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PLANO DE AULA – 29/05 à 09/06/2023 
Conteúdo: Maio Amarelo – Combate ao Abuso Sexual Infantil-Juvenil 
 
Vídeo: Documentário – UM CRIME ENTRE NÓS (integra do filme original). 
https://www.youtube.com/watch?v=fV1RmtYXsKU 
 
Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil 
18 de maio é a data escolhida para o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de 
Crianças e Adolescentes. 
De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos, é assustador o número de casos de violência 
sexual contra crianças e adolescentes no país. Por isso, foi criada esta data com o intuito de ajudar a combater 
este mal que destrói a vida de milhares de jovens todos os anos. 
Entenda por que 18 de maio foi escolhido para campanha 
A escolha desta data é em memória do “Caso Araceli”, um crime que chocou o país na época. Araceli 
Crespo era uma menina de apenas 8 anos de idade, que foi violada e violentamente assassinada em Vitória, no 
Espírito Santo, no dia 18 de maio de 1973. Este crime, apesar de hediondo, ainda segue impune. 
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído 
oficialmente no país através da lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000. 
Normalmente, nesta data, são realizadas diversas atividades, sejam nas escolas e demais espaços sociais, 
como por exemplo palestras e oficinas temáticas sobre a prevenção contra a violência sexual. 
O Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes é o grupo 
responsável por organizar e promover nacionalmente esta data. 
Diferença entre abuso sexual e exploração sexual 
Embora abuso sexual e exploração sexual sejam crimes de violência sexual combatidos nesta data, eles 
possuem significados diferentes. 
O abuso sexual acontece quando um adulto pratica ato libidinoso com uma criança ou adolescente, o que 
normalmente acontece por parentes ou pessoas próximas à família. 
A exploração sexual consiste em usar a criança ou o adolescente como meio de faturar dinheiro, 
oferecendo o menor de 18 anos como “ferramenta” de satisfação sexual. 
Os alarmantes dados da violência infantil 
Crianças com idade entre 1 e 5 anos são as mais susceptíveis à violência. De acordo com os dados 
registrados, o abuso sexual ocorre na maioria das vezes com meninas. 
As agressões também são maiores com o gênero feminino e na adolescência, entre 10 e 14 anos, 
encontra-se grande parte dos casos. 
De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, no período de 2011 a 2017 as 
ocorrências de violência sexual corresponderam a 31,5% contra crianças (58.037 notificações) e 45,0% contra 
adolescentes (83.068 notificações). 
Comparando-se os registros de 2011 e 2017 observou-se um aumento de 83% nos casos de violência 
contra crianças e adolescentes. 
Disque 100: denuncie e ajude a combater a violência contra crianças e adolescentes 
No Brasil, o Disque 100 é um serviço gratuito disponibilizado pela Secretaria dos Direitos Humanos da 
Presidência da República que registra denúncias de jovens que se sintam ameaçados ou que sofreram qualquer 
tipo de abuso ou exploração sexual. 
Vale destacar que as denúncias são anônimas e o serviço está no ar 24h, incluindo fins de semana e 
feriados. 
https://www.youtube.com/watch?v=fV1RmtYXsKU
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), outra forma de comunicar a violência é entrar em 
contato com o Conselho Tutelar da sua cidade. 
A denúncia pode ser feita também na Polícia Militar, pelo número 190, ou Polícia Rodoviária Federal, pelo 
191. O sigilo é garantido, e as ligações podem ser feitas por aparelhos fixos ou móvel. Mais informações poderão 
ser obtidas no site: www.facabonito.org.br. 
Mais uma vez é importante saber por que chamamos a atenção para esse assunto em maio. É porque me 
18 de maio de 1973, uma menina de oito anos de idade, chamada de Araceli, foi sequestrada, drogada, violentada 
sexualmente e assassinada, em Vitória (ES). No ano de 1991, três réus acusados de matar a menina foram 
absolvidos e permanece impune até hoje. Como forma de chamar atenção para a urgência de se combater o 
abuso e a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes no Brasil, cerca de 80 entidades se reuniram no 
I Encontro do Ecpat e tiveram a ideia de criar o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual e Comercial de Crianças 
e Adolescentes. A data sugerida foi 18 de maio, dia do assassinato de Araceli que, em 2000, com a aprovação da 
Lei Federal 9.970/2000, tornou-se oficial em todo o território brasileiro. Desde então, todos os anos, várias 
entidades realizam ações de reflexão e sensibilização para a importância de se proteger crianças e adolescentes 
do abuso e exploração sexual comercial. 
Criou-se a Campanha Faça Bonito – Proteja Nossas Crianças e Adolescentes, que tem como objetivo 
mostrar à sociedade que isso é compromisso coletivo, cuidar para que a população infanto-juvenil tenha uma vida 
plena e com a garantia do direito ao desenvolvimento sexual saudável, ou seja, sem violências. O símbolo da 
campanha é uma flor de cor laranja, como forma de recordação dos desenhos feitos na infância e lembrança da 
delicadeza e da necessidade de cuidado e proteção. Tendo a cor laranja presente no slogan e no símbolo da 
campanha, o mês de maio ficou conhecido com Maio Laranja. Todos os anos, desde de 2000, entidades, coletivos 
e comunidades se organizam para divulgar não só a história de várias Araceli, mais para mostrar à sociedade que 
precisamos denunciar os casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes – o maior canal de 
denúncia nacional é o Disque 100. Então se você tem conhecimento de algum caso de abuso ou exploração sexual 
contra crianças e adolescentes, pegue o telefone e disque 100. Sua identidade será mantida em sigilo e a 
denúncia serve como disparador de ações de proteção às vítimas. 
Ressaltamos a importância do trabalho em rede, destacados os Centros de Referência Especializados de 
Assistência Social (CREAS), que são unidades públicas que funcionam como porta de entrada para atendimento de 
pessoas em situação de risco ou que tiveram seus direitos violados. 
Perguntas de reflexão: 
1- De acordo com o texto, o que motivou o surgimento do Dia Nacional Contra o Abuso e Exploração Sexual 
Infantil? 
2- Como foi escolhida a data para o Dia Nacional Contra o Abuso e Exploração Sexual Infantil? 
3- Quem foi Araceli Crespo? 
4- Qual foi a condenação data ao crime contra Araceli? 
5- O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído nos 
pais através de lei n° 9.970 de 17 de maio de 2000. Que situações de conscientização aconteceram nesta 
data? 
6- Quem é responsável por organizar e promover nacionalmente esta data - Dia Nacional de Combate ao 
Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes? 
7- Como é chamado o mês de conscientização e enfrentamento desta data - Dia Nacional de Combate ao 
Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes? 
http://www.facabonito.org.br/
8- Que atividades são realizadas no mês de maio para conscientização e enfrentamento à Violência Sexual 
contra Crianças e Adolescentes? 
9- Qual a diferença entre abuso sexual e exploração sexual? 
10- Segundo o texto, quem são os principais responsáveis pelo abuso sexual contra crianças e adolescentes? 
11- Se acordo com o texto, a violência infantil e agressões acontecem principalmente em quais idades? 
12- De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, no período de 2011 a 2017 quais foram 
os números de ocorrências de violência sexual contra crianças e adolescentes? 
13- De acordo com o texto, qual é a conclusão sobre a comparação entre o período de 2011 a 2017, referente 
aos números de violência sexual contra crianças e adolescentes? 
14- Segundo o texto, que número deve ser discado para denunciar e ajudar a combater a violência contra 
crianças e adolescentes? 
15- No Brasil, o que
é o Disque 100? 
16- Quais são as características do serviço disque 100? 
17- Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), quais são as outras formas de comunicar a 
violência contra crianças e adolescentes? 
18- Por que é chamada atenção para o assunto de abuso e violência contra crianças e adolescentes em maio? 
19- Araceli foi assassinada em 1973, os criminosos foram julgados apenas em 1991. Qual foi o resultado do 
julgamento? 
20- Por que a data sugerida para o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual e Comercial de 
Crianças e Adolescentes foi dia 18 de maio? Quando esse dia se tornou oficial? 
21- Qual é o objetivo da campanha “Faça Bonito – Proteja Nossas Crianças e Adolescentes”? 
22- Qual é o símbolo da campanha “Faça Bonito” e o que simboliza? 
23- Todos os anos, desde 2000, entidades, coletivos e comunidades se organizam para divulgar a história de 
várias Aracelis. Qual o objetivo deste trabalho? 
24- O maio canal de denuncia nacional contra abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes é o 
Disque 100. Por que a denúncia é importante? 
25- Qual é a função do CREAS? 
26- Responda V para as afirmações verdadeiras e F para as afirmações falsas. 
a) ( ) 70% das vítimas de estupro do país são menores de idade. 
b) ( ) Mais de 200 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes foram registrados no país 
entre 2012 e 2015 - o equivalente a pelo menos três ataques por hora. 
c) ( ) Estima-se que 18% das meninas e quase 8% dos meninos sofram com isso porem só reflete os 
casos que foram relatados. 
d) ( ) A maioria dos casos de abuso sexual infantil ocorre na rua, ambiente em que a criança deveria se 
sentir protegida. 
e) ( ) As vítimas do sexo masculino são menos propensas a se abrir do que as vítimas do sexo feminino. 
f) ( ) Como a maioria dos abusos acontece com pessoas da família, às vezes, apresentam rejeição a 
essa pessoa. 
g) ( ) A violência costuma ser praticada por pessoas da família na maioria dos casos. Exemplo: se, ao 
chegar à casa de familiares ou conhecidos, a criança/adolescente desaparece por horas brincando 
com um primo(a) mais velho(a) /tio(a)/padrinho(a) ou se é alvo de um interesse incomum de 
membros mais velhos da família em situações em que ficam sozinhos sem supervisão. 
h) ( ) Segredos para manter o silêncio da vítima, o abusador pode fazer ameaças de violência física e 
promover chantagens para não expor fotos ou segredos compartilhados pela vítima. 
i) ( ) Qualquer adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser 
compartilhados com adultos de confiança, como a mãe ou o pai. 
j) ( ) A vítima que, nunca falou de sexualidade, começa a fazer desenhos em que aparecem genitais 
podendo ser um indicador. 
k) ( ) O uso de palavras diferentes das aprendidas em casa para se referir às partes íntimas não precisa 
ser motivo para se perguntar onde a criança aprendeu tal expressão. 
l) ( ) Existem situações em que a criança/adolescente acaba até mesmo contraindo infecções 
sexualmente transmissíveis ou gravidez. 
m) ( ) Deve-se ficar atento a possíveis traumatismos físicos, lesões que possam aparecer, roxos ou 
dores e inchaços nas regiões genitais ou anal, roupas rasgadas, vestígios de sangue ou esperma, dores 
ao evacuar ou urinar. 
27- Produza um post informativo com as principais informações do texto como: 
a) Número do disque denúncia; 
b) O dia da comemoração do combate ao abuso sexual; 
c) Como prevenir; 
d) O que fazer em caso de se descobrir este crime. 
RODA DE CONVERSA COM A ANIMAÇÃO ISABELA TODABELA 
https://www.youtube.com/watch?v=i7j4xVTuxtE 
 
Objetivo: Conscientizar crianças e adolescentes acerca do abuso sexual e apresentar mecanismos de 
autoproteção e denúncia. 
 
Materiais utilizados: Tv ou projetor de imagem e vídeo. 
 
Quantidade de crianças podem participar da atividade simultaneamente: o ideal são grupos de até 15 pré-
adolescentes para melhor interação, mas pode ser realizada em salas de aulas com mais alunos. 
 
Quais questões podem surgir a partir dessa atividade: dúvidas sobre partes do corpo e o que pode ser 
considerado abuso sexual, a primeira relação sexual, tipos de toques entre outros assuntos. 
https://www.youtube.com/watch?v=i7j4xVTuxtE
 
Para as crianças interagirem mais: iniciar um bate papo descontraído sobre um tema mais brando para que a 
turma vá se soltando. Por exemplo, perguntar sobre um filme ou uma série do momento para “quebrar o gelo” 
inicial. Após isso, convidar a turma para uma conversa um pouco mais séria. 
 
Que tipos de gatilhos podem ser disparados? Alguns alunos podem se sentir incomodados com o tema e se 
retirar da atividade. Neste caso, recomenda-se posterior conversa com o(a) aluno(a) para saber se está tudo bem 
e orientá-lo para conversar com alguém de sua confiança. Há também a possibilidade de algum aluno começar a 
chorar ou se recusar a participar, mesmo em sala. Em todo caso, o espaço da criança ou do adolescente deve ser 
respeitado e ela sempre acolhida em conversa individual com o(a) mediador(a) ou equipe pedagógica em casos 
de escola. Outros gatilhos que podem ser disparados são vergonha, alterações de comportamento como 
irritabilidade e agressividade, distúrbios no sono como dificuldades para dormir ou pesadelos, alteração no 
rendimento escolar, dificuldades de concentração, distúrbios alimentares, automutilações, isolamento social, 
entre outras. É importante destacar que estas alterações na atitude do(a) participante após a realização da 
atividade podem levar dias ou até semanas para se manifestarem e serem percebidas. 
 
Desenvolvimento da atividade: esta atividade pode ser realizada em duas etapas. 
 
A primeira é a roda de conversa em que se pode ter uma ideia do que os estudantes conhecem. Perguntar o que 
eles já ouviram falar sobre o assunto, o que eles entendem por ABUSO e em seguida o que seria um abuso sexual. 
Após ouvir os alunos, explica-se o conceito de abuso de modo geral, como uso excessivo de poder, de autoridade. 
Em seguida a noção de abuso sexual deve ser abordada. Explicando que o abuso sexual é a invasão do corpo da 
criança ou adolescente com toques, carícias e até mesmo o ato sexual. 
 
A segunda etapa será apresentar a animação Isabela Todabela em sala de aula ou em qualquer outro espaço com 
acesso preferencial a projetor ou televisão. O vídeo deve ser interrompido antes do final feliz e pedir para que os 
estudantes digam como acham que acabou. Depois de ouvir os estudantes, abrir espaço para uma conversa 
sobre: 
 
1. Quais são os possíveis comportamentos suspeitos de um adulto abusador? 
2. A quem recorrer? 
3. Como buscar ajuda? 
4. A situação da menina poderia ter sido evitada? Como?

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