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0 FILOSOFIA 1 SUMÁRIO 1.0 FILOSOFIA E MITO ..................................................................................... 2 2.0 FILOSOFIA – DEFINIÇÃO ........................................................................... 4 2.1 OS PRÉ-SOCRÁTICOS ............................................................................... 4 2.2 ALGUNS FILÓSOFOS ................................................................................. 5 5.0 FILOSOFIA GREGA ................................................................................... 10 6.0 FILOSOFIA MODERNA ............................................................................. 11 7.0 FILOSOFIA DA RELIGIÃO ......................................................................... 12 7.1 ETICA ......................................................................................................... 13 8.0 COSMOGONIA E COSMOLOGIA ............................................................. 15 9.0. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 17 2 1.0 FILOSOFIA E MITO Imagem 1 - Escultura O Pensador (Le Penseur) no Museu Rodin, em Paris. A filosofia ocidental teve seu início na Grécia antiga. A palavra "filosofia" philosophia é uma palavra de origem grega. Philo vem de philia a ver com companheirismo, amor fraterno, amizade. Sophia vem de sophos, que quer dizer 1 Fonte: https://www.culturagenial.com/o-pensador-de-rodin/ 3 sábio. Assim, em geral, quando se parte da etimologia da palavra, temos que "filosofia" é o amor ao saber, a amizade profunda à sabedoria; e o filósofo, então, é aquele que tem um apreço especial pela sabedoria. A filosofia, nesta perspectiva grega, é uma atividade que visa levar ao saber. Na imagem (1) podemos ver a Escultura O Pensador (Le Penseur) no Museu Rodin, em Paris. E sua história, para a maioria dos manuais, tem como primeiro adversário o mito, que, aos olhos do filósofo, não estaria preocupado em levar ao saber, ao conhecimento, tomando aqui a palavra conhecimento como saber verdadeiro, não contraditório, que não busca causas em relações sobrenaturais, mas em relações naturais. A palavra mito também tem uma origem grega, ela vem de mythos. Há dois verbos que confluem para mytheo, que tem a ver com a conversa designação, e mytheyo, que tem a ver com a narração, com o contar algo para outro. O mito narra algo que é inquestionável para quem está inserido fielmente na atividade de ouvi-lo. Ele tem a função de dizer algo que tal pessoa acredita sem pensar muito de modo a colocá-lo em dúvida. Seu papel é de informar e dar sentido à existência de quem crê nele, mas, principalmente, o de socializar as pessoas e criar uma comunidade que forma o "nós", os que se organizam socialmente da mesma forma exatamente porque, entre o que possuem de comum, o mito é não só alguma coisa forte, mas é exatamente a narrativa (única) que diz o que é comum para este "nós". 4 2.0 FILOSOFIA – DEFINIÇÃO 2.1 OS PRÉ-SOCRÁTICOS Imagem 2 - Filósofos pré-socráticos Os pensadores pré-socráticos podemos notar na imagem (2) viveram no "mundo grego", mas nem todos antes de Sócrates. Alguns sim, outros não. Eles viveram entre o século sete e o meio do século quarto A.C. Sócrates nasceu em 470 e morreu em 399 A.C. (todas as datas, antes de Cristo, são, na sua maioria, estimativas). Uma boa parte desses pensadores foram, antes de tudo, cosmólogos. E vários deles trabalharam em um sentido reducionista, isto é, tentaram encontrar uma substância única, ou força exclusiva, ou princípio básico capaz de ser apresentado como o elemento efetivamente real e primordial do cosmos. A filosofia dos Pré-socráticos (Filósofos da Natureza) voltava o seu pensamento para a origem (racional) do mundo, do cosmos. Ou seja, estes filósofos dedicavam-se às cosmológicas, buscando a arché (o princípio fundamental de todas as coisas). De seus escritos quase tudo se perdeu, restando apenas poucos fragmentos. Cosmologia: estudo, teoria ou descrição dos cosmos, do universo. 2 Fonte: Grupo escolar - www.grupoescolar.com 5 2.2 ALGUNS FILÓSOFOS Tales de Mileto (640-548 a.C.) É considerado filosofia grega”. Para ele a água seria o elemento primordial (a arché) de tudo o que existe. Atribui Tales a demonstração do primeiro teorema de geometria (embora o estudo sistemático desta ciência tenho começado na escola de Pitágoras, no séc. VI a.C.). Anaximandro de Mileto (610-547 a.C.) Gerador de todas as coisas, segundo Anaximandro, seria apeiron (ilimitado / indeterminado / que não tem imite / infinito). A ordem do mundo virtude deste princípio. Assim, o original de todos os seres, tanto de seu aparecimento quanto de sua dissolução. Anaxímenes de Mileto (588pensador, o elemento gerador de tudo é rarefação e da condensação, o ar forma tudo o que existe. “Da mesma maneira que a nossa alma, que é ar, nos mantém vivos, também o sopro e o ar mantém o mundo inteiro”. Heráclito de Éfeso (séc. VI-) Filósofo do devir, da mudança. De acordo com Heráclito, o logos (razão/inteligência /discurso / pensamento) governa todas as coisas, e está associado ao processo cósmico. Tudo está em incessante trans“panta rei” (tudo flui). As coisas estão, pois, em constante movimento, nada permanece o mesmo (“não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”). Todavia, não se deve deduzir dessa afirmação que Heráclito defendeu uma teoria da mudança contínua desregrada. Ao contrário, ele entendia que havia uma lógica - o logos contínua. Parmênides de Eléia (544-524 a.C.) Ser é uno, imóvel, eterno, imutável mudança, seria ilusão e simples aparência assim, engano dos nossos sentidos é”. Ou seja: o ser imutável, eterno, permanente das coisas, é o único que existe, enquanto o não mudança, não 6 existe. 2.3 PRÉ-SOCRÁTICOS - DEFINIÇÃO Termo que designa, na história da filosofia, os primeiros filósofos gregos anteriores a Sócrates, também denominados fisiólogos por se ocuparem com o conhecimento do mundo natural (physis). Tales de Mileto (640-c. 548 a.C.) é considerado, já por Aristóteles, como o "primeiro filósofo", devido à sua busca de um primeiro princípio natural que explicasse a origem de todas as coisas. Tales é tido como fundador da escola inclui seu discípulo Anaximandro. filosóficas pré- socráticas, além da e atomista, incluindo Leucipo (450 (c.460-c. 370 a.C.); a pitagórica, fundada por Pitágoras de Samos (século VI a.C.); a Eleata, de Xenófanes (século VI a.C.) e Parmênides (c.510 a.C.) e seu discípulo Zenão; a mobilista, de Heráclito (c.480 a.C.).sofistas, a filosofia grega toma novo rumo, sendo que a preocupação cosmológica deixa de ser predominante, dando Lugar a uma preocupação maior com a experiência humana, o domínio dos valores e o problema de conhecimento. Ver jônica, escola; atomismo; pitagorismo; eleatas; mobilismo; sofista. “Da mesma maneira que a nossa alma, que é ar, nos mantém vivos, também o sopro e o ar mantém o mundo -V a.C.) - É conhecido como o filósofo do devir, da mudança. De acordo com Heráclito, o logos (razão/inteligência /discurso / pensamento) governa todas as coisas, e está associado ao fogo, gerador do processo cósmico. Tudo está em incessante transformação: (tudo flui). As coisas estão, pois, em constante movimento, nada permanece o mesmo (“não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”). Todavia, não se deve deduzir dessa afirmação que Heráclito defendeu uma teoria da rada. Ao contrário, ele entendia logos - governando tal mudança 524 a.C.) – Para Parmênides, o uno, imóvel, eterno, imutável. Desse modo, o devir, a mudança, seria ilusão e simples aparência; o movimento é, assim, engano dos nossos sentidos. “O ser é, o não- ser não ”. Ou seja: o ser imutável, eterno, permanente das coisas, é o único que existe, enquanto o não-ser, que seria a igna, na história da filosofia, os primeiros filósofos gregos anteriores a Sócrates, também denominados fisiólogos por se ocuparem com o conhecimento do mundo natural (physis). 7 Tales de Mileto 548 a.C.) é considerado, já por Aristóteles, como o primeiro filósofo", devido à sua busca de um primeiro princípio natural que explicasse a origem de todas as coisas. Tales é tido como fundador da escola jônica, que inclui seu discípulo Anaximandro. As principais escolas socráticas, além da escola jônica, são: a atomista, incluindo Leucipo (450-420 a.C.) e Demócrito c. 370 a.C.); a pitagórica, fundada por Pitágoras de Samos (século VI a.C.); a Eleata, de Xenófanes (século VI a.C.) e Parmênides (c.510 a.C.) e seu discípulo Zenão; a ista, de Heráclito (c.480 a.C.). Com Sócrates e os sofistas, a filosofia grega toma novo rumo, sendo que a preocupação cosmológica deixa de ser predominante, dando Lugar a uma preocupação maior com a experiência humana, o domínio dos valores e o problema do conhecimento. 3.0 SÓCRATES E OS SOFISTAS SÓCRATES (C.470-399 A.C.) Imagem 3 - Sócrates Na imagem (3) temos Sócrates – A vida deste Filosofo nos é contada por Xenofonte (em suas Memorabilia) e por Platão, que faz dele o person central de seus diálogos, sobretudo Apologia de Sócrates e Fédon. Ele nasceu em Atenas. Sua mãe era parteira, seu pai escultor. Recebeu uma educação tradicional da leitura e da escrita a partir da obra de Homero. 3 Fonte: Sócrates - actioncoach.com.br 8 Conhecedor das doutrinas filosóficas anteriores e contemporâneas (Parmênides, Zenão, Heráclito), participou do movimento de renovação da cultura empreendido pelos sofistas, mas se revelou um inimigo destes. Consolidador da filosofia, nada deixou escrito. Participou ativamente da vida da cidade, dominada pela desordem intelectual e social, submetida à demagogia dos que sabiam falar bem. Convidado a fazer parte do Conselho dos 500, manifestou sua liberdade de espírito combatendo as medidas que julgava injustas. Permaneceu independente lutas travadas entre os partidários da democracia e da aristocracia. Acreditando obedecer a uma voz interior, realizou uma tarefa de educador público e gratuito. Colocou os homens em face da seguinte evidência oculta: as opiniões não são verdades, pois não resistem ao diálogo critico. São contraditórias. Acreditamos saber, mas precisamos descobrir que não sabemos. A verdade, escondida em cada um de nós, só é visível aos olhos da razão. Acusado de introduzir novos deuses em Atenas e de corromper a juventude, foi condenado pela cidade. Irritou seus juízes com sua mordaz ironia. Morreu tomando cicuta. E conhecido seu famoso método, sua arte de interrogar, sua "maiêutica", que consiste em forçar o interlocutor a desenvolver seu pensamento sobre uma questão que ele pensa conhecer, para conduzi-lo, de consequência em consequência, a contradizer-se, e, portanto, a confessar que nada sabe. As etapas do saber são: a) Ignorar sua ignorância; b) Conhecer sua ignorância; c) Ignorar seu saber; d) Conhecer seu saber. Sua famosa expressão "conhece-te a ti mesmo" não é uma investigação psicológica, mas um método de se adquirir a ciência dos valores que o homem traz em si. "O homem mais justo de seu tempo", diz Platão, foi condenado à morte 9 sob a acusação de impiedade e de corrupção da juventude. Seria sua morte o fracasso da filosofia diante da violência dos homens? Ou não indicaria ela um servidor da razão, e não da violência, acreditando mais na força das ideias do que na força das armas? Maiêutica (do gr. maieutiké: arte do parto) Platão mostra Sócrates definindo sua tarefa filosófica por analogia à de urna parteira (profissão de sua mãe), sendo que, ao invés de dar à luz crianças, o filósofo dá à luz ideias. O filósofo deveria, portanto, segundo Sócrates, provocar nos indivíduos o desenvolvimento de seu pensamento de modo que estes viessem a superar sua própria ignorância, mas através da descoberta, por si próprios, com o auxílio do "parteiro", da verdade que trazem em si. Enquanto método filosófico, praticado por Sócrates, a maiêutica consiste em um procedimento dialético no qual Sócrates, partindo das opiniões que seu interlocutor tem sobre algo, procura fazê-lo cair em contradição ao defender seus pontos de vista, vindo assim a reconhecer sua ignorância acerca daquilo que julgava saber. A partir do reconhecimento da ignorância, trata pela razão, a verdade que temos em nós. Ver dialética; reminiscência: método. O modelo pedagógico conhecido como "socrático" inspira-se na maiêutica como forma de ensinar os indivíduos a descobrirem as coisas por eles mesmos. 4.0 A FILOSOFIA POLÍTICA A Filosofia é fruto da Antiguidade Clássica, foi criada pelos gregos, o primeiro povo a tentar solucionar seus próprios problemas. Os gregos refletiam sobre as inquietações de suas vidas e buscavam soluções que acreditavam ser eternas e aplicáveis a todas as sociedades. Inicialmente, a filosofia grega dedicou-se ao entendimento da natureza, seus eventos e fenômenos. Mais tarde, vieram os três grandes pilares da filosofia grega, Sócrates, Platão e Aristóteles. Eles desencadearam uma série de mudanças nas reflexões filosóficas gregas e, principalmente, colocaram o homem como ponto central de abordagem. 10 A partir da chamada filosofia socrática, tornar-se-ia central nas reflexões as questões sobre o homem e seus relacionamentos, abrindo espaço para avaliações políticas. Sócrates foi julgado e condenado à morte por ser considerado um subversor, mas deixou um grande legado reflexivo, ainda que fosse analfabeto. Seu discípulo e seguidor Platão encarregou-se de manter vivo o pensamento socrático, mas também ofereceu sua própria contribuição para a filosofia, especialmente com a obra A República, na qual discutiu as possibilidades de uma sociedade justa e ideal. No entanto, Aristóteles é que se tornaria célebre para a teoria política grega, estabelecendo o formato de democracia dos gregos. 5.0 FILOSOFIA GREGA A história filosófica teve início a mais de dois mil e quinhentos anos. Foi na Grécia Antiga que esta ciência nasceu e ganhou suas primeiras dimensões. Apesar de conviverem em cidades-nações diferentes e adversárias entre si, os gregos conseguiram dar origem a uma comunidade única em relação à língua, religião e cultura que impulsionou o grande salto da ciência na Idade Antiga. A extraordinária capacidade intelectual grega foi a causadora do extraordinário progresso das diversas áreas do conhecimento, as artes, a literatura, a música e a própria filosofia. A Filosofia se esforça por conhecer de forma clara e racional a natureza, o ser humano e o universo que nos rodeia e a metamorfose que nelas acontecem. A filosofia grega pode ser dividida em três etapas: período pré- socrático, socrático e helenístico. No período pré-socrático, a Filosofia foi empregada para elucidar a procedência do mundo e das coisas a sua volta, foi representado pela physis (natureza) que procurava compreender através da razão a origem e as mudanças que acometeram a natureza e o ser humano ao longo do tempo; destacou-se nesta fase o filósofo Tales de Mileto. Já o período socrático apontou para uma modificação a respeito do elemento de pesquisa da filosofia, que sai da metafísica e caminha em direção 11 ao homem em si. Este período destacou-se pelo surgimento da democracia que concedeu o direito de paridade a todas as pessoas que vivessem nas polis - hoje cidades – concedendo-lhes inclusive a faculdade legal de tomar parte no governo e se necessário sugerir alguma mudança na educação grega já que as pessoas tinham precisão de saber falar e persuadir as demais. O período helenístico surgiu após o declínio político das polis e o surgimento de um conjunto de disciplinas que, além de trabalhar com a natureza e o estudo das leis do raciocínio, procuravam também dar ênfase a felicidade e a ensinar as pessoas a encontrarem a maneira correta de direcionarem a própria vida. Nestes períodos ocorreram vários atos por parte de alguns filósofos que mereceram grande destaque, tais como: a criação da filosofia humanista por Sócrates, a fundação da Academia de Atenas por Platão e a doutrinação da lógica e de muitos outros conhecimentos como a metafísica, a moral e a política por Aristóteles. 6.0 FILOSOFIA MODERNA Embora alguns autores considerem a Filosofia do Renascimento, nos séculos XV e XVI, como parte da Filosofia Moderna, em geral, aceita-se que o filósofo que iniciou a Filosofia Moderna tenha sido René Descartes, no século XVII, uma vez que seus trabalhos definiram e deram corpo ao escopo, objeto e métodos de tal período da filosofia. Da mesma forma, o trabalho de Ludwig Wittgenstein é considerado o término de tal período, iniciando o que é normalmente chamado de período pós-moderno. Este período não é caracterizado por uma escola ou doutrina especifica, mas por um estilo de trabalhar as questões filosóficas e por certas premissas ou hipóteses comuns. As áreas exploradas nesta época incluíam a filosofia da mente, especialmente o problema mente-corpo identificado por Descartes, epistemologia e metafísica. Por não possuir uma escola única, a filosofia moderna é normalmente dividida pelas correntes filosóficas que exploraram os principais temas desta época. Os principais nomes desta época foram organizados posteriormente em dois grupos, os racionalistas e os empiristas. Os 12 próprios autores não se identificavam desta forma, mas retrospectivamente, foram assim organizados, em termos de história da filosofia, principalmente pelas contribuições do filósofo alemão Immanuel Kant. 7.0 FILOSOFIA DA RELIGIÃO A Filosofia da Religião é um ramo filosófico que investiga a esfera espiritual inerente ao homem, do ponto de vista da metafísica, da antropologia e da ética. Ela levanta questionamentos fundamentais, tais como: o que é a religião? Deus existe? Há vida depois da morte? Como se explica o mal? Estas e outras perguntas, ideias e postulados religiosos são estudados por esta disciplina. Há uma infinidade de religiões, compostas de distintas modalidades de adoração, mitologias e experiências espirituais, mas geralmente os estudiosos se concentram na pesquisa das principais vertentes espirituais, como o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, pois elas oferecem um sistema lógico e elaborado sobre o comportamento do planeta e de todo o Universo, enquanto as orientais normalmente se centram em uma determinada filosofia de vida. Os filósofos têm como objetivo descobrir se o olhar espiritual sobre o Cosmos é realmente verdadeiro. Em suas pesquisas o filósofo da religião adota como instrumentos teóricos a metodologia histórico-crítica comparativa, que contrapõe as mais diversas religiões, espacial e temporalmente, para perceber suas semelhanças e o que as distingue, logrando assim visualizar o núcleo central dos eventos religiosos; a filológica, que realiza a investigação dos vários idiomas, comparando-os e buscando expressões usadas para se referir ao sagrado, estabelecendo assim o que elas têm em comum; e a antropológica, que resgata o passado espiritual dos povos ancestrais e dos contemporâneos, seus institutos, suas convicções, seus ritos e seus valores. Cabe à Filosofia da Religião realizar uma correta associação destes distintos métodos, para assim perceber claramente o que é essencial nas religiões. 13 Em todas as religiões vigentes no Ocidente há algo em comum, a fé em Deus. A Divindade é vista como um Ser sem corpo e eterno, criador de tudo que há, extremamente generoso e perfeito, todo-poderoso, ou seja, onipotente, conhecedor de tudo, portanto onisciente, presente em toda parte, melhor dizendo, onipresente. Esta é a imagem teísta de Deus, aquela que proclama sua existência. São Tomás de Aquino defende pelo menos cinco argumentos a favor da presença de Deus no Universo, entre eles o ontológico, o cosmológico e o do desígnio. Estas ideias foram renovadas pelos pensadores modernos Alvin Plantinga e Richard Swinburne, que tornaram estes conceitos mais complexos. A compreensão de Deus pode ser racional, portanto do âmbito da Teologia Natural, ou percebida do ponto de vista da fé, constituindo a Teologia Revelada. Anteriormente ao século XX, a trajetória filosófica ocidental procurava explicar alguns ângulos das tradições pagãs, do judaísmo e do Cristianismo, ao passo que no Oriente, em práticas espirituais como o hinduísmo, o budismo e o taoísmo, não é fácil perceber até que ponto uma pesquisa é de natureza religiosa ou filosófica. Não é fácil para esta disciplina delimitar um objeto de estudo adequado, do ponto de vista religioso. Segundo estes filósofos, mesmo que se alcance uma caracterização correta de Deus, ainda resta encontrar uma razão para se pretender sua existência. Embora na Idade Média tenham surgido muitas teorias que se pretendem capazes de provar que Deus existe, a partir do século XVIII houve uma guinada na mentalidade humana, e muitos dos argumentos defendidos na era medieval perderam sua validade. Assim, muitos filósofos religiosos têm suas próprias prevenções contra a cultura religiosa popular, como Kant e Feuerbach, o qual estimulou o estudo das religiões do ângulo social e antropológico destas convicções espirituais, caminho seguido até hoje por grande parte dos filósofos desta disciplina. 7.1 ETICA As palavras ‘ética’ e ‘moral’ são semelhantes em sua etimologia, mas, por convenção, adotamos a Ética como estudo teórico e específico de ações orientadas por valores morais e das consequências dessas ações - mesmo 14 quando envolvem seres não humanos, como os animais e o meio ambiente; e a Moral para nos referirmos às práticas dos diversos agrupamentos humanos - incluindo os códigos normativos. Considera-se que Aristóteles foi o primeiro a propor um estudo sistemático da moralidade. Em seu pensamento, não haveria propósito em implementar qualquer investigação ética sem efeitos no modo como alguém vive. Todas as propostas teóricas ainda mantêm esse ideal. Embora pareçam distantes da complexidade das situações concretas, todas as perspectivas teóricas sobre o agir moral pretendem esclarecer as dificuldades que experimentamos na prática e, por conseguinte, propor soluções para os conflitos, desacordos e dilemas morais. É importante frisar que a reflexão filosófica sobre o agir moral tem por base as práticas morais em toda a sua complexidade, mas não se esgota em constatações de cunho social ou psicológico sobre como ou porque as pessoas decidem o que fazer. É tão importante compreender as regras e mecanismos que permeiam nossas sociedades quanto propor críticas e essas práticas: estariam elas nos conduzindo a qual fim? Valorizam o que há de humano em nós? Não podemos negar que a Ética aponta para o que pode ser realizável e não apenas para o habitual. Mesmo que o cotidiano em sua complexidade nem sempre permita um agir livre, consciente e autônomo, esses são os fundamentos a partir dos quais construímos nossas perspectivas éticas. Podemos destacar três âmbitos de investigação do comportamento moral: Normativo: pretendem estabelecer os critérios que distinguem as ações em ‘corretas’, ‘erradas’, ‘permitidas’, etc. Pretendem esclarecer as dificuldades morais que experimentamos e propor normas de conduta. Esses estudos perguntam como devemos agir, se ou quando estamos moralmente obrigados a agir e quais valores morais devem orientar nossas ações. Desenvolvem-se, com essas investigações, as diversas teorias morais. Descritivo: investigam a natureza e o status dos valores morais com base em uma descrição das práticas morais. São estudos metaéticos, pois são uma investigação do próprio agir moral. Podemos, assim, considerar que os valores 15 morais são relativos a culturas e sociedades, objetivos e incondicionais ou inexistentes. Aplicado: abrange a aplicação de teorias normativas e perspectivas metaéticas a questões específicas, cujo contexto de avaliação da responsabilidade moral nem sempre se restringe ao individual. Os temas mais comuns envolvem: ética ambiental, ética médica e ética empresarial. Em todos esses, além da perspectiva estritamente moral, temos questões legais envolvidas, pois são âmbitos de ação nos quais agimos não apenas como indivíduos, mas como profissionais ou representantes de um órgão ou empresa. De todos, a Ética é o mais interdisciplinar dos campos de investigação filosófica. Aceita contribuições de uma variedade de pesquisadores, incluindo teólogos e cientistas. O relevante para avaliar as contribuições é sempre a perspectiva crítica e a tentativa de oferecer uma explicação ou solução às dificuldades que resultam do comportamento humano. 8.0 COSMOGONIA E COSMOLOGIA Imagem 4 - Cosmogonia e Cosmologia Na imagem (4) temos um exemplo de Cosmogonia e Cosmologia, que são de certa forma, narrativas sobre as origens do mundo. Em geral elas estão presentes nos mitos, isto quando não são a sua essência. Falam de união sexual entre deuses, que geram o mundo, ou união sexual entre deuses e humanos, que em geral criam situações complexas e dão o enredo a uma história que 4 Fonte: USP - http://www.astro.iag.usp.br 16 explica divisões, guerras, ciúmes, paixões, disputas sobre a justiça, etc. As cosmologias já estão mais para o campo do pensamento filosófico do que para o pensamento mitológico. Para vários autores da história da filosofia, elas são a origem do pensamento filosófico, e outros, mais propensos a verem continuidade do que rupturas na história do pensamento tendem a ver as cosmologias como o início do pensamento científico. A filosofia ocidental teve seu início na Grécia philosophia - é uma philia, que tem a ver com companheirismo, amor fraterno, amizade., que quer dizer sábio. Assim, em geral, quando se parte da etimologia da palavra, temos que "filosofia" é o amor ao saber, a amizade profunda à sabedoria; e o filósofo, então, é aquele que tem um apreço especial pela sabedoria. A filosofia, nesta perspectiva grega, é uma atividade que visa levar ao saber. E sua história, para a maioria dos manuais, tem como primeiro adversário o mito, que, aos olhos do filósofo, não estaria preocupado em levar ao saber, ao conhecimento, tomando aqui a palavra como saber verdadeiro, não contraditório, que não busca causas em relações sobrenaturais, mas em relações naturais. A palavra mito também tem uma origem grega, ela vem de Há dois verbos que confluem para mythos: que tem a ver com a conversação e a, que tem a ver com a narração, com o contar algo para outro. O mito narra algo que é inquestionável para quem está inserido lo. Ele tem a função de dizer algo que tal pessoa acredita sem que venha lo em dúvida. Seu papel é de informar e dar sentido à existência de quem crê nele, mas, principalmente, o de socializar as pessoas e criar uma comunidade que forma o "nós", os que se organizam socialmente da mesma forma, exatamente porque, entre o que possuem de comum, o mito é não só alguma coisa forte, mas é exatamente a narrativa (única) que diz o que é comum para este de certa forma, narrativas sobre as no do mundo. Em geral elas estão presentes nos mitos, isto quando não são a sua essência. Falam de união sexual entre deuses, que geram o mundo, ou união sexual entre deuses e humanos, que em geral criam situações complexas e explica divisões, guerras, ciúmes, paixões, disputas sobre a justiça, etc. As cosmologias já estão mais para o campo do pensamento filosófico do que para o pensamento mitológico. Para vários autores da história da filosofia, elas são a origem do to filosófico, e outros, mais propensos a verem continuidade do que rupturas na 17 história do pensamento a ver as cosmologias como o início do pensamento científico. As cosmologias são teorias a respeito da natureza do mundo. As cosmogonias são genealogias diferentemente, as cosmologias são conhecimento a respeito de elementos primordiais, mas naturais. 9.0. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Apostila Filosofia Uefs - http://www2.uefs.br/filosofia-bv/pdfs/apostila_02.pdf Info Escola - https://www.infoescola.com/filosofia/filosofia-politica/ - Acesso em 29/05/2019 Às 16:30