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CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA I 
Prof. Fernandes Epitácio 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
BRASIL: A CONSTRUÇÃO DO TERRITÓRIO 
NACIONAL 
 
TERRITÓRIO ATUAL E POVOAMENTO 
O globo terrestre possui aproximadamente 510 milhões de 
Quilômetros quadrados, dentre os quais três quartos (70,7%) 
constituídos por oceanos e mares - para efeito de estudo podemos 
considerar três: Pacífico, Atlântico e Índico. O restante, ou seja, as 
áreas continentais constituem as terras emersas divididas em cinco 
continentes e algumas ilhas - divididas em seis continentes: 
Americano, Europeu, Asiático, Africano, Oceania e Antártica. 
 
Com território de 8.514.876 km², o Brasil é considerado um país-
continente. De fato, sua extensão territorial é das maiores do 
mundo (quinto lugar) e inclui-se entre os seis países que possuem 
mais de 7 milhões de quilômetros quadrados. 
Em relação à América do Sul, o Brasil representa 47% da área do 
continente e ocupa a porção centro-oriental da América do Sul 
fazendo fronteira com todos os países da região exceto Equador e 
Chile, com Bolívia e Peru apresentando maior fronteira com o 
nosso país e o Suriname e Uruguai a menor. 
 
POSIÇÃO ASTRONÔMICA 
Com base na análise do mapa, verificamos que o Brasil apresenta: 
• 93% das terras no Hemisfério Meridional ou Sul- a linha do 
Equador corta o Estado de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará; 
• Possui terras na Zona Tropical (92%) e na Zona Temperada do 
Sul (8%)- a linha do Trópico de Capricórnio atravessa o Estado de 
Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, sendo a cidade de São 
Paulo a única capital cortada pelo Paralelo. 
Com relação ao fator Longitude percebe-se que o País encontra-se 
totalmente a Oeste de Greenwich, ou seja, no hemisfério Ocidental, 
possuindo, portanto 4 fusos horários - todos atrasados em relação 
a Greenwich. 
A expressão país-continente advém do fato de a área da Austrália 
– que praticamente engloba o menor de todos os continentes, a 
Oceania – ser de cerca de 7,6 milhões de quilômetros quadrados. 
Todas as áreas com tamanho igual ou superior ao da Austrália são 
considerados continentes, e as que têm tamanhos menores são 
ilhas. Para ter uma ideia desse imenso tamanho, podemos lembrar 
que toda a Europa, a ocidental e a oriental (excluindo a parte 
europeia da Rússia), onde existem atualmente 45 Estados 
independentes, possui apenas cerca de 5,2 milhões de quilômetros 
quadrados. 
 
O território brasileiro atual tem 7 367 km de contorno marítimo (o 
litoral com o oceano Atlântico) e 15 719 km de contorno terrestre, 
de fronteiras com os nossos vizinhos sul-americanos. Quase todos 
os países desse subcontinente, as exceções são Equador e Chile, 
possuem fronteiras com o Brasil. 
 
Os últimos acertos importantes para delimitar esse contorno 
terrestre foram realizados no final do século XIX (1895, 1900) e no 
início do século XX (1903-1904). 
Alguns estados do Brasil – como Amazonas, Pará, Mato Grosso e 
Minas Gerais – possuem, cada um, uma área territorial superior à 
de muitos países europeus reunidos. 
Se observarmos um mapa de densidade demográfica ou 
povoamento do Brasil, poderemos notar que a população se 
concentra no litoral ou, melhor, em uma estreita faixa de terra que 
vai do oceano Atlântico até cerca de 150 km para o interior. As 
cidades mais populosas se localizam nessa faixa: São Paulo, Rio 
de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, 
Belém, entre outras. As exceções – grandes áreas metropolitanas 
com mais de 1 milhão de habitantes situadas a mais de 150 km do 
litoral – são Belo Horizonte, Brasília-Goiânia e Manaus. 
A regra geral é a concentração litorânea, principalmente próxima 
ao litoral do Nordeste oriental (Zona da Mata nordestina) e no 
Sudeste (entre São Paulo e Rio de Janeiro). A parte ocidental do 
país, principalmente a Amazônia, ainda permanece com baixas 
densidades demográficas, embora isso venha se alterando nas 
últimas décadas com o deslocamento de contingentes 
populacionais do Sudeste, do Nordeste e do Sul do país para a 
Amazônia e principalmente para Mato Grosso, Rondônia e 
Roraima. 
 
CONSTRUÇÃO DO BRASIL 
Como se sabe, era muito comum a ideia de “descobrimento” do 
Brasil. Seria como se ele já estivesse “pronto” e faltasse somente 
 
 
 
 
 64 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Fernandes Epitácio) 
alguém, um navegador português, encontrá-lo. Mas se o Brasil 
somos nós – o povo, a sociedade ou a nação brasileira, com sua 
cultura, o seu território e as suas instituições -, então ele ainda não 
existia em 1500. O que havia era um espaço físico habitado por 
inúmeras sociedades indígenas, cada uma com um território 
diferente. 
O Brasil foi, assim, uma construção na qual os colonizadores 
portugueses se apropriaram de certas áreas, geralmente 
expulsando, às vezes escravizando ou exterminando os indígenas 
que as ocupavam; com o tempo, expandiram o seu território e 
criaram neste novo mundo uma sociedade diferente, que um dia se 
tornou um Estado-Nação independente. 
Essa construção do Brasil durou vários séculos e teve dois 
aspectos principais: a formação territorial, isto é, a forma de 
ocupação da terra e a sua delimitação por meio de fronteiras; e a 
criação de uma sociedade ou de uma nação com a sua cultura 
(valores e hábitos) e instituições próprias (especialmente o Estado 
ou poder público em todos os níveis e esferas). 
A formação do território brasileiro é um tema que sempre fascinou 
os estudiosos por causa de alguns aparentes enigmas, expressos 
nestas interrogações: como chegamos a ter este imenso território, 
um dos maiores do mundo e o maior da América Latina?; por que 
as áreas de colonização portuguesa na América deram origem a 
um só país, o Brasil, enquanto as áreas de colonização espanhola 
originaram inúmeros países independentes?; e por que a maioria 
dos brasileiros se concentra mais na parte leste do território, 
próximo ao litoral? 
 
ENTRADAS 
Eram expedições organizadas pela Coroa e, portanto, oficiais. 
Delas participavam apenas homens brancos, cujos objetivos eram 
procurar metais preciosos, combater indígenas, povoar e abrir vias 
de transporte. Procuravam não ultrapassar o limite do Tratado de 
Tordesilhas. As principais foram comandadas por Américo 
Vespúcio, Sebastião Tourinho, Antonio Dias Adorno, Gabriel 
Soares de Sousa e Belchior Dias Moreia. 
 
BANDEIRAS 
Eram expedições organizadas por particulares e delas podiam 
participar homens brancos, índios, negros, mulheres e até 
crianças. Partiam, principalmente, da Vila de São Paulo e não 
respeitavam o limite de Tordesilhas. 
 
Tipos de Bandeirismo: 
1.Bandeirismo de Caça ao Índio ou Apresador: Objetivava 
capturar índios para vendê-los como escravos, inclusive destruindo 
Missões Jesuíticas. Destacaram-se Antônio Raposo Tavares e 
Manuel Preto. 
2.Bandeirismo Minerador ou Prospector: Visava descobrir 
metais preciosos. Destacaram-se: Fernão Dias Pais Leme, Borba 
Gato e Bartolomeu Bueno. 
3. Bandeirismo ou Sertanismo de Contrato: O bandeirante era 
contratado por particulares ou pelo Estado para destruir tribos 
selvagens e quilombos. O principal destaque foi Domingos Jorge 
Velho. 
OBS. As Bandeiras desbravaram e povoaram o interior, 
descobriram riquezas minerais e ampliaram o território para além 
dos limites do Tratado de Tordesilhas. 
 
MONÇÕES 
Expedições fluviais, que partiam da Vila de São Paulo para Cuiabá, 
carregadas de mantimentos para vender na região das minas. 
MISSÕES OU REDUÇÕES 
Eram aldeias criadas pelos jesuítas, nas quais viviam milhares de 
índios, recebendo ensinamentos sobre religião e trabalhando sob a 
direção dos religiosos. 
 
TRATADOS 
BULA INTERCOETERA (1493) 
A expansão marítimo-comercial europeia, ocorrida a partir do 
século XV, fez parte do processo histórico no qual as burguesias 
europeias buscavam ampliar seus lucros por meio da criação de 
novas e lucrativas rotas comerciais. Nesse contexto,Portugal e 
Espanha contaram com condições históricas que favoreceram o 
pioneirismo de ambas as nações nesse processo. 
Durante o século XV, Portugal empreendeu a conquista de 
domínios ao longo da Costa Africana. Os espanhóis finalizaram a 
formação de seu Estado nacional, em 1492. Naquele mesmo ano, 
a Coroa Espanhola iniciou sua expansão marítima apostando no 
projeto circunavegatório do navegador genovês Cristóvão 
Colombo. Pensando ter chegado às Índias, o navegador italiano 
encontrou o continente americano. 
O anúncio da existência do novo continente inseriu os espanhóis 
na disputa por novas áreas de exploração colonial. Temendo uma 
abrupta ascensão marítimo-comercial espanhola, Portugal 
ameaçou entrar em conflito com os espanhóis, caso suas 
possessões fossem desrespeitadas. Evitando a deflagração de 
uma guerra, a Espanha solicitou o papa Alexandre VI para arbitrar 
a questão. 
Em 4 de maio de 1493, a Bula Inter Coetera estabeleceu um 
acordo que determinava as regiões de exploração de cada uma 
das nações ibéricas. De acordo com o documento, uma linha 
imaginária a 100 léguas (660 quilômetros) da Ilha de Açores dividia 
o mundo, determinando que todas as terras a oeste dessa linha 
seriam de posse da Espanha e a leste seriam fixados os territórios 
portugueses. Dessa maneira, a disputa parecia resolvida. 
No entanto, por motivos não muito claros, o rei Dom João II exigiu 
a revisão do acordo diplomático. Alguns historiadores levantam a 
hipótese que a Coroa Portuguesa sabia da existência de terras na 
parte sul do novo continente. Dessa maneira, as autoridades lusas 
mais uma vez ameaçaram a Espanha caso o pedido de revisão 
não fosse acatado. Mais uma vez, o papa foi convocado para 
intermediar novas negociações. 
 
TRATADO DE TORDESILHAS (1494) 
No dia 7 de julho de 1494, o Tratado de Tordesilhas transformou os 
limites do antigo pacto. Segundo o novo acordo, todas as terras 
descobertas até o limite de 370 léguas (2500 quilômetros) a oeste 
de Cabo Verde seriam de domínio português, sendo as restantes 
de posse espanhola. Com esse novo acordo, Portugal assegurou 
sua autoridade sobre parte dos territórios do Brasil, que teve sua 
descoberta anunciada seis anos mais tarde. 
 
Aula 7 – Brasil a Construção do Território Nacional 
 
 
 
 
 
65 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Ao contrário do pretendido, esse novo tratado não deu fim às 
disputas pelo continente americano. No século XVI, nações como 
Inglaterra, França e Holanda começaram a empreender seu 
processo de expansão marítima. Insatisfeitas com a decisão papal, 
tais nações utilizaram do contrabando, das invasões e da pilhagem 
em repúdio ao monopólio português e espanhol. 
 
TRATADOS DE UTRECHT (1713 E 1715) 
Com o fim da Guerra da Sucessão Espanhola, representantes dos 
países envolvidos se encontraram na cidade holandesa de Utrecht. 
Portugal assinou dois tratados: Tratado de Utrecht (1713): A 
França reconheceu o rio Oiapoque como fronteira entre o Brasil e a 
Guiana Francesa. 
 
Tratado de Utrecht (1715): A Espanha devolveu a Colônia do 
Sacramento a Portugal. 
 
TRATADO DE MADRI (1750) 
Foi assinado entre o rei Fernando VI, representando a Espanha e o 
brasileiro Alexandre de Gusmão, representando Portugal e tinha 
como base o princípio do Direito Romano: “Uti possidetis, ita 
possidetis”, ou seja, “assim como possuis, continuarás a possuir”. 
Assim sendo, a Colônia do Sacramento ficou com Espanha, 
enquanto que os Sete Povos das Missões e todas as terras a oeste 
de Tordesilhas, que estavam ocupadas por brasileiros, passou a 
pertencer a Portugal. 
 
 
 
TRATADO DE EL PARDO (1761) 
Para definir os limites de fronteira de suas colônias na América do 
Sul, Espanha e Portugal firmaram o Tratado de Madri, em 1750, 
para substituir o mal distribuído Tratado de Tordesilhas, que já era 
ignorado pelos colonos. 
Entretanto, a divisão das fronteiras concedeu o território dos Sete 
Povos das Missões (parte do Rio Grande do Sul) à colônia 
portuguesa, o que de certa forma impedia que os jesuítas 
espanhóis continuassem catequizando as aldeias indígenas da 
região. Os índios guaranis que habitavam a região tinham aversão 
aos portugueses, pois eram obrigados a se deslocarem até o outro 
lado do Rio Uruguai para respeitarem a nova divisão colonial. Essa 
aversão gerou violentos conflitos na região, suscitando na Guerra 
Guaranítica, por volta de 1753. 
Por outro lado, os portugueses não queriam ceder o território da 
Colônia do Sacramento, hoje território do Uruguai, ao domínio 
espanhol. 
Com objetivo de manter a paz selada entre Portugal e Espanha, os 
colonos decidiram assinar o Tratado de El Pardo, em 1761. 
O tratado exigia que todos os acordos feitos após o Tratado de 
Madri seriam desfeitos e todos os territórios ocupados retornariam 
ao comando de suas antigas colônias. Qualquer habitação, casa 
ou fortaleza construída após as demarcações estabelecidas pelo 
Tratado de Madri seria demolida como sinal de cooperação entre 
os colonos portugueses e espanhóis. 
Apesar da revogação do Tratado de Madri, os territórios 
demarcados pelo diplomata português Alexandre de Gusmão 
seriam mantidos em um novo Tratado de El Pardo, assinado em 11 
de março de 1778 pelo rei espanhol Carlos III e a rainha 
portuguesa Maria I. Foi graças ao princípio uti possedis (tomar a 
posse), defendido por Gusmão, que o Brasil teve suas regiões 
demarcadas. 
Neste novo documento, Portugal cedia à Espanha as ilhas de Ano 
Bom, Formosa e a costa do Golfo da Guiné, que fazem parte da 
Guiné Equatorial, para facilitar o tráfico de navios negreiros. Em 
troca, os portugueses tinham direito a uma expansão territorial no 
domínio da América Latina, aumentando o tamanho de sua colônia, 
o Brasil. 
 
TRATADO DE SANTO ILDEFONSO (1777) 
Assinado entre Portugal e Espanha para retificar as fronteiras dos 
dois impérios na América, cabendo aos espanhóis a posse da 
Colônia do Sacramento e das Missões. 
 
TRATADO DE BADAJÓS (1801) 
Entre os meses de maio e junho de 1801 houve um conflito militar 
que envolveu Portugal e Espanha que traria extensos 
desdobramentos para a política Ibérica. Este evento é conhecido 
como Guerra das Laranjas e foi algo traumático para os 
portugueses porque iniciou a Questão de Olivença, uma disputa 
com os espanhóis pelo domínio da região de Olivença e seus 
territórios adjacentes que persiste até os dias atuais. Embora não 
haja mais guerras para solucionar a questão, os dois países ainda 
não chegaram a um acordo sobre o território em disputa. 
A Guerra das Laranjas travada entre Portugal e Espanha teve 
desdobramentos até no Brasil, que refletiu na chamada Guerra de 
1801 e resultou no aumento do território do Rio Grande do Sul em 
mais de um terço. Naquele mesmo ano, foi celebrado um acordo 
envolvendo Portugal, Espanha e França para estabelecer a paz. A 
decisão foi tomada no dia seis de junho de 1801 na cidade 
espanhola de Badajoz, o que determinou o nome Tratado de 
Badajoz. O acordo colocava fim à Guerra das Laranjas e 
estabelecia termos severos a Portugal, que assinou coagido. 
Portugal e Espanha estavam em guerra na Europa. Como forma de 
retaliação a Espanha, a Coroa Portuguesa ordenou aos luso-
brasileiros a investida sobre os territórios espanhóis na América. 
Foi ai que os portugueses invadiram e conquistaram novamente a 
 
 
 
 
 66 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Fernandes Epitácio) 
Colônia de Sacramento. 
Em 1801 portugueses e espanhóis assinaram o Tratado de 
Badajoz, acarretando a paz entre os dois países. Pelo referido 
tratado, ficou acertado que os portugueses abandonariam a 
Colônia de Sacramento. 
Para Portugal restaria aceitar a posse sobre os Sete Povos das 
Missões, dando o contorno definitivo ao atual Estado do Rio 
Grande do Sul. 
 
TRATADO DE PETRÓPOLIS (1903) 
O Barão do Rio Branco foi o mediador do último e mais importante 
dos Tratados Territoriais doBrasil, o Tratado de Petrópolis. 
 
O Tratado de Petrópolis foi um tratado de paz entre Brasil e Bolívia. 
Através deste tratado a Bolívia entregou a região do Acre ao Brasil 
mediante ao pagamento de uma indenização em dinheiro. 
O Governo brasileiro também se comprometeu em construir a 
estrada de Ferro Madeira-Mamoré que escoaria os produtos 
bolivianos ao Oceano Atlântico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 7 – Brasil a Construção do Território Nacional 
 
 
 
 
 
67 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
As terras brasileiras foram divididas por meio de tratados entre Portugal e Espanha. De acordo com 
esses tratados, identificados no mapa, conclui-se que 
 
a) Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas, detinha o controle da foz do rio Amazonas. 
b) o Tratado de Tordesilhas utilizava os rios como limite físico da América portuguesa. 
c) o Tratado de Madri reconheceu a expansão portuguesa além da linha de Tordesilhas. 
d)Portugal, pelo Tratado de San Ildefonso, perdia territórios na América em relação ao de Tordesilhas. 
e) o Tratado de Madri criou a divisão administrativa da América Portuguesa em Vice-Reinos Oriental e 
Ocidental. 
 
Questão 02 
As secas e o apelo econômico da borracha — produto que no final do século XIX alcançava preços 
altos nos mercados internacionais — motivaram a movimentação de massas humanas oriundas do 
Nordeste do Brasil para o Acre. Entretanto, até o início do século XX, essa região pertencia à Bolívia, 
embora a maioria da sua população fosse brasileira e não obedecesse à autoridade boliviana. 
Para reagir à presença de brasileiros, o governo de La Paz negociou o arrendamento da região a uma 
entidade internacional, o Bolivian Syndicate, iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. O 
conflito só terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil comprou o 
território por 2 milhões de libras esterlinas. 
DISPONÍVEL em: www.mre.gov.br. Acesso em: 03 nov. 2008 (adaptado) 
 
Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados, o Acre tornou-se parte do 
território nacional brasileiro 
a) pela formalização do Tratado de Petrópolis, que indenizava o Brasil pela sua anexação. 
b) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros na região. 
c) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os seringais. 
d) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na região. 
e) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia. 
 
Questão 03 
 
 
Disponível em: http://atividadesnotuxpaint.files.wordpress.com/2011/05/coord- geograficas.png (adaptado). 
Acesso em: 28/11/2013 
Anotações 
 
 
 
 
 
 68 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Fernandes Epitácio) 
Em geografia, chama-se hemisfério a uma metade da superfície da Terra limitada por um círculo 
máximo. A divisão da Terra pelo Equador forma dois hemisférios, assim como sua divisão pelo 
meridiano de Greenwich. O Brasil no mapa encontra-se, predominantemente, no hemisfério 
a) norte oriental. 
b) boreal austral. 
c) meridional oriental. 
d) austral leste. 
e) sul ocidental. 
 
Questão 04 
A imagem abaixo mostra um local por onde passa o Trópico de Capricórnio. Sobre o Trópico de 
Capricórnio verificamos que 
 
a) É a linha imaginária ao sul do Equador, onde os raios solares incidem sobre a superfície de forma 
perpendicular, o que ocorre em um único dia no ano. 
b) Os raios solares incidem perpendicularmente nesta linha imaginária durante o solstício de inverno, o 
que ocorre duas vezes por ano. 
c) Durante o equinócio, os raios solares atingem de forma perpendicular a superfície no Trópico de 
Capricórnio, marcando o início do verão. 
d) No início do verão (21 ou 22 de dezembro), as noites têm a mesma duração que os dias no Trópico 
de Capricórnio. 
e) no início do equinócio de verão, os raios solares incidem perpendicularmente sobre a região 
fazendo o dia ser mais longo que a noite. 
 
Questão 05 
A formação do território brasileiro no período colonial resultou de vários movimentos expansionistas e 
foi consolidada por tratados no século XVIII. Assinale a opção que relaciona corretamente os 
movimentos de expansão com um dos Tratados de Limites. 
a) A expansão da fronteira norte, impulsionada pela descoberta de minas de ouro, foi consolidada no 
tratado de Utrecht. 
b) A região missioneira do sul constituiu um caso à parte, só resolvido a favor de Portugal com a 
extinção da Companhia de Jesus. 
c) O Tratado de Madri revogou o de Tordesilhas e deu ao território brasileiro conformação semelhante 
à atual. 
d) O Tratado do Pardo garantiu a Portugal o controle da região das missões e do rio da Prata. 
e) Os tratados de Santo Ildefonso e Badajós consolidaram o domínio português no sul, passando a 
incluir a região platina. 
 
Questão 06 
Indique e explique dois fatores que esclareçam a invalidação do Tratado de Tordesilhas ao longo do 
processo de colonização da América Portuguesa. 
Entre os fatores que explicam tal invalidação, podemos destacar o fato da União Ibérica, ocorrida entre 
1580 e 1640, estabelecer a junção dos espaços coloniais português e espanhol. Ao mesmo tempo, 
devemos frisar que a ação dos bandeirantes e jesuítas também teve grande contribuição para que 
outras regiões passassem a ser exploradas pela ação de representantes da colonização lusitana. 
 
Questão 07 
__________________________________________________________________________________ 
Quanto à “Marcha de Povoamento e a Urbanização do Século XVII” 
A respeito da ocupação do território brasileiro, foram feitas as quatro observações seguintes: 
Anotações 
 
	SEMANA 07 - GEOGRAFIA I - BRASIL A CONSTRUÇÃO DO TERRITORIO NACIONAL - FERNANDES

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