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Considerações teóricas sobre a inteligência emocional
A inteligência emocional envolve a capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual. Além de reconhecer nossos próprios sentimentos e os sentimentos dos outros, com o objetivo de nos motivarmos e administrarmos as emoções de forma efetiva em nós mesmos e nos outros. (Gonzaga, 2018)
Habilidades de inteligência emocional: indivíduos com elevados índices de inteligência intrapessoal conseguem regular melhor suas emoções ao longo do processo de negociação e solução de conflitos; a inteligência interpessoal permite perceber e influenciar os estados emocionais de seus interlocutores. Nas organizações, a inteligência emocional elevada – alto QE – promove liderança efetiva. (Gonzaga, 2018)
A IE enfatiza a noção de que o sucesso e a adaptação na vida diária, nos mais diversos âmbitos (pessoal, interpessoal e profissional) não dependem unicamente da atividade intelectual. Sobretudo, eles são largamente influenciados por outros fatores, como sensibilidade emocional, competências emocionais e sociais, além da capacidade de sentir e pensar de forma integrada de modo a utilizar estas informações para criação de comportamentos estratégicos e resolução de problemas. (DA CRUZ CORTISO, 2018)
A relação entre o quociente intelectual e o quociente emocional
O quociente intelectual (Q.I) e o quociente emocional (Q.E) são capacidades distintas que não se opõem, mas se complementam. . O primeiro está relacionado com a sua capacidade de processar informações e o segundo com a forma com que você controla as suas emoções. O desenvolvimento emocional é um fator dos mais importantes para o crescimento humano, embora se enfatize o valor e a importância do cérebro racional, que em nada acrescenta quando as emoções dominam. O Q.I é medido por meio da aplicação de testes que avaliam a inteligência ou a capacidade de raciocínio das pessoas. Enquanto o Q.E é entendido por um conjunto de aptidões que moldam a maneira de pensar e agir das pessoas, como lidam com as próprias emoções e daqueles com os quais se relacionam. (GONZAGA, 2018)
A inteligência emocional está profundamente associada aos fatores comportamentais, enquanto a cognição, interpreta e compreende o mundo. Desta forma se deve procurar aprimorar-se com as competências intelectuais e as emocionais juntas, usando a emoção para facilitar entendimento e a razão para gerir eficientemente a emoção. Apesar de realidades separadas, há 14 uma correlação entre o nosso intelecto e os nossos sentimentos, o que revela a importância de dominar ambas as dimensões, para lidar com êxito nas mais diferentes situações. Pessoas com a inteligência emocional bem desenvolvida têm extrema facilidade de adaptação e de relacionamento, se relacionando melhor com sucesso à dinâmica organizacional. Vários estudos científicos provaram que é necessário o equilíbrio entre o Q.I e o Q.E para que as pessoas sejam mais felizes, motivadas, transformando para melhor o ambiente do qual fazem parte. (CUNHA, 2016)
Inteligência emocional e o processo decisório nas empresas
Constantemente encontramos em cargos de liderança pessoas despreparadas emocionalmente, costumam usar do seu poder e autoridade, para depreciar os demais, que explodem ao indicio menor de tensão, consequentemente não atraindo seus liderados, trazendo um caos emocional no ambiente de trabalho. Esse estilo de liderança está longe de possuir a essência de liderar (SILVA et al. 2014). 
Existe uma necessidade de grande urgência em que as pessoas recebam ensinamentos que objetivem o controle das emoções, a solução pacífica, tranquila, equilibrada e com compreensão de conflitos para uma boa relação no ambiente de trabalho e no ambiente social (SILVA et al. 2014). 
As práticas para treinas as emoções, métodos a serem praticados para aprender a agir emocionalmente. Todos os indivíduos são datados de algum tipo de aptidão que são essenciais para a vida. Se torna primordial no controle dos impulsos, saber distinguir os sentimentos e as ações para aprender a controlar os impulsos, desta forma, adotar melhores decisões, reconhecendo ações, alternativas e métodos para alcançar as soluções.
Infelizmente existem diversos profissionais que estão passando despercebidos pelo código de reconhecer os seus próprios erros, não pensam antes de reagir, não pensam nos resultados e consequentemente nas consequências de seus atos. Os profissionais de hoje necessitam, instruir-se e a dominar as funções na inteligência emocional, em razão de existirem dados de alto índice de estresse emocional e com significante número de resultados negativos que são frutos evidentes desse descompasso (SILVA et al. 2014). 
É necessário identificar e filtrar os estímulos que causam o estresse e a irracionalidade, é fundamental fazer uma limpeza dos pensamentos, modificando a sua história e empenhar-se com a melhora de sua personalidade e consequentemente suas habilidades por meio do autoconhecimento e do controle das emoções. A maturidade é de grande importância para equipe e ainda a confiança em quem está liderando para que possa tornar-se desenvolta e ousadas (SILVA et al. 2014). 
Desta forma, cada dia mais as empresas buscam de seus colaboradores maturidade emocional para lidar com os desafios enfrentados no ambiente de trabalho, serem resilientes e saberem lidar com as emoções (OLIVEIRA et al. 2018).
Referências:
CUNHA, Fabíola. Inteligência Emocional x Liderança: Trabalho de Conclusão de Curso (Administração de Empresas) - Faculdade da Serra Gaúcha (FSG). Rio Grande do Sul, 2016.
DA CRUZ CORTIZO, Maria Luiza; ANDRADE, Rafaella. A RELAÇÃO ENTRE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E VIDA PROFISSIONAL. 2018.
GONZAGA, Alessandra Rodrigues; DO CARMO RODRIGUES, Marcelo. Inteligência emocional nas organizações. E-books/Editora Unilasalle, 2018.
OLIVEIRA, Elaine Aparecida, et al. A Importância da Inteligência Emocional na Liderança e Desempenho de Equipes. Vol. 7, No. 1, 2018.
SILVA, Beatris Maria Monteiro da, et al. A Inteligência Emocional na Liderança e Sua Relação com a Melhoria da Comunicação Interpessoal nas Organizações: Estado do Conhecimento no Seget. XI Simpósio de excelência em gestão e Tecnologia, 2014.

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