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SIMULADO2 Língua Portuguesa para Profissional Transpetro (TRANSPETRO) 2023

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401) 
Língua Portuguesa para Profissional Transpetro (TRANSPETRO) 2023
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q31w9m
Ordenação: Por Matéria e Assunto (data)
www.tecconcursos.com.br/questoes/81828
CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Análise de Sistemas - Suporte/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Além da aparência
 
"Só existem dois dias em que nada pode ser feito: um se chama ontem e o outro amanhã" - Dalai Lama.
Início de ano é sempre a mesma coisa: "Este ano vou emagrecer", "Este ano vou arranjar um bom
trabalho", "Este ano vou achar o amor da minha vida", este ano, este ano... e por aí vai. Vale tudo (ou
quase tudo): roupa branca, pular sete ondas, comer lentilha, se consultar com cartomantes, tarólogos,
astrólogos que podem até nos dar uma previsão. Contudo, mais que prever o futuro é preciso concebê-
lo! Conceber o futuro é somar novos esforços àqueles já feitos anteriormente em busca de um objetivo
muito bem definido e planejado, sem esquecer que esse futuro que concebemos deve estar sempre em
congruência com nosso eu. São muitas as promessas que fazemos com o raiar de um novo ano.
A sensação que se tem é a de que ganhamos um caderno novinho em folha, com páginas em branco nas
quais escreveremos uma nova história. Mas muitos esquecem que para fazer uma vida nova é preciso
não apenas de um novo ano, mas sim de um conjunto de ações que, em minha opinião, podem ser
resumidas em três: visão, autoconhecimento e autodesenvolvimento. Assim, acredito que o primeiro
passo na construção de uma vida nova começa pela definição de uma visão: o que você quer da vida?
Tem gente que vive apenas fazendo o que a vida quer, usando o velho lema do Zeca Pagodinho "deixa a
vida me levar". Prefiro ficar com o Jota Quest que diz: "a gente leva da vida a vida que a gente leva".
A visão pessoal tem o poder de dar sentido às coisas, muitas vezes aparentemente insignificantes. Ela
responde aos porquês. Por que quero emagrecer? Por que quero conseguir um trabalho novo? Por que
estou fazendo isso ou aquilo? Ela nos guia e nos mantém no caminho, afinal para quem não sabe aonde
vai qualquer caminho serve. O Amir Klink tem uma frase brilhante que diz: "É muito triste passar a vida
inteira cumprindo as suas obrigações sem nunca ter construído algo de fato". Primeiro passo concluído,
você sabe o que quer da vida. Agora é preciso saber o que é necessário para concretizar essa visão, para
transformá-la em ação.
O segundo degrau dessa escada é saber quem você é. "Conhece-te a ti mesmo", como diria Sócrates, é
fundamental. Literalmente, é preciso se olhar no espelho. Fazemos isso o tempo todo com os outros,
observando seus comportamentos, suas ações e até seus aspectos físicos. Mas, quanto tempo das
nossas vidas nos dedicamos à auto-observação? Olhar para si mesmo às vezes é duro: descobrimos
coisas que nem sempre nos agradam, mas só assim é possível corrigi-las.
Tendo um objetivo claro e se conhecendo fica muito mais fácil definir quais "armas" usar. É como viajar:
a depender do destino você arruma sua mala. Se você for para o Alasca e não tiver roupas de frio terá
que comprar ou pedir emprestado. O passo seguinte é se desenvolver. Ou seja, eu sei pra onde quero ir,
conheço minhas forças e fraquezas, o que preciso aprimorar e/ou adquirir para chegar lá? Conhecimento,
comportamento e atitudes.
Uma avaliação 360º tornará possível identificar em quais aspectos precisaremos "caprichar" mais. É
necessário armar-se competências, lembrando que o sucesso de ontem não nos garante o sucesso de
amanhã. Somando essas três ações e dedicando-se a elas está feito o caminho. Daí é fazer um acordo
consigo mesmo e segui-lo à risca. Mais do que estabelecer metas, é preciso planejar, buscar novas
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q31w9m
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/81828
402) 
oportunidades, ter iniciativa, adquirir as informações necessárias, dar o melhor de si, comprometer-se
com suas escolhas, cultivar sua rede de contatos, ter autoconfiança, correr riscos sempre calculados e
persistir.
Algumas pessoas tentam, fazem de tudo, mas não conseguem. Para esses deixo uma frase do
Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei: "Podemos até não vencer o campeonato,
mas precisamos deixar a quadra com a certeza de que fizemos o melhor que pudemos". Outras ganham
fôlego no início, mas acabam desistindo. Esses são aqueles que esperam pelos próximos anos, para
começar tudo novo de novo. E há ainda aqueles que vão até o final, caem, levantam a poeira e dão volta
por cima. Mas é assim que a vida segue. Mensagem final? Não. Mensagem inicial (aqui vai ela): "Pedras
no caminho? Guarde todas! Um dia construirá um castelo".
 
Carolina Manciola Disponível em <http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/6506/ alem-da-aparencia.html>.
Acesso em: 01 jul 2010. (Adaptado).
"Contudo, mais que prever o futuro...". Na linha argumentativa do texto, qual o conector que substitui,
sem alteração de sentido, o destacado acima e que relação ele estabelece entre o enunciado que
introduz e o anterior?
a) não obstante – oposição.
b) por isso – conclusão.
c) porquanto – explicação.
d) de modo que – consequência.
e) enquanto – tempo.
www.tecconcursos.com.br/questoes/82037
CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Sonhos, ousadia e ação
 
Albert Einstein (1879-1955), físico alemão famoso por desenvolver a Teoria da Relatividade, mencionou,
durante sua vida, várias frases famosas. Uma delas é: "Nunca penso no futuro. Ele chega rápido
demais". Para um gênio como Einstein que vivia muito à frente de sua época, tal frase poderia ter certo
sentido. Mas também deixa claro que sua preocupação era agir no presente, no hoje, e as consequências
dessas ações seriam repercutidas no futuro.
Ainda utilizando frases do físico, mais uma vez ele quebra um paradigma quando cita: "A imaginação é
mais importante do que o conhecimento". Os céticos podem insistir em afirmar que o mais importante é
adquirir conhecimento. No entanto, sem a criatividade nascida de uma boa imaginação, de nada adianta
possuir conhecimento se você não tem curiosidade em ir além.
O conhecimento é muito importante para validar a criatividade e colocá-la em prática, mas antes de
qualquer ação existiu a imaginação, um sonho que aliado ao conhecimento e habilidades pode
transformar-se em algo concreto. Já a imaginação criativa, sem ações, permanece apenas como um
sonho.
Ainda à frente de sua época e indiretamente colaborando para os dias atuais, Einstein mais uma vez
apresenta uma citação interessante: "no meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade". Ou
seja, mesmo em meio a uma crise, podemos encontrar oportunidades. Oportunidades aos
empreendedores, aos inovadores, às pessoas e empresas que tiverem atitude e criatividade, que saiam
da mesmice, que não se apeguem a fatos já conhecidos, mas busquem o novo, o desconhecido.
Como profissionais, precisamos ser flexíveis e multifuncionais. Devemos deixar de nos conformarmos em
saber executar apenas uma atividade e conhecer várias outras, nas quais com interesse e dedicação
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/82037
403) 
podemos ser diferenciados. Já as organizações devem encontrar, em uma nova realidade, novos usos de
produtos e boas oportunidades para os mercados que passaram a existir.
E para fechar este artigo com chave de ouro, cito outra sábia frase de Einstein: "Algo só é impossível até
que alguém duvide e acabe provando o contrário". Acredite, tudo é possível desde que seja dado o
primeiro passo. Você pode realizar seus sonhos se tiver confiança e lutar por eles. Poderá encontrar
novas oportunidades desde que olhe "fora da caixa" e seja o primeiro a descobrir uma chance que
ninguém está conseguindo ver.
Para se chegar a uma longa distância é preciso, antes de tudo, dar o primeiro passo. Parecia impossível o
homem voar e ir à lua. Quem imaginou, 30 anos atrás, que poderíamos acessar milhares de informações
em milésimos de segundos através da Internet? Mas para estasperguntas, por mais óbvias que sejam as
soluções, faço das palavras de Einstein minha resposta: alguém que duvidou e provou o contrário.
 
CAMPOS, Wagner. Disponível em: <http://tbc.rosier.com.br/oktiva. net/2163/nota/158049>. Acesso em: 02 jul
2010. (adaptado)
Em "Ou seja, mesmo em meio a uma crise, podemos encontrar oportunidades.", o conector destacado
introduz uma
a) explicação.
b) retificação.
c) conclusão.
d) consequência.
e) exemplificação.
www.tecconcursos.com.br/questoes/82043
CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Sonhos, ousadia e ação
 
Albert Einstein (1879-1955), físico alemão famoso por desenvolver a Teoria da Relatividade, mencionou,
durante sua vida, várias frases famosas. Uma delas é: "Nunca penso no futuro. Ele chega rápido
demais". Para um gênio como Einstein que vivia muito à frente de sua época, tal frase poderia ter certo
sentido. Mas também deixa claro que sua preocupação era agir no presente, no hoje, e as consequências
dessas ações seriam repercutidas no futuro.
Ainda utilizando frases do físico, mais uma vez ele quebra um paradigma quando cita: "A imaginação é
mais importante do que o conhecimento". Os céticos podem insistir em afirmar que o mais importante é
adquirir conhecimento. No entanto, sem a criatividade nascida de uma boa imaginação, de nada adianta
possuir conhecimento se você não tem curiosidade em ir além.
O conhecimento é muito importante para validar a criatividade e colocá-la em prática, mas antes de
qualquer ação existiu a imaginação, um sonho que aliado ao conhecimento e habilidades pode
transformar-se em algo concreto. Já a imaginação criativa, sem ações, permanece apenas como um
sonho.
Ainda à frente de sua época e indiretamente colaborando para os dias atuais, Einstein mais uma vez
apresenta uma citação interessante: "no meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade". Ou
seja, mesmo em meio a uma crise, podemos encontrar oportunidades. Oportunidades aos
empreendedores, aos inovadores, às pessoas e empresas que tiverem atitude e criatividade, que saiam
da mesmice, que não se apeguem a fatos já conhecidos, mas busquem o novo, o desconhecido.
Como profissionais, precisamos ser flexíveis e multifuncionais. Devemos deixar de nos conformarmos em
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/82043
404) 
saber executar apenas uma atividade e conhecer várias outras, nas quais com interesse e dedicação
podemos ser diferenciados. Já as organizações devem encontrar, em uma nova realidade, novos usos de
produtos e boas oportunidades para os mercados que passaram a existir.
E para fechar este artigo com chave de ouro, cito outra sábia frase de Einstein: "Algo só é impossível até
que alguém duvide e acabe provando o contrário". Acredite, tudo é possível desde que seja dado o
primeiro passo. Você pode realizar seus sonhos se tiver confiança e lutar por eles. Poderá encontrar
novas oportunidades desde que olhe "fora da caixa" e seja o primeiro a descobrir uma chance que
ninguém está conseguindo ver.
Para se chegar a uma longa distância é preciso, antes de tudo, dar o primeiro passo. Parecia impossível o
homem voar e ir à lua. Quem imaginou, 30 anos atrás, que poderíamos acessar milhares de informações
em milésimos de segundos através da Internet? Mas para estas perguntas, por mais óbvias que sejam as
soluções, faço das palavras de Einstein minha resposta: alguém que duvidou e provou o contrário.
 
CAMPOS, Wagner. Disponível em: <http://tbc.rosier.com.br/oktiva. net/2163/nota/158049>. Acesso em: 02 jul
2010. (adaptado)
Em "No entanto, sem a criatividade nascida de uma boa imaginação,”, na linha argumentativa do texto,
o conector destacado introduz um enunciado que, em relação ao anterior, se configura como
a) adição.
b) alternância.
c) condição.
d) oposição.
e) consequência.
www.tecconcursos.com.br/questoes/99711
CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Considere o texto abaixo para responder à questão
 
O sabiá político
Do ano passado para cá, o setor canoro das árvores, aqui na ilha, sofreu importantes alterações.
Aguinaldo, o sabiá titular e decano da mangueira, terminou por falecer, como se vinha temendo.
Embora nunca se tenha aposentado, já mostrava sinais de cansaço e era cada vez mais substituído, tanto
nos saraus matutinos quanto nos vespertinos, pelo sabiá-tenor Armando Carlos, então grande promessa
jovem do bel canto no Recôncavo. Morreu de velho, cercado pela admiração da coletividade, pois pouco
se ouviram, em toda a nossa longa história, timbre e afinação tão maviosos, além de um repertório de
árias incriticável, bem como diversas canções românticas. (...) Armando Carlos também morava na
mangueira e, apesar de já adivinhar que o velho Aguinaldo não estaria mais entre nós neste verão, eu
não esperava grandes novidades na pauta das apresentações artísticas na mangueira. Sofri, pois, rude
surpresa, quando, na sessão alvorada, pontualmente iniciada às quinze para as cinco da manhã, o canto
de Armando Carlos, em pleno vigor de sua pujante mocidade, soou meio distante.
Apurei os ouvidos, esfreguei as orelhas como se estivessem empoeiradas.
Mas não havia engano. Passei pelo portão apreensivo quanto ao que meus sentidos me mostravam,
voltei o olhar para cima, vasculhei as frondes das árvores e não precisei procurar muito. Na ponta de um
galho alto, levantando a cabeça para soltar pelos ares um dó arrebatador e estufando o peito belamente
ornado de tons de cobre vibrantes, Armando Carlos principiava a função.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/99711
405) 
Dessa vez foram meus olhos incrédulos que tive de esfregar e, quando os abri novamente, a verdade era
inescapável.
E a verdade era – e ainda é – que ele tinha inequivocamente se mudado para o oitizeiro de meu vizinho
Ary de Maninha, festejado e premiado orador da ilha (...).
Estou acostumado à perfidez e à ingratidão humanas, mas sempre se falou bem do caráter das aves em
geral e dos sabiás em particular. O sabiá costuma ser fiel à sua árvore, como Aguinaldo foi até o fim.
Estaríamos então diante de mais um exemplo do comportamento herético das novas gerações? Os sabiás
de hoje em dia serão degenerados? Eu teria dado algum motivo para agravo ou melindre? Ou, pior,
haveria uma possível esposa de Armando Carlos sido mais uma vítima do mico canalha que também
mora na mangueira? Bem, talvez se tratasse de algo passageiro; podia ser que, na minha ausência, para
não ficar sem plateia, Armando Carlos tivesse temporariamente transferido sua ribalta para o oitizeiro.
Mas nada disso. À medida que o tempo passava, o concerto das dez também soando distante e o mesmo
para o recital do meio-dia, a ficha acabou de cair. A mangueira agora está reduzida aos sanhaços,
pessoal zoadeiro, inconstante e agitado; aos cardeais, cujo coral tenta, heroica mas inutilmente,
preencher a lacuna dos sabiás. (...)
 
RIBEIRO, João Ubaldo. O Globo, 14 fev. 2010. (Adaptado)
A reescritura da sentença “Embora nunca se tenha aposentado, já mostrava sinais de cansaço e era cada
vez mais substituído,” só muda seu sentido em:
a) Mesmo que nunca tenha se aposentado, já mostrava sinais de cansaço e era cada vez mais
substituído.
b) Apesar de nunca ter se aposentado, já mostrava sinais de cansaço e era cada vez mais substituído.
c) Já mostrava sinais de cansaço e era cada vez mais substituído, mas nunca se aposentou.
d) á mostrava sinais de cansaço e era cada vez mais substituído, ainda que nunca se tivesse
aposentado.
e) Já mostrava sinais de cansaço e era cada vez mais substituído porque nunca se aposentou.
www.tecconcursos.com.br/questoes/225959
CESGRANRIO - Tec (BR)/BR/Operação Júnior/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Os antigos e a memória
Os antigos gregos consideravam a memória uma entidade sobrenatural ou divina: era a deusa
Mnemosyne, mãe das Musas, que protegem as artes e a história. A deusa Memória dava aos poetas e
adivinhos o poder de voltar ao passado e de relembrá-lo para a coletividade.Tinha o poder de conferir
imortalidade aos mortais, pois, quando o artista ou o historiador registram em suas obras a fisionomia,
os gestos, os atos, os feitos e as palavras de um humano, este nunca será esquecido e, por isso(a),
tornando-se memorável, não morrerá jamais.
Os historiadores antigos colocavam suas obras sob a proteção das Musas, escreviam para que não
fossem perdidos os feitos memoráveis dos humanos e para que servissem de exemplo às gerações
futuras. Dizia Cícero: “A história é mestra da vida”.
A memória é, pois, inseparável do sentimento do tempo(b) ou da percepção/experiência do tempo como
algo que escoa ou passa.
A importância da memória não se limitava à poesia e à história, mas também aparecia com muita força e
clareza na medicina dos antigos. Um aforismo, atribuído a Hipócrates, o pai da medicina, dizia:
A vida é breve, a arte é longa, a ocasião é fugidia, a experiência é traidora e o julgamento é difícil. O
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/225959
406) 
médico precisa estar sempre atento não só para fazer o que convém, mas também para conseguir a
cooperação do paciente.
Qual a ajuda ou cooperação trazida pelo paciente ao médico? Sua memória. O médico antigo praticava
com o paciente a anamnese, isto é, a reminiscência. Por meio de perguntas, fazia o paciente lembrar-se
de todas as circunstâncias que antecederam o momento em que ficara doente e as circunstâncias em
que adoecera, pois essas lembranças auxiliavam o médico a fazer o diagnóstico e a receitar remédios(c),
cirurgias e dietas que correspondiam à necessidade específica da cura do paciente.
Além de imortalizar os mortais e de auxiliar a arte médica, para os antigos a memória também possuía
outra função.
Os antigos gregos e romanos desenvolveram uma arte chamada eloquência ou retórica, destinada a
persuadir e a criar emoções nos ouvintes por meio do uso belo e eficaz da linguagem. No aprendizado
dessa arte, consideravam a memória indispensável não só porque o bom orador (poeta, político,
advogado) era aquele que falava ou pronunciava longos discursos sem ler e sem se apoiar em anotações,
como também porque o bom orador era aquele que aprendia de cor as regras fundamentais da
eloquência ou oratória.
Assim, a memória era considerada essencial tanto para o aprendizado como para o momento em que o
orador fosse falar, pois falaria sem ler(d). Para isso, os mestres de retórica criaram métodos de
memorização ou “memória artificial”, que constituíram a “arte da memória”, isto é, técnicas de ampliação
do poder natural da memória, pois julgavam que, além da memória natural, os seres humanos são
capazes de deliberadamente desenvolver uma outra memória(e), que amplia e auxilia a memória
espontânea.
CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2008, p. 138-139.
 
Nos trechos retirados do texto, a seguir, aquele em que o termo pois indica um valor conclusivo é
a) ... pois, quando o artista ou o historiador registram em suas obras a fisionomia, os gestos, os atos,
os feitos e as palavras de um humano, este nunca será esquecido
b) ... pois, inseparável do sentimento do tempo
c) ... pois essas lembranças auxiliavam o médico a fazer o diagnóstico e a receitar remédios
d) ... pois falaria sem ler
e) ... pois julgavam que, além da memória natural, os seres humanos são capazes de
deliberadamente desenvolver uma outra memória
www.tecconcursos.com.br/questoes/1395165
CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Ambiental/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
 
Fracasso e sucesso
 
“Se és homem, ergue os olhos para admirar os que empreenderam coisas grandiosas, ainda que hajam
fracassado”. (Sêneca)
 
“O segredo para o sucesso é fazer as coisas comuns incomumente bem”. (John D. Rockefeller Jr.)
 
É preciso discernimento para reconhecer o fracasso, coragem para assumi-lo e divulgá-lo e sabedoria
para aprender com ele.
 
O fracasso está presente em nossa vida, em seus mais variados aspectos. Na discussão fortuita dos
namorados e na separação dos casais, na falta de fé e na guerra santa, na desclassificação e no lugar
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1395165
mais baixo do pódium, no infortúnio de um negócio malfeito e nas consequências de uma decisão
inadequada.
 
Reconhecer o fracasso é uma questão de proporção e perspectiva. Gosto muito de uma recomendação
da Young President Organization segundo a qual devemos aprender a distinguir o que é um contratempo,
um revés e uma tragédia. A maioria das coisas ruins da vida são contratempos. Reveses são mais sérios,
mas podem ser corrigidos. Tragédias, sim, são diferentes. Quando você passar por uma tragédia, verá a
diferença.
 
A história e a literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina ao homem algo que necessita
aprender; que fazer e errar é experiência enquanto não fazer é fracasso; que devemos nos preocupar
com as chances perdidas quando nem mesmo tentamos; que o fracasso fortifica os fortes.
 
Pesquisa da Harvard Business Review aponta que um empreendedor quebra em média 2,8 vezes antes
de ter sucesso empresarial. Por isso, costuma-se dizer que o fracasso é o primeiro passo no caminho do
sucesso ou, citando Henry Ford, o fracasso é a oportunidade de se começar de novo inteligentemente.
Daí decorre que deve ser objetivo de todo empreendedor errar menos, cair menos vezes, mais devagar e
não definitivamente.
 
Assim como amor e ódio são vizinhos de um mesmo quintal, o fracasso e o sucesso são igualmente
separados por uma linha tênue. Mas o sucesso é vaidoso, tem muitos pais, motivo pelo qual costuma
ostentar- se publicamente. Nasce em função do fracasso e não raro sobrevive às custas dele - do
demérito de outrem. Por outra via, deve-se lembrar que o sucesso faz o fracasso de muitos homens...
 
Já o fracasso é órfão e tal como o exercício do poder, solitário. Disse La Fontaine: “Para salvar seu
crédito, esconde sua ruína”. E assim caminha o insucesso, por meio de subterfúgios. Poucos percebem
que a liberdade de fracassar é vital se você quer ser bem sucedido. Os empreendedores mais bem-
sucedidos fracassaram repetidamente, e uma medida de sua força é o fato de o fracasso impulsioná-los a
alguma nova tentativa de sucesso. É claro que cada qual é responsável por seu próprio naufrágio. Mas
quando o navio está a pique cabe ao capitão (imagine aqui a figura do empreendedor) e não ao marujo
tomar as rédeas da situação. E, às vezes, a única alternativa possível é abandonar, e logo, o barco,
declinando da possibilidade de salvar pertences para salvar a tripulação. Nestes casos, a falência purifica,
tal como deitar o rei ante o xeque-mate que se avizinha.
 
O sucesso, pois, decorre da perseverança (acreditar e lutar), da persistência (não confundir com
teimosia), da obstinação (só os paranóicos sobrevivem). Decorre de não sucumbir à tentação de agradar
a todos (gregos, troianos e etruscos). Decorre do exercício da paciência, mais do que da administração
do tempo. Decorre de se fazer o que se gosta (talvez seja preferível fracassar fazendo o que se ama a
atingir o sucesso em algo que se odeia). Decorre de fabricar o que vende, e não vender o que se fabrica
(qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas só um gênio é capaz de vendê-lo). Decorre da
irreverência de se preparar para o fracasso, sendo surpreendido pelo sucesso. Decorre da humildade de
aceitar os pequenos detalhes como mais relevantes do que os grandes planos. Decorre da sabedoria de
se manter a cabeça erguida, a espinha ereta, e a boca fechada.
 
Finalizo parafraseando Jean Cocteau: Mantenha- se forte diante do fracasso e livre diante do sucesso.
 
 
COELHO, Tom.
Disponível em: http://www.portalcmc.com.br/aut_artmot03.htm. Acesso em: 26 jan 2010.
 
 
 
Em “Por outra via, deve-se lembrar...” , a expressão destacada, semanticamente, introduz um
argumento que, em relação ao anterior, configura-se como um(a)
a) acréscimo.
407) 
408) 
b) contraste.
c) restrição.
d) consequência.
e) conclusão.
 
 
www.tecconcursos.com.br/questoes/1442147
CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Perfuraçãoe Poços/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
 
Considerando o sentido da frase, o termo destacado está empregado conforme o registro culto e formal
da língua em
a) Diante do ocorrido, ao invés de seu amigo, enviou outra pessoa ao congresso.
b) O motivo porque não se arrependeu tornou-se alvo de críticas.
c) Diga-lhe, agora, quanto o ama, se não, amanhã, poderá ser tarde demais.
d) Nem sempre os nossos objetivos são afins aos de nossos familiares.
e) Foi, lentamente, de encontro a seu fiel amigo para oferecer-lhe flores.
 
www.tecconcursos.com.br/questoes/1530128
CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Texto I
 
O PROFISSIONAL DO FUTURO - Num mundo globalizado
 
A magnitude e a velocidade das mudanças em todo o mundo têm trazido um impacto dramático sobre as
pessoas e seus locais de trabalho nos últimos tempos. O ritmo das mudanças é muito rápido. E o futuro
nos acena com uma aceleração ainda maior em termos de inovação, tecnologia e globalização.
 
Quando há uma era de profundas modificações, o conhecimento se expande e aumenta em valor e em
poder. Uma das maiores mudanças é a transformação de uma economia baseada em indústrias para uma
economia baseada em informações. Atualmente a quantidade de conhecimento disponível é imensa,
sendo necessário saber selecionar o que devemos aprender e onde investir nosso tempo para nosso
crescimento intelectual e profissional.
 
Precisamos nos esforçar para melhorar nossa flexibilidade, velocidade e qualidade do trabalho realizado e
ainda dar importância para o que permanece como uma das medidas mais importantes: a produtividade.
 
Isto porque as organizações sabem que os clientes não apenas exigem produtos e serviços rápidos e
com qualidade impecável: eles também querem que os produtos e serviços não sejam caros.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1442147
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1530128
409) 
Tudo mudou, está mudando e deverá mudar no futuro com uma rapidez cada vez maior. Por isso, nas
organizações e até mesmo em nossa casa, existem mudanças na maneira como nos relacionamos, na
forma como buscamos uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz.
 
Todos os trabalhadores, independente de trabalharem nas linhas de produção ou nos escritórios,
precisam ver-se como um empresário, um vendedor especializado de serviços com uma marca especial,
que seja conhecida por todos – VOCÊ. Então, se você não conseguir vender-se, não conseguirá atingir o
sucesso.
 
A cada dia mais os profissionais precisam preocupar- se em se conhecer para saber quais características
possuem, para poder fortalecer as qualidades e trabalhar os seus defeitos na área profissional. [...]
 
Uma boa maneira de conseguir diferenciar-se nesse novo contexto do mercado de trabalho é usar ao
máximo a sua criatividade. Veja que isso é simplesmente buscar fazer de forma diferente aquilo que
todos fazem de uma forma igual. Pensar uma nova maneira, mais prática, melhor, mais barata ou mais
rápida de fazer as suas atividades, para conseguir atingir os resultados esperados. Assim, o profissional
que quiser crescer nas organizações precisa ser criativo, a fim de achar novas soluções para os
problemas do dia a dia.
 
Tendo todo um novo mundo de informações disponíveis e conhecendo bem essas regras do jogo, você
poderá destacar-se e inovar. Concentre-se em observar essas pequenas diferenças entre os profissionais,
lembrando-se sempre de que o jogo pode mudar a qualquer hora. E apenas um bom profissional, que
entenda e conheça tudo que acontece ao seu redor, será capaz de se adaptar a essas mudanças que
sempre acontecem.
 
E procure se lembrar sempre de que os líderes não gostam de dois tipos de colaboradores: os que não
fazem o que eles pedem e os que só fazem o que eles pedem. Busque fazer sempre mais. E melhor. A
melhoria contínua deve ser o maior desafio do ser humano.
 
JORDÃO, Sonia. Disponível em:<http://www.endeavor.org.br/wp- content/themes/endeavor/
downloads/artigos/O%20PROFISSIONAL%20DO%20FUTURO.pdf> (Com adaptações)
 
Em “Assim, o profissional que quiser crescer nas organizações...” o conector destacado introduz um(a)
a) contraste.
b) especificação.
c) restrição.
d) conclusão.
e) conformidade.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Texto II
 
Uma lição de vida
 
Uma coisa que sempre me comoveu (e intrigou) é a alegria da rapaziada da coleta de lixo. Dia sim, dia
não, o caminhão da SLU desce a minha rua e eles fazem aquela algazarra. Quase sempre estão
brincando, tirando sarro uns com os outros, sorridentes e solícitos com os moradores. Mesmo na pressa
de apanhar os sacos de lixo, encontram tempo para gritar “bom dia, patrão” ou para comentar a vitória
do Galo, a derrota do Cruzeiro ou vice-versa.
 
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410) 
Dia desses levantei de bom humor, o que nem sempre acontece nas manhãs quentes de verão. No
momento em que saía de casa, vi surgir no topo da rua o grande caminhão amarelo. E eis que de sua
traseira saltou um negão todo suado, com um sorriso branco no meio da cara. A vizinha do lado estava
lavando o passeio, desperdiçando água como já é de costume.
 
O sujeito limpou o suor na manga da camisa e a cumprimentou. “Será que a senhora me deixa beber um
pouco d’água?”, ele perguntou sem rodeios. “Essa água não é boa”, ela disse. “Espera um pouco que eu
busco água filtrada.” “Que é isso, madame? Precisa não.
 
Água da mangueira já está bom demais.”
 
Ela estendeu o jato d’água e ele se deliciou.
 
Depois de beber boas goladas, meteu a carapinha sob a água e se refrescou. O sol no céu azul estava de
arrebentar mamona e o alto da rua oscilava sob o efeito do calor. O negão agradeceu a “caridade” da
minha vizinha e seguiu correndo atrás do caminhão amarelo, dentro do qual atirava os sacos de lixo
apanhados no passeio.
 
Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o condomínio em frente sempre produz muitos sacos
plásticos. Quando passei pelo negão e seu companheiro, ambos atiravam sacos no triturador do
caminhão. Parei na sombra de uma quaresmeira para observar o trabalho deles enquanto esperava
ônibus.
 
O motorista saiu da boleia com um cigarro na boca e perguntou se eu tinha fósforo. Emprestei-lhe o
isqueiro e, enquanto ele acendia o seu “mata rato”, comentei: “Sempre admirei a alegria com que vocês
trabalham.”
 
O motorista soprou a fumaça, devolveu-me o isqueiro e comentou: “E por que a gente devia de ser
triste?” “Não sei... Um trabalho desses não deve ser mole.”
 
“Claro que não”, ele retrucou. “Mas duro mesmo é a vida de quem revira o lixo à procura de comida. A
gente pelo menos não chegamos lá.” Em seguida, ele entrou na boleia, os dois homens de amarelo
terminaram a coleta e subiram na carroceria. O caminhão arrancou e eu fiquei pensativo, enquanto
esperava o “busun”.
 
SANTOS, Jorge Fernando dos.
Disponível em <http://umacoisaeoutra.com.br/cultura/jorge.htm>.
Acesso em 10 dez. 2009.
 
Em “Mesmo na pressa de apanhar os sacos de lixo,”, o elemento destacado, no contexto em que se
insere, tem valor argumentativo de
a) exclusão.
b) inclusão.
c) retificação.
d) designação.
e) restrição.
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Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Texto II
 
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Uma lição de vida
 
Uma coisa que sempre me comoveu (e intrigou) é a alegria da rapaziada da coleta de lixo. Dia sim, dia
não, o caminhão da SLU desce a minha rua e eles fazem aquela algazarra. Quase sempre estão
brincando, tirando sarro uns com os outros, sorridentes e solícitos com os moradores. Mesmo na pressa
de apanhar os sacos de lixo, encontram tempo para gritar “bom dia, patrão” ou para comentar a vitória
do Galo, a derrota do Cruzeiro ou vice-versa.
 
Dia desses levantei de bom humor, o que nem sempre acontece nas manhãs quentes de verão.No
momento em que saía de casa, vi surgir no topo da rua o grande caminhão amarelo. E eis que de sua
traseira saltou um negão todo suado, com um sorriso branco no meio da cara. A vizinha do lado estava
lavando o passeio, desperdiçando água como já é de costume.
 
O sujeito limpou o suor na manga da camisa e a cumprimentou. “Será que a senhora me deixa beber
um pouco d’água?”, ele perguntou sem rodeios. “Essa água não é boa”, ela disse. “Espera um pouco que
eu busco água filtrada.” “Que é isso, madame? Precisa não.
 
Água da mangueira já está bom demais.”
 
Ela estendeu o jato d’água e ele se deliciou. 
 
Depois de beber boas goladas, meteu a carapinha sob a água e se refrescou. O sol no céu azul estava
de arrebentar mamona e o alto da rua oscilava sob o efeito do calor. O negão agradeceu a “caridade” da
minha vizinha e seguiu correndo atrás do caminhão amarelo, dentro do qual atirava os sacos de lixo
apanhados no passeio.
 
Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o condomínio em frente sempre produz muitos sacos
plásticos. Quando passei pelo negão e seu companheiro, ambos atiravam sacos no triturador do
caminhão. Parei na sombra de uma quaresmeira para observar o trabalho deles enquanto esperava
ônibus.
 
O motorista saiu da boleia com um cigarro na boca e perguntou se eu tinha fósforo. Emprestei-lhe o
isqueiro e, enquanto ele acendia o seu “mata rato”, comentei: “Sempre admirei a alegria com que vocês
trabalham.”
 
O motorista soprou a fumaça, devolveu-me o isqueiro e comentou: “E por que a gente devia de ser
triste?” “Não sei... Um trabalho desses não deve ser mole.”
 
“Claro que não”, ele retrucou. “Mas duro mesmo é a vida de quem revira o lixo à procura de comida. A
gente pelo menos não chegamos lá.” Em seguida, ele entrou na boleia, os dois homens de amarelo
terminaram a coleta e subiram na carroceria. O caminhão arrancou e eu fiquei pensativo, enquanto
esperava o “busun”.
 
SANTOS, Jorge Fernando dos.
Disponível em <http://umacoisaeoutra.com.br/cultura/jorge.htm>.
Acesso em 10 dez. 2009.
 
Em “Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o condomínio em frente sempre produz muitos sacos
plásticos.”, o operador destacado introduz, em relação ao enunciado anterior, um argumento
a) alternativo.
b) conclusivo.
c) aditivo.
d) explicativo.
e) comparativo.
411) 
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Ambiental/Biologia/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Texto II
 
Quase
 
Ainda pior que aconvicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me
incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase
ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou
não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por
medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
 
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto,
contesto.
 
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na
indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
 
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
 
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
 
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a
virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris, em
tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada
um traz dentro de si.
 
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não
podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores
impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim
é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o
medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que
sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja
vivo, quem quase vive já morreu.
 
WESTPHAL, Sarah. Disponível em: http://www.pensador.inf/p/
quase_cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/3/.
Acesso em: 3 jan 2010.
 
A conjunção destacada em “mas não são.” pode ser substituída, sem alteração do sentido, por
a) pois.
b) porquanto.
c) não obstante.
d) de sorte que.
e) ao passo que.
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412) 
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(ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Analista/Meteorologia/2010
Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
O texto a seguir é um artigo de Carlos Minc e serve de base para a questão.
 
Texto II
 
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA
 
O crescimento predatório a qualquer custo, a exclusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício ameaçam
a vida no planeta. Enquanto a desertificação avança (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expondo os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto
a temperatura global aumenta devido às queimadas, aos combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar
puro e a água limpa tornam-se raros e caros.
 
Chegamos à artificialização da natureza: se a água da praia está podre, vá de piscinão; se a água da
torneira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inverno causa doenças respiratórias, compre um
cilindro de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha vasos de plantas na janela; se a poluição
sonora tira o sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os governantes juram ser ecologistas desde
a mais tenra idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para
asfalto e estradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, carimbados para defender rios e lagoas,
demarcar parques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos ecologistas de energias alternativas,
como a solar e a eólica, de eficiência energética e cogeração, de aproveitamento do lixo e do bagaço de
cana para geração energética foram desprezadas pelo governo federal, e só com a crise previsível
passaram a ser consideradas com um pouco mais de respeito.
 
As propostas ambientalistas de reflorestamento de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garrafas
PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica, drenagem, dragagem e demarcação das faixas
marginais de proteção das lagoas são cozinhadas em banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais avançada do país de coleta, recompra e reciclagem de
plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos em cooperativas de catadores e uma fábrica de
reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio). Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos comitês de bacia, com participação de governos,
empresas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim como a cobrança pelos usos da água.
 
Sem comitês atuando e sem recursos próprios, não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e
lançamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de uma informação clara, atualizada, contínua e
independente da qualidade da água que bebemos.
 
Nossos governantes devem aprender a fórmula H2O para entender que na torneira a composição é outra.
A principal causa da mortalidade infantil no Terceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica, como
hepatite e diarreia. Água é vida,e saneamento, tratamento e prevenção são as maiores prioridades. Se
falharmos aí, trairemos o compromisso com a saúde e com a vida do planeta.
 
MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
 
“Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saúde e com a vida do planeta”.
 
A primeira oração do período, destacada acima, liga-se à segunda oração, estabelecendo uma relação de
sentido. A relação de sentido entre as orações é de
a) comparação.
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413) 
b) proporção.
c) conformidade.
d) condição.
e) finalidade.
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Unifil - ACD (Pref Sertaneja)/Pref Sertaneja/2020
Língua Portuguesa (Português) - Interjeição
Leia o texto para responder a questão.
 
Negócio da China
 
Por Mentor Neto
 
Mais um ano, mais um vírus que vai acabar com a humanidade. Enquanto escrevo esta crônica, o Corona
Vírus já contabiliza mais de 400 vítimas fatais, na China. Difícil saber se os dados são confiáveis, já que o
governo chinês não preza exatamente por compartilhar informações. Apesar disso, estão fazendo o que
podem. Interditaram entradas e saídas da cidade que foi o epicentro da doença. Wuhan tem mais de 11
milhões de habitantes. Um vilarejo para os padrões chineses, mas é gente que não acaba mais.
Praticamente dois Rio de Janeiro de habitantes impossibilitados de transitar pelo país. Ao mesmo tempo,
autoridades chinesas insistem em minimizar o problema ou culpar os Estados Unidos por difundir o
medo. A falta de transparência chinesa apenas complica a situação e as consequências econômicas
começam a se espalhar numa velocidade mais rápida do que uma pandemia. Azar do mundo que o
Corona não surgiu no Brasil. Fosse aqui o berço dessa doença e o planeta estaria salvo. Acabaríamos
com o vírus do mesmo jeito que acabamos com o Orkut. Afinal, não existe povo capaz de administrar
crises melhor do que o brasileiro. Se a Natureza nos tivesse brindado com esta oportunidade, a raça
humana estaria segura. De cara, já teríamos dado um apelido para a doença. “Gripe Cervejona”, por
exemplo.
 
– Cadê o Plínio, do RH?
 
– Pegou a cervejona, mas amanhã ele tá aí.
 
E pronto.
 
Um belo dum apelido já desmoraliza o vírus de cara, que é para impor nosso ritmo. Claro que não
seríamos capazes de fechar uma cidade inteira. Se alguém sugerisse uma maluquice dessas, metade do
país diria que é coisa de fascista e que no tempo do Lula era melhor. A outra metade diria que o Corona
é coisa de comunista e que temos sorte de ter o Mito para nos salvar. Divididos, permitiríamos que, em
pouco tempo, o vírus se espalhasse por todo o país. Ótima notícia, pois possibilitaria que mais
pesquisadores tivessem condições de estudar possíveis vacinas. Por aqui o Corona seria uma doencinha
de verão, porque lidamos com doenças muito mais graves do que essa. O Bacilo da Corrupção, por
exemplo. Isso sim é doença séria. Quando ataca, corrói o sujeito por dentro, apesar de não apresentar
sintomas externos. Pelo contrário. Alguns doentes acabam vivendo melhor do que no tempo em que
eram saudáveis. Pelo menos até serem diagnosticados. Alguns dizem que o foco inicial foi Brasília. Mas
há registros de casos desde 1500. Mais grave que o Corona é, também, o Bala-Perdida Vírus. Surgiu no
Rio de Janeiro e não tem cura conhecida. Mata mais do que a peste negra e é tão implacável quanto.
Você está lá, saudável, assistindo o futebol na sua sala quando, sem mais nem menos, pimba! O vírus
entra pela janela e já era para você. Outra doença muito comum nos últimos anos é causada pela
misteriosa Bactéria da Barragem. Doença fulminante, capaz de dizimar cidades inteiras em questão de
horas. Tem ainda a Epidemia do Desmatamento, o Microorganismo dos Rios Poluídos, a Metástase da
Desigualdade e a mais grave de todas, que muitos chamam de a M&atil de;e de Todas as Doenças: o
Germe do Voto Errado, onde o sujeito perde completamente a habilidade de escolher seus
representantes. Todas doenças gravíssimas, com que aprendemos a conviver, enquanto a cura não vem.
Há quem diga, inclusive, que existem remédios para esses nossos males, mas que o sistema não permite
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414) 
415) 
416) 
que cheguem aos doentes, por interesses econômicos. O antibiótico da Educação e a vacina do
Saneamento, por exemplo. Então, não me venham com esse escarcéu por causa de um viruzinho
mequetrefe desses, ora por favor.
 
Brasileiro que é brasileiro tira essa cervejona de letra, isso sim.
 
Disponível em https://istoe.com.br/negocio-da-china-2/
 
 
Analise: “Você está lá, saudável, assistindo o futebol na sua sala quando, sem mais nem menos, pimba!”
O termo sublinhado, na classificação de palavras, é
a) substantivo.
b) interjeição.
c) numeral.
d) adjetivo.
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ACESSE - CJ (CM Curitibanos)/CM Curitibanos/2018
Língua Portuguesa (Português) - Interjeição
Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras pertencentes a uma classe de palavra
invariável:
a) Menino – Perto - Maldoso;
b) Primeiro – Longe - Um;
c) Olá! - Viva! - Psiu!;
d) Moléstia – Astúcia - Credo.
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CONSESP - Ana F (Pref Extrema)/Pref Extrema/2018
Língua Portuguesa (Português) - Interjeição
Em: “Ei! Vamos embora!”, a palavra destacada é uma interjeição que exprime sentido de
a) concordância.
b) despedida.
c) desculpa.
d) chamamento.
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Instituto Excelência - CL (CM Santa Rosa)/CM Santa Rosa/2017
Língua Portuguesa (Português) - Interjeição
“Ah, como eu queria voltar a ser criança!”
“Hum! Esse pudim estava maravilhoso!”
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1404344
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/824149
417) 
“Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!”
As frases apresentadas indicam:
a) Preposição
b) Interjeição
c) Conjunção
d) Nenhuma das alternativas
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COTEC FADENOR - PEBII (Pref Unaí)/Pref Unaí/Português/2015
Língua Portuguesa (Português) - Interjeição
ENVELHECER É UMA ARTE?
 
Nas palavras de Cícero, envelhecer é coisa boa. Dois mil anos depois, com fartura de números, o tema
reaparece nas pesquisas iniciadas por R. Easterlin. Detecta-se uma “curva da fossa”: entre 40 e 50 anos,
bate um pessimismo, uma insegurança difusa. Mas daí para a frente voltamos a ficar de bem com a
vida, cada vez mais felizes – óbvio –, só até o corpo fracassar. Será?(c)
 
Esse lado emocional-filosófico é nebuloso. Amadurecemos com a idade, como sugerem as pesquisas? Ou
acumulamos azedumes e rabugices? Ficamos cada vez mais impacientes com a burrice humana? Ou mais
bem blindados contra ela? Cada um é cada um. Exploremos alguns temas em que o terreno parece
menos pantanoso.
 
O psicólogo A. Maslow documentou o que significava para ele ir ficando velho. Percebia uma perda
progressiva da motivação para fazer as coisas e lidar com desafios. Mais e mais empreitadas deixavam de
valer a pena. É o meu caso: já trabalhei no governo, mas hoje nenhum cargo me tentaria. Sinto engulho
só de vislumbrar o pesadelo da burocracia pública.
 
Em sua última entrevista, Paulo Freire segue caminho paralelo a Maslow, afirmando que envelhecer é
perder a curiosidade. Se ele tem razão, no meu caso, permaneço jovem, pois minha curiosidade
sobrevive, onívora. O ocaso das faculdades mentais é bem documentado pela pesquisa. Degrada-se a
memória, sobretudo a de curto prazo e a dos nomes e datas. O raciocínio matemático começa a derrapar
já a partir dos 30. De fato, todos os avanços na área foram feitos por jovens.
 
A boa notícia é que a capacidade de julgamento, a sabedoria, o "espirit de finesse", mencionado por
Pascal, não apenas sobrevivem, mas progridem. Comprovou-se que os velhos precisam ler menos para
decidir sobre algum assunto, com igual competência. E, nas humanidades, amadurecemos com os anos,
e muito. Romancistas e historiadores? Prefiram os velhos. Aleluia! Com o passar dos anos, políticos
entendem melhor a natureza humana,por isso sobrevivem na carreira.
 
Sabemos também que a inteligência reage como um músculo. A qualquer idade, é fortalecida com
exercícios e evapora com a inação. Daí a importância de exercitar a ambos. Se encolhem os desafios
mentais na aposentadoria, risco à vida!(d) Não é o contracheque que salva vidas; mas
a letargia intelectual mata. Se ficarmos esperando pela morte, ela virá mais célere. Com medo de morrer,
continuo trabalhando, freneticamente.
 
Na minha incauta opinião, conversa de doença não faz bem à saúde. Tampouco é uma boa receita para a
longevidade voltar aos lugares em que se viveu ou trabalhou, não encontrar mais conhecidos e ser
tratado como um estranho.
 
Caminhando pelas ruas, vemos logo quem tem jeito de aposentado. Falta chispa nos olhos e o andar
sugere que não quer chegar a parte alguma. Quem lê obituário, para ficar sabendo dos amigos que
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418) 
morreram, mostra na cara sua vocação para a morte. Cruz-credo!(a) Aliás, a solidão é fatal!(b) Por isso,
vale o conselho de Samuel Johnson: enquanto jovem, é preciso cultivar os amigos, pois com a idade vai
ficando difícil renovar o plantel.
 
A decadência do corpo é inexorável. Mais dias de indisposição, dói aqui, dói acolá, mais enguiços e
reparos, remedinhos para isso ou para aquilo. Contudo, avanços na medicina e melhores estilos de vida
freiam espetacularmente a degradação do corpo. Mantêm serelepe muitos velhos que, faz poucas
décadas, estariam derrubados. Vejam nas ilustrações antigas a imagem dos avós, circunspectos e
encarquilhados. Gente nas mesmas idades está hoje malhando nas academias, subindo montanhas e
gabando-se de suas proezas, em todos os azimutes. Obviamente, isso dá trabalho: há que buscar
remédios miraculosos, próteses, mandar recauchutar o coração, fazer dietas e exercícios árduos para
manter a massa muscular. No meu modesto julgamento, compensa.
 
Isso são teorias.
 
O único ganho indisputável é não ter de entrar em filas. Outro dia, estava no banco e, como a fila dos
velhos não andava, um jovem me ofereceu seu lugar na outra. Relutei, mas acabei aceitando. Feita a
transação, saí correndo, para que ele não me visse partir na minha moto BMW 650 GS.
 
(CASTRO, Cláudio de Moura. Envelhecer é uma arte? Revista Veja. 14 de abril de 2015.)
 
Assinale a alternativa que exemplifica outro uso de interjeição feito no texto.
a) “Quem lê obituário, para ficar sabendo dos amigos que morreram, mostra na cara sua vocação
para a morte. Cruz-credo! 
b) “Aliás, a solidão é fatal!” 
c) “... só até o corpo fracassar. Será?” 
d) “Se encolhem os desafios mentais na aposentadoria, risco à vida!”
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FGV - Aud Est (CGE RJ)/CGE RJ/2011
Língua Portuguesa (Português) - Interjeição
 
(Rodrigo Zoom. http://tirasnacionais.blogspot.com)
Em relação à expressão Putz!, enunciada pelo menino, analise as afirmativas a seguir:
I. Constitui exemplo de palavra formada por onomatopeia.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/46315
419) 
420) 
II. Classifica-se como interjeição.
III. É exemplo de estrangeirismo.
Assinale
a) se apenas a afirmativa III estiver correta.
b) se apenas a afirmativa I estiver correta.
c) se todas as afirmativas estiverem corretas.
d) se apenas a afirmativa II estiver correta.
e) se nenhuma afirmativa estiver correta.
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CESGRANRIO - Aux Sau (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego da forma verbal há é adequado
em:
a) A melhor forma de salvar o futuro do planeta é persuadir a população de que cabe há cada
pessoa o dever de economizar água.
b) A vida das pessoas há muito tempo depende da energia elétrica para a manutenção de aparelhos
cada vez mais sofisticados.
c) O mundo está próximo de uma derrocada devido há escassez de chuvas necessárias para
solucionar o problema da seca que atinge a população.
d) Os estudiosos pesquisam há melhor forma de substituir o uso de combustíveis poluentes por
outros que causem menos danos aos indivíduos.
e) O excesso de ruídos afeta há saúde física e mental, e é o causador da poluição sonora, que é
considerada crime ambiental.
 
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CESGRANRIO - Cond (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Mecãnico/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
A questão baseia no texto apresentado abaixo.
 
Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
 
A presença de gases de efeito estufa na atmosfera tem aumentado cada vez mais nas últimas décadas.
Desde o início da Revolução Industrial, em 1760, a concentração desses gases cresceu mais de 30%.
Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim do
século 21, a concentração de CO2 pode chegar ao dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm
sendo realizados na tentativa de desvendar o que irá acontecer caso as previsões dos cientistas se
concretizem.
 O CO2, ou gás carbônico, é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois forma
uma camada que impede que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe no
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/615377
espaço, o que garante as condições de temperatura e clima necessários para a existência da vida na
Terra.
 As principais causas desse crescimento alarmante de gases de efeito estufa estão associadas à queima
de combustíveis fósseis, às mudanças no uso do solo, à extinção de florestas, transformadas em áreas
agrícolas ou urbanas. Uma consequência do aumento da concentração desses gases na atmosfera é a
elevação da temperatura em até 5°C em algumas regiões do planeta até o final do século. Por exemplo,
é esperada uma elevação da temperatura de até 6°C na região amazônica, além da redução em 45% do
volume de chuvas. Essas alterações climáticas podem trazer diversas e catastróficas consequências,
como ondas de calor e estiagens ou chuvas concentradas em determinados períodos.
 Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocorre
porque são as plantas, os animais e os microrganismos que fornecem alimentos, remédios e boa parte da
matéria-prima industrial consumida pelo ser humano. Além disso, afetarão, também, as interações entre
espécies, a estrutura dos ecossistemas e a prestação de serviços ambientais, resultando em grandes —
e talvez irreversíveis — impactos à vida na Terra.
 Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos
obtidos em um ambiente não serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies
são diferentes e organizadas de maneiras distintas. Por exemplo, embora as espécies de plantas possam
apresentar respostas parecidas ao aumento do CO2 e da temperatura — como altas taxas de crescimento
—, as consequências em um dado ecossistema podem ser o domínio de uma espécie com características
invasoras, resultando em grandes problemas no funcionamento do ecossistema e até na extinção de
espécies e perda da biodiversidade.
 Pesquisadores de algumas universidades e centros de pesquisa brasileiros vêm realizando
experimentos a fim de conhecer os efeitos das mudanças climáticas em espécies de interesse econômico:
nativas, invasoras ou cultivadas. Entre os aspectos mais importantes a serem compreendidos, estão as
alterações no desenvolvimento e na fotossíntese das plantas, e a consequência disso para as espécies
que interagem com elas. Por exemplo, se algumas plantas sofrerem estresse pela elevação de
temperatura em determinadas fases do desenvolvimento, o resultado pode ser devastador,
comprometendo totalmente as colheitas. Esse é um dos aspectos mais preocupantes, no contexto de
mudanças climáticas, por afetar diretamente a disponibilidade de alimentos e a segurança alimentar da
humanidade. 
 Estudoscomo esses são de grande importância, pois só de plantas o Brasil tem em seu território mais
de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversidade mundial) em biomas bastante distintos: Amazônia,
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
 O estado de alerta é mundial e crescente. A preocupação quanto ao futuro do planeta frente às
mudanças climáticas aumentou o interesse em pesquisas científicas nessa área, mas ainda há muito a
ser feito para que possamos entender como as espécies irão se adaptar (ou não) ao novo cenário
climático. Assim, a ampliação desses estudos é fundamental e urgente para que possamos
eficientemente nos adaptar e investir na mitigação dos impactos das mudanças climáticas. 
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje, 341. 28 out. 2016. Disponível em:<
http://www.cienciahoje. org.br/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_reagir_as_mudancas_climaticas>.
Acesso em: 05 dez. 2017. Adaptado.
 
No trecho do texto “mas ainda há muito a ser feito para que possamos entender como as espécies irão
se adaptar (ou não) ao novo cenário climático.”, a palavra destacada é uma forma do verbo “haver” no
sentido de “existir”. A mesma ocorrência, respeitando-se a norma-padrão, verifica-se em:
a) As alterações na fotossíntese das plantas estão entre os aspectos mais importantes há serem
estudados nas investigações sobre o clima.
b) De acordo com o IPCC, há concentração de CO2 pode chegar, até o fim do século 21, ao dobro do
que representa nos dias de hoje.
c) Em razão das consequências das mudanças climáticas na vida do planeta, há atualmente uma
grande preocupação com o aumento do CO2.
d) Estudos que abrangem desde o trabalho de micro-organismos no solo até há fisiologia de
eucaliptos nativos estão em andamento desde o ano de 2012.
421) 
422) 
e) Pesquisadores brasileiros realizaram diversos experimentos há fim de diminuir os efeitos de
alterações do clima nas plantas. 
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CESGRANRIO - TA (ANP)/ANP/2016
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
Banhos de mar
 
Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz
quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda, Recife.
 
Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes de o sol nascer. Como
explicar o que eu sentia de presente prodigioso em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio
que nos levaria para Olinda ainda na escuridão?
 
De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu
acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Nós nos vestíamos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.
 
Saímos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o bonde. Até
que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta do banco, e
minha felicidade começava. Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive de novo. No bonde
mesmo o tempo começava a clarear, e uma luz trêmula de sol escondido nos banhava e banhava o
mundo.
 
Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé: “Olhe, um
porco de verdade!” gritei uma vez, e a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras da
minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe, um porco de verdade.”
 
Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me
serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me
agarrava, dentro de uma infância muito infeliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.
 
LISPECTOR, C. A Descoberta do Mundo. São Paulo: Rocco, 1999, p. 175. Adaptado.
 
No trecho do Texto “Como explicar o que eu sentia de presente prodigioso em sair de casa de
madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda ainda na escuridão?”, são palavras de
classes gramaticais diferentes
a) em e que
b) sair e pegar
c) como e ainda
d) prodigioso e vazio
e) presente e madrugada
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CESGRANRIO - Prof Jun (BR)/BR/Ênfase em Vendas a Rede Automotiva/2015
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
Meu ideal seria escrever...
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Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa
cinzenta, quando lesse minha história no jornal, risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse –
“Ai,meu Deus, que história mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para
duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem
alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol,
irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma
ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “Mas essa história é mesmo
muito engraçada!”.
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a
mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O
marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de
sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo
sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do
alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que, nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão
fascinantemente de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com
lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles
bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “Por favor, se
comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos tratassem melhor seus
empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha
história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um
persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago – mas que em todas as
línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que, no fundo de
uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma
história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-
la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela
que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve
ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.
E, quando todos me perguntassem – “Mas de onde é que você tirou essa história?” –, eu responderia
que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro
desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...”.
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só
segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre
está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.
BRAGA, R. A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1967. p. 91.
 
No período “Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em
sua vida de moça reclusa, enlutada, doente.”, a interjeição em destaque apresenta o efeito expressivo de
a) retificação
b) espanto
c) realce
d)adversidade
e) descontinuidade
423) 
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CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2013
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
Ciência do esporte – sangue, suor e análises
Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um
departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de
materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.
Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais
passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais(a), a
máquina humana só atinge o máximo do potencial(a) se suas características individuais forem
minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode
separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são
moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma(b) que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...]
— Nós trabalhamos(b) para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre(e) o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável(c) pela gerência de desenvolvimento e projetos
especiais(c), que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara.
A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo(d) Bichara, a área de Ciência do
Esporte está dividida em sete(d) setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia,
treinamento esportivo e vídeo análise.
 
Reposição individualizada
 
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após(e) a disputa.
 
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […]
 
As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da
modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de
Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito:
 
— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]
 
CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio
2012.
O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6.
 
É comum só ser possível classificar palavras após examinar seu comportamento no contexto em que são
empregadas.
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424) 
 
O seguinte par de palavras tem, no texto, a mesma classe gramatical:
a) “ mortais” - “potencial”
b) “forma” - “trabalhamos”
c) “responsável” - “especiais”
d) “Segundo” - “sete”
e) “sempre” - “após”
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CESGRANRIO - Prof (SEEC RN)/SEEC RN/Língua Portuguesa/2011
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
Texto
 
O texto na era digital
 
Houve um tempo em que o hábito de manter cadernos de anotações era algo bastante corriqueiro. Os
chamados de “livros de lugares-comuns” eram utilizados pelos leitores para o registro de trechos e
passagens interessantes com que se deparavam em suas leituras. Mas, além de transcrições, esses
cadernos também reuniam apontamentos sobre a vida cotidiana. Essas informações eram agrupadas e
reorganizadas à medida que novos excertos iam sendo acrescidos. O hábito espalhou-se e muitos
escritores famosos cultivaram essa maneira não linear e fragmentada de veicular informações.
 
Hoje, essa tradição de escrita parece mais viva do que nunca, impulsionada por novas tecnologias e pela
comunicação em rede. Não é exagero afirmar que e-mails, blogues e redes de relacionamento já
deixaram uma marca relevante na produção textual contemporânea. A internet tornou os textos mais
naturais e coloquiais, embora não seja a única responsável por essas mudanças.
 
Com cada vez mais usuários — o acesso a redes no Brasil aumentou 35% entre 2008 e 2009 — a
internet está criando novos hábitos de comunicação entre as pessoas, que acabam se adaptando às
facilidades da nova tecnologia. Isso vale tanto para a leitura, em vista da profusão de textos veiculados
na rede, quanto para a escrita, principal meio de expressão do internauta (pelo menos até que as
conversas “via voz” se tornem mais corriqueiras).
 
Ao contrário da minha opinião, há quem veja nessa torrente de informações que jorra na internet um
fator negativo, dificultando nossa concentração em textos de fôlego como romances. O crítico de
tecnologia Nicholas Carr defende a tese de que a navegação na internet está interferindo em nossa
capacidade de leitura, dando a entender que a experiência de ler proporcionada pela internet é bastante
superficial.
 
O escritor Michel Laub aprova os novos hábitos de leitura incutidos pela tecnologia. Para ele, a propensão
a mensagens mais curtas em sites e blogues não nos tornou necessariamente mais dispersos ou
desatentos. Ao contrário, lê-se mais do que antigamente:
 
— Os que leem textos mais longos e difíceis são uma minoria como sempre foram. Mas o restante das
pessoas, que há uma década não lia nada, hoje trabalha com o texto escrito boa parte do tempo, e isso
cria um certo hábito de leitura, mesmo que diluído — afirma.
 
Embora não se possa afirmar categoricamente que a internet favoreceu o desenvolvimento de uma
“cultura letrada”, com ênfase em informações profundas e relevantes, ela reforçou o peso da palavra
escrita no cotidiano das pessoas.
 
MURANO, Edgard. Revista Língua. São Paulo: Segmento, ano 5, n. 64, fev. 2011. Adaptado.
 
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425) 
A regra geral para a formação do plural de substantivos e adjetivos em português é o acréscimo do –s ao
singular. Mas a flexão de número apresenta regras especiais, como ocorre na palavra novos.
 
A palavra que apresenta a mesma característica do plural de novo é
a) broto
b) bolso
c) estojo
d) forno
e) rolo
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CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Municipal/2010
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
A AVENTURA DO COTIDIANO
Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma
pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar
cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas
agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o
registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o
nosso negocinho.
SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.
 
Considerando as classes das palavras dos dois últimos parágrafos do texto (l. 11-12), está INCORRETO
afirmar-se que ali se encontram
a)seis pronomes pessoais.
b) somente três substantivos.
c) duas preposições.
d) oito formas verbais.
e) um pronome interrogativo e dois demonstrativos.
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426) 
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2010
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
Não transforme o seu futuro em um passado de que você possa arrepender-se
 
O futuro é construído a cada instante da vida , nas tomadas de decisões, nas aceitações e recusas, nos
caminhos percorridos ou não. Esse movimento é feito por nós diariamente sem percebermos e sem
muito impacto, contudo, quando analisado em um período de tempo maior, ficam nítidos os erros e
acertos. Sabemos, internamente, dos melhores caminhos, entretanto, pelas inseguranças, medos e
raivas, diversas vezes adotamos posturas impensadas que impactam pelo resto da vida, comprometendo
trilhas que poderiam ser melhores ou mais tranquilas.
 
Como podemos superar esses momentos? Como fazer para evitar esses erros súbitos? Perguntas a que
também quero responder , afinal, sou humano e cometo todos os erros inerentes a minha condição ,
contudo, posso afirmar que o mundo não acaba amanhã e, retirando a morte , as decisões podem ser
adiadas, lembrando que algumas delas geram ônus e multas. No direito e na medicina isso é mais
complexo, mas em muitas outras áreas isso é perfeitamente aceito. A máxima de que “não deixe para
fazer amanhã o que você pode fazer hoje” não é tão máxima assim. Devemos lembrar que nada é
absoluto, mas relativo.
 
Uma coisa faz muito sentido nesse tema: não deixe entrar aquilo de que você tem dúvida; se deixar,
limite o espaço. A pessoa mais importante da vida é o seu proprietário, o nosso maior erro é ser inquilino
dela, deixar entrar algo que se acha errado ou não se quer é tornar-se inquilino do que é seu, pagando
aluguel e preocupado com o final do contrato da sua vida. Não cometa esse erro.
 
A felicidade atual depende do passado, assim como a tristeza, a pobreza, a saúde e muitas outras coisas.
Nunca se esqueça disso, nunca. Torne mais flexível o seu orgulho, algo que hoje não deu certo, pode ser
perfeitamente aplicável daqui a um tempo . O orgulho impede de você tentar de novo. Não minta para
você, essa é a forma mais rápida de se perder. Quando tiver dúvida, fale alto com você mesmo, escute
as suas palavras e pense muito. É melhor ser taxado de louco do que ser infeliz.
 
Aceite que erramos, mas lembre que cometer os mesmos erros é burrice. O ideal é aprender com os
erros dos outros; para que isso aconteça, observe o que acontece com o mundo ao seu redor,
invariavelmente o seu problema já foi vivido por outras pessoas. Você não foi o primeiro a cometer erros
e, com absoluta certeza, não será o último. A observação é o melhor caminho para um futuro mais
tranquilo, mais equilibrado, mais pleno. Temos que separar um tempo do nosso dia para a reflexão e
meditação.
 
Utilize-se de profissionais especialistas, não cometa a bobagem de escutar amigos acerca de um
problema, eles são passionais e tendenciosos pelo nosso lado. Com eles, sentimo-nos seguros para
imaginarmos soluções perfeitas que nunca se concretizarão. O fracasso nessas ideias geniais
solucionadoras dos seus problemas, tipo “seus problemas acabaram” causam frustrações e raivas,
sentimentos que atacam nossa autoestima e podem prejudicar o resto de nossa vida. Cuidado com isso.
 
Por fim, tente ser feliz, tente amar, ajude as pessoas que precisam, seja bom. Nunca, mas nunca mesmo,
machuque as pessoas de caso pensado, só por vingança ou maldade, esse é com absoluta certeza o
mais vil de todos os pecados que um ser humano pode fazer. Quando machucar por outro motivo,
arrependa-se e peça desculpas sinceras e tente nunca mais machucar, tente com afinco. Evite criticar as
pessoas; como o mundo dá muitas voltas, um dia você pode ser o criticado. Aceite as pessoas como são,
não tente mudá-las, seja humilde e aceite os seus erros.
 
Esses comportamentos não resolvem os problemas, mas podem evitá-los. O nosso futuro pode ser um
passado legal, depende apenas de nós.
 
(A)
(B) (C)
(D)
(E)
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427) 
Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/33414/1/NAOTRANSFORME-O-SEU-FUTURO-EM-UM-PASSADO-
QUE-VOCEPOSSA-
SE-ARREPENDER-/pagina1.html (adaptado) Acessado em: 9 abril/2010.
 
A opção cuja classe da palavra destacada difere da das demais é
a) “O futuro é construído a cada instante da vida,” 
b) “Perguntas a que também quero responder,” 
c) “... os erros inerentes a minha condição,” 
d) “retirando a morte,” 
e) “pode ser perfeitamente aplicável daqui a um tempo.” 
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Analista
Ambiental/Biologia/2010
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
Texto II
 
Quase
 
Ainda pior que aconvicção do não(a) e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.(b) É o quase que
me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem
quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase
amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se
perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.(c)
 
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto,
contesto.
 
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na
indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
 
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
 
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
 
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a
virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris, em
tons de cinza. O nada não ilumina,(d) não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que
cada um traz dentro de si.
 
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não
podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores
impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim
é instantâneo(e) ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que
sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja
vivo, quem quase vive já morreu.
 
WESTPHAL, Sarah. Disponível em: http://www.pensador.inf/p/
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1546624
428) 
quase_cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/3/.
Acesso em: 3 jan 2010.
 
A classe da palavra destacada difere da classe das destacadas nas demais opções em:
a) “Ainda pior que a convicção do não...”
b) “...é a desilusão de um quase.”
c) “...por essa maldita mania de viver no outono.”
d) “O nada não ilumina,”
e) “Um romance cujo fim é instantâneo...”
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CESGRANRIO - Inv Pol (PC RJ)/PC RJ/2006
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Classe de Palavras
Texto II
A morte da porta-estandarte
Que adianta ao negro ficar olhando para as bandas do Mangue(A) ou para os lados da Central?(B)
Madureira é longe e a amada só pela madrugada(C) entrará na praça, à frente do seu cordão. (D)
O que o está torturando é a idéia de que a presença dela deixará a todos de cabeça virada, e será a hora
culminante da noite.
Se o negro soubesse que luz sinistra estão destilando seus olhos e deixando escapar como as primeiras
fumaças pelas frestas de uma casa onde o incêndio apenas começou! ...
Todos percebem que ele estádesassossegado, que uma paixão o está queimando por dentro. Mas só
pelo olhar se pode ler na alma dele, porque, em tudo mais, o preto se conserva misterioso, fechado em
sua própria pele, como numa caixa de ébano. (...)
Sua agonia vem da certeza de que é impossível que alguém possa olhar para Rosinha sem se apaixonar.
E nem de longe admite que ela queira repartir o amor.(...)
No fundo da Praça, uma correria e começo de pânico.Ouvem-se apitos. As portas de aço descem com
fragor. As canções das Escolas de Samba prosseguem mais vivas, sinfonizando o espaço poeirento.
— Mataram uma moça! (...)
A mulata tinha uma rosa no pixaim da cabeça. Um mascarado tirou a mantilha da companheira, dobrou-
a, e fez um travesseiro para a morta. Mas o policial disse que não tocassem nela. Os olhos não estavam
bem fechados. Pediram silêncio, como se fosse possível impor silêncio àquela Praça barulhenta. (...)
— Só se você visse, Bentinha, quanto mais a faca enterrava, mais a mulher sorria ... Morrer assim nunca
se viu ...
O crime do negro abriu uma clareira silenciosa no meio do povo(E). Ficaram todos estarrecidos de
espanto vendo Rosinha fechar os olhos. O preto ajoelhado bebia-lhe mudamente o último sorriso, e
inclinava a cabeça de um lado para outro como se estivesse contemplando uma criança. (...)
Ele dobra os joelhos para beijá-la. Os que não queriam se comover foram-se retirando. O assassino já
não sabe bem onde está. Vai sendo levado agora para um destino que lhe é indiferente. É ainda a voz da
mesma canção que lhe fala alguma coisa ao desespero:
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429) 
Quem fez do meu coração seu barracão?
Foi ela ...
MACHADO, Aníbal M. In: Antologia escolar de contos brasileiros. Herberto Sales (Org.) Rio de Janeiro, Ed.
Ouro, s/d.
Dentre as expressões do Texto II, transcritas abaixo, assinale aquela que NÃO veicula o mesmo tipo de
circunstância das demais.
a) “... para as bandas do Mangue ...”
b) “... para os lados da Central?”
c) “... pela madrugada ...”
d) “... na praça, à frente do seu cordão.”
e) “... no meio do povo.”
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CESGRANRIO - Esc (BANRISUL)/BANRISUL/2023
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Implantação do código de ética nas empresas
 
Desde a infância, estamos sujeitos à influência de nosso meio social, por intermédio da família, da
escola, dos amigos, dos meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta com um
conjunto de regras, normas e valores aceitos em seu grupo social. As palavras “ética” e “moral” indicam
costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos grupos sociais em um contexto.
 
A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe
como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar
cada vez mais humana. Ela pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude
diante da vida cotidiana. Mas ela não é um conjunto de verdades fixas, imutáveis. A ética se move
historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso acontece na história da
humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada "natural".
 
Ética é o que diz respeito à ação quando ela é refletida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com
o errado, mas não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo
de ação que procura refletir sobre o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não
desrespeite a individualidade dos outros.
 
As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem como
os valores e convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a ética vem
sendo vista como uma espécie de requisito para a sobrevivência das empresas no mundo moderno e
pode ser definida como a transparência nas relações e a preocupação com o impacto das suas atividades
na sociedade.
 
Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar seus
funcionários sobre a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética, o qual se
destina à proteção da imagem da companhia. É preciso, portanto, que haja uma conscientização da
importância de uma conduta ética ou mesmo a implantação de um código de ética nas organizações,
pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos para o sucesso e para o bem
comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
 
O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da empresa.
Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos
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430) 
diferentes públicos com os quais interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja refletido nas
atitudes das pessoas a que se dirige e encontre respaldo na alta administração da empresa, que, tanto
quanto o último empregado contratado, tem a responsabilidade de vivenciá-lo.
 
As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento profissional,
lealdade mútua, respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança, propriedade da informação,
assédio profissional e sexual, alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos que costumam ser
abordados em um Código de Ética. Cumprir horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao
executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos de atitudes que mostram aos superiores e
aos colegas que o funcionário valoriza os princípios éticos da empresa ou da instituição.
 
O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas,
investidores, comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode estabelecer ações de
responsabilidade social dirigidas ao desenvolvimento social de comunidades vizinhas, bem como apoio a
projetos de educação voltados ao crescimento pessoal e profissional de jovens carentes. Também pode
fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando diretrizes sobre as relações com os
sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre outras.
 
Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas, clientes,
profissão, sociedade e para consigo próprio.
 
MARTINS,Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: https://acervodigital. ufpr.br. Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
 
O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) A conduta ética deve ser desenvolvida nas empresas por seus funcionários, para que conservem-
se solidários com seus colegas de trabalho, o que é vantajoso para a organização.
b) No último congresso de profissionais de educação, consideramos a discussão sobre ética tão
motivadora que decidimos que, no próximo ano, incluiremo-la nos currículos escolares.
c) Desde que implantou-se o código de ética em sua organização, aquela empresa obteve resultados
surpreendentes no mercado, uma vez que foi atingida a valorização de todos os envolvidos.
d) Na sessão de abertura do simpósio destinado a discutir a importância das tecnologias de
informação, o responsável pelo evento apresentou a programação, mas isso não deixou-nos
interessados.
e) Para promover o uso de novas tecnologias pelos funcionários que se dedicam à informática,
precisamos incentivá-los constantemente com aumentos salariais.
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A história do método braile
 
Ler no escuro. Quem já tentou sabe que é impossível. Mas foi exatamente a isso que um francês
chamado Louis Braille dedicou a vida. Nascido em Coupvray, uma pequena aldeia nos arredores de Paris,
em 1809, desde cedo ele mostrou muito interesse pelo trabalho do pai. Seus olhos azuis brilhavam da
admiração de vê-lo cortar, com extrema perícia, selas e arreios. Poucodepois de completar 3 anos, o
menino começou a brincar na selaria do pai, cortando pequenas tiras de couro. Uma tarde, uma sovela,
instrumento usado para perfurar o couro, escapou-lhe da mão e atingiu o seu olho esquerdo. O resultado
foi uma infecção que, seis meses depois, afetaria também o olho direito. Aos 5 anos, o garoto estava
completamente cego.
 
A tragédia não o impediu, porém, de frequentar a escola por dois anos e de se tornar ainda um aluno
brilhante. Por essa razão, ele ganhou uma bolsa de estudos no Instituto Nacional para Jovens Cegos, em
Paris, um colégio interno fundado por Valentin Haüy (1745-1822). Além do currículo normal, Haüy
introduzira um sistema especial de alfabetização, no qual letras de forma impressas em relevo, em
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431) 
papelão, eram reconhecidas pelos contornos. Desde o início do curso, Braille destacou-se como o melhor
aluno da turma e logo começou a ajudar os colegas. Em 1821, aos 12 anos, conheceu um método
inventado pouco antes por Charles Barbier de La Serre, oficial do Exército francês.
 
O método Barbier, também chamado escrita noturna, era um código de pontos e traços em relevo
impressos também em papelão. Destinava-se a enviar ordens cifradas a sentinelas em postos avançados.
Estes decodificariam a mensagem até no escuro. Mas, como a ideia não pegou na tropa, Barbier adaptou
o método para a leitura de cegos, com o nome de grafia sonora. O sistema permitia a comunicação entre
os cegos, pois com ele era possível escrever, algo que o método de Haüy não possibilitava. O de Barbier
era fonético: registrava sons e não letras. Dessa forma, as palavras não podiam ser soletradas. Além
disso, o fato de um grande número de sinais ser usado para uma única palavra tornava o sistema muito
complicado. Apesar dos inconvenientes, foi adotado como método auxiliar por Haüy.
 
Pesquisando a fundo a grafia sonora, Braille percebeu suas limitações e pôs-se a aperfeiçoá-la. Em 1824,
seu método estava pronto. Primeiro, eliminou os traços, para evitar erros de leitura: em seguida, criou
uma célula de seis pontos, divididos em duas colunas de três pontos cada, que podem ser combinados
de 63 maneiras diferentes. A posição dos pontos na célula está ao lado.
 
Em 1826, aos 17 anos, ainda estudante, Braille começou a dar aulas. Embora seu método fizesse
sucesso entre os alunos, não podia ensiná-lo na sala de aula, pois ainda não era reconhecido
oficialmente. Por isso, Braille dava aulas do revolucionário sistema escondido no quarto, que logo se
transformou numa segunda sala de aula.
 
O braile é lido passando-se a ponta dos dedos sobre os sinais de relevo. Normalmente se usa a mão
direita com um ou mais dedos, conforme a habilidade do leitor, enquanto a mão esquerda procura o
início da outra linha. Aplica-se a qualquer língua, sem exceção, e também à estenografia, à música –
Braille, por sinal, era ainda exímio pianista – e às notações científicas em geral. A escrita é feita mediante
o uso da reglete, também idealizada por Braille: trata-se de uma régua especial, de duas linhas, com
uma série de janelas de seis furos cada, correspondentes às células braile.
 
Louis Braille morreu de tuberculose em 1852, com apenas 43 anos. Temia que seu método
desaparecesse com ele, mas, finalmente, em 1854 foi oficializado pelo governo francês. No ano seguinte,
foi apresentado ao mundo, na Exposição Internacional de Paris, por ordem do imperador Napoleão III
(1808-1873), que programou ainda uma série de concertos de piano com ex-alunos de Braille. O sucesso
foi imediato, e o sistema se espalhou pelo mundo. Em 1952, o governo francês transferiu os restos
mortais de Braille para o Panthéon, em Paris, onde estão sepultados os heróis nacionais.
 
ATANES, Silvio. Super Interessante. Disponível em: https://super
.abril.]com.br/historia/. Acesso em: 23 out. 2022. Adaptado.
 
O pronome oblíquo átono está colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
a) Me surpreende a história de vida de Braille.
b) Seu método não trouxe-lhe reconhecimento em vida.
c) O menino cego aos cinco anos tornar-se-ia um herói nacional na França.
d) Quantos impressionaram-nos como Braille?
e) Braille recebia os alunos e sempre auxiliava-os com o método criado.
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Entenda o que é deep fake e saiba como se proteger
 
Vídeos que viralizam nas redes sociais mostrando figuras públicas em situações quase inacreditáveis são
verdadeiros? Afinal de contas tudo parece tão real... A resposta é não, pois se trata de uma “deep fake”,
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“falsificação profunda” em português, que, como a tradução indica, é tão bem feita que pode enganar
até os mais atentos. Segundo estudo de uma empresa de segurança, 65% dos brasileiros ignoram a sua
existência e 71% não reconhecem quando um vídeo foi editado digitalmente usando essa técnica.
 
O que muita gente não sabe, porém, é que esse tipo de golpe, além de manipular vídeos com
celebridades e políticos famosos, também prejudica empresas e cidadãos comuns, que podem ser
envolvidos em fraudes de identidade e extorsões.
 
“Deep fake pode ser definida como a criação de vídeos e áudios falsos por meio de inteligência artificial”,
explica um especialista de segurança cibernética e fraude. A prática costuma utilizar um vídeo de
referência e a face (ou corpo) de outra pessoa, que não fazia parte do vídeo original. Criam-se áudios
falsos, fazendo a inteligência artificial aprender como uma pessoa fala e, a partir daí, obter uma
montagem com outras falas, inclusive alterando os lábios para acompanhar as palavras que são ditas.
 
Esse processo vem evoluindo rapidamente, tornando cada vez mais difícil a sua identificação. Isso ocorre
porque as novas redes neurais (sistemas de computação que funcionam como neurônios do cérebro
humano), a evolução da capacidade de processamento e a redução de custos da computação em nuvem
têm facilitado o acesso a essa tecnologia, contribuindo para aumentar a qualidade dos vídeos.
 
No entanto, os criminosos não precisam de tanto conhecimento e tecnologia para aplicar seus golpes.
 
Isso porque deep fakes criadas para serem distribuídas por apps de mensagens não exigem tanta
qualidade. O perigo é que, para o cidadão comum, a deep fake pode ser o ponto de partida para uma
fraude financeira, entre outros problemas.
 
A recomendação para pessoas físicas se protegerem é diminuir a exposição de fotos com rostos e vídeos
pessoais na internet. “As redes sociais devem se manter configuradas como privadas, já que fotos,
áudios ou vídeos disponíveis publicamente podem ser utilizados para alimentar a inteligência artificial e
engendrar deep fakes.”
 
Além disso, ao receber um vídeo suspeito, observe se o rosto e os lábios da pessoa se movem em
conjunto com o que ela diz. Preste atenção se a fala parece contínua ou se em algum momento
apresenta cortes entre uma palavra e outra. E considere o contexto — ainda que tecnicamente o vídeo
esteja muito bem manipulado, avalie se faz sentido que aquela pessoa diga o que parece dizer naquele
momento.
 
Disponível em: https://estudio.folha.uol.com.br/unico. Acesso em: 20 out. 2022. Adaptado.
 
O pronome oblíquo átono em destaque está empregado de acordo com a norma-padrão em:
a) Convidaremo-lo para experimentar algumas novidades tecnológicas em oferta no interior da loja.
b) Aquele funcionário, que foi aprovado no exame seletivo de uma instituição, para o cargo de
tecnólogo, estava em dúvida em aceitá-lo.
c) Os profissionais da informática, ao serem entrevistados sobre sua carreira, nunca cansavam-se de
citar as fontes em que poderiam encontrar novos conteúdos de interesse para a sua área.
d) Quando os produtos tecnológicos mantêm-se nas prateleiras das lojas por muito tempo, é sinal de
que despertaram pouca atenção das pessoas ou que o preço cobrado estava além das possibilidades
de compra dos interessados.e) Se os pesquisadores especializados em conserto de computadores ou outros dispositivos
eletrônicos conservarem-se atualizados, a ciência que se dedica ao tratamento da informação
apresentará maior progresso.
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432) Pix: é o fim do dinheiro em espécie?
 
O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da
TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção? E o velho cheque vai resistir a esses
novos tempos?
 
Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma
pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em detrimento
do uso do dinheiro em papel, pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O Pix tem tudo para
ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário.
 
E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no
supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia. Mas a feira da semana e
os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que escoram a circulação de
papel-moeda no Brasil é a informalidade.
 
Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para receber o
auxílio emergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há tempos: a enorme
quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários. O pouco de dinheiro que entra no
orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para subsistência.
 
Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o time dos
“sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia.
 
O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você conheça
alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos com cédulas
simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa turma, dinheiro vivo é
dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o dia virar para o boleto ser
compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila da lotérica.
 
Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava ficando
para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa lacuna.
 
A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e feriados.
 
Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois implica
envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente.
 
É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito exclusivo de
acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o papelmoeda, mas para
fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo.
 
Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua rotina, o
uso de DOC, TED, boletos e cartões caia. Eventualmente, algum desses meios poderá ser descontinuado,
mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não “morreu” com a chegada do
cartão.
 
No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de circulação,
mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que esse cenário se
torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a pouca familiaridade
com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o país que o próprio comércio
incentiva o público mais resistente a aderir a ele.
 
ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie-
brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado.
 
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
433) 
a) As transações bancárias, atualmente, podem ser feitas pelo celular, a qualquer hora, para que
obtenha-se o ideal de maior eficiência e rapidez.
b) O cadastramento do Pix pode ser realizado em mais de uma instituição bancária, o que considera-
se benéfico para as pessoas que precisam diversificar suas operações financeiras.
c) Os cidadãos que se recusam a utilizar os serviços bancários para efetuar movimentações
financeiras, por preferirem o uso de cédulas, encontram muita dificuldade para realizá-las.
d) Desde que implantou-se o Pix, as pessoas podem realizar até a compra de produtos
extremamente baratos por transferência bancária instantânea, porque esse sistema atingiu um
significativo grau de confiabilidade.
e) Embora tenham sido ampliadas as medidas de segurança tecnológica para a movimentação
bancária, não sentimo-nos confiantes para operar com grandes somas de dinheiro.
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Empreendedorismo social: um caminho para quem quer mudar o mundo
 
Ainda que não exista uma concepção única sobre o empreendedorismo social, de forma geral, o conceito
está relacionado ao ato de empreender ou inovar com o objetivo de alavancar causas sociais e
ambientais. A meta é transformar uma realidade, promover o bem-estar da sociedade e agregar valor
com cunho social.
 
Um empreendedor social produz bens e serviços que irão impactar positivamente a comunidade em que
ele está inserido e solucionar algum problema ou necessidade daquele grupo. Apesar de poder ter
retorno financeiro, os empreendimentos sociais analisam seu desempenho a partir do impacto social
gerado por sua atuação.
 
Vale ressaltar que, apesar de apresentarem muitas similaridades, empreendedorismo social e negócio
social não são sinônimos. O empreendedorismo social cria valor por meio da inovação, que gera uma
transformação social. O foco não é o retorno financeiro, mas a resolução de problemas sociais e o
impacto positivo. Enquanto isso, os negócios sociais seguem a lógica tradicional do mercado, porém com
a ambição de gerar valor social.
 
Cinco características também são essenciais para a iniciativa: ser inovadora; realizável; autossustentável;
contar com a participação de diversos segmentos da sociedade, incluindo as pessoas impactadas; e
promover impacto social com resultados mensuráveis.
 
Quem tem interesse de atuar nessa área precisa trabalhar em grupo e formar parcerias, saber lidar bem
com as pessoas e buscar formas de trazer resultados de impacto social.
 
Além disso, o profissional precisa ter flexibilidade e vontade de explorar, pois é possível que ele acabe
exercendo um papel que não seja necessariamente na sua área de formação, ou que sua atuação se
transforme rapidamente, por conta do dinamismo e das necessidades do negócio.
 
MENDES, T. Empreendedorismo social: um caminho para quem quer mudar o mundo. Na prática, 7 jul. 2022.
Disponível em: https://www.napratica.org.br/empreendedorismo-social/. Acesso em: 2 set. 2022. Adaptado.
 
O pronome oblíquo destacado foi colocado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
a) A área da saúde não encontra-se atendida em regiões afastadas dos grandes centros urbanos
nem em comunidades que vivem nas periferias das cidades.
b) A preocupação com o meio ambiente tem sido um dos segmentos mais relevantes do
empreendedorismo social, porque destina-se a transformar positivamente a sociedade.
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434) 
435) 
c) Governantes que têm como missão viabilizar o acesso universal à educação pública de qualidade
sempre preocupam-se com ações de inovação e empreendedorismo.
d) Para uma iniciativa de empreendedorismo destinada à formação de educadores tornar-seprodutiva, é preciso identificar as necessidades do público-alvo de cada comunidade.
e) Quando os profissionais que atuam na área de empreendedorismo social sentem-se desanimados,
é preciso que eles avaliem todo o progresso que ajudaram a desenvolver.
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A frase em que a colocação do pronome destacado NÃO obedece aos ditames da norma-padrão é:
a) Feliz é quem se dá o direito de estar bem.
b) As pessoas nunca acostumam-se com a felicidade.
c) Agradar-nos-ia a ideia de que todos têm direito à paz.
d) Viver a vida intensamente é o que lhe confere sentido.
e) Afastando-nos de quem nos quer bem, saudamos a solidão.
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Medo da eternidade
 
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena
ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que
espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o
mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao
sairmos de casa para a escola me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba?
— Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a
pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia
acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para
chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão
inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. Com delicadeza,
terminei afinal pondo o chicle na boca.
— E agora que é que eu faço?
— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a
mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade?
Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa,
encaminhávamo-nos para a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa
cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na
verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie
de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não
estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente,
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436) 
437) 
sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle
mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu!
— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.
— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a
gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique
triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara
dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.
sim como no trecho “E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.”, a colocação do pronome
destacado respeita a norma-padrão da língua portuguesa, em:
a) Pediria-lhes para considerar a possibilidade da eternidade.
b) A curiosidade não leva-nos a atitudes bobas e despropositadas.
c) O prazer que experimenta-se com o sabor dos doces é enorme.
d) Poucos se impressionam com a descoberta da possibilidade da eternidade.
e) Nos perguntamos até quando vamos sonhar com uma vida eterna de prazer.
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Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) A associação brasileira de mercados financeiros publicou uma diretriz de segurança, na qual
mostra-se a necessidade de adequação de proteção de dados.
b) A segurança da informação já transformou-se em uma área estratégica para qualquer tipo de
empresa.
c) Naquele evento, ninguém tinha-se incomodado com o palestrante no início do debate a respeito
de privacidade digital.
d) Apesar das dificuldades encontradas, sempre referimo-nos com cuidado aos nossos dados
pessoais, como CPF, RG, e-mail, para proteção da vida privada.
e) Quando a privacidade dos dados bancários é mantida, como nos garantem as instituições,
ficamos tranquilos.
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O que é o QA e por que ele pode ser mais
importante que o QI no mercado de trabalho
 
Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia
considerar pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e
habilidade matemática.
 
Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional
(QE), uma combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do
trabalho, o QE é visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos
da vida.
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438) 
 
Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida
que a tecnologia redefine como trabalhamos, as habilidades necessárias para prosperar no mercado de
trabalho também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA),
que considera a capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e
frequentes.
 
O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações, mas de descobrir o que é relevante,
deixar para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse
quociente envolve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.
 
Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade
vertiginosa das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se facilmente
qualquer função que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou
médicos buscando o histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners,
consultoria de tecnologia sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns
trabalhos são feitos, e a tendência continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas
tarefas com mais rapidez e precisão do que um humano.
 
Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas
habilidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e
responsabilidade.
 
Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes.
Digamos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se
qualificar;seu QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e
clientes no emprego. Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados,
você precisa do QA para se acomodar a novos cenários.
 
Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras
de trabalhar. No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais buscado na hora da contratação.
Uma coisa boa do QA é que, mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele pode ser
desenvolvido.
 
Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão crítica. A capacidade de aprender, mudar,
crescer, experimentar se tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.”
 
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-50429043>.
Acesso em: 9 jul. 2021. (Adaptado)
 
A colocação do pronome oblíquo átono destacado está de acordo com o que prevê a norma-padrão da
língua portuguesa no seguinte período:
a) Consideraria-se o QA mais importante que o QI há duas décadas?
b) Se busca investir naquilo que pode fazer a diferença entre a máquina e o homem.
c) As mudanças no mercado de trabalho jamais dar-se-ão sem investimento no capital humano.
d) Os candidatos que saem-se melhor nas entrevistas são contratados mais rapidamente.
e) Alguns se consideram mais preparados para enfrentar adversidades no trabalho do que em
família.
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
A colocação do pronome oblíquo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
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439) 
a) O dinheiro não foi-me bastante.
b) O depósito só estará concretizado, se houver quem validá-lo.
c) Se você pudesse emprestar esse dinheiro, depositaria-o ainda esta semana?
d) Explique-me como funciona esse financiamento.
e) Me empreste seu cartão, que eu faço a transação hoje.
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente de Tecnologia/2021
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Lições após um ano de ensino remoto na pandemia
 
No momento em que se tornam ainda mais complexas as discussões sobre a volta às aulas presenciais, o
ensino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias, atualmente.
 
Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado de lições inéditas para professores, alunos e
estudiosos. Diante do pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias
e professores tem sido se conectar regularmente via aplicativos de mensagens.
 
Uma pesquisa apontou que 83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos
aplicativos de mensagens, muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso foi
uma grande surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas de massificação. A maior parte do
ensino foi feita pelo celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da
família), o que é algo muito desafiador.
 
Outro aspecto a ser considerado é que, felizmente, mensagens direcionadas são uma forma
relativamente barata de comunicação. A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo
que eles não estejam no mesmo ambiente físico, também é uma forma de motivá-los e melhorar seus
resultados. Recentemente, uma pesquisadora afirmou que “Aprendemos que precisamos dos demais:
comparar estratégias, falar com alunos, com outros professores e dar mais oportunidades de trabalho
coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa. Além disso, a pandemia ressaltou a importância do
vínculo anterior entre escolas e comunidades”.
 
Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento
futuro dos alunos, educadores internacionais estimam que estudantes da educação básica já foram
impactados. É preciso pensar em como agrupar esses alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo
ou nulo e decidir como enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de
transição.
 
IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pan
demia. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/noticias/
bbc/2021/04/24/8-licoes-apos-um-ano-de-ensino-remoto-na-
pandemia. htm>. Acesso em: 21 jul. 2021. Adaptado.
 
O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) No processo ensino-aprendizagem, o objetivo deve ser desenvolver aptidões para que os alunos
sempre mantenham-se em dia com os avanços da ciência.
b) Se reclama muito das dificuldades do ensino remoto devido a problemas de conexão.
c) Os profissionais da educação nunca cansam-se de estudar os conteúdos que possam interessar os
alunos nas aulas.
d) Para garantir o progresso dos estudantes, os professores sempre dedicam-se a pesquisar novos
métodos de ensino.
e) Quando as escolas se preocuparem em empregar novas metodologias no ensino-aprendizagem,
alcançarão melhores resultados.
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440) 
441) 
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CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/"Sem Área"/2021
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Relacionamento com o dinheiro
 
Desde cedo, começamos a lidar com uma série de situações ligadas ao dinheiro. Para tirar melhor
proveito do seu dinheiro, é muito importante saber como utilizá-lo da forma mais favorável a você. O
aprendizado e a aplicação de conhecimentos práticos de educação financeira podem contribuir para
melhorar a gestão de nossas finanças pessoais, tornando nossas vidas mais tranquilas e equilibradas sob
o ponto de vista financeiro.
 
Se pararmos para pensar, estamos sujeitos a um mundo financeiro muito mais complexo que o das
gerações anteriores. No entanto, o nível de educação financeira da população não acompanhou esse
aumento de complexidade. A ausência de educação financeira, aliada à facilidade de acesso ao crédito,
tem levado muitas pessoas ao endividamento excessivo, privando-as de parte de sua renda em função
do pagamento de prestações mensais que reduzem suas capacidades de consumir produtos que lhes
trariam satisfação.
 
Infelizmente, não faz parte do cotidiano da maioria das pessoas buscar informações que as auxiliem na
gestão de suas finanças. Para agravar essa situação, não há uma cultura coletiva, ou seja, uma
preocupação da sociedade organizada em torno do tema. Nas escolas, pouco ou nada é falado sobre o
assunto. As empresas, não compreendendo a importância de ter seus funcionários alfabetizados
financeiramente, também não investem nessa área. Similar problema é encontrado nas famílias, nas
quais não há o hábito de reunir os membros para discutir e elaborar um orçamento familiar. Igualmente
entre os amigos, assuntos ligados à gestão financeira pessoal muitas vezes são considerados invasão de
privacidade e pouco se conversa em torno do tema. Enfim, embora todos lidem diariamente com
dinheiro, poucos se dedicam a gerir melhor seus recursos.
 
A educação financeira pode trazer diversos benefícios, entre os quais, possibilitar o equilíbrio das finanças
pessoais, preparar para o enfrentamento de imprevistos financeiros e para a aposentadoria, qualificar
para o bom uso do sistema financeiro, reduzir a possibilidade de o indivíduo cair em fraudes, preparar o
caminho para a realização de sonhos, enfim, tornar a vida melhor.
 
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB,
2013. p. 12. Adaptado.
 
A colocação do pronome oblíquo átono está em acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
a) Poder-se-á levar a educação financeira para as salas de aula, o que será muito proveitoso.
b) Nos perguntam sempre sobre como gerir melhor a vida financeira.
c) As famílias nunca preocuparam-se com a educação financeira como parte da formação de seus
filhos.
d) Aqueles que relacionam-se bem com o dinheiro têm uma vida mais organizada.
e) Compreenderia-se melhor o desempenho da empresa, se o mercado fosseestudado.
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CESGRANRIO - Ass Adm (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Texto III
 
Beira-mar
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442) 
 
Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva,
frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia
resistir ao chamado da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento
vai e vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou
ordinários, e toscas sandálias de dedo.
 
Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em
estacionamento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança.
Intruso. Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter
no máximo dois metros e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para
quebra-mar. Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à
fisgada do peixe. É preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.
 
A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
 
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro,
ainda fiel à boa técnica.
 
— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das
cotações, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que
pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda
dos colegas da financeira onde trabalha.
 
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.
 
Considere a seguinte passagem do Texto III: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos
edifícios”
 
A reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:
a) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.
b) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
c) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
d) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
e) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
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CESGRANRIO - Adm (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Texto II
 
Estojo escolar
 
Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas,
bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação 
espacial.
 
Minhas necessidades são mais modestas: tenho um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas da
informática. E um laptop da mesma época que começa a me deixar na mão. Como pretendo viajar esses
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443) 
dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de
computador portátil.
 
No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser
aberto. Depois de mil operações sofisticadas para minhas limitações, retirei das entranhas de isopor o
novo notebook e coloquei-o em cima da mesa. De repente, como vem acontecendo nos últimos
tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia
para o jardim de infância.
 
Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal.
Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua
de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros.
 
Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. Fechei o
estojo para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali para sempre, prometi-me economizá-lo. Com
avareza, só o cheirava em momentos especiais.
 
Na tampa que protegia estojo e cheiro havia gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se
destacavam do fundo creme. Amei aquele ramalhete – olhava aquelas rosas e achava que nada podia ser
mais bonito.
 
O notebook que agora abro é negro, não tem rosas na tampa e, em matéria de cheiro, é abominável.
Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, ao aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma
moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.
 
CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva,
2009. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao
/fz12039806.htm>. Acesso em: 23 jul. 2019.
 
 
A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:
a) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
b) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
c) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
d) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
e) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2018
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
A questão baseia no texto apresentado abaixo.
 
O vício da tecnologia
 
Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades
eletrônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos
relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um
dos temas que mais desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso
desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos.
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444) 
 Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva
a uma ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta
gente se dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo
de smartphone? Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não
temos sequer certeza de que serão realmente úteis em nossas rotinas?
 A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida
desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolutivo como seres humanos,
nosso cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie,
tais como sexo, segurança e status social.
 Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós
nos sentimos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos
sociais com um produto que quase ninguém ainda possui.
 Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos
ativavam partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se
depara com um objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas
é quase uma religião para os mais entusiastas.
 O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em
nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de
prazer. Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.
 O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos
impulsivos, que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No
caso do consumo, podemos observar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em
aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos de smartphones,
por exemplo, na maior parte das vezes apresentam poucas mudanças em relaçãoao modelo anterior,
considerando-se seu preço elevado. Em outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho
novo que não se sabe se terá tanta utilidade prática ou inovadora no cotidiano.
 No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um
novo smartphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito momentâneo da dopamina com o
impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a nova compra. O choque ao
constatar o rombo em seu orçamento pode ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a
respeito da aquisição.
DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
 
Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi utilizado na
posição correta em:
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a disseminação de notícias
falsas nas redes sociais.
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em mente que o problema
de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento generalizado de reprovação
à prática de divulgação de inverdades.
d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Alemanha não aplica-se aos sites e redes sociais
com menos de 2 milhões de membros.
e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-se a conduta correta
em relação à reputação das celebridades.
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2018
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a observância
da colocação pronominal é fundamental. A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado
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445) 
corretamente, segundo as regras da colocação pronominal, é:
a) Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.
b) O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.
c) O ser humano que molda-se à diferentes realidades vive melhor.
d) Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade.
e) Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da felicidade. 
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CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Administração/2018
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sustos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se vexava
de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas
e finas, amorável, elegante, austera, um modelo. E a confiança não parava aí. De fresta que era, chegou
a porta escancarada. Um dia confessou-me que trazia uma triste carcoma na existência; faltava -lhe a
glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coisas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa de um
desejo que não quer acabar de morrer; então compreendi que a ambição dele andava cansada de bater
as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me que a vida política era um tecido de invejas,
despeitos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Evidentemente havia aí uma crise de melancolia; tratei
de combatê-la.
— Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza. Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pouco por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos
os motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me só o interesse de outra natureza. Vira o teatro
pelo lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo cenário, vida, movimento e graça na
representação. Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para que o estou a fatigar com isto? Deixe-
me ficar com as minhas amofinações. Creia que tenho passado horas e dias... Não há constância de
sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser o
eco de seus próprios pensamentos. Após alguns instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O senhor
há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pediu- me que não referisse a ninguém o que se
passara entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara nada. Entraram dois deputados e um chefe
político da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a princípio um tanto postiça, mas logo depois
natural. No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o mais afortunado dos homens; conversava,
chasqueava, e ria, e riam todos.
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas
; IN: CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jovens leitores. Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
 
O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade formal da norma-
padrão da língua em:
a) Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.
b) Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.
c) Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.
d) Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.
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446) 
447) 
e) Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter fim.
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2018
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras
alternativas.
b) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
c) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão ser
penalizadas.
d) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.
e) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da agricultura
para a subsistência da humanidade.
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CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
O ano da esperança
 
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um
atrás do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-
se o dinheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência de que era uma doação.
A situação foi piorando. Os argumentos também. No início era para pagar a escola do filho. Depois
vieram as mães e avós doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava um rapaz, que
não conheço pessoalmente. Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia. Comecei
pagando a físio. Vieram sucessivas internações, remédios. A situação piorando, eu já estava
encomendando missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o
caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia para a consulta. Até que o coloquei contra a
parede. Ou se consultava ou eu não ajudava mais.
 
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita de suplementos para ficar com o corpo atlético.
Nunca conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído na história. Só que esse rapaz havia
perdido o emprego após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei enganar. Mas, ao perder salário,
muita gente perde também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas buscam vagas nos
mercados em expansão. Se a indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar.
 
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão
surgir. Serão novos? Ou os antigos? Ounovos com cabeça de velhos? Todos pedem que a gente tenha
uma nova consciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias são plantadas pela internet, em
que muitos sites servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada história a meu respeito
que nem sei o que dizer. Já inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. Depois todo
mundo me pergunta por que isso ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo:
 
— Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet.
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448) 
449) 
 
Duvidam. Acham que estou mentindo.
 
CARRASCO, W. O ano da esperança.
Época, 25 dez. 2017, p.97. Adaptado.
 
 
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação do pronome átono em destaque está de acordo
com a norma-padrão da língua portuguesa.
 
O mesmo ocorre em:
a) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
b) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
c) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
d) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
e) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
 
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CESGRANRIO - ProV (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Júnior/2018
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
b) Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua história.
c) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
d) É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
e) Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons leitores.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Enfermagem do Trabalho/2018
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
A Benzedeira
Havia um médico na nossa rua que, quando atendia um chamado de urgência na vizinhança, o remédio
para todos os males era só um: Veganin. Certa vez, Virgínia ficou semanas de cama por conta de um
herpes-zóster na perna. A ferida aumentava dia a dia e o dr. Albano, claro, receitou Veganin, que, claro,
não surtiu resultado. Eis que minha mãe, no desespero, passou por cima dos conselhos da igreja e
chamou dona Anunciata, que além de costureira, cabeleireira e macumbeira também era benzedeira. A
mulher era obesa, mal passava por uma porta sem que alguém a empurrasse, usava uma peruca preta
tipo lutador de sumô, porque, diziam, perdera os cabelos num processo de alisamento com água
sanitária.
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450) 
Se Anunciata se mostrava péssima cabeleireira, no quesito benzedeira era indiscutível. Acompanhada de
um sobrinho magrelinha (com a sofrida missão do empurra-empurra), a mulher “estourou” no quarto
onde Virgínia estava acamada e imediatamente pediu uma caneta-tinteiro vermelha — não podia ser azul
— e circundou a ferida da perna enquanto rezava Ave-Marias entremeadas de palavras africanas entre
outros salamaleques. Essa cena deve ter durado não mais que uma hora, mas para mim pareceu o dia
inteiro. Pois bem, só sei dizer que depois de três dias a ferida secou completamente, talvez pelo susto de
ter ficado cara a cara com Anunciata, ou porque o Vaganin do dr. Albano finalmente fez efeito. Em
agradecimento, minha mãe levou para a milagreira um bolo de fubá que, claro, foi devorado no ato em
um minuto, sendo que para o sobrinho empurra-empurra que a tudo assistia não sobrou nem um
pedacinho.
LEE, Rita. Uma Autobiografi a. São Paulo: Globo, 2016, p. 36.
 
De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:
a) Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
b) A ferida não se curava com os remédios.
c) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
d) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
e) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Medicina do Trabalho/2017
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Como o aquecimento global está atrapalhando a aviação
 
No mês passado, dezenas de voos foram cancelados nos EUA por causa do calor. Veja porque isso se
tornará cada vez mais comum.
 
Com a temperatura na casa dos 48 ºC — e uma sensação térmica que supera fácil os 50 ºC —, é
complicado levar a vida normalmente. Sair de casa é pedir para começar a suar e desidratar a uma
velocidade digna de ambiente desértico. Seja muito bem-vindo ao verão de Phoenix, capital do Arizona,
onde o ar-condicionado é seu amigo mais inseparável.
 
Por lá, as temperaturas altas não impactam só as contas de luz. A onda de calor anormal que o sudoeste
dos EUA enfrentou recentemente causou também outro problema, menos usual: o cancelamento de
dezenas de voos comerciais. É isso mesmo. Em julho passado, aviões foram impedidos de deixar o Sky
Harbor, aeroporto internacional da cidade, pelo simples motivo de estar quente demais.
 
Mesmo quem não é do ramo sabe que aeronaves foram criadas para operar sob algumas condições
climáticas específicas. Por causa disso, vira e mexe mudanças de tempo muito bruscas como nevascas e
neblinas intensas as impedem de decolar — atrasando as viagens e aumentando a impaciência dos
clientes.
 
No que diz respeito a problemas de visibilidade, não há muito o que fazer. O ponto é que o calor também
pode comprometer bastante a viagem: cientistas já demonstraram que o desempenho das aeronaves é
pior em dias extremamente quentes. Isso porque o aumento da temperatura atmosférica faz a densidade
do ar diminuir, o que prejudica toda a aerodinâmica do veículo.
 
A sustentação que as asas do avião garantem depende da densidade do ar. Quanto menor for a
densidade do ar, mais rápido um avião tem que acelerar na hora da decolagem para compensar a perda
de estabilidade.
 
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451) 
O problema é que, para conseguir uma velocidade maior, é necessária uma pista com tamanho suficiente
para a tarefa. Corre-se o risco, nos locais onde o trecho de asfalto é curto demais, de que o avião não
adquira velocidade adequada para deslanchar de vez sem problemas de sustentação. A principal forma
que as torres de controle têm para garantir que isso não aconteça é diminuir o peso da aeronave — seja
retirando carga, combustível ou material humano mesmo.
 
Os efeitos dessa restrição de peso podem pesar no bolso das companhias aéreas e mudar operações
pelo mundo todo. A conta é bem simples: menos passageiros nos voos significa menos dinheiro para as
companhias aéreas. Os primeiros a sofrer com os cortes são voos mais longos. Conectar pontos distantes
do globo só vale a pena se o roteiro for cumprido com o máximo de aproveitamento. A tendência, então,
é que os voos maiores sejam remanejados para momentos menos quentes do dia. E como nada vem
sozinho, a alteração de rotas e duração dos voos, pode, eventualmente, aumentar também o consumo
de combustível. O resto você já sabe. O serviço fica mais caro, passam a existir menos opções, os
aeroportos operam além da capacidade e o caos aéreo se torna maior.
 
Para completar o pacote, o calor poderá influenciar até mesmo no famoso “medo de avião”. Isso porque
a elevação das temperaturas tornará as turbulências mais frequentes e intensas. Uma pesquisa publicada
neste ano mostrou que turbulências severas vão aumentar 149% e os chacoalhões moderados crescerão
até 94% nos próximos anos. Culpa do aumento na quantidade de ventos de alta altitude, que ganham
força com o calor.
 
ELER, G. Como o aquecimento global está atrapalhando a aviação. 5 ago. 2017.
Disponível em: <https://super.abril.com.br/tecnologia/como-o-aquecimento-global-esta-atrapalhando-a-aviacao/>.
Acesso em: 12 ago. 2017. Adaptado.
 
Atendendo à norma-padrão na variedade formal da língua, o pronome oblíquo átono está corretamente
colocado em:
a) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.b) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
c) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
d) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
e) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Enfermagem do Trabalho/2017
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Energia eólica na história da Humanidade
 
Energia, derivada de energeia, que em grego significa “em ação”, é a propriedade de um sistema que lhe
permite existir, ou seja, realizar “trabalho” (em Física). Energia é vida, é movimento — sem a sua
presença o mundo seria inerte. Saber usar e administrar sua produção por meio de diferentes fontes de
energia é fundamental.
 
Desde o início da vida em sociedade, as fontes de energia de que o homem precisa devem ser geradas
continuamente, ou armazenadas para serem consumidas nos momentos de necessidade. A utilização de
diversas formas de energia possibilita ao homem cozinhar seu alimento, fornecer combustível aos seus
sistemas de transporte, aquecer ou refrigerar suas residências e movimentar suas indústrias.
 
Existem fontes de energia alternativas que, adequadamente utilizadas, podem substituir os combustíveis
fósseis em alguns de seus usos, reservando-os para aquelas situações em que a substituição ainda não é
possível. A energia eólica é uma delas.
 
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A energia eólica é a energia gerada pela força do vento, ou seja, é a força capaz de transformar a
energia do vento em energia aproveitável. É captada através de estruturas como: aerogeradores, que
possibilitam a produção de eletricidade; moinhos de vento, com o objetivo de produzir energia mecânica
que pode ser usada na moagem de grãos e na fabricação de farinha; e velas, já que a força do ar em
movimento é útil para impulsionar embarcações.
 
A mais antiga forma de utilização da energia eólica foi o transporte marítimo. Naus e caravelas movidas
pelo vento possibilitaram empreender grandes viagens, por longas distâncias, levando a importantíssimas
descobertas.
 
Atualmente, o desenvolvimento tecnológico descobriu outras formas de uso para a força eólica. A mais
conhecida e explorada está voltada para a geração de força elétrica. Isso é possível por meio de
aerogeradores, geradores elétricos associados ao eixo de cata-ventos que convertem a força cinética
contida no vento em energia elétrica. A quantidade de energia produzida vai depender de alguns fatores,
entre eles a velocidade do vento no local e a capacidade do sistema montado.
 
A criação de usinas para captação da energia eólica possui determinadas vantagens. O impacto negativo
causado pelas grandes turbinas é mínimo quando comparado aos causados pelas grandes indústrias,
mineradoras de carvão, hidrelétricas, etc. Esse baixo impacto ocorre porque usinas eólicas não
promovem queima de combustível, nem geram dejetos que poluem o ar, o solo ou a água, além de
promoverem maior geração de empregos em regiões desfavorecidas. É uma fonte de energia válida
economicamente pois é mais barata.
 
A energia eólica é uma fonte de energia que não polui e é renovável, mas que, apesar disso, causa
alguns impactos no ambiente. Isso acontece devido aos parques eólicos ocuparem grandes extensões,
com imensos aerogeradores instalados. Essas interferências no ambiente são vistas, muitas vezes, como
desvantagens da energia eólica. Assim, citam-se as seguintes desvantagens: a vasta extensão de terra
ocupada pelos parques eólicos; o impacto sonoro provocado pelos ruídos emitidos pelas turbinas em um
parque eólico; o impacto visual causado pelas imensas hélices que provocam certas sombras e reflexos
desagradáveis em áreas residenciais; o impacto sobre a fauna, provocando grande mortandade de aves
que batem em suas turbinas por não conseguirem visualizar as pás em movimento; e a interferência na
radiação eletromagnética, atrapalhando o funcionamento de receptores e transmissores de ondas de
rádio, TV e micro-ondas.
 
Esse tipo de energia já é uma realidade no Brasil. Nosso país já conta com diversos parques e usinas. A
tendência é que essa tecnologia de geração de energia cresça cada vez mais, com a presença de
diversos parques eólicos espalhados pelo Brasil.
 
Disponível em: <http://www.fontesdeenergia.com/tipos/renovaveis/energia-eolica/>.
Acesso em: 5 ago. 2017. Adaptado.
 
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da língua
portuguesa, em:
a) A poluição do ar será irreversível, caso as medidas preventivas esgotem -se.
b) Os cientistas nunca equivocaram -se a respeito dos perigos do uso de combustível fóssil.
c) Quando as substâncias tóxicas alojam -se no meio ambiente, causam danos aos seres vivos.
d) Se as fontes de energia alternativa se esgotarem, poderemos sofrer sérias consequências.
e) Uma das exigências do mundo atual é que o ser humano sempre mantenha -se em dia com as
atividades físicas.
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CESGRANRIO - Psico (UNIRIO)/UNIRIO/Clínica/2016
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
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452) 
453) 
O suor e a lágrima
 
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o
mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
 
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o
trono de um rei desolado de um reino desolante.
 
O engraxate era gordo e estava com calor — o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando
posso estou sempre de tênis.
 
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a
testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
que era abundante.
 
Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a
todo instante o usava para enxugar-se — caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
 
E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados.
 
Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado,
retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
 
Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos
assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive
vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.
 
CONY, C. H. In: NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil – 80
autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001. p. 319.
 
O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão, em:
a) O rapaz se mostrou feliz com o troco generoso.
b) Sentirá-se feliz aquele que tiver um trabalho digno.
c) O engraxate não queixou-se do calor.
d) Nunca observou-se tanta compaixão naquele homem.
e) Se sentiu envergonhado com a cena o escritor.
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CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Texto III
Quando eu for bem velhinho — continuação 2
O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa que
dá sentido e razão ao tempo como uma majestade humana. Este imperador sem rivais que diz que passa
quando, de fato, quem passa somos nós.
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454)Uma lenda escandinava, traduzida à luz da análise pelo sábio das línguas e costumes euro- -europeus
Georges Dumézil, conta a história de um camponês que, sem querer, libertou o diabo de um caixote que
ele transportava para um padre na sua carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre fazendo
alguma coisa — começou a surrar o seu involuntário libertador, perguntando ansiosamente: “O que devo
fazer?” O camponês mandou que ele construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela ficou pronta. E
logo o diabo perguntou novamente: “O que devo fazer?” O camponês mandou que o diabo juntasse
todos os excrementos de cavalo do reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava cumprida.
Aterrorizado porque ia apanhar novamente, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o diabo
recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não conseguia
alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas não o tempo inteiro como ordenara o camponês. Não tendo
observado a tarefa, o diabo voltou para a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apanhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio das
Chagas num poema escrito nos mil seiscentos e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...
Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.
 
O pronome átono destacado está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Meu caro, me não engano dizendo que antigamente o tempo do carnaval era obrigatório.
b) As pessoas não davam-se conta de que o tempo do carnaval era obrigatório.
c) Quando o tempo do carnaval era obrigatório, meu pai me levava a bailes à fantasia.
d) O tempo do carnaval era obrigatório, mas não havia deixado-me muitas lembranças.
e) Os foliões divertiriam-se mais se soubessem que o tempo do carnaval era obrigatório.
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CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Auditoria/2016
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Texto
 
A função da arte
 
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455) 
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para
o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
 
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar
estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou
mudo de beleza.
 
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar!
 
GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2002. p.12.
 
No que se refere à colocação pronominal, respeita-se a norma-padrão em:
a) Queria que admira-me-ssem na velhice.
b) Me seduziria poder ser jovem a vida toda.
c) A aposentadoria, esperarei-a com ansiedade.
d) Nunca senti-me tão velho como hoje.
e) Ninguém o observava com a mesma atenção que eu.
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CESGRANRIO - Ag PM (IBGE)/IBGE/2016
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Texto
 
Feliz por nada
 
Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu
uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há
sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as
novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor
é ser feliz por nada.
 
Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva
de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a
pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo
motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
 
Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca.
 
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices
diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos
outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando
triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é
tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu
me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
 
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas
resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se
punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
 
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do
pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação à sociedade e
liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se
consumir tanto?
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456) 
 
A vida não é um questionário. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades,
sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se
autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor
culpa.
 
Ser feliz por nada talvez seja isso.
 
MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. Porto Alegre: L&PM, jul. 2011.
 
A posição do pronome se destacado atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
a) É preciso que os estados em que há maior degradação ambiental não neguem-se a tomar as
providências necessárias para enfrentar o problema.
b) Há uma grande pressão social para que as pessoas mantenham-se felizes e sintam-se realizadas
permanentemente.
c) Se os órgãos responsáveis pela proteção ambiental dedicarem-se mais a sua missão, as matas
brasileiras poderão sobreviver à degradação.
d) Quando os institutos de pesquisa se preocuparem em analisar o grau de felicidade da população,
descobrirão que os índices são muito baixos.
e) Livros de autoajuda fazem muito sucesso atualmente porque ensinam as pessoas a nunca
sentirem-se infelizes ao enfrentarem dificuldades.
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CESGRANRIO - Sup Pesq (IBGE)/IBGE/Tecnologia de Informação e
Comunicação/2016
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Os pobres
 
Todo o mundo conhece os pobres. Os despossuídos de tudo, humilhados pela vida que lhes foi roubada.
As gentes tristes do mundo. As sem pão e sem beleza. As a que falta esperança. Que vivem dentro de
um horizonte tão retraído que nele não cabe um futuro que não seja a repetição da vida ruim. Para eles
e seus filhos. E netos. Como se a pobreza fosse genética e hereditária. Um fato da natureza. Ou um
castigo de Deus, dos que vão passando através de gerações.
 
Nada de natureza, nada de Deus. Pobreza não é castigo. É imposição. Ninguém tem na pobreza qualquer
alegria. Os catadores de lixo encontram nessa atividade o muito pouco com que se sustentam e às suas
famílias, quando elas também não estão enterradas na sujeira dos outros, selecionando coisas ainda
aproveitáveis, sabe-se lá para quê. É o limite do desespero. Salvar da aniquilação os rejeitos de vidas
alheias, que, para quem está abaixode todas as linhas da pobreza e da dignidade, valem a própria vida.
Urubus voam por cima dos lixões. Aquelas montanhas são seus territórios de morte. Os que catam lixo
disputam a vida com os urubus.
 
Sei que separar o lixo é uma atividade ecológica e economicamente relevante. O inadmissível é que ela
não seja feita na recolha seletiva prévia do que ainda serve para algum fim útil e do que está destinado à
putrefação dos cadáveres. Os catadores chafurdam em todas as porcarias para extrair delas uma garrafa,
uma tampa de sanitário, uma bota velha de um só pé. Resgatam do naufrágio coisas tristes como eles,
os jogados fora por uma sociedade que desperdiça coisas como desperdiça pessoas. Que joga fora o que
não serve. Os pobres não servem para uma sociedade que consome acima dos limites de uma vida
comum. Ou servem: alguém precisa fazer o trabalho sujo.
 
Penso num poema de Manuel Bandeira. Algo, um bicho certamente, remexia nas latas de lixo. “Quando
achava alguma coisa, não examinava nem cheirava: engolia com voracidade.” E os olhos insones do
poeta se estarreceram quando viu a verdade da miséria: “O bicho não era um cão, não era um gato, não
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457) 
era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem.” Esses bichos são homens. São como eu e vocês, meus
companheiros de sábado. São homens.
 
E a fome! Meu Deus, a fome! A nós ronca o estômago quando se espaça demais o intervalo entre as
refeições. A barriga dos pobres já não ronca. Seu vazio não tem o conforto da proximidade da próxima
comida. São barrigas tristes. De dor interna e de abandono. Deitados nos cantos dos edifícios, nas
calçadas onde moram, estendem mãos sem esperança. “Para comer”, dizem. E nós passamos, tomando
distâncias cautelosas, pela ponta dos meios-fios. Podem ser perigosos. Estão sujos. E cheiram mal.
 
Passamos ao largo. Tomamos distância. Fugimos. Deles, sim. Mas, no mais fundo das nossas
consciências adormecidas, fugimos de nós. Os pobres, lixo da vida, estão lá — e nem nos acusam! — e
nos lembram do outro lixo, aquele em que jogamos coisas ainda usáveis, sem pensarmos que alguém
naquela calçada podia fazer com elas uma roupa, um abrigo para o frio. Um farrapo de esperança digna.
Fugimos do beco onde algo chafurda nas latas de lixo, e come com voracidade o que encontra. E não é
um bicho, meu Deus. É um homem.
 
D’AMARAL, M. T. Rio de Janeiro, O Globo, 7 maio 2016. Adaptado.
 
O pronome oblíquo está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Eles estão por toda parte, mas ninguém nota-os.
b) Vivemos em uma sociedade que pouco se importa com essa questão.
c) Encontraremo-los em muitas cidades.
d) Nos sensibilizamos, porém nada fazemos.
e) É preciso trabalhar para que resolva-se o problema.
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2015
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Cartilha orienta consumidor
Lançada pelo SindilojasRio e pelo CDL-Rio,
em parceria com o Procon-RJ, guia destaca os principais
pontos do Código de Defesa do Consumidor (CDC),
selecionados a partir das dúvidas e reclamações mais
comuns recebidas pelas duas entidades
O Sindicato de Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro (SindilojasRio) e o Clube de Diretores Lojistas do
Rio de Janeiro (CDL-Rio) lançaram ontem uma cartilha para orientar lojistas e consumidores sobre seus
direitos e deveres. Com o objetivo de dar mais transparência e melhorar as relações de consumo, a
cartilha tem apoio também da Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon)/
Procon-RJ.
Batizada de Boas Vendas, Boas Compras! – Guia prático de direitos e deveres para lojistas e
consumidores, a publicação destaca os principais pontos do Código de Defesa do Consumidor (CDC),
selecionados a partir das dúvidas e reclamações mais comuns recebidas, tanto pelo SindilojasRio e CDL-
Rio, como pelo Procon-RJ.
“A partir da conscientização de consumidores e lojistas sobre seus direitos e deveres, queremos
contribuir para o crescimento sustentável das empresas, tendo como base a ética, a qualidade dos
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458) 
produtos e a boa prestação de serviços ao consumidor”, explicou o presidente do SindilojasRio e do CDL-
Rio, Aldo Gonçalves.
Gonçalves destacou que as duas entidades estão comprometidas em promover mudanças que propiciem
o avanço das relações de consumo, além do desenvolvimento do varejo carioca.
“O consumidor é o nosso foco. É importante informá-lo dos seus direitos”, disse o empresário,
ressaltando que conhecer bem o CDC é vital não só para os lojistas, mas também para seus
fornecedores.
Jornal do Commercio. Rio de Janeiro. 08 abr. 2014, A-9. Adaptado.
 
Na frase “‘É importante informá-lo dos seus direitos’” emprega-se o verbo informar seguido do pronome
oblíquo. Entretanto, o redator poderia ter optado por empregar, em vez de lo, o pronome lhe.
A frase resultante, mantendo-se o mesmo sentido e respeitando-se a norma-padrão, seria:
a) É importante informar-lhe sobre os seus direitos.
b) É importante lhe informar a respeito dos seus direitos.
c) É importante informar-lhe dos seus direitos.
d) É importante informar-lhe os seus direitos.
e) É importante lhe informar acerca dos seus direitos.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2015
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
A sociedade da informação e seus desafios
 
Dificilmente alguém discordaria de que a sociedade da informação é o principal traço característico do
debate público sobre desenvolvimento, seja em nível local ou global, neste alvorecer do século XXI. Das
propostas políticas oriundas dos países industrializados e das discussões acadêmicas, a expressão
“sociedade de informação” transformou-se rapidamente em jargão nos meios de comunicação,
alcançando, de forma conceitualmente imprecisa, o universo vocabular do cidadão.
 
A expressão “sociedade da informação” passou a ser utilizada como substituta para o conceito complexo
de “sociedade pós-industrial”, como forma de transmitir o conteúdo específico do “novo paradigma
técnico-econômico”. A realidade que os conceitos das ciências sociais procuram expressar refere-se às
transformações técnicas, organizacionais e administrativas que têm como “fator-chave” não mais os
insumos baratos de energia — como na sociedade industrial — mas os insumos baratos de informação
propiciados pelos avanços tecnológicos na microeletrônica e nas telecomunicações.
 
Nesta sociedade pós-industrial, ou “informacional”, as transformações em direção à sociedade da
informação, em estágio avançado nos países industrializados, constituem uma tendência dominante
mesmo para economias menos industrializadas e definem um novo paradigma, o da tecnologia da
informação, que expressa a essência da presente transformação tecnológica em suas relações com a
economia e a sociedade. Esse novo paradigma tem as seguintes características fundamentais: a
informação é sua matéria-prima (no passado, o objetivo dominante era utilizar informação para agir
sobre as tecnologias); os efeitos das novas tecnologias têm alta penetrabilidade (a informação é parte
integrante de toda atividade humana, individual ou coletiva e, portanto, todas essas atividades tendem a
ser afetadas diretamente pela nova tecnologia); a tecnologia favorece processos reversíveis devido a sua
flexibilidade; trajetórias de desenvolvimento tecnológico em diversas áreas do saber tornam-se
interligadas e transformam-se as categorias segundo as quais pensamos todos os processos
(microeletrônica, telecomunicações, optoeletrônica, por exemplo).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/300459
459) 
O foco sobre a tecnologia pode alimentar a visão ingênua de determinismo tecnológico segundo o qual
as transformações em direção à sociedade da informação resultam da tecnologia, seguem uma lógica
técnica e, portanto, neutra e estão fora da interferência de fatores sociais e políticos. Nada mais
equivocado: processos sociaise transformação tecnológica resultam de uma interação complexa em que
fatores sociais preexistentes como a criatividade, o espírito empreendedor, as condições da pesquisa
científica afetam o avanço tecnológico e suas aplicações sociais.
 
No campo educacional dos países em desenvolvimento, decisões sobre investimentos para a
incorporação da informática e da telemática implicam também riscos e desafios. Será essencial identificar
o papel que essas novas tecnologias podem desempenhar no processo de desenvolvimento educacional
e, isso posto, resolver como utilizá-las de forma a facilitar uma efetiva aceleração do processo em direção
à educação para todos, ao longo da vida, com qualidade e garantia de diversidade. As novas tecnologias
de informação e comunicação tornam-se, hoje, parte de um vasto instrumental historicamente
mobilizado para a educação e a aprendizagem. Cabe a cada sociedade decidir que composição do
conjunto de tecnologias educacionais mobilizar para atingir suas metas de desenvolvimento.
 
A Unesco tem atuado de forma sistemática no sentido de apoiar as iniciativas dos Estados Membros na
definição de políticas de integração das novas tecnologias aos seus objetivos de desenvolvimento. No
Programa Informação para Todos, as ações desse organismo internacional estão concentradas em duas
áreas principais: conteúdo para a sociedade da informação e “infoestrutura” para esta sociedade em
evolução, por meio da cooperação para treinamento, apoio ao estabelecimento de políticas de
informação e promoção de conexões em rede.
 
No espírito da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que constitui a base dos direitos à
informação na sociedade da informação, e levando em consideração os valores e a visão delineados
anteriormente, o novo Programa Informação para Todos deverá prover uma plataforma para a discussão
global sobre acesso à informação, participação de todos na sociedade da informação global e as
consequências éticas, legais e societárias do uso das tecnologias de informação e comunicação. Deverá
prover também a estrutura para colaboração internacional e parcerias nessas áreas e apoiar o
desenvolvimento de ferramentas comuns, métodos e estratégias para a construção de uma sociedade de
informação global e justa.
 
WERTHEIN, J. Ciência da Informação. Brasília, v. 29, n. 2, p. 71- 77, maio/ago. 2000. Disponível em:
<http://revista.ibict.br/ciinf/index. php/ciinf/article/view/254>. Acesso em: 10 maio 2015. Adaptado.
 
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado está colocado
adequadamente em:
a) Quando todas as instituições educacionais se interessarem pela inclusão digital, a sociedade será
muito beneficiada em diferentes aspectos do seu desenvolvimento.
b) Atualmente, há uma intensa pressão social para que o indivíduo sempre mantenha-se a par das
novas tecnologias lançadas em outras regiões do mundo.
c) Não pouparam-se esforços para que todos os funcionários daquela empresa tivessem acesso às
mídias digitais por meio de renovação dos equipamentos.
d) Os pesquisadores das áreas sociais e tecnológicas nunca enganam-se a respeito da grande
importância da presença da internet em nossa sociedade.
e) Se o preço dos equipamentos eletrônicos ficar muito elevado, poderá-se procurar pesquisar mais
atentamente.
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2015
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Moeda digital deve revolucionar a sociedade
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Nas sociedades primitivas, a produção de bens era limitada e feita por famílias que trocavam seus
produtos de subsistência através do escambo, organizado em locais públicos, decorrendo daí a origem do
termo “pregão” da Bolsa. Com o passar do tempo, especialmente na antiguidade, época em que os
povos já dominavam a navegação, o comércio internacional se modernizou e engendrou a criação de
moedas, com o intuito de facilitar a circulação de mercadorias, que tinham como lastro elas mesmas,
geralmente alcunhadas em ouro, prata ou bronze, metais preciosos desde sempre.
A Revolução Industrial ocorrida inicialmente na Inglaterra e na Holanda, por volta de 1750, viria a criar
uma quantidade de riqueza acumulada tão grande que transformaria o próprio dinheiro em mercadoria.
Nascia o mercado financeiro em Amsterdã, que depois se espalharia por toda a Europa e pelo mundo. A
grande inovação na época foi o mecanismo de compensação nos pagamentos, mais seguro e prático, no
qual um banco emitia uma ordem de pagamento para outro em favor de determinada pessoa e esta
poderia sacá-la sem que uma quantidade enorme de dinheiro ou ouro tivesse de ser transportada entre
continentes. Essa ordem de pagamento, hoje reconhecida no mundo financeiro como “título cambial”,
tem como instrumento mais conhecido o cheque, “neto” da letra de câmbio, amplamente usada pela
burguesia em transações financeiras na alta idade média. A teoria nos ensina que são três as suas
principais características: a cartularidade, a autonomia e a abstração.
 
Ora, o que isso tem a ver com bitcoins? Foi necessária essa pequena exegese para refletirmos que não
importa a forma como a sociedade queira se organizar, ela é sempre motivada por um fenômeno
humano. Como nos ensina Platão, a necessidade é a mãe das invenções. Considerando o dinamismo da
evolução da sociedade da informação, inicialmente revolucionada pela invenção do códex e da imprensa
nos idos de 1450, que possibilitou na Idade Média o armazenamento e a circulação de grandes volumes
de informação, e, recentemente, o fenômeno da internet, que eliminou distâncias e barreiras culturais,
transformando o mundo em uma aldeia global, seria impossível que o próprio mundo virtual não
desenvolvesse sua moeda, não somente por questão financeira, mas sobretudo para afirmação de sua
identidade cultural.
 
Criada por um “personagem virtual”, cuja identidade no mundo real é motivo de grande especulação, a
bitcoin, resumidamente, é uma moeda virtual que pode ser utilizada na aquisição de produtos e serviços
dos mais diversos no mundo virtual. Trata-se de um título cambial digital, sem emissor, sem cártula, e,
portanto, sem lastro, uma aberração no mundo financeiro, que, não obstante isso, tem valor.
 
No entanto, ao que tudo indica, essa questão do lastro está prestes a ser resolvida. Explico. Grandes
corporações começam a acenar com a possibilidade de aceitar bitcoins na compra de serviços. Se a
indústria pesada da tecnologia realmente adotar políticas reconhecendo e incluindo bitcoins como moeda
válida, estará dado o primeiro passo para a criação de um mercado financeiro global de bitcoins. Esse
assunto é de alta relevância para a sociedade como um todo e poderá abrir as portas para novos serviços
nas estruturas que se formarão não somente no mercado financeiro, em todas as suas facetas — refiro-
me à Bolsa de Valores, inclusive, bem como em novos campos do direito e na atividade estatal de
regulação dessa nova moeda.
 
Certamente a consolidação dos bitcoins não revogaráas outras modalidades de circulação de riqueza
criadas ao longo da história, posto que ainda é possível trocar mercadorias, emitir letras de câmbio,
transacionar com moedas e outros títulos. Ao longo do tempo aprendemos também que os instrumentos
se renovaram e se tornaram mais sofisticados, fato que constitui um desafio para o mundo do direito.
 
AVANZI, Dane. UOL TV Todo Dia. Disponível em:
<http://portal.tododia.uol.com.br/_conteudo/2015/03/opiniao/65848-moeda-digital-deve-revolucionar-a-
sociedade.php>. Acesso em: 09 ago. 2015. Adaptado.
 
A colocação do pronome destacado atende às exigências da norma-padrão da Língua Portuguesa em:
a) Os clientes mais exigentes sempre comportaram-se bem diante das medidas favoráveis oferecidas
pelos bancos.
460) 
b) Efetivando-se os pagamentos com moedas virtuais, os clientes terão confiança para utilizar esse
recurso financeiro.
c) Os usuários constantes da internet não enganam-se a respeito das vantagens do comércio on-line.d) É preciso observar que a população interessa-se pelas formas de aprendizagem condizentes com
a sua cultura.
e) Os turistas tinham organizado-se para viajar quando as condições econômicas melhorassem.
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CESGRANRIO - AET (BB)/BB/2014
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Um pouco distraído
Ando um pouco distraído, ultimamente. Alguns amigos mais velhos sorriem, complacentes, e dizem que é
isso mesmo, costuma acontecer com a idade, não é distração: é memória fraca mesmo, insuficiência de
fosfato.
O diabo é que me lembro cada vez mais de coisas que deveria esquecer: dados inúteis, nomes sem
significado, frases idiotas, circunstâncias ridículas, detalhes sem importância. Em compensação, troco o
nome das pessoas, confundo fisionomias, ignoro conhecidos, cumprimento desafetos. Nunca sei onde
largo objetos de uso e cada saída minha de casa representa meia hora de atraso em aflitiva procura:
quede minhas chaves? meus cigarros? meu isqueiro? minha caneta?
Estou convencido de que tais objetos, embora inanimados, têm um pacto secreto com o demônio, para
me atormentar: eles se escondem.
Recentemente, descobri a maneira infalível de derrotá-los. Ainda há pouco quis acender um cigarro, dei
por falta do isqueiro. Em vez de procurá-lo freneticamente, como já fiz tantas vezes, abrindo e fechando
gavetas, revirando a casa feito doido, para acabar plantado no meio da sala apalpando os bolsos vazios
como um tarado, levantei-me com naturalidade sem olhar para lugar nenhum e fui olimpicamente à
cozinha apanhar uma caixa de fósforos.
Ao voltar — eu sabia! — dei com o bichinho ali mesmo, na ponta da mesa, bem diante do meu nariz, a
olhar-me desapontado. Tenho a certeza de que ele saiu de seu esconderijo para me espiar.
Até agora estou vencendo: quando eles se escondem, saio de casa sem chaves e bato na porta ao voltar;
compro outro maço de cigarros na esquina, uma nova caneta, mais um par de óculos escuros; e não
telefono para ninguém até que minha caderneta resolva aparecer. É uma guerra sem tréguas, mas hei de
sair vitorioso. [...]
Alarmado, confidenciei a um amigo este e outros pequenos lapsos que me têm ocorrido, mas ele me
consolou de pronto, contando as distrações de um tio seu, perto do qual não passo de um mero
principiante.
Trata-se de um desses que põem o guarda-chuva na cama e se dependuram no cabide, como manda a
anedota. Já saiu à rua com o chapéu da esposa na cabeça. Já cumprimentou o trocador do ônibus
quando este lhe estendeu a mão para cobrar a passagem. Já deu parabéns à viúva na hora do velório do
marido. Certa noite, recebendo em sua casa uma visita de cerimônia, despertou de um rápido cochilo
e se ergueu logo, dizendo para sua mulher: “Vamos, meu bem, que já está ficando tarde.” [...]
Contou-me ainda o sobrinho do monstro que sair com um sapato diferente em cada pé, tomar ônibus
errado, esquecer dinheiro em casa, são coisas que ele faz quase todos os dias. Já lhe aconteceu tanto se
esquecer de almoçar como almoçar duas vezes. Outro dia arranjou para o sobrinho um emprego num
escritório de advocacia, para que fosse praticando, enquanto estudante.
— Você sabe — me conta o sobrinho: — O que eu estudo é medicina...
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461) 
Não, eu não sabia: para dizer a verdade, só agora o estava identificando. Mas não passei recibo — faz
parte da minha nova estratégia, para não acabar como o tio dele: dar o dito por não dito, não falar mais
no assunto, acender um cigarro. É o que farei agora. Isto é, se achar o cigarro.
SABINO, F. Deixa o Alfredo Falar. Rio de Janeiro: Record, 1976.
 
Dentre os trechos retirados do texto, a alteração da colocação do pronome oblíquo está feita de acordo
com a norma-padrão em:
a) “a olhar-me desapontado.” – a me olhar desapontado
b) “lapsos que me têm ocorrido” – lapsos que têm ocorrido-me
c) “Trata-se de um desses” – Se trata de um desses
d) “Contou-me ainda o sobrinho” – Me contou ainda o sobrinho
e) “Já lhe aconteceu” – Já aconteceu-lhe
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CESGRANRIO - Ana (FINEP)/FINEP/Análise Estratégica em Ciência, Tecnologia e
Inovação/2014
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
A polêmica das biografias
A liberdade de expressão está sujeita aos
limites impostos pelas demais prerrogativas
dos cidadãos: honra, privacidade etc.
A jornalista Hildegard Angel fulminou no Twitter: “Num país em que a Justiça é caolha, não dá para
liberar geral as biografias de bandeja pros grupos editoriais argentários”.
A controvérsia em torno das biografias é a prova da desditosa barafunda institucional que atormenta o
Brasil. Nos códigos das sociedades modernas, aquelas que acolheram os princípios do Estado
Democrático de Direito(a), a liberdade de expressão está sujeita aos limites impostos pelas demais
prerrogativas dos cidadãos: a privacidade, a honra, o direito de resposta a ofensas e desqualificações
lançadas publicamente contra a integridade moral dos indivíduos.
Em 17 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirmava: “O desprezo e o
desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da
Humanidade e o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e
da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração
do homem comum”.
Em 2008, escrevi um artigo para celebrar os 60 anos da declaração(b). Naquela ocasião, percebi
claramente que os fantasmas dos traumas nascidos das experiências totalitárias dos anos 1930 ainda
assombram os homens, seus direitos e liberdades.
Segundo a declaração, são consideradas intoleráveis as interferências na sua vida privada, na sua família,
no seu lar ou na sua correspondência – atenção! –, tampouco são toleráveis ataques à sua honra e
reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. O cidadão
(note o leitor, o cidadão) tem direito à liberdade de opinião e de expressão. Esse direito inclui a liberdade
de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações por quaisquer meios e
independentemente de fronteiras.
 
É proibido proibir, assim como é garantido o direito de retrucar e processar. O presidente do Supremo
Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, sugeriu a imposição de pesadas penas pecuniárias aos detratores
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462) 
“argentários” que se valem das inaceitáveis demoras da Justiça.
No Brasil de hoje não impera a expressão livre das ideias, mas predomina o que Deleuze chamou de
Poder das Potências. Já tratei aqui desse tema, mas vou insistir. Nos tempos da sociedade de massa e do
aparato de comunicação abrigado na grande mídia, as Potências estão desinteressadas em sufocar a
crítica ou as ideias desviantes. Não se ocupam mais dessa banalidade. Elas se dedicam a algo muito mais
importante: fabricam os espaços da literatura, do econômico, do político(c), espaços completamente
reacionários, pré-moldados e massacrantes. “É bem pior que uma censura”, continua Deleuze, “pois a
censura provoca efervescências subterrâneas, mas as Potências querem tornar isso impossível”.
Nos espaços fabricados pelas Potências não é possível manter conversações, porque neles a norma não é
a argumentação, mas o exercício da animosidade sob todos os seus disfarces, a prática desbragada da
agressividade a propósito de tudo e de todos, presentes ou ausentes, amigos ou inimigos. Não se trata
de compreender o outro, mas de vigiá-lo. “Estranho ideal policialesco, o de ser a má consciência de
alguém”, diz Deleuze.
As redes sociais, onde as ideias e as opiniões deveriam trafegar livremente, se transformaram num
espaço policialesco em que a crítica é substituída pela vigilância. A vigilância exige convicções esféricas,
maciças, impenetráveis, perfeitas. A vigilância deve adquirir aquela solidez própria da turba enfurecida(d),
disposta ao linchamento.
A Declaração dos Direitos Humanos,na esteira do pensamento liberal e progressista dos séculos XIX e
XX, imaginou que a igualdade e a diferença seriam indissociáveis na sociedade moderna e deveriam
subsistir reconciliadas, sob as leis de um Estado ético. Esse Estado permitiria ao cidadão preservar sua
diferença em relação aos outros e, ao mesmo tempo, harmonizá-la entre si, manter a integridade do
todo. Mas as transformações econômicas das sociedades modernas suscitaram o bloqueio(e) das
tentativas de impor o Estado ético e reforçaram, na verdade, a fragmentação e o individualismo
agressivo e “argentário”. Assim, a “ética” contemporânea não é capaz de resistir à degradação das
liberdades e sua transmutação em arma de vigilância e de assassinato de reputações.
BELLUZZO Luiz Gonzaga. A polêmica das biografias. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br/revista/771/a-polemica- -das-biografias-3204.html>. Acesso em: 24 nov. 2013.
 
Substituindo-se o complemento verbal destacado pelo pronome oblíquo correspondente, observa-se um
caso de próclise obrigatória em:
a) “aquelas que acolheram os princípios do Estado Democrático de Direito”
b) “Em 2008, escrevi um artigo para celebrar os 60 anos da declaração”
c) “fabricam os espaços da literatura, do econômico, do político”
d) “A vigilância deve adquirir aquela solidez própria da turba enfurecida”
e) “Mas as transformações econômicas das sociedades modernas suscitaram o bloqueio”
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/2014
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
A negação do meio ambiente
O século 20 conseguiu consolidar o apartheid entre a humanidade e as dinâmicas próprias dos
ecossistemas e da biosfera. Até o final do século 19, quando nasceu meu avô, a vida na Terra, em
qualquer que fosse o país, tinha estreitos laços com os produtos e serviços da natureza. O homem
dependia de animais para a maior parte do trabalho, para locomoção e mal começava a dominar
máquinas capazes de produzir força ou velocidade. Na maioria das casas, o clima era regulado ao abrir e
fechar as janelas e, quando muito, acender lareiras, onde madeira era queimada para produzir calor.
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Cem anos depois, a vida é completamente dominada pela tecnologia, pela mecânica, pela química e pela
eletrônica, além de todas as outras ciências que tiveram um exponencial salto desde o final do século 19.
Na maior parte dos escritórios das empresas que dominam a economia global, a temperatura é mantida
estável por equipamentos de ar-condicionado, as comunicações são feitas através de telefones sem fio e
satélites posicionados a milhares de quilômetros em órbita, as dores de cabeça são tratadas com
comprimidos, e as comidas vêm em embalagens com códigos de barra.
Não se trata aqui de fazer uma negação dos benefícios do progresso científico, que claramente ajudou a
melhorar a qualidade de vida de bilhões de pessoas, e também deixou à margem outros bilhões, mas de
fazer uma reflexão sobre o quanto de tecnologia é realmente necessário e o que se pode e o que não se
pode resolver a partir da engenharia. As distâncias foram encurtadas e hoje é possível ir a qualquer parte
do mundo em questão de horas, e isso é fantástico. No entanto, nas cidades, as distâncias não se
medem mais em quilômetros, mas sim em horas de trânsito. E isso se mostra um entrave para a
qualidade de vida.
Há certo romantismo em pensar na vida em comunhão com a natureza, na qual as pessoas dedicam
algum tempo para o contato com plantas, animais e ambientes naturais. Eu pessoalmente gosto e faço
caminhadas regulares em praias e trilhas. Mas não é disso que se trata quando falo na ruptura entre a
engenharia humana e as dinâmicas naturais. Há uma crença que está se generalizando de que a ciência,
a engenharia e a tecnologia são capazes de resolver qualquer problema ambiental que surja. E esse é
um engano que pode ser, em muitos casos, crítico para a manutenção do atual modelo econômico e
cultural das economias centrais e, principalmente, dos países que agora consideramos “emergentes”.
 
Alguns exemplos de que choques entre a dinâmica natural e o engenho humano estão deixando fraturas
expostas. A região metropolitana de São Paulo está enfrentando uma das maiores crises de
abastecimento de água de sua história. As nascentes e áreas de preservação que deveriam proteger a
água da cidade foram desmatadas e ocupadas, no entanto a mídia e as autoridades em geral apontam a
necessidade de mais obras de infraestrutura para garantir o abastecimento, como se a produção de água
pelo ecossistema não tivesse nenhum papel a desempenhar.
No caso da energia também existe uma demanda incessante por mais eletricidade, mais combustíveis e
mais consumo. Isso exige o aumento incessante da exploração de recursos naturais e não renováveis.
Pouco ou nada se fala na elaboração de programas generalizados de eficiência energética, de modo a
economizar energia sem comprometer a qualidade de vida nas cidades.
Todos esses dilemas, porém, parecem alheios ao cotidiano das grandes cidades. A desconexão vai além
da simples percepção, nas cidades as pessoas se recusam a mudar comportamentos negligentes como o
descarte inadequado de resíduos ou desperdícios de água e energia. Há muito a mudar.
Pessoas, empresas, governos e organizações sociais são os principais atores de transformação,
mudanças desejáveis e possíveis, mas que precisam de uma reflexão de cada um sobre o papel do meio
ambiente na vida moderna.
DAL MARCONDES, (Adalberto Marcondes). A negação do meio ambiente. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br /sustentabilidade/ a-negacao-do-meio-ambiente-9277.html>. Acesso em: 02 jul. 2014.
Adaptado.
 
De acordo com a norma-padrão, ao substituir no trecho “além de todas as outras ciências que tiveram
um exponencial salto” ( l. 6-7) o termo destacado por um pronome, deve-se escrever:
a) além de todas as outras ciências que tiveram-o
b) além de todas as outras ciências que o tiveram
c) além de todas as outras ciências que tiveram-no
d) além de todas as outras ciências que lhe tiveram
e) além de todas as outras ciências que tiveram-lhe
463) 
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CESGRANRIO - AC (IBGE)/IBGE/Geoprocessamento/2014
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Comércio ambulante: sob as franjas do sistema
Definir uma política para a economia informal – ou mais especificamente para o comércio ambulante –
significa situá-la em contextos de desigualdade, entendendo de que maneira ela se relaciona com a
economia formal e de que forma ela é funcional para a manutenção dos monopólios de poder político e
econômico. Dependendo do contexto, o poder público formula políticas considerando o caráter provisório
do trabalho informal, justificando políticas de formalização com a crença de uma possível “erradicação”
da informalidade.
Desse ponto de vista, a falta de um plano municipal para o comércio ambulante nas grandes cidades é
emblemática. Trata-se de um sinal que aponta que o comércio ambulante é visto como política
compensatória, reservada a alguns grupos com dificuldades de entrada no mercado de trabalho, como
deficientes físicos, idosos e, em alguns países, veteranos de guerra. Entretanto, a realidade do comércio
ambulante em São Paulo mostra que essa atividade é uma alternativa consolidada para uma parcela
importante dos ocupados que não se
enquadram em nenhuma das três categorias acima. [...]
Há políticas que reconhecem a informalidade como exceção permanente do capitalismo e que acreditam
que somente podem “gerenciá-la” ou “domesticá-la” se determinada atividade não gerar conflitos e
disputas entre setores da sociedade. Nessa concepção, “gerenciar” a informalidade significa tolerá-la,
limitando-a arbitrariamente a um número ínfimo de pessoas que podem trabalhar de forma legalizada,
deixando um grande contingente de trabalhadores à mercê da falta de planejamento e vulnerável à
corrupção e à violência. Esse perfil de “gestão da exceção”delimita a inclusão de poucos e se omite no
planejamento para muitos. No caso de São Paulo, o número de licenças de trabalho vigentes, por
exemplo, corresponde no ano de 2013 a apenas 2,5% do contingente total de trabalhadores ambulantes.
Em Nova York, apesar de toda a gestão militarizada e excludente, o percentual é de 20%.
 
Dentro desse raciocínio, “domesticar” a informalidade significa destinar ao comércio ambulante apenas
alguns espaços na cidade, mas somente os que não confrontem a lógica de reprodução do capital e,
consequentemente, a imagem que se quer manter dos espaços em valorização imobiliária. Não só
trabalhadores ambulantes, como catadores de material reciclável, moradores de habitações precárias e
população em situação de rua são obrigados a ocupar espaços distantes dos vetores de reconfiguração
urbana e dos megaeventos corporativos e midiáticos. A “demarcação” de terras onde eles podem estar,
trabalhar ou circular passa a ser não uma política afirmativa do direito à cidade, mas do deslocamento
dessa população para longe das vistas do “progresso” e do “moderno”. [...]
Em resumo, a ausência de políticas de inclusão é em si uma política. Em algumas das grandes cidades
brasileiras, as leis que regulam o comércio ambulante apenas aparentemente servem para incluir,
quando, na verdade, são instrumentos de exclusão dos trabalhadores das ruas.
ALCÂNTARA, A.; SAMPAIO, G.; ITIKAWA, L. Comércio ambulante: sob as franjas do sistema. Disponível em:
<http://www.cartacapital. com.br/sociedade/sob-as-franjas-do-sistema-o-comercio-ambulante-nas-grandes-cidades-
325.html>. Acesso em: 26 dez. 2013. Adaptado.
 
Em “Há políticas que reconhecem a informalidade”, ao substituir o termo destacado por um pronome,
de acordo com a norma-padrão da língua, o trecho assume a formulação apresentada em:
a) Há políticas que a reconhecem
b) Há políticas que reconhecem-a
c) Há políticas que reconhecem-na
d) Há políticas que reconhecem ela
e) Há políticas que lhe reconhecem
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464) 
465) 
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CESGRANRIO - Adv (EPE)/EPE/Jurídica/2014
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Pessoa em pessoa
Existe uma ironia ao fazer-se um guia a partir de um roteiro turístico escrito por Fernando Pessoa:
embora ele tenha detalhado cada ponto de Lisboa(a), cidade onde nasceu e viveu, o maior poeta
português não gostava de viajar. Se saiu, foi muito pouco, e só deixou a sua cidade natal em raras
ocasiões(b). Numa delas, por motivos familiares, viveu um período em Durban, na antiga colônia inglesa
na África do Sul. Após a morte do pai, a sua mãe casou-se com o militar João Miguel Rosa, que, por sua
vez, se tornou cônsul de Portugal na cidade africana, obrigando a família a mudar-se(c). Pessoa foi para
lá em 1896, com 8 anos, ali ficando até aos 17 anos.
Antes e depois desse período, a sua vida foi fincada em Lisboa [...] “Para Pessoa, Lisboa foi mais do que
uma cidade, foi a pátria, condensadamente. E desde que nela lançou âncora, em 1905, nunca mais daí
saiu”, confirma Teresa Rita Lopes, uma das maiores investigadoras da obra e da vida do poeta [...].
Rotas pessoais
Pessoa era uma espécie de freelancer, um profissional autônomo que se dedicava a traduções(d) de
cartas comerciais para diversas empresas e casas comerciais de Lisboa. Isso ajuda a explicar o fato de
ter sido um verdadeiro andarilho, indo de um lado para o outro, algo que acabaria por constituir a sua
própria personalidade(e). Era caminhando que pensava, que refletia.
“Para ele era uma maneira de estar sozinho de fato, bem como uma forma de ter ideias, era uma
maneira de criar. Depois, nos diários que fez, dizia as ideias que tinha tido em tal passeio. Os passeios
para ele eram também momentos de criação. Andava imenso”, explica Teresa Rita Lopes.
CORREIA FILHO, J. Lisboa em Pessoa: guia turístico e literário
da capital portuguesa. Lisboa: Publicações Don Quixote, 2011, p. 21 - 22. Adaptado.
 
O trecho em que o pronome entre parênteses substitui a expressão destacada, de acordo com a norma-
padrão, é
a) “embora ele tenha detalhado cada ponto de Lisboa”. (o tenha detalhado)
b) “só deixou a sua cidade natal em raras ocasiões” (deixou-lhe)
c) “obrigando a família a mudar-se” (obrigando- lhe)
d) “dedicava a traduções” (as dedicava)
e) “algo que acabaria por constituir a sua própria personalidade”(constituir-lhe)
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CESGRANRIO - Rev Tex (CEFET RJ)/CEFET RJ/2014
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
Texto III
 
A escrita e a oralidade em tempos de novas tecnologias da comunicação
 
Contar histórias sempre foi uma tradição de todos os povos — dos mais primitivos aos mais sofisticados.
Com essas histórias evocam-se lembranças, exercita-se e revitaliza-se a memória de pessoas e,
principalmente, a coletiva. A diferença entre os povos primitivos e sofisticados não é a importância e o
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466) 
prazer de contar e narrar histórias, mas o modo como essas são registradas. Grandes poetas épicos
como Horário, Virgílio, Camões, entre outros, tinham a função de coletar essas histórias e registrá-las
para preservar a memória e o período histórico de seu povo e sua nação.
 
O homem sempre contou histórias, antes mesmo de poder escrevê-las, porém o confronto entre a
cultura oral e a cultura escrita nunca deixou de existir, principalmente devido à visão preconceituosa da
sociedade “letrada”, tanto que à época da colonização toda a produção cultural dos povos ameríndios e,
posteriormente, a dos povos africanos foram desprezadas. Uma rápida análise da história da humanidade
deixa clara a importância do registro escrito na história dos povos e em suas relações. [...]
 
A memória coletiva perpassa pelas histórias orais, que também podem ser produzidas no campo do
poder, a partir de interesses pessoais e familiares. O filme de 2003, dirigido por Eliane Caffé, Narradores
de Javé, nos mostra isso. Na possibilidade de ser submerso o pequeno vilarejo de Javé pelas águas de
uma represa, os seus moradores se organizam para tentar salvá-lo. A salvação seria construir, já que não
tinham, um patrimônio histórico, que são as narrativas orais de cada morador a respeito das origens
históricas do vilarejo. [...]
 
GARCEZ, F. F. A escrita e a oralidade em tempos de novas tecnologias da
comunicação. Língua Portuguesa, n. 45. São Paulo: Escala. Adaptado.
 
Em qual período, o pronome átono que substitui o sintagma em destaque tem sua colocação de acordo
com a norma-padrão?
a) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – conhecia-o
b) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá – tinha encontrado-o
c) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no Museu – relatá-las-ão
d) Quem explicou às crianças as histórias de seus antepassados? – explicou-lhes
e) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de um museu virtual – Lhes vinham
perguntando
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CESGRANRIO - Tec Ban (BASA)/BASA/2013
Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
É preciso mudar a mentalidade sobre a Amazônia
Trabalho no projeto Saúde e Alegria, que começou com o apoio do BNDES(a) em 1987, e hoje
retomamos uma parceria com o Banco na área de saneamento, premiada pela Cepal, em Santiago do
Chile.
O tiro que eu daria seria na mudança de mentalidade. O Brasil começaria a entender a Amazônia(b) não
como um ônus, mas como um bônus. Vivemos neste exato momento duas crises. Uma econômica
internacional, outra ambiental. Apesar de serem duas, a solução para a saída de ambas é uma só: pensar
um novo modelo(c) de desenvolvimento que una a questão ambiental à econômica. Sobretudo, que traga
alegria, saúde, felicidade, com base não apenas no consumo desenfreado.
A questão liga a Amazônia(d) ao mundo não apenas pelo aspecto da regulação climática, mas também
pela motivação na busca de uma solução para aquelas duas crises.Temos uma oportunidade única —
principalmente por ser o Brasil um país que agrega a maioria do território amazônico — de construir, a
partir da Amazônia, um modelo de desenvolvimento “2.0” capaz de oferecer respostas em um sentido
inverso ao atual. Em lugar de importar um modelo de desenvolvimento do Sul, construído em outras
bases, deveríamos levar adiante algumas iniciativas que podem ser, até mesmo, replicadas em cidades
como Rio de Janeiro ou São Paulo.
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Esse seria o tiro ligado à mudança de mentalidade. Às vezes, pensamos na Amazônia(e) como um
problema, como o escândalo do desmatamento. Raramente chegam às regiões Sul e Sudeste ou a
Brasília notícias boas da Amazônia.
O novo modelo de desenvolvimento — se fosse reduzido a alguns pilares — incluiria, obviamente, zerar o
desmatamento (já há programas para isso) e combater a pobreza, entendendo-se que a solução para o
meio ambiente passa, necessariamente, pela questão social.
Se analisarmos as áreas que mais desmatam hoje no mundo, constataremos que são áreas com menor
Índice de Desenvolvimento Humano [IDH]. Portanto, há uma necessidade premente de se criar um
ambiente de negócios sustentáveis, com uma economia ligada ao meio ambiente. O investidor precisa ter
segurança de investir, de gerar emprego com o mínimo de governança, para que esses negócios se
perpetuem ao longo do tempo.
Destaco outros pontos, como a política de proteção e fiscalização. É preciso sair da cultura do ilegalismo
e entrar no legalismo. O normal lá é o ilegal. Vamos imaginar que sou do Rio Grande do Sul, sou um cara
do bem, quero investir em produção madeireira na Amazônia. Faço tudo corretamente, plano de manejo,
obtenho as licenças necessárias, pago encargos trabalhistas, etc. Vou enfrentar uma concorrência
desleal, e minha empresa fechará no vermelho. Como posso concorrer com 99% dos empreendimentos,
que são ilegais? Ou volto para o Rio Grande do Sul ou mudo de lado. Essa é a prática na Amazônia. E
essa prática precisa acabar.
Além da necessidade de governança, de gestão pública, há a necessidade de políticas que atendam ao
fator amazônico. Às vezes, acho que o Brasil desconhece a Amazônia. Lido com políticos municipais,
principalmente nas áreas de saúde e educação. Evidentemente, não podemos trabalhar com a mesma
política de municípios como Campinas ou Santarém, equivalente ao tamanho da Bélgica. Na Amazônia,
há comunidades que ficam distantes 20 horas de barco e são responsabilidade do gestor municipal.
Imaginem um secretário de Saúde tentando cumprir a Constituição, o direito do cidadão, com o
orçamento limitado, numa situação amazônica, com as distâncias amazônicas.
Outro ponto a ser levado em consideração é o ordenamento territorial. Também destaco os aspectos
social e de infraestrutura, as cadeias produtivas, o crédito, o fomento e a construção de uma nova
economia sobre REDD (do inglês Reducing Emissions from Deforestation and Degradation, que significa
reduzir emissões provenientes de desflorestamento e degradação) e o pagamento de serviços
ambientais.
Em resumo, se começarmos a pensar na Amazônia como uma oportunidade, acho que conseguiremos
efetivar soluções em curto espaço de tempo.
SCANNAVINO, Caetano. É preciso mudar a mentalidade sobre a Amazônia. In: BNDES.
Amazônia em debate: oportunidades, desafios e soluções. Rio de Janeiro: BNDES, 2010, p. 147-149. Adaptado.
 
Está substituído pelo pronome adequado, de acordo com a norma-padrão, o termo destacado na
seguinte passagem do texto:
a) “que começou com o apoio do BNDES” – começou- o
b) “começaria a entender a Amazônia” – entender- lhe
c) “pensar um novo modelo” – pensar-lhe
d) “A questão liga a Amazônia” – liga-a
e) “Às vezes, pensamos na Amazônia” – pensamo- la
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Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
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467) Texto
 
Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim
 
Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se
chama o natural do Cairo?
 
O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova
de Português de nenhum concurso oficial. Mas, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância,
receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.
 
Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não
deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.
 
Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em
quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de
Português. Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha
crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom
vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” — mas não o fiz para não
entristecer o homem.
 
Espero que uma velhice tranquila — no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um
dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar [A] dos abusos que tenho praticado contra
a sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é
desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria [B] se eu dissesse a uma bela dama: a
senhora é pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?)
 
Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. “Cada dia você parece que tem
de praticar a sua má ação — contra a língua.” Mas acho que isso é exagero.
 
Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinquenta que dos
quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais,
pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que
nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz [C], mereço desculpas, pois nunca tive
essa intenção.
 
Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram [D] o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei
sem saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um
desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar.
 
Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua
portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas histórias que uma pessoa conta para “pegar”
as outras? O habitante do Cairo pode ser cairense, cairel, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade
de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham
que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras
cruzadas da Última Hora ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de O Globo?
 
No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa
através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.
 
Mas a mim é que não me escardincham [E] assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo de póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de
Itapemirim!
 
468) 
BRAGA, Rubem. Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim. In: Ai de Ti, Copacabana. 11. ed. Rio de Janeiro: Record,
1993. p. 159-161.
 
Existem situações em que um pronome oblíquo pode ser colocado em mais de uma posição em relação
ao verbo.
 
O pronome em destaque poderá, de acordo com a norma-padrão, estar colocado depois do verbo em
a) “me penitenciar”
b) “me aconteceria”
c) “se o fiz”
d) “já me tiraram”
e) “não me escardincham”
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Língua Portuguesa (Português) - Colocação Pronominal
A vida sem celular
 
O inevitável aconteceu: perdi meu celular.(a) Estava no bolso da calça. Voltei do Rio de Janeiro, peguei
um táxi no aeroporto. Deve ter caído no banco e não percebi. Tentei ligar para o meu próprio número.
Deu caixa postal. Provavelmente eu o desliguei no embarque e esqueci de ativá-lo novamente. Meu
quarto parece uma trincheira de guerra de tanto procurá-lo.
 
Agora me rendo: sou um homem sem celular.
 
O primeiro sentimento é de pânico. Como vou falar com meus amigos? Como vão me encontrar?
 
Estou desconectado do mundo. Nunca botei minha agenda em um programa de computador, para
simplesmente recarregá-la em um novo aparelho. Será árduo garimpar os números da família,(b) amigos,
contatos profissionais. E se alguém me ligar com um assunto importante? A insegurança é total.
 
Reflito. Podem me achar pelo telefone fixo. Meus amigos me encontrarão, pois são meus amigos. Eu os
buscarei, é óbvio. Então por que tanto terror?
 
Há alguns anos - nem tantos assim - ninguém tinha celular. A implantação demorou por aqui, em relação
a outros países. E a vida seguia. Se alguém precisasse falar comigo, deixava recado. Depois eu chamava
de volta. Se estivesse aguardando um trabalho, por exemplo, eu ficava esperto. Ligava perguntando se
havia novidades. Muitas coisas demoravam para acontecer. Mas as pessoas contavam com essa demora.
Não era realmente ruim.
 
Saía tranquilo, sem o risco de que me encontrassem a qualquer momento, por qualquer bobagem.
 
A maior parte das pessoas vê urgência onde absolutamente não há. Ligam afobadas para fazer uma
pergunta qualquer. Se não chamo de volta, até se ofendem.
 
— Eu estava no cinema, depois fui jantar, bater papo.
 
— É... Mas podia ter ligado!
 
Como dizer que podia, mas não queria?
 
Vejo motoristas de táxi tentando se desvencilhar de um telefonema.Vejo motoristas de táxi tentando se
desvencilhar de um telefonema.
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— Agora não posso falar, estou dirigindo.
 
— Só mais uma coisinha...
 
Fico apavorado no banco enquanto ele faz curvas e curvas, uma única mão no volante. Muita gente não
consegue desligar mesmo quando se explica ser impossível falar. Dá um nervoso!
 
A maioria dos chefes sente-se no direito de ligar para o subordinado a qualquer hora. Noites, fins de
semana, tudo submergiu numa contínua atividade profissional. No relacionamento pessoal ocorre o
mesmo.
 
— Onde você está? Estou ouvindo uma farra aí atrás.
 
— Vendo televisão! É um comercial de cerveja!
 
Um amigo se recusa a ter celular.
 
— Fico mais livre.
 
Às vezes um colega de trabalho reclama:
 
— Precisava falar com você, mas não te achei.
 
— Não era para achar mesmo.
 
Há quem desfrute o melhor. Conheço uma representante de vendas(c) que trabalha na praia durante o
verão. Enquanto torra ao sol, compra, vende, negocia. Mas, às vezes, quando está para fechar o negócio
mais importante do mês, o aparelho fica fora de área. Ela quase enlouquece!
 
Pois é. O celular costuma ficar fora de área nos momentos mais terríveis. Parece de propósito! Como em
um recente acidente automobilístico que me aconteceu. Eu estava bem, mas precisava falar com a
seguradora. O carro em uma rua movimentada. E o celular mudo! Quase pirei! E quando descarrega no
melhor de um papo, ou, pior, no meio da briga, dando a impressão de que desliguei na cara?
 
Na minha infância, não tinha nem telefone em casa. Agora não suporto a ideia(d) de passar um dia
desconectado. É incrível como o mundo moderno cria necessidades. Viver conectado virou vício. Talvez o
dia a dia fosse mais calmo sem celular. Mas vou correndo comprar um novo!(e)
 
CARRASCO, Walcyr. A vida sem celular. Veja São Paulo, São Paulo, n.2107, 08 abr. 2009. Disponível em:
<http://vejasp.abril.com.br/revista/ edicao-2107/avida- sem-celular> Acesso: 26 dez. 2011. Adaptado.
 
De acordo com a norma-padrão, o exemplo do texto em que a substituição do termo destacado por um
pronome pessoal resultaria em um caso de próclise obrigatória é:
a) “O inevitável aconteceu: perdi meu celular.”
b) “Será árduo garimpar os números da família”
c) “Conheço uma representante de vendas”
d) “Agora não suporto a ideia”
e) “Mas vou correndo comprar um novo”
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente de Tecnologia/2023
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
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469) 
470) 
Empreendedorismo social: um caminho para quem quer mudar o mundo
 
Ainda que não exista uma concepção única sobre o empreendedorismo social, de forma geral, o conceito
está relacionado ao ato de empreender ou inovar com o objetivo de alavancar causas sociais e
ambientais. A meta é transformar uma realidade, promover o bem-estar da sociedade e agregar valor
com cunho social.
 
Um empreendedor social produz bens e serviços que irão impactar positivamente a comunidade em que
ele está inserido e solucionar algum problema ou necessidade daquele grupo. Apesar de poder ter
retorno financeiro, os empreendimentos sociais analisam seu desempenho a partir do impacto social
gerado por sua atuação.
 
Vale ressaltar que, apesar de apresentarem muitas similaridades, empreendedorismo social e negócio
social não são sinônimos. O empreendedorismo social cria valor por meio da inovação, que gera uma
transformação social. O foco não é o retorno financeiro, mas a resolução de problemas sociais e o
impacto positivo. Enquanto isso, os negócios sociais seguem a lógica tradicional do mercado, porém com
a ambição de gerar valor social.
 
Cinco características também são essenciais para a iniciativa: ser inovadora; realizável; autossustentável;
contar com a participação de diversos segmentos da sociedade, incluindo as pessoas impactadas; e
promover impacto social com resultados mensuráveis.
 
Quem tem interesse de atuar nessa área precisa trabalhar em grupo e formar parcerias, saber lidar bem
com as pessoas e buscar formas de trazer resultados de impacto social.
 
Além disso, o profissional precisa ter flexibilidade e vontade de explorar, pois é possível que ele acabe
exercendo um papel que não seja necessariamente na sua área de formação, ou que sua atuação se
transforme rapidamente, por conta do dinamismo e das necessidades do negócio.
 
MENDES, T. Empreendedorismo social: um caminho para quem quer mudar o mundo. Na prática, 7 jul. 2022.
Disponível em: https://www.napratica.org.br/empreendedorismo-social/. Acesso em: 2 set. 2022. Adaptado.
 
No trecho “Ainda que não exista uma concepção única”, a palavra destacada pode ser substituída, sem
prejuízo do sentido do texto, por
a) compreensão
b) conciliação
c) convivência
d) capacidade
e) semelhança
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CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Especialista em
Proteção Radiológica/2022
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto
 
Maria José
Paulo Mendes Campos
 
Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino
e apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que
marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre.
 
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Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais
do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os
dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que
havia recebido, menina-e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um
ladrão, para espanto de meus cinco anos.
 
Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice;
já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e
dos netos.
 
Tratou-me com a durezae o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou-
me a ler as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis;
apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de
Antônio Nobre que havia decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava
maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes,
Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso
que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira
ninguém sabe o que será”.
 
Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava
tudo.
 
Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas,
renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos.
Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e
Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas.
 
Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que
sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
 
Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a
Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa
serenidade e aceitar com alegria o prato exótico.
 
Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava
que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.
 
Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir
para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito.
Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia
contra o mundo de revólver na mão.
 
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria- jose. Acesso em: 05 fev. 2022.
 
No texto, Maria José é descrita como alguém que apresenta características muitas vezes opostas, o que a
faz possuidora de uma rica personalidade.
 
Um adjetivo usado para caracterizar Maria José é “terna”, que, no texto, se opõe a
a) violenta
b) alegre
c) caridosa
d) doce
e) carinhosa
471) 
472) 
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Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na
história recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação
ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas
antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da
informação disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou
podem vir a saber. Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de
informações sigilosas é cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma
vertiginosa o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil
petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar
apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas
diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais
de poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados
permite estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de
serem alcançados até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio
eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real,
em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem
correlações que servem de base para decisões estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.
Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- -
guerra-virtual-pela-informacao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
 
No trecho “A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de
forma vertiginosa o acervo mundial de informações”, a palavra que apresenta o sentido contrário ao de
vertiginosa é
a) hesitante
b) indecisa
c) perplexa
d) vacilante
e) vagarosa
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Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na
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473) 
história recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação
ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas
antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da
informação disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou
podem vir a saber. Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de
informações sigilosas é cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma
vertiginosa o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil
petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar
apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas
diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais
de poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados
permite estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de
serem alcançados até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio
eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real,
em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem
correlações que servem de base para decisões estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.
Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- -
guerra-virtual-pela-informacao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
 
 
No trecho “Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo
correio eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito, etc., já somos passíveis de monitoração em
tempo real, em caráter permanente”, a palavra monitoração pode ser substituída, sem prejuízo do
sentido, por
a) comprovação
b) demonstração
c) esclarecimento
d) rastreamento
e) recuperação
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Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto I
 
Penalidade máxima
 
O somdo apito do juiz ainda vibrava nos ouvidos de Lúcio. Naquele momento, quem o visse de perto
perceberia o suor escorrendo frio por seu rosto liso de menino, sob o sol de domingo no fim de tarde. Ele
com as mãos na cintura, estático, os olhos baixos, mirando a bola fincada na marca do pênalti. Quem
pudesse, naquele instante, encostar a cabeça no seu corpo suado sentiria o descompasso da respiração,
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474) 
o coração dando saltos, e veria a tensão estampada nos olhos que se mantinham fixos na direção da
bola, de tal modo que o simples fato de desviá-los sequer um segundo parecia significar a perda total da
concentração e o chute torto nas mãos do goleiro ou por cima da trave, a bola zunindo em direção às
árvores que se estendiam para além do campo. O juiz já apitara, aquele som estridente, ele ouvira muito
bem, mas seus músculos pareciam inertes, sem comando, e lhe faltava ar, como se as árvores em volta
do campinho de várzea invertessem a ordem natural e sugassem o oxigênio que era dele. Lúcio não
precisava levantar a cabeça, mudar a direção do olhar e dar uma espiada em torno para saber, dali
mesmo tinha certeza de que todos o observavam. Sabia, sem precisar ver, que os reservas sentados no
banco de alvenaria à beira do campo, empurrados pelas costas pelos torcedores que se acotovelavam do
lado de fora do alambrado, e mesmo os privilegiados que podiam se dar ao luxo de ocupar um lugar
apertado nas poucas tábuas da pequena arquibancada, ou ainda os mais ousados, trepados nas encostas
do morro, mais atrás, todos eles e ainda os outros jogadores, do seu time e os do time adversário, ali em
campo, e o juiz, e principalmente o velho Gaspar, ex-centroavante do Bangu e agora técnico do seu time,
todos esperavam por um movimento seu, um caminhar, um correr na direção da bola, o chute, um
desfecho. Nunca, porém, a distância entre as duas traves lhe parecera tão curta, nem a figura do goleiro
tão imensa.
 
CARNEIRO, Flávio. In: 22 Contistas em Campo. Rio de Janeiro:
Ediouro, 2006, p. 69. Adaptado.
 
O título do Texto I é “Penalidade máxima”, pois se refere a uma situação do jogo de futebol em que a
possibilidade de acontecer um gol é bem alta.
 
A segunda palavra empregada no título tem como antônimo a palavra
a) mínima
b) módica
c) maiúscula
d) descomunal
e) imensurável
 
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Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto I
 
Penalidade máxima
 
O som do apito do juiz ainda vibrava nos ouvidos de Lúcio. Naquele momento, quem o visse de perto
perceberia o suor escorrendo frio por seu rosto liso de menino, sob o sol de domingo no fim de tarde. Ele
com as mãos na cintura, estático, os olhos baixos, mirando a bola fincada na marca do pênalti. Quem
pudesse, naquele instante, encostar a cabeça no seu corpo suado sentiria o descompasso da respiração,
o coração dando saltos, e veria a tensão estampada nos olhos que se mantinham fixos na direção da
bola, de tal modo que o simples fato de desviá-los sequer um segundo parecia significar a perda total da
concentração e o chute torto nas mãos do goleiro ou por cima da trave, a bola zunindo em direção às
árvores que se estendiam para além do campo. O juiz já apitara, aquele som estridente, ele ouvira muito
bem, mas seus músculos pareciam inertes, sem comando, e lhe faltava ar, como se as árvores em volta
do campinho de várzea invertessem a ordem natural e sugassem o oxigênio que era dele. Lúcio não
precisava levantar a cabeça, mudar a direção do olhar e dar uma espiada em torno para saber, dali
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mesmo tinha certeza de que todos o observavam. Sabia, sem precisar ver, que os reservas sentados no
banco de alvenaria à beira do campo, empurrados pelas costas pelos torcedores que se acotovelavam do
lado de fora do alambrado, e mesmo os privilegiados que podiam se dar ao luxo de ocupar um lugar
apertado nas poucas tábuas da pequena arquibancada, ou ainda os mais ousados, trepados nas encostas
do morro, mais atrás, todos eles e ainda os outros jogadores, do seu time e os do time adversário, ali em
campo, e o juiz, e principalmente o velho Gaspar, ex-centroavante do Bangu e agora técnico do seu time,
todos esperavam por um movimento seu, um caminhar, um correr na direção da bola, o chute, um
desfecho. Nunca, porém, a distância entre as duas traves lhe parecera tão curta, nem a figura do goleiro
tão imensa.
 
CARNEIRO, Flávio. In: 22 Contistas em Campo. Rio de Janeiro:
Ediouro, 2006, p. 69. Adaptado.
 
A última palavra do Texto I poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
a) ágil
b) turva
c) assustadora
d) importante
e) enorme
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CESGRANRIO - Conf (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto II
 
O Brasil na memória
 
A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida
e um retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras
intermediárias, numa dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor
entre pessoas, acontecimentos, locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao
desconhecido, a perda de referências familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o
outro e o reencontro consigo mesmo. Em contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro
lugar da memória e de anotações. Seleciona experiências, precisa estabelecer um projeto de narração,
não necessariamente cronológico ou causal, torna-se, mesmo sem intenção, um testemunho. E é
orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu estilo de vida, sua mentalidade, assim
como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cultural de onde fala.
 
BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2011, p. 353.
 
No Texto II, em “Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido.”, se as três palavras
destacadas fossem substituídas por seus antônimos, o trecho seria:
a) Supõe uma objetividade que se consuma no incógnito.
b) Supõe uma objetividade que se fecha ao reconhecido.
c) Supõe uma realidade que se conclui no ignorado.
d) Supõe uma realidade que se encerra ao sabido.
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476) 
e) Supõe um propósito que se nega ao recôndito.
 
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Água — a economia que faz sentido
 
A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada.
Essa é uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se
tornaram mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade
de reservas hídricas — cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez
mais pessoas e organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da
Organização das Nações Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a
população. A situação é tão preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por
disputas em torno do precioso líquido.
 
Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser coletivo. “São questões de
comportamento que se encontram no centro da crise”, diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A
ideia de que sobra água se deve ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse
total é constituído de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de gelo, nas calotas
polares e no topo de montanhas. Se considerarmos só o estoque de água doce renovável pelas chuvas,
chegamos a 0,002% do total mundial.
 
Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste,com 29% da população, conta
com apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na
Amazônia, pela precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a
questão muitas vezes não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que
deveria ser universal.
 
Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de
qualidade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à
contaminação da água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em
lagos, rios e mares no mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos
de agrotóxicos.
 
Revista Nova Escola. 01 jun. 2005. Disponível em: <https://
novaescola.org.br/conteudo/1065/agua-a-economia-que-
-faz-sentido>. Acesso em: 18 mar. 2018. Adaptado.
 
 
Considere o trecho “Dois terços do restante se encontram em forma de gelo, nas calotas polares e no
topo de montanhas.”.
 
A palavra que exprime o sentido contrário ao da palavra destacada nesse trecho é
a) base
b) cimo
c) cume
d) encosta
e) ladeira
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477) 
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CESGRANRIO - Moto (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Caminhão Granel I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Na internet, mentiras têm pernas longas
 
Diz o velho ditado que “a mentira tem pernas curtas”, mas nestes tempos de internet parece que a
situação se inverteu, pelo menos no mundo digital. Pesquisadores mostram que rumores falsos “viajam”
mais rápido e mais “longe”, com mais compartilhamentos e alcançando um maior número de pessoas,
nas redes sociais, do que informações verdadeiras.
 
Foram reunidos todos os rumores nas redes sociais - falsos, verdadeiros ou “mistos”. Esses rumores
foram acompanhados, chegando a um total de mais de 4,5 milhões de postagens feitas por cerca de 3
milhões de pessoas, formando “cascatas” de compartilhamento.
 
Ao compararem os padrões de compartilhamento dessas milhares de “cascatas”, os pesquisadores
observaram que os rumores “falsos” se espalharam com mais rapidez, aumentando o número de
“degraus” da cascata - e com maior abrangência do que os considerados verdadeiros.
 
A tendência também se manteve, independentemente do tema geral que os rumores abordassem, mas
foi mais forte quando versavam sobre política do que os demais, na ordem de frequência: lendas
urbanas; negócios; terrorismo e guerras; ciência e tecnologia; entretenimento; e desastres naturais.
 
Uma surpresa provocada pelo estudo revelou o perfil de quem mais compartilha rumores falsos: usuários
com poucos seguidores e novatos nas redes.
 
— Vivemos inundados por notícias e muitas vezes as pessoas não têm tempo nem condições para
verificar se elas são verdadeiras — afirma um dos pesquisadores. Isso não quer dizer que as pessoas são
estúpidas. As redes sociais colocam todas as informações no mesmo nível, o que torna difícil diferenciar
o verdadeiro do falso, uma fonte confiável de uma não confiável.
 
BAIMA, Cesar. Na internet, mentiras têm pernas longas.
O Globo. Sociedade. 09 mar. 2018. Adaptado.
 
 
No trecho “Foram reunidos todos os rumores nas redes sociais”, a palavra que exprime o sentido
contrário ao do termo em destaque é
a) anexados
b) arrumados
c) separados
d) identificados
e) publicados
 
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CESGRANRIO - ProV (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Júnior/2018
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
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478) 
479) 
Verdades na ficção
 
Quem está acostumado a ler romance e conto não cai tão fácil em conto do vigário. Ou conto de político.
 
Continuo acreditando que um dos melhores antídotos para a mentira é a ficção. Explico o paradoxo:
quando lemos na mídia uma versão fantasiosa ou uma deturpação muito bem arranjadinha da realidade,
somos mais suscetíveis de ser enganados se não estivermos acostumados a ler narrativas literárias, pois
estaremos sujeitos ao embuste de acreditar em mentiras sem exigir coerência no relato ou sem atentar
para detalhes deixados a descoberto. E no que se refere à psicologia dos personagens, o leitor
desavisado é muito mais sujeito a aceitar qualquer versão, sem perceber discrepâncias evidentes mas
disfarçadas em embalagens vistosas. Por tudo isso, quem está acostumado a ler romance e conto não cai
tão fácil em conto do vigário. Ou conto de político. É menos propenso a ser vítima.
 
Movendo-se à vontade nesse universo da narrativa literária, que transfigura a experiência do real e lhe
confere sentido, o cidadão que lê literatura tende a ter mais condições de separar o falso do verdadeiro.
Liga um sinal de alerta e fica com um pé atrás, diante de mentiras embrulhadas para presente,
destinadas a defender o indefensável, disfarçadas por papéis coloridos, adesivos brilhantes ou laçarotes
de cetim. Percebe melhor quando dentro da caixa está a intenção de obstruir a Justiça, defender
privilégios, manipular números, garantir o próprio poder ou salvar a pele. O opaco da enganação se torna
transparente.
 
Volto então a um jogo que tenho proposto todo início de ano. Aproveitemos o verão para ler literatura.
Romances, contos e até ensaios bem escritos — para quem se sente mais seguro se não tiver de
enfrentar de cara uma realidade imaginada. Ótima leitura para eventuais férias. Utilíssima na formação
de cidadãos democráticos. Quanto mais lermos, menos nos enganarão. Vá a uma livraria ou biblioteca e
escolha um livro.
 
MACHADO, Ana Maria. Verdades na ficção. O Globo, 20 jan. 2018.
Disponível em: <https://oglobo.globo.com/opiniao/verdades-nafi
ccao-22308015>. Acesso em: 18 mar. 2018. (Fragmento).
 
Em “O opaco da enganação se torna transparente”, a relação semântica que se estabelece entre as
palavras destacadas é a mesma que se dá entre
a) retidão / embuste
b) fraude / corrupção
c) probidade / decoro
d) honradez / virtuosidade
e) ludíbrio / desonestidade
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Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto I
 
Exagerado
 
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
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Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
 
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
 
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
 
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
 
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado
Eu adoro um amor inventado
 
ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In:
CAZUZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.
 
 
No trecho do Texto I “Pra desculpar minhas mentiras”, a palavra que apresenta o sentido contrário ao
da palavra destacada é
a) alegrias
b) brigas
c) chateações
d) dúvidas
e) verdades
480) 
481) 
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Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto II
 
O acendedor de lampiões e nós
 
Outro dia tive uma visão. Uma antevisão. Eu vi o futuro. O futuro estampado no passado. Como São
João do Apocalipse, vi descortinar aos meus olhos o que vai acontecer, mas que já está acontecendo.
 
Havia acordado cedo e saí para passear com minha cachorrinha, a meiga Pixie, que volta emeia late de
estranhamento sobre as transformações em curso. Pois estava eu e ela perambulando pela vizinhança
quando vi chegar o jornaleiro, aquele senhor com uma pilha de jornais, que ia depositando de porta em
porta. Fiquei olhando. Ele lá ia cumprindo seu ritual, como antigamente se depositava o pão e o leite nas
portas e janelas das casas.
 
Vou confessar: eu mesmo, menino, trabalhei entregando garrafas de leite aboletado na carroça do ‘seu’
Gamaliel, lá em Juiz de Fora.
 
E pensei: estou assistindo ao fim de uma época. Daqui a pouco não haverá mais jornaleiro distribuindo
jornais de porta em porta. Esse entregador de jornais não sabe, mas é semelhante ao acendedor de
lampiões que existia antes de eu nascer. Meus pais falavam dessa figura que surgia no entardecer e
acendia nos postes a luz movida a gás, e de manhã vinha apagar a tal chama. [...]
 
SANT’ANNA, Affonso Romano de. O acendedor de lampiões e nós. Estado de Minas/Correio Brasiliense. 22 ago.
2010. Fragmento.
 
 
Considere o seguinte trecho do Texto II:
 
“Daqui a pouco não haverá mais jornaleiro distribuindo jornais de porta em porta. Esse entregador de
jornais não sabe, mas é semelhante ao acendedor de lampiões que existia antes de eu nascer. 
 
As palavras em destaque têm, respectivamente, os seguintes antônimos:
a) compartilhando; diferente; na hora
b) separando; igual; depois
c) coletando; diferente; em tempo
d) dividindo; parecido; depois
e) recolhendo; diferente; depois
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Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Velhas casas
 
Tenho um amigo arquiteto que gosta de me falar de velhas casas brasileiras, da simplicidade e do gosto
dos antigos mestres de obra, dos homens práticos que encheram o Brasil de casarões, de igrejas, de
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482) 
cidades.
 
O meu amigo vê a casa como um técnico, um especialista, o homem que ama a sua profissão. Com ele
andei pelos solares de Vassouras. E vi e senti o seu entusiasmo diante dos velhos sobrados do café. As
soluções encontradas pelos antigos, a sobriedade, a solidez, a marca do lusitano transplantado, sempre
mereciam dele uma crítica de quem admirava tudo e, às vezes, se espantava. Havia, de fato, grandeza
no que aquela gente fizera.
 
Sérgio Buarque de Hollanda fala no caráter empírico das cidades portuguesas da América. Em confronto
com os espanhóis, os portugueses fundaram as suas cidades com liberdade, dando mais vida, mais força
aos seus criadores. O instinto, a intuição, a necessidade de viver comandava-os. Não seriam conduzidos
por urbanistas, seriam levados pela necessidade, pelo arrojo, pelos fatos. Mas esta energia nunca se
desmandou. As casas portuguesas nunca seriam um despropósito. Havia na arquitetura que eles nos
legaram um toque de sobriedade que é uma maravilha de equilíbrio. O barroco, que se excedera nos
interiores das igrejas, contivera-se nos exteriores. Era até aí de uma simplicidade tocante. Na arquitetura
residencial quase que ele não se fez sentir. A pureza de linhas, o gosto, o chão dos nossos sobrados
falam de homens que amavam mais a solidez do que o ornato. Os mestres de obras não eram
individualistas, artistas que quisessem dar um sinal de sua personalidade. Eles edificavam, construíam.
 
REGO, José Lins do. In: O Cravo de Mozart é eterno: crônicas e ensaios. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p.
303-4. Adaptado.
 
 
A última frase do texto contém dois verbos.
 
Há entre eles uma relação
a) sinonímica
b) antonímica
c) paronímica
d) homonímica
e) apassivadora
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CESGRANRIO - TA (ANP)/ANP/2016
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Banhos de mar
 
Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz
quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda, Recife.
 
Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes de o sol nascer. Como
explicar o que eu sentia de presente prodigioso em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio
que nos levaria para Olinda ainda na escuridão?
 
De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu
acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Nós nos vestíamos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.
 
Saímos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o bonde. Até
que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta do banco, e
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483) 
minha felicidade começava. Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive de novo. No bonde
mesmo o tempo começava a clarear, e uma luz trêmula de sol escondido nos banhava e banhava o
mundo.
 
Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé: “Olhe, um
porco de verdade!” gritei uma vez, e a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras da
minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe, um porco de verdade.”
 
Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me
serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me
agarrava, dentro de uma infância muito infeliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.
 
LISPECTOR, C. A Descoberta do Mundo. São Paulo: Rocco, 1999, p. 175. Adaptado.
 
No início do último parágrafo do Texto, a narradora usa a palavra alheia (“Eu não sei da infância
alheia”), que poderia ser substituída, sem alterar o sentido original, pela seguinte expressão sinônima:
a) das ruas
b) mais carente
c) já crescida
d) dos outros
e) menos atenta
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CESGRANRIO - TRPDACGN (ANP)/ANP/Técnico em Química/2016
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Entrevista com Frédéric Martel
 
Uma guerra mundial pelo conteúdo dos meios de comunicação se trava pela conquista do público dentro
e fora dos países criadores. Batalhas se desenrolam pelo domínio da notícia, do formato de programas de
TV e pela exibição de filmes, vídeos, música, livros. Nesse processo, um gigante domina: os Estados
Unidos, com sua capacidade de produzir cultura de massas que agrada ao grande público em todos os
continentes. Essa penetração cultural americana, que muitos críticos preferem chamar de imperialismo,
leva os filmes, a música e a televisão americana para o mundo. Sua arma é o inverso da alta cultura, da
contracultura, da subcultura, de nichos especializados. Visa o público em geral, cultura de massa, de
milhões. Tornou-se a cultura internacional dominante, principal, a chamada mainstream, conforme o
título do livro escrito pelo sociólogo francês Frédéric Martel. Para escrever Mainstream, ele percorreu 30
países durante cinco anos, entrevistou mais de 1.200 pessoas em todas as capitais do entertainment,
analisou a ação dos protagonistas, a lógica dos grupos e acompanhou a circulação internacional de
conteúdo.
 
É um imperialismo diferente daquele político e militar. É uma espécie de imperialismo cultural que é bem
recebido no mundo. A esse respeito, afirma Frédéric Martel: “É o que basicamente chamamos de soft
power. Soft power significa influenciar as pessoas com coisas legais. Você é amigável, não é
contundente. Você tem as forças armadas, tem a diplomacia tradicional e grandes empresas econômicas,
que formam o hard power, e tem o soft power, que influencia as pessoas através de filmes, de livros, da
internet e de valores.”
 
“A língua é importante. Eu acredito — e essa é a principal conclusão do meu livro — que, no mundo em
que estamos entrando, que reúne globalização e digitalização, a língua é importante. E eu acredito que a
batalha, a luta, mesmo a guerra de conteúdo, será uma batalha a respeito da cultura nacional. Você
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/348476pode ouvir Lady Gaga, gostar de Avatar e ler O Código Da Vinci, mas, no final das contas, a maior parte
da cultura que você consome e ama geralmente é nacional, local, regional, e não global. A cultura global
é apenas uma pequena parte do que você gosta. Então, no final das contas, os americanos são os únicos
a poder prover essa cultura dominante global, mas essa cultura dominante global continua pequena. Por
quê? Porque a língua é muito importante, porque a identidade é muito importante. Quando você compra
um livro de não ficção, quer saber o que acontece aqui, no seu país, e não na Coreia do Sul, por
exemplo. Na Coreia do Sul você quer ouvir K-pop, que é a música pop coreana, e ver um drama coreano,
e não ouvir uma música brasileira. Portanto, nós estamos em um mundo cada vez mais global, mas, ao
mesmo tempo, a cultura ainda é e será muito nacional. Para resumir as coisas, eu diria que todos temos
duas culturas: a nossa e a americana.”
 
“Nós, como europeus, temos o mesmo tipo de relação que você, como brasileiro, tem com os EUA. Nós
os amamos e odiamos. É uma complicada relação de amor e ódio. Nós esperamos que eles sejam como
são; nós queremos criticá-los, mas, ao mesmo tempo, nós protestamos contra eles com tênis Nike nos
pés. Nós trabalhamos para ser um pouco como eles, muito embora nós queiramos manter nossa
identidade e cultura. E, a propósito, a boa notícia é que o debate no mundo hoje e no futuro não será
entre nós — brasileiros, franceses, europeus — e os americanos. Será entre todos nós. O que eu quero
dizer é que hoje não há apenas dois povos: nós e os EUA. O mundo é muito mais complicado, com
países emergentes, que serão fundamentais nesse novo jogo.”
 
“Para resumir, afirma Martel, eu diria que os EUA continuarão sendo peça importante da guerra de
conteúdo, podemos dizer, nos próximos anos e décadas. Eu não acredito e não compro a ideia do
declínio da cultura americana. Eu acho que eles são fortes e continuarão sendo fortes. Mas eles não são
os únicos no jogo. Agora temos os países emergentes, que estão emergindo não só demográfica e
economicamente, como pensávamos. E eu fui um dos primeiros a mostrar que eles estão emergindo com
sua cultura, sua mídia e com a internet.”
 
“Nesse mundo, a internet pode ser uma peça importante. O Brasil, por exemplo, vai crescer com a
internet, com certeza. Criam-se ferramentas inovadoras de alfabetização, por exemplo, em comunidades,
em favelas, em lugares onde os moradores não têm acesso a uma livraria ou biblioteca. Mas eles terão
acesso à internet em lan houses, por exemplo, e mesmo no telefone. Hoje, todo mundo tem um telefone
celular barato. Mesmo na África, todos têm celulares com funções básicas. Em cinco anos, todos terão
um smartphone, pois os preços estão caindo muito. Assim, todos poderão acessar a internet
pelo smartphone. Se você tem acesso à internet, pode baixar livros, acessar a rede, pode ver filmes e daí
por diante.”
 
“A questão não é se essa tecnologia é boa, conclui Martel. A questão é: ela não será boa ou ruim
sozinha. Ela será o que você, o povo, o governo deste país e nós formos capazes de fazer com ela,
criando uma boa internet e uma maneira melhor de ter acesso ao conteúdo através da internet.”
 
BOCCANERA, S. Entrevista concedida pelo sociólogo Frédéric Martel, Programa Milênio, Globo News. Disponível
em: <http://www.conjur.com.br/2013-jan-25/ideias-milenio-fredericmartel- sociologo-jornalista-frances>. Acesso
em: 10 nov. 2015. Adaptado.
 
As palavras podem ter diferentes sentidos, dependendo do contexto em que são empregadas.
 
No trecho “Batalhas se desenrolam pelo domínio da notícia, do formato de programas de TV e pela
exibição de filmes, vídeos, música, livros.”, a palavra destacada foi utilizada no sentido de
a) jogo
b) discussão
c) disputa
d) esforço
e) troca de golpes
484) 
485) 
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CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto I
“Quando eu for bem velhinho /
Bem velhinho, que [precise] usar um bastão / Eu hei de ter um netinho, ah... / Pra me levar pela mão /
No carnaval, eu não fico em casa / Eu não fico, eu vou brincar! / Nem que eu vá me sentar na calçada /
Pra ver meu bloco passar...”
Lupicínio Rodrigues — autor de elaboradas e densas canções de amor — surpreende escrevendo, em
1936, ano em que nasci, essa singela e comovente marchinha carnavalesca. Uma raridade que constrói
e, ao mesmo tempo, define um carnaval. O carnaval como um ritual — como um encontro necessário,
como as festas religiosas e algumas cerimônias cívicas — e não como uma brincadeira da qual se
escolhe, livre e individualmente, participar. O carnaval faz parte do calendário religioso católico romano
que, mesmo no Brasil republicano, burguês e pós-moderno, continua a ser observado. Hoje, ao lado da
Semana Santa e da Semana da Pátria, ele talvez seja mais um feriado festivo do que uma ocasião que
coage o nosso comportamento, obrigando à participação, como deixa claro a marchinha de Lupicínio.
Ouvi a música pelo piano de mamãe quando era um menino: supunha-me o netinho que levava o avô
pela mão até o seu bloco de carnaval. Hoje, sendo um avô feliz e orgulhoso de cinco lindas moças e três
belos rapazes, tenho nada mais nada menos do que 16 mãos dispostas a, amorosamente, me
conduzirem ao meu bloco que passa todo ano pela minha calçada.
Leitor querido: se você tiver alguma recordação dessa música, ouça-a. Se você não souber manipular
algum aparelho eletrônico, seu netinho o ajuda. E ouvindo a simplicidade dessa tocante canção, você vai
ler esta crônica como eu a escrevo: com os olhos molhados dos antigos carnavais.
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.
 
 
No final do segundo parágrafo do Texto I, o autor usa o verbo coagir (“uma ocasião que coage o nosso
comportamento, obrigando à participação” —, que pode ser substituído, sem alterar o sentido original,
pelo seguinte verbo:
a) exime
b) alvoroça
c) desobstrui
d) força
e) desampara
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CESGRANRIO - Ag PM (IBGE)/IBGE/2016
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto
 
Biodiversidade queimada
 
A Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais ameaçado do Brasil. O desmatamento tem-se ampliado
excessivamente, principalmente no trecho mais ao norte dessa floresta, em áreas costeiras dos estados
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de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde restam apenas cerca de 10% da
vegetação nativa original. O risco é maior nessa parcela da mata porque a região apresenta uma das
maiores densidades populacionais do Brasil.
 
O censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.), registrou pouco mais de 12
milhões de pessoas nos 271 municípios na área de ocorrência da Mata Atlântica ao norte do rio São
Francisco. Desse total, cerca de 2 milhões foram classificados como população rural. Na região, portanto,
a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os lados e, infelizmente, uma parcela importante
dessas pessoas está em situação de pobreza. Imersas nessa combinação indesejável de pobreza e
degradação ambiental estão dezenas de espécies de aves, anfíbios, répteis e plantas, muitas já
criticamente ameaçadas de extinção.
 
É nesse cenário que, ao longo de mais de uma década, pesquisadores têm feito estudos para entender
como a perturbação extrema da paisagem altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata Atlântica,
causando perda de espécies, colapso da estrutura florestal e redução de serviços ambientais importantes
para o bem-estar humano.
 
Esses são os efeitos em grande escala, resultantes de modificações severas na estrutura da paisagem.
Há, porém, outras perturbações de origem humana e de menor escala, mas contínuas e generalizadas,
que podem ser descritas como crônicas: a caça, a retirada ocasional de madeira (a maior parte da
madeira nobre já desapareceu)e a coleta de lenha, entre outros. Um desses estudos, recentemente
concluído, buscou quantificar esse ‘efeito formiguinha’ e trouxe dados inéditos sobre o impacto da
retirada de lenha para consumo doméstico sobre a Mata Atlântica nordestina.
 
A madeira foi o primeiro combustível usado pela humanidade para cozinhar alimentos. Estima-se que,
hoje, no mundo, mais de 2 bilhões de pessoas ainda precisem de lenha e/ou carvão para uso doméstico.
Como a dependência de biomassa para fins energéticos está diretamente associada à pobreza, o simples
ato de acender um fogão a gás para preparar as refeições é uma realidade distante para mais de 700 mil
habitantes da região da Mata Atlântica do Nordeste, a porção de floresta mais ameaçada do Brasil. Essas
pessoas dependem ainda, para cozinhar, de lenha retirada dos remanescentes de floresta. Já que, em
média, cada indivíduo queima anualmente meia tonelada de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil
toneladas de madeira por ano, em séria ameaça à conservação dos fragmentos florestais que ainda
resistem nessa parte do país.
 
Os dados da pesquisa foram coletados de 2009 a 2011, a partir de entrevistas sistematizadas com 270
chefes de família e medição do uso de lenha em cada casa. Foram investigadas áreas rurais,
assentamentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do
Norte. O estudo registrou o consumo de lenha de 67 espécies de árvores (apenas sete exóticas) e, do
total da lenha utilizada, 79% vieram diretamente da Mata Atlântica.
 
SPECHT, M. J.; TABARELLI, M.; MELO, F. Revista Ciência Hoje, n.308. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, out.
2013. p. 18-20. Adaptado.
 
No trecho do Texto “Há, porém, outras perturbações de origem humana e de menor escala, mas
contínuas e generalizadas, que podem ser descritas como crônicas”, a palavra destacada tem o sentido
contrário de
a) violentas
b) passageiras
c) perenes
d) permanentes
e) profundas
486) 
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CESGRANRIO - Ag PM (IBGE)/IBGE/2016
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto
 
Biodiversidade queimada
 
A Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais ameaçado do Brasil. O desmatamento tem-se ampliado
excessivamente, principalmente no trecho mais ao norte dessa floresta, em áreas costeiras dos estados
de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde restam apenas cerca de 10% da
vegetação nativa original. O risco é maior nessa parcela da mata porque a região apresenta uma das
maiores densidades populacionais do Brasil.
 
O censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.), registrou pouco mais de 12
milhões de pessoas nos 271 municípios na área de ocorrência da Mata Atlântica ao norte do rio São
Francisco. Desse total, cerca de 2 milhões foram classificados como população rural. Na região, portanto,
a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os lados e, infelizmente, uma parcela importante
dessas pessoas está em situação de pobreza. Imersas nessa combinação indesejável de pobreza e
degradação ambiental estão dezenas de espécies de aves, anfíbios, répteis e plantas, muitas já
criticamente ameaçadas de extinção.
 
É nesse cenário que, ao longo de mais de uma década, pesquisadores têm feito estudos para entender
como a perturbação extrema da paisagem altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata Atlântica,
causando perda de espécies, colapso da estrutura florestal e redução de serviços ambientais importantes
para o bem-estar humano.
 
Esses são os efeitos em grande escala, resultantes de modificações severas na estrutura da paisagem.
Há, porém, outras perturbações de origem humana e de menor escala, mas contínuas e generalizadas,
que podem ser descritas como crônicas: a caça, a retirada ocasional de madeira (a maior parte da
madeira nobre já desapareceu) e a coleta de lenha, entre outros. Um desses estudos, recentemente
concluído, buscou quantificar esse ‘efeito formiguinha’ e trouxe dados inéditos sobre o impacto da
retirada de lenha para consumo doméstico sobre a Mata Atlântica nordestina.
 
A madeira foi o primeiro combustível usado pela humanidade para cozinhar alimentos. Estima-se que,
hoje, no mundo, mais de 2 bilhões de pessoas ainda precisem de lenha e/ou carvão para uso doméstico.
Como a dependência de biomassa para fins energéticos está diretamente associada à pobreza, o simples
ato de acender um fogão a gás para preparar as refeições é uma realidade distante para mais de 700 mil
habitantes da região da Mata Atlântica do Nordeste, a porção de floresta mais ameaçada do Brasil. Essas
pessoas dependem ainda, para cozinhar, de lenha retirada dos remanescentes de floresta. Já que, em
média, cada indivíduo queima anualmente meia tonelada de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil
toneladas de madeira por ano, em séria ameaça à conservação dos fragmentos florestais que ainda
resistem nessa parte do país.
 
Os dados da pesquisa foram coletados de 2009 a 2011, a partir de entrevistas sistematizadas com 270
chefes de família e medição do uso de lenha em cada casa. Foram investigadas áreas rurais,
assentamentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do
Norte. O estudo registrou o consumo de lenha de 67 espécies de árvores (apenas sete exóticas) e, do
total da lenha utilizada, 79% vieram diretamente da Mata Atlântica.
 
SPECHT, M. J.; TABARELLI, M.; MELO, F. Revista Ciência Hoje, n.308. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, out.
2013. p. 18-20. Adaptado.
 
No trecho do Texto “causando perda de espécies, colapso da estrutura florestal”, a palavra destacada
pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por
a) esgotamento
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487) 
b) abandono
c) obstáculo
d) diminuição
e) limitação
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CESGRANRIO - Ag PM (IBGE)/IBGE/2016
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto
 
Do fogo às lâmpadas de LED
 
Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso olho.
Esse órgão nos permite enxergar formas e cores de maneira ímpar. O que denominamos luz no cotidiano
é, de fato, uma onda eletromagnética que não é muito diferente, por exemplo, das ondas de rádio ou
micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou dos raios X, empregados em exames médicos.
 
Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de
iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam restos de queimadas naturais, mantendo as
chamas em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o fogo poderia ser produzido ao se atritarem
pedras ou madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia de iluminação artificial.
 
A necessidade de transporte e manutenção do fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de
iluminação mais compactos e de maior durabilidade. Assim, há cerca de 50 mil anos, surgiram as
primeiras lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas, tendo, como pavio, fibras vegetais que
queimavam em óleo animal ou vegetal. Mais tarde, a eficiência desses dispositivos foi aumentada, com o
uso de óleo de tecidos gordurosos de animais marinhos, como baleias e focas.
 
As lâmpadas a óleo não eram adequadas para que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem iluminadas,
o que motivou o surgimento das lâmpadas a gás obtido por meio da destilação do carvão mineral. Esse
gás poderia ser transportado por tubulações ao local de consumo e inflamado para produzir luz.
 
O domínio da tecnologia de geração de energia elétrica e o entendimento de efeitos associados à
passagem de corrente elétrica em materiais viabilizaram o desenvolvimento de novas tecnologias de
iluminação: lâmpadas incandescentes, com filamentos de bambu carbonizado, que garantem
durabilidade de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as lâmpadas halógenas, com maior vida útil e
luz com maior intensidade e mais parecida com a luz solar.
 
AZEVEDO, E. R.; NUNES, L. A. O. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto CiênciaHoje. n. 327, julho 2015,
p. 38-40. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2015/327/ do-fogo-as-lampadas-led>. Acesso
em: 4 ago. 2015. Adaptado.
 
No trecho “Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz:
nosso olho.”, a palavra que pode substituir detectar, por ter sentido equivalente, é
a) simbolizar
b) designar
c) reproduzir
d) determinar
e) perceber
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488) 
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2015
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador
A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na Inglaterra, na primeira metade do
século XIX, com a Revolução Industrial.
Naquele momento, o consumo da força de trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um
processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma intervenção, sob pena de tornar inviável a
sobrevivência e a reprodução do próprio processo.
Quando Robert Dernham, proprietário de uma fábrica têxtil, preocupado com o fato de que seus
operários não dispunham de nenhum cuidado médico a não ser aquele propiciado por instituições
filantrópicas, procurou o Dr. Robert Baker, seu médico, pedindo que indicasse qual a maneira pela qual
ele, como empresário, poderia resolver tal situação. Baker respondeu-lhe:
“Coloque no interior da sua fábrica o seu próprio médico, que servirá de intermediário entre você, os
seus trabalhadores e o público. Deixe-o visitar a fábrica, sala por sala, sempre que existam pessoas
trabalhando, de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. E se ele verificar
que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas, a ele
competirá fazer tal prevenção. Dessa forma você poderá dizer: meu médico é a minha defesa, pois a ele
dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus
operários; se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde, o médico unicamente é que deve ser
responsabilizado”.
A resposta do empregador foi a de contratar Baker para trabalhar na sua fábrica, surgindo, assim, em
1830, o primeiro serviço de medicina do trabalho.
Na verdade, despontam, na resposta do fundador do primeiro serviço médico de empresa, os elementos
básicos da expectativa do capital quanto às finalidades de tais serviços:
- deveriam ser serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança do empresário e que se dispusessem a
defendê-lo;
- deveriam ser serviços centrados na figura do médico;
- a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho deveria ser tarefa eminentemente
médica;
- a responsabilidade pela ocorrência dos problemas de saúde ficava transferida ao médico.
A implantação de serviços baseados nesse modelo rapidamente expandiu-se por outros países,
paralelamente ao processo de industrialização e, posteriormente, aos países periféricos, com a
transnacionalização da economia. A inexistência ou fragilidade dos sistemas de assistência à saúde, quer
como expressão do seguro social, quer diretamente providos pelo Estado, via serviços de saúde pública,
fez com que os serviços médicos de empresa passassem a exercer um papel vicariante, consolidando, ao
mesmo tempo, sua vocação enquanto instrumento de criar e manter a dependência do trabalhador (e
frequentemente também de seus familiares), ao lado do exercício direto do controle da força de trabalho.
MENDES, R; DIAS, E.C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista Saúde Pública, S.Paulo, 25: 341-9,
1991. Disponível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/ imagem/2977.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.
Adaptado.
 
A palavra vicariante ( l. 24) poderia ser substituída, preservando- se o sentido original da frase, por
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/301220
489) 
a) inútil
b) irregular
c) compensador
d) secundário
e) instável
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CESGRANRIO - Tec (BR)/BR/Química Júnior/2015
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
A pátria de chuteiras
O estilo de jogo e as celebrações dos torcedores são publicamente reconhecidos no Brasil como traços
nacionais. Em um plano, temos o tão celebrado “futebol-arte” glorificado como a forma genuína de nosso
suposto estilo de jogo, e o entusiasmo e os diversos modos de torcer como características típicas de ser
brasileiro. Mas, no plano organizacional, não enaltecemos determinados aspectos, uma vez que eles
falam de algo indesejado na resolução de obstáculos da vida cotidiana. Nesse sentido, tais traços do
famoso “jeitinho” brasileiro não são considerados como representativos do Brasil que idealizamos.
Repetido diversas vezes e vendido para o exterior como uma das imagens que melhor retrata o nosso
país, o epíteto “Brasil: país do futebol” merece uma investigação mais cuidadosa. Essa ideia foi uma
“construção” histórica que teve um papel importante na formação da nossa identidade. Internamente a
utilizamos, quase sempre, com um viés positivo, como uma maneira de nos sentirmos membros de uma
nação singular, mais alegre.
Não negamos a sua força nem sua eficácia simbólica, mas começamos a questionar o papel dessa
representação na virada do século, bem como a atual intensidade de seu impacto no cotidiano brasileiro.
Se a paixão pelo futebol é um fenômeno que ocorre em diversos países do mundo, o que nos diferencia
seria a forma como nos utilizamos dele para construirmos nossa identidade e conquistas em competições
internacionais? Observemos, no entanto, que ser um aficionado não significa necessariamente se valer
do futebol como metáfora do país.
A Copa do Mundo possui uma estrutura narrativa que estimula os nacionalismos. O encanto da
competição encontra-se justamente no fato de “fingirmos” acreditar que as nações estão representadas
por 11 jogadores. O futebol não é a nação, mas a crença de que ele o é move as paixões durante um
Mundial. Mas, ao compararmos a situação atual com a carga emocional de 1950 e 1970, especulamos
sobre a possibilidade de estarmos assistindo a um declínio do interesse pelo futebol como emblema da
nação.
O jogador que veste a camisa nacional também representa clubes da Europa, além de empresas
multinacionais. As marcas empresariais estão amalgamadas com o fenômeno esportivo. As camisas e os
produtos associados a ele são vendidos em todas as partes do mundo. Esse processo de
desterritorialização do ídolo e do futebol cria um novo processo de identidade cultural. Ao se enaltecer o
futebol como um produto a ser consumido em um mercado de entretenimento cada vez mais
diversificado, sem um projeto que o articule a instâncias mais inclusivas, o que se consegue é esgarçar
cada vez mais o vínculo estabelecido em décadas passadas.
 
Se o futebol foi um dos fatores primordiais de integração nacional, sendo a seleção motivo de orgulho e
identificação para os brasileiros, qual seria o seu papel no século 21? Continuar resgatando sentimentos
nacionalistas por meio das atuações da seleção ou estimulá-los despertando a população para um olhar
mais crítico sobre o papel desse esporte na vida do país?
HELAL, R. Ciência Hoje, n. 314. Rio de Janeiro: SBPC e Instituto Ciência Hoje. Maio de 2014. p. 18-23. Adaptado.
 
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490) 
No trecho “Ao se enaltecer o futebol como um produto a ser consumido”, a palavra destacada pode ser
substituída, sem prejuízo do sentido do texto, por
a) aceitar
b) admitir
c) exaltar
d) conceber
e) considerar
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CESGRANRIO - Prof Jun (BR)/BR/Ênfase em Vendas a Rede Automotiva/2015
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Meu ideal seria escrever...
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa
cinzenta, quando lesse minha história no jornal, risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse –
“Ai,meuDeus, que história mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para
duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem
alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol,
irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma
ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “Mas essa história é mesmo
muito engraçada!”.
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a
mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O
marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de
sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo
sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do
alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que, nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão
fascinantemente de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com
lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles
bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “Por favor, se
comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos tratassem melhor seus
empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha
história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um
persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago – mas que em todas as
línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que, no fundo de
uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma
história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-
la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela
que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve
ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.
E, quando todos me perguntassem – “Mas de onde é que você tirou essa história?” –, eu responderia
que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro
desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...”.
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só
segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre
está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.
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491) 
BRAGA, R. A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1967. p. 91.
 
Ao estabelecer uma comparação entre sua possível história e um raio de sol, o autor busca caracterizar
sua escrita como
a) engajada
b) inconstante
c) desnecessária
d) insólita
e) vívida
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CESGRANRIO - Ana (FINEP)/FINEP/Análise Estratégica em Ciência, Tecnologia e
Inovação/2014
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
A polêmica das biografias
A liberdade de expressão está sujeita aos
limites impostos pelas demais prerrogativas
dos cidadãos: honra, privacidade etc.
A jornalista Hildegard Angel fulminou no Twitter: “Num país em que a Justiça é caolha, não dá para
liberar geral as biografias de bandeja pros grupos editoriais argentários”.
A controvérsia em torno das biografias é a prova da desditosa barafunda institucional que atormenta o
Brasil. Nos códigos das sociedades modernas, aquelas que acolheram os princípios do Estado
Democrático de Direito, a liberdade de expressão está sujeita aos limites impostos pelas demais
prerrogativas dos cidadãos: a privacidade, a honra, o direito de resposta a ofensas e desqualificações
lançadas publicamente contra a integridade moral dos indivíduos.
Em 17 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirmava: “O desprezo e o
desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da
Humanidade e o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e
da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração
do homem comum”.
Em 2008, escrevi um artigo para celebrar os 60 anos da declaração. Naquela ocasião, percebi claramente
que os fantasmas dos traumas nascidos das experiências totalitárias dos anos 1930 ainda assombram os
homens, seus direitos e liberdades.
Segundo a declaração, são consideradas intoleráveis as interferências na sua vida privada, na sua família,
no seu lar ou na sua correspondência – atenção! –, tampouco são toleráveis ataques à sua honra e
reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. O cidadão
(note o leitor, o cidadão) tem direito à liberdade de opinião e de expressão. Esse direito inclui a liberdade
de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações por quaisquer meios e
independentemente de fronteiras.
 
É proibido proibir, assim como é garantido o direito de retrucar e processar. O presidente do Supremo
Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, sugeriu a imposição de pesadas penas pecuniárias aos detratores
“argentários” que se valem das inaceitáveis demoras da Justiça.
No Brasil de hoje não impera a expressão livre das ideias, mas predomina o que Deleuze chamou de
Poder das Potências. Já tratei aqui desse tema, mas vou insistir. Nos tempos da sociedade de massa e do
aparato de comunicação abrigado na grande mídia, as Potências estão desinteressadas em sufocar a
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/199824
492) 
crítica ou as ideias desviantes. Não se ocupam mais dessa banalidade. Elas se dedicam a algo muito mais
importante: fabricam os espaços da literatura, do econômico, do político, espaços completamente
reacionários, pré-moldados e massacrantes. “É bem pior que uma censura”, continua Deleuze, “pois a
censura provoca efervescências subterrâneas, mas as Potências querem tornar isso impossível”.
Nos espaços fabricados pelas Potências não é possível manter conversações, porque neles a norma não é
a argumentação, mas o exercício da animosidade sob todos os seus disfarces, a prática desbragada da
agressividade a propósito de tudo e de todos, presentes ou ausentes, amigos ou inimigos. Não se trata
de compreender o outro, mas de vigiá-lo. “Estranho ideal policialesco, o de ser a má consciência de
alguém”, diz Deleuze.
As redes sociais, onde as ideias e as opiniões deveriam trafegar livremente, se transformaram num
espaço policialesco em que a crítica é substituída pela vigilância. A vigilância exige convicções esféricas,
maciças, impenetráveis, perfeitas. A vigilância deve adquirir aquela solidez própria da turba enfurecida,
disposta ao linchamento.
A Declaração dos Direitos Humanos, na esteira do pensamento liberal e progressista dos séculos XIX e
XX, imaginou que a igualdade e a diferença seriam indissociáveis na sociedade moderna e deveriam
subsistir reconciliadas, sob as leis de um Estado ético. Esse Estado permitiria ao cidadão preservar sua
diferença em relação aos outros e, ao mesmo tempo, harmonizá-la entre si, manter a integridade do
todo. Mas as transformações econômicas das sociedades modernas suscitaram o bloqueio das tentativas
de impor o Estado ético e reforçaram, na verdade, a fragmentação e o individualismo agressivo e
“argentário”. Assim, a “ética” contemporânea não é capaz de resistir à degradação das liberdades e sua
transmutação em arma de vigilânciae de assassinato de reputações.
BELLUZZO Luiz Gonzaga. A polêmica das biografias. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br/revista/771/a-polemica- -das-biografias-3204.html>. Acesso em: 24 nov. 2013.
 
 
No contexto do primeiro parágrafo, a palavra argentários tem o sentido de
a) milionários
b) insensíveis
c) invasivos
d) autoritários
e) vigilantes
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Exploração de
Petróleo/Geodésia/2014
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Não é meu
(...)
Quando Trotsky caiu em desgraça na União Soviética, sua imagem foi literalmente apagada de
fotografias dos líderes da revolução, dando início a uma transformação também revolucionária do
conceito de fotografia: além de tirar o retrato de alguém, tornou-se possível tirar alguém do retrato.
A técnica usada para eliminar o Trotsky das fotos foi quase tão grosseira — comparada com o que se faz
hoje — quanto a técnica usada para eliminar o Trotsky em pessoa (um picaretaço, a mando do Stalin).
 
Hoje não só se apagam como se acrescentam pessoas ou se alteram suas feições, sua idade e sua
quantidade de cabelo e de roupa, em qualquer imagem gravada.
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493) 
A frase “prova fotográfica” foi desmoralizada para sempre, agora que você pode provar qualquer coisa
fotograficamente.
Existe até uma técnica para retocar a imagem em movimento, e atrizes preocupadas com suas rugas ou
manchas não precisam mais carregar na maquiagem convencional — sua maquiagem é feita
eletronicamente, no ar.
Nossas atrizes rejuvenescem a olhos vistos a cada nova novela (...).O fotoxópi é um revisor da Natureza.
Lembro quando não existia fotoxópi e recorriam à pistola, um borrifador à pressão de tinta, para retocar
as imagens.
Se a prova fotográfica não vale mais nada nestes novos tempos inconfiáveis, a assinatura muito menos.
Textos assinados pela Martha Medeiros, pelo Jabor, por mim e por outros, e até pelo Jorge Luís Borges,
que nenhum de nós escreveu — a não ser que o Borges esteja mandando matérias da sua biblioteca
sideral sem que a gente saiba —, rolam na internet, e não se pode fazer nada a respeito a não ser negar
a autoria — ou aceitar os elogios, se for o caso.
Agora mesmo está circulando um texto atacando o “Big Brother Brasil”, com a minha assinatura, que não
é meu. Isso tem se repetido tanto que já começo a me olhar no espelho todas as manhãs com alguma
desconfiança. Esse cara sou eu mesmo? E se eu estiver fazendo a barba e escovando os dentes de um
impostor, de um eu apócrifo? E — meu Deus — se esta crônica não for minha e sim dele?!
VERISSIMO, L. F. Não é meu. Disponível em: <http:// oglobo.globo.com/pais
/noblat/posts/2011/01/30/ nao-meu-359850.asp>. Acesso em: 1 set. 2012. Adaptado.
 
No trecho: “A técnica usada para eliminar o Trotsky das fotos foi quase tão grosseira (...) quanto a
técnica usada para eliminar o Trotsky em pessoa (um picaretaço, a mando do Stalin)” ( l. 4-5), o
verbo eliminar é utilizado com sentidos diferentes.
Na segunda ocorrência, eliminar significa
a) ferir
b) matar
c) inserir
d) adulterar
e) fotocopiar
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2014
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto I
Eu e ele
No vertiginoso mundo dos computadores, o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser
definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável(a). Ele produz um texto
limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos
nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever
para serem revisadas com esferográfica, não havia maneira de escrever que não deixasse vestígio nos
dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro
virado(b). Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser
trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.
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494) 
Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em
autoridade(c). A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos
olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o
computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua
correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais
aproveitará metade do que ele sabe(d). Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver
sendo programado por um igual(e). Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos
que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por
exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de
coisa melhor, no momento.
Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo
porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce.
Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”
VERISSIMO, L. F. Eu e ele. Disponível em: <http://oglobo. globo.com/opiniao/eu-ele-12305041#ixzz307alRnzu>. Acesso
em: 17 jun. 2014. Adaptado.
 
A frase do Texto I em que a palavra destacada é um sinônimo para implícito ( l.9) é
a) “Nosso convívio não tem sido muito confortável.”
b) “Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado.”
c) “O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade.”
d) “e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe.”
e) “Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual.”
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2014
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto I
Eu e ele
No vertiginoso mundo dos computadores, o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser
definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e
é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos
símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para
serem revisadas com esferográfica, não havia maneira de escrever que não deixasse vestígio nos dedos.
Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora,
não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores
braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.
Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em
autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos
olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o
computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua
correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais
aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo
programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você
também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas
não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no
momento.
Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo
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495) 
porque, acho que ele não se rebaixariaao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce.
Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”
VERISSIMO, L. F. Eu e ele. Disponível em: <http://oglobo. globo.com/opiniao/eu-ele-12305041#ixzz307alRnzu>. Acesso
em: 17 jun. 2014. Adaptado.
 
Mantendo os mesmos sentidos apresentados no Texto I, as palavras destacadas em “Nem o abnegado
( l. 4) monge copiando escrituras na sua cela asséptica ( l. 5) estava livre do tinteiro virado”
poderiam ser substituídas, respectivamente, por
a) religioso – escura
b) disciplinado – ampla
c) desambicioso – limpa
d) concentrado – arejada
e) esperançoso – moderna
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2014
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto I
Eu e ele
No vertiginoso mundo dos computadores, o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser
definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e
é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos
símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para
serem revisadas com esferográfica, não havia maneira de escrever que não deixasse vestígio nos dedos.
Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora,
não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores
braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.
Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em
autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos
olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o
computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua
correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais
aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo
programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você
também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas
não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no
momento.
Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo
porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce.
Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”
VERISSIMO, L. F. Eu e ele. Disponível em: <http://oglobo. globo.com/opiniao/eu-ele-12305041#ixzz307alRnzu>. Acesso
em: 17 jun. 2014. Adaptado.
 
No Texto I, a palavra que substitui empáfia ( l. 13) e altera significativamente o sentido da frase é
a) arrogância
b) insolência
c) modéstia
d) presunção
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496) 
e) soberba.
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CESGRANRIO - Ag PM (IBGE)/IBGE/2014
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Viver com menos
De quantos objetos você precisa para ter uma vida tranquila? Certamente o kit essencial inclui peças de
roupas, celular, cartões de crédito, móveis e eletrodomésticos como cama, geladeira, fogão, computador,
e uma casa para guardar tudo isso. Talvez você também tenha um carro e acredite que para levar uma
vida plena só precisa de mais aquela casa na praia. Se dinheiro não for um empecilho, a lista pode
aumentar. Não é preciso ir muito longe para perceber que vivemos cercados por uma enorme quantidade
de objetos e acabamos gastando boa parte do tempo cuidando de sua manutenção.
 
Nosso objetivo é tornar a vida mais fácil e confortável, mas muitas vezes acabamos reféns de nossos
próprios objetos de desejo. Um dos lugares que ostentam as consequências do consumo excessivo são
os engarrafamentos. Diante do sonho do carro próprio, as pessoas preferem ficar presas em um
engarrafamento do que andar de transporte público.
 
Mas de quantas dessas coisas de fato precisamos e quantas não são apenas desperdícios de espaço, de
dinheiro e de tempo? Por que compramos coisas que sabemos que não iremos usar? Para alguns
estudiosos, a diferença entre o que precisamos e o que desejamos acaba se confundindo na cabeça do
consumidor em meio à enxurrada de publicidade que recebemos todos os dias. Os objetos que
compramos geralmente se encaixam em três categorias: a das necessidades, a dos desejos e a dos
“necejos”, os objetos de desejo que, por imposição da publicidade, acabam se tornando uma
necessidade. Tão necessários que as pessoas têm de lutar contra a corrente do marketing.
Mas há uma tendência que se contrapõe a isso, a do minimalismo – também conhecido como “consumo
mínimo” ou “simplicidade voluntária”. Por exemplo, alguns assumem o desafio de viver um ano com
apenas 100 itens, incluindo roupas, livros, aparelhos eletrônicos, lembranças de família e objetos
pessoais. Outros procuram ir ainda mais fundo, vivendo sem casa e com apenas 50 itens. Há quem
pregue o desafio de ficar um ano sem comprar nada, vivendo na base de trocas e doações.
O minimalismo não trata apenas da quantidade ou do valor dos itens que se encontram em nossas casas.
Minimalismo é viver com o essencial, e cada pessoa decide o que é essencial para si. Então, por
definição, o minimalismo sempre será algo subjetivo e individual. Por exemplo, todo mundo que mora
numa casa ou apartamento grande em uma área mais barata da cidade poderia, pelo mesmo valor,
morar em um cubículo mais bem localizado. Essa é uma revolução minimalista: ter menos tralha e mais
experiências.
VELOSO, Larissa. Viver com menos. Revista Planeta. São Paulo: Três Editorial. n. 490, ago. 2013. Seção
Comportamento. Adaptado.
 
No Texto, as palavras empecilho e ostentam podem ser substituídas, sem prejuízo do sentido,
respectivamente, por
a) subsídio e exibem
b) impedimento e externam
c) reforço e envolvem
d) problema e exageram
e) prejuízo e expõem
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497) 
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CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/Apoio Administrativo/2014
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Coração e mente de uma cidade
Toda grande cidade cultiva, entre seus prédios, ruas e muros, uma soma de aspirações e opiniões sobre
a sua própria forma de se organizar. Embora muitas vezes imperceptíveis, elas apontam tendências do
que serão os grandes centros no futuro.
Para debater a dinâmica dos espaços urbanos, um projeto mergulhou dois anos no cotidiano das
metrópoles Nova York, Berlim e Mumbai. Explorou a forma como lidam com sua arquitetura, arte, design,
tecnologia, educação, sustentabilidade e disposição urbana. Dessa experiência, extraiu-se um raio X de
uma cidade, uma lista de cem tendências e pensamentos, cuja conclusão é de que cada vez mais a
população fará a diferença no futuro. São os próprios moradores que promoverão mudanças — e, para
isso, precisam de canais mais diretos para interferirem nas decisões. Chamada de 100 trending topics, a
lista traz tendências que podem soar utópicas ou abstratas, mas há também exemplos concretos, que já
começam a se impor nas ligações entre população e governos.
Nesse contexto, surge o conceito de “hackear” a cidade, transformar seu sistema por meio de ações
informais dos cidadãos. O modelo seria uma contraposição às ditas “cidades inteligentes”, em que
máquinas tomariam conta de todos os ambientes. Seria sim um urbanismo de “código aberto”, ou seja,
em que qualquer um pode interferir, de forma constante, para mudar a estrutura da cidade.
Para atingir esse objetivo, cada vez mais o design passa a ser pensado como uma ferramenta que
promove a inclusão. Em uma população diversificada como a do mundode hoje, as cidades precisam
garantir que ambientes e serviços permaneçam igualmente acessíveis a todos, independentemente da
idade, cultura ou condição social.
Outra ideia é o “departamento de escuta”, instituição utópica que tornaria o ato de reclamar muito mais
prático e menos penoso: o governo ouviria nossos anseios com sinceridade e atenção. No lugar de um
atendente estilo telemarketing, que, apenas com um script em mãos, muitas vezes nos frustra, estaria
alguém preparado para nos responder no ato, sem parecer seguir um protocolo.
Essas iniciativas demonstram que uma democracia pode ir muito além de um sistema eleitoral tradicional.
É o que diversos grupos e associações no mundo inteiro têm tentado colocar em prática, estendendo as
decisões da cidade a uma série de outras dimensões sociais. A ideia é fazer com que todos os ambientes
de nossas vidas funcionem de forma democrática: trabalho, educação, serviços públicos e outros. A
sociedade precisa escolher qual linha de metrô ela quer, qual praça precisa receber mais atenção, quais
investimentos devem ser prioritários. E esse processo se dá com novos fóruns locais, que estabeleçam
canais de negociação com os moradores e as associações comerciais.
Para intensificar a democracia participativa na cidade, deve-se apostar na disseminação da informação,
com dados menos gerais. Os indicadores precisam contemplar as diferentes realidades das comunidades,
que poderiam ser vistas como microcidades. Também há necessidade de mais e melhores espaços e
fóruns de discussão sobre as políticas públicas. E o mundo digital trouxe novas ferramentas para medir a
informação produzida pelas cidades e transformá-la em fatos, figuras e visualizações. A quantidade de
dados coletados entre os primórdios da humanidade e 2003 equivale, atualmente, ao que se coleta a
cada dois dias. Mas o volume maciço de dados por si só não torna uma cidade mais inteligente. É preciso
criar mecanismos capazes de filtrar esta riqueza de informação e torná-la acessível a todos. Com
estimativas mais precisas e transparentes, há mais espaço para ações independentes. O desafio é
integrar o fluxo de informação através de plataformas digitais abertas em que o cidadão possa inserir,
pesquisar dados e cruzar informações que o ajudem a resolver problemas do cotidiano. Investigar a
inteligência social das multidões é reconhecer suas individualidades para além de números e traduzir
anseios em serviços. Assim, a webcidadania ganha força no mundo através de petições on-line,
financiamentos colaborativos ou plataformas para acompanhar gastos públicos.
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498) 
TORRES, B. Jornal O Globo, Caderno Amanhã, p. 12-19. 12 nov. 2013. Adaptado.
 
No texto, as palavras utópicas ( l.7) e prioritários ( l.22) podem ser substituídas, respectivamente,
sem prejuízo de sentido por
a) aparentes e vantajosos
b) enganosas e privilegiados
c) fantasiosas e planejados
d) fictícias e previsíveis
e) imaginárias e preferenciais
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CESGRANRIO - Adv (EPE)/EPE/Jurídica/2014
Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Pessoa em pessoa
Existe uma ironia ao fazer-se um guia a partir de um roteiro turístico escrito por Fernando Pessoa:
embora ele tenha detalhado cada ponto de Lisboa, cidade onde nasceu e viveu, o maior poeta português
não gostava de viajar. Se saiu, foi muito pouco, e só deixou a sua cidade natal em raras ocasiões. Numa
delas, por motivos familiares, viveu um período em Durban, na antiga colônia inglesa na África do Sul.
Após a morte do pai, a sua mãe casou-se com o militar João Miguel Rosa, que, por sua vez, se tornou
cônsul de Portugal na cidade africana, obrigando a família a mudar-se. Pessoa foi para lá em 1896, com
8 anos, ali ficando até aos 17 anos.
Antes e depois desse período, a sua vida foi fincada em Lisboa [...] “Para Pessoa, Lisboa foi mais do que
uma cidade, foi a pátria, condensadamente. E desde que nela lançou âncora, em 1905, nunca mais daí
saiu”, confirma Teresa Rita Lopes, uma das maiores investigadoras da obra e da vida do poeta [...].
Rotas pessoais
Pessoa era uma espécie de freelancer, um profissional autônomo que se dedicava a traduções de cartas
comerciais para diversas empresas e casas comerciais de Lisboa. Isso ajuda a explicar o fato de ter sido
um verdadeiro andarilho, indo de um lado para o outro, algo que acabaria por constituir a sua própria
personalidade. Era caminhando que pensava, que refletia.
“Para ele era uma maneira de estar sozinho de fato, bem como uma forma de ter ideias, era uma
maneira de criar. Depois, nos diários que fez, dizia as ideias que tinha tido em tal passeio. Os passeios
para ele eram também momentos de criação. Andava imenso”, explica Teresa Rita Lopes.
CORREIA FILHO, J. Lisboa em Pessoa: guia turístico e literário
da capital portuguesa. Lisboa: Publicações Don Quixote, 2011, p. 21 - 22. Adaptado.
 
O sentido de fincada ( l. 6) no texto equivale ao de
a) enterrada
b) encostada
c) plantada
d) pregada
e) fixada
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499) 
500) 
501) 
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CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Administrador/2022
Língua Portuguesa (Português) - Homônimos e Parônimos
A palavra destacada está adequada ao contexto da frase, de acordo com o seu significado
dicionarizado, em:
a) A despensa dos alunos ocorreu com maior frequência durante a pandemia da Covid-19 do que
no mês destinado às férias.
b) A explanação do orador foi recebida com descrição pelos estudiosos nos seminários sobre a
globalização.
c) O tráfego internacional de animais silvestres prejudica a conservação das espécies, contribuindo
para aumentar os que estão em extinção.
d) Os deputados devem cumprir completamente o mandato durante o tempo estipulado pela
legislação eleitoral.
e) Várias personalidades apresentam nomes que são grafados com apóstrofe, entre elas o marido
da Princesa Isabel, o Conde d´Eu.
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CESGRANRIO - PTNM (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Administração e
Controle/2012
Língua Portuguesa (Português) - Homônimos e Parônimos
Parônimos são palavras de grafia semelhante, mas que apresentam significados distintos entre si.
Foi usada a palavra adequada (dentre as indicadas entre parênteses), para a construção de uma frase
coerente, em:
a) A autoridade valeu-se do saber de um iminente juiz. (eminente / iminente)
b) Como o fumo foi prescrito em recintos fechados do Brasil, o senhor não pode fumar aqui.
(prescrito / proscrito)
c) O motorista infligiu a lei de trânsito ao desrespeitar o sinal vermelho. (infligir / infringir)
d) O bandido foi preso em flagrante. (flagrante / fragrante)
e) O conserto de cordas e percussão foi muito apreciado pela plateia. (concerto / conserto)
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CESGRANRIO - Tec (FINEP)/FINEP/Apoio Administrativo/2011
Língua Portuguesa (Português) - Homônimos e Parônimos
AULAS DE PIANO
A primeira vez que pousei meus dez dedos sobre o teclado de uma máquina de escrever (na época,
claro, não havia computador), fui tomada por uma mistura de prazer e reconhecimento. Era como se
tivesse encontrado meu lugar no mundo. Isso aconteceu quando eu era adolescente – não lembro
exatamente quando, nem onde – e talvez fosse um sintoma de que eu me tornaria, muito tempo depois,
escritora. Mas na hora, interpretei de outra forma: achei que aquela sensação boa vinha do fato de eu
ser uma pianista frustrada. Assim, colocando os dedos sobre as teclas da máquina, eu satisfazia, ao
menos em parte, o desejo nunca alcançado de dominar outras teclas, as musicais.
Sempre senti muitíssimo por não ter aprendido piano. Não sei o que aconteceu. Meu pai se diz ele
próprio um pianista frustrado e poderia ter resolvido isso através de mim, mas não o fez. Estudei balé
clássico, moderno, sapateado, cantei em coral, fiz aula de música na escola, mas, por uma razão ou por
outra, nunca me puseram para aprender piano.
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/200473
502) 
Quando cresci e estava para fazer vestibular, sem ter ideia de que carreira escolher, fiz um teste
vocacional que, para minha imensa surpresa, deu arquitetura e música. Eram de fato duas áreas de
interesse para mim. Foi como se o teste vocacional tivesse desvendado meus desejos secretos. Fiquei
perturbada, mas acabei dando as costas para o resultado e fazendo jornalismo. Os anos se passaram e a
frustração se solidificou.
Pois agora isso vai mudar. Ou já está mudando. Tenho a comunicar que – aos 58 anos – comecei a ter
aulas de piano. [...]
Aos poucos, vou reconhecendo as teclas, ganhando intimidade com elas, percebendo as nuances dos
sons, as diferenças entre as teclas brancas e pretas. Meus dedos já se encaminham sozinhos para
determinadas posições, como se tivessem sensores próprios. [...]
Dizem que, quando chegamos a uma certa idade, é bom aprendermos coisas novas para exercitar o
cérebro. Não sei se isso é cientificamente comprovado, mas aprender a tocar está sendo para mim uma
delícia.
Acho que nunca vou conseguir fazer piruetas patinando, nem sapatear tão bem quanto o Fred Astaire
(duas outras frustrações minhas), mas, se conseguir tocar uma dúzia de canções ao piano, já ficarei
completamente feliz.
 
SEIXAS, Heloisa. Aulas de Piano. Seleções do Reader’s Digest, Rio de Janeiro, p. 37-38, fev. 2011. Adaptado.
 
Observe a palavra coral no par de frases abaixo.
“[...] cantei em coral...” / Mergulhei e arranhei a perna num coral.
A relação existente entre as duas palavras é a mesma que se verifica em
a) O perigo é iminente./ O eminente deputado fez uma declaração.
b) Passei em frente a seu edifício hoje./ Implodiram o prédio condenado.
c) A manga que comi estava docinha./ Rasguei a manga da camisa.
d) Comprei figo na feira, mas a fruta não estava boa.
e) A sala de aula estava lotada e a escola é um sucesso.
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Ambiental/2010
Língua Portuguesa (Português) - Homônimos e Parônimos
Fracasso e sucesso
 
“Se és homem, ergue os olhos para admirar os que empreenderam coisas grandiosas, ainda que hajam
fracassado”. (Sêneca)
 
“O segredo para o sucesso é fazer as coisas comuns incomumente bem”. (John D. Rockefeller Jr.)
 
É preciso discernimento para reconhecer o fracasso, coragem para assumi-lo e divulgá-lo e sabedoria
para aprender com ele.
 
O fracasso está presente em nossa vida, em seus mais variados aspectos. Na discussão fortuita dos
namorados e na separação dos casais, na falta de fé e na guerra santa, na desclassificação e no lugar
mais baixo do pódium, no infortúnio de um negócio malfeito e nas consequências de uma decisão
inadequada.
 
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Reconhecer o fracasso é uma questão de proporção e perspectiva. Gosto muito de uma recomendação
da Young President Organization segundo a qual devemos aprender a distinguir o que é um contratempo,
um revés e uma tragédia. A maioria das coisas ruins da vida são contratempos. Reveses são mais sérios,
mas podem ser corrigidos. Tragédias, sim, são diferentes. Quando você passar por uma tragédia, verá a
diferença.
 
A história e a literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina ao homem algo que necessita
aprender; que fazer e errar é experiência enquanto não fazer é fracasso; que devemos nos preocupar
com as chances perdidas quando nem mesmo tentamos; que o fracasso fortifica os fortes.
 
Pesquisa da Harvard Business Review aponta que um empreendedor quebra em média 2,8 vezes antes
de ter sucesso empresarial. Por isso, costuma-se dizer que o fracasso é o primeiro passo no caminho do
sucesso ou, citando Henry Ford, o fracasso é a oportunidade de se começar de novo inteligentemente.
Daí decorre que deve ser objetivo de todo empreendedor errar menos, cair menos vezes, mais devagar e
não definitivamente.
 
Assim como amor e ódio são vizinhos de um mesmo quintal, o fracasso e o sucesso são igualmente
separados por uma linha tênue. Mas o sucesso é vaidoso, tem muitos pais, motivo pelo qual costuma
ostentar- se publicamente. Nasce em função do fracasso e não raro sobrevive às custas dele - do
demérito de outrem. Por outra via, deve-se lembrar que o sucesso faz o fracasso de muitos homens...
 
Já o fracasso é órfão e tal como o exercício do poder, solitário. Disse La Fontaine: “Para salvar seu
crédito, esconde sua ruína”. E assim caminha o insucesso, por meio de subterfúgios. Poucos percebem
que a liberdade de fracassar é vital se você quer ser bem sucedido. Os empreendedores mais bem-
sucedidos fracassaram repetidamente, e uma medida de sua força é o fato de o fracasso impulsioná-los a
alguma nova tentativa de sucesso. É claro que cada qual é responsável por seu próprio naufrágio. Mas
quando o navio está a pique cabe ao capitão (imagine aqui a figura do empreendedor) e não ao marujo
tomar as rédeas da situação. E, às vezes, a única alternativa possível é abandonar, e logo, o barco,
declinando da possibilidade de salvar pertences para salvar a tripulação. Nestes casos, a falência purifica,
tal como deitar o rei ante o xeque-mate que se avizinha.
 
O sucesso, pois, decorre da perseverança (acreditar e lutar), da persistência (não confundir com
teimosia), da obstinação (só os paranóicos sobrevivem). Decorre de não sucumbir à tentação de agradar
a todos (gregos, troianos e etruscos). Decorre do exercício da paciência, mais do que da administração
do tempo. Decorre de se fazer o que se gosta (talvez seja preferível fracassar fazendo o que se ama a
atingir o sucesso em algo que se odeia)1. Decorre de fabricar o que vende, e não vender o que se
fabrica (qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas só um gênio é capaz de vendê-lo). Decorre da
irreverência de se preparar para o fracasso, sendo surpreendido pelo sucesso. Decorre da humildade de
aceitar os pequenos detalhes como mais relevantes do que os grandes planos. Decorre da sabedoria de
se manter a cabeça erguida, a espinha ereta, e a boca fechada.
 
Finalizo parafraseando Jean Cocteau: Mantenha- se forte diante do fracasso e livre diante do sucesso.
 
 
COELHO, Tom.
Disponível em: http://www.portalcmc.com.br/aut_artmot03.htm. Acesso em: 26 jan 2010.
 
 
O vocábulo destacado, quanto ao seu significado, está empregado, adequadamente, na seguinte frase:
a) Ações mal-sucedidas prenunciam um fracasso eminente.
b) Para acender profissionalmente, é preciso perseverança.
c) O profissional de sucesso descrimina as etapas de suas ações.
d) A expectativa do triunfo motiva o empreendedor.
503) 
e) É preciso saber deferir o amor do ódio.
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CESGRANRIO - Adv (AgeRIO)/AgeRIO/2023
Língua Portuguesa (Português) - Denotação e Conotação
Eu sei, mas não devia
 
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de
fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a
não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E,
porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma,
esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
 
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo
porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer
sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque
está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
 
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e
que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de
paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa
duração.
 
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir notelefone: hoje não posso ir. A sorrir para as
pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
 
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o
dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do
que as coisas valem. E a saber que cada vez paga mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais
dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
 
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão
e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado,
lançado na infindável catarata dos produtos.
 
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar-condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial
de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À
contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter
galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma
planta.
 
A gente se acostuma a coisas de mais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai
afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta
na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua
no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se, no fim
de semana, não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre
sono atrasado.
 
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar
feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma
para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
 
COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco Editora, 1996. p. 9. Adaptado.
 
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504) 
A depender do contexto em que se inserem, os enunciados podem assumir sentido denotativo ou
conotativo. O trecho do texto que apresenta sentido denotativo é:
a) “A ir ao cinema e engolir publicidade.” (parágrafo 7)
b) “lançado na infindável catarata dos produtos.” (parágrafo 7)
c) “À lenta morte dos rios.” (parágrafo 8)
d) “Se acostuma a não ouvir passarinho”. (parágrafo 8)
e) “para esquivar-se de faca e baioneta”. (parágrafo 10)
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CESGRANRIO - Adm (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Língua Portuguesa (Português) - Denotação e Conotação
Texto II
 
Estojo escolar
 
Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas ,
bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação 
espacial.
 
Minhas necessidades são mais modestas : tenho um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas da
informática . E um laptop da mesma época que começa a me deixar na mão. Como pretendo viajar
esses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de
computador portátil.
 
No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser
aberto. Depois de mil operações sofisticadas para minhas limitações, retirei das entranhas de isopor o
novo notebook e coloquei-o em cima da mesa . De repente, como vem acontecendo nos últimos
tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar . Tinha 5 anos e
ia para o jardim de infância.
 
Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal.
Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua
de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros.
 
Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. Fechei o
estojo para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali para sempre, prometi-me economizá-lo. Com
avareza, só o cheirava em momentos especiais.
 
Na tampa que protegia estojo e cheiro havia gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se
destacavam do fundo creme. Amei aquele ramalhete – olhava aquelas rosas e achava que nada podia ser
mais bonito.
 
O notebook que agora abro é negro, não tem rosas na tampa e, em matéria de cheiro, é abominável.
Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, ao aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma
moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.
 
CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva,
2009. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao
/fz12039806.htm>. Acesso em: 23 jul. 2019.
 
 
No Texto II, o sentido denotativo e o sentido conotativo convivem.
 
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
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505) 
O trecho do texto em que há somente denotação é:
a) “Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas
eletrônicas” 
b) “Minhas necessidades são mais modestas” 
c) “contemporâneo das cavernas da informática”. 
d) “retirei das entranhas de isopor o novo notebook e coloquei-o em cima da mesa.” 
e) “houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar.” 
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CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Administração/2018
Língua Portuguesa (Português) - Denotação e Conotação
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sustos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se vexava
de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas
e finas, amorável, elegante, austera, um modelo. E a confiança não parava aí. De fresta que era, chegou
a porta escancarada. Um dia confessou-me que trazia uma triste carcoma na existência; faltava -lhe a
glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coisas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa de um
desejo que não quer acabar de morrer; então compreendi que a ambição dele andava cansada de bater
as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me que a vida política era um tecido de invejas,
despeitos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Evidentemente havia aí uma crise de melancolia; tratei
de combatê-la.
— Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza. Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pouco por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos
os motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me só o interesse de outra natureza. Vira o teatro
pelo lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo cenário, vida, movimento e graça na
representação. Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para que o estou a fatigar com isto? Deixe-
me ficar com as minhas amofinações. Creia que tenho passado horas e dias... Não há constância de
sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser o
eco de seus próprios pensamentos. Após alguns instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O senhor
há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pediu- me que não referisse a ninguém o que se
passara entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara nada. Entraram dois deputados e um chefe
político da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a princípio um tanto postiça, mas logo depois
natural. No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o mais afortunado dos homens; conversava,
chasqueava, e ria, e riam todos.
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas
; IN: CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jovens leitores.Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
 
A palavra carcoma foi empregada metaforicamente no trecho “Um dia confessou-me que trazia uma
triste carcoma na existência” .
Um outro exemplo de metáfora empregada no texto é:
a) “Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sustos”
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506) 
b) “De fresta que era, chegou a porta escancarada”
c) “Evidentemente havia aí uma crise de melancolia; tratei de combatê-la”
d) “Entrei na política por gosto, por família, por ambição, e um pouco por vaidade”
e) “Lobo Neves recebeu-os com alegria”
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2015
Língua Portuguesa (Português) - Denotação e Conotação
A sociedade da informação e seus desafios
 
Dificilmente alguém discordaria de que a sociedade da informação é o principal traço característico do
debate público sobre desenvolvimento, seja em nível local ou global, neste alvorecer do século XXI.(a)
Das propostas políticas oriundas dos países industrializados e das discussões acadêmicas, a expressão
“sociedade de informação” transformou-se rapidamente em jargão nos meios de comunicação,
alcançando, de forma conceitualmente imprecisa, o universo vocabular do cidadão(b).
 
A expressão “sociedade da informação” passou a ser utilizada como substituta para o conceito complexo
de “sociedade pós-industrial”, como forma de transmitir o conteúdo específico do “novo paradigma
técnico-econômico”. A realidade que os conceitos das ciências sociais procuram expressar refere-se às
transformações técnicas, organizacionais e administrativas que têm como “fator-chave” não mais os
insumos baratos de energia — como na sociedade industrial — mas os insumos baratos de informação
propiciados pelos avanços tecnológicos na microeletrônica e nas telecomunicações.
 
Nesta sociedade pós-industrial, ou “informacional”, as transformações em direção à sociedade da
informação, em estágio avançado nos países industrializados, constituem uma tendência dominante
mesmo para economias menos industrializadas(c) e definem um novo paradigma, o da tecnologia da
informação, que expressa a essência da presente transformação tecnológica em suas relações com a
economia e a sociedade. Esse novo paradigma tem as seguintes características fundamentais: a
informação é sua matéria-prima(d) (no passado, o objetivo dominante era utilizar informação para agir
sobre as tecnologias); os efeitos das novas tecnologias têm alta penetrabilidade (a informação é parte
integrante de toda atividade humana, individual ou coletiva e, portanto, todas essas atividades tendem a
ser afetadas diretamente pela nova tecnologia); a tecnologia favorece processos reversíveis devido a sua
flexibilidade; trajetórias de desenvolvimento tecnológico em diversas áreas do saber tornam-se
interligadas e transformam-se as categorias segundo as quais pensamos todos os processos
(microeletrônica, telecomunicações, optoeletrônica, por exemplo).
 
O foco sobre a tecnologia pode alimentar a visão ingênua de determinismo tecnológico segundo o qual
as transformações em direção à sociedade da informação resultam da tecnologia, seguem uma lógica
técnica e, portanto, neutra e estão fora da interferência de fatores sociais e políticos. Nada mais
equivocado: processos sociais e transformação tecnológica resultam de uma interação complexa(e) em
que fatores sociais preexistentes como a criatividade, o espírito empreendedor, as condições da pesquisa
científica afetam o avanço tecnológico e suas aplicações sociais.
 
No campo educacional dos países em desenvolvimento, decisões sobre investimentos para a
incorporação da informática e da telemática implicam também riscos e desafios. Será essencial identificar
o papel que essas novas tecnologias podem desempenhar no processo de desenvolvimento educacional
e, isso posto, resolver como utilizá-las de forma a facilitar uma efetiva aceleração do processo em direção
à educação para todos, ao longo da vida, com qualidade e garantia de diversidade. As novas tecnologias
de informação e comunicação tornam-se, hoje, parte de um vasto instrumental historicamente
mobilizado para a educação e a aprendizagem. Cabe a cada sociedade decidir que composição do
conjunto de tecnologias educacionais mobilizar para atingir suas metas de desenvolvimento.
 
A Unesco tem atuado de forma sistemática no sentido de apoiar as iniciativas dos Estados Membros na
definição de políticas de integração das novas tecnologias aos seus objetivos de desenvolvimento. No
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507) 
Programa Informação para Todos, as ações desse organismo internacional estão concentradas em duas
áreas principais: conteúdo para a sociedade da informação e “infoestrutura” para esta sociedade em
evolução, por meio da cooperação para treinamento, apoio ao estabelecimento de políticas de
informação e promoção de conexões em rede.
 
No espírito da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que constitui a base dos direitos à
informação na sociedade da informação, e levando em consideração os valores e a visão delineados
anteriormente, o novo Programa Informação para Todos deverá prover uma plataforma para a discussão
global sobre acesso à informação, participação de todos na sociedade da informação global e as
consequências éticas, legais e societárias do uso das tecnologias de informação e comunicação. Deverá
prover também a estrutura para colaboração internacional e parcerias nessas áreas e apoiar o
desenvolvimento de ferramentas comuns, métodos e estratégias para a construção de uma sociedade de
informação global e justa.
 
WERTHEIN, J. Ciência da Informação. Brasília, v. 29, n. 2, p. 71- 77, maio/ago. 2000. Disponível em:
<http://revista.ibict.br/ciinf/index. php/ciinf/article/view/254>. Acesso em: 10 maio 2015. Adaptado.
 
As palavras são empregadas no sentido denotativo, literal, em estado de dicionário ou no sentido
conotativo, figurado.
 
A palavra do texto, destacada, está empregada no sentido figurado em:
a) “o principal traço característico do debate público sobre desenvolvimento global, seja em nível local
ou global, neste alvorecer do século XXI.”
b) “alcançando, de forma conceitualmente imprecisa, o universo vocabular do cidadão.”
c) “em estágio avançado nos países industrializados, constituem uma tendência dominante mesmo
para economias menos industrializadas”
d) “Esse novo paradigma tem as seguintes características fundamentais: a informação é sua
matéria-prima”
e) “processos sociais e transformação tecnológica resultam de uma interação complexa”
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Exploração de
Petróleo/Geodésia/2014
Língua Portuguesa (Português) - Denotação e Conotação
Não é meu
(...)
Quando Trotsky caiu em desgraça na União Soviética, sua imagem foi literalmente apagada de
fotografias dos líderes da revolução, dando início a uma transformação também revolucionária do
conceito de fotografia: além de tirar o retrato de alguém, tornou-se possível tirar alguém do retrato.
A técnica usada para eliminar o Trotsky das fotos foi quase tão grosseira — comparada com o que se faz
hoje — quanto a técnica usada para eliminar o Trotsky em pessoa (um picaretaço, a mando do Stalin).
 
Hoje não só se apagam como se acrescentam pessoas ou se alteram suas feições, sua idade e sua
quantidade de cabelo e de roupa, em qualquer imagem gravada.
A frase “prova fotográfica” foi desmoralizada para sempre, agora que você pode provar qualquer coisa
fotograficamente.
Existe até uma técnica para retocar a imagem em movimento, e atrizes preocupadas com suas rugas ou
manchas não precisam mais carregar na maquiagem convencional — sua maquiagem é feita
eletronicamente, no ar.
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508) 
Nossas atrizes rejuvenescem a olhos vistos a cada nova novela (...).O fotoxópi é um revisor da Natureza.
Lembro quando não existia fotoxópi e recorriam à pistola, um borrifador à pressão de tinta, para retocar
as imagens.
Se a provafotográfica não vale mais nada nestes novos tempos inconfiáveis, a assinatura muito menos.
Textos assinados pela Martha Medeiros, pelo Jabor, por mim e por outros, e até pelo Jorge Luís Borges,
que nenhum de nós escreveu — a não ser que o Borges esteja mandando matérias da sua biblioteca
sideral sem que a gente saiba —, rolam na internet, e não se pode fazer nada a respeito a não ser negar
a autoria — ou aceitar os elogios, se for o caso.
Agora mesmo está circulando um texto atacando o “Big Brother Brasil”, com a minha assinatura, que não
é meu. Isso tem se repetido tanto que já começo a me olhar no espelho todas as manhãs com alguma
desconfiança. Esse cara sou eu mesmo? E se eu estiver fazendo a barba e escovando os dentes de um
impostor, de um eu apócrifo? E — meu Deus — se esta crônica não for minha e sim dele?!
VERISSIMO, L. F. Não é meu. Disponível em: <http:// oglobo.globo.com/pais
/noblat/posts/2011/01/30/ nao-meu-359850.asp>. Acesso em: 1 set. 2012. Adaptado.
 
Em determinados contextos, as palavras podem assumir sentidos figurados, ou seja, valores expressivos,
diferentes do usual.
O exemplo do texto em que se verifica o uso de linguagem figurada é:
a) “sua imagem foi literalmente apagada de fotografias” ( l.1)
b) “Existe até uma técnica para retocar a imagem em movimento” ( l.9)
c) “O fotoxópi é um revisor da Natureza” ( l.11)
d) “Se a prova fotográfica não vale mais nada nestes novos tempos inconfiáveis, a assinatura muito
menos” ( l.13)
e) “Agora mesmo está circulando um texto atacando o ‘Big Brother Brasil’” ( l.17)
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CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2013
Língua Portuguesa (Português) - Denotação e Conotação
Ciência do esporte – sangue, suor e análises
Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um
departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de
materiais para atletas de ponta, a chave do êxito(a) é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.
Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala(b). Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias
atuais passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a
máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem
minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode
separar glória e fracasso, entra em campo(c) a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também
são moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de
computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma(d) que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...]
— Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do
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509) 
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais,
que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara.
A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do
Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia,
treinamento esportivo e vídeo análise.
 
Reposição individualizada
 
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa.
 
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste(e) de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […]
 
As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da
modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de
Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito:
 
— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]
 
CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio
2012.
O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6.
 
O texto trata de uma ciência ligada ao esporte. Dentre os trechos transcritos abaixo, um deles utiliza
vocabulário que pertence ao campo os esportes mas que, no texto, é usado com sentido figurado.
Qual é o trecho?
a) “a chave do êxito”
b) “nem se fala”
c) “entra em campo”
d) “cresceu de tal forma”
e) “o perfil de desgaste”
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CESGRANRIO - CTA (DECEA)/DECEA/2012
Língua Portuguesa (Português) - Denotação e Conotação
Texto
Sem medo de voar
Atenção, passageiro: voe tranquilo. Se antes da decolagem seu medo vai às alturas, embarque com a
gente para aprender a enfrentar as turbulências emocionais e viajar bem.
Os brasileiros estão entre os passageiros que mais temem voar em todo o planeta. E já era assim antes
de sofrerem o impacto dos dois últimos grandes acidentes no nosso espaço aéreo em um intervalo de
apenas dez meses. Em 2003 uma pesquisa do Ibope revelava que 42% dos viajantes entravam em
pânico logo no embarque. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos e na Alemanha só 23% das pessoas
assumem o medo de avião. [...]pouco adianta citar dados e mais dados mostrando que o avião é muito
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510) 
mais seguro do que o carro ou que a probabilidade de um raio atingir alguém caminhando sossegado na
rua é maior do que a de uma aeronave despencar dos céus. Os especialistas, porém, são unânimes: dá,
sim, para apagar as fantasias de uma queda, de um defeito mecânico ou de uma falha humana. Mas a
tarefa nem sempre é fácil. [...]
 
Disponível em: <http://saude.abril.com.br/edicoes/0289/>. Acesso em: 01 ago. 2012. Adaptado.
 
No trecho do Texto “embarque com a gente para aprender a enfrentar as turbulências emocionais” (l .
1-2), ocorre um emprego de palavras típicas do vocabulário da aviação em contexto distinto.
No caso da palavra embarque, o sentido, no contexto, é definido como
a) conotativo
b) denotativo
c) literal
d) próprio
e) descritivo
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Medicina do Trabalho/2017
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Como o aquecimento global está atrapalhando a aviação
 
No mês passado, dezenas de voos foram cancelados nos EUA por causa do calor. Veja porque isso se
tornará cada vez mais comum.
 
Com a temperatura na casa dos 48 ºC — e uma sensação térmica que supera fácil os 50 ºC —, é
complicado levar a vida normalmente. Sair de casa é pedir para começar a suar e desidratar a uma
velocidade digna de ambiente desértico. Seja muito bem-vindo ao verão de Phoenix, capital do Arizona,
onde o ar-condicionado é seu amigo mais inseparável.
 
Por lá, as temperaturas altas não impactam só as contas de luz. A onda de calor anormal que o sudoeste
dos EUA enfrentou recentemente causou também outro problema, menos usual: o cancelamento de
dezenas de voos comerciais. É isso mesmo. Em julho passado, aviões foram impedidos de deixar o Sky
Harbor, aeroporto internacional da cidade, pelo simples motivo de estar quente demais.
 
Mesmo quem não é do ramo sabe que aeronaves foram criadas para operar sob algumas condições
climáticas específicas. Por causa disso, vira e mexe mudanças de tempo muito bruscas como nevascas e
neblinas intensas as impedem de decolar — atrasando as viagens e aumentando a impaciência dos
clientes.
 
No que diz respeito a problemas de visibilidade, não há muito o que fazer. O ponto é que o calortambém
pode comprometer bastante a viagem: cientistas já demonstraram que o desempenho das aeronaves é
pior em dias extremamente quentes. Isso porque o aumento da temperatura atmosférica faz a densidade
do ar diminuir, o que prejudica toda a aerodinâmica do veículo.
 
A sustentação que as asas do avião garantem depende da densidade do ar. Quanto menor for a
densidade do ar, mais rápido um avião tem que acelerar na hora da decolagem para compensar a perda
de estabilidade.
 
O problema é que, para conseguir uma velocidade maior, é necessária uma pista com tamanho suficiente
para a tarefa. Corre-se o risco, nos locais onde o trecho de asfalto é curto demais, de que o avião não
adquira velocidade adequada para deslanchar de vez sem problemas de sustentação. A principal forma
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/565143
511) 
que as torres de controle têm para garantir que isso não aconteça é diminuir o peso da aeronave — seja
retirando carga, combustível ou material humano mesmo.
 
Os efeitos dessa restrição de peso podem pesar no bolso das companhias aéreas e mudar operações
pelo mundo todo. A conta é bem simples: menos passageiros nos voos significa menos dinheiro para as
companhias aéreas. Os primeiros a sofrer com os cortes são voos mais longos. Conectar pontos distantes
do globo só vale a pena se o roteiro for cumprido com o máximo de aproveitamento. A tendência, então,
é que os voos maiores sejam remanejados para momentos menos quentes do dia. E como nada vem
sozinho, a alteração de rotas e duração dos voos, pode, eventualmente, aumentar também o consumo
de combustível. O resto você já sabe. O serviço fica mais caro, passam a existir menos opções, os
aeroportos operam além da capacidade e o caos aéreo se torna maior.
 
Para completar o pacote, o calor poderá influenciar até mesmo no famoso “medo de avião”. Isso porque
a elevação das temperaturas tornará as turbulências mais frequentes e intensas. Uma pesquisa publicada
neste ano mostrou que turbulências severas vão aumentar 149% e os chacoalhões moderados crescerão
até 94% nos próximos anos. Culpa do aumento na quantidade de ventos de alta altitude, que ganham
força com o calor.
 
ELER, G. Como o aquecimento global está atrapalhando a aviação. 5 ago. 2017.
Disponível em: <https://super.abril.com.br/tecnologia/como-o-aquecimento-global-esta-atrapalhando-a-aviacao/>.
Acesso em: 12 ago. 2017. Adaptado.
 
Considere os empregos da palavra casa no texto:
I - “Com a temperatura na casa dos 48 ºC”
II - “Sair de casa é pedir para começar a suar”
Analisando o seu uso em I e II, constata-se que se trata de um caso de polissemia, pois essa palavra
apresenta
a) ambiguidade em I
b) valor estilístico em II
c) sentido denotativo em II
d) sentido diverso em I e II
e) mesmo valor semântico em I e II
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CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Texto II
Quando eu for bem velhinho — continuação 1
Era um menino quando meu coração gravou essa música. Hoje, neste carnaval que acabou de passar
pela minha calçada, eu, velhinho, apenas vi o bloco passar. Algo me diz que cada um de nós pertence a
muitos blocos. Uns nos são impostos; outros, como os de carnaval, são escolhidos. Dir-se- ia que os
blocos impostos são opressivos e obrigatórios — como a casa, os irmãos, a escola e até mesmo o país, a
etnia e o gênero; ao passo que os escolhidos, como o bloco de carnaval figurado nesta música, são
marcados por liberdade. Há uma verdade nisso, mas há também a ilusão que o carnaval brasileiro
representa muito bem. É que o escolhido e o obrigatório também se confundem, pois muito do que é
“escolhido” é determinado por um “obrigatório” vivido com mais ou menos intensidade. Há quem
transforme escolha em obrigação e quem faça o justo oposto, diz o meu lado cinzento como esta quarta-
feira, outrora santificada — hoje parte de um longo e fantasioso feriado.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/373787
512) 
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.
 
Considere-se a seguinte passagem do Texto II: “Dir-se-ia que os blocos impostos são opressivos e
obrigatórios”.
A classe da palavra impostos no trecho acima é a mesma da palavra destacada em:
a) O Congresso debateu muito, mas autorizou o aumento do imposto de renda.
b) Muitas pessoas se impressionam com qualquer estilo imposto pela mídia.
c) A enfermeira chegou logo a seguir de um grito esganiçado que foi imposto pelo futuro pai.
d) A mudança da moda é o imposto que a indústria do pobre lança sobre a vaidade do rico.
e) O padre tinha imposto uma pesada penitência àquele infeliz pecador.
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CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Texto III
Quando eu for bem velhinho — continuação 2
O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa que
dá sentido e razão ao tempo como uma majestade humana. Este imperador sem rivais que diz que passa
quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da análise pelo sábio das línguas e costumes euro- -europeus
Georges Dumézil, conta a história de um camponês que, sem querer, libertou o diabo de um caixote que
ele transportava para um padre na sua carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre fazendo
alguma coisa — começou a surrar o seu involuntário libertador, perguntando ansiosamente: “O que devo
fazer?” O camponês mandou que ele construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela ficou pronta. E
logo o diabo perguntou novamente: “O que devo fazer?” O camponês mandou que o diabo juntasse
todos os excrementos de cavalo do reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava cumprida.
Aterrorizado porque ia apanhar novamente, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o diabo
recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não conseguia
alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas não o tempo inteiro como ordenara o camponês. Não tendo
observado a tarefa, o diabo voltou para a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apanhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio das
Chagas num poema escrito nos mil seiscentos e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
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513) 
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...
Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.
 
No poema citado pelo autor no Texto III, emprega-se a palavra conta com vários sentidos.
O contexto no qual ela figura em uma expressão que significa “realizar uma operação aritmética” é o
seguinte:
a) “Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?”
b) “Não quis, sobrando tempo, fazer conta.”
c) “Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,”
d) “Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo”
e) “Quando o tempo chegar de prestar conta,”
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CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Texto III
Quando eu for bem velhinho — continuação 2
O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa que
dá sentido e razão ao tempo como uma majestade humana. Este imperador sem rivais que diz que passa
quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da análise pelo sábio das línguas e costumes euro- -europeus
GeorgesDumézil, conta a história de um camponês que, sem querer, libertou o diabo de um caixote que
ele transportava para um padre na sua carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre fazendo
alguma coisa — começou a surrar o seu involuntário libertador, perguntando ansiosamente: “O que devo
fazer?” O camponês mandou que ele construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela ficou pronta. E
logo o diabo perguntou novamente: “O que devo fazer?” O camponês mandou que o diabo juntasse
todos os excrementos de cavalo do reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava cumprida.
Aterrorizado porque ia apanhar novamente, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o diabo
recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não conseguia
alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas não o tempo inteiro como ordenara o camponês. Não tendo
observado a tarefa, o diabo voltou para a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apanhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio das
Chagas num poema escrito nos mil seiscentos e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
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514) 
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...
Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.
 
No trecho “E logo o diabo perguntou novamente: O que devo fazer?”, a palavra logo tem o mesmo valor
que se vê em:
a) A chuva está caindo há muito tempo, logo o chão já está molhado.
b) A chuva começou a cair agora, o chão estará logo molhado.
c) Dias de chuvas e transbordamentos; logo, desabrigados na certa.
d) As chuvas devem cair logo mais, segundo a meteorologia oficial.
e) A chuva de logo deve ser forte, pois os moradores já estão em ação.
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CESGRANRIO - AET (BB)/BB/2014
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Ando meio desligado
Ando meio desligado
Eu nem sinto meus pés no chão
Olho e não vejo nada
Eu só penso se você me quer
Eu nem vejo a hora de lhe dizer
Aquilo tudo que eu decorei
E depois o beijo que eu já sonhei
Você vai sentir, mas...
Por favor, não leve a mal
Eu só quero que você me queira
Não leve a mal
BAPTISTA, A.; LEE, R.; DIAS, S. Ando meio desligado. Intérprete: Os Mutantes. In: MUTANTES. A divina comédia
ou Ando meio desligado. Rio de Janeiro: Polydor/Polyfar. p1970. 1 disco sonoro, Lado 1, faixa 1 (3 min 2s).
 
A frase em que o verbo andar apresenta as mesmas características sintáticas e de sentido que ocorrem
nas expressões “ando um pouco distraído” e “ando meio desligado” é:
a) Ando depressa demais.
b) Há carros que andam a 300 km por hora.
c) Eu tenho andado com muita sede nestes dias.
d) Há aves que andam, além de voarem.
e) Para me exercitar, prefiro andar a correr.
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515) 
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CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2013
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Ciência do esporte – sangue, suor e análises
Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um
departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de
materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.
Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais
passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a
máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem
minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode
separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são
moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...]
— Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais,
que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara.
A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do
Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia,
treinamento esportivo e vídeo análise.
 
Reposição individualizada
 
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa.
 
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […]
 
As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da
modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de
Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito:
 
— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]
 
CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio
2012.
O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6.
 
A expressão de ponta está usada, no texto, com o mesmo sentido que apresenta em:
a) Para cortar a carne é melhor a faca de ponta.
b) O lápis de ponta grossa facilita o desenho da criança.
c) A blusa com gola de ponta fina é mais bonita que a de ponta redonda.
d) A caneta caiu de ponta para baixo e sujou o sofá de tinta.
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516) 
e) A pesquisa de ponta na medicina descobre novos medicamentos eficazes.
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Ciência do esporte – sangue, suor e análises
Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um
departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de
materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.
Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais
passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a
máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem
minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode
separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são
moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamentededicado ao tema. [...]
— Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais,
que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara.
A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do
Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia,
treinamento esportivo e vídeo análise.
 
Reposição individualizada
 
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa.
 
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […]
 
As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da
modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de
Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito:
 
— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]
 
CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio
2012.
O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6.
 
Considere o emprego do verbo levar no trecho: “Uma competição não dura apenas alguns minutos. Leva
anos”.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/136028
517) 
518) 
 
A frase em que esse verbo está usado com o mesmo sentido é:
a) O menino leva o material adequado para a escola.
b) João levou uma surra da mãe.
c) A enchente leva todo o lixo rua abaixo.
d) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso.
e) O atleta levou apenas dez segundos para terminar a prova.
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Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
SORTE: TODO MUNDO MERECE
Afinal, existe sorte e azar?
 
No fundo, a diferença entre sorte e azar está no jeito como olhamos para o acaso. Um bom exemplo é o
número 13. Nos EUA, a expedição da Apollo 13 foi uma das mais desastrosas de todos os tempos, e o
número levou a culpa. Pelo mundo, existem construtores que fazem prédios que nem têm o 13o andar,
só para fugir do azar. Por outro lado, muita gente acha que o 13 é, na verdade, o número da sorte. Um
exemplo famoso disso foi o então auxiliar técnico do Brasil, Zagallo, que foi para a Copa do Mundo de
(19)94 (a soma dá 13) dizendo que o Mundial ia terminar com o Brasil campeão devido a uma série de
coincidências envolvendo o número. No final, o Brasil foi campeão mesmo, e a Apollo 13 retornou a salvo
para o planeta Terra, apesar de problemas gravíssimos.
Até hoje não se sabe quem foi o primeiro sortudo que quis homenagear a sorte com uma palavra só para
ela. Os romanos criaram o verbo sors, do qual deriva a “sorte” de todos nós que falamos português. Sors
designava vários processos do que chamamos hoje de tirar a sorte e originou, entre outras palavras, a
inglesa sorcerer, feiticeiro. O azar veio de um pouco mais longe. A palavra vem do idioma árabe e deriva
do nome de um jogo de dados (no qual o criador provavelmente não era muito bom). Na verdade, ele
poderia até ser bom, já que azar e sorte são sinônimos da mesma palavra: acaso. Matematicamente, o
acaso – a sorte e o azar – é a aleatoriedade. E, pelas leis da probabilidade, no longo prazo, todos
teremos as mesmas chances de nos depararmos com a sorte. Segundo essas leis, se você quer aumentar
as suas chances, só existe uma saída: aposte mais no que você quer de verdade.
 
Revista Conhecer. São Paulo: Duetto. n. 28, out. 2011, p. 49. Adaptado.
O período em que a expressão no fundo está usada com o mesmo sentido com que é empregada na
primeira linha do texto é:
a) A horta está no fundo do quintal.
b) Procure na mala toda, até no fundo.
c) No fundo do corredor, está a melhor loja.
d) No fundo, acredito que tudo sairá bem.
e) No fundo do poço, ninguém vê saída para problemas.
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SORTE: TODO MUNDO MERECE
Afinal, existe sorte e azar?
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/99784
519) 
No fundo, a diferença entre sorte e azar está no jeito como olhamos para o acaso. Um bom exemplo é o
número 13. Nos EUA, a expedição da Apollo 13 foi uma das mais desastrosas de todos os tempos, e o
número levou a culpa. Pelo mundo, existem construtores que fazem prédios que nem têm o 13o andar,
só para fugir do azar. Por outro lado, muita gente acha que o 13 é, na verdade, o número da sorte. Um
exemplo famoso disso foi o então auxiliar técnico do Brasil, Zagallo, que foi para a Copa do Mundo de
(19)94 (a soma dá 13) dizendo que o Mundial ia terminar com o Brasil campeão devido a uma série de
coincidências envolvendo o número. No final, o Brasil foi campeão mesmo, e a Apollo 13 retornou a salvo
para o planeta Terra, apesar de problemas gravíssimos.
Até hoje não se sabe quem foi o primeiro sortudo que quis homenagear a sorte com uma palavra só para
ela. Os romanos criaram o verbo sors, do qual deriva a “sorte” de todos nós que falamos português. Sors
designava vários processos do que chamamos hoje de tirar a sorte e originou, entre outras palavras, a
inglesa sorcerer, feiticeiro. O azar veio de um pouco mais longe. A palavra vem do idioma árabe e deriva
do nome de um jogo de dados (no qual o criador provavelmente não era muito bom). Na verdade, ele
poderia até ser bom, já que azar e sorte são sinônimos da mesma palavra: acaso. Matematicamente, o
acaso – a sorte e o azar – é a aleatoriedade. E, pelas leis da probabilidade, no longo prazo, todos
teremos as mesmas chances de nos depararmos com a sorte. Segundo essas leis, se você quer aumentar
as suas chances, só existe uma saída: aposte mais no que você quer de verdade.
 
Revista Conhecer. São Paulo: Duetto. n. 28, out. 2011, p. 49. Adaptado.
A palavra mesmo está sendo empregada com o sentido igual ao que se verifica em “o Brasil foi
campeão mesmo”, na seguinte frase:
a) O diretor preferiu ele mesmo entregar o relatório ao conselho.
b) Mesmo sabendo que a proposta não seria aceita, ele a enviou.
c) Fui atendido pelo mesmo vendedor que o atendeu anteriormente.
d) Você sabe mesmo falar cinco idiomas fluentemente?
e) Ele ficou tão feliz com a notícia que pensou mesmo em sair dançando.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2011
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Texto
A REDESCOBERTA DO BRASIL
 
Na segunda metade do século XVI, quando o rei D. Manoel, o capitão-mor Pedro Álvares Cabral e o
escrivão Pero Vaz de Caminha já estavam mortos havia mais de duas décadas, começaria a surgir em
Lisboa a tese de que o Brasil fora descoberto por acaso. Tal teoria foi obra dos cronistas e historiadores
oficiais da corte. [...]
Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais, os
cronistas reais descreveram o descobrimento do Brasil com base na chamada Relação do Piloto Anônimo.
A questão intrigante é que em nenhum momento o "piloto anônimo" faz menção à tempestade que,
segundo os cronistas reais, teria feito Cabral "desviar- se" de sua rota. Embora a carta de Caminha não
tenha servido de fonte para os textos redigidos pelos cronistas oficiais do reino, esse documento também
não se refere a tormenta alguma. Pelo contrário: mesmo quando narra o desaparecimento da nau de
Vascode Ataíde, ocorrido duas semanas depois da partida de Lisboa, Caminha afirma categoricamente
que esse navio sumiu "sem que houvesse tempo forte ou contrário para poder ser".
Na verdade, a leitura atenta da carta de Caminha e da Relação do Piloto Anônimo parece revelar que
tudo na viagem de Cabral decorreu na mais absoluta normalidade e que a abertura de seu rumo para
oeste foi proposital. De fato, é difícil supor que a frota pudesse ter-se desviado "por acaso" de sua rota
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/80929
520) 
quando se sabe – a partir das medições astronômicas feitas por Mestre João – que os pilotos de Cabral
julgavam estar ainda mais a oeste do que de fato estavam. [...]
 
Reescrevendo a História
 
Mais de 300 anos seriam necessários até que alguns dos episódios que cercavam o descobrimento do
Brasil pudessem começar a ser, eles próprios, redescobertos. O primeiro passo foi o ressurgimento da
carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por quase três séculos estivera perdida em arquivos
empoeirados. [...] O documento foi publicado pela primeira vez em 1817, pelo padre Aires do Casal, no
livro Corografia Brazílica. Ainda assim, a versão lançada por Aires do Casal era deficiente e incompleta
[...]. A "redescoberta" do Brasil teria que aguardar mais algumas décadas.
Não por coincidência, ela se iniciou no auge do Segundo Reinado. Foi nesse período cheio de glórias que
o país, enriquecido pelo café, voltou os olhos para a própria história. Por determinação de D. Pedro II, o
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (fundado em 1838) foi incumbido de desvendar os mistérios
que cercavam o descobrimento do Brasil. [...]
Ainda assim, a teoria da intencionalidade [...] e a tese da descoberta casual [...] não puderam, e talvez
jamais possam, ser definitivamente comprovadas. Por mais profundas e detalhadas que sejam as análises
feitas sobre os três únicos documentos originais relativos à viagem (as cartas de Pero Vaz de Caminha,
do Mestre João e do "piloto anônimo"), elas não são suficientes para provar se o descobrimento de
Cabral obedeceu a um plano preestabelecido ou se foi meramente casual.
BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p.
127-130. Adaptado.
A palavra próprios, na expressão "eles próprios," apresenta o mesmo sentido em:
a) Ele navegou em nave própria.
b) Chegaram em hora própria para o almoço.
c) O orgulho das descobertas é próprio de quem as faz.
d) O livro próprio para encontrar sinônimos é o dicionário.
e) Foi o próprio historiador que comprovou a tese.
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Texto
UM MORRO AO FINAL DA PÁSCOA
 
Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, em "muita quantidade", balançando nas águas
translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer. Os marujos as reconheceram de imediato,
antes que sumissem no horizonte: chamavam-se botelhos as grandes algas que dançavam nas
ondulações formadas pelo avanço da frota imponente. Pouco mais tarde, mas ainda antes que a
escuridão se estendesse sobre a amplitude do oceano, outra espécie de planta marinha iria lamber o
casco das naves, alimentando a expectativa e desafiando os conhecimentos daqueles homens temerários
o bastante para navegar por águas desconhecidas. Desta vez eram rabos-de-asno: um emaranhado de
ervas felpudas "que nascem pelos penedos do mar". Para marinheiros experimentados, sua presença era
sinal claro da proximidade de terra.
Se ainda restassem dúvidas, elas acabariam no alvorecer do dia seguinte, quando os grasnados de aves
marinhas romperam o silêncio dos mares e dos céus. As aves da anunciação, que voavam barulhentas
por entre mastros e velas, chamavam-se fura-buxos. Após quase um século de navegação atlântica, o
surgimento dessa gaivota era tido como indício de que, muito em breve, algum marinheiro de olhar
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/80939
521) 
aguçado haveria de gritar a frase mais aguardada pelos homens que se fazem ao mar: "Terra à vista!"
Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas que, havia menos de três anos, ao navegar por
águas destas latitudes, o grande Vasco da Gama também avistara? De fato, em 22 de agosto de 1497,
quando a armada do Gama se encontrava a cerca de 3 mil quilômetros da costa da África, em pleno
oceano Atlântico, um dos tripulantes empunhou a pena para anotar em seu Diário: "Achamos muitas
aves feitas como garções – e quando veio a noite tiravam contra o su-sueste muito rijas, como aves que
iam para terra."
 
BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p.
7-8
A sentença em que o verbo alimentar tem o mesmo sentido que apresenta no Texto é:
a) Os fazendeiros alimentam os animais com uma ração especial.
b) Todos os médicos garantem que é importante que a criança se alimente bem.
c) Novas vacinas alimentam a esperança de que mais doenças sejam erradicadas no mundo.
d) A secretária alimentou a base de dados da firma com as informações sobre os funcionários novos.
e) Pesquisadores americanos estão utilizando o conceito de transmissão sem fios de energia elétrica
para alimentar dispositivos cardíacos.
www.tecconcursos.com.br/questoes/200467
CESGRANRIO - Tec (FINEP)/FINEP/Apoio Administrativo/2011
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
AULAS DE PIANO
A primeira vez que pousei meus dez dedos sobre o teclado de uma máquina de escrever (na época,
claro, não havia computador), fui tomada por uma mistura de prazer e reconhecimento. Era como se
tivesse encontrado meu lugar no mundo. Isso aconteceu quando eu era adolescente – não lembro
exatamente quando, nem onde – e talvez fosse um sintoma de que eu me tornaria, muito tempo depois,
escritora. Mas na hora, interpretei de outra forma: achei que aquela sensação boa vinha do fato de eu
ser uma pianista frustrada. Assim, colocando os dedos sobre as teclas da máquina, eu satisfazia, ao
menos em parte, o desejo nunca alcançado de dominar outras teclas, as musicais.
Sempre senti muitíssimo por não ter aprendido piano. Não sei o que aconteceu. Meu pai se diz ele
próprio um pianista frustrado e poderia ter resolvido isso através de mim, mas não o fez. Estudei balé
clássico, moderno, sapateado, cantei em coral, fiz aula de música na escola, mas, por uma razão ou por
outra, nunca me puseram para aprender piano.
 
Quando cresci e estava para fazer vestibular, sem ter ideia de que carreira escolher, fiz um teste
vocacional que, para minha imensa surpresa, deu arquitetura e música. Eram de fato duas áreas de
interesse para mim. Foi como se o teste vocacional tivesse desvendado meus desejos secretos. Fiquei
perturbada, mas acabei dando as costas para o resultado e fazendo jornalismo. Os anos se passaram e a
frustração se solidificou.
Pois agora isso vai mudar. Ou já está mudando. Tenho a comunicar que – aos 58 anos – comecei a ter
aulas de piano. [...]
Aos poucos, vou reconhecendo as teclas, ganhando intimidade com elas, percebendo as nuances dos
sons, as diferenças entre as teclas brancas e pretas. Meus dedos já se encaminham sozinhos para
determinadas posições, como se tivessem sensores próprios. [...]
Dizem que, quando chegamos a uma certa idade, é bom aprendermos coisas novas para exercitar o
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/200467
522) 
cérebro. Não sei se isso é cientificamente comprovado, mas aprender a tocar está sendo para mim uma
delícia.
Acho que nunca vou conseguir fazer piruetas patinando, nem sapatear tão bem quanto o Fred Astaire
(duas outras frustrações minhas), mas, se conseguir tocar uma dúzia de canções ao piano, já ficarei
completamente feliz.
 
SEIXAS, Heloisa. Aulas de Piano. Seleções do Reader’s Digest, Rio de Janeiro, p. 37-38, fev. 2011. Adaptado.
 
O verbo pousar tem o mesmo sentido que o usado no texto na seguinte sentença:
a) A criança pousou a cabeça sobre o travesseiro.
b) Os peregrinos seguiam viagem sem pousarnem um instante.
c) O avião da comitiva vai pousar daqui a duas horas.
d) Passeamos de dia e, à noite, voltamos ao hotel para pousar.
e) Os pássaros pousavam sobre um galho da mangueira.
www.tecconcursos.com.br/questoes/200481
CESGRANRIO - Tec (FINEP)/FINEP/Apoio Administrativo/2011
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UM NOVO COMEÇO
Em 40 anos de carreira musical, o engenheiro químico (pode?) Ivan Lins produziu maravilhas como
Madalena, O Amor É Meu País e Abre Alas. Como acontece com todos os poetas e compositores, ele
tocou cada pessoa de modo diferente. Em meu caso, foi a música Começar de Novo, que Ivan compôs
em parceria com Vitor Martins em 1979.
Foi naquele ano que fiz uma das muitas mudanças em minha vida, indo morar em Florianópolis (SC),
para onde eu já viajava semanalmente para dar aulas em um curso pré-vestibular do qual era sócio.
Como aquela sede exigia mais atenção, mudei minha residência oficial para a ilha. Lembro-me bem de
estar atravessando a ponte Hercílio Luz, que ainda funcionava (foi interditada em 1982), quando do rádio
do carro começou a sair a voz rouca da Simone dizendo: “Começar de novo e contar comigo/ Vai valer a
pena ter amanhecido/ Ter me rebelado, ter me debatido/ Ter me machucado, ter sobrevivido...”.
Foi um momento mágico, pois, apesar de bastante jovem, eu já vinha de uma experiência de vida cheia
de mudanças e recomeços. [...]
A impermanência é uma das marcas de nosso tempo. Tudo muda rápido, e quem aceita essa realidade e
consegue exercitar sua capacidade de adaptação já sai com vantagens. De certa forma, quando
acordamos na manhã de cada dia, começamos de novo nossa vida. Às vezes começamos pouca coisa de
novo, e damos continuidade ao que já fazíamos, mantendo a rotina e construindo estabilidade. Mas, às
vezes, acordamos de manhã e estamos em um novo lugar, ou iniciamos em um novo emprego, ou
viramos a cabeça e vemos uma nova pessoa no travesseiro ao lado. Sempre começamos de novo, o que
varia é a intensidade.
Naquele ano eu estava começando de novo muita coisa. Tinha me formado em medicina, mas não havia
chegado a exercer, pois, na ocasião, eu já era dono de uma escola que crescia. Mas, como começar de
novo é comigo mesmo, 15 anos depois resolvi dar-me o direito de experimentar a profissão de médico, e
lá fui eu voltar a estudar, aplicando tempo e recursos aos livros de medicina, alguns para recordar, outros
para entender a evolução dos anos. Apesar de ser médico, foi mais um começar de novo. [...]
MUSSAK, Eugênio. Um novo começo. Vida Simples, São Paulo: Abril, p. 39, maio 2011. Adaptado.
 
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523) 
A sentença em que o verbo tocar está usado com o mesmo sentido que se verifica na sentença “[...] ele
tocou cada pessoa de modo diferente” é:
a) Ele tocava na orquestra da capital.
b) O sino da igreja vai tocar às seis horas.
c) A equipe tocou o projeto rapidamente.
d) Não toque em nada que está sobre a mesa.
e) O sorriso de uma criança sempre me toca.
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CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Químico de Petróleo/2011
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Um pouco de silêncio
Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma
infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam conosco
nem nos interessam.
Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas
questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo
menos sem alguma resistência.
O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado. É indispensável circular, estar enturmado. Quem
não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal
estranho.
Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou em trilhas
determinadas – feito hamsters que se alimentam de sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa, ou dentro de si mesmo, ameaça
quem leva um susto cada vez que examina sua alma.
Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém – como se amizade ou
amor se “arrumasse” em loja. [...]
Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos em depressão: quem sabe
terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com
algum problema.
O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho,
notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro
ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo
entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.
Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa,
ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse
que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?
No susto que essa ideia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes
de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconcerto nosso. Com
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524) 
medo de ver quem – ou o que – somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.
 
Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre – em si e no outro – regiões nem
imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:
— Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva:
nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas fases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, me deem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a
chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os
sentimentos.
LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 41. Adaptado.
 
No trecho “ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos.” o sentido da palavra mesmo equivale àquele
usado em:
a) Ele mesmo falou com a escritora.
b) Mesmo a pessoa mais sagaz não perceberia o erro.
c) Mesmo que eu me vá, a festa continuará animada.
d) Ele acertou mesmo a questão.
e) Só mesmo o diretor para resolver esta questão.
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Inspetor de Segurança
Interna/2010
Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Texto I
 
LASER: A MEDICINA DA LUZ
 
O mundo, do jeito como o conhecemos hoje, seria impossível sem o uso do laser. Esse feixe de luz
concentrada é imprescindível na transmissão de dados pela internet e no sistema de telefonia. Quando
ouvimos um CD ou assistimos a um DVD, lá está ele, transformando ondas eletromagnéticas em sons e
imagens. Graças ao laser, as filas nos supermercados e bancos andam mais rapidamente - os códigos de
barras são interpretados por ele. É essa luz, ainda, que dá exatidão milimétrica à mira dos mísseis
lançados pelos navios, aviões e tanques de guerra; mantém os trens alinhados sobre os trilhos; permite
a medição dos poluentes atmosféricos... “Com suas múltiplas funções, o laser é, sem dúvida, a invenção
mais impactante do mundo moderno”, diz o físico Nilson Dias Vieira Júnior, superintendente do Instituto
de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Há uma área de conhecimento humano, no entanto, em
que a revolução provocada pelo laser, ainda que grandiosa, ocorre de maneira silenciosa, quase
imperceptível para a maioria das pessoas. Na medicina,ele corta (com muita precisão e pouco sangue)
músculos, pele e ossos. Monitora o crescimento de tumores e os faz evaporar. Substitui medicamentos no
tratamento de doenças crônicas, como artrite reumatoide e asma. Estimula a renovação celular e pode
ser capaz até de diagnosticar lesões na retina.
 
Dentro da medicina, ainda, há outra área em que o laser é um bálsamo, sobretudo agora, no verão. Na
dermatologia, além de remover as manchas de pele e as linhas de expressão, a luz corta literalmente o
mal pela raiz, ao danificar os bulbos capilares e impedir o nascimento e o crescimento de pelos
indesejáveis. [...].
 
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525) 
O primeiro aparelho de laser foi criado em 1960 pelo físico americano Theodore Maiman (1927-2007).
 
Seu objetivo era desenvolver uma fonte de energia para ser usada em experiências de laboratório. O
laser é a única fonte de luz que se propaga de forma organizada, em uma mesma direção, por meio de
ondas de comprimento idêntico. Tais características o tornam um emissor de grandes quantidades de
energia e de fácil manipulação. Em 1961, por obra da curiosidade de um oftalmo logista pelas novas
tecnologias, o laser foi usado fora de um laboratório de pesquisa. Charles Campbell (1926- 2007), do
Instituto de Oftalmologia do Centro Médico Presbiteriano da Columbia, nos Estados Unidos, utilizou- o
para eliminar um tumor maligno da retina de um paciente. [...] Ainda que o laser seja um septilhão de
vezes mais forte, ele provocava menos efeitos colaterais, como queimaduras. Isso porque, ao contrário
da energia solar, é mais controlável e direcionável. 
 
As operações de Campbell foram consideradas revolucionárias e, assim, a nova técnica começou a ser
testada nos diversos campos médicos. Mas o grande impacto do laser na medicina só viria na década de
90, com a difusão do aparelho por pulsos. A emissão passou a ser feita, por exemplo, por meio de
microtiros, o que permitiu o uso de potências elevadas em procedimentos delicados ou superficiais. De lá
para cá, o laser tornou-se a primeira opção para nada menos do que 50% de todos os procedimentos
médicos - o dobro em relação há vinte anos.
 
Nenhuma área da medicina foi tão beneficiada pelo aperfeiçoamento do laser quanto a dermatologia.
 
Ele é a principal indicação para 95% das terapias antienvelhecimento. [...]
 
LOPES, Adriana Dias. Revista Veja. 6 jan. 2010, p.68-71 (Fragmento).
 
A palavra “...emissão...” está sendo usada no mesmo sentido que se encontra em
a) A emissão do dinheiro pelo governo foi alta neste semestre.
b) A emissão de calor do Sol é incomparável ao de outras fontes.
c) A autoridade não quer ouvir a emissão de nenhuma opinião.
d) O depósito deve ser feito por emissão de vale bancário.
e) Nenhum jornal traz a emissão clara de suas posições políticas.
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CESGRANRIO - Ag PM (IBGE)/IBGE/2016
Língua Portuguesa (Português) - Ordenação de Parágrafos
Texto
 
Biodiversidade queimada
 
A Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais ameaçado do Brasil. O desmatamento tem-se ampliado
excessivamente, principalmente no trecho mais ao norte dessa floresta, em áreas costeiras dos estados
de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde restam apenas cerca de 10% da
vegetação nativa original. O risco é maior nessa parcela da mata porque a região apresenta uma das
maiores densidades populacionais do Brasil.
 
O censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.), registrou pouco mais de 12
milhões de pessoas nos 271 municípios na área de ocorrência da Mata Atlântica ao norte do rio São
Francisco. Desse total, cerca de 2 milhões foram classificados como população rural. Na região, portanto,
a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os lados e, infelizmente, uma parcela importante
dessas pessoas está em situação de pobreza. Imersas nessa combinação indesejável de pobreza e
degradação ambiental estão dezenas de espécies de aves, anfíbios, répteis e plantas, muitas já
criticamente ameaçadas de extinção.
 
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526) 
É nesse cenário que, ao longo de mais de uma década, pesquisadores têm feito estudos para entender
como a perturbação extrema da paisagem altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata Atlântica,
causando perda de espécies, colapso da estrutura florestal e redução de serviços ambientais importantes
para o bem-estar humano.
 
Esses são os efeitos em grande escala, resultantes de modificações severas na estrutura da paisagem.
Há, porém, outras perturbações de origem humana e de menor escala, mas contínuas e generalizadas,
que podem ser descritas como crônicas: a caça, a retirada ocasional de madeira (a maior parte da
madeira nobre já desapareceu) e a coleta de lenha, entre outros. Um desses estudos, recentemente
concluído, buscou quantificar esse ‘efeito formiguinha’ e trouxe dados inéditos sobre o impacto da
retirada de lenha para consumo doméstico sobre a Mata Atlântica nordestina.
 
A madeira foi o primeiro combustível usado pela humanidade para cozinhar alimentos. Estima-se que,
hoje, no mundo, mais de 2 bilhões de pessoas ainda precisem de lenha e/ou carvão para uso doméstico.
Como a dependência de biomassa para fins energéticos está diretamente associada à pobreza, o simples
ato de acender um fogão a gás para preparar as refeições é uma realidade distante para mais de 700 mil
habitantes da região da Mata Atlântica do Nordeste, a porção de floresta mais ameaçada do Brasil. Essas
pessoas dependem ainda, para cozinhar, de lenha retirada dos remanescentes de floresta. Já que, em
média, cada indivíduo queima anualmente meia tonelada de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil
toneladas de madeira por ano, em séria ameaça à conservação dos fragmentos florestais que ainda
resistem nessa parte do país.
 
Os dados da pesquisa foram coletados de 2009 a 2011, a partir de entrevistas sistematizadas com 270
chefes de família e medição do uso de lenha em cada casa. Foram investigadas áreas rurais,
assentamentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do
Norte. O estudo registrou o consumo de lenha de 67 espécies de árvores (apenas sete exóticas) e, do
total da lenha utilizada, 79% vieram diretamente da Mata Atlântica.
 
SPECHT, M. J.; TABARELLI, M.; MELO, F. Revista Ciência Hoje, n.308. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, out.
2013. p. 18-20. Adaptado.
 
O reconhecimento da sequência em que os conteúdos foram apresentados em um texto contribuiu para
uma leitura bem sucedida.
 
Depois de se referir ao “efeito formiguinha” de destruição da Mata Atlântica, conforme estudo
recentemente concluído, o Texto explica que
a) a Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais ameaçado do Brasil com a ampliação do
desmatamento que a tem atingido.
b) a alta densidade demográfica nos estados nordestinos ameaça a floresta, que mantém apenas
cerca de 10% da vegetação nativa original.
c) os moradores da região desmatada são responsáveis pela queima de meia tonelada de madeira da
mata por pessoa a cada ano.
d) o mapeamento da região nordeste da mata revela a pobreza da população, a degradação
ambiental e a ameaça de extinção de espécies animais.
e) os pesquisadores identificaram um cenário de redução de serviços ambientais importantes para o
bem-estar humano.
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração e Controle/2010
Língua Portuguesa (Português) - Ordenação de Parágrafos
No lugar do outro Fazia 15 anos que Ademilton Pereira Lima, de 50 anos, não andava de bicicleta.
Naquele domingo ensolarado, em junho de 2009, ele estava apreensivo: iria encarar 10 quilômetros
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sobre a magrela. Com ele estavam 80 colegas de profissão, todos motoristas de ônibus, função que
Ademilton desempenha há 25 anos.
 
O passeio foi uma iniciativa da empresa que coordena o sistema de ônibus em São Paulo, a SPTrans, com
o objetivo de conscientizar os motoristasda importância de respeitar os ciclistas no trânsito. “Mesmo
pedalando num grupo grande, num domingo, já nos sentíamos apreensivos ao ouvir o barulho dos
carros. No trânsito do dia a dia, então, é muito mais difícil”, diz Ademilton, ao lembrar da experiência.
Hoje, ele toma mais cuidado quando passa por alguém andando de bicicleta, pois sabe como é ser a
pessoa no veículo mais frágil. “Passei a respeitar mais, a ver que é um meio de transporte como os
outros, com o mesmo direito de estar na rua”, afirma.
 
Ao deixar de lado, por um dia, sua posição de motorista para assumir o papel de ciclista, Ademilton
praticou uma atividade fundamental para a convivência: a arte de se colocar no lugar do outro, chamada
pelos psicólogos de empatia. “É um exercício que todos deveriam fazer sempre, em relação ao
namorado, ao marido, aos pais, aos amigos”, diz Antonio Carlos Amador Pereira, professor de Psicologia
(...). “Pensar no que o outro está sentindo e nos perguntar o que faríamos se estivéssemos no lugar dele
são a chave para facilitar o diálogo”, completa.(...)
 
Lições do almoço
 
(...) Diariamente, a necessidade de compreensão está bem perto de nós – dentro de casa, por exemplo.
Para Ana Lúcia Queiroz, de 44 anos, de São Paulo, o caso foi exatamente assim. Há alguns meses, sua
filha Tamara, de 25 anos, começou a frequentar aulas de ioga e, aos poucos, foi deixando de comer
carne. Quando soube que a filha havia se tornado vegetariana, Ana Lúcia não gostou nem um pouco.
“Fiquei brava, com medo de que ela tivesse uma anemia”, conta.
 
Devagar, Tamara começou a mostrar algumas receitas para a mãe. Explicou que havia substituições
saudáveis, e que ela não ficaria doente se comesse de forma variada. Ainda desconfiada, Ana Lúcia foi
experimentando as receitas. Começou a gostar. Um dia, ela revelou a Tamara: “Estou há uma semana
sem comer carne”. A filha abriu um sorriso de orelha a orelha: “Não esperava convencer o pessoal de
casa a virar vegetariano Mas conseguir a aceitação foi ótimo”. Hoje, a mãe raramente come carne.
 
Ana Lúcia teve dificuldade em se adaptar, mas, quando deu uma chance à nova maneira de pensar e agir
da filha, começou a perceber vantagens. “Aprendi a apreciar o sabor mais suave dos outros alimentos e
me sinto melhor, mais leve”, conta. Os novos hábitos acabaram aproximando mãe e filha, que hoje
trocam receitas diferentes...
 
Da mesma forma que Ademilton, ..., Ana Lúcia aprendeu como vivenciar novos pontos de vista pode ser
transformador, nos tornando pessoas mais tolerantes e conscientes. Seja em relação a estranhos,
pessoas próximas, seja a nós mesmos. (...)
 
CALLEGARI, Jeanne. In: Sorria no 11, dez. 2009/jan.2010. (Adaptado)
 
Ana Lúcia, ao saber dos novos hábitos da filha, passou a ter sentimentos e atitudes de
 
1 - aceitação;
 
2 - desconfiança;
 
3 - desagrado;
 
4 - novas descobertas;
 
5 - experimentação.
 
A ordem em que esses sentimentos e atitudes são descritos no Texto I é:
527) 
a) 1 - 3 - 5 - 4 - 2.
b) 2 - 3 - 4 - 1 - 5.
c) 3 - 2 - 5 - 1 - 4.
d) 4 - 1 - 2 - 3 - 5.
e) 5 - 3 - 4 - 2 - 1.
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CESGRANRIO - Esc (BANRISUL)/BANRISUL/2023
Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões
Implantação do código de ética nas empresas
 
Desde a infância, estamos sujeitos à influência de nosso meio social, por intermédio da família, da
escola, dos amigos, dos meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta com um
conjunto de regras, normas e valores aceitos em seu grupo social. As palavras “ética” e “moral” indicam
costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos grupos sociais em um contexto.
 
A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe
como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar
cada vez mais humana. Ela pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude
diante da vida cotidiana. Mas ela não é um conjunto de verdades fixas, imutáveis. A ética se move
historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso acontece na história da
humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada "natural".
 
Ética é o que diz respeito à ação quando ela é refletida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com
o errado, mas não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo
de ação que procura refletir sobre o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não
desrespeite a individualidade dos outros.
 
As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem como
os valores e convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a ética vem
sendo vista como uma espécie de requisito para a sobrevivência das empresas no mundo moderno e
pode ser definida como a transparência nas relações e a preocupação com o impacto das suas atividades
na sociedade.
 
Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar seus
funcionários sobre a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética, o qual se
destina à proteção da imagem da companhia. É preciso, portanto, que haja uma conscientização da
importância de uma conduta ética ou mesmo a implantação de um código de ética nas organizações,
pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos para o sucesso e para o bem
comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
 
O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da empresa.
Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos
diferentes públicos com os quais interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja refletido nas
atitudes das pessoas a que se dirige e encontre respaldo na alta administração da empresa, que, tanto
quanto o último empregado contratado, tem a responsabilidade de vivenciá-lo.
 
As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento profissional,
lealdade mútua, respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança, propriedade da informação,
assédio profissional e sexual, alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos que costumam ser
abordados em um Código de Ética. Cumprir horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao
executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos de atitudes que mostram aos superiores e
aos colegas que o funcionário valoriza os princípios éticos da empresa ou da instituição.
 
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528) 
O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas,
investidores, comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode estabelecer ações de
responsabilidade social dirigidas ao desenvolvimento social de comunidades vizinhas, bem como apoio a
projetos de educação voltados ao crescimento pessoal e profissional de jovens carentes. Também pode
fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando diretrizes sobre as relações com os
sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre outras.
 
Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas, clientes,
profissão, sociedade e para consigo próprio.
 
MARTINS,Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: https://acervodigital. ufpr.br. Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
 
O texto afirma, no parágrafo 2, que os princípios e disposições éticos têm como objetivo “balizar as
ações humanas”. O verbo destacado tem o sentido de
a) criar particularidades.
b) definir uma sinalização.
c) estabelecer parâmetros.
d) facilitar a percepção.
e) indicar diferenças.
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023
Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões
Pix: é o fim do dinheiro em espécie?
 
O Pix muda a forma como realizamostransações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da
TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção? E o velho cheque vai resistir a esses
novos tempos?
 
Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma
pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em detrimento
do uso do dinheiro em papel,(a) pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O Pix tem tudo para
ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário.
 
E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no
supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia.(b) Mas a feira da semana
e os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que escoram a circulação
de papel-moeda no Brasil é a informalidade.
 
Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para receber o
auxílio emergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há tempos: a enorme
quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários.(c) O pouco de dinheiro que entra no
orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para subsistência.
 
Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o time dos
“sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia.
 
O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você conheça
alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos com cédulas
simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa turma, dinheiro vivo é
dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o dia virar para o boleto ser
compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila da lotérica.
 
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529) 
Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava ficando
para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa lacuna.
 
A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e feriados.
 
Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois implica
envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente.
 
É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito exclusivo de
acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o papelmoeda, mas para
fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo.
 
Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua rotina, o
uso de DOC, TED, boletos e cartões caia.(d) Eventualmente, algum desses meios poderá ser
descontinuado, mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não “morreu” com a
chegada do cartão.
 
No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de circulação,
mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que esse cenário se
torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a pouca familiaridade
com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o país que o próprio comércio
incentiva o público mais resistente a aderir a ele.(e)
 
ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie-
brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado.
 
O trecho do texto que explica o sentido do termo “desbancarizado” é
a) “o avanço das transações financeiras eletrônicas, em detrimento do uso do dinheiro em papel”
b) “aqueles que compram no supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a
farmácia”
c) “a enorme quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários”
d) “à medida que a população incorpore o sistema à sua rotina, o uso de DOC, TED, boletos e
cartões caia”
e) “o próprio comércio incentiva o público mais resistente a aderir a ele”
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CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Especialista em
Proteção Radiológica/2022
Língua Portuguesa (Português) - Significação de Vocábulo e Expressões
Texto
 
Maria José
Paulo Mendes Campos
 
Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino
e apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que
marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre.
 
Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais
do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os
dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que
havia recebido, menina-e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um
ladrão, para espanto de meus cinco anos.
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530) 
 
Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice;
já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e
dos netos.
 
Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou-
me a ler as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis;
apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de
Antônio Nobre que havia decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava
maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes,
Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso
que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira
ninguém sabe o que será”.
 
Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava
tudo.
 
Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas,
renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos.
Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e
Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas.
 
Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que
sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
 
Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a
Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa
serenidade e aceitar com alegria o prato exótico.
 
Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava
que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.
 
Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir
para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito.
Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia
contra o mundo de revólver na mão.
 
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria- jose. Acesso em: 05 fev. 2022.
 
Em “escutava maternalmente meus contos toscos” (parágrafo 4), a palavra toscos pode ser substituída,
sem a alteração de seu significado no contexto, por
a) criativos
b) malfeitos
c) primorosos
d) incompletos
e) sofisticados
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