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O Mundo Bipolar Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), os principais países envolvidos no conflito (França, Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão) se encontravam em péssima situação socioeconômica. O cenário de destruição nessas nações era enorme, a infraestrutura estava totalmente abalada, além da grande perda populacional. Apenas Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, apesar dos prejuízos gerados pela participação na Guerra, conseguiram manter uma estabilidade financeira. Após o conflito, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas anexou vários territórios, aperfeiçoou o desenvolvimento de armas nucleares, ampliou sua área de influência no leste europeu, além de possuir o maior exército do planeta. Os Estados Unidos, por sua vez, destinou créditos financeiros para a reestruturação dos países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, ampliou suas zonas de influência e cercou-se de tecnologia para produção de armas nucleares. Por esses aspectos em comum, Estados Unidos e URSS passaram a ser considerados superpotências mundiais. Entretanto, havia um grande diferencial entre essas duas nações – o sistema político: Estados Unidos (capitalista) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (socialista). Cada um exercendo sua influência na geopolítica global. Os EUA, através de financiamentos e outras medidas políticas (até mesmo fornecimento de armas), passaram a exercer grande influência sobre os países que optaram pelo sistema econômico capitalista. INSIRA SEU CABEÇALHO AQUI O Mundo Bipolar A URSS utilizou-se dos mesmos critérios para expandir suas áreas de influência. Estabeleceu-se a geopolítica bipolar, interferindo diretamente na política de vários países. Conflitos armados foram impulsionados por essa rivalidade entre as duas superpotências, entre eles estão: a Guerra da Coreia, Guerra do Vietnã, Revolução Cubana, os conflitos no Oriente Médio, conflitos entre grupos separatistas na África, além do apoio a golpes militares, como, por exemplo, a ditadura militar no Brasil, o golpe ao presidente Salvador Allende no Chile, e apoio a políticas ditatoriais em várias nações. Porém, na década de 1980, a URSS passou por uma grave crise econômica, sendo consequência da própria política adotada. A falta de criatividade e agilidade para modificá-la, a estagnação do setor industrial, queda de produtividade de bens de consumo (alimentos, roupas, etc.), além dos altos gastos com armamentos, levaram a uma defasagem em relação aos avanços alcançados pelos países capitalistas desenvolvidos. O agravamento da crise do sistema socialista ocasionou um processo de enfraquecimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que culminou em 1991, na desintegração desta. Esse fato estabeleceu o fim da Guerra Fria, e, consequentemente, da ordem mundial bipolar. https://brasilescola.uol.com.br/geografia/mundo-bipolar.htm. 1 ) Assinale a alternativa que apresenta corretamente a ideologia e o sistema econômico alternativos ao capitalismo que, no século passado, fizeram parte do mundo bipolar: ( EF09HI10 ) a) Democracia pluripartidária e economia de mercado liberal. b) Estado autocrático e belicoso com economia escravagista. c) Estado do Bem-Estar social com intervenção na economia. d) Anarquismo, extinção do Estado e economia de trocas. e) Ditadura do proletariado e economia planificada socialista. 2 ) " Esse era um dos cenários do mundo no pós-guerra: uma bipolarização maniqueísta entre Estados Unidos e União Soviética, que definiria a guerra fria." (Flavio de Campos e Renan G. Miranda, Oficina de história: história integrada) Sobre o processo apresentado, é correto afirmar que : ( EF09HI10 ) a) a Alemanha e a Inglaterra, com suas armas nucleares, dividiram o mundo em dois blocos: o capitalista e o socialista, sendo inevitável o confronto bélico entre os blocos. b) os Estados Unidos e a União Soviética tinham a tecnologia da bomba atômica, condição que transformou completamente as relações bélicas entre as duas potências. c) o clima de guerra fria não contaminou todas as relações internacionais, pois parte da Europa ocidental não se envolveu com as superpotências e manteve-se neutra. d) os Estados Unidos, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, ajudaram a Alemanha a destruir o muro de Berlim, na tentativa de tornar o país um aliado político. e) embora o clima de guerra fria tenha amenizado nos últimos vinte anos, esse sistema ainda explica a hegemonia política do Leste Europeu 3 ) A segunda guerra mundial dividiu o mundo em dois blocos: um capitalista, liderado pelos EUA e outro socialista, liderado pela URSS. Com o fim desta política bipolar, o cenário internacional apresenta fatos novos. Assinale a alternativa correta. ( EF09HI10 ) a) O mundo passa por um período de redefinição na economia com a formação de novos blocos econômicos. b) Crescem os movimentos nacionalistas e separatistas nas áreas que antes compunham o bloco socialista. c) Aumenta a crise em Cuba, que além do bloqueio econômico imposto pelos EUA, sofre com o fim da ajuda da ex-URSS. d) Começa a desestruturação, na Europa ocidental, do chamado Estado de Bem Estar Social, já que não existe mais a ameaça do socialismo que assustava os governos e as classes dominantes destes países. e) Todas as alternativas estão corretas. Guerra Fria A Guerra Fria aconteceu entre 1947 e 1991 e marcou a polarização do mundo em dois blocos: um liderado pelos americanos e outro pelos soviéticos. Essa polarização gerou um conflito político-ideológico entre as duas nações e seus respectivos blocos, cada qual defendendo os seus interesses e a sua ideologia. A Guerra Fria nunca gerou um conflito armado direto entre Estados Unidos (EUA) e União Soviética (URSS), mas o conflito de interesses entre os dois países resultou em conflitos armados ao redor do mundo e em uma disputa que ocorreu em diversos níveis como a economia, a diplomacia, a tecnologia etc. A Guerra Fria foi iniciada logo após a Segunda Guerra Mundial, conflito que aconteceu entre 1939 e 1945. Ao final desse conflito, EUA e URSS saíram como as duas grandes potências mundiais e essa situação contribuiu para o surgimento de um cenário de polarização. O início da rivalidade entre americanos e soviéticos no pós-guerra é debatido pelos historiadores. Considera-se que a Guerra Fria iniciou-se por meio de um discurso realizado por Harry Truman, no Congresso americano, em 1947. Nesse discurso, o presidente americano solicitava verba para combater o avanço do comunismo na Europa e alegava que era papel do governo americano combater o avanço da influência soviética. Com isso, iniciou-se a Doutrina Truman, ideologia que englobou as medidas realizadas pelo governo americano para conter o avanço do comunismo na Europa. Uma das etapas dessa doutrina foi o Plano Marshall, o plano de recuperação da Europa destruída pela guerra. O objetivo desse plano era aumentar a influência americana na Europa, e os soviéticos percebendo isso proibiram os países de seu bloco a aderirem ao Plano Marshall. O discurso praticado pela Doutrina Truman utilizava de um discurso alarmista que colocava o governo soviético como um governo expansionista. O governo americano, no entanto, sabia que a postura dos soviéticos era uma postura defensiva, porque o país estava destruído pela guerra e buscava garantir seus interesses apenas na sua zona de influência. Além disso, outro ponto importante é que as dificuldades econômicas que os países europeus enfrentariam no pós-guerra poderiam abrir espaço para o avanço do comunismo e isso preocupava os americanos. Assim, os americanos desenvolveram um discurso maniqueísta, que foi responsável por polarizar a relação entre as duas nações. Os soviéticos, que, a princípio, interessavam-se apenas em garantir o controle sobre sua zona de influência, acabaram incorporando o discurso maniqueísta, o que concretizou a polarização que marcou a Guerra Fria. Guerra Fria: causas, conflitos, acontecimentos, fim - Brasil Escola Vamosrevisar? 1 ) A Guerra Fria corresponde a: ( EF09HI28 ) a) Um momento da história mundial (entre 1947 a 1989) em que o mundo se dividiu em dois blocos: o Ocidental, liderado pelos Estados Unidos (capitalista), e o Oriental, liderado pela União Soviética (socialista). Os dois blocos, dentro de um sistema bipolar, disputavam a liderança econômica, política, militar e ideológica das várias regiões do planeta, colocando–as em confronto ideológico e/ou armado permanentemente. b) Um mecanismo de “Guerra” voltado para um esforço conjunto de ações para promover o diálogo entre os dois blocos socialista e capitalista, que se estabeleceram após a II Guerra Mundial no mundo contemporâneo, no sentido de que as disputas fossem o mais consensual possível, sem armas. Tudo contra a intolerância. c) Uma forma pacífica de combate à intolerância e o desrespeito às diferenças pelos dois blocos (o capitalista e o socialista) que se constituíram após a II Guerra Mundial, apesar de ter ocorrido uma corrida armamentista no período entre 1947 e 1989. d) Uma Guerra marcada pelo ideal de uma força–tarefa de promoção da fraternidade entre os povos, independentemente do sistema político adotado, fosse ele de cunho capitalista ou comunista. e) Um projeto visando promover um conjunto de ações voltadas para a paz mundial, onde as tensões políticas, econômicas, sociais e ideológicas poderiam ser resolvidas sem grandes enfrentamentos – por isso, uma Guerra Fria, voltada para a unidade no mundo. Vamos revisar? 2 ) Sobre o período denominado “Guerra Fria”, da segunda metade do século XX até a Queda do Muro de Berlim, em 1989, é correto afirmar que: (EF09HI28 ) a) Destacou-se como período de tensão entre duas potências, os EUA e a China democrática, na disputa pelo controle da economia mundial. b) Desencadeou a descolonização de países na África, Ásia e América, até então domínio dos impérios europeus. c) Caracterizou-se pela bipolaridade nas relações internacionais com a hegemonia de sistemas antagônicos – o capitalista dos EUA e o comunista da URSS. d) Deu-se sob o signo do terrorismo das armas nucleares, monopólio da URSS contra os países do Leste europeu, com vistas à expansão e conquista da Europa ocidental. e) Foi marcado pelo papel da União Europeia em oposição à política externa dos EUA no Oriente Médio, sob a égide do terrorismo internacional. 3) Guerra Fria – período da História Contemporânea definido como de: ( EF09HI28 ) a) bipolarização política, ideológica e militar entre o socialismo e o capitalismo, que submeteu as relações internacionais aos interesses norte- americanos e soviéticos. b) avanço das concepções socialistas no Extremo Oriente e a contrapartida militar por parte do governo Bush, que decretou o bloqueio naval a Cuba. c) crise política que levou os norte-americanos a elaborarem o Plano Marshall a fim de ganharem a confiança dos soviéticos, promovendo viagens espaciais conjuntas. d) transição pacífica do regime comunista da extinta URSS para o regime capitalista e a consequente derrubada do muro que dividia a cidade de Berlim. e) disputa, que levou à formação de blocos econômicos solidários e de associações regionais de livre mercado, que mantiveram antigas barreiras protecionistas. Características da Guerra Fria Dentre as características da Guerra Fria (1947-1991), destacam-se: Polarização: por meio de dois blocos, um sob influência americana e outro sob influência soviética, foi a grande marca da Guerra Fria. Com isso, americanos e soviéticos possuíam uma retórica agressiva contra seu adversário e tinham aliados estratégicos. Houve uma tentativa de alguns países de realizarem uma política externa independente, sem que fosse necessário aliarem-se a algum dos dois países. Corrida armamentista: a disputa entre as duas nações e a procura por mostrar-se como força hegemônica motivaram ambos a investirem pesadamente no desenvolvimento de armas de destruição em massa, as bombas nucleares e termonucleares. Corrida espacial: a disputa entre as duas nações manifestou-se também na área tecnológica e, entre 1957 e 1975, concentrou-se na exploração do espaço. Interferência estrangeira: os dois países realizaram, ao longo dos anos de Guerra Fria, uma série de interferências em nações estrangeiras como forma de garantir seus interesses. O Brasil, por exemplo, foi alvo disso quando os americanos apoiaram o golpe militar de 1964. Guerra Fria: causas, conflitos, acontecimentos, fim - Brasil Escola Acontecimentos mais importantes da Guerra Fria Revolução Chinesa : A China foi um dos locais influenciados pela ideologia comunista e, desde a década de 1920, o país vivia uma guerra civil travada por nacionalistas (apoiados pelo EUA) e comunistas (apoiados pela URSS). Depois do fim da 2ª Guerra, a guerra civil retomou, e os comunistas conseguiram se impor e conquistaram o poder do país em 1949. O avanço do comunismo pela China alarmou os americanos e fez com que pesados investimentos dos EUA fossem destinados a locais como Japão e Coreia do Sul. Guerra da Coreia : Esse foi o primeiro grande conflito, depois da Segunda Guerra Mundial, e aconteceu entre 1950 e 1953. Esse conflito foi resultado da divisão da Península da Coreia, feita por americanos e soviéticos, em 1945. O norte, governado por comunistas, e o sul, governado por um governo capitalista. A tensão desenvolvida entre os dois lados, entre 1945 e 1950, levou os norte- coreanos a invadirem a Coreia do Sul. O objetivo era reunificar a Coreia sob um governo comunista. Os soviéticos participaram do conflito às escondidas, e os americanos entraram no conflito já em 1950. O conflito foi encerrado sem vencedores e a península permanece dividida até hoje. Crise dos Mísseis em Cuba O momento de maior tensão em toda a Guerra Fria ficou conhecido como Crise dos Mísseis e aconteceu em Cuba, em 1962. Cuba havia passado por uma revolução nacionalista, em 1959, e um tempo depois aliou-se com os soviéticos por causa dos embargos americanos. Em 1962, os soviéticos resolveram instalar uma base de mísseis em Cuba e deu início à crise diplomática. Os mísseis instalados em Cuba não representavam séria ameaça aos americanos, mas prejudicavam a imagem do presidente John F. Kennedy. Com isso, o governo americano ameaçou os soviéticos de guerra, caso os mísseis soviéticos não fossem retirados. Duas semanas depois, os soviéticos retiraram os mísseis de Cuba e, em troca, os americanos retiraram mísseis da Turquia. Guerra do Vietnã A Guerra do Vietnã aconteceu entre 1959 e 1975 e foi um dos momentos mais tensos dos EUA na Guerra Fria. Nessa guerra, Vietnã do Norte e Vietnã do Sul travavam um conflito aos mesmos moldes do que havia acontecido na Coreia. Os americanos, em socorro aos sul-vietnamitas, invadiram o país e passaram a lutar contra o Vietnã do Norte. A Guerra do Vietnã foi cara para a economia americana e custou milhares de vidas ao seu exército, que se retirou do país, em 1973, derrotados. Em 1976, o país foi unificado sob domínio do governo do Vietnã do Norte. Guerra do Afeganistão de 1979 Esse é o conhecido “Vietnã dos soviéticos”. Os soviéticos invadiram o Afeganistão, em 1979, em apoio do governo comunista daquele país contra os rebeldes fundamentalistas islâmicos que atuavam, sobretudo, no interior afegão. Ao longo de dez anos de conflito, os soviéticos lutaram em vão contra as forças rebeldes. Exauridos economicamente, os soviéticos retiraram-se do Afeganistão, em 1989. Alemanha na Guerra Fria A Alemanha foi um local de extrema importância durante a Guerra Fria, porque ali a polarização manifestou-se de forma intensa. O país foi dividido em zonas de influência, no fim da 2ª Guerra, e elas resultaram no surgimento de duas Alemanhas: a Alemanha Ocidental, aliada dos EUA, e a Alemanha Oriental, aliada da URSS. Essa divisão também foi refletida em Berlim que, a partir de 1961, foi dividida por um muro construído pelo governo da Alemanha Oriental, em parceria com a União Soviética. Os comunistasqueriam colocar fim a evasão de população da Alemanha Oriental para Berlim Ocidental. O Muro de Berlim permaneceu de pé por 28 anos e foi o símbolo da polarização causada pela Guerra Fria. Cooperação política e militar Ao longo dos anos da Guerra Fria, americanos e soviéticos procuraram garantir sua influência sobre seu bloco e para isso criaram grupos que realizaram a cooperação econômica, política e militar entre seus aliados. Plano Marshall e Comecon: o Plano Marshall, como citado, foi criado pelos EUA para financiar a reconstrução da Europa e conter o avanço do comunismo. Os soviéticos, em represália, criaram o Conselho para Assistência Econômica Mútua, o Comecon, que garantia apoio econômico aos países do bloco comunista. Otan e Pacto de Varsóvia: a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foi criado como uma aliança militar entre os países alinhados aos Estados Unidos, em 1949. O Pacto de Varsóvia, por sua vez, criado em 1955, visava a garantir a segurança dos países do bloco comunista. Guerra Fria: causas, conflitos, acontecimentos, fim - Brasil Escola ( https://pt-static.z- dn.net/files/d6d/e486f67fea2e7d5b7fa927106e3d4a4b.jpg Vamos Exercitar ? 4 ) Explique os detalhes dos acontecimentos da Guerra Fria : a ) Revolução Chinesa : (EF09HI28 ) b ) Guerra da Coreia : ( EF09HI28 ) c ) Crises do Mísseis em Cuba : (EF09HI28 ) d ) Guerra do Vietnã : ( EF09HI28 ) e ) Guerra do Afeganistão 1979(: EF09HI28 ) f ) Alemanha na Guerra Fria(:EF09HI28 ) Responda : 5 ) Sobre as 4 caracteristicas da Guerra Fria, que são Polarização, corrida Armamentista, corrida Espacial, Interferência estrangeira explique : EF09HI28 Resumo 6 ) Faça um resumo sobre o Plano Marshall e o Pacto de Vasórvia : ( EF09HI10 ) https://s1.static.brasilescola.uol.com.br/be/conteudo/images/o-plano-marshall-teve-como- principal-objetivo-reconstrucao-europa-587cdb81a08b0.jpg Fim da Guerra Fria A partir da década de 1970, a economia da União Soviética começou a entrar em crise. A crise foi resultado da falta de ações do governo soviético para dinamizar a economia do país, que já demonstrava estar em atraso tecnológico e econômico em relação às grandes potências mundiais, e os indicadores sociais do país começaram a cair. A disparada no valor do petróleo criou um clima de falsa prosperidade, que impediu que reformas na economia soviética acontecessem. O envolvimento do país na Guerra do Afeganistão e o acidente nuclear que aconteceu em Chernobyl, em 1986, contribuíram para o fim da URSS, pois impuseram pesados gastos a um país com uma economia já fragilizada. O último presidente soviético, Mikhail Gorbachev, começou a realizar reformas (Glasnost e Perestroika) de abertura do país para o Ocidente, sobretudo na economia, e essas levaram ao desmantelamento da União Soviética. Quando Gorbachev renunciou, em 25 de dezembro de 1991, a URSS foi dissolvida e isso marcou o fim da Guerra Fria. https://t5z6q4c2.rocketcdn.me/wp-content/uploads/2018/12/nova-ordem-mundial-se- estabeleceu-com-o-fim-da-guerra-fria.jpeg As Independências na África e na Ásia O continente africano foi colônia de potências europeias até a segunda metade do século XX. Sua independência se deu pela ocorrência da Segunda Guerra Mundial, que aconteceu na Europa entre 1939 e 1945. Um acontecimento que envolveu muitos países, dentre eles nações europeias que detinham territórios de exploração no continente africano. Após o conflito, a Europa ficou bastante debilitada no âmbito político e econômico. O enfraquecimento das nações fez ressurgir movimentos de luta pela independência em todas as colônias africanas. No decorrer da década de 1960, os protestos se multiplicaram e muitos países europeus concederam pacificamente independência às colônias. Porém, a independência de alguns territórios se efetivou depois de prolongados confrontos entre nativos e colonizadores. As antigas colônias se transformaram em países autônomos, no entanto, a partilha do território foi realizada pelas nações europeias, que não consideraram as divergências étnicas existentes antes da colonização. Desse modo, os territórios estipulados pelos colonizadores separaram povos de mesma característica histórico-cultural e agruparam etnias rivais. Tal iniciativa produziu instabilidade política, que resultou em diversos conflitos entre grupo étnicos rivais. Diante dessa situação, as minorias continuaram sendo reprimidas por grupos majoritários, assim como acontecia no período colonial. https://brasilescola.uol.com.br/geografia/descolonizacao-africa.htm Durante muito tempo, a soberania política foi uma meta inatingível para muitos dos povos localizados na África e na Ásia. Da segunda metade do século XIX até a década de 1950, vários povos estiveram subjugados aos ditames políticos das ricas nações capitalistas. Com o passar do tempo, a expansão desse modelo econômico e a concorrência comercial viriam a colocar as chamadas nações imperialistas em guerra por cada precioso palmo dessas regiões durante as duas conhecidas guerras mundiais. Após a Segunda Guerra Mundial, chega ao fim o período em que as principais potências econômicas do mundo buscavam assegurar seus interesses econômicos por meio da exploração de regiões africanas e asiáticas. Em linhas gerais, o enfraquecimento das nações européias, agentes principais no processo de colonização de tais áreas, não permitia o uso dessa política, que depois de quase um século, foi responsável por conturbações e mortes em escalas nunca antes imaginadas. Além de contabilizar o enfraquecimento europeu, devemos ainda falar sobre a situação dos EUA e da União Soviética após a Segunda Guerra. Depois de 1945, essas duas nações se fortaleceram enormemente e apresentavam condições de disputarem entre si as várias áreas de influência econômica deixadas pela Europa. Contudo, ambas sabiam que o conflito direto seria um preço alto demais a ser pago em um cenário internacional desgastado por grandes agitações. Não por acaso, temos o início da Guerra Fria, tempo em que norte- americanos e soviéticos buscaram se aproximar dos governos independentes que se formavam nas regiões antes dominadas pela antiga política imperialista. Somente entre as décadas de 1950 e 1960, mais de quarenta novos países surgiam no interior do território afro-asiático. Nesse meio tempo, EUA e URSS participaram direta ou indiretamente dos conflitos que resolveriam o novo poder a ser instalado em tais países. Mais do que marcar as disputas da Guerra Fria, a formação desses países também foi responsável pelo surgimento de um novo grupo geopolítico conhecido como Terceiro Mundo. Em linhas gerais, os países terceiro- mundistas tinham uma economia frágil e ainda enfrentavam grandes entraves para a consolidação do Estado e a resolução de seus problemas de ordem social. Além das nações descolonizadas, o Terceiro Mundo também era formado por grande parte das nações da América Latina. Mediante esse novo quadro, vários chefes de Estado, representantes desse novo grupo, decidiram se reunir na chamada Conferência de Bandung, em 1955. Em outras questões, essa reunião tinha como objetivo maior discutir quais seriam as medidas comuns a serem tomadas no sentido de preservar a soberania das nações recém-formadas e a criação de medidas de cooperação mútua. Paralelamente, seus participantes abraçaram o combate ao racismo e apoiaram todas as lutas de caráter anticolonial. Além de apresentar alguns “membros” do Terceiro Mundo para a comunidade internacional, tal foi de grande importância para que a ONU exigisse das nações européias o reconhecimento da autonomia política desses novos Estados. Apesar de representar o fim de uma era, a descolonização abria porta para outros desafios que ainda promovem guerras e conflitos em tais continentes. Miséria, fome e corrupção são apenas alguns dos problemas que ainda atingem essas nações pós-coloniais. SOUSA, Rainer Gonçalves. "DescolonizaçãoAfro-asiática"; O colonianismo na África O continente africano e o asiático foram os últimos a serem colonizados pelos europeus. Nas Américas, o processo de colonização teve início ainda no século XVI. Três séculos mais tarde o continente americano já havia sido descolonizado e a Primeira Revolução Industrial se encontrava em plena expansão. Diante disso, os europeus buscaram novas fontes de recursos para abastecer as suas indústrias. No século XIX, as nações europeias, como Inglaterra, França, Bélgica, Holanda e Alemanha, começaram a explorar de maneira efetiva o continente africano e o asiático. A Revolução Industrial motivou esses países a explorar matérias-primas, especialmente minérios, dentre os quais podemos destacar o ferro, cobre, chumbo, além de produtos de origem agrícola, como algodão e borracha; todos fundamentais para a produção industrial. As nações americanas que foram descolonizadas se tornaram um mercado promissor para os produtos industrializados europeus, tendo em vista que a procura na Europa por tais mercadorias estava em queda. As potências europeias, para garantir matéria-prima, ocuparam os territórios contidos no continente africano. Logo depois, promoveram a partilha do continente entre os principais países europeus da época, dando direito de explorar a parte que coube a cada nação. A divisão do continente africano foi consolidada através de um acordo realizado em 1885. Esse evento contou com a participação da Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. Esse acordo foi executado na Conferência de Berlim. Porém, o processo de exploração da África aconteceu antes mesmo de haver a partilha do território, isso porque diversos países enviaram delegações de cientistas para o continente. Segundo eles, os cientistas tinham o propósito de realizar pesquisas de caráter científico, mas na verdade esses coletavam dados acerca do potencial mineral, ou seja, as riquezas do subsolo. Anos depois, grande parte do território africano estava colonizada. Os europeus introduziram culturas que não faziam parte da dieta do povo nativo. Os colonizadores rapidamente promoveram as plantations, com destaque para a produção de café, chá, cana-de-açúcar e cacau. Outra atividade desenvolvida foi o extrativismo mineral, com destaque para a extração de ouro, ferro, chumbo, diamante, entre outros. Assim, os europeus conseguiram garantir por um bom tempo o fornecimento de matéria-prima para abastecer as indústrias existentes nos países europeus industrializados O início da colonização na África - Mundo Educação Vamos Responder ?! 1 ) Em relação ao processo de descolonização afro-asiático, é correto afirmar: ( EF09HI31 ) a) As potências europeias, fortalecidas com o fim da 2 Guerra Mundial, investiram recursos na luta contra os movimentos de libertação que explodiam nas colônias. b) A Organização das Nações Unidas tornou-se o parlamento no qual muitos países condenavam o neocolonialismo, dado que proclamava a autodeterminação dos povos. c) A Guerra Fria dificultou a descolonização, em virtude da oposição de soviéticos e americanos, que viam no processo uma limitação de seu poder de influência na África e na Ásia. d) As nações que optaram por guerra e luta armada foram as únicas que conquistaram independência e autonomia política frente à dominação dos países europeus. 2 ) Assolado pela miséria, superpopulação e pelos flagelos mortíferos da fome e das guerras civis, a situação de praticamente todo o continente africano é, neste momento de sua história, catastrófica. Este quadro decorre: ( EF09HI14 ) a) de fatores conjunturais que nada têm a ver com a herança do neocolonialismo, uma vez que a dominação colonial européia se encerrou logo após a segunda guerra mundial. b) exclusivamente de um fator estrutural, posterior ao colonialismo europeu, mas interno ao continente, que é o tribalismo, que impede sua modernização. c) da inserção da maioria dos países africanos na economia mundial como fornecedores de matérias-primas cujos preços têm baixado continuamente. d) exclusivamente de um fator estrutural, externo ao continente, a espoliação imposta e mantida pelo Ocidente que bloqueia a sua autodeterminação. e) da herança combinada de tribalismo e colonialismo, que redundou na formação de micro-nacionalismos incapazes de reconstruir antigas formas de associação bem como de construir novas. A África subsaariana conheceu, ao longo dos últimos quarenta anos, trinta e três conflitos armados que fizeram no total mais de sete milhões de mortos. Muitos desses conflitos foram provocados por motivos étnico-regionais, como os massacres ocorridos em Ruanda e no Burundi. (Le Monde Diplomatique, maio/1993 - com adaptações.) 3 ) Das alternativas abaixo, aquela que identifica uma das raízes históricas desses conflitos no continente africano é: ( EF09HI14 ) a) a chegada dos portugueses, que, em busca de homens para escravização, extinguiram inúmeros reinos existentes. b) a Guerra Fria, que, ao provocar disputas entre EUA e URSS, transformou a África num palco de guerras localizadas. c) o Imperialismo, que, ao agrupar as diferentes nacionalidades segundo tradições e costumes, anulou direitos de conquista. d) o processo de descolonização, que, mantendo as mesmas fronteiras do colonialismo europeu, desrespeitou as diferentes etnias e nacionalidades "Morre um homem por minuto em Ruanda. Um homem morre por minuto numa nação do continente onde o Homo Sapiens surgiu há um milhão de anos... Para o ano 2000 só faltam seis, mas a Humanidade não ingressará no terceiro milênio, enquanto a África for o túmulo da paz." (Augusto Nunes, in: jornal O GLOBO, 6.8.94) 4 ) A situação de instabilidade no continente africano é o resultado de diversos fatores históricos, dentre os quais destaca(mEoFs0o9(HaI)1: 4 ) a) fortalecimento político dos antigos impérios coloniais na região, apoiado pela Conferência de Bandung. b) declínio dos nacionalismos africanos causado pelo final da Guerra Fria. c) acirramento das guerras intertribais no processo de descolonização que não respeitou as características culturais do continente. d) fim da dependência econômica ocorrida com as independências políticas dos países africanos, após a década de 50. e) difusão da industrialização no continente africano, que provocou suas grandes desigualdades sociais 5 ) Portugal foi o país que mais resistiu ao processo de descolonização na África, sendo Angola, Moçambique e Guiné-Bissau os últimos países daquele continente a se tornarem independentes. Isso acontece : ( EF09HI31 ) a) pela ausência de movimentos de libertação nacional naquelas colônias. b) pelo pacifismo dos líderes Agostinho Neto, Samora Machel e Amílcar Cabral. c) pela suavidade da dominação lusitana baseada no paternalismo e na benevolência. d) pelos acordos políticos entre Portugal e África do Sul para manter a dominação. e) pela intransigência do salazarismo somente eliminada com a Revolução de Abril de 1974 O regime do Apartheid adotado de 1948 a 1994 na África do Sul fundamentava-se em ações estatais de segregacionismo racial : ( EF09HI14 ) 6 ) Na imagem, fuzileiros navais fazem valer a “lei do passe” que regulamentava o(a) : a) concentração fundiária, impedindo os negros de tomar posse legítima do uso da terra. b) boicote econômico, proibindo os negros de consumir produtos ingleses sem resistência armada. c) sincretismo religioso, vetando os ritos sagrados dos negros nas cerimônias oficiais do Estado. d) controle sobre a movimentação, desautorizando os negros a transitar em determinadas áreas das cidades. e) exclusão do mercado de trabalho, negando à população negra o acesso aos bens de consumo.