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o A coluna vertebral é composta, em geral, de 33(trinta e três) vértebras; o Entre cada dois pares de vértebras temos os discos intervertebrais, responsáveis por aproximadamente um quarto do crescimento. o A estabilização dinâmica da coluna vertebral é fornecida pelas musculaturas intrínseca e extrínseca: o Intrínseca: espinho transversais, transverso costais, multífidos, os semi- espinhais e os rotadores, interespinhaise os intertransversários. o Extrínseca: latíssimo dorsal, elevador da escápula, os romboides e os músculos estabilizadores do ombro, como o serrátil, quadrado lombar e o iliopsoas FUNÇÕES GERAIS o Suporte para a posição ortostática; o Proteção a medula espinhal; o Local para a fixação de músculos; o Transferência de cargas da parte superior do tronco para os membros inferiores. CURVATURAS FISIOLÓGICAS o Curvaturas primárias–são formadas na vida intra-uterina (sacral e torácica–cifoses). o Curvaturas secundárias–são formadas ao longo do desenvolvimento (cervical lombar- lordoses). DEFORMIDADES DE ALINHAMENTO o Aumento da curvatura (mais comum):hiperlordose e hipercifose. o Retificação das curvaturas: Dorso plano, retificação lombar ou cervical. o Inversão da curvatura: Escoliose. Escoliose hipercifose hiperlordose AVALIAÇÃO POSTURAL Coluna cervical o A coluna cervical: estabilidade foi sacrifica da em favor da mobilidade (favorável a lesão). o Área cervicoencefálica: coluna cervical posterior-coluna cervical e occipito o Cervicobraquial: coluna cervical inferior o Articulações atlanto-occipitais: mais superiores (flexão e extensão/movimento de concordância com a cabeça o Articulação atlantoaxiais: articulações mais móveis: flexão e extensão/flexão lateral e rotação ANATOMIA APLICADA o Articulação atlantoccipital • Articulação Atlantoaxial Mediana (C1-C2): articulação axial (trocóidea) / Articulações atlantoaxiais laterais são articulações planas DISCOS INTERVETEBRAIS o 25% da altura da coluna cervical o Entre o atlas e o occipito e o atlas e o axis não existe disco intervertebral o Discos: conferem postura lordótica da coluna cervical SISTEMA VERTEBROBASILAR o A artéria vertebral (sistema vertebrobasilar) passa pelos processos transversos C4-C6 o Supre 20% da irrigação sanguínea do cérebro +artéria carótida (80%) o Artéria vertebral está situada próxima às articulações facetarias e ao corpo vertebral: comprimida por osteófitos o Extensão apenas 20 graus diminuem significativamente o fluxo sanguíneo da artéria vertebral COLUNA CERVICAL INFERIOR Coluna cervical inferior (C3-C7): área cervicobraquial: dor referida para a extremidade superiores *Patologia nessa região: acarreta dor apenas no pescoço, apenas no membro superior HISTÓRIA CLÍNICA o Qual é a idade do paciente? Qual é a ocupação? o Qual é a gravidade dos sintomas? o Qual foi o mecanismo da lesão? o Qual é a atividade ou o lazer habitual do paciente? o O que o paciente é capaz de fazer funcionalmente? o Os sintomas surgiram imediatamente? o Quais são os locais e limites da dor? Há irradiação da dor? A dor é profunda? Superficial? Em pontada? Em queimação? Contínua? HISTÓRIA CLÍNICA o O paciente tem dores de cabeça? o Há parestesias? Formigamentos nas extremidades? o Há sintomas nos MMSS? o O paciente tem problemas de equilíbrio? Tontura, desmaios? o O paciente exibe ou queixa-se de quais quer sintomas simpáticos? o Existem posturas ou ações que aumentam ou diminuam a dor? o Qual é a posição de dormir do paciente? o O paciente respira pela boca? OBSERVAÇÃO E TRIAGEM Exame das outras articulações adjacentes, acrescentando uma avaliação postural global; Observação Geral: evidência de dano tecidual, edema, temperatura, hipersensibilidade, estalido ou crepitação. POSTURAL GLOBAL DA COLUNA VERTEBRAL O paciente deve ser examinado na postura relaxada habitual; A postura do paciente pode ser observada nas vistas anterior, posterior e lateral Exame de Exploração das Articulações Periféricas: artic. temporomandibulares, cintura escapular, cotovelos, punho e mão. INSPEÇÃO o Postura da cabeça e pescoço (cabeça linha mediana e o paciente apresenta curvatura lordica normal) o Queixo alinhado com esterno o Lateralmente: orelhas alinhadas com o ombro e a testa na vertical o Anteriorização da cabeça ou postura militar (encurtamento adaptativos dos músculos occipitais) o Níveis dos ombros o Expressão facial o Contornos ósseos e tecidos moles INSPEÇÃO COLUNA CERVICAL -PALPAÇÃO FACE POSTERIOR: o Protuberância Occipital Externa; o Processos espinhosos e processos articulares das vértebras cervicais; o Processo mastoideo. FACE LATERAL: o Processos transversos das vértebras cervicais; o Articulações temporomandibulares, mandíbula. FACE ANTERIOR: o 3 primeiras costelas; o Fossa supraclavicular. MOVIMENTO ATIVO A. Flexão B. Extensão C. Inclinação lateral D. Rotação A avaliação da coluna torácica inclui o exame da parte Mais rígida da coluna vertebral: gradil costal associado. Coluna torácica (curva primária):apresenta uma discreta cifose (curvatura posterior); Ao avaliar a coluna torácica é essencial a avaliação, ao mesmo tempo, da coluna cervical e/ou lombar COLUNA TORÁCICA Coluna torácica: 12vértebras–diminuem de tamanho de T1 a T3 e aumentam, deforma progressiva, até T12. Vértebras: possuem facetas no corpo e processos transversos (articulação com as costelas). Os processos espinhosos dessas vértebras direcionam-se obliquamente para baixo. A vértebra T7: apresenta a maior angulação do processo espinhoso T1, T2eT3: possuem processos espinhosos que se projetam diretamente para trás. COSTELAS As costelas: ajudam a enrijecer a coluna torácica Articulam-se com as hemifacetas sobre as vértebras T2-T9. T1 e T10, existe uma faceta inteira para a lª e a l0ª costelas, respectivamente. A 1ª costela articula-se apenas com T1, a 2ª costela, com T1 e T2, a 3ª costela, com T2 e T3. As costelas de 1 a 7: articulam-se diretamente com o esterno (costelas verdadeiras). As costelas de 8 a 10: unem-se diretamente com a cartilagem costal da costela suprajacente (costelas falsas). As costelas de 11 a 12 (costelas flutuantes): não se fixam ao esterno nem à cartilagem costal em suas extremidades distais. No topo da caixa torácica, as costelas são horizontais e mais inferior: oblíquas No nível da 12ª costela: verticalizadas na inspiração: as costelas são tracionadas para cima e para a frente, o que aumenta o diâmetro anteroposterior da caixa torácica. ANAMNESE Quais são os detalhes da dor atual e de outros sintomas? Quais são os locais e os limites da dor? Solicitar ao paciente que aponte o local ou os locais. Existe alguma irradiação da dor? *Muitas estruturas abdominais, como o estômago, o fígado e o pâncreas, podem causar dor referida na região torácica A dor ocorre na inspiração, na expiração ou em ambas? A dor relacionada à respiração pode indicar problemas pulmonares ou pode estar associada ao movimento das costelas (origem costovertebral) O paciente apresenta alguma dificuldade respiratória? causa pode ser uma deformidade estrutural (p. ex., esco liose); um trauma torácico. INSPEÇÃO TIPOS DE TÓRAX (Pombo): esterno projeta-se para frente e para baixo- aumentando o diâmetro anteroposterior do tórax. Tórax em Excavatum (Sapateiro): deformidade congênita:esterno é empurrado para trás. Diâmetro anteroposterior do tórax diminui. CIFOSE TORÁCICA DORSO CURVO Diminuição da inclinação pélvica (20º) Cifose toracolombar ou torácica Cabeça anteriorizada Achatamento da torácica anterior Protusão abdominal CORCUNDA Angulação posterior acentuada chamada giba Cifose estrutural: encunhamento anterior do corpo das vertebras: fratura, tumor ou doença óssea Inclinação pélvica normal Corcunda de viúva: osteoporose pós menopáusica: Fratura vertebral com encunhamento anterior Cifose estrutural: diminuição da altura da paciente ESCOLIOSE Escoliose é caracterizada tridimensional incluindo por modificação lateral no plano frontal, rotação curvatura lateral no plano transversal e retificação no plano sagital. • Incidência - Durante a infância a escoliose afeta meninos e meninas. Na adolescência as meninas são mais afetadas 10:1. • Quem detecta a escoliose? ✓Pais ✓Professores (sobretudo os de educação física) ESCOLIOSE CLASSIFICAÇÃO • A escoliose pode ser classificada segundo a sua etiologia em estrutural e não estrutural. ✓ Estrutural- idiopática, neuromuscular e a osteopatica. ✓ Não estrutural - discrepância de membros inferiores, espasmo ou dor nos músculos da coluna vertebral por compressão de raiz nervosa ou outra lesão na coluna e ainda pelo posicionamento do tronco. ✓ Estruturada transitóriamente – ocorre secundáriamente a diferentes situações. ESCOLIOSE ESTRUTURAL NEUROMUSCULAR A. Hipertonicidade de rombóide B. Hipertonicidade de trapézio C. Hipertonicidade de eretores da espinha e deltóide posterior D. Hipertonicidade de eretores da espinha e quadrado lombar ESCOLIOSE DIAGNÓSTICO • Diagnostico por imagem: Radiografia simples: na qual é mensurada a curva da escoliose e a rotação da vértebra. • Método de Cobb: Essa técnica levou a Scoliosis Research Society a classificar todas as formas de escoliose de acordo com a curvatura: 1) as vértebras cujas extremidades são mais inclinadas. 2)Traçadas linhas ao longo da parte superior da vértebra mais inclinada superior e inferior. 3) A seguir, duas linhas perpendiculares a estas, ou seja, são desenhadas em um ângulo de 90 graus, para que se cruzem. 4)O ângulo resultante é medido e o número é expresso em graus. COLUNA TORÁCICA -PALPAÇÃO VISTA ANTERIOR: ✓ Esterno ✓ manúbrio e processo xifoide ✓ Incisura jugular ✓ Abertura torácica superior ✓ Primeira costela VISTA POSTERIOR: Processos espinhos C7- T12: técnica de contagem Visualização das relações escápula- processo espinhoso Paciente em decúbito lateral Ângulo supero-medial da escápula: processo espinhoso da primeira vertebra torácica (T1) Extremidade medial da espinha da escápula: processo espinhoso de T3 Ângulo inferior da escápula: processo espinhoso de T7-79 MOVIMENTOS DA COLUNA Os movimentos ativos da coluna torácica são executados com o paciente em pé. Ao avaliar a coluna torácica: o examinador deve observar se o movimento ocorre na coluna vertebral ou no quadril. Os movimentos podem ser executados com o paciente sentado: o efeito do movimento do quadril é eliminado ou reduzido. FLEXÃO DA COLUNA A amplitude normal da flexão da coluna torácica: de 20 a 45° Mensuração (fita métrica): comprimento da coluna vertebral do processo espinhoso de C7 até o processo espinhoso de T12 Em seguida, solicita-se ao paciente que se curve para a frente, para que a coluna seja mensurada novamente Uma diferença de comprimento de 2,7 cm: considerada normal. 2) Mensuração: coluna pode ser medida do processo espinhoso de C7 até a vértebra S1, com o paciente na posição ereta normal. Solicita-se ao paciente que flexione o tronco para a frente, para que a coluna seja mensurada novamente. Uma diferença de comprimento de 10 cm: considerada normal. Terceiro método de mensuração da flexão da coluna vertebral: solicita-se ao paciente que flexione o tronco para a frente e tente tocar os dedos do pé, com os joelhos estendidos. Com o paciente flexionado para a frente: observar a sua coluna vertebral: - Escoliose não estrutural: a curvatura anormal desaparece na flexão anterior; - Em uma escoliose estrutural, ela permanece . - O examinador observa a presença de corcunda, em um lado (lado convexo da curva), e depressão (lado côncavo da curva), no outro lado. Paciente flexiona para a frente: coluna torácica deve curvar-se anteriormente, de modo suave e uniforme, sem rotação ou flexão lateral. Investigar: presença de qualquer contratura ou angulação acentuada (giba). Quando o paciente apresenta uma cifose excessiva no início, o movimento de flexão anterior da coluna torácica é pequeno. Avaliação: flexão com o paciente sentado, para reduzir os movimentos pélvicos e do quadril. EXTENSÃO Extensão (encurvamento para trás) da coluna torácica: 25 a 45°. Mensuração: a distância entre os processos espinhosos de C7 e T12). Diferença de 2,5 cm na extensão: medida com a fita métrica entre a posição em pé e a extensão, é considerada normal A flexão lateral da coluna torácica é de, aproximadamente, 20º a 40º tanto para a direita quanto para a esquerda ROTAÇÃO Rotação da coluna torácica: 35º a 50º. Solicita-se ao paciente que cruze os membros superiores, em frente ao corpo, ou que coloque as mãos sobre os ombros opostos e, em seguida, rode o corpo para a direita e para a esquerda, Examinador observa a magnitude da rotação e a compara em ambas as direções. Teste para distensão dural Posição sentada Inicialmente: paciente se senta sobre a mesa de exames e inclina o corpo para a frente (coluna flexionada). Teste negativo: 1)o examinador estende passivamente um dos joelhos do paciente à procura de sintomas. 2) dorsiflexão passiva do pé do mesmo membro inferior O teste positivo: desencadeados sintomas de ciatalgia ou sintomas: compressão da dura máter e da medula espinal ou das raízes nervosas. APROXIMAÇÃO ESCAPULAR PASSIVA Paciente posiciona-se em decúbito dorsal Examinador aproxima passivamente as escápulas: elevando os ombros para cima e para trás. Ocorrência de dor na área escapular: indica problema na raiz nervosa T1 ou T2 no lado da manifestação da dor. DISTENSÃO DA RAIZ DO PRIMEIRO NERVO TORÁCICO 1) paciente abduz o membro superior a 90° e flexiona o antebraço em pronação a 90° (nenhum sintoma deve se manifestar) 2) Flexiona o ombro (mão atrás do pescoço) Essa ação distende o nervo ulnar e a raiz nervosa T1. Se o paciente apresentar dor na área escapular ou no membro superior: teste positivo para a raiz nervosa T1 TESTES PARA A FALHA DE TRANSFERÊNCIA DE CARGA Perda do controle do movimento Teste na posição sentada com o membro superior levantado (SMLS) 1) Paciente se senta com as mãos em repouso sobre as coxas. 2) O examinador: solicita ao paciente que eleve um membro superior (primeiramente o lado não acometido): flexão do ombro, com o membro superior estendido e o polegar direcionado para cima. 3) Em seguida, o paciente realiza o mesmo movimento no lado oposto. 4) Registra-se algum sintoma é produzido e qual membro necessita de mais esforço para ser erguido (resultado positivo) O teste: verificar estabilidade na escápula, na articulação glenoumeral e na coluna cervical. Escápula, o examinador deve observar seu movimento para determinar a presença de qualquer discinesia escapular (perda de controle). Articulação glenoumeral: a cabeça do úmero deve permanecer no centro da cavidade glenoide, pela flexão anterior completa no movimento de elevação. Testar a coluna cervical: Examinador palpa a face lateral superfícies articulares das vértebras da coluna cervical bilateralmente, enquantoo paciente realiza o movimento; Na ocorrência de translação de uma vértebra em relação à outra durante o teste SMSL: indica a ausência de controle daquele determinado segmento MSLV na posição de decúbito ventral Avalia: capacidade do membro superior em suportar uma carga em um ângulo maior na flexão do ombro. Paciente posiciona-se em DV, com os membros superiores acima da cabeça (140º de flexão) e totalmente apoiados na mesa de exame. 2) solicita-se ao paciente que levante um dos membros superiores a 2 cm e o abaixe. 3) Repete-se o movimento com o outro membro superior. 4) O teste é considerado positivo para o lado do membro superior + pesado MSLV na posição de decúbito ventral Para a segunda parte do teste: O examinador deve palpar as costelas: verificação de translação anormal; observar o movimento da escápula (discinesia escapular); verificar se a cabeça do úmero está no centro da glenoide palpar a coluna cervical, para verificar a presença de translação anormal. Reflexo e distribuição cutânea Coluna torácica: ocorre superposição dos dermátomos Dermátomos: tendem a acompanhar as costelas; A dor de diversos órgãos abdominais pode ser referida para a coluna torácica Os sintomas das raízes nervosas torácicas tendem a seguir o trajeto das costelas, podendo ser referidas da seguinte maneira: T10-T11: dor na região epigástrica T5: dor em torno do mamilo T7-T8: dor na região epigástrica T10-T11: dor na região umbilical T12: dor na virilha O abdome deve ser palpado: presença de dor à palpação ou outros sinais indicativos de patologia. A palpação deve ser realizada de uma maneira sistemática: utilizando os dedos de uma mão para sentir os tecidos, enquanto a outra mão é utilizada para a aplicação de pressão. Para revelar áreas de sensibilidade e massas anormais, a palpação é realizada até uma profundidade de 1 a 3 cm. Utiliza-se o sistema de quadrantes ou o sistema de nove regiões Palpação dos processos espinhosos: espasmos muscular Palpar posteriormente os processos espinhoso Move-se cerca de 2 a 3 cm lateralmente, para palpar as articulações das facetas torácicas. Vesícula biliar (espasmo no lado direito, na área entre a 8 a e a 9ª cartilagem costal), Baço (espasmo no nível da 9ª até a 11ª costela esquerda) Rins (espasmo no nível da 11ª e da 12ª costelas, em ambos os lados, na altura da vértebra L3). Palpação dos tecidos moles Músculos da parede posterior do tronco: ✓ Sacroespinhal ✓ Romboide maior ✓ Grande dorsal ✓ Trapezio ✓ Quadrado lombar Músculos da parede abdominal: ✓ Reto anterior do abdômen ✓ Oblíquos internos e externos do abdômen COLUNA LOMBAR Praticamente todos os indivíduos têm grande possibilidade de apresentar uma lesão incapacitante nas costas. A coluna lombar proporciona suporte para a porção superior do corpo e transmite o peso desta área para a pelve e os membros inferiores. Muito difícil determinar se uma lesão origina- se na coluna lombar, na articulação sacro ilíaca ou na articulação do quadril; Existem dez (cinco pares de articulações facetarias) na coluna lombar. Essas articulações diartrodiais são compostas pelas facetas superior e inferior e por uma cápsula. As facetas estão localizadas sobre os arcos vertebrais. Disco normal intacto: as articulações facetárias suportam aproximadamente 20 a 25% da carga axial, mas podem suportar até 70% (degeneração do disco) As articulações facetárias proporcionam 40% da resistência contra as forças rotacionais e de cisalhamento. Lesão, degeneração ou trauma no segmento de movimento (articulações facetárias e disco) podem levar ao aparecimento de patologias: Patologias Espondilose (degeneração do disco intervertebral) Espondilólise (estresse por fratura) Espondilolistese (deslocamento anterior de uma vértebra sobre outra) Retrolistese (deslocamento posterior de uma vértebra sobre outra). Funções do disco intervertebral Atuar como um amortecedor (distribuindo e absorvendo parte da carga aplicada sobre a coluna); Manter as vértebras unidas e permitir o movimento entre os ossos; separar a vértebra como parte de uma unidade funcional segmentar Lesão disc Protrusão discal: o disco se torna saliente na parte posterior, sem ruptura do anel fibroso. Prolapso discal: somente as fibras mais externas do anel fibroso contêm o núcleo. Extrusão discal: o anel fibroso é perfurado e o material discal (parte do núcleo pulposo) move-se para o interior do espaço epidural. Sequestro discal: formação de fragmentos do anel fibroso e do núcleo pulposo fora do próprio disco Sintomatologia: Lesão discal Lesões: podem causar pressão sobre a própria medula espinal (coluna lombar superior), acarretando mielopatia, Pressão sobre a cauda equina que leva a síndrome da cauda equina, ou pressão sobre as raízes nervosas (mais comum). A magnitude da pressão sobre os tecidos nervosos determina a gravidade do déficit neurológico. Segmento L5-S1: mais ocorrem problemas da coluna vertebral (sustenta mais peso que qualquer outro nível vertebral) Transição do segmento móvel (L5) para o segmento estável ou fixo do sacro (S1): pode aumentar o estresse sobre essa área. Ângulo entre L5 e S1 é maior que aqueles entre as outras vértebras (articulação seja submetida ao estresse) aumenta a magnitude do estresse sobre essa área: quantidade relativamente maior de movimento nesse nível da coluna. Anamnese Maior parte do exame está relacionada à diferenciação entre: Sintomas de hérnia discal (ou de uma lesão expansiva): produz sintomas referidos para o membro inferior Sintomas provenientes de outras condições (p.ex., reação inflamatória, distensões, entorses e síndrome facetaria) que podem causar dor localizada. Anamnese: Idade Diferentes condições acometem pacientes em idades distintas. Problemas discais: ocorrem entre os 15 e os 40 anos de idade. Espondilite ancilosante: torna-se evidente entre os 18 e os 45 anos. A osteoartrite e a espondilose são mais evidentes em indivíduos com mais de 45 anos de idade. Anamnese: Profissão Lombalgia: mais prevalente em indivíduos com profissões extenuantes motoristas de caminhão (vibração). Pacientes com lombalgia crônica: desenvolvem uma síndrome de descondicionamento (diminuição da força muscular, comprometimento do controle motor e diminuição da coordenação e do controle postural). Anamnese: Sexo A incidência de lombalgia é mais alta em mulheres. Importante identificar a data do último exame ginecológico realizado. A espondilite ancilosante é mais comum em homens Anamnese: duração dos sintomas Há quanto tempo o problema incomoda o paciente? Lombalgia aguda: persiste por 3 a 4 semanas. Lombalgia subaguda: persiste por até 12 semanas. A dor crônica: permanece por mais de 3meses. Anamnese: Localização da dor Quais são os locais e limites da dor? Observar: o paciente indica uma articulação específica ou se a dor é mais generalizada. A dor unilateral sem referência abaixo do joelho pode ser causada por lesão muscular (distensão) ou ligamentar (lombalgia mecânica). Os sintomas tendem a permanecer centralizados nas costas. Anamnese: lombalgia mecânica Músculos e ligamentos estão acometidos: diminuição dos movimentos da coluna e aumento da dor com movimentos repetidos. Se a dor se estender até o quadril (exame do quadril) Anmnese: articulação facetária Problemas da articulação facetaria: a amplitude de movimento é a mesma (podendo ser restringida no início) Dor com movimentos repetidos e na posição em pé (melhora com a locomoção) Dor na flexão anterior sem sensibilidade muscular Coluna lombar X articulação sacroilica Articulações sacroilíacasmanifestam dor quando são utilizados testes provocativos (de estresse). Lesão discal menor (protrusão):apresentar os mesmos sintomas; Provável que a dor seja bilateral se a protrusão for central. Anamnese: irradiação da dor Existe alguma irradiação da dor? Centralização: dor move-se em direção ao centro ou está centralizada na coluna lombar. Periferização: dor é referida ou se irradia para o membro: correlacionar essa informação aos achados referentes aos dermátomos ao avaliar a sensibilidade. Anamnese •A dor é pior pela manhã ou à noite? •Que movimentos doem? •Está presente parestesia? •Qual a atividade ou lazer habitual do paciente? •Que atividades agravam ou aliviam a dor? •Qual é a posição de dormir do paciente? •Que tipo de sapatos o paciente usa? •O paciente está utilizando alguma medicação? INSPEÇÃO Posição neutra da pelve Desigualdade dos membros inferiores Membros inferiores Cada segmento da coluna: curvatura normal Coluna cervical A marcha parece normal ou alterada quando o paciente caminha em direção ao local do exame? Marcha alterada: o examinador deve descobrir se o problema está localizado no membro ou se a marcha foi alterada para aliviar sintomas em outro local. Aumento da lordose lombar: inclinação Anterior da pelve e contratura em flexão do quadril Desequilíbrio muscular: manter a pelve neutra causando lombalgia PALPAÇÃO Durante a palpação do quadril e músculos associados, o fisioterapeuta deve observar qualquer dor à palpação, temperatura, espasmo muscular ou outros sinais e sintomas. FACE ANTERIOR: • Crista Íliaca; • EIAS. FACE POSTERIOR: •Crista Ilíaca; •EIPS; •Processos espinhosos da coluna lombar; •Sacro; •Crista Íliaca; •Túber Isquiático; •Nervo Ciático. Testes: articulações periféricas Articulação sacroílica Paciente em pé: o examinador palpa a espinha ilíaca póstero-superior de um lado com um polegar e os processos espinhosos sacrais com o outro polegar. Em seguida, o paciente flexiona totalmente o quadril desse lado: observar se a espinha ilíaca póstero-superior(desce) Ou se sobe, (indicando fixação da articulação sacro ilíaca nesse lado) Comparar os dois lados Fixação sacroílica esquerda Miótomos Examinador testa a força muscular do paciente para verificar a presença de uma possível fraqueza de origem neurológica. Paciente em decúbito dorsal: os miótomos são avaliados de forma individual. Durante o teste dos miótomos: as articulações testadas em uma posição neutra ou de repouso (aplicar uma pressão isométrica resistida). A contração deve ser mantida (5 segundos): fraqueza. Examinador deve testar os dois lados simultaneamente: Se o paciente apresentar uma dor extrema: Todos os testes em decúbito dorsal devem ser realizados antes dos testes em decúbito ventral. Reduz a magnitude do movimento a ser executado pelo paciente (diminui desconforto). O ideal é que todos os testes na posição em pé sejam executados em primeiro lugar, seguidos pelos testes na posição sentada, em decúbito dorsal, em decúbito lateral e em decúbito ventral. Miótomo L2: flexão do Quadril Paciente: joelho flexionado (30°a 40º) (queixa de ciatalgia) 2) aplica uma força contra a extensão proximal sobre o joelho 3)outro lado é testado para efeito de comparação. Miótomo: raiz L3 e L4 Raiz L3 e L4 de forma simultânea: realizando o teste de sentar-se e levantar- se sobre um membro inferior. Verificar se o quadríceps unilateral apresenta fraqueza Extensão do Joelho: MiótomoL3 Paciente: Flexiona o joelho (25 e 35°): Examinador: Aplica uma força de flexão resistida no meio da tíbia O outro lado é testado para efeito de comparação. Dorsiflexão tornozelo: Miótomo L4 Paciente: os pés a 90°em relação à perna (posição plantígrada). Examinador: aplica uma força resistida sobre o dorso de cada pé e compara os dois lados Flexão plantar: Miótomo S1 Paciente: os pés a 90° em relação à perna (posição plantígrada). Resistência: aplicada sobre a planta do pé. Flexão plantar: Miótomo S1 Paciente: move-se para cima e para baixo sobre os pododáctilos de cada pé alternadamente (mínimo 5 segundos) (teste de Trendelenburg modificado), Examinador: compara as diferenças conforme previamente descrito. Eversão do tornozelo: miotomoS1 Paciente: decúbito dorsal; Examinador: aplica uma força para colocar o pé em inversão Extensão dos dedos: Miótomo L5 Paciente: mantém ambos os hálux em posição neutra. examinador: aplica uma resistência sobre as unhas de ambos os dedos e compara os dois lados Extensão do quadril: miótomo S1 Paciente em decúbito ventral: joelho é flexionado a 90° Examinador: eleva a coxa do paciente levemente da mesa de exame enquanto estabiliza o membro inferior. Força descendente: aplicada sobre a face posterior da coxa do paciente com uma mão (enquanto a outra as segura de que a coxa do paciente não repouse sobre a mesa. Flexão do Joelho: S1-S2 Paciente: decúbito ventral com o joelho flexionado a 90°. Uma força isométrica de extensão: aplicada imediatamente acima do tornozelo Testes especiais Ao realizar testes especiais na avaliação lombar: Teste de elevação do membro inferior estendido, Teste de flexão do joelho em decúbito ventral Teste de distensão dural na posição sentada(slump) :especialmente quando o paciente apresenta sintomas neurológicos. Testes neurodinâmicos Testes neurodinâmicos: avaliam o movimento mecânico dos tecidos nervosos e sua sensibilidade ao estresse mecânico ou à compressão. Considerados: sinais físicos mais importantes indicativos de uma hérnia discal independente do grau da lesão discal. Testes especiais para envolvimento neurológico são progressivos ou sequenciais Teste: Distensão neural Os pontos próximos C6, T6, L4 e o joelho está localizado onde o tecido neural não se move em relação aos movimentos do canal medular. O movimento do tecido nervoso ocorre na direção da articulação em que o movimento foi iniciado A existência de patologias pode restringir esse movimento normal. Pontos de tensão são áreas nas quais existe um movimento mínimo do tecido nervoso Áreas C6, o cotovelo, o ombro, T6, L4 e o joelho Importante: quantidade de tensão imposta sobre esses pontos depende da posição da extremidade. TESTE DE ELEVAÇÃO DO MEMBRO INFERIOR ESTENDIDO- avalia compressão de raízes nervosas •Paciente: decúbito dorsal com quadril e joelho em extensão: •Terapeuta: eleva passivamente o membro inferior do paciente. • Positivo: dor @thalitarosalen. studie