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Montagem: Prof. Luciano Cardoso 0 
 
APOSTILA 
DE 
 
PROCESSOS 
QUÍMICOS INDUSTRAIS 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 1 
 
PARTE I 
INDÚSTRIAS E TIPOS DE INDÚSTRIAS 
 
# Indústrias 
 
As indústrias fazem parte da humanidade desde a Primeira Revolução 
Industrial que teve início no final do século XVIII e começo do século XIX na Inglaterra. 
Desde aquela época até os dias atuais essa atividade econômica passou por uma 
enorme evolução tecnológica, além das mudanças quanto aos tipos de mercadorias 
produzidas. 
A indústria está incumbida de transformar a matéria-prima em um produto 
com a finalidade de ser comercializado para pessoas ou outras indústrias, isso ocorre 
com a indispensável participação da força de trabalho humana, incluindo as máquinas 
e a energia. 
 
* Tipos de Indústrias 
 
Indústrias de base 
 
A indústria de base atua na transformação de matéria-prima bruta em 
produtos a serem utilizados por outras indústrias, nessas podemos destacar: 
 
• Indústria de extração de minérios. 
• Indústria de refinaria de combustíveis fósseis. 
• Indústria Siderúrgica atua no processamento de minérios. 
• Indústria química desenvolve produtos químicos usados nas indústrias e em outras 
atividades. 
 
Indústria de bens intermediários 
 
 Desenvolvem atividades voltadas para o desenvolvimento de máquinas e 
equipamentos direcionados para outras indústrias, com isso destaca-se: 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 2 
 
• Indústria de autopeças. 
• Indústria mecânica, produz implementos agrícolas e industriais. 
• Indústria naval. 
 
Indústria de bens de consumo 
 
Esse tipo de indústria divide sua atuação em: 
 
. Indústria de bens de consumo duráveis: 
 
• Indústria de automóveis. 
• Indústria de eletrodomésticos. 
• Indústria de móveis. 
 
 
. Indústria de bens de consumo não-duráveis: 
 
• Indústria de confecção de roupas. 
• Indústria de cosmético. 
• Indústria de alimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 3 
 
 
PARTE II 
CONCEITOS BÁSICOS - 1 
Introdução aos Processos Químicos Industriais 
 
# Definição de Processo Químico 
 
Define-se processo químico como qualquer operação ou conjunto de 
operações coordenadas (Operações Unitárias e/ou Conversões Químicas) que 
provocam transformações químicas e/ou físicas num material ou numa mistura de 
materiais. 
 
 
 
 
 
# Objetivo dos Processos Químicos 
 
O objetivo dos processos químicos é a obtenção de produtos de interesse a 
partir de matérias-primas selecionadas ou disponíveis para tal. 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 4 
 
 
# Etapas de um Processo Químico 
 
Quaisquer que seja a indústria química existirão etapas semelhantes entre 
elas, que podem ser estudadas à luz dos princípios físicos e químicos envolvidos, 
independentemente do material que está sendo manufaturado. As etapas na 
produção de qualquer produto químico podem ser divididas em três grandes 
grupos: 
 
* OPERAÇÕES UNITÁRIAS 
 
 Antes de entrarem no reator, reagentes ou matérias-primas passam através 
de vários equipamentos, onde pressão, temperatura, composição e fase são 
ajustadas para que sejam alcançadas as condições em que ocorrem as reações 
químicas, ou seja, são as etapas de preparação da carqa para o reator. 
Os efluentes do reator são, em geral, uma mistura de produtos, 
contaminantes e reagentes não reagidos que devem ser separados em 
equipamentos apropriados para se obter o(s) produto(s) na pureza adequada ao 
mercado. 
Em geral, em todos os equipamentos usados antes e após o reator ocorrem 
apenas mudanças físicas no material, tais como: elevação da pressão (bombas e 
compressores), aquecimento ou resfriamento (trocadores de calor), mistura, 
separação etc. Estas várias operações que envolvem mudanças físicas no material, 
independentemente do material que está sendo processado, são chamadas de 
operações unitárias da indústria química. São tão importantes quanto as reações 
químicas utilizadas para a obtenção do produto. (Parâmetros Físicos). 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 5 
 
 * CONVERSÕES QUÍMICAS / PROCESSOS UNITÁRIOS 
 
 Com raras exceções, a parte principal de qualquer unidade de produção é o 
reator químico, onde ocorre a transformação dos reagentes em produtos. As reações 
químicas podem ser classificadas como reações de hidrogenação, nitração, 
sulfonação, oxidação, etc. Esses grupos de reações estudadas sob o mesmo enfoque 
são conhecidos como conversões químicas ou processos unitários. Compreende o 
conjunto de parâmetros que processam as reações químicas: mecanismo de reação, 
condições dos reagentes e matérias-primas (grau de pureza, composição de mistura, 
etc.) que serão utilizadas nos processos, condição de pressão e temperatura, tipos de 
catalisadores, etc. (Parâmetros Químicos). 
 
Conversões Químicas 
 
 
 
♦Exemplo de Processo Industrial - Indústria de Bebidas 
 
 De forma resumida, um refrigerante pode ser produzido seguindo-se as seguintes 
etapas: 
 
- Mistura de água tratada com o xarope açucarado; 
- Aquecimento da mistura; 
- Filtração da mistura; 
- Refrigeração da mistura; 
- Incorporação de aditivos alimentícios à mistura; 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 6 
 
- Diluição da mistura; 
- Carbonatação da mistura; 
- Engarrafamento e expedição 
 
 
. Esquema da produção industrial de refrigerantes 
 
 
O.P = Operação Unitária. 
C.Q = Conversão Química. 
 
♦ Custos de Produção (noção) 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 7 
 
♦ Equipamentos Industriais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 8 
 
♦ CLASSIFICAÇÃO DOS PROCESSOS INDUSTRIAIS E REGIMES DE OPERAÇÃO 
 
 
. REGIME DE OPERAÇÃO QUANTO AOS FLUXOS 
 
 Os processos químicos em relação ao fluxo podem ser classificados em 
batelada, contínuos ou semi-contínuos. A classificação unicamente no 
procedimento de entrada e saída dos materiais. 
 
- Contínuo: A alimentação e os produtos fluem continuamente enquanto dura o 
processo. 
 
 
 
- Descontínuo ou Batelada: A alimentação é introduzida no sistema de uma só vez, 
no início do processo e todos os produtos são retirados algum tempo depois, sendo 
assim a massa não é adicionada ou removida. 
 
 
 
 
 - Semi-Contínuo: A entrada de material é praticamente instantânea e a saída é 
contínua, ou vice-versa, desta forma ocorre passagem contínua de matéria através 
de uma única fronteira (entrada ou saída) do processo. 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 9 
 
. REGIME DE OPERAÇÃO QUANTO AO TEMPO 
 
 Os processos químicos em relação ao tempo podem ser classificados em 
estacionários ou transientes. A classificação se baseia no procedimento de entrada 
e saída dos materiais com relação ao tempo. 
 - Estado Estacionário: Operação onde todas as condições do processo encontram-
se constantes em relação ao tempo não havendo acúmulo de material. 
Entrada = Saída 
 
 - Estado Transiente: Operação uma ou mais condições do processo variam em 
relação ao tempo, o que gera um acúmulo de material. 
 
Saída= Entrada – Acumulado 
 
 
♦♦♦♦ FLUXOS ESPECIAIS DE PROCESSOS 
 
Existem algumas correntes de processo que têm um objetivo específico e 
aparecem em uma grande quantidade de fluxogramas. Estas correntes são 
apresentadas a seguir, bem como uma discussão inicial de suas finalidades. 
 
♦ Reciclo 
 
A corrente de reciclo é uma corrente que retorna parte ou a totalidade da 
massa de um ponto avançado do processo para outro em uma posição pela qual 
esta massa já tenha passado. Uma representação esquemática de uma corrente de 
reciclo é apresentada na figura abaixo. Note que a corrente de reciclo nasce em um 
ponto de divisão que não necessariamente é um divisor de corrente. Muitas vezes a 
sua origem é em um equipamento de separação, o que trás como consequência que 
a sua composição é diferente da composição das outras correntes que saem de tal 
equipamento.As correntes de reciclo servem para a recuperação de reagente não 
consumido na etapa de reação, para a recuperação de catalisador que seja 
arrastado para fora do reator, assim como podem auxiliar no controle de processos 
através da diluição da corrente que é alimentado no reator, situação importante em 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 10 
 
reações altamente exotérmicas. Nesses casos, o reciclo é parcial. Há ainda sistemas 
onde um fluido opera em circuito fechado, por exemplo, em ciclos de refrigeração e 
o circuito de água de resfriamento em plantas de processo. Nesses sistemas a 
totalidade da corrente é recirculada. 
 
 
 
• By-pass 
 
As correntes de by-pass podem ser entendidas como correntes de reciclo com 
o sentido do escoamento invertido. Assim, o fluido que passa por uma corrente de 
by-pass não atravessa o(s) equipamento(s) posicionado(s) na direção principal do 
processo entre o início do by-pass e o seu retorno para a corrente principal (vide 
figura abaixo). As correntes de by-pass, via de regra, são originadas em um divisor 
de correntes e terminam em um misturador. 
A corrente de by-pass tem a sua utilização ligada principalmente ao controle 
operacional da planta, ou especificamente, de equipamentos. Assim, é comum 
ocorrer o by-pass de um equipamento, com a vazão que passa por esta corrente 
sendo manipulada para manter as condições de saída desejadas. 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 11 
 
 
• Purga 
 
A corrente de purga é uma corrente que é retirada de outra e é descartada. 
Seu objetivo é promover o descarte de substâncias que, sem a purga, iriam se 
acumular, principalmente em circuitos de reciclo. 
 Imagine que haja a formação de um produto secundário na reação e que o 
processo de separação não seja capaz de separá-lo da matéria prima não reagida 
que é reciclada. Desde modo, a corrente de reciclo conterá toda a quantidade deste 
produto secundário. Assim, a corrente de purga retirada do reciclo é o único ponto 
de descarte deste produto secundário. Caso isto não fosse feito, haveria um 
acúmulo deste produto secundário, pois ele é continuamente formado na reação. 
 
• Make-up 
 
 A corrente de make-up é a corrente que repõe perdas em um circuito 
fechado. Seja, por exemplo, o circuito de água de resfriamento em uma planta de 
processos. Este circuito disponibiliza água, a temperatura ambiente, para retirar 
energia de qualquer ponto do processo. Ele é formado, principalmente, por uma 
bomba, que joga a água fria para o processo, e por uma coluna de resfriamento, que 
recebe a água aquecida que sai do processo e torna a resfriá-la até a temperatura 
ambiente, disponibilizando-a para ser novamente bombeada, fechando assim o 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 12 
 
circuito. Neste circuito, vazamentos e evaporação na torre de resfriamento são as 
principais causas da diminuição da água que circula. Para manter a quantidade 
constante, há a necessidade de repor esta água perdida, o que é feito através de 
uma corrente de make-up. 
 
 
 
 
♦♦♦♦ Escolha do processo químico, projeto e operação 
 
 Esta etapa envolve análise para planejamento e operação eficientes das plantas-
piloto e de produção, projeto e execução da planta piloto, definição dos 
equipamentos, materiais de construção, análise de durabilidade e corrosão no 
processo, instrumentação e automação do processo, definições de variáveis como 
pressões, alto-vácuo, etc. 
 
 
♦♦♦♦ Noção Elementar de Controle de Processos 
 
. Variáveis de Processos 
A variável de processo é qualquer quantidade física que possui valor alterável 
com o tempo. Controlar uma variável significa manter constante uma grandeza que 
tenderia a variar. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 13 
 
As variáveis de processo são medidas para fins de controle, indicação, registro, 
alarme e totalização. A variável medida é a que determina o tipo do elemento 
sensor (falaremos sobre sensores mais adiante). Em princípio, qualquer variável de 
processo que possa produzir um movimento, uma força, uma voltagem, corrente 
elétrica ou a variação de uma grandeza elétrica passiva (como uma resistência ou 
uma capacitância) pode ser medida. 
 
 O controle de processo é a regulação ou manipulação das variáveis que 
afetam a operação do processo, de modo a obter um produto com qualidade 
desejada em quantidade eficiente. É o balanço dos fluxos de energia (pressão e 
temperatura) e de material (vazão e nível). 
 
♦ Objetivos de um Sistema de Controle 
Controlar um processo significa obter os resultados desejados dentro dos 
limites de tolerância razoáveis para um determinado parâmetro. Sempre que 
houver um distúrbio, a variável controlada deve retornar exatamente ao valor do 
ponto de ajuste previamente estabelecido, dentro do tempo prescrito e com erro 
limitado. 
Os instrumentos de controle de processo são necessários porque as variáveis 
de processo não permanecem constantes ao longo do tempo. O objetivo do sistema 
de controle é determinar o valor das variáveis de processo e continuamente 
atualizar os dispositivos de atuação que agem diretamente sobre o processo. 
 
♦ Elementos de um Sistema de Controle 
Malha de Controle é o conjunto dos instrumentos interligados ao processo 
para exercer funções de controle. As malhas de instrumentos podem ser abertas ou 
fechadas, determinando assim o tipo de estratégia de controle. Uma Malha de 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 14 
 
Controle é formada basicamente por três elementos: sensores transmissores, 
controladores e atuadores. 
 
• O Setor de Utilidades na Indústria 
 É o setor técnico da indústria responsável em fornecer os insumos às áreas de 
produção. 
 Insumos: 
 - Energia 
 - Vapor d’água 
 - Água 
 - Gases especiais 
 - Ar comprimido 
 - Etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 15 
 
♦ REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS DE UM PROCESSO INDUSTRIAL - FLUXOGRAMAS 
DE PROCESSO 
 
Uma das principais práticas da indústria química é a utilização de fluxogramas de 
processo. O fluxograma facilita muito a interpretação e o entendimento do processo 
pois reúne um imenso número de informações em uma simples imagem. 
 Existem dois tipos de diagramas mais comuns, o diagrama de blocos: 
 
- BFD (Block Flow Diagram) ou o diagrama de processo 
- PFD (Process Flow Diagram). 
 
 O BFD é usado para fornecer uma visão geral do processo de maneira rápida e 
simples, que permita o leitor entender o processo e as etapas que o constituem, 
sem entrar em detalhes sobre os equipamentos. É também muito utilizada com fins 
educativos. 
 
 Ex. 01 - 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 16 
 
Ex.02 - 
 
 
 
 
O PFD já é um desenho mais completo, voltado para o entendimento do 
processo pela engenharia e contém muito mais detalhes sobre os equipamentos. 
Enquanto o BFD mostra as operações que vão acontecer no processo, o PFD mostra 
quais são os equipamentos, os acessórios, as conexões e todas as vazões. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 17 
 
 
 
 
Além do PFD e BFD temos também o P&ID (Process & Instrumentation Diagram), que 
além das informações presentes no PDF, adicionamos também as linhas auxiliares e 
os equipamentos de controle da planta, como mostra o desenho abaixo. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 18 
 
 
♦ Convenções para a construção de fluxogramas 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 19 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 20 
 
 
 
• Cores de tubulações industriais 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 21 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS SOBRE MONTAGEM DE DIAGRAMA DE BLOCOS 
DE PROCESSOS INDUSTRIAIS 
1) 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 22 
 
2) PI – TRATAMENTO DE ÁGUA PROCESSOS INDUSTRIAIS ELABORAÇÃO DE 
DIAGRAMA DE BLOCOS 
 
I) Processo de Tratamento de Água : 
Sabe-se queapós a captação da água a partir de um certo curso d’água, com o 
auxílio de bombas, o processo de tratamento daquela substância para o consumo 
humano, numa ETA ( Estação de Tratamento de Água ) segue as seguintes etapas 
básicas : 
- Floculação 
Floculação é o processo onde a água recebe uma substância química chamada de 
sulfato de 
alumínio – Al2(SO4)3 . Este produto faz com que as impurezas se aglutinem formando 
flocos para serem facilmente removidos; 
- Decantação 
Na decantação, como os flocos de sujeira são mais pesados do que a água caem e se 
depositam no fundo do decantador, na forma de lama ou de lodo que será tratado 
para posterior descarte; 
- Filtração 
Nesta fase, a água passa por várias camadas filtrantes onde ocorre a retenção dos 
flocos menores que não ficaram na decantação. A água então fica livre das 
impurezas. 
Estas três etapas: floculação, decantação e filtração recebem o nome de clarificação. 
Nesta fase, todas as partículas de impurezas são removidas deixando a água límpida. 
Mas ainda não está pronta para ser usada. Para garantir a qualidade da água, após a 
clarificação é feita a desinfecção; 
- Cloração 
A cloração consiste na adição de cloro. Este produto é usado para destruição de 
micro-organismos presentes na água ; 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 23 
 
- Fluoretação 
A fluoretação é uma etapa adicional. O produto aplicado tem a função de colaborar 
para redução da incidência da cárie dentária; 
- Laboratório 
Análises físico-químicas e bacteriológicas para a avaliação da qualidade da água ; 
- Bombeamento 
Concluindo o tratamento, a água é armazenada em reservatórios quando então, 
através de canalizações, segue até as residências. 
 
Com base nessas informações, elabore um Diagrama de Blocos sobre este processo, 
indicando no esquema onde ocorrem operações unitárias ( OP ) e onde ocorrem 
conversões químicas ( CQ ) . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 24 
 
3) 
Processo de Obtenção de Gás Acetileno por Craqueamento e Oxidação Parcial do 
Gás Natural: 
O gás acetileno ( C2H2 ) é empregado juntamente com gás oxigênio ( O2 ) na 
obtenção de elevadas temperaturas de solda e participa da fabricação de um 
número sempre crescente de compostos industriais, como o cloreto de vinila, a 
acrilonitrila, a polivinilpirrolidona, o tricloroetileno e o ácido acético . 
Dentre os processos industriais possíveis para a obtenção do C2H2, o craqueamento 
e a oxidação parcial do gás natural é o método mais usado por fabricantes químicos 
americanos experientes, tais como: 
Carbide and Carbon , Tennessee Eastman , Monsanto , American Cyanamid, Rohm 
and Hass. 
Sobre este processo, fazem-se abaixo as seguintes citações resumidas: 
A- Etapas do processo: 
. Aquecimento de gás oxigênio a 650 0C por queima de gás combustível; 
. Aquecimento de gás natural a 650 0C por queima de gás combustível; 
. Envio dos gases aquecidos a um reator onde são misturados numa proporção 
molar de oxigênio-metano(GN) igual 0,6/100 com conversão por combustão e cisão 
do metano de 90 a 95%; 
. O acetileno e os gases de combustão, como o dióxido de carbono ( CO2 ), e mais 
resíduos são resfriados por jatos nebulizados de óleo e água; 
. Remoção de fuligem por filtros de carvão ativado; 
. Compressão dos gases limpos; 
. Remoção do acetileno pelo solvente seletivo dimetil-formamida ; o dióxido de 
carbono é extraído do solvente numa coluna em que se fraciona o acetileno, 
conseguindo-se um produto a 99% ou mais comum rendimento de 30 a 36 % do 
carbono no gás natural ; 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 25 
 
. o solvente ( regenerado ) é recuperado e reutilizado retornando ao processo ; 
 
B- Equipamentos do processo ( não na ordem das etapas do processo ) 
.resfriador de gases; 
.absorvedor de acetileno; 
.compressor; 
.aquecedor de gás oxigênio; 
.filtro de carvão ativado; 
.coluna de fracionamento; 
.reator/queimador; 
.aquecedor de gás natural; 
C- Reações do processo: 
CH4 (g) + 1 O2 (g) → C (s) + 2 H2O (v) 
CH4 (g) + 2 O2 (g) → CO2 (g) + 2 H2O (v) 
CH4 (g) →C (s) + 2 H2 (g) 
2 CH4 (g) → C2H2 (g) + 3 H2(g) 
____________________________________________________________ 
5 CH4 (g) + 3 O2 (g) → 2 C (s) + 5 H2 (g ) + C2H2 (g) + CO2 (g) + 4 H2O (v) 
 
Com base nas informações acima, represente o diagrama de blocos do processo de 
obtenção do acetileno mencionado, indicando no esquema onde ocorrem as OP e as 
CQ. 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 26 
 
PARTE II 
CONCEITOS BÁSICOS - 2 
Introdução aos Processos Químicos Industriais 
 
ASPECTOS GERAIS 
FISÍCO-QUÍMICOS, ECONÔMICOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS DE UM PROCESSO 
QUÍMICO INDUSTRIAL. 
 
* Aspectos Físico-Químicos 
 
* Aspectos Econômicos 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 27 
 
 
* Aspectos Sociais 
 
♦♦♦♦ Responsabilidade Social 
 
Responsabilidade social é quando as empresas decidem, voluntariamente, 
contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo. 
O conceito de responsabilidade social pode ser compreendido em dois níveis: o nível 
interno relaciona-se com os trabalhadores e, a todas as partes afetadas pela 
empresa e que, podem influenciar no alcance de seus resultados. O nível externo 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 28 
 
são as consequências das ações de uma organização sobre o meio ambiente, os seus 
parceiros de negócio e o meio em que estão inseridos. 
Existem diversos fatores que originaram o conceito de responsabilidade social, em 
um contexto da globalização e das mudanças nas indústrias, surgiram novas 
preocupações e expectativas dos cidadãos, dos consumidores, das autoridades 
públicas e dos investidores em relação as organizações. Os indivíduos e as 
instituições, como consumidores e investidores, começaram a condenar os danos 
causados ao ambiente pelas atividades econômicas e também a pressionar as 
empresas para a observância de requisitos ambientais e exigindo a entidades 
reguladoras, legislativas e governamentais a produção de quadros legais 
apropriados e a vigilância da sua aplicação. 
 
♦ Responsabilidade Social Corporativa 
 
 
Existe também a responsabilidade social corporativa, que é o conjunto de ações que 
beneficiam a sociedade e as corporações que são tomadas pelas empresas, levando 
em consideração a economia, educação, meio-ambiente, saúde, transporte, 
moradia, atividades locais e governo. Geralmente, as organizações criam programas 
sociais, o que acaba gerando benefícios mútuos entre a empresa e a comunidade, 
melhorando a qualidade de vida dos funcionários, e da própria população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 29 
 
♦ Responsabilidade Social Empresarial 
 
Responsabilidade Social Empresarial está intimamente ligada a uma gestão ética e 
transparente que a organização deve ter com suas partes interessadas, para 
minimizar seus impactos negativos no meio ambiente e na comunidade. As 
empresas de hoje em dia têm cada vez mais uma consciência social, o que é 
traduzido pela responsabilidade social demonstrada. 
 
♦ Boas Práticas de Fabricação (BPF & C) 
 
As Boas Práticas de Fabricação e Controle são adequações das técnicas operacionais 
de fabricação aos critérios de segurança e controle exigido para produção, 
segurança e ambiente. 
É um conjunto de ações que objetiva especialmente a qualidade, segurança de uso e 
eficácia nos produtos e serviços. 
A sigla BPF&C refere-se a uma série de práticas que durante fabricação do produto 
vai protegê-lo contra danos, para não trair a confiança do cliente e da sociedade, ou 
seja: Fabricar, Comercializar e Distribuir Produtos com qualidade, confiabilidade e 
segurança. 
 
* Aspectos Ambientais 
. Indústria Sustentável 
 
As indústrias têm o dever de reduzir sua pegada ambiental, existem inúmeros 
recursos para que isso se torne possível: 
 
• Otimização de processos 
• Mudançana tecnologia dos processos 
• Busca por produtos mais amigáveis ao meio ambiente 
• Redução do desperdício de matérias-primas e produtos intermediários 
• Reutilização ou tratamento adequado de resíduos 
• Melhoria em instalações obsoletas 
• Etc…. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 30 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 32 
 
PARTE II 
CONCEITOS BÁSICOS - 3 
Introdução aos Processos Químicos Industriais 
 
NOÇÕES SOBRE BALANÇO DE MASSA E BALANÇO DE ENERGIA 
 
# BALANÇO DE MASSA 
 
O Balanço de Massa (BM) é uma restrição imposta pela natureza. A Lei da 
Conservação da Massa nos diz que a massa não pode nem ser criada, nem 
destruída. Logo, não havendo acúmulo de massa no interior de um equipamento, 
tem-se ao longo de um determinado intervalo de tempo que: massa total na 
entrada = massa total na saída. 
 Fazendo o intervalo de tempo tender à zero, ao invés de quantidades de 
massa, passamos a falar em termos de vazões: 
 
vazão mássica total que entra = vazão mássica total que sai. 
 
 Entrada transformação 
Saída 
 
 
 
 *Lei de Lavoisier: 
 
 
 
Matéria prima Produto final 
 Massa entrada = Massa saída 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 33 
 
Há diversas formas de se fazer um balanço de massa. Tudo irá depender do 
tipo de processo considerado, se o processo é contínuo (em regime permanente ou 
em regime transiente) ou se o processo é descontínuo, se o processo envolve ou 
não reações químicas, ou se ainda, trata-se de um balanço integral, ou seja, que 
envolve todo o processo, ou diferencial, se abrange um balanço que ocorre num 
determinado instante do processo. 
* Exemplos de Nível Básico de aplicação para processos contínuos – regime 
estacionário e sem reação: 
(01) - 1000 kg/h de uma mistura de benzeno (C6H6) e tolueno (C7H8) que contém 
50% em massa são separados em uma coluna de destilação em duas frações. A 
vazão mássica de benzeno na corrente de saída do topo é 450 kg B / h e para o 
tolueno na corrente de saída do fundo é 475 kg T / h. A operação se desenvolve em 
regime permanente. Escreva os balanços de massa para o benzeno e o tolueno. 
Calcular as vazões não conhecidas nas correntes de saída. 
Solução: Processo contínuo em estado estacionário, sem reação química e sem acúmulo no 
sistema: 
 
- Balanço para o benzeno: 500 kg B / h = 450kg B/ h + q2 ⇒ q2 = 50 kg B / h 
- Balanço para o tolueno: 500 kg T / h = q1 + 475 kg T / h ⇒ q1 = 25 kg T / h 
- Conferindo: Balanço de massa total - 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 34 
ENTRA = 1000 kg / h = SAI = 450 + q1 + q2 + 475 = 1000 kg / h 
 
(02) Dióxido de carbono pode ser produzido por decomposição térmica do 
carbonato de cálcio, formando também, óxido de cálcio. Sabendo que a reação 
ocorre com 85% de eficiência num reator contínuo, pedem-se determinar, qual a 
composição em massa do resíduo na corrente de saída, contendo CaO e CaCO3 não 
reagido, e qual a composição em massa de CO2 na corrente de topo do reator, para 
uma alimentação de entrada do processo de 100 kg/h. ( Consultar as massas 
molares dos elementos envolvidos, na Tabela Periódica). 
Solução: Processo contínuo em estado estacionário, com reação química e sem 
acúmulo no sistema: 
 
a) Equação Química balanceada do processo: reação de decomposição do CaCO3 
 
 1 CaCO3 (s) → 1 CaO (s) + 1 CO2(g) 
 ∆ 
b) Esquema do processo: 
 
a) Cálculos: 
 
. Composição de topo do CO2: 
 Pela estequiometria da reação, tem-se que: 
 
 1 CaCO3 (s) → 1 CaO (s) + 1 CO2(g) 
 1 mol 1 mol 1 mol 
 
 - quantidade de mols de CaCO3 na entrada: 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 35 
 
 n = 
)/(
)(
molgM
gm
 = 
molg
kg
/100
100
=
molg
g
/100
000.100
= 1000 mol = 1 kmol CaCO3 
 
Se a reação tivesse 100% de eficiência, 1 kmol de CaCO3 produziria 1 kmol de CO2 ( 
reação 1:1) mas como a reação tem eficiência de 85%, significa que de 1kmol CaCO3 
, só 85% reagem ou seja reage 0,85 kmol de CaCO3 gerando 0,85 kmol de CO2. 
 
Agora, calcula-se a composição em massa do CO2, na corrente de topo do reator, 
multiplicando-se 0,85 kmol pela massa molar do gás ( 44 g/mol ): 
 
� Composição em massa do CO2 no topo do reator = 0,85 kmol x 44 g/mol = 37,4 kg/h. 
 
 
. Composição do resíduo sólido, na saída do reator: 
 
CaO 
 
Se reagem 0,85 kmol de CaCO3, então formam-se 0,85 kmol de CaO ( reação 1:1). 
Dessa forma para o cálculo da composição em massa do CaO, na corrente de saída 
do reator, multiplica-se 0,85 kmol pela massa molar do óxido ( 56 g/mol ): 
 
� Composição em massa do CaO na saída do reator = 0,85 kmol x 56 g/mol = 47,6 kg/h. 
 
CaCO3 
Se reagiram 85% de CaCO3, significa que ficaram sem reagir 15% que acabam 
compondo o resíduo sólido na saída do reator juntamente com o CaO. 
Portanto, se de 1 kmol de CaCO3, 0,85 kmol reagem, ficam sem reagir 0,15 kmol de 
CaCO3. Então, para se calcular a massa de CaCO3 na saída do reator, basta multiplicar 
0,15 kmol pela massa molar do carbonato: 
� Composição em massa do CaCO3 na saída do reator = 0,15 kmol x 100 g/mol = 15,0 kg/h. 
 
 *Conferindo, então, o balanço de massa total do processo: 
 ENTRADA = SAÍDA 
 100 Kg/h de CaCO3 = 37,4 kg/h CO2 + 47,6 kg/h CaO + 15 kg/h CaCO3 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 36 
 
(03) - (Proposto) - Considere-se um processo que opera em regime permanente, 
sem reação química e sem acumula de material no sistema, tendo uma entrada de 
massa F de 100 kg/h, sendo que a sua fração molar de corrente em um ácido A é 
dada por X(ácido,F) = 0,2 e, uma entrada de massa W de 35 kg/h com fração molar 
de corrente X(ácido,W) = 0,5. Com base nesses dados, pedem-se determinar: 
b) A saída de massa P. 
c) A fração molar de corrente do ácido em P / X(ácido,P). 
(04) Uma mistura contendo 45,0% de benzeno (B) e 55,0% de tolueno (T) em massa 
é alimentada em uma coluna de destilação. A corrente de saída do topo contém 
95,0% de B em massa. A corrente de fundo contém 8,0% de benzeno alimentado. A 
taxa de alimentação é de 2000,0 kg/h. Determine a vazão da corrente de topo e 
fundo, além da composição mássica da corrente de fundo. 
 
Resolução: 
 
 
 
. Cálculo da vazão mássica de entrada de benzeno – C6H6 (VMEC6H6): 
 
 VMEC6H6 = 45% x M => VMEC6H6 = 0,45 x 2000,0 = 900 kg/h 
 
 
. Balanço de massa global: (entra = sai) 
 
 M = M1 + M2 => 2000 = M1 + M2 => M2 = 2000 – M1 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 37 
 
. Balanço de massa para o benzeno – C6H6: 
 
 Benzeno que entra (alimentação) = 95% de benzeno em M1 + 8% de benzeno 
alimentado em M2 
 
 900 = 0,95 x M1 + 0,08 x 900 
 M1 = 871,6 kg/h C6H6 (vazão mássica no topo) 
 
. Cálculo da vazão mássica de tolueno – C7H8 no fundo: 
 
 Como: M2 = 2000 – M1 => M2 = 2000 – 871,6 = 1128,4 kg/h C7H8 
 
. Cálculo das frações mássicas na corrente de fundo: 
 
 xC6H6 = 
nofundocatotalvazãomássi
HmassaC
−
66
 = 
4,1128
90008,0 x
= 
4,1128
72
 = 0,064 
 
 Ocorre que: xC6H6 + xC7H8 = 1 => 0,064 + xC7H8 = 1 => xC7H8 = 0,936 
 
(05) (Proposto) - Um reator de um processo industrial que opera em regime 
estacionário, sem reação química e sem acumular material, é alimentado por uma 
corrente A de vazão de entrada igual 1500 mols/h, a qual contém 35% de uma 
substância “R” e 65% de uma substância “S”. Sabe-se que na corrente de vazão de 
topo do reator há 80% do componente “R”, e que na corrente de vazão de fundo sai 
10% do componente “R” que é alimentado. Com base nessas informações, pedem-
se calcular: 
A- as vazões mássicas detopo (T) e de fundo (F) do reator; 
B- as frações molares (x) de “R” e “S” na corrente de fundo. 
 
Dados: 
 
Definição de fração molar: é a relação que existe entre a quantidade de mols de um 
componente e a quantidade total de mols da mistura da qual ele faz parte. 
Matematicamente, tem-se: 
 
- fração molar da substância R: xR = 
amisturaolstotaisdqtidadedem
sRqtidademol
 
 
- fração molar da substância S: xS = 
amisturaolstotaisdqtidadedem
sSqtidademol
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 38 
 
- propriedade: xR + xS = 1 
 
 
* Exercício de PI – Balanço de Massa em Processo com By Pass – 
 Exemplo Resolvido. 
 
A unidade de osmose reversa produz uma água com concentração de 100 mg de 
sais/L. Determine o valor de P em L/s e a concentração de sais na salmoura exausta 
em mg/L. 
 
Resolução 
. Definição dos sistemas 1,2 e 3 do Processo para aplicação do Balanço de Massa: 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 39 
 
• Balanço de massa global para o sistema 1: 
 
 F = F’ + B , então : 10 = F’ + B => B = 10 – F’ 
 
• Balanço de massa global para o sistema 2: 
 
 B + C = P => (10 – F’) + 0,20 F’ = P => P = 10 – F’ + 0,20 F’ = P => 
 P = 10 – 0,8F’ 
 
• Balanço de massa por componente para o sistema 2: 
 10.000 . B + 100 . C = 500 . P 
 Substituindo: B = 10 – F’ ; C = 0,20F’ e P = 10 – 0,8F’ na expressão acima, tem-se: 
10.000 . ( 10 – F’) + 100 (0,20F’) = 500 . (10 – 0,80F’) 
100.000 – 10.000 F’ + 20 F’ = 5.000 – 400 F’ 
100.000 – 9.980 F’ = 5.000 – 400 F’ 
100.000 – 5.000 = 9.980 F’ – 400 F’ 
95.000 = 9.580 F’ => F’ = 
9580
95000
 => F’ = 9,9165 L/s 
A partir de F’ pode-se determinar os valores de B, C, P e W : 
. B = 10 – F’ => B = 10 – 9,9165 => B = 0,0835 L/s 
. C = 0,20 F’ => C = 0,20 (9,9165) = > C = 1,9833 L/s 
. P = 10 – 0,80 F’ => P = 10 – 0,80 (9,9165) => P = 10 – 7,9332 => P = 2,0668 L/s 
. W = 0,80 F’ => W = 0,80 (9,9165) => W = 7,9332 L/s 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 40 
 
• Determinação da concentração de sal na salmoura na saída do sistema 3: 
 
- Balanço por componente no sistema 3 
 
10.000 . F’ = 100 . C + W . (conc sal na salmoura) 
10.000 . (9,9165) = 100 . (1,9833) + 7,9332 . (conc sal na salmoura) 
 
99.165 = 198,33 + 7,9332 . (conc sal na salmoura) 
99.165 – 198,33 = 7,9332 . (conc sal na salmoura) 
98.966,67 = 7,9332 . (conc sal na salmoura) 
 
(conc sal na salmoura) = 
9332,7
67,98966
 => (conc sal na salmoura) = 12.475 mg/L 
 
# BALANÇO DE ENERGIA 
 
 Balanço de energia é uma exposição sistemática dos fluxos e 
transformações de energia em um sistema. A base teórica para um balanço 
energético é a primeira Lei da Termodinâmica segundo a qual a energia não pode 
ser criada ou destruída, apenas modificada em forma. As fontes de energia ou ondas 
de energia são, portanto, as entradas e saídas do sistema em observação. 
Para escrever um balanço de energia, nós precisamos saber que tipo de energia 
pode entrar ou sair de um sistema. Portanto, o balanço de energia é uma aplicação 
direta da primeira Lei da Termodinâmica. Embora a energia assuma diversas formas, 
a quantidade total de energia é constante e, quando a energia desaparece em uma 
forma, ela reaparece simultaneamente em outras formas. 
Portanto, guardadas as devidas proporções e características, aplicar um balanço 
de energia a um processo químico industrial, é muito semelhante a aplicar um 
balanço de massa como visto anteriormente. Ou seja, de um modo simples: 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 41 
 
 ENERGIA (Q) QUE ENTRA = ENERGIA (Q) QUE SAI 
 Q trocada 
 Q entra Q sai 
 
 Q transformada 
Q entra = Q trocada + Q transformada = Q sai 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 PROCESSO 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 42 
 
 
PARTE III 
 
 
 
O Estudo 
 
Dos 
 
 Processos Industriais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 43 
 
 III A 
A Indústria do Enxofre 
• O Enxofre 
- Posição da Tabela Periódica: Calcogênio (VIA), 3º período. 
- Alótropos: 
 O enxofre possui a maior variedade de formas alotrópicas (S2, S4, S6 e 
S8), que podem ser encontradas, principalmente, em lugares propensos a ocorrer 
erupções vulcânicas. Porém, duas formas alotrópicas do enxofre se destacam, sendo 
que ambas possuem a fórmula S8, isto é, suas moléculas são formadas por oito 
átomos de enxofre ligados em forma de anel. A diferença está somente nas 
arrumações de suas moléculas no espaço. 
 
. Enxofre Rômbico ou Enxofre alfa (αααα): Essa é a forma alotrópica mais estável do 
enxofre e, portanto, a mais comum. Aparece na forma de cristais amarelos e 
transparentes. Seu ponto de fusão é igual a 112, 8ºC e seu ponto de ebulição é de 
444,6ºC. 
 
. Enxofre Monoclínico ou Enxofre beta (ββββ): Esse alótropo do enxofre apresenta-se 
na forma de agulhas finas e opacas, como mostra a figura abaixo. É menos estável 
que o enxofre rômbico, seu ponto de fusão é maior (119 ºC ) e possui o mesmo 
ponto de ebulição (444,6ºC). 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 44 
 
 
 
 
 
- Usos: Na indústria, o enxofre é usado na vulcanização da borracha para a 
fabricação de pneus, na produção do Ácido Sulfúrico (H2SO4), de pólvora negra, 
inseticidas, antibióticos à base de sulfa, cosméticos, entre outros. 
 
• Processos de Obtenção do Enxofre 
 
- O Método Siciliano 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 45 
 
 
 
- O Método Frasch 
 
 O processo de Frasch foi criado por Herman Frasch em Louisiana, Texas em 1891. 
Foi o primeiro processo de extração de enxofre comercialmente rentável e que deu 
grande impulso ao desenvolvimento das indústrias que dependem deste elemento 
químico. 
 O método consiste em injetar vapor de água superaquecido no subsolo ou em 
jazidas submarinas para fundir o enxofre, que posteriormente é bombeado para o 
exterior utilizando-se ar comprimido. O equipamento para perfurar os poços até o 
fundo dos estratos sulfurosos é o usado comumente na perfuração de poços de 
petróleo. Na superfície, o enxofre líquido passa por linhas aquecidas a vapor até um 
separador, onde se remove o ar. O enxofre pode ser solidificado em grandes cubas 
de depósito, ou pode ser mantido em estado líquido, em tanques de 
armazenamento aquecidos a vapor. 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 46 
 
O processo é utilizado até hoje e responsável por 23% da produção mundial. 
 
 
Este método baseia-se na perfuração do solo com 03 tubos concêntricos. O primeiro 
é de 200 m e o diâmetro do mais externo é de 25 cm. 
Por um dos tubos injeta-se vapor de água superaquecido (170 0C) , o qual provoca a 
fusão do enxofre (PF = 120 0C). Em seguida injeta-se ar comprimido pelo tubo 
central, o qual arrastará a mistura de água e enxofre (existem válvulas para 
controlar as vazões de entrada e de saída). O ar e água são separados, 
permanecendo o enxofre cristalizado, o qual é fragmentado com o auxílio de 
explosivos. Obtém-se , assim, enxofre rômbico de alta pureza (99,5%). 
( não se faz escavações na forma de galerias para a extração do enxofre, pois ele 
ocorre em regiões de pântano). 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 47 
 
- O Processo de Claus 
 
 
. Diagrama de Blocos do Processo de Claus 
 
 
 
Referências do esquema: 
A – Caldeira D – Reaquecedor 
B – 1º conversor E – 2º conversor ( com catalisador de Fe2O3) 
C – Torre separadoraF – Torre separadora 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 48 
 
 III B 
A Indústria do Ácido Sulfúrico 
H2SO4 
 
• Obtenção do H2SO4 pelo Método do Contato 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 49 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 50 
 
. Exercícios 
1) Calcule quantas toneladas de ácido sulfúrico podem ser produzidas por dia, 
através de um processo que usa 3,2 t/d de SO2, com uma eficiência de conversão de 
70%. É dada a reação abaixo: 
SO2 + ½ O2 + H2O → H2SO4 
2) Qual massa de H2SO4 é produzida a partir de 8 t/d de enxofre ? São dadas as 
reações abaixo: 
- S + O2 → SO2 
- SO2 + ½ O2 → SO3 
- SO3 + H2O → H2SO4 
3) Em uma indústria química, tem-se um tanque cilíndrico e reto de altura H = 6 m e 
diâmetro D = 5 m, cuja área da base (Ab) cilíndrica, é numericamente igual ao 
diâmetro em unidades métricas quadradas, destinado ao armazenamento de H2SO4 
96% em massa. Retirou-se uma amostra desse tanque que foi levado ao laboratório 
para a determinação da densidade, a qual apresentou valor igual 0,184 kg/L. 
Considerando que o tanque encontra-se preenchido com 1/3 de sua capacidade, 
perguntam-se: 
a) O que um operador deve fazer para obter um ácido a 40% em massa? (resposta 
em L)? 
b) Qual o volume ocupado do tanque depois da alteração? (resposta em m3) 
c) Quantos % o volume alterado representa em relação à capacidade total do 
tanque? (resposta em %). 
d) O volume alterado equivale a qual fração do volume total do tanque? 
a) Qual a concentração comum do ácido após a alteração do volume? 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 51 
 
 III C 
As Indústrias do Nitrogênio (N2), 
da Amônia (NH3) e do Ácido Nítrico (HNO3) 
 
# NITROGÊNIO (N2) 
 
# AMÔNIA (NH3) 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 52 
 
 
• Diagrama de Blocos do Processo Haber-Bosch 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 53 
 
# Ácido Nítrico 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 54 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 55 
 
Exercícios 
1) Qual deve ser o diâmetro D (em m) de um tanque-esfera, utilizado para 
armazenar completamente um certo volume V de amônia gasosa, produzida pelo 
processo Haber-Bosch, a 2 atm e 250 C, partindo-se de 13,71 kmol de nitrogênio 
gasoso em reação com gás hidrogênio? Considere a eficiência do processo igual a 
80% ( dado: volume do tanque = 4/3 πR3). 
 
2) A partir do Processo de Ostwald para a obtenção do ácido nítrico, efetue o que se 
pede: 
a) Calcule o calor de formação do ácido nítrico. 
b) Determine o volume, em m3, de nitrogênio, nas condições ambientes (P=1atm; 
t=250 C), que se deve utilizar para a produção de meia tonelada de HNO3. 
 
3) À temperatura de 500 0C , a constante de equilíbrio em termos de concentração 
em mol/L, Kc, para a reação de fixação do nitrogênio para a produção de amônia, 
tem um valor de 6.10 -2. Se em um reator em particular a esta temperatura, há 0,25 
mol hidrogênio, 0,05 mol de amônia, qual é a concentração do nitrogênio? 
 
4) A partir das etapas do processo de Haber-Ostwald, para a obtenção industrial do 
HNO3, determine: 
a) a quantidade total de calor produzida na transformação: 
12 NH3(g) + 21 O2(g) → 8 HNO3(l) + 14 H2O(g) + 4 NO(g). 
b) a quantidade de NH3, em toneladas, necessária para produzir 20 m
3 de HNO3 de 
densidade 1,51 g/cm3, considerando-se uma eficiência processual de conversão, 
igual a 87%. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 56 
 
III D 
A Indústria de Produção do Aço 
 
MATÉRIAS PRIMAS PARA A FABRICAÇÃO DO AÇO 
 
* MINÉRIOS DE FERRO. 
Os principais minérios de ferro são: 
 
- hematita (Fe2O3), 
- limonita (Fe2O3.2H2O), 
- magnetita(Fe3O4), dentre outros. 
- Os sulfetos de ferro, como a pirita (FeS2), são abundantes na natureza, mas não 
servem para a extração e produção do ferro, pois o enxofre é um dos elementos 
mais prejudiciais às propriedades do ferro e do aço. 
 
A extração ou metalurgia do ferro e de suas ligas recebe o nome de siderurgia. Os 
principais produtos siderúrgicos são: 
 
� ferro gusa: liga de ferro com 2% a 5% de carbono, além de impurezas como Mn, 
Si, P, dentre outros; 
 
� ferro fundido: liga de ferro com de 2% a 5% de carbono, mas com quantidades 
de impurezas menores que o gusa; 
� aço, aço comum, aço-carbono: liga de ferro com de o,2% a 1% de carbono e 
baixa concentração de impurezas (Mn, Si, P, S, dentre outros); 
� aço doce: aço que contém menos de 0,2% de carbono; 
� aços-liga: aços que contém outros elementos químicos e que apresentam 
quantidades especiais. 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 57 
 
* CARVÃO MINERAL 
 
Um dos principais tipos de carvão mineral é o carvão denominado HULHA, o qual 
contém em torno de 80% em carbono. 
 
Da destilação seca da Hulha obtém-se: 
 
1) Uma fração gasosa – utilizada como combustível. 
 
2) Uma fração líquida formada por duas fases: 
 
a- fase leve: águas amoniacais – utilizada para a produção de fertilizantes. 
b- fase pesada: alcatrão – do qual se extrai por destilação, hidrocarbonetos 
aromáticos. 
 
3) Uma fração sólida – COQUE – utilizado para a produção do SÍNTER (coque moído 
+ finos de minério de ferro + CaCO3 + carepas de laminação) que é o “alimento do 
alto forno”) 
 
A produção do ferro e suas ligas começou na pré-história (Idade do Ferro) e 
cresceu muito a partir de 1750, quando teve início a era da industrialização. 
Atualmente o processo siderúrgico começa, via de regra, pela produção do gusa 
(ferro líquido incandescente), nos chamados altos-fornos. 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 58 
 
O Alto Forno 
 
 
HISTÓRICO 
O ferro se combina tão fortemente com o oxigênio, que é preciso 
temperaturas muito altas – mais de 1.000 °C – para separá-lo do minério de ferro. 
Na pré-história (período que os historiadores definem como sendo anterior à 
escrita), com fogueiras e fornos comuns, tais temperaturas eram muito difíceis de 
serem alcançadas. 
O bronze – liga de cobre e estanho – já era obtido há cerca de 5.300 anos, mas 
o ferro só pôde ser obtido mais tarde, com o aperfeiçoamento de fornos com os 
quais se obtinham temperaturas mais altas (basicamente com mecanismos, como o 
fole, que sopravam o ar no meio do fogo). 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 59 
 
Melhorias subsequentes possibilitaram a produção de pequenas quantidades 
de aço. Com a invenção do alto-forno na Idade Média, uma quantidade maior de 
aço pôde ser fabricada e utilizada principalmente em armas, como espadas, e em 
armaduras e escudos. O processo industrial de obtenção do aço ocorreu no século XIX, 
aumentando enormemente a quantidade fabricada e barateando o produto final. 
ETAPAS DA PRODUÇÃO DO AÇO 
PREPARAÇÃO DA CARGA 
 
A carga é levada por caçambas e introduzida na parte superior do alto-forno e 
é formada fundamentalmente por: minério de ferro, carvão coque (queima 
produzindo o calor necessário ao funcionamento do forno, e produz também o CO 
que é o principal redutor do minério de ferro), fundente (considerando que as 
impurezas do minério de ferro são, em geral, sílica (SiO2) e silicatos de difícil fusão, 
usa-se como fundente o calcário (CaCO3). O produto da reação, o CaSiO3, irá formar 
a escória, que será retirada na parte inferior do forno. 
 
 
 
 Alto Forno 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 60 
 
As impurezas presentes no minério de ferro são removidas com seu 
aquecimento -juntamente com carvão mineral e outras substâncias – em alto 
forno. O alto-forno é um forno especial com revestimento para resistir a altas 
temperaturas – a mais de 1200 °C. Desse processo de aquecimento resulta o ferro-
gusa – usado na produção do aço – e a escória, constituída de impurezas que são 
removidas (podendo ser usadas na fabricação de cimento). 
 
 
 
 
 
REFINO: FERRO GUSA 
 
Pela parteinferior, são escoados, a cada 4 ou 5 horas, em primeiro lugar 
a escória (que é utilizada para pavimentação ou fabricação de cimento) e, em 
segundo lugar o ferro-gusa. O ferro-gusa é aquecido em um forno 
chamado conversor. A injeção de oxigênio ajuda a eliminar 
as impurezas restantes. Outras substâncias são acrescentadas para conferir 
propriedades. Ao fim do processo é produzido o aço na forma líquida. 
 
 
 LINGOTE 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 61 
 
O aço refinado é transportado à unidade de lingotamento contínuo e ali vazado em 
um distribuidor com diversos veios. Em cada veio, o aço líquido passa por moldes 
de resfriamento para solidificar-se no formato conveniente para a laminação. 
 
 
 LAMINAÇAO 
 
Na laminação o lingote de aço passa por entre dois cilindros que o comprimem para 
reduzira espessura da peça de modo semelhante ao que ocorre nas máquinas de 
preparo de massa para pastéis. 
 
PRINCIPAIS UNIDADES DO FLUXO DE PRODUÇÃO DE AÇO NUMA SIDERÚRGICA - RESUMO 
 
 
1) PÁTIO DE CARVÃO – (ARMAZENAMENTO DAS PEDRAS DE CARVÃO) 
2) COQUERIA - ( OBTÉM-SE O COQUE + SUBPRODUTOS DA HULHA) 
3) SINTERIZAÇÃO – (OBTENÇÃO DO SÍNTER E DAS PELOTAS DE SÍNTER) 
4) ALTO FORNO – (OBTENÇÃO DO FERRO GUSA + SUBPRODUTOS) 
5) ACIARIA – (TRANSFORMAÇÃO DO FERRO GUSA EM AÇO LÍQUIDO/SÓLIDO) 
6) LAMINAÇÃO – (TRANSFORMAÇÃO MECÂNICA DO AÇO EM CHAPAS) 
7) PÁTIO DE PLACAS – (ÁREA DE CONTROLE DE QUALIDADE DAS PLACAS DE AÇO) 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 62 
 
USOS DO AÇO 
 
 
 
 
Diversas indústrias transformam os produtos das siderúrgicas para ser aplicados na 
construção civil ou em objetos presentes no nosso dia-a-dia. 
 
 
As características do aço comum 
 
� Porcentagem do carbono – aços com teores baixos de carbono são mais 
maleáveis e dúcteis; aços com mais carbono são mais duros e tenazes. 
 
� Tratamento térmico – é o aquecimento seguido de resfriamento do aço, com 
intensidades e velocidades variáveis; isso altera as propriedades do aço, pois 
modifica sua estrutura cristalina. 
 
Dois exemplos de tratamento térmico importantes são: 
� têmpera: é o aquecimento seguido de resfriamento rápido do aço, com esse tratamento, o aço 
fica mais “duro”, porém mais “quebradiço”. 
 
� recozimento: é o aquecimento seguido de resfriamento mais lento do aço, com isso ele fica 
mais elástico, porém menos “duro”. 
 
TIPOS DE AÇO 
� aço inoxidável: Fe + C + Cr + Ni 
� aço para trilhos: Fe + C + Mn 
� aço para ferramenta de corte: Fe + C + W + Mo 
� aço para ímãs: Fe + C + Al + Ni + Co 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 63 
 
III E 
A Indústria de Refino de Petróleo 
 
• Considerações Gerais 
 
A – O que é o Petróleo? 
O petróleo é um líquido viscoso, menos denso que a água, de odor 
característico, inflamável, sendo por isso considerado um combustível fóssil, cuja 
coloração varia do negro ao âmbar, e que é resultado de transformações químicas 
ocorridas em meios não oxidantes, a grandes pressões e temperaturas, sobre a 
matéria orgânica soterrada em grandes profundidades, como consequência de 
diversos processos geológicos ocorridos no planeta Terra, ao longo de sua 
existência, entre 10 a 600 milhões de anos passados. 
O termo petróleo deriva do latim: petra = pedra ; oleum = óleo , significando 
literalmente “óleo de pedra” . 
B – Teoria de Formação / Origem do Petróleo 
Os restos de matéria orgânica, bactérias, produtos nitrogenados e sulfurados 
no petróleo indicam que ele é o resultado de uma transformação da matéria 
orgânica acumulada no fundo dos oceanos e mares durante milhões de anos, sob 
pressão das camadas de sedimentos que foram se depositando e formando rochas 
sedimentares. O conjunto dos produtos provenientes desta degradação, 
hidrocarbonetos e compostos voláteis, misturados aos sedimentos e aos resíduos 
orgânicos, está contido na rocha-mãe; a partir daí o petróleo é expulso sob efeito da 
compactação provocada pela sedimentação, migrando para impregnar areias ou 
rochas mais porosas e mais permeáveis, tais como arenitos ou calcários. Uma 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 64 
 
camada impermeável, quando constitui uma “armadilha”, permite a acumulação 
dos hidrocarbonetos, impedindo-os de escapar. 
 
 
 
 
 
 
C – Condições de ocorrência para a formação de bacias de petróleo e acumulações 
A existência de acumulações de petróleo depende das características e do 
arranjo de certos tipos de rochas sedimentares no subsolo. Basicamente, é preciso 
que existam rochas geradoras que contenham a matéria-prima que se transforma 
em petróleo e rochas-reservatório, ou seja, aquelas que possuem espaços vazios, 
chamados poros, capazes de armazenar o petróleo. Essas rochas são envolvidas em 
armadilhas chamadas trapas, compartilhamentos isolados no subsolo onde não tem 
condições de escapar. 
A ausência de qualquer um desses elementos impossibilita a existência de 
uma acumulação petrolífera. Logo, a existência de uma bacia sedimentar não 
garante, por si só, a presença de jazidas de petróleo. 
As rochas geradoras são assim chamadas por tratar-se de um mineral formado 
principalmente pelo acúmulo de fragmentos de outros minerais e detritos 
orgânicos, e que, quando se encontra num ambiente de pouca permeabilidade o 
Plânctons e outros seres minúsculos 
Soterramento por convulsão da natureza 
Resultam numa mistura orgânica chamada “sapropel” 
Sofre decomposição sob ação do tempo, bactérias, calor, pressão 
PETRÓLEO 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 65 
 
que inibe a ação de água circulante e diminui a quantidade de oxigênio existente 
cria as condições necessárias para a formação do petróleo. 
Após o processo de formação do petróleo, para que o mesmo se acumule, 
formando posteriormente um reservatório, é necessário que após a geração ocorra 
a migração do petróleo, e que no percurso desta migração exista alguma armadilha 
geológica que permita a acumulação do óleo. Esta migração ainda é um assunto que 
gera certa polêmica entre os geólogos; no entanto, o que se percebe é que o 
petróleo é expulso da rocha onde foi gerado, talvez pelo micro fraturamento já 
observado nas rochas geradoras ou devido ás altas pressões de compactação 
existentes. 
Assim, o petróleo migra da rocha geradora para outra rocha, porosa e 
permeável, chamada Rocha Reservatório, e continua seu fluxo no interior da 
mesma, até ser contido por uma armadilha, isto é, uma estrutura geológica 
compreendida dentro de uma rocha selante (impermeável), que permita que o óleo 
ali se confine. 
Não havendo a presença de uma rocha selante e de uma armadilha (trapa), o 
petróleo não se acumularia, e continuaria seu fluxo rumo a áreas de menor pressão, 
culminando em exsudações ou perda por degradação bacteriana e oxidação. 
* Rochas Sedimentares: 
São aquelas constituídas por sedimentos ( materiais que se depositam em 
camadas), que são as inúmeras partículas de rocha, lama, matéria orgânica, 
podendo até mesmo possuir em sua composição restos corpóreos de vegetais e 
animais. 
* Rochas Geradoras: são aquelas rochas nas quais são geradas o petróleo, quando 
submetidas a condições físico-químicas necessárias para tal. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 66 
 
* Rochas Reservatório: são rochas porosas e permeáveis para onde migra e se 
acumula o petróleo. 
* Rochas Selantes: são rochas impermeáveis dotadas de plasticidade, que selam e 
que impedem que o petróleo continue migrando e se dispersando através do meio 
geológico, permitindo a formação de reservatórios. 
D – Bacias Sedimentares 
São manifestações do relevo terrestre que correspondem a depressões geológicas, 
as quais com o passar do tempo, foram sendo preenchidas por vários tipos de 
sedimentos. 
E – Tipos de Bacias Sedimentares de Petróleo 
. BACIAS ON SHORE: são as bacias queocorrem nas porções terrestres do planeta. 
 
 
. BACIAS OFF SHORE: são aquelas que ocorrem nas plataformas continentais, ou 
seja, encontram-se nas profundidades oceânicas. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 67 
 
 
F- Composição Química Básica do Petróleo 
O petróleo é formado basicamente por compostos orgânicos constituídos 
exclusivamente por átomos de carbono e de hidrogênio, denominados 
Hidrocarbonetos (HC). 
O tipo de hidrocarboneto gerado, presente no óleo ou gás, é determinado 
pela constituição da matéria orgânica original e pela intensidade do processo 
térmico atuante sobre ela. 
- Petróleo Parafínico: petróleo com grande concentração de hidrocarbonetos 
parafínicos ( 75% ou mais ) ; ou seja, ricos em alcanos, que são HC de cadeia 
carbônica aberta e saturada ( CnH2n+2 ). 
. Brasil e E.U.A 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 68 
 
 - Petróleo Naftênico: petróleo com grande quantidade de hidrocarbonetos 
naftênicos ( 70% ) ; ou seja, são ricos em cicloalcanos, que são HC de cadeia 
carbônica cíclica e saturada ( CnH2n ). 
. Rússia 
- Petróleo Aromático: com grande concentração de hidrocarbonetos aromáticos ( 
50% no mínimo) ; ou seja, derivados do benzeno. 
. Venezuela, Indonésia, Àfrica, Oriente Médio. 
Além dos hidrocarbonetos mencionados, o petróleo apresenta outros 
constituintes em menor percentual, compostos orgânicos contendo elementos 
químicos como nitrogênio, enxofre, oxigênio (chamados genericamente de 
compostos NSO) e metais, principalmente níquel e vanádio. Tais constituintes são 
considerados nocivos aos produtos, equipamentos e ao meio ambiente, sendo por 
isso, considerados impurezas, devendo ser removidos em processos de tratamento 
específicos. Juntamente com o petróleo são também encontradas outras impurezas, 
como a água, sais e sedimentos. 
G – Classificação do Petróleo por densidade / Qualidade de um Petróleo 
O Grau API é uma escala hidrométrica criada pelo American Petroleum Institute 
(API), ela é utilizada para medir a densidade relativa de óleos e derivados, e como o 
petróleo se trata de um óleo viscoso, podemos usá-la para classificá-lo. 
O 0API pode ser determinado pela fórmula: 
 
 
ºAPI = (141,5 ÷ densidade da amostra à temperatura de 60°F) - 131,5 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 69 
 
em que a densidade é medida relativamente à densidade da água 
A densidade, portanto, pode ser obtida por: 
 
 
. Obs: 60 0F correspondem a 15,55 °C 
 
A escala API é medida em graus e permite definir o petróleo como: 
 
• Petróleo leve: Possui ºAPI maior que 30, constituído basicamente por alcanos, e 
uma porcentagem de 15 a 25% de cicloalcanos. 
• Petróleo médio: Grau ºAPI de 22 a 30. Além de alcanos, contém de 25 a 30% de 
hidrocarbonetos aromáticos. 
• Petróleo pesado: Possui ºAPI menor que 22 e é composto só de hidrocarbonetos 
aromáticos. 
 
•Petróleo extrapesado: Possui ºAPI menor que 10, é constituído de 
hidrocarbonetos de cadeia longa ( superior ao pentano ) 
 
Quanto maior o grau API, maior o valor do produto no mercado. O 0API é maior 
quando o petróleo é mais leve, como por exemplo, o petróleo classificado como 
médio é mais caro que o pesado. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 70 
 
. Por que é importante classificar o petróleo na escala API? 
Quando a medida do 0API é feita na plataforma antes de refinar o petróleo, permite 
verificar se o petróleo é pesado, extrapesado, etc. Se for constatado que se trata de 
um petróleo extrapesado, é preciso então investir na exploração das jazidas, com 
novas tecnologias e aparelhagem apropriada (bombas de sucção altamente 
potentes) para extrair o óleo de viscosidade elevada. 
 
• Segmentos básicos da Indústria do Petróleo 
 
A localização, produção, transporte, processamento e distribuição dos 
hidrocarbonetos existentes nos poros e canais de uma rocha reservatório, que 
pertence a um determinado campo petrolífero, estabelecem os cinco segmentos 
básicos da indústria do petróleo: 
1) Exploração / Prospecção 
2) Explotação 
3) Transporte 
4) Processamento de Refino 
5) Distribuição 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 71 
 
. EXPLORAÇÃO / PROSPECÇÃO 
 
Corresponde à fase inicial da pesquisa para se verificar a possibilidade de 
existência de petróleo, e consiste na reconstrução da história geológica de uma 
área, através da observação de rochas e formações rochosas, determina a 
probabilidade da ocorrência de rochas reservatório. A utilização de medições 
gravimétricas, magnéticas e sísmicas permitem o mapeamento das estruturas 
rochosas e composições do subsolo. A definição do local com maior probabilidade 
de um acúmulo de óleo e gás é baseada na sinergia entre a Geologia, a Geofísica e a 
Geoquímica, destacando-se a área de Geo-Engenharia de Reservatórios. 
 
. EXPLOTAÇÃO 
Refere-se à fase explotatória do campo petrolífero engloba as técnicas de 
desenvolvimento e produção da reserva comprovada de petróleo de um campo 
petrolífero. 
• Exploração e Explotação 
 
O termo exploração, em geologia, relaciona-se à fase de prospecção: busca e 
reconhecimento da ocorrência dos recursos naturais, e estudos para determinar se 
os depósitos têm valor econômico. A explotação é a retirada do recurso com 
máquinas adequadas, para fins de beneficiamento, transformação e utilização, ou 
seja, é a fase de otimização do poço para a retirada do petróleo. 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 72 
 
Extração do petróleo – campo onshore 
 
. TRANSPORTE 
Pelo fato dos campos petrolíferos não serem localizados, necessariamente, 
próximos dos terminais e refinaria de óleo e gás, é necessário o transporte da 
produção através de embarcações, caminhões, vagões, ou tubulações (oleodutos e 
gasodutos). 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 73 
 
. PROCESSAMENTO E REFINO 
Apesar da separação da água, óleo, gás e sólidos produzidos, ocorrer em estações 
ou na própria unidade de produção, é necessário o processamento e refino da 
mistura de hidrocarbonetos proveniente da rocha reservatório, para a obtenção dos 
componentes que serão utilizados nas mais diversas aplicações (combustíveis, 
lubrificantes, plásticos, fertilizantes, medicamentos, tintas, tecidos). 
• REFINARIA 
Refinaria é o nome usual para referir-se as destilarias de petróleo que realizam o 
processo químico de limpeza e refino do óleo cru extraído dos poços e minas de 
óleo bruto, produzindo diversos derivados de petróleo, como lubrificantes, aguarrás, 
asfalto, coque, diesel, gasolina, GLP, nafta, querosene, querosene de aviação e 
outros. 
O petróleo bruto (não processado) é composto de diversos hidrocarbonetos, com 
propriedades físico-químicas diferentes. Por isso, tem pouca utilidade prática ou 
uso. 
No processo de refino, os hidrocarbonetos são separados, por destilação, e as 
impurezas removidas. Estes produtos podem então ser utilizados em diversas 
aplicações. 
 
. DISTRIBUIÇÃO 
Os produtos finais das estações e refinarias (gás natural, gás residual, GLP, gasolina, 
nafta, querosene, lubrificantes, resíduos pesados e outros destilados) são 
comercializados com as distribuidoras, que se encarregarão de oferecê-los, na sua 
forma original ou aditivada, ao consumidor final. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 74 
 
♦ Termos associados à cadeia produtiva do petróleo 
 
Normalmente se divide a operação da indústria de petróleo em três partes: 
"upstream", "midstream" e "downstream". 
• Upstream: Engloba as atividades de busca, identificação e localização das fontes 
de óleo, e ainda o transporte deste óleo extraído até as refinarias, onde será 
processado. Resumindo, são as atividades de exploração, perfuração e produção. 
 
• Midstream: É a fase em que as matérias-primas são transformadas em produtos 
prontos para uso específico (gasolina, diesel querosene, GLP,...). São as atividades 
de refinamento. 
 
• Downstream: É a parte logística. Transporte dos produtosda refinaria até os 
locais de consumo. Compreendendo o transporte, distribuição e comercialização. 
 
• Operação de Refino 
 
O petróleo é uma mistura complexa de hidrocarbonetos, que apresenta 
diferentes quantidades de átomos de carbono em suas cadeias estruturais. Assim, 
portanto, possuem diferentes massas moleculares e consequente, diferentes 
pontos de ebulição. 
Com base nesse princípio, é feita então, a separação do diversos componentes do 
petróleo, utilizando-se um processo físico, denominado Destilação Fracionada. 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 75 
 
. Destilação Fracionada 
A destilação fracionada é o método utilizado para separar misturas 
homogêneas , do tipo líquido – líquido . Exemplo de mistura deste tipo é o petróleo , 
ou uma simples mistura de água e álcool , que será demonstrada a seguir . Na 
destilação fracionada os líquidos são separados através de seus pontos de ebulição, 
desde que eles não sejam muito próximos. Durante o aquecimento da mistura, é 
separado, primeiramente o líquido de menor P.E ( ponto de ebulição) , depois o 
líquido de P.E intermediário e sucessivamente até o líquido de P.E maior . 
Na indústria do refino de petróleo a operação de destilação fracionada, ocorre num 
equipamento denominado “torre ou coluna de fracionamento”: 
 
Colunas de fracionamento 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 76 
 
Diagramas de uma típica torre de destilação industrial de petróleo 
 
 
 
 
. Ponto de Orvalho: “é a temperatura na qual a fase leve contida no petróleo 
começa a sofrer condensação”. 
 
. Ponto de Bolha: “é a temperatura na qual a fase pesada contida no petróleo 
começa a passar para a fase de vapor”. 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 77 
 
. Etapas do Processo 
1- Aquecer a mistura de duas ou mais substâncias (líquidos) de diferentes pontos de 
ebulição a alta temperatura. O aquecimento costuma ser feito com vapor de alta 
pressão para temperaturas de cerca de 600 °C. 
2- A mistura entra em ebulição formando vapor (gases). A maior parte das 
substâncias passa para a fase de vapor. 
3- O vapor entra no fundo de uma coluna longa (coluna de destilação fracionada) 
cheia de bandejas ou placas. 
3.1- elas possuem muitos orifícios ou proteções para bolhas a fim de permitir a 
passagem do vapor 
3.2- as placas aumentam o tempo de contato entre o vapor e os líquidos na coluna 
3.3- elas ajudam a coletar os líquidos que se formam nos diferentes pontos da 
coluna 
3.4- há uma diferença de temperatura pela coluna (mais quente embaixo, mais frio 
em cima) 
4- O vapor sobe pela coluna. 
5- Conforme o vapor sobe pelas placas da coluna, ele esfria. 
6- Quando uma substância na forma de vapor atinge uma altura em que a 
temperatura da coluna é igual ao ponto de ebulição da substância, ela condensa e 
forma um líquido. 
 A substância com o menor ponto de ebulição irá se condensar no ponto mais alto 
da coluna. Já as substâncias com pontos de ebulição maiores condensarão em 
partes inferiores da coluna. 
7- As placas recolhem as diferentes frações líquidas. 
8- As frações líquidas recolhidas podem: 
8.1- passar por condensadores, onde serão resfriadas ainda mais, e depois ir para 
tanques de armazenamento; 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 78 
 
8.2- ir para outras áreas para passar por outros processos químicos, térmicos ou 
catalíticos. 
. O Processo de refino – Resumo 
1- Retirada do sal e da água, que se misturaram ao petróleo ( Dessalgação ) 
2 - Aquecimento do óleo em fogo direto a 320ºC e então, começa a se separar. 
3 - Na coluna atmosférica, o petróleo é aquecido junto com vapor de água, para 
facilitar a destilação. 
4 - Saída dos produtos, já separados. 
5 - Produtos consumíveis. 
TABELA DAS PRINCIPAIS FRAÇÕES DO PETRÓLEO 
Frações ou Cortes 
Composição 
aproximada 
Ponto de 
ebulição/°C 
Utilização principal 
Gás natural 
C1 a C2 carbonos 
CH4 (70% a 99%) 
C2H6 (de 0,5 a 7%) 
H2S, CO2, N2, He, etc. 
-162 a -75 
Combustível e 
matéria-prima na 
síntese de 
compostos 
orgânicos e na 
fabricação de 
plásticos. 
GLP (gás liquefeito 
do petróleo) 
C3 a C4 carbonos -42 a 20 
Combustível, gás de 
cozinha e matéria-
prima na síntese de 
compostos 
orgânicos e na 
fabricação de 
borracha. 
Éter de petróleo C5 a C6 carbonos 20 a 60 Solventes em 
lavagens a seco. O 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 79 
 
nome éter vem da 
alta volatilidade 
desses 
hidrocarbonetos. 
Benzina C7 a C8 carbonos 60 a 90 Solvente orgânico 
Nafta ou ligroína C8 a C9 carbonos 90 a 120 
Solvente e matéria-
prima na industria 
petroquímica. 
Gasolina C6 a C10 carbonos 40 a 200 
Combustível de 
motores de 
explosão. 
Querosene C10 a C16 carbonos 150 a 300 
Iluminação, 
solvente, 
combustível 
doméstico, e 
combustível para 
aviões. 
Óleo diesel C15 a C18 carbonos 250 a 350 
Combustível de 
ônibus e caminhões. 
Óleo lubrificante C16 a C20 carbonos 300 a 400 
Lubrificantes de 
máquinas e 
motores. 
Vaselina 
acima de 20 
carbonos 
------- 
Lubrificante, 
pomadas, 
cosméticos, 
indústria alimentícia. 
Parafina 
sólidos de massa 
molar elevada 
47 a 65 
Fabricação de velas, 
indústria de 
alimentos, indústria 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 80 
 
cosmética, 
impermebealização, 
revestimento de 
papel. 
Asfalto 
mistura de 
hidrocarbonetos 
parafínicos, 
aromáticos e 
compostos 
heterocíclicos que 
contém, enxofre, 
nitrogênio e 
oxigênio. 
132 (ponto de 
inflamação) 
Pavimentação de 
ruas e calçadas, 
vedação de 
encanamentos e 
paredes, 
impermeabilização 
de cascos de 
embarcações, 
adesivos e 
laminados elétricos, 
revestimentos 
antioxidantes. 
Coque 
Resíduo sólido da 
destilação destrutiva 
(carbonização do 
petróleo) 
------- 
Redução do ferro 
em alto forno, 
revestimento de 
fornos refratários, 
obtenção do 
alumínio e como 
fonte de gás de 
síntese. 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 81 
 
PRODUTROS DERIVADOS DO PETRÓLEO 
 
 
• Processamento químico das frações do petróleo 
 
Processamento químico 
Pode-se transformar uma fração em outra usando um destes três métodos: 
- dividindo grandes cadeias de hidrocarbonetos em pedaços menores 
(craqueamento); 
- combinando pedaços menores para criar outros maiores (reforma); 
- rearranjando vários pedaços para fazer os hidrocarbonetos desejados (alquilação). 
 
. Craqueamento 
 
O craqueamento divide grandes cadeias de hidrocarbonetos em pedaços menores. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 82 
 
Há vários tipos de craqueamento: 
- Térmico: grandes cadeias de hidrocarbonetos são aquecidas a altas temperaturas 
(e algumas vezes a altas pressões também) até que elas se quebrem (craqueiem). 
 
- vapor: vapor de alta temperatura (816°C) é usado para craquear etano, butano e 
nafta em etileno e benzeno, que são usados para fabricar produtos químicos; 
 
- viscorredução: os resíduos da torre de destilação são aquecidos (482°C), resfriados 
com gasóleo e rapidamente colocados em uma torre de destilação. Este processo 
reduz a viscosidade de óleos pesados e produz o alcatrão; 
 
- coqueamento: os resíduos da torre de destilação são aquecidos a temperaturas 
acima de 482°C até que se quebrem em óleo pesado, gasolina e nafta. Ao final do 
processo, sobra um resíduo pesado, quase puro, de carbono (coque). O coque é 
limpo e vendido. 
 
- Catalítico: usa um catalisador para aumentar a velocidade da reação de 
craqueamento. Os catalisadores incluem a zeólita, hidrossilicato de alumínio, 
bauxita e alumino-silicatos. 
 
- craqueamento catalítico fluido ("fluid cracking catalysis", FCC): um catalisador 
fluido aquecido (538°C) craqueia gasóleo pesado em óleo diesel e gasolina; 
 
- hidrocraqueamento: semelhante ao craqueamento catalítico fluído, mas usa um 
catalisador diferente, temperaturas menores, pressãomaior e gás hidrogênio. 
Ele craqueia o óleo pesado em gasolina e querosene (combustível de aviação). 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 83 
 
Após vários hidrocarbonetos terem sido craqueados em outros menores, os 
produtos passam por mais uma coluna de destilação fracionada para separá-los. 
 
 
. Reforma 
Algumas vezes, é preciso combinar hidrocarbonetos menores para fazer 
outros maiores. Este processo é chamado de reforma. O principal processo á a 
reforma catalítica, que utiliza um catalisador (platina, mistura platina-rênio) 
para transformar nafta de baixo peso molecular em compostos aromáticos, usados 
na fabricação de produtos químicos e para misturar na gasolina. Um subproduto 
importante dessa reação é o gás hidrogênio, usado para o hidrocraqueamento ou 
vendido. 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 84 
 
. Alquilação 
Às vezes, as estruturas de moléculas em uma fração são rearranjadas para 
produzir outra. Isso normalmente é feito por meio de um processo chamado 
alquilação. Na alquilação, compostos de baixo peso molecular, como o propileno e o 
buteno, são misturados na presença de um catalisador como o ácido fluorídrico ou 
ácido sulfúrico (um subproduto da remoção de impureza de muitos produtos do 
petróleo). Os produtos da alquilação são hidrocarbonetos ricos em octanas, usados 
em tipos de gasolina para reduzir o poder de detonação. 
 
Isomerização 
É o processo pelo qual a partir de um HC de cadeia normal, se obtém um outro 
isômero de cadeia ramificada. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 85 
 
 
 
Tratando e misturando as frações obtidas no refino de petróleo 
Frações destiladas e processadas quimicamente são tratadas para que as impurezas 
como compostos orgânicos contendo enxofre, nitrogênio, oxigênio, água, 
metais dissolvidos e sais inorgânicos sejam removidas. O tratamento costuma ser 
feito ao passar as frações pelas seguintes etapas: 
- uma coluna de ácido sulfúrico remove hidrocarbonetos insaturados (os que 
possuem ligações duplas carbono-carbono), compostos de nitrogênio, compostos de 
oxigênio e sólidos residuais (alcatrão, asfalto) 
- uma coluna de absorção preenchida com agentes secantes para remover a água 
- tratamento para remover o enxofre e compostos de enxofre 
Após o tratamento das frações, elas são resfriadas e misturadas para formar vários 
produtos, tais como: 
- gasolina de vários tipos, com ou sem aditivos 
- óleos lubrificantes de diferentes pesos moleculares e tipos (por exemplo, 10W-40, 
5W-30) 
- querosene de vários tipos 
-combustível de aviação 
- óleo diesel 
- óleo combustível 
- diferentes tipos de produtos químicos para a produção de plásticos e outros 
polímeros. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 86 
 
• Xisto Betuminoso 
 O xisto é uma camada de rocha sedimentar, originada sob temperaturas e 
pressões elevadas, contendo matéria orgânica disseminada em seu meio mineral. 
Consiste numa fonte energética não renovável. 
 É um tipo de rocha encontrada na natureza em duas formas diferentes: o 
betuminoso e o pirobetuminoso, ambos são ricos em betume. As características de 
cada um são: 
 
. Xisto Pirobetuminoso – A matéria orgânica (querogênio), que depois será 
transformada em betume, é sólida à temperatura ambiente, o betume é obtido 
através do aquecimento da rocha. 
 
. Xisto Betuminoso – são hidrocarbonetos (substâncias constituídas de hidrogênio e 
carbono) que aparecem em rochas sedimentares. A matéria orgânica (betume) 
disseminada em seu meio é quase fluida, sendo facilmente extraída. 
 O óleo do xisto refinado é idêntico ao petróleo de poço, sendo um combustível 
muito valorizado. Para a obtenção desse óleo é necessária à extração do betume 
existente na rocha. 
 Atualmente, os Estados Unidos possui a maior reserva mundial de xisto, 
seguido pelo Brasil, Estônia, China e Rússia. 
 O Brasil possui um dos maiores volumes mundiais de xisto, contém em seu 
território reservas de 1,9 bilhão de barris de óleo. A Superintendência Industrial de 
Xisto (SIX) da Petrobrás atua como um centro de desenvolvimento de tecnologia, e 
processa diariamente cerca de 7.800 toneladas de xisto betuminoso, que geram 
3.870 barris de óleo de xisto, 120 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 87 
 
toneladas de gás combustível, 45 toneladas de gás liquefeito de xisto e 75 toneladas 
de enxofre. 
 Para que ocorra a exploração de xisto são necessários grandes investimentos 
econômicos, além de ser extremamente poluente e de pouco retorno. 
 Os principais impactos ambientais ocasionados pela exploração de xisto são: 
poluição hídrica, emissão de gases poluentes na atmosfera durante o 
processamento, risco de combustão espontânea dos resíduos. 
• Gasolina Natural – Índice de Octanagem e Qualidade 
 
A gasolina natural é a gasolina extraída diretamente por destilação do petróleo. 
Composição da gasolina básica 
 A gasolina é um combustível constituído basicamente por hidrocarbonetos e, 
em menor quantidade, por produtos oxigenados. Esses hidrocarbonetos são, em 
geral, mais "leves" do que aqueles que compõem o óleo diesel, pois são formados 
por moléculas de menor cadeia carbônica (normalmente de 4 a 12 átomos de 
carbono). 
Além dos hidrocarbonetos e dos oxigenados, a gasolina contém compostos de 
enxofre, compostos de nitrogênio e compostos metálicos, todos eles em baixas 
concentrações. A faixa de destilação da gasolina automotiva varia de 30 a 220ºC. 
A gasolina básica (sem oxigenados) possui uma composição complexa. A sua 
formulação pode demandar a utilização de diversas correntes nobres oriundas do 
processamento do petróleo como nafta leve (produto obtido a partir da destilação 
direta do petróleo), nafta craqueada que é obtida a partir da quebra de moléculas 
de hidrocarbonetos mais pesados (gasóleos), nafta reformada (obtida de um 
processo que aumenta a quantidade de substâncias aromáticas), nafta alquilada (de 
um processo que produz iso-parafinas de alta octanagem a partir de iso-butanos e 
olefinas), dentre outros. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 88 
 
 Muitas vezes é considerado o principal componente da gasolina o composto: 
 
 
2,2,4-trimetilpentano (“iso octano”) 
 
 
 
♦ Índice de Octanagem (I.O) 
 
A gasolina é composta de uma mistura complexa de hidrocarbonetos que 
pode variar de uma para a outra, por isso que há diferentes índices de octanagem. 
A gasolina é uma fração de hidrocarbonetos derivada do petróleo que entra 
em combustão no motor de explosão interna do automóvel, liberando energia, que 
é usada para fazer o carro se movimentar. 
Abaixo é mostrado um esquema resumido de como esse tipo de motor 
funciona: 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 89 
 
 
Esquema de funcionamento de um motor a explosão de quatro tempos 
 
Observe que no 2º tempo a mistura de ar e vapor da gasolina é comprimida e 
no 3º tempo uma faísca causa a sua combustão. Assim, a gasolina é considerada de 
melhor qualidade quando resiste a essa taxa de compressão sem sofrer combustões 
prematuras, mas explodindo na hora certa, que é no terceiro tempo. 
Visto que a composição de uma gasolina para a outra diferencia, o 
desempenho desse combustível também varia, sendo que algumas resistem mais à 
compressão do que outras. Essa resistência à compressão passou então a ser 
chamada de octanagem ou índice de octanas. Quanto maior for o índice de 
octanagem da gasolina, melhor será o seu desempenho. 
Quando o índice de octanagem da gasolina é baixo, isso pode prejudicar o 
funcionamento do motor, diminuindo sua potência e causando um barulho 
característico conhecido por “batida de pino”. Consequentemente, o dono do 
veículo terá mais gastos com combustível. Mas além do impacto negativo sobre o 
bolso do consumidor, ainda tem o lado pior: mais gases poluentes serão lançados na 
atmosfera. 
Esse nome “octanagem” veio daescala que se criou para medi-la, baseada no 
fato de que se atribuiu ao isoctano o valor 100 de octanagem ou 100 octanas. O 
valor de zero foi atribuido ao heptano. Assim, se tivermos, por exemplo, uma 
gasolina de 80 octanas, significa que ela se comporta como se fosse uma mistura de 
80% de isoctano e 20% de heptano. 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 90 
 
 Estrutura do iso octano e do heptano 
 
 O I.O, portanto, indica a proporção volumétrica de uma gasolina em relação 
aos teores de heptano e de iso octano nela presente. 
 Dessa forma se uma gasolina apresentar I.O = 80, isto significa que ela 
“apresenta” 80% em volume de iso octano e 20% de heptano, sendo considerada 
portanto, uma gasolina de boa qualidade. 
Note, porém, que isso não significa que a gasolina tem mesmo o iso ctano e o 
heptano em sua composição. Na verdade, ela apenas se comporta como uma 
mistura desses hidrocarbonetos. 
 
 Para se determinar o índice de octanagem de uma gasolina, o que se faz é 
comparar o funcionamento de um motor padrão de um cilindro trabalhando com 
esse combustível com o funcionamento do mesmo motor com uma mistura de 
heptano e iso ctano. 
Antidetonantes 
 
 Existem meios de se aumentar a octanagem da gasolina, um deles é 
adicionar determinados compostos, chamados de antidetonantes, tais como o 
etanol e o metil-t-butil-éter ou MTBE. 
 Um antidetonante muito utilizado no passado, mas que foi banido por 
provocar prejuízos ao meio ambiente, é o tetraetil chumbo – (C2H5)4Pb. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 91 
 
• Tipos de gasolina Petrobras 
GASOLINA COMUM 
 
A Gasolina Comum é a mais consumida no país e facilmente encontrada em 
qualquer um de nossos postos. 
Principais características da Gasolina Comum: 
• É a gasolina mais simples (IAD = 87); 
• Não recebe nenhum tipo de aditivo; 
• Recebe adição de álcool anidro, conforme legislação vigente; 
• Possui teor de enxofre = 50* ppm; 
• Não recebe corante, possuindo assim, a coloração natural das gasolinas (incolor a 
amarelada); 
• Pode ser utilizado em qualquer veículo movido a gasolina; 
* Teor de enxofre válido a partir de 1° de janeiro de 2014. Até 31 de dezembro de 
2013 o teor vigente é de 800 ppm (max.). 
 
GASOLINA SUPRA ADITIVADA 
 
A gasolina aditivada Petrobras é encontrada em nossos postos com o nome Supra e 
o seu principal diferencial é a adição de dispersantes e detergentes em sua 
composição. 
Com isso, a Gasolina Supra Aditivada mantém o sistema de injeção limpo e reduz o 
custo com manutenção do veículo. 
Ela possui o melhor pacote de aditivos, desenvolvido especialmente para o mercado 
brasileiro, que deve conter álcool anidro, conforme legislação em vigor. 
Principais características da Gasolina Supra Aditivada: 
• Possui a mesma octanagem da gasolina comum (IAD = 87), diferenciando-se desta 
em razão da presença de detergentes/dispersantes que mantém limpo os bicos 
injetores e as válvulas do motor; 
• Recebe adição de álcool anidro, conforme legislação vigente; 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 92 
 
• Possui teor de enxofre = 50* ppm; 
• Recebe um corante que a deixa com a cor esverdeada para diferenciá-la da 
gasolina comum; 
• Pode ser utilizada em qualquer veículo movido a gasolina, especialmente os 
equipados com injeção eletrônica. 
GASOLINA PREMIUM 
 Apresenta as mesmas características da gasolina aditivada, porém apresenta 
maior IAD (IAD=91). 
GASOLINA PODIUM 
 
É uma gasolina com o mais alto IAD comercializada mundialmente (IAD=95). 
Principais características da Gasolina Podium 
 
• Contém detergentes/dispersantes que mantêm limpo o sistema de combustão, 
evitando formação de depósitos no motor; 
• Recebe adição de álcool anidro, conforme legislação vigente; 
• É menos poluente, apresentando teor de enxofre = 30 ppm; 
• É levemente alaranjada devido ao corante laranja adicionado ao álcool anidro; 
• Pode ser utilizada em qualquer veículo movido a gasolina, especialmente os 
equipados com injeção eletrônica, sendo recomendada para veículos que possuem 
motores de alto desempenho (taxa de compressão a partir de 10:1) e/ou que 
requeiram combustível com alta octanagem. 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 93 
 
Determinação do teor de álcool (etanol) numa gasolina 
 
A gasolina é um produto combustível derivado intermediário do petróleo, na 
faixa de hidrocarbonetos de 5 a 20 átomos de carbono. 
Uma das propriedades mais importantes da gasolina é a octanagem. A 
octanagem mede a capacidade da gasolina de resistir à detonação, ou sua 
capacidade de resistir ás exigências do motor sem entrar em auto-ignição antes do 
momento programado. A detonação (conhecida como "batida de pino") leva à 
perda de potência e pode causar sérios danos ao motor. Existe um índice mínimo 
permitido de octanagem para a gasolina comercializada no Brasil, que varia 
conforme seu tipo. 
 O álcool etílico, umas das substâncias adicionadas à gasolina tem vital papel 
na sua combustão, pois sua função é aumentar a octanagem em virtude do seu 
baixo poder calorífico. Além disso, o fato propicia uma redução na taxa de produção 
de CO. A porcentagem de álcool é regulamentada por Lei, e recentemente foi 
estabelecido um novo padrão que é de 18 a 24%. Se por um lado existe vantagens, 
existem as desvantagens também, como maior propensão à corrosão, maior 
regularidade nas manutenções do carro, aumento do consumo e aumento de 
produção de óxidos de nitrogênio (NOx) 
 Disso tudo, nota-se a importância para a frota automotiva brasileira e para o 
meio ambiente, o rigoroso controle dessa porcentagem. 
 MATERIAL UTILIZADO: 
- Proveta de 100 mL com tampa. 
- Amostra de Gasolina. 
- Solução saturada de NaCl. 
- Luvas e óculos de proteção. 
 PROCEDIMENTO 
1 - Colocar 50 mL de gasolina comum em uma proveta de 100 mL ± 0,5 mL com 
tampa. 
2 - Completar o volume até 100 mL com a solução saturada de NaCl. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 
FIGURA 1 
3 - Fechar a proveta, misturar os líquidos invertendo
 
OBSERVAÇÃO: Segure firme para evitar vazamentos.
FIGURA 2 
4 - Manter em repouso até a separação das duas fases.
5 - Ler o volume de ambas as fases.
6 - Denominar o volume da fase aquosa de V'.
7 - Subtrair de V', 50 mL e denominar este novo volume de V'', conforme a 
seguinte equação: 
V'' = V' - 50 mL 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 94 
 
FIGURA 1 - Montagem do experimento. 
proveta, misturar os líquidos invertendo-a 05 vezes. 
Segure firme para evitar vazamentos. 
FIGURA 2 – agitação da proveta. 
Manter em repouso até a separação das duas fases. 
 
Ler o volume de ambas as fases. 
volume da fase aquosa de V'. 
Subtrair de V', 50 mL e denominar este novo volume de V'', conforme a 
 
 
Subtrair de V', 50 mL e denominar este novo volume de V'', conforme a 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 95 
 
V'' corresponderá à quantidade de etanol presente em 50 mL da amostra de 
gasolina. 
 
8 - Calcular a % de álcool na gasolina, através da seguinte relação: 
50 mL — 100% 
V" — x % 
CUIDADOS IMPORTANTES: 
 
- Não acender ou ligar nenhum tipo de fonte de calor. 
- Usar óculos de proteção e luvas. 
- Realizar o experimento na Capela, preferencialmente. 
- Guardar a fase não aquosa em recipiente adequado que estará disponível no 
laboratório para que seja adequadamente tratado. 
 
• Processos de Obtenção de Gasolina Sintética 
 
� Processo Bergius 
 Surgiu em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, criado por Friedrich Bergius. 
Consiste no tratamento juntamente com hidrogênio de carvão finamente dividido e 
impulsionado em óleo, a 450°C, 200atm e catalisadores. Formam-se assim uma 
mistura de hidrocarbonetos, que é submetida à destilação, originando três frações: 
- Gasolina sintética: contém 74% de parafinas, 22% de aromáticos e 4% de olefinas.- Gasóleo. 
- Resíduos: esta fração é reciclada, entretanto no processo para produzir mais 
gasolina 
 450 
0
C destilação 
 C(s) + H2(g) → → 
 200 atm/cat 
 
 
CXHy 
Gasolina sintética 
Gasóleo 
Resíduos 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 96 
 
� Processo Fisher-Tropsch 
 
 Processo de Fischer-Tropsch Surgiu em 1933, criado por Franz Fischer e 
Hans Tropsch. Consiste na conversão do carvão em gás e este posteriormente, é 
tratado com hidrogênio na presença de catalisadores, a 200°C. 
 
Etapas do Processo: 
 1000
0
C 
1ª etapa: C(s) + H2O(v) → CO(g) + H2(g) ( gás d’água) 
 
 200
0
C 
 Destilação 
2ª etapa: [CO(g) + H2(g)] + H2(g) → + H2O → 
 
 
 Comparação dos produtos obtidos Bergius X Fisher-Tropsch: 
- Bergius: gasolina => melhor qualidade ; gasóleo => menor qualidade. 
- Fisher-Tropsch: gasolina=> menor qualidade ; gasóleo = melhor qualidade. 
 
• Aproveitamento de Energia dos Combustíveis – Reações de Combustão 
 
 Equações de Combustão 
Uma equação de combustão é a representação química de uma reação de queima 
de um determinado combustível, utilizando as fórmulas químicas dos reagentes e 
dos produtos da combustão. 
A equação química de combustão segue o seguinte esquema geral: 
CXHy 
Gasolina sintética 
Gasóleo 
Resíduos 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 97 
 
combustível + comburente →→→→ produtos de combustão 
 
- Combustão completa ou total ( chama azul ) 
Aquela na qual todos os átomos de carbono do combustível se combinam com 
todos os átomos de oxigênio do comburente, formando dióxido de carbono ou gás 
carbônico – CO2 (g) e, todos os átomos de hidrogênio do combustível se combinam 
com todos os átomos de oxigênio do comburente, produzindo água – H2O (v) . 
Numa combustão completa a quantidade de oxigênio ocorre em excesso e a energia 
liberada é muito elevada, não restando energia “util” nas moléculas dos produtos, 
especialmente no CO2(g), que se mostra ao final do processo, assim como água, 
incombustível. 
Dessa forma, pode-se ter: 
. Hidrogenados / Hidrocarbonetos - CxHy 
- CxHy + 
4
yx +
 O2 ( g) → x CO2 (g) + 
2
y
H2O (v) + Energia ↑↑↑ 
- C8H18 (l) + 
2
25
 O2 (g) → 8 CO2 + 9 H2O (v) + Energia ↑↑↑ 
. Combustíveis Oxigenados - CxHyOz 
- CxHyOz + 
4
4 zyx −+
 O2 (g) → x CO2 (g) + H2O (v) + Energia ↑↑↑ 
- C2H6 O (l) + 3 O2 (g) → 2 CO2 + 3 H2O (v) + Energia ↑↑↑ 
- Combustões incompletas (chama amarela) 
São aquelas nas quais, nem todos os átomos de carbono do combustível, reagem 
com todos os átomos de oxigênio do comburente, não havendo, portanto, a 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 98 
 
formação de gás carbônico mas, de monóxido de carbono – CO(g) ou carbono 
fuligem – C(s) , dependendo das quantidades de oxigênio que são utilizadas, e que 
são menores do que as usadas numa combustão completa. Os átomos de 
hidrogênio do combustível em combinação com os átomos de oxigênio do 
comburente, também produzem água como um dos produtos. 
Nas combustões incompletas as energias liberadas são menores do que nas 
combustões completas. 
Dessa forma, ainda resta alguma energia “util” nas moléculas dos produtos, 
especialmente no CO(g) e /ou no C(s), que após o processo, continuam se 
mostrando combustíveis, podendo ser consumidos por nova queima. 
- C8H18 (l) + 
2
17
 O2 (g) → 8 CO (g) + 9 H2O (v) + Energia ↓↓ 
- C8H18 (l) + 
2
9
 O2 (g) → 8 C (s) + 9 H2O (v) + Energia ↓ 
- CH4O (l) + 
2
3
 O2 (g) → CO (g) + 2 H2O (v) + Energia ↓↓ 
- CH4O (l) + 
2
1
 O2 (g) → C(s) + 2 H2O (v) + Energia ↓ 
 
 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 99 
 
• A Indústria Petroquímica 
 
 É a atividade industrial que gira em torno de matérias primas como as 
frações do petróleo e do gás natural. É sem dúvida a maior parcela da indústria 
química atuante de um país desenvolvido, que gera desde plásticos, resinas e fibras, 
aos produtos farmacêuticos, inseticidas, detergentes, cosméticos, explosivos e um 
sem número de outros produtos. 
 
 
 
Dessa forma, como se vê, o petróleo e o gás natural são fontes, por 
excelência, das indústrias petroquímicas, as quais produzem matérias-primas que, 
muitas vezes, passam por segundos e terceiros processos de transformação antes de 
serem empregadas na fabricação do produto final. Por isso mesmo, o setor é 
dividido nos seguintes segmentos: 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 100 
 
• Indústrias de 1ª geração: as que utilizam as matérias-primas (nafta, gás natural, 
GLP, gás de xisto etc) para gerar os produtos ou matérias-primas básicas. 
 
• Indústrias de 2ª geração: aquelas que, a partir de matérias-primas básicas, 
produzem intermediários que serão matérias-primas para outras indústrias, embora 
também já possam ter uma aplicação final nesta fase. 
 
• Indústrias de 3° geração: aquelas que constituem o setor de manufaturados. 
 
• Indústrias de 4° geração: as chamadas indústrias de ponta, que utilizam os 
manufaturados como componentes de suas montagens industriais ou para itens 
bem especializados de suas atividades, bem como para as especialidades químicas 
(matérias-primas para indústrias como a cosmética, a farmacêutica e a veterinária). 
Um bom exemplo de como os derivados do petróleo percorrem todas essas 
indústrias antes de se transformarem em produtos finais é a fabricação do PVC 
(cloreto de polivinila). Na cadeia de transformação dele, as duas matérias-primas 
iniciais, o eteno e o cloro (1ª geração) primeiramente dão origem ao dicloroetano-
DCE (2ª geração), que constitui matéria-prima para a produção do monômero de 
cloreto de vinila-MVC (3ª geração), que, por sua vez é usado na fabricação do PVC 
(4ª geração) 
Pode-se afirmar que a indústria petroquímica propriamente dita está contida 
na primeira e na segunda gerações; a terceira e a quarta constituem os seus 
mercados. A tabela abaixo traz, de forma bem resumida, uma relação das matérias-
primas da indústria petroquímica e suas transformações em produtos acabados, que 
podem ser aproveitados diretamente ou passar por outros processos de 
transformação, dando origem à imensa variedade de substâncias utilizadas na 
indústria. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 101 
 
1ª Geração 2ª Geração 3ª Geração 4ª Geração 
Gás natural 
Gás de síntese de amônia: 
H2(g), N2(g),CO(g) e CO2(g) 
Amoníaco e uréia 
Fertilizantes 
Resinas 
aminopláticas 
Etanolaminas 
Gás de síntese de 
metanol: H2(g) e CO(g) 
Metanol e 
formaldeído 
Resinas 
Síntese baseada em 
reações de oxidação 
Álcoois 
Aldeídeos 
Cetonas 
Gás de síntese do ácido 
cianídrico: NH3(g)e CH4(g) 
Acrilonitrila 
Borracha 
sintética 
Fibras 
sintéticas 
Gás de 
refinaria 
Acetileno C2H2(g) 
Tetracloroetano Solventes 
Vinilacetileno Cloropreno 
Etileno: C2H4(g) 
Óxido de etileno Etilenoglicol 
Álcool etílico Ácido acético 
Dicloroetileno 
Resinas 
vinílicas 
Tricloroetileno Solventes 
Cloreto de etila 
Chumbo-
tetraetila 
Fluroetanos 
Fluídos 
frigoríficos 
Aerossol 
 
Polietileno 
Gás Liquefeito 
de Petróleo 
(GLP) 
Propileno: C3H6(g) 
Álcool isopropílico Acetona 
Glicerina Explosivos 
 
Polpropileno 
Butilenos: C4H8(g) 
Borracha butilaButadieno: C4H6(g) 
Borracha 
sintética 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 102 
 
III F 
A Indústria dos Polímeros 
 
* DEFINIÇÃO 
 
 Polímero é qualquer material orgânico ou inorgânico, sintético ou natural, 
que tenha um alto peso molecular e com variedades estruturais repetitivas, sendo 
que normalmente esta unidade que se repete é de baixo peso molecular. 
(MANRICH, 2005). 
 A palavra POLÍMERO vem do grego Poli, cujo significado é muito, e de mero, 
que quer dizer “parte” ou “unidade” (que se repete). 
 A matéria-prima para a produção de um polímero é o monômero. 
 Um polímero é formado por MACROMOLÉCULAS , ou seja, moléculas de grandes 
dimensões e que atingem altas massas moleculares.. 
 
* REAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO 
 Exemplo: 
 
 . n ou GP = grau de polimerização = quantidade de vezes que o mero se repete na 
formação de uma molécula polimérica (dá a ideia do tamanho da cadeia de uma 
molécula do polímero). 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 103 
 
. Exercício resolvido de aplicação (grau de polimerização) 
 
. Uma molécula contém, conforme a figura dada abaixo, 1000 átomos de C, 1500 
átomos de H e 500 átomos de Cl. Cada mero do polímero possui respectivamente, 2, 
3 e 1 dos átomos citados. Calcular o GP e dar a representação do polímero em 
questão. ( H=1,00 u ; C=12,0 u ; Cl =35,5 u ). 
- ( CH2 –CH –CH2-CH ) – 
 | | 
 Cl Cl 
 Policloreto de vinila - PVC 
. Resolução: 
1) Cálculo do MMP : MMP = 1000 x 12 + 1500 x 1 + 500 x 35,5 
 MMP = 31.250 u 
2) Cálculo da MMM : mero => C2H3Cl 
 MMM = 2 x12 + 3x1 + 1x35,5 = 62,5 u 
3) Cálculo do GP : GP = 
MMM
MMP
=> GP = 
5,62
250.31
=> GP = 500 meros / molécula 
4) Representação do polímero : - (CH2-CH)500 - 
 | 
 Cl 
 
- MMP : massa molecular da cadeia polimérica. 
- MMM: massa molecular do mero. 
 
* CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS POLÍMEROS E EXEMPLOS DE POLÍMEROS 
 
Os materiais poliméricos podem ser classificados de acordo como diversos critérios. 
Os mais usuais são: 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 104 
 
♦ Quanto a ocorrência: 
 
# - Natural: São polímeros que já existem normalmente na natureza. Dentre os mais 
importantes estão os carboidratos (celulose, amido, glicogênio etc), as proteínas 
(existente em todos os seres vivos) e os ácidos nucléicos (existentes no núcleo das 
células vivas e responsáveis pelas características genéticas dos seres vivos). 
 
# - Artificial ou Sintético: São polímeros fabricados pelo homem, a partir de 
moléculas simples. Dentre eles estão o nylon, o polietileno, o PVC etc. No setor de 
fibras têxteis, além de falarmos em fibras naturais (algodão, seda, juta etc) e 
artificiais (naylon, poliéster, etc), falamos também em fibras artificiais ou 
modificadas, como, por exemplo, o rayon. 
 
♦ Quanto ao tipo de cadeia: 
 
# - Polímero de Cadeia Homogênea: Quando o esqueleto da cadeia é formada 
apenas por átomos de carbono. 
 
 
 
# - Polímero de Cadeia Heterogênea: Quando no esqueleto da cadeia existem 
átomos diferentes de carbono (heteroátomos). 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 105 
 
 
♦ Quanto ao tipo de reação de polimerização que dá origem ao polímero: 
 
# - Polímero por reação de adição (ou homopolímero): são formados pela “adição”, 
“soma” ou “junção” de moléculas pequenas (monômeros), sendo que todas são 
iguais entre si. A reação de polimerização que dá origem a polímeros por adição 
pode é chamada particularmente de reação de homopolimerização. 
 
Monômero Polímero 
n CH2 ═ C H2 → (... ─ CH2 ─ CH2─ ...) 
etileno polietileno (PE) 
 polímero por adição 
 
# - Polímero por reação de condensação: Os polímeros de (ou por) condensação, 
também são conhecidos como polímeros de eliminação, são formados pela reação 
entre monômeros (que podem ser iguais ou diferentes), com a eliminação de 
moléculas pequenas. 
 
Neste exemplo a molécula pequena eliminada é a molécula de água. 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 106 
 
♦ Quanto a estrutura final da cadeia do polímero: 
 
#- Polímero de Cadeia Linear: Nos polímeros lineares, as macromoléculas são 
encadeamentos lineares (normais ou ramificados) de átomos. 
 
 
 
 
 
#- Polímero de Cadeia Tridimensional: Quando a macromolécula se desenvolve em 
todas as direções, isto é, há ligações entre cadeias adjacentes, através de átomos 
localizados ao longo da cadeia. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 107 
 
♦ Quanto ao comportamento térmico do polímero: 
 
• TERMOPLÁSTICOS 
Os polímeros lineares são denominados de TERMOPLÁSTICOS ou TERMOFLEXÍVEIS, 
isto é, podem ser amolecidos pelo calor e endurecidos pelo resfriamento, repetidas 
vezes, sem perder suas propriedades. Um caso interessante é o do polietileno, que 
pode ser de dois tipos diferentes: 
 
• o polietileno de baixa densidade (PEBD), obtido sob pressões elevadas, é formado 
por cadeias ramificadas; sendo mais flexível, é usado para a produção de sacolas, de 
filmes para embalagens etc. 
 
 
• o polietileno de alta densidade (PEAD), obtido sob pressões ambientes e com o 
uso de catalisadores especiais, é formado por cadeias normais: 
 
... – (CH2 – CH2 – CH2 – CH2 – CH2 – CH2 – CH2 – CH2 ) - … 
 
Essas cadeias normais se compactam melhor, formando um plástico de maior massa 
molecular, mais denso e mais rígido do que o polietileno de baixa densidade; por 
isso é usado na fabricação de copos, canecas, utensílios de cozinha etc. 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 108 
 
•TERMOFIXOS: 
 Os polímeros de cadeia tridimensional são denominados de Termofixos, 
termorrígidos ou termoendurecentes, ou ainda, termoestáveis, são plásticos 
(polímero artificial) cuja rigidez não se altera com a temperatura, diferente dos 
termoplásticos que amolecem e fundem-se. A determinadas temperaturas, 
polímeros termofixos se decompõem, não então podendo ser fundidos e 
remoldados novamente. 
Exemplos como a borracha e como a baquelite (cabos de panela) são casos de 
polímeros termofixos. 
 
* REPRESENTAÇÃO DE UM POLÍMERO 
 
... – (MERO)n -... 
. Exemplo: 
 Polietileno 
 
 
 Ou 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 109 
 
* NOMENCALTURA BÁSICA DE UM POLÍMERO 
 
 As normas internacionais publicadas pela IUPAC indicam que o princípio geral 
para nomear os polímeros é utilizando-se o prefixo poli-, seguido da unidade 
estrutural repetitiva que define ao polímero, escrita entre parênteses. 
. Exemplo: - Poli (tio-1,4-fenileno). 
As normas da IUPAC são geralmente usadas para nomear os polímeros de 
estrutura complexa, uma vez que permitem identificá-los sem produzir 
ambiguidades nas bases de dados de artigos científicos. Porém, não costumam ser 
usadas para polímeros de estrutura mais simples e de uso comum, principalmente 
porque esses polímeros foram inventados antes que se publicassem as primeiras 
normas da IUPAC, em 1952, e por isso seus nomes tradicionais já haviam sido 
popularizados. 
Na prática, os polímeros de uso comum costumam ser denominados das seguintes 
maneiras: 
• Prefixo poli- seguido do monômero de onde obtém o polímero. Esta convenção 
é distinta da convenção da IUPAC porque o monômero nem sempre coincide com a 
UER, e utiliza uma denominação sem uso de parêntese e, em muitos casos, seguindo 
uma nomenclatura "tradicional". Exemplo: polietileno em vez de "poli (metileno)"; 
poliestireno em vez de "poli(1-feniletileno)". 
• Para copolímeros, costumam-se listar simplesmente os monômeros que os 
formam, precedidos da palavra "goma", se é um elastômero,ou "resina", se é um 
plástico. Exemplos: acrilonitrilo butadieno estireno; goma estireno-butadieno; 
resina fenol-formaldeído. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 110 
 
• É frequente também o uso indevido de marcas comerciais como sinônimos de 
polímeros, independentemente da empresa que o fabrique. 
• Exemplos: 
- Nylon para poliamida, 
- Teflon para politetrafluoeretileno, 
- Neopreno para policloropreno, Isopor para poliestireno. 
 
A IUPAC reconhece que os nomes tradicionais estão firmemente fixados por 
seu uso e não pretende aboli-los, apenas reduzindo-os gradativamente em suas 
utilizações nas publicações científicas. 
 
* PROCESSOS OU TÉCNICAS INDUSTRIAIS DE POLIMERIZAÇÃO 
 
 Existem quatro técnicas industriais empregadas na polimerização de um 
monômero: a polimerização em massa, em solução, em suspensão e em 
emulsão. Cada uma destas técnicas possui condições específicas, originando 
polímeros com características diferentes. 
 
• Polimerização em Massa: 
 
A polimerização em massa é uma técnica simples, homogênea, onde só o 
monômero e o iniciador estão presentes no sistema. Caso a polimerização seja 
iniciada termicamente ou por radiação, só haverá monômero no meio 
reacional. Logo, esta técnica é econômica, além de produzir polímeros com 
um alto grau de pureza. Esta polimerização é altamente exotérmica, 
ocorrendo dificuldades no controle da temperatura e da agitação do meio 
reacional, que rapidamente se torna viscoso desde o início da polimerização. A 
agitação durante a polimerização deve ser vigorosa para que haja a dispersão 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 111 
 
do calor de formação do polímero, evitando-se pontos superaquecidos, que 
dão uma cor amarelada ao produto. Este inconveniente pode ser evitado ao 
se usar inicialmente um pré-polímero (mistura de polímero e monômero), que 
é produzido a uma temperatura mais baixa, com uma baixa conversão e 
condições controladas. A caminho do molde, o pré-polímero é aquecido 
completando-se a polimerização. 
A polimerização em massa é muito usada na fabricação de lentes plásticas 
amorfas, devido às excelentes qualidades ópticas obtidas pelas peças 
moldadas, sem pressão, como no caso do poli(metacrilato de metila). 
 
• Polimerização em Solução: 
 
Na polimerização em solução, além do monômero e do iniciador, 
emprega-se um solvente, que deve solubilizá-los, formando um sistema 
homogêneo. O solvente ideal deve ser barato, de baixo ponto de ebulição e de 
fácil remoção do polímero. Ao final desta polimerização, o polímero formado 
pode ser solúvel ou insolúvel no solvente usado. Caso o polímero seja 
insolúvel no solvente, é obtido em lama, sendo facilmente separado do meio 
reacional por filtração. Se o polímero for solúvel, utiliza-se um não-solvente 
para precipitá-lo sob a forma de fibras ou pó. A polimerização em solução 
possui como vantagem a homogeneização da temperatura reacional, devido à 
fácil agitação do sistema, que evita o problema do superaquecimento. 
Entretanto, o custo do solvente e o retardamento da reação são 
inconvenientes desta técnica. A polimerização em solução é utilizada 
principalmente quando se deseja usar a própria solução polimérica, sendo 
muito empregada em policondensações. Essa polimerização ocorre em um 
solvente orgânico inerte. O monômero e o polímero são solúveis no solvente. 
À medida que ocorre a polimerização a viscosidade da solução aumenta. A 
polimerização em solução ocorre via iônica onde podem ser usados 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 112 
 
catalisadores estereoespecíficos para alcançar uma determinada estrutura. 
 
* Polimerização em Emulsão: 
A polimerização em emulsão é uma polimerização heterogênea em 
meio aquoso, que requer uma série de aditivos com funções específicas como: 
emulsificante (geralmente um sabão), tamponadores de pH, colóides 
protetores, reguladores de tensão superficial, reguladores de polimerização 
(modificadores) e ativadores (agentes de redução). 
Nesta polimerização, o iniciador é solúvel em água, enquanto o 
monômero é parcialmente solúvel. O emulsificante tem como objetivo formar 
micelas, de tamanho entre 1nm e 1mm, onde o monômero fica contido. 
Algumas micelas são ativas, ou seja, a reação de polimerização se processa 
dentro delas, enquanto outras são inativas (gotas de monômeros), 
constituindo apenas uma fonte de monômero. À medida que a reação ocorre, 
as micelas inativas suprem as ativas com monômero, que crescem até 
formarem gotas de polímeros, originando posteriormente os polímeros. 
A figura abaixo representa o esquema de um sistema de polimerização 
em emulsão. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 113 
 
 
A polimerização em emulsão tem uma alta velocidade de reação e conversão, 
sendo de fácil controle de agitação e temperatura. Os polímeros obtidos por 
esta técnica possuem altas massas moleculares, mas são de difícil purificação 
devido aos aditivos adicionados. Esta técnica é muito empregada em 
poliadições. A polimerização em emulsão ocorre via radical livre e deixa 
resíduo do emulsificante no polímero. 
 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 114 
 
• Polimerização em Suspensão: 
 
A polimerização em suspensão, também conhecida como polimerização 
por pérolas ou contas, pela forma como os polímeros são obtidos, é uma 
polimerização heterogênea, onde o monômero e o iniciador são insolúveis no 
meio dispersante, em geral, a água. 
A polimerização se passa em partículas em suspensão no solvente, com 
um tamanho médio entre 1 a 10 mm, onde se encontram o monômero e o 
iniciador. A agitação do sistema é um fator muito importante nesta técnica, 
pois, dependendo da velocidade de agitação empregada, o tamanho da 
partícula varia. 
Além do monômero, iniciador e solvente, também são adicionados ao 
meio reacional surfactantes, substâncias químicas que auxiliam na suspensão 
do polímero formado, evitando a coalizão das partículas e, 
consequentemente, a precipitação do polímero, sem a formação das pérolas. 
A precipitação do polímero também pode ser evitada pela adição ao meio 
reacional de um polímero hidrossolúvel de elevada massa molecular, que 
aumente a viscosidade do meio. A incorporação destes aditivos ao sistema 
dificulta a purificação do polímero obtido. 
Além destas técnicas de polimerização, alguns polímeros podem ser 
produzidos pela polimerização interfacial. Nesta técnica, a polimerização 
ocorre na interface entre dois solventes imiscíveis, em que cada um dos 
monômeros está em uma das fases. O polímero é formado nesta interface, 
sendo logo removido a fim de facilitar a polimerização. Este método é restrito 
a um pequeno número de polimerizações em etapas, devido às condições 
reacionais necessárias. 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 115 
 
É possível obter polímeros com propriedades e características 
tecnológicas preestabelecidas através do controle sistemático das reações de 
polimerização. Fatores como condições de reação (temperatura, pressão, 
catalisadores etc.), introdução de substâncias capazes de promover 
reticulações e/ou copolimerizações, são determinantes. 
 
 
TIPO 
 
VANTAGENS 
 
DESVANTAGENS 
MASSA Alto grau de pureza 
Requer equipamentos 
simples 
Difícil controle de temperatura 
Distribuição de massa
 molecular larga 
SOLUÇÃO Fácil controle da temperatura 
A solução polimérica formada 
pode ser diretamente 
utilizada 
O solvente reduz a massa 
molecular e a velocidade da 
reação 
Dificuldades na remoção dos 
Solvents 
 
EMULSÃO Polimerização rápida 
Obtenção de polímeros com 
alta massa molecular 
Fácil controle da temperature 
 
Contaminação do polímero 
com agentes estabilizantes e 
água 
SUSPENSÃO Fácil controle da temperatura 
Obtenção do polímero na 
forma de pérolas 
Contaminação do polímero 
com agentes estabilizantes e 
água 
Requer agitação continua 
 
 
 
 
 
 
 
 
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* PROCESSOS INDUSTRIAIS PARA A MOLDAGEM DE POLÍMEROS (plásticos) 
 
♦♦♦♦ Moldagem por Extrusão 
 
 O processo de Extrusão de um termoplástico consiste em forçar a 
passagem contínua do material através da extrusora. Esta passagem segue até 
o final do conjunto, onde encontra a matriz que dá o formato final do produto 
desejado. Apesar de a extrusora possuir múltiplas funções para os polímeros, 
o fundamento principal que rege é o de que ela funciona como uma bomba, 
mecanicamente falando. Este equipamento, normalmente, deve ser capaz de 
prover uma pressão uniforme no material para promover um fluxo igualmente 
uniforme e constante do polímero até alcançar a saída da matriz. O conjunto 
cilindro/rosca da extrusora tem acabamento interno de cós especiais para 
resistir aos esforços internos e condições de processamento. 
 Resumidamente, as extrusoras servem para fundir e homogeneizar o 
termoplástico e transportá-lo a uma taxa constante de fluxo, sob uma 
condição também constante de pressão, até a matriz. 
Sem dúvida nenhuma, o processo de extrusão é o mais importante método de 
transformação das poliolefinas. Com a extrusora podem-se obter diversos 
artigos plásticos, incluindo tubos, placas, chapas finas, filamentos e cabos, 
fibras e filmes, que são de grande interesse comercial. 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 117 
 
 
 
♦♦♦♦ Moldagem por Injeção 
 
O processo de moldagem por injeção consiste de um funil, uma rosca, 
um cilindro – mais conhecido como canhão e um bico de injeção, além de 
outros componentes como mostra a figura abaixo. Esse sistema confina e 
transporta o plástico progressivamente, fazendo com que passe pelos estágios 
de alimentação, compressão, fusão e injeção. 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 118 
 
♦♦♦♦ Moldagem por fiação (por fusão) 
 
Consiste em passar o polímero fundido por uma fieira, formando-se 
filamentos viscosos que se solidificam por resfriamento e são enrolados em 
bobinas. 
 
♦♦♦♦ Moldagem por sopro 
 
 A Moldagem por Sopro, e um processo de produção usado para 
produzir peças de plástico ocas inflando um tubo de plástico aquecido até 
preencher um molde com a forma desejada. A matéria prima neste processo e 
um termoplástico no formato de pequenas pelotas ou granulados, o qual 
primeiro é fundido e conformado dentro de um tubo oco chamado tubo de 
sopro. O tubo de sopro então é preso entre dois moldes bipartidos e insuflado 
por ar comprimido, até que se adapte a forma do interior da cavidade 
(parede) do molde. Geralmente a pressão é de 25 Á 150 psi, menor do que 
utilizado na modelagem por injeção. Por último, após a peça ter esfriado, as 
partes do molde são separadas e a peça é retirada. 
 
 
 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 119 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Final 
 
Montagem: Prof. Luciano Cardoso 120 
 
Referências: 
- Apontamento de aula, Professor Luciano Cardoso. 
- Websites diversos.

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