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Slides Beth NP2
Assistência de Enfermagem da Unidade de Eletrocirurgia 
Gerador eletrocirurgico: aparelho que tem a propriedade de transformar a corrente elétrica alternada de baixa frequência em corrente de alta frequência. 
Uma unidade eletrocirúrgica (bisturi eletrônico) produz efeitos no tecido biológico pela concentração de uma corrente elétrica de alta densidade no tecido alvo. A corrente elétrica é conduzida do gerador eletrocirúrgico através de um circuito completo constituído de cabos isolados, eletrodos, do paciente e do próprio gerador. 
Os efeitos dependem de fatores como:
· Tipo do eletrodo
· Modo de saída 
· Técnica cirúrgica 
Acessórios: bisturi, placa, fios e pedal. 
Eletrodos ativos: bisturis
Eletrodos passivos: placas
Eletrodos pedais 
As unidades eletrocirúrgicas 
· A técnica monopolar (bisturi monopolar): 
1. Adequado para a disseção de grandes quantidades de tecido
2. Maior risco de eletrocussão
3. Necessita da placa dispersiva 
É o mais frequente 
· A técnica bipolar (bisturi bipolar):
1. Pólo ativo e neutro localizam-se na mesma pinça, utilizada pelo cirurgião
2. Os potenciais gerados são menores que as geradas pelos monopolares
3. Utilizadas em intervenções mais delicadas
4. Dispensa o uso de placa dispersiva
Finalidades: 
1. Coagulação: oclusão dos vasos sanguíneos, por meio da solidificação das substâncias protéicas e retração dos tecidos.
2. Dissecção: secção dos tecidos por meio da dissolução da estrutura moléculo-celular destes, havendo desidratação e fusão das células próximas ao eletrodo positivo. 
3. Fulguração: consiste na coagulação superficial, indicada para eliminar pequenas ploriferações celulares cutâneas e remover manchas. 
Monitorização do eletrodo de retorno
Os bisturis elétricos mais utilizados são aterrados e com sistema REM (monitorização do retorno do eletrodo)
A corrente elétrica é devolvida ao fio terra após ter atravessado o corpo do paciente. Em bisturis com este sistema, se a placa desconectar-se durante o uso, o gerador deixa de enviar corrente e soa o alarme de desconexão de placa, evitando a queimadura do paciente. 
Locais para colocação da placa: panturrilha, face posterior da coxa, região glútea. 
Cuidados na utilização do bisturi elétrico 
1. É de responsabilidade do circulante de sala cirúrgica a colocação da placa dispersiva do paciente
2. Posicionar a placa dispersiva em área de massa muscular (panturrilha, face posterior da coxa, glúteos) próxima ao sítio cirúrgico
3. Colocar a placa dispersiva afastada das prósteses metálica
4. Evitar colocar a placa em superfícies pilosas, em pele escarificada, saliências ósseas, pois diminuem o contato da placa com o corpo da paciente
5. Utilizar gel específico para aumentar a condutibilidade entre a placa e o corpo do paciente
6. Colocar a placa após o posicionamento do paciente 
7. Manter o paciente sobre a superfície seca
8. Não permitir o contato do paciente com partes metálicas da mesa ou acessórios
9. Atentar para o risco de combustão quando houver utilização de antissépticos e anestésicos passíveis de bombustão (éter anestésico)
10. Verificar a limpeza da placa dispersora antes de aplicar o gel condutor
11. Checar a conexão placa-paciente e alarmes antes de iniciar o procedimento cirúrgico 
12. Examinar conexão placa ao bisturi e ao paciente caso o corte e a coagulação estejam inadequados 
Causas de defeito na via de retorno
1. Contato inadequado entre paciente e placa
2. Colocação inadequada da placa
3. Conexão inadequada da placa ao cabo (fratura)
4. Oxidação entre das conexões (placas e cabos)
5. Desconexão entre o bisturi e o cabo de placa
Intensidade da corrente 
· Deve ser tão baixo quanto possível para cada procedimento
· Deve ser determinada pelo cirurgião em conjunto com as recomendações do fabricante e confirmadas verbalmente pelo circulante da sala de operações
Situações de risco de acidentes 
1. Presença de alcool ou similares no campo operatório
2. Redução da área de contato entre a placa dispersiva e o paciente
3. Interrupção parcial ou total de contato da placa com a UEC
4. Presença de líquido em contato com a placa
Os riscos eletrocurúrgicos 
· Choques
· Queimaduras
· Fumaça cirúrgica
· Incendios
· Interferencia eletromagnética em outros equipamentos 
Fatores de riscos associados às unidades eletrocirúrgicas:
· Mau funcionamento do equipamento operacional
· Mau funcionamento do equipamento (falta de manutenção e/ou calibração adequada)
· Mau uso do equipamento 
· Desatenção do usuário
Marca-passo e o uso do bisturi elético
Aspectos que devem ser considerados:
1. Classificação dos marca-passos quanto à:
· Localização: interna ou externa
· Mecanismo de funcionamento: não competitivos ou competitivos
2. Possíveis complicações:
· Desprogramação do marca-passo
· Arritmias cardíacas
· Fibrilação ventricular 
· Dano ao gerador de marca-passo 
Os marca-passos mais modernos são blindados e bloqueiam a interfêrencia eletromagnética gerada pelo bisturi elétrico
3. Cuidados especiais:
· Usar preferencialmente bisturi bipolar
· Caso seja monopolar, observar para que o trajeto da corrente elétrica gerada pelo bisturi (placa e caneta) não passe pela área do marca-passo
· A caneta deve estar pelo menos 15cm do gerador e de seus cabos
· Monitorar o ritmo cardíaco e a presença de espículas de marca-passo
· Utilizar baixas potencias nos bisturis elétricos
· Utilizar o bisturi elétrico em breves períodos, observando o ritmo e a frequência nos intervalos de uso
· Desativar o sistema de demanda com magneto, fixando a frequência e o estímulo; se ocorrerem sérias interferências 
· Ter na sala de operações: gerador de marca-passo externo e eletrodo provisório
· Praticas recomendadas para a utilização segura do equipamentos eletromédicos

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