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1. G1 - IFSC 2015 Em 1806, o Imperador francês Napoleão Bonaparte anunciou o Bloqueio Continental à Inglaterra, estabelecendo que nenhum país europeu poderia comercializar com os ingleses. O rei de Portugal, pressionado pela onda liberal da Revolução Francesa e apoiado pela Inglaterra, fugiu para a colônia portuguesa, na América, para esperar a situação se normalizar. Com relação à presença da Família Real portuguesa no Brasil e CORRETO afirmar que: a. A Revolução Farroupilha, ocorrida no sul do Brasil, tinha como principal objetivo expulsar a Corte portuguesa e proclamar a independência da colônia americana. b. Salvador foi elevada à condição de capital do Reino Unido de Portugal e Algarves, tornando-se o maior centro político, econômico e cultural da colônia. c. A presença da Corte portuguesa no Brasil, exercendo um governo absolutista e conservador, contribuiu para retardar a Independência do Brasil, pois as melhorias administrativas e econômicas deixaram a elite liberal brasileira satisfeita. d. Chegando ao Brasil, D. João VI tratou logo de cumprir o prometido aos ingleses e decretou a abertura dos portos, em 1808, para as nações amigas comercializarem diretamente com a colônia. e. Em 1821, os franceses foram expulsos de Portugal e D. João VI foi chamado para assumir o trono português, mas ele preferiu ficar no Brasil. Esse fato ficou conhecido como "Dia do Fico". 2. UNESP 2011 Artigo 5.° - O comercio de mercadorias inglesas é proibido, e qualquer mercadoria pertencente à Inglaterra, ou proveniente de suas fábricas e de suas colônias é declarada boa presa. (...) Artigo 7.° - Nenhuma embarcação vinda diretamente da Inglaterra ou das colônias inglesas, ou lá tendo estado, desde a publicação do presente decreto, será recebida em porto algum. Artigo 8.° - Qualquer embarcação que, por meio de uma declaração, transgredir a disposição acima, será apresada e o navio e sua carga serão confiscados como se fossem propriedade inglesa. (Excerto do Bloqueio Continental, Napoleão Bonaparte. Citado por Kátia M. de Queirós Mattoso. Textos e documentos para o estudo da história contemporânea (1789-1963), 1977.) Esses artigos do Bloqueio Continental, decretado pelo Imperador da França em 1806, permitem notar a disposição francesa de a. estimular a autonomia das colônias inglesas na América, que passariam a depender mais de seu comércio interno. b. impedir a Inglaterra de negociar com a França uma nova legislação para o comércio na Europa e nas áreas coloniais. c. provocar a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, por meio da ocupação militar da Península Ibérica. d. ampliar a ação de corsários ingleses no norte do Oceano Atlântico e ampliar a hegemonia francesa nos mares europeus. e. debilitar economicamente a Inglaterra, então em processo de industrialização, limitando seu comércio com o restante da Europa. 3. CESGRANRIO 2002 "As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta, as palavras 'Superfino de Londres' saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, louça de barro, mas, acima de tudo, ferragens de Birminghan, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil, além de sedas, crepes e outros artigos da China.” (GRAHAM, Mary. 'Diário de Uma Viagem ao Brasil', in Campos, Raymundo. História do Brasil. São Paulo: Atual, 1991, 2a ed. p 98.) Esta descrição das lojas do Rio de Janeiro, feita por uma inglesa que estava no Brasil em 1821 , justifica-se historicamente pelo(a): a. Tratado de Maastricht. b. Tratado de Fontainebleau. c. Tratado de Comércio e Navegação. d. Bloqueio Continental. e. criação do NAFTA e da ALCA. 4. UECE 2010 Leia o fragmento a seguir atentamente "Em seguida, veio a mãe de D. João, em seus 73 anos, a rainha Maria l. Dizem que quando a carruagem corria para as docas, ela teria gritado: não vá tão depressa, pensarão que estamos fugindo. Ao chegar ao porto, ela teria se FAMÍLIA REAL NO BRASIL recusado a descer..." WILCKEN, Patrick. Império a deriva: a corte portuguesa no Rio de Janeiro (1808- 1821). Rio de Janeiro: Objetiva, 2010, p. 44-46. O episódio narrado acima está relacionado com a a. fuga da Família Real Portuguesa para a Colônia Brasileira. b. chegada da Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro. c. chegada da Família Real Portuguesa a Salvador, primeiro porto após a fuga de Portugal. d. fuga da Família Real Portuguesa de Recife, antes do desembarque no Rio de Janeiro. 5. ENEM 2010 Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil. Alvará de liberdade para as indústrias (1° de Abril de 1808). In: Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado). O projeto industrializante de D. João, conforme expresso no alvará, não se concretizou. Que características desse período explicam esse fato? a. A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas. b. A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas redes de comércio. c. A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa. d. O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no comércio internacional. e. O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas. 6. PUC-CAMP 2004 " 'A 3 de setembro de 1825, partimos do Rio de Janeiro. Um vento fresco ajudou-nos a vencer, em 24 horas, a travessia de 70 léguas, até Santos, e isto significou dupla vantagem, porque a embarcação conduzia, também, 65 negros novos, infeccionados por sarna da cabeça aos pés'. Assim começa o mais vivo, completo e bem documentado relato da famosa Expedição de Langsdorff, que na sua derradeira e longa etapa, entre 1825 e 1829, percorreu o vasto e ainda bravio interior do Brasil, por via terrestre e fluvial - do Tietê ao Amazonas. Seu autor é um jovem francês de 21 anos, Hércules Florence, no cargo de desenhista topográfico. Encantado com as maravilhas das terras brasileiras e com seu povo hospitaleiro, Hércules Florence permaneceu aqui, ao término da expedição, escolhendo a então Vila de São Carlos, como Campinas foi conhecida até 1842, para viver o resto de sua vida. Florence morreu em 27 de março de 1879 (...)." (Revista: Scientific American Brasil, n. 7, São Paulo: Ediouro, 2002. p. 60) Muitos franceses, principalmente professores, cientistas, arquitetos, escultores e pintores vieram ao Brasil no século XIX a partir da instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro. Pode-se explicar a presença desses franceses no país com o argumento de que a. a maioria deles chegou ao Brasil com o intuito de colonizar as regiões desabitadas do interior do país, constituindo núcleos de exploração de produtos tropicais, que seriam comercializados na Europa. b. eles tinham como missão convencer o rei D. João VI a romper relações diplomáticas com a Inglaterra, uma vez que este país tinha estabelecido o Bloqueio Continental, impedindo as relações comerciais entre França e Brasil. c. grande parte deles desembarcou no Rio de Janeiro estimulados por D. João VI, que tinha como um dos seus grandes projetos trazer uma missão artística francesa, com o objetivo de constituir no Brasil uma base de desenvolvimento cultural. d. todos esses franceses chegaram ao Brasil como refugiados políticos, uma vez que os mesmos discordavam da política cultural do imperador Napoleão Bonaparte, que perseguia os artistas contrários às suas determinações políticas. e. parte significativa da população francesa emigrou para o Brasil em razão dos intensos combates ocorridos durante a Comuna de Paris, instalando-seprincipalmente nos Estados do Maranhão e do Pará e trabalhando na extração da borracha. 7. ENEM 2014 A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades diversas e funcionários régios continuaram embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e dos seus parentes após o ano de 1808. NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997. Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da América portuguesa por terem: a. incentivado o clamor popular por liberdade. b. enfraquecido o pacto de dominação metropolitana. c. motivado as revoltas escravas contra a elite colonial. d. obtido o apoio do grupo constitucionalista português. e. provocado os movimentos separatistas das províncias. 8. FUVEST 2012 Fui a terra fazer compras com Glennie. Há muitas casas inglesas, tais como celeiros e armazéns não diferentes do que chamamos na Inglaterra de armazéns italianos, de secos e molhados, mas, em geral, os ingleses aqui vendem suas mercadorias em grosso a retalhistas nativos ou franceses. (...) As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, louça de barro, mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil. Maria Graham. Diário de uma viagem ao Brasil. São Paulo, Edusp, 1990, p. 230 (publicado originalmente em 1824). Adaptado. Esse trecho do diário da inglesa Maria Graham refere-se à sua estada no Rio de Janeiro em 1822 e foi escrito em 21 de janeiro deste mesmo ano. Essas anotações mostram alguns efeitos a. do Ato de Navegação, de 1651, que retirou da Inglaterra o controle militar e comercial dos mares do norte, mas permitiu sua interferência nas colônias ultramarinas do sul. b. do Tratado de Methuen, de 1703, que estabeleceu a troca regular de produtos portugueses por mercadorias de outros países europeus, que seriam também distribuídas nas colônias. c. da abertura dos portos do Brasil as nações amigas, decretada por D. João em 1808, após a chegada da família real portuguesa à América. d. do Tratado de Comércio e Navegação, de 1810, que deu início à exportação de produtos do Brasil para a Inglaterra e eliminou a concorrência hispano-americana. e. da ação expansionista inglesa sobre a América do Sul, gradualmente anexada ao Império Britânico, após sua vitória sobre as tropas napoleônicas, em 1815. 9. MACKENZIE 1996 A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil beneficiou: a. França e Inglaterra, cujos produtos foram favorecidos por tarifas protecionistas. b. Portugal, porque a instalação da administração portuguesa na colônia passou a ser mais rígida, favorecendo suas finanças. c. o Brasil, pois a presença da Corte Portuguesa beneficiou a ruptura do Pacto Colonial sem grandes convulsões sociais. d. a Inglaterra, que passou a comercializar com a França o seu excedente de mercadorias. e. a França, pois a vinda da Família Real para o Brasil consolidou o Bloqueio Continental. 10. UEL 2007 A transferência da Corte de D. João VI para a colônia portuguesa teve apoio do governo britânico, uma vez que: a. Portugal negociou o domínio luso na Península Ibérica com a Inglaterra, em troca de proteção estratégica e bélica na longa viagem marítima ao Brasil. b. Em meio à crescente Revolução Industrial, os negociantes ingleses precisavam expandir seus mercados rumo às Américas, já que o europeu era insuficiente. c. O bloqueio continental imposto por Napoleão fechou o comércio inglês com o continente europeu; a instalação do governo luso no Brasil propiciou a retomada dos negócios luso-anglicanos. d. O exercito napoleônico invadiu Portugal visando a instituir o regime democrático republicano de paz e comercio, em franca oposição ao expansionismo da monarquia britânica. e. Os ingleses pretendiam consolidar novos mercados na América Portuguesa, tendo em vista antigas afinidades socioculturais com os ibéricos. 11. ENEM PPL 2013 A vinda da família real deslocou definitivamente o eixo da vida administrativa da Colônia para o Rio de Janeiro, mudando também a fisionomia da cidade. A presença da Corte implicava uma alteração do acanhado cenário urbano da Colônia, mas a marca do absolutismo acompanharia a alteração. FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995 (fragmento). As transformações ocorridas na cidade do Rio de Janeiro em decorrência da presença da Corte estavam limitadas à superfície das estruturas sociais porque a. a pujança do desenvolvimento comercial e industrial retirava da agricultura de exportação a posição de atividade econômica central na Colônia. b. a expansão das atividades econômicas e o desenvolvimento de novos hábitos conviviam com a exploração do trabalho escravo. c. a emergência das práticas liberais, com a abertura dos portos, impedia uma renovação política em prol da formação de uma sociedade menos desigual. d. a integração das elites políticas regionais, sob a liderança do Rio de Janeiro, ensejava a formação de um projeto político separatista de cunho republicano. e. a dinamização da economia urbana retardava o letramento de mulatos e imigrantes, importante para as necessidades do trabalho na cidade. 12. PUC-SP 21 de janeiro de 1822 – Fui à terra fazer compras com Glennie. Há muitas casas inglesas, tais como seleiros e armazéns, de secos e molhados; mas, em geral, os ingleses aqui vendem as suas mercadorias em grosso a retalhistas nativos ou franceses. Quanto a alfaiates, penso que há mais ingleses do que franceses, mas poucos de uns e outros. Há padarias de ambas as nações (...). As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, (...), mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil, além de sedas, crepes e outros artigos da China. Mas qualquer cousa comprada a retalho numa loja inglesa ou francesa é, geralmente falando, muito cara. ( GRAHAM, Maria. Diário de uma viagem ao Brasil. São Paulo: Edusp, 1990). O texto acima, de Maria Graham, uma inglesa que esteve no Brasil em 1821, remete-nos a um contexto que engloba: a. os efeitos da abertura dos portos e dos tratados de 1810. b. o processo de globalização da economia no Brasil. c. as reformas econômicas do Marquês de Pombal. d. a suspensão do Tratado de Methuen, com a ampliação da influência inglesa no Brasil. e. os efeitos da mineração, que contribuíram para interligar as várias regiões do Brasil ao Exterior. 13. UNICENTRO 2009 A independência do Brasil foi um processo lento, maturado no início do século XIX, até a ruptura política com Portugal. Para esse processo, concorreu a. a rebelião escrava que, apoiada pela aristocracia rural, minou o poder autoritário da Metrópole. b. o desejo da elite agrária em industrializar o país como alternativa para a crise da cana-de-açúcar, resultante da concorrência do açúcar antilhano. c. a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil e o estabelecimento da liberdade comercial, obtida com a “Abertura dos Portos às Nações Amigas”. d. o governo revolucionário francês, que apoiou com armas e homens a luta de independência brasileira, objetivando enfraquecer Portugal, aliado da Inglaterra. 14. UECE 1996 Com a vinda da família Real portuguesa para o Brasil (1808), muitas mudanças se verificaram na estrutura da capital, Rio de Janeiro. Sobre estes melhoramentos, pode-se afirmar corretamente que: a. além da Abertura dos Portos e do incentivo às atividades industriais, muitos equipamentos urbanos foram criados, como o Jardim Botânico e o Banco do Brasil. b. a vida na cidade mudoucompletamente, com sua total remodelação baseada nos moldes da reconstrução de Lisboa após o terremoto de 1777, destacando-se o sistema de esgotos. c. os melhoramentos se limitaram às reformas nas casas que iriam abrigar os membros da Corte, nada alterando na vida de uma cidade colonial. d. a situação sanitária na cidade melhorou bastante, o que ocasionou o fim das epidemias que periodicamente aconteciam. 15. UNESP 2013 Leia o texto para responder à questão. Com a vinda da Corte, pela primeira vez, desde o início da colonização, configuravam-se nos trópicos portugueses preocupações próprias de uma colônia de povoamento e não apenas de exploração ou feitoria comercial, pois que no Rio teriam que viver e, para sobreviver, explorar “os enormes recursos naturais” e as potencialidades do Império nascente, tendo em vista o fomento do bem-estar da própria população local. (Maria Odila Leite da Silva Dias. A interiorização da metrópole e outros estudos, 2005.) A vinda da Corte portuguesa para o Brasil, ocorrida em 1808 e citada no texto, foi provocada, sobretudo a. pelo fim da ocupação francesa em Portugal e pelo projeto, defendido pelos liberais portugueses, de iniciar a gradual descolonização do Brasil. b. pela pressão comercial espanhola e pela disposição, do príncipe regente, de impedir a expansão e o sucesso dos movimentos emancipacionistas na colônia. c. pelo interesse de expandir as fronteiras da colônia, avançando sobre terras da América Espanhola, para assegurar o pleno domínio continental do Brasil. d. pela invasão francesa em Portugal e pela proximidade e aliança do governo português com a política da Inglaterra. e. pela intenção de expandir, para a América, o projeto de união ibérica, reunindo, sob a mesma administração colonial, as colônias espanholas e o Brasil. 16. UNIPAM 2011 “Entre os séculos 17 e 18, podemos observar que algumas revoltas foram fruto da incompatibilidade de interesses existentes entre os colonos e os portugueses. Algumas vezes, a situação de conflito não motivou uma ruptura radical com a ordem vigente, mas apenas a manifestação por simples reformas que se adequassem melhor aos interesses locais.” (FIGUEIREDO, Luciano. Rebeliões no Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005). Todas as rebeliões apresentadas abaixo correspondem a episódios localizados e limitados a contestar aspectos específicos da colonização. Assinale a alternativa que contém o único movimento que colocou em xeque o sistema colonial português. a. Revolta de Beckman b. Guerra dos Mascates c. Guerra dos Emboabas d. Revolução Pernambucana 17. FEI O ato de D. João VI, proclamando a abertura dos portos do Brasil, na verdade garantia direitos preferenciais ao comércio inglês, que: a. na época dependia economicamente de Portugal; b. estava prejudicado pelo bloqueio imposto por Napoleão Bonaparte; c. assegurava o desenvolvimento econômico da colônia; d. pretendia favorecer os franceses, aliados tradicionais da Inglaterra; e. era carente de produtos industriais e bom fornecedor de matérias primas. 18. UNIMONTES 2011 Em 1808, chega ao Rio de Janeiro a família real portuguesa, iniciando-se um processo de mudanças que vai culminar com a separação do Brasil do domínio português. O chamado “período Joanino” (1808-1821) assinala uma série de eventos que contribuíram para a superação da dominação colonial metropolitana. Apesar das mudanças promovidas, D. João VI também enfrentou movimentos de contestação a suas políticas. Pode ser considerada uma reação, ocorrida no Brasil, à política joanina: a. a Confederação do Equador, em 1824. b. a Revolução do Porto, em 1820. c. a Revolução Pernambucana, em 1817. d. a Independência do Brasil, em 1822. 19. UNIFENAS 2017 Em março de 1817, um grupo de revolucionários assumiu o poder na província, declarando-a uma república separada do Brasil. Foi o conflito interno mais grave ocorrido durante a permanência da Família Real portuguesa no Brasil. O movimento tinha forte inspiração republicana e separatista. Três meses depois tropas portuguesas reprimiram o movimento e os principais líderes foram fuzilados. (Eduardo Bueno, Brasil Uma História, Leya, SP, 2012, p. 157). Assinale a alternativa que indica o nome do movimento ao qual o texto faz referência. a. Revolta de Vila Rica. b. Conjuração Baiana. c. Revolução Pernambucana. d. Guerra dos Mascates. e. Confederação do Equador. 20. UFLA 2013 “O Marechal Junot, da Infantaria francesa, entrou em Lisboa junto com a chuva. Uma chuva fina, matinal, que agulhava os ossos. A corte tinha de fugir, conforme o combinado com a Inglaterra. [...] E D. João? Corria que já embarcara. [...] Agora é a vez da rainha-mãe. [...] Achavam que a coitada não percebia nada. A chuva, contudo, acordou-lhe a razão. Começou a berrar. – Não corram tanto! Acreditarão que estamos fugindo. Por que fugir sem ter combatido?” Fonte: SANTOS, Joel Rufino dos. História do Brasil. SP: Marco Editorial. 1979. p. 77. (Adaptado). O texto acima trata de um episódio importante no processo de independência do Brasil: a fuga da corte portuguesa. Sobre esse episódio, é CORRETO afirmar: a. A França invadiu Portugal em represália a D. João VI, que decretara o bloqueio comercial do continente europeu aos produtos franceses. b. D. Maria, a rainha-mãe, assinara com o governo da Espanha um acordo de cooperação mútua por ocasião da invasão francesa. c. Inglaterra e Portugal combinaram a fuga da corte para o Brasil, pois as duas nações eram parceiras na diplomacia. d. O príncipe regente de Portugal, em território brasileiro, proibiu a importação de quaisquer produtos da Inglaterra. 21. Espcex (Aman) 2015 No início do século XIX, Napoleão Bonaparte ordenou a ocupação de Portugal, motivando com isso a fuga da família real portuguesa para o Brasil. Esse evento desencadeou primeiramente a(o) a. Conjuração Baiana. b. abdicação de D. Pedro I. c. elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves. d. introdução das ideias revolucionárias francesas no Brasil. e. estabelecimento do Pacto Colonial. 22. ENEM PPL 2014 TEXTO I O príncipe D. João VI podia ter decidido ficar em Portugal. Nesse caso, o Brasil com certeza não existiria. A Colônia se fragmentaria, como se fragmentou a parte espanhola da América. Teríamos, em vez do Brasil de hoje, cinco ou seis países distintos. José Murilo de Carvalho TEXTO II Há no Brasil uma insistência em reforçar o lugar-comum segundo o qual foi D. João VI o responsável pela unidade do país. Isso não é verdade. A unidade do Brasil foi construída ao longo do tempo e é, antes de tudo, uma fabricação da Coroa. A ideia de que era preciso fortalecer um Império com os territórios de Portugal e Brasil começou já no século XVIII. Evaldo Cabral de MeIlo. 1808 – O primeiro ano do resto de nossas vidas. Folha de S. Paulo, 25 nov. 2007(adaptado). Em 2008, foi comemorado o bicentenário da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Nos textos, dois importantes historiadores brasileiros se posicionam diante de um dos possíveis legados desse episódio para a história do país. O legado discutido e um argumento que sustenta a diferença do primeiro ponto de vista para o segundo estão associados, respectivamente, em: a. Integridade territorial – Centralização da administração régia na Corte. b. Desigualdade social – Concentração da propriedade fundiária no campo. c. Homogeneidade intelectual – Difusão das ideias liberais nas universidades. d. Uniformidade cultural – Manutenção da mentalidade escravista nas fazendas. e. Continuidade espacial – Cooptação dos movimentos separatistas nas províncias. 23. UNB No tocante às transformações verificadas no Brasil durante a crise do sistema colonial, julgue os itens seguintes. (1) As críticas ao absolutismo feitas na Europa assumiram, no Brasil, o sentido de críticas ao sistema colonial. (2) Em princípio, a Coroa funcionava como mediadora dosconflitos entre seus súditos, como no caso das divergências entre os produtores no Brasil e os comerciantes de Portugal. (3) Chegando ao Brasil, uma das primeiras medidas tomadas por D. João foi a abertura dos portos brasileiros ao comércio direto estrangeiro. (4) A invasão francesa na Península Ibérica e a transferência da corte portuguesa para o Brasil pouco modificaram as relações entre metrópole e colônia. a. V - V - F - F. b. F -V -F - F. c. F - F - V - V. d. V - V - V - F. e. V - F - V - V. 24. UNAMA 2013 Os primeiros atos da regência Joanina no Brasil resultaram do movimento – definido pelas guerras napoleônicas – destacando-se a abertura dos portos às nações amigas (em 28 de janeiro de 1808) que quebrou o fim de monopólio comercial característico da condição de colônia. (NEVES, Lucia Bastos Pereira das. A vida política. In SILVA, Alberto da Costa e (org.) Crise colonial e independência (1808-1830) Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, p.78). O ato acima descrito trouxe para Portugal continental um (a) a. período de prosperidade, pois após a expulsão das tropas francesas do território português, as manufaturas lusas passam a desfrutar de incentivos técnicos levados pelos ingleses para Lisboa, o que contribuiu para que seus produtos ganhassem qualidade e mantivessem sua exportação para o vasto império colonial. b. exclusão total do comércio com o Brasil e demais colônias portuguesas, isto porque, as condições impostas pelos Tratados assinados com a Inglaterra em 1810, dava a esse país o monopólio da atividade comercial por um período de 20 anos. c. situação financeira difícil, pois os comerciantes portugueses, assim como os donos de manufaturas constataram que não estavam excluídos do comércio com o Brasil, mas teriam que competir com produtos e comerciantes de outros lugares, particularmente os ingleses, grandes beneficiados com a assinatura dos Tratados de 1810. d. confortável situação econômico-financeira, pois a aliança materializada, a partir da assinatura com a Inglaterra, dos Tratados de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade, em 1810, dava aos produtos portugueses em Londres, as mesmas vantagens alfandegárias concedidas aos produtos ingleses no Brasil, 25. UNIMONTES 2009 A abertura dos portos brasileiros, em 1808, produziu, entre outros efeitos, o/a a. enfraquecimento do domínio lusitano sobre a economia brasileira. b. crescimento expressivo do tráfico negreiro, estimulado pelos ingleses. c. crescimento duradouro da indústria local, por causa do fim do monopólio português. d. adesão do Brasil ao bloqueio continental e a conseqüente separação de Portugal. 26. UPE 2014 A instalação do aparelho de Estado português no Rio, proclamando a intenção de fundar um grande Império Luso-brasileiro que recuperasse a posição de Portugal no sistema de equilíbrio europeu, deu seguramente inflexão imprevista à emancipação da América Portuguesa. (MELLO, Evaldo Cabral de. A outra independência: O federalismo pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Editora 34, 2004, p. 27.) Sobre a realidade apresentada no texto, assinale a alternativa CORRETA. a. O apoio britânico à coroa portuguesa conseguiu postergar a emancipação da América Portuguesa para a segunda metade do século XIX. b. A crise do sistema colonial já se fazia presente na América Portuguesa antes da chegada da família real ao Brasil, como atestam as conjurações mineira e baiana ainda no século XVIII. c. No processo de transmigração da coroa lusitana para o Brasil, o apoio logístico dos franceses foi essencial para o sucesso da empreitada. d. A Igreja apoiou o movimento emancipacionista, como atesta o movimento pernambucano de 1817. e. A França foi o primeiro país europeu a reconhecer a Independência do Brasil. 27. UPE 2014 A crise do sistema colonial no Brasil foi marcada pela ocorrência de várias revoltas políticas. Em Pernambuco, podemos destacar a a. Revolução de 1817. b. Confederação do Equador. c. Praieira. d. Guerra de Palmares. e. Sabinada. 28. UFV 2011 Leia o texto abaixo: Vários historiadores têm procurado entender a originalidade da monarquia brasileira vinculando-a à chegada da família real ao Brasil em 1808. De fato, é no mínimo inusitado pensar numa colônia sediando a capital de um império. Chamada por Maria Odila Leite da Silva Dias de a “internalização da metrópole”, a instalação no Brasil da corte portuguesa, que fugia das tropas napoleônicas, significou não apenas um acidente fortuito, mas antes um momento angular da história nacional e de um processo singular de emancipação. (SCHWARCZ, Lilia Moritz. Nasce um império nos trópicos. In: As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 35.) Sobre o processo de “internalização da metrópole” e a construção do Estado Nacional, é INCORRETO afirmar que: a. no período em que a monarquia lusitana permaneceu sediada no Brasil, a colônia passou por uma série de mudanças políticas e econômicas significativas. b. o Estado nacional e a sociedade brasileira sustentaram-se no governo monárquico, na manutenção da unidade nacional, no grande latifúndio agroexportador e no trabalho escravo. c. a elevação do Brasil a Reino Unido em 1815 reforçou seu antigo estatuto colonial, acentuando a dependência política e econômica da metrópole e impedindo a autonomia da colônia. d. ao retornar a Portugal em 1820, a monarquia lusitana pretendeu submeter novamente o Brasil à condição de colônia portuguesa, em uma tentativa de recolonização. 29. PUC-RJ 2008 Sobre as transformações político-sociais e econômicas ocorridas durante a permanência da Corte portuguesa no Brasil (1808-1821), estão corretas as afirmações abaixo, À EXCEÇÃO DE: a. A vinda da família real para o Brasil transformou a colônia no principal centro das decisões políticas e econômicas do Império português. b. A abertura dos portos favoreceu os interesses dos proprietários rurais produtores de açúcar e algodão, uma vez que se viram livres do monopólio comercial. c. A permanência da Corte portuguesa no Rio de Janeiro satisfez os interesses dos diferentes grupos sociais da colônia e trouxe benefícios para todas as regiões do Brasil. d. Durante o Período Joanino, organizaram-se novos órgãos e instituições, como o Banco do Brasil e a Casa da Moeda. e. Dentre as medidas que mudaram o perfil político-econômico da colônia, destacaram-se os tratados de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação, que deram benefícios aos ingleses. 30. PUC-RJ 2006 Entre as ações empreendidas pelo governo joanino durante a permanência da Corte portuguesa no Rio de Janeiro (1808-1821), NÃO É CORRETO afirmar que houve: a. a extinção do monopólio português sobre o comércio com o Brasil. b. a concessão de vantagens econômicas aos comerciantes ingleses. c. a suspensão do tráfico intercontinental de escravos. d. a efetivação de uma política de expansão territorial. e. a elevação do Brasil à condição de reino. GABARITO: 1) d, 2) e, 3) c, 4) a, 5) b, 6) c, 7) b, 8) c, 9) c, 10) c, 11) b, 12) a, 13) c, 14) a, 15) d, 16) d, 17) b, 18) c, 19) c, 20) c, 21) c, 22) a, 23) d, 24) c, 25) a, 26) b, 27) a, 28) c, 29) c, 30) c,