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Anatomia do Pâncreas 
 
 
 
Anatomia do Pâncreas 
Gustavo Castro 
FASA - BA 
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Anatomia do Pâncreas 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O pâncreas é a maior glândula do sistema digestório e desempenha função exócrina e 
endócrina. A primeira está relacionada a produção de enzimas envolvidas na digestão de 
carboidratos, lipídeos e proteínas. Já a segunda é realizada por células que estão espalhadas por 
toda a estrutura da glândula, participando ativamente da homeostase das concentrações séricas de 
glicose e do controle da motilidade e função do trato gastrointestinal alto. 
O pâncreas apresenta cor rosa-salmão e tem superfície lisa, lobulada e firme. Está situado 
sobrejacente e transversalmente aos corpos das vértebras LI e LII na parede posterior do abdome 
e também atrás do estômago, entre o duodeno à direita e o baço à esquerda. É dividido em quatro 
partes principais: cabeça, colo, corpo e cauda. O pâncreas ainda possui um lobo acessório chamado 
processo uncinado, que é anatomicamente e embriologicamente distinto. Nos adultos, o pâncreas 
apresenta de 12 a 15 cm de comprimento, sendo mais espesso na extremidade medial (cabeça) e 
gradualmente se tornando mais delgado à medida que avança em direção à extremidade lateral 
(cauda). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: STANDRING, S. Gray's anatomia, 40. ed 
 
 
 
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Anatomia do Pâncreas 
 
 
CABEÇA 
 
A cabeça do pâncreas situa-se à direita da linha média, anteriormente, e também à direita 
da coluna vertebral, no interior da curvatura formada pelo duodeno. É a parte mais espessa do 
pâncreas, porém, mesmo assim, é achatada no plano anteroposterior. A margem inferior do órgão 
é superior à terceira parte do duodeno e é continua com o processo uncinado. Próximo da linha 
média, a cabeça é contínua com o colo. O limite entre a cabeça e o colo é delimitado, anteriormente, 
pelo sulco da artéria gastroduodenal e, posteriormente, por um sulco mais profundo que contém a 
união das veias mesentérica superior e esplênica onde formam a veia porta. A cabeça do pâncreas 
ainda apresenta uma face anterior coberta de peritônio e relacionada com a origem do mesocolo 
transverso e uma face posterior relacionada com a veia cava inferior, que ascende posteriormente 
ao pâncreas nessa região. 
 
COLO 
 
O colo do pâncreas tem aproximadamente 2 cm de largura e une a cabeça ao corpo do 
pâncreas. Está situado anteriormente a veia porta. Sua face anterior está coberta com peritônio e é 
adjacente ao piloro imediatamente inferior ao forame omental. 
 
CORPO 
 
É a porção mais longa da glândula e estende-se do lado esquerdo do colo até a cauda. 
Possui três faces e três margens. A face anterossuperior é coberta por peritônio, que se estende 
desde a glândula anteriormente até se tornar contínuo com a lâmina anterior do omento maior. Já a 
face posterior é desprovida de peritônio e anterior à aorta, à origem da artéria mesentérica superior, 
ao pilar esquerdo do diafragma, à glândula suprarrenal esquerda, ao rim esquerdo e aos vasos 
renais, principalmente à veia renal esquerda. A face anteroinferior é coberta por peritônio que é 
contínuo à lâmina posterior do mesocolo transverso, além disso é delimitado inferiormente pela 
quarta parte do duodeno, pela flexura duodenojejunal e pelas alças do jejuno. 
 
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Anatomia do Pâncreas 
 
 
Em relação às margens, a margem superior está relacionada com o tronco celíaco, a 
margem anterior separa a face anterossuperior da anteroinferior e a margem inferior separa a face 
posterior da anteroinferior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: STANDRING, S. Gray's anatomia, 40. ed 
 
CAUDA 
É a parte mais estreita e lateral da glândula. A cauda é contínua medialmente com o corpo 
e possui de 1,5 a 3,5 cm de comprimento nos adultos. Geralmente, termina na base do ligamento 
esplenorrenal ou estende-se para cima até bem próximo ao hilo esplênico. 
 
PROCESSO UNCINADO 
 
Projeta-se a partir da extremidade lateral inferior da cabeça da glândula. Tipicamente, se 
situa posterior a veia mesentérica superior e por vezes também à artéria mesentérica superior. 
Posteriormente, o processo uncinado é anterior à aorta e, inferiormente, repousa sobre a superfície 
superior da terceira parte do duodeno. 
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Anatomia do Pâncreas 
 
 
DUCTOS PANCREÁTICOS 
 
O ducto pancreático principal (de wirsung) começa na cauda do pâncreas e atravessa o 
parênquima da glândula até a cabeça do pâncreas. Tende a estar mais próximo da face posterior 
que da face anterior e é formado pela junção de vários ductos lobulares (secundários) da cauda. Seu 
calibre aumenta à medida que segue dentro do corpo, pois recebe mais ductos lobulares que se 
unem quase em ângulo reto, formando um padrão em “espinha de peixe”. Quando o ducto 
pancreático chega ao colo da glândula, geralmente se vira inferior e posteriormente em direção ao 
ducto biliar, que está ao seu lado direito. Os dois ductos penetram obliquamente na parede da parte 
descendente do duodeno e se reúnem na ampola hepatopancreática (de Vater), curta e dilatada, 
que se abre na parte descendente do duodeno na papila maior. 
O ducto pancreático acessório (de Santorini) drena a parte superior da cabeça do pâncreas 
anteriormente. Tem calibre muito menor que o do ducto pancreático principal, ascende 
anteriormente a esse e é formado no interior da substância da cabeça a partir de vários ductos 
lobulares. O ducto pancreático acessório geralmente se abre em uma papila duodenal secundária 
pequena e arredondada, a papila menor do duodeno, que está a cerca de 2 cm, anterossuperior, da 
papila maior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana, 5 ed. 
 
 
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Anatomia do Pâncreas 
 
 
 
VASCULARIZAÇÃO 
A irrigação arterial do pâncreas provém principalmente dos ramos da artéria esplênica, 
aterias gastroduodenal e mesentérica superior. Até 10 ramos da artéria esplênica irrigam o corpo 
e a cauda do pâncreas. As artérias pancratoduodenais superiores anterior e posterior (ramos da 
artéria gastroduodenal) e as artérias pancratoduodenais inferiores anterior e posterior (ramos da 
artéria mesentérica superior) formam arcos anteriores e posteriores que irrigam a cabeça do 
pâncreas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana, 5 ed. 
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Anatomia do Pâncreas 
 
 
A drenagem venosa do pâncreas é basicamente para o sistema porta. A cabeça e o colo 
drenam principalmente por intermédio das veias pancreaticoduodenais superior e inferior. O corpo 
e a cauda drenam predominantemente para veias pequenas que correm diretamente para a veia 
esplênica ao longo da superfície posterior da glândula ou pode haver ainda drenagem diretamente 
para a veia porta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana, 5 ed. 
 
DRENAGEM LINFÁTICA 
 
A drenagem linfática do pâncreas é extensa. Vários grupos de linfonodos 
podem receber a drenagem proveniente de cada uma das regiões da glândula. Os capilares 
linfáticos surgem ao redor dos ácinos pancreáticos. Os vasos linfáticos maiores seguem o 
suprimento arterial e drenam para os linfonodos situados ao redor do pâncreas e para grupos de 
linfonodos adjacentes. 
 
 
 
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NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana, 5 ed. 
 
INERVAÇÃO 
 
Os lóbulos que desempenham função exócrina no pâncreas são inervados por uma fina 
rede de fibras simpáticas e parassimpáticas. O suprimento simpático origina-se do sexto ao décimo 
segmentos torácicos da medula espinal e é distribuído ao pâncreas principalmente via contribuição 
simpática aos gânglios celíacos. As fibras pós-ganglionares chegam até a glândula por meio do 
suprimento arterial, na forma de plexos periarteriais. O suprimento parassimpático provém do nervo 
vago posterior e do componente parassimpático do plexo celíaco. 
Já a inervaçãodas ilhotas endócrinas é oriunda quase exclusivamente da parte 
parassimpática do sistema nervoso. Ramos delgados ramificam-se entre as células e formam plexos 
ao redor das ilhotas. Os gânglios parassimpáticos estão no tecido conjuntivo dentro dos lóbulos 
associados às células das ilhotas, formando complexos neuroinsulares. Tanto as células alfa quanto 
as beta participam desses complexos neuroinsulares. 
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NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana, 5 ed. 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
STANDRING, S. (Ed.). Gray's anatomia: a base anatômica da prática clínica. 40. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2010. 
MOORE, K. L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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