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1 RECUPERAÇÃO FUNCIONAL-PROTOCOLOS DE AVALIAÇÃO E TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO 1 Sumário Sumário .......................................................................................... 1 o INTRODUÇÃO ............................................................................ 3 1.1- METODOLOGIA .................................................................. 6 o RECUPERAÇÃO FUNCIONAL- PROTOCOLOS DE AVALIAÇÃO E TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ............................... 7 o FORÇA E CONDICIONAMENTO ............................................. 13 o RECUPERAÇÃO FUNCIONAL NO PÓS-CIRÚRGICO DO OMBRO 14 o REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM FRATURA DE FÊMUR 27 o REABILITAÇÃO EM FRATURA DE FÊMUR POR TRAUMA ... 32 o ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL ................................... 38 o CONCLUSÃO ........................................................................... 51 o REFERÊNCIAS ........................................................................ 53 2 FACUMINAS A história do InstitutoFACUMINAS, inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender a crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação.Com isso foi criado a FACUMINAS, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A FACUMINAS tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética.Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 o INTRODUÇÃO A avaliação funcional refere-se a toda a gama de estratégias utilizadas para identificar os antecedentes e consequentes que controlam o comportamento problema sem que haja manipulação desses eventos. A avaliação funcional é um processo criado desde os primórdios da análise do comportamento aplicado, ganhando precisão conceitual e metodológica no final da década de 70 e no início da década de 80. 1 Uma boa avaliação funcional, do movimento, pode determinar um bom caminho para a recuperação. 1 Durante a montagem do protocolo de avaliação escolha o que quer avaliar em cada exercício. Durante a execução fique concentrado nesse fator e ignore os outros. Um protocolo de avaliação funcional bem-feito terá outras oportunidades para conferir tudo no corpo.1 A reavaliação deve ser feita periodicamente. Devemos inserir avaliações em outros momentos da reabilitação. Continue avaliando seu aluno periodicamente. A avaliação serve para descobrir o que fará uma reabilitação eficiente. Sempre que for preparar as aulas ou sessões, leve em consideração o que descobriu na avaliação. Se essas informações deixarem de ser suficientes significa que está na hora de avaliar aquele aluno outra vez.1 A avaliação fisioterapêutica sistematizada é a premissa do sucesso profissional. Através da coleta de dados minuciosa e interpretação dos mesmos garante condutas mais assertivas e consequentemente sucesso no tratamento. 1 Possuímos uma gama de testes específicos, escalas e manipulações, todavia faz-se necessário conhecer as necessidades individuais do paciente e aplicá-los de acordo com a demanda de cada um, através da avaliação manual.1 4 A avaliação é o primeiro contato com o paciente, no entanto o profissional deve estar atento em todo o processo de tratamento. 1 No primeiro momento, o fisioterapeuta deverá entender a causa da disfunção e todo o processo nele envolvido sempre atento ao indivíduo como todo e a interação dos aspectos físicos, emocionais, ambientes e psíquicos do ser.1 Avaliação Manual Durante muito tempo a avaliação possuía características qualitativas, atualmente cada vez mais vem se buscando quantificar essas medidas tornando os dados mais sistematizados.1 Na avaliação deve conter os dados de identificação – informações como nome, contato, profissão, endereço, entre outros. Todos esses dados coletados são fundamentais para o entendimento do processo da disfunção. Outra etapa é a anamnese que consiste na entrevista com o paciente, onde o mesmo trará informações sobre o processo de disfunção. 1 Nesta etapa a queixa principal deve estar clara e todo o processo de adoecimento deve ser entendido nela, é importantíssima no exame clínico. Outra etapa é o exame físico-funcional ao qual o profissional irá avaliar e detectar os desequilíbrios corporais. 1 A palpação assim como a inspeção, percussão e ausculta é uma das propedêuticas utilizadas na avaliação manual de suma importância para os achados anatômicos e detecção de possíveis assimetrias e disfunções.1 Postura é o termo designado à disposição dos segmentos corporais em um determinado momento, dotado de efeitos fisiológicos e biomecânicos em um determinado espaço. A postura reflete as vivências e experimentações do indivíduo, sendo assim, projeta a sua interação com os aspectos físicos, sociais, ambientais e emocionais. Entender todos esses aspectos e suas projeções compõe a avaliação postural. 1 5 O paciente/aluno deve ser analisado como um todo, em sua globalidade e, de forma sistematizada, para que o terapeuta possa detectar as causas daquelas disfunções e entendendo também todas as compensações geradas por ela. Portanto, a avaliação postural verifica possíveis desalinhamentos e causas de disfunções inerentes aquele corpo. 1 Ressaltando que o corpo é um sistema e que desalinhamento em segmentos acarretará em compensações em todos os corpos. A avaliação postural pode ser classificada em estática e dinâmica, na avaliação estática o avaliador analisa pontos anatômicos específicos em todos os planos de movimento (frontal/anterior e posterior; sagital/perfil; transverso/rotações), tensões musculares, desvios posturais e realiza testes especiais.1 Na avaliação dinâmica o avaliador irá focar na analise dos padrões de movimento. Vale ressaltar que uma avaliação criteriosa deverá conter a avaliação estática e dinâmica e que a avaliação deve ser processual.1 6 1.1- METODOLOGIA Para a construção deste material, foi utilizada a metodologia utilizada de pesquisa bibliográfica, com o intuito de proporcionar um levantamento de maior conteúdo teórico a respeito dos assuntos abordados. Através de pesquisa bibliográfica em diversas fontes, o estudo se desenvolve com base na opinião de diversos autores, concluindo que a formação e a motivação são energias que conduzem a atividade humana para o alcance dos objetivos de excelência na prestação de serviços públicos e podem também se converter nos principais objetivos da gestão de pessoas no setor público e no fundamento de sua existência. Segundo Gil, a pesquisa bibliográfica consiste em um levantamento de informações e conhecimentos acerca de um tema a partir de diferentes materiais bibliográficos já publicados, colocando em diálogo diferentes autores e dados. 7 o RECUPERAÇÃO FUNCIONAL- PROTOCOLOS DE AVALIAÇÃO E TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO A fisioterapia é uma ciência aplicada cujo objetivo épreservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridadede órgãos, sistema e função. Possui como objeto de estudoo movimento do corpo humano sob todas as suasformasp.198- 205. 99- WOO J, HONG A, LAU E, LYNN H. A randomized controlled trial of Tai Chi and resistance exercise on bone health, muscles trengt hand balance in community- -living elderly people. Age Ageing. 2007; 36(3):262-8. 2. 100- KANNUS P, PARKKARI J, NIEMI S, PASANEN M, PALVANEN M, JÄRVINEN M, et al.Prevention of hip fracture in elderly people with use of a hip protector. N Engl J Med. 2000;343 (21):1506-13. 3. 101- PORTEGIJS E, KALLINEN M, RANTANEN T, HEINONEN A, SIHVONEN S, ALEN M, et al. Effects of resistance training onlower- extremity impairments in older people with hip fracture. Arch Phys Med Rehabil. 2008; 89(9):1667-74. 4. 102- PORTEGIJS E, SIPILÄ S, RANTANEN T, LAMB SE. Leg extension power déficit and mobility limitation in women recovering from hip fracture. Am J Phys Med Rehabil. 2008; 87 (5):363-70. 103- HELMY N, JANDO VT, LU T, CHAN H, O´BRIEN PJ. Muscle function and functional out come following standard antegraderea med intra medullary mailing of isolated femoral shaft fractures. 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Out/dez, 2004. 139- SANTOS, A. C. Atuação da Fisioterapia no pós operatório de fratura diafisária de fêmur c om o uso da técnica da haste intramedular bloqueada em fase hospitalar . Revista Digital – Lecturas: EF y Deportes. Buenos Aires, ano 11 N°10, 4 Janeiro, 2007. 140- SCHATZKER, J. & TILE, M. Tratamento cirúrgico das fraturas. São Paulo: editora Manole, 1994. 141- SCHWARTSMANN, C. L. O. Fraturas Princípios e Prática. Porto Alegre: Editora Artmed, 2003. 142- SETTINERI, L. I. C. Biomecânica – Noções Básicas e Tratamento. Editora Atheneu, Rio de Janeiro, 1988. 143- STADNICK, E. Efeito do exercício isométrico no período de redução fechada por tração esquelética balanceada em fraturas diafisárias de fêmur e tíbia. Tubarão-SC. UNISUL, 2002. 144- TAVARES, P. Intervenção fisioterapêutica no pós-cirúrgico da Fratura diafisária de fêmur com a utilização de haste Intramedular. Rio de janeiro-RJ,2009. 145- THOMPSON, C. W, F. R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural. 14. ed. 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Ao fisioterapeuta, como profissional de saúde,compete habilitar a construção do diagnóstico dos distúrbioscinético-funcionais, prescreverem condutas fisioterapêuticas,ordenar e induzir os pacientes e acompanhara evolução do quadro clínico até as condições para a altado serviço.2 Esses serviços são encontrados nas redespúblicas e privadas, podendo estar ou não conveniadas auma fonte pagadora que irá cobrir seus gastos.3 A fisioterapia como campo de saber na saúde ampliao seu objeto de estudo, no que diz respeito à prevenção,tratamento e reabilitação para, assim, promover o bemestar individual e coletivo do ser humano, capaz de prevenire tratar os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentesem órgãos e sistema do corpo humano, geradospor alterações genéticas, traumas e doenças adquiridas,exercendo assim, um papel importante na reabilitação dopaciente e na sua reinserção no convívio social. 4 O Treinamento Funcional Terapêutico é uma modalidade de exercícios aplicada à recuperação de lesões e patologias. Apesar do termo diferente do Treinamento Funcional tradicionalmente conhecido, a modalidade é a mesma. Mas o Treinamento Funcional Terapêutico trabalha voltado ao objetivo de recuperar as funcionalidades de cada parte do corpo, sem deixar de considerar as cadeias cinéticas. Os exercícios feitos nas aulas de Treinamento Funcional Terapêutico buscam uma melhora e aceleração na recuperação, por meio das seguintes características: 8 Coordenação Motora; Equilíbrio; Estabilidade; Maior Flexibilidade; Força dos Músculos; Resistência Cardiovascular; Resistência dos Músculos localizados. É importante ressaltar que são levadas em consideração as principais necessidades dos alunos/pacientes, uma vez que muitos dos pacientes lesionados ou com patologias não necessitam destas características. O Treinamento Funcional Terapêutico nos proporciona todas as características essenciais para um trabalho de prevenção e tratamento. Além do mais, os exercícios desta modalidade possuem bastante foco no Core, assim como o Pilates, deixando o corpo estabilizado. Durante as aulas, os alunos/pacientes, recebem estímulos para melhor desenvolver todas as suas características, por meio dos movimentos funcionais. Estes movimentos trabalham as capacidades que o “paciente” faz uso, o que é muito importante, para evitar novas lesões. Uma das principais vantagens do Treinamento Funcional Terapêutico, é que ele pode ser adaptado para todas as pessoas e público. Mas, é preciso ter em mente que para a aula ser considerada um Treinamento Funcional Terapêutico, ela deve seguir algumas normas, tais como: As sessões de treinamento precisam ser em uma quantia suficiente para que o corpo possa ser exercitado, de modo que não chegue à fadiga; O Treinamento Funcional Terapêutico buscar fazer uso de uma série de incentivos para aprimorar a capacidade proprioceptiva do aluno/paciente; 9 Entre as atividades, o fisioterapeuta deve respeitar a pausa para descanso e recuperação, evitando o cansaço excessivo e até mesmo novas lesões; As aulas ou sessões fisioterápicas devem atingir intensidade adequada, para que aquele praticante, de modo que os músculos melhorem seu desempenho sem o risco de lesões; As atividades devem ser realizadas de maneira lógica, auxiliando o aluno/paciente a alcançar suas metas gerais e específicas; Seguindo estes princípios, os alunos/pacientes, estarão seguros e se recuperarão com mais rapidez de suas lesões. Na reabilitação do paciente o objetivo da fisioterapia é melhorar a função articular e muscular (p. ex., amplitude de movimento, força) e assimmelhorar a capacidade do paciente de permanecer em pé, se equilibrar, andar e subir escadas. Por exemplo,fisioterapia geralmente é utilizada para treinar indivíduos com amputações nas extremidades inferiores. Por outrolado, a terapia ocupacional focaliza as atividades de auto-cuidado e melhoria da coordenação motora fina dosmúsculos e das articulações, particularmente nas extremidades superiores. A limitação da amplitude de movimento altera a função e tende a causar dor e predispor o paciente a úlceras depressão. A amplitude de movimentos deve ser avaliada com um goniômetro antes da terapia e regularmente a seguir(para verificar os valores normais, Valores normais para amplitude de movimento de articulações*). Tabela 1: 10 Figura 1: 11 Figura 2: Goniômetro 12 Figura 3: Os exercícios na amplitude de movimento alongam articulações enrijecidas. Alongamento é em geral, mais eficaz emenos doloroso, quando se eleva a temperatura do tecido a 43°C (Medidas de reabilitação para tratamento da dor einflamação: Calor). Há vários tipos: Ativos: Este tipo é utilizado quando o paciente consegue realizar exercícios sem ajuda; os pacientes devemmover seus membros sozinhos. Ativos assistidos: Este tipo é utilizado quando os músculos estão fracos ou quando a movimentação daarticulação causa desconforto; os pacientes precisam mover os membros, mas são auxiliados pelo terapeuta. Passivos: Este tipo é utilizado quando os pacientes não conseguem participar ativamente do exercício; não énecessário esforço por parte do paciente. 13 o FORÇA E CONDICIONAMENTO Vários exercícios visam aumentar a força muscular (para graduação de força muscular: Graus da força muscular). Aforça muscular pode ser aumentada com exercícios restritivos progressivos. Quando um músculo está muito fraco, agravidade isolada é uma resistência suficiente. Quando a força muscular melhora, são necessárias resistênciasadicionais manuais ou mecânicas (p. ex., pesos, tensão elástica). Os exercícios gerais de condicionamento associam vários exercícios para tratar os efeitos de debilitação, repousoprolongado no leito ou imobilização. Os objetivos são restabelecer o equilíbrio hemodinâmico, aumentar a capacidadecardiorrespiratória e manter a amplitude de movimentos e a força. Para idosos, a finalidade destes exercícios é fortalecer os músculos o suficiente para funcionarem normalmente epossivelmente recuperar a força normal para a idade. Tabela 2: 14 Exemplos de aplicação do treino funcional em reabilitação: o RECUPERAÇÃO FUNCIONAL NO PÓS-CIRÚRGICO DO OMBRO O ombro é uma estrutura capaz de realizar movimentos de mais de 180 graus em alguns planos, graças aos movimentos coordenados das várias articulações que o compõem, e possui a maior liberdade de movimento do corpo humano. 15 Por essa razão, alguns preferem a denominação de complexo do ombro (149), para se referirem às articulações verdadeiras (gleno-umeral, acrômio-clavicular e esterno-clavicular) e mecanismos articulares (escapulo- torácico, sub-acromial e bicipital). Qualquer distúrbio em uma dessas articulações, ou nesses mecanismos de deslizamento, pode afetar a coordenação rítmica, acarretando prejuízos a toda a cintura escapular.150 O ombro está sujeito à rápida instalação de um quadro de rigidez e atrofia muscular no período pós-operatório. É um complexo articular que precisa constantemente equilibrar duas forças aparentemente incompatíveis(149): mobilidade e estabilidade. Com o volume cirúrgico crescente nos serviços, deparamo-nos com o problema da demora no tempo de recuperação dos pacientes operados. Apesar da correta prescrição dos exercícios pós-operatórios, o encaminhamento à fisioterapia se fazia tardiamente e ainda havia um hiato de tempo consideravelmente grande até a admissão no Serviço de Fisioterapia, devido à grande demanda existente. Outro fator agravante é a tendência dos pacientes,mesmo que previamente orientados, a não realizar movimentos com o membro operado e a mantê-lo junto ao corpo. Isto ocorre particularmente com os de meia-idade, os mais idosos e aqueles psicologicamente deprimidos. Com o objetivo de prevenir a instalação de uma capsulite adesiva, que pode ocorrer em poucas semanas após a cirurgia, e promover mais rapidamente a reabilitação, sugerimos a adoção deste programa de tratamento que conta desde o início com a participação efetiva do fisioterapeuta. As informações passadas pelo médico ao fisioterapeuta acerca do ato cirúrgico e aquelas que recebe dele a respeito de todo o processo de tratamento fisioterápico contribuem sobremaneira para o sucesso. O paciente interna-se um dia antes do previsto para a operação e recebe a visita do fisioterapeuta, que lhe ensina os exercícios a serem 16 realizados no período de hospitalização e presta esclarecimentos adicionais sobre o processo de reabilitação a que se submeterá posteriormente. Em muitos casos, o paciente já está familiarizado com as técnicas fisioterápicas, pois já terá cumprido longo período de tratamento antes da cirurgia, como é comum nos casos de síndrome do impacto graus I e II e nas instabilidades atraumáticas.157 Cerca de doze horas após o ato cirúrgico, além da visita do cirurgião, o paciente tem a presença do fisioterapeuta, que inicia o trabalho de reabilitação. A tipóia é retirada e são aplicadas compressas de gelo por 20 a 30 minutos, seguindo-se exercícios ativos de flexo-extensão de cotovelo e punho e elevação anterior passiva do membro, em duas sessões diárias. A participação do paciente é de fundamental importância na realização das técnicas auto-assistidas de mobilização. A elevação anterior passiva é sempre realizada nos primeiros dias com o paciente em decúbito dorsal e com o cotovelo fletido, pois dessa maneira diminui-se o braço de alavanca e pode- se contar com a colaboração da gravidade a partir de 90 graus, dando mais segurança ao paciente, facilitando assim o movimento.150 Figura 4: Exercícios pendulares: Figura 5: 17 Rotação externa passiva Exercício isométrico o uso de bastão de rotação externa decúbito ventral ou de pé são de grande valia para aliviar a dor, através do relaxamento por tração das estruturas envolvidas, permitindo mobilidade articular mais precocemente. 149 Figura 6: Os exercícios passivos são instituídos precocemente visando manutenção e/ou restauração da mobilidade.151,155 Exercícios devem ser vistos como potencialmente nocivos, bem como de grande utilidade na reabilitação do ombro, dependendo de como são prescritos, devendo-se, portanto, utilizá-los com bastante cautela. 18 Removido o dreno, estando o paciente bem instruído em relação aos exercícios autopassivos, e com elevação anterior de amplitude em torno de 120 graus e rotação neutra, é dada alta hospitalar. Isso ocorre, em geral, em 48 horas, exceto aos submetidos a artroplastia, que permanecem mais tempo internados. Figura 7: Após a alta hospitalar, o paciente já terá seu lugar garantido no Serviço de Fisioterapia, quando dará continuidade imediatamente ao trabalho iniciado no hospital, sempre acompanhado pelo monitor de ombro e supervisionado pelo fisioterapeuta. Precedendo a mobilização passiva, o programa terapêutico terá a cada sessão exercícios de relaxamento da cintura escapular e alongamento do trapézio, visando manter o ritmo escapulo-torácico e o abaixamento do ombro.153 Figura 8: Figura 9: 19 Alongamento do Trapézio O programa terapêutico será acrescido de exercícios isométricos leves, logo na lª semana, dependendo do procedimento cirúrgico.149, 158 Essa conduta, além de prevenir atrofia muscular e dar aporte sensorial proprioceptivo, aumenta a força muscular sem movimento articular, eliminando o agravamento dos sintomas pela atividade dinâmica. 149 Figura 10: 20 Nos reparos do manguito rotador, evitamos exercícios isométricos para os rotadores externos e abdutores, até por volta da 6ª semana, tempo aproximado de cicatrização dos tendões.157 Nas capsuloplastias para as instabilidades, os isométricos para abdutores e rotadores externos são iniciados precocemente, sendo que, para os rotadores internos, somente após a 4ª semana. Figura 11: Vale ressaltar que a mobilização passiva, nestes casos, só pode ultrapassar 45 graus de abdução e 20 graus de rotação externa após a 6ª semana.155 Nas instabilidades multidirecionais, os exercícios de fortalecimento são prescritos com cautela, começando somente aos três meses com exercícios isométricos leves.152, 154 Nas artroplastias parciais pós-fratura cominutiva do colo do úmero, é permitido isométricos suaves para o deltóide e manguito. Figura 12: 21 Elevação passiva com o cotovelo estendido, em posição ortostática A rotação externa passiva deve ser lenta e delicada, respeitando o limite ditado no ato cirúrgico. Movimentação ativa nunca deve iniciar-se antes da 8ª semana, tempo mínimo exigido para a consolidação das tuberosidades na região metafisária do úmero proximal. Nos casos em que o paciente não for capaz sequer de realizar contrações isométricas, um recurso terapêutico coadjuvante muito útil será a estimulação elétrica mioexcitante, cuja utilização dar-se-á pelo período estritamente necessário para que ele consiga contrair voluntariamente, o que ocorre após quatro a cinco aplicações. 22 Figura 13: Na seqüência do processo de reabilitação do paciente operado, haverá maior complexidade na realização dos exercícios por volta do 10° dia. Estando o paciente mais confiante e com menos dor, poderá fazer o exercício de elevação anterior passiva com o cotovelo estendido. Por volta do 15° dia, já sentado ou de pé, deverá fazer esse mesmo exercício em plano paralelo ou inclinado. Figura 14: 23 A dor é um parâmetro da maior importância no segmento do processo de reabilitação. Sua continuidade deve ser reavaliada sempre que este sintoma reaparecer ou agravar-se. Exercícios de resistência dinâmica com o uso de tensor elástico. Figura 15: Os rotadores externos, rotadores internos, deltóide anterior e lateral, bíceps e trapézio são reabilitados. O gelo deve ser continuamente usado durante todo o processo de reabilitação, antes e após os exercícios, por seus efeitos analgésicos e principalmente antiinflamatórios, prevenindo aderências secundárias à presença de edema. A associação de calor profundo (ultra-som) e massagens é de grande valia para manter a cicatriz cirúrgica móvel e indolor. Diatermia de ondas curtas ou microondas geralmente são aplicadas sobre ombros que persistem difusa e inespecificamente dolorosos, mas somente após a 3ª semana, quando já houve redução do edema. 24 Figura 16: Outra medida analgésica usada rotineiramente é a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), que precede o início de todas as seções de tratamento, enquanto houver sintoma de dor. Figura 17: A programação terapêutica deve ser seguida no domicílio pelo paciente, que fará uso de gelo e exercícios leves, de curta duração e pouca repetição, algumas vezes ao dia. 25 Nas acromioplastias, interrompemos o uso da tipóia por volta da 3ª semana, quando permitimos a movimentação ativa global leve do ombro, exceto nos casos em que não conseguir uma sutura segura do deltóide no acrômio. Adotar conduta semelhante nas luxações acromioclaviculares. Por volta da 6ª semana, nas acromioplastias, e, mais tarde ainda (8ª a 10ª semanas), nos reparos de manguito, artroplastias, capsuloplastias anteriores e osteossínteses do úmero proximal, introduzirexercicios de resistência dinâmica como tensor elástico. Visando enfatizar o balanço de forças, objetivando corrigir qualquer diferença biomecânica existente. 154 Figura 18: Ressaltamos que nas instabilidades multidirecionais os exercícios com tensor elástico só são introduzidos após seis meses. Nesse momento, o paciente deve estar sem dor e com ADM completa ou quase completa. 26 Utilizamos esquema de exercícios de baixa tensão e número moderado de repetições.151 A elevação gradual da tensão aumentando primeiramente a distância do braço de alavanca e posteriormente a largura do tensor tem por objetivo ganhar, progressiva e lentamente, resistência muscular, preparando o paciente para retornar às atividades rotineiras. Mobilização passiva e alongamentos da cintura escapular devem sempre preceder os exercícios ativos resistidos, pois contribuem para a manutenção da ADM e de flexibilidade.148, 151 Figura 19: Os mecanismos de lesão, durante o exercício ativo, devem ser prevenidos, evitando-se produzir isquemia da zona crítica do tendão do supra- espinhoso durante a adução extrema, ou reproduzir inadvertidamente os mecanismos de impacto durante a abdução. 156 Com a posição de partida sempre de 15 graus de flexão-abdução, o arco de movimento ideal para trabalho ativo está entre 15 e 75 graus, tanto para elevação anterior, quanto para abdução. 27 A progressão segue uma seqüência que começa com os rotadores, avança para os flexores e termina com abdutores e adutores, que são realizados em outros planos de movimento que têm tendência a estressar o manguito. 147 Os músculos escapulotorácicos são subseqüentemente solicitados para promover um balanço de força e ativação sincronizada. Um componente importante de nossa rotina de reabilitação pós-cirúrgica do ombro é a estimulação proprioceptiva. Ela contribui sobremaneira para a conscientiza- ção do movimento e do esquema corporal, ao mesmo tempo que dá o aporte sensorial necessário à proteção articular. 151 Sua introdução faz-se simultaneamente ao início da movimentação ativa, através do uso de bolas, e segue até que esteja restabelecido o equilíbrio de forças, ao final do processo de reabilitação. Figura 20: o REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM FRATURA DE FÊMUR A sobrevida da população mundial tem aumentado globalmente nas últimas décadas. Este aumento da longevidade associado ao estilo de vida 28 mais ativo dos idosos, da atualidade e as comorbidades presentes nesta população como redução da força muscular, do equilíbrio, dos reflexos e da densidade mineral óssea, resultando em osteopenia e osteoporose, tem levado ao aumento dos casos de trauma e consequentemente fraturas na população geriátrica.99 Estas fraturas são a principal causa de deficiência, comprometimento funcional e morte em pessoas idosas.2 As fraturas proximais do fêmur são comuns nesta faixa etária, destacam-se entre elas as intracapsulares (do colo do fêmur) e extracapsulares (transtrocantéricas e subtrocantéricas).2 Há estudos que citam que após seis meses de uma fratura proximal do fêmur, menos da metade dos indivíduos recuperam a função física que apresentavam antes da fratura.101 Limitações de mobilidade são muito comuns e podem ser parcialmente relacionadas à falta de força e potência muscular. A perna fraturada pode ser 20% mais fraca do que a não fraturada entre 3 a 36 meses.102 O tratamento preconizado para esses pacientes, atualmente, é de preferência o cirúrgico, com colocação de material de osteossíntese, por gerar estabilidade e um retorno funcional mais precoce, de forma que o idoso não fique acamado por longo período de tempo, agravando seu estado de saúde, podendo levá-lo a um declínio funcional severo e até a morte. 103 Dentre os materiais de osteossíntese disponíveis para a abordagem cirúrgica destas fraturas têm-se as hastes cefalomedulares, placa e parafuso deslizante e próteses do quadril.103,104 Após a fixação da fratura a fisioterapia se torna de extrema importância para estes pacientes, visando à mobilização precoce, o treino de marcha e outros métodos de tratamento para manter ou restaurar possíveis déficits.105 A fratura proximal do fêmur é a principal causa de morbidade, institucionalização e mortalidade em idosos. Sua incidência mundial deverá aumentar de 1,7 milhões de pessoas em 1990 para cerca de 6,3 milhões em 2050. A mortalidade é estimada em 24% até 12 meses após a fratura de quadril. 29 Além disso, um número significativo desses pacientes não retorna ao estado funcional pré-fratura. Em um ano de pós-operatório, menos de 50% dos sobreviventes podem andar sem ajuda, e apenas 40% podem realizar AVD’s independentes.106 Com a força muscular reduzida estes indivíduos tendem a apresentar uma diminuição na capacidade de deambulação pós-operatória, o que o torna vulnerável a novas quedas e com risco de sofrer uma fratura de quadril contralateral. Na literatura a probabilidade de uma nova fratura é de seis a 20 vezes maior que a fratura inicial dentro do primeiro ano de recuperação.107 Sabendo disso, o objetivo da fisioterapia no tratamento pós-operatório de pacientes com fratura em fêmur proximal é aumentar a força muscular, melhorar a segurança e eficiência da deambulação, fornecendo assim, maior independência ao idoso.108 Para início seguro da fisioterapia é de extrema importância que o profissional conheça o tipo de fratura, assim como o material usado para fixação cirúrgica. Estes dados vão interferir na conduta, que inclui o tempo de deambulação, a descarga de peso no membro, bem como restrições em alguns movimentos. É de grande importância, independente do tipo de fratura e material usado para fixação, que este paciente fique em ortostatismo e deambule o mais precoce possível para evitar complicações respiratórias e outras complicações inerentes ao imobilismo, porém algumas vezes isso não é possível pelo estado de saúde geral do paciente. Em um estudo, realizado na enfermaria hospitalar, onde os pacientes foram divididos em 2 grupos, um para deambulação precoce e outro para deambulação tardia, foram encontradas evidências de que a estabilidade cardiovascular é um dos principais determinantes do sucesso da deambulação precoce após a cirurgia de fratura do quadril e essa marcha precoce foi determinante para o aumento da funcionalidade dos sujeitos, quando comparados ao grupo de marcha tardia.109 Figura 21: 30 A aptidão aeróbia é algo em que o fisioterapeuta deve pensar ao desenvolver um plano de tratamento, pois pode aumentar a função física do paciente, isso porque a aptidão cardiorrespiratória pode resultar em um aumento na capacidade de deambulação. Isso é o que foi relatado em um estudo piloto que realizou exercício aeróbico com ergômetro de braço, com duração de 4 semanas.106 Estima-se que em 12 meses após uma fratura de quadril, o paciente apresente uma perda de 6% da massa magra corporal. Um estudo realizado com 90 idosos testou um programa de reabilitação intensivo de 6 meses comparado a um grupo controle que realizou exercícios de menor intensidade e além de aumentar a força muscular dos pacientes do grupo de intervenção, também houve um aumento da velocidade da marcha, equilibrio e realizações de AVD’S.107 Outro estudo parecido teve como resultado um aumento da velocidade da marcha no grupo de maior intensidade de exercícios, porém apenas em pacientes com déficit cognitivo, isso mostra que além de benefícios físicos, os exercícios de força também podem trazer vantagens na questão psicossocial, que está, diversas vezes, alterada no idoso que sofreu fratura e que pode ser uma das causas da baixa função física no período pós-trauma.110 Este ganho de força muscular tem se mostrado eficaz tanto por treinamento com pesos como por estimulação neuromuscular feita por aparelho, estaúltima técnica tem ganhado destaque para o aumento de força em músculos inibidos.108 31 Um dado importante apontado em outro estudo, que também usa o treinamento de força como intervenção, é que em 83% dos participantes, a perna fraturada apresentou-se mais fraca. Esse déficit de força e potência muscular assimétrico pode complicar a transferência de peso durante a fase de apoio da marcha onde apenas uma perna está sustentando o peso corporal, gerando um desequilíbrio, principalmente lateral, onde se é relatado o maior índice de quedas.101 Há estudos que afirmam que o fortalecimento de músculos abdutores e adutores do quadril aumentam essa estabilidade laterolateral durante caminhadas, influenciando na melhora do equilíbrio dinâmico do paciente.3 Os exercícios realizados com descarga de peso, certamente seguindo as restrições de descarga de peso dadas pelo médico responsável, se mostraram vantajosos e aumentaram também o equilíbrio dinâmico, além do desempenho funcional. Os idosos que participaram deste estudo realizaram exercícios na posição bípede e foram comparados ao um grupo de exercícios em supino, além de um grupo controle sem intervenção, durante 4 meses. O autor justifica os ganhos, por conta de um melhor controle do centro de massa, possivelmente porque os exercícios em pé proporcionaram um desafio maior para o sistema de controle postural.111 Um trabalho similar, porém, realizado no domicílio do paciente relatou que apenas 3 semanas foram suficientes para os idosos obterem maior confiança, equilíbrio, função física e melhor desempenho nas AVD’s e AIVD’s, quando comparados com indivíduos submetidos à fisioterapia convencional em uma clínica. O autor justifica este achado, pelo fato de ser incluso na fisioterapia domiciliar treino de atividades do dia a dia do paciente tanto de autocuidado, como de ir a padaria ou comprar jornal na banca, por exemplo.112 Em outro trabalho de fisioterapia domiciliar, o número de quedas reduziu em 36%, isso também deve-se ao aumento da confiança, equilíbrio e funcionalidade.113Além disso, a reabilitação domiciliar tem que ser considerada nessa população, 32 visto a dificuldade de acessibilidade, como falta de transporte, incapacidade ou medo de sair de casa.114,115 Devemos também levar em conta um fator de extrema importância que pode influenciar em nosso tratamento, a dor. Esta pode atrasar a recuperação, o nível elevado de dor no pós-operatório foi associado com um maior tempo de internação, uma menor adesão aos protocolos de tratamento fisioterapêutico e reduzida capacidade de deambulação até três dias após o procedimento. Em um estudo com Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (TENS), a dor reduziu e a funcionalidade melhorou significantemente.116 Portanto, estudos têm demonstrado que pacientes com fratura de quadril que participaram de algum tipo de fisioterapia, tendem a recuperar sua função física e qualidade de vida mais rápido quando comparados ao grupo controle. Como visto, diversas são as técnicas e modalidades fisioterapêuticas plausivéis no tratamento de um paciente com este tipo de fratura, a reabilitação pode ser domiciliar ou em clínica, pode-se usar técnicas manuais, fortalecimento, treino de propriocepção, de marcha, AVD’S, aparelhos de estimulação motora e analgesia, entre outras.112 Há uma alta taxa de abandono da terapia por parte dos pacientes idosos,117 isso se deve a intensidade dos exercícios que as vezes se tornam intoleráveis ou desmotivantes; a dificuldade de locomoção, seja está por fator físico ou cognitivo e outras comorbidades que acabam interferindo na frequência do tratamento.115,118 O difícil acompanhamento dos idosos, citados por diversos artigos dificultam as pesquisas nesta área, pois reduz o número da amostra, reduzindo assim a confiabilidade no estudo. o REABILITAÇÃO EM FRATURA DE FÊMUR POR TRAUMA 33 A fratura de fêmur é significativa quanto à morbidade, mortalidade e impacto socio-econômico nos países em desenvolvimento. Em geral causam grandes limitações, como dor intensa, deformidade, edema, sensibilidade local acentuada, espasmo muscular e na maioria dos casos perda da função, impossibilitando as atividades de vida diária. Atualmente, as fraturas femorais são mais complexas, porque as lesões são provenientes de traumas de alto grau de energia cinética. Em conseqüência, as fraturas tornaram-se mais cominutivas, mais instáveis e, geralmente, não são isoladas, havendo também comprometimento de outros segmentos corpóreos. A possibilidade de ocorrer fratura deste osso é alta devido ao seu comprimento, tendo o paciente dificuldades na consolidação e na reabilitação do membro acometido. A osteossíntese com haste intramedular permite o realinhamento do osso, a rápida regeneração e união da fratura e o uso funcional precoce do membro. A maior limitação para seu uso é sua inadequada fixação nas fraturas cominutivas ou localizadas mais próximas às metáfises.128 A principal vantagem da haste intramedular bloqueada é otimizar o resultado funcional, evitando a consolidação viciosa. As fraturas diafisárias do fêmur devem ser fixadas precocemente (no máximo em 48h) em pacientes politraumatizados, pois estudos demonstram que a demora no procedimento aumenta o risco de complicações clínicas graves. 123 A rigidez do joelho é a complicação mais comum nas fraturas da diáfise femoral. Se os músculos forem exercitados, é provável que a mobilização do joelho retorne mesmo após um longo período de imobilização. 120 Figura 22: 34 É importante que o fisioterapeuta tenha a compreensão básica dos procedimentos cirúrgicos mais comuns de tratamento de doenças e deformidades articulares e um conhecimento minucioso de intervenções apropriadas com exercícios fisioterapêuticos e sua progressão para um programa de reabilitação pós-operatório efetivo e seguro.125 Todo programa de reabilitação tem como objetivo final, fazer com que o indivíduo volte a ter um estilo de vida que seja o mais próximo possível de seu nível prémórbito de função, ou, alternativamente, maximizar e manter seu atual potencial funcional. 131 A realização de alguns procedimentos essenciais na avaliação, como a anamnese, inspeção, palpação do membro, exame físico, análise de exames complementares, técnica cirúrgica utilizada e ainda os resultados da cirurgia, tornam-se de suma importância para o fisioterapeuta, pois vai garantir ao mesmo traçar os objetivos e condutas com segurança utilizando as técnicas adequadas, possibilitando um resultado eficaz no tratamento. 35 O objetivo principal do tratamento pós-operatório é primeiro posicionar o paciente em pé e em movimento o mais rápido possível e então retorná-lo ao nível de sua função anterior a lesão. O protocolo fisioterapêutico acelerado na reabilitação da fratura diafisária do fêmur visa principalmente o alívio da dor, redução de edema, manter ou restaurar a amplitude de movimento das articulações, força e resistência muscular, flexibilidade e mobilidade, propriocepção, preservar a velocidade de consolidação da fratura pela atividade e retornar o paciente à função o mais precocemente possível. É importante ressaltar a avaliação do membro não fraturado, como nos procedimentos de mensuração da amplitude de movimento (ADM) ativa e passiva, principalmente no nível da articulação do joelho e verificar a graduação da força muscular de todo o membro para que se tenha uma comparação da evolução dopaciente após o tratamento. Paschoal (2000) avaliou clinicamente os resultados de tratamento de 103 fraturas femorais instáveis com o uso do método de haste intramedular bloqueada FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) desenvolvida em Ribeirão Preto, onde dessas 100 fraturas (97,09%) consolidaram, em média 16,72 semanas, o trabalhoda fisioterapia iniciou-se no 4º dia após a cirurgia, começando com contrações isométricas dos grupos musculares do membro inferior, encorajando o paciente a deambular com andador permitindo carga parcial de até 20 quilos, medidos em balança, durante o tratamento foi permitido nos primeiros dias de pós-operatório e após 8 semanas a deambulação com auxílio de muletas e carga parcial no membro operado.132 Figura 23: 36 Matias (2006), realizou uma pesquisa com 3 pacientes que foram submetidos à cirurgia ortopédica para colocação de haste intramedular após fratura de fêmur, onde os mesmos foram encaminhados para a Clínica Escola de Fisioterapia no 7º dia pós operatório pelo cirurgião ortopedista e realizaram 10 sessões de fisioterapia, nessa pesquisa analisou-se os efeitos da cinesioterapia na reabilitação precoce de fraturas diafisárias do fêmur com haste-intramedular, mostrando êxito no tratamento como diminuição do quadro álgico, edema, aumento de força muscular, amplitude de movimento, possibilitando aos pacientes o retorno precoce às suas atividades de vida diária. 126 Stadinick (2002) realizou uma pesquisa onde os pacientes foram divididos em dois grupos, um grupo realizou exercício isométrico no membro acometido, e o outro grupo, não realizou devido a dor. 143 Os exercícios isométricos são usados na fase inicial da reabilitação sem perigo de aumentar a irritação da articulação, visto que esta se mantém 37 imóvel, garantindo aumento da força muscular, contribuindo para evitar atrofia e ajudando na diminuição do edema. No pós-operatório o paciente é mantido de maneira que o quadril e o joelho permaneçam fletidos em torno de 90º e após o 3º dia de pós-operatório, é orientado a realizar exercícios isométricos para o quadríceps. 136 Após melhora da sintomatologia dolorosa, o paciente é orientado a iniciar a marcha apoiado a 2 muletas com carga parcial de 30 % de seu peso. A haste intramedular é o tratamento cirúrgico mais utilizado por promover bons resultados e diminuir a permanência do paciente no hospital, o que diminui o risco de imobilidade fazendo com que ele inicie o tratamento fisioterapêutico imediatamente. 144 A consolidação da fratura durou em média de 12 – 16 semanas, tendo algumas complicações básicas de qualquer fratura, porém uma mobilização precoce do paciente, no qual o tratamento de escolha foi a cinesioterapia com exercícios isométricos de quadríceps e deambulação precoce com auxilio de muletas e carga parcial do membro operado, garantindo ao paciente uma reabilitação eficaz e retorno imediato às atividades de vida diária.136,143,144 Tabela 3: 38 o ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL O quadril é a articulação formada pela união do acetábulo (osso da bacia) com a cabeça do fêmur (osso da coxa). O espaço articular formado por estes dois ossos é recoberto por um tecido especial chamado cartilagem articular. A superfície da cartilagem articular normal é branca, lisa, macia e lubrificada por um líquido viscoso, chamado líquido sinovial. O movimento articular é fácil e ocorre em grandes amplitudes sem dor. Porém, quando há lesões da cartilagem articular, o paciente pode apresentar dor e limitação funcional para realizar tarefas básicas da rotina. Essas limitações são progressivas e interferem cada vez mais na sua qualidade de vida. 159 Figura 24: 39 Figura 24: quadril saudável e quadril com artrose A artrose é uma doença caracterizada por alterações bioquímicas, metabólicas e fisiológicas na cartilagem articular com lesões (fissuras e rachaduras) na superfície da cartilagem, exposição do osso subcondral (abaixo da cartilagem) e diminuição do espaço articular. 159 A combinação desses fatores ocasiona dor, bloqueio e limitação funcional com prejuízo a qualidade de vida. Tipicamente a dor é localizada na virilha e desce até o joelho. No inicio do quadro, a dor ocorre apenas aos esforços mais intensos, mas à medida que a doença evolui pode manifestar- se aos pequenos esforços e até mesmo com o repouso. 159 Nesta fase o paciente tem dificuldade para andar, manca e evita andar para não agravar o quadro doloroso! Quando a artrose ocorre de forma lenta, sem uma causa aparente é chamada de artrose primária ou senil, típica do idoso. Geralmente tem padrão familiar (genético). 159 A artrose primária acontece principalmente em mulheres adultas, após os 40 anos de idade. Estudos radiológicos demonstraram que a taxa global da artrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e atinge 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos. 159 Contudo, somente 20% a 30% dos portadores de alterações nas imagens vão apresentar alguma queixa relacionada ao quadril. Quanto maior a idade, maior a chance de desenvolver artrose, estimando-se atingir 85% da 40 população até os 64 anos, sendo que aos 85 anos é praticamente universal. 159 A artrose secundária é provocada por outras causas, sendo as principais: Acidentes: fratura do colo do fêmur e da cabeça do fêmur, fratura do acetábulo, luxação do quadril (quando o quadril sai da articulação e não quer voltar). Necrose asséptica da cabeça do fêmur (quando o suplemento sanguíneo da cabeça do fêmur é interrompido): fraturas do quadril, ingestão de bebida alcoólica, usam de corticoide por longos períodos etc. Doenças reumáticas: artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, espondilite anquilosante, etc. Doenças da infância: epifisiólise, doença de Perthes; displasia do desenvolvimento do quadril Sequela de infecção: artrite séptica Anemia falciforme Dentre as causas de artrose secundária, destacam-se aquelas provocadas por acidentes de trânsito, acometendo principalmente adultos jovens do sexo masculino envolvidos em acidentes de moto. 159 Na maioria das vezes, tais acidentes são consequência da ingestão de bebida alcoólica e/ou uso de drogas combinadas com direção em alta velocidade. Representam um verdadeiro problema de saúde. 159 Quando a artrose está em fase avançada e ocasiona dor intensa e limitação para realizar simples atividades (caminhar, sentar, agachar e levantar) e o uso de medicações e outros tratamentos não controlam a dor, a indicação de ATQ deve ser considerada para substituição da articulação. 159 41 Artroplastia total de quadril a ATQ, é uma cirurgia de substituição da articulação lesionada por uma prótese Também pode ser chamada de prótese total do quadril (PTQ). 159 Figura 25: Artroplastia total do quadril A artroplastia do quadril é considerada uma cirurgia segura, eficaz e de resultados satisfatórios com melhora da dor e da qualidade de vida do pacientes (Hasart et al, 2008; Bozic et al, 2009; Najarian et al, 2009; Reininga et al, 2010). Estima-se que são realizadas um cerca de milhão de artroplastia de quadril por ano em todo o mundo (Widmer, 2007), com o objetivo de aliviar a dor e melhorar a função articular (Padgett et al., 2005; Najarian et al, 2009). TIPOS DE ARTROPLASTIAS Existem vários tipos ou modelos de próteses. A escolha do tipo de prótese é feita de acordo com a doença que acomete o quadril, a idade do paciente e o nível de atividade física do paciente. Outro fator importante é a experiência e preferência individual do cirurgião. Assim, você perceberá que alguns pacientes possuem um tipo de 42 prótese diferente da sua, o que implica em algumas diferenças na reabilitação funcional após a cirurgia, como por exemplo, o tempo de uso de muletas ou andador. No entanto, como será visto mais na frente, muitos cuidados da reabilitação (fisioterapia) são comuns a todos os pacientes independentemente do tipo de prótese. Artroplastia total do quadril cimentada Neste tipo de artroplastia utilizamos cimento ósseo ortopédico (polimetilmetacrilato) para fixação dos componentesacetabular e femoral. O acetábulo é confeccionado com polietileno de alta densidade (tipo de plástico muito resistente). 159 O canal medular do fêmur é preenchido por cimento ósseo e a cabeça do fêmur por um componente de metal. A ATQ cimentada foi desenvolvida em 1962 pelo médico inglês John Charnley. 159 As ideias e os princípios de Charnley são utilizados até hoje. A ATQ cimentada pode ser realizada em qualquer idade, com excelentes resultados em longo prazo. É a artroplastia ideal para pacientes com baixo estoque ósseo: idade mais avançada, portadores de osteoporose avançada, usuários crônicos de corticoides. 159 Os componentes cimentados da prótese podem suportar o peso corporal imediatamente após a cirurgia.Artroplastia total de quadril não- cimentada Os componentes da artroplastia são fixados diretamente ao osso por meio de impactação. 159 O implante deve ser encaixado no osso sob pressão para diminuir o risco de soltura precoce. Neste tipo de cirurgia não utilizamos de cimento ósseo ortopédico. Os implantes não-cimentados também podem ser utilizados em qualquer idade desde que o paciente tenha uma boa reserva óssea. 159 De modo geral são mais indicadas para indivíduos jovens, ativos com bom estoque ósseo e com maior expectativa de vida que demandem futuras revisões (troca de próteses) ao longo da vida. 159 Artroplastia total de quadril híbrida 43 É a combinação da artroplastia cimentada com a não-cimentada. Mais comumente utiliza-se o acetábulo não-cimentado com a haste femoral cimentada. A escolha do tipo de implante a ser utilizado é variável e depende sempre da qualidade do osso do paciente e da preferência do cirurgião. 159 PROCEDIMENTO CIRÚRGICO A cirurgia de ATQ é considerada um procedimento de grande porte e tecnicamente exigente. Deve ser realizada por uma equipe especializada em cirurgia do quadril. 159 1º DPO (Primeiro dia de pós-operatório) Figura 26: 2º DPO 44 Você poderá sentar com as pernas para fora do leito, ficar em pé e andar pelo quarto e pelo corredor do hospital com uso do andador e auxiliado pela equipe de fisioterapia. 159 O apoio da perna operada no chão deverá ser parcial (com pouca carga) com o uso de andador. Você, portanto, dividirá o peso de seu membro operado com o andador, lembrando que a perna deverá estar aberta e o pé em posição neutra (não pode estar rodado para dentro!). O médico e a equipe da fisioterapia explicarão como este procedimento será realizado. 159 Figura 27: 3º DPO Serão realizados exames de controle (sangue e RX). Se tudo estiver bem, você receberá alta e continuará a reabilitação em casa. 159 Figura 27: 45 O transporte deverá ser realizado no banco do passageiro, devendo seguir a seguinte sequência: apoie as muletas ou andador na porta aberta do carro em seguida, coloquem os braços firmes no painel e no banco. 159 Este banco deve estar recuado e reclinado oferecendo espaço suficiente para uma boa acomodação; sente-se suavemente; em seguida conduza perna operada (colorida) para o interior do carro. Acomode-se corretamente e feche o cinto de segurança. Para sair do carro repita os passos na ordem inversa. Lembrando que é sempre bom ter alguém por perto para ajudar. 159 Figura 28: 46 Você deve sair da cama pelo lado da perna operada (colorida). Conduzir a perna com cuidado até atingir a posição sentada vagarosamente. Após sentar, coloque o andador à sua frente e, com a perna não operada e braços, levante-se. Para retornar à cama, basta fazer o inverso. 159 Figura 29: 47 Ao sentar-se é importante que a cadeira utilizada seja alta e possua apoios para os braços. Ao levantar faça o apoio na perna não operada juntamente com os braços, evitando-se inclinar para frente, até ficar em pé. Depois utilize muletas ou andador para caminhar. Para sentar-se, faça o inverso. 159 O fisioterapeuta deverá orientar o paciente após a alta a realizar os exercícios em casa até o retorno para controle ambulatorial. 159 1. Movimente o pé para cima e para baixo. Este exercício pode ser feito várias vezes ao dia. Repita 30 vezes. Figura 30: 48 2. Dobre lentamente o joelho levando o calcanhar em direção às nádegas. Retorne suavemente o movimento esticando o joelho. Repita 10 vezes. Figura 31: 3. Mantendo o joelho esticado, contraia os músculos da frente da coxa contando até cinco. Relaxe em seguida. Repita por 20 vezes. Figura 32: 4. Levante a perna mantendo o joelho esticado. Deixe o outro joelho dobrado. Repita até 10 vezes. Figura 33: 49 5. Encaixe os glúteos, contraindo-os por 5 segundos. Repita até 8 vezes. Figura 34: 6. Sentado em uma cadeira e com a coxa apoiada, levante o pé até esticar o joelho. Retorne o pé ao chão suavemente. Use os braços para melhorar o apoio do corpo. Repita 10 vezes. Figura 35: 7. Em pé, com as mãos apoiadas no encosto da cadeira, levante lentamente a coxa ao mesmo tempo que dobra o joelho. Retorne suavemente a perna ao chão. Repita 10 vezes. Figura 36: 50 8. Em pé e com as mãos apoiadas, separe a perna levando-a para o lado. Retorne suavemente à posição inicial. Repita até 10 vezes Figura 37: 51 o CONCLUSÃO A fisioterapia pode ser considerada de grande valia na reabilitação precoce de indivíduos com lesões em membros superiores, hospitalizados ou não, proporcionando a estes melhora da função motora e sensibilidade, além de aumento de força e amplitude muscular. A fisioterapia em ortopedia e traumatologia atua na investigação, prevenção e tratamento dasdoenças ósseas, musculares, articulares e ligamentares tendo por objetivo restabelecer a função dosistemamúsculo- esquelético. No tratamento das disfunções deste sistema são utilizados recursos fisioterapêuticoscomo: termoterapia, eletroterapia, fototerapia, massoterapia, cinesioterapia, mecanoterapiaentre outros com a finalidade de aliviar o quadro álgico, melhorar o processo inflamatório,restabelecer amplitude de movimento (ADM), ganhar força muscular (FM), restabelecer equilíbrio,propriocepção, reeducar posturas e realizar orientações. Na literatura não existe um tratamento fisioterapêutico específico e detalhado para pacientes idosos no pós-operatório das fraturas proximais de fêmur. Há uma tendência de que os exercícios de fortalecimento seriam a chave para melhora funcional destes pacientes. As evidências mostram que a fisioterapia tende a acelerar a recuperação do idoso, mas ainda não é garantia o retorno deste ao seu estado funcional pré-fratura. No presente trabalho verificou-se através de análise em base de material científico que o tratamento fisioterapêutico na reabilitação de pacientes que foram submetidos à cirurgia ortopédica de fratura diafisária de fêmur utilizando a técnica de haste intramedular se faz necessário e imprescindível, pois garante consolidação em um período considerado curto comparado a outros métodos utilizados. 52 A haste intramedular é a técnica de fixação cirúrgica mais indicada, por apresentar melhora na estabilidade rotacional, ainda permite compressão axial e sustentação de peso. O tratamento fisioterapêutico mostrou-se eficaz, permitindo o uso de diversas técnicas, como: cinesioterapia através de exercícios isométricos de quadríceps e deambulação precoce com auxilio de muletas e carga parcial do membro operado proporcionando mobilização imediata do paciente, resultando em uma recuperação eficaz e garantindo ao mesmo retorno imediato ás suas atividades de vida diária. 53 o REFERÊNCIAS 1- Fisioterapia (FT) - Tópicos especiais - Manuais MSD edição para profissionaishttps://www.msdmanuals.com/pt/profissional/tópicos-es-peciais/reabilitação/fisioterapia-ft 5/5© 2019 Merck Sharp &DohmeCorp., subsidiária da Merck & Co., Inc., Kenilworth, NJ, EUA. 2- ALVES MMO. Validação de uma escala para avaliação da dor emcrianças brasileiras menores de cinco anos, [Dissertação de Mestrado]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2007. 98p. 3- BITTENCOURT LC, RIBEIRO DC, LOSS JF. Análise do comportamento de torque no movimento de flexoextensão cotovelo. Fisiot. 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