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APOSTILA CPA-20 JAN2024 [Thiago T2]o

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bilidade legal ou culpa será exercida contra o editor por qual-
quer reparação, dano ou perda monetária devido as informa-
ções aqui contidas, direta ou indiretamente. Os respectivos 
autores possuem todos os direitos autorais não detidos pelo 
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apenas para fins educacionais e de entretenimento. Todos 
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tas precisas, atualizadas e confiáveis. Nenhuma garantia de 
qualquer tipo é expressa ou implícita. Os leitores reconhecem 
que o autor não presta aconselhamento jurídico, financeiro, 
médico ou profissional.
Ao ler este documento, o leitor concorda que, em nenhuma 
circunstância, somos responsáveis por quaisquer perdas, di-
retas ou indiretas, decorrentes do uso das informações con-
tidas neste documento, incluindo, mas não limitado a erros, 
omissões ou imprecisões.
Diagramação: LivroEbook Diagramação e Design
3
SUMÁRIO
MÓDULO 1: SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E PARTICIPANTES DO 
MERCADO ....................................................................................................13
1.1.1 - SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL...................................................................................................... 14
1.1.2 - CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL – CMN ............................................................................ 15
1.1.3 - BANCO CENTRAL DO BRASIL – BACEN ........................................................................................ 17
1.1.4 - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM ...................................................................... 19
1.1.5 - SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP ..............................................20
1.1.6 - SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – 
PREVIC ...................................................................................................................................................................................21
1.1.7 - ANBIMA ....................................................................................................................................................................23
1.1.8 - CÓDIGO ANBIMA DE CERTIFICAÇÃO .............................................................................................25
1.1.9 - BOLSA DE VALORES E MERCADO DE BALCÃO .....................................................................29
1.2.1 - BANCOS .................................................................................................................................................................31
1.3.1 - DTVM/CTVM ........................................................................................................................................................34
1.4.1 - TIPOS DE INVESTIDORES .........................................................................................................................36
1.5.1 - CLEARING HOUSE .........................................................................................................................................38
1.5.2 - SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO (SPB) ...................................................................39
MÓDULO 2:COMPLIANCE LEGAL, ÉTICA E ANÁLISE DO PERFIL DO 
INVESTIDOR ................................................................................................42
2.1.1 - RISCO LEGAL E RISCO DE IMAGEM ..................................................................................................43
2.2.1 - CONTROLES INTERNOS ............................................................................................................................44
2.3.1 - O QUE É LAVAGEM DE DINHEIRO ...................................................................................................47
4
2.3.2 - ÓRGÃOS DE PLDFT......................................................................................................................................50
2.3.3 - OBRIGAÇÕES DAS EMPRESAS ...........................................................................................................51
2.3.4 - CONHEÇA SEU CLIENTE..........................................................................................................................74
2.3.5 - FASES DA LAVAGEM DE DINHEIRO E PENALIDADES ...................................................78
2.4.1 – MANIPULAÇÃO DE MERCADO E MANIPULAÇÃO DE PREÇOS...............................80
2.4.2 – USO INDEVIDO DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA E OUTRAS PRÁTICAS 
NÃO EQUITATIVAS........................................................................................................................................................83
2.4.3 – EXERCÍCIO IRREGULAR DE CARGO, PROFISSÃO, ATIVIDADE OU FUNÇÃO 
REGULADA .........................................................................................................................................................................85
2.4.4 – OMISSÃO IMPRÓPRIA ..............................................................................................................................86
2.5.1 - DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTOS ........................................................87
2.6.1 - ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR – API ...........................................................................87
2.6.2 - FATORES DETERMINANTES PARA ADEQUAÇÃO DOS PRODUTOS DE 
INVESTIMENTO ...............................................................................................................................................................91
2.6.3 - FINANÇAS PESSOAIS ................................................................................................................................95
2.7.1 - A DECISÃO DO INVESTIDOR NA PERSPECTIVA DAS FINANÇAS 
COMPORTAMENTAIS ...............................................................................................................................................96
2.7.2 - HEURÍSTICA DA DISPONIBILIDADE E REPRESENTATIVIDADE ...............................97
2.7.3 - HEURÍSTICA DA ANCORAGEM E AVERSÃO A PERDA .....................................................99
2.7.4 – EFEITOS DE ESTRUTURAÇÃO ............................................................................................................. 101
2.8.1 - CONCEITOS DE ASG ..................................................................................................................................... 102
2.8.2 – REGULAÇÃO E AUTORREGULAÇÃO ASG ................................................................................. 106
2.8.3 – GESTÃO E DIVULGAÇÃO DO PRSAC ............................................................................................. 110
MÓDULO 3: NOÇÕES DE ECONOMIA E FINANÇAS ...............................113
3.1.1 - PRODUTO INTERNO BRUTO – PIB ....................................................................................................114
3.1.2 - SISTEMAS DE META DE INFLAÇÃO E IPCA ................................................................................ 115
3.1.3 - ÍNDICE GERAL DE PREÇOS DO MERCADO – IGPM ........................................................... 117
5
3.1.4 - PTAX ......................................................................................................................................................................... 117
3.1.5 - TAXA REFERENCIAL – TR ......................................................................................................................... 118
3.1.6 – CDI E TAXA DI .................................................................................................................................................... 120
3.1.7 - COPOM E TAXA SELIC ................................................................................................................................ 121
3.1.8 - DEPÓSITO COMPULSÓRIO ................................................................................................................... 124
3.1.9 – OPEN MARKET E REDESCONTO ....................................................................................................... 127
3.1.10 - POLÍTICA CAMBIAL .................................................................................................................................... 129
3.1.11 – BAÇANÇA DE PAGAMENTOS E RESERVAS INTERNACIONAIS ............................... 132
3.1.12 - POLÍTICA FISCAL ............................................................................................................................................ 134
3.1.13 – RESUMO DAS POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS .................................................................... 135
3.2.1 – TAXA DE JUROS REAL X TAXA DE JUROS NOMINAL......................................................... 136
3.2.2 - SISTEMAS DE CAPITALIZAÇÃO .......................................................................................................... 139
3.2.3 - EQUIVALÊNCIA DE TAXAS ...................................................................................................................... 142
3.2.4 - FLUXO DE PAGAMENTOS....................................................................................................................... 145
3.2.5 - CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL – CMPC ......................................................... 149
3.2.6 – PRAZO MÉDIO PONDERADO E RETORNO MÉDIO PONDERADO .................... 151
MÓDULO 4: INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA, RENDA VARIÁVEL E 
DERIVATIVOS ..............................................................................................156
4.0.1 - INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA X RENDA VARIÁVEL .................................................. 157
4.1.1 - AÇÕES - CONCEITO ...................................................................................................................................... 159
4.1.2 - OFERTA PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA ................................................................................................ 160
4.1.3 - TIPOS DE AÇÕES ............................................................................................................................................ 163
4.1.4 - RECIBOS DE DEPÓSITOS DE AÇÕES - BDR’S E ADR’S ................................................... 164
4.1.5 – CARACTERÍSTICAS DE NEGOCIAÇÃO ........................................................................................... 166
4.1.6 – DIREITOS E REMUNERAÇÃO DOS ACIONISTAS ................................................................. 170
6
4.1.7 - EVENTOS SOCIETÁRIOS ............................................................................................................................ 172
4.1.8 - CONCEITOS GERAIS DE PRÁTICAS DE BOA GOVERNANÇA 
CORPORATIVA................................................................................................................................................................. 174
4.1.9. DISTINÇÕES ENTRE ANÁLISE TÉCNICA (OU GRAFISTA) E ANÁLISE 
FUNDAMENTALISTA ................................................................................................................................................... 176
4.1.10 - PRECIFICAÇÃO - ASPECTOS RELEVANTES ............................................................................ 178
4.1.11 - TRIBUTAÇÃO ...................................................................................................................................................... 180
4.1.12 - INDICADORES DE RENDA VARIÁVEL .......................................................................................... 182
4.1.13 - RISCOS NO MERCADO DE AÇÕES ................................................................................................. 184
4.1.14 - CLUBE DE INVESTIMENTOS EM AÇÕES.................................................................................... 186
4.2.1 - O QUE É RENDA FIXA ................................................................................................................................. 187
4.2.2 – REGRA DE TRIBUTAÇÃO EM RENDA FIXA ............................................................................... 189
4.2.3 - TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS .......................................................................................................... 191
4.2.4 - TESOURO DIRETO ........................................................................................................................................ 196
4.2.5 – TESOURO RENDA + E TESOURO EDUCA + ............................................................................. 197
4.2.6 - RISCOS INERENTES AO PRODUTO ................................................................................................ 198
4.2.7 – FGC E FGCOOP ..............................................................................................................................................200
4.2.8 - CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (CDB) .................................................................202
4.2.9 - LETRA FINANCEIRA (LF) ..........................................................................................................................203
4.2.10 - DEPÓSITO A PRAZO COM GARANTIA ESPECIAL (DPGE) ..........................................205
4.2.11 - LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (LCI) .....................................................................................206
4.2.12 - CÉDULA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO E CERTIFICADO DE RECEBÍVEL 
IMOBILIÁRIO .....................................................................................................................................................................208
4.2.13 - LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO (LCA) ..................................................................210
4.2.14 - CÉDULA DO PRODUTOR RURAL (CPR) ...................................................................................211
4.2.15 - CERTIFICADO DE DIREITOS CREDITÓRIOS DO AGRONEGÓCIO E 
CERTIFICADO DE RECEBÍVEL DO AGRONEGÓCIO .........................................................................213
7
4.2.16 - DEBÊNTURES .................................................................................................................................................215
4.2.17 - CARACTERÍSTICAS DE NEGOCIAÇÃO .........................................................................................219
4.2.18 - NOTAS PROMISSÓRIAS (NP) ..............................................................................................................221
4.2.19 - OPERAÇÃO COMPROMISSADA ......................................................................................................222
4.2.20 - CADERNETA DE POUPANÇA ...........................................................................................................223
4.3.1 - INTRODUÇÃO A DERIVATIVOS ............................................................................................................2244.3.2 - MERCADO A TERMO ..................................................................................................................................226
4.3.3 - MERCADO DE SWAP .................................................................................................................................228
4.3.4 - INTRODUÇÃO AO MERCADO DE OPÇÕES .............................................................................232
4.3.5 – CARACTERÍSTICAS DAS OPÇÕES ....................................................................................................233
4.3.6 – TICKER DE UMA OPÇÃO ........................................................................................................................237
4.3.7 – ESTRATÉGIAS COM OPÇÕES ..............................................................................................................238
4.3.8 - INTERPRETAÇÃO DOS GRÁFICOS ..................................................................................................239
4.3.9 - FATORES QUE INFLUENCIAM O PREÇO DE UMA OPÇÃO + TRIBUTAÇÃO ...243
4.3.10 - MERCADO FUTURO ..................................................................................................................................244
4.3.11 – FUNCIONAMENTO DO MERCADO FUTURO .........................................................................245
4.3.12 – RISCOS E TRIBUTAÇÃO DO MERCADO FUTURO .............................................................246
4.3.13 – RESUMO DERIVATIVOS ..........................................................................................................................247
4.4.1 – CERTIFICADO DE OPERAÇÕES ESTRUTURADAS (COE) ..............................................248
4.5.1 - NEGOCIAÇÃO, LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA .................................................................................252
4.6.1 - O QUE É UMA OFERTA PÚBLICA ......................................................................................................253
4.6.2 – COORDENADOR LIDER ..........................................................................................................................256
4.6.3 – DEMAIS INSTITUIÇÕES INTERMEDIÁRIAS ...............................................................................258
4.6.4 – ASPECTOS LEGAIS E NORMATIVOS DA OFERTA – PARTE 1.......................................263
4.6.5 – ASPECTOS LEGAIS E NORMATIVOS DA OFERTA – PARTE 2 ......................................264
4.6.6 – PUBLICIDADE E RESPONSABILIDADE SOBRE AS INFORMAÇÕES ...................268
8
4.7.1 - CÓDIGO ANBIMA DE OFERTA PÚBLICA .....................................................................................269
MÓDULO 5: FUNDOS DE INVESTIMENTOS .............................................277
5.1.1 – CONCEITO DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS ........................................................................278
5.1.2 – COTAS ......................................................................................................................................................................281
5.1.3 – PRESTADORES DE SERVIÇOS ............................................................................................................285
5.1.4 – ASSEMBLEIA DE COTISTAS ....................................................................................................................289
5.1.5 – INVESTIMENTO POR CONTA E ORDEM .....................................................................................291
5.1.6 – DINÂMICA DE APLICAÇÃO E RESGATE ........................................................................................292
5.1.7 – DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO ......................................................................................................295
5.1.8 - FECHAMENTO DE COTAS PARA RESGATES E APLICAÇÕES ......................................296
5.1.9 – BARREIRAS AOS RESGATES ..................................................................................................................297
5.1.10 – POLÍTICA DE INVESTIMENTO X OBJETIVO..............................................................................298
5.1.11 – DIREITOS E OBRIGAÇÕES ......................................................................................................................299
5.1.12 – RESPONSABILIDADE LIMITADA E ILIMITADA DOS COTISTAS .................................300
5.1.13 – EXPOSIÇÃO A RISCO DE CAPITAL ...................................................................................................301
5.1.14 – REMUNERAÇÃO ............................................................................................................................................302
5.1.15 – TIPIFICAÇÃO .....................................................................................................................................................305
5.1.16 – CLASSIFICAÇÃO ANBIMA PARA AS CLASSES ........................................................................309
5.1.17 – OUTROS FUNDOS .......................................................................................................................................319
5.1.18 - FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII .....................................................................320
5.1.19 - EXCHANGE TRADED FUND - ETF ....................................................................................................323
5.1.20 - FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS - FIDC ........................324
5.1.21 - FUNDO DE INVESTIMENTO EM PARTICIPAÇÕES - FIP ..................................................326
5.2.1 - TRIBUTAÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS -IOF ......................................................327
5.2.2 - TRIBUTAÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS - IR .......................................................328
9
5.2.3 – TRIBUTAÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS - COME COTAS ..........................330
5.2.4 – TRIBUTAÇÃO NOS DEMAIS FUNDOS DE INVESTIMENTOS .......................................331
5.2.5 – COMPENSAÇÃO DE PERDAS ..............................................................................................................333
5.3.1 – CÓDIGO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS ....333
5.4.1 – REGRAS E PROCEDIMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE 
RECURSOS DE TERCEIROS ..................................................................................................................................335
5.4.2 – ESCALA DE RISCO ........................................................................................................................................336
5.4.3 – PRESTADORES DE SERVIÇOS ESSENCIAIS ...........................................................................336
MÓDULO 6: PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA ..........................339
6.1.1 - PANORAMA DA PREVIDÊNCIA ............................................................................................................340
6.2.1 – CARACTERÍSTICAS DOS PRODUTOS .............................................................................................342
6.2.2 - CUSTOS DA PREVIDÊNCIA ....................................................................................................................344
6.2.3 - BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ............................................................345
6.2.4 - DECLARAÇÃO ANUAL DE AJUSTE DE IR .................................................................................347
6.2.5 - TRIBUTAÇÃO COMPENSÁVEL (PROGRESSIVA) ....................................................................349
6.2.6 - TRIBUTAÇÃO DEFINITIVA (REGRESSIVA) ...................................................................................350
6.2.7 - PORTABILIDADE ............................................................................................................................................350
6.2.8 - RISCOS DA PREVIDÊNCIA .....................................................................................................................3516.3.1 - VGBL x PGBL ......................................................................................................................................................352
6.4.1 - PLANEJAMENTO PGBL .............................................................................................................................353
MÓDULO 7: MENSURAÇÃO E GESTÃO DE PERFORMANCE 
E RISCOS .....................................................................................................356
7.1.1 - INTRODUÇÃO À ESTATÍSTICA .................................................................................................................357
7.1.2 - MEDIDAS DE POSIÇÃO CENTRAL .....................................................................................................357
7.1.3 - MEDIDAS DE DISPERSÃO ........................................................................................................................361
10
7.1.4 - MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO ENTRE DUAS VARIÁVEIS ......................................................362
7.1.5 - DISTRIBUIÇÃO NORMAL ...........................................................................................................................365
7.1.6 - RISCO DE ATIVOS X RISCO DE UM PORTFÓLIO ....................................................................367
7.1.7 - RISCO SISTEMÁTICO E NÃO SISTEMÁTICO (DIVERSIFICÁVEL) .................................370
7.1.8 - MEDIDAS DE PERFORMANCE E RISCO .......................................................................................374
7.2.1 - RISCOS DE TAXAS DE JUROS E DURATION ..............................................................................376
7.2.2 - RISCO DE CRÉDITO E RATING ...........................................................................................................378
7.2.3 - RISCO DE CONTRAPARTE E RISCO DE LIQUIDAÇÃO ......................................................381
7.2.4 - GESTÃO DE RISCO DE CARTEIRAS ..................................................................................................382
7.2.5 – TRACKING ERROR E ERRO QUADRÁTICO MÉDIO ............................................................385
11
CERTIFICAÇÃO CPA 20
A Certificação Profissional Anbima série 20 (CPA 20), é destinada a distri-
buição de produtos de investimentos para clientes dos segmentos varejo 
alta renda, private, corporate e investidores institucionais. O profissional 
que tem a certificação CPA 20 pode exercer as atividades abrangidas 
pela CPA 10.
A prova é composta por 60 questões com duração máxima de 2h30. 
Sendo necessário acertar no mínimo 70%, ou seja, 42 questões. 
O programa detalhado da certificação é composto por sete módulos:
Módulo 1 – Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado: o 
objetivo deste módulo é te apresentar de forma básica como se estru-
tura o Sistema Financeiro, quem faz parte dele e quais são as principais 
funções desempenhadas. A exigência desse conteúdo na prova é de 3 a 
6 questões. 
Módulo 2 - Compliance Legal, Ética e Análise do Perfil do Investidor: aqui 
é abordado mais especificamente de Compliance e de algumas regras 
que você precisa conhecer sobre o perfil do investidor para se dar bem 
no mercado. Vamos estudar as obrigações das empresas, regras, pena-
lidades e análises de perfis. Esse módulo representa de 9 a 15 questões 
da prova. 
Módulo 3 – Noções de Economia e Finanças: no terceiro módulo será 
estudado os princípios básicos da economia, ao final dele será compre-
endido como funciona a economia e os termos utilizados. Sobre esse 
assunto terá de 3 a 6 questões na prova. 
Módulo 4 – Instrumentos de Renda Fixa, Renda Variável, e Derivativos: 
nesse capítulo você irá conhecer os instrumentos de Renda Fixa, Renda 
Variável e os Derivativos que são comercializados no segmento de varejo 
e de alta renda. A exigência na prova é de 10 a 15 questões. 
Módulo 5 – Fundos de Investimentos: nesse módulo vamos falar sobre 
os fundos de investimentos. Eles são veículos de investimento que possi-
12
bilitam acesso a diversos mercados e contam com um serviço de gestão 
profissional de recursos. É um dos módulos mais exigidos na prova, são 
de 10 a 15 questões. 
Módulo 6 – Previdência Complementar Aberta: o objetivo aqui é 
compreender os conceitos básicos sobre Previdência Complementar 
Aberta, entendendo o funcionamento da Previdência Social no Brasil, 
quais os benefícios em contribuir para complementação da aposen-
tadoria oficial e o processo de avaliação dos planos em função das 
necessidades e objetivos dos clientes. De a 3 a 6 questões da sua prova 
será sobre esse módulo. 
Módulo 7 – Mensuração e Gestão de Performance e Riscos: nesse 
módulo será abordado os conceitos de performance e riscos, que são 
muito importantes para um investimento, concorda? De 6 a 12 questões 
sobre esse assunto virá na prova. 
Agora que você viu como que a prova é composta, vamos para o 
conteúdo?
P r o f e s s o r
Tiago Feitosa
MÓDULO 1:
SISTEMA 
FINANCEIRO 
NACIONAL E 
PARTICIPANTES 
DO MERCADO
14
1.1.1 - SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Você já pensou em como milhões de pessoas e empresas conseguem, 
todos os dias, transacionar recursos entre si com total segurança? Pois 
é, isso só é possível graças à estrutura que existe no Sistema Financeiro 
Nacional. 
O SFN é um conjunto de regras, instituições e órgãos reguladores que 
trazem segurança, transparência e agilidade para as transações financei-
ras Brasil afora.
Devido à sua estrutura, o SFN tem algumas funções. Delas, vale destacar 
duas: 
1. Prestação de serviços de gerenciamento de recursos: sabe quando 
você abre o APP do banco, faz o pagamento de uma conta de luz e no 
outro dia o dinheiro vai parar na conta distribuidora de luz de sua cidade? 
Parece mágica, mas não é, estamos falando do SFN. 
2. Intermediação financeira: nesse caso estamos falando de você 
enquanto investidor (aqui nesse módulo vamos chamar o investidor de 
agente superavitário, guarde esse nome, ok?).
Você pode investir o dinheiro em um banco e ele, por sua vez, pode 
emprestar seu dinheiro ao tomador de crédito (o tomador de crédito 
será chamado, nesse módulo de agente deficitário). Tem uma história 
que vai te ajudar a entender o quanto o SFN é importante para a nossa 
economia. 
Olha só: Imagine que na cidade de Guaxupé-MG tenha um jovem 
empreendedor com uma ideia incrível de negócio. Se der certo, ele pode 
acabar com a fome do mundo. O problema é que esse jovem não tem 
recursos financeiros para iniciar seu projeto.
Agora vamos viajar para a cidade de Dourados-MS, e nos deparar com 
um senhor recém aposentado que possui alguns milhões de reais em 
sua poupança financeira.
Já pensou em como seria bom se a gente pudesse promover um encon-
tro entre eles? Assim, quem sabe, o senhor que tem dinheiro sobrando 
(agente superavitário) possa emprestar ao jovem empreendedor (agente 
15
deficitário) e eles, juntos, acabariam com a fome do mundo. A questão é 
que conseguir esse encontro pode não ser tão simples.
O melhor jeito para que eles se encontrem é: o agente superavitário 
deposita esse recurso em um banco, recebe um rendimento sobre esse 
valor e o banco, por sua vez, empresta ao jovem que pagará juros por 
isso. Graças ao SFN nós pudemos, nesse exemplo, acabar com a fome no 
mundo. Acabar com a fome no mundo infelizmente não é tão simples 
assim, mas o SFN existe justamente para deixar as transferências entre 
os agentes do sistema simples, segura e ágil. 
O ponto que quero destacar aqui é que no exemplo do jovem empre-
endedor e do senhor aposentado é que todos saíram ganhando. Um 
conseguiu viabilizar seu projeto e outro recebeu rendimentos por isso. 
O banco que intermediou essa operação ganhou na diferença de taxas 
(chamamos essa diferença de taxa de spread, vou falar sobre isso mais 
para a frente) e, sobretudo, a sociedade civil também ganhou com um 
projeto que acaba com a fome.
Agora que você já entendeu que o SFN permite o gerenciamento de 
recursose a intermediação financeira, vamos entender como, de fato, 
essas coisas acontecem em nosso sistema e sua estrutura. 
Para que possamos ter uma segurança no sistema, há uma hierarquia 
de órgãos e associações que regulam, fiscalizam e autorregulam o sis-
tema. Vamos falar sobre cada um deles agora. 
1.1.2 - CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL – CMN
Criado pela Lei 4.595/1964, o CMN compõe a estrutura básica do Ministério 
da Fazenda, mas é o órgão deliberativo máximo do SFN, em outras 
palavras, é a autoridade máxima do SFN, o chefe. Ele está subordinado 
apenas ao presidente da República. 
O conselho é composto pelo Ministro da Fazenda (que preside o con-
selho), o Ministro do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do 
Banco Central.
16
Já que eu disse que ele é o chefe do sistema, tenho que destacar suas 
deliberações. 
O CMN vai: 
• Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras, quer 
públicas, quer privadas; tendo em vista propiciar, nas diferentes regi-
ões do País, condições favoráveis ao desenvolvimento harmônico da 
economia nacional;
• Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos 
financeiros, com vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos 
e de movimentação de recursos;
• Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
• Coordenar as políticas orçamentária, fiscal e da dívida pública, interna 
e externa; 
• Fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive quanto a 
compra e venda de ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais 
de Saque e em moeda estrangeira;
• Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações 
creditícias em todas as suas formas, inclusive aceites, avais e presta-
ções de quaisquer garantias por parte das instituições financeiras.
Antes de irmos ao próximo tópico, você notou que algumas palavras 
acima estão destacadas em negrito? Não foi um erro de edição não, 
fiz isso para que você lembre das palavras chave que estão associa-
das ao CMN. Ou seja, na sua prova, quando a ANBIMA citar uma das 
palavras que estão em negrito lembre-se do chefão, está bem?
O CMN conduz o SFN com sua atividade regulatória por meio da elabo-
ração de atos normativos, que chamamos de resoluções. Elas são delibe-
radas pelo CMN e publicadas no site do Banco Central do Brasil. 
Por falar no Banco Central do Brasil, vamos falar sobre ele agora. Para 
nós, ele será simplesmente chamado de BACEN, beleza?
17
1.1.3 - BANCO CENTRAL DO BRASIL – BACEN
O Banco Central (BC) é o guardião dos valores do Brasil. O BC é uma 
autarquia de natureza especial, criado pela Lei nº 4.595/1964 e com auto-
nomia estabelecida pela Lei Complementar nº 179/2021.
OBJETIVOS DO BACEN 
Assegurar a estabilidade de preços, zelar pela estabilidade e pela efici-
ência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de atividade 
econômica e fomentar o pleno emprego. 
ATRIBUIÇÕES DO BACEN
O BACEN tem, entre suas atribuições, fiscalizar as instituições financei-
ras, mas não só isso. Vamos destacar aqui as atribuições do chefe dos 
bancos: 
• Executar os serviços do meio-circulante, gerir o SPB e o SPI;
• Executar as políticas monetárias a fim de cumprir a meta de infla-
ção estabelecida pelo CMN;
• Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas;
• Efetuar o controle dos capitais estrangeiros, nos termos da lei;
• Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira; 
• Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penali-
dades prevista; 
• Conceder autorização para o funcionamento das instituições 
financeiras.
Notou as palavras que estão em negrito? Essas são as palavras cha-
ve que você pode associar ao BACEN. Se comparar com o CMN vai 
notar que enquanto o CMN disciplina o mercado, o BACEN executa 
normas que o mercado funcione como fora determinado pelo CMN.
https://www.bcb.gov.br/cedulasemoedas/caminhododinheiro
18
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A estrutura organizacional do BACEN é comandada por uma diretoria 
colegiada, composta por nove membros: o presidente e oito diretores, 
cada um responsável por uma diretoria específica e com mandatos 
independentes entre si. 
Todos os membros da diretoria colegiada são nomeados pelo presi-
dente da República, entre brasileiros de ilibada reputação e notória 
capacidade em assuntos econômico-financeiros, após aprovação pelo 
Senado Federal.
Um ponto sobre o mandato do Presidente do Banco Central do Brasil. O 
seu cargo terá duração de 4 (quatro) anos, com início no dia 1º de janeiro 
do terceiro ano de mandato do Presidente da República, sendo permi-
tida apenas uma recondução.
DEMISSÃO DO PRESIDENTE E DIRETORES 
O presidente e os diretores podem ser demitidos de seus cargos: 
• A pedido;
• No caso de acometimento de enfermidade que incapacite o titular 
para o exercício do cargo; 
• Quando sofrerem condenação, mediante decisão transitada em jul-
gado ou proferida por órgão colegiado, pela prática de ato de impro-
bidade administrativa ou de crime cuja pena acarrete, ainda que 
temporariamente, a proibição de acesso a cargos públicos; 
• Quando apresentarem comprovado e recorrente desempenho insu-
ficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil. 
A fiscalização e supervisão do mercado pelo BC é feita por meio de três 
categorias diferentes de documentos normativos: 
1. Circulares: atos normativos pelos quais o BACEN, por delegação, cria 
normas para o SFN ou, também por delegação, regulamenta as normas 
contidas em resoluções do CMN; 
19
2. Cartas circulares: instrumentos para esclarecer dúvidas ou divergên-
cias quanto à interpretação e à aplicação de disposições normativas; 
3. Comunicados: documentos administrativos de âmbito externo, que 
têm por finalidade divulgar deliberação ou informação relacionada à 
área de atuação do BACEN.
Agora que já falamos sobre o BACEN vamos avançar um pouco mais em 
nossos conhecimentos sobre os órgãos reguladores. Agora, falando da 
Comissão de Valores Mobiliários.
1.1.4 - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM
Criada pela Lei 6.385/1976, é uma autarquia federal que, embora seja 
vinculada ao Ministério da Fazenda, não está subordinada hierarquica-
mente a ele. Ou seja, embora esteja ligada ao CMN, a maior parte das 
atividades da CVM não decorre da execução das determinações dele, 
mas sim de atribuições legais próprias. 
Em outras palavras, a CVM tem autonomia para criar normas para o mer-
cado de capitais. Elas são chamadas de “Instruções Normativas CVM”. 
Em resumo: a CVM é o órgão do governo responsável pela regulação e 
fiscalização do mercado de capitais no Brasil. 
A administração da autarquia fica a cargo de um presidente e quatro 
diretores, nomeados pelo presidente da República, depois de serem 
aprovados pelo Senado Federal. Por determinação legal, os nomeados 
devem ser pessoas de ilibada reputação e reconhecida competência em 
matéria de mercado de capitais. O mandato desses dirigentes é de cinco 
anos, sendo vedada a recondução.
Entre as principais atribuições e competências da CVM estão: 
• Fiscalizar efetiva e tempestivamente o cumprimento das normas 
relativas às atividades e serviços no âmbito do mercado de valores 
mobiliários;
• Investigar e punir tempestivamente os descumprimentos à regula-
ção do mercado de valores mobiliários; 
20
• Zelar pelo funcionamento eficiente e regular do mercado de capitais 
e seu desenvolvimento; 
• Proteger os investidores do mercado de capitais; 
• Estimular a formação de poupança e seu investimento em valores 
mobiliários; 
• Assegurar e fiscalizar o funcionamento eficiente das bolsas de valo-
res, do mercado de balcão e das bolsas de mercadorias e futuros;
• Assegurar o acesso do público às informações tempestivas e de 
qualidade.
Em resumo, tudo o que seja para o bom funcionamento do Mercado de 
Capitais do Brasil estará sob o guarda-chuva da CVM. Associe a CVM a 
proteger os investidores e ser responsável por termos um mercado de 
capitais seguro.
1.1.5 - SUPERINTENDÊNCIADE SEGUROS PRIVADOS – 
SUSEP
A Susep é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda 
com objetivo de controlar e fiscalizar os mercados de seguro, previdên-
cia complementar aberta, capitalização e resseguro.
Antes de seguirmos com a Susep, vamos parar um minuto aqui para apre-
sentar mais um órgão: o Conselho Nacional de Seguros Privados — CNSP. 
Ele é a maior autoridade no mercado de seguros privados e a Susep está 
vinculada a ele. Foi uma apresentação bem rápida porque o CNSP não é 
tema da prova, e a gente precisa focar no que realmente importa, certo? 
Agora voltemos à Susep... 
A Susep é administrada por um conselho diretor, composto pelo supe-
rintendente e por quatro diretores. Nomeados pelo presidente da 
República.
Dentre as principais atribuições e competências dela, destacam-se: 
21
• Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das 
sociedades seguradoras, de capitalização, entidades de previdência 
complementar aberta e resseguradoras; 
• Proteger a captação de poupança popular realizada por meio de ope-
rações de seguro, previdência complementar aberta, de capitalização 
e resseguro; 
• Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados 
supervisionados; 
• Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos ope-
racionais a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema 
Nacional de Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização; 
• Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, zelando 
pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado; 
• Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em 
especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas; 
• Investigar e punir descumprimentos à regulação de mercados de 
seguro e previdência complementar aberta; 
• Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP. 
Assim como a CVM, podemos destacar o papel da Susep em proteger os 
investidores. O que muda aqui é que a Susep vai supervisionar os mer-
cados de seguros privados, previdência e capitalização, garantindo que, 
quando seu cliente investe em uma previdência privada, ele esteja inves-
tindo em um produto regulamentado, sacou?
1.1.6 - SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA 
COMPLEMENTAR – PREVIC
Nós falamos sobre a Susep no tópico anterior e, se você entendeu as fun-
ções dela, vai ficar fácil entender o que faz a PREVIC. 
22
Uma das funções da Susep é fiscalizar as Entidades abertas de previdên-
cia complementar. E se ela faz isso, quem fiscaliza as entidades fecha-
das? Acertou se respondeu PREVIC. 
Vamos fazer uma pausa para uma introdução sobre as entidades de pre-
vidência complementar.
No ano de 2017 e 2018 uma das principais pautas do Governo Federal era 
propor ao Congresso uma reforma da previdência social. Isso trouxe o 
INSS para as discussões nas mesas de bar e nas redes sociais. No módulo 
6, nós vamos falar com detalhes sobre o INSS, mas o fato é que ele possui 
um teto de recebimento para o trabalhador. 
Por mais que você, enquanto está trabalhando, tenha uma renda alta, 
se depender do INSS terá somente o teto estabelecido pelo sistema ao 
se aposentar. 
Para complementar a renda da aposentadoria, o trabalhador pode 
fazer, entre outras coisas, uma previdência complementar. Ela pode ser 
aberta, como o VGBL e o PGBL — que qualquer investidor pode acessar 
—, ou fechada. 
A previdência fechada, como o nome sugere, é um plano restrito a um 
grupo de trabalhadores, normalmente colaboradores de uma mesma 
empresa. 
Agora que entendemos a necessidade de um plano de previdência com-
plementar e a diferença entre uma previdência complementar aberta e 
uma fechada, podemos resumir da seguinte forma: 
A PREVIC está para a previdência complementar fechada assim 
como a Susep está para a previdência complementar aberta.
São atribuições da PREVIC:
• Harmonizar as atividades das entidades fechadas de previdência 
complementar com as normas e as políticas estabelecidas para o 
segmento; 
23
• Decretar intervenção e liquidação extrajudicial das entidades fecha-
das de previdência complementar e nomear interventor ou liqui-
dante, nos termos da lei; 
• Nomear administrador especial de plano de benefícios específico, 
podendo atribuir-lhe poderes de intervenção e liquidação extrajudi-
cial, na forma da lei; 
• Promover a mediação e a conciliação entre entidades fechadas de pre-
vidência complementar e entre seus participantes, assistidos, patroci-
nadores ou instituidores, bem como dirimir os litígios que lhe forem 
submetidos na forma da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996;
• Enviar relatório anual de suas atividades ao Ministério da Fazenda 
e, por seu intermédio, ao Presidente da República e ao Congresso 
Nacional; e adotar as providências necessárias ao cumprimento de 
seus objetivos.
Além disso, cabe à PREVIC autorizar: 
• A constituição e o funcionamento das entidades fechadas de previ-
dência complementar e a aplicação dos respectivos estatutos e dos 
regulamentos de planos de benefícios; 
• As operações de fusão, cisão, incorporação ou qualquer outra forma 
de reorganização societária, relativas às entidades fechadas de previ-
dência complementar; 
• A celebração de convênios e termos de adesão por patrocinadores e 
instituidores e as retiradas de patrocinadores e instituidores; 
• As transferências de patrocínio, grupos de participantes e assistidos, 
planos de benefícios e reservas entre entidades fechadas de previ-
dência complementar.
1.1.7 - ANBIMA
Você está aqui justamente por conta da ANBIMA, certo? Então, é justo que 
eu faça uma apresentação que faça jus à importância dela para o mer-
cado de capitais brasileiro, para os investidores e para você, profissional.
24
A ANBIMA é uma associação privada e foi criada em 2009, mas sua his-
tória começou antes. Isso porque ela é fruto da fusão de duas outras 
associações: a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), 
criada em 1967, e a Associação Nacional das Instituições do Mercado 
Financeiro (Andima), criada em 1971.
A ANBIMA tem a função de autorregular o mercado de capitais. Em 
outras palavras, ela cria, por meio de seus códigos de regulação e melho-
res práticas, procedimentos para que seus participantes (os associados) 
possam exercer suas funções no mercado com mais ética e transpa-
rência. Assim é possível oferecer aos investidores melhores subsídios na 
tomada de decisão.
Vamos abordar agora, as frentes de trabalho da Anbima:
• Informar: prover dados para o mercado financeiro e de capitais;
• Representar: representar seus associados junto aos órgãos 
reguladores;
• Autorregular: procedimentos a serem adotados por seus associados 
que representam as melhores práticas do mercado;
• Educar: prover educação financeira ao mercado e coordenar o pro-
cesso de certificação.
A Anbima cria alguns códigos de autorregulação, que são documentos 
com as regras que seus associados precisam seguir. São vários códigos, 
mas para a sua prova vamos estudar o Código de Certificação, Código 
de Distribuição e Código de Administração e Gestão de Recursos de 
Terceiros.
Os código da ANBIMA preveem regras e procedimentos que comple-
mentam a regulação em vigor. A ANBIMA, através do seus códigos, con-
tribui para o aumento da ÉTICA de mercado, TRANSPARÊNCIA entre os 
participantes, EQUIDADE no tratamento dos investidores e QUALIDADE 
das informações.
Agora vamos falar sobre o código de certificação.
25
1.1.8 - CÓDIGO ANBIMA DE CERTIFICAÇÃO
Este código traz definições sobre a obrigatoriedade da certificação ade-
quada aos profissionais que desempenham as atividades de comercia-
lização e distribuição de produtos de investimento e aos profissionais 
que desempenham a atividade de gestão profissional de recursos de 
terceiros.
São essas as certificações:
• CPA 10: distribuição de produtos de investimentos no segmento do 
varejo;
• CPA 20: distribuição de produtos de investimentos no segmento de 
varejo alta renda;
• CEA: distribuiçãode produtos de investimentos como consultor de 
investimentos;
• CFG: pré-requisito para obter as certificações CGA ou CGE;
• CGA: gestão de fundos de investimentos;
• CGE: gestão de fundos de investimentos estruturados.
As certificações CPA-10, CPA-20 e CEA possuem relação entre suas ativi-
dades e dominância entre si. Ou seja, a CPA-20 tem dominância na CPA-
10 e a CEA tem dominância na CPA-20 e na CPA-10. 
O que isso significa? Estou afirmando que com a CPA-20 você pode exer-
cer funções da CPA-20 e da CPA-10 e, com a CEA você pode exercer as 
funções de CPA-10, CPA-20 e CEA. 
Vale destacar que a CGA não possui nenhuma relação com as demais. 
Ou seja, quem obtém esta certificação está habilitado para ser gestor 
de carteira, mas não pode exercer funções permitidas pelas demais 
certificações. 
O profissional que é aprovado no exame de certificação e possui vínculo 
com uma instituição participante da ANBIMA é considerado um profis-
sional certificado. Se não há vínculo com uma instituição, ele é conside-
rado um profissional aprovado. 
26
A diferença entre o profissional certificado e o aprovado é o prazo de 
vencimento de sua certificação. O certificado tem prazo de validade de 5 
anos, o aprovado tem validade de 3 anos.
Vamos abordar os pontos mais importantes, certo?
PRINCÍPIOS GERAIS DE CONDUTA
As Instituições Participantes devem assegurar que seus profissionais, no 
exercício de suas atividades, possuam reputação ilibada e não tenham:
• Sido inabilitados para o exercício de cargo em instituições financei-
ras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo BACEN, CVM, 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) 
ou Susep;
• Sua autorização para o exercício da atividade suspensa, cassada ou 
cancelada;
• Sofrida punição definitiva, nos últimos cinco anos, em decorrência 
de sua atuação como administrador ou membro de conselho fiscal 
de entidade sujeita a controle e fiscalização dos órgãos reguladores 
mencionados.
As Instituições Participantes devem assegurar que seus profissionais:
I. Possuam reputação ilibada; 
II. Exerçam suas atividades com boa fé, transparência, diligência e le-
aldade;
III. Cumpram todas as suas obrigações, devendo empregar, no exercí-
cio de suas atividades, o cuidado que toda pessoa prudente e dili-
gente costuma dispensar à administração de seus próprios negó-
cios, respondendo por quaisquer infrações ou irregularidades que 
venham a ser cometidas;
IV. Norteiem a prestação de suas atividades pelos princípios da liber-
dade de iniciativa e da livre concorrência, evitando a adoção de prá-
27
ticas caracterizadoras de concorrência desleal e/ou de condições 
não equitativas, respeitando os princípios de livre negociação;
V. Evitem quaisquer práticas que infrinjam ou estejam em conflito 
com as regras e princípios contidos no Código de Certificação e na 
Regulação em vigor;
VI. Adotem condutas compatíveis com os princípios de idoneidade 
moral e profissional;
VII. Vedem a intermediação de investimentos ilegais e não participem 
de qualquer negócio que envolva fraude ou corrupção, manipula-
ção ou distorção de preços, declarações falsas ou lesão aos direitos 
de investidores;
VIII. Sejam diligentes e não contribuam para a veiculação ou circulação 
de notícias ou de informações inverídicas ou imprecisas sobre o 
mercado financeiro e de capitais;
IX. Zelem para que não sejam dadas informações imprecisas a respei-
to das atividades que é capaz de prestar, bem como com relação a 
suas qualificações, seus títulos acadêmicos e experiência profissio-
nal; e
X. Cumpram com o disposto no Código de Certificação e nos Códigos 
ANBIMA das Atividades Elegíveis as quais exerçam, como o Código 
de Recursos de Terceiros e o Código de Distribuição.
Não precisa decorar, certo? É importante que você tenha uma visão 
geral, dessa forma, vai conseguir responder as questões na prova. 
Agora vamos estudar sobre as obrigações dos participantes, você pode 
estar se perguntando: “Mas quem são os participantes?”.
Os participantes são as empresas que fazem parte da Anbima, como o 
banco e a corretora. 
28
OBRIGAÇÕES DOS PARTICIPANTES 
Implementar e manter, em documento escrito, regras, procedimentos e 
controles internos que contenham, no mínimo:
• Procedimentos para identificação dos Profissionais Certificados na 
admissão e no desligamento, bem como para atualização das infor-
mações desses profissionais, de modo a manter atualizado o Banco 
de Dados da ANBIMA;
• Critérios adotados pelas instituições participantes para determinar as 
atividades elegíveis para cada uma das certificações;
• Critérios de identificação de elegibilidade de profissionais transferidos;
• Procedimento adotado para atualização de certificação de profissio-
nais que atuam em atividades elegíveis quando de seu vencimento;
• Procedimento para afastamento imediato dos profissionais que 
desempenhem atividades elegíveis sem a devida certificação, ou com 
a certificação vencida, bem como documentação formal que eviden-
cie esse afastamento, observadas as exceções expressas no Código de 
Certificação;
• Assegurar que os profissionais vinculados à instituição participante 
conheçam e assinem, de forma manual ou eletrônica, o código de 
ética por elas adotado até o último dia do mês subsequente à sua 
contratação.
PENALIDADES
“Mas Tiago, e se a instituição não respeitar o Código?” Aí ela sofrerá algu-
mas penalidades, sendo elas:
I. Advertência pública; 
II. Multa; 
III. Proibição temporária do uso do Selo Anbima;
IV. Desligamento do quadro associativo da ANBIMA.
29
Vimos então as questões mais importantes, para acessar o Código com-
pleto, Clique aqui. 
Vale ressaltar que a associação Anbima é voluntária, ou seja, a instituição 
não é obrigada a ser associada a Anbima, entretanto quando se é asso-
ciado é obrigatório seguir os Códigos. 
E também é possível não ser associado e ser aderente aos códigos.
1.1.9 - BOLSA DE VALORES E MERCADO DE BALCÃO
BOLSA DE VALORES
A bolsa de valores tem um papel importante de intermediação pois for-
nece um ambiente eletrônico para negociação de títulos e valores mobi-
liários. É por meio dela que investidores podem comprar e vender ativos 
no mercado. 
A negociação em ambiente de bolsa busca a melhor formação de preços, 
considerando um nível elevado de transparência anterior e posterior à nego-
ciação, uma vez que a bolsa divulga em tempo real as ofertas de compra e 
venda inseridas em seus sistemas, assim como as operações realizadas. 
No Brasil, a B3 (Brasil, Bolsa e Balcão) é a bolsa multiativos e multimer-
cado que atua como central depositária de ativos, câmara de compen-
sação e liquidação e contraparte central garantidora. Como administra-
dora de mercados organizados de bolsa e balcão no Brasil, a B3 oferece 
estrutura integrada de negociação e pós-negociação para todas as prin-
cipais classes de ativos. 
As negociações na bolsa de valores só podem ser feitas por meio de insti-
tuições habilitadas. Caso contrário, o investidor simplesmente não pode 
acessar o ambiente de negociação. 
Na B3 negocia-se: 
• Ações.
• Derivativos (contratos que derivam de um outros ativos como ações, 
commodities, moedas e taxas);
https://www.anbima.com.br/data/files/75/93/4A/A5/9F580810C15C26086B2BA2A8/1. Codigo_Certificacao_02.03.22.pdf
30
• Cotas de fundos de investimentos;
• Commodities. 
Características das negociações na Bolsa de Valores:
• Contratos Padronizados;
• Transparência na formação de preços;
• B3 assume o risco de contraparte;
• Registrados na clearing da B3;
• Regulado e fiscalizado pela CVM.
Mas o que significa risco de contraparte? Vou explicar. 
Quando você está vendendo uma ação na bolsa de valores, tem o risco 
de você entregar a ação, mas não receber o dinheiro, certo? E também, 
a pessoa que está comprando corre o risco de pagar, mas não receber 
a ação. Porém a B3 assume esse risco, ou seja, garante que quem está 
vendendo receberá o dinheiro e quem está comprando receberá a ação.MERCADO DE BALCÃO
O Mercado de Balcão é o ambiente que permite a realização de opera-
ções que não estão registradas na Bolsa de Valores, sendo eles:
• Captação Bancária;
• Captação por instituições não financeiras;
• Derivativos de Balcão.
Características das negociações no Mercado de Balcão:
• Não Padronizados;
• Formação de preços não transparente;
• Investidor assume o risco de contraparte;
31
• Registrado no clearing da B3;
• Regulado e fiscalizado pela CVM.
1.2.1 - BANCOS 
Antes de falarmos e detalharmos um pouco mais sobre os principais ban-
cos, você precisa entender que com “Bancos” entendemos Instituição 
Financeira.
Instituição financeira é uma organização cuja finalidade é otimizar a 
alocação de capitais financeiros próprios e/ou de terceiros, obedecendo 
uma correlação de risco, custo e prazo que atenda aos objetivos dos seus 
patrocinadores incluindo pessoas físicas ou jurídicas que tenham inte-
resses em sua operação como acionistas, clientes, colaboradores, coope-
rados, fornecedores, agências reguladoras do mercado onde a organiza-
ção opere.
BANCO COMERCIAL
Você, com certeza, ao andar pelas ruas de sua cidade, já tropeçou em 
uma agência do Banco do Brasil, certo? Acredite em mim, a agência 
bancária é apenas um pequeno pedaço das operações dos bancos. Uma 
agência bancária oferece, entre outros serviços, o de conta corrente, e é 
sobre isso que vamos falar agora. 
Conta corrente é também chamado de “depósito à vista” e tem esse 
nome sofisticado por uma razão muito simples: sempre que você depo-
sita dinheiro em sua conta corrente esse recurso tem de estar à sua dis-
posição a qualquer momento, inclusive no mesmo dia da operação. 
Ao contrário do depósito à vista, nós temos o depósito a prazo que, como 
o próprio nome sugere, tem um prazo para ser devolvido ao depositante 
somado, invariavelmente, a rendimentos. 
Com essa breve introdução sobre depósitos à vista e depósito a prazo 
vamos detalhar as funções dos bancos comerciais. 
Os bancos comerciais são instituições financeiras privadas ou públi-
cas, constituídas sob a forma de sociedade anônima. Por meio deles, o 
32
agente do sistema tem a possibilidade de captação (empréstimo) e ren-
tabilidade de recursos (investimentos). 
Além disso, os bancos comerciais são prestadores de serviços que tor-
nam a transferência de recursos viável entre os agentes do sistema. É 
por causa deles que você pode transferir dinheiro para alguém da sua 
família, por exemplo. 
Algumas funções que destacamos sobre os bancos comerciais são: 
• Captação de recursos através do depósito à vista (conta corrente); 
• Captação de recursos através de depósitos a prazo (CDB, Letra 
Financeira); 
• Aplicação de recursos através de desconto de títulos; 
• Abertura de crédito simples em conta corrente (cheque especial); 
• Operações de crédito rural, câmbio e comércio internacional; 
• Prestação de serviços: cobrança bancária, arrecadação de tarifas e tri-
butos públicos.
BANCO DE INVESTIMENTOS
Como o nome já diz, estes bancos são focados em investimentos. Eles 
são responsáveis por fomentar os investimentos a médio e longo prazo 
para pessoa física e jurídica.
Em outras palavras, têm como objetivo principal conceder crédito a 
médio e longo prazo. Em sua denominação social deve constar, obriga-
toriamente, a expressão “Banco de Investimento”.
Algumas funções que destacamos sobre os bancos de investimen-
tos são: 
• Captação de recursos através de depósito a prazo; 
• Administração de fundos de investimentos; 
33
• Abertura de capital e subscrição de novas ações de uma empresa 
(IPO e underwriting); 
• Conceder empréstimo para fins de capital de giro; 
• Financiamento de capital de giro e capital fixo; 
• Subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários; 
• Distribuição de valores mobiliários.
OUTRAS MODALIDADES DE BANCOS 
Falamos, até agora, sobre bancos comerciais e bancos de investimen-
tos. Acontece que esses bancos não preenchem todo espaço de serviços 
financeiros existentes no Brasil e, por isso, temos mais algumas modali-
dades (também chamadas de carteira) de bancos. Vamos a eles: 
Desenvolvimento: esse banco é o único que, por lei, deve ser um banco 
público e tem a função de fornecer linhas de crédito com o objetivo de 
desenvolver a economia. 
Sociedade de Crédito Imobiliário: como o nome sugere, essa é a ins-
tituição responsável por conceder empréstimos para financiamento 
imobiliário.
Arrendamento Mercantil: a palavra mercantil vem de “mercadoria”. Esse 
banco vai arrendar uma mercadoria (máquinas, equipamentos) para 
pessoas físicas e empresas. Em outras palavras, faz o chamado leasing. 
Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimentos: se você é pal-
meirense conhece bem a Crefisa, né? Se você não é palmeirense e não 
entendeu a “piada interna” a Crefisa é uma financeira dedicada a fazer 
empréstimo direto ao consumidor. É isso que uma sociedade de crédito, 
financiamento e investimento faz. 
BANCOS MÚLTIPLOS
Agora que você já viu que um banco possui diversas modalidades de 
operação eu te pergunto: como será a contabilidade desses bancos na 
hora de divulgar o balanço da empresa com o resultado? 
34
Ainda bem que, em 1988, por meio da resolução do CMN 1.524, foi auto-
rizada a criação dos bancos múltiplos. 
Basicamente, este é um único banco que vai operar, como o nome 
sugere, múltiplas carteiras. Uma delas deve, contudo, obrigatoriamente 
ser comercial ou de investimento. Os bancos múltiplos que dispõem 
de carteira comercial, por sua vez, podem captar depósitos à vista. De 
todo modo, qualquer banco múltiplo deve conter em sua denominação, 
obrigatoriamente, a expressão “Banco”. 
Cada uma das carteiras dos bancos múltiplos vai ter um CNPJ diferente, 
mas podem publicar o balanço em um único CNPJ, o do Banco Múltiplo. 
1.3.1 - DTVM/CTVM 
SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES 
MOBILIÁRIOS - SCTVM
Você vai ouvir muito sobre “corretoras” durante o curso e também na sua 
carreira no mercado financeiro, mas antes de entrarmos nos detalhes 
das corretoras vale lembrar que “corretora” é somente o nome popular 
das Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários. Claro que é 
mais fácil chamar só de corretora, né? 
Elas são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade 
por ações ou por quotas de responsabilidade limitada. 
Uma corretora tem como principal função promover a intermediação de 
títulos e valores mobiliários. Boa parte dessas negociações são feitas via B3. 
Ou seja, para o investidor ter acesso aos produtos negociados na bolsa de 
valores é necessário que ele faça isso por intermédio de uma corretora. 
Uma coisa importante: embora uma corretora esteja ligada a negocia-
ção de ativos na bolsa de valores, suas funções vão muito além disso. 
Vamos destacar algumas aqui: 
• Operar em bolsas de valores, mercadorias e futuros por conta própria 
ou de terceiros; 
• Subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado; 
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• Comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de 
terceiros; 
• Encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos 
e valores mobiliários; 
• Exercer funções de agente fiduciário; 
• Emitir certificados de depósito de ações e cédulas pignoratícias de 
debêntures; 
• Instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento;
• Praticar operações de conta margem; 
• Realizar operações compromissadas; 
• Intermediar operações de câmbio; 
• Praticar operações de compra e venda de metais preciosos no mer-
cado físico, por conta própria e de terceiros;
• Praticar operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes;
• Auxiliar os investidores com a disponibilização para clientes de infor-
mações provenientes de seus departamentos técnicos ou de análises 
de empresas, títulos e fundos de investimento.
Cabe observar também que a atuação das corretoras está sujeita à fisca-
lização da bolsa de valores, da CVM e do BACEN. 
Dica de ouro: É importantedestacar que a competência da CVM 
em relação às CTVMs e DTVMs está limitada ao que prevê a Lei 
6.385/76, ou seja, às operações com valores mobiliários. No conceito 
de valores mobiliários sujeitos ao regime da referida lei incluem-se, 
por exemplo, ações, debêntures, e contratos derivativos, mas, por 
exemplo, não são incluídos os títulos públicos, sendo que toda a ati-
vidade relativa a esses ativos está sujeita à regulamentação e fisca-
lização do Banco Central do Brasil. 
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SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES 
MOBILIÁRIOS – SDTVM
Eu diria que uma sociedade distribuidora de títulos e valores mobiliários, 
conhecida como DTVM, é uma irmã da corretora. Talvez tenham sido 
separadas na maternidade, mas não deixam de ser irmãs. Digo isso pois, 
em sua origem, a DTVM diferenciava-se apenas por não poder negociar 
no ambiente da bolsa de valores.
Em 2009 uma decisão conjunta do BACEN e CVM tirou essa vedação e, 
a partir daí, as DTVMs podem fazer exatamente a mesma coisa que uma 
CTVM. Ou seja, hoje, não existe nenhuma diferença entre uma DTVM e 
uma CTVM.
1.4.1 - TIPOS DE INVESTIDORES
Com o objetivo de proteger a poupança popular, a CVM criou as classes 
de investidores para que, de acordo com a capacidade de assumir riscos, 
estes possam ter acesso a produtos de investimentos aderentes a esse 
perfil de risco.
Existem basicamente quatro tipos de investidores: o comum, o qualifi-
cado, o profissional e o não residente. Investidor comum é todo investi-
dor PF ou PJ que acessa o mercado de capitais. Para esse não há uma 
explicação mais detalhada.
Quando você ganhou R$ 50,00 de sua avó e colocou na caderneta de 
poupança você já era um investidor comum. Para os demais tipos, a 
gente precisa apontar algumas particularidades que veremos a seguir.
INVESTIDOR PROFISSIONAL 
O Investidor Profissional é considerado um tipo de investidor com conhe-
cimentos avançados de mercado e, por se enquadrar nesse perfil, terá 
acesso a produtos financeiros diferenciados. 
Os Investidores Profissionais são:
• Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros 
em valor superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, 
adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor pro-
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fissional mediante termo próprio, de acordo com o Anexo A, da ins-
trução 30 da CVM; 
• Instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar 
pelo Banco Central do Brasil;
• Companhias seguradoras e sociedades de capitalização; 
• Entidades abertas e fechadas de previdência complementar; 
• Fundos de investimento; 
• Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por 
administrador de carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM; 
• Assessores de investimento, administradores de carteira, analistas e 
consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação 
a seus recursos próprios; 
• Investidores não residentes.
INVESTIDOR QUALIFICADO 
Para ser um investidor qualificado os critérios são semelhantes aos do 
Investidor Profissional. O que difere é o valor necessário para que PF e PJ 
possam ser Investidores Qualificados. Para este tipo, o valor mínimo é de 
R$ 1.000.000,00. Além disso, é preciso que eles atestem por escrito sua 
condição mediante assinatura do anexo B da instrução CVM 30. 
Os Investidores Qualificados são:
• Investidores Profissionais; 
• Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros 
em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adi-
cionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualifi-
cado, assinando o anexo B da Resolução CVM 30;
• Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um 
ou mais cotistas que sejam Investidores Qualificados;
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• As pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qua-
lificação técnica ou possuam certificações aprovadas pela CVM como 
requisitos para o registro de assessores de investimento, administra-
dores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários, em 
relação a seus recursos próprios.
Uma dica importante: todo Investidor Profissional é, por definição, 
também qualificado. No entanto, nem todo Qualificado é Profissional.
INVESTIDOR NÃO-RESIDENTE 
É a pessoa física ou jurídica, fundos e outras entidades de investimentos 
individuais ou coletivas, com residência, sede ou domicílio no exterior, 
que investem os seus recursos no país. Simplesmente algum investidor 
de fora do país que investe no Brasil. 
Previamente ao início de suas operações, o investidor não-residente deve: 
• Constituir um ou mais representantes no país; 
• Obter registro na Comissão de Valores Mobiliários; e
• Constituir um ou mais custodiantes autorizados pela Comissão de 
Valores Mobiliários.
1.5.1 - CLEARING HOUSE 
Os sistemas de liquidação e custódia são chamados de clearing. Guarde 
bem esse nome pois vamos usar muito durante todo seu curso. 
Traduzindo ao pé da letra, a clearing seria “lugar onde tudo funciona do 
jeito certo, sem medo de ninguém pegar seu dinheiro e sumir, porque 
lá as pessoas tomam conta de tudo”. Ou algo mais ou menos assim. As 
clearing house são responsáveis por trazer segurança ao sistema finan-
ceiro, sacou?
Imagine que todos os dias milhões de transações circulam no mercado. 
Como faríamos o controle disso? Como teríamos a certeza de que uma 
ação comprada por um investidor foi mesmo registrada em nome desse 
investidor após a compra? Os títulos que são negociados hoje no sis-
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tema financeiro são somente escriturais, ou seja, não existem os títulos 
físicos, somente informação lógica nos sistemas.
Temos 2 sistemas independentes responsáveis por custodiar e liquidar 
as transações: 
I. SELIC: Sistema Especial de Liquidação e custódia, depositário cen-
tral dos títulos da dívida pública federal interna de emissão do Te-
souro Nacional e, como tal, é responsável por processar a emissão, o 
resgate, o pagamento dos juros e a custódia desses títulos;
II. Clearing da B3: Realiza o registro, a compensação, a liquidação e 
o gerenciamento de risco de operações com ações, renda fixa de 
emissão privada, derivativos e ainda títulos públicos negociados no 
tesouro direto.
1.5.2 - SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO (SPB) 
O SPB é o conjunto de entidades, sistemas e mecanismos relacionados 
com o processamento e a liquidação de operações de transferência de 
fundos, de operações com moeda estrangeira ou com ativos financeiros 
e valores mobiliários. 
Desde 2002, quando houve uma grande reforma no SPB decorrente da 
edição da Lei 10.214/2001, essa lei ficou conhecida como “Lei do SPB”, e 
estabeleceu o fundamento legal e regulatório das câmaras de compen-
sação e liquidação.
Isso proporcionou a interligação dos sistemas dos participantes do 
mercado, que também participaram ativamente dessa reformulação. 
Assim, pessoas físicas, empresas, governos e instituições financeiras 
passaram a poder realizar transferências de dinheiro para pagamentos, 
cobertura de saldos, aplicações e outras finalidades com muito mais 
segurança e rapidez. 
Hoje o SPB é integrado por serviços de: 
• Compensação de cheques; 
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• Compensação e liquidação de ordens eletrônicas de débito e de 
crédito; 
• Transferência de fundos e de outros ativos financeiros; 
• Compensação e liquidação de operações com títulos e valores 
mobiliários; 
• Compensação e liquidação de operações realizadas em bolsas de 
mercadorias e de futuros e outras entidades. 
Além disso, o SPB se caracteriza atualmente pela base legal sólida e 
abrangente, pelo uso obrigatório de contrapartes centrais para a liqui-
dação de obrigações, pela certeza da liquidação dada pela contraparte 
central com base em mecanismos de gerenciamento de riscos e salva-
guardas, bem como pela irrevogabilidade e finalidade das liquidações. 
TRÂNSITO FINANCEIRO
Pense na transação do dinheiro, ou seja, como ele vai de um lugar para 
outro. E para isso, nós temos 2 sistemas:
LBTR (Liquidação Bruta em Tempo Real): Liquidação realizadaem 
tempo real com o respectivo débito na conta da instituição pagadora.
LDL (Liquidação Diferida Líquida): Liquidação realizada em D+1 (ou 
prazo superior) com o débito (e crédito) na conta do pagador por dife-
rença de saldo.
No Sistema LBTR as transações são feitas em tempo real, ou seja, quando 
você tem conta no Santander e manda uma TED para seu primo que 
tem conta do Itaú, ele passa pela LBTR. 
A diferença dela para a LDL é que, nos anos passados, as Instituições 
Financeiras precisavam enviar o saldo líquido dessas transferências. 
Então, vamos imaginar que os clientes do Santander mandaram 1 
milhão de reais para o Itaú e os clientes do Itaú mandaram 500 mil reais 
para o Santander. 
Ao invés de fazerem essa transferência bruta, eles apuraram o saldo 
líquido, ou seja, no nosso exemplo apenas o Santander encaminharia 
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500 mil para o Itaú, pois os clientes dele mandaram 500 mil a mais do 
que os clientes do Itaú. E isso dava um problema operacional, tendo 
que haver a participação da Tesouraria dos Bancos juntamente com o 
Banco Central. 
Para facilitar, todas as transações começaram a passar pelo LBTR. 
Reforçando que o LBTR e o LDL fazem parte do SPB. Por qual motivo 
reforçamos isso? Pois além do SPB, nós temos o SPI. O SPI não é assunto 
para sua prova, mas queremos que você saiba do que se trata, afinal, 
queremos que você manje dos paranauês. 
O SPI (Sistema de Pagamento Instantâneo) seria um Primo do SPB, só 
que sendo o primo rico da família. Ele é a infraestrutura centralizada e 
única para liquidação de pagamentos instantâneos entre instituições 
distintas no Brasil. O SPI é um sistema que faz liquidação bruta em 
tempo real (LBTR), ou seja, que processa e líquida transação por transa-
ção. Uma vez liquidadas, as transações são irrevogáveis.
O SPI seria uma evolução do SPB, pois faz as transações de maneira ime-
diata. O PIX, por exemplo, não passa pelo SPB, mas sim pelo SPI.
Aqui fechamos o módulo 1! Mas vale lembrar, claro, que ainda tem muito 
curso pela frente, beleza? O próximo passo é falar sobre Compliance 
legal, ética e análise do perfil do investidor. A exigência deste próximo 
tema, inclusive, é um pouco maior na sua prova. Continue seus estudos 
e a gente se encontra lá.
COMPLIANCE 
LEGAL, ÉTICA 
E ANÁLISE DO 
PERFIL DO 
INVESTIDOR 
MÓDULO 2:
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2.1.1 - RISCO LEGAL E RISCO DE IMAGEM
RISCO LEGAL 
O risco legal pode ser definido como a possibilidade de perdas decor-
rentes de multas, penalidades ou indenizações resultantes de ações de 
órgãos de supervisão e controle, bem como perdas decorrentes de deci-
são desfavorável em processos judiciais ou administrativos.
Isso inclui os riscos provenientes de documentação insuficiente, falta de 
poderes dos representantes da contraparte para assumir o compromisso 
ou o desconhecimento de algum aspecto jurídico relevante, o que gera a 
incapacidade de se implementar uma cobrança por falta de amparo legal. 
Por exemplo: a instituição faz um empréstimo de recursos a clientes que 
possuem garantias amplas. Porém, eles não possuem a documentação 
da operação calcada em instrumentos legais corretos, ela está incom-
pleta, há falta de assinaturas ou as pessoas que assinaram não são os 
reais representantes, no caso de o tomador ser uma empresa. 
Podemos resumir o tema de risco legal pelo princípio da legalidade. Ou 
seja, a área de controles internos vai estabelecer procedimentos opera-
cionais e jurídicos para que todas as operações realizadas entre a institui-
ção e seus clientes estejam, juridicamente, bem respaldadas. 
Alguns fatores que podem comprometer legalmente a instituição junto 
ao mercado: 
• Risco de legislação: o não cumprimento de alguma lei; 
• Risco tributário: que ocorre quando há o não recolhimento de tribu-
tos devido a uma má interpretação da legislação;
• Risco trabalhista: quando um funcionário entra na justiça contra a 
empresa devido ao não cumprimento de uma meta trabalhista. 
RISCO DE IMAGEM
Ainda sobre os fatores internos e externos que podem afetar adversa-
mente a realização dos objetivos da instituição, também temos de des-
tacar o risco de imagem. Este está associado à reputação da instituição 
financeira junto ao mercado. 
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O risco de imagem pode danificar o negócio de uma instituição de mui-
tas formas, como gerar queda no valor da ação, perda do apoio da clien-
tela e desaparecimento de oportunidades de negócios. 
Os maiores bancos do país investem, ano após ano, milhões de reais em 
publicidade nos meios de comunicação em massa para levar ao mer-
cado a imagem de segurança, solidez e crescimento. Esse tipo de publi-
cidade ajuda a fortalecer a imagem da instituição junto ao mercado. 
Alguns dizem que “são feitos para você”, outros dirão que têm “presença”, 
e ainda há aquele que pergunta “o que posso fazer por você hoje?”.
Invariavelmente, esses bancos querem fortalecer sua imagem e reputa-
ção junto ao mercado por uma razão muito simples: você seria capaz de 
investir seu dinheiro em uma instituição em que não confia?
Bem, a julgar pelo investimento feito pelas instituições financeiras, pode-
mos concluir que um problema de reputação no mercado traria grandes 
prejuízos à instituição. 
Alguns fatores que podem prejudicar a imagem da instituição junto ao 
mercado: 
• Fornecimento de crédito sem embasamento; 
• Vantagens devido a relacionamentos políticos; 
• Indícios de lavagem de dinheiro; 
• Fama de atender mal os clientes;
• Falta de respeito ao meio ambiente; 
• Falta de marcação a mercado dos fundos que administra; 
• Situação financeira instável.
2.2.1 - CONTROLES INTERNOS
Até agora estávamos falando sobre os riscos aos quais as instituições esta-
rão sujeitas em caso de descumprimento de normas legais, e para pegar 
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o embalo em um tema carregado de procedimentos, vamos entender a 
importância de uma área de controles internos. 
Se voltarmos ao módulo I, onde falamos sobre o Sistema Financeiro 
Nacional, lembraremos que uma instituição financeira pode prestar ser-
viço de intermediação de recursos, bem como a gestão de recursos de 
terceiros. 
Em outras palavras, uma instituição, ao fazer a intermediação, procura 
ter o máximo de spread possível. Essa mesma instituição, ao fazer ges-
tão de recursos de terceiros, procura trazer a maior rentabilidade possí-
vel para os investidores. Para evitar esse potencial conflito de interesse é 
obrigatória a implementação da área de controles internos. 
Antes de prosseguirmos, deixe-me explicar o conceito de spread bancá-
rio que citei no parágrafo anterior. Isso vai facilitar sua compreensão. 
Spread bancário, em termos simplificados, é a diferença entre a taxa de 
juros cobrada aos tomadores de crédito e aquela paga aos depositan-
tes pelos bancos. É a diferença entre a remuneração que o banco paga 
ao aplicador para captar um recurso e o quanto esse banco cobra para 
emprestar o mesmo dinheiro. 
O cliente que deposita dinheiro no banco está de fato fazendo um 
empréstimo à instituição. Portanto, o banco remunera os depósitos de 
clientes a uma certa taxa de juros (chamada taxa de juros de captação 
ou simplesmente taxa de captação). Analogamente, quando o banco 
empresta dinheiro a alguém, cobra uma taxa pelo empréstimo - um 
valor que será certamente superior à taxa de captação. 
Deixando ainda mais simples: quando você investe seu dinheiro no CDB 
do banco ganhando 0,70% ao mês e o banco empresta esse dinheiro 
no cheque especial a outro cliente com uma taxa de 12% ao mês, temos 
aqui um dos maiores spreads do mercado (para não dizer do mundo). 
Agora que você entendeu o spread, vamos deixar claro como teríamos 
um conflito de interesses: na intermediação financeira, o banco vai bus-
car sempre o maior spread possível e, para isso, se faz necessário, ao cap-
tar recursos dos investidores, pagar a menor taxa de juros possível. 
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Na prestação de serviços de gestão de recursos de terceiros, a institui-
ção financeira precisa trazer a maior rentabilidade possível. Para alcan-

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