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RESUMO 
Apresento agora um resumo, em forma de tópicos, para você usar nas suas revisões, para reforçar os tópicos 
mais importantes para a prova (com base no nosso Mapa da Lei) ou mesmo para estudar de forma mais 
rápida quando o tempo não permitir a leitura do texto na integralidade. 
 
 Infrações penais: 
 O Título II do Código de Defesa do Consumidor dispõe sobre as infrações penais a que o fornecedor 
de produtos e serviços está sujeito quando praticar determinadas condutas nas relações de consumo. 
 Em geral, o sujeito ativo é o fabricante ou fornecedor de serviços e produtos, e o sujeito passivo 
é o consumidor. De maneira excepcional, os crimes contra o consumidor terão os sujeitos diferentes destes. 
 Como o CDC não apresentou uma parte geral, detalhando a aplicação da lei penal, do crime, ou 
das penas, aplicam-se as normas da parte geral do Código Penal. 
 O CDC tipificou os crimes dos art. 63 a 74. De modo geral, eles constituem "crimes de perigo''. 
 Constituem crimes contra as relações de consumo previstas no código, sem prejuízo do disposto 
no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes: 
o omissão sobre a nocividade; 
o deixar de comunicar a nocividade descoberta posteriormente à colocação no mercado; 
o execução de serviço contrariando determinação da autoridade competente; 
o afirmação falsa e omissão de informação relevante sobre produtos ou serviços; 
o promover publicidade enganosa ou abusiva; 
o promover publicidade capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial; 
o deixar de organizar dados-base à publicidade; 
o empregar na reparação componentes usados sem autorização; 
o impedir acesso às informações sobre o consumidor; 
o deixar de corrigir informação inexata sobre o consumidor; 
o deixar de entregar termo de garantia adequadamente preenchido. 
 Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste código, incide as penas a 
esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa 
jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda 
ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. 
 São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados no código: 
o serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade; 
 
 
 
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o ocasionarem grave dano individual ou coletivo; 
o dissimular-se a natureza ilícita do procedimento; 
o quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja 
manifestamente superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de 
dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas 
ou não; 
o serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros 
produtos ou serviços essenciais . 
 Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou 
alternadamente: 
o a interdição temporária de direitos; 
o a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do 
condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação; 
o a prestação de serviços à comunidade. 
No processo penal atinente aos crimes previstos no código, bem como a outros crimes e 
contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes do Ministério 
Público, entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta e as associações legalment e 
constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e 
direitos protegidos pelo CDC, aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia 
não for oferecida no prazo legal.

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