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1 
 
 
RECUPERAÇÃO FUNCIONAL-PROTOCOLOS DE 
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO 
1 
 
 
 Sumário 
 Sumário .......................................................................................... 1 
o INTRODUÇÃO ............................................................................ 3 
1.1- METODOLOGIA .................................................................. 6 
o RECUPERAÇÃO FUNCIONAL- PROTOCOLOS DE 
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ............................... 7 
o FORÇA E CONDICIONAMENTO ............................................. 13 
o RECUPERAÇÃO FUNCIONAL NO PÓS-CIRÚRGICO DO 
OMBRO 14 
o REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM FRATURA DE 
FÊMUR 27 
o REABILITAÇÃO EM FRATURA DE FÊMUR POR TRAUMA ... 32 
o ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL ................................... 38 
o CONCLUSÃO ........................................................................... 51 
o REFERÊNCIAS ........................................................................ 53 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
FACUMINAS 
A história do InstitutoFACUMINAS, inicia com a realização do sonho de 
um grupo de empresários, em atender a crescente demanda de alunos para 
cursos de Graduação e Pós-Graduação.Com isso foi criado a FACUMINAS, 
como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A FACUMINAS tem por objetivo formar diplomados nas diferentes 
áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para 
a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos 
culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e 
comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de 
comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de 
forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir 
uma base profissional e ética.Dessa forma, conquistando o espaço de uma 
das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela 
inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
o INTRODUÇÃO 
A avaliação funcional refere-se a toda a gama de estratégias utilizadas 
para identificar os antecedentes e consequentes que controlam o 
comportamento problema sem que haja manipulação desses eventos. A 
avaliação funcional é um processo criado desde os primórdios da análise do 
comportamento aplicado, ganhando precisão conceitual e metodológica no 
final da década de 70 e no início da década de 80. 1 
Uma boa avaliação funcional, do movimento, pode determinar um bom 
caminho para a recuperação. 1 
Durante a montagem do protocolo de avaliação escolha o que quer 
avaliar em cada exercício. Durante a execução fique concentrado nesse fator 
e ignore os outros. Um protocolo de avaliação funcional bem-feito terá outras 
oportunidades para conferir tudo no corpo.1 
A reavaliação deve ser feita periodicamente. Devemos inserir 
avaliações em outros momentos da reabilitação. Continue avaliando seu 
aluno periodicamente. 
A avaliação serve para descobrir o que fará uma reabilitação eficiente. 
Sempre que for preparar as aulas ou sessões, leve em consideração o 
que descobriu na avaliação. Se essas informações deixarem de ser 
suficientes significa que está na hora de avaliar aquele aluno outra vez.1 
A avaliação fisioterapêutica sistematizada é a premissa do sucesso 
profissional. Através da coleta de dados minuciosa e interpretação dos 
mesmos garante condutas mais assertivas e consequentemente sucesso no 
tratamento. 1 
Possuímos uma gama de testes específicos, escalas e manipulações, 
todavia faz-se necessário conhecer as necessidades individuais do paciente 
e aplicá-los de acordo com a demanda de cada um, através da avaliação 
manual.1 
4 
 
 
A avaliação é o primeiro contato com o paciente, no entanto o 
profissional deve estar atento em todo o processo de tratamento. 1 
No primeiro momento, o fisioterapeuta deverá entender a causa da 
disfunção e todo o processo nele envolvido sempre atento ao indivíduo como 
todo e a interação dos aspectos físicos, emocionais, ambientes e psíquicos 
do ser.1 
Avaliação Manual 
Durante muito tempo a avaliação possuía características qualitativas, 
atualmente cada vez mais vem se buscando quantificar essas medidas 
tornando os dados mais sistematizados.1 
Na avaliação deve conter os dados de identificação – informações 
como nome, contato, profissão, endereço, entre outros. Todos esses dados 
coletados são fundamentais para o entendimento do processo da disfunção. 
Outra etapa é a anamnese que consiste na entrevista com o paciente, onde o 
mesmo trará informações sobre o processo de disfunção. 1 
Nesta etapa a queixa principal deve estar clara e todo o processo de 
adoecimento deve ser entendido nela, é importantíssima no exame clínico. 
Outra etapa é o exame físico-funcional ao qual o profissional irá avaliar e 
detectar os desequilíbrios corporais. 1 
A palpação assim como a inspeção, percussão e ausculta é uma das 
propedêuticas utilizadas na avaliação manual de suma importância para os 
achados anatômicos e detecção de possíveis assimetrias e disfunções.1 
Postura é o termo designado à disposição dos segmentos corporais em 
um determinado momento, dotado de efeitos fisiológicos e biomecânicos em 
um determinado espaço. A postura reflete as vivências e experimentações do 
indivíduo, sendo assim, projeta a sua interação com os aspectos físicos, 
sociais, ambientais e emocionais. Entender todos esses aspectos e suas 
projeções compõe a avaliação postural. 1 
5 
 
 
O paciente/aluno deve ser analisado como um todo, em sua 
globalidade e, de forma sistematizada, para que o terapeuta possa detectar 
as causas daquelas disfunções e entendendo também todas as 
compensações geradas por ela. Portanto, a avaliação postural verifica 
possíveis desalinhamentos e causas de disfunções inerentes aquele corpo. 1 
Ressaltando que o corpo é um sistema e que desalinhamento em 
segmentos acarretará em compensações em todos os corpos. A avaliação 
postural pode ser classificada em estática e dinâmica, na avaliação estática o 
avaliador analisa pontos anatômicos específicos em todos os planos de 
movimento (frontal/anterior e posterior; sagital/perfil; transverso/rotações), 
tensões musculares, desvios posturais e realiza testes especiais.1 
Na avaliação dinâmica o avaliador irá focar na analise dos padrões de 
movimento. Vale ressaltar que uma avaliação criteriosa deverá conter a 
avaliação estática e dinâmica e que a avaliação deve ser processual.1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
1.1- METODOLOGIA 
Para a construção deste material, foi utilizada a metodologia utilizada 
de pesquisa bibliográfica, com o intuito de proporcionar um levantamento de 
maior conteúdo teórico a respeito dos assuntos abordados. 
Através de pesquisa bibliográfica em diversas fontes, o estudo se 
desenvolve com base na opinião de diversos autores, concluindo que a 
formação e a motivação são energias que conduzem a atividade humana para 
o alcance dos objetivos de excelência na prestação de serviços públicos e 
podem também se converter nos principais objetivos da gestão de pessoas 
no setor público e no fundamento de sua existência. 
Segundo Gil, a pesquisa bibliográfica consiste em um levantamento de 
informações e conhecimentos acerca de um tema a partir de diferentes 
materiais bibliográficos já publicados, colocando em diálogo diferentes 
autores e dados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
o RECUPERAÇÃO FUNCIONAL- PROTOCOLOS DE 
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO 
 
 A fisioterapia é uma ciência aplicada cujo objetivo épreservar, manter, 
desenvolver ou restaurar a integridadede órgãos, sistema e função. Possui 
como objeto de estudoo movimento do corpo humano sob todas as 
suasformasp.198-
205. 
99- WOO J, HONG A, LAU E, LYNN H. A randomized controlled trial of Tai 
Chi and resistance exercise on bone health, muscles trengt hand 
balance in community- -living elderly people. Age Ageing. 2007; 
36(3):262-8. 2. 
100- KANNUS P, PARKKARI J, NIEMI S, PASANEN M, PALVANEN 
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use of a hip protector. N Engl J Med. 2000;343 (21):1506-13. 3. 
101- PORTEGIJS E, KALLINEN M, RANTANEN T, HEINONEN A, 
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extension power déficit and mobility limitation in women recovering from 
hip fracture. Am J Phys Med Rehabil. 2008; 87 (5):363-70. 
103- HELMY N, JANDO VT, LU T, CHAN H, O´BRIEN PJ. Muscle 
function and functional out come following standard antegraderea med 
intra medullary mailing of isolated femoral shaft fractures. J Orthop 
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63 
 
 
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Neuromuscular stimulation of the quadríceps muscle after hip fracture: 
a randomized controlled trial. Arch Phys Med Rehabil. 2002; 83 
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109- OLDMEADOW LB, EDWARDS ER, KIMMEL LA, KIPEN E, 
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110- MOSELEY AM, SHERRINGTON C, LORD SR, BARRAC 
LOUGH E, ST GEORGE RJ, CAMERON ID. Mobility training after hip 
fracture: a randomised controlled trial. Age Ageing. 2009;38 (1):74-80. 
13. 
111- SHERRINGTON C, LORD SR, HERBERT RD. A randomized 
controlled trial of weight- -bearing versus non-weight-bearing exercise 
for improving physicalability after usual care for hip fracture. Arch Phys 
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112- ZIDÉN L, FRÄNDIN K, KREUTER M. Home rehabilitation after 
hip fracture. A randomized controlled study on balance confidence, 
physical function and everyday activities. Clin Rehabil. 2008; 
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113- BISCHOFF-FERRARI HA, DAWSON-HUGHES B, PLATZ A, 
ORAV EJ, STÄHELIN HB, WILLETT WC, et al. Effect of high-
dosagechole calciferol and extended physio therapy on complications 
64 
 
 
after hip fracture: a randomized controlled trial. ArchIntern Med. 2010; 
170(9):813-20. 16. 
114- MANGIONE KK, CRAIK RL, TOMLINSON SS, PALOMBARO 
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moderate- to high- intensity exercise at home? Phys Ther. 2005; 
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115- MANGIONEKK, CRAIK RL, PALOMBARO KM, TOMLINSON 
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improves function 1 year after hip fracture: a randomized controlled 
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116- GORODETSKYI IG, GORODNICHENKO AI, TURSIN PS, 
RESHETNYAK VK, USKOVON.NON- -invasive interactive 
neurostimulation in the post-operative recovery of patient swith a 
trochanteric fracture of the femur. A randomised, controlled trial. J Bone 
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São Paulo: Editora Manole, 2004. 
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Ribeirão Preto” experiência clínica no tratamento das fraturas femorais. 
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ainda há espaço para o tratamento conservador. R. Into, Rio de 
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66 
 
 
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bloqueada em fase hospitalar . Revista Digital – Lecturas: EF y 
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14. ed. São Paulo: Editora Manole, 2002. 
146- VOLPON, J.B. Tratamento conservador das fraturas diafisárias 
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North Am 19: 41, 1988. 
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150- HAWKINS, R. &ABRAM: Impingement syndrome in the absence 
of rotator cuff tear. Orthop Clin North Am 18: 3, 1987. 
151- KISNER, C. & COLBY, L.A.: Exercícios terapêuticos. 
Fundamentos e técnicas. lª ed., São Paulo, Manole, 1987. 
152- KUITNE, R. & JOBE, F.: The diagnosis and treatment of anterior 
instability in the throwing athlete. Clin Orthop 291: 107-123, 1992. 
153- MAITLAND, G.D.: Treatment of the glenohumeral joint by 
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North Am 8: 583, 1977. 
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159- ALMEIDA, R F C; Grupo de cirurgia do quadril, Manual de 
orientações, Universidade Federal do Maranhão – Artroplastia Total do 
Quadril ano 2016, versão original.de expressão e potencialidades, tanto nas alteraçõespatológicas 
quanto nas repercussões psíquicas eorgânicas. 
 Ao fisioterapeuta, como profissional de saúde,compete habilitar a 
construção do diagnóstico dos distúrbioscinético-funcionais, prescreverem 
condutas fisioterapêuticas,ordenar e induzir os pacientes e acompanhara 
evolução do quadro clínico até as condições para a altado serviço.2 
 Esses serviços são encontrados nas redespúblicas e privadas, 
podendo estar ou não conveniadas auma fonte pagadora que irá cobrir seus 
gastos.3 
 A fisioterapia como campo de saber na saúde ampliao seu objeto de 
estudo, no que diz respeito à prevenção,tratamento e reabilitação para, assim, 
promover o bemestar individual e coletivo do ser humano, capaz de prevenire 
tratar os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentesem órgãos e sistema do 
corpo humano, geradospor alterações genéticas, traumas e doenças 
adquiridas,exercendo assim, um papel importante na reabilitação dopaciente 
e na sua reinserção no convívio social. 4 
 O Treinamento Funcional Terapêutico é uma modalidade de exercícios 
aplicada à recuperação de lesões e patologias. Apesar do termo diferente do 
Treinamento Funcional tradicionalmente conhecido, a modalidade é a mesma. 
 Mas o Treinamento Funcional Terapêutico trabalha voltado ao objetivo 
de recuperar as funcionalidades de cada parte do corpo, sem deixar de 
considerar as cadeias cinéticas. 
 Os exercícios feitos nas aulas de Treinamento Funcional Terapêutico 
buscam uma melhora e aceleração na recuperação, por meio das seguintes 
características: 
8 
 
 
 Coordenação Motora; 
 Equilíbrio; 
 Estabilidade; 
 Maior Flexibilidade; 
 Força dos Músculos; 
 Resistência Cardiovascular; 
 Resistência dos Músculos localizados. 
 É importante ressaltar que são levadas em consideração as principais 
necessidades dos alunos/pacientes, uma vez que muitos dos pacientes 
lesionados ou com patologias não necessitam destas características. 
 O Treinamento Funcional Terapêutico nos proporciona todas as 
características essenciais para um trabalho de prevenção e tratamento. Além 
do mais, os exercícios desta modalidade possuem bastante foco no Core, 
assim como o Pilates, deixando o corpo estabilizado. 
 Durante as aulas, os alunos/pacientes, recebem estímulos para melhor 
desenvolver todas as suas características, por meio dos movimentos 
funcionais. Estes movimentos trabalham as capacidades que o “paciente” faz 
uso, o que é muito importante, para evitar novas lesões. 
 Uma das principais vantagens do Treinamento Funcional Terapêutico, 
é que ele pode ser adaptado para todas as pessoas e público. 
 Mas, é preciso ter em mente que para a aula ser considerada um 
Treinamento Funcional Terapêutico, ela deve seguir algumas normas, tais 
como: 
 As sessões de treinamento precisam ser em uma quantia suficiente 
para que o corpo possa ser exercitado, de modo que não chegue à 
fadiga; 
 O Treinamento Funcional Terapêutico buscar fazer uso de uma série 
de incentivos para aprimorar a capacidade proprioceptiva do 
aluno/paciente; 
9 
 
 
 Entre as atividades, o fisioterapeuta deve respeitar a pausa para 
descanso e recuperação, evitando o cansaço excessivo e até mesmo 
novas lesões; 
 As aulas ou sessões fisioterápicas devem atingir intensidade 
adequada, para que aquele praticante, de modo que os músculos 
melhorem seu desempenho sem o risco de lesões; 
 As atividades devem ser realizadas de maneira lógica, auxiliando o 
aluno/paciente a alcançar suas metas gerais e específicas; 
 Seguindo estes princípios, os alunos/pacientes, estarão seguros e se 
recuperarão com mais rapidez de suas lesões. 
 Na reabilitação do paciente o objetivo da fisioterapia é melhorar a 
função articular e muscular (p. ex., amplitude de movimento, força) e 
assimmelhorar a capacidade do paciente de permanecer em pé, se equilibrar, 
andar e subir escadas. Por exemplo,fisioterapia geralmente é utilizada para 
treinar indivíduos com amputações nas extremidades inferiores. Por 
outrolado, a terapia ocupacional focaliza as atividades de auto-cuidado e 
melhoria da coordenação motora fina dosmúsculos e das articulações, 
particularmente nas extremidades superiores. 
 A limitação da amplitude de movimento altera a função e tende a causar 
dor e predispor o paciente a úlceras depressão. 
 A amplitude de movimentos deve ser avaliada com um goniômetro 
antes da terapia e regularmente a seguir(para verificar os valores normais, 
Valores normais para amplitude de movimento de articulações*). 
Tabela 1: 
 
10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1: 
11 
 
 
 
 
Figura 2: 
Goniômetro 
 
 
12 
 
 
Figura 3: 
 
 
 Os exercícios na amplitude de movimento alongam articulações 
enrijecidas. Alongamento é em geral, mais eficaz emenos doloroso, quando 
se eleva a temperatura do tecido a 43°C (Medidas de reabilitação para 
tratamento da dor einflamação: Calor). Há vários tipos: 
 
Ativos: Este tipo é utilizado quando o paciente consegue realizar exercícios 
sem ajuda; os pacientes devemmover seus membros sozinhos. 
 
Ativos assistidos: Este tipo é utilizado quando os músculos estão fracos ou 
quando a movimentação daarticulação causa desconforto; os pacientes 
precisam mover os membros, mas são auxiliados pelo terapeuta. 
 
Passivos: Este tipo é utilizado quando os pacientes não conseguem participar 
ativamente do exercício; não énecessário esforço por parte do paciente. 
 
 
 
13 
 
 
o FORÇA E CONDICIONAMENTO 
 
 Vários exercícios visam aumentar a força muscular (para graduação de 
força muscular: Graus da força muscular). 
 Aforça muscular pode ser aumentada com exercícios restritivos 
progressivos. Quando um músculo está muito fraco, agravidade isolada é uma 
resistência suficiente. Quando a força muscular melhora, são necessárias 
resistênciasadicionais manuais ou mecânicas (p. ex., pesos, tensão elástica). 
 Os exercícios gerais de condicionamento associam vários exercícios 
para tratar os efeitos de debilitação, repousoprolongado no leito ou 
imobilização. 
 Os objetivos são restabelecer o equilíbrio hemodinâmico, aumentar a 
capacidadecardiorrespiratória e manter a amplitude de movimentos e a força. 
 Para idosos, a finalidade destes exercícios é fortalecer os músculos o 
suficiente para funcionarem normalmente epossivelmente recuperar a força 
normal para a idade. 
Tabela 2: 
14 
 
 
 
 
Exemplos de aplicação do treino funcional em reabilitação: 
 
o RECUPERAÇÃO FUNCIONAL NO PÓS-CIRÚRGICO 
DO OMBRO 
 
O ombro é uma estrutura capaz de realizar movimentos de mais de 180 
graus em alguns planos, graças aos movimentos coordenados das várias 
articulações que o compõem, e possui a maior liberdade de movimento do 
corpo humano. 
15 
 
 
Por essa razão, alguns preferem a denominação de complexo do 
ombro (149), para se referirem às articulações verdadeiras (gleno-umeral, 
acrômio-clavicular e esterno-clavicular) e mecanismos articulares (escapulo-
torácico, sub-acromial e bicipital). 
Qualquer distúrbio em uma dessas articulações, ou nesses 
mecanismos de deslizamento, pode afetar a coordenação rítmica, 
acarretando prejuízos a toda a cintura escapular.150 
O ombro está sujeito à rápida instalação de um quadro de rigidez e 
atrofia muscular no período pós-operatório. 
É um complexo articular que precisa constantemente equilibrar duas 
forças aparentemente incompatíveis(149): mobilidade e estabilidade. Com o 
volume cirúrgico crescente nos serviços, deparamo-nos com o problema da 
demora no tempo de recuperação dos pacientes operados. 
Apesar da correta prescrição dos exercícios pós-operatórios, o 
encaminhamento à fisioterapia se fazia tardiamente e ainda havia um hiato de 
tempo consideravelmente grande até a admissão no Serviço de Fisioterapia, 
devido à grande demanda existente. 
Outro fator agravante é a tendência dos pacientes,mesmo que 
previamente orientados, a não realizar movimentos com o membro operado e 
a mantê-lo junto ao corpo. Isto ocorre particularmente com os de meia-idade, 
os mais idosos e aqueles psicologicamente deprimidos. 
Com o objetivo de prevenir a instalação de uma capsulite adesiva, que 
pode ocorrer em poucas semanas após a cirurgia, e promover mais 
rapidamente a reabilitação, sugerimos a adoção deste programa de 
tratamento que conta desde o início com a participação efetiva do 
fisioterapeuta. 
As informações passadas pelo médico ao fisioterapeuta acerca do ato 
cirúrgico e aquelas que recebe dele a respeito de todo o processo de 
tratamento fisioterápico contribuem sobremaneira para o sucesso. 
O paciente interna-se um dia antes do previsto para a operação e 
recebe a visita do fisioterapeuta, que lhe ensina os exercícios a serem 
16 
 
 
realizados no período de hospitalização e presta esclarecimentos adicionais 
sobre o processo de reabilitação a que se submeterá posteriormente. 
Em muitos casos, o paciente já está familiarizado com as técnicas 
fisioterápicas, pois já terá cumprido longo período de tratamento antes da 
cirurgia, como é comum nos casos de síndrome do impacto graus I e II e nas 
instabilidades atraumáticas.157 
Cerca de doze horas após o ato cirúrgico, além da visita do cirurgião, o 
paciente tem a presença do fisioterapeuta, que inicia o trabalho de 
reabilitação. 
A tipóia é retirada e são aplicadas compressas de gelo por 20 a 30 
minutos, seguindo-se exercícios ativos de flexo-extensão de cotovelo e punho 
e elevação anterior passiva do membro, em duas sessões diárias. 
A participação do paciente é de fundamental importância na realização 
das técnicas auto-assistidas de mobilização. A elevação anterior passiva é 
sempre realizada nos primeiros dias com o paciente em decúbito dorsal e com 
o cotovelo fletido, pois dessa maneira diminui-se o braço de alavanca e pode-
se contar com a colaboração da gravidade a partir de 90 graus, dando mais 
segurança ao paciente, facilitando assim o movimento.150 
Figura 4: 
Exercícios pendulares: 
 
 
Figura 5: 
 
17 
 
 
 Rotação externa passiva 
 
 
 
Exercício isométrico o uso de bastão de rotação externa decúbito 
ventral ou de pé são de grande valia para aliviar a dor, através do relaxamento 
por tração das estruturas envolvidas, permitindo mobilidade articular mais 
precocemente. 149 
Figura 6: 
 
 
Os exercícios passivos são instituídos precocemente visando 
manutenção e/ou restauração da mobilidade.151,155 Exercícios devem ser 
vistos como potencialmente nocivos, bem como de grande utilidade na 
reabilitação do ombro, dependendo de como são prescritos, devendo-se, 
portanto, utilizá-los com bastante cautela. 
18 
 
 
Removido o dreno, estando o paciente bem instruído em relação aos 
exercícios autopassivos, e com elevação anterior de amplitude em torno de 
120 graus e rotação neutra, é dada alta hospitalar. 
Isso ocorre, em geral, em 48 horas, exceto aos submetidos a 
artroplastia, que permanecem mais tempo internados. 
Figura 7: 
 
 
 
Após a alta hospitalar, o paciente já terá seu lugar garantido no Serviço 
de Fisioterapia, quando dará continuidade imediatamente ao trabalho iniciado 
no hospital, sempre acompanhado pelo monitor de ombro e supervisionado 
pelo fisioterapeuta. 
Precedendo a mobilização passiva, o programa terapêutico terá a cada 
sessão exercícios de relaxamento da cintura escapular e alongamento do 
trapézio, visando manter o ritmo escapulo-torácico e o abaixamento do 
ombro.153 
Figura 8: 
 
 
Figura 9: 
19 
 
 
Alongamento do Trapézio 
 
 
O programa terapêutico será acrescido de exercícios isométricos leves, 
logo na lª semana, dependendo do procedimento cirúrgico.149, 158 Essa 
conduta, além de prevenir atrofia muscular e dar aporte sensorial 
proprioceptivo, aumenta a força muscular sem movimento articular, 
eliminando o agravamento dos sintomas pela atividade dinâmica. 149 
Figura 10: 
 
 
 
 
20 
 
 
Nos reparos do manguito rotador, evitamos exercícios isométricos para 
os rotadores externos e abdutores, até por volta da 6ª semana, tempo 
aproximado de cicatrização dos tendões.157 
 Nas capsuloplastias para as instabilidades, os isométricos para 
abdutores e rotadores externos são iniciados precocemente, sendo que, para 
os rotadores internos, somente após a 4ª semana. 
Figura 11: 
 
 
Vale ressaltar que a mobilização passiva, nestes casos, só pode 
ultrapassar 45 graus de abdução e 20 graus de rotação externa após a 6ª 
semana.155 
Nas instabilidades multidirecionais, os exercícios de fortalecimento são 
prescritos com cautela, começando somente aos três meses com exercícios 
isométricos leves.152, 154 
Nas artroplastias parciais pós-fratura cominutiva do colo do úmero, é 
permitido isométricos suaves para o deltóide e manguito. 
 
 
Figura 12: 
21 
 
 
 
 
Elevação passiva com o cotovelo estendido, em posição ortostática 
 
A rotação externa passiva deve ser lenta e delicada, respeitando o 
limite ditado no ato cirúrgico. Movimentação ativa nunca deve iniciar-se antes 
da 8ª semana, tempo mínimo exigido para a consolidação das tuberosidades 
na região metafisária do úmero proximal. 
Nos casos em que o paciente não for capaz sequer de realizar 
contrações isométricas, um recurso terapêutico coadjuvante muito útil será a 
estimulação elétrica mioexcitante, cuja utilização dar-se-á pelo período 
estritamente necessário para que ele consiga contrair voluntariamente, o que 
ocorre após quatro a cinco aplicações. 
 
 
 
 
22 
 
 
 
Figura 13: 
 
 
Na seqüência do processo de reabilitação do paciente operado, haverá 
maior complexidade na realização dos exercícios por volta do 10° dia. Estando 
o paciente mais confiante e com menos dor, poderá fazer o exercício de 
elevação anterior passiva com o cotovelo estendido. Por volta do 15° dia, já 
sentado ou de pé, deverá fazer esse mesmo exercício em plano paralelo ou 
inclinado. 
Figura 14: 
 
 
 
23 
 
 
A dor é um parâmetro da maior importância no segmento do processo 
de reabilitação. Sua continuidade deve ser reavaliada sempre que este 
sintoma reaparecer ou agravar-se. 
 Exercícios de resistência dinâmica com o uso de tensor elástico. 
Figura 15: 
 
 
Os rotadores externos, rotadores internos, deltóide anterior e lateral, 
bíceps e trapézio são reabilitados. O gelo deve ser continuamente usado 
durante todo o processo de reabilitação, antes e após os exercícios, por seus 
efeitos analgésicos e principalmente antiinflamatórios, prevenindo aderências 
secundárias à presença de edema. 
A associação de calor profundo (ultra-som) e massagens é de grande 
valia para manter a cicatriz cirúrgica móvel e indolor. Diatermia de ondas 
curtas ou microondas geralmente são aplicadas sobre ombros que persistem 
difusa e inespecificamente dolorosos, mas somente após a 3ª semana, 
quando já houve redução do edema. 
24 
 
 
 
Figura 16: 
 
 
Outra medida analgésica usada rotineiramente é a estimulação elétrica 
nervosa transcutânea (TENS), que precede o início de todas as seções de 
tratamento, enquanto houver sintoma de dor. 
Figura 17: 
 
A programação terapêutica deve ser seguida no domicílio pelo 
paciente, que fará uso de gelo e exercícios leves, de curta duração e pouca 
repetição, algumas vezes ao dia. 
25 
 
 
Nas acromioplastias, interrompemos o uso da tipóia por volta da 3ª 
semana, quando permitimos a movimentação ativa global leve do ombro, 
exceto nos casos em que não conseguir uma sutura segura do deltóide no 
acrômio. 
Adotar conduta semelhante nas luxações acromioclaviculares. Por 
volta da 6ª semana, nas acromioplastias, e, mais tarde ainda (8ª a 10ª 
semanas), nos reparos de manguito, artroplastias, capsuloplastias anteriores 
e osteossínteses do úmero proximal, introduzirexercicios de resistência 
dinâmica como tensor elástico. Visando enfatizar o balanço de forças, 
objetivando corrigir qualquer diferença biomecânica existente. 154 
Figura 18: 
 
 
 
Ressaltamos que nas instabilidades multidirecionais os exercícios com 
tensor elástico só são introduzidos após seis meses. Nesse momento, o 
paciente deve estar sem dor e com ADM completa ou quase completa. 
26 
 
 
Utilizamos esquema de exercícios de baixa tensão e número moderado de 
repetições.151 
A elevação gradual da tensão aumentando primeiramente a distância 
do braço de alavanca e posteriormente a largura do tensor tem por objetivo 
ganhar, progressiva e lentamente, resistência muscular, preparando o 
paciente para retornar às atividades rotineiras. 
Mobilização passiva e alongamentos da cintura escapular devem 
sempre preceder os exercícios ativos resistidos, pois contribuem para a 
manutenção da ADM e de flexibilidade.148, 151 
Figura 19: 
 
 
Os mecanismos de lesão, durante o exercício ativo, devem ser 
prevenidos, evitando-se produzir isquemia da zona crítica do tendão do supra-
espinhoso durante a adução extrema, ou reproduzir inadvertidamente os 
mecanismos de impacto durante a abdução. 156 
Com a posição de partida sempre de 15 graus de flexão-abdução, o 
arco de movimento ideal para trabalho ativo está entre 15 e 75 graus, tanto 
para elevação anterior, quanto para abdução. 
27 
 
 
A progressão segue uma seqüência que começa com os rotadores, 
avança para os flexores e termina com abdutores e adutores, que são 
realizados em outros planos de movimento que têm tendência a estressar o 
manguito. 147 
Os músculos escapulotorácicos são subseqüentemente solicitados 
para promover um balanço de força e ativação sincronizada. Um componente 
importante de nossa rotina de reabilitação pós-cirúrgica do ombro é a 
estimulação proprioceptiva. Ela contribui sobremaneira para a conscientiza-
ção do movimento e do esquema corporal, ao mesmo tempo que dá o aporte 
sensorial necessário à proteção articular. 151 
Sua introdução faz-se simultaneamente ao início da movimentação 
ativa, através do uso de bolas, e segue até que esteja restabelecido o 
equilíbrio de forças, ao final do processo de reabilitação. 
Figura 20: 
 
 
o REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM 
FRATURA DE FÊMUR 
A sobrevida da população mundial tem aumentado globalmente nas 
últimas décadas. Este aumento da longevidade associado ao estilo de vida 
28 
 
 
mais ativo dos idosos, da atualidade e as comorbidades presentes nesta 
população como redução da força muscular, do equilíbrio, dos reflexos e da 
densidade mineral óssea, resultando em osteopenia e osteoporose, tem 
levado ao aumento dos casos de trauma e consequentemente fraturas na 
população geriátrica.99 
Estas fraturas são a principal causa de deficiência, comprometimento 
funcional e morte em pessoas idosas.2 As fraturas proximais do fêmur são 
comuns nesta faixa etária, destacam-se entre elas as intracapsulares (do colo 
do fêmur) e extracapsulares (transtrocantéricas e subtrocantéricas).2 
Há estudos que citam que após seis meses de uma fratura proximal do 
fêmur, menos da metade dos indivíduos recuperam a função física que 
apresentavam antes da fratura.101 
Limitações de mobilidade são muito comuns e podem ser parcialmente 
relacionadas à falta de força e potência muscular. A perna fraturada pode ser 
20% mais fraca do que a não fraturada entre 3 a 36 meses.102 
O tratamento preconizado para esses pacientes, atualmente, é de 
preferência o cirúrgico, com colocação de material de osteossíntese, por gerar 
estabilidade e um retorno funcional mais precoce, de forma que o idoso não 
fique acamado por longo período de tempo, agravando seu estado de saúde, 
podendo levá-lo a um declínio funcional severo e até a morte. 103 
Dentre os materiais de osteossíntese disponíveis para a abordagem 
cirúrgica destas fraturas têm-se as hastes cefalomedulares, placa e parafuso 
deslizante e próteses do quadril.103,104 
Após a fixação da fratura a fisioterapia se torna de extrema importância 
para estes pacientes, visando à mobilização precoce, o treino de marcha e 
outros métodos de tratamento para manter ou restaurar possíveis déficits.105 
A fratura proximal do fêmur é a principal causa de morbidade, 
institucionalização e mortalidade em idosos. Sua incidência mundial deverá 
aumentar de 1,7 milhões de pessoas em 1990 para cerca de 6,3 milhões em 
2050. A mortalidade é estimada em 24% até 12 meses após a fratura de 
quadril. 
29 
 
 
Além disso, um número significativo desses pacientes não retorna ao 
estado funcional pré-fratura. Em um ano de pós-operatório, menos de 50% 
dos sobreviventes podem andar sem ajuda, e apenas 40% podem realizar 
AVD’s independentes.106 
Com a força muscular reduzida estes indivíduos tendem a apresentar 
uma diminuição na capacidade de deambulação pós-operatória, o que o torna 
vulnerável a novas quedas e com risco de sofrer uma fratura de quadril 
contralateral. Na literatura a probabilidade de uma nova fratura é de seis a 20 
vezes maior que a fratura inicial dentro do primeiro ano de recuperação.107 
Sabendo disso, o objetivo da fisioterapia no tratamento pós-operatório 
de pacientes com fratura em fêmur proximal é aumentar a força muscular, 
melhorar a segurança e eficiência da deambulação, fornecendo assim, maior 
independência ao idoso.108 
Para início seguro da fisioterapia é de extrema importância que o 
profissional conheça o tipo de fratura, assim como o material usado para 
fixação cirúrgica. Estes dados vão interferir na conduta, que inclui o tempo de 
deambulação, a descarga de peso no membro, bem como restrições em 
alguns movimentos. 
É de grande importância, independente do tipo de fratura e material 
usado para fixação, que este paciente fique em ortostatismo e deambule o 
mais precoce possível para evitar complicações respiratórias e outras 
complicações inerentes ao imobilismo, porém algumas vezes isso não é 
possível pelo estado de saúde geral do paciente. 
Em um estudo, realizado na enfermaria hospitalar, onde os pacientes 
foram divididos em 2 grupos, um para deambulação precoce e outro para 
deambulação tardia, foram encontradas evidências de que a estabilidade 
cardiovascular é um dos principais determinantes do sucesso da 
deambulação precoce após a cirurgia de fratura do quadril e essa marcha 
precoce foi determinante para o aumento da funcionalidade dos sujeitos, 
quando comparados ao grupo de marcha tardia.109 
Figura 21: 
30 
 
 
 
A aptidão aeróbia é algo em que o fisioterapeuta deve pensar ao 
desenvolver um plano de tratamento, pois pode aumentar a função física do 
paciente, isso porque a aptidão cardiorrespiratória pode resultar em um 
aumento na capacidade de deambulação. Isso é o que foi relatado em um 
estudo piloto que realizou exercício aeróbico com ergômetro de braço, com 
duração de 4 semanas.106 Estima-se que em 12 meses após uma fratura de 
quadril, o paciente apresente uma perda de 6% da massa magra corporal. 
Um estudo realizado com 90 idosos testou um programa de reabilitação 
intensivo de 6 meses comparado a um grupo controle que realizou exercícios 
de menor intensidade e além de aumentar a força muscular dos pacientes do 
grupo de intervenção, também houve um aumento da velocidade da marcha, 
equilibrio e realizações de AVD’S.107 
Outro estudo parecido teve como resultado um aumento da velocidade 
da marcha no grupo de maior intensidade de exercícios, porém apenas em 
pacientes com déficit cognitivo, isso mostra que além de benefícios físicos, os 
exercícios de força também podem trazer vantagens na questão psicossocial, 
que está, diversas vezes, alterada no idoso que sofreu fratura e que pode ser 
uma das causas da baixa função física no período pós-trauma.110 
Este ganho de força muscular tem se mostrado eficaz tanto por 
treinamento com pesos como por estimulação neuromuscular feita por 
aparelho, estaúltima técnica tem ganhado destaque para o aumento de força 
em músculos inibidos.108 
31 
 
 
Um dado importante apontado em outro estudo, que também usa o 
treinamento de força como intervenção, é que em 83% dos participantes, a 
perna fraturada apresentou-se mais fraca. Esse déficit de força e potência 
muscular assimétrico pode complicar a transferência de peso durante a fase 
de apoio da marcha onde apenas uma perna está sustentando o peso 
corporal, gerando um desequilíbrio, principalmente lateral, onde se é relatado 
o maior índice de quedas.101 
Há estudos que afirmam que o fortalecimento de músculos abdutores 
e adutores do quadril aumentam essa estabilidade laterolateral durante 
caminhadas, influenciando na melhora do equilíbrio dinâmico do paciente.3 
Os exercícios realizados com descarga de peso, certamente seguindo as 
restrições de descarga de peso dadas pelo médico responsável, se 
mostraram vantajosos e aumentaram também o equilíbrio dinâmico, além do 
desempenho funcional. 
Os idosos que participaram deste estudo realizaram exercícios na 
posição bípede e foram comparados ao um grupo de exercícios em supino, 
além de um grupo controle sem intervenção, durante 4 meses. O autor justifica 
os ganhos, por conta de um melhor controle do centro de massa, 
possivelmente porque os exercícios em pé proporcionaram um desafio maior 
para o sistema de controle postural.111 
Um trabalho similar, porém, realizado no domicílio do paciente relatou 
que apenas 3 semanas foram suficientes para os idosos obterem maior 
confiança, equilíbrio, função física e melhor desempenho nas AVD’s e AIVD’s, 
quando comparados com indivíduos submetidos à fisioterapia convencional 
em uma clínica. 
O autor justifica este achado, pelo fato de ser incluso na fisioterapia 
domiciliar treino de atividades do dia a dia do paciente tanto de autocuidado, 
como de ir a padaria ou comprar jornal na banca, por exemplo.112 Em outro 
trabalho de fisioterapia domiciliar, o número de quedas reduziu em 36%, isso 
também deve-se ao aumento da confiança, equilíbrio e funcionalidade.113Além 
disso, a reabilitação domiciliar tem que ser considerada nessa população, 
32 
 
 
visto a dificuldade de acessibilidade, como falta de transporte, incapacidade 
ou medo de sair de casa.114,115 
Devemos também levar em conta um fator de extrema importância que 
pode influenciar em nosso tratamento, a dor. Esta pode atrasar a recuperação, 
o nível elevado de dor no pós-operatório foi associado com um maior tempo 
de internação, uma menor adesão aos protocolos de tratamento 
fisioterapêutico e reduzida capacidade de deambulação até três dias após o 
procedimento. 
Em um estudo com Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS), 
a dor reduziu e a funcionalidade melhorou significantemente.116 Portanto, 
estudos têm demonstrado que pacientes com fratura de quadril que 
participaram de algum tipo de fisioterapia, tendem a recuperar sua função 
física e qualidade de vida mais rápido quando comparados ao grupo controle. 
Como visto, diversas são as técnicas e modalidades fisioterapêuticas 
plausivéis no tratamento de um paciente com este tipo de fratura, a 
reabilitação pode ser domiciliar ou em clínica, pode-se usar técnicas manuais, 
fortalecimento, treino de propriocepção, de marcha, AVD’S, aparelhos de 
estimulação motora e analgesia, entre outras.112 
Há uma alta taxa de abandono da terapia por parte dos pacientes 
idosos,117 isso se deve a intensidade dos exercícios que as vezes se tornam 
intoleráveis ou desmotivantes; a dificuldade de locomoção, seja está por fator 
físico ou cognitivo e outras comorbidades que acabam interferindo na 
frequência do tratamento.115,118 
O difícil acompanhamento dos idosos, citados por diversos artigos 
dificultam as pesquisas nesta área, pois reduz o número da amostra, 
reduzindo assim a confiabilidade no estudo. 
 
o REABILITAÇÃO EM FRATURA DE FÊMUR POR 
TRAUMA 
 
33 
 
 
A fratura de fêmur é significativa quanto à morbidade, mortalidade e 
impacto socio-econômico nos países em desenvolvimento. Em geral causam 
grandes limitações, como dor intensa, deformidade, edema, sensibilidade 
local acentuada, espasmo muscular e na maioria dos casos perda da função, 
impossibilitando as atividades de vida diária. 
Atualmente, as fraturas femorais são mais complexas, porque as 
lesões são provenientes de traumas de alto grau de energia cinética. Em 
conseqüência, as fraturas tornaram-se mais cominutivas, mais instáveis e, 
geralmente, não são isoladas, havendo também comprometimento de outros 
segmentos corpóreos. 
A possibilidade de ocorrer fratura deste osso é alta devido ao seu 
comprimento, tendo o paciente dificuldades na consolidação e na reabilitação 
do membro acometido. A osteossíntese com haste intramedular permite o 
realinhamento do osso, a rápida regeneração e união da fratura e o uso 
funcional precoce do membro. A maior limitação para seu uso é sua 
inadequada fixação nas fraturas cominutivas ou localizadas mais próximas às 
metáfises.128 
A principal vantagem da haste intramedular bloqueada é otimizar o 
resultado funcional, evitando a consolidação viciosa. As fraturas diafisárias do 
fêmur devem ser fixadas precocemente (no máximo em 48h) em pacientes 
politraumatizados, pois estudos demonstram que a demora no procedimento 
aumenta o risco de complicações clínicas graves. 123 
A rigidez do joelho é a complicação mais comum nas fraturas da diáfise 
femoral. Se os músculos forem exercitados, é provável que a mobilização do 
joelho retorne mesmo após um longo período de imobilização. 120 
 
Figura 22: 
34 
 
 
 
 
É importante que o fisioterapeuta tenha a compreensão básica dos 
procedimentos cirúrgicos mais comuns de tratamento de doenças e 
deformidades articulares e um conhecimento minucioso de intervenções 
apropriadas com exercícios fisioterapêuticos e sua progressão para um 
programa de reabilitação pós-operatório efetivo e seguro.125 
Todo programa de reabilitação tem como objetivo final, fazer com que 
o indivíduo volte a ter um estilo de vida que seja o mais próximo possível de 
seu nível prémórbito de função, ou, alternativamente, maximizar e manter seu 
atual potencial funcional. 131 
A realização de alguns procedimentos essenciais na avaliação, como 
a anamnese, inspeção, palpação do membro, exame físico, análise de 
exames complementares, técnica cirúrgica utilizada e ainda os resultados da 
cirurgia, tornam-se de suma importância para o fisioterapeuta, pois vai garantir 
ao mesmo traçar os objetivos e condutas com segurança utilizando as 
técnicas adequadas, possibilitando um resultado eficaz no tratamento. 
35 
 
 
O objetivo principal do tratamento pós-operatório é primeiro posicionar 
o paciente em pé e em movimento o mais rápido possível e então retorná-lo 
ao nível de sua função anterior a lesão. 
O protocolo fisioterapêutico acelerado na reabilitação da fratura 
diafisária do fêmur visa principalmente o alívio da dor, redução de edema, 
manter ou restaurar a amplitude de movimento das articulações, força e 
resistência muscular, flexibilidade e mobilidade, propriocepção, preservar a 
velocidade de consolidação da fratura pela atividade e retornar o paciente à 
função o mais precocemente possível. 
É importante ressaltar a avaliação do membro não fraturado, como nos 
procedimentos de mensuração da amplitude de movimento (ADM) ativa e 
passiva, principalmente no nível da articulação do joelho e verificar a 
graduação da força muscular de todo o membro para que se tenha uma 
comparação da evolução dopaciente após o tratamento. 
Paschoal (2000) avaliou clinicamente os resultados de tratamento de 
103 fraturas femorais instáveis com o uso do método de haste intramedular 
bloqueada FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) desenvolvida 
em Ribeirão Preto, onde dessas 100 fraturas (97,09%) consolidaram, em 
média 16,72 semanas, o trabalhoda fisioterapia iniciou-se no 4º dia após a 
cirurgia, começando com contrações isométricas dos grupos musculares do 
membro inferior, encorajando o paciente a deambular com andador permitindo 
carga parcial de até 20 quilos, medidos em balança, durante o tratamento foi 
permitido nos primeiros dias de pós-operatório e após 8 semanas a 
deambulação com auxílio de muletas e carga parcial no membro operado.132 
Figura 23: 
36 
 
 
 
 
Matias (2006), realizou uma pesquisa com 3 pacientes que foram 
submetidos à cirurgia ortopédica para colocação de haste intramedular após 
fratura de fêmur, onde os mesmos foram encaminhados para a Clínica Escola 
de Fisioterapia no 7º dia pós operatório pelo cirurgião ortopedista e realizaram 
10 sessões de fisioterapia, nessa pesquisa analisou-se os efeitos da 
cinesioterapia na reabilitação precoce de fraturas diafisárias do fêmur com 
haste-intramedular, mostrando êxito no tratamento como diminuição do 
quadro álgico, edema, aumento de força muscular, amplitude de movimento, 
possibilitando aos pacientes o retorno precoce às suas atividades de vida 
diária. 126 
Stadinick (2002) realizou uma pesquisa onde os pacientes foram 
divididos em dois grupos, um grupo realizou exercício isométrico no membro 
acometido, e o outro grupo, não realizou devido a dor. 143 
Os exercícios isométricos são usados na fase inicial da reabilitação 
sem perigo de aumentar a irritação da articulação, visto que esta se mantém 
37 
 
 
imóvel, garantindo aumento da força muscular, contribuindo para evitar atrofia 
e ajudando na diminuição do edema. 
No pós-operatório o paciente é mantido de maneira que o quadril e o 
joelho permaneçam fletidos em torno de 90º e após o 3º dia de pós-operatório, 
é orientado a realizar exercícios isométricos para o quadríceps. 136 
Após melhora da sintomatologia dolorosa, o paciente é orientado a 
iniciar a marcha apoiado a 2 muletas com carga parcial de 30 % de seu peso. 
A haste intramedular é o tratamento cirúrgico mais utilizado por promover bons 
resultados e diminuir a permanência do paciente no hospital, o que diminui o 
risco de imobilidade fazendo com que ele inicie o tratamento fisioterapêutico 
imediatamente. 144 
A consolidação da fratura durou em média de 12 – 16 semanas, tendo 
algumas complicações básicas de qualquer fratura, porém uma mobilização 
precoce do paciente, no qual o tratamento de escolha foi a cinesioterapia com 
exercícios isométricos de quadríceps e deambulação precoce com auxilio de 
muletas e carga parcial do membro operado, garantindo ao paciente uma 
reabilitação eficaz e retorno imediato às atividades de vida diária.136,143,144 
 
Tabela 3: 
38 
 
 
 
 
 
o ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL 
 
O quadril é a articulação formada pela união do acetábulo (osso da 
bacia) com a cabeça do fêmur (osso da coxa). O espaço articular formado por 
estes dois ossos é recoberto por um tecido especial chamado cartilagem 
articular. A superfície da cartilagem articular normal é branca, lisa, macia e 
lubrificada por um líquido viscoso, chamado líquido sinovial. O movimento 
articular é fácil e ocorre em grandes amplitudes sem dor. Porém, quando há 
lesões da cartilagem articular, o paciente pode apresentar dor e limitação 
funcional para realizar tarefas básicas da rotina. Essas limitações são 
progressivas e interferem cada vez mais na sua qualidade de vida. 159 
 
Figura 24: 
 
39 
 
 
Figura 24: quadril saudável e quadril com artrose 
A artrose é uma doença caracterizada por alterações bioquímicas, 
metabólicas e fisiológicas na cartilagem articular com lesões (fissuras e 
rachaduras) na superfície da cartilagem, exposição do osso subcondral 
(abaixo da cartilagem) e diminuição do espaço articular. 159 
A combinação desses fatores ocasiona dor, bloqueio e limitação 
funcional com prejuízo a qualidade de vida. Tipicamente a dor é localizada na 
virilha e desce até o joelho. No inicio do quadro, a dor ocorre apenas aos 
esforços mais intensos, mas à medida que a doença evolui pode manifestar-
se aos pequenos esforços e até mesmo com o repouso. 159 
Nesta fase o paciente tem dificuldade para andar, manca e evita andar 
para não agravar o quadro doloroso! Quando a artrose ocorre de forma lenta, 
sem uma causa aparente é chamada de artrose primária ou senil, típica do 
idoso. Geralmente tem padrão familiar (genético). 159 
A artrose primária acontece principalmente em mulheres adultas, após 
os 40 anos de idade. Estudos radiológicos demonstraram que a taxa global 
da artrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e atinge 
70% a 80% daqueles com mais de 65 anos. 159 
Contudo, somente 20% a 30% dos portadores de alterações nas 
imagens vão apresentar alguma queixa relacionada ao quadril. Quanto maior 
a idade, maior a chance de desenvolver artrose, estimando-se atingir 85% da 
40 
 
 
população até os 64 anos, sendo que aos 85 anos é praticamente universal. 
159 
 
 A artrose secundária é provocada por outras causas, sendo as 
principais: 
 Acidentes: fratura do colo do fêmur e da cabeça do fêmur, fratura 
do acetábulo, luxação do quadril (quando o quadril sai da 
articulação e não quer voltar). 
 Necrose asséptica da cabeça do fêmur (quando o suplemento 
sanguíneo da cabeça do fêmur é interrompido): fraturas do 
quadril, ingestão de bebida alcoólica, usam de corticoide por 
longos períodos etc. 
 Doenças reumáticas: artrite reumatóide, lúpus eritematoso 
sistêmico, espondilite anquilosante, etc. 
 Doenças da infância: epifisiólise, doença de Perthes; displasia 
do desenvolvimento do quadril 
 Sequela de infecção: artrite séptica 
 Anemia falciforme 
 Dentre as causas de artrose secundária, destacam-se aquelas 
provocadas por acidentes de trânsito, acometendo principalmente adultos 
jovens do sexo masculino envolvidos em acidentes de moto. 159 
 Na maioria das vezes, tais acidentes são consequência da 
ingestão de bebida alcoólica e/ou uso de drogas combinadas com direção em 
alta velocidade. Representam um verdadeiro problema de saúde. 159 
 Quando a artrose está em fase avançada e ocasiona dor intensa 
e limitação para realizar simples atividades (caminhar, sentar, agachar e 
levantar) e o uso de medicações e outros tratamentos não controlam a dor, a 
indicação de ATQ deve ser considerada para substituição da articulação. 159 
 
41 
 
 
Artroplastia total de quadril a ATQ, é uma cirurgia de substituição da 
articulação lesionada por uma prótese Também pode ser chamada de prótese 
total do quadril (PTQ). 159 
 
Figura 25: 
 
Artroplastia total do quadril 
A artroplastia do quadril é considerada uma cirurgia segura, eficaz e de 
resultados satisfatórios com melhora da dor e da qualidade de vida do 
pacientes (Hasart et al, 2008; Bozic et al, 2009; Najarian et al, 2009; Reininga 
et al, 2010). Estima-se que são realizadas um cerca de milhão de artroplastia 
de quadril por ano em todo o mundo (Widmer, 2007), com o objetivo de aliviar 
a dor e melhorar a função articular (Padgett et al., 2005; Najarian et al, 2009). 
 
TIPOS DE ARTROPLASTIAS Existem vários tipos ou modelos de 
próteses. A escolha do tipo de prótese é feita de acordo com a doença que 
acomete o quadril, a idade do paciente e o nível de atividade física do 
paciente. Outro fator importante é a experiência e preferência individual do 
cirurgião. Assim, você perceberá que alguns pacientes possuem um tipo de 
42 
 
 
prótese diferente da sua, o que implica em algumas diferenças na reabilitação 
funcional após a cirurgia, como por exemplo, o tempo de uso de muletas ou 
andador. No entanto, como será visto mais na frente, muitos cuidados da 
reabilitação (fisioterapia) são comuns a todos os pacientes 
independentemente do tipo de prótese. 
Artroplastia total do quadril cimentada 
Neste tipo de artroplastia utilizamos cimento ósseo ortopédico 
(polimetilmetacrilato) para fixação dos componentesacetabular e femoral. O 
acetábulo é confeccionado com polietileno de alta densidade (tipo de plástico 
muito resistente). 159 
O canal medular do fêmur é preenchido por cimento ósseo e a cabeça 
do fêmur por um componente de metal. A ATQ cimentada foi desenvolvida em 
1962 pelo médico inglês John Charnley. 159 
As ideias e os princípios de Charnley são utilizados até hoje. A ATQ 
cimentada pode ser realizada em qualquer idade, com excelentes resultados 
em longo prazo. É a artroplastia ideal para pacientes com baixo estoque 
ósseo: idade mais avançada, portadores de osteoporose avançada, usuários 
crônicos de corticoides. 159 
Os componentes cimentados da prótese podem suportar o peso 
corporal imediatamente após a cirurgia.Artroplastia total de quadril não-
cimentada Os componentes da artroplastia são fixados diretamente ao osso 
por meio de impactação. 159 
O implante deve ser encaixado no osso sob pressão para diminuir o 
risco de soltura precoce. Neste tipo de cirurgia não utilizamos de cimento 
ósseo ortopédico. Os implantes não-cimentados também podem ser utilizados 
em qualquer idade desde que o paciente tenha uma boa reserva óssea. 159 
De modo geral são mais indicadas para indivíduos jovens, ativos com 
bom estoque ósseo e com maior expectativa de vida que demandem futuras 
revisões (troca de próteses) ao longo da vida. 159 
 
Artroplastia total de quadril híbrida 
43 
 
 
É a combinação da artroplastia cimentada com a não-cimentada. Mais 
comumente utiliza-se o acetábulo não-cimentado com a haste femoral 
cimentada. A escolha do tipo de implante a ser utilizado é variável e depende 
sempre da qualidade do osso do paciente e da preferência do cirurgião. 159 
 
PROCEDIMENTO CIRÚRGICO 
A cirurgia de ATQ é considerada um procedimento de grande porte e 
tecnicamente exigente. Deve ser realizada por uma equipe especializada em 
cirurgia do quadril. 159 
 
1º DPO (Primeiro dia de pós-operatório) 
Figura 26: 
 
 
2º DPO 
44 
 
 
Você poderá sentar com as pernas para fora do leito, ficar em pé e 
andar pelo quarto e pelo corredor do hospital com uso do andador e auxiliado 
pela equipe de fisioterapia. 159 
O apoio da perna operada no chão deverá ser parcial (com pouca 
carga) com o uso de andador. Você, portanto, dividirá o peso de seu membro 
operado com o andador, lembrando que a perna deverá estar aberta e o pé 
em posição neutra (não pode estar rodado para dentro!). O médico e a equipe 
da fisioterapia explicarão como este procedimento será realizado. 159 
 
Figura 27: 
 
 
 
3º DPO 
 
Serão realizados exames de controle (sangue e RX). Se tudo estiver 
bem, você receberá alta e continuará a reabilitação em casa. 159 
 
Figura 27: 
 
45 
 
 
 
 
O transporte deverá ser realizado no banco do passageiro, devendo 
seguir a seguinte sequência: apoie as muletas ou andador na porta aberta do 
carro em seguida, coloquem os braços firmes no painel e no banco. 159 
Este banco deve estar recuado e reclinado oferecendo espaço 
suficiente para uma boa acomodação; sente-se suavemente; em seguida 
conduza perna operada (colorida) para o interior do carro. Acomode-se 
corretamente e feche o cinto de segurança. Para sair do carro repita os passos 
na ordem inversa. Lembrando que é sempre bom ter alguém por perto para 
ajudar. 159 
 
Figura 28: 
 
46 
 
 
 
Você deve sair da cama pelo lado da perna operada (colorida). 
Conduzir a perna com cuidado até atingir a posição sentada vagarosamente. 
Após sentar, coloque o andador à sua frente e, com a perna não operada e 
braços, levante-se. Para retornar à cama, basta fazer o inverso. 159 
Figura 29: 
47 
 
 
 
Ao sentar-se é importante que a cadeira utilizada seja alta e possua 
apoios para os braços. Ao levantar faça o apoio na perna não operada 
juntamente com os braços, evitando-se inclinar para frente, até ficar em pé. 
Depois utilize muletas ou andador para caminhar. Para sentar-se, faça o 
inverso. 159 
O fisioterapeuta deverá orientar o paciente após a alta a realizar os 
exercícios em casa até o retorno para controle ambulatorial. 159 
1. Movimente o pé para cima e para baixo. Este exercício pode ser 
feito várias vezes ao dia. Repita 30 vezes. 
Figura 30: 
 
 
 
48 
 
 
2. Dobre lentamente o joelho levando o calcanhar em direção às 
nádegas. Retorne suavemente o movimento esticando o joelho. 
Repita 10 vezes. 
Figura 31: 
 
 
3. Mantendo o joelho esticado, contraia os músculos da frente da 
coxa contando até cinco. Relaxe em seguida. Repita por 20 
vezes. 
Figura 32: 
 
 
4. Levante a perna mantendo o joelho esticado. Deixe o outro 
joelho dobrado. Repita até 10 vezes. 
Figura 33: 
 
 
 
49 
 
 
5. Encaixe os glúteos, contraindo-os por 5 segundos. Repita até 8 
vezes. 
Figura 34: 
 
 
6. Sentado em uma cadeira e com a coxa apoiada, levante o pé 
até esticar o joelho. Retorne o pé ao chão suavemente. Use os 
braços para melhorar o apoio do corpo. Repita 10 vezes. 
Figura 35: 
 
 
7. Em pé, com as mãos apoiadas no encosto da cadeira, levante 
lentamente a coxa ao mesmo tempo que dobra o joelho. Retorne 
suavemente a perna ao chão. Repita 10 vezes. 
 
 
Figura 36: 
 
50 
 
 
 
8. Em pé e com as mãos apoiadas, separe a perna levando-a para 
o lado. Retorne suavemente à posição inicial. Repita até 10 
vezes 
Figura 37: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
 
o CONCLUSÃO 
 
A fisioterapia pode ser considerada de grande valia na reabilitação 
precoce de indivíduos com lesões em membros superiores, hospitalizados ou 
não, proporcionando a estes melhora da função motora e sensibilidade, além 
de aumento de força e amplitude muscular. 
A fisioterapia em ortopedia e traumatologia atua na investigação, 
prevenção e tratamento dasdoenças ósseas, musculares, articulares e 
ligamentares tendo por objetivo restabelecer a função dosistemamúsculo-
esquelético. 
No tratamento das disfunções deste sistema são utilizados recursos 
fisioterapêuticoscomo: termoterapia, eletroterapia, fototerapia, massoterapia, 
cinesioterapia, mecanoterapiaentre outros com a finalidade de aliviar o quadro 
álgico, melhorar o processo inflamatório,restabelecer amplitude de movimento 
(ADM), ganhar força muscular (FM), restabelecer equilíbrio,propriocepção, 
reeducar posturas e realizar orientações. 
Na literatura não existe um tratamento fisioterapêutico específico e 
detalhado para pacientes idosos no pós-operatório das fraturas proximais de 
fêmur. Há uma tendência de que os exercícios de fortalecimento seriam a 
chave para melhora funcional destes pacientes. As evidências mostram que 
a fisioterapia tende a acelerar a recuperação do idoso, mas ainda não é 
garantia o retorno deste ao seu estado funcional pré-fratura. 
No presente trabalho verificou-se através de análise em base de 
material científico que o tratamento fisioterapêutico na reabilitação de 
pacientes que foram submetidos à cirurgia ortopédica de fratura diafisária de 
fêmur utilizando a técnica de haste intramedular se faz necessário e 
imprescindível, pois garante consolidação em um período considerado curto 
comparado a outros métodos utilizados. 
52 
 
 
A haste intramedular é a técnica de fixação cirúrgica mais indicada, por 
apresentar melhora na estabilidade rotacional, ainda permite compressão 
axial e sustentação de peso. 
O tratamento fisioterapêutico mostrou-se eficaz, permitindo o uso de 
diversas técnicas, como: cinesioterapia através de exercícios isométricos de 
quadríceps e deambulação precoce com auxilio de muletas e carga parcial do 
membro operado proporcionando mobilização imediata do paciente, 
resultando em uma recuperação eficaz e garantindo ao mesmo retorno 
imediato ás suas atividades de vida diária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
 
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