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Caso Clínico em Reabilitação Pós-Cirúrgico Nome Completo: Caroline Barroso Maranhão Matrícula: Fisioterapia Curso: 28295912 Atividade: Em um grande hospital público em uma capital Brasileira, o setor de Fisioterapia é referência no estado, principalmente por receber pacientes do setor de Traumatologia do mesmo hospital, que tem um fluxo grande de cirurgias, por ser especializado em grandes traumas. Em uma tarde de sábado, um jovem de 23 anos, gênero masculino, sem doenças crônicas, estava pilotando uma motocicleta quando foi atingido por um carro que furou o cruzamento e acabou colidindo com a motocicleta e jogando o jovem para o alto. Com o impacto da batida, o jovem teve uma fratura exposta da tíbia, uma vez que caiu por cima do carro. Chegou à emergência consciente e orientado, foi encaminhado ao bloco cirúrgico onde passou por uma cirurgia e colocação e placa e pino de fixação, e ao final, o médico prescreveu avaliação do setor da fisioterapia e início dos atendimentos. A equipe de fisioterapeutas colocou no plano terapêutico a utilização de Ultrassom, Crioterapia e Cinesioterapia. Questões: A) Analisando o caso, quais os benefícios do Ultrassom neste caso? B) Quais os principais cuidados que o fisioterapeuta deve ter ao usar o Ultrassom neste paciente? C) Em relação a situação apresentada, o fisioterapeuta deve trabalhar que tipo de cadeia cinética nos exercícios na primeira fase do tratamento (fase aguda)? Quais os objetivos terapêuticos com esse tipo de exercício? D) Quais os benefícios da Crioterapia para esse caso? Após realizar suas reflexões, elabore um pequeno texto, contendo o máximo de 30 a 40 linhas, expondo sua argumentação, acerca do solicitado. A) O Ultrassom, nesse caso, pode trazer benefícios significativos para a recuperação do paciente. O uso dessa modalidade terapêutica é comum em lesões musculoesqueléticas, como a fratura exposta da tíbia, devido à sua capacidade de promover o processo de cicatrização e redução do edema. O Ultrassom atua no nível celular, estimulando o metabolismo e a regeneração tecidual, o que pode acelerar a recuperação óssea e reduzir a inflamação local. B) Ao utilizar o Ultrassom, o fisioterapeuta deve tomar precauções importantes. Garantir a aplicação em área saudável, evitando regiões com feridas abertas ou inflamação, é crucial. Além disso, a intensidade do Ultrassom deve ser ajustada de acordo com a sensibilidade do paciente para evitar desconforto. O profissional deve estar atento à duração da aplicação e à movimentação adequada do transdutor para assegurar resultados eficazes e seguros. C) Na fase aguda do tratamento, o fisioterapeuta deve focar em exercícios que envolvam a cadeia cinética fechada, priorizando movimentos controlados e suaves. Isso proporciona estabilidade à área afetada, reduzindo o risco de estresse excessivo sobre a fratura. Os objetivos terapêuticos incluem prevenir atrofias musculares, manter a amplitude de movimento e melhorar a propriocepção, contribuindo para uma base sólida no processo de reabilitação. D) Quanto à Crioterapia, ela desempenha um papel crucial na redução da dor e inflamação pós-cirúrgica. A aplicação de gelo na região afetada proporciona alívio imediato, diminuindo a resposta inflamatória e minimizando o inchaço. Além disso, a Crioterapia pode contribuir para controlar a dor associada à lesão, permitindo uma maior participação do paciente nas sessões de fisioterapia e, consequentemente, acelerando sua recuperação. · Em resumo, a abordagem terapêutica proposta, utilizando Ultrassom, Crioterapia e Cinesioterapia, visa potencializar a recuperação do jovem após a cirurgia ortopédica. Cautela na aplicação, escolha adequada dos exercícios e o uso estratégico de recursos terapêuticos são essenciais para otimizar os resultados e promover uma reabilitação eficaz e segura. Na fase aguda do tratamento pós-cirúrgico para a fratura exposta da tíbia, é fundamental escolher exercícios que promovam estabilidade e estimulem a recuperação sem sobrecarregar a região afetada. Alguns exercícios adequados incluem: 1- Exercícios Isométricos: - Contrações musculares sem movimento articulatório, como contrações isométricas dos músculos quadríceps e isquiotibiais, ajudam a manter a força muscular sem colocar tensão direta na fratura. 2- Movimentos de Amplitude Controlada: - Inicialmente, exercícios passivos ou assistidos que visam manter a amplitude de movimento na articulação adjacente à fratura, como movimentos suaves de flexão e extensão do joelho, são recomendados. 3- Exercícios de Propriocepção: - Estímulos proprioceptivos, como ficar em pé sobre a perna afetada com auxílio, podem melhorar a consciência do corpo e a estabilidade, contribuindo para a prevenção de atrofias musculares. 4- Exercícios de Cadeia Cinética Fechada: - Exercícios que envolvem a cadeia cinética fechada, como agachamentos parciais e leg press leve, proporcionam estabilidade à articulação e ativam músculos de forma controlada. 5- Fortalecimento Muscular Gradual: - Conforme o paciente progride na recuperação, exercícios de fortalecimento muscular progressivos podem ser introduzidos, focando nos grupos musculares ao redor da tíbia, como o quadríceps, isquiotibiais e músculos da panturrilha. É crucial adaptar a intensidade e a complexidade dos exercícios de acordo com a resposta do paciente e as orientações do médico. O acompanhamento contínuo do fisioterapeuta é essencial para ajustar o programa de exercícios conforme a evolução do processo de recuperação e garantir uma reabilitação eficaz e segura. O uso estratégico de recursos terapêuticos é essencial para otimizar a recuperação do paciente com fratura exposta da tíbia após a cirurgia. Além do Ultrassom, Crioterapia e Cinesioterapia mencionados anteriormente, alguns outros recursos terapêuticos podem ser incorporados de maneira estratégica: 1- Eletroestimulação Muscular: - A eletroestimulação pode ser aplicada para promover a contração muscular controlada, auxiliando na prevenção da atrofia muscular e melhorando a força muscular sem gerar carga excessiva na região da fratura. 2- Terapia a Laser: - A terapia a laser de baixa intensidade pode ser utilizada para promover a cicatrização, reduzir a inflamação e aliviar a dor na região da fratura. Sua aplicação estratégica pode acelerar o processo de recuperação. 3- Alongamentos Passivos: - Técnicas de alongamento passivo, administradas pelo fisioterapeuta, podem ser incorporadas para manter a flexibilidade nas articulações próximas à área da fratura, contribuindo para a preservação da amplitude de movimento. 4- Exercícios de Respiração e Relaxamento: - Considerando o impacto emocional e físico do trauma, incorporar exercícios de respiração e relaxamento pode ajudar o paciente a lidar com o estresse e promover uma recuperação mais holística. O uso combinado desses recursos terapêuticos deve ser adaptado conforme a resposta individual do paciente e as fases específicas do processo de recuperação. A abordagem estratégica visa não apenas acelerar a cicatrização física, mas também melhorar a qualidade de vida do paciente durante a reabilitação. A comunicação contínua entre o fisioterapeuta, o paciente e a equipe médica são cruciais para ajustar o plano terapêutico de acordo com as necessidades em evolução do indivíduo. Caso Clínico e Seus Recursos Terapêuticos No processo de reabilitação pós-cirúrgica de um jovem de 23 anos com fratura exposta da tíbia, o uso estratégico de recursos terapêuticos desempenha um papel crucial. Além dos já mencionados Ultrassom, Crioterapia e Cinesioterapia, a aplicação cuidadosa de outros recursos terapêuticos se torna essencial. A incorporação de eletroestimulação muscular visa prevenir a atrofia, promovendo contrações controladas. Compressas quentes auxiliam na flexibilidade muscular antes dos exercícios terapêuticos, enquanto a terapia a laser contribui para a cicatrização e redução da inflamação na área da fratura. Alongamentos passivos são adotados para manter a flexibilidade nas articulações próximas,e exercícios de respiração e relaxamento atendem tanto ao aspecto emocional quanto físico do trauma. Esta abordagem holística visa não apenas a rápida recuperação física, mas também o bem-estar global do paciente. A personalização do tratamento, adaptando os recursos terapêuticos de acordo com a resposta do paciente e as fases específicas da recuperação, é fundamental. A comunicação contínua entre o fisioterapeuta, o paciente e a equipe médica asseguram um plano terapêutico ajustado, visando uma reabilitação eficaz e melhorando a qualidade de vida durante todo o processo. Referência: https://www.scielo.br/j/rbfis/a/bNmHqvwFD9pPMj3yhJGkpBt/?format=pdf&lang=pt https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3332 https://interfisio.com.br/os-efeitos-fisiologicos-da-crioterapia-na-inflamacao-aguda-uma-revisao/ https://www.scielo.br/j/fp/a/jPVx7gTSFqFTzfMXGgmfs5k/?lang=pt&format=pdf https://www.scielo.br/j/fm/a/qw7RxTmK7pJmy9ftsMVsYsB/ https://dspace.uniceplac.edu.br/bitstream/123456789/377/1/James_%20Aguiar_0002147.pdf