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Normas Operacionais Básicas – NOBS II
LEGISLAÇÃO DO SUS
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NORMAS OPERACIONAIS BÁSICAS – NOBS II
1. (IBFC/HEMOMINAS/2013) Após a promulgação da Lei 8.080/90, amparado pela 
Constituição de 1988, se iniciou o processo de implantação do Sistema único de Saú-
de (SUS). Entretanto, seu processo de implantação foi orientado pela (o) (as) (os) 
__________________, que define (m) as competências de cada esfera de governo e 
as condições necessárias para que estados e municípios possam assumir as novas 
posições no processo de implantação do SUS. A alternativa que completa corretamente 
a frase é:
a. Normas Operacionais básicas e Norma Operacional de Assistência à Saúde.
b. Lei Orgânica da Saúde.
c. Conselhos Municipais de Saúde.
d. Agência Nacional de Saúde.
COMENTÁRIO
Assumir novas posições no processo de implantação seria reconhecer o seu papel diante 
da descentralização. Esse processo foi orientado pelas Normas Operacionais básicas e 
Norma Operacional de Assistência à Saúde.
NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SUS (NOB) SUS 01/1991
A primeira Norma Operacional Básica (NOB/1991) foi editada pela presidência do INAMPS 
(Resolução n. 258, de 7 de janeiro de 1991) e reeditada com alterações pela resolução n. 
273, de 17 de janeiro de 1991.
De acordo com Brasil (2011), a NOBSU 01/91 tem como suas principais características:
• Equipara prestadores públicos e provados. Trata, portanto, as Secretarias estaduais e 
municipais apenas como prestadoras.
Obs.: Dessa forma, não avança no sentido de que precisava ser criado um sistema único 
com capacidade instalada da rede pública para ofertar ações e serviços de saúde. 
• O INAMPS continua como o único gestor, de fato. Portanto, fere a descentralização.
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Normas Operacionais Básicas – NOBS II
LEGISLAÇÃO DO SUS
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• Nos estados, a função de gestão ainda é muito incipiente: Continuam essencialmente 
como prestadores.
Obs.: Lembre-se que antes do SUS, tudo era muito concentrado no governo federal, que 
determinava as ações, independentemente dos estados e municípios precisarem da-
quela ação a União mandava recurso através de convênios para a sua execução.
• Início da municipalização com as transferências de Unidades Básicas Estaduais e até 
mesmo federais para a gerência dos municípios, somando-se àquelas já existentes, 
sem, entretanto, constituírem-se em redes.
• Os municípios mantêm-se como gerentes de unidades e, portanto, como prestadores.
• Estados e municípios, como gerentes de serviços, aliam-se aos demais prestadores 
privados para negociarem com o Inamps (único gestor) questões de interesse comum, 
como valores de tabelas. 
• Para operacionalizar o repasse fundo a fundo (Lei n. 8.142/1990), cria a Unidade de 
Cobertura Ambulatorial (UCA), valor unitário, que, multiplicado pela população, definia 
o teto financeiro anual a ser transferido.
• Embora a NOB SUS 01/1991 se apresentasse como apoio à descentralização e reforço 
do poder municipal, foram, na época, tecidas várias críticas com relação a:
– Seu formato centralizador, relacionado aos mecanismos de transferência convenial 
(o que foi, inclusive, objeto de ação judicial);
– Ao repasse condicionado à produção; e
Obs.: Focava no modelo biomédico, em que o objeto do cuidado é a doença e não a saúde. 
Desse modo, os prestadores, condicionados a produção, vão querer produzir muito 
mais, até com menor qualidade, para atender mais pessoas e ganhar mais dinheiro.
– À própria legitimidade da regulamentação do sistema através de normas e portarias 
que colidiam com as diretrizes da Lei Orgânica da Saúde.
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Normas Operacionais Básicas – NOBS II
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NORMA OPERACIONAL BÁSICA DO SUS (NOB) SUS 01/92
A NOB, de 1992, foi ainda editada pelo Inamps, por meio da Portaria da Secretaria Nacio-
nal de Assistência à Saúde/MS, n. 234, de 7 de fevereiro de 1992, como resultado de con-
senso entre o MS, CONASS e Conasems.
• Objetivos da NOB 01/92:
– Normatizar a assistência à saúde no SUS;
– Estimular a implantação, o desenvolvimento e o funcionamento do sistema;
– Dar forma concreta e fornecer instrumentos operacionais a efetivação dos preceitos 
constitucionais da saúde.
• A NOB 01/92 também:
– Instituiu o índice de Valorização de Qualidade (IVQ), a ser concedido e repassado 
aos hospitais que integravam a rede SUS, e
– O Fator de Estímulo à Gestão Estadual (Fege), que se destinava a definir e reajustar 
os valores repassados mensalmente aos estados habilitados ao repasse de recur-
sos de forma regular e automática, com a finalidade de reposição e modernização 
tecnológica dos equipamentos da rede pública estadual e municipal.
– Criou o Prosaúde, programa que tinha por objetivo a reorganização dos serviços de 
saúde com a participação das três esferas de governo.
– Manteve o Inamps como o órgão responsável pelo repasse dos recursos finan-
ceiros aos estados e municípios, dando continuidade às linhas gerais definidas 
na NOB-1991.
DIRETO DO CONCURSO
2. (CONPASS/PREFEITURA DE QUIXABÁ – PE/2013) Assinale a alternativa que não 
corresponde a um dos pontos relevantes da Norma Operacional Básica de Janeiro 
de 1991? 
a. São constituídas as Comissões Intergestores Bipartite (de âmbito estadual) e Tripar-
tite (nacional) como importantes espaços de negociação, pactuação, articulação e 
integração entre gestores.
b. Equipara prestadores públicos e privados, no que se refere à modalidade de finan-
ciamento que passa a ser, em ambos os casos, por pagamento pela produção 
de serviços.
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Normas Operacionais Básicas – NOBS II
LEGISLAÇÃO DO SUS
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c. Centraliza a gestão do SUS no nível federal.
d. Estabelece o instrumento convenial como forma de transferência de recursos do 
INAMPS para os Estados, Distrito Federal e Municípios.
e. Modifica o sistema de pagamento aos prestadores de serviços (entidades filantrópi-
cas, hospitais universitários, entidades contratadas e conveniadas) com a implemen-
tação do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS).
COMENTÁRIO
a. Foi a NOB de 1993 que criou a CIB e a CIT.
c. Inclusive através do INAMPS.
e. O SIA/SUS é alimentado pelo Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), o qual quantifi-
cava quantos procedimentos foram feitos e qual o valor deveria ser repassado.
GABARITO 
1. a
2. a
������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Natale Souza.
���A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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