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“A confissão de Pedro” Mateus 16.13-20 “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” Vivemos em uma geração aparentemente cristã, nos é quase impossível conhecer alguém que nunca ouviu falar nesse nome JESUS, quer seja dentro da sua religião ou até mesmo, em algum filme que se expõe nos feriados comemorativos concernentes ao Cristianismo, em forma de canções, ou até mesmo o nome Jesus já virou até mesmo uma expressão que usamos corriqueiramente no nosso dia-a-dia. Quem nunca usou essa expressão: Ai meu Jesus! Quando algo acontece que nos foge do controle, exemplo: diante de uma notícia ruim, a queda de uma criança, um tropeção, entre vários exemplos que poderia compartilhar com vocês. O que quero afirmar é que esse nome “Jesus”, não passa despercebido na nossa sociedade, até mesmo por aqueles que não o tem como Senhor e Salvador, não vai encontrar algo de depreciativo em sua pessoa para lhe acusar. Os seus ensinamentos até nos dias de hoje servem como padrão ético para a nossa sociedade. E para nós que o temos como Senhor e Salvador, as suas Palavras e doutrinas são a nossa regra de fé e prática, sem contar que Ele (Jesus Cristo) é o nosso espelho precisamos ser os seus imitadores. A pergunta que gostaria de fazer a vocês neste dia é: será que o pensamento que você tem sobre a pessoa de Jesus condiz com quem realmente Ele é? Por mais que essa pergunta aos nossos ouvidos pareça simples de responder, acredito que não é tão simples assim. Veja bem algumas ideias que alguns grupos tem da pessoa de Jesus: Para um ateu Jesus não passa de um filosofo da sua época e que seus milagres não passam de MITO nos quais foram atribuídos pelos seus discípulos. Para um Testemunha de Jeová, Jesus não é o Senhor é apenas um dos profetas enviado por Jeová, porém nele não há salvação. Um Kardecista dirá que Jesus é um ser de luz, um espírito evoluído que nos deixou palavras que nos ajudará na nossa evolução espiritual, porém ele Jesus não é Senhor e nem salvador. Um mórmon vai afirmar categoricamente que Jesus é irmão gêmeo de Lúcifer e que nós podemos virar um deus assim como Jesus. Um mulçumano afirmará que Jesus foi um profeta, porém N’ele não há salvação, alguns católicos Romano afirmaram que Jesus só é o que é pelo intermédio da criação dada por sua mãe. Da mesma forma que encontramos essas linhas heréticas de raciocínio. A teologia cristã evangélica tradicional, como as igrejas históricas defendem a divindade do Senhor Jesus e que não há salvação em outro nome à não ser na pessoa de Cristo Jesus (Atos 4.12) “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. Na carta do apostolo Paula à Timóteo encontramos essa afirmação de uma forma muito clara, (I Timóteo 2.5) “Portanto há um só Deus e um Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. A tentativa de formalizar alguma linha de raciocínio, sobre a pessoa de Jesus Cristo, não é algo recente, vem desde os dias que ele estava aqui na terra exercendo o seu ministério, e continuou durantes séculos, segundo Josh McDowell: “Hoje em dia, se você procurar o nome Jesus no Google, obterá instantaneamente uns 840 milhões de respostas. Pesquise o verbete “Jesus” na livraria virtual amazon.com e você achará 261,474 livros sobre ele.” (Livro mais que um carpinteiro, pags 35). Certamente esse é o homem que revolucionou o mundo quer você acredite nele ou não. Não há como deixar passar despercebido este nome chamado Jesus, acredito que por mais que você não creia que Ele é Senhor, no mínimo você o respeitará pela sua história e ensinamentos. Poderíamos citar diversas linhas de pensamento sobre a pessoa de Jesus que encontramos nesse mundão sem fronteiras. Porém estas nos são suficientes para compreendermos que nem tudo o que afirmamos sobre uma pessoa representará quem ela realmente é. A melhor forma de conhecer quem de fato é Jesus é por intermédio da sua Palavra e seus ensinamentos, pois o mesmo sempre deixou claro quem de fato Ele é, nos Evangelhos e nas Escrituras encontramos material suficiente para compreender quem é esse homem chamado Jesus. Lhe afirmo sem medo de errar, não basta apenas ter um pensamento positivo sobre quem é Jesus. Porém é necessário conhecê-lo como ele deseja que o conheçamos para obtermos a vida eterna. O texto proposto nos mostra que em determinado momento do seu ministério Jesus faz uma pergunta aos seus discípulos “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?”. Vejamos que Jesus está interessado se os seus discípulos tinham a real compreensão de quem Ele era. Gostaria de Chamar a sua atenção para a seguinte pergunta: Quem é Jesus para você? Desenvolvimento do texto: “Mateus 16.13-17” A chegada de Jesus com seus discípulos ao território de Cesaréia de Felipe, aonde estavam livres da interferência dos sequazes de Herodes, deu-lhe adequada oportunidade para obter deles resposta a duas perguntas. Que opinião o povo em geral tinha dele? E quem os discípulos pensavam que Ele realmente era? A cidade Cesaréia de Felipe ficava ao Norte do Mar da Galileia, perto das encostas do monte Hermom. Seu nome antigo era Paneias (em homenagem ao deus grego Pan). O filho de Herodes, Filipe, reconstruiu essa cidade, como parte da seu tetrarquia, e lhe deu um novo nome em homenagem a Tibério César e a si mesmo. Essa portanto, uma região extremamente pagã. Ver. 13. “Quem as pessoas dizem que o Filho do Homem é?” Jesus costumava se intitular “Filho do Homem”, expressão que aparece mais de 80 vezes no NT, jamais se referido a qualquer outra pessoa. No AT, em Daniel 7.13,14, esse titulo é usado para retratar a personalidade celestial a quem, no final dos tempos, Deus confirmou toda glória, honra e poder (soberania Divina). Ver. 14. “E eles responderam: alguns dizem que é João Batista, outros Elias, e ainda há quem diga, Jeremias ou um dos profetas.”. Havia muitas lendas e superstições nessa época e lugar. O próprio Herodes cria na reencarnação de João Batista, que foi um profeta muito estimado pelo povo e até pelo rei. A volta de Elias profetizada em Ml 4.5 e muitos judeus ligavam o nome de Jeremias o profeta prometido em Dt 18.15. Contudo, em meio a tantas ideias e correntes religiosas, Pedro (Bar-Jonas ou, melhor traduzido, filho de Jonas), que falou em nome dos discípulos (v.20), é agraciado com a maior das revelações que uma pessoa pode receber de Deus a compreensão de quem Jesus de Nazaré era. As três sugestões tinham ao menos duas coisas incomum: Identificavam Jesus com um vulto do passado em vez de reconhece-lo como personalidade ímpar, e continham perigosas meias verdades, pois, embora Jesus possuísse algumas das características de cada um desses três grandes homens, transcendeu-os a todos. Semelhança entre Jesus e João Batista: Certamente como já foi evidenciado neste evangelho, havia alguma semelhança entre João e Jesus. Ambos eram filhos da sabedoria divina, e ambos tinham partes vitais a desempenhar no desenvolvimento do plano de Deus para a salvação do homem. Mas a diferença era muito maior. João podia preparar os homens para receberem em seus corações o reino de Deus, mas não podia capacitá-los a recebê-lo. Ele estava nos umbrais do reino de Deus, mas Jesus era a porta, e só por meio dele os homens poderiam entrar no reino. Semelhança entre Jesus e Elias: Havia também paralelos entre Jesus e Elias. Ambos eram homens de oração, ambos realizavam obras sobrenaturais de cura, e ambos empreenderam triunfante guerra contra as falsas religiões. Mas as vitórias de Elias foram obtidas pela força física, enquanto a vitória de Jesus estava destinada a ser ganha, não pelo derramamento do sangue de outros, mas por sua permissão de que o seu próprio sangue fosse derramado. Além disso Elias vacilou em sua vocação, mas Jesus aplicou-se a cumprir comfirmeza e constância a obra que viera realizar no mundo. Semelhança entre Jesus e Jeremias: a terceira avaliação estava talvez mais próxima da verdade do que as outras duas. Sim, pois, de todos os personagens do Velho Testamento, Jeremias é o que mais de perto se aproxima de Jesus como proeminente exemplo de paciente resistência e sofrimento imerecido. Mas, com toda essa nobreza de seu caráter, Jeremias foi profeta e nada mais. Ele prenunciou a nova aliança, mediante a qual os homens, perdoados os seus pecados, receberiam conhecimento direto de Deus, mas, nem ele nem qualquer outro profeta como ele, jamais poderia trazê-la à existência. A única resposta adequada: Contudo, em meio a tantas ideias e correntes religiosas, Pedro, que falou em nome dos discípulos (v.20), é agraciado com a maior das revelações que uma pessoa pode receber de Deus, a compreensão de que Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, o Cristo prometido (Messias em hebraico), que significa, Ungido. Palavra que no original hebraico, transmite a ideia de uma pessoa escolhida por Deus, separada (consagrada, santificada), e revestida de poder para a realização de uma missão divina e específica na terra. A única resposta adequada à questão colocada por Jesus foi dada por Pedro nas palavras, Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Pedro sabia que Jesus não era apenas outro da longa linha de profetas aos quais o Deus vivo falara de muitas maneiras diferentes no passado, mas era o Filho desse Deus vivo. Esta grande confissão não fora feita por Pedro num impulso do momento, como se tivesse sido “aguilhoado pelo esplendor de um súbito pensamento”. Nem tão pouco Pedro estava reproduzindo algo que ele tinha ouvido de alguém. Ao contrário, desde o dia em que se prostrara aos pés de Jesus e se sentira compelido a dizer: “Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador”, e responder positivamente o seu chamamento de Jesus, a deixar suas redes e segui-lo. Aplicação: Diante desse texto precisamos compreender que é importante ter a compreensão correta sobre a pessoa do nosso Senhor Jesus e a sua missão. Uma má compreensão Bíblica de quem é o Senhor tem produzido uma falsa segurança no coração de muitos, que até acreditam que Jesus tem alguma importância para a sua vida, porém não compreendem que para serem salvos é necessário compreender que Ele é o Cristo, aquele que veio a este mundo com a missão de dar a sua vida em favor da nossa vida, entregando-se por livre e espontânea vontade a uma morte substitutiva na cruz por nossas vidas. Quais lições podemos extrair para o nosso crescimento espiritual no texto proposto? 1 – Jesus deseja uma resposta sua, o que Ele representa pra sua vida. (Mt 16.13-15). 2 – Precisamos confessar quem Jesus é de fato. O Senhor e Salvador das nossas vidas. (Mt 16.15). 3 – A compreensão que Temos da pessoa de Jesus nos levará a compreender que a sua morte vou em favor das nossas vidas, foi o maior milagre realizado por Ele em nosso favor. 4 – Jesus não foi apenas alguém que mudou a história desse mundo, Ele é aquele que pode mudar a sua história. (Mt 16.21-23). 5 – Compreendendo quem Jesus é vivamos para o louvor da sua glória, dispostos até mesmo a levar a nossa cruz. (Mt 16.24-28).