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1
Introdução
A violência doméstica contra crianças ou 
adolescentes, também conceituada como abuso 
ou maus-tratos (como está no artigo 136 do Códi-
go Penal)1, é definida como toda ação ou omissão 
que prejudique o bem-estar, a integridade física, 
psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno 
desenvolvimento de pessoas da família. Pode ser 
cometida dentro ou fora de casa, incluindo pesso-
as que assumem função parental, ainda que sem 
laços de consanguinidade, mas com relação de 
poder em relação à vítima, que convivem no es-
paço doméstico ou dentro da comunidade. Inclui 
pessoas que convivem esporadicamente e agre-
gados e não se refere apenas ao ambiente físico 
onde a ela ocorre, mas também onde as relações 
são construídas e efetuadas2-6.
O reconhecimento das várias formas de vio-
lência contra crianças e adolescentes deve fazer 
parte da rotina dos profissionais da saúde, assim 
como a abordagem dessas situações que muitas 
vezes são de extrema complexidade3,5,7.
Apresentações da Violência Doméstica2-10
A negligência caracteriza-se como a omissão 
de cuidados básicos para o desenvolvimento físi-
co, emocional e social da criança ou adolescente 
e é manifestada por privação de medicamentos, 
falta de atendimento aos cuidados necessários 
com a saúde, descuido com a higiene, ausência de 
proteção contra frio ou calor, não provimento de 
estímulos educacionais e ausência de afeto. Sua 
forma extrema caracteriza o abandono.
A violência ou abuso físico, que consiste no 
uso da força física, intencional, praticada com o 
objetivo de ferir, lesar ou destruir a vítima, dei-
xando ou não marcas evidentes, que pode afetar 
todos os membros de um núcleo familiar de for-
mas e intensidade diferentes.
A violência ou abuso sexual é definido como o 
uso da criança ou adolescente para qualquer tipo 
de gratificação sexual de adulto ou adolescente 
mais velho que detém ou deteve algum vínculo 
familiar, de convivência ou de relacionamento. 
Caracteriza-se como transgressão de ordem mo-
ral, geralmente crônica, que se apresenta como:
Protocolo de Abordagem 
da Criança ou Adolescente 
Vítima de Violência Doméstica
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente
Presidente: Mario Roberto Hirschheimer
Secretário: Danilo Blank
Conselho Científico: Ana Lúcia Ferreira, Luci Yara Pfeiffer, Marco Antônio Chaves Gama, 
Renata Dejtiar Waksman, Tania Maria Russo Zamataro 
Manual de Orientação
D e p a r t a m e n t o C i e n t í f i c o 
d e S e g u r a n ç a d a C r i a n ç a e d o A d o l e s c e n t e
Nº 2, Setembro de 2018
Protocolo de Abordagem da Criança ou Adolescente Vítima de Violência Doméstica
2
• violência doméstica, manifestada com raras evi-
dências clínicas ou ausência de lesões (manipu-
lações, carícias, exposição à pornografia);
• ato que não produz contato sexual (“voyeuris-
mo”, pornografia, exibicionismo e produção de 
fotos);
• ato sexual completo com penetração anal ou 
vaginal;
• exploração sexual visando lucros
• estupro causado por pessoa desconhecida da 
vítima.
A violência psicológica pode ser isolada, mas, 
na maioria das vezes, acompanha as outras formas 
de violência. Consiste na submissão da criança ou 
adolescente a atos de ação ou omissão, agressi-
vos, de caráter repetitivo, extensivo e deliberado, 
praticada de diversas formas, por agressões ver-
bais, rejeição, culpabilização, indiferença, depre-
ciação, cobranças exageradas, discriminação, des-
respeito, desqualificação, punições humilhantes, 
responsabilização acima de sua capacidade, como 
instrumentos para a utilização da criança ou ado-
lescente para atender as necessidades psíquicas 
de um adulto, para provocar sofrimento e manu-
tenção de poder e domínio sobre a vítima.
A alienação parental é uma forma de violên-
cia psicológica conceituada no artigo 2º da lei nº 
12.318 / 2010 e consiste na interferência na for-
mação psicológica da criança ou do adolescente, 
promovida ou induzida por um dos genitores, pe-
los avós ou pelos que tenham a criança ou adoles-
cente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância 
para que repudie genitor ou que cause prejuízo 
ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos 
com este11.
A síndrome de Munchausen causada por ter-
ceiro ou por procuração (por não ser praticada 
pelo próprio paciente, mas por seu cuidador) é 
uma forma de violência na qual o paciente é tra-
zido para cuidados médicos, mas os sintomas e 
sinais que apresentam são inventados, simulados 
ou provocados por cuidadores.
Formas peculiares de violência são:
• Violência química caracterizada pela adminis-
tração de substâncias psicoativas, com o intui-
to de conter, controlar, inibir, dominar, subju-
gar, menosprezar ou culpabilizar a vítima pelos 
seus próprios atos contra ela. Pode advir da 
intolerância do agressor às características nor-
mais da vítima, ou pelos comportamentos dis-
torcidos que podem apresentar, secundários a 
outras formas de violência, ou ainda a um de-
sejo perverso de maltratar.
• Intoxicações e envenenamentos são formas 
raras de maus-tratos praticadas para causar 
dor, aquietar ou até mesmo matar.
• Filicídio é o assassinato de uma ou mais crian-
ças por um ou ambos os pais, independente-
mente da idade da vítima5,10.
O bullying é uma forma de violência psico-
lógica praticada entre iguais (estudantes, por 
exemplo) que causa angústia ou humilhação a 
outro. Compreende atitudes agressivas, inten-
cionais e repetidas, sem motivações evidentes, 
adotadas por um ou mais membros do grupo 
contra outro(s), causando dor e angústia, e exe-
cutadas dentro de uma relação desigual de po-
der. O cyberbullying compreende o uso de ferra-
mentas tecnológicas, como as das redes sociais 
e outras, para executá-lo. Por sua abrangência e 
complexidade, ambos serão abordados em outro 
documento.
Protocolo de abordagem2-4,6,8,10
O passo-a-passo do protocolo de abordagem 
a pacientes com suspeita de ser vítima de maus-
-tratos encontra-se no Quadro 1.
Quadro 1. Passo-a-passo para o Protocolo de Abordagem
• Atendimento médico
• Levantar suspeita
• Investigação clínica
• Decisão sobre internação hospitalar
• Avaliação por equipe multi e interdisciplinar
• Notificação institucional
• Encaminhamentos
• Acompanhamento
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente • Sociedade Brasileira de Pediatria
3
lias, fato bastante frequente quando os agres-
sores são os pais ou estão presentes na ava-
liação.
• Se queda foi o mecanismo de trauma alegado, 
é importante saber de que altura caiu, a super-
fície de contato, existência de testemunhas e 
possível mecanismo da lesão (torção, tração 
ou compressão). Fratura significativa de crâ-
nio ou lesão difusa do cérebro requer queda 
de uma altura de pelo menos 150 cm sobre 
uma superfície rígida.
• Traumas declarados como acidentais, mas re-
petitivos ou com frequência acima da espera-
da, alegadamente relacionados à conduta ou 
má índole da criança e incompatíveis com sua 
fase atual de desenvolvimento.
• Ausência de medidas de segurança para pre-
venir lesões de repetição ou traumas aciden-
tais graves.
• Tratamentos inadequados, não cumprimento 
do calendário vacinal, não seguimento de re-
comendações, acompanhamento irregular de 
portador de doença crônica e frequentes in-
ternações alertam para maus-tratos na forma 
de negligência.
• Condições sociais da família:
– uso de álcool ou outras drogas;
– violência doméstica (contra outros membros 
da família, como idosos, e contra animais de 
estimação);
– doenças mentais ou depressões;
– história de maus-tratos na infância dos 
pais;
– situações de perda de controle emocional 
por parte dos familiares;
– expectativa irreal dos pais em relação àque-
le filho.
Deve-se conversar em separado com cada 
responsável para que cada um dê sua versão e, 
se a criança for verbal, deve também relatar o 
que aconteceu. Se sua história não for de trau-
ma, é importante perguntar com detalhes como 
se feriu e observar e anotar alterações de com-portamento.
Um protocolo de abordagem deve estar dis-
ponível em todos os serviços, adaptado às dife-
rentes realidades regionais, e ser do conheci-
mento e prática de todos que atendem crianças 
e adolescentes. Deve estar embasado em: ana-
mnese, exame físico, exames complementares, 
atuação da equipe multiprofissional, preenchi-
mento do prontuário, classificação dos casos, 
encaminhamentos e notificação.
Anamnese2,3,6-8,10
Muitas vezes o exame físico não apresen-
ta qualquer alteração que evidencie violência; 
daí as informações coletadas e a observação do 
comportamento da criança e do acompanhante 
serem determinantes para a suspeita do diag-
nóstico de violência. Informações da anamnese 
sugestivas de maus-tratos são:
• O que aconteceu com a criança? É o passo ini-
cial e crucial na diferenciação entre trauma 
intencional e acidental. Solicitar descrição de-
talhada das circunstâncias em que ocorreram 
as lesões e o ambiente onde a criança estava 
antes, durante e depois do evento. É impor-
tante estar atento para histórias discrepantes 
e incompatibilidades entre dados da história e 
os achados no exame físico.
• Dados que são relevantes para a suspeita diag-
nóstica:
– pais que omitem total ou parcialmente a his-
tória de trauma;
– pais que mudam a história toda vez que são 
interrogados;
– histórias diferentes quando são questio-
nados outros membros da família isolada-
mente;
– explicações contraditórias, não convincen-
tes, quanto aos ferimentos observados;
– demora inexplicável na procura de recursos 
médicos na presença evidente de trauma.
• Crianças maiores, que teriam capacidade em 
relatar o que lhes aconteceu, podem ter sido 
ameaçadas ou demonstrar medo de represá-
Protocolo de Abordagem da Criança ou Adolescente Vítima de Violência Doméstica
4
Exame Físico2-8,10
No exame físico inicial, algumas atitudes do 
paciente podem chamar a atenção, como: apa-
tia, tristeza, indefesa, extremamente temerosa, 
postura defensiva (encolhendo-se, fechando os 
olhos e protegendo o rosto – a provável atitude 
adotada durante as agressões sofridas). É impor-
tante observar se há atraso no desenvolvimento 
neuropsicomotor e desnutrição.
Pele
Cerca de metade das crianças submetidas a 
abuso físico apresentam equimoses ou abrasões 
na região do crânio ou da face.
A pele costuma ser acometida com grande fre-
quência – equimoses, queimaduras e escoriações 
podem ser encontradas. Certas lesões equimóti-
cas com formato definido podem sugerir o tipo do 
objeto utilizado na agressão, como cintos, fivelas, 
dedos, colheres, pás e mordidas.
A análise da coloração dos hematomas auxilia 
na avaliação do tempo de ocorrência do trauma:
• lesão roxa significa que ocorreu há menos de 
3 dias;
• lesão pardo-esverdeada significa transforma-
ção em metemoglobina, devido à ausência de 
oxigenação;
• amarelo-esverdeado em hemossiderina, cor-
respondendo a trauma provocado entre 3 e 
7 dias;
• lesão amarelada e amarelo-amarronzada sig-
nifica transformação em hematoidina, ocorri-
da entre 7 e 30 dias.
Nota Importante: o comportamento humano 
é definido pela atividade frontal, assim as quedas 
provocadas por traumas não intencionais cos-
tumam provocar lesões nas áreas de extensão e 
extremidades – região frontal, mento, cotovelos, 
palma das mãos, parte anterior de coxas e per-
nas10.
As lesões sugestivas de abuso físico estão lis-
tadas no Quadro 2.
Quadro 2. Lesões sugestivas de abuso
• Não se justificam pelo mecanismo do trauma relatado;
• Não são compatíveis com a idade ou com o desenvolvimento neuropsicomotor da criança;
• Equimoses intraorais, fraturas e lesões intracranianas ou abdominais em criança que ainda não anda;
• Em várias partes do corpo, simétricas ou bilaterais;
• Em múltiplas partes do corpo;
• Múltiplas em diferentes estágios de evolução e cicatrização;
• Em localizações não usuais, como tronco, orelhas, face, pescoço, dorso das mãos ou parte superior 
dos membros superiores;
• Que envolvem partes usualmente cobertas ou protegidas do corpo, como: laterais, grandes 
extensões de dorso, pescoço, região interna de coxa, genitália, nádegas.
• Marcas de objetos significativas e inexplicáveis;
• Lesões antigas e cáries sem tentativas de tratamento são evidências de negligência.
Lesões Sentinelas de Abuso12,13
Lesões pequenas observadas em crianças que 
ainda não deambulam com apoio ou não conse-
guem puxar objetos, mais frequentes no segmen-
to cefálico, como equimoses e lesões intraorais 
(por rotura de frênulo lingual) e que não têm ex-
plicação plausível são mais raras em crianças me-
nores de um ano que não sofrem abuso físico.
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente • Sociedade Brasileira de Pediatria
5
romotor da vítima e o estágio de consolidação 
das fraturas14:
• dor e edema por até 10 dias;
• formação periostal entre 1 e 2 semanas;
• formação de calo mole em 2 a 3 semanas;
• formação do calo duro em 3 a 6 semanas.
As fraturas sugestivas de trauma intencional 
encontram-se listadas no Quadro 3.
Queimaduras
As lesões agudas ou cicatriciais de forma numu-
lar, frequentes em mãos ou pés podem sugerir quei-
maduras por cigarro. As queimaduras por escaldo 
afetam mais nádegas, pés e mãos, poupando as áre-
as de flexão, diferentes das causadas por acidentes.
Ossos / Fraturas
Avaliar se o mecanismo alegado para as fra-
turas é compatível com o desenvolvimento neu-
Quadro 3. Fraturas sugestivas de maus-tratos
• Múltiplas, bilaterais, em diferentes estágios de consolidação;
• Cranianas múltiplas, complexas, occipital ou parietal posterior;
• Espiraladas em diáfises, em úmero e fêmur (em crianças que ainda não andam) que, mesmo 
isoladas, sugerem fortemente maus-tratos e ocorrem por torção e rotação forçada da extremidade;
• Metafisárias, pois quando a força do trauma é aplicada nas zonas de inserção ligamentar ocorrem 
arrancamentos de fragmentos ósseos e fratura transmetafisária;
• Epifisárias e metafisárias sugerem violência física por necessitarem de forças extras para serem 
produzidas, não somente quedas ou impacto direto;
• Arcos costais posteriores, múltiplas, bilaterais e próximas das articulações costovertebrais. Ocorrem 
no primeiro ano de vida, por mecanismo indireto de compressão anteroposterior do tórax e 
compressão secundária do extremo posterior das costelas contra as respectivas apófises transversas;
• Metacarpais e metatarsais em geral são acompanhadas de outras fraturas e ocorrem quando os 
adultos pisam nas mãos ou nos pés das crianças;
• De extremo distal da clavícula e da escápula;
• De apófises espinhosas.
Sistema Nervoso Central
Os traumas do sistema nervoso central pro-
vocados por abuso físico concorrem para uma 
alta mortalidade. A frequência de traumas cra-
nianos acidentais em crianças até o segundo ano 
de vida é relativamente alta, porém somente os 
decorrentes de acidentes automobilísticos ou de 
quedas de grandes alturas costumam provocar 
lesões significativas no sistema nervoso central.
Hematomas, lacerações ou escoriações em 
couro cabeludo devem alertar para trauma cra-
niano e lesão do sistema nervoso central. Con-
vulsões, letargia ou coma sugerem hemorragias 
epidural, subdural ou subaracnóidea com risco de 
morte.
Síndrome do Bebê Sacudido 
(“Shaken Baby Syndrome”)
Caracteriza-se por lesões do sistema nervoso 
central em crianças abaixo de 3 anos de idade, 
provocadas por chacoalhamento, que não preci-
sa ser prolongado. Pode ocorrer apenas uma ou 
repetidas vezes durante vários dias, semanas ou 
meses.
Protocolo de Abordagem da Criança ou Adolescente Vítima de Violência Doméstica
6
A Academia Americana de Pediatria tem reco-
mendado o termo: “Traumatismo Encefálico por 
Abuso”, para descrever lesão na cabeça secundá-
ria a chacoalhamento, traumatismo de impacto, 
ou uma combinação de ambos15.
A vítima típica costuma ter menos de um ano 
e, usualmente, menos de seis meses de idade, em 
geral é do sexo masculino e é cuidada por apenas 
uma pessoa no períododa agressão.
O agressor, em 90% das vezes, é homem. O 
pai biológico é o mais comum. Quando do sexo 
feminino, é mais provável ser a babá do que a mãe 
biológica.
Os sintomas são inespecíficos: diminuição do 
nível de consciência, sonolência, irritabilidade, 
diminuição da aceitação alimentar, vômitos, con-
vulsões, alteração do ritmo respiratório incluindo 
apneia, coma e postura em opistótono.
Fraturas em arco posterior de costelas apa-
recem em até 50% dos casos e reforçam o diag-
nóstico da síndrome. Podem ocorrer: hemorragia 
subdural, consequente a ruptura das veias pontes 
no espaço subdural, e hemorragias retinianas que 
não estão presentes em todos os casos. Como 
consequências podem ocorrer sequelas oftalmo-
lógicas, até cegueira; lesões encefálicas com atra-
so do desenvolvimento psicomotor, convulsões; 
lesões de medula espinal e até morte.
Embora nenhuma lesão seja exclusivamente 
patognomônica da síndrome, a combinação de 
hemorragias retinianas e subdurais em um lacten-
te ou criança pequena, na ausência de uma ade-
quada justificativa, aumenta o grau de suspeita de 
lesão abusiva.
Exames Complementares2-4,7,8
A avaliação laboratorial e de imagem deve 
ser direcionada pelo quadro clínico:
Laboratorial:
• Hemograma completo com plaquetas; coagu-
lograma.
• Bioquímicos: CPK (quase sempre aumentado 
em casos de traumas); amilase (trauma abdomi-
nal); TGO; TGP; Gama-GT (trauma abdominal).
• Exame qualitativo de urina (Urina tipo I).
• Sangue e urina para intoxicações exógenas.
De imagem:
Em crianças menores de 2 anos e que não se 
comunicam, havendo suspeita, realizar todas ra-
diografias, mesmo não havendo evidências de 
trauma esquelético ao exame físico. Em crianças 
maiores que se expressam verbalmente, radiogra-
far as áreas suspeitas doloridas ou com limitação 
de movimentos.
• Radiografias de: crânio (frente e perfil); coluna 
cervical; tórax (para visualizar as costelas e a 
coluna toracolombar superior); membros supe-
riores, incluindo a cintura escapular; membros 
inferiores; coluna lombar inferior e pelve. O 
estudo radiológico deve ser complementado 
com os dados da história quando se observa 
alguma lesão.
• Ultrassom: transfontanelar e/ou abdome se 
houver suspeita de agravo.
• Tomografia computadorizada: crânio, tórax 
e/ou abdome se houver suspeita de agravo.
• Ressonância nuclear magnética de crânio pode 
auxiliar na visualização de pequenos hemato-
mas subdurais, lesões axonais difusas, contu-
sões corticais e hematomas inter-hemisféricos 
posteriores.
Diagnóstico Diferencial2,3,6,8
• Hematomas: considerar os traumas acidentais, 
distúrbios de coagulação, meningococcemia, 
sepse, erros inatos do metabolismo, envene-
namento por monóxido de carbono. A história 
clínica cuidadosa e o exame físico apurado são 
essenciais para avaliar a etiologia das hemor-
ragias.
• Fraturas: considerar outras afecções como: 
traumatismo de parto, osteomielite, intoxica-
ção por vitamina A, osteogênese imperfeita, 
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente • Sociedade Brasileira de Pediatria
7
sífilis congênita, hiperostose cortical infantil 
(Doença de Caffey ou Síndrome de Caffey-Sil-
verman) e escorbuto.
• Hemorragias retinianas: a causa mais comum 
de hemorragia não abusiva é o trauma de par-
to, que pode aparecer em até 14% das crian-
ças. Em traumas acidentais graves, como aci-
dentes automobilísticos, ocorre em menos 
de 3%.
• Hemorragia intracraniana: rotura de vasos da 
subaracnoide por malformações ou aneurisma 
é muito rara em crianças abaixo de três anos. A 
ausência de hemorragia retiniana e a localiza-
ção de hemorragia na bainha do nervo óptico 
distinguem casos de hemorragia por malfor-
mação vascular da síndrome do bebê sacudido.
O Prontuário6,8
Por ser documento de fé pública que even-
tualmente pode ser usado para fins judiciais, é 
imprescindível que o prontuário seja preenchido 
de forma adequada, com registro detalhado dos 
sinais e sintomas e, se possível, com fotografias 
das lesões encontradas.
O prontuário pertence ao paciente e está su-
jeito ao sigilo profissional. Só pode ser revelado 
com autorização expressa deste ou seus respon-
sáveis legais, por justa causa ou dever legal (ver 
Capítulos IX e X do Código de Ética Médica)16. De 
acordo com o Código Penal Brasileiro, a entrega 
do prontuário a pessoas não obrigadas ao sigilo 
profissional implica sua quebra e é considerada 
crime17.
Abrangência do Atendimento2,3,5,6,8
É importante verificar qual a melhor forma de 
abordagem que se adapta a cada situação, para 
elaborar um plano de trabalho da equipe que par-
ticipará das intervenções. O atendimento de situ-
ações com suspeita de maus-tratos a crianças e 
adolescentes deve ser realizado, necessariamen-
te, por equipe multiprofissional com as seguintes 
características: capacitada, integrada, institucio-
nalizada, ciente de suas atribuições e capaz de 
interagir com outras instituições.
Acompanhamento conjunto e interconsultas 
deverão ser realizados por:
• Assistente social - todos os casos;
• Saúde mental - todos os casos internados;
• Enfermagem - deve participar de todos os casos;
• No caso de indicações clínicas e cirúrgicas es-
pecíficas: cirurgião pediátrico, ginecologista, 
neurologista, ortopedista.
Não existe impedimento legal ou ético para 
o atendimento imediato de vítimas de violência, 
sendo que a emergência ou urgência médica de-
vem ser consideradas prioritárias. Questões poli-
ciais e judiciais devem ser abordadas após o aten-
dimento das necessidades médicas emergenciais 
da vítima.
A recusa infundada do atendimento médico 
caracteriza, ética e legalmente, imperícia e omis-
são de socorro, nesse caso, de acordo com o Art. 
13, § 2º do Código Penal, o médico pode ser res-
ponsabilizado civil e criminalmente pelos danos 
físicos e mentais ou eventual morte do paciente17.
Por ser causa justa e dever legal, os casos sus-
peitos de violência devem ser notificados ao Con-
selho Tutelar (CT) do local de moradia da suposta 
vítima e ao Sistema de Informação de Agravos de 
Notificação - SINAN, uma vez que a proteção à ví-
tima é referencial superior ao sigilo profissional. 
Constitui infração administrativa a falta de comu-
nicação aos meios legais responsáveis, qualquer 
suspeita ou certeza de violência contra criança ou 
adolescente19,20.
Encaminhamentos
Os casos suspeitos ou confirmados de violên-
cia podem ser divididos em níveis de gravidade, 
de acordo com: o tipo e intensidade da agressão, 
situação geral da vítima, perfil do agressor e con-
texto familiar (Método de Classificação dos Níveis 
Protocolo de Abordagem da Criança ou Adolescente Vítima de Violência Doméstica
8
de Gravidade da Violência contra Crianças e Ado-
lescentes - Pfeiffer L, 2011)10.
Todos os casos suspeitos devem receber:
• Avaliação do domicílio e da dinâmica familiar;
• Levantamento da situação escolar;
• Encaminhamentos da vítima e agressores para 
atendimentos psicoterapêutico, social e de pro-
teção legal (como prevê o Estatuto da Criança e 
do Adolescente – ECA18), quando necessário.
• Reavaliação em tempo breve da situação de vio-
lência e do resultado dos encaminhamentos;
Esta avaliação permitirá uma abordagem téc-
nica mais específica, padronizada e independen-
te da sensibilidade e dos preconceitos individuais 
dos profissionais responsáveis pelo atendimento.
Lesões leves e sem risco de revitimização*1
Quando a suposta vítima de violência apre-
sentar lesões leves, a agressão não necessitar de 
tratamento ambulatorial ou hospitalar, não for 
detectado risco de revitimização*1, agressor sem 
antecedentes de violência (e aceita rever sua pos-
tura frente à criança) e família com condições de 
proteger a criança.
Conduta:
• Orientação inicial sobre as consequências da 
violência e retorno para moradia com os res-
ponsáveis legais (não necessariamente com 
quem trouxe o paciente, que pode não ser res-
ponsável legal por ela, como professor ou poli-
cial, por exemplo);
• Notificaçãoao CT da região de moradia do pa-
ciente, mediante relatório institucional elabo-
rado por membro da equipe multiprofissional, 
e ao SINAN, mediante impresso próprio para 
agravos de notificação compulsória. Essas no-
tificações podem ser encaminhadas a partir do 
primeiro dia útil após o primeiro atendimento.
Lesões graves ou com risco de revitimização*1
Nas situações de: vítima em estado geral re-
gular; presença de sintomas físicos e psíquicos; 
autoagressão ou agressão por outro que necessita 
tratamento; agressor com antecedentes de vio-
lência; família que resiste ao acompanhamento 
ou omissa, incapaz de proteger a vítima.
Conduta:
• Priorização de atendimento;
• Internação sob a proteção da instituição hos-
pitalar como medida imediata de afastamento 
do agressor ou quando se necessitar de mais 
tempo para avaliação do quadro;
• Avaliação geral da vítima;
• Levantamento de ocorrências anteriores, do 
histórico familiar de violência, dos outros 
membros da família, das possibilidades de tra-
tamento do agressor e das consequências da 
violência para a vítima;
• Notificação ao CT da região de moradia do pa-
ciente, mediante relatório institucional elabo-
rado por membro da equipe multiprofissional, 
e ao SINAN, mediante impresso próprio para 
agravos de notificação compulsória;
• Além do CT e/ou Ministério Público (MP), deve 
ser notificada a Vara da Infância e Juventude 
(VIJ) da região de moradia da suposta vítima, 
mediante ofício contendo relatório da equipe 
multiprofissional. A alta hospitalar dependerá 
da decisão do Juiz da VIJ, avaliando a possibili-
dade de restauração de vínculo familiar, guar-
da com família ampliada (avós, tios etc.) ou ne-
cessidade de acolhimento institucional.
Violência Gravíssima e Risco de Morte*2
Quando a vítima: encontra-se em mau estado 
geral ou apresenta sequelas consequentes à vio-
lência crônica e grave; agressor com transtorno 
de comportamento, perverso, pedófilo, sociopa-
ta, psicopata; agressão que necessita tratamento 
hospitalar ou acompanhamento psicológico; fa-
mília conivente ou agressora, incapaz de proteger 
a vítima.
*1 Considera-se como risco de revitimização o fato do agressor não 
ser controlável ou a família do paciente não parecer competente e 
capaz de proteger a criança ou adolescente
*2 Considera-se risco de morte quando o agressor não é controlável 
ou circunstâncias, família ou cuidadores do paciente não parece-
rem ser confiáveis, com risco de revitimização
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente • Sociedade Brasileira de Pediatria
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Conduta:
• Atendimento imediato;
• Internação hospitalar com afastamento do 
agressor;
• Notificação ao SINAN, ao CT ou ao MP e à VIJ;
• Solicitar presença de membro do CT.
Particularidades do Atendimento 
à Violência ou Abuso Sexual2,3,6-8,21,22
A abordagem aos casos de violência e abuso 
sexual requer encaminhamento para uma equi-
pe multiprofissional capacitada, a quem cabe o 
acompanhamento das DST/AIDS, saúde psicosse-
xual, saúde reprodutiva e estresse pós-trauma. O 
médico que realiza o primeiro atendimento deve 
finalizá-lo com o encaminhamento adequado, for-
necendo à vítima ou seus responsáveis legais in-
formações claras e completas sobre seus direitos.
Questões policiais e judiciais devem ser abor-
dadas após o atendimento das necessidades mé-
dicas emergenciais da vítima.
Avaliação das regiões genital e anal
• Será mais bem-sucedida se não lhe for dada 
ênfase durante o exame físico geral. Fazê-lo 
sob sedação, se necessário.
• Diâmetro da abertura himenal não é um indica-
dor confiável de anormalidade (existem gran-
des variações na população geral). Hímen com 
aspecto regular, com bordas finas, sugere não 
ter sido traumatizado. Parede himenal inter-
rompida ou com sinais de cicatrizes relaciona-
-se com algum tipo de trauma.
• Dados como sangramento genital, dor, secre-
ções, devem ser bastante valorizados para o 
diagnóstico. É importante estar atento para a 
presença de quaisquer materiais potencial-
mente indicadores de abuso, como pelos e se-
creções.
• Exame especular, mesmo em meninas peque-
nas, é altamente recomendável e deve ser rea-
lizado sempre que possível, para avaliação do 
fundo de saco vaginal.
• Lesões perianais são mais frequentes em meni-
nos e em meninas pré-adolescentes. As lesões 
decorrentes desse tipo de abuso podem levar a 
processos inflamatórios, infecções bacterianas 
ou doença inflamatória da região retal. Após 
um episódio agudo de abuso, pode haver alte-
rações do tono do esfíncter anal, hematomas, 
abrasões ou lacerações. Os traumas podem 
evoluir sem deixar sinais (em 50% a 70% dos 
pacientes o exame clínico é normal) ou deixar 
cicatrizes ou alterações nas pregas anais. Al-
terações laterais em relação à linha média são 
mais associadas a traumas, enquanto as locali-
zadas na linha média costumam ser associadas 
a variações da normalidade.
Avaliação laboratorial das doenças 
sexualmente transmissíveis 
(principalmente quando há história 
de mais de um episódio).
Deve-se realizar coleta imediata de:
• Sorologia para HIV (para conhecimento da so-
rologia no momento do atendimento e poste-
rior comparação). Novos exames para o diag-
nóstico sorológico da infecção pelo HIV devem 
ser solicitados com 90 e 180 dias.
• Teste VDRL (sigla de “Venereal Disease Research 
Laboratory”) para identificação de sífilis;
• Sorologias para hepatite B e C;
• Pesquisa de Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia 
trachomatis em secreção de vagina, endocérvi-
ce e/ou reto.
• Exame direto a fresco e corado pelo Gram;
• Cultura em meio Thayer-Martin (para isola-
mento e cultivo de Neisseria gonorrhoeae);
• Imunofluorescência direta para Chlamydia tra-
chomatis.
Coleta de provas forenses
Do ponto de vista médico-legal, o registro 
acurado do prontuário médico, com histórico e 
exame físico detalhados, é fundamental para a 
análise do caso pelos setores de proteção e res-
ponsabilização. A norma técnica do Ministério da 
Saúde de 2012 preconiza ainda a coleta de ma-
Protocolo de Abordagem da Criança ou Adolescente Vítima de Violência Doméstica
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terial para a identificação forense de possíveis 
autores do delito23. Já a norma técnica de 2015 
estabelece os procedimentos detalhados para a 
realização dessa coleta24.
As providências judiciais e policiais são de 
competência de instituições da Segurança Públi-
ca e da Justiça. Após o atendimento médico emer-
gencial necessário, a vítima ou seu responsável 
deve ser encaminhado à delegacia mais próxima 
do hospital ou do local da ocorrência, com relató-
rio médico, para feitura de boletim de ocorrência. 
À autoridade policial compete encaminhamento 
ao IML.
Acompanhamento25
Os pacientes devem ser informados sobre os 
efeitos físicos e psicológicos do abuso sexual e da 
necessidade de:
• Profilaxia da gravidez (nos casos de coito des-
protegido para mulheres em período fértil);
• Início da antibioticoprofilaxia para DST;
• Coleta imediata de sangue para sorologia DSTs 
(para conhecimento do estado sorológico no 
momento do atendimento para posterior com-
paração); e
• Vacina e imunoterapia passiva para hepatite B.
• Profilaxia do HIV.
• Agendamento do retorno para acompanha-
mento psicológico e realização de sorologia 
para sífilis (após 30 dias) e para o HIV (após 3 e 
6 meses).
Notificação2-10
Todos os casos, mesmo que só suspeitos, 
devem ser notificados ao Conselho Tutelar da 
região de moradia da suposta vítima e, na omis-
são deste, a notificação deverá ser feita à Vara 
da Infância e Juventude da região de moradia 
da suposta vítima ou ao Ministério Público (Arti-
gos 13 e 245 do ECA) e, também ao SINAN, que 
é feita pela Ficha de Notificação / Investigação 
Individual de Violência Doméstica, Sexual e Ou-
tras Violências, instituída pela Portaria GM/MS 
104/201119, que inclui os casos suspeitos ou 
confirmados de violência como doença de noti-
ficação compulsória a ser encaminhada à Vigi-
lância Epidemiológica.
A notificação de suspeitade vítima de maus-
-tratos é um dever do médico, previsto no artigo 
28 do Código de Ética Médica16. Ao juiz da VIJ cabe 
decidir o encaminhamento a ser dado ao caso. A 
alta hospitalar dependerá de critérios clínicos e 
da decisão judicial.
É importante ressaltar a importância da pro-
teção e preservação física de quem notifica. Por 
isto, a notificação deve ser realizada pela insti-
tuição onde a suposta vítima está sendo atendi-
da, pois convém evitar envolvimentos pessoais. 
Enfrentamentos diretos devem ser evitados e, 
em caso de agressividade por parte das famílias 
ou agressores, a polícia e o CT devem ser cha-
mados.
A notificação deve ser codificada e emitida 
em nome da instituição, que tem o dever legal 
de garantir esta denúncia (artigo 245 do ECA18). A 
codificação evita que o agressor venha intimidar 
ou ameaçar o profissional responsável pela noti-
ficação, mas permite que um juiz solicite maiores 
esclarecimentos sobre o caso denunciado, garan-
tindo a proteção da vítima.
Em casos excepcionais, de risco e sem o apoio 
da instituição (esta também deverá ser denun-
ciada), o médico poderá lançar mão de denúncia 
anônima, por telefone (em São Paulo, pelo Disque 
Denúncia – telefone 181, ou, em âmbito nacional, 
à Secretaria de Direitos Humanos do Governo Fe-
deral – telefone 100).
A notificação deve desencadear um processo 
que visa a interromper as atitudes e comporta-
mentos violentos dentro da família ou por parte 
de qualquer agressor. Não tem poder de denúncia 
policial, mas tem a finalidade de chamar o Poder 
Público à sua responsabilidade.
Após a alta hospitalar a criança ou adolescen-
te, assim como suas famílias, deverão ser encami-
nhadas para acompanhamento ambulatorial por 
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente • Sociedade Brasileira de Pediatria
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equipe multiprofissional. É muito importante o 
acompanhamento de perto da criança ou adoles-
cente, para assegurar que não haja piora do qua-
dro de violência, enquanto as medidas de prote-
ção não são efetivadas.
Todas as formas de violência doméstica de-
vem ser reconhecidas como enfermidades e são 
identificados, com os diagnósticos associados, 
pela Classificação Internacional de Doenças 
(CID-10)26, descritas no Quadro 4.
 Quadro 4. Maus-tratos ou Violência Doméstica segundo a Classificação Internacional de Doenças – CID*3
DIAGNÓSTICO PRINCIPAL (CID10)
 T74 Síndromes de maus-tratos
 .0 Abandono
 .1 Sevícias físicas e síndrome da criança espancada
 .2 Abuso sexual
 .3 Abuso psicológico
 .8 Outras síndromes especificadas de maus-tratos
 .9 Síndrome não especificada de maus-tratos
 F68 .1 Produção deliberada ou simulação de sintomas ou de incapacidades, físicas ou 
psicológicas.
 Z61 Problemas relacionados com eventos negativos de vida na infância
 .0 Perda de relação afetiva na infância
 .1 Remoção do lar na infância
 .2 Padrão alterado de relações familiares na infância
 .3 Eventos que originam a perda de autoestima na infância
 .4 Problemas relacionados com abuso sexual alegado de uma criança por uma pessoa de 
dentro de seu grupo
 .5 Problemas relacionados com abuso sexual alegado de uma criança por pessoa de fora 
de seu grupo
 .6 Problemas relacionados com abuso físico alegado da criança
 .7 Experiência pessoal amedrontadora na infância
 .8 Outros eventos da vida pessoal negativos na infância
 .9 Evento pessoal negativo não especificado na infância
 Z71 .1 Pessoa com medo de uma queixa para a qual não foi feito diagnóstico 
Afecção não provada; “O problema era estar normal”; “Sadio problemático”
*3 O CID-11 será apresentado oficialmente em maio de 2019, durante a Assembleia Mundial da Saúde e entrará em vigor em janeiro de 2022. 
O documento disponibilizado em junho de 2018 destina-se a uma pré-visualização, para que os países possam planejar seu uso, preparar 
traduções e treinar profissionais de saúde.
continua...
Protocolo de Abordagem da Criança ou Adolescente Vítima de Violência Doméstica
12
... continuação
DIAGNÓSTICOS ASSOCIADOS
A vítima de maus-tratos ou abuso pode apresentar múltiplos diagnósticos de traumas físicos, 
lesões de pele, lesões e sequelas neurológicas, além de sequelas psíquicas (cada um com 
codificação própria).
Se conhecida, associar com a forma da agressão
 Y05 Agressão sexual por meio de força física (inclui tentativa de estupro e de sodomia)
 Y06 Negligência e abandono pelos pais
 Y07 Outras síndromes de maus-tratos 
(Iinclui: abuso sexual, crueldade mental, sevícias físicas e tortura) 
Completar a codificação conforme o suposto agressor:
 .0 pelo esposo ou companheiro
 .1 pelos pais
 .2 por conhecido ou amigo
 .3 por autoridades oficiais
 .8 por outra pessoa especificada
 .9 por pessoa não especificada
 X90 Agressão por meio de produtos químicos e substâncias nocivas não especificados
 X91 Agressão por meio de enforcamento, estrangulamento e sufocação
 X92 Agressão por meio de afogamento e submersão
 X93 Agressão por meio de disparo de arma de fogo de mão
 X94 Agressão por meio de disparo de espingarda, carabina ou arma de fogo de maior calibre
 X95 Agressão por meio de disparo de outra arma de fogo ou de arma não especificada
 X96 Agressão por meio de material explosivo
 X97 Agressão por meio de fumaça, fogo e chamas
 X98 Agressão por meio de vapor de água, gases ou objetos quentes
 X99 Agressão por meio de objeto cortante ou penetrante
 Y00 Agressão por meio de um objeto contundente
 Y01 Agressão por meio de projeção de um lugar elevado
 Y02 Agressão por meio de projeção ou colocação da vítima diante de um objeto em movimento
 Y03 Agressão por meio de impacto de um veículo a motor
 Y04 Agressão por meio de força corporal
 Y08 Agressão por outros meios especificados
 Y09 Agressão por meios não especificados 
(Inclui: tentativa de assassinato SOE ou tentativa de homicídio SOE e homicídio não 
premeditado) 
Complementar a codificação conforme o local da ocorrência
 .0 residência
 .1 habitação coletiva
 .2 escolas, outras instituições e áreas de administração pública
 .3 área para a prática de esportes e atletismo
 .4 rua e estrada
 .5 áreas de comércio e de serviços
 .6 áreas industriais e em construção
 .7 fazenda
 .8 outros locais especificados
 .9 local não especificado
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negligenciados, tentam o suicídio (ou conse-
guem levá-lo a êxito), testemunham ou são ví-
timas de violência sexual, psicológica, bullying, 
cyberbullying, violência comunitária, agressões 
e violência contra seus companheiros íntimos.
Tudo isso gera, muitas vezes até antes do nas-
cimento, um impacto negativo sempre crescente 
na saúde física e mental. Logo, é uma obrigação 
precípua de todo pediatra estar atento para sus-
peitar do diagnóstico de violência doméstica e 
outras formas, assim como ter competência para 
os encaminhamentos devidos e a atenção às 
crianças, adolescentes e suas famílias.
Comentários Finais
A violência contra a criança e o adolescen-
te manifesta-se por várias facetas, justamente 
onde deveriam encontrar proteção, afeto e edu-
cação - em suas casas, onde deveriam continuar 
o aprendizado e conviver com seus pares - nas 
escolas, onde deveriam ter momentos de lazer - 
em sua comunidade e onde deveriam participar 
da globalização - nas mídias sociais. Entretanto, 
em todos esses contextos, sofrem com a falta 
de vínculos saudáveis, punições violentas, são 
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da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Art. 
2º Considera-se ato de alienação parental 
a interferência na formação psicológica da 
criança ou do adolescente promovida ou 
induzida por um dos genitores, pelos avós ou 
pelos que tenham a criança ou adolescente 
sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para 
que repudie genitor ou que cause prejuízo ao 
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bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/
prt0528_01_04_2013.html acesso em maio de 
2018.
15
Diretoria
Triênio 2016/2018
PRESIDENTE: 
Luciana Rodrigues Silva (BA)
1º VICE-PRESIDENTE: 
Clóvis Francisco Constantino (SP)
2º VICE-PRESIDENTE: 
Edson Ferreira Liberal (RJ)
SECRETÁRIO GERAL: 
Sidnei Ferreira (RJ)
1º SECRETÁRIO: 
Cláudio Hoineff (RJ)
2º SECRETÁRIO: 
Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS)
3º SECRETÁRIO: 
Virgínia Resende Silva Weffort (MG)
DIRETORIA FINANCEIRA: 
Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ)
2ª DIRETORIA FINANCEIRA: 
Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP)
3ª DIRETORIA FINANCEIRA: 
Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO)
DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL:
Fernando Antônio Castro Barreiro (BA)
Membros:
Hans Walter Ferreira Greve (BA)
Eveline Campos Monteiro de Castro (CE)
Alberto Jorge Félix Costa (MS)
Analíria Moraes Pimentel (PE)
Corina Maria Nina Viana Batista (AM)
Adelma Alves de Figueiredo (RR)
COORDENADORES REGIONAIS:
Norte: Bruno Acatauassu PaesBarreto (PA)
Nordeste: Anamaria Cavalcante e Silva (CE)
Sudeste: Luciano Amedée Péret Filho (MG)
Sul: Darci Vieira Silva Bonetto (PR)
Centro-oeste: Regina Maria Santos Marques (GO)
ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA:
Assessoria para Assuntos Parlamentares:
Marun David Cury (SP)
Assessoria de Relações Institucionais:
Clóvis Francisco Constantino (SP)
Assessoria de Políticas Públicas:
Mário Roberto Hirschheimer (SP)
Rubens Feferbaum (SP)
Maria Albertina Santiago Rego (MG)
Sérgio Tadeu Martins Marba (SP)
Assessoria de Políticas Públicas – Crianças e 
Adolescentes com Deficiência:
Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT)
Eduardo Jorge Custódio da Silva (RJ)
Assessoria de Acompanhamento da Licença 
Maternidade e Paternidade:
João Coriolano Rego Barros (SP)
Alexandre Lopes Miralha (AM)
Ana Luiza Velloso da Paz Matos (BA)
Assessoria para Campanhas:
Conceição Aparecida de Mattos Segre (SP) 
GRUPOS DE TRABALHO:
Drogas e Violência na Adolescência:
Evelyn Eisenstein (RJ)
Doenças Raras:
Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (SP)
Atividade Física
Coordenadores:
Ricardo do Rêgo Barros (RJ)
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Membros:
Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA)
Patrícia Guedes de Souza (BA)
Profissionais de Educação Física:
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Alex Pinheiro Gordia (BA)
Isabel Guimarães (BA)
Jorge Mota (Portugal)
Mauro Virgílio Gomes de Barros (PE)
Colaborador:
Dirceu Solé (SP)
Metodologia Científica:
Gisélia Alves Pontes da Silva (PE)
Cláudio Leone (SP)
Pediatria e Humanidade:
Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE)
Luciana Rodrigues Silva (BA)
João de Melo Régis Filho (PE)
Transplante em Pediatria:
Themis Reverbel da Silveira (RS)
Irene Kazue Miura (SP)
Carmen Lúcia Bonnet (PR)
Adriana Seber (SP)
Paulo Cesar Koch Nogueira (SP)
Fabianne Altruda de M. Costa Carlesse (SP) 
Oftalmologia Pediátrica
Coordenador:
Fábio Ejzenbaum (SP)
Membros:
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Dirceu Solé (SP)
Galton Carvalho Vasconcelos (MG)
Julia Dutra Rossetto (RJ)
Luisa Moreira Hopker (PR)
Rosa Maria Graziano (SP)
Celia Regina Nakanami (SP) 
DIRETORIA E COORDENAÇÕES:
DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Maria Marluce dos Santos Vilela (SP)
COORDENAÇÃO DO CEXTEP:
Hélcio Villaça Simões (RJ)
COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO
Mauro Batista de Morais (SP)
COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL
José Hugo de Lins Pessoa (SP)
DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
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REPRESENTANTE NO GPEC (Global Pediatric Education Consortium)
Ricardo do Rego Barros (RJ)
REPRESENTANTE NA ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA (AAP)
Sérgio Augusto Cabral (RJ)
REPRESENTANTE NA AMÉRICA LATINA
Francisco José Penna (MG)
DIRETORIA DE DEFESA PROFISSIONAL, BENEFÍCIOS E PREVIDÊNCIA
Marun David Cury (SP)
DIRETORIA-ADJUNTA DE DEFESA PROFISSIONAL
Sidnei Ferreira (RJ)
Cláudio Barsanti (SP)
Paulo Tadeu Falanghe (SP)
Cláudio Orestes Britto Filho (PB)
Mário Roberto Hirschheimer (SP)
João Cândido de Souza Borges (CE)
COORDENAÇÃO VIGILASUS
Anamaria Cavalcante e Silva (CE)
Fábio Elíseo Fernandes Álvares Leite (SP)
Jussara Melo de Cerqueira Maia (RN)
Edson Ferreira Liberal (RJ)
Célia Maria Stolze Silvany (BA)
Kátia Galeão Brandt (PE)
Elizete Aparecida Lomazi (SP)
Maria Albertina Santiago Rego (MG)
Isabel Rey Madeira (RJ)
Jocileide Sales Campos (CE)
COORDENAÇÃO DE SAÚDE SUPLEMENTAR
Maria Nazareth Ramos Silva (RJ)
Corina Maria Nina Viana Batista (AM)
Álvaro Machado Neto (AL)
Joana Angélica Paiva Maciel (CE)
Cecim El Achkar (SC)
Maria Helena Simões Freitas e Silva (MA)
COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO DE CONSULTÓRIO
Normeide Pedreira dos Santos (BA)
DIRETORIA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS E COORDENAÇÃO 
DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS
Dirceu Solé (SP)
DIRETORIA-ADJUNTA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS
Lícia Maria Oliveira Moreira (BA)
DIRETORIA DE CURSOS, EVENTOS E PROMOÇÕES
Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck (SP)
COORDENAÇÃO DE CONGRESSOS E SIMPÓSIOS
Ricardo Queiroz Gurgel (SE)
Paulo César Guimarães (RJ)
Cléa Rodrigues Leone (SP)
COORDENAÇÃO GERAL DOS PROGRAMAS DE ATUALIZAÇÃO
Ricardo Queiroz Gurgel (SE)
COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE REANIMAÇÃO NEONATAL
Maria Fernanda Branco de Almeida (SP)
Ruth Guinsburg (SP)
COORDENAÇÃO PALS – REANIMAÇÃO PEDIÁTRICA
Alexandre Rodrigues Ferreira (MG)
Kátia Laureano dos Santos (PB)
COORDENAÇÃO BLS – SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Valéria Maria Bezerra Silva (PE)
COORDENAÇÃO DO CURSO DE APRIMORAMENTO EM NUTROLOGIA 
PEDIÁTRICA (CANP)
Virgínia Resende S. Weffort (MG)
PEDIATRIA PARA FAMÍLIAS
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Coordenadores:
Nilza Perin (SC)
Normeide Pedreira dos Santos (BA)
Fábio Pessoa (GO)
PORTAL SBP
Flávio Diniz Capanema (MG)
COORDENAÇÃO DO CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
José Maria Lopes (RJ)
PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO CONTINUADA À DISTÂNCIA
Altacílio Aparecido Nunes (SP)
João Joaquim Freitas do Amaral (CE)
DOCUMENTOS CIENTÍFICOS
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Dirceu Solé (SP)
Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho (PE)
Joel Alves Lamounier (MG)
DIRETORIA DE PUBLICAÇÕES
Fábio Ancona Lopez (SP)
EDITORES DA REVISTA SBP CIÊNCIA
Joel Alves Lamounier (MG)
Altacílio Aparecido Nunes (SP)
Paulo Cesar Pinho Pinheiro (MG)
Flávio Diniz Capanema (MG)
EDITOR DO JORNAL DE PEDIATRIA (JPED)
Renato Procianoy (RS)
EDITOR REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA
Clémax Couto Sant’Anna (RJ)
EDITOR ADJUNTO REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA
Marilene Augusta Rocha Crispino Santos (RJ)
Márcia Garcia Alves Galvão (RJ)
CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO
Gil Simões Batista (RJ)
Sidnei Ferreira (RJ)
Isabel Rey Madeira (RJ)
Sandra Mara Moreira Amaral (RJ)
Bianca Carareto Alves Verardino (RJ)
Maria de Fátima Bazhuni Pombo March (RJ)
Sílvio da Rocha Carvalho (RJ)
Rafaela Baroni Aurilio (RJ)
COORDENAÇÃO DO PRONAP
Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida (SP)
Fernanda Luísa Ceragioli Oliveira (SP)
COORDENAÇÃO DO TRATADO DE PEDIATRIA
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Fábio Ancona Lopez (SP) 
DIRETORIA DE ENSINO E PESQUISA
Joel Alves Lamounier (MG)
COORDENAÇÃO DE PESQUISA
Cláudio Leone (SP)
COORDENAÇÃO DE PESQUISA-ADJUNTA
Gisélia Alves Pontes da Silva (PE)
COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO
Rosana Fiorini Puccini (SP)
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE GRADUAÇÃO
Rosana Alves (ES)
Suzy Santana Cavalcante (BA)
Angélica Maria Bicudo-Zeferino (SP)
Silvia Wanick Sarinho (PE)
COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO
Victor Horácio da Costa Junior (PR)
Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE)
Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO)
Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP)
Jefferson Pedro Piva (RS)
COORDENAÇÃO DE RESIDÊNCIA E ESTÁGIOS EM PEDIATRIA
Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS)
Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP)
Victor Horácio da Costa Junior (PR)
Clóvis Francisco Constantino (SP)
Silvio da Rocha Carvalho (RJ)
Tânia Denise Resener (RS)
Delia Maria de Moura Lima Herrmann (AL)
Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA)
Jefferson Pedro Piva (RS)
Sérgio Luís Amantéa (RS)
Gil Simões Batista (RJ)
Susana Maciel Wuillaume (RJ)
Aurimery Gomes Chermont (PA)
Luciano Amedée Péret Filho (MG)
COORDENAÇÃO DE DOUTRINA PEDIÁTRICA
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Hélcio Maranhão (RN)
COORDENAÇÃO DAS LIGAS DOS ESTUDANTES
Edson Ferreira Liberal (RJ)
Luciano Abreu de Miranda Pinto (RJ)
COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA NACIONAL
Susana Maciel Wuillaume (RJ)
COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA INTERNACIONAL
Herberto José Chong Neto (PR)
DIRETOR DE PATRIMÔNIO
Cláudio Barsanti (SP)
COMISSÃO DE SINDICÂNCIA
Gilberto Pascolat (PR)
Aníbal Augusto Gaudêncio de Melo (PE)
Isabel Rey Madeira (RJ)
Joaquim João Caetano Menezes (SP)
Valmin Ramos da Silva (ES)
Paulo Tadeu Falanghe (SP)
Tânia Denise Resener (RS)
João Coriolano Rego Barros (SP)
Maria Sidneuma de Melo Ventura (CE) 
Marisa Lopes Miranda (SP) 
CONSELHO FISCAL
Titulares:
Núbia Mendonça (SE)
Nélson Grisard (SC)
Antônio Márcio Junqueira Lisboa (DF)
Suplentes:
Adelma Alves de Figueiredo (RR)
João de Melo Régis Filho (PE)
Darci Vieira da Silva Bonetto (PR)
ACADEMIABRASILEIRA DE PEDIATRIA
Presidente: Mario Santoro Júnior (SP)
Vice-presidente: Luiz Eduardo Vaz Miranda (RJ)
Secretário Geral: Jefferson Pedro Piva (RS)

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