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o A coluna vertebral é 
composta, em geral, de 
33(trinta e três) vértebras; 
 
o Entre cada dois pares de 
vértebras temos os discos 
intervertebrais, responsáveis por 
aproximadamente um quarto do 
crescimento. 
 
o A estabilização dinâmica da 
coluna vertebral é fornecida 
pelas musculaturas 
intrínseca e extrínseca: 
 
o Intrínseca: espinho 
transversais, transverso 
costais, multífidos, os semi-
espinhais e os rotadores, 
interespinhaise os 
intertransversários. 
 
o Extrínseca: latíssimo dorsal, 
elevador da escápula, os 
romboides e os músculos 
estabilizadores do ombro, 
como o serrátil, quadrado 
lombar e o iliopsoas 
 
FUNÇÕES GERAIS 
 
o Suporte para a posição ortostática; 
o Proteção a medula espinhal; 
o Local para a fixação de músculos; 
o Transferência de cargas da parte 
superior do tronco para os membros 
inferiores. 
 
CURVATURAS FISIOLÓGICAS 
 
o Curvaturas primárias–são 
formadas na vida intra-uterina 
(sacral e torácica–cifoses). 
 
o Curvaturas secundárias–são 
formadas ao longo do 
desenvolvimento (cervical lombar-
lordoses). 
 
 
DEFORMIDADES DE ALINHAMENTO 
 
o Aumento da curvatura (mais 
comum):hiperlordose e hipercifose. 
 
o Retificação das curvaturas: Dorso 
plano, retificação lombar ou cervical. 
 
o Inversão da curvatura: Escoliose. 
 
 
 
Escoliose hipercifose hiperlordose 
 
AVALIAÇÃO POSTURAL 
 
Coluna cervical 
 
o A coluna cervical: estabilidade foi 
sacrifica da em favor da mobilidade 
(favorável a lesão). 
 
o Área cervicoencefálica: coluna cervical 
posterior-coluna cervical e occipito 
 
o Cervicobraquial: coluna cervical 
inferior 
 
 
o Articulações atlanto-occipitais: mais 
superiores (flexão e 
extensão/movimento de concordância 
com a cabeça 
 
o Articulação atlantoaxiais: 
articulações mais móveis: flexão e 
extensão/flexão lateral e rotação 
 
ANATOMIA APLICADA 
 
o Articulação atlantoccipital 
 
 
• Articulação Atlantoaxial Mediana 
(C1-C2): articulação axial (trocóidea) 
/ Articulações atlantoaxiais laterais 
são articulações planas 
 
 
 
 
 
DISCOS INTERVETEBRAIS 
 
o 25% da altura da coluna cervical 
 
o Entre o atlas e o occipito e o atlas e 
o axis não existe disco intervertebral 
 
o Discos: conferem postura lordótica 
da coluna cervical 
 
SISTEMA VERTEBROBASILAR 
 
o A artéria vertebral (sistema 
vertebrobasilar) passa pelos 
processos transversos C4-C6 
 
o Supre 20% da irrigação sanguínea do 
cérebro +artéria carótida (80%) 
 
o Artéria vertebral está situada 
próxima às articulações facetarias e 
ao corpo vertebral: comprimida por 
osteófitos 
 
o Extensão apenas 20 graus diminuem 
significativamente o fluxo sanguíneo 
da artéria vertebral 
 
COLUNA CERVICAL INFERIOR 
 
Coluna cervical inferior (C3-C7): área 
cervicobraquial: dor referida para a 
extremidade superiores 
*Patologia nessa região: acarreta dor 
apenas no pescoço, apenas no membro 
superior 
 
 
HISTÓRIA CLÍNICA 
 
o Qual é a idade do paciente? Qual é a 
ocupação? 
 
o Qual é a gravidade dos sintomas? 
 
o Qual foi o mecanismo da lesão? 
 
o Qual é a atividade ou o lazer 
habitual do paciente? 
 
o O que o paciente é capaz de fazer 
funcionalmente? 
 
o Os sintomas surgiram 
imediatamente? 
 
o Quais são os locais e limites da dor? 
Há irradiação da dor? A dor é 
profunda? Superficial? Em pontada? 
Em queimação? Contínua? 
 
HISTÓRIA CLÍNICA 
 
 
o O paciente tem dores de cabeça? 
 
o Há parestesias? Formigamentos nas 
extremidades? 
 
 
o Há sintomas nos MMSS? 
 
o O paciente tem problemas de 
equilíbrio? Tontura, desmaios? 
 
 
o O paciente exibe ou queixa-se de 
quais quer sintomas simpáticos? 
 
o Existem posturas ou ações que 
aumentam ou diminuam a dor? 
 
o Qual é a posição de dormir do 
paciente? 
 
 
o O paciente respira pela boca? 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÃO E TRIAGEM 
Exame das outras articulações adjacentes, 
acrescentando uma avaliação postural 
global; 
Observação Geral: evidência de dano tecidual, 
edema, temperatura, hipersensibilidade, 
estalido ou crepitação. 
 
POSTURAL GLOBAL DA COLUNA 
VERTEBRAL 
O paciente deve ser examinado na 
postura relaxada habitual; 
 
A postura do paciente pode ser observada 
nas vistas anterior, posterior e lateral 
Exame de Exploração das Articulações 
Periféricas: artic. temporomandibulares, 
cintura escapular, cotovelos, punho e mão. 
INSPEÇÃO 
o Postura da cabeça e pescoço (cabeça 
linha mediana e o paciente apresenta 
curvatura lordica normal) 
 
o Queixo alinhado com esterno 
 
o Lateralmente: orelhas alinhadas com 
o ombro e a testa na vertical 
 
 
o Anteriorização da cabeça ou postura 
militar (encurtamento adaptativos 
dos músculos occipitais) 
 
o Níveis dos ombros 
o Expressão facial 
o Contornos ósseos e tecidos moles 
 
INSPEÇÃO 
 
 
 
 
 
COLUNA CERVICAL -PALPAÇÃO 
FACE POSTERIOR: 
 
o Protuberância Occipital Externa; 
o Processos espinhosos e processos 
articulares das vértebras 
cervicais; 
o Processo mastoideo. 
FACE LATERAL: 
 
o Processos transversos das 
vértebras cervicais; 
o Articulações temporomandibulares, 
mandíbula. 
 
FACE ANTERIOR: 
 
o 3 primeiras costelas; 
o Fossa supraclavicular. 
 
MOVIMENTO ATIVO 
 
 A. Flexão 
 B. Extensão 
 
 
C. Inclinação lateral 
D. Rotação 
 
A avaliação da coluna torácica inclui o exame 
da parte 
Mais rígida da coluna vertebral: gradil costal 
associado. 
Coluna torácica (curva primária):apresenta 
uma discreta cifose (curvatura posterior); 
Ao avaliar a coluna torácica é essencial a 
avaliação, ao mesmo tempo, da coluna 
cervical e/ou lombar 
 
COLUNA TORÁCICA 
Coluna torácica: 12vértebras–diminuem de 
tamanho de T1 a T3 e aumentam, deforma 
progressiva, até T12. 
Vértebras: possuem facetas no corpo e 
processos transversos (articulação com as 
costelas). 
Os processos espinhosos dessas vértebras 
direcionam-se obliquamente para baixo. 
A vértebra T7: apresenta a maior angulação 
do processo espinhoso 
T1, T2eT3: possuem processos espinhosos 
que se projetam diretamente para trás. 
 
COSTELAS 
As costelas: ajudam a enrijecer a coluna 
torácica 
Articulam-se com as hemifacetas sobre as 
vértebras T2-T9. 
T1 e T10, existe uma faceta inteira para a 
lª e a l0ª costelas, respectivamente. 
A 1ª costela articula-se apenas com T1, a 2ª 
costela, com T1 e T2, a 3ª costela, com T2 e 
T3. 
As costelas de 1 a 7: articulam-se 
diretamente com o esterno (costelas 
verdadeiras). 
As costelas de 8 a 10: unem-se diretamente 
com a cartilagem costal da costela 
suprajacente (costelas falsas). 
As costelas de 11 a 12 (costelas flutuantes): 
não se fixam ao esterno nem à cartilagem 
costal em suas extremidades distais. 
No topo da caixa torácica, as costelas são 
horizontais e mais inferior: oblíquas 
No nível da 12ª costela: verticalizadas na 
inspiração: as costelas são tracionadas para 
cima e para a frente, o que aumenta o 
diâmetro anteroposterior da caixa torácica. 
 
ANAMNESE 
Quais são os detalhes da dor atual e de 
outros sintomas? Quais são os locais e os 
limites da dor? Solicitar ao paciente que 
aponte o local ou os locais. Existe alguma 
irradiação da dor? 
*Muitas estruturas abdominais, como o 
estômago, o fígado e o pâncreas, podem 
causar dor referida na região torácica 
A dor ocorre na inspiração, na expiração ou 
em ambas? 
A dor relacionada à respiração pode indicar 
problemas pulmonares ou pode estar 
associada ao movimento das costelas (origem 
costovertebral) 
O paciente apresenta alguma dificuldade 
respiratória? causa pode ser uma 
deformidade estrutural (p. ex., esco liose); 
um trauma torácico. 
 
INSPEÇÃO 
TIPOS DE TÓRAX 
(Pombo): esterno projeta-se para frente e 
para baixo- aumentando o diâmetro 
anteroposterior do tórax. 
 
Tórax em Excavatum (Sapateiro): 
deformidade congênita:esterno é empurrado 
para trás. Diâmetro anteroposterior do 
tórax diminui. 
 
 
CIFOSE TORÁCICA 
 
DORSO CURVO 
Diminuição da inclinação pélvica (20º) 
Cifose toracolombar ou torácica 
Cabeça anteriorizada Achatamento da 
torácica anterior Protusão abdominal 
 
CORCUNDA 
Angulação posterior acentuada chamada 
giba Cifose estrutural: encunhamento 
anterior do corpo das vertebras: fratura, 
tumor ou doença óssea Inclinação pélvica 
normal 
Corcunda de viúva: osteoporose pós 
menopáusica: Fratura vertebral com 
encunhamento anterior Cifose estrutural: 
diminuição da altura da paciente 
 
ESCOLIOSE 
Escoliose é caracterizada tridimensional 
incluindo por modificação lateral no plano 
frontal, rotação curvatura lateral no plano 
transversal e retificação no plano sagital. 
• Incidência - Durante a infância a escoliose 
afeta meninos e meninas. Na adolescência as 
meninas são mais afetadas 10:1. 
• Quem detecta a escoliose? 
✓Pais 
✓Professores (sobretudo os de educação 
física) 
ESCOLIOSE CLASSIFICAÇÃO 
• A escoliose pode ser classificada segundo a 
sua etiologia em estrutural e não estrutural. 
 ✓ Estrutural- idiopática, neuromuscular e a 
osteopatica. 
 ✓ Não estrutural - discrepância de membros 
inferiores, espasmo ou dor nos músculos da 
coluna vertebral por compressão de raiz 
nervosa ou outra lesão na coluna e ainda pelo 
posicionamento do tronco. 
✓ Estruturada transitóriamente – ocorre 
secundáriamente a diferentes situações. 
 
ESCOLIOSE ESTRUTURAL 
NEUROMUSCULAR 
 
A. Hipertonicidade de rombóide 
B. Hipertonicidade de trapézio 
C. Hipertonicidade de eretores da espinha e 
deltóide posterior 
D. Hipertonicidade de eretores da espinha e 
quadrado lombar 
ESCOLIOSE DIAGNÓSTICO 
• Diagnostico por imagem: Radiografia 
simples: na qual é mensurada a curva da 
escoliose e a rotação da vértebra. 
• Método de Cobb: Essa técnica levou a 
Scoliosis Research Society a classificar todas 
as formas de escoliose de acordo com a 
curvatura: 
 
1) as vértebras cujas extremidades são mais 
inclinadas. 
 2)Traçadas linhas ao longo da parte 
superior da vértebra mais inclinada superior 
e inferior. 
 3) A seguir, duas linhas perpendiculares a 
estas, ou seja, são desenhadas em um ângulo 
de 90 graus, para que se cruzem. 
4)O ângulo resultante é medido e o número é 
expresso em graus. 
 
 
COLUNA TORÁCICA -PALPAÇÃO 
VISTA ANTERIOR: 
✓ Esterno 
✓ manúbrio e processo xifoide 
✓ Incisura jugular 
 ✓ Abertura torácica superior 
 ✓ Primeira costela 
VISTA POSTERIOR: 
Processos espinhos C7- T12: técnica de 
contagem Visualização das relações escápula- 
processo espinhoso Paciente em decúbito 
lateral Ângulo supero-medial da escápula: 
processo espinhoso da primeira vertebra 
torácica (T1) 
Extremidade medial da espinha da escápula: 
processo espinhoso de T3 Ângulo inferior da 
escápula: processo espinhoso de T7-79 
MOVIMENTOS DA COLUNA 
Os movimentos ativos da coluna torácica são 
executados com o paciente em pé. 
Ao avaliar a coluna torácica: o examinador 
deve observar se o movimento ocorre na 
coluna vertebral ou no quadril. 
 Os movimentos podem ser executados com o 
paciente sentado: o efeito do movimento do 
quadril é eliminado ou reduzido. 
FLEXÃO DA COLUNA 
A amplitude normal da flexão da coluna 
torácica: de 20 a 45° 
 Mensuração (fita métrica): comprimento da 
coluna vertebral do processo espinhoso de C7 
até o processo espinhoso de T12 
 Em seguida, solicita-se ao paciente que se 
curve para a frente, para que a coluna seja 
mensurada novamente 
 Uma diferença de comprimento de 2,7 cm: 
considerada normal. 
 
2) Mensuração: coluna pode ser medida do 
processo espinhoso de C7 até a vértebra S1, 
com o paciente na posição ereta normal. 
 Solicita-se ao paciente que flexione o tronco 
para a frente, para que a coluna seja 
mensurada novamente. 
 Uma diferença de comprimento de 10 cm: 
considerada normal. 
 
Terceiro método de mensuração da flexão da 
coluna vertebral: 
solicita-se ao paciente que flexione o tronco 
para a frente e tente tocar os dedos do pé, 
com os joelhos estendidos. 
 
Com o paciente flexionado para a frente: 
observar a sua coluna vertebral: 
- Escoliose não estrutural: a curvatura 
anormal desaparece na flexão anterior; 
 - Em uma escoliose estrutural, ela 
permanece 
. - O examinador observa a presença de 
corcunda, em um lado (lado convexo da curva), 
e depressão (lado côncavo da curva), no outro 
lado. 
Paciente flexiona para a frente: coluna 
torácica deve curvar-se anteriormente, de 
modo suave e uniforme, sem rotação ou 
flexão lateral. 
 Investigar: presença de qualquer 
contratura ou angulação acentuada (giba). 
Quando o paciente apresenta uma cifose 
excessiva no início, o movimento de flexão 
anterior da coluna torácica é pequeno. 
Avaliação: flexão com o paciente sentado, 
para reduzir os movimentos pélvicos e do 
quadril. 
EXTENSÃO 
Extensão (encurvamento para trás) da 
coluna torácica: 25 a 45°. 
Mensuração: a distância entre os processos 
espinhosos de C7 e T12). 
 Diferença de 2,5 cm na extensão: medida 
com a fita métrica entre a posição em pé e a 
extensão, é considerada normal 
A flexão lateral da coluna torácica é de, 
aproximadamente, 20º a 40º tanto para a 
direita quanto para a esquerda 
 
ROTAÇÃO 
Rotação da coluna torácica: 35º a 50º. 
Solicita-se ao paciente que cruze os membros 
superiores, em frente ao corpo, ou que 
coloque as mãos sobre os ombros opostos e, 
em seguida, rode o corpo para a direita e 
para a esquerda, 
 Examinador observa a magnitude da rotação 
e a compara em ambas as direções. 
Teste para distensão dural 
Posição sentada 
 Inicialmente: paciente se senta sobre a 
mesa de exames e inclina o corpo para a 
frente (coluna flexionada). 
Teste negativo: 
1)o examinador estende passivamente um 
dos joelhos do paciente à procura de 
sintomas. 
2) dorsiflexão passiva do pé do mesmo 
membro inferior 
O teste positivo: desencadeados sintomas de 
ciatalgia ou sintomas: compressão da dura 
máter e da medula espinal ou das raízes 
nervosas. 
APROXIMAÇÃO ESCAPULAR PASSIVA 
Paciente posiciona-se em decúbito dorsal 
Examinador aproxima passivamente as 
escápulas: elevando os ombros para cima e 
para trás. 
Ocorrência de dor na área escapular: indica 
problema na raiz nervosa T1 ou T2 no lado 
da manifestação da dor. 
DISTENSÃO DA RAIZ DO PRIMEIRO 
NERVO TORÁCICO 
1) paciente abduz o membro superior a 90° e 
flexiona o antebraço em pronação a 90° 
(nenhum sintoma deve se manifestar) 
 2) Flexiona o ombro (mão atrás do pescoço) 
Essa ação distende o nervo ulnar e a raiz 
nervosa T1. 
Se o paciente apresentar dor na área 
escapular ou no membro superior: teste 
positivo para a raiz nervosa T1 
TESTES PARA A FALHA DE 
TRANSFERÊNCIA DE CARGA 
Perda do controle do movimento 
Teste na posição sentada com o membro 
superior levantado (SMLS) 
1) Paciente se senta com as mãos em 
repouso sobre as coxas. 
 2) O examinador: solicita ao paciente que 
eleve um membro superior (primeiramente o 
lado não acometido): flexão do ombro, com o 
membro superior estendido e o polegar 
direcionado para cima. 
3) Em seguida, o paciente realiza o mesmo 
movimento no lado oposto. 
 4) Registra-se algum sintoma é produzido e 
qual membro necessita de mais esforço para 
ser erguido (resultado positivo) 
O teste: verificar estabilidade na escápula, 
na articulação glenoumeral e na coluna 
cervical. 
 Escápula, o examinador deve observar seu 
movimento para determinar a presença de 
qualquer discinesia escapular (perda de 
controle). 
Articulação glenoumeral: a cabeça do úmero 
deve permanecer no centro da cavidade 
glenoide, pela flexão anterior completa no 
movimento de elevação. 
Testar a coluna cervical: 
Examinador palpa a face lateral superfícies 
articulares das vértebras da coluna cervical 
bilateralmente, enquantoo paciente realiza o 
movimento; 
 Na ocorrência de translação de uma 
vértebra em relação à outra durante o teste 
SMSL: indica a ausência de controle daquele 
determinado segmento 
MSLV na posição de decúbito ventral 
Avalia: capacidade do membro superior em 
suportar uma carga em um ângulo maior na 
flexão do ombro. 
Paciente posiciona-se em DV, com os membros 
superiores acima da cabeça (140º de flexão) 
e totalmente apoiados na mesa de exame. 
2) solicita-se ao paciente que levante um dos 
membros superiores a 2 cm e o abaixe. 
 3) Repete-se o movimento com o outro 
membro superior. 
4) O teste é considerado positivo para o lado 
do membro superior + pesado 
MSLV na posição de decúbito ventral 
Para a segunda parte do teste: 
O examinador deve palpar as costelas: 
verificação de translação anormal; observar o 
movimento da escápula (discinesia escapular); 
 verificar se a cabeça do úmero está no centro 
da glenoide 
palpar a coluna cervical, para verificar a 
presença de translação anormal. 
Reflexo e distribuição cutânea 
Coluna torácica: ocorre superposição dos 
dermátomos 
Dermátomos: tendem a acompanhar as 
costelas; 
 A dor de diversos órgãos abdominais pode ser 
referida para a coluna torácica 
 
 
Os sintomas das raízes nervosas torácicas 
tendem a seguir o trajeto das costelas, 
podendo ser referidas da seguinte maneira: 
T10-T11: dor na região epigástrica T5: dor 
em torno do mamilo T7-T8: dor na região 
epigástrica T10-T11: dor na região umbilical 
T12: dor na virilha 
O abdome deve ser palpado: presença de dor 
à palpação ou outros sinais indicativos de 
patologia. 
A palpação deve ser realizada de uma 
maneira sistemática: utilizando os dedos de 
uma mão para sentir os tecidos, enquanto a 
outra mão é utilizada para a aplicação de 
pressão. 
Para revelar áreas de sensibilidade e massas 
anormais, a palpação é realizada até uma 
profundidade de 1 a 3 cm. 
 Utiliza-se o sistema de quadrantes ou o 
sistema de nove regiões 
 
Palpação dos processos espinhosos: espasmos 
muscular 
Palpar posteriormente os processos 
espinhoso 
 Move-se cerca de 2 a 3 cm lateralmente, 
para palpar as articulações das facetas 
torácicas. 
 Vesícula biliar (espasmo no lado direito, na 
área entre a 8 a e a 9ª cartilagem costal), 
 Baço (espasmo no nível da 9ª até a 11ª 
costela esquerda) 
Rins (espasmo no nível da 11ª e da 12ª 
costelas, em ambos os lados, na altura da 
vértebra L3). 
Palpação dos tecidos moles 
Músculos da parede posterior do tronco: 
✓ Sacroespinhal 
✓ Romboide maior 
 ✓ Grande dorsal 
✓ Trapezio 
 ✓ Quadrado lombar 
Músculos da parede abdominal: 
 ✓ Reto anterior do abdômen 
 ✓ Oblíquos internos e externos do abdômen 
 
COLUNA LOMBAR 
 
 
Praticamente todos os indivíduos têm grande 
possibilidade de apresentar uma lesão 
incapacitante nas costas. 
A coluna lombar proporciona suporte para a 
porção superior do corpo e transmite o peso 
desta área para a pelve e os membros 
inferiores. 
Muito difícil determinar se uma lesão origina-
se na coluna lombar, na articulação sacro 
ilíaca ou na articulação do quadril; 
Existem dez (cinco pares de articulações 
facetarias) na coluna lombar. 
 Essas articulações diartrodiais são 
compostas pelas facetas superior e inferior e 
por uma cápsula. 
As facetas estão localizadas sobre os arcos 
vertebrais. 
Disco normal intacto: as articulações 
facetárias suportam aproximadamente 20 a 
25% da carga axial, mas podem suportar 
até 70% (degeneração do disco) 
 As articulações facetárias proporcionam 
40% da resistência contra as forças 
rotacionais e de cisalhamento. 
Lesão, degeneração ou trauma no segmento 
de movimento (articulações facetárias e 
disco) podem levar ao aparecimento de 
patologias: 
Patologias 
Espondilose (degeneração do disco 
intervertebral) 
Espondilólise (estresse por fratura) 
 Espondilolistese (deslocamento anterior de 
uma vértebra sobre outra) 
Retrolistese (deslocamento posterior de uma 
vértebra sobre outra). 
Funções do disco intervertebral 
Atuar como um amortecedor (distribuindo e 
absorvendo parte da carga aplicada sobre a 
coluna); 
Manter as vértebras unidas e permitir o 
movimento entre os ossos; 
separar a vértebra como parte de uma 
unidade funcional segmentar 
Lesão disc 
Protrusão discal: o disco se torna saliente na 
parte posterior, sem ruptura do anel fibroso. 
Prolapso discal: somente as fibras mais 
externas do anel fibroso contêm o núcleo. 
 Extrusão discal: o anel fibroso é perfurado e 
o material discal (parte do núcleo pulposo) 
move-se para o interior do espaço epidural. 
 Sequestro discal: formação de fragmentos 
do anel fibroso e do núcleo pulposo fora do 
próprio disco 
 
 
Sintomatologia: Lesão discal 
Lesões: podem causar pressão sobre a 
própria medula espinal (coluna lombar 
superior), acarretando mielopatia, 
 
Pressão sobre a cauda equina que leva a 
síndrome da cauda equina, ou pressão sobre 
as raízes nervosas (mais comum). 
 
A magnitude da pressão sobre os tecidos 
nervosos determina a gravidade do déficit 
neurológico. 
Segmento L5-S1: mais ocorrem problemas da 
coluna vertebral (sustenta mais peso que 
qualquer outro nível vertebral) 
Transição do segmento móvel (L5) para o 
segmento estável ou fixo do sacro (S1): pode 
aumentar o estresse sobre essa área. 
Ângulo entre L5 e S1 é maior que aqueles 
entre as outras vértebras (articulação seja 
submetida ao estresse) 
aumenta a magnitude do estresse sobre 
essa área: quantidade relativamente maior 
de movimento nesse nível da coluna. 
 
Anamnese 
Maior parte do exame está relacionada à 
diferenciação entre: 
Sintomas de hérnia discal (ou de uma lesão 
expansiva): produz sintomas referidos para o 
membro inferior 
Sintomas provenientes de outras condições 
(p.ex., reação inflamatória, distensões, 
entorses e síndrome facetaria) que podem 
causar dor localizada. 
Anamnese: Idade 
Diferentes condições acometem pacientes em 
idades distintas. 
Problemas discais: ocorrem entre os 15 e os 
40 anos de idade. 
Espondilite ancilosante: torna-se evidente 
entre os 18 e os 45 anos. 
A osteoartrite e a espondilose são mais 
evidentes em indivíduos com mais de 45 anos 
de idade. 
Anamnese: Profissão 
 
Lombalgia: mais prevalente em indivíduos 
com profissões extenuantes motoristas de 
caminhão (vibração). 
Pacientes com lombalgia crônica: desenvolvem 
uma síndrome de descondicionamento 
(diminuição da força muscular, 
comprometimento do controle motor e 
diminuição da coordenação e do controle 
postural). 
Anamnese: Sexo 
 
A incidência de lombalgia é mais alta em 
mulheres. 
Importante identificar a data do último 
exame ginecológico realizado. 
A espondilite ancilosante é mais comum em 
homens 
Anamnese: duração dos 
sintomas 
Há quanto tempo o problema incomoda o 
paciente? 
Lombalgia aguda: persiste por 3 a 4 
semanas. 
Lombalgia subaguda: persiste por até 12 
semanas. 
A dor crônica: permanece por mais de 
3meses. 
Anamnese: Localização da dor 
Quais são os locais e limites da dor? 
Observar: o paciente indica uma articulação 
específica ou se a dor é mais generalizada. 
A dor unilateral sem referência abaixo do 
joelho pode ser causada por lesão muscular 
(distensão) ou ligamentar (lombalgia 
mecânica). 
Os sintomas tendem a permanecer 
centralizados nas costas. 
Anamnese: lombalgia mecânica 
Músculos e ligamentos estão acometidos: 
diminuição dos movimentos da coluna e 
aumento da dor com movimentos repetidos. 
 
Se a dor se estender até o quadril (exame 
do quadril) 
Anmnese: articulação facetária 
Problemas da articulação facetaria: a 
amplitude de movimento é a mesma (podendo 
ser restringida no início) 
Dor com movimentos repetidos e na posição 
em pé (melhora com a locomoção) 
Dor na flexão anterior sem sensibilidade 
muscular 
Coluna lombar X articulação 
sacroilica 
Articulações sacroilíacasmanifestam dor 
quando são utilizados testes provocativos 
(de estresse). 
Lesão discal menor (protrusão):apresentar 
os mesmos sintomas; 
Provável que a dor seja bilateral se a 
protrusão for central. 
Anamnese: irradiação da dor 
Existe alguma irradiação da dor? 
Centralização: dor move-se em direção ao 
centro ou está centralizada na coluna lombar. 
Periferização: dor é referida ou se irradia 
para o membro: correlacionar essa 
informação aos achados referentes aos 
dermátomos ao avaliar a sensibilidade. 
 
Anamnese 
 
•A dor é pior pela manhã ou à noite? 
•Que movimentos doem? 
•Está presente parestesia? 
•Qual a atividade ou lazer habitual do 
paciente? 
•Que atividades agravam ou aliviam a dor? 
•Qual é a posição de dormir do paciente? 
•Que tipo de sapatos o paciente usa? 
•O paciente está utilizando alguma 
medicação? 
INSPEÇÃO 
 
 
 
 
Posição neutra da pelve 
Desigualdade dos membros inferiores 
Membros inferiores 
Cada segmento da coluna: curvatura normal 
 
Coluna cervical 
A marcha parece normal ou alterada quando 
o paciente caminha em direção ao local do 
exame? 
Marcha alterada: o examinador deve 
descobrir se o problema está localizado no 
membro ou se a marcha foi alterada para 
aliviar sintomas em outro local. 
 
 
Aumento da lordose lombar: inclinação 
Anterior da pelve e contratura em flexão do 
quadril 
 
Desequilíbrio muscular: manter a pelve 
neutra causando lombalgia 
 
 
 
PALPAÇÃO 
 
Durante a palpação do quadril e músculos 
associados, o fisioterapeuta deve observar 
qualquer dor à palpação, temperatura, 
espasmo muscular ou outros sinais e 
sintomas. 
FACE ANTERIOR: 
 
• Crista Íliaca; 
• EIAS. 
FACE POSTERIOR: 
 
•Crista Ilíaca; 
•EIPS; 
•Processos espinhosos da coluna lombar; 
•Sacro; 
•Crista Íliaca; 
•Túber Isquiático; 
•Nervo Ciático. 
 
Testes: articulações 
periféricas 
Articulação sacroílica 
Paciente em pé: o examinador palpa a 
espinha ilíaca póstero-superior de um lado 
com um polegar e os processos espinhosos 
sacrais com o outro polegar. 
Em seguida, o paciente flexiona totalmente o 
quadril desse lado: observar se a espinha 
ilíaca póstero-superior(desce) 
Ou se sobe, (indicando fixação da articulação 
sacro ilíaca nesse lado) 
Comparar os dois lados 
 
Fixação sacroílica esquerda 
 
 
 
Miótomos 
 
Examinador testa a força muscular do 
paciente para verificar a presença de uma 
possível fraqueza de origem neurológica. 
Paciente em decúbito dorsal: os miótomos são 
avaliados de forma individual. 
Durante o teste dos miótomos: as 
articulações testadas em uma posição 
neutra ou de repouso (aplicar uma pressão 
isométrica resistida). 
 
A contração deve ser mantida (5 segundos): 
fraqueza. 
 
Examinador deve testar os dois lados 
simultaneamente: 
Se o paciente apresentar uma dor extrema: 
Todos os testes em decúbito dorsal devem 
ser realizados antes dos testes em decúbito 
ventral. 
Reduz a magnitude do movimento a ser 
executado pelo paciente (diminui 
desconforto). 
O ideal é que todos os testes na posição em 
pé sejam executados em primeiro lugar, 
seguidos pelos testes na posição sentada, em 
decúbito dorsal, em decúbito lateral e em 
decúbito ventral. 
Miótomo L2: flexão do Quadril 
Paciente: joelho flexionado (30°a 40º) 
(queixa de ciatalgia) 
2) aplica uma força contra a extensão 
proximal sobre o joelho 
 
3)outro lado é testado para efeito de 
comparação. 
 
Miótomo: raiz L3 e L4 
Raiz L3 e L4 de forma simultânea: 
realizando o teste de sentar-se e levantar-
se sobre um membro inferior. 
 
Verificar se o quadríceps unilateral 
apresenta fraqueza 
 
Extensão do Joelho: 
MiótomoL3 
Paciente: Flexiona o joelho (25 e 35°): 
Examinador: Aplica uma força de flexão 
resistida no meio da tíbia 
O outro lado é testado para efeito de 
comparação. 
 
Dorsiflexão tornozelo: Miótomo 
L4 
Paciente: os pés a 90°em relação à perna 
(posição plantígrada). 
Examinador: aplica uma força resistida sobre 
o dorso de cada pé e compara os dois lados 
 
 
 
Flexão plantar: Miótomo S1 
Paciente: os pés a 90° em relação à perna 
(posição plantígrada). 
Resistência: aplicada sobre a planta do pé. 
 
Flexão plantar: Miótomo S1 
Paciente: move-se para cima e para baixo 
sobre os pododáctilos de cada pé 
alternadamente (mínimo 5 segundos) 
(teste de Trendelenburg modificado), 
Examinador: compara as diferenças conforme 
previamente descrito. 
 
Eversão do tornozelo: 
miotomoS1 
Paciente: decúbito dorsal; 
Examinador: aplica uma força para colocar o 
pé em inversão 
 
Extensão dos dedos: Miótomo 
L5 
Paciente: mantém ambos os hálux em posição 
neutra. 
examinador: aplica uma resistência sobre as 
unhas de ambos os dedos e compara os dois 
lados 
 
Extensão do quadril: 
miótomo S1 
Paciente em decúbito ventral: joelho é 
flexionado a 90° 
Examinador: eleva a coxa do paciente 
levemente da mesa de exame enquanto 
estabiliza o membro inferior. 
Força descendente: aplicada sobre a face 
posterior da coxa do paciente com uma mão 
(enquanto a outra as segura de que a coxa 
do paciente não repouse sobre a mesa. 
 
Flexão do Joelho: S1-S2 
Paciente: decúbito ventral com o joelho 
flexionado a 90°. 
Uma força isométrica de extensão: aplicada 
imediatamente acima do tornozelo 
 
Testes especiais 
Ao realizar testes especiais na avaliação 
lombar: 
Teste de elevação do membro inferior 
estendido, 
Teste de flexão do joelho em decúbito ventral 
Teste de distensão dural na posição 
sentada(slump) :especialmente quando o 
paciente apresenta sintomas neurológicos. 
 
Testes neurodinâmicos 
Testes neurodinâmicos: avaliam o movimento 
mecânico dos tecidos nervosos e sua 
sensibilidade ao estresse mecânico ou à 
compressão. 
Considerados: sinais físicos mais importantes 
indicativos de uma hérnia discal independente 
do grau da lesão discal. 
Testes especiais para envolvimento 
neurológico são progressivos ou sequenciais 
 
Teste: Distensão neural 
Os pontos próximos C6, T6, L4 e o joelho 
está localizado onde o tecido neural não se 
move em relação aos movimentos do canal 
medular. 
O movimento do tecido nervoso ocorre na 
direção da articulação em que o movimento 
foi iniciado 
 
A existência de patologias pode restringir 
esse movimento normal. Pontos de tensão 
são áreas nas quais existe um movimento 
mínimo do tecido nervoso 
Áreas C6, o cotovelo, o ombro, T6, L4 e o 
joelho 
Importante: quantidade de tensão imposta 
sobre esses pontos depende da posição da 
extremidade. 
 
TESTE DE ELEVAÇÃO DO MEMBRO 
INFERIOR ESTENDIDO- avalia 
compressão de raízes nervosas 
 
•Paciente: decúbito dorsal com quadril e 
joelho em extensão: 
•Terapeuta: eleva passivamente o membro 
inferior do paciente. 
• Positivo: dor 
 
 
 
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