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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL: 
CPC’S E LEI DAS S.A.
WILLIAM ALVES NOTARIO
“A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma ação integrada de suas atividades educacionais, visando à 
geração, sistematização e disseminação do conhecimento, 
para formar profissionais empreendedores que promovam 
a transformação e o desenvolvimento social, econômico e 
cultural da comunidade em que está inserida.
Missão da Faculdade Católica Paulista
 Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo.
 www.uca.edu.br
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma 
sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, 
salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a 
emissão de conceitos.
Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior
LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
WILLIAM ALVES NOTARIO
SUMÁRIO
AULA 01
AULA 02
AULA 03
AULA 04
AULA 05
AULA 06
AULA 07
AULA 08
AULA 09
AULA 10
AULA 11
AULA 12
AULA 13
PROCESSO DE CONVERGÊNCIA ÀS NORMAS 
INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE 
PRINCÍPIOS CONTÁBEIS E INTRODUÇÃO ÀS 
NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE 
LEI 6.404/76: EXERCÍCIO SOCIAL E INTRODUÇÃO 
ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 
PRINCIPAIS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: 
DE ACORDO COM A LEI 6.404/76 - PARTE I 
PRINCIPAIS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: 
DE ACORDO COM A LEI 6.404/76 - PARTE II 
PRINCIPAIS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: 
DE ACORDO COM A LEI 6.404/76 - PARTE III 
CPC 00 - ESTRUTURA CONCEITUAL PARA 
RELATÓRIO FINANCEIRO 
CPC 01 - REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVE
DE ATIVOS 
CPC 03 - DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE 
CAIXA 
CPC 04 - ATIVO INTANGÍVEL 
CPC 06 – ARRENDAMENTOS 
CPC 12 - AJUSTE A VALOR PRESENTE 
CPC 16 - ESTOQUES 
06
15
22
28
32
35
43
52
57
62
67
71
76
LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
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AULA 14
AULA 15
AULA 16
CPC 25 - PROVISÕES, PASSIVOS CONTINGENTES 
E ATIVOS CONTINGENTES 
CPC 26 - APRESENTAÇÃO DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
CPC 27 - ATIVO IMOBILIZADO 
81
87
93
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5
LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
WILLIAM ALVES NOTARIO
INTRODUÇÃO
 Olá, tudo bem com você?
 Espero que sim e desde já te parabenizo pela escolha desse curso, já que integrar 
uma das ciências que estudam o patrimônio das empresas em um mercado cada vez 
mais competitivo e nos dias atuais é sem dúvida, um grande desafio! Fico feliz em poder 
fazer parte desse momento tão importante em sua vida e espero, verdadeiramente, 
contribuir de sobremaneira para sua formação e sucesso profissional! Iremos estudar 
inicialmente o processo de convergência às normas internacionais de contabilidade, 
o que sem dúvida, foi um dos grandes acontecimentos - senão o maior - no mundo 
contábil. O Brasil passou em 2007, junto com os contabilistas da época, sem dúvida, 
por um grande desafio. Nesse processo de convergência às normas internacionais, um 
dos momentos mais marcantes também, aconteceu em 2016 quando da revogação 
da Resolução do Conselho Federal de Contabilidade - CFC nº 750 de 1993, a qual 
regia os Princípios Contábeis. Tal Resolução foi revogada pela NBC TSP Estrutura 
Conceitual - fruto da convergência: novos entendimentos entraram em cena, os 
quais vamos estudar em nossas aulas. Dando continuidade em nosso ciclo, iremos 
apreciar as principais demonstrações financeiras: balanço patrimonial, demonstração 
do resultado do exercício, demonstração dos fluxos de caixa, demonstração do valor 
adicionado e demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, resguardando é claro, 
suas particularidades e fazendo, inclusive, alguns termos comparativos entre a Lei nº 
6.404/76 e o Pronunciamento Técnico do CPC nº 26 - Apresentação das Demonstrações 
Contábeis. Por falar nisso, iremos estudar os principais Pronunciamentos Técnicos do 
CPC, um órgão essencial para a aplicação prática das novas normas internacionais de 
contabilidade no Brasil. Dentre eles, iremos estudar a Estrutura Conceitual, a Redução 
ao Valor Recuperável de Ativos, bem como o Ativo Intangível e Ativo Imobilizado, além 
de Arrendamentos, Estoques e Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. 
De fato, uma grande jornada de estudos nos aguarda, vamos nessa?!
Bons estudos!
Professor William Notario!
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
WILLIAM ALVES NOTARIO
AULA 1
PROCESSO DE CONVERGÊNCIA 
ÀS NORMAS INTERNACIONAIS 
DE CONTABILIDADE
 Tudo ia muito bem no exercício da profissão contábil, desde os primórdios até 
quando precisamos passar por mudanças e elas sempre vieram para atualizar os 
procedimentos contábeis às tendências e práticas adotadas, ou seja, buscando a 
melhoria dos processos - mesmo que as mudanças sejam e foram traumáticas.
 Nesse sentido, em 2007, especificamente em dezembro, surge a Lei nº 11638/07, 
dando abertura para a nossa contabilidade convergir às normas internacionais. Essa 
Lei trouxe alterações significativas na Lei nº 6404/76, a Lei das Sociedades Anônimas 
no Brasil, conhecida como Lei das S.A.
 Ao imaginar que essa seria a maior alteração nas práticas contábeis brasileiras, surge 
em dezembro de 2008, a Medida Provisória nº 449/08 com significativas mudanças 
– principalmente nas demonstrações contábeis. Essa MP foi consolidada pela Lei nº 
11941/09, finalizando, é o que tudo indica, o ciclo das mudanças por força de lei.
 Nessa busca pela nova contabilidade, mudanças significativas foram inseridas e 
vamos tentar comentar das principais, vamos nessa?
 No Brasil, existe o Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, que é responsável 
por traduzir as normas internacionais de contabilidade e providenciar o seu cumprimento, 
junto aos demais órgãos envolvidos, por exemplo, Conselho Federal de Contabilidade, 
IBRACON, entre outros.
 Dentre os diversos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC, um dos que se 
destaca é o que vamos explorar a partir de agora: CPC 13 – Adoção Inicial da Lei nº 
11638/07 e da Medida Provisória nº 449/08.
 
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
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Isto está na rede
Quando o Brasil foi impactado pelas alterações provenientes das legislações já 
citadas, um dos importantes pilares dessas mudanças foi o Pronunciamento 
Técnico CPC 13, que trouxe a adoção das novas práticas e orientou os 
profissionais e estudantes da época – e até hoje. Saiba mais em http://static.
cpc.aatb.com.br/Documentos/223_CPC_13.pdf.
 
 As entidades fizeram uso excessivo do Pronunciamento em questão quando suas 
demonstrações foram divulgadas de acordo com as novas práticas contábeis e 
referindo-se a um período – exercício social – iniciado em 1º de janeiro de 2008.
 Uma importante observação dessas mudanças é que elas não se encaixam como 
mudança de estimativas ou eventos econômicos, mas são fruto de um processo 
normativo com direção às Normas Internacionais de Contabilidade. Sendo assim, o 
entendimento do Pronunciamento foi que as contabilizações deveriam ser feitas como 
mudanças de critérios ou práticas contábeis.
 O objetivo do Pronunciamento em questão foi garantir que as primeiras 
demonstrações contábeis elaboradas de acordo com as novas exigências trouxessem 
informações que indicassem um ponto de partida ideal para a contabilidade, e que 
fossem transparentes para os usuários – tarefa árdua, pois imagine publicar novas 
demonstrações, com tantas alterações de informações para usuários que estavam 
acostumados com os grupos de contas e a forma de apresentação dos relatórios.
 Ah, aqui cabe um adendo: se foi difícil para os usuários, imagine para os profissionais 
contábeis que estavam acostumados a elaborar as demonstrações e a adotar 
procedimentos que há anos desempenhavam? Essa adaptação aos novos métodos 
foi uma verdadeira “bagunça”.
 Uma das principais preocupações era que as informações não exercessem um custo 
maior do que os benefícios a serem gerados, afinal, não faria nenhumsentido que 
para gerar a informação custasse mais do que os benefícios que ela iria proporcionar. 
Ah, essa é uma preocupação da contabilidade até os dias de hoje: a informação 
só é gerada se o custo-benefício for compensatório. As entidades que aplicaram o 
Pronunciamento foram as que tiveram as suas primeiras demonstrações contábeis 
elaboradas de acordo com essas novas práticas adotadas no Brasil.
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/223_CPC_13.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/223_CPC_13.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/223_CPC_13.pdf
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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Imagem: novas práticas contábeis adotadas no Brasil.
Fonte: https://pixabay.com/pt/escritura%C3%A7%C3%A3o-contabilidade-impostos-615384/
 
 É importante lembrar que houve modificações exigidas de maneira obrigatória 
pelas alterações nas legislações que estamos discutindo agora, e são com essas 
que estamos nos preocupando nesse momento. O mesmo aconteceu na época com 
o Pronunciamento Técnico que citamos anteriormente, ou seja, não entramos no 
mérito de alterações provenientes de outras alterações e disposições legais, ou ainda 
questões ligadas a erros e mudanças de políticas contábeis, pois são itens que recebem 
tratamento específico por outros Pronunciamentos, que iremos discutir mais adiante.
 Um dos entendimentos, segundo o CPC 13 – Adoção Inicial da Lei nº 11638/07 e 
da Medida Provisória nº 449/08, especificamente no item 10 é que:
 
A entidade deve elaborar balanço patrimonial inicial na data de transição 
para as novas práticas contábeis adotadas no Brasil, que é o ponto 
de partida para sua contabilidade de acordo com a Lei nº 11.638/07 
e Medida Provisória nº 449/08. Esse balanço patrimonial inicial deve 
ser elaborado de acordo com os termos deste Pronunciamento. Por 
exemplo: para uma entidade que tem seu exercício social coincidente 
com o ano-calendário, a data-base das primeiras demonstrações 
contábeis elaboradas de acordo com as novas práticas contábeis 
adotadas no Brasil é 31 de dezembro de 2008.
https://pixabay.com/pt/escritura%C3%A7%C3%A3o-contabilidade-impostos-615384/
https://pixabay.com/pt/escritura%C3%A7%C3%A3o-contabilidade-impostos-615384/
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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 Observe que as exigências para as entidades empresariais eram bem específicas. 
Por exemplo, caso a entidade optasse por seguir fielmente o que traz o § 1º do art. 
186 da Lei nº 6.404/76, a data de transição seria o encerramento de 31 de dezembro 
de 2007, ou então a abertura do exercício em 1º de janeiro de 2008.
 Ao mesmo tempo que, caso a entidade empresarial optasse por reapresentar cifras 
alteradas e atualizadas, conforme disciplina a norma de práticas contábeis e suas 
alterações, a data de transição seria o período mais antigo que já tinha sido apresentado. 
Por exemplo, o encerramento do exercício em 31 de dezembro de 2006, ou ainda a 
abertura do exercício em 1º de janeiro de 2007.
 Nessas demonstrações, a condição é que a entidade cumpra o imposto pela Lei nº 
11638/07 e pela Medida Provisória nº 449/08, o que faz com que a entidade reconheça 
todos os ativos e passivos nos quais o reconhecimento é exigido pelas legislações em 
questão, ao passo que não reconheça os ativos e passivos caso as bases legais não 
permitam e, claro, aplique as novas práticas contábeis em atendimento a tais legislações.
 Eu imagino que esteja confuso para você neste momento, mas aguente firme 
porque a ideia aqui é que você entenda, em resumo, o que foi o processo de início da 
convergência às Normas Internacionais de Contabilidade.
 Uma outra informação importante apresentada no Pronunciamento e que certamente 
foi muito utilizada é a proibição de que a entidade faça dispensas mencionadas em 
sua redação sem autorização ou disposição legal, ou seja, somente por intuição ou 
por suas próprias palavras, por analogia.
 Houve orientações também para os Instrumentos Financeiros como, por exemplo, 
seguir orientações da legislação vigente e inclusive de outro Pronunciamento Técnico: 
CPC 14 – Instrumentos Financeiros, no que diz respeito às participações societárias 
e outros itens.
 De igual modo, houve orientações para o Arrendamento Mercantil Financeiro, que é 
uma espécie de financiamento, com algumas particularidades que você deverá estudar 
em uma disciplina um pouco mais avançada. Segundo o CPC 13 – Adoção Inicial da Lei 
nº 11638/07 e da Medida Provisória nº 449/08, especificamente no item 19, temos que:
 
A nova Lei incorporou ao ativo imobilizado os direitos que tenham por 
objeto bens destinados à manutenção das atividades da entidade, ou 
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações 
que transfiram à entidade os benefícios, os riscos e o controle desses 
bens. Dessa forma, passou a abranger inclusive os bens que não são 
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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de propriedade da entidade, mas cujos controles, riscos e benefícios 
são por ela exercidos.
 
 Nesse sentido, podemos entender que para os contratos de arrendamento mercantil 
financeiro, esses que o trecho do Pronunciamento traz como fruto das operações 
que transfiram à entidade os benefícios, os riscos e o controle, na data da alteração 
na legislação, para a elaboração das demonstrações contábeis, foram observadas 
algumas situações, entre elas, registrar no ativo imobilizado o bem arrendado, ou 
seja, o bem objeto do contrato, pelo valor presente dos pagamentos das parcelas do 
arrendamento, na data do início do contrato, ajustados pela depreciação acumulada. 
 
Isto está na rede
Arrendamento mercantil – o famoso leasing, que disciplina um dos 
Pronunciamentos Técnicos, especificamente o CPC 06 – Operações de 
Arrendamento Mercantil. Saiba mais em http://www.cpc.org.br/CPC/
Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37
 Uma das modificações que mais chamaram a atenção também, sem dúvida, foi 
a extinção do grupo de contas chamado Ativo Diferido. Tudo começou na Lei nº 
11638/07, que impôs restrições de lançamentos de gastos nesse grupo. Após isso, 
a Medida Provisória nº 449/08 extinguiu esse grupo de contas. Reforço que hoje 
esse grupo não existe mais, então a ideia aqui é que você conheça as alterações que 
foram impostas por essas importantes legislações que conduziram o processo de 
convergência às Normas Internacionais.
 Também, nesse sentido, foi introduzido um novo grupo de contas – esse é 
importanteque você conheça e estude com mais tranquilidade – chamado de Ativo 
Intangível. Digo isso porque está presente na contabilidade atual e, de fato, é muito 
comum em nossos estudos, ok?
 
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37
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Isto está na rede
Ativo Intangível – é um ativo não monetário identificável sem substância física. 
Saiba mais em http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/187_CPC_04_R1_
rev%2012.pdf
 No entendimento do CPC 13 – Adoção Inicial da Lei nº 11638/07 e da Medida 
Provisória nº 449/08, no item 21, temos que um ativo intangível somente poderá ser 
reconhecido pela entidade, apenas se:
 
(a) for provável que os benefícios econômicos futuros esperados 
atribuíveis ao ativo sejam gerados em favor da entidade;
(b) o custo do ativo puder ser mensurado com segurança e
(c) for identificável e separável, ou seja, puder ser separado da 
entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, 
seja individualmente ou em conjunto com um contrato, ativo ou 
passivo relacionado.
 
 Vamos imaginar um ativo intangível, por exemplo, um sistema. Agora,observe como 
que esse intangível – sistema – pode ser aplicado nas condições acima apresentadas 
da seguinte forma:
(a) os benefícios econômicos gerados por um sistema podem ser atribuídos a 
favor da entidade que o possui, por exemplo, uma entidade empresarial que usa 
um sistema de gestão integrada para suas atividades.
 (b) imagine que esse sistema foi produzido internamente pela entidade empresarial. 
Isso mesmo, os ativos intangíveis podem ser adquiridos prontos, que é o mais 
comum, ou ainda serem produzidos internamente desde que os valores gastos 
com as pesquisas e com o desenvolvimento depois da comprovação da viabilidade 
econômica sejam mensuráveis.
(c) a entidade empresarial que possui o sistema do nosso exemplo pode 
comercializar, transferido, alugado e de acordo com as situações apresentadas 
nesse item, sem prejudicar suas funcionalidades.
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/187_CPC_04_R1_rev%2012.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/187_CPC_04_R1_rev%2012.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/187_CPC_04_R1_rev%2012.pdf
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 Ainda, de acordo com as modificações propostas por essas tendências e convergência 
às Normas Internacionais, temos a questão dos Lucros Acumulados. Antes da Lei nº 
11638/07 as entidades empresariais mantinham saldo de lucros por períodos sem 
se preocupar em fazer as destinações desse lucro.
 Surge então a exigência da Lei em questão para que haja destinação dos lucros 
para as reservas de lucros e para os dividendos (remuneração dos sócios), conforme 
item 42 do CPC 13 – Adoção Inicial da Lei nº 11638/07 e da Medida Provisória 
nº 449/08:
 
Segundo a Lei das S.A., conforme modificação introduzida pela Lei 
nº. 11.638/07, o lucro líquido do exercício deve ser integralmente 
destinado de acordo com os fundamentos contidos nos Arts. 
193 a 197 da Lei das S.A. A referida Lei não eliminou a conta de 
lucros acumulados nem a demonstração de sua movimentação, 
que devem ser apresentadas como parte da demonstração das 
mutações do patrimônio líquido. Essa conta, entretanto, tem natureza 
absolutamente transitória e deve ser utilizada para a transferência do 
lucro apurado no período, contrapartida das reversões das reservas 
de lucros e para as destinações do lucro.
 Vale lembrar que a Lei das S.A é a Lei nº 6404/76, que sofreu as alterações que 
estamos discutindo, através das seguintes legislações: Lei nº 9457/97; Lei nº 10303/01; 
Lei nº 11638/07 e Lei nº 11941/09.
 Entendemos que, com essa exigência, os valores apurados como resultado do 
exercício, na condição de lucro, ao ser transferido para o patrimônio líquido, que 
representa os sócios, deve ser destinado. 
 Por fim, mas não menos importante, temos as modificações nas duplicatas 
descontadas, conhecidas como uma das operações financeiras que a empresa realiza 
durante suas rotinas. O desconto de duplicatas é uma operação realizada entre a 
entidade empresarial e uma instituição financeira, tradicionalmente, os bancos.
 
Anote isso 
As duplicatas descontadas são consideradas uma operação financeira, por 
exemplo, uma espécie de empréstimo bancário, ou seja, é uma obrigação da 
entidade empresarial.
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 As duplicatas descontadas surgem quando a organização empresarial faz uma venda 
a prazo e não tem condições financeiras de esperar o recebimento no vencimento ora 
acordado, ou seja, precisa de dinheiro antes e vai antecipar o recebimento junto ao 
banco. Sendo assim, a empresa entrega a duplicata para o banco e este, após calcular 
juros e encargos financeiros contratuais, realiza o depósito ou entrega do dinheiro à 
empresa, na importância líquida (valor da duplicata – encargos financeiros).
 Observe que nessa operação a empresa assume uma responsabilidade solidária 
junto ao banco, porque se acontecer de o cliente não pagar a duplicata no vencimento, 
o banco vai cobrar da empresa o valor antecipado e não do cliente, consegue perceber?
 
 
Isto acontece na prática
Diariamente, as empresas promovem os descontos de duplicatas, que é uma 
operação financeira em que a empresa entrega determinadas duplicatas 
para o banco e este lhe antecipa o valor em conta corrente, cobrando juros 
antecipadamente. Saiba mais em https://blog.contaazul.com/duplicatas-
descontadas-como-funciona
 Você já deve ter comprado alguma coisa a prazo. Em algum momento o fornecedor 
onde você adquiriu te ligou e disse: estou descontando sua duplicata? Acredito que não, 
porque as duplicatas descontadas são operações internas da entidade empresarial, ou 
seja, ela adquire a responsabilidade junto ao banco, e caso o cliente faça o pagamento no 
dia, a empresa simplesmente repassa o dinheiro ao banco para quitar a sua obrigação. 
Por sua vez, quando o cliente não paga, a empresa deve quitar sua obrigação com a 
instituição financeira, promovendo a quitação da operação financeira concedida.
 Mas nem sempre foi assim. Isso mesmo. Antes da Lei nº 11941/09, as duplicatas 
descontadas eram consideradas contas retificadoras das duplicatas a receber no 
próprio ativo. Depois da Lei nº 11941/09, elas passaram a ser consideradas obrigações 
da entidade empresarial – o cenário que estamos abordando hoje – e classificadas 
no passivo.
 
https://blog.contaazul.com/duplicatas-descontadas-como-funciona
https://blog.contaazul.com/duplicatas-descontadas-como-funciona
https://blog.contaazul.com/duplicatas-descontadas-como-funciona
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Anote isso 
Antes da Lei nº 11941/09, eram retificadoras do ativo. Depois da Lei nº 
11941/09, passaram a ser consideradas obrigações, no passivo.
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AULA 2
PRINCÍPIOS CONTÁBEIS 
E INTRODUÇÃO 
ÀS NORMAS 
INTERNACIONAIS DE 
CONTABILIDADE
 Assim como em toda e qualquer disciplina ou área de estudo, os princípios servem 
para dar um norte às condutas profissionais e, mais que isso, para padronizar os 
procedimentos que envolvem o processo contábil – falando, é claro, da contabilidade. 
Estamos diante de um importante momento na contabilidade brasileira, a qual em 
2007 e 2008 passou pelo que chamamos de convergências às normas internacionais 
de contabilidade.
 Pois bem, dentre tantas mudanças nas práticas contábeis desde o início do processo 
da convergência, temos uma que chamou muita atenção: a revogação da Resolução 
que gerenciava os princípios contábeis!
 Isso mesmo: a Resolução que regia os Princípios foi revogada! Aí a sua primeira 
pergunta vai ser: quer dizer que os Princípios não existem mais? Calma, calma!
 A Resolução deixou de vigorar, mas a aplicabilidade vai continuar na essência 
dos profissionais e literaturas, uma vez que são conceitos usuais e enraizados 
na Contabilidade.
Anote isso 
A Resolução que regia os princípios foi revogada, mas sua essência ainda 
permanece até hoje nos mais diversos assuntos contábeis, ou seja, os princípios 
continuam existindo e sendo aplicados na prática.
 
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 Então, vamos lá:
 A Resolução CFC nº 750/93 vigorou sem nenhuma alteração até 2010, quando a 
Resolução CFC nº 1.282/2010 atualizou alguns dos seus dizeres e retirou, por exemplo, 
o Princípio da Atualização Monetária. Mais tarde, em 01/01/2017, ambas deixaram 
de vigorar, e passamos a estudar a NBC TSP Estrutura Conceitual.
 Além disso, acreditamos que as cobranças das próximas provas sejam mais 
complexas e confusas, uma vez que além dos Princípios, podem ser cobrados itens 
dos Pronunciamentos Técnicos do CPC, por exemplo, CPC 00 – Estrutura Conceitual 
para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro que, por sua vez, traz 
além das características qualitativasda informação contábil, os conceitos dos Princípios 
na sua redação, além da própria NBC TSP Estrutura Conceitual.
 Dessa forma, vamos dar uma olhada em cada um deles e nas suas principais ideias, 
para que consigamos entender as suas novas aplicações.
Princípio da Entidade
 O Princípio da Entidade é um dos mais conhecidos e reconhece o patrimônio como 
objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, ou seja, a necessidade da 
diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, 
independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma 
sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. 
Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos 
seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.
 Imagine que hoje seja o dia do vencimento de uma fatura de energia elétrica da 
residência de um dos sócios da empresa ABC Ltda. O sócio, sem dinheiro, coloca a 
sua fatura no movimento das contas a pagar da empresa, para ser paga pela conta 
bancária da empresa. 
 Essa situação, ou se fosse o contrário (o sócio pagar uma despesa da empresa), 
fere explicitamente o Princípio da Entidade.
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Isto acontece na prática
Sem dúvida, esse é o princípio mais “problemático”, uma vez que os sócios 
– principalmente de pequenas empresas – não conseguem ou não aceitam 
ter que separar os recursos financeiros, alegando que é tudo dele e que essa 
divisão não se faz necessária, por exemplo, nos casos apresentados no artigo 
disponível em https://blog.cefis.com.br/principio-de-entidade/. 
Princípio da Continuidade
 O Princípio da Continuidade está ligado ao período de duração da entidade empresarial 
e pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração 
e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. 
(Redação dada pela Resolução CFC n°. 1.282/10).
 Podemos entender então que tal Princípio está ligado à duração das atividades da 
entidade empresarial, sendo na maioria das vezes indeterminado.
Tanto que, observando cláusulas contratuais de constituição de empresas podemos 
perceber que afirmam que a entidade inicia suas atividades na data da assinatura do 
ato constitutivo e que sua duração é indeterminada.
 Fique atento(a) ao encontrar em provas ou exercícios questões do tipo que a empresa 
que tem prazo de duração determinado e cumpre o seu objeto social, perguntando se 
fere o Princípio da Continuidade. Caso ocorra uma situação dessas, NÃO fere o Princípio, 
uma vez que se a entidade empresarial cumpriu seu objeto social, está tudo certo.
 Traduzindo: a regra geral é que o prazo de duração é indeterminado, ou seja, ninguém 
em sã consciência abre uma empresa hoje para fechar ela semana que vem. Todavia, 
quando a empresa tem prazo de duração determinado, não podemos taxativamente 
afirmar que o princípio da continuidade será ferido, já que ao cumprir seu objeto social 
(atividades empresariais) ela não fere a referida regra.
Anote isso 
A intenção ou necessidade de uma entidade entrar em processo de liquidação é 
condição suficiente para que suas demonstrações contábeis sejam elaboradas 
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em bases distintas das utilizadas pelas entidades que têm a continuidade 
como premissa.
Princípio da Oportunidade
 Está ligado ao processo de mensuração e apresentação das informações contábeis. 
O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação 
dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas, 
itens obrigatórios para tornar a informação oportuna. 
 Dessa forma, a informação deve ser íntegra (completa e verdadeira) e tempestiva 
(tempo certo) para que possa ser considerada na tomada de decisões, objetivo principal 
da contabilidade: gerar informações para auxiliar no processo de tomadas de decisões 
dos mais diversos usuários.
 Existe uma relação clara e bastante prática que, quanto mais oportuna a informação, 
mais relevante e confiável ela é. Essa relação inclusive, é tratada na Estrutura Conceitual 
para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, a qual iremos estudar 
mais adiante.
Princípio do Registro pelo Valor Original
 Está ligado ao registro das transações no patrimônio. O Princípio do Registro pelo 
Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente 
registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional e 
esses valores somente podem ser alterados em casos específicos, os quais iremos 
tratar em momento oportuno.
 Quando você compra um carro ou uma máquina, ao longo do tempo, pelo uso, 
esse bem sofre uma desvalorização, o que a contabilidade chama de depreciação, 
da seguinte forma:
 Determinada empresa comprou uma máquina pelo valor de R$ 100.000,00 e 
segundo o fabricante, a máquina tem uma vida útil de 10 anos. Com essas informações, 
temos o seguinte:
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Máquinas e Equipamentos...........................................R$ 100.000,00
(-) Depreciação Anual...................................................(R$ 10.000,00)
= Valor contábil ao final do 1º ano.................................R$ 90.000,00
(-) Depreciação Anual...................................................(R$ 10.000,00)
= Valor contábil ao final do 2º ano.................................R$ 80.000,00
 O valor de R$ 100.000,00 é o que atende ao princípio do registro pelo valor original, 
o que chamamos de custo histórico como base de valor. Observe que ao longo dos 
anos, o valor contábil do bem é que sofre variação diante das depreciações anuais, 
sendo que o valor de custo permanece inalterado.
Princípio da Competência
 Está ligado ao reconhecimento das receitas e das despesas, bem como à apuração 
do resultado. O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e 
outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente 
do recebimento ou pagamento.
 Um dos principais exemplos, para que possamos fixar esse Princípio, é a Folha de 
Pagamento. Isso mesmo: as operações com pessoal.
 Pense comigo: a folha de pagamento é calculada em um período e paga nos próximos 
dias, segundo a legislação brasileira, até o 5º dia útil do mês seguinte.
 Vamos lá: imagine que estamos no mês 05/2019, e vamos calcular as despesas com 
a Folha de Pagamento da empresa XYZ Ltda. No mês em questão, vamos contabilizar 
todas as despesas com pessoal referente aos funcionários da empresa.
 Todavia, o pagamento será feito até o 5º dia útil do mês 06/2019, ou seja, as 
despesas devem ser registradas quando acontecem, e não quando pagas.
 O mesmo acontece nas receitas: imagine uma venda de mercadorias a prazo. 
Nosso cliente vai levar as mercadorias hoje e pagar em três parcelas mensais e de 
igual valor. Pelo Princípio, devo reconhecer a receita hoje, quando emitimos a nota 
fiscal da venda das mercadorias, e não quando recebermos as duplicatas. 
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Isto acontece na prática
Imagine que um hotel aceitou reservas para o carnaval de 2020, recebendo 
o valor das diárias correspondentes a esse período em junho de 2019. Nessa 
situação, esse recebimento só pode ser registrado como receitas do exercício 
em 2020, quando de fato ela vai acontecer, independente de quando foi recebida.
Princípio da Prudência
 Está ligado à cautela na valorização do patrimônio. O Princípio da prudência determina 
a adoção do menor valor para os componentes do ativo e receitas e do maior para os 
do passivo e despesas, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas 
para a quantificação das mutações patrimoniais que alteremo patrimônio.
 Considere a seguinte situação: uma compra de mercadorias a prazo no mercado 
externo, no valor de U$ 100.000,00 com cotação do dólar de R$ 4,00. Na data da 
compra, o valor da dívida com o fornecedor é de R$ 400.000,00 (valor da compra 
multiplicada pela cotação da moeda).
 Imagine ainda que, depois de vencido o prazo acordado na relação comercial, na 
data do pagamento podemos ter as seguintes situações:
1) Dólar cotado a R$ 3,50, ou seja, a dívida passou a ser de R$ 350.000,00;
2) Dólar cotado a R$ 4,50, o que elevaria a dívida para R$ 450.000,00;
 Nesse caso então, à luz do princípio da prudência, iremos nos preparar para pagar 
o maior valor, tendo em vista a adoção do maior valor para os elementos do passivo.
Isto está na rede
Observe este artigo bacana, que trata da aplicação dos princípios contábeis 
no cotidiano de uma empresa. 
Fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/5308/os-principios-contabeis-
aplicados-ao-dia-a-dia-da-empresa/
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 Nesse sentido, a contabilidade “rodou” muito bem até os anos de 2007 e 2008, 
quando se deu início ao processo de convergência às Normas Internacionais de 
Contabilidade, que impuseram importantes e significativas mudanças às práticas 
contábeis, por exemplo, alterações nas estruturas das demonstrações contábeis e 
novos procedimentos práticos e técnicos.
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AULA 3
LEI 6.404/76: EXERCÍCIO 
SOCIAL E INTRODUÇÃO 
ÀS DEMONSTRAÇÕES 
FINANCEIRAS
Exercício Social
 Um dos termos mais citados nos nossos estudos é o tal do “exercício social”. Vamos 
ver agora o seu embasamento e suas aplicações, já que de acordo com o artigo 175 
da Lei 6.404/76, temos que:
O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término 
será fixada no estatuto.
Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de 
alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa.
 Nesse sentido, entendemos que ao final do exercício, as companhias devem fazer 
com que sejam publicadas as suas demonstrações contábeis, as quais veremos com 
mais detalhes nas próximas aulas.
 Logo, se a companhia foi constituída regularmente e a data do término foi fixada 
em 31 de maio, o exercício social terá a duração de 01 de junho a 31 de maio. 
Geralmente, para facilitar nossa vida, a literatura traz na grande maioria dos seus 
livros o exercício social sendo de 01 de janeiro a 31 de dezembro, assim como nas 
provas e questões de práticas.
 Imagine ainda que, esta sociedade foi instituída em 01 de janeiro de 2020. Veja 
que a lei não determinou se o primeiro exercício social deverá durar apenas 3 meses 
ou se, alternativamente, poderá durar pelo período de 15 meses. Não há exigência de 
que o exercício social se inicie em 01 de janeiro e termine em 31 de dezembro, mas 
como disse, por questões fiscais, é muito difícil que na prática as sociedades adotem 
data diversa a essa.
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Introdução às Demonstrações Financeiras
 Para estudar as demonstrações contábeis (também 
conhecidas como demonstrações financeiras), podemos 
tomar como base o que vamos fazer nesta aula, a Lei 
nº 6.404/76 e suas alterações posteriores, ou ainda o 
Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis. Existem consideráveis 
diferença entre eles, mas vamos adotar um 
posicionamento e, claro, é prudente que você faça 
a leitura do CPC 26, combinados? 
 Existem pelo menos dois tipos de empresa que 
devemos considerar ao estudar as demonstrações 
financeiras: as grandes empresas, predominantemente 
as de sociedades anônimas (S.A.), e as sociedades por 
quotas de responsabilidade limitada (Ltda.).
 As sociedades anônimas, também conhecidas por 
companhias, têm por características:
 
[...] seu capital dividido em partes iguais chamadas ações (os 
proprietários, geralmente em grande número, são denominados 
acionistas), deverá publicar as Demonstrações Financeiras no 
Diário Oficial e em outro jornal de grande circulação editado na 
localidade onde se situa a empresa. Todos os atos previstos 
na legislação societária deverão ser arquivados no registro do 
comércio. (MARION, 2009, p. 47).
 São as grandes empresas sobre as quais são aplicadas as exigências da Lei nº 
6.404/76 e suas alterações, cujas principais características são a negociação das 
ações no mercado de capital.
 Além dessas empresas, existem as sociedades por quotas de responsabilidade 
limitada (Ltda.), que geralmente são empresas menores (nada impede de termos 
grandes empresas com características societárias de limitadas) e que segundo o 
entendimento de Marion (2009, p. 47):
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A Ltda., que se caracteriza por seu capital dividido em quotas (os 
proprietários, geralmente em pequeno número, são denominados 
sócios ou quotistas), não precisa publicar em jornal, deverá apresentar 
as demonstrações financeiras com o Imposto de Renda através do 
preenchimento da declaração do Imposto de Renda ou para atender 
ao Código Civil.
 De um modo geral, a maioria das empresas são sociedades por quotas de 
responsabilidade limitada, dadas as suas características e a dificuldade em ser 
uma companhia, tendo em vista todas as burocracias e consequentemente os 
custos envolvidos. 
 
As Demonstrações Financeiras
Imagem: Demonstrações financeiras
Fonte:https://elements.envato.com/couple-managing-the-debt-JPSW8NK
 
 Segundo a Lei nº 6.404/76 em seu Art. 176, temos que:
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Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na 
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações 
financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio 
da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. 
(Incluído pela Lei nº 11.638 de 2007)
 
 Esse trecho da legislação nos direciona ao estudo desta aula, vamos nessa? Quando 
a Lei traz “ao fim de cada exercício social”, podemos entender que exercício social, 
também conhecido como exercício financeiro, contábil, fiscal, entre outros, corresponde 
ao período geralmente compreendido entre janeiro e dezembro de cada ano, lembrando 
que cada entidade pode definir o período contábil de acordo com as suas atividades. 
Que isso fique bem claro! 
 Sabemos que é a contabilidade e seus profissionais que elaboram as demonstrações, 
mas observe que a legislação “joga” a responsabilidade para os diretores e a alta 
administração da empresa – nomenclaturas comuns dentro das grandes empresas.
 Como a própria legislação menciona, as demonstrações financeiras deverão expressar 
com clareza a situação do patrimônio da entidade e as modificações ocorridas naquele 
período (exercício social).
 
Anote isso 
A preocupação e exigência da legislação em fazer com que as demonstrações 
contábeis exprimam as alterações ocorridas no patrimônio da entidade 
empresarial, durante o período contábil, vai ao encontro da técnica contábil 
que estudamos na nossa primeira aula, lembra? A técnica da demonstração!
 Vale atentar-se para o fato de que a obrigatoriedade de apresentação da DOAR 
(Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos) foi extinta! A demonstração 
não foi extinta, somente a obrigatoriedade de apresentação, cuidado!
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 Outro ponto importante aqui, nesse trecho é comrelação à DFC (Demonstração dos 
Fluxos de Caixa - que inclusive, substituiu a DOAR), na qual à companhia fechada com 
PL < 2 milhões de reais não precisa elaborar DFC, conforme artigo 176, parágrafo sexto: 
§ 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do 
balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será 
obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de 
caixa. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
 Outro ponto importante, apresentado no parágrafo primeiro desse artigo é “§ 1º 
As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores 
correspondentes das demonstrações do exercício anterior.” 
 Isso garante que as demonstrações respeitem à comparabilidade das informações 
de um período para o outro, conforme reza também o item 38 do Proncunciamento 
Técnico do CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Financeiras, transcrito abaixo:
38. A menos que um Pronunciamento Técnico, Interpretação ou 
Orientação do CPC permita ou exija de outra forma, a entidade 
deve divulgar informação comparativa com respeito ao período 
anterior para todos os montantes apresentados nas demonstrações 
contábeis do período corrente. Também deve ser apresentada de 
forma comparativa a informação narrativa e descritiva que vier a ser 
apresentada quando for relevante para a compreensão do conjunto 
das demonstrações do período corrente.
 Seguindo os aspectos introdutórios desse artigo, o parágrafo segundo traz que 
nas apresentações das demonstrações financeiras alguns dos saldos podem ser 
agrupados, visando facilitar o entendimento das demonstrações contábeis, evitando 
que o excesso de detalhes prejudique tal compreensão.
Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; 
os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua 
natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo 
grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, 
como “diversas contas” ou “contas-correntes”.
 Deste modo, se temos as contas aplicação em certificado bancário e aplicação 
em fundo de renda fixa, podemos agrupar tudo em uma única conta chamada 
aplicações financeiras.
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 Veja que há também a exigência que não se ultrapasse 10% do valor do respectivo 
grupo. Portanto, se no exemplo, as aplicações somaram o valor de R$ 10.000,00 e o 
ativo circulante somasse a R$ 50.000,00, não poderíamos agrupar, pois houve quebra 
do limite estabelecido pela lei.
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AULA 4
PRINCIPAIS 
DEMONSTRAÇÕES 
FINANCEIRAS: DE 
ACORDO COM A LEI 
6.404/76 - PARTE I
BALANÇO PATRIMONIAL – BP
 
 O balanço patrimonial é uma demonstração que evidencia a posição patrimonial e 
financeira da entidade, uma vez que traz informações sobre os componentes patrimoniais 
(ativo, passivo e patrimônio líquido), bem como ter por característica ser uma demonstração 
estática, pois apresenta os saldos em determinada data sem demonstrar as variações 
e composições daquela conta específica, por exemplo, a conta caixa vai apresentar o 
saldo em 31/12/2018 sem sabermos como ela chegou naquele determinado valor.
 
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
 
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
 
 
 PASSIVO NÃO CIRCULANTE
ATIVO NÃO CIRCULANTE 
 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
 
 
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO + PL
 
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 Observe que o balanço patrimonial representa graficamente os elementos patrimoniais 
da entidade, organizados, segundo a Lei nº 6.404/76, especificamente no Art. 178, da 
seguinte forma:
 
 Ativo
• Ordem decrescente de liquidez
Liquidez trata-se da condição de “virar” dinheiro
 
Passivo
• Ordem decrescente de exigibilidade
Exigibilidade trata-se da exigência que será feito à empresa
 
 Isso significa que, no ativo, as contas são dispostas em ordem decrescente de “virar” 
dinheiro, por isso, as primeiras contas são as contas caixa e banco, e as últimas, as 
que representam o ativo não circulante – ARLP, imobilizado, intangível e investimentos.
Anote isso 
A Lei deixa claro a ordem de apresentação do ativo, que é em ordem decrescente 
do grau de liquidez, mas não deixa claro a ordem de apresentação do passivo, 
isto é, esse entendimento vem de doutrinas (autores conceituados da área).
 Por sua vez, o passivo é apresentado na ordem que serão exigidos os pagamentos 
da empresa, por exemplo, as primeiras contas são fornecedores, salários e impostos a 
pagar, e as últimas contas representam as obrigações com os sócios, ou seja, parte-
se do pressuposto que a empresa irá honrar no primeiro momento os compromissos 
com os terceiros, e depois, com os sócios.
 As principais contas do ativo são divididas em ativo circulante e ativo não circulante, 
e são representadas da seguinte forma (adaptado de Viceconti, 2013, p. 345):
 
Ativo Circulante
• As disponibilidades da empresa
Caixa, banco e aplicações financeiras de liquidez imediata – resgate 
até 90 dias.
• Os direitos realizáveis no curso do exercício subsequente
Duplicatas a receber, títulos a receber e impostos a recuperar.
• Os estoques
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Mercadorias para revenda, matéria-prima, produtos em elaboração, 
produtos acabados, materiais de limpeza e materiais de escritório.
• As aplicações de recursos em despesas de exercícios seguintes
Seguros pagos antecipadamente e aluguéis pagos antecipadamente.
 
Ativo Não Circulante
• Ativo Realizável a Longo Prazo – ARLP
Os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, por 
exemplo, as vendas a prazo, os títulos a receber, os empréstimos 
realizados aos sócios, na qual a empresa tem o direito a receber, 
mas no longo prazo.
• Investimentos
As participações permanentes em outras entidades empresariais, as 
quais não representem a atividade principal da entidade empresarial, 
mas que dela gere fluxos de caixa.
• Imobilizado
Os bens corpóreos que promovem a manutenção da empresa, por 
exemplo, máquinas, veículos, terrenos, edifícios, ferramentas, móveis 
e computadores, entre outros.
• Intangível
Os bens incorpóreos que promovem a manutenção da empresa, por 
exemplo, marcas e patentes, direitos autorais, sistemas e direitos de 
exploração, entre outros. 
 
 As principais contas do passivo total são divididas em passivo circulante, passivo 
não circulante e patrimônio líquido, e são representadas da seguinte forma, (adaptado 
de Viceconti, 2013, p. 349):
 
Passivo Circulante
• São contas que serão exigidas da empresa até o final do próximo 
exercício financeiro
Fornecedores, impostos a pagar, aluguel a pagar, salários a pagar, 
duplicatas descontadas, empréstimos e financiamentos, receitas 
diferidas (quando forem realizadas no curto prazo), entre outras 
contas que tenham essas características.
Passivo Não Circulante
• São contas que serão exigidas da empresa depois do final do 
próximo exercício financeiro
Empréstimos e financiamentos, debêntures, receitas diferidas (quando 
forem realizadas a longo prazo), passivos fiscais diferidos, provisões 
de longo prazo, entre outras que possuírem essas características.
Patrimônio Líquido
• São contas ligadas aos sócios e/ou acionistas da entidade empresarial
Capital social, reservas de capital, reservas de lucros, entre outras 
contas mais específicas que você irá estudar em outras disciplinas.
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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 Você deve ter percebido em vários momentos a utilização das nomenclaturas curto e 
longo prazo, ou circulante e não circulante. Talvez, na sua cabeça, deve estar passando 
o questionamento do que realmente seja isso. Vamos ver?
 Segundo aLei nº 6.404/76, em seus Arts. 178 e 179, podemos perceber que a 
interpretação é que o circulante ou curto prazo são aqueles valores que serão realizados 
ou exigidos da empresa até o fim do próximo exercício financeiro. Por sua vez, o 
longo prazo ou não circulante são aqueles valores que serão realizados ou exigidos 
da empresa depois do próximo exercício financeiro. 
 É desse entendimento que vêm as classificações para a apresentação no balanço 
patrimonial, conforme acabamos de ver na estrutura! Uma outra informação importante 
é aquela apresentada no Parágrafo Único desses artigos da Lei, que estamos discutindo, 
sendo que “Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior 
que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o 
prazo desse ciclo”. 
 Por definição, ciclo operacional “compreende o período desde a data em que a 
empresa efetua as compras de matérias-primas ou mercadorias até o recebimento 
de clientes”. Isso acontece muito, por exemplo, quando estamos falando de uma 
empresa que vende navios: vai prevalecer o ciclo operacional ao invés da contagem 
do exercício social.
 
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AULA 5
PRINCIPAIS DEMONSTRAÇÕES 
FINANCEIRAS: DE ACORDO COM 
A LEI 6.404/76 - PARTE II
Imagem: deliberações sobre as demonstrações financeiras.
Fonte: https://www.pexels.com/photo/white-laptop-1181406/
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS: 
DLPA
 Essa demonstração tem por finalidade evidenciar o lucro líquido do exercício e a 
sua destinação, os ajustes pertinentes a essa conta e os saldos anteriores e atuais. 
Existe uma grande discussão e entendimentos sobre a relação dessa demonstração 
e da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, conforme aborda 
(RIBEIRO, 2013, p. 424):
 
A elaboração dessa demonstração é exigida pela Lei nº 6.404/76, que 
faculta às companhias incluí-la na Demonstração das Mutações do 
Patrimônio Líquido; contudo, essa demonstração não é contemplada 
pelas normas internacionais.
https://www.pexels.com/photo/white-laptop-1181406/
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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 Pelos dizeres do autor, podemos perceber o posicionamento da legislação ao mesmo 
tempo que permite a elaboração de uma demonstração que está fora das exigências 
e padrões internacionais.
 
Anote isso
A DLPA é exigida pela Lei nº 6.404/76, ao mesmo tempo que faculta as 
empresas elaborarem a DMPL, e então estarem desobrigadas a elaborarem 
a DLPA. Uma verdadeira confusão, não é mesmo? Então, pela Lei: DLPA. Caso a 
empresa opte pela DMPL, estará desobrigada de elaborar a DLPA. Isso porque 
a DLPA está contida na DMPL, ou seja, elaborando a DMPL, automaticamente, 
a DLPA estará atendida!
 
 Vale lembrar ainda que a Lei nº 11.638/07 excluiu do PL a conta e Lucros Acumulados, 
obrigando então que as empresas fizessem a destinação dos lucros acumulados e 
deixassem apenas a empresa acumular prejuízos! Nesse sentido,
 
A partir dessa nova determinação, as entidades devem dar destino a 
todo o lucro líquido apurado no final do exercício social, utilizando-o na 
compensação de prejuízos acumulados, na constituição de reservas, 
no aumento do capital ou na distribuição dos acionistas. (RIBEIRO, 
2013, p. 424).
 
 Sendo assim, está proibida a apresentação de saldo na conta “lucros acumulados”, 
ou ainda de saldo credor (saldo credor representa mais receitas do que despesas, ou 
seja, um resultado positivo, que é um lucro) na DLPA.
DESCRIÇÃO EXERCÍCIOATUAL EM R$
EXERCÍCIO
 ANTERIOR EM R$
1 Saldo no início do período 
2 Ajustes de exercícios anteriores 
3 Saldo ajustado 
4 Lucro ou prejuízo do exercício 
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5 Reversão de reservas 
6 Saldo a disposição 
7 Destinação do exercício 
7.1 Reserva Legal 
7.2 Reserva Estatutária 
7.3 Reserva para Contingência 
7.4 Outras Reservas 
7.5 Dividendos Obrigatórios 
7.6 Juros sobre Capital Próprio 
8 Saldo no fim do período 
 
 Para proceder com a elaboração da Demonstração dos Lucros ou Prejuízos 
Acumulados – DLPA, temos que coletar os dados que foram registrados anteriormente, 
através da escrituração contábil (os débitos e créditos).
Isto está na rede
A DLPA evidencia as alterações ocorridas no saldo da conta de lucros ou 
prejuízos acumulados, no Patrimônio Líquido.
 
De acordo com o artigo 186, § 2º da Lei nº 6.404/76, adiante transcrito, a 
companhia poderá, à sua opção, incluir a demonstração de lucros ou prejuízos 
acumulados nas demonstrações das mutações do patrimônio líquido. 
“A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante 
do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração 
das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.” 
F o n t e : h t t p : / / w w w . p o r t a l d e c o n t a b i l i d a d e . c o m . b r / g u i a /
demonstlucrosprejacumulados.htm
 
http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/pl.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/demonstlucrosprejacumulados.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/demonstlucrosprejacumulados.htm
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AULA 6
PRINCIPAIS DEMONSTRAÇÕES 
FINANCEIRAS: DE ACORDO COM 
A LEI 6.404/76 - PARTE III 
Imagem: elaboração e análises das demonstrações financeiras.
Fonte: https://www.pexels.com/photo/iphone-notebook-pen-working-34578/
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE
 
 A DRE é uma demonstração de cunho econômico e de desempenho, ou seja, ela 
traz os resultados da entidade empresarial em determinado período de tempo. Tem 
ainda, por característica, ser dinâmica, ao contrário do balanço patrimonial que é 
estático, uma vez que na DRE conseguimos entender a composição do resultado.
No entendimento de Marion, 2009, p. 98, temos que:
 
A demonstração do resultado do exercício é um resumo ordenado 
das receitas e despesas da empresa em determinado período, 
normalmente 12 meses. É apresentada de forma dedutiva (vertical), 
ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-
se o resultado (lucro ou prejuízo). 
https://www.pexels.com/photo/iphone-notebook-pen-working-34578/
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 Conseguimos perceber então a explicação de ela ser uma demonstração dinâmica 
e mais que isso, uma demonstração de desempenho: traz o resultado da entidade 
empresarial. 
 Percebe que não precisamos ir muito para entender a importância dessa 
demonstração, a qual tem por modelo, de acordo com o Art. 187 da Lei nº 6.404/76. 
A seguir, vamos conhecer a estrutura da DRE:
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO - DRE
+ Receita Bruta
(-) Deduções da Receitas Bruta
= Receita Líquida
(-) CMV, CPV ou CSP
= Lucro Bruto
(-) Despesas com vendas, administrativas e gerais
(+/-) Outras receitas e despesas
= Resultado antes das receitas e despesas financeiras
+ Receitas financeiras
(-) Despesas financeiras
= Resultado antes dos tributos sobre o lucro
(-) Despesas com tributos sobre o lucro - IR e CSLL
= Resultado antes das participações sobre o lucro
(-) Participações Estatutárias
= Resultado líquido das operações continuadas
(+/-) Resultado líquido das operações descontinuadas
= Resultado líquido do período
 
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 As receitas brutas são compostas pelo somatório de notas fiscais de vendas 
(mercadorias para comércio, produtos para indústria e serviços para prestadora de 
serviços) durante determinado período, que iremos considerar 12 meses. Vale lembrar 
que o reconhecimento dessas vendas atende ao regime de competência, conforme 
legislaçãoem vigor.
 As deduções da receita bruta representam os valores que irão diminuir o valor das 
vendas, deixando-as líquidas. As deduções são:
• Devoluções
Trata-se de vendas devolvidas, ou seja, quando as mercadorias ou produtos já 
haviam sido entregues ao cliente.
• Cancelamentos
São as vendas canceladas, representando aquelas que ainda não haviam sido 
entregues ao cliente.
• Abatimentos
É uma espécie de desconto concedido ao cliente, quando a mercadoria ou produto 
já foi entregue e tem por objetivo evitar a devolução daquela venda.
• Descontos incondicionais
Também conhecido como desconto comercial ou promocional, é aquele que 
acontece no momento da venda, sem condição específica para o ter. 
• Impostos sobre as vendas
o Sem dúvida, representam a principal dedução da receita, principalmente devido 
à alta carga tributária que o Brasil possui. Temos aqui, por exemplo, o ICMS, o 
Pis e a Cofins como assíduos representantes desse grupo.
• Ajuste a valor presente
Uma alteração trazida pela Lei nº 12.973/2014, rezando que as operações 
vinculadas à Receita Bruta sejam ajustadas a valor presente para um melhor 
efeito sobre a tomada de decisões dos usuários da informação.
 
 A receita bruta deduzida das situações acima apresentadas (deduções da receita 
bruta) nos traz a receita líquida com vendas, que é a primeira igualdade da demonstração 
do resultado do exercício.
 
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Anote isso
Para um melhor entendimento da demonstração do resultado do exercício, 
considere todas as contas com efeito positivo como sendo receitas, ao passo 
que todas as contas com efeito negativo como despesas.
 
 Sobre a receita líquida, iremos deduzir os custos das vendas realizadas. Essa 
nomenclatura irá depender exclusivamente das atividades empresariais desenvolvidas:
 
• Empresa comercial
Venda de mercadorias
• Empresa industrial
Venda de produtos
• Empresa prestadora de serviços
Venda de serviços
 
 Importante observar que nada impede de uma empresa ser industrial e comercial, 
comercial e prestadora de serviços, ou ainda industrial, comercial e prestadora de 
serviços ao mesmo tempo. A separação das receitas existe para um maior controle 
e, como sempre, buscar atender ao objetivo da contabilidade: gerar informações com 
qualidade aos usuários.
 Esse custo é composto principalmente pelo valor da compra das mercadorias ou da 
matéria-prima necessária para o processo produtivo. Mas, além desse valor principal, 
da compra em si paga ao fornecedor, temos embutidos todos os gastos necessários 
para realizar a compra, por exemplo, fretes, seguros e despesas acessórias. De igual 
modo, para obter a receita com venda dessas mercadorias e/ou produtos, temos o 
que chamamos de sacrifício para obter a receita – que são as despesas – que podem 
ou não gerar saída de caixa da empresa, por exemplo, frete sobre vendas, propaganda 
e publicidade e despesas com clientes, entre outros. 
 Na sequência da estrutura, temos o lucro bruto, também conhecido como resultado 
com mercadorias (no caso de uma empresa comercial), uma vez que apresenta, até 
este momento, apenas valores relacionados com as mercadorias (vendas e principais 
deduções das vendas). Esse lucro bruto é um importante indicador para a entidade 
empresarial, tendo em vista que a partir dele ainda serão deduzidas todas as despesas 
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operacionais e financeiras da entidade, ou seja, esse resultado no lucro bruto tem de 
ser considerável, caso contrário, podemos afirmar que a empresa certamente terá um 
prejuízo como resultado final.
 Do lucro bruto, a estrutura propõe uma importante dedução: as despesas operacionais, 
que podem ser divididas em despesas com vendas, administrativas e gerais.
 
 DESPESAS OPERACIONAIS
• Despesas com vendas
Relacionadas diretamente com as vendas, por exemplo, fretes sobre vendas (para 
entregar as mercadorias vendidas), propagandas e publicidades, despesas com 
estimativas de perdas com clientes, com perdas de estoques, salários e comissões 
de vendedores ou funcionários desse setor, entre outras.
• Despesas Administrativas
Relacionadas geralmente com o alto escalão da empresa e/ou com o departamento 
administrativo, por exemplo, pró-labore dos diretores e administradores, honorários 
contábeis e advocatícios, sistemas e salários de funcionários desses setores. 
• Despesas gerais
Relacionadas com as despesas de ordem comum, por exemplo, água, energia 
elétrica, aluguel, materiais de limpeza, de escritório, de consumo, de expediente, 
ou seja, aquelas despesas que geralmente são comuns a todos os departamentos 
da entidade empresarial.
 
 Assim sendo, as “outras receitas” e “outras despesas” são compostas por situações 
que esporadicamente podem impactar o resultado da empresa, por exemplo, venda de 
imobilizado, venda de intangível e venda de investimento. Essas situações anteriormente 
eram tratadas como “Não Operacionais”, ou seja, “Receitas Não Operacionais” e 
“Despesas Não Operacionais”.
 
Isto acontece na prática
Considere que determinada empresa tenha adquirido uma máquina e a usado 
em suas atividades por vários anos, até que resolva vender essa máquina para 
adquirir uma nova, mais moderna, que irá melhorar seu processo produtivo. 
Ao vender essa máquina com lucro, estamos falando de um ganho – receita 
– a ser registrado na conta “outra receita” para essa empresa. Por sua vez, ao 
vender essa máquina com prejuízo, estamos falando de uma perda – despesa 
– a ser registrado na conta “outra despesa” para essa empresa.
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 Continuando, temos que outra igualdade conhecida como resultado antes das 
receitas e despesas financeiras, as quais irão contemplar os impactos no resultado 
por conta das seguintes situações:
 
 RECEITAS FINANCEIRAS
• Juros Ativos
Representam os valores recebidos dos clientes depois do vencimento das duplicatas.
• Variação Cambial Ativa
Representam os valores que a empresa ganha, por exemplo, ao deixar de pagar 
um valor maior em uma operação de compra de mercadorias no mercado externo.
• Desconto Obtido
Representam os valores que a empresa deixa de pagar em uma duplicata, por 
exemplo, paga antes do vencimento.
 
 DESPESAS FINANCEIRAS
• Juros Passivos
Representam os valores pagos aos fornecedores por duplicatas pagas após 
o vencimento.
• Variação Cambial Passiva
Representam os valores que a empresa perde, por exemplo, ao pagar um valor 
maior em uma operação de compra de mercadorias no mercado externo. 
• Desconto Concedido
Representam os valores que a empresa concede de desconto aos seus clientes, por 
exemplo, quando eles pagam as duplicatas antes do vencimento original do título.
 
 Após essa operação de diminuir as despesas financeiras e adicionar as receitas 
financeiras, chegamos a uma nova igualdade conhecida por “Resultado antes dos 
tributos sobre o lucro”, que concede a base de cálculo para os impostos sobre o lucro:
 
• Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ
• Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL
 
 Esses impostos são calculados em um livro extracontábil, conhecido como LALUR 
(livro de apuração do lucro real), e os valores calculados são trazidos para a DRE, 
sendo esses de efeito negativo – despesas.
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 Na sequência, temos o cálculo das participações estatutárias – aquelas definidas 
no estatuto social da companhia – e que representam uma espécie de complemento 
da remuneração dos investidores, empregados e administradores, da seguinte forma:
 
• Debenturistas
• Empregados
• Administradores
• Partes Beneficiárias
• Fundos Assistenciais
 
 Os percentuais são definidos no estatuto social, e essa é a ordem imposta pela Lei 
nº 6.404/76, especificamenteno Art. 190, que traz em sua redação que:
 
As participações estatutárias de empregados, administradores e 
partes beneficiárias serão determinadas, sucessivamente e nessa 
ordem, com base nos lucros que remanescerem depois de deduzida 
a participação anteriormente calculada.
 
 Imagine que determinada empresa apure um lucro antes das participações 
estatutárias no valor de R$ 100.000,00 e tenha as participações para calcular e pagar, 
na ordem de 10% para cada participação.
 
Lucro antes das participações sobre o lucro 100.000,00
(-) participação dos debenturistas 10.000,00
Base de cálculo para participações dos empregados 90.000,00
(-) participação dos empregados 9.000,00
Base de cálculo para participações dos administradores 81.000,00
(-) participação dos administradores 8.100,00
 
 Depois de evidenciadas as deduções referentes às participações estatutárias, 
chegamos ao resultado líquido das operações continuadas. Por último, mas não menos 
importante, temos o resultado líquido das operações descontinuadas. Mas o que são 
as operações continuadas e descontinuadas? No entendimento de Marion (2009, p. 
106) temos que:
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A Resolução CFC nº 1.188/09 (CPC 31) e a Resolução CFC nº 1.185 
(CPC 26), destacam a nova forma de apresentação do Resultado 
Líquido do Período, que objetivam evidenciar a capacidade de geração 
de resultados das atividades correntes ou em funcionamento normal 
(continuadas) e das atividades que foram descontinuadas, com seus 
componentes alienados ou classificados como mantidos para vendas 
(descontinuadas).
 
 Isso nos mostra que, diante do processo de convergência às Normas Internacionais 
de Contabilidade, temos mais essa importante alteração: demonstrar os resultados 
separadamente das operações continuadas e descontinuadas.
 Operações continuadas referem-se ao antigo “resultado operacional” que representa 
o resultado gerado pelas atividades cotidianas da entidade empresarial, ou seja, as 
compras e vendas de mercadorias, as despesas operacionais normais (água, energia 
elétrica e aluguel, entre outras) e todas as outras operações ligadas às rotinas diárias 
da empresa.
 Por sua vez, as operações descontinuadas trazem à tona resultados gerados 
de atividades e/ou unidades que estão em declínio na empresa, por exemplo, uma 
empresa que tenha além da matriz, duas filiais e resolva, por motivos específicos 
e particulares, encerrar as atividades de uma das filiais. Imagine também que, por 
questões de logística, não compensa trazer os móveis e computadores para a matriz, 
e a empresa então resolva vender esses bens. O resultado dessa venda, positivo ou 
negativo, será registrado nas operações descontinuadas.
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AULA 7
CPC 00 - ESTRUTURA CONCEITUAL 
PARA RELATÓRIO FINANCEIRO
Imagem: novos procedimentos trazidos pela Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro.
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/notebook-caneta-tabela-em-branco-1587527/
 
 Vamos as primeiras observações importantes sobre a Estrutura, conhecida como 
CPC 00, termo que iremos utilizar com frequência daqui pra frente. Analise comigo:
 
· Não é um Pronunciamento;
• Mesmo sendo o primeiro da lista, disponível em http://www.cpc.org.br/
CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos, ela não é considerado um 
Pronunciamento e sim, uma Estrutura Conceitual, uma espécie de guia para os 
demais Pronunciamentos, a ponto de em seu corpo textual trazer o seguinte: 
havendo conflito entre o CPC 00 e os demais, prevalecem os demais;
 
 Nesse sentido, podemos perceber que a preocupação excessiva sempre é o usuário 
externo da entidade, tendo em vista que o usuário interno consegue as informações 
https://pixabay.com/pt/photos/notebook-caneta-tabela-em-branco-1587527/
https://pixabay.com/pt/photos/notebook-caneta-tabela-em-branco-1587527/
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos
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com mais facilidade, eis a justificativa para tamanha preocupação com o usuário fora 
da entidade que reporta a informação.
 Segundo a Estrutura, as demonstrações contábeis podem também ser denominadas 
de “relatórios contábeis financeiros” e com isso temos que, as demonstrações são 
elaboradas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas 
finalidades distintas e necessidades diversas. Alguns exemplos desses usuários, 
como Governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, podem determinar 
especificamente exigências para atender a seus próprios interesses. Vale lembrar, 
no entanto, que essas exigências, não devem afetar as demonstrações contábeis 
elaboradas segundo esta Estrutura Conceitual.
 Isso acontece, sendo dito que as demonstrações contábeis elaboradas dentro do 
que prescreve a Estrutura Conceitual objetivam fornecer informações que sejam úteis 
na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários em geral, não 
tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados 
grupos de usuários.
 
Anote isso
A Estrutura Conceitual traz diretrizes para que os relatórios contábeis atendam 
os usuários de um modo geral, não sendo específica ou de cunho particular, 
por exemplo, o mesmo relatório deve atender o fornecedor e as instituições 
financeiras, o que chamamos de relatórios gerados pela contabilidade financeira, 
diferente da contabilidade gerencial, voltada aos usuários internos.
 Isso é corroborado na Estrutura, quando é apresentado em seus preceitos que 
demonstrações contábeis elaboradas com tal finalidade satisfazem as necessidades 
comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam essas 
demonstrações contábeis para a tomada de decisões econômicas, tais como:
• Investidor existente e em potencial
 Decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais;
• Público em Geral
Avaliar administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido 
conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas;
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• Empregados
Avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes 
outros benefícios
• Credores por Empréstimo
Avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados 
à entidade
• Governo
Determinar políticas tributárias
• Sócio
Determinar a distribuição de lucros e dividendos
• Governo
Elaborar e usar estatísticas da renda nacional;
Regulamentar as atividades das entidades.
 
 A Estrutura, de um modo geral, aborda o objetivo da elaboração e divulgação de 
relatório contábil-financeiro; as características qualitativas da informação contábil-
financeira útil; a definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir 
dos quais as Demonstrações contábeis são elaboradas; e os conceitos de capital e 
de manutenção de capital.
 
 OBJETIVO DA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS
 
 O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral, observe o dito: propósito 
geral, ou seja, os relatórios tendem a atender o maior número de usuários de uma única 
vez, é fornecer informações contábil-financeiras acerca da entidade que reporta essa 
informação que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por 
empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento 
de recursos para a entidade. Observe aqui o principal objetivo da contabilidade sendo 
reforçado mais uma vez: gerar informações para auxiliar as tomadas de decisões.
 Essas decisões envolvem diversas situações como comprar, vender oumanter 
participações em instrumentos patrimoniais e em instrumentos de dívida, e a oferecer 
ou disponibilizar empréstimos ou outras formas de crédito.
 Pense comigo: uma empresa vai até uma instituição financeira e solicita uma 
captação de empréstimo no valor de R$ 1.000.000,00 para giro de suas atividades, 
o conhecido “capital de giro”. Qual a posição da instituição financeira, tendo em vista 
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que não conhece a empresa e não tem tempo ou condições de fazer uma perícia nas 
contas contábeis e procedimentos internos?
 É o que diz a Estrutura, quando muitos investidores, credores por empréstimo e 
outros credores, existentes e em potencial, não podem requerer que as entidades que 
reportam a informação prestem a eles diretamente as informações de que necessitam, 
devendo desse modo confiar nos relatórios contábil-financeiros de propósito geral, 
para grande parte da informação contábil-financeira que buscam.
 Um outro ponto muito importante nesse momento é entender que, os relatórios 
contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor 
da entidade que reporta a informação; a rigor, fornecem informação para auxiliar 
investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, 
a estimarem o valor da entidade que reporta a informação.
 
Anote isso
Os relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para 
se chegar ao valor da entidade, mas auxiliar que os investidores e demais 
usuários façam a estimativa desse valor, contribuindo assim para os negócios 
de investimentos, por exemplo.
 
AS CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA INFORMAÇÃO
 
 Já que a informação contábil-financeira precisa ser útil, ela deve ser relevante e 
representar com fidedignidade o que se propõe a representar. Logo, temos aqui as 
características qualitativas fundamentais. Por sua vez, a utilidade da informação contábil-
financeira é melhorada se ela for comparável, verificável, tempestiva e compreensível, 
o que chamamos de características qualitativas de melhoria.
 
CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS
 
 De um modo geral, são aquelas características que podemos entender como sendo 
obrigatórias, isto é, devem estar presentes na elaboração e divulgação dos relatórios.
 
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RELEVÂNCIA
 
 A informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas 
decisões que possam ser tomadas pelos usuários, ou seja, aquela informação capaz 
de influenciar o processo decisório. Para tal, a informação deve ter valor preditivo, 
valor confirmatório ou ambos.
 A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada como 
dado de entrada em processos empregados pelos usuários para predizer futuros 
resultados. Isso mesmo, informação com valor preditivo é aquela que pode ser usada 
para prever determinadas situações ou tendências empresariais.
 A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se puder retroalimentar - 
servir de feedback - avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las).
 A Estrutura deixa bem claro ainda que, o valor preditivo e o valor confirmatório da 
informação contábil-financeira estão inter-relacionados. A informação que tem valor 
preditivo muitas vezes também tem valor confirmatório.
 Por exemplo, a informação sobre receita para o ano corrente, a qual pode ser utilizada 
como base para predizer receitas para anos futuros, também pode ser comparada 
com predições de receita para o ano corrente que foram feitas nos anos anteriores.
 Os resultados dessas comparações podem auxiliar os usuários a corrigirem e a 
melhorarem os processos que foram utilizados para fazer tais predições, essa é a 
beleza da contabilidade.
 Vale a pena observar que, segundo a Estrutura, temos a Materialidade como sendo 
uma forma de relevância específica, que deve ser analisada, como traz o texto legal:
 
A informação é material se a sua omissão ou sua divulgação distorcida 
(misstating) puder influenciar decisões que os usuários tomam com 
base na informação contábil-financeira acerca de entidade específica 
que reporta a informação. Em outras palavras, a materialidade é um 
aspecto de relevância específico da entidade baseado na natureza ou 
na magnitude, ou em ambos, dos itens para os quais a informação 
está relacionada no contexto do relatório contábil-financeiro de uma 
entidade em particular. Consequentemente, não se pode especificar 
um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar 
o que seria julgado material para uma situação particular.
 
 Observe então que, a Materialidade está no sentido da informação existir ou não e 
qual o seu impacto no processo decisório, por exemplo, se determinada informação 
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for omissa ou distorcida e causar impacto na entidade, ela é considerada de relevância 
material, ou seja, deve existir.
 
 REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA
 
 As demonstrações contábeis representam um fenômeno econômico em palavras e 
números. Estamos falando de características fundamentais, que reforçam a utilidade da 
informação para o processo e para isso, para ser útil, a informação contábil-financeira 
não tem só que representar um fenômeno relevante, mas tem também que representar 
com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar.
 Para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter 
três atributos: ser completa, neutra e livre de erros.
 Nesse sentido, analise comigo cada um desses atributos da informação 
contábil-financeira:
 
Completa Neutra Livre de Erros
O retrato completo da 
realidade econômica deve 
incluir toda informação 
necessária para que o 
usuário compreenda 
o fenômeno que está 
sendo retratado, incluindo 
todas as descrições e 
explicações necessárias.
Um retrato neutro da 
realidade é desprovido de 
viés(tendência) na seleção 
ou na apresentação da 
informação contábil – 
financeira. Não deve ser 
distorcido de contorno, 
dando a ele maior ou 
menor peso, ênfase maior 
ou menor.
É aquele em que não há 
erros ou omissões no 
fenômeno retratado, e que 
o processo utilizado para 
produzir a informação 
reportada, foi selecionado 
e aplicado livre de erros.
Tabela: atributos da informação contábil.
Fonte: adaptado de http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/147_CPC00_R1.pdf
 
Isto acontece na prática
A aplicação da regra contábil do conservadorismo, ou também conhecido 
como princípio da Prudência, na elaboração do Balanço Patrimonial pode 
provocar distorções, erros e enviesar a informação contábil, o que demonstra 
que o conservadorismo está em desacordo com a característica qualitativa 
da informação contábil útil denominada fidedignidade. Pense, por exemplo, 
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/147_CPC00_R1.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/147_CPC00_R1.pdf
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numa compra de mercadorias a prazo no mercado externo: hoje, na data da 
compra, têm-se um valor de dívida junto ao fornecedor, que de fato aconteceu 
e deve ser representado de maneira fidedigna. Ao optar por considerar um 
valor maior, por conta da variação da moeda ser desfavorável, atende-se a 
Prudência e abdica-se da fidedignidade.
 
CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE MELHORIA
 
 Como o próprio nome já diz, elas vêm no sentido de melhorar a informação 
contábil-financeira, trazendo “mais valor” aos respectivos relatórios. Segundo a 
Estrutura, comparabilidade verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade são 
características qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é relevante 
e que é representada com fidedignidade, ou seja, que já atendem as características 
qualitativas fundamentais.
 
COMPARABILIDADEA comparabilidade não deve ser confundida nem com a consistência e nem com a 
uniformidade. Isso mesmo, comparabilidade é a característica qualitativa que permite 
que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças 
entre eles, ou seja, permite a comparação e diferentemente de outras características 
qualitativas, a comparabilidade não está relacionada com um único item. A comparação 
requer no mínimo dois itens.
 A comparação pode ser tanto interna (a mesma empresa comparar um exercício 
com o outro de determinado grupo de contas, por exemplo, os estoques) ou externa, já 
que os concorrentes também estão sujeitos a mesma legislação – poderá comparar 
as demonstrações contábeis junto a concorrência.
 
VERIFICABILIDADE
 
 A verificabilidade assegura aos usuários que a informação representa fidedignamente 
o fenômeno econômico que se propõe representar. No entendimento da Estrutura,
 
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A verificabilidade significa que diferentes observadores, cônscios e 
independentes, podem chegar a um consenso, embora não cheguem 
necessariamente a um completo acordo, quanto ao retrato de uma 
realidade econômica em particular ser uma representação fidedigna.
 
 Atente-se para a ideia de consenso, mas não de um completo acordo: as opiniões 
dos gestores certamente irão divergir em inúmeros momentos, mas ao verificarem 
o que de fato aconteceu, entram em uma denominador comum, que em muitos dos 
casos, pode não ser o acordo inicialmente pensado.
 Conforme sugere a Estrutura, a verificação pode ser direta ou indireta, conforme 
quadro a seguir:
 
Verificação Direta Verificação Indireta
Verificar um montante ou outra 
representação por meio de observação 
direta, como, por exemplo, por meio da 
contagem de caixa.
Checar os dados de entrada do modelo, 
fórmula ou outra técnica e recalcular os 
resultados obtidos por meio da aplicação 
da mesma metodologia.
Tabela: verificação direta e indireta.
Fonte: adaptado de http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/147_CPC00_R1.pdf
TEMPESTIVIDADE
 
 Tempestividade significa ter a informação disponível para os tomadores de decisão 
a tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Observe aqui que, não existe um 
tempo padrão para que seja o tempo certo.
 O tempo certo é aquele capaz de influenciar o processo decisório. Em geral, a informação 
mais antiga é a que tem menos utilidade. De qualquer forma, certa informação pode 
ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramento do período contábil, 
por exemplo, depois das publicações das demonstrações contábeis, em decorrência 
de alguns usuários, por exemplo, necessitarem identificar e avaliar tendências.
 Imagine uma alta de preços considerável no fornecedor de materiais ou estoques 
para revenda, isso pode influenciar e muito as tomadas de decisões, logo, seu atributo 
tempestividade pode ter de ser aumentado ou mais considerado.
 
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/147_CPC00_R1.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/147_CPC00_R1.pdf
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COMPREENSIBILIDADE
 
 Essa característica trata de ponderar a linguagem utilizada nos relatórios, prezando 
pelo entendimento das informações de medo que os termos técnicos não sejam 
totalmente dispensados, mas que venham a ser considerados junto a termos 
coloquiais e cultos.
 De acordo com a Estrutura,
 
Certos fenômenos são inerentemente complexos e não podem 
ser facilmente compreendidos. A exclusão de informações sobre 
esses fenômenos dos relatórios contábil-financeiros pode tornar 
a informação constante em referidos relatórios mais facilmente 
compreendida. Contudo, referidos relatórios seriam considerados 
incompletos e potencialmente distorcidos (misleading).
 
 É sabido também que, os relatórios são gerados e apresentados para usuários que 
possuem entendimento e conhecimento mínimo sobre o negócio ou os termos que 
serão utilizados, o que contribui e muito para a compreensibilidade das informações. 
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AULA 8
CPC 01 - REDUÇÃO AO VALOR 
RECUPERÁVEL DE ATIVOS
Imagem: máquinas e equipamentos.
Fonte: https://pixabay.com/photos/excavators-shovel-catapillar-51665/
 O procedimento de Redução ao Valor Recuperável de Ativos, conhecido como Teste 
de Recuperabilidade, ou ainda, Teste de Impairment, está previsto já na Lei 6.404/76, 
em seu artigo transcrito abaixo:
Art. 183, § 3º A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise 
sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no 
intangível, a fim de que sejam:
I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver 
decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que 
se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir 
resultados suficientes para recuperação desse valor; ou 
II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da 
vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão 
e amortização.
https://pixabay.com/photos/excavators-shovel-catapillar-51665/
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 Observe que realizar o teste é uma obrigação, e não uma opção facultada à 
companhia, inclusive a legislação já determina até o período para o referido teste, no 
mínimo, anualmente.
 Outra observação inicial nesse trecho da legislação é que o teste é mencionado 
para os bens do imobilizado e intangível (que nessa altura do campeonato, você já 
deve saber o que são, né?).
 O objetivo do CPC 01 é estabelecer procedimentos que a entidade deve aplicar 
para assegurar que seus ativos estejam registrados contabilmente por valor que não 
exceda seus valores de recuperação. 
Anote isso
Respeitando os princípios contábeis, os bens do imobilizado, por exemplo, 
não podem estar registrados na contabilidade (valor contábil) por um valor 
superior ao que realmente valem, que é o valor recuperável, por isso a análise 
e a necessidade de fazer alguns ajustes em alguns casos.
 O CPC 01 é aplicado na contabilização de ajuste para perdas por desvalorização 
de todos os ativos, exceto: 
a) estoques; 
b) ativos advindos de contratos de construção; 
c) ativos fiscais diferidos; 
d) ativos advindos de planos de benefícios a empregados; 
e) ativos financeiros que estejam dentro do alcance dos Pronunciamentos Técnicos 
do CPC que disciplinam instrumentos financeiros*; 
f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo; 
g) ativos biológicos 
h) custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos contratuais 
de companhia de seguros contidos em contrato de seguro; e 
i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda) classificados 
como mantidos para venda. 
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 Aqui vale uma nota importante: o CPC 01 é aplicado a ativos financeiros classificados 
como controladas, coligadas e empreendimento controlado em conjunto (item 4, CPC 
01), por isso aquela “chamada de atenção” no item e!
 De um modo geral então, realizamos o teste de recuperabilidade nos ativos sempre que 
houver algum indício (interno ou externo) de desvalorização, por exemplo, lançamento 
de novas tecnologias.
 Por outro lado, existem ativos que devem ser testado, pelo menos, anualmente, 
como é o caso de ativos intangíveis específicos - não se preocupe com isso agora, 
apenas com a regra de um modo geral: uns quando houver indícios de perdas, outros 
anualmente, conforme esquema abaixo:
Imagem: teste de recuperabilidade.
Fonte: o autor.
 Existe uma sequência lógica para a realização do teste de recuperabilidade, como 
vamos ver a partir de agora, vem comigo?!
 No primeiro momento, vamos ter que identificar o valor contábil do bem emanálise, 
por exemplo, vamos imaginar uma máquina adquirida pelo valor de R$ 500.000,00 
pagos à vista, da seguinte forma:
D - máquinas e equipamentos (ANC - imobilizado)
C - caixa (AC)
R$ 500.000,00
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 Por esse registro, temos a aquisição da máquina na contabilidade, a qual a partir 
do uso será depreciada, isto é, perde valor pelo uso normal do equipamento. Isso 
é óbvio, concorda comigo? Se compramos um carro no valor de R$ 100.000,00 e 
usamos por alguns anos, ele vai estar valendo R$ 120.000,00 depois desse período? 
Provavelmente não!
 Sendo assim, imagina que passaram alguns anos e a nossa máquina já perdeu o 
valor de R$ 100.000,00 referentes a depreciação acumulada, conforme a seguir:
Máquina………………………………...........……...R$ 500.000,00
(-) Depreciação acumulada………………(R$ 100.000,00)
Valor contábil………………………........…….….R$ 400.000,00
 Nesse momento, acabamos de dar o primeiro passo para a realização do teste de 
recuperabilidade, encontrar o valor contábil, que é o montante pelo qual o ativo está 
reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação, amortização 
ou exaustão acumulada e ajuste para perdas.
 Agora, na sequência, temos que realizar o teste!
 Aqui preciso da sua calma, porque o teste é um procedimento complexo e que 
geralmente é feito por empresas especializadas, peritas no assunto, então, não se 
preocupe em entender (pelo menos nesse momento, a realização técnica do teste).
Sempre que uma empresa adquire um ativo ela espera que esse ativo gere benefícios 
econômicos futuros e, portanto, que o valor seja recuperado, ou seja, retorne para 
empresa por meio do uso do ativo ou por meio de sua venda. 
 Pronto! Essas informações são apresentadas no teste: o valor recuperável e o valor 
em uso, ambos podem ser recuperados pela companhia, isso mesmo, a empresa 
pode recuperar o valor do investimento do bem usando-o até o final da sua vida útil, 
ou ainda, vendendo-o.
 O teste apresenta então, o valor recuperável, que definido como o MAIOR valor 
entre o valor líquido de venda do ativo e o valor em uso desse ativo. Esse é o segundo 
passo do nosso procedimento, tranquilo até aqui?
 Para o terceiro passo, é o que gosto de chamar da análise do teste de recuperabilidade, 
onde vamos confrontar o valor contábil com o valor recuperável do bem, e então, saber 
qual postura adotar.
 A entidade deve reconhecer uma perda por desvalorização de um ativo no resultado 
do período apenas se o valor contábil desse ativo for superior ao seu valor recuperável. 
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Se o valor contábil for maior que o valor recuperável = perda
Se o valor contábil for menor que o valor recuperável = nada
Isto acontece na prática
A Cia. ABC, em obediência às normas brasileiras de contabilidade, fez, em 
31/12/2019, o teste de recuperabilidade (impairment test) do valor de uma 
máquina utilizada na fabricação de seus produtos. Os dados abaixo foram 
levantados pelo departamento de contabilidade da empresa (em R$): 
Valor em uso da máquina ..........................................620.000,00 
Valor líquido de venda ..................................................610.000,00 
Custo de aquisição ...................................................... 710.000,00 
Depreciação Acumulada ...............................................70.000,00
Imagine que precisamos analisar a situação dessa máquina, com base nas 
informações apresentadas…
1º Passo: Calcular o valor contábil. Assim, temos: 
Valor Contábil = Valor de Aquisição – Depreciação – Ajuste para perdas 
Valor Contábil = 710.000,00 – 70.000,00 
Valor Contábil = 640.000,00 
2º Passo: Verificar qual o valor recuperável. Assim, temos: 
Valor em uso = 620.000,00
Valor líquido de venda = 610.000,00 
Valor Recuperável = 620.000,00 (maior entre os dois) 
3º Passo: Comparar o valor contábil com o valor recuperável. 
Se valor contábil > valor recuperável = efetuar ajuste 
Caso contrário, nenhum ajuste é realizado. 
Assim, temos: Valor contábil (640.000,00) > Valor Recuperável (620.000,00) 
Logo, devemos reconhecer uma perda no valor de 20.000,00. 
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AULA 9
CPC 03 - DEMONSTRAÇÃO DOS 
FLUXOS DE CAIXA
Imagem: demonstração dos fluxos de caixa.
Fonte: https://tinyurl.com/y8m3wag2
 A demonstração dos fluxos de caixa - DFC, junto com o balanço patrimonial e a 
demonstração do resultado do exercício, compõe o rol das principais demonstrações 
contábeis que temos atualmente.
 Também é importante observar que a DFC já tinha previsão na Lei 6.404/76, no 
artigo 176, o qual está transcrito abaixo:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, 
com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes 
demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a 
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no 
exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. 
(Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)
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 Atente-se então para a obrigatoriedade da referida demonstração:
• Obrigatória para empresas de capital aberto;
• Facultada para empresas de capital fechado, exceto àquelas com PL superior 
a R$ 2.000.000,00 na data do balanço patrimonial;
 A DFC traz alguns conceitos importantes, por exemplo, o que seria caixa e equivalente 
de caixa, vamos ver?
 Caixa representa a própria conta do caixa mesmo, isto é, o dinheiro disponível 
naquela “gavetinha” da empresa, para ser aplicado em diversos tipos de operações, 
por exemplo, pagamento de fornecedor ou compra de mercadorias à vista. Já os 
equivalentes de caixa correspondem às contas bancárias e às aplicações financeiras 
de liquidez imediata da companhia.
 Os benefícios da DFC são inúmeros, como apresenta o trecho do Pronunciamento 
Técnico em estudo:
Informações sobre o fluxo de caixa de uma entidade são úteis para 
proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base 
para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de 
caixa, bem como as necessidades da entidade de utilização desses 
fluxos de caixa. As decisões econômicas que são tomadas pelos 
usuários exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa 
e equivalentes de caixa, bem como da época de sua ocorrência e do 
grau de certeza de sua geração. 
 Informações históricas dos fluxos de caixa são frequentemente utilizadas como 
indicador do montante, época de ocorrência e grau de certeza dos fluxos de caixa 
futuros. Também são úteis para averiguar a exatidão das estimativas passadas dos 
fluxos de caixa futuros, assim como para examinar a relação entre lucratividade e 
fluxos de caixa líquidos e o impacto das mudanças de preços.
 Podemos perceber a importância da demonstração dos fluxos de caixa, a qual 
é a única demonstração elaborada pelo regime de caixa, isto é, todas as outras 
demonstrações são elaboradas pelo regime de competência e a DFC pelo regime de 
caixa, cuidado com isso!
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Anote isso
A DFC é a única demonstração elaborada pelo regime de caixa, ou seja, 
considerando a entrada e saída de recursos para seus registros, diferente 
das outras demonstrações contábeis que são elaboradas pelo regime 
de competência.
 A DFC apresenta os fluxos de caixa em atividades separadas, por exemplo, atividades 
operacionais, de investimento e de financiamento, as quais vamos entender agora 
melhor os seus conceitos e aplicações.
 O caixa, como já vimos,compreende ao numerário em espécie e depósitos bancários 
disponíveis. Já os equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo (3 
meses ou menos), de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em montante 
conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. 
 Nesse sentido, conseguimos entender que fluxos de caixa são as entradas e saídas 
de caixa e equivalentes de caixa, os quais acabamos de entender seus conceitos. 
Considerando a divisão apresentada na demonstração objeto de estudo desta aula, as 
Atividades Operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade 
e outras atividades que não são de investimento e tampouco de financiamento. 
Por sua vez, as Atividades de Investimento são as referentes à aquisição e à venda 
de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes 
de caixa. 
 Por último e não menos importante, obviamente, as Atividades de Financiamento 
são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital 
próprio e no capital de terceiros da entidade.
Anote isso
O CPC 03 (R2) encoraja fortemente as entidades a classificarem os juros, 
recebidos ou pagos, e os dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos 
como fluxos de caixa das atividades operacionais, e os dividendos e juros sobre 
o capital próprio pagos como fluxos de caixa das atividades de financiamento. 
Alternativa diferente deve ser seguida de nota evidenciando esse fato. 
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Assim, temos: 
Juros Recebidos ou pagos: Atividades Operacionais 
Dividendos e Juros sobre o capital próprio recebidos: Atividades operacionais 
Dividendos e Juros sobre o capital próprio pagos: Atividades de financiamento.
 Objetivamente, você deve saber que a DFC pode ser elaborada por dois métodos: 
direto e indireto. 
 Método Direto: as principais classes de recebimentos brutos e pagamentos brutos 
são divulgadas. 
 Método Indireto: o lucro líquido ou o prejuízo é ajustado pelos efeitos de transações 
que não envolvem caixa, pelos efeitos de quaisquer diferimentos ou apropriações por 
competência sobre recebimentos de caixa ou pagamentos em caixa operacionais 
passados ou futuros, e pelos efeitos de itens de receita ou despesa associados com 
fluxos de caixa das atividades de investimento ou de financiamento. 
Isto acontece na prática
A diferença entre os dois métodos reside na apresentação dos fluxos de caixa 
das atividades operacionais. Os demais fluxos (investimento e financiamento) 
seguem o mesmo raciocínio nos dois métodos. O CPC 03 (R2) faculta a 
utilização tanto do método direto, quanto do indireto. No entanto, exige para 
a empresa que utilize o método direto a conciliação entre o lucro líquido e o 
fluxo de caixa líquido das atividades operacionais.
 Segundo consta no alcance do Pronunciamento Técnico em questão, os usuários 
das demonstrações encontram-se quase que sempre interessados em saber sobre 
os fluxos de caixa da companhia, principalmente se estivermos pensando na figura 
de um investidor, conforme trecho transcrito do CPC 03 - Demonstração dos Fluxos 
de Caixa:
Os usuários das demonstrações contábeis de uma entidade estão 
interessados em saber como a entidade gera e utiliza caixa e 
equivalentes de caixa. Esse é o ponto, independentemente da natureza 
das atividades da entidade, e ainda que o caixa seja considerado 
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como produto da entidade, como pode ser o caso de instituição 
financeira. As entidades necessitam de caixa essencialmente pelas 
mesmas razões, por mais diferentes que sejam as suas principais 
atividades geradoras de receita. Elas precisam de caixa para levar 
a efeito suas operações, pagar suas obrigações e proporcionar um 
retorno para seus investidores. Assim sendo, este Pronunciamento 
Técnico requer que todas as entidades apresentem demonstração 
dos fluxos de caixa.
Isto está na rede
A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) indica quais foram as saídas e 
entradas de dinheiro no caixa durante o período e o resultado desse fluxo.
Assim como a Demonstração de Resultados de Exercícios, a DFC é uma 
demonstração dinâmica e deve ser incluída no balanço patrimonial.
A DFC passou a ser de apresentação obrigatória para todas as sociedades 
de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois 
milhões de reais).
Esta obrigatoriedade vigora desde 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007, e 
desta forma torna-se mais um importante relatório para a tomada de decisões 
gerenciais.
A Deliberação CVM 547/2008 aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 03, 
que trata da Demonstração do Fluxo de Caixa.
Para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), a DFC também é de 
elaboração obrigatória, conforme item 3.17 (e) da NBC TG 1000. Portanto, 
independentemente do tipo societário adotado, as entidades devem apresentar 
o referido demonstrativo, pelo menos anualmente, por ocasião da elaboração 
das demonstrações financeiras (“balanço”).
Fo n t e : h t t p : / / w w w. p o r t a l d e c o n t a b i l i d a d e . c o m . b r / t e m a t i c a s /
ademonstracaodosfluxos.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lei11638_2007.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/deliberacaocvm547_2008.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/NBC-TG-1000.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/ademonstracaodosfluxos.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/ademonstracaodosfluxos.htm
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AULA 10
CPC 04 - ATIVO INTANGÍVEL
Imagem: ativo intangível.
Fonte: https://www.pexels.com/photo/blur-close-up-code-computer-546819/
 De um modo geral, podemos lembrar das aulas de introdução à contabilidade, onde 
temos que ativo intangível é aquele bem incorpóreo, identificável, não monetário e 
que promove a manutenção da companhia, por exemplo, sistemas, licenças, marcas 
e patentes etc.
 Também previsto na legislação das sociedades anônimas, a famosa Lei 6.404/76, é 
pautado ainda em um Pronunciamento Técnico específico do CPC 04 - Ativo Intangível, 
o qual iremos estudar com mais detalhes a partir de agora.
 O referido Pronunciamento possui dois objetivos principais: 
1) definir o tratamento contábil dos ativos intangíveis que não são abrangidos 
especificamente em outro Pronunciamento. 
2) mensurar o valor contábil dos ativos intangíveis, exigindo divulgações específicas 
sobre esses ativos.
https://www.pexels.com/photo/blur-close-up-code-computer-546819/
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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 O CPC 04 se aplica a todos os ativos intangíveis de um modo geral com algumas 
exceções. Basicamente essas exceções são ativos intangíveis alcançados por outros 
Pronunciamentos, os quais já estudamos alguns e ainda vamos estudar outros. A seguir 
destacamos alguns exemplos desses intangíveis que não estão sob o alcance do CPC 04: 
a. ativos financeiros, sob alcance principalmente do CPC 39; 
b. ativos advindos da exploração e avaliação de recursos minerais, 
sob alcance do CPC 34; 
c. gastos com desenvolvimento e extração de minerais, óleo, gás 
natural e recursos naturais não renováveis similares; 
d. ativos intangíveis mantidos por uma entidade para venda no curso 
ordinário dos negócios, sob alcance do CPC 16; 
e. ativos fiscais diferidos (CPC 32); 
f. arrendamentos mercantis (CPC 06); 
g. ativos advindos de planos de benefícios a empregados (CPC 33); 
h. ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) adquirido 
em combinação de negócios (CPC 15); 
i. custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de 
direitos contratuais de seguradora (CPC 11); 
j. ativos intangíveis não circulantes classificados como mantidos 
para venda (CPC 31); 
k. ativos decorrentes de contratoscom clientes (CPC 47). 
 Não são todos os ativos intangíveis que são reconhecidos no balanço patrimonial, de 
acordo com os critérios apresentados no Pronunciamento. Isso significa que, mesmo 
que o ativo seja não monetário, identificável e sem substância física (satisfaça a 
definição de ativo intangível) ele pode não atender os critérios de reconhecimento e, 
portanto, não deve ser contabilizado.
 Vejamos o entendimento do Pronunciamento:
 
21. Um ativo intangível deve ser reconhecido apenas se: 
a) for provável que os benefícios econômicos futuros esperados 
atribuíveis ao ativo serão gerados em favor da entidade; e 
b) o custo do ativo possa ser mensurado com confiabilidade. A 
entidade deve avaliar a probabilidade de geração de benefícios 
econômicos futuros utilizando premissas razoáveis e comprováveis 
que representem a melhor estimativa da administração em relação 
ao conjunto de condições econômicas que existirão durante a vida 
útil do ativo. 
A entidade deve utilizar seu julgamento para avaliar o grau de certeza 
relacionado ao fluxo de benefícios econômicos futuros atribuíveis ao 
uso do ativo, com base nas evidências disponíveis no momento do 
reconhecimento inicial, dando maior peso às evidências externas.
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 Nos termos do CPC 04, o ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura 
(goodwill) gerado internamente não deve ser reconhecido como ativo. O CPC 04 explica 
que esse ágio não é reconhecido como ativo porque não é um recurso identificável 
(ou seja, não é separável nem advém de direitos contratuais ou outros direitos legais) 
controlado pela entidade que pode ser mensurado com confiabilidade ao custo. 
 Por fim, o Pronunciamento informa que as diferenças entre o valor justo da entidade 
e o valor contábil de seu patrimônio líquido, a qualquer momento, podem incluir uma 
série de fatores que afetam o valor justo da entidade. No entanto, essas diferenças 
não representam o custo dos ativos intangíveis controlados pela entidade.
 Um outro cuidado importante a ser tomado é com relação aos ativos intangíveis 
gerados internamente, como vamos estudar a partir de agora. O CPC 04 informa que 
às vezes é difícil avaliar se um ativo intangível gerado internamente se qualifica para 
o reconhecimento, devido às dificuldades para:
i. identificar se, e quando, existe um ativo identificável que gerará 
benefícios econômicos futuros esperados; e 
ii. determinar com confiabilidade o custo do ativo. Em alguns casos 
não é possível separar o custo incorrido com a geração interna de 
ativo intangível do custo da manutenção ou melhoria do ágio derivado 
da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado internamente 
ou com as operações regulares (do dia-a-dia) da entidade.
 Segundo o CPC 04, para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende 
aos critérios de reconhecimento, a entidade deve classificar a geração do ativo: 
a) na fase de pesquisa; e/ou 
b) na fase de desenvolvimento. 
 Caso a entidade não consiga diferenciar a fase de pesquisa da fase de desenvolvimento 
de projeto interno de criação de ativo intangível, o gasto com o projeto deve ser tratado 
como incorrido apenas na fase de pesquisa. 
Anote isso
Veja que pesquisa é diferente de desenvolvimento. 
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 Nenhum ativo intangível resultante de pesquisa deve ser reconhecido. Os gastos 
com pesquisa devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos, não podendo 
ser revertidos depois, futuramente para o ativo.
 O CPC 04 explica que durante a fase de pesquisa de projeto interno, a entidade não 
está apta a demonstrar a existência de ativo intangível que gerará prováveis benefícios 
econômicos futuros. 
 Portanto, tais gastos devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos. O 
CPC 04 destaca os seguintes exemplos de atividades de pesquisa: 
a) atividades destinadas à obtenção de novo conhecimento; 
b) busca, avaliação e seleção final das aplicações dos resultados de 
pesquisa ou outros conhecimentos; 
c) busca de alternativas para materiais, dispositivos, produtos, 
processos, sistemas ou serviços; e 
d) formulação, projeto, avaliação e seleção final de alternativas 
possíveis para materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas 
ou serviços novos ou aperfeiçoados.
 Segundo o CPC 04, um ativo intangível resultante de desenvolvimento deve 
ser reconhecido somente se a entidade puder demonstrar todos os aspectos a 
seguir enumerados: 
a) viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma que ele 
seja disponibilizado para uso ou venda; 
b) intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo; 
c) capacidade para usar ou vender o ativo intangível; 
d) forma como o ativo intangível deve gerar benefícios econômicos 
futuros. Entre outros aspectos, a entidade deve demonstrar a 
existência de mercado para os produtos do ativo intangível ou para 
o próprio ativo intangível ou, caso este se destine ao uso interno, a 
sua utilidade; 
e) disponibilidade de recursos técnicos, financeiros e outros recursos 
adequados para concluir seu desenvolvimento e usar ou vender o 
ativo intangível; e 
f) capacidade de mensurar com confiabilidade os gastos atribuíveis 
ao ativo intangível durante seu desenvolvimento.
 Observe que o objetivo dessas exigências estabelecidas pelo CPC 04 é identificar se 
o ativo intangível é capaz de gerar benefícios econômicos futuros. O CPC 04 destaca 
os seguintes exemplos de atividades de desenvolvimento: 
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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a) projeto, construção e teste de protótipos e modelos pré-produção 
ou pré-utilização; 
b) projeto de ferramentas, gabaritos, moldes e matrizes que envolvam 
nova tecnologia; 
c) projeto, construção e operação de fábrica-piloto, desde que já não 
esteja em escala economicamente viável para produção comercial; e 
d) projeto, construção e teste da alternativa escolhida de 
materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas e serviços 
novos ou aperfeiçoados. 
 Observação: os critérios acima se aplicam à pesquisa e desenvolvimento internos. 
Se a empresa adquirir um projeto de pesquisa de outra empresa, deverá classificá-lo 
como intangível. 
Isto está na rede
Os chamados “ativos intangíveis” são aqueles que não têm existência física. 
Como exemplos de intangíveis: os direitos de exploração de serviços públicos 
mediante concessão ou permissão do Poder Público, marcas e patentes, 
direitos autorais adquiridos, softwares e o fundo de comércio adquirido.
Trata-se de um desmembramento do ativo imobilizado, que, a partir da vigência 
da Lei 11.638/2007, ou seja, a partir de 01.01.2008, passa a contar apenas 
com bens corpóreos de uso permanente.
 
Mensalmente deve ser contabilizada a amortização desses bens, em conta 
redutora específica.
Fonte: http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/ativosintangiveis.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lei11638_2007.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/ativosintangiveis.htm
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
WILLIAM ALVES NOTARIO
AULA 11
CPC 06 – ARRENDAMENTOS
Imagem: arrendamento mercantil.
Fonte: https://www.pexels.com/photo/woman-writing-on-a-notebook-beside-teacup-and-tablet-computer-733856/
 Uma das operações financeiras mais conhecidas e usuais dos mundos dos negócios 
atualmente é o arrendamento mercantil, uma espécie de operação de crédito que as 
empresas comumente usam em suas atividades.
 Para início de conversa, é importante destacarmos algumas definições que esse 
Pronunciamento sugere, por exemplo, que arrendamento é o contrato, ou parte do 
contrato, que transfere o direito de usar um ativo (ativo subjacente) por um período 
de tempo em troca de contraprestação. De igual modo, ativo subjacente é o ativo que 
é o objetode arrendamento, para o qual o direito de usar esse ativo foi fornecido pelo 
arrendador ao arrendatário.
 Agora, uma das que mais vamos usar em nossa aula, é arrendador e arrendatário. 
Arrendador é a entidade que fornece o direito de usar o ativo subjacente por um 
período de tempo em troca de contraprestação, ou seja, o dono. Já o arrendatário é 
a entidade que obtém o direito de usar o ativo subjacente por um período de tempo 
em troca de contraprestação, isto é, nós que vamos usar o bem.
https://www.pexels.com/photo/woman-writing-on-a-notebook-beside-teacup-and-tablet-computer-733856/
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
WILLIAM ALVES NOTARIO
 Para fechar essa parte inicial, temos que arrendamento financeiro é o arrendamento 
que transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade 
do ativo subjacente. 
 Por sua vez, o arrendamento operacional é o arrendamento que não transfere 
substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade do ativo subjacente.
Anote isso
Existem dois tipos de arrendamento: o financeiro e o operacional. O primeiro, é 
aquele mais comum, o qual se assemelha à uma operação de financiamento, 
onde existe a transferência de riscos e benefícios para o arrendatário. Por sua 
vez, o arrendamento operacional é assemelhado ao aluguel de equipamentos, 
onde os riscos do bem continuam sob a responsabilidade do arrendador (dono).
 O referido Pronunciamento estabelece os princípios para o reconhecimento, 
mensuração, apresentação e divulgação de arrendamentos. O objetivo é garantir 
que arrendatários e arrendadores forneçam informações relevantes, de modo que 
representem fielmente essas transações. 
 Quando vamos discutir os critérios de identificação de arrendamento, no entendimento 
do CPC 06, na celebração de contrato, a entidade deve avaliar se o contrato é, ou 
contém, um arrendamento. 
 O contrato é, ou contém, um arrendamento se ele transmite o direito de controlar 
o uso de ativo identificado por um período de tempo em troca de contraprestação. 
 Para avaliar se o contrato transfere o direito de controlar o uso de ativo identificado 
por um período de tempo, segundo o CPC 06, a entidade deve avaliar se, durante 
todo o período de uso, o cliente possui o direito de obter substancialmente todos os 
benefícios econômicos do uso dos ativos identificados e o direito de direcionar o uso 
dos ativos identificados.
 Quando vamos discutir sobre as classificações dos arrendamentos, precisamos 
caminhar na seguinte linha de raciocínio: o arrendamento é classificado como 
arrendamento financeiro se transferir substancialmente todos os riscos e benefícios 
inerentes à propriedade do ativo subjacente. 
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
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 De igual modo, o arrendamento é classificado como arrendamento operacional se 
não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade 
do ativo subjacente.
● Arrendamento Mercantil Financeiro
• ○Há transferências dos riscos e benefícios à propriedade
• ○Possui uma essência de compra financiada
● Arrendamento Mercantil Operacional
• ○Não há transferência dos riscos à propriedade
• ○Possui essência de aluguel
 Segundo o Pronunciamento, o fato da operação ser arrendamento financeiro ou 
arrendamento operacional depende da essência da transação, em vez da forma 
do contrato. 
 Trata-se da aplicação da Primazia da Essência sobre a Forma, prevista no CPC 00. 
Assim, por exemplo, pode acontecer uma situação em que um contrato é elaborado 
como arrendamento operacional, mas suas cláusulas possuem características de 
arrendamento financeiro. Sendo assim, o arrendamento deve ser classificado como 
financeiro, observando-se a essência da operação (arrendamento financeiro) em 
detrimento da forma (arrendamento operacional). 
 É a mesma explicação para reconhecer um bem no patrimônio do arrendatário, 
onde o bem sendo do arrendador, na forma jurídica, na essência permanece com a 
responsabilidade sobre o bem objeto do arrendamento.
 O CPC 06 destaca alguns exemplos de situações que individualmente ou em 
conjunto levariam normalmente um arrendamento mercantil a ser classificado como 
arrendamento mercantil financeiro: 
(a) o arrendamento transfere a propriedade do ativo subjacente ao 
arrendatário ao final do prazo do arrendamento; 
(b) o arrendatário tem a opção de comprar o ativo subjacente a 
preço que se espera que seja suficientemente mais baixo do que o 
valor justo na data em que a opção se tornar exercível, para que seja 
razoavelmente certo, na data de celebração do arrendamento, que a 
opção será exercida;
(c) o prazo do arrendamento é equivalente à maior parte da vida 
econômica do ativo subjacente, mesmo se a propriedade não 
for transferida; 
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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(d) na data da celebração do arrendamento, o valor presente dos 
recebimentos do arrendamento equivale substancialmente à 
totalidade do valor justo do ativo subjacente; e 
(e) o ativos subjacente é de natureza tão especializada que somente 
o arrendatário pode usá-lo sem modificações importantes.
 Além desses exemplos, o CPC fornece, ainda, indicadores de situação que, 
individualmente ou em combinação, também poderiam levar o arrendamento a ser 
classificado como arrendamento financeiro:
(a) se o arrendatário puder cancelar o arrendamento mercantil, as 
perdas do arrendador associadas ao cancelamento são arcadas pelo 
arrendatário; 
(b) ganhos ou as perdas provenientes da flutuação no valor justo 
do residual são gerados para o arrendatário (por exemplo, na forma 
de desconto no aluguel que seja equivalente à maior parte dos 
rendimentos de venda no final do arrendamento); e 
(c) se o arrendatário tiver a capacidade de continuar o arrendamento 
por período secundário, com aluguel que seja substancialmente 
menor que o aluguel de mercado.
 O referido Pronunciamento destaca que esses exemplos e indicadores nem sempre 
são conclusivos. 
 Se ficar claro, a partir de outras características, que o arrendamento não transfere, 
substancialmente, todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade do ativo 
subjacente, o arrendamento deve ser classificado como arrendamento operacional. 
 Por exemplo, esse pode ser o caso se a propriedade do ativo subjacente for transferida, 
no final do arrendamento, por recebimento variável equivalente ao seu então valor justo, 
ou se houver recebimentos variáveis de arrendamento, como resultado dos quais o 
arrendador não transfere, substancialmente, todos esses riscos e benefícios. 
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AULA 12
CPC 12 - AJUSTE A VALOR 
PRESENTE
Imagem: ajustes a valor presente de vendas a prazo.
Fonte: https://tinyurl.com/y93lvvp5
 Antes de mais nada, mantenha a calma: por mais que pareça, esse Pronunciamento 
não tem tanto cálculo matemático, como o nome sugere…
 O objetivo deste Pronunciamento é estabelecer os requisitos básicos a serem 
observados quando da apuração do Ajuste a Valor Presente de elementos do ativo 
e do passivo quando da elaboração de demonstrações contábeis, disciplinando e 
resolvendo algumas questões controversas oriundas de tal procedimento. Nesse 
sentido, temos que:
(a) se a adoção do ajuste a valor presente é aplicável tão-somente a 
fluxos de caixa contratados ou se porventura seria aplicada também 
a fluxos de caixa estimados ou esperados; 
(b) em que situações é requerida a adoção do ajuste a valor presente 
de ativos e passivos, se no momento de registro inicial de ativos e 
passivos, se na mudança da base de avaliação de ativos e passivos 
, ou se em ambos os momentos; 
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(c) se passivos não contratuais, como aqueles decorrentes de 
obrigações não formalizadas oulegais, são alcançados pelo ajuste 
a valor presente; 
(d) qual a taxa apropriada de desconto para um ativo ou um passivo 
e quais os cuidados necessários para se evitarem distorções de 
cômputo e viés; 
(e) qual o método de alocação de descontos (juros) recomendado; 
(f) se o ajuste a valor presente deve ser efetivado líquido de efeitos fiscais.
 Ao realizar tais ajustes, ou pelo menos ao ponderar em aplicá-los, deve-se atentar a 
outras diversas regras já expostas em outros Pronunciamentos, por exemplo, dispostas 
na Estrutura Conceitual, como a confiabilidade. Segundo a norma dos ajustes, “o uso 
de estimativas e julgamentos acerca de eventos probabilísticos deve estar livre de 
viés.” Isso porque, os cálculos e mecanismos utilizados e levados em consideração 
para os modelos de precificação utilizados devem ser possíveis de serem verificados 
por terceiros independentes, prezando então pela neutralidade de tais informações e 
métodos utilizados.
 A aplicação e alcance deste Pronunciamento se dá, segundo trecho transcrito 
da norma:
[...] essencialmente de questões de mensuração, não alcançando com 
detalhes questões de reconhecimento. É importante esclarecer que a 
dimensão contábil do “reconhecimento” envolve a decisão de “quando 
registrar” ao passo que a dimensão contábil da “mensuração” envolve 
a decisão de “por quanto registrar”.
 Basicamente, a preocupação é trazer com fidedignidade as informações que 
apresentam valores futuros a valores presente, buscando sempre atender a 
característica primordial da contabilidade: gerar informações para auxiliar à tomada 
de decisão dos usuários.
 É válido observar que, a aplicação dos conceitos e métodos de ajustes a valor 
presente não significa, em termos gerais, equiparar os ativos ou passivos aos 
seus valores justos. Logo, deve-se atentar que valor presente e valor justo não são, 
necessariamente, sinônimos.
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Anote isso
Valor presente “é a estimativa do valor de um fluxo de caixa futuro, no curso 
normal das operações da entidade.” Assim como valor justo “é o valor pelo 
qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes 
interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com a 
ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que 
caracterizem uma transação compulsória.”
 Um dos pontos mais difíceis da aplicação do ajuste a valor presente não é propriamente 
elencar de maneira detalhada os ativos e passivo que são contemplados pela regra, e 
sim estabelecer as diretrizes, objetivos e metas a serem alcançadas. Nesse sentido, 
como diretriz geral a ser observada, ativos, passivos e situações que apresentarem 
uma ou mais das características abaixo devem estar sujeitos aos procedimentos de 
mensuração tratados neste Pronunciamento: 
(a) transação que dá origem a um ativo, a um passivo, a uma receita ou 
a uma despesa (conforme definidos no Pronunciamento Conceitual 
Básico Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação 
das Demonstrações Contábeis deste CPC) ou outra mutação do 
patrimônio líquido cuja contrapartida é um ativo ou um passivo com 
liquidação financeira (recebimento ou pagamento) em data diferente 
da data do reconhecimento desses elementos; 
(b) reconhecimento periódico de mudanças de valor, utilidade ou 
substância de ativos ou passivos similares emprega método de 
alocação de descontos; 
(c) conjunto particular de fluxos de caixa estimados claramente 
associado a um ativo ou a um passivo. 
 A essência deste Pronunciamento em termos de meta a ser alcançada, ao se 
aplicar o conceito de valor presente deve-se associar tal procedimento à mensuração 
de ativos e passivos levando-se em consideração o valor do dinheiro no tempo e as 
incertezas a eles associados.
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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Isto está na rede
[...] a compra financiada de um veículo por um cliente especial que, por causa 
dessa situação, obtenha taxa não de mercado para esse financiamento, faz 
com que a aplicação do conceito de valor presente com a taxa característica 
da transação e do risco desse cliente leve o ativo, no comprador, a um valor 
inferior ao seu valor justo; nesse caso prevalece contabilmente o valor calculado 
a valor presente, inferior ao valor justo, por representar melhor o efetivo custo 
de aquisição para o comprador. Em contrapartida o vendedor reconhece a 
contrapartida do ajuste a valor presente do seu recebível como redução da 
receita, evidenciando que, nesse caso, terá obtido um valor de venda inferior 
ao praticado no mercado.
Fonte: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/219_CPC_12.pdf
 
 Analisando a Lei 6.404/76, especialmente no seu artigo 183 no inciso VIII “os 
elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor 
presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.” 
Subgrupos Patrimoniais Ajuste a Valor Presente
Ativo Circulante Somente quando houver efeito relevante
Ativo Não Circulante Sim
Passivo Circulante Somente quando houver efeito relevante
Passivo Não Circulante Sim
Tabela: ajustes a valor presente.
Fonte: Adriano, 2016, p. 831.
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/219_CPC_12.pdf
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Isto acontece na prática
A empresa Notario realizou diversas vendas com prazo de recebimento de 
90 dias no valor total de R$ 266.200,00. O valor das vendas é relevante para 
a empresa e a taxa implícita na operação foi de 10% ao mês. O contador da 
empresa Notario, nessa data, registrou a operação de acordo com as atuais 
Normas Brasileiras de Contabilidade, através do seguinte lançamento:
Pelo registro contábil das vendas:
D - duplicatas a receber 
R$ 266.200,00
C - vendas brutas 
R$ 266.200,00 
Pelo registro contábil das receitas financeiras a apropriar:
 
D - ajuste a valor presente de vendas 
R$ 66.200,00
C - receitas financeiras a apropriar 
R$ 66.200,00
Imagem: ajuste a valor presente das vendas a prazo.
Fonte: adaptado de Adriano, 2016, p. 831.
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AULA 13
CPC 16 - ESTOQUES 
Imagem: estoques.
Fonte: https://tinyurl.com/ycknaqjf
 Sem dúvida um dos principais bens de uma empresa (comercial e/ou industrial, 
obviamente) são os estoques. Através deles, as empresas tem condição de honrar 
seus compromissos e sobreviver nesse mercado cada vez mais competitivo. 
 O CPC 16 disciplina sobre o tratamento contábil que devemos dar aos estoques, 
o qual segundo a norma, a questão fundamental na contabilização dos estoques é 
quanto ao valor do custo a ser reconhecido como ativo e mantido nos registros até 
que as respectivas receitas sejam reconhecidas, ou seja, sejam vendidos. 
 Nesse sentido, o CPC 16 proporciona orientação sobre a determinação do valor 
de custo dos estoques e sobre o seu reconhecimento como despesa em resultado, 
incluindo qualquer redução ao valor realizável líquido. Também proporciona orientação 
sobre o método e os critérios usados para atribuir custos aos estoques. 
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 Fique tranquilo que todos esses termos serão explicados (os necessários, obviamente) 
para a sua compreensão, combinados?
 Segundo o CPC 16, temos que:
Estoques são ativos: 
(a) mantidos para venda no curso normal dos negócios; 
(b) em processo de produção para venda; ou 
(c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou 
transformados no processo de produção ou na prestação de serviços. 
Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal 
dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão 
e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. 
Valor justo é o preço que seria recebido pela venda deum ativo ou 
que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação 
não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração.
 Sendo assim, nos termos do Pronunciamento, os estoques compreendem bens 
adquiridos e destinados à venda, incluindo, por exemplo, mercadorias compradas por 
varejista para revenda ou terrenos e outros imóveis para revenda.
 Os estoques também compreendem produtos acabados e produtos em processo de 
produção pela entidade e incluem matérias-primas e materiais secundários, aguardando 
utilização no processo de produção, tais como: componentes, embalagens e material 
de consumo. 
 Os custos incorridos para cumprir o contrato com o cliente, que não resultam 
em estoques (ou ativos dentro do alcance de outro pronunciamento), devem ser 
contabilizados de acordo com o CPC 47 – Receita de Contrato com Cliente.
 No entendimento da norma, temos uma outra definição que chama a atenção, 
que trata-se do valor realizável líquido, que é o preço de venda estimado no curso 
normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos 
estimados necessários para se concretizar a venda. 
 Para entender melhor esse tal de valor realizável líquido, imagine que uma empresa 
industrial de eletrodomésticos possui uma grande quantidade estocada de geladeiras 
na qual possui a perspectiva de venda por R$ 3.000,00. 
 No entanto, sua concorrente lança uma nova geladeira com uma nova tecnologia, 
muito superior à da empresa inicial. 
 Nesse sentido, com o surgimento da nova tecnologia, o valor esperado de venda cai 
para R$ 2.750,00, considerando-se todos os custos para concretizar a venda. Nesse 
caso, o valor realizável líquido então é de R$ 2.750,00. 
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 Ainda, nessa linha de raciocínio, temos também uma definição de valor justo, que é 
o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência 
de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na 
data de mensuração. 
 Para entender, vamos voltar às nossas empresas de eletrodomésticos, onde um 
cliente quer aproveitar o lançamento da nova geladeira para adquirir a antiga (que 
esperto, não é?!), onde a tendência é uma queima de estoque das geladeiras antigas 
por parte das empresas.
 Ao realizar uma bela pesquisa no mercado, esse cliente encontrou lojas vendendo 
a mesma geladeira pelo valor de R$ 2.500,00 - esse é o valor justo.Esse é o valor 
justo (as partes são independentes e a transação não é compulsória, isto é, o cliente 
compra se quiser.
Anote isso
Observe que o valor realizável líquido não necessariamente é igual ao valor justo.
 O CPC 16 reza que o valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade 
espera realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios. O valor justo 
reflete o preço pelo qual uma transação ordenada para a venda do mesmo estoque no 
mercado principal (ou mais vantajoso) para esse estoque ocorreria entre participantes 
do mercado na data de mensuração. O primeiro é um valor específico para a entidade, 
ao passo que o segundo já não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode 
não ser equivalente ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva 
venda. Em suma, temos que o valor realizável líquido é o valor que a entidade espera 
receber pela venda do estoque; enquanto o valor justo é o preço pelo qual ocorreria 
a venda do estoque no mercado. 
 Quando vamos discutir a mensuração dos estoques, tanto a Lei 6.404/76 quanto 
o Pronunciamento em questão seguem a mesma ideia: devem ser mensurados pelo 
valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor - em obediência ao 
princípio da prudência ou conservadorismo, lembra?
 Sem sombra de dúvida, um dos pontos mais importantes desta norma é com relação 
aos custos dos estoques, os quais são definidos pelo Pronunciamento, no item 10, 
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como sendo “O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição 
e de transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à 
sua condição e localização atuais.” 
 O custo de aquisição dos estoques compreende, segundo o Pronunciamento:
[...] o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos 
(exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de 
transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à 
aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos 
comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição.
 De igual modo, os custos de transformação de estoques, no entendimento na norma 
em questão, incluem:
[...] os custos diretamente relacionados com as unidades produzidas 
ou com as linhas de produção, como pode ser o caso da mão de 
obra direta. Também incluem a alocação sistemática de custos 
indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos para 
transformar os materiais em produtos acabados. Os custos indiretos 
de produção fixos são aqueles que permanecem relativamente 
constantes independentemente do volume de produção, tais como 
a depreciação e a manutenção de edifícios e instalações fabris, 
máquinas, equipamentos e ativos de direito de uso utilizados no 
processo de produção e o custo de gestão e de administração da 
fábrica. Os custos indiretos de produção variáveis são aqueles que 
variam diretamente, ou quase diretamente, com o volume de produção, 
tais como materiais indiretos e certos tipos de mão de obra indireta.
 O CPC 16 destaca, ainda, que o valor do estoque baixado, reconhecido como despesa 
durante o período, o qual é denominado frequentemente como custo dos produtos, das 
mercadorias ou dos serviços vendidos, consistem nos custos que estavam incluídos 
na mensuração do estoque que agora é vendido. 
 Os custos indiretos de produção eventualmente não alocados aos produtos e os 
valores anormais de custos de produção devem ser reconhecidos como despesa do 
período em que ocorrem, sem transitar pelos estoques, dentro desse mesmo grupo, 
mas de forma identificada. As circunstâncias da entidade também podem admitir a 
inclusão de outros valores, tais como custos de distribuição. 
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Perdas normais reconhecidas no estoque (custo de produção)
Perdas anormais reconhecidas no resultado (despesa do exercício)
Tabela: tratamento contábil das perdas de estoques.
Fonte: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/243_CPC_16_R1_rev%2013.pdf
Isto acontece na prática
Uma indústria moveleira ao produzir mesas desperdiça normalmente 5% da 
matéria-prima (as famosas “rebarbas”). Nesse caso, esses 5% de desperdício irá 
ser apropriado aos estoques. No entanto, caso seja identificado, por exemplo, 
um desperdício de 15% no processo produtivo, incorrendo em desperdício 
anormal, esses 10% de desperdício a maior identificado deverá ser reconhecido 
como despesa no resultado do período.
 
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/243_CPC_16_R1_rev%2013.pdf
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AULA 14
CPC 25 - PROVISÕES, PASSIVOS 
CONTINGENTES E ATIVOS 
CONTINGENTES
Imagem: processos judiciais - ativos e passivos contingentes.
Fonte:https://tinyurl.com/y97laoj3
 O Objetivo do CPC 25 é estabelecer que sejam aplicados critérios de reconhecimento 
e bases de mensuração apropriados a provisões e a passivos e ativos contingentes 
e que seja divulgada informação suficiente nas notas explicativas para permitir que 
os usuários entendam a sua natureza, oportunidade e valor. Já deu para perceber a 
importância e o quanto esse “cara” é aplicado na prática nas empresas.
 Atualmente o termo provisão, seguindo a orientação das normas internacionais, 
refere-se apenasaos passivos com prazos ou valor incertos. Logo, o termo provisão para 
contas retificadoras do ativo não tem utilização adequada considerando o tratamento 
atual das Normas, sendo indicado o termo “estimativa” para tais contas, por exemplo, 
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usar “estimativa para créditos de liquidação duvidosa” ao invés de “provisão para 
créditos de liquidação duvidosa”.
 Segundo o Pronunciamento, temos algumas definições importantes:
Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. 
Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já 
ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos 
da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. 
Evento que cria obrigação é um evento que cria uma obrigação legal 
ou não formalizada que faça com que a entidade não tenha nenhuma 
alternativa realista senão liquidar essa obrigação. 
Obrigação legal é uma obrigação que deriva de: 
(a) contrato (por meio de termos explícitos ou implícitos); 
(b) legislação; ou 
(c) outra ação da lei. 
Obrigação não formalizada é uma obrigação que decorre das ações 
da entidade em que: 
(a) por via de padrão estabelecido de práticas passadas, de políticas 
publicadas ou de declaração atual suficientemente específica, 
a entidade tenha indicado a outras partes que aceitará certas 
responsabilidades; e 
(b) em consequência, a entidade cria uma expectativa válida nessas 
outras partes de que cumprirá com essas responsabilidades. 
Passivo contingente é: 
(a) uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja 
existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um 
ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da 
entidade; ou 
(b) uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas 
que não é reconhecida porque: 
(i) não é provável que uma saída de recursos que incorporam 
benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou 
(ii) o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente 
confiabilidade. 
Ativo contingente é um ativo possível que resulta de eventos passados 
e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de 
um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle 
da entidade.
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 Outro ponto importante na norma é com relação ao critério de reconhecimento das 
provisões, as quais devem ser reconhecida quando:
(a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) 
como resultado de evento passado; 
(b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que 
incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e 
(c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve 
ser reconhecida.
 Obrigação presente é no sentida da entidade ter a certeza da dívida, não tendo 
dúvida sobre o valor e nem sobre o vencimento da referida obrigação, por exemplo, 
uma compra de mercadorias a prazo: sabe-se o valor, bem como a data de vencimento, 
o que traz então, a certeza da dívida.
 Para que um passivo se qualifique para reconhecimento, é necessário haver não 
somente uma obrigação presente, mas também a probabilidade de saída de recursos 
que incorporam benefícios econômicos para liquidar essa obrigação. Para a finalidade 
deste Pronunciamento Técnico, uma saída de recursos ou outro evento é considerado 
como provável se o evento for mais provável que sim do que não de ocorrer, isto é, se 
a probabilidade de que o evento ocorrerá for maior do que a probabilidade de isso não 
acontecer. Quando não for provável que exista uma obrigação presente, a entidade 
divulga um passivo contingente, a menos que a possibilidade de saída de recursos 
que incorporam benefícios econômicos seja remota.
 O uso de estimativas é uma parte essencial da elaboração de demonstrações 
contábeis e não prejudica a sua confiabilidade. Isso é especialmente verdadeiro no 
caso de provisões, que pela sua natureza são mais incertas do que a maior parte 
de outros elementos do balanço. Exceto em casos extremamente raros, a entidade 
é capaz de determinar um conjunto de desfechos possíveis e, dessa forma, fazer 
uma estimativa da obrigação que seja suficientemente confiável para ser usada no 
reconhecimento da provisão.
 Outro ponto importante do Pronunciamento é com relação aos passivos 
contingentes, os quais não devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis, 
apenas em notas explicativas.
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Anote isso
A entidade não deve reconhecer um passivo contingente.
 Conforme entendimento do Pronunciamento:
Os passivos contingentes podem desenvolver-se de maneira não 
inicialmente esperada. Por isso, são periodicamente avaliados para 
determinar se uma saída de recursos que incorporam benefícios 
econômicos se tornou provável. Se for provável que uma saída 
de benefícios econômicos futuros serão exigidos para um item 
previamente tratado como passivo contingente, a provisão deve ser 
reconhecida nas demonstrações contábeis do período no qual ocorre 
a mudança na estimativa da probabilidade (exceto em circunstâncias 
extremamente raras em que nenhuma estimativa suficientemente 
confiável possa ser feita).
 Percebe-se que a empresa não tem autonomia nenhuma sobre o acontecimento 
ou não da contingência, isso é essencial para o seu correto tratamento contábil.
Imagem: provisão e passivos contingentes.
Fonte: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/304_CPC_25_rev%2014.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/304_CPC_25_rev%2014.pdf
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 Da mesma forma, temos que os ativos contingentes surgem normalmente de 
evento não planejado ou de outros não esperados que dão origem à possibilidade de 
entrada de benefícios econômicos para a entidade. Um exemplo é uma reivindicação 
que a entidade esteja reclamando por meio de processos legais, em que o desfecho 
seja incerto.
Isto acontece na prática
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, 
uma vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado. 
Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, então o ativo 
relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado. 
Imagem: ativo contingente.
Fonte: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/304_CPC_25_rev%2014.pdf
 Imagine a seguinte situação: um fabricante dá garantias no momento da venda para 
os compradores do seu produto. De acordo com os termos do contrato de venda, o 
fabricante compromete a consertar, por reparo ou substituição, defeitos de produtos 
que se tornarem aparentes dentro de três anos desde a data da venda. De acordo 
com a experiência passada, é provável (ou seja, mais provável que sim do que não) 
que haverá algumas reclamações dentro das garantias. 
 Obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação – O 
evento que gera a obrigação é a venda do produto com a garantia, o que dá origem 
a uma obrigação legal. 
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/304_CPC_25_rev%2014.pdf
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 Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação – Provável para as 
garantias como um todo (ver item 24). 
 Conclusão – A provisão é reconhecida pela melhor estimativa dos custos para consertos 
de produtos com garantia vendidos antes da data do balanço (ver itens 14 e 24). 
 Sempre pairam dúvidas de como tratar as provisões e as contingências, por isso, 
o Pronunciamento sugere uma forma de análise, a qual é apresentada a seguir:
Imagem: esquema das provisões e contingências.
Fonte: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/304_CPC_25_rev%2014.pdf
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AULA 15
CPC 26 - APRESENTAÇÃO DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Imagem: demonstrações contábeis.
Fonte: https://tinyurl.com/y9al4dco
 Vamos estudar nesta aula o Pronunciamento referente a apresentação das 
demonstrações contábeis, o qual tem por objetivo definir a base para a apresentação 
das demonstrações contábeis, para assegurar a comparabilidade tanto com as 
demonstrações contábeis de períodos anteriores da mesma entidade quanto com as 
demonstrações contábeis de outras entidades. Nesse cenário, este Pronunciamento 
estabelece requisitos gerais para a apresentação das demonstrações contábeis, 
diretrizes para a sua estrutura e os requisitos mínimos para seu conteúdo. 
 Este Pronunciamento deve ser aplicado em todas as demonstrações contábeis 
elaboradas e apresentadas de acordo com os Pronunciamentos, Orientações e 
Interpretações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
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 Para estudar esta norma, é importante conhecermos algumas definições essenciais 
para esse momento, as quais o Pronunciamento traz que:
Demonstrações contábeis de propósito geral (referidas simplesmente 
como demonstrações contábeis) são aquelas cujo propósito reside 
no atendimento das necessidades informacionais de usuários 
externos que não se encontram em condições de requerer relatórios 
especificamente planejados para atender às suas necessidades 
peculiares. 
Aplicação impraticável – A aplicação de um requisito é impraticável 
quando a entidade não pode aplicá-lo depois de ter feito todos os 
esforços razoáveis nesse sentido. 
Práticas contábeis brasileiras compreendem a legislação societária 
brasileira, os Pronunciamentos, as Interpretações e as Orientações 
emitidos pelo CPC homologados pelos órgãos reguladores, e práticas 
adotadas pelas entidades em assuntos não regulados, desde que 
atendam ao Pronunciamento Conceitual Básico Estrutura Conceitual 
para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro 
emitido pelo CPC e, por conseguinte, em consonância com as normas 
contábeis internacionais.
 Segundo o CPC 26, as demonstrações contábeis são uma representação estruturada 
da posição patrimonial e financeira e do desempenho da entidade.
 Nesse sentido, o objetivo das demonstrações contábeis é o de proporcionar 
informação acerca da posição patrimonial e financeira, do desempenho e dos fluxos 
de caixa da entidade que seja útil a um grande número de usuários em suas avaliações 
e tomada de decisões econômicas. 
 As demonstrações contábeis também objetivam apresentar os resultados da atuação 
da administração, em face de seus deveres e responsabilidades na gestão diligente 
dos recursos que lhe foram confiados. 
 Para satisfazer a esse objetivo, as demonstrações contábeis proporcionam 
informação da entidade acerca do seguinte: 
(a) ativos; 
(b) passivos; 
(c) patrimônio líquido; 
(d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas; 
(e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e 
distribuições a eles; e 
(f) fluxos de caixa. 
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 Essas informações, juntamente com outras informações constantes das notas 
explicativas, ajudam os usuários das demonstrações contábeis a prever os futuros 
fluxos de caixa da entidade e, em particular, a época e o grau de certeza de sua geração. 
 Um importante ponto de comparação com a Lei 6.404/76 é referente ao 
conjunto completo das demonstrações financeiras, as quais divergem em algumas 
demonstrações, conforme apresento a seguir.
 De acordo com a Lei, temos que:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, 
com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes 
demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a 
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no 
exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e 
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
§ 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com 
a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do 
exercício anterior.
§ 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser 
agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que 
indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do 
valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de 
designações genéricas, como “diversas contas” ou “contas-correntes”.
§ 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros 
segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto 
de sua aprovação pela assembléia-geral.
§ 4º As demonstrações serão complementadas por notas 
explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações 
contábeis necessários para esclarecimento da situação 
patrimonial e dos resultados do exercício. 
 Em contrapartida, temos a orientação do Pronunciamento em questão, que traz 
como conjunto completo das demonstrações as seguintes:
(a) balanço patrimonial ao final do período; 
(b1) demonstração do resultado do período; 
(b2) demonstração do resultado abrangente do período; 
(c) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período; 
(d) demonstração dos fluxos de caixa do período; 
(e) notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis 
significativas e outras informações elucidativas; 
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(ea) informações comparativas com o período anterior, conforme 
especificado nos itens 38 e 38A; 
(f1) demonstração do valor adicionado do período, conforme 
Pronunciamento Técnico CPC 09, se exigido legalmente ou por algum 
órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente.
Anote isso
A entidade pode usar outros títulos nas demonstrações em vez daqueles 
usados neste Pronunciamento Técnico, desde que não contrarie a legislação 
societária brasileira vigente. 
 Uma outra observação que se deve fazer, é que a entidade pode, se permitido 
legalmente, apresentar uma única demonstração do resultado do período e outros 
resultados abrangentes, com a demonstração do resultado e outros resultados 
abrangentes apresentados em duas seções. 
 As seções devem ser apresentadas juntas, com o resultado do período apresentado 
em primeiro lugar seguido pela seção de outros resultados abrangentes. 
 A entidade pode apresentar a demonstração do resultado como uma demonstração 
separada. Nesse caso, a demonstração separada do resultado do período precederá 
imediatamente a demonstração que apresenta o resultado abrangente, que se inicia 
com o resultado do período.
 Por mais óbvio que pareça, a norma reza que as demonstrações contábeis devem 
representar apropriadamente a posição financeira e patrimonial, o desempenho e os 
fluxos de caixa da entidade. 
 Para apresentação adequada, é necessária a representação fidedigna dos efeitos 
das transações, outros eventos e condições de acordo com as definições e critérios 
de reconhecimento para ativos, passivos, receitas e despesas como estabelecidos no 
CPC 00 – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. 
 Presume-se que a aplicação dos pronunciamentos técnicos, interpretações 
e orientações do CPC, com divulgação adicional quando necessária, resulta em 
demonstrações contábeis que se enquadram como representação apropriada, conforme 
estudamos na aula da Estrutura Conceitual, lembra?
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 Um dos pontos que mais nos chama a atenção ao estudar o Pronunciamento objeto 
desta aula, é a sua relação e citação expressa a continuidade da empresa, quando da 
elaboração e apresentação das demonstrações contábeis,conforme traz o item 25:
[...] a administração deve fazer a avaliação da capacidade da entidade 
continuar em operação no futuro previsível. As demonstrações 
contábeis devem ser elaboradas no pressuposto da continuidade, a 
menos que a administração tenha intenção de liquidar a entidade ou 
cessar seus negócios, ou ainda não possua uma alternativa realista 
senão a descontinuidade de suas atividades. Quando a administração 
tiver ciência, ao fazer a sua avaliação, de incertezas relevantes 
relacionadas com eventos ou condições que possam lançar dúvidas 
significativas acerca da capacidade da entidade continuar em operação 
no futuro previsível, essas incertezas devem ser divulgadas. Quando 
as demonstrações contábeis não forem elaboradas no pressuposto 
da continuidade, esse fato deve ser divulgado, juntamente com as 
bases sobre as quais as demonstrações contábeis foram elaboradas 
e a razão pela qual não se pressupõe a continuidade da entidade.
 Isso nos leva a entender que se uma entidade empresarial estiver com suas atividades 
em processo de descontinuidade, por exemplo, falência ou encerramento programado, 
deve divulgar isso em suas demonstrações contábeis.
 Para fechar esse racicínio, temos que observar que a entidade deve elaborar as 
suas demonstrações contábeis, exceto para a demonstração dos fluxos de caixa, 
utilizando-se do regime de competência, já que todas as outras demonstrações, por 
exemplo, balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício, registram e 
representam os fatos pela competência, isto é, quando acontecem, independente da 
movimentação financeira.
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Isto está na rede
O exemplo a seguir é ilustrativo de como poderia ser apresentada a 
demonstração de resultados abrangentes do período, introduzida por este 
Pronunciamento Técnico, utilizando-se a Demonstração das Mutações do 
Patrimônio Líquido que já é usualmente elaborada no Brasil. O exemplo a seguir 
não teve por objetivo disciplinar a forma de apresentação da Demonstração 
das Mutações do Patrimônio Líquido. Note-se que foi adicionada a coluna de 
Participação dos Não Controladores no Patrimônio Líquido das Controladas, 
já que essa participação (também conhecida por Participação da Minoria 
ou dos Minoritários) passa, a partir da adoção deste Pronunciamento, a ser 
apresentada dentro do Patrimônio Líquido como um todo, após a identificação 
do Patrimônio Líquido dos Sócios da Entidade Controladora. 
>>> o aluno deve visitar a página para ter acesso completo ao exemplo citado 
no Pronunciamento Técnico em questão, disponível em http://static.cpc.aatb.
com.br/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2014.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2014.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2014.pdf
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CPC 27 - ATIVO IMOBILIZADO 
Imagem: máquinas e equipamentos - ativo imobilizado.
Fonte: https://tinyurl.com/y8x3z8db
 Assim como os demais Pronunciamentos que estudamos, vamos começar esse 
aqui também pelo seu objetivo, que é estabelecer o tratamento contábil para ativos 
imobilizados, de forma que os usuários das demonstrações contábeis possam discernir 
a informação sobre o investimento da entidade em seus ativos imobilizados, bem 
como suas mutações. Os principais pontos a serem considerados na contabilização 
do ativo imobilizado são o reconhecimento dos ativos, a determinação dos seus 
valores contábeis e os valores de depreciação e perdas por desvalorização a serem 
reconhecidas em relação aos mesmos.
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Anote isso
Vale lembrar que os ativos imobilizados são bens corpóreos que promovem 
a manutenção da companhia, além de serem controlados e utilizados por 
mais de um exercício financeiro, por exemplo, veículos, móveis e utensílios, 
computadores e imóveis.
 Nesse sentido, este Pronunciamento deve ser aplicado na contabilização de ativos 
imobilizados, exceto quando outro Pronunciamento exija ou permita tratamento 
contábil diferente.
 Para conseguirmos estudá-lo com mais tranquilidade, vamos considerar as 
seguintes definições:
Valor contábil é o valor pelo qual um ativo é reconhecido após a dedução 
da depreciação e da perda por redução ao valor recuperável acumuladas.
Custo é o montante de caixa ou equivalente de caixa pago ou o valor 
justo de qualquer outro recurso dado para adquirir um ativo na data 
da sua aquisição ou construção, ou ainda, se for o caso, o valor 
atribuído ao ativo quando inicialmente reconhecido de acordo com 
as disposições específicas de outros Pronunciamentos, como, por 
exemplo, o Pronunciamento Técnico CPC 10 – Pagamento Baseado 
em Ações. 
Valor depreciável é o custo de um ativo ou outro valor que substitua 
o custo, menos o seu valor residual. 
Depreciação é a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo 
ao longo da sua vida útil. 
Valor específico para a entidade (valor em uso) é o valor presente dos 
fluxos de caixa que a entidade espera (i) obter com o uso contínuo 
de um ativo e com a alienação ao final da sua vida útil ou (ii) incorrer 
para a liquidação de um passivo. 
Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou 
que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação 
não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração.
Perda por redução ao valor recuperável é o valor pelo qual o valor 
contábil de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa excede 
seu valor recuperável. 
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Ativo imobilizado é o item tangível que: 
(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias 
ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e 
(b) se espera utilizar por mais de um período. 
Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos 
destinados à manutenção das atividades da entidade ou exercidos 
com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que 
transfiram a ela os benefícios, os riscos e o controle desses bens. 
Valor recuperável é o maior valor entre o valor justo menos os custos 
de venda de um ativo e seu valor em uso. 
Valor residual de um ativo é o valor estimado que a entidade obteria 
com a venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, 
caso o ativo já tivesse a idade e a condição esperadas para o fim de 
sua vida útil. 
Vida útil é: 
(a) o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o 
ativo; ou 
(b) o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes 
que a entidade espera obter pela utilização do ativo. 
 Ao estudamos o referido Pronunciamento, não podemos deixar de nos dedicarmos 
ao reconheicmento do custo, o qual deve ser reconhecido como ativo se, e apenas 
se for provável que futuros benefícios econômicos associados ao item fluirão para a 
entidade e se o custo do item puder ser mensurado confiavelmente. 
 Uma dúvida sobre esse reconhecimento, ou melhor, um ponto importante a ser 
considerado nessa parte é que os sobressalentes, peças de reposição, ferramentas 
e equipamentos de uso interno são classificados como ativo imobilizado quando a 
entidade espera usá-los por mais de um período. 
 Ao tratarmos sobre o reconhecimento dos custos iniciais, o Pronunciamento reza que 
a aquisição de tal ativo imobilizado, embora não aumentando diretamente os futuros 
benefícios econômicos de qualquer item específico já existente do ativo imobilizado, 
pode ser necessária para que a entidade obtenha os benefícios econômicos futuros 
dos seus outros ativos, por exemplo, a aquisição de uma máquina para o parque fabril 
de uma indústria não aumenta diretamente os resultados, mas indiretamente gera 
condições para que tais ganhos sejam potencializados.
 Segundo a norma,temos que o custo de um ativo imobilizado pode ser composto 
da seguinte forma:
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(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e 
impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os 
descontos comerciais e abatimentos; 
(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no 
local e condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar 
da forma pretendida pela administração; 
(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do 
item e de restauração do local (sítio) no qual este está localizado. 
Tais custos representam a obrigação em que a entidade incorre 
quando o item é adquirido ou como consequência de usá-lo durante 
determinado período para finalidades diferentes da produção de 
estoque durante esse período.
 Sem dúvidas, um assunto recorrente nos estudos do ativo imobilizado é a depreciação 
dos bens, que nada mais é do que a perda de valor pelo uso, por exemplo. Cada 
componente de um item do ativo imobilizado com custo significativo em relação ao 
custo total do item deve ser depreciado separadamente. 
 A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, 
quando está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela 
administração, isto é, uma máquina estando pronta para ser utilizada - mesmo que 
não esteja - já pode sofrer depreciação.
 Existem vários métodos para depreciar um bem do ativo imobilziado, e o método 
de depreciação utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos benefícios 
econômicos futuros.
 No entendimento do Pronunciamento “o método de depreciação aplicado a um 
ativo deve ser revisado pelo menos ao final de cada exercício e, se houver alteração 
significativa no padrão de consumo previsto, o método de depreciação deve ser alterado 
para refletir essa mudança.”
 Ainda sobre os métodos, a norma traz que:
Vários métodos de depreciação podem ser utilizados para apropriar 
de forma sistemática o valor depreciável de um ativo ao longo da 
sua vida útil. Tais métodos incluem o método da linha reta, o método 
dos saldos decrescentes e o método de unidades produzidas. A 
depreciação pelo método linear resulta em despesa constante durante 
a vida útil do ativo, caso o seu valor residual não se altere. O método 
dos saldos decrescentes resulta em despesa decrescente durante 
a vida útil. O método de unidades produzidas resulta em despesa 
baseada no uso ou produção esperados. A entidade seleciona o 
método que melhor reflita o padrão do consumo dos benefícios 
econômicos futuros esperados incorporados no ativo. Esse método 
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é aplicado consistentemente entre períodos, a não ser que exista 
alteração nesse padrão.
 Mesmo com essa quantidade considerável de métodos de depreciação de bens, o 
método mais utilizado é o método da linha reta, conforme demonstrado a seguir.
Isto acontece na prática
Considere que uma empresa tenha adquirido uma máquina à vista no valor 
de R$ 100.000,00 e o método de depreciação utilizado pela entidade seja o 
método linear.
Contabilização na data da compra:
D - Máquinas e equipamentos (ANC)
C - Caixa (AC)
R$ 100.000,00
Cálculo da depreciação, considerando que a vida útil da máquina seja de 10 anos:
Máquina e equipamentos R$100.000,00
(-) Depreciação acumulada (1º ano) (R$10.000,00)
= Valor contábil R$ 90.000,00
Contabilização da depreciação, ao final do 1º ano de uso da máquina:
D - Depreciação (DRE - D)
C - Depreciação acumulada (Ret. ANC)
R$ 10.000,00
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CONCLUSÃO
 Missão dada é missão cumprida!
 Que bom que você chegou até aqui e espero que tenha aproveitado ao máximo o 
conteúdo que preparei para você, afinal, passamos um bom período juntos. Acredito 
que tenha percebido a importância do estudo das legislações que norteiam a profissão 
contábil - de grande responsabilidade nesse cenário cada vez mais dinâmico. Nessa 
etapa, passamos por alguns momentos essenciais para o entendimento correto 
de tudo isso, por exemplo, o processo de convergência às normas internacionais 
de contabilidade, o que causou um grande tumulto aos profissionais da época, já 
que procedimentos foram alterados e outros criados, por exemplo, novos grupos de 
contas e estrutura das demonstrações contábeis. De tal processo, a convergência, 
surgiram outros grandes momentos para a ciência contábil, por exemplo, a Redução 
ao Valor Recuperável de Ativos, fruto de uma alteração da Lei nº 6.407/76, mais 
especificamente, pela Lei nº 11.638/07 - graças à nova contabilidade. Não obstante, 
tivemos novas considerações para os ativos intangível e imobilizado. Bom, estudamos 
também a demonstração do fluxo de caixa - DFC, a qual também é um advento da nova 
contabilidade, já que a Lei nº 11.638/07 “encostou” uma demonstração que existia: a 
demonstração das origens e aplicações dos recursos - DOAR e instituiu a DFC. Nesse 
sentido, das demonstrações contábeis, busquei fazer uma espécie de comparativo 
entre a Lei das Sociedades Anônimas - Lei nº 6.404/76 - e o Pronunciamento Técnico 
do CPC nº 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis. Você deve ter percebido 
também que a leitura dos Pronunciamentos, de um modo geral, é bem técnica e 
quase que “chata”, concorda? Mas se faz essencial no exercício da profissão contábil 
e além disso, é cada vez mais cobrada no Exame de Suficiência do Conselho Federal 
de Contabilidade - CFC e, por exemplo, em editais de grandes concursos públicos. Por 
isso, sugiro que continuamente faça a apreciação dessas normas.
 Sucesso!
Abraços, professor William Notario!
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ELEMENTOS COMPLEMENTARES
LIVRO
Título: Contabilidade Geral e Avançada – 
Esquematizado
Autor: Eugênio Montoto
Editora: Saraiva
Sinopse: Essa obra é um livro prático e 
completo para o estudo de Contabilidade 
Geral e Análise de Balanços. O livro não 
só contempla os procedimentos básicos 
geralmente aceitos, como também aborda 
com detalhes o conteúdo das principais 
normas internacionais de contabilidade, 
com foco nas provas de concursos públicos 
das principais bancas examinadoras. Sua 
linguagem é simples e direta e segue os 
padrões da Coleção Esquematizado®, sendo 
o texto apresentado de forma clara e objetiva, 
com os destaques em azul nos pontos em que o leitor deve se atentar nos estudos. 
 Como todo livro da Coleção Esquematizado®, também apresenta esquemas 
gráficos e quadros, para tornar o aprendizado mais ágil e agradável. Além disso, 
traz muitos exercícios para fixar o conteúdo, e ao final de cada unidade, há exercícios 
com respostas comentadas.
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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 FILME
 Título: O Contador
Ano: 2016
Sinopse: Christian Wolff, um contador com uma 
síndrome que limita suas habilidades sociais, 
cuida da contabilidade das organizações 
criminosas mais perigosas do mundo. Ao 
assumir um outro cliente, uma a empresa de 
robótica “state-of-the-art”, quanto mais perto ele 
chega da verdade, maior é o número de corpos.
 
 
WEB
 Sem dúvida aqui você irá encontrar tudo que precisa saber sobre normas técnicas e 
procedimentos orientados e regulados para que a contabilidade brasileira esteja de acordo 
com as Normas Internacionais de Contabilidade. Acesse os Pronunciamentos Técnicos 
do CPC em http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos
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LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
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REFERÊNCIAS
ADRIANO, Sérgio. Contabilidade Geral 3D: básica, intermediária e avançada.3ª edição. Salvador: Juspodivm, 2016.
 
BRASIL, Lei nº 6404 de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades 
por Ações. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
L6404compilada.htm > Acesso em fevereiro de 2020.
 
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CPC 06 (R2) – Arrendamentos. Disponível em < http://static.cpc.aatb.com.
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FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 102
LEGISLAÇÃO CONTÁBIL:
CPC’S E LEI DAS S.A.
WILLIAM ALVES NOTARIO
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS: Pronunciamento Técnico 
CPC 16 (R1) - Estoques. Disponível em < http://static.cpc.aatb.com.br/
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COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS: Pronunciamento Técnico CPC 
25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Disponível em 
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COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS: Pronunciamento Técnico CPC 
26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. Disponível em < http://
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MONTOTO, Eugenio. Contabilidade Geral e Avançada: Esquematizado. 4ª 
edição. São Paulo: Saraiva, 2015. 
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	PROCESSO DE CONVERGÊNCIA ÀS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE
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