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BA
08
60
_V
1.
1
HIGIENE DO TRABALHO II
2
Audennille Marinho de Almeida
São Paulo
Platos Soluções Educacionais S.A 
2021
 HIGIENE DO TRABALHO II
1ª edição
3
2021
Platos Soluções Educacionais S.A
Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César
CEP: 01418-002— São Paulo — SP
Homepage: https://www.platosedu.com.br/
Diretor Presidente Platos Soluções Educacionais S.A
Paulo de Tarso Pires de Moraes
Conselho Acadêmico
Carlos Roberto Pagani Junior
Camila Braga de Oliveira Higa
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Giani Vendramel de Oliveira
Gislaine Denisale Ferreira
Henrique Salustiano Silva
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Tayra Carolina Nascimento Aleixo
Coordenador
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Revisor
Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
Editorial
Alessandra Cristina Fahl
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Mariana de Campos Barroso
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_________________________________________________________________________________________ 
Almeida, Audennille Marinho de
A447h Higiene do trabalho II / Audennille Marinho de Almeida, 
– São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 2021.
 44 p.
 ISBN 978-65-89881-78-0
 1. Ambiente de trabalho. 2. Ambiente insalubre e salubre. 
 3. Controle de riscos. I. Título.
 
CDD 363.117
____________________________________________________________________________________________
 Evelyn Moraes – CRB: 8 SP-010289/O
© 2021 por Platos Soluções Educacionais S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser 
reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, 
eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de 
sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, 
por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A.
https://www.platosedu.com.br/
4
SUMÁRIO
Generalidades sobre ventilação e conforto térmico __________ 05
Generalidades sobre ventilação natural local exaustora _____ 19
Agentes biológicos: do reconhecimento ao controle _________ 32
Agentes químicos ____________________________________________ 46
Generalidades sobre o agente químico poeira _______________ 60
Generalidades sobre o agente químico: Fumos Metálicos ____ 73
Generalidades sobre o agente químico: Névoas e Vapores ___ 83
HIGIENE DO TRABALHO II
5
Generalidades sobre ventilação e 
conforto térmico
Autoria: Audennille Marinho de Almeida
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
Objetivos
• Compreender e analisar a importância da ventilação 
no ambiente de trabalho.
• Verificar os principais componentes e variáveis que 
influenciam um sistema de ventilação industrial.
• Compreender e analisar a importância do conforto 
térmico, gases e poeiras na interação com o ser 
humano e o ambiente de trabalho.
• Conhecer as medidas genéricas de controle de 
agentes biológicos.
6
1. Ventilação industrial
Neste momento, você conhecerá os conceitos e técnicas relacionadas 
à ventilação geral diluidora; conforto térmico; gases; e poeiras, assim 
como terá a oportunidade de verificar as medidas de prevenção 
genéricas para o controle dos agentes de riscos biológicos.
Você sabe o que é ventilação? Ventilação pode ser entendida como como o 
simples deslocamento de ar, mas para que este ar chegue a determinado 
ambiente, são necessários alguns tipos de mecanismos, sejam naturais ou 
artificiais, ambos com o mesmo objetivo de retirar ou de fornecer ar para o 
ambiente proporcionando uma renovação neste (MACINTYRE, 1990).
Agora que você sabe o que é ventilação, veja sua importância nos 
ambientes laborais.
A ventilação industrial é um artifício empregado pelas organizações 
para manter sob controle características relacionadas ao ambiente de 
trabalho, por exemplo: temperatura do ambiente, umidade, distribuição 
do ar, além de dispersar certos contaminantes ou poluentes, como: 
gases, vapores, poeiras, névoas, microrganismos e odores. Sendo assim, 
não se preocupa apenas com as questões internas, mas auxiliam, de 
modo geral, no controle da emissão dos poluentes no entorno da 
empresa (MACINTYRE, 1990).
É importante que, antes de instalar o sistema de ventilação, tenha 
em mente um plano de controle para os agentes poluentes que 
forem coletados pelo sistema de captação, pois devem ser tratados 
especificamente com suas medidas de prevenção.
O tratamento correto dos agentes poluentes, reduzem a emissão de 
tais agentes na atmosfera, evitando, assim, a contaminação do ar e 
minimizando os danos causados à saúde do trabalhador, influenciando, 
dessa forma, a qualidade de vida deles (MOREIRA, 2006).
7
Vale ressaltar que um profissional da área da saúde e segurança do 
trabalho precisa saber que um sistema de ventilação deve abranger todos 
os locais da empresa, sejam internos ou externos. Referente ao ambiente 
externo, a maior preocupação é com a população do entorno, pois 
esta pode sofrer alguns tipos de danos à saúde devido a contaminação 
pela emissão de agentes poluentes na atmosfera. Sendo assim, você, 
como agente profissional da área da saúde e segurança, deve procurar 
mecanismos que possam minimizar tais agravos (BORRÉ, 2013).
Na ventilação industrial, são utilizados ventiladores para manter as 
condições térmicas adequadas, que têm o objetivo de realizar a renovação 
do ar no ambiente, por meio de dois mecanismos: insuflamento ou 
exaustão, ou pelos dois tipos, conforme ilustrado na Figura 1.
Figura 1 – Tipos de mecanismos de ventilação que resultam na 
renovação do ar
Fonte: elaborada pelo autor.
Segundo Moreira (2006), o objetivo principal da renovação do ar é fazer 
a retirada de ar de um local fechado com grau de pureza e velocidade 
8
de escoamento compatível com as exigências de saúde e bem-estar 
humano. Os sistemas de ventilação se classificam em sistemas de 
ventilação natural, ventilação geral diluidora e ventilação local exaustora.
Agora que você conheceu um pouco sobre ventilação industrial e seus 
conceitos gerais e sabe sua classificação, conheça, no próximo tópico, 
sobre a ventilação geral diluidora, seus requisitos para conforto térmico, 
gases e poeiras.
2. Classificação dos sistemas de ventilação
De acordo com Macintyre (1990), a classificação dos sistemas de 
ventilação possui uma relação direta ao uso a que se destina. Veja como 
ele realizou essa distinção:
• Ventilação destinada a manutenção do conforto térmico: 
tem o objetivo de fazer a renovação das condições climáticas 
em determinado local, que, por sua vez, já sofreu modificações 
pela presença de pessoas e possui duas funções: a primeira é de 
refrigerar o local quando estiver o clima mais quente, ou seja, na 
estação do verão; e a segunda é de aquecer o local quando estiver 
o clima mais frio, ou seja, na estação do inverno.
• Ventilação destinada a manutenção da saúde e segurança 
do indivíduo: tem por finalidade diminuir ou até neutralizar as 
concentrações no ar de poluentes, como gases, vapores, partículas 
em geral, que podem levar a sérios danos à saúde do trabalhador. 
Nesse tipo de ventilação, há a preocupação também em manter 
as concentrações desses poluentes controlados, pois evita-se que 
venham a ter ação inflamável ou explosiva no local.
• Ventilação destinada a preservação de materiais e 
equipamentos: tem por finalidade diminuir o aquecimento de 
9
equipamentos e locais ondes estão armazenados, como, por 
exemplo: motores elétricos, máquinas, armazéns ventilados com o 
objetivo de prevenir, assim, a deterioração.
Veja, a seguir, um dos tipos de sistemas de ventilação e a finalidade a 
que se destina.
2.1 Ventilação geral diluidora: requisitos para o conforto 
térmico, gases e poeiras
Um sistema de ventilação geral diluidora é um sistema misto, pois pode 
utilizar mais de um tipo de ventilação, seja natural ou mecânico, sendo por 
insuflação, exaustão,conforme ilustrado na Figura 2, insuflação e exaustão 
em conjunto. Na ventilação mista, a permuta de ar é constante, o fluxo de 
ar é laminar e suave, fazendo com que o local permaneça constantemente 
asseado e tendo uma redução significativa da temperatura. Esse tipo de 
ventilação é mais uma das formas que pode ser utilizada pelas empresas 
nos ambientes industriais. Na ventilação geral diluidora, os ventiladores 
têm a função de insuflar ar dentro do ambiente de trabalho ou de extrair 
o ar deste mesmo local para o exterior, sendo que, para fazer a extração 
ou exaurir o ar do ambiente, usa-se o exaustor. Nos dois casos, há uma 
variação de pressão, quando ocorre a insuflação, a pressão é positiva e 
quando ocorre a exaustão, a pressão é negativa (MACINTYRE, 1990). Ainda 
segundo este mesmo autor, a ventilação geral diluidora pode ser provida 
pelos seguintes métodos:
I. Insuflação mecânica e exaustão natural.
II. Insuflação natural e exaustão mecânica.
III. Insuflação e exaustão mecânica.
A Figura 2 apresenta um exaustor mecânico para a remoção do ar do 
ambiente para o exterior. Vale ressaltar que em um ambiente fabril, 
normalmente, há a instalação de vários exaustores e que o sistema de 
exaustão não permite que o ar contaminado do ambiente em questão 
10
passe para outros locais. Esse tipo de exaustor é muito utilizado 
em cozinhas industriais, onde a ventilação/ exaustão do ar deve ser 
direcionada da área limpa para a suja, considerando que o ar do exterior 
é mais contaminado e sujo do que o do interior. Os exaustores devem 
possuir telas milimétricas removíveis para impedir a entrada de vetores 
e pragas urbanas.
Figura 2 – Sistema de ventilação por exaustão (exaustor eólico)
Fonte: CHARTGRAPHIC/ iStock.com.
Na ventilação por insuflamento, o ar é insuflado para dentro do 
ambiente por meio do ventilador, que gera um diferencial de pressão, 
fazendo com que o ar venha a sair do ambiente pelas aberturas do local, 
proporcionando um controle mais eficiente dos poluentes (gases, poeiras 
etc.) e da pureza do ar injetado do que no caso da ventilação natural.
Vale frisar que, nesse tipo de ventilação por insuflação, nos locais de 
aberturas para tomadas de ar exterior, é importante a colocação de telas 
de proteção para evitar a entrada de animais ou corpos estranhos. Além 
disso, deve ser feita a instalação de filtros adequados para a tomada 
de ar exterior, selecionados de acordo com as especificações de cada 
ambiente (BORRÉ, 2013).
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/ChoochartSansong?mediatype=photography
11
Com relação ao sistema de ventilação misto, ou seja, insuflamento e 
exaustão em conjunto, funciona da seguinte maneira: um ventilador 
insufla o ar por meio de tubulações, passando por bocais de 
insuflamento e, em seguida, o ar é retirado do ambiente, passando, 
primeiro, pelos bocais de insuflamento e, logo em seguida, pelas 
tubulações e removido pelo ventilador de exaustão. Dessa forma, 
permite maior controle da ventilação, seja pela qualidade do ar que é 
insuflada, seja pela distribuição deste no recinto.
É importante frisar que a ventilação natural deve ser sempre priorizada, 
mas, muitas vezes, ocorrem casos em que não é possível contar com ela, 
não é mesmo? Antes de implementar um sistema misto de ventilação, 
é preciso saber que, por ser um sistema muito oneroso com relação 
ao sistema por insuflamento e ao sistema por exaustão, só deve ser 
adotado mediante ao fato de nenhum destes dois poderem resolver 
satisfatoriamente (MACINTYRE, 1990).
2.2.1 Objetivos de um sistema de ventilação geral diluidora
Como visto, a ventilação geral diluidora é um método utilizado tanto 
para insuflar ar em um ambiente ocupacional, tanto para retirar ar desse 
ambiente, ou ambos, no intuito de proporcionar uma diminuição na 
concentração de agentes poluentes. Essa diminuição é proporcionada 
devido a introdução de ar limpo, ou ar não poluído, em um ambiente 
que já contém certa quantidade de massa de determinado poluente, 
logo, ocorrerá a dispersão ou diluição desta massa em um volume maior 
de ar, fazendo com que haja redução na concentração desses poluentes.
Os objetivos de um sistema de ventilação geral diluidora podem ser:
• Proteção da saúde do trabalhador: atua na redução das 
concentrações de poluentes capazes de causar danos à saúde do 
indivíduo até determinado limite de tolerância.
12
• Segurança do trabalhador: atua de forma a diminuir a 
quantidade de contaminantes explosivos ou inflamáveis, a níveis 
inferiores aos dos limites de explosividade e inflamabilidade.
• Conforto e eficiência do trabalhador: atua de forma a preservar 
a temperatura e umidade do ar do local de trabalho.
• Proteção de materiais ou equipamentos: atua na manutenção 
das condições atmosféricas necessárias, que, porventura, sofreram 
alterações pela imposição da implementação tecnológica.
É importante ressaltar que o uso da ventilação geral diluidora deve ser 
adotado nos casos em que a ventilação local exaustora não for possível, 
devido ao custo elevado de operação. Entretanto, nos casos em que o 
ambiente laboral esteja sujeito a modificações continuamente e nos 
casos em que as fontes geradoras de poluentes estejam presentes no 
ambiente de trabalho, é mais indicada por não interferir nas operações 
e nos processos industriais, mesmo tendo um custo operacional alto e, 
sobretudo, porque também há necessidade de aumentar a temperatura 
do ambiente nos meses de inverno. Esse tipo de sistema de ventilação 
também é muito indicado onde há a necessidade de movimentação de 
um volume muito grande de ar, como ocorre na estação quente.
O uso habitual do sistema de ventilação geral diluidora para poeiras 
e fumos não é muito indicado, pois a quantidade de material retirado 
do ambiente, normalmente, é de grande volume e sua emissão na 
atmosfera não é aconselhável, além deste material poder conter alto 
teor de toxicidade, necessitando, assim, de uma grande quantidade de 
ar para diluição.
2.2 Questões relacionadas ao conforto térmico
Várias são as definições para o conforto térmico, mas podemos 
dizer que pode ser entendido como a sensação de bem-estar de um 
13
indivíduo, oriundo de uma combinação satisfatória nesse ambiente, 
da temperatura, umidade relativa e velocidade relativa do ar, com 
a atividade realizada e a vestimenta utilizada (RUAS, 1999). Quando 
falamos em satisfação relacionada às condições térmicas de um 
determinado ambiente, estamos nos referindo ao conforto térmico.
Segundo Borré (2013), ao estudar o conforto térmico, devem ser levadas 
em consideração as seguintes características:
• A sensação de conforto pelo indivíduo, ou seja, o grau de 
satisfação dele.
• O desempenho do indivíduo em seu ambiente de trabalho.
• A preservação da energia.
Ao verificar as condições de conforto térmico no ambiente, é 
recomendado fazer com uso de programas que auxiliam na adaptação 
do local em função das atividades exercidas e no clima (RUAS, 1999).
É importante mencionar que o conforto térmico engloba muitas variáveis, 
como, por exemplo, estrutura das edificações, mobiliário inadequado 
(questões ergonômicas em geral), satisfação pessoal, entre outras. Sendo 
assim, as pessoas apresentam sensações térmicas diferenciadas, portanto, 
é primordial que sejam propostas medidas que ajudem a melhorar a 
sensação térmica, que é inerente às necessidades humanas (RUAS, 1999).
Para avaliar as condições de conforto térmico no local de trabalho, deve-
se iniciar com uma abordagem exploratória, que pode ser feita por meio 
da observação das atividades desempenhadas no local de trabalho e 
complementada por entrevistas com os trabalhadores sobre o conforto 
térmico (BRASIL, p. 3-4, 1978).
Ao avaliar as questões relacionadas à saúde e segurança do trabalhador, 
deve-se sempre priorizar um conjunto de ações, ao invés de se ater a 
uma única solução para reduzir ou atenuar a exposição do trabalhador.
14
3. Medidas genéricas de controle para agentes 
biológicos
Osriscos biológicos ocorrem por meio de microrganismos que, em 
contato com o homem, podem provocar doenças. Os agentes etiológicos 
não são de natureza ocupacional. Todavia, a ocorrência da doença 
no trabalho depende das condições ou circunstâncias em que este é 
executado, da exposição ocupacional, que favorece o contato, o contágio 
ou a transmissão, e do tempo de exposição.
As consequências para a saúde do trabalhador, em função da exposição 
aos fatores de risco biológico presentes em situações de trabalho, 
incluem quadros de infecção aguda e crônica, parasitoses e reações 
alérgicas e tóxicas a plantas e animais.
Entre os grupos mais expostos estão os trabalhadores da agricultura 
(em contato direto com solo ou animais contaminados), da saúde 
(em contato com pacientes ou materiais contaminados) em centros 
de saúde, hospitais, laboratórios, necrotérios, em atividades de 
investigações de campo e vigilância em saúde, controle de vetores e 
aqueles que lidam com animais, entre outros.
Para neutralizar ou diminuir os riscos gerados pelos agentes biológicos, 
podem ser adotadas as seguintes medidas de prevenção:
 I. Adoção de EPI – Equipamentos de Proteção Individual
Com relação ao uso e fornecimento dos EPIs, o artigo 166 da CLT 
determina:
Art. 166–A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, 
equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito 
estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas 
15
de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de 
acidentes e danos à saúde dos empregados. (CLT, 1943. p. 36 -37)
A NR-06, aprovada pela Portaria n. 3.214/78, regulamenta deveres e 
direitos sobre o uso e o fornecimento dos EPIs:
6.6.1. Cabe ao empregador quanto ao EPI: 
b) exigir seu uso; 
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e 
conservação; 
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; 
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, h) 
registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, 
fichas ou sistema eletrônico.
6.7.1. Cabe ao empregado quanto ao EPI: 
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; 
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio 
para uso (BRASIL, 2018, [n. p.]).
 II. Adoção de EPC – Equipamentos de Proteção Coletiva
A NR-09, aprovada pela Portaria n. 3.214, de 8 de junho de 1978, da 
Lei n. 6.514, de 22 de dezembro de 1977, estabelece, entre outras, as 
seguintes determinações quanto às proteções coletivas (BRASIL, 2020):
9.3.5.3 A implantação de medidas de caráter coletivo deverá 
ser acompanhada de treinamento dos trabalhadores quanto os 
procedimentos que assegurem a sua eficiência e de informação sobre as 
eventuais limitações de proteção que ofereçam (BRASIL, 2020, [n. p.]).
9.3.5.4 Quando comprovado pelo empregador ou instituição a inviabilidade 
técnica da adoção de medidas de proteção coletiva ou quando estas não 
forem suficientes ou encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou 
implantação, ou ainda em caráter complementar ou emergencial, deverão 
ser adotadas outras medidas, obedecendo-se à seguinte hierarquia: 
a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho; 
16
b) utilização de equipamento de proteção individual – EPI (BRASIL, 2020, 
[n. p.]).
Como você pode perceber, essas são medidas de ordem geral com 
relação aos agentes biológicos, porém, veja, a seguir, algumas das 
principais formas de proteção contra esses agentes, de acordo com a 
publicação do Ministério da Economia, Secretaria Especial da Previdência 
e Trabalho, intitulada Riscos Biológicos–Guia Técnico – Os riscos biológicos 
no âmbito da NR-32 (BRASIL, 2008), são:
a) Utilização de barreiras ou obstáculos: esse tipo de proteção deverá ser 
utilizado por meio da instalação de barreiras ou obstáculos entre a fonte 
geradora e o trabalhador, onde o agente transmissor sejam gotículas ou 
aerossóis e sua transmissão ocorra por via aérea. Alguns exemplos desse 
tipo de proteção são os sistemas de ar com pressão negativa, anteparos 
de vidro entre paciente e trabalhador, isolamento do paciente, uso de 
máscaras, face shield, como visto na Figura 3, entre outros.
Figura 3 – Utilização de máscara e face shield como forma de 
proteção contra agentes biológicos
Fonte: FG Trade/ iStock.com.
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/FrazaoStudio?mediatype=photography
17
b) Prevenção do contato com sangue: as medidas de prevenção ao 
trabalhador que mantenha contato por via sanguínea, deve ser de forma 
a evitar o contato do trabalhador com o sangue.
c) Adotar procedimentos de segurança, capazes de controlar a exposição 
do agente, como, por exemplo, o uso de sistemas fechados e recipientes 
fechados na hora de coletas, enclausuramento, ventilação local 
exaustora, cabines de segurança biológica, segregação de materiais e 
resíduos, dispositivos de segurança em perfurocortantes e recipientes 
adequados para descarte destes perfurocortantes.
d) Redução da concentração do agente no ambiente: medidas como 
o isolamento de pacientes; a definição de enfermarias para pacientes 
com a mesma doença; concepção de ambientes com pressão negativa, 
instalação de ventilação geral diluidora são capazes de reduzirem a 
concentração dos contaminantes nos ambientes (BRASIL, 2008).
Referências
BORRÉ, R. L. Sistema de ventilação em ambiente industrial. [ Monografia, Pós-
Graduação Lato Sensu em Engenharia Industrial. Departamento de Ciências Exatas 
e Engenharias. Panambi: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio 
Grande do Sul, 2013.
BRASIL. Receita Federal. Instrução normativa n. 1, de 11 de abril de 1994. 
Disponível em: http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.
action?idAto=12652&visao=anotado. Acesso em: 4 fev. 2022.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-06: Equipamento de Proteção 
Individual – EPI. Brasília, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-
previdencia/pt-br/lixo/images/Documentos/SST/NR/nr-06-atualizada-2018.pdf/view. 
Acesso em: 4 fev. 2022.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-09: Avaliação e controle das 
exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos. Brasília, 2020. 
Portaria SEPRT n. 6.735, de 10 de março de 2020. Disponível em: https://www.gov.
br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-
trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-
09-atualizada-2020.pdf. Acesso em: 4 fev. 2022.
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=12652&visao=anotado
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=12652&visao=anotado
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/lixo/images/Documentos/SST/NR/nr-06-atualizada-2018.pdf/view
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/lixo/images/Documentos/SST/NR/nr-06-atualizada-2018.pdf/view
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-09-atualizada-2020.pdf
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-09-atualizada-2020.pdf
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-09-atualizada-2020.pdf
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-09-atualizada-2020.pdf
18
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-17: Ergonomia. Brasília, 2018. 
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/
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BRASIL. Riscos Biológicos– Guia técnico: os riscos biológicos no âmbito da Norma 
Regulamentadora n. 32. Brasília, 2008. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho/
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BRASIL. Consolidação das Leis Trabalhistas e normas correlatas. Decreto-Lei n. 
5.452, de 1 de maio de 1943. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 4 fev. 2022.
MACINTYRE, A. J. Ventilação industrial e controle da poluição. 2. ed. Rio de 
Janeiro: LTC, 1990.
MOREIRA, A. B. Análise da operação de sistemas de ventilação industrial 
visando à eficiência energética. Dissertação de Mestrado em Engenharia Elétrica. 
Pós-Graduação em Engenharia Elétrica.–. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 
2006.
RUAS, A. C. Avaliação de conforto térmico contribuição à aplicação prática 
das normas internacionais. Dissertação de Mestrado em Engenharia Civil. Pós-
Graduação da Faculdade de Engenharia Civil -. Campinas: Universidade Estadual de 
Campinas, 1999.
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-17.pdf/view
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-17.pdf/view
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-17.pdf/view
https://www.gov.br/trabalho/pt-br/escola/cartilhas-manuais-publicacoes/guia-tecnico-de-riscos-biologicos-nr-32-ano-2008.pdf/view
https://www.gov.br/trabalho/pt-br/escola/cartilhas-manuais-publicacoes/guia-tecnico-de-riscos-biologicos-nr-32-ano-2008.pdf/view
https://www.gov.br/trabalho/pt-br/escola/cartilhas-manuais-publicacoes/guia-tecnico-de-riscos-biologicos-nr-32-ano-2008.pdf/view
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
19
Generalidades sobre ventilação 
natural local exaustora
Autoria: Audennille Marinho de Almeida
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
Objetivos
• Compreender e analisar a importância da ventilação 
natural e local exaustora no ambiente de trabalho.
• Verificar os principais componentes e variáveis que 
influenciam um sistema de ventilação natural e local 
exaustora.
• Por meio de exemplos práticos, aprender os 
fundamentos e elementos-chave abordados nestes 
temas, a fim de, futuramente, aplicar em sua vida 
profissional de forma eficiente e sustentável.
20
1. Ventilação natural
Neste momento você conhecerá os conceitos e técnicas relacionadas 
a ventilação natural; ventilação local exautora; os componentes de um 
sistema de ventilação local exaustora, assim como terá a oportunidade 
de verificar exemplos práticos como forma de aprofundar seus 
conhecimentos.
Na ventilação natural, o deslocamento de ar é realizado sem que haja 
recursos mecânicos para tal, ou seja, por meio da atuação de agentes 
físicos, pressão dinâmica e temperatura, ocorre a movimentação do ar 
num determinado ambiente, e esta movimentação é controlada através 
de aberturas no teto, nas laterais (janelas) e no piso (BORRÉ, 2013). Veja 
um esquema básico de um circuito de ventilação natural, na da Figura 1.
Figura 1 – Sistema de ventilação natural
Fonte: elaborada pelo autor.
• Ainda segundo o mesmo autor, mesmo sendo um sistema muito 
antigo, é muito utilizado por possuir um baixo custo de instalação, 
manutenção e consumo de energia. Por ser um sistema em que há 
dependência de forças naturais para controlar a climatização interna 
de um ambiente, por meio das trocas de ar pelas aberturas, possui 
várias limitações. Sendo assim, é importante ressaltar que existem 
21
alguns fatores limitantes para a implementação de um sistema de 
ventilação natural, destacados abaixo (BORRÉ, 2013): Movimentação 
do ar por conta da ação do vento.
• Movimentação do ar por conta da diferença de temperaturas.
• Movimentação do ar por meio da ação conjunta entre o vento e a 
diferença de temperaturas.
Sendo assim, algumas medidas devem ser tomadas ao se projetar as 
entradas e saídas de ar. Com relação a entrada de ar, deve haver a 
preocupação em manter estas aberturas voltadas para o lado dos ventos 
predominantes (zona de pressão positiva) (MACINTYRE, 1990).
Já no caso das saídas de ar, deve haver a preocupação em manter 
as aberturas destas saídas em regiões de baixa pressão exterior 
(MACINTYRE, 1990), como, por exemplo:
• Fazer a instalação dessas aberturas nas paredes laterais à fachada, 
para que, dessa forma, receba ação dos ventos predominantes.
• Fazer a instalação dessas aberturas na parede oposta àquela que 
recebe a ação dos ventos predominantes.
Antes mesmo de se instalar um sistema de ventilação natural, é preciso 
ter em mente que as condições climáticas variam muito, ou seja, os 
ventos nunca são os mesmos ao longo do dia e do ano, fazendo com 
que haja uma variação em sua intensidade e direção. Dessa forma, há 
que se fazer um estudo bem detalhado antes de sua instalação, já que, 
por virtude da ação dos ventos, não ofereça condições de uniformidade, 
porém, pode ser implementado, mas com premissas de que o ar interno 
não contenha poluentes (MACINTYRE, 1990).
Outro aspecto muito relevante na implementação de sistema de 
ventilação natural, é que este deve ser considerado já no projeto de 
22
qualquer edificação onde a diferença entre as pressões internas do 
interior do ambiente e do exterior do prédio ofereçam resistência 
à passagem do ar pelas aberturas, superfície iluminante natural do 
ambiente, área de ventilação natural e diferença de elevação entre altura 
média das tomadas e das saídas de ar (MACINTYRE, 1990). Veja na Figura 
2 mais um esquema de ventilação natural.
Figura 2 – Ventilação natural com deslocamento de ar através de 
portas e janelas
 
Fonte: elaborado pelo autor.
Ao pensar na instalação de um sistema de ventilação, deve-se priorizar 
a instalação de um sistema de ventilação natural, tanto por possuir um 
baixo custo inicial quanto tantos outros, lembrando que haverá casos 
em que não será possível por questões técnicas, como, por exemplo, 
aspectos relacionados ao tipo de atividade desenvolvida nessa indústria, 
pela presença de poluentes, por ser um local fechado, ou a própria 
planta da edificação não ser capaz de conter aberturas, sendo assim, 
deve-se se implementar um sistema de ventilação mecânica nestes 
casos (MACINTYRE, 1990).
2. Sistema de ventilação local exaustora (SVLE)
Um sistema de ventilação local exaustora tem como função retirar 
os poluentes (gases, vapores ou poeiras tóxicas) de um determinado 
23
ambiente, para que os mesmos não venham a entrar em contato ou se 
dispersem no ar deste ambiente (MACINTYRE, 1990).
Ainda segundo Macintyre (1990), por ser um sistema de ventilação capaz 
de extrair do ambiente ocupacional determinados poluentes, este tipo 
de sistema se faz extremamente importante nos quesitos relacionados 
ao bem-estar, saúde e segurança dos trabalhadores.
Veja abaixo algumas aplicações do sistema de ventilação local exaustora 
em um ambiente industrial:
• Captura boa parte do calor gerado nos ambientes por fontes 
quentes como: máquinas e equipamentos.
• Os poluentes capturados são tratados por meio da utilização de 
filtros, lavadores, entre outros, de forma que os mesmos não 
sejam emitidos ao ambiente e nem prejudiquem a população 
vizinha.
Para que esse tipo de sistema seja implementado, é necessário levar 
em consideração alguns aspectos, tendo em vista que sua instalação 
pode não ser tão viável na prática, sendo assim, deve-se atentar quanto 
a priorizar a saúde e segurança dos trabalhadores, mediante a adotar 
todas as premissas da engenharia para que se possa ter eficiência 
com menor custo possível. Entretanto, esses sistemasde ventilação 
podem apresentar falhas, mesmo tomando-se todos os cuidados de 
projeto, e isso pode fazer com que ele se torne inoperante, por um 
simples descuido, por exemplo, na não observação de regras simples 
na captação de poluentes na fonte (MACINTYRE, 1990). Veja na Figura 3 
como funciona um sistema de ventilação local exaustora.
24
Figura 3 – Sistema de ventilação local exaustora (SVLE)
Fonte: elaborada pelo autor.
2.1 Componentes de um sistema de ventilação local 
exaustora
• De acordo com Leoncio e Lima (2017), os principais elementos que 
compõem os sistemas de ventilação local exaustora são: captor, 
dutos, coletor e ventilador, com as descrições a seguir: Captor: 
responsável pela captura de ar contaminado, fica localizado 
na entrada de ar do sistema de ventilação, ou seja, na fonte de 
emissão dos gases.
• Rede de dutos: responsável por fazer o transporte dos gases 
coletados na fonte de emissão até seu tratamento e/ou descarte.
25
• Coletor: são equipamentos responsáveis pela retenção de 
poluentes, de modo que esses poluentes sejam impedidos 
de serem lançados na atmosfera. São exemplos de coletores: 
coletores de partículas, filtros, lavadores de gases e vapores, 
precipitadores eletrostáticos. Eles podem ser instalados antes ou 
depois do ventilador.
• Ventilador: pode ser chamado também de exaustor e é 
responsável por fazer o deslocamento dos gases, gerando uma 
diferença de pressão entre captor e a saída do sistema.
• Chaminé: responsável por fazer o descarte dos gases para 
atmosfera.
Veja, na Figura 4, como estão distribuídos em um SVLE.
Figura 4 – Componentes de um SVLE
Fonte: elaborada pelo autor.
É importante ressaltar que uma estrutura de um SVLE pode ter diversas 
formas, de acordo com a atividade a ser realizada.
26
2.2 Variáveis que influenciam o dimensionamento de 
um captor
Como você pode observar na imagem anterior (Figura 4), o captor está 
localizado na entrada da emissão dos contaminantes no sistema de 
ventilação local exaustora.
Antes de dimensionar e escolher um captor, deve-se levar em 
consideração dois aspectos: questões ambientais e como será 
desenvolvida as atividades por parte dos trabalhadores. Sendo assim, 
deve-se ter um cuidado especial com as seguintes variáveis para realizar 
o dimensionamento de um captor (FUNDACENTRO, 1996):
• Vazão de controle.
• Velocidade de controle.
• Velocidade de fresta.
• Velocidade de transporte nos dutos.
• Velocidade de face.
• Correntes cruzadas.
2.3 Tipos de ventiladores
Os ventiladores podem ser classificados de acordo com critérios que 
vão desde o número de estágios, o nível de pressão, até sua estrutura 
construtiva. Veja abaixo os critérios adotados em cada classificação para 
se estabelecer o tipo de ventilador.
Segundo o nível de pressão que desenvolvem, podem ser do tipo: baixa 
pressão, média pressão, alta pressão e muito alta pressão. O Quadro 
1, descreve a classificação dos ventiladores e os níveis de pressão 
exercidos conforme este critério.
27
Quadro 1 – Classificação dos ventiladores de acordo com o nível de 
pressão
Classificação do ventilador Pressão exercida
Baixa pressão. Até 1,97 kPa.
Média pressão. 1,97 kPa a 7,85 kPa.
Alta pressão. 7,85 kPa a 24,52 kPa.
Muito alta pressão. 24,52 kPa a 98,07 kPa
Fonte: adaptado de Macintyre (1990).
De acordo com a estrutura construtiva, os ventiladores são divididos em:
Figura 5 – Classificação dos ventiladores quanto a estrutura 
construtiva
Fonte: elaborada pelo autor.
• Axiais: são caracterizados por possuírem uma hélice acoplada 
em uma armação de controle de fluxo, juntamente com um 
motor apoiado por bases normalmente fixadas à estrutura dessa 
armação.
28
• Centrífugos: comumente conhecidos como radiais, se constituem 
basicamente de três componentes: rotor, carcaça de conversão 
de pressão e um motor. O seu mecanismo de funcionamento é da 
seguinte forma: o ar entra na área central do rotor em movimento 
na entrada e é logo acelerado pelas palhetas, sendo impulsionado 
da periferia do rotor para fora da abertura de descarga.
• Mistos: como o próprio nome sugere, é a combinação entre 
o radial (centrífugo) e o axial, onde o fluxo penetra no rotor 
axialmente e escoa formando um ângulo entre 30° a 80° com o 
eixo de rotação.
De acordo com a forma das pás, a classificação dos ventiladores é:
• Pás radiais retas.
• Pás radiais para trás.
• Planas ou curvas.
• Pás inclinadas para frente.
• Pás curvas de saída radial.
Classificação dos ventiladores de acordo com o número de rotores tem 
dois grupos, como segue:
• Um único rotor.
• Dois rotores num único eixo.
2.4 O uso de ventiladores em cozinha industrial
Você já parou para pensar o quanto pode ser desagradável estar em um 
ambiente muito quente e que possa oferecer riscos à sua saúde?
29
Uma ótima alternativa para evitar este tipo de situação seria o uso de 
exaustores, pois são indispensáveis em ambientes que contenham 
pouca circulação de ar, conseguindo manter a ventilação controlada e 
livres de poluentes, tornando, assim, um ambiente salutar.
Um exemplo de ambiente deste tipo são as cozinhas, pois são locais 
muito quentes, com presença de gordura e fumaça, tudo isso fruto da 
cocção de alimentos, mais precisamente de frituras e grelhados, que 
logo se expandem para os locais mais próximos. Por ser um ambiente 
com pouca ventilação, esses cheiros e gases demoram a sair do 
ambiente (SICFLU, 2021). Para auxiliar nesse processo de renovação de 
ar e melhorar o conforto térmico do ambiente, utilizam-se exaustores, 
com destaque para três tipos no uso de cozinhas industriais: exaustor 
centrífugo, exaustor axial e exaustor de transmissão. Cada um deles 
possui uma especificidade diferente, como segue abaixo.
• Exaustor centrífugo: suas pás são do tipo curvadas para trás, de 
modo que não acumulam gordura e possuem local de acessível 
para sua higienização e manutenção. Por ser de fácil higienização, 
manutenção, ser silencioso e possuir uma vida útil longa, é o mais 
indicado para utilização em cozinhas.
• Exaustor de transmissão: muito indicado no uso de captação de 
poluentes em sistemas de coifas e churrasqueiras, por exemplo, o 
exaustor de transmissão com correia tem uma menor pressão de 
ar se comparado com o exaustor centrífugo, e não é indicado para 
a captação de fuligem.
• Exaustor axial: é uma opção quando se tem uma cozinha pequena, 
podendo ser instalado nas paredes ou teto para melhorar a 
circulação do ar. Entretanto, não deve ser utilizado em cozinhas 
industriais, mesmo possuindo um baixo custo, pois são de difícil 
higienização, manutenção e possuem um nível alto de ruído (CIA 
DOS EXAUSTORES, 2021).
30
Vale ressaltar que para a implementação de um sistema de ventilação, 
além de conhecer o tipo ideal de ventilador/ exaustor a ser utilizado, 
você deverá conhecer e atender as normas da Associação Brasileira 
de Normas Técnicas (ABNT), entre elas, a NBR 13103 – Instalação 
de aparelhos a gás para uso residencial – Requisitos e legislações 
específicas locais e das distribuidoras de Gás Natural e GLP, pois tratam 
minuciosamente sobre como devem ser a instalação e manutenção dos 
ventiladores/ exaustores, dutos de ventilação, chaminés; as atribuições e 
responsabilidades; entre outros.
Neste material, você teve a oportunidade de verificar o que é um sistema 
de ventilação natural e seu princípio de funcionamento, assim como os 
mecanismos e componentes de um SVLE. Verificou quais as variáveis 
que podem influenciar na escolha de um captor e quais os tipos de 
ventiladores segundo os níveis de pressão, estrutura construtiva, 
número de pás, entre outros. Por fim, pode conhecer na prática o uso 
desses ventiladores conforme a especificação de cada um, de forma a, 
futuramente, aplicar em sua vida profissional.
Referências
ABNT. NBR 10131:2015–Bombas hidráulicas de fluxo. Disponível em: https://www.
abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=337450. Acesso em: 4 fev. 2022.
BORRÉ, R. L. Sistema de ventilação em ambienteindustrial. Monografia, Pós-
Graduação Lato Sensu em Engenharia Industrial. Departamento de Ciências Exatas 
e Engenharias. Panambi: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio 
Grande do Sul, 2013.
BRASIL. Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. 
Ventilação local exaustora em galvanoplastia. São Paulo, 1996.
CIA DOS EXAUSTORES. Cia dos Exaustores–Soluções em exaustores. Sistema de 
ventilação para cozinha industrial. Disponível em: https://www.ciadosexaustores.
com.br/informacoes/sistema-ventilacao-cozinha-industrial.php#:~:text=O%20
exaustor%20%C3%A9%20um%20dos,um%20baixo%20n%C3%ADvel%20de%20
ru%C3%ADdo. Acesso em: 4 fev. 2022.
https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=337450
https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=337450
https://www.ciadosexaustores.com.br/informacoes/sistema-ventilacao-cozinha-industrial.php#:~:text=O%
https://www.ciadosexaustores.com.br/informacoes/sistema-ventilacao-cozinha-industrial.php#:~:text=O%
https://www.ciadosexaustores.com.br/informacoes/sistema-ventilacao-cozinha-industrial.php#:~:text=O%
https://www.ciadosexaustores.com.br/informacoes/sistema-ventilacao-cozinha-industrial.php#:~:text=O%
31
LEONCIO, F. R.; LIMA, L. E. M. Análise do captor num sistema de ventilação local 
exaustora para remoção de fumos metálicos de uma estação de soldagem. 1 
Congresso Nacional de Engenharia e Tecnologia (CONET). Ponta Grossa: UTFPR-PG, 
2017.
MACINTYRE, A. J. Ventilação industrial e controle da poluição. 2. ed. Rio de 
Janeiro: LTC, 1990.
SICFLUX. Sicflux – Ar em movimento. Importância dos exaustores de cozinhas 
comerciais e industriais. Disponível em: https://sicflux.com.br/blog/importancia-
dos-exaustores-de-cozinhas-comerciais-eindustriais/. Acesso em: 4 fev. 2022.
https://sicflux.com.br/blog/importancia-dos-exaustores-de-cozinhas-comerciais-eindustriais/
https://sicflux.com.br/blog/importancia-dos-exaustores-de-cozinhas-comerciais-eindustriais/
32
Agentes biológicos: do 
reconhecimento ao controle
Autoria: Audennille Marinho de Almeida
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
Objetivos
• Conhecer e compreender os conceitos que envolvem 
os agentes biológicos.
• Analisar/ reconhecer os riscos biológicos.
• Verificar os principais impactos causados pelos 
agentes biológicos aos trabalhadores e as formas de 
prevenção.
33
1. Exposição a agentes biológicos
Os agentes ambientais podem ser classificados tradicionalmente em três 
categorias, agentes químicos, físicos e biológicos, mas podem, ainda, 
ter os riscos ergonômicos e de acidentes (SESI, 2007). Aqui, em especial, 
serão estudadas as questões relacionadas aos agentes biológicos, que 
quais podem estar expostos os trabalhadores.
De acordo com a NR-32 – Segurança e Saúde no Trabalho em 
Serviços de Saúde, considera-se risco biológico a probabilidade da 
exposição ocupacional a agentes biológicos, considerados como os 
microrganismos, geneticamente modificados ou não, as culturas de 
células, os parasitas, as toxinas e os príons (BRASIL, 2019b).
No tocante ao adicional de insalubridade para o risco biológico, 
a legislação vigente, por meio da NR-15 – Atividades e Operações 
Insalubres, estabelece a relação de atividades que podem ensejar tal 
direito, que demandam de avaliação qualitativa para caracterização 
da existência ou não dessa condição no ambiente de trabalho (BRASIL, 
2019a):
A NR-15, aprovada pela Portaria n. 3.214/78 e atualizada em 2019, 
regulamenta quanto ao grau de insalubridade as seguintes atividades:
Insalubridade de grau máximo
Trabalho ou operações, em contato permanente com:
Pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas, bem como 
objetos de seu uso, não previamente esterilizados. (BRASIL, 2019a, p. 109- 
110).
Insalubridade de grau médio
34
Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou 
com material infecto-contagiante, em:
Hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de 
vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde 
humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os 
pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, 
não previamente esterilizados). (BRASIL, 2019a, p. 109-110).
Os riscos biológicos ocorrem por meio de microrganismos que, em 
contato com o homem, podem provocar doenças. Os agentes etiológicos 
não são de natureza ocupacional. Todavia, a ocorrência da doença 
no trabalho depende das condições ou circunstâncias em que este é 
executado, da exposição ocupacional, que favorece o contato, o contágio 
ou a transmissão, e do tempo de exposição.
As consequências para a saúde da exposição do trabalhador a fatores 
de risco biológico, presentes em situações de trabalho, incluem quadros 
de infecção aguda e crônica, parasitoses e reações alérgicas e tóxicas a 
plantas e animais (MENDES, 2003).
Entre os grupos mais expostos estão os trabalhadores da agricultura 
(em contato direto com solo ou animais contaminados), da saúde 
(em contato com pacientes ou materiais contaminados), em centros 
de saúde, hospitais, laboratórios, necrotérios, em atividades de 
investigações de campo e vigilância em saúde, controle de vetores, 
aqueles que lidam com animais, entre outros (MENDES, 2003).
1.1 Principais agentes biológicos
a. Bactérias:
Vários são os tipos de bactérias e podemos diferenciá-las conforme seu 
metabolismo, seu habitat e sua forma. São seres unicelulares, visíveis ao 
microscópio óptico. Existem algumas espécies de bactérias chamadas 
35
de bactérias do bem, pois ajudam a vida do planeta, das pessoas e 
dos animais. Essas espécies de bactérias do bem auxiliam no processo 
de digestão, são as bactérias da nossa microbiota intestinal (Figura 1), 
mas existem muitas espécies patogênicas para o homem, aquelas que 
provocam doenças, como cólera, difteria, brucelose e tuberculose, entre 
outras (IFSC, 2020).
Figura 1 – Bactérias intestinais
Fonte: wildpixel/ istok.com.
b. Vírus:
Podem ser caracterizados como formas particulares de vida, 
devido ao fato de não possuírem células. São agentes invisíveis ao 
microscópio óptico, filtráveis. São visíveis ao microscópio eletrônico e 
obrigatoriamente intercelulares, isto é, só se multiplicam e desenvolvem 
no interior de células vivas. São partículas com várias formas 
geométricas características (Figura 2). Uma célula hospedeira é capaz 
de armazenar centenas de novos vírus, que foram originados de forma 
muito rápida por uma única partícula viral infectante (IFSC, 2020).
36
As doenças provocadas por vírus denominam-se viroses, sendo 
exemplos: gripe, bronquite, febre amarela, raiva, hepatites A, B e C, AIDS, 
dentre outras.
Figura 2 – Imagem do vírus SARS-CoV- 2
Fonte: JONGHO SHIN/ iStok.com.
c.  Fungos:
São seres vivos, uni ou pluricelulares, que podem provocar doenças 
no homem. As doenças provocadas por fungos denominam-se 
micoses (Figura 3), destacando-se: dermatofitoses, histoplasmoses, 
mucormicoses, entre outras (IFSC, 2020).
Figura 3 – Doença causada por fungos (Dermatofitose)
Fonte: frank600/ iStok.com.
37
d. Protozoários:
Os protozoários são, normalmente, unicelulares, eucariotas. Uma de 
suas características é que, em meio líquidos, se diferenciam dos fungos 
ao se movimentarem utilizando cílios ou flagelos, como mostra a Figura 
4 (IFSC, 2020). Em contato com os trabalhadores no ambiente laboral, 
podem causar doenças como giardíase ou mesmo doença de chagas 
(SISTEMA ESO, 2021).
Figura 4 – Protozoário
Fonte: NNehring/ iStok.com.
1.2 Principais vias de transmissão
É o caminho que o agente biológico percorre do local da exposição até o 
hospedeiro (BRASIL, 2008).
Pode ser direta ou indireta.
• Direta: a transmissão ocorre sem a intermediação de veículos ou 
vetores. Exemplo: contato com mucosa dos olhos; transmissão por 
meio de gotículas etc. (BRASIL, 2008).
38
• Indireta: a transmissão ocorre com a intermediação de um 
veículo ou vetor. Exemplo: contato com as mãos; luvas; roupas; 
instrumentos; superfíciesetc. (BRASIL, 2008).
1.3 Transmissibilidade, patogenicidade e virulência
O reconhecimento da transmissibilidade, patogenicidade e virulência 
dentro do programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA), ajudarão 
na prioridade da adoção de medidas preventivas, pois, conforme for 
o nível de tais características, mais emergenciais ou não deverão ser 
implementadas ações de proteção.
Transmissibilidade: capacidade de transmissão de um agente biológico 
a um hospedeiro. Intervalo de tempo de transmissão em que um 
organismo é capaz de repassar um agente biológico. Patogenicidade: 
é quando um hospedeiro, potencialmente suscetível é acometido por 
uma doença por meio de um agente biológico. Virulência: se refere à 
quanto agressivo é o agente biológico, ou seja, podemos ter casos de 
alta virulência de um agente em que um indivíduo pode desenvolver 
uma forma grave ou fatal de uma doença. A virulência tem muito a ver 
com a capacidade de o agente invadir, se manter e proliferar, superar as 
defesas e, em algumas situações, originar toxinas (BRASIL, 2008).
As medidas de proteção a serem adotadas com relação a 
transmissibilidade, patogenicidade e virulência, devem ser conforme 
seu grau e sua exposição, por exemplo, se existe alta transmissibilidade, 
alta patogenicidade e alta virulência a um agente, devem ser tomadas 
medidas emergenciais, mas se há baixa virulência ao agente, as medidas 
de proteção são menos emergenciais (BRASIL, 2008).
39
1.4 Principais vias de exposição ou entrada
As principais vias de transmissão de agentes biológicos são as vias de 
contato e vias respiratória, porém, podendo, ainda, ser por inoculação 
intravenosa, intramuscular, subcutânea ou por ingestão (BRASIL, 2008).
Na Cartilha de Proteção Respiratória contra Agentes Biológicos para 
Trabalhadores de Saúde, publicação da Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (ANVISA), é definido que:
O doente ou portador, quando fala, tosse ou espirra, dispersa agentes 
etiológicos de doenças de transmissão aérea. Deste modo, qualquer 
pessoa pode ser exposta a esses agentes quando em contato com o 
doente ou portador, ao entrar em ambientes contaminados, ou ainda ao 
realizar procedimentos nestas pessoas. (BRASIL, 2009, p.11)
Em se tratando de trabalhadores de estabelecimentos de saúde, ainda 
segundo a mesma cartilha, é apresentado que:
O Trabalhador de Saúde, pela própria característica de suas atividades, 
tem contato direto com pacientes e portadores de diferentes agentes 
etiológicos, tornando-se mais vulnerável à infecção por esses agentes. 
(BRASIL, 2009, p. 10)
As principais vias de exposição aos agentes biológicos são:
a. Via cutânea:
É uma das mais importantes vias de exposição humana, uma vez 
que as paredes foliculares e as glândulas sebáceas possuem elevada 
permeabilidade, o que facilita a entrada dos agentes biológicos no 
organismo humano. Em geral, as substâncias biológicas no estado 
líquido, ou dissolvidas, têm maior facilidade em atravessar a epiderme, 
que as substâncias sólidas.
b. Via respiratória:
40
As substâncias biológicas prejudiciais à saúde, sob a forma de gotículas 
ou aerossóis, penetram no sistema respiratório superior através do 
nariz, garganta, traqueia e brônquios.
As gotículas são partículas com tamanho maior que 5μm (BRASIL, 2009) 
e podem atingir a via respiratória alta, ou seja, mucosa das fossas nasais 
e mucosa da cavidade bucal através da tosse, espirro, conversação com 
o paciente, ou na realização de diversos procedimentos de enfermagem 
como: inalação do paciente, aspiração etc. A transmissão por gotículas 
pode gerar doenças como: caxumba, coqueluche, difteria, faringite, 
infecção por influenza A, B ou C, pneumonia, entre outras.
No caso dos aerossóis, as partículas são menores, permanecem 
suspensas no ar por longos períodos de tempo e, quando inaladas, 
podem penetrar mais profundamente no trato respiratório. A 
transmissão por aerossóis pode gerar doenças como: sarampo, 
tuberculose, varicela, entre outras.
Em termos de limites de tolerância, os valores disponíveis na legislação 
internacional são apenas referências que representam níveis de exposição 
aceitáveis, e que permitem verificar quando a concentração de uma 
substância quantificada no local de trabalho pode causar alterações da 
saúde. Não podem ser considerados como limites precisos entre situações 
perigosas ou não perigosas. Sendo assim, resta avaliar qualitativamente a 
exposição do trabalhador, de forma a identificar exposições que estejam ou 
não em condição de causar danos à sua saúde.
2. Principais vias de proteção aos agentes 
biológicos
Você já parou para pensar em como pode ser o percurso de um risco, 
seja físico, químico ou biológico? Onde você aplicará as medidas de 
41
prevenção? Para isso, você deve estar ciente do percurso que o agente 
pode fazer.
Os riscos podem ser tratados na fonte geradora, na trajetória do 
agente ou no próprio trabalhador (Figura 5), veja:
• Fonte geradora: é onde o agente insalubre se origina. No caso 
de agentes biológicos, esses são produzidos, principalmente, 
na área da agricultura, abatedouros, necrotérios, indústrias de 
bebidas e alimentos, indústria de saneamento e em espaços 
confinados.
• Trajetória dos agentes: quando não é possível eliminar na fonte 
ou reduzir a níveis toleráveis, temos a opção de impedir que 
tais agentes cheguem até o trabalhador ou ao menos que seja 
reduzido o limite de exposição de acordo com a NR-15. Um 
exemplo de controle de agente na trajetória pode ser: para 
ruído (agente físico), podem ser usadas barreiras acústicas e no 
caso dos fumos metálicos (agente químico) podem ser usados 
exaustores para diminuir o contato da fonte até o trabalhador.
• No trabalhador: quando as medidas na fonte geradora e 
na trajetória dos agentes forem insuficientes ou, ainda, se 
o trabalho estiver relacionado diretamente à exposição a 
esses agentes, deve-se proteger o trabalhador com o uso dos 
EPIs necessários à cada situação. Exemplos de proteção no 
trabalhador são: uso de avental, máscaras, óculos de proteção, 
sapatos fechados etc.
Mesmo sabendo que os riscos podem ser tratados dessas três 
formas, você deve saber também que as medidas de controle são 
mais eficazes quando obedecida a seguinte ordem de prioridade:
https://conect.online/blog/o-que-e-espaco-confinado/
https://conect.online/blog/o-que-e-espaco-confinado/
42
Figura 5 – Hierarquia das medidas de proteção
Fonte: elaborada pelo autor.
Veja, agora, alguns exemplos específicos de proteção contra os agentes 
biológicos. É importante ressaltar que essas medidas podem variar 
conforme o tipo de agente, a chance de contaminação e o risco que 
oferece:
• Higienização e desinfecção constante das mãos, roupas e 
ambientes.
• Reduzir o número de trabalhadores expostos aos riscos.
• Criar procedimentos para todos os processos (manuseio, estoque, 
transporte e uso de objetos perfurocortantes).
• Fazer o descarte correto dos resíduos e utensílios utilizados, que, 
porventura, ofereçam riscos.
• Implementar sistemas de esterilização de ar.
• Fazer o uso do EPI adequado: luvas, toucas, máscaras; jalecos 
de manga longa e sapatos que possam ser utilizados apenas no 
ambiente de trabalho.
• Implementar e monitorar as premissas estabelecidas pela norma 
regulamentadora NR-32.
https://storage.googleapis.com/onsafety-anexos/normas/nr-32.pdf
43
Existem também outras formas de prevenção para os agentes 
biológicos, como, por exemplo, quando há contato direto com o sangue. 
Nesse caso, as formas de prevenção podem ser por meio do uso de 
desinfetantes na higienização de locais com respingos de sangue ou 
de material biológico; precauções apropriadas no laboratório, durante 
a coleta de amostras, transporte de materiais contaminados em 
recipientes impermeáveis e resistentes e a marcação com identificação e 
como material oriundo de pacientes com Aids (SIEGEL et al., 2007).
3. Como caracterizar a exposição aos agentes 
biológicos
A exposição aos agentes biológicospode ser caracterizada como 
insalubre ou não, por meio de laudo pericial, que deverá ser elaborado 
por um profissional qualificado, como, por exemplo, engenheiro de 
segurança do trabalho ou médico do trabalho. Conforme a NR-15, 
os agentes biológicos devem ser avaliados por meio de inspeção no 
local do trabalho, onde são levantados diversos aspectos que devem 
considerar que há a exposição a microrganismos capazes de promover 
doenças devido a contaminação e pela própria natureza do trabalho, 
tendo em vista que podem causar doenças infectocontagiosas, como 
hepatite. Podem também causar infecções externas, internas e cutâneas 
ou sistêmicas (SILVA, 2021).
Trabalhadores que se sintam em situação de exposição aos agentes 
biológicos podem solicitar a perícia judicial, que é a prova técnica pela 
qual serão levantados fatos que interessam a causa específica. Após o 
trabalhador solicitar a prova técnica, o juiz designará o perito, que terá 
acesso aos autos do processo. Após tomar conhecimento do caso, o 
perito realizará a diligência onde fará o levantamento de informações, 
como, por exemplo, consultar pessoas que exerçam as mesmas 
44
atividades do reclamante (trabalhador que solicitou a perícia), a fim de 
averiguar fatos relevantes para a causa.
Nessa observação e levantamento de dados, o perito buscará, por 
exemplo, laudo médico para apurar doenças profissionais causadas 
pelos agentes biológicos e também examinar documentos, como 
ficha de EPI e de treinamentos. Findada a diligência, o perito deverá 
elaborar laudo pericial para apresentar ao juiz, e que este deverá ser 
feito de forma imparcial, baseados em fatos e com embasamento 
legal. Mediante laudo pericial, o juiz julgará o processo e arbitrará esta 
atividade em insalubre ou não.
Vale ressaltar que ambas as partes, empresa e trabalhador, podem fazer 
perguntas que deverão ser anexadas ao processo e respondidas pelo 
perito, em seu laudo.
Referências
BRASIL. Governo do Estado do Ceará. Escola de Saúde Pública do Ceará. Cartilha 
de proteção respiratória contra agentes biológicos para trabalhadores 
de saúde. Ceará, Anvisa, 2009. Disponível em: http://www2.ebserh.gov.br/
documents/214604/816023/t%C3%B3ria+contra+Agentes+Biol%C3%B3gicos+par
a+Trabalhadores+de+Sa%C3%BAde.pdf/58075f57-e0e2-4ec5-aa96-743d142642f1. 
Acesso em: 7 fev. 2022.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. Escola Nacional da Inspeção do 
Trabalho (ENIT). NR-15: atividades e operações insalubres. Brasília, 2019a. 
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/
orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/
ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-15-nr-15. Acesso em: 7 fev. 2022.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. Escola Nacional da Inspeção do 
Trabalho (ENIT). NR-32: Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. 
Brasília, DF: 2019b. Disponível em: <https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/
pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-
saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-32.pdf>. Acesso em: 7 fev. 2022.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. Guia técnico da N32. Brasília, 2008. 
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/
http://www2.ebserh.gov.br/documents/214604/816023/t%C3%B3ria+contra+Agentes+Biol%C3%B3gicos+para+Trabalhadores+de+Sa%C3%BAde.pdf/58075f57-e0e2-4ec5-aa96-743d142642f1
http://www2.ebserh.gov.br/documents/214604/816023/t%C3%B3ria+contra+Agentes+Biol%C3%B3gicos+para+Trabalhadores+de+Sa%C3%BAde.pdf/58075f57-e0e2-4ec5-aa96-743d142642f1
http://www2.ebserh.gov.br/documents/214604/816023/t%C3%B3ria+contra+Agentes+Biol%C3%B3gicos+para+Trabalhadores+de+Sa%C3%BAde.pdf/58075f57-e0e2-4ec5-aa96-743d142642f1
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-15-nr-15
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-15-nr-15
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-15-nr-15
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
45
orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/manuais-e-publicacoes/guia_
tecnico_de_riscos_biologicos_nr_32.pdf/view. Acesso em: 7 fev. 2022.
INSTITUTO FEDERAL SANTA CATARINA. Vírus, bactérias, fungos, protozoários: qual 
a diferença entre os micro-organismos. Blog do IFSC, vinte e quatro de junho de 
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publisher/1UWKZAkiOauK/content/id/1959873. Acesso em: 7 fev. 2022.
MENDES, R. Patologia do trabalho. São Paulo. São Paulo: Atheneu, 2003.
SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA. Confederação Nacional da Indústria (CNI). 
Departamento Nacional SESI. Técnicas de avaliação de agentes ambientais: 
manual SESI. Brasília: SESI/DN, 2007. Disponível em: http://www.cpn-nr18.com.
br/uploads/documentos-gerais/tcnicas_de_avaliao_de_agentes_ambientais_.pdf. 
Acesso em: 7 fev. 2022.
SIEGEL, J. D.; RHINEHART, E.; JACKSON, M. L. et al. Guideline for Isolation 
Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents in Healthcare Settings. 
USA: Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee, 2007. Disponível 
em: https://www.cdc.gov/infectioncontrol/pdf/guidelines/isolation-guidelines-. 
Acesso em: 7 fev. 2022.
SILVA, G. F. Metodologia da higiene e segurança do trabalho aplicada à 
reclamação trabalhista de insalubridade. Monografia, curso de Especialização 
em Engenharia de Segurança do 
Trabalho. Londrina: Universidade Tecnológica Federal do Paraná, 2016. Disponível 
em: https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/20187/2/LD_CEEST_
IV_2017_11.pdf. Acesso em: 7 fev. 2022.
SISTEMA ESO. Conheça os principais riscos biológicos no trabalho. Sistema ESO, 
dezenove de março de dois mil e vinte e um. Disponível em: https://sistemaeso.
com.br/blog/seguranca-no-trabalho/conheca-os-principais-riscos-biologicos-no-
trabalho. Acesso em: 7 fev. 2022.
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.ifsc.edu.br/conteudo-aberto/-/asset_publisher/1UWKZAkiOauK/content/id/1959873
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http://www.cpn-nr18.com.br/uploads/documentos-gerais/tcnicas_de_avaliao_de_agentes_ambientais_.pdf
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https://www.cdc.gov/infectioncontrol/pdf/guidelines/isolation-guidelines-
https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/20187/2/LD_CEEST_IV_2017_11.pdf
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https://sistemaeso.com.br/blog/seguranca-no-trabalho/conheca-os-principais-riscos-biologicos-no-trabalho
https://sistemaeso.com.br/blog/seguranca-no-trabalho/conheca-os-principais-riscos-biologicos-no-trabalho
https://sistemaeso.com.br/blog/seguranca-no-trabalho/conheca-os-principais-riscos-biologicos-no-trabalho
46
Agentes químicos
Autoria: Audennille Marinho de Almeida
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
Objetivos
• Conhecer e compreender os conceitos que envolvem 
os agentes químicos.
• Características dos agentes químicos.
• Conhecer as principais técnicas de amostragem 
utilizadas para agentes químicos.• Conhecer os equipamentos de coletas utilizados 
para quantificar os agentes químicos.
47
1. Agentes químicos
Os agentes químicos podem ser classificados em gases, vapores e 
aerodispersóides, sendo que o grupo destes últimos, podemos 
subdividir em poeiras, fumos, névoas, neblinas, fibras (SESI, 2007). Outra 
forma de classificação para agentes químicos, conforme a NR-9, é que 
são produtos compostos ou substâncias capazes de serem absorvidas 
pelo nosso trato respiratório, através da inalação de aerodispersóides, 
gases ou vapores, ou mesmo conforme o tipo de tarefa realizada 
no período de exposição ao agente, seja através do contato ou por 
absorção do organismo pela derme, respiração ou ingestão (BRASIL, 
2020).
Os gases e vapores são substâncias que apresentam a mesma estrutura 
do ar, logo, conseguem se misturar com muita facilidade ao mesmo. 
O vapor é gasoso e está em equilíbrio com seu líquido ou sólido 
correspondente. Poderá retornar ao estado líquido, se aumentarmos 
sua pressão ou diminuirmos sua temperatura. No caso dos gases, para 
que sejam liquefeitos, é necessário diminuirmos sua temperatura e 
aumentarmos sua pressão simultaneamente (FOGAÇA, 2021).
Os aerodispersóides se apresentam nas formas sólida ou líquida, 
suspensos ou dispersos na atmosfera. Duas de suas particularidades são 
seu tamanho e massa, pois são extremamente pequenos e de massa 
muito reduzida, porém, merecem atenção especial, tendo em vista os 
sérios danos que podem causar à saúde do trabalhador, a depender 
de sua exposição, concentração e tamanho das partículas (CAMISASSA, 
2021).
As substâncias químicas apresentam toxicologia específica e podem ser 
agrupadas em famílias químicas, a depender da importância toxicológica 
de cada uma, como, por exemplo, os hidrocarbonetos aromáticos 
(SESI, 2007). Quando presentes no ar de um ambiente laboral, essas 
48
substâncias contaminantes podem trazer sérios danos à saúde do 
trabalhador. Sua classificação se dá através de seu estado físico e 
também pelo efeito fisiológico que exerce no corpo humano.
Sendo assim, você, como futuro profissional da área da saúde e 
segurança do trabalho, deve conhecer e entender tais classificações, a 
fim de que possa fazer uma avaliação do ambiente laboral de maneira 
correta, tanto no sentido de definir de que forma as substâncias podem 
afetar o trabalhador, quanto definir corretamente o melhor método de 
amostragem.
1.1 Classificação fisiológica dos agentes químicos
A classificação fisiológica leva em consideração os efeitos dos agentes 
químicos no organismo humano. Tanto os contaminantes em forma de 
partículas, gases e vapores, podem causar efeitos ao homem, e estes são 
classificados como segue e exemplificado nas Figuras 1 e 2 (PEIXOTO; 
FERREIRA, 2013):
• Incômodas: grupo que compreende as partículas que não contém 
asbesto (amianto) ou que possuam menos de 1% de teor de com 
teor de 
sílica cristalina, não possuem efeito tóxico conhecido, porém, não 
devem ser consideradas biologicamente inertes (Figura 3).
• Fibrogênicas: a capacidade de troca do oxigênio é diminuída 
devido a alteração da estrutura celular dos alvéolos.
• Irritantes: causam irritações, inflamações e ulceram o trato 
respiratório.
• Produtoras de febre: causam ao homem calafrios e febre.
• Sistêmicas: causam agravos em órgãos ou sistemas do organismo.
49
• Alergênicas: por produzirem anticorpos, causam reações alérgicas.
• Cancerígenas: passado o período latente, podem causar câncer 
(Figura 4).
• Sensibilizantes: são capazes de produzir uma resposta imunológica 
do organismo a um determinado agente químico. Certos setores 
industriais fazem o uso de substâncias sensibilizantes, como a 
indústria da borracha, de corantes e de aditivos de forma geral.
• Anestésicos: possuem uma ação depressiva no sistema nervoso 
central (agem diminuindo a capacidade mental e física, reduzindo a 
habilidade para a execução de tarefas).
• Mutagênicas e teratogênicas: capazes de provocarem mutação e 
nível celular (mutagênicas) ou alterações genéticas (teratogênicas).
Figura 1 – Classificação fisiológica de material particulado e 
exemplos de contaminantes
Fonte: elaborada pelo autor.
50
Figura 2 – Classificação fisiológica dos gases e vapores e exemplos 
de contaminantes
Fonte: elaborada pelo autor.
Figura 3 – Trabalho com contaminantes incômodos (material 
particulado–gesso)
Fonte: GeorgePeters/ iStok.com.
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/GeorgePeters?mediatype=photography
51
Figura 4 – Laringe acometida por câncer de garganta devido a 
exposição de substâncias cancerígenas
Fonte: Lars Neumann/ iStok.com.
1.2 Identificação dos agentes químicos
O uso indevido de substâncias químicas pode causar doenças, acidentes 
e até mesmo a morte. Esse mau uso pode estar atrelado à falta de 
conhecimento de suas características, no que se refere aos possíveis 
danos relacionados à concentração permitida por essas substâncias. As 
medidas de controle aplicáveis, por exemplo, permitem o convívio com 
seu uso nos processos produtivos das empresas, sem causar danos aos 
trabalhadores, ao meio ambiente e às organizações.
De maneira muito simplificada, a avaliação qualitativa da exposição 
a agentes químicos é um processo utilizado para determinar o risco 
de uma certa doença ou acidente associado a cada fator de risco 
identificado. Se o fator de risco não é identificado adequadamente ou 
o consenso sobre o que é perigoso não está claramente definido, a 
avaliação de risco certamente falhará.
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/Lars_Neumann?mediatype=photography
52
Um profissional da área da saúde e segurança do trabalho, ao realizar 
o reconhecimento das condições de risco em um ambiente laboral 
proveniente da exposição a agentes químicos, deve ter ciência de 
que este processo envolve uma série de fatores que têm o objetivo 
de caracterizar a existência ou não de problemas que possam causar 
algum tipo de dano ao trabalhador e, se for comprovada a existência 
de problemas, esse profissional deverá mensurar o problema, 
avaliando as possíveis ações necessárias para neutralizar ou diminuir 
a exposição a este agente.
Quando falamos em reconhecer um risco em um ambiente laboral, 
significa identificar e mensurar os possíveis danos à integridade dos 
trabalhadores.
Em termos de exposição ao risco, o contato com a substância durante 
a jornada de trabalho pode ocorrer por: inalação, ingestão, ou ainda 
pelo contato com a pele e olhos. É importante que todas as vias de 
exposição sejam levadas em consideração na avaliação.
O processo de reconhecimento de riscos requer, em sua investigação, 
levantar todas as prováveis causas de geração e dispersão dos 
agentes no ambiente, conforme os processos de trabalho envolvidos, 
os tipos de insumos e produtos químicos utilizados. Dessa forma, 
pode-se reproduzir uma exposição real, e que deverá ser realizada 
por meio de observações no local de trabalho.
Alguns exemplos, não exaustivos, de agentes químicos que podem 
oferecer risco para a saúde, bem como de locais onde podem ocorrer, 
são apresentados no Quadro 1, conforme apresentado abaixo 
(BRASIL, 2021).
53
Quadro 1 – Exemplos de agentes químicos e outros contaminantes 
atmosféricos que podem oferecer risco para a saúde dos 
trabalhadores expostos
Forma Agente Situação de produção 
e/ou utilização
Líquida, gasosa ou 
de partículas.
Ácido cianídrico. Galvanoplastia, fumigação.
Ácido sulfídrico. Decomposição de matéria 
orgânica, indústria de rayon 
pelo processo viscose.
Arsênio. Refinação do cobre, 
fabricação e uso de 
pesticidas, fabricação 
de vidro, produtos 
farmacêuticos, preservação 
da madeira, indústria 
do couro etc.
Benzeno. Coquerias, indústria 
química e petroquímica 
ou como impureza em 
certos solventes etc.
Chumbo. Mineração, refinação, 
fundição, fabricação de 
baterias e pilhas, tintas 
e pigmentos, cerâmica, 
recuperação de sucata, 
indústria química etc.
Mercúrio. Processo cloro-
álcali, equipamentoseletrônicos, fabricação 
de pilhas, indústria 
farmacêutica, de pesticidas, 
termômetros, manômetros, 
barômetros etc.
Monóxido de carbono. Formado em processos de 
combustão incompleta, 
motores de combustão 
interna etc.
Solventes (hidrocarbonetos 
alifáticos, clorados, 
aromáticos).
Indústria química, 
lavanderia com limpeza a 
seco, desengraxamento 
de peças, limpeza 
de metais etc.
54
Poeiras minerais 
e vegetais.*
Asbesto (utilizado 
ou removido).
Mineração, beneficiamento, 
manufatura de produtos 
têxteis de amianto e de 
lonas de freios, cimento-
amianto e sua utilização 
na construção civil etc.
Sílica livre cristalina Mineração (de ouro, cobre), 
pedreiras de granito ou 
de arenito, fabricação 
de abrasivos, fundições, 
construção civil, utilização 
de jato de areia etc.
Carvão mineral Mineração de carvão.
Algodão Preparação, carda e fiação.
Sisal Fabricação de cordas.
Poeira de madeira Serraria, fábricas 
de móveis e outros 
artefatos de madeira, 
construção civil etc.
Fonte: BRASIL, 2021.
Todo produto químico vendido deverá acompanhar a Ficha de 
Informações de Segurança de Produto Químico (FISPQ), que apresenta 
informações toxicológicas necessárias sobre o produto, como 
composição química, medidas de prevenção, entre outras. Esse 
documento, além de trazer informações de extrema importância para 
assegurar a saúde do trabalhador no manuseio do produto e nas ações 
de prevenção ao meio ambiente, é uma exigência legal por meio da 
norma brasileira ABNT NBR 14.725.
2. Amostragem e equipamentos de coleta
A avaliação quantitativa dos agentes químicos, fornece informações 
importantes sobre as características e a forma que o produto reage 
no ambiente laboral, facilitando as ações preventivas e de controle, 
diminuindo, assim, seus efeitos na saúde dos trabalhadores. Saber 
55
o tempo de amostragem, quantidades de amostras, os tipos de 
amostragem, o amostrador a ser utilizado e o método de coleta são 
aspectos cruciais para uma boa avalição. A medição da concentração 
das substâncias será mais precisa a medida que mais sensível for o 
equipamento de medição, mais preciso e exato ele for, assim como 
maior for o número de amostras coletadas. Veja, a exposição a 
substâncias mesmo que de forma rápida, pode resultar em danos 
irreversíveis e nesses casos, é possível fazer uma amostragem de curta 
duração, mas que consiga detectar os picos de concentração dessas 
substâncias (PEIXOTO; FERREIRA, 2021).
A seguir, seguem alguns aspectos que devem ser levados em consideração 
ao realizar uma coleta para analisar os contaminantes do ar.
a. Tempo de amostragem: dependerá da rotina de trabalho e do 
agente a ser avaliado, porém, existem algumas normas, como as 
NHO– Norma de Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO, NR-15 – 
Atividades e Operações Insalubres e NIOSH – National Institute for 
Occupational Safety and Health, norma americana, que estabelece 
tempos mínimos para amostragem, de acordo com o volume do 
contaminante a ser coletado.
b. Número de amostras: dependerá do tipo de exposição e do 
objeto da avaliação. Fazer coletas em dias e horários diferentes, 
aumentará a confiabilidade da exposição.
c. Tipos de amostragem: dependerá da posição que o amostrador é 
posicionado.
• Pessoal: o amostrador é posicionado na altura da região 
respiratória e fica com o trabalhador durante seu dia de trabalho.
• Ambiental, de área ou estática: o objetivo dessa amostragem é 
coletar informações sobre a fonte de emissão do contaminante, 
dessa forma, o amostrador é fixado em uma região próxima a 
fonte.
56
Com relação ao tempo que será amostrado, podemos classificar os tipos 
de amostragem em:
• Instantâneas: duram em média menos que cinco minutos e tem 
o objetivo de verificar o valor máximo de concentração ou os 
maiores picos.
• Contínuas: duram mais que trinta minutos, e quando se deseja 
uma média ponderada das avalições, são as mais indicadas.
2.1 Tipos de amostradores com relação a passagem de ar
Os amostradores com relação a passagem de ar podem ser classificados 
em ativos e passivos (PEIXOTO; FERREIRA, 2021):
• Ativos: utilizam uma bomba de fluxo para fazer a passagem 
forçado do ar, sendo, assim, possível a coleta do mesmo.
• Passivos: a coleta de gases e vapores, por exemplo, é realizada 
apenas devido a movimentação dessas substâncias de uma área 
de maior concentração para uma de menor concentração.
2.2 Tipos de meios coletores
Os meios coletores deverão ser escolhidos e selecionados conforme 
o método analítico que será utilizado na coleta da amostra. Deve-se 
ter o cuidado com aspectos, como prazo de validade, transporte das 
amostras, entre outros, que se dividem em (PEIXOTO; FERREIRA, 2021):
• Filtros de membrana: indicados para a coleta de aerodispersóides. 
Após realizada a coleta, devem ser enviadas as amostras à 
laboratório específico para análise.
• Sólido absorvente: o contaminante adere a uma superfície sólida. 
Exemplo: tubos indicadores adsorventes.
57
• Líquido absorvente: o contaminante entra em contato outra fase, 
normalmente, líquida.
2.3 Tipos de métodos de coleta
Os métodos de coleta podem se distinguir pela separação ou não dos 
contaminantes (PEIXOTO; FERREIRA, 2021), sendo:
• Ar total: é feita uma coleta de ar, normalmente.
• Com separação de contaminantes: a separação dos contaminantes 
nas amostras coletadas acontecem por meio de retenção em 
filtros, absorção em meio líquido, adsorção em meio sólido etc., 
para serem analisadas em laboratório.
2.4 Tipos de amostradores com relação a leitura da 
concentração
A medida que aumenta o nível de concentração dos agentes químicos 
no ambiente, aumentam os efeitos nocivos à saúde do homem. Sendo 
assim, é extremamente importante escolher adequadamente os 
equipamentos de medição que serão utilizados, para que possam dar 
bons resultados e precisão nas medições. Dessa forma, a concentração 
dos agentes químicos pode ser conhecida ou não, imediatamente, por 
meio de dois tipos de medições, (PEIXOTO; FERREIRA, 2021):
• Leitura direta: a concentração dos agentes é conhecida de 
imediato por meio de leitura direta em superfícies graduadas 
ou por display de equipamentos. Exemplos: tubo colorimétricos, 
oxímetros etc.
• Leitura indireta: a concentração do agente só é conhecida por meio 
de análise de laboratório.
58
3. Requisitos legais de exposição
A exposição aos agentes químicos pode levar, aos trabalhadores sérios, 
riscos à saúde. Sendo assim, algumas normas e leis são necessárias para 
o uso seguro dos produtos químicos.
A NR-15 – Atividades e Operações Insalubres, em seu Anexo n. 11, 
estabelece que:
Quaisquer que sejam as atividades ou operações onde os trabalhadores 
estejam expostos a agentes químicos, ela irá se caracterizar como sendo 
insalubre quando forem ultrapassados os limites de tolerância aos quais 
constem no Quadro n. 1 deste Anexo. (BRASIL, 2019ª, [n. p.])
Estabelece também, por meio de seu Anexo n. 13, a relação de 
atividades e operações envolvendo agentes químicos, consideradas 
insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. É 
citado, no referido anexo, que não fazem parte dessa relação os agentes 
químicos mencionados nos anexos n. 11 e 12 da NR-15 (BRASIL, 2019a).
Outra norma que traz aspectos que visam assegurar a saúde dos 
trabalhadores ao contato e uso de produtos químicos é a ABNT NBR 
14.725-4:2014. Nesta norma, estão presentes informações como a 
elaboração da Ficha de Identificação de Produtos Químicos (FISPQ), a 
definição do modelo geral de apresentação da FISPQ; todas as seções 
que devem conter a FISPQ e como deve ser aplicada ou utilizada. 
Os agentes químicos, como visto, se apresentam tanto na forma de 
aerodispersóides, gases ou vapores, trazendo inúmeras consequências 
aos trabalhadores pela sua exposição, sendo necessário seu controle 
no ambiente por meio de avaliações quantitativas e qualitativas, para 
que possam ser adotadas as medidas adequadas ao seu controle, 
visando minimizar ou neutralizar taisagentes, conforme estabelecidos 
pela legislação. Sendo assim, devem ser seguidos todos os critérios 
estabelecidos para garantir melhor eficácia nos resultados das análises.
59
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil. 
Doenças relacionadas ao trabalho–Manual de procedimentos para os serviços de 
saúde. Brasília, 2001. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
doencas_relacionadas_trabalho1.pdf. Acesso em: 7 fev. 2022.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-9: Avaliação e controle das 
exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos. Brasília, DF: 2020. 
Portaria SEPRT nº 6.735, de 10 de março de 2020. Disponível em: < https://www.
gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-
trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-
09-atualizada-2020.pdf>. Acesso em: 7 fev. 2022.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. Escola Nacional da Inspeção do 
Trabalho (ENIT). NR-15: atividades e operações insalubres. Brasília, 2019a. 
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/
orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/
ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-15-nr-15. Acesso em: 7 fev. 2022.
CAMISASSA, M. Aerodispersóides. Disponível em: https://pt.slideshare.net/Felipe.
Abreu/aerodispersides-fibrognicos-e-no-fibrognicos. Acesso em: 7 fev. 2022.
FOGAÇA, J. R. V. Mundo da Educação. Diferença entre gás e vapor. Disponível em: 
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/diferenca-entre-gas-vapor.htm. 
Acesso em: 7 fev. 2022.
PEIXOTO, N. H.; FERREIRA, L. S. Higiene ocupacional III. Colégio Técnico Industrial 
de Santa Maria, Rede e-Tec Brasil. Santa Maria: Universidade Federal de Santa 
Maria, 2013. Disponível em: https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/342/2020/04/
HIGIENE-OCUPACIONAL-III.pdf. Acesso em: 7 fev. 2022.
SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA. Confederação Nacional da Indústria (CNI). 
Departamento Nacional SESI. Técnicas de avaliação de agentes ambientais: 
manual SESI. Brasília: SESI/DN, 2007. Disponível em: http://www.cpn-nr18.com.
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Acesso em: 7 fev. 2022.
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http://www.cpn-nr18.com.br/uploads/documentos-gerais/tcnicas_de_avaliao_de_agentes_ambientais_.pdf
http://www.cpn-nr18.com.br/uploads/documentos-gerais/tcnicas_de_avaliao_de_agentes_ambientais_.pdf
60
Generalidades sobre o agente 
químico poeira
Autoria: Audennille Marinho de Almeida
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
Objetivos
• Conhecer e compreender os aspectos relacionados à 
exposição ao agente químico poeira.
• Conhecer os diferentes tipos de poeiras e seus 
efeitos nocivos.
• Conhecer as premissas de um Programa de Proteção 
Respiratória (PPR), assim como as medidas de 
prevenção e proteções respiratórias para o agente 
poeira.
61
1. Poeira
Neste material, você conhecerá um pouco mais dos conceitos que 
envolvem a poeira, que é presente em nosso cotidiano. Exemplos de 
onde a poeira está presente: ao varrer o chão; na preparação da massa 
para assentamento de tijolos; ao moer ou cortar materiais cerâmicos; ao 
trabalhar com grãos de origem vegetal, entre outros. É considerada um 
agente químico do grupo dos aerodispersóides.
Em relação ao agente ocupacional, as poeiras são consideradas 
pequenas partículas sólidas, suspensas ou que conseguem se 
manter suspensas no ar, originadas pela ruptura mecânica de um 
material sólido, seja por processos de trituração, moagem, britagem, 
peneiramento, polimento, entre outros. Podemos ter dois tipos de 
poeiras, orgânicas e inorgânicas, isso dependerá basicamente de 
sua composição química. Sendo assim, veremos as formas como se 
classificam (RITTI; PINTO, 2021).
1.1 Poeiras minerais
Normalmente, as poeiras minerais têm sua origem em minerais que 
contêm sílica, asbesto, carvão mineral e minerais em geral. Entretanto, 
sua composição pode conter uma proporção diferente daquela que 
compõe a rocha. Os efeitos causados ao organismo humano pela 
inalação deste tipo de poeira são: silicose, asbestose e pneumoconiose. 
A Figura 1 ilustra a análise de um raio-x com intuito de diagnosticar a 
silicose.
Há dois tipos de pneumoconioses: as fibrogênicas e as não fibrogênicas. 
As fibrogênicas causam danos permanentes ou destruição da estrutura 
alveolar, e as não fibrogênicas causam uma reação pulmonar muito 
pequena, podendo ser reversível, e não alteram a estrutura alveolar.
62
Figura 1 – Diagnóstico de silicose
Fonte: utah778/ iStock.com. 
No Brasil, a Lei Federal n. 9.055/95 (BRASIL, 1995) aborda informações como 
extração, produção, entre outros, sobre o uso do amianto. Entretanto, 
alguns estados brasileiros baniram completamente seu uso. Está presente 
em dois principais tipos de rochas: serpentinas e anfibólios. Possuem alta 
resistência, são isolantes, muito flexíveis, entre outros. São utilizados na 
produção de telha, caixa d’água etc. É uma fibra cancerígena, podendo 
afetar os pulmões e o sistema gastrointestinal dos trabalhadores, seja pela 
inalação do processo de produção ou degradação natural. Causam doenças 
incuráveis e progressivas, por exemplo, asbestose. A Figura 2 ilustra telhas 
produzidas a partir da fibra amianto.
Figura 2 – Telhas produzidas a partir do amianto
Fonte: seraficus/ iStock.com.
63
1.2 Poeiras vegetais
Poeiras vegetais são aquelas produzidas pelo tratamento de culturas 
vegetais, por exemplo, o algodão e a cana-de-açúcar.
Os trabalhadores do setor algodoeiro estão expostos a poeira 
do algodão bruto ou de seu beneficiamento. O trabalhador que 
atua na produção do algodão bruto pode apresentar uma doença 
característica pela inalação da poeira oriunda deste processo, a 
bissinose, afetando o estreitamento das vias aéreas nas pessoas 
propensas ao mal. A bissinose pode causar ruído característico 
de asma brônquica e opressão no peito, em trabalhadores, logo 
no primeiro dia de trabalho, normalmente, depois do descanso. 
Entretanto, em pessoas que tiveram uma exposição mais prolongada 
ao cultivo do algodão, nota-se um aumento na opressão do peito, 
chegando a perdurar por uma semana. O diagnóstico da bissinose é 
feito por meio de prova da diminuição da função pulmonar ao longo 
de um determinado tempo de trabalho, podendo haver um aumento 
dessa diminuição logo após o primeiro dia de trabalho (OLIVEIRA; 
LAPERA, 2011).
Uma forma de minimizar e/ou neutralizar a exposição à poeiras do 
algodão, por parte dos trabalhadores, é a adoção de medidas de 
prevenção, como treinamentos de uso, manutenção e guarda dos 
equipamentos de proteção individual (EPI), adoção de EPI adequados 
a tarefa, entre outros, tendo em vista que a produção de algodão 
em larga escala acaba gerando certas atitudes impensadas por parte 
dos trabalhadores, pois acabam não utilizando os equipamentosde 
proteção individual, seja por falta de conhecimento no manuseio, 
seja por incômodo, entre outros. A Figura 3 ilustra trabalhadores na 
colheita do algodão.
64
Figura 3 – Plantio de algodão
Fonte: aslanyus/iStock.com.
Os trabalhadores do setor canavieiro, na atividade de corte manual da 
cana-de-açúcar, ficam expostos a vários tipos de riscos para a saúde, 
como riscos físicos, biológicos, de acidentes, ergonômicos, psíquicos e 
químicos. A exposição aos riscos químicos se dá por meio da inalação 
de gases e material particulado, seja pelo corte ou queima da cana-
de-açúcar, pelo solo e resíduos de agrotóxicos. A inalação de material 
particulado no corte da cana pode afetar as vias áreas superiores e 
inferiores dos trabalhadores e, como consequência, causam doenças 
do trato respiratório, assim como prejudicam a função pulmonar 
destes. Uma dessas doenças, que acometem os trabalhadores da cana-
de-açúcar, é a bagaçose, que é uma pneumoconiose causada pela 
inalação da poeira de cana-de-açúcar (LEITE et al., 2021). A Figura 4 
ilustra a exposição de um trabalhador à poeira vegetal durante o corte 
da cana-de-açúcar.
65
Figura 4 – Plantio de cana-de-açúcar
Fonte: alffoto/ iStock.com.
1.3 Poeiras alcalinas
Tem origem quase que em sua totalidade do calcário. Os efeitos 
causados ao organismo humano, pela inalação deste tipo de poeira, são 
doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema pulmonar.
1.4 Poeiras incômodas
São poeiras capazes de se integrar a outros agentes contaminantes 
presentes no ambiente laboral, e de se tornarem ainda mais prejudiciais 
à saúde, causando desconforto aos trabalhadores.
2. Programa de Proteção Respiratória (PPR)
A principal preocupação que se deve ter quando há presença de 
contaminantes no local de trabalho, como, por exemplo, poeiras, fumos, 
66
névoas, gases e vapores, é tentar reduzir a concentração dos mesmos 
neste ambiente, evitando sua inalação por parte dos trabalhadores 
e reduzindo as doenças ocupacionais. Para tal, podem ser adotadas 
medidas de engenharia, como troca de substâncias por outras menos 
tóxicas, enclausuramento ou confinamento da operação e sistema de 
ventilação local ou geral, além de medidas de controles administrativos, 
como a redução do tempo de exposição. Quando as medidas de 
proteção não são eficazes, deve-se considerar o uso de Equipamento de 
Proteção Respiratória (EPR), sendo esta uma última opção na hierarquia 
das medidas de controle e, neste caso, são indicados os respiradores, 
devendo ser adotados em conformidade com cada situação específica 
(TORLONI, 2021).
Quanto ao respirador, cabem responsabilidades tanto ao empregador 
quanto ao empregado. Por exemplo, o empregador deverá fornecer 
gratuitamente, quando necessário, o respirador apropriado ao 
trabalhador. Já ao empregado, cabe usar o respirador de forma 
adequada e conforme orientação do fornecedor e do treinamento 
recebido, assim como conservá-lo de modo a não o danificar. Essas são 
algumas das obrigações do empregador e empregado quanto ao uso, 
guarda, conservação, distribuição dos respiradores.
Pensando em como selecionar os respiradores, sobre seu uso e 
manutenção, foi instituído um documento que pudesse reunir 
informações para assegurar a proteção aos trabalhadores, o Programa 
de Proteção Respiratória (PPR).
Antes de utilizar os respiradores, é de suma importância que já tenha 
um PPR, por escrito, com todas as informações pertinentes ao local 
de trabalho e de fácil acesso a todos os trabalhadores. O PPR deve 
ser implantado, avaliado e atualizado à medida que ocorram novas 
situações de trabalho que possam afetar as condições no ambiente 
laboral, prejudicando, assim, o uso dos respiradores. Para a eficácia 
do programa, este deve se estender a todos os níveis hierárquicos 
67
da empresa e conter informações, como gestão do programa, 
procedimentos operacionais, frequência dos exames médicos dos 
colaboradores expostos ao agente, especificação dos respiradores, 
treinamento, considerações sobre o uso de barba, ensaios de 
vedação, manutenção, higienização e guarda dos respiradores, uso de 
respiradores para fuga, emergências e resgates e avaliação periódica do 
programa (TORLONI, 2021).
3. Tipos de respiradores
Normalmente, os respiradores são chamados de máscaras, e têm 
por objetivo evitar a inalação de vapores orgânicos, partículas 
tóxicas ou névoas através das vias respiratórias. Existem vários tipos 
de respiradores, sendo cada um com sua especificidade. Quando 
o contaminante (agente químico), no local de trabalho, é do tipo 
particulado (aerodispersóides), a seleção da máscara filtrante dependerá 
da presença de partículas oleosas em suspensão no ambiente de 
trabalho. Nesse sentido, existem alguns tipos de respiradores que 
podem ser adotados como proteção respiratória, a máscara descartável 
Peça Facial Filtrante (PFF) 1, 2 e 3 e os filtros da classe P1, P2 e P3 para 
máscaras semifaciais.
Veja a seguir a diferenças entre eles, de acordo com o uso a que se 
destina:
• PFF1 e filtro classe P1 para máscaras semifaciais:
Indicados quando o agente químico for mecanicamente gerado, ou 
seja, quando forem partículas sólidas: poeiras e fibras, ou partícula 
líquidas: névoas. A Figura 5 ilustra uma pessoa utilizando uma máscara 
descartável do tipo peça facial filtrante 1 (PFF1). O respirador PFF1 nunca 
deve ser utilizado como proteção contra amianto (asbesto), sílica e 
fumos metálicos.
68
Figura 5 – Respirador tipo PFF1
Fonte: Maarten Zeehandelaar/ iStock.com. 
• PFF2 e filtro classe P2 para máscaras semifaciais:
Indicados quando o agente químico for termicamente gerado (fumos). 
Como essa máscara apresenta proteção suficiente para os fumos, 
que são partículas menores que as poeiras e fibras do item anterior, a 
máscara PFF2 e o filtro P2 também protegem contra poeiras, fibras e 
névoas citadas no item anterior, ou seja, a máscara PFF2 protege contra 
fumos e todas as partículas que a máscara PFF1 protege.
Se o agente químico for névoa à base de tinta, esmalte ou verniz 
contendo solvente orgânico, deve-se usar filtro combinado contra 
vapores orgânicos e filtro para partículas classe P2, a serem acoplados 
na máscara tipo peça semifacial. Para proteção contra estes agentes, 
não podem ser adotadas as máscaras descartáveis do tipo PFF.
Se o agente químico for névoa contendo agrotóxico em veículo 
orgânico, deve-se usar filtro combinado contra vapores orgânicos e 
filtro para partículas classe P2. Se o contaminante (agente químico) for 
69
um agrotóxico em veículo água, usar filtro para partículas classe P2 ou 
máscara tipo PFF2. A Figura 6 ilustra uma máscara descartável do tipo 
PFF2.
O respirador do tipo PFF2 não deve ser utilizado como proteção contra o 
amianto (asbesto), podendo ser utilizado em ambientes hospitalares ou 
procedimentos cirúrgicos, desde que não possua válvulas de exalação, 
assim como os PFF3.
Os respiradores do tipo PFF2 equiparam-se a outros tipos de respirados, 
porém, podem assumir nomenclatura diferente de acordo com as 
legislações de cada país, por exemplo, N95 de acordo com a NIOSH-
42CFR84 nos Estados Unidos; PFF2 de acordo com a ABNT/NBR 13.698-
2011, no Brasil, contendo tiras de fixação atrás da cabeça. Todos esses 
modelos possuem aproximadamente a mesma eficiência de filtração, 
que é de 95%, ou seja, possuem eficiência mínima de 95% e penetração 
máxima de 5%.
Figura 6 – Respirador do tipo N95 (PFF2)
Fonte: Gregi69/ iStock.com. 
70
• PFF3 e filtro classe P3 para máscaras semifaciais:
Indicados quando o agente químico contiver radionuclídeos. A máscara 
PFF3 também protege o usuário para os agentes que são retidos nas 
máscaras PFF2 e PFF1. Nesses casos, deve-se levar em consideração o 
fator econômico na hora da escolha, tendo em vista que uma máscara 
PFF3 é mais cara que a PFF2 e mais cara que a PFF1. Portanto, você 
como Engenheiro (a) de Segurança do Trabalho, deve sempre trabalhar 
com base no equilíbrio entre segurança e economia. Não poderájamais prejudicar a segurança para obter vantagens econômicas, como 
também não poderá onerar a empresa para um excesso de segurança 
desnecessário e, portanto, contra o emprego adequado de seus 
conhecimentos técnicos. A Figura 7 ilustra uma máscara descartável do 
tipo PFF3.
Figura 7 – Respirador tipo PFF3
Fonte: acervo do autor.
Para poeiras e/ou névoas não oleosas, que não emitam gases e/
ou vapores tóxicos; fibras têxteis, cimento do tipo Portland; minério 
ferrosos, carvão mineral, minério de alumínio, sabão em pó, talco, cal, 
soda cáustica, poeiras vegetais, poeiras de lixamento de concreto e 
esmerilhamento; névoas de ácido sulfúrico (com óculos de proteção 
adequado), a indicação dos respiradores do tipo peça facial filtrante 1, 2 
e 3, ou seja, PFF1, PFF2 e PFF3.
71
• Para poeiras de criatórios de aves, onde há resíduos de ração, 
fezes, plumas e penas de aves, a indicação dos respiradores tipo 
PFF2 e PFF3.
• Para poeiras, névoas e fumos contendo materiais radioativos, 
como urânio e plutônio, que transmitem radiação alfa, beta e 
gama, a indicação do respirador tipo PFF3. 
Levando em consideração que muitas das doenças profissionais 
causadas pelas poeiras podem levar o indivíduo à morte ou 
desenvolverem patologias irreversíveis, torna-se extremamente 
importante o cuidado e cautela na adoção das medidas de proteção 
de forma individual, para que estas sejam realmente eficazes contra 
os agentes tóxicos do ambiente. Essas medidas devem ser adotadas 
quando todas as outras, já implementadas, não forem eficazes.
Referências
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei 
n. 9.055, de 1 de junho de 1995. Brasília, 1995. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/l9055.htm. Acesso em: 8 fev. 2022.
LEITE, M. R.; ZANETTA, D. M. T.; TREVISAN, I. BURDMANN et al.O trabalho no corte de 
cana-de-açúcar, riscos e efeitos na saúde: revisão da literatura. Revista de Saúde 
Pública, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rsp/v52/pt_0034-8910-
rsp-52-87872018052000138.pdf. Acesso em: 8 fev. 2022.
OLIVEIRA, A. A.; LAPERA, C. L. Riscos ocupacionais que podem ocorrer com 
trabalhadores de uma algodoeira no beneficiamento de algodão. Intercursos 
Revista Científica, v. 10, n. 2. Disponível em: https://revista.uemg.br/index.php/
intercursosrevistacientifica/article/view/2361/1310. Acesso em: 8 fev. 2022.
RITTI, H. F.; PINTO. V. G. Introdução à higiene e segurança do trabalho. 
PROEDU. Rede e-Tec Brasil, 2016. Disponível em: http://proedu.rnp.br/
handle/123456789/583?show=full. Acesso em: 8 fev. 2022.
TORLONI, M. Programa de proteção respiratória: recomendações, seleção e uso 
de respiradores. 4. ed. São Paulo: FUNDACENTRO, 2016. Disponível em: https://
www.deltaplusbrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ppr.pdf. Acesso em: 8 
fev. 2022.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9055.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9055.htm
https://www.scielo.br/pdf/rsp/v52/pt_0034-8910-rsp-52-87872018052000138.pdf
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http://proedu.rnp.br/handle/123456789/583?show=full
http://proedu.rnp.br/handle/123456789/583?show=full
https://www.deltaplusbrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ppr.pdf
https://www.deltaplusbrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ppr.pdf
72
TORLONI, M. Programa de proteção respiratória, seleção e uso de respiradores. 
São Paulo: FUNDACENTRO, 2002. Disponível em: https://www.honeywellsafety.
com/uploadedFiles/Sites/Regional/BR/Training_and_Support/Programa%20de%20
Prote%C3%A7%C3%A3o%20Respirat%C3%B3ria.pdf. Acesso em: 8 fev. 2022.
https://www.honeywellsafety.com/uploadedFiles/Sites/Regional/BR/Training_and_Support/Programa%20de%20Prote%C3%A7%C3%A3o%20Respirat%C3%B3ria.pdf
https://www.honeywellsafety.com/uploadedFiles/Sites/Regional/BR/Training_and_Support/Programa%20de%20Prote%C3%A7%C3%A3o%20Respirat%C3%B3ria.pdf
https://www.honeywellsafety.com/uploadedFiles/Sites/Regional/BR/Training_and_Support/Programa%20de%20Prote%C3%A7%C3%A3o%20Respirat%C3%B3ria.pdf
73
Generalidades sobre o agente 
químico: Fumos Metálicos
Autoria: Audennille Marinho de Almeida
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
Objetivos
• Conhecer e compreender os aspectos relacionados à 
exposição ao agente químico: fumos metálicos.
• Conhecer alguns dos componentes dos fumos 
metálicos e as possíveis consequências da exposição 
ocupacional.
• Conhecer as premissas do Programa de Proteção 
Respiratória (PPR) aplicado à exposição ocupacional 
aos fumos metálicos, e algumas medidas de 
prevenção e proteção respiratória.
74
1. Fumos metálicos
Neste material, você conhecerá um pouco mais sobre a exposição 
ocupacional aos agentes químicos, com foco nos fumos metálicos. 
Também pertencem ao grupo dos aerodispersóides sólidos e estão 
ligados a atividades industriais como soldagem e fundição de metais, 
conforme resumido pela Figura 1 (PEIXOTO, 2021).
Figura 1 – Aerodispersóides sólidos
Fonte: elaborada pelo autor.
Os fumos metálicos são compostos de partículas em estado sólido, que, 
durante o processo de soldagem ou fundição, sublimaram (passam 
do estado sólido para o gasoso), devido à alta temperatura necessária 
para realizar a fusão dos metais. Após a sublimação, essas partículas, 
em contato com o ar, resfriam rapidamente e solidificam, ficando em 
suspensão no ambiente de exposição ocupacional, conforme ilustram as 
Figuras 2 e 3 (PEIXOTO, 2021).
Figura 2 – Fumo metálico
Fonte: RainStar/ iStock.com.
75
Figura 3 – Trabalho de fundição de metais
Fonte: Panksvatouny/ iStock.com.
A quantidade de fumos gerados em um processo de soldagem e as 
substâncias presentes dependem do método de soldagem utilizado, da 
condição na qual esse processo é realizado e da composição dos metais. 
Entre os componentes encontrados nos fumos de solda, pode haver 
alumínio, berílio, cádmio, crômio, crómio, ou cromo, cobalto, cobre, 
ferro, chumbo, manganês, níquel, silicatos, selênio, vanádio, zinco etc. 
(HONEYWELL, 2021). O contato com esses metais pesados pode trazer 
várias consequências ao organismo em curto período de exposição 
ou por meio de altas concentrações. Nesse sentido, deve-se adotar 
medidas de controle, visando evitar o contato dos trabalhadores com 
essas substâncias nocivas, sejam de ordem coletiva, administrativa ou 
individual.
É importante destacar que devido às suas pequenas dimensões, as 
partículas constituintes dos fumos metálicos são facilmente inaláveis 
e, caso sejam inaladas, são capazes de penetrar profundamente nos 
pulmões, podendo passar para o sangue e serem transportadas até 
outras regiões do organismo. Devido a sua toxicidade, essas partículas 
podem afetar além dos pulmões (asma, siderose etc.), a pele (dermatite 
de contato alérgica e ulcerações), o coração (infarte), os rins e o sistema 
nervoso central (PEIXOTO, 2021).
76
A menos que uma operação de soldagem seja realizada em uma câmara 
de vácuo, devem ser adotadas medidas de controle (fonte, trajetória ou 
trabalhador) nesses processos, a fim de evitar a exposição ocupacional 
dos trabalhadores ao ar contaminado.
2. Programa de Proteção Respiratória (PPR)
O Programa de Proteção Respiratória aplicado à exposição aos 
fumos metálicos, é realizado por meio de um conjunto de medidas 
administrativas e práticas. Desde a escolha de um equipamento de 
proteção respiratória adequada a atividade a ser executada, sua 
correta utilização, realização de treinamentos e a conscientização dos 
trabalhadores, com objetivo de evitar a inalação de fumos (TORLONI, 
2021).
Algumas das medidas administrativas e práticas a serem adotadas pela 
empresa são:
• Selecionar os respiradores, observando os efeitos fisiológicos 
sobre o organismo, uma possível deficiência de oxigênio, as 
concentrações permitidas paraos possíveis elementos presentes 
em um ambiente em que um trabalhador poderá ser exposto e as 
concentrações Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).
• Elaborar procedimentos operacionais sobre o uso dos respiradores.
• Assegurar que os trabalhadores sejam informados da importância 
do uso de EPR’s (equipamento de proteção respiratória) na 
execução de uma atividade e da correta manutenção dos 
respiradores, realizando treinamentos periódicos e de reciclagem.
• Garantir a integridade física dos trabalhadores por meio da gestão 
de saúde ocupacional e exames periódicos, conforme ações 
77
previstas no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 
(PCMSO).
• Estabelecer medidas disciplinares para os trabalhadores que não 
seguirem aos procedimentos operacionais a serem adotados 
(TORLONI, 2021).
Já as responsabilidades mínimas dos trabalhadores, citadas no Programa 
de proteção respiratória, recomendações, seleção e uso de respiradores da 
FUNDACENTRO, são:
a) usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e o 
treinamento recebidos;
b) no caso de uso de respirador com vedação facial, não apresentar pelos 
faciais (barba, cavanhaque etc.) que interfiram na selagem do respirador 
em seu rosto;
c) guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente 
para que não se danifique ou deforme;
d) deixar imediatamente a área contaminada se observar que o respirador 
não está funcionando bem e comunicar o defeito à pessoa responsável 
indicada nos procedimentos operacionais escritos;
e) comunicar à pessoa responsável qualquer alteração em seu estado 
de saúde que possa influir na capacidade de uso seguro do respirador. 
(TORLONI, 2021, p. 23)
Além disso, faz parte, da proteção respiratória, a realização do 
monitoramento periódico, dos agentes aos quais os trabalhadores 
podem estar expostos no ambiente de trabalho, de acordo com os 
limites de tolerância constantes na NR-15, que, no caso dos fumos 
metálicos, são estabelecidos apenas para o chumbo e o manganês. Para 
os demais agentes ambientais, aos quais um grupo de trabalhadores 
pode estar exposto, devem ser utilizados os limites de tolerância da 
ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH), 
corrigidos para a carga horária da jornada brasileira.
78
A amostragem de fumos metálicos é realizada com o uso de cassete 
de éster de celulose e, em geral, com o ar passando diretamente no 
cassete. Entretanto, de acordo com o elemento alvo da amostragem, a 
ACGIH recomenda para alguns fumos à avaliação da fração respirável, 
sendo utilizado nestes casos o ciclone Figura 4.
Figura 4 – Ciclone de nylon com cassete
Fonte: Peixoto (2021, [n. p.]).
O procedimento de amostragem dos fumos metálicos é semelhante ao 
usado na coleta de poeira, é detalhado na norma de higiene ocupacional 
– NHO-8: coleta de material particulado sólido suspenso no ar de 
ambientes de trabalho, que recomenda a calibração da bomba de 
amostragem antes e depois de uma coleta.
3. Tipos de respiradores indicados para fumos 
metálicos
O controle de fumos metálicos em um ambiente depende da utilização 
de um sistema de exaustão adequado, da adoção de boas práticas de 
trabalho, do controle administrativo e, quando possível, da substituição 
79
de uma atividade por outra de menor exposição ocupacional dos 
trabalhadores. Sendo o uso da proteção respiratória individual 
semifacial ou de face inteira, conforme ilustra a Figura 5, quando não 
houver outra alternativa.
Figura 5 – Soldador com proteção respiratória
Fonte: CaseyHillPhoto/ istock.com.
A instalação de um sistema de exaustão geral ou uma coifa instalada 
acima de uma bancada estão entre as tentativas mais comuns de 
proteção aos trabalhadores expostos aos fumos metálicos. Entretanto, 
nem sempre esses sistemas resultam em uma proteção eficiente, pois 
a zona de respiração permanece exposta Figura 6, mesmo com sua 
utilização.
80
Figura 6 – Zona de respiração
Fonte: adaptada de CiydemImages/ iStock.com; fizkes/ iStock.com.
Quando não for possível a adoção de medidas de controle efetivas na 
fonte e trajetória, os trabalhadores devem utilizara um EPR. No Quadro 
1, é exibida a classificação dos meios filtrantes (ou filtros), de acordo 
com os tipos contaminantes e sua eficiência mínima de filtração, onde 
se pode observar que os respiradores ou máscaras recomendadas, a fim 
de evitar a inalação de fumos metálicos são os modelos PFF2 (peça facial 
filtrante), PFF 3, P2 e P3 (SCHNEIDER et al., 2021).
Quadro 1 – Classificação dos respiradores
Filtro Contaminantes Eficiência mínima de filtração
PFF1 / P1.
Poeiras e/ou névoas 
(aerossóis mecanicamente 
gerados).
80 %.
PFF2 / P2.
Fumos (aerossóis 
termicamente gerados) e/
ou agentes biológicos.
94 %.
PFF3 / P3. Particulados altamente 
tóxicos e/ou de toxidez 
desconhecida.
99 %.
Fonte: elaborado pelo autor.
81
A principal diferença entre os respiradores PFF (Figura 7) e os P, está 
na forma de utilização: enquanto os PFF (Figura 7) são descartáveis por 
serem o próprio meio filtrante (ou filtro). Os P (Figura 8) permitem a 
substituição do meio filtrante (ou filtro), que pode ser P2 (Figura 9) ou P3, 
no caso da proteção contra fumos metálicos (SCHNEIDER et al., 2021).
Figura 7 – Respirador tipo PFF2
Fonte: Lightspruch/ iStock.com.
Figura 8 – Respirador tipo P2
Fonte: aee_werawan/ iStock.com.
82
Vale destacar, por exemplo, que a eficiência e o fator de proteção 
atribuído a um respirador modelo semifacial, descartável PFF2 ou de 
manutenção utilizando um filtro P2, são os mesmos.
É importante lembrar que os trabalhadores devem ser bem orientados 
quanto à importância do uso correto das medidas de controle a 
exposição aos fumos metálicos, pois a efetiva proteção depende da 
correta utilização das medidas de proteção individual ou coletiva 
adotadas em uma empresa.
Referências
HONEYWELL. Fuja do “Assassino Silencioso” – Como uma boa proteção 
respiratória pode ajudar a evitar doenças. Disponível em: https://www.
honeywellsafety.com/BR/Training_and_Support/Prote%C3%A7%C3%A3o_
Respirat%C3%B3ria__Fuja_do_Assassino_Silencioso.aspx. Acesso em: 8 fev. 2022.
PEIXOTO, N. H. Higiene ocupacional III.; Rede e-Tec Brasil,. Santa Maria: 
Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, 
2013. Disponível em: https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/342/2020/04/HIGIENE-
OCUPACIONAL-III.pdf. Acesso em: 8 fev. 2022.
SCHNEIDER, R. P.; GAMBA, R. C.; PERES, B. M. et al. Manuseio de Produtos 
Químicos. Capítulo 4–Equipamentos de Proteção Individual e Sistemas de 
Proteção Contra a Exposição a Produtos Tóxicos. São Paulo: ICBII USP, 2011. 
Disponível em: https://ww3.icb.usp.br/wp-content/uploads/2019/11/Equip_Prot_
Ind_Sistemas_Prot_Contra_Exp_Prod_Toxicos.pdf. Acesso em: 8 fev. 2022.
TORLONI, M. Programa de proteção respiratória: recomendações, seleção e uso de 
respiradores. 4. ed. São Paulo: FUNDACENTRO, 2016. Disponível em: https://www.
deltaplusbrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ppr.pdf. Acesso em: 8 fev. 
2022.
https://www.honeywellsafety.com/BR/Training_and_Support/Prote%C3%A7%C3%A3o_Respirat%C3%B3ria__Fuja_do_Assassino_Silencioso.aspx
https://www.honeywellsafety.com/BR/Training_and_Support/Prote%C3%A7%C3%A3o_Respirat%C3%B3ria__Fuja_do_Assassino_Silencioso.aspx
https://www.honeywellsafety.com/BR/Training_and_Support/Prote%C3%A7%C3%A3o_Respirat%C3%B3ria__Fuja_do_Assassino_Silencioso.aspx
https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/342/2020/04/HIGIENE-OCUPACIONAL-III.pdf
https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/342/2020/04/HIGIENE-OCUPACIONAL-III.pdf
https://ww3.icb.usp.br/wp-content/uploads/2019/11/Equip_Prot_Ind_Sistemas_Prot_Contra_Exp_Prod_Toxic
https://ww3.icb.usp.br/wp-content/uploads/2019/11/Equip_Prot_Ind_Sistemas_Prot_Contra_Exp_Prod_Toxic
https://www.deltaplusbrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ppr.pdf
https://www.deltaplusbrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ppr.pdf
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Generalidades sobre o agente 
químico: Névoas e Vapores
Autoria: AudennilleMarinho de Almeida
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
Objetivos
• Conhecer e compreender os aspectos relacionados à 
exposição ao agente químico: névoas e vapores.
• Conhecer alguns dos componentes das névoas e 
vapores, e as possíveis consequências à saúde, da 
exposição ocupacional.
• Conceitos e limites de exposição aplicados às névoas 
e vapores, e algumas medidas de prevenção e 
proteção respiratória.
84
1. Névoas e vapores
Neste material, você conhecerá um pouco mais sobre a exposição 
ocupacional aos agentes químicos, com foco nas névoas e vapores. As 
névoas e vapores fazem parte do grupo dos aerodispersóides e essas 
partículas ou elementos que constituam esses agentes ambientais se 
encontram em diferentes estados físicos, o que está diretamente ligado 
a forma com a qual são gerados. Por exemplo, temos aerodispersóides 
no estado sólido, que são os fumos metálicos e poeiras, e no estado 
líquido, que são as névoas e neblinas. Os fumos metélicos são gerados 
pela fusão ou fundição dos metais, enquanto que as poeiras são 
oriundas pela ruptura mecânica dos sólidos. As névoas são produzidas a 
partir da ruptura mecânica dos líquidos e as neblinas pela condensação 
de partículas no estado líquido.
As névoas são constituídas de partículas líquidas em suspensão, em 
forma de gotículas. São geradas por um processo mecânico, pela 
ruptura física de um líquido nas operações de pulverização, conforme 
ilustra a Figura 1, nebulização ou borbulhamento.
Figura 1 – Aplicação de agrotóxicos
Fonte: alffoto/ iStock.com. 
85
Já os vapores, são substâncias geradas pela evaporação de moléculas, a 
partir de um sólido ou líquido, que, inicialmente, se encontram em uma 
condição normal de pressão e temperatura. Ao ocorrer uma variação 
da condição inicial, passam a se apresentar sob a forma de moléculas, 
tendo como características, em geral, não serem visíveis e terem um 
odor característico. Alguns exemplos de vapores são: álcool etílico, 
acetona, gasolina (Figura 3), diesel, benzeno, formol, éteres, clorofórmio, 
nafta etc.
Figura 2 – Abastecimento num posto de combustíveis
Fonte: Joa_Souza/ iStock.com. ID: 1281170113.
Vale apena destacar que as névoas e os vapores se movimentam 
desordenadamente, se misturando ao ar de um ambiente, preenchendo 
o espaço. Dependendo de sua concentração e toxidade, podem afetar 
a saúde dos trabalhadores, sendo necessária a adoção de medidas de 
controle para exposição ocupacional.
Alguns dos possíveis efeitos ao organismo dos trabalhadores, pela 
exposição ocupacional às névoas e aos vapores, são descritos no 
Quadro 1.
86
Quadro 1 – Possíveis efeitos da exposição às névoas e aos vapores
Característica tóxica Parte do corpo afetada Efeitos
Alergênicos. Com maior frequência, os pulmões e a pele. Asma e dermatite.
Anestésicos. Sistema nervoso central. Reduz a habilidade para a realização de tarefas.
Asfixiantes. Os pulmões.
Dor de cabeça, náuseas, 
sonolência, convulsões, 
coma e morte.
Cancerígenos.
Qualquer órgão, 
afetando com maior 
frequência, os pulmões.
Câncer após a exposição 
prolongada.
Irritantes.
Qualquer uma, afetando 
com maior frequência, a 
pele, os olhos e pulmões.
Inflamam pele, olhos 
e vias respiratórias.
Fonte: adaptado de Torloni (2016).
2. Proteção respiratória
A avaliação dos riscos respiratórios presentes em um ambiente de 
trabalho, é essencial para seleção do respirador mais adequado e pode 
ser dividida em três etapas, que devem ser repetidas sempre que houver 
alguma alteração neste ambiente.
A primeira etapa é a de avaliação dos perigos no ambiente, conforme a 
sequência a seguir:
• Avaliar se existe risco de deficiência de oxigênio disponível em 
um local de trabalho, é o suficiente para garantir a realização de 
atividades de rotina e atentar aos procedimentos de segurança 
especificos, como, por exemplo, para trabalhos em espaços 
confinados.
87
• Identificar as matérias-primas, produtos finais, subprodutos e 
resíduos, que possam estar presentes no ambiente.
• Conhecer os limites de tolerância e de exposição dos 
contaminantes existentes no ambiente de trabalho, e verificar a 
existência de concentração IPVS.
• Medir ou estimar a concentração dos contaminantes, na condição 
mais crítica de exposição ocupacional.
Verificar a existência de legislação específica para os contaminantes 
existentes no ambiente de trabalho. A segunda etapa é a de 
determinação do Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR), tendo 
como objetivo garantir que a exposição dos trabalhadores esteja abaixo 
dos valores recomendados pela legislação.
Para seleção de um respirador com o nível de proteção adequado à 
exposição, é necessário determinar o FPMR, que pode ser realizado das 
seguintes formas:
• Calculando quantas vezes a concentração crítica prevista na rotina, 
ou em uma situação de emergência, são maiores que o limite de 
exposição.
• Obedecendo a uma legislação específica.
A terceira etapa é a de atestar a adaptação dos trabalhadores aos 
respiradores especificados. Para uma melhor aceitação do respirador 
pelos trabalhadores, devem ser consideradas: características faciais, 
pelos faciais, uso simultâneo com outros EPI’s, uso de óculos ou lentes 
de contato, entre outros.
Já a avaliação da adequação do respirador ao ambiente de trabalho, 
deve considerar:
88
• Condições climáticas: temperatura, umidade, aumento ou 
diminuição da pressão no ambiente e velocidade do vento.
• A existência de fagulhas, abrasão, compatibilidade 
eletromagnética, enriquecimento de oxigênio etc.
É na norma NR-15 (BRASIL, 2019a), que encontramos os limites de 
tolerância para os gases e vapores. Nela, constam 206 substâncias, o 
que não abange a totalidade do que pode ser encontrado nos diferentes 
ambientes de trabalho. Para as demais substâncias que não estão 
nesta lista, como a gasolina, é recomendada a utilização dos limites da 
American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH), na 
avaliação da exposição dos trabalhadores a agentes ambientais.
Já os limites Imediatamente Perigoso à Vida ou à Saúde (IPVS), que 
representam a concentração máxima de um produto químico no ar, 
para uma exposição de trinta minutos, a qual os trabalhadores adultos 
saudáveis podem estar expostos (se os respiradores autônomos 
falharem), sem sofrer efeitos permanentes ou impedir a fuga e 
prejudicando a saúde, são estabelecidos pelo National Institute for 
Occupational Safety and Health (NIOSH). No Quadro 2, são exibidos alguns 
dos limites de tolerância utilizados para as névoas e vapores.
Quadro 2 – Limites IPVS versus limites de tolerância
Substância
NIOSH NR-15 ACGIH
IPVS LT TWA
Acetona. 20.000 ppm 780 ppm 250 ppm
Álcool etílico. 15.000 ppm 780 ppm -
Cádmio. - 9 mg/m3 0,002 mg/m3
Cloro. 30 ppm 0,8 ppm 0,1 ppm
Formaldeído 
(formol). 30 ppm 1,6 ppm 0,1 ppm
Gasolina. 14.000 ppm - 300 ppm
Fonte: adaptado de Brasil (2021).
89
3. Tipos de respiradores indicados para névoas 
e vapores
Quando não é possível a adoção de medidas de controle efetivas 
na fonte e nem a trajetória para o controle a exposição a névoas ou 
vapores, os trabalhadores devem utilizar um EPR. No Quadro 3, são 
exibidas as classificações dos meios filtrantes (ou filtros), de acordo 
com os tipos contaminantes e a sua eficiência mínima de filtração 
(SCHNEIDER et al., 2021).
Quadro 3 – Classificação dos respiradores
Filtro Contaminantes Eficiência Mínima de Filtração
PFF1/ P1. Névoas (aerossol mecanicamente gerado). 80 %.
PFF2/ P2.
Névoas (aerossol 
mecanicamente gerado).
Vapores (aerossol 
termicamente gerado).
94 %.
PFF3/ P3.
Névoas (aerossol 
mecanicamente gerado).
Vapores (aerossol 
termicamente gerado).
Particulados altamente 
tóxicos e/ou de toxidez 
desconhecida.
99 %.
Fonte: elaborado pelo autor.
Se na rotina de um trabalhador, existe a exposição apenas às névoas 
(Figura 4), o respirador recomendado seria um descartável PFF1, ou 
reutilizável P1, sendo realizada a substituição do meio filtrante (ou filtro), 
de acordocom as recomendações adotadas pelo programa de proteção 
respiratória da empresa.
90
Figura 3 – Pintura automotiva
Fonte: Man_With_No_Name/ iStock.com. 
Já na rotina de um trabalhador exposto aos vapores, os respiradores 
recomendados poderiam ser descartáveis PFF2 (Figura 5) ou PFF3, ou 
reutilizáveis P2 ou P3, sendo realizada a substituição do meio filtrante 
(ou filtro) de acordo com as recomendações adotadas pelo programa de 
proteção respiratória da empresa.
Figura 4 – Trabalhador utilizando um respirador tipo PFF2
Fonte: Smederevac/ iStock.com. 
91
Entretanto, ao realizar a avaliação do ambiente de trabalho, pode ser 
constatada uma possível exposição a outros agentes existentes no 
mesmo local, podendo ser recomendado o uso de respiradores PFF2/ 
P2 ou PFF3/ P3. Neste caso, o fator econômico para escolha de um 
EPI que ofereça uma proteção adequada aos trabalhadores, com o 
melhor custo/ benefício para empresa, é considerado.
Mesmo o custo da aquisição de EPI’s podendo ser elevado, deve ser 
considerado como um investimento, por trazer resultados a médio 
e longo prazo, como: redução do número de licenças médicas, 
interrupções de atividades e tempos de parada, motivação dos 
trabalhadores e responsabilidade social.
Também merece destaque o trabalho realizado em atmosferas IPVS e 
espaços confinados, que, de acordo com a NR-33, são definidos como:
Qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana 
contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja 
ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou 
onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio (BRASIL, 
2019b, item 33.1.2).
Neles, podem existir atmoferas de concentrações de produtos, 
substâncias e variações do nível de oxigênio que podem colocar 
em risco a integridade física dos trabalhadores. Nesses casos, é 
recomendada a utilização de respiradores autônomos, semelhantes 
ao utilizados por bombeiros Figura 6, a fim de garantir a realização de 
uma atividade de curta duração ou um resgate.
92
Figura 5 – Bombeiro utilizando um respirador autônomo
Fonte: AlenaPaulus/ iStock.com.
Como pode ser observado, existem situações nas quais será necessário 
o fornecimento de oxigênio aos trabalhadores, ao invés de prevenir 
sua exposição a um agente ambiental, onde temos como exemplos 
os espaços confinados, que têm uma grande variedade de formas e 
dimensões e estão presentes nas mais diversas atividades, desde as 
industriais até as de construção civil.
Referências
ALAGO, I. Proteção respiratória contra produtos químicos: o que você precisa 
saber. Disponível em https://www.chemicalrisk.com.br/protecao-respiratoria/. 
Acesso em: 8 fev. 2022.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-15: Atividades e Operações 
Insalubres.Brasília, 2019a. . Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-
previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/
seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-15-nr-15. 
Acesso em: 8 fev. 2022..
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR 33: Segurança e saúde nos 
trabalhos em espaços confinados. Brasília, 2019. Disponível em: https://www.
gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-
https://www.chemicalrisk.com.br/protecao-respiratoria/
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
93
de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/norma-
regulamentadora-no-33-nr-33. Acesso em: 8 fev. 2022.
PEIXOTO, N. H. Higiene ocupacional III. Colégio Técnico Industrial de Santa 
Maria, Rede e-Tec Brasil. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 2013. 
Disponível em: https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/342/2020/04/HIGIENE-
OCUPACIONAL-III.pdf. Acesso em: 8 fev. 2022.
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho
https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/342/2020/04/HIGIENE-OCUPACIONAL-III.pdf
https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/342/2020/04/HIGIENE-OCUPACIONAL-III.pdf
94
BONS ESTUDOS!
	Sumário
	Generalidades sobre ventilação e conforto térmico
	Objetivos
	1. Ventilação industrial
	2. Classificação dos sistemas de ventilação
	3. Medidas genéricas de controle para agentes biológicos
	Referências
	Generalidades sobre ventilação natural local exaustora
	Objetivos
	1. Ventilação natural
	2. Sistema de ventilação local exaustora (SVLE)
	Referências
	Agentes biológicos: do reconhecimento ao controle
	Objetivos
	1. Exposição a agentes biológicos
	2. Principais vias de proteção aos agentes biológicos
	3. Como caracterizar a exposição aos agentes biológicos
	Referências
	Agentes químicos
	Objetivos
	1. Agentes químicos
	2. Amostragem e equipamentos de coleta
	3. Requisitos legais de exposição
	Referências
	Generalidades sobre o agente químico poeira
	Objetivos
	1. Poeira
	2. Programa de Proteção Respiratória (PPR)
	3. Tipos de respiradores
	Referências
	Generalidades sobre o agente químico: Fumos Metálicos
	Objetivos
	1. Fumos metálicos
	2. Programa de Proteção Respiratória (PPR)
	3. Tipos de respiradores indicados para fumos metálicos
	Referências
	Generalidades sobre o agente químico: Névoas e Vapores
	Objetivos
	1. Névoas e vapores
	2. Proteção respiratória
	3. Tipos de respiradores indicados para névoas e vapores
	Referências

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