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Aula 03 Conhecimentos Específicos p/ TERRACAP (Técnico em Comunicação Social - Publicitário) Professores: Paolla Marletti, Paulo Guimarães 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!1!()!23! AULA 03: Criação Publicitária. SUMÁRIO PÁGINA 1. Introdução 1 2. Criação Publicitária 1 3. Mídia: Principais Veículos 13 4. Resumo do Concurseiro 57 5. Questões comentadas 59 6. Questões sem comentários 70 1.!INTRODUÇÃO Olá, querido aluno! Hoje estudaremos aspectos relacionados à atividade de criação publicitária, cobrindo os seguintes itens do nosso edital: 2 Criação publicitária: fases do processo criativo; principais veículos para mídia impressa, eletrônica e digital, suas características, vantagens e desvantagens em função da adequação ao público alvo e ao produto ou serviço. Vamos lá!? Bons estudos! 2.!CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA A criação é um dos mais complexos processos nas campanhas publicitárias. Certamente a criação é a função da propaganda mais bem percebida pelos leigos, com profissionais criativos, bem pagos e, algumas vezes, considerados excêntricos. Há autores que dizem que a criação é o coração da agência, enquanto todo o resto é o cérebro. Da mesma forma que as pessoas podem muitas vezes ser mais emocionais do que racionais, o departamento de criação precisa estar forte e sadio, pois é vital para a agência. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!4!()!23! O processo de criação, porém, apesar de ter forte teor artístico, também é altamente técnico, e exige um altíssimo nível de dedicação do profissional da área. O portfólio de um bom profissional de criação contém peças por ele criadas, apresentadas como parte de um processo bastante sofisticado, em que o conhecimento da realidade mercadológica, aliado a um excelente repertório advindo do estudo e da experiência, proporcionou a criação de peças que geraram resultados positivos na mente do público- alvo, e, consequentemente, ajudaram o anunciante a atingir seus objetivos. Mas esse fascínio pela criação traz também um enorme desafio: de todas as disciplinas que compõem o processo de aprendizagem da propaganda, a criação é uma das mais difíceis de ser estruturada. Além das complicações naturais das ciências humanas (reflexões sobre a motivação humana, o comportamento, fatores sociológicos e antropológicos, etc.), temos ainda fatores relacionados ao uso da linguagem no processo comunicacional. Na prática, o que normalmente ocorre, tanto no ambiente acadêmico quanto no profissional, é que os professores terminam exibindo peças criativas que consideram diferenciadas e exemplares, e, partir desses exemplos, explicando o contexto no qual foram inseridos, seu sucesso ou fracasso e outros fatores diferenciadores. Isso ocorre porque, afinal de contas, a literatura sobre criação é muito escassa. É fácil encontrar regras (composição de títulos, redação, uso de cores, diagramação, etc.), mas é muito difícil encontrar estudos profundos acerca do processo criativo em si e sua aplicação ao ambiente publicitário. Na minha opinião, uma das formas mais poéticas de descrever o processo de criação publicitária é o seu relacionamento com a bricolagem. Caso você não esteja familiarizado com o termo, bricolagem é a montagem de um objeto por meio da combinação de elementos diversos. Da mesma forma que, na bricolagem, juntam-se partes diferentes de algo que já existe 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!5!()!23! para construir algo novo, na criação o repertório cultural é dirigido à construção do anúncio publicitário. Esse conceito foi cobrado no concurso da Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso do Sul, em 2016. AL-MS – Publicitário – 2016 – FCC. Autores relacionam o processo de criatividade publicitária com a bricolagem. Essa relação é possível, pois a) a criação está relacionada ao processo de recorte, associação e edição de informações que se encontram no repertório cultural da sociedade. b) o texto publicitário é caracterizado pela utilização de figuras de linguagem. c) depende da criatividade do departamento de criação de uma agência de publicidade. d) traduz um fenômeno que distingue o discurso denotativo e conotativo no ato da criação. e) o ethos de uma campanha publicitária relaciona-se com o estilo de escrita do redator e da própria agência de publicidade. A analogia da criação publicitária com a bricolagem está relacionada à construção de algo novo com base no que já existe, de forma dispersa, na sociedade. Nossa resposta, portanto, é a alternativa A. 2.1.! O nascimento das ideias O anúncio publicitário é um meio para um fim, que, de maneira geral, deve expressar ideias de maneira simples, concisa e clara. Por outro lado, mesmo a comunicação mais técnica traz em si uma carga de emotividade, e esse é um fator de sucesso para a campanha. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!6!()!23! É possível afirmar que toda publicidade se desenvolve em torno de sentimentos que afetam os interesses humanos: o bom e o mau, o confortável e o desconfortável, o grande e o pequeno, o sublime e o ridículo, etc. Uma ideia pode ser boa, mas se for expressa sem preocupação em respeitar os padrões intelectuais, sociais e morais do público, perde sua qualidade e fracassa em sua finalidade. É comum que se imagine o profissional de criação como alguém que fica tendo ideias exóticas para enquadrá-las posteriormente em produtos ou serviços. Essa situação, porém, não é a mais comum. Um criador normalmente trabalha sob encomenda, e precisa ter ideias direcionadas, a partir das informações trazidas pelo cliente e pelas outras áreas da agência. O profissional de criação deve atuar a partir de um pedido explícito, de um problema a ser enfrentado ou uma oportunidade a ser aproveitada, e não a partir da geração espontânea de ideias. Um aspecto que precisa ficar claro nesse sentido é que, diferentemente do que acontecia há algumas décadas, o departamento de criação não trabalha apenas a partir do planejamento elaborado pelo departamento de mídia ou por outras áreas da agência. Na realidade os diferentes departamentos trabalham em conjunto, até porque o planejamento e o anúncio dependem da mídia escolhida. Veja como este assunto foi abordado nesta questão cobrada para o cargo de Analista dos Correios – Publicidade e Propaganda. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!7!()!23! Correios – Analista – Publicidade e Propaganda – 2011 – Cespe. O departamento de criação trabalha a partir do planejamento estabelecido pelo departamento de mídia. Como você já sabe, os departamentos de criação e de mídia não trabalham de forma apartada. Na realidade o sucessoda campanha depende do nível de integração entre essas áreas, e por isso a assertiva está errada. Segundo Sant’Anna, Rocha e Garcia, existem dois passos bastante simples para começar o processo de criação de propaganda: 1. Colocar as ideias no papel. Isso deve ser feito sem qualquer preocupação formal. Não é preciso ter compromissos com amarras institucionais ou limitações de ordem prática, mas apenas fazer um exercício imaginativo e deixar a criatividade fluir. As ideias que surgem nesta fase, mesmo que pareçam absurdas, podem ser bons pontos de partida para o que vem a seguir. 2. Estudar o resultado. O profissional de criação deve tentar, dentro da desordem, encontrar alguma estrutura que lhe permita desenvolver um modelo de ação. A partir deste estudo surgirá a ideia de uma composição de imagem e fatos ou a visualização publicitária de um produto. Em todas as situações, a principal preocupação é sempre proporcionar um conhecimento mais avançado da cultura do negócio, envolvendo o perfil da marca e do produto ou serviço em pauta, sua situação diante do mercado, o perfil da cadeia comercial envolvida no processo, perfil e comportamento do consumidor, atuação da concorrência, etc. Vale mencionar também a plataforma de copy, que alguns dizem que deve ser preparada pelo cliente, e outros dizem que deve ser de 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!8!()!23! responsabilidade do planejamento. Essa plataforma serve para orientar o que deve e o que não deve ser dito, qual o tom esperando da comunicação, 2.2.! Definição do tema Depois que as ideias estão postas no papel e organizadas, o profissional de criação deve fazer uma primeira triagem, buscando selecionar o que pareça mais adequado para responder às questões levantadas. Com essa ideia básica definida, chega-se a um tema, em torno do qual será desenvolvida a campanha ou o anúncio. No contexto publicitário, o tema nada mais é do que o conteúdo central que organiza as mensagens e anúncios de uma campanha publicitária. O tema é momentâneo, refletindo a situação atual. Pode até configurar-se como slogan, sendo utilizado na peça principal ou de lançamento da campanha na forma de título, mas deverá sempre respeitar os valores fundamentais da marca, sem os quais a comunicação na terá sucesso em somar-se aos esforços contínuos para conquistar a mente e o coração do público-alvo. 2.3.! Anúncio Nesta próxima fase do processo, as boas ideias deverão ser transformadas concretamente em boas peças. Isso exige ainda mais do profissional de criação, pois esse processo depende do seu repertório de arte, de cultura, de expressões populares, de perspectivas e movimentos sociais. Além disso, é importante considerar também as características do meio, pois cada veículo exige peças específicas. É neste ponto que ressai a necessidade de o profissional exercitar criatividade. É aqui que a técnica da propaganda se encontra com 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!2!()!23! a arte, e o profissional de criação precisa ir além das boas ideias, para exercitar a criatividade e aplica-las a um anúncio. Quando a ideia está clara e o público-alvo, definido, é possível transformar uma ideia em ação. No passado, era o redator que concebia o essencial do anúncio, compreendido pela presença do título e do texto. O ilustrador então era o responsável por produzir a imagem definida pelo redator. A partir dos anos 1960, nos Estados Unidos, porém, começou a ser defendida a dupla de criação, formada pelo redator e pelo diretor de arte. Mais recentemente o processo de criação passou a envolver também outros atores, muitas vezes de fora da agência, como fotógrafos e diretores comerciais. Mais recentemente ainda, com o fenômeno a comunicação digital, uma nova geração de criadores tem desenvolvido habilidades no sentido de dominar tanto a elaboração de imagens quanto de textos, com uma visão mais completa da concepção e da produção do anúncio. A dupla de criação já foi inclusive objeto de questões de concursos, como podemos ver nesta questão cobrada no concurso para Jornalista da Universidade Federal de Pernambuco. UFPE – Jornalista – 2010 – COVEST. É comum, nas agências de propaganda, o modelo de criação publicitária chamado duplas de criação. Ela é formada por: a) diretor de arte e mídia. b) redator e diretor de arte. c) mídia e redator. d) criativo e diretor de arte. e) mídia e criativo. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!3!()!23! A resposta aqui é muito simples, não é mesmo? A tradicional dupla de criação é formada pelo redator e pelo diretor de arte nas agências de propaganda. Nossa resposta, portanto, é a alternativa B. Considerando as especificidades dos diferentes mercados, é possível ainda encontrar profissionais de criação mais especializados. Hoje há especialistas na criação de filmes, peças interativas, anúncios impressos, anúncios para redes sociais, etc. É preciso que o profissional de criação saiba apresentar o tema e desenvolvê-lo, de forma a tornar a mensagem mais atrativa e interessante. Essa apresentação do tema pode ocorrer de forma direta ou indireta. Na forma direta é utilizado claramente o argumento-base, no sentido de criar um estímulo capaz de induzir ao comportamento desejado. É um argumento claro, positivo, sem rodeios. O tema indireto, por sua vez, é todo recurso que possa ser utilizado para levar o interesse do consumidor ao anúncio. Basicamente o anunciante transmite uma mensagem, mas que não está diretamente relacionada ao produto ou a marca. Busca-se despertar a curiosidade do leitor a partir de um tópico de seu interesse, trazendo-o assim para a mensagem do produto ou serviço. A estrutura tradicional do anúncio contempla o título e a imagem, mas contemporaneamente vêm surgindo anúncios contendo apenas texto, o que o mercado convencionou chamar de anúncios all type. Segundo a Associação de Designers Gráficos, all type é o anúncio de jornal ou revista, outdoor ou qualquer outro tipo de material impresso apenas com frases escritas, sem nenhum tipo de ilustração. Veja como o conceito de anúncio all type foi cobrado no concurso da Fundação Universidade de Brasília. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!9!()!23! FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. No que se refere aos conceitos ligados ao trabalho de criação e produção de uma peça gráfica, julgue o item subsequente. O anúncio impresso, chamado tecnicamente de all type, é aquele em que há a predominância de textos, sem ilustrações ou imagens. O conceito é um pouco diferente daquele trazido pela Associação de Designers Gráficos, mas podemos dizer que está certo, não é mesmo!? A função do título é fixar a atenção do destinatário, despertando seu interesse, que o conduzirá à leitura do texto. Basicamente podemos dizer que o título deve “segurar na mão” do consumidor e guia-lo à leitura.Veja como este caráter introdutório do título foi cobrado concurso para o cargo de Jornalista no Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia. TJ-RO – Jornalista – 2008 – Cesgranrio. Na criação publicitária, um título ou chamada pode ser caracterizado(a) como um(a) a) anúncio detalhado das características de uma mercadoria. b) sentença que apresenta uma redundância de ideias. c) frase longa e explicativa sobre determinado produto. d) frase cujo objetivo é chamar a atenção de um consumidor para um produto. e) composição que combina texto e imagem para vender um produto. Como você já sabe muito bem, o título do anúncio tem como principal finalidade chamar a atenção do consumidor para o seu conteúdo, e por isso nossa resposta é a alternativa D. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!1:!()!23! A seguir reproduzo o esquema de apresentação do tema de forma direta e indireta, por meio do título, que consta na obra Propaganda: Teoria, Técnica e Prática, de Sant’Anna, Rocha Junior e Garcia. Segundo David Ogivly, quem não vendeu nada no título desperdiçou 80% do dinheiro de seu cliente. Ainda segundo o autor, o maior de todos os pecados do profissional de criação é inserir um anúncio TEMA O melhor argumento de vendas DIRETO INDIRETO Benefícios Despertar curiosidade TEXTO RACIONAL TEXTO EMOTIVO Dirige-se à inteligência lógica dos fatos, informa, descreve o produto, dá razões, vantagens, tem fortes argumentos de vendas. Direito. Objetivo. Dirige-se às emoções. Salienta os efeitos do produto e os efeitos dos efeitos. Cria desejo pelo produto. TÍTULO DIRETO TÍTULO INDIRETO • Seleciona o leitor • Informa sobre o produto • Expõe uma vantagem • Promete um benefício • Provoca a curiosidade • Promete a solução de dificuldades • Desperta o interesse O título deve conter Uma “afirmação” Ou/uma “promessa” Ou/um “conselho” Ou/ser “noticioso” Ou/ser “dramatizado” Ou/fazer “comparação” Ou/criar “suspense” Ou/dar “testemunho” Ou/ser “interrogativo” Ou/ser “negativo” 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!11!()!23! sem título. As principais diretrizes para redação do título do anúncio são as seguintes: a)!O título é o chamariz. Use-o para captar os leitores que são interessados potenciais no produto que está anunciando. Não diga nada no seu título que corra o risco de excluir quaisquer leitores que possam se interessar pelo produto. Assim, se estiver anunciando um produto que possa ser usado igualmente por homens e mulheres, não dirija seu título só às mulheres, pois isso afastará desnecessariamente os homens; b)!Todo título deve apelar para o interesse do leitor. Deve prometer-lhe um benefício; c)! Procure colocar um elemento de notícia em todos os seus títulos, porque o leitor está sempre à procura de novos produtos, de maneiras novas de usar um produto antigo ou de melhoramentos em um produto tradicional; d)!Cinco vezes mais pessoas leem o título do que o corpo do texto, de modo que é importante, para quem não lê o texto, ao menos ser informado da marca que está sendo anunciada; e)! Inclua sua promessa central no título. Isso exige títulos longos. Pesquisas concluíram que títulos de dez ou mais palavras, contendo dados noticiosos ou informativos, sistematicamente, vendem mais mercadorias que títulos curtos; f)! É mais provável que as pessoas leiam o texto se o título lhes despertar a curiosidade: encerre o título com um convite a continuar lendo; g)!Alguns redatores escrevem títulos com truques: trocadilhos, alusões literárias e outras obscuridades. Isso é errado. O título deve telegrafar o que se quer dizer, e telegrafar em linguagem simples. Não brinque com o leitor; 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!14!()!23! h)!A pesquisa mostra que é perigoso usar palavras de significado negativo em títulos, mas essa orientação merece uma ponderação, pois já foram criados títulos excelentes até mesmo com dupla negação (“Não dá para não ler”, do jornal Folha de S. Paulo, por exemplo); i)! Evite títulos cegos, títulos que não querem dizer nada a menos que se leia o texto que os segue; a maioria não lê. Uma vez tendo ficado clara a importância do tema e sua relação com a composição do título do anúncio, é fundamental compreendermos como se dá o desenvolvimento do texto. Podemos dizer que o texto, assim como os outros componentes, pode assumir a forma racional e a forma emotiva. TEXTO RACIONAL Dirige-se à inteligência, agindo pela persuasão, pela lógica dos fatos. Adapta-se melhor ao tema direto e ao produto que representa uma necessidade imprescindível do consumidor. EMOTIVO Dirige-se ao conteúdo afetivo, emocional. Atua principalmente por sugestão, direcionando-se à linguagem dos sentimentos, das emoções. Adapta-se melhor ao tema indireto, ao produto em que há influência do estilo, da moda, do prestígio, ou ainda à situação em que é preciso cirar o próprio desejo pelo produto. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!15!()!23! O primeiro parágrafo do texto apresenta, normalmente, uma ampliação do título, seguido por um esclarecimento acerca das afirmativas ou promessas feitas. O próximo passo é a enumeração de argumentos ou vantagens adicionais. Finalmente, o fecho do texto deve trazer um convite à ação, do tipo “experimente hoje mesmo”. É preciso que o profissional de criação tome muito cuidado com a extensão do texto, pois se a história é difusa e o fecho demorado, dificilmente o leitor chegará ao fim. Os anúncios de varejo costumam ser mais objetivos e diretos, com a principal função de informar. Na maioria das vezes assumem a forma de catálogos, com ilustrações correspondendo aos diferentes produtos e textos breves, que descrevem e salientam suas vantagens. 3.!MÍDIA: PRINCIPAIS VEÍCULOS 3.1.! Rádio Em geral, a programação do rádio tem a intenção de despertar interesses, informar e alcançar o público em maior amplitude, desde as grandes cidades (onde temos muita informação disponível) até a zona rural mais remota (onde sequer há sinal de TV ou é muito escasso). Para alcançar esses objetivos, o programa de rádio precisa de planejamento prévio, para que consiga o que pretende dentro do tempo disponível, atendendo às demandas e características do público a ser atingido. Muitos acreditam que o fim do rádio está próximo. No entanto, a história do rádio tem nos mostrado que esse meio sempre arruma “uma forma de se reinventar”. A produção em rádio tem algumas vantagens que merecem ser levadas em consideração: ele requer relativamente poucos investimentos para a transmissão da mensagem, atinge o ouvinte de forma instantânea, 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!16!()!23!dispõe de espaços unitários para comerciais mais baratos do que os meios impressos e a TV. Além disso, o rádio é portátil e sua audiência exige tanta concentração. O ouvinte pode ser analfabeto e não há problema! As novas tecnologias (internet, smartphones, tablets) apoiaram a renovação do rádio, que agora usa plataformas virtuais, com web rádios, podcasts, etc. Criar para o rádio é viver a situação e coloca-la no papel. Apesar de tudo começar por escrito, deve-se entender que são essas palavras que irão adquirir vida nas voes e nos efeitos de grandes profissionais das produtoras de fonogramas, responsáveis pela transformação de conceitos, ideias e mensagens em música, sons e textos ritmados. Maria Elisa Porchat destaca que “a comunicação no rádio é limitada, por contar apenas com o som, o que requer uma compensação na linguagem nele empregada; em contrapartida, o rádio leva a vantagem de estar em toda parte. Esse alcance impõe um compromisso cultural, num sentido amplo, e promove a valorização da nossa língua de modo particular”. Até chegar ao seu rádio, a informação precisa percorrer um longo caminho. Por uma série de razões, a transmissão da informação pelo rádio sempre encontra algumas barreiras, e, para contorna-las, por muito tempo a regra foi a improvisação. Os radialistas antigos não conseguiam explorar muito bem todas as capacidades desse meio por desconhecimento e faltava de domínio da potencialidade do fenômeno radiofônico. Normalmente o rádio tem a capacidade de criar um vínculo entre o ouvinte e o apresentador. As pessoas se acostumam a ouvir o programa de forma habitual, criam expectativas quanto a determinados assuntos que esperam ouvir e às vezes até se sentem íntimas do radialista. As possibilidades de interação com esse “ouvinte antigo” também são mais antigas do que as que temos à nossa disposição hoje em dia. Não é de hoje que eles entram em contato com o âncora por telefone, carta, etc. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!17!()!23! No rádio, essa valorização da língua ocorre através das regras da linguagem coloquial, mais leve e informal, pois o radialista está falando para alguém. Espera-se que o comunicador não carregue o seu vocabulário com palavras complicadas de difícil entendimento para o seu público. De modo geral, podemos dizer que a linguagem radiofônica deve ser direta, simples e clara. Essas características acabam instituindo algumas regras gerais para a produção em rádio: ⇒! Dizer de modo direto: objetividade. ⇒! Com a maior nitidez possível: clareza. ⇒! Em um curto espaço de tempo: brevidade. Como já falamos anteriormente, o rádio tem a capacidade de envolver o ouvinte em uma relação quase íntima. Para que isso aconteça, a linguagem tem de ser “quente”, acolhedora, entusiasmada (na medida que o assunto requerer). O rádio é um meio que está sempre no presente, tem caráter imediatista. O locutor se dirige ao seu ouvinte de forma direta, no singular. Palavras fora de uso comum não são utilizadas no rádio. Termos religiosos, por exemplo, são bastante perigosos... O autor ou roteirista de rádio pode se basear em diversos formatos para confeccionar um programa e a tendência é que esses formatos fiquem cada vez mais flexíveis. Vamos falar, porém, dos mais tradicionais e que continuam em vigor. Em qualquer gênero radiofônico, em qualquer tipo de programa, é importante construir um roteiro. Uma regra interessante para destacar em nossa aula é a fórmula 3CV criada pelo jornalista Clóvis Paiva. Para que o conteúdo do rádio consiga manter a atenção do ouvinte para o que está sendo narrado ele precisa ter as seguintes características: Clareza Correção Concisão 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!18!()!23! Vibração (3 “C’s” e 1 “V”) Essas quatro características são fundamentais para o sucesso e repercussão da comunicação radiofônica. A clareza do texto irá permitir o bom desenvolvimento, deixando nítidas coerência e coesão. Agora vamos falar sobre gêneros e formatos. Os gêneros radiofônicos, de forma mais ampla, consideram as demandas específicas, as expectativas do ouvinte que visa atender. Os formatos radiofônicos são modelos que podem ser realizados em cada um dos diferentes gêneros. O gênero publicitário ou comercial tem como principal objetivo convencer, vender uma ideia ou produto. Para isso ele usa os seguintes formatos: !! Jingle: anúncio cantado para fixar a mensagem; !! Assinatura: texto curto que associa o produto ou evento ao programa que ele patrocina; !! Vinheta: abertura de um programa, normalmente com tema musical; !! Testemunhal: em que a credibilidade do comunicador é explorada; !! Spot: comercial ficcional ou não que usa como suporte locução e/ou música; !! Flash: comercial apresentado diretamente da loja ou evento, geralmente ao vivo; !! Merchandising: inserção comercial feita pelo locutor/apresentador; O gênero jornalístico ou informativo pretende levar informação relevante e atualizada até o ouvinte, difundir notícias e prestação de serviços. A presença desse gênero acaba sendo responsável pela credibilidade de uma emissora. Os formatos comuns nesse gênero são: 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!12!()!23! !! Nota: é um informe curto e sintetizado; !! Boletim: consiste num informativo curto com síntese das notícias ou com uma notícia urgente. Normalmente, são apresentados de hora em hora, trazendo as principais notícias do período. Neste caso, apenas um jornalista pode cuidar da produção de todo o material informativo; !! Reportagem: matéria específica de maior fôlego sobre determinado tema; !! Entrevista: é um depoimento dado ao repórter ou locutor, com perguntas e respostas, dentro de um programa; !! Externa: matéria feita no local do acontecimento; !! Crônica: tem maior liberdade de construção e inclui uma opinião sobre o assunto; !! Debate e mesa-redonda: reunião de diferentes personagens de relevância social para debaterem um ou mais temas. As mesas- redondas são formadas por diversas pessoas, sem que necessariamente tenham os pontos de vista antagônicos. Já no caso dos debates, é fundamental que os participantes defendam ideias completamente opostas; !! Radiojornal: programa dividido em seções que congregam os outros formatos. É necessária uma equipe de jornalismo para produção de todo o material a ser apresentado. O momento mais importante de um radiojornal são as entrevistas. O programa e as entrevistas costumam ser feitos ao vivo; !! Documentário radiofônico: pode incorporar todos os formatos, mais músicas e efeitos para ir a fundo em um assunto; !! Esportivos: transmissões de eventos e formatos anteriores voltados ao esporte. Embora alguns manuais ainda o inclua como formato, nos últimos anos foi aceito como gênero. Essa mudança aconteceu basicamente porque o trabalho desenvolvido por locutores e repórteres, principalmente no que diz respeito às coberturas futebolísticas, fugiu completamente do conceito de 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e PauloGuimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!13!()!23! difusão de informação, instituindo-se como um programa com rituais e performances específicos. Os locutores da área criaram estilos de locução específicos. Estima- se que o gênero esportivo tenha sido o que mais se desenvolveu nas últimas décadas, com uma rica produção de vinhetas e efeitos especiais durante suas transmissões, aliadas a constantes entrevistas e coberturas ao vivo. Se o considerarmos como gênero, podemos dizer que ele oferece três formatos diferentes: !! Cobertura de eventos esportivos; !! Noticiários esportivos (que ocorrem em datas e horários determinados). !! Programas esportivos apresentados antes e depois dos eventos. É comum que a emissora que utiliza esse gênero mantenha uma equipe esportiva, que pode ser dividida por tipo de esporte, sendo fundamental a cobertura permanente dos esporte mais difundidos na região da emissora. O gênero dramático ou ficcional tem como base a apresentação de histórias fictícias ou reais. Os formatos utilizados nesses gêneros são: !! Radionovelas: dramas de longa duração divididos em capítulos; !! Seriado: peças independentes, mas com personagens fixos; !! Peça radiofônica: representa a realidade social ou adaptação de peça literária ou texto qualquer; !! Esquete: quadro cômico. O gênero educativo ou cultural com a transmissão de conteúdos educativos ou culturais. Os formatos apresentados nesse gênero são: 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!19!()!23! !! Audiobiografia: discute e discorre sobre a vida e obra de uma pessoa; !! Infantis; !! Variedades: tem quem considere esse um gênero. Por muito tempo foi conhecido como Rádio-revista e tem como característica a mistura em um único programa dos vários gêneros existentes, baseando-se no tripé música-informação-entretenimento. Nesse formato/gênero é comum que o setor de prestação de serviços seja privilegiado. A versatilidade de assuntos possibilita que este tipo de programa ocupe espaços extensos dentro da programação. A equipe de produção desses programas, normalmente, se divide em núcleos, de acordo com os assuntos/quadros do programa. !! O locutor deve garantir a descontração da transmissão, sem deixar que sua participação interfira diretamente no material que está sendo difundido. A ideia é que, nesse tipo de programa, o foco central seja a mistura de assuntos, e não a presença de um determinado apresentador. O gênero musical consiste em uma programação baseada na divulgação de músicas. Podemos considerar um programa de rádio como “musical” quando, claramente, a maior parte do espaço for ocupada por músicas, mesmo que haja locução, informação ou entretenimento. Existem algumas formas de segmentar os programas musicais de rádio. Pelo estilo de música (rock, música brasileira, sertanejo, etc), características do público (adulto, religioso, etc) ou ainda as rádios corporativas, que são patrocinadas por uma empresa (Oi, UOL, etc). Programas musicais são considerados os mais fáceis de ser produzidos, uma vez que as músicas utilizadas já estão prontas e acabam dominando a programação. O trabalho do produtor e do locutor resume-se em anunciar as músicas e trazer algumas poucas informações adicionais. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!4:!()!23! Temos ainda o gênero popular, que também é um dos mais difundidos. Programas desse gênero (diferentemente dos de variedades) está centrado na figura do apresentador, também chamado de comunicador popular. Ele deve ter um perfil bem específico: descontração, carisma, perspicácia e emotividade. Infelizmente, por conta das necessidades comerciais de boa parte das emissoras, tal gênero de programa acabou sendo um pouco desvirtuado, tendo como principal característica a exploração da boa-fé do público ouvinte, que é normalmente, de classes sociais menos favorecidas, com pouca escolaridade e predominantemente do sexo feminino. A difícil situação econômica, aliada à falta de apoio por parte do governo, principalmente nas áreas de saúde, educação e habitação, fazem com que esse perfil de público tenha no programa popular a principal e, algumas vezes, a única forma de canalizar suas esperanças. Em termos de produção, sua programação se divide entre música, muita prestação de serviço de caráter básico, gincanas e notícias sobre artistas e personalidades, tudo com a participação direta e permanente do apresentador. O gênero humorístico foi bastante difundido nas décadas de 1940 e 1950. Em 1960, ele quase desapareceu das emissoras de rádio brasileira. Naquela época, esse tipo de programa era caracterizado por uma sequência permanente de piadas e brincadeiras, tendo a família como público-alvo. A mudança de muitos humoristas para a televisão e a transformação de perfil do público de rádio a partir da década de 1980, fez com que esses programas fossem se tornando cada vez mais raros. Atualmente, percebe-se uma reintrodução de programas humorísticos no rádio, de forma completamente diferente do que era antes: agora os programas são veiculados em rádios FM, voltados prioritariamente para o público jovem e, ao contrário de entreter, buscam quase sempre o humor apelativo e escrachado. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!41!()!23! Do ponto de vista textual, a criação para textos escritos não é muito diferente da criação para rádio, mas a parte fonética, como você já sabe, é extremamente importante para a construção da mensagem radiofônica. A boa criação publicitária para rádio, portanto, deve considerar a fluência verbal do texto quando falado, fazendo as adaptações que forem necessárias. A seguir, um quadro-resumo das principais características (vantagens e desvantagens) do rádio. RÁDIO VANTAGENS DESVANTAGENS Interatividade do editorial com o ouvinte (pelo telefone, pela internet). Audiência pulverizada e dispersa, pelo grande número de emissoras e dos novos aparelhos digitais. Popularidade, por conta de sua mobilidade. Baixa audiência individual das emissoras. Imaginação estimulada em razão da necessidade de referências de imagens. Audiência rotativa (espécie de zaping) Eminentemente regional (programação local) Em emissoras não ligadas às redes regionais ou nacionais, há dificuldade de negociação e envio de cópias dos comerciais. Audiência segmentada para públicos específicos (nas diferentes emissoras e programas que abrangem vários os perfis de público). Dificuldade de checagem da veiculação. Imediatismo. Baixo custo absoluto e relativo do comercial considerado o número de ouvintes alcançados. Empatia em razão do envolvimento emocional. Número crescente de emissoras que atuam em redes regionais ou nacionais. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!44!()!23! Número crescente de emissoras que transmitem também viainternet, o que potencializa o perfil de abrangência e de envolvimento dos ouvintes. 3.2.! Televisão e Vídeo Tanto o rádio como a TV usam a tecnologia chamada de radiodifusão para receber sinais e transformá-los em áudio ou áudio e vídeo. A diferença está em como a informação é codificada. Pois bem, essa capacidade de transmitir vídeo trouxe muitas novas possibilidades, tornando a produção bem mais elaborada. Quando surgiu a TV, o rádio já havia se profissionalizado bastante, e o improviso quase não existia mais. Assim, a TV herdou do rádio muitas técnicas e procedimentos, aprimorando o que se mostrou necessário, levando em consideração que a partir desse meio seriam transmitidas também imagens. Tendo essa característica em mente, podemos facilmente perceber que, na etapa de pré-produção para TV, são necessárias diversas cautelas, como confirmar se o local tem fácil acesso para a circulação da equipe e do equipamento. Em geral fotografa-se a locação antes de qualquer contratação, para que as equipes de direção, cenografia e fotografia possam avaliar se o local atende às exigências do projeto. Na televisão, o gerente de produção recebe a decupagem, para montagem de um plano de gravação (ou roteiro de gravação). Muitas vezes, utiliza-se o storyboard como um recurso de ilustração para a decupagem. Ainda por se tratar de áudio e vídeo juntos, você também já deve ter percebido que a produção para TV tem mais possibilidades, o que resulta a criação de novas funções e a utilização de equipamentos específicos. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!45!()!23! As grandes produções costumam contar com o trabalho de um figurinista, que é responsável pelo guarda-roupa (figurino) do elenco. Este profissional desenha ou providencia a caracterização, de acordo com as necessidades da estória e do roteiro. O operador de videotape especifica o equipamento de gravação de vídeo e demais acessórios. Ele também opera o gravador de videocassete e monitora a qualidade de gravação do vídeo. Durante as gravações, o continuísta anota cuidadosamente os detalhes de continuidade de cada tomada, para assegurar a compatibilidade entre as cenas. Esse é um trabalho muito importante, principalmente nas gravações realizadas fora do estúdio. O operador de GC (Gerador de Caracter) seleciona as fontes (tipos de letras) e digita os títulos, subtítulos e créditos do programa no gerador de caracteres. Estes textos são sobrepostos à imagem durante a edição ou transmissão do programa ao vivo. Mais recentemente os computadores estão substituindo os geradores de caracteres nas produtoras e emissoras de TV. Os operadores de câmera fazem muito mais do que apenas operar a câmera... Além de montar e fazer os ajustes nos equipamentos, eles realizam a gravação das cenas, garantindo a sua qualidade técnica e, junto com o diretor, o diretor de fotografia e o técnico de áudio, ajudam a definir o blocking (posição e angulação da câmera em cada plano). Nas produções fora do estúdio, o operador de câmera também é responsável por apanhar e devolver o equipamento. Tanto no rádio quanto na TV, a importância da edição para o sucesso de uma produção é maior do que as pessoas podem imaginar. Costuma-se dizer que o editor pode, sozinho, levantar ou derrubar uma produção. Assim como no rádio, o sucesso de uma produção para TV depende, fundamentalmente, da capacidade de atrair a atenção e manter o interesse do público-alvo. É esse fator que “pagará as contas” da emissora, da equipe, e manterá o programa no ar. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!46!()!23! Para conseguir atingir esse objetivo, é necessário um planejamento estratégico. Em produção (de TV ou rádio), o roteiro acaba cumprindo um papel central. Existem programas semi-roteirizados e totalmente roteirizados. Os semi-roterizados são as entrevistas, debates, programas de auditório e programas de variedade. São programas que não permitem o mapeamento exato de cada take. O roteiro desse tipo de programa se parece com uma lista e contém apenas os blocos do programa e sua duração. Os roteiros, portanto, são mais simples. Em contrapartida, esses programas contam com maior improvisação e acabam acarretando em uma maior pressão sobre o diretor e o elenco da produção, que precisam providenciar, resolver e improvisar, à medida que o programa (ou gravação) acontece. Por outro lado, nos programas inteiramente roteirizados, o script mostra os segmentos de áudio e vídeo para cada segundo. Neste tipo de roteiro, o conteúdo global, equilíbrio, andamento e ritmo podem ser imaginados previamente, antes do início da produção. A possibilidade de surgirem surpresas desagradáveis é bem menor. Na construção de um roteiro, é necessário ter conhecimento do programa e do público, bem como saber o objetivo da transmissão. Em muitos casos será preciso considerar uma sequência linear e lógica – principalmente quando a informação for objetiva ou de apresentação do tipo “passo-a-passo”. Entretanto, existem momentos em que é preferível abandonar a apresentação linear e estruturada – que pode se tornar previsível e chata. Afim de comover a audiência, prender a atenção e gerar o interesse desse espectador, algumas produções utilizam técnicas como o flashback (retorno momentâneo a eventos do passado) ou parallel stories (duas ou três estórias apresentadas simultaneamente) para dar variedade e estimular o interesse. De todo modo, as ideias devem ser apresentadas de forma original e criativa. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!47!()!23! O roteiro auxilia a organização e visualização dos principais elementos do programa. À medida em que as diferentes cenas são delineadas no script, é possível considerar e explorar novas formas, fazer mudanças... O roteiro funciona como uma “planta” de um arquiteto para um mestre-de-obras. A equipe de produção deve ser capaz de compreender o roteiro antes de realizar o programa. O uso da voz ativa é preferível em relação à voz passiva. Substantivos e verbos são melhores do que os adjetivos e palavras específicas devem tomar o lugar de palavras gerais. Na televisão devemos ainda evitar as orações dependentes, no início das sentenças. Deve-se eliminar as palavras desnecessárias! Por exemplo, Em vez de, "neste momento " prefira "agora". Em vez de "curta distância ", use "perto". A pontuação tem papel especial nos meios eletrônicos, e a mesma lógica se aplica, com pequenas diferenças, ao rádio e à TV. Deve ser utilizada pontuação extra, especialmente vírgulas, para ajudar na leitura dos textos de narração (mesmo que em algumas situações o uso não seja gramaticalmente adequando). As vírgulas sinalizam as pausas. É preciso ter sempre em mente o que, e para quem se está escrevendo. Os telespectadores estão acostumados a ver na tela da TV imagens relacionadas com o que estão ouvindo, geralmente, sob a forma de diálogo ou narração. Por isso, para não confundir a audiência, é necessário correlacionar (relacionar) som e imagem. Isto não é o mesmo que ser literal. É importante evitar comentários do tipo "fulano corre", que, quando o espectador está diantede uma imagem de “fula correndo”, nada mais diz além do óbvio. Se é possível ver claramente o que está acontecendo na tela e o narrador simplesmente descreve, isto pode aborrecer o público. Em novelas de rádio, muitas falas desse tipo são incluídas no diálogo, para informar aos ouvintes sobre o que eles não podem ver, mas este não é o caso da TV... 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!48!()!23! A fala deve complementar o que está sendo visto pelo espectador. Um bom anúncio para TV é aquele que faz sentido mesmo sem som. Isso mesmo, se o telespectador vê o anúncio no “mudo”, ainda assim ele deve fazer sentido e conseguir apresentar o produto. Por outro lado, é preciso encontrar um equilibro para que não haja sobrecarga de informação. Com mais que 100 canais de TV e milhões de websites disponíveis na internet – para citar apenas dois veículos de comunicação – um dos maiores problemas atuais é a sobrecarga de informação. A capacidade humana de absorver informação é limitada. Além disso, o espectador típico tem uma série de distrações externas e internas, preconceitos, além de outros fatores, que são obstáculos ao processo de comunicação. Se o roteiro tem um conteúdo muito denso (com muitos fatos) ou se a informação não for apresentada de maneira clara, o espectador ficará confuso, perdido e frustrado, e simplesmente mudará de canal. Além da quantidade de informação que se quer comunicar, deve-se também considerar a velocidade adequada da apresentação. O espectador tem que ter a oportunidade de absorver cada ideia, antes de passar para o próximo ponto. A pressa na transmissão das imagens e informações pode acabar frustrando ou até aborrecendo a audiência. A melhor técnica usada pelas produções para a apresentação de informações é a seguinte: em primeiro lugar, sinalizar ao espectador que alguma coisa importante irá acontecer. Depois, apresentar a informação da maneira mais simples e mais clara possível. Por último, reforçar o ponto com uma ou duas ilustrações ou imagens que complementam a informação. Em resumo, aqui estão sete regras gerais que os manuais destacam para se escrever (bem) para televisão. Algumas delas se aplicam à produção de programas educacionais, outras a produções dramáticas, e outras a ambos os tipos. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!42!()!23! •! Assumir um tom coloquial. Usar sentenças curtas e um estilo de abordagem informal; •! Envolver a audiência emocionalmente; fazer com que ela se interesse sobre as pessoas e o conteúdo do programa; •! Fornecer uma estrutura lógica adequada. Deixar o espectador saber onde se quer chegar, que pontos são conceitos chaves, e quando o assunto irá mudar; •! Após apresentar um ponto importante, é interessante fazer uma exposição detalhada e ilustrada sobre o assunto; •! Dar à audiência a oportunidade de digerir um conceito antes passar para outro; •! Evitar usar cenas de multidão e grandes planos gerais, já que a tela da TV geralmente é pequena. Uma vez que na televisão a carga de informação é dupla (imagem e áudio), as técnicas para estruturar essas produções são específicas e devem utilizar recursos tanto do aspecto visual quanto do auditivo. Os cortes entre as cenas podem ser secos (sem nenhum efeito), ou com efeitos, tais como a fusão (duas imagens se superpõem, momentaneamente, durante a transição de uma para outra), que é frequentemente um sinal de mudança de tempo ou local. Outros efeitos são os fade-ins e fade-outs, que se aplicam tanto para o áudio quanto para o vídeo, e são frequentemente comparados ao início e final dos capítulos de um livro. O fade in é o aparecimento gradual de uma imagem a partir de uma tela escura ou clara. Pode ser utilizado no início de um filme ou como efeito de transição entre as cenas. O fade out consiste no escurecimento ou clareamento gradual de uma imagem, até que ela desapareça. Esse, por sua vez, pode ser usado também como transição ou no encerramento de um filme. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!43!()!23! Tradicionalmente, teleplays (roteiros de produções dramáticas para TV) e screenplays (roteiros de filmes) começam com fade-ins e terminam com fade-outs. Existem vários jargões que normalmente são usados na construção de um roteiro para TV ou qualquer outro vídeo e que pode ser interessante que você conheça. Vejamos alguns dos principais: ⇒!Dolly = Carrinho que transporta a câmera e o operador e que permite a realização fluida de movimentos de câmera. Jargões que descrevem movimento de câmera: o! Dolly back: a câmera se distancia do objeto filmado. o! Dolly in: a câmera se aproxima do objeto filmado. o! Travelling: Movimento lateral da câmera que se desloca no espaço. Pode ser realizado por um carrinho, trilhos ou pela mão do operador. ⇒! Zoom = aproximação ótica do objeto, feito apenas pelas lentes da câmera. o! Zoom-in: Aumento da distância focal da câmera durante a captação. o! Zoom-out: Diminuição da distância focal da câmera durante a captação. o! Close-up: Plano em que o rosto do personagem é enquadrado pela câmera. ⇒! Plano/shot = Menor parte da obra audiovisual, cada fragmento a ser filmado. Um plano é o espaço de imagem gravada entre os atos de disparar e interromper a gravação de uma câmera. Pode designar também a perspectiva visual dentro da imagem, mais próxima ou mais distante do ponto de vista da câmera. o! Corte: Transições instantâneas de uma imagem para outra. o! Take: Começa no momento em que a câmera é disparada para gravar e termina no momento em que a câmera para de gravar a cena. o! Corte final: Última versão da montagem do filme. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!49!()!23! o! Cover shot/plano de conjunto: plano que mostra um grupo de personagens. o! Plano americano: Enquadramento do personagem da altura do joelhos para cima. o! Plano detalhe: Plano bastante fechado, que enquadra detalhes de personagens ou objetos, como o olho, a mão, o relógio, etc. o! Plano geral: Plano que enquadra grandes dimensões, vastas paisagens (desertas ou com alguns personagens), grande número de pessoas. Designa também um plano que enquadra um ou mais personagens de longe, inseridos no conjunto do cenário que compõe a cena. o! Plano médio: Plano que mostra o personagem de corpo inteiro. o! Plano sequência/establishing shot: Imagem captada em sequência, sem cortes. o! Plano subjetivo/câmera subjetiva: indica que a audiência verá (ou seja, a câmera captará) o que o personagem vê. A câmera simula o olhar de um personagem. Frequentemente, este tipo de plano é feito com a câmera na mão. A câmera se move - andando ou correndo - seguindo um personagem. Planos de câmera subjetiva adicionam drama e adrenalina às cenas de perseguição. ⇒!Os ângulos de câmera também são indicados no roteiro: o! Bird’s eye view: Vista aérea. o! Ângulo alto o! Nível do olhar o! Ângulo baixo. o! Ângulooblíquo/ângulo holandês: tem uma inclinação lateral de 25 a 45 graus, o que faz com que as linhas horizontais apareçam diagonais, na tela. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!5:!()!23! ⇒!Os tipos de microfones são os seguintes: o! Direcionais: aqueles que o repórter segura com a mão e direciona à boca. Recebe o som de uma só direção. o! Lapela: é usado especialmente pelos apresentadores, preso à roupa. É muito sensível e capta todo som a sua volta. o! Boom: é usado com uma haste móvel por cima da cabeça das pessoas. Capta melhor o som das entrevistas. ⇒! Abertura da matéria – quando o repórter abre matéria ao vivo, complementando a informação da cabeça lida pele apresentador. ⇒! Animação – simulação de movimento por meio de filmagem, mudando a posição do objeto quadro a quadro. ⇒! Assemble – edição do material de vídeo na ordem correta, sobre a fita virgem. ⇒! Balanço cromático – usado para assegurar que a câmera está combinando as três cores primárias (vermelho, verde e azul) nas proporções corretas. ⇒! Câmera de animação – é especialmente montada para realizar movimentos suaves em fotos, desenhos, pinturas e outros. ⇒! Crominância – porção do sinal de vídeo que contém a informação das cores, que consiste em sinais de diferença de cores. ⇒! Cruzar o eixo – ultrapassar o eixo de gravação, revertendo o fluxo da ação em cenas sucessivas, confundindo o público quanto ao sentido de direção. ⇒! Santinho – imagem congelada do repórter ao telefone, localizada sobre o mapa onde ele está no momento, usado como recurso visual. ⇒! Selo – ilustração usada no telejornal para identificar um assunto. ⇒! Switcher – sala de controle técnico na qual ficam o diretor de TV, o sonoplasta e o editor-chefe do telejornal no momento em que o programa está no ar. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!51!()!23! ⇒! Teaser – pequena chamada gravada pelo repórter, ou imagem sobre determinada notícia para ser colocada na escalada do telejornal, com o intuito de atrair a atenção do telespectador. O atual momento da TV, de reinvenção do meio para adaptar- se às novas demandas da sociedade, acaba dificultando a construção de uma classificação dos gêneros. No entanto, para nos prepararmos para a nossa prova vamos nos basear nas categorias tradicionais. A indústria da televisão tem seus produtos à venda, no caso, os programas de TV. Quem compra esse produto? O mercado publicitário! Por isso é tão importante conseguir identificar o público alvo de cada programa, já que o publicitário, em geral, tem pouca disposição para o risco. A verdade é que poucos anunciantes desejam se arriscar patrocinando programas não convencionais. Nas emissoras comerciais, as necessidades dos anunciantes são prioridade, ao contrário das educativas, que buscam as necessidades do público. A programação de uma emissora é o conjunto de programas transmitidos por uma rede ou emissora de televisão. Um dos elementos básicos na análise da programação é o horário de transmissão de cada programa. Normalmente ele define o perfil da audiência, o que, por sua vez, definirá o formato mais adequado. As emissoras comerciais se baseiam nos dados da audiência para decidirem pela programação de um gênero em determinado horário. O IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) é o principal fornecedor de pesquisas de mercado que coletam esses dados. Os principais gêneros dos programas na TV brasileira se enquadram nas seguintes categorias: 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!54!()!23! CATEGORIA GÊNERO Entretenimento Auditório, colunismo social, culinário, desenho animado, esportivo, filme, game show (competição), humorístico, infantil, interativo, musical, novela, Quiz show (perguntas e respostas), reality show, revista, série, série brasileira, sitcom (comédia de situações), talk show, teledramaturgia (ficção), variedades Informação Debate, documentário, entrevista, telejornal Educação Educativo, instrutivo, telecurso Publicidade Chamada, filme comercial, político, sorteio, telecompras Outros Especial, eventos, religioso Uma classificação mais moderna, proposta pela jornalista e professora Yvana Fechine, analisa os programas de televisão tentando observar como eles se organizam a partir de determinados formatos. Ela abre mão dos “gêneros institucionalizados” pelos grandes conglomerados da comunicação por entender que essa categorização tradicional impõe um mesmo “rótulo” para programas bem diferentes. Ela identifica 12 formatos ou gêneros televisuais, a partir dos quais se organizam os programas de televisão: 1.! Formato fundado no diálogo: é aquele relacionado essencialmente à conversação interpessoal, à exploração das situações de interlocução direta e às suas diferentes manifestações (debates e entrevistas, entre outros). É a TV funcionando como metáfora de um grande chat. Exemplos: De frente com Gabi (SBT) e Roda Vida (TV Cultura). 2.! Formato fundado no folhetim: é aquele baseado nas narrativas seriadas dos folhetins (histórias de costumes, cotidiano, intrigas, amor etc.), marcadas pela regularidade na exibição de episódios, que 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!55!()!23! são interrelacionados e autônomos. Exemplos: telenovelas, seriados e minisséries em geral; 3.! Formato fundado no filme: é aquele baseado na narrativa fílmica (cinematográfica), mesmo quando incorpora, por força da programação, uma estrutura em blocos. Exemplos: os telefilmes em geral e os documentários, entre outros; 4.! Formato fundado na performance: é aquele articulado em torno da realização de uma performance (cênica, artística, musical, etc.) dos profissionais de TV e dos seus convidados para um público, que pode ser apenas pressuposto ou estar realmente presente no local de produção/gravação como figurativização mais imediata desse público-modelo. Exemplos: programas de auditório, tais como Domingão do Faustão e Programa do Jô (Rede Globo); 5.! Formato fundado no jogo: é aquele que se articula em torno de disputas por prêmios e/ou em torno de sorteios, da solução de questões, enigmas e adivinhações. Exemplos: Mega Senha (Rede TV), antigos Fantasia e Show do Milhão (SBT); 6.! Formato fundado no apelo pedagógico: é aquele que têm o objetivo explícito de “ensinar” algo ao telespectador. Exemplos: Telecurso 2000 (Rede Globo), antigo X-Tudo e Vestibulando (TV Cultura), programas e/ou quadros ensinando como preparar pratos culinários, entre outros; 7.! Formato fundado na propaganda/publicidade: é aquele que explora um discurso nitidamente persuasivo com o objetivo explícito de “vender” algo ao espectador (uma ideologia, um credo, um produto). Exemplos: Santo culto em seu lar (TV Universal), Santa Missa (Globo), horário eleitoral gratuito, Brasil Connection (RedeTV!), segmentos publicitários, vinhetas e chamadas da programação (incluindo teasers e trailers),entre outros; 8.! Formato fundado na paródia: é aquele de apelo cômico- humorístico ou paródico com a intenção explícita de “fazer rir”. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!56!()!23! Geralmente esses formatos são organizados em torno de sketches montados a partir de situações e personagens ficcionais ou não. Exemplos: A Praça é nossa e Chaves (SBT); Escolinha do barulho (Record) Zorra, Casseta & Planeta, TV Pirata, (Globo), entre outros; 9.! Formato fundado no jornalismo: é aquele voltado para a divulgação, discussão e repercussão de atualidades, tendo como referência os modelos narrativos informativos do jornalismo nas mídias que antecederam a própria TV. Exemplos: telejornais em geral, programas jornalísticos temáticos (ecologia, ciência, negócios, viagens) e programas de grandes reportagens (Globo Repórter, na TV Globo, e Caminhos e parcerias, na TV Cultura, por exemplo), entre outros; 10.!Formato fundado na transmissão direta: é aquele cujo sentido está intrinsecamente associado à simultaneidade entre a realização do acontecimento e a sua transmissão pela TV. Nessa simultaneidade está o próprio apelo estético do programa e/ou quadro. O acontecimento/fato transmitido determina toda a função comunicativa desse tipo de transmissão televisiva, cujo principal atrativo é justamente a imprevisibilidade, a espera pelo inesperado, proporcionados pela simultaneidade entre a produção, transmissão e recepção do fato através da TV. Exemplos: transmissão dos chamados media events (os funerais do presidente Tancredo Neves e do piloto Ayrton Senna, por exemplo), transmissão de partidas esportivas e certos “flashes” na programação (tipo plantão), entre outros; 11.!Formato fundado nas histórias em quadrinhos: é aquele que articula narrativas baseadas da animação de formas estáticas (desenhos, bonecos etc.). Exemplos: cartoons em geral (desenhos animados); 12.!Formato fundado no voyeurismo: é aquele fundado na ideia da TV como dispositivo de “visão permanente” (TV-detetive, TV- 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!57!()!23! bisbilhoteira), explorando os recursos e efeitos proporcionados pelo uso das câmeras de TV como “câmeras de vigilância” para flagrar situações e comportamentos da “vida real”. Graças ao uso de câmeras, geralmente ocultas e sem o conhecimento prévio dos envolvidos, propõe-se a mostrar como vivem, como reagem e o que fazem pessoas comuns ou famosas frente a situações inusitadas ou absolutamente triviais (o voyeurismo do cotidiano). Exemplos: BBB (Rede Globo), as “pegadinhas” presentes em programas de auditório; Quando falamos acerca de criação publicitária para TV, é importante salientar a necessidade de originalidade na busca por um elemento singular, que deve permanecer na mente do consumidor. Neste caso não precisamos capturar sua atenção, pois ele já está lá. A maior preocupação, por outro lado, é não afugentá-lo, já que, a partir da invenção do controle remoto, é muito fácil para o telespectador mudar de canal a qualquer momento. Este fenômeno advindo do controle remoto foi cobrado de forma bastante interessante no concurso do Senado Federal de 2008. Senado Federal – Analista de Relações Públicas – 2008 – FGV. Para Beatriz Sarlo, “(...) hoje, sem o zapping, ninguém mais assistiria televisão”. Sobre o processo de zapping, caracterizado pela autora, é correto afirmar que: a) é usado pelos diretores de câmera para, por meio de sucessivos cortes, estabelecer uma diversidade de pontos de vista. b) restringe a liberdade do espectador em trocar de canal nos intervalos comerciais existentes na TV aberta. c) funciona como um switcher nas mãos dos diretores de TV, que fazem opções por longos planos gerais fixos no sentido de fidelizar a audiência. d) permite a montagem autogerida pelo telespectador, que se fixa em programas jornalísticos e de esportes. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!58!()!23! e) proporciona aos usuários, pelo uso do controle remoto, cortes e montagens de imagens de diversas emissoras de modo não previsto pelos diretores de TV. Basicamente o que a banca examinadora fez aqui foi tentar confundir o candidato fazendo parecer que algo muito simples é muito complexo. O fenômeno do zapping nada mais é do que a possibilidade de o espectador, de posse do controle remoto, mudar de canal na hora que quiser. Nossa resposta, portanto, é a alternativa E. O consumidor médio é exposto a milhares de comerciais televisivos por ano. O profissional de criação precisa se assegurar de que o consumidor saiba o nome do produto que está sendo anunciado, e uma boa maneira de fazer isso é por meio da repetição, mas sempre tomando cuidado para não ser traído pelo pedantismo. A seguir listamos alguns fatores de sucesso de um comercial de TV: a)!Presença de stars: utilização de personalidades, como apresentadores, atores ou testemunhos nos comerciais; b)!CCC – Continuous Central Caracter: é a utilização de um personagem, um tema, um motivo ou uma ideia central durante longos períodos, modificando-se a apresentação e a periferia do comercial, mas mantendo-se seu núcleo central. É o que ocorria, por exemplo, nos comerciais tradicionais da Bombril e Casas Bahia, que traziam sempre os mesmos personagens por anos e anos; c)!Demonstration: é a demonstração do produto ou serviço que esteja sendo vendido durante o comercial; d)!Jingle: nos comerciais de TV é muito comum que as informações sejam transmitidas por meio de música, com um altíssimo grau de eficácia, desde que, obviamente, sejam bem construídas; 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!52!()!23! e)!Story: contar histórias é uma excelente forma de passar informações. É importante notar que essa história não precisa ser longa, mas precisa ser muito bem contada; f)! Look: é o elemento visual do comercial, que fica forte na memória de quem a ele foi exposto e acaba sendo a primeira impressão que sobra na mente das pessoas depois de algum tempo, funcionando como um lembrete mnemônico; g)!Word: é o termo, palavra, frase ou expressão que representa o mesmo conceito trabalhado no look. É importante destacar também o humor como um importante elemento da criação para TV. Frequentemente o humor é utilizado na criação publicitária, mas isso é particularmente marcante quando estamos falando do meio televisivo. Para finalizar, temos um quadro resumo das principais características da televisão: TELEVISÃO VANTAGENS DESVANTAGENS Grande cobertura É uma mídia dispersiva em alguns casos, pela alta cobertura. Grande capacidade de envolvimento (envolve quase todos os sentidos do consumidor – imagens, som, movimento). O custo absoluto costuma ser elevado, mesmo quando considerado regionalmente, em comparação a outros meios. Grande audiência, por independer do grau de instrução, alcança vários públicos indistinta e simultaneamente. Apesar de todo recurso audiovisual,nem sempre é a mais adequada quando é necessária uma argumentação mais complexa. É capaz de se tornar referência, lançar moda, em quase todas as camadas sociais. Após a popularização do controle 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!53!()!23! Baixo custo relativo (embora o custo absoluto possa ser alto, o custo por ponto de audiência ou por mil telespectadores é baixo, se comparado a outros meios mais seletivos. remoto, gerou-se o “efeito zapping” ( o telespectador troca de canal a qualquer momento, sem restrições, particularmente nos intervalos comerciais. Imediatismo Além dos espaços tradicionais nos intervalos comerciais (break), existe oferta de vários outros formatos (merchandising). 3.3.! Jornal O surgimento dos jornais, em termos de influência das massas, é atrelado ao surgimento da imprensa, que passa pela invenção do papel na China e culmina com a imprensa de Gutenberg. Mas mesmo antes de Gutenberg as notícias já circulavam de forma esporádica na Idade Média, entre os séculos XIV e XV. Nessa época, destacam-se as informações manuscritas, que cresceram junto com o desenvolvimento do comércio e da vida urbana. Veneza era o centro de difusão de informação mais forte da Europa na época. Era lá que os comerciantes recebiam as lettere d’avisi, que, ao ganhar periodicidade, se transformaram nas gazetas, o embrião dos jornais como conhecemos hoje. As gazetas foram os primeiros jornais conhecidos. A palavra deriva do italiano gazzette, que era a moeda utilizada em Veneza no século XVI. Elas eram manuscritas, tinham periodicidade regular e eram formatadas em quatro páginas de frente e verso, dobradas ao meio, como um portfólio, de 20cm por 15cm. Custavam uma moeda, ou seja, uma gazeta – daí o nome! 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!59!()!23! As notícias das gazetas atendiam, principalmente, o interesse mercantil, com informações sobre colheitas, chegada dos navios, cotações de produtos e relatos de guerras. As gazetas circulavam, inclusive, fora de Veneza, em outras cidades italianas. Ao longo do século XVI, acontecimentos históricos como a ascensão da burguesia e dos valores capitalistas de acúmulo bens e competição desenrolaram um desenvolvimento social e comercial que consolidou um estilo de vida mais urbano e acabou por moldar um público leitor. Surgiu, então, uma demanda de uma comunicação mais especializada e elaborada. E é em meio a esses acontecimentos que o JORNAL MODERNO é configurado. Fato é que o jornal impresso é um dos principais meios de comunicação da linguagem escrita e sua circulação pode ser nacional, regional ou local. Uma outra característica do jornal é o fato de ter vida curta, já que seu conteúdo deixa de ser atual em pouco tempo. Os grandes jornais são organizados em partes impressas chamadas de cadernos. Cada caderno aborda um assunto: política, esporte, economia, ciências e tecnologia, cultura, turismo, classificados, entretenimento etc. O nome de cada caderno varia de um jornal para outro. Esse meio se destina a informar, analisar e comentar os fatos para segmentos específicos da população. Além da linha editorial, cada sessão/caderno do jornal atinge um perfil de público diferente – o que permite a um mesmo jornal atingir diferentes públicos-leitores (o caderno de esporte é mais direcionado ao público masculino, o de entretenimento para o feminino, etc). A primeira página de um jornal impresso deve ter uma atenção especial é a vitrine do jornal. Nela encontramos os acontecimentos de maior destaque. Para conseguir dar destaque a “cada um dos destaques”, é preciso uma boa diagramação (organização) dessa página. Os principais elementos que a compõe são os seguintes (a maioria vai fazer parte das outras páginas, do miolo, do jornal): 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!6:!()!23! o! Cabeçalho: fica no topo da página. Tem a logomarca do veículo, título/nome do jornal, informações sobre a edição, o editorial, preço, ano, editor-chefe, numeração e data. o! Manchete ou manchete de edição: consiste no título do fato jornalístico de maior importância para o jornal naquele dia, vem escrito em letras grandes, no alto da página – logo a baixo do cabeçalho. o! Chamada: resumo breve sobre a notícia em destaque. o! Fotografia: é usado para chamar atenção! Na verdade, é o primeiro elemento que o leitor nota na página. Costuma estar centralizada na página e estar maios ou menos centralizada na página. o! Legenda: uma frase curta, concisa, para comentar o que ou quem está na foto, relacionando-a com a notícia. o! Crédito: é a indicação da origem e o autor de uma foto ou ilustração. o! Notícias extras: Manchetes relevantes, mas de menos importância que a da manchete de edição. o! Recursos infográficos: são gráficos, tabelas, desenhos que ajudem na explicação de um acontecimento. Contrapondo-se à palavra oralizada, cuja recuperação depende de seu registro em algum suporte técnico (fita de áudio ou vídeo, por exemplo), a palavra escrita – do jornal, por exemplo - possui um caráter de testemunho, quando seu registro pode ser facilmente resgatado em qualquer tempo com maior facilidade. Ao menos essa é a visão tradicional, que tem mudado bastante com a consolidação das novas mídias. Por ter esse caráter documental, o jornal detém elevada credibilidade, que resulta da conjugação da palavra escrita ao registro imagético. Além dessa característica, o jornal tem uma ação rápida e intensa, que, por um lado, estimula o receptor a adotar ações com maior 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!61!()!23! presteza, por outro, dinamiza trabalhos no campo da comunicação já que uma peça criada hoje pode ser divulgada amanhã. Essa rapidez, dizem os estudiosos, também permite o controle da mensagem na medida em que a ação que se espera do receptor pode ser constatada com maior brevidade, viabilizando a tomada de providências capazes de corrigir ou melhorar o curso da comunicação. Veja como a credibilidade do jornal na qualidade de veículo de mídia escrita foi mencionada nesta questão cobrada no concurso da Fundação Universidade de Brasília, de 2015. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. O jornal é o veículo de comunicação mais tradicional no Brasil, e, pelo fato de ser impresso, tem junto à população grande credibilidade, desempenhando um papel social de grande relevância. O jornal é, sem dúvida, o veículo de comunicação mais tradicional do Brasil. É o mais antigo e continua sobrevivendo mesmo na era da comunicação digital. Além disso, o fato de ser um veículo impresso traz muita credibilidade, como você já sabe. Nossa assertiva, portanto, está certa. Como desvantagens do jornal como mídia, os estudiosos assinalam, em geral, que o jornal é lido apressada e descuidadamente, excetuando-se nos finais de semana e feriados; que seu principal produto - a informação -, enquanto novidade, temvida curta e que sua circulação é mais intensa ao nível regional. A seguir listamos as principais características da linguagem de jornal: a)!o texto deve conter todos os elementos fundamentais à notícia e responder, portanto, as seis questões básicas da comunicação: quem? o quê? quando? onde? como? Por quê?; b)!as regras gramaticais devem ser obedecidas; 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!64!()!23! c)! a linguagem coloquial é de fácil leitura e atinge um público maior, daí presumimos que o texto jornalístico deve ser simples, natural e espontâneo (sempre tendo em vista o público primário do texto); d)!as frases devem ser escritas em ordem direta e o uso de palavras e expressões devem ser o mais simplificado possível, bem como os tempos verbais; e)!as rimas e palavras de mesma terminação devem ser evitadas e os cacófatos, excluídos; f)! o texto jornalístico deve ter ritmo e, assim, sua leitura em voz alta pode colaborar na identificação de frases e termos que não tenham boa sonoridade. g)!as construções frasais devem ser curtas e incorporar termos simples com o intuito de facilitar o processo comunicativo, que deve ser composto por palavras e expressões precisas, concisas, exatas, e, ainda, estar livre de repertório linguístico sobrecarregado de adjetivações. h)!O texto precisa ter unidade, com início, meio e fim. Já que se trata de um meio impresso, a tipologia usada tem importância significativa no processo de produção gráfica. O nome “tipo” vem dos blocos de metal fundido com um sinal (letra, número, caractere) em relevo... Muito semelhante àqueles que tinham nas máquinas de escrever antigas, lembra? A fonte é um conjunto de caracteres e símbolos desenvolvidos com uma mesma identidade estética. O corpo é, basicamente, o tamanho da fonte. A caixa-alta corresponde aos tipos escritos em maiúsculo; a caixa-baixa, em minúsculo. Dizemos que existem “famílias” de fontes. A seleção de qual família ira compor uma peça não é aleatória, existem critérios racionais que devem ser avaliados. Veja as principais famílias e suas características ao compor um texto: 1. Família Romana Antiga: Alto grau de legibilidade (por conter serifas), rápida absorção e resposta do leitor. Ex: Times New Roman. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!65!()!23! 2. Família Romana Moderna: Alta legibilidade, contraste entre hastes ainda mais acentuado. Não aconselhável para corpos pequenos e impressão por rotogravura e serigravia. Ex: Bodoni. 3. Família Egípcia: Hastes uniformes e serifas retangulares na mesma proporção das hastes. Recomendada para textos curtos e comunicação rápida, por ter menor legibilidade que outros tipos . Ex.: 4. Família Lapidária ou Bastão: Hastes de espessura uniforme e sem serifa. Muito usada na publicidade. Popularizada pelo movimento. Ex.: Helvetica. 5. Família Cursiva: Bonitas plasticamente, porém comprometem a comunicação nos quesitos visibilidade e legibilidade. Esta família inclui as letras manuscritas; as de fantasia; as góticas; e demais fontes que recebem adornos. Ex.: Brush Script Ainda sobre os tipos, podemos dizer que eles são classificados levando em consideração a inclinação, larguras, tonalidades e usos ortográficos: "! Inclinação: o! Redondo ou regular: Sem inclinação, hastes em ângulo reto (90o) em relação a linha de vase do seu desenho. o! Itálicos ou grifos: inclinados, hastes das letras se encontram em qualquer outro ângulo que não 90o em relação à linha de base do seu desenho. "! Largura: o! Condenseds: Quando as letras se encontram com a largura do seu desenho comprimida com relação ao seu desenho original. o! Normais: quando as letras se encontram com a largura do seu desenho original. o! Extendeds: quando as letras se encontram com a largura do seu desenho estendida com relação ao seu desenho original. "! Tonalidade: 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!66!()!23! o! Bolds ou Negritos: Quando as hastes, traves curvas e serifas das letras se encontram com a sua largura aumentada em relação ao seu desenho original. o! Normais ou Mediuns: !∀#∃%&∋#(∋)#(∗+(,∋∗−#.+(∋/∀−.#(∋+∋(+−01#(∋%#(∋ 2+∗−#(∋(+∋+∃/&∃∗−#3∋/&3∋(∀#∋2#−4∀−#∋%+∋(+∀∋%+(+∃)&∋&−040∃#2. o! Lights ou claras: quando as hastes, traves curvas e serifas das letras se encontram com sua largura reduzida em relação ao seu desenho original. * Existem outras classificações das tipologias pela tonalidade: Demi- light ou Demi-bold, que são tipologias com tonalidades entre a normal e a light ou a bold; Extra-light ou Extra-bold, que são tipologias com tonalidades mais acentudas; Ultra-bold e Heavy são tipologias com tonalidades ainda mais acentuadas e escuras. "! Uso ortográfico: o! Caixa alta: MAIÚSCULAS o! Caixa baixa: minúsculas o! Versaletes: maiúsculas com altura de minúsculas. O papel jornal ou "papel de jornal" é um tipo de papel normalmente usado para imprimir os jornais. Ele tem um peso muito mais leve do que o papel padrão (40 a 57 gramas por metro quadrado, em comparação com 90-270 gramas por metro quadrado do papel comum), o que o deixa, portanto, muito mais fino do que o papel padrão. Esse papel confere ao jornal um visual original, fácil de imprimir, estocar e distribuir, no entanto, não é recomendado para materiais que devem ser armazenados por um longo período de tempo. Os jornais se apresentam de três formas: compacto, tabloide e standard. O compacto é o menor de todos e tem ganhado espaço entre os leitores que procuram rapidez e agilidade. O tabloide surgiu no século XX, e corresponde a aproximadamente metade do formato standard. É considerado um modelo 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!67!()!23! mais cômodo, ainda mais para encartes especiais ou cadernos suplementares. As notícias são mais curtas e têm, normalmente, mais ilustrações. Esse é um formato bastante popular no Reino Unido. Por conta do tamanho, não exige grandes gráficas para sua impressão e o custo da postagem é menor. Limita o tamanho dos textos, imagens e gráficos. Geralmente só é produzido em um caderno O standard é o formato mais comum no Brasil. Seu tamanho é de aproximadamente 55 x 30 cm. A impressão desse formato costuma ser em rotativo (que utiliza o papel em bobinas). Tem, é claro, mais espaço, o que requer mais texto para o fechamento da página. Esse é o formato que geralmente é dividido em cadernos. A diagramação é modular, mesclando a distribuição vertical e horizontal das matérias. O formato standard, no entanto, só pode ser impresso em grandes editoras, devido a seu tamanho físico, tem o manuseio mais difícil, apresenta alto custo de postagem e requer muito assunto para não se tornar uma estranha miscelânea de conteúdos. Outros formatos menos conhecidos são o germânico e o berliner. O germânico é um pouco mais alto que o tabloide (aproximadamente 43x30cm). Caracteriza-se por ser de baixo custo e grande aproveitamento da área de impressão.No entanto, não é um formato muito procurado para publicidade (pois não usa a divisão oficiai, em colunas, mas em centímetros). O berliner, berlinense ou midi, é um formato de jornal com páginas ligeiramente maiores do que o tabloide – tem sido usado por diários europeus. Aqui no Brasil, jornais do sul e sudeste tem aderido ao formato. O formato newsletter é uma alternativa usada, normalmente, para publicações corporativas, institucionais, direcionada para o público interno ou externo de uma empresa. Normalmente usa do espaço de uma folha A4 (21x29,7 cm). Você já deve ter percebido que muitos fatores influenciam na produção de um jornal impresso, não é mesmo!? Número de páginas, periodicidade, equipe, tempo de produção, tipo de publicação, custo por 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!68!()!23! exemplar, suporte, formato, sistema de impressão, acabamento, número de cores, tipos gráficos, títulos e subtítulos, imagens, espaço, ilustrações etc. O jornal foi, cronologicamente, o primeiro grande veículo publicitário. De certo, modo, o jornal continua mantendo algumas de suas principais caraterísticas, tanto no conteúdo quanto na forma. Quem tem o hábito de ler jornais impressos não faz isso esporadicamente, e essa fidelidade é a principal característica desse veículo quando comparado a outras mídias. JORNAL VANTAGENS DESVANTAGENS Credibilidade Curta vida útil da edição Cobertura regional Está perdendo espaço para outros meios Formador de opinião Fidelidade de leitura Envolvimento racional 3.4.! Revista Inicialmente, foi um meio disseminado apenas nas classes de padrão de vida mais elevado, mas passaram a se popularizar com o tempo, especialmente em razão da grande diversidade de conteúdos editoriais, que envolvem diferentes grupos de consumidores. Normalmente nesse canal o conteúdo é mais reflexivo, interpretativo, e menos objetivo e dinâmico do que o jornal. A revista também é capaz de abordar um leque maior de temas, com layout mais cuidadoso e refinado do que o que vemos no jornal. Uma revista é um veículo de comunicação, assim como o jornal, e também é um produto de mercado, um negócio, uma marca, um objeto, 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!62!()!23! um conjunto de serviços. Seu conteúdo é uma mistura de jornalismo e entretenimento. O editor espanhol Juan Caño define revista como uma história de amor com o leitor. Mas essa definição não deve cair em provas de concursos, não é mesmo? Por outro lado, ela evidencia uma relação, que, como toda relação, é feita de confiança, credibilidade, expectativas, idealizações, erros, pedidos de desculpas, acertos, elogios, brigasse reconciliações. A revista estabelece o contato mais “pessoal” entre um editor e um leitor, um contato que se estabelece por um fio invisível que une um grupo de pessoas e, nesse sentido, ajuda a compor a personalidade, isto é, estabelece identificações, trazendo a sensação de pertencimento a um grupo. Essa noção de grupo acontece de forma bem aparente. Você deve ter uma ideia de como ou quais são as meninas que leem a revista Capricho, não é mesmo!? O fato de serem leitoras de uma determinada revista agrupa meninas em um conjunto que tem interesses em comum e que, por isso, tende a comportar-se de determinada forma, mais ou menos previsível. Não é à toa que leitoras gostam de andar abraçadas às suas revistas – ou de andar com elas à mostra – para que todos vejam que eles pertencem a este ou àquele grupo. Por isso, não se pode esquecer: quem define o que é uma revista, antes de tudo, é o seu leitor. Tradicionalmente, as revistas são impressas, e o que é impresso, historicamente, parece mais verdadeiro do que o puramente virtual. Isso continua sendo verdade, mesmo que essa ideia venha mudando com o aumento do número e da credibilidade das mídias virtuais. Se ocorre um fato que mobiliza a população e tem ampla cobertura na televisão, é certo que jornais e revistas venderão muito mais 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!63!()!23! no dia e na semana seguintes, já que servem para confirmar, explicar e aprofundar a história já vista na TV e/ou ouvida no rádio. Ainda hoje, a palavra escrita é o meio mais eficaz para transmitir informações complexas. Quem quer informações com profundidade procura o que se tem escrito sobre elas. Jornais, folhetos, apostilas, revistas, livros... Mas então, por que ler uma notícia que já se conhece de véspera? O escritor colombiano Gabriel García Marquez é autor de uma célebre frase, que serve especialmente para revistas: “A melhor notícia não é a que se dá primeiro, mas a que se dá melhor”. Hoje, até os meios eletrônicos começam a prestar maior atenção nisso. Enquanto editores de sites e portais da internet disputam segundos e, na pressa, correm riscos de veicular notícias imprecisas ou mesmo falsas, os consumidores parecem cada vez mais interessados na informação correta, e não apenas o ineditismo. Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, no final de 2001, pela Online News Association os internautas deixaram a novidade da notícia (a notícia “quente”) em quinto lugar, atrás da exatidão, completude, honestidade e fontes confiáveis, em uma lista composta de onze características relacionadas à credibilidade da informação. Nas revistas, no entanto, esse é “o procedimento padrão”. Até por causa de sua periodicidade – que varia entre semanal, quinzenal e mensal –, elas cobrem funções culturais mais complexas que a simples transmissão de notícias. Entretêm, trazem análise, reflexão, concentração e experiência de leitura. Um ponto que diferencia visivelmente a revista dos outros meios de comunicação impressa é o seu formato. Ela é fácil de carregar, pelo tamanho e encadernação, que, diferentemente do jornal, não é solta. Além disso, o papel e a impressão garantem maior qualidade de leitura do texto e da imagem – além de não sujar as mãos. Portanto, conteúdos que precisam de um apoio em imagens (decoração, por exemplo) encontram o veículo ideal. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!69!()!23! Para montar uma revista é preciso ter um bom plano editorial e uma missão bem definida – um guia para ajudar o profissional a se posicionar em relação ao leitor e ao mercado. A revista The Economist, por exemplo, tem como missão “tornar claros, para os leitores, temas complexos”. Isso quer dizer que o objetivo da revista é que, depois de lerem suas matérias, os leitores digam “ah, agora sim, eu entendi”. Através do plano editorial o perfil dos leitores da revista é definido. Ele precisa ser reavaliado e atualizado constantemente para não “envelhecer”. O plano editorial também a manter o foco no leitor. Uma vez definido esses dois pontos partimos para a produção efetivamente. Uma boa revista precisa de uma capa que ajude a conquistar os leitores e os convença a leva-la para casa. Par ao jornalista Thomaz Souto Corrêa“capa é feita para vender revista”. Para isso, além de bonita, precisa conter um resumo irresistível de cada edição, é uma vitrine. Os manuais dizem que não existe uma fórmula ou regra para se produzir uma boa capa. Sabe-se que as notícias quentes, exclusivas vão redundar em capas fortes e chamativas. Cada revista, no entanto, adota um layout próprio, que costuma permear todas as suas edições, facilitando a sua identificação. A imagem da capa tem uma importância bastante relevante, assim como o logotipo. Para completar, as chamadas devem ser claras e objetivas. A imagem e a chamada principal devem se complementar, passando uma imagem coesa e coerente. Prestando atenção ao fundo da imagem (seja foto ou não). Para que ele não polua e atrapalhe a legibilidade das chamadas. Há publicações que lançam mão do recurso de várias chamadas na capa, outras privilegiam apenas uma única informação. É o padrão e a linha editorial da revista que vai definir tal escolha. Não existe modelo único. É bom observar que, da mesma forma que o logotipo, o estilo de capa deve ser uma espécie de “marca registrada” da publicação. No limite, podemos dizer que a revista com personalidade visual bem 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!7:!()!23! construída – desde a utilização de determinada tipologia até o padrão de diagramação – poderia arriscar-se a retirar seu logotipo da capa que, mesmo assim, seria reconhecida por seus leitores. De um modo geral, não só na capa, o design em revista é comunicação é informação, é arma para tornar a revista e as reportagens mais atrativas, mas fáceis de ler. Tanto quanto os profissionais de criação e jornalistas, os designers devem ser preocupados o tempo todo com a melhor maneira – a mais legível – de contar uma boa história. O projeto gráfico dependerá o plano editorial. Uma revista de turismo terá mais fotografias; uma de economia, mais infográficos, etc. Por isso, o projeto gráfico deve estar inserido em um projeto editorial mais amplo. Definido o projeto gráfico, começa a tarefa de fechar cada edição (e cada matéria). Nessa hora é preciso uma ação integrada de todos os profissionais envolvidos. REVISTA VANTAGENS DESVANTAGENS Seletividade de público em razão da grande variedade de títulos: masculinos, femininos, infantis, etc. Alto preço por exemplar, que tende a se tornar um discriminante de determinados segmentos da população. Público qualificado, geralmente um leitor com maior poder aquisitivo e maior grau de instrução. O preço de capa também é um fator determinante de classe socioeconômica. Credibilidade, por se tratar de um editorial escrito, com significado de registro que favorece a certificação dos anúncios. Portabilidade, pela praticidade de acompanhar o leitor onde ele estiver. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!71!()!23! Permanência com o leitor – revistas costumam ser lidas em vários momentos diferenciados, aumentando a chance e a frequência da atenção aos anúncios. Mais de um leitor por exemplar – revistas costumam ser lidas por mais de uma pessoa por exemplar, o que tende a aumentar a relação de custo-benefício para o anunciante. 3.5.! Internet e Mobile Os elementos que compõem o conteúdo on-line vão muito além dos tradicionalmente utilizados na mídia impressa e televisiva – textos, fotos e gráficos. Nessas novas plataformas é possível adicionar conteúdos como sequências de vídeo, áudio e ilustrações animadas. Além disso, acessar um conteúdo na internet não se resume a ler uma notícia. Essa interação envolve textos que trafegam pelas comunidades no Facebook, mensagens enviadas nos fóruns, resenhas de livros e discos, colunas... enfim, o conteúdo não está apenas na área de notícias dos portais, mas espalhado na blogosfera, sites de relacionamento, redes sociais e outros espaços virtuais de interação. Ao mesmo tempo, é cada vez mais difícil separa a produção de conteúdo digital do mobile. Henry Jenkings diz, com muita propriedade, que vivemos uma cultura de convergência midiática, em que as velhas e novas mídias colidem e acabam por se complementar. Um fenômeno associado a essa convergência é o que o próprio Jenkings chama de comportamento migratórios dos públicos. Basicamente ele diz que hoje as pessoas procuram conteúdos por meio de seus computadores, tablets, smartphones, e outros aparelhos, e que as funcionalidades de um não nos impedem de usar outro. Na realidade a 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!74!()!23! tendência é justamente o contrário, com a clara associação desses dispositivos à mídia mais tradicional, como o rádio e a TV. Uma característica básica do texto digital é a leitura não linear. Um bloco de diferentes informações digitais interconectadas é um hipertexto, que, ao ser utilizado, consegue moldar a rede hipertextual, permitindo que o leitor decida e avance sua leitura do modo que quiser, sem ser obrigado a seguir uma ordem linear. Na internet, não nos comportamos como se estivéssemos lendo um livro, com começo, meio e fim. Saltamos de um lugar para outro – seja na mesma página, em páginas diferentes, línguas distintas, países distintos etc. Desde o final da década de 1980 vivenciamos a popularização da palavra multimídia, tecnologia que engloba som, imagem e movimento e que ficou conhecida pelos CD-ROMs, capazes de reunir enciclopédias inteiras em um único disco óptico. Com a descoberta da rede hipertextual, criou-se a hipermídia, uma tecnologia que foi beber nas fontes de ciências cognitivas e na multimídia, proporcionando ao leitor a possibilidade de ler um aplicativo na ordem que desejam, já que engloba hipertextos e recursos multimídia. Na internet, também é possível saber onde o leitor clica – que é conseguir mapear suas áreas de interesse instantaneamente, algo pensável na mídia impressa. Veja como esse tema relacionado à internet foi cobrado no concurso de 2014 do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de janeiro. CAU-RJ – Analista – Comunicação Social – 2014 – IADES. Depois da criação da web, a internet foi vista como o meio de comunicação que possibilitaria a publicação universal, livre e igualitária, permitindo realizar, no ciberespaço, a comunidade ideal de comunicação. Comparando-a com os outros meios, tais como o jornal, a revista, o rádio ou a televisão, é correto afirmar que 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!75!()!23! a) a publicação na internet não está sujeita a quaisquer mecanismos de gatekeeping prévios à publicação; em princípio, qualquer um, em qualquer altura, a partir de qualquer lugar, pode publicar o que quiser na web, bastando, para isso, ter um computador ligado à rede. b) a desintermediação na internet ocorre apenas no âmbito da emissão, da produção e da propagação da informação. c) ela pode ser considerada universal porque tudo nela publicado é lido. d) canais de busca, como o Google e blogs,não possuem critérios de relevância. e) às informações e comunicações nela publicadas não são aplicadas variações e adaptações, tendo em vista a ampla quantidade de dados. A alternativa A é a nossa resposta, demonstrando uma das principais características da internet enquanto plataforma de mídia, que é a liberdade dos usuários, relacionada à falta de barreiras para a produção de conteúdo. A alternativa B está incorreta porque restringe o caráter a desintermediação a alguns processos, enquanto na realidade essa liberdade está relacionada a todo o fenômeno comunicacional. A alternativa C está incorreta porque a universalidade da internet não significa, de forma alguma, que tudo que é publicado será lido. A alternativa D está incorreta porque grande parte da importância dos mecanismos de busca e blogs está nos critérios de relevância adotados. Não se engane! O Google escolhe o que aparece primeiro nas buscas! A alternativa E está incorreta porque o conteúdo publicado na internet é o mais variado possível, e isso é decorrência de liberdade dos usuários na produção do conteúdo. INTERNET VANTAGENS DESVANTAGENS 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!76!()!23! Interatividade com o público-alvo alcançado Baixo alcance nas classes mais baixas. Cobertura local e global Segmentação de público com predominância nas classes A e B (com a recente inclusão da C) Baixos custos de produção e veiculação Controle de visitação dos internautas Maior opção de formatos de veiculação Rapidez no recebimento das informações e dos anúncios. Permite a comunicação com os usuários de uma forma direta (e-mails, sites, redes sociais). Favorece a frequência da mensagem comercial pelo baixo custo de veiculação. 3.6.! Outdoor e Mobiliário Urbano Este tipo de mídia enfrenta hoje um momento de reinvenção, em grande parte advindo de mudanças legislativas relacionadas ao uso de mobiliário urbano. Em São Paulo, por exemplo, foi aprovada em 2006 a chamada Lei da Cidade Limpa, que limitou de modo radical a utilização de outdoors e mobiliário urbano. Esse tipo de iniciativa rapidamente ampliou- se para outras cidades brasileiras e tornou-se até referência em eventos internacionais que discutem urbanismo. Em função desses movimentos, foram criadas alternativas que passaram a ser chamadas de mídia out of home (OOH), que envolvem tanto ações exteriores (principalmente mobiliário urbano) quanto ações em locais de grande afluência de público, permitidos pela legislação, como arenas de shows, esportes, etc. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!77!()!23! Por outro lado, os mesmos princípios tradicionalmente estudados e aplicados à mídia outdoor continuam sendo válidos para a OOH, e por isso continua sendo útil estuda-los, especialmente na preparação para concursos públicos. A criação para outdoor deve seguir algumas regras relacionadas principalmente à forma de leitura dessa mídia. Um fator importante é que as pessoas geralmente veem os outdoors quando estão em movimento, no carro, no ônibus, ou mesmo a pé. Por essa razão as mensagens devem ser curtas, simples e diretas para chamar a atenção e comunicar a essência da informação que se deseja transmitir. É papel do profissional de criação pensar nos elementos que não estão propriamente dentro da mídia outdoor, mas que influenciam sua leitura e compreensão. Como a mídia faz parte da paisagem urbana, outros elementos podem tornar-se mais atraentes do que a mensagem que se deseja transmitir. Essas características da criação para outdoor não se aplicam apenas às grandes placas à beira das ruas, avenidas e estradas, no topo ou nas laterais de edifícios. Há todo um mobiliário urbano que pode ser utilizado como publicidade, sempre seguindo-se as leis locais. Estamos falando de abrigos e assentos para espera de ônibus ou trens, lixeiras, relógios, protetores de árvores e outras sinalizações que também fazem parte do cenário urbano. É importante salientar que a utilidade dessas peças também pode ser adicionada como parte integrante da mensagem. Na maior parte das cidades brasileiras, o outdoor é composto por 32 folhas coladas lado a lado em um retângulo de 2,88m de altura por 8,64m de largura, numa proporção de 3x1. Se processo de impressão é chamado de gigantografia. Mais recentemente essa mídia passou também a receber extensões, fazendo com que a imagem ou os elementos 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!78!()!23! concretos saltem para fora de sua área. Normalmente esses recursos são chamados de apliques. As letras e ilustrações no outdoor precisam ser proporcionais ao seu tamanho e fáceis de discernir, pois, por mais que o outdoor seja enorme, ele é visto pequeno. Além disso, a limpeza do layout também é fundamental. O excesso de informações simplesmente não comunica nesse formato. Como regra geral, na mensagem central são utilizadas cores e tons fortes. Deve-se evitar o uso de cores que se misturam, pois isso pode evitar que a mensagem seja apreendida com rapidez pelo público-alvo. Quando a mensagem for all type, pode ser usado o recurso da inversão, fazendo o outdoor em negativo. Isso pode aumentar a divisibilidade e o impacto da mensagem. Inverter apenas uma parte do outdoor também é um recurso muito usado para separar duas mensagens ou realçar a informação mais importante. OUTDOOR VANTAGENS DESVANTAGENS Grande impacto no consumidor Novas regulamentações municipais, com restrições ao seu uso Amplo alcance, especialmente quando posicionado em locais muito movimentados 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!72!()!23! 4.!RESUMO DO CONCURSEIRO É possível afirmar que toda publicidade se desenvolve em torno de sentimentos que afetam os interesses humanos: o bom e o mau, o confortável e o desconfortável, o grande e o pequeno, o sublime e o ridículo, etc. O profissional de criação deve atuar a partir de um pedido explícito, de um problema a ser enfrentado ou uma oportunidade a ser aproveitada, e não a partir da geração espontânea de ideias. O tema é momentâneo, refletindo a situação atual. Pode até configurar-se como slogan, sendo utilizado na peça principal ou de lançamento da campanha na forma de título, mas deverá sempre respeitar os valores fundamentais da marca, sem os quais a comunicação na terá sucesso em somar-se aos esforços contínuos para conquistar a mente e o coração do público-alvo. Quando a ideia está clara e o público-alvo, definido, é possível transformar uma ideia em ação. Segundo a Associação de Designers Gráficos, all type é o anúncio de jornal ou revista, outdoor ou qualquer outro tipo de material impresso apenas com frases escritas, sem nenhum tipo de ilustração. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães– Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!73!()!23! É papel do profissional de criação pensar nos elementos que não estão propriamente dentro da mídia outdoor, mas que influenciam sua leitura e compreensão. Como a mídia faz parte da paisagem urbana, outros elementos podem tornar-se mais atraentes do que a mensagem que se deseja transmitir. TEXTO RACIONAL Dirige-se à inteligência, agindo pela persuasão, pela lógica dos fatos. Adapta-se melhor ao tema direto e ao produto que representa uma necessidade imprescindível do consumidor. EMOTIVO Dirige-se ao conteúdo afetivo, emocional. Atua principalmente por sugestão, direcionando-se à linguagem dos sentimentos, das emoções. Adapta-se melhor ao tema indireto, ao produto em que há influência do estilo, da moda, do prestígio, ou ainda à situação em que é preciso cirar o próprio desejo pelo produto. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!79!()!23! 5.!QUESTÕES COMENTADAS 9. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. A seleção dos meios e dos veículos de comunicação é realizada somente após a fase de criação de uma peça publicitária, momento em que será possível a obtenção de mais informações de como se deve trabalhar com o público-alvo da publicidade. COMENTÁRIOS: A seleção do veículo, como você já sabe, é parte importante do processo de criação. A criação para TV é bem diferente da criação para jornal e para internet, não é mesmo!? ☺ GABARITO: ERRADO 10. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. A ilustração, além de auxiliar na identificação do produto ou do serviço, tem o poder de estimular a imaginação do consumidor, o que provoca seu desejo, interesse e sua reação à proposta. COMENTÁRIOS: A ilustração é parte importante do anúncio, e pode ser fundamental para despertar o interesse do consumidor. Uma poderosa ilustração pode ser suficiente para levar à ação. GABARITO: CERTO 11. BNDES – Profissional Básico – Comunicação Social – 2008 – Cesgranrio. O desenvolvimento do conceito criativo de uma campanha publicitária é um dos pontos primordiais durante o processo de criação. É consenso, entretanto, que o planejamento e a criação publicitária moderna se dão com a(o) 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!8:!()!23! a) imposição do conceito por parte do anunciante com ingerência limitada da agência de comunicação b) construção do conceito por meio da interação entre as partes envolvidas (anunciante, agência e consumidores). c) exercício pleno da liberdade da Dupla de Criação envolvida no projeto no desenvolvimento do conceito. d) estabelecimento do conceito pelo Diretor de Criação da agência a quem compete gerenciar todo o processo. e) estabelecimento do conceito pela equipe de Atendimento/ Planejamento da agência durante a construção do briefing. COMENTÁRIOS: O conceito criativo da campanha é fundamental no seu desenvolvimento. É uma tarefa tão fundamental que não pode ficar a cargo de uma só pessoal, só da agência ou só do cliente. Na realidade o conceito deve ser construído pela interação entre o cliente, a agência e os próprios consumidores. GABARITO: B 12. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. No que se refere aos conceitos ligados ao trabalho de criação e produção de uma peça gráfica, julgue o item subsequente. No processo de criação de uma peça, o anunciante deve participar ativamente cabendo a ele a responsabilidade de fazer revisão do conteúdo do texto, das imagens e principalmente do conceito. COMENTÁRIOS: Dizer que o anunciante deve participar ativamente do processo de criação parece razoável, mas é muito complicado dizer que ele tem a responsabilidade de revisar todo o conteúdo da peça, não é mesmo? O conceito, por exemplo, não deve ser trazido unilateralmente pelo 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!81!()!23! anunciante, mas deve ser construído em conjunto com a agência e também os consumidores. GABARITO: ERRADO 13. TCE-PA – Auditor de Controle Externo – Publicidade – 2016 – Cespe. A função da criação publicitária é elaborar mensagens sofisticadas capazes de induzir o consumidor a tomar decisões inconscientes no momento da compra de produtos. COMENTÁRIOS: Do jeito que a assertiva foi escrita, a banca termina passando a ideia de que o profissional de criação é ligado às artes ocultas, e vai levar alguém a tomar uma atitude inconsciente, suplantando sua vontade. Na realidade a criação tem por finalidade apresentar o produto, mostrando suas vantagens e outros argumentos de compra, mas também deve haver critérios éticos capazes de orientar o profissional de criação a respeitar a vontade do consumidor em seu processo de escolha entre adquirir ou não o produto. GABARITO: ERRADO 14. TCE-PA – Auditor de Controle Externo – Publicidade – 2016 – Cespe. Usualmente, a produção criativa das campanhas, em uma agência de publicidade, é de responsabilidade das duplas de criação, constituídas por um redator e um diretor de arte. COMENTÁRIOS: As questões a respeito da dupla de criação sempre trarão advérbios como “usualmente”, “normalmente” ou ainda “tradicionalmente”. Isso porque nas agências de propaganda mais modernas o trabalho de 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!84!()!23! criação vai além da tradicional dupla, agregando também profissionais mais especializados. GABARITO: CERTO 15. TJ-ES – Analista Judiciário – Comunicação Social – 2011 – Cespe. No anúncio deve-se manter o vernáculo gramaticalmente correto, razão pela qual não se permitem as liberdades semânticas na criação publicitária. COMENTÁRIOS: Seria absurdo dizer que na criação publicitária não se permitem liberdades semânticas, não é mesmo? Na realidade uma das habilidades que têm mais valor entre os profissionais de criação é a de ressignificar a semântica, dando novos usos aos vocábulos que as pessoas já conhecem. Além disso, no Código Brasileiro de Autorrregulação Publicitária a liberdade semântica é reconhecida como fundamental na atividade publicitária. GABARITO: ERRADO 16. DETRAN-DF – Analista Judiciário (Psicologia) – 2012 – CONSULPLAN. Sob o título Aqui a natureza é a estrela, a empresa Hortifruti lançou campanha publicitária, elaborada pela agência MP Publicidade, do Espírito Santo, em que foram feitas paródias com títulos de filme, tais como: E o Coentro levou, Kiwi Bill, Jambo IV - ele voltou e ainda melhor, O Quiabo veste Prada. Considerando a campanha publicitária descrita e os princípios da publicidade e propaganda, julgue os itens que se seguem. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!85!()!23! Como ostítulos dos filmes não foram criação da agência, as peças possuem leveza e são engraçadas, mas não podem ser consideradas criativas. COMENTÁRIOS: A criatividade humana não pode ser tipificada em modelos estanques. Parte importante da criação publicitária é o exercício criativo, e esse processo não pode encontrar amarras, sendo inclusive possível a utilização de conteúdos já existentes. Depois de ler o case trazido pela questão parece absurdo dizer que não houve criatividade, não é mesmo!? GABARITO: ERRADO 17. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. A criação publicitária é o que mais atrai as empresas e as pessoas para o ramo da propaganda e publicidade. Acerca das fases do processo criativo, julgue o item que se segue. Na fase de produção das peças publicitárias, é desnecessário o acompanhamento do profissional responsável pela criação, tarefa que fica sempre a cargo do profissional de atendimento da agência, o qual também levará a peça para aprovação do cliente. COMENTÁRIOS: Mais uma vez a assertiva está errada, pois traduz uma divisão de tarefas que não tem mais espaço diante dos atuais processos de criação. O profissional de criação, seja ele redator, diretor de arte ou outro profissional, precisa estar envolvido no processo e diretamente com o cliente. GABARITO: ERRADO 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!86!()!23! 18. MS – Técnico em Comunicação Social – 2010 – Cespe. O profissional de atendimento deve acompanhar os trabalhos de mídia e produção, mas não de criação, pois deve julgar apenas o resultado final das peças, antes de apresentá-las ao cliente. COMENTÁRIOS: Mais uma vez aqui aparece uma divisão de atribuições que não faz muito sentido. Da mesma forma que o profissional de criação deve ter contato direto com o cliente, o profissional de atendimento deverá também acompanhar o processo de criação. GABARITO: ERRADO 19. TRT 20a Região – Analista Judiciário – Comunicação Social – 2016 – FCC. Considere as afirmações abaixo. I. Na exata medida, a repetição de palavras ajuda a compreender melhor a notícia. II. Seu texto, em comparação com os outros meios concorrentes, é tido como mais literário. Se referem correta e respectivamente a a) internet e rádio. b) revista e jornal. c) televisão e revista. d) jornal e televisão. e) rádio e internet. COMENTÁRIOS: A repetição de palavras é comum nos meios em que a informação é entregue ao espectador de forma mais ágil. Isso é comum, portanto, na televisão. Por outro lado, em comparação com outras mídias escritas, a revista tende a assumir um caráter mais literário. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!87!()!23! GABARITO: C 20. DPE-RO – Analista em Comunicação Social – 2015 – FGV. O meio mais adequado para uma publicidade que vise a uma relação com o público muito íntima e um envolvimento muito alto é o(a): a) rádio; b) jornal; c) revista; d) televisão; e) outdoor. COMENTÁRIOS: Entre os meios para publicidade, a revista apresenta um caráter mais intimista no que se refere à sua relação com o público. Isso ocorre porque as revistas tendem a atingir um público mais específico, e a se relacionar com o estilo de vida dos seus leitores. GABARITO: C 21. DETRAN-DF – Analista – Comunicação Social – 2009 – Cespe. O rádio, por não fazer uso da linguagem corporal, tem menos alcance que a televisão. COMENTÁRIOS: É verdade que não se utiliza linguagem corporal no rádio, mas isso não quer dizer seu alcance é menor que o da televisão. Na realidade o alcance de uma mídia ou da outra dependerá do contexto sociocultural, da localidade e de uma série de outros fatores. GABARITO: ERRADO 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!88!()!23! 22. FUB – Diretor de Imagem – 2015 – Cespe. Para atrair a atenção do telespectador, a televisão usa os ângulos da imagem bem mais limitados do que os utilizados no cinema, o que justifica a necessidade de cortes mais lentos e planos mais abertos na TV. COMENTÁRIOS: Na aula de hoje você aprendeu que os ângulos utilizados pela TV são mais fechados, devendo evitar-se planos abertos, como os de multidões ou paisagens, em razão do tamanho reduzido da tela. GABARITO: ERRADO 23. UNIPAMPA – Jornalista – 2009 – Cespe. O texto a ser veiculado em uma emissora de rádio ou de televisão deve ser redigido privilegiando- se as frases longas e as que estiverem em ordem indireta. COMENTÁRIOS: É justamente o contrário, não é mesmo? Os textos para rádio e TV, que serão veiculados por meio de fonogramas, devem privilegiar frases cursos e a ordem direta. GABARITO: ERRADO 24. UFRB – Diretor de Programa – 2015 – FUNRIO. Durante a direção com múltiplas câmeras, o diretor coordena muitos elementos de produção simultaneamente a partir da sala de controle da televisão, conhecida como a) Estúdio. b) Central. c) Switcher. d) Externa. e) Redação. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!82!()!23! COMENTÁRIOS: Como você aprendeu na aula de hoje, a sala de controle onde fica o diretor do programa televisivo é chamada de switcher. GABARITO: C 25. UNIRIO – Jornalista – 2011 – UNIRIO. Para atingir um público formador de opinião e optar pelo veículo que oferece maior credibilidade, o profissional de mídia deve programar a veiculação do anúncio em um(a) a) programa popular de televisão. b) cinema de shopping. c) rede social na Internet. d) jornal de referência. e) mesa redonda no rádio. COMENTÁRIOS: Quando a banca examinadora mencionar credibilidade como um atributo do veículo de mídia, você deve procurar por veículos de mídia escrita, notadamente jornais e revistas. É consenso que esses veículos têm maior credibilidade do que a televisão e a internet, por exemplo. GABARITO: D 26. EBC – Analista – 2011 – Cespe. Fade in e fade out, antigos recursos provenientes do cinema e ainda hoje usados em televisão, servem, respectivamente, para a introdução e o desaparecimento de imagens. COMENTÁRIOS: Corretíssimo! Ainda hoje recursos como o fade in e o fade out, provenientes do cinema, são utilizados no ambiente de televisão. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!83!()!23! GABARITO: CERTO 27. ABIN – Oficial Técnico de Inteligência – Publicidade e Propaganda – 2010 – Cespe. Alguns recursos tecnológicos de geração de imagens, como imagens em movimento e efeitos especiais, contribuem para tornar o texto publicitário verbal veiculado pela televisão mais dinâmico e eficaz. COMENTÁRIOS: O grande diferencial da televisão enquanto veículo publicitário é justamente a possibilidade de inserir imagens como parte dosanúncios, complementando a transmissão da informação por meio verbal. GABARITO: CERTO 28. INSS – Analista – Jornalismo – 2014 – Funrio. A ex-diretora da Globo News, Alice Maria, declarou que “escrever para a televisão é escrever como quem fala. É fazer um texto coloquial”. Sobre o texto para TV, é correto afirmar que a) quanto mais complexo for o texto, melhor para o telespectador. b) as gírias não precisam ser evitadas, pois aproximam o telespectador. c) o texto deve ser rebuscado, longo e detalhado. d) as regras gramaticais não precisam ser seguidas à risca. e) quanto mais simples for o texto, melhor para o telespectador. COMENTÁRIOS: A linguagem adotada na TV precisa ser simples para atingir o espectador. É preciso ter em mente que o conteúdo será veiculado de forma falada, e por isso precisa ser próximo à maneira como normalmente falamos, mas não exatamente igual, e por isso deve-se tomar cuidado com a correção gramatical. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!89!()!23! GABARITO: E 29. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. O maior benefício do outdoor é o seu grande impacto sobre o consumidor, razão por que é a mídia exterior mais utilizada. COMENTÁRIOS: Realmente o outdoor é uma mídia de grande impacto, atingindo um elevado número de pessoas, especialmente quando posicionado em locais movimentados. GABARITO: CERTO 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!2:!()!23! 6.!QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS 1. AL-MS – Publicitário – 2016 – FCC. Autores relacionam o processo de criatividade publicitária com a bricolagem. Essa relação é possível, pois a) a criação está relacionada ao processo de recorte, associação e edição de informações que se encontram no repertório cultural da sociedade. b) o texto publicitário é caracterizado pela utilização de figuras de linguagem. c) depende da criatividade do departamento de criação de uma agência de publicidade. d) traduz um fenômeno que distingue o discurso denotativo e conotativo no ato da criação. e) o ethos de uma campanha publicitária relaciona-se com o estilo de escrita do redator e da própria agência de publicidade. 2. Correios – Analista – Publicidade e Propaganda – 2011 – Cespe. O departamento de criação trabalha a partir do planejamento estabelecido pelo departamento de mídia. 3. UFPE – Jornalista – 2010 – COVEST. É comum, nas agências de propaganda, o modelo de criação publicitária chamado duplas de criação. Ela é formada por: a) diretor de arte e mídia. b) redator e diretor de arte. c) mídia e redator. d) criativo e diretor de arte. e) mídia e criativo. 4. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. No que se refere aos conceitos ligados ao trabalho de criação e produção de uma peça gráfica, julgue o item subsequente. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!21!()!23! O anúncio impresso, chamado tecnicamente de all type, é aquele em que há a predominância de textos, sem ilustrações ou imagens. 5. TJ-RO – Jornalista – 2008 – Cesgranrio. Na criação publicitária, um título ou chamada pode ser caracterizado(a) como um(a) a) anúncio detalhado das características de uma mercadoria. b) sentença que apresenta uma redundância de ideias. c) frase longa e explicativa sobre determinado produto. d) frase cujo objetivo é chamar a atenção de um consumidor para um produto. e) composição que combina texto e imagem para vender um produto. 6. Senado Federal – Analista de Relações Públicas – 2008 – FGV. Para Beatriz Sarlo, “(...) hoje, sem o zapping, ninguém mais assistiria televisão”. Sobre o processo de zapping, caracterizado pela autora, é correto afirmar que: a) é usado pelos diretores de câmera para, por meio de sucessivos cortes, estabelecer uma diversidade de pontos de vista. b) restringe a liberdade do espectador em trocar de canal nos intervalos comerciais existentes na TV aberta. c) funciona como um switcher nas mãos dos diretores de TV, que fazem opções por longos planos gerais fixos no sentido de fidelizar a audiência. d) permite a montagem autogerida pelo telespectador, que se fixa em programas jornalísticos e de esportes. e) proporciona aos usuários, pelo uso do controle remoto, cortes e montagens de imagens de diversas emissoras de modo não previsto pelos diretores de TV. 7. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. O jornal é o veículo de comunicação mais tradicional no Brasil, e, pelo fato de ser impresso, tem junto à população grande credibilidade, desempenhando um papel social de grande relevância. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!24!()!23! 8. CAU-RJ – Analista – Comunicação Social – 2014 – IADES. Depois da criação da web, a internet foi vista como o meio de comunicação que possibilitaria a publicação universal, livre e igualitária, permitindo realizar, no ciberespaço, a comunidade ideal de comunicação. Comparando-a com os outros meios, tais como o jornal, a revista, o rádio ou a televisão, é correto afirmar que a) a publicação na internet não está sujeita a quaisquer mecanismos de gatekeeping prévios à publicação; em princípio, qualquer um, em qualquer altura, a partir de qualquer lugar, pode publicar o que quiser na web, bastando, para isso, ter um computador ligado à rede. b) a desintermediação na internet ocorre apenas no âmbito da emissão, da produção e da propagação da informação. c) ela pode ser considerada universal porque tudo nela publicado é lido. d) canais de busca, como o Google e blogs, não possuem critérios de relevância. e) às informações e comunicações nela publicadas não são aplicadas variações e adaptações, tendo em vista a ampla quantidade de dados. 9. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. A seleção dos meios e dos veículos de comunicação é realizada somente após a fase de criação de uma peça publicitária, momento em que será possível a obtenção de mais informações de como se deve trabalhar com o público-alvo da publicidade. 10. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. A ilustração, além de auxiliar na identificação do produto ou do serviço, tem o poder de estimular a imaginação do consumidor, o que provoca seu desejo, interesse e sua reação à proposta. 11. BNDES – Profissional Básico – Comunicação Social – 2008 – Cesgranrio. O desenvolvimento do conceito criativo de uma campanha publicitária é um dos pontos primordiais durante o processo de criação. É 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!25!()!23! consenso, entretanto, que o planejamento e a criação publicitária moderna se dão com a(o) a) imposição do conceito por parte do anunciante com ingerência limitada da agência de comunicação b) construção do conceito por meio da interação entre as partes envolvidas (anunciante, agênciae consumidores). c) exercício pleno da liberdade da Dupla de Criação envolvida no projeto no desenvolvimento do conceito. d) estabelecimento do conceito pelo Diretor de Criação da agência a quem compete gerenciar todo o processo. e) estabelecimento do conceito pela equipe de Atendimento/ Planejamento da agência durante a construção do briefing. 12. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. No que se refere aos conceitos ligados ao trabalho de criação e produção de uma peça gráfica, julgue o item subsequente. No processo de criação de uma peça, o anunciante deve participar ativamente cabendo a ele a responsabilidade de fazer revisão do conteúdo do texto, das imagens e principalmente do conceito. 13. TCE-PA – Auditor de Controle Externo – Publicidade – 2016 – Cespe. A função da criação publicitária é elaborar mensagens sofisticadas capazes de induzir o consumidor a tomar decisões inconscientes no momento da compra de produtos. 14. TCE-PA – Auditor de Controle Externo – Publicidade – 2016 – Cespe. Usualmente, a produção criativa das campanhas, em uma agência de publicidade, é de responsabilidade das duplas de criação, constituídas por um redator e um diretor de arte. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!26!()!23! 15. TJ-ES – Analista Judiciário – Comunicação Social – 2011 – Cespe. No anúncio deve-se manter o vernáculo gramaticalmente correto, razão pela qual não se permitem as liberdades semânticas na criação publicitária. 16. DETRAN-DF – Analista Judiciário (Psicologia) – 2012 – CONSULPLAN. Sob o título Aqui a natureza é a estrela, a empresa Hortifruti lançou campanha publicitária, elaborada pela agência MP Publicidade, do Espírito Santo, em que foram feitas paródias com títulos de filme, tais como: E o Coentro levou, Kiwi Bill, Jambo IV - ele voltou e ainda melhor, O Quiabo veste Prada. Considerando a campanha publicitária descrita e os princípios da publicidade e propaganda, julgue os itens que se seguem. Como os títulos dos filmes não foram criação da agência, as peças possuem leveza e são engraçadas, mas não podem ser consideradas criativas. 17. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. A criação publicitária é o que mais atrai as empresas e as pessoas para o ramo da propaganda e publicidade. Acerca das fases do processo criativo, julgue o item que se segue. Na fase de produção das peças publicitárias, é desnecessário o acompanhamento do profissional responsável pela criação, tarefa que fica sempre a cargo do profissional de atendimento da agência, o qual também levará a peça para aprovação do cliente. 18. MS – Técnico em Comunicação Social – 2010 – Cespe. O profissional de atendimento deve acompanhar os trabalhos de mídia e produção, mas não de criação, pois deve julgar apenas o resultado final das peças, antes de apresentá-las ao cliente. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!27!()!23! 19. TRT 20a Região – Analista Judiciário – Comunicação Social – 2016 – FCC. Considere as afirmações abaixo. I. Na exata medida, a repetição de palavras ajuda a compreender melhor a notícia. II. Seu texto, em comparação com os outros meios concorrentes, é tido como mais literário. Se referem correta e respectivamente a a) internet e rádio. b) revista e jornal. c) televisão e revista. d) jornal e televisão. e) rádio e internet. 20. DPE-RO – Analista em Comunicação Social – 2015 – FGV. O meio mais adequado para uma publicidade que vise a uma relação com o público muito íntima e um envolvimento muito alto é o(a): a) rádio; b) jornal; c) revista; d) televisão; e) outdoor. 21. DETRAN-DF – Analista – Comunicação Social – 2009 – Cespe. O rádio, por não fazer uso da linguagem corporal, tem menos alcance que a televisão. 22. FUB – Diretor de Imagem – 2015 – Cespe. Para atrair a atenção do telespectador, a televisão usa os ângulos da imagem bem mais limitados do que os utilizados no cinema, o que justifica a necessidade de cortes mais lentos e planos mais abertos na TV. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!28!()!23! 23. UNIPAMPA – Jornalista – 2009 – Cespe. O texto a ser veiculado em uma emissora de rádio ou de televisão deve ser redigido privilegiando- se as frases longas e as que estiverem em ordem indireta. 24. UFRB – Diretor de Programa – 2015 – FUNRIO. Durante a direção com múltiplas câmeras, o diretor coordena muitos elementos de produção simultaneamente a partir da sala de controle da televisão, conhecida como a) Estúdio. b) Central. c) Switcher. d) Externa. e) Redação. 25. UNIRIO – Jornalista – 2011 – UNIRIO. Para atingir um público formador de opinião e optar pelo veículo que oferece maior credibilidade, o profissional de mídia deve programar a veiculação do anúncio em um(a) a) programa popular de televisão. b) cinema de shopping. c) rede social na Internet. d) jornal de referência. e) mesa redonda no rádio. 26. EBC – Analista – 2011 – Cespe. Fade in e fade out, antigos recursos provenientes do cinema e ainda hoje usados em televisão, servem, respectivamente, para a introdução e o desaparecimento de imagens. 27. ABIN – Oficial Técnico de Inteligência – Publicidade e Propaganda – 2010 – Cespe. Alguns recursos tecnológicos de geração de imagens, como imagens em movimento e efeitos especiais, contribuem para tornar o texto publicitário verbal veiculado pela televisão mais dinâmico e eficaz. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!22!()!23! 28. INSS – Analista – Jornalismo – 2014 – Funrio. A ex-diretora da Globo News, Alice Maria, declarou que “escrever para a televisão é escrever como quem fala. É fazer um texto coloquial”. Sobre o texto para TV, é correto afirmar que a) quanto mais complexo for o texto, melhor para o telespectador. b) as gírias não precisam ser evitadas, pois aproximam o telespectador. c) o texto deve ser rebuscado, longo e detalhado. d) as regras gramaticais não precisam ser seguidas à risca. e) quanto mais simples for o texto, melhor para o telespectador. 29. FUB – Publicitário – 2015 – Cespe. O maior benefício do outdoor é o seu grande impacto sobre o consumidor, razão por que é a mídia exterior mais utilizada. 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL Comunicação para TERRACAP (Publicitário) Teoria e exercícios comentados Profs. Paolla Marletti e Paulo Guimarães – Aula 03 ! ! ! ! ! ! ! ! ! !∀#∃∃∀%&∀∋∃())∗%(%!∀+∃#%,+∗−∀∋.(/%%%%∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!∀#∃%&∋!23!()!23! GABARITO 1. A 16. ERRADO 2. ERRADO 17. ERRADO 3. B 18. ERRADO 4. CERTO 19. C 5. D 20. C 6. E 21. ERRADO 7. CERTO 22. ERRADO 8. A 23. ERRADO 9. ERRADO 24. C 10. CERTO 25. D 11. B 26. CERTO 12. ERRADO 27. CERTO 13. ERRADO 28. E 14. CERTO 29. CERTO 15. ERRADO 91380774187 91380774187 - CATARINE M D S P MARCAL