição de 1988 pode ser considerada como uma Constituição fixa (ou imutável), pois o seu 
núcleo rígido não pode ser alterado nem mesmo por Emenda. 
QUESTÃO 11 
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[CESPE - 2010 - DPU - Analista Administrativo] Acerca da Constituição Federal de 1988 (CF), assinale a 
opção correta: 
A) A CF é classificada como dogmática, mesmo que haja a possibilidade de modificação no seu texto. 
B) Quanto à sua estabilidade, a CF é um exemplo de constituição classificada como flexível, pois 
possibilita a sua evolução por intermédio de emendas constitucionais. 
C) Trata-se de uma constituição balanço, pois visa garantir a permanência dos direitos, liberdades e 
garantias fundamentais, voltando-se precipuamente para o passado. 
D) Caso existissem normas programáticas na CF, ela seria um exemplo de constituição garantia. 
E) Para que tivesse plena eficácia no mundo jurídico, a CF foi outorgada. 
QUESTÃO 12 
[2013/CESPE/DPE/ES/Defensor Público - Adaptada] Considerando a teoria geral da constituição, julgue 
a assertiva. 
Consoante a doutrina majoritária, as normas constitucionais classificam-se, quanto à sua eficácia e 
aplicabilidade, em normas de eficácia plena, de organização, materiais e principiológicas. 
QUESTÃO 13 
[UECE-CEV - 2016 - DER-CE - Procurador Autárquico] A norma constante do art. 5º, XX da CF/88, in 
verbis, “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado", é norma: 
A) de eficácia contida. 
B) de eficácia limitada. 
C) de eficácia plena. 
D) programática. 
QUESTÃO 14 
[CESPE - 2016 - TCE-PR - Auditor - Adaptada] Acerca da interpretação e da aplicação das normas 
constitucionais, julgue a assertiva: 
A norma constitucional que assegura o livre exercício de qualquer atividade, ofício ou profissão é exemplo 
de norma de eficácia contida. 
QUESTÃO 15 
[CESPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de Polícia Civil] O art. 5°, inciso XIII, da Constituição Federal de 1988 
(CF) assegura ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer. Com base nisso, o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil 
estabelece que, para exercer a advocacia, é necessária a aprovação no exame de ordem. A norma 
constitucional mencionada, portanto, é de eficácia: 
A) contida. 
B) programática. 
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C) plena. 
D) limitada. 
E) diferida. 
QUESTÃO 16 
[FGV - 2018 - TJ/SC] De acordo com o art. 5º, LVIII, da Constituição da República de 1988, “o civilmente 
identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei.” 
Considerando a aplicabilidade das normas constitucionais, do referido preceito constitucional se extrai 
uma norma: 
A) de eficácia limitada de princípio institutivo; 
B) de eficácia protetiva; 
C) de eficácia contida; 
D) de eficácia plena; 
E) programática. 
QUESTÃO 17 
[FGV - 2018 -TJ/AL] De acordo com o art. 5º, LVIII, da Constituição da República de 1988, “o civilmente 
identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei”. 
Considerando os aspectos afetos à supremacia e à aplicabilidade das normas constitucionais, a partir da 
interpretação do referido preceito obtém-se uma norma constitucional de eficácia: 
A) contida e aplicabilidade imediata; 
B) plena e aplicabilidade imediata; 
C) programática e aplicabilidade mediata; 
D) limitada e aplicabilidade imediata; 
E) plena e aplicabilidade mediata. 
 QUESTÃO 18 
[CONSULPLAN - 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Administrativa] “De acordo com o 
Art. 5º, XIII, da Constituição da República, ‘é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, 
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’. Ednaldo e Túlio, estudantes de direito, 
travaram intenso debate a respeito da natureza da norma constitucional delineada a partir desse preceito 
normativo.” À luz da narrativa anterior, é correto afirmar que do referido preceito normativo se obtém 
uma norma: 
A) Programática. 
B) De eficácia plena. 
C) De eficácia contida. 
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D) De aplicabilidade indireta e mediata. 
QUESTÃO 19 
[CESPE - 2016 - TRE-PI - Analista Judiciário - Administrativa] De acordo com a CF, é direito do trabalhador 
urbano e rural a participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração. Em relação à 
aplicabilidade das normas constitucionais, esse dispositivo constitucional classifica-se como norma 
constitucional: 
A) de eficácia contida, já que o legislador constituinte regulou suficientemente os interesses relativos à 
matéria, sem deixar margem à atuação restritiva do poder público. 
B) de eficácia limitada, uma vez que depende de normatividade ulterior para completa incidência sobre 
os interesses tutelados. 
C) programática, pois limita-se a delimitar preceitos a serem cumpridos pelo poder público. 
D) de eficácia contida, pois sua aplicabilidade depende de regulamentação. 
E) de eficácia plena, visto que produz efeitos desde que a CF entrou em vigor. 
QUESTÃO 20 
[2016/MPE-SC/MPE/SC/Promotor de Justiça] Julgue a assertiva: 
Normas constitucionais de eficácia limitada são aquelas que apresentam aplicabilidade indireta, mediata 
e reduzida, porque só incidem totalmente sobre esses interesses, após uma normatividade ulterior que 
lhes desenvolva a aplicabilidade. 
QUESTÃO 21 
[PUC-PR - 2012- DPE-PR - Assessor Jurídico] Sobre a eficácia e a aplicabilidade das normas 
constitucionais, seguindo a classificação de José Afonso da Silva, julgue o item: 
As normas constitucionais declaratórias de princípios programáticos são consideradas normas de 
eficácia limitada, porquanto veiculam programas a serem implementados pelo Estado, visando à 
realização de fins sociais. 
QUESTÃO22 
[CESPE - 2019 - SEFAZ - Auditor-Fiscal da Receita Estadual / RS] Os itens a seguir apresentam 
proposições normativas a respeito da eficácia das normas constitucionais: 
I- A lei disporá sobre a criação e a extinção de ministérios e órgãos da administração pública. 
II- É direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição 
social, o piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. 
III- Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da 
responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes. 
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IV- A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os 
estados, o Distrito Federal e os municípios, todos autônomos, nos termos da Constituição Federal de 
1988. 
São normas de eficácia limitada apenas as proposições normativas apresentadas nos itens: 
A) I e II. 
B) I e III. 
C) II e IV. 
D) I, III e IV. 
E) II, III e IV. 
QUESTÃO 23 
[FGV - 2014 - MPE-RJ - Estágio Forense] Preceitua o Artigo 5º, inciso XIII da Constituição da República 
Brasileira: “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer”. Seguindo a clássica classificação das normas constitucionais 
estabelecida por José Afonso da Silva, que examina as normas constitucionais sob o prisma de sua 
eficácia, a norma transcrita possui: 
A) eficácia limitada e, portanto, produzirá seus totais efeitos, mas poderá ser restringida por legislação 
infraconstitucional; 
B) eficácia contida e, portanto, produzirá seus efeitos, mas poderá ser restringida pela legislação 
infraconstitucional; 
C) eficácia contida, portanto, produzirá seus efeitos somente quando for editada uma legislação 
infraconstitucional; 
D) eficácia plena, portanto, produzirá todos os seus efeitos, não podendo ser restringida por legislação 
infraconstitucional; 
E) eficácia rígida, o que determina que deverá produzir efeitos amplos, mas sempre passíveis de serem 
ampliados ou restringidos. 
QUESTÃO 24 
[FCC - 2016 - TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Administrativa] Uma das classificações das 
normas constitucionais quanto a sua aplicabilidade foi proposta por José Afonso da Silva. Segundo a 
classificação desse autor, entende-se por norma constitucional de eficácia contida aquela que possui 
aplicabilidade: 
A) direta e imediata, produzindo de logo todos os seus efeitos, os quais, no entanto, podem ser limitados 
por outras normas jurídicas, constitucionais ou infraconstitucionais. 
B) direta, imediata e integral, não estando sujeita a qualquer tipo de limitação infraconstitucional. 
C) indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade de regulamentação infraconstitucional. 
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D) direta, imediata e integral, competindo ao Poder Público apenas regrar a forma de seu exercício por 
meio de normas administrativas infralegais, vedada qualquer limitação. 
E) indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade da aplicação de outras normas 
constitucionais. 
 QUESTÃO 25 
[FCC - 2016 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal] Dispõe o 
artigo 18, § 2°, da Constituição Federal: “Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, 
transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar". 
De acordo com a classificação de aplicabilidade das normas constitucionais, o art. 18, § 2° da Constituição 
Federal de 1988 é uma norma de: 
A) eficácia contida. 
B) eficácia plena. 
C) princípio programático. 
D) princípio institutivo ou organizativo. 
E) eficácia controlada. 
QUESTÃO 26 
[FGV - 2016 - CODEBA - Analista Portuário – Advogado] De acordo com o art. 5º, inciso XL, da 
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar 
o réu”. 
Considerando a classificação das normas constitucionais, é correto afirmar que a interpretação desse 
texto conduz à conclusão de que estamos perante uma norma constitucional: 
A) de eficácia plena e aplicabilidade imediata. 
B) programática. 
C) de eficácia contida e aplicabilidade imediata. 
D) de eficácia limitada e aplicabilidade mediata. 
E) de eficácia restringível e aplicabilidade imediata. 
QUESTÃO 27 
[FGV - 2018 - Câmara de Salvador - BA - Analista Legislativo Municipal - Analista de Tramitação] João, 
sentindo-se lesado em um direito fundamental, procurou o seu advogado e solicitou que ingressasse com 
a ação judicial cabível. Após analisar a Constituição da República de 1988, o advogado constatou que 
uma de suas normas, apesar de dispor sobre o referido direito, permitia que ele fosse restringido pela lei, 
o que de fato ocorrera. Concluiu, com isso, que não houve qualquer lesão ao direito de João. 
Sob a ótica da aplicabilidade, a narrativa acima faz menção a uma norma constitucional de eficácia: 
A) plena; 
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B) pragmática; 
C) limitada; 
D) contida; 
E) institutiva. 
QUESTÃO 28 
[CESPE - 2011 - TJ/ES - Juiz] Acerca da aplicabilidade e da interpretação das normas constitucionais, 
assinale a opção correta: 
A) O dispositivo constitucional que estabelece que lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do 
DF, das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar constitui exemplo de norma de eficácia 
limitada. 
B) Inexiste hierarquia entre normas constitucionais, salvo no que diz respeito às cláusulas pétreas e aos 
direitos fundamentais, que representam o núcleo essencial da CF e envolvem diretamente a noção de 
dignidade da pessoa humana. 
C) As normas constitucionais de eficácia contida são de aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, 
havendo necessidade de lei integrativa infraconstitucional para produzir todos os seus efeitos. 
D) As normas de eficácia limitada são desprovidas de normatividade, incapazes de produzir quaisquer 
efeitos e de servir de parâmetro para a declaração de inconstitucionalidade. 
QUESTÃO 29 
[CONSULPLAN - 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Enfermagem] “Determinado professor de 
direito constitucional explicou aos seus alunos que certas normas constitucionais, embora sejam capazes 
de produzir efeitos imediatos na realidade, dando ensejo ao surgimento de direitos subjetivos, fazem 
referência à lei, que pode reduzir o seu alcance, com o estabelecimento, por exemplo, de certos requisitos 
a serem observados.” Considerando a classificação das normas constitucionais quanto à aplicabilidade, 
é correto afirmar que o exemplo oferecido pelo professor é o de uma norma: 
A) Programática. 
B) De eficácia contida. 
C) De eficácia limitada. 
D) De eficácia plena e aplicabilidade imediata. 
 QUESTÃO 30 
[Quadrix - 2017 - SEDF - Professor - Direito] Julgue o próximo item com relação ao Direito Constitucional: 
Quanto à aplicabilidade das normas constitucionais, as normas de eficácia contida são aquelas que 
asseguram determinado direito, que não poderá ser exercido enquanto não for regulamentado pelo 
legislador ordinário. 
QUESTÃO 31 
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[FGV - 2018 - Câmara de Salvador - BA - Analista Legislativo Municipal - Licitação, Contratos e Convênios] 
De acordo com o Art. 144, § 8º, da Constituição da República de 1988, “os municípios poderão constituir 
guardas municipaisdestinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”. 
Considerando a classificação das normas constitucionais quanto à aplicabilidade, a partir do referido 
preceito se obtém uma norma constitucional de eficácia: 
A) plena e aplicabilidade imediata; 
B) limitada e aplicabilidade mediata; 
C) contida e aplicabilidade imediata; 
D) delegada e aplicabilidade mediata; 
E) mandamental e aplicabilidade imediata. 
QUESTÃO 32 
[CESPE - 2013 - DPE/RR - Defensor Público - Adaptada] Julgue as assertivas referente à classificação das 
constituições e à aplicabilidade e interpretação das normas constitucionais: 
(I) De acordo com o STF, o artigo da CF que assegura a gratuidade nos transportes coletivos urbanos aos 
maiores de sessenta e cinco anos de idade constitui norma de eficácia plena e de aplicabilidade imediata. 
(II) É considerada norma de eficácia limitada o dispositivo constitucional que preceitua ser a DP 
instituição essencial à função jurisdicional do Estado, com a incumbência de prestar orientação jurídica e 
defesa dos necessitados. 
(III) Na CF, o dispositivo que estabelece o acesso dos estrangeiros aos cargos, empregos e funções 
públicas configura, segundo o STF, hipótese de norma de eficácia contida. 
QUESTÃO 33 
[2012/PUC/PR/TJ/MS/Juiz - Adaptada] Sobre a Constituição e a aplicabilidade de suas normas, afirma-se: 
Utilizando-se da classificação elaborada por José Afonso da Silva, o Supremo Tribunal Federal decidiu 
que a norma constitucional que prevê que “lei complementar estabelecerá outros casos de 
inelegibilidade...”, além das previstas no texto constitucional, é norma de eficácia contida, portanto, não 
autoaplicável e dependente de lei para poder ser aplicada. 
QUESTÃO 34 
[2017/VUNESP/Câmara de Mogi das Cruzes/SP/Procurador Jurídico] Assinale a alternativa correta sobre 
a eficácia e a aplicabilidade das normas constitucionais: 
A) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, as normas constitucionais de conteúdo 
programático, que veiculam diretrizes de políticas públicas, não possuem caráter cogente e vinculante. 
B) A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a norma constitucional que 
reconheceu o direito de greve ao servidor público civil constitui norma de eficácia ilimitada. 
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C) Normas constitucionais de princípio institutivo são aquelas por meio das quais o legislador constituinte 
traça esquemas gerais de estruturação e atribuições de órgãos, entidades ou institutos, para que o 
legislador ordinário os estruture em definitivo, mediante lei. 
D) O mandado de injunção é importante instrumento de concretização dos direitos fundamentais, 
provenientes de normas constitucionais de eficácia contida, diante da falta total ou parcial de norma 
regulamentadora que torne inviável o seu exercício. 
E) Embora as normas constitucionais de eficácia limitada já tenham condições de produzir todos os seus 
efeitos, uma norma infraconstitucional poderá reduzir a sua abrangência. 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
01 – D 
02 – B 
03 – A 
04 – A 
05 – V 
06 – F 
07 – F 
08 – B 
09 – F 
10 – D 
11 – A 
12 – F 
13 – C 
14 – V 
15 – A 
16 – C 
17 – A 
18 – C 
19 – B 
20 – V 
21 – V 
22 – A 
23 – B 
24 – A 
25 – D 
26 – A 
27 – D 
28 – A 
29 – B 
30 – F 
31 – B 
32 – V F F 
33 – F 
34 – C 
 
 
 
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(5) Outras questões: para treinar 
QUESTÃO 01 
[CESPE - 2018 - Instituto Rio Branco - Diplomata - Prova 1] Com relação à classificação da Constituição, 
à competência dos entes federativos, ao ato jurídico e à personalidade jurídica, julgue (C ou E) o item que 
se segue: 
A vigente Constituição brasileira é, no que se refere à estabilidade, semirrígida, pois, além de conter 
normas modificáveis por processo legislativo dificultoso e solene, possui também normas flexíveis, que 
podem ser alteradas por processo legislativo ordinário. 
QUESTÃO 02 
[CESPE - 2017 - Instituto Rio Branco - Diplomata - Prova 1] Com relação à classificação da Constituição 
Federal de 1988, ao controle de constitucionalidade e à atividade administrativa do Estado brasileiro, 
julgue (C ou E) o item que se segue: 
A Constituição Federal de 1988 é classificada, quanto à extensão, como sintética, pois suas matérias 
foram dispostas em um instrumento único e exaustivo de seu conteúdo. 
QUESTÃO 03 
[CESPE - 2015 - TJ-DFT - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal] A respeito das 
classificações das constituições, julgue o item: 
Quanto à extensão, as constituições são classificadas como sintéticas — aquelas que preveem apenas 
princípios e normas gerais do Estado — e analíticas — aquelas que regulamentam todos os assuntos 
entendidos como relevantes à formação e ao funcionamento do Estado. 
QUESTÃO 04 
[CESPE - 2014 - TC-DF - Técnico de Administração Pública] A respeito das classificações das constituições 
e dos princípios fundamentais previstos na CF, julgue os itens a seguir: 
A constituição material, escrita e rígida, como a CF, consiste em um documento escrito formado por 
normas substancialmente constitucionais que só podem ser alteradas por meio de processo legislativo 
especial e mais dificultoso. 
QUESTÃO 05 
[CESPE - 2016 - TCE-PA - Auxiliar Técnico de Controle Externo - Área Administrativa] Com relação à 
Constituição Federal de 1988 (CF), sua classificação e dispositivos, julgue o item a seguir: 
A CF é considerada flexível, pois a sua alteração pode ocorrer por meio de procedimento ordinário do 
processo legislativo comum. 
 
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QUESTÃO 06 
[CESPE - 2017 - DPU - Defensor Público Federal] A respeito da evolução histórica do constitucionalismo 
no Brasil, das concepções e teorias sobre a Constituição e do sistema constitucional brasileiro, julgue o 
item a seguir: 
A CF goza de supremacia tanto do ponto de vista material quanto do formal. 
QUESTÃO 07 
[CESPE - 2013 - STF - Analista Judiciário - Área Administrativa] Acerca do Estado federal brasileiro, 
tendo como referência a Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item a seguir: 
Dada a subordinação dos entes federados à força normativa da CF, seu preâmbulo deve ser 
obrigatoriamente reproduzido nas constituições estaduais. 
QUESTÃO 08 
[CESPE - 2016 - PGE-AM - Procurador do Estado] Julgue o item seguinte, relativos à aplicabilidade de 
normas constitucionais e à interação destas com outras fontes do direito: 
Embora o preâmbulo da CF não tenha força normativa, podem os estados, ao elaborar as suas próprias 
leis fundamentais, reproduzi-lo, adaptando os seus termos naquilo que for cabível. 
QUESTÃO 09 
[CESPE - 2014 - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo - Consultor Legislativo Área III] À luz dos 
princípios fundamentais de direito constitucional positivo brasileiro, julgue o item a seguir: 
Quando um estado da Federação deixa de invocar a proteção de Deus no preâmbulo de sua 
constituição, contraria a CF, pois tal invocação é norma central do direito constitucional positivo 
brasileiro. 
QUESTÃO 10 
[CESPE - 2012 - ANAC - Especialista em Regulação de Aviação Civil - Área 5] A respeito de 
constitucionalismo, interpretação, eficácia e hierarquia das normas constitucionais, julgue o item que 
se segue: 
As emendas constitucionais têm o mesmo grau hierárquico que as normas constitucionais originárias e, 
por isso, não estão sujeitas a controle de constitucionalidade. 
QUESTÃO 11 
[FCC - 2015 - TCE-CE - Procurador de Contas - Adaptada] Julgue a assertiva: 
A Constituiçãodo Império do Brasil, de 1824, é considerada semirrígida porque apenas as matérias 
propriamente constitucionais − e assim apontadas pelo texto constitucional − exigiam modificação com 
as formalidades inerentes à rigidez constitucional, ficando as demais matérias ao alcance da lei comum. 
QUESTÃO 12 
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[FCC - 2017 - DPE-PR- Defensor Público] Quanto às classificações das constituições, é correto afirmar 
que: 
a) as constituições-garantia se caracterizam por conterem em seu corpo um conjunto de normas que 
visam garantir aos cidadãos direitos econômicos, sociais e culturais, estabelecendo metas de ações para 
o Estado. 
b) a Constituição Brasileira de 1988 é democrática, rígida (ou super rígida), prolixa e ortodoxa. 
c) as constituições cesaristas, normalmente autoritárias, partem de teorias preconcebidas, de planos e 
sistemas prévios e de ideologias bem declaradas. 
d) as constituições escritas são caracterizadas por um conjunto de normas de direito positivo. 
e) as constituições históricas são concebidas a partir de evento determinado no tempo, esvaziando a 
influência dos demais períodos e costumes de determinado povo. 
QUESTÃO 13 
[FCC - 2018 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal] É correto 
classificar a Constituição Federal brasileira de 1988, quanto: 
A) à origem, como outorgada, pois não foi votada e aprovada diretamente pelo povo, mas tão somente 
por seus representantes. 
B) à extensão, como sintética, por abordar, muitas vezes de forma minuciosa, todos os assuntos que os 
representantes do povo entenderam fundamentais. 
C) ao modo de elaboração, como histórica, constituída através de um lento e contínuo processo de 
formação ao longo do tempo. 
D) ao conteúdo, como formal, em razão de ter elegido como critério preponderante o processo de sua 
formação, e não o conteúdo de suas normas. 
E) à alterabilidade, como semirrígida, em razão de algumas matérias exigirem um processo de alteração 
mais dificultoso do que o exigido para a alteração das espécies normativas infraconstitucionais. 
QUESTÃO 14 
[FCC - 2016 - AL-MS - Agente de Apoio Legislativo] É possível classificar a Constituição Federal Brasileira 
de 1988 como: 
A) promulgada, escrita, formal e rígida. 
B) outorgada, histórica, formal e rígida. 
C) promulgada, material, não escrita e flexível. 
D) outorgada, analítica, imutável e histórica. 
E) cesarista, semirrígida, sintética e escrita. 
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QUESTÃO 15 
[FCC - 2017 - FUNAPE - Analista Jurídico Previdenciário-Adaptada] Considerando a classificação das 
constituições quanto a sua mutabilidade, a Constituição Federal vigente é: 
A) analítica, uma vez que é minuciosa, extensa, dispondo não somente sobre a organização do Estado 
brasileiro, mas também sobre matérias que seriam próprias da legislação ordinária, o que dificulta a 
alteração do ordenamento jurídico brasileiro. 
B) dirigente, uma vez que estabelece diretrizes e metas ao legislador, demandando que seja reformada 
quando alcançados os objetivos do constituinte. 
C) flexível, uma vez que sua carga principiológica permite ao legislador interpretá-la e dar-lhe significado 
por intermédio da legislação ordinária, o que permite a evolução da Constituição sem que ela seja 
formalmente alterada. 
D) rígida, uma vez que apenas pode ser alterada por procedimento específico diverso do previsto para a 
elaboração das leis ordinárias e complementares, dificultando sua modificação. 
QUESTÃO 16 
[FCC - 2016 - AL-MS - Auxiliar de Enfermagem] No que concerne à classificação das constituições, 
segundo a doutrina constitucionalista brasileira, a Constituição Federal de 1988 é considerada escrita, 
dogmática: 
A) promulgada, rígida, analítica e formal. 
B) promulgada, semirrígida, analítica e material. 
C) outorgada, rígida, analítica e formal. 
D) promulgada, flexível, sintética e formal. 
E) outorgada, semirrígida, sintética e material. 
QUESTÃO 17 
[FCC - 2015 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Área Judiciária] O Texto Constitucional 
decorrente dos trabalhos realizados por órgão constituinte democraticamente eleito, que sistematiza as 
ideias e os princípios fundamentais da teoria política e do direito prevalente em determinado momento 
histórico é denominado, quanto ao modo de sua elaboração, de: 
A) flexível. 
B) rígido. 
C) semirrígido. 
D) dogmático. 
E) outorgado. 
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QUESTÃO 18 
[FCC - 2009 - TRT - 7ª Região (CE) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados] A 
Constituição que prevê somente os princípios e as normas gerais de regência do Estado, organizando-o 
e limitando seu poder, por meio da estipulação de direitos e garantias fundamentais é classificada como: 
A) sintética. 
B) pactuada. 
C) analítica. 
D) dirigente. 
E) dualista. 
QUESTÃO 19 
[FCC - 2015 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Técnico Judiciário - Administrativa] Em relação à sua mutabilidade 
ou alterabilidade, as Constituições podem ser classificadas em: 
A) flexíveis, rígidas, semirrígidas ou semiflexíveis, e superrígidas. 
B) delegadas, outorgadas ou consensuais. 
C) analíticas ou sintéticas. 
D) escritas, costumeiras ou mistas. 
E) originárias ou derivadas. 
QUESTÃO 20 
[FCC - 2015 - Prefeitura de São Luís - MA - Auditor de Controle Interno - Engenharia Elétrica] Considera-
se dogmática a Constituição: 
A) não escrita, resultante de formação histórica e cultural que sedimenta as normas fundamentais de 
organização de um determinado Estado. 
B) escrita, elaborada por um órgão constituinte e que sistematiza as ideias fundamentais da teoria 
política e do Direito predominantes em determinado momento histórico. 
C) que se origina de um órgão constituinte, composto de representantes do povo eleitos especificamente 
para elaborá-la, podendo ser escrita ou não escrita. 
D) que traz as normas constitucionais escritas ou costumeiras, que regulam a estrutura do Estado, a 
organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. 
E) que pode ser livremente modificada pelo legislador segundo o mesmo processo de elaboração das leis 
ordinárias. 
QUESTÃO 21 
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[CESPE - 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária - Conhecimentos Específicos] No que se 
refere às disposições constitucionais, julgue o item a seguir: 
Embora a aplicabilidade do direito à educação seja direta e imediata, classifica-se a norma que assegura 
esse direito como norma de eficácia contida ou prospectiva, uma vez que a incidência de seus efeitos 
depende da edição de normas infraconstitucionais, como a de implementação de programa social que 
dê concretude a tal direito. 
QUESTÃO 22 
[CESPE - 2016 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área Administrativa] Assinale a opção 
correta de acordo com as disposições constitucionais acerca da aplicabilidade das normas 
constitucionais: 
A) A aplicabilidade das normas de eficácia limitada é direta, imediata e integral, mas o seu alcance pode 
ser reduzido. 
B) Em se tratando de norma constitucional de eficácia contida, o legislador ordinário integra-lhe a 
eficácia mediante lei ordinária, dando-lhe execução mediante a regulamentação da norma 
constitucional. 
C) A norma constitucional que impõe o dever da inviolabilidade do domicílio, salvo em caso de flagrante 
delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinaçãojudicial, é exemplo de 
norma constitucional de eficácia plena. 
D) Na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), considera-se que as normas constitucionais 
possuem eficácia absoluta, imediata e diferida, sendo essa a classificação mais adotada também na 
doutrina. 
QUESTÃO 23 
[CESPE - 2017 - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto] A Constituição Federal de 1988 veda a 
instituição de impostos sobre patrimônio, renda ou serviços relacionados às finalidades essenciais dos 
partidos políticos, dos sindicatos e das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos, 
atendidos os requisitos da lei. De acordo com a classificação tradicional da eficácia das normas 
constitucionais, tal norma é de aplicabilidade: 
A) imediata, embora de eficácia contida. 
B) diferida, pois de eficácia limitada. 
C) diferida, pois de eficácia contida 
D) imediata, pois de eficácia plena. 
E) imediata, embora de eficácia limitada. 
QUESTÃO 24 
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[CESPE - 2017 - SERES-PE - Agente de Segurança Penitenciária] Quanto à aplicabilidade, as normas 
programáticas: 
A) contêm todos os elementos imprescindíveis para permitir a produção imediata dos efeitos previstos. 
B) produzem, ou têm possibilidade de produzir, desde a entrada em vigor da Constituição, todos os 
efeitos essenciais que o constituinte tenha desejado regular. 
C) definem objetivos cuja materialização depende de providências situadas além do texto constitucional, 
não possuindo, portanto, aplicabilidade imediata. 
D) regulam suficientemente os interesses relativos a determinada matéria, mas permitem a atuação 
restritiva do poder público nos termos que a lei estabelecer. 
E) apresentam aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, porque somente incidem totalmente após 
uma normatividade posterior que lhes confira a aplicabilidade. 
QUESTÃO 25 
[CESPE - 2018 - STJ - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal] Considerando a legislação, 
a doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores acerca dos direitos e das garantias fundamentais e 
da aplicabilidade das normas constitucionais, julgue o item a seguir: 
A disposição constitucional que determina que lei complementar regulamente a criação de território ou 
a sua transformação em estado-membro é exemplo de norma de eficácia contida. 
QUESTÃO 26 
[CESPE - 2015 - FUB - Auditor] Em relação aos princípios fundamentais e à aplicabilidade das normas 
constitucionais, julgue o item a seguir, de acordo com o estabelecido na Constituição Federal de 1988 
(CF). 
Enquanto a norma constitucional de eficácia contida requer normatização legislativa ordinária para 
impor limites ao exercício do direito, a norma constitucional de eficácia limitada requer a normatização 
legislativa ordinária para tornar viável o pleno exercício do direito. 
QUESTÃO 27 
[CESPE - 2016 - PC-PE - Escrivão de Polícia Civil] Quanto ao grau de aplicabilidade das normas 
constitucionais, as normas no texto constitucional classificam-se conforme seu grau de eficácia. Segundo 
a classificação doutrinária, a norma constitucional segundo a qual é livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer é classificada como 
norma constitucional: 
A) de eficácia limitada. 
B) diferida ou programática. 
C) de eficácia exaurida. 
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D) de eficácia plena. 
E) de eficácia contida. 
QUESTÃO 28 
[CESPE - 2017 - SEDF - Analista de Gestão Educacional - Direito e Legislação] O governo de determinado 
estado da Federação publicou medida provisória (MP) que altera dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional. Em protesto contra a referida MP, alguns estudantes do ensino médio do estado 
ocuparam as escolas públicas, impedindo que os demais alunos frequentassem as aulas. O Ministério 
Público estadual ingressou com medida judicial requerendo a imediata reintegração e desocupação das 
escolas invadidas. A medida judicial requerida foi deferida por um juiz de primeiro grau que tomou posse 
há vinte meses. 
A respeito dessa situação hipotética e de aspectos constitucionais a ela relacionados, julgue o item a 
seguir: 
O direito à educação, previsto pela Constituição Federal de 1988, é norma de direito fundamental de 
eficácia plena e de execução imediata, pois não necessita da atuação do legislador para produzir todos 
os seus efeitos. 
QUESTÃO 29 
[CESPE - 2015 - TRE-MT - Analista Judiciário – Administrativa] No que concerne à aplicabilidade das 
normas constitucionais, assinale a opção correta: 
A) A norma constitucional que garante a igualdade de todos perante a lei é uma norma de eficácia plena, 
pois, embora seu caráter seja de norma principiológica, sua aplicação é imediata e incondicionada. 
B) A norma que estabelece a liberdade profissional condicionada ao atendimento das qualificações 
profissionais que a lei estabelecer é norma de eficácia limitada, já que é possível impor limitações ao 
exercício desse direito por meio de lei. 
c) Normas constitucionais de eficácia plena são aquelas que podem ser plenamente aplicadas para 
regular situações concretas, independentemente da edição de leis ou outros atos normativos; 
entretanto, lei posterior pode regular e limitar sua aplicabilidade. 
d) A norma que prevê o direito à proteção do mercado de trabalho da mulher mediante incentivos 
específicos, na forma da lei, é uma norma constitucional de eficácia contida, pois estabelece parâmetros 
de atuação do Estado sem efetividade própria. 
QUESTÃO 30 
[CESPE - 2015 - TRE-MT - Analista Judiciário - Judiciária - Adaptada] Com relação ao 
neoconstitucionalismo, às normas constitucionais e ao poder constituinte, julgue a assertiva: 
As normas constitucionais de eficácia contida, apesar de terem aplicabilidade imediata, somente 
produzem efeitos após edição de norma infraconstitucional integrativa. 
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QUESTÃO 31 
[CESPE - 2013 - MS - Analista Técnico - Administrativo] Acerca das constituições e das normas 
constitucionais, julgue o item a seguir: 
As normas programáticas são normas de eficácia contida, com aplicabilidade direta, imediata e 
possivelmente não integral. 
QUESTÃO 32 
[CESPE - 2012 - PRF - Técnico de Nível Superior] Acerca da classificação da Constituição e das normas 
constitucionais, julgue o item a seguir: 
É de eficácia limitada a norma constitucional que estabelece ser livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações que a lei estabelecer. 
QUESTÃO 33 
[CESPE - 2013 - STF - Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação] Acerca dos direitos e garantias 
fundamentais, dos direitos sociais, dos princípios que regem a administração pública e da disciplina 
constitucional dos servidores públicos, julgue o item que se segue: 
A norma constitucional que trata do direito de greve do servidor público é considerada pela literatura e 
pela jurisprudência como norma de eficácia limitada. 
QUESTÃO 34 
[CESPE - 2013 - MPU - Técnico Administrativo] Com relação às normas constitucionais programáticas, 
julgue o item abaixo: 
As normas programáticas, por sua natureza, não geram para os jurisdicionados o direito de exigir 
comportamentos comissivos, mas lhes facultam de demandar dos órgãos estatais que se abstenham de 
atos que infrinjam as diretrizes nelas traçadas. 
QUESTÃO 35 
[CESPE - 2015 - Telebras - Advogado] Julgue o item subsequente, relativo ao Sistema Tributário 
Nacional, ao Conselho Nacional de Justiça, à interpretaçãoe aplicabilidade das normas constitucionais, 
ao poder constituinte originário e aos direitos individuais: 
As normas constitucionais de eficácia contida têm aplicabilidade indireta e reduzida porque dependem 
de norma ulterior para que possam incidir totalmente sobre os interesses relativos a determinada 
matéria. 
QUESTÃO 36 
[FCC - 2005 - PGE-SE - Procurador do Estado] Considera-se de eficácia limitada a norma constitucional 
segundo a qual: 
A) é vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar (art. 17, § 4º). 
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B) ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art. 5º, II). 
C) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer (art. 5º, XIII). 
D) é direito dos trabalhadores urbanos e rurais a proteção em face da automação, na forma da lei (art. 7º, 
XXVII). 
QUESTÃO 37 
[FCC - 2018 -TRT 2ª Região] Considerando a classificação das normas constitucionais quanto à sua 
aplicabilidade e eficácia: 
A) todas as normas de direitos e garantias fundamentais previstas na Constituição Federal tem eficácia 
plena, já que são normas de aplicação imediata segundo o texto constitucional. 
b) na ausência de norma regulamentadora de norma constitucional de eficácia contida poderá ser 
impetrado habeas data, desde que para assegurar a aplicação de direitos e liberdades constitucionais e 
das prerrogativas inerentes à nacionalidade, soberania e cidadania. 
C) caracteriza norma de eficácia limitada aquela segundo a qual o direito de greve será exercido pelos 
servidores públicos nos termos e nos limites definidos em lei específica. 
D) caracteriza norma programática aquela segundo a qual é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício 
ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. 
E) na ausência de norma regulamentadora que torne inviável o exercício dos direitos previstos em 
normas constitucionais de eficácia limitada, poderá ser impetrado mandado de segurança. 
QUESTÃO 38 
[FCC- 2016 -TRF 3ª - Região] Uma das classificações das normas constitucionais quanto a sua 
aplicabilidade foi proposta por José Afonso da Silva. Segundo a classificação desse autor, entende-se por 
norma constitucional de eficácia contida aquela que possui aplicabilidade: 
A) direta e imediata, produzindo de logo todos os seus efeitos, os quais, no entanto, podem ser limitados 
por outras normas jurídicas, constitucionais ou infraconstitucionais. 
B) direta, imediata e integral, não estando sujeita a qualquer tipo de limitação infraconstitucional. 
C) indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade de regulamentação infraconstitucional. 
D) direta, imediata e integral, competindo ao Poder Público apenas regrar a forma de seu exercício por 
meio de normas administrativas infralegais, vedada qualquer limitação. 
E) indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade da aplicação de outras normas 
constitucionais. 
QUESTÃO 39 
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 [FCC - 2015 - TRT 4a Região] O direito de greve no serviço público, a inadmissibilidade de provas obtidas 
por meios ilícitos no processo e a liberdade de exercício de qualquer profissão constituem, 
respectivamente, normas constitucionais de eficácia: 
A) limitada, contida e plena. 
B) contida, plena e limitada. 
C) contida, limitada e plena. 
D) limitada, plena e contida. 
E) plena, limitada e contida. 
QUESTÃO 40 
[FCC – 2015 -TCE/CE] Consideram-se normas constitucionais de eficácia contida aquelas em que o 
legislador constituinte: 
A) regulou suficientemente os interesses relativos a determinada matéria produzindo a norma desde 
logo seus efeitos, mas deixou margem de atuação restritiva por parte do Poder Público, nos termos que 
vierem a ser previstos em lei. 
B) deixou ao legislador ordinário o poder pleno de disciplinar a matéria, sem delinear os limites de tal 
atuação. 
C) regulamentou inteiramente a matéria, a qual não pode ser objeto de nenhum juízo restritivo por parte 
do Poder Público. 
D) deixou ao legislador ordinário o poder de disciplinar a matéria, dependendo a norma constitucional, 
para gerar efeitos, da existência de regras restritivas por este tratadas. 
QUESTÃO 41 
[FCC - 2015 - CNMP] Em relação à eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais, é correto afirmar: 
A) As normas constitucionais de aplicabilidade direta, imediata e integral, que admitem norma 
infraconstitucional posterior restringindo seu âmbito de atuação, são de eficácia plena. 
B) As normas constitucionais de aplicabilidade diferida e mediata, que não são dotadas de eficácia 
jurídica e não vinculam o legislador infraconstitucional aos seus vetores, são de eficácia contida. 
C) As normas constitucionais de aplicabilidade direta, imediata e integral, por não admitirem que norma 
infraconstitucional posterior restrinja seu âmbito de atuação, são de eficácia contida. 
D) As normas constitucionais que tratam esquemas gerais de estruturação de órgãos, entidades ou 
institutos, são de eficácia plena. 
E) As normas constitucionais declaratórias de princípios programáticos, que veiculam programas a serem 
implementados pelo Poder Público para concretização dos fins sociais, são de eficácia limitada. 
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QUESTÃO 42 
[FCC - 2015 - TCM-GO] Considerando a classificação que divide as normas constitucionais quanto à sua 
eficácia em normas de eficácia plena, de eficácia contida e de eficácia limitada, é exemplo de norma de 
eficácia contida: 
A) o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica (art. 37, VII) 
B) Cada Assembleia Legislativa, com poderes constituintes, elaborará a Constituição do Estado, no prazo 
de um ano, contado da promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios desta (art. 11 -
ADCT). 
C) A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos 
da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações (art. 4º, 
parágrafo único). 
D) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer (art. 5º, XIII) 
E) Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras 
e votos (art. 53, caput) 
QUESTÃO 43 
[FCC- 2014 -TRT 16ª Região] Analise a seguinte norma constitucional inerente aos direitos sociais: Art. 
8º: livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: (...) IV - a assembleia geral fixará a 
contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do 
sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição 
prevista em lei. Trata-se de norma de eficácia: 
A) Exaurida 
B) Limitada 
C) Plena 
D) Contida 
E) Programática 
QUESTÃO 44 
[FCC - 2013 – TRT/PR] O inciso XIII do artigo 5º da Constituição Federal brasileira estabelece que é livre o 
exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei 
estabelecer e o inciso LXVIII afirma que conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se 
achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso 
de poder. Estes casos são, respectivamente, exemplos de norma constitucional de eficácia: 
A) Plena e limitada 
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B) Plena e contida 
C) Limitada e contida 
D) Contida e plena 
E) Contida e limitada 
QUESTÃO 45 
[FCC - 2013 - TRT - 18ª Região (GO) - Técnico Judiciário - Segurança] Analise o Art. 2°, da Constituição 
Federal de 1988: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo 
e o Judiciário. Trata-se de norma de eficácia: 
A) plena. 
B) contida. 
C) limitada. 
D) programática. 
E) exaurida. 
QUESTÃO 46 
[FCC - 2013 -TRT 18ª Região] Considere o artigo 37, VII, da Constituição Federal de 1988: O direito de 
greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. Trata-se de norma de eficácia: 
A) Contida. 
B) Plena. 
C) Limitada. 
D) Programática. 
E) Exaurida. 
QUESTÃO 47 
[FCC - 2017 - DPE-RS - Analista - Administração] É considerada de eficácia limitada, na medida em que 
dependente de regulamentação para a produção de efeitos, a norma constitucional segundo a qual: 
A) a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. 
B) a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 
C) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer. 
D) são brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde 
que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa 
do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
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E) são direitos dos trabalhadores a participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, 
e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei. 
QUESTÃO 48 
[FCC - 2017 - ARTESP - Especialista em Regulação de Transporte III - Direito] Uma norma constitucional 
que confira, por exemplo, aos trabalhadores, um benefício, mas atribua à lei infraconstitucional a 
definição dos requisitos, condições e categorias atendidas pela norma fundamental, pode-se classificar 
como norma: 
A) geral, porque não produz efeitos até que seja editada a norma infraconstitucional que atribuirá o 
direito aos beneficiários da norma constitucional. 
B) de eficácia plena, pois a necessidade de regulamentação não impede a integral produção de efeitos 
pela norma fundamental. 
C) de eficácia contida, pois até a edição da norma infraconstitucional o benefício deve ser concedido a 
todas as categorias de trabalhadores abrangidas pela Constituição. 
D) de eficácia limitada, na medida em que o exercício do direito depende de regulamentação por norma 
infralegal. 
E) programática, porque enquanto não for editada lei infraconstitucional será considerada parte do 
planejamento da Administração pública. 
QUESTÃO 49 
[FCC - 2018 - Câmara Legislativa do Distrito Federal - Consultor Legislativo - Constituição e Justiça] Ao 
discorrer sobre o direito de resposta assegurado na Constituição Federal vigente, em voto proferido em 
sede de arguição de descumprimento de preceito fundamental, determinado Ministro do Supremo 
Tribunal Federal asseverou que o art. 5º, inciso V, da Constituição brasileira, ao prever o direito de 
resposta, qualifica-se como regra impregnada de suficiente densidade normativa, revestida, por isso 
mesmo, de aplicabilidade imediata, a tornar desnecessária, para efeito de sua pronta incidência, a 
interpositio legislatoris, o que dispensa, por isso mesmo, ainda que não se lhe vede, a intervenção 
concretizadora do legislador comum. 
Nesse trecho, evidencia-se que, quanto à capacidade de produção de efeitos, a norma que assegura o 
direito de resposta possui eficácia: 
A) plena, característica esta inerente a todas as normas definidoras de direitos e garantias fundamentais. 
B) contida, característica esta inerente a todas as normas definidoras de direitos e garantias 
fundamentais. 
C) plena, característica esta de que não dispõem as normas constitucionais de eficácia contida, as quais 
exigem a atuação ou elaboração de normativa infraconstitucional para produção de efeitos desejados, 
ainda que se trate de normas definidoras de direitos e garantias fundamentais. 
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D) contida, característica esta de que não dispõem as normas constitucionais de eficácia limitada, as 
quais exigem a atuação ou elaboração de normativa infraconstitucional para produção de efeitos 
desejados, ainda que se trate de normas definidoras de direitos e garantias fundamentais. 
E) plena, característica esta de que não dispõem as normas constitucionais de eficácia limitada, as quais 
exigem a atuação ou elaboração de normativa infraconstitucional para produção de efeitos desejados, 
ainda que se trate de normas definidoras de direitos e garantias fundamentais. 
QUESTÃO 50 
[FCC - 2012 - TST - Analista Judiciário - Área Administrativa] Considere a seguinte norma constitucional 
prevista no artigo 5º, XV, da Constituição Federal de 1988: 
É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, 
nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. 
Trata-se de norma de eficácia: 
A) plena. 
B) limitada. 
C) contida. 
D) exaurida. 
E) absoluta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO COMENTADO 
QUESTÃO 01 
[CESPE - 2018 - Instituto Rio Branco - Diplomata - Prova 1] Com relação à classificação da Constituição, 
à competência dos entes federativos, ao ato jurídico e à personalidade jurídica, julgue (C ou E) o item que 
se segue: 
A vigente Constituição brasileira é, no que se refere à estabilidade, semirrígida, pois, além de conter 
normas modificáveis por processo legislativo dificultoso e solene, possui também normas flexíveis, que 
podem ser alteradas por processo legislativo ordinário. 
Comentário: 
Ora, meu caro aluno, eu tenho certeza que você já memorizou que quanto à estabilidade a nossa 
Constituição Federal de 1988 é classificada como rígida, afinal a alteração do seu texto é possível, mas 
exige um processo legislativo mais complexo e difícil do que aquele previsto para a elaboração das leis 
ordinárias e complementares. Por isso não há dúvidas: o item é falso. 
Gabarito: Errado. 
QUESTÃO 02 
[CESPE - 2017 - Instituto Rio Branco - Diplomata - Prova 1] Com relação à classificação da Constituição 
Federal de 1988, ao controle de constitucionalidade e à atividade administrativa do Estado brasileiro, 
julgue (C ou E) o item que se segue: 
A Constituição Federal de 1988 é classificada, quanto à extensão, como sintética, pois suas matérias 
foram dispostas em um instrumento único e exaustivo de seu conteúdo. 
Comentário: 
A assertiva é falsa, por duas razões. Primeiro porque, quanto à extensão, a Constituição Federal de 1988 
é classificada como analítica, ou seja, sua confecção se deu de maneira ampla, detalhada, já que ela 
regulamenta vários assuntos: os considerados muito relevantes para a organização e funcionamento do 
Estado e outros que não são tão importantes, mas mesmo assim foram inseridos no texto da Constituição 
por opção da assembleia constituinte. O outro erro deriva do seguinte: o fato de todas as normas 
constitucionais estarem dispostas em um único documento, faz com que ela seja classifica quanto à 
forma como escrita. 
Gabarito: Errado 
QUESTÃO 03 
[CESPE - 2015 - TJ-DFT - AnalistaJudiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal] A respeito das 
classificações das constituições, julgue o item: 
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Quanto à extensão, as constituições são classificadas como sintéticas — aquelas que preveem apenas 
princípios e normas gerais do Estado — e analíticas — aquelas que regulamentam todos os assuntos 
entendidos como relevantes à formação e ao funcionamento do Estado. 
Comentário: 
Quanto à extensão as Constituições realmente podem ser classificadas como sintéticas, quando são 
elaboradas de forma reduzida, com preocupação única de enunciar os princípios básicos para a 
estruturação estatal, mantendo-se restritas aos assuntos que realmente são constitucionais. Mas 
poderão também ser classificadas como analíticas, igualmente chamadas de “prolixas” (ou “extensas"), 
quando são elaboradas de maneira ampla, detalhada, já que regulamentam vários assuntos. O item é 
verdadeiro. 
Gabarito: Certo 
QUESTÃO 04 
[CESPE - 2014 - TC-DF - Técnico de Administração Pública] A respeito das classificações das constituições 
e dos princípios fundamentais previstos na CF, julgue os itens a seguir: 
A constituição material, escrita e rígida, como a CF, consiste em um documento escrito formado por 
normas substancialmente constitucionais que só podem ser alteradas por meio de processo legislativo 
especial e mais dificultoso. 
Comentário: 
Muito interessante essa questão. Pra começar, ela se inicia classificando nossa Constituição de 1988 de 
modo errôneo. Apesar de ser um documento escrito e rígido, não é material. Quanto ao conteúdo, uma 
Constituição é material quando consideramos como constitucional toda norma que tratar de matéria 
constitucional, independentemente de estar tal diploma inserido ou não no texto da Constituição. 
Segundo este critério, no entanto, nossa Constituição é formal. Você deve, portanto, assinalar este item 
como falso. 
Gabarito: Errado. 
QUESTÃO 05 
[CESPE - 2016 - TCE-PA - Auxiliar Técnico de Controle Externo - Área Administrativa] Com relação à 
Constituição Federal de 1988 (CF), sua classificação e dispositivos, julgue o item a seguir: 
A CF é considerada flexível, pois a sua alteração pode ocorrer por meio de procedimento ordinário do 
processo legislativo comum. 
Comentário: 
A assertiva é claramente falsa, pois a Constituição Federal de 1988 é classificada como rígida, visto que 
exige para a aprovação de suas emendas constitucionais o respeito a um procedimento bem mais severo 
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e rigoroso do que aquele estabelecido para a construção da legislação ordinária, conforme preceitua o 
art. 60, CF/88. 
Gabarito: Errado. 
QUESTÃO 06 
[CESPE - 2017 - DPU - Defensor Público Federal] A respeito da evolução histórica do constitucionalismo 
no Brasil, das concepções e teorias sobre a Constituição e do sistema constitucional brasileiro, julgue o 
item a seguir: 
A CF goza de supremacia tanto do ponto de vista material quanto do formal. 
Comentário: 
Eis um item verdadeiro. Na estruturação do nosso ordenamento jurídico, a Constituição Federal, norma 
fundante, é aquela que confere fundamento e validade a todas as demais, consideradas normas 
fundadas. Sendo assim, não se situa no mesmo plano hierárquico das normas infraconstitucionais e 
infralegais: ocupa, sozinha, o ápice do ordenamento jurídico. É, portanto, um diploma que goza de 
supremacia material e formal diante de todas as demais. Material porque em seu texto estão 
estruturados os temas mais essenciais para a organização do Estado. Formal porque suas normas são 
superiores e só podem ser modificadas por um rito mais solene e gravoso do que aquele previsto para 
os diplomas inferiores. 
QUESTÃO 07 
[CESPE - 2013 - STF - Analista Judiciário - Área Administrativa] Acerca do Estado federal brasileiro, 
tendo como referência a Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item a seguir: 
Dada a subordinação dos entes federados à força normativa da CF, seu preâmbulo deve ser 
obrigatoriamente reproduzido nas constituições estaduais. 
Comentário: A assertiva é falsa. De acordo com entendimento firmado pelo STF, o preâmbulo não é 
norma jurídica e, tampouco, norma constitucional. Deste modo, não vincula as Constituições estaduais, 
que não estão obrigadas a reproduzi-lo. 
QUESTÃO 08 
[CESPE - 2016 - PGE-AM - Procurador do Estado] Julgue o item seguinte, relativos à aplicabilidade de 
normas constitucionais e à interação destas com outras fontes do direito: 
Embora o preâmbulo da CF não tenha força normativa, podem os estados, ao elaborar as suas próprias 
leis fundamentais, reproduzi-lo, adaptando os seus termos naquilo que for cabível. 
Comentário: Os Estados, ao elaborar suas Constituições, não estão obrigados a reproduzir o 
preâmbulo da Constituição Federal, vez que ele não possui força normativa. Sendo assim, nada impede 
que os Estados, caso optem por reproduzir o texto do preâmbulo da CF, realizem adaptações. Deste 
modo, a assertiva apresentada pelo examinador é verdadeira. 
QUESTÃO 09 
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[CESPE - 2014 - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo - Consultor Legislativo Área III] À luz dos 
princípios fundamentais de direito constitucional positivo brasileiro, julgue o item a seguir: 
Quando um estado da Federação deixa de invocar a proteção de Deus no preâmbulo de sua 
constituição, contraria a CF, pois tal invocação é norma central do direito constitucional positivo 
brasileiro. 
Comentário: 
Não há dúvidas de que estamos diante de uma assertiva falsa. De acordo com o STF, o preâmbulo da 
Constituição Federal não é norma jurídica e, sendo assim, não vincula os Estados na confecção de suas 
Constituições Estaduais. Foi exatamente isso que nossa Suprema Corte firmou no julgamento da ADI 
2076, ao explicitar que a ausência da expressão “sob a proteção de Deus” na Constituição Estadual do 
Acre não violou a Constituição Federal. 
QUESTÃO 10 
[CESPE - 2012 - ANAC - Especialista em Regulação de Aviação Civil - Área 5] A respeito de 
constitucionalismo, interpretação, eficácia e hierarquia das normas constitucionais, julgue o item que 
se segue: 
As emendas constitucionais têm o mesmo grau hierárquico que as normas constitucionais originárias e, 
por isso, não estão sujeitas a controle de constitucionalidade. 
Comentário: 
Ainda que não exista hierarquia entre as normas constitucionais originárias e derivadas, elas se diferem 
no seguinte aspecto: as normas constitucionais derivadas, se não forem produzidas de acordo com as 
regras inseridas pelo Poder Constituinte Originário, estão sujeitas à controle de constitucionalidade. Ao 
contrário das normas constitucionais originárias, que serão sempre constitucionais. Sendo assim, não 
há dúvida meu caro aluno, que estamos diante de uma assertiva é falsa. 
QUESTÃO 11 
[FCC - 2015 - TCE-CE - Procurador de Contas - Adaptada] Julgue a assertiva: 
A Constituição do Império do Brasil, de 1824, é considerada semirrígida porque apenas as matérias 
propriamente constitucionais − e assim apontadas pelo texto constitucional − exigiam modificação com 
as formalidades inerentes à rigidez constitucional, ficando as demais matérias ao alcance da lei comum. 
Comentário: 
Afirmativa correta. A Constituição Imperial foi a única da nossa história constitucional considerada do 
tipo semirrígida (ou semiflexível), em virtude da previsão constante em seu art. 178, que exigia um 
procedimento especial de alteração para apenas algumas normas constitucionais específicas, enquanto 
as demais poderiam ser reformadas seguindo processomenos complexo, menos dificultoso. Não custa 
aproveitar o momento para, mais uma vez, lhe lembrar que nossa atual Constituição, de 1988, é 
classificada como rígida. 
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Gabarito: Certo 
QUESTÃO 12 
[FCC - 2017 - DPE-PR- Defensor Público] Quanto às classificações das constituições, é correto afirmar 
que: 
a) as constituições-garantia se caracterizam por conterem em seu corpo um conjunto de normas que 
visam garantir aos cidadãos direitos econômicos, sociais e culturais, estabelecendo metas de ações para 
o Estado. 
b) a Constituição Brasileira de 1988 é democrática, rígida (ou super rígida), prolixa e ortodoxa. 
c) as constituições cesaristas, normalmente autoritárias, partem de teorias preconcebidas, de planos e 
sistemas prévios e de ideologias bem declaradas. 
d) as constituições escritas são caracterizadas por um conjunto de normas de direito positivo. 
e) as constituições históricas são concebidas a partir de evento determinado no tempo, esvaziando a 
influência dos demais períodos e costumes de determinado povo. 
Comentário: 
O item da letra ‘a’ está incorreto. As constituições-garantia, também denominadas constituições-
quadro, se caracterizam por conterem em seu corpo um conjunto de normas que visam garantir a 
liberdade dos cidadãos, estabelecendo espaços de não atuação e não interferência estatal na vida 
privada dos indivíduos. Quanto a assertiva ‘b’, o único erro foi classificar a Constituição brasileira como 
ortodoxa, uma vez que o documento constitucional dessa natureza é construído a partir de um 
pensamento único e avesso ao pluralismo ideológico, isto é, um texto que descarta qualquer 
possibilidade de convivência entre diferentes grupos políticos e distintas teorias. Nossa Constituição 
vigente, ao contrário, é considerada eclética, uma vez que seu texto é produto de uma composição 
variada de acordos heterogêneos que denotam a existência de uma pluralidade de ideologias e diversos 
grupos políticos coexistentes. Ainda sobre a letra ‘b’, não podemos deixar de notar que a FCC mencionou 
que nossa Constituição é rígida, seguindo a doutrina majoritária. Todavia, citou entre parênteses a 
possibilidade de ela ser encarada como semirrígida, segundo a doutrina minoritária (do Ministro 
Alexandre de Moraes). 
Em relação a letra ‘c’, é uma assertiva incorreta, pois as constituições cesaristas, em verdade, 
caracterizam-se por serem autoritárias, traduzindo a vontade do detentor do poder. A elaboração de seu 
texto não conta com a real participação do povo, apesar de ele somente poder entrar em vigor depois de 
ser submetido à aprovação popular que o ratifique. 
No que tange a letra ‘e’, é falsa porque a Constituição histórica é construída aos poucos, em um lento 
processo de filtragem e absorção de ideais (por vezes contraditórias). Em outras palavras, este 
documento constitucional não é formado de uma só vez, sendo produto da gradativa evolução jurídica e 
histórica de uma sociedade. 
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Por fim, a letra ‘d’ é a nossa resposta, visto que escrita é a Constituição na qual todos os dispositivos são 
escritos e estão inseridos de modo sistemático em um único documento, de forma codificada — por isso 
diz-se que sua fonte normativa é única. 
Gabarito: D 
QUESTÃO 13 
[FCC - 2018 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal] É correto 
classificar a Constituição Federal brasileira de 1988, quanto: 
A) à origem, como outorgada, pois não foi votada e aprovada diretamente pelo povo, mas tão somente 
por seus representantes. 
B) à extensão, como sintética, por abordar, muitas vezes de forma minuciosa, todos os assuntos que os 
representantes do povo entenderam fundamentais. 
C) ao modo de elaboração, como histórica, constituída através de um lento e contínuo processo de 
formação ao longo do tempo. 
D) ao conteúdo, como formal, em razão de ter elegido como critério preponderante o processo de sua 
formação, e não o conteúdo de suas normas. 
E) à alterabilidade, como semirrígida, em razão de algumas matérias exigirem um processo de alteração 
mais dificultoso do que o exigido para a alteração das espécies normativas infraconstitucionais. 
Comentário: 
Você já sabe que, quanto à origem, nossa Constituição é promulgada, ou seja, foi construída com a 
participação popular, razão pela qual você não marcará a alternativa ‘a’ como correta. A alternativa ’b’ 
também não poderá ser assinalada, pois, ainda que nossa Constituição trate de todos os assuntos que os 
representantes do povo entenderam como fundamentais para o funcionamento do Estado, isso a define 
como analítica e não sintética. 
Quanto ao modo de elaboração, você já sabe que nossa Constituição é dogmática e não fruto de um lento 
processo histórico. Sendo assim, a alternativa ‘c’ deverá ser excluída, assim como a alternativa ‘e’, que 
define nossa Constituição como semirrígida quanto à sua alterabilidade (é rígida!). 
Sendo assim, você deverá marcar a alternativa ‘d’ como correta, uma vez que, quanto ao conteúdo, nossa 
Constituição é formal, ou seja, todas as normas ali inseridas são consideradas constitucionais, 
independente do tema que tratem. 
Gabarito: D 
QUESTÃO 14 
[FCC - 2016 - AL-MS - Agente de Apoio Legislativo] É possível classificar a Constituição Federal Brasileira 
de 1988 como: 
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A) promulgada, escrita, formal e rígida. 
B) outorgada, histórica, formal e rígida. 
C) promulgada, material, não escrita e flexível. 
D) outorgada, analítica, imutável e histórica. 
E) cesarista, semirrígida, sintética e escrita. 
Comentário: 
Já sabemos que, quanto à origem, nosso texto constitucional é classificado como promulgado; sua forma 
é escrita; seu conteúdo é formal e o seu processo de alteração é mais complexo do que aquele previsto 
para as normas infraconstitucionais (o que denota sua rigidez). Deste modo, a alternativa ‘a’ deverá ser 
assinalada. 
Gabarito: A 
QUESTÃO 15 
[FCC - 2017 - FUNAPE - Analista Jurídico Previdenciário-Adaptada] Considerando a classificação das 
constituições quanto a sua mutabilidade, a Constituição Federal vigente é: 
A) analítica, uma vez que é minuciosa, extensa, dispondo não somente sobre a organização do Estado 
brasileiro, mas também sobre matérias que seriam próprias da legislação ordinária, o que dificulta a 
alteração do ordenamento jurídico brasileiro. 
B) dirigente, uma vez que estabelece diretrizes e metas ao legislador, demandando que seja reformada 
quando alcançados os objetivos do constituinte. 
C) flexível, uma vez que sua carga principiológica permite ao legislador interpretá-la e dar-lhe significado 
por intermédio da legislação ordinária, o que permite a evolução da Constituição sem que ela seja 
formalmente alterada. 
D) rígida, uma vez que apenas pode ser alterada por procedimento específico diverso do previsto para a 
elaboração das leis ordinárias e complementares, dificultando sua modificação. 
Comentário: 
Perceba que o examinador pede que você marque a alternativa que classifique nossa Constituição quanto 
à sua mutabilidade, ou seja, quanto à sua estabilidade. Por esta razão você poderá excluir as alternativas 
‘a’ e ‘b’ (uma trata da extensão da CF, a outra da finalidade). 
A alternativa ‘c’ também não poderá ser marcada, pois, ainda que trate da mutabilidade, o faz de forma 
equivocada, classificando nossa Constituição como flexível (e ainda define referida classificação de forma 
equivocada, mencionando um fenômeno distinto, que é a ‘mutação constitucional’). 
Porfim, a alternativa que você deverá marcar é a ‘d’, visto que quanto a sua mutabilidade, a Constituição 
Federal pode ser classificada como rígida, ou seja, há um processo específico que deve ser observado 
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pelo poder constituinte reformador e este processo é bem mais solene e complexo do que aquele previsto 
para a elaboração da legislação ordinária. 
Gabarito: D 
QUESTÃO 16 
[FCC - 2016 - AL-MS - Auxiliar de Enfermagem] No que concerne à classificação das constituições, 
segundo a doutrina constitucionalista brasileira, a Constituição Federal de 1988 é considerada escrita, 
dogmática: 
A) promulgada, rígida, analítica e formal. 
B) promulgada, semirrígida, analítica e material. 
C) outorgada, rígida, analítica e formal. 
D) promulgada, flexível, sintética e formal. 
E) outorgada, semirrígida, sintética e material. 
Comentário: 
Para respondermos essa questão é necessário recordar que nossa atual Constituição pode ser assim 
classificada: 
- Quanto à origem: é promulgada; 
- Quanto à estabilidade: é rígida; 
- Quanto à forma: é escrita; 
- Quanto ao modo de elaboração: é dogmática; 
- Quanto à extensão: é analítica; 
- Quanto ao conteúdo: é formal. 
Destarte, podemos assinalar a letra ‘a’. 
Gabarito: A 
QUESTÃO 17 
[FCC - 2015 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Área Judiciária] O Texto Constitucional 
decorrente dos trabalhos realizados por órgão constituinte democraticamente eleito, que sistematiza as 
ideias e os princípios fundamentais da teoria política e do direito prevalente em determinado momento 
histórico é denominado, quanto ao modo de sua elaboração, de: 
A) flexível. 
B) rígido. 
C) semirrígido. 
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D) dogmático. 
E) outorgado. 
Comentário: 
Quanto ao modo de elaboração há duas classificações possíveis: dogmática ou história. A Constituição 
classificada como dogmática, é um documento necessariamente escrito, elaborado em uma ocasião 
certa, historicamente determinada, por um órgão competente para tanto. Retrata os valores e os 
princípios que vigoravam na sociedade naquele específico período de produção e os insere em seu texto, 
fazendo com que ganhem a força jurídica de dispositivos obrigatórios. É uma Constituição feita de uma 
só vez, em um período histórico delimitado. A letra ‘d’ está correta. 
Gabarito: D 
QUESTÃO 18 
[FCC - 2009 - TRT - 7ª Região (CE) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados] A 
Constituição que prevê somente os princípios e as normas gerais de regência do Estado, organizando-o 
e limitando seu poder, por meio da estipulação de direitos e garantias fundamentais é classificada como: 
A) sintética. 
B) pactuada. 
C) analítica. 
D) dirigente. 
E) dualista. 
Comentário: 
Como vimos acima, a Constituição elaborada de forma reduzida, com preocupação única de enunciar os 
princípios básicos para a estruturação estatal, mantendo-se restrita aos assuntos que realmente são 
constitucionais classifica-se como sintética. Nossa resposta é a letra ‘a’. 
Gabarito: A 
QUESTÃO 19 
[FCC - 2015 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Técnico Judiciário - Administrativa] Em relação à sua mutabilidade 
ou alterabilidade, as Constituições podem ser classificadas em: 
A) flexíveis, rígidas, semirrígidas ou semiflexíveis, e superrígidas. 
B) delegadas, outorgadas ou consensuais. 
C) analíticas ou sintéticas. 
D) escritas, costumeiras ou mistas. 
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E) originárias ou derivadas. 
Comentário: 
Quanto à sua mutabilidade (ou estabilidade) a Constituição pode ser classificada como: 
- Flexível: uma vez que pode ser modificada por intermédio de um procedimento legislativo comum, 
ordinário, não requerendo qualquer processo específico para sua alteração; 
- Rígida: a alteração desta Constituição é possível, mas exige um processo legislativo mais complexo e 
solene do que aquele previsto para a elaboração das demais espécies normativas, infraconstitucionais; 
- Semirrígida: também conhecida como semiflexível – quando o mesmo documento constitucional pode 
ser modificado segundo ritos distintos, a depender de que tipo de norma esteja para ser alterada; 
- Superrígida: quando em regra a Constituição poderá ser alterada por um processo legislativo 
diferenciado, mas, excepcionalmente, em alguns pontos é imutável. 
Podemos concluir que a letra ‘a’ deve ser assinalada. Note que, mais uma vez, a FCC considerou como 
possível a classificação apresentada pelo Ministro Alexandre de Moraes em sua obra doutrinária. 
Gabarito: A 
QUESTÃO 20 
[FCC - 2015 - Prefeitura de São Luís - MA - Auditor de Controle Interno - Engenharia Elétrica] Considera-
se dogmática a Constituição: 
A) não escrita, resultante de formação histórica e cultural que sedimenta as normas fundamentais de 
organização de um determinado Estado. 
B) escrita, elaborada por um órgão constituinte e que sistematiza as ideias fundamentais da teoria 
política e do Direito predominantes em determinado momento histórico. 
C) que se origina de um órgão constituinte, composto de representantes do povo eleitos especificamente 
para elaborá-la, podendo ser escrita ou não escrita. 
D) que traz as normas constitucionais escritas ou costumeiras, que regulam a estrutura do Estado, a 
organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. 
E) que pode ser livremente modificada pelo legislador segundo o mesmo processo de elaboração das leis 
ordinárias. 
Comentário: 
Recorde que a Constituição dogmática é um documento necessariamente escrito, elaborado em uma 
ocasião certa, historicamente determinada, por um órgão competente para tanto. Retrata os valores e 
os princípios que vigoravam na sociedade naquele específico período de produção e os insere em seu 
texto, fazendo com que ganhem a força jurídica de dispositivos obrigatórios. É uma Constituição feita de 
uma só vez, em um período histórico delimitado. Dessa forma, a letra ‘b’ deve ser assinalada. 
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Gabarito: B 
QUESTÃO 21 
[CESPE - 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária - Conhecimentos Específicos] No que se 
refere às disposições constitucionais, julgue o item a seguir: 
Embora a aplicabilidade do direito à educação seja direta e imediata, classifica-se a norma que assegura 
esse direito como norma de eficácia contida ou prospectiva, uma vez que a incidência de seus efeitos 
depende da edição de normas infraconstitucionais, como a de implementação de programa social que 
dê concretude a tal direito. 
Comentário: 
Marcou essa assertiva de que forma? Identificou com tranquilidade que ela é falsa? Bastaria você recordar 
que as normas constitucionais que necessitam da edição de normas infraconstitucionais para produzir 
seus efeitos, possuem eficácia limitada e não contida. É o que se passa com o art. 205, CF/88, que prevê: 
“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a 
colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualificação para o trabalho”. 
Gabarito: Errado 
QUESTÃO 22 
[CESPE - 2016 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área Administrativa] Assinale a opção 
correta de acordo com as disposições constitucionais acerca da aplicabilidade das normas 
constitucionais: 
A) A aplicabilidade das normas de eficácia limitada é direta, imediata e integral, mas o seu alcance pode 
ser reduzido.B) Em se tratando de norma constitucional de eficácia contida, o legislador ordinário integra-lhe a 
eficácia mediante lei ordinária, dando-lhe execução mediante a regulamentação da norma 
constitucional. 
C) A norma constitucional que impõe o dever da inviolabilidade do domicílio, salvo em caso de flagrante 
delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial, é exemplo de 
norma constitucional de eficácia plena. 
D) Na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), considera-se que as normas constitucionais 
possuem eficácia absoluta, imediata e diferida, sendo essa a classificação mais adotada também na 
doutrina. 
Comentário: 
Nossa resposta é a da letra ‘c’, pois a norma citada pela assertiva, art. 5°, XI (“A casa é asilo inviolável do 
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante 
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delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”), está apta a 
produzir todos os seus efeitos essenciais simplesmente com a entrada em vigor da Constituição, 
independentemente de qualquer regulamentação por lei. 
As demais alternativas são falsas, vejamos o porquê: 
(i) Na letra ’a’, a assertiva está equivocada, pois as normas constitucionais de eficácia limitada só 
produzem seus plenos efeitos depois da exigida regulamentação. Desta forma, são dotadas de 
aplicabilidade mediata (pois somente produzem seus efeitos essenciais ulteriormente, depois da 
regulamentação por lei); indireta (porque não asseguram, diretamente, o exercício do direito, 
dependendo de norma regulamentadora para tal; e reduzida (eis que com a promulgação da 
Constituição, sua eficácia é bastante diminuta). 
(ii) Na letra ‘b’, foi apresentada uma definição errônea acerca das normas de eficácia contida, visto que 
estas não necessitam de regulamentação para produzir seus efeitos. Estão aptas para a elaboração de 
seus plenos efeitos desde a promulgação da Constituição (aplicabilidade imediata), independentemente 
de qualquer complemento legislativo ulterior. 
(iii) Na letra ‘d’, outro equívoco. O STF, assim como a doutrina majoritária, adota a classificação de José 
Afonso da Silva, com a divisão das normas constitucionais em três grupos: normas de eficácia plena; 
normas de eficácia contida; e normas de eficácia limitada. 
Gabarito: C 
QUESTÃO 23 
[CESPE - 2017 - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto] A Constituição Federal de 1988 veda a 
instituição de impostos sobre patrimônio, renda ou serviços relacionados às finalidades essenciais dos 
partidos políticos, dos sindicatos e das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos, 
atendidos os requisitos da lei. De acordo com a classificação tradicional da eficácia das normas 
constitucionais, tal norma é de aplicabilidade: 
A) imediata, embora de eficácia contida. 
B) diferida, pois de eficácia limitada. 
C) diferida, pois de eficácia contida 
D) imediata, pois de eficácia plena. 
E) imediata, embora de eficácia limitada. 
Comentário: 
Aqui temos mais uma questão que exige conhecimento sobre a classificação tradicional da aplicabilidade 
das normas constitucionais, segundo as diretrizes do professor José Afonso da Silva. De acordo com essa 
classificação tradicional relativa à eficácia das normas constitucionais, o art. 150, VI, ‘c’, é norma de 
aplicabilidade imediata, embora de eficácia contida (“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias 
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asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir 
impostos sobre patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das 
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins 
lucrativos, atendidos os requisitos da lei”). Esse também é o entendimento do STF: “O art. 150, VI, c, da 
Constituição Federal é norma autoaplicável, embora de eficácia contida. II - Antes do advento da Lei 
Complementar 104/01, as entidades sindicais de trabalhadores não se sujeitavam à observância dos 
requisitos do art. 14 do CTN para o gozo da imunidade constitucionalmente prevista, por ausência de 
previsão legal. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (STF - RE: 386474 RJ, Relator: Min. 
RICARDO LEWANDOWSKI). 
Gabarito: A 
QUESTÃO 24 
[CESPE - 2017 - SERES-PE - Agente de Segurança Penitenciária] Quanto à aplicabilidade, as normas 
programáticas: 
A) contêm todos os elementos imprescindíveis para permitir a produção imediata dos efeitos previstos. 
B) produzem, ou têm possibilidade de produzir, desde a entrada em vigor da Constituição, todos os 
efeitos essenciais que o constituinte tenha desejado regular. 
C) definem objetivos cuja materialização depende de providências situadas além do texto constitucional, 
não possuindo, portanto, aplicabilidade imediata. 
D) regulam suficientemente os interesses relativos a determinada matéria, mas permitem a atuação 
restritiva do poder público nos termos que a lei estabelecer. 
E) apresentam aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, porque somente incidem totalmente após 
uma normatividade posterior que lhes confira a aplicabilidade. 
Comentário: 
Conforme classificação doutrinária, as normas de eficácia limitada definidoras de princípios 
programáticos (normalmente chamadas de ‘normas programáticas’) são aquelas pelas quais o 
constituinte, em vez de regular, direta e imediatamente, determinados interesses, limitou-se a lhes 
traçar os princípios para serem cumpridos pelos seus órgãos (legislativos, executivos, jurisdicionais e 
administrativos), como programas das respectivas atividades, visando à realização dos fins sociais do 
Estado. Nesse sentido, essas normas possuem aplicabilidade mediata, e visam guiar/direcionar a atuação 
estatal por meio da instituição de programas de governo. Estabelecem metas (objetivos) a serem 
alcançados e necessitam não só da edição de atos normativos, mas também de atos administrativos 
posteriores para realizarem os planos que preveem. Como exemplo, vale recordar um dos citados na 
parte teórica da nossa aula: o art. 3º, CF/88, que consagra os objetivos fundamentais da República 
Federativa do Brasil. Ali temos planos de governo, metas a serem alcançadas, que dependem de 
significativo esforço governamental (por meio da edição de leis, e também do estabelecimento de 
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programas de governo, etc.) para serem efetivamente implementadas. Nossa resposta, portanto, 
encontra-se na letra ‘c’. 
Gabarito: C 
QUESTÃO 25 
[CESPE - 2018 - STJ - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal] Considerando a legislação, 
a doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores acerca dos direitos e das garantias fundamentais e 
da aplicabilidade das normas constitucionais, julgue o item a seguir: 
A disposição constitucional que determina que lei complementar regulamente a criação de território ou 
a sua transformação em estado-membro é exemplo de norma de eficácia contida. 
Comentário: 
Facilmente você deve ter identificado o erro. Em verdade, a norma constitucional que determina que lei 
complementar regulamente a criação de território ou a sua transformação em Estado-membro é 
exemplo de norma de eficácia limitada, visto que o dispositivo constitucional só produzirá seus plenos 
efeitos depois da exigida regulamentação ser editada. Vamos ler juntos o dispositivo, para você 
confirmar a natureza da norma: “Art. 18, § 2º- Os TerritóriosFederais integram a União, e sua criação, 
transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar”. 
Gabarito: Errado 
QUESTÃO 26 
[CESPE - 2015 - FUB - Auditor] Em relação aos princípios fundamentais e à aplicabilidade das normas 
constitucionais, julgue o item a seguir, de acordo com o estabelecido na Constituição Federal de 1988 
(CF): 
Enquanto a norma constitucional de eficácia contida requer normatização legislativa ordinária para 
impor limites ao exercício do direito, a norma constitucional de eficácia limitada requer a normatização 
legislativa ordinária para tornar viável o pleno exercício do direito. 
Comentário: 
Ótima essa questão. Ela traz uma excelente (e verdadeira) definição comparativa dos dois tipos de 
normas! Realmente as normas de aplicabilidade contida podem vir a ser restringidas por legislação 
infraconstitucional (a complementação normativa é uma faculdade). Por outro lado, as normas de 
eficácia limitada necessitam da norma regulamentadora para produzirem os seus efeitos (a 
complementação normativa é uma exigência constitucional). 
Gabarito: Certo 
QUESTÃO 27 
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[CESPE - 2016 - PC-PE - Escrivão de Polícia Civil] Quanto ao grau de aplicabilidade das normas 
constitucionais, as normas no texto constitucional classificam-se conforme seu grau de eficácia. Segundo 
a classificação doutrinária, a norma constitucional segundo a qual é livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer é classificada como 
norma constitucional: 
A) de eficácia limitada. 
B) diferida ou programática. 
C) de eficácia exaurida. 
D) de eficácia plena. 
E) de eficácia contida. 
Comentário: 
Essa pergunta é um clássico das provas do CESPE! A natureza da norma constitucional que consagra a 
liberdade profissional (art. 5º, XIII- “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas 
as qualificações profissionais que a lei estabelecer”) é bastante exigida pela banca. Pode assinalar a letra 
‘e’, pois estamos diante de uma norma constitucional de eficácia contida. Pense comigo: via de regra, 
qualquer pessoa pode exercer qualquer profissão, entretanto, é possível que uma norma 
infraconstitucional restrinja o exercício da liberdade profissional, impondo alguns requisitos para que 
haja o exercício de uma determinada profissão. 
Gabarito: E 
QUESTÃO 28 
[CESPE - 2017 - SEDF - Analista de Gestão Educacional - Direito e Legislação] O governo de determinado 
estado da Federação publicou medida provisória (MP) que altera dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional. Em protesto contra a referida MP, alguns estudantes do ensino médio do estado 
ocuparam as escolas públicas, impedindo que os demais alunos frequentassem as aulas. O Ministério 
Público estadual ingressou com medida judicial requerendo a imediata reintegração e desocupação das 
escolas invadidas. A medida judicial requerida foi deferida por um juiz de primeiro grau que tomou posse 
há vinte meses. 
A respeito dessa situação hipotética e de aspectos constitucionais a ela relacionados, julgue o item a 
seguir: 
O direito à educação, previsto pela Constituição Federal de 1988, é norma de direito fundamental de 
eficácia plena e de execução imediata, pois não necessita da atuação do legislador para produzir todos 
os seus efeitos. 
Comentário: 
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Conseguiu perceber o porquê de a questão estar equivocada? Isso mesmo, a norma constitucional que 
prevê o direito a educação possui eficácia limitada e não plena. Trata-se de norma de eficácia limitada, 
declaratória de princípios programáticos, pois o art. 205, CF/88 veicula um direito que deve ser 
implementado pelo Estado (por meio de ações multifacetadas, que extrapolam o plano legislativo). 
Gabarito: Errado 
QUESTÃO 29 
[CESPE - 2015 - TRE-MT - Analista Judiciário – Administrativa] No que concerne à aplicabilidade das 
normas constitucionais, assinale a opção correta: 
A) A norma constitucional que garante a igualdade de todos perante a lei é uma norma de eficácia plena, 
pois, embora seu caráter seja de norma principiológica, sua aplicação é imediata e incondicionada. 
B) A norma que estabelece a liberdade profissional condicionada ao atendimento das qualificações 
profissionais que a lei estabelecer é norma de eficácia limitada, já que é possível impor limitações ao 
exercício desse direito por meio de lei. 
c) Normas constitucionais de eficácia plena são aquelas que podem ser plenamente aplicadas para 
regular situações concretas, independentemente da edição de leis ou outros atos normativos; 
entretanto, lei posterior pode regular e limitar sua aplicabilidade. 
d) A norma que prevê o direito à proteção do mercado de trabalho da mulher mediante incentivos 
específicos, na forma da lei, é uma norma constitucional de eficácia contida, pois estabelece parâmetros 
de atuação do Estado sem efetividade própria. 
Comentário: 
Conseguiu identificar que a letra ‘a’ é a nossa resposta? A norma do art. 5º, caput, CF/88 (“Art. 5º Todos 
são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...”), possui aplicabilidade imediata, direta e 
integral, ou seja, está pronta para produzir plenamente os seus efeitos. 
Vamos verificar agora a razão de as demais assertivas estarem incorretas: 
- letra ‘b’: o art. 5º, XIII, CF/88, representa uma norma de eficácia contida e não limitada. Referida norma 
está apta para a produção de seus plenos efeitos desde a promulgação da Constituição, mas pode vir a 
ser restringida. Nesse sentido, o direito nela previsto é imediatamente exercitável, com a simples 
promulgação da Constituição, sendo passível de futura restrição, por meio da edição de uma norma que 
reduza o direito ali previsto. 
- letra ‘c’: nessa assertiva o examinador traz o conceito de norma de eficácia contida e não de eficácia 
plena. 
- letra ‘d’: nesse item temos uma norma de eficácia limitada (“Art. 7°, XX - proteção do mercado de 
trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei”). As normas de eficácia limitada 
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são aquelas que só produzem seus plenos efeitos depois da exigida regulamentação. O direito 
assegurado só poderá ser plenamente exercido após a regulamentação feita pelo legislador ordinário. 
Gabarito: A 
QUESTÃO 30 
[CESPE - 2015 - TRE-MT - Analista Judiciário - Judiciária - Adaptada] Com relação ao 
neoconstitucionalismo, às normas constitucionais e ao poder constituinte, julgue a assertiva: 
As normas constitucionais de eficácia contida, apesar de terem aplicabilidade imediata, somente 
produzem efeitos após edição de norma infraconstitucional integrativa. 
Comentário: 
Antes de resolvermos essa questão, é válido recordarmos (uma outra vez) que o Professor José Afonso 
da Silva classifica as normas constitucionais em três grupos: 
(i) as normas de eficácia plena que são aquelas capazes de produzir todos os seus efeitos essenciais 
simplesmente com a entrada em vigor da Constituição, independentemente de qualquer 
regulamentação por lei; 
(ii) as normas de eficácia contida que são aquelas que também estão aptas para a produção de seus 
plenos efeitos desde a promulgação da Constituição (aplicabilidade imediata), mas que podem vir a ser 
restringidas; e 
(iii) as normas de eficácia limitada que são aquelas que só produzem seus plenos efeitos depois da exigida 
regulamentação. 
Dessa forma, podemos concluir que a assertiva é falsa, pois asnormas de eficácia contida não dependem 
da edição de norma regulamentadora para produzir os seus efeitos. A regulamentação legislativa 
posterior para essas normas é uma possibilidade, mas não uma exigência constitucional. 
Gabarito: Errado 
QUESTÃO 31 
[CESPE - 2013 - MS - Analista Técnico - Administrativo] Acerca das constituições e das normas 
constitucionais, julgue o item a seguir: 
As normas programáticas são normas de eficácia contida, com aplicabilidade direta, imediata e 
possivelmente não integral. 
Comentário: 
Questão simples de ser resolvida. A assertiva é claramente equivocada, haja vista o fato de as normas 
programáticas serem normas de eficácia limitada, possuidoras de aplicabilidade indireta e mediata. As 
normas de eficácia contida, por seu turno, possuem aplicabilidade direta e imediata (o que significa que 
produzem todos os seus efeitos essenciais tão logo a Constituição Federal é promulgada, sem 
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dependerem de lei regulamentadora posterior), mas possivelmente não integral (pois existe a 
possibilidade de o legislador editar uma norma posterior para restringir o direito nela previsto) . 
Gabarito: Errado 
QUESTÃO 32 
[CESPE - 2012 - PRF - Técnico de Nível Superior] Acerca da classificação da Constituição e das normas 
constitucionais, julgue o item a seguir: 
É de eficácia limitada a norma constitucional que estabelece ser livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações que a lei estabelecer. 
Comentário: 
Observe que novamente o CESPE traz uma questão cobrando a aplicabilidade do art. 5°, XIII, CF/88, 
referente à liberdade profissional. De acordo com esse dispositivo, o indivíduo pode escolher livremente 
seu trabalho, seu ofício ou profissão. Todavia, se houver lei regulamentando aquele trabalho (ou 
ofício/profissão), o sujeito somente poderá exercê-lo se cumprir os requisitos estabelecidos em lei. Por 
isso o inciso é considerado norma de eficácia contida! Enquanto a lei regulamentadora não é editada, 
fixando os requisitos para que aquele trabalho seja exercitado, o exercício dele é livre. Somente depois 
que a lei for elaborada é que certas condições para o seu exercício deverão ser cumpridas. 
Gabarito: Errado 
QUESTÃO 33 
[CESPE - 2013 - STF - Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação] Acerca dos direitos e garantias 
fundamentais, dos direitos sociais, dos princípios que regem a administração pública e da disciplina 
constitucional dos servidores públicos, julgue o item que se segue: 
A norma constitucional que trata do direito de greve do servidor público é considerada pela literatura e 
pela jurisprudência como norma de eficácia limitada. 
Comentário: 
A assertiva é verdadeira. Conforme classificação doutrinária e jurisprudencial do STF (MI 708), a norma 
constitucional constante do art. 37, VII, é uma norma de eficácia limitada, pois dependente de lei 
regulamentadora para produzir com plenitude os seus efeitos. 
Gabarito: Certo 
QUESTÃO 34 
[CESPE - 2013 - MPU - Técnico Administrativo] Com relação às normas constitucionais programáticas, 
julgue o item abaixo: 
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As normas programáticas, por sua natureza, não geram para os jurisdicionados o direito de exigir 
comportamentos comissivos, mas lhes facultam de demandar dos órgãos estatais que se abstenham de 
atos que infrinjam as diretrizes nelas traçadas. 
Comentário: 
Eis mais um item verdadeiro! Realmente as normas de eficácia limitada definidoras de princípios 
programáticos são aquelas pelas quais o Poder Constituinte (que criou a Constituição), em vez de regular, 
direta e imediatamente, determinados interesses, limitou-se a lhes traçar os princípios para serem 
cumpridos pelos seus órgãos (legislativos, executivos, jurisdicionais e administrativos), como programas 
das respectivas atividades, visando à realização dos fins sociais do Estado. 
Gabarito: Certo 
QUESTÃO 35 
[CESPE - 2015 - Telebras - Advogado] Julgue o item subsequente, relativo ao Sistema Tributário 
Nacional, ao Conselho Nacional de Justiça, à interpretação e aplicabilidade das normas constitucionais, 
ao poder constituinte originário e aos direitos individuais: 
As normas constitucionais de eficácia contida têm aplicabilidade indireta e reduzida porque dependem 
de norma ulterior para que possam incidir totalmente sobre os interesses relativos a determinada 
matéria. 
Comentário: 
A essa altura já sabemos que as normas constitucionais de eficácia contida são aquelas que estão aptas 
para a produção de seus plenos efeitos desde a promulgação da Constituição (aplicabilidade imediata), 
mas que podem vir a ser restringidas. O item é falso, pois descreve as normas de eficácia limitada. 
Gabarito: Errado 
QUESTÃO 36 
[FCC - 2005 - PGE-SE - Procurador do Estado] Considera-se de eficácia limitada a norma constitucional 
segundo a qual: 
A) é vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar (art. 17, § 4º). 
B) ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art. 5º, II). 
C) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer (art. 5º, XIII). 
D) é direito dos trabalhadores urbanos e rurais a proteção em face da automação, na forma da lei (art. 
7º, XXVII). 
Comentário: 
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As normas apresentadas nas alternativas ‘a’ e ‘b’ são normas de eficácia plena, pois não dependem de 
qualquer tipo de regulamentação para produzir todos os seus efeitos. Por outro lado, as normas 
constantes nas alternativas ‘c’ é norma de eficácia contida, pois o direito ali estabelecido não depende 
de uma norma regulamentadora para que seja capaz de produzir efeitos, entretanto, pode ser 
restringido por lei ou pela própria Constituição. 
Sendo assim, nossa alternativa correta é a ‘d’, pois o direito dos trabalhadores urbanos e rurais a 
proteção em face da automação, para ser exercido, dependerá da edição de um complemento 
normativo posterior. 
QUESTÃO 37 
[FCC - 2018 -TRT 2ª Região] Considerando a classificação das normas constitucionais quanto à sua 
aplicabilidade e eficácia: 
A) todas as normas de direitos e garantias fundamentais previstas na Constituição Federal tem eficácia 
plena, já que são normas de aplicação imediata segundo o texto constitucional. 
b) na ausência de norma regulamentadora de norma constitucional de eficácia contida poderá ser 
impetrado habeas data, desde que para assegurar a aplicação de direitos e liberdades constitucionais e 
das prerrogativas inerentes à nacionalidade, soberania e cidadania. 
C) caracteriza norma de eficácia limitada aquela segundo a qual o direito de greve será exercido pelos 
servidores públicos nos termos e nos limites definidos em lei específica. 
D) caracteriza norma programática aquela segundo a qual é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício 
ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. 
E) na ausência de norma regulamentadora que torne inviável o exercício dos direitos previstos em 
normas constitucionais de eficácia limitada, poderá ser impetrado mandado de segurança. 
Comentário: 
A alternativa que devemos marcar é a da letra ‘c’: o direito de greve dos servidores públicos é um 
exemplo de norma constitucional de eficácia limitada, uma vez que o exercício de tal direito depende de 
regulamentação para produzir todos os seus efeitos. 
A letra ‘a’ erra ao dizer que todos os direitos e garantias fundamentais consubstanciam normasde 
eficácia plena: existem em nosso ordenamento direitos fundamentais que foram previstos em normas 
possuidoras de eficácia contida – como, por exemplo, o exercício da liberdade profissional. 
A letra ‘b’ nos diz que as normas de eficácia contida dependem de impetração de habeas data para que 
produzam efeitos: tais normas independem de qualquer regulamentação para a produção de efeitos, ou 
seja, são autoaplicáveis. Diferentemente das normas de eficácia limitada, que dependem de lei 
regulamentadora, cabendo mandado de injunção em casos de omissão constitucional (o que já nos 
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permite excluir a alternativa ‘e’, que diz, erroneamente, que em casos de omissão o remédio 
constitucional cabível seria o mandado de segurança). 
Por fim, a letra ‘d’ peca ao dizer que a liberdade ao exercício de qualquer profissão é norma 
programática: é, em verdade, um clássico exemplo de norma de eficácia contida! As normas 
programáticas são normas de eficácia limitada e que têm como característica central estabelecer 
diretrizes para a atuação estatal. 
QUESTÃO 38 
[FCC- 2016 -TRF 3ª - Região] Uma das classificações das normas constitucionais quanto a sua 
aplicabilidade foi proposta por José Afonso da Silva. Segundo a classificação desse autor, entende-se 
por norma constitucional de eficácia contida aquela que possui aplicabilidade: 
A) direta e imediata, produzindo de logo todos os seus efeitos, os quais, no entanto, podem ser limitados 
por outras normas jurídicas, constitucionais ou infraconstitucionais. 
B) direta, imediata e integral, não estando sujeita a qualquer tipo de limitação infraconstitucional. 
C) indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade de regulamentação infraconstitucional. 
D) direta, imediata e integral, competindo ao Poder Público apenas regrar a forma de seu exercício por 
meio de normas administrativas infralegais, vedada qualquer limitação. 
E) indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade da aplicação de outras normas 
constitucionais. 
Comentário: 
Para você que já bem conhece a tradicional classificação do mestre José Afonso, fica fácil identificar que 
nossa alternativa correta é a da letra ‘a’. De fato, as normas constitucionais de eficácia contida não 
dependerão de norma regulamentadora para a produção de seus efeitos (por possuírem uma 
aplicabilidade direta), estando aptas a produzi-los desde o momento da promulgação da Constituição 
(aplicabilidade imediata). Entretanto, poderão ser limitadas ou restringidas por outras normas jurídicas, 
constitucionais ou não (razão pela qual dissemos que sua aplicabilidade é, possivelmente, não integral). 
QUESTÃO 39 
 [FCC - 2015 - TRT 4a Região] O direito de greve no serviço público, a inadmissibilidade de provas obtidas 
por meios ilícitos no processo e a liberdade de exercício de qualquer profissão constituem, 
respectivamente, normas constitucionais de eficácia: 
A) limitada, contida e plena. 
B) contida, plena e limitada. 
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C) contida, limitada e plena. 
D) limitada, plena e contida. 
E) plena, limitada e contida. 
Comentário: 
A nossa alternativa correta é a ‘d’; vejamos o porquê: 
- O direito de greve no serviço público encontra previsão no art. 37, VII da CF/88, enunciado da seguinte 
forma: “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”. Trata-se, 
pois, de uma norma constitucional de eficácia limitada, pois dependente de regulamentação para 
produzir todos os seus efeitos essenciais. Identificar tal dispositivo como sendo possuidor de eficácia 
limitada já nos permitiria excluir as alternativas ‘b’, ‘c’ e ‘e’. 
- A inadmissibilidade de provas ilícitas encontra previsão no art. 5º, LVI da CF/88, que dita: “são 
inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meio ilícitos”. É claramente uma norma de eficácia 
plena, uma vez que é autoaplicável e não pode ser restringida. Com essa informação, podemos excluir a 
alternativa ‘a’. 
- Por fim a liberdade de exercício profissional tem previsão no art. 5º, XIII da CF/88 (“é livre o exercício 
de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”), 
sendo uma norma de eficácia contida que, não obstante ser autoaplicável, pode sofrer restrição advinda 
da edição de uma lei posterior. 
QUESTÃO 40 
[FCC – 2015 -TCE/CE] Consideram-se normas constitucionais de eficácia contida aquelas em que o 
legislador constituinte: 
A) regulou suficientemente os interesses relativos a determinada matéria produzindo a norma desde 
logo seus efeitos, mas deixou margem de atuação restritiva por parte do Poder Público, nos termos que 
vierem a ser previstos em lei. 
B) deixou ao legislador ordinário o poder pleno de disciplinar a matéria, sem delinear os limites de tal 
atuação. 
C) regulamentou inteiramente a matéria, a qual não pode ser objeto de nenhum juízo restritivo por parte 
do Poder Público. 
D) deixou ao legislador ordinário o poder de disciplinar a matéria, dependendo a norma constitucional, 
para gerar efeitos, da existência de regras restritivas por este tratadas. 
Comentário: 
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Sabemos que as normas de eficácia contida são capazes de produzir todos os seus efeitos essenciais 
desde a promulgação e publicação da Constituição, vale dizer, são normas autoaplicáveis. Entretanto, 
poderão ser restringidas por lei. Sendo assim, a nossa alternativa correta é a constante da letra ‘a’. 
QUESTÃO 41 
[FCC - 2015 - CNMP] Em relação à eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais, é correto afirmar: 
A) As normas constitucionais de aplicabilidade direta, imediata e integral, que admitem norma 
infraconstitucional posterior restringindo seu âmbito de atuação, são de eficácia plena. 
B) As normas constitucionais de aplicabilidade diferida e mediata, que não são dotadas de eficácia 
jurídica e não vinculam o legislador infraconstitucional aos seus vetores, são de eficácia contida. 
C) As normas constitucionais de aplicabilidade direta, imediata e integral, por não admitirem que norma 
infraconstitucional posterior restrinja seu âmbito de atuação, são de eficácia contida. 
D) As normas constitucionais que tratam esquemas gerais de estruturação de órgãos, entidades ou 
institutos, são de eficácia plena. 
E) As normas constitucionais declaratórias de princípios programáticos, que veiculam programas a 
serem implementados pelo Poder Público para concretização dos fins sociais, são de eficácia limitada. 
Comentário: 
A alternativa que deverá ser marcada é a letra ‘e’: as normas declaratórias de princípios programáticos, 
juntamente com as normas declaratórias de princípios institutivos (ou organizativos), são normas 
constitucionais de eficácia limitada. Vejamos o equívoco das demais: 
- Alternativa ‘a’: apresenta o conceito de norma constitucional de eficácia plena (com exceção do trecho 
em que diz: “admitem norma infraconstitucional posterior restringindo seu âmbito de atuação”, pois 
essa possibilidade caracteriza uma norma de eficácia contida). 
- Alternativa ‘b’: normas constitucionais de eficácia limitada tem sua aplicabilidade diferida e mediata. 
Mas até essas possuem algum efeito jurídico desde a sua edição, ainda que não estejam regulamentadas. 
- Alternativa ‘c’: uma vez que podem ter sua atuação restringida, as normas constitucionais de eficácia 
contida têm aplicabilidade direta, imediata e, possivelmente, não integral. A narração dessa alternativa 
estaria correta se estivéssemos tratando de uma norma de eficáciaplena. 
- Alternativa ‘d’: ao contrário do que diz a alternativa, as normas que tratam de esquemas gerais de 
estruturação de órgãos, entidades ou institutos, são de eficácia limitada (e não plena). 
QUESTÃO 42 
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[FCC - 2015 - TCM-GO] Considerando a classificação que divide as normas constitucionais quanto à sua 
eficácia em normas de eficácia plena, de eficácia contida e de eficácia limitada, é exemplo de norma de 
eficácia contida: 
A) o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica (art. 37, VII) 
B) Cada Assembleia Legislativa, com poderes constituintes, elaborará a Constituição do Estado, no 
prazo de um ano, contado da promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios desta (art. 
11 -ADCT). 
C) A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos 
da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações (art. 4º, 
parágrafo único). 
D) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer (art. 5º, XIII) 
E) Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, 
palavras e votos (art. 53, caput) 
Comentário: 
Devemos marcar a alternativa ‘d’: a lei poderá estabelecer restrições ao exercício profissional que, até 
então, é livre. É o dispositivo constitucional com eficácia contida mais cobrado em provas de concursos 
públicos. 
A alternativa ‘a’ não poderá ser marcada pois o direito de greve dos servidores públicos é um exemplo 
de norma constitucional de eficácia limitada, enquanto a alternativa ‘b’ nos apresenta uma norma 
constitucional de eficácia exaurida, ou seja, que já produziu todos os seus efeitos, estando com sua 
aplicabilidade esgotada. Por seu turno, a alternativa ‘c’ nos apresenta uma norma de eficácia limitada 
(norma programática que traz uma diretriz para atuação estatal). Enfim, a letra ‘e’ traz uma norma de 
eficácia plena. 
QUESTÃO 43 
[FCC- 2014 -TRT 16ª Região] Analise a seguinte norma constitucional inerente aos direitos sociais: Art. 
8º: livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: (...) IV - a assembleia geral fixará a 
contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do 
sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição 
prevista em lei. Trata-se de norma de eficácia: 
A) Exaurida 
B) Limitada 
C) Plena 
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D) Contida 
E) Programática 
Comentário: 
 A norma que nos foi apresentada não carece de qualquer tipo de regulamentação legal para que seja 
capaz de produzir todos os seus efeitos, bastando a fixação da contribuição pela Assembleia Geral. Deste 
modo, estamos diante de uma norma de eficácia plena e devemos marcar a alternativa ‘c’ como resposta 
correta! 
QUESTÃO 44 
[FCC - 2013 – TRT/PR] O inciso XIII do artigo 5º da Constituição Federal brasileira estabelece que é livre 
o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei 
estabelecer e o inciso LXVIII afirma que conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se 
achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso 
de poder. Estes casos são, respectivamente, exemplos de norma constitucional de eficácia: 
A) Plena e limitada 
B) Plena e contida 
C) Limitada e contida 
D) Contida e plena 
E) Contida e plena 
Comentário: 
Como o examinador nos trouxe duas diferentes normas, vamos resolver essa questão por partes: 
I - No inciso XIII do art. 5º, que estabelece que estabelece ser “livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”, estamos diante de 
uma norma constitucional de eficácia contida, pois a lei posterior poderá ser editada e passar a exigir o 
cumprimento de determinadas qualificações profissionais. 
II - Já o inciso LXVIII do art. 5º nos apresenta uma norma de eficácia plena quando nos diz que “conceder-
se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em 
sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder”. Observe que não há exigência de 
qualquer lei regulamentadora para que esse tão importante remédio constitucional seja manejado, 
tampouco há previsão de uma restrição poder ser estabelecida em lei. 
QUESTÃO 45 
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[FCC - 2013 - TRT - 18ª Região (GO) - Técnico Judiciário - Segurança] Analise o Art. 2°, da Constituição 
Federal de 1988: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo 
e o Judiciário. Trata-se de norma de eficácia: 
A) plena. 
B) contida. 
C) limitada. 
D) programática. 
E) exaurida. 
Comentário: 
Observe que o dispositivo constitucional não apresenta qualquer possibilidade de ser restringido, 
tampouco requer regulamentação para produzir todos os seus efeitos. Sendo assim, estamos diante de 
uma norma constitucional de eficácia plena, com a produção imediata de efeitos, independentemente 
da edição de qualquer lei regulamentadora. Nossa alternativa correta é a ‘a’. 
QUESTÃO 46 
[FCC - 2013 -TRT 18ª Região] Considere o artigo 37, VII, da Constituição Federal de 1988: O direito de 
greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. Trata-se de norma de eficácia: 
A) Contida. 
B) Plena. 
C) Limitada. 
D) Programática. 
E) Exaurida. 
Comentário: 
É notável que estamos diante de uma norma constitucional possuidora de eficácia limitada. Sendo 
assim, pode assinalar a alternativa ‘c’, afinal, o direito de greve dos servidores públicos, previsto no art. 
37, VII da CF/88, depende de regulamentação para que possa ser plenamente exercido. 
QUESTÃO 47 
[FCC - 2017 - DPE-RS - Analista - Administração] É considerada de eficácia limitada, na medida em que 
dependente de regulamentação para a produção de efeitos, a norma constitucional segundo a qual: 
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A) a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. 
B) a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 
C) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer. 
D) são brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde 
que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa 
do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
E) são direitos dos trabalhadores a participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, 
e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei. 
Comentário: 
Aqui, o examinador lhe pede para marcar a alternativa que apresenta uma norma constitucional de 
eficácia limitada, ou seja, que depende de regulamentação para produzir seus efeitos essenciais. Deste 
modo, a alternativa que devemos assinalar é a da letra ‘e’, pois os trabalhadores somente conseguirão 
exercer o direito à participação nos lucros ou nos resultados da empresa, desvinculada da remuneração, 
após uma lei que regulamente o dispositivo constitucionalinscrito no art. 7°, XI, CF/88. 
QUESTÃO 48 
[FCC - 2017 - ARTESP - Especialista em Regulação de Transporte III - Direito] Uma norma constitucional 
que confira, por exemplo, aos trabalhadores, um benefício, mas atribua à lei infraconstitucional a 
definição dos requisitos, condições e categorias atendidas pela norma fundamental, pode-se classificar 
como norma: 
A) geral, porque não produz efeitos até que seja editada a norma infraconstitucional que atribuirá o 
direito aos beneficiários da norma constitucional. 
B) de eficácia plena, pois a necessidade de regulamentação não impede a integral produção de efeitos 
pela norma fundamental. 
C) de eficácia contida, pois até a edição da norma infraconstitucional o benefício deve ser concedido a 
todas as categorias de trabalhadores abrangidas pela Constituição. 
D) de eficácia limitada, na medida em que o exercício do direito depende de regulamentação por norma 
infralegal. 
E) programática, porque enquanto não for editada lei infraconstitucional será considerada parte do 
planejamento da Administração pública. 
Comentário: 
O direito apresentado dependerá da regulamentação legal para ser plenamente exercido, ou seja, a 
norma que o apresenta é classificada como uma norma constitucional de eficácia limitada. Destarte, 
nossa resposta é a da letra ‘d’. 
QUESTÃO 49 
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[FCC - 2018 - Câmara Legislativa do Distrito Federal - Consultor Legislativo - Constituição e Justiça] Ao 
discorrer sobre o direito de resposta assegurado na Constituição Federal vigente, em voto proferido em 
sede de arguição de descumprimento de preceito fundamental, determinado Ministro do Supremo 
Tribunal Federal asseverou que o art. 5º, inciso V, da Constituição brasileira, ao prever o direito de 
resposta, qualifica-se como regra impregnada de suficiente densidade normativa, revestida, por isso 
mesmo, de aplicabilidade imediata, a tornar desnecessária, para efeito de sua pronta incidência, a 
interpositio legislatoris, o que dispensa, por isso mesmo, ainda que não se lhe vede, a intervenção 
concretizadora do legislador comum. 
Nesse trecho, evidencia-se que, quanto à capacidade de produção de efeitos, a norma que assegura o 
direito de resposta possui eficácia: 
A) plena, característica esta inerente a todas as normas definidoras de direitos e garantias fundamentais. 
B) contida, característica esta inerente a todas as normas definidoras de direitos e garantias 
fundamentais. 
C) plena, característica esta de que não dispõem as normas constitucionais de eficácia contida, as quais 
exigem a atuação ou elaboração de normativa infraconstitucional para produção de efeitos desejados, 
ainda que se trate de normas definidoras de direitos e garantias fundamentais. 
D) contida, característica esta de que não dispõem as normas constitucionais de eficácia limitada, as 
quais exigem a atuação ou elaboração de normativa infraconstitucional para produção de efeitos 
desejados, ainda que se trate de normas definidoras de direitos e garantias fundamentais. 
E) plena, característica esta de que não dispõem as normas constitucionais de eficácia limitada, as quais 
exigem a atuação ou elaboração de normativa infraconstitucional para produção de efeitos desejados, 
ainda que se trate de normas definidoras de direitos e garantias fundamentais. 
Comentário: 
O direito de resposta previsto no art. 5º, V da CF/88 não depende de qualquer regulamentação legal para 
ser exercido, tampouco prevê que uma outra norma, constitucional ou não, seja capaz de restringi-lo, 
sendo, deste modo, uma norma de eficácia plena, com aplicabilidade imediata. Com essa informação, já 
é possível desconsiderar as alternativas ‘b’ e ‘d’. 
A alternativa ‘a’ peca ao dizer que todas as normas correspondentes aos direitos e garantias 
fundamentais são normas de eficácia plena (sabemos que o direito de exercer livremente qualquer 
trabalho, ofício ou profissão, por exemplo, é um direito individual consubstanciado em uma norma de 
eficácia contida, pois uma lei poderá estabelecer restrições para o seu exercício). 
A alternativa ‘c’, por seu turno, nos diz que as normas constitucionais de eficácia plena se diferenciam 
das normas de eficácia contida no sentido de que, estas últimas, dependem da atuação ou elaboração 
normativa infraconstitucional: essa característica é inerente das normas constitucionais de eficácia 
limitada. 
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Sendo assim, a nossa alternativa correta é a ‘e’, pois diz que a norma descrita no enunciado é uma norma 
de eficácia plena que, diferentemente das normas constitucionais de eficácia limitada, não exigem a 
atuação ou elaboração de normativa infraconstitucional. 
QUESTÃO 50 
[FCC - 2012 - TST - Analista Judiciário - Área Administrativa] Considere a seguinte norma constitucional 
prevista no artigo 5º, XV, da Constituição Federal de 1988: 
É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, 
nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. 
Trata-se de norma de eficácia: 
A) plena. 
B) limitada. 
C) contida. 
D) exaurida. 
E) absoluta. 
Comentário: 
O dispositivo apresentado é, claramente, uma norma de eficácia contida, pois será livre a locomoção 
em território nacional em tempos de paz, podendo qualquer pessoa, obedecendo as eventuais 
restrições estabelecidas em lei (ou em norma constitucional), entrar, permanecer ou sair dele com seus 
bens. A lei (ou outra norma constitucional) terá o condão de restringir a locomoção no território pátrio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Direito Constitucional (curso avançado) para Concursos – Turma Regular 
 (6) Resumo direcionado 
➢ Classificação das Constituições 
 
 
Quanto à origem 
 
 
 
 Quanto à 
estabilidade 
 
 
Quanto à forma 
 
Quanto ao modo 
de elaboração 
 
Quanto à extensão 
 
Quanto ao 
conteúdo 
 
Quanto à 
finalidade 
 
Quanto ao local 
da decretação 
 
 
 
 
 
- Democrática 
- Outorgada 
- Cesarista 
- Dualistas (ou convencionadas) 
- Imutável 
- Rígida 
- Flexível 
- Semirrígida 
- Escrita 
- Não escrita 
- Dogmática 
- Histórica 
- Analítica 
- Concisa 
- Material 
- Formal 
- Garantia 
- Balanço 
- Dirigente 
- Heteroconstituição 
- Autoconstituição 
- Nominalista 
- Semântica 
CF/88 
- Democrática 
- Rígida 
- Escrita 
- Dogmática 
- Analítica 
- Formal 
- Dirigente 
- Autoconstituição 
- Semântica 
- Nominativa 
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Quanto à 
interpretação 
 
Quanto à 
correspondência 
com a realidade = 
critério ontológico 
- Normativa 
- Nominativa 
- Semântica 
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➢ Aplicabilidade das normas constitucionais 
✓ Classificação de José Afonso da Silva 
- Normas de eficácia plena 
- Normas de eficácia contida 
- Normas de eficácia limitada 
 
 
 
Normas de 
eficácia plena 
 
 
 
 
 
 
Normas de 
eficácia contida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- São capazes de produzir todos os seus efeitos essenciais simplesmente com a entrada em 
vigor da Constituição, independentemente de qualquer regulamentação por lei. 
- Possuem aplicabilidade: 
* imediata - estão aptas a produzir efeitos imediatamente; 
* direta - não dependem de nenhuma norma regulamentadora para a produção de efeitos; 
* integral - produzemseus integrais efeitos, sem sofrer quaisquer limitações ou restrições. 
- Estão aptas para a produção de seus plenos efeitos desde a promulgação da Constituição, 
mas que podem vir a ser restringidas. 
- Possuem aplicabilidade: 
* imediata - estão aptas a produzir efeitos imediatamente; 
* direta - não dependem de nenhuma norma regulamentadora para a produção de efeitos; 
* mas, possivelmente, não integral, eis que sujeitas à imposição de restrições. 
 
 
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Normas de 
eficácia limitada 
 
 
 
 
 
 
 
 
✓ Classificação de Maria Helena Diniz 
- Normas com eficácia absoluta (ou supereficazes) 
- Normas com eficácia plena 
- Normas com eficácia relativa restringível 
- Normas com eficácia relativa complementável ou dependente de complementação legislativa 
 
Normas com 
eficácia absoluta 
(ou supereficazes) 
 
 
Normas com 
eficácia plena 
 
 
Normas com 
eficácia relativa 
restringível 
- Definidoras de princípios institutivos: 
* São aquelas pelas quais o legislador 
constituinte traça esquemas gerais de 
estruturação e atribuições de órgãos ou 
entidades, para que o legislador ordinário os 
estruture posteriormente, mediante lei. 
- Definidoras de princípios programáticos: 
* As normas de eficácia limitada definidoras de 
princípios programáticos são aquelas pelas 
quais o constituinte, em vez de regular, direta e 
imediatamente, determinados interesses, 
limitou-se a lhes traçar os princípios para serem 
cumpridos pelos seus órgãos (legislativos, 
executivos, jurisdicionais e administrativos), 
como programas das respectivas atividades, 
visando à realização dos fins sociais do Estado. 
- Só produzem seus plenos efeitos depois 
da exigida regulamentação 
- Possuem aplicabilidade: 
* mediata - produzem seus efeitos 
essenciais depois da regulamentação por 
lei; 
* indireta - não asseguram, diretamente, 
o exercício do direito, pois depende de 
norma regulamentadora; 
* reduzida - com a promulgação da 
Constituição sua eficácia é meramente 
“negativa”. 
São consideradas imutáveis, não podendo ser emendadas; como exemplo temos os princípios 
constitucionais sensíveis e as chamadas cláusulas pétreas. 
Equivalem às normas de eficácia plena do Prof. José Afonso da Silva. 
Equivalem às normas de eficácia contida do Prof. José Afonso da Silva. 
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Normas com 
eficácia relativa 
complementável 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Equivalem às normas de eficácia limitada do Prof. José Afonso da Silva, sendo dividas em: 
(1) normas de princípio institutivo; e 
(2) normas programáticas. 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2017. 
BULOS, Uadi Lammêgo. Curso de direito constitucional. 11ª ed. São Paulo: Saraiva, 2018. 
BULOS, Uadi Lammêgo. Constituição Federal anotada. 12ª ed. São Paulo: Saraiva, 2017. 
MASSON, Nathalia. Manual de Direito Constitucional. 7ª. ed. Salvador: Juspodivm, 2019. 
MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de 
Direito Constitucional. 13ª ed. São Paulo: Saraiva, 2018. 
SILVA, José Afonso da. Aplicabilidade das normas constitucionais. 6ª ed. São Paulo, Malheiros, 2003. 
 
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. 41ª ed. atual. São Paulo: Malheiros, 
2018. 
SILVA, José Afonso da. Comentário contextual à Constituição. 9ª ed. São Paulo: Malheiros, 2014.

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